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CENTRO CIRURGICO

É um conjunto de elementos destinados ás atividades cirúrgicas, bem quanto


á recuperação pós anestésica (RPA) e, pós-operatória do paciente que passou por
tratamento cirúrgico. Neste local tudo é realizado com técnicas assépticas,
preservando o paciente.

LOCALIZAÇÃO

A unidade de Centro Cirúrgico deve ocupar uma área independente da


circulação geral, ficando livre do trânsito de pessoas e materiais estranhos ao
serviço; com mínimo de ruído possível; possibilitando o acesso livre e fácil de
pacientes das Unidades de internação, Pronto Socorro e UTI.

ESTRUTURA FÍSICA

São considerados essenciais os elementos descritos a seguir:

• VESTIÁRIOS MASCULINO E FEMININO

Devem estar localizados na entrada do centro cirúrgico, de modo que os


profissionais, e outras pessoas que venham da área de circulação externa, só
possam ter acesso ao setor após a troca de roupa. O vestiário deve conter também
armários para guardar pertences dos usuários e sanitários anexos com lavabos e
chuveiro.

• SALA ADMINISTRATIVA

É o local destinado ao controle administrativo da Unidade, concentrando a chefia


de enfermagem e a secretaria.

• ÁREA DE RECEPÇÃO DO PACIENTE

É a área reservada para recepcionar e transferir pacientes da maca até a mesa


cirúrgica.

• SALA DE ESPERA

É a área destinada aos familiares ou acompanhantes do paciente, enquanto


aguardam o término da cirurgia e alta da sala de recuperação pós-anestésica (RPA).
Este ambiente deve ser provido de poltronas e sanitário.

• ÁREA DE ESCOVAÇÃO OU LAVABOS

Prevê-se um lavabo com duas torneiras para cada duas salas de cirurgias. As
torneiras devem ser munidas de características especiais, que tornem possível abri-
las e fechá-las sem o uso das mãos. Os tanques devem ser instalados numa altura
de mais ou menos 90 cm, para favorecer a mecânica corporal no ato da escovação.
Neste local devem ter escovas e solução anti-séptica.
• SALA DE CIRURGIA

É a área destinada à realização de intervenções cirúrgicas e endoscópicas. Os


requisitos que devem ser respeitados para facilitar o funcionamento são:

a) Área física

O tamanho da sala cirúrgica, metros quadrados, varia de acordo com a


especialidade a que é destinada. A sala cirúrgica mais funcional é a retangular, pois
oferece melhor aproveitamento do espaço, mas pode ser circular ou quadrada.

b) Paredes

Devem ter os cantos arredondados em todas as junções, com a finalidade de


facilitar a limpeza. Devem ser revestidas de material resistente, mas que proporcione
superfície lisa e lavável. Este material deve favorecer a diminuição de ruídos
externos. E quanto à cor, deve ser neutra e suave.

c) Piso

Deve ser liso de cor clara, de material resistente ao uso de água e soluções
desinfetantes, de superfícies lisas e de fácil limpeza.

d) Portas

Devem ser amplas, no mínino 110 cm, para facilitar a passagem de macas e
equipamentos cirúrgicos, devem ser corrediças para evitar movimentação de ar,
devem ser revestidas de material lavável e de cor neutra. Devem, ainda, possuir
proteção, a fim de prevenir danos por possíveis esbarrões de macas. Precisam,
também, ser providas de visor facilitando visualizar o interior da sala sem a
necessidade de abri-las durante o ato cirúrgico.

e) Janelas

Devem estar localizadas de modo a permitir a entrada de luz natural em todo


o ambiente, provida de vidro fosco e ser lacrada, a fim de evitar distrações.

f) Iluminação e Ventilação

A iluminação artificial da sala de cirurgia é feita por intermédio da luz geral de


teto, com lâmpada fluorescente e luz direta. Os focos permitem a luminosidade ideal
em todo o campo operatório, garantem a ausência de sombra e a alta naturalidade
na cor dos tecidos. Os tipos de focos são: fixo ou central, auxiliar e frontal.

O ar condicionado deve prover a renovação do ar ambiente sem produzir


correntezas, remover as impurezas e gases de ar e proporcionar temperatura e
umidade adequadas ao ambiente; isso contribui para a diminuição dos riscos de
infecção da ferida operatória, considerando a renovação do ar, onde podem estar
suspensos bactérias e outras partículas, além dos gases e vapores (sistema de ar
condicionado central).
• SALA PARA GUARDA DE MEDICAMENTOS E MATERIAIS
DESCARTÁVEIS (FARMÁCIA)

É o local reservado para armazenar medicamentos diversos, soros, soluções


desinfetantes e materiais descartáveis, como seringas, agulhas, luvas, fios de sutura
e outros.

• SALA DE GUARDA DE MATERIAL DE ANESTESIA

Neste local são guardados os aparelhos de anestesia, bem como as bandejas


prontas para uso nos diversos tipos de anestesia.

• SALA PARA ESTOCAGEM DE MATERIAL ESTERILIZADO

É a área onde se armazena o material esterilizado, como pacotes de roupa,


compressas, gases, caixas de instrumentais e outros.

• SALA DE DEPÓSITO DE CILINDROS DE GASES

Este local está destinado para guardar cilindros de oxigênio e óxido nitroso,
mesmo que o sistema de distribuição seja centralizado.

• SALA PARA GUARDA DE APARELHOS E EQUIPAMENTOS

Esta área se destina a guardar os aparelhos que, no momento, não estão em


uso, como bisturi elétrico, aspirador portátil, focos auxiliares, unidade móvel de raio
X e outros; armazena também equipamentos como suportes de soro, talas para
imobilização, diversos tipos de coxins e outros.

• ROUPARIA

É a área destinada a armazenar a roupa de uso na unidade, como lençóis das


mesas cirúrgicas e outros.

• SALA OU LABORATÓRIO DE ANATOMIA PATOLÓGICA

É a área que se destina à realização de exames anatomopatológicos


específicos e rápidos. Esta sala pode ser dispensada, quando o laboratório estiver
nas proximidades do centro cirúrgico.

• LABORATÓRIO PARA REVELAÇÃO DE CHAPAS (RAIO X)

É a área utilizada para revelar radiografias, mas também pode ser


dispensadas quando a Unidade de Radiologia estiver situada nas proximidades do
Centro Cirúrgico.
• SALA PARA MATERIAL DE LIMPEZA

É a área destinada à guarda de aparelhos, utensílios e produtos utilizados na


limpeza.

• SALA DE EXPURGO

É o local destinado a receber e lavar os materiais usados nas cirurgias.

• SALA DE ESTAR PARA FUNCIONÁRIOS

Local de repouso dos funcionários (onde fazem o intervalo, os 15 minutos de


descanso).

• COPA

É a área destinada a lanches rápidos para toda a equipe, a fim de evitar que o
façam em local inadequado ou deixem a unidade em momentos inoportunos.

EQUIPE CIRÚRGICA

CIRURGIÃO: responsável pelo planejamento e execução do ato cirúrgico, comanda


e mantêm ordem no campo operatório.

PRIMEIRO AUXILIAR: médico que auxilia e substitui se necessário o cirurgião.

INSTRUMENTADOR: é da responsabilidade do instrumentador (a) o perfeito


funcionamento de instrumental e equipamentos usados pelo cirurgião.

ANESTESISTA: médico responsável pela execução da anestesia, e controle do


paciente durante a cirurgia e após a mesma, até restabelecimento dos reflexos
deste.

CIRCULANTE: responsável pela sala onde será realizada a cirurgia, e:

• Receber o paciente na sala de cirurgia e explicar tudo o que vai ser feito
enquanto ele estiver consciente;
• Igualar a altura da mesa cirúrgica com a maca e encostar para facilitar a
passagem do paciente;
• Abrir sondas se houver, e colocar suporte de braço, acolchoado, em ângulo
inferior a 90° com o corpo, a fim de prevenir complicações;
• Adaptar o manguito do esfigmomanômetro e o estetoscópio de modo a
facilitar a verificação da PA;
• Nunca deixar o paciente sozinho na sala;
• Colocar a placa neutra de bisturi elétrico sobre a panturrilha do paciente;
• Auxiliar a equipe cirúrgica a paramentar-se: vestir o avental, amarrar os
cadarços e cinto e em seguida apresentar as luvas;
• Fornecer material a mesa do instrumentador;
• Auxiliar a colocar o paciente na posição funcional e adequada a cirurgia;
• Ligar o foco central e focalizar o local da cirurgia;
• Descobrir a área operatória e oferecer o material de anti-sepsia;
• Aproximar o aparelho de bisturi elétrico e conectar os pólos, positivo e
negativo, tendo o cuidado de cobri-lo com um campo estéril;
• Observar o gotejamento das infusões, dos líquidos drenados, do sangue
aspirado no aspirador, sinais vitais, sintomas do paciente como: cianose das
extremidades, palidez, sudorese e outros;
• Certificar-se do local da cirurgia;
• Fazer as anotações conforme normas administrativas do hospital (gastos,
relatórios de enfermagem, infusões usadas, início e término da cirurgia, e
possíveis intercorrências);
• Auxiliar o médico durante a cirurgia e no curativo da incisão, oferecendo os
materiais que lhe for solicitado.

Antes da Cirurgia:

• Deixar na sala apenas o material necessário;


• Se necessário, separe outros materiais que possam ser solicitados durante a
cirurgia numa mesa do lado de fora da sala;
• Solicitar um circulante que esteja a disposição no corredor para atender as
solicitações fora da sala.

Durante a cirurgia:

• Mobilizar toda a equipe afim de que ninguém entre ou saia da sala de cirurgia;
• Manter as portas fechadas.

Ao término da cirurgia:

• Os pacotes que não foram utilizados na cirurgia devem ser abertos e


encaminhados para nova esterilização;
• Todos devem trocar os propés, gorro e máscara;
• O material descartável poderá ser reaproveitado desde que esteja limpo;
• O material de inox deve ser entregue á circulante auxiliar (corredor) e esta se
encarregará de entregar para o CME para reprocessamento;
• Recolher as roupas, colocando em saco fechado, rotulando como
contaminado para não se misturar com outras roupas e encaminhar
imediatamente para a lavanderia.

CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS

PALIATIVA: visa aliviar a dor, compensar distúrbios de modo a minorar o sofrimento


dos pacientes, sem remover totalmente as causas da doença. Ex: Colostomia.

RADICAL: é o tratamento cirúrgico que remove, extirpa o órgão afetado.


PLÁSTICA: restabelece, restaura a parte afetada (restauradora; estética).

TIPOS DE CIRURGIA

CIRURGIA DE EMERGÊNCIA: deve ser realizada de imediato, é quando o paciente


corre o risco de morte ou perda de alguma função vital.

• Sangramento ativo (hemorragia);


• Obstrução de uma via aérea;
• Sofrimento fetal;
• Aumento da pressão intracraniana.

CIRURGIA DE URGÊNCIA: enquadram-se as cirurgias que podem ter 24 horas de


tolerância e que permite uma avaliação rápida e um preparo mais minucioso do
paciente. É aquela que o risco de perda de funções não é eminente.

CIRURGIA ELETIVA: são aquelas que podem ser agendadas, sua realização é
necessária, mas não é urgente.

CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS QUANTO AO GRAU DE CONTAMINAÇÃO

CIRURGIAS LIMPAS: são realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de


descontaminação, na ausência de processo infeccioso local. Consideram-se limpas
as cirurgias realizadas na epiderme, tecido celular subcutâneo, sistemas músculo-
esquelético, nervoso e cardiovascular.

CIRURGIAS POTENCIALMENTE CONTAMINADAS: são as realizadas em tecidos


colonizados por flora microbiana pouco numerosa, em tecidos cavitários com
comunicação com o meio externo, ou de difícil descontaminação, na ausência de
processo infeccioso local. Consideram-se potencialmente contaminadas as cirurgias
realizadas nos tratos gastrintestinal (exceto cólon), respiratório superior e inferior,
geniturinário, cirurgias oculares e de vias biliares.

CIRURGIAS CONTAMINADAS: são as realizadas em tecidos colonizados por flora


microbiana abundante, de difícil descontaminação, na ausência de processo
infeccioso local. Consideram-se contaminadas as cirurgias realizadas no cólon, reto
e ânus; em tecidos com lesões cruentas e cirurgias de traumatismo crânio
encefálicos abertos.

INCIDÊNCIA ESPERADA DE INFECÇÃO EM FERIDA CIRÚRGICA SEGUNDO O


POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO

• LIMPAS: 1 a 5%
• POTENCIALMENTE CONTAMINADADAS: 3 a 11%
• CONTAMINADAS: 10 a 17%
POSICIONAMENTO CIRURGICO

A escolha da posição cirúrgica para o paciente é feita pelo cirurgião. Uma boa
posição para o paciente deve prover o máximo de segurança durante o
procedimento cirúrgico. O máximo de segurança inclui:

1. Manutenção de boa função respiratória;


2. Manutenção de boa circulação sanguínea;
3. Prevenção de pressão sobre músculos e nervos;
4. Boa exposição e acesso para o campo cirúrgico;
5. Bom acesso para administração de anestésicos e observação dos seus
efeitos.

CLASSIFICAÇÃO DAS POSIÇÕES

POSIÇÃO CIRÚRGICA: decúbito adequado, no qual o paciente anestesiado ou não


é posicionado, para ser submetido a uma intervenção cirúrgica, proporcionando a
equipe um bom acesso ao campo cirúrgico.

POSIÇÃO ANESTÉSICA: o paciente será posicionado, de acordo com o tipo de


anestesia que irá ser submetido: Anestesia geral – decúbito dorsal; Anestesia
raquimedular ou peridural – decúbito lateral ou sentado.

POSIÇÃO VICIOSA: posição que causa desconforto para o paciente. Pode levar a
distensão muscular.

POSIÇÃO BOA: posição que oferece conforto ao paciente, segurança, permite a


equipe cirúrgica uma boa visualização do campo operatório e facilita o trabalho do
anestesista. Favorece um bom pós-operatório.

POSIÇÕES

DORSAL OU SUPINA: é a posição mais comum, mais natural do corpo em repouso.


O paciente fica deitado de costas onde às pernas ficam esticadas e um braço fica
apoiado e outro fica no lado com a palma da mão virada para baixo.

Variações da Posição Dorsal

• TRENDELEMBURG: esta posição é uma variação da posição de decúbito


dorsal, onde parte superior do dorso é abaixada e os pés são elevados.
• TRENDELEMBURG REVERSA: é usada para oferecer acesso a cabeça e
pescoço. É descrita como a cabeceira elevada, e os pés abaixados.

GINECOLÓGICA: com o paciente em decúbito dorsal, as pernas são elevadas e


abduzidas para expor a região perianal para procedimentos que envolvem os órgãos
pélvicos e genitais.

FOWLER OU POSIÇÃO SENTADA: posição utilizada para procedimentos


neurocirúrgicos.
SEMI-FOWLER: posição utilizada para procedimentos de buco-maxilo,
otorrinolaringologia e mastectomia.

DECÚBITO VENTRAL OU PRONA: nesta posição o paciente fica deitado com o


abdome em contato com a superfície do coxim da mesa cirúrgica.

DECÚBITO LATERAL: é geralmente usada para cirurgias nos rins, pulmões ou


quadril. O paciente fica deitado sobre o lado não afetado, um travesseiro é colocado
sob a cabeça do paciente para manter o alinhamento da coluna cervical e das
vértebras torácicas. Outro travesseiro é colocado entre as pernas do paciente; a
perna de baixo é flexionada num ângulo de 90°.

TIPOS DE ANESTESIA

ANESTESIA GERAL: através da administração de medicamentos o paciente é


mantido inconsciente, sem dor e imóvel durante todo o procedimento. Está indicada
para cirurgias sobre o abdome superior, tórax, cabeça, pescoço, cirurgias
neurológicas e cardíacas. Cirurgias em crianças são realizadas, normalmente com
anestesia geral para evitar movimentação brusca durante os procedimentos.
A anestesia geral pode ser aplicada por via venosa, que atinge diretamente a
corrente sanguínea e em seguida alcança o cérebro, onde acontece a ação principal
da anestesia; Inalatória, feita por inalação de gazes e vapores anestésicos através
das vias aéreas; Balanceada, é a anestesia por via venosa e inalatória, esta
associação permite reduzir as doses e obter melhores resultados com efeitos
colaterais.

ANESTESIA REGIONAL: através da administração de medicamentos obtemos


anestesia de apenas algumas áreas do corpo, sem alteração de consciência, como
por exemplo:

• Anestesia Raquidiana: realizada com anestesia local, nas costas. O


paciente fica com os membros inferiores e parte do abdome completamente
anestesiado e imóvel. O anestésico é depositado junto ao líquor.
• Anestesia Peridural: também realizada pela adição de anestésicos locais
nas costas próximos aos nervos que transmitem a sensibilidade dolorosa, o
anestésico é administrado no espaço peridural, e não há perda de líquor.
Neste caso é possível se realizar o bloqueio de apenas algumas raízes
nervosas ou várias - como anestesia peridural para mamoplastias, por
exemplo, onde o anestesiologista pode anestesiar apenas a região do tórax
onde estão localizadas as mamas.
• Bloqueios de nervos periféricos: são outro tipo e, neste caso, o anestesista
administra o anestésico apenas ao redor dos nervos que irão para o local da
cirurgia a ser realizada. Por exemplo, cirurgias sobre a mão podem ser
realizadas com bloqueios dos nervos que inervam a mão, através da
administração de anestésicos próximos a estes, na altura da axila ou do
pescoço.
• Anestesia local: a injeção de anestésico é feita em uma pequena área, com
o objetivo de atingir apenas as terminações nervosas em um lugar específico.
• Plexolares: um conjunto de nervos que forma um plexo nervoso é bloqueado
por anestésicos locais, para conseguir a anestesia de uma região maior do
corpo.

TÓPICA: aplicação de anestésico no local da superfície da pele ou de uma mucosa,


para impedir a sensação dolorosa no local da injeção.

ANTI-SEPSIA DA EQUIPE CIRURGICA

• Antes de cada cirurgia é aconselhável que os membros da equipe cirúrgica


tomem banho com sabonete anti-séptico;
• Usar touca com elástico, principalmente as pessoas de cabelos longos;
• Mascara facial, deve cobrir o nariz e a boca, impedindo que fluidos bucais e
os gazes da respiração tenham contato direto com o local da cirurgia;
• Vestir a roupa adequada ao centro cirúrgico;
• Utilizar propés;
• Realizar degermação das mãos, punhos e antebraço.

LAVAGEM DAS MÃOS

• LAVAGEM COMUM: remoção de sujidade e flora transitória;


• ANTISSEPSIA: remoção e destruição de flora transitória;
• ANTISSEPSIA - PREPARO CIRURGICO: remoção, destruição da flora
transitória e redução da flora permanente.

TÉCNICA DE LAVAGEM DAS MÃOS

1. Retirar anéis, pulseiras e relógio.


2. Abrir a torneira e molhar as mãos sem encostar na pia.
3. Colocar nas mãos aproximadamente 3 a 5 ml de sabão. O sabão deve ser, de
preferência, líquido e hipoalergênico.
4. Ensaboar as mãos friccionando-as por aproximadamente 15 segundos.
5. Friccionar a palma, o dorso das mãos com movimentos circulares, espaços
interdigitais, articulações, polegar e extremidades dos dedos (o uso de escovas
deverá ser feito com atenção).

6. Os antebraços devem ser lavados cuidadosamente, também por 15 segundos.


7. Enxaguar as mãos e antebraços em água corrente abundante, retirando
totalmente o resíduo do sabão.
8. Enxugar as mãos com papel toalha ou compressas estéril;

9. Fechar a torneira acionando o pedal, com o cotovelo ou utilizar o papel toalha; ou


ainda, sem nenhum toque, se a torneira for fotoelétrica. Nunca use as mãos.
TÉCNICA DE ESCOVAÇÃO

O processo deve ser iniciado com a máscara devidamente fixada, nem muito
apertada nem muito frouxa para garantir que esta não será problema durante o ato
operatório.

Uma vez que a mascara esteja bem colocada devemos iniciar a escovação. Para
tanto devemos tomar as seguintes medidas.

1 - Verificar se há escova disponível e se há degermante ou sabão;


2 - Constata-se como funciona a torneira, se acionada por alavancas, por células
fotoelétricas ou mesmo pelos pés;

Tomados estes cuidados o processo poderá ser realizado sem problemas.Os


passos para uma escovação eficiente são:

1 - Molhar as mãos e antebraços de forma abundante sem se preocupar com


contaminação, pois o processo será iniciado;

2 - De posse da escova devidamente umedecida pelo degermante ou sabão


devemos iniciar o processo, mantendo as mãos sempre acima da linha do cotovelo
(isso garante que a solução contaminada não venha a escorrer sobre áreas já
escovadas);

3 - A escovação deve ser iniciada pela palma da mão que você usa com freqüência
(destros iniciam o processo pela mão direita);

4 - Em seguida partimos para as costas da mão, dedos (em todo o seu contorno)
sempre com movimentos de vai-e-vem no sentido mãos-cotovelos;

5 - Estando a mão devidamente ensaboada iniciamos a escovação do antebraço,


aqui o movimento será só de ida na direção mãos-cotovelos;

6 - Com o antebraço ensaboado devemos agora nos preocupar com o cotovelo. Aqui
se aconselha movimentos circulares em número mínimo de 25;

7 - Antes de prosseguir à unha repetiremos as etapas acima para o outro braço,


iniciando pela palma da outra mão e, assim por diante.

8 - Quando os dois braços estiverem ensaboados partiremos para a higiene das


unhas. Serão movimentos firmes de vai-e-vem no sentido transversal aos da mão-
cotovelo em número mínimo de 30.

Agora com os dois braços devidamente ensaboados devemos enxaguá-los,


retirando assim o sabão. Para tanto devemos tomar cuidados para que não haja
contaminação.

Os passos recomendados são:


1 - Largar a escova dentro da pia, sem se preocupar com ela;
2 - Acionar a torneira (se por alavanca usar a lateral do cotovelo, evitando a
contaminação);

3 - Manter a mão que ainda não será enxaguada acima da linha do cotovelo;

4 - O braço que será enxaguado deverá ser colocado com uma leve inclinação da
mão em relação ao cotovelo e levada da mão ao cotovelo em direção ao jato d'água;

5 - O braço nunca deverá voltar para repetir a ida ainda debaixo d'água, contorne o
jato e repita a operação quantas vezes necessário até retirar todo o sabão.

Nas ilustrações a seguir você poderá entender melhor o processo acima descrito

MANUSEIO DE MATERIAL ESTERILIZADO

Ao manusear o material esterilizado com técnica asséptica, deve-se obedecer


a algumas normas a fim de mantê-lo estéril:
1. É fundamental lavar as mãos com água e sabão antes de manusear o
material esterilizado;
2. Utilizar material com embalagem integra, seca, sem manchas, com
identificação (tipo de material e data da esterilização);
3. Trabalhar de frente para o material;
4. Manipular o material ao nível da cintura para cima;
5. Evitar tossir, espirrar, falar sobre o material exposto;
6. Não fazer movimentos sobre a área esterilizada;
7. Certificar-se da validade e adequação da embalagem;
8. Trabalhar em ambiente limpo, calmo, seco e sem corrente de ar;
9. Manter certa distancia entre o corpo e o material a ser manipulado;
10. Obedecer os demais princípios de assepsia.

A técnica de enfermagem preconizada no manuseio de material esterilizado é:

a) Pacote:
1. Abri-lo, iniciando-se pela extremidade oposta ao manipulador;
2. Proteger o material exposto com o campo esterilizado que o envolva;
3. Tocar com as mãos somente na parte externa do pacote;
4. Não guardar como material esterilizado um pacote aberto
anteriormente;

b) Seringa de vidro
1. Abrir o pacote conforme explicação anterior;
2. Manter estéril a parte interna do êmbolo, a parte interna do cilindro e a
ponta da seringa;
3. Pegar a seringa pela parte externa do cilindro e encaixar o êmbolo,
segurando-o pela parte terminal.

c) Seringa descartável
1. Rasgar os invólucros no local onde se encontra a parte terminal do
êmbolo;
2. Manter estéril a parte interna do êmbolo, a parte interna do cilindro e a
ponta da seringa.

d) Agulha comum
1. Escolher o calibre desejado (escrito no canhão da agulha);
2. Retirar o algodão protetor do tubo de vidro, segurar o tubo e virá-lo de
encontro à ponta da seringa;
3. Retirar o tubo e fixar adequadamente a agulha à ponta da seringa,
através do canhão (única parte da agulha que pode ser manipulada);
4. Manter a agulha protegida até o momento do seu uso.

e) Agulha descartável:
1. Abrir o invólucro no sentido canhão-bizel ou rasgar lateralmente próximo ao
canhão;
2. Fixá-la à ponta da seringa através do canhão;
3. Manter a agulha protegida até o momento do seu uso.
FASES DA CIRURGIA

DIÉRESE: a diérese ou divisão constitui manobra cirúrgica destinada a criar uma via
de acesso, através dos tecidos. Esta via pode ser criada através da incisão que é
feita com instrumentos de corte, ou seja, por instrumentos que seccionam os tecidos
moles produzindo uma ferida contínua.

HEMOSTASIA: a hemostasia tem o objetivo de parar o sangramento. Uma boa


hemostasia ultrapassa o ato cirúrgico, impedindo a perda excessiva de sangue,
propiciando melhores condições técnicas e aumentando o rendimento do trabalho.
Os principais métodos para se realizar uma hemostasia são o garroteamento, a ação
farmacológica, a cauterização, e o tamponamento.

EXÉRESE: é uma manobra cirúrgica utilizada para retirar uma parte ou a totalidade
de um órgão ou tecido visando à finalidade terapêutica.

SINTESE: a síntese cirúrgica é uma operação fundamental que consiste na


aproximação das bordas de tecidos seccionados ou ressecados. Seu maior objetivo
é a contigüidade do tecido, facilitando as fases iniciais do processo de cicatrização,
a fim de que a continuidade tecidual possa ser restabelecida.

MESA CIRURGICA

É rotina a montagem da mesa cirúrgica, observando-se regras para a


distribuição dos instrumentais cirúrgicos: o material de diérese permanece no canto
inferior esquerdo; o de síntese no canto superior esquerdo; o material de hemostasia
e preensão no meio da mesa, inferiormente, sendo os afastadores no canto superior,
conforme ilustra a figura abaixo.
TIPOS DE INSTRUMENTAIS CIRURGICOS

INSTRUMENTAL PARA DIÉRESE

O bisturi é com certeza o instrumento para diérese que mais representa o


cirurgião. É constituído por um cabo de tamanho e formato variados, onde se
encaixam diferentes tipos de lâminas, estas na grande maioria das vezes
descartáveis. As tesouras mais utilizadas: reta para o corte de fios, de secção ou
curva (Mayo) e a de dissecção, mais delicada (Metzembaum) tesouras reta e curva.
INSTRUMENTAL PARA HEMOSTASIA

A hemostasia pode ser temporária ou definitiva, preventiva ou corretiva. O


método de hemostasia por pinçamento é cruento e temporário, podendo tranformar-
se em definitivo por ligadura e cauterização. Em cirurgia vascular, utilizam-se pinças
hemostáticas atraumáticas para que não se produzam danos na parede dos vasos
quando aplicados. As atraumáticas mais utilizadas são as de Buldogue e Satinsky.
As pinças hemostáticas traumáticas quando aplicadas são substituídas por ligadura
ou eletrocoagulação, sendo as mais utilizadas: Rochester, Kelly e a longa de Mixter.

INSTRUMENTAL PARA SÍNTESE

AGULHAS - São utilizadas para transfixar os tecidos como guia aos fios de sutura,
podendo ser classificadas como retas ou curvas, podendo ser cilíndricas ou
cortantes; as que já vêm montadas com o fio são denominadas agulhas
atraumáticas, proporcionando orifícios de entrada e saída menos traumáticos. As
agulhas curvas possuem raio de curvatura variável, adaptando-se a cada tipo de
síntese.

PINÇAS - As utilizadas para a síntese são as pinças de dissecção: anatômica que


não possui dentes na extremidade e, portanto são menos traumatizantes ao
apreenderem as bordas, e a pinça dente de rato que possui dentes na sua
extremidade e portanto favorecem melhor apreensão.

PORTA-AGULHAS - São utilizados para a condução de agulhas curvas, sendo os


mais utilizados: MAYO, HEGAR e MATHIEU.
OUTROS INSTRUMENTOS

PREENSÃO - Pinça de preensão intestinal ou de Allis; pinça de preensão


aponeurótica ou de Kocher, pinças de Foerstes e Ballenger e as chamadas pinças
de campo ou Backaus.

AFASTADORES - São subdivididos em dinâmicos, sendo os mais conhecidos o de


Farabeuf, as válvulas manuais de Doyen e a válvula supra-púbica. Os estáticos mais
conhecidos são o Gosset e o Balfour.

.
FUNÇÕES DO INSTRUMENTADOR CIRÚRGICO

1. Ao chegar ao Centro Cirúrgico vestir o uniforme adequado, não esquecendo


do gorro para proteger os cabelos, máscaras para cobrir o nariz e a boca, e
proteção para os pés.
2. Verificar com o chefe do Centro Cirúrgico a confirmação da internação do
paciente, os exames pré-operatórios e para que sala o mesmo será
encaminhado.
3. Escolher o material específico para a cirurgia e verificar se está em ordem.
4. Se não estiver familiarizado com o cirurgião, perguntar antecipadamente os
fios que serão utilizados durante a cirurgia.
5. Usar técnica de escovação correta, vestir avental esterilizado e calçar as
luvas.
6. Dispor na mesa o campo cirúrgico duplo, próprio para a mesa de
instrumentador.
7. Dispor o material da cirurgia na mesa, evitando contaminar o mesmo,
verificando sempre se nenhum material necessário está faltando.
8. Evitar qualquer tipo de contaminação, conservando as mãos acima da cintura,
não podendo encostar estas em qualquer lugar que não esteja esterilizado.
9. Tomar o cuidado para não encostar com a parte não estéril do avental nas
mesas auxiliares e de instrumentais; na falta de avental com opa (proteção
nas costas).
10. Auxiliar na colocação dos campos que delimitam a área operatória,
entregando-os ao assistente e ao cirurgião.
11. Passar os instrumentos, sempre tendo cuidado que seja do lado correto, para
evitar quedas, e que o cirurgião tenha que virá-lo antes de usar, evitando
acidentar-se.
12. Conservar o campo operatório sempre limpo e em ordem para evitar
transtornos.
13. Conservar os instrumentos sempre no lugar próprio, nunca deixar a mesa
desarrumada.
14. No caso de cirurgias em que são retirados materiais para exame,
responsabilizar-se por elas até que sejam encaminhados ao setor
competente.
15. Ter o controle do material e instrumental durante toda a cirurgia, prestando
atenção em toda e qualquer manobra do cirurgião; (contar compressas
grandes, pequenas e gazes antes e ao término de cada procedimento
cirúrgico).
16. Evitar o desperdício de fios, porém ter sempre o necessário para evitar
complicações durante o ato cirúrgico.
17. Ser consciencioso. Lembrar que a vida do paciente depende da assepsia do
instrumental, além da habilidade do cirurgião.
18. Ao final da cirurgia proceder o curativo na fenda cirúrgica, separar o
instrumental dos materiais perfurantes e cortantes, evitando dessa forma
acidentes.
19. Antecipar os pedidos do cirurgião, evitando o atraso no tempo operatório. Isto
se consegue conhecendo instrumental, tempo cirúrgico e, prestando atenção
ao desenrolar da cirurgia, a fim de estar sempre um passo á frente do
cirurgião
20. Atenção, iniciativa e rapidez durante todo o tempo. Manter sempre uma
técnica perfeita!

ROTINAS DE ATIVIDADES DE ENFERMAGEM NA FUNÇÃO PERIOPERATÓRIA

FASE PRÉ-OPERATÓRIA (ADMISSÃO DO PACIENTE NO C.C.)

Esta fase tem início quando a intervenção cirúrgica é decidida e termina quando
o cliente estiver na mesa de cirurgia. É nesta fase que se iniciam as orientações de
um cuidadoso preparo de acordo com cada tipo de cirurgia.
O objetivo da assistência é promover o melhor estado físico e psicológico do cliente,
visando evitar complicações no período pós-operatório.

O conteúdo do ensino pré-operatório imediato deve incluir informações sobre,


procedimentos para a preparação cirúrgica, a seqüência de eventos pela a qual o
cliente será submetido, o tipo de incisão prevista, hora da cirurgia, medicação pré-
anestésica, as expectativas quanto à participação do cliente, a função dos vários
membros da equipe hospitalar como: cirurgiões, anestesistas, enfermeiros e o
próprio cliente e a finalidade de diversos tipos de procedimentos pós-operatórios de
rotina.

1. Receber cordialmente o paciente;


2. Identificar o paciente;
3. Revisar o prontuário;
4. Avaliar o nível de consciência do paciente;
5. Verificar se os exames pré-operatórios estão completos;
6. Examinar a área a ser operada (tricotomia);
7. Completar o histórico pré-operatório;
8. Explicar as fases do período perioperatório ao paciente;
9. Desenvolver um plano de cuidados;
10. Avaliar o estado psicológico;
11. Dar apoio psicológico;
12. Comunicar sobre o estado emocional do paciente aos outros membros da
equipe e aos familiares
13. Verificar as anotações referentes ao pré-operatório: dieta, medicação pré-
anestésica, sinais vitais, eliminações, retirada de prótese dentária, acessórios,
esmalte...

FASE INTRA-OPERATÓRIA

Esta fase tem início quando o cliente entra na unidade do Centro Cirúrgico até
sua admissão na sala de recuperação pós-anestésica (RPA). É nesta fase que
ocorre o ato cirúrgico e toda a preparação que ele envolve.
Para a realização de uma cirurgia é necessária uma série de preparos e
rituais que irão auxiliar e facilitar nos procedimentos, assim evitando possível
infecção.

MÉTODO RAZÕES E PONTOS IMPORTANTES


Receber o cliente ao chegar no Centro Para que o cliente esteja familiarizado ao
Cirúrgico e encaminhá-lo para a sala ambiente que estará inserido e para iniciar
cirúrgica. os rituais do Centro Cirúrgico.
Manter diálogo e orientá-lo a cada passo Procurando acalmá-lo deixando falar de
do procedimento. suas ansiedades.
Nivelar a altura da mesa cirúrgica com a Para facilitar a transferência do cliente e
altura da maca e encoste a maca prevenir quedas, evitando que a mesa se
paralelamente à mesa cirúrgica, desloque.
lembrando de fixá-la.
Auxiliar o cliente na transferência para a Colocar em posição decúbito dorsal (DD)
mesa cirúrgica. confortável, cuidando sempre para não
descobri-lo.
Auxiliar na transferência de soros e Evitar tracionar sondas e equipos de soro,
sondas quando presentes prevenindo também a perda do acesso
Puncionar veia calibrosa. venoso.
Para manter acesso venoso permeável
para administração de medicações.
Colocar o lenço na cabeça do cliente, Facilitando visibilidade de áreas de punção
cobrindo todo o couro cabeludo. (jugulares), evitando que suje o cabelo de
sangue, e facilitando o manuseio da
cabeça.
Colocar apoio de braço (braçadeiras) o Para facilitar quando necessário à punção
mais anatômico possível. venosa, além de possibilitar os
procedimentos do anestesista e a
delimitação da equipe cirúrgica sem
prejudicar o ato anestesiar/operar e para
colocar as amarras fixando os braços
evitando qualquer movimento do cliente
durante o ato cirúrgico.
Instalar os eletrodos do monitor cardíaco Para monitorar os sinais vitais do cliente
e instalar o aparelho de pressão arterial durante a cirurgia, preferencialmente
(P.A). instalando o aparelho de (P.A), do lado
oposto a punção venosa.
Instalar o oxímetro de pulso Para medir a quantidade de oxigênio que o
cliente esta inspirando e preferencialmente
instalando-o do lado oposto do aparelho de
(P.A)
Remover as cobertas e roupas do Tem como finalidade iniciar a anti-sepsia e
cliente. colocação do campo estéril dando início a
cirurgia.
Prender o campo no arco de narcose Procedimento realizado após o cliente
(divisório entre o anestesista e o anestesiado com objetivo de não haver
cirurgião). contaminação entre o anestesista e a
cirurgia propriamente dita.
Colocar a placa do bisturi elétrico em A placa serve como um fio terra, evitando
contato com a pele do cliente. descarga elétrica no cliente, utilizando-se
um gel condutor na placa, geralmente
localizada nas panturrilhas ou região
escapular.
Colocar luvas de água nas Com a finalidade de evitar escaras de
proeminências ósseas ou utilizar coxins pressão.
quando necessário.

Manutenção da Segurança

1. Posicionar o paciente;
a) Alinhamento funcional
b) Exposição da área cirúrgica
c) Manutenção da posição durante o procedimento/posição boa;
2. Fixar a placa neutra (bisturi elétrico) ao paciente, geralmente na panturrilha ou
região escapular, serve para evitar descarga elétrica;
3. Auxiliar na transferência de soros e sondas quando presentes;
4. Assegurar que a contagem de materiais (gazes/compressas, agulhas e
instrumental) está correta.

Monitorização Fisiológica

1. Instalar os eletrodos do monitor cardíaco e instalar o aparelho de pressão


arterial;
2. Instalar oxímetro de pulso;
3. Puncionar veia calibrosa;
4. Expor área cirúrgica, e certificar-se do local;
5. Manter assepsia;
6. Registrar tudo no prontuário do paciente;
7. Comunicar as alterações no paciente quanto ao pulso, respiração,
temperatura e pressão sanguínea;
8. Manter perfusão venosa e controlar o gotejamento;
9. Atender solicitações da equipe;
10. Registrar intercorrências, para embasar e continuar a assistência no pós-
operatório.

FASE PÓS-OPERATÓRIA

1) Comunicação sobre as Informações Intra-operatórias;


2) Conferir o nome do paciente;
3) Conferir o tipo de cirurgia que foi realizada;
4) Descrever os fatores intraoperatórios (isto é, inserção de drenos e
cateteres, intercorrências);
5) Descrever as limitações físicas;
6) Relatar o nível de consciência pré-operatória;
7) Verificar a permeabilidade das vias aéreas e adotar manobras quando
necessário, como: colocar oxigênio;
8) Verificar sinais vitais;
9) Manter paciente aquecido;
10)Observar náuseas e vômitos;
11)Observar conexão de drenos e sondas, controle e funcionamento;
12)Controlar a eliminação vesical (diurese);
13)Controlar perfusão venosa e gotejamento;
14)Observar sinais de choque (sudorese, palidez, hipotensão, alteração
mental, extremidades frias, cianose, palidez, e pulso ausente);
15)Observar sangramentos de incisões e drenos;

CRITÉRIOS DE ALTA DA SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA

1) Recuperação completa da consciência;


2) Estabilidade cardiovascular;
3) Função respiratória normal;
4) Função motora recuperada;
5) Curativos limpos - ausência de sangramento ativo;
6) Dor operatória controlada;
7) Ausência de náuseas ou vômitos;
8) Alimentação, deambulação, micção.

CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO – CME

Central de Material e Esterilização (CME) é a área responsável pela limpeza e


processamento de artigos e instrumentais médico-hospitalares. É na CME que se
realiza o controle, o preparo, a esterilização e a distribuição dos materiais
hospitalares.

EXPURGO: setor responsável por receber, conferir, lavar e secar os materiais


provenientes do Centro Cirúrgico e Unidades de Internação. Os funcionários desta
área utilizam EPIs (Equipamentos de proteção individual) para se protegerem de se
contaminarem com sangue e fluidos corpóreos, quando lavam os instrumentais. As
lavadoras ultrassônicas auxiliam na lavagem dos instrumentais através da vibração
do som adicionado com solução desincrostante, promovendo uma limpeza mais
eficaz e maior segurança para o funcionário.

PREPARO DE MATERIAIS: setor responsável por preparar e acondicionar os


materiais. São utilizados invólucros especiais que permitam a passagem do agente
esterilizante e impeçam a passagem dos microorganismos.
PREPARO DE INSTRUMENTAIS CIRURGICOS: setor responsável por conferir,
preparar e acondicionar caixas para as diversas especialidades cirúrgicas.

ESTERILIZAÇÃO: destruição de todas as formas de vida microbiana (vírus,


bactérias, esporos, fungos, protozoários e helmintos) por um processo que utiliza
agentes químicos ou físicos.

A prática da esterilização visa a incapacidade de reprodução de todos os


organismos presentes no material a ser esterilizado, causando a morte microbiana
até que a probabilidade de sobrevivência do agente contaminante seja menor que
1:1.000.000, quando um objeto pode então ser considerado estéril.

CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES ESTERILIZANTES

Os agentes esterilizantes classificam-se em:


• Físicos.
• Químicos.
• Físico-químico.

MÉTODOS FÍSICOS DE ESTERILIZAÇÃO

Calor seco: a esterilização por calor seco é realizada a temperatura de 140°C a


180°C, em estufas elétricas equipadas com termostato e ventilador para promover o
aquecimento rápido, controlado e uniforme da câmara.

Calor úmido: é a esterilização pelo vapor sob pressão. É o método processado pela
autoclave. O calor úmido é o mais seguro e também mais utilizado para esterilizar a
maior parte dos materiais médico-hospitalares.

MÉTODOS QUÍMICOS DE ESTERILIZAÇÃO

Óxido de etileno: é um gás incolor à temperatura ambiente, cujo ponto de


congelação é -113,3°C e de ebulição é de 10,7°C. Possui um odor semelhante ao
éter. O óxido de etileno puro, tanto na forma líquida como gasosa é altamente tóxico
e inflamável, sendo permitida a sua utilização para esterilização de materiais
médico-hospitalares somente na sua forma gasosa e misturado a outros gases
inertes. A utilização desse processo de esterilização por óxido de etileno necessita
de instalações adequadas, controle de segurança rigorosos e pessoal altamente
treinado.

Esterilização por líquidos: a utilização de produtos químicos líquidos destinados à


desinfecção ou esterilização, é indicada somente para aqueles materiais que não
podem sofrer a ação do calor, mas que suportam o meio líquido, e ainda quando não
se dispõe da esterilização pelo óxido de etileno. O tempo de permanência para
desinfecção é de 30 minutos e para esterilização é de 18 horas.
• Solução aquosa de glutaraldeído a 2%.
• Solução alcoólica de formaldeído a 8%.
• Solução de formaldeído a 10% e, veículo aquoso contendo glicerina ou
propilenoglicol.

CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS HOSPITALARES

Os materiais e equipamentos hospitalares estão relacionados principalmente


à transmissão da infecção hospitalar exógena. Os materiais foram classificados
conforme o risco de transmissão de infecção em:

Artigos críticos: são aqueles que penetram através da pele e mucosas, atingindo
os tecidos sub-epiteliais, e no sistema vascular, bem como todos os que estejam
diretamente conectados com este sistema.

Artigos semi-críticos: são todos aqueles que entram em contato com a pele não
íntegra, ou com mucosas íntegras.

Artigos não-críticos: são aqueles que entram em contato apenas com a pele
íntegra, e ainda os que não entram em contato direto com o paciente.

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