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Introdução

Definições e Teoremas
A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Aplicações da Forma Canônica de Jordan

Bruno Aparecido Pim


Fernando Andrade

Universidade Estadual Paulista

Bruno Aparecido Pim Fernando Andrade Aplicações da Forma Canônica de Jordan


Introdução
Definições e Teoremas
A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

1 Introdução
2 Definições e Teoremas
Definição 1
Definição 2
Teorema 1
Teorema 2
3 A Forma Canônica de Jordan
4 Equações Diferenciais Lineares
Definição 3
Definição 4
Proposição 1
5 Conclusão

Bruno Aparecido Pim Fernando Andrade Aplicações da Forma Canônica de Jordan


Introdução
Definições e Teoremas
A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Introdução

A Forma de Jordan é um conceito de grande importância em


álgebra linear, principalmente ao se tratar de transformações
lineares. Esse conceito nos permite, além de cálculos mais simples,
obter informações práticas sobre polinômios caracterı́sticos,
minimais e raı́zes das transformações.
Veremos duas aplicações: Diagonalização e Resolução de uma
E.D.O

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Introdução
Definição 1
Definições e Teoremas
Definição 2
A Forma Canônica de Jordan
Teorema 1
Equações Diferenciais Lineares
Teorema 2
Conclusão

Definição 1

Definição
Um bloco de Jordan Js (λ) é uma matriz em Ms (K) dada por:
 
λ 0 0 0 0
1 λ 0 0 0
 
. .. .. .. .. 
 ..
Js (λ) =  . . . . 
0 0 ··· λ 0
 

0 0 ··· 1 λ

λ,
 se i = j
ou seja, Js (λ)i j = 1, se j = i + 1

 0, caso contrário

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Definição 1
Definições e Teoremas
Definição 2
A Forma Canônica de Jordan
Teorema 1
Equações Diferenciais Lineares
Teorema 2
Conclusão

Definição 2

Definição
Uma matriz J ∈ Mn (K) é uma matriz de Jordan se J é formado
por blocos de Jordan Jn1 (λ1 ), ..., Jns (λs ), colocados sob forma
diagonal da seguinte forma:
 
Jn1 (λ1 ) 0 ··· 0

 0 J (λ
n2 2 ) 0 

J = .. .. .. .. 

 . . . .


0 0 ··· Jns (λs )
J também é denotada por Jn1 (λ1 ) ⊕ · · · ⊕ Jns (λs ) = ⊕si=1 Jni .

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Definição 1
Definições e Teoremas
Definição 2
A Forma Canônica de Jordan
Teorema 1
Equações Diferenciais Lineares
Teorema 2
Conclusão

Teorema 1

Teorema
Seja T : V → V um operador linear nilpotente com ı́ndice de
nilpotência m ≥ 1, onde V é um K-espaço vetorial de dimensão
finita. Então existem números positivos t, m1 , · · · , mt e vetores
v1 , · · · , vt ∈ V tais que:
(A) m = m1 ≥ · · · ≥ mt
(B) O conjunto
B = v1 , T (v1 ), · · · , T m1 −1 (v1 ), · · · , vt , T (vt ), · · · , T mt −1 (vt )

(C) T mi (vi ) = 0, para cada i = 1, · · · , t


(D) Se S for um operador linear em um K-espaço vetorial W de
dimensão finita, então os inteiros t, m1 , · · · , mt associados a S e a
T são iguais se, e somente se, existir um isomorfismo Φ : W → W
om ΦT Φ−1 = S
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Definição 1
Definições e Teoremas
Definição 2
A Forma Canônica de Jordan
Teorema 1
Equações Diferenciais Lineares
Teorema 2
Conclusão

Teorema 2

Teorema
Seja T : V → V um operador linear, onde V é um K-espaço
vetorial de dimensão finita tal que
pt (x ) = (x − λ1 )m1 · · · (x − λr )mr , mi ≥ 1 e λi 6= λj se i 6= j.
Então
V = U1 ⊕ U2 ⊕ · · · ⊕ Ur
Onde para cada i = 1, · · · , r temos:
(A) dimK Ui = mi ;
(B) O subespaço Ui é T-invariante;
(C) A restrição do operador T − λi · Id a Ui é nilpotente

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Forma Canônica de Jordan (FCJ)

Partiremos de um operador como exemplo:


 
0 1 2
A = 0 0 1
 
0 0 0

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

1 Encontrar o polinômio caracterı́stico pA (λ);

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A Forma Canônica de Jordan
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Conclusão

1 Encontrar o polinômio caracterı́stico pA (λ);


2 Encontrar o polinômio minimal MA (λ);

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

1 Encontrar o polinômio caracterı́stico pA (λ);


2 Encontrar o polinômio minimal MA (λ);
3 Encontrar os autoespaços;

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

1 Encontrar o polinômio caracterı́stico pA (λ);


2 Encontrar o polinômio minimal MA (λ);
3 Encontrar os autoespaços;
4 Encontrar uma base de Jordan (Bj );

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

1 Encontrar o polinômio caracterı́stico pA (λ);


2 Encontrar o polinômio minimal MA (λ);
3 Encontrar os autoespaços;
4 Encontrar uma base de Jordan (Bj );
5 Montar a matriz na FCJ

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Equações Diferenciais Lineares
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Encontrar o polinômio caracterı́stico pA (λ)

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Encontrar o polinômio caracterı́stico pA (λ)



−λ 1 2

pA (λ) = det([A] − λI) = 0 −λ 1 = (−λ)3

0 −λ

0

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Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Encontrar o polinômio caracterı́stico pA (λ)



−λ 1 2

pA (λ) = det([A] − λI) = 0 −λ 1 = (−λ)3

0 −λ

0

∴ pA (λ) = (−λ)3

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
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Encontrar o polinômio minimal mA (λ)

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Equações Diferenciais Lineares
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Encontrar o polinômio minimal mA (λ)


mA (λ) = (−λ)
mA (λ) = (−λ)2
mA (λ) = (−λ)3 = pA (λ)

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Encontrar o polinômio minimal mA (λ)


mA (λ) = (−λ)
mA (λ) = (−λ)2
mA (λ) = (−λ)3 = pA (λ)

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
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Como há apenas um autovalor, desconfiamos que mA (λ) = pA (λ)

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Como há apenas um autovalor, desconfiamos que mA (λ) = pA (λ)


De fato, veja que:

 3  
0 1 2 0 0 0
mA ([A] − 0 · I)3 = mA ([A])3 = 0 0 1 = 0 0 0
   
0 0 0 0 0 0

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Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Como há apenas um autovalor, desconfiamos que mA (λ) = pA (λ)


De fato, veja que:

 3  
0 1 2 0 0 0
mA ([A] − 0 · I)3 = mA ([A])3 = 0 0 1 = 0 0 0
   
0 0 0 0 0 0

Também percebemos que o ı́ndice de nilpotência é m = 3

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Encontrar os autoespaços:

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Encontrar os autoespaços: Como sabemos que o ı́ndice de


nilpotência é 3, calcularemos até Nuc([A] − 0 · I)3

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Encontrar os autoespaços: Como sabemos que o ı́ndice de


nilpotência é 3, calcularemos até Nuc([A] − 0 · I)3

Nuc([A] − 0 · I) = {v ∈ R|([A] − 0 · I)(v ) = 0} = {(1, 0, 0)}

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Conclusão

Encontrar os autoespaços: Como sabemos que o ı́ndice de


nilpotência é 3, calcularemos até Nuc([A] − 0 · I)3

Nuc([A] − 0 · I) = {v ∈ R|([A] − 0 · I)(v ) = 0} = {(1, 0, 0)}

n o
Nuc([A] − 0 · I)2 = v ∈ R|([A] − 0 · I)2 (v ) = 0 = {(1, 1, 0)}

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Encontrar os autoespaços: Como sabemos que o ı́ndice de


nilpotência é 3, calcularemos até Nuc([A] − 0 · I)3

Nuc([A] − 0 · I) = {v ∈ R|([A] − 0 · I)(v ) = 0} = {(1, 0, 0)}

n o
Nuc([A] − 0 · I)2 = v ∈ R|([A] − 0 · I)2 (v ) = 0 = {(1, 1, 0)}

n o
Nuc([A] − 0 · I)3 = v ∈ R|([A] − 0 · I)3 (v ) = 0 = {(1, 1, 1)}

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Conclusão

Encontrar uma base de Jordan (Bj )

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Encontrar uma base de Jordan (Bj )


2

Usando os Teoremas
 1 e 2 e seja Bv = v , Av , A v esta base,
0
tomaremos v = 0, já que v 6∈ Nuc([A]).
 
1

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Encontrar uma base de Jordan (Bj )


2

Usando os Teoremas
 1 e 2 e seja Bv = v , Av , A v esta base,
0
tomaremos v = 0, já que v 6∈ Nuc([A]).
 
1
   
2 1
  2
Av = 1 , A v = 0
 
0 0

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Encontrar uma base de Jordan (Bj )


2

Usando os Teoremas
 1 e 2 e seja Bv = v , Av , A v esta base,
0
tomaremos v = 0, já que v 6∈ Nuc([A]).
 
1
   
2 1
  2
Av = 1 , A v = 0
 
0 0
      
 0
 2 1 
Bv = 0 , 1 , 0
     

 1 
0 0 

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Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Agora, aplicando A e escrevendo o resultado nessa base, temos


que:

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Definições e Teoremas
A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Agora, aplicando A e escrevendo o resultado nessa base, temos


que:
           
0 2 0 2 1 0
A(v ) = A 0 = 1 = 0 · 0 + 1 · 1 + 0 · 0 = 1
           
1 0 1 0 0 0 B
V

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A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Agora, aplicando A e escrevendo o resultado nessa base, temos


que:
           
0 2 0 2 1 0
A(v ) = A 0 = 1 = 0 · 0 + 1 · 1 + 0 · 0 = 1
           
1 0 1 0 0 0 B
V

           
2 1 0 2 1 0
A(Av ) = A 1 = 0 = 0 · 0 + 0 · 1 + 1 · 0 = 0
           
0 0 1 0 0 1 B
V

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Definições e Teoremas
A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Agora, aplicando A e escrevendo o resultado nessa base, temos


que:
           
0 2 0 2 1 0
A(v ) = A 0 = 1 = 0 · 0 + 1 · 1 + 0 · 0 = 1
           
1 0 1 0 0 0 B
V

           
2 1 0 2 1 0
A(Av ) = A 1 = 0 = 0 · 0 + 0 · 1 + 1 · 0 = 0
           
0 0 1 0 0 1 B
V
           
0 0 0 2 1 0
2
A(A v ) = A 0 = 0 = 0 · 0 + 0 · 1 + 0 · 0 = 0
           
1 0 1 0 0 0 BV

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Introdução
Definições e Teoremas
A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Montar a matriz na FCJ:

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Definições e Teoremas
A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Montar a matriz na FCJ:


   
λ 0 0 0 0 0
[A]Bv =  1 λ 0 = 1 0 0 = J
   
0 1 0 0 1 0

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Definições e Teoremas
A Forma Canônica de Jordan
Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Montar a matriz na FCJ:


   
λ 0 0 0 0 0
[A]Bv =  1 λ 0 = 1 0 0 = J
   
0 1 0 0 1 0

Conseguimos afirmar então que existe a matriz troca de base M, e


portanto M −1 em que:
 
0 0 1
M = 2 1 0 
 
1 0 0

Tal que
A = MJM −1

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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Equações Diferenciais Lineares

Resolver sistemas de n-equações da forma

X ‘(t) = AX (t)

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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Equações Diferenciais Lineares

Resolver sistemas de n-equações da forma

X ‘(t) = AX (t)

Para tanto, vamos a algumas definições extras:

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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Definição 3

Definição (Exponencial de uma Matriz)


A matriz exponencial de uma A de ordem n é dada por:

A 1 2 1 j X 1 j
e = I + A + A + ··· + A + ··· = A
2! j! j=0
j!

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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Definição 3

Definição (Exponencial de uma Matriz)


A matriz exponencial de uma A de ordem n é dada por:

A 1 2 1 j X 1 j
e = I + A + A + ··· + A + ··· = A
2! j! j=0
j!

Observe que a série da definição acima é convergente e garantimos


isso pelo teste da comparação.

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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Definição 4
Definição
Definimos a matriz exponencial de uma matriz na forma
canônica de Jordan A de ordem n por:
−1
e A = e MJM = Me J M −1

em que e J é uma matriz exponencial da forma


 J(λ ,k ) 
e i 1 0 ··· 0
 0

e J(λi ,k2 ) ··· 0 
eJ = 

.. .. .. .. 

 . . . .


0 0 0 e J(λi ,ksi )
Psi
onde 1 k1 = n1 é a multiplicidade algébrica do autovalor λi de A
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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Proposição 1

Proposição
Seja N uma matriz nilpotente de ordem k. Seja k seu indı́ce de
nilpotência. Afirmamos que nestas condições, sua matriz
exponencial é dada por:
k−1
N 1 2 1 k−1
X 1
e = I + N + N + ··· + N = Nj
2! (k − 1)! j=0
j!

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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Proposição 1

Proposição
Seja N uma matriz nilpotente de ordem k. Seja k seu indı́ce de
nilpotência. Afirmamos que nestas condições, sua matriz
exponencial é dada por:
k−1
N 1 2 1 k−1
X 1
e = I + N + N + ··· + N = Nj
2! (k − 1)! j=0
j!

Observação: a proposição é limitada para operadores com λ = 0.


Assim, devido ao objetivo do trabalho, sugerimos a extensão da
teoria.

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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Estudaremos equações diferenciais do tipo:

y 0 (t) = A · y (t)

Onde A é a matriz  
0 1 2
A = 0 0 1
 
0 0 0
e com condição inicial  
1
y (0) = 1
 
1

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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Dos estudos de P.V.I em E.D.O, sabemos que a solução da


equação do nosso problema é dada por:

y (t) = e A·t · y (0)

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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Dos estudos de P.V.I em E.D.O, sabemos que a solução da


equação do nosso problema é dada por:

y (t) = e A·t · y (0)

Da definição 4, e do resultado da matriz M do exemplo anterior


temos:

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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Dos estudos de P.V.I em E.D.O, sabemos que a solução da


equação do nosso problema é dada por:

y (t) = e A·t · y (0)

Da definição 4, e do resultado da matriz M do exemplo anterior


temos:
−1
y (t) = e MJM ·t · y (0) = Me J·t M −1 · y (0)

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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Como vimos anteriormente, J é formada por somente um bloco


elementar de Jordan, assim, pela proposição 1:

1
0 = autovalor; 3 = tamanho do bloco
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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Como vimos anteriormente, J é formada por somente um bloco


elementar de Jordan, assim, pela proposição 1:
 
0 0 0
1 0 0·t
 
2
1 ·t 0 1 0 X 1 1
e J(0,3) =e = (J · t)j = I + (J · t) + (J · t)2
j=0
j! 2!

1
0 = autovalor; 3 = tamanho do bloco
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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

uma vez que o ı́ndice de nilpotência é k = 3:


     2
1 0 0 0 0 0 0 0 0
 1 
e J·t = 0 1 0  +  t 0 0  + ·  t 0 0  =
   
2
0 0 1 0 t 0 0 t 0
   
1 0 0 0 0 0
 0 0 0
=  t 1 0 + 


0 t 1 t2
2 0 0

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Introdução
Definições e Teoremas Definição 3
A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

uma vez que o ı́ndice de nilpotência é k = 3:


     2
1 0 0 0 0 0 0 0 0
 1 
e J·t = 0 1 0  +  t 0 0  + ·  t 0 0  =
   
2
0 0 1 0 t 0 0 t 0
   
1 0 0 0 0 0
 0 0 0
=  t 1 0 + 


0 t 1 t2
2 0 0
 
1 0 0
∴ e J·t =  t 1 0
 
t2
2 t 1

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Introdução
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A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Para prosseguir, precisaremos encontrar M −1 :

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A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Para prosseguir, precisaremos encontrar M −1 :


     
0 2 1 0 0 1 1 0 0
0 1 0 · 0 1 0 = 0 1 0
     
1 0 0 1 −2 0 0 0 1
| {z }
M

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A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Para prosseguir, precisaremos encontrar M −1 :


     
0 2 1 0 0 1 1 0 0
0 1 0 · 0 1 0 = 0 1 0
     
1 0 0 1 −2 0 0 0 1
| {z }
M

logo,  
0 0 1
M −1 = 0 1 0 
 
1 −2 0

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Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Dessa forma, finalmente temos que

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A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Dessa forma, finalmente temos que


    
0 2 1 1 0 0 0 0 1 1
J·t −1  t 1 0
y (t) = Me M ·y (0) = 0 1 0   0 1 0 1
   
1 0 0 t2 1 −2 0 1
2 t 1

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Introdução
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A Forma Canônica de Jordan Definição 4
Equações Diferenciais Lineares Proposição 1
Conclusão

Dessa forma, finalmente temos que


    
0 2 1 1 0 0 0 0 1 1
J·t −1  t 1 0
y (t) = Me M ·y (0) = 0 1 0   0 1 0 1
   
1 0 0 t2 1 −2 0 1
2 t 1

t2
 
+ 3t + 1
2
∴ y (t) =  t +1 

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Equações Diferenciais Lineares
Conclusão

Conclusão

Durantes o nosso desenvolvimento simplificado sobre resolução de


EDO’s com matrizes, propusemos um estudo mais detalhado, isto
é, para quando temos também autovalores não nulos. Ademais,
outra aplicação envolvendo FCJ é o uso de logaritmos de matrizes
que é muito usado em modelos (matemáticos) de Markov.
(recomendamos uma breve leitura da referência [4]).

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Equações Diferenciais Lineares
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Referências

[1] Almeida, A. G. F., A Forma Canônica de Jordan e Algumas


Aplicações, UEPB, 2011
[2] Junior, J. V., A Forma Canônica de Jordan e Algumas
Aplicações, UFSC, 2018
[3] Coelho, F. U.; Lourenço, M. L., Um Curso de Álgebra Linear,
EdUSP, 2018
[4] Higham, N.; The Matrix Logarithm: from Theory to
Computation, University of Manchester, 2012.

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