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AULA 11 – Rastreador infantil – abuso ou segurança? – REDAÇÃO – PROF.

WASH

1. WARM-UP – AQUECIMENTO E FATOS MOTIVADORES DESTA AULA

Criança com chip no


Violência infantil. relógio.

Mochila com coleira.

Rastreador de celular.
Abuso do álcool.

Rastreador bovino. Cercadinho.

Rastreador para animais de


reservas ambientais.

Violência nas ruas.


Chip para criança.
Cão com chip.

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2. INTRODUÇÃO AO TEMA E COLETÂNEA


Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando
a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

RASTREDOR INFANTIL: ABUSO OU SEGURANÇA?

TEXTO 1 - Relógio com chip indica onde e com quem criança está
Do trabalho, a analista de sistemas Rebeca Paiva Bahia, de 31 anos, consegue acompanhar o trajeto da filha Ana, de 4 anos,
e saber se ela já está na aula de Inglês ou de Matemática. Também consegue falar com a garota sem que ela precise de um celular.
Tudo é feito por meio de um relógio rastreador infantil, produto apresentado como lançamento do ano por lojas online de produtos
importados. As lojas vendem o aparelho a pais sem qualquer restrição.
Usos: os relógios funcionam com um chip de celular, podem fazer ligações e, ainda, atuar como rastreador e como um
aparelho para ouvir e gravar conversas ao redor da criança. O relógio também aciona números de segurança em caso de riscos. Para
os pais, é uma forma de manter contato com a filha sem que ela precise ter um celular. “Ela não teria maturidade para ter um celular,
pela idade. Talvez soubesse mexer, mas seria fácil alguém levar (o aparelho) dela.”

TEXTO 2 – Alemanha proíbe venda de Smartwatches


A Agência Reguladora de Telecomunicações da Alemanha proibiu a venda de smartwatches focados em crianças. Segundo
a instituição, eles são dispositivos para espionagem de menores devido a graves falhas de segurança: “Por meio de um app, os pais
podem usar esses relógios infantis para ouvir o ambiente em que a criança está sem que indicação seja emitida pelo aparelho e, por isso,
devem ser considerados um sistema de transmissão não autorizado”.
Enfim, aparelhos com segurança fraca permitem invasão de privacidade. Isso é altamente preocupante quando se fala em
relógios com rastreamento GPS para crianças, os mesmos dispositivos que deveriam ajudá-las a ficarem seguras.
A agência reguladora alemã já proibiu uma boneca conectada chamada My Friend Cayla. Essas proibições mandam uma
forte mensagem aos fabricantes de produtos focados em crianças dizendo que esses dispositivos precisam ser mais seguros.

TEXTO 3 - Filhos de coleira?


Quantas vezes você pede, mais de uma vez, para o seu filho não se afastar de você na loja, no parque ou no supermercado e ele
parece não ouvir? Procurando uma solução rápida para não perder os filhos nesses momentos, muitos pais estão aderindo à ideia de usar
uma coleira nas crianças. O acessório tem bastante saída, principalmente em período de férias. Em Londres, onde a prática é bastante
comum, a coleira é acessório comum em museus, feiras, ruas.
Segundo a Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), essa atitude interfere no diálogo que se pode ter com os filhos.
A criança tem de aprender a lidar com o comando dos pais. Os pais têm de impor limites e explicar o que pode acontecer se ela sair de
perto deles. Para os especialistas, a criança deve ter seu espaço. O acessório jamais deve substituir a disciplina dada pelos pais, pois os
valores da criança são formados a partir do que os adultos ensinam. Assim, se a noção de autoridade é embasada em objetos, e não no
diálogo, como ela vai identificá-la quando estiver na adolescência? Impor limites e zelar pela segurança das crianças dá trabalho, sim,
mas é uma forma de criar vínculos com elas. É isso que vai fazer com que se sintam amadas e seguras.
Todos concordam que atitudes como gritar, puxar e arrastar a criança são muito mais agressivas.

3. CONCEITOS DESTA AULA


Infância: segundo a Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), a carta magna internacional assinada pelo Brasil em 1990, entende-
se por infância o período de vida de todo indivíduo com menos de dezoito anos de idade, “salvo se, em virtude da lei que lhe seja
aplicável, tenha atingido antes a maioridade”.
Paternidade: estado, qualidade de pai e relação jurídica entre pais e filhos. (Distingue-se a paternidade legítima, em que os filhos
procedem de uma união entre pai e mãe, da paternidade adotiva, em que o filho é adotado).
Liberdade: segundo o “Dicionário de Filosofia”, em sentido geral, o termo liberdade é a condição daquele que é livre; capacidade de
agir por si próprio; autodeterminação; independência; autonomia.
Educação: educação é o ato de educar, de instruir. No seu sentido mais amplo, educação significa o meio em que os hábitos, costumes
e valores de uma comunidade são transferidos de uma geração para a geração seguinte.
Abuso: uso mau, excessivo ou injusto: fazer abuso da própria força. Ausência de justiça, ordem; injustiça, desordem, excesso: cometem-
se muitos abusos. Abuso sexual de menores: exploração do corpo e da sexualidade de crianças e adolescentes, efetivada através da força
ou de outro meio de coerção, que um adulto usa para envolver crianças e adolescentes em atividades sexuais impróprias.
Segurança: ação ou efeito de tornar-se seguro; estabilidade, firmeza. Estado, qualidade ou condição de quem ou do que está livre de
perigos, incertezas, assegurado de danos e riscos eventuais; situação em que nada há a temer.
Privacidade: Qualidade do que é privado, do que diz respeito a alguém em particular. Intimidade pessoal; vida privada, particular.

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4. PROBLEMAS DO TEMA – ESCOLHER DOIS PARA AMPLIAR

• Usar ou não a tecnologia? Se sim, qual é o problema? Se não, qual é o problema?


• Os riscos externos e a violência fora e dentro de casa, com abuso de álcool, vícios, comportamentos indevidos
• Os riscos ligados à invasão de privacidade: namoro, amizade, conversas de terceiros

5. IMPACTOS DO TEMA – COMO O TEMA AFETA ESTADO, INSTITUIÇOES, CIDADÃOS

1. SOCIAIS: direitos e deveres do Estado, dos pais, das crianças, das escolas
2. CULTURAIS: costumes e tradições de cada povo
3. POLÍTICOS: as políticas públicas em relação ao menor
4. JURÍDICOS: crime e castigo, leis, processos
5. ECONÔMICOS: renda, trabalho, desigualdades

6. LEGISLAÇÃO SOBRE O TEMA – QUE TIPO DE ESTADO VOCÊ QUER?


Utopia: mundo IDEAL proposto pela LEGISLAÇÃO / Distopia: REALIDADE imposta aos seres humanos

Thomas Hobbes (Reino Unido, 1588 – 1679)


Bio: matemático, teórico político e filósofo inglês contratualista. Para Hobbes, o Estado deve ser forte e com o poder
centralizado, pois ele precisa ter capacidade para conter os impulsos naturais que promovem uma relação caótica entre
as pessoas. Obras: “O Leviatã”, “Do Cidadão”. Máximas: “O homem é o lobo do homem”.

Jean-Paul Sartre (França, 1905 – 1980)


Bio: filósofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do existencialismo
Obra: “O ser e o nada”. Máxima: "O Homem está condenado à liberdade".

Lei da Maioridade Penal: no Brasil, uma pessoa só pode


Declaração dos Direitos da Criança – 1959: adotada pela responder criminalmente como adulta se tiver 18 anos
“Assembleia das Nações Unidas” e ratificada pelo Brasil por completos. Entretanto, há tentativas de redução para 16 anos
meio da Constituição Federal Cidadã de 1988. completos.

Constituição Federal de 1988 – Artigo 5º: Eca – direitos da criança e do adolescente


Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, (2015): O Estatuto da Criança e do
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a Adolescente, conhecido pela sigla ECA, prevê
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à proteção integral às crianças e adolescentes
propriedade... brasileiras. Igualmente, estabelece os direitos
Direitos e deveres da criança e do adolescente: e deveres do Estado e dos cidadãos
• Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, responsáveis por eles. Para o Estado brasileiro
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. “criança” é uma pessoa de até 12 anos
• Cabe aos pais o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores. Devem incompletos e “adolescente” de 12 a 18 anos.
matricular seus filhos na rede regular de ensino. Excepcionalmente, nos casos previstos em lei,
• O dever do Estado em assegurar à criança e ao adolescente o ensino o ECA pode ser aplicado às pessoas de entre
fundamental, obrigatório e gratuito. 18 e 21 anos.

7. CAMINHOS PARA COMBATER OS DESAFIOS IMPOSTOS PELO TEMA


Quem é favor, que argumentos usa?
Os pais dizem se sentir mais seguros ao andar com as crianças, sobretudo gêmeos ou mais de uma criança pequena.
A coleira ajuda a manter a criança fora da rua e longe de máquinas ou de estranhos; longe de animais e de riscos.
A tecnologia ajuda a evitar que o nome da criança possa surgir nos autofalantes dos shoppings ou parque.
Quem é contra, como se justifica?
Os pais contrários à tecnologia acreditam que o filho deve permanecer a seu lado, ser obediente e caso não o faça, há
consequências. Preferem educar os filhos de maneira que baste uma palavra ou um olhar para conter uma “atitude inaceitável”. Ademais,
o uso da coleira “castra” a criança e tira sua independência. Os pais devem conversar com os filhos.
Presidente do Departamento Científico de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria, a
neuropediatra Liubiana Arantes de Araújo diz que crianças devem estar sempre acompanhadas pelos pais ou por um responsável, e
aparelhos não devem substituir essa função. Além disso, o monitoramento excessivo traz conflitos e insegurança.

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8. MAIS ARGUMENTOS PARA O TEMA


ESTRUTURA DO ARGUMENTO HISTÓRICO:

1. O tema X não é recente 2. Na história, [...] 3. Posteriormente, [...] 4. Hoje, [...] 5. Nesse viés, [...].

ESTRUTURA DO ARGUMENTO CAUSAL:

1. Inúmeros fatores explicam [tema]. 2. Entre as causas, destacam-se 3. Já as consequências são... 4. Nesse viés, é preciso combater...

ESTRUTURA DO ARGUMENTO PARADOXAL:

1. [O TEMA EM QUESTÃO] é paradoxal. 2. Por um lado, X DEDENDE ... 3. Por outro, Y afirma QUE 4. Logo, [...]

NESTE TEMA, A HISTÓRIA AJUDA DA SEGUINTE MANEIRA:


• Idade Antiga: não há um conceito para designar a infância ou mesmo uma diferenciação nas etapas do seu desenvolvimento.
Nessa época, não existem restriçoes morais, ocorrendo a prática do infanticídio.
• Idade Medieval: o comportamento é caracterizado pela infantilidade entre todas as idades, e a infância dura até os sete anos
de idade. As crianças são vistas como adultos em miniatura.
• Idade Moderna: a criança passa a ser vistas como ser social, assumindo papel central nas relacões familiares e na sociedade,
com características e necessidades próprias. Um ser pleno, com diferenças e identidade pessoal.

9. TEORIA DE HOJE: DISSERTAÇÃO BILATERAL E SUA ESTRUTURA


Na introdução, apresente:
1. Tema por definição (está correta ou não a definição?). Ao definir, já dê uma opinião.
2. Contexto: faça um resumo da relevância DO TEMA NO CONTEXTO ATUAL.
3. Problemas e impactos POR MEIO DE RECORTE: use POR UM LADO E POR OUTRO (a e b)
4. Tese categórica: Para uma análise profícua do tema, é preciso entender a história, a questão jurídica e o debate em relação à temática.

Argumento 1 – Mostre o tema na história, hoje e na arte:


1. É indubitável, o tema x não é recente.
2. Por exemplo, na história:
3. Além disso, no momento atual:
4. Vale ressaltar a arte, a sociologia, a cultura – repertório.

Argumento 2 – Mostre a QUESTÃO JURÍDICA:


1. Em segunda instância, questão jurídica explica direitos e deveres dos cidadãos.
2. Por exemplo, .... (uma lei)
3. Ademais, .... (outra lei)
4. Nesse viés, vale a lição de ... (pensador)

Argumento 3 – Mostre o DEBATE:


1. Enfim, há um debate entre pais e especialistas quanto ao uso da tecnologia.
2. Por um lado, erram os defensores de x...
3. Por outro, acertam os defensores de y...
4. Enfim, vale ressaltar o pensamento de ….

Na conclusão, apresente uma proposta de caráter Vunesp:


1. Percebe-se, portanto, em razão dos fatos supracitados, que a tecnologia é (abuso ou segurança), e não se podem ignorar seus
aspectos sociais, jurídicos, psicológicos.
2. Pelo contrário, o Estado deve ...
3. Ademais, cabe aos pais e à família, em geral, ...
4. Somente assim, é possível oferecer aos infantes.

Alienação parental – duas ideias básicas existem (abandono / apagamento).

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