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Resenha cri

Maria Aranha lecionou para o ensino médio em escolas de rede pública


e particular até se aposentar. Formada em filosofia na Pontifica Universidade
Católica de São Paulo; em parceria com Maria Helena Pires Martins é autora
de “ Filosofando – introdução à filosofia” e “Temas de filosofia”. E autora
também de Filosofia da Educação

O capitulo em questão trata do estudo da filosofia, sua importância para a


formação do homem como ser social. Traz um breve histórico da história antiga á
recente. Sob a perspectiva da autora Maria Lúcia Aranha a discussão do tema
central do capitulo “ O que é a filosofia e filosofia da educação”, em uma
abordagem analítica do universo filosófico discorrendo sobre os conhecimentos de
realidade (real), origens, desdobramentos para que a filosofia se distingue da
ciência e suas contribuições para a educação.
O capítulo 10 é constituído de 4 partes que vão abordar justamente a
respeito da importância do estudo filosofia para a formação profissional de todos
os indivíduos.
Inicialmente na obra, A autora começa sua análise abordando sobre as
diversas formas de conhecimento de mundo onde o indivíduo pode se encontra
inserido, destacando-se: o mito, a religião, a arte, a ciência e filosofia. Sendo, a
última uma das importantes fontes do conhecimento humano. Sabe-se
historicamente que todas as outras ciências dependem dela e nela são incluídas.
Neste capítulo, Aranha, para falar da filosofia e do real, primeiro nos
evidencia a diferença entre senso comum e ciência. No primeiro se tem o
conhecimento baseado na empiria, nas tradições, e este não é questionado porque
não se tem sistematização ou método. A única maneira de mudá-lo a partir da
empiria, é com o bom senso. Já a ciência, seria essa apreensão do real, que é
baseado num método, que estuda, sistematicamente, as coisas. Apesar do rigor, o
método científico não é uma verdade absoluta ou a única forma de pensar o
mundo.

A filosofia, originária da Grécia em pleno século VI A.C, que surgiu com a


busca da racionalidade, é também uma forma de apreender o mundo. Diferente da
Mitologia, que explica o mundo através dos deuses, na filosofia, se faz isso por
meio do próprio homem. Pensando nisso, Aranha nos comenta o filósofo grego,
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portanto, também faz ciência. No sentido de que faz indagações mais rigorosas que
as empíricas.

No entanto, há uma separação entre filosofia e ciência. A ciência estuda o


Particular e a filosofia o homem em sua totalidade. A filosofia resgata a integridade
do real. Pensando, então, nas conclusões entre ciência e filosofia, a primeira dá
juízos de realidade, enquanto a segunda paira sobre juízos de valores. O filósofo,
portanto, além de pensar no “como é”, também pensa no “como deveria ser”. E
essa atribuição de valores está presente em toda nossa vida, como deixa
Claro a autora.

Há uma filosofia de vida que nos faz pensar nos nossos atos e nas nossas
escolhas, nos faz refletir; é onde age o bom senso. Mas, a autora nos alerta que a
filosofia de vida é bem diferente da filosofia feita por um especialista.
A reflexão filosófica é baseada em rigor; ela vai nas bases do ‘problema’; é crítica; e
permeada de conceitos. Por conta do rigor, urge a importância da filosofia, porque
ela resgata a totalidade do agir e do pensar. E com isso, possibilita o estudo das
ações humanas e analisar os fins da educação, por exemplo.

Pode-se, então, pensar numa filosofia da educação, de modo que se utiliza


deste rigor para analisar os atos pedagógicos. Qual o homem que ser quer formar?
é uma pergunta que Aranha nos faz. É com a filosofia que se trabalhará esse
homem total, que possui valores. Por isso, a importância da filosofia na e da
educação. Pois é com essa análise, interdisciplinar, que se estudará os fenômenos
pedagógicos e suas reverberações. De modo que, segundo a autora, a educação não
passe para a doutrinação, mas seja politizada e baseada em rigor

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