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Perguntas que as

mulheres fazem na
intimidade 1

H. Norman Wright
Editora Bompastor
Digitalizado por Ziquinha

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SEMEADORES DA PALAVRA e-books evangélicos


SumÁrio

Introdução..............................................................................................................4

Questões de Saúde..................................................................................................8
Tensão Pré-menstrual (TPM)...................................................................................8
Aborto....................................................................................................................11
Esterilidade............................................................................................................14
Câncer....................................................................................................................17
Ataques de ansiedades............................................................................................19
Comportamento Compulsivo-Obsessivo................................................................22
Pornografia.............................................................................................................25
Masturbação...........................................................................................................27

Tensão...................................................................................................................30
Causa da tensão......................................................................................................31
A tensão de Trabalhar e cuidar da família..............................................................39
Esgotamento...........................................................................................................41
Preocupação...........................................................................................................44

Depressão..............................................................................................................47
O que é a depressão................................................................................................47
Razões para a depressão nas mulheres...................................................................54
Fatores espirituais a considerar..............................................................................63
Introdução

Muito mais mulheres do que homens procuram a ajuda de um


conselheiro. As mulheres são muito mais propensas a querer encontrar
soluções e têm mais disposição para admitir que precisam da ajuda de outra
pessoa do que os homens. Vejo isto o tempo todo cm meu próprio trabalho e
em nossa clínica. Ouço as mulheres discutirem muitas questões e
preocupações; algumas são solucionadas rapidamente enquanto outras
podem levar muitos meses. E as questões cobrem uma vasta gama.
Ouço algumas mulheres que se sentem impotentes, desmotivadas e
insatisfeitas na vida. Ouço outras que apenas querem melhorar o que parece
ser uma vida que já está funcionando relativamente bem. Sua aparência às
vezes engana. Elas quase sempre parecem saudáveis, fortes e como se
tivessem tudo sob controle. Mas o interior da mulher nem sempre combina
com o que vejo no exterior. A despeito das circunstâncias, muitas dessas
mulheres sentem-se vazias.
Essas mulheres estão fazendo perguntas honestas e estão procurando
uma maneira de preencher o vazio de suas vidas.
E você? Já foi alguma vez procurar aconselhamento? Alguma vez já
teve vontade de sentar-se com alguém para encontrar ajuda na solução de
um problema? Alguma vez já conjeturou que perguntas as mulheres fazem
nas sessões de aconselhamento? De tempos em tempos as pessoas me
perguntam sobre o que as outras conversam e por que procurariam um
completo estranho para abrir as suas vidas.
"O que as mulheres perguntam no aconselhamento?"
Apresentamos essa pergunta por carta numa pesquisa entre 700
conselheiros profissionais, ministros, conselheiros leigos e assistentes
sociais em 1992. Por mais incrível que pareça, recebemos mais de 700
respostas — um índice inacreditável de resposta.
Perguntamos: "Quais são as cinco perguntas feitas com maior
freqüência por suas clientes que indicam questões problemáticas ou
sensíveis com as quais elas estão lutando no aconselhamento?"
Recebemos mais de 3.500 perguntas. Mas, lembre-se, cada pergunta
feita pode refletir dezenas ou centenas de aconselhadas que fizeram essa
pergunta ao longo dos anos. Cada pergunta foi considerada cuidadosamente
e as perguntas feitas com maior freqüência foram selecionadas para servir
como base para esta série.
Pelos dados que reunimos, temos agora as perguntas mais
significativas e mais freqüentemente feitas pelas mulheres àqueles que elas
vêem como sendo capazes de ajudá-las. As perguntas incluem questões de
submissão, raiva, abuso, divórcio, casos extraconjugais, auto-estima,
intimidade, sexo, romance, como fazer o marido mudar, comunicação,
maternidade, finanças, lar versus trabalho, tensão, vícios, tristeza, abandono
e muitas outras.
Talvez você perceba que se identifica com algumas das perguntas
feitas neste livro. Pode ser que você tenha tido algumas destas mesmas
preocupações no passado ou talvez as esteja enfrentando no momento.
Os livros desta série refletem as perguntas que milhares de mulheres
têm feito. E por não estarmos no consultório de aconselhamento com a
quantidade normal de tempo para dissecar a questão e trabalhar juntos para
descobrir o problema e a solução, as respostas são um tanto mais diretas do
que você talvez ouvisse num aconselhamento. Tentarei oferecer a minha
opinião e dar sugestões baseadas no que aprendi em mais de 25 anos na
atividade de aconselhar, ensinar, estudar e dialogar com as aconselhadas.
O conteúdo desta série não contém a resposta final sobre qualquer
assunto. Antes, é planejado para oferecer sugestões e ajudá-la a descobrir
uma nova perspectiva sobre alguma questão, ou novas alternativas.
Considere-o como um ponto de partida em sua jornada. Você talvez
descubra uma situação idêntica ou semelhante à sua e seja capaz de aplicar
os princípios e sugestões.
Não se surpreenda se a resposta à questão ou pergunta que você está
buscando pessoalmente não seja encontrada na parte que você está
examinando. Talvez você a descubra em outro lugar, razão pela qual é
importante você ler todas as perguntas e respostas. Os capítulos se
sobrepõem de certa forma; a resposta a uma pergunta que não seja problema
para você pode oferecer a ajuda que você está procurando. O que você
descobrir pode não se encaixar exatamente, mas talvez você descubra um
princípio, uma idéia ou um conceito que poderá expandir, apropriar e aplicar
àquilo que a está preocupando. Leia atentamente, pois do seu processo
mental brotará a criatividade.
Se algo for concretizado pelo conteúdo deste livro, gostaria que fosse
o fato de ele ser para você uma fonte de esperança de que há respostas, há
esperança, pode haver novos começos na vida a despeito do que tiver
ocorrido em seu passado ou numa situação atual. Muitos que vêm em busca
de aconselhamento sentem-se presos, imobilizados no lugar por cimento
endurecido. Converso o tempo todo com pessoas que estão funcionando
fisicamente, mas parecem ser emocional e espiritualmente mutiladas por
experiências passadas.
Esteja aberta para a mudança e o crescimento em sua vida. Quanto
mais vivemos com um problema ou situação intolerável, mais nossa visão
de mudança se torna deficiente. Vemos tão-somente a nossa situação atual e
permanecemos enraizados no lugar enquanto a vida e o mundo ao nosso
redor continuam em frente. Ficamos trancados no passado e no presente em
vez de olhar para o futuro. Quanto mais isso ocorre, mais o futuro parece ser
um mundo inatingível, etéreo, irrealista.
Você está hesitando era buscar a ajuda de alguém que possa orientá-la
e aconselhá-la? Está limitando seu futuro e crescimento por causa de um
medo ou ressentimento? Se você tem feito isso por algum tempo, sabe o que
tem conseguido realizar. Então, por que não tentar algo diferente? Busque
ajuda. Procure respostas neste livro. Use-as como um início de seu processo
de cura. Use-as para compartilhar com outros e torne-se uma fonte de cura
em suas vidas.
Capitulo 1

Questões de Saúde

Tensão Pré-menstrual (TPM)


P.

Onde posso aprender a respeito da TPM e


como posso explicá-la a meu marido?

R.
. A tensão pré-menstrual é real! As muitas esposas e maridos
que me contaram suas histórias e os livros que li sobre TPM
me convenceram! Infelizmente, nem todos os médicos estão
convencidos de que a TPM é real, por isso é importante encontrar um
médico que creia na sua realidade e compreenda que ajuda pode fornecer.
Aproximadamente 90% das mulheres experimentam algum sintoma de TPM
durante os 7 a 14 dias que antecedem a menstruação. E ela varia em
intensidade e severidade. Os sintomas podem incluir os seguintes:
• Dores de cabeça
• Ansiedade e nervosismo
• Fadiga/letargia
• Depressão e/ou acessos de choro
• Variação no humor (alternando entre altos e baixos)
• Dor nas costas e/ou dor pélvica
• Retenção de líquidos e inchaço
• Desejo inusitado por alguns alimentos (tipicamente doces bolo e
chocolate)
• Ondas de calor
• Barriga distendida com ou sem enjôo de estômago
• Irritabilidade
• Seios ingurgitados e doloridos
• Mudanças na temperatura
• Enxaquecas
• Menor impulso sexual
• Aumento nos acidentes e erros
• Acne, manchas na pele
• Crises de reações alérgicas
• Suores
• Inchaço das pernas
• Mudanças no ritmo da evacuação
• Acessos de agressão
• Sede
• Perda de concentração
Os detonadores desses sintomas são encontrados dentro do corpo. Não
é anormal experimentar TPM. Ela é uma indicação de que os hormônios em
seu corpo estão funcionando da maneira como devem funcionar. E há
tratamentos para ela, que podem incluir exercício regular, dieta,
medicamentos não-hormonais bem como terapia hormonal.
Como não sou mulher nem especialista nesta área, minha resposta será
breve. Se você tem problemas com a TPM, leia a respeito, encontre um
médico que entenda do assunto e instrua os membros de sua família. Se
necessário, leve seu marido com você quando conversar com seu médico.
Conte-lhe que há ajuda a que pode recorrer e que será para vantagem dele
cooperar com você em qualquer de seus esforços de encontrar a ajuda que
ambos estão procurando. Tenho conversado com muitos homens sobre a
realidade da TPM em suas esposas, e descobri que eles estavam dispostos a
aprender mais sobre o assunto e simpatizar-se mais com o problema.
Aborto

P.
Como posso viver com as
lembranças do trauma na minha
vida causado por meu aborto?
Como posso resolver a culpa e a
vergonha que sinto? Como posso perdoar a
mim mesma por isto? Sei que tenho de fazer
isso, mas não consigo. Deus pode me perdoar
pelo aborto?

R.
Milhões de mulheres estão sofrendo com a lembrança
e o resíduo de um aborto. Não é fácil admitir e
conversar sobre isso porque muitas pessoas são prontas
a condenar. Um número grande demais de mulheres
suporta em silêncio sua culpa e dor.
O aborto é uma das grandes perdas da vida e, contudo, uma das perdas
mais singulares que podem ser experimentadas. Você não tem nenhuma
evidência externa de que seu bebê existiu. Você não teve nenhum bebê para
segurar e de quem se despedir. Seu bebê viveu no seu coração e mente. E na
maioria dos casos não houve um ritual como o de um enterro. Mesmo nos
casos em que o aborto é legal, ele é socialmente inaceitável. Assim, quem há
para lhe dar permissão para se entristecer? Mais culpa é experimentada com
relação ao aborto do que com quase qualquer outra ação.
O que você experimentou após o aborto? Rejeição? Desaprovação?
Raiva? Humilhação?
Condenação? Alívio? Isolamento? Quem a ajudou a se recuperar?
Com quem pôde conversar? Eis aqui algumas sugestões que espero a
ajudarão nesta época de sua vida:

Procure Ajuda
1. Procure um grupo de apoio, mesmo que o aborto tenha
ocorrido há anos.
2. Lamente a perda e dê a si mesma bastante tempo para lamentá-
la. Encontre alguém que a ajude a lamentar.
3. Ajuda dar nome ao seu bebê, se você ainda não o fez. Dar um
nome e visualizar a aparência que seu bebê teria o tornará real
para você e fará com que seja mais fácil sentir a tristeza de sua
perda.
4. Use o dom da sua mente e imagine seu bebê nos braços de
Jesus.
Como diz o Dr. Jack Hayford em seu livro, I'll Hold You in Heaven
(Eu Te Carregarei no Céu), seu filho está vivo no céu, e você, como crente
em Cristo, se reunirá a ele um dia (ver 2 Sm 12.19-23). E também não
haverá ressentimento ou raiva em sua reunião — apenas alegria.
Não há dor ou tristeza no céu. Deus a vê como se este ato nunca
tivesse ocorrido. Ele já perdoou você. Peça-lhe que a ajude a entender e
sentir o perdão. Comece reagindo para consigo mesma como se fosse uma
pessoa perdoada. Confie na verdade da Escritura:
Se confessarmos [voluntariamente] os nossos pecados, ele é fiel e
justo [fiel para com sua própria natureza e promessas] para nos perdoar os
pecados [desconsiderar a nossa iniqüidade] e nos purificar [continuamente]
de toda injustiça [tudo que não estiver de conformidade com sua vontade em
propósito, pensamento e ação] (1 Jo 1.9, texto ampliado).
Vinde, então, e argüi-me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados
sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que
sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã (Is 1.18).
Porque serei misericordioso para com as suas iniqüidades, e de seus
pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais (Hb 8.12).
5. Talvez o próximo passo seja difícil, mas é vital. Perdoe aqueles a
quem você culpa por terem estado envolvidos no aborto.
6. Conscientize-se de que, devido a todos os debates em torno dessa
questão, você talvez enfrente vez após vez alguns dos seus sentimentos.
Quando o fizer, comece a dar estes passos de novo.1
7. Entregue a Deus suas lembranças e peça-lhe que as cure.
8. Evite ser promíscua para provar que não presta. Não engravide de
propósito apenas para compensar o aborto. Seu bebê não pode ser
substituído.
9. Conscientize-se de que algumas pessoas que ouvirem falar do seu
aborto a criticarão. Mas quando falar a respeito faça-o sem agir como mártir
ou uma pessoa condenada. Ao compartilhar, conclua com a declaração: "Mas
graças a Deus, sou uma pessoa perdoada e por sua graça posso
tocar minha vida em frente."

1
KUENNING, Delores. Helping People Through Grief. Minneapolis, MN, Bethany House Publishers,
1987. p. 129-33.
Esterilidade

P.
Como posso conviver com minha
esterilidade? Não me sinto completa
como mulher por não poder ter
filhos.

R.
A maioria das mulheres tem um sonho para suas vidas
e o acariciam desde a infância. Elas o alimentam e
esperam que ele se realize algum dia. Para muitas
mulheres, é um dos pontos transicionais para o
estabelecimento da identidade — ter um filho.
Não poder ter filhos é uma perda que não é realmente tangível nem
visível e pode facilmente ser ignorado. É o anelo por algo que nunca
ocorrerá. Talvez o sentimento seja melhor expresso por Raquel em Gênesis
30.1: "Dá-me filhos, senão morro." Esta perda é uma questão que pode
existir por 15 a 20 anos na vida da mulher. Se você não pode ter filhos,
conhece os sentimentos. Se pode, seja muito sensível e dê todo o apoio
àquelas que não podem.

Como Conviver com o Problema


O que você pode fazer? Precisa reconhecer e sentir a perda. Precisa
sentir a tristeza do que nunca acontecerá. Enfrente toda pequenina perda.
Pense sobre ela e imagine e escreva cada perda. Você jamais sentirá seu
bebê mover-se dentro de si, jamais o carregará, acariciará, lhe dará cenouras
cozidas, embalará até dormir, verá dar o primeiro passo, ouvirá sua risada,
confortará quando ele cair e assim por diante.
É uma lista enorme. Identifique e sinta a tristeza de cada parte.
Não sou mulher. Não posso entender totalmente ou sentir empatia
como outra mulher sem filhos pode. Mas talvez eu compreenda mais do que
você pensa e minha esposa, Joyce, também compreende. Cuidamos de um
filho profundamente retardado até ele morrer aos 22 anos de idade.
Sabemos, sim, como é não experimentar o que outros pais experimentam e
acham muito natural. Ter um filho e nunca ouvi-lo dizer "papai" ou
"mamãe" é uma perda.
Talvez, ao trabalhar sua perda, você experimente culpa — sua e de
outros. Enfrente sua raiva, solte-a e perdoe. Escreva uma carta diária ou um
diário de perdão, ore pela pessoa a quem culpa ou tenha um diálogo verbal
ou escrito com essa pessoa.
Não tente trabalhar sua dor sozinha. Felizmente, há grupos de apoio à
sua disposição.
Muitas mulheres estéreis fazem questão de incluir crianças em suas
vidas. Essas crianças não devem ser consideradas uma substituição. Nada
mais compensará a falta de filhos. Mas você pode escolher papéis diferentes
que deseja ter em seu envolvimento com crianças e identificar o que quer
experimentar com elas.2
Talvez o maior problema que você tenha de enfrentar seja o
desenvolvimento de sua identidade, descobrir quem você é, mesmo sem ser
mãe. Muitas mulheres constroem sua identidade sobre a maternidade e,
quando os filhos saem de casa, elas entram em crise. Você precisa projetar e
2
ANTON, Linda Hunt. Never to Be a Mother. Nova York, Harper and Row, 1992. p. 10-160, Adaptado.
construir seu mundo independente da maternidade. É um processo lento de
aceitação. Mas pode ocorrer. Contrabalance suas mensagens negativas sobre
si mesma com a verdade do seu valor como Deus a vê.
Câncer

P.
Estou lutando com sério problema
médico. Estou com câncer. Como posso
enfrentar isso?

R.
. Quando qualquer um de nós enfrenta uma doença
séria, avaliamos nossos valores. Nossas prioridades e
uso do tempo podem passar por uma mudança de
ênfase. Deparamo-nos com a realidade de nossa
mortalidade e sentimo-nos como se estivéssemos vivendo em tempo
emprestado. Todos nós estamos. Esse é um fato da vida.

Diretrizes Para Enfrentar o Problema


Não importa qual a sua enfermidade, aqui estão algumas diretrizes (se
você tiver uma amiga que esteja doente, talvez você queira contar-lhe o que
damos aqui).
O primeiro passo é enfrentar sua doença e chamá-la pelo nome certo
— câncer — se for isso o que você tem.
Não deixe que a negação a impeça de lidar com a doença de forma
saudável. É importante viver um dia de cada vez. Agradeça cada dia a Deus
e conte cada dia como uma das bênçãos de Deus. Use as funções que você
tem ao máximo, sejam elas físicas ou mentais. Encontre outros para orar
com você e a quem prestar contas, de modo que você não fique presa na
depressão e na autopiedade. Converse, converse e converse sobre seus
sentimentos. Ajuda quando conversamos com outros que estão sofrendo da
mesma moléstia.
Tenho um amigo que está com Esclerose Múltipla há 15 anos e que
pesquisou minuciosamente a moléstia. Já enviei diversos aconselhados que
lutavam com a mesma doença para conversar com ele. Esse amigo tem sido
uma fonte tremenda de ajuda e encorajamento para eles. Dê aos seus amigos
diretrizes e instruções de como você deseja que eles reajam para com você.
Quando você estiver enfrentando uma doença terminal, certifique-se
de completar qualquer tarefa inacabada que precise ser feita, como dizer aos
seus entes queridos quanto os ama. Procure tudo o que possa ajudar, como,
por exemplo, um programa de atendimento domiciliar. Acima de tudo, deixe
que as Escrituras a consolem. Leia as seguintes passagens:
Salmos 39.4,5; 139.1-18, 23,24; 2 Coríntios 4.16,17; 5.2,8.3

3
KUENNING, op. cit., p. 204-6, Adaptado.
Ataques de ansiedades

P.
Como posso lidar com os ataques
de ansiedade e pânico que estou
tendo? Será que sofrer uma
desordem de ansiedade indica
que sou má?

R.
. A pessoa não é má porque tem um problema de
ansiedade ou qualquer outro problema. A ansiedade é
experimentada freqüentemente por pessoas na
sociedade de hoje com seus fatores de tensão e pressão.
Mas algumas a experimentam mais do que outras, e para algumas ela pode
ser uma experiência sufocante. Você faz parte dos 20 a 30 milhões de
pessoas em nosso país que têm um problema de ansiedade. Este é o proble-
ma número um de saúde mental para as mulheres, e o segundo para os
homens.
A ansiedade pode vir de muitas formas. Pode ser uma inquietação
súbita e inexplicável que dura algumas horas ou pode ser um estado
constante. Pode ser medo que faz a pessoa evitar situações específicas ou
uma preocupação intensa. Essas reações ainda se encaixam na gama da
normalidade, mas se transformam em "desordens de ansiedade" quando se
tornam intensas, ou permanecem por meses, interferindo no funcionamento
normal da vida. Elas podem incluir:
• Agorafobia: medo de estar em espaços abertos, com ataques de
pânico, ou estar num lugar de onde seria difícil escapar;
• Fobias sociais: medo de passar vergonha;
• Fobias simples: medo de objetos ou situações específicas;
• Desordem de ansiedade generalizada: preocupação persistente que
continua por pelo menos seis meses;
• Desordem obsessiva-compulsiva: idéias, pensamentos,
imagens ou impulsos recorrentes mas irracionais (obsessões) e
os comportamentos (compulsões) que pretendem aliviar a
ansiedade produzida pelas obsessões.4
Os ataques de ansiedade acontecem devido a uma sobrecarga
emocional. Se você sofre de ansiedade, é bem possível que seja porque você
não reconhece ou enfrenta seus próprios sentimentos. Talvez tenha
aprendido a negar, esconder ou disfarçar seus sentimentos; mas negá-los dá
a eles um poder e controle incríveis sobre você. Por que isto acontece com
algumas pessoas e não com outras? A causa varia desde um pai ou mãe que
lhe tenha dado exemplo de desordem de ansiedade, ao seu temperamento
específico, experiências da infância, e crenças mal desenvolvidas, erradas,
que criam medo de fracasso, rejeição e castigo.
Passos Para Melhorar
O que você pode fazer? Uma resposta conclusiva é aprender maneiras
saudáveis de expressar as emoções. Para os problemas e desordens de
ansiedade, encorajo vigorosamente o aconselhamento individual bem como
um grupo de recuperação. Você pode dar dois passos para facilitar isso.
4
RANDAU, Karen. Anxiety Attacks. Houston, TX, Rapha Publishing, 1991. p. 4.
1. Sempre que ocorrer um ataque, ligue para uma amiga que
esteja sabendo do problema e que possa ajudá-la. Instrua essa
pessoa para que ela saiba exatamente o que você está sentindo e
do que precisa.
2. Planeje com antecedência para saber o que fazer quando um
ataque chegar. Em geral, a ansiedade dificulta o processo de
pensar. Você sabe o que fará na próxima vez que um ataque
vier? Desenvolva um plano para seguir quando o ataque
ocorrer. Isso pode incluir praticar técnicas de relaxamento,
ligar para uma amiga, ouvir uma fita com músicas ou
mensagens, ler passagens bíblicas pré-selecionadas, ouvir fitas
de louvor, fazer uma lista das suas cinco bênçãos mais
recentes e assim por diante. Acrescente a essa lista as coisas
que a ajudaram no passado.
Comportamento Compulsivo-
Obsessivo

P.
Como posso vencer o
comportamento obsessivo-
compulsivo? Isto inclui exceder-me
na comida, na bebida, nas compras
e envolver-me em relacionamentos viciosos.

R.
Todos nós somos capazes de pensamento obsessivo.
Muitas pessoas têm um pensamento problemático que
persiste em lhes passar pela mente. Mas se você tem
uma desordem obsessiva, suas obsessões são mais
severas, persistentes e resistentes. Essas precisam da ajuda de um
profissional para serem vencidas. Não sei cm que nível seu comportamento
obsessivo ou compulsivo se encontra; portanto, talvez a melhor maneira de
responder à sua pergunta seja com algumas informações básicas que podem
ajudá-la a decidir qual o próximo passo que deve dar.

Características Obsessivas
Comecemos com as obsessões. Suas tendências obsessivas têm
algumas das seguintes características?
• Envolvem pensamentos repetitivos, incontroláveis.
• Os pensamentos obsessivos não têm sentido ou não são
oportunos.
• A obsessão não traz prazer algum.
• A obsessão sempre produz uma perda de energia e um senso
de ambivalência.
• As obsessões severas destroem o funcionamento mental
saudável.
• Elas envolvem a negação de uma ansiedade subjacente, mas
não os pensamentos em si.5

Características Compulsivas
As compulsões, por sua vez, têm outras características e podem
apresentar um problema insignificante ou criar grande desconforto. Você se
relaciona com algum destes sintomas compulsivos?
• São repetitivos, importunos e estranhos.
• São impulsos sem significado, essencialmente sem conexão com ou
desproporcionais ao senso de alívio que trazem.
• São muitas vezes triviais ou ritualísticos.
• As ações são executadas contra a vontade da pessoa.
• O comportamento pode ser tolo ou apavorante, ou em algum lugar
entre esses dois extremos.
• Como as obsessões, elas não dão prazer
algum. Sua função essencial é a de fornecer o alívio de uma
ansiedade subjacente.6
Características de Vício

5
HART, Archibald. Healing Life's Hidden Addictions. Ann Arbor, MI, Servant Publications, 1990. p.
76.
6
Id., ib., p. 78.
Há uma diferença entre obsessões, compulsões e vícios. Se você tem
um vício, tem uma necessidade ou desejo controlador por aquela substância,
objeto, ação ou comportamento porque recebe uma reação agradável, ou
estimulante, ou relaxante. Mas você nega que ela a esteja controlando. Ao
contrário dos vícios, as compulsões e as obsessões resultam em dor, e a
pessoa não nega que é incapaz de controlar o problema. Às vezes, as
desordens obsessivas e compulsivas podem levar a vícios.
Existem diversos tipos de vícios; alguns são aprendidos e alguns
derivam de deficiências. O vício serve ao propósito de remover você dos
seus verdadeiros sentimentos. É uma fuga. Você tem algum comportamento
que se encaixa nesta classificação?
Tenho visto pessoas viciadas em comida, sexo, compras, tensão,
trabalho, ajuda aos outros, culto religioso, êxtase religioso, amor, romance,
adrenalina, álcool e drogas. Todas as possibilidades estão aí. Não tente
enfrentar sozinha estas dificuldades. Procure a ajuda de um terapeuta
treinado profissionalmente e registrado; a maioria das pessoas que ajudam
os outros nas igrejas não é treinada para lidar com esses problemas.
Pornografia

P.
É certo assistir ou olhar material
pornográfico com o propósito de ser
estimulada?

R.
A pornografia é uma das piores doenças que temos no
mundo. Ela degrada as pessoas e enfatiza
demasiadamente o sexo em lugar da intimidade e
coloca o sexo como um fim em si mesmo, barateando a
experiência e deixando de fora o aspecto do amor. As pessoas que aparecem
em filmes e fotos pornográficos são em geral as exceções, fisicamente
falando, e os fotógrafos usam diversas técnicas de retoque para obter
aparência enganosa. Os participantes não são a regra, e, contudo nós às
vezes os usamos como base de comparação para os outros.
O material pornográfico é muitas vezes violento, e tanto homens
quanto mulheres que o usam em geral querem trazer o que viram para seu
casamento ou outro relacionamento. Pesquisas feitas entre homens que
assistiam regularmente a pornografia pesada identificaram quatro fases nas
reações dos homens a esse estímulo.
Primeira, ela leva a um vício. As primeiras fases de excitação
levam a envolvimento repetido e deliberado com o material
pornográfico a fim de obter excitação sexual. Depois há uma fase
de escalada na qual o homem deseja material mais grosseiro e
excitante sexualmente a fim de atingir o nível anterior de excitação
sexual. A próxima fase é a insensibilização, na qual a pornografia
fica entediante. O homem não é repelido pelo que vê e não sente
compaixão pelas pessoas envolvidas. A fase final é a propensão
para colocar em ação o que viu. O que ele viu torna-se, na
realidade, parte de seu repertório de comportamento sexual.7
A pornografia é especialmente degradante para as mulheres e as
coloca em posição de serem vitimizadas. Não há lugar para ela na vida de
ninguém. Tenho visto os resultados negativos da pornografia em muitos
relacionamentos. Há programas que podem ajudar os viciados em sexo.
Considere a questão da pornografia à luz desta passagem das
Escrituras tirada de Filipenses:
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que
é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é
amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há
algum louvor, nisso pensai (Fp 4.8).

7
7. KLINF, Victor, citado por Jerry Kirk em A Winnabk War. Colorado Springs, CO, Focus on the
Family Publishing, 1987. p. 9.
Masturbação

P.
A masturbação é pecado? Se é, como
faço para lidar com os impulsos e
sentimentos sexuais?

R.
A masturbação é pecado? Esta é uma das perguntas
mais freqüentemente feitas tanto por jovens quanto por
adultos. A maior parte das pessoas se masturbou até
chegar ao orgasmo alguma vez na vida. É um estímulo
comum e normal e, contudo, é igualmente normal as pessoas não se
masturbarem.
A Escritura é completamente silenciosa sobre este assunto. Se as
pessoas tentarem mostrar-lhe que a Palavra de Deus fala alguma coisa sobre
a masturbação, estão usando as Escrituras em benefício próprio. O problema
não é tanto o ato da masturbação em si. Não é auto-abuso. Mas se alguém se
dedica a ele excessivamente, diversas vezes por dia, essa obsessão é indicativa
de alguma outra dificuldade emocional. Algumas pessoas usam a masturbação
para lidar com seus sentimentos de solidão ou sua incapacidade de
desenvolver amizades e relacionamentos significativos. Em vez de enfrentar
o problema, elas dependem de suas fantasias.
Se o ato de masturbação é lascivo ou não depende do que está
passando pela mente da pessoa. Alguns não pensam em outra pessoa en-
quanto estão se auto-estimulando. Outros dizem que pensam em seus
cônjuges. Ainda outros se entregam à lascívia e usam fotos ou material
pornográfico que pode levar ao vício. Uma vida sexual fantasiosa rica pode
dificultar as coisas para o cônjuge, já que fica difícil competir com a fantasia
que está na mente da outra pessoa. Poucos podem se comparar com o
irrealismo evocado pelos pensamentos de alguém.
Considere o que Joyce e Cliff Penner dizem a respeito:
Se nossa auto-estimulação como adultos tira algo do nosso
cônjuge, o comportamento não é amoroso. Por outro lado, se um
dos cônjuges deseja grande quantidade de atividade sexual e o
outro se interessa com menos freqüência, o casal talvez decida que
a masturbação seja o ato mais amoroso que a pessoa mais in-
teressada pode fazer a fim de não pressionar o cônjuge. Pode haver
períodos nos quais talvez seja necessária a abstinência das relações
sexuais. Nessas ocasiões, talvez seja mais amoroso e ajustador
desfrutar o alívio sexual que o auto-estímulo ou o estímulo mútuo
traz. Algumas dessas ocasiões podem ser durante períodos extensos
de separação por viagem ou enfermidade. Quando há extrema
pressão externa para um indivíduo, social ou profissionalmente,
essa pessoa pode preferir que a outra cuide de suas próprias
necessidades sexuais. Ou pode haver horas nas quais um parceiro
precise ficar livre das pressões do sexo por razões emocionais.
Assim, conquanto seja possível o auto-estímulo ser um ato
desamoroso, há também a possibilidade de que usá-lo para aliviar a
pressão seja o ato mais amoroso, não apenas para o que se auto-
estimula mas também para o cônjuge.8

8
PENNER, Cliff & Joyce. The Gift of Sex. Dallas, TX, WORD Inc., 1981. p. 234.
Para propósitos de alívio, não há nenhuma razão pela qual tanto os
solteiros quanto os casados não devam recorrer à masturbação.
Capitulo 2

Tensão

O potencial de tensão está em toda a nossa volta. Mas como ele está
realmente afetando você? E o que está criando esse senso de tensão e
pressão que você experimenta? O que causa tensão em você pode não fazer
o mesmo a outra pessoa. Para alguns, tensão é a preocupação com eventos
futuros que não podem ser evitados ou preocupação sobre eventos depois
que eles ocorreram. E, ainda para outros, é simplesmente o desgaste da vida
cotidiana. Talvez você esteja se sentindo como um pedaço de pedra que
venha levando marteladas há tanto tempo que está começando a
desmoronar.
Qualquer experiência que desperte seu sistema de adrenalina e
mantenha seu corpo nesse estado durante algum tempo está criando tensão.
Causa da tensão

P. Como posso lidar melhor com a tensão e


quais são as causas da tensão?

R. Consideremos algumas das causas da tensão:


1. Um relacionamento não resolvido. Se você tem incertezas sobre um
relacionamento, como amizade ou casamento, se você estiver
cismada que seu cônjuge está infeliz ou pensando em deixar o
casamento, há tensão presente.
2. Ambiente. Seu ambiente pode contribuir para a tensão. Um ambiente
monótono e repetitivo pode ser problemático tanto quanto uma atmosfera de
correrias, cheia de pressão, competitiva.
3. Perfeccionismo. Ter padrões excessivamente elevados é uma ótima maneira de
nos colocarmos em posição de encontrar fracasso e auto-rejeição. E é difícil
viver com um perfeccionista. O perfeccionismo em geral indica
insegurança. Os que se sentem seguros são flexíveis e dispostos a correr
riscos e fazer mudanças positivas. Quando a pessoa tem expectativas
irrealistas e não vive à altura delas, começa a desprezar a si mesma, o que
leva à depressão.
4. Impaciência. Se você é impaciente com os outros, é impaciente consigo
mesma também. Não conseguir fazer as coisas de acordo com um horário
mantém o interior da pessoa num turbilhão. A palavra "paciência" significa
"indulgência, não ter pressa ou impulsividade, estável, capacidade de
suportar".
5. Rigidez. A inflexibilidade é intimamente ligada ao perfeccionismo e à
impaciência. As pessoas rígidas passam o tempo caçando algo com que se
aborrecer. Admitir o próprio erro e aceitar as opiniões dos outros é uma
reação amadurecida e que combate a tensão.
6. Incapacidade de relaxar. Muitas pessoas têm dificuldade em sentar-se numa
cadeira por 10 minutos e relaxar completamente. Suas mentes continuam a
correr e elas se forçam. Sua atividade é chamada de momentum de tensão.
7. Explosividade e raiva. Se a vida da pessoa é caracterizada por bombas que
espalham estilhaços irados sobre os outros, a tensão está afetando não
apenas a própria pessoa, mas também os outros.
8. Falta de senso de humor e pouco entusiasmo pela vida. Aquelas que são cheias
de presunção, de autocensura e, portanto, tensão, provavelmente também
vivem deprimidas. Ver Filipenses.
9. Competição demais. Comparar-se com outras, em termos do que elas fazem e
o que possuem coloca pressão desnecessária sobre você. Não precisamos
permitir que o que os outros fazem e possuem afete nossas vidas. Um
pouco de competição em certas áreas pode ser divertido e agradável, mas,
quando constante, não é nada divertido.
10. Falta de valor próprio. Um baixo auto-
conceito é a base de muitas dificuldades na vida, podendo causar depressão
e tensão.

Tensões Particulares das Mulheres


As mulheres têm seu conjunto particular de fatores de tensão.
Georgia Witkin tem escrito extensivamente sobre a tensão tanto nos
homens quanto nas mulheres. Ela diz que as preocupações expressadas
pelas mulheres em geral são diferentes das levantadas pelos homens. Em
seus estudos, as mulheres falaram de muito mais tensões que eram (1) de
longo prazo e (2) fora do seu controle. Esses são dois fatores que tornam a
tensão perigosa à saúde psicológica e física.
As mulheres falaram sobre as tensões de pagamento desigual e discurso
desigual. Falaram sobre as tensões de carga dupla de trabalho, tal como o
trabalho da casa e o trabalho do trabalho. Falaram de sabotagem dentro de
casa — às vezes intencional, mas mais freqüentemente, não.
Com base nos anos que tem passado aconselhando mulheres, Georgia
Witkin identificou as seguintes tensões entre as mulheres:
• As tensões associadas à sua fisiologia — desenvolvimento
dos seios, menstruação, gravidez e menopausa.
• As tensões associadas às mudanças na vida — tornar-se
esposa, tornar-se mãe, ser esposa ou mãe durante o
crescimento dos índices de divórcio e das dificuldades
econômicas, ser mulher com mais de 40 anos numa cultura
voltada para a beleza jovem, tornar-se uma viúva-não-tão-
alegre ou reorganizar-se após os filhos crescerem.
• A tensão psicológica em geral sentida pela solteira
supostamente livre para fazer o que quiser, que foi criada à
moda antiga; a dona de casa que se sente pressionada a sair
de casa e se desenvolver; a mulher de carreira que é
pressionada a voltar para casa para não perder a família; e a
que é perita em não se impor.
• As tensões ocultas que perturbam, aborrecem e exaurem —
senso de insignificância, chauvinismo, sexismo sutil prati-
cado tanto pelos homens quanto por outras mulheres, receber
pessoas, servir de motorista e conversar com crianças de
dois anos.
• E as tensões das crises da vida que recaem em grande parte
sobre os ombros femininos — cuidar de um pai ou mãe do-
ente ou à morte, cuidar de uma criança deficiente e garantir
que a vida continue.9

Como Eliminar a Tensão


Como você pode eliminar a tensão? Aqui estão três maneiras.
Alterar o ambiente. Primeiro, você pode tentar alterar o ambiente a
fim de evitar eventos propensos a produzir tensão. Você pode mudar de
emprego, mudar-se da vizinhança ou não visitar seus parentes tantas vezes.
Infelizmente, as pessoas não percebem quantas outras mudanças que podem
criar mais tensão ainda acompanhariam a primeira.
Alterar os sintomas. A segunda maneira de lidar com a tensão é
trabalhar nos sintomas. Podemos tentar alterar nossa reação emocional e
fisiológica à tensão usando remédios, calmantes, técnicas de relaxamento,
meditação por meio de imaginação (de uma perspectiva cristã).
Alterar a atitude. A terceira maneira de lidar com a tensão é a melhor.
Ela envolve alterar as crenças, premissas e formas negativas de pensar que
nos tornam mais vulneráveis à tensão. Nossas percepções e avaliações do
mundo realmente podem causar tensão. Mudar nossas atitudes pode ser

9
WITKIN, Georgia. The Female Stress Syndrome (New York: Newmarket Press, 1991), pp. 16, 17.
difícil, mas pode também ser a forma mais conveniente de reduzir tensão,
nervosismo e ansiedade.

Como Lidar com a Tensão


O que pode a mulher fazer para lidar com a tensão em sua vida?
Um passo é avaliar o que você faz e por que o faz. O Dr. Lloyd
Ogilvie oferece algumas percepções sobre nossa motivação e as pressões
que criamos:
Dizemos: "Olhe, Deus, como estou ocupado!" Equiparamos
exaustão a uma vida eficaz, cheia. Por termos certos propósitos,
redobramos nossos esforços em uma crise de identidade por
significado. Empilhamos estatísticas de desempenho na esperança
de estarmos fazendo alguma diferença em nossa geração. Mas para
que ou para quem? Muitos de nós ficamos frustrados e imploramos
um tempo para apenas ser, mas será que as decisões sobre nosso
envolvimento confirmam esse pedido? O cristão é livre para parar
de fugir da vida no superenvolvimento.10
Em um dos sermões do Dr. Ogilvie, ele levantou também duas
perguntas interessantes relacionadas ao que estamos fazendo e como o
estamos fazendo: (1) O que você está fazendo com sua vida que não poderia
fazer sem o poder de Deus? (2) Você está vivendo a sua vida a partir de sua
própria adequação ou da abundância das riquezas de Cristo? Ambas as
perguntas merecem ser consideradas.

10
OGILVIE, Lloyd. God's Best fot Today (Eugene, OR: Harvest houve, 1981), February 3 devotion.
Avalie tudo o que você faz organizando uma lista de todas as várias
atividades nas quais está envolvida. Depois coloque cada item na coluna
apropriada desta tabela:

Muito Crucial Muito Importante Importante Bom


Tudo o que entrar em "Muito Crucial", fica em sua vida. O que entrar
em "Muito Importante" provavelmente ficaria mas, se necessário, pode ser
tirado. Tudo o que entrar em "Importante" pode ficar ou sair. E tudo na
coluna "Bom" sai.

Identifique Suas Necessidades


Identifique aquilo de que você precisa e o que a ajudará ao máximo.
Construa relacionamentos fortes, íntimos com outras mulheres,
mesmo que a falta de tempo seja um dos fatores de tensão para você. Isso a
ajudará a longo prazo.
Em The Female Stress Síndrome (A Síndrome de Tensão nas Mulheres),
Georgia Witkin sugere: (1) faça exercícios de que você goste; (2) dê passos
para sentir-se como se estivesse em controle; (3) aprenda técnicas de
relaxamento; (4) assuma controle sobre seu horário; (5) estabeleça
prioridades para o que faz; (6) tome decisões e faça escolhas; (7) separe seu
passado do seu presente; (8) aceite quem você é; (9) aprenda a dizer não;
(10) permita-se mudar de idéia; (11) dê a si mesma permissão para descansar e
relaxar; (12) estabeleça limites; (13) espere o melhor; (14) prepare-se para a
tensão dos feriados e das festas; e (15) aprenda a rir.11
Após ler uma lista dessas, você pode pensar: "Não há jeito. Demora
muito fazer coisas por mim." Talvez lhe interesse saber que segundo o
Relatório Keri da Bristol-Myers de 1991 "O Estado da Mulher Americana
Hoje", as mulheres que tiraram tempo suficiente para exercícios, cuidados de

11
WITKIN, The Female Stress Syndrome, pp. 290-307, adaptado.
beleza e necessidades nutricionais sentiam-se mais em controle de suas vidas
e isso requeria apenas 21 minutos a mais por dia.12
Descobri outras maneiras de lidar com a tensão que me têm ajudado.
Primeiro, diminuo propositadamente a marcha e entro num ritmo mais lento
quando me sinto apressado e sufocado. Isso me dá a sensação de assumir de
novo o controle e coloca tudo na perspectiva apropriada.
Segundo, quando estou numa situação frustrante, como a de não
conseguir fazer tudo o que tenho de fazer até certa hora, estar ine-
vitavelmente atrasado e ficar preso no trânsito, dou permissão a mim mesmo
para não fazer tudo o que iria fazer, chegar atrasado ou ficar preso. Se você
está presa no trânsito, pode dizer: "Está certo, não é o que eu queria, mas
posso lidar com isto. Tudo bem. Dou permissão a mim mesma para chegar
atrasada ou ficar presa. Não é o fim do mundo. Usarei este tempo para orar."
Funciona!
Terceiro, concentre-se na Palavra de Deus. Tenha estes versículos à
sua disposição em cartões que você leva consigo: Salmos 4.8; 27.1; 37.1-9;
Isaías 41.10,13; Filipenses 4.6-9; Hebreus 13.6; Tiago 1.2, 3 e 1 Pedro 5.7.

12
Ibid., p. 125, adaptado.
A tensão de Trabalhar e cuidar da
família

P. Como lido com a tensão de trabalhar e


cuidar da família?

R.
Considere estas sugestões de uma autoridade em administração de tensão, a
Dra. Georgia Witkin:
É bom ter maior quantidade do vestuário básico para lavar
roupa menos vezes e diminuir as idas à lavanderia. Tanto quanto
possível, contrate ajuda na medida das suas posses. Você não pode
fazer tudo sozinha. Marque para cada dia uma fuga, mesmo que
seja ler um romance no banheiro por quinze minutos enquanto seu
marido vigia as crianças. Encontre algum tempo só para si. As
crianças podem aprender a não perturbá-la. Encontre algum tipo de
distração de que você goste. Diversas pessoas que conheço usam o
horário do almoço para isso. Aprenda a depender da rotina e das
listas. Um horário regular ajuda a economizar tempo e energia.13
Se você for casada, um dos passos mais importantes que deve dar é o
de recrutar a ajuda do seu cônjuge. Muitas vezes a esposa carrega o
fardo duplo do trabalho da casa e da carreira enquanto o marido tem apenas
a carreira. Cada pessoa precisa contribuir para a distribuição equitativa do

13
Ibid., pp. 142, 4, adaptado
fardo, mas você terá de ser flexível sobre quem faz o quê. É bom se vocês
dois se tornarem aptos a fazer todas as tarefas a fim de poderem trocá-las
com facilidade. Esta não é a hora de antigos e rígidos papéis masculinos e
femininos ditarem quem faz o quê.
Se você é mãe descasada, sugira que os homens de sua igreja ou grupo
de solteiros se ofereçam para vigiar as crianças um sábado por mês para
você ter pelo menos um dia que possa contar como seu.
Esgotamento

P. sinto-me tão sufocada! Só quero Sumir.


Como enfrentar isso?

R.
Esta pergunta imediatamente faz pensar na palavra
"esgotamento". É uma condição que pode atacar
qualquer um de nós. Básica mente significa que nos
desgastamos pelo esforço excessivo de atingir algumas
expectativas irrealistas impostas sobre nós por nós mesmos ou pelos valores
da sociedade.
A pessoa que está experimentando esgotamento é "alguém num estado
de fadiga ou frustração ocasionado por devoção a uma causa, modo de vida
ou um relacionamento que deixou de produzir a recompensa esperada".
Algumas pessoas que estão esgotadas ficam com raiva das famílias,
dos amigos e dos patrões. Esta é uma raiva que está ardendo logo abaixo da
superfície, pronta para ferver e transbordar à menor provocação.
Outra reação da pessoa esgotada é a impressão de que nada mais lhe
resta. E como se estivesse fugindo da própria vida. Ela desiste de tudo,
alegando que nada pode ser feito e que a bagunça toda não tem jeito mesmo.
Por não fazer nada, ela prejudica os outros. Sua energia, integridade, amor,
cuidado e desejo se foram. Esgotamento é quando você está com o tanque
vazio.
Uma das causas principais do esgotamento é a falsa expectativa.
Expectativas irrealistas
Sobre a vida, pessoas ou uma ocupação podem levar ao esgotamento.
Algumas mulheres focalizam o alvo que desejam atingir, sem levar em
consideração a luta envolvida no processo de chegar lá.
Outra faceta das expectativas irrealistas é a crença de que "isso não
pode acontecer comigo". Outras pessoas desabam, mas eu não. Outras
pessoas fracassam, mas eu não. Outras pessoas se esgotam, mas eu não.

O Que Pode Ser Feito Para Vencer o Esgotamento?


1. .1. Avalie suas metas. Quais são e que propósito têm?
2. Avalie suas expectativas. Liste-as e descubra quais são realistas e
quais não são.
3. Identifique as horas de tensão em sua vida.
4. Esteja disposta a correr o risco de aproximar-se dos outros. Deixe
que outros a ajudem a carregar sua responsabilidade.
5. Aprenda pelo menos uma técnica de relaxamento e pratique-a com
regularidade. Isso ajuda a descansar componentes críticos do sistema
de emergência do seu corpo.
6. Equilibre sua vida fazendo exercícios regularmente. Um bom
condicionamento físico fortalece o sistema imunológico e aumenta
as endomorfinas, que são os calmantes naturais do cérebro.
7. Descanse o suficiente. Permita-se dormir o suficiente. Ao contrário
do que nos ensinaram numa geração anterior, a maioria
de nós precisa dormir mais do que de fato dorme. O estímulo da
adrenalina reduz nossa necessidade de sono — mas é uma arapuca,
porque no fim pagamos o preço disso.
8. Aprenda a ser flexível. Somente o evangelho é imutável. Suas idéias
e prioridades talvez precisem mudar. A flexibilidade reduz a
probabilidade de frustração.
9. Vá mais devagar. Lembre-se, Deus nunca está com pressa. A
"pressa" é uma característica humana causada por planejamento
inadequado e má administração do tempo. A pressa aumenta o
"desgaste" do nosso corpo e mente e aumenta a produção destrutiva
da adrenalina.
10. Preste atenção aos pequenos aborrecimentos. Eles têm mais
probabilidade de matá-la do que os grandes. As pequeninas irritações
do dia-a-dia são as mais letais.
11. Focalize seu trabalho e use o tempo para
coisas essenciais. Reduza as redundâncias, elimine as atividades
desnecessárias, evite coisas que exigirão demais de
você e aprenda a dizer não bondosamente, sem ofender e sem
experimentar uma sensação de culpa.
12. Permaneça em contato com a realidade. Não consinta que suas
ambições extrapolem os limites de suas capacidades.
13. Evite condições de impotência; assuma o controle e implemente uma
estratégia para enfrentar qualquer coisa, por mais insignificante que
seja.
14. Se você não puder solucionar uma área importante de conflito de sua
vida, deixe-a. Passe adiante, se necessário. As noções de sermos
super-humanos nos mantêm em severas situações de conflito.
Preocupação

P.Como posso controlar a preocupação?

R.
Ao longo dos anos, tenho trabalhado com muitas
pessoas em aconselhamento e em classes que se
descrevem como preocupadas profissionais. Elas são
muito capazes em repassar o futuro mentalmente e
repetir a pergunta "E se...?" vez após vez.
Durante uma classe de escola dominical que eu lecionava sobre o
assunto da preocupação, pedi aos participantes que relatassem o resultado de
um experimento que eu havia sugerido na semana anterior para eliminar a
preocupação de suas vidas. Uma senhora disse que começou o experimento
na segunda-feira, e até a sexta sentiu que o padrão de preocupação que a
atormentara por anos estava finalmente quebrado.
O que causou essa melhora radical? Foi um método simples de aplicar
a Palavra de Deus à sua vida de forma nova. Tenho compartilhado esse
método com centenas de pessoas em meu gabinete de aconselhamento e
com milhares em classes e seminários. Talvez possa ajudar você.

Métodos Para Eliminar a Preocupação


Tome um cartão de tamanho médio, em branco, e num dos lados
escreva a palavra PARE em letras grandes, destacadas. No outro lado,
escreva o texto completo de Filipenses 4.6-9. (Use A. Biblia Viva ou outro
texto em linguagem contemporânea.) Leve o cartão consigo o tempo todo.
Sempre que estiver sozinha e começar a se preocupar, tire o cartão, segure o
lado PARE, à sua frente, e diga "Pare!" em voz alta, com ênfase. Depois,
vire o cartão e leia a passagem bíblica duas vezes em voz alta, com ênfase.
Tirar o cartão interrompe seu padrão mental de preocupação. Dizer a
palavra "Pare!" quebra mais ainda esse padrão automático habitual. Depois,
ler a Palavra de Deus em voz alta se torna o substituto positivo para a
preocupação. Se você estiver num grupo de pessoas e começar a se
preocupar, siga o mesmo procedimento, apenas fazendo tudo em silêncio.
A senhora que se manifestou na classe disse que no primeiro dia de
seu experimento, ela tirou o cartão vinte vezes durante o dia. Mas na sexta-
feira, ela o tirou apenas três vezes. Suas palavras foram: "Pela primeira vez
na vida tenho a esperança de que os pensamentos preocupados possam ser
afugentados da minha vida."
Outro passo é fazer um levantamento de suas preocupações. Sempre
que a preocupação a atormentar, tente algumas ou todas as técnicas dadas a
seguir para ajudá-la a avaliar suas preocupações e planejar sua estratégia:
1. Enfrente suas preocupações e admita quando elas ocorrerem. Não
fuja delas, pois elas retornarão para atormentá-la. Não se preocupe por
preocupar-se! Isso apenas reforça e perpetua o problema.
2. Relacione suas preocupações e ansiedades numa folha de papel. Seja
específica e completa ao descrevê-las.
3. Anote as razões ou causas para sua preocupação. Investigue as fontes. Há
alguma possibilidade de eliminar a fonte ou a causa de sua preocupação? Você já
tentou? O que tentou especificamente?
4. Anote quanto tempo você passa se preocupando a cada dia.
5. O que a preocupação realizou em sua vida? Descreva com detalhes.
6. Faça uma lista de: (a) as maneiras em que sua preocupação impediu que
uma situação temida ocorresse; (b) as maneiras em que a sua preocupação piorou o
problema.
Capitulo 3

Depressão

O que é a depressão

P. Defina depressão. Como saber se estou


deprimida?

R.
Depressão — um termo comum no vocabulário da
mulher. Ouço-o constantemente. Ele pode descrever
muitas coisas. Quando aconselho uma mulher que diz
estar deprimida, geralmente pergunto o que ela quer
dizer com esse termo. A palavra "depressão" pode ter uma centena de
significados diferentes, e cada mulher pode ter uma leve variação na
maneira como experimenta esse problema. Mas, como é a depressão? Ao
trabalhar aconselhando alguém, faço com freqüência esta série de perguntas:
Você tem dificuldade em sair da cama de manhã? Se tem
responsabilidades para com outros membros da família, você os deixa se
virar sozinhos? Você está-se tornando indecisa e esquecida? Sua capacidade
de concentração sumiu? Você sente vontade de rir ultimamente? Os
alimentos perderam o sabor e o sexo deixou de atraí-la?
Você parece estar entrando numa concha, sem querer se incomodar
com família e amigos? Perdeu seu desejo de conversar no telefone ou ir a
reuniões sociais de que costumava gostar? Está começando a cortar todo
contato com as outras pessoas?
Você tem dificuldade em pegar no sono à noite? Costuma acordar no
meio da noite e ficar revirando até a madrugada, incomodada por
pensamentos negativos e sombrios? Você gostaria de dormir 16 horas por
dia ou tirar sonecas freqüentes? E mesmo que o faça, ainda se sente exausta?
Seus pensamentos são cheios de um senso de impotência? Você sente
que não existe saída para as suas circunstâncias? Você acha que ninguém se
importa com você, e você mesma não se importa especialmente consigo? Há
algum sentimento positivo que tenha a seu próprio respeito? Você acha que
há uma nuvem tempestuosa e escura pairando sobre sua cabeça, seguindo-a
aonde quer que vá?
Você notou algumas mudanças físicas? Tem diversas dores novas e
vagas? Você desconfia que tem alguma moléstia séria?
Isso é depressão.

Formas de Depressão
Depressão emocional. Este é provavelmente o sintoma mais comum no
nosso país hoje. Espera-se que um em cada oito de nós receberá ajuda para
depressão em algum momento de nossas vidas. Ninguém é imune. Ser
cristão também não faz você ficar imune. E isso pode acrescentar uma
profundidade maior ainda à sua depressão devido à crença errônea de que,
como crente, você não deve ficar deprimida!
Sua depressão tem um propósito, por mais estranho que pareça.
Depressão é um sinal de que algo em sua vida não está certo. É um sistema
de mensagem dizendo a você: "Ouça o que digo!" E está tentando fazê-la
chegar à causa. Em muitos casos, a depressão é uma reação saudável ao que
está acontecendo em sua vida.
E por favor, agarre-se a esta próxima afirmação: Ficar deprimida não é
pecado! Isso mesmo, não é pecado ficar deprimida. Por toda a Palavra de Deus,
vemos exemplos de pessoas que ficaram deprimidas, e a depressão estava
presente por um motivo. Ouça a narrativa de Jesus quando ele se dirigiu ao
jardim:
E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a
entristecer-se e a angustiar-se muito. Então, lhes disse: A minha alma está
cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo (Mt 26.37,38).
A sensação de perda de Jesus foi expressa através de seus sentimentos.
Depressão espiritual. Algumas causas da depressão podem ter origem
em comportamento e pensamentos pecaminosos. Se seu comportamento
estiver em conflito com seu sistema cristão de valores, o resultado pode ser
culpa e depressão. Chamamos a isso de depressão espiritual. É vital
reconhecer e identificar a causa pecaminosa e tratar dela para que a
depressão tenha oportunidade de melhorar. E aqui que os recursos
restauradores de Jesus serão a sua solução. É importante lembrar que,
mesmo após confessar o pecado, se arrepender e aceitar o perdão de Cristo,
parte da depressão pode permanecer. Isso é normal, porque as mudanças
biológicas que ocorrem durante a depressão demoram para sarar.
Ignorar a depressão em vez de enfrentá-la e buscar ajuda, ou recusar-
se a seguir as diretrizes para vencer a depressão, tem sido considerado
pecaminoso por alguns. Em Tiago 4.17 lemos: "Portanto, aquele que sabe
que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando." Talvez o "bem" aqui
para alguns cristãos deprimidos seja o conhecimento de que podem fazer
algo para sair de sua depressão, E isso pode ter um efeito sobre a
recuperação da depressão. Negligenciar o corpo não dormindo, comendo ou
se exercitando o suficiente pode ser uma violação da manutenção do corpo,
que é templo do Espírito Santo.
Algumas pessoas usam a depressão egoisticamente a fim de suscitar
autopiedade e simpatia dos outros, e até mesmo de controlá-los. Isso
prolonga a moléstia e transforma a depressão em arma.
Não se concentre excessivamente no pecado quando você estiver
deprimida. A depressão pode ser conseqüência do pecado, mas a depressão
em si não é pecado. Existe uma tendência excessiva de envolver-se em
autocondenação quando você está deprimida, juntamente com uma
preocupação com quanto tudo é terrível e continuará sendo. As boas novas
são que, se houver pecado envolvido, há perdão e aceitação à sua
disposição. Esse é um enfoque saudável.
Você está experimentando uma reação normal, embora dolorosa, ao
que está acontecendo psicológica e fisicamente quando está deprimida. A
depressão é um grito interior avisando que negligenciamos alguma área de
nossa vida. Precisamos dar ouvidos à depressão, pois ela nos está dizendo
algo que precisamos saber. Responda e trate da sua causa.
A depressão tem elementos tanto espirituais quanto emocionais
quando sua escuridão gradualmente cobre sua vida com um véu. Sua alegria
e paz serão substituídas por infelicidade e descontentamento. Em vez de
estar cheia do Espírito Santo, há aridez. A fé e a esperança dão lugar à
dúvida e ao desespero. Você não se sente amada e perdoada. O que sente é
que é indigna, culpada e abandonada. Todos nós sentimos como se
tivéssemos sido deixados sozinhos a perambular através da escuridão em
isolamento. E duvidamos, duvidamos e duvidamos. Não temos nenhuma
garantia do cuidado amoroso de Deus e nos sentimos órfãos.
Se você já experimentou esses sintomas, não está sozinha. Lembre-se,
você não pode depender dos sentimentos bons, borbulhantes para confirmar
sua fé quando estiver deprimida. Quando não conseguir sentir a presença de
Deus, agarre-se com firmeza aos fatos que a Palavra de Deus nos dá. Ele está
aí, e não estamos sós. Se crermos que Deus não está presente porque não o
sentimos, não o buscaremos por um ato de fé para depender dele. Mas os
braços estendidos de Jesus Cristo estão sempre perto. Às vezes talvez
precisemos pedir a um amigo ou amiga que nos empreste sua fé para
podermos buscar e aceitar a ajuda de Deus.

Grupos de Alto Risco Para a Depressão


Geralmente não entro em tantos detalhes com a pessoa a quem estou
aconselhando, mas c importante você saber isto. Vários subgrupos da
população correm claramente um risco mais sério de experimentar
depressão do que outros. Consideremos alguns desses fatores de risco:
1. Sexo. Uma quantidade enorme de pesquisa mostra um índice
maior de depressão nas mulheres do que nos homens.
2. Idade. Pesquisas locais recentes relatam maior prevalência de
sintomas depressivos em adultos jovens (18-44) do que em
adultos mais velhos. Esta é uma mudança do início do século XX
quando os relatórios indicavam que os adultos mais velhos eram
mais deprimidos. Mas os idosos estão também se tornando mais
propensos à depressão à medida que seu tempo de vida tem-se
prolongado.
3. Estado Civil. Pessoas separadas e divorciadas mostram maior
incidência de depressão do que aquelas que jamais se casaram ou
as que estão casadas no momento. Os índices são mais baixos
entre os casados do que entre os solteiros. Mas um casamento
insatisfatório é uma causa importante de depressão.
4. Religião. Não tem sido encontrada nenhuma relação entre religião
e sintomas depressivos exceto em alguns pequenos grupos
religiosos que se procriaram por meio de casamentos fechados.
Aqui, as formas mais sérias de depressão são quatro vezes mais
comuns, presumivelmente devido ao forte fator genético.
5. Classe social. Quer definida por nível ocupacional, financeiro ou
educacional, há forte evidência de que os índices de sintomas
depressivos são significativamente mais elevados em pessoas de
posições sócio-econômicas inferiores.
6. Fatores genéticos. Durante os dez últimos anos, tremendo
progresso nos estudos mostrou que os fatores genéticos podem
causar depressão. Existe forte evidência de que fatores
hereditários predispõem a pessoa a desordens bipolares (antes
chamadas de desordens maníaco-depressivas). Os fatores
hereditários são menos claros em outras formas de depressão.
7. Fatores biológicos. Quase a todo mês, as pesquisas do
funcionamento do cérebro e sua conexão com o corpo revelam al-
guma nova complexidade. Há crescente aceitação de que a
depressão clínica pode ser detonada pelo cérebro em diversos
lugares diferentes do corpo. As interações são complexas e ainda
obscuras. Uma doença física quase garantidamente aumenta o risco de
depressão, mas o mesmo acontece quando se tem uma fisiologia de "alto
risco".14

14
HART, Archibald. Depression in the Ministry and Other Helping Professions. Dallas, TX, WORD
Inc., 1984. p. 26-8, adaptado.
Razões para a depressão nas
mulheres

P.
Estou deprimida e choro o tempo
todo. Como vencer minha
depressão? Como lidar com uma
vida sem significado?

R.
Nos Estados Unidos, as mulheres têm de duas a seis
vezes mais probabilidades de serem diagnosticadas
como deprimidas do que os homens. Às vezes, as
pessoas têm achado que esses números desiguais são
resultado de má interpretação das estatísticas, dos hormônios femininos ou
de as mulheres buscarem ajuda mais prontamente do que os homens. Mas a
maioria dos estudos de fato conclui que muito mais mulheres do que
homens entram em depressão.
Cerca de 70% de todos os antidepressivos são receitados para
mulheres. Mais mulheres estão em terapia por depressão hoje do que em
qualquer outra época. O alcoolismo, que costumava ser um problema
basicamente masculino, está aumentando entre as mulheres. E não importa
se a mulher trabalha fora ou é uma dona de casa isolada. Ambas estão
propensas à depressão e dela sofrem pelas mesmas razões.
Muitos motivos são dados para a alta incidência de depressão na
população feminina.
Primeiro, nossa cultura ocidental pressiona as mulheres a assumirem
um papel dependente, passivo. Muitas mulheres nunca foram encorajadas a
se tornarem auto-suficientes, e um elo liga a "impotência aprendida" com a
depressão. Isto ainda existe. Ademais, no passado, algumas mulheres
aprendiam que tinham de rebaixar suas aspirações pessoais e depender de
homens dominantes para seu bem-estar. Isso não fez muito pela auto-estima
saudável e, freqüentemente, contribuiu para a depressão.
Segundo, os casamentos de algumas mulheres contribuem para a
depressão. Alguns homens são insensíveis à disposição das esposas. Em vez
de ajudarem e apoiarem, os maridos em geral reagem com críticas, caçoadas
e pouca disposição para ouvir.
Terceiro, muitas mulheres ficam deprimi das porque trazem certas
questões não resolvidas para a vida adulta. Maggie Scarf, em seu excelente
livro Unfinished Business: Pressure Points in the Lives of Women (Negócios
Inacabados: Pontos de Pressão na Vida das Mulheres), diz que nenhuma
mulher chega à maturidade sem ter assumido um colosso de questões não
resolvidas. Estas incluem as seguintes:
1. Tarefas incompletas de crescimento. É importante trabalhar as fases de
crescimento da vida como adolescência, separação emocional dos pais, a década
dos 20 anos, a dos 30, e assim por diante. A mulher que foi prejudicada nessas
transições necessárias pode ficar presa nelas e deprimida.
2. Traumas não resolvidos. Algumas mulheres entram na idade adulta
com contas psicológicas que ficaram por pagar. Muitos casos de depressão
ocorrem porque elas foram vítimas de abuso ou incesto na infância. Raiva,
depressão e culpa são companheiros comuns desses traumas passados.
3. Negócios inacabados. Algumas mulheres têm evadido importantes
negócios do passado. Rancores ou ressentimentos não perdoados podem
produzir depressão. E em geral, quando a depressão ocorre, a mulher
procura causas superficiais, ignorando as raízes ocultas. Desequilíbrio
hormonal e hipoglicemia têm muitas vezes levado injustamente a culpa por
fontes mais profundas de depressão.15
Nossa sociedade tradicionalmente permite às mulheres admitir
fraquezas ou problemas e buscar ajuda, mas insiste que os homens
mantenham estabilidade e apresentem uma fachada corajosa.
A maioria das mulheres não foi encorajada a aprender a expressar sua
raiva quando pequena e isso se presta a grande quantidade de repressão, que
logo se transforma em depressão.
Outro fator que contribui para que as mulheres experimentem mais
depressão do que os homens é o fato de sua estrutura cerebral fazer com que
sejam mais sensíveis. As mulheres usam seu cérebro holisticamente, o que
traz claras vantagens. Elas são mais voltadas para pessoas, formam laços de
amor mais intensos, são as nutridoras, e aprendem mais "você deve fazer
isto" quando criança.
Outra causa importante de depressão é que as mulheres se tornam
mais ligadas aos outros do que os homens. Qualquer perda, especialmente
relacionai, pode precipitar a depressão.
Brenda Poinsett descreve isso muito bem em seu livro Understanding a
Woman's Depression (Entendendo a Depressão da Mulher):

15
SCARF, Maggie. Unfinished business: Pressure Points in the Lives of Women. Nova York, Double Day and
Co., 1980. p. 10-80, adaptado.
A mulher coloca muito de si mesma no relacionamento. Ela
se cimenta àqueles a quem ama. E muitas vezes, sem nem mesmo
perceber, sua identidade em si fica enrolada nos seus elos
amorosos. Quem ela é tem significado em termos de quem ela ama.
A depressão para a mulher, quando ocorre, acontece num tipo
de contexto mais do que em qualquer outro. Esse contexto é a
perda do elo amoroso ou relacionamento.
É em torno das perdas de amor que as nuvens de desespero
tendem a convergir, pairar e escurecer. Gente importante partindo
ou morrendo; a incapacidade de estabelecer outro elo significativo
com um parceiro-companheiro; ser forçada, por uma transição na-
tural da vida, a renunciar a importante elo amoroso; um casamento
que se desfaz, que ameaça se desfazer, ou simplesmente vai ficando
cada vez mais distante; o desmoronamento de um caso amoroso ou
o reconhecimento de que ele está azedando ou não vai levar a
nada...16
Os elos de amor da mulher são sua alegria, mas também sua tristeza.17

Diagnóstico Precoce
Talvez você se lembre da história do sapo e da água fervente. Se você
colocar um sapo numa panela de água fresca no fogão, ele começa a nadar
por ali. Está se divertindo. Se você liga o fogo sob a panela e gradualmente
aquece a água, o sapo não percebe a mudança na temperatura. Vai se

16
Usado com permissão de Brenda Poinsett, autora de Understanding a Woman's Depression, R.13, Box 445,
Bedford, IN 47421.

17
ld., ib„ p. 57
ajustando à água à medida que a temperatura muda. Com o tempo, a água
fica muito quente, depois ferve e finalmente o sapo fica cozido. Mas o calor
vem tão gradual e sutilmente que o sapo não percebe o que está acontecendo
até ser tarde demais.
A depressão também é assim: Em geral é difícil de detectar nas fases
iniciais. Talvez você experimente alguns dos sintomas mas não compreenda
o que são até se intensificarem. E quando você tiver entrado mais fundo na
depressão, fica bem mais difícil livrar-se de seus tentáculos. Note as três
fases da depressão descritas abaixo.

As Três Fases da Depressão


1. Depressão leve. Sua disposição pode estar um tanto rarefeita. Você
tem uma leve perda de interesse pelas coisas de que normalmente gosta.
Alguns sentimentos de desânimo também podem estar presentes. Seus
pensamentos ainda estão normais. Você talvez tenha alguns sintomas
físicos, mas seus hábitos de sono e alimentação permanecem normais.
Talvez você sinta às vezes um leve retraimento espiritual.
Se você conseguir reconhecer esses sintomas como indicações de
depressão (e se for uma depressão de reação), você ainda está numa posição
de reverter o quadro. Faça a si mesma as seguintes perguntas: O que a
minha depressão está tentando me dizer? O que pode estar causando esta
reação? Qual seria a melhor forma de me estabilizar no momento? Será que
contar isto a outra pessoa ajudaria, e, se ajudar, com quem vou compartilhar
isto? Que passagens bíblicas me ajudariam neste momento, ou que outro
recurso seria útil? Ter um programa de leitura pré-planejado em mente seria
benéfico. Ele pode incluir um livro devocional e passagens bíblicas
específicas. 2. Depressão moderada. Todos os sintomas acima são
intensificados. Um sentimento prevalente de desesperança surge agora. Os
pensamentos ficam um tanto lentos à medida que os pensamentos negativos
sobre si mesma aumentam. As lágrimas podem surgir sem nenhum motivo
aparente. Talvez você enfrente problemas de sono e alimentação — excesso
ou falta. A sua luta espiritual se intensifica à medida que a tendência de
retrair-se de Deus aumenta. Durante esta fase, você
provavelmente precisará de alguém para ajudá-la a lidar com a depressão.
Mas sua tendência pode ser a de não falar de sua dificuldade a ninguém
mais. Contudo, guardar seus problemas para si mesma apenas complica o
dilema. 3. Depressão severa. Todos os sintomas anteriores ocorrem numa
dimensão muito intensa. A negligência pessoal fica óbvia à medida que a
pessoa passa a ignorar a aparência e a higiene. É uma luta dar conta das tare-
fas diárias. Os sintomas espirituais são óbvios — ou retraimento ou
preocupação. O choro é freqüente, juntamente com sentimentos intensos de
abatimento, rejeição, desânimo, autocondenação, autocomiseração e culpa.
Os padrões de alimentação e sono são quebrados. Às vezes a mulher se
torna tão melancólica que começa a pensar em suicídio. Mas isso não
acontece com todo mundo que entra em depressão.
A pessoa que reconhece a depressão leve não a deseja, mas muitas
vezes não sabe como se livrar dela. Para evitar entrar em depressão
moderada ou profunda é vital que "soltemos" a depressão leve. Soltar antes
de mergulhar nas profundidades é a chave para impedir a depressão
prolongada e severa.
Digamos que você esteja nadando e descubra que está um pouco mais
cansada do que pensou estar. Ou talvez a água seja mais funda e a
correnteza mais forte do que você esperava. Se fizer algo imediatamente,
você pode dirigir-se depressa à praia e evitar um possível desastre. E você
espera aprender algo com a experiência. Você pode fazer algo semelhante
quando estiver na fase leve da depressão.
Mas se a correnteza for forte demais, ou se você estiver totalmente
exausta e prestes a se afogar, precisará da ajuda de um salva-vidas. Se você
já estiver na fase moderada ou severa da depressão, se sua condição já a
imobilizou e você se sente indefesa, precisa da ajuda de alguém amoroso,
firme, que entenda você e seja um bom ouvinte para ajudar a puxá-la para
fora dela.
Talvez você esteja pensando: Bem, tudo isto é o histórico da depressão.
O que faço a respeito dela? Como sair da minha depressão?

Como Detectar a Depressão


Se você notar que está ficando deprimida, primeiro veja se não há uma
razão física para a sua depressão. Talvez você queira consultar seu médico.
Se não houver causa física, seu próximo passo é fazer a si mesma duas
perguntas-chave. Talvez você queira pedir ao seu marido ou a uma boa
amiga que a ajudem a pensar sobre elas.
1. O que estou fazendo que pode estar causando minha depressão?
Verifique seu comportamento para determinar se está coerente com a
Escritura. Pergunte-se se você está fazendo alguma coisa para reforçar a
depressão.
2. Sobre o que estou pensando, ou de que maneira estou pensando que
pode estar me deixando deprimida?
Procure o "gatilho" da sua depressão. Alguns gatilhos são óbvios e
você percebe prontamente o que ocasionou a depressão. Outras causas são
mais difíceis de descobrir. Talvez você queira manter as perguntas seguintes
num cartão, e quando estiver deprimida referir-se a elas para ajudá-la a se
lembrar do pensamento ou evento que provocou a depressão: O que fiz?
Aonde fui? Com quem falei? O que vi? O que li? Sobre o que estava
pensando?18
Por favor, não tente tratar de sua depressão sozinha. Se ela já está com
você há algum tempo, converse com uma amiga de confiança ou procure um
conselheiro cristão profissional. Mas faça algo. A letargia, que é um
subproduto da depressão, nos faz comportar de tal forma que reforça a
depressão. Se você estiver experimentando qualquer um dos sintomas
enumerados abaixo, por favor, procure alguém treinado em ajudar as
pessoas com depressão. Deixe-me sugerir o que Brenda Poinsett recomenda.
Ela própria passou por uma depressão profunda e escreve a respeito em seu
livro Understanding a Woman's Depression (Compreendendo a Depressão
Feminina). Precisamos de ajuda quando não sabemos o que causou a
depressão. A nuvem negra do desespero saiu não sei de onde. O desespero é
escuro e profundo; e, com toda a honestidade, não podemos adivinhar a
causa.
Precisamos de ajuda se estivermos pensando em suicídio.
Precisamos de ajuda se estivermos tendo pensamentos ilusórios.

18
HART, op. cit., p. 68, Adaptado.
Precisamos de ajuda se não conseguirmos dormir, se estivermos
emagrecendo bastante, ou se estivermos experimentando desconforto físico
severo no qual nossa saúde pode ser afetada.
Precisamos de ajuda se tivermos tido episódios depressivos repetidas
vezes na vida.
Precisamos de ajuda quando a depressão estiver atrapalhando nosso
casamento, nossa família ou o nosso emprego.
Definitivamente precisamos de ajuda se a depressão durou mais de um
ano.
A mulher que se encaixar em alguma destas condições precisa pensar
em procurar ajuda fora para vencer a depressão. A depressão é uma doença
tratável. Conquanto não haja uma cura simples que funcione para todos, há
diversos tratamentos disponíveis. Se um método não a fizer sair da
depressão, é provável que outro faça. Qualquer mulher que sofra de
depressão precisa saber como obter ajuda e que tipo de ajuda existe.19
Procurar ajuda profissional não é sinal de fraqueza. Esse pode ser o
passo que a capacite a transformar sua depressão de uma experiência
prejudicial à sua vida em uma experiência de reconstrução.

19
POINSETT, op. cit., p. 131,2.
Fatores espirituais a considerar

P. Como sou cristã, por que não posso


deixar de ficar deprimida e ansiosa?

R.
Consideremos o que nos acontece espiritualmente quando
ocorre a depressão. Há algum sintoma ou tendência
previsíveis? Em geral, ocorrem dois extremos.
O mais comum é o de a pessoa se afastar de Deus. Você tenderá a não
orar ou ler as Escrituras como fazia antes. Por quê? Possivelmente porque
acha que Deus a rejeitou ou abandonou. Como a culpa faz parte da depressão,
você talvez esteja propensa a achar que Deus a está castigando rejeitando-a,
e isso provoca o afastamento espiritual. Mas Deus entende o que você está
passando. Ele não a está rejeitando nem castigando. Separar-se de Deus
apenas serve para reforçar sua depressão.
O exato oposto também pode ocorrer. A depressão pode levá-la a
envolver-se excessivamente com coisas espirituais, o que poderia ser uma
compensação para os sentimentos de culpa. Horas são passadas todos os
dias em oração e na leitura da Bíblia, mas isso não melhora a depressão.
Essa atividade intensa pode na realidade limitar a melhora da depressão, pois
você negligencia outras áreas da sua vida que precisam de atenção.

Orientação Bíblica
Você consegue imaginar sua vida sendo melhor após a depressão do
que antes? Talvez não, mas muita gente experimentou justamente isso.
Lembra-se da passagem do último capítulo de Jó? "E, assim, abençoou o
Senhor o último estado de Jó, mais do que o primeiro" (Jó 42.12). Através
de sua depressão, você pode desenvolver uma nova perspectiva sobre a vida,
uma percepção maior de quem você é bem como de suas aptidões, uma nova
maneira de ver os outros e com eles se relacionar e um relacionamento mais
profundo com Deus. Esse último passo ocorre quando você se alimenta de
sua Palavra.
Guarda-me, ó Deus, porque em ti confio (Sl 16.1).
Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; por isso que ele
está à minha mão direita, nunca vacilarei (Sl 16.8).
Porque tu acenderás a minha candeia; o Senhor, meu Deus, alumiará
as minhas trevas (Sl 18.28).
O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O
Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? (Sl 27.1)
Ouve, Senhor, a minha voz quando clamo; tem também piedade de
mim e responde-me (Sl 27.7).
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia
(Sl 46.1).
Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga
as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias (Sl
51.1).

∗∗∗