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iwyiupmui*, i>isia8
ris/as msian'aneas,
inslan'aneas. desenhos e caricature
caricàtúr

REVISTA DA SEMANA
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Edição semanal illustrada do ÍORNAÍ no rpaqtt


Reda,,,,.go,,nte, DR, CAHDID0 MEWDES - RedaotorHihefe DR .JS. JUKWAL DO BRASIL
MENDES DE — ALMEIDA Director-technico, GASPAR DE SOUZA
Anno II. — K. 43
DOMINGO, 10 DE MARCO
Numero: 3oo nzis
GTREVE DOS OPE-RA-niOS DA FAB^IO?A
DE TEGIDOS GABJOGA
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Vista da parte mais antiga da Fabrica de Tecidos Carioca,


onde se deu a greve Escriptorio da Fabrica de Tecidos Carioca. Ao lado vè-se a varanda
ss alojou a força da Brigada Policial que em que
para alli foi destacada

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Villa Arthur Sauer, mais conhecida por Villa Saneamento, onde residem CAI\AL DO JIAACa I.. — Ponte da rua de D. Feliciaria,
numerosos empregados da Fabrica de Tecidos. onde se dou o lamentável accidente de que foi viclima, na no Canal cio Mangue
tarde do dia 3 do cor-
Na gravura veem-se operários reunidos em frente ao edifício da referida rente, o menino Ernesto. O local em que no passadiço, sob a ponte, está o menor
Villa (pie se ve n esta gravura, representa o ponto de que cahio a inditosa criança

TRISTE REALIDADE os seus collegas, que lhe fizeram solemne e signi-


hcativa manifestação de apreço. 0 poema a que nos referimos, se nâo tem
pai vivo
E o próprio chefe dirigiu-lhe amáveis compri- que possa reclamar por elle, pertence a um dos

m Antônio José Gomes era o mais modesto


dos amanuenses de sua repartição, podendo
ser considerado quasi um zero á esquerda dos
mentos que elle recebeu corando e sem ter coragem
de responder cousa alguma.
A' noite, n'uma casa de familia que costumava
irequentar, alcançou também um suecesso
nossos mais illustres poetas mortos.»
Foi então que o nosso heroe conseguiu desem-
buchar.
A verdade, a tristíssima verdade, era simples-
seus cento e tantos companheiros de classe. extra- mente esta:
ordinário e as moças, que até então nem siquer 0 Antônio José Gomes, do
Certo dia, porém, uma folha quotidiana, pu- não era o
blicára a seguinte noticia :
haviam reparado n'elle, principiaram a endereçar- Antônio José Gomes, amanuense,poema,
e sim um outro
lhe ternos sorrisos e provocadóres olhares. de egual nome.
« O Sr. Antônio José Gomes, intelligente cultor A modéstia do Gomes sentia-se olTendida por
das lettras pátrias, fez-nos o nrecioso mimo de um Coitado! Eram falsas as próprias pennas de
todo aquelle triumpho que elle nunca imaginara
delicado poema em versos alexandrinos, mas, uma pontinha de orgulho ; pavão com que quizera adornar-se!
que lhe
dá direito a figurar entre os primeiros poetas que lhe nascera es-
bra- pontaneamente n/alma o impellia a não revelar a I»eq. ^
sileiros. verdade e receber impávido todos os parabéns e
Brevemente publicaremos esse bellissimo tra- comprimentos que lhe eram endereçados.
balho, para que os nossos leitores por si Olhando uma mulher velha um espelho e
avaliar que não somos exagerados em nossos possam Durou trez dias a doce illuzão que o embalara. vendo uns olhos eiícovàdòs, umaparacara descarnada
elo- Depois, appareceu na referida folha a seguinte e côr de cidra disse.
gios. » nota: — Santo nome de Deus. .lá nâo ha nada
Ao entrar naquelle dia em sua repartição o « Fomos embrulhados pelo Sr. Antônio José que
nosso heroe foi pomposamente recebido preste, pois até os espelhos não apresentam as fei-
por todos Gomes, que não passa de um gajo da peior espécie. ções com exactidâo, como nos outros tempos!
ry—r-Trruii-inuw

342 — N. 43
REVISTA DA SEMANA 10 de Março de 1901

A SEMANA EM REVISTA .
'-':v¦'"íV-;;*í'.Vr--;-?;'¦'.**í-s!ívv ¦:. i«-; -
;.-;-..-.. ¦._-.•¦ .,-... ;. »;'í^. íl/lwsnjgÇBI. em que nos achávamos. Quando regressamos
terra a cidade jã estava mergulhada em 4
e solemne silencio. profundo
~Z~Ê^. '¦ ' '¦¦- '-' ?*" ''" '
*=à proveitando a lua cheia, que
i';:': Y'~'Y À ¦ d*^ -J?% Passava de meia-noite.
Chegado á casa projectamos escrever uma
#J despontara no céo como uma ne
grande flor de prata, fomos ha quena chronica a respeito do magnífico e poético"
dias passei.ar em companhia de passeio.
dous amigos, num pequeno esca- Hoje nos desempenhamos dessa tarefa, apro
ler, pela enseada de Botafogo. veitando o assumpto para enchermos o esoaco
Parecia que vagavamos entre que nos é reservado nesta Revista.
dous firmamentos, tal a limpidez
e a tranquillidade das águas, re-
flectindo o azulado espaço lente-
joulado de estrellas tremulas e
scintillantes.
Noite ideal que fazia
em ídyllios, em serenatas,pensar em
beijos rumorosos e solíregos la-
bios rubros e quentes, em des- ¦ ^7 V \ / / \\ \ ^-^.<^} ) \\Lí ,A fflflc''*^ ia
maios de amor, em seres
estremecem, se unificam que se BJQBjK BBBBrl^v mtff*!**-*^
BjWjBjBflB^TaBrflB BBk-^y *np ^SiVT^ "U^tt1-
rf&pSÊÈmWmiXJBBÊmfrê
•••¦ ?n Vv3BlBt^BBBflfliS
no
mesmo sentimento ideal de ar- BflTrwBfcfPiv***!^JÍÍV^f*/y*^SfrflQ ftfcHBBflnSIBCTBBB»flBBs

dente e sincera paixão...


bbI BbBkT^Cs^fiHBBj? JL*fi-t I'Uufl BB
Estávamos embevecidos, en-
_ levados ..por. doce J n s pi raça o,
como que sonhando em cpusas ' ^^ébbbbbb ^ê Bkfl fl.' -
mysteriosas, em um paraisó, tal- .>-—n >—\ -^k H ^Ê B
vez, de gosos extranlios, experi- JbbhI Bm^I BBB BBwSffifijBBBl BBtflHBL'''"

mentando saudade deliciosa


por
Ss- /j\ >J 9m B 1
¦¦¦^:
um bem que não falimos, mas d&&âfr fl
imaginávamos ter desfructado que em
tempos idos, num ponto ideali- fl ¦'¦'¦'¦'' /.
fl B^5SH _9l 2j*;
sado pela nossa phantasia illumi-
nada brandamente pela luz
lida do luar formoso... pai- ¦
'"*¦";
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j^fl I
Diante de nós erguia-se alta- BBK*' - - ieíafl fl
neiro o soberbo Pão de Assacar
flfl rSRlBBBHS',^^^íMBtíjflBBjBB BflBBti
essa gigantesca sentinella da ba- b*^- '
^TmuÓVu^bbbbI BbT*- •¦ v v**!3ff-
hia da Guanabara, parecendo da-
¦Bmel ÍJi^^aãB&^ÉMlBkiBBlSSBB^^^Er^^^^^^^^TríJ.. T>
safiar a impetuosidade das ondas
que esbravejam no oceano enca- ii B'.i''Jll
*-f**BPB BLmBnB
£9 ¦tf.ltbâul Bái
pellado... "''"'',^í^' ': '¦^^^"'^BBBBBBBBBBBBBBBBBBhaV. '** ^ ..¦.-¦¦,.«^ ."!Ü1B
O verde escuro do seu revés- ' ¦XTr^*^*^"—
^*^ jS^" '¦ ^V.- /t-V,: j^
j| HtaHÍ^-&^fl
timcnto de folhagens viçosas li- X^^^r-l/^^BBBBBBBBBBV^^^^C
«r-"""*~V^3 ^----r ¦-- j^r*--ii4i*<r ^^BBBB^flflflflB j^
nha reflexos suaves recebendo o u,~,^:^rt^5,^^'!:^®.^fejBBBBW^BBBBBir^
' -xt—¦<£_ ^í®
./ •?¦ -x ."^^^^"^N^^jBBBBflt^-^^^^ ^^^^^^1 fl
beijo da luz silenciosa ^^^^L .-¦• jJfl^-v^y..:-.í-?^:>rr..;--^w««»^a>gg_ ¦^'.3*"^^^BBBBBBBBBB^^k^,^^'-^:-Í-^í--> fl Bmuu.
desprendia do astro da noite que se ^
^^^^MnBBBBBBBBBBBBBBBBBIi^.. ^^^^Bbbbbbbbbbbbbbb]I
va- , j ^<yí«t f^WwlÊÊÊÍ
gando pelo azul, descorado, va-
garoso, melancholico, como se ESTADO DO P.iBAXí- Cascatinha do Uvú,
lòra um adeus de despedida de 2 HOttAS DA MADRUGADA no rio
do mesmo nome a 4 kilometros de Curityba
uma alma amante — Diabo! As cançonetas subiram-me á cabeça''
se. conden- U"e direi eu á
sasse no céo paraqueeternamente mulher, quando chegar em casa ? Ah! Boa idéia '
riu ao enterro de um amigo.. HSli |^^l^áÀío^\^*^Í^jsm,

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«IO DE MKE.RO - A MoDAS DA SEMANA -


Escola Nonoal e a Prefeitura Últimos figurinos
Municipal (IMiol. Uaslos k Dias)

|ÍIIÍciPS
1UmÍ"OSOS Pelos
Ée«s raios scientemente arrastado n fQ.»oi ^ i os thSSros
mágica enseada de Botafogo oiierecia a
De repente, um dos remadores,
talvez incon-
de qi^^sr.1,,!". ísrM»^ií
po- onde de|isava ES 0^»^
como presagiavam os
t ainda o Sansonepessimistas
não
ÇâIynCa'
que, perdendo a cora-
li
10 de Março de 1901
REVISTA DA SEMANA
343 \. 43
gem com o desastre do anno na^Hn' „„• emP?"
vai
nhar-se nVssa nova empre/a
[•egular, trabalhando a preços redny.Vl™ « í •
íez, reprise d(> Sino do Erimilerio, em
beilaN ™-sa;;; ri» c°m™0 um. que ?estreou
n„n ,Recr,ei0
o applaudido tenor Eugênio Oyanguren
A enfermidade da archi-graciosa
alarmou o publico, mas felizmente, o Pepa Ruiz
mento caminha com regularidade eseudentro reltalei
Intitula-se OMo pouco poderemos de novo applaudil-a em scena.em
-.v< - - e é galhardamente F/üo fíou^
5 . , empenhada, dos' VpÍívo !;°T"líUlam em Al™™r mavé
Fluminense e Guarda
de prosperidade, vari-
j I metnte por partoprincipal-
dosar-
nnHn c
P';°^ammíl d* «eus espectaculos e
-/v*:..;^/ ¦¦¦'"¦¦ ! tistas Ferreira de Souza, contando
conhndn^h enchentes suecessivas.
^¦^^¦¦^•^¦¦¦¦¦^¦¦¦¦/:í1a...-: -;¦ .* ._ - • .
Martins e F. Wandek.
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jv- ./ ','.:•.- •; ¦
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I «.O DE JAKE.B0 - Cathedral


do Arcebispado
| e egreja de N. S. do Carmo do Eio de Janeiro I SÊÊ^^i I
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BAHIA DE GUANABARA - Instanl.neo «^JUSTIÇA, por P. Isasi
.irado n.n praia ,,a ilha ,lo (;ovorna,..
H.em-se quando eu passo...
Qüc culpa lenho eu de ser bonito.
344 — N. 43 REVISTA DA SEMANA 10 d 12 Março de 1901

um delles. 0 senhor desoccitpa isso hoje, agora


SGENA SERTANEJA mesmo, ou vae preso...
Ao ouvir essas palavras, o lavrador, fera de si,
k\ porre homem conseguira ajuntar um pecúlio allucinado, foi ao seu quarto, empunhou uma arma
^-^e compram aquelle de caça e sem que pudesse ser impedido pela mu-
pedaço cie terra, onde plan- lher e pelo lilho mais velho, galgou precipitada-
tara a sua roça, cultivando-a com amor, sem cVe.s-
canço, porque delia tirava o sustento para a mu- mente o terreiro, fez pontaria sobre o ofíieinl de
lher e os filhos. justiça que o ameaçara, pucliou o gatilho e o tiro
Dois annos se passaram ria mais completa partiu certeiro.
tranquillidade e parecia que a felicidade do seu laí*
não seria perturbada, quando certo dia apparece-
ram ao lavrador alguns homens dizendo-se encar- i\To iurv, o desgraçado foi condemnado ;i 30
regados da divisão da fazenda. annos de prisão .....
Flavio Roberto./

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MONGINETTE
«Chanteuse du genre», do «Moulin Rouge»

Deparou-se-lhe um òflicial de justiça que lhe


entregou uma intimaçào para em 24 horas despe-
jar as terras.
O que è isso? perguntou elle aüonito. Como
me expulsam da minha propriedade?
li' ordem do juiz...
Mas os meus documentos estão com elle. Eu
ÜK. GUSTAVO DA SILVEIRA comprei este cantinho de terra com o suor do meu
Director da Estrada de Ferro Central do Brasil rosto. Não! Não é possível! Aqui anda engano...
Pode dizer ao Sr. Juiz que não saio d'aqui nem
_J
arrastado. Isso me pertence; sou o proprietário da MIGUEL TORNESE
— Ouc fosse levai' os seus títulos de posse e casa e da roça. Não furtei, adquiri tudo com o meu 1° tenor da Companhia Lyrica do Theatro
domínio,ao juiz, aconsolharam-iVo. dinheiro. S. Pectro de Al antara
Assim o fez, mas como náo entendesse de cou- No seguinte dia, ás iO horas, vieram nova-
sas judiciaes deixou correr a aeção á revelia, sem mente intimai-o.
ter constituído advogado que acautellasse os seus Terminara o pràso das 24 horas. Um criado de réslaiwanl limpava os copos ao
interesses. lenço, quando um freguez, indignado, o interpella :
Então, em vez de um beleguim eram dois, Então você está limpando os copos no lenço?
acompanhados de praças de policia. Não faz mal: o lenço §
Tenha paciência, cumprimos ordens, disse já está sujo.
•„ •¦/..'»-í?
^,^^ ......... '

• I '¦'('

ESTADO DO IMK.VVi- Rua José Bonifácio,


em Curityba KST.1DO DO PAR%\i-Rua Quinze de Novembro,
em Curityba
A divisão foi julgada por sentença e n^ima ma-
nna de inverno, quando elle dormia ainda envol- Um mendigo entra cm uma padaria e diz ao
vido em cobertor num bem estar de corpo e de es- caixeiro:
pinto bateram-lhe á porta, violentamente. O senhor dá-me um
Despertou assustado e logo abriu a embrulhar um pão ? pedaço de papel para
dava para o terreiro afim de saber o janella que Abi o tem.
que queria PIIRASE DE ROMANCE Agora, dá-me um
quem o encommodava áquellas horas. « O conde pòz a cabeça entre as mãos »... ser embrulhado
neste pedaço de papel? pão para
.¦¦fi-*:*'í>ftj#"##.

10 de Março de 1901
REVISTA DA SEMANA 345 — N. 43

UM SATYRO
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. :.-™ '::|sM^Hv'\'v.- ^3b I R^B '

~~ Vou dar-tc a conhecer a minha cara metade...


TYFT Tr AFiF7 A
Jjrjljlv-v-í*-Lr-L'^^»- — A tua quarta parte, queres dizer...

::->''>',:;¦.¦';'•*<¦.'¦¦:¦¦:¦¦: '••-.(••.,;
.;¦¦:"';¦-¦¦¦ -Y-V1. ¦.¦•;."- : .,;..-: f.-'^." *',*>.¦' ¦¦'¦.' ¦ -
„•.*¦*' c
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s ris» •#»¦*# Cr- «ase

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[...;.:
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Retrato do desalmado Augusto Alves, autor do attentado de
menina Leonor, de 6 annos de edade e reconstruccão da scena que foi victima a ¦
conducçao para a delegacia em cujo xadrez se acha recolhido. de sua prisão e I
Rio de Janeiro, Theatro S. Pedro de Alcântara 1'lmi. do Revista da semana,.

''\{ ';22:"22$2 ';¦ ;':-".


W-$'X2'2-22y/;"'¦ ¦: : - •.

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LMA TWAXSFORMACÂO, por Fertom

DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES Poder-se-ia attenuar muito, esse inconveniente en-


terrando-se inteiramente os trilhos no lastro, em lpgár
de deixar sua face superior ao ar livre, como acontece
O cheiro do Metropolitano. — Todas as pessoas no Metropolitano ou mesmo substituindo inteiramente
que viajam no Metropolitano de Paris, tem notado o o creosoto por um antiseptico inodoro, como o sulfato
cheiro àssás forte e» muito particular da atmosphera de cobre.
do túnel. V» Por outro lado ha talvez interesse sob o de
As causas que provocam este cheiro pouco agra- vista da saúde publica, em manter o estado deponto
cou sas
davel no começo, porém ao qual todos se habituam actual.
rapidamente —não são de nenhum modo nocivas; pelo
contrario seriam hygicnicas, porque provêm única-
mente do creosoto, com o qual são injectados os tri- Calmo apresenta-se a uma das portiriholas do
lhos da estrada para sua conservação correio e manda pesar uma carta.
Seu único inconveniente é impregnar-se nas roupas, Pesa de mais. E* preciso um sello de 200 reis.
PLÁCIDA DOS SÀKTOS sobre tudo nos tecidos fclpudos e permanecer ainda
durante muilo tempo depois de deixado aquelle cami- Já sei, responde elle, é
para pesar ainda
Artista do Alcazar Fluminense nho de ferro. mais!...
346 - N 43 REVISTA DA SEMANA IO de Março de 1901

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ESTADO DO PARANÁ — O Passeio Publico,


em Curityba ESTADO DO PARANÁ -Uma ilha no Passeio Publico, em Curityba

torio, entre autos poeirentos, sob a guarda de


um escrivão e dos officiaes de justiça?
Felizmente a cortezia do juiz deu até certo
ponto a desforra da offensa, pois que o autor foi
julgado sem direito ao pedido e o chapéo entregue
a sua dona, ainda que bastante deteriorado.
Os considerandos da sentença, que são muitos
e bastante longos, apreciam a questão todas as
laces e não deixam de dar razão aos por luctam
que
pela abolição do chapéo no theatro.
A' autoridade da sentença deste
juiz de paz,
que por essa causa celebrisou o seu nome, eu não
duvido juntar o meu próprio conceito.
E aconselho áquellas leitoras da Revista da Se-
aml a^LmW Jllfl Lmi lt 7 mana que julgam imprescindível o chapéo no thea-
tro, que ao menos escolham um modello
que se
^Rt||H
saam^amBaHammBlam^^ Barmaiama! ^aur^am Lam^H amLmvJamr'
" V adapte ás circumstancias do logar.
Será o único meio de evitar o desastre
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kTf^B>»mBBBB^?g^PiamBBBF*^
ÜM Hfi^HVfl — «fl wZlk nos aconteceu na Bélgica e que contarei resumida- que
mente.
Bi mm íljaa] b^Iíül/to H^mvaavV ¦ »'-'^wla^HI Bia-v';-* A policia dali, attendendo á grita da imprensa,
"t^fBS SSm mymZJRrhltl. J'^™f"^
pSBj» ^BBwP^SBPEl^j^BgPMvíF^PWBBMBi^ nao prohibiu que as senhoras conservassem
l^flHiflip í3f^íPfp flpTI^r^wv-v^^™^! ''-í-^.v
Hl Jmt^aaaaa
m os seus
chapeos nas platéas dos theatros, mas determinou
Br*r **""* ••*«« BKlaTiamt. «>: ml ai
mawBffdlTVTí''*')j tajaMNMfrSla^^jfoSV
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¦ "ii^P??.íÍ!i:.j.:\'-v
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-^^iliP^YjaiKiit'K^^í&^wV!\vV\V''k Ymm IIBaTmBB^aa^aTamaí^B
^-..'^9aaaVaa1
;.':;.;^2i^3S^miaÍtf5i-«^^T^aaBBBBBBBBBBBBBBBBBBB^^ayJayJam H que para ellas fosse marcado um lado da sala e
amm^glvffilamt1? ^-g--^'fc.i:;-*'^^ aos homens um outro.
H^PWHH ^¦'¦•^ '
Vai mar^Ba La™^B™^^^mm E, dahi em diante, foram ellas próprias aue
HapM BlP^'-"%' feMa Vil mm mT^l^ a^^H^^^aàlulÉm mj > „ ,"-,ifl gritaram contra semelhante uso.
ÉS'!! 1U amtl II Imlf-'' ^^''^SB Colinette. y
JL^IlatfiamBBP'::;. ::Ux:':-M: :
i.::*íí™ml mmf-^^WMw^mSÊmmmmm&^í i^^^^Tmfl armmfl arK^aiama^
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BAHIA DE GUANABARA — Ilha d'Agua


(Phol. Bastos k Dias)
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-i;^" jJSss&L 1 bV^bbSw^ na» ama^^kS^4 mwS/H


UMA TRANSFORMAÇÃO, -'^i^a
por Fertom ^amm7Z^Tmmm»^P^y^^i
¦'i^^^alSjamH B^l SuTOa&lgP^il
^^««SmmmaW^i
CHRONICA DAELEGANCIA que tendo comprado um bilhete de theatro, não lÊrttfcí ffjtáMP^Se!vj?? íá-^flB^lmmffiSí^^^vwyívínB
pudera ver o espectaculo por causa do chapéo que BãaBBaBaaaaaaaammmm^^^^^^^MMMM^^li..ml
a ré conservava na cabeça e
Pariz, 16 de Fevereiro de 1901. \ ista. que lhe eclipsava a 0 único meio de refrescar o Tempo.
ÍJma causa deveras curiosa e interessante acaba Quem e que suppoz nunca, o chapéo, esse
s,er mimo de elegância feminina, que tào ~
nO autor J«^ada pelo juiz de paz de Montpellier. que
mente accentua a graça e a belleza de galharda- me emPrestasse dez tostões...
foi um velho celibatario um rosto vlS' wX'
por perdas e damnos uma dama elegante, que accionou gentil, havia de figurar em exame de corpo de de- - Pnk Í »Tenh eu nem ao menos ° conheço,
alienando licto, apreciado pelos peritos, archivado num
car- cernia ^S,^o0,naS(b.meS,"0; a°S """ me ™L
10 de Março de 1901
REVISTA DA SEMANA
347 — N. 43
SOLUÇÃO DO ESTUDO N. 5
Que a minha cabeça está em
R6 D R move C 8 B (x) ±- Sei. perigo ?
R5B R » R move
RECREAÇÕES R6 B R .»
P 7 T (m)
.
— E tu hesitas, entre teu irmão
miserável.
innocente e o
«AArVWN/
Lastimo meu irmão, mas não
x\*+
As soluções dos problemas
^r^-i^Àir^^it^^ www
Recebemos da Europa e vamos
hesito.
(Continua).
publicados no
nosso numero passado são as seguintes passar ás mãos de
°rnÍn(Js de E' FreSboroulh,
obtkln ™?eSS
eSse premo
Da charada Josephinica, Dorio;
do enigma nrüiíT por llluslre
orgamsado amador "o torneio de soluções
esta revista, no numero cio Natal Ç
Bisarma e da charada invertida, Lina-anil g '
Glonnha, Caturnta, Tupy, Luciola
decifraram todos; Dr. Apito e Aymoré e Deianira h°Je °
t0 °S engan0S deProblema
housRPePvTeSZÍmOS n. 37 de Water-

IA. F.Cirurgião
fveCd^ comP°sição do numero
campanha) os dous últimos e Ego™Tou&pa
Bolineiro o primeiro e o ultimo. uulineSra e
Para hoje apresentamos :
passado

rpHnloa8
ãA coTrrespondencia deve ser dirigida
nara »
DE SÁ REGO
CHARADA METHATICA
(PieiTOl) |g dentista
4 — Este guerreiro foi pregador. Heibas.
LOGOGRIPH.O POR LETTRAS (Cupido) -* -TRABALHOS EM Oüftfl E DENTES ART1FICIÀES
Os francezes me prezaram — 4 _ 5 __ o
(29)
Sou ,vil, duvidas, leitor?—3_2—1
Gloria dou, causo tristeza RAOÜL DE NAVEftY tfe 1 Rua Gonçalves Dias 1
Faço rir, inspiro horror...
CHARADA TIBURCIANA
(MülhUlS) 3p 194 Praia de Botafogo 194
1 —2 — No verso latino é
poeta de conversa... OS ÍDOLOS tiSSfr RIO DE JANEIRO
-; CS.P
TORNIQUETE
SOLUÇÃO DO PROBLEMA N. 27
Porque encontram a porta aberta.
PROBLEMA N. 28
m ;
— Sulpicio, meu
VII
O SEGREDO INVIOLÁVEL

cio! es tu, emíim! Não querido


Sulpi-
Porque é que o homem caminha só

Arcliimedes Júnior.
sobre dois
é verdade, que
no intimo do coração nào me accnsas?
Nao é verdade, que Sabina acredita
que estou innocente? *;.™;7
A SUL AMERICA
Todos dous te lastimamos
e essa é a mais importante
XADREZ torna-te mais caro á nossa ternura. Foste provação
mas nao es miserável! F pródigo feU
PROBLEMA N. 37
POR A. WATERHOUSE
(MANCIIESTEn)
Oh! Como me fazes bem,
tros alem de mim pudessem ouvir-te.. .
Deus ha de
Sulpicio ! Se ou- Companhia de seguros
Pretas (5)
meu Xavier.
permittir que tudo se esclareça '
Por fraco e criminoso
A DEVIDA
eu fosse, Sulnicio Funccionando no Brasil
não me parece ter merecidoque do céo castigo eeüaí
ao que me esmaga... Sou innocente! Mas como Possue fundos de garantia
Dinheiro realisado 6.000:000^000
poderei convencer a turba? como proval-o a um Já — :"iu seguros no valor de Rs. 75.000:000^000
emittii
juiz que ainda bontem á noite me intorrogava e Pagou por sinistros Rs. 1.500:000g000
achava contra mim argumentos accusâdorés| Tudo
o que acontece está preparado, machinado com Única Companhia Brasileira que funcclona
Habilidade tao internai e um concurso de circum- nas Republicas Argentina. Uruguay. Chile. Perd.
stancias tão fatal, que, se eu fosse tendo Bolívia. Equadov e Paraguay
diante de min um accusado como eu, acredito juiz,
o condemnana, como o Sr. Gaubert me accusaquee SEDE SOCIAL
condem na !
Ah! misero, exclamou o
Teni razão esse homem, padre Sulpicio.
esse juiz; o crime
56, Rua do Ouvidor
ioi commettido e eu estou só... só.'.. é RIO DE JANEIRO
preciso
procurar o outro ... ¦.:,•¦¦¦:.'
Sim, o outro, o outro! repctio
o padre Sul-
Brancas (7)
Mate em 3 lances
picio empallidecendo.
Esse miserável,
que elle chama meu cum-
COMPANHIA
plice, chamo-o eu o verdadeiro, o único assas- DE
sino. Mas eu estou preso, não investigar
% PROBLEMA N. 39 correr, guiar a justiça! Parece-me posso se estivesse LOTERIAS NACIONAES DO BRASIL
POR TOLOSA CARRERAS solto reconhecel-o-ia sem nunca o que
Pretas (2) o crime deve ter-lhe marcado a face com o es-
ter visto, tanto SKDK: CAPITAL FKDKRAL
pauto e o remorso! Ouem irá buscar esse homem,
esse demônio, e o conduzirá ao RUA NOVA DO OUVIDOR 29 c 29 A
juiz, ao tribunal Caixa do Correio n. 41
para que confesse sua vergonha'e me devolva á
Wfá/fó fflfflffilh Wffiw WffiSfr
"'»¦'"> honra! Endereço telegraphico — LOTERIAS
Eu! Eu! exclamou Sulpicio arrebatado,eu
o
acharei nesse immerisoParis, eu reconhecerei a sua LOTERIAS DA CAPITAL FEDERAL
cara ... Lançar-ine-hei aos pés desse homem è lhe
wm direi: releve-me de meu juramento! Não me chamo EXTRACÇÕES A RÜA S. JOSÉ' B. 92
Caim. Não posso matar meu irmão. SYIHtYDO o DE IIARCO DE 1901
m
w Xavier soltou uni grito:
Tu o conheces? exclamou, tu o conheces? ÁS 3 HORAS DA TARDE

11 lü"""""I
mm ¦ Entretanto o padre Sulpicio accordára do des-
vario, em que deixara perceber
que conhecia o
I\. 76— I»

000
segredo do drama da casa de Pomereul, e, pallido,
tremulo, agarrou-se com as duas mãos á
o separava do seu irmão. grade que I
Se o conheces, estou salvo. Vae
o
Sr. Gaubert e entrega-lhe o assassino eprocurar eu ficarei
Brancas (6)
livre da horrível aceusação
O miserável sollrerá com todo qüe pesa sobre mim... I
Mate em 3 dances o rigor o castigo do
crime. Inteiros 158000 e vigésimos 750 réis
Não posso fazel-o ... murmurou Sulpicio. Os bilhetes acham-se á venda nas agencias çeraes
Solução do problema n. 36 Sim, continuou o de Camões
B 5 B r JM r
preso, tu és padre, perdoas, telegraphico & C, becco das Cancellas n. 2 A, endereço
mesmo o assassino do melhor dos pães... per- PEKIN, caixa do Correio 940 e Luiz Vel-
B 3 G etc. B doarias até os teus próprios carrascos... loso & C, rua Nova do Ouvidor n. 10, endereço tele-
a fazer o que a consciência te ordena... solicitarás podes graphico LUZVEL, caixa do Correio 817, as quaes só
recebem em e pagam bilhetes premiados
<- Cr"77 /' V etc.
o C (x) R 5 B ou P 3 R para esse monstro a misericórdia que elle não das loterias dapagamento Capital Federal e encarregam-se de
teve com a sua victima. .. quaesquer pedidos, rogando-sc a maior clareza nas
b Nem isso mesmo
poderei fazer, meu irmão, direceões.
Plõetc. R4D pois não é permittido dizer ao magistrado: Sei o Acceitam-se agentes no interior e nos Estados, dan-
nome desse homem e vou declaral-o. do-se vantajosa commissâo.
c Esqueces
que se trata de nossa honra, Sul- ^*v^^^^^*w
*9 TT77iv
d G (x) etc. B 1 B picio. ATTENÇÃO — A venda cessa uma hora antes da
Nâo o esqueci... marcada para a extracção.
¦¦• ¦-yy*^-vr"''?::*T-\.^^-i**;^
j> 55SSJBS3KK
MfBIWpBtttJllrJ IJW^WW I1 »I,HWI»WWiiwiwwi -w^-rif)^-r—-^^8-^ "^MfMr
nw.»,-)-. 1Ç1»,*-^*«*^
^^^-<r«'V^'<^^^.<-W-™.MM^-l--'>M>l»^'.'»i'!!tf.l'í''j**

348 - N. 43 REVISTA DA SEMANA 10 de Março de 1901

O DESASTRE NO CANAL DO MANGUE


neconstruceíTo da scena e croquis do local por ARTIIUR LUCAS

Ponte da rua de D. Feliciana, no canal do Mangue, onde se deu o accidente


de que foi victima o infeliz menino Ernesto.

AS NOSSAS GRAVURAS mado Augusto Alves, na manhã de 5 do corrente, con- torio da fabrica, onde esteve alojada a força de
tra a desgraçada menina Leonor, de 6 annos de edade. as casas da fabrica que servem 4e alojamento policia-
A gravura traz um liei retrato do criminoso e re- operários e a Villa Arthur Sauer, mais conhecida os
para
Açtualldadc brasileira. —Canal do Mangue. A produz a scena de sua conducçào entre praças de no- Villa Saneamento, onde moram numerosos operários por
licia para a delegacia, acompanhado de sua victima. Estado do Paraná. Bellas
primeira pagina da Revista da Semana é occupada nela GnEVE DOS OPEHARIOS DA FABRICA DE TECIDOS Ca- photographias qSe desse
futuroso Estado nos enviou o Sr.
photpgraphia da ponte da rua de D. Feliciana, no Canal rioca. A noticia da greve dos operários desta fabrica Alearia Júnior r^nS
sentante do Jornaldo Brasile £í ^ST^S^orã
ê?Jr£gUe'
fcincslo, na .°nde íeu- a morle do inditoso menino
ie domingo
tarde de
occupou a attenção publica nos primeiros dias da se- em excursão pelos estados do sul.
ciou minuciosamente o Jornal dopassado, conforme noti-
Brasil,
mana. as pnncipaes e mais lindas ruas de Representam eHal
da manha de 4 do corrente. O logar que em no
sua edição Felizmente, porem, devido á Índole ordeira dos
operários e a boa vontade dos proprietários nada houve resco passeio publico danuella cidade CurltyP™d!W
e outros agrada-
sob a ponte, e occupado por um menor, é o passadiço, de grave a lamentar. veis pontos das proximidades da mesma
onde caluo a inlehz criança. ponto dê capital
Um sATvno. Ainda perdura a impressão causada no A Revista da Semana'destacando para o local da Todas as cartas dirigidas a esta redaccãn m»rãn
espirito publico pela selvageria greve um de seus photographos apresenta hoje aos
praticada pelo desal- seus leitores a vista geral da fabrica antiga; o escrip-

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