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GUIA DE ESTUDOS

Comitê de Direitos Humanos


A situação das mulheres e das orientações
sexuais minoritárias

VII edição do MISG


2011
REGRAS OFICIAIS DE PROCEDIMENTOS DO MISG 2011

COMITÊ DOS DIREITOS HUMANOS

Somente com base nas regras os Delegados/Ministros podem fazer seus


pronunciamentos, suas propostas, alterar a forma de debater e votar. Assim, para o
bom andamento das discussões, é necessário que todos conheçam e dominem tais
regras.

I. Regras Gerais

1. Deveres dos Diretores

Os Diretores são os responsáveis por manter a ordem no comitê. Devem declara o


início, adiamento e encerramento de cada sessão; moderar imparcialmente o debate;
assegurar a observância das regras; conceder o direito de fala; controlar o tempo de
discursos e do debate; abrir o momento para questões ou moções, colocá-las em pauta
para votação e anunciar as decisões adotadas. As decisões do Diretor são inapeláveis e
permeadas da autoridade necessária para aplicar o rigor das regras ou a sua
flexibilização visando o melhor funcionamento do debate. Controvérsias entre a mesa
Diretora e os Delegados/Ministros podem ser solucionadas pelo Secretariado Geral do
MISG.

2. Deveres do Delegado/Ministro

O Delegado/Ministro é um embaixador plenipotenciário que representa o


Presidente ou Primeiro Ministro de sua nação. Cada Delegado/Ministro tem o dever
de respeitar as decisões do Diretor de seu comitê; obter permissão antes de falar;
salvaguardar e advogar os interesses de sua nação de forma cordial e respeitosa com
os demais Delegados/Ministros e participantes da conferência; e utilizar sempre o
linguajar formal e culto. Todos os Delegados/Ministros devem, ainda, respeitar as
decisões dos voluntários e de todos os membros do staff MISG.

Uso de Documentos, Discursos Oficiais e Plágio

Sempre que o Delegado/Ministro fizer uso de documentos e discursos oficiais de


seu país é necessário que a fonte seja citada. O uso não autorizado das idéias e
trabalhos e outros como se fossem próprios não serão aceitos em nenhuma
circunstância, pois é considerado plágio. Vale aqui ressaltar que a partir do dia 05 de
maio de 2011 a realidade se resume aos acontecimentos que ocorrem no MISG, não
sendo permitido o uso de fontes externas datadas entre 05 e 07 de maio de 2011.

3. Questão de Ordem

Essa questão refere-se à observância e manutenção de todas as regras de


procedimento do debate, ou seja, o Delegado/Ministro poderá recorrer a essa regra
quando achar que o Diretor se equivocou em uma decisão. O Delegado/Ministro terá
o direito de pedir uma questão de ordem toda vez que o Diretor do comitê perguntar
se há alguma questão em pauta. O levantamento de uma Questão de Ordem não
poderá interromper um discurso, e sempre terá sua pertinência decidida pelo Diretor.

4. Questão de Dúvida

Essa regra existe para que os Delegados/Ministros solucionem suas dúvidas


relativas às regras de procedimento do debate ou do evento como um todo. O Diretor
deverá responder prontamente as possíveis dúvidas. É importante ressaltar que
dúvidas relativas ao conteúdo dos debates (posição de países, fatos relacionados ao
tema ou outras questões) deverão ser submetidas à mesa por escrito e somente serão
respondidas para todo o comitê caso o diretor julgue necessário.

5. Questão de Privilégio Pessoal

Única regra que pode ser solicitada a qualquer momento, inclusive interrompendo
o discurso de outro Delegado/Ministro. Deve ser usada com cautela pelo Delegado
quando esse sentir extremo desconforto (não estar escutando o discurso alheio, ou ser
interrompido por outrem, por exemplo). Deverá ter sua pertinência prontamente
atendida pelo Diretor.

II. Regras do Debate

6. Quorum

As sessões do debate somente poderão ser abertas se houver a presença de pelo


menos um terço (1/3) dos Delegados inscritos. Para votar uma Proposta de Resolução é
necessária a presença de pelo menos a maioria simples (1/2 + 1) dos
Delegados/Ministros acreditados no comitê, bem como para que qualquer decisão
substantiva seja tomada.

7. Debate Formal (Lista de Discursos)

A lista de discursos é aberta no início da 1ª sessão por meio de uma moção


proposta por qualquer Delegado/Ministro. Para que uma delegação seja adicionada na
lista de discursos basta levantar a placa de identificação para que um dos Diretores
reconheça a inscrição. A lista de permanece aberta durante todos os trabalhos do
comitê, porém deve ser sobrestada se for aprovada uma moção para debate moderado
ou debate não moderado, ou caso seja introduzida uma Proposta de Emenda. A lista de
discursos pode ser fechada com a aprovação de uma moção para fechamento da lista
de discurso, conforme descrito a seguir.

8. Fechamento/Reabertura da Lista de Discursos

Significa que nenhum outro país presente no comitê poderá ser adicionado à lista
de discurso. É uma regra muito usada no debate de emendas e resoluções, e não em
qualquer momento do debate, sendo aprovada somente com votos de maioria simples
(1/2 + 1). Para a reabertura da lista, é necessária a aprovação por maioria qualificada,
ou seja, 2/3 dos presentes.

9. Cessão de Tempo
Durante o debate formal (lista de discursos), o Delegado/Ministro que tenha feito
um discurso poderá, ao seu término, ceder seu tempo de fala remanescente para a
mesa Diretora, para outro Delegado/Ministro, ou para perguntas. No caso de cessão de
tempo à mesa, o Diretor concederá a palavra ao Delegado/Ministro subseqüente na
lista de discursos. Se a cessão de tempo for a outro Delegado/Ministro, esse terá o
tempo remanescente de discurso para fazer suas considerações. Em caso de cessão
para perguntas, o tempo remanescente deverá ser contado apenas para respostas,
sendo cada pergunta formulada em até 30 (trinta) segundos. Não haverá cessão de
tempo já cedido.

10. Limitação do Tempo de Discursos

O tempo para o discurso do Delegado/Ministro deverá ser limitado de acordo com


a conveniência do Diretor ou pela demanda dos presentes no comitê. Uma vez
estabelecido o tempo (por maioria simples de votos ou por determinação do Diretor),
caso um discurso exceda tal limite, o Diretor tem o poder de interrompê-lo.

11. Debate Moderado

É uma forma de debate mais ágil, na qual o Diretor, saindo momentaneamente da lista
de discursos, tem o poder de decidir, por meio de seu bom senso e discricionariedade,
quem se pronunciará. A aprovação dessa moção dá-se por maioria simples (1/2 + 1) e
necessita de justificativa para ser apresentada e tempo de duração total e de cada
discurso. Durante o debate moderado não haverá sessão de tempo.

12. Debate não moderado

É uma forma de debate sem a participação do Diretor, limitada somente pelo


tempo de duração estabelecido antes de sua votação. É uma moção aprovada com
maioria simples (1/2 + 1) de votos, com o objetivo de facilitar o intercâmbio de idéias
de uma maneira mais direta do que aquela permitida no debate formal. Também
necessita de justificativa para ser apresentada e tempo total de duração.

13. Adiamento da Sessão


Durante a discussão de qualquer matéria, um membro poderá propor uma moção
pelo adiamento da sessão, que requer maioria qualificada (2/3) para ser aprovada.
Após o adiamento, o comitê reiniciará os trabalhos no horário agendado, para o início
da próxima sessão.

14. Encerramento do Debate

Uma vez aprovado, por maioria qualificada de votos (2/3), o encerramento do


debate leva o comitê imediatamente ao processo de votação. Assim, nenhum
Delegado/Ministro poderá realizar novos discursos. Antes de sua votação o Diretor
convidará dois Delegados/Ministros para se pronunciarem contra essa moção.

Após o encerramento o Diretor anunciará o início da votação. A partir de então,


somente estarão em ordem questões e moções para divisão de proposta e para
votação por chamada. É importante ressaltar que a moção para introdução de
Proposta de Emenda também não será posta em ordem. Durante os procedimentos de
votação, nenhum Delegado/Ministro poderá sair do comitê.

Se duas ou mais Resoluções estão em pauta, os Delegados/Ministros deverão votar


na ordem em que elas foram submetidas, a menos que os Delegados/Ministros
decidam o contrário por unanimidade do comitê, ou o debate seja encerrado em
alguma resolução específica.

III. Regras de Documentos

15. Documento de Posição Oficial

Os Delegados/Ministros deverão apresentar um Documento de Posição Oficial


durante o Credenciamento, em somente uma lauda, com letra Arial ou Times New
Roman, tamanho 12, espaçamento simples, em linguagem formal. O documento
deverá estar de acordo com a política externa do país representado no tema do comitê
em que o Delegado está acreditado e seguir as orientações propostas no Guia de
Estudos.
16. Documento de Trabalho

Os Delegados/Ministros podem apresentar documentos de trabalho, que tem


caráter informal e servem para auxiliar o comitê e os demais Delegados/Ministros na
discussão do tema. Os documentos de trabalho não precisam conter um número
mínimo de signatários e não são introduzidos por meio de uma moção. No entanto, só
serão distribuídos no comitê após aprovação do Diretor.

17. Proposta de Resolução

Uma Proposta de Resolução, para ser submetida ao debate, requer a aprovação do


Diretor e a assinatura de no mínimo 10 (dez) representações. Tal assinatura não
significa o patrocínio ao documento, mas sim interesse na discussão dele.

Os Delegados/Ministros podem apresentar uma moção para submeter uma


Proposta de Resolução à apreciação do comitê uma vez que o Diretor a aprove e todos
os Delegados/Ministros tenham uma cópia em mãos. Quando uma Proposta de
Resolução for introduzida um dos signatários procederá com a leitura de todas as
cláusulas e logo depois será concedido um tempo para a correção gramatical e
ortográfica do texto. Após tal procedimento, o debate continua a partir do momento
em que foi interrompido.

Pode haver mais de uma Proposta de Resolução na pauta de discussão, porém,


cabe lembrar que somente uma proposta referente ao tema abordado poderá ser
aprovada pelo comitê.

Para aprovar uma Proposta de Resolução observar-se-á o disposto na regra 22.

18. Proposta de Emenda

Após a introdução de uma Proposta de Resolução, os Delegados/Ministros podem


criar emendas para qualquer uma de duas cláusulas. Essa moção requer a aprovação
do Diretor e as assinaturas de no mínimo 5 (cinco) representações.

Os Delegados/Ministros podem apresentar uma moção para submeter uma


Proposta de Emenda à apreciação do comitê uma vez que o Diretor a aprove e que os
Delegados/Ministros tenham uma cópia em mãos. Com isso, a lista de discursos
convencional é suspensa, e é aberta uma lista paralela de discursos, dividida em países
contrários e favoráveis à emenda.

Assim como a lista do debate formal, na lista de discursos da emenda é possível


apresentar moções de fechamento e encerramento. No entanto, para que o debate da
proposta de emenda possa ser encerrado e seja iniciada sua votação, é necessário que
pelo menos dois Delegados/ Ministros tenham se pronunciado contra e a favor da
Proposta de Emenda.

Após o levantamento da moção para o encerramento do debate da emenda, o


Diretor deverá reconhecer dois Delegados/Ministros para se pronunciarem contra essa
moção. Se a moção é aprovada (por maioria qualificada, ou seja, 2/3 dos presentes), o
comitê entra imediatamente em procedimento de votação. Após a votação da emenda,
a lista principal de discursos é retomada.

Para aprovar uma Proposta de Emenda observar-se-á o dispor da regra 22.

A Proposta da Emenda não poderá ser dividida, bem como, não são admitidas
emendas a emendas. É importante acrescentar que, quando uma emenda é aprovada,
sua alteração é incorporada à Proposta de Resolução, e essa deixa de ser emenda.

19. Retirada de Propostas

A assinatura a uma Proposta de Emenda e/ou de resolução pode ser retirada a


qualquer momento antes do início dos procedimentos de votação. Para tanto, um ou
mais signatários da proposta devem autorizar sua retirada por escrito ou mediante
resposta afirmativa à consulta do Diretor. No entanto, a proposta somente será retirada
quando o número de assinaturas ficar aquém do mínimo necessário para
apresentação.
IV. Regras de Votação

20. Votação

Cada membro pleno credenciado no comitê tem direito a voto, seja em questões
procedimentais ou substantivas. Cabe ressaltar que os membros observadores
credenciados no comitê possuem direito a um voto somente nas questões
procedimentais.

Assim, em questões substantivas (Proposta de Resolução e Proposta de Emenda),


cada delegação poderá votar “A Favor”, “Contra” ou “Abster-se”. Em questões
procedimentais (moções), os Delegados/Ministros podem votar apenas “a favor” ou
“contra”. Em caso de empate a moção proposta é considerada como não aprovada.

As votações devem ser feitas através do levantamento das placas, à exceção dos
casos de votação por chamada (regra 22).

Para aprovação das questões substantivas respeitam o processo decisório da


organização/comitê simulado. Para as questões procedimentais observar-se-á o
quorum de aprovação previsto na regra.

1. Votação do Conselho de Segurança

Cada país tem direito a um voto. Cada Delegado pode votar “A Favor”, “Contra” ou
“Abster-se” em votações substantivas. Em questões procedimentais os Delegados
podem votar somente “a favor” ou “contra”. Em caso de empate a moção não é
aprovada. Os votos são contabilizados através do levantamento de placas, com exceção
do Voto por Chamada. Após o procedimento de votação de uma Proposta de
Resolução ter acabado, a mesa Diretora pode ceder tempo para aqueles Delegados que
pediram para justificar seu voto, dada uma mudança de posicionamento durante os
debates. Justificações não são permitidas em outros tipos de votação e no caso da
votação da emenda.

Todas as decisões do Conselho de Segurança das Nações Unidas são aprovadas pelo
voto afirmativo de 9 (nove) delegações. Para uma Proposta de Resolução ou Proposta
de Emenda ser aprovada é necessário, ainda, que nenhum membro permanente
(França, China, Federação Russa, Reino Unido e Estados Unidos as América) vote
contra.

21. Votação por Chamada

Após o encerramento do debate sobre qualquer resolução ou emenda, os


Delegados/Ministros podem propor uma moção para votação por chamada. Esta
moção requer maioria simples (1/2 + 1) para ser aprovada e só é válida para os
procedimentos de votação de resoluções e emendas. Se aprovada, os
Delegados/Ministros serão chamados por país, em ordem alfabética, e podem votar “a
favor”, “contra”, “a favor com direitos”, “contra com direitos” ou “abster-se”. Cada
Delegado/Ministro poderá ainda “passar” o voto uma única vez, deixando para
declará-lo ao fim da chamada. Neste caso ele não poderá “abster-se” ou justificar seu
voto.

Após o término dos procedimentos de votação de uma Proposta de Resolução, o


Diretor pode ceder a palavra àqueles Delegados/Ministros que queiram
exclusivamente justificar o voto (apresentação dos direitos) devido a uma mudança da
postura assumida no debate. Justificativas não se aplicam aos processos de votação de
emendas e demais moções.

22. Divisão da Proposta

Após o encerramento do debate, um Delegado/Ministro poderá propor uma moção


para dividir uma Proposta de Resolução, para que suas cláusulas operativas sejam
votadas separadamente. Para aprovação dessa moção é necessário que haja a
aprovação da maioria simples e antes de sua votação o Diretor convidará dois
Delegados/Ministros para se pronunciarem a favor e dois contra essa moção.

Caso a moção seja aprovada o Diretor estabelecerá um debate não moderado por
três minutos para que os Delegados/Ministros possam elaborar e entregar por escrito
as sugestões de divisão da proposta. Em caso de duas ou mais sugestões, o Diretor
deve priorizar a votação da divisão que sugira o maior número de divisões. Uma
sugestão de divisão da proposta requer maioria simples (1/2 + 1) para ser aceita.
Se uma sugestão for aprovada, cada uma das partes divididas será votada em
separado, e assim, será decidida a composição da Proposta de Resolução a ser votada.
Convém acrescentar que, ainda que todas as partes sejam aprovadas em separado, é
necessária também a aprovação da resolução como um todo para que ela possa ser
adotada.

DPO - Documento de Posição Oficial

O Documento de Posição Oficial tem como função principal expor as diretrizes


da política externa de cada país. Portanto, deve conter informações que possam ser
úteis ao desenvolvimento das discussões. Propostas para a solução do problema são
bem vindas nesse documento, pois permitem que as ideias de cada país fiquem em
evidência entre os demais, facilitando ações conjuntas que visem o mesmo objetivo ou,
até mesmo, a formação de blocos de cooperação multilateral dentro do Comitê de
Direitos Humanos.

Lembrando que esse deve conter uma lauda e deverá ser entre no primeiro dia
do MISG 2011 (05 de maio). Sugerimos a seguir algumas questões que servem de
diretrizes para redigir esse documento:

1. Como seu país se posiciona, tanto ideologicamente quanto de forma prática, na


questão dos direitos humanos?

2. Existe algum projeto em andamento em seu país que diz respeito a situação das
mulheres ou a questão das orientações sexuais minoritárias? Se sim, qual?

3. Qual a posição oficial de se país em relação ao tema que será discutido na atual
reunião do CDH?
A Situação das Mulheres

Introdução

A Organização das Nações Unidas (ONU) define como violência contra a mulher
qualquer ato tendo como base a violência, que resulte ou tenda a resultar em danos
físicos, psicológicos, mentais ou sofrimento, incluindo ameaça de tais fatos, coerção ou
depravação arbitraria da liberta de tanto ocorrida em espaço publico como privado.
Apesar da declaração dos direitos humanos assegurar a igualdade entre todas as
pessoas e condenar a discriminação, não há nenhum artigo específico sobre as
mulheres.

Com isso nasceu o Comitê de Eliminação da Discriminação Contras as Mulheres


(CEDAW), inicialmente como uma sub-comissão do Comitê de Direitos Humanos da
ONU, em 1946, que ganhou logo espaço como Comissão. Sua primeira contribuição
efetiva foi a Convenção dos Direito políticos da Mulher, que foi discutida na Assembléia
Geral da ONU, em 1952; outras convenções e decretos foram redigidos desse ponto em
diante. Embora esses instrumentos reflitam a crescente sofisticação do sistema da ONU
em relação à proteção promoção os direitos das mulheres, a discriminação ainda não
era completamente abrangente. Havia a necessidade de uma declaração que
combinasse em um único documento padrões internacionais que articulassem os
direitos iguais das mulheres e dos homens. Foi aprovada, com esse intuito, a
Convenção da Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a Mulher entrou
em pauta na Assembléia Geral e foi aprovada, em 1979, por 130 votos a zero, com 10
abstenções.

Há três tipos de violência contra a mulher: a violência física, moral e psicológica.


A violência física envolve o contato físico entre o agressor e a mulher, como esbofetear,
bater, torcer o braço, facadas, estrangulamento, queimadura, asfixia, gestos e atitudes
obscenas, estupro e assédio sexual, pontapés, ameaças com um objeto ou uma arma,
homicídio e “crimes de honra”. Também inclui práticas tradicionais prejudiciais para as
mulheres, como a mutilação genital feminina.

A violência moral está ligada a exposição das mulheres a situações humilhantes


ou constrangedoras ou na omissão de ajuda às mesmas. Estão incluídas como violência
moral a humilhações e ameaças diante de filhos e filhas, ser impedida de sair para o
trabalho ou para outros lugares, ficar sem assistência quando está doente ou grávida,
ter documentos destruídos ou escondidos, ter utensílios e móveis quebrados e roupas
rasgadas, ganhar salários diferenciados para o mesmo cargo, não ser reconhecida
profissionalmente, ser negada à educação, expor e usar o corpo da mulher como
objeto nos meios de comunicação.

A violência psicológica envolve ignorar a existência da mulher e criticá-la,


através de ironias ou piadas, a indução a silenciar sobre a situação de violência,
intimidação e perseguição, e ameaças de espancamento, maus tratos, de tirar a guarda
dos filhos, abandono ou de morte da mulher, seus parentes ou amigos, e a chantagem,
confinamento à casa e à vigilância, destruição de objetos, isolamento, agressões
verbais e humilhações constantes.
Consequências à Saúde da Violência Contra as Mulheres

Desfechos não fatais

Resultados físicos:

• Ferimento (de lacerações a fraturas e lesões de órgãos internos)

• Gravidez indesejada

• Problemas ginecológicos

• DSTs, incluindo HIV / SIDA

• Aborto espontâneo

• A doença inflamatória pélvica

• A dor pélvica crônica

• Dores de cabeça

• Incapacidades permanentes

• Asma

• Sindrome do intestino irritável

• Comportamentos auto-prejudiciais (sexo, tabagismo desprotegido)

Resultados de saúde mental:

• Depressão

• Medo
• Ansiedade

• Baixa auto-estima

• A disfunção sexual

• Os problemas de alimentação

• O transtorno obsessivo-compulsivo

• Estresse pós-traumático

Desfechos fatais:

• Suicídio

• Homicídio

• A mortalidade materna

• HIV / AIDS

(Fonte: “Violence against women”, 1996)

Glossário de termos

Abuso sexual - envolvimento de crianças e adolescentes em atividades sexuais,


geralmente repetitivas e intencionais por parte do abusador, as quais os/as
vitimados/as não compreendem totalmente, com as quais não estão aptos/as a
concordar e que violam as regras sociais e familiares de nossa cultura

Aliciamento - sedução.
Ameaça - ação de intimidação, por palavra, escrita ou gesto, ou qualquer outro meio
simbólico, de promessa de causar mal à mulher.

Assédio sexual no espaço de trabalho - consiste na solicitação de favores sexuais, por


meio de atos, conduta verbal, não-verbal ou física, baseada em relações assimétricas
de poder entre o solicitante e a vítima, criando um ambiente de trabalho hostil,
abusivo e ofensivo. Atentado violento ao pudor - obrigar alguém, com violência ou
grave ameaça, a praticar (ou praticar nela) atos de natureza sexual, diferente da
conjunção carnal, com o fim de sentir prazer sexual.
Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) - As delegacias foram
criadas para atender as mulheres que são vítimas de violência ou outros crimes
previstos no Código Penal. Essas delegacias, chamadas também de Delegacias da
Mulher (DDM), dão orientação às mulheres sobre seus direitos, registram denúncias e
abrem inquéritos policiais, fazem prisões em flagrante e podem encaminhar para
exame de corpo de delito. Após o registro do BO (Boletim de Ocorrência), pode ser
instaurado o inquérito policial. Na investigação, são ouvidas a vítima e as pessoas
envolvidas no caso, isto é, o agressor e as testemunhas. A maioria dos casos que elas
atendem é de ameaças e agressões físicas.

Discriminação contra a mulher - toda distinção, exclusão ou restrição baseada no sexo


e que tenha por objetivo ou resultado prejudicar ou anular o reconhecimento, gozo ou
exercício pela mulher dos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos
político, econômico, social, cultural e civil, ou em qualquer outro campo.

Estupro - cópula violenta, sem consentimento de uma das partes; coito forçado; ou
violação. Pode ser realizado por apenas uma pessoa ou por mais de um indivíduo,
recebendo nesse caso a designação popular de “curra”.

Estupro incestuoso - quando praticado por parente com autoridade hierárquica sobre
a vítima.
Exploração sexual - refere-se ao comércio das relações sexuais. A exploração sexual de
crianças e adolescentes é uma relação mercantilizada de poder e de sexualidade, que
visa a obtenção de proveitos por adultos e que causa danos biopsicossociais às/aos
exploradas/os, que são pessoas em processo de desenvolvimento.

Juizado Especial Criminal - Jecrim ou “juizado de pequenas causas”, é definido na Lei


nº 9.099/95. Criado para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de
sua competência, com processo orientado pelos critérios da oralidade, simplicidade,
informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a
conciliação ou a transação.

Lesão corporal - trata-se de uma agressão que ofende a integridade corporal ou a


saúde da mulher.

Tráfico de mulheres - considera-se tráfico de mulheres todas as atividades que


envolvam o recrutamento e o deslocamento para trabalhos ou serviços, dentro ou fora
das fronteiras nacionais, por meio da violência ou ameaça de violência, abuso de
autoridade ou posição dominante, cativeiro por dívida, fraude e outras formas de
coerção.

Violência - é uma forma (inadequada) de resolver um conflito, representando um


abuso de poder. “É a lei do mais forte sobre o mais fraco”. Tem como conseqüências:
potencializar o medo, a insegurança e a revolta; levar a uma redução da auto-estima e
da capacidade produtiva; levar à depressão e ao isolamento; diminuir os sistemas de
defesa, gerando as chamadas “doenças psicossomáticas”.

Violência contra a mulher - é qualquer conduta - ação ou omissão - de discriminação,


agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause
dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico,
social, político ou econômico, bem como perda patrimonial. Essa violência pode
acontecer tanto em espaços públicos como privados.

Violência de gênero - violência que sofrem as mulheres, sem distinção de raça, classe
social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que
subordina o sexo feminino.

Violência doméstica - quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma


relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.

Violência familiar - violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações
entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural
(pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por
exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que mora na
mesma casa).

Violência física - ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade
física de uma pessoa.

Violência institucional - tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero,


étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas
desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e
aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas
sociedades.
Violência intrafamiliar/violência doméstica - acontece dentro de casa ou unidade
doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima.
As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o
abandono.
Violência moral - ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação
da mulher.

Violência patrimonial - ato de violência que implique dano, perda, subtração,


destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.

Violência psicológica - ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações,


comportamentos, crenças e decisões de outras pessoas por meio de intimidação,
manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra
conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao
desenvolvimento pessoal.

Violência sexual - ação que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou
verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação,
coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo
que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o
fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros. Consta
ainda do Código Penal Brasileiro: a violência sexual pode ser caracterizada de forma
física, psicológica ou com ameaça, compreendendo o estupro, a tentativa de estupro, a
sedução, o atentado violento ao pudor e o ato obsceno.

Fontes Rede Feminista de Saúde, Dossiê Violência Contra a Mulher, 2001; Unifem/Instituto Patrícia Galvão, Não-Violência à Mulher
- Um assunto que não pode esperar, 2004; Rede Mulher de Educação, Negócio de Mulher, 2003.

Tráfico de Internacional de Mulheres

A definição do que vem a ser o Tráfico de Seres Humanos é legal e foi


estabelecida pelo Protocolo para Prevenir, Suprimir e Punir o tráfico de Pessoas,
Especialmente Mulheres e Crianças em suplemento à Convenção das Nações Unidas
contra o Crime Organizado Transnacional (Convenção de Palermo). O supracitado
documento preceituou, em seu art. 3, as condutas que vêm a caracterizar o Tráfico de
Seres Humanos, tais sejam:

“(...) Recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por


meio de ameaça ou uso da força ou de outras formas de coerção, de rapto, de fraude,
de engano, do abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade ou de dar ou
receber pagamentos ou benefícios para obter o consentimento para uma pessoa ter
controle sobre outra pessoa, para o propósito de exploração”.

O tráfico de mulheres com intuitos de exploração é um dos temas que dizem respeito
ao Protocolo citado acima com maior repercussão atualmente graças à suas altas taxas
de incidência. A atividade "inclui, no mínimo, a exploração da prostituição ou outras
formas de exploração sexual, trabalho ou serviços forçados, escravidão ou práticas
análogas à escravidão, à servidão ou à remoção de órgão” e infringe de forma
descarada a Declaração dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas
(Artigos III, IV, V e XXIII).

O tráfico pode ser caracterizado sempre que são preenchidas quarto condições básicas:
o cruzamento de uma fronteira, a existência de um intermediário que forneça
transporte e identificação, seja falsa ou roubada, a caracterização de uma relação
comercial, e, finalmente, a entrada ou permanência ilegal da mulher no país de
destino. Na maior parte dos casos, a vítimas é mantida como dependente por meio de
dívidas ou ameaças físicas e psicológicas além de serem forçadas a trabalhar como
prostitutas.

Mais de 700.000 pessoas, em sua maioria mulheres, são traficadas anualmente,


procedendo da Ásia, América do Sul e da Europa oriental, tendo como destino final a
Europa ocidental e a América do Norte. Dirigentes ao redor do mundo tentam criar leis
para erradicar o problema, porém isso não é suficiente. Muitos governos nos quais
essa atividade ilegal é relevante, desempenhando o papel de “exportadores” no
cenário internacional, procuram elaborar leis em que proíbam o tráfico de pessoas,
além de facilitar o processo judicial para vítimas, como é o caso da legislação nigeriana
implantada em 2003.

Torna-se imprescindível, portanto, sabermos o porquê da manutenção destas


atividades e a quais interesses elas estão atreladas. A discussão tem por justificativa
trazer ao mundo essa problemática atual que assola os tempos modernos, embora
muitas vezes não seja perceptível aos cidadãos comuns. Eventuais acordos que
possibilitem a longo a extinção do tráfico são cruciais para a melhora da condição de
vida das mulheres ao redor do mundo.

Violência Doméstica

A violência doméstica contra mulher é a violência que acontece dentro de casa


ou no âmbito familiar, sendo praticada por indivíduos unidos por parentesco civil
(marido e mulher, sogra, padrasto) ou parentesco natural (pai, mãe, filhos, irmãos, etc).
Tendo como base dados disponíveis de países, aproximadamente 70% das mulheres
sofrem violência física ou sexual de um homem durante sua vida, tendo como
prioridade maridos, parceiros íntimos ou um conhecido.

Apesar de os estudos denunciarem diferentes dados para cada país, a violência


doméstica acontece em todos os lugares do mundo, contra mulheres de todas as
idades e classes, independente da cultura ou religião local, e é o tipo mais freqüente de
violência contra as mulheres. A violência doméstica vem normalmente acompanhada
de severas conseqüências, uma vez que tende a ser regular e a abranger tanto a
violência física, como psicológica e sexual.

No passado, a violência doméstica contra mulheres era vista como um assunto


particular, não como uma questão de direitos civis ou políticos. Hoje, no entanto, pode-
se considerar esse tipo de violência uma tortura1, e a comunidade internacional
reconheceu explicitamente a violência contra as mulheres como uma violação dos
direitos humanos que envolvem responsabilidade do Estado. O fracasso de um governo
de proibir os atos de violência contra as mulheres, ou para estabelecer adequada
proteção legal contra tais atos, constitui uma falha de proteção do Estado.

O 7º Artigo do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos 2 estipula que


"ninguém deve ser submetido a tortura ou a tratamentos cruéis, desumanos ou
degradantes". Em seu comentário sobre esse artigo, o CDH esclarece que "é dever do
Estado Parte a proteger todos através de legislação e outras medidas que sejam
necessárias contra os atos proibidos no artigo 7º”. Quando os Estados não fornecem
tais proteções, detêm a responsabilidade pelo abuso.

Na América Latina a violência contra as mulheres está atrelada ao fato de as


mulheres não possuírem condições financeiras para sobreviver sem a ajuda dos
parceiros. De 30% a 60% das mulheres dessa região sofrem agressões de origem
doméstica e grande parte dessas mulheres não se separa por não possuírem condições
de se sustentar sem o companheiro. Já na União Europeia esse tipo de violência está
principalmente ligado ao uso abusivo de álcool e drogas por parte do agressor. Por
medo ou por vergonha das mulheres, apenas cinco por cento dos casos de violência
doméstica chegam a polícia, o que contribui para a inexistência de dados credíveis
sobre o assunto.

1 ”o termo "tortura" designa qualquer ato pelo qual dores ou sofrimentos agudos, físicos ou mentais,
são infligidos intencionalmente a uma pessoa a fim de obter, dela ou de terceira pessoa, informações ou
confissões; de castigá-la por ato que ela ou terceira pessoa tenha cometido ou seja suspeita de Ter
cometido; de intimidar ou coagir esta pessoa ou outras pessoas; ou por qualquer motivo baseado em
discriminação de qualquer natureza;” – Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas
Cruéis, Desumanos ou Degradantes, adotada pela resolução n. 39/46 da Assembléia Geral das Nações
Unidas em 10 de dezembro de 1984

2 1976
Na África Subsaariana violência doméstica é muito recorrente. Neste caso, os
homens e grande parte das mulheres acreditam que, quando desobedecidos, a
violência por parte dos homens contra suas mulheres é o caminho. Cerca de metade
das mulheres entrevistadas na Zâmbia em 2001 e 2001 disse que os maridos têm o
direito de surrar mulheres que os questionam, que queimam o jantar, que saem de
casa sem a permissão do cônjuge, que negligenciam a tarefa de cuidar dos filhos ou
que se recusam a fazer sexo. “Nós, homens africanos, detestamos o desrespeito",
explica um nigeriano, motorista de taxi, de 30 anos. A inferiorizarão da mulher, nesse
caso, é cultural, um hábito que cresce com ambos os sexos e mostra-se desapegado da
religião local (cristã). Já na região norte da África e no Oriente Médio, o islamismo,

Fatores associados à violência doméstica contra a mulher

Culturais
Definições culturais dos papéis sexuais apropriados
Expectativas de papéis dentro das relações
A crença na superioridade inerente dos homens
Valores que dão aos homens direitos de propriedade sobre as mulheres e meninas
Noção da família como da esfera privada e sob o controle masculino
Casamentos arranjados (preço da noiva / dote)
Aceitabilidade da violência como meio para resolver conflitos

Econômicos
Dependência econômica das mulheres sobre os homens
O acesso limitado a dinheiro e de crédito
Leis discriminatórias em relação à herança, direitos de propriedade, uso de
terras comunais e manutenção após o divórcio ou viuvez
O acesso limitado ao emprego no setor formal e informal
O acesso limitado à educação e à formação para as mulheres

Legais
Menor estatuto jurídico das mulheres, pela lei escrita e / ou pela prática
As leis sobre o divórcio, guarda dos filhos, a manutenção da herança
Definições legais de estupro e violência doméstica
Os baixos níveis de alfabetização jurídica entre as mulheres
Tratamento insensível das mulheres e das meninas por policiais e pelo judiciário

Políticos
Sub-representação das mulheres no poder, política, mídia e na
profissões jurídicas e médicas
A violência doméstica não levada a sério
Noções de que família é privada e a questão vai além do controle do Estado
Risco de desafio ao status quo / leis religiosas
Organização limitada das mulheres como uma força política
Organização limitada das mulheres no sistema político organizado

(Fonte:. Heise 1994)

Domestic Violence against Women

Industrialized Countries

Canada
_ 29% of women (a nationally representative sample of 12,300 women) reported being
physically assaulted by a current or former
partner since the age of 16.
Japan
_ 59% of 796 women surveyed in 1993 reported being physically abused by their
partner.
New Zealand
_ 20% of 314 women surveyed reported being hit or physically abused by a male
partner.
Switzerland
_ 20% of 1,500 women reported being physically assaulted according to a 1997 survey.
United Kingdom
_ 25% of women (a random sample of women from one district) had been punched or
slapped by a partner or ex-partner in their lifetime.
United States
_ 28% of women (a nationally representative sample of women) reported at least one
episode of physical violence from their partner.

Asia and the Pacific

Cambodia
_ 16% of women (a nationally representative sample of women) reported being
physically abused by a spouse; 8% report being injured.
India
_ Up to 45% of married men acknowledged physically abusing their wives, according to
a 1996 survey of 6,902 men in the state of
Uttar Pradesh.
Korea
_ 38% of wives reported being physically abused by their spouse, based on a survey of
a random sample of women.
Thailand
_ 20% of husbands (a representative sample of 619 husbands) acknowledged physically
abusing their wives at least once in their marriage.

Middle East

Egypt
_ 35% of women (a nationally representative sample of women) reported being beaten
by their husband at some point in their marriage.
Israel
_ 32% of women reported at least one episode of physical abuse by their partner and
30% report sexual coercion by their husbands in
the previous year, according to a 1997 survey of 1,826 Arab women.

Africa

Kenya
_ 42% of 612 women surveyed in one district reported having been beaten by a
partner; of those 58% reported that they were beaten
often or sometimes.
Uganda
_ 41% of women reported being beaten or physically harmed by a partner; 41% of men
reported beating their partner (representative
sample of women and their partners in two districts).
Zimbabwe
_ 32% of 966 women in one province reported physical abuse by a family or household
member since the age of 16, according to a
1996 survey.

Latin America and the Caribbean

Chile
_ 26% of women (representative sample of women from Santiago) reported at least
one episode of violence by a partner, 11%
reported at least one episode of severe violence and 15% of women reported at least
one episode of less severe violence.
Colombia
_ 19% of 6,097 women surveyed have been physically assaulted by their partner in
their lifetime.
Mexico
_ 30% of 650 women surveyed in Guadalajara reported at least one episode of physical
violence by a partner; 13% reported physical
violence within the previous year, according to a 1997 report.
Nicaragua
_ 52% of women (representative sample of women in León) reported being physically
abused by a partner at least once; 27% reported
physical abuse in the previous year, according to a 1996 report.

Central and Eastern Europe/CIS/Baltic States

Estonia
_ 29% of women aged 18-24 fear domestic violence, and the share rises with age,
affecting 52% of women 65 or older, according to
a 1994 survey of 2,315 women.
Poland
_ 60% of divorced women surveyed in 1993 by the Centre for the Examination of Public
Opinion reported having been hit at least
once by their ex-husbands; an additional 25% reported repeated violence.
Russia (St. Petersburg)
_ 25% of girls (and 11% of boys) reported unwanted sexual contact, according to a
survey of 174 boys and 172 girls in grade 10 (aged 14-17).
Tajikistan
_ 23% of 550 women aged 18-40 reported physical abuse, according to a survey.

(Adapted from “Violence Against Women,” WHO, FRH/WHD/97.8, “Women in Transition,” Regional
Monitoring Report, UNICEF 1999, and a study by Domestic Violence Research Centre, Japan.)

Violência Institucional

Violência institucional é toda violência exercida por serviços públicos, por ação
ou omissão, podendo abranger abusos cometidos em virtude das relações hierárquicas
entre usuários e profissionais dentro de tais instituições. No caso das mulheres, a
violência institucional pode afetar o ambiente de trabalho, o posicionamento político,
social e reigioso, a igualdade educacional entre outros.
A igualdade educacional é uma das metas do milênio criadas pelo Programa das
Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD), pois, sem os mesmos níveis de
educação, as mulheres nunca alcançarão o mesmo status na sociedade que os homens.
Antes de as mulheres ganharam o direito e o privilégio de ensino superior, acreditava-
se que eram cidadãs de classe baixa, não dignas do direito do voto, participação na
política, posse de propriedades ou de qualquer outro direito inalienável. Sem a mesma
educação, as mulheres perdem sua dignidade e o reconhecimento na sociedade.

Atualmente, tradições sociais e crenças religiosas, como o Islamismo, são as


mais frequentes barreiras que impedem a expansão das oportunidades das mulheres
no mundo educacional, principalmente nos países em desenvolvimento, em todo o
mundo. Nesses países, a maioria dos analfabetos é mulheres e em mais de 20 dessas
nações, o analfabetismo representa mais de 70% do sexo feminino.

Está provado que mulheres escolarizadas são menos vulneráveis à infecções do


vírus HIV, ao tráfico e outras formas de exploração e estão mais sujeitas a casarem mas
tarde e terem menos filhos, o que aumenta a possibilidade desses filhos frequentarem
à escola. Todas as nações deveriam conceder o direito ao voto para as mulheres, países
como a Arábia Saudita, o Qatar e o Emirados Árabes Unidos ainda não reconhecem o
sufrágio feminino.

Quanto ao direito de voto, as mulheres ao redor do mundo ainda encontram


grandes dificuldades. O problema vai além de uma lei que possibilite o sufrágio
universal, também leva em conta a questão da educação e da representatividade
política. São poucos os países que concederam esse direito ao mesmo tempo para
homens e mulheres.

Atualmente, mesmo após o acordo da Organização das Nações Unidas de 1952


que declara que todas as nações deveriam conceder o direito ao voto para as
mulheres, países como a Arábia Saudita, o Qatar e o Emirados Árabes Unidos ainda não
reconhecem o sufrágio feminino.

Outra questão da violência institucional que afeta as mulheres de todo mundo é


a da desigualdade de gêneros no ambiente de trabalho. A mulher encontra
dificuldades para arrumar emprego, para se manter colocada dentro do mercado e
para conquistar a igualdade na remuneração.

Mutilação Genital Feminina

Direitos Humanos de Mulheres e Crianças

A Mutilação Genital Feminina (MGF) é uma violação aos Direitos Humanos, seus
princípios, normas e padrões, onde incluímos o princípio da igualdade e não
discriminação com base no gênero, além do direito à integridade física, o direito à vida,
uma vez que este procedimento pode resultar em morte de meninas e mulheres. O
direito à saúde sexual, reprodutiva e mental também é violado na MGF.

O processo é definido como: “Todas as intervenções que envolvam a remoção


parcial ou total dos órgãos genitais femininos externos ou que provoquem lesões nos
órgãos genitais femininos, por razões não médicas”.

Mutilação Genital Feminina é vista como uma passagem para a vida adulta,
sendo considerada um ritual no qual a menina se torna mulher. A prática da MGF pode
ser realizada utilizando ferramentas básicas, como tesouras, facas, pedaços de vidro
e /ou navalhas . A mulher ou menina é imobilizada por outras mulheres e o
procedimento é feito sem nenhum tratamento anestésico e/ou anti-séptico, existindo
uma luta por parte da mulher que vai sofrer o corte. A idade em que é realizada varia
de uma região para outra.
Origem ou justificações mais comuns associadas à cultura, tradição ou religião:

• Evidências de múmias egípcias sugerem a existência de MG há cerca de 5000


anos. Na Roma antiga, anéis metálicos eram colocados nos genitais das
mulheres escravas para impedir a procriação. No século XIX, no Reino Unido,
existia a remoção cirúrgica do clítoris para o tratamento de epilepsia,
esterilização e masturbação. Se no Continente Africano e no Médio Oriente a
MGF tem raízes ancestrais, existem países, mesmo nessas regiões, onde a
prática é recente ou simplesmente não existe.
De acordo com as comunidades, são várias as razões que conduzem à prática:
- Preserva a virgindade e assegura a fidelidade;
- Protege a honra da família garantindo a legitimidade das descendências;
- Reduz o desejo sexual;
- Aumenta o prazer do homem durante o ato sexual;
- Aumenta a higiene e estética, uma vez que os órgãos genitais femininos são
considerados sujos e inestéticos;
- Aumenta a fertilidade das mulheres e facilita o parto;
- Aumenta as oportunidades matrimoniais, entre outras.

• A MGF não tem uma origem ou raízes religiosas, existindo em diferentes


comunidades. Foi identificada em grupos cristãos (protestantes, católicos e
coptas), muçulmanos, judeus, animistas e ateístas. Não se encontra incluída em
nenhuma forma de ensinamento religioso, e a associação (MGF e religião) ao
resultado de interpretações específicas dos textos religiosos e dos (11) seus
ensinamentos.

Considerando a MGF um ato de violência sexual com base no gênero, ela faz parte
de um conjunto de práticas tradicionais nefastas, que persistem na atualidade e cujo
enquadramento, erradicação e recurso é dado por um conjunto diversificado de
convenções e acordos internacionais e nacionais, dos quais se destacam:

• 1948 “Declaração Universal dos Direitos Humanos”,art. 5


1966 “Convenção Internacional Sobre Direitos Civis e Políticos” ,art. 7
1979 Programa de Ação “Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de

• Discriminação Contra as Mulheres”, art.5

• 1981 “Cartas Africana sobre os Direitos Humanos e dos Povos” (Carta de Banjul
- Organização da Unidade Africana), a rt.4,5,16 e 18
• 1984 “Criação do Comité Inter-Africano sobre Práticas Tradicionais Prejudiciais
para a Saúde das Mulheres e Crianças”

• 1985 Programa de Ação da “III Conferência Mundial para a Revisão e Avaliação


da Década das Nações Unidas para a Mulher: Igualdade, Desenvolvimento e
Paz”( N a i ro b i )

• 1989 Convenção contra a Tortura e outras Penas ou Tratamentos Cruéis,


Desumanos ou Degradantes

• 1990 “Convenção sobre os Direitos da Criança”,art. 19


1991 Carta Africana de Proteção dos Direitos da Criança” - OUA,art. 19
1993 Declaração da Nações Unidas - “Eliminação da Violência Sobre as
Mulheres”
1994 Programa de Ação da “Conferência sobre População e
Desenvolvimento”( C a i ro )
1994 Resolução da OMS 47.10 “Saúde Materno Infantil e Planeamento Familiar:
Práticas Tradicionais Prejudiciais para a Saúde das Mulheres e Crianças”

• 1995 Programa de Ação “IV Conferência sobre a Mulher( Pe q u i m )”


1997 Declaração Conjunta - OMS, UNFPA, UNICEF “Mutilação Genital Feminina”
1999 Protocolo Facultativo referente à Convenção sobre a Eliminação de Todas
as Formas de

• Discriminação contra as Mulheres, Comissão das Nações Unidas para a


Condição da Mulher

• 1999 Parlamento Europeu e do Conselho que adopta um programa de acção


comunitária

• (Programa DAPHNE) relativo a medidas destinadas a prevenir a violência


exercida contra as crianças, adolescentes e mulheres

• 2000 Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, adoptados por 189 Estados


Membros da Assembleia-geral das Nações Unidas
• 2001 Resolução 2001/2035 (INI) do Parlamento Europeu “Mutilações Genitais
Femininas”

• 2002 Recomendação Rec 5 do Comité de Ministros aos Estados Membros sobre


a Protecção das Mulheres Contra a Violência

• 2003 Resolução 2003/28 da Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas
que proclama o dia 6 de Fevereiro Dia Mundial da Tolerância Zero contra as
Mutilação Genitais Femininas

• 2003 Afro-Arab Expert Consultation “Normas Legislativas para a prevenção das


Mutilações Genitais Femininas” Declaração Conjuntado Cairo para a Eliminação
da MGF

• 2005 Carta de Direitos Humanos e dos Povos- sobre os Direitos da Mulher em


África, também conhecida por "Protocolo Maputo", art. 5

• 2005 Uma Visão Estratégica para a Cooperação Portuguesa(MNE / SENEC /


IPAD) aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros nº 196/2005

• 2006 Roteiro para a Igualdade entre Homens e Mulheres (2006-2010) da UE

• 2006 Plano de Ação de Maputo para a implementação e operacionalização dos


Direitos Sexuais e Reprodutivos (2007-2010), adoptado na Sessão Especial da
União Africana

• 2007 Parceria Estratégica África - EU, no capítulo relativo à Igualdade entre


Homens e

• Mulheres

• 2007 III Plano Nacional para a Igualdade Cidadania e Género (2007-2010),


aprovado pela

• Resolução do Conselho de Ministros nº82/2007


• 2007 Alterações do Código Penal: artigo 144º Ofensa à Integridade Física Grave
2008 Resolução rumo a uma estratégia da UE sobre os Direitos da Criança
2009 I Programa de Ação para a Eliminação da MGF, enquadrado no III Plano
Nacional para a Igualdade Cidadania e Gênero(2007-2010)

• 2009 Resolução do Parlamento Europeu sobre a Luta contra as Mutilações


Genitais Femininas praticadas na EU

A Situação das Orientações Sexuais Minoritárias

O Problema hoje

A questão das orientações sexuais minoritárias é tratada de formas diferentes,


muitas vezes oposta, ao redor do mundo. Países como a Arábia Saudita, o Iêmen e a
Mauritânia condenam os indivíduos que tem qualquer orientação diferente da
heterossexual a pena de morte. Por outro lado, Canadá, Espanha e Holanda e grande
parte dos países da Europa Ocidental já permitem a união civil ou até mesmo o
casamento, como no caso da Islândia.

O fato do assunto ser um “tabu” para grande parte da população mundial


dificulta o debate do tema. Existe a valorização de princípios conservadores, como o do
padrão familiar, além do fato de muitas pessoas ainda acreditarem que a
homossexualidade é uma doença. A própria Organização Mundial de Saúde só a retirou
da lista de doenças mentais em Maio de 1990, há pouco mais de vinte anos.

A biogenética tem realizado vários estudos no sentido de provar que a


orientação sexual do indivíduo é uma característica de um fator genético, um resultado
de uma variação genética. Essa é a teoria mais aceita atualmente.

Existem diversos estudos que procuram explicar através da psicologia, da


biogenética ou de outras ciências a origem individual ou social das diferentes
orientações minoritárias. Dentre estes estudos estão alguns que atualmente não são
mais aceitos na comunidade científica, uma vez que já se provaram equivocados.
Algumas diplomacias, porém, apropriam-se dos princípios dessas diferentes teorias e
as utilizam como base para a sua argumentação e as suas ações voltadas a tais grupos,
que muitas vezes ferem o estatuto dos direitos humanos. Para garantir uma melhor
atuação e argumentação, sugere-se a pesquisa por parte dos delegados dos mais
importantes estudos associados às orientações sexuais minoritárias.

Glossário sobre orientações sexuais

As preferências sexuais dos homens e mulheres começam a se desenhar por


volta dos sete anos de idade o que, independente da explicação dada, não pode ser
considerada uma escolha. O termo “orientações” sexuais é o mais correto, portanto,
quando se discute as minorias. O termo “gay” também deve ser aplicado com
precaução, uma vez que significa “alegre, jovial e espontâneo”, mas que
freqüentemente é usado para descrever homossexuais com sentido pejorativo. É
necessária uma explicação mais detalhada das diferentes opções sexuais para que não
haja a generalização de homossexuais e heterossexuais.

Assexualidade é a orientação sexual caracterizada pela indiferença à prática sexual, isto


é, a pessoa assexual não sente atração nem pelo sexo oposto e nem pelo mesmo sexo
que o seu.

Bissexualidade se trata da atração física e emocional por pessoas tanto do mesmo sexo
como do sexo oposto com níveis variantes de interesse por cada um, e à identidade
correspondente a esta orientação sexual.

Heterossexualidade refere-se à atração sexual e/ou romântica entre pessoas de sexos


opostos.
Homossexualidade define-se por atração física, emocional e estética entre seres do
mesmo sexo com eventual inversão de papéis de gênero (homens e mulheres).

Pansexualidade é a orientação sexual distinta da bissexualidade e caracterizada por


atração estética, amor romântico e o desejo sexual por qualquer um, incluindo pessoas
que não se encaixam na binária de gênero macho/fêmea.

Existem três termos que as pesquisas e estudos realizados dentro da sexualidade ainda
não têm uma classificação definitiva:

Travesti esse termo atualmente se refere às pessoas que apresentam sua identidade
de gênero oposta ao sexo designado no nascimento, mas que não tem interesse em se
submeter à cirurgia para mudança de sexo. As pessoas que se definem travestis podem
se identificar como homossexuais, heterossexuais, bissexuais ou assexuais.

Transexual é uma pessoa que possui uma identidade de gênero oposta ao sexo
designado, mas o que difere do travesti é que o transexual tanto homem quanto
mulher, fazem ou pretendem fazer uma transição do seu sexo designado no
nascimento com o sexo oposto. Dentre as causas psicológicas temos mães
superprotetoras e pais ausentes.

Transgênero se refere a pessoas cuja expressão de gênero não corresponde ao papel


social atribuído ao gênero designado para elas no nascimento. Mais recentemente o
termo tem sido utilizado para definir pessoas que estão constantemente em trânsito
entre um gênero e outro. O prefixo trans significa “além de”, “através de”.

As diferentes teorias explicativas

Existem diversos estudos que procuram explicar através da psicologia, da


biogenética ou de outras ciências a origem individual ou social das diferentes
orientações minoritárias. Dentre estes estudos estão alguns que atualmente não são
mais aceitos na comunidade científica, uma vez que já se provaram equivocados.
Algumas diplomacias, porém, apropriam-se dos princípios dessas diferentes teorias e
as utilizam como base para a sua argumentação e as suas ações voltadas a tais grupos,
que muitas vezes ferem o estatuto dos direitos humanos.
Para garantir uma melhor atuação e argumentação, sugere-se a pesquisa por
parte dos delegados dos mais importantes estudos associados às orientações sexuais
minoritárias.

As orientações minoritárias nas diferentes regiões do mundo


Norte da África
África Ocidental:

África Central:
África Oriental:
África Austral:

América do Norte:
América do Sul:
Ásia Central:
Sudoeste asiático:
Ásia meridional:
Ásia oriental:
Sudeste asiático:
Europa setentrional:

Europa ocidental:
Europa central:
Direitos dos homossexuais pelo mundo

Legal:

██ Casamento do mesmo sexo


██ Outro tipo de parceria (ou coabitação não registrada)
██ Licenças de união internacionais reconhecidas
██ Não há uniões do mesmo sexo
Ilegal:

██ Penalidade mínima
██ Grande penalidade
██ Prisão perpétua
██ Pena de morte
Bibliografia e sugestões de sites

• Guia de Estudos do Fórum FAAP

• http://webapps01.un.org/vawdatabase/country.action

• http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=612028

• http://www.dosomething.org/tipsandtools/11-facts-about-education-around-world

• http://unstats.un.org/unsd/demographic/products/Worldswomen/WW_full
%20report_color.pdf
• http://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/history.htm

• http://www.observatoriosocial.org.br/download/emrevista5.pdf

• http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/cidh-dudh-
direitos-civis.html
• http://www.amnestyusa.org/violence-against-women/stop-violence-against-women-
svaw/domestic-violence/page.do?id=1108220
• http://www.suite101.com/content/domestic-violence-hits-the-world-a187272

• http://www.unicef-irc.org/publications/pdf/digest6e.pdf

• http://www.guarulhosnoticias.com.br/portal/index.asp?
InCdSecao=3&InCdEditoria=5&InCdMateria=1854&Organismos+da+ONU+pedem+fim+da+mutil
a%E7%E3o+genital+feminina
• http://www.unric.org/pt/mulheres/8656

• http://www.arabesq.com.br/Principal/Cultura/CultureArticle/tabid/58/ArticleID/1545/
Default.aspx
• http://www.scribd.com/doc/16691147/Mutilacao-Genital-feminina

• http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/167184.html

• http://en.wikipedia.org/wiki/Female_genital_cutting#Laws_and_prevalence

• http://search.un.org/search?
ie=utf8&site=un_org&output=xml_no_dtd&client=UN_Website_English&num=10&lr=lang_en&
proxystylesheet=UN_Website_en&oe=utf8&q=mutilation+genital
• http://www.unicef.org/brazil/pt/Cap_06.pdf

• www.uneca.org/daweca/Documents/fgm_statement_2008.pdf

• http://www.ess.ufrj.br/prevencaoviolenciasexual/index.php/tipos-de-violencia-cometida-
contra-a-mulher