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DOCUMENTO Nº:

ORGÃO EMISSOR;

DATA EMISSÃO:
Inspeção Dinâmica 16/04/2013

Nº REVISÃO: 1
VIGÊNCIA:

APOSTILA DE BALANCEAMENTO DE CAMPO APROVADOR:


COMITÊ Diretivo – 16/04/2013

ÍNDICE

1. Introdução................................................................................... 02
2. O Balanceamento........................................................................ 02
3. Segurança................................................................................... 03
4. Rotor Rígido e Rotor Flexível..................................................... 06
5. Princípios de Balanceamento.................................................... 09
6. Grau de Qualidade de Balanceamento...................................... 11
7. Balanceamento de Rotores Rígidos no Campo........................ 12
8. Balanceamento Estático (Em Um Único Plano) ...................... 18
9. Balanceamento........................................................................... 29

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1-Introdução

Todo corpo girante precisa ser balanceado, para que se encontre uma condição de trabalho ide-
al, minimizando o efeito da força centrífuga.
Falhas de fundição, porosidades, erros de usinagem, folgas, batidas axiais, radiais, ovalizações,
contribuem sensivelmente para o aumento de vibração por desbalanceamento. Os rotores devem
trabalhar sem vibrações, sem ruído e ter vida longa.

O balanceamento de rotores e componentes de máquinas pode ser realizado em máquinas ba-


lanceadoras ou no campo, ou seja, utilizando sua própria estrutura (base, mancais, acionamen-
to).
O balanceamento no campo proporciona um simples e rápido método de trabalho, aumentando o
tempo disponível para a produção.

O desbalanceamento provoca vibração em 1xRPM do conjunto, e nesta freqüência outras falhas


também são notadas, como desalinhamento, falta de rigidez mecânica, etc. Portanto, ao encon-
trar-se excesso de vibração em um equipamento, é necessária uma análise das freqüências e a
verificação dos sintomas encontrados, pois não é somente por desbalanceamento que um con-
junto apresenta vibração elevada.

A compensação das forças existentes no equipamento pode ser feita retirando-se massa, adicio-
nando-se massa ou reposicionando-se alguma massa existente. Portanto, quando um equipa-
mento apresentar desbalanceamento, significa que ocorreu um destes fenômenos.

2- O Balanceamento

Balancear significa compensar as forças atuantes (na maioria das vezes decorrente da distribui-
ção de massa irregular) em um conjunto rotor, de modo que as forças centrífugas sejam manti-
das dentro de limites aceitáveis .
Duas ações estão combinadas no termo Balancear:
 medição
 correção do desbalanceamento de forças

É recomendável que o balanceamento seja realizado na rotação de trabalho, embora não seja
imprescindível. A consideração necessária a fazer quando o balanceamento for realizado em
uma rotação diferente da de serviço, é quanto ao Grau de Qualidade de Balanceamento requeri-
do .
Um rotor rígido pode ser balanceado em rotação menor que a de operação, porém um rotor flexí-
vel não poderá (ver 3. Rotor Rígido e Rotor Flexível).

Um rotor estará perfeitamente balanceado quando o centro de massa coincidir com seu eixo de
rotação. Em todos os demais casos, o equilíbrio dinâmico do rotor é alterado, provocando desba-
lanceamento.

O processo de balanceamento consiste em adicionar massas conhecidas, as quais provocam


variações no modo de vibrar do conjunto rotor. Esta alteração pode ser positiva ou negativa, ou
seja, os níveis de vibração podem aumentar ou diminuir com a colocação da massa de teste,

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sendo que também é possível que não haja alteração, especialmente em rotores com grande
quantidade de massa.
Para reduzir o risco da adição de massa exatamente no ponto pesado, é aconselhável observar-
se o rotor, fazendo-o girar manualmente, e verificando se ele persiste em parar em uma única
posição. Isso mostrará, grosseiramente, as proximidades da região com massa em excesso. Um
pré-balanceamento poderá ser feito, neste ponto, partindo-se daí para o novo giro do rotor.
Para facilitar a execução deste ensaio, o rotor deverá estar livre em seus mancais (não estar a-
coplado com seu acionamento e sem correias, por exemplo).

3-Segurança
A segurança deve ser considerada o item de maior importância dentro do trabalho de balancea-
mento.
Na maioria das vezes, o trabalho de balanceamento está condicionado a necessidade da produ-
ção, determinando que este seja executado o mais rápido possível. Contudo o "líder” do balan-
ceamento precisa ter boa técnica, calma e equilíbrio, bom senso e liderança, mantendo a sinergia
dos envolvidos, para que acidentes envolvendo o grupo de trabalho não façam parte da execu-
ção.
Uma forma de conscientização do perigo eminente aos quais estão expostos os envolvidos, é a
divulgação do poder e força que exerce uma massa caso seja lançada de um rotor em movimen-
to, informando a todos os valores facilmente calculados:

V = 0.1885 . D . n (km /h)


onde:
D = diâmetro do rotor [ metros]
n = rotação do rotor [ RPM ]

Exemplos:
Para um rotor de 1m de diâmetro e com rotação de 1800 rpm, teremos:

V = 0,1885 . 1 . 1800 = 339 km/h !!!


Para um rotor de 1m de diâmetro e com rotação de 3600 rpm, teremos:

V = 0,1885 . 1 . 3600 = 679 km/h !!!


Ou seja, uma velocidade bastante elevada, e que poderá causar graves acidentes se um peso
for mal fixado e lançado nesta velocidade de rotação.
Algumas precauções, a fim de diminuir os riscos de acidentes, podem ser tomadas pelo grupo
envolvido. Entre elas, podemos citar:
 Isolamento do local, evitando o acesso de pessoas que não tenham o conhecimento dos pos-
síveis riscos deste trabalho.
 Nunca girar o rotor sem sua carcaça de proteção.
 Nunca acionar o rotor com a tampa de inspeção aberta.
 Não permitir a passagem de pessoal diante do rotor quanto este estiver em movimento, mes-
mo estando enclausurado.
 Certificar-se da fixação da massa de teste, mesmo que o tempo gasto ao retirá-la seja maior.
 Jamais abrir a tampa de inspeção antes da total parada do rotor.
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 Desenergizar o painel de controle ou botões de acionamento ao parar o equipamento.


 Estar sempre atento às partes móveis do conjunto (correias, acoplamentos, hélices, etc).
 Se a fixação da massa de teste ou massa final for feita por solda, verificar se os materiais en-
volvidos são compatíveis (rotor, massa de teste e eletrodo de soldagem).
 O uso de EPI’S é indispensável.
 O conjunto só poderá ser ligado com a autorização do líder do balanceamento.

Algumas situações de risco passam a ser mais freqüentes pelo simples fato de que se passa a
executar as mesmas tarefas com uma maior confiança. Esta confiança alimenta a situação de
risco, e diminui a preocupação com as possíveis causas de acidentes que rodeiam a execução
de um balanceamento.
A pressão externa efetuada por parte da produção é outro fator que faz com que se “esqueça”
dos itens relacionados à segurança.

A integridade física é a maior vitória que se pode ter após o enfrentamento de inúmeros proble-
mas com o funcionamento de equipamentos.

Um dos procedimentos a serem adotados é o isolamento da área de trabalho. Também é muito


importante a permanência de um integrante da equipe próximo ao botão de desliga (emergência),
pois se ao ensaiar na primeira vez for adicionada massa exatamente no ponto pesado, a vibração
aumentará e há sérios riscos, sendo prudente desligar o rotor e mudar a massa de posição.
Um exemplo de aviso referente à segurança e que deve ser usado quando da execução do tra-
balho pode ser:

Cliente: Razão Social / departamento


Contato: Nome do contato
Trabalho Realizado: Balanceamento no Campo
Data do trabalho: 01.01.2001
Relatório n: R.002.09
Executante: Nome do executante
ANÁLISE DE RISCO AÇÃO PRÓ-ATIVA
1. Equipamento rotativo. 1. Cuidado para não enroscar cabos.

2. Risco de soltura de peso. 2. Prestar muita atenção na fixação dos pesos.

3. Ruído elevado na área. 3. Usar protetor auricular.

4. Risco de soltura dos mancais do equipa- 4. Verificar os níveis de vibração e desligar an-
mento por vibração elevada. tes de atingir a rotação, se necessário.

5. Ambiente apropriado para solda. 5. Verificar a presença de gases e utilizar só


utilizar solda se possível.

6. Material do rotor compatível com o eletrodo. 6. Verificar materiais do rotor e eletrodo.

7. Necessidade de trabalho no interior da car- 7. Desenergizar painéis e só ligar com autoriza-


caça. Risco do rotor ser ligado e ocorrer a- ção do líder do balanceamento.
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cidente.

8. Bater cabeça nas estruturas. 8. Usar capacete de segurança.

9. Piso escorregadio. 9. Usar sapato de segurança.

Colaboração do Cliente: Usar epi’s.

Outros cuidados precisam ser tomados, ligados diretamente às pessoas envolvidas no balance-
amento. A execução se caracteriza por várias partidas do equipamento, sendo que ocorre inter-
venção no rotor, entre uma partida e outra, de modo que as pessoas estarão fisicamente expos-
tas, em contado direto com o rotor.
Às vezes, tem-se que entrar com o corpo todo dentro de um equipamento em processo de ba-
lanceamento. Em hipótese alguma pode haver falha, que coloque o rotor em movimento indevi-
damente, nestes momentos em quem estamos vulneráveis.
As pessoas são mais frágeis que o aço, certamente, embora, às vezes se esqueçam disto, e de-
safiando esta simples constatação, correm riscos desnecessários.
Acidentes acontecem por diversos tipos de falhas.

Além da segurança das pessoas, a proteção para com os equipamentos também é item bastante
relevante na execução de balanceamento no campo. Para uma maior proteção das pessoas e
também dos equipamentos, alguns procedimentos importantes são:
. Verificar os níveis de vibração para decidir sobre um balanceamento estático antes de girar o
equipamento.
. Consultar o histórico do equipamento para saber-se o comportamento do rotor quando se adi-
ciona massa. De preferência uma execução anterior com mesma instrumentação da atual.
. Em exaustores que trabalham com gases quentes, fechar sempre o damper de entrada e saída
para aliviar o acionamento na partida.
. Também é recomendada a realização do balanceamento a quente.
. Em motores elétricos observar o tempo entre as partidas, pois as partidas exigem entre 5 e 8
vezes a corrente nominal.
. Em acionamentos à vapor, aquecer antecipadamente a turbina, drenar a tubulação e corpo da
turbina. VERIFICAR DUAS VEZES se a válvula de escape está aberta e só então autorizar a par-
tida.
. Em acionamentos elétricos verificar a amperagem atual e comparar com a nominal para evitar
consumo elevado de potência.

Obs.: Rotores de pás retas e de pás voltadas para a frente têm tendência a elevar muito o con-
sumo de potência, com o aumento do fluxo e densidade dos gases. É o caso de diminuição de
temperatura de gases, aliada à falta de estanqueidade de dampers ou venezianas de controle do
fluxo de gases.

Por isso, todos são responsáveis por “fazer segurança”, durante o envolvimento do grupo de
trabalho, porém, cabe ao líder do balanceamento, e só a ele, a delegação de autorização para
“ligar” o equipamento e também para entrar no equipamento. Nunca é demais repetir!

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Rotores com velocidades periféricas de 120 m/s (432 Km/h), são absolutamente comuns nas in-
dústrias.
Um pequeno rotor possui capacidade destrutiva de lançar projéteis em nosso ambiente de traba-
lho. Os envolvidos sempre estão bem perto do equipamento nesta hora.
Não é, certamente, um trabalho para amadores.

4-Rotor Rígido e Rotor Flexível


A compreensão da diferenciação entre rotores rígidos e rotores flexíveis auxilia na definição do
método de balanceamento a ser utilizado.
Rotores rígidos podem ser balanceados em um ou dois planos, enquanto que rotores flexíveis
são balanceados no mínimo em três planos.

Plano de balanceamento é o local escolhido no rotor para efetuar a correção (adição ou retirada
de massa), sendo considerado um plano imaginário perpendicular ao eixo axial do rotor.
O conjunto rotor é formado pelo rotor propriamente dito, eixo, componente de transmissão (po-
lia, acoplamento, roda dentada, etc), e pode ter ainda outros componentes funcionais (tambor de
freio, volante de inércia, disco com aletas de ventilação, etc).

Todo conjunto rotor tem muitas freqüências próprias de vibração, ou freqüências ressonantes.
Um conjunto rotor pode ser destruído, se for submetido a uma excitação externa constante de
freqüência idêntica à freqüência ressonante do conjunto rotor.
No caso de máquinas rotativas, esta freqüência ressonante é conhecida como rotação crítica.
As condições de apoio influenciam a localização da rotação de um conjunto rotor.
Por exemplo:

A B A B

Figura 5 - Rotor em balanço:


1ª critica: 2000 rpm. Figura 4 - Rotor entre mancais:
1ª critica: 2700 rpm.

Um mesmo conjunto rotor apresenta localização diferenciada da primeira rotação crítica, somen-
te devido à alteração de seus apoios.

Muitos equipamentos são projetados de modo que seus conjuntos rotores tenham rotação de
serviço abaixo da primeira rotação crítica.
É recomendado que a primeira rotação crítica se situe 50% acima da rotação de serviço de um
conjunto rotor. Desta forma, teremos um ROTOR RÍGIDO, que não apresenta deflexão significa-
tiva de seu eixo suporte, para qualquer rotação abaixo da rotação de serviço.

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Isto proporciona o confortável benefício de poderem ser balanceados em uma rotação menor que
a rotação de serviço, bastando alterar proporcionalmente o “grau de qualidade de balanceamen-
to” (ver 5. Grau de Qualidade de Balanceamento).
Os ROTORES RÍGIDOS apresentam facilidades para balanceamento, pois no máximo dois pla-
nos de correção são necessários. Os ROTORES RÍGIDOS se comportam de modo que, atingin-
do o desbalanceamento residual admissível desejado, na rotação de balanceamento, o desba-
lanceamento residual se manterá admissível para qualquer rotação menor ou igual à de serviço.
ROTOR RÍGIDO, portanto, é aquele cuja a rotação crítica se encontra acima de 50% da rotação
de trabalho, aproximadamente, fazendo com que, desta forma, não haja uma deflexão significati-
va de seu eixo suporte, para qualquer rotação abaixo da rotação de serviço.

O desenvolvimento de máquinas cada vez mais velozes elevou a rotação de serviço para acima
da primeira rotação crítica dos conjuntos rotores destas máquinas, de modo que para atingir a
rotação de serviço, o conjunto rotor passa obrigatoriamente pela primeira rotação crítica. Esta
passagem deve ser feita no menor tempo possível, para minimizar os efeitos da vibração obser-
vada na freqüência ressonante.

Uma vez localizada a rotação de serviço acima da primeira crítica, é necessário verificar a posi-
ção da segunda rotação crítica em relação à rotação de serviço. É recomendado que nestas cir-
cunstâncias, a rotação de serviço fique 50% acima da primeira crítica, e que a segunda crítica
esteja 50% acima da rotação de serviço.
A aplicação destes valores na prática, é alterada pelos fabricantes de equipamentos, que garan-
tem ainda assim boa performance.

Por exemplo, motores elétricos de rotores rígidos, são projetados para rotação de serviço em
1770 rpm, estando a primeira crítica em torno de 2300 rpm (30% acima). Motores elétricos de
rotores flexíveis tem a primeira rotação crítica localizada em 2500 rpm, estando a rotação de ser-
viço em 3570 rpm (43% acima da primeira crítica), e a segunda rotação crítica em 4700 rpm
(32% acima da rotação de serviço).
Geradores elétricos de grande porte, de rotores flexíveis, com possibilidade de sobrevelocidade
(distúrbio que provoca aumento da velocidade de serviço em 20% por exemplo) tem a segunda
rotação crítica 25% acima do ponto máximo de sobrevelocidade, o que dá 50% acima da rotação
de serviço (1,2 x 1,25 = 1,5).
Ao passar pela primeira rotação crítica, os conjuntos rotores apresentam deformação significativa
por flexão de seus eixos e assim permanecem na rotação de serviço.

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Figura 6 - Três modos de deflexão de eixos de rotores.

ROTOR FLEXÍVEL é aquele cuja rotação critica se encontra 50%, aproximadamente, abaixo
da rotação de trabalho, ou seja, para que o rotor atinja a rotação de trabalho ele passa obrigato-
riamente pela 1ª rotação crítica. Esta passagem deverá ser feita no menor tempo possível, para
que se possa minimizar os efeitos da vibração observados na freqüência de ressonância. É re-
comendado também que a 2ª rotação crítica se situe 50 % acima da rotação de trabalho, para
que se possa garantir uma boa performance do equipamento.

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O objetivo do balanceamento de ROTORES FLEXÍVEIS é diminuir tais deformações, de modo


que os momentos fletores internos do eixo permaneçam dentro de valores admissíveis.
O balanceamento destes rotores são mais complicados e exigem no mínimo três planos de cor-
reção para o modo V e quatro para modo S. São feitos vários ensaios, em rotações diferentes,
sendo na rotação em que o rotor ainda está em sua condição rígida, em rotação maior com o ro-
tor no modo V e se for o caso, em alta rotação com o rotor no modo S. Isto para cada ensaio,
para cada massa de teste instalada em cada plano de correção.

5-Princípios de Balanceamento
Um rotor é balanceado, colocando-se uma massa de correção de tamanho correto, numa posi-
ção onde ela neutralizará a ação da força desbalanceadora do rotor. O tamanho e a posição da
massa de correção deve ser determinado.
O balanceamento no campo, é feito através de alterações provisórias na distribuição de massa
de rotor, adicionando massas de teste, medindo a fase resultante e a magnitude de vibração nos
mancais.
Estes ensaios facilitam a determinação da massa de correção e sua localização, com ajuda de
equipamentos eletrônicos ou calculadora de bolso.
Dentro de um espectro de freqüência do sinal de vibração, o desbalanceamento é visto como a-
créscimo da vibração na freqüência de rotação do rotor. A vibração devida ao desbalanceamento
é medida por meio de transdutor colocado na carcaça do mancal.
O sinal filtrado passa ao medidor de vibrações, o qual mostra sua magnitude. A fase pode ser
medida através de lâmpada estroboscópica, ou através de fotosensor (medidor de fase) na maio-
ria dos instrumentos. É possível fazer o balanceamento sem medições de fase, porém, não é um
método produtivo, embora útil em situações particulares.
A instrumentação de última geração possui programas internos que fazem os cálculos das mas-
sas de correção automaticamente após a inserção de alguns dados. A rapidez ficou maior.

Um item importante no balanceamento é a escolha da massa de teste, pois é necessário muito


cuidado ao adicionar-se uma massa em um rotor que já apresenta vibrações significativas.
O desbalanceamento específico é usado para calcular o tamanho da massa de teste, a qual será
usada durante o balanceamento para alterar temporariamente a distribuição de massa no rotor,
ajudando a quantificar o desbalanceamento residual e a identificar a sua localização.

Para estimar o valor de uma massa de teste conveniente, a partir da massa do rotor “M” (kg), do
raio de correção “r” (mm) (no qual a massa de teste será provisoriamente afixada e posteriormen-
te a massa de correção definitiva), e do desbalanceamento específico requerido “e” (g.mm/Kg),
usa-se a massa residual máxima admissível m (g): mx = e . M
r
Uma massa de teste conveniente é cinco a dez vezes o valor da massa residual máxima, ten-
dendo à cinco em rotores leves de alta rotação (acima de 1750 rpm, por exemplo), e tendendo à
dez em rotores pesados e de baixa rotação (600 rpm, por exemplo).
A experiência do executante e o seu domínio sobre o equipamento a ser balanceado são de fun-
damental importância para uma escolha segura. Às vezes, decidir por uma massa de teste menor
que a calculada é uma atitude cautelosa, pois o primeiro giro do rotor dará referências seguras
quanto à escolha, enquanto que uma inclinação por uma massa de teste maior pode provocar um
aumento indesejado da vibração se for colocada próxima ao ponto pesado do rotor.
Apesar dos cuidados com a seleção da massa de teste, pode ocorrer de o ensaio não propiciar
alterações adequadas nas forças para o cálculo do balanceamento. Antes de usar os resultados

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da aplicação da massa de teste para calcular a massa de correção, é muito importante verificar
se os resultados são adequados. Algumas possibilidades podem acontecer:

V < 25% V > 25%


 ø < 25% aumente a massa mude a massa de teste
de teste de posição
 ø > 25% prossiga prossiga

ø é a diferença entre a fase medida antes da massa de teste ser colocada e depois.
v é a diferença entre o nível de vibração medido antes da massa de teste ser colocada e de-
pois.

Observações:
Se a mudança de fase (ø) é menor que 25, o tamanho da massa de teste deve ser aumenta-
do ou a massa de teste deve ser movimentada.
Se a mudança do ângulo de fase (ø) é maior que 25, os valores medidos podem ser usados
para calcular as massas e ângulos de correção.
Se a fase permanecer a mesma, mas a vibração mudar significativamente (> 50 %), o resultado
pode ser aceito.
Mesma fase com aumento da vibração significa que a massa de teste foi colocada próxima ao
ponto pesado.
Mesma fase com redução da vibração, significa que a massa de teste foi colocada próxima de
180 do ponto pesado.
Se por algum motivo, for necessário colocar a massa de correção calculada em um raio diferente
daquele onde a massa de teste foi colocada, então vale a relação:

mc = m . r
rc
Onde: mc é a massa de correção a ser colocada no raio rc.
rc é o raio diferente de r onde será colocada a massa de correção,.
m é a massa de correção calculada que deveria ser colocada no raio r.
r é o raio onde foi feito o ensaio com a massa de teste e onde deveria ser
colocada a massa de correção m.

Outro comentário importante sobre balanceamento de rotores rígidos, é com referência à rotação
de execução do balanceamento: é preferível, porém não imprescindível, balancear um rotor em
sua rotação de serviço.

Em muitos casos não é possível girar o rotor em sua rotação de serviço, durante a operação de
balanceamento.

A consideração necessária a fazer, quando balanceando em rotação menor que a de serviço, é


quanto ao Grau de Qualidade requerido para o balanceamento.
Quando balanceando um rotor em rotação menor que a de serviço, a Qualidade de Balancea-
mento deve ser mudada proporcionalmente à diminuição da rotação.

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Por exemplo, se um rotor tem sua rotação de serviço em 3000 rpm, e é requerido um Grau de
Qualidade G 6,3, e esse rotor está sendo balanceado em 500 rpm, ele deve ser balanceado com
Grau de Qualidade G 1,0.

Sendo n1 > n2: G 2 = G 1 . n2


n1

Onde: n1 = rotação de serviço


n2 = rotação de balanceamento

6-Grau de Qualidade de Balanceamento


Não se consegue, na prática, um balanceamento ideal do conjunto que está sendo balanceada,
devido às tolerâncias de fabricação. Para diferentes tipos e tamanhos de máquinas, o nível de
vibração considerado como excessivo, varia consideravelmente.
Por exemplo: um nível de vibração aceitável em um compressor de pistões alternativos, deverá,
possivelmente, destruir um toca fitas.
É importante classificar o rotor a ser balanceado, de acordo com o nível de vibração recomenda-
do.
Nos anexos 1 à 4, encontram-se recomendações baseadas nas normas ISO 2372, VDI 2056,
com referências de vibrações utilizadas em balanceamentos no campo.
No anexo 5 tem-se referências da CDA/MS/NVSH 107: Vibration Limits For Maintenance (10 à
10.000 Hz), que apresenta valores admissíveis de vibração úteis em função da potência e rota-
ção de vários tipos de equipamentos.
No anexo 6 tem-se a Tabela de Grau de Qualidade de Balanceamento e alguns exemplos típicos
de cada Grau, baseado na norma ISO 1940/VDI 2060, adequado para execução em máquinas
balanceadoras.
Uma vez escolhido o Grau de Qualidade de Balanceamento, a máxima tolerância residual de
desbalanceamento pode ser determinada, se a rotação de serviço do rotor é conhecida. O valor
obtido é o nível de tolerância máxima de desbalanceamento específico, após o balanceamento:
e = m . r (g.mm/Kg)
M
ou deslocamento do centro de gravidade e [ m ], para o caso de desbalanceamento estático.

em e = m.r/M, sendo: m [ g ], r [ mm ], M [ g ], então, e = [ mm ].

em e = m.r/M, sendo: m [ g ], r [ mm ], M [ Kg ], então, e = [ m ].

6.1-Exemplo de Utilização de “e”


Um rotor de bomba, com diâmetro de 400 mm, pesa 12 Kgf, e gira à 3600 rpm. Determinar o
Grau de Qualidade do balanceamento e a massa residual admissível, se o raio de correção será
de 190 mm.

De acordo com a ISO 1940 - Grau G 6,3: entrando-se no monograma do Anexo 6, com 3600
rpm, subindo até encontrar a curva Grau 6,3 e traçando uma horizontal, vamos encontrar no eixo
das ordenadas: e = 16,5 g.mm/Kg.

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e=m.r 16,5 = m . 190 Portanto: m = 1,04 g.


M 12

e=G =2..f =2..n  = 2 .  . 3600  = 377 rad/s


 60 60

e = 6,3 e = 0,0167 mm ou e = 16,7 m.


377

Se o raio de correção fosse de 100 mm, então:

16,5 = m . 100 Portanto: m = 1,98 g.


12

Esta massa calculada é a quantidade da massa desbalanceadora que pode haver, estando tal
massa no raio r.
Se a correção de balanceamento for feita em dois planos, sendo o rotor de massa uniformemen-
te distribuída em torno do centro de gravidade, então para cada plano toma-se o valor do desba-
lanceamento residual específico, dividido por dois.
Se o rotor tem distribuição de massa não uniforme, como o da ilustração abaixo, a tolerância de
desbalanceamento residual específico é diferente para cada plano de correção.

A posição do centro de gravidade divide o rotor numa relação de 1/3 : 2/3 na ilustração.
Então o desbalanceamento residual específico do mancal A é 2/3 do desbalanceamento residual
específico total, enquanto que no mancal B é 1/3 do total.

Plano A
Plano B

rA rB
Mancal A
Mancal B
CG

1/3 2/3

eA = 2/3 . e eB = 1/3 . e
Rotor com distribuição de massa desuniforme
12
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7-Balanceamento de Rotores Rígidos no Campo


7.1-Conceitos
O DESBALANCEAMENTO de um rotor rígido é resultado da distribuição desuniforme de massa,
que causa vibração no rotor, percebida nos mancais. A vibração é produzida pela interação de
um componente de massa desequilibrado, com aceleração radial devido à rotação, as quais jun-
tas geram a força centrífuga.
Com a componente de massa girando, a força também gira, tentando mover o rotor ao longo da
linha de ação da força. A vibração será transmitida aos mancais do rotor, e cada ponto do man-
cal experimentará esta força, uma vez em cada volta.

Fc = m.r.² [N] Fc = força centrífuga [N].

m = massa causadora do desbalanceamento [Kg].

r = raio do círculo descrito pelo ponto da massa desbalanceadora em relação ao centro de rota-
ção [m].

 = velocidade angular [ rad/s].

M = massa do rotor [Kg]

U = m.r [g.mm]. - desbalanceamento.

e = m.r [g.mm/Kg]. - desbalanceamento específico.


M

 = 2..f f = freqüência [1/s].

 = 2..n [rad/s] n = rotação [rpm]


60

Para Fc [Kgf], m [g], r [mm] , [rpm], a força centrífuga fica:

F c = 1,1.10 -9 .m.r.n² [Kgf]


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O BALANCEAMENTO é o processo utilizado para melhorar a distribuição de massa de um rotor,


fazendo com que ele gire em seus mancais sem o desconforto de forças centrífugas adicionais.
Isto é feito, normalmente, pela adição de massas de compensação no rotor, em locais preestabe-
lecidos. Pode também ser feito por remoção de material, executando furações, fresagem ou es-
merilhamento, por exemplo.
Este balanceamento pode ser executado tanto em máquina balanceadora quanto no campo.
O BALANCEAMENTO NO CAMPO é o processo realizado para balancear um rotor nos seus
próprios mancais e estrutura suporte, após instalação na área, com vantagens sobre a máquina
balanceadora, pelo fato do conjunto estar em condições reais de operação.
É comum um rotor estar balanceado e haver a necessidade de novo balanceamento no campo.

O DESBALANCEAMENTO ESTÁTICO é definido como deslocamento do centro de gravidade do


rotor (devido à ação de um ponto de massa desbalanceada, localizada em um certo raio do cen-
tro de rotação) com relação ao eixo de rotação. Quando o eixo de inércia do rotor está deslocado
paralelamente ao eixo de rotação, temos em desbalanceamento estático puro.

F
e = deslocamento do centro de gra-
vidade e
S = Centro de gravidade D
D = Desbalanceamento I S I
F = Força centrífuga R
I-I = Eixo de inércia R
R-R = Eixo de rotação

Uma massa de mesmo valor, colocada no mesmo raio a 180° da massa desbalanceadora é sufi-
ciente para retornar o centro de gravidade ao centro de rotação.
O BALANCEAMENTO ESTÁTICO implica na redução de forças primárias dentro de um plano,
adicionando massa de correção somente neste plano.
Muitas peças rotativas que tem massa concentrada mais próxima de um plano, como volantes,
rebolos, discos de freio, rotores simples de bombas, e outros, podem ser consideradas como
problemas de balanceamento estático. Se um rotor tem diâmetro maior que 7 à 10 vezes a sua
largura, é normalmente considerado como rotor de plano único, para efeito de balanceamento.

O balanceamento estático não significa que não haja partida e giro do rotor, mas sim que a adi-
ção de massa seja feita em apenas um plano.

Um DESBALANCEAMENTO CONJUGADO (MOMENTO), pode ser encontrado em um rotor cu-


jo diâmetro é menor que 7 à 10 vezes sua largura. No caso do cilindro mostrado na ilustração
abaixo, duas massas iguais estão colocadas simetricamente em relação ao centro de gravidade,
mas posicionadas à 180° uma da outra. O rotor está balanceado estaticamente, isto é, não existe
excentricidade do centro de gravidade, mas quando o rotor gira, as duas massas provocam uma
mudança de posição do eixo de inércia, de modo que este eixo não fica paralelo ao eixo de rota-
ção, levando os mancais à fortes vibrações. Temos então um desbalanceamento dinamicamente
puro.

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O desbalanceamento somente pode ser corrigido, fazendo-se medições de vibrações com o rotor
girando e adicionando massas de correção em dois planos.

A diferença entre o equilíbrio estático e o equilíbrio conjugado, é vista na ilustração abaixo.


Quando o rotor está parado, as massas dos extremos se equilibram, entretanto, quando ele gira,
um forte desbalanceamento é observado.

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O DESBALANCEAMENTO DINÂMICO é uma combinação de desequilíbrio estático e conjuga-


do, e bastante comum de ser encontrado em rotores. Para corrigir o desbalanceamento dinâmi-
co, é necessário fazer medições de vibrações em dois planos de referência, aos quais serão adi-
cionadas as massas de correção.

conjugado dinâmico
estático

F1 F1

e
CG e

CG
CG

F2
F F2

7.2-Efeito da Força Centrífuga no Desbalanceamento


A Força centrífuga aumenta com o quadrado da rotação do rotor, e atuando como força adicional
no mancal, reduzirá a sua vida útil. A seguir vê-se alguns exemplos da correlação entre força
centrífuga, massa desbalanceadora, raio de localização da massa e rotação, que dá uma boa
idéia das grandezas geradas.

Fc = 1,1 . 10-9 . m . r. n²
Onde: Fc [Kgf], m [g], r [mm], n [rpm].

Exemplo 1: Um rotor girando à 1750 rpm, com uma massa desbalanceadora de 420 g, num raio
-9
de 80 cm, provocará uma força centrífuga de Fc = 1,1 . 10 .420 . 800. 1750².
Fc = 1029 Kgf (10084 N)

Exemplo 2: Um rotor girando em 1200 rpm, com uma massa desbalanceada de 1,2 Kg, num raio
de 0,3 m, provocará uma força centrífuga de: Fc = 1,1 . 10 -9 .1200 . 300 . 1200² .
Fc = 570,0 Kgf (5588 N).
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Exemplo 3: Um rotor em balanço, conforme a figura abaixo, gira em 1750 rpm, pesa 230 Kgf,
com diâmetro externo do rotor = 1300 mm, eixo de 63,0 mm de diâmetro, em aço de tensão ad-
missível à flexão de 10 Kgf/mm² . Comparando apenas os efeitos de flexão, nota-se a gravidade
da influência de uma massa desbalanceada de 850 g, localizada num raio de 625 mm.

250

Levando em conta a flexão, o diâmetro do eixo seria de:

3
d = 2,17 Mf
f
Mf = Peso x distância do mancal Mf = 230 . 250
Mf = 57500 Kgf . mm

Portanto,
3
d = 2,17 57500 d = 39 mm < 63,00 mm
10

Acréscimo devido à Fc:

Fc = 1,1 . 10 -9 . 850. 625. 1750²


Fc = 1790,0 Kgf

Portanto,
Mf = ( 230 + 1790 ) . 250 Mf = 505000 Kgf . mm

3
d= 2,17 505000 d = 80,2 mm > 63,00 mm
10

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Portanto, o eixo que estava inicialmente bem dimensionado à flexão, é agora insuficiente para
suportar a carga não prevista, e se operar nestas condições, sofrerá ruptura por fadiga.
Neste exemplo, claramente nota-se a importância de se manter balanceados os equipamentos
rotativos de uma planta.

8-Balanceamento Estático (Em Um Único Plano)


Após ter sido feita a análise de vibrações de um rotor, e diagnosticado que é caso de balancea-
mento estático, a correção pode ser executada seguindo-se um dos procedimentos a seguir:

8.1-Balanceamento no Campo com Schenk Vibrotest

1. Executar uma pré-análise para certificar-se que se


trata de desbalanceamento.
2. Certificar-se que todos os recursos estejam disponí-
veis.
3. Confeccionar e observar os procedimentos de segu-
rança, fixando-os em local visível. Tomar as provi-
dências necessárias.
4. Fazer marcas em alguma parte rotativa do conjunto
rotor, numerando crescentemente no sentido da rota-
ção.
5. Instalar transdutores.
6. Calcular máxima massa residual (MX).
7. Fazer leitura de nível global, utilizando SUM. Ajustar o fundo de escala de acordo com o
necessário
8. Ajustar a lâmpada para emitir o sinal na rotação do equipamento
9. Fazer leituras de valor e fase nos mancais 1 e 2 selecionando via chave dianteira
10. Fixar massa de teste no plano 1 ou 2
11. Fazer nova leitura com massa de teste
12. Decidir por balanceamento em 1 plano ou prosseguir com teste para decidir no passo 13.
13. Fixar massa de teste no outro plano.
14. Fazer nova leitura com massa no outro plano.
15. Decidir por balanceamento em 1 ou 2 planos.
16. Utilizar programa de calculadora para obtenção das massas e ângulos.
17. Reposicionar massa de correção.
18. Fazer leitura.
19. Se necessário, reiniciar.

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8.2-Balanceamento no Campo com Commtest VB7 com Fotosensor


Passo a Passo

Primeiro Passo: Anexar o Sensor

Fixe o sensor firmemente no mancal.

Anexe o conector do sensor ao canal 1 de entrada do instrumento.

Segundo passo: Ajuste do Tacômetro

Fixar fita refletora na parte da máquina que gira na velocidade do rotor.

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Regular o tacômetro.

Conectar o tacômetro na entrada do instrumento.

Terceiro Passo: Tomar Leitura Inicial

Pressione para ligar o instrumento, em seguida, para exibir o Menu balanceamento.

Pressione para ajustar o trabalho de balanço para ter a leitura inicial do desbalanceamento.
Verifique se os instrumentos e os sensores estão conectados, com exibição das mensagens na tela.

O instrumento irá exibir a velocidade do rotor, o nível de vibração e fase de ângulo de vibração. Permita que
as leituras se estabilizem, em seguida, pressione

Quarto Passo: Anexar Massa de Teste

Verificação:

 Avaliar a fixação da massa de teste;

 Não obstruir o movimento da máquina;

 Avaliar se a massa é suficiente para mudar o desbalanceamento, a fim de que o instrumento possa
executar cálculos precisos. (Vide apostila de Balanceamento Engefaz).

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Pare a máquina. Anexe a massa de teste no rotor. O instrumento irá sugerir uma massa de teste e a posi-
ção da massa se você digitou informações da máquina durante a instalação. Pressione e use as teclas
numéricas. Pressione para entrar com a posição da massa de teste

Quinto Passo: Leitura de Informações (Peso de Teste)

Ative a máquina e deixe o rotor alcançar a velocidade nominal de operação. Pressione para obter a lei-
tura do vetor peso de teste.

O instrumento irá exibir a velocidade do rotor, nível de vibração e a fase de ângulo de vibração. Espere as
leituras se estabilizarem, em seguida, pressione .

O instrumento irá perguntar se você tem a intenção de deixar a peso de teste no lugar ou removê-los –
pressione a tecla apropriada conforme sua necessidade.
Com as medidas iniciais concluídas, você pode começar a corrigir o desbalanceamento.

Obs: sempre que possível trabalhar com a retirada da massa de teste.

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Sexto Passo: Fixação do Peso de Correção.

O instrumento irá exibir o peso e o local necessário para corrigir o desbalanceamento original,

Obs:

WR- contagem do ângulo a favor do sentido de rotação do eixo.


AR – contagem do ângulo contra o sentido de rotação do eixo

Pare a máquina. Fixe o peso de correção na direção e ângulo indicado (sentido horário ou sentido anti-
horário). A exibição do ângulo de correção será em relação a sua referência 0. Pressione e use o nú-
mero das teclas para entrar com o peso de correção. Pressione para entrar na posição do peso.

Sétimo passo: Avaliação dos Resultados

Ative a máquina.

Pressione para obter a leitura.

O instrumento irá exibir o nível vibração com o desbalanceamento corrigido.

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Você pode terminar o balanceamento neste momento e visualizar o relatório de balanceamento, ou usar o
método de refino para adição de pesos adicionais para melhorar a qualidade do balanceamento.

Agora você completou um balanceamento da máquina básico de rotina.


Para reduzir ainda mais os níveis de balanceamento pressione e continue com método de refino repe-
tindo o sexto passo.

8.3-Método Gráfico
EXEMPLO: Um ventilador de diâmetro externo 1200 mm, pesa 400 Kgf, gira à 1180 rpm, sendo
acionado por um motor de 92 KW, apresentou vibrações excessivas após ter sido recuperado
com solda em regiões desgastadas das pás.
Utilizando um equipamento Schenck Vibrotest, a primeira medição mostrou vibração inicial (d 0) =
126 m, e um ângulo de fase = 6 (número observado parado na direção do transdutor, por e-
xemplo, entre as 16 divisões feitas). Para fase 6, o ângulo = 6 . 360º = 135º.
16

No anexo 4, observa-se que em 1180 rpm (19,6 Hz), 126 m se situa na região de correções ur-
gentes.
Cálculo da massa de teste:
Mt = ( 5 ~ 10 ) . mx mx = e . M
r

Para G 6,3, do nomograma do Anexo 6, tem-se: e = 50 g . mm


Kg
r = 570 mm, raio de correção possível de ser utilizado no rotor.
M = 400 Kg.
mx = 50 . 400 mx = 35 g
570

Portanto, 35 g é a máxima massa residual desbalanceadora que pode haver no raio de 570 mm
deste rotor.
Foi escolhida uma massa de teste de 250 g ( ~ 7.mx )
A massa de teste de 250 g foi colocada no círculo de correção de raio 570 mm.
Virando a máquina, observou-se uma vibração de: dr = 80 m e fase nº 9 ( 9 . 22,5 = 202,5º ).

Para fazer-se a resolução pelo método gráfico, escolhe-se uma escala adequada para represen-
tar os vetores em seus ângulos.

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V0 = representa o desbalanceamento original.


Vr = representa a resultante (desbalanceamento original + efeito da massa de tes-
te).
Vt = representa o efeito da massa de teste somente, e é medido no gráfico em es-
cala.

O desbalanceamento original é dado por:


mo = mt , então: m0 =  Vo  . mt
 V0   Vt   Vt 

m0 = 126 . 250 m0 = 262,5 g (bem maior que os 35 g admissíveis).


120

A posição da massa de compensação é dada por:

comp. = - de teste + original + 180º

comp. = - 277º + 135º + 180º

comp. = + 38º
Como o ângulo indicado é positivo, a massa de compensação deve ser colocada num ângulo de
38º da posição onde a massa de teste foi montada, medindo no sentido da rotação.
Em caso de ângulo de compensação negativo, então deve-se colocar a massa no sentido contrá-
rio ao sentido de rotação.
Colocou-se, então, uma massa de 245 g na posição solicitada, pois com a necessidade de soldá-
la ao rotor, as 17.5 g faltantes seriam completadas pelo depósito de solda.

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Ligando novamente o equipamento, foi possível constatar a suavidade de funcionamento, com


uma leitura final de 8 m.
O método gráfico pode ser simplificado da seguinte forma:
d0 = 126 m dr = 80 m
f0 = 6 fr = 9.
A mudança no ângulo auxilia no cálculo do ângulo de correção.
Foi de fase 6 para fase 9, portanto: (9 - 6) . 22,5º = 67,5º.
Plotando-se os vetores em escala e Vr iniciando-se no final de Vo, Vt pode ser lido diretamente
no gráfico, assim como o ângulo.

Vr
120
80

67.5 38 Vt
126
Vo
O ângulo entre Vt e V0, dá o ângulo de compensação. O sentido de deslocamento é o indicado
pela mudança das fases, ou seja, neste caso, deslocar a massa no sentido do nº 6 para o nº 9.
Como as marcações foram feitas crescendo com o sentido de rotação, o deslocamento da massa
será feito no sentido da rotação.

Pelo método analítico temos:

Vt = V02 + Vr2 - 2. V0 . Vr . cos ( r - o)

Vt = 1262 + 802 - 2.126.80. cos ( 202,5º - 135º )

Vt = 120,6.

O ângulo de compensação fica:

comp. = ± arc cos V02 + Vt2 - Vr2


2 .V0 . Vt

comp. = ± arc cos 1262 + 120,62 - 802


2.126.120,6

comp. = ± arc cos 0,79

comp. = ± 37,78º.

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Como a mudança de fase foi do nº 6 para o nº 9, ou seja, no sentido da rotação, então:

comp. = + 37,78º

Para a utilização dos equipamentos Schenck e B&K 2515, o uso de programa de calculadora ele-
trônica facilita a aplicação do modo analítico de forma confiável e simples.

8.4-Balanceamento Estático sem Medição de Fase


Alguns métodos permitem a execução de balanceamento sem o uso de lâmpada estroboscópica
ou sensor fotoelétrico para medir fase.
A desvantagem destes métodos é o tempo muito maior para execução do trabalho de balancea-
mento, comparado com a medição direta da vibração e fase.
Um número maior de partidas é necessário para a coleta de dados, o que pode ser um problema,
principalmente em rotores acionados por grandes motores. Entretanto, podem ser úteis, numa
situação onde não se têm equipamentos adequados disponíveis, ou na eventual falha do instru-
mento durante a execução do balanceamento, e que o conserto não pode ser imediato.
Do ponto de vista didático, é interessante conhecer estes métodos, pois representam auxílio na
interpretação do ponto pesado de um rotor.

8.4.1-Método de Oito Pontos


1. Observe as recomendações de segurança.
2. Marque externamente ao rotor, intervalos de 45º.
3. Coloque uma massa de teste na posição 0º. Gire o rotor na rotação de serviço e faça medição
do nível de vibração, registrando os dados medidos numa tabela.
4. Mude a massa de teste para a posição de 45º, faça a medição da vibração e registre o resul-
tado na tabela.
5. Continue mudando a massa para cada posição marcada, medindo os níveis e registrando.
6. Coloque num gráfico o nível de vibração versus a posição da massa de teste.
Um resultado satisfatório da medição é obtido, se a curva é aproximadamente senoidal. Se isto
não acontecer, então o desbalanceamento residual está abaixo do limite de repetibilidade, a
massa de teste pode estar pequena, ou a sensibilidade da medição pode estar inadequada.
7. Passe uma linha no meio, entre os pontos mais alto e mais baixo da curva senoidal. A distân-
cia entre esta linha e o ponto máximo da curva representa a magnitude da massa de teste ( V t ),
e a distância da linha zero representa a magnitude do desbalanceamento ( V0 ). A magnitude da
massa de desbalanceamento residual ( m0 ) pode ser calculada por:
m0 = | Vt | . mt
| V0 |

8. A posição da massa de desbalanceamento residual (  ) é encontrada, através de uma li-


nha vertical do ponto máximo da curva senoidal, lendo o ângulo no eixo horizontal (das abs-
cissas).

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|Vt| Posição Vibração


14
0 10,5
12
45 8,8
10
90 8,3
135
8
9,1
6 m0 = | Vt | . mt
180 10,5
4 |Vo| | V0 |
225 11,6
2
270 11,8
0
0 45 90 135 180 225 270 315 315 11,5

 255

Portanto, para a correção do desbalanceamento, uma massa m0 deve ser colocada em  = 75º

0
315
45

270 90

mO mt

225
135
180

8.4.2-Método de Três Pontos a 120 graus


1. Observe as recomendações de segurança.
2. Faça a medição do nível de vibração original V0.
3. Coloque uma massa de teste em uma posição qualquer do rotor, marcando esta posição co-
mo número 1. Gire a máquina sob esta condição, medindo o nível de vibração V1.
4. Mude a massa de teste para uma posição à 120º da posição nº 1 e marque esta posição como
sendo a nº 2. Gire a máquina medindo o nível de vibração V2. Tenha o cuidado de colocar a
massa de teste sempre no mesmo raio no rotor.
5. Mude a massa de teste para uma posição à 120º da posição nº 2, marcando esta posição co-
mo sendo a de nº 3. Gire a máquina e faça a medição do nível de vibração V3.

6. Resolução gráfica:
 Escolha uma escala adequada para traçar o gráfico.
 Utilizando a escala adotada, traçar um círculo com raio igual ao valor V0.
 Sobre o círculo de raio V0, marque os pontos nº 1, 2 e 3, na mesma posição angular conforme
foram marcados sobre o rotor.
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 Com o centro em 1, traçar um círculo de raio V1.


 Com o centro em 2, traçar um círculo de raio V2.
 Com o centro em 3, traçar um círculo de raio V3.

Estas três últimas circunferências se cruzam em um ponto comum P, que unido ao centro O do
círculo de raio V0, define a posição angular em que deve ser colocada a massa e correção para
balancear o rotor, que terá o seguinte valor:

m0 = mt . Vo
OP
m0 = massa de correção ( g )
mt = massa de teste ( g )
OP = segmento OP medido di-
retamente no gráfico ( mm )
V0 = utilizar o comprimento
representado no gráfico ( mm )

Quando a intersecção entre os


círculos V1, V2 e V3 não for um
ponto, considerar P, o centro da
área de intersecção formada.

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9-Balanceamento Dinâmico (Em Dois Planos)


O procedimento para balanceamento em dois planos é similar ao balanceamento em um único
plano. As medições são realizadas em dois mancais, que representam os dois planos.
Sendo assim, o uso de dois acelerômetros agiliza a execução.
O desbalanceamento de um plano afeta o outro plano. Isto é conhecido como efeito cruzado. Da
mesma forma que nos casos anteriores, antes de iniciar o balanceamento, deve-se realizar uma
análise das freqüências de modo à identificar que é caso de desbalanceamento e também identi-
ficar outras fontes de vibração que possam influir no trabalho de balanceamento.

Os passos envolvidos no balanceamento em dois planos são os seguintes:


1. Observar as recomendações de segurança.
2. Certificar-se que todos os recursos necessários estão disponíveis. Preparar os instrumentos e
instalar os dois acelerômetros nos mancais correspondentes aos seus planos de balanceamento.
3. Girar a máquina até a rotação normal de operação.
4. Fazer a medição do nível de vibração encontrado originalmente e do ângulo de fase, para ca-
da mancal (V1.0 e V2.0).
5. Parar a máquina e colocar uma massa de teste de tamanho calculado no plano 1 do rotor, no
raio de correção do plano 1. Marcar esta posição.
6. Ligar a máquina, fazer a medição e registrar o novo nível de vibração, no mancal 1 e no man-
cal 2, estando a massa e teste no plano 1. As respectivas fases também devem ser registradas.
7. Parar a máquina e retirar a massa de teste que foi colocada no plano 1.
8. Colocar uma massa de teste de tamanho calculado no plano 2 do rotor, no raio de correção do
plano 2. Marcar esta posição.
9. Ligar a máquina novamente, fazer a medição e registrar o novo nível de vibração, no mancal 1
e no mancal 2, estando agora a massa de teste no plano 2.
As respectivas fases também devem ser registradas.
10.Parar a máquina, retirar a massa de teste que foi colocada no plano 2.
11.Calcular os valores de massa de correção e ângulos requeridos para cada plano.
12.Colocar as massas de correção nas posições indicadas pelos ângulos de correção, em cada
plano, e no mesmo raio das massas de teste.
Os ângulos de correção são dados a partir da posição da massa de teste, para cada plano, ou a
partir da fita reflexiva, dependendo do aparelho utilizado.
13.Ligar a máquina novamente e verificar a quantidade de desbalanceamento residual do rotor.

O cuidado com a medição de fase durante as medições, a localização correta do ângulo de cor-
reção requerido, a tara correta das massas de testes, o acréscimo final de material devido à sol-
dagem, são alguns itens com grande influência sobre a qualidade final do trabalho. Em rotores
com rotação elevada, como por exemplo, 3600 rpm, um pingo de solda implica em uma diferença
bastante grande no resultado final. A solda também deve ser calculada para que não se ultrapas-
se o peso calculado. É comum achar-se que o balanceamento não está sendo feito corretamen-
te, sendo que o problema é apenas uma pequena diferença de massa na colocação ou retirada.
A tabela a seguir relaciona diversos tipos de eletrodos e seus respectivos pesos por centímetro
para que sejam considerados no momento da fixação das massas.

Havendo necessidade, todo o procedimento do balanceamento deve ser repetido, sendo que a
condição atual passa a ser o ponto de partida para o balanceamento prosseguir.

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Tipo Peso (g/cm) Aplicação


ESAB 2245P - diam: 3,25 mm 0,513 Não aconselhável para balanceamento
ESAB 2245P - diam: 4,00 mm 0,981 (eletrodo de raiz)
ESAB 7018 - diam: 2,50 mm 0,475
ESAB 7018 - diam: 3,25 mm 0,825 Uso geral, porém não recomendado.
ESAB 7018 - diam 4,00 mm 1,200 para locais abrasivos
ESAB 6013 - diam 3,25 mm 0,600
UTP 62 e 625 - diam 3,25 mm 0,725 Recomendável para locais abrasivos (eletrodo de
enchimento).
Para balanceamento de centrífugas COP, onde já
UTP 682 KB - diam 3,25 mm 0,674 existe enchimento com liga e pode ser resistente à
abrasão.
UTP 68MOLC - diam 1,50 mm 0,170
UTP 68MOLC - diam 2,00 mm 0,300 Para solda de aços inoxidáveis, tipo AISI 316,
UTP 68MOLC - diam 2,50 mm 0,430 316L, 316Ti, 316Cb, etc.
UTP 68MOLC - diam 3,25 mm 0,630
UNIRC FoFo CI / NI / Fe / 2 - 0,851 Para soldas de FoFo. Não é recomendado para
diam 2,50 mm fixação definitiva da massa de compensação.
UNIRC FoFo CI / NI / Fe / 2 - 1,283 Substituí-lo por uma massa equivalente
diam 3,25 mm aparafusada.

Exemplo 1: Na execução de balanceamento em uma máquina com rotor rígido sustentado por
dois mancais, obteve-se as seguintes medições:
V1.0 = 8,0 mm/s, fase 233º - desbalanceamento original medido no plano 1, sem massa de teste.
V2.0 = 15,6 mm/s, fase 253º - desbalanceamento original medido no plano 2, sem massa de teste.
V1.1 = 5,6 mm/s, fase 150º - medição no mancal 1 com a massa de teste colocada no plano 1.
V2.1 = 8,7 mm/s, fase 332º - medição no mancal 2 com a massa de teste colocada no plano 1.
V1.2 = 9,7 mm/s, fase 139º - medição no mancal 1com a massa de teste colocada no plano 2.
V2.2 = 11,7 mm/s, fase 192º - medição no mancal 2 com a massa de teste colocada no plano 2.

A massa de teste utilizada foi de 4,0 g. Após o cálculo, os valores obtidos foram:

Plano1: 1,8 g para um ângulo de 71,3º da posição da massa de teste, medido no sentido da
rotação, isto é, + 71,3º.
Plano 2: 3,1 g para um ângulo de 70,7º da posição da massa de teste, medido no sentido
contrário ao da rotação, isto é, -70,7º

O mesmo problema resolvido através da notação vetorial, mostra a origem dos cálculos, para a
confecção de programa para calculadora. Na figura abaixo, têm-se o diagrama e os vetores.

V1.1 - V1.0 : é o efeito no plano 1 da massa de teste colocada no plano 1.

V1.2 - V1.0 : é o efeito no plano 1 da massa de teste colocada no plano 2.

V2.1 - V2.0 : é o efeito no plano 2 da massa de teste colocada no plano 1.

V2.2 - V2.0 : é o efeito no plano 2 da massa de teste colocada no plano 2.

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COMPOSIÇÃO VETORIAL DAS FORÇAS

V V  a jb
V1.0 8,0 233º -4,81 -6,39j
V1.1 5,6 150º -4,85 2,80j
V1.2 9,7 139º -7,32 6,36j
V2.0 15,6 253º -4,56 -14,92j
V2.1 8,7 332º +7,68 -4,08j
V2.2 11,7 192º -11,44 -2,43j
V1.1 - V1.0 -0,04 9,19j
V2.1 - V2.0 +12,24 10,83j
V1.2 - V1.0 -2,51 12,75j
V2.2 - V2.0 -6,88 12,49j

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Matematicamente, o problema é encontrar dois vetores operadores Q1 (com vetor de comprimen-


to Q1 e ângulo de fase 1 ) e Q2 ( com vetor de comprimento Q2 e ângulo de fase 2 ), os quais
satisfaçam as seguintes equações:

Q1 ( V1.1 - V1.0) + Q2 ( V1.2 - V1.0 ) = - V1.0 (1)

Q1 ( V2.1 - V2.0 ) + Q2 ( V2.2 - V2.0 ) = - V2.0 (2)

Escrevendo Q1 em função de Q2 na equação ( 1 ), tem-se:

Q1 = - V1.0 - Q2 ( V1.2 - V1.0 ) (3)


V1.1 - V1.0

Substituindo Q1 na equação ( 2 ) e escrevendo todos os termos em função de Q2 fica:

Q2 = V2.0 ( V1.1 - V1.0 ) - V1.0 ( V2.1 - V2.0 ) (4)


( V2.1 - V2.0 ) ( V1.2 - V1.0 ) - ( V2.2 - V2.0 ) ( V1.1 - V1.0 )

Os valores medidos do nível de vibração e ângulo de fase estão em coordenadas polares, para a
grandeza de vetor V. Quando um sistema de coordenadas cartesianas é usado, com componen-
tes reais e imaginários, onde V = a + jb, uma solução matemática para as equações (3 e 4) pode
ser calculada.
Coordenadas polares são convertidas para coordenadas cartesianas por meio de duas equa-
ções:
a = V . cos  e b = V . sen 
Convertendo para coordenadas polares, os valores da tabela anterior podem ser calculados.
Por exemplo:
V1.1 - V1.0 = ( -4,85 + 2,80j ) - ( - 4,81 - 6,39j ) = ( -0,04 + 9,19 ).

Substituindo-se os valores da tabela na equação ( 4 ), fica:

Q2 = ( - 4,56 - 14,92j ) ( - 0,04 + 9,19j ) - ( - 4,81 - 6,39j ) ( 12,24 + 10,83j )


( 12,24 + 10,83 ) ( - 2,51 + 12,75j ) - ( - 6,88 + 12,49j ) ( - 0,04 + 9,19j )

Que simplificando fica: Q2 = + 0,2559 - 0,7314j, que pode ser reconvertido a coordenadas polares
por meio das seguintes equações:

V= + a2 + b2

Para a > 0,  = tan-1 b, -90º <  < +90º.


a

Para a < 0,  = 180º + tan-1 b, +90º <  < +270º.


a

Assim sendo, o comprimento do vetor será: Q2 = 0,7748, e o ângulo de fase: 2 = -70,7º

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Substituindo-se na equação ( 3 ), o valor de Q1 pode ser encontrado:

Q1 = - ( - 4,81 - 6,39j ) - ( 0,2559 - 0,7314j ) ( - 2,51 + 12,75j )


( - 0,04 + 9,19j )

Que simplificando fica: Q1 = 0,1424 + 0,4208j.


Convertendo para coordenadas polares vem: Q1 = 0,4442, e o ângulo de fase:  = + 71,3097º.

As massas de correção requeridas para contrabalancear o desbalanceamento original serão:

Plano 1: mcomp. = 0,44 . 4 g ( 4 g = massa de teste ) = 1,76 g à 71,31º

Plano 2: mcomp. = 0,77 . 4 g ( 4 g = massa de teste ) = 3,08 g à - 70,7º

Comparando-se estes resultados com os resultados obtidos usando a calculadora programável,


têm-se os mesmos valores.
As massas foram colocadas conforme indicações, e foram medidos os níveis de vibração final,
sendo de 0,3 mm/s para o mancal do plano 1, e 0,5 mm/s para o mancal do plano 2.

Caso 2: Um ventilador para cabine de pintura a-


presentou vibrações elevadas, provocando quebra
de bases dos motores, trocas constantes de rola-
mentos e paradas no processo de pintura. Este
ventilador gira em 1750 rpm, com rotor acoplado
diretamente à ponta do eixo do motor.

Os ensaios de balanceamento a seguir mostram


como foi resolvido o balanceamento.

O rotor havia sido balanceado em máquina balan-


ceadora.

Após persistir a vibração elevada, foi balanceado, então, o rotor com seu respectivo induzido (ro-
tor do motor), também em máquina balanceadora. Ainda assim, o problema persistiu.
Após estas tentativas, foi necessário um balanceamento dinâmico no campo, que foi feito com
sucesso, conforme pode ser visto na seqüência do balanceamento:

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EQUIPAMENTO Ventilador de Cabine de Pintura à Pó
GRAU DE BALANCEAMENTO (G): 6,3 RAIO DE CORREÇÃO PLANO 1 (mm): 360 mm
UNIDADE: m RAIO DE CORREÇÃO PLANO 2 (mm): 360 mm
PARÂMETRO: d - Pico MASSA RESID. MAX. ADM. (Mx1): 4,7 g
POTÊNCIA DO ACIONAMENTO: 22 kw MASSA RESIDUAL MAX. ADM. (Mx2): 4,7 g
ROTAÇÃO DO ACIONAMENTO: 1750 rpm DIVISÃO EXTERNA 15
ROTAÇÃO DO ROTOR: 1750 rpm DIVISÃO INTERNA 30
MASSA DO ROTOR (Kg): 50 kg
ENSAIO 1 ENSAIO 2 ENSAIO 3
VETOR FASE ANG VETOR FASE ANG VETOR FASE ANG
V1.0 400 9,0 135,0 V1.0 235 5,3 79,5 V1.0 110 6,4 96,0
V1.1 360 11,0 165,0 V1.1 240 11,5 172,5 V1.1 260 15,5 232,5
V1.2 320 12,5 187,5 V1.2 320 12,5 187,5 V1.2 360 15,7 235,5
V2.0 450 3,5 52,5 V2.0 270 4,5 67,5 V2.0 80 7,0 105,0
V2.1 390 6,0 90,0 V2.1 320 7,5 112,5 V2.1 250 13,0 195,0
V2.2 420 7,0 105,0 V2.2 410 7,0 105,0 V2.2 370 11,0 165,0

mt1: 20 g mt2: 20 g mt1: 20 g mt2: 20 g mt1: 20 g mt2: 20 g


ÂNGULO CORREÇÃO 1: 112.8 ÂNGULO CORREÇÃO 1: 51,6 ÂNGULO CORREÇÃO 1: 53,2
ÂNGULO CORREÇÃO 2: 20.2 ÂNGULO CORREÇÃO 2: -127,0 ÂNGULO CORREÇÃO 2: -107,0
MASSA CORREÇÃO 1: 20,8 g MASSA CORREÇÃO 1: 47,4 g MASSA CORREÇÃO 1: 12,6 g
MASSA CORREÇÃO 2: 18,8 g MASSA CORREÇÃO 2: 25,8 g MASSA CORREÇÃO 2: 5,6 g
SITUAÇÃO FINAL MANCAL 1: 12,0 m MANCAL 2: 8,0 m
RESPONSÁVEL: Engenharia DATA: 10.04.92

COMENTÁRIOS: No ensaio 1, a diferença de fase entre os mancais 1 e 2 é de 82,5 e os níveis de vibração


estão próximos, sugerindo balanceamento em dois planos. A colocação da massa de teste de 20 g no plano 2
reduziu a vibração no mancal 1, mais do que quando foi colocada no plano 1, na mesma direção.
As alterações de fase durante o ensaio foram mais significativas para o mancal 1 do que para o mancal 2. Neste
caso, este comportamento indica a necessidade de o balanceamento ser feito em dois planos.
Nos ensaios 2 e 3, conforme os níveis de vibração foram sendo reduzidos, as fases dos mancais 1 e 2 foram se
aproximando.

Neste caso o rotor não estava se comportando como rotor rígido, pois sendo balanceado em ro-
tação menor que a de serviço apresentava comportamento diferente daquele da rotação de ser-
viço, tomando uma posição de giro diferente.

Os cálculos mostraram que isto acontecia porque a rotação crítica do conjunto induzido-rotor es-
tava somente 20 % acima da rotação de serviço, de modo que com o aumento da rotação, ocor-
ria deflexão do eixo, com deslocamento do centro de massa com relação ao centro de giro do
conjunto rotor, causando vibrações elevadas.

Este comportamento só pode ser corrigido com a execução de balanceamento dinâmico na rota-
ção de serviço.

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Caso 3: Um exaustor de tiragem


induzida, instalado em uma cal-
deira, apresentando vibração e-
levada em 1x rpm, necessitou de
balanceamento após intervenção
de manutenção. Este rotor tem
sucção de gases na lateral, po-
rém não fica em balanço, estan-
do o rotor apoiado em dois man-
cais de sustentação. Devido esta
forma construtiva, o centro de
massa do conjunto rotor não co-
incide com o centro geométrico
entre mancais.

O rotor foi balanceado em dois


planos, no local, na rotação de
serviço do ventilador, conforme a seqüência de balanceamento a seguir. O comportamento do
rotor durante os ensaios de balanceamento mostra claramente a necessidade de balanceamento
em dois planos.

EMPRESA / ÁREA Engefaz Engenharia - Apostila Balanceamento


EQUIPAMENTO Ventilador Tiragem Induzida Caldeira 43 g / cm2
GRAU DE BALANCEAMENTO (G): 6,3 RAIO DE CORREÇÃO PLANO 1 (mm): 950 mm
UNIDADE: m RAIO DE CORREÇÃO PLANO 2 (mm): 950 mm
PARÂMETRO: d - Pico MASSA RESID. MAX. ADM. (Mx1): 64 g
POTÊNCIA DO ACIONAMENTO: 400 CV MASSA RESIDUAL MAX. ADM. (Mx2): 64 g
ROTAÇÃO DO ACIONAMENTO: 1185 rpm DIVISÃO EXTERNA 15
ROTAÇÃO DO ROTOR: 1185 rpm DIVISÃO INTERNA 22,5
MASSA DO ROTOR (Kg): 1100 kg
ENSAIO 1 ENSAIO 2 ENSAIO 3
VETOR FASE ANG VETOR FASE ANG VETOR FASE ANG
V1.0 41 5,5 82,5 V1.0 V1.0
V1.1 26 15,0 225,0 V1.1 V1.1
V1.2 44 14,5 217,5 V1.2 V1.2
V2.0 42 3,2 48,0 V2.0 V2.0
V2.1 16 10,0 150,0 V2.1 V2.1
V2.2 29 12,0 180,0 V2.2 V2.2
mt1: 490 g mt2: 490 g mt1: mt2: mt1: mt2:
ÂNGULO CORREÇÃO 1: 120,5 ÂNGULO CORREÇÃO 1: ÂNGULO CORREÇÃO 1:
ÂNGULO CORREÇÃO 2: -21,7 ÂNGULO CORREÇÃO 2: ÂNGULO CORREÇÃO 2:
MASSA CORREÇÃO 1: 463,0 g MASSA CORREÇÃO 1: MASSA CORREÇÃO 1:
MASSA CORREÇÃO 2: 509,0 g MASSA CORREÇÃO 2: MASSA CORREÇÃO 2:
SITUAÇÃO FINAL MANCAL 1: 12,0 m MANCAL 2: 6,0 m
RESPONSÁVEL: Engenharia DATA: 15.05.90

COMENTÁRIOS: A diferença de fase tomada entre os mancais 1 e 2 é de 34,5 e os níveis de vibração estão
próximos. A massa de teste colocada no plano 1 reduziu mais a vibração no mancal 2 do que no mancal 1, e a
massa de teste colocada no plano 2 na mesma direção que no plano 1 reduziu a vibração no mancal 2, porém
aumentou no mancal 1.

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Caso 4: Um exaustor de
gases montado em balan-
ço, foi balanceado con-
forme a seqüência a se-
guir. O desbalanceamento
ocorreu devido o desgaste
por abrasão das pás do
rotor.

A massa de teste no pla-


no 2 foi reduzida pois y >
x. Notar o efeito da massa
de teste 2 sobre os man-
cais 1 e 2, sendo esta
massa a metade da mas-
sa de teste 1.

EMPRESA / ÁREA Engefaz Engenharia - Apostila Balanceamento


EQUIPAMENTO Exaustor de Gases
GRAU DE BALANCEAMENTO (G): 6,3 RAIO DE CORREÇÃO PLANO 1 (mm): 725 mm
UNIDADE: m RAIO DE CORREÇÃO PLANO 2 (mm): 725 mm
PARÂMETRO: d - Pico MASSA RESID. MAX. ADM. (Mx1): 31.4 g
POTÊNCIA DO ACIONAMENTO: 200 CV MASSA RESIDUAL MAX. ADM. (Mx2): 31.4 g
ROTAÇÃO DO ACIONAMENTO: 1765 rpm DIVISÃO EXTERNA 22.5
ROTAÇÃO DO ROTOR: 1580 rpm DIVISÃO INTERNA 45
MASSA DO ROTOR (Kg): 600 kg
ENSAIO 1 ENSAIO 2 ENSAIO 3
VETOR FASE ANG VETOR FASE ANG VETOR FASE ANG
V1.0 61 8,2 184,5 V1.0 V1.0
V1.1 100 15,6 351,0 V1.1 V1.1
V1.2 200 7,4 166,5 V1.2 V1.2
V2.0 33 7,0 157,5 V2.0 V2.0
V2.1 63 14,2 319,5 V2.1 V2.1
V2.2 110 5,8 130,5 V2.2 V2.2
mt1: 180 g mt2: 90 g mt1: mt2: mt1: mt2:
ÂNGULO CORREÇÃO 1: 39,0 ÂNGULO CORREÇÃO 1: ÂNGULO CORREÇÃO 1:
ÂNGULO CORREÇÃO 2: 102,0 ÂNGULO CORREÇÃO 2: ÂNGULO CORREÇÃO 2:
MASSA CORREÇÃO 1: 92,0 g MASSA CORREÇÃO 1: MASSA CORREÇÃO 1:
MASSA CORREÇÃO 2: 27,0 g MASSA CORREÇÃO 2: MASSA CORREÇÃO 2:
SITUAÇÃO FINAL MANCAL 1: 9,0 m MANCAL 2: 4,0 m
RESPONSÁVEL: Engenharia DATA: 11.10.93

COMENTÁRIOS: A influência no mancal 1 da massa colocada no plano 2 é maior que a influência desta mes-
ma massa colocada no plano 1.

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Caso 5: Um moinho para trituração de material


plástico, com rotação de 542 rpm, conforme
croqui, apresentava vibração elevada nos
mancais de apoio. Foi executada análise de
3 4
vibração nos mancais e constatado que esta
vibração acontecia em 1x rpm.
O rotor é composto por um corpo mais um jogo
de facas que serve para triturar o plástico e
que é montado sobre o primeiro. Este jogo de
facas pode sofrer quebras ou desgastes.
Dados: diâmetro da polia movida: 1000 mm.
comprimento da correia: 5800 mm.
rotação do rotor: 542 rpm.
O peso estimado do rotor é aproximadamente
1500 kg.
Houve a troca dos jogos de facas, por quebra. 2 1
Após a nova montagem, houve desbalancea-
mento do conjunto.
A condição inicial do moinho era:

Mancal 3: 82,0 µm. Mancal 4: 82,0 µm.

Situação inicial do moinho no mancal 3.

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Situação inicial do moinho no mancal 4.

Foram executados três ensaios de balanceamento, com a utilização de uma massa total soldada
de 6100 g.
Após cinco ensaios foram soldados mais 4250 g.
Um rotor com um peso elevado, como o deste moinho necessita de uma massa bastante grande
para modificar sua situação inicial.
Na execução do balanceamento é bastante prudente analisar as massas a serem colocadas, pa-
ra que produzam o efeito desejado e não coloquem a segurança em risco. A boa fixação desta
massa deve ser exigida antes de se acionar o equipamento.

A massa total utilizada foi de 10.350 g.

A situação do moinho após o balanceamento ficou conforme segue:

Ponto 3 - Vibração após o balanceamento.

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Ponto 4 - Vibração após o balanceamento.

Ponto 4 - Comparação das vibrações antes e após o balanceamento.

Resumo das condições inicial e final


Inicial Final
Mancal 3 82,0 m 2,0 m
Mancal 4 82,0 m 5,5 m

Este equipamento pode ser balanceado em um único plano, ficando em bom estado quanto a
vibrações.

Caso 5: Uma centrífuga de açúcar necessitou de balanceamento no local, após intervenção de


manutenção. O cesto da centrífuga gira em eixo vertical. O raio de correção para o plano 1 é di-
ferente do raio de correção para o plano 2, portanto, as massas de teste para cada plano tam-
bém são diferentes.
O balanceamento foi executado conforme a seqüência abaixo.
Este tipo de equipamento geralmente necessita de balanceamento em dois planos.

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EMPRESA / ÁREA Engefaz Engenharia - Apostila Balanceamento


EQUIPAMENTO Centrífuga de Açúcar
GRAU DE BALANCEAMENTO (G): 6,3 RAIO DE CORREÇÃO PLANO 1 (mm): 180 mm
UNIDADE: mm/s RAIO DE CORREÇÃO PLANO 2 (mm): 450 mm
PARÂMETRO: v - RMS MASSA RESID. MAX. ADM. (Mx1): 36 g
POTÊNCIA DO ACIONAMENTO: 50 CV MASSA RESIDUAL MAX. ADM. (Mx2): 14.3 g
ROTAÇÃO DO ACIONAMENTO: 1750 rpm DIVISÃO EXTERNA 15
ROTAÇÃO DO ROTOR: 1780 rpm DIVISÃO INTERNA 15
MASSA DO ROTOR (Kg): 190 kg
ENSAIO 1 ENSAIO 2 ENSAIO 3
VETOR FASE ANG VETOR FASE ANG VETOR FASE ANG
V1.0 8,2 8,0 120,0 V1.0 4,0 5,0 75,0 V1.0
V1.1 11,1 12,5 187,5 V1.1 5,2 21,5 322,5 V1.1
V1.2 5,8 4,5 67,5 V1.2 5,5 20,8 312,0 V1.2
V2.0 9,6 12,0 180,0 V2.0 4,5 5,2 78,0 V2.0
V2.1 12,5 12,8 192,0 V2.1 5,8 21,2 318,0 V2.1
V2.2 4,2 6,5 97,5 V2.2 6,0 20,9 313,5 V2.2
mt1: 220 g mt2: 85 g mt1: 204 g mt2: 105 g mt1: mt2:
ÂNGULO CORREÇÃO 1: 14,7 ÂNGULO CORREÇÃO 1: 77,9 ÂNGULO CORREÇÃO 1:
ÂNGULO CORREÇÃO 2: -18,9 ÂNGULO CORREÇÃO 2: -48,7 ÂNGULO CORREÇÃO 2:
MASSA CORREÇÃO 1: 72,3 g MASSA CORREÇÃO 1: 37,7 g MASSA CORREÇÃO 1:
MASSA CORREÇÃO 2: 87,6 g MASSA CORREÇÃO 2: 60,2 g MASSA CORREÇÃO 2:
SITUAÇÃO FINAL MANCAL 1: 9,0 m MANCAL 2: 4,0 m
RESPONSÁVEL: Engenharia DATA: 11.10.93

COMENTÁRIO: A massa de teste é inversamente proporcional ao raio de correção. Menor raio de correção ne-
cessita de uma massa de teste maior e vice-versa.

40
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Caso 7: Um exaustor de gases apre-


sentou vibração elevada. Na análise de
vibração, constatou-se que se tratava
de desbalanceamento, pois existia vi-
bração em 1x rpm.
2 1
De acordo com medições iniciais o e- 4 3
quipamento apresentava vibrações em
condição de alarme, com níveis globais
de:

mancal ponto 3 - 10,55 mm/s valor


RMS
mancal ponto 4 - 8,40 mm/s valor
RMS

Com base no espectro abaixo se decidiu pelo balanceamento do conjunto.

Espectro ponto 4.

41
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EMPRESA / ÁREA Engefaz Engenharia - Apostila Balanceamento


EQUIPAMENTO Exaustor de gases
GRAU DE BALANCEAMENTO (G): 6,3 RAIO DE CORREÇÃO PLANO 1 (mm): 1000 mm
UNIDADE: mm/s RAIO DE CORREÇÃO PLANO 2 (mm): 1000 mm
PARÂMETRO: v - RMS MASSA RESID. MAX. ADM. (Mx1): 24.3 g
POTÊNCIA DO ACIONAMENTO: MASSA RESIDUAL MAX. ADM. (Mx2): 24.3 g
ROTAÇÃO DO ACIONAMENTO: 1238 rpm DIVISÃO EXTERNA 30
ROTAÇÃO DO ROTOR: 1238 rpm DIVISÃO INTERNA 30
MASSA DO ROTOR (Kg): 500 kg
ENSAIO 1 ENSAIO 2 ENSAIO 3
VETOR FASE ANG VETOR FASE ANG VETOR
FASE ANG
V1.0 8,4 130,0 V1.0 V1.0
V1.1 14,0 180,0 V1.1 V1.1
V1.2 12,0 150,0 V1.2 V1.2
V2.0 10,6 100,0 V2.0 V2.0
V2.1 14,1 140,0 V2.1 V2.1
V2.2 11,0 155,0 V2.2 V2.2
mt1: 280 g mt2: 280 g mt1: mt2: mt1: mt2:
ÂNGULO CORREÇÃO 1: 93,2 ÂNGULO CORREÇÃO 1: ÂNGULO CORREÇÃO 1:
ÂNGULO CORREÇÃO 2: ÂNGULO CORREÇÃO 2: ÂNGULO CORREÇÃO 2:
MASSA CORREÇÃO 1: 219,0 g MASSA CORREÇÃO 1: MASSA CORREÇÃO 1:
MASSA CORREÇÃO 2: MASSA CORREÇÃO 2: MASSA CORREÇÃO 2:
SITUAÇÃO FINAL MC PONTO 3: 3,2 mm/s MANCAL PONTO 4: 2,3 mm/s
RESPONSÁVEL: Engenharia DATA: 25.11.97

Espectro do após balanceamento. Ponto 1.


Predominando outras fontes de vibração, como falta de rigidez mecânica.

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Espectros do após balanceamento. Predominando outras fontes de vibração,


porém com níveis baixos de vibração.

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3
100x10
80
63
50 G
40 63
31.5 0
25
20 G
16 25
12.5 0
3
10x10 G
8 10
6.3 0
5
Desbalanceamento residual admíssivel por unidade de massa do rotor em g.mm

4
kg

3.15
2.5
2
1.6 G
1.25 3 40
1x10
800
630
500
400 G
315 16
250
ou deslocamento do centro de gravidade "e" em um

200
160
125
100
80
63 G
50 6.
40 3
31.5
25
20
16 G
12.5 2.
5
10
8
6.3
5 G
4 1
3.15
2.5
2
1.6
1.25 G
1 0.
0.8 4
0.63
0.5
0.4
0.315
0.25
0.2
0.16
0.125
0.1
0.08
0.063
0.05
0.04
30 96 300 950 3000 30000 96000 rpm
60 150 600 1500 15000

0.5 1 1.6 2.5 5 10 16 25 50 100 160 250 500 1000 1600 rps

Máxima velocidade de operações

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CLASSES DE
QUALIDADE DE
BALANCEAMENTO TIPOS DE ROTORES
(G)
G 4000 Árvores de manivela de motores diesel marítimos lentos, com número ím-
par de cilindros rigidamente montados.
G 1600 Árvores de manivelas de motores grandes de dois tempos rigidamente
montados.
G 630 Árvores de manivelas de motores grandes de quatro tempos rigidamente
montados. Árvores de manivela de motores marítimos diesel elasticamente
montados.
G 250 Árvores de manivela de motores diesel rápidos de quatro cilindros rigida-
mente montados.
G 100 Árvores de manivela de motores diesel rápidos com seis ou mais cilindros.
Motores completos ( gasolina, álcool ou diesel ) para automóveis, cami-
nhões ou locomotivas.
Rodas de automóveis, aros de rodas, conjunto de rodas e árvores aciona-
doras. Árvores de manivelas de motores rápidos ( gasolina ou diesel ) com
G 40 seis ou mais cilindros elasticamente montadas. Árvore de manivela de mo-
tores para automóveis, caminhões e locomotivas.
Árvores motoras ( árvores de hélices e árvore cardã ) com requisitos espe-
ciais. Peças de máquinas britadoras. Peças de máquinas agrícolas. Peças
G 16 isoladas de motores (gasolina, álcool ou diesel) de automóveis, caminhões
ou locomotivas. Árvores de manivelas de motores de seis ou mais cilindros
sob requisitos especiais.
Peças ou máquinas de processos industriais. Transmissões de turbina
principal marítima ( marinha mercante ). Cilindros de centrífugas. Ventila-
dores. Rotores montados de turbinas à gás de aeronaves. Volantes. Roto-
G 6,3 res de bombas. Máquinas-ferramentas e peças de máquinas em geral.
Armaduras elétricas normais. Peças isoladas de motores sob requisitos
especiais.
Turbinas à gás e vapor, incluindo as turbinas principais marítimas ( mari-
nha mercante ). Rotores rígidos de turbogeradores. Rotores. Turbocom-
G 2,5 pressores. Acionamento de Máquinas-ferramentas. Armaduras elétricas
médias e grandes sob requisitos especiais. Pequenas armaduras elétricas.
Bombas acionadas por turbinas
G1 Acionamentos de gravadores de fita de fonógrafos (gramofone). Aciona-
mento de retificadoras. Pequenas armaduras elétricas sob requisitos espe-
ciais.
G 0,4 Fusos, discos e armaduras de retificadoras de precisão Giroscópicos

 Uma árvore de manivelas motora é um conjunto que inclui a árvore de manivelas,


volante, embreagem, polia, amortecedor de vibração, parcela relativa de biela, etc...
 Para finalidade de padronização internacional, motores diesel lentos são aqueles
com velocidade do pistão menor que 9 m/s; motores diesel rápidos são aqueles cu-
ja velocidade do pistão é maior que 9 m/s.

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