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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Gabinete de Consultoria Legislativa

LEI N.º 13.708, DE 06 DE ABRIL DE 2011.


(publicada no DOE nº 067, de 07 de abril de 2011)

Altera a Lei n.º 11.916, de 2 de junho de 2003,


que institui o Fundo Operação Empresa do
Estado do Rio Grande do Sul –
FUNDOPEM/RS −, cria o Programa de
Harmonização do Desenvolvimento Industrial
do Rio Grande do Sul – INTEGRAR-RS − e dá
outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.

Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 82, inciso IV, da Constituição do


Estado, que a Assembleia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei seguinte:

Art. 1º No art. 3.º da Lei n.º 11.916, de 2 de junho de 2003, que institui o Fundo
Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul − FUNDOPEM/RS −, cria o Programa de
Harmonização do Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Sul − INTEGRAR/RS −, e dá
outras providências, ficam acrescentados o inciso V e os §§ 4.º, 5.º, 6.º e 7.º, conforme segue:

“Art. 3º .................................................
...............................................................
V - apoiar a implantação de Centros de Pesquisa e Desenvolvimento Internos, também
destinados à produção e tecnologia na área de saúde e biotecnologia, em municípios da Metade
Sul do Rio Grande do Sul, de empresas que possuem unidade produtiva no Estado.
...............................................................

§ 4º Na hipótese do inciso V, o incentivo poderá ser concedido mediante apropriação


do valor equivalente a até 5% (cinco por cento) do Imposto sobre Operações Relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e
Intermunicipal e de Comunicação – ICMS −, conforme previsto na legislação deste imposto,
devido pela empresa em cada período de apuração, calculado antes da apropriação de crédito
fiscal presumido decorrente do incentivo desta Lei, e será limitado:
I - ao valor do incremento do montante de ICMS devido, em relação à base definida por
ato do Conselho Diretor, apurado nos termos do regulamento;
II - ao montante correspondente a até:
a) 100% (cem por cento) do investimento fixo realizado para implementação do Centro
de Pesquisa;
b) 100% (cem por cento) das despesas com salário e encargos do pessoal alocado
exclusivamente no Centro de Pesquisa por um período de até 24 (vinte e quatro) meses.

§ 5º O incentivo de que trata o § 4.º deste artigo poderá ser concedido para implantação
de Centros de Pesquisas em outras regiões do Estado, desde que sejam de empresas integradas às

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cadeias produtivas do Polo Naval de Rio Grande, hipótese na qual os limites previstos no § 4.º,
inciso II, serão de até:
I - 75% (setenta e cinco por cento) do investimento fixo realizado para implementação
do Centro de Pesquisa;
II - 75% (setenta e cinco por cento) das despesas com salários e encargos do pessoal
alocado exclusivamente no Centro de Pesquisa por um período de até 24 (vinte e quatro) meses.

§ 6º O incentivo de que trata o § 4.º poderá ser concedido para implantação de Centros
de Pesquisas, inclusive para produção e tecnologia na área de saúde e biotecnologia, em outras
regiões do Estado, desde que sejam de empresas integradas a cadeias produtivas consideradas
estratégicas para o desenvolvimento do Estado, hipótese na qual os limites previstos no § 4.º,
inciso II, serão de até:
I - 50% (cinquenta por cento) do investimento fixo realizado para implementação do
Centro de Pesquisa;
II - 50% (cinquenta por cento) das despesas com salários e encargos do pessoal alocado
exclusivamente no Centro de Pesquisa por um período de até 24 (vinte e quatro) meses.

§ 7º Para efeitos do disposto no § 4.º, inciso II, o regulamento disporá, sobre as formas
de contratação de pessoal, sobre a exclusividade de sua alocação nas atividades no Centro de
Pesquisa, bem como sobre as restrições quanto à atividade-fim do Centro de Pesquisa.”

Art. 2º No art. 6.º da Lei n.º 11.916/2003, fica acrescentado o § 3.º, com a seguinte
redação:

“Art. 6º ....................

...................................

§ 3º Nos empreendimentos registrados como aptos a promover a redução das


desigualdades regionais, tanto o subsídio aos juros, citados no art. 7.º, como o prazo de carência
referido no art. 5.º, inciso IV, poderão ser ampliados em 50% (cinquenta por cento).”

Art. 3º No art. 12 da Lei n.º 11.916/2003, fica alterada a redação dos incisos I, III, IV e
V e fica acrescentado inciso, que será o XIV, conforme segue:

“Art. 12. .....................


I - Secretário de Estado do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, que o
presidirá com direito a voto qualificado;
.....................................
III - Secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã;
IV - Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Agronegócio;
V - Secretário de Estado da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico;
.....................................
XIV - Diretor-Presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do
Investimento – AGDI.
....................................”

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Art. 4º No art. 13 da Lei n.º 11.916/2003, ficam alteradas a redação do inciso III e a
redação do § 4.º e ficam acrescentados o inciso XVI e os §§ 5.º, 6.º e 7.º, conforme segue:

“Art. 13. ......................


......................................
III - analisar projetos com pedidos protocolados na Secretaria de Desenvolvimento e
Promoção do Investimento e aprovar o seu enquadramento no FUNDOPEM/RS, para o gozo dos
incentivos previstos no art. 3.º, atribuindo-lhes pontuação segundo a avaliação do grau de seu
ajustamento aos seguintes parâmetros:
.....................................
XVI - estabelecer os limites e as condições que delimitarão o enquadramento das
empresas de pequeno e médio porte.

.................................

§ 4º Para a operacionalização do FUNDOPEM/RS, será utilizada a estrutura da


Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, com a assessoria técnica da Caixa
Estadual S/A − Agência de Fomento/RS e dos demais órgãos da Administração Direta e Indireta.

§ 5º Fica autorizado o Conselho Diretor a estabelecer às empresas de pequeno e médio


porte, referidas no inciso XVI, tratamento simplificado, no tocante aos procedimentos de análise
e concessão dos benefícios, e diferenciado, que consistirá na concessão de abatimento aplicado
sobre o valor de cada parcela, inclusive encargos, quando de sua liquidação, no respectivo
vencimento, na forma estabelecida em regulamento.

§ 6º Os projetos que forem enquadrados, por decisão do Governador, ouvido o Grupo


Temático correspondente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social –
CDES – e a AGDI, no Programa INTEGRAR/RS, especialmente para implantação de
empreendimento na Metade Sul do Estado, terão precedência na pauta do Conselho Diretor do
FUNDOPEM/RS.

§ 7º O Conselho Diretor deverá orientar suas definições e planejamento de forma a


conceder caráter prioritário ao fortalecimento da cadeia de fornecedores para o setor de petróleo,
gás natural e construção naval, com ênfase no desenvolvimento do Polo Naval de Rio Grande,
respeitado o estabelecido no § 6.º.”

Art. 5º No art. 15 da Lei n.º 11.916/2003, fica alterada a redação do “caput” e é


acrescentado o § 3.º, conforme segue:

“Art. 15. Do retorno de cada parcela do financiamento previsto no art. 5.º o Poder
Executivo destinará 30% (trinta por cento) ao aumento de capital da Caixa Estadual S/A −
Agência de Fomento/RS, e 30% (trinta por cento) ao Fundo de Desenvolvimento Regional,
criado pela Lei n.º 11.181, de 25 de junho de 1998.

............................

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§ 3º Dos recursos destinados a Caixa Estadual S/A − Agência de Fomento/RS,
conforme disposto neste artigo, 50% (cinquenta por cento) deverão ser utilizados para o
financiamento dos empreendimentos realizados no Polo Naval de Rio Grande.

Art. 6º O art. 17 da Lei n.º 11.916/2003 passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 17. Ficam mantidos todos os efeitos e condições decorrentes da Lei n.º 11.028, de
10 de novembro de 1997, e alterações, para os empreendimentos com decreto de concessão, bem
como para aqueles com incentivos requeridos por carta consulta protocolada na Secretaria de
Desenvolvimento e Promoção do Investimento – SEADAP −, na vigência da referida Lei, que
venham a ser concedidos por decreto.”

Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 6 de abril de 2011.

FIM DO DOCUMENTO

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