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NORMA ABNT NBR
BRASILEIRA 5117
 Segunda edição
19.03.2007
Válida a partir de
19.04.2007

Máquina elétrica girante —


Máquina síncrona — Especificação
Rotating electrical machines – Synchronous machines – Specification

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   T Palavra-chave: Máquina síncrona.
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   P Descriptor: Synchronous machine.
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   i ICS 29.160
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  o ISBN 978-85-07-00328-1 
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   l Número de referência
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  m  ABNT NBR 5117:2007
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ABNT NBR 5117:2007

Sumário Página 

Prefácio....................................................................................................................................................................... vi 
1 Escopo ............................................................................................................................................................1 
2 Referências normativas ................................................................................................................................ 1 
3 Termos e definições ...................................................................................................................................... 2 
4 Regimes ..........................................................................................................................................................6 
4.1 Especificação de regime............................................................................................................................... 6 
4.2 Regimes tipo ..................................................................................................................................................6 
4.2.1 Regime tipo S1 – Regime contínuo ............................................................................................................. 6 
4.2.2 Regime tipo S2 – Regime de tempo limitado .............................................................................................. 7 
4.2.3 Regime tipo S3 – Regime intermitente periódico....................................................................................... 7 
4.2.4 Regime tipo S4 – Regime intermitente periódico com partida .................................................................7
4.2.5 Regime tipo S6 – Regime de funcionamento contínuo periódico ............................................................ 7 
4.2.6 Regime tipo S10 – Regime com cargas constantes distintas .................................................................. 7 
5 Características nominais .............................................................................................................................. 8 
5.1 Atribuição das características nominais..................................................................................................... 8 
5.2 Classes de características nominais........................................................................................................... 8 
5.2.1 Características nominais para regime contínuo ........................................................................................ 8 
5.2.2 Características nominais para regime de tempo limitado.........................................................................8 
5.2.3 Características nominais para regime periódico ....................................................................................... 8 
5.2.4 Características nominais para regime com cargas constantes distintas ............................................... 9 
5.2.5 Características nominais para carga equivalente ...................................................................................... 9 
5.3 Escolha de uma classe de características nominais ................................................................................. 9 
5.4 Atribuição da potência a uma classe de características nominais ........................................................ 10 
5.5 Potência nominal ......................................................................................................................................... 10 
5.5.1 Geradores síncronos...................................................................................................................................10 
   1
5.5.2 Motores síncronos....................................................................................................................................... 10 
   3
  - 5.5.3 Compensadores síncronos ........................................................................................................................ 10 
   6
   3
   0
5.6 Tensão nominal ........................................................................................................................................... 10 
   0
   /
   7
5.7 Coordenação de tensões e potências ....................................................................................................... 10 
   6
   1 5.8 Máquinas com mais de um conjunto de características nominais ........................................................ 11 
 .
   0
   0
   0 6 Condições de funcionamento no local de instalação ..............................................................................11 
 .
   3
   3
6.1 Generalidades ..............................................................................................................................................11 
  -  6.2 Altitude.......................................................................................................................................................... 11 
   O
   R 6.3 Temperatura máxima do ar ambiente ........................................................................................................ 11 
   I
   E
   L
6.4 Temperatura mínima do ar ambiente......................................................................................................... 11 
   I
   S 6.5 Temperatura da água de resfriamento ...................................................................................................... 11 
   A
   R 6.6 Armazenagem e transporte ........................................................................................................................ 11 
   B  6.7 Pureza do hidrogênio de resfriamento ...................................................................................................... 12 
   O
Condições de funcionamento elétricas..................................................................................................... 12 
   E
   L 7
   O
   R 7.1 Alimentação elétrica .................................................................................................................................... 12 
   T
   E 7.2 Forma e simetria de tensões e correntes.................................................................................................. 12 
   P
  - 7.2.1 Motores síncronos....................................................................................................................................... 12 
  o
  v
   i
7.2.2 Geradores síncronos...................................................................................................................................13 
  s
  u
   l
7.2.3 Máquinas síncronas .................................................................................................................................... 13 
  c
  x 7.3 Variações de tensão e de freqüência durante o funcionamento ............................................................ 14 
  e
  o 7.4 Máquinas trifásicas funcionando em sistemas não aterrados ............................................................... 15 
  s
  u 7.5 Níveis suportáveis de tensão (pico e gradiente) ...................................................................................... 15 
  a
  r
  a
  p
7.6 Condições de funcionamento especiais ................................................................................................... 15 
  r
  a 8 Desempenho térmico e ensaios térmicos................................................................................................. 17 
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ABNT NBR 5117:2007

8.1 Classificação térmica .................................................................................................................................. 17 


8.2 Fluido refrigerante de referência ............................................................................................................... 17 
8.3 Condições para ensaios térmicos ............................................................................................................. 18 
8.3.1 Alimentação elétrica .................................................................................................................................... 18 
8.3.2 Temperatura da máquina antes do ensaio................................................................................................ 18 
8.3.3 Temperatura do fluido refrigerante............................................................................................................ 18 
8.3.4 Medição da temperatura do fluido refrigerante durante o ensaio ..........................................................18 
8.4 Elevação de temperatura de uma parte de uma máquina .......................................................................18 
8.5 Métodos de determinação da temperatura ...............................................................................................19 
8.5.1 Generalidades ..............................................................................................................................................19 
8.5.2 Método da variação da resistência ............................................................................................................ 19 
8.5.3 Método dos detectores de temperatura embutidos (DTE) ......................................................................19 
8.5.4 Método termométrico .................................................................................................................................. 19 
8.6 Determinação da temperatura do enrolamento........................................................................................ 19 
8.6.1 Escolha do método...................................................................................................................................... 19 
8.6.2 Determinação pelo método da variação da resistência ..........................................................................20 
8.6.3 Determinação pelo método dos detectores de temperatura embutidos (DTE)..................................... 22 
8.6.4 Determinação pelo método termométrico ................................................................................................ 23 
8.7 Duração dos ensaios térmicos .................................................................................................................. 23 
8.7.1 Características nominais para regime contínuo ......................................................................................23 
8.7.2 Características nominais para regime de tempo limitado.......................................................................23 
8.7.3 Características nominais para regime periódico .....................................................................................23 
8.7.4 Características nominais para regime não periódico e para regime com cargas constantes distintas
 .......................................................................................................................................................................23  
8.8 Medição da temperatura dos mancais ...................................................................................................... 23 
8.9 Limites de temperatura e de elevação de temperatura ...........................................................................24 
8.9.1 Enrolamentos resfriados indiretamente.................................................................................................... 24 
8.9.2 Enrolamentos resfriados diretamente ....................................................................................................... 26 
8.9.3 Correções para levar em conta a pureza do hidrogênio durante o ensaio ........................................... 26 
8.9.4 Enrolamentos permanentemente curto-circuitados, núcleos magnéticos e todos os componentes
estruturais (excluindo mancais) que estejam ou não em contato direto com a isolação ................... 27 
8.9.5 Anéis coletores, abertos ou fechados, e suas escovas e porta-escovas ............................................. 27 

9 Outras características de desempenho e ensaios ...................................................................................30 


9.1 Ensaio de tensão suportável ...................................................................................................................... 30 
9.1.1 Ensaio de tensão suportável em máquinas novas ..................................................................................30 
   1
   3 9.1.2 Ensaio de tensão suportável em máquinas reenroladas ........................................................................33 
  -
   6
   3
9.2 Sobrecorrente ocasional.............................................................................................................................33 
   0
   0 9.2.1 Generalidades ..............................................................................................................................................33 
   /
   7
   6
9.2.2 Geradores síncronos...................................................................................................................................34 
   1
 .
   0
9.2.3 Motores síncronos....................................................................................................................................... 34 
   0
   0 9.3 Excesso momentâneo de conjugado para motores ................................................................................ 34 
 .
   3
   3
9.3.1 Motores síncronos polifásicos................................................................................................................... 34 
  -  9.3.2 Motores síncronos monofásicos ............................................................................................................... 34 
   O
   R 9.4 Sobrevelocidade .......................................................................................................................................... 34 
   I
   E
   L
9.5 Corrente de curto-circuito .......................................................................................................................... 35 
   I
   S 9.6 Ensaio de suportabilidade de curto-circuito ............................................................................................ 35 
   A
   R 9.7 Distorção harmônica total (DHT ) ............................................................................................................... 35 
   B  9.7.1 Generalidades ..............................................................................................................................................35 
   O
   E 9.7.2 Limites ..........................................................................................................................................................35 
   L
   O 9.7.3 Ensaios .........................................................................................................................................................36 
   R
   T
   E 10 Placas de identificação ............................................................................................................................... 36 
   P
  - 10.1 Generalidades .............................................................................................................................................. 36 
  o
  v
   i
10.2 Marcação ......................................................................................................................................................36 
  s
  u
   l
10.3 Lista de informações constantes nas placas de identificação............................................................... 37 
  c
  x
  e 11 Requisitos diversos..................................................................................................................................... 38 
  o
  s 11.1 Aterramento de máquinas .......................................................................................................................... 38 
Chaveta(s) da ponta de eixo ....................................................................................................................... 39 
  u
  a 11.2
  r
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12 Tolerâncias ................................................................................................................................................... 39 
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13 Compatibilidade eletromagnética (CEM)................................................................................................... 40 


13.1 Generalidades .............................................................................................................................................. 40 
13.2 Imunidade .....................................................................................................................................................41 
13.2.1 Máquinas que não incorporam circuitos eletrônicos ..............................................................................41 
13.2.2 Máquinas que incorporam circuitos eletrônicos ..................................................................................... 41 
13.3 Emissão ........................................................................................................................................................41 
13.3.1 Máquinas sem escovas ............................................................................................................................... 41 
13.3.2 Máquinas com escovas...............................................................................................................................41 
13.4 Ensaios de imunidade................................................................................................................................. 41 
13.5 Ensaios de emissão .................................................................................................................................... 41 
13.5.1 Máquinas sem escovas ............................................................................................................................... 41 
13.5.2 Máquinas com escovas...............................................................................................................................41 
14 Segurança ....................................................................................................................................................41 
15 Inspeção .......................................................................................................................................................42 
15.1 Relação de ensaios ..................................................................................................................................... 42 
15.2 Classificação dos ensaios .......................................................................................................................... 42 
Relação dos ensaios .................................................................................................................................................. 43 

Anexo A (normativo)  Figuras ................................................................................................................................... 44 


Anexo B (informativo) Guia para a aplicação do regime tipo S10 e para a obtenção do valor da expectativa
de vida térmica relativa (TL) ....................................................................................................................... 52 
Anexo C (informativo) Limites de compatibilidade eletromagnética (CEM) ....................................................... 53 
Anexo D (normativo)  Medição da tangente do ângulo de perdas e outros ensaios para máquinas de alta-
tensão ........................................................................................................................................................... 54 
D.1 Generalidades .............................................................................................................................................. 54 
D.2 Ensaios .........................................................................................................................................................54 
D.3 Ensaio de rotina ........................................................................................................................................... 54 
D.4 Ensaio adicional por amostragem ............................................................................................................. 55 
D.5 Ensaios em enrolamentos curados no estator ........................................................................................ 56 
 
D.5.1
D.5.2 Ensaiosem
Ensaio noelementos
enrolamento completodo
individuais ............................................................................................................
enrolamento ..................................................................................56 56 

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ABNT NBR 5117:2007

Prefácio

 A Associação
cujo conteúdoBrasileira de Normas Técnicas
é de responsabilidade (ABNT) éBrasileiros
dos Comitês o Fórum Nacional de Normalização.
(ABNT/CB), As Normas
dos Organismos Brasileiras,
de Normalização
Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais Temporárias (ABNT/CEET), são elaboradas por
Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores,
consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

 A ABNT NBR 5117 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03), pela Comissão de Estudo
de Máquinas Síncronas (CE-03:020.02). O seu 1º Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 10,
de 30.09.2003, com número Projeto ABNT NBR 5117. O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme
Edital nº 07, de 03.07.2006, com o número de 2º Projeto ABNT NBR 5117.

Esta Norma é baseada nas IEC 60034-1:2004, IEC 60050(411):1996 e EN 50209:1998.

Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 5117:1984), a qual foi tecnicamente
revisada.

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Máquina elétrica girante — Máquina síncrona — Especificação

1 Escopo

Esta Norma estabelece os requisitos básicos a serem atendidos pelas máquinas síncronas.

NOTA As máquinas síncronas abrangidas por esta Norma podem estar sujeitas a requisitos novos, modificados
ou complementares de outras normas ou publicações, como, por exemplo: ABNT NBR 5363:1998 e IEC 60092-301:1980.

Esta Norma não se aplica a máquinas síncronas para veículos de tração (ver ABNT NBR 8149).

2 Referências normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas,
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes
do referido documento (incluindo emendas).

 ABNT NBR 5052:1984 – Máquina síncrona – Ensaios – Método de ensaio

 ABNT NBR 5110:1977 – Máquinas elétricas girantes – Classificação dos métodos de resfriamento

 ABNT NBR 5432:1983 – Máquina elétrica girante – Dimensões e potências nominais – Padronização

   1  ABNT NBR 5457:1980 – Eletrotécnica e eletrônica – Máquinas girantes - Terminologia


   3
  -
   6
   3  ABNT NBR 6936:1992 – Técnicas de ensaios elétricos de alta-tensão - Procedimento
   0
   0
   /
   7
   6  ABNT NBR 7844:1983 – Identificação dos terminais e das terminações de equipamentos elétricos – Disposições
   1
 .
   0 gerais para identificação por meio de notação alfanumérica - Procedimento
   0
   0
 .
   3
   3  ABNT NBR 9884:1987 – Máquinas elétricas girantes – Graus de proteção proporcionados pelos invólucros –
  - 
   O Especificação
   R
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   E
   L
   I
   S
   A
 ABNT NBR 10840:1989 – Máquinas elétricas girantes – Turbo máquinas síncronas - Especificação
   R
   B  IEC 60027-1:1992 – Letter symbols to be used in electrical technology – Part 1: General  
   O
   E
   L IEC 60027-4:2006 – Letter symbols to be used in electrical technology – Part 4: Rotating electric machines  
   O
   R
   T
   E
   P
IEC 60034-2 Am2:1996 – Rotating electrical machines – Part 2: Methods for determining losses and efficiency of
  - rotating electrical machinery from tests (excluding machines for traction vehicles)
  o
  v
   i
  s
  u
   l
  c
IEC 60034-9:2003 – Rotating electrical machines – Part 9: Noise limits
  x
  e
  o
  s IEC 60034-14:2003 – Rotating electrical machines – Part 14: Mechanical vibration of certain machines with shaft
  u heights 56 mm and higher – Measurement, evaluation and limits of vibration severity
  a
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  a
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ABNT NBR 5117:2007

IEC 60034-15:1995 – Rotating electrical machines – Part 15: Impulse voltage withstand levels of rotating a.c.
machines with form-wound stator coils

IEC 60034-18 – Rotating electrical machines - Part 18: Functional evaluation of insulation systems – Sections: all  

IEC 60050(411):1996 – International electrotechnical vocabulary – Chapter 411: Rotating machinery  

IEC 60204-1:2005 – Safety of machinery – Electrical equipment of machines – Part 1: General requirements  

IEC 60204-11:2000 – Safety of machinery – Electrical equipment of machines – Part 11: Requirements for HV
equipment for voltages above 1 000 V a.c. or 1 500 V d.c. and not exceeding 36 kV

IEC 60279:1969 – Measurement of the winding resistance of an a.c. machine during operation at alternative voltage  

IEC 61986:2002 – Rotating electrical machines – Equivalent loading and super-position techniques – Indirect testing
to determine temperature rise

IEC 62114:2001 – Electrical insulation systems – Thermal classification 


CISPR 11:2004 – Industrial, scientific and medical (ISM) radio–frequency equipment – Electromagnetic disturbance
characteristics – Limits and methods of measurement  

CISPR 16 – Specification for radio disturbance and immunity measuring apparatus and methods – Sections: all

ISO 1680:1999 –  Acoustics – Test code for the measurement of airborne noise emitted by rotating electrical
machines  

ISO 10816 – Mechanical vibration – Evaluation of machine vibration by measurements on non-rotating parts – Parts: all  

EN 50209:1998 – Rotating electrical machines – Test of insulation of bars and coils of high–voltage machines

   1
   3
3 Termos e definições
  -
   6
   3
   0
   0
Para o propósito deste documento, os termos e definições dados na ABNT NBR 5457 e o que segue é aplicável.
   /
   7
   6
   1
 . NOTA 1 Os números entre parênteses correspondem aos mesmos termos da publicação IEC 60050(411).
   0
   0
   0
 .
   3 NOTA 2 Para outras definições referentes a métodos de resfriamento, que não sejam as de 3.11, 3.12, 3.19, 3.20, 3.21
   3
  -  e 3.31, ver ABNT NBR 5110.
   O
   R
   I
   E NOTA 3 Para esta Norma, o termo “acordo” significa acordo entre o fabricante e o comprador.
   L
   I
   S
   A 3.1
   R
   B  características nominais (IEV 411-51-24)
   O
   E
conjunto de valores nominais e condições de funcionamento
   L
   O
   R 3.2
   T
   E carga (IEV 411-51-01)
   P
  - conjunto de valores de grandezas elétricas e mecânicas que caracterizam as solicitações impostas a uma máquina
  o
  v
   i girante, por um circuito elétrico ou um dispositivo mecânico, em um dado instante
  s
  u
   l
  c
  x 3.3
  e
  o
  s
ciclo de regime (IEV 411-51-07)
  u variação de carga com o tempo, que pode ou não se repetir, e na qual o tempo do ciclo é demasiadamente curto
  a
  r
  a
  p para que se atinja o equilíbrio térmico
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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3.4
conjugado com rotor bloqueado (IEV 411-48-06)
menor conjugado medido que o motor desenvolve em sua ponta de eixo, com seu rotor bloqueado em qualquer
posição angular, sob tensão e freqüência nominais

3.5
conjugado máximo em sincronismo (de um motor síncrono)
maior valor do conjugado que o motor síncrono desenvolve na velocidade síncrona, sob tensão, freqüência
e corrente de campo nominais

3.6
constante de tempo térmica equivalente
constante de tempo que, substituindo várias constantes de tempo individuais, determina aproximadamente a
evolução de temperatura em um enrolamento após uma variação de corrente em degrau

3.7
corrente com rotor bloqueado (IEV 411-48-16)
maior valor
qualquer eficazangular,
posição da corrente absorvida
sob tensão pelo motor,
e freqüência em regime permanente, com o seu rotor bloqueado em
nominais

3.8
efeito de inércia
soma (integral) dos produtos dos pesos elementares de um corpo pelos quadrados do dobro de suas distâncias
radiais ao eixo de referência.

NOTA 1 Esta grandeza é designada pelo símbolo literal GD2 e é expressa em N.m2 (newton-metro quadrado).

NOTA 2 GD2 = 4gJ, sendo GD2 em N.m2 (newton-metro quadrado), J (momento de inércia) em kg.m 2  (quilograma-metro
quadrado) e g (aceleração da gravidade local) em m/s2 (metro por segundo, por segundo).

3.9
enrolamento encapsulado (IEV 411-39-06)
enrolamento completamente envolvido ou selado por isolação moldada
   1
   3
  -
   6 3.10
   3
   0 enrolamento pré-formado (IEV 411-38-11)
   0
   /
   7
   6 enrolamento regular constituído de bobinas ou barras que recebem a sua forma definitiva antes de serem colocadas
   1
 . na máquina
   0
   0
   0
 .
   3 3.11
   3
  -  enrolamento resfriado diretamente (IEV 411-44-08)
   O
   R
   I
enrolamento resfriado principalmente por um fluido refrigerante circulando em contato direto com a parte resfriada,
   E
   L
através de condutores ocos, tubos, dutos ou canais que, independentemente de sua orientação, fazem parte
   I
   S
   A
integrante do enrolamento, internamente à isolação principal
   R
   B  3.12
   O
   E enrolamento resfriado indiretamente (IEV 411-44-09)
   L
   O todo enrolamento que não é resfriado diretamente
   R
   T
   E
   P NOTA Nos casos em que não for mencionado “diretamente” ou “indiretamente”, o enrolamento é considerado resfriado
  - indiretamente.
  o
  v
   i
  s
  u
   l 3.13
  c
  x
  e ensaios de rotina
  o ensaios efetuados em cada máquina para comprovar que ela foi construída e montada corretamente, que se acha
  s
  u
  a mecânica e eletricamente em perfeitas condições de funcionamento e é essencialmente idêntica à(s) máquina(s)
  r
  a
  p submetida(s) aos ensaios de tipo
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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3.14
ensaios de tipo
ensaios efetuados em uma ou mais máquinas fabricadas conforme um certo projeto para determinar suas
características e comprovar que ela(s) satisfaz(em) os requisitos especificados

3.15
ensaios especiais
ensaios não considerados de tipo ou de rotina

3.16
ensaio por amostragem ao acaso de bobinas ou barras
ensaio realizado em bobinas ou barras que representam adequadamente a configuração do elemento terminado
a ser utilizado na máquina, com a finalidade de avaliar o projeto básico, o tipo de material e os procedimentos
e processos de fabricação utilizados no sistema de isolação

3.17
equilíbrio térmico (IEV 411-51-08)
estado alcançado
gradiente quandopor
de 2 K (kelvin) ashora
elevações de temperatura das diversas partes da máquina não variam mais que um

NOTA O equilíbrio térmico pode ser determinado do gráfico da elevação de temperatura em função do tempo quando
as retas entre pontos no começo e no fim de dois intervalos de tempo razoáveis sucessivos tiverem cada uma um gradiente
menor que 2 K por hora.

3.18
fator de duração do ciclo (IEV 411-51-09)
razão entre o período de funcionamento em carga, incluindo a partida e a frenagem elétrica, e a duração do ciclo de
regime, expressa em porcentagem

3.19
fluido refrigerante (IEV 411-44-02)
fluido líquido ou gasoso, por intermédio do qual o calor é transferido
   1 3.20
   3
  -
   6 fluido refrigerante primário (IEV 411-44-03)
   3
   0 fluido líquido ou gasoso que, estando a uma temperatura inferior àquela das partes da máquina com as quais está
   0
   /
   7
   6
em contato, remove o calor dessas partes
   1
 .
   0
   0 3.21
   0
 .
   3 fluido refrigerante secundário (IEV 411-44-04)
   3
  -  fluido líquido ou gasoso que, estando a uma temperatura inferior àquela do fluido refrigerante primário, remove
   O
   R
   I
o calor deste fluido refrigerante primário por meio de um trocador de calor ou através da superfície externa
   E
   L
da máquina
   I
   S
   A
   R 3.22
   B  funcionamento em vazio (IEV 411-51-02)
   O
   E
   L
condição de funcionamento de uma máquina girando com potência de saída nula (mantidas as outras condições
   O normais de funcionamento)
   R
   T
   E
   P 3.23
  -
  o isolação suplementar
  v
   i
  s isolação adicional e independente da isolação principal, destinada a assegurar proteção contra choques elétricos no
  u
   l
  c caso de falha da isolação principal
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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3.24
medição da tangente do ângulo de perdas
medição das perdas dielétricas de uma isolação a valores especificados de temperatura, de freqüência e de tensão ou
solicitação dielétrica, na qual as perdas dielétricas são expressas em termos da tangente do complemento do
ângulo do fator de potência da isolação
3.25
momento de inércia
soma (integral) dos produtos das massas elementares de um corpo pelos quadrados de suas distâncias radiais
ao eixo de referência

NOTA Esta grandeza é designada pelo símbolo literal J e é expressa em kg.m2 (quilograma-metro quadrado).

3.26
plena carga (IEV 411-51-10)
carga que solicita uma máquina a funcionar nas suas características nominais

3.27
potência nominal
valor da potência de saída incluído nas características nominais

3.28
regime (IEV 411-51-06)
indicação das cargas às quais a máquina é submetida, incluindo, se aplicável, períodos de partida, de frenagem
elétrica, de funcionamento em vazio e de repouso, bem como as suas durações e a sua seqüência no tempo

3.29
regime tipo (IEV 411-51-13)
regime contínuo, de tempo limitado ou periódico, incluindo uma ou mais cargas que permanecem constantes para a
duração especificada, ou regime não periódico no qual geralmente a carga e a velocidade variam em uma faixa
de funcionamento admissível
3.30
   1
   3
  -
repouso (IEV 411-51-03)
   6 ausência completa de movimento e de alimentação elétrica ou de acionamento mecânico
   3
   0
   0
   /
   7
   6 3.31
   1
 .
   0 resfriamento (IEV 411-44-01)
   0
   0
 . processo pelo qual o calor resultante das perdas que ocorrem em uma máquina é transferido para um fluido
   3 refrigerante primário, o qual pode ser continuamente renovado ou resfriado por um fluido refrigerante secundário em
   3
  - 
   O
um trocador de calor
   R
   I
   E 3.32
   L
   I
   S tangente do ângulo de perdas
   A
   R tg
   B 
   O razão das perdas dielétricas de um sistema de isolação para a potência aparente necessária para estabelecer uma
   E tensão alternada através dele, de amplitude e freqüência especificadas, com a isolação a uma temperatura
   L
   O
   R
especificada
   T
   E
   P NOTA Outros termos utilizados para esta característica são tangente de delta, fator de dissipação e fator de perdas
  -
  o dielétricas.
  v
   i
  s
  u
   l
  c 3.33
  x
  e tensão nominal
  o
  s U N
  u
  a tensão de linha nos terminais da máquina à qual são referidas as outras características nominais
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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3.34
tolerância
desvio permitido entre o valor declarado de uma grandeza e o valor medido

3.35
valor de plena carga (IEV 411-51-11)
valor de uma grandeza para uma máquina funcionando a plena carga

NOTA Este conceito é aplicável à potência, ao conjugado, à corrente, à velocidade etc.

3.36
valor nominal (IEV 411-51-23)
valor de uma grandeza atribuído, geralmente pelo fabricante, a uma condição de funcionamento especificada
de uma máquina

3.37
variação da tangente do ângulo de perdas
tg 
diferença entre as tangentes do ângulo de perdas medidas a duas tensões aplicadas ao sistema de isolação,
geralmente com diferença de valores de 0,2 U N, mantidas as demais condições

4 Regimes

4.1 Especificação de regime

É responsabilidade do comprador especificar o regime. O comprador pode descrever o regime por um dos
seguintes métodos:

a) numericamente, onde a carga não varia ou varia de forma conhecida;


b) graficamente, por uma representação de grandezas variáveis em função do tempo;
   1
   3
  -
   6 c) pela escolha de um dos regimes tipo mencionados em 4.2 ou eventualmente de algum outro constante
   3
   0
   0
   /
da IEC 60034-1, que seja ao menos tão severo quanto o regime previsto.
   7
   6
   1
 .
   0 O regime tipo deve ser designado pela abreviação apropriada especificada em 4.2, em seguida ao valor da carga.
   0
   0
 .
   3 Uma expressão para o fator de duração do ciclo é indicada em cada figura apropriada do regime tipo. Normalmente
   3
  - 
   O
o comprador não pode fornecer o valor do momento de inércia do motor (J M) nem a expectativa de vida térmica
   R
   I relativa (TL) (ver anexo B). Estes valores são fornecidos pelo fabricante.
   E
   L
   I
   S
   A
Quando o comprador não especificar o regime, o fabricante deve assumir que o regime tipo S1 (regime contínuo)
   R é aplicável.
   B 
   O
   E
   L 4.2 Regimes tipo
   O
   R
   T
   E 4.2.1 Regime tipo S1 – Regime contínuo
   P
  -
  o
  v
   i Funcionamento com carga constante mantida por tempo suficiente para que o equilíbrio térmico seja atingido
  s
  u
   l (ver figura A.1).
  c
  x
  e
  o  A abreviação apropriada é S1.
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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4.2.2 Regime tipo S2 – Regime de tempo limitado

Funcionamento com carga constante por um tempo determinado, inferior ao necessário para atingir o equilíbrio
térmico, seguido por um tempo de repouso de duração suficiente para que o gradiente entre as temperaturas da
máquina e do fluido refrigerante se reduza a 2 K (ver figura A.2).
 A abreviação apropriada é S2, seguida pela indicação da duração do regime.

EXEMPLO S2 60 min.

4.2.3 Regime tipo S3 – Regime intermitente periódico

Seqüência de ciclos de regime idênticos, cada qual incluindo um tempo de funcionamento com carga constante e
um tempo de repouso. Neste regime o ciclo é tal que a corrente de partida não afeta significativamente a elevação
de temperatura (ver figura A.3).

 A abreviação apropriada é S3, seguida pelo fator de duração do ciclo.

EXEMPLO S3 25%.

NOTA Regime periódico implica que o equilíbrio térmico não é atingido durante o tempo em carga.

4.2.4 Regime tipo S4 – Regime intermitente periódico com partida

Seqüência de ciclos de regime idênticos, cada qual incluindo um tempo de partida significativo, um tempo de
funcionamento com carga constante e um tempo de repouso (ver figura A.4).

 A abreviação apropriada é S4, seguida pelo fator de duração do ciclo, pelo momento de inércia do motor (J M)
e pelo momento de inércia da carga (J EXT), ambos referidos ao eixo do motor.

EXEMPLO S4 25% J M = 0,15 kg.m2  J EXT = 0,7 kg.m2

   1 4.2.5 Regime tipo S6 – Regime de funcionamento contínuo periódico


   3
  -
   6
   3
   0 Seqüência de ciclos de regime idênticos, cada qual incluindo um tempo de funcionamento com carga constante e
   0
   /
   7
   6
um tempo de funcionamento em vazio, mas sem tempo de repouso (ver figura A.5).
   1
 .
   0
   0  A abreviação apropriada é S6, seguida pelo fator de duração do ciclo.
   0
 .
   3
   3
  -  EXEMPLO S6 40%.
   O
   R
   I
   E
   L 4.2.6 Regime tipo S10 – Regime com cargas constantes distintas
   I
   S
   A
   R Regime incluindo um número específico de valores distintos de cargas (ou cargas equivalentes), cada carga sendo
   B 
   O mantida por tempo suficiente para que o equilíbrio térmico seja atingido (ver figura A.6). A carga mínima durante um
   E
   L ciclo de regime pode ter o valor zero (funcionamento em vazio ou repouso).
   O
   R
   T
   E  A abreviação apropriada é S10, seguida pelos valores de  p/t   em p.u. (por unidade) para as diferentes cargas
   P e suas durações respectivas e do valor TL  em p.u. (por unidade) para a expectativa de vida térmica do sistema
  -
  o
  v
   i
de isolação. O valor de referência para a expectativa de vida térmica é a vida térmica esperada nas características
  s nominais para o regime contínuo e nos limites admissíveis de elevação de temperatura, baseados no regime
  u
   l
  c tipo S1. Para um tempo de repouso, a carga dever ser indicada pela letra “ r ”.
  x
  e
  o
  s
  u EXEMPLO S10  p/t  = 1,1/0,4; 1/0,3; 0,9/0,2; r / 0,1 TL = 0,6
  a
  r
  a
  p
  r
O valor de TL deve ser arredondado para o múltiplo de 0,05 mais próximo. O anexo B fornece as indicações sobre
  a
   l o significado deste parâmetro e a determinação de seu valor.
  p
  m
  e
  x
   E
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Para este regime tipo, uma carga constante adequadamente escolhida e baseada no regime tipo S1 deve ser
tomada como valor de referência (P ref  na figura A.6) para as cargas distintas. Na conversão para valores em p.u.,
considerar para p e t  os valores de base P ref  e T c, respectivamente.

NOTA Os valores
Não é necessário distintos
que cada ciclodedecargas
carga são
seja usualmente
exatamentecargas equivalentes
o mesmo, obtidas
mas somente quepela
cadaintegração em função
carga dentro de um do tempo.
ciclo seja
aplicada por tempo suficiente para que o equilíbrio térmico seja atingido, e que cada ciclo de carga possa ser integrado para dar
a mesma expectativa de vida térmica relativa.

5 Características nominais

5.1 Atribuição das características nominais

 As características nominais devem ser atribuídas pelo fabricante. Ao atribuir as características nominais,
o fabricante deve escolher uma das classes de características nominais definidas em 5.2.1 a 5.2.5. A designação
da classe de características nominais deve ser escrita após a potência nominal. Se nenhuma designação for
estipulada, as características nominais para regime contínuo são aplicáveis.

Quando componentes auxiliares (tais como reatores, capacitores etc.) são inseridos pelo fabricante como partes
da máquina, os valores nominais devem ser referidos aos terminais de alimentação do conjunto completo.

NOTA Isto não se aplica a transformadores de potência conectados entre a máquina e a fonte de alimentação.

Uma atenção especial é necessária quando se atribuem características nominais a máquinas alimentadas
por ou que alimentam conversores estáticos, pois os harmônicos de tensão e de corrente resultantes dessas
condições de funcionamento, além de aumentar as perdas no cobre e no ferro dessas máquinas, com conseqüente
sobreaquecimento, bem como as solicitações dielétricas na isolação dos enrolamentos, podem provocar outros
efeitos indesejáveis como aumento de ruído nas máquinas e em transformadores, operação incorreta de aparelhos
de medição e proteção, interferências em sistemas de telefonia etc.
5.2 Classes de características nominais
   1
   3
  -
   6
   3 5.2.1 Características nominais para regime contínuo
   0
   0
   /
   7
   6
   1
Características nominais com as quais a máquina pode funcionar durante um período ilimitado, conforme
 .
   0 os requisitos desta Norma.
   0
   0
 .
   3
   3 Esta classe de características nominais corresponde ao regime tipo S1 e é designada como classe para o regime
  - 
   O
tipo S1.
   R
   I
   E
   L
   I
   S 5.2.2 Características nominais para regime de tempo limitado
   A
   R
   B  Características nominais com as quais a máquina pode funcionar durante um período limitado, partindo
   O
   E
à temperatura ambiente e conforme os requisitos desta Norma.
   L
   O
   R
   T
Esta classe de características nominais corresponde ao regime tipo S2 e é designada como classe para o regime
   E tipo S2.
   P
  -
  o
  v
   i 5.2.3 Características nominais para regime periódico
  s
  u
   l
  c
  x
  e Características nominais com as quais a máquina pode funcionar em ciclos de regime, conforme os requisitos desta
  o Norma.
  s
  u
  a
  r
  a
  p Esta classe de características nominais corresponde a um dos regimes periódicos tipo S3, S4 ou S6, e é designada
  r como classe para o regime tipo correspondente.
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Salvo especificação diferente, a duração de um ciclo de regime deve ser 10 min e o fator de duração do ciclo deve
ter um dos seguintes valores: 15%, 25%, 40% ou 60%.

5.2.4 Características nominais para regime com cargas constantes distintas

Características nominais com as quais a máquina pode funcionar com a associação de cargas do regime tipo S10,
durante um tempo ilimitado, conforme os requisitos desta Norma. A carga máxima admissível dentro de um ciclo
deve levar em consideração todas as partes da máquina como, por exemplo, o sistema de isolação (no que se
refere à validade da lei exponencial para a expectativa de vida térmica relativa), os mancais (no que se refere à
temperatura) e outras partes (no que se refere à dilatação térmica). Salvo especificação de outras normas, a carga
máxima não deve exceder 1,15 vez o valor da carga baseado no regime tipo S1. A carga mínima pode ter o valor
zero, quando a máquina funcionar em vazio ou estiver em repouso. Considerações sobre a aplicação desta classe
de características nominais são apresentadas no anexo B.

Esta classe de características nominais corresponde ao regime tipo S10 e é designada como classe para o regime
tipo S10.

NOTA Outras normas apropriadas podem especificar a carga máxima em termos de limite de temperatura ou de elevação
de temperatura do enrolamento ao invés de um valor relativo de carga baseado no regime tipo S1.

5.2.5 Características nominais para carga equivalente

Características nominais, para fins de ensaio, com as quais a máquina pode funcionar a carga constante até que o
equilíbrio térmico seja atingido e que conduzem à mesma elevação de temperatura do enrolamento estatórico que a
elevação média durante um ciclo de carga do regime tipo especificado.

NOTA A determinação de características nominais equivalentes deve levar em conta as variações de carga, velocidade
de rotação e resfriamento do ciclo de serviço.

Esta classe de características nominais, se aplicada, é designada por “equ".

5.3 Escolha de uma classe de características nominais


   1
   3
  -
   6
   3
5.3.1 Uma máquina fabricada para aplicação geral deve ter características nominais para funcionamento
   0
   0
em regime contínuo e ser capaz de funcionar no regime tipo S1.
   /
   7
   6
   1
 . Quando o comprador não especificar o regime, aplica-se o regime tipo S1 e as características nominais atribuídas
   0
   0
   0
devem ser para regime contínuo.
 .
   3
   3
  -  5.3.2 Quando uma máquina for prevista com características nominais para regime de tempo limitado, estas
   O
   R
   I
devem ser baseadas no regime tipo S2 (ver 4.2.2).
   E
   L
   I
   S
   A
5.3.3 Quando uma máquina for prevista para alimentar cargas variáveis ou cargas que incluem um tempo
   R de funcionamento em vazio ou tempo em repouso, as características nominais devem ser para um regime periódico
   B  baseado em um dos regimes tipo S3, S4 ou S6 (ver 4.2.3, 4.2.4 e 4.2.5).
   O
   E
   L
   O 5.3.4 Quando uma máquina for prevista para alimentar cargas constantes distintas que incluem tempo
   R
   T em sobrecarga ou tempo de funcionamento em vazio ou em repouso, as características nominais devem ser para
   E
   P um regime com cargas constantes distintas baseadas no regime tipo S10 (ver 4.2.6).
  -
  o
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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5.4 Atribuição da potência a uma classe de características nominais

Na determinação das características nominais, observar o seguinte:

a) para os regimes nominal(is)


a(s) potência(s) tipo S1, S2,(ver
S3,4.2.1
S4 e aS6, o(s) valor(es) especificado(s) da(s) carga(s) constante(s) deve(m) ser
4.2.5);

b) para o regime tipo S10, o valor de referência da carga baseado no regime tipo S1 deve ser considerado a
potência nominal (ver 4.2.6).

5.5 Potência nominal

5.5.1 Geradores síncronos

 A potência nominal é a potência aparente nos terminais; deve ser expressa em VA (volt-ampères) ou seus múltiplos
e acompanhada da indicação do fator de potência.

O fator de potência nominal de geradores síncronos deve ser 0,8 indutivo (sobreexcitado), salvo especificação
diferente do comprador.

5.5.2 Motores síncronos

 A potência nominal é a potência mecânica disponível no eixo e deve ser expressa em W (watts) ou seus múltiplos.

NOTA Como alternativa, é permitido exprimir a potência mecânica disponível no eixo de motores em cavalos-vapor
(1 cv = 735,5 W), em caráter temporário, até a implantação definitiva do watt ou seus múltiplos como a única unidade de
potência de motores.

5.5.3 Compensadores síncronos

 A potência nominal é a potência reativa nos terminais e deve ser expressa em var (volt-ampères reativos) ou seus
   1
múltiplos, seja na condição sobreexcitada ou subexcitada.
   3
  -
   6
   3
   0
   0
5.6 Tensão nominal
   /
   7
   6
   1
 . Para os geradores síncronos previstos para funcionar numa faixa de tensões relativamente pequena, a potência
   0
   0
   0
nominal e o fator de potência nominal devem, salvo especificação diferente, ser aplicáveis a qualquer tensão dentro
 .
   3 da faixa (ver também 7.3).
   3
  - 
   O
   R
   I 5.7 Coordenação de tensões e potências
   E
   L
   I
   S
   A
Não é prático construir máquinas de todas as características nominais para todas as tensões nominais.
   R
   B
Em geral, para máquinas síncronas, com base em considerações de projeto e fabricação, as tensões nominais
 
   O preferíveis acima de 1 kV, em função das potências nominais, são as descritas na tabela 1.
   E
   L
   O
   R Tabela 1 — Tensões nominais preferíveis acima de 1 kV
   T
   E
   P
  - Tensão nominal Potência nominal mínima
  o
  v
   i kV kW (ou kVA)
  s
  u
   l
  c
  x
1,0 < U N    3,0 100
  e
  o
  s 3,0 < U N    6,9 150
  u
  a
  r
  a
  p 6,9 < U N    11,0 800
  r 2 500
  a
   l 11,0 < U N     15,0
  p
  m
  e
  x
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5.8 Máquinas com mais de um conjunto de características nominais

 As máquinas com mais de um conjunto de características nominais devem satisfazer esta Norma, sob todos
os aspectos, para cada conjunto de características nominais.

Quando uma grandeza nominal (potência, tensão, velocidade de rotação etc.) puder assumir vários valores
ou variar de forma contínua entre dois limites, as características nominais devem ser atribuídas conforme esses
valores ou limites. Este requisito não se aplica a variações de tensão e freqüência durante o funcionamento, como
definido em 7.3 ou a ligações estrela-triângulo para partida.

6 Condições de funcionamento no local de instalação

6.1 Generalidades

 As máquinas devem ser adequadas para as condições de funcionamento no local de instalação mencionadas
em 6.2 a 6.7. Para condições de funcionamento diferentes, ver as correções indicadas na seção 8.
6.2 Altitude

 A altitude não deve ser superior a 1 000 m.

6.3 Temperatura máxima do ar ambiente

 A temperatura do ar ambiente não deve ser superior a 40°C.

6.4 Temperatura mínima do ar ambiente

6.4.1  A temperatura do ar ambiente não deve ser inferior a  15°C para qualquer máquina, exceto as mencionadas
em 6.4.2.
   1
   3
  - 6.4.2  A temperatura do ar ambiente não deve ser inferior a 0°C para uma máquina com qualquer das seguintes
   6
   3
   0
características:
   0
   /
   7
   6
   1
a) potência nominal superior a 3 300 kW (ou kVA) por 1 000 rpm;
 .
   0
   0
   0
 . b) potência nominal inferior a 600 W (ou VA);
   3
   3
  - 
   O c) um mancal de bucha;
   R
   I
   E
   L
   I
   S
   A
d) água como fluido refrigerante primário ou secundário.
   R
   B  6.5 Temperatura da água de resfriamento
   O
   E
   L
   O  A temperatura da água de resfriamento na entrada de uma máquina ou de um trocador de calor ou a água ambiente
   R (no caso de máquinas submersíveis com resfriamento através da superfície externa e máquinas com resfriamento
   T
   E por envoltória de água) não deve ultrapassar + 25°C nem ser inferior a + 5°C.
   P
  -
  o
  v
   i
  s
  u
6.6 Armazenagem e transporte
   l
  c
  x
  e Quando temperaturas inferiores àquelas especificadas em 6.4 forem esperadas durante o transporte,
  o
  s a armazenagem ou após a instalação, o comprador deve informar ao fabricante e especificar a temperatura mínima
  u
  a
  r
  a
  p esperada.
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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6.7 Pureza do hidrogênio de resfriamento

6.7.1  As máquinas resfriadas a hidrogênio devem ser capazes de funcionar à potência nominal sob condições
nominais com um fluido refrigerante cujo teor de hidrogênio, em volume, seja igual ou superior a 95%.

NOTA Por motivos de segurança, o teor de hidrogênio deve sempre ser mantido igual ou superior a 90%, admitindo-se que
o outro gás na mistura seja ar.

6.7.2 Para calcular o rendimento conforme a ABNT NBR 5052, a composição normalizada da mistura gasosa,
em volume, deve ser 98% de hidrogênio e 2% de ar, nos valores especificados de pressão e de temperatura do
fluido resfriado, salvo acordo diferente. As perdas por ventilação devem ser calculadas para a densidade
correspondente.

7 Condições de funcionamento elétricas

7.1 Alimentação elétrica


 As máquinas trifásicas, de 50 Hz ou de 60 Hz, previstas para ligação direta a sistemas de distribuição
ou de utilização, devem ter tensões nominais derivadas das tensões desses sistemas: os motores, das tensões
de utilização, e os geradores, das de distribuição ou de utilização, considerando eventuais diferenças necessárias
entre as tensões nos seus terminais e as nos pontos de conexão com esses sistemas.

 As tensões nominais recomendadas para 60 Hz são as seguintes:

a) para motores: 220 V, 380 V, 440 V, 2 300 V, 4 000 V, 4 160 V, 6 600 V e 13 200 V;

b) para geradores: 230 V, 400 V, 460 V, 2 400 V, 4 160 V, 6 900 V e 13 800 V.

Para geradores de potência e tensão elevadas, as tensões podem ser escolhidas com vistas à otimização dos
custos e das características de funcionamento.
   1
   3
  - 7.2 Forma e simetria de tensões e correntes
   6
   3
   0
   0
   /
   7 7.2.1 Motores síncronos
   6
   1
 .
   0
   0 Os motores síncronos especificados para utilização em um sistema de alimentação de freqüência fixa, suprido
   0
 .
   3 por um gerador de c.a. (local ou através de uma rede de distribuição) devem poder funcionar sob uma tensão
   3
  -  de alimentação cujo fator harmônico de tensão ( FHV ) seja inferior ou igual a 0,02, salvo declaração em contrário
   O do fabricante.
   R
   I
   E
   L
   I
   S
   A
O FHV  deve ser calculado a partir da seguinte fórmula:
   R
   B  k 
u n2
   O
   E FHV     
   L n 2 n
   O
   R
   T
   E
   P
onde:
  -
  o
  v
   i u n  é o valor por unidade do harmônico de tensão referido à tensão nominal U N; 
  s
  u
   l
  c
  x n  é a ordem do harmônico (não divisível por três, em caso de motores trifásicos);
  e
  o
  s
  u
  a
k = 13.
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Os motores trifásicos devem ser adequados para funcionamento num sistema trifásico de tensões tendo o
componente de seqüência negativa não superior a 1% do componente de seqüência positiva durante um longo
período, ou 1,5% por um curto período não superior a alguns minutos, e o componente de seqüência zero não
superior a 1% do componente de seqüência positiva.

Se os valores limites do FHV   e dos componentes de seqüência negativa e de seqüência zero ocorrerem
simultaneamente em operação com carga nominal, a temperatura resultante no motor não deve ser prejudicial e o
excesso de elevação de temperatura resultante em relação aos limites especificados nesta Norma não deve
ultrapassar 10 K.

NOTA Na proximidade de cargas monofásicas elevadas (por exemplo, fornos de indução) e em áreas rurais,
particularmente no caso de sistemas mistos industriais e domésticos, a alimentação pode ser distorcida para além dos limites
acima fixados. Arranjos especiais são então necessários.

7.2.2 Geradores síncronos

Os geradores trifásicos devem ser adequados para alimentação de circuitos em que, quando alimentados por um
sistema equilibrado de tensões senoidais:
 As correntes não tenham fator harmônico de corrente ( FHC ) superior a 0,05;

Nem o componente de seqüência negativa, nem o componente de seqüência zero do sistema de correntes
excedam 5% do componente de seqüência positiva.

O FHC  deve ser calculado a partir da seguinte fórmula:


i 2
FHC   nn  
n 2

onde:
i n  é o valor por unidade do harmônico de corrente referido à corrente nominal I N; 
   1
   3
  -
   6
   3 n  é a ordem do harmônico;
   0
   0
   /
   7
   6
   1
k = 13.
 .
   0
   0
   0
 . Se os limites de deformação e de desequilíbrio ocorrerem simultaneamente em funcionamento com carga nominal,
   3
   3
  - 
a temperatura resultante no gerador não deve ser prejudicial e o excesso de elevação de temperatura resultante em
   O relação aos limites especificados nesta Norma não deve ultrapassar 10 K.
   R
   I
   E
   L
   I
   S 7.2.3 Máquinas síncronas
   A
   R
   B  Salvo especificações diferentes, as máquinas síncronas trifásicas devem ser capazes de funcionar continuamente
   O num sistema desequilibrado tal que, com nenhuma das correntes de fase excedendo a corrente nominal, a razão do
   E
   L componente de seqüência negativa de corrente (I 2) para a corrente nominal ( I N) não exceda os valores da tabela 2,
   O
   R
   T
e também de funcionar sob condições de falta com os valores do produto de (I 2 / I N )2 pelo tempo (t ) não excedendo
   E
   P
os valores da tabela 2.
  -
  o
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Tabela 2 — Condições de funcionamento desequilibradas para máquinas síncronas

Valor máximo de I 2 / I N Valor máximo de (I 2 / I N)2 x t  em


Item Tipo de máquina para funcionamento segundos para funcionamento
contínuo sob condições de falta
Máquinas de pólos salientes
1 Enrolamentos com resfriamento indireto:
- Geradores 0,08 20
- Motores 0,1 20
- Compensadores síncronos 0,1 20
2 Enrolamentos da armadura e/ou do campo com
resfriamento direto (interno):
- Geradores 0,05 15
- Motores 0,08 15
- Compensadores síncronos 0,08 15
Máquinas de rotor cilíndrico
3 Enrolamentos do rotor com resfriamento indireto:
- a ar 0,1 15
- a hidrogênio 0,1 10
4 Enrolamentos do rotor com resfriamento direto
(interno)
  350 MVA 0,08 8
> 350 e   900 MVA a b

> 900 e  1 250 MVA a


5
> 1 250 e  1 600 MVA 0,05 5
a Para estas máquinas, o valor de I 2 / I N  é calculado como segue:
I 2 SN  350  
 0,08 
I N 3  10 4
   1 b
   3
  -
Para estas máquinas, o valor de (I 2 / I N )2 x t   (em segundos) é calculado como segue:
   6
   3 ( I 2 I N  ) 2  t   8   0,00545 (S   350 )  
   0
   0
   /
   7 onde:
   6
   1
 . SN  é a potência aparente nominal em MVA (megavolt-ampères);
   0
   0 I 2  é a corrente de seqüência negativa;
   0
 .
   3 I N  é a corrente nominal. 
   3
  - 
   O
   R
   I 7.3 Variações de tensão e de freqüência durante o funcionamento
   E
   L
   I
   S 7.3.1 Para as máquinas síncronas, as combinações de variações de tensão e de freqüência são classificadas
   A
   R
   B
como zona A ou zona B, conforme a figura A.7 para geradores, compensadores síncronos e motores.
 
   O
   E
   L 7.3.2 Uma máquina deve ser capaz de desempenhar sua função principal, como especificado na tabela 3,
   O continuamente dentro da zona A, mas pode não atender completamente suas características de desempenho
   R
   T à tensão e freqüência nominais (ver pontos de características nominais na figura A.7), apresentando alguns desvios.
   E
   P  As elevações de temperatura podem ser superiores àquelas sob tensão e freqüência nominais.
  -
  o
  v
   i
  s
  u
   l
7.3.3 Uma máquina deve ser capaz de desempenhar sua função principal na zona B, mas pode apresentar
  c
  x desvios superiores àqueles na zona A, no que se refere às características de desempenho à tensão e freqüência
  e
  o
nominais. As elevações de temperatura podem ser superiores às verificadas com tensão e freqüência nominais e
  s muito provavelmente superiores àquelas na zona A. Funcionamento prolongado nos limites da zona B não é
  u
  a
  r
  a
  p recomendado.
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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NOTA 1 Nas aplicações e condições de funcionamento práticas, uma máquina é, às vezes, solicitada a funcionar fora dos
limites da zona A. Recomenda-se limitar tais afastamentos em valor, duração e freqüência de ocorrência. Convém tomar
medidas corretivas, quando possível, dentro de um tempo razoável, como, por exemplo, uma redução de potência.
Tais medidas podem evitar uma redução na vida da máquina devido aos efeitos da temperatura.

NOTA 2 Os limites de elevação de temperatura ou os limites de temperatura conforme esta Norma são aplicáveis no ponto
de características nominais e podem ser progressivamente excedidos à medida que o ponto de funcionamento se afasta do
ponto de características nominais. Para as condições nos limites extremos da zona A, as elevações de temperatura e as
temperaturas excedem em aproximadamente 10 K os limites especificados nesta Norma.

NOTA 3 Um motor deve partir no limite inferior da tensão somente se seu conjugado de partida for adequadamente
combinado com o conjugado resistente da carga, mas isto não é um requisito desta seção.

Tabela 3 — Funções principais das máquinas

Item Tipo de máquina Função principal


Potência aparente nominal (kVA), com fator de potência nominal quando
1 Gerador, exclusive item 4
este é controlável separadamente
Conjugado nominal (N.m) com a excitação mantendo quer a corrente
2 Motor, exclusive item 4 de campo nominal, quer o fator de potência nominal, quando este é
controlável separadamente
Potências reativas nominais, capacitiva e indutiva (kvar), na zona
3 Compensador síncrono, exclusive item 4
aplicável a um gerador (ver figura A.7), salvo acordo diferente
Turbomáquina de potência nominal igual
4 Ver ABNT NBR 10840
ou superior a 1 MVA

7.4 Máquinas trifásicas funcionando em sistemas não aterrados

7.4.1  As máquinas trifásicas devem ser capazes de funcionar continuamente com o neutro num potencial
próximo ou igual ao da terra. Elas devem também ser capazes de funcionar em sistemas não aterrados com uma
fase no potencial de terra, durante períodos pouco freqüentes de curta duração, como, por exemplo, necessários
   1
para a remoção natural de faltas. Caso se pretenda operar a máquina continuamente ou por períodos prolongados
   3
  - nesta condição, é necessário que seu nível de isolamento seja adequado para esta condição.
   6
   3
   0
   0
   / 7.4.2 Se o enrolamento não tiver a mesma isolação nos terminais de linha e de neutro, o fabricante deve informar
   7
   6
   1 esse detalhe.
 .
   0
   0
   0
 . NOTA O aterramento ou a interconexão de pontos neutros de máquinas não deve ser efetuado sem consultar
   3
   3 os fabricantes, devido ao risco de circulação de componentes de seqüência zero de correntes de todas as freqüências sob
  - 
   O
certas condições de funcionamento e de possíveis danos mecânicos aos enrolamentos sob condições de falta linha-neutro.
   R
   I
   E
   L
   I
   S
   A
7.5 Níveis suportáveis de tensão (pico e gradiente)
   R
   B 
Para os motores o fabricante deve especificar um valor limite para o pico de tensão e para o gradiente de tensão
   O
   E
em funcionamento contínuo.
   L
   O
   R
   T
Para os motores de tensão elevada, ver IEC 60034-15.
   E
   P
  -
  o 7.6 Condições de funcionamento especiais
  v
   i
  s
  u
   l
  c O fabricante deve ser consultado para outras condições de funcionamento especiais que possam afetar a
  x
  e construção ou o funcionamento da máquina, como as mencionadas a seguir:
  o
  s
  u
  a a) exposição a:
  r
  a
  p
  r     poeiras combustíveis, explosivas, abrasivas ou condutoras;
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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    fibras ou partículas em suspensão, cujo acúmulo possa interferir com a ventilação normal;

    emanações químicas, gases inflamáveis ou explosivos;

    radiação nuclear;


    vapor d’água, ar salino ou vapor de óleo;

    atmosferas úmidas ou muito secas, calor radiante, infestação de insetos ou atmosferas propícias ao
crescimento de fungos;

    choque ou vibração anormal, proveniente de fontes externas;

    esforço axial ou radial anormal, imposto ao eixo da máquina;

b) funcionamento em que:

    o desvio da tensão e/ou freqüência dos valores nominais é excessivo;

    a altitude e as temperaturas do ar ambiente e da água de resfriamento no local da instalação ultrapassam


os limites fixados na seção 6;

    limites de níveis de ruído inferiores aos especificados na IEC 60034-9 são requeridos;

    o neutro do gerador é solidamente aterrado (só para geradores);

    o acionamento é feito através de correias em “V”, correias planas, correntes ou redutores;

    as cargas acionadas são de elevada inércia (só para motores);

    a carga acionada é do tipo alternativo (bombas e compressores alternativos) (só para motores);
   1
   3
  - c) funcionamento a velocidades diferentes da nominal;
   6
   3
   0
   0
   / d) funcionamento em locais insuficientemente ventilados, em poços ou em posição inclinada;
   7
   6
   1
 .
   0
   0
e) funcionamento quando sujeito a:
   0
 .
   3
   3
  -      vibração torsional,  especialmente quando os geradores são acionados por motores que produzem
   O pulsações periódicas do conjugado (só para geradores);
   R
   I
   E  
   L
   I
   S
   A     cargas não lineares ou desequilibradas excessivas (só para geradores);
   R
   B      cargas que causem impacto torsional (só para motores);
   O
   E
   L
   O     sobrecargas anormais repetitivas (só para motores);
   R
   T
   E
   P     partidas freqüentes (só para motores);
  -
  o
  v
   i
  s     partida com tensão reduzida (só para motores);
  u
   l
  c
  x
  e f) operações com conversores.
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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8 Desempenho térmico e ensaios térmicos

8.1 Classificação térmica

Uma classe térmica, conforme a IEC 62114, deve ser atribuída aos sistemas de isolação utilizados nas máquinas. A
classe térmica deve ser designada pelo valor numérico da máxima temperatura de utilização, em graus Celsius,
para a qual o sistema de isolação é adequado. É permitido acrescentar ao valor numérico, entre parênteses,
a designação histórica por letra.

É responsabilidade do fabricante da máquina interpretar os resultados obtidos no ensaio de durabilidade térmica de


acordo com as seções aplicáveis da IEC 60034-18.
NOTA 1 A classe térmica de um novo sistema de isolação não deve ser considerada diretamente relacionada com
a capacidade térmica dos diferentes materiais que o constituem.

NOTA 2 É aceitável continuar a utilizar um sistema de isolação existente quando ele mostrar experiência de serviço satisfatória.

8.2 Fluido refrigerante de referência

O fluido refrigerante de referência para um dado método de resfriamento da máquina está especificado na tabela 4.
Se um terceiro fluido refrigerante for utilizado, a elevação de temperatura deve ser medida acima da temperatura do
fluido refrigerante primário ou secundário, como especificado na tabela 4.
NOTA Uma máquina pode ser resfriada de tal modo que vários itens da tabela 4 sejam aplicáveis; neste caso, diferentes
fluidos refrigerantes podem servir de referência para diferentes enrolamentos.

Tabela 4 — Fluido refrigerante de referência

Fluido Fluido Tabela  A tabela citada na


Método de Fluido refrigerante
Item refrigerante refrigerante desta coluna 5 especifica
primário resfriamento secundário Norma os limites de de referência
1 Ar Indireto Nenhum 7 Elevação de  Ar ambiente
   1
temperatura Temperatura de referência:
   3
  - 2 Ar Indireto Ar 7
   6 40°C
   3
   0 Fluido refrigerante na entrada
   0
   /
   7
   6
da máquina ou água
   1 3 Ar Indireto Água 7 ambientea
 .
   0
   0 Temperatura de referência do
   0
 .
   3
   3 gás refrigerante na entrada da
  - 
   O
máquina: 40°C
   R
4 Hidrogênio Indireto Água 8
   I Temperatura de referência da
   E
   L água ambiente: 25°C
   I
   S
   A 5 Ar Direto Nenhum 11 Temperatura Ar ambiente
   R
   B  Temperatura de referência:
   O 6 Ar Direto Ar 11
   E 40°C
   L
   O Gás na entrada da máquina
   R
   T 7 Ar Direto Água 11 ou líquido na entrada dos
   E
   P enrolamentos
  -
  o Hidrogênio ou Temperatura de referência:
  v
   i 8 Direto Água 11
  s líquido 40°C
  u
   l
  c a
  x  As características nominais de uma máquina com resfriamento indireto e trocador de calor resfriado a água podem ser atribuídas
  e utilizando quer o fluido refrigerante primário, quer o fluido refrigerante secundário como fluido refrigerante de referência (ver 10.3 para
  o
  s informação a ser dada na placa de identificação). Uma máquina submersível com resfriamento através da superfície externa ou uma
  u
  a com resfriamento por envoltória de água deve ter as características nominais atribuídas com base no fluido refrigerante secundário
  r
  a
  p
como fluido de referência. 
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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8.3 Condições para ensaios térmicos

8.3.1 Alimentação elétrica

Durante o ensaio térmico de um motor síncrono, o  FHV   (fator harmônico de tensão) da alimentação não deve
ultrapassar 0,015 e o componente de seqüência negativa do sistema de tensões deve ser inferior a 0,5%
do componente de seqüência positiva, sendo eliminada a influência do componente de seqüência zero.

Mediante acordo, o componente de seqüência negativa do sistema de correntes pode ser medido em lugar
do componente de seqüência negativa do sistema de tensões. O componente da seqüência negativa do sistema de
correntes não deve ultrapassar 2,5% do componente de seqüência positiva.

8.3.2 Temperatura da máquina antes do ensaio

Quando a temperatura de um enrolamento for para ser determinada a partir do aumento da resistência,
a temperatura inicial do enrolamento não deve diferir da temperatura do fluido refrigerante em mais de 2 K.

Quando uma máquina for para ser ensaiada com características nominais para regime de tempo limitado
(regime tipo S2), sua temperatura no início do ensaio térmico não deve diferir em mais de 5 K da temperatura do
fluido refrigerante.

8.3.3 Temperatura do fluido refrigerante

Uma máquina pode ser ensaiada a qualquer temperatura conveniente do fluido refrigerante. Ver tabela 10
(para enrolamentos resfriados indiretamente) ou tabela 13 (para enrolamentos resfriados diretamente).

8.3.4 Medição da temperatura do fluido refrigerante durante o ensaio

O valor
dos a ser considerado
detectores para aefetuadas
de temperatura, temperatura do fluidode
a intervalos refrigerante durante
tempo iguais o ensaio
durante deve
a última ser aparte
quarta médiada das leituras
duração do
ensaio. A fim de reduzir erros devidos ao retardo com o qual a temperatura de grandes máquinas segue as
   1 variações de temperatura do fluido refrigerante, todas as precauções adequadas devem ser tomadas para
   3
  - minimizar tais variações.
   6
   3
   0
   0
   /
   7 8.3.4.1 Máquinas abertas ou máquinas fechadas sem trocadores de calor (resfriadas pelo ar ambiente
   6
   1
 . ou gás)
   0
   0
   0
 .
   3  A temperatura do ar ambiente ou gás deve ser medida por meio de vários detectores de temperatura colocados em
   3
  -  pontos diferentes em torno e a meia altura da máquina, a uma distância de 1 m a 2 m dela e protegidos de toda
   O radiação de calor e de correntes de ar.
   R
   I
   E
   L
   I
   S 8.3.4.2 Máquinas resfriadas por ar ou gás proveniente de fonte remota através de dutos de ventilação
   A
   R e máquinas com trocadores de calor montados separadamente
   B 
   O
   E
   L
 A temperatura do fluido refrigerante primário deve ser medida onde ele entra na máquina.
   O
   R
   T
   E 8.3.4.3 Máquinas fechadas com trocadores de calor montados ou incorporados na máquina
   P
  -
  o  A temperatura do fluido refrigerante primário deve ser medida onde ele entra na máquina. A temperatura do fluido
  v
   i
  s refrigerante secundário deve ser medida onde ele entra no trocador de calor.
  u
   l
  c
  x
  e
  o 8.4 Elevação de temperatura de uma parte de uma máquina
  s
  u
  a
  r
  a
  p  A elevação de temperatura    de uma parte de uma máquina é a diferença entre a temperatura dessa parte
  r
  a
   l
determinada por método apropriado, conforme 8.5, e a temperatura do fluido refrigerante, medida conforme 8.3.4.
  p
  m
  e
  x
   E
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Para comparação com os limites de elevação de temperatura (tabela 7 ou 8) ou de temperatura (tabela 11), quando
possível, a temperatura deve ser medida imediatamente antes da parada da máquina, ao fim do ensaio térmico,
como definido em 8.7. Quando isso não for possível, por exemplo, quando da medição direta pelo método da
variação da resistência, ver 8.6.2.3.

Para máquinas ensaiadas no seu regime periódico real (regimes tipo S3 e S4), a temperatura no fim do ensaio deve
ser admitida como sendo aquela do meio do período em que ocorre o maior aquecimento no último ciclo de
funcionamento (ver também 8.7.3).

8.5 Métodos de determinação da temperatura

8.5.1 Generalidades

Três métodos são aceitos para determinar a temperatura dos enrolamentos e de outras partes:

a) método da variação da resistência;

b) método dos detectores de temperatura embutidos (DTE);

c) método termométrico.

Os diferentes métodos não devem ser utilizados para uma verificação recíproca.

Para ensaios indiretos de determinação de temperatura, ver IEC 61986.

8.5.2 Método da variação da resistência

 A temperatura dos enrolamentos é determinada a partir da variação da sua resistência.

8.5.3 Método dos detectores de temperatura embutidos (DTE)

   1  A temperatura é determinada por meio de detectores de temperatura (por exemplo: termômetros de resistência,
   3
  -
   6 termopares ou termistores a semicondutores de coeficiente de temperatura negativo) embutidos na máquina
   3 durante a fabricação, em pontos inacessíveis depois da máquina montada.
   0
   0
   /
   7
   6
   1
 . 8.5.4 Método termométrico
   0
   0
   0
 .
   3
   3
 A temperatura é determinada por meio de termômetros aplicados às superfícies acessíveis da máquina montada.
  -  O termo “termômetro” inclui não só termômetros de bulbo, mas também termopares não embutidos e termômetros
   O
   R
   I
de resistência. Quando os termômetros de bulbo forem utilizados em pontos onde existe um campo magnético
   E
   L
intenso, variável ou móvel, devem ser utilizados termômetros a álcool de preferência aos termômetros de mercúrio.
   I
   S
   A
   R 8.6 Determinação da temperatura do enrolamento
   B 
   O
   E
   L 8.6.1 Escolha do método
   O
   R
   T
   E 8.6.1.1 Para medição da temperatura dos enrolamentos de uma máquina, o método da variação da resistência
   P
  - deve ser aplicado em grande parte dos casos, conforme especificado nas tabelas 7, 8 e 11.
  o
  v
   i
  s
  u
   l 8.6.1.2 Para os enrolamentos do estator de máquinas de potência nominal igual ou superior a 5 000 kW
  c
  x
  e
(ou kVA), o método dos detectores de temperatura embutidos (DTE) deve ser utilizado.
  o
  s
  u
  a
8.6.1.3 Para as máquinas de potência nominal inferior a 5 000 kW (ou kVA), mas superior a 200 kW (ou kVA),
  r
  a
  p o fabricante deve escolher o método da variação da resistência ou o método dos detectores de temperaturas
  r embutidos, salvo acordo contrário.
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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8.6.1.4 Para as máquinas de potência nominal igual ou inferior a 200 kW (ou kVA), o fabricante deve escolher
o método da variação da resistência por medição direta ou por superposição (ver 8.6.2.1), salvo acordo em
contrário (ver também 8.6.1.5).

8.6.1.5 Para asou


forem uniformes máquinas
quandode apotência nominal
execução dasigual ou inferiornecessárias
conexões a 600 W (ou VA), quando
implicar os enrolamentos
severas não
complicações,
a temperatura pode ser determinada por meio de termômetros. Os limites de elevação de temperatura conforme o
item 1d da tabela 7, especificados para o método da variação da resistência, devem ser então aplicados.

8.6.1.6 O método termométrico é aceito nos seguintes casos:

a) quando for impraticável a determinação da elevação de temperatura pelo método da variação da resistência,
como, por exemplo, no caso de enrolamentos de baixa resistência, especialmente quando a resistência
de juntas e conexões constitui uma parte considerável da resistência total;

b) enrolamentos de um lado de bobina por ranhura (camada única), girantes ou estacionários;

c) durante ensaios de rotina em máquinas fabricadas em grandes quantidades.


8.6.1.7 Para os enrolamentos do estator com somente um lado de bobina por ranhura, o método dos
detectores de temperatura embutidos não deve ser utilizado para verificação da conformidade com esta Norma;
o método da variação da resistência deve ser aplicado.

NOTA Para verificar, em serviço, a temperatura de tais enrolamentos, um detector embutido no fundo da ranhura é de
pouco valor, visto que ele indica principalmente a temperatura do núcleo. Um detector colocado entre a bobina e a cunha
acompanha muito mais fielmente a temperatura do enrolamento e é, por isto, mais adequado para fins de verificação em serviço.
Como a temperatura ali pode ser relativamente baixa, a relação entre essa temperatura e a temperatura medida pelo método da
variação da resistência deve ser determinada por um ensaio térmico.

6.8.1.8 Para as cabeças de bobina, o método dos detectores de temperatura embutidos não deve ser utilizado
para verificação da conformidade com esta Norma.

6.8.1.9 Para os enrolamentos de campo resfriados indiretamente a ar, exceto os de máquinas de rotor
   1
cilíndrico, são admitidos os métodos da variação da resistência e o termométrico. O método da variação da
   3
  - resistência é o preferido. Este método deve ser aplicado para enrolamentos de campo resfriados diretamente,
   6
   3
   0
assim como de máquinas de rotor cilíndrico e de máquinas resfriadas a hidrogênio.
   0
   /
   7
   6
   1
 . 8.6.2 Determinação pelo método da variação da resistência
   0
   0
   0
 .
   3 8.6.2.1 Medição
   3
  - 
   O
   R
   I
Um dos métodos descritos em 8.6.2.1.1 a 8.6.2.1.3 deve ser utilizado.
   E
   L
   I
   S 8.6.2.1.1 Medição direta
   A
   R
   B 
   O
Medição direta no início e no fim do ensaio, utilizando um instrumento com escala apropriada.
   E
   L
   O 8.6.2.1.2 Medição por corrente e tensão em corrente contínua
   R
   T
   E
   P
  -
Para enrolamentos de campo, medir a corrente no enrolamento e a tensão nos seus terminais, utilizando
  o
  v
instrumentos com escalas apropriadas.
   i
  s
  u
   l
  c
  x
Para enrolamentos de armadura, injetar corrente contínua no enrolamento quando desenergizado.
  e
  o
  s
  u 8.6.2.1.3 Método da superposição
  a
  r
  a
  p
  r Sem interrupção da corrente alternada de carga, superpondo a esta corrente de carga uma corrente contínua
  a
   l de medição de fraca intensidade, conforme IEC 60279.
  p
  m
  e
  x
   E
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8.6.2.2 Cálculo

 A elevação de temperatura,  2 -  a pode ser obtida a partir da fórmula:

 2  k   R 2  
 1  k  R 1

onde:

 1 é a temperatura do enrolamento (máquina fria com temperatura estabilizada) no momento da medição
da resistência inicial, em graus Celsius;

 2  é a temperatura do enrolamento no fim do ensaio térmico, em graus Celsius;

 a  é a temperatura do fluido refrigerante no fim do ensaio térmico, em graus Celsius;

R 1  é a resistência do enrolamento à temperatura  1 (máquina fria), em ohms;

R 2  é a resistência do enrolamento no fim do ensaio térmico, em ohms;

k   é o inverso do coeficiente de temperatura da resistência a 0°C do material condutor.

Para o cobre, k   = 235;

Para o alumínio, k   = 225, salvo especificação em contrário.

Na prática é conveniente calcular a elevação de temperatura pela fórmula equivalente seguinte:

 2  R  1   k   1   1   a  


  a  R 2R 
1

   1
   3
  - 8.6.2.3 Correções para as medições efetuadas após a parada da máquina
   6
   3
   0
   0
   /  A medida de temperatura, no fim do ensaio térmico, pelo método da variação da resistência requer que a máquina
   7
   6
   1 pare rapidamente. Um procedimento cuidadosamente planejado e pessoas em número adequado são necessários.
 .
   0
   0
   0
 .
   3 8.6.2.3.1 Parada da máquina em um tempo curto
   3
  - 
   O
   R
Se a leitura inicial da resistência for obtida dentro do intervalo de tempo indicado na tabela 5, esta leitura deve ser
   I
   E adotada para medição da temperatura.
   L
   I
   S
   A
   R Tabela 5 — Intervalo de tempo
   B 
   O
   E
   L
Potência nominal P N Intervalo de tempo após o
   O
   R
desligamento da energia
   T
   E
   P
kW (ou kVA) s
  -
  o
  v
P N    50 30
   i
  s
  u
   l 50 < P N    200 90
  c
  x
  e
  o 200 < P N    5 000 120
  s
  u
  a 5 000 < P N  Mediante acordo
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
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8.6.2.3.2 Parada da máquina em tempo prolongado

Se a leitura da resistência não puder ser efetuada no intervalo de tempo prescrito na tabela 5, ela deve ser feita tão
rapidamente quanto possível, mas num intervalo de tempo não superior a duas vezes aquele especificado na tabela
5, seguidauma
mostrem de diminuição
leituras adicionais
sensíveldeemresistência a intervalos
relação aos de aproximadamente
seus valores 1 min
máximos. Uma curva até que
destas estasdeve
leituras leituras
ser
traçada em função do tempo e extrapolada ao intervalo de tempo apropriado da tabela 5, para a potência nominal
da máquina. Recomenda-se um gráfico semilogarítmico, no qual a temperatura é colocada na ordenada logarítmica.
O valor da temperatura assim obtido deve ser considerado como a temperatura no momento da parada da máquina.
Se medições sucessivas mostrarem temperaturas crescentes após a parada, deve ser considerado o valor mais
elevado.

Se a leitura inicial da resistência não puder ser efetuada a não ser após duas vezes o intervalo de tempo
especificado na tabela 5, este método de correção deve ser utilizado somente mediante acordo prévio.

8.6.2.3.3 Enrolamentos com um lado de bobina por ranhura

Para máquinas com enrolamento com um lado de bobina por ranhura, o método da variação da resistência
por medição direta pode ser utilizado, se a máquina parar dentro do intervalo de tempo especificado na tabela 5.
Se a máquina levar mais de 90 s para parar após o desligamento da energia, pode ser utilizado o método da
superposição (ver 8.6.2.1.3), se houver acordo prévio.

8.6.3 Determinação pelo método dos detectores de temperatura embutidos (DTE)

Os detectores devem estar adequadamente distribuídos nos enrolamentos e o número de detectores instalados não
deve ser inferior a seis.

Todos os esforços consistentes com a segurança devem ser feitos para colocar os detectores nos pontos
presumivelmente mais quentes, de forma a ficarem eficazmente protegidos contra contato com o fluido refrigerante
primário.
 A leitura mais elevada dos detectores de temperatura embutidos deve ser utilizada para a determinação
   1
   3
da temperatura do enrolamento.
  -
   6
   3
   0
   0
NOTA Os detectores de temperatura embutidos ou suas conexões podem falhar e originar leituras incorretas; por isto,
   / se uma ou mais destas leituras se revelarem irregulares após uma investigação, elas devem ser eliminadas.
   7
   6
   1
 .
   0
   0 8.6.3.1 Dois ou mais lados de bobina por ranhura
   0
 .
   3
   3
  -  Os detectores de temperatura devem ser localizados entre os lados de bobina isolados no interior da ranhura,
   O
   R
   I
nas posições presumivelmente mais quentes.
   E
   L
   I
   S 8.6.3.2 Um lado de bobina por ranhura
   A
   R
   B 
   O Os detectores devem ser localizados entre a cunha e a parte externa da isolação do enrolamento, nas posições
   E presumivelmente mais quentes (ver também 8.6.1.7).
   L
   O
   R
   T
   E 8.6.3.3 Cabeças de bobina
   P
  -
  o
  v
   i Os detectores de temperatura devem ser localizados entre dois lados de bobina adjacentes, nas posições
  s
  u
   l presumivelmente mais quentes. A parte sensível de cada detector deve ficar em estreito contato com a superfície
  c
  x
  e
de um lado de bobina e ser adequadamente protegida contra a influência do fluido refrigerante (ver também 8.6.1.8).
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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8.6.4 Determinação pelo método termométrico

Todos os esforços consistentes com a segurança devem ser feitos para colocar os termômetros no ponto
ou pontos presumivelmente mais quentes (por exemplo, nas cabeças de bobina, próximos ao núcleo), de forma
aenrolamento
ficarem eficazmente protegidos
ou outra parte contra contato com o fluido refrigerante primário e em bom contato térmico com o
da máquina.

 A leitura de maior valor de qualquer termômetro deve ser considerada a temperatura do enrolamento ou de outra
parte da máquina.

8.7 Duração dos ensaios térmicos

8.7.1 Características nominais para regime contínuo

O ensaio deve continuar até que seja atingido o equilíbrio térmico (ver 3.17).

8.7.2 Características nominais para regime de tempo limitado

 A duração do ensaio deve ser o tempo indicado nas características nominais.

8.7.3 Características nominais para regime periódico

Normalmente as características nominais para carga equivalente (ver 5.2.5) atribuídas pelo fabricante devem ser
aplicadas até que o equilíbrio térmico seja atingido. Se um ensaio no regime real for objeto de acordo, o ciclo
de carga especificado deve ser aplicado até a obtenção de ciclos de temperatura praticamente idênticos.
O critério para isto deve ser aquele em que uma linha reta ligando dois pontos correspondentes de temperatura
de ciclos de regime sucessivos tenha um gradiente inferior a 2 K por hora. Se necessário, medições devem ser
feitas a intervalos razoáveis durante um certo período de tempo.

8.7.4 Características nominais para regime não periódico e para regime com cargas constantes distintas

   1
   3
 As características nominais para carga equivalente (ver 5.2.5) atribuídas pelo fabricante devem ser aplicadas
  -
   6 até que o equilíbrio térmico seja atingido.
   3
   0
   0
   /
   7 8.8 Medição da temperatura dos mancais
   6
   1
 .
   0
   0
   0
 . 8.8.1 Pode ser usado o método termométrico ou o método dos detectores de temperatura embutidos.
   3
   3
  - 
   O
8.8.2 O ponto de medição deve ficar tão próximo quanto possível de um dos dois locais especificados na tabela 6.
   R
   I
   E
   L É preciso minimizar a resistência térmica entre o detector de temperatura e a parte onde for medida a temperatura;
   I
   S
   A
por exemplo, cada interstício de ar deve ser preenchido com um produto condutor de calor.
   R
   B 
   O NOTA Entre os pontos de medição A e B, bem como entre estes pontos e o ponto mais quente do mancal, existem
   E diferenças de temperaturas que dependem, entre outras coisas, da dimensão do mancal. Para mancais de deslizamento com
   L
   O elementos estacionários introduzidos sob pressão e para mancais com rolamento de esferas ou de rolos com diâmetro interno
   R
   T até 150 mm, as diferenças de temperatura entre os pontos A e B podem ser admitidas como desprezíveis. No caso de mancais
   E maiores, a diferença de temperatura entre os pontos de medição A e B é de aproximadamente 15 K.
   P
  -
  o
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Tabela 6 — Pontos de medição

Tipo de mancal Ponto de medição Localização do ponto de medição


Na caixa do mancal e a uma distânciaa não superior a 10 mm
 A b
Rolamento de esferas do anel externo do rolamento  
ou rolos Na superfície externa da caixa do mancal, tão próximo quanto
B
possível do anel externo do rolamento
Na zona de pressão do elemento estacionário do mancalc e a uma
 A
distânciaa não superior a 10 mm da película de óleo
Deslizamento
B Em qualquer outro ponto do elemento estacionário do mancal
a
 A distância medida até o ponto mais próximo do detector de temperatura embutido ou do bulbo do termômetro. 
b
No caso de um mancal com o anel externo do rolamento girante, o ponto A se encontra na parte estacionária a uma distância não
superior a 10 mm do anel interno do rolamento e o ponto B se encontra na superfície externa da parte estacionária tão próximo quanto
possível do anel interno.  
c O elemento estacionário do mancal é a parte que suporta a superfície de deslizamento do mancal e que é fixa na caixa do mancal
por pressão ou qualquer outra forma. A zona de pressão é a área da superfície de deslizamento que suporta o peso do rotor e outras
cargas. 

8.9 Limites de temperatura e de elevação de temperatura

Os limites são dados para operação nas condições de funcionamento no local de instalação especificadas na seção
6 e nas características nominais para regime contínuo (condições de referência), seguidos de regras para as
correções desses limites no caso de operação em locais com outras condições de funcionamento e com outras
características nominais.

Regras adicionais dão as correções nos limites durante o ensaio térmico quando as condições no local de ensaio
diferirem daquelas no local de funcionamento.

Os limites são estipulados em relação ao fluido refrigerante de referência especificado na tabela 4.


   1
   3
  - Uma regra é dada para levar em conta a pureza do hidrogênio.
   6
   3
   0
   0
   /
   7 8.9.1 Enrolamentos resfriados indiretamente
   6
   1
 .
   0
   0  As elevações de temperatura nas condições de referência não devem exceder os limites indicados na tabela 7
   0
 .
   3 (resfriamento a ar) ou na tabela 8 (resfriamento a hidrogênio), conforme o caso.
   3
  - 
   O
   R
Para outras condições de funcionamento no local de instalação, para outras características nominais que aquelas
   I
   E para regime contínuo e para tensões nominais superiores a 12 000 V, os limites devem ser corrigidos conforme
   L
   I
   S
   A
a tabela 9.
   R
   B  No caso de leituras por termômetro efetuadas conforme 8.6.1, o limite de elevação de temperatura deve estar
   O de acordo com a tabela 7.
   E
   L
   O
   R
   T
Se, para os enrolamentos resfriados indiretamente a ar, as condições no local de ensaio diferirem daquelas
   E
   P
no local de funcionamento, os limites corrigidos indicados na tabela 10 devem ser aplicados no local de ensaio.
  -
  o
  v
   i
  s
Se os limites corrigidos especificados na tabela 10 conduzirem a temperaturas admissíveis no local de ensaio que o
  u
   l
  c
fabricante considere excessivas, o método de ensaio e os limites devem ser objeto de acordo.
  x
  e
  o
  s Nenhuma correção no local de ensaio é dada para enrolamentos resfriados indiretamente a hidrogênio, pois é muito
  u
  a
improvável que eles sejam ensaiados a plena carga em qualquer outro local que não o de funcionamento.
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Tabela 7 — Limites de elevação de temperatura de enrolamentos resfriados indiretamente a ar

Classe térmica 130 (B) 155 (F) 180 (H)


Método de medição T R DTE T R DTE T R DTE
T = Termômetro  
R = Variação da resistência
DTE = Detector de temperatura embutido K K K K K K K K K
Item Parte da máquina
Enrolamentos de armadura de máquinas de potência igual
1a 80 85 a   105 a  110 a  125 130 a
ou superior a 5 000 kW (ou kVA)
Enrolamentos de armadura de máquinas de potência
1b superior a 200 kW (ou kVA), mas inferior a 5 000 kW 80 90 a   105 115 a  125 135 a
(ou kVA)
Enrolamentos de armadura de máquinas de potência
1c inferior ou igualb a 200 kW (ou kVA), exceto os dos 80 105 125
itens 1d) e 1e)  
Enrolamentos de armadura de máquinas de potência
1d 85 110 130
inferior a 600 W (ou VA) b 

Enrolamentos de armadura de máquinas resfriadas sem


1e 85 110 130
ventilador (IC40) e/ou com enrolamentos encapsulados b

2 Enrolamentos de campo, exceto os do item 3 70 80 85 105 105 125

Enrolamentos de campo de máquinas com rotor cilíndrico


3a embutidos em ranhuras, exceto os dos motores de 90 110 135
indução sincronizados
Enrolamentos de campo de baixa resistência com mais
3b 80 80 100 100 125 125
   1
de uma camada
   3
  -
   6
   3 Enrolamentos de campo de camada única com superfícies
   0 3c 90 90 110 110 135 135
   0
   / expostas nuas ou em metal envernizado c 
   7
   6 a
   1
 .   Para correção no caso de enrolamentos de armadura de tensão elevada, ver item 4 da tabela 9. 
   0
   0 b
   0
 .   No caso da aplicação do método de ensaio por superposição aos enrolamentos de máquinas com potência nominal inferior ou igual
   3 a 200 kW (ou kVA) com isolação de classes térmicas 130 (B) e 155 (F), os limites de elevação de temperatura previstos para o método
   3
  -  da variação da resistência podem ser excedidos em 5 K. 
   O c
   R
   I Inclui também os enrolamentos de campo de várias camadas, desde que as camadas interiores estejam em contato com o fluido
   E refrigerante primário em circulação.
   L
   I
   S
   A
   R
   B 
   O
   E
   L
   O
   R
   T
   E
   P
  -
  o
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Tabela 8 — Limites de elevação de temperatura para enrolamentos resfriados indiretamente a hidrogênio

Classe térmica 130 (B) 155 (F)


Método de medição R DTE R DTE
R = Variação da resistência
DTE = Detector de temperatura embutido K K K K
Item Parte da máquina
Enrolamentos de armadura de máquinas de potência igual ou
superior a 5 000 kW (ou kVA) ou cujo comprimento do núcleo é igual
ou superior a 1 m.
Pressão absoluta do hidrogênio b:
  150 kPa (1,5 bar)
1a 85 a  105 a 
> 150 kPa   200 kPa (2,0 bar)
80 a 100 a
> 200 kPa   300 kPa (3,0 bar) 78 a 98 a
> 300 kPa   400 kPa (4,0 bar)
73 a  93 a 
> 400 kPa
70 a  90 a 
Enrolamentos de armadura de máquinas de potência inferior a
1b 80 85 a  100 110 a 
5 000 kW (ou kVA) ou cujo comprimento do núcleo é inferior a 1 m
2 Enrolamentos de campo, exceto os do item 3 80 105
3a Enrolamentos de campo de turbomáquinas 85 105
Enrolamentos de campo de baixa resistência com mais de uma
3b 80 100
camada

3c Enrolamentos
nuas de campo
ou em metal de camada
envernizado c
  única com superfícies expostas 90 110
a
  Para correção no caso de enrolamentos de armadura de tensão elevada, ver item 4 da tabela 9.
   1 b
   3
  -   Este item é o único onde a elevação de temperatura admissível depende da pressão do hidrogênio. 
   6
   3 c
   0 Inclui também os enrolamentos de campo de várias camadas, desde que as camadas interiores estejam em contato com o fluido
   0
   /
   7 refrigerante primário em circulação. 
   6
   1
 .
   0
   0 8.9.2 Enrolamentos resfriados diretamente
   0
 .
   3
   3
  -   As temperaturas nas condições de referência não devem exceder os limites indicados na tabela 11.
   O
   R
   I
Para condições diferentes de funcionamento no local de instalação, os limites devem ser corrigidos conforme
   E
   L
tabela 12.
   I
   S
   A
   R Se as condições no local de ensaio diferirem daquelas no local de funcionamento, os limites corrigidos indicados
   B  na tabela 13 devem se aplicar no local de ensaio.
   O
   E
   L
   O Se os limites corrigidos especificados na tabela 13 conduzirem a temperaturas no local de ensaio que o fabricante
   R
   T considere excessivas, o método de ensaio e os limites devem ser objeto de acordo.
   E
   P
  -
  o 8.9.3 Correções para levar em conta a pureza do hidrogênio durante o ensaio
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x Para os enrolamentos resfriados direta ou indiretamente a hidrogênio, nenhuma correção deve ser efetuada nos
  e
  o
limites de elevação de temperatura ou de temperatura total, se a proporção de hidrogênio no fluido refrigerante
  s estiver compreendida entre 95% e 100%.
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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8.9.4 Enrolamentos permanentemente curto-circuitados, núcleos magnéticos e todos os componentes


estruturais (excluindo mancais) que estejam ou não em contato direto com a isolação

 A elevação de temperatura ou a temperatura não deve ser prejudicial à isolação dessa parte ou a qualquer parte
adjacente.
8.9.5 Anéis coletores, abertos ou fechados, e suas escovas e porta-escovas

 A elevação de temperatura ou a temperatura de qualquer anel coletor, escova ou porta-escovas não deve ser
prejudicial à isolação dessa parte ou a qualquer parte adjacente.

 A elevação de temperatura ou a temperatura de um anel coletor não deve exceder aquela à qual a combinação dos
materiais da escova e do anel coletor possa assegurar adequadamente a passagem de corrente em todas as zonas
de funcionamento da máquina.

Tabela 9 — Correções dos limites de elevação de temperatura no local de funcionamento


de enrolamentos resfriados indiretamente para levar em conta as condições de funcionamento
e as características nominais que não sejam as de referência

Correções dos limites de elevação de temperatura


Item Condições de funcionamento ou características nominais
( ) das tabelas 7 e 8
0°C   c  40°C  Aumentados em um valor igual à diferença entre
classe térmica – (40+ )  5 K 40°C e a temperatura do fluido refrigerante 1)
 Aumentados em um valor igual à diferença entre
40°C e a temperatura do fluido refrigerante, reduzido
pelo fator:
 
1  classe térmica  ( 40    )   
Temperatura máxima do  80 
ar ambiente ou do gás 0°C   c  40°C
1 refrigerante de classe térmica – (40+   ) > 5 K onde:
referência na entrada da classe térmica é o limite de temperatura da isolação
máquina ( c) utilizada, em graus Celsius;
   1
   3
  -
   6
   é o limite de elevação de temperatura conforme
   3 as tabelas 7 e 8 para temperatura do fluido
   0
   0
   / refrigerante de referência frio a 40°C a.
   7
   6
   1
 . Reduzidos de um valor igual à diferença entre a
   0 40°C <  c  60°C temperatura do fluido refrigerante e 40°C
   0
   0
 .
   3
   3
 c < 0°C ou  c > 60°C Mediante acordo
  - 
Temperatura máxima da  Aumentados em 15 K e adicionalmente em um valor
   O
água na entrada dos 5°C   W  25°C
   R
   I igual à diferença entre 25°C e  W 
   E trocadores de calor
   L
   I
   S
   A
resfriados a água ou
   R
temperatura máxima da
   B  água ambiente para
   O
2 máquinas submersíveis
   E  Aumentados em 15 K e reduzidos da diferença entre
   L com resfriamento pela  W > 25°C
   O  W e 25°C
   R superfície externa ou
   T máquinas com
   E
   P resfriamento por
  -
  o envoltória de água (  W)
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
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Tabela 9 (conclusão)

Correções dos limites de elevação de temperatura


Item Condições de funcionamento ou características nominais
( ) das tabelas 7 e 8

Corrigidos em
refrigerante defunção da temperatura
referência do ar
do local de funcionamento
1 000 m < H   4 000 m ( c) conforme item 1 acima e considerando a
redução de resfriamento resultante da altitude,
3 b  Altitude (H ) de modo que a temperatura total na altitude H  do
local de funcionamento não ultrapasse 40°C mais as
elevações de temperatura da tabela 7
H  > 4 000 m Mediante acordo
  para os detectores de temperatura embutidos
Tensão nominal do 12 kV < U N  24 kV (DTE) deve ser reduzido em 1 K para cada 1 kV
4 enrolamento de (ou fração) acima de 12 kV, até 24 kV, inclusive
armadura (U N)
U N > 24 kV Mediante acordo
b Características nominais para regime de tempo limitado
5   (S2) com potência nominal inferior a 5 000 kW (ou kVA)  Aumentados em 10 K
b Características nominais para regime com cargas   podem ser excedidos em períodos distintos
6  
constantes distintas (S10) durante o funcionamento da máquina
a
  Um aumento menor pode ser aplicado mediante acordo, pois a manutenção de tensões mecânicas de origem térmica
em componentes da máquina, principalmente se ela for de grande porte, dentro dos limites admissíveis, pode obrigar a observação
de gradientes de temperatura, no projeto desses componentes, menores que os decorrentes das elevações de temperatura máximas
especificadas para os enrolamentos, com conseqüente redução dessas elevações a valores tais que os gradientes térmicos
resultantes sejam toleráveis.
b
 Unicamente para os enrolamentos resfriados a ar.

Tabela 10 — Limites corrigidos das elevações de temperatura ( T) dos enrolamentos resfriados
indiretamente a ar para levar em conta as condições de funcionamento no local de ensaio

Item Condições de funcionamento no local de ensaio Limites corrigidos no local de ensaio


( T)
Diferença entre as temperaturas do fluido
   1
   3
  - 1 refrigerante de referência do local de ensaio  cT   c  Devem ser indicados pelo fabricante
   6 ( cT) e do local de funcionamento (  c)
   3
   0
   0
   /
   7
   6
1 000 m < H  < 4 000 m   H     1 000     
   1   T     1    
 .
   0
   0
H T < 1 000 m    10 000   
   0
 .
   3 H  < 1 000 m   H    1 000   
   3    
  -    T     1   T 
   O Diferença de altitude entre o local de ensaio 1 000 m < H T < 4 000 m    10 000   
   R
   I 2
   E
(H T) e o local de funcionamento ( H )
   L 1 000 m < H  < 4 000 m   H    H   
   I
   S
   A 1 000 m < H T < 4 000 m   T     1   10T  000     
   R
   B 
   O
H  > 4 000 m ou
   E Mediante acordo
   L H T > 4 000 m
   O
   R
   T NOTA 1   é dado na tabela 7 e é corrigido, se necessário, conforme a tabela 9.
   E
   P
  - NOTA 2 No caso de  cT    c , as correções para  , aditivas ( cT >  c) ou subtrativas ( cT <  c), dependem das perdas no cobre
  o e no ferro e dos coeficientes de transmissão térmica e variam de máquina para máquina.
  v
   i
  s
  u
   l NOTA 3 Para H T e/ou H  maiores que 1 000 m, as correções são feitas considerando-se uma variação de 1% nos limites de elevação
  c
  x de temperatura da tabela 7 para cada 100 m de diferença de altitudes. A correção é aditiva para H T>H   e subtrativa para H T<H .
  e Nos casos em que H T e H  forem menores que 1 000 m, deve ser admitido 1 000 m para essas altitudes no cálculo das correções.
  o
  s
  u NOTA 4 e a elevação de temperatura for para ser medida acima da temperatura da água onde ela entra no trocador de calor, o efeito
  a
  r
  a da altitude
dos projetossobre a diferença
de trocadores de de temperatura
calor, entre o araediferença
o efeito é pequeno, a água aumentando
deve ser estritamente levadodeem
com o aumento conta.a Entretanto,
altitude uma taxa em para a maioria
torno de 2 K
  p
  r por 1 000 m. Se uma correção for necessária, ela deve ser objeto de acordo.
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Tabela 11 — Limites de temperatura de enrolamentos resfriados diretamente e de seus fluidos refrigerantes

Classe térmica 130 (B) 155 (F)


Método de medição T R DTE T R DTE
T = Termômetro
R = Variação da resistência
DTE = Detector de temperatura embutido °C °C °C °C °C °C
Item Parte da máquina
1 Fluido refrigerante na saída dos enrolamentos
de armadura resfriados diretamente. Estas
temperaturas são preferidas aos valores dados
no item 2, para as características nominais de
referência
1a Gás (ar, hidrogênio, hélio etc.) 110 130

1b Líquido (água) 90 90
2 Enrolamentos de armadura

2a Resfriados por gás 120 a  145 a 


2b Resfriados por líquido 120 a  145 a 
3 Enrolamentos de campo de turbomáquinas

3a  Resfriados por gás saindo do rotor através do


seguinte número de regiões de saída b
1e2
3e4 100 115
105 120
6
   1
110 125
   3
  - 8 a 14
   6 115 130
   3
   0  Acima de 14
   0
   / 120 135
   7
   6
   1
 . 3b Resfriados por líquido A observância da temperatura máxima do fluido refrigerante
   0 do item 1b assegura que a temperatura do ponto mais quente
   0
   0
 . do enrolamento não é excessiva
   3
   3
  -  4 Enrolamentos de campo, exceto os do item 3
   O
   R
   I
   E
   L
   I
   S
   A
4a Resfriados por gás 130 150
   R 4b Resfriados por líquido A observância da temperatura máxima do fluido refrigerante
   B 
   O
do item 1b assegura que a temperatura do ponto mais quente
   E do enrolamento não é excessiva
   L
   O a
Nenhuma correção no caso de enrolamentos de armadura de alta-tensão é aplicável a estes itens (ver tabela 12, item 2).
   R
   T b
   E   A ventilação do rotor é classificada pelo número de regiões de saída radiais no comprimento total do rotor. As regiões de saída
   P
  - especiais para o fluido refrigerante nas extremidades de bobinas são consideradas uma saída para cada extremidade. A região de
  o saída comum de dois fluxos axialmente opostos é considerada como duas regiões.
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
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Tabela 12 — Correções dos limites de temperatura no local de funcionamento


para os enrolamentos resfriados diretamente a ar ou hidrogênio para levar em conta
as condições de funcionamento e as características nominais que não sejam as de referência

Item Condições de funcionamento ou características nominais Correções dos limites de temperatura da tabela 11
Reduzidos da diferença entre 40°C e  c.
Entretanto, mediante acordo, uma redução menor
0°C <  c < 40°C pode ser aplicada, desde que para  C  10°C a
Temperatura do fluido redução seja feita no mínimo igual à diferença entre
1
refrigerante de referência ( c) 10°C e  c 
40°C <  c < 60°C Nenhuma correção
 c < 0°C ou  c > 60°C Mediante acordo
Nenhuma correção. O fluxo de calor passa
Tensão nominal do principalmente para o fluido refrigerante no interior
2 U N > 11 kV
enrolamento de armadura (U N) dos condutores e não através da isolação principal
do enrolamento
Tabela 13 — Limites corrigidos de temperatura (qT) para os enrolamentos resfriados
diretamente por ar para levar em conta as condições de funcionamento no local de ensaio

Limites corrigidos de temperature


Item Condições de funcionamento no local de ensaio
no local de ensaio ( T)
Diferença entre as temperaturas do fluido
1 refrigerante de referência do local de ensaio  cT   c  Devem ser indicados pelo fabricante
( cT) e do local de funcionamento   ( c)
1 000 m < H  < 4 000 m   H   1 000   
 T     c  1         cT  
H T < 1 000 m    10 000   

H  < 1 000 m   H T  1 000 


T    c  1       cT  
   1 Diferença de altitude entre o local de ensaio
1 000 m < H T < 4 000 m    10 000  
   3
  -
2
   6 (H T) e o local de funcionamento ( H )
   3
   0
1 000 m < H  < 4 000 m   H T  H  
   0
   /
T    c  1       cT  
   7
   6
1 000 m < H T < 4 000 m   10 000 
   1
 .
   0 H  > 4 000 m ou  
   0
   0
 . Mediante acordo
   3 H T > 4 000 m
   3
  - 
   O NOTA 1   é dado na tabela 11 e é corrigido, se necessário, conforme a tabela 12.
   R
   I
   E
   L
NOTA 2 No caso de  cT    c , as correções para  , aditivas ( cT >  c) ou subtrativas ( cT <  c), dependem das perdas no cobre e no
   I
   S ferro e dos coeficientes de transmissão térmica e variam de máquina para máquina.
   A
   R
   B 
   O 9 Outras características de desempenho e ensaios
   E
   L
   O
   R 9.1 Ensaio de tensão suportável
   T
   E
   P
  -
  o 9.1.1 Ensaio de tensão suportável em máquinas novas
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
9.1.1.1 Uma tensão de ensaio, como especificado em 9.1.1.4 a 9.1.1.7, deve ser aplicada entre os
  e enrolamentos sob ensaio e a carcaça da máquina, com o núcleo e os enrolamentos não submetidos a ensaio
  o
  s
  u
conectados à carcaça. Essa tensão deve ser aplicada somente a uma máquina nova e completa, com todas as
  a suas partes no lugar, em condições equivalentes às condições normais de funcionamento. O ensaio deve ser
  r
  a
  p realizado nas instalações do fabricante ou após montagem no local de funcionamento.
  r
  a
   l
  p
  m
  e
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9.1.1.2 É recomendado, sempre que possível, que o ensaio de tensão suportável seja realizado com as
temperaturas dos enrolamentos próximas às de trabalho.

9.1.1.3 No caso de máquinas polifásicas com tensão nominal superior a 1 kV, cujas duas extremidades
de
comcada fase esão
o núcleo as individualmente
outras fases e osacessíveis, a tensão
enrolamentos de ensaio adeve
não submetidos ser conectados
ensaio aplicada entre cada fase
à carcaça e a carcaça,
aterrada.

9.1.1.4 Salvo exceção abaixo, a tensão de ensaio deve ser de freqüência industrial e com forma de onda
praticamente senoidal. O valor final da tensão de ensaio deve ser conforme o especificado na tabela 14. Entretanto,
para máquinas com tensão nominal igual ou superior a 6 kV, quando uma fonte de tensão alternada não for
disponível, mediante acordo, o ensaio pode ser realizado em corrente contínua, com tensão de 1,7 vez o valor
eficaz indicado na tabela 14.

NOTA Durante o ensaio com corrente contínua, a distribuição de potencial superficial ao longo da isolação das cabeças
de bobina e os mecanismos de envelhecimento são diferentes daqueles que ocorrem durante um ensaio com corrente alternada.

9.1.1.5 O ensaio deve ser iniciado com uma tensão não superior à metade da tensão plena de ensaio.
Essa tensão
superiores devedoser
a 5% empleno,
valor seguida aumentada
sendo o tempoaté o valorpara
permitido plenoo de ensaio,daprogressivamente
aumento ouaté
tensão, da metade emodegraus não
valor pleno,
não inferior a 10 s. A tensão plena de ensaio deve então ser mantida durante 1 min, no valor especificado na tabela
14. Nenhuma falha pode ocorrer durante este período (ver ABNT NBR 6936).

9.1.1.6 Nos ensaios de rotina de máquinas fabricadas em série, de potência nominal inferior ou igual a 200 kW
(ou kVA) e tensão nominal inferior ou igual a 1 kV, o ensaio de 1 min pode ser substituído por um de 1 s, com 120%
da tensão de ensaio especificada na tabela 14.

9.1.1.7 O ensaio de tensão suportável realizado com tensão plena sobre os enrolamentos por ocasião
da aceitação da máquina não deve ser repetido. Se, entretanto, um segundo ensaio for realizado por solicitação
do comprador, após outra secagem, se julgada necessária, a tensão de ensaio deve ser igual a 80% da tensão
especificada na tabela 14.

   1
   3
  -
   6
   3
   0
   0
   /
   7
   6
   1
 .
   0
   0
   0
 .
   3
   3
  - 
   O
   R
   I
   E
   L
   I
   S
   A
   R
   B 
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   P
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Tabela 14 — Ensaio de tensão suportável

Item Máquina ou parte da máquina Tensão de ensaio (valor eficaz)

Enrolamentos de armadura de máquinas:


a) de potência nominal inferior a 1 kW (ou kVA) 500 V + 2 vezes a tensão nominal
e de tensão nominal inferior a 100 V
b) de potência nominal inferior a 10 000 kW 1 000 V + 2 vezes a tensão nominal, com um mínimo
1 (ou kVA), exceto aqueles do item 1a) b  de 1 500 V a
c) de potência nominal igual ou superior a 10 000 1 000 V + 2 vezes a tensão nominal
kW (ou kVA)2), e tensão nominal a:
Mediante acordo
- inferior ou igual a 24 000 V
- superior a 24 000 V
Enrolamentos de campo de geradores, motores e
compensadores síncronos:
a) tensão nominal de campo:
- inferior ou igual a 500 V 10 vezes a tensão nominal de campo com um mínimo
de 1 500 V

- superior a 500 V 4 000 V + 2 vezes a tensão nominal de campo


2 b) no caso de máquinas destinadas a partir com o 10 vezes a tensão nominal de campo com um mínimo
enrolamento de campo curto-circuitado ou fechado de 1 500 V e um máximo de 3 500 V
com uma resistência de valor inferior a dez vezes a
resistência desse enrolamento
c) no caso de máquinas destinadas a partir com o 1 000 V + 2 vezes o valor máximo da tensão eficaz
enrolamento de campo fechado com uma resistência que pode ocorrer, sob as condições de partida
de valor igual ou superior a dez vezes a resistência especificadas, entre os terminais do enrolamento de
desse enrolamento, ou com o enrolamento de campo campo ou no caso de um enrolamento de campo
em circuito aberto com ou sem chave divisora de secionado, entre os terminais de qualquer seção, com
   1
   3 campo um mínimo de 1 500 V c 
  -
   6
   3 Enrolamentos secundários (usualmente do rotor) de
   0
   0
   /
   7
motores de indução sincronizados, não
   6 permanentemente curto-circuitados (por exemplo,
   1
 .
   0 para partida com reostato):
   0
   0
 .
   3 a) no caso de motores reversíveis ou motores 1 000 V + 2 vezes a tensão em circuito aberto com o
   3 3
  -  reversíveis somente quando parados rotor parado, medida entre os anéis coletores ou entre
   O os terminais secundários, com a tensão nominal
   R
   I
   E
aplicada ao enrolamento primário
   L
   I
   S
   A
b) no caso de motores reversíveis pela inversão da 1 000 V + 4 vezes a tensão em circuito aberto com o
   R alimentação primária quando em funcionamento rotor parado, como definida em 3 a)
   B 
   O  A repetição dos ensaios dos itens 1 a 3 deve ser
   E
   L evitada, se possível, mas se um ensaio for realizado
   O num grupo de máquinas e equipamentos, em que cada
   R
   T um deles tenha sido submetido previamente a um
   E 4 Máquinas e equipamentos interligados eletricamente
   P ensaio de tensão suportável, a tensão de ensaio a ser
  -
  o aplicada a tal grupo ligado eletricamente deve ser 80%
  v
   i da tensão mais baixa aplicável a um elemento
  s
  u
   l
  c
individual do grupo d
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
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Tabela 14 (conclusão)

Item Máquina ou parte da máquina Tensão de ensaio (valor eficaz)


Dispositivos que estão em contato físico com os
enrolamentos, como, por exemplo, detectores de
temperatura, devem ser ensaiados em relação à
carcaça da máquina
5 1 500 V
Durante o ensaio de tensão suportável na máquina,
todos os dispositivos em contato físico com o
enrolamento em teste devem ser conectados à
carcaça da máquina
a
  No caso de enrolamentos bifásicos com um terminal em comum, a tensão na fórmula deve ser a tensão eficaz mais elevada que
ocorre entre dois terminais quaisquer durante o funcionamento. 
b
  O ensaio de tensão suportável em máquinas com isolação gradual deve ser objeto de acordo. 
c
   A tensão que ocorre entre os terminais dos enrolamentos de campo ou de suas seções, nas condições de partida especificadas,
pode ser medida com uma tensão de alimentação convenientemente reduzida. A tensão assim medida deve ser aumentada na razão
da tensão de partida especificada para a tensão de alimentação do ensaio. 
d
  Para os enrolamentos de uma ou mais máquinas interligadas eletricamente, a tensão a ser considerada é a tensão máxima que
ocorre em relação à terra.  

9.1.2 Ensaio de tensão suportável em máquinas reenroladas

9.1.2.1 Máquinas com os enrolamentos totalmente substituídos devem ser ensaiadas com tensão plena
de ensaio prevista para máquinas novas.

9.1.2.2 No caso de máquinas revisadas ou com os enrolamentos parcialmente substituídos, se o usuário


e a oficina de reparo concordarem em realizar ensaios de tensão suportável, recomenda-se proceder como segue:

a) os enrolamentos parcialmente substituídos devem ser ensaiados com 75% da tensão de ensaio prevista para
uma máquina nova. Antes do ensaio, a parte do enrolamento não substituída deve ser cuidadosamente limpa
e seca;
   1
   3
  -
   6 b) as máquinas revisadas, após limpeza e secagem, devem ser ensaiadas com uma tensão igual a 1,5 vez
   3
   0
   0
   / a tensão nominal, com um mínimo de 1 000 V, se a tensão nominal for igual ou superior a 100 V, e um mínimo
   7
   6 de 500 V, se a tensão nominal for inferior a 100 V.
   1
 .
   0
   0
   0
 .
   3
9.2 Sobrecorrente ocasional
   3
  - 
   O 9.2.1 Generalidades
   R
   I
   E
   L
   I
   S
   A
 A capacidade de sobrecorrente de máquinas síncronas é dada com a finalidade de coordenar estas máquinas com
   R os dispositivos de comando e proteção. Ensaios para demonstrar esta capacidade não constam nesta Norma.
   B  O efeito de aquecimento nos enrolamentos da máquina varia aproximadamente com o produto do tempo pelo
   O
   E quadrado da corrente. Uma corrente superior à nominal provoca um aumento de temperatura. Salvo acordo em
   L
   O contrário, pode ser assumido que a máquina não deve ser operada com sobrecorrente especificada por mais do
   R que alguns curtos períodos durante a sua vida. Quando uma máquina síncrona for prevista para ser utilizada como
   T
   E gerador e como motor, a capacidade de sobrecorrente deve ser objeto de acordo.
   P
  -
  o
  v
   i NOTA Para a capacidade de funcionar com o componente de seqüência negativa de corrente sob condições de falha,
  s
  u
   l ver 7.2.3.
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
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9.2.2 Geradores síncronos

Os geradores cuja potência nominal é inferior ou igual a 1 200 MVA devem ser capazes de suportar uma corrente
igual a 1,5 vez a corrente nominal durante um mínimo de 30 s. Os geradores cuja potência nominal é superior
aque
1 200
deveMVA devemdeser
ser objeto capazes
acordo, de suportar
porém uma corrente
nunca inferior a 15 s. igual a 1,5 vez a corrente nominal durante um período

9.2.3 Motores síncronos

Os motores polifásicos cuja potência nominal é inferior ou igual a 315 kW e cuja tensão nominal é inferior ou igual
a 1 kV devem ser capazes de suportar uma corrente igual a 1,5 vez a corrente nominal durante um mínimo de 2 min.

NOTA Para motores polifásicos de potência nominal superior a 315 kW e todos os motores monofásicos, nenhuma
sobrecorrente ocasional é especificada.

9.3 Excesso momentâneo de conjugado para motores

9.3.1 Motores síncronos polifásicos

Salvo acordo em contrário, os motores síncronos polifásicos devem, qualquer que seja seu regime, ser capazes
de suportar durante 15 s, sem perda de sincronismo, o excesso de conjugado especificado a seguir, sendo a
excitação mantida no valor correspondente ao da carga nominal. No caso de excitação de regulagem automática,
os limites de conjugado devem ter os mesmos valores, com o equipamento de excitação funcionando nas
condições normais:

a) motores de indução sincronizados, com rotor bobinado: 35% de excesso de conjugado;

b) motores síncronos com rotor cilíndrico: 35% de excesso de conjugado;

c) motores síncronos de pólos salientes: 50% de excesso de conjugado.


9.3.2 Motores síncronos monofásicos
   1
   3
  -
   6
   3
   0
O excesso momentâneo de conjugado para motores monofásicos deve ser objeto de acordo.
   0
   /
   7
   6
   1
 . 9.4 Sobrevelocidade
   0
   0
   0
 .
   3 9.4.1  As máquinas síncronas devem ser projetadas para suportar as sobrevelocidades especificadas na tabela 15.
   3
  -  Um ensaio de sobrevelocidade não é normalmente considerado necessário, mas ele pode ser realizado quando
   O especificado e tiver sido objeto de acordo. Para turbogeradores síncronos, ver ABNT NBR 10840. A duração do
   R
   I
   E ensaio de sobrevelocidade deve ser, em todos os casos, de 2 min.
   L
   I
   S
   A 9.4.2 O ensaio de sobrevelocidade é considerado satisfatório se, em seguida à sua realização, não for
   R
   B  constatada nenhuma deformação permanente anormal, nem outra alteração indicativa de que a máquina não está
   O
   E apta a funcionar normalmente e desde que o enrolamento do rotor satisfaça o ensaio de tensão suportável
   L
   O especificado.
   R
   T
   E 9.4.3 Devido ao assentamento do anel magnético laminado, dos pólos laminados fixados por cunhas ou parafusos
   P
  - etc., é natural um ligeiro aumento permanente de diâmetro, o que não deve ser considerado uma deformação
  o
  v
   i anormal indicadora de que a máquina não está apta a funcionar normalmente.
  s
  u
   l
  c
  x 9.4.4 No caso do ensaio de aceitação de um hidrogerador, este deve ser acionado à velocidade correspondente
  e
  o à de atuação do dispositivo de proteção contra sobrevelocidade, a fim de verificar se o balanceamento é satisfatório
  s
  u
  a até esta velocidade.
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
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   E
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Tabela 15 — Sobrevelocidade

Item Tipo da máquina Sobrevelocidade


1,2 vez a velocidade de rotação nominal
1 Todas as máquinas síncronas, exceto as do item 2 máxima
Salvo especificação em contrário, a
Hidrogeradores e todas as máquinas auxiliares
velocidade de disparo do grupo, mas no
2 acopladas diretamente (elétrica ou
mínimo 1,2 vez a velocidade de rotação
mecanicamente) à máquina principal
nominal máxima

9.5 Corrente de curto-circuito

Salvo especificação em contrário, o valor de pico da corrente de curto-circuito para máquinas síncronas, incluindo
as turbomáquinas não abrangidas pela ABNT NBR 10840, no caso de curto-circuito em todas as fases durante o
funcionamento à tensão nominal, não deve exceder 15 vezes o valor de pico ou 21 vezes o valor eficaz da corrente
nominal. A verificação pode ser realizada por cálculo ou por meio de um ensaio a uma tensão mínima de 0,5 vez
a tensão nominal.

9.6 Ensaio de suportabilidade de curto-circuito

9.6.1 O ensaio de curto-circuito trifásico para máquinas síncronas deve ser realizado somente quando solicitado
pelo comprador. Neste caso, o ensaio deve ser realizado com a máquina funcionando em vazio e com a excitação
correspondente à de tensão nominal, salvo acordo em contrário. O ensaio não deve ser realizado com uma
excitação superior àquela que corresponde a 1,05 vez a tensão nominal em vazio. A tensão de ensaio pode ser
reduzida, mediante acordo, para levar em conta a impedância do transformador que pode ser colocado entre a
máquina e o sistema. Neste último caso, também mediante acordo, o ensaio pode ser realizado no local
de funcionamento, com o dispositivo de sobreexcitação em serviço. O curto-circuito deve ser mantido durante 3 s.

9.6.2 O ensaio é considerado satisfatório se não ocorrer nenhuma deformação prejudicial e se os requisitos
do ensaio de tensão suportável (ver 9.1 e tabela 14) forem atendidos depois do ensaio de curto-circuito.
   1 Para turbomáquinas trifásicas, ver ABNT NBR 10840.
   3
  -
   6
   3
   0 9.7 Distorção harmônica total (DHT )
   0
   /
   7
   6
   1
 .
   0 9.7.1 Generalidades
   0
   0
 .
   3
   3 Os requisitos de 9.7.2 e 9.7.3 aplicam-se somente a máquinas síncronas de potência igual ou superior a 300 kW
  - 
   O
(ou kVA), para conexão a redes elétricas de freqüência nominal de 50 Hz a 120 Hz inclusive, com a finalidade
   R
   I de minimizar a interferência causada por elas.
   E
   L
   I
   S
   A 9.7.2 Limites
   R
   B 
   O
   E
Quando a máquina for ensaiada em circuito aberto à velocidade e tensão nominais, a distorção harmônica total
   L
   O
(DHT ) da tensão entre terminais de linha, medida conforme 9.7.3, não deve exceder 0,05.
   R
   T
   E NOTA Não são especificados valores limites de harmônicos individuais porque se considera que máquinas que atendem
   P
  - aos requisitos acima funcionam de maneira satisfatória.
  o
  v
   i
  s
  u
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  o
  s
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9.7.3 Ensaios

Para verificar a conformidade do valor de DHT   com aquele indicado em 9.7.2, as máquinas síncronas devem ser
submetidas a ensaios. A faixa de freqüências de medição deve abranger todos os harmônicos, desde a freqüência
nominal
adequadoaté
ouocalculada
harmônico de ordem
a partir 100. Amedidos
dos valores DHT   pode ser medida individuais
dos harmônicos diretamentepela
com a ajudafórmula:
seguinte de um instrumento


DHT    u n2  
n 2

onde:

u n  é a razão do harmônico de ordem n  da tensão entre terminais de linha da máquina ( U n) para o
componente fundamental dessa tensão (U 1);

n  é a ordem do harmônico;

k   = 100.

10 Placas de identificação

10.1 Generalidades

10.1.1 Toda máquina deve ser provida de uma ou mais placas de identificação, de material durável, fixadas
firmemente e contendo, gravadas de forma legível e indelével, as informações indicadas em 10.3. As placas devem
ser fixadas preferivelmente na carcaça da máquina, de modo a serem facilmente legíveis na posição de utilização
determinada pela forma construtiva e disposição de montagem da máquina.

10.1.2 Se a máquina for instalada num equipamento de tal modo que sua placa de identificação não seja
facilmente legível, o fabricante deve, mediante solicitação, fornecer uma placa adicional para montagem em local
   1
   3 adequado do equipamento.
  -
   6
   3
   0 10.1.3 Os símbolos literais das grandezas, quando marcados, devem estar de acordo com a ABNT NBR 5453
   0
   /
   7
   6
e as unidades devem ser conforme o Sistema Internacional de Unidades (SI). As abreviações recomendadas para
   1
 . algumas informações a serem marcadas estão colocadas entre parênteses em 10.3.
   0
   0
   0
 .
   3
   3 10.2 Marcação
  - 
   O
   R
   I  As máquinas com potência nominal igual ou inferior a 750 W (ou VA) e com dimensões não enquadradas
   E
   L
   I
   S
   A ana3 ABNT
kW (ouNBR
kVA),5432 e as
devem sermáquinas
marcadaspara aplicação
no mínimo comespecial e embutidas,
as informações com
de 10.3 a), potência nominal
b), c), j), k), l) e o).igual ou inferior
   R
   B 
   O 10.2.1 Em todos os outros casos, a(s) placa(s) de identificação deve(m) incluir no mínimo as informações listadas
   E
   L em 10.3, quando aplicáveis. No caso de o fabricante fornecer mais informações, estas não precisam ser
   O
   R necessariamente marcadas na(s) placa(s) de identificação. As informações constantes em 10.3 estão ordenadas
   T apenas para referência, mas a ordem na qual são marcadas na placa de identificação não é normalizada. Essas
   E
   P informações devem ser agrupadas de modo adequado.
  -
  o
  v
   i
  s 10.2.2 Dois valores nominais diferentes devem ser indicados por X/Y e uma faixa de valores operativos entre X e Y
  u
   l
  c por X-Y.
  x
  e
  o
  s
  u 10.2.3 Exceto no caso de uma manutenção normal, se uma máquina for reparada ou modernizada, uma placa
  a
  r
  a
  p adicional
fornecida.indicando nome da empresa responsável pelo reparo, data do reparo e modificações feitas, deve ser
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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10.3 Lista de informações constantes nas placas de identificação

a) nome ou marca do fabricante;

b) número de série (nº) e ano de fabricação;


c) modelo (MOD) atribuído pelo fabricante;

NOTA O modelo é utilizado para identificar uma ou mais máquinas elétrica e mecanicamente idênticas.

d) denominação da máquina: motor síncrono, gerador síncrono ou compensador síncrono ou motor de indução
sincronizado;

e) número de fases;

f) número e ano da ABNT NBR referente às características nominais de desempenho;

g) grau de proteção proporcionado pelo invólucro conforme ABNT NBR 9884;


NOTA Pode ser omitido quando constar no modelo.

h) classe térmica (ISOL). Quando as classes térmicas da armadura e do campo forem diferentes, ambas devem
ser marcadas na placa com a classe térmica da armadura em primeiro lugar;

NOTA 1 Quando o limite de elevação de temperatura ( ) ou de temperatura total (  ) for inferior ao normalizado para
a respectiva classe térmica, esta informação também deve ser colocada na placa e, se necessário, o método de medição.

NOTA 2 No caso de máquinas com trocador de calor resfriado a água, a classificação térmica deve ser seguida por “P”
ou “S”, dependendo da elevação de temperatura ser medida acima da temperatura do fluido refrigerante primário
ou secundário, respectivamente (ver tabela 4, nota 1).

i) classe de características nominais da máquina, se esta for projetada para características diferentes das do
regime contínuo S1 (REG);
   1
   3
  -
   6
   3  j) potência(s) nominal(is) ou faixa de potências;
   0
   0
   /
   7 k) tensão(ões) nominal(is) ou faixa de tensões;
   6
   1
 .
   0
   0
   0
 .
l) freqüência(s) nominal(is) ou faixa de freqüências;
   3
   3
  - 
   O
m) corrente(s) nominal(is) ou faixa de correntes;
   R
   I
   E n) velocidade(s) de rotação nominal(is) ou faixa de velocidades de rotação;
   L
   I
   S
   A
   R
   B
o) diagrama de ligações, para máquinas cuja ligação possa ser feita de vários modos. Este diagrama deve estar
 
   O marcado na placa de identificação ou numa placa específica, fixada próximo aos terminais;
   E
   L
   O NOTA Os terminais devem ser marcados indelevelmente, de modo a permitir a utilização correta do diagrama
   R
   T de ligações.
   E
   P
  -
  o p) sobrevelocidade admissível, quando diferente da especificada em 9.4 e no caso de máquinas acionadas
  v
   i
  s por turbinas hidráulicas;
  u
   l
  c
  x
  e q) tensão e corrente de campo nominais;
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p r) fator de potência nominal;
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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s) temperatura máxima do ar ambiente, quando diferente de 40ºC (AMB), e temperatura máxima da água de
resfriamento, quando diferente de 25ºC;

t) temperatura mínima do ar ambiente, quando diferente da especificada em 6.4;

u) altitude para a qual a máquina está projetada, quando superior a 1 000 m (ALT);

v) pressão do hidrogênio à potência nominal, para máquinas resfriadas a hidrogênio;

w) quando solicitada, massa total aproximada da máquina, quando superior a 30 kg;

NOTA Indicar também a maior massa para içamento, quando a máquina for transportada em partes.

x) sentido de rotação, indicado por uma seta, para máquinas previstas para funcionamento num único sentido
de rotação. Esta seta não precisa estar na placa de identificação, mas deve ser facilmente visível;

y) momento de inércia (J) ou efeito de inércia (GD2) do rotor da máquina, conforme especificado pelo comprador;

z) fator de serviço (FS), quando diferente de 1.0.

11 Requisitos diversos

11.1 Aterramento de máquinas

11.1.1  As máquinas devem possuir um terminal de aterramento ou algum outro dispositivo para permitir conexão
a um condutor de proteção ou um condutor de aterramento, sendo tais meios identificados por símbolo apropriado
ou legenda. Este requisito não se aplica a máquinas com isolação suplementar, a máquinas com tensão nominal
igual ou inferior a 50 V ou a máquinas a serem instaladas em equipamentos com isolação suplementar.

11.1.2 No caso de máquinas com tensão nominal superior a 50 V, mas não superior a 1 000 V, o terminal para o
condutor de aterramento deve estar situado nas proximidades dos terminais dos condutores de linha, no interior da
   1 caixa de ligações, quando existente. As máquinas com potência nominal superior a 100 kW (ou kVA) devem ter,
   3
  -
   6
   3 adicionalmente, um terminal de aterramento fixado à carcaça.
   0
   0
   /
   7 11.1.3  As máquinas com tensão nominal superior a 1 000 V devem ter um terminal de aterramento na carcaça e,
   6
   1
 .
   0 adicionalmente, um no interior da caixa de ligações para conexão da blindagem do cabo condutor, quando existente.
   0
   0
 .
   3 11.1.4 O terminal de aterramento deve ser projetado para assegurar uma boa conexão com o condutor de
   3
  - 
aterramento, sem qualquer dano ao condutor ou ao terminal. As partes condutoras acessíveis não utilizadas devem
   O
   R
   I ser conectadas umas às outras e ao terminal de aterramento por uma conexão elétrica de boa qualidade. Quando
   E todos os mancais da máquina são isolados, o eixo deve ser conectado eletricamente ao terminal de aterramento, a
   L
   I
   S
   A
menos que o fabricante e o comprador concordem com um meio alternativo de proteção.
   R
   B 
   O
11.1.5 Quando um terminal de aterramento for colocado na caixa de ligações, deve ser assumido que o condutor
   E
   L
de aterramento é do mesmo metal que os condutores de linha. Quando um terminal de aterramento for colocado na
   O carcaça, o condutor de aterramento pode, mediante acordo, ser feito de outro metal (por exemplo, em aço). Neste
   R
   T caso, o dimensionamento do terminal deve ser feito em função da condutividade do material.
   E
   P
  -
  o 11.1.6 O terminal de aterramento deve ser dimensionado para admitir um condutor de aterramento cuja seção
  v
   i
  s esteja de acordo com a tabela 16. Se for utilizado um condutor de aterramento de seção maior que a indicada
  u
   l
  c
  x
na tabela 16, recomenda-se que a seção dele se aproxime tanto quanto possível de um dos outros valores
  e desta tabela.
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
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   E
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Para outras seções dos condutores de linha, o condutor de aterramento ou de proteção deve ter uma seção no
mínimo equivalente a:

a) do condutor de linha para seções inferiores a 25 mm2;

b) 25 mm2 para seções entre 25 mm2 e 50 mm2;

c) 50% da seção do condutor de linha para seções superiores a 50 mm2.

O terminal de aterramento deve ser identificado conforme a ABNT NBR 7844.

Tabela 16 — Seções dos condutores de aterramento

Seção do condutor de linha Seção do condutor de


aterramento ou de proteção
mm2  mm2 
4 4
6 6
10 10
16 16
25 25
35 25
50 25
70 35
95 50
120 70
   1
   3
  - 150 70
   6
   3
   0 185 95
   0
   /
   7
   6
   1
 . 240 120
   0
   0
   0
 . 300 150
   3
   3
  -  400 185
   O
   R
   I
   E
   L 11.2 Chaveta(s) da ponta de eixo
   I
   S
   A
   R
   B
Quando a ponta de eixo de uma máquina tiver um ou mais rasgos de chaveta, cada um deve ser provido de uma
 
   O chaveta inteira, de forma e comprimento normais.
   E
   L
   O
   R
   T
   E 12 Tolerâncias
   P
  -
  o
  v
   i  As tolerâncias devem ser as especificadas na tabela 17.
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
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Tabela 17 — Relação de tolerâncias sobre os valores das grandezas

Item Grandeza Tolerância


Rendimento   
- máquinas de potência nominal não superior a - 15% de (1 -  )
a
1 150 kW (ou kVA)
- máquinas de potência nominal superior a - 10% de (1 -  )
150 kW (ou kVA)
Perdas totais (aplicável a máquinas de potência + 10% das perdas totais
2a
nominal superior a 150 kW (ou kVA))
3 Corrente com rotor bloqueado de motores síncronos + 20% do valor garantido
+ 25%
Conjugado com rotor bloqueado de motores do valor garantido
4 - 15%
síncronos
(+ 25% pode ser excedido mediante acordo)
- 10% do valor garantido, desde que, após aplicada
Conjugado máximo em sincronismo de motores
5 esta tolerância, o conjugado seja igual ou superior a
síncronos
1,35 ou 1,5 vez o conjugado nominal (ver 9.3)
Valor de pico da corrente de curto-circuito de um
6  30% do valor garantido
gerador sob condições especificadas
Corrente de curto-circuito permanente de um
7  15% do valor garantido
gerador com excitação especificada
8 Momento de inércia e efeito de inércia  10% do valor garantido
a
 Na determinação do rendimento e das perdas totais, a não ser quando explicitado em contrário, as perdas ôhmicas nos enrolamentos
devem ser referidas às temperaturas indicadas na IEC 60034-2 - Amendment 2.
NOTA 1 Quando uma tolerância for indicada somente num sentido, o valor não deve ser limitado no outro.
NOTA 2 As grandezas indicadas nesta tabela não são necessariamente sujeitas à garantia. Os valores garantidos sujeitos
a tolerâncias devem ser explicitados e as tolerâncias devem estar de acordo com esta tabela.
NOTA 3 Valores mencionados como estimados, de projeto, típicos, médios esperados etc. têm apenas caráter informativo, não
   1 estando, portanto, sujeitos às tolerâncias desta tabela, a não ser que isso seja expressamente indicado.
   3
  -
   6 NOTA 4 Valores mencionados como mínimos ou máximos não admitem tolerâncias no sentido significativo, ou seja, tolerâncias
   3
   0
   0
negativas para valores mínimos e tolerâncias positivas para valores máximos. 
   /
   7
   6
   1
 .
   0
   0
13 Compatibilidade eletromagnética (CEM)
   0
 .
   3
   3
  -  13.1 Generalidades
   O
   R
   I
   E 13.1.1 Os requisitos a seguir aplicam-se a máquinas com tensão nominal não superior a 1 000 V e que se
   L
   I
   S
   A
destinam à operação em ambientes industriais.
   R
   B  13.1.2 Os componentes eletrônicos montados internamente à máquina e essenciais ao seu funcionamento
   O
   E (por exemplo, os dispositivos de excitação girantes) são considerados partes da máquina.
   L
   O
   R 13.1.3 Os requisitos aplicáveis ao sistema de acionamento final e seus componentes, por exemplo, equipamentos
   T
   E eletrônicos de potência e controle, máquinas acopladas, dispositivos de monitoramento etc., montados interna
   P
  - ou externamente à máquina, estão fora do objetivo desta Norma.
  o
  v
   i
  s
  u
   l 13.1.4 Os requisitos desta seção aplicam-se a máquinas que são fornecidas diretamente ao usuário final.
  c
  x
  e
  o NOTA As máquinas destinadas a incorporação como componentes a um equipamento cujo invólucro e montagem afetam
  s
  u as emissões eletromagnéticas são cobertas pela norma de compatibilidade eletromagnética relativa ao produto final.
  a
  r
  a
  p
  r
  a
13.1.5 Transitórios (como partidas) não são cobertos por esta seção.
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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13.2 Imunidade

13.2.1 Máquinas que não incorporam circuitos eletrônicos

Máquinas sem circuitos eletrônicos não são sensíveis a emissões eletromagnéticas em condições normais
de serviço e, conseqüentemente, nenhum ensaio de imunidade é exigido.

13.2.2 Máquinas que incorporam circuitos eletrônicos

Como os circuitos eletrônicos que são incorporados a máquinas geralmente usam componentes passivos
(por exemplo, diodos, resistores, varistores, capacitores, supressores de surto, reatores etc.), os ensaios de imunidade
não são exigidos.

13.3 Emissão

13.3.1 Máquinas sem escovas

 As emissões irradiadas e conduzidas devem satisfazer as exigências da CISPR 11, Classe B, Grupo 1 (ver tabela C.1).

13.3.2 Máquinas com escovas

 As emissões irradiadas e conduzidas (se aplicáveis) devem satisfazer as exigências da CISPR 11, Classe A, Grupo 1
(ver tabela C.2).

13.4 Ensaios de imunidade

Os ensaios de imunidade não são exigidos.

13.5 Ensaios de emissão

   1 Os ensaios de emissão devem ser efetuados em conformidade com CISPR 11 e CISPR 16.
   3
  -
   6
   3
   0 13.5.1 Máquinas sem escovas
   0
   /
   7
   6
   1
 .  As máquinas sem escovas devem atender aos limites de emissão referidos em 13.3.1.
   0
   0
   0
 .
   3
   3 13.5.2 Máquinas com escovas
  - 
   O
   R
   I  As máquinas com escovas, quando ensaiadas em vazio, devem atender aos limites de emissão referidos em 13.3.2.
   E
   L
   I
   S NOTA 1 As medições em vazio são justificadas pela influência desprezível da carga nas emissões.
   A
   R
   B 
   O NOTA 2 As emissões devidas às escovas de aterramento são sempre tão baixas que os ensaios são desnecessários.
   E
   L
   O
   R
   T
   E 14 Segurança
   P
  -
  o
  v
   i  As máquinas de acordo com esta Norma devem atender aos requisitos da IEC 60204-1 ou IEC 60204-11, a menos
  s
  u
   l que especificado em contrário nesta Norma, e devem ser projetadas e construídas em conformidade com a melhor
  c
  x
  e
forma de concepção internacionalmente aceita, apropriada à aplicação.
  o
  s
  u NOTA É de responsabilidade do fabricante ou do montador do equipamento incorporando máquinas elétricas como
  a
  r
  a
  p componentes assegurar
aplicáveis foram que oconsideradas.
devidamente equipamento completo é seguro e que todas as exigências de segurança das normas relevantes
  r
  a
   l
  p
  m
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   E
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15 Inspeção

15.1 Relação de ensaios

15.1.1  A inspeção para verificação das condições de funcionamento e do desempenho de máquinas síncronas
deve incluir ensaios a serem realizados nelas. Os principais estão relacionados na tabela 18.

15.1.2 Os ensaios devem ser realizados, sempre que possível, nas instalações do fabricante, conforme
a ABNT NBR 5052 ou normas específicas indicadas na tabela 18. Quando isso não for possível, como, por exemplo,
no caso de certas máquinas de grande porte ou especiais, o local de ensaio, os ensaios a serem realizados e os
métodos utilizados devem ser objeto de acordo.

15.1.3 Os requisitos a serem atendidos por ocasião dos ensaios constam, em alguns casos, na especificação do
cliente, mas quando isso não ocorre devem ser adotados os requisitos constantes nesta Norma ou em normas
específicas.

15.2 Classificação dos ensaios


15.2.1  A tabela 18, além de indicar os ensaios que podem ser realizados em máquinas síncronas, classifica-os em
ensaios de rotina, de tipo e especiais.

15.2.2 Outros ensaios não mencionados explicitamente na tabela 18 podem ser realizados mediante acordo.

15.2.3  A aceitação ou não de relatórios de ensaios, a realização dos ensaios de tipo e especiais e o
acompanhamento dos ensaios de rotina, de tipo e especiais devem ser objeto de acordo.

   1
   3
  -
   6
   3
   0
   0
   /
   7
   6
   1
 .
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 .
   3
   3
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Tabela 18 — Ensaios para verificação do desempenho de máquinas síncronas

Item Relação dos ensaios Classificação do ensaio Observações

Rotina Tipo Especial


1 Resistência de isolamento dos enrolamentos X - -
2 Resistência ôhmica dos enrolamentos, a frio X X -
3 Tensão suportável X - - Ver 9.1
4 Equilíbrio de tensões X - -
Somente para
5 Seqüência de fases X - -
geradores
Somente para motores
6 Sentido de rotação X - -
e compensadores
7 Saturação em vazio X X -
8 Curto-circuito trifásico permanente X X -
9 Isolação de mancal X - - Quando aplicável
Conjugado e corrente de armadura com rotor
10 X X - Somente para motores
bloqueado
11 Aquecimento - X - Ver seção 8
12 Distorção harmônica total (DHT) - X - Ver 9.7
Para máquinas com
13 Capacitância do enrolamento da armadura - X -
U N > 1 kV
14 Perdas e rendimento - X -

15 Reatâncias - X -
16 Resistências - X -
   1
   3
17 Constantes de tempo - X -
  -
   6
   3
   0
18 Conjugado máximo em sincronismo - X - Somente para motores
   0
   /
   7 19 Sobrevelocidade - - X Ver 9.4
   6
   1
 .
   0 Ver IEC 60034-9 e
   0 20 Nível de ruído - - X
   0
 . ISO 1680
   3
   3
  -  Ver IEC 60034-14 e
21 Vibração - - X
   O ISO 10816
   R
   I
   E 22 Capacidade de carregamento de linha - - X
   L
   I
   S
   A 23 Descargas parciais - - X
   R
   B  Tangente do ângulo de perdas do enrolamento da
   O 24 - - X
   E armadura
   L
   O
   R 25 Tensão no eixo - - X
   T
   E Velocidades de rotação x correntes de armadura
   P 26 - - X Somente para motores
  - e conjugados
  o
  v
   i
  s Tempo de aceleração e constante de energia cinética
  u
   l 27 - - X
  c (H)
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Anexo A 
(normativo) 

Figuras

   1
   3
  -
   6
   3
   0
   0
   /
   7
   6
   1
 .
   0
   0
   0
 .
   3
   3
  - 
   O
   R
   I
   E
   L
   I
   S
   A
   R
   B 
   O
   E
   L
   O
   R
   T Legenda:
   E
   P
  - P   = carga
  o
  v
   i P V = perdas elétricas
  s
  u
   l
  c    = temperatura
  x
  e
  o  max = temperatura máxima atingida
  s
  u
  a
  r
  a t   = tempo
  p
  r Figura A.1 — Regime tipo S1 – Regime contínuo
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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   1
   3
  -
   6
   3 Legenda:
   0
   0
   /
   7
   6
P   = carga
   1
 .
   0 P V  = perdas elétricas
   0
   0
 .
   3    = temperatura
   3
  - 
   O
 max  = temperatura máxima atingida
   R
   I
   E t   = tempo
   L
   I
   S
   A
t P  = tempo de funcionamento a carga constante
   R
   B 
   O Figura A.2 — Regime tipo S2 – Regime de tempo limitado
   E
   L
   O
   R
   T
   E
   P
  -
  o
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Legenda:
   1
   3
  - P = carga
   6
   3
   0 P V  = perdas elétricas
   0
   /
   7
   6    = temperatura
   1
 .
   0  max  = temperatura máxima atingida
   0
   0
 .
   3 t   = tempo
   3
  - 
   O T c  = tempo de um ciclo de carga
   R
   I
   E
   L
t P  = tempo de funcionamento a carga constante
   I
   S t R  = tempo em repouso
   A
   R
   B  Fator de duração do ciclo = t P /T c 
   O
   E
   L
   O Figura A.3 — Regime tipo S3 – Regime intermitente periódico
   R
   T
   E
   P
  -
  o
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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   1
   3
  -
   6
   3
   0
   0
   /
   7 Legenda:
   6
   1
 .
   0 P = carga
   0
   0
 .
   3 P V  = perdas elétricas
   3
  - 
   O    = temperatura
   R
   I
   E  max  = temperatura máxima atingida
   L
   I
   S t = tempo
   A
   R
   B  T c = tempo de um ciclo de carga
   O
   E t D = tempo de partida/aceleração
   L
   O
   R t P  = tempo de funcionamento a carga constante
   T
   E
   P t R  = tempo em repouso
  -
  o
  v
   i Fator de duração do ciclo = ( t D + t P)/T c 
  s
  u
   l
  c
  x Figura A.4 — Regime tipo S4 – Regime intermitente periódico com partida
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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   1
   3
  -
   6
   3
   0
   0
   /
   7
   6 Legenda:
   1
 .
   0
   0 P   = carga
   0
 .
   3
   3 P V  = perdas elétricas
  - 
   O    = temperatura
   R
   I
   E
   L  max  = temperatura máxima atingida
   I
   S
   A t   = tempo
   R
   B  T c  = tempo de um ciclo de carga
   O
   E
   L t P  = tempo de funcionamento a carga constante
   O
   R
   T t V  = tempo de funcionamento em vazio
   E
   P
  - Fator de duração do ciclo     t P /T c 
  o
  v
   i
  s
  u
   l Figura A.5 — Regime tipo S6 – Regime de funcionamento contínuo periódico com carga intermitente
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Legenda:

P   = carga

P ref   = carga de referência baseada no regime tipo S1

   1
   3
P V  = perdas elétricas
  -
   6
   3
   0 P i  = carga constante durante um ciclo de carga
   0
   /
   7
   6 t = tempo
   1
 .
   0
   0
   0
 . T c = tempo de um ciclo de carga
   3
   3
  - 
   O t i  = tempo de uma carga constante dentro de um ciclo de carga
   R
   I
   E
   L    = temperatura
   I
   S
   A
   R  ref   = temperatura à carga de referência baseada no regime tipo S1
   B 
   O
   E  i   = diferença entre a elevação de temperatura do enrolamento a cada uma das várias cargas dentro de um ciclo
   L
   O
   R e a elevação de temperatura baseada no regime tipo S1 com a carga de referência
   T
   E
   P
  -
  o Figura A.6 — Regime tipo S10 – Regime com cargas constantes distintas
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Geradores e compensadores síncronos Motores


Legenda:
   1
Eixo X : freqüência p.u.
   3
  -
   6 Eixo Y : tensão p.u.
   3
   0
   0
   / 1 = zona A
   7
   6
   1
 . 2 = zona B (exterior à zona A)
   0
   0
   0
 .
3 = ponto de características nominais
   3
   3
  - 
   O Figura A.7 — Limites de tensão e freqüência para geradores, compensadores síncronos e motores
   R
   I
   E
   L
   I
   S
   A
   R
   B 
   O
   E
   L
   O
   R
   T
   E
   P
  -
  o
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Figura A.8 — Curva da tangente do ângulo de perdas em função da tensão relativa de medição U/UN
   1 (exemplo de uma série de medições)
   3
  -
   6
   3
   0
   0
   /
   7
   6
   1
 .
   0
   0
   0
 .
   3
   3
  - 
   O
   R
   I
   E
   L
   I
   S
   A
   R
   B 
   O
   E
   L
   O
   R
   T
   E
   P
  -
  o
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Anexo B 
(informativo)

Guia para a aplicação do regime tipo S10 e para a obtenção do valor


da expectativa de vida térmica relativa (TL)

B.1  A carga da máquina equivale em qualquer momento ao regime tipo S1 correspondente a 4.2.1. Entretanto, o
ciclo de cargas pode incluir cargas diferentes da carga nominal baseada no regime tipo S1. Um ciclo de carga
compreendendo quatro cargas constantes distintas é mostrado na figura A.6.

B.2 Dependendo do valor e duração das diferentes cargas dentro de um ciclo, a expectativa de vida relativa da
máquina baseada no envelhecimento térmico do sistema de isolação pode ser calculada pela seguinte fórmula:
n   i
1
  t i  2 k   
TL i 1

onde:

TL  é a expectativa de vida térmica relativa em relação à expectativa de vida térmica no caso de regime tipo S1
à potência nominal;

 i   é a diferença entre a elevação de temperatura do enrolamento para cada uma das diferentes cargas
dentro de um ciclo e a elevação de temperatura baseada no regime tipo S1 com a carga de referência;

t i   é o tempo relativo (em p.u.) de uma carga constante dentro de um ciclo de carga;
   1
   3
  - k   é o aumento de elevação de temperatura, em kelvins, que causa uma redução de 50% na expectativa
   6
   3
   0
de vida térmica do sistema de isolação;
   0
   /
   7
   6
   1
n  é o número de cargas distintas.
 .
   0
   0
   0
 . B.3  A grandeza TL é parte integrante da identificação precisa da classe de características nominais
   3
   3
  - 
   O B.4  A grandeza TL  somente pode ser determinada quando, em adição à informação sobre o ciclo de carga
   R
   I conforme a figura A.6, é conhecido o valor de k   para o sistema de isolação. Este valor de k   deve ser determinado
   E
   L
   I
   S
   A
porcarga
de meio conforme
experimental, em A.6.
a figura conformidade com a IEC 60034-18, para toda faixa de temperaturas coberta pelo ciclo
   R
   B 
   O B.5 É mais razoável indicar a grandeza TL como um valor relativo. Este valor pode ser utilizado para estabelecer
   E
   L aproximadamente a variação real da expectativa de vida térmica da máquina em relação àquela do regime tipo S1 à
   O
   R potência nominal, pois pode ser assumido, considerando as diferentes cargas existentes dentro de um ciclo, que os
   T
   E outros efeitos sobre a expectativa de vida da máquina (por exemplo: tensões dielétricas, influências do meio
   P ambiente) são aproximadamente os mesmos que existem no caso do regime tipo S1 à potência nominal.
  -
  o
  v
   i
  s B.6 O fabricante da máquina é responsável pela compilação correta dos vários parâmetros para determinação
  u
   l
  c do valor de TL.
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Anexo C 
(informativo)

Limites de compatibilidade eletromagnética (CEM)

Tabela C.1 — Limites de emissão eletromagnética para máquinas sem escovas

Faixas de freqüências Limites


30 dB (V/m) quase pico, medida a
30 MHz a 230 MHz
10 m de distância a 
Emissão irradiada
230 MHz a 1 000 MHz 37
10 dB (V/m)
m de quase
distância a pico, medida a
 
0,15 MHz a 0,50 MHz
66 dB (V) a 56 dB (V) quase pico
Os limites decrescem linearmente com
o logaritmo da freqüência 56 dB (V) a 46 dB (V) médio

Emissão conduzida aos terminais 56 dB (V) quase pico


de alimentação de corrente alternada 0,50 MHz a 5 MHz
46 dB (V) médio
60 dB (V) quase pico
5 MHz a 30 MHz
50 dB (V) médio
a
  Pode ser medida a 3 m de distância, aumentando os limites em 10 dB.

NOTA Os limites desta tabela são baseados na CISPR 11, Classe B, Grupo 1.

   1 Tabela C.2 — Limites de emissão eletromagnética para máquinas com escovas
   3
  -
   6
   3 Faixas de freqüências Limites
   0
   0
   /
   7 30 dB (V/m) quase pico, medida a
   6 30 MHz a 230 MHz
   1
 .
   0
30 m de distância a 
   0 Emissão irradiada
   0
 .
   3 230 MHz a 1 000 MHz 37 dB (V/m) quase pico, medida a
   3
  - 
30 m de distância a 
   O
   R
   I
79 dB (V) quase pico
   E 0,15 MHz a 0,50 MHz
   L
   I
   S Emissão conduzida aos terminais de 66 dB (V) médio
   A alimentação de corrente alternada 73 dB (V) quase pico
   R
   B  0,50 MHz a 30 MHz
   O 60 dB (V) médio
   E
   L a
   O   Pode ser medida a 10 m de distância, aumentando os limites em 10 dB, ou a 3 m de distância, aumentando os limites em 20 dB.
   R
   T NOTA Os limites desta tabela são baseados na CISPR 11, Classe A, Grupo 1.
   E
   P
  -
  o
  v
   i
  s
  u
   l
  c
  x
  e
  o
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Anexo D 
(normativo) 

Medição da tangente do ângulo de perdas e outros ensaios para máquinas


de alta-tensão

D.1 Generalidades

Este anexo é baseado na EN 50209 e tem por finalidade definir os ensaios para avaliação da uniformidade
de fabricação e do comportamento dielétrico da isolação de barras e bobinas de máquinas de alta-tensão.

Para os ensaios de impulso em bobinas de máquinas de tensão nominal U N igual ou superior a 3 kV e até 15 kV
inclusive, ver a IEC 60034-15.

Estes ensaios aplicam-se a máquinas de tensão nominal U N igual ou superior a 5 kV e até 24 kV inclusive e com
potência nominal igual ou superior a 5 MVA para geradores e igual ou superior a 5 MW para motores.

Mediante acordo, estes ensaios também podem ser aplicados a máquinas com potência nominal compreendida
entre 1 MVA (MW) e 5 MVA (MW), com tensão nominal igual ou superior a 5 kV.

Especificações para máquinas com tensão nominal superior a 24 kV estão sujeitas a acordo especial.

Estes ensaios
ser inserido nosão aplicáveis
núcleo a bobinas
do estator. Paraou barras pré-formadas
máquinas nas quais
cujos enrolamentos sãoa isolação
curados éapós
curada antes do
inseridos no enrolamento
núcleo, não
são possíveis ensaios em elementos individuais do enrolamento. Neste caso são aplicáveis os requisitos de D.5.
   1
   3
  -
   6  A isolação dos condutores elementares das barras deve atender ao prescrito em D.3.3.
   3
   0
   0
   /
   7
   6
   1
 . D.2 Ensaios
   0
   0
   0
 .
   3 Como controle de produção da isolação de barras e bobinas de enrolamentos de alta-tensão, deve ser realizado um
   3
  -  ensaio de rotina conforme D.3 e, se houver acordo prévio, um ensaio adicional por amostragem conforme D.4.
   O
   R
   I
Estes ensaios são utilizados para avaliar a uniformidade de fabricação e para determinar as propriedades térmicas
   E
   L e a rigidez dielétrica da isolação.
   I
   S
   A
   R NOTA No ensaio de rotina, a uniformidade de fabricação é avaliada através da medição da tangente do ângulo de perdas
   B 
   O
(tg ) em função da tensão. No ensaio por amostragem o comportamento da isolação da parte instalada na ranhura é
   E
   L
determinado medindo-se a tangente do ângulo de perdas antes e depois da isolação ser submetida a esforço térmico.
   O O ensaio por amostragem serve também para determinar a rigidez dielétrica da isolação do condutor elementar, bem como da
   R
   T isolação entre espiras, da isolação das cabeças de bobina e da isolação da parte instalada na ranhura, por meio de um ensaio
   E
   P de tensão em corrente alternada. Para as três últimas isolações a tensão de ruptura também é determinada.
  -
  o
  v
   i
  s
  u
   l
  c D.3 Ensaio de rotina
  x
  e
  o
  s
  u D.3.1 O ensaio de rotina deve ser realizado num número de barras e lados de bobina, incluindo barras e bobinas
  a
  r
  a
  p sobressalentes, conforme a tabela D.1.
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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Tabela D.1 — Número de barras e lados de bobina a serem ensaiados

Número de pólos Potência nominal Quantidade de amostras


10% de todas as barras ou lados de bobina, mas
Qualquer < 5 MVA (MW) não menos que 20 barras ou lados de bobina
  50 MVA (MW) Todas as barras ou lados de bobina
< 50 MVA (MW)
Dois e quatro
mas Não menos que 60 barras ou 60 lados de bobina,
 5 MVA (MW) mais 10% de todas as barras ou lados de bobina
Seis e mais   5 MVA (MW)

D.3.2  A tangente do ângulo de perdas deve ser medida nas amostras à temperatura ambiente e a intervalos
de tensão de 0,2U N compreendidos na faixa de 0,2U N a 1,0U N (ver figura A.8). As medições devem ser feitas com
uma ponte Schering
de revestimento deveouser
outra
tão ponte equivalente
próximo num arranjo
quanto possível de anel
daquele de guarda.
do núcleo O comprimento
do estator. O arranjo da
delâmina
anel demetálica
guarda
deve ficar fora dessa área.

O valor inicial de tg  0,2, o incremento 1/2 (tg  0,6  - tg 0,2) e o incremento tg  não devem exceder os valores
constantes na tabela D.2 para tensões nominais até 13,8 kV. Para tensões acima de 13,8 kV, os limites podem ser
estabelecidos mediante acordo.

Tabela D.2 — Valores máximos admissíveis da tangente do ângulo de perdas


(para tensões nominais £ 13,8 kV)

1 2 3 4 5

tg   0,2  1/2 (tg   0,6  - tg   0,2 )  tg   por intervalo de medição (0,2 U N)
Todas as amostras 95% das amostras 5% das amostras 95% das amostras 5% das amostras
   1
   3
  -
30 x 10-3  2,5 x 10-3  3 x 10-3  5 x 10-3  6 x 10-3 
   6
   3
   0
   0
   / Se os resultados do ensaio para mais de 5% das amostras se situarem entre os valores indicados nas colunas 2 e 3
   7
   6
   1 ou 4 e 5 da tabela D.2, ou entre valores correspondentes estabelecidos mediante acordo, o ensaio deve ser
 .
   0
   0
repetido num número igual de outras amostras, se necessário, até o número total de barras ou lados de bobina.
   0
 . Se os valores da tabela D.2 ou os valores estabelecidos mediante acordo não forem excedidos nesses ensaios,
   3
   3
  - 
o ensaio de isolação é considerado satisfatório.
   O
   R
   I D.3.3  A isolação do condutor elementar de todas as barras deve ser ensaiada com uma tensão alternada
   E
   L
   I
   S
   A
de 110 ser
devem V e eliminados.
60 Hz antes da aplicação da isolação de alta-tensão. Os curto-circuitos entre os condutores elementares
   R
   B 
   O
   E
   L
   O D.4 Ensaio adicional por amostragem
   R
   T
   E D.4.1 Se um ensaio adicional por amostragem tiver sido acertado, ele deve ser realizado na seqüência a seguir,
   P
  - em duas amostras (duas barras ou dois lados de bobina), escolhidas ao acaso, de um enrolamento.
  o
  v
   i
  s
  u
   l D.4.2  A tangente do ângulo de perdas deve ser medida em função da tensão (faixa de tensão 0,2 U N a 1,0 U N ,
  c
  x intervalo de medição de 0,2 U N ) à temperatura ambiente, antes e após o aquecimento das amostras a uma
  e
  o temperatura não inferior a 90°C.
  s
  u
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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 As amostras podem ser acomodadas num modelo de ranhura. A temperatura da isolação deve ser tão uniforme
quanto possível e deve ser medida na superfície da isolação. Quando as amostras tiverem sido esfriadas até a
temperatura ambiente, a tangente do ângulo de perdas deve ser medida novamente em função da tensão.

Para as tensões
medição nominais
de 0,2 U  até 13,8 kV, o incremento máximo da tangente do ângulo de perdas tg  por intervalo de
N após aquecimento da amostra não deve exceder os valores medidos antes do aquecimento em
mais que 2 x 10 por intervalo de medição de 0,2 U N e não deve, em qualquer caso, exceder 7 x 10-3 por intervalo
-3

de medição de 0,2 U N.

Para as tensões nominais acima de 13,8 kV e até 24 kV, valores especialmente acertados não devem ser
excedidos.

D.4.3 Em barras, a isolação dos condutores elementares deve ser ensaiada com tensão alternada de 110 V
e 60 Hz. Em barras com transposição não devem ocorrer curtos-circuitos entre condutores elementares ao longo da
parte a ser inserida na ranhura.

D.4.4 Para verificação da isolação entre espiras das bobinas, deve ser aplicada uma tensão de corrente alternada
de 0,3 U N entre as espiras adjacentes da bobina aberta, durante 1 min. Não deve ocorrer nenhuma ruptura.
 A tensão deve então ser aumentada a uma taxa de 0,5 kV/s, até que ocorra ruptura da isolação entre espiras,
devendo a tensão de ruptura ser registrada.

D.4.5 O ensaio de isolação entre espiras pode também ser realizado de acordo com o método de alta freqüência.
Para isso, uma tensão senoidal ou não senoidal de alta freqüência com um valor de pico igual ao da tensão nominal
deve ser aplicada aos terminais da bobina durante 15 s.

D.4.6  A isolação da parte reta instalada na ranhura deve ser ensaiada durante 1 min com a tensão de ensaio
especificada para a tensão nominal do enrolamento (ver 9.1). A tensão deve então ser aumentada a uma taxa
de 1 kV/s, se possível até que a ruptura ocorra. A tensão de ruptura da isolação deve ser maior do que o dobro da
tensão de ensaio.

D.4.7 Quando a parte reta instalada na ranhura e a cabeça de bobina forem isoladas diferentemente, deve ser
realizado um ensaio com uma tensão de 2 U N durante 1 min na isolação das duas cabeças de bobina.
   1
Nenhuma ruptura deve ocorrer. A tensão aplicada deve então ser aumentada a uma taxa de 1 kV/s até que ocorra
   3
  - ruptura. A tensão de ruptura deve ser registrada.
   6
   3
   0
   0
   / D.4.8 Se o ensaio for insatisfatório para uma das amostras, a parte insatisfatória do ensaio deve ser repetida em
   7
   6
   1
seis outras barras ou três outras bobinas. O ensaio é considerado satisfatório quando os requisitos são atendidos
 .
   0 nos ensaios repetidos no número especificado de amostras.
   0
   0
 .
   3
   3
  - 
   O D.5 Ensaios em enrolamentos curados no estator
   R
   I
   E
   L
   I
   S
   A
D.5.1 Ensaios no enrolamento completo
   R
   B 
   O
 A tangente do ângulo de perdas do enrolamento completo ou, se possível, de parte do enrolamento, deve ser
   E
   L
determinada à temperatura ambiente em função da tensão na faixa de 0,2 U N a 1,0 U N , a intervalos de medição
   O de 0,2 U N. Os limites admissíveis para a tangente do ângulo de perdas devem ser estabelecidos mediante acordo.
   R
   T
   E
   P
  - D.5.2 Ensaio em elementos individuais do enrolamento
  o
  v
   i
  s Se este ensaio for previamente acertado, pelo menos dois elementos adicionais do enrolamento devem ser
  u
   l
  c fabricados ao mesmo tempo e sob as mesmas condições que o restante do enrolamento, e acomodados num
  x
  e
  o modelo de ranhura. Eles devem ser ensaiados conforme D.4. Os limites admissíveis devem ser estabelecidos
  s
  u mediante acordo.
  a
  r
  a
  p
  r
  a
   l
  p
  m
  e
  x
   E
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