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Doenças orais e respiratórias

DOENÇAS ORAIS

• Pacientes são portadores assintomáticos de diversos agentes infecciosos


presentes nos seus fluidos orais:

• Doenças de Herpesvírus Humano Tipos 1 e 2

• Candidose Oral

• Sífilis Oral e Gonorréia

• Herpangina e Doença da Mão-pé-boca

Herpes Simplex Virus Type 1


DOENÇAS DE HERPESVÍRUS HUMANO TIPO 1

• Herpervírus Simples 1 – pode causar infecções na boca, pele,


olhos e genitais;

• 90% dos adultos – Herpervírus Humano 1

• 10% das pessoas infectadas (geralmente crianças) –


sintomas típicos do Herpes Oral (Gengivoestomatite
Herpética Primária - GEHA)

• Transmissão por contato direto com lesōes e objetos


contaminados, fluidos orgânicos e sangue.
DOENÇAS DE HERPESVÍRUS HUMANO TIPO 1

• Ulceração bucal difusa, lábios com


crostas avermelhadas e febre.

• Vírus pode penetrar no subcutâneo


do profissional, forma Panarício
Herpético – erupções vesiculares
dolorosas que persistem por 2 a 3
semanas.
DOENÇAS DE HERPESVÍRUS HUMANO TIPO 1

• Tratamento com ACICLOVIR diminui a gravidade e a duração da doença, mas


não previne recorrência.
CANDIDOSE ORAL

• Candida albicans – fungo encontrado na cavidade bucal de 75% dos adultos, sendo um
patógeno oportunista que pode causar uma infecção nociva em condições especiais, a
chamada Candidose Oral;

• Candidose Pseudomembranosa - pseudomembrana esbranquiçada ou amarelada,


facilmente removida por raspagem;

• Candidose Eritematosa –áreas extensas ou pontuais atróficas, planas,


avermelhadas, no palato e na língua e podem estar associadas à queixa de
ardência.
CANDIDOSE ORAL

Candidose Pseudomembranosa Candidose Eritematosa


CANDIDOSE ORAL

• Acomete palato, mucosa, labial, dorso da língua e comissura;

• Transmissão – saliva, chupeta, mamadeira;

• Circunstâncias que predispõem o paciente à Candidose Oral:


• Manifestação mais frequente em condições que debilitem os mecanismos de defesa
do corpo: infecção pelo HIV e leucemia;
• Antibioticoterapia de amplo espectro à longo prazo;
• Traumas bucais por próteses mal adaptadas;
• recém-nascidos contaminados por via oral com o fungo durante parto natural.
CANDIDOSE ORAL

• Tratamento com agentes antifúngicos: Nistatina,


Cetoconazol ou Clotrimazol.
SÍFILIS ORAL

• Treponema pallidum – bactéria causadora da Sífilis;

• 5 – 10% dos casos de Sífilis ocorrem pela


primeira vez a boca sob a forma de uma lesão
denominada Cancro Primário (úlcera aberta na
língua ou lábio).
GONORRÉIA

• Neisseria gonorrhoeae – bactéria Gram


negativa causadora da Gonorréia;

• Pode ser transmitida pela boca durante


prática sexuais orais com pessoa infectada
e a bactéria pode causar um inflamação na
região da orofaringe.
HERPANGINA

• Vírus Coxsackie – afeta crianças e geralmente no verão e início do outono causando


sintomas como febre repentina, pápulas ou vesículas branco-acinzentadas, múltiplas e
pequenas com base eritematosa no palato mole, úvula e pilares amigdalianos;

• Quadro clínico geralmente assintomático, mas pode haver febre, anorexia,


cervicalgia e cefaleia;

• As lesões orais podem durar por mais de uma semana, sendo que a doença é
autolimitada e o tratamento é sintomático.
HERPANGINA
DOENÇA DA MÃO-PÉ-BOCA

• Vírus Coxsackie A16 – febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões
vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito
dolorosas na boca, amídalas e faringe;
• erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés;
• mal-estar, falta de apetite, vômitos, diarreia, dificuldade de engolir e sialorréia;
• transmissão pela via fecal/oral, contato direto entre as pessoas, saliva e outras
secreções;
• o tratamento é sintomático.
DOENÇA DA MÃO-PÉ-BOCA
DOENÇAS SISTÊMICAS COM LESÕES ORAIS

• Sífilis Secundária

• Catapora

• Mononucleose infecciosa
SÍFILIS SECUNDÁRIA

• Treponema pallidum – Sífilis não tratada;

• Pode aparecer 2 a 3 semanas após lesão inicial ocorrer e


regredir;

• Resulta da disseminação sanguínea da bactéria


envolvendo o aparecimento de manchas nas membranas
da mucosa e da boca (podem contar espiroquetas vivas
e podem ser transmitidas por contato direto).
CATAPORA

• Vírus da Varicela-zoster – Herpesvírus Humano tipo 3;


• causa a Catapora (comum em crianças menores de 10 anos) e o Herpes-zoster
(vírus latente no organismo, em gânglios nervosos próximos à coluna vertebral, idade
superior à 50 anos);
• Transmissão: contato direto com saliva ou secreções respiratórias da pessoa
infectada, ou pelo contato com o líquido do interior das vesículas;
• Período de incubação dura em média 15 dias;
• Altamente contagiosa;
• A recuperação completa ocorre de 07 a 10 dias após o aparecimento dos
sintomas.
CATAPORA
MONONUCLEOSE INFECCIOSA

• Vírus Epstein–Barr (VEB) – Herpesvírus Humano tipo 4


(“Doença do Beijo”);
• pode ser assintomática ou com febre alta, mal-estar
geral, anorexia, fadiga, dor durante a deglutição,
linfadenopatia, úlceras na região orofaringe sob a
forma de faringoamigdalite exudativa, petéquias
palatinas e eritema generalizado, e edema de úvula;
• transmitida por meio de contato com a saliva;
• tratamento sintomático.
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

• Faringite Estreptocócica
• Tuberculose
• Pneumonia Streptococcus pneumoniae
• Citomegalovirose
• Herpesvírus Humano Tipos 6
• Influenza
• Sarampo
• COVID-19
FARINGITE ESTREPTOCÓCICA

• Streptococcus pyogenes – pode causar a Faringite Estreptocócica e a Escarlatina (“dor de


garganta por estreptococo” com erupção cutânea);
• Transmissão por gotículas de saliva e aerossóis;
• Complicações pós-estreptocócicas: febre reumática ou danos aos rins (profilaxia
antibiótica antes procedimentos odontológicos de alto risco);
• Cepas de S. pyogenes produtoras de protease: fascite necrosante;
• 1.000 casos/ano;
• Tratamento: respondem bem às penicilinas.
FARINGITE ESTREPTOCÓCICA
TUBERCULOSE

• Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch – infecção pulmonar;


• Sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais (diminuiu na década
de 90, mas ressurgiu);
• A epidemia do HIV e a presença de bacilos resistentes tornam o cenário ainda mais
complexo;
• 70 mil casos novos/ano e cerca de 4,5 mil mortes;
• Durante um ano, numa comunidade, 01 indivíduo que tenha baciloscopia positiva
pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas;
• 30% da população mundial e 50 milhões de brasileiros são infectados.
TUBERCULOSE

• Diagnóstico: exames bacteriológicos, baciloscopia, teste rápido molecular para


tuberculose e cultura para micobactéria + radiografia de tórax (exame complementar);
• Transmissão vias aéreas: inalação de aerossóis durante a fala, espirro ou tosse das
pessoas com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea) / gotículas menores de 5
micrometros ficam no ar, atingem os bronquíolos e os alvéolos e se multiplicam;
• Roupas, lençóis, copos e outros objetos não têm papel importante na transmissão da
doença / ambientes ventilados e com luz natural direta diminuem o risco.
TUBERCULOSE

• Em 90% dos casos o sistema imunológico da conta de eliminar, 10% desenvolverão ao


longo da vida devido à queda de resistência ou reinfecção;
• Diferentemente de outras doenças, a infecção e o desenvolvimento da doença não
precisam ser simultâneos – 5% desenvolvem dentro de 2 anos seguintes à infecção e
outros 5% no resto da vida;
• O principal sintoma da tuberculose é a tosse na forma seca ou produtiva (três
semanas ou mais);
• Sinais e sintomas: febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento,
cansaço/fadiga, sangue no escarro.
TUBERCULOSE

Segundo o Ministério da Saúde:


• 32% da letalidade do HIV deve-se ao
TB;
• A TB mata mais jovens adultos que
qualquer outra doença infecciosa;
• O bacilo M. tuberculosis acompanha o
indivíduo até sua morte, estando apto
a desenvolver a doença a qualquer
momento.
TUBERCULOSE

• Tratamento com 04 fármacos para esquema básico: rifampicina, isoniazida,


pirazinamida e etambutol;
• Prevenção em crianças: vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin).
PNEUMONIA Streptococcus pneumoniae

• Streptococcus pneumoniae – uma das principais causas de


pneumonia em adultos;
• Transmissão por gotículas respiratórias/orais;
• Complicações: principal causa de infecções do ouvido
médio em crianças e pode causar meningite bacteriana;
• Prevenção: vacina pneumocócica conjugada (VPC 10, VPC
13 E VPP23) – previne pneumonia, otite e mengite.
CITOMEGALOVIROSE

• Herpesvírus Humano Tipo 5 – citomaglovírus (estado latente por toda a vida, podendo ser
reativado em situações de baixa imunidade);
• Transmissão: saliva, secreções vaginais, sêmen, leite materno, sangue e tecido
transplantado;
• Citomegalovirose congênita - alta taxa mortalidade, se adquirida no primeiro
trimestre da gestação, pode acarretar sequelas neurológicas, visuais e auditivas no
bebê;
• Raramente causa problemas sérios em pessoas saudáveis. Em indivíduos
imunodeprimidos (AIDS): pode comprometer o SNC e o trato digestivo, além de
causar hepatite, pneumonia e inflamação da retina, com risco de cegueira.
HERPESVÍRUS HUMANO TIPOS 6

• Herpesvírus Humano Tipo 6 – identificado como a causa da ROSÉOLA ou exantema súbito;


• Infecta crianças nos primeiros meses de vida e até os 3 anos, e adultos
imunodeprimidos são vulneráveis à infecção;
• Transmissão: de uma pessoa para outra, durante o período febril;
• Período de incubação: 05 a 15 dias;
• Febre alta (38ºC a 40ºC) por três ou quatro dias; erupção cutânea no tronco, face e
membros, linfadenopatia atrás da cabeça e no pescoço, irritabilidade, falta de
apetite;
• Tratamento é sintomático.
INFLUENZA

• Vírus Influenza Tipo A e Tipo B – infecção aguda do sistema respiratório (“gripe”), com
grande potencial de transmissão;
• O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus
influenza A responsável pelas grandes pandemias;
• Tipo A - além dos seres humanos, em animais como suínos, cavalos, mamíferos
marinhos e aves - subtipos sazonais A(H1N1) e A(H3N2) infectam humanos.

• Tipo B - exclusivamente seres humanos. Podem ser divididos em 2 grupos principais


(as linhagens), denominados linhagens B/Yamagata e B/Victoria. Os vírus da gripe B
não são classificados em subtipos.
INFLUENZA

• Sintomas – febre, dor de cabeça, tosse seca, calafrios, mal-estar, cefaleia, mialgia, dor
de garganta, dor nas juntas, prostração, secreção nasal excessiva. Podem estar presentes
também: diarreia, vômito, fadiga, rouquidão e olhos avermelhados e lacrimejantes.

• A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de 3 dias;

• Prevenção: vacinação, etiqueta respiratória e higienização das mãos;

• Complicação incomum, e muito grave, é a pneumonia viral primária pelo vírus da


influenza.
INFLUENZA

• Formas de transmissão:

Direta: de pessoa para pessoa é mais comum. Gotículas expelidas ao falar, espirrar e
tossir; aerossóis.

Indireta: contato com as secreções. As mãos são o principal veículo (introdução de


partículas virais diretamente nas mucosas oral, nasal e ocular).

Em geral, a transmissão ocorre dentro da mesma espécie, exceto entre os suínos, cujas
células possuem receptores para os vírus humanos e aviários.
INFLUENZA

Tratamento
• beber bastante água e descansar;
• Antivirais podem reduzir complicações e óbitos graves, embora os vírus da gripe
possam desenvolver resistência aos medicamentos (grupos de alto risco / uso dentro
de 48 horas após o início dos sintomas).
Prevenção

• Vacina 2019 teve mudança em 02 das 03 cepas que compõem a vacina (03 subtipos
do vírus que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul - OMS).
SARAMPO

• Vírus Paramyxoviridae - com genoma RNA paramyxovirus do grupo morbilivirus - doença


infecciosa grave, que pode ser fatal;
• Altamente contagioso (tão contagioso que a pessoa infectada pode transmitir para
90% das pessoas próximas que não estejam imunes);
• Transmissão por gotículas ou contato indireto (via aérea) - tosse, fala, espirra ou
respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar o sarampo é pela
vacina;
• O sarampo é contagioso dois dias antes de o exantema surgir e até cinco dias
depois.
SARAMPO

• Complicações em Crianças:
• Pneumonia - Cerca de 1 em cada 20 crianças com sarampo pode desenvolver
pneumonia, causa mais comum de morte por sarampo em crianças pequenas;
• Otite média aguda (infecções de ouvido) - Ocorre em cerca de 1 em 10 crianças com
sarampo e pode resultar em perda auditiva permanente;
• Encefalite aguda - 1 em cada 1.000 crianças podem desenvolver essa complicação e
10% destas podem morrer;
• Morte - 1 a 3 a cada 1.000 crianças doentes podem morrer em decorrência de
complicações da doença.
SARAMPO

• Complicações em Adultos:
• Pneumonia.
• Complicações em Gestantes:
• Mulher em idade fértil (10 a 49 anos) não vacinada antes da gravidez pode
apresentar parto prematuro e o bebê pode nascer com baixo peso;
• É importante se vacinar antes da gestação, pois a vacina é contraindicada durante
a gestação.
SARAMPO

• Sintomas: tosse, coriza, injeção


conjuntival e febre. Após poucos dias da
contaminação aparece o típico exantema
(erupções avermelhadas na pele) do
sarampo, que iniciam no tronco. O
exantema não coça e dura pouco mais que
uma semana.
SARAMPO

• Manchas de Koplik (pápulas na mucosa bucal, de cor amarelo-esbranquiçada) - bem no


começo do exantema aparecem manchas brancas muito típicas na mucosa oral.
SARAMPO

• Ministério da saúde – doença erradicada em 2000, mas o vírus voltou a circular.

• Vacina no Brasil é recomendada em 02 doses: aos 12 meses com a vacina tríplice viral
(sarampo-caxumba-rubéola) e aos 15 meses com a quadrupla viral (sarampo-caxumba-
rubéola-varicela).

• Há necessidade de repetir a vacinação aos cinco anos. Todo mundo deve ser vacinado
– todas as crianças. Adultos que não foram vacinados e não tiveram sarampo também
deveriam, mas são uma raridade hoje no Brasil.

• Tratamento: sintomático.
COVID-19

• Vírus SARS-CoV-2 – família coronavírus comuns em diferentes espécies de animais


(camelos, gado, gatos e morcegos), que causam doença respiratória, que varia em
gravidade desde um resfriado comum até pneumonia fatal.

• SARS-CoV2 - novo e identificado em Wuhan, China, no final 2019, como a causa da


COVID-19 e se espalhou por todo o mundo (pandemia).

• MERS-CoV - identificado em 2012 e causa a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS).

• SARS-CoV - identificado em 2002 e causa síndrome respiratória aguda grave (SARS)


COVID-19

COVID-19 é uma doença respiratória aguda que pode ser grave.

• Sintomas – febre, tosse, falta de ar ou dificuldade para respirar, calafrios ou tremores


repetidos com calafrios, dor muscular, dor de cabeça, inflamação da garganta e perda do
olfato ou do paladar.

• Os sintomas surgem cerca de 02 a 14 dias depois que as pessoas são infectadas

• O risco de doença séria e de morte em pessoas com COVID-19 aumenta com a idade e
em pessoas com outros distúrbios clínicos sérios, como doença cardíaca ou pulmonar
ou diabetes.
COVID-19

• Formas de transmissão:

Direta: de pessoa para pessoa é mais comum (contato próximo) - gotículas expelidas ao
falar, espirrar e tossir; aerossóis.

Indireta: contato com as secreções. As mãos são o principal veículo (introdução de


partículas virais diretamente nas mucosas oral, nasal e ocular).
• Diagnóstico
Exames laboratoriais para identificar o vírus.
COVID-19

Prevenção
 “distanciamento social” e evitar contato próximo com pessoas que estão doentes
 higienização das mãos frequentemente com água e sabão ou álcool 70%
 evitar tocar nos olhos, nariz e boca com mãos não lavadas
 ficar casa quando estiver doente
 etiqueta respiratória
 usar uma máscara de tecido
 limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados frequentemente com lenço de
limpeza doméstica comum
COVID-19

Tratamento
• beber bastante água e descansar;
• Medicamentos para aliviar a febre e as dores musculares.
Vacinação

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COVID-19

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