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ALANA BRANDÃO SAMPAIO

BEATRIZ DE ARAÚJO FROTA


MICHELE ERLANE SALES NUNES BITTENCOURT
MONICA SANTANA DA SILVA

A IMPORTÂNCIA DO ESTÍMULO MOTOR PELA FAMÍLIA


EM CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN DURANTE
O TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NOS DOIS
PRIMEIROS ANOS DE VIDA

Anteprojeto de pesquisa apresentado á


disciplina de metodologia da pesquisa
científica do curso de graduação em
fisioterapia da Universidade Federal da
Bahia como parte dos requisitos de
aprovação.

Orientadoras: Helena França Correia dos


Reis e Kionna Oliveira Bernardes Santos

Salvador
2016
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO..................................................................................................3
2 PROBLEMA......................................................................................................5
3 OBJETIVOS......................................................................................................6
3.1 OBJETIVO GERAL........................................................................................6
3.2 OBJETIVO ESPECÍFICO..............................................................................6
4 HIPÓTESE........................................................................................................7
5 JUSTIFICATIVA................................................................................................8
6 REFERENCIAL TEÓRICO...............................................................................9
6.1 O QUE É A SÍNDROME DE DOWN.............................................................9
6.2 A FAMÍLIA E A CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN..........................10
7 METODOLOGIA.............................................................................................12
7.1 DESENHO E LOCAL DE ESTUDO.............................................................12
7.2 POPULAÇÃO DA AMOSTRA......................................................................12
7.3 PROCEDIMENTO DE COLETA..................................................................13
7.4 ASPECTOS ÉTICOS...................................................................................13
8 RECURSOS....................................................................................................14
9 CRONOGRAMA.............................................................................................15
10 REFERÊNCIAS............................................................................................16
11 APÊNDICES.................................................................................................17
11.1 QUADRO DAS TAREFAS DE ESTIMULO SEGUNDO IDADE DA
CRIANÇA...........................................................................................................17
11.2 TERMOS DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO.................22
12 ANEXO.........................................................................................................23
1.Introdução

Os estudos mais primitivos sobre Síndrome de Down passaram a existir por


volta do século XIX, e a cada dia novas descobertas trazem discussões
inovadoras sobre esse tema. No entanto, por meio dos estudos sobre a
Síndrome, apresenta-se um fato muito interessante que é a imagem que a
sociedade por muitos anos associou aos seus portadores.

Infelizmente, por muitos anos, a criança Down era considerada mentalmente


retardada e incapaz de socializar. Ainda é possível encontrar alguns conflitos
sobre os conceitos da Síndrome de Down.  "A Síndrome de Down é decorrente
de um erro genético presente desde o momento da concepção ou
imediatamente após", segundo Schwartzman, (2003, p. 3). Como descreve
Schwartzman (2003), essa síndrome se trata de uma alteração genética,
porém, atuais tratamentos fisioterápicos provam que estas podem desenvolver
uma vida normal com capacidade de realização de tarefas diária como
qualquer pessoa. É notório, no entanto, que portadores de Síndrome de Down
necessitam de condições especiais para a aprendizagem.

Sigolo (2004) aponta que é correto constituir a família como o pilar central, para
introdução de atividades e relações, visando o desenvolvimento da criança. Por
esse ângulo, pode-se observar o desenvolvimento das relações da criança não
só com os pais, mas também com irmãos, tios e avós, realçando o papel da
família na intermediação entre a criança e a sociedade. Segundo o autor, são
através de padrões, comportamentos, costumes, hábitos etc., introduzidos pela
família de maneira subjetiva, que auxiliam na formação das bases da
identidade e da personalidade da criança. 

Minuchin (1993, apud Polity, 2000), por sua vez, diz que a família é o contexto
natural para crescer e receber auxílio, ela cumpre o seu papel de garantir o
pertencimento e ao mesmo tempo promove a individualização do sujeito.
Aprender faz parte dessa individualização.   

3
Evidencia-se, desta forma, a importância de realizar uma pesquisa sobre a
seguinte problemática: Qual a importância do estímulo motor pelas famílias em
crianças com síndrome de Down?

Esta questão é de grande interesse, motivo pelo qual foi escolhida como tema
de estudo e de investigação do presente trabalho.

E a partir de análises desse estudo, sugerir reflexões a cerca da compreensão


das questões que abrangem as crianças com Síndrome de Down e as
interferências em sua aprendizagem e desenvolvimento, mediante tratamentos
fisioterápicos e o papel fundamental da família nesse desenvolvimento.

4
2. Problema
Qual a importância do estímulo motor pelas famílias em crianças com síndrome
de Down?

5
3. Objetivos

3.1 Objetivo Geral

Comparar a evolução motora de crianças com síndrome de Down, que,


durante os dois primeiros anos de vida receberam o estímulo motor
pela família durante o tratamento fisioterapêutico com o grupo de crianças que
não receberam o estímulo.

3.2 Objetivos específicos

Investigar se a renda do grupo teste e grupo controle é um fator que influencia


no resultado final da pesquisa.
Fazer um comparativo entre as crianças que possuem diferentes idades com o
intuito de saber se essa variável é um fator influenciável no resultado.
Analisar se as crianças que são acompanhadas pelas mães possuem um
diferencial no resultado final em comparação com as crianças que são
acompanhadas por qualquer outro responsável.
Descrever o estado inicial de todas as crianças para obter um parâmetro de
evolução.

6
4. Hipótese:

Crianças com síndrome de Down que possuem estímulo motor pela família
respondem melhor ao tratamento fisioterapêutico.

7
5. Justificativa

O interesse por esse estudo surgiu mediante a escassez de pesquisas voltadas


para essa área, já que não existe ainda comprovação da importância da
atuação familiar para a obtenção de resultados positivos no tratamento de
crianças com síndrome de down. Porém a atuação da fisioterapia no campo de
desenvolvimento de crianças com essa síndrome tem sido alvo de discussões
de vários pesquisadores, entre eles Berger (1993, apud Rodrigo & Palácios,
1998), que propõe algumas considerações sobre a função do profissional na
mediação da família na tarefa de educar seus filhos com atraso no
desenvolvimento. Mostrando que motivar os pais a propiciar estimulação
sensorial, motora e comunicativa precoce é benéfico não só para a criança,
mas também para os pais, porque é uma das primeiras experiências de
interação e pode ajudar a vencer suas incertezas e inibições. Além disso,
segundo Bowlby (1997), a ajuda especializada aos pais nos primeiros anos de
vida de uma criança pode ser extremamente importante, pois quando
qualificada e oportuna, poderá ter efeito significativo se for realizada nos
primeiros anos de vida da criança, período crítico de seu desenvolvimento.

È fundamental, também, ressaltar que a integração do portador de Síndrome


de Down à sociedade depende exclusivamente desses estímulos precoces. Por
isso Chevallier (1993 apud SERRÃO, 2006), aponta que os problemas de
comportamento apresentados por alguns portadores de SD podem ser
amenizados a partir da atuação conjunta entre o profissional fisioterapeuta e a
família, em uma perspectiva de processo de estimulação. Ademais, o espaço
terapêutico pode diminuir o isolamento e propiciar um espaço em que ele
possa se expressa.

Portanto, essa pesquisa serve para demonstrar que tal interação é fundamental
para aperfeiçoar o tratamento fisioterápico em conjunto com a atuação familiar
no desenvolvimento motor em longo prazo. E repercutir a tamanha importância
que uma estimulação bem direcionada na infância propicia o desenvolvimento
cognitivo e psicomotor de uma criança portadora da síndrome de Down
garantindo uma melhor integração social no futuro.

8
6. Referencial teórico

6.1 O que é a síndrome de Down

Segundo Moeller (2006, p.26) A Síndrome de Down (SD) ou trissomia do


cromossomo 21, é uma anormalidade cromossômica bastante freqüente,
ocorrida devido a uma carga genética extra desde o desenvolvimento intra-
uterino, caracterizando a criança portadora da mesma por toda a sua vida.
Existem três tipos de Síndrome de Down: A trissomia simples (92% dos casos)
quando a constituição genética destes indivíduos é caracterizada pela
presença de um cromossomo 21 extra em todas as suas células; O
mosaicismo (2 a 4 % dos casos), onde células de 46 e de 47 cromossomos
estão mescladas no mesmo indivíduo. Esse tipo terá 46 cromossomos em
algumas células e 47 em outras; A translocação (3 a 4% dos casos), quando o
material genético sobressalente pode estar associado à herança genética e é
muito raro. Neste caso, todas as células possuem 46 cromossomos, no
entanto, parte do material de um cromossomo 21 adere-se ou transloca-se
para algum outro cromossomo. A Síndrome de Down possui caráter universal e
sua ocorrência independe de raça, condição sócio-econômica e localização
geográfica.

A deficiência mental nessa Síndrome, quando é leve, se é


perfeitamente educável. A criança pode chegar a realizar tarefas mais
difíceis com supervisão. São os casos mais favoráveis. E o moderado
o máximo que se podem alcançar é o ponto de assumir um nível pré-
operativo. São pessoas que podem ser capazes de adquirir hábitos
de autonomia e, inclusive, podem realizar certas atitudes bem
elaboradas, quando adultos podem frequentar lugares ocupacionais,
mesmo que sempre estejam necessitando de supervisão (KIRK,
1996, p.123-124).

Com isso Kirk caracteriza a síndrome de Down baseando essas definições


entre leve ou moderada e relacionando-as no que tange os aspectos referentes
ao desenvolvimento cognitivo desses indivíduos. Ainda, segundo Pueschel
(1993) as pessoas com SD geralmente são afetuosas, carinhosas,
brincalhonas e cognitivas, 80% das crianças têm QI baixo, entre 25 e 30. As
9
características mentais podem variar de um atraso global do desenvolvimento
neuropsicomotor nas crianças menores e um retardo mental nas crianças
maiores.

Por isso crianças com SD , segundo Fonseca (1995, p.73), podem mudar sua
estrutura cognitiva por meio de estímulos. Por definição, não há nem pode
haver deficientes ineducáveis. Por efeitos da educação e da estimulação
precoces, podemos modificar o deficiente num ser autônomo, independente e
capaz de aprendizagem e elaboração ideacional.

6.2 A família e a criança com síndrome de Down

O choque ocasionado pela chegada de uma criança com deficiência é intenso


e vivenciado de maneira privada por cada componente da família. Segundo as
Tunes e Piantino de Cadê a Síndrome de Down que estava aqui? O gato
comeu. Os pais são os mais afetados. As mães expõem mágoas e se culpam
pela deficiência dos filhos. Ainda segundo as autoras 45% das mães relataram
que seus outros filhos aceitam inteiramente a criança com a síndrome. Eles
acabam por brincarem mais do que os outros irmãos, pois o ato de brincar é
importante na estimulação das crianças com Síndrome de Down. Além disso, é
importante que os pais entendam que é durante a infância que surgem as
habilidades motoras, e é durante os primeiros anos de vida através das tarefas
diárias que a criança aprende a controlar seus movimentos de forma eficaz. O
desenvolvimento cognitivo está relacionado a estruturação da inteligência,
portanto um atraso no desenvolvimento cognitivo implica no aprendizado da
criança e conseqüentemente prejudicará também o desenvolvimento motor
(BONOMO; ROSSETTI, 2010).

Portanto, a criança com Down pode alcançar um nível cognitivo expressivo, a


depender da estimulação que receberá durante sua fase de desenvolvimento.
Segundo alguns autores (Piaget, 1975; Vigostsky, 1988) a criança em idade de
zero a seis anos tem uma maior facilidade para aprender, e à medida que a
idade vai passando o processo de aprendizagem vai se tornando mais

10
complexo tanto para criança com Down quanto para uma criança “normal”.
Com isso posso dizer que em se tratando especialmente da criança com Down
quanto antes se iniciar o processo de estimulação cognitiva melhor. A criança
tende a se adaptar melhor a mudança nesta fase inicial de sua vida.

Sendo assim, o progresso da criança Down depende muito da dedicação do


fisioterapeuta, de outros profissionais e da família. A criança, quando bem
estimulada, aquela que não fica escondida dentro de casa e comparece a
eventos sociais e familiares, pode ter um desenvolvimento muito mais
satisfatório.

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7. Metodologia:

7.1 Desenho e local de estudo

Trata-se de uma pesquisa analítica, na qual o estudo aplicado será o ensaio


clínico randomizado. A amostra será obtida do ambulatório de fisioterapia do
hospital irmã Dulce, localizado na Avenida Bonfim, 161 - Largo de Roma,
Salvador-BA

7.2 População e amostra

A amostra será composta por 20 crianças, 10 para cada grupo com idades
entre 0 à 24 meses. Seguindo os seguintes critérios de inclusão: Que as
crianças presentes no estudo sejam portadoras de síndrome de Down, que o
responsável deve conviver com a criança por, no mínimo, 8 horas diárias e
também deve haver assiduidade e frequência nas sessões fisioterápicas.
Serão excluídas do grupo as crianças que: sejam portadores de síndrome de
Down com cardiopatia severa, que possuam outras síndromes associadas e
crianças Down com má formação de membros.
Cada criança, tanto do grupo controle quanto do grupo teste, serão submetidas
ao atendimento fisioterapêutico condizente com sua idade e desenvolvimento
motor, uma vez por semana por 50 minutos. Os atendimentos ocorrerão de
segunda a sexta feira, sendo atendidas 4 crianças por dia: 2 do grupo controle,
2 do grupo de estudo, em horários pré-estabelecidos pela Instituição.

As tarefas de estimulo serão transmitidas pelo fisioterapeuta que atender as


crianças participantes do grupo de estudo, seguindo o cronograma de semanas
constante no apêndice.

O cronograma deverá ser realizado pelo adulto que convive com a criança e
que concordou em participar do estudo. As crianças deverão praticar
diariamente as atividades motoras das quais seus responsáveis foram
orientados previamente. Sendo que tais atividades terão início a partir do dia
seguinte ao atendimento fisioterápico, por no mínimo 10 minutos, até a data do
retorno à próxima sessão fisioterapêutica, ou seja, por 6 dias.

12
7.3 Procedimentos de coleta

Ao final de 3 meses O avaliador cego verificará o resultado da melhora


cognitiva e motora(reflexo e resposta ao estímulo) dos dois grupos, através de
exercícios especificados na escala proposta presente no anexo, o
fisioterapeuta responsável pelo atendimento, preencherá a escala GMFM de
cada criança no primeiro dia do atendimento e ao término da aplicação do
estimulo, na 13ª semana. Além disso, a escolaridade, o grau de instrução e o
local de moradia dos responsáveis serão investigados a fim de verificar se
esses fatores influenciaram de forma significativa no resultado obtido.

7.4 Aspectos Éticos

O Projeto seguirá como Normas da Resolução nº 466/2012, da Comissão


Nacional de Ética e Pesquisa (CONEP). Para tal FIM, utilizará o Termo de
Consentimento Livre e esclarecido - TCLE, Como instrumento de autorização
para o inicio da pesquisa. Não será preenchido termo de assentimento, pois
estes só são necessários para crianças acima de seis anos, conforme
determinação da resolução 466/12 e orientações recebidas da CONEP. A
pesquisa decorrerá a partir de Método de Análise dos Dados. Os dados serão
demonstrados em tabelas eletrônicas e gráficos. Tabelas e Gráficos serão
confeccionados com o auxilio do Microsoft Office Excel 2010 Pará Melhor
Avaliação de Dados.

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8. Recursos

Tabela1: tabela orçamentaria sobre valores referentes aos materiais usados na


pesquisa

Materiais Valor R$
Notebook R$ 1890,99
Material de escritório R$ 30,00
Internet (mensal) R$ 104,00
Pendrive 4 GB R$ 20,00
Impressão e encadernação R$ 5,15
Brinquedos utilizados nas dinâmicas constantes na R$ 80,00
tabela de orientação

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9. Cronograma

ago/16 set/16 out/16 nov/16 dez/16 jan/17 fev/17 mar/17 abr/17 mai/17

Elaboraç X X
ão do
projeto

Revisão X X X X X X
de
literatura

Submiss X X
ão de
comissã
o de
ética

Semana X
de
orientaç
ão aos
respons
áveis

Coleta X X X
de
dados

Análise X X
de
dados

Descriçã X
o do
resultad
o

10. Referências

15
Duveen, G. (1999). Crianças enquanto atores sociais: as representações
sociais em desenvolvimento. Em: Guareschi, P.; Jovchelovitch, S.
(Orgs.). Textos em representações sociais. 5ª Ed. (pp. 261-293). Rio de
Janeiro: Vozes.

Mantoan, M.T.E. (2003). Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como


fazer? São Paulo: Moderna.

Saad, S.N. (2003). Preparando o caminho da inclusão: dissolvendo mitos e


preconceitos em relação à pessoa com síndrome de Down. Rev. Bras. Ed.
Esp., 9 (1), 57-78.

Schwartzman, J. S. (2003). Síndrome de Down. São Paulo: Memnon.

Silva, M.F.M.C.; Kleinhans, A.C.S. (2006). Processos cognitivos e plasticidade


cerebral na Síndrome de Down.Rev. Bras. Educ. Esp., 12 (1).

Sunelaitis, R.C.; Arruda, D.C.; Marcom, S.S. (2007). A representação de um


diagnóstico de síndrome de Down no cotidiano familiar: perspectiva da
mãe. Rev. Bras. Educ. Esp., 20 (3).

11. Apêndices:

16
11.1 Quadro das tarefas de estimulo segundo idade da criança.

IDADE 0-6 6-12 12-18 18-24


(MESES)
Posicionar o Coloque o bebê Com a criança Passar a
SEMANA bebê de bruços, com de pé e bola de uma
1 primeiramente braços e pernas apoiada num pessoa para
de lado. abertos. Dobre o sofá, estimule-a outra numa
Chame a joelho e o quadril a andar para os sequência
atenção do de uma das lados, pré-
olhar da pernas.  Coloque perseguindo determinada
criança para suas mãos na um brinquedo. .
um brinquedo sola de cada
colorido e pezinho. Comec
ajude o bebê e empurrando
a levar as para frente a
mãos até o perna que está
brinquedo. esticada. A outra
Realizar essa perna irá se
atividade dos dobrar. Repita
dois lados. algumas vezes,
trocando de
lado.

SEMANA Posicionar o Coloque o bebê Colocar objetos Ofereça


2 bebê no chão, de sobre uma caixas de
primeiramente bruços, e sente- mesa e tamanhos
de lado. se ao lado dele. estimular a diferentes
Chame a criança a pegá- para que a
atenção do Espere que ele los, de modo criança
olhar da use as mãos que ela cruze coloque um
criança para para fazer força com o braço a dentro do
um brinquedo e tentar levantar frente do corpo. outro.
colorido e o tronco.
ajude o bebê
a levar as
mãos até o
brinquedo, em
seguida, do
brinquedo até
a boca.
Realizar essa
atividade dos
dois lados.
SEMANA Posicionar o Coloque o bebê Brincar de Ensinar a
3 bebê de bruços, com esconde- criança a
primeiramente braços e pernas esconde; amassar

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de lado. abertos. Dobre o esconder-se pedaços de
Use um joelho e o quadril atrás dos papel para
brinquedo de uma das móveis, no fazer bolas
colorido pernas.  Coloque quintal e em e jogar com
chamando a suas mãos na outros locais elas.
atenção para sola de cada que sejam de
que ele pezinho. Comec fácil acesso à
consiga tocá- e empurrando criança, que
lo, enquanto para frente a pode estar
se mantém perna que está andando ou
olhando para esticada. A outra engatinhando.
o brinquedo. perna irá se
Alternar o dobrar. Repita
brinquedo de algumas vezes,
um lado para trocando de
o outro.  Isso lado.
estimula a
criança a virar
a cabeça.

SEMANA Posicionar o Coloque o bebê Jogar bola só Colocar


4 bebê deitado no chão, de com duas objetos
de frente para bruços, e sente- pessoas numa
o adulto. se ao lado dele. (criança e mais escada ou
Mostrar um uma pessoa), sofá e
brinquedo por Espere que ele num jogo de incentivar a
vez, de use as mãos dar e receber a criança a
preferência para fazer força bola, rolando-a subir e
coloridos, para e tentar levantar no chão. pegá-los.
que ele fixe o o tronco. Ajude a
olhar. Ajude o mover as pernas
bebê a tocar o do seu bebê
brinquedo, caso ele ainda
fazendo com não consiga
que suas fazer isso
mãos sozinho.
cheguem até
ele (as duas
mãos juntas,
depois a
direita e então
a esquerda).
SEMANA Deitar o bebê Quando o bebê Esconda Brincar de
5 de barriga estiver brinquedos sob esconde-
para baixo posicionado panos e esconde;
sobre as suas sobre suas mãos travesseiros e esconder-se
pernas. A e joelhos, segure estimule a atrás dos
cabeça seu bumbum e criança a móveis, no
deve ficar na balance-o em procurá-los. quintal e em
parte mais alta direção ao pé outros
da perna. Os dele. Balance locais que

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braços do suavemente o sejam de
bebê bebê para frente fácil acesso
devem ficar  e para trás, à criança,
para fora da mantendo o
perna. bumbum
Balance as alinhado com as
pernas bem pernas.
devagar
SEMANA Deitar o bebê Sente-se no Levar o bebê Brincar de
6 de barriga chão. Coloque o para passear, chutar bola
para baixo bebê de barriga para que ele se com a
sobre as suas para baixo, em acostume com criança.
pernas. A cima de uma das outras pessoas.
cabeça suas pernas.
deve ficar na
parte mais alta Dobre os joelhos
da perna. Os do bebê e apoie-
braços do os no chão,
bebê alinhados bem
devem ficar  abaixo dos
para fora da quadris. Com
perna. uma das mãos,
Levante uma mantenha o
perna e bebê com as
abaixe a pernas
outra. dobradas. Use
sua outra mão
para levar os
braços do bebê
para frente.

SEMANA O adulto Sente-se no Sente a criança Brincar de


7 deve ficar  chão. Coloque o em suas esconde-
sentado no bebê de barriga pernas, de esconde
chão, sofá ou para baixo, em frente para com a
cadeira.  cima de uma das você e fique de criança
Posicionar o suas pernas. mãos dadas
bebê sentado com ela,
entre suas Coloque as fazendo
pernas. mãos do bebê movimentos de
Colocar um abertas balanceio para
brinquedo em apoiadas no a frente e para
uma mão e chão, na mesma trás.
estimulá-lo a direção dos
trocar de mão. ombros, com os
dedos para
frente.
SEMANA Com o bebê Balance de Role a bola e Estimule a
8 deitado de forma delicada peça para ela ir criança a
barriga para sua perna, como buscar e jogar construir
cima, cobrir o brincadeira de para você uma torre

19
rosto com as cavalinho, para com 3
mãos ou um cima e para elementos
tecido. Brincar baixo ou de um utilizando
com o bebê lado para o caixas ou
de “escondeu, outro, para que o latas, de
achou!“ ou bebê sinta o tamanhos
“Cadê o deslocamento do pequeno,
neném? peso do corpo. médio e
Achou!” grande.
SEMANA Com o bebê Ajude-o a Dançar. Sente a
9 sentado, colocar e tirar criança em
brincar de pequenos suas
“Vou te pegar” brinquedos pernas, de
e agarrá-lo e dentro de uma frente para
enchê-lo de bacia ou de um você e fique
beijos. pote largo. de mãos
dadas com
ela, fazendo
movimentos
de
balanceio
para frente
e para trás.
SEMANA O bebê Coloque seu Jogar bola de Utilize
10 deve ficar  bebê sentado pé e chutar. brinquedos
deitado de em frente ao suspensos
bumbum para sofá. Incentive o no ar, que a
cima. bebê a alcançar criança
Esconda e segurar a possa
brinquedos beirada do empurrar e
embaixo de móvel. Espere pegar de
panos leves, que dê impulso volta.
para que o para ficar em pé.
bebê tente Ajude-o, se
levantar e necessário,
achar o colocando as
brinquedo. mãos na cintura
do bebê.
SEMANA Deitar o bebê Deixe a criança Levar o bebê Dançar.
11 de barriga pra sentada em uma para passear
baixo e rolar altura suficiente
para um lado para que ela
e para o outro. esteja com as
mãos livres e
possa movê-las.
Coloque
pedacinhos de
miolo de pão ou
bolacha sobre a
mesa e
incentive-o para

20
que os agarre
com as mãos.
SEMANA Colocar o Com você Utilize Levar o
12 bebê virado sentado, brinquedos bebê para
para frente, posicione a suspensos no passear
como se criança sentada ar, que a
estivesse no seu colo ou criança possa
sentado em entre suas empurrar e
uma pernas. pegar de volta.
cadeirinha,
com as costas Você vai
apoiadas no precisar de
adulto. Segure instrumentos:
com uma das
Tambor ou
mãos embaixo
bateria: pegue
do bumbum.
uma panela com
Com a outra
uma colher de
mão, sustente
pau, caixa de
o peito pela
sapatos, latas
frente. Passea
vazias, vasilhas
r com ele
de plástico,
nessa posição
copos.
por 10
minutos. Toque o
instrumento que
você criou, pare
e espere que o
bebê lhe peça,
com gestos, que
continue.

11.2 Termos de consentimento livre e esclarecido.

21
Você está sendo convidado (a) para participar da pesquisa sobre “A
importância do estimulo motor pela família em crianças com Síndrome de
Down durante o tratamento fisioterápico nos dois primeiros anos de vida” sob a
responsabilidade dos pesquisadores: Michele Erlane Sales Nunes Bittencourt,
Alana Brandão Sampaio, Monica Santana da Silva e Beatriz de Araújo Frota.
Nesta pesquisa nós estamos buscando entender se existe uma melhora motora
de crianças com síndrome de Down, que, durante os dois primeiros anos de
vida receberam a ajuda da família, fazendo exercícios em casa que foram
ensinados pelo fisioterapeuta e que também participaram, sem falta, das
sessões de fisioterapia.
Na sua participação você vai receber instruções do fisioterapeuta a respeito
das atividades que deverão ser realizadas em casa, além de acompanhar
todas as sessões fisioterápicas em que a criança de sua responsabilidade
comparecer.
Os resultados da pesquisa serão publicados e a sua identidade será
preservada.
Você não terá nenhum gasto e ganho financeiro por participar da pesquisa.
O risco de ocorrer um resultado oposto pode existir caso o responsável não
siga a risca as instruções do fisioterapeuta. Sendo positivo o resultado da
pesquisa, os benefícios serão a melhora motora mais rápida nas crianças.
Uma via original deste Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ficará com
você.

Salvador, ....... de ........de 201.......

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Assinatura dos pesquisadores

Eu aceito participar do projeto citado acima, voluntariamente, após ter sido


devidamente esclarecido.

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Responsável

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