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BAANNDDEEIIRRAA BRRAASSIILLEEIIRRAA
A bandeira do Brasil foi implantada em 19 de novembro de 1889, a ideia da bandeira atual foi
elaborada pelo professor Raimundo Teixeira Mendes, que contou também com a participação
do Dr. Miguel Lemos e o professor Manuel Pereira Reis e quem realizou a confecção do
desenho foi o pintor Décio Vilares.

Quanto às estrelas dispostas na bandeira brasileira, elas não são uniformes e cada uma possui
um significado. Cada estrela presente na Bandeira representa um Estado brasileiro, além disso,
todas possuem a mesma configuração, todas têm cinco pontas. Outro item que difere uma
estrela da outra é quanto ao tamanho, existem cinco tamanhos distintos.

A distribuição das estrelas na bandeira brasileira foi feita a partir das características do céu do
Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro de 1889.

A estrela SPICA se encontra acima da faixa que expressa “Ordem e Progresso” e representa o
Estado do Pará, que no ano de 1889 correspondia ao maior território acima do paralelo do
Equador. O Distrito Federal é representado pela estrela do tipo sigma do Octante.

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Estados e Suas Estrelas

Ordem de
Siglas Estados Estrela
Criação

1 BA Bahia Gama do Cruzeiro do Sul


2 RJ Rio de Janeiro Beta do Cruzeiro do Sul
3 MA Maranhão Beta do Escorpião
4 PA Pará Spica (alda da Virgem)
5 PE Pernambuco Mu do Escorpião
6 SP São Paulo Alfa do Cruzeiro do Sul
7 MG Minas Gerais Delta do Cruzeiro do Sul
8 GO Goiás Canopus (Alfa de Argus)
9 MT Mato Grosso Sirius (Alfa do Cão Menor)
10 RS Rio Grande do Sul Alfa do Triângulo Austral
11 CE Ceará Epsilon do Escorpião
12 PB Paraíba Capa do Escorpião
13 ES Espírito Santo Epsilon do Cruzeiro do Sul
14 PI Piauí Antares (Alfa do Escorpião)
15 RN Rio Grande do Norte Lambda do Escorpião
16 SC Santa Catarina Beta do Triângulo Austral
17 AL Alagoas Teta do Escorpião
18 SE Sergipe Iotá do Escorpião
19 AM Amazonas Procycon (Alfa do Cão Menor)
20 PR Paraná Gama do Triângulo Austral
21 AC Acre Gama da Hidra Fêmea
22 DF Brasília (DF) Sigma do Oitante
23 MS Mato Grosso do Sul Alfard (Alfa da Hidra Fêmea)
24 RO Rondônia Gama do Cão Menor
25 TO Tocantins Epsilon do Cão Maior
26 AP Amapá Beta do Cão Maior
27 RR Roraima Delta do Cão Maior

A ordem das bandeiras estaduais brasileiras, segue a ordem de criação dos Estados e não a
ordem alfabética.

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Segundo Ernani Costa Straube, o Brasil foi o primeiro país a ter uma bandeira que
homenageasse uma mulher: acredita-se, entre outras teorias, que o primeiro estandarte criado,
ainda no período imperial (1822-1889), pode ser uma homenagem à união de dona Maria
Leopoldina de Áustria com dom Pedro I. A hipótese mais aceita é de que o losango, que existe
até hoje na bandeira, foi inspirado em algumas bandeiras militares do tempo da Revolução
Francesa e da época napoleônica, mas há quem defenda que ele pode ser uma referência às
armas das damas, que eram tradicionalmente representadas num escudo em formato de
losango.

“Sendo a arte dos brasões familiar a Debret (Jean-Baptiste Debret, pintor e desenhista da
corte), ele escolheu o losango amarelo, cor da casa de Habsburgo-Lorena, à qual pertencia
dona Maria. O verde é atribuído ainda à casa de Bragança, o que pode significar também a
união da imperatriz com dom Pedro”, afirma o geógrafo Tiago José Berg, autor do livro Hinos
de todos os países do mundo.

Além do verde e do losango amarelo, a bandeira imperial recebeu ao centro, logo depois do
grito de independência, o brasão de armas que dom Pedro I criou para o império: uma esfera
armilar sobre a cruz da Ordem de Cristo, circundada por uma bordadura em azul com 19
estrelas prateadas, representando as províncias da época. “Os ramos de fumo e café, atados
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por um laço vermelho, aludiam às bases econômicas do país, enquanto a coroa simbolizava o
reino. Em dezembro daquele ano, dom Pedro I alterou o brasão e a bandeira, substituindo a
coroa real pela do Império”, explica o geógrafo. A bandeira imperial foi hasteada pela primeira
vez na força naval que saiu do Rio de Janeiro com destino a Montevidéu, em 13 de novembro
de 1822, conforme relata um dos membros do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná,
Ernani Costa Straube, autor do livro Símbolos: Brasil, Paraná e Curitiba, Histórico e Legislação.

República
Após a proclamação da República, em 1889, o marechal Deodoro da Fonseca, então chefe do
governo provisório, se forçou a adotar um novo símbolo nacional, de forma a romper com as
tradições do Império. “Relata o general Couto de Magalhães que Deodoro queria manter a
bandeira do Império, apenas eliminando do escudo a coroa. Em 15 de novembro, entretanto,
foi hasteada na Câmara Municipal e na redação do jornal A cidade do Rio uma bandeira de
treze listras, alternada pelas cores verde e amarela, tendo ao canto um quadrado negro com 20
estrelas brancas; mais tarde, o preto foi substituído pelo azul”, explica Berg. A bandeira,
segundo o geógrafo, foi criada pelo Clube Republicano Lopes Trovão e era uma mera cópia da
bandeira norte-americana.

Straub recorda que a bandeira provisória da República chegou, posteriormente, a ser adotada
pelo estado de São Paulo. Foi, contudo, descartada como símbolo nacional com o intuito de
evitar que o Brasil instituísse um pavilhão com um duplo inconveniente: o da imitação do
estandarte dos Estados Unidos e o de fazer crer em uma filiação que não existe entre os dois
povos. “Em 19 de novembro de 1889, quatro dias após a proclamação da República, o marechal
Deodoro assina o Decreto n.º 4, adotando a nova Bandeira Nacional em um formato muito
similar ao conhecido hoje”, explica Straub.

Como foi estabelecida a divisão dos estados brasileiros?

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1534 - Capitanias hereditárias Em 1504, os portugueses começaram a dividir as terras que


estavam sob seu controle em 14 capitanias hereditárias. Nomes como Espírito Santo,
Pernambuco, Maranhão e Ceará já eram usados na época.

1789 - Tratado de Madri Em 1750, com o Tratado de Madri, começa a expansão territorial
para o interior. São criados Grão-Pará e São Paulo, que posteriormente é dividido e dá origem
aos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

1889 - Independência e República Até a Independência, em 1822, havia o contorno de 17


estados, mais a Cisplatina (atual Uruguai). Com a República, em 1889, o mapa fica ainda mais
parecido com a configuração atual.

1943 - Primeira metade do século 20 Em 1904, o Acre é comprado da Bolívia. Em 1942, o


governo cria os territórios de Roraima (acima, ainda com nome de Rio Branco), Amapá e
Fernando de Noronha. Em 1946, é criado o estado de Rondônia (acima, Guaporé).

1990 - Transformações recentes Em 1960, Goiás é desmembrado para abrigar a capital,


Brasília. Em 1979, um novo desenho dá origem a Mato Grosso do Sul. A Constituição de 1988
define as divisões atuais, indicando a criação de Tocantins para 1989.

As primeiras subdivisões do Brasil ocorreram no século 16, com a criação das capitanias
hereditárias. Desde então, decisões políticas orientaram o formato do território nacional até
chegarmos aos atuais 26 estados e o Distrito Federal. Hoje, qualquer alteração nesse sentido
deve passar pela aprovação popular - em 2011, os eleitores do Pará votaram contra a divisão
do estado em mais dois, Tapajós e Carajás - e posteriomente pelo Congresso. Veja nos
mapas diferentes divisões do Brasil em cinco momentos.

As Cores Nacionais são o verde e o amarelo, podendo ser usadas sem quaisquer restrições,
inclusive associadas a azul e branco. O verde, presente no escudo imperial brasileiro, simboliza
nossas extensas florestas e a natureza pródiga que Pero Vaz de Caminha ressaltou em sua
famosa carta ao Rei D. Manuel.

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O amarelo representa, num losango, as fartas riquezas minerais, a presença do dourado sol da
vida e é símbolo do poder e da autoridade.

O azul é um firmamento resplendente de estrelas iluminadoras, as mesmas do céu da


proclamação da República, luzes de democracia, de cidadania, de ordem, de progresso, de
respeito e de soberania.

O branco é a paz que prezamos e realça o permanente anseio que nutrimos pela concórdia e a
disposição para o convívio pacífico.

Outra versão da história. O verde e o amarelo entraram na nossa bandeira em 1822, num
trabalho do francês Jean-Baptiste Debret. O verde representava a Casa Real Portuguesa de
Bragança (família de Dom Pedro I) e o amarelo, a Casa Imperial Austríaca de Habsburgo
(família da princesa Leopoldina).

O losango foi uma homenagem de Dom Pedro I ao general francês Napoleão Bonaparte (o
losango era uma das formas preferidas das bandeiras militares napoleônicas). O azul e o branco
também eram cores usadas em bandeiras portuguesas.

O hasteamento e manutenção da Bandeira Nacional segue determinações legais:


A bandeira pode ser hasteada ou arriada a qualquer hora do dia ou da noite: normalmente
se hasteia às 8 horas e se arria às 18 horas.
A bandeira que ficar hasteada durante a noite deve permanecer sempre iluminada.
Quando várias bandeiras são hasteadas ao mesmo tempo, a Bandeira Nacional é a primeira
a atingir o topo e a última a descer.
No caso do hasteamento de outras bandeiras, a do Brasil deve ficar ao centro: a bandeira
do estado fica à direita e a do município deve estar posicionada à esquerda, no sentido da
bandeira para o público – portanto, ao contrário da esquerda e direita do observador.
No caso de solenidade em recinto fechado, a Bandeira Nacional ocupará o lado direito da
mesa da presidência (ou autoridade que estiver presente).
Em dia de luto decretado – seja em âmbito nacional, estadual ou municipal – a bandeira
deve ser hasteada até o topo e, depois, ser levada até a metade do mastro. Isso também
acontece no dia de Finados.
Nenhuma bandeira de outra nação poderá ser usada sem que esteja à sua direita, de
mesmo tamanho e realce, a brasileira.
Todas as bandeiras velhas (rasgadas, desbotadas, desfiadas) precisam ser descartadas. Elas
devem ser entregues a uma unidade do Exército, que será responsável pela incineração da
bandeira: o ato acontece sempre no dia 19 de novembro. As cinzas, nas cidades litorâneas,
são depositadas no mar e, em outros locais, são enterradas.

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O art. 12 da Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971, diz que a Bandeira Nacional estará
permanentemente no topo de um mastro especial
plantado na Praça dos Três Poderes de Brasília, no
Distrito Federal, como símbolo perene da Pátria e sob
a guarda do povo brasileiro.

Consideram-se padrões dos Símbolos Nacionais os


modelos compostos de conformidade com as
especificações e regras básicas estabelecidas na Lei
nº 5.700, de 1º de setembro de 1971, e redação
dada pela Lei nº 8.421 de 11/05/1992.

No dia 18 de setembro comemoramos o Dia Nacional dos Símbolos Nacionais.

Bandeira Nacional - Hasteamento

As bandeiras são hasteadas por convidados de acordo com a ordem de precedência nas
solenidades.

Deverá haver coincidência entre o final do hasteamento da Bandeira Nacional e o término da


execução do Hino Nacional.

No dia da Independência, 07 de setembro, deve-se hastear o Pavilhão Nacional às 7 horas da


manhã e descerrar às 18 horas, preferencialmente com as devidas honras protocolares.

No dia 19 de novembro, Dia da Bandeira, o hasteamento será realizado às 12 horas e


descerrado às 18 horas em solenidade especial.

As bandeiras consideradas inservíveis durante o decorrer do ano serão queimadas em pira,


nesta solenidade.

Saudações Civis

As pessoas devem estar de pé, em


silêncio e com respeito, a bandeira
deve estar descoberta, sem nenhuma
pessoa a frente ou objeto atrapalhando
o visualização.
Por lei, escolas públicas e particulares
são obrigadas a hastear a bandeira
nacional pelo menos uma vez por
semana.

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Em Linha de Mastro (nº par de bandeiras)

A bandeira do Brasil deve se


posicionar ao centro-direita do
dispositivo, ou seja, a esquerda do
observador (consulte figura acima).
Sempre do lado direito deverá estar
com uma bandeira a menos.
Por ordem de importância países,
estados, municipios e instituições,
sempre da direita pra esquerda.
Ex.: na figura ao lado se fossemos
hastear bandeiras seria nesta ordem:
Estados Unidos, Brasil, Municipio e
Instituição.

Em Recinto Fechado

Neste caso deverá ser usada em


mastro à direita da mesa ou
desfraldada na posição central em
cima do presidente da sessão.

A bandeira deve estar descoberta, sem


nenhuma pessoa à frente ou objeto
atrapalhando o visualização.

Em Linha de Mastro (nº ímpar de bandeiras)

A bandeira do Brasil deve se posicionar


ao centro com número igual de
bandeiras para cada lado.

A Bandeira nunca deve ser menor, sempre


igual ou maior que as outras, caso seja
hasteada com outros países deve ser do
mesmo tamanho para não ser considerado
desresreito.
A noite a bandeira deve estar iluminada às
18h00. Não é permitido hastear sem iluminação.

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Reproduzida e Desfraldada

A bandeira nacional pode ser


reproduzida (figura avião) ou
desfraldada em prédios, paredes em
salas de reuniões entre outros lugares.
Em hipótese nenhuma a bandeira pode
ser desfraldada ou reproduzida na
posição vertical.

Em Funeral e Luto Oficial

Pode ser colocada sobre ataúdes,


cobrindo o caixão, mas é proibido que
seja enterrada. Só em caso de
falecimento de uma personalidade
importante do cenário nacional leva o
presidente a decretar luto oficial,
somente assim a bandeira pode ser
hasteada a meio-mastro.

Desfiles Civis

Não pode ser conduzida na posição


vertical. Deve estar desfraldada ou em
mastros. Ocupará uma posição à frente
ou à direta de outra bandeira, em caso
de mais de duas bandeiras, se
posicionará no centro, à frente das
demais.

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CURIOSIDADE: O Brasil já teve doze bandeiras diferentes, a atual foi escolhida em 19


de novembro de 1889 e a data ficou conhecida como o Dia da Bandeira.

O Brasil já teve 12 bandeiras diferentes, sem contar a nossa atual bandeira. A maior parte
foram bandeiras portuguesas que foram hasteadas no Brasil desde a época de Pedro Álvares
Cabral. Estas bandeiras foram mudando de acordo com a mudança na política portuguesa.
Como o Brasil foi colônia de Portugal até 1822, estas bandeiras valiam também o nosso
território. Se contarem apenas as bandeiras criadas após a independência, são três no total.

ORDEM DE CRISTO

A primeira bandeira hasteada em


solo brasileiro foi a da Ordem de
Cristo. A Ordem de Cristo era uma
associação rica e poderosa, que
patrocinou as grandes navegações
portuguesas. A cruz de Cristo estava
pintada nas velas da frota de Pedro
Álvares Cabral e o estandarte da
Ordem esteve presente no
descobrimento de nossa terra, participando das duas primeiras missas.

Bandeira Real

A Bandeira Real vigorou de


1500 a 1521. A bandeira do
Primeiro Reino de Portugal,
também usada nos barcos da
esquadra de Pedro Álvares
Cabral, participou de todos os
acontecimentos importantes
havidos em nossa terra até
1521. Embora fosse a oficial,
essa bandeira cedia espaço para
a da Ordem Militar de Cristo, sendo usada nas expedições no mar e nas embarcações. Foi a
primeira vez que apareceu o escudo de Portugal.

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Bandeira de D. João III

A Bandeira de D. João III vigorou


de 1521 a 1616, aproximadamente.
Era a bandeira de Portugal usada
durante o reinado de Dom João III,
o “Colonizador”. Tomou parte em
importantes fatos de nossa história,
como as expedições exploradoras e
colonizadoras, a instituição
do Governo Geral na Bahia em 1549
e a posterior divisão do Brasil em
dois Governos, um com sede no Norte e outro com sede no Sul.

Bandeira do Domínio Espanhol

A Bandeira do Domínio
Espanhol vigorou de 1616 a
1640. Foi a bandeira portuguesa
usada na ocupação espanhola.
Foi criada por Felipe II, rei da
Espanha, em 1616. Deveria ser
hasteada em Portugal, enquanto
nas colônias ainda vigorava a
Bandeira de D. João III. Esta
bandeira assistiu às invasões
holandesas no Nordeste e ao
início da expansão bandeirante, propiciada, em parte, pela União Ibérica.

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Bandeira da Restauração

A Bandeira da
Restauração vigorou de
1640 a 1683. Também
conhecida como “Bandeira
de D. João IV”, foi
instituída logo após o fim
do domínio espanhol. A
ideia era caracterizar o
ressurgimento do Reino
Lusitano sob a Casa de
Bragança. O fato mais
importante que presidiu foi
a expulsão dos holandeses do território brasileiro. A orla azul alia, à ideia de pátria, o culto de
Nossa Senhora da Conceição, que passou a ser a Padroeira de Portugal, no ano de 1646.

Bandeira do Principado do Brasil


A Bandeira do
Principado do
Brasil vigorou de
1645 a 1816. Esta foi
a primeira bandeira
criada especialmente
para o Brasil. D João
IV conferiu a seu
filho Teodósio o
título de “Príncipe do
Brasil”. Mesmo
assim, não devemos
ver essa bandeira
como sendo a
primeira bandeira de
nossa nacionalidade,
pois, não éramos
uma nação soberana. Ela foi criada devido ao título recebido pelo filho do rei e não como
representação de nossa nação.

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Bandeira de D. Pedro II, de Portugal


A Bandeira de D. Pedro II, de
Portugal vigorou de 1683 a
1706. Essa bandeira possui o
escudo real encimado pela coroa
real fechada, mas com uma nova
forma. Esta bandeira foi usada
no auge das expedições dos
bandeirantes. É interessante
atentar para a inclusão do
campo em verde (retângulo),
que voltaria a surgir na Bandeira
Imperial e foi conservado na
bandeira atual, adotada pela
República.

Bandeira Real do Século XVII

A Bandeira Real do Século


XVII vigorou entre 1600 e 1700. Ela
foi usada como símbolo oficial do
Reino, ao lado de outros três
pavilhões já citados: a Bandeira da
Restauração, a do Principado do
Brasil e a Bandeira de D. Pedro II, de
Portugal.

Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve


A Bandeira do Reino Unido de
Portugal, Brasil e Algarve vigorou
de 1816 a 1821. Após a vinda da
família realpara o Brasil em 1808, o
Brasil passou por várias
transformações, e entre elas, a
elevação a Reino Unido. Criado em
1815, o Reino Unido de Portugal,
Brasil e Algarve só ganhou uma
bandeira em 13 de maio de 1816. O
Brasil está representando nessa
bandeira pela esfera de ouro, em
campo azul.

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Bandeira do Regime Constitucional

A Bandeira do Regime
Constitucional vigorou de 1821
e 1822. A Revolução do Porto,
de 1820, fez prevalecer em
Portugal os ideais liberais
da Revolução Francesa, abolindo
a monarquia absoluta e
instituindo o regime
constitucional, cujo pavilhão foi
criado em 21 de agosto de 1821.
É nesse contexto, que as Cortes (parlamento português) criaram esta nova bandeira. Foi a
última bandeira lusitana a tremular no Brasil.

Bandeira Imperial do Brasil

A Bandeira Imperial
do Brasil vigorou de
1822 a 1889. Criada por
um decreto de 18 de
setembro de 1822, logo
após a independência do
Brasil, esta bandeira era
composta de um
retângulo verde e nele,
inscrito, um losango
ouro, ficando no centro
deste o Escudo de
Armas do Brasil. O autor desta bandeira foi o pintor Jean Baptiste Debret, com colaboração de
José Bonifácio de Andrada e Silva. As estrelas representavam as províncias brasileiras.

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Bandeira Provisória da República

A Bandeira Provisória da
República vigorou de 15 a 19 de
novembro de 1889. Esta bandeira foi
criada provisoriamente, como
substituição à bandeira imperial,
assim que foi proclamada a
República, em 15 de novembro. A
bandeira republicana, que copiava a
norte-americana, teve uma vida
curtíssima: apenas quatro dias. Foi
hasteada na redação do jornal “A
Cidade do Rio”, após a proclamação
da República, e no navio “Alagoas”, que conduziu a família imperial ao exílio.

Bônus: Bandeira Nacional

A Bandeira Nacional está em vigor desde 19 de novembro de 1889. Por este motivo, a data é
comemorada com o o Dia da Bandeira. A atual bandeira nacional foi projetada em 1889 por
Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares. No lugar da coroa
imperial, eles colocaram a esfera azul-celeste e a frase “Ordem e Progresso”, escrita em verde,
lema positivista do século XIX.

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Hino da Bandeira

Salve lindo pendão da esperança


Salve, símbolo augusto da paz!

Tua nobre presença à lembrança


A grandeza da Pátria nos traz.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil.
Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
Recebe o afeto que se encerra...
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser.
Recebe o afeto que se encerra...
Sobre a imensa nação brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da justiça e do amor!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil.

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