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Resumo da Equipe: Max Weber

Max Weber – Quem foi?


Max Weber, nasceu em 1864 em Erfurt na Alemanha, e faleceu em 1920 em
Munique na Alemanha. Foi jurista, economista, historiador e finalmente sociólogo.
Cursou direito e chegou a advogar. Só se ocupou com o direito quando se tornou
professor, sendo assim foi professor de direito comercial e cambiário. Em todas as suas
obras, sejam elas de economia, história ou sociologia, sempre houve um espaço para o
direito. Weber fez alguns trabalhos sobre a história do direito como: A história das
Companhias Comerciais na Idade Média e Segundo fontes sul-europeias / A História
Agrária Romana e Sua Significação Para o Direito Público e Privado.

O Formalismo Sociológico Segundo Weber.


O formalismo jurídico, lida com a forma de como as leis vão ser aplicadas em
casos concretos, sendo assim, o direito formal foca na aplicação e na resolução. A partir
desse ponto surge Max Weber que, ao analisar o direito formal, percebeu que existem
dois graus de formalidade, isto é, o racional e o irracional. Dentro dessa ideia, qual
seria, dentro do direito, os objetos que podem ter essa racionalização? Neste caso seria o
par material/formal. Assim a racionalização se divide em duas partes principais a
generalização e a sistematização, assim quando o direito segue uma dessas duas partes
ele se torna cada vez mais racional.
A primeira das direções, a generalização, consiste na transformação da decisão
de casos concretos a um ou vários princípios, como as proposições jurídicas. A
generalização é dividida por Max em obtenção analítica de proposições jurídicas e
trabalho sintético de construção jurídica. A analítica se pauta na ideia de que, a partir de
casos e decisões que já foram solucionados é possível generalizar uma proposição
jurídica. Já a sintética é determinada por um conjunto de propostas jurídicas que são
geradas em “institutos jurídicos” como a família e a propriedade por exemplo. Assim
essas duas vias da generalização correm paralelas.
A segunda direção, a sistematização, é definida como um relacionamento de
propostas jurídicas obtidas mediante analise que formem em si um sistema de regras
claro, sem lacunas e sem contradições.
A partir desse ponto, deduz-se que a diferença entre generalização e a
sistematização, é de que nesta é necessário não haver a contradição nas proposições, ou
seja, a consistência das mesmas, já a generalização requer uma consistência das
proposições dentro de cada instituto. Assim percebe-se que há dois pontos importantes
dentro dessa ideia, a consistência, que seria inexistência de contradições, e a
completude, que seria ausência de lacunas. Assim infere-se como a sistematização se
mostra uma aquisição tardia.
Seguindo o fio, o direito, como por exemplo o Direito Civil, que é material, e o
Processual Civil que é formal, não se confundem, ao passo de que mesmo aquele sendo
material a sua aplicação pode ser formal. Sendo assim a diferença central é aquela entre
dois tipos de formalismo o sensível e o lógico. O sensível pauta-se na ideia de que a
visibilidade dos atos define a solução a ser tomada, como exemplo uma assinatura.
Weber vai pontuar a possível irracionalidade do formalismo sensível, este no caso
estaria baseado nos meios mágicos, pois eles não podem ser discutidos e porque
decisões magicas não tem fins jurídicos. O formalismo sensível pode sofrer
racionalização por generalização, em um caso analógico de precedentes. Já o
formalismo lógico é caracterizado por conceitos jurídicos abstratos, como um negócio
jurídico, assim o formalismo lógico é racional em um grau mais elevado.
Weber vai caracterizar como, direito irracional material, as decisões tomadas por
avaliações caso a caso, em vez de depender de normas gerais, da mesma forma há outro
ponto que define como material essas, anteriormente já citadas, avaliações, que seriam
no caso as de natureza emocional e/ou política. Como por exemplo o julgamento de
Salomão. Já no direito racional material são aplicadas normas gerais.
Max Weber, expõe também que existem diversos pontos de vista do que é
racionalização, sendo assim, o que de um ângulo é racional, do outro é irracional.
Pode-se chamar de racionalização cultural “o processo de diferenciação das
esferas culturais de valor a partir dos desencantamentos das visões de mundo
religiosas”. Sendo assim a reafirmação dos valores ocorrem nos âmbitos da vida.
O processo de racionalização material ou formal, possui portadores que
entendem das normas, em especial os advogados e o bacharel, cada um deles que se
dedicou ao estudo do direito. A diferença entre os dois, está presente no tipo de
racionalização formal que os mesmos possuem, sendo o primeiro portador de uma
generalização sensível e o segundo portador de uma sistematização formal lógica. As
diferenças baseiam-se nas ideias do common law e direito continental (civil law).
Dentro do conflito entre as esferas jurídicas a cerca de um ponto de vista de
caracterização racional e correlação com o formalismo do direito e do capitalismo,
surge aí a diferença entre dois tipos de formalismo que permitem a Weber analisar o
direito e o capitalismo. O direito formal sensível, aos interesses burgueses, parece mais
adequado que o formal lógico. O racional lógico por estar “emancipado das
necessidades dos interessados no direito” se contradiz com as expectativas da ação
econômica, logo o mesmo, em diversas literaturas, se mostra irracional do ponto de
vista econômico. Destarte o formalismo sensível tem uma afinidade com capitalismo, da
mesma forma o formalismo sensível nem sempre é visado pelo capitalismo político,
pois o capitalista se aproveita dos privilégios monarquistas, é quando aparece o direito
irracional material.
Destarte, Weber estudou e expôs várias tendências antiformalistas contraditórias.
A sociologia tem feita a revisão do direito, com a previsão de “boa-fé” para o direito
social. Em todo caso, Weber vai citar finalmente o juiz de direito, ao passo de que
Weber não o considera um profeta, uma vez que esse é escolhido por meio de um
processo burocrático, sendo assim ele não teria a chamada dominação carismática.
Considerações Adicionais:
Em síntese, Weber vai expor que as normas jurídicas nascem, principalmente,
das relações interpessoais. Segundo Max, em Economia e Sociedade, existem diversos
tipos de dominação, entre elas há a “Dominação Jurídico Burocrática”, característica do
modernismo. Contudo as pessoas seguem a lei não por medo de coação física, mas por
ser o certo a se fazer. “Na sociologia do Weber o direito é objetivamente garantido pela
subjetividade da escolha dos agentes sociais.” – José Manuel de S. Rocha.

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