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Reflexões Diárias de Richard Rohr

Semana 47: Carl Jung


Semana de 21 a 26 de novembro de 2021 – Resumo e Prática

domingo
Carl Jung sugeriu que o problema todo é o de que o Cristianismo não mais conecta
as pessoas com a alma, nem as transforma. Ele insistia na verdadeira “experiência
transcendental interior” de modo a ancorar os indivíduos em Deus, e isso é o que
os místicos sempre enfatizam. - Richard Rohr

segunda-feira
Na jornada em direção à inteireza psíquica Jung enfatiza o necessário papel da
religião, ou do arquétipo de Deus, na integração dos pares de opostos, incluindo o
consciente e o inconsciente, o um e os muitos, o bem (abraçando-o) e o mal
(perdoando-o), o masculino e o feminino, o eu menor e o Eu Superior. - Richard
Rohr

terça-feira
Um Grande Enredo estabelece a conexão entre nossas vidas menores e a Grande e
Única Vida, e melhor do que isso, perdoa e utiliza as partes magoadas e
aparentemente indignas (1Cor 12, 22), que Jung chama de necessária “integração
do negativo”. - Richard Rohr

quarta-feira
Jesus parece preceder em dois mil anos a Jung e à moderna psicologia profunda
quando afirma: “Como é que você pode dizer ao seu irmão: ‘Me deixe tirar esse
cisco do seu olho’, quando você está com uma trave no seu próprio olho? (Mt 7,
4). - Richard Rohr

quinta-feira
Penso que a busca por vivacidade seja o que a religião tem de melhor. Esse é o
objeto de nossa esperança quando rezamos. Trata-se da razão de nos reunirmos,
celebrar, comer, abster, assistir, praticar, cantar e contemplar. – Brian McLaren
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Semana 47: Carl Jung
sexta-feira
O Cristianismo raramente enfatiza a plausibilidade ou o poder da experiência
espiritual interior. A “santidade” tornou-se principalmente um tema do intelecto
e da vontade, em vez de uma profunda confiança interior com um diálogo interior
de Amor. - Richard Rohr

Mantenha um Diário dos Sonhos

Em seu podcast “Another Name for Every Thing” [1], Richard refletiu sobre como
Carl Jung o ajudou a entender que os sonhos são um meio de que o inconsciente
dispõe para invadir nossa vida consciente, especialmente quando nos lembramos
deles! Richard lembra ter tido muitos sonhos reveladores quando jovem, e como
o trabalho de Jung lhe conferiu uma permissão para acreditar no poder simbólico
deles. Aqui compartilhamos uma prática inspirada pela ênfase que Jung deu aos
sonhos: a manutenção de um diário de sonhos:
Um Diário de Sonhos é um registro dos sonhos e do trabalho dos sonhos que
mantemos por um período de tempo.
Um diário de sonhos pode se constituir num registro escrito de uma jornada de
vida, com suas partes física, emocional, psicológica e espiritual. Ao manter
registrados os sonhos e o trabalho deles em um diário de jornada, adicionamos um
registro concreto da maneira como valorizamos o relacionamento que temos com
nossos sonhos. Passa a ser um barômetro de nossa jornada e de nosso crescente
relacionamento com nós mesmos e com Deus. . . .
Há numerosos benefícios em se manter por um tempo um diário de sonhos. Em
primeiro lugar, à medida que revisamos nossos sonhos e o trabalho dos sonhos,
começamos a perceber um padrão em nossas atitudes com relação à vida como
uma jornada, e vemos onde somos solicitados a questionar nossos valores.
Em segundo lugar vemos, em perspectiva, os potenciais para um destino singular
e significativo. Os sonhos são uma manifestação de nossas profundezas acerca de
nosso próprio significado. A observação do padrão deles por um período de tempo
poderá revelar a trajetória de nossa jornada, e enfatizar aquilo que realmente
devemos fazer na vida.
Em terceiro lugar, de modo a nos ajudar nesse processo, o diário de sonhos ressalta
os principais pontos de transição em nossas vidas e nos ajuda a entender as
adversidades à luz de nosso mais abrangente destino. No diário percebemos como
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um número de sonhos reflete problemas importantes com que devemos lidar ao
passar pelas transições de nossa jornada.
Em quarto lugar os sonhos nos oferecem símbolos chave com os quais podemos nos
relacionar em nossa jornada, de modo a que possamos saber onde procurar pelas
mais fortes energias à nossa disposição. Uma das tarefas mais produtivas que
devemos cumprir com nosso diário de sonhos é a de percorrer suas páginas
marcando ou sublinhando imagens, problemas, pessoas, e temas que se repetem
ou são recorrentes sob variadas formas ou disfarces.
Quinto, ao trabalhar com um diário de sonhos ganhamos uma perspectiva mais
abrangente da vida, maior do que a que qualquer sonho isoladamente pode nos
conferir. Ao supervisionar um amplo espectro de sonhos e de trabalho dos sonhos
em nosso diário tornamo-nos conscientes do imenso poder e escopo desse mundo
para o qual os sonhos são uma porta de acesso para nós pessoalmente, e como
membros de uma comunidade que nisso acredita. Começamos a ver o chamado
para a santidade e inteireza como sendo um objetivo emocionante para o qual
nossa jornada nos conduz. Nos esforçamos para equilibrar e harmonizar mais e
mais aspectos de nossa vida e personalidade que aos poucos se revelam, incluindo
o que naturalmente fazemos bem-feito, o que não fazemos bem-feito, o que
gostamos e o que não gostamos.

[1] Richard Rohr, com Brie Stoner e Paul Swanson, "Transformation," Another Name for Every
Thing, season 4, episode 6, July 4, 2020 (Center for Action and Contemplation: 2020), audio
podcast.

Louis M. Savaray, Patricia H. Berne, Strephon Kaplan Williams, Dreams and Spiritual
Growth: A Judeo-Christian Way of Dreamwork (Paulist Press: 1984), 101¬, 103.

Original em inglês:
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Semana 47: Carl Jung

November 21 - November 26, 2021 - Summary and Practice

Sunday
Carl Jung suggested the whole problem is that Christianity does not connect with
the soul or transform people anymore. He insists on actual inner, transcendent
experience to anchor individuals to God, and that’s what mystics always emphasize.
—Richard Rohr

Monday
In the journey toward psychic wholeness, Jung stresses the necessary role of
religion or the God archetype in integrating opposites, including the conscious and
the unconscious, the one and the many, good (by embracing it) and evil (by
forgiving it), masculine and feminine, the small self and the Big Self. —Richard
Rohr

Tuesday
A Great Story Line connects our little lives to the One Great Life, and even better, it
forgives and uses the wounded and seemingly “unworthy” parts (1 Corinthians
12:22), which Jung would call the necessary “integration of the negative.” —
Richard Rohr

Wednesday
Jesus seems to precede Jung and modern depth psychology by two thousand years
when he says, “Why do you observe the splinter in your brother’s eye and never
notice the plank in your own?” (Matthew 7:4). —Richard Rohr

Thursday
The quest for aliveness is the best thing about religion, I think. It’s what we’re
hoping for when we pray. It’s why we gather, celebrate, eat, abstain, attend,
practice, sing, and contemplate. —Brian McLaren

Friday
Christianity rarely emphasized the importance, the plausibility, or the power of
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inner spiritual experience. “Holiness” largely became a matter of intellect and will,
instead of an inner trust and any inner dialogue of love. —Richard Rohr

Keeping a Dream Journal

In his podcast Another Name for Every Thing [1], Richard discusses how Carl
Jung helped him to understand that dreams are a way for the unconscious to
break through into our conscious life—especially when we remember them!
Richard recalls having many revelatory dreams as a young man, and how Jung’s
work gave him permission to trust their symbolic power. Here we share a
practice inspired by Jung’s emphasis on dreams—keeping a dream journal:

A Dream Journal is a record of dreams and dreamwork kept over a period of time. .
..

A dream journal can be a written record of a life journey—the physical, emotional,


psychological, and spiritual parts of it. In keeping dreams and dreamwork recorded
in a journey journal, we add a concrete record of how we value our relationship to
our dreams. It becomes a barometer of our journey and our growing relationship to
ourselves and to God. . . .

There are a number of benefits that come from keeping a dream journal over a
period of time. First, as we review our dreams and dreamwork, we begin to notice a
pattern in our attitudes toward life as a journey, and we see where we are being
asked to question our values.

Second, we see, in perspective, potentials for a unique and meaningful destiny.


Dreams are a manifestation from our inner depths of our own meaning. Watching
their pattern over a period of time may reveal the trajectory of our journey and
emphasize what we are really meant to do in life.

Third, to help us in the process, the dream journal highlights major transition
points in our lives and helps us understand adversities in the light of our larger
destiny. In the journal we notice how a number of dreams reflect issues important
for us to deal with in making the transitions of our journey.
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Semana 47: Carl Jung

Fourth, dreams offer us key symbols that we can relate to on our journey, so that
we may know where to look for the major energies that are available to us. One of
the most productive tasks to do with a dream journal is to go through its pages
marking or underlining images, issues, characters, and themes that repeat or that
recur in various forms or guises.
Fifth, in working with a dream journal we gain a larger perspective on life, more
than any single dream might give us. Looking over a broad scope of dreams and
dreamwork in our journal, we become aware of the immense power and scope of the
world to which dreams are a gateway for us personally and as members of a believing
community. We begin to see the call to holiness and wholeness as an exciting goal
toward which our journey is leading us. We strive to bring into balance and harmony
more and more aspects of our life and personality that are slowly being revealed,
including what we naturally do well, what we don’t do well, what we like and what
we don’t like.

[1] Richard Rohr, with Brie Stoner and Paul Swanson, "Transformation," Another Name for
Every Thing, season 4, episode 6, July 4, 2020 (Center for Action and Contemplation: 2020),
audio podcast.

Louis M. Savaray, Patricia H. Berne, Strephon Kaplan Williams, Dreams and Spiritual
Growth: A Judeo-Christian Way of Dreamwork (Paulist Press: 1984), 101¬, 103.

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