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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

FACULDADE DE TECNOLOGIA

ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO

RELATÓRIO DE FÍSICA II E
Lei de Ohm e Resistividade Elétrica

Manaus

2019
LUCA DIAS NAJA / 21953242

THIAGO RODRIGO MONTEIRO SALGADO / 21954452

JOÃO VITOR FONSECA DA CRUZ / 21953241

IAVAN FONSECA DA SILVA / 21953244

RODRIGO GOMES PRINTES / 21952820

RELATÓRIO DE FÍSICA II E
Lei de Ohm e Resistividade Elétrica

Relatório da disciplina de Laboratório de


Física II E solicitado pelo professor
Octavio Daniel Rodriguez Salmon para
obtenção da primeira nota parcial.

Manaus

2019

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SUMÁRIO
1. OBJETIVO​…………………………………………………………………………3
2. TEORIA​…………………………………………………………………………….3
3. TRATAMENTO DE DADOS​……………………………………………………...4
4.1 ​GRÁFICOS E TABELAS​……………………………………………………. 6
4. CONCLUSÃO​……………………………………………………………………. 9

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1. OBJETIVO
Nosso objetivo é medir, através da relação V/i, a variação da resistência de
um condutor linear em função do comprimento e da área de sua seção transversal.

2. TEORIA
As ​Leis de Ohm​, postuladas pelo físico alemão Georg Simon Ohm
(1787-1854) em 1827, determinam a resistência elétrica dos condutores. Além de
definir o conceito de resistência elétrica, Georg Ohm demonstrou que no condutor a
corrente elétrica é diretamente proporcional à diferença de potencial aplicada.
A ​Segunda ​Lei ​de ​Ohm é uma expressão matemática que relaciona as
propriedades físicas que interferem na resistência elétrica de um corpo condutor e
homogêneo. Essa lei informa que a resistência ​elétrica de um corpo é diretamente
proporcional ao seu comprimento e resistividade e inversamente ​proporcional à sua
área​ ​transversal​.
Essa lei relaciona propriedades geométricas e uma propriedade intrínseca do
material que compõe o corpo condutor: a resistividade. Em termos simples, a
Segunda ​Lei ​de ​Ohm estabelece que a resistência de um corpo depende de sua
composição e do seu formato​: quanto maior for a espessura de um fio, por exemplo,
menor será a sua resistência​ ​elétrica​. ​Observe o esquema a seguir:

A ​resistência elétrica é definida como a capacidade que um corpo tem de


opor-se à passagem da corrente elétrica. A unidade de medida da resistência no SI
é o Ohm (Ω), em homenagem ao físico alemão George Simon Ohm, e representa a
razão volt / Ampére.
Quando um condutor é submetido a uma diferença de potencial, ele passa a
ser percorrido por uma corrente elétrica, que é constituída pelo movimento de
elétrons livres no interior do condutor. Quando esses elétrons livres entram em
movimento, começam a colidir entre si e com os átomos do condutor. Quanto maior

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o número de colisões, maior a dificuldade encontrada pela corrente elétrica em
“atravessar” o condutor.

Essa dificuldade de movimento das cargas é que caracteriza a resistência


elétrica. A resistência elétrica varia conforme o comprimento, a largura e a natureza
do material do condutor, além da temperatura a que ele é submetido. Todos esses
fatores são relacionados por uma equação conhecida como Segunda Lei de Ohm:

Sendo que:

● R – é a resistência elétrica do material;


● ρ – é a resistividade e possui valores diferentes para cada tipo de material;
● l – é o comprimento do condutor;
● A – é área de seção transversal do condutor.

De acordo com a equação, vemos que a resistência é diretamente


proporcional ao comprimento l do condutor, ou seja, quanto maior o comprimento,
maior será a resistência. Ela também é inversamente proporcional à área do
condutor, pois, quanto maior a área, mais fácil é a passagem dos elétrons e,
consequentemente, menor a resistência do material.

3. TRATAMENTO DE DADOS

3.1 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Iniciamos o experimento colocando na ponta da mesa duas ​garras de


montagem​, ambas a uma distância inicial de ​0,60m​. Colocamos os ​isoladores ​nas
garras de montagem e então amarramos nesses isoladores um fio de constantan
com a mesma​ distância (L)​ que havia entre as garras.
Como o objetivo do experimento era medir a voltagem pela corrente de (v/i)
de um resistência de um condutor linear em função do seu comprimento (L) e da
área da sua seção transversal, tínhamos tudo conectado aos isoladores e as garras,
agora bastava fazer o experimento.

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Para cada distância fazíamos cinco tipos diferentes de ​correntes(amperes):
0,1(a), 0,2(a), 0,3(a), 0,4(a), 0,5(a)​. Após calcularmos os amperes e descobrirmos a
voltagem aumentamos em ​0,10m​, até chegar em ​1m​. A partir disso criamos a
tabela​ de onde fizemos o tratamento de dados.

3.2 MATERIAL NECESSÁRIO

● 1 fio de constantan (0,2mm de diâmetro);


● 2 fios de conexão;
● 1 régua;
● 2 garras de montagem;
● 1 fonte de CC variável;
● 1 amperímetro;
● 2 isoladores.

Figura 1.1: Esquema elétrico da montagem.

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3.3 GRÁFICOS ​V = F(I)

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3.5 GRÁFICOS DA R = f(L)

3.6 CÁLCULO DA RESISTIVIDADE DO CONSTANTAN

O cálculo da resistividade é dada pela equação:

ρ = Am ± Aσm

onde:

● ρ é resistividade;
● A = seção transversal;
● m = inclinação da reta;

logo,

● ρ = 46, 15 * 10 −7 Ωm ± 0, 7 * 10 −7 Ωm

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● GRÁFICO DA REGRESSÃO LINEAR DA RESISTIVIDADE DO
CONSTANTAN

3.6 TABELA COM OS DADOS PARA V = F(I)

I(a) 0,60m 0,70m 0,80m 0,90m 1,0m


0,1 0,9 1 1,2 1,3 1,5
0,2 1,8 2 2,4 2,7 2,9
0,3 2,6 3 3,5 4 4,4
0,4 3,5 4 4,7 5,2 5,9
0,5 4,4 5 5,85 6,6 7,3

3.7 TABELA COM DADOS PARA R = F(L)

L R ΔR
0,60m 8,7 0,1000
0,70m 10 0,100
0,80m 11,6 0,8160
0,90m 13,1 0,2082
1,0m 14,5 0,2380

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4. CONCLUSÃO

● Valor Teórico
ρ = 49 x 10 −6 Ωcm (20°C);
● Valor Obtido
−7 −7
ρ = 46, 15 x 10 Ωcm ± 0, 7 x 10 Ωm(20c°);

Através do experimento, podemos agora comparar o valor teórico da


resistividade do constantan com o valor obtido no experimento. Observamos que
apesar de não sair exatamente o mesmo valor, ele saiu de forma aproximada,
estando de acordo com a margem de erro.
De acordo com os experimentos solicitados, concluímos que a resistência se
comporta de forma quase constante, para grande maioria das voltagens aplicadas, o
que condiz com um comportamento compatível com a lei de ohm.
Sobre a variação da resistência de um fio em função do seu comprimento e
da sua área transversal, a sua resistência é basicamente dada pela resistividade
elétrica que é proporcional ao comprimento do fio e inversamente
proporcional a sua área da seção transversal.
Entende-se que o fio de liga metálica (Constantan) que possui áreas
diferenciadas também obedecem à lei, pois a sua determinada resistência é sempre
de forma constante independe da tensão aplicada. Entretanto, variando o
comprimento, é possível considerar que a resistência vai aumentando de forma
proporcional, e assim obedecendo a lei de ohm.

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