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OS MOVIMENTOS RUDIMENTARES.

Essencialmente os movimentos rudimentares estabelecem a transição entre as


formas reflexas de motricidade e os padrões fundamentais de movimento. Esta fase do
desenvolvimento é muito rica nas descobertas das primeiras possibilidades intencionais
de resposta e muito dependente das condições externas que podem permitir a cada
indivíduo graus muito variáveis de estimulação. Factores gerais do envolvimento. como
o espaço físico disponível ou a qualidade das interacções, determinam fortemente o
nível da resposta e o tipo de comportamento individual.
Os movimentos rudimentares são em geral caracterizados por uma evolução
rápida na direcção dos movimentos fundamentais e por uma heterogeneidade
comportamental muito grande. Nesta fase são observadas muitos e diversificados
movimentos locomotores, com perfis evolutivos e soluções motoras muito
individualizadas. À medida que o desenvolvimento ocorre a criança torna-se mais
activa; Pikler (1972) detecta uma variação da frequência gestual expressa numa redução
dos períodos médios de repouso entre acções (menos 25% de duração) do primeiro para
o segundo semestre de vida.
Embora a maioria das crianças siga um perfil evolutivo genericamente similar
(Bayley, 1935, Gesell & Ames, 1940, McGraw, 1943, Shirley, 1963) muitas delas
mostram transições curiosas entre estádios de referência, saltando por cima de alguns ou
fixando-se por tempo muito prolongado em outros. Estas particularidades individuais
foram salientadas à medida que os estudos evoluiram de uma descrição geral para uma
descrição detalhada de certos aspectos da motricidade. Como regra, a sequência
evolutiva do 1º ano de vida parece invariante, já que a hierarquia de aquisições
permanece sensivelmente a mesma para todas as crianças embora a cronologia de
aquisições seja muito variável. Parizkova (1984) e Dennis (1963) registaram
respectivamente os efeitos positivos e os negativos da qualidade de estimulação sobre o
desenvolvimento motor. Parizkova (1984) mostrou o efeito positivo da estimulação
parental sobre a idade de aquisições motoras rudimentares; Dennis (1963) encontrou
atrasos significativos no desenvolvimento locomotor de crianças iranianas educadas em
instituições sem qualquer organização da estimulação, podendo retardar am alguns
anos a aquisição da marcha autónoma.

Princípios do desenvolvimento.

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Desde o princípio da formulação teórica do maturacionismo que se procuram os
princípios ordenadores do desenvolvimento motor. No caso do desenvolvimento
humano, esta foi uma busca inglória, porquanto os princípios ordenadores tiveram
primeiro que ser deduzidos da observação da transformação do comportamento e,
depois, do conhecimento que as neurociências foram produzindo sobre os processos
maturativos. É claro que, tratando-se de ramos distintos do conhecimento e com
metodologias, senão linguagens, também distintas, a unificação do conhecimento foi
sempre difícil. Aqui e ali surgiram autores capazes de produzir sínteses inovadoras. O
primeiro caso foi Myrtle McGraw que, bem suportada no trabalho da escola
maturacionista de Arnold Gesell, se permitiu propor uma visão neurocomportamental
do desenvolvimento interessante

DESENVOLVIMENTO DOS MOVIMENTOS POSTURAIS.

Em termos de desenvolvimento motor o controlo postural pode ser visto a partir


de duas grandes conquistas: (1) o controlo da posição da cabeça com implicações no
desenvolvimento da locomoção e da preensão e no desenvolvimento perceptivo, e (2) o
controlo da coluna vertebral. É importante salientar que a maturação e o controlo
muscular seguem uma direcção cefalo-caudal, o que implica um controlo mais remoto
dos musculos da coluna vertebral em relação aos que regulam a posição e a mobilidade
da cabeça.
Ao fim do 1º mês de vida têm lugar os primeiros sintomas de que a cabeça é
controlada de uma forma voluntária (Shirley, 1931), evoluindo até ao 3º mês em que já
é visível um razoável controlo na posição de deitado e de sentado com ajuda. A partir
desta altura a cabeça passa a ser controlada em conjunção com a coluna vertebral, numa
situação de interdependência. Um mês mais tarde a cabeça eleva-se ao mesmo tempo
que a coluna possibilitando o domínio visual na posição de deitado ventral. Os membros
superiores ajudam nesta acção, embora a acção seja limitada, com consequências na

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possibilidade de exploração visual. É pelo 6º mês que a extensão completa e sustentada
dos braços permite uma elevação satisfatória do tronco e a rotação razoavelmente
controlada da cabeça. Nesta idade a posição de sentado sem ajuda já é observada, e a
mobilidade da cabeça potencia a leitura visual do envolvimento.

O controlo da coluna tem início pelas 4-6 semanas na posição de deitado ventral
e evolui para o domínio da posição de sentado, com idades cronológicas de
aparecimento muito variáveis. Um valor de referência para a posição de sentado situa-se
pelos 6 meses, embora esteja muito dependente do tipo de apoio e suporte da posição,
sendo também variável a sua cronologia conforme a população estudada ou a própria
definição de posição de sentado. São particularmente importantes o ângulo do tronco
com o solo, o suporte das pernas e mesmo a posição da cabeça. Observações sobre a
posição de sentado detectam claramente não a existência de uma mas de várias
alternativas possíveis (Pikler, 1969). Um processo idêntico ocorre na posição bípede,
extremamente dependente do tipo de ajuda e dos apoios de que a criança faz uso.

DESENVOLVIMENTO DOS MOVIMENTOS LOCOMOTORES.

Podemos considerar duas fases distintas para os movimentos locomotores entre


os 0 e os 2 anos. A primeira fase termina por volta dos 13 meses com os primeiros
passos autónomos e é antecedida pelas seguintes conquistas fundamentais:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Sem controlo da cabeça
De deitado lateral para decúbito dorsal
levanta a cabeça em decúbito ventral
De decúbito dorsal para deitado lateral
Sentado com apoios
Sentado com autonomia
Em pé com ajuda
Rastejar (contacto do abdómen)
Mantém-se em pé com apoios fixos
Quadrupedia baixa
Alterna entre sentado e de pé
Tenta pôr-se em pé sózinho
Anda lateralmente com apoios fixos
Anda com ajuda
Anda sozinho

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Figura XX: Intervalos para aquisições posturais e locomotoras no primeiro ano de vida, com
base em Koupernik (1954), Bayley (1969), Sheridan (1975), Holt (1977), Hurlock (1978),
Stangler, Huber e Routh (1980), Pickler (1985) e Illingworth (1987).

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McGraw (1943) identificou 5 fases na evolução motora conducente à marcha,
com base na lei céfalo-caudal do desenvolvimento, isto é, de que o controlo motor
segue numa direcção da cabeça para as extremidades inferiores da coluna:

até aos 5 meses marcha reflexa


4-5 meses Inibição reflexa (controlo dos movimentos da cabeça)
4-7 meses transição (controlo do tronco)
7-9 meses passada intencional ("deliberate stepping") controlo dos apoios
9-15 meses marcha autónoma

Estas conquistas não só não têm tempos fixos de aparecimento (princípio da


cronologia variável) como não são necessáriamente sequênciais nem exclusivas. Várias
formas de locomoção rudimentar podem coexistir no mesmo momento e é discutível a
generalização de que todas as formas locomotoras devem ocorrer na criança normal. De
facto a sequência evolutiva não passa necessariamente por todas as fases, já que muitas
vezes algumas delas somente existem sob a forma de um leve esboço. Por exemplo, a
forma mais complexa de quadrupedia, que apenas faz uso de pés e mãos, pode não ser
observada em todas as crianças. Do mesmo modo, algumas das etapas evolutivas podem
perdurar muito para além do que é o valor temporal de referência.
A variabilidade das aquisições depende de inúmeros factores, muitos deles
associados entre si. Sabemos hoje que ambientes adequados promovem um
desenvolvimento equilibrado e harmonioso embora também seja possível que em
condições desfavoráveis o domínio motor do desenvolvimento não seja grandemente
afectado. Contudo, há registos sistemáticos de crianças mal-tratadas ou pouco
estimuladas em que uma das consequências foi precisamente o empobrecimento motor.
A este propósito vale a pena referir toda a obra de Emmi Pikler, com crianças
desfavorecidas da Hungria. No seu Instituto Pikler-Lóczy, e desde 1946, passaram
várias centenas de crianças que aí residiram durante algum tempo. Uma das observações
mais constantes nestas crianças foi precisamente a da necessidade de estimulação
suplementar para corrigir deficits de estimulação devidas a condições de vida pouco
satisfatórias. A intervenção com estas crianças, muitas das quais com menos de um ano,
era muito baseada na criação de condições em que, por si só, os indivíduos resolvessem
problemas, aproximando-se de um desenvolvimento normal. Pikler preconizou a

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utilização de vestuário que permitissse liberdade de movimentos, redução do tempo de
transporte ao colo das crianças como modo de estimular formas de locomoção,
descalçar as crianças tanto quento possível para que pudessem experimentar sensações
essenciais para a locomoção, ou a criação de dificuldades de acesso a brinquedos como
encorajamento para a actividade, etc.
Alguns factores parecem ter maior importância no trajecto evolutivo individual:
(1) os de ordem morfológica, já que grande parte do desenvolvimento motor está
associado a um suporte estrutural adequado, (2) a qualidade da estimulação específica,
sendo regra que se aprende mais depressa e melhor aquilo que mais é estimulado, e, (3)
as condições gerais de desenvolvimento (espaço disponível, mobilidade permitida,
modelos e interacções sociais com outras crianças e com adultos, estabilidade
emocional, etc.).
Se considerarmos a influência destes factores e o seu efeito cumulativo nas
aquisições prévias à marcha, então facilmente compreendemos que a idade de
aparecimento da marcha autónoma possa ser extremamente variável sendo
relativamente frequentes valores entre os 10 e os 16 meses.
A segunda fase nos movimentos locomotores é posterior ao primeiro ano de vida
e compreende movimentos que vão evoluir ainda durante alguns anos até atingir uma
estabilidade comportamental. Esses movimentos, como o correr ou o saltar serão
tratados noutro capítulo.

DESENVOLVIMENTO DA PREENSÃO.

A preensão segue uma série de etapas dependentes não apenas da coordenação


muscular em sentido estrito mas também da capacidade de organização de acções
coerentes com a captação e tratamento de informação visual. Esta evolução é
extremamente variável de criança para criança e apresenta as suas fases essenciais até
por volta dos 6 anos de idade, culminando com o início do domínio dos instrumentos e
dos movimentos da escrita, em que a conquista de automatismos de motricidade fina é
importante.
Um estudo clássico da evolução do comportamento manipulativo é o de
Halverson (1931) em que a cronologia das principais aquisições manipulativas é
apresentada de forma descritiva (sub-dividida em 10 fases) até ao 1º ano de vida. A

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preensão evolui de uma pega palmar, estruturalmente semelhante ao reflexo de preensão
inclusivamente na sequência temporal de acção dos dedos (médio-anelar-mínimo-
indicador), para uma pega com inclusão do polegar e, posteriormente para uma pega em
pinça com oposição indicador-polegar. Por volta dos 10 meses têm início formas
evoluidas de preensão, possibilitando diferentes ajustamentos a variações específicas
dos objectos e uma diversidade de aproximações conforme a forma do objecto ou a
finalidade da acção.
A observação de que crianças muito pequenas quando suportadas e com
liberdade para mover os braços exibem movimentos de aproximação a objectos,
conduziu a uma série de estudos que procuram reapreciar as reais potencialidades para
agarrar (Hofsten, 1982). Uma primeira noção é a de que o controlo dos movimentos dos
braços no recém-nascido é organizado num espaço visuo-manual (Rader & Stern,
1982). Hofsten (1982) observou tentativas de agarrar em bebés de 5 dias, desde que o
objecto esteja em movimento; quando a criança não olha para o objecto a frequência de
tentativas esboçadas de agarrar é significativamente inferior. Contudo, "the synergistic
properties of neonate reaching does not seem to be influenced by vision. Wether the
infant looked at the target or not, in a majority of cases, the reaching hand would open
before or during the extension of the arm" (p.172).
A combinação alcançar-agarrar pode ser adequada a características do objecto,
nomeadamente a sua orientação espacial. Entre as 18 e as 34 semanas o ajustamento da
mão em relação à orientação do objecto pode ser observada (Hofsten & Fazel-Handy,
1984).
Aos 5 meses é possível verificar a correcção da orientação manual para o
objecto quando a visão é distorcida por prismas ópticos (McDonnell, 1975) sugerindo
que o controlo desta fase do agarrar não é feito por modo exclusivamente visual mas
visuo-proprioceptivo. A evolução processa-se no sentido da independência sequencial
de duas fases de acção: uma fase inicial, balística, de aproximação ao objecto, e uma
fase lenta de precisão com a finalidade de estabelecer contacto ajustado.
As formas mais primitivas de preensão são de natureza reflexa (reflexo de
preensão) e sinergias musculares elementares podem ser observadas no período fetal a
partir das 10.5 semanas (Ajuriaguerra, 1978, Prechtl, 1986). Antes que a preensão
voluntária possa ocorrer é preciso, contudo, que alguns pré-requisitos estejam reunidos,
nomeadamente a capacidade de abrir voluntariamente a mão contrariando a tendência
comportamental do recém-nascido para a manter fechada e a capacidade de orientar

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visualmente a mão para o objecto. Por volta das 12 semanas e às vezes mais cedo, o
bebé é capaz de reter um objecto colocado na sua mão. Nesta altura evidencia desejo de
agarrar objectos embora não se oriente para eles. Gradualmente e de forma
imperceptível as mãos orientam-se para o objecto até que, por volta dos 4 meses, a mão
e a visão estão orientadas mas a preensão ainda não surge.
Uma distinção importante deve ser feita quanto à categorias de comportamento
manipulativo. Basicamente podem surgir três formas: o alcançar (reaching), o agarrar
objectos imóveis (grasping) e o agarrar objectos móveis (catching). O agarrar objectos
imóveis pode surgir sobre forma reflexa ou voluntária quando o objecto é colocado em
contacto com a mão ou pode implicar e associar-se ao movimento de alcançar. Nesta
acção sequencial foram detectadas, em adultos e também em crianças (Hofsten,1982),
duas fases: uma primeira de controlo visuo-proprioceptivo com o objectivo de
aproximação ao alvo, muito rápida e cobrindo a maior parte da aproximação, e uma fase
final guiada visualmente detinada a assegurar um agarrar suave. Nesta última fase a
posição do alvo e da mão são visualmente tratadas para controlar os ajustamentos finos
que aí têm lugar (Hofsten & Lee, 1982).
Aos 5 meses pode agarrar claramente um objecto colocado próximo das suas
mãos, e um mês mais tarde pode trocar objectos de mão (Illingworth, 1986), evoluindo
rapidamente para formas muito precisas de agarrar e para o intercâmbio de objectos
entre mãos (7-8 meses). Por volta dos 9 meses a preensão em pinça indicador-polegar é
observável. A partir desta idade são frequentes os jogos de dar e receber tipicamente
repetitivos, com domínio das mãos, da posição de sentado, da coordenação mão-visão e
da comunicação entre criança e adulto ou criança-criança.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Mãos fechadas e polegar para dentro
Alcançar descontrolado
Desaparece o reflexo de preensão
Segura objecto entre mão e tronco.
Preensão cúbito e rádio-palmar
Preensão palmar
Preensão radial
Muda objecto de mão
Preensão em pinça rudimentar
Preensão em pinça com precisão
Dá objectos a pedido
Primeiras formas de lançar
Quase agarra objectos em movimento

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Figura XX: Intervalos para aquisições manipulativas no primeiro ano de vida, com base em
Illingworth (1987), Halverson (1931), Koupernik (1954), Haywood (1988), Bayley (1969) e
Eckert (1993).

Aos 12 meses já existem movimentos controlados de alimentação e pouco


depois pode colocar um cubo sobre outro. A precisão do movimento aumenta
regularmente mas apenas por volta dos dois anos é capaz de empilhar mais de 3 cubos.
Aos 15-18 meses controla regularmente a colher e é capaz de folhear um livro embora
sem precisão. Mais tarde consegue rodar uma fechadura ou uma chave de parafusos
(16-24 meses), até que por volta dos 2.5 anos uma diversidade de respostas
manipulativas muito semelhante à do adulto pode ser observada. Haywood (1986)
sugere que o aperfeiçoamento dos movimentos manipulativos pode prosseguir com
alguma regularidade até aos 6 anos de idade ou mesmo até mais tarde.

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O DESENVOLVIMENTO DO ANDAR

Uma das mais espectaculares aquisições ontogenéticas diz respeito á conquista


de uma forma vertical de locomoção. Esta forma de deslocamento aumenta
substancialmente a capacidade de domínio do espaço e o tempo necessário para atingir
os pontos ao alcance da criança. Permite igualmente a libertação dos membros
superiores para formas mais elaboradas de preensão e, principalmente, para o transporte
de objectos no espaço.
Genericamente o andar é qualquer forma de locomoção bípede em que ocorre
uma alternância dos apoios sem fase de trajectória aérea. É normalmente um movimento
ritmado com características muito estáveis logo a partir dos 2-3 anos. Contudo, o padrão
maturo de andar só é atingido por volta dos 5/7 anos.
Esta aquisição tem como pré-requisitos fundamentais a força dos membros
inferiores (ou mais adequadamente, a relação entre força e peso corporal), a
manifestação de reflexos antigravíticos e o desenvolvimento de alguns aspectos da
capacidade equilibratória. O primeiro factor depende essencialmente do processo de
crescimento e de aspectos relacionados com a alimentação; os segundo e terceiro são
consequência da maturação do sistema nervoso e da aquisição de competências
perceptivas fundamentais. A idade de andar autónomo e a sua evolução posterior está
associada à qualidade de estimulação envolvendo tanto factores de estimulação directa
quanto condições adequadas à prática.
Towen (1976) refere a estreita relação que se verifica entre a idade de aquisição
da posição de pé sem ajuda e o início da locomoção bípede autónoma, sugerindo que as
duas aquisições dependem de um processo de maturação neurológica comum.
Espenschade e Eckert (1980), a este propósito, indicam que dificilmente se pode
dissociar o que se passa quanto aos movimentos manipulativos e posturais e a evolução
do andar; é contudo maior a dependência deste movimento em relação ao controlo
postural do segundo semestre de vida.
Desde Shirley (1931), num célebre estudo sobre o desenvolvimento motor nos
dois primeiros anos de vida, que se consideram três fases principais até á ocorrência do
Andar autónomo:

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1. movimentos diversos dos membros inferiores em posição vertical suportada;
a criança não suporta o seu peso.
2. posição bípede com suporte fixo, eventualmente com pequenos
movimentos de deslocação.
3. locomoção com ajuda do adulto nas duas mãos.

De facto o Andar tem como percurssores movimentos locomotores rudimentares


que dominaram o primeiro ano de vida. A progressão tem início nas formas iniciais de
rastejar, reptação e quadrupedia. Ames (1937) identifica, pelo recurso a técnicas
cinematográficas, 14 estádios da progressão em pronação que são adquiridos de forma
praticamente idêntica de criança para criança: deste facto deduz a existência de uma
progressão invariável neste tipo de movimentos. Por regra os primeiros movimentos
propulsores circunscrevem-se á acção dos braços, passando a seguir a um papel
vagamente activo do tronco até se verificar uma propulsão com a perna e pé, ainda em
posição de deitado. Nesta fase o contacto da região abdominal com o solo reduz
largamente a eficiência do deslocamento. O movimento de rastejar dá origem a uma
forma rudimentar de reptação em que se verifica uma acção sincronizada dos quatro
membros para, quando da elevação do abdomen do solo, se passar às primeiras formas
de quadrupedia (McGraw, 1941).
Towen (1976), num estudo com 51 crianças, encontra as mesmas fases gerais de
McGraw (1941) mas sublinha a influência das características individuais na duração de
cada fase e na rapidez de evolução da sequência. Salienta ainda o facto de muitas
crianças saltarem uma ou mais fases, interrogando-se sobre a invariância das fases
tomada como inquestionável durante longos anos. Roberton e Halverson (1984)
reformulam a questão da variabilidade da sequência de aquisições afastando-se da
concepção rígida de uma única sequência ou mesmo de uma sequência "média". Para
estas autoras as sequências encontradas em alguns estudos raramente são comprovadas
por outros trabalhos, adiantando a noção de variação intra e inter-tarefa. De facto, e
segundo análise retrospectiva destas especialistas, não existe validação para sequências
gerais devendo ser assumida com cautela a passagem por um percurso normal único de
desenvolvimento dos padrões motores nos primeiros anos de vida.
O estudo do desenvolvimento da locomoção tem sido conduzido a partir de três
vectores principais: 1) a identificação de estádios; 2) o estudo da evolução dentro de

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cada estádio, e, 3) a identificação dos factores determinantes do tempo de aparecimento
ou da duração de cada fase (Espenschade e Eckert, 1980).
O desenvolvimento do Andar manifesta-se, nas suas primeiras fases, entre os 9 e
os 17 meses de idade com períodos críticos diferentes de autor para autor. Nesta
primeira fase a acção das pernas é pouco eficiente e o padrão motor caracteriza-se por
uma passada muito curta, pequena extensão da perna e contacto com o solo com o
joelho em flexão. Os pés são colocados lateralmente ao sentido do deslocamento, com
um afastamento muito pronunciado, numa tentativa de controlar os desequilíbrios
laterais muito frequentes nesta fase. Os primeiros passos não são ritmados nem fluidos,
e, frequentemente, hesitantes. Os trajectos são curtos e não há mudanças de direcção.
Não existe rotação do tronco e os braços conservam uma posição relativamente
alta sem alternância coordenada com a deslocação dos apoios, prevendo a protecção em
caso de queda. Este último aspecto segue uma evolução curiosa com o abaixamento
progressivo dos braços para uma posição de "guarda" mais baixa (cerca de 45 graus em
relação ao tronco) até estabilizarem na posição vertical típica da locomoção do adulto.
Só posteriormente se verificará o movimento de balanço alternado e em oposição ao
movimento dos membros inferiores.
O desenvolvimento do Andar passa por certas transformações quer de ordem
motora quer de ordem morfológica. Com base no trabalho de Wickstrom (1977) e de
Espenschade & Eckert (1980) podemos identificar:

1. o aumento da passada conseguido pelo aumento da capacidade equilibratória e


também dependente do aumento de comprimento do membro inferior. Scrutton (1969),
num estudo com 97 crianças, detectou comprimentos da passada de 28 cm aos 12
meses, 32 cm aos 2 anos, 36 cm aos 3 anos e 41 cm aos 4 anos;

2. aquisição de um desenrolar do pé de impulsão que se sucede a uma fase inicial de


movimento do pé em que não existe transferência do peso do calcanhar para a ponta do
pé;

3. extensão do joelho na fase de impulsão, reduzindo-se a flexão do mesmo na retomada


de contacto com o solo;

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4. redução da amplitude do afastamento lateral dos apoios e orientação dos mesmos no
sentido do deslocamento;

5. redução da inclinação do tronco á frente, tendendo para uma posição vertical do


tronco;

6. aumento da rotação pélvica proporcionando as bases do movimento alternado dos


membros superiores e inferiores.

As transformações referidas ocorrem normalmente até aos dois anos sendo


visível nesta idade quase todas as características fundamentais de uma forma matura de
Andar. Algumas das aquisições têm o seu período médio de ocorrência bem definido
(Burnett e Johnson, 1971):

14 meses rotação pélvica


16 meses flexão/extensão do joelho
17 meses redução do afastamento lateral dos apoios proporcionando a
verticalidade dos membros inferiores
18 meses sincronismo do movimento de oscilação dos braços
19 meses desenrolar do pé do calcanhar até aos dedos

O estudo de Okamoto (1973) que analisa os padrões de contracção muscular por


electromiografia, dilata este período até aos três anos de idade, momento decisivo na
transição para a marcha adulta. Segundo este autor as transformações ocorrentes a partir
dos três anos são muito subtis embora os padrões electromiográficos continuem a
evoluir até aos sete anos, altura em que as semelhanças com os padrões de adultos são
muito grandes. Haywood (1986) afirma a este propósito que as transformações se
estendem para além dos cinco anos sendo no entanto muito difícil a observação de
alterações sem recurso a técnicas de análise mais sofisticadas.

A ESTIMULAÇÃO DO ANDAR

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Durante muitos anos o determinismo maturacionista reduziu a um papel
insignificante a estimulação durante os primeiros tempos de vida. Como processo
fisiológico internamente regulado e sujeito a leis precisas, o fenómeno da maturação
parecia explicar quase toda a evolução não só na coordenação em geral mas também no
tempo de aquisição de habilidades motoras. No entanto surgem dúvidas quando estudos
devidamente controlados e realizados por cientistas de reconhecida competência
observam valores muito discrepantes para a idade de aquisição da marcha autónoma:

Shirley (1931) - 14.7 meses


Bayley (1935) - 13.0 meses
Gesell e Amatruda (1964) - 15.2 meses
Brunet e Lezine (1951) - 14.2 meses
Buhler e Hetzer (1953) - 16.3 meses
Illingworth (1982) - 13.0 meses

O estudo de Neligan e Prudham (1969), circunscrito a amostras da zona de


Newcastle em Inglaterra e considerando três grupos distintos pela classe social dos pais,
encontra diferenças na idade de aquisição da marcha autónoma que variam entre os 12.7
e os 13.8 meses. Os cuidados parentais e as condições de vida em geral parecem influir
de forma significativa nesta variação. Pikler (1968) refere igualmente os cuidados
maternais como factor decisivo na aquisição desta habilidade, encontrando valores
próximos dos 15 meses para crianças carentes em termos de estimulação. Estes dois
factores, cuidados parentais e nível socio-económico parecem interagir embora seja
difícil objectivar as influências específicas de cada um deles no caso da aquisição do
andar.
A idade para a emergência da marcha está relacionada com a quantidade de
estimulação. Dois exemplos ajudam a ilustrar este facto. As crianças do norte da Europa
nascidas no Inverno ou no Verão diferem em cerca de um mês na aquisição da marcha
autónoma. Os bebés nascidos no Inverno têm mais oportunidades de rastejar, gatinhar e
outras experiências anteriores à marcha, porque quando estas aquisições ocorrem a
temperatura é mais elevada e as condições para brincar são facilitadas. (Benson, 1993).
O segundo exemplo provém das aranhas ou andadeiras. As crianças que têm uso
excessivo (mais de 2.5 horas/dia) de andadeiras apresentam um atraso de dois meses no
domínio da posição de sentado e de um mês no apreceimento da marcha. A conclusão

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destes dois exemplos aponta sempre no sentido de que a facilitação excessiva ou a
redução de actividade por condições diversas atrasa o momento de ocorrência normal de
aquisições motoras na primeira infância.
Mais recentemente foi colocada a questão de se saber até que ponto a
estimulação específica, quer por via de cuidados maternais diferenciados quer por via
experimental, pode alterar o curso do processo normal de desenvolvimento.
Duas posições persistem quanto a este problema. Por um lado autores como
Delacato (1963) e Doman (1964) afirmam que o "saltar de etapas" no processo normal
de desenvolvimento pode implicar negativamente com o sucesso de aquisições
posteriores, não só no plano motor mas também no domínio cognitivo em geral. Nesta
perspectiva, de base maturacionista, todas as fases evolutivas devem ser respeitadas de
forma a garantir uma integridade e correcção do desenvolvimento.
Contrariamente a esta posição, autores como Roberton (1978) e Zelazo (1983)
contrapoem o papel da estimulação precoce como modo de acelerar etapas e o próprio
curso normal de desenvolvimento sem que se vislumbrem implicações negativas no
futuro da criança. Zelazo (1983) demonstra que movimentos reflexos como o da
marcha, que normalmente desaparece por volta das oito semanas, podem persistir se
ocorrer uma estimulação metódica deste movimento pela repetição do estímulo
elicitador. A estimulação activa deste reflexo aumenta a frequência da resposta (número
de passos) enquanto que a estimulação passiva não produz qualquer efeito de
persistência do reflexo. Adicionalmente os efeitos desta estimulação fazem-se notar no
aparecimento precoce da marcha autónoma (menos 2 meses que o grupo de controlo
que não beneficiou de qualquer tipo de estimulação).
Konner (1973) observou o facto de que as crianças do Deserto do Calahari no
Botswana, sendo sujeitas a uma estimulação tradicional dos movimentos de marcha
reflexa que se prolonga por todo o primeiro ano de vida, sob a forma de um jogo/dança
que produz estimulação idêntica á de Zelazo (1983), conservam o reflexo durante o
tempo em que persiste a estimulação. O estudo de Super (1976), similar ao de Konner
(1973) mas realizado no Quénia, produz resultados idênticos, verificando-se a extensão
do reflexo a todo o primeiro ano de vida em 86 % da amostra estudada.
Está contudo por esclarecer se o reflexo prolongado se incorpora na marcha
autónoma e se, de forma sistemática, a beneficia. A estimulação suplementar de carácter
cultural que as mães estudadas provocam nos seus filhos, descrita por Super (1976),

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incide não só na exercitação do reflexo de marcha, mas também na posição de sentado e
de pé.
A estimulação que diferentes culturas proporcionam ás suas crianças no tocante
a movimentos rudimentares e fundamentais está bem patente no levantamento
complementar levado a efeito por Super (1976). Este autor mostra que para grupos
africanos constituintes de uma amostra altamente diversificada (doze grupos da Árica
Oriental) é importante a estimulação de movimentos como o Sentar e o Andar, ao
contrário da prática corrente nas culturas europeias.

O DESENVOLVIMENTO DO CORRER

A corrida é um movimento fundamental cujas primeiras manifestações surgem


um pouco antes dos dois anos. Supõe-se que é uma evolução do movimento de andar,
complexificado pela incorporação de uma fase de trajectória aérea. As primeiras formas
de corrida assemelham-se a uma acção rápida de andar em que algumas características
iniciais do andar voltam a ser exibidas (e.g. a elevação das mãos ao nível da cabeça
("guarda alta") ou o afastamento lateral dos apoios). De igual modo podemos considerar
como características do padrão inicial de corrida a amplitude reduzida da passada e a
extensão incompleta da perna de apoio (Haywood, 1986). O evidente desequilíbrio da
corrida inicial pode ser reduzido por acção de movimentos dos braços em que o
cotovelo é exageradamente elevado, com eventual cruzamento dos braços.
As primeiras formas de corrida são semelhantes a uma forma apressada de andar
e, na realidade, ainda não incluem uma fase em que os apoios não exibem contacto com
o solo. As primeiras manifestações surgem por volta dos 18 meses (Zaichkowsky, 1980)
embora um padrão consistente e suave só seja normalmente observado entre os 2-3
anos. Espenschade e Eckert (1980) argumentam que o padrão inicial de corrida não
apresenta diferenças relevantes em relação à marcha, envolvendo supostamente o
mesmo programa motor, embora com variações nítidas na frequência e na amplitude das
acções. Os pré-requisitos gerais para a emergência das primeiras formas de corrida são,
segundo as mesmas autoras, um aumento da força e do equilíbrio.
Como a progressão calcanhar-metatarsos não está ainda estabelecida, as
primeiras formas de corrida registam um apoio quase simultâneo de toda a superfície do
pé. Pelos 3 anos o controlo da passada é mais efectivo, denotando uma maior

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regularidade. Contudo, a habilidade de parar repentinamente ou de mudar de direcção é
incipiente; a corrida é apenas observável em linha recta. As re-orientações espaciais são
resolvidas graças a uma redução da velocidade de deslocamento, para formas de andar
suficientemente lentas para poder proceder à mudança de direcção. O padrão inicial
regista ainda uma extensão quase total do membro inferior e uma irregularidade
sensível do comprimento e frequência da passada (Eckert, 1987). A frequência de
passada pode atingir valores de 170 apoios por minuto aos dois anos e meio
(Espenschade & Eckert, 1967) e a velocidade de deslocamento pode chegar a cerca de 2
metros por segundo (Cratty, 1986). A evolução da velocidade de deslocamento é
importante atingindo um valor de 3.6 m/s aos 5 anos (Jenkins, 1930).
Uma forma de corrida suficientemente elaborada para poder ser incluida em
actividades de jogo não é geralmente observada antes dos 4 anos e a semelhança com
padrões adultos ocorre apenas pelos 5-6 anos (Espenschade & Eckert, 1980).

17 meses

37 meses

53 meses

66 meses

(adaptado de Clouse (1959): A kinematic analysis of the development of the


running pattern of preschool boys, University of Wisconsin.

A evolução do padrão de corrida é mais notória dos 2 para os 4 anos do que dos
4 para os 6 anos (Fortney, 1983). São características dos 2 anos a elevação dos
calcanhares abaixo da altura dos joelhos e um ângulo inferior a 90º entre o pé e a perna.
Aos 4 anos este ângulo é já superior a 90º e a altura atingida pelo calcanhar durante a
mudança de apoio é claramente superior à altura do joelho da perna de apoio. Uma
terceira característica é o aumento do ângulo coxa-perna com a idade. Estas
modificações podem estar na origem de alguns factos observados por Clouse (1959);

17
com a idade verifica-se um aumento da velocidade de corrida, do tempo de trajectória
aérea e do comprimento da passada, assim como uma redução da trajectória vertical do
centro de massa. A estas transformações, McGlenaghan & Gallahue (1985) e Dittmer
(1962) acrescentam ainda a redução do tempo de contacto com o solo (duração do
apoio) com a idade. Haywood (1986) refere a evolução para uma extensão completa da
perna no final da fase de contacto e, por último, Wickstrom (1977) refere a redução do
ângulo braço-antebraço até um valor próximo dos 90º em crianças que exibem um
padrão maturo.
Uma boa sistematização da evolução da corrida seguindo uma perspectiva de
estádio é apresentada por Seefeldt, Reuschlein e Vogel (1972):

FASE 1 braços elevados, contacto completo do pé, passada curta com reduzida flexão do joelho

FASE 2 aumento do comprimento da passada, da flexão do joelho e da fase de não-suporte

FASE 3 contacto c/ o solo iniciado pelo calcanhar, acção mais vigorosa dos braços, rotação do tro

FASE 4 contacto com a extremidade anterior do pé, oposição dos braços e coordenação com os ap

Entre os 2 e os 6 anos as variáveis altura, comprimento do membro inferior e


comprimento da passada estão fortemente correlacionados, sendo verificadas
correlações significativas logo aos 2 anos.
Apesar de padrões consistentes de corrida serem detectáveis por volta dos seis
anos, com grande semelhança a padrões adultos, o refinamento por especialização do
movimento fundamental continua muito para além desta idade, sendo observadas
modificações em adolescentes. Estas modificações no processo repercutem-se no
produto e medidas como a velocidade de corrida são delas reflexo. Contudo, cada vez
mais uma parte substancial da melhoria da prestação fica a dever-se ao desenvolvimento
de qualidades físicas como a força muscular. Espenschade (1980), analisando a
velocidade de corrida entre os 5 e os 17 anos mostrou uma evolução linear até aos 11-12
anos, idade a partir da qual a prestação tende a uma estabilização progressiva. Entre os
5 e os 11 anos o aumento é de cerca de 60% (de aproximadamente 3.5 para 5.5 m/s). O
sexo masculino exibe prestações sempre superiores ao feminino, correndo mais 10 a 20
cm por segundo (Espenschade, 1980).

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Referenciais do desenvolvimento.

Grandes movimentos Pequenos movimentos


Sentado sem suporte. Alcança, agarra e põe objecto na boca.
Soluções evoluídas de quadrupedia. Apanha objectos pequenos com pinça
Até ao Atinge posição bípede e mantém-se digital (polegar e outro dedo).
fim do 1º de pé sem ajuda. Transfere um objecto de uma mão para
Anda com ajuda ou apoio. a outra.
ano Rola uma bola imitando um adulto. Deixa cair e apanha de novo um
objecto.
Anda sozinho. Constroi torres de 3 blocos.
Anda para trás. Vira as páginas de um livro, duas e três
Apanha objecto do chão sem cair. de cada vez.
Puxa e empurra brinquedos. Lança bola pequena.
Senta-se sozinho em cadeira para Pinta com a mão toda, e muda canetas
Entre o crianças. de mão.
1º e o 2 Sobe e desce escadas com ajuda. Consegue tirar luvas e peúgas.
ano Dirige-se para sons e música. Descalça os sapatos.
Lança uma bola sem perder equilíbrio.
Corre para a frente com facilidade. Vira uma página de cada vez .
Saltita no mesmo lugar com dois pés. Segura lapis com polegar e dedo (não
Mantém-se de pé num só pé, com com a mão toda). Usa o pulso ao
ajuda. desenhar.
Anda em bicos de pés. Usa consistentemente uma mão na
Entre o Pontapeia uma bola em frente. maioria das acções.
2º e o 3º Veste-se e despe-se, se ajudado com
ano botões, sapatos e orientação da roupa.
Corre contornando obstáculos. Constroi torres com nove blocos
Saltita e e quilibra-se num pé cerca de pequenos.
10 s. Copia círculos.
Entre o Empurra, puxa e vira brinquedos com Imita cruzes.
rodas. Manipula bem plasticina (bolas, rolos,
3º e o 4º Anda de triciclo e usa o escorrega etc,).
ano sozinho.
Salta de degrau com pés juntos e
equlibra-se na recepção.
Lança bola por cima do ombro.
Agarra bola ressaltada no chão.
Anda para trás (ponta do pé – Corta a direito com tesoura.
Entre o calcanhar). Copia cruz.
4º e o 5º Saltita para a frente 10 vezes sem cair. Copia quadrado.
ano Sobe e desce escadas Desenha algumas letras maiúsculas.
autonomamente com técnica
alternada.
Grandes Movimentos Pequenos Movimentos
Corre me pontas de pés Recorta formas simples
Anda sobre trave de equilíbrio Copia triângulos
Percorre a saltitar 2 metros Copia o primeiro nome

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Entre o Saltita em pés alternados Escreve algarismos de 1 a 5
5º e o 6º Salta à corda Exibe preensão matura de lápis
ano Anda de patins ou skate Lateralidade bem estabelecida

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