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Universidade Rovuma 2021

Curso de Licenciatura em Ensino Básico

Nome do estudante: Maico Da Costa Nema

Número do Estudante: 06.0517.2020 Turma: 01

Síntese

O âmago da disciplina da PAD procurando fazer possível evolução das contribuições


teóricas.

Teorias da Aprendizagem

a) Teorias de Aprendizagem Behavioristas: Condicionamento Clássico;


Condicionamento Operante; Teoria Associativista e Teorias de Aprendizagem Social;
 Condicionamento clássico (Pavlov)

Aquisição de uma resposta observável (comportamento) a um estímulo também observável


que, sendo inicialmente neutro (não desencadeando uma resposta específica), adquiriu
propriedades de um outro estímulo (incondicionado, produtor de resposta específica,
incondicionada) com o qual foi sistematicamente associado ou conjugado (passando a
estímulo condicionado, produzindo uma resposta condicionada, idêntica à resposta
incondicionada).

Explica algumas aprendizagens, baseadas em associações de estímulos que geram


automatismos (reflexos condicionados), que não são controladas pelos sujeitos nem dependem
da sua consciência (pensamentos e/ou expectativas); explica também a aquisição de medos.

 Condicionamento operante (Skinner)

Os comportamentos são aprendidos em função não só dos estímulos antecedentes, mas


também e sobretudo dos estímulos consequentes (estímulos que se lhe seguem), numa relação
contingencial:

 São fortalecidos se as consequências são positivas (reforços)


 São enfraquecidos ou desaparecem na ausência de reforços (extinção) ou se as
consequências são negativas (punições).
 Teoria Associativista (Edward Lee Thorndike)
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O termo associacionismo origina-se da concepção de que a aprendizagem se dá por um


processo de associação das ideias – das mais simples às mais complexas. Assim, para
aprender uma coisa complexa, a pessoa precisaria primeiro aprender as ideias mais simples,
que elas estariam associadas.

Thorndike formulou a Lei do Efeito, que seria de grande utilidade para a Psicologia
Comportamentalista. De acordo com essa lei, todo o comportamento de um organismo vivo
(um homem, um pombo, um rato, etc.) tende a se repetir, se nós o recompensarmos (efeito)
assim que ele o emitir. Por outro lado, o comportamento tenderá a não acontecer, se o
organismo for castigado (efeito) após sua ocorrência. E, pela Lei do Efeito, o organismo irá
associar essas situações com outras semelhantes.

 Teorias de aprendizagem social - Albert Bandura

Para Bandura, a pessoa aprende muito por imitação. Durante interacções sociais, o indivíduo
pode modificar seu comportamento, como resultado da observação de como as outras pessoas
do grupo reagem. Embora reconheça a importância do condicionamento de Skinner, Bandura
insisti em dizer que nem toda aprendizagem ocorre como resultado do reforçamento directo
de respostas. A oposição de Bandura é decorrente das experiências feitas por ele, as quais
provaram que para a ocorrência de uma acção não é necessário oferecer uma recompensa.
Bandura faz várias criticas as pesquisas individualizadas e com animais.

b) Teorias Cognitivas: Teorias de Aprendizagem gestaltistas e de campo; Teorias


interaccionistas de Piaget, Vygotsky, Bruner e Ausuber e Modelo Informático.

 Teorias de Aprendizagem gestaltistas

A Psicologia da Gestalt é uma das tendências teóricas mais coerentes e coesas da história da
Psicologia. Seus articuladores se preocuparam em construir não só uma teoria consistente,
mas também uma base metodológica forte, que garantisse a consistência teórica. Os
gestálticos argumentam que um determinado objecto é compreendido através da sua visão
global, e não pela análise detalhada de cada aspecto particular. Os gestalticos desenvolveram
leis que reflectem a sua percepção sobre a aprendizagem. Estas leis incluem a lei da
proximidade, a lei da semelhança, a lei do fechamento, a lei da continuidade, a lei do
pragmatismo e figura verus fundo (ou contexto).

 Teorias interaccionistas de Piaget, Vygotsky, Bruner e Ausuber


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Os interacionistas acreditam numa complexa combinação de influências que podem favorecer


o processo de aprendizagem. O ser humano não é compreendido como ser passivo, mas, ao
contrário, assume um papel activo, utilizando-se dos objectos e de suas significações para
conhecer, aprender e consecutivamente, se desenvolver.

Jean Piaget, para ele a criança é activa e age espontaneamente no meio. Ela é estruturalmente
diferente ao adulto, mas funcionalmente igual. Isso significa que suas estruturas mentais são
próprias ao seu nível de desenvolvimento, que é marcado por estágios. É pelo contacto com o
mundo que seus conhecimentos são construídos. Dedicou-se à investigação e compreensão do
desenvolvimento cognitivo e sua teoria ficou conhecida como construtivismo.

Lev Seminovitch Vygotsky, valoriza a mesma acção / interacção de Piaget, porém situada
em um contexto sócio-histórico-cultural. É pela relação com os mais experientes e pela força
da linguagem que o sujeito se apropria activamente do conhecimento social e cultural do meio
em que está inserido. As influências e mudanças são recíprocas ao sujeito e ao meio onde se
encontra.

Ausuber defende que a aprendizagem é uma modificação apenas do conhecimento e não


comportamental (Behaviorismo), e que a mesma, juntamente com o ensino, dá-se por meio de
conhecimentos prévios e mapas conceituais, favorecendo o aluno a aprender. Defende que o
professor deve mediar e auxiliar o aluno a incorporar, em seus esquemas, os conteúdos, de
modo que os já existentes possam ser ampliados e modificados.

Segundo Bruner, uma informação por si só sozinha não possui qualquer tipo de significado e,
para que essa representação possa ser útil para nós, tem obrigatoriamente que ter significado.
A mente, mais do que tratar a informação, cria significados para cada uma, enquanto o
computador se limita a aplicar regras que alguém as introduziu e que para ele são abstractas.
Neste processo, a mente é criativa, produz sentido, é pessoal, subjectiva, insere-se num
contexto social e numa determinada cultura.

Bruner defende que existe um desejo natural de aprender por parte da criança, uma motivação
que conduzirá a um maior sucesso escolar. Refere-se também à necessidade do reforço, ou
seja, entende que uma aprendizagem bem sucedida deveria ser reforçada para aumentar a
probabilidade de se repetir.

Ele defende também que o desenvolvimento da mente está ligado à construção de significados
pelos seres humanos na sua relação com o meio. Esses significados construídos pelos sujeitos
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nada têm ver com o modo informático do processamento da informação. A mente, neste
processo, é criativa, pessoal e subjectiva. Ao mesmo tempo é partilhada com os outros que
fazem parte do contexto social do sujeito.

 Modelo Informático

É um modelo descritivo, tenta descrever e compreender os mecanismos da recepção,


processamento, retenção e utilização dos conhecimentos no cérebro humano.

Os proponentes deste modelo pensam que o cérebro humano se organiza em “receptores” que
captam e registam a informação dos estímulos do meio.

Para os defensores deste modelo, a aprendizagem é um processo de aquisição de diferentes


esquemas de reacção e adaptação do organismo ao seu meio ambiente. Rejeitam as teorias
behavioristas que consideram a aprendizagem como simples condicionamento. Tentam
descrever como é que as ideias são apreendidas e guardadas e dão especial relevo `a auto-
regulação que se efectua no interior do organismo que, como ser vivo, reage ao ambiente em
que se situa, transformando, organizando e conservando os estímulos recebidos.

c) Teorias Humanistas: Teoria das necessidades de Maslow e Teoria de auto-realização


de Rogers
 Teoria das necessidades de Maslow

Abraham H. Maslow, baseia-se na ideia de que cada ser humano esforça-se muito para
satisfazer suas necessidades pessoais e profissionais. É um esquema que apresenta uma
divisão hierárquica em que as necessidades consideradas de nível mais baixo devem ser
satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Segundo esta teoria, cada indivíduo tem
de realizar uma “escalada” hierárquica de necessidades para atingir a sua plena auto-
realização.

 Teoria de auto-realização de Rogers

A teoria humanística da personalidade de Carl Rogers enfatiza a importância da tendência à


auto-realização na formação do auto-conceito. Segundo Rogers, o potencial do indivíduo
humano é único e se desenvolve de maneira única, dependendo da personalidade de cada um.

Segundo Carl Rogers (1959), as pessoas querem sentir, experimentar e se comportar de


maneira consistente com a auto-imagem. Quanto mais próxima a auto-imagem estiver e o
ideal, mais consistentes e consistentes serão as pessoas e mais valor elas acreditarão ter.
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