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2011

UTILIZAÇÃO PEDAGÓGICA DE ALGUMAS FERRAMENTAS DA


Web 2.0

http://educacaodigital2011.posterous.com 1

Carla Gandra, Filomena del Rio,


Raquel Ramos
Rede de Bibliotecas Escolares
05-05-2011
Utilização pedagógica de algumas ferramentas da Web 2.0 2011
Livros digitaisPodcast

A. Livros digitais – livros electrónicos – e-books – e-readers

 Um livro digital ou livro


electrónico ou e-book (em
inglês) é um livro em formato
digital que pode ser lido em
equipamentos electrónicos,
como o computador, as PDAs, o
telemóvel, os tablets, os MP3, o
iPhone, as iPads.

 Os formatos mais comuns de livros digitais são o PDF e o HTML. Para se ler o formato
PDF é necessário o leitor de arquivos Acrobat Reader ou outro compatível; o segundo
precisa de um navegador de Internet.

 Um e-reader é o aparelho para ler os livros digitais: Reader


Pocket Edition, Reader Touch Edition , Reader Daily Edition ,
Kindle, etc.

1. Lojas de livros digitais

a) eBooks.com: http://www.ebooks.com/
b) Kindle Store: www.amazon.com/gp/kindle/pc
c) Google Books: http://books.google.com/ (Se a obra for

do domínio público, pode transferir-se gratuitamente


uma cópia em formato PDF)
d) Diesel eBook Store: http://www.diesel-ebooks.com/

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2. Sítios com livros digitais gratuitos em português

a) Biblioteca Digital Camões: http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digital-


camoes.html (Permite o download em pdf)
b) Biblioteca de Livros Digitais:
http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/bibliotecadigital/index.php (Permite
apenas a leitura no ecrã)
c) Biblioteca Nacional Digital: http://purl.pt/index/geral/PT/index.html
d) Projecto Gutenberg: http://www.gutenberg.org/

3. Criar livros em formato digital

Existem várias ferramentas gratuitas que permitem criar os próprios livros digitais.

a) O ISSUU: permite criar livros digitais em formato pdf. Tem de se inscrever na


página (http://issuu.com/) e fazer o upload dos ficheiros. O site cria um
documento em forma de livro, que é possível partilhar com outras pessoas,
ou colocar nos blogues.

b) O Scribd (http://www.scribd.com/) permite a partilha de


documentos em Word, Excel, PowerPoint e PDF. É possível
fazer o download do documento ou integrá-lo no blogue.

Para fazer livros digitais com formato mais parecido ao livro impresso existem também
ferramentas gratuitas que permitem uma combinação entre a imagem e o
texto. Entre um número muito variado, destacamos duas.

c) Myebook (http://www.myebook.com/)
d) Mixbook (http://www.mixbook.com/)

4. Vídeo que explica como se faz um livro


digital no My ebook: http://www.youtube.com/watch?v=Sn1-XjSObKc

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Ideias para a sua utilização pedagógica

1. Livro de contos: cada aluno/grupo de alunos produz um conto e ilustra-o. Os

trabalhos são compilados num livro digital da turma. Se forem demasiado extensos,
poder-se-á optar por fazer vários livros digitais.
Ver exemplo: http://lerparacrer.wordpress.com/

2. História colectiva: Trabalho de grupos (4/5 elementos). Um elemento começa a


história e convida os outros a participarem na sua construção. A história é construída
pela totalidade dos elementos do grupo. Deve existir um elemento responsável pela
monitorização do projecto. O professor também deve ser convidado para poder
acompanhar o projecto e corrigir o produto final.

3. Relatório de uma visita de estudo: a turma é dividida em grupos. Cada grupo


responsabiliza-se pela redacção de uma parte do livro. Devem ser inseridas fotografias
ou vídeos da visita. O professor é convidado para poder acompanhar e corrigir o
trabalho.

4. Livro de instruções: cada grupo estuda o funcionamento de uma ferramenta da


Web 2.0 e explica, em livro digital, o seu funcionamento. Os diferentes livros são
publicados no blogue da turma ou da biblioteca, onde ficam acessíveis aos restantes
alunos para estes poderem fazer uma auto-aprendizagem. Esta ideia pode aplicar-se a
outras situações de aprendizagem.

5. Trabalho de investigação sobre uma temática do currículo: a forma de


apresentação pode ser feita em livro digital. Se os diferentes livros forem
disponibilizados aos colegas, poder-se-á seleccionar o melhor trabalho, com apoio de
uma grelha de análise, e atribuir prémios.

6. Jornal/revista da turma: os alunos da turma podem participar

colaborativamente na elaboração de um jornal/revista da turma. Podem redigir texto,


colocar fotografias e vídeos.

7. Álbum de fotografias: Pode ser interessante criar álbuns de fotografias que

reflictam a memória da escola (por ano, turma, etc).

8. Arquivo de livros digitais: o professor bibliotecário pode fazer o download de


diversos livros digitais em formato PDF para os computadores da Biblioteca. Os livros

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podem ser organizados por tema ou por autor com recurso à ferramenta Adobe Digital
Editions (http://www.adobe.com/products/digitaleditions/).

9. Listagem de sítios com livros digitais: o professor bibliotecário pode

organizar uma listagem de sítios com livros digitais no blogue ou na página da BE,
facultando aos alunos a leitura em casa ou noutro sítio. Poderão ser incluídos livros,
escritos de forma simples, nas línguas estrangeiras estudadas na escola.

B. Filmes no Movie Maker

1. Algumas operações que podem ser realizadas


com o Live Movie Maker:

a. Adicionar vídeos e fotografias.


b. Personalizar o filme, adicionando transições, efeitos de zoom, efeitos visuais, títulos,
fichas técnicas e legendas.
c. Adicionar música.
d. Criar um filme automático. O tema Filme Automático adiciona ficha técnica, título,
transições e efeitos.
e. Pré-visualizar o filme.
f. Publicar o filme na Web (no Youtube, Facebook ou Windows Live SkyDrive).
g. Guardar o filme no computador e partilhá-lo mais tarde.

2. Vantagens da utilização do Live Movie Maker

a. Estimula a criatividade do aluno.


b. Confere ao aluno o estatuto de autor. Este pode realizar filmes, criar os seus próprios
argumentos, dramatizar um texto, criar histórias.
c. O envolvimento do aluno no processo criativo contribui para o desenvolvimento das
literacias múltiplas. A produção final exige pesquisa e tratamento da informação,
análise e comparação de diferentes fontes e selecção dos recursos adequados.

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d. A produção de filmes sobre os próprios alunos e o seu mundo contribui para a


construção e afirmação da sua identidade.

3. Vídeo que ensina a fazer um filme no Movie Maker:


http://www.youtube.com/watch?v=RRtknlsyL3E&feature=related

4. Utilização pedagógica

a. Trabalho de investigação sobre uma temática do currículo: O

Movie Maker pode ser utilizado em várias disciplinas como forma de apresentação
de um trabalho de pesquisa. Vejam-se os exemplos produzidos por alunos do 9º
ano, na disciplina de História:
http://www.youtube.com/watch?v=4e5Z1nU9I4s
http://www.youtube.com/watch?v=__ex8vSfr4s

b. Relatório de uma actividade: o aluno pode utilizar o Movie Maker para

fazer o relatório de uma actividade (visita de estudo, experiência, contacto com


um escritor, etc.), recorrendo a fotografias, texto e música.
Exemplo: Visita de estudo à Fábrica de Pólvora de Barcarena
http://www.youtube.com/watch?v=cC_EXGgGpb0

c. Dramatização: o Movie Maker pode permitir trabalhar vídeos, resultantes de

dramatizações feitas pelos alunos. Estas dramatizações podem ter objectivos


diversos: recriar uma situação, criticar, persuadir, chamar a atenção, etc.

d. Produção literária: O Movie Maker permite a gravação das próprias

produções e a criação de um filme com texto e imagem. Pode ser uma actividade
interessante para trabalhar em articulação com a biblioteca e desenvolver as
competências orais e de escrita.

e. Visita guiada à biblioteca: Um conjunto de fotografias, com texto gravado

ou legendas, pode resultar num interessante filme a explicar o funcionamento da


biblioteca.
http://www.youtube.com/watch?v=5Bg6P1KNzUA
http://www.youtube.com/watch?v=H16tFonWyts&feature=related

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C. O Podcast

1. O conceito podcast deriva da fusão das palavras “ipod” e


“broadcasting” – ficheiro de áudio ou vídeo distribuído
pela Internet através do sistema de RSS – Really Simple
Syndication.
2. Os podacsts podem incluir locução, música, vídeo e fotografias. Podem ser feitos com
o auxílio de um microfone, no caso de ficheiros de áudio, ou de uma câmara Web, no
caso de ficheiros de vídeo.
3. Depois de criados, os podcasts são disponibilizados em servidores como o Odeo, o
PodOmatic, o Podcast Directory, etc.
4. A audição de um podcast pode ser feita através de um computador ou com recurso a
leitores de MP3/MP4, telemóveis, consolas de jogos portáteis, etc.
5. Antes de fazer um podcast, deve pensar-se sempre no objectivo que se pretende
atingir.

1. Podcast áudio: exercícios

a. Escreva/seleccione um pequeno texto para gravar e disponibilizar no site da sua


biblioteca.
b. Descarregue a versão 1.2.6 do software Audacity para a pasta Programas do seu
computador. http://audacity.sourceforge.net

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c. A barra de controle do Audacity funciona como um gravador de CDs, possuindo as


funções de ir para o início, executar, gravar, pausa, parar e ir para o fim.

d. Grave o seu texto.


e. Seleccione uma música e insira-a no seu podcast.
f. Os projectos gravados no Audacity possuem a extensão AUD. Por questões de
licenciamento o Audacity não permite exportar directamente ficheiros em formato
MP3. Para que o possamos fazer é necessário instalar o ficheiro dll: “lame_enc.dll”.
g. Após a gravação do podcast é possível classificá-lo através de meta dados. Classifique o
seu podcast de modo a tornar mais fácil a sua gestão, pesquisa e partilha.
h. Exporte o seu podcast para o PodOmatic. Esta ferramenta permite criar, armazenar e
partilhar podcasts.
1) Abra uma conta no PodOmatic : https://www.podomatic.com/path/login

2) Depois de criada uma conta configure o seu espaço, colocando uma foto e
escolhendo um dos vários layouts.

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3) Para gravar um podcast ou fazer o upload de um podcast criado noutro software,


deve escolher My Podcast e Post an Episode.

4) Siga os passos: dê um título ao podcast; faça o download do podcast ou grave um;


acrescente uma fotografia; coloque palavras-chave que definam o conteúdo (tags);
publique.
5) Para ver os seus podcasts: Clique em My Podcast – Manage Podcast -My Podcast
page

6) Para editar um podcast, aceda à sua página, clique em My Podcast, seleccione o


episódio e proceda às alterações.

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7) Para partilhar o seu podcast, proceda do seguinte modo:

a) Aceda à sua página, clique sobre Share a Podcast, escolha o sítio para onde
pretende enviar o podcast.

b) Por exemplo, copie o “embed code” , abra o seu blogue e edite a mensagem.

2. Documentos de suporte
 http://www.cfaematosinhos.eu/Podcasts%20no%20Ensino_08.pdf (em linha,
acedido em 2/5/2011)
 http://prisma.cetac.up.pt/artigospdf/5_adelina_moura_e_ana_amelia_carvalh
o_prisma.pdf (em linha, acedido em 2/5/2011)

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3. Utilização Pedagógica do Podcast – Taxonomia dos Podcast

a. Expositivo/Informativo: o podcast pode incidir sobre a apresentação de um

determinado conteúdo, uma síntese da matéria leccionada; um resumo de uma obra,


de um artigo, de uma teoria; uma análise; excertos de textos; poemas; casos;
explicações de conceitos, princípios ou fenómenos; descrição do funcionamento de
ferramentas, equipamentos ou software, entre outros.
Ex: Sons da Escrita, projecto português onde se podem ouvir podcast sobre autores,
que se encontram agregados num blogue
http://web.mac.com/mnemosine/SonsdaEscrita/Autores.html
Site da BMVC:
http://www.biblioteca.cm-viana-
castelo.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=197&Itemid=284

b. Feedback / Comentários: como o próprio nome indica, incide sobre o

comentário crítico aos trabalhos ou tarefas realizadas pelos alunos, podendo ser
efectivado pelo docente ou pelos pares. O comentário deve ser sempre construtivo,
salientando os aspectos positivos bem como os aspectos a melhorar, propondo
alternativas.

c. Instruções/Orientações: disponibiliza indicações e/ou instruções para

realização de trabalhos práticos; orientações de estudo; recomendações, etc.

d. Materiais autênticos: são produtos feitos para o público, não especificamente


para os estudantes de uma unidade curricular. São exemplo as entrevistas da rádio,
excertos de telejornais e “sketches” publicitários, entre outros. A expressão é
comummente usada no ensino das línguas estrangeiras (Rosell-Aguiar, 2007) e designa
produtos feitos pelos nativos de uma língua para ser consumida pelos nativos dessa
mesma língua.
Site com podcast, para aprendizagem de línguas estrangeiras:
http://www.portugueselingq.com/

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Assim, os Podcast:

 Podem ser usados como um complemento à sala de aula;


 Servem como ferramenta para desenvolver a oralidade;
 Promovem o trabalho colaborativo;
 Permitem a portabilidade dos recursos em diversos suportes: Mp3, Telemóvel;
 Permitem ao utilizador repetir várias vezes o episódio, facilitando uma aprendizagem
personalizada;
 No caso das bibliotecas escolares, pode fazer-se um podcast para apresentar um
regulamento, dar instruções, motivar para a leitura de um livro, apresentar conteúdos,
fazer comentários, explicar algo, gravar produções literárias, etc.

Bibliografia

BOTTENTUIT JUNIOR, J. B.; COUTINHO, C. P. (2007). Podcast em Educação: um contributo para


o estado da arte. In Barca, A.; Peralbo, M.; Porto, A.; Silva, B.D. & Almeida L. (Eds.),
Actas do IX Congresso Internacional Galego Português de Psicopedagogia.
Universidade da Coruña. La Coruña, pp. 837-846
BOTTENTUIT JUNIOR, J. B.; LISBÔA, E. S. e COUTINHO, C.P. (2009). Livros digitais: novas
oportunidades para os educadores na era Web 2.0. VI Conferência Internacional de
TIC na educação. Acedido em 30.08.2010 em:
http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/9233/1/livrosdigitais.pdf
CARVALHO, A.A. (2008). Manual de Ferramentas Web 2.0 para professores. Lisboa: Ministério
da Educação. DGIDC
CRUZ, S. & CARVALHO, A.A.A. (2007). Produção de Videos com o MovieMaker: um estudo
sobre o envolvimento dos alunos de 9.º Ano na aprendizagem. In M. J. Marcelino & M.
J. Silva (Org.), Actas do IX Simpósio Internacional de Informática Educativa (SIIE 2007),
pp. 241-246. Porto: ESE-IPP.

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