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Jogos, Vivências e Dinâmicas

para a Mocidade Espírita


“Quem ousa. Cria!”
“Em diferentes graus, todos os animais brincam, exploram,
movimentam-se sem motivo aparente. Mas somente alguns conservam na idade
adulta a
apacidade juvenil de brincar, como certos pássaros
(o corvo, por exemplo), os roedores, os carnívoros
uperiores, e, evidentemente, o homem.
Não é a seriedade, mas a brincadeira, a curiosidade, a exploração gratuita
– fatores de criação e invenção – que constituem os fundamentos dos mitos,
dos ritos da vida em sociedade e da própria ciência.”
Correio da Unesco, Martine Mauriras-Bousquet, Julho, 1991

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A rotina é útil para colocar atenção à disciplina. É estéril quando não é criativa.
É preciso rever a rotina para unir criatividade e disciplina
Um amigo espiritual

Esta orientação foi recebida após a preparação em um dia de trabalhos na


Evangelização Infantil. Mas pode ser perfeitamente aplicada aos trabalhos de
Mocidade Espírita.
É monótono para um aluno seguir sempre o mesmo esquema de aulas
que é obrigado a vivenciar durante sua vida escolar, no qual se comporta de
maneira passiva, recebendo informações, sem interações com o aprendizado
recebido. Quando o Programa de Aulas é dado de maneira excessiva e
unicamente expositiva, este acabaria sendo uma continuação desta rotina.
Estamos nos propondo, enquanto estivermos lendo as páginas seguintes,
a apresentar algumas dinâmicas propostas para aulas de Mocidade
simplesmente com o objetivo de despertar seu lado criativo. Como já disse
Linus Pauling, cientista e duas vezes ganhador do Prêmio Nobel: “A melhor
maneira de ter uma boa idéia é ter um monte de idéias.”
Muitos são os objetivos ao se utilizar uma dinâmica – entre eles: a
expressão de sentimentos, a aproximação e contato com as pessoas, formação
de um grupo, descontração, reflexão... Mas lembre-se que a aula não se resume
a dinâmicas desconexas que ocupem tempo de modo infrutífero, só para
preencher o tempo da aula ou ‘gastar a energia’ do jovem. Faça com que cada
dinâmica seja uma descoberta, individual ou do grupo, de capacidades e
sentimentos novos! Que através delas possam evidenciar o verdadeiro intuito:
aprender e vivenciar os ensinamentos de Cristo.
É difícil prever como será o futuro, mas acalentamos a certeza de que
será da maneira que você o fizer.

Fraternalmente
Comitê de Trabalho para a Mocidade

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Introdução
Do nascimento até à morte, nossa vida é um permanente exercício de
sociabilidade, sendo o homem, por sua natureza psicológica, um ser social.
Surgem assim os fenômenos de grupos, ou pessoas que se juntam buscando ou
desenvolvendo os mais variados objetivos. Jesus recrutou homens bem
diferentes, tanto em conhecimentos intelectuais como em temperamentos, para
difundir o Evangelho.
Da Bíblia, temos o princípio elementar do sucesso do trabalho em equipe:
“Melhor é serem dois do que um. Se caírem, um ajuda o outro a levantar-se.” (Excertos
de Eclesiastes 4:9-12)
Por volta de 1912, Jacob Levy Moreno, um jovem estudante de Medicina
(apaixonado por teatro e musica), começou a observar crianças brincando nos
jardins de Viena. Acabava de opor-se a Sigmund Freud e começou a combater a
Psicanálise: era contra o distanciamento do terapeuta, a ausência de relação face
a face com o paciente, que ficava no divã, alheio, caracterizando a palpável
diferença de status. Moreno volta-se para os problemas das relações profundas,
verdadeiras, significativas entre os seres humanos, enfatizando a relação
afetiva, viva, de compreensão e comunicação completas, nos dois sentidos,
baseada na empatia entre o EU e o OUTRO.
As pessoas se realizam nos contextos comunitários em que estão
inseridas, tanto para dar respostas às exigências profundas do seu eu social,
quanto para suprir suas necessidades existenciais. Assim são elas, dependentes
e carentes. Elas revelam nos grupos características que lhes são peculiares,
como: interesse, aptidões, intenções, desejos, inibições, medos, etc. Portanto, o
ser humano é caracterizado pela sua identidade, pelos papéis que desempenha,
pelas suas qualidades e seus defeitos.
Invariavelmente, serão observadas, em qualquer grupo, condições
variadas de sentimentos, desde sensações de bem-estar, a gradações de tensão,
estresse. O que nos parece importante é que você reconheça todos estes
sentimentos, e descubra, através da Dinâmica de Grupo, como canalizá-los de
maneira criativa.
Segundo Moreno, para se conhecer a dinâmica de um grupo, é
importante determinar antes a sociometria desse grupo: as características das
pessoas que o compõem, o peso (importância) de cada membro, bem como a
rede de inter-relações (o nível de afetividade).

Jogos, Dinâmicas e Vivências


Mudar é des-envolver(se) dos seus pré-conceitos. Não se pode mudar
nada externamente sem que, antes, essa mudança ocorra
em si próprio, internamente.

Jogos
A palavra jogo provém de jocu, de origem latina que significa gracejo.
Portanto, expressa um divertimento, brincadeira, passatempo sujeito a regras
que devem ser observadas quando se joga. Aplicar uma Dinâmica de Grupo é

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possibilitar o exercício de uma vivência. É um processo vivencial, que pode ir
além de um simples “quebra-gelo” a reflexões mais profundas e elaboradas.
O ser humano é uma unidade, um todo indivisível. Cientistas têm
demonstrado que os aparelhos físico e psíquico são totalmente ligados. Um
movimento corporal é um pensamento. Um pensamento também se exprime
corporalmente. Todas as idéias, todas as imagens mentias, todas as emoções se
revelam fisicamente, como no andar, no sentar, no comer, no falar.
Assim como os cinco sentidos do corpo humano não existem em
separado, estão todos ligados entre si. As atividades corporais são atividades do
corpo inteiro. Nós respiramos com todo o corpo, por exemplo.

Fases de um jogo
Alguns aspectos devem ser considerados na preparação de um jogo:
habilidade e idade dos participantes, ambiente de realização, riscos, segurança, material
utilizado e duração. Ou seja, e preciso adequar o método, conteúdo do jogo,
mensurar o nível de riscos, o que vai se utilizar e a duração. São precauções que
o facilitador deve tomar para não prejudicar os resultados e conclusões. Com
isso, os participantes precisam estar inteiros, literalmente, envolvidos ate o
final.
Toda atividade de grupo deve ter um ou mais Objetivos: o que significa,
quais as simbologias ou metáforas, qual a conecção com o real, as emoções, e sentimentos
gerados, etc. Esta é a fase que não deve ser revelada previamente. Deve-se
esperar a conclusão do próprio grupo. Pode-se generalizar as fases de um jogo
como:

Distribuição dos participantes em grupos pequenos: deve ser feita a


divisão antes de orientar o que será feito.

Instruções: é nesta fase que se deve dizer o nome do jogo e explicar as regras. A
linguagem utilizada para se apresentar um jogo tem muita importância. Deve-se colocar
apenas o que é restritivo, ou seja, o que não pode. O nível de percepção do grupo e que
vai gerar as ações ou não-ações. Deixar claro quando precisar que os participantes
fiquem atentos as instruções implícitas ou não-verbais.

Demonstração (quando for o caso): algumas pessoas seguem melhor


instruções verbais, outras preferem ler e, também, ha aquelas que só funcionam
mediante um exemplo. E bom explicar o jogo e depois demonstra-lo com um
dos participantes. Às vezes , o que e óbvio para o facilitador e para alguns
participantes não e para a maioria. E importante perguntar se e preciso
esclarecer alguma coisa. Nesse momento, o facilitador deve dar uma olhada
geral para todos os participantes para "sacar" se alguém ainda tem duvidas.

O momento do jogo (vivência e observação): a forma de participação do


facilitador e a sua maneira de comunicação não-verbal são fundamentais para
determinar o ritmo do jogo. É preciso ter cuidado com expressões ou gestos que
possam dar margem a alguma interpretação distorcida.

Pausa ou final do jogo: é importante saber quando parar um jogo. O


conhecimento de todas as etapas de um jogo e as suas possíveis conseqüências
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proporcionara ao facilitador a segurança necessária para que ele saiba o
momento de dar novas instruções ou encerrar a atividade - tendo ela sido
concluída ou não.

Sentimentos e emoções: é importante falar sobre a sensação vivida


durante o jogo: o que gostou, o que não gostou, como cada um se sentiu nos
diversos mementos do jogo. O facilitador precisa ser paciente e não induzir ou
apressar as verbalizações.

Discussão, esclarecimentos e opiniões: a discussão é o elemento mais


rico do jogo. Esta é a diferença entre Jogo e Brincadeira (ou recreação) . É
durante a discussão que surgem as lições e a aplicação pratica dos conceitos vivenciados.
É o momento da constatação de se os objetivos fora ou não atingidos. O
facilitador pode acrescentar o que julgar necessário e que sirva para enriquecer
ou aprofundar a discussão. A sua capacidade em prestar atenção, tanto durante
o jogo quanto nessa hora de verbalização, e importante para extrair o máximo
dos participantes, bem como orientar para o saber ouvir enquanto o outro fala.

Fechamento: nessa fase, o facilitador devera esgotar todos os


comentários, explicações ou lições aprendidas através daquele jogo. E comum,
vez por outra, ficar alguma questão não totalmente resolvida. É o que vai ser
processado posteriormente por cada um.

Dinâmica
Qualquer objetivo grupal é uma Dinâmica de grupo. Aplicar uma
Dinâmica de Grupo é possibilitar o exercício de uma vivência, que pode ir de
um simples quebra-gelo a reflexões e aprendizados mais profundos e
elaborados.

Vivência
Em seu livro Desenvolvimento Interpessoal, Fela Moscovici, define
Vivência como “um conjunto metodológico que objetiva o alcance de mudanças
pessoais, a partir de aprendizagens baseadas em experiências diretas ou vivênciais”.
Para tanto, o processo vivencial compreende quatro etapas
complementares:

Atividade: consiste na vivência de uma situação através de atividades


em que o participante se empenha.

Análise ou reflexão: consiste na discussão das atividades realizadas,


onde o como passa a ser mais importante do que o resultado em si.

Conceituação ou embasamento teórico: consiste na busca por conceitos


esclarecedores, informações que possibilitem a consolidação dos conhecimentos
e reflexões

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Conexão ou correlação com o real: é onde se fazem as comparações dos
aspectos teóricos com situações práticas da vida real, para uso imediato ou para
o futuro.

Facilitador de grupo
As águas de um rio, quando represadas e canalizadas,
transformam-se em forças produtivas, a serviço da vida. Isto porque
a dinâmica das águas é comandada. Não comandadas ou mal comandadas,
irrompem de forma selvagem, transformando-se em destruição e desolação.

Cada atividade que envolve pessoas está orientado por um planejamento


que foi coordenado por alguém. O facilitador deve exercer o papel de educador,
de incentivador, buscando trabalhar as habilidades e atitudes das pessoas.
O facilitador precisa:
- saber ouvir;
- ser sensível;
- manter uma comunicação clara e objetiva;
- manter coerência entre a postura e a verbalização;
- respeitar e manter sigilo absoluto sobre tudo o que for abordado;
- promover um relacionamento agradável entre todos os membros do
grupo;
- estar aberto às opiniões contrárias;
- procurar conhecer as características do grupo;
- ser paciente, aguardar o momento certo para falar.

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Dinâmicas
Dinâmicas de Apresentação
Estas dinãmicas, como sua própria definição sugere, têm por objetivo a
aproximação dos participantes, possibilitando não só o conhecimento de seus
nomes, mas também de algumas caraterísticas pessoais. Por intermédio destes
jogos é possível algumas reflexões, de uma maneira indireta, de suas
qualidades e defeitos, bem como um primeiro momento de aproximação e
união deste com o restante da turma.

Duplinhas Rotativas
Objetivos: além do objetivo de integração, através do diálogo a técnica
serve para uma rápida troca de idéias e informações entre todos os presentes.
Propicia um conhecimento, mesmo que de uma forma rápida, entre todos.
Duração: aproximadamente dois minutos para cada dois participantes.
Material: nenhum.
A quem se destina: quaisquer grupos, preferencialmente para criar
rapidamente o clima de comunicação e integração, especialmente nos
momentos iniciais.
Procedimentos:
1. As duplas sentam de frente, o circulo externo voltado para dentro, e
o interno voltado para fora.
2. Cada dupla dialoga (entrevista reciproca, troca de informações, troca
de idéias, bate-papo informal) durante 2 minutos ( mais ou menos, dependendo
do tamanho do grupo, dos objetivos e do tempo disponível).
3. Cada 2 minutos, a um sinal convencionado, os membros o circulo
externo avança um lugar. Assim até completar a volta.
4. A nova dupla dialoga dois minutos.
5. Completada a volta reconstitui-se o grande circulo, e passa-se à
avaliação do exercício. È interessante que os participantes possam dizer
livremente suas impressões.

Precauções úteis:
1. Se o grupo não está integrado e habituado a trabalhos grupais, é bom
que as cadeiras sejam dispostas em circulo antes da chegada.
2. Convém que a técnica esteja representada graficamente no quadro
verde ou num cartaz.
3. O mesmo vale para o roteiro acima. O acúmulo de explicações
verbais dispersa e tumultua o grupo, especialmente se iniciante.
4. Não deve preocupar certo clima de estranheza ou de brincadeira no
inicio. Logo em seguida as duplas começam a gostar. No fim lamentam a
brevidade do tempo.

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Nome e sobrenome
Objetivos: apresentação dos participantes através de suas características
pessoais.
Duração: 5 minutos
Material: nenhum.
A quem se destina: quaisquer grupos que estejam iniciando o encontro.
Procedimentos:
Reuna os participantes em circulo e inicie dando o seu nome, seguido de
um adjetivo que comece com a primeira letra do nome e de alguma forma
descreva a sua pessoa (ex: Fernando feliz, Cristina criativa, Bernardo bonito,
etc.) . A pessoa ao lado repete o seu “nome e sobrenome” e acrescenta o dela. A
atividade prossegue ao redor do circulo com cada pessoa tendo que lembrar o
“nome e sobrenome” daquelas que a antecederam para depois acrescentar o
seu próprio.

Marca Famosa
Objetivos: primeira apresentação do participante para o grupo.
Duração: aproximadamente um minuto por participante.
Material: nenhum.
A quem se destina: quaisquer grupos, preferencialmente aqueles que
ainda não possuem um certo grau de intimidade.
Procedimentos:
1. Pedir para que cada integrante do grupo pense numa marca famosa,
vinculando sua personalidade com essa marca incluindo o lado negativo e
positivo;
2. A partir daí apresentar-se.
Por exemplo: A marca que tem a ver com a minha personalidade é a
Coca-Cola, por que sou alegre, esportiva, transmito energia, tudo que a marca
Coca-Cola transmite também.

Andy Amoroso
Objetivos: um exercício de apresentação, na qual os participantes se
apresentam com uma palavra que comece com a mesma letra que o seu nome.
Duração: 5 minutos.
Material: nenhum.
A quem se destina: este é um bom exercício para início do segundo dia
de um programa de treinamento, especialmente se participantes novos ou um
palestrante convidado vierem se juntar a um grupo já formado. As palavras
ajudam a memorizar os nomes, e asseguram que os recém chegados se
envolvam ao mesmo nível que os outros rapidamente.
Procedimentos:
1. Forme um circulo com os participantes e diga que você irá propor
um exercício rápido, que irá ajuda-lo a se lembrarem dos nomes dos outros.
2. Peça para cada um se apresentar com uma palavra que comece com a
mesma letra do seu nome. Dê uma exemplo com o seu próprio nome, e o de
outra pessoa( por exemplo” Eu sou o Andy, e sou amoroso”).
3. Convide alguém para começar.

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Variações:
1. Use palavras que rimam com o nome da pessoa (“ eu sou o Andy, e
sou grande”). Isso nem sempre funciona quando se tem algumas pessoas com
nomes estrangeiros no grupo.
2. Relacione as palavras escolhidas com um piquenique ou uma festa (“
eu sou Andy, e trouxe a Sobremesa”, ou “ eu sou o Andy, e trouxe cherry
brandy” na versão rimada).

Apresentações Mútuas
Objetivos: exercício para apresentação dos participantes, propiciando um
primeiro contato entre eles.
Duração: 8 minutos para cada dupla dialogar e aproximadamente 1
minuto para apresentação dos participantes.
Material: lápis (ou caneta) e papel
A quem se destina: quaisquer grupos que necessitem ter uma primeira
aproximação entre os participantes.

Procedimentos:
1. Divida os participantes em pares, de preferência com parceiros que
não se conheçam mutuamente, e que eles se chamem de A e B
2. Informe que A terá 4 minutos para entrevistar B sobre sua vida e
interesses pessoais. A pode fazer anotações. Depois eles inverterão os papeis.
3. Como o grupo inteiro, peça para cada um apresentar o respectivo
parceiro a todos.

Variações:
1. Dê algumas perguntas específicas, para os quais você gostaria de ter
as respostas. Deixe algumas abertas( por exemplo, “três coisas que vocês não
poderiam imaginar simplesmente olhando para eles”, “três papéis que são
importantes para eles em suas vidas” etc.). você pode incluir expectativas do
programa de treinamento ou experiências passadas em treinamento.
Incentivar os participantes e discutirem experiências de um exercício
anterior, em pares.

Painel
Objetivos: auto-conhecimento, apresentação.
Duração: 10 minutos.
Material: revista, cola, tesoura, sucatas, objetos, etc.
A quem se destina: quaisquer grupos que não se conheçam.
Procedimentos:
Pede para cada componente do grupo fazer um “cartaz”’ sobre si
mesmo, ou seja, vai se apresentar através desse painel.
Terminado a confecção dos cartazes cada um vai explicar o que quis
dizer com o painel a respeito de si.

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Apresentações Rápidas
Objetivos: um exercício de apresentação que exige uma exposição ao
demais da turma demonstrando certo pensamento sobre determinado tema.
Duração: 20 minutos.
Material: quaisquer materiais de apresentação solicitados pelos
participantes ( transparências, canetas hidrográficas, retroprojetor, lousa,
flipchart etc.), jornal, revistas.
A quem se destina: quaisquer grupos que já apresentem certo grau de
intimidade, propiciando confiança para exposição.
Procedimentos:
1. Faça uma lista de temas na lousa, e convide os participantes para
cada um “reservar” o tema sobre o qual quiser fazer uma apresentação de dois
minutos. A preferência sobre um tema será para aquele que tiver se decidido
primeiro.
2. Explique que o material informativo/ de referência necessário será
fornecido, e que não precisam ter vergonha de ficar de pé e falar para a platéia,
uma vez que todos irão fazer isso.
3. Depois de dez minutos de preparação( oferecendo orientação
quando necessário), passe às apresentações.

Comentário:
A qualidade dos resultados dependerá muito do material de referência
que for colocado à disposição dos participantes. Eles irão precisar de
quantidades variadas de apoio e incentivo, e é importante não exagerar, nem
para mais nem para menos. Enfatize que não se estará avaliando as técnicas de
apresentação. O principal é comunicar os pontos principais da maneira mais
concisa possível.

Chorus Line
Objetivos: propiciar apresentação dos participantes de uma maneira
descontraída.
Duração: 30 segundos por pessoa.
Material: nenhum.
A quem se destina: grupos que estejam em formação.
Procedimentos:
Cada participante apresenta, e vê sua apresentação sendo repetida pelo
grupo inteiro, em uníssono.
1. Coloque os participantes num círculo. Explique que cada um deverá
se apresentar de uma maneira característica( por exemplo, dar um pulo,
ajoelhado ou cantando com um sotaque estranho). Dê um ou dois exemplos.
Quando você contar até três, todos os outros irão imitá-lo, em uníssono.
2. Percorra o circulo.

Comentário:
Isso deve ser feito rapidamente e com entusiasmo. É um bom modo de os
participantes verem os seus movimentos refletidos por outros, e perceberem a
impressão que causam num contexto seguro.

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Correio Elegante
Objetivos: apresentações, descontração.
Duração: 10 minutos.
Material: nenhum.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Peça para cada participante pensar numa mensagem para cada um dos
outros (pode ser sobre a aparência, o cargo, sobre algo que tenham dito
anteriormente, e pode ser uma afirmação ou uma pergunta). Se não tiverem
nada a dizer a um ou outro participante, não há problema; da mesma forma. Se
tiverem mais de uma mensagem para um deles, também não há problema.
Diga para pedirem a outro participante para transmitir a mensagem ao
destinatário, por ex:” por favor, diga à Fulana que eu gostei do vestido dela.” Se
tiverem de descobrir o nome do intermediário, tanto melhor.
Na rodada seguinte, peça para os participantes usarem dois
intermediários, depois três... e assim por diante.
Comentários: Este jogo pode ser processado quando ficar claro que as
mensagens estão sendo distorcidas. Também pode ser usado como simples
ativador ou exercício de apresentação( esta última opção é melhor logo após
uma rápida apresentação inicial).

Variações:
Proibir mais de uma mensagem a cada outro participante.
Pedir para mudarem os intermediários a cada rodada.
Dar aos intermediários a opção de recrutarem mais intermediários.

Mímica Individual
Objetivos: apresentação dos participantes, adivinhando seus hobbies e
interesses, de uma forma descontraída.
Duração: 15 minutos.
Material: nenhum.
A quem se destina: grupos que ainda não se conheçam.
Procedimentos:
Coloque os participantes em circulo, de modo que cada um possa ver a
todos os outros.
Peça para que cada um pense num hobby ou numa atividade que goste
de praticar, e que consiga representar através de mímica.
Cada um faz a sua mímica( inclusive o instrutor).
Explique que cada um deverá se lembrar das mímicas dos outros. Cada
um irá bater palmas, fazer sua própria mímica, bater palmas novamente,
apontar para alguém, e repetir a mímica daquela pessoa. Demonstre isso uma
vez para outra pessoa copiando a sua mímica. A pessoa apontada deverá
repetir isso, corrigindo( em silêncio) qualquer mímica errada.

Variações:
Pode-se fazer uma eliminatória, até que sobre somente uma pessoa.

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Peça para que cada participante repita duas mímicas, seguidas por duas
respostas.
A mímica pode ser do trabalho que cada um faz, de como se sente
naquele momento, ou qualquer outro atributo.

Exercício de Apresentação
Objetivos: procurar uma maior aproximação entre os participantes,
aprofundando os conhecimentos recíprocos.
Duração: 1 hora para 25 pessoas aproximadamente.
Material: nenhum.
A quem se destina: o exercício que segue poder ser usado no inicio de
um curso, ou depois de algum tempo de vivência grupal. Se for no começo do
curso, o animador fará sentir aos participantes que se trata de um exercício de
aproximação interpessoal. Se for depois, será uma complementação lógica. É
importante acentuar que jamais acabamos de nos conhecer suficientemente. O
conhecimento é um processo e não um ato. Cada pessoa humana é uma
surpresa permanente. Um conhecimento que não leva a compromisso pode ser
perigoso, egoísta e até superficial.
Procedimentos:
O animador explica os objetivos do exercício, realçando a importância do
conhecimento dos membros do grupo.
A seguir, por ordem do animador cada qual procura do seu lugar olhar
para os colegas do grupo em silêncio formam-se subgrupos a dois, na medida
do possível, pessoas desconhecidas, para uma entrevista reciproca.
Se houver um número impar, pode-se formar um subgrupo de três
participantes.
Seque-se a entrevista. Cada qual se apresenta ao colega.
Decorrido uns sete a oito minutos, será feita a apresentação ao grupão,
cabendo a cada um apresentar o colega entrevistado.
Finalmente formam-se pequenos subgrupos para uma avaliação,
procurando responder as seguintes perguntas:
- Como me senti na entrevista com o colega?
- Como me senti, apresentando o colega?
- Como observei os demais membros do grupão?
Antes de encerrar, pode-se aprofundar com as seguintes reflexões:
- Qualquer grupo de trabalho necessita desde o inicio integrar-se.
- conhecimento direto das pessoas com as quais trabalhamos ajuda a
quebrar o gelo, romper barreiras e maior rendimento no trabalho.
- conhecimento não é um fato acabado, mas um processo, algo
continuo, sempre novo na vida.
- A intercomunicação é base para o conhecimento do outro e de si
mesmo.
- Geralmente conhecemos nos outros só o nome, titulo, função e
comunicamos com os mesmos só em nível secundário.
Reflexões:
Este exercício permite uma auto-avaliação. Na verdade o que me
interessa nos outros? Na prática perguntamos algo sobre sua vida, ou sobre
suas funções, cargos etc. seu nome, estado social nos interessa mais do que seus

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sentimentos. Corrigindo, quais seriam nossas perguntas realmente importantes
para melhor conhecer o colega como pessoa humana?

Conscientização do Nome
Objetivos: Conscientizar os participantes do grupo acerca do nome de
cada qual, sua influência, o modo de usa-lo os muitos efeitos que tem sobre as
percepções, comportamentos e oportunidades individuais. Explorar como as
pessoas usam nomes que influenciam sua interação com os outros. Descobrir o
que as pessoas sentem acerca de seu próprio nome, e como suas percepções
influenciam seu próprio desenvolvimento, oportunidades e relacionamentos.
Duração: 35 minutos para 12 participantes
Material: um “crachá” para cada participante, com o nome facilmente
legível a distância.
A quem se destina: quaisquer grupos que queiram aproximara suas
relações
Procedimentos:
Cada participante coloca seu “crachá” e o animador apresenta os
objetivos do exercício, acentuando que discutir e pensar sobre seu próprio
nome, num trabalho de grupo, faz com que todos se conheçam melhor e oferece
oportunidade para observar como o nome influencia os outros.
Cada membro participante procura, a seguir, partilhar com os demais do
subgrupo seus conhecimentos sobre seu próprio nome, sua origem, significado,
sua escolha, seu apelido e outras atitudes que cada um teve ou tem a respeito
do nome. Igualmente poderão compartilhar influências, vantagens e
desvantagens que sentem na vida a respeito do seu nome, se prefere ou não
outro nome.
O animador poderá colaborar com os subgrupos, fazendo com que sejam
abordados aspectos como:
- Origem histórica ou significado do nome.
- Como e por que o nome é escolhido pelos pais.
- Apelidos
- Atitudes que as pessoas tem ou expressam em relação aos nomes.
- Influências, vantagens ou desvantagens em relação aos nomes.
- Se alguém gostaria de ter outro nome e em caso afirmativo, qual e
por que.
- Quem do grupo gostaria de dar o nome ou deu o nome para os seus
filhos?
O animador orienta o grupo para que se torne sempre mais sensível em
relação ao nome dos outros em procurar lembrar-se dos nomes dos outros,
realçando como é importante na comunicação saber usar o nome das pessoas.
Finalmente, faz-se a avaliação do exercício, sendo permitido
depoimentos e comentários sobre o trabalho feito.

Quem é Você?
Objetivos: apresentação dos participantes, propiciando seu auto-
conhecimento.
Duração: 3 minutos por pessoa.
Material: nenhum

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A quem se destina: a quaisquer grupos, propicaindo não só o
conheciento das atividades do participante como sentimentos que ele tenha.
Procedimentos:
Cada membro do grupo diz o seu nome. Depois de cada apresentação,
são feitas 3 ou 5 perguntas à pessoa.
O facilitador pede que todos perguntem, em rodízio; que não sejam os
mesmos a perguntar.

Dinâmicas de Quebra-Gelo
Mímica de Objetos
Objetivos: exercitar a criatividade, descontração do grupo.
Duração: 5 minutos
Material: papéis com os temas.
A quem se destina: quaisquer grupos que já tenha algum conhecimento
mútuo.
Procedimentos:
Colocar vários temas em papeizinhos e sortear para cada integrante do
grupo.
Cada pessoa deve fazer a mímica do tema que tirou, e o grupo deve
adivinhar.

Técnica do Castigo
Objetivos: aproximação dos participantes, trabalhando Lei de Ação e
Reação
Duração: 15 minutos.
Material: nenhum.
A quem se destina: grupos que já se conheçam a um certo tempo.
Procedimentos:
O grupo será dividido em 2 ou mais subgrupos, onde cada um irá
elaborar um castigo para o outro grupo.
Durante o tempo em que irão definir o castigo o animador deve fazer
terrorismo ou seja, irá de grupo em grupo dizendo: “mas é este o castigo? Está
muito fácil, o outro grupo está caprichando”, enfim deverá ir fazendo com que
o castigo fique cada vez pior.
Após este tempo o animador fala:
“Agora o feitiço virou contra o feiticeiro, ou seja vocês irão fazer o castigo
que havia sido definido para o outro grupo”.

Círculo da Amizade
Objetivos: Aproximação; descontração. Pode-se verificar, também,
espírito de equipe, traços de liderança, saber ouvir, saber falar/ impor-se,
comunicação numa equipe, socialização.
Duração: 5 minutos
Material: nenhum

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A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
O grupo deverá formar único círculo. Pede-se para que cada participante
coloque sua mão direita no centro desse círculo e segure firme a mão de alguém
que não pode estar nem a sua direita e nem a sua esquerda. Em seguida, pede-
se para que cada um faça o mesmo com a mão esquerda, porém não é permitido
que segure a mão da mesma pessoa com a qual já está de mãos dadas.
Depois disso realizado, pede-se que os participantes desfaçam este “nó”,
sem que soltem uns as mãos dos outros.
Ao final do exercício, os integrantes deverão formar um círculo, onde
todos estarão de mãos dadas, um ao lado do outro.

Figuras Reveladoras
Objetivos: apresentação dos participantes exercitando a criatividade.
Duração: 10 minutos para cada dupla e 1 minuto para apresentação do
parceiro.
Material: revistas que possam ser cortadas.
A quem se destina: grupos em formação.
Procedimentos:
Verifique que haja número par de participantes e divida o grupo em
duplas. Peça a cada participante para selecionar uma ou mais figuras que
representem algum aspecto de sua vida e compartilhar a respeito com seu
parceiro, entregando-lhe as ilustrações. Quando todos estiverem prontos, reuna
o grupo em circulo e dê oportunidade a cada um para apresentar o seu
parceiro, utilizando-se das figuras.

Rede
Objetivos: aproximar os participantes possibilitando gestos de incentivo
entre eles, estimulando a perder a inibição para com o outro.
Duração: 5 minutos.
Material: um rolo de barbante.
A quem se destina: grupos que ainda não se conheçam.
Procedimentos:
Reuna o grupo em circulo e tenha em mãos um rolo de barbante. Dirija-
se a um dos participantes ofereça-lhe uma palavra de encorajamento e passe o
rolo a ele, segurando a ponta do barbante. A pessoa que recebeu o rolo deve
repetir a operação, passando-o adiante acompanhado de uma palavra de
encorajamento. Verifique que o barbante esteja sempre bem esticado entre uma
pessoa e outra. Quando todos tiverem participado, estará formada uma rede de
encorajamento.

Variação: em vez de palavras de encorajamento, o grupo pode


compartilhar palavras de carinho entre eles.

Recordações da Infância
Objetivos: recordações da infância e conhecimento mútuo dos
participantes.

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Duração: 15 minutos.
Material: canetas, folhas de papel em branco.
A quem se destina: quaisquer grupos onde seja necessário um maior
conhecimento entre eles.
Procedimentos:
Distribua entre os participantes folhas de papel e canetas. Cada um deve
entrevistar alguém à sua escolha e colher dados sobre a infância:
- A brincadeira preferida
- Um aniversário inesquecível
- O maior susto
- O primeiro dia na escola
- Uma boa ação
Oriente os participantes no sentido de que entrevistem alguém que não
lhe seja familiar e não escrevam nome algum na folha. Terminado o tempo de
entrevistas, reuna as folhas e leia uma por vez. O grupo deve adivinhar de
quem se esta falando. O primeiro a acertar (excluídos o entrevistador e o
entrevistado) ganha um prêmio.

Se...
Objetivos: reflexões acerca do futuro, bem como de seus valores,
expressando-os para o grupo.
Duração: 10 minutos.
Material: canetas e cópias do material elaborado.
A quem se destina: grupos que já tenham uma certa intimidade.
Procedimentos:
Prepare um questionário contendo perguntas contendo perguntas cujas
respostas podem colocar em evidência as diferenças de opinião entre os
integrantes do grupo.

Se... pudesse entrar num túnel do tempo, em que época escolheria viver?
Se... pudesse ir morar em outra parte do mundo, para onde iria?
Se... ganhasse um milhão de dólares, como gastaria?
Se... pudesse mudar algo em uma pessoa, o que escolheria?
Se... pudesse mudar uma coisa em sua escola, curso, trabalho, etc., o que
mudaria?
Se... pudesse ser outra pessoa, quem escolheria ser?
Se... pudesse ter resposta para uma questão difícil, qual escolheria?

Distribua as folhas e dê tempo suficiente para que todos elaborem suas


respostas. Reúna o grupo, apresente as questões uma a uma e dê oportunidade
a todos para expressarem a sua opinião e justificarem suas escolhas.

Palavras Proibidas
Objetivos: descontração, apresentações, propiciando reflexões acerca do
egocentrismo.
Duração: 5 minutos.
Material: 1 caixa de clips de papel.
A quem se destina: quaisquer grupos.
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Procedimentos:
Entregue seis ou mais clips a cada pessoa. Todos os participantes têm
como objetivo aumentar o número de clips que possuem. Durante determinado
tempo, devem conversar entre si, procurando conhecer uns aos outros
(atividades, família, preferências pessoais, estudos, etc.) . Cada vez que alguém
mencionar as palavras “eu”, “meu”, “minha” deve entregar um clips ao seu
entrevistador. Quem perder todos os clips será eliminado. Vence quem tiver o
maior número de clips quando o prazo se esgotar.
Compartilhar: A natureza humana possui uma tendência egocêntrica que
se evidência com os mais diversos aspectos do dia-a-dia.

Jardim Zoológico
Objetivos: descontração do grupo; pode ser utilizada para formar times
para brincadeiras e competições ou simplesmente para “misturar” as pessoas
várias durante o programa permitir que estabeleçam um primeiro contato.
Duração: 3 minutos.
Material: Cartões com nomes de animais. Use o nome de um mesmo
animal para cada seis ou mais participantes, conforme o tamanho do grupo.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Distribua os cartões e informe aos participantes quantos bichos há da
mesma espécie. Dado um sinal, cada pessoa deve começar a produzir o som do
seu animal e sair em busca dos seus” parentes”.
Não é permitido falar, os animais devem se identificar apenas através de
sons e gestos. Dê prêmios aos grupos mais rápidos ou estabeleça uma prenda
para o ultimo a se formar. Pode-se avaliar também a criatividade dos grupos
em representarem os diversos animais através de mímica e sons.

Nó Humano
Objetivos: aspectos de liderança, compartilhar informações (saber ouvir),
ajuda mútua.
Duração: 10 minutos.
Material: nenhum.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Reuna o grupo em círculo, de pé. Todos devem cruzar os braços e dar as
mãos. Sem largar as mãos uns dos outros, os participantes devem tentar
desfazer o nó, dentro de um tempo estipulado (10 a 15 minutos). É necessário
que todos trabalhem juntos, em cooperação.

Correio Elegante
Objetivos: compartilhar sentimentos entre os membros do grupo,
evidenciando a necessidade de gestos de carinho.
Duração: 10 minutos.
Material: nomes dos integrantes do grupo preparados para sorteio,
cartões em branco, material de desenho, revistas para recortar, tesoura, cola.
A quem se destina: grupos que já tenham afinidade entre si.
Procedimentos:
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Cada participante sorteia um nome, verifica que não seja o seu e o
mantém em segredo. Usando de criatividade, prepara um cartão que expresse
algo sobre aquela pessoa: uma qualidade, uma habilidade, etc. Instrua o grupo
para que se mantenha bem espalhado pela sala enquanto prepara os cartões.
Terminado o trabalho, o cartão deve ser enviado pelo “correio”- uma
pessoa que fará as entregas. No final, o grupo se reúne em circulo. Cada um
tenta adivinhar que é o seu correspondente secreto que, quando identificado,
deve explicar a mensagem do cartão.

Quem Falou de Mim?


Objetivos: verificar o quanto os participantes se conhecem.
Duração: 10 minutos.
Material: Canetas, copias do questionário elaborado, nome dos
componentes preparados em bilhetes para sorteio.
A quem se destina: grupos que já se conheçam.
Procedimentos:
Elabore um questionário semelhante ao modelo abaixo. Cada
participante deve sortear um bilhete e verificar que não contenha o seu próprio
nome.
Distribua os questionários e peça que respondam tendo em mente a
outra pessoa, porém sem se identificar. Somente o nome da pessoa sorteada
deve aparecer na folha.

Você vai responder algumas perguntas sobre:


____________________________________
(preencha com o nome de quem você sorteou)
Sobre qual assunto você gostaria de conversar com ele(a)
Qual o aspecto do seu caráter que você mais admira?
Qual a sua habilidade que você gostaria de possuir?
Se tivesse oportunidade, o que pediria para ele(a) lhe ensinar?
Se pudesse praticar juntos alguma atividade recreativa, o que escolheria
fazer em sua companhia?
Qual o versículo que descreve o estilo de vida dele(a)

Quando todos terminarem recolha os papéis e entregue a cada um a


folha que traz o seu próprio nome. Cada participante deve tentar adivinhar
quem o descreveu.

Caça aos Autógrafos


Objetivos: trabalhar competição, ajuda mútua, bem como conhecer os
participantes.
Duração: 5 minutos
Material: canetas, cópias do material elaborado.
A quem se destina: quaisquer grupos.

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Procedimentos:
O monitor distribui a cada participante uma folha de papel em branco e
pede ao mesmo que anote, ao alto, seu nome ou apelido qualquer que aceita
com naturalidade.
Verifica se todos os participantes possuem lápis ou caneta. Solicita a
seguir que tracem um retângulo ao redor do nome.
A vista aos participantes que terão dois minutos para cumprir a tarefa de
colher autógrafos, pedindo que os demais assinem seus nomes de forma legível
em sua folha. Avisa também que, esgotado o tempo, todos deverão ter suas
folhas em mãos.
Inicia a atividade e marca o tempo. Nesse momento é natural a formação
de verdadeira balbúrdia, com todos os membros buscando rapidamente obter o
maior número possível de autógrafos, ainda que tal ordem não tenha sido
passada nem o monitor tenha colocado qualquer proposta de prêmio ou vitória
por essa conquista.
Passados os dois minutos interrompe a atividade e solicita que todos os
participantes confiram o número de autógrafos legíveis obtidos.
Pergunta a cada um deles o número obtido e informa à classe ou ao
grupo os três primeiros resultados.
Inicia a discussão da técnica, indagando inicialmente se haveria algum
valor em atribuir-se qualquer destaque novo a prova de solidariedade aos
participantes que mais autógrafos tivessem obtido. Receberá, quase que
unânime, a resposta negativa. Indaga, então, se alguma forma a técnica se
prestaria para identificar alguma solidariedade, pois não é difícil muitos
perceberem que há muito egocentrismo na obtenção do autógrafo, mas não em
sua doação. Embora todos se mostrassem ávidos em obter autógrafos, tiveram
que também oferecer o seu, como alternativa para o recebimento. Não
demorará muito e o grupo será levado a perceber que a mensagem da técnica é
ensinar que toda conquista pressupõe doação, e que sem a ajuda de nossa
espontaneidade pouco pode ser obtido.

Exemplo de lista para perguntas:


Caçula da família: _____________________________________________
Gosta de comer fígado: _________________________________________
Ronca enquanto dorme: _________________________________________
Não sabe nadar: _______________________________________________
Toca violino: _________________________________________________
Já morou em 4 lugares diferentes: _________________________________
Sabe cozinhar: ________________________________________________
Há viajou ao exterior: __________________________________________
Não gosta de comer pizza: _______________________________________
Já morou sozinho: _____________________________________________
Tem 4 ou mais irmãos (ou irmãs): _________________________________
Os pais não são Brasileiros: ______________________________________

Soletrando
Objetivos: trabalhar competição, ajuda mútua, descontração.
Duração: 5 minutos

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Material: canetas, folhas de papel em branco, cartões grandes com as
letras do alfabeto( prepare maior número de cartões para as letras mais usadas
como por exemplo, as vogais), alfinetes.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Entregue a cada participante uma folha de papel em branco, uma caneta
e uma letra do alfabeto, que deve ser presa de modo bem visível em sua roupa.
Dado um sinal, cada um vai procurar se juntar a outros participantes com os
quais possa formar uma palavra. A uma novo sinal todos devem parar onde
estão. Avalie as palavras formadas, verifique que sejam registradas pelos
participantes em suas folhas e dê inicio a uma nova rodada. Encerrada a
brincadeira, vence quem tiver o maior número de palavras registradas em sua
folha.

Variação:
Pode-se determinar um tipo diferente de palavra a cada rodada; animais,
flores, palavras com determinado número de letras, etc.

Obra de Arte
Objetivos: percepção do próximo, atenção.
Duração: 10 minutos
Material: nomes dos integrantes do grupo preparados em bilhetes para
sortear massa de modelar (barro ou outro material artístico). Canetas e cartões
em branco.
A quem se destina: quaisquer grupos que já se conheçam.
Procedimentos:
Cada participante deve sortear um nome, verificar que não seja o seu e
mante-lo em segredo. Distribua pequenos pedaços de massa de modelar, mais
ou menos do tamanho de uma laranja, e cartões que possam ser usados como
base para as esculturas ou para escrever breves mensagens. Cada pessoa deve
modelar uma obra de arte- um objeto ou figura que de algum modo represente
àquela pessoa que ele havia sorteado.

Posters de Validação
Objetivos: expressar gestos de incentivo e carinho.
Duração: 20 minutos
Material: folhas de flipchart, uma hidrográfica de cor diferente para cada
participante.
A quem se destina: quaisquer grupos que já se conheçam.
Procedimentos:
Apresente este exercício como a atividade final do programa. Distribua o
papel e peça a cada participante para escrever seu nome e enfeitar a folha da
maneira que quiser.
Fixe as folhas nas paredes da sala, convide os participantes a
escreverem” uma frase positiva” na folha de cada um dos outros.
Deixe cada participante levar a sua folha.

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Comentário: O instrutor pode participar ou não, conforme o caso. Se
houver dois instrutores, eles deverão fazer comentários genuínos, um na folha
do outro, já que elas serão vistas pelos participantes.

Primeiras impressões
Objetivos: recordar as primeiras impressões que tiveram, auto-revelação,
auto-percepção.
Duração: 30 minutos
Material: flipchart, papel e canetas
A quem se destina: quaisquer grupos que se conheceram na Mocidade.
Procedimento:
Peça aos participantes para tentarem se lembrar da primeira vez em que
se viram. Explique que este é um exercício para se compartilhar as primeiras
impressões e verificar sua exatidão.
Coloque estas perguntas num flipchart e leia em voz alta:
- Qual foi a primeira impressão que você teve de mim?
- O que lhe deu esta impressão?
- Eu lembrei você de alguma outra pessoa? Isso era importante?
- Você quer saber se era esta a impressão que eu queria causar?
- Até que ponto você acha que a primeira impressão que teve de mim
foi correta?
Forme pares entre os participantes e peça para compartilharem suas
primeiras impressões. Avise que irá pedir para trocarem de par dentro de sete
minutos.
Depois de três combinações, reuna o grupo todo e pergunte o que os
participantes aprenderam sobre as primeiras impressões que as pessoas
causam.

Museu de Cera
Objetivos: comunicação não-verbal, percepção do próximo.
Duração: 20 minutos.
Material: nenhum.
A quem se destina:
Procedimentos:
Forme pares com os participantes. Os membros de cada par deverão se
rotular de A e B, sentando-se um diante do outro. Peça para que os As passem
três minutos( que você irá marcar) não se comunicando com o seu parceiro.
Os Bs deverão observar todos os sinais não verbais vindos dos As (
contato visual, respiração, tensão muscular e assim por diante). Sugira que eles
tentem sincronizar a respiração com a de seus parceiros.
Depois disso, inverta os papeis.
Convide todos para discutirem o que sentiram sobre o exercício e o que
descobriram sobre si mesmos. Depois convide-os para dizerem o que quiserem
aos demais.

Comentários: um ponto que emerge com freqüência é que, na verdade é


muito difícil não receber sinais de uma pessoa e percebe-la como uma estátua
de cera.

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Variação:
Trocar os parceiros algumas vezes antes de partir para a discussão.

A de alfabeto
Objetivos: mudança de atenção, descontração.
Duração: 10 minutos.
Material: uma bola.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Coloque os participantes formando um círculo, com o instrutor no
centro. Explique que cada um deverá passar a bola ao colega do lado( direito ou
esquerdo), para que ela percorra o círculo.
Explique que você irá bater palmas e dizer uma letra do alfabeto.
Quando você bater palmas novamente, a última pessoa a pegar a bola deverá
dizer três palavras começando com aquela letra, antes de a bola dar mais uma
volta e retornar a ela. Quem não conseguir, irá trocar de posição/ função com o
instrutor.

Variações:
O número de palavras a serem ditas pode ser aumentado se o grupo
concordar. Também pode ser variado, conforme o número de palmas que a
pessoa no centro bater.
Em lugar de palavras que comecem com uma certa letra, pode-se pedir
palavras que tenham um certo número de sílabas, que terminem com uma certa
letra, que pertençam a uma certa categoria( por exemplo, advérbios) etc.

Comboio
Objetivos: ajuda mútua, liderança.
Duração: 5 minutos.
Material: nenhum.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Divida os participantes em dois grupos. Um deles será o comboio, e o
outro será o interceptor.
Diga a um para atravessar a sala de um canto a outro, instrua o outro a
para impedi-lo.
Explique que ambos os grupos terão e permanecer de mãos dadas o
tempo todo.
Comentário: Este ativador pode ser bastante movimentado, por tanto
vale a pena pedir aos participantes para tirarem os sapatos.
Variações: Ambos os grupos tentam cruzar a sala, em direções apostas ou
convergentes, e um tenta impedir o outro.

Caso Verdade
Objetivos: apresentação e auto-revelação.
Duração: 15 minutos.
Material: cartões preparados, cada uma com uma pergunta.
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A quem se destina: quaisquer grupos que já tenham afinidades.
Procedimentos:
Forme um círculo com os participantes, e coloque os cartões no centro,
irados para baixo.
Explique que cada cartão tem uma pergunta no verso, e convide os
participantes a pegarem um cartão cada um, e responderem à pergunta nele
contida tão sinceramente quanto puderem. Sugira que se, alguém não se sentir
em condições de responder à pergunta, poderá troca-la por outra.
Deixe as respostas criarem discussão, desde que não seja de forma
ameaçadora.

Exercício de Criatividade
Objetivos: propor soluções criativas e possíveis de serem realizadas para
um determinado problema
Duração: 10 minutos
Material: papel e caneta.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Proposto o problema, cada um escreve numa folha, durante 2 ou 3
minutos, todas as soluções que lhe ocorre. Depois as folhas começam a circular.
Cada um lê as soluções de cada folha, e acrescenta outras. Evidente que podem
falar enquanto as folhas circulam: o estimulo é maior.

Redação em Corrente
Objetivos: descontração, atenção, percepção do próximo,
complementaridade.
Duração: 5 minutos.
Material: papel e caneta.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Os alunos em circulo. O primeiro diz uma palavra. O segundo acrescenta
outra, que se ligue à primeira. E assim todos, procurando formar frases, e
construir um texto lógico.

Variação:
Dado o tema ou titulo, cada aluno vai ao quadro verde, e escreve uma
frase.

Só Um Minuto
Objetivos: mudança de atenção, validação do conhecimento.
Duração: 30 minutos.
Material: Quadro branco e pincéis hidrográficos. Cronometro. Sino, apito
ou corneta para instrutor. Algo para os participantes fazerem barulho (sinos,
apitos, cornetas, latas, etc.). Cartões preparados com temas do programa de
treinamento. Sistema de pontuação num flipchart.
A quem se destina: quaisquer grupos.

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Procedimentos:
Explique que o objetivo do jogo é falar durante um minuto, sem se
desviar, vacilar ou repetir, sobre um tema dado pelo instrutor. Um participante
pode questionar, se achar que quem está falando se enganou (num ponto para
quem estiver com a razão), usando o apito( ou outro instrumento fornecido)
para interrompe-lo. Quem conseguir falar um minuto inteiro sem ser
interrompido( desafiado) ganhará um ponto por pessoa presente.
Comece com uma rodada sobre qualquer tema banal( por exemplo,
“joelhos”). Depois, passe para o jogo de verdade. Use temas sugeridos pelos
participantes e/ou relativos às principais lições do programa de treinamento.

Variações:
Peça sugestões de temas aos participantes.
Divida os participantes em duas equipes.
Só um minueto é uma variação musical. As pessoas ( OU EQUIPES)
cantam uma canção conhecida, mas a cada vez que uma palavra se repetir,
deverão substitui-la por outra.

Sou / Pareço
Objetivos: percepção de si e do próximo, auto-revelação, atenção ao
próximo.
Duração: 30 minutos.
Material: cartões preparados( veja abaixo), um cartão para cada
participante, com o nome dele, canetas, alfinetes ou fita adesiva.
A quem se destina: quaisquer grupos que necessitem expressar como se
vêem e são vistos pelo próximo.
Procedimentos:
Pendure os cartões com os nomes na parede, dando a volta na sala, a
uma distância aproximadamente igual um do outro.
Dê a cada participante um conjunto de cartões preparados, e explique
que estes conjuntos são iguais para todos. Você pode eliminar alguns e /ou
acrescentar outros, dependendo do nível d confiança que reinar no grupo.
Convide os participantes a prenderem os cartões sob o nome da pessoa
que acharem mais apropriada a cada um. Se achar que isso poderá ajudar, peça
para que cada um comece pelo próprio nome, e que vá andando no sentido
horário, para que todos andem em conjunto, de modo que ninguém saiba quem
deu qual cartão a quem.
Convide todos para darem uma olhada na própria lista e nas dos outros.
Ponha em discussão até que ponto a percepção que cada um tem de si é
diferente da dos outros. Observe que isso pode se aplicar até a medidas
objetivas, como a altura.
Comentário: num programa de formação de equipe não convém incluir o
instrutor. Em outros contextos, não há objeção.

Malditas Suposições
Objetivos: revelar atributos, exame dos preconceitos e das reações aos
mesmos.
Duração: 45 minutos.

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Material: cartões preparados (um participante), cartões em branco (um
por participante), canetas.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Leia, em voz alta, os cartões preparados, e coloque-os virados para baixo
numa pilha. Peça para cada participante escrever um outro grupo sobre o qual
se tenha preconceitos no cartão e coloca-lo na pilha.
Embaralhe os cartões e peça para cada participante pegar um da pilha.
Forme pares, e peça a um participante de cada par para dizer o tema do
seu cartão. Depois disso, o parceiro deverá dizer tantos comentários
estereotipados quantos puder sobre aquele tema. Então, o primeiro deverá
defender aquele grupo contra os comentários. Em seguida, invertem-se os
papéis.
Reuna novamente o grupo e discuta as frase ditas, até que ponto se
acredita que elas sejam verdadeiras, quais as sensações que as pessoas tiveram
ao dar ou receber esse comentários e o que as pessoas tiveram ao dar ou receber
esse comentários e o que isso revela aos participantes sobre os seus estereótipos.

Comentários:
Há um elemento de risco em deixar os participantes se insultarem
mutuamente com base em qualidades que possam efetivamente se aplicar a
eles. É crucial, portanto, que este exercício seja processado até o fim, e que todas
as emoções suscitadas sejam plenamente discutidas. É, contudo, uma maneira
bem poderosa de se examinar a sensação de ser vítima de preconceitos.

Variações:
As categorias podem ser geradas pelo próprio grupo, antes do início do
jogo.
Os participantes podem efetuar uma troca de cartão, senão se sentirem à
vontade com aquele que tiverem tirado.
Categorias preconceituosas:
Idosos, Católicos, Homossexuais, Judeus, Mulheres, Ciganos, Negros,
Lésbicas, Motoqueiros, Turistas, Conservadores, Estrangeiros, Portugueses,
Fumantes, Policiais, Metaleiros, Muçulmanos, Nordestinos, Caipiras,
Motoristas de ônibus, Militares, Crianças.

A Batalha dos Sexos


Objetivos: exame dos atributos e dos preconceitos de homens e mulheres.
Duração: 45 minutos.
Material: folhas de flipchart preparadas, pincéis hidrográficos e folhas de
flipchart em branco.
A quem se destina: quaisquer grupos que já tenham afinidades.
Procedimentos:
Divida os participantes em dois grupos: homens e mulheres, dando a
cada grupo uma folha de flipchart preparada. Para os homens, dê uma folha
com os dizeres “ como homem, eu tenho de...”, e para as mulheres, outra com
os dizeres “como mulher, eu tenho de...”. Ponha os grupos em salas separadas e

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peça para gerarem tantas maneiras de completar a frase quantas puderem. Dê-
lhes 10 minuto para isso.
Esgotado o tempo, vá até as salas com a folha preparada seguinte, e dê-
lhes mais 10 minutos. Para os homens, a frase a completar é “se eu fosse
mulher, poderia...”, e para as mulheres, “seu fosse homem, poderia...’.
Ainda com os grupos divididos, troque as folhas. Peça para que as
discutam e pensem nas perguntas de esclarecimento que gostariam de fazer ao
outro grupo.
Depois de 10 minutos, reuna todos os participantes, pedindo para que os
grupos não se sentem separados. Discuta até que ponto os homens e mulheres
realmente têm de ser o que dizem, e até que ponto eles podem ter privilégios
que atribuíram ao ouro sexo.
Forme pares com os participantes, e peça para que compartilhem o que
aprenderam sobre si mesmos durante o exercício.

Comentário:
É preciso ter, no mínimo, três pessoas de cada sexo para tornar este jogo
viável. Considere também sua capacidade de processar o que pode surgir neste
exercício. Um participante me veio com esta: “se eu fosse mulher teria desculpa
para fazer o que quisesse uma vez por mês”.

Variações:
Usar outras categorias em que o grupo possa se dividido. Para formação
de equipes, a divisão poderia ser entre gerentes e subordinados, ou pessoal da
matriz e pessoal da filial.

Integração do Grupo
Introdução: a integração das pessoas num grupo jamais é um fato
adquirido e conservado- Mas um processo do dia a dia. Os exercícios de
integração ajudam a:
Identificar as causa e as dificuldades de integração;
Remover obstáculos para o apreço mutuo;
Acelerar um processo natural de integração;
Questionar um relacionamento que se apresenta difícil;
Movimentar os relacionamentos que estão estacionados;
Aprender a encontrar-se com os demais num nível mais profundo;
Questionar as relações de pessoa a pessoa, de pessoa com o grupo, do
grupo com o grupo, em linha de integração;
O importante é que cada um seja respeitado e valorizado como pessoa
única. Como “ninguém é tão rico que não possa receber, nem tão pobre que não
possa dar”, um processo de integração pode potencializar as capacidades de
cada um e assim libertar e promover as pessoas de maneira muito concreta e
imediata.

Objetivos: procurar integrar aqueles que não se conhecem e aqueles que


mantém preconceitos e ressentimentos, tentar relacionamentos rápidos em nível
afetivo, dar aos membros do grupo um sentido de apreço para todos, levar o

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grupo a superar certa intelectualização estéril que nasce num grupo de
discussão, integrar os recém-chegados ao grupo, é um exercício de degelo.
Duração: 30 minutos para um grupo de 6 pessoas, coordenando três
grupos simultaneamente.
Material: um cartão de 8x12 centímetros para cada participante onde
estão cinco experiências(conforme relação que se encontra no final do exercício).
A quem se destina: quaisquer grupos que necessitem estreitar relações e
integração.
Procedimentos:
O facilitador inicia o exercício, explicando os objetivos do mesmo. A
seguir forma subgrupos de seis pessoas, avisando que irão permutar livremente
experiências, e não opiniões sobre temas que indicará. É preciso esclarecer que
não se trata de um grupo de discussão. A tarefa é centralizar sobre um
problema-reflexão e um aprofundamento. A troca de experiências que será feita
em cada subgrupo se centraliza sobre pessoa, vivência sentimentos.
A seguir, dará para cada membro dos subgrupos um cartão no qual se
encontram cinco experiências, conforme a relação abaixo.
Cada membro do subgrupo irá ter sua frase, completando-a, procurando
aprofundar o mais possível. É importante que o intercâmbio das lembranças,
experiências, tristezas, alegrias se desenvolva num clima de abertura e de calor
humano.
Finalmente, terminada a tarefa, forma-se o grupão para comentários
sobre o exercício feito.
Conclusão: relação dos possíveis temas para o exercício da troca de
experiências:
- Consegue-se êxito na vida...
- Alguém trabalha duro quando...
- Alguém encontra tempo para algo mais, quando...
- Quando alguém sofre, sente...
- Um bom conselho em tempo oportuno...
- As pessoas que esquecemos...
- Faz algum tempo que...
- Fracassos que transformamos em novos sucessos...
- As amizades que mais nos ajudam...
- Sabe-se enfrentar os desafios da vida quando...
- Começamos a ser adultos quando...
- Há fatos que revelam nossas possibilidades...
- Revelamos nossas limitações quando...
- valor de encontrar alguém que nos diga a verdade com toda a
sinceridade...
- Nada nos frusta tanto...
- P professor que mais me ajudou na vida foi...
- melhor vizinho que já tive...
- As melhores férias...
- momento inesquecível de minha vida foi...
- Um acontecimento que muito me ajudou na vida...
- Eu queria ser...
- de que mais gosto na minha vida...

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- Quando era criança detestava...e agora...
- Quando tenho algo a dizer...
- Quando tenho o problema difícil...
- Ocasiões em que me senti útil...
- Ocasiões em que me senti inútil...
- Paisagens que me comovem...
- Situações que me provocam...
- Coisas que me comovem...

Escolha de Um Objeto
Objetivos: aumentar a percepção pessoal, dar uma oportunidade para
compartilhar percepções pessoais, dar uma oportunidade para receber um
feedback sobre um comportamento percebido.
Duração: 45 minutos.
Material: uma coleção de objetos- ao menos o dobro de objetos do que o
número de participantes, os objetos podem variar em peso tamanho,
composição, sensação táctil( rugoso, ou macio...), cor..., um recipiente para
conter todos os objetos.
A quem se destina: quaisquer grupos que já se conheçam.
Procedimentos:
O faciliatdor discute brevemente os objetivos da atividade.
Os objetos são colocados no centro do circulo, com as seguintes ordens:
um a um buscarão um dos objetos, procurando escolher aquele com o
qual mais se identifica.
Cada participante procura identificar-se com um objeto.
Cada um pode, antes de escolher, examinar atentamente.
Cada participante procura fazer parcialmente sua identificação, baseado
na cor, na textura no peso, no tamanho, na complexidade do objeto.
O animador pede que todos retornem a seus lugares tão logo seja feita a
escolha.
Uma vez no lugar, o animador pede que, durante cinco minutos, todos
explorem seu objeto, procurando identificar-se com o mesmo.
A seguir, forma subgrupos, para que todos possam compartilhar com o
seu grupo a identificação do objeto. (É preciso orientar os participantes para
que falem em nome da primeira pessoa. Por exemplo, em algum lugar eu sou
duro, noutro mais macio..., acentuando descrição pessoal).
Em seguida, cada membro do grupo fará o feedback sobre os colegas,
procurando demonstrar se o objeto da identificação coincide ou não com o que
é percebido pelos outros.
Finalmente, no grupo maior, haverá observações e depoimentos acerca
do exercício vivenciado.

Exercício Dar Feedback


Objetivos: comunicar verbal ou não verbalmente a uma pessoa ou grupo
de pessoas fornecendo informações sobre o estado dos sentimentos e
percepções, abrir-se para os outros, criando maior clima de confiança no grupo.
Duração: 30 minutos.

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Material: um cartão de 8x12 centímetros, para cada membro participante,
onde estão escritas três perguntas a que responderão os subgrupos( conforme
sugestão encontradas no final desse exercício).
A quem se destina: quaisquer grupos que necessitem estreitar confiança
entre os integrantes.
Procedimentos:
O facilitador orientará os participantes sobre os objetivos do exercício.
As seguir, formará subgrupos de oito pessoas, distribuindo para cada
membro participante um cartão com as perguntas.
Uma vez formados os subgrupos, cada membro participante responderá
às perguntas para o grupo.
Cada subgrupo terminada a tarefa durante até 10 minutos, fará
comentários acerca do exercício.
Finalmente, organiza-se o grupão para depoimentos finais sobre o
exercício feito.
Perguntas que podem ser utilizadas:
- Você é tímido?
- Qual a sua maior alegria na vida?
- Que fato de sua infância você gosta de recordar?
- Que coisas gostaria de fazer, mas raras vezes consegue?
- Quando sente maior segurança?
- que não gosta de fazer?
- Você se considera uma pessoa com iniciativa?
- que mais o encanta nos outros?
- que mis o entristece?
- Com quem você se sente mais seguro?
- progresso atual o encanta?- o questiona?- o preocupa?
- Você tem algum “hobby”? Qual?
- A sua vida lhe satisfaz?
- que mais o aborrece na vida?
- Que busca na vida?
- Prefere a cremação após a morte? Por que?
- Você se considera organizado? Super-organizado? Desorganizado?
- Qual a primeira noticia que você lê no jornal? O que mais aprecia nos
outros?
- que você entende por valores pessoais? Diga alguns valores que
aprecia.
- Como você se sente no meio da multidão?
- Que valor você dá a pratica da religião?
- Qual a qualidade que você mais aprecia no grupo?
- Quais são os seus maiores bloqueios num grupo?
- que mais aprecia nos outros?

Quem Conta Um Conto ...


Objetivos: descontração, saber ouvir e responsabilidade ao falar.
Duração: 10 minutos.
Material: uma história.
A quem se destina: quaisquer grupos.

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Procedimentos:
Solicitar 04 voluntários. Pedir que saiam da sala. Posteriormente, contar
uma história aos restantes na sala. Chamar um dos voluntários e será contada a
história. Feito isto, é chamado novo voluntário que deverá ouvir a história e
assim prossegue até o último voluntário.
Conclusão: para perceber o quanto é falha a comunicação verbal, e
quanto a mesma se presta a desvios que comprometem o conteúdo de uma
mensagem.

Exercício Receber feedback


Objetivos: Aprofundar o nosso conhecimento pessoal e o dos outros,
Duração: 30 minutos.
Material: lápis e papel para cada participante do curso.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
O facilitador orientará os participantes sobre o exercício e os seus
objetivos.
A seguir todos os participantes formarão subgrupos a dois, sentados
frente à frente, para responder, por escrito. Às seguintes perguntas:
Como você se sente diante do colega?
O que você notou por primeiro no colega?
Faça uma breve descrição daquilo que você observa no colega.
Escreva como você acha que seu colega se sente diante de você.
decorridos uns oito a dez minutos cada qual irá ler em voz alta as
respostas ao item anterior.
Seguem-se os comentários acerca do exercício vivenciado, podendo-se
notar que em geral, observamos nos outros valores que aceitamos e que
cultivamos e, ainda, notamos nos outros o que não aceitamos em nós mesmos,
ou aquilo que buscamos para nós.
Nossa reflexão pode levar a observar como os preconceitos influem nos
sentimentos que temos em relação aos outros, e que, portanto, perturbamos a
objetividade dos conhecimentos humanos
Nossa atitude diante dos outros é muitas vezes avaliativa? Quer dizer,
julgamos friamente, tendo como referência somente aquilo que pensamos e
cremos? Outras vezes, ela é interrogativa. Suspeitamos e duvidamos de tudo.
Ou será ela generalizante? Catalogamos tudo debaixo de esquemas pessoais
com pretensão de universalidade. E quem sabe, temos uma atitude de
conselheiro? Nossa primeira reação consiste em dar conselhos ou insuflarmos
para que outras pessoas pensem do mesmo modo como nós? Usam os mesmos
critérios? Para tudo temos um conselho eficaz e preparado. Estas nossas
atitudes podem diminuir nossa aceitação e nossa acolhida nomeio de um
grupo.

Rótulos: o Papel das Expectativas de um Grupo


Objetivos: experimentar as pressões das expectativas dos papéis, mostrar
os efeitos das expectativas dos papéis no comportamento individual dentro de

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um grupo, explorar os efeitos das expectativas dos papéis sobre o desempenho
total de um grupo.
Duração: 30 minutos
Material: uma etiqueta ou rótulo com adesivo, para cada participante.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
O facilitador coloca na testa de todos os participantes uma etiqueta,
procurando evitar que o mesmo veja os dizeres de seu rótulo.
A seguir o animador orienta os membros participantes para reagir com
os demais membros do grupo conforme os dizeres do rótulo da testa, sem
entanto denuncia-los, pois deverão ser adivinhados pelas pessoas baseadas nas
reações recebidas dos outros membros.
Após oito ou dez minutos, forma-se novamente os subgrupos, e cada
membro um por vez deverá adivinhar os dizeres do rótulo colocado na sua
testa e qual o seu significado.
Finalmente forma-se o plenário onde cada um deverá expressar-se sobre
o que sentiu diante da reação dos outros membros do subgrupo. O facilitador
deverá resumir os papéis exercidos pelo grupo.
- Comediante: ria de mim
- Conselheiro: aconselhe-me
- Desamparado: ajude-me
- Chefe: obedeça-me
- Perdedor: tenha compaixão de mim, tenha piedade
- Insignificante: ignore-me
- Estúpido: zombe de mim
- Pessoa importante: respeite-me, aprecie-me

Cada rótulo deverá conter um dos seguintes dizeres:


- Aprecie-me
- Aconselhe-me
- Ensine-me
- Ria de mim
- Respeite-me
- Ignore-me
- Zombe de mim
- Tenha piedade de mim
- Ajude-me

Abrigo Subterrâneo
Objetivos: percepção do próximo, preconceito.
Duração: 30 minutos.
Material: um cartão com as opções por participante.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Imaginem que nossa cidade está sob ameaça de um bombardeio.
Aproxima-se um homem e lhes solicita uma decisão imediata: existe um abrigo
subterrâneo que só pode acomodar seis pessoas. Há doze pessoas que
pretendem entrar nesse abrigo.

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Abaixo há uma relação das doze pessoas interessadas em entrar lá. Faça
sua escolha destacando apenas seis.
Você tem dez minutos para decidir.

( ) Um violinista, com 40 anos de idade, narcótico viciado;


( ) Um advogado com 25 anos de idade;
( ) a mulher do advogado, com 24 anos de idade, que acaba de sair do
manicômio. Ambos preferem ficar juntos no abrigo ou fora dele;
( ) um sacerdote, com 75 anos de idade;
( ) uma prostituta, com 34 anos de idade;
( ) um ateu, com 20 anos de idade, autor de vários assassinatos;
( ) uma universitária que fez voto de castidade;
( ) um físico, com 28 anos de idade, que só aceita entrar no abrigo se
puder levar consigo sua arma;
( ) um declamador fanático, com 21 anos de idade;
( ) uma menina, com 12 nos de idade e baixo QI:
( ) um homossexual com 40 anos de idade;
( ) um débil mental, com 32 anos de idade, que sofre de ataques
epilépticos;

Guia o cego
Objetivos: mostrar o quanto dependemos uns dos outros e o quanto
podemos contribuir para crescimento.
Duração: 30 minutos.
Material: nenhum
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Podemos começar formando duplas. Um dos componentes da dupla
fecha os olhos e passa a andar guiado pelo outro durante dois minutos.
Não é permitido abrir os olhos e nem tocar no companheiro, tão somente
o som da voz do outro o guiará.
Logo em seguida, trocam-se os papéis e o que antes era o guia, passa ser
o guiado.
Depois de terminada esta dinâmica, todos se reúnem para um momento
de compartilhar, onde são respondidas várias perguntas:
O que você sentiu durante o tempo em que estava sendo guiado pelo
outro?
Aconteceu de sentir-se tentado a abrir os olhos?
Teve total confiança em seu líder?
Pensou em se vingar do outro quando chegasse sua vez de ser o guia?
Sentiu-se tentado a fazer alguma brincadeira com o "ceguinho"?
Procure esclarecer juntamente com o grupo a definição dos termos
"coração compassivo, longanimidade, humildade" etc.
Faça perguntas do tipo: "O que falta em você para que as pessoas
confiem mais no seu auxílio?" e "Qual a maior ajuda que você pode prestar
neste momento de sua vida para as pessoas e para o grupo?".
Conclusão:
Precisamos, sem dúvida alguma, uns dos outros. Para que a mutualidade possa

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ocorrer de forma dinâmica e eficaz, é preciso desenvolver características de
caráter que nos capacitem a desempenhar nosso papel fraterno.

Questionário
Objetivos: auto-conhecimento.
Duração: 15 minutos
Material: uma folha de questão por participante.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Complete as frases abaixo. Não existem respostas certas ou erradas,
queremos que você as complete de acordo com a sua maneira de pensar e agir.
Não deixe respostas em branco. Procure ser rápido e não use borracha.
Minha ambição:
Eu sou muito:
É bom trabalhar com pessoas que:
Diante de situações novas:
Minha dificuldade:
As pessoas pensam que sou:
Eu me arrependo:
Quando aborrecido(a) costumo:
Recuso-me a:
Gostaria que meu chefe:

Complementação de sentenças
A garantia de um bom trabalho
Meu objetivo atual é
A coisa que mais me incomoda
Minha maior dificuldade
Penso em mim mesmo
Minhas qualidades são
Meus defeitos são
Espero do me futuro
Gosto de trabalhar
Quando as coisas estão contra mim
Tenho um temperamento
Não gosto de pessoas
Se eu pudesse esquecer a vez em que
A pior coisa que já fiz
Eu sempre quis
Não posso compreender
Os colegas com quem trabalho
Posso perdoar tudo, menos
A dificuldade da maioria das –pessoas
Posso trabalhar melhor
Preciso me corrigir
As vezes sinto-me inseguro(a) em
Sou incapaz
Um fato que marcou-me negativamente

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Meu maior desejo
Meu maior desafio
Costumo fazer nas horas de folga
No meu trabalho atual sinto-me
Um fato que marcou-me positivamente
Fico ansioso(a) quando

Locomotiva Humana
Objetivos: Atenção, percepção, memória, integração.
Duração: 20 minutos.
Material: Fita ou CD com trechos de músicas em diferentes ritmos,
aparelho de som.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
As pessoas caminham pela sala durante aproximadamente 5 minutos
relembrando o nome dos demais participantes e observando uma qualidade
presente em cada um deles.
O facilitador coloca uma fita com diversos trechos de músicas.
Um dos participantes inicia a dinâmica identificado como locomotiva e
sai pela sala dizendo o nome e a qualidade de uma das pessoas do grupo, no
ritmo da música.
Aquele que foi chamado prende-se à cintura da locomotiva e chama
outro participante, destacando sua qualidade ( sem sair do ritmo da música que
estiver tocando no momento ).
Este processo deve ser repetido até que o trem esteja formado por todos
os integrantes do grupo.

Variação:
Após todos os participantes terem formado o trem, pode-se fazer o
processo inverso, a fim de ampliar a dinâmica: antes de cada um se sentar deve
pronunciar o nome e a qualidade daquele que está a sua frente até que se
chegue à locomotiva

Passa ou Repassa
Objetivos: descontração, atenção.
Duração: 2 minutos por questão.
Material: folha de questão para o facilitador.
A quem se destina: quaisquer grupos, aplicável a qualquer aula.
Procedimentos:
Elabora-se várias perguntas de acordo com a aula/assunto em questão.
Forma-se dois grupo. É feita uma pergunta para o primeiro grupo, se
este não souber responder, passa a pergunta para o outro grupo.
Quem acertar ganha pontos.

Batata Quente
Objetivos: aprendizagem, evolução e novas experiências.
Duração: 2 minutos por jogada.

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Material: bola.
A quem se destina: quaisquer grupos, aplicável a qualquer aula.
Procedimentos:
Forma-se um circulo e começa jogas a bola um para o outro quando o
coordenador der o sinal, a pessoa que ficar com a bola terá que dizer 3 palavras
a respeito do tema.
Exemplo: o tema é reencarnação: quem ficar com a bola por último terá
que dizer 3 palavras relacionadas com esse tema:

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Vivências
Esta é a parte mais profunda, pois são as pessoas se desnudando, tirando
as suas máscaras, mostrando-se em sua essência.

Dinâmica das Bexigas


Objetivos: demonstrar como é importante o trabalho em grupo; valorizar
a importância que um componente tem para o grupo que sua ausência, seja ela,
na participação com idéias, etc., ou a falta por algum motivo particular, acarreta
ao restante do grupo o aumento de tarefas; reforçar a idéia de união de forças
na conclusão de trabalhos.
Duração: 20 minutos.
Material: uma bexiga por participante pelo menos.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
É necessário uma bexiga para cada aluno, encher as bexigas. E
começarem a bater levemente para cima sem deixa-las cair. E aos poucos (um a
um) o dirigente vai tirar o componente do grupo deixando sua bexiga há cargo
de um dos companheiros do grupo.
Será difícil a seriedade da dinâmica pois a mesma se mostrará como uma
brincadeira de criança, dentro disso, deixando um tempo de 5 minutos.

Conclusão: Perguntar o que sentirem quando estavam cuidando só da


sua bexiga. O que sentiram quando começaram a cuidar da bexiga alheia. A
dificuldade de não deixar a bexiga cair, e quando caiu o que sentiram. A
vontade de realmente zelar para que ela não caísse.
trabalho e m grupo e sua complexidade gera várias observações, em
especial da sua personalidade e o dos demais componentes, não deixando de
observar as supostas falhas alheias, e principalmente as suas, sem com que elas
atrapalhem o convívio e o desenvolvimento do trabalho (não rotular para não
sermos rotulados). A participação na realização do trabalho, se faz necessária
com a nossa predisposição para que cheguemos em algum lugar. Sabendo que
muitas vezes não contamos com a ajuda total do grupo por motivos
particulares. Colocando a nossa motivação, muitos incrédulos começaram a crer
fazendo com que todos trabalhem no mesmo ideal. Respeitando o irmão que
não consegue muitas vezes fazer algo por sua possível limitação e que se faz
necessário a nossa paciência para ajudá-lo.
Lembrando ainda que somos falhos e que temos que colocar o nosso
orgulho de lado para que sejamos ajudados também. Sabendo disso veremos
que todos temos facilidades e dificuldades para fazermos algo, e os nossos
irmãos não são diferentes de nós. E Deus na sua Infinita Sabedoria o percebe
fazendo que o grupo possa se unir mais se todos tiverem consciência disse,
todos trabalham com suas ferramentas mas a Vontade é o combustível que faz o
se chegue ao longe.

Futurologia
Objetivos: reflexões acerca de seu potencial, bem como projeções para o
futuro.

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Duração: 30 minutos.
Material: nenhum.
A quem se destina: quaisquer grupos que já tenham convívio entre si.
Procedimentos:
Começar a atividade dividindo as pessoas em grupo para responder a
seguinte questão:
Como vocês vêem os jovens na sociedade atual? (levantar 10
característica, destacando os preconceitos, limites, violência, drogas, privilégios,
etc.)
Depois pedir para que falem as respostas para que possam escrever os
pontos principais na lousa.
Vamos fazer um exercício de futurologia. Vamos nos imaginar no ano
2040 onde já seremos adultos responsáveis. Em que vocês acham que podem
colaborar na condução do destino do mundo? (levantar 10 característica)
Escrever as respostas na lousa.
O que vocês jovens, cheios de preconceitos e limites de agora devem
mudar para atingir suas metas do futuro? (levantar as características)
Riscar o futuro. Neste instante perguntar o que estão fazendo para que o
futuro seja melhor. (enfatizar em relação à Moral)

Conclusão: Vocês acham que é suficiente para mudar o mundo? Acham


que devem procurar soluções com pessoas mais velhas? Vocês acham que
existe falta de incentivo por parte da sociedade?
Depois de colocarem sua opinião explicaremos que o objetivo da
Mocidade é dar uma formação moral e intelectual que seja a base sólida a qual
construirá sua vida, e onde encontrará força para enfrentar a si mesmo e ao
mundo diante da realidade em que vive, e caminhar para frente com seu
próprio recurso.

Jogo das Mãos


Objetivos: aproximação dos participantes, reflexão sobre a importância
do afeto.
Duração: 15 minutos.
Material: nenhum.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Embora o Jogo das Mãos seja uma brincadeira inocente, um desafio
inconseqüente, pode ser trabalhado como técnica de sensibilização na medida
em que abre perspectivas muito amplas de diálogo para o grupo. Afinal sua
chave é apoiada no fundamento oriental de que “dar-se as mãos implica em
uma arte que exige vontade e determinação” e assim o ato de “segurar a mão” é
puramente físico enquanto que a idéia da doação envolve sentimentos de
companheirismo mais profundo. Por essa razão é que o grupo, após algumas
dificuldades iniciais, perceberá que chegará à solução se adotar uma estratégia.
Assim não será difícil ao monitor mostrar que a solidariedade entre pessoas de
um grupo envolve também estratégias e somente os que estão dispostos a

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procurá-las poderão efetivamente solidificar seus sentimentos de
companheirismo.
É aplicável em qualquer faixa etária, dura menos de vinte minutos
desde que se exclua um indeterminável tempo para discuti-lo e pode ser feito
com grupos numerosos, desde que divididos em subgrupos de seis
participantes.
Cada subgrupo deve ficar de pé, dando-se as mãos, como para uma
brincadeira de rodas.
A um sinal do monitor, sem soltar as mãos e sem falar, todos devem se
movimentar para que consigam ficar de costas para o centro imaginário do
círculo.
tempo será de vinte segundos. Esclarecendo melhor: ao iniciar a
atividade, todos estão de mãos dadas, formando um círculo e com os olhos
voltados para o centro do mesmo.
Esta será a posição um; a um sinal do monitor, deverão, sem falar e sem
soltar as mãos, buscar alcançar as posições dois, que é de costas para o centro
do círculo. Não vale, nessa posição, cruzar os braços.
Concluído o tempo, os grupos que não conseguiram, podem repetir a
tentativa, observando os que conseguiram. Após todos conseguirem, a
atividade está encerrada e tem início sua discussão com a abertura de um
debate para descobrir-se qual o princípio que a atividade apregoa.
A solução é simples: um dos participantes deve erguer o braço do colega
formando um arco ao alto, pelo qual todos, ligeiramente agachados, passarão.

Você é um Ovo
Objetivos: demonstrar que Deus cria a todos simples e ignorantes, iguais
e com as mesmas possibilidades e que nos dá o livre arbítrio para construirmos
nossas vidas e experiências; as diferenças existentes entre as pessoas são
produzidas pelas diferentes formas que cada um tem de se utilizar do seu livre-
arbítrio; através de nossas ações vamos nos diferenciando dos outros; a
importância de nossos atos (responsabilidade); amanhã seremos o que fizemos
de nós hoje, etc.
Duração: 20 minutos.
Material: bolas de isopor, canetinhas, material para enfeitá-las
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
Colocar uma música de fundo. Todos devem estar tranqüilos e em
silêncio.
Damos um ovo para cada um e dizemos: este ovo é você!
Ressaltar que ele não estão segurando apenas um ovo, e sim eles
mesmos. Olhe para você, converse com você, sinta você, etc. Vocês tem 5 min.
para fazerem o que quiserem com você, fiquem a vontade e lembrem-se bem:
vocês estão responsáveis por vocês agora... Após este tempo, pedimos para que
fechem os olhos, e retiramos o ovo da mão de cada um:
Colocamos os ovos no centro da sala, todos juntos e misturados.
Vocês estão lá agora, olhem para vocês. Podem levantar-se e procurarem
vocês, vamos ver se vocês se conhecem o suficiente, se sabem quem são vocês,
aonde estão.

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Eles não conseguirão se encontrar entre a multidão:
Tudo bem, sentem-se novamente (damos novamente um ovo para cada
um deles).
Distribuiremos também canetinhas coloridas para todos:
Você tem 5 min. para fazerem o que quiserem com vocês, agora é com
vocês, estão livres.
Posteriormente, todos fecham novamente os olhos e nós colocamos os
ovos no centro da sala, todos juntos e misturados:
Agora abram os olhos e olhem para vocês no meio da multidão. Quem
tiver se vendo, pode levantar e se “pegar”, um por vez.
Todos conseguirão se encontrar, pois não são mais iguais, são frutos de
seu trabalho utilizando de seu livre-arbítrio.

Conclusão: comentários sobre a dinâmica, o que acharam, como se


sentirem quando demos os ovos, quando retiramos os ovos, quando não
conseguirem se conhecer, quando se reconheceram, etc.
Por que não se reconhecendo antes? Por que se reconhecerem depois?
Como se sentiram, reconhecendo ou não? Como é isto diariamente?
Falar sobre a importância de nossos atos, etc.

Quem é Você
Objetivos: auto-comunicação, criar comunicação fraterna e madura.
Duração: 30 minutos.
Material: uma folha e caneta por participante.
A quem se destina: quaisquer grupos
Procedimentos:
Distribuir aos participantes, papel e lápis e, convidá-los a fazer um
desenho de um homem e uma mulher.
Após o desenho, eles devem anotar na figura:
a) diante dos olhos, as coisas que viram e mais os impressionaram;
b) diante da boca, 3 expressões (palavras, atitudes) dos quais se
arrependeu ao longo da sua vida;
c) diante da cabeça, 3 idéias das quais não abre mão;
d) diante do coração, 3 grandes amores;
e) diante das mãos, ações inesquecíveis que realizou;
f) diante dos pés, as piores enroscadas em que se meteu.
Convidar o grupo para discutir:
1. Foi fácil ou difícil esta comunicação? Por quê?
2. Este exercício é uma ajuda? Em que sentido?
3. Em qual anotação sentiu mais dificuldade? Por quê?
4. Este exercício pode favorecer o diálogo entre as pessoas e o
conhecimento de si mesmo? Por quê?

Conclusão: Integrar a pessoa no meio social, desenvolver o conhecimento


mútuo e a participação grupal, desinibir e desbloquear, adquirir hábitos de
relações interpessoais

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Espelho
Objetivos: valorização pessoal.
Duração: 30 minutos
Material: um espelho escondido dentro de uma caixa, de modo que ao
abri-la o integrante veja seu próprio reflexo.
A quem se destina: quaisquer grupos.
Procedimentos:
O facilitador motiva o grupo: "Cada um pense em alguém que lhe seja de
grande significado. Uma pessoa muito importante para você, a quem gostaria
de dedicar a maior atenção em todos os momentos, alguém que você ama de
verdade... com quem estabeleceu íntima comunhão... que merece todo seu
cuidado, com quem está sintonizado permanentemente... Entre em contato com
esta pessoa, com os motivos que a tornam tão amada por você, que fazem dela
o grande sentido da sua vida..." Deve ser criado um ambiente que propicie
momentos individuais de reflexão, inclusive com o auxílio de alguma música de
meditação. Após estes momentos de reflexão, o coordenador deve continuar:
"...Agora vocês vão encontrar-se aqui, frente a frente com esta pessoa que é o
grande significado de sua vida." Em seguida, o coordenador orienta para que os
integrantes se dirijam ao local onde está a caixa (um por vez). Todos devem
olhar o conteúdo e voltar silenciosamente para seu lugar, continuando a
reflexão sem se comunicar com os demais. Finalmente é aberto o debate para
que todos partilhem seus sentimentos, suas reflexões e conclusões sobre esta
pessoa tão especial. É importante debater sobre os objetivos da dinâmica.

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Bibliografia
Jogos, Dinâmicas e Vivências Grupais – Albigenor e Rose Miltão
Dinâmica de grupo- Jogos da Vida e Didática do Futuro, Balduíno A .
Andreola
101 idéias Criativas- David J. Merkh
Janela de Johari- Silvio José Fritzen
Jogos Dramáticos- Regina F. Monteiro
150 jogos de Treinamento- Andy Kinbey
Dinâmicas Criadas e Adaptadas a partir de vivências com Jovens- Fábia
Regina de Lima

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