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EXCELENTE!
SISTEMAS DE ENERGIA ELÉTRICA- ESTUDO DE FLUXO DE
POTÊNCIA EM SIMULAÇÃO NO ANAREDE

Lucas Gabriel Nogueira- lucasgabriel@unifesspa.edu.br

Resumo: Este relatório apresenta um suporte de analise de fluxo de potencia para


sistemas de energia elétrica através do software Anarede, pela necessidade que os
sistemas de energia possuem no que diz respeito a confiabilidade é sempre necessário
que o sistema de monitoramento seja modernizado e otimizado para que problemas que
possam vir a ocorrer na Rede elétrica sejam sanados com o mínino de consequencias
para o consumidor.

1. INTRODUÇÃO
Os sitemas de energia elétrica são equipamentos complexos distribuidos por extensas
regiões geograficas que possuem objetivo de gera, transmitir e distribuir a energia elétrcia
com padrões corretos de qualidade que se referem a confiabilidade ao atender a demanda
de uma carga com valores de tensão e frequencia dentro dos níveis padronizados (PPGEL,
2021).
Dessa forma, considera-se o estudo de fluxo de potência, que tem como objetivo a
resolução de um circuito referente ao sistema elétrico de potência com base em sua
topologia, constantes elétricas dos elementos e demandas de cargas e tensões dos
geradores (KAGAN, 2005).
No momento que se encontra um desequilibrio entre a carga e a geração os
operadores do sistema trabalham a fim de devolver o equilibrio para o sistema, sendo
assim os estudos de fluxo de potencia avaliam como a variação dos valores das cargas
podem afetar o mesmo, ele determina as melhores maneiras de otimiza-lo, e ainda pode
determinar o impacto causado pelas contingências que afetam as linhas de transmissão
(SANTOS; DAHER; NAZARI, 2013).
No que diz respeito a retomada do equilibrio so sistema, as etapas para oferecer uma
resolução favorável em um estudo de fluxo de potência incluem o planejamento e
operação dos sitemas elétricos com intuito de definir os melhores níveis de tensão, ajustes
no Tap’s dos transformadores, redespacho de potência nos geradores, cortes de carga e
em última instância o s incestimentos como por exempllo acoplagem de banco de
capacitores, adição de transformadores e etc (RAMOS, 1983).

2. PROBLEMA 1

• Parte I
Para a matéria de sistemas de energia elétrica, na Universidade Federal do Sul e Susdeste
do Pará foi rrequerido o estudo de fluxo de potencia para o Caso Base indicado na Fig.
01 a seguir, na qual foi estipulado a aplicação de contingências.
Figura 01- caso base

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.

Para o caso base observa-se que o sistema está agindo em conformidade, através da
análise das tabelas e informações da Fig.01.b, com isso foram aplicadas contigências para
ser realizado o estudo de fluxo de potência com intuito de obter uma resolução do sistema
eletrico em conformidade de padrões.
Contingência 1
Na contingencia 1 foi requerido o desligamento da linha 5-6, onde o sistema ficou no
estado conforme a Fig. 2 a seguir.
Figura 2- contingência 1

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.

A Fig. 2.a mostra o estado do diagrama unifilar e a Fig. 2.b mostra o estado dos níveis
de tensão nodal, onde pode-se perceber que há violação nos níveis de tensão das barras 5
e 9. Com isso é necessário aplicar métodos de solucionar esta violação. Primeiro foi
aplicado o Setpoint no gerador 1 que foi de 1000-1030, o gerador 2 foi de 1000-1040 e o
gerador 3 foi de 1000-1030, contudo ainda foi necessário mudar o Tap do Trafo 1-4, que
foi de 1000-970. Então o sistema ficou conforme a Fig. 3.
Figura 3- contingência 1 solucionada

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.

Com isso, o problema foi sanado conforme os dados da Figura.

Contingência 2
Para esta contingência foi proposto o desligamento da linha 6-7, que resultou no
estado do sistema conforme a Fig.4.
Figura 4- contingência 2

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.

Após o desligamento, foram constatados violação nos níveis de tensão nodal nas barras
5, 7, 8 e 9. Com isso, a solução do problema iniciou-se com o Setpoint, sendo que o
gerador 1 passou de 1000-980, o gerador 2 de 1000-1049, o gerador 3 de 1000-1030, em
seguida foi realizado o Tap no Trafo de 1-4 que mudou de 1000-951, o Trafo 2-8 foi de
1000-1040. A Fig. 5 demonstra o estado do sistema depois da resolução.
Figura 5- contingência 2 solucionada

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.

Observa-se que o problema foi solucionado, e que as violações de tensões nodais se


reverteram.

Contingência 3
Na contingência 3, foi requerida a perda simultânea das linhas 4-9 e 7-8, e isso
deixou o sistema conforme mostra a Fig. 6
Figura 6- contingência 3

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.

Foram constatadas violações nos níveis de tensão nodal nas barras 7, 8 e 9 conforme a
Fig. 6. Para solucionar isso foi necessário transformar a barra 2 em barra de referência,
pois o desligamento das linhas resultou em ilhamento de uma parte da rede elétrica, sendo
assim, iniciou-se o Setpoint dos geradores, onde o gerador 1 foi 1000-1045, o gerador 2
foi de 1000-1045 e o gerador 3 foi de 1000-1049, em seguida foi realizada a mudança no
Tap do transformador 2-8 que foi de 1000-1034. E o sistema solucionado está conforme
a Fig. 7.
Figura 7- contingência 3 solucionada

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.

Contingencia 4
Para esta contingencia foi requisitado a perda do gerador 2, então o diagrama ficou
de acordo com a Fig.4 abaixo.
Figura 8- contingência 4

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.
De acordo com a Fig. 8, houve violação de carregamento no Trafo 1-4, e as tensões nodais
nas barras 4, 5, 6, 7, 8 e 9 ultrapassaram o limite de ±5%, como nos problemas anteriores,
além disso houve um congestionamento na linha 6-7. Assim foram aplicados os métodos
de solução, primeiramente o Setpoint do gerador 1 foi de 1000-1049 e o gerador 3 foi de
1000-1049, e o Tap dos transformadores também foi alterado, no Trafo 1 foi de 1000-952
e o Trafo 3 foi de 1000-995, também foi realizado o redespacho no gerador 3, onde a
potência foi de 90 para 110MW. Porém isso não foi necessário par sanar o problema,
então foi realizado o corte de carga na barra 5 de 30%, na barra 7 de 10% e na barra 9 de
20%, contudo ainda foi preciso realizar mais um Setpoint no gerador 1 que foi de 1049-
1025. Então o sistema ficou conforme é mostrado na Fig. 9 abaixo.
Figura 9- contingência 4 solucionada

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.
Contingencia 5
Para este problema, teve que ser considerada a perda do gerador 3, na qual o estado
do sistema ficou como é demonstrado na Fig. 10
Figura 10- contingência 5

(a)
(b)
Fonte: O Autor, 2021.

Pôde-se observar que houve violação de carregamento no Trafo de 1-4, também houve
queda nos níveis de tensão nodal nas barras 5, 6, 7 e 9. Com isso, a resolução para o
problema foi iniciada com o Setpoint nos geradores, e no gerador 1 foi de 1000-1049, no
gerador 2 foi de 1000-1049, o Tap do Trafo 1-4 foi de 1000-981 e do Trafo de 2-8 foi
1000-1005, em seguida foi realizado o redespacho no gerador 2 onde a potência foi de
150 para 165MW. Com isso o sistema ficou como mostra a Fig. 11.
Figura 11- contingência 5 solucionada

(a)
(b)
Fonte: O Autor, 2021.

Contingencia 6
Para esta contingencia foi requerido dobrar o valor da carga na barra 5, com isso o
sistema ficou conforme a Fig. 12.
Figura 12- contingência 6

(a)
(b)
Fonte: O Autor, 2021.

Através da Fig.12, percebe-se que que houve uma violação nos níveis de tensão nodal na
barra 4, 5, 7 e 9 e também uma violação de carregamento o Trafo 1-4. Para iniciar a
solução foi primeiramente realizado o Setpoint no gerador 1 de 1000-1049, no gerador 2
de 1000-1049, no gerador 3 de 1000-1049, em seguida foi feita a mudança do tap dos
transformadores, no Trafo 1-4 foi de 1000-960, no Trafo 2-8 foi de 1000-1040, e do Trafo
3-6 foi de 1000-1049, contudo foi ainda realizado um redespacho no gerador 2 onde a
potência foi 150 para 195MW. Então o sistema solucionado e está conforme a Fig. 13.
Figura 13- contingência 6 solucionada

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.

Contingencia 7
Nesta contingencia foi requerido triplicar o valor da carga na barra 8, então o estado
do sistema ficou conforme mostra a Fig. 14.
Figura 14- contingência 7

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.
foram observados então violação nos níveis de tensão nas barras 4, 5, 6, 7,8 e 9, houveram
também violação de carregamento nos trafos 1-4 e 2-8. Com isso, foi iniciado o Setpoint
nos geradores, o gerador 1 foi de 1000-1049, o gerador 2 foi de 1000-1049 e o 3 foi de
1000-1049, e o Tap dos transformadores também foi mudado, o Trafo 1-4 foi de 1000-
950, o Trafo de 2-8 foi de 1000-1020. Seguidamente foi realizado o corte de carga, pois
constatou-se que o redespacho não foi eficaz, contudo, o corte na carga da barra 5 foi de
30%, na barra 7 foi de 30% e a barra 9 foi 40%. Porém, esse corte ainda não foi suficiente
para sanar o problema, então foi realizado outro Setpoint, na qual o gerador 1 foi de 1049-
1020, em seguida o Tap do Trafo 1-4 foi alterado de 950-995, o Trafo 2-8 foi de 1020-
1049 e o Trafo 3-6 foi de 1000-980, e ainda foi realizado um redespacho em que a
potência do gerador 2 foi de 150-170, então o problema foi solucionado, e o estado do
sistema ficou como mostra a Fig. 15 abaixo.

Figura 15- contingência 7 solucionada

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.
Percebe-se então que o problema foi solucionado. As contingências apresentadas
acima, apesar de terem sido solucionadas, aquelas que foram utilizadas cortes de carga
podem apresentar problemas em regime permanente já que as cargas não podem ser
desativadas definitivamente.

• Parte 2

A parte 2 do problema foi requerida a adição de mais uma barra (barra 10) de
150MW e 40MVAr, onde uma nova subestação será construída para atende-la.
Sendo assim a Fig. 16 mostra a estrutura do sistema após a adição dessa
componente.

Figura 16- adição de uma barra e subestação ao sistema (caso base)

(a)
(b)
Fonte: O Autor, 2021.

Percebe-se que a adição do elemento (barra 10) acarretou em violações de níveis de tensão
nas barras 7, 9, 10 e 5. Para solucionar esse estudo iniciou-se então o procedimento do
Setpoint, onde o gerador da barra 1 foi de 1000-1043, o gerador da barra 2 foi de 1000-
1040 e o gerador da barra 3 foi de 1000-1049, porém o procedimento não foi suficiente
para sanar o problema, com isso foi realizado o Tap nos transformadores e o Tap do Trafo
2-8 foi de 1000-1020 e o Tap do Trafo 3-6 foi de 1020, com isso também foi realizado
redespacho para otimizar ainda mais o estudo, onde o gerador 2 foi de 150 para 220MW,
e o gerador 3 foi de 90 para 120MW. Então o sistema ficou conforme mostra a Fig. 17 a
seguir.
Figura 17- estudo de fluxo de potência para o caso de adição de barra

(a)

(b)
Fonte: O Autor, 2021.

PROBLEMA 2

Para analise do problema 2, foi realizada a analise do sistema de 33 barras do IEEE.


Foi requerida a verificação do caso base em relação aos seus níveis de tensão. Dessa
forma, a Fig. 18 mostra os casos com dados retirados da plataforma do IEEE, onde a Fig.
18.a representa o caso base (caso 1), a Fig. 18.b representa o mesmo porem com geração
distribuída concentrada na barra 6 (caso 2), a Fig. 18.c representa o caso com geração
distribuída concentrada na barra 18 (caso 3), já a Fig. 18.d demonstra o caso com geração
dispersa na rede elétrica (caso 4).
Figura 18- sistemas com 33 barras do IEEE

(a)

(b)

(c)

(d)
Fonte: Diagrama unifilar do sistema 33 barras do IEEE
Para realizar a analise de perfil de tensão, a Tabela 1 representa a comparação dos dados
de cada barra conforme os casos apresentados assim como o Gráfico 1 logo abaixo.

Tabela 01 – Comparação de Dados de barra


Comparação de Dados de barra - 4 casos
Magnitude da tensão na barra [p.u.]
Caso 1 Caso 2 Caso 3 Caso 4
1 1,0000 1,0000 1,0000 1,0000
2 0,9969 0,9990 0,9981 0,9987
3 0,9827 0,9959 0,9898 0,9934
4 0,9752 0,9965 0,9866 0,9924
5 0,9678 0,9975 0,9837 0,9918
6 0,9493 1,0000 0,9720 0,9889
7 0,9458 0,9967 0,9653 0,9873
8 0,9321 0,9838 0,9676 0,9887
9 0,9258 0,9778 0,9708 0,9913
10 0,9199 0,9723 0,9746 0,9945
11 0,9191 0,9715 0,9764 0,9954
12 0,9175 0,9700 0,9798 0,9971
13 0,9114 0,9642 0,9860 1,0014
14 0,9091 0,9620 0,9853 1,0021
15 0,9076 0,9607 0,9882 1,0033
16 0,9063 0,9594 0,9934 1,0045
17 0,9042 0,9575 0,9946 1,0051
18 0,9036 0,9569 1,0000 1,0053
19 0,9963 0,9985 0,9975 0,9984
20 0,9927 0,9949 0,9940 0,9970
21 0,9920 0,9942 0,9933 0,9968
22 0,9914 0,9936 0,9926 0,9962
23 0,9792 0,9924 0,9863 0,9899
24 0,9725 0,9858 0,9796 0,9833
25 0,9692 0,9825 0,9763 0,9800
26 0,9474 0,9982 0,9701 0,9881
27 0,9448 0,9957 0,9676 0,9872
28 0,9334 0,9849 0,9565 0,9829
29 0,9252 0,9772 0,9485 0,9802
30 0,9216 0,9738 0,9450 0,9794
31 0,9174 0,9699 0,9410 0,9797
32 0,9165 0,9690 0,9401 0,9796
33 0,9162 0,9687 0,9398 0,9793
Gráfico 1 – representação dos dados de tensão de cada caso

1,02

0,98

0,96

0,94

0,92

0,9

0,88

0,86

0,84
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33

Caso 1 Caso 2 Caso 3 Caso 4

Com isso pergunta-se, a partir dos dados fornecidos, qual proposta se apresenta mais
adequada do ponto de vista da segurança da tensão?

Então com base nas análises dos dados apresentados tem-se que o caso 4 apresenta o
melhor perfil de tensão.

Também é requerida a análise e avaliação das propostas anteriores e indicar a mais


adequada do ponto de vista das perdas ativas do sistema.

Comparação de Dados de área - 4 casos


Perda Ativa da Área [MW]
Número da área Caso 1 Caso 2 Caso 3 Caso 4
1 0,2118 0,0684 0,6797 0,0697

Observa-se que as perdas do sistema indicam que o caso 2 é a melhor opção para
solucionar o estudo, pois de acordo com os dados acima a menor perda se define para
esse caso.

3. CONCLUSÃO

Através dos estudos realizados pelo programa Anarede e análises feitas em casos de
sistemas de potência, verifica-se que os estudos de fluxo de potência é uma ferramenta de
grande eficiência para a área, já que permite que o operador possa atribuir contingências
no caso base onde é possível fornecer a melhor opção de solução para o casos atribuídos.
4. REFERÊNCIAS

KAGAN, Nelson; OLIVEIRA, Carlos César Barioni de; ROBBA, Ernesto João.
Introdução aos Sistemas de Distribuição de energia elétrica. Ed. Edgar Blücher LTDA,
São Paulo, 2005.

PPGEL. Programa de pós-graduação em enegenharia elétrica- Sistemas de Energia


Elétrica. Disponível em:<https://ppgeel.posgrad.ufsc.br/areas-de-
conhecimento/processamento-de-energia/sistemas-de-energia-
eletrica/#:~:text=Sistemas%20de%20Energia%20El%C3%A9trica%20(SEE,e%20distri
bui%C3%A7%C3%A3o%20de%20energia%20el%C3%A9trica.>. Acesso em 07 de
abril, 2021.

SANTOS, D. L. N; DAHER, R; NAZARI, V. Análise estática de sistema elétrico de


potência utilizando o software Anarede. 2013. 99 f. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2013.

RAMOS, Dorel Soares; DIAS, Eduardo Mario. Sistema Elétrico de Potência – Regime
Permanente. Vol. 2, Ed Guanabara Dois S.A. Rio de Janeiro, 1983.

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