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Realizada a interrupção da gravidez, ESTOCOLMO cometeu o crime de

aborto consumado, não existindo causas de exclusão dos elementos do


crime.
Ante ao exposto, imprescindível se faz esmiuçar a assertiva de forma lógica e
minuciosa, bem como analisá-la, diante da eventual ocorrência deste caso hipotético, se
porventura, a realidade desse fato, enfim, ganhasse “vida”.
Posto isso, como pontapé inicial, desprende-se da assertiva aludida pelo caso concreto,
que a interrupção da gravidez da gestante em discussão, fora submetida ao
procedimento abortivo deflagrado, considerando é claro, a ausência da autoridade
médica, no entanto, fazia-se presente o profissional de saúde competente in loco, qual
seja, o enfermeiro. E este por sua vez, munido de capacitação técnica e compreendo que
a integridade vital da paciente, estava em “jogo”, procedeu com o ato abortivo, na
modalidade necessária (art.128, I, CP), em conformidade com art. 24 do Código Penal,
desta forma, eximindo-o de responsabilidade, vez que agiu, em razão do Estado de
Necessidade, ali presente.
Assim sendo, cabe ainda salientar, no que tange ao caso de aborto necessário, se for
constado tal ação praticado por enfermeiro, estudante de medicina ou qualquer pessoa
que não seja médico, deve-se distinguir duas situações: Em primeiro plano, havia perigo
atual de vida para a gestante e não havia médico disponível para realizar o aborto: Desta
maneira, a pessoa que realizou o aborto incorrerá em estado de necessidade (art. 24 do
CP), valorando sua conduta como benigna, pois atuou para salvar a mulher de um
perigo atual, ou seja, eventual mortandade.
Desta feita, avistado o risco iminente, e este caminhe para ser atual, levando-se em
conta também, que o tempo seja ínfimo demais até o comparecimento do médico para
realização do aborto, uma vez mais, não haverá crime em razão da excludente de
ilicitude do estado de necessidade.

Assertiva: HOMER SIMPSON e BART SIMPSON cometeram o crime de feminicídio


consumado.

Face ao exposto, a partir da breve fase analítica perante o caso concreto em voga, é
cristalino, que tanto Homer Simpson como Bart Simpson, ambos autor e coautor
respectivamente, responderão por homicídio doloso qualificado consumado, tal
fundamentação, possui prévio sustentáculo no art.121, §2, I, do Código Penal.
Isto posto, diga-se, portanto que a figura denominada “homicídio” na forma doloso, se
dá pelo fato de haver um núcleo do tipo penal intrínseco, ou seja, um o verbo, cuja
representação, enseja o ato, configurado como “matar ou subtrair a essencial vital de
outrem”.
Assim sendo, insta explicitarmos também a figura da qualificação do homicídio, diante
do fato em analise, e em razão do objetivo declarado por Homer Simpson ladeado pelo
Bart Simpson, onde, não resta dúvidas, quanto ao motivo determinante do crime
ocorrido a favor do desafeto, qual seja, a Marge Simpson. Ergue-se, desta forma, que a
qualificação do homicídio em paralelo ao fato hipotético, tem como premissa e,
princípio ativo para o intento da vida extrauterina acometida por tal imbróglio, a
“administração da empresa, no qual figuravam como sócios”. Sob esta ótica, define-se
assim, que este princípio ativo, é moldado e tipificado como motivo torpe. Motivo este,
disciplinado pelo art.121, CP, cuja qualificadora da torpeza, é de cunho subjetivo. E está
estreitamente relacionado ao fato repugnante e cruel, o qual culminou na morte de
Marge, devido ao controle administrativo geral, de um dado empreendimento que ela
detinha e gerenciava, envolto dos seus sócios, que no fim das contas, acabaram por lhe
levar a óbito, em razão do poder do cargo que ocupava, aflorava aos demais personas.
No tocante ao instituto da consumação, pode-se extrair que a sua literatura, liga-se os
atos executórios, os quais foram findados, ou seja, dar-se como ato ou ação consumada,
quando o agente passivo é conduzido ou declarado como morto. Assim sendo, dúvidas
não há, quanto a punibilidade categoricamente destrinchada ao longo do exposto, ante
ao evento morte, a respeito de Marge Simpson. Importa destacar também que, no caso
em questão, podemos utilizar a qualificação pelos meios e modos de execução e por
conexão. Dentre os quais, elenca-se: IV – à traição, de emboscada, ou mediante
dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;
Colocamos em notoriedade, pelo simples fato da traição, constituir um dos motivos que
incidem na qualificação do motivo torpe, enquanto ato subjetivo.
Por fim, a punibilidade aplicável ao caso hipotético, será de: reclusão, de doze a
trinta anos.
Por conseguinte, vale constar que não foi considerado feminicídio, pois o caso concreto
girou em torno de um motivo subjetivo, atrelado a um cargo profissional ocupado por
Marge, no entanto, a morte deveu-se somente a isto, afastando assim, a questão de
gênero, como sendo o principal precussor do evento morte debatido aqui.
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