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PROPOSTA DE REDAÇÃO

Tema: Meritocracia no Brasil: justiça ao esforço individual ou reforço das desigualdades


sociais?

Texto 1
Meritocracia e sociedade brasileira

"Abaixo a meritocracia" é uma das frases que aparecem com frequência em cartazes que ilustram as
demandas de diferentes categorias profissionais em greve e outras demandas sindicais no Brasil. Está,
portanto, longe de ser uma novidade. O interessante, no momento atual, é que essa demanda – "abaixo a
meritocracia" – se reproduz simultaneamente a uma mudança no discurso político partidário,
administrativo e institucional brasileiro, que justamente quer promover o que ela quer extinguir. As
atuais e frequentes menções à meritocracia no discurso de autoridades governamentais, de políticos e de
empresários invocando a necessidade de "implantação da meritocracia" (termo comumente adotado), nas
várias esferas da sociedade brasileira, são ilustrativas dessa mudança. Essa transformação discursiva faz-
se acompanhar de movimentos em inúmeras organizações, públicas e privadas, de médio e grande
portes, cuja alta administração tem encarregado, a partir de meados da primeira década do século XXI, a
sua área de Recursos Humanos (RH) e/ou de Desenvolvimento Organizacional (DO) de "implantar a
meritocracia" em seus ambientes de trabalho. Essa tarefa não deixa de ser irônica, porque grande parte
dessas organizações já possui sistemas de avaliação de desempenho, um dos instrumentos mais usados
para se medir e reconhecer o mérito, com promoções, aumentos salariais e bônus como consequência dos
resultados. Se considerarmos que avaliar é atribuir valor, mérito aos resultados obtidos, o que a
expressão "implantar uma meritocracia" quer efetivamente dizer? Que fatores encontram-se na raiz dessa
mudança de discurso político, administrativo e empresarial e nessa pressão pela "implementação de uma
meritocracia" institucional?
[...]
Historicamente, a prática e a ideologia meritocrática nunca foram uma demanda da sociedade brasileira.
Enquanto vários países europeus e os Estados Unidos livraram-se de seus spoil systems (assim chamados
os sistemas de distribuição de cargos e funções públicas pelos políticos e partidos vencedores das
eleições aos companheiros e amigos), ainda no século XIX, por pressão social, ou mesmo antes disso,
como consequência de revoluções que aboliram os sistemas de privilégios existentes, caso da França,
entre nós, a meritocracia constituiu-se e constitui-se ainda como um critério formal e eventual em
permanente disputa com o nepotismo, o fisiologismo e os privilégios corporativos. Expressões e
eufemismos do tipo "ministro da cota do presidente", "cargo ou ministério técnico", "política de
reciprocidade", "é dando que se recebe", "QI (quem indica)", "entrar pela janela", "amigos do rei",
"apadrinhados", "afilhados", entre outros, são utilizados frequentemente no linguajar político,
organizacional e cotidiano para ilustrar as lógicas e as práticas de preenchimento, promoção e
reconhecimento de cargos e funções que as pessoas julgam ser prevalecentes entre nós, tanto nas
organizações públicas como privadas, e que soam, pelo menos discursivamente, de maneira
condenatória.
[...]

Discurso meritocrático

O discurso meritocrático é minoritário na maioria das organizações, refletindo a posição histórica da


meritocracia na sociedade brasileira, na qual ela não é um valor englobante. É um discurso crítico da
cultura "paternalista brasileira" que, segundo ele, se perpetua nas organizações e promove valores
inversos aos meritocráticos. Apadrinhamento, relações pessoais, falta de cobrança, QI, nepotismo, entre
outros, são práticas sociais utilizadas como ilustrações desse caráter paternalista e das suas
consequências. Embora o discurso meritocrático saúde a iniciativa da alta administração, de RH e/ou
DO, ele não confia inteiramente nas condições e na "vontade política" existentes para implementar
verdadeiramente uma prática meritocrática, na medida em que quem se propõe fazê-lo encontra-se
permeado e influenciado por essas mesmas práticas.
Todos reconhecem que nenhuma organização no mundo é inteiramente meritocrática. Capital de
relacionamento, indicações e política organizacional estão presentes em todos os países. As diferenças
entre o que acontece "lá" e no Brasil são a frequência e a qualidade dessas situações e as consequências
que se seguem quando elas não dão os resultados esperados. Lá elas são enfrentadas. Os Estados Unidos,
a Inglaterra e mesmo a França são citados como referências de sociedades meritocráticas, mesmo com as
possíveis distorções que possam ocorrer. O que os adeptos do discurso meritocrático apontam é o
"despudor" existente entre nós.
O cerne do discurso meritocrático é a importância atribuída ao valor do reconhecimento dos resultados
individuais. O não reconhecimento ou a premiação indevida, segundo seus partidários, gera insatisfação
e desestímulo. Induz à acomodação, promove injustiças e a desmoralização das cobranças e dos
planejamentos previstos na organizações. Nesse discurso, a meritocracia é um estímulo, um instrumento
para se fazer mais e melhor. Esse estímulo não é só pecuniário, mas é, também, simbólico. As pessoas
sentem-se recompensadas pelos esforços despendidos e gratificadas pelo seu reconhecimento público.
Os meritocráticos argumentam que a zona de conforto, gerada pela cultura paternalista brasileira, que
não cobra resultados e não institui consequências palpáveis para aqueles que "não entregam" o
previamente estabelecido, é um círculo vicioso que precisa ser quebrado. Da mesma forma que não
existe bom resultado sem recompensa, não existe resultado ruim sem consequência. Por essa última, não
se entende necessariamente punição, o que seria o caso extremo, mas gestão de pessoas. Utilizar os
resultados para treinar e adequar melhor as pessoas.
[...]

Discurso antimeritocrático

O discurso antimeritocrático caracteriza-se por ver na meritocracia uma ameaça externa trazida pelo
neoliberalismo, globalização e elites, entre outros. Além de externa, é um tipo de imposição cultural. O
fato de ela existir e ser adotada em outros países não significa que ela o deve ser aqui. Se, nesse
contexto, esse "outro" é negativo, ele se torna positivo quando querem indicar que "ela (a meritocracia)
lá também tem problemas ou não funciona". Ela é vista como desagregadora do ambiente de trabalho,
pois estabelece a competição onde ela não existia. Ela é equivocada, pois troca quantidade por qualidade.
Ela é injusta, porque não reconhece e retribui o trabalho de todos. Em suma, ela é uma nova forma de
exploração e de estresse organizacional. O discurso antimeritocrático clama por mais benefícios para
todos e vê no trabalho diário de cada um a contrapartida do salário. A meritocracia é uma cobrança extra
indevida. Seus adeptos antagonizam, portanto, qualquer cobrança maior de resultados e desempenho dos
funcionários.
A responsabilização dos indivíduos é quase sempre rejeitada, recaindo toda a "culpa" pelos resultados
em uma variável externa ao sujeito, que varia da gerência direta ao governo da ocasião, todos
responsáveis por fornecerem os instrumentos necessários para que se faça o que tem que ser feito.
Habilidades como proatividade, iniciativa, comprometimento, que pontuam o discurso meritocrático e
dos gestores, estão ausentes. No seu lugar, estão presentes dedicação e amor à camisa, principalmente
entre funcionários públicos e de ex-estatais, anos de casa, experiência e carreira, entre outros.
[...]
Os adeptos do discurso antimeritocrático professam uma lógica isonômica: o que se dá a um tem que se
estender a todos, e não legitimam o mérito alheio como merecedor de um reconhecimento diferenciado,
principalmente se esse consiste em diferenças pecuniárias. Por isso, são adeptos da distribuição
equitativa de qualquer verba adicional alocada para premiar o bom desempenho. O lema é: um pouco
para todos é sempre melhor do que mais para alguns.
Lívia Barbosa. Meritocracia e sociedade brasileira. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S0034-75902014000100008>. [Adaptado]

Texto 2
“A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las” – Aristóteles

Meritocracia. Palavra vinda do latim meritum e do sufixo grego κρατία (-cracía) e significa


poder do mérito, é uma forma de premiar-se o mérito, como uma aptidão e o motivo principal para
atingir o sucesso. Mas no ambiente acadêmico e escolar no Brasil, essa forma de pensar é combatida
com unhas e dentes por professores e pensadores de esquerda. Nesse artigo entenderemos o porquê do
combate ao sistema meritocrático.
A meritocracia premia as pessoas que tem dedicação, talento e aptidão no que fazem, o que
obriga resultados satisfatórios dos funcionários de determinada empresa para que possivelmente tenham
um abono salarial, ou uma promoção de cargo. A meritocracia é aplicada com louvor no meio privado,
como mostram os resultados de empresas que adotaram essa forma de premiação por esforço individual.
Mas aí é onde se inicia o combate feroz. Em nome dos dogmas marxistas da “inclusão” e da
“igualdade”, em detrimento da distinção por mérito, o esforço e capacidade individual são tratadas como
formas de discriminação “neoliberais” que prejudicam o coletivo. No meio educacional vemos bastante
o combate à meritocracia, principalmente por meio de sindicatos, em especial o SEPE (Sindicato
Estadual dos Profissionais da Educação), utilizando o argumento de que esse sistema cria uma elitização
e uma “privatização” da educação, como no caso da parceria entre uma rede de ensino de línguas
estrangeiras e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, para que os alunos com melhor desempenho
recebam bolsas de estudo para estudar em tal rede. E isso ameaça o feudo sindical, sendo a maior prova
de que o sindicato não serve para representar a classe profissional, e sim nada mais que interesses
político-partidários.
Quando um esportista recebe uma medalha, na maioria das vezes vem a inscrição “Honra ao
Mérito”, lembrando o quanto se dedicou, as renúncias que teve que fazer para obter um resultado
satisfatório em determinada competição. Mas a nossa cultura acadêmica prefere a “mediocracia”, onde
ser fraco é bom, mostrando a síntese do cobertor curto, onde resolve-se um problema criando outro, em
nome de uma igualdade invejosa, demonstrando que o socialismo não é nada mais que a legitimação da
inveja, onde não se aceita o sucesso individual, a capacidade de uma pessoa lutar pelos seus objetivos,
para se cultuar o inerte, o invejoso, o que nunca se dedicou para conquistar nada em sua vida. Já o que se
dedicou, que renunciou a várias coisas para conquistar o seu objetivo, esse sofre preconceito, e é tido
como um pária. Nivela-se por baixo.
O economista americano Thomas Sowell, muito frequentemente se utiliza de um ingrediente
chave para explicar o aumento explosivo do ressentimento, alegando que ele está na ascensão de um
determinado grupo preocupado com comparações invejosas em vez do culto à excelência.
Sowell lembra que é impossível ensinar a todos no mesmo ritmo, a menos que tal ritmo seja
reduzido para acomodar o menor denominador comum. É isso que os defensores da mediocracia desejam
para nosso ensino e nas outras atividades? Que, em nome de uma igualdade, a melhor escola, os
melhores profissionais e os melhores alunos tenham de ser sacrificados até alcançarem o mesmo nível
dos piores?
A meritocracia já mostrou que é um método que funciona: por exemplo, quando uma pessoa
nasce com poucas condições, mas começa a se dedicar, a buscar a excelência no que está fazendo,
consegue uma premiação de seu esforço individual. Temos exemplo disso na atualidade, com o ex-
presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que veio de uma família humilde da cidade
de Paracatu, no interior de Minas Gerais, mas com o seu esforço individual, formou-se na Universidade
de Brasília em 1979, fez o seu mestrado e doutorado na Universidade de Paris, com especialização em
Direito Público, foi professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, conciliando o cargo de
procurador, até ser sido nomeado ministro do Supremo em 2003,e no ano de 2012, foi eleito presidente
da Corte suprema do país. Tudo graças a sua capacidade, premiando seu trabalho. Ter nascido com
poucas condições financeiras não significa fracasso em sua vida, bastam apenas doses de força de
vontade, renúncia e trabalho, e procurando lutar pelos seus objetivos, em algum momento você será
recompensado.
Precisamos estimular a busca pela excelência e a competição no Brasil, procurar premiar os
bons, que batalharam para buscar uma recompensa pelo trabalho realizado, estimular a luta por uma
sociedade onde o esforço seja recompensado, e não que o culto à mediocridade e à inveja continuem
tomando conta das pessoas, estimulando o ódio entre as classes e as pessoas. Precisamos de mais
incentivo para alcançar resultados e não continuar premiando os fracos em nome do “coletivo”.

Jefferson Viana. Por que odeiam tanto a meritocracia no Brasil. Disponível em: <http://www.institutoliberal.org.br/
blog/por-que-odeiam-tanto-a-meritocracia-no-brasil/>.

Texto 3
Vou gastar algumas linhas deste texto [...] para mostrar por que a meritocracia é um fundamento
perverso de organização social.

a) A meritocracia propõe construir uma ordem social baseada nas diferenças de predicados pessoais
(habilidade, conhecimento, competência, etc.) e não em valores sociais universais (direito à vida, justiça,
liberdade, solidariedade, etc.). Então, uma sociedade meritocrática pode atentar contra estes valores, ou
pode obstruir o acesso de muitos a direitos fundamentais.

b) A meritocracia exacerba o individualismo e a intolerância social, supervalorizando o sucesso e


estigmatizando o fracasso, bem como atribuindo exclusivamente ao indivíduo e às suas valências as
responsabilidades por seus sucessos e fracassos.

c) A meritocracia esvazia o espaço público, o espaço de construção social das ordens coletivas, e tende a
desprezar a atividade política, transformando-a em uma espécie de excrescência disfuncional da
sociedade, uma atividade sem legitimidade para a criação destas ordens coletivas. Supondo uma
sociedade isenta de jogos de interesse e de ambiguidades de valor, prevê uma ordem social que siga
apenas a racionalidade técnica do merecimento e do desempenho, e não a racionalidade política das
disputas, das conversações, das negociações, dos acordos, das coalisões e/ou das concertações, algo
improvável em uma sociedade democrática e pluralista.

d) A meritocracia esconde, por trás de uma aparente e aceitável “ética do merecimento”, uma perversa
“ética do desempenho”. Numa sociedade de condições desiguais, pautada por lógicas mercantis e
formada por pessoas que tem não só características diferentes mas também condições diversas,
merecimento e desempenho podem tomar rumos muito distantes. O Mário Quintana merecia estar na
ABL, mas não teve desempenho para tal. O Paulo Coelho, o Sarney e o Roberto Marinho estão (ou
estiveram) lá, embora muitos achem que não merecessem. O Quintana, pelo imenso valor literário que
tem, não merecia ter morrido pobre nem ter tido que morar de favor em um hotel em Porto Alegre, mas
quem amealhou fortuna com a literatura foi o Coelho. Um tem inegável valor literário, outro tem
desempenho de mercado. O José, aquele menino nota 10 na escola que mora embaixo de uma ponte da
BR 116 (tema de reportagem da ZH) merece ser médico, sua sonhada profissão, mas provavelmente não
o será, pois não terá condições para isto (rezo para estar errado neste caso). Na música popular nem é
preciso exemplificar, a distância entre merecimento e desempenho de mercado é abismal. Então, neste
mudo em que vivemos, valor e resultado, merecimento e desempenho nem sempre caminham juntos, e
talvez raramente convirjam.
Mas a meritocracia exige medidas, e o merecimento, que é um juízo de valor subjetivo, não pode ser
medido; portanto, o que se mede é o desempenho supondo-se que ele seja um indicador do merecimento,
o que está longe de ser. Desta forma, no mundo da meritocracia – que mais deveria se chamar
“desempenhocracia” – se confunde merecimento com desempenho, com larga vantagem para este último
como medida de mérito.

e) A meritocracia escamoteia as reais operações de poder. Como avaliação e desempenho são cruciais na
meritocracia, pois dão acesso a certas posições de poder e a recursos, tanto os indicadores de avaliação
como os meios que levam a bons desempenhos são moldados por relações de poder; e o são
decisivamente. Seria ingênuo supor o contrário. Assim, os critérios de avaliação que ranqueiam os cursos
de pós-graduação no país são pautados pelas correntes mais poderosas do meio acadêmico e científico;
bons desempenhos no mercado literário são produzidos não só por uma boa literatura, mas por grandes
investimentos em marketing; grandes sucessos no meio musical são conseguidos, dentre outras formas,
“promovendo” as músicas nas rádios e em programas de televisão, e assim por diante. Os poderes
econômico e político, não raras vezes, estão por trás dos critérios avaliativos e dos “bons” desempenhos.
[...]
f) A meritocracia é a única ideologia que institui a desigualdade social com fundamentos “racionais”, e
legitima pela razão toda a forma de dominação (talvez a mais insidiosa forma de legitimação da
modernidade). A dominação e o poder ganham roupagens racionais, fundamentos científicos e bases de
conhecimento, o que dá a eles uma aparente naturalidade e inquestionabilidade: é como se dominados e
dominadores concordassem racionalmente sobre os termos da dominação.

g) A meritocracia substitui a racionalidade baseada nos valores, nos fins, pela racionalidade
instrumental, baseada na adequação dos meios aos resultados esperados. Para a meritocracia não vale a
pena ser o Quintana, não é racional, embora seus poemas fossem a própria exacerbação de si, de sua
substância, de seus valores artísticos. Vale mais a pena ser o Paulo Coelho, a E.L. James, e fazer uma
literatura calibrada para vender. Da mesma forma, muitos pais acham mais racional escolher a escola dos
seus filhos não pelos fundamentos de conhecimento e valores que ela contém, mas pelo índice de
aprovação no vestibular que ela apresenta. Estudantes geralmente não estudam para aprender, estudam
para passar em provas. Cursos de pós-graduação e professores universitários não produzem
conhecimentos e publicam artigos e livros para fazerem a diferença no mundo, para terem um
significado na pesquisa e na vida intelectual do país, mas sim para engrossarem o seu Lattes e para
ficarem bem ranqueados na CAPES e no CNPq.
[...]
g) Por fim, a meritocracia dilui toda a subjetividade e complexidade humana na ilusória e reducionista
objetividade dos resultados e do desempenho. O verso “cada um de nós é um universo” do Raul Seixas –
pérola da concepção subjetiva e complexa do humano - é uma verdadeira aberração para a meritocracia:
para ela, cada um de nós é apenas um ponto em uma escala de valor, e a posição e o valor que cada um
ocupa nesta escala depende de processos objetivos de avaliação. A posição e o valor de uma obra
literária se mede pelo número de exemplares vendidos, de um aluno pela nota na prova, de uma escola
pelo ranking no Ideb, de uma pessoa pelo sucesso profissional, pelo contracheque, de um curso de pós-
graduação pela nota da CAPES, e assim por diante. Embora a natureza humana seja subjetiva e
complexa e suas interações sociais sejam intersubjetivas, na meritocracia não há espaço para a
subjetividade nem para a complexidade e, sendo assim, lamentavelmente, há muito pouco espaço para o
próprio ser humano. Desta forma, a meritocracia destrói o espaço do humano na sociedade.
Renato Souza. Desvendando a espuma: o enigma da classe média brasileira. Disponível em: <http://jornalggn.com.br/
fora-pauta/desvendando-a-espuma-o-enigma-da-classe-media-brasileira>. [Adaptado]

Texto 4

Disponível em: <http://pt.slideshare.net/elybisso1/polticas-de-reconhecimento-e-meritocracia>.

Texto 5

Disponível em: <https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2014/07/07/meritocracia-2/>.


Texto 6
Disponível em: <https://cmunhoz.com/2014/04/11/anhanguera-kroton-e-o-setor-de-educacao-superior-no-brasil/>.

Texto 7

Disponível em: <http://tribunadainternet.com.br/tcu-denuncia-que-as-estatais-tem-descaso-com-a-meritocracia/>.

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Artigo de opinião
Suponho que você seja colunista de um jornal de circulação nacional e tenha resolvido publicar
em sua coluna da semana um artigo de opinião sobre o tema: Meritocracia no Brasil: justiça
ao esforço individual ou reforço das desigualdades sociais? Em seu texto, faça alusões a
fatos do cotidiano, isto é, deixe que seu artigo tenha uma relação com a realidade atual do país.

Dissertação argumentativa
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esforço individual ou reforço das desigualdades sociais?

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