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O infanticídio representa hipótese de homicídio privilegiado, contendo o tipo penal

um elemento subjetivo personalíssimo, qual seja, a influência do estado puerperal.

O delito de homicídio é crime de ação livre, pois o tipo não descreve nenhuma forma
específica de atuação que deva ser observada pelo agente.

Tentado ou consumado, o homicídio cometido mediante paga ou promessa de


recompensa é crime hediondo, recebendo, por conseqüência, tratamento penal mais
gravoso.

No crime de rixa, a co-autoria é obrigatória, pois a norma incriminadora reclama


como condição obrigatória do tipo a existência de pelo menos três autores, sendo
irrelevante que um deles seja inimputável.


Tratando-se de delito de infanticídio, dispensa-se a perícia médica caso se comprove
que a mãe esteja sob a influência do estado puerperal, por haver presunção  juris
tantum de que a mulher, durante ou logo após o parto, aja sob a influência desse
estado.

O crime de lesão corporal de natureza grave é caracterizado se da conduta do


agente resulta incapacidade da vítima para as ocupações habituais por mais de trinta
dias; perigo de vida; debilidade permanente de membro, sentido ou função; ou
aceleração de parto.

Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:


        Pena - detenção, de três meses a um ano.
        Lesão corporal de natureza grave
        § 1º Se resulta:
        I - Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias;
        II - perigo de vida;
        III - debilidade permanente de membro, sentido ou função;
        IV - aceleração de parto:
        Pena - reclusão, de um a cinco anos.
        § 2° Se resulta: (Lesão corporal gravíssima)
        I - Incapacidade permanente para o trabalho;
        II - enfermidade incuravel;
        III perda ou inutilização do membro, sentido ou função;
        IV - deformidade permanente;
        V - aborto:
        Pena - reclusão, de dois a oito anos.
O delito de ameaça pode ser praticado de forma verbal, escrita ou gestual.

constrangimento ilegal - art; 146 - há violência ou grave ameaça;

apropriação indébita - só para coisa alheia móvel - art. 168


Introdução ou abandono de animias em propriedade alheia - art. 164 - tem que haver prejuízo
para o proprietário da terra;

Para a Turma, aquele que se associa a comparsa para a prática de roubo, sobrevindo a
morte da vítima, responde pelo crime de latrocínio, ainda que não tenha sido o autor do
disparo fatal ou que sua participação se revele de menor importância.

Em se tratando de roubo circunstanciado duplamente qualificado, o acréscimo da pena


na terceira fase da dosimetria não constitui mera decorrência da gravidade do delito.

O crime de homicídio é classificado como: comum, instantâneo e


material.
Comum: pois pode ser praticado por qualquer pessoa;
Instantâneo: pois, uma vez consumado, está encerrado, a consumação não se
prolonga;
Material: uma vez que o tipo penal exige a ocorrência do resultado para sua
consumação.

O homicídio: é crime que deixa vestígios e por isso é


necessário o exame de corpo de delito para a prova da
materialidade da infração penal

A eutanásia: é crime de homicídio privilegiado, por ser


praticado por um relevante valor moral do agente.

homicídio qualificado será considerado hediondo,


consumados ou tentados

A" está agonizando no hospital, sem poder se mexer, e pede que "B"
lhe dê veneno para morrer. Nessa hipótese, caso "B" atenda ao pedido
de "A": responderá por crime de homicidio privilegiado.

n o caso de diminuição de pena do homicídio, o juiz poderá reduzir


a pena:  de 1/6 (um sexto) a 1/3 (um terço).

"A" atira visando matar "B", que, no entanto, já estava morto em


razão de ataque cardíaco. Nessa hipótese, é correto afirmar que tal
conduta configura: crime impossível ou de tentativa inidonea

As câmeras de segurança do Banco Dólar filmaram a ocorrência de


furto em sua agência, onde o sujeito aparecia com uma capuz cobrindo
o seu rosto. No dia seguinte, o agente do furto mata um funcionário do
Banco, pois este seria o único que poderia ter visto sua fisionomia. O
homicídio é qualificado: pois foi praticado para assegurar a
impunidade

Ao praticar "roleta russa", "A" acaba por causar a morte de um de seus
amigos que participava da "brincadeira". "A" deverá ser julgado por:
homicídio doloso, pois agiu sob a forma de dolo eventual.

Réu condenado pela prática do delito de homicídio qualificado foi


preso definitivamente. Depois de ter cumprido parte da pena, requereu
transferência para o regime semiaberto, o que foi negado pelo juiz. Tal
decisão está correta?  Não, pois a progressão, desde que
cumprida parte da pena, é direito do condenado, não
podendo tal decisão ficar ao arbítrio do juiz.

Nos crimes comissivos por omissão: a falta do poder de agir gera atipicidade da
conduta.

Legitima Defesa: existência de uma agressão; atualidade ou eminência da agressão;


injustiça da agressão; agressão contra direito próprio ou alheio; conhecimento da situação
justificante; uso dos meios necessários para repeli-la; uso moderado desses meios.

Estado de Necessidade: quanto as ensejadoras da excludente - existência de um perigo


atual; perigo que ameace direito próprio ou alheio; conhecimento da situação justificante;
não provocação voluntária do perigo. Com relação à reação do agente - inexigibilidade do
sacrfício do bem ameaçado (proporcionalidade dos bens em confronto); inevitabilidade da
lesão ao bem jurídico em face do perigo; inexistência do dever legal de enfretnar o perigo.

Causas de exclusão do fato típico:


-COAÇÃO FÍSICA IRRESISTÍVEL
-MOVIMENTOS REFLEXOS
-SONAMBULISMO
-INSIGNIFICÂNCIA DA CONDUTA
-ADEQUAÇÃO SOCIAL DA CONDUTA
A explicação é que sem a CONDUTA, não subsiste o primeiro substrato do crime e portanto
não há conceito de crime (na forma analítica), segundo a teoria adotada pelo código penal
(Finalista da ação), qual seja: FATO TÍPICO
 
dentro do fato típico temos:
1. conduta
2. resultado
3. nexo causal
4. tipicidade
Por si própria, a conduta de premeditar um crime de homicídio caracteriza
cogitação impunível.

   1º fato.                    2º fato.                3º fato.                              4º fato.                


5º fato.
COGITAÇÃO.          PREPARAÇÃO.       EXECUÇÃO.        
CONSUMAÇÃO/TENTATIVA.                 EXAURIMENTO
FAZENDO ESSA PEQUENA LINHA DO TEMPO É POSSÍVEL ENTENDER QUE O 1º E 2º
FATOS NÃO SÃO PUNÍVEIS, SALVO O ÚLTIMO DISPOSITIVO, COMO POR EXEMPLO:
CRIMES AUTÔNOMOS.

Manoel estava cortando uma laranja com um canivete em seu sítio, distraído, quando seu
primo, Paulo, por mera brincadeira, veio por trás e deu um grito. Em razão do susto,
Manoel virou subitamente, ferindo Paulo no pescoço, provocando uma lesão que o levou a
óbito. Logo,Manoel: não praticou crime, pois agiu por ato reflexo.

Coação FÍSICA irresistível EXCLUI O CRIME 


Coação MORAL irresistível INSENTA DE PENA 
Coação Irresistível:

É o emprego de força física ou de grave ameaça para que alguém faça ou deixe de fazer
alguma coisa.

Coação Física: o sujeito não comete crime. Recai sobre a conduta do agente - elemento do
fato típico - pois este foi forçado. Nessa situação exclui-se o crime.
Coação Moral: o sujeito comete crime, mas ocorre isenção de pena. Mesmo o agente,tendo
praticado o ato,sua conduta foi forçada mediante grave ameaça moral. Nessa situação a
conduta é típica e ilícita,contudo,não culpável,pois ficará isento de pena.

Com relação ao plano subjetivo do crime não há tentativa de crime culposo e


involuntário.

DOLO DIRETO: prevê o resultado, quer o resultado.


DOLO EVENTUAL: prevê o resultado, não quer, mas assume o risco.
CULPA CONSCIENTE: prevê o resultado, não quer, mas assume o risco e pensa poder
evitar. 
CULPA INCONSCIENTE: não prevê o resultado (que era previsível), não quer e não
aceita o resultado.

Aquele que assume os riscos de produzir o resultado criminoso pratica o delito


sob a modalidade de: dolo eventual

ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, salvo os casos expressos em
lei, senão quando o pratica dolosamente.
Considere o exemplo a seguir: João quer ferir e assim dá um soco no rosto de
Antônio; esse ao cair, bate com a cabeça na pedra e morre. Crime preterdoloso.

Fábio, ao tomar conhecimento de que seu empregado Luciano estava subtraindo


valores pertencentes à empresa, chamou-o até seu escritório e o demitiu. Nesse
momento, Luciano, visando assustar Fábio , sacou sua arma, apontou-a para o
empregador e, sabendo que a mesma estava municiada, rodou o tambor e acionou
o gatilho em direção à vítima, assumindo o risco de causar a morte . A arma
disparou, tendo atingido a vítima, que faleceu.  Nessa situação hipotética, Luciano
responderá por homicídio, caracterizando-se o elemento subjetivo como sendo dolo
eventaul

Requisitos do crime culposo:


 
-> Conduta voluntária;
-> Violação do dever objetivo de cuidado;
-> Resultado naturalístico involuntário;
-> Nexo causal;
-> Tipicidade;
-> Previsibilidade objetiva;
-> Ausência de previsão.

De acordo com o Código Penal, o erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável:
isenta o agente de pena.

O erro de tipo é uma espécie de erro em que o agente age, atua ou opera com a falsa
percepção da realidade e divide-se em:
 I – Essencial: aquele que recai sobre o elemento principal do tipo penal; 
a) Vencível/evitável/inescusável - art. 20 do Código Penal: “O erro sobre elemento
constitutivo do tipo penal exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo se
previsto em lei”
b) Invencível/inevitável/escusável:o qual exclui tanto o dolo quanto a culpa. E sem
dolo e sem culpa não há que se falar em conduta punível - torna o fato atípico.
II – Acidental: incidente sobre elemento secundário, paralelo, que nada tem a ver com o
tipo penal incriminador.
a) Erro sobre a coisa - error in objecto.: O agente pretende furtar uma joia, mas
confunde-se e subtrai bijuteria.
b) Erro determinado por terceiro - art. 20, §2º. Ex.: O médico entrega uma injeção
com substância letal a uma enfermeira afirmando se tratar de medicamento para dor.
Responde pelo crime o médico que determinou o erro.
c) Erro sobre a pessoa - error in persona. 20, §3º. Ex.: A, querendo matar B, mata C
achando se tratar de B, pois confundiu as características físicas. Responde como se tivesse
matado B, conforme suas qualidades e condições pessoais inerentes.
d) Erro na execução - aberratio ictus. 73. Ex.: O agente atira em fulano, mas erra o tiro
e acerta beltrano.
e) Resultado diverso do pretendido - aberratio delicti. 74. Ex.: O agente arremessa
uma pedra com intenção clara e inequívoca de quebrar uma vidraça, porém erra e acerta o
rosto de uma pessoa, todos do mesmo diploma legal.

- A Embriaguez SE DIVIDE EM DUAS VERTENTES:


a) Embriaguez Acidental:
Caso fortuito – imprevisível
Força maior – coação

b) Embriaguez Não acidental:


Voluntária – intencional
Culposa – para imprudência
Preordenada – se embriaga para praticar o crime
O crime putativo ocorre quando o agente acha que está cometendo uma conduta típica, no entanto,
a conduta não configura crime. 

Erro de Proibição é em relação a norma. Ex: agente pratica conduta achando ser legal.
Erro de Tipo é em relação a pessoa. Ex: Homen atira em pessoa achando ser animal.

Joaquim, mediante um soco desferido contra o rosto da frágil Maria, obrigou-a a


assinar um cheque no valor de R$ 5.000,00, utilizando-o para saldar uma dívida em
um comércio, sabendo que não existia tal importância no banco. O cheque foi
depositado e devolvido. Assim,Maria: não praticou crime, pois estava sob coação
moral irresistível.

Coação física - há uma força mecânica, que subtrai a vontade do agente. Ex: indivíduo
pega a mão de outro e pressiona seu dedo junto ao dedo indicador, acionando o gatilho de
uma arma. Ou então, pegar a mão da pessoa e a forçar, segurando-a, a assinar um
cheque.
Coação moral - não há força mecânica, mas apenas psicológica. Ex: indivíduo dá um soco
em outro, ameaçando-o e forçando-o a assinar um cheque. Ou então, aponta a arma para
outrem, forçando-o a assinar um documento

crimes materiais: ocorrencia do resultado (morte, lesao etc).

crime formal: não há necessidade de ocorrencia do evento. Basta a conduta. Ex: porte
ilegal de arma de fogo.

crime permanente: a consumacao se prolonga com o tempo. Sequestro


crime culposo: só há quando o resultado acontecer.

tentativa perfeita: quando há o encerramento dos atos executorios.ex: pessoa


descarrega arma em seu desafeto, porem o desafeto não chega a morrer.

tentativa imperfeita: o agente não chega a encerrar os atos executorios. Ex: uma pessoa
é impedida de dar tiros em outra. Lembre-se na tentativa não ocorre o resultado.

tentativa cruenta: vítima é atingida

Tentativa incruenta: vitima não é atingida

desistencia voluntaria: não encerra os atos executorios.

==>arrependimento eficaz: quando o agente encerra os atos executorios, mas impede a


ocorrencia do resultado.

Requisitos de concurso de pessoas:

a) pluralidade de condutas e de pessoas;

b) relevancia causal das condutas;

c) liame (vínculo) subjetivo (psicológico);

d) identidade das infrações penais.

dolo eventual (assumi o risco de produzir o resultado) não é compativel com o crime de
homicidio por motivo futil

Após uma discussão em um bar, Pedro decide matar Roberto. Para tanto, dirige-se até sua
residência onde arma-se de um revólver. Ato contínuo, retorna ao estabelecimento e efetua um
disparo em direção a Roberto. Contudo, erra o alvo, atingindo Antonio, balconista que ali trabalhava,
ferindo-o levemente no ombro. Diante do caso hipotético, Pedro praticou, em tese, o(s) crime(s) de  

 e)

homicídio na forma tentada. 

=>Crime fim absorve crime meio. 

João decide agredir fisicamente Pedro, seu desafeto, provocando-lhe vários ferimentos. Porém,
durante a luta corporal, João resolve matar Pedro, realizando um disparo de arma de fogo contra a
vítima, sem contudo, conseguir atingi-lo. A polícia é acionada, separando os contendores. Diante do
caso hipotético, João responderá apenas por tentativa de homicídio. Pois houve a progressao de crime, e
o crime mais gravoso absorveu o crime menos gravoso (consunção)

Mário e Mauro combinam a prática de um crime de furto a uma residência. Contudo, sem que
Mário saiba, Mauro arma-se de um revólver devidamente municiado. Ambos, então, ingressam na
residência escolhida para subtrair os bens ali existentes. Enquanto Mário separava os objetos para
subtração, Mauro é surpreendido com a presença de um dos moradores que, ao reagir a ação
criminosa, acaba sendo morto por Mauro. Nesta hipótese Mário responderá pela prática de furto e
Mauro pelo crime de latrocínio. 

 Insignificante é motivo FUTIL, ou seja, motivo bobo, banal ou desproporcional, o agente matou, por
exemplo, ao tomar uma buzinada enquanto dirigia o seu carro, ao tomar uma fechada no transito, etc.

Motivo TORPE - É aquele motivo revoltante, desprezível. Um exemplo seria matar para receber uma
herança, ou matar por ter qualquer tipo de preconceito, entre outros

A" dispara dois tiros contra "B" que acabara de agredir violentamente seu marido. Entretanto,
diante da imperícia de "A" no manuseio da arma de fogo, o tiro atinge "C", uma senhora de 80 anos,
que vem a falecer. A esse respeito, é correto afirmar que "A"  responderá por tentativa de homicídio
privilegiado. 

Terêncio, em razão da condição de sexo feminino, efetua disparo de arma de fogo contra sua
esposa Efigênia, perceptivelmente grávida, todavia atingindo, por falta de habilidade no manejo da
arma, Nereu, um vizinho, que morre imediatamente. Desconsiderando os tipos penais previstos no
Estatuto do Desarmamento e levando em conta apenas as informações contidas no enunciado, é
correto afirmar que Terêncio praticou crime(s)de:  aborto, na forma tentada, e feminicídio majorado.

 a)
“é inadmissível aplicar, no furto qualificado, pelo concurso de agentes, a majorante do roubo.”

 b)
 "o crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da vantagem indevida".

há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração dos
bens da vítima".

 Apressar a morte de quem esteja desenganado configura homicídio com relevante valor moral

Sandra, jovem de dezessete anos de idade, inabilitada para conduzir veículo automotor, com a
devida autorização de seu genitor senhor Getúlio D. Za Tento, saiu para passear com o veículo de
propriedade do pai e dirigindo em alta velocidade atropelou Maria das Dores, causando-lhe lesões
corporais gravíssimas as quais causaram a morte da vítima. Acerca da situação hipotética proposta, é
correto afirmar à luz do Código Penal, que Getúlio responderá por: homicídio culposo (crime
comissivo).

O homicídio é classificado como crime: Comum, de dano e instantâneo.

De acordo com o Código Penal, o crime de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio terá a pena
duplicada se:

I. o crime ocorrer por motivo egoístico. 


II. a vítima for menor ou tiver diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência.  

Induzimento, instigação e auxílio ao suicídio:


* Se resulta morte: reclusão de 2 a 6 anos. 
* Se resulta lesão corporal de natureza grave: reclusão de 1 a 3 anos. 
 
Aumento DUPLICADO de pena:
* motivo egoístico
* vítima era menor ou tenha diminuído, por qualquer coisa, a possibilidade de resistência. 
 
Obs. Importante destacar que se o crime não se consumar, e não restando lesão corporal de natureza
grave, o crime não existirá. Excludente de tipicidade. 

O crime de homicídio praticado por milícia privada tem a pena aumentada de um terço até a metade,
nos termos do parágrafo sexto do art. 121 do Código Penal, introduzido pela 12.720/12. Ou seja, o fato de
ser praticado por milícia é majorante e não qualificadora.

o crime de aborto provocado por médico decorrente de gravidez resultante de estupro só se


descaracteriza como crime se houver o consentimento da gestante ou de seu representante legal no caso
de incapacidade

Se o homicídio é cometido contra mulher por razões da condição de sexo feminino será considerado
crime qualificado tendo a sua pena prevista como de reclusão com o seu mínimo em doze e o seu máximo
em trinta anos.

Qualifica-se o furto se a subtração for de semovente domesticável de produção, ainda que abatido ou
dividido em partes no local da subtração.

A superveniência de lei penal mais gravosa que a anterior não impede que a nova lei se aplique aos
crimes continuados ou ao crime permanente, caso o início da vigência da referida lei seja anterior à
cessação da continuidade ou da permanência.

Tratando-se de crimes permanentes, aplica-se a lei penal mais grave se esta tiver vigência antes da
cessação da permanência

Se um indivíduo praticar uma série de crimes da mesma espécie, em continuidade delitiva e sob a
vigência de duas leis distintas, aplicar-se-á, em processo contra ele, a lei vigente ao tempo em que
cessaram os delitos, ainda que seja mais gravosa .

Tempo do crime: Teoria da atividade ( momento da ação ou omissão ainda outro seja o resultado)

Lugar do Crime: Teoria da Ubiquidade - Lugar onde ocorreu, no todo ou em parte, bem como onde se
produziu o resultado)

Leis temporárias são as que possuem vigência previamente fixada pelo legislador.

Leis excepcionais são as que vigem durante situações de emergência. ( toque de recolher, p.ex.)

Essas espécies de lei tem ultratividade, ou seja, aplicam-se ao fato cometido sob o seu império, mesmo
depois de revogadas pelo decurso do tempo ou pela superação do estado excepcional. 

Conforme jurisprudência assente do STF, o princípio da insignificância descaracteriza a tipicidade penal


em seu caráter material.

TIPOIA exclui a Tipicidade

TIPicidade

Ofensividade

Insignificância

Adequação Social
A insignificância exclui a tipicidade material. A doutrina moderna entende que a tipicidade é dividida em
tipicidade formal (seria a mera adequação do fato ao texto legal) e a tipicidade material (seria a efetiva
lesão ao bem jurídico). Em uma lesão insignificante, não há efetiva lesão ao bem jurídico. O objetivo do
legislador ao tipificar uma conduta em abstrato, é o de proteger determinado bem de uma lesão efetiva.

abolitio criminis: nova lei deixa de considerar um crime.

novatio legis: nova lei considera crime uma conduta antes lícita.

novatio legis in pejus: nova lei agrava um crime (uma situação).

novatio legis in mellius: nova lei abranda conduta anterior, beneficiando o sujeito.

lei temporária ou excepcional: aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.

lei exepcional: situação transitória emergencial, guerra, calamidade pública etc. cessa quando acabar a
situação que a determinou.

lei temporária: possui vigência previamente determinada. Pode-se dizer que são leis auto-revogáveis e
são criada para atender situações anômalas.

tempo do crime: considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja
o momento do resultado.

teoria bipartida: crime e contravenções

crime doloso: agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo.

crime culposo: agente deu causa ao resultado por negligência, imprudência ou imperícia.

crime preterdoloso: quando o resultado é mais grave do que o pretendido.

nexo de causalidade: é o elo que existe entre a conduta e o resultado.

Existem cinco princípios mais importantes acerca da matéria:

a) Princípio da territorialidade, segundo o qual aplica-se a lei nacional ao fato praticado no

território do próprio país;

b) Princípio da nacionalidade, também chamado de princípio da personalidade, segundo o

qual a lei penal de um país é aplicável ao seu cidadão, independentemente de onde se encontre;

c) Principio da defesa, também chamado de princípio real ou princípio da proteção,

segundo o qual a lei do país é aplicada em razão do bem jurídico lesado, independentemente do

local ou da nacionalidade do agente;

d) Princípio da justiça universal, também chamado de princípio da justiça penal

universal, princípio universal, princípio da universalidade da justiça, princípio da

competência universal, princípio da repressão universal, princípio da justiça cosmopolita e

princípio da universalidade do direito de punir, segundo o qual o agente deve ser punido onde

se encontre, segundo a lei do país onde esteja independentemente ou da nacionalidade do

bem jurídico lesado;


e) Princípio da representação, segundo o qual o crime praticado no estrangeiro deve ser

punido por determinado país, quando cometido em embarcações e aeronaves privadas de sua

nacionalidade, desde que não tenha sido punido no país onde se encontrava.

==>Assim sendo, o princípio adotado pelo Brasil denomina-se princípio da territorialidade

temperada, uma vez que a regra da territorialidade prevista no art. 5° do Código Penal não é

absoluta, comportando exceções nos casos previstos em lei e em convenções, tratados e regras de

direito internacional.

1 - Conceitos de Crime

a) Material (substancial): refere-se ao conteúdo do ilícito penal, com análise da conduta danosa e

sua conseqüência social. Assim, crime é o "comportamento humano que, a juízo do legislador,

contrasta com os fins do Estado e exige como sanção uma pena" (Antolisei).

b) Formal (formal sintético): conceito sob o aspecto da contradição do fato à norma penal. "É

toda ação ou omissão proibida pela lei sob ameaça de pena" (Heleno Cláudio Fragoso).

"Todo fato humano proibido pela lei penal" (Giuseppe Bettiol).

c) Analítico (dogmático ou formal analítico): enfoca os elementos ou equisitos do crime. O

delito é concebido como conduta típica, antijurídica e culpável (conceito tripartido,

teoria clássica ou tridimensional), ou apenas como conduta típica e antijurídica. Pode ser

considerado ainda como fato típico, antijurídico e punível abstratamente.

d) Sintomático: considera o crime como um comportamento humano que lesa ou ameaça bens jurídicos

protegidos pela norma penal de forma que revela o índice de periculosidade do agente.

==>Na presença de caso fortuito e força maior inexiste fato típico.

São elementos do fato típico culposo:

a) conduta humana voluntária, consistente numa ação ou omissão;

b) inobservância do cuidado objetivo, manifestada através da imprudência, da negligência e

da imperícia;

c) previsibilidade objetiva;

d) ausência de previsão;
e) resultado involuntário;

f) nexo de causalidade;

g) tipicidade.

São elementos do fato típico culposo:

a) conduta humana voluntária, consistente numa ação ou omissão;

b) inobservância do cuidado objetivo, manifestada através da imprudência, da negligência e

da imperícia;

c) previsibilidade objetiva;

d) ausência de previsão;

e) resultado involuntário;

f) nexo de causalidade;

g) tipicidade.

==>O estado de necessidade requer, para sua configuração, a concorrência dos seguintes

requisitos:

a) ameaça a direito próprio ou alheio.

b) existência de um perigo atual.

c) inexigibilidade de sacrifício do interesse ameaçado.

d) situação não causada voluntariamente pelo sujeito.

e} inexistência de dever legal de enfrentar o perigo.

f) conhecimento da situação de fato justificantee.

==>Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios

necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.

==>O erro de tipo escusável exclui o dolo e a culpa, conforme já foi mencionado em capítulo

próprio.

==>Existem quatro causas que excluem a imputabilidade: doença mental, desenvolvimento mental

incompleto, desenvolvimento mental retardado e embriaguez completa proveniente de caso


fortuito ou força maior.

PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DA PENA ou PRINCÍPIO DA PERSONALIDADE O


princípio da intranscendência da pena determina que nenhuma pena passará da pessoa
do condenado, razão pela qual as sanções relativas à restrição de liberdade não alcançarão
parentes do autor do delito. 

O principio da continuidade normativa tipica ocorre quando uma norma penal é


revogada, mas a mesma conduta continua sendo crime no tipo penal revogador, ou seja, a
infração penal continua tipificada em outro dispositivo, ainda que topologicamente ou
normativo diverso do originário.

analogia constitui meio para suprir lacuna do direito positivado, mas, em


direito penal, só é possível a aplicação analógica da lei penal in bonam partem,
em atenção ao princípio da reserva legal, expresso no artigo primeiro do Código
Penal.
 
A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua
vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.

Segundo o princípio da intervenção mínima, o direito penal somente deverá


cuidar da proteção dos bens mais relevantes e imprescindíveis à vida social

Casos de Extraterritorialidade Condicionada:

1º Lavagem de Dinheiro e Corrupção são crimes que, por Tratado ou Convenção, o Brasil


se obrigou a reprimir 

2º O agente entrou em Território Nacional

3º O fato é punível no Brasil e no País em que foi praticado

4º É possível a Extradição

5º O agente não foi absolvido e nem cumpriu pena no estrangeiro

6º O agente não foi perdoado no estrangeiro e não foi extinta a punibilidade

Texto de lei: Código penal        


Concurso material
        Art. 69 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois
ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de
liberdade em que haja incorrido.
Concurso formal
        Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou
mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais,
somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade.
Crime continuado
        Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois
ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de
execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do
primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se
diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços.

Os atos preparatórios ou conatus remotus verificam-se quando a ideia extravasa a


esfera mental e se materializa mediante condutas voltadas ao cometimento do crime. Este,
portanto, sai da mente do sujeito, que começa a exteriorizar atos tendentes à sua futura
execução. Nessa etapa, como regra, o Direito Penal não atua. Atos considerados
meramente preparatórios não são punidos criminalmente.
Em casos excepcionais, é possível a punição de atos preparatórios nas hipóteses em que
a lei optou por incriminá-los de forma autônoma. São os chamados "crimes-obstáculo". É o
que se dá com os crimes de fabrico, fornecimento, aquisição, posse ou transporte de
explosivos ou gás tóxico, ou asfixiante (CP, art. 253), incitação ao crime (CP, art. 286),
associação criminosa (CP, art. 288) e petrechos para a falsificação de moeda (CP, art.
291), entre outros.
Nosso Código Penal define as excludentes de ilicitude no art. 23. De acordo com o
texto, são quatro as causas de justificação: estado de necessidade, legítima
defesa, exercício regular de um direito e estrito cumprimento de um dever
legal. Sendo o fato (típico) praticado nessas circunstâncias, não haverá crime.
''O dolo e a culpa são o que se pode chamar de elementos subjetivos do tipo penal.
Com o finalismo de HANS WELZEL, o dolo e a culpa (elementos subjetivos)
foram transportados da culpabilidade para o fato típico (conduta). Assim, a
conduta (no finalismo) não é mais apenas objetiva, sinônimo de ação humana, mas sim a
ação humana dirigida a um fim (ilícito ou não).''
Só CRENTI estuda o Fato Típico
Conduta
REsultado Naturalístico
Nexo de Causalidade
TIpicidade

Esqueminha para ajudar a não confundir mais:


 
1) Teoria monista: adotada no concurso de pessoas;
2) Critério bipartido: definição de infrações penais; 
3) Conceito tripartite (majoritário): teoria geral do crime. 

TEORIA FINALISTA: a ação não constitui um simples movimento muscular gerador de


relações de causalidade, mas uma conduta humana, consciente e voluntária, movida a uma
finalidade.
§  É possível crime sem resultado naturalístico? SIM. Os crimes formais e os crimes de
mera conduta podem não ter resultado naturalístico.
§  É possível crime sem resultado normativo? NÃO. Todos os crimes sempre têm resultado
normativo, em virtude dos princípios da exclusiva proteção de bens jurídicos e da
fragmentariedade..

Crime impossível: Teoria objetiva temperada: o agente não será punido se a


inidoneidade do meio/objeto for absoluta.
A. Ineficácia absoluta do meio – ex. falsificação grosseira, água para envenenar, arma
defeituosa;
B. Impropriedade absoluta do objeto – ex. “matar o morto”, aborto por mulher que não
está grávida.
C. Flagrante preparado (Sum. 145/STF) – indução policial
obs.: Se o policial se fizer passar por comprador para prender o traficante, não haverá
flagrante preparado – antes da “venda”, o agente tinha em depósito/guardava o
entorpecente!

■ Branca (ou incruenta): quando o objeto material não é atingido (o bem jurídico não
chega a ser lesionado);
■ Cruenta: o oposto da tentativa branca, ou seja, o objeto material é atingido;

A tentativa incruenta não é punível, pois considera-se que o agente não iniciou a fase
executória do iter criminis
TENTIVA BRANCA OU INCRUENTA: o objeto material não é atingido. Ex: A desfere um
golpe contra B, mas o golpe desferido não atinge o corpo da vítima, não gera lesão efetiva,
palpável à integridade corporal do ofendido. 
Muito embora não consiga atingir o objeto material, a tentativa é punível .

Crime omissivo próprio: há somente a omissão de um dever de agir, imposto


normativamente, dispensando, via de regra, a investigação sobre a relação de causalidade
naturalística (são delitos de mera conduta).
 
Crime omissivo impróprio: o dever de agir é para evitar um resultado concreto. Trata-
se da análise que envolve um crime de resultado material, exigindo,
conseqüentemente, a presença de nexo causal entre conduta omitida (esperada) e o
resultado. Esse nexo, no entanto, para a maioria da doutrina, não é naturalístico (do nada
não pode vir nada). Na verdade, o vínculo é jurídico, isto é, o sujeito não causou, mas
como não o impediu é equiparado ao verdadeiro causador do resultado (é o nexo de não
impedimento).

Coação moral irresistível exclui a culpabilidade, enquanto a coação física irresistível


excluiu a conduta elemento da tipicidade. (falta de vontade livre)
Coação Moral Irresistível: afasta a culpabilidade por inexigibilidade de conduta diversa.
Ex: gerente de banco abre o cofre por ter sua familia sob ameaça de morte pelos
assaltantes.
Coação Fisica Irrestivel: afasta a tipicidade. Ex: gerente de banco abre o cofre por
sofrer violencia a sua propria integridade fisica.
DOLO DIRETO: Teoria da vontade
DOLO INDIRETO/EVENTUAL: Teoria do assentimento.
Erro na Execução e não Erro sobre a pessoa.

Erro de execução, a vítima se encontra no local do ato.


Erro sobre a pessoa, a vítima não se encontra no local do ato e é confundida.

Meu resumo do arrependimento posterior...Art.16/CP

➤Crime não pode ter sido praticado com violência ou grave ameça à pessoa.
➤Reparação do dano ou restituição do objeto material.
➤O ato deve ser voluntário( Não é necessário que seja espontâneo.)
➤A reparação deve ocorrer até o recebimento da denúncia ou queixa.
➤Crimes com violência ou grave ameaça estão FORA!

diferença entre:
Tentativa - quer, mas não pode.
Des.Voluntária - pode, mas não quer.

É admissível a incidência do arrependimento eficaz nos crimes perpetrados com


violência ou grave ameaça.
ARREPENDIMENTO EFICAZ -> O agente já terminou a execução, mas se arrepende e
evita o resultado.
 
DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA -> O agente desiste de prosseguir na execução,
respondendo pelos atos que causou.
 
ARREPENDIMENTO POSTERIOR ->  O crime já se consumou, no entanto, o agente
repara o dano ou restitui a coisa. O crime deve ser sem violência ou grave ameaça à
pessoa.

No que concerne à punibilidade da tentativa, o Código Penal adota a teoria objetiva, realística
ou dualista: a tentativa é punida em face do perigo proporcionado ao bem jurídico tutelado.
Sopesam-se o desvalor da ação e o desvalor do resultado, devendo a tentativa, todavia, receber
punição inferior à do crime consumado, pois o bem jurídico não foi atingido integralmente. É dizer:
por ser objetivamente incompleta, a tentativa merece ser punida com pena reduzida. A tentativa é um
“tipo manco”: o crime é subjetivamente completo, eis que o agente tem dolo tanto na consumação
quanto na tentativa, mas objetivamente incompleto, haja vista que a lesão ao bem jurídico se dá de
forma apenas parcial; “a perna objetiva é maior que a subjetiva”, daí manco.

No que concerne à punibilidade da tentativa, o Código Penal adota a teoria objetiva.

Não se pode confundir culpa consciente com dolo eventual. Em ambos, o agente prevê o
resultado, mas não deseja que ele ocorra; porém, na culpa consciente, ele tenta evitá-lo,
enquanto no dolo eventual mostra-se indiferente quanto à sua ocorrência, não tentando
impedi-lo. Assim, por exemplo, se o agente dirige um veículo perigosamente e em
alta velocidade e vê um pedestre atravessando a rua, tentando, sem êxito, evitar o
atropelamento, teremos culpa consciente. Se, nas mesmas circunstâncias, em vez
de buscar evitar o acidente, o motorista continua com sua direção imprudente,
pensando “se morrer, morreu”, haverá dolo eventual.

Consciência Vontade
Dolo direto / Prevê o resultado / Quer o resultado "Ebah"
Dolo eventual / Prevê o resultado / Não quer, mas assume o risco "Foda-se"
Culpa consciente / Prevê o resultado / Não quer, não assume risco e pensa poder evitar
"Porra, bixo!"
Culpa inconsciente / Não prevê o resultado (que era previsível) / Não quer e não aceita
o resultado "Han?"
Culpa Imprópria: é a culpa derivada do erro de tipo permissivo evitável
(inescusável) nas descriminantes putativas. É denominada como culpa imprópria
pois o agente realiza o tipo penal dolosamente e responde culposamente em
consequência de seu erro na descriminante.

É só lembrar: 
CRUENTA - remete a algo CRUEL, doloroso. 
Vermelha/Cruenta: O agente conseguiu atingir o objeto, mas não conseguiu consumar o
delito. Ex.: A bala somente perfurou o braço da vítima.
INCRUENTA - remente a algo menos cruel, menos doloroso. 
Branca/Incruenta: O agente não conseguiu nem mesmo atingir o objeto pretendido.
Ex.: Ao atirar, as balas se desviaram da vítima.

Pela teoria subjetiva, o crime tentado deve ser punido de modo semelhante ao consumado, pois


em ambos houve a intenção de produzir o resultado.
 
Para a teoria objetiva, entretanto, a pena do crime tentado deve ser menor que a do consumado,
porquanto naquele a lesão ao bem jurídico foi menor ou, por vezes, inexistente (foi a teoria
adotada pelo Código Penal). De acordo com o art. 14, parágrafo único, pune-se a tentativa com a
pena do crime consumado, reduzida de um a dois terços, salvo expressa disposição em contrário
(como no caso do art. 352 do CP, que apena igualmente a consumação e a tentativa)

Coação Física irresistível -> Exclui: Fato Típico - tipicidade. Na Moral que é culpabilidade.
Coação física irresistível: que exclui o controle do agente dos movimentos do seu
próprio corpo, o ato deixa de ser voluntário, excluindo a tipicidade e tornando o fato
atípico.
 
Coação moral irresistível: exclui do agente a possibilidade de decisão por uma conduta
diferente, ele é obrigado a praticar aquela conduta, o que caracteriza inexigibilidade
de conduta diversa, excluindo a culpabilidade

Coação Moral Irresistivel  - é excludente de culpabilidade uma vez que deflagra


vontade não livre (inexibilidade de conduta diversa).
Coação Física Irresistivel - exclui a própria conduta, culminando na extinção do fato
típico, primeiro substrato do crime.

A insignificância exclui a tipicidade em seu aspecto material, tornando o fato atípico. O STF e o
STJ  (JURISPRIDÊNCIA, PORTANTO NÃO ESTÁ PREVISTO EXPRESAMENTE NO
CP) reconhecem a aplicação do princípio da insignificância, no entanto balizam sua aplicação na
análise de quatro vetores:
(a) a mínima ofensividade da conduta do agente;
(b) a nenhuma periculosidade social da ação;
(c) o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento; e
(d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada.
 
A ausência de qualquer destes requisitos impede a aplicação do princípio, uma vez que são
cumulativos.

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