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OIGANIZADOI

DJALMA JOSÉ FAGUNDES

QUIROPRAXIA
TESTES ORTOPÉDICOS

COOIDEIIADOIES
MARA ctuA PAIVA
FLAVIA COSTA SOUZA
NAEMEN OMAR TURK
DANIEL OUENHAS
QUIROPRAXIA
TESTE5 ORTOPÉDICOS

ORGANIZADOR
DJALMA JOSÉ FAGUNDES
Professor Associado e Livre-docente do Departamento de Cirurgia
e Orientador do Programa de Pós-Graduação em Cirurgia e
Experimentação da Universidade Federa l de São Paulo (UNIFESP).
Professor nível IV da Escola de Ciências da Saúde e da Escola de
Medicina da Universidade Anhembi Morumbi.
O GEN I Grupo Editorial Naciooal reúne as editoras Guanabara Koogan. Santos. Roca.
AC Farmacêutica, Forens.e, Método, LTC, E.P.U. e Forense Universitária. que publicam nas
áreas cientifica, técnica e profissional.
Essas empresas. respeitadas no mercado editorial. construiram catálogos inigualáveis.
com obras que têm sido decisivas na formação acadêmica e no aperfeiçoamento de
várias gerações de profissionais. e de estudantes de Administração, Direito. Enferma·
gem. Engenharia. fisioterapia, Medicina. Odontologia. Educação física e muitas outras
ciências. tendo se tornado sinônimo de seriedade e respeito.
Nossa missão é prover o melhor conteúdo científico e distribui.to de maneira flex(vel e
conveniente, a preços justos. gerando benefkios e servindo a autores. docentes. livrei•
ros. funcionários. colaboradores e acionistas.
Nosso comportamento ético incondicional e nossa res.ponsabiHdade social e ambiental
s.-ão reforçados pela natureza educacional de noss.-a atividade, sem comprometer o c.res.-
c.imento condnuo e a rentabiHdade do grupo.
QUIROPRAXIA
TESTES ORTOPÉDI COS

MARA CÉLIA PAIVA


Quiropraxista, Especial ista em Técnica Sacro-occipit al
e Pesquisadora do Grupo de Pesquisa de Dor de Or igem Osteomuscula r
da Un iversidade Anhembi Morumbi

FLAVIA COSTA SOUZA


Quiropraxista pela Universidade Anhembi Morumbi

NAEMEN OMAR TURK


Quiropraxista pela Universidade Anhembi Morumbi

DANIEL DUENHAS
Quiropraxist a e Professor da Escola de Ciências da Saúde da
Universidade Anhembi Morumbi - Laureat e lnternational Un iversities

ROCA
Os autores e a editora empenhararn.se para citar adequadamente e dar o devido crédito
a todos os detentores dos direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro.
dispondo.se a possíveis acertos e.aso. inadvertjdamente, a identificação de algum deles
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de edições futuras. Os comeíltários dos leitores podem ser eílcaminhados à Editor.1 Roca.

• Quiropraxiá: testes ortopédicos


ISBN 978.Jl5-4120-l49-0
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1

Cop)·rig.ht © 2013 pela Editora Roca Ltda.


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Assessora EdiloriaJ: Maria dei Pilar Payá Piqueres


Assistente Editorial: Lilian Sorbo Menilo
Coordenador de Revisão: Queni Winters
Revisão de Texto: Amanda Fabbro e Elaine AJmeida de Souza
Coordenador de Diagramação: Mareio S. Barreto
capa: Rosangela Bego
Diagramação: NiJton carJos de Oliveira cardoso
Imagens: Nillon Carlos de Oliveira Cardoso

• CIP-BRASIL CATALOGAÇÃO-NA-FONTE
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ.

T326
Testes ortopédicos/ orgaíli.zador Djalma José Fagundes ; (autores Mara Célia Paiva ..
et ai.]. - São Paulo: Roca, 2013.
(Quiropraxia ; IV)

lndui bibJ.iografia
ISBN 978-85-4120-l 49-0

L Quiroprál.ic.a. 2. Massageíls. 3. Ortopedia. 1. Fag.unde.s. OjaJma José. II. Paiva.


Mara Cél.ia. III. Série.
13- 1755. COO: 615.534
CDU: 615.827
REVISÃO CIENTÍFICA

Mara Célia Paiva


Quiropraxista, Especialista em Técnica Sacro-occipital e Pesquisadora
do Grupo de Pesquisa de Dor de Origem Osteomuscular da Universi-
dade Anhembi Morumbi
COLABORADORES

O texto orig inal do conteúdo dos guias fo i desenvolvido por gra-


duandos em Quiropraxia pela Universidade Anhembi Morumbi, que
desde o ano de 2008 se dedica a ampl iar e sistematizar a base de dados
teórica de quiropraxia em língua portuguesa.
Os guias contaram com a colaboração de outros profissionais,
como orto pedistas, fisiatras, neurologistas, fisiot erapeutas, ilustrado-
res e revisores.
Adriana Gibotti
Bióloga, Mestre, Doutora em M icrobiologia e Professora da Escola
de Ciências da Saúde - Universidade Anhembi Morumbi - Laureate
lnternational Universities.
Aline Pereira Labate Fernandes
Quiropraxista, Especialista em Fisio logia do Exercício e Professora
da Escola de Ciências da Saúde - Universidade Anhembi Morumbi
- Laureate lnternational Universities.
Ana Lúcia Faria Ribeiro
Farmacêutica, Especialista, Mestre em Ensino Superior em Saúde e
Professora da Escola de Ciências da Saúde - Universidade Anhembi
Morumbi - Laureate lnternational Universities.
Ana Paula Albuquerque Facchinato
Quiropraxista, Especialista em Residênci a Clínica, Mestre em Ciên-
ciasda Saúde e Coordenadora do Curso de Quiropraxia da Escola de
Ciências da Saúde - Universidade Anhembi Mor umbi - Laureate
lnternational Universities.
A ndré Luiz Ribeiro
Fisioterapeuta, Especialista em Fisio logia do Exercício e Coordenador
do Curso de Naturologia da Escola de Ciênciasda Saúde- Universidade
Anhembi Morumbi - Laureate lnternational Universities.
Clarissa Magalhães Cervenka
Nutricionista, Mestre em Ciências da Saúde e Professora da Escola
de Ciências da Saúde - Universidade Anhembi Morumbi - Laureate
lnternational Universities.
VIII COLABORAOORES

Danilo Messa da Silva


Quiropraxista, Especia lista em Biomecânica UFRGS - ESEF
Mestrando em Biociências e Reabilitação - Centro Un iversitário
Metodista do Sul IPA e Professor do Curso de Quiropraxia da
Universidade Feeva le.
Eduardo Aydar N. Dias
Médico do Trabalho e Acupunturista pela Universidade Severino
Sombra de Vassouras - Rio de Janeiro.
Eduardo Sawaya Botelho Bracher
Quiropraxista, Médico Fisiatra, Doutor em Ciências da Saúde e
Professor da Escola de Ciências da Saúde - Universidade Anhembi
Morumbi - Laureate lnternational Universities.
Edson Rodrigues Pereira
Médico Veteriná rio, Mestre em Patologia Experimental e Compa-
rada e Professor da Escola de Ciências da Saúde - Universidade
Anhembi Morumbi - Laureate lnternational Universities.
Elaine Ferrão Fernandes
Fisioterapeuta, Especialista em Piscina Terapêutica, Mestre em Psico-
logia da Saúde e Professora da Escola de Ciências da Saúde - Uni-
versidade Anhembi Morumbi - Laureate Jnternational Universities.
Franc.isco Ribeiro de Moraes
Biomédico, Especialista em Citopatologia e Patologia Clínica,
Mestre em Ciências e Professora da Escola de Ciências da Saúde -
Universidade Anhembi Morumbi Laureate lnternational
Universities.
Marcos Palmeira
Quiropraxista e Especialista em Clin ica de Dor.
Pablo Blass Valverde
Quiropraxista pela Universidade Anhembi Morumbi - Laureate
lnternational.
Song Duc.k Kim
Farmacêutico e Quiropraxista.
Toni Cheri Bleggi Botelho Bracher, D.C.
Quiropraxista Especialista em Radiology Supervisor and Operator.
Vivian Alessandra Silva
Fonoaudióloga Doutora em Anatomia humana e Professora da
Escola de Ciências da Saúde - Universidade Anhem bi Morumbi -
Laureate lnternat ional Universities.
APRESENTAÇÃO

A quiropraxia está voltada para o diagnóstico e tratamento das doenças


e d istúrbios da coluna vertebral. No entanto, as manobras de ajuste
também têm aplicação nas d iversas articulações do corpo humano. A
profissão, além de sua atividade terapêutica, desenvolve atividades que
estão voltadas para a promoção da saúde, prevenção e profilaxia das
doenças osteomioarticulares.
O ensino universitário da quiropraxia no Brasil é recente, assim como
a sua atividade profissional. O grande acervo de consulta biomédica
existente que aborda tal assunto como foco principal encontra-se em
língua estrangeira, principalmente em inglês, estando assim voltados
para a realidade de outros países.
Foi exatamente por perceber essa lacuna e baseada nas d ificuldades
da vida acadêmica para encontrar e selecionar as d iversas doenças de
interesse da quiropraxia que duas alunas da graduação do Curso de Qui-
ropraxia da Universidade Anhembi Morumbi se p ropuseram a rea lizar
um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que pudesse criar um guia
prático de d iagnóstico e tratamento das doenças mais prevalentes em
nosso meio, uma vez que a literatura internacional privilegia as mais
relevantes para as suas áreas de origem.
Aceitei com entusiasmo a proposta de orientar o projeto de pes-
quisa do TCC da Julia Pontes Birei lo e da Vanessa Zanetti. A princípio
estabelecemos a coluna como um segmento do corpo representativo
da atividade prof issional e selecionamos uma série de doenças que
achamos mais relevantes. Para isso, fo i fundamental a colaboração
d ireta e efetiva das coorientadoras do TCC, as quiropraxistas Aline P.
Labate Fernandes e Ana Paula A. Facchinato, na seleção da revisão
dos tópicos escolhidos.
Este guia é o embrião de um trabalho que está no início e que tem
muito para amadurecer e ser ampliado, podendo conter pontos falhos ou
polêmicos, mas que revela o esforço e resultado de um projeto acadêmico
do Corpo Docente do Curso de Quiropraxia da Anhembi Morumbi.

PROF. DR. DJALMA José FAGUNOES


PREFÁCIO

É um prazer e um privil égio receber este excelente Guia de Testes


Ortopédicos, fruto de trabalho minucioso de pesquisa e organização
de alunos do Curso de Graduação em Qu iropraxia da Universidade
Anhembi Morumbi, com supervisão e organização de professores des-
sa universidade.
Esse trabalho cuidadoso e de amplo espectro apresenta um teor emi-
nentemente prático e será de g rande utilidade tanto para o ensino do
exame f ísico do sistema neuromusculoesquelético quanto como obra de
referência para profissionais que examinam e t ratam pacientes com
queixas musculoesqueléticas em seus consultórios e clínicas.
O texto goza de uniformidade conceituai, o que permite ao leitor
compreender com rapidez e precisão os principais conceitos envolvidos
em cada teste exposto. Cada manobra é descrita com objetividade,
permitindo a reprodução de sua execução, interpretação dos resulta-
dos obtidos e aplicação correta para o caso clín ico que se apresenta.
Adicionalmente, quadros sinópticos para cada região anatômica pos-
sibil itam conceber a aplicação dos testes em um o rganograma coerente,
demonstrando a finalidade de cada um deles como instrumento para a
obtenção de substratos que permitam a construção de um raciocínio
clínico, direcionado para a elaboração de uma hipótese d iagnóstica.
É especialmente gratificante ver alunos e professores dessa casa assu-
mindo com sucesso a iniciativa de suprir, com qualidade e determinação,
a lacuna literária para a profissão de quiropraxia, contribuindo assim
para o fortalecimento de nossa prof issão no Brasil e para a continuidade
do aprimoramento da formação acadêmica de quiropraxistas brasileiros.

PROF. DR. ED UARDO SAWAYA BOTELHO BRACHER


Quiropraxista, Médico Fisiatra, Doutor em Ciências e Professor da
Escola de Ciências da Saúde - Universidade Anhembi Morumbi -
Laureate lnternational Universities.
DISPOSIÇÃO DOS GUIAS

O objetivo dessa série é proporcionar ao aluno e profissional da saúde que


atua na área musculoesquelética um material de consulta rápida e atuali-
zada, voltada à realidade nacional e organizada de forma funcional.
Os três primeiros volumes descrevem procedimentos de avaliação e
tratamento em quiropraxia das doenças osteomusculares dos diferentes
segmentos anatômicos: volume 1- Coluna Vertebral, volume 11- Mem-
bro Superior, volume Ili - Membro Inferior e o volume IV apresenta os
Testes Ortopédicos mais utilizados na prática clínica .
A elaboração dos Guias abrangeu bases teóricas j á estabelecidas em
Quiropraxia, Ortopedia, Reumatologia e Fisioterapia e foi baseada
metodologicamente no t ipo de publ icação conhecido na área médica
como Currents Diagnosis and Treatment.
As doenças foram selecionadas de acordo com a ocorrência de cada
segmento anatômico do esqueleto e os tópicos eleitos foram: conceito,
epidemiologia, sinais e sintomas, exame físico, exames ortopédicos e
neurológicos, exame de imagem, exame laboratorial, diagnóstico dife-
rencial, tratamento e observações relevantes. Os Testes Ortopédicos do
volume IV foram selecionados de acordo com a importância e fre-
quência com que são utilizados d iariamente.
LISTA DE ABREVIATURAS

ABQ-Associ ação Brasileira de Quiropraxia


AC - Acromioclavicular
ADM - Amplitude de Movimento
AR - Artrite Reumatoide
ART -Articulação Temporomandibular
AVE -Acidente Vascu lar Encefálico
BIREME - Biblioteca Regional de Medicina
DORT - Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho
ENMG - Eletroneuromiografia
FIV - Forame Intervertebral
FNP - Facilitação Neuroproprioceptiva
IFD -Articulação lnterfalâng ica Distal
IFP-Articu lação lnterfalângica Proximal
LER - Lesão por Esforço Repetit ivo
MCF - Metacarpofalângica
AO - Osteoartrose
RM - Ressonância Magnética
RTP - Reflexo Tendíneo Profundo
RX - Radiografia Simples
SBOT - Revista Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
SLAP - Lesão Superior Anterior e Posterior
STC - Síndrome do Desfiladeiro Torácico
STC - Síndrome do Túnel do Carpo
TC - Tomografia Computadorizada
TENS - Eletroestimu lação Transcutânea
TVP - Trombose Venosa Profunda
UAM - Un iversidade Anhembi Morumbi
UNIFESP Un iversidade Federal de São Paulo
VHS - Velocidade de Hemossedimentação
WFC - World Federation of Chiropractic
WEB - World Wide Web
ÍNDICE

Capítulo 1
INTRODUÇAO - ................................................................... 1
Capítulo 2
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL..................................... 9
Capítulo 3
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR .................................... 83
Capítulo 4
TESTES DO MEMBRO INFERIOR ................................... 141

BIBLIOGRAFIA ............................................................... 187

ÍNDICE REMISSIV0 ........................................................ 191


Capítulo 1

INTRODUÇÃO

GENERALIDADES
A movimentação ativa do ser humano exige uma estrutura morfo lógica
e funcional adequada para permitir ampla gama de movimentos e de-
senvolver uma série de tarefas que permitam sua interação com o meio
e, desse modo, possibilitem sua sobrevivência. O sistema locomotor in-
tegra harmoniosamente estruturas ósseas, articulares e musculares ao
sistema nervoso no desempenho dessas variadas tarefas. Diferentes
causas podem interferir na integridade anatômica e/ou funcional desse
sistema osteomioarticular, acarretando d istúrbios e alterações que limi-
tam seu desempenho. O d iagnóstico das doenças envolvendo tal siste-
ma é baseado em dados confiáveis de uma boa anamnese e exame
f ísico. Causas congênitas, infecciosas, inflamatórias, autoimunes e neo-
plásicas são responsáveis por inúmeras situações patológicas.
O uso corrente dos exames complementares, em especial da image-
nologia (radiografia, u ltrassonografia, tomografia computadorizada e
ressonância nuclear magnética), por sua especificidade e custo, deve
ser bem direcionado, sendo a história e o exame f ísico f undamentais
na escolha desses exames para auxiliar o diagnóstico e acompanhar a
evolução da doença. A caracterização da dor (loca l, t ipo, intensidade,
frequência, irradiação, fatores de melhora e pio ra) e o grau de limita-
ção funcional, dois aspectos que estão sempre p resentes na h istória
natural das doenças osteomioarticulares, podem ser investigados por
meio de testes específicos das articulações e estruturas nervosas pro-
prioceptivas e nociceptivas da região anatômica comprometida .
Há uma variedade de t ipos de testes propostos para testar a mani-
festação da dor e li mitação funcional, procurando estabelecer a rela-
ção entre a estrutura anatômica afetada pela doença e sua manifestação
(alívio/piora da dor e g rau de limitação funcional). Os diferentes testes
são denominados em grande parte por epónimos, ou seja, são conhe-
cidos pelo nome de seus idealizadores ou d ivulgadores (por exemplo,
o teste de Apley, Gerber, Patte); outros são designados pelo t ipo de
estrutura ou movimento testado (por exemplo, teste de hiperextensão
do bíceps). O mesmo teste pode ser aplicado em diferentes situações
patológicas, tanto para confirmação diagnóstica, quanto para realizar
o diagnóstico d iferencial, assim como para controle evolutivo da doen-
ça. Para o estudante da área da saúde, o conhecimento detalhado dos
testes é uma tarefa árdua e angustiante; para o profissional neófito, e
também para o praticante mais experiente, alguns testes pouco utili-
zados são um desaf io para entendimento e aplicação.
Na tentativa de criar uma sequência ordenada e lógica que pudesse
facilitar o aprendizado do estudante e que também servisse para a
2 INTRODUÇÃO

consulta rápida do profissional atuante surgiu a concepção deste Guia,


elaborado a partir da designação de uso corrente dos testes. Cada tes-
te teve a sua descrição e correlação etiopatogênica e fisiopatológica
submetida à avaliação crít ica; as doenças mais comumente associadas
à aplicação deles foram elencadas e aspectos considerados relevantes
f oram abordados.

A INTERPRETAÇÃO DOS TESTES


Os d iferentes testes usados têm uma concepção específica para aten-
der determinada situação anatomopatológica associada a um sintoma
ou sinal. O idealizador de cada um deles procurou estabelecer uma
relação lógica entre um achado anatomopatológico característico de
uma doença ou várias e suas manifestações sintomáticas ou achados
no exame f ísico. O teste provocativo é considerado posit ivo quando a
manobra ou sinal reproduz ou agrava a queixa principal do paciente;
caso resulte em dor ou desconforto diferente da queixa principal, as
observações devem ser anotadas, mas, na maioria dos casos, o teste
será avaliado como negativo; ele também pode ter resultado falso po-
sitivo ou duvidoso, devido à interferência da dor durante sua reali-
zação ou a outros fatores como comorbidade e características pessoais
d iferentes interferindo na aplicação correta da manobra. Os testes são
ainda classificados por sua sensibilidade (a exatidão de um determina-
do teste em pessoas que têm a doença) e confiabilidade (a exatidão
desse mesmo teste em pessoas que não têm a doença).
Com o objetivo de proporcionar ao exam inador uma ferramenta
que garanta uma avaliação mais rápida, optou-se por incluir a escala
de sensibilidade/confiabilidade já estabelecida como consenso na área.
A escala é demonstrada por meio de estrelas e o grau de sensibilidade/
confiabilidade varia entre 1 e 4 estrelas. Os testes que apresentam de
1 a 2 estrelas são considerados de baixo índice de confiabílidade; os
que variam entre 2 e 3 estrelas são considerados medianos; e os com 3
a 4 estrelas, excelentes, devendo ser os primeiros a serem aplicados.
Sob nenh uma circunstância o teste ortopédico deve ser utilizado de
forma isolada, pois fazem parte integrante da análise clínica total. A
combinação dos resu ltados posit ivos associados às técnicas laboratoriais
e imageamento diagnóstico auxilia o profissional da saúde na elabora-
ção de um diagnóstico seguro, além de contribuir para a documentação
obj etiva do progresso do paciente.

A SELEÇÃO DOS TESTES


Para fins de sistematização os testes foram agrupados de acordo com
o segmento anatômico comprometido. Assim, foram selecionados tes-
tes específicos para a coluna vertebral nos segmentos cervical, toráci-
co, lombar e sacral, assim como as grandes articulações do quadril,
joelho, tornozelo/pé, ombro, cotovelo, punho e mão.
INTRODUÇÃO l

COLUNA VERTEBRAL - REGIÃO CERVICAL


• Testes de avaliação da circulação da artéria vertebral
- Manobra funcional da artéria vertebrobasilar
- Teste da campainha
- Teste de Hautant
- Teste de Maigne
• Fratura cervical
- Teste de percussão da coluna cervical
- Teste de Soto-Hal 1
• Instabilidade ligamentar cervical
- Sinal de Rust
- Teste de estresse sobre o ligamento alar
- Teste do ligamento transverso do atlas
• Lesão do Neurônio motor superior
- Sinal de L' Herm ite
• Lesões que ocupam espaço
- Sinal de Valsalva
• Sintomas neurológicos
- Sinal de Bakody
- Teste de compressão cervical neutra
- Teste de compressão foraminal máxima
- Teste de depressão do ombro
- Teste de extensão cervical
- Teste de f lexão cervical
- Teste de tração cervical
• Testes para tensão e fraqueza muscular cervical
- Manobra de O'Donoghue
- Teste de Janda
- Teste de Jull

COLUNA VERTEBRAL - REGIÃO TORÁCICA


• Triagem de escoliose/c.ifose
- Teste de Adam
- Teste de deslizamento lateral de McKenzie
• Fratura torácica
- Teste de compressão esternal
- Teste de percussão da coluna torácica
• Lesão de raiz nervosa
- Sinal de Beevor (T1O)
- Sinal de Schepelmann
- Teste de aproximação escapular passiva (T1-T2)
• Ancilose torác.ica e da articu lação costovertebral
- Sinal de Amoss
- Teste de expansão torácica
4 INTRODUÇÃO

COLUNA VERTEBRAL - REGIÃO LOMBAR


• Fratura lombar
- Teste de percussão da coluna lombar
• Lesão de raiz nervosa
- Sinal da corda de arco (nervo ciático)
- Teste de andar nos calcanhares e na ponta dos dedos
- Teste de elevação da perna estendida e Bragard (nervo ciático)
- Teste de elevação da perna estendida na posição sentada (s/ump)
- Teste de est iramento do nervo femoral (L 1 - L3)
- Teste de inclinação e extensão do tronco
- Teste de Kemp
- Teste de Mi lgram
- Teste de Nachlas (nervo femoral)
• Ancilose e instabilidade articular lombossacral
- Teste de Pheasant
- Teste de Schober
• Distensão ligamentar e muscular lombossac.ral
- Teste do cinto

COLUNA VERTEBRAL - REGIÃO LOMBOSSACRAL


• Distensão ligamentar e muscular sac.ra l
- Teste da dupla elevação das pernas
- Teste de Yeoman

COLUNA VERTEBRAL -ARTICULAÇÃO SACROILIACA


• Mobilidade articular
- Teste de compressão ilíaca
- Teste de Gaenslen
- Teste de Hibbs
- Teste de Laguerre
• Ancilose e instabilidade articular
- Teste de sentar (PI/AS)

TESTE DO MEMBRO SUPERIOR - CINTURA ESCAPULAR


• Articulação acromioclavicular
- Teste de flexoadução
• Bursite subacrom ial
- Sinal de Dawbarn
- Sinal subacromial de apertar botão
• Movimento escapular
- Teste de Gerber
• Tendinite supraespinhal
- Teste de Apley
- Teste do arco doloroso
INTRODUÇÃO 5

- Test e de Hawkins-Kennedy
- Test e da lata vazia
• Tendinite do bíceps
- Test e da hiperext ensão do bíceps
• Instabilidade glenoumeral anterior
- Test e de apreensão
- Test e de Clun k
- Test e de Ougas
- Test e de Patte
• Laceração do lábio glenoide
- Test e de Crank
- Test e de O' Brien
- Test e de Speed
• Instabilidade do manguito rotador
- Sinal de Codman
• Instabilidade do tendão do bíceps braquial
- Test e de Abbott-Sau nders
- Test e de Yergason
• Desfiladeiro torácico
- Manobra cost oclavicu lar
- Test e de Adson
- Test e de Halstead
- Test e de Wr ight

MEMBRO SUPERIOR - COTOVELO


• Epicondilite lateral
- Test e de Cozen
- Test e de Mill
• Epicondilite medial
- Test e de Cozen r everso
- Test e de Mill reverso
• Instabilidade ligamentar
- Test e de est resse em valgo e varo
• Pronador redondo
- Test e da sínd rome do pronador redondo

MEMBRO SUPERIOR- PUNHO E MÃO


• Neuropatia compressiva periférica
- Test e de Phalen
- Test e de Phalen reverso
- Test e de Tinel no punho (nervo ulnar)
• Tenossinovite estenosante
- Test e de Finkelstein
• Instabilidade carpal
- Test e de Watson
6 INTRODUÇÃO

• Musculatura intrínseca da mão


- Teste de Bunnel-littler
• Testes para o polegar
- Sinal de Froment
- Teste de Grind para o polegar
• Instabilidade entre os ossos sem ilunar e piramidal
- Teste do cisalhament o
• Obstrução vascular periférica
- Teste de Allen
• Artr ite reumatoide
- Teste da pulseira

TESTES DO MEMBRO INFERIOR - ARTICULAÇÃO DO QUADRIL


• Luxação congênita do quadril
- Sinal de Allis
- Teste de telescópio
• Fratura do quadril
- Teste da bigorna
• Testes de contratura do quadril
- Sinal de Ely
- Teste de Ober modificado
- Teste de Thomas
• Lesões gerais da articulação do quadril
- Teste de Patrick
- Teste do pi rif orme
- Teste de Trendelenburg
• Disc.repância do comprimento real do membro inferior
- Teste do comprimento real dos membros inferiores

MEMBRO INFERIOR - JOELHO


• Instabilidade dos meniscos
- Teste de compressão e tração de Apley
- Teste de McMurray
• Teste das prega.s
- Teste da plica sinovial
• Instabilidade ligamentar
- Teste de estresse em valgo e varo para joelho
- Teste da gaveta anterior e posterior
- Teste de Lachman
• Disfunção patelofemoral
- Teste de apreensão da patela
- Teste de Clarkes
• Sindrome do trato iliotibial
- Teste de Noble
• Condromalácia patelar
- Teste de Waldron
INTRODUÇÃO 7

• Osteocondrite d issecante
- Teste de Wilson

MEMBRO INFERIOR- TORNOZELO E PÊ


• Instabilidade ligamentar
- Teste de estresse em varo e va lgo para tornozelo
- Teste de gaveta anterior e posterior do tornozelo
• Ruptura do tendão calcâneo
- Teste de Thompson (Simmonds)
• Trombose venosa p rofunda
- Sinal de Homans
- Neuroma de Morton e metatarsalgias
- Teste de Morton (compressão látero-lateral do pé)
- Neurite
- Teste de Tinel para o pé

918-85 -412 -1 49·0


Capítulo 2

TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

TESTES DA REGIÃO CERVICAL

Figura 2.1 - Vista posterior da cabeça e coluna cervica l.

QUADRO 2.1 - RELAÇÃO DE TESTES DA COLUNA CERVICAL


• Testes de avaliação d a circu lação da a rtéria vertebral
- Manobra funcional da artéria vertebrobasilar
- Teste da campainha
- Teste de Hauta nt
- Teste de Maigne
• Fratura cervical
- Teste de percussão da coluna cervical
- Teste de Sot o-Ha ll
• Instabilidade ligamentar cervical
- Sinal de Rust
- Teste de estresse sobre o ligamento a lar
- Teste do ligamento t ra nsverso do atlas
• Lesão do neurônio motor superio r
- Sinal de L'Hermite
• Lesões que ocupam espaço
- Sinal de Valsalva
• Sintomas neurológicos
- Sinal de Bakody
- Teste de compressão cervical neut ra
- Teste de compressão fora minai máxima
- Teste da depressão do ombro
- Teste de extensão cervical
- Teste de flexão cervical
- Teste de tração cervical
• Testes para tensão e fraqueza muscular cervical
- Manobra de O'Donog hue
- Teste de Janda
- Teste de Jull
10 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

AMPLITUDE DE MOVIM ENTO DA COLUNA CERVICAL


Flexão (50 - 70º) - a vértebra superior desliza sobre a inferior; o núcleo
pulposo do disco intervertebral tende a se posteriorizar, fazendo com
que o movimento seja bloqueado pelas cápsulas articulares e pelos li-
gamentos: amarelo, interespinhoso e longitudinal posterior.

1
/
Figura 2.2 - Flexão.

Extensão (50 - 70º) - a vértebra superior desliza sobre a inferior e o


núcleo pulposo do d isco intervertebral tende a se anteriorizar, mo-
vimento que é limitado pelo contato do p rocesso espinhoso com o
ligamento longitudinal anterior.

Figura 2.3 - Extensão.


TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 11

Flexão lateral direita e esquerda (45 - 60º) - nesse moviment o ocor-


re a imbricação homolat eral e o deslocamento d iscai contralat eral e da
vértebra superior, contudo, ele é limitado pela cápsu la cont ralateral,
ligamento int ertransverso, processos unciformes e f acetas articulares.

Figura 2.4 - La t eralizaç.ão.

Rotação d ireita e esquerda (80 - 90º) - nesse movimento ocorre a


imbricação homolat eral; ele é bloq ueado por facetas articulares, cáp-
sulas homolaterais, ligamento intertr ansverso contralateral e por teci-
dos moles.

I
Figu ra 2.5 - Rotação.
12 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

MOVIMENTO DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR (ATM):


A abertura normal da boca varia de 40 a 50 mm ( 11 a 25 mm obtidos
pela rotação do cõndilo e o restante pela t ranslação anterior dele), o
que equivale à colocação de três dedos dobrados entre os dentes inci-
sivos, ao passo que a abertura funcional entre 25 e 35 mm equivale à
colocação de dois dedos dobrados entre os dentes incisivos.

Figura 2.6 -Abertura funcional.

Muitas doenças da coluna cervical referem seus sintomas na


musculatura do p lexo braqu ial (C5-T1), nas regiões: posterior da cabe-
ça (suboccipital), periorbital, ao redor da o relha, no queixo, nos om-
bros, coluna torácica, braços, cotovelos e mãos. Dor referida para os
braços ou cabeça pode ser secundária à lesão grave da coluna cervical
(radiculopatia, trauma, câncer e infecção). Os testes d iagnósticos (for-
ça motora, ref lexo e áreas sensoriais) são feitos de acordo com os níveis
neurológicos, auxiliando na correlação entre alterações neurológicas
do membro superior e condição primária da coluna cervical.

Vist a anterio r Vista lateral Vist a post erior

.•",,. --..
. .
:· V v
.•. '

Figura 2.7 - Locais de dor referida da coluna cervk al.


DOENÇAS DA COLUNA VERTEBRAL HISTÓRIA. OBSERVAÇÃO E EXAME FISICD
Região cervical Região torácica Região lombar Região sacroilíaca

M anobra funcional Testes de Adam e de Teste de percussão da coluna Testes: dupla elevação da
da artéria vertebrobasilar deslizamento I aterai de lombar perna e Yeoman
e testes da campainha, McKenzie

l
Hautant e Maigne

i
Testes de percussão na coluna
cervical e Soto-Hall Teste do cinto
l
Compressão il iaca, Gaenslen,

i
Testes de estresse sobre os
ligamentos alar e transverso
Testes de percussão da coluna
toráci ca, de compressão
esternal e Soto-Hall """'"'j""
l
do atlas e sinal de Rust
Teste d e sentar

i
Sinal de L'Hermite Sinal de Amoss e teste de
Testes: andar nos calcanhares e
na ponta dos dedos, elevação
;;l
~
m
~

j;!
expansão torácica da perna estendi da e Bragard,
elevação da perna estendi da na 8
~
e
posição sentada, estiramento
Sinal de Valsavl
do nervo femoral. sinal da ~

l ~
corda d e arco, inclinação e
extensão do tronco, Kemp,
Milgram, Nachlas e sinal de El y
~
(Continv;,) -
=
(Continuação)
DOENÇAS DA COWNA VERTEBR.AL HISTÓRIA. OBSERVAÇÃO E EXAME FISICO
.-
_,

Região cervical Região torácica Região lombar Região sacroilíaca ~


Testes de compr es~ o cervical
~
neutra, compressão foraminal 8r
e
máxima, depres~o do Sinal de
ombro, extensão cervical.
í;
L'Heqnite <
m
flexão cervical, tr ação
cervical e sinal de Barkody
Exame de
~
imagem, a,


Teste da campainha, Janda,
Jull e manobra de
neurológico e
labofatorial
~

O'Oonoghue


Exame de imagem,
neurológico e l aboratorial


Lesões da artéria vertebral,
li gamentar e do neurônio
Escoliose, cifose, restrição Irri tação da Fratura de Sacroileíte, r estrição
toráci ca, fratura da costela e mening e e Pars, 1ombal- art icular, osteoartrite, hérnia
motor superior, fratura, lesão do neurônio motor mi elopatia gia/sacroileíte, de disco, fratura, irritação da
hérnia de disco, espondilose, superi or espondilose, raiz do nervo, tu mor e
artrite e irritação da raiz
artrite, irrita· inflamação
do nervo
ção da raii do
nervo e espon·
dilolistese
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 15

TESTES DE AVALIAÇÃO DA CIRCULAÇÃO DA ARTÉRIA VERTEBRAL


Manobra funcional da artéria vertebrobasilar

Figu ra 2.9 - Avaliação da circula-


ção vertebrobasi lar.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

1-k-k-k-k-kl
Sinonímia: não há registro.
Conceito: esse teste pode ser utilizado para avaliar compressão ou es-
tenose das artérias carótida, basilar ou vertebral.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se coloca
atrás dele e palpa e ausculta as artérias carótidas comuns e subclávias
para aferir pulsações ou sopros (durante a auscu lta, orienta o paciente
a prender a respiração). Caso as artérias não sejam pa lpáveis, o exami-
nador o rienta a rotação e h iperextensão ativa de ambos os lados da
cabeça por 3 a 5 segundos. Em casos de pulsações ou sopros, não reali-
ze a sequência de rotação e h iperextensão demonstrados no teste.
Correlação fisiopato lógica: a pressão exercida pelo examinador sobre a
artéria testa a integridade da ci rculação colateral que supre essa á rea. A
rotação e hiperextensão durante o teste exercem compressão induzida
por movimento da artéria vertebral oposta ao lado da rotação da cabeça.
Significado do teste: o teste é positivo para compressão ou estenose
das artérias carótidas comuns ou subclávias quando apresentar pulsa-
ções ou sopros; tontura e nistagmo indicam estenose das artérias ver-
tebrobasilar ou vertebral.
16 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Doenças correlacionada.s: insuficiência vertebrobasilar, espondilose


cervical, isquemia vertebrobasilar, doença oclusiva da carótida, históri-
co fam iliar de vasculopatia, t rauma, febre aftosa, doença de Takayasu,
compressão por osteóf itos, d issecções, aneurismas e outras arterites.
Avaliação critica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste da campainha

Figu ra 2.10 - Teste para avaliação fu ncional


da coluna cervical.

Sinonímia: não há registro.


Conceito: esse teste pode ser utilizado para verif icar tensão muscular,
entorse ligamentar e comprometimento neurológico na região cervical.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se coloca
atrás dele e com a ponta do indicador comprime as estruturas neuroló-
gicas e musculares do pescoço, observando sinais de dor ou desconforto.
Correlação fisiopatológica: ao pressionar as estruturas da porção ante-
rior da região cervical e pescoço, vários tecidos são comprimidos, pro-
vocando sintomas próprios de lesão muscular, entorse ligamentar ou
radiculopatia para o membro superior.
Signif icado do teste: posit ivo para entorse ou tensão muscular quando
os sintomas são locais. A irradiação para os braços sugere compressão
de raiz nervosa ou inflamação.
Doenças correlacionadas: entorse, tensão muscu lar e/ou radiculopa-
t ia cervical.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 17

Avaliação crítica: esse teste reproduz sintomas dolorosos durante a


pressão tecidual, sendo comparado à precisão do toque de uma cam-
painha ao ser pressionada.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de Hautant

Figura 2.11 - Constatação de estenose ou com-


pressão da artéria vertebral, basilar o u subclávia.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

Sinonímia: não há registro.


L*****I
Conceito: esse teste é utilizado para avaliar insuficiência da artéria ver-
tebral.
Descrição do teste: o paciente, na posição sentada e com os o lhos fe-
chados, é orientado pelo examinador a estender os braços com as pal-
mas das mãos voltadas para cima. Em seguida, estende e gira a cabeça
para um dos lados, mantendo a posição por 10 a 30 segundos. O teste
deve ser realizado bilateralmente.
Correlação fisiopatológica: ao realizar a extensão dos braços com ro-
tação da cabeça, ocorre compressão da artéria vertebral, basilar ou
subclávia. Em caso de estenose, a circu lação colateral não é suficiente
para suprir a redução do fluxo sangu íneo na reg ião, causando sinto-
mas neurológicos.
18 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Significado do teste: posit ivo quando o paciente apresenta sinto-


mas de tontura, náuseas, sensação de desmaio e solta o braço no
lado do comprometimento.
Doenças correlac.ionadas: síndrome da artéria vertebral, síndrome
de Wall enbeg, estenose da artéria basilar ou subclávia ou espondilo-
se cervical.
Avaliação crítica: alterações na orelha interna podem gerar um teste
falso positivo, já que reproduzem sintomas semelhantes aos de um
teste posit ivo para a artéria vertebral.
Observações relevantes: o teste de Hautant pode ser usado como pro-
cedimento preventivo antes de realizar a manipulação cervical.
Teste de Maigne

Figu ra 2.12 -Teste funcional


da artéria vertebral.

Escala de sensibilidade/confiabilidade
L~ I
Sinonímia: não há registro.
Conceito: utilizado para avaliar possível estenose ou compressão da
artéria vertebral, basilar ou carótida.
Descrição do teste: sentado, o paciente realiza ativamente extensão
da cabeça, combinada com rotação, mantendo entre 15 e 40 segundos
essa posição. O teste deve ser rea lizado bi lateralmente.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 19

Correlação fisiopatológica: a rotação de C1 sobre C2 entre 30• e 45•


comprime a artéria vertebral na junção atlantoaxial no lado contrário
ao da rotação, reduzindo o fluxo sanguíneo para a artéria basilar e
causando sintomas neurológ icos em casos de insuficiência vascular.
Significado do teste: o teste é positivo quando o paciente apresenta
sinais e sintomas como tontura, náuseas, sensação de desmaio e nis-
tagmo, sugerindo estreitamento ou compressão da artéria vertebral,
basilar ou carótida.
Doenças correlacionada.s: estenose ou compressão da artéria verte-
bral, basilar ou carótida, histórico familiar de vasculopatia, trauma,
febre aftosa, doença de Takayasu, compressão por osteófitos, dissec-
ções, aneurismas e outras arterites.
Avaliação crítica: traumas, doenças degenerativas e arteriais podem
gerar instabilidade rotaciona l na região superior da coluna cervical e
alterar o fluxo sanguíneo local, causando sintomas neurológicos.
Observações relevantes: alguns fatores podem contribuir para a insu-
ficiência vascular e acidentes vascu lares cerebrais, como hipertensão
arterial, tabagismo, obesidade e d iabetes.
FRATURA DE VÉRTEBRA CERVICAL

\
Figura 2.13 - Teste funcional
I
da coluna cervical.

Escala de sensibi lidade/confiabilidade

lâââââ l
Teste de percus~o da coluna cervical

Sinonímia: não há registro.


Conceito: utilizado para avaliar fratura vertebra l.
20 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Descrição do teste: com o paciente sentado e a cabeça em leve flexão,


o examinador percute com um martelo de reflexos neurológicos os pro-
cessos espinhosos de cada vértebra cervical e a musculatura adj acente.
Correlação fisiopatológica : a percussão d ireta sobre a região cervical
causa sintomas dolorosos em caso de vértebra fraturada.
Significado do teste: caso o paciente refira dor localizada é indicativo
de fratura vertebral sem comprometimento neurológ ico. Dor radicular
pode sugerir fratura da vértebra com comprometimento neurológico
ou lesão do disco intervertebral.
Doenças correlacionadas: fratura de vértebra cervical, entorse liga-
mentar, d istensão muscular ou síndrome do d isco intervertebral.
Avaliação crítica: esse teste é inespecífico para fratura e pode provocar
resposta positiva para outras d isfunções, como entorse ligamentar e
d istensão muscular.
Observações relevantes: fratura cervical é preocupante, pois pode
comprimir ou lesar a medula espinhal, resultando em dano celular do
tecido nervoso.
Teste de Soto-Ha/1

Figura 2.14 - Test e funcional da coluna cervical.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

Sinonímia: não há registro.


'*****I
Conceito: esse teste pode ser utilizado para avaliar irritação da medula
espinhal ou suspeita de fratura cervical.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal, o examinador
se posiciona atrás da cabeceira da maca, flexiona com uma das mãos o
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 21

pescoço do paciente em d ireção ao tórax, enquanto a outra mão pres-


siona o esterno do paciente.
Correlação fisiopato lógica: quando a coluna cervical é flexionada, ocorre
compressão do d isco intervertebral na porção anterior e estiramento pos-
terior da dura-máter. Em caso de defeito d iscai posterior, a f lexão cervical
pode comprimir a medula espinhal ou a raiz nervosa, causando sintomas
radiculares, que também podem ser reproduzidos em caso de irritação da
meninge devido ao estiramento sofrido pela dura-máter.
Significado do teste: a exacerbação da dor localizada é indicativo de
lesão ligamentar, muscular, óssea ou doença da medula espinhal. Caso
o paciente relate irrad iação dos sintomas para o membro superior d u-
rante a f lexão cervical passiva, deve-se suspeitar de defeito do d isco ou
irritação meníngea.
Doenças correlacionadas: entorse ligamentar, d istensão muscular, disfun-
ção articular na coluna cervical, lesão do disco intervertebral, fraturas,
causa primária de compressão (hérnia discai ou neoplasia), mielopatia
cervical ou meningite.
Avaliação critica: esse teste é considerado inespecífico, já que apenas iso-
la a coluna cervical da torácica durante o movimento passivo de f lexão.
Observações relevantes: a execução desse teste deve ser realizada com
critério em pacientes portadores de hérnia cervical.
INSTAB ILIDADE LIGAMENTAR CERVICAL
Sinal de Rust

Figura 2.15 - Avaliação de lesão cervical


superior grave.

Escala de sensibi lidade/conf iabilidade

l*****I
22 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Sinonímia: não há registro.


Conceito: utilizado para avaliar instabil idade atlantoaxial.
Descrição do teste: o paciente sentado ou em decúbito dorsal, susten-
ta a cabeça com ambas as mãos, tentando imobilizá-la.
Correlação fisiopat ológica: as lesões graves na parte alta da região cer-
vical, como fratura do odontoide, frouxidão ligamentar, luxação ou
distensão muscular podem instabilizar esse segmento, tornando intole-
rável a remoção do apoio das mãos na tentativa de imobilizar a cabeça.
Significado do teste: o sinal é posit ivo quando o paciente suporta o
peso da cabeça com as mãos de forma espontânea.
Doenças correlac.ionadas: fratura na parte alta da coluna cervical, sín-
d rome do disco intervertebral, d istensão muscular, entorse ligamentar,
artrite reumatoide ou instabilidade cervical superior.
Avaliação crítica: o sinal de Rust é um achado clínico relevante que
d ispensa outros testes, sendo indicada a confirmação d iagnóstica por
exame de imagem e uso de colar cervical.
Observações relevantes: a instabilidade atlantoaxial causada por artri-
te reumatoide, além da dor, pode incluir sintomas de parestesia nas
mãos, sensação de fraqueza e de choque.
Teste de estresse sobre o ligamento alar

Figura 2.16 -Avaliação de eventua l ruptura do


ligamento ou fratura do dente do áxis.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

'*****I
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 23

Sinonímia: não há registro.


Conceito: esse teste é ut ilizado para verificar instabilidade cervical de-
corrente de r uptura ou afrouxamento do ligamento alar.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal, o exam inador
se posiciona na cabeceira da maca e segura com uma das mãos a cabe-
ça do paciente, enquanto o indicador e os dedos da outra mão conta-
tam o processo espinhoso e lâmina da vértebra C2. Em seguida, realiza
f lexão lateral da cabeça contra o áxis.
Correlação fisiopatológica: o ligamento alar é responsável por limitar
o movimento de f lexão lat eral do crânio sobre o áxis; q uando acon-
tece ruptura ou frouxidão de um ou dos do is ligamentos, o movimen-
to de lateralização é excessivo, ou sej a, além da amplitude de
moviment o fisiológico.
Significado do teste: caso o teste seja positivo, ocorrerá flexão lateral
excessiva da cabeça do paci ente, o que ind ica ruptura ou estiramento
do ligament o alar.
Doenças correlacionadas: instabilidade cervical devido à rupt ura/esti-
ramento do ligamento alar.
Avaliação crítica: para confirmar o diagnóstico de instabilidade cervi-
cal por insuficiência do ligamento alar é recomendável realizar radio-
g rafia lateral da reg ião cervical em posição neutra. Outros exames de
imagem, como ressonância magnética, t omografia computadorizada e
mielograf ia também podem ser úteis na confir mação do d iagnóstico.
Observações relevantes: a instabilidade cervical, em geral, está asso-
ciada a trauma na cabeça ou na coluna cervical.
Teste do ligamento transverso do atlas

Figura 2.17 - Revela instabi lidade da articulação atlantoaxial.

Escala de sensibi lidade/confiabilidade


f"trAAtr5 1
24 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Sinonímia: não há registro.


Conceito: utilizado para verificar possível hipermobilidade da ar-
t iculação atlantoaxial.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal, o examinador
se posiciona atrás dele, sustenta o occipital com as palmas das mão e os
3°, 4° e 5° dedos enquanto posiciona os indicadores entre o occip ital e
o processo espinhoso do áxis. A cabeça e o atlas do paciente são levan-
tados cuidadosamente da maca, evitando qualquer movimento de fle-
xão ou extensão da coluna cervical. A posição é mantida entre 10 e
20 segundos enquanto o paciente é observado.
Correlação fisiopatológica: quando a cabeça do paciente é levantada,
o ligamento transverso do atlas sofre tração posterior, o que limita seu
movimento. Esse ligamento auxilia a manutenção do dente do áxis no
arco anterior do atlas e, quando sofre estiramento ou ruptura, pode
comprimir a medula espinhal, provocando sintomas neurológicos
como parestesia nos lábios, face e/ou membro superior.
Signif icado do teste: a positividade do teste revela mobilidade excessi-
va da articulação atlantoaxial e pode apresentar sintomas como espas-
mo muscu lar, tontura, náusea, nistagmo, parestesia na face ou no
membro superior.
Doenças correlacionadas: instabilidade cervical devido à ruptura/esti-
ramento do ligamento transverso do atlas, síndrome de Down e artri-
te reumatoide.
Avaliação cr ítica: trauma regional, artrite reumatoide e síndrome de
Down também podem ser responsáveis por instabilidade nessa região
da coluna.
Observações relevantes: a função do ligamento transverso do atlas é
estabilizar a coluna cervical durante a f lexão, extensão e f lexão lateral,
impedindo a t ranslação anterior anormal do dente do áxis.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 25

LESÃO DO NEURÔNIO MOTOR SUPERIOR

Sinal de L'Hermite

Figura 2.18 - Teste funcional da co-


luna cervical superio r.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

~ :tu
Sinonímia: h iperflexão cervical.
Conceito: esse teste avalia a medula espinhal e as lesões do neurônio
motor superior.
Descr ição do teste: com o paciente sentado ou em decúbito dorsal,
com a cabeça e pescoço em posição neutra, o examinador se posiciona
atrás dele e realiza flexão passiva da cabeça em direção ao tórax.
Correlação f isiopatológica: a flexão da coluna cervical promove tração
da medula espinhal e meninges, consequentemente o d isco interverte-
bral é comprimido anteriormente, o que faz o núcleo projetar-se para
a porção posterior, pressionando a medula espinhal ou a raiz cervical e
exacerbando a dor durante o teste.
26 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Signif icado do teste: se o paciente relatar dor aguda du rante a reali-


zação do teste e sensação de choque na coluna vertebral, que irrad ia
para os membros superiores, é sugestivo de mielopatia cervical.
Doenças correlacionadas: mielopatia cervical decorrente de estenose,
tumor ou hérnia discai, esclerose múlt ipla, meningite e lesão do neu-
rônio motor superior.
Avaliação crítica: o resultado desse teste é subjetivo, embora mu itas
vezes, erroneamente, seja considerado um teste patognomônico para
o diagnóstico de esclerose múltipla.
Observações relevantes: choque repentino na coluna durante a flexão
cervical também pode ser indicativo de esclerose múltipla.
LESÕES QUE OCUPAM ESPAÇO
Sinal de Valsalva

l_

} . (

Figura 2.19 - Avaliação de presença de lesão expan-


siva dentro e fora do canal vertebral.

Escala de sensibil idade/confiabilidade


11:71:7~1
Sinonímia: não há registro.
Conceito: esse teste ava lia lesão ocupadora de espaço, como hérn ia
d iscai, tumor ou osteófitos, além de arritmia cardíaca e h iperten-
são arterial.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 27

Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador o orienta a


real izar inspi ração profunda e reter o ar por 20 segundos enquanto
real iza força intra-abdominal como se estivesse defecando.
Correlação f isiopatológica: o aumento da pressão intrameníngea rea-
lizada durante o teste revelará a presença de massas ocupadoras de
espaço, com sintomas radiculares, nos dermátomos específicos das raí-
zes acometidas.
Significado do teste: caso o pacient e refira aumento da dor d urante a
real ização do teste, ele será considerado positivo, ao passo que dor
local indica alteração no d isco intervertebral, lesão expansiva ou o steó-
fit o no canal cervical ou forame vertebral.
Doenças correlacionadas: síndrome da compressão nervosa cervical,
doença articular degenerativa e causa primária de compressão (hérnia
d iscai ou neoplasia).
Avaliação crítica: o teste é considerado pouco específico, portanto,
subj et ivo.
Observações relevantes: devido ao aument o da pressão intratecal e
intra-abdom inal durante a realização do t este, o paciente pode sentir
tontura e até mesmo desmaiar, pois o fluxo sanguíneo cerebral pode
ficar interrompido.
SINTOMAS NEUROLÓGICOS
Sinal de Bakody

Figura 2.20 - Avaliação de compressão


extradu ral cervical.

Escala de sensibi lidade/conf iabi lidade

l*****I
28 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Sinonímia: teste da abdução do ombro.


Conceito: esse teste avalia p rincipalmente o envolvimento de raízes
nervosas C4 ou CS.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinad or o orienta a
colocar a palma da mão (da extremidade afetada) no topo da cabeça.
Correlação físiopatológica: essa manobra d iminui o est iramento da
raiz nervosa comprometida, proporcionando alívio da dor no t erritório
da d ist ribuição do nervo.
Signif icado do teste: o sinal é considerado posit ivo q uando a dor irra-
d iada é diminuíd a ou desaparece com essa manobra.
Doenças correlacionadas: síndrome de compressão nervosa cervical
devido à osteoartrose comprometendo as articulações de Luschka, al-
teração postu ral da coluna cervical, h iperextensão cervica l ou causa
primária de compressão (hérnia discai o u neoplasia).
Avaliação crítica: os pacientes com sintomas radiculares moderados a
graves, em geral e espontaneamente, procuram manter o membro ele-
vado, caracterizando posição antálgica comumente observada duran-
te o exame físico
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de compressão cervical neutra

Figu ra 2.21 -Ava liação de dor facetária articular e irritação da raiz nervosa.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

11:r1:r~ I
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 29

Sinonímia: Teste de Spurling.


Conceito: utilizado para avaliar protrusão d iscai, comprometimento fora-
minai, lesões ligamentares e irritação das cápsulas articulares facetárias.
Descrição do teste: com o paciente sentado e a cabeça em posição neu-
tra, o examinador se coloca atrás dele com os dedos entrelaçados, posi-
ciona as mãos sobre sua cabeça e executa uma compressão inferior. Em
seguida, se certifica de que a compressão reproduziu sintomas de dor,
desconforto ou radiculopatia para a região dos membros superiores.
Correlação f isiopatológica: quando a cabeça do paciente é pressiona-
da para baixo, ocorre estreitamento dos forames intervertebrais, o que
pode causar irritação da raiz nervosa cervical e, portanto, dor com sin-
tomas radiculares. Esse teste também provoca compressão dos d iscos
intervertebrais e das articulações dos processos articulares, podendo
indicar invasão foraminal sem comprometimento radicular ou síndro-
me facetaria em caso de dor local. A dor radicular pode ser ind icativo
de lesão no d isco intervertebral.
Significado do teste: caso o teste sej a posit ivo, o paciente irá referir
dor radicu lar, que pode indicar comprometimento de raiz nervosa por
invasão foraminal ou por lesão do d isco intervertebral. Nesse caso, é
necessário avaliar o nível neurológico comprometido.
Doenças correlac.íonadas: síndrome da compressão nervosa cervical
devido à orteoartrose comprometendo as facetas articulares e ar-
t iculações de Luschka ou causa primária de compressão (hérnia d iscai
ou neoplasia).
Avaliação crit ica: as variações desse teste incluem o acréscimo da rota-
ção (teste de Jackson) ou inclinação lateral e posterior (teste de com-
pressão foraminal máxima).
Observações relevantes: em caso de entorse capsular com comprome-
t imento radicular, o teste poderá produzir sinal de colapso cervical
com sintomas radiculares, encontrado nas síndromes de entorse acima
ou igual ao g rau li de comprometimento.
30 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Teste de compressão foramina/ máxima

\Figura 2.22 - Aplkação na suspeita


de compressão da rai z nervosa.

Escala de sensibilidade/confiabilidade
11:rt:rAA*I
Sinonímia: esse teste é uma variação do teste de Spurling.
Conceito: utilizado para avali ar protrusão d iscai, comprometimento
foraminal e lesões ligamentares e na irritação das cápsulas articu-
lares facetárias.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se posiciona
atrás dele e realiza f lexão, rotação lateral e hiperextensão do pescoço
para o lado da queixa radicular. Em seguida, com as mãos sobre a ca-
beça do paciente, exerce pressão inferior. Esse procedimento deve ser
realizado bilateralmente.
Correlação fisiopatológica: esse teste provoca o estreitamento máximo
dos forames intervertebrais do mesmo lado da lateralização realizada,
intensif icando a dor rad icu lar causada por osteóf ito, massa (normal-
mente uma hérnia disca i) ou redução do espaço nos forames.
Signif icado do teste: posit ivo quando o paciente relata dor com com-
ponente radicular, irradiada para o braço, do mesmo lado em que foi
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 31

realizado o movimento acoplado, sendo necessário avaliar o nível neu-


rológico. Dor local sem comprometimento de raiz nervosa é ind icativo
de síndrome facetária do lado testado; caso o paciente relate dor no
lado oposto é indicativo de d istensão muscular ou entorse ligamentar.
Doenças correlac.ionadas: síndrome da compressão nervosa cervical
devido à osteoartrose comprometendo as facetas articulares e ar-
t iculações de Luschka ou, ainda, causa primária de compressão (hérnia
d iscai ou neoplasia).
Avaliação crítica: o teste de compressão foraminal máxima é conside-
rado o melhor teste para confirmar o d iagnóstico de radiculopatia cer-
vical, sendo de alta especi ficidade e baixa sensibilidade.
Observações revelantes: a artéria vertebral, quando comprimida du-
rante o teste, apresentará sintomas de vertigem e sensação de desmaio.
Teste de depressão do ombro

i 1
Figura 2.23 -Avaliação de aderência das
raízes nervosas.
Escala de sensibi lidade/confiabilidade

Sinonímia: não há registro.


l*****I
Conceito: esse teste pode ser utilizado para avaliar aderência das raí-
zes nervosas cervicais.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se posiciona
atrás dele e, com uma das mãos, f lexiona lateralmente a cabeça dopa-
ciente, enquanto a outra mão executa pressão inferior sobre o ombro.
32 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Correlação fisiopato lógica: ao deprim ir o ombro, ocorre o estira-


mento das raízes nervosas e seus envoltórios, provocando dor com
componente radicular, irradiado para o braço, do mesmo lado do om-
bro deprimido.
Signif icado do teste: sintomas radiculares indicam sinal de adesão do
saco durai e/ou irritação de raiz nervosa. Se durante o teste a dor au-
mentar, sugere irritação ou compressão do nervo, estreitamento fora-
minai por osteófitos, aderências ao redor da bainha durai do nervo e
cápsu las articulares adjacentes, podendo estar associada à hipomobil i-
dade capsular no lado testado; dor circunscrita do lado da musculatura
alongada indica aumento do tônus muscular do músculo esternoclei-
domastoideo ou trapézio; d iminuição da dor muscular no lado não
testado é sugestivo de comprometimento funcional envolvendo o en-
curtamento da musculatura.
Doenças correlac.ionadas: síndrome da compressão nervosa cervical,
síndrome do desfiladeiro torácico ou doença articular degenerativa
acompanhada de osteófitos.
Avaliação crítica: após a ocorrência de trauma sobre as raízes nervosas
e consequente inflamação, a fibrose cicatricial formada resulta em
aderência nas mangas durais e, portanto, sintomas radicu lares.
Observações relevantes: nada d igno de nota.

Teste de extensão cervical

1
Figura 2.24 - Teste funcional da re-
gião inferior da coluna cervical.

Escala de sensibil idade/confiabilidade


11:<1:<~I
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 33

Sinonímia: não há registro.


Conceito: teste funcional para a região média e baixa da coluna cervical.
Descr ição do teste: com o paciente sentado, o examinador se coloca
lateralmente a ele, com uma das mãos apoia a região baixa da coluna
cervical, enquanto a outra conduz a extensão da cabeça em busca de
sinal de desconforto.
Correlação fisiopatológica: na extensão máxima da cabeça, a região
da articu lação atlanto-occipital é bloqueada, ao mesmo tempo em
que ocorre grande rotação nos segmentos mais baixos da coluna cer-
vical e na j unção cervicotorácica .
Significado do teste: mobili dade restrita com dor é sinal de disfunção
segmentar, cuj as causas ma is prováveis incluem alterações degenera-
t ivas dos segmentos médio e inferior da coluna cervical (espond ilose
e espond iloartrite uncovertebral). Se o paciente referir tontura du-
rante a execução do teste é sugestivo de comprometimento vascu lar
da artéria vertebral.
Doenças correlacionadas: síndrome facetária cervical, degeneração
d iscai cervical e diminuição do f luxo da artéria vertebral.
Avaliação crítica : esse movimento comumente desencadeia dor, por-
tanto, é importante observar a sua origem. Em casos de dor facetária,
além da dor local, há irrad iação para a reg ião do trapézio superio r.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de flexão cervical

1
Figura 2.25 -Teste funcional da região inferior da coluna cervical.
Escala de sensibi lidade/confiabilidade

lrrrrrrrrrrl
34 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Sinonímia: não há registro.


Conceito: esse teste pode ser utilizado para reproduzir dor em caso de
hérn ia de d isco cervical com comprometimento de raiz nervosa.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se coloca
lateralmente a ele, com uma das mãos fornece suporte à reg ião baixa
da coluna cervical e, com a outra, realiza movimento de f lexão cervical
em busca de desconforto.
Correlação f isiopatológica: a flexão máxima da cabeça, rea lizada du-
rante o teste, promove bloqueio nos segmentos abaixo de C2 e grande
rotação entre as articulações atlanto-occipital e atlantoaxial.
Significado do teste: a mobilidade restrita com dor local sinaliza encur-
tamento ou tensão muscular, ao passo que à hérnia d iscai segue-se ra-
diculopatia com dor a d istância. Caso o paciente refira choque através
da coluna é indicativo de mielopatia. Qualquer ocorrência de sintomas
autonômos, como tontura, requer maior investigação d iagnóstica.
Doenças correlacionadas: doenças degenerativas da coluna, instabili-
dade articu lar, alterações inf lamatórias, síndrome da compressão ner-
vosa cervical, d isco intervertebral herniado e mielopatia cervical.
Avaliação c.rítica: o teste de flexão cervical pode provocar dor irradiada
para o membro superior, sendo necessário avaliar o nível neurológico
através do dermátomo comprometido. A confirmação do diagnóstico
de disco intervertebral herniado é realizada por ressonância magnéti-
ca, podendo assim identif icar o segmento exato acometido.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de tração cervical

Figura 2.26 - Essa manobra tam-


bém é úti l no alívio da dor.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 35

Sinonímia: tração cervical.


Conceito: esse teste é utilizado para ava liação de protrusão discai,
comprometimento dos forames intervertebrais, lesões ligamentares e
irritação capsular das articulações facetárias.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se posiciona
atrás dele, suporta a região lateral da cabeça do paciente com ambas
as mãos, tracionando-as axialmente.
Correlação fi.siopat ológica: a tração da cabeça provoca abertura dos
forames intervertebrais, diminuindo a pressão sobre a raiz nervosa e
proporcionando alívio da dor radicular; a pressão sobre as cápsulas ar-
t iculares das articulações apofisárias é reduzida, o que significa que o
alivio da dor t ambém pode ser indicativo de capsulite das facetas.
Significado do teste: em casos de protrusão discai ou comprometimen-
to do forame intervertebral, a separação da coluna tende a aliviar os
sintomas, porém, eles são agravados em casos de lesão ligamentar ou
irritação capsular das articulações facetárias.
Doenças correlacionadas: síndrome da compressão nervosa cervical de-
vido à Osteoartrose comprometendo as facetas articulares e articulações
de Luschka, capsulite facetária, causa primária de compressão (hérnia
d iscai ou neoplasia), distensão muscular ou entorse ligamentar.
Avaliação crítica: o examinador deve estar atento e se certificar de que
a força de separação seja produzida através dos processos mastóideos
e não da mandíbula, pois uma força excessiva nessa região pode pro-
duzir alteração na articulação temporomandibular (ATM) ou agravar
os sintomas em caso de d isfunção preexistente.
Observações relevantes: esse teste tem maior eficácia se o paciente
estiver na posição sentada e realizá-lo após respiração completa pro-
funda (maior relaxamento). Se o paciente referir redução da dor du-
rante o teste, este poderá fazer parte do protocolo de tratamento.
36 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

TESTES PARA TENSÃO E FRAQUEZA MUSCULAR CERVICAL


Manobra de O'Donoghue

Figura 2.27 - Constatação de disten-


são e/ou entorse.
Escala de sensibil idade/confiabilidade

li:.ri:.r~I
Sinonímia: não há registro.
Conceito: esse teste é utilizado para avaliar distensão muscular ou en-
torse do ligamento cervical.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se posiciona
atrás dele e, com ambas as mãos, oferece suporte à cabeça do pacien-
te, enquanto o orienta a realizar rotação ativa da cabeça contra sua
resistência. Em seguida, realiza o mesmo movimento passivamente.
Correlação fisiopatológica: durante a rotação da cabeça contra resis-
tência, os músculos são altamente requisitados; durante a rotação pas-
siva, a pressão nos ligamentos causa dor e desconforto na região caso
e les estejam lesionados.
Significado do teste: positivo para d istensão se o paciente referir dor
durante a amplitude de movimento ativa com resistência. Caso o pa-
ciente relate dor quando é realizada a amplitude de movimento passi-
va, o teste é posit ivo para entorse do(s) ligamento(s) transverso do
atlas, a lar(es), supraespinhal, interespinhal, longitudinal posterior ou
anterior, amarelo, intertransversários ou cápsula articular.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 37

Doenças correlacionadas: entorse ligamentar, d istensão muscular ou


síndrome da lesão em chicote.
Avaliação crítica: esse procedimento pode ser utilizado em qualquer
articulação do corpo para verificar se o componente envolvido é
muscular ou ligamentar.
Observações revelantes: o movimento de rotação resistido é realizado
como contração isométrica, com o examinador segurando a cabeça do
paciente durante todo o teste.
Teste de Janda

Figura 2.28 - Avaliação da musculatura


flexora do pescoço.

Sinonímia: teste de f lexão do pescoço.


Conceito: esse teste pode ser utilizado para avaliar fraqueza muscular
dos flexores profundos do pescoço.
Descr ição do teste: o paciente, em decúbito dorsal, é orientado pelo
examinador a f lexionar a coluna cervical.
Correlação fisiopatológica: o músculo esternocleidomastoideo in icia o
movimento de f lexão da cabeça, no entanto, quando os músculos fle-
xores profundos do pescoço (músculos longo da cabeça e longo do
pescoço) estão enfraqueci dos são incapazes de realizar uma flexão
pura e compensam o movimento com a anteriorização da mandíbu la e
superextensão da região superior da coluna cervica l.
Significado do teste: posit ivo caso o paciente faça uma protração da
cabeça, seguida de hiperextensão superior da coluna cervical e f lexão
cervical inferior, o que indica fraqueza dos músculos f lexores prof un-
dos do pescoço.
38 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Doenças correlacionadas: fraqueza muscular dos f lexores profundos


do pescoço ou síndrome do cruzado superio r.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de Jull

Figura 2.29 - Ava liação da musculatura


flexora do pescoço.

Sinonímia: teste de resistência dos flexores profundos do pescoço.


Conceito: avalia o condicionamento muscular dos flexores profundos
do pescoço.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal e a cabeça para
fora da maca, o examinador, posicionado à cabeceira, sustenta a cabe-
ça do paciente e, em seguida, o orienta a mantê-la no eixo longitudi-
nal do corpo o maior tempo possível após tirar o apoio.
Correlação f isiopatológica: o músculo esternocleidomastoideo é res-
ponsável pelo início do movimento de flexão da cabeça, ao passo que
os f lexores profundos do pescoço mantêm a flexão dela. Caso eles es-
tej am fracos, são incapazes de realizar uma f lexão pura e compensam
o movimento com a anteriorização da mandíbula e superextensão da
região superior da coluna cervical.
Sig nif icado do teste: caso o paciente seja incapaz de sustentar a cabe-
ça por 10 segundos, o teste indica fraqueza muscular dos f lexores cer-
vicais prof undos.
Doenças correlacionadas: síndrome do cruzado superior ou fraqueza
muscular dos f lexores do pescoço.
Avaliação c.rítica: essa manobra pode ser realizada em duas posições
- com a cabeça três centímetros fora da maca ou realizando flexão
quase que completa do pescoço.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 39

Observações relevantes: o enfraq ueciment o dos m úscu los flexores


prof undos do pescoço ocorre devido a u m desequ ilíbrio m uscular típi-
co da síndrome do cruzado superio r, uma sínd rome post ural na qual os
músculos t rapézio superior, elevador da escápula e peitorais ficam
contraídos e encurtados, enquanto os músculos romboid es e t rapézio
inferior ficam fracos e alongados, resu ltando em uma posição t ípica.

TESTES DA COLUNA TORÁCICA

espinhais

Figura 2.30 - Vista lateral da coluna torácica.

QUADRO 2.2 - RELAÇÃO DE TESTES DA COLUNA TORÁCICA


• Triagem de escoliose/cifose
- Teste de A dam
- Teste de desl izamento lateral de McKenzie
• Fratura torácica
- Teste de compressão esternal
- Teste de percussão da coluna toráck a
• Lesão de raiz nervosa
- Sinal de Beevor (T1 O)
- Sinal de Sche pe lmann
- Teste de aproximação escapular passiva (T1 · T2)
• Ancilose torácica e da articu lação costovertebral
- Sinal de Amoss
- Teste de expansão torácica
40 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

AMPLITUDE DE MOVIM ENTO DA COLUNA TORÁCICA

Flexão: 50 - 70°
Músculos ativados: eretores da coluna (contração excêntrica)
Tec.idos alongados: eretores da coluna, supraespinha l, ligamento inte-
respinhal, região posterior do d isco intervertebral, articulação facetá-
ria e músculos intercostais.
Tec.idos comprimidos: ligamento longit udinal anterior, região anterior
do d isco intervertebral, pulmão, coração, aorta.

Figura 2.3 1 - Flexão.

Extensão: 25°
Músculos ativados: eretores da coluna (contração concêntrica).
Tec.idos alongados: músculo reto do abdome, ligamento longitudinal
anterior, aorta, pulmão e músculos intercosta is posterior.
Tec.idos comprimidos: eretores da coluna, ligamento supraespinhal e
interespinhal, região posterior do d isco intervertebral, facetas ar-
t iculares e músculo intercosta l posterior.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 41

Fig ura 2.32 - Extensão.

Flexão lateral: 35°


Músculos ativados: contração excêntrica dos músculos eretores da colu-
na do lado oposto à lateralização e paravertebrais do lado ipsilateral.
Tecidos alongados: eretor da coluna contralateral, paravertebrais, in-
tercostais, parte contra lateral dos d iscos, forame intervertebral e face-
ta articular contra lateral.
Tecidos comprimidos: eretores da coluna, paravertebrais, intercos-
tais contra laterais, d iscos, fo rames intervertebrais e as facetas ar-
t icu lares ipsil aterais.

Figu ra 2.33 - lateralização.


42 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Rotação: 50°
Músculos ativados: oblíquo externo, paravertebrais contralaterais e
oblíquo interno ipsilateral.
Tec.idos alongados: oblíquo externo e paravertebrais ipsilaterais e oblí-
quo interno contralateral.
Estrutura comprimida: Forame intervertebral ipsilateral.

Fig ura 2.34 - Rotação.

Em geral, a dor na coluna torácica tem origem somática ou visceral e


deve ser considerada como parte da lista de diagnóstico d iferencial.
Pode ainda referir dor muscular para as reg iões da coluna cervical, re-
gião superior do ombro, sobre as costelas, parede anterior do tórax e
coluna lombar.
Vista anterior Vista lateral Vista posterior

.~.::::·
.. .. ••
....
4 · . •••
V 'V
•• ,, •
,, .

Fig ura 2.35 - Locais de dor referida da coluna torácica.


TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 43

TRIAGEM DE ESCOLIOSE/CIFOSE
Teste de Adam

l
T! T!
Figura 2.36 - Coluna normal e deformidade funcional ou estrut ural.
Escala de sensibi lidade/conf iabilidade

Sinonímia: não há registro.


l*****I
Conceito: esse teste é utilizado para avaliar escoliose, hipercifose ou
cifoescoliose.
Descr ição do teste: com o paciente em pé, o examinador se posiciona
at rás dele e observa se há assimetria na coluna, escápula alada ou de-
formidade rotacional do tórax. O paciente, então, f lexiona o quadril e
o examinador identifica o t ipo de alteração encontrada (giba costal e/
ou atrofia muscular). Em segu ida, se coloca na região anterior ao pa-
ciente e observa se há alteração de escoliose torácica.
Correlação fisiopatológica: a observação durante ambas as fases propi-
cia ao examinador melhor ava liação das deformidades da coluna ver-
tebral e a identificação do t ipo de escoliose (funcional ou estrutural).
Significado do teste: o teste é posit ivo para escoliose, cifose ou cifoes-
coliose estrutural ou decorrente de anomalia congênita quando a cur-
vatura escoliótica não d iminui durante a f lexão do tronco. Caso o
desvio f ique reduzido na f lexão em relação à posição em pé, o teste é
posit ivo para escoliose, cifose e cifoescoliose funcional.
Doença.s correlacionadas: doença cardíaca congênita, neurofibromatose,
doença pulmonar restrit iva, doença de Scheuermann, escoliose degene-
rativa, síndrome de Marfan e fratura por compressão do corpo vertebral.
Avaliação crítica: esse é um teste de t riagem realizado em pacientes
com h istória familiar de postura escoliótica.
Observações relevantes: estima-se que uma em cada duzentas pessoas
dentre a população mundial sej a portadora de escoliose.
44 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Teste de deslizamento lateral de McKenzie

Figura 2.37 - Teste utilizado na suspeita de esco·


liose, cifose e cifoescoliose sintomática.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

11:rAAAAI
Sinonímia: deslizamento lateral.
Conceito: utilizado para avaliar pacientes com escoliose, cifose e cifo-
escoliose sintomática.
Descrição do teste: com o paciente em pé, o examinador se posiciona
ao lado dele e, com o ombro, bloqueia a coluna torácica do paciente.
Em seguida, com as duas mãos, segura a pelve e aplica f orça em d ire-
ção a ele, mantendo essa posição por 1Oa 15 segundos. Os movimen-
tos devem ser executados bilateralmente.
Correlação fisiopatológica: o deslizamento lateral com o ombro blo-
queado do paciente reproduz, exacerba o u red uz os sintomas, indican-
do se o desvio é relevante para os sintomas.
Sig nif icado do teste: o examinador avalia o posicionamento e sinto-
mas fina is persist entes ( 10 a 15 segundos) apresentados pelo paciente
(aumento, d iminu ição, centralização ou dor a distância) e avalia se a
deformidade está contribuindo para que eles ocorram.
Doenças correlacionadas: doença cardíaca congênita, neurofibromatose,
doença pulmonar restritiva, doença de Scheuermann, escoliose degene-
rativa, síndrome de Marfan e fratura por compressão do corpo vertebral.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 4S

Avaliação c.rítica: para realizar esse teste, a d ireção em que a coluna


forma a curvatura convexa deve ser a primeira a ser testada caso a es-
coliose seja visível.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
FRATURA TORÁCICA
Teste de compressão esternal

Figura 2.38 - Avaliação de fratura


na articulação costoesternal.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade


1-tr-tr?i-tr-tr l
Sinonímia: não há registro.
Conceito: esse teste é utilizado para avaliar suspeita de costela fraturada.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal e as mãos cru-
zadas sobre o esterno, o examinador coloca uma das mãos em cima das
do paciente e exerce pressão leve, lenta e descendente sobre ela. Em
seguida, observa sinais de desconforto.
Correlação fisiopatológica: a pressão sobre o esterno em pacientes que
apresentam dor torácica produz dor nas articulações costocondrais ecos-
toesternais em casos de inflamação. Se houver fratura, a dor é sentida
nas margens laterais das costelas, deixando a fratura mais proeminente.
Significado do teste: o teste é posit ivo para fratura de costela caso o
paciente relate dor na borda lateral dessa estrutura. Dor na articulação
costoesternal é sugestivo de costocondrite.
Doenças correlac.ionadas: lesão na articulação esternoclavicular, fratu-
ra da costela, costocondrite, ansiedade, gota ou pseudogota, infarto
do miocárdio, herpes-zóste r e neoplasma pulmonar.
46 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Avaliação crítica: caso o paciente relate trauma ou haja suspeita de


fratura da costela é necessário realizar exame rad iográfico antes da
aplicação do teste.
Observações relevantes: q uando o teste for realizado em mulheres, o
examinador pode solicitar que a paciente cruze as mãos sobre o ester-
no. A pressão então é exercida sobre as mãos cruzadas, evitando um
contato inapropriado.
Teste de percussão da coluna torácica

Figura 2.39 - Teste considerado


inespecífico.

Escala de sensibil idade/confiabilidade

11-i-tr~ I
Sinonímia: não há registro.
Conceito: destina-se a verificar possíveis fraturas na coluna torácica.
Descrição do teste: com o paciente sentado e a cabeça levemente fle-
xionada, o examinador percute, com o martelo neurológico, o processo
espinhoso e a musculatura paravertebral relacionada de cada vértebra.
Correlação físiopatológica: as linhas de fratura são encontradas pelo
examinador que, por intermédio da percussão com o martelo neuroló-
gico, faz propagar o sintoma a partir do processo espinhoso; posterior-
mente, através da lâmina, pedículos e o corpo vertebral anterior.
Significado do teste: o teste é considerado positivo para fratu ra ou
entorse quando o paciente referir dor localizada; dor referida nos teci-
dos moles sugere d istensão muscular e pontos-gatilho miofasciais; dor
irradiada é indicativo de síndrome d iscai intervertebral.
Doenças correlac.ionadas: fratura por trauma ou deteriorização de
osso osteoporótico nas d iversas estruturas da coluna e pacientes
politraumatizados.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 47

Avaliação crítica: esse teste é inespecífico e pode ter resposta positiva


para outras d isfunções, como entorse ligamentar e distensão muscular.
Observações relevantes: história de t rauma e de lesões associadas.
LESÃO DE RAIZ NERVOSA
Sinal de Beevor (TIO)

(_

Figura 2.40 - O teste reproduz movi-


mento de flexão abdominal.
Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

Sinonímia: não há registro.


l*****I
Conceito: esse teste é utilizado para detectar mielopatia ou radiculo-
patia na região torácica inferior (T10-T12).
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal e membros su-
periores ao longo do corpo, o examinador o orienta a elevar a cabeça
enquanto verif ica se a cicatriz umbi lical sofre algum desvio.
Correlação f isiopatológica: quando o paciente levanta a cabeça da
maca, os músculos abdominais se contraem e o umbigo permanece
imóvel em casos normais. A inervação inadequada torna os músculos
abdom inais enfraquecidos ou até paralisados, resultando em movi-
mentação da cicatriz umbilical superior, inferior e lateralmente.
Significado do teste: caso haja movimentação superior do umbigo, sus-
peita-se de comprometimento bilateral de raiz nervosa de T10-T12 ou
mielopatia torácica; se o umbigo movimenta-se superior e lateralmente
indica comprometimento da raiz nervosa de T10-T12 do lado oposto ao
movimento lateral; quando há movimentação do umbigo inferiormente
suspeita-se de comprometimento de raiz nervosa de T7-T10.
Doenças correlac.ionadas: lesão de ra iz nervosa torácica, doença corti-
coespinhal, síndrome de Guillain-Barré ou mielopatia torácica.
48 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Avaliação c.rítica: o teste é considerado ref lexo patológico indicativo


de lesão do neurônio motor superior.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Sinal de Schepe/mann

Figura 2.41 - Teste funcional


da coluna t orácica.

Escala de sensibilidade/confiabilidade
1 -t:r-t:rí:rtr(;:( 1
Sinonímia: não há registr o.
Conceito: esse test e pode ser utilizado para avaliar a integridade dos
tecidos e nervos intercostais.
Descr ição do teste: com o paciente em pé, o exam inador o o rienta a
levantar os braços e realizar f lexão lateral da coluna torácica bilate-
ralmente, enquanto observa a un iformid ade do movimento e sinais
de desconforto.
Correlação fisiopatológica: quando a flexão lateral é realizada, os ner-
vos intercostais do mesmo lado sofrem compressão, provocando dor
em caso de irritação nervosa. No lado oposto à f lexão, ocorre estira-
mento da pleura e dos músculos intercostais, o que prod uz sintomas
dolorosos q uando essas est ruturas estão lesionadas.
Signif icado do teste: o sinal é posit ivo para neurite int ercostal quando
são apresentados sintomas dolorosos do mesmo lado da lateralização
torácica. Se a dor é sent ida do lado oposto à flexão lateral, suspeita-se
de inflamação da p leura ou miofascite intercostal.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 49

Doenças correlacionadas: neurite intercostal, miofascite intercostal


ou pleurite.
Avaliação cr it ica: esse sinal é muito eficiente para encontrar lesão cos-
tal. Por tratar-se de um teste ativo, o movimento pode ser limitado
pelo paciente devido à dor.
Observações relevantes: dor referida acima da margem da costela
pode ind icar espasmo do músculo intercostal ou fratura de alguma
costela inferior.
Teste de aproximação escapular passi va (T?-T2)

Figura 2.42 - Constatação de possível lesão expansiva


comprimindo as raízes raqu idianas.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

Sinonímia: adução escapular passiva.


l*****I
Conceito: utilizado para avaliar o comprometimento da raiz nervosa
T1 -T2.
Descr ição do teste: com o paciente em pé, sentado ou em decúbito
dorsal, o examinador empurra os o mbros dele para trás, aproximando
passivamente as escápulas.
Correlação fisiopatológica: quando as escápulas são aproximadas pas-
sivamente, as raízes nervosas de T1 e T2 sofrem tração induzida pelo
movimento, o que p rovoca sintomas dolorosos. A dor pode ainda ser
50 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

secundária à d istensão do músculo serrátil anterior ou à síndrome


escapulocostal.
Signif icado do teste: é considerado posit ivo quando o paciente refere
dor radicular na região escapular, o que sugere comprometimento da
raiz nervosa de T 1 ou T2.
Doenças correlac.ionadas: síndrome da compressão nervosa de T1 ou
T2 devido à osteoartrose com formação de osteófítos ou síndrome
escapulocostal.
Avaliação crítica: quando o teste é realizado em decúbito dorsal, o
paciente e o exam inador f icam em uma posição desconfortável, além
da força da gravidade ser um fator desfavorável.
Observações relevantes: nada d igno de nota.

ANQUILOSE TORÁCICA E DA ARTICULAÇÃO COSTOVERTEBRAL


Sinal de Amoss

Figura 2.43 - Avaliação de amplitude de movi-


mento e mobilidade da coluna vertebra l.

Sinonímia: não há registro.


Conceito: esse teste avalia espondilite ancilosante na coluna torácica,
na região toracolombar ou, ainda, síndrome do d isco intervertebral.
Descrição do teste: o paciente deita-se em decúbito lateral e o exami-
nador observa se a posição é confortável e se há relato de dor ou incô-
modo, instruindo-o a elevar-se para a posição sentada.
Correlação f isiopatológica: a falta de mobilidade e r igidez na coluna
toracolombar causa dor com o movimento devido à inflamação causa-
da pela espondilite ancilosante.
Signif icado do teste: o sinal é posit ivo caso o paciente relate dor loca-
lizada na região torácica ou lombar; sugere espondilite ancilosante,
entorse ligamentar grave ou doença do disco intervertebral.
Doenças correlacionadas: espondilite ancilosante, entorse ligamentar
grave ou síndrome do disco intervertebral.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 51

Avaliação critica: embora a dor nem sempre esteja presente durante a


aplicação do teste, cabe ao exam inador observar o grau de mobilidade
toracolombar do paciente e o tempo que ele demora para realizar os
movimentos solicitados.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de expansão torácica

Figura 2.44 - Constatação de possível lesão expan·


siva comprimindo as raízes raquidianas.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

1 <t·.c<f:r«t:r«t:r«t:r 1
Sinonímia: não há registro.
Conceito: esse teste pode ser utilizado para avaliar anci lose na coluna
vertebral.
Descrição do teste: o paciente pode estar em pé ou sentado. O exami-
nador coloca fita métrica ao redor do tórax do paciente (na a ltura dos
mamilos) e o orienta a expirar e inspirar profundamente, anotando as
medidas correspondentes. O exam inador, então, calcu la a d iferença
entre as medidas de inspiração e expiração.
Correlação fisiopatológica: a d iminu ição da expansão torácica ocorre
devido à rigidez causada pela espondilite ancilosante nas articulações
costovertebrais ou costotransversais.
Significado do teste: o teste é posit ivo para espondilite ancilosante
quando o resultado da d iferença das medidas for menor que 2, 5 cm
para homens e 1,9 cm para mulheres.
Doenças correlacionadas: espond ilite ancilosante, amplitude de
movimento d iminuída das articulações costovertebrais ou doença
respiratória.
52 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Avaliação crítica: as mensurações obtidas na expansão torácica indicam


o início de espondilite anci losante nas articulações costovertebrais ou
constotransversais. Muitas vezes, esse test e provoca resultado positivo
antes mesmo do paciente relatar sintomas dolorosos na coluna torácica.
Observações relevantes: fraturas na região também alteram a expan-
são torácica.

TESTES DA COLUNA LOMBAR

L1
Fora me
L2 Raízes nervosas

L3 Corpo vertebral

L4
Faceta articular
LS
Discos intervertebrais

Figura 2.45 -Vista lateral da coluna lombar.

QUADRO 2.3 - RELAÇÃO DE TESTES DA COLUNA LOMBAR


• Fratura lombar
- Teste de percussão da coluna lombar
• Lesão de raiz nervosa
- Sinal da corda de arco (nervo ciático)
- Teste de andar nos calcanhares e na ponta dos dedos
- Teste de e levação da perna estendida e Bragard (nervo ciático)
- Teste de elevação da perna estendida na posição sentada
- Teste do estiramento do nervo femoral (L1 a L3)
- Teste de inclinação e extensão do tro nco
- Teste de Kemp
- Teste de Milgram
- Teste de Nachlas (n ervo f emoral)
• Ancilose e instabilidade articular lombossacral
- Teste de Pheasant
- Teste de Schober
• Distensão ligamentar e muscular lombossacral
- Teste do cinto
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 53

AMPLITUDE DE MOVIMENTO DA COLUNA LOMBAR

Flexão: 90º
Múscu los ativados: eretores da coluna (contração excêntrica)
Tecidos alongados: eretores da coluna, ligamentos supra espinhal e in-
terespinhal, região posterior do d isco intervertebral e região posterior
da cápsula do processo articular.
Tecidos comprimidos: estruturas lombares anteriores, ligamento longi-
tudinal anterior, região anterior do d isco intervertebral, intestino e
artéria aorta.

Figura 2.46 - Flexão.

Extensão: 30º

Múscu los ativados: os eretores da coluna e mult ifidos (paravertebrais)


realizam contração concêntrica; reto e oblíquo do abdome realizam
contração excêntrica.
Tecidos alongados: reto do abdome, ligamento longitudinal anterior,
artéria aorta e oblíquo do abdome.
Tecidos comprimidos: eretores da coluna, ligamento supraespinhal, in-
terespinhal, região posterior do d isco intervertebral e região posterior
da cápsula do processo articular.
54 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Figura 2.47 - Extensão.

Flexão lateral: 30°


Músculos ativados: os eretores da coluna realizam contração excêntri-
ca contralateralmente ao movimento realizado; os paravertebrais e
quad rado lombar, ipsilateralmente à latera lização.
Tec.idos alongados: eretores da coluna, paravertebrais, q uadrado lom-
bar, d iscos intervertebrais e facetas articulares contralaterais.
Tec.idos comprimidos: eretores da coluna, paravertebrais, quadrado
lombar, disco intervertebral e facetas articu lares ipsilaterais.
Tec.idos comprimidos: conteúdo a bdominal.

Fig ura 2.48 - Lateralização.

Rotação: 30°
Músculos ativados: oblíq uo externo (contralateral) e oblíquo inter-
no (ipsilateral).
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 55

Tecidos alo ngados: oblíquo externo (ipsilateral) e oblíquo interno


(contralateral).

('

Figura 2.49 - Rotação.

A coluna lombar e sacra!, em conj unto, pode referir dor em d ife-


rentes regiões, incluindo a região baixa da coluna torácica, região
sacroil íaca, coxa, j oelho e perna. Dor loca lizada na região p lantar
pode ser sintoma secundário de doença lombar grave, como radiculo-
patia, câncer, infecção ou cauda equ ina. Portanto, é necessário exame
cuidadoso para realizar diagnóstico d iferencial. Paralelamente, o qua-
d ril, região sacro ilíaca e afecções da coluna torácica podem referir dor
à coluna lombar.

Figura 2.50 - Locais de dor referida da


coluna lombar.
56 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

FRATURA LOMBAR
Teste de percussão da coluna lombar

Figura 2.51 - Avaliação de fratura, disten·


são muscular e entorse ligamentar.

Escala de sensibil idade/confiabilidade


1 ?:i?:i?i?:i?:i 1
Sinonímia: teste da percussão no processo espinhoso lombar.
Conceito: avalia lesão óssea ou dos tecidos moles da coluna lombar.
Descrição do teste: com o paciente sentado ou em pé e a coluna
lombossacral flexionada, o examinador percute, com o martelo neu-
rológico, o processo espinhoso de cada vértebra e a musculatura pa-
ravertebral associada.
Correlação fisiopatológica: o loca l habitual de f raturas é na junção to-
racolombar (T 1O-L2), em adultos, ou na altura médio lombar na faixa
etária pediátrica. As linhas de fratura são encontradas pelo examina-
dor que, por interméd io da percussão com o martelo neurológico, faz
propagar o sintoma a partir do processo espinhoso, posteriormente
através da lâmina, pedículos e corpo vertebral anterior
Significado do teste: o teste é considerado posit ivo para fratura ou
entorse quando o paciente referir dor localizada; dor referida nos teci-
dos moles sugere d istensão muscular e pontos-gatilho miofasciais; dor
irradiada é indicativo de síndrome d iscai intervertebral.
Doenças correlacionadas: fratura por trauma ou deteriorização de
osso osteoporótico nas d iversas estruturas da coluna ou condições sis-
têmicas, como lesões intra-abdominais associadas à polit raumatismo.
Avaliação crítica: o teste é considerado inespecífico, pois outras condi-
ções podem manifestar o mesmo quad ro de sintomas.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 57

LESÃO DE RAIZ NERVOSA


Sinal da corda de arco (nervo ciático)

Figura 2.52 - Teste para sinais durais por au-


mento da tensão sobre as raízes raquidianas.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

Sinonímia: teste de Cram ou sina l da pressão poplítea.


l*****I
Conceito: teste utilizado para avaliar sinal durai por compressão da
raiz nervosa lombar.
Descr ição do teste: com o paciente em decúbito dorsal, o exam inador
se senta à beira da maca, apoia a perna dele em seu ombro até o pon-
to em que começa a dor e, em seguida, f lexiona levemente o joelho
até que haj a alívio. Mantendo a posição do j oelho, o quadril é f lexio-
nado um pouco mais, até um ponto imediatamente antes de iniciar a
dor. O examinador exerce pressão nos músculos posteriores da coxa ou
no nervo t ibial posterior a partir da fossa poplítea.
Correlação fisiopatológica: os movimentos de f lexão, extensão, f lexão
lateral e rotação da coluna lombar realizados pelo exam inador durante
o teste colocam em tensão várias estruturas - as raízes nervosas da
região lombar, estruturas sacroilíacas, articu lação do quadril, facetas
vertebrais, músculos isquiossurais e elementos fascia is. Em casos de aco-
metimento ou irritabilidade de qualquer das estruturas, haverá repro-
dução dos sintomas.
Significado do teste: se os sintomas se reproduzirem, o teste é conside-
rado posit ivo para irritação das raízes nervosas raquid ianas lombares.
Doença.s correlacionadas: fratura de Pars intra-articular, alterações
na reg ião lombossacra l, neurite ciática, retesamento muscular para-
vertebra l e/ou isquiotibiais, tumores da medula espinhal e lesões de
d isco intervertebral.
58 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Avaliação crítica: esse teste coloca em tensão várias estruturas que


podem ser fonte dos sintomas ou inf luenciá-los, portanto, devem ser
avaliadas adequadamente para determinar qual é a estrutura real-
mente acometida.
Observações relevantes: esse teste é uma modificação do teste de ele-
vação da perna estendida.
Teste do andar nos calcanhares e na ponta dos dedos

Figura 2.53 - Constatação de deficiência moto ra das


inervações de LS (pé caído) e 51 (calcanhar caíd o).
Escala de sensibil idade/confiabilidade

1-trfrAA*I
Sinonímia: teste de marcha sobre o calcanhar e na ponta dos pés.
Conceito: avalia e identif ica a deficiência neurológica com déficit mo-
tor da raiz de L4-LS e/ou LS-S1 .
Descrição do teste: o paciente é instruído a se afastar do examinador
andando sobre os dedos (flexão plantar) e voltar andando sobre os
calcanhares (dorsiflexão).
Correlação f i.siopatológica: os músculos da panturrilha atuam na flexão
plantar e dorsif lexão dos tornozelos durante a fase de balanço da mar-
cha e são supridos pelo nervo t ibial (face anterior) e pelo nervo f ibular
(face posterior), podendo sofrer lesões neurológicas, musculares e ana-
tômicas. A incapacidade de andar sobre os dedos dos pés ou sobre os
calcanhares sugere d isfunção radicular e/ou fraqueza muscular.
Signif icado do teste: a incapacidade de andar sobre os dedos dos pés
indica d isfunção da raiz de S1(queda do calcanhar) e a inabilidade de
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 59

andar sobre os calcanhares, raiz de LS (pé caído). O sinal posit ivo para
fraqueza muscular acontece na incapacidade do paciente de andar so-
bre os dedos ou se o calcanhar cair enquanto ele estiver andando. Os
contornos musculares demonstram atrofia ou h ipertrofia.
Doenças correlacionadas: compressão nervosa, lesão do neurônio mo-
tor inferio r e superior, doença muscular, lesões dorsiflexoras, lesões
nervosas periféricas, acidente vascular cerebral, neuropatias, toxicida-
de para drogas, diabetes, doença de Charcot e síndrome compartimen-
tai (anterior/posterior).
Avaliação crítica: andar sobre os calcanhares é considerado um teste
de t riagem para avaliar algumas doenças muscu lares e neurais que en-
fraquecem a dorsif lexão dos tornozelos e dedos.
Observações relevantes: o d iagnóstico d iferencial deve excluir a rup-
tura do tendão de Aquiles, pois a lesão torna impossível andar na pon-
ta dos pés.
Teste de elevação da perna estendida e Bragard (nervo ciático)
90'

Figura 2.54 - Teste para sinais durais por aumen-


to da tensão sobre as raízes raquid ianas.

Escala de sensibi lidade/confiabilidade

l*****I
Sinonímia: teste de Laségue.
Conceito: teste p rovocativo ou sensibilizador do tecido nervoso e en-
curtamento dos músculos iliosurais.
Descr ição do teste: com o paciente na maca, em decúbito dorsal e
membros relaxados, o examinador levanta passivamente o membro a
ser testado, com o joelho em extensão total. Na manifestação de dor,
o membro é abaixado lentamente até o alívio da dor.
60 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Correlação fisiopatológica: o t este visa colocar em estresse o nervo


isquiático, raízes nervosas lombossacrais e a dura-máter, para determinar
qual estrutura está comprometida. A reprodução dos sintomas nos d ife-
rentes graus durante a elevação do membro denota o local lesionado.
Signif icado do teste: para testar os músculos iliosurais o examinador se
atenta a verificar o grau de resistência oferecido pela musculatura pos-
t erior da coxa.

• Sintomas entre O e 35º sugerem comprometimento ext radural;


• Sintomas entre 35 e 70º indicam envolvimento do d isco interverte-
bral, lesão da raiz do nervo entre L4 - 51 ou encarcerament o do mús-
culo piriforme;
• Sintomas acima dos 70º implicam lesão sacroilíaca e/ou lombar.

Doenças correlacionada.s: f ratura de Pars intra-articular, alterações


lombossacrais, neurite ciática, retesamento muscu lar paravertebral
e/ou isquiossural, tumores da medu la espinhal, lesões do disco inter-
vertebral e apendicite.
Avaliação crítica: o diagnóstico de lesão do isqu iático secundária à hér-
nia de d isco deve obedecer aos seguintes critérios:

• Avaliação funcional da elevação da perna estendida e possível detec-


ção de contratura dos músculos iliosurais;
• Sintoma de rad iculopat ia até ou além dos joelhos;
• Redução da força motora em 50%;
• Dois dos quatro sinais neurológicos (atrofia, fraqueza muscu lar, alte-
ração sensorial e d iminuição de reflexo muscular).

Observações relevantes: para diagnóstico d iferencial deve-se ter em


mente que esse teste também pode intensificar a dor visceral, como a
causada pela apendicite.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 61

Teste de elevação da perna estendida na posição sentada

Figura 2.55 - Teste para sinais durais por au-


mento da tensão sobre as ra ízes raquid ianas.
Escala de sensibi lidade/confiabilidade

l*****I
Sinonímia: teste da queda.
Conceito: teste para sina l durai por aumento da tensão sobre as raí-
zes raquid ianas.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador o orienta a
se inclinar para a frente, em seguida estende o joelho dele e aplica leve
pressão nos ombros e tronco para aumentar a flexão da coluna lombar.
Correlação fisiopatológica: o teste objetiva aplicar estresse no trato
neuromeníngeo através da aplicação de estresse nos tecidos nervosos,
movendo-os em d ireção ao joelho
Significado do teste: dor na região lombrossacral indica entorse ou
tensão local; radiculopatia abaixo do joelho indica comprometimento
da raiz do nervo isquiático, provocado por hérnia d iscai, lesão ocupan-
te de espaço ou osteófito; desconforto ou dor na área de T8-T9, atrás
do joelho estendido e nos músculos posteriores da coxa não caracteri-
zam teste posit ivo e ocorrem em 50% dos pacientes normais.
Doenças correlacionadas: fratura de Pars intra-articu lar, alterações lom-
bossacrais, neurite ciática, retesamento muscular paravertebral e/ou is-
quiossural, tumores da medula espinhal e lesões de d isco intervertebral.
Avaliação crítica: o teste coloca em estresse outros tecidos, portanto, é
necessária ava liação cuidadosa. Em pacientes hipermóveis é preciso
maior flexão do quadril.
62 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Observações relevantes: para aumentar a pressão radicular o exami-


nador pode instru ir o paciente a reali zar p ressão intra-abdominal
(teste de Valsalva), além de estender e dorsiflexionar os dedos dos pés
e tornozelo.
Teste do estiramento do nervo femoral (L 1 a L3)

Figura 2.56 - Teste para avaliar a tensão sobre


o nervo femoral e raízes nervosas de l2 a L4,

Escala de sensibilidade/confiabilidade

l irirAA* I
Sinonímia: distração do nervo femoral.
Conceito: utilizado para identif icar irritação do nervo ou raiz femoral.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito lateral e com o lado
afetado para cima, o examinador f lexiona o j oelho dele, sustenta a
coxa acima do joelho e, em seguida, estabiliza a pelve enquanto esten-
de o quadril a 15', propiciando a tração adicional do nervo femoral.
Correlação físiopatológica: o movimento de extensão do quadril e fle-
xão do joelho produz pressão com estiramento do nervo femoral e raí-
zes nervosas de L2, L3 e L4, que, em casos de comprometimento
nervoso, reproduz dor irradiada para a região anteromedial da coxa
(L3) e no meio da tíbia (L4). Em casos de sintoma contralateral é suges-
t ivo de irritação nervosa no lado oposto e conhecido como teste de
distensão femoral cruzado.
Significado do teste: o teste é considerado posit ivo para irritação do
nervo femoral quando a dor for exacerbada nas costas ou na distribui-
ção do nervo femoral.
Doenças correlac.ionada.s: a lesão do nervo femoral pode ter várias loca-
lizações ou causas, incluindo lesões intrapélvicas e na região inguinal;
amiotrofia d iabética é a causa mai.s comum de neuropatia do nervo
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 63

femoral; entre os traumas, cita-se o que ocorre no triângulo f emoral


(lesando a artéria femoral), f raturas da pelve e hiperextensão aguda da
coxa (que também podem causar lesão isolada do nervo femoral).
Avaliação crrt.ica: esse t este é parecido com o teste de Ober, de modo
que o examinador deve diferenciar as condições. Se a faixa do iliot ib ial
estiver contraída, o membro inferior t estado não sofre adução, per ma-
necendo em posição elevada em relação à maca, enquant o o t endão
que passa sobre o trocanter maior mant ém a coxa abduzida. Na d isfun-
ção do nervo f emoral a dor referida na região anterior da coxa tende a
ser mais forte.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de inclinação e extensão do tronco

Figura 2.57 - Test e para sinais d u·


rais por aumento da tensão sobre
as raízes raquidianas.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade


11.r1.r1.r1.r1.r 1
64 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Figura 2.58 - Test e para sinais durais por au-


mento da tensão sobre as raízes raquidianas.

Escala de sensibil idade/confiabilidade

l icAAAAI
Sinonímia: teste de movimento repetido de McKenzie.
Conceito: a repetição das inclinações é útil para estabelecer a d iferença
entre a alteração d iscai e a disfunção mecânica das estruturas vertebrais.
Descrição do teste: o indicado é que estes movimentos sej am reali-
zados 1O vezes (cada um).
Inclinação: o paciente se mantém em posição ortostática, com os pés
separados cerca de 30 cm. O examinador o orienta a deslizar suas mãos
pela face anterior das pernas, tentando tocar a ponta dos pés ou até
onde for tolerável e, em segu ida, retornar à posição original.
Extensão: o paciente se mantém em posição ortostática, com os pés se-
parados cerca de 30 cm e, em seguida, estende o t ronco e retorna à po-
sição original.
Correlação fisiopatológica: durante a flexão do tronco são estressadas
as seguintes estruturas - os músculos eretores da coluna, ligamentos
supraespinhais e interespinhais, d isco intervertebral na parte posterior,
facetas e cápsulas articulares. Em pacientes sem problemas d iscais a
f lexão anterior repetida é realizada sem dor, mas em pacientes com
comprometimento discai a maior parte do movimento é realizada no
quad ril, acompanhado pela f lexão dos j oelhos e até mesmo suporte
das mãos nas coxas, com aumento dos sintomas radiculares.
Durante a extensão do tronco são estressada.s a.s seguintes estruturas:
reto abdominal, ligamento longitudinal anterior, aorta e abdominal
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 65

oblíquo. A dor referida durante a repetição deste movimento, em geral,


está relacionada a alterações facetárias.
Significado do teste: a ausência de dor durante o teste indica que a
dor percebida em outras oportunidades é resultado de síndrome pos-
tural; a dor percebida no fím do movimento e que não pio ra progres-
sivamente com a repetição além de ser aliviada com o retorno à
posição orig inal é ind icativo de d isfunção articular ou dos tecidos mo-
les. Se o paciente referir piora p rogressiva dos sintomas, especialmente
com os movimentos repetidos de inclinação e irradiação periférica,
atente para alteração discai.
Doenças correlacionadas: artropatia, d isfunção articu lar facetária, dos
tecidos moles, síndrome postural, hérnia de disco, instabilidade verte-
bral, fratura, espondilolistese, degeneração ou fratura do corpo ver-
tebral, estenose do canal vertebral, além de d istúrbios neurológicos e
sistêmicos que podem referir dor na coluna.
Avaliação crftíca: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de Kemp

Figura 2.59 - Posiç.ão inicial. intermed iária e


final do teste para compressão da raiz de LS.

Escala de sensibi lidade/conf iabilidade

l* ~ * I
66 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Sinonímia: não há registro, embora haja um teste similar com o nome de


teste do quadrante.
Conceito: avalia compressão intervertebral da raiz nervosa, distensão
muscular, entorse ligamentar ou inflamação periescapsular.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se posiciona
atrás dele, segura em torno dos ombros e do tórax do paciente e o
instrui a se inclinar para frente, afastando-se do lado afetado. A seguir,
o examinador roda ativamente o tronco do paciente a partir da posi-
ção original e circunda o t ronco para o lado afetado.
Correlação f isiopatológica: os movimentos executados durante o teste
mimetizam o prolapso d isca 1, que, na flexão do tronco, achata os d is-
cos anteriormente e abre espaço intervertebral posteriormente; na
segunda fase, a força de compressão axial é aumentada, esmagando
o disco inteiro e impulsionando o núcleo posteriormente até atingir o
ligamento longitudinal posterior; por últ imo, quando o tronco está se
aproximando da posição orig inal, o caminho tomado pela massa her-
niada é fechado pela pressão dos platôs vertebrais e a hérnia é aprisio-
nada embaixo do ligamento longitudinal posterior.
Signif icado do teste: o sinal é posit ivo para radiculopatia se a compres-
são nervosa causar dor ou agravar um padrão radicular. A dor localiza-
da nas costas em qualquer ponto do movimento executado é sugestiva
de d istensão ou entorse
Doenças correlacionadas: artropatia degenerativa, exostoses, resíduos in-
f lamatórios ou fibróticos, estreitamento por degeneração d iscai e tumores.
Avaliação critica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de Milgram

Figura 2.60 - lntensific.a pressão intratec.a l.

Escala de sensibil idade/confiabilidade

l trtrAAtr l
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 67

Sinonímia: não há registro.


Conceito: o teste é utilizado para determinar o efeito da pressão intra-
tecal. Quando posit ivo, sugere protrusão d iscai ou tumor, inclusive das
meninges.
Descr ição do teste: com o paciente em decúbito dorsal, o exam inador
o orienta a erguer simultaneamente os membros inferiores, afastan-
do-os da maca entre 5 e 10 cm e mantendo a ú ltima posição durante
30 segundos.
Correlação fisiopatológica: em casos de lesões que ocupam espaço, o
paciente não será capaz de manter as pernas estendidas durante os
30 segundos sem dor lombar. A presença de dor é ind icativo de lesão
dentro ou fora do canal vertebral ou protrusão d iscai.
Significado do teste: o teste é posit ivo quando o paciente refere dor
na coluna ou irradiação nervosa para o membro inferior, ou quando
não consegue manter os membros elevados durante os 30 segundos.
Doenças correlacionada.s: trauma, tumores, infecções, doenças do en-
velhecimento e doenças imunes que afetam a coluna e/ou os nervos
espinhais, além de doenças dos sistemas urogenital, gastrintestinal,
vascular, endócrino e nervoso, que podem referir dor na coluna.
Avaliação crítica: o examinador deve estar atento, pois músculos abdo-
minais, quando enfraquecidos, impedem a elevação das pernas, favo-
recendo a interpretação de um teste falso posit ivo.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de Nach /as (nervo femoral)

•····· ..... ···.

Figu ra 2.61 - Test e de estresse do


nervo femoral.

Escala de sensibi lidade/conf iabilidade

1 ?:i?:i?:i?:i?:i 1
68 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Sinonímia: teste de f lexão do joelho em decúbito ventral.


Conceito: em geral, esse teste é utilizado para identif icar encurtamen-
to do músculo reto f emoral o u lesão articular lombar superior, da raiz
nervosa espinhal ou da articulação sacroilíaca.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito ventral, o examinador
se posiciona contralateralmente ao membro a ser t estado e aproxima
o calcanhar da nádega do mesmo lado.
Correlação fisiopatológica: a f lexão da perna até a pelve estira o músculo
quadríceps e o nervo femoral, podendo reproduzir sintomas radiculares
(L2-L4) em casos de lesão intradural. Pacientes com cont ratura do qua-
dríceps podem apresentar diminuição da amplitude de movimento.
Signif icado do teste: dor na região sacroilíaca, lombar e joelho indica
entorse ligamentar; na região do quadríceps, estirament o muscular;
dor irradiada sugere compressão do nervo femoral.
Doenças correlacionad a.s: d isfunção na articulação sacroilíaca, com-
pressão nervosa de L2-L4, alteração miofascial (músculos retofemoral,
iliopsoas, piriforme e glúteo médio), escoliose e osteoartrite, que po-
dem inclusive t razer desigualdade de compriment o no membro infe-
rior. Entre as doenças inflamatórias estão a síndrome de Reiter e a
doença inflamatória intestinal.
Observações relevantes: nada d igno de nota.

ANCILOSE E INSTABILIDADE ARTICULAR LOMBOSSACRAL


Teste de Pheasant

Figura 2.62 - Avaliação de instabilidade


segmentar da colu na lombar.
Escala de sensibil idade/confiabilidade

1-tr-tr~ I
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 69

Sinonímia: teste do faisão e teste da h iperextensão.


Conceito: identifica instabil idade da coluna lombar e inflamação das
raízes de L3 e L4.
Descr ição do teste: com o paciente em decúbito ventral, o examinador,
com uma das mãos, f lexiona totalmente ambos os joelhos do paciente
e, na sequência, com a outra mão, aplica cuidadosamente pressão de
hiperextensão na coluna lombar.
Correlação fisiopatológica: a presença de lesão d iscai no canal verte-
bral resulta em compressão dos elementos neurais (estenose relativa),
desencadeando dor no membro inferior quando é realizada a hiperex-
tensão da coluna.
Significado do teste: considerado positivo para instabil idade lombar
quando, durante o teste, a dor é reproduzida nas costas ou nas pernas.
Doenças correlacionada.s: espondilolistese (traumática, congênita, íst-
mica e degenerativa), estenose do canal vertebral, lombalgia, fratura
de Pars interarticularis, doença óssea metabólica e neoplasia.
Avaliação cr ftíca: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de Schober

Figura 2.63 - Teste funcional


da coluna lombar.
70 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Sinonímia: não há registro.


Conceito: avalia o movimento de f lexão que ocorre na coluna lombar.
Descrição do teste: com o paciente em pé e braços estendidos ao longo
do corpo, o examinador marca os pontos 0,5 cm abaixo e 1Ocm acima do
n ível 52 (covinhas da pele). Após a anotação da d istância entre eles, o
paciente é orientado a f lexionar a coluna e a d istância entre os pontos
de referência é medida novamente. A diferença entre as duas marca-
ções quantifica a f lexão lombar.
Correlação fisiopatológica: a f lexão do t ronco durante o teste tem por
o bjetivo verif icar se há diminuição patológica da amplitude de movi-
mento lombar.
Significado do teste: se a d iferença entre os pontos de referência du-
rante a f lexão for menor que 5 cm é indicativo de contratura muscular,
anomalia congênita ou fusão segmentar (espondilite anci losante).
Doenças correlac.ionadas: espondilite ancilo sante, lombalgias, altera-
ções no nervo ciático, lesão na articulação sacroilíaca, alterações d iscais
lombossacrais degenerativas e espondilolistese.
Avaliação crítica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: o movimento de flexão normal da coluna
lombossacral é de 10 cm.
DISTENSÃO LIGAMENTAR E MUSCULAR LOMBOSSACRAL
Teste do cinto

Figura 2.64 - Diagnóstico d iferencial ent re


comprometimento lombar e sacroi líaco.

Escala de sensibilidade/confiabilidade
1 ?i?i?i?:i?:i 1
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 71

Sinonímia: teste de flexão apoiada para frente e teste de Adam su-


portado.
Conceito: esse teste é usado para diferenciar alterações da coluna lom-
bar das alterações da articulação sacroilíaca.
Descrição do teste: com o paciente em pé, o examinador o orienta
a flexionar o tronco mantendo os joelhos retos. Ao repetir o teste, o
examinador apoia os ílios com suas mãos e, simultaneamente, o sacro
do paciente com seu quadril, impedindo a movimentação da arti-
culação sacroilíaca.
Correlação fisiopatológica: a imobilização sacro ilíaca rea lizada pelo
exam inador promove um travamento automático da pelve e relaxa-
mento dos músculos adutores, piriforme, ligamentos adjacentes e fás-
cia toracolombar, inibindo a dor articular. Em casos de comprome-
t imento da articulação, o teste produzirá dor quando os ílios não
estiverem imobilizados.
Signíficado do teste: se a lesão é de natureza pélvica, a flexão da colu-
na com a articulação sacroilíaca imobilizada não agravará o desconfor-
to; se a natureza da lesão for lombar, a dor será exacerbada em ambas
as instâncias.
Doenças correlacionadas: síndrome da faceta lombar, espondiloartro-
patias, sacroileíte inflamatória, osteófitos periarticulares, sarcoidose, hi-
perparatireodi.smo, doença de Paget. o.steomalácia, acromegalia, le.sões
metastáticas associadas a câncer de pulmão, mama, rim, próstata, infec-
ções, fraturas por doenças osteoporóticas e osteíte condensante do ílio.
Avaliação crítica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Testes da coluna sacra/

Figura 2.65 - Vista post erior das estrutu-


ras da articulação sacroil íaca.

QUADRO 2.4 - RELAÇÃO DE TESTES DA ARTICULAÇÃO SACRAL


• Distensão ligament ar e muscular sacral
- Teste da dupla elevação das pernas
- Teste de Yeoman
72 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

A extrusão discai normalmente conduz à síndrome de compressão de


raiz nervosa com dor radicular. A dor no sacro e no membro inf erior é,
mu itas vezes, agravada pela tosse, espirro e força para evacuar ou sim-
plesmente andar. A mobilidade da coluna vertebral é intensamente li-
mitada pela dor e há grande tensão na musculatura lombar. Os sintomas
de déficits motores, sensoriais e o comprometimento dos reflexos ten-
díneos são adicionais à compressão da raiz nervosa. Muitas vezes, a raiz
do nervo afetado pode ser identif icada pela descrição de parestesia
com irradiação no dermátomo correspondente. A extrusão discai de L4
e LS é mais comum do que a de L3, ao passo que as extrusões de disco
envolvendo L1 e L2 são raras.
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Figura 2.66 - A radiculopat ia se manifesta no
dermátomo da raiz do nervo afetado.

DISTENSÃO LIGAMENTAR E MUSCULAR SACRAL


Teste da dupla elevação das pernas

Figura 2. 67 - Posição inicial e final do test e para sinais durais.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

l irirAA*I
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 73

Sinonímia: teste da elevação bilateral das pernas retas.


Conceito: avalia o comprometimento da articu lação lombossacral.
Descrição do teste: com o paciente deitado em decúbito dorsal e com
as pernas estendidas, o examinador realiza passivamente a elevação da
perna reta em cada uma das extremidades inferiores, anotando o grau
do ângulo em que houve reprodução dos sintomas. Na sequência, o
examinador eleva ambos os membros inferiores juntos.
Correlação fisiopatológica: a arquitetura óssea e os elementos liga-
mentares constituem os componentes estruturais da coluna vertebral;
músculos e tendões, os elementos d inâmicos. As condições de lesão
d iscai ou entorse alteram essas estruturas trazendo instabilidade verte-
bral e descontrole postural (proprioceptores), impossibilitando o movi-
mento da dupla elevação das pernas devido à dor lombossacral.
Significado do teste: se a dor for reproduzida em um ângulo anterior
em relação ao formado quando da elevação de cada membro isolada-
mente, o teste é considerado posit ivo para d isfunção lombossacral.
Doenças correlacionadas: entre as deformidades estruturais preexisten-
tes estão a escoliose, espondiló lise ou fusão espinhal, que podem pre-
d ispor à lesão na medu la espinhal. Entre as desordens musculares estão
a síndrome do quadrado lombar e do glúteo máximo e/ou mínimo; nos
casos de distensão lombar crônica, os músculos eretores da coluna e o
piriforme são os mais citados. As alterações do quadril e doenças visce-
rais também podem referir dor lombossacral.
Avaliação crítica: teste específico para comprometimento da ar-
t iculação lombossacral.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de Yeoman

Figura 2.68 - Diagnóstico diferencial ent re


compromet imento lombar e sacroilíaco.
Escala de sensibi lidade/confiabilidade

l'tI'tI'tI'tI'tII
74 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Sinonímia: não há registro.


Conceito: destina-se a avaliar alterações dos ligamentos sacroilíacos
anteriores.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito ventral, o examinador
segura a parte inferior da perna dele e flexiona passivamente o joelho
em 90•. Em seguida, hiperestende o quadril do membro afetado levan-
tando a coxa da maca enquanto mantém pressão sobre a articulação
sacroilíaca. Por último, estende o quadril.
Correlação fisiopatológica: na primeira parte desse teste o examinador
tensiona as estruturas posteriores da articulação sacroilíaca e, em segui-
da, coloca em estresse as porções anteriores (principalmente os liga-
mentos sacroilíacos anteriores), procurando a reprodução dos sintomas
referidos pelo paciente.
Signif icado do teste: dor no lado ipsilateral testado indica entorse dos
ligamentos anteriores da coxa (iliofemoral ou isquiofemoral); dor na
coluna lombar sugere processos patológicos no local; parestesia ante-
r ior da coxa pode indicar estiramento do nervo femoral.
Doenças correlac.ionadas: espond iloartropatias soronegativas (espon-
d ilite ancilosante, artrite psoriática e reativa), doenças inflamatórias
(enterite e colite ulcerativa), osteíte condensante do ílio, fraturas Mal-
gaigne, além de alterações mioarticulares regionais (iliopsoas, reto femo-
ral, piriforme, glúteo médio), d iscopatia, síndrome da faceta lombar e
doença degenerativa do quadril (artrose).
Avaliação c.r ftica: durante a realização do teste vários tecidos são es-
t ressados e podem reproduzir sintomas, gerando um falso posit ivo.
Observações relevantes: nada d igno de nota.

TESTES DA ARTICULAÇÃO SACROILÍACA

Fig ura 2.69 - Vista post erio r


da articulação sacroilíaca.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 75

QUADRO 2.5 - RELAÇÃO DE TESTES DA ARTICULAÇÃO SACROILÍACA


• Mobilidade articular
- Test e da compressão ilíaca
- Test e de Gaenslen
- Test e de Hi bbs
- Test e de Lagu erre
• Anci lose e instabilidade articular
- Test e de sen tar (PVAS)

AM PLITUDE DE M OVIMENTO ARTICULAR

Flexão/extensão: Oa 1o•
Rotação medial e lateral: Oa 1o•
A restrição de movimento ou a instabilidade da articulação sacroilia-
ca podem ser causadas por t rauma secundário, luxação ou fratura pél-
vica. No entanto, podem também se desenvolver como resu ltado
operaciona l de cargas assimétricas na pelve ou por outras razões. A
dor radicular irradia posteriormente do dermátomo S1 até o j oelho,
ocasionalmente produz sintomas semelhantes ao comprometimento
do nervo ciático e, muitas vezes, o paciente refere dor na região infe-
rior do abdome e na virilha devido à tensão no músculo iliopsoas. Os
sintomas de disfunção na articu lação sacroiliaca geralmente são de
sensibilidade local e parassacral durante a palpação.

Posição neutra do sacro

O sacro se move O sacro se move


anterior e posterio r e
posterio rmente (AS) inferiorment e (PI)

Figura 2.70 - Posições do sacro


AS, neutra e PI.
76 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

MOBILIDADE ARTICULAR
Teste da compressão illaca

Figura 2.71 - Diagnóstico diferencial entre


comprometimento lombar e sacroilíaco.

Escala de sensibil idade/confiabilidade

1-trAAAA I
Sinonímia: sinal de Erichsen.
Conceito: avalia se os sintomas são provenientes da região sacroiliaca
ou da articulação do quadril.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito ventral, o examinador,
com suas mãos bilateralmente sobre o dorso do ílio (espinha ilíaca pos-
terior superior e inferior), aplica pressão de alta velocidade e baixa
amplitude em d ireção à linha média.
Correlação f isiopatológica: o vetor associado à propulsão adotada du-
rante a manobra produz um movimento de esforço conjunto na ar-
t iculação sacroiliaca, provocando cisalhamento do sacro sobre o ílio,
desvio rotacional das articulações sacroilíacas e dor em casos de altera-
ção articular local.
Significado do teste: a dor está presente em casos de doença na arti-
culação sacroilíaca, mas ausente em alterações da articulação do quadril.
Doenças correlacionadas: contusões, periostite, fratura de avulsão, discre-
pância no comprimento das pernas, escoliose, subluxação sacroiliaca
ou da articulação do quadril, além de ancilose e artrite são as condições
mais frequentes nessa região anatômica .
Avaliação critica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: a subluxação e irritação sacroilíaca intra-ar-
t icular promovem espasmo reflexo nos músculos p iriforme e no nervo
ciático, produzindo sintomas de neurite ciática.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 77

Teste de Gaenslen

Figura 2.72 -Avaliação de entorse


ligamentar da região sacroilíaca.

Escala de sensibi lidade/conf iabi lidade

Sinonímia: não há registro.


1 ***** 1

Conceito: o teste avalia lesão da articulação sacroilíaca ipsilateral,


doenças do quadril ou lesão da raiz nervosa de L4.
Descrição do teste: o paciente está em decúbito dorsal, com o lado a
ser testado próximo à borda da maca de forma que sua coxa pende
para f ora da maca, enquanto a outra coxa permanece f lexionada pró-
ximo à face anterio r do tórax.
Correlação fisiopatológica: a extensão da perna produz movimento ar-
t icular e tensiona os ligamentos anteriores no lado da extensão da coxa,
causando dor em casos de lesão inflamatória na articulação, na virilha e
na região posterior da coxa do lado ipsilateral. As doenças do quadril ou
lesão da raiz do nervo também podem reproduzir seus sintomas.
Significado do teste: reprodução da dor na articu lação sacroilíaca ou
na coxa anterior é sugestivo de lesão local (entorse ligamentar ou ins-
tabilidade). A dor também pode ser causada por doenças do quadril
ou lesão da raiz do nervo ipsilateral. Se a coxa não afetada se elevar
durante o teste é indicativo de contratura do músculo iliopsoas.
Doenças correlacionadas: os transtornos mais frequentes que ocorrem
na articulação sacroilíaca são consequência de entorse, trauma, sublu-
xação e osteíte condensante do ílio.
Avaliação critica: a dor sacroilíaca pode ser referida em cinco áreas prin-
cipais - virilha e quadril ipsilateral, face posterior da coxa, região me-
d ial do joelho (epífise f emoral) e na região da perna (menos comum).
Observações relevantes: nada d igno de nota.
78 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

Teste de Hibbs

Figura 2.73 - Constatação de sintoma radicu lar e


mecânico da reg ião lombar. sacroilíaca e quadril.
Escala de sensibil idade/confiabilidade
117~1
Sinonímia: não há registro.
Conceito: esse teste avalia alterações mecânicas da articulação
sacroilíaca.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal, o examinador
estabiliza o lado não afetado da pelve com uma mão e com a outra se-
gura o tornozelo da perna afetada e f lexiona o j oelho a 90' sem elevar
a coxa da maca. Em seguida, partindo dessa posição, o examinador em-
purra lenta e lateralmente a perna do paciente, provocando forte rota-
ção med ial da cabeça femoral. O teste deve ser realizado bilateralmente.
Correlação f isiopatológica: quando a coxa do paciente é abduzida e gi-
rada lateralmente, a cabeça do fêmur é forçada contra a porção anterior
da cápsula da articulação do quadril e, em casos de dor local, a tendên-
cia é excluir lesão lombossacral, indicando a articulação do quadril como
sede da lesão. Outros sintomas referidos determinarão se a dor é de
origem radicular ou espasmo muscular (iliopsoas ou piriforme).
Significado do teste: se a dor for reproduzida na reg ião sacroilíaca é
indicativo de lesão local; se o paciente referir reprodução dos sintomas
no quadril é indicativo de tensão/entorse ou artrite; se a dor for radi-
cular é sugestivo de espasmo do músculo p iriforme ou compressão do
nervo ciático.
Doenças correlacionadas: pa raplegia de Pott, espond iloartropatias,
genética, lombalgias, alterações gerais do quadril, do músculo iliopsoas
ou piriforme.
Avaliação crítica: o examinador deve estar atento aos casos em que o
paciente apresenta história associada de alterações do joelho. O movi-
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 79

mento rotacional medial do fêmur colocará sob estresse o ligamento


colateral medial e provocará alongamento do músculo pi ri forme, que,
por sua vez, comprimirá o nervo ciático, que potencialmente pode cau-
sar sintomas radiculares.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de Laguerre

Figura 2.74 - Diagnóstico d iferencial entre


alterações na região sacro ilíaca e quadril.

Escala de sensibi lidade/conf iabilidade

Sinonímia: sinal de Laguere.


l*****I
Conceito: avalia se a origem da dor provém da articu lação sacroilíaca
ou do quadril.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal, o examina-
dor se coloca ao lado do quadril comprometido e reali za os movi-
mentos de f lexão, abdução e rotação lateral da perna afetada do
paciente, aplicando sobrepressão ao térm ino da amplitude de movi-
mento. A espinha ilíaca anterossuperior da perna oposta recebe
pressão descendente.
Correlação fisiopatológica: a manobra realizada pelo exam inador mo-
vimenta a cabeça femoral na parte anterior da cápsula articular do
quadril e pode reproduzir sintomas de doenças degenerativas da ar-
t iculação do quadril, sacroilíaca e dos músculos que são colocados sob
estresse durante o teste.
Significado do teste: o relato de dor na articulação sacroilíaca é consi-
derado teste posit ivo para lesão local (displasia, entorse ligamentar,
80 TESTES DA COLUNA VERTEBRAL

instabi lidade articular e sacroileíte). Dor na região do quadril sugere


quadro articu lar degenerativo (artrite, entorse ligamentar ou infecção),
ou ainda, contratura do músculo iliopsoas.
Doenças correlacionadas: os transtornos mais frequentes que ocorrem
na articu lação sacroilíaca são consequência de entorse, trauma, sublu-
xação e osteíte condensante do ílio.
Avaliação crítica: o examinador deve estar atento para não se confundir
com sinais que indiquem alterações no quadril.
Observações relevantes: esse teste é o mesmo que o de Patrick Fabere,
só que realizado no ar.
ANCILOSE E INSTAB ILIDADE ARTICULAR

Teste de sentar (PI/AS)

~-.

Figura 2.75 - Avaliação funcion al da ar·


ticulação sacroil iaca.
Escala de sensibil idade/confiabilidade

I ***** 1

Sinonímia: sinal de Piedallu.


Conceito: o teste avalia restrição sacroilíaca, comparando os níveis das
espinhas ilíacas posterossuperior e o tubérculo de 52 na posição senta-
da, com inclinação anterior do tronco.
Descrição do teste: com o paciente sentado sobre a maca, o examina-
dor localiza e compara os níveis das EIPS esquerda e d ireita, uma em
relação à outra. Posteriormente, compara cada uma das EIPS com o ní-
vel do tubérculo 52 e orienta o paciente a incl inar o tronco, flexionando
os quadris e o tronco. A relação proporcional dos pontos de referência
é comparada novamente.
TESTES DA COLUNA VERTEBRAL 81

Correlação fisiopatológica: os movimentos realizados durante essa ma-


nobra tentam reproduzir o movimento de báscula, realizado pelo sacro
em torno no ílio, através do eixo transversal denominado nutação. Em
pacientes cuj o movimento da articulação sacroilíaca é normal, durante
a incl inação do tronco, o nível entre as espinhas ilíacas será normal. O
movimento superior prematuro b ilateral pode ser consequência de en-
curtamento b ilateral dos tendões.
Significado do teste: o resultado é posit ivo para disfunção sacroilíaca
com o achado das EIPS desiguais e anormalidade no movimento de
torção durante a f lexão.
Doenças correlac.ionadas: artropatias soronegativas (espondilite anci-
losante, síndrome de Reitere artrite psoriática), infecção tuberculosa
ou brucelose intra-articular, além de lesões degenerativas e mecânicas
causadas por esforço rotacional que causam hiper ou hipomobilidade
na articulação (gravidez, trauma e desigualdade de comprimento dos
membros).
Avaliação crítica: quando observado o movimento superior prematuro
é preciso considerar ou excluir eventual assimetria pélvica devido à
d iferença no comprimento do membro inferior, que poderá ser com-
pensada com uso de palmilha .
Observações relevantes: nada d igno de nota.

918-85 -412 -149·0


Capítulo 3

TESTES DO MEMBRO SUPERIOR

TESTES PARA O OMBRO

/_
Figura 3.1 - Vista posterior
d a cintura escapula r.

QUADRO 3.1 - RELAÇÃO DE TESTE DO OMBRO


• Articu lação acromioclavicu lar • Laceração d o lábio glenoide
- Test e da flexoadução - Teste de Cra nk
• Bu rsite subacromia l - Teste de O'brien
- Sinal d e Oawbarn - Teste de Speed
- Sinal subacromial de apertar botão • Instabilidade do manguito
• Moviment o escapu lar rotador
- Test e de Gerber - Sin al de Codman
• Tendinite supraespinhal • Instabilidade do t endão do
- Test e de Apley bíceps b raq uial
- Test e do arco dolo roso - Teste de Abbott-Saunders
- Test e de Hawkins·Kennedy - Teste de Yergason
- Test e da lata vazia • Desf iladeiro t o rácico
• Tendinite d o bíceps - Manobra costoclavicular
- Test e da hiperextensão do bíceps
• Instabilidade glenoumeral anterio r - Teste de Adson
- Test e da apreensão - Teste de Halstead
- Test e de Clunk - Teste de Wrig ht
- Test e de Ougas
- Test e de Patte
84 TESTES 00 MEMBRO SUPERIOR

AMPLITUDE DE MOVIMENTO
Flexão (160 - 180')
Tec.i dos alongados: Iatíssimo do dorso, redondo maior, f ibras inferiores
do peit oral maior, cabeça longa do tríceps braquial, região inferior da
cápsu la glenoumeral e ligamento conoide.
Tec.i dos comprimidos: tendão do supraespinhal, bursa subdeltoidea,
região superior da cápsula articu lar glenoumeral.

Figura 3.2 - Flexão.

Extensão (40 - 60')


Tec.idos alongados: fibras anteriores do deltoide, bíceps braquial,
peitoral maior e região anterior da cápsula g lenoumeral.
Tec.ídos compri midos: região posterior da cápsula g lenoumeral.

_...), -·- _____/

Figura 3.3 - Ext ensão.


TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 85

Abdução (160 - 180º)


Tecidos alongados: Iatíssimo do dorso, redondo maior, fibras inferiores
do peitoral maior, cabeça longa do tríceps braquial, região inferior da
cápsula g lenoumeral e ligamento conoide.
Tecidos comprimidos: tendão do supraespinhal, bursa subdeltoidea e
região superior da cápsula articular g lenoumeral.

Figura 3.4 - Abdução.

Ad ução (30 - 40º)


Tecidos alongados: fibras médias do deltoide e região posterior da
cápsula g lenoumeral.
Tecidos comprimidos: peitoral maior, músculos adjacentes à articu lação
acromioclavicular, cintura escapular e região anterior da cápsu la gle-
noumeral.

Figura 3.5 - Adução.


86 TESTES DO MEMBRO SUPERIOR

Rotação medial (70 - 90º)


Tec.i dos alongados: infraespinhal, redondo menor, região posterior do
músculo deltoide e da cápsula g lenoumeral.
Tec.idos comprimidos: região anterior da cápsula glenoumeral.

Figura 3.6 - Rot ação medial.

Rotação lateral (80 - 100º)


Tec.idos alongados: peitoral maior, subescapular, região anterio r da
cápsu la glenoumeral.
Tec.idos compri midos: região posterior da cápsula g lenoumeral.

Fig ura 3.7 - Rot ação lateral.


TESTES ORTOPtDICOS PARA LESÕES DO OMBRO HISTORIA. OBSERVAÇÃO E EXAME FislCO
Plexo braquial Manguito rotador Cabeça longa do Lesão do lábi o Articulação acro- Instabilidade
tendão do blceps glenoide m ioclavi cular articular

Adson, Hal.stead, Tri agem: Apley 1 e 2, Hiperextensão O'Brien. Crank Arco doloroso, Apreensão,
manobra costocla- Codman, arco d oloroso e do blceps, e Speed Ougas e flexo- Clunk, Ougas e
vi cular e Wri ght Hawkins Kennedy Yergason e adu ção Patte
Abbot-Saunders

f f f
Sinal de
Oawbarn e
subacro-
Apleyl e2. Gerber
Hawkins
Kenned y,
mial de arco dolorosa,
Patte
'
apertar lata vazia e
botão sinal de
Codman
Exame de imagem,
neurológico e
...
m
~
l aboratorial m
~

8;:

Síndrome Bursite Lesão Lesão Lesão Tendinite, Lesão


i
Alteração dege· lnstabili d ade
..
m
;:
~
do desfi- subacro-
ladeiro mial
supraes-
pinhal
subesca- infraespi·
pular nhal
subi uxação e
ruptura do
SIAP nerativa e/ou
inflamação
gl enou meral :e,,
m
torácico tendão
6
Figura 3.8 - A uxograma dos tetes ortopédicos que avaliam o ombro
..
;,,

~
88 TESTES DO MEMBRO SUPERIOR

A articu lação do ombro é a mais móvel do corpo humano, por essa


razão os componentes estáticos e d inâmicos que asseguram a estabili-
dade assumem grande importância. Dentre os transtornos comuns do
ombro incluem-se as tendinites, rupturas, capsulite, artrites, luxação e
fraturas. Trata-se de um local clássico de dores projetadas: na região
do ombro d ireito se projetam as afecções hepatobiliares; do esquerdo,
as pancreáticas e coronarianas. Lesões na coluna cervical, torácica, e
região do cotovelo podem irradiar seus sintomas até o ombro. A anam-
nese, inspeção, palpação e testes ortopédicos serão importantes para
o diagnóstico d iferencial.
Vista anterior Vista lateral Vista posterior

Osteoartrite e Osteoartrit e

Tend inite
supraespinhal
Bursite ·
\
,J : :

'
Tendinite do
bíceps
subacromia l
.


/ Capsulite
adesiva - h
V Tensão
muscular
posteior do
ombro
Figura 3.9 - Locais de dor referida
no membro superior.

ARTICULAÇÃO ACROMIOCLAVICULAR
Teste da flexoadução

Figu ra 3.10 - Avaliação de lesão da articu la-


ção acromioclavicu lar ou do lábio gl enoide.
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 89

Sinonímia: teste de flexão horizontal de Thompson e Kopell.


Conceito: o obj etivo é avaliar a articulação acromioclavicular, a extre-
midade proximal da clavícula e as estruturas ligamentares adj acentes.
Descrição do teste: com o paciente em pé ou sentado e o braço em f lexão
de 90º, o examinador se posiciona ao lado dele e realiza adução horizon-
tal passiva do ombro afetado, com o cotovelo em extensão no sentido do
ombro oposto até o limite máximo da amplitude de movimento.
Correlação físiopatológica: o movimento de adução do braço com oco-
tovelo estendido coloca sob estresse as estruturas anatômicas localizadas
entre o acrômio e a cabeça u meral reproduzindo dor em caso de lesão.
Significado do teste: dor na região superior do ombro é indicativo de
lesão na articulação acromioclavicular; na região anterior indica alte-
ração nos músculos subescapular, supraespinhal e/ou cabeça longa do
bíceps; na face posterior do ombro é indicativo de d isfunção no infra-
espinhal, redondo menor e/ou lesão posterior na cápsula articular, cau-
sada por degeneração, inflamação ou entorse.
Doenças correlacionadas: fratura, doenças inflamatórias e degenerati-
vas da clavícu la e acrômio.
Avaliação crítica: o local da dor deve ser indicado com precisão pelo
paciente para evitar falsa interpretação do teste, que deve ser reali-
zado bilateralmente para efeito de comparação.
Observações relevantes: esse teste é considerado de triagem para con-
d ição da articulação acromioclavicular.
BU RSITE SUBACROMIAL
Sinal de Dawbarn

Figura 3.11 - Posição inicial e final do test e para detec-


t ar bursite subacromial e lesão do manguito rotador.

Escala de sensibi lidade/confiabilidade


Ctr-AA*:trl
90 TESTES DO MEMBRO SUPERIOR

Sinonímia: não há registro.


Conceito: teste utilizado para avaliar bursite subacromial.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se posiciona
atrás dele, aplica pressão logo abaixo do acrômio comprometido e ob-
serva a presença de dor ou sensibilidade. Em um segundo tempo, com
o dedo do examinador sobre o local da dor, o braço do paciente é ab-
duzido passivamente além de 90'.
Correlação f isiopatológica: o examinador palpa a bursa subacromial e,
em caso de inf lamação, haverá dor localizada, que sugere bursite suba-
cromial ou lesão do manguito rotador. Com a abdução do braço, o
músculo deltoide desliza sobre a margem da bursa subacromial diminuin-
do a pressão sobre ela, com consequente d iminuição da dor à palpação.
Signif icado do teste: o sinal para bursite subacromial está presente
quando, durante a abdução do braço, o foco doloroso desaparece em-
baixo do dedo imóvel do examinador.
Doenças correlacionadas: tendinite do supraespinhal, calcárea, do bí-
ceps e lesões na articulação acromioclavicular.
Avaliação crítica: todas as lesões do mecanismo subacromial podem
comprometer de forma secundária a bursa subacromial.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Sinal subacromial de apertar botão

Figura 3.12 - Avaliação de b ursite subacro-


mial e lesão do manguito rotador.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

l**~ I
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 91

Sinonímia: não há reg istro.


Conceito: teste utilizado para avaliar bursite subacromial.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se posiciona
atrás dele, aplica pressão logo abaixo do acrômio comprometido (bolsa
subacromial) enquanto observa sinal de desconforto ou sintoma de dor.
Correlação físiopatológica: na ocorrência de inflamação, a bursa res-
ponde com aumento de produção do líquido sinovial em seu interior,
que se torna distendido, pressionando as terminações nervosas sensit i-
vas adjacentes e provocando dor que se exacerba à palpação realizada
pelo examinador.
Significado do teste: a confirmação do resultado positivo se dá com o
aumento da dor localizada durante o teste.
Doenças correlacionadas: tendinite calcárea, tendinite do bíceps, cap-
sulite adesiva e lesões na articulação acromioclavicular.
Avaliação crftica: todas as lesões do mecan ismo subacromial podem
comprometer de forma secundária a bursa subacromial.
Observações revelantes: nesse local insere-se o tendão da cabeça longa
do b íceps.
MOVIMENTO ESCAPULAR
Teste de Gerber

Figura 3.13 - Útil no diagnóstico de lesão n o t en-


dão dos músculos subescapular e bíceps braquial.
Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

l*****I
92 TESTES DO MEMBRO SUPERIOR

Sinonímia: posição de lift-off ou f lexão dorsal.


Conceito: o teste avalia o movimento escapular que, em condições
anormais, gera instabilidade na cintura escapular.
Descrição do teste: com o paciente em pé, o examinador se posiciona
atrás dele e o orienta a contatar a região da coluna lombar com o dor-
so da mão. Em seguida, o paciente afasta a mão das costas enquanto o
examinador impõe resistência ao movimento.
Correlação fisiopatológica: a principal função do músculo subescapu-
lar é realizar rotação med ial do ombro. Em casos de ruptura do ten-
dão ou insuficiência do músculo, o paciente será incapaz de realizar
esse movimento.
Significado do teste: a incapacidade de afastar a mão da região lom-
bar pode indicar rompimento completo ou paralisia do músculo subes-
capular, lesão do mangu ito r otador ou pontos-gati lho no múscu lo
subescapular.
Doenças correlac.io nadas: lesão no tendão dos músculos do manguito
rotador e do bíceps braquial.
Avaliação c.rítica: alguns casos de aderência capsular ou lesão do supra-
espinhal podem limitar significativamente o movimento de rotação
medial do braço, gerando um falso positivo.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
TENDINITESUPRAESPINHAL
Teste de Apley

Figura 3.14 - Test e rápido de movimentos combinados.


TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 93

Figura 3.1 5 -Teste rápido de movimentos combinados.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

Sinonímia: teste de Coçar de Apley.


l*****I
Conceito: esse teste tem o propósito de avaliar a funcionalidade da
cintura escapular.
Descrição do teste: com o paciente sentado ou em pé, o examinador o
orienta a colocar a mão do lado do ombro afetado, atrás da cabeça e
tocar o ângulo superior da escápula. Em um segundo tempo, o pacien-
te coloca a mão atrás das costas e tenta tocar o ângulo inferior oposto
da escápula.
Correlação fisiopatológica: os movimentos de abdução e rotação late-
ral do ombro e de rotação medial e adução realizados durante o teste
forçam os tendões do manguito rotador, reprod uzindo sintomas de
dor em caso de lesão.
Significado do teste: a incapacidade do paciente de realizar essa mano-
bra devido ao aumento da dor caracteriza resultado posit ivo para limi-
tação de mobil idade em algum componente do complexo do ombro.
Doenças correlac.ionadas: doenças degenerativas do manguito rota-
dor, tendinite calcárea e contratura da cápsula articular.
Avaliação crrtíca: esse teste é a manobra ativa mais rápida para avaliar
a extensão de movimentação do paciente, embora inespecífica.
94 TESTES 00 MEMBRO SUPERIOR

Observações relevantes: nada d igno de not a.


Teste do arco doloroso

120·

'"
Figura 3.16 - O movimento doloroso
ocorre principalmente entre 60 e 120º.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

ltitik?H:i l
Sinonímia: sinal de impi ngimento de Neer.
Conceito: teste de avaliação de pinçamento das estruturas entre o arco
acromial e o ligamento coracoacromial.
Descrição do teste: com o pacient e em pé, o examinador o orienta a
realizar um movimento at ivo de abdução e rotação medial do ombro
de for ma lenta, até 1so• se possível. Em seguida, repete o movimento
com o ombro em rotação lateral para verificar se a origem da dor é na
articulação acromioclavicular.
Correlação fisiopatológica: durante a abdução do ombro entre 70 a
90•, a tuberosidade maio r do úmero passa embaixo do arco coracoa-
cromial e, em geral, não apresenta dor. A partir de então a tuberosida-
de maior passará debaixo do arco coracoacromial para concluir a
abdução completa até 120•. Em casos de inf lamação no espaço suprau-
meral ou biomecânica defeituosa, esse espaço estará reduzido e as es-
t ruturas serão pinçadas, gerando dor. Após os 120• de abdução as
estruturas p inçadas já passaram debaixo do arco coracoacromial, t or-
nando o movimento passivo ou at ivo indolo r.
Significado do teste: dor entre O a 30º d urante a execução do test e é
indicativo de envolvimento do músculo deltoide; dor entre 45 e 120º
com a rotação medial do ombro indica impacto do supraespinhal e
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 95

com a rotação latera l, pinçamento da cabeça longa do bíceps no espa-


ço subacromial; dor entre 120 e180º é indicativo de d isfunção da ar-
t iculação acrom ioclavicular.
Doenças correlac.ionadas: tenossinovite da cabeça longa do bíceps, al-
terações degenerativas do manguito rotador e, se a irritação do ten-
dão for contínua é indicativo de depósito de cálcio local.
Avaliação c.rítica: esse teste é considerado inespecífico por produzir si-
nal posit ivo para inúmeras doenças, como bursite, artrose, instabilida-
de glenoumeral, tendinites e lesões ósseas e dos músculos do manguito
rotador.
Observações relevantes: hérnia d iscai na coluna cervical (CS-C6) resul-
ta em fraqueza do braço, principalmente em rotação lateral, sendo
confundida com ruptura do manguito rotador.
Teste de Hawkins-Kennedy

Figura 3.17 - Flexão para frente e adução


fo rçada do braço.
Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

Sinonímia: teste de colisão de Hawkins-Kennedy.


l*****I
Conceito: essa manobra avalia principa lmente o tendão supraespi-
nhal por compressão contra o ligamento coracoclavicular e o proces-
so coracoide.
Descrição do teste: com o paciente em pé, o exam inador rea liza o
movimento de f lexão do ombro e cotovelo para frente à 90°. Em se-
guida, realiza rotação medial do ombro de forma passiva, sem resis-
tência do paciente.
Correlação fisiopatológica: a rotação medial forçada do ombro com-
prime o espaço subacromial, f azendo com que o tendão do músculo
96 TESTES DO MEMBRO SUPERIOR

supraespinhal colida com o processo coracoide, promovendo dor em


casos de p inçamento.
Significado do teste: a dor na região ântero-lateral do ombro é ind ica-
t ivo de tendinite supraespinhal contra a porção anterior do ligamento
coracoacromial, tendinite ou impingimento secundário.
Doenças correlacionadas: bursite, tendin ite, traumatismo agudo, insta-
bilidade, degeneração tendinosa e deficiências vasculares.
Avaliação crítica: esse teste é uma variação do teste de Yocum.
Observações revelantes: a síndrome do impacto é conhecida também
como síndrome do supraespinhal e, segundo a clássica definição de
Neer, é d ividida em três fases a seguir.

• Fase 1 - dor aguda de in ício súbito e tratamento exclusivamente


conservador;
• Fase li - caracterizada por dor crônica e resposta favorável ao tra-
tamento conservador em 70% dos casos. É subdivid ida nas fases li
A (sem ruptura de tendão) e li B (com ruptura parcial);
• Fase Ili - ruptura completa de um ou mais tendões, f requentemente
requerendo tratamento cirúrgico.
Teste da lata vazia

')

Figura 3.18 - A variação do teste é realizada com abdu-


ção do braço em 90° e o cotovelo flexionado.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

l*****I
Sinonímia: teste de Jobe ou teste da prensa para o supraespinhal.
Conceito: esse teste avalia o músculo e o tendão supraespinhal respon-
sáveis pela abdução do braço e manutenção da cabeça do úmero na
cavidade glenoide.
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 97

Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador realiza a


abdução do braço dele em posição de 90°, com rotação medial e angu-
lação de 30º para frente, de modo que os polegares apontem para o
chão. O examinador então impõe resistência à abdução.
Correlação f isiopatológica: a resistência à abdução tensiona o músculo
supraespinhal e seu tendão. A laceração no tendão causa instabilidade
do úmero nessa posição, fazendo com que o braço caia subitamente.
Significado do teste: o teste é posit ivo na incapacidade do paciente de
abduzir o braço devido à dor ou fraqueza no ombro afetado, indican-
do laceração do tendão ou fraqueza do músculo supraespinhal.
Doenças correlacionada.s: laceração ou inflamação do tendão do su-
praespinhal, depósito de cálcio no tendão do supraespinhal, bursite
subacromial e fratura sem desvio do tubérculo maior do úmero.
Avaliação cr itica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
TENDINITE DO BÍCEPS
Teste da hiperextenstio do bíceps

f
Figura 3.19 - Avaliação de lesão no t endão
r
da cabeça longa do músculo bíceps braquial.
Escala de sensibi lidade/confiabilidade

1 ***** 1
98 TESTES DO MEMBRO SUPERIOR

Sinonímia: não há reg istro.


Conceito: esse teste aval ia lesões da cabeça longa do bíceps, antebraço
e cotovelo.
Descrição do teste: o paciente f ica em pé, o examinador se posiciona
atrás dele e realiza, com uma das mãos, palpação no tendão da cabeça
longa do bíceps, seguido pela f lexão do cotovelo em 90•; em um se-
gundo tempo, com a outra mão, realiza extensão passiva do braço e
do cotovelo.
Correlação fisiopatológica : o tendão do biceps atua como estabiliza-
dor secundário da cabeça do úmero. A extensão do braço e cotovelo,
além de movimentar a cabeça umeral, estende o músculo, que respon-
de com dor em casos de lesão.
Significado do teste: dor na região do sulco intertubercular à extensão do
ombro ou cotovelo é sugestivo de alteração da cabeça longa do bíceps.
Doenças correlacionadas: tendinite do bíceps, do t ríceps, síndrome do
pronador redondo, epicondilite medial e lateral, alterações no o lécra-
no, condromalácia entre o rádio e capítulo, osteocondrite dissecante
do cotovelo, além de neuropatia dos nervos mediano, rad ial e u lnar.
Avaliação crítica: a presença de pontos-gatilho no b íceps braquial
pode reduzir a amplitude de movimento do braço e anteriorização do
ombro, gerando um falso posit ivo para esse teste.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
INSTABILIDADE GLENOUMERAL ANTERIOR

Teste da apreensão

r
Figura 3.20 - Indicado nos casos de subluxa·
ção ou luxação anterior do ombro.
Escala de sensibilidade/confiabilidade

'*****'
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 99

Sinonímia: teste da gaveta de Gerber e Ganz.


Conceito: testa a integridade do ligamento g lenoumera l inferior, a
porção anterior da cápsula articular, o lábio glenoide e os tendões do
mangu ito rotador.
Descr ição do teste: o paciente se posiciona em decúbito dorsal ou sen-
tado, com o ombro abduzido a 90º e o cotovelo f lexionado a 90°. O
examinador, ao lado do paci ente, mantém uma das mãos sob a ar-
t iculação glenoumeral dele, mantendo ligeira pressão de posterior
para anterior, enquanto, com a outra mão, gradualmente induz um
movimento de rotação lateral do braço.
Correlação f isiopatológica: a adução e rotação lateral do ombro,
rea lizadas durante o teste, são favoráveis ao seu deslocamento crô-
nico anterior.
Significado do teste: o teste é considerado posit ivo se o paciente t rans-
mite apreensão por gest os faciais ou procura impedir a progressão do
movimento através da contração muscu lar, indicando instabilidade e
risco de deslocamento anterior g lenoumeral.
Doenças correlacionadas: luxação e instabilidade glenoumeral, lesão
de Bankart, lesão SLAP e lesão de Hill-Sachs (luxação do úmero dentro
da cavidade g lenoide). Doenças que acometem o tórax e coluna cervi-
cal podem irradiar seus sintomas para o ombro, sendo, portanto, acon-
selhável um exame cuidadoso para verif icar se existe alguma condição
associada à queixa principal.
Avaliação critica: o teste deve ser realizado lentamente para evitar o
deslocamento da cabeça umeral.
Observações revelantes: nada d igno de nota.
Teste de Clunk

Figura 3.21 - Indicado em casos de suspeita


de instabilidade do ombro.

Escala de sensibi lidade/confiabilidade


1-tr-tr-tr-tr-trl
100 TESTES 0 0 MEMBRO SUPERIOR

Sinonimia: teste da batida surda e teste do estalo.


Conceito: essa manobra induz à luxação da cabeça do úmero anterior-
mente e testa a integridade do ligamento glenoumeral inferior, da cáp-
su la anterior, dos tendões do manguito rotador e do lábio glenoidal.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal, o examinador,
atrás dele, coloca uma das mãos sob o ombro, sobre a cabeça do úme-
ro, enquanto a outra mão segura o úmero, acima do cotovelo, abdu-
zindo completamente o braço. Em seguida, o exam inador empurra
anteriormente a cabeça do úmero com uma das mãos, enquanto roda
o úmero lateralmente com a outra mão.
Correlação f i.s iopatológica: os movimentos de abdução e rotação late-
ral do ombro em casos de luxação reproduzem a sensação de luxação
anterior do úmero, fazendo com que o paciente resista ao movimento.
A fraqueza anatômica da face anterior articular do ombro e a cavidade
g lenoidal congenitamente rasa frequentemente estão associadas à in-
cidência da luxação anterior.
Significado do teste: o teste é posit ivo em caso de translação anterior
excessiva do úmero, denotando instabilidade com frequente estalido
na articulação glenoumeral.
Doenças correlacionadas: t rauma, luxação anterior e posterior do úme-
ro, lesão dos tendões do manguito rotador, da cápsula articular do
ombro, dos ligamentos g lenoumeral e do lábio g lenoide.
Avaliação crítica: esse teste é semelhante ao teste de apreensão ante-
rior do ombro e pode provocar sintomatologia semelhant e em pacien-
tes com o ombro instável.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de Ougas

Figura 3.22 -Avaliação de instabi lidade do ombro e impacto subacromial anterior.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

li:r~I
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 101

Sinonímia: não há registro.


Conceito: com o paciente em pé ou sentado, o examinador o orienta a
colocar a mão contralateral no ombro afetado e, em seguida, ba ixar o
cotovelo até a região do tórax.
Descrição do teste: com o paciente em pé ou sentado, o examinador
pede a ele que coloque a mão contralateral no ombro afetado e que
tente baixar o cotovelo até a reg ião do tórax.
Correlação fisiopatológica: esse teste é utilizado para avaliar a incapa-
cidade do braço, pela exacerbação da dor, de tocar o ombro oposto e
trazer o cotovelo para a parede torácica, sinal característico da luxação
anterior, que, na maioria das vezes, tem como causa a rotação lateral
forçada na abdução do braço.
Significado do teste: o teste é posit ivo para luxação anterior do ombro
caso o paciente seja incapaz de mover o cotovelo inferiormente ou se a
dor articular aumentar na região do tendão da cabeça longa do bíceps.
Doenças correlacionadas: a luxação do úmero pode comprometer o
nervo axilar (causando paralisia do deltoide), promover lesões do ple-
xo braquial (em casos de esforço em abdução), disfunção na articu lação
acromioclavicular e até danos neurológicos.
Avaliação crrtica: esse teste é muito dolorido em casos de luxação.
Observações relevantes: excepcionalmente, a cabeça do úmero pode
ficar travada abaixo da glenoide com o braço apontando para cima (lu-
xatio erecta), muitas vezes diagnosticada como histeria. Essa alteração é
considerada luxação inferior verdadeira e pode causar isquemia.
Teste de Parte

Figura 3.23 - Avaliação de lesão nos múscu-


los infraespin hal e/ou su praespinhal.
102 TESTES 00 MEMBRO SUPERIOR

Sinonímia: sinal do rebote com rotação lateral ou teste muscular do


músculo infraespinhal.
Conceito: o teste avalia a integridade dos músculos infraespinhal e re-
dondo menor, cuja f unção principal é a rotação latera l da articula-
ção glenoumeral.
Descrição do teste: com o paciente em pé, o ombro afetado em abdu-
ção de 90º no p lano frontal e o cotovelo em 90º de flexão, o examina-
dor se posiciona atrás dele e realiza passivamente a abdução do braço
a 90º no plano escapular e rotação lateral até o final da amplit ude de
movimento. Em segu ida, orienta ao paciente a manutenção d a posição
enquanto aplica força contra resist ência a ela.
Correlação físiopatológica: essa manobra avalia a f orça muscular do
infraespinhal e a manutenção da posição durante o test e pode ser g ra-
duada em nível 3 de f orça. Em casos de laceração do supra ou infraes-
p inhal o membro superior realiza rotação medial e sofre " rebot e"
para frente.
Signif icado do teste: o t este é positivo para fraqueza muscular quando
a resistência está d iminuída no lado acometido ou há dor seguida de
ausência de resistência do lado afetado. A fraqueza muscular ao reali-
zar a contração contrarresistência em rotação lateral é sugest iva de
lesão ou inflamação do músculo.
Doenças correlac.io nadas: deformidade de Sprengel, d isfunção ar-
t icular esternoclavicular, acromioclavicular, luxação g lenoumeral e le-
são do manguito rotador. A atrof ia do deltoide pode indicar desuso ou
lesão do nervo axilar.
Avaliação critica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 103

LACERAÇÃO DO LÁBIO GLENOIDE


Teste de Crank

Figura 3.24 - lndentificação de alt era-


ção no lábio g le noide.
Escala de sensibi lidade/confiabi lidade
1-tz-tz-tz-tz-tz l

Sinonímia: teste do estalido labial, teste da gaveta de Gerber e Ganz.


Conceito: esse teste coloca a articulação g lenoumeral em uma posição
de instabilidade máxima.
Descr ição do teste: o paciente se posiciona em decúbito dorsal ou sen-
tado, com o ombro abduzido a 180º e cotovelo f lexionado a 90°. O
examinador, ao lado dele, mantém uma das mãos sob a articu lação
glenoumeral do paciente mantendo ligeira pressão de posterior para
anterior, enquanto, com a outra mão, g radualmente induz um movi-
mento de rotação lateral e medial do braço.
Correlação físiopatológica: a adução e a rotação lateral e medial do
ombro são posições favoráveis para o seu deslocamento crônico. Quan-
do o paciente percebe que o ombro está prestes a luxar, ele se expressa
de forma apreensiva e resiste ao movimento.
Significado do teste: o teste é considerado positivo para lesão do
lábio g lenoide se o paciente referir dor e houver crepitação d urante
a reali zação.
104 TESTES 0 0 MEMBRO SUPERIOR

Doenças correlacionadas: trauma, luxação anterior e posterior do


úmero, lesão dos tendões do mangu ito rotador, da cápsula articular
do ombro, dos ligamentos glenoumeral e do lábio g lenoide.
Avaliação crítica: esse teste é considerado de alta especif icidade para
lesões do lábio glenoide, todavia, durante o teste, há r isco de desloca-
mento glenoumeral.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de O'Brien

Figura 3.25 - Aval iação de lesão su peri·


or e posterior do lábio g lenoide (SLAP),

Escala de sensibil idade/confiabilidade

~
Sinonímia: teste de compressão ativa.
Conceito: esse teste avali a lesão do lábio g lenoide, que pode estar
acompanhada por avulsão da inserção da cabeça longa do tendão
do bíceps.
Descrição do teste: o teste é realizado em dois tempos, a seguir.
1ºtempo- o paciente fica em pé com o ombro a 900 de f lexão, 10 a
20º de adução, cotovelo em extensão e o antebraço em pronação má-
xima, apontando o polegar para o solo. O examinador se posiciona ao
lado dele e solicita contração isométrica em f lexão do ombro enquan-
to impõe resistência descendente sobre o braço.
2º tempo - o paciente rea liza supinação máxima do braço e a mes-
ma manobra de contração isométrica é repetida.
Correlação físiopatológica: a p rimeira posição do ombro adotada du-
rante o teste (90º de flexão, 10 a 15º adução e rotação med ial máxima)
desloca o tendão do bíceps, que se insere na porção posterior/superior
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 105

do lábio glenoide interna e inferiormente, comprimindo o local e pro-


duzindo dor profunda. Já em casos em que a lesão está associada à
articulação acromioclavicular, o paciente refere dor no aspecto ante-
rossuperior do ombro.
Significado do teste : a dor "dentro do ombro", relatada pelo paciente
no 1º tempo, tem d iminuição significativa no 2º tempo (na posição de
supinação) e é sinal de teste posit ivo para lesão do bíceps em sua inser-
ção no aspecto superior da cavidade glenoidal. Dor no aspecto ante-
rossuperior do ombro é indicativo de lesão acromioclavicular.
Doenças correlacionada.s: trauma, lesão acromioclavicular, luxação do
ombro, alteração congênita da p rofundidade da cavidade g lenoide ou
da cabeça umeral (que podem resultar em lesões de nervos), vasos do
ombro e do cordão posterio r do p lexo braqu ial.
Avaliação crítica: esse teste é considerado altamente específico para
confirmar o d iagnóstico de lesão na articu lação acromioclavicular e do
lábio g lenoide.
Obse rvações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de speed

Figura 3.26 -Avaliação da instabi lidade


do tendão do bíceps no sulco tubercular.

Escala de sensibi lidade/confiabilidade

1-k'k'k'k'kl
106 TESTES 00 MEMBRO SUPERIOR

Sinonímia: palm up test.


Conceito: orig inalmente, esse teste foi desenvolvido para avaliar lesão
da cabeça longa do bíceps, embora atualmente seja também utilizado
para ana lisar lesões do lábio g lenoide.
Descrição do teste: o paciente f ica sentado ou em pé enquanto f lexio-
na o ombro a 45• com o cotovelo estendido e o antebraço supinado. O
examinador, com uma das mãos, palpa o tendão da cabeça longa do
bíceps e com a mão oposta contata a região do punho, orientando o
paciente a elevar o braço para f rente contra sua resistência.
Correlação físiopatológica: em casos de lesão bicipital, a rotação late-
ral e abdução do ombro seguida pela extensão do cotovelo são extre-
mamente dolorosas na região do sulco bicipital em virtude da colisão
entre o tubérculo do úmero e a margem inferior do acrômio.
Significado do teste: o teste é considerado positivo para lesão relacio-
nada à cabeça longa do bíceps e/ou complexo labral bicipital se o pa-
ciente referir dor na região do sulco bicipital durante a supinação com
ou sem redução da força muscular.
Doenças correlac.ionadas: tendinite da cabeça longa do bíceps, tenos-
sinovite da cápsula articular, capsu lite adesiva, osteófitos na área do
sulco intertubercular ou lacerações do manguito rotador.
Avaliação crít ica: esse teste demonstra maior sensibilidade do que
especif icidade.
Observações relevantes: esse teste causará dor, especialmente quando
houver lesão superior anterior e posterior (SLAP) do lábio glenoide. Uma
relevante fraqueza muscular durante a supinação resistida é indicativo
de lesão grave de segundo ou terceiro grau na porção d i.stal do bíceps.
INSTABILIDADE DO MANGUITO ROTADOR
Sinal de Codman

Figura 3.27 - Teste identificador de lesão


nos músculos do manguito rotador.
Escala de sensibil idade/confiabilidade

l*****I
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 107

Sinonímia: teste da queda do b raço.


Conceito: esse teste avalia laceração do manguito rotador, especial-
mente na parte contrátil do músculo supraespinhal
Descrição do teste: com o paciente em pé, o examinador conduz a
elevação do braço em altura superior a 900, acompanhada de rotação
lateral e flexão do cotovelo. Em seguida, o examinador subitamente
retira o apoio em algum ponto acima de 90•, o que faz o deltoide se
contrair inesperadamente.
Correlação fisiopatológica: a incapacidade do paciente de suportar o
braço contra a g ravidade em 3/5 da posição de descanso denota lesão
grave dos músculos do manguito rotador (grau 3) e j ustif ica o pedido de
exame de imagem.
Significado do teste: se ocorrer dor no ombro, o teste é positivo para
lesão grave dos músculos do manguito rotador ou, mais especifica-
mente, ruptura do tendão supraespinhal em virtude da ausência da
função do manguito.
Doenças correlacionadas: bursite, tendinite ou laceração do manguito
rotador, tenossinovite da cápsula articular, capsulite adesiva e osteó-
fitos na área do sulco intertubercular.
Avaliação c.r itica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
INSTAB ILIDADE DO TENDÃO DO BÍCEPS BRAQUIAL

Teste de Abbott-Saunders

(
Figura 3.28 -Avaliação da instabi lidade
do tendão do bíceps no sulco tubercular.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

1-tr-tr-t.r-t.r-t.rl
108 TESTES 0 0 MEMBRO SUPERIOR

Sinonímia: não há registro.


Conceito: esse teste avalia instabilidade do tendão do bíceps pordes-
locamento do su lco intertubercular do úmero.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador abduz o
braço dele e o gira lateralmente o máximo possível. Na sequência, abai-
xa o braço para a lateral do corpo enquanto palpa o sulco intertubercu-
lar com a outra mão.
Correlação f isiopatológica: o movimento de abdução e rotação lateral
do braço, em casos de subluxação, propicia o deslizamento do tendão
para fora do sulco bicipital, pressionando a parede medial do sulco in-
tertubercular e resultando em alterações inflamatórias ao longo do
tendão bicipital que impedem que o arco do tubérculo menor atue
como polia simples.
Signif icado do teste: o aumento de dor no sulco bicipital e cl ique repe-
tido durante a manobra indicam instabil idade do tendão bicipital e
pode estar associada a bursite subcoracoide.
Doenças correlacionada.s: alteração congênita do sulco intertubercular,
do ligamento transverso do úmero, frouxidão degenerativa do tendão e
excrescências com rugosidade das margens do sulco bicipital, tendinite
ou laceração do tendão bicipital e instabilidade glenoumeral (luxação).
Avaliação critica: nada digno de nota.
Observações relevantes: a lesão bicipital aguda é indistinguível de te-
nos.sinovite.
Teste de Yergason

Figura 3.29 - Test e funcio nal da cabeça


lo nga do t endão do bíceps braquial.

Escala de sensibil idade/confiabilidade

'**~I
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 109

Sinonímia: teste da integridade do ligamento transverso do úmero.


Conceito: esse teste ava lia instabilidade do tendão da cabeça longa do
bíceps no interior do sulco bicipital.
Descrição do teste: o paciente permanece sentado, com o cotovelo
f lexionado em 90º e o antebraço e mãos p ronados. O exam inador se
posiciona ao lado do paciente, sustenta o antebraço dele e orienta
um movimento de supinação e rotação latera l contra a sua resis-
tência, concomitantemente palpa a região do sulco intertubercular
do úmero.
Correlação f isiopatológ ica: durante o movimento da articulação
g lenoumeral, o úmero desliza para cima e para ba ixo pelo tendão
do bíceps. A supinação do antebraço contra resistência propicia a
saída do tendão do sulco em casos de instab ilidade e produz dor
ou desconf orto.
Significado do teste: a presença de "ressalto" durante a palpação do
tendão do bíceps no sulco b icip ital durante o movimento de supina-
ção e rotação lateral é indicativo de que o ligamento umeral trans-
verso está d ilacerado. Dor na região do sulco intertubercular sem
movimento em ressalto é indicativo de alterações da cabeça longa
do bíceps.
Doenças correlac.io nadas: tendinite ou laceração do tendão bicipital,
alteração no ligamento t ransverso do úmero e instabilidade g lenou-
meral (luxação).
Avaliação crítica: esse teste não é considerado tão eficaz quanto o de
speed pelo fato do sulco bicipital se mover de forma discreta sobre o
tendão, afetando apenas uma ínfima parte dele durante o teste e,
além d isso, porque a dor do tendão do bíceps tende a ocorrer com
movimento ou à palpação e não sob tensão.
Observações relevantes: em todos os casos em que houver suspeita
de alteração do mecan ismo do b íceps deve ser realizado exame ra-
d iológico na incidência "perfil" para averiguar a prof undidade do
su lco intertubercular.
110 TESTES 0 0 MEMBRO SUPERIOR

DESFILADEIRO TORÁCICO
Manobra costoclavicu/ar

)
Figura 3.30 - Lesões no p lexo b raquial result am em síndromes
motoras e sensoriais nos músculos do membro superior.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

Sinonímia: t este da abdução horizontal


l*****I
Conceíto: o teste avalia a d isfunção do membro superior resultante da
compressão do feixe neurovascular na área do desfiladeiro torácico, que
pode ocorrer em três pontos principais - no t riângulo escalênico, entre
a clavícula e primeira costela e compressão pelo tendão do músculo pei-
toral menor. podendo variar entre nervosa ou vascular.
Descríção do teste: com o pacient e sentado, o examinador se posiciona
atrás dele e examina seu pulso radial. Em seguida, segurando os pu-
nhos do pacient e, leva os braços para baixo e para t rás.
Correlação fisiopatológica: a abdução do ombro somada à rotação la-
t eral do ombro com o cotovelo f lexionado facilita a compressão do
feixe neurovascular localizado abaixo da clavícula, produzindo descon-
forto vascular d ifuso. A f ratura anterior da clavícula ou da primeira
costela, por luxação, da região medial da clavícula ou, por hipertrofia,
do músculo subclávio também são consideradas causas dessa condição.
Signif icado do teste: o desapareci mento do pulso, cãibra na região do
ant ebraço e mão ou parestesia d if usa sugerem compressão do feixe
neurovascular localizado entre a clavícula e a primeira costela.
Doenças correlac.io nadas: síndrome da costela cervical, do escaleno an-
t er ior, da h iperabdução de Wright, do peitoral menor e costoclavicular.
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 111

Avaliação critica: a confiabi lidade dos testes pa ra a síndrome do desfi-


ladeiro torácico é baixa, já que o pulso pode estar d iminuído em um
indivíduo normal, portanto é importante buscar a reprodução de ou-
tros sinais.
Observações relevantes: esse teste é especialmente indicado para pa-
cientes que referem sintomas t íp icos quando vestem casaco pesado ou
quando carregam mochila.
Teste de Adson

Figu ra 3.31 - Lesões no plexo braquial resultam em sínd romes


motoras e sensoriais nos músculos do membro superior.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

l*****I
Sinonímia: manobra dos escalenos e teste do escaleno anterior.
Conceito: esse teste avalia d isfunção no membro superio r resultante
da compressão do feixe neurovascular na área do desfiladeiro torácico,
na passagem entre os músculos escalenos anterior, médio e a primeira
costela, apresentando síndrome neurovascu lar.
Descrição do teste: o paciente permanece sentado enquanto o exami-
nador se posiciona atrás dele e palpa o pulso da artéria radial. Em se-
guida, o orienta a rea lizar rotação cervical ipsilateral ao lado testado
seguida de inspiração profunda, mantendo o cotovelo estendido e a
posição por 1 min.
Correlação fi.siopatológica: a rotação e a extensão da cabeça compri-
mem a artéria subclávia e o plexo braquial. Em casos em que há com-
pressão do componente vascular do feixe neurovascular haverá redução
ou ausência de amplitude do pulso radial, parestesia ou radiculopatia
no membro superior.
112 TESTES 00 MEMBRO SUPERIOR

Significado do teste: o teste é considerado posit ivo para alterações


vasculares quando há redução ou abolição do pulso radial, parestesia
d ifusa no membro superior e alterações vasculares, especialmente no
nervo ulnar.
Doenças correlacionadas: a compressão neurovascular da artéria sub-
clávia e do p lexo braquial ocorre nas variações anatômicas ou doenças
que estreitam o forame escalênico posterior do p lexo braquial e da
artéria subclávia, como nos casos da sindrome do desfiladeiro torácico,
do escaleno anterior ou da costela cervical e tumor de Pancoast.
Avaliação crítica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: a presença de costela cervical por si só não é
responsável pelos sintomas. É necessária a investigação de outras ra-
zões de dor e parestesia ao longo do membro superior, como atrofia
muscular na mão e outros t ipos de alterações vasculares periféricas.
Teste de Halstead

Figura 3.32 - Lesões no plexo braquial resu ltam em síndromes


moto ras e sensoriais nos múscu los do membro superior.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

Sinonímia: teste de Adson reverso.


l*****I
Conceito: o teste avalia a d isfunção do membro superior resultante da
compressão do feixe neurovascu lar na área do desfiladeiro torácico
que pode ocorrer em três pontos principais- no triângulo escalên ico,
entre a clavicula e a primeira costela e compressão pelo tendão do
músculo peitoral menor, podendo variar entre nervosa ou vascular.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se posiciona
atrás dele e com uma das mãos palpa o pulso radial enquanto a outra
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 113

induz a abdução com rotação lateral do membro afetado, seguida por


rotação cervical contralateral. O paciente é orientado a realizar inspi-
ração profunda e manter a posição durante 1 min.
Correlação fisiopatológica: a rotação e abdução do membro afetado
comprime o feixe vasculonervoso que sai do tórax e penetra no mem-
bro superior, percorrendo um "túnel" entre a clavícula, a primeira cos-
tela e as bordas dos músculos escalenos. A presença de cisalhamento do
feixe pelas estruturas ósseas, musculares ou fibrosas determina uma
compressão nervosa com sintomas de parestesia ou radiculopatia.
Significado do teste: o teste é positivo e sugestivo de alterações vascula-
res durante a passagem do plexo braquial sob o peitoral menor se hou-
ver redução ou abolição do pulso radial e/ou parestesia d ifusa por todo
o membro
Doenças correlacionadas: t raumas, movimentos repetit ivos, alterações
na glândula t ireoide, d iabetes e alcoolismo.
Avaliação cr itica: nada digno de nota.
Observações relevantes: doença de Reynaud, acroparestesia e trom-
boangite obliterante são facilmente confundidas com síndrome do
desfiladeiro torácico, embora o desconforto no ombro/braço e o com-
ponente postura l não façam parte dos sinais dessas cond ições.
Teste de Wright

y
Figura 3.33 - Lesões no plexo b raquial resultam em síndromes
moto ras e sensoriais nos múscu los do membro superior.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

l* ~I
114 TESTES 0 0 M EM BRO SUPERIOR

Sinonímia: manobra de h iperabdução.


Conceito: essa manobra é utilizada para detectar compressão dos va-
sos subclávios e do plexo braquial no espaço costoclavicular.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se posiciona
atrás dele e com uma das mãos palpa o pulso radial enquanto a outra
induz a abdução do ombro com rotação lateral do membro afetado,
segu ida por rotação cervical contralateral. O paciente é orientado a
realizar inspiração p rofunda e manter a posição du rante um minuto.
Correlação fi.siopatológica: a abdução do braço a 180' tensiona a arté-
r ia axilar, a veia axilar e os fascículos do plexo braqu ial que passam
entre o músculo peitoral menor e o p rocesso coracoide, com reprodu-
ção dos sintomas típicos em casos de compressão neurovascu lar.
Significado do teste: o teste é positivo e sugestivo de alterações
vasculares se apresentar redução/abolição do pulso radial ou pareste-
sia d ifusa por todo o membro. Na maioria dos casos onde o resultado
do teste é positivo, os músculos infraespinhal e redondo menor estão
comprometidos.
Doenças correlacionadas: síndrome do escaleno anterior ou da costela
cervical e tumor de Pancoast.
Avaliação crítica: é comum perda de pulso radial em mu itos pacientes,
sem contudo denotar síndrome de h iperabdução, portanto, o exam ina-
dor deve estar atento para os demais sintomas t ípicos dessa condição.
Observações relevantes: muitas estruturas podem produzir dor referi-
da no ombro, como a coluna cervical, cotovelo, pulmões, coração, dia-
f ragma, vesícula biliar e baço.

TESTES DO COTOVELO

Figura 3.34 -Vista anterior da região do cotovelo.


TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 115

QUADRO 3.2 - RELAÇÃO DE TESTES DO COTOVELO

• Epicond ilite lateral


- Teste de Cozen
- Test e de Mill
• Epicondilite medial
- Teste de Cozen reverso
- Teste de M ill reverso
• Instabilidade ligamentar
- Teste de est resse em valgo e varo
• Pron ador redondo
- Test e da Síndrome do pronador redondo

AMPLITUDE DE MOVIMENTO
Flexão - 150'
Tecidos alongados: tríceps b raquial e região posterior da
cápsu la articular do cotovelo e nervo ulnar.
Tecidos comprimidos: flexores do antebraço, nervo mediano
e região anterior da cápsula articular.

Figura 3.35 - Flexão.

Extensão - O a s•
Tecidos alongados: braquial, bíceps braquial e braquiorradial.
Tecidos comprimidos: reg ião posterior da cápsu la articular.

('

Figura 3.36 - Extensão.


116 TESTES 0 0 MEMBRO SUPERIOR

Pronação - 80 a 100'
Tec.idos alongados: pronador redondo e quadrado.
Tec.idos comprimidos: bíceps braquial, supinador e braquiorradial.

C'

Fig ura 3.37 - Pronação.

Supinação - 80 a 100'
Tec.idos alongados: bíceps braquial e supinador.
Tec.idos comprimidos: pronador redondo e quadrado.

C'

Figura 3.38 - Supinação.


TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 117

Em razão de sua complexidade, a avaliação das condições específi-


cas do cotovelo pode ser d if ícil. Sintomas referidos de condições com
origem em outras áreas, como a coluna cervical e ombro, devem ser
d iferenciadas das condições locais. Informações iniciais consideradas
importantes podem ser adquiridas a partir da inspeção.

lliSTES ORTOPtOICOS D O COTOVELO

HISTÓRIA, OBSERVAÇÃO E EXAME FfSICO

Epicondilite lateral e Instabilidade articular Síndrome de


medial compressão

l
Mille
1 1 1
Mi ll Estresse Estresse
l
Test e do pronador
Cozen reverso e em varo em valgo redondo
Cozen
reverso

Eletromiografia e
exame laboratorial

Cotovelo Cotovelo Síndrome Síndrome Síndrome do pronador


de tenista de golfista da instabi- da instabi- redondo, neu ropatia do
lidade lidade nervo mediano e artrite
ligamen- ligamen· reu matoide
tar/capsu- tar/capsu-
lar (lateral lar (lateral
ou media l) o u med ial)

Figura 3.39 - Fluxograma dos testes


ortopédicos que aval iam o cotovelo
118 TESTES 0 0 M EM BRO SUPERIOR

Vista a nterior Vista latera l Vista posterio r

Epicondilite
lateral
Epicond ilite
med ia l J
Síndrome do Epicondilit e
1...,..,...-1-
pronad or
redondo 1;· latera l

Bursite do
Epicond ilite
medial

Figura 3.40 - Dor referida das


lesões do cotovelo.

EPICONDI LITE LATERAL


Teste de Cozen

Figura 3.41 - Test e indicad o para epico ndi-


lite latera l (cotovelo de ten ista).

Escala de sensibil id ade/confia bilid ade

l*****I
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 119

Sinonímia: teste para epicondilite lateral.


Conceito: destina-se a detectar inflamação muscular ao redor do epi-
côndilo, estressando os tendões que se inserem nesse nível.
Descr ição do teste: o paciente permanece sentado, fecha o punho com
força, dorsiflexionando-o e mantendo posição pronada. O exam inador
se posiciona ao lado do paciente e, com uma das mãos, palpa a região
do epicôndilo lateral e inserção da musculatura extensora do punho,
enquanto, com a outra mão, aplica força flexionadora na postura de
dorsiflexão do punho do paciente.
Correlação físiopatológica: a dorsif lexão resistida do punho estende os
tendões que se fixam no epicônd ilo lateral e exacerba os sintomas re-
sultantes da degeneração e da necrose sofrida por eles devido à falta
de irrigação sanguínea, que é deficiente nessa região.
Significado do teste: dor localizada no epicôndilo lateral do úmero ou
no compartimento extensor do braço sugere epicondilite lateral, bursite
ou tendinite.
Doenças correlacionadas: infecção bacteriana, fratura, insuficiência
vascular, bursite, dor referida da coluna cervical, comprometimento do
nervo periférico e doença neurológica.
Avaliação critica: esse é o teste mais prático para epicondilite lateral,
pois muitas vezes o paciente já constatou que a dor acompanha a dor-
sif lexão resistida do punho.
Observações relevant es: não dá p ra d iferenciar essa condição de ten-
d inite ou bursite.
Teste de Mil/

Figura 3.42 - Indicação para epicondilit e


lateral (cotovelo de tenista).

Escala de sensibi lidade/confiabilidade

l*****I
120 TESTES 0 0 MEMBRO SUPERIOR

Sinonímia: manobra de Mill.


Conceito: testa inflamação na musculatura, com origem no epicôndilo
lateral e ao redor dele, por imposição de estresse através da contração.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o cotovelo, o punho e a mão
são completamente flexionados, enquanto o antebraço permanece supi-
nado. O examinador mantém a f lexão do punho e dos dedos enquanto
realiza extensão máxima do cotovelo. Com o punho e os dedos ainda
flexionados, o antebraço é pronado.
Correlação fisiopatológ ica: a extensão máxima do cotovelo com o pu-
nho e dedos f lexionados e o antebraço p ronado exacerba a dor em sua
fixação no epicôndilo lateral ou nas proximidades em casos de lesão
musculotendínea do tendão extensor comum.
Signif icado do teste: dor no epicôndilo lateral e/ou nos músculos ex-
tensores do punho sugere epicondilite. Se o paciente apresentar restri-
ção de movimento ao realizar o teste é indicativo de artrite, adesão
capsu lar ou contratura do tendão.
Doenças correlacionada.s: dor referida da coluna cervical ou ombro,
artr ite do cotovelo, adesão capsular e contratura tendínea local.
Avaliação crítica: essa manobra estressa o nervo radial que, comprimido,
pode apresentar sintomas muito semelhantes aos da epicondilite lateral.
Observações relevantes: como opção clínica, o examinador pode apli-
car pressão com o polegar sobre o tendão extensor f lexionado, au-
mentando a sensibilidade do teste, que também pode ser apl icado
como t rat amento para epicondilite lateral.
EPICONDI LITE MEDIAL
Teste de Cozen reverso

Figura 3.43 - Útil para d iagnosticar epicondilit e medial (cotovelo de golfista).


Escala de sensibilidade/confiabilidade

11:zAAAAI
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 121

Sinonímia: teste para epicondilite medial.


Conceito: o teste é utilizado para avaliar possível inf lamação dos ten-
dões flexores comuns do punho pela contração muscular.
Descrição do test e: com o paciente sentado e cotovelo f lexionado em 90•,
o examinador se coloca ao seu lado e o orienta a supinar o antebraço com
o punho ligeiramente f lexionado e desvio ulnar. Em seguida, com uma
das mãos, exerce pressão em extensão na palma da mão do paciente,
enquanto a outra estabiliza o cotovelo e palpa o epicôndilo medial.
Correlação fisiopatológica: a supinação do antebraço associada à ex-
tensão do cotovelo e punho estressa o tendão dos extensores comuns
do punho, cuj a origem está no epicôndilo medial, no qual se reproduz
dor t ípica em casos de inflamação.
Significado do teste: o teste é positivo para inflamação nesta região quan-
do a dor for localizada no epicôndilo medial. Não há como identificar q ual
é o músculo f lexor envolvido, devido à origem comum dos mesmos.
Doenças correlacionada.s: bursite, dor referida da coluna cervical ou
comprometimento de um nervo periférico e doença neurológica.
Avaliação crítica : essa manobra testa essencialmente o tendão do
músculo flexor dos dedos que se insere no cotovelo. Muitas vezes a
epicond ilite medial é confundida com sintomas da síndrome do túnel
do carpo.
Observações relevantes: o músculo pronador redondo também tem
sua origem no epicônd ilo medial e o movimento de pronação durante
o teste pode agravar a compressão muscu lar nos casos de síndrome
compartimentai.
Teste de M il/ reverso

Figura 3.44 - Indicação para diagnóstico de epicondi·


lite med ial (cotovelo de golfist a).
Escala de sensibi lidade/confiabi lidade
1unnun1
122 TESTES 00 MEMBRO SUPERIOR

Sinonímia: teste para cotovelo de golf ista.


Conceito: através de estresse avalia inflamação do tendão dos f lexores
comuns na região do cotovelo.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se coloca ao
lado dele e o orienta a estender o cotovelo, realizar supinação da mão
e f lexionar o punho contra sua resistência.
Correlação fisiopatológica: o posicionamento de supinação do antebraço,
associado à extensão do cotovelo e punho, estressa o tendão dos extenso-
res comuns do punho, cuja origem está no epicôndilo lateral, reproduzin-
do a dor típica em casos de inflamação no epicôndilo medial.
Signif icado do teste: o resultado posit ivo se manifesta com dor no epi-
côndilo medial e sugere inflamação na região.
Doenças correlacionadas: neurite do nervo ulnar, subluxação da cabeça
medial do músculo t ríceps ou neuropat ia do nervo cutâneo medial do
antebraço podem resultar em dor p róxima ao epicôndilo .
Avaliação crítica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
INSTABILIDADE LIGAMENTAR
Teste de estresse em valgo e varo

Figura 3.45 - Força em abdução (va lgo).


TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 123

Figura 3.46 - Força em adução (varo).

Escala de sensibi lidade/confiabilidade

Sinonímia: teste de estresse em valgo e varo.


l*****I
Conceito: esse teste de estresse em valgo e varo é usado para determinar
a estabilidade dos ligamentos colaterais medial e lateral do cotovelo.
Descrição do teste: com o paciente sentado, cotovelo semif lexionado
entre 20 e 30• e antebraço supinado, o examinador se posiciona ao
lado dele, com uma das mãos estabiliza o membro superior contatan-
do a reg ião acima do cotovelo, enquanto a outra mão contata o pu-
nho e aplica uma força em adução (varo) para testar o ligamento
colateral lateral da ulna. Em seguida, aplica força em abdução (valgo)
para testar o ligamento colateral medial.
Correlação físiopatológica: o estresse em abdução avalia os ligamentos
colaterais laterais e o estresse em adução os med iais. A reprodução da
dor t ípi ca em casos de entorse ocorre, na maioria das vezes, após apli-
cação de carga sobre a mão com o cotovelo estendido, fazendo com
que o olécrano colida com sua fossa.
Significado do teste: o teste para instabilidade do cotovelo é positivo
na presença de frouxidão excessiva, alteração da dor ao longo do local
da laceração e d iminuição da mobilidade em comparação com o braço
não comprometido.
Doenças correlacionada.s: trauma agudo após queda sobre o braço
com o cotovelo estendido e luxação do cotovelo.
124 TESTES 00 MEMBRO SUPERIOR

Avaliação crítica: aconselha-se a realização dos testes valar, dorsal e


t ração axial para avaliação da estabilidade das articulações radiocár-
picas e intercárpicas.
Observações relevantes: essa condição é facilmente confundida com
tend inite do músculo pronador redondo, embora a dor do flexor pro-
nador seja agravada pela resistência à pronação do antebraço.
PRONADOR REDONDO
Teste da s/ndrome do pronador redondo

Figura 3.47 - Ava liação de compressão


do nervo mediano no cotovelo.

Escala de sensibilidade/confiabilidade
1-trfifr&:il
Sinonímia: não há registro.
Conceito: a f inalidade é determinar o aprisionamento do nervo media-
no pelo músculo pronador redondo que passa por ele.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o cotovelo f lexionado e
supinado em 90• e o punho neutro, o examinador se coloca à sua f ren-
te, fornece apoio ao cotovelo dele e o orienta a rea lizar o movimento
de pronação e extensão do braço, ao mesmo tempo em que, com a
outra mão, pressiona seu músculo pronador redondo.
Correlação fisiopatológica: a resistência à pronação do antebraço nos
casos de compressão do nervo mediano na região do cotovelo resulta
em dor e/ou parestesia na d istribuição distal do nervo e fraqueza dos
músculos inervados pelo nervo interósseo anterio r - f lexor curto, fle-
xor profundo dos dedos, do dedo indicador e p ronador quadrado.
Significado do teste: o teste é posit ivo para neuropatia do nervo me-
d iano quando ocorre parestesia no território da inervação do nervo
mediano do antebraço e da mão.
Doenças correlacionada.s: trauma, fratura, artrite reumatoide, anoma-
lias anatômicas, compressão do nervo do arco fibroso do f lexor super-
f icial ou espessamento da aponeurose bicipital.
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 125

Avaliação c.ritica: nada d igno de nota.


Observações relevantes: essa condição é frequentemente confundida
com síndrome do túnel do carpo e do interósseo anterior.

TESTES DO PUNHO E MÃO

Figu ra 3.48 -Vista da região post erio r


do punho e mão.

QUADRO 3.3 - RELAÇÃO DE TESTES DO PUNHO E MÃO


• Neuropatia compressiva periférica
- Test e de Ph alen
- Test e de Ph alen reverso
- Test e de Tinel no punho (nervo ulnar)
• Tenossinovite estenosante
- Test e de Finkelst ein
• Instabilidade carpa l
- Test e de Watson
• Muscu la tura intrínseca da mão
- Test e de Bunnel·Littler
• Test es para o polegar
- Sinal de Froment
- Test e de Grind para o polegar
• Instabilidade ent re os ossos semilunar e piramidal
- Test e do cisalhamento
• Obstrução vascu lar periférica
- Test e de Allen
• Artrit e reumatoide
- Test e da pu lseira
126 TESTES 0 0 MEMBRO SUPERIOR

AMPLITUDE DE MOVIMENTO
Flexão (75 - 90')
Tec.idos alongados: extensor radial longo e curto do carpo,
extensor ulnar do carpo, palmar longo, f lexores profundo
e superficiais dos dedos.
Tec.idos comprimidos: nervo mediano e túnel do carpo.

Figura 3.49 - Flexão.

Extensão (70 - 90')


Tec.idos alongados: flexor radial e ulnar do carpo, f lexores profundos e
superficiais dos dedos.
Tec.idos compri midos: ligamentos carpais posterio res.

'i'j
!

.J
Figura 3. 50 - Extensão.

Abdução/flexão radial (15- 25')


Tec.idos alongados: flexor e extensor u lnar do carpo, ligamento medial
do carpo, fibrocartilagem t riangular.
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 127

Tec.idos estressados: ligamentos laterais do carpo, trapézio e escafoide.

Fig ura 3.51 - Abdução.

Adução/flexão ulnar (20 - 35')

, .......
........
.

Figura 3.52 -Adução.

Os ferimentos e lesões da mão e punho desempenham um papel


signif icativo na vida cotidiana e nos esportes. O exame local exige bom
conhecimento da anatomia funcional e começa com inspeção para de-
tectar possíveis defeitos e anomalias.
Vista posterior Vista a nterior
Osteoartrite Osteoartrite
Dedo em martelo Artrite reumatoide
,__ Entorse ligamentar Dedo em gat ilho ~--:::::---l~
.:...'-1:__--0steoartrite Polegar em gati lho
-,,'-..Lesão LCV da articu lação Doença em - -~ ~-
MF do polegar Oupuytren

Tenossinovit e de Luxação do semilun,oa~r::::: :~°'."/


O'Ouervain e cist os sinoviais _
Fratura do escafoide Síndrome do t úne l
Cistos sinovia is do carpo

Figura 3.53 - Locais de dor referida por lesão no punho e mão.


TESTES ORTOPtDICOS DO PUNHO E MÃO HISTORIA. OBSERVAÇÃO E EXAME FISICO -
~
;;l
Articulação do carpo Teste de Musculatura Testes especiais
e metacarpo função motora da mão ~
o


o
t l l l ;::
m
;::
m
Teste de Teste de Grind Teste de Watson Teste d e Bu nnel 1-Li ttler (mão)
Finkelstein e da para o polegar e (punho) e dsalhamento se mil unar e Artérias i3
~

pulseira (punho) e
cisalhamento piramidal Teste de Allen ;::
Articul ação do punho ~
Teste da pul.sei ra ~
Nervo ulnar
Sinal de Tinel e Froment para
o polegar
Nervo mediano
Teste de Phalen e Phalen
reverso

t
Exames de Exames de Exames de
Eletromiografia
imagem imagem imagem

Tenossinovite
(inflamatóri ai
reumáti ca)
t
Osteoartri te e
fratura do
escafoid e
t
Osteoartrite e
tenossin ovite
6nflamatória/
t
Artrite reumatoide/
degenerativa, con tratura
e subluxação das

Neuropatia de
compressão d o nervo
med iano/ulnar e
reumática) articul ações IFP, do punho obstrução vascul ar
e fratura do escafoide
Figura 3.54 - Fluxograma dos testes ortopédi cos que avaliam o punho e mão.
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 129

NEUROPATIA COMPRESSIVA PERIFÉRICA


Teste de Phalen

Figura 3.55 - Ind icação de


lesão no nervo mediano .

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

1-tIAAk*I
Sinonímia: sinal da prece.
Conceito: é usado para confirmar o diagnóstico da síndrome do túnel
do carpo.
Descrição do teste: com o paciente sentado ou em pé, com a face dor-
sal de ambas as mãos em firme contato, mantendo a posição de flexão
máxima do punho em 90º por 60 segundos.
Correlação fisiopatológica: a compressão do retináculo dos músculos
flexores aumenta a compressão do nervo med iano quando os punhos
são flexionados (como no presente teste). Os casos de inflamação ou
fibrose das bainhas tendíneas dentro do canal desencadeiam sintomas
de alteração na transmissão sensorial ao longo do nervo mediano.
Significado do teste: o teste constitui resultado positivo ao produzir
sensação de choque ou parestesia na região de inervação no aspecto
lateral da face palmar da mão e 1°, 2º, 3° e 4° dedos.
Doenças correlacionada.s: alterações artrít icas ou tenossinovite dos
tendões do flexor dos dedos. A perda da dorsiflexão é sugestiva de
fratura de Colles.
Avaliação c.rit ica: nada digno de nota.
Observações relevantes: nada digno de nota.
130 TESTES 0 0 MEMBRO SUPERIOR

Teste de Phalen reverso

Figura 3.56 -Avaliação de síndrome


do túnel do e.arpo.

Escala de sensibil idade/confiabilidade

1-àiiiddil
Sinonímia: não há registro.
Conceito: esse teste é usado em conjunto com o de Phalen na avaliação
da síndrome do túnel do carpo.
Descrição do teste: com o paciente sentado ou em pé e a face ventral
das mãos em f irme contato, ele é orientado a manter a posição de ex-
tensão máxima do punho em 90º por 60 segundos.
Correlação físiopatológica: a posição de extensão do punho promove
estiramento neural e compressão do túnel do carpo pelos tecidos cir-
cundantes presentes. Em casos de inflamação ou f ibrose das bainhas
tend íneas dentro do canal, desencadeia sintomas de parertesia do ner-
vo mediano em todo seu percurso, comuns nessa cond ição.
Significado do teste: o teste é positivo para síndrome do túnel do carpo
quando reproduz sintomas de choque ou parestesia na região de iner-
vação no aspecto lateral da face palmar da mão e 1°, 2º, 3° e 4° dedos.
Doenças correlacionadas: síndrome do pronador redondo, do desfila-
deiro torácico e do nervo interósseo anterior.
Avaliação crítica: nada digno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 131

Teste de Tine/ no punho (nervo ulnar)

Figura 3.57 -Avaliação de compressão periférica


do nervo mediano e ulnar.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

lrrrrrrrrrrl
Sinonímia: sinal de Tinel no punho.
Conceito: esse teste avalia neuropatia periférica na d istribuição do
nervo mediano e u lnar.
Descr ição do teste: com o paciente sentado, o exam inador inspeciona
e palpa o punho dele, verificando se há sensibilidade sobre o túnel
nessa região (onde estão localizados o nervo mediano e ulnar). Em
seguida, percute o martelo de reflexos (hammer) ou o dedo indicador
sobre o túnel do carpo e de Guyon.
Correlação f isiopatológica: os sinais e sintomas apresentados durante
esse teste vão determinar o tipo de etiologia da compressão, que ocor-
re em diferentes localizações ao longo dos nervos.
Nervo mediano: pode ser comprimido entre as cabeças umeral e u lnar
do músculo pronador redondo e na região do túnel do carpo.
Nervo ulnar: no t ipo I, a compressão acontece no 1/3 inicial do canal,
levando a sintomas sensit ivos e motores. Nesse caso, o paciente apre-
senta garras nos quarto e quinto dedos e não há d istúrbios sensitivos na
região do ramo sensit ivo dorsal. No tipo li, somente o ramo motor será
comprimido, não havendo distúrbios de sensib ilidade. Nesse caso, opa-
ciente apresenta garra ulnar, com sensibilidade preservada. O tipo Ili
trata-se de compressão apenas dos ramos sensitivos, provocando d istúr-
bios de sensibilidade na área palmar do nervo ulnar, sem garra u lnar. As
consequências da compressão nervosa podem ser desde parestesia até
perda permanente da sensibilidade, paralisia motora e atrofia muscular.
A gravidade é determinada pelos fatores de magnitude e duração.
132 TESTES 0 0 MEMBRO SUPERIOR

Signif icado do teste: parestesias na d istribuição do nervo mediano são


sintomas de neuropatia mediana, na d istribuição do nervo u lnar suge-
rem neuropatia u lnar.
Doenças correlacionadas: falso aneurisma da artéria ulnar, artrite reu-
matoide, cistos, calcinose da esclerodermia, lipoma, fratura dos ossos
do carpo, anomalias musculares, cisto intraneural e trombose.
Avaliação c.ritica: o teste de Tinel pode ser aplicado em qualquer re-
g ião do corpo onde for possível a compressão superficial do nervo. O
examinador pode optar por utilizar um martelo de reflexos, embora
clinicamente seja mais eficiente usar apenas a ponta do dedo. Os testes
de eletromiografia e velocidade da condução nervosa são adotados
como critérios de inclusão.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
TENOSSINOVITE ESTENOSANTE
Teste de Finkelstein

Figura 3.58 - Ind icação de tenossinovite estenosante.

Escala de sensibil idade/confiabilidade

lti"hAAiil
Sinonímia: não há registro.
Conceito: o teste é indicado quando há suspeita de tenossinovite de
DeQuervain.
Descrição do teste: com o paciente em pé ou sentado, o examinador se
coloca ao lado dele e o orienta a cerrar o punho com o polegar f lexio-
nado na superficie palmar da mão e forçar o punho mediaimente.
Correlação f isiopatológica: o estiramento dos tendões durante o teste
evidencia a presença de microtrauma entre o músculo abdutor longo e
extensor curto do polegar por movimentos repetit ivos, causando infla-
mação e edema e impedindo o tendão de deslizar livremente dentro
da bainha comum do primeiro compartimento dorsal. Em casos crôni-
cos, a evolução do processo inflamatório pode atingir os tecidos sino-
viais peritendinoso e causar estenose.
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 133

Significado do teste: o teste é posit ivo para tenossinovite de DeQuer-


vain quando houver reprodução da dor (irradiada para o antebraço) e
crepitação na região do processo estiloide do rádio, embora sej a ines-
pecífico para tenossinovite do tendão do abdutor longo ou do extensor
curto do polegar. Ê importante excluir a possibilidade de osteoartrite
nas articulações do polegar.
Doenças correlacionadas: artrite da articulação basal do polegar, cisto
sinovial dorsal, fratura do escafoide, doença de Kienbock, artrite radio-
escafoide degenerativa, artrite triescafoide e síndrome de interseção.
Avaliação crítica: o teste pode ser realizado ativamente pelo paciente
ou passivamente pelo examinador e a reprodução dos sintomas de dor
é muitas vezes descrita como localizada e cortante.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
INSTAB ILIDADE CARPAL
Teste de Watson

Figura 3.59 - Ava liação de instabili-


dade do punho.
Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

Sinonímia: teste de instabilidade do escafo ide.


Conceito: o teste de Watson é uma manobra provocativa e dinâm ica,
útil para avaliar o grau de mobil idade do escafoide.
Descrição do teste: com o paciente em pé ou sentado, o examinador se
posiciona à sua frente, com uma das mãos estabil iza o punho dele e,
com a outra, apreende o escafoide e realiza movimento passivo de
desvio ulnar para radial.
134 TESTES 0 0 M EM BRO SUPERIOR

Correlação fi.siopatológica: na primeira fase da manobra, o punho do


paciente se encontra em posição de desvio ulnar e extensão, ao passo
que o eixo longitudinal do escafoide permanece paralelo ao eixo do an-
tebraço. Com o desvio radial e f lexão do punho, o escafoide é rotaciona-
do, o que leva seu eixo para a posição perpendicular à do antebraço. A
pressão oposta ao movimento de rotação normal (sobre a proeminência
valar do escafoide) exercida pelo examinador nos casos de lesão liga-
mentar propiciará deslocamento posterior do escafoide.
Sig nif icado do teste: o teste apresenta resultado positivo nos casos de
instabilidade/subluxação do escafoide, do sem ilunar, ou ainda, altera-
ções na região da borda dorsal do rádio com reprodução de dor, frou-
xidão ou estalido doloroso.
Doenças correlacionadas: subluxação e luxação, síndrome de impacto,
cistos, lesão da fibrocartilagem triangular e dor referida nas fileiras
proximal e d istal dos ossos do carpo ou da base de um dos metacarpais.
Avaliação crrtíca: esse teste é usado para classificar as três formas de
instabilidade escafo lunar - pré-d inâmica, d inâmica e estática.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
MUSCULATURA INTRÍNSICA DA MÃO
TESTE DE BUNNEL-LITILER

Figura 3.60 - (1) Flexor pr of undo e (2) flexor


longo do ind icador.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

1-tr-tr~ I
Sinonímia: intrínseco plus.
Conceito: indica compressão neuropática periférica do nervo ulnar e
avalia o tônus dos músculos intrínsecos da mão, determinando se a li-
mitação em f lexão da articulação interfalângica proximal é devido à
hipotonia deles ou resultante de contratura da cápsula articular.
Descrição do teste: o examinador posiciona a articulação interfalângica
proximal (1 FP) na posição neutra, enquanto tenta flexionar a articulação
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 135

interfalângica distal (IFD) (imagem 3.60) observando o g rau de flexão.


Em segu ida, o processo é repetido enquanto a articulação IFP é mant i-
da em ligeira f lexão.
Correlação fisiopatológica: nos casos de alt eração muscu lar e/ou cap-
sular, o mecanismo ext ensor fica comprometido, limitando os movi-
mentos articulares da IFP, de modo que o paciente é incapaz de o por a
ponta do dedo à articulação do polegar, como se o polegar empurrasse
os dedos para a direção ulnar.
Significado do teste: os ligamentos retinaculares oblíquos f icam relaxa-
dos quando a articulação IFP é colocada em leve f lexão. Um comprome-
t imento na f lexão da articulação IFD nessa posição indica acometimento
capsular dessa articulação. Caso os ligamentos retinaculares forem rela-
xados pela flexão IFP, promovendo amplitude total de flexão da ar-
t iculação IFD, sugere que a limitação inicial seja resultado da retração
dos ligamentos retinaculares.
Doenças correlacionadas: osteoartrite (nódulos de Heberden e Bou-
chard), artrite reumatoide, contratu ra e subluxação dasarticulações IFP.
Avaliação cr ft.ica: nada digno de nota.
Observações relevantes: na neuropatia do nervo ulnar, a adução do
dedo mínimo fica limitada e o t este deve ser aplicado em ambas as mãos
para comparação. A compressão do nervo pode ocorrer no túnel do
carpo, no cotovelo e no canal de Guyon, no pulso. O sinal de Tinel posi-
t ivo no terceiro e quarto dedos são sinais adicionais de compressão.
TESTES PARA O POLEGAR
Sinal de Froment (nervo ulnar)

Fig ura 3.61 -Constatação de neuropatia


do nervo u lnar.

Escala de sensibi lidade/confiabilidade


11:r~i:rl
Sinonímia: sinal do papel de Froment.
Conceito: esse teste é usado para avaliar o comprometimento do nervo
ulnar na mão pela avaliação do moviment o de adução do polegar.
136 TESTES 0 0 M EM BRO SUPERIOR

Descrição do teste: com o paciente sentado ou em pé, o examinador se


coloca à sua frente e o orienta a segurar o dedo indicador entre seu po-
legar e dedo indicador, enquanto tenta puxá-lo dessa posição.
Correlação fi.siopatológica: a paralisia ulnar tem como consequência a
perda da f lexão distal do polegar e do indicador, impossibilitando a ma-
nutenção da postura de preensão enquanto o examinador tenta puxar
seu dedo da posição original, o que resulta em um sinal de pinça t íp ico.
Significado do teste: o teste é posit ivo para comprometimento do ner-
vo ulnar quando o indivíduo tenta manter o gesto de p inça sobre o
dedo f lexionando a articulação IFP do polegar para compensar a fra-
queza do adutor do polegar em virtude da lesão. A hiperextensão
simultânea da articulação MCF do polegar durante esse teste é identifi-
cada como sinal de Jeanne.
Doenças correlacionadas: lesões traumáticas do nervo ulnar, neuropa-
t ias periféricas, avulsões muscu lares locais, amputações parciais e apla-
sias da mão.
Avaliação crítica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: essa condição é d iferente da lesão do nervo
interósseo anterior, cuj a compressão acontece embaíxo do pronador
redondo ou através da pressão pela h ipertrofia do bíceps.
Teste de Grind para o polegar (osteoartrite)

Fig ura 3.62 - Teste específico para articula-


ção metacarpofalângica do polegar.

978-85-412-!49-0
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 137

Figura 3.63 - Teste específico para articu la-


ção metacarpofalângica do polegar.

Sinonímia: não há registro.


Conceito: avalia osteoartrite na primeira articulação metacarpofalân-
g ica do polegar.
Descrição do teste: com o paciente sentado, o examinador se coloca à
sua f rente e, com uma das mãos, estabiliza o primeiro metacarpo, en-
quanto contata a falange proximal do polegar com os dedos da outra
mão. E, em seguida, aplica compressão axial com rotação e deslizamen-
to lateral na articulação MCF do polegar.
Correlação fisiopatológica: os movimentos realizados d urante a aplica-
ção do teste p rovocam sinais e sintomas próprios em casos de altera-
ções degenerativas.
Significado do teste: a sensibilidade, dor e crepitação à palpação du-
rante a circundução da articulação MCF do polegar são si nais de alte-
rações degenerativas ou inflamatórias na articu lação.
Doenças correlacionada.s: doenças metabólicas, d istúrbios anatôm icos,
t raumatismos, artrites e infecções. O diagnóstico d iferencial inclui
doença de Bennet, fratura de Rolando e, se a queixa do paciente acon-
tecer durante a oposição do polegar sob a resistência do examinador,
malformação congênita dos tendões do flexor longo do polegar e/ou
dos f lexores prof undos (teste Unburg, onde o paciente é orientado a
realizar um movimento combinado de f lexão e adução da palma da
mão contra o polegar com os dedos estendidos).
Avaliação c.r rtica: nada digno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
138 TESTES 00 MEMBRO SUPERIOR

INSTABILIDADE ENTRE OS OSSOS SEMILUNAR E PIRAMIDAL


Teste do cisalhamento

Figura 3.64 - Avaliação de estabilidade


do semi lunar e piramidal.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

l*****I
Sinonímia: teste do rechaço sem ilunopiramidal.
Conceito: avalia instabilidade entre os ossos sem ilunar e p iramidal.
Descrição do teste: o examinador, com uma das mãos, estabiliza o osso
semil unar entre o polegar e o dedo indicador e, com a outra mão,
desloca os ossos piramidal e pisciforme dorsal mente.
Correlação f i.s iopatológica: os movimentos das articulações durante a
realização do teste evidenciam o seu desgaste, lesão dos condrócitos e
d iminuição da mobilidade articular, desencadeando os sintomas t íp i-
cos dessa condição.
Significado do teste: o sinal é posit ivo para instabilidade entre as duas
articulações quando houver decrepitação ou movimento excessivo en-
t re os dois ossos.
Doenças correlac.ionadas: entorse ligamentar do punho com luxação
ou não, fratura do escafoide, artrite reumatoide e osteoartrose.
Avaliação crítica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: o teste de cisalhamento pode ser realizado
nas demais articulações do carpo.
TESTES DO MEMBRO SUPERIOR 139

OBSTRUÇÃO VASCULAR PERIFÉRICA


Teste de A llen

Figura 3.65 - Test e de insuficiência


das artérias ulnar ou rad ial.

Escala de sensibi lidade/confiabilidade

1-t:r****I
Sinonímia: não há reg istro.
Conceito: esse teste ava lia obstrução vascular periférica no punho.
Descr ição do teste: com o paciente sentado, o cotovelo do braço afe-
tado flexionado e o antebraço supinado, o examinador fornece supor-
te à mão dele e o instrui a fechar o punho. Em seguida, com a outra
mão, o examinador exerce pressão com os dedos para ocluir a artéria
radial e u lnar. Na sequência, o paciente abre e f echa o punho testado
e o examinador libera as artérias, uma de cada vez.
Correlação fisiopatológica: o suprimento sanguíneo da mão localiza-se
principalmente na superfície anterior do punho. Em condições nor-
mais, o enchimento da mão é realizado após 5 segundos da liberação
da oclusão arterial, caso isso não ocorra é sugestivo de comprometi-
mento vascu lar.
Significado do teste: o sinal é positivo para obstrução vascular se a
pele da palma permanecer descorada por mais de 5 segundos. Se a
pele pálida da pa lma se ruborizar após a liberação de uma das artérias,
o sinal é considerado negativo.
Doenças correlacionadas: d ist rofia simpática, síndrome do martelo
hipotenar, síndrome do túnel do carpo, falso aneurisma da artéria
ulnar, artrite reumatoide, cistos, calcinose da esclerodermia, lipoma,
fratura do s ossos do carpo, anomalias muscu lares, cisto intraneural,
traumas e trombose.
140 TESTES 00 MEMBRO SUPERIOR

Avaliação crítica: nada d igno de nota.


Observações relevantes: se durante o teste o paciente referir pareste-
sia é indicativo de síndrome do túnel do carpo.
ARTRITE REUMATOIDE
Teste da pulseira

Figura 3.66 - Út il na identificação da


artrite reumatoide.

Sinonímia: não há reg istro.


Conceito: esse teste avalia alterações degenerativas do punho.
Descrição do teste: com o paciente sentado e o cotovelo flexionado, o
examinador aplica compressão lateral leve a moderada nas extremida-
des d istais do rádio e da u lna do punho afetado. O examinador pode
orientar o paciente a fechar o punho enquanto aplica compressão, o
que intensifica a dor e faci lita detectar a loca lização das estruturas
mais comprometidas.
Correlação fi.siopatológica: a pressão realizada pelo examinador medial-
mente e lateralmente pressiona a bainha edemaciada dos tendões ex-
tensores, promovendo dor próximo ao ligamento transverso do carpo.
Signif icado do teste: o sinal é positivo para artrite reumatoide se a
compressão provocar dor aguda no antebraço, punho e mão. A ampli-
tude de movimento articular alterada sugere instabilidade ligamentar.
Doenças correlac.ionadas: d istrofia simpática, síndrome do martelo
hipotenar, síndrome do túnel do carpo, falso aneurisma da artéria
ulnar, artrite reumatoide, cistos, calcinose da esclerodermia, lipoma,
f ratura dos ossos do carpo, anomalias musculares, cisto intraneural,
traumas e trombose.
Avaliação crítica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: se durante o teste o paciente referir pareste-
sia é indicativo de síndrome do túnel do carpo.
Capítulo 4

TESTES DO MEMBRO INFERIOR

ARTICULAÇÃO DO QUADRIL

Figura 4.1 - Vista ant erio r da articu lação


do quadril.

QUADRO 4.1 - RELAÇÃO DE TESTES DO QUADRIL


• Luxação congênita do quadri l
- Sinal de Allis
- Teste do telescópio
• Fratura do quadril
- Test e da bigorna
• Testes de contratura do quadril
- Sinal de Ely
- Test e de Ober modificado
- Teste de Th omas
• Lesões gerais da articulação do q uadril
- Teste de Patrick
- Test e do pirifo rme
- Test e de Trendelenburg
• Discrepância do comprimento real do membro inferior
- Test e do comprimento real dos membros inferiores

AMPLITUDE DE MOVIMENTO
Flexão (115 - 125º) com o j oelho flexionado e 80 - 90º com o j oelho reto.
Múscu los ativados: iliopsoas, reto f emoral e sartório.
Tecidos alongad os: glúteo máximo, isquiossurais e nervo ciático.
142 TESTES 00 M EMBRO INFERIOR

Tecidos comprimidos: músculos da região anterior do quadril, porção an-


terior da cápsula articular, ligamentos inguinal, femoral e nervo femoral.

..
\ ·,

Figura 4. 2 - Flexão.

Extensão (20 - 30•)


Músculos ativados: g lúteo máximo e isqu iossurais.
Tecidos alongados: músculos iliopsoas, reto femoral, sartório, porção an-
terior da cápsula articular, ligamento inguinal, f emoral e nervo femoral.
Tec.idos comprimidos: musculatura posterior do quadril e porção pos-
terior da cápsula articular posterior.

.................

Figura 4 .3 - Ext ensão.


TESTES 0 0 M EM BRO INFERIOR 143

Abdução (40 - 50')


Múscu los ativados: g lúteo méd io, mín imo e tensor da fáscia lata.
Tecidos alongados: músculos adutores da coxa, g rácil e porção medial
da cápsula articular do quadril.
Tecidos comprimidos: estruturas laterais do quadril (cápsula articular e
lábio acetabular lateral).

••••
•,.,.., ....
........

Figura 4.4 - Abdução.

Adução (15 - 30')


Múscu los ativados: adutores da coxa e gráci l.
Tecidos alongados: glúteo médio, mínimo, tensor da fáscia lata e trato
iliotibial.
Tecidos comprimidos: estruturas da porção medial do quadril .

.........•

Figura 4.5 - Adução.


144 TESTES 00 M EMBRO INFERIOR

Rotação lateral (25 - 50•)


Músculos at ivados: piriforme, quadrado femoral, gêmeos superior e
inferior, obturador interno e externo.
Tec.idos alongados: músculos tensor da fáscia lata, g lúteo médio e mí-
nimo e região anterior da cápsula articular.
Tec.idos comprimidos: estruturas posteriores do quadril.

' - - 1

Figura 4.6 - Rotação lateral.

Rotação Medial (35 - 50•)


Músculos ativados: músculo tensor da fáscia lata, glúteos médio e mínimo.
Tec.idos alongados: piriforme, quadrado femora l, gêmeo
superior e inferior, obturador interno e externo e a área
posterior da cápsu la articular.
Tec.idos compri midos: região anterior da cápsula articular.

Figura 4.7 - Rotação medial.


TESTES 0 0 M EM BRO INFERIOR 145

A dor no quadril pode ter diferentes causas. Em crianças e adoles-


centes é geralmente sinal de doença grave e, portanto, sempre requer
avaliação d iagnóstica minuciosa. Os pacientes, em geral, além da dor
local, referem dor na virilha ou na região posterior do trocanter maior,
que pode irradiar para a face med ial da coxa até o joelho. O d iagnós-
t ico d if erencial inclui d istúrbios do tendão dos adutores, da coluna
lombar e, principalmente, da articulação sacroilíaca.

Vista posterior Vista lateral Vista anterior

~ Junção toracolombar
Contrat ura do
reto femoral
Lombalgia
Frat ura
Síndrome do
piriforme Crista púbica

\
ilíaca

Acetábulo

Dor na

r
articulação Bursite
do quadril t rocantérica

I
Lesão da
virilha
Tensão isquiossurais Dor articular
Dist ensão na virilha

Figura 4.8 - Locais de dor referida


por lesão no q uadril.
TESTES ORTOPtOICOS OA ARTICULAÇÃO 00 QUADRIL HISTÓRIA. OBSERVAÇÃO E EXAME FISICO -
8;
;;l
Luxação congênita do quadril Contratura do quadril Comprimento do membro
inferior
Lesões gerais do quadril
~
o
o
;::

J
Sinai de Allis e
J
Bigorna
J
Teste de Thomas, Ober
J
Discrepância do comprimento
l
Patrick. Trend elemburg e
m
;::
m
õ
2
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teste do telescópio modificado e sinal de Ely real do membro inferior piriforme m
,!!
o

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Examede
i
Escanometria e
;,,

imagem exames de imagem

l
Coxa vara. Legg·~Calvé~Perthes, Sinovite transitória, Legg ~
!
Luxação do quadril, coxa Osteonccrose, artrite
infecção, artrite, fratura, Calvé.Perth es, di.sfu nção vara, fratura, infecção e reumatoide, degenerativa,
osteoartrose e osteoporose museu lar (ili opsoas e trato artrite fratura, subluxação do
ili otibial ). tumores, quadril., radiculopatia, hérnia
meralgi a parestésica e discai e I esão do neurônio
alterações no nervo motor superior
femoral

Figura 4.9 -Fluxograma dos testes ortopédicos que avaliam a articulação do quadril.
TESTES 0 0 MEMBRO INFERIOR 147

LUXAÇÃO CONGÊNITA DO QUADRIL


Sinal de AI/is

Figura 4.10 - Avaliação de difere nça do


comprimento das pernas.
Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

Sinonímia: sinal de Galeazzi.


l*****I
Conceito: detecta deslocamento unilateral congênito do quadril em
crianças entre 3 e 18 meses de idade e d iscrepância entre a t íbia e o
fêmur.
Descrição do teste: o paciente é posicionado em decúbito dorsal, com
os quadris e j oelhos f lexionados em 90• e pés alinhados. O exam inador
observa a altura dos joelhos pelo ângulo anterior e lateral.
Correlação fisiopatológica: em quadris normais, os dois joelhos estão
no mesmo n ível. A luxação posterior da cabeça do fêmur ou redução
do comprimento da t íbia reflete um joelho mais baixo do lado afe-
tado, ao passo que a luxação anterior reflete um joelho mais longo do
lado afetado ou aumento do comprimento da t íbia.
Significado do teste: a posição sugerida no teste permite que o exami-
nador se coloque à f rente do paciente para observar a altura dos joe-
lhos dele. No caso de um deles estar mais alto que o outro é sugestivo
de def iciência femoral (luxação) ou d iscrepância de comprimento t i-
bial. Se o exam inador realizar a observação lateralmente ao paciente e
constatar que a posição de um dos j oelhos está mais à f rente do que o
outro é indicativo de d iscrepância de comprimento femoral (displasia),
luxação, ou ainda, aumento do comprimento da t íb ia e d iscrepância
do fêmur.
Doenças correlacionadas: coxa vara, doença de Legg-Calvé-Perthes,
perda da cartilagem articular por infecção ou artrite, luxação do qua-
d ril, coxa valga como consequência de poliomielite, defeito congênito
148 TESTES 00 M EMBRO INFERIOR

do desenvolvimento, crescimento epif isário prej ud icado ou fratura


prévia com superposição dos fragmentos, que ocorre abaixo do n ível
t rocantérico.
Avaliação c.rítica: esse teste produzirá resultado falso-negativo em ca-
sos de luxação bilateral do quad ril.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste do telescópio

r ., ~.--==--=------
Figura 4.11 - Útil na ident ificação de luxa-
ção congên ita do q uadril.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

li:7~1
Sinonímia: sinal de telescopagem e teste do pistão ou de Dupuytren.
Conceito: avalia luxação congênita do quadril.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal, o examinador
f lexiona o quadril suspeito e o joelho a 90º. Em seguida, segura a coxa e a
empurra para baixo, no sentido da maca. Na sequência, a puxa para cima.
Correlação f isiopatológica: a abdução da coxa f lexionada em 90º asso-
ciada aos movimentos de empurrar e puxar produz normalmente um
movimento restrito. Em casos de propensão ou de luxação do quadril,
o movimento será excessivo com possível estalido
Signif icado do teste: o movimento articular excessivo é denominado
"telescopagem".
Doenças correlac.io nadas: luxação congênita do quadril, d isplasia ace-
tabu lar, coxa vara, raquitismo, doença de Legg-Calvé-Perthes, desliza-
TESTES 00 M EMBRO INFERIOR 149

mento da epífise da cabeça do fêmur. traumas, alterações artrít icas


secundárias do quadril (entre a cabeça do fêmur e o ílio) e na coluna
(resultado de escoliose de longa duração).
Avaliação crft.ica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
FRATURA DO QUADRIL
Teste da bigorna

Figura 4.12 - Indicação na suspeita


de fratura do quadri l.
Escala de sensibi lidade/confiabilidade

L* AAAAI
Sinonímia: teste de Anvil.
Conceito: esse teste avalia a possibilidade de fratura do quadril. Em
pessoas j ovens geralmente está associada a trauma, em pacientes ido-
sos é resultado de doenças degenerativas.
Descr ição do teste: enquanto o paciente se posiciona em decúbito dor-
sal, o examinador eleva, com uma das mãos, o membro inferior acome-
t ido e, com o punho, golpeia o calcâneo na região inferior.
Correlação f isiopatológica: o golpe imposto pelo examinador na re-
g ião inferior do calcâneo do paciente é transmitido para o quadril,
reproduzindo dor localizada no quadril, coxa, perna e/ou ca lcâneo.
Significado do teste: dor na virilha ou na coxa sugere inflação (os-
teoartrite) ou fratura do fêmur. Em pacientes com artroplastia total de
quadril, a dor na virilha sugere afrouxamento do implante na parte
acetabu lar e a dor na região lateral da coxa, afrouxamento da haste
femoral. Os sintomas na coluna lombar ocorrem na doença do d isco
intervertebral ou nas desordens reumáticas da coluna.
150 TESTES 00 MEMBRO INFERIOR

Doenças correlacionada.s: câncer cervical, fratura do quadril, principal-


mente em pessoas idosas (em geral resultado de queda que causa f ra-
turas intertrocantéricas no colo do fêmur, podendo deixar o membro
encurtado e virado lateralmente), osteoartrite e osteoporose estão
sempre presentes nessa região anatômica.
Avaliação crítica: os exames de imagem são indicados para identifica-
ção do t ipo de fratura, facilmente evidentes com o desvio e interrup-
ção da li nha de Shenton.
Observações relevantes: sugere-5e realizar t rês golpes seguidos, varian-
do a força de menor para maior para garantir um resultado mais acurado.
TESTES DE CONTRATURA DO QUADRIL
Sinal de Ely

•.
· ..
\
...

Figura 4.13 - Ind icação para diagnosti·


car lesão do nervo femoral.

Escala de sensibilidade/confiabilidade
11ii:ifr?H:i l
Sinonímia: calcanhar de Ely para alcançar a nádega.
Conceito: avalia inflamação rad icular lombar do nervo femoral e en-
curtamento muscular do reto femoral.
Descrição do teste: com o paciente deitado em decúbito ventral, com as
pernas relaxadas e dedos dos pés para fora da borda da maca, o exami-
nador estabiliza a pelve com uma das mãos, enquanto, com a outra,
segura o tornozelo do paciente e induz f lexão passiva do joelho, procu-
rando fazer com que o calcanhar toque a região g lútea oposta.
Correlação fisiopatológica: a lesão no quadril, que compromete o
músculo iliopsoas ou sua bainha, impossibi lita a extensão da coxa a
qualquer grau normal. O encurtamento do reto femoral torna a f lexão
TESTES 00 MEMBRO INFERIOR 151

do quadril um movimento resistente, fazendo com que o paciente le-


vante a nádega involuntariamente para reduzir a pressão de t ração
sobre o músculo reto femoral. As raízes nervosas lombares inflamadas
reagirão ao movimento produzindo dor radicular femoral.
Significado do t este: o teste é considerado positivo para encurtamento
muscular quando há resistência à realização do movimento de acordo
com o aumento da f lexão do joelho. Quando houver dor na coxa ante-
rior o achado indica inflamação das raízes nervosas lombares.
Doenças correlacionadas: estenose do canal vertebral, déficit neuroló-
g ico por compressão das raízes nervosas de T1 2 - L4, d istensão muscular
do iliopsoas ou quadríceps femoral, contratura iliotibial, litotomia,
aneurisma da aorta, da ilíaca, tumores, mera lgia parestésica e altera-
ções secundárias à doença sistêmica, como d iabetes.
Avaliação crítica: o examinador deve estar atento para diferenciar a
lesão do nervo femoral da contração da faixa iliotibial. Em casos em
que o acometimento é na faixa iliotibial, o membro testado não sofre
adução, permanecendo elevado da maca enquanto o tendão, que pas-
sa sobre o trocanter maio r, mantém o membro abduzido. A lesão do
nervo femoral apresenta-se com história diferente e a dor referida ten-
de a ser mais forte.
Observações relevantes: se durante a realização do teste os sintomas
ocorrerem no membro contralateral é denominado teste de d istensão
femoral cruzado. Em casos de prolapso discai lombar alto e médio, a
dor irradia-se na d ireção da virilha e na face anterior da coxa.
Teste de Ober modificado

Figura 4.14 - Teste de Ober e abaixo Ober mod ificado.


Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

1 i::r-trtrf:(1r 1
152 TESTES 0 0 MEMBRO INFERIOR

Sinoním ia: teste de adução posterior e teste de alongamento do tra-


to iliotibial.
Conceito: teste de comprimento do músculo tensor da fáscia lata, usa-
do para detectar contraturas da banda iliotibial.
Descrição do teste: o paciente fica em decúbito lateral, com a perna a
ser testada do lado superior e a inferior f lexionada. O examinador pas-
sivamente abduz e estende o quadril do paciente, mantendo o joelho
estendido. Em seguida, o examinador solta a perna do paciente e ob-
serva o movimento natural de adução do q uadril a favor da gravidade.
Correlação fisiopatológica: a posição adotada durante o teste permite
avaliar alterações no tensor da fáscia lata e no t rato iliotibial, que tem
como função abduzir o quadril. Se a coxa do paciente, após extensão e
abdução, descer lentamente, denota contratura do músculo ou do trato
iliotibial. É indicado exame dos joelhos para determinar o alinhamento
em valgo ou varo, alinhamento da pronação do retropé, do tornozelo e
pé tipo cavo ou plano.
Significado do teste: se a reprodução da dor ocorrer no quadril, a d is-
função se localiza nessa articulação; se a dor se localizar na região do
trocanter sugere bursite t rocantérica e, se houver d iminuição da am-
plitude de movimento, é indicativo de contratura do t rato iliotibial.
Doenças correlacionadas: alteração muscular ou bursite no iliopsoas,
bursite trocantérica, sinovite transitória do quadril, poliomielite, me-
n ingomielocele e, quando ocorrer sinais neurológ icos (dor, parestesia)
durante o teste, a suspeita é de alteração no nervo femoral.
Avaliação crítica: é aconselhável que o examinador se mantenha aten-
to para não permit ir a rotação medial ou a f lexão do quadril, pois, se
isso ocorrer, haverá relaxamento do músculo, gerando falso negativo.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de Thomas

Figura 4.15 - Contratura em flexão


do quadril direito.

Escala de sensibil idade/confiabilidade

l*-ft**1::rl
TESTES 00 MEMBRO INFERIOR 153

Sinonímia: não há registro.


Conceito: o teste de Thomas avalia a extensão do quadril.
Descrição do teste: o paciente está posicionado em decúbito dorsal
sobre a maca, a coxa da perna não afetada é f lexionada ativamente na
d ireção do tórax, o examinador orienta o paciente a segurar a coxa
nessa posição com ambas as mãos enquanto observa a postura da re-
gião lombar e da perna afetada. A coluna lombar deverá achatar-se e
a perna oposta deverá manter-se horizontalmente à maca.
Correlação fisiopatológica: quando o membro examinado permanece
em contato com a maca, o ângulo de incl inação pélvica alcançado cor-
responde ao máximo da hiperextensão do quadril. Em casos de contra-
tura, há aumento da flexão do quadril ou inclinação pélvica, que pode
ser quantificado pela medição do ângulo de f lexão. E indicado realizar
o exame laboratorial de hemossedimentação, que poderá estar elevada.
Significado do teste: se a lordose lombar permanecer, a perna testada
f lexionar ou se o paciente não for capaz de descansar a perna horizon-
talmente sobre a maca, o teste é posit ivo e indica contratura do qua-
d ril ou encurtamento dos músculos iliopsoas ou reto femoral.
Doenças correlacionada.s: sinovite transitória, Legg-Calvé-Perthes, ten-
d inite do iliopsoas, osteoartrite, deformidade articular do quadril, al-
terações articulares na coluna lombar, além de dor referida de algumas
condições abdominais.
Avaliação c.rftica: nada digno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
LESÕES GERAIS DA ARTICULAÇÃO DO QUADRIL
Teste de Patrick

Figura 4.16 - Constatação de lesões gerais


da articulação do quadril e sacroilíaca.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

1 ***** 1
154 TESTES 00 M EMBRO INFERIOR

Sinonímia: test e de Jansen, teste da figura do quat ro e Fabere.


Conceito: test e usado para detectar condições patológicas do quadril,
como artrit e, ou na articu lação sacroilíaca.
Descrição do teste: com o paciente em decúbit o dorsal e o membro a
ser examinado em f lexão, abdução e rotação lateral até o maléolo la-
teral se apoiar no joelho oposto, logo acima d a patela. Nessa posição,
o joelho do lado a ser testado é levemente comprimido para baixo e,
simu ltaneamente, o examinador aplica contrapressão no ilíaco opost o.
Correlação f isiopatológica: as doenças intra-articulares da articulação
sacroilíaca e quadril, em geral, produzem rigidez, fibrose e encurtamen-
to capsular, o que resulta em limitação da extensão, abdução e rotação
medial do quadril, portanto, a dor durante esses movimentos caracteri-
za achado posit ivo para a condição patológica em uma dessas regiões.
Significado do teste: dor na virilha pode ser sinal de doença de Legg-
-Calvé-Perthes. O agravamento da dor nas regiões do quadril, na
sacroilíaca, ou se o membro testado permanece em um plano acima do
membro oposto são sinais posit ivos para comprometiment o local.
Um resultado negat ivo é indicado quando o membro testado cai na
d ireção da maca ou chega a f icar paralelo ao plano do membro oposto
sem dor.
Doenças correlacionadas: osteonecrose, art r ite reumatoide, artrite
degenerativa, Legg-Calvé-Perthes e d isfunções lombares (diagnósti-
co d iferencial).
Avaliação crítica: clinicamente, esse teste não fornece informação so-
bre uma condição específ ica.
Observações relevantes: Fabere é um acrón imo para a f lexão, abdu-
ção, ext ensão e rotação externa do quadril, além de ser a posição ini-
cial do test e.
Teste do piriforme

Figura 4.17 -Ava liação de síndrome do piriforme.

Escala de sensibilid ade/confiabilid ade

l*****I
TESTES 00 MEMBRO INFERIOR 155

Sinonímia: não há registro.


Conceito: o teste está indicado para constatar retração do músculo pi-
riforme ou dor do nervo ciático.
Descr ição do teste: com o paci ente em decúbito lateral, com o mem-
bro afetado para cima e posicionado entre 60 e 90º de flexão do qua-
d ril e 90º de f lexão do joelho, o examinador se posiciona à frente ou
atrás dele, estabiliza a pelve com uma das mãos e, com a outra, pres-
siona o joelho para baixo.
Correlação fisiopatológica: os movimentos realizados durante o teste
tensionam os músculos rotadores laterais e o músculo piriforme. Se o
traj eto do nervo isquiático passar através do músculo piriforme e não
sob ele e se o múscu lo estiver tenso desencadeará dor na nádega. Em
casos em que o músculo pi nça o nervo ciático, haverá sintomas radicu-
lares em toda extensão do nervo.
Significado do teste: o teste é posit ivo para compressão do nervo ciá-
t ico pelo músculo piriforme em casos de dor nas nádegas ou ao longo
do traj eto do nervo ciático.
Doenças correlacionadas: rad iculopatia de S1, hérnia discai lombar, le-
são do neurônio motor superior, além de doenças sistêmicas viscerais
que referem dor na coluna lombar.
Avaliação c.ritica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de Trendelenburg

Figura 4.18 - Test e para avaliar a função


da musculatura pélvica e trocantérica.
Escala de sensibi lidade/confiabilidade

l*~ I
156 TESTES 00 MEMBRO INFERIOR

Sinonímia: não há registro.


Conceito: avalia fraqueza do sistema abdutor do quadril durante a sus-
tentação unilateral do peso.
Descrição do teste: com o paciente em pé, o examinador se posiciona
atrás dele em uma posição favorável e avalia a simetria das estruturas
pélvicas posterio res. Em seguida, orienta o paciente a permanecer em
pé, apoiado em um único membro.
Correlação fi.siopatológica: o músculo glúteo médio funcionalmente ati-
vo estabiliza a pelve pelo lado da sustentação do peso, mantendo o nível
da pelve no lado sem apoio. Esse equilíbrio é conseguido mecanicamente
pela fixação d istal do glúteo médio e mínimo, tracionando e mantendo
o nível da pelve. Se a articulação do quadril estiver comprometida, ela
f icará alta no lado do apoio e baixa no lado da perna elevada.
Sign ificado do teste: o teste positivo é ind icado quando, durante a
sustentação un ilateral do peso, a pelve cai na d ireção do membro
sem apoio.
Doenças correlacionadas: Legg-Calvé-Perthes, poliom ielite, distrofia
muscu lar, coxa vara, pelve de Otto, separação epif isária e ancilose
coxofemoral.
Avaliação critica: um falso posit ivo para esse teste poderá ser observado
em 10% dos pacientes com disfunção no quadril, devido à dor. A chama-
da marcha de Trendelenburg pode ser realizada como avaliação inicial.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
DISCREPÂNCIA DO COMPRIMENTO REAL DO MEMBRO INFERIOR
Teste do comprimento real dos membros inferiores

Figu ra 4.19 - Avaliação do comprimento das pernas.

Escala de sensibilidade/confiabilidade
1 ?i?ifrti?:i 1
TESTES 00 MEMBRO INFERIOR 157

Sinonímia: não há registro.


Conceito: a mensuração do comprimento verdadeiro da extremidade
inferior determinará se a d iferença entre os membros é real e identifi-
cará sua etiologia, secundária à desigualdade óssea da pelve, do fêmur
ou da t íbia.
Descrição do teste: o paciente está deitado em decúbito dorsal, com os
pés estendidos, joelhos e quadris retos e as espinhas ilíacas anterossu-
periores (EIAS) expostas. O exam inador marca o ápice das espinhas ilía-
cas e a crista dos ílios, em seguida, mede a distância compreendida
entre as EIAS e os maléolos mediais, registrando e comparando com a
medida do lado oposto. A diferença entre a d istância desses pontos
determinará se uma extremidade é mais curta que a outra.
Correlação fisiopatológica: a d iferença registrada entre os membros in-
feriores é indicativo da etiologia da desigualdade, que pode ser do fê-
mur, da t íbia e óssea da pelve. Quando há suspeita de le5âo na articulação
sacroilíaca, a rotação posterior (nutação) do ílio sobre o sacro, conforme
demonstra o teste, acarreta diminuição no comprimento do membro
inferior e a rotação anterior (contranutação), no lado oposto. Em geral,
quando o osso ilíaco de um lado é mais baixo, o membro inferior do
mesmo lado é mais longo.
Significado do teste: o sinal é posit ivo quando há desigualdade supe-
rior a 1,3 cm no comprimento entre os membros inferiores e sugere
anormalidades acima ou abaixo do nível do trocanter.
Doenças correlacionadas: coxa vara, doença de Legg-Calvé-Perthes,
perda da cartilagem articular por infecção ou artrite, luxação do qua-
d ril, coxa valga secundária a poliomielite, defeito congênito do desen-
volvimento, crescimento epifisário prej udicado ou fratura prévia com
superposição dos fragmentos, que ocorre abaixo do nível trocantérico.
Avaliação critica: o acompanhamento com medições dos ossos indivi-
dualmente é realizado pela escanometria e por exames de imagem,
métodos mais acurados para medição e aná lise de discrepâncias do
comprimento real do membro inferior, especialmente quando os sinto-
mas clín icos estiverem presentes.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
158 TESTES 00 M EMBRO INFERIOR

ARTICULAÇÃO DO JOELHO

Figura 4.20 - Vista anterior do joelho


normal e com artrose.

QUADRO 4.2 - RELAÇÃO DE TESTES DO JOELHO


• Instabi lidade dos meniscos
- Teste da compressão e tração de Apley
- Teste de McMurray
• Teste das pregas
- Teste da plica sinovial
• Inst abi lidade ligamentar
- Teste de estresse em valgo e varo para joelho
- Teste da gaveta anterior e posterior
- Teste de Lachman
• Disfunção patelofemoral
- Teste da apreensão da patela
- Teste de Clarkes
• Sínd rome do trato ilio tibial
- Teste de Noble
• Condromalácia patelar
- Teste de Waldron
• Osteocondrite dissecante
- Teste de W ilson

AMPLITUDE DE MOVIMENTO DO JOELHO


Flexão (130 - 150')
Músculos ativados: semitendíneo, semimembranáceo, bíceps femoral
e poplíteo.
Tec.idos alongados: músculos quadríceps e nervo femoral.
Tec.idos comprimidos: estruturas da fossa poplítea (artéria poplítea e
nervo t ibial) e compressão da patela na direção dos côndilos femorais.
TESTES 0 0 MEMBRO INFERIOR 159

Figura 4. 21 - Flexão.

Extensão (O a 5°)
Múscu los ativados: vasto medial, lateral, intermédio e reto femoral
(quadríceps).
Tecidos alongados: semitendíneo, semimembranáceo, bíceps femoral,
poplíteo, gastrocnêmio e nervo ciát ico.
Tecidos comprimidos: estruturas da região anterior do joelho.

..... ·•
Figura 4.22 - Extensão.
160 TESTES 0 0 MEMBRO INFERIOR

Preconiza-se que a avaliação seja realizada bilateralmente, priori-


zando o j oelho saudável. Muitas pessoas apresentam frouxidão liga-
mentar, o que pode mascarar uma lesão no mesmo. Durante o exame
é importante identificar o local da dor, o t ipo, a duração e quando ela
ocorre. O diagnóstico diferencial deve incluir transtornos das ar-
ticulações adjacentes. Os pacientes com osteoartrite do quadril f re-
quentemente relatam dor q ue irradia para o joelho. A lterações na
coluna lombar, sacroilíaca, encurtamento da perna, desvios axiais e de-
f ormidades do tornozelo também podem causar sintomas no joelho.
Transtornos de outros sistemas também devem ser considerados ao
avaliar d isfunção neurovascular d istal. O j oelho é afetado em 60% dos
casos de artrite reumatoide.
Vista med ial Vista latera l
do joelho do joelho
Entorse do ligamento
Síndrome da
colateral medial
banda iliotibial
Lesão do menisco
medial ------i~ - ,_ Entorse do
ligamento

Síndrome d a p lica -----J--- colatera l lateral

Lesão do
Vista posterior Vista anterior menisco lateral
do joelho do joelho
Condromalácia Tendinite poplítea
patelar

Bursite
anserina

Cisto de Osgood-Schalatter
Baker

Figura 4. 23 - Locais de dor referid a


por lesões do joelho.
TESTES ORTOPtOICOS 00 JOELHO HISTÓRIA. OBSERVAÇÃO E EXAME FfSICO

Trato Lesões Lesões Lesões da Lesões Quadrlceps Instabilidade ligamentar


lllotlblal patclofcmoral mcnlscais prega condllarcs Cruzado anterior e Ligamentos colaterais
posterior

Noble Clarkes Apreensão Compressão Plica Wilson Apreensão Lachmann Gaveta Estresse Estresse varo
do pMela e e tração de sinovial da pa~la e goveta posterior valgo
Wilson Aplcy e anterior
McMurray

Crepitação

;;l

Síndrome lnstabilida·
l
Artrose Lesão Síndrome Oneocon· Lesão Lesão do Lesão do Lesão Lesão
;;i
~

o
o
;::
m
do trato de patelar retropatelar medial e/ou da plica drite disse- ligamentar ligamento ligamento ligamentar ligamentar ;::
~
iliotibial, (cor\droma- lateral do cante do quadrí- cruzodo cruzado e tendino- e tendino-
inclinação lácia) menisco ccps anterior posterior patia patia õ
pélvica e z
~
m
joelho em
varo "'õ
"'
Figura 4.24 - Fluxograma dos testes ortopédicos que avaliam o joelho. --
~
162 TESTES 00 MEMBRO INFERIOR

INSTABILIDADE DOS MENISCOS


Teste de compressão e tração de Apley

"......... ... .... ...........'!

Figura 4.25 - Ava liação


de lesão do men isco.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

Sinonímia: teste de esmerilhar de Apley e tração de Apley.


Conceito: esse teste avalia lesão dos ligamentos cruzados e rupturas
meniscais.
Descrição do teste: o teste é realizado em duas etapas a seguir.
Compressão - o paciente se deita em decúbito ventral e joelhos
f lexionados a 90'. O exam inador aplica força compressora na planta
do pé e realiza rotação medial e lateral.
Tração - com o paciente na mesma posição, o examinador rea liza
t ração em vez de compressão plantar.
Correlação fisiopatológica: a compressão, tração e rotação do joelho,
demonstradas nesse teste, favorecem a avaliação do mecanismo rota-
dor do j oelho, que é realizado de forma sincrônica - a t íbia roda late-
ralmente à medida que o joelho se estende e mediaimente quando ele
é f lexionado. Se essa sincronia for alterada por queda, ruptura de car-
t ilagem, fratura transversa (em pacientes geriátricos), pressão e esme-
rilhamento entre o fêmur e a t íbia desencadeando lesão no menisco e
nos ligamentos, principalmente no medial, p roduzirá os sintomas t ípi-
cos das referidas lesões.
TESTES 0 0 MEMBRO INFERIOR 163

Signif icado do teste: dor durante a rotação da perna, com tração apli-
cada, sugere lesão nos ligamentos capsulares; durante a compressão
sugere lesão de menisco; durante a rotação medial sugere lesão do me-
nisco, da cápsu la e/ou ligamento lateral; em rotação lateral indica lesão
do menisco ou cápsula e/ou ligamento medial. A crepitação está pre-
sente em casos de lesão do menisco d iscoide ou cisto meniscal.
Doenças correlacionada.s: alterações traumáticas, degenerativas e con-
gên itas do joelho. A dor referida ao j oelho pode ser primariamente do
quadril, coluna lombar, pé ou tornozelo.
Avaliação c.rrtica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: os principais sinais de lesão meniscal são os
descritos a seguir:

• Dor na linha articular do joelho


• Crepitação ou sensação de movimento patelar
• Travamento do j oelho imped indo que ele sej a estendido.

Em casos de suspeita de lesão meniscal deve ser realizado o teste de


compressão patelar com hiperflexão.
Teste de McMurray

J
Figura 4.26 - Avaliação de lesão do menisco.

Escala de sensibi lidade/confiabilidade

Sinonímia: sinal de Fouche.


l*****I
Conceito: indicado para avaliar o mecanismo de lesão meniscal medial
ou lateral.
164 TESTES 00 MEMBRO INFERIOR

Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal e o joelho to-


talmente f lexionado, o examinador roda a t íbia do paciente med ial e
lateralmente, em segu ida estende o membro na maca. Em casos de
f ragmento livre meniscal essa ação resulta em estalido e dor.
Correlação f isiopatológica: os movimentos de amplitude da f lexão do
joelho somados à aplicação da rotação medial da tíbia, seguida por ex-
tensão, realizados pelo examinador, mitificam a história natural da de-
formação do menisco e testam desde a sua porção posterior até o
segmento médio. Para testar o menisco medial o examinador realiza
o mesmo procedimento com o joelho rodado lateralmente.
Sig nificado do teste: dor d urante a rotação lateral sugere lesão de
menisco medial; dor durante a rotação medial, lesão do menisco late-
ral; crepitação d urante a f lexão lateral indica lesão na borda posterio r
do menisco; se a lesão ocorrer d urante a flexão neutra de 90' sugere
lesão na parte central do menisco; os sintomas de d ilaceração ligamen-
tar podem ser aumentados se o examinador movimentar a perna intei-
ra em um ângulo inferior (teste de McMurray mod ificado).
Doenças correlacionadas: lesões meniscais, deformidade ped iátrica do
joelho, avulsão do osso na fixação tibial anterior e alterações osteo-
artr íticas secundárias.
Avaliação crítica: a evidência de crepitação acompanhada de dor indi-
ca lesão, porém, além dos meniscos, outras estruturas adj acentes po-
dem p roduzir o mesmo estalido, o que pode tornar o resultado do
teste f also positivo.
Observações relevantes: esse teste possui variações imprimindo força
de abdução-adução e a extensão gradual do joelho, que podem ser
combinadas ou impostas separadamente.
TESTE DAS PREGAS
Teste da plica sinovial

Fig ura 4.27 - Posição inicial e final do teste.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

l*****I
TESTES 00 MEMBRO INFERIOR 165

Sinonímia: teste da plica de Hughston e teste da prega de Hughston.


Conceito: esse teste detecta o acometimento da plica sinovial e estabe-
lece a diferença entre essa cond ição e lesões meniscais.
Descrição do teste: com o paciente sentado e as pernas fora da maca,
o examinador estende a perna dele e movimenta a patela med iaimen-
te enquanto aguarda resposta de dor ou desconforto.
Correlação fisiopatológica: a exposição súbita da plica para um lado,
sob os dedos do examinador, evidencia sua inflamação e aderência à
patela , condição desencadeada por sobrecarga e esforços repetitivos
da articulação, tornando a plica mais espessa e hipersensível à palpa-
ção e movimento.
Significado do teste: a dor é um sinal posit ivo para inflamação da p lica
com p inçamento mediopatelar entre o côndilo media l e a patela.
Doenças correlacionadas: síndrome femoropatelar, bursite da pata-de-
-ganso, o steocondrite dissecante e lesão meniscal.
Avaliação c.rrtica: plica anormal pode simula r uma lesão meniscal, por-
tanto é essencial a realização de um d iagnóstico diferencial antes de
iniciar o tratamento.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
INSTABILIDADE LIGAMENTAR
Teste de estresse em valgo e varo para joelho

Figura 4.28 - Posição inicial e final do t este.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

l*****I
166 TESTES 00 M EMBRO INFERIOR

Sinonímia: não há registro.


Conceito: indicado para pessoas que tenham sofrido de lesão nas es-
t ruturas estabilizadoras mediais e laterais do j oelho.
Descrição do teste: varo (adução) - com o paciente em decúbito dor-
sal e j oelhos estendidos, o examinador estabiliza o tornozelo dele e
aplica estresse em varo no joelho. Em seguida, realiza o mesmo teste
com o j oelho em flexão entre 20 e 30' (desbloqueado). Valgo (abdu-
ção) - com o paciente em decúbito dorsal e joelhos estendidos, o exa-
minador estabiliza o tornozelo dele e aplica estresse em valgo no
joelho. Em seguida, realiza o mesmo teste com o joelho em flexão
entre 20 e 30' (desbloqueado).
Correlação físiopatológica: o movimento de adução e abdução que o
examinador imprime no membro do paciente durante o teste, aliado à
f lexão do j oelho, permite avaliar se houve perda do sincronismo rota-
dor do j oelho ao produzir um movimento anormal da articu lação e
aumento de dor, evidenciando lesão de um ou mais ligamentos (entor-
se) que compõem a articu lação.
Significado do teste: em ambos os casos, o movimento excessivo da t íbia
em relação ao fêmur indica teste posit ivo. Varo - o resultado posit ivo
com o joelho estendido sugere rompimento importante dos ligamen-
tos do joelho, ao passo que, com o joelho flexionado, sugere lesão do
ligamento colateral lateral. Valgo - o resu ltado posit ivo com o j oelho
estendido sugere rompimento importante dos ligamentos do j oelho e,
com o joelho f lexionado, lesão do ligamento colateral medial.
Doenças correlacionadas: síndrome da amplificação da dor, bursite an-
serina, tendinite da pata de ganso, artropatias inflamatórias e espon-
d ilite ancilosante.
Avaliação crítica: o teste realizado em f lexão sob estresse valgo/varo é
classificado por muitos autores como o verdadeiro teste para a instabi-
lidade medial/lateral uniplantar.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
TESTES 00 MEMBRO INFERIOR 167

Teste da gaveta anterior e posterior

Figura 4.29 - Posição inicial e final do t este.

Escala de sensibi lidade/confiabilidade

L*AA**I
Sinonímia: não há registro.
Conceito: indicado quando há suspeita de f rouxidão ou ruptura liga-
mentar.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal e joelho acome-
t ido f lexionado em 90', o examinador estabiliza o pé dele sobre a
maca sentando-se sobre o membro. Em seguida, segura a tíbia proxi-
mal após ter se certif icado de que a musculatura isquiossural está rela-
xada e aplica p ressão de puxar e empurrar sobre a t íbia. A palpação
simultânea da interlinha articular na região anterio r possibilita ao exa-
minador verificar precisamente a translação anterior da t íbia.
Correlação fisiopatológica: quando o j oelho do paciente, que está em
decúbito dorsal, é flexionado a 45', o ligamento cruzado anterior está
praticamente na posição paralela ao p latô t ibial. A estabilização do pé
do paciente, exercida pelo examinador, somada à tração anterior/pos-
terior da t íbi a permite verificar o movimento articular entre a t íbia e o
fêmur, que, se for maior que 6 mm, sugere lesão de uma ou mais das
seguintes estruturas: ligamento cruzado anterior, cápsula póstero-late-
ral ou medial, ligamento colateral medial, trato iliotibial, ligamento
oblíquo posterior ou complexo arqueado-popl íteo.
168 TESTES 00 MEMBRO INFERIOR

Signif icado do teste: o sinal positivo é observado se o movimento da


t íbia em relação ao fêmur ocorrer de forma excessiva, deslocando-se
para f rente e/ou para trás e sugerindo lesão ou laceração em g ra u va-
riado em uma ou mais estruturas.
Doenças correlacionadas: lesão meniscal, avulsão do osso na f ixação
tibial anterior e alterações osteoartríticas secu ndárias.
Avaliação crítica: se a t íbia estiver desviada posteriormente, como re-
sultado de laceração do ligamento cruzado posterio r, pode produzi r
sinal falso posit ivo d urante o teste da gaveta anterio r.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de Lachman

Figura 4.30 - Úti l para avaliar lesão ligamentar


do cruzado anterior e posterior do joelh o.

Escala de sensibil idade/confiabilidade

l*****I
Sinonímia: teste de Ritchie, teste de Tri llat ou de Lachman Trillat.
Conceito: considerado por alguns autores como o teste mais confiável
de avaliação clín ica de insuficiência do ligamento cruzado anterior,
principalmente da porção póstero-lateral.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal, o examinador
segura o joelho dele entre 15 e 30' de f lexão (posição funcional) esta-
bilizando a coxa distal mente, enquanto a outra mão roda a t íbia ligei-
ra e lateralmente, movendo a face proximal anteriormente a partir do
aspecto posteromed ial.
Correlação f isiopatológica: a posição inicial do teste, entre 15 e 30' do
joelho em f lexão, estabiliza o ligamento cruzado anterior e é essencial
para os próximos movimentos que serão realizados. Em casos de
TESTES 0 0 MEMBRO INFERIOR 169

insuficiência de tal ligamento, poderá ser visualizada subluxação late-


ral da t íbia proximal quando o j oelho se aproximar da extensão.
Significado do teste: a ausência de sensação final óbvia enquanto se
traciona a t íbia anteriormente representa resultado positivo para
insuficiência do ligamento cruzado anterior, podendo envolver tam-
bém o oblíquo posterior e complexo arqueado.
Casos de gaveta superior a 5 mm em comparação com o joelho con-
tra lateral são sugestivos de flacidez congênita dos ligamentos ar-
t iculares.
Doenças correlac.ionadas: lesões meniscais, avulsão do osso na fixação
t ibial anterior e alterações osteoartrít icas secundárias.
Avaliação critica : quando o fêmur não é estabilizado corretamente em
uma lesão meniscal, alteração osteofitária, ou ainda, quando a t íbia
está rodada mediaimente pode ocorrer um teste fa lso negativo.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
DISFUNÇÃO PATELOFEMORAL
Teste da apreensão da pateta

Figura 4.31 - Constatação de alteração


patelofemoral.
Escala de sensibi lidade/confiabilidade

l*****I
Sinonímia: teste de Fairbank.
Conceito: o teste é indicado para detectar instabilidade patelar, sublu-
xação e disfunção femoropatelar.
170 TESTES 00 MEMBRO INFERIOR

Descrição do teste: o paciente está em decúbito dorsal ou sentado com


as pernas relaxadas. O joelho é f lexionado em 30º e o examinador des-
loca vagarosamente a patela lateralmente.
Correlação f isiopatológica: o movimento patelar normal durante a
contração do quadríceps é simétrico na d ireção superior ou superior
lateral. Quando o movimento na direção lateral for superior a dois
quadrantes (metade da largura da patela) sugere hipermobilidade la-
teral, indicando tendência à luxação patelar.
Sig nificado do teste: se o resultado for posit ivo, o paciente se queixará
de dor, desconforto e, quando sentir que a patela vai luxar, imediata-
mente contrairá o quadríceps, trazendo a patela de volta para o seu
alinhamento.
Doenças correlacionadas: condromalácia da patela, alterações osteo-
condrais, luxação congênita ou alterações por degeneração interior ao
sulco troclear.
Avaliação crítica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: se houver crepitação durante o movimento é
sugestivo de irregularidades na superfície articu lar
Teste de Clarkes

----·--·->,,,
Figura 4.32 - Avaliaç.ão de disfunção patelofemoral.

Escala de sensibil idade/confiabilidade

llddiAAI
Sinonímia: sinal de Clarke e teste de deslizamento patelofemoral.
Conceito: o teste determina a integridade da patela posterior e do
sulco troclear do fêmur, sendo útil em casos de suspeita de d isfunção
patelofemoral (condromalácia).
TESTES 0 0 MEMBRO INFERIOR 171

Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal e o j oelho esten-


d ido, o examinador coloca o espaço interdig ital da mão ao redor do polo
superior da patela. Em seguida, orienta o paciente a realizar contração
isométrica do quadríceps enquanto resiste ao movimento da patela.
Corre lação f isiopatológica: a contração do quadríceps, exercida pelo
paciente, comprime a patela contra os côndil os do fêmur e, conco-
mitantemente, a p ressão inferio r, exercida pelo examinador, mit ifica
o que acontece em casos de d istúrbios da excursão patelar, quando o
joelho é t ravado abruptamente e resulta no movimento invertido da
patela sendo impeli da contra o fêmur.
Significado do teste: o teste é considerado posit ivo para condromalá-
cia patelar ou degeneração articular quando o paciente refere dor re-
tropatelar e falta de manutenção da contração. Comparar com a
reposta no j oelho normal.
Doenças correlacionada.s: trauma d ireto, sinovite da articulação, alte-
rações condrolíticas, lesões do menisco, subluxação da patela, desequi-
líbrio do quadríceps, patela alta, deform idades angulares do j oelho e
doença de Sinding-Larsen-Johannson (joelho do saltador).
Avaliação c.rítica: é fundamental que o examinador não exerça força
d irigida superiormente sobre a patela durante a contração isométrica
realizada pelo paciente, pois poderia empurra-la contra o fêmur, pro-
duzindo dor e um teste falso positivo.
Observações relevantes: para testar diferentes partes da patela, o joe-
lho deve ser testado em 30, 60 e 90' de f lexão e em extensão completa .
SÍNDROME DO TRATO ILIOTIBIAL
Teste de Noble

Figura 4.33 - Teste para avaliar o ligamento


colateral fibular e trato iliotib ial.

Escala de sensibi lidade/conf iabilidade

1 trf:rtrt:r* 1
Sinonímia: teste de compressão de Nobel.
172 TESTES 00 MEMBRO INFERIOR

Conceito: determina se a síndrome do trato iliotibial Goelho do corre-


dor) está presente no membro inferior.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito lateral, o examinador
f lexiona o joelho dele a 90º, seguido pela flexão do quadril. Em segui-
da, imprime pressão sobre o epicôndilo lateral do fêmur ou 1 - 2 cm
proximal a ele com o polegar. Enquanto a pressão é mantida, o exami-
nador estende o joelho do paciente.
Correlação f isiopatológica: o t rato iliotibial, cuja função principal é
manter o joelho estendido durante a posição em pé, estabilizando a ar-
t iculação t ibiofibular, é continuação do músculo tensor da fáscia lata e
se fixa no côndilo lateral da t íbia, na cápsula lateral e na f íbula pelo li-
gamento lateral. A f lexão dos joelhos acima de 30º, realizada pelo exa-
minador, mit ifica a forma repetitiva de atrito entre o trato iliotibial e o
fêmur, que predispõe a inflamação e dor t ípicas dessa síndrome.
Signif icado do teste: se a dor no côndilo lateral do paciente se intensi-
ficar a aproximadamente 30º de f lexão ind ica resultado posit ivo para
essa condição.
Doenças correlacionadas: incl inação pélvica, deformidade do j oelho
em varo, d iscrepância no comprimento do membro inferior (podendo
estar relacionado com a inclinação pélvica) e síndrome do excesso de
pronação dos antepés.
Avaliação crítica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
CONDROMALACIA PATELAR
Teste de Wa/drom

Figura 4.34 - Útil no diagnóstico de condromalácia patelar.

Escala de sensibil idade/confiabilidade

l*****I
TESTES 00 MEMBRO INFERIOR 173

Sinonímia: não há registro.


Conceito: identif ica condromalácia patelar.
Descr ição do teste: com o paciente em pé, o examinador se coloca à
sua frente e palpa sua patela enquanto ele executa várias f lexões len-
tas do joelho. Durante as f lexões, o examinador observa a amplitude
de movimento, crepitação, magnitude da dor e se ocorre falseio ou
excursão irregular da patela.
Correlação fisiopatológica: a palpação da patela ao longo da linha ar-
t icular durante a avaliação dos movimentos em f lexão do joelho, reali-
zados pelo paciente, distinguirá a fonte da crepitação advinda das
superfícies articulares comprometidas, visto que a patela, durante esse
movimento, se inclina e se afasta do côndilo lateral, permit indo assim
que somente a parte interna da sua superfície articu lar repouse contra
o côndilo medial.
Significado do teste: o aumento de dor e crepitação durante a execução
do teste é indicativo de condromalácia patelar, doença degenerativa ar-
t icular, osteocondrite d issecante ou fratura.
Doenças correlacionadas: lesão ou anormalidade anatômica que alte-
re o padrão de movimento patelar, lesões de menisco que alterem o
movimento t ibiofemoral, subluxação recorrente da patela, patela alta,
deformidades angulares do j oelho, trauma d ireto sobre a patela,
doença de Sind ing-Larsen-Johannson, osteocondrite d issecante e Os-
good-Sch latter (em adolescentes), além de d isfunções musculares en-
volvendo as ra ízes dos nervos do segmento de LS-51.
Avaliação cr ít ica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: quando a patela promove dor periférica duran-
te o deslocamento por desvio medial ou lateral, o fenômeno é conhecido
como sinal de Perkins.
174 TESTES 0 0 M EM BRO INFERIOR

OSTEOCONDRITE DISSECANTE
Teste de Wilson

Figura 4.35 - Posição inicial e final do teste.

Escala de sensibil idade/confiabilidade

Sinonímia: não há registro.


l*****I
Conceito: esse teste detecta o acometimento por osteocondrite d issecante.
Descrição do teste: com o paciente sentado e o joelho acometido na
posição pendente, o examinador o orienta a rodas a t íbia mediaimen-
te, manter a posição por 30 segundos e, em seguida, estender o joelho.
Na sequência, o mesmo procedimento é realizado lateralmente.
Correlação f i.s iopatológica: o movimento de rotação med ial da t íbia
com f lexão do joelho em 30º promove compressão entre eles no côndi-
lo femoral medial, local clássico da instalação da osteocondrite d isse-
cante, reproduzindo os sintomas t íp icos em caso de lesão.
Sig nificado do teste: é considerado posit ivo quando o paciente refere
alívio da dor durante a rotação t ibial lateral, ao passo que a dor em
outra área do joelho não é representativa de osteocondrite d issecante.
Doenças correlac.ionadas: trauma, maturação esquelética (centros de
ossificação acessórios), causas vasculares (isquemia), condições genéti-
cas (por exemplo, a displasia epifisária múlt ipla), fatores metabólicos,
hereditários, variação anatômica e f raqueza do quadríceps.
Avaliação crítica: o teste somente é considerado posit ivo quando a lesão
estiver localizada no local clássico da osteocondrite d issecante do joelho.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
TESTES 0 0 MEMBRO INFERIOR 17S

TESTES DO TORNOZELO E PÊ

Ligamentos

Figura 4.36 - Vista lateral do tornozelo.

QUADRO 4.3 - RELAÇÃO DE TESTES 00 TORNOZELO E Pt


• Instabilidade ligamentar
- Test e de estresse em varo e valgo para tornozelo
- Test e de gaveta anterio r e post erior do t ornozelo
• Ruptura do t endão calcâneo
- Test e de Th ompson (Simmonds)
• Trombose venosa p rofu nda
- Sinal de Homans
• Neuroma de Morton e met atarsalgia
- Test e de Morton (compressão látero-latera l do pé}
• Neu rit e
- Test e de Tinel para o pé

AMPLITUDE DE MOVIMENTO ARTICULAR


Flexão plantar (20 - 40')
Múscu los ativados: sóleo, gastrocnêm io, tibial posterior, flexor longo
dos dedos, flexor longo do hálux e plantares.
Tecidos alongados: tibial anterior, extensor longo dos dedos, cápsula e
ligamentos da região anterior do j oelho.
Tecidos comprimidos: estruturas da região posterior do tornozelo.
176 TESTES 00 M EMBRO INFERIOR

Figura 4.37 - Flexão.

Dorsiflexão (O - 20')
Músculos ativados: tibial anterior e extensor longo dos dedos.
Tec.idos alongados: sóleo, gastrocnêm io, t ibial posterior, f lexor longo
dos dedos, f lexor longo do hálux e tendão aqui leu.
Tec.idos comprimidos: estrutura da região anterior do tornozelo (cáp-
sula articular).

Figu ra 4.38 - Oorsiflexão.

lnversão/adução (20 - 35')


Músculos ativados: tibial anterior e t ibial posterio r.
Tecidos alongados: f ibular longo, breve e profundo e ligamentos da re-
gião lateral (talofibular anterior, calcaneofibular e talofibular posterior).
Tec.idos comprimidos: estrutura da região medial do tornozelo.
TESTES 0 0 MEMBRO INFERIOR 177

Figu ra 4.39 - Inversão.

Eversão/abdução (5 - 15º)
Múscu los ativados: f ibular longo, breve e profundo.
Tecidos alongados: tibial anterior, posterior e ligamento colateral me-
d ial (deltoide) do tornozelo.
Tecidos comprimidos: estrutura da reg ião lateral do tornozelo.

Figu ra 4.40 - Eversão.


178 TESTES 00 M EMBRO INFERIOR

A lesão do tornozelo e pé pode alterar a mecânica da marcha e


causar estresse no membro inferior como um todo. Os mu itos ossos,
suas formas e seus anexos proporcionam ao pé e tornozelo flexibi-
lidade e estabilidade para executar suas funções de propulsão e su-
porte. As dores do antepé são causadas por osteoartrite, neuroma,
fratura por estresse, necrose avascular, síndromes do sesamoide, ver-
rugas plantares e neuropatia compressiva. Entre as desordens sistê-
micas incluem-se diabetes, doença arterial periférica, psoríase e
doenças do colágeno.
Vista posterior do
Tendão de Aquiles t ornozelo
Doença de Sever
Bursite ret rocalcanear

V ista medial do
t ornozelo/pé
Vista anterior Entorse em
do tornozelo inversão
Síndrome do Estresse
impacto Síndrome do metatarsal
Joanete 1...---túnel tarsal
gota --,..::,

Doença de
Sesamoide Sever
Fascite plantar Joanete do alfaiat e

Figura 4.41 - Locais de dor referida


por lesões do tornozelo e pé.
TESTES ORTOPtOICOS 00 TORNOZELO E Pt

HISTÓRIA. OBSERVAÇÃO E EXAME FISICO


Instabilidade ligamentar Ruptura do tendão calcãneo Necrose venosa profunda

Estresse em varo/valgo e gaveta Thompson (Simmonds) Homans. Morton e Ti nel


anterior/posterior

;;l
;;i
~

o
o
;::
m
;::
~

Fratura, entorse, luxação e isquemia Alteração neurovascu lar, degenerativa, Embolia, disfunsão neurológica, artrite,
õ
z
de Volkman antepé, calcanhar. varo e tromboflebite deformidade em dedo em garra e ~
m
necrose avascular "'õ
"'
Figura 4.42 - FI uxograma de testes ortopédicos que avaliam tornozelo e pé. -
~

"'
180 TESTES 00 MEMBRO INFERIOR

INSTABILIDADE LIGAMENTAR
Teste de estresse em varo e valgo para o tornozelo

Figura 4.43 - Rotação latera l e medial do t ornozelo.

Figura 4.44 - Rotação latera l e medial do t ornozelo.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

~
Sinonímia: estabilidade lateral e medial do tornozelo e teste de rota-
ção interna e externa do tornozelo.
Conceito: o teste avalia a integridade lateral (em varo), dos ligamentos
(talofibular anterior, posterior e calcaneofibular), mediaimente (em
valgo) e detecta alterações no ligamento deltoide.
Descrição do teste: o teste é realizado em dois tempos - com o pacien-
te sentado ou deitado, o examinador, com uma das mãos, estabil iza a
região medial d istal da perna enquanto a outra realiza inversão máxi-
ma do calcâneo e palpação dos ligamentos laterais. Em um segundo
tempo - com o posicionamento inicial do teste, o examinador aplica
força de eversão máxima ao calcâneo e palpa o ligamento deltoide.
TESTES 00 MEMBRO INFERIOR 181

Correlação f isiopatológica: os movimentos em varo e valgo, realizados


pelo examinador, procuram mobilizar as articulações subtalar e t ibio-
társica, detectando lesões nessas estruturas.
Significado do teste: o aumento de dor durante a realização do teste na
face lateral do tornozelo e retropé associada à mobilidade excessiva são
indicativos de ruptura ligamentar nas estruturas testadas. Se a dor for
referida para a região do maléolo med ial indica que a lesão foi por in-
versão, impactando o tálus sobre o maléolo medial. Quando a dor ocor-
rer no lado medial é indicativo de lesão ligamentar do deltoide (rara).
Doenças correlacionadas: fraturas maleolares, dos ossos társicos, base
do quinto metatarso, ossos do médio-pé, da fíbula, entorses, luxação do
tornozelo, isquemia de Volkmann, além de d isfunções musculares en-
volvendo as ra ízes nervosas de L5-S1 .
Avaliação cr ftica: nada digno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
Teste de gaveta anterior e posterior do tornozelo

Figura 4.45 - Teste para avaliar a integridade


dos ligamentos talofibular e calcâneofibular.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

1-tr~ I
Sinonímia: não há registro.
Conceito: é realizado em pacientes que foram acometidos por entorse
do tornozelo ou outra lesão que resulte em instabilidade.
Descrição do teste: com o paciente em decúbito dorsal, o tornozelo a
ser testado é relaxado e colocado em aproximadamente 20• de f lexão
plantar. O examinador estabiliza o tornozelo com uma das mãos en-
quanto a outra segura e p ressiona a t íbia, empurrando-a posterior-
mente. Em seguida, segura a face anterior do pé com uma das mãos e
a f ace posterior da t íb ia com a mão oposta, puxando-a anteriormente.
182 TESTES 00 M EMBRO INFERIOR

Correlação f isiopatológica: funcionalmente, o tornozelo é uma articulação


t ipo dobradiça e permite apenas f lexão dorsal e p lantar. As lesões que
ocorrem são, na maioria das vezes, resultado de estresses locais que o for-
çam para um arco de movimento que ele normalmente não possui. Duran-
te o teste da gaveta, ao empurrar o calcãneo anteriormente o examinador
provoca o impacto do calcãneo sobre o talo. Se houver espaçamento é si-
nal de ruptura do ligamento talofibular anterior, já o espaçamento ao
puxar a tíbia indica laceração talofibular posterior.
Significado do teste: o deslocamento óbvio anterior do talo sobre a
t íbia indica instabilidade ligamentar medial e lateral envolvendo os li-
gamentos deltoides, talofibular anterior e a cápsula ântero-posterior,
ao passo que o deslocamento posterior indica instabilidade talofibular
posterior. Se o deslocamento ocorrer somente de um lado é sinal que
a instabi lidade só ocorreu de um lado. Há casos em que pode ocorrer
um estalido quando o talo desliza e sai de sua posição original (debai-
xo do encaixe do tornozelo).
Doenças correlac.ionadas: fraturas maleolares, dos ossos társicos, da
f íbula, entorses, luxação do tornozelo e isquemia de Volkmann.
Avaliação crítica: é aconselhável que os resu ltados sej am comparados
bilateralmente. Em condições normais, esse teste produz pouco ou ne-
nhum movimento na articulação do tornozelo.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
RUPTURA DO TENDÃO DO CALCÃNEO
Teste de Thompson (Simmonds)

Figu ra 4.46 - Avaliação de ruptura do t endão do ca lcâneo .

Escala de sensibil idade/confiabilidade

l'à'à~ I
Sinonímia: sinal da ruptura do tendão calcâneo e aperto de Doherty.
Conceito: indicado em casos de suspeita de laceração do tendão aquileu.
TESTES 0 0 MEMBRO INFERIOR 183

Descrição do teste: com o paciente em decúbito ventral, joelho em


f lexão de 90• e múscu los relaxados, o examinador comprime distal-
mente os músculos da panturrilha e observa a resposta.
Correlação fisiopatológica: em condições normais, quando a panturrilha
é comprimida, os músculos gastrocnêmio e sóleo contraem-se mecanica-
mente resultando em uma f lexão plantar. Se o tendão aqui leu estiver
rompido, não haverá contração muscular e ausência de f lexão plantar.
Significado do teste: se não ocorrer flexão plantar é indicativo de ruptu-
ra completa do tendão de Aquiles (3• grau). Dor local é sugestivo de
tensão dos músculos gastrocnêmio e/ou sóleo; casos de dor profunda na
panturrilha, mas de curta duração, sugere tromboflebite.
Doenças correlacionadas: laceração do gastrocnêmio medial, alterações
neurovasculares, degenerativas (tendinoses), doenças provocadas por
desorganização do colágeno (hipocelularidade), antepé e calcanhar
varo, pé pronado, pés cavas e tíbia vara, tromboflebite, doenças que
possam afetar o tecido do tendão (diabetes) e que exigem tratamento
com corticosteroides (lúpus, asma, transplantes).
Avaliação crítica: a validade desse teste depende das boas condições
neurológicas apresentadas pelo paciente.
Observações relevantes: os múscu los f lexores longos podem realizar
f lexão plantar sem ruptura do tendão, portanto, sugere-se cautela para
supor que não existe ruptura do tendão calcâneo quando o paciente é
capaz de realizar a f lexão plantar sem sustentação de peso.
TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP)
Sinal de Homans

Figura 4.47 - Constatação de trom-


bose venosa profunda.

Escala de sensibi lidade/confiabi lidade

1-tr***-trl
Sinonímia: não há registro.
Conceito: está ind icado em condições onde há suspeita de trombose
venosa profunda.
184 TESTES 00 MEMBRO INFERIOR

Descrição do teste: o paciente está em decúbito dorsal, com os joelhos


estendidos e as pernas repousando sobre a maca. O examinador eleva a
perna afetada a 45• e dorsiflexiona o pé enquanto pressiona a panturrilha.
Correlação fisiopatológica: a dor profunda na região posterior da perna
durante a compressão local exercida pelo examinador sugere formação
de coágulo nas veias profundas dos músculos da panturrilha. A dorsif le-
xão do pé exerce estiramento do músculo gastrocnêmio e pressão nas
veias profundas.
Significado do teste: se o paciente referir dor profunda posterior na
perna ou panturrilha é sugestivo de t romboflebite. Dor na panturrilha
com o joelho estendido também pode ser causada por doença do disco
intervertebral ou contraturas musculares.
Doenças correlacionadas: embolia, doença de Buerger, endarterite si-
f ilít ica (raramente), lesão muscular dos músculos da panturrilha, pro-
blemas lombares e d isfunção neurológica.
Avaliação critica: esse teste não é capaz de diferenciar lesão muscular e
tromboflebite profunda; o d iferencial ocorre após a conclusão. Quando
a dor regride rapidamente suspeita-se de tromboflebite, quando ela
persiste, suspeita-se de d istensão muscular da panturrilha. A sensibilida-
de, palidez, aumento de volume na perna e ausência de pulso da artéria
dorsal deve ser observada pelo examinador.
Observações relevantes: a TVP é uma doença grave que pode levar à
embolia pulmonar. Os pacientes precisam receber anticoagulantes. A
ultrassonografia com compressão é altamente sensível e específica e
tem sido utilizada para confirmar ou descartar a doença.
NEUROMA DE MORTON E METATARSALGIA
Teste de Morton (compressão latero/ateral do pé)

Figura 4.48 - Avaliação de neu-


roma e/ou metatarsalgia.
Escala de sensibilidade/confiabilidade

lf:rf:r~ I
TESTES 00 MEMBRO INFERIOR 185

Sinonímia: não há registro.


Conceito: o teste é utilizado para detectar as condições de neuroma de
Morton (neuroma interdigital) ou metatarsalgia.
Descrição do teste: com o paciente deitado em decúbito dorsal, o exa-
minador segura o antepé afetado com uma das mãos e aplica pressão
transversa na cabeça dos metatarsos.
Correlação fisiopatológica: a pressão sobre os ligamentos transversos
profundos durante o teste afeta o ramo terminal lateral do nervo
plantar med ial, causando compressão sobre o nervo e acentuando a
dor e hipoestesia nos casos de neuroma de Morton. Na metatarsa lgia,
a dor é localizada embaixo da cabeça dos metatarsos sem hipoestesia
dos dedos afetados. O estresse persistente pode levar à irritação e in-
flamação do periósteo e tecidos adjacentes.
Significado do teste: dor aguda durante a aplicação do teste indica
resultado posit ivo e sugestivo de neuroma de Morton, artrite comum
no metatarso, fratura da cabeça dos metatarsos, fratura por estresse
ou metatarsalgia.
Doenças correlacionadas: Hallux valgus ou rigidus, obesidade, deformi-
dades do pé (hammertoe), hipermobilidade do primeiro raio, estira-
mento do tendão de Aquiles, pronação excessiva, artrite das articulações
metatarsofalângicas, achatamento do arco longitudinal medial, fra-
queza muscular intrínseca tendendo à deformidade de dedo em garra
e necrose avascular.
Avaliação crrtica: o termo neuroma de Morton é um equívoco, porque
não existe verdadeiramente o neuroma, mas sim lesão neuropática
compressiva mecânica.
Observações relevantes: o neuroma de Morton ocorre, em geral, entre
os metatarsos d istais. Na metatarsalgia, a dor é menor e localiza-se sob
a cabeça dos metatarsos e a parestesia não está presente. A dor por
fratura ou estresse é localizada no eixo do metatarso, ao passo que na
neuropatia do nervo fibular profundo os sinas e sintomas encontram-
se entre o primeiro e segundo dedos do pé.

918-85 -412 -1 49·0


186 TESTES 00 M EMBRO INFERIOR

NEURITE
Teste de Tine/ para o pé

Figu ra 4.49 - Constatação de irrita·


ção do nervo t ibial.

Escala de sensibilidade/confiabilidade

Sinonímia: sinal de Tinel no tornozelo e sinal da percussão.


l*****I
Conceito: esse teste avalia a sensibilidade no interior do nervo t ibial
posterior.
Descrição do teste: com o paciente deitado em decúbito ventral com a
perna flexionada, o examinador percute o nervo t ibial posterior com o
martelo de reflexos.
Correlação fisiopatológica: sintomas como parestesias, que se irradiam
distalmente quando o examinador percute o martelo de ref lexos, indi-
cam compressão do nervo abaixo do retináculo do músculo f lexor no
tornozelo, a qual pode ser causada por constrição no túnel do tarso, es-
treitando-o e aumentando a dor do paciente.
Significado do teste: dor e desconforto na sola do pé sugerem síndrome
do túnel do tarso. O nervo pode ser palpado na região posterior ao
maléolo medial, o que provocará dor. A neuropatia avançada está asso-
ciada à alteração sensorial, parestesia plantar e atrofia da musculatura
plantar.
Doenças correlacionadas: d iabetes, hipotiroidismo, artrite reumatoi-
de, gota, fascite plantar e excesso de peso podem provocar inflamação
e comprimir o nervo t ibial.
Avaliação crítica: nada d igno de nota.
Observações relevantes: nada d igno de nota.
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ÍNDICE REMISSIVO

A Anoma lias
anatômicas, 124
Abbott-Saunders, t este, 107 muscu lares, 132, 140
Abdução horizontal, teste, 110 Anquilose torácica e da a rticulação
Acetábulo, 145f cost overtebral, 50
Acident e vascu lar cerebral, 19 Anterior, t ibial. 177
Acromega lia, 71 Anvi l, t este, 149
Acromioclavicular, 102 Aorta, 40
Adam, test e, 43 Aplasia d a mão, 136
Adesão capsu lar, 120 Apley, test e , 92
Adson, test e , 111 Apreensão
Alcoolismo, 11 3 da patela, teste, 169
Alle n, teste, 139 t este, 98
Allis, sinal, 147 Arco do lo roso, teste , 94
Alterações Artéria
condrol ít icas, 171 aorta, 53
congênitas, 10 5, 108 poplítea, 158
gerais do quadril, 78 Arteriais, doenças, 19
lombossacrais, 60 Articulação
muscu lares, 152 acromioclavicu lar, 88
na glândula t ireoide, 113 de Luschka, 28
neurovascu lares, 183 do quadril, 6, 141
no olécr ano, 98 facetária , 40
osteoartrít ic.as, 168, 169 sacro iliaca
secu ndárias, 164 coluna vertebral, 4
osteocondra is. 170 test e , 74
Amoss, sinal, 50 t ibiofibular, 172
Amplit ude d e movimento Artrit e, 76, 137
a rticular, 75 da a rticulação basal do polegar, 133
da coluna degenerativa, 154
cervical, 1O do cotovelo, 120
lombar, 53 psoriát ica, 74, 81
torácica, 40 rad ioescafoide degenerativa, 133
Amputação parcial, 136 reumato ide, 124, 127f, 132, 135,
Ancilose, 76, 80 138, 140, 154, 160, 186
coxofemoral. 156 t riescafoide, 133
e instabilid ade a rticular Artropatias
lombossacral, 68 inflamatórias, 166
Andar soronegativas, 81
na ponta dos d edos, teste, 58 Artrose, 74
nos cakanhares, teste, 58 AS, 80
Aneurisma, 16 ATM, 12, 35
da aorta , 151 At rofia do deit o ide, 102

A letra f que se segue aos n úmeros de p áginas significa figura.


192 iNOICE REMISSIVO

Avaliação da circulação da artéria Coluna


vertebral. test es, 15 lombar, t este, 52
Avulsão do osso, 164, 168, 169 sacral, teste, 71
Avulsões musculares locais, 136 t orácica, t este, 39
vertebral. teste, 9
Compressão
B cervical ne utra, t este, 28
est e rnal. teste, 45
Basilar, artérias, 15 fo raminal máxima, test e , 30
Bíceps ilíaca, teste, 76
braquial. 84, 115, 116 por osteófitos, 16
femora l. 158, 159 t este, 162
Bigorna, teste, 149 Comprimento real dos membros
8ragard, teste, 59 inferiores, t este, 156
8raquial, 115 Condições gen ét icas, 174
Braquiorradial, 115 Condromalácia, 98
Brucelose intra-articu lar, 81 da patela, 160f. 170, 172
Bunnel-Littler, test e , 134 Contração excêntrica, 53
8ursa subde ltoidea, 84, 85 Contratura, 135
8ursite , 96, 119, 121 da cápsula articu lar, 93
Bursite anserina, 160f, 166 do reto femoral, 145f
da pata -de-ganso, 165 iliotibia l. 151
no iliopsoas, 152 Contusões, 76
patela r, 160f Coração, 40
retrocalcanear, 178f Cotovelo, teste, 114
subacromia l, 89 Coxa vara, 148, 156
t rocantérica, 145f, 152 Cozen
reverso, t este, 120
e t este. 118
Crank, teste, 103
Cabeça lo nga do tríceps b raquia l, 84 Crist a ilíaca, 145f
Calcanhar d e Ely, 150 Curto do carpo, ext e nsor rad ia l, 126
Calcárea, 90
Calcinose, 140
da esclerodermia, 132 D
Cápsula g lenoumeral. 84 Ded o
Capsulite adesiva, 91, 106 em gati lho, 127f
Carótid a, artérias, 15 em martelo, 127f
Causas vasculares, 174 Defeito congênito, 147
Cint o, t este, 70 Deficiências vasculares, 96
Cintura escapular, 4, 85 Déficit n eurológico, 151
Cisalhamento, teste, 138 Deformidade
Cisto, 132, 134, 140 a rticular d o quadril, 153
de 8aker, 160f de Sprengel, 102
int raneura l, 132, 140 do joelho, 172
meniscal. lesão, 163 ped iátrica do joelho, 164
sin ovia l, 127f a ngula r do joelho, 171
dorsal, 133 Degeneração tendinosa, 96
Cla rkes, teste, 170 Degenerativas, 183
Clavícu la, 112 doenças, 19
Clunk, t este, 99 Depressão d o ombro, teste, 31
Coça r de Apley, teste, 93 Desequilíbrio do q ua dríceps, 171
Colit e ukerativa, 74 Desfilad eiro torácico, 11O
ÍNDICE REMISSIVO 193

Deslizamento E
lateral de McKen zie, teste, 44
patelofemora l. t este, 170 EIAS, 157
Diabetes, 19, 113, 186 Elevação da perna e stend ida
Disco intervertebra l. 54 na posição sentada, teste, 61
hernia do, 34 t este, 59
Discopatia, 74 Ely, sina l, 150
Discrepância do fêmur, 147 Enterit e, 74
Disfunção Entorse. 181
a rticular esternoclavicu lar, 102 do ligamento colateral
femoropatelar, 169 la t eral, 160 f
lombar, 154 med ia l, 160 f
patelofemora l, 169 em inversão, 178f
Displasia acetabu lar. 148 ligamentar, 20, 37, 127f, 138
Dissecções, 16 Epicondi lite
Dist ensão
lateral, 118f
ligamentar, 70
muscular sacra!, 72 test e , 119
muscu lar, 20, 37, 151 medial, 118f. 120
lombossacral. 70 test e , 121
na virilha. 145f Eretores da coluna. 40, 53, 54
Dist rofia Escafoide , 134
muscu lar, 156 Escaleno anterior. t este, 111
simpát ica. 140 Esclerodermia, 140
Dist úrbio a natômico, 137 Esclerose
Doença degenerativa. 43
a rterial, 19 mú ltipla, 26
a rticula r degenerativa, 27 Esmerilhar de Apley, teste, 162
cardíaca congênita, 43 Espond ilite anci losante, 70, 74, 166
degen erativa, 19 Espond iloartropatias, 71 , 78
da coluna, 34 soronegativas, 74
do mang uito rotador, 93 Espond ilo list ese, 69
de Kienbock, 133 Espond ilose cervical. 16
de Legg-Calvé-Perthes, 147, 148, 154 Estenose, 19
de Paget, 71 do cana l vertebra l, 151
de Scheuermann. 43 Estiramento d o nervo femoral.
de Sever, 178f t este, 62
de Sinding-larsen-Johannson, 171, 173 Estresse
de Takayasu, 16 em valgo, test e , 165
do envelhecimento, 67 em varo, teste, 122, 180
em Dupuytren, 127f meta tarsal. 178f
imune, 67
inflamatória da clavícula, 89 sobre o ligamento alar, teste, 22
metaból ica, 137 Estruturas
neurológica, 119 laterais do q uadril, 143
oclusiva da carót ida, 16 lombares anteriores, 53
pulmonar restrit iva, 43 posteriores do quadril. 144
sistémica visceral, 155 Exame radiológico, 109
Dor Expansão t orácica, test e , 51
a rticular, 145 Extensão cervical. teste, 32
na articulação do quadril, 145f Extensor
Ougas, teste, 100 longo dos dedos, 175, 176
Dupla e levação das pernas, t este, 72 ulnar do carpo, 126
Dupuytren, test e , 148 Externo obturador, 144
194 iNOICE REMISSIVO

F G
Facetas articu la res Gaenslen, t este, 77
cont ralat erais, 54 Galeazzi. sina l, 147
ipsilaterais, 41 Gastrocnêmio, 159, 175, 176
Fairbank. t este, 169 Gaveta
Faixa iliotibial. 151 a nterior, test e , 167
Falso aneurisma, 140 posterior, test e, 167
da artéria u lnar, 132 Gen ét ica, 78
Fascite plantar, 178f. 186 Gerber, teste, 91
Febre a ftosa, 16 Glúteo
Feixe n eurovascular, 11 O máximo, 141, 142
Fibras médio, 143, 144
a nteriores do delt oide, 84 Gota , 186
inferiores, 84, 85 Gráci l, 143
médias do deltoide, 85
Fibrocarti lagem t riangu lar, 126
Fibula, 181
H
Fibula r lo ngo, 176 Ha lstead, test e , 112
post erior, 177 Hautant. teste, 17
Fin kelstein, teste, 132 Hawkins-Kennedy, t este, 95
Flexão Hérnia discai. 26
cervical. test e , 33 lombar, 155
do pescoço, test e, 37 Hibbs, test e, 78
Flexoadução, t este, 88 Hiperextensão do bíceps, teste, 97
Flexor Hiperflexão cervical. 25
do antebraço, nervo mediano, 115 Hiperparat ireoid ismo, 71
longo Hipertensão a rterial, 19
do hálux, 175, 176 Hipertrofia do b íceps, 136
dos dedos, 175, 176 Hipotireoid ismo, 186
profundo, 126 Homans, sina l, 183
radial, 126
ulnar d o carpo, 126
Forame intervertebra l, 41
ipsilateral. 42 IFD, 135
Fraqueza IFP, 134
do quadríceps, 174 lliopsoas, 141
muscular cervic.al, t este, 36 Inclinação
Fratura, 119, 124 e ext ensão do tronco, t este, 63
de avulsão, 76 pélvica, 172
de Pars intra-articula r, 60 Infecção, 137
de vértebra cervical. 19, 20 bacteria na, 119
do escafoide, 127f. 133, 138 tuberculosa, 81
do quadril, 149 Inflamação periescapsula r, 66
dos ossos do carpo, 132, 140 lnfraespinhal, 86
lombar, 56 Instabilidade, 96
maleolar, 181 , 182 a rticular, 80
Ma lgaigne, 74 atlantoaxia l, 22
por t ra uma, 56 carpal, 133
púbica, 145f do mang uito rotador, 106
torácica, 45 do menisco, 162
Froment. sina l. 135 do tendão do bíceps braquia l, 107
Frouxidão degenerativa do t e ndão, 108 entre os ossos semilunar e
Fusão espinhal. 73 piramidal, 138
ÍNDICE REMISSIVO 195

Insta bilidade (cont.) Lesão (cont.)


glenoumeral ant erior, 98 de raiz nervosa, 47, 57
ligament ar, 122, 165, 180 do men isco, 171
cervical. 21 la t eral, 160 f
Insuficiência med ial, 160 f
vascular, 19, 119 do neurônio, 155
vertebro basilar. 16 motor superior, 25, 26
lntercostais, 41 geral da a rticulação do q uadril, 153
Int erno, obturado r, 144 intra·abd ominal, 56
Intestino, 53 LCV da a rticulação, 127f
Intrínseco plus, 134 meniscal, 164, 165, 168, 169
lpsilatera l, 55 metastática, 7 1
Isquemia na articulação
de Volkmann, 181, 182 acromioclavicular, 91
vertebrobasilar, 16 sacroilíaca, 157
lsquiossurais, 141 , 142 que ocupam espaço, 26
SLAP, 99
Ligamento
J carpal posterior, 126
Janda, teste, 37 cola t eral medial, 177
Joanete cono ide, 84
do alfaiat e , 178f femoral, 142
gota , 178f inguinal. 142
Joelho interespinhal, 40
articulação, 158 lateral do carpo, t rapézio e
membro inferior, 6 escafoide, 127
Jull, teste, 38 long itud inal anterior, 40, 53
medial do carpo, 126
ret inacular oblíquo, 135
K supraespinha l, 40, 53
Kemp, teste, 65 t ransverso do a t las, t este, 23
Lipoma, 132, 140
Litotomia. 151
L Lombalgia, 70, 145f
Longo do e.arpo, extensor radial, 126
Laceração Luxação, 104, 134
do gastrocnêmio med ial, 183 congênita, 170
do lábio glenoide, 103 do quadril, 147, 148
do mang uito rotador, 106 do ombro, 10 5
do tendão bicipital, 108 do semilu nar, 127f
Lachman do tornozelo, 181 , 182
t este, 168 g lenoumeral, 102
Tri llat. test e , 168
Laguerre, teste, 79
Laségue, t este, 59 M
Lata vazia, teste, 96
La tíssimo do dorso, 84, 85 Maigne, teste, 18
Legg-Calvé-Perthes, 153, 156 Manobra
Lesão cost oclavicular, 110
acromioclavicular, 105 de hiperabdução, 11 4
da fibrocarti lagem, 134 de Mill, 120
da virilha, 145f dos escalenos, 111
de 8ankart, 99 f uncional d a artéria
de Hill-Sachs, 99 vertebrobasilar, 15
196 iNOICE REMISSIVO

Maturação esquelét ica, 174


McMurray, teste, 163
o
Membro Ober mod ificado, t este, 151
inferior, t estes, 141 Obesidade, 19
superior, teste, 83 Oblíquo
Meningite, 21, 26 do a bdome, 53
Meningomielocele, 152 externo, 42, 54, 55
Menisco d iscoide, lesão, 163 interno, 55
Meralgia parestésica, 151 ipsi lat eral. 42
MF d o polegar, 127f O' Brie n, teste, 104
Mielopat ia cervical, 21, 34
Milgram, t este, 66 Obstrução vascu lar periférica, 139
Ombro, teste, 83
Mill
reverso, teste, 121 Osgood-Sch alatter, 160f, 173
teste, 119 Osteíte condensant e do ílio, 71 , 74
Mobilidade articular, 76 Osteoartrite, 68, 127f. 135, 149, 153
Morton, test e , 184 Osteoartrose, 138
Movimento Osteocondrite dissecante, 98, 165,
escapula r. 91 173, 174
repetit ivo, 113 Osteófit os, 106
Mu ltifidos, 53 periarticu lares, 71
Muscu la t ura Osteomalácia, 71
int rínseca d a mão, 134 Osteonecrose, 154
posterior do quad ri l, 142
Múscu lo
a djacente, 85 p
a dutor da coxa, 143
iliopsoas, 78, 142 Palmar longo, 126
int ercostal, 40 Palm up test, 106
posterio r, 40 Para plegia d e Pott, 78
quad ríceps, 158 Paravertebrais, 41, 53, 54
reto do abdome, 40 contralaterais, 42
tensor da fáscia lata, 144 Parte contra la t eral d os d iscos, 41
Patela alta, 171
Patrick, t este, 153
N Patte, teste, 101

Nach las, test e , 67 membro inferior, 7
Nervo t este, 175
ciático, 141 , 159 Peitora l maior, 85, 86
femora l. 67, 142, 151, 158
t ib ia l, 158 Pelve de Otto, 156
ulnar, 135 Percussão da coluna
Neurite, 186 lombar, t este, 56
ciática, 60 t o rácica, t este, 46
do nervo ulnar, 122 Periost ite, 76
Neurofibromatose, 43 Phalen, t este, 129
Neuroma de Morton e reverso, 130
metatarsalgia, 184 Pheasant teste, 68
Neuropatia , 98 PI. 80
compressiva perifé rica, 129 Piriforme, 144, test e, 154
do nervo cutâneo, 122 Pistão, test e , 148
periférica, 136 Plica
Noble, teste, 171 de Hughst on, teste, 165
Nódu los de Heberden, 135 sinovia l, t este, 164
ÍNDICE REMISSIVO 197

Polegar
em gatilho, 127f
s
(osteoartrite), test e de Grind, 136 Sacro ileít e inflamatória, 71
t estes, 135 Sarcoidose, 71
Poliomielite, 147, 152, 156 Sartório, 141 , 142
Pop líteo, 159 Schepelmann, sinal. 48
Prega, teste, 164 Schober, teste, 69
de Hughston, 165 Semimembranáceo, 158, 159
Pro nador Semitendíneo, 158, 159
Sent ar, t este, 80
quadrado, 11 6, 124
Separação epif isária, 156
redondo, 116, 124
Pu lmão, 40 Sesamoide. 178f
Simmonds, 182
Pu lseira, teste, 140
Sinal
Punho e mão, t este, 125 da corda de arco, 57
de Bakody, 27
de Beevor, 47
Q de Clarke, 170
Quadrado de Codman, 106
femoral, 144 de Dawbarn, 89
lomba r, 54 de Erichsen, 76
de Fouche, 163
de impingimento de Neer, 94
R de Jeanne, 136
de Laguere, 79
Radiculopatia de S1 . 155 de L'Hermite, 25
Raquit ismo, 148 de Perkins, 173
Rechaço semilunopiramidal, teste, 138 de Piedallu, 80
Redondo de Rust, 21
maior, 84, 85 de Valsalva, 26
menor, 86 Síndrome
Região da banda iliotibial, 160f
anterior da compressão nervosa cervical, 27
da cápsu la g leno umeral, 86 da costela cervical. 11 0
do disco intervertebral, 40 da faceta lombar, 71, 74
cervical da pl ica, 160f
coluna vertebral. 3 de impacto, 134, 178f
testes, 9 de interseção, 133
inferior da c.ápsu la g lenoumera l, 84
de Marfan, 43
lombar, coluna vertebral. 4 de Reiter. 81
do d isco intervertebral, 20
lombossacral. coluna vertebral. 4
do martelo hipot enar, 140
posterior
do pirif orme, 145f
da cápsu la articu lar, 11 5 do pronador redondo, 98, 11 8f
do disco intervertebral, 40 test e, 124
do músculo deltoide, 86 do trato iliotibial, 171
t o rácica, coluna vertebral. 3 do túne l
Ret esamento muscu lar, 60 do carpo, 127f
Reto t arsal. 178f
do abdome, 53 facetária cervical. 33
femoral, 141 , 142, 159 f emoropatelar, 165
Ritchie, t este, 168 Sinovit e
Ruptura do tendão da articulação, 171
do calcâneo, 182 t ransit ória, 153
su praespinhal. 107 do quadril, 152
198 iNOICE REMISSIVO

Sintomas neu rológicos. 27 Tinel


S61eo, 175, 176 no pu nho (nervo u lnar). teste, 131
Soto·Hall, teste, 20 para o pé, t este, 186
Speed, t este, 105 Tornoze lo
Spurling, teste, 29 membro inferior, 7
Subescapu lar, 86 t este, 175
Sub luxação, 134 Tração
da cabeça. 122 cervical. test e, 34
da pat e la , 171 de Apley, test e , 162
das articu lações, 135 Tra to iliot ibial, 143, 152
sacroilíaca, 76 Trauma, 16, 104, 113
Superior, gêmeos, 144 direto, 171
Sup raespinhal, 40
Traumat ismo, 137
agudo, 96
T Trendelenburg, t este, 155
Triâ ngulo escalênico, 110, 112
Tabagismo, 19 Tríceps braquial. 115
Telescopagem, 148 Trilla t, t este, 168
Telescópio, t este, 148 Tromboflebit e profunda, 184
Tendão do supraespinha l. 84 Trombose, 132
Ten dinite, 96, 106 venosa profunda, 183
calcá rea, 91 Tumor, 26
da pata d e ganso, 166 de Pancoast, 112, 114
do b íceps, 9 1, 97
do iliopsoas, 153
do supraespinhal. 90
popl itea, 160f V
supraespinhal. 92 Va lgo para o t ornozelo, teste, 180
Tendinoses, 183
Variação anatômica, 174
Ten ossinovite Varo para joelho, t este, 165
da cápsula a rticular, 106
de D'Quervain, 127f, 132 Vasculopat ia, 16
estenosante, 132 Vasto
Tensão intermédio, 159
isquiossura l, 145f latera l, 159
muscular cervical, t este, 36 media l, 159
Tensor da fáscia lata, 143 Vertebral, artérias, 15
Test e
da campain ha, 16
de aproximação escapula r passiva, 49
de cont ratura do quadril. 150
w
de Watson, 133 Waldrom, test e , 172
do membro Watson, teste, 133
inferior, 6 Wright, t este, 113
supe rior, 4
Thomas, t este, 152
Thompson, t este, 182 y
Tibial
a nterior, 175, 176 Yeoman, teste, 73
posterior, 175, 176 Yergason, test e , 108

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