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MÉRITO

Apostilas

APOSTILA
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MATEMÁTICA

MATEMÁTICA

MÉRITO
Apostilas 1
Números naturais

Números naturais

MÉRITO
Apostilas 1
Números naturais

Os Números Naturais N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12...} são números


inteiros positivos (não-negativos) que se agrupam num conjunto chamado de N,
composto de um número ilimitado de elementos. Se um número é inteiro e
positivo, podemos dizer que é um número natural.

Quando o zero não faz parte do conjunto, é representado com um asterisco ao


lado da letra N e, nesse caso, esse conjunto é denominado de Conjunto dos
Números Naturais Não-Nulos: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9...}.

• Conjunto dos Números Naturais Pares = {0, 2, 4, 6, 8...}

• Conjunto dos Números Naturais Ímpares = {1, 3, 5, 7, 9...}

O conjunto de números naturais é infinito. Todos possuem um antecessor (número


anterior) e um sucessor (número posterior), exceto o número zero (0). Assim:

• o antecessor de 1 é 0 e seu sucessor é o 2;

• o antecessor de 2 é 1 e seu sucessor é o 3;

• o antecessor de 3 é 2 e seu sucessor é o 4;

• o antecessor de 4 é 3 e seu sucessor é o 5.

Cada elemento é igual ao número antecessor mais um, exceptuando-se o zero.


Assim, podemos notar que:

• o número 1 é igual ao anterior (0) + 1 = 1;

• o número 2 é igual ao anterior (1) + 1 = 2;

• o número 3 é igual ao anterior (2) + 1 = 3;

• o número 4 é igual ao anterior (3) + 1 = 4.

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Números naturais

A função dos números naturais é contar e ordenar. Nesse sentido, vale lembrar
que os homens, antes de inventarem os números, tinham muita dificuldade em
realizar a contagem e ordenação das coisas.

De acordo com a história, essa necessidade começou com a dificuldade


apresentada pelos pastores dos rebanhos em contarem suas ovelhas.

Assim, alguns povos antigos, desde os egípcios, babilônios, utilizaram diversos


métodos, desde acumular pedrinhas ou marcar as ovelhas.

Sucessor

O conjunto dos números naturais é formado apenas por números inteiros e não
contém números repetidos, por isso, é possível escolher, entre dois números
naturais distintos, aquele que é maior e aquele que é menor. Quando um número
natural x é maior do que um número natural y em uma unidade, dizemos que x é
sucessor de y. Assim:

x é sucessor de y se x + 1 = y

Se olharmos na lista dos números naturais, colocada em ordem crescente, o


sucessor de um número natural n é sempre o próximo número à sua direita. Logo:

O sucessor de 7 = 8

O sucessor de 20 = 21

etc.

Todo número natural possui sucessor, assim, o sucessor do zero é 1, o sucessor de


1é2…

3
Números naturais

Essa característica garante que, independentemente do número natural escolhido,


e por maior que ele seja, sempre existirá um número natural uma unidade maior
que ele. Portanto, o conjunto dos números naturais é infinito.

Antecessor

Quando um número natural x é menor que um número natural y em uma unidade,


dizemos que x é o antecessor de y. Assim:

x é antecessor de y se x – 1 = y

Olhando a lista de números naturais em ordem crescente, verificamos que o


antecessor de um número natural n é o número à sua esquerda. Logo:

O antecessor de 7 = 6

O antecessor de 20 = 19

etc.

Nem todo número natural possui antecessor. Na realidade, apenas o zero não
possui, pois ele é o primeiro número natural e também porque 0 – 1 = – 1, que não
é um número natural. Assim sendo, concluímos que o conjunto dos números
naturais é limitado.

É possível que um conjunto seja limitado e infinito ao mesmo tempo. O conjunto


dos números naturais é limitado inferiormente pelo zero, mas ilimitado
superiormente e, por isso, é infinito.

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Números naturais

Anotações:
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Números naturais

Exercícios
Exercício 1

Marque apenas os números naturais dos números listados a seguir:

A) 0

B) 1

C) 2

D) 0,43

E) –1

F) – 0,59

G) 78.765

Exercício 2

(Concurso/ Pref. de Itaboraí) O quociente entre dois números naturais é 10.


Multiplicando-se o dividendo por 5 e reduzindo o divisor à metade, o quociente da
nova divisão será:

a) 2

b) 5

c) 25

d) 50

e) 100

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Números naturais

Gabarito
Exercício 1

O conjunto dos números naturais é constituído por números estritamente


positivos que não possuem vírgula, logo os números naturais da lista são:

B) 1

C) 2

G) 78.765

Exercício 2

Resposta: Alternativa e)

De acordo com o enunciado, o quociente (divisão) entre dois números naturais é


10. Como ainda não sabemos quais são esses números, vamos nomeá-los por m e
n, então:

Agora, multiplicando o dividendo por 5 e reduzindo o divisor à metade, temos:

Realizando a divisão de fração e substituindo o valor de m, teremos:

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Operações com adição, subtração,


multiplicação e divisão

MÉRITO
Apostilas 1
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Na matemática existem quatro operações básicas que são fundamentais para


o desenvolvimento de qualquer cálculo algébrico que realizarmos. Estas operações
são: A soma, a subtração, a multiplicação e a divisão.

Com tais operações podemos desenvolver cálculos diversos e expressar, atra-


vés destas, o raciocínio que queremos expor.

Adição “ + “
A adição é a operação matemática mais básica e pode ser feita com qualquer
tipo de número. Porém, em um primeiro momento, são usados apenas números in -
teiros e maiores que zero. A seguir, discutiremos a técnica usada para calcular adi -
ções.

Técnica para realizar a adição

A soma deve ser feita por meio dos valores posicionais dos algarismos de cada
número, a começar pelas unidades. Primeiro, somamos as unidades, depois, as de -
zenas, em seguida, as centenas e, assim, prosseguimos até finalizar a adição. Ob -
serve a soma de 145 e 223 na tabela a seguir:

Centena Dezena Unidade


1 4 5
2 2 3
Resultado 3 6 8

Assim, as somas dos valores posicionais são:

• Na coluna das unidades: 3 + 5 = 8;

• Na coluna das dezenas: 4 + 2 = 6;

• Na coluna das centenas: 1 + 2 = 3.

Logo, o resultado dessa soma é 368, pois esse número é formado por três cen -
tenas, seis dezenas e oito unidades.

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

O único caso especial da adição de números inteiros maiores que zero é aque -
le em que o resultado da soma dos valores posicionais é igual ou maior a dez. Ob -
serve um exemplo a seguir com essa situação.

Na adição 456 + 126, a soma dos algarismos das unidades será: 6 + 6 = 12, que
é maior que dez. Assim, obtemos um número formado por uma dezena e duas uni-
dades. Para resolver esse problema, basta deslocar essa dezena para a coluna es-
pecífica das dezenas. Quando isso é feito, ela perde o zero, pois o que vale para es -
sas colunas é o valor posicional. Dessa forma, na coluna das dezenas, um equivale a
dez, dois, a 20, e assim por diante.

A adição do exemplo, portanto, será: da soma 6 + 6 = 12, colocamos duas uni -


dades no resultado e somamos uma dezena à coluna das dezenas. Isso é sinalizado
da seguinte maneira:

Depois disso, continua-se a adição normalmente. Mas lembre-se: ao somar os


algarismos da coluna das dezenas, deve-se adicionar a dezena do resultado da
soma das unidades.

Propriedades da adição

Existem propriedades da adição que podem facilitar os cálculos e ajudam a


compreender melhor essa operação. São elas:

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

A adição é comutativa, ou seja: a + b = b + a. Isso quer dizer que, na soma de


dois números, tanto faz a ordem em que eles são somados. Por exemplo: 10 + 20 =
20 + 10 = 30;

A adição é associativa, ou seja, (a + b) + c = a + (b + c). Isso quer dizer que, na


soma de três números, podemos escolher a ordem de somas, ou seja, podemos es -
colher quais números serão somados primeiro e, depois, somar o outro ao resulta -
do obtido;

Existe um número chamado elemento neutro, que é o zero na soma, com a se-
guinte propriedade: a + 0 = a. Em outras palavras, a soma de um número com o ele -
mento neutro é o próprio número;

Existe um número chamado elemento inverso, que é representado por – a,


com a seguinte propriedade: a + (– a) = 0. Essa opção é válida apenas para somas
envolvendo números negativos.

Exemplo – Joaquim foi ao shopping e comprou uma bermuda de R$ 143,00,


um boné de R$ 32,00 e um tênis de R$ 299,00. Quanto Joaquim gastou no total?

Solução: Colocamos os números desses valores em uma ordem mais apropria-


da para a soma. Podemos fazer isso graças às duas primeiras propriedades mencio -
nadas acima na explicação.

Joaquim gastou R$ 474,00 em compras no shopping.

Subtração “ - “
Análoga à soma, a subtração de dois ou mais números se dá pela retirada de
unidades de um determinado número. Assumido nossa análise para os números
Reais, todos os valores possuem valores inferiores e valores superiores.

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

O símbolo “–“, na matemática, representa a retirada de uma determinada quan-


tidade de outra determinada quantidade. Sendo o símbolo, então, responsável por
subtrair quantias.

Exemplo:

7-6=1

10-8=2

3-3=0

Elemento neutro da subtração

Na operação de subtração, temos o zero (0) como elemento neutro, uma vez
que, sendo zero a representação do “nada”, um número que subtraia nada resulta
no próprio número.

Exemplo:

a-0=a

Propriedade comutativa

A subtração não possui propriedade comutativa, uma vez que um valor n sub -
traído de um valor m, difere da subtração de m de um valor n.

Exemplos:

Propriedade associativa

A subtração não possui propriedade associativa, de modo que :

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Exemplo:

Multiplicação
A multiplicação é uma das operações matemáticas básicas. Ela é uma evolução
natural da adição, pois é definida de modo que represente a soma de determinado
número de conjuntos que possuem a mesma quantidade de elementos.

Por exemplo: é usual comprar muitos exemplares de um mesmo produto em


supermercados. Caso compre oito produtos que custem R$ 2,00, o total a ser pago
será de R$ 16,00, pois somamos o valor R$ 2,00 oito vezes. Sendo assim:

2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 = 16

Essa soma pode ser representada pelo símbolo “x” ou “·”. No exemplo anterior:

2x8 = 2·8 = 16

Dessa maneira, somamos oito conjuntos de 2 reais cada. Nesse exemplo, os


números 2 e 8 recebem o nome de fatores e essa operação deve ser lida da seguin -
te maneira: duas vezes oito é igual a dezesseis.

Figura 1: Tabuada

Em outras palavras, multiplicação é uma maneira que facilita a soma de núme-


ros iguais. A imagem a seguir contém todos os resultados das multiplicações que
envolvem os fatores de 1 a 10.

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Algoritmo da multiplicação

Sabendo o resultado de multiplicações que envolvem apenas fatores menores


ou iguais a 10, podemos definir um algoritmo que seja capaz de realizar qualquer
multiplicação. Esse algoritmo será descrito a seguir a partir do exemplo seguinte:
25x482.

Primeiramente escreva os números a partir da casa das unidades, alinhando-


as.

4 8 2
X 2 5

O primeiro número a ser multiplicado é o da casa das unidades da segunda li-


nha. Ele deverá ser multiplicado por todo o primeiro número partindo da casa das
unidades. Nesse caso, 5x2 = 10. No algoritmo acima, escreveremos:

1
4 8 2
X 2 5
0

Observe que o valor das unidades fica no resultado e o valor das dezenas
“sobe”. Agora é hora de multiplicar 5x8. Lembre-se de somar a dezena que “subiu”
ao resultado dessa multiplicação. Então, 5x8 = 40 e 40 + 1 = 41. Logo, teremos no
algoritmo:

4 1
4 8 2
X 2 5
1 0

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Por fim, multiplicaremos 5x4 = 20, que, somado a 4, resulta em 24. Como não
há mais para onde “subir”, esse resultado será colocado por inteiro no local apro -
priado.

4 1
4 8 2
X 2 5
2 4 1 0

Finalizadas as multiplicações referentes ao algarismo 5, iniciaremos as multi -


plicações referentes ao algarismo 2. Repare que esse número está na casa das de -
zenas, por isso, a primeira multiplicação deve ser colocada também na casa das de -
zenas, logo abaixo de 2410. Observe:

4 8 2
X 2 5
2 4 1 0
4

Agora multiplique 2x8 = 16, deixe 6 e “suba” 1.

1
4 8 2
X 2 5
2 4 1 0
6 4

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Multiplique, por fim, 2x4 = 8 e some 1 ao resultado (8 + 1 = 9). No algoritmo,


teremos:

1
4 8 2
X 2 5
2 4 1 0
9 6 4

Para finalizar o cálculo, some os dois resultados encontrados:

4 8 2
X 2 5
2 4 1 0
+
9 6 4
1 2 0 5 0

Propriedades da multiplicação

Existem quatro propriedades da multiplicação e uma que envolve multiplica-


ção e adição. Confira:

Comutatividade: A ordem dos fatores não altera o produto, isto é, considere


os números reais a e b, teremos:

a·b = b·a

Associatividade: A ordem em que três fatores são multiplicados é irrelevante.


Em outras palavras, considere a, b e c pertencentes aos números reais, teremos:

(a·b)·c = a·(b·c)

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Existência de elemento neutro: O número 1 não altera o resultado de uma


multiplicação quando é um fator. Assim:

1·a = a·1 = a

Existência de elemento inverso multiplicativo: Qualquer que seja o número


real, existe outro número real que, multiplicado por ele, resulta em 1. Em outras
palavras, considere a pertencente ao conjunto dos números reais, existe 1/a tal
que:

a·1/a = 1

Distributividade: O produto de um número real por uma soma é igual à soma


dos produtos das parcelas pelo número real, ou seja, considere a, b e c reais, tere -
mos:

a(b + c) = a·b + a·c

Divisão
A divisão é uma das quatro operações básicas da matemática e é inversa à
multiplicação. A divisão de um número consiste em seu fracionamento, na sua
fragmentação, que pode ter como resultado um número inteiro ou um número de -
cimal.

Assim como as outras operações fundamentais da matemática, a divisão tam-


bém está muito presente em nosso cotidiano, por isso, é essencial conhecer bem
esse processo, a fim de adquirir prática e tornar esse cálculo mais ágil.

Elementos da divisão
Quando vamos dividir um número P por um número d, devemos buscar um nú-
mero q que multiplicado por d seja igual a P. Cada um desses elementos recebem um
nome: P é chamado de dividendo, d é o divisor e q o quociente.
Nem sempre é possível encontrar esse número q, em alguns casos, a multiplica-
ção de d por q apenas fica muito próxima de P. Nessas situações, a diferença de P pelo
resultado da multiplicação de d por q é chamado de resto e será denotado por r.

Exemplos
a) 28: 2 = 14, pois 2 ·14 = 28 → Divisão exata

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

b) 29: 2 ≠ 14, pois 2 ·14 = 28 → Divisão não exata, apresenta resto = 1

Quando o resto não aparece, ou seja, quando r = 0, dizemos que o número P é divisível
por d. Caso contrário, P não é divisível por d.
Podemos afirmar que:
P = d ·q + r
Vejamos agora um método que facilita encontrar todos esses elementos: método
da chave. Veja a figura abaixo:

Exemplo
Na divisão do número 25 por 5 temos:

O número 25 é o dividendo, o número 5 é o divisor, 5 é o quociente, e zero é o


resto da divisão. Note que para realizar a divisão é necessário encontrar um núme -
ro que multiplicado por 5 seja igual a 25, nesse caso, o número é o próprio 5.
Veja também que podemos escrever o número 25 da seguinte maneira:
25 = 5 · 5 + 0

Passo a passo da divisão


Para facilitar o processo de divisão, temos um algoritmo, isto é, temos um pas -
so a passo que pode facilitar. Para verificarmos esse processo, vamos tomar a se -
guinte divisão 64: 4.
Primeiro passo: montar a operação utilizando o método da chave.

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Segundo passo: tentar encontrar um número que multiplicado por 4 seja igual
a 64. Como essa não é uma tarefa fácil, vamos tomar somente o número 6 para di -
vidir com o número 4, ou seja, o algarismo da dezena. Assim, devemos determinar
um número inteiro que multiplicado por 4 seja igual a 6 ou que chegue o mais
próximo possível. Veja:

Terceiro passo: prosseguir a divisão descendo o algarismo da unidade, que não


foi dividido, nesse caso, o 4. Veja:

O processo chega ao fim, quando obtemos que o resto é igual a 0. Caso contrá-
rio, devemos continuar a divisão seguindo os mesmos procedimentos.

Jogo de sinais na divisão


Na divisão de números inteiros, devemos ficar atentos quanto aos sinais. De -
vemos lembrar-nos das propriedades dos números inteiros:

Sinal do primeiro número Sinal do segundo número Sinal do resultado


+ + +
+ - -
- + -
- - +

Exemplos
a) (+ 55) : (+11) = +5
b) (+243) : (– 3) = – 81

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Divisão com vírgula


Na divisão, há duas situações em que a vírgula pode aparecer: a primeira é
quando o quociente não é um número inteiro, e a segunda é quando o dividendo e
o divisor não são inteiros. Vejamos como resolver cada um desses casos por meio
de exemplos.

Divisão em que o quociente não é inteiro


Esse caso ocorre quando os números não são divisíveis, ou seja, o resto da di -
visão é um número diferente de zero. Para realizar a divisão, devemos seguir o
mesmo passo a passo citado anteriormente.
Entretanto, quando o resto for um número que não pode mais ser dividido, de -
vemos acrescentar uma vírgula no quociente e um zero na casa das unidades do
resto. Veja:
A divisão entre o número 55 e 2 não é exata, pois 55 não é par, então, vamos
realizar a divisão e encontrar o resultado seguindo o passo a passo.

Observe que o resto da divisão é diferente de zero e não é possível dividi-lo


pelo quociente. O segundo passo consiste em acrescentar uma vírgula no quocien-
te e um zero no resto na casa da unidade.
Então:

Veja que após acrescentar a vírgula e o número zero a operação de divisão se-
guiu novamente o passo a passo.

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Divisão em que o dividendo e o divisor não são inteiros


Primeiro passo: eliminar a vírgula do dividendo e do divisor.
Para que isso possa ocorrer, deve-se andar a mesma quantidade de casas deci-
mais tanto no divisor quanto no dividendo. Isso é permitido, pois a divisão nada
mais é que uma fração em que o dividendo é o numerador e o divisor é o denomi -
nador. Dessa forma, podemos multiplicar o dividendo e o divisor por potências de
10, que é o equivalente a andar casas decimais.
Segundo passo: seguir o passo a passo apresentado anteriormente.
Exemplo:
Vamos dividir o número 0,05 por 0,2 seguindo o passo a passo.

Devemos andar 2 casas decimais para que a vírgula desapareça do dividendo,


logo devemos andar 2 casas decimais também no divisor, ou seja, vamos multipli -
car o divisor e o dividendo por 100.
0,05 ·100 = 5
0,2 ·100 = 20
Agora a divisão fica:

Para começar a fazer a divisão, devemos encontrar um número que multiplica -


do por 20 seja igual a 5, porém esse número inteiro não existe! Então, acrescenta-
mos 0 e uma vírgula no quociente, 0 no dividendo e prosseguimos a divisão nor -
malmente.
Lembrete: após o processo de colocar a vírgula no quociente, podemos colo-
car o número 0 na casa da unidade sempre que for necessário.

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Anotações:
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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Exercícios
Exercício 1

João vai fazer uma viagem de 521 quilômetros. Para fazer a viagem com mais
segurança, ele decidiu realizá-la em duas etapas. Quantos quilômetros João viajará
por dia?

Exercício 2

(VUNESP 2020)

Uma loja trabalha com produtos que são classificados em apenas três tipos. Na
tabela, constam os preços de venda de cada tipo do produto:

No último dia útil de funcionamento, foram vendidos produtos dos três tipos,
sendo que, do total de unidades vendidas, 1/4 foi de produtos do tipo A, 2/5 foi de
produtos do tipo B, e o restante, de produtos do tipo C. Naquele dia, o preço médio
unitário de venda dos produtos vendidos foi de:

(A) R$ 11,95.

(B) R$ 12,30.

(C) R$ 12,55.

(D) R$ 13,50.

(E) R$ 13,95.

16
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Gabarito
Exercício 1

O total da viagem é de 521 quilômetros e vai ser realizado em 2 dias, para


determinar a quantidade de quilômetros que será rodado por dia devemos dividir
esses números.

Portanto, João vai viajar 260,5 quilômetros por dia.

Exercício 2

Resposta: C )

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Porcentagem

Porcentagem

MÉRITO
Apostilas 1
Porcentagem

Porcentagem, representada pelo símbolo %, é a divisão de um número qualquer


por 100. A expressão 25%, por exemplo, significa que 25 partes de um todo foram
divididas em 100 partes.

Há três formas de representar uma porcentagem: forma percentual, forma


fracionária e forma decimal. O cálculo do valor representado por uma
porcentagem geralmente é feito a partir de uma multiplicação de frações ou de
números decimais, por isso o domínio das quatro operações é fundamental para a
compreensão de como calcular corretamente uma porcentagem.

Forma percentual

A representação na forma percentual ocorre quando o número é seguido do


símbolo % (por cento).

Exemplos:

5%

0,1%

150%

Forma fracionária

Para realização de cálculos, uma das formas possíveis de representação de uma


porcentagem é a forma fracionária, que pode ser uma fração irredutível ou uma
simples fração sobre o número 100.

Exemplo:

2
Porcentagem

Forma decimal

A forma decimal é uma possibilidade de representação também. Para encontrá-la,


é necessária a realização da divisão.

Exemplo:

A forma decimal de 25% é obtida pela divisão de 25 : 100 = 0,25.

Dica:

Lembrando que a nossa base é decimal, então, ao dividir por 100, basta andar
com a vírgula duas casas para a esquerda.

Exemplos:

Forma percentual para a forma decimal:

30% = 0,30 = 0,3

5% = 0,05

152% = 1,52

Alguns exercícios pedem para fazermos o contrário, ou seja, transformar um


número decimal em porcentagem. Para isso, basta andarmos com a vírgula duas
casas para a direita (aumentando o número) e acrescentar o símbolo %.

Forma decimal para a forma percentual:

0,23 = 23%

0,111 = 11,1%

0,8 = 80%

1,74 = 174 %

3
Porcentagem

Porcentagem Razão Centesimal Número Decimal


1% 1/100 0,01
5% 5/100 0,05
10% 10/100 0,1
120% 120/100 1,2

Como Calcular a Porcentagem

Podemos utilizar diversas formas para calcular a porcentagem. Abaixo


apresentamos três formas distintas:

• regra de três

• transformação da porcentagem em fração com denominador igual a 100

• transformação da porcentagem em número decimal

Devemos escolher a forma mais adequada de acordo com o problema que


queremos resolver.

Exemplos:

1) Calcule 30% de 90

Para usar a regra de três no problema, vamos considerar que 90 corresponde ao


todo, ou seja 100%. O valor que queremos encontrar chamaremos de x. A regra de
três será expressa como:

4
Porcentagem

Para resolver usando frações, primeiro temos que transformar a porcentagem em


uma fração com denominador igual a 100:

Podemos ainda transformar a porcentagem em número decimal:

30% = 0,3

0,3 . 90 = 27

O resultado é o mesmo nas três formas, ou seja 30% de 90 corresponde a 27.

5
Porcentagem

Anotações:
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6
Porcentagem

Exercícios
Exercício 1

Calcule os valores abaixo:

a) 6% de 100

b) 70% de 100

c) 30% de 50

d) 20 % de 60

e) 25% de 200

f) 7,5% de 400

g) 42% de 300

h) 10% de 62,5

i) 0,1% de 350

j) 0,5% de 6000

Exercício 2

(ENEM-2013)

Para aumentar as vendas no início do ano, uma loja de departamentos remarcou os


preços de seus produtos 20% abaixo do preço original. Quando chegam ao caixa,
os clientes que possuem o cartão fidelidade da loja têm direito a um desconto
adicional de 10% sobre o valor total de suas compras.

Um cliente deseja comprar um produto que custava R$50,00 antes da remarcação


de preços. Ele não possui o cartão fidelidade da loja. Caso esse cliente possuísse o
cartão fidelidade da loja, a economia adicional que obteria ao efetuar a compra, em
reais, seria de:

a) 15,00

7
Porcentagem

b) 14,00

c) 10,00

d) 5,00

e) 4,00

Exercício 3

Em uma sala de aula há 30 alunos, dos quais 40% são meninas. Quantas meninas
têm na sala?

a) 10 meninas

b) 12 meninas

c) 15 meninas

d) 18 meninas

8
Porcentagem

Gabarito
Exercício 1

a) 6% de 100 = 6

b) 70% de 100 = 70

c) 30% de 50 = 15

d) 20 % de 60 = 12

e) 25% de 200 = 50

f) 7,5% de 400 = 30

g) 42% de 300 = 126

h) 10% de 62,5 = 6,25

i) 0,1% de 350 = 0,35

j) 0,5% de 6000 = 30

Exercício 2

Valor original do produto: R$50,00.

Preços possuem 20% de desconto.

Logo:

Aplicando o desconto no preço, temos:

50 . 0,2 = 10

O desconto inicial será de R$10,00. Calculando sobre o valor original do produto:


R$50,00 – R$10,00 = R$40,00.

Se a pessoa tiver o cartão fidelidade, o desconto será ainda maior, ou seja, o cliente
vai pagar R$40,00 com mais 10% de desconto. Assim,

9
Porcentagem

Aplicando o novo desconto:

40 . 0,1 = 4

Logo, o desconto da economia adicional para quem possui o cartão fidelidade será
de mais R$4,00.

Alternativa e: 4,00

Exercício 3

Alternativa correta: b) 12 meninas.

Utilizando a regra de três encontramos a quantidade de meninas na sala.

Portanto, em uma sala de 30 alunos há 12 meninas.

10
Frações

Frações

MÉRITO
Apostilas 1
Frações

Na matemática, as frações correspondem a uma representação das partes de um


todo. Ela determina a divisão de partes iguais sendo que cada parte é uma fração
do inteiro.

Como exemplo podemos pensar numa pizza dividida em 8 partes iguais, sendo que
cada fatia corresponde a 1/8 (um oitavo) de seu total. Se eu como 3 fatias, posso
dizer que comi 3/8 (três oitavos) da pizza.

Importante lembrar: nas frações, o termo superior é chamado de numerador


enquanto o termo inferior é chamado de denominador.

1 Numerador
2 Denominador

Tipos de Frações
Fração Própria

São frações em que o numerador é menor que o denominador, ou seja, representa


um número menor que um inteiro. Ex: 2/7

Fração Imprópria

São frações em que o numerador é maior, ou seja, representa um número maior


que o inteiro. Ex: 5/3

2
Frações

Fração Aparente

São frações em que o numerador é múltiplo ao denominador, ou seja, representa


um número inteiro escrito em forma de fração. Ex: 6/3= 2

Fração Mista

É constituída por uma parte inteira e uma fracionária representada por números
mistos. Ex: 1 2/6. (um inteiro e dois sextos)

Obs: Há outros tipos de frações, são elas: equivalente, irredutível, unitária, egípcia,
decimal, composta, contínua, algébrica.

Operações com Frações


Adição

Para somar frações é necessário identificar se os denominadores são iguais ou


diferentes. Se forem iguais, basta repetir o denominador e somar os numeradores.

Contudo, se os denominadores são diferentes, antes de somar devemos


transformar as frações em frações equivalentes de mesmo denominador.

Neste caso, calculamos o Mínimo Múltiplo Comum (MMC) entre os


denominadores das frações que queremos somar, esse valor passa a ser o novo
denominador das frações.

Além disso, devemos dividir o MMC encontrado pelo denominador e o resultado


multiplicamos pelo numerador de cada fração. Esse valor passa a ser o novo
numerador.

Exemplos:

5 2 7
+ =
9 9 9

3
Frações

1 2 3.1 + 5.2 3 + 10 13
+ = = =
5 3 15 15 15

Subtração

Para subtrair frações temos que ter o mesmo cuidado que temos na soma, ou seja,
verificar se os denominadores são iguais. Se forem, repetimos o denominador e
subtraímos os numeradores.

Se forem diferentes, fazemos os mesmos procedimentos da soma, para obter


frações equivalentes de mesmo denominador, aí sim podemos efetuar a subtração.

Exemplo:

5 2 7
+ =
9 9 9

Multiplicação

A multiplicação de frações é feita multiplicando os numeradores entre si, bem


como seus denominadores.

Exemplos:

4
Frações

Divisão

Na divisão entre duas frações, multiplica-se a primeira fração pelo inverso da


segunda, ou seja, inverte-se o numerador e o denominador da segunda fração.

Exemplos:

Simplificação de fração
A simplificação é uma operação que não muda o valor da fração, mas altera o
numerador e o denominador para que a fração seja escrita de uma maneira mais
simples. Isso deve ter feito dividindo os termos da fração por um mesmo número
inteiro maior que 1.

Quando não é mais possível utilizar o mesmo número para realizar essa operação,
significa que a fração chegou à sua forma mais simples.

Por exemplo, 3/4 é uma fração reduzida, pois não há nenhum outro número além
de 1 capaz de dividir 3 e 4 ao mesmo tempo.

Agora observe a fração 2/4. Ela pode ser simplificada, dividindo o numerador e o
denominador por 2, e terá como resultado 1/2.

Simplificação de frações pela divisão contínua

Para realizar a simplificação basta dividir o numerador e o denominador pelo


mesmo número natural, diferente de zero, até chegar a uma fração que não mais
seja divisível.

Vamos utilizar a fração 4/8 para demonstrar como simplificar.

5
Frações

Observe que realizando a divisão do numerador pelo denominador, o mesmo


resultado é encontrado em todas as frações.

Isso ocorre porque se tratam de frações equivalentes, ou seja, elas são


aparentemente diferentes, mas apresentam o mesmo resultado.

Veja a representação das frações na imagem a seguir:

Observe que a fração ½ não pode ser mais simplificada. Quando isso ocorre a
fração recebe o nome de fração irredutível. Outros exemplos de frações
totalmente reduzidas: 2/3, 5/7 e 9/10.

Simplificação de fração pelo MDC

O máximo divisor comum (MDC ou M.D.C) corresponde ao maior número inteiro


positivo capaz de dividir os números dados e fazer com que o resto da divisão seja
igual a zero.

Observe o cálculo do MDC dos termos da fração 8 sobre 24 (8/24) através da


fatoração.

6
Frações

Multiplicando os fatores comuns, encontramos que o número 8 é o máximo divisor


comum entre os números 8 e 24.

Portanto, o numerador e o denominador da fração podem ser divididos por 8 para


que a fração reduzida escrita seja de maneira mais rápida.

7
Frações

Anotações:
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8
Frações

Exercícios
Exercício 1
6
Simplifique a fração
18

Exercício 2

As árvores de um parque estão dispostas de tal maneira que se construíssemos


uma linha entre a primeira árvore (A) de um trecho e a última árvore (B)
conseguiríamos visualizar que elas estão situadas à mesma distância uma das
outras.

De acordo com a imagem acima, que fração que representa a distância entre a
primeira e a segunda árvore?

a) 1/6

b) 2/6

c) 1/5

d) 2/5

9
Frações

Gabarito
Exercício 1

Resposta correta: 1
3

Simplificação pela divisão contínua:

Simplificação pelo MDC:

Exercício 2

Resposta correta: c) 1/5.

Uma fração corresponde à representação de algo que foi dividido em partes iguais.

Observe que, pela imagem, o espaço entre a primeira árvore e a última foi dividido
em cinco partes. Portanto, este é o denominador da fração.

Já a distância entre a primeira e a segunda árvore é representada por apenas uma


das partes e, por isso, trata-se do numerador.

Sendo assim, a fração que representa o espaço entre a primeira e a segunda árvore
é 1/5, pois entre os 5 trechos em que o percurso foi dividido as duas árvores estão
situadas no primeiro.

10
Espaço e forma

Espaço e forma

MÉRITO
Apostilas 1
Espaço e forma

Formas Geométricas
As figuras geométricas são elementos com formas, tamanhos e dimensões no
plano ou espaço. Por exemplo, o triângulo, o quadrado, a pirâmide e a esfera são
figuras geométricas. Na matemática, estes elementos são estudados no ramo da
geometria.

Formas Planas

São as que ao serem representadas ficam totalmente inseridas em um único plano.


Apresentam duas dimensões: comprimento e largura.

As formas planas podem ser classificadas em polígonos e não polígonos.

Polígonos

São figuras planas fechadas delimitadas por segmentos de reta que são os lados do
polígono.

Os polígonos recebem nomes conforme o número de lados que apresentam.

• 3 lados - Triângulo • 8 lados – Octógono

• 4 lados - Quadrilátero • 9 lados – Eneágono

• 5 lados - Pentágono • 10 lados – Decágono

• 6 lados - Hexágono • 12 lados – Dodecágono

• 7 lados – Heptágono • 20 lados – Icoságono

2
Espaço e forma

Não polígonos

São formas geométricas não delimitadas totalmente por segmentos de retas.


Podem ser abertas ou fechadas.

Formas Não Planas

Para representar formas deste tipo é necessário mais de um plano. São figuras com
três dimensões: comprimento, altura e largura.

As formas não planas também são chamadas de sólidos geométricos. Eles são
classificados em poliedros e não poliedros.

Poliedros

São formados apenas por polígonos. Cada polígono representa uma face do
poliedro. A reta de interseção entre duas faces é chamada de aresta. O ponto de
interseção de várias arestas é chamado de vértice do poliedro.

Figura 1: Pirâmide, cubo e


dodecaedro são exemplos de poliedros

3
Espaço e forma

Não poliedros

Os não poliedros, também chamados de corpos redondos, apresentam superfícies


arredondadas.

Figura 2: Esfera, cone e cilindro são exemplos de


corpos redondos

Fractal

A palavra Fractal foi criada por Benoit Mandelbrot a partir da palavra do latim
fractus, que significa irregular ou quebrado.

São formas geométricas em que cada parte da figura se assemelha ao todo.

Associada a teoria do caos, a geometria fractal descreve as formas irregulares e


quase aleatórias de muitos dos padrões da natureza. Por isso, também é chamada
de geometria da natureza.

Os Fractais são formas geométricas de uma beleza incrível com padrões que se
repetem infinitamente, mesmo quando limitados a uma área finita.

4
Espaço e forma

Anotações:
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5
Unidades de medida e tempo

Unidades de medida e tempo

MÉRITO
Apostilas 1
Unidades de medida e tempo

As unidades de medida são modelos estabelecidos para medir diferentes


grandezas, tais como comprimento, capacidade, massa, tempo e volume.

O Sistema Internacional de Unidades (SI) define a unidade padrão de cada


grandeza. Baseado no sistema métrico decimal, o SI surgiu da necessidade de
uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos países.

Medidas de Comprimento

Existem várias medidas de comprimento, como por exemplo a jarda, a polegada e o


pé.

No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido


como o comprimento da distância percorrida pela luz no vácuo durante um
intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.

Os múltiplos e submúltiplos do metro são: quilômetro (km), hectômetro (hm),


decâmetro (dam), decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm).

Medidas de Capacidade

A unidade de medida de capacidade mais utilizada é o litro (l). São ainda usadas o
galão, o barril, o quarto, entre outras.

Os múltiplos e submúltiplos do litro são: quilolitro (kl), hectolitro (hl), decalitro


(dal), decilitro (dl), centilitro (cl), mililitro (ml).

Medidas de Massa

No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg). Um


cilindro de platina e irídio é usado como o padrão universal do quilograma.

As unidades de massa são: quilograma (kg), hectograma (hg), decagrama (dag),


grama (g), decigrama (dg), centigrama (cg) e miligrama (mg).

São ainda exemplos de medidas de massa a arroba, a libra, a onça e a tonelada.


Sendo 1 tonelada equivalente a 1000 kg.

2
Unidades de medida e tempo

Medidas de Volume

No SI a unidade de volume é o metro cúbico (m3). Os múltiplos e submúltiplos do


m3 são: quilômetro cúbico (km 3), hectômetro cúbico (hm 3), decâmetro cúbico
(dam3), decímetro cúbico (dm 3), centímetro cúbico (cm 3) e milímetro cúbico (mm 3).

Podemos transformar uma medida de capacidade em volume, pois os líquidos


assumem a forma do recipiente que os contém. Para isso usamos a seguinte
relação:

1 l = 1 dm 3

Tabela de conversão de Medidas

O mesmo método pode ser utilizado para calcular várias grandezas.

Primeiro, vamos desenhar uma tabela e colocar no seu centro as unidades de


medidas bases das grandezas que queremos converter, por exemplo:

• Capacidade: litro (l)

• Comprimento: metro (m)

• Massa: grama (g)

• Volume: metro cúbico (m 3)

Tudo o que estiver do lado direito da medida base são chamados submúltiplos. Os
prefixos deci, centi e mili correspondem respectivamente à décima, centésima e
milésima parte da unidade fundamental.

Do lado esquerdo estão os múltiplos. Os prefixos deca, hecto e quilo


correspondem respectivamente a dez, cem e mil vezes a unidade fundamental.

Medida
Múltiplos Submúltiplos
Base
quilo (k) hecto (h) deca (da) deci (d) centi (c) mili (m)
quilolitro hectolitro decalitro litro (l) decilitro centilitro mililitro

3
Unidades de medida e tempo

Medida
Múltiplos Submúltiplos
Base
(kl) (hl) (dal) (dl) (cl) (ml)
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
(km) (hm) (dam) (m) (dm) (cm) (ml)
quilograma hectograma decagrama grama decigrama centigrama miligrama
(kg) (hg) (dag) (g) (dg) (cg) (mg)
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico
3
(km ) 3
(hm ) 3
(dam ) (m3) 3
(dm ) 3
(cm ) (mm3)

Exemplo:

1) Quantos mililitros correspondem 35 litros?

Para fazer a transformação pedida, vamos escrever o número na tabela das


medidas de capacidade. Lembrando que a medida pode ser escrita como 35,0
litros. A virgula e o algarismo que está antes dela devem ficar na casa da unidade
de medida dada, que neste caso é o litro.

kl hl dal l dl cl ml
3 5, 0

Depois completamos as demais caixas com zeros até chegar na unidade pedida. A
vírgula ficará sempre atrás do algarismos que estiver na caixa da unidade pedida,
que neste caso é o ml.

kl hl dal l dl cl ml
3 5 0 0 0,

Assim 35 litros correspondem a 35000 ml.

4
Unidades de medida e tempo

Medidas de Tempo

Existem diversas unidades de medida de tempo, por exemplo a hora, o dia, o mês, o
ano, o século. No sistema internacional de medidas a unidades de tempo é o
segundo (s).

O segundo é definido como a duração de 9 192 631 770 períodos da radiação


correspondente à transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental
do átomo de césio 133.

Horas, Minutos e Segundos

Muitas vezes necessitamos transformar uma informação que está, por exemplo,
em minuto para segundos, ou em segundos para hora.

Para tal, devemos sempre lembrar que 1 hora tem 60 minutos e que 1 minuto
equivale a 60 segundos. Desta forma, 1 hora corresponde a 3600 segundos.

Assim, para mudar de hora para minuto devemos multiplicar por 60. Por exemplo,
3 horas equivalem a 180 minutos (3 . 60 = 180).

O diagrama abaixo apresenta a operação que devemos fazer para passar de uma
unidade para outra.

Em algumas áreas é necessário usar medidas com precisão maior que o segundo.
Neste caso, usamos seus submúltiplos.

Assim, podemos indicar o tempo decorrido de um evento em décimos, centésimos


ou milésimos de segundos.

Por exemplo, nas competições de natação o tempo de um atleta é medido com


precisão de centésimos de segundo.

5
Unidades de medida e tempo

Outras Unidades de Medidas de Tempo

O intervalo de tempo de uma rotação completa da terra equivale a 24h, que


representa 1 dia.

O mês é o intervalo de tempo correspondente a determinado número de dias. Os


meses de abril, junho, setembro, novembro têm 30 dias.

Já os meses de janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro possuem


31 dias. O mês de fevereiro normalmente têm 28 dias. Contudo, de 4 em 4 anos ele
têm 29 dias.

O ano é o tempo que a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol.
Normalmente, 1 ano corresponde a 365 dias, no entanto, de 4 em 4 anos o ano têm
366 dias (ano bissexto).

Na tabela abaixo relacionamos algumas dessas unidades:

6
Unidades de medida e tempo

Anotações:
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7
Unidades de medida e tempo

Exercícios
Exercício 1

Um aluno de Ensino Médio vai até o açougue, a pedido de seus pais, comprar 5 kg
de carne para um churrasco em sua casa. Além da carne, ele compra 8 litros de
refrigerante para oferecer aos convidados. Qual das alternativas a seguir possui os
valores da quantidade de carne e de refrigerante, respectivamente, nas unidades
tonelada (t) e mililitro (mL)?

a) 0,005 t e 0,008 mL

b) 5000 t e 0,008 mL

c) 0,005 t e 8000 mL

d) 5000 t e 8000 mL

e) 0,005 t e 0,8 mL

Exercício 2

Em um teste de aptidão em um concurso da Polícia Militar de um determinado


estado, o candidato deve percorrer uma distância de 2400 metros em um tempo
de 12 minutos. Qual alternativa indica os valores de distância e tempo em km e
hora, respectivamente?

a) 2,4 km e 2 h

b) 4,2 km e 0,2 h

c) 0,24 km e 0,2 h

d) 4,2 km e 2 h

e) 2,4 km e 0,2 h

8
Unidades de medida e tempo

Gabarito
Exercício 1

Resposta:

Letra c). O exercício fornece os valores 5 kg e 8L, de massa e volume,


respectivamente, e pede para que passemos essas unidades para tonelada e
mililitro. Para isso, basta montar regras de três. Veja:

Para a massa:

Sabe-se que 1 tonelada equivale à quantidade de 1000 kg. Dessa forma, a regra de
três utilizada para transformar 5 kg em t é:

1 t----------1000Kg

x--------- 5 Kg

1000.x = 1.5

1000x = 5

x= 5

1000

x = 0,005 t

Para o volume:

Sabe-se que 1 litro equivale à quantidade de 1000 mL. Dessa forma, a regra de três
utilizada para transformar 8 litros em mL é:

1 L----------1000 mL

8 L--------- x

1.x = 8.1000

x = 8000 mL

9
Unidades de medida e tempo

Exercício 2

Transformação de metro para km

Para transformar 2400 metros em km, basta montar uma regra de três utilizando a
relação de que 1 km equivale a 1000 m:

1 Km.........1000 m

x......... 2400 m

1. 2400 = 1000.x

1000x = 2400

x = 2400

1000

x = 2,4 Km

Transformação de minutos em horas

Basta montar uma regra de três utilizando o fato de que 1 hora equivale a 60
minutos:

1 hora.........60 minutos

x.........12 minutos

60.x = 1.12

60x = 12

x = 12

60

x = 0,2 horas

10
MATEMÁTICA

MATEMÁTICA

MÉRITO
Apostilas 1
Números naturais

Números naturais

MÉRITO
Apostilas 1
Números naturais

Os Números Naturais N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12...} são números


inteiros positivos (não-negativos) que se agrupam num conjunto chamado de N,
composto de um número ilimitado de elementos. Se um número é inteiro e
positivo, podemos dizer que é um número natural.

Quando o zero não faz parte do conjunto, é representado com um asterisco ao


lado da letra N e, nesse caso, esse conjunto é denominado de Conjunto dos
Números Naturais Não-Nulos: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9...}.

• Conjunto dos Números Naturais Pares = {0, 2, 4, 6, 8...}

• Conjunto dos Números Naturais Ímpares = {1, 3, 5, 7, 9...}

O conjunto de números naturais é infinito. Todos possuem um antecessor (número


anterior) e um sucessor (número posterior), exceto o número zero (0). Assim:

• o antecessor de 1 é 0 e seu sucessor é o 2;

• o antecessor de 2 é 1 e seu sucessor é o 3;

• o antecessor de 3 é 2 e seu sucessor é o 4;

• o antecessor de 4 é 3 e seu sucessor é o 5.

Cada elemento é igual ao número antecessor mais um, exceptuando-se o zero.


Assim, podemos notar que:

• o número 1 é igual ao anterior (0) + 1 = 1;

• o número 2 é igual ao anterior (1) + 1 = 2;

• o número 3 é igual ao anterior (2) + 1 = 3;

• o número 4 é igual ao anterior (3) + 1 = 4.

2
Números naturais

A função dos números naturais é contar e ordenar. Nesse sentido, vale lembrar
que os homens, antes de inventarem os números, tinham muita dificuldade em
realizar a contagem e ordenação das coisas.

De acordo com a história, essa necessidade começou com a dificuldade


apresentada pelos pastores dos rebanhos em contarem suas ovelhas.

Assim, alguns povos antigos, desde os egípcios, babilônios, utilizaram diversos


métodos, desde acumular pedrinhas ou marcar as ovelhas.

Sucessor

O conjunto dos números naturais é formado apenas por números inteiros e não
contém números repetidos, por isso, é possível escolher, entre dois números
naturais distintos, aquele que é maior e aquele que é menor. Quando um número
natural x é maior do que um número natural y em uma unidade, dizemos que x é
sucessor de y. Assim:

x é sucessor de y se x + 1 = y

Se olharmos na lista dos números naturais, colocada em ordem crescente, o


sucessor de um número natural n é sempre o próximo número à sua direita. Logo:

O sucessor de 7 = 8

O sucessor de 20 = 21

etc.

Todo número natural possui sucessor, assim, o sucessor do zero é 1, o sucessor de


1é2…

3
Números naturais

Essa característica garante que, independentemente do número natural escolhido,


e por maior que ele seja, sempre existirá um número natural uma unidade maior
que ele. Portanto, o conjunto dos números naturais é infinito.

Antecessor

Quando um número natural x é menor que um número natural y em uma unidade,


dizemos que x é o antecessor de y. Assim:

x é antecessor de y se x – 1 = y

Olhando a lista de números naturais em ordem crescente, verificamos que o


antecessor de um número natural n é o número à sua esquerda. Logo:

O antecessor de 7 = 6

O antecessor de 20 = 19

etc.

Nem todo número natural possui antecessor. Na realidade, apenas o zero não
possui, pois ele é o primeiro número natural e também porque 0 – 1 = – 1, que não
é um número natural. Assim sendo, concluímos que o conjunto dos números
naturais é limitado.

É possível que um conjunto seja limitado e infinito ao mesmo tempo. O conjunto


dos números naturais é limitado inferiormente pelo zero, mas ilimitado
superiormente e, por isso, é infinito.

4
Números naturais

Anotações:
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5
Números naturais

Exercícios
Exercício 1

Marque apenas os números naturais dos números listados a seguir:

A) 0

B) 1

C) 2

D) 0,43

E) –1

F) – 0,59

G) 78.765

Exercício 2

(Concurso/ Pref. de Itaboraí) O quociente entre dois números naturais é 10.


Multiplicando-se o dividendo por 5 e reduzindo o divisor à metade, o quociente da
nova divisão será:

a) 2

b) 5

c) 25

d) 50

e) 100

6
Números naturais

Gabarito
Exercício 1

O conjunto dos números naturais é constituído por números estritamente


positivos que não possuem vírgula, logo os números naturais da lista são:

B) 1

C) 2

G) 78.765

Exercício 2

Resposta: Alternativa e)

De acordo com o enunciado, o quociente (divisão) entre dois números naturais é


10. Como ainda não sabemos quais são esses números, vamos nomeá-los por m e
n, então:

Agora, multiplicando o dividendo por 5 e reduzindo o divisor à metade, temos:

Realizando a divisão de fração e substituindo o valor de m, teremos:

7
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Operações com adição, subtração,


multiplicação e divisão

MÉRITO
Apostilas 1
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Na matemática existem quatro operações básicas que são fundamentais para


o desenvolvimento de qualquer cálculo algébrico que realizarmos. Estas operações
são: A soma, a subtração, a multiplicação e a divisão.

Com tais operações podemos desenvolver cálculos diversos e expressar, atra-


vés destas, o raciocínio que queremos expor.

Adição “ + “
A adição é a operação matemática mais básica e pode ser feita com qualquer
tipo de número. Porém, em um primeiro momento, são usados apenas números in -
teiros e maiores que zero. A seguir, discutiremos a técnica usada para calcular adi -
ções.

Técnica para realizar a adição

A soma deve ser feita por meio dos valores posicionais dos algarismos de cada
número, a começar pelas unidades. Primeiro, somamos as unidades, depois, as de -
zenas, em seguida, as centenas e, assim, prosseguimos até finalizar a adição. Ob -
serve a soma de 145 e 223 na tabela a seguir:

Centena Dezena Unidade


1 4 5
2 2 3
Resultado 3 6 8

Assim, as somas dos valores posicionais são:

• Na coluna das unidades: 3 + 5 = 8;

• Na coluna das dezenas: 4 + 2 = 6;

• Na coluna das centenas: 1 + 2 = 3.

Logo, o resultado dessa soma é 368, pois esse número é formado por três cen -
tenas, seis dezenas e oito unidades.

2
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

O único caso especial da adição de números inteiros maiores que zero é aque -
le em que o resultado da soma dos valores posicionais é igual ou maior a dez. Ob -
serve um exemplo a seguir com essa situação.

Na adição 456 + 126, a soma dos algarismos das unidades será: 6 + 6 = 12, que
é maior que dez. Assim, obtemos um número formado por uma dezena e duas uni-
dades. Para resolver esse problema, basta deslocar essa dezena para a coluna es-
pecífica das dezenas. Quando isso é feito, ela perde o zero, pois o que vale para es -
sas colunas é o valor posicional. Dessa forma, na coluna das dezenas, um equivale a
dez, dois, a 20, e assim por diante.

A adição do exemplo, portanto, será: da soma 6 + 6 = 12, colocamos duas uni -


dades no resultado e somamos uma dezena à coluna das dezenas. Isso é sinalizado
da seguinte maneira:

Depois disso, continua-se a adição normalmente. Mas lembre-se: ao somar os


algarismos da coluna das dezenas, deve-se adicionar a dezena do resultado da
soma das unidades.

Propriedades da adição

Existem propriedades da adição que podem facilitar os cálculos e ajudam a


compreender melhor essa operação. São elas:

3
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

A adição é comutativa, ou seja: a + b = b + a. Isso quer dizer que, na soma de


dois números, tanto faz a ordem em que eles são somados. Por exemplo: 10 + 20 =
20 + 10 = 30;

A adição é associativa, ou seja, (a + b) + c = a + (b + c). Isso quer dizer que, na


soma de três números, podemos escolher a ordem de somas, ou seja, podemos es -
colher quais números serão somados primeiro e, depois, somar o outro ao resulta -
do obtido;

Existe um número chamado elemento neutro, que é o zero na soma, com a se-
guinte propriedade: a + 0 = a. Em outras palavras, a soma de um número com o ele -
mento neutro é o próprio número;

Existe um número chamado elemento inverso, que é representado por – a,


com a seguinte propriedade: a + (– a) = 0. Essa opção é válida apenas para somas
envolvendo números negativos.

Exemplo – Joaquim foi ao shopping e comprou uma bermuda de R$ 143,00,


um boné de R$ 32,00 e um tênis de R$ 299,00. Quanto Joaquim gastou no total?

Solução: Colocamos os números desses valores em uma ordem mais apropria-


da para a soma. Podemos fazer isso graças às duas primeiras propriedades mencio -
nadas acima na explicação.

Joaquim gastou R$ 474,00 em compras no shopping.

Subtração “ - “
Análoga à soma, a subtração de dois ou mais números se dá pela retirada de
unidades de um determinado número. Assumido nossa análise para os números
Reais, todos os valores possuem valores inferiores e valores superiores.

4
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

O símbolo “–“, na matemática, representa a retirada de uma determinada quan-


tidade de outra determinada quantidade. Sendo o símbolo, então, responsável por
subtrair quantias.

Exemplo:

7-6=1

10-8=2

3-3=0

Elemento neutro da subtração

Na operação de subtração, temos o zero (0) como elemento neutro, uma vez
que, sendo zero a representação do “nada”, um número que subtraia nada resulta
no próprio número.

Exemplo:

a-0=a

Propriedade comutativa

A subtração não possui propriedade comutativa, uma vez que um valor n sub -
traído de um valor m, difere da subtração de m de um valor n.

Exemplos:

Propriedade associativa

A subtração não possui propriedade associativa, de modo que :

5
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Exemplo:

Multiplicação
A multiplicação é uma das operações matemáticas básicas. Ela é uma evolução
natural da adição, pois é definida de modo que represente a soma de determinado
número de conjuntos que possuem a mesma quantidade de elementos.

Por exemplo: é usual comprar muitos exemplares de um mesmo produto em


supermercados. Caso compre oito produtos que custem R$ 2,00, o total a ser pago
será de R$ 16,00, pois somamos o valor R$ 2,00 oito vezes. Sendo assim:

2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 = 16

Essa soma pode ser representada pelo símbolo “x” ou “·”. No exemplo anterior:

2x8 = 2·8 = 16

Dessa maneira, somamos oito conjuntos de 2 reais cada. Nesse exemplo, os


números 2 e 8 recebem o nome de fatores e essa operação deve ser lida da seguin -
te maneira: duas vezes oito é igual a dezesseis.

Figura 1: Tabuada

Em outras palavras, multiplicação é uma maneira que facilita a soma de núme-


ros iguais. A imagem a seguir contém todos os resultados das multiplicações que
envolvem os fatores de 1 a 10.

6
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Algoritmo da multiplicação

Sabendo o resultado de multiplicações que envolvem apenas fatores menores


ou iguais a 10, podemos definir um algoritmo que seja capaz de realizar qualquer
multiplicação. Esse algoritmo será descrito a seguir a partir do exemplo seguinte:
25x482.

Primeiramente escreva os números a partir da casa das unidades, alinhando-


as.

4 8 2
X 2 5

O primeiro número a ser multiplicado é o da casa das unidades da segunda li-


nha. Ele deverá ser multiplicado por todo o primeiro número partindo da casa das
unidades. Nesse caso, 5x2 = 10. No algoritmo acima, escreveremos:

1
4 8 2
X 2 5
0

Observe que o valor das unidades fica no resultado e o valor das dezenas
“sobe”. Agora é hora de multiplicar 5x8. Lembre-se de somar a dezena que “subiu”
ao resultado dessa multiplicação. Então, 5x8 = 40 e 40 + 1 = 41. Logo, teremos no
algoritmo:

4 1
4 8 2
X 2 5
1 0

7
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Por fim, multiplicaremos 5x4 = 20, que, somado a 4, resulta em 24. Como não
há mais para onde “subir”, esse resultado será colocado por inteiro no local apro -
priado.

4 1
4 8 2
X 2 5
2 4 1 0

Finalizadas as multiplicações referentes ao algarismo 5, iniciaremos as multi -


plicações referentes ao algarismo 2. Repare que esse número está na casa das de -
zenas, por isso, a primeira multiplicação deve ser colocada também na casa das de -
zenas, logo abaixo de 2410. Observe:

4 8 2
X 2 5
2 4 1 0
4

Agora multiplique 2x8 = 16, deixe 6 e “suba” 1.

1
4 8 2
X 2 5
2 4 1 0
6 4

8
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Multiplique, por fim, 2x4 = 8 e some 1 ao resultado (8 + 1 = 9). No algoritmo,


teremos:

1
4 8 2
X 2 5
2 4 1 0
9 6 4

Para finalizar o cálculo, some os dois resultados encontrados:

4 8 2
X 2 5
2 4 1 0
+
9 6 4
1 2 0 5 0

Propriedades da multiplicação

Existem quatro propriedades da multiplicação e uma que envolve multiplica-


ção e adição. Confira:

Comutatividade: A ordem dos fatores não altera o produto, isto é, considere


os números reais a e b, teremos:

a·b = b·a

Associatividade: A ordem em que três fatores são multiplicados é irrelevante.


Em outras palavras, considere a, b e c pertencentes aos números reais, teremos:

(a·b)·c = a·(b·c)

9
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Existência de elemento neutro: O número 1 não altera o resultado de uma


multiplicação quando é um fator. Assim:

1·a = a·1 = a

Existência de elemento inverso multiplicativo: Qualquer que seja o número


real, existe outro número real que, multiplicado por ele, resulta em 1. Em outras
palavras, considere a pertencente ao conjunto dos números reais, existe 1/a tal
que:

a·1/a = 1

Distributividade: O produto de um número real por uma soma é igual à soma


dos produtos das parcelas pelo número real, ou seja, considere a, b e c reais, tere -
mos:

a(b + c) = a·b + a·c

Divisão
A divisão é uma das quatro operações básicas da matemática e é inversa à
multiplicação. A divisão de um número consiste em seu fracionamento, na sua
fragmentação, que pode ter como resultado um número inteiro ou um número de -
cimal.

Assim como as outras operações fundamentais da matemática, a divisão tam-


bém está muito presente em nosso cotidiano, por isso, é essencial conhecer bem
esse processo, a fim de adquirir prática e tornar esse cálculo mais ágil.

Elementos da divisão
Quando vamos dividir um número P por um número d, devemos buscar um nú-
mero q que multiplicado por d seja igual a P. Cada um desses elementos recebem um
nome: P é chamado de dividendo, d é o divisor e q o quociente.
Nem sempre é possível encontrar esse número q, em alguns casos, a multiplica-
ção de d por q apenas fica muito próxima de P. Nessas situações, a diferença de P pelo
resultado da multiplicação de d por q é chamado de resto e será denotado por r.

Exemplos
a) 28: 2 = 14, pois 2 ·14 = 28 → Divisão exata

10
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

b) 29: 2 ≠ 14, pois 2 ·14 = 28 → Divisão não exata, apresenta resto = 1

Quando o resto não aparece, ou seja, quando r = 0, dizemos que o número P é divisível
por d. Caso contrário, P não é divisível por d.
Podemos afirmar que:
P = d ·q + r
Vejamos agora um método que facilita encontrar todos esses elementos: método
da chave. Veja a figura abaixo:

Exemplo
Na divisão do número 25 por 5 temos:

O número 25 é o dividendo, o número 5 é o divisor, 5 é o quociente, e zero é o


resto da divisão. Note que para realizar a divisão é necessário encontrar um núme -
ro que multiplicado por 5 seja igual a 25, nesse caso, o número é o próprio 5.
Veja também que podemos escrever o número 25 da seguinte maneira:
25 = 5 · 5 + 0

Passo a passo da divisão


Para facilitar o processo de divisão, temos um algoritmo, isto é, temos um pas -
so a passo que pode facilitar. Para verificarmos esse processo, vamos tomar a se -
guinte divisão 64: 4.
Primeiro passo: montar a operação utilizando o método da chave.

11
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Segundo passo: tentar encontrar um número que multiplicado por 4 seja igual
a 64. Como essa não é uma tarefa fácil, vamos tomar somente o número 6 para di -
vidir com o número 4, ou seja, o algarismo da dezena. Assim, devemos determinar
um número inteiro que multiplicado por 4 seja igual a 6 ou que chegue o mais
próximo possível. Veja:

Terceiro passo: prosseguir a divisão descendo o algarismo da unidade, que não


foi dividido, nesse caso, o 4. Veja:

O processo chega ao fim, quando obtemos que o resto é igual a 0. Caso contrá-
rio, devemos continuar a divisão seguindo os mesmos procedimentos.

Jogo de sinais na divisão


Na divisão de números inteiros, devemos ficar atentos quanto aos sinais. De -
vemos lembrar-nos das propriedades dos números inteiros:

Sinal do primeiro número Sinal do segundo número Sinal do resultado


+ + +
+ - -
- + -
- - +

Exemplos
a) (+ 55) : (+11) = +5
b) (+243) : (– 3) = – 81

12
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Divisão com vírgula


Na divisão, há duas situações em que a vírgula pode aparecer: a primeira é
quando o quociente não é um número inteiro, e a segunda é quando o dividendo e
o divisor não são inteiros. Vejamos como resolver cada um desses casos por meio
de exemplos.

Divisão em que o quociente não é inteiro


Esse caso ocorre quando os números não são divisíveis, ou seja, o resto da di -
visão é um número diferente de zero. Para realizar a divisão, devemos seguir o
mesmo passo a passo citado anteriormente.
Entretanto, quando o resto for um número que não pode mais ser dividido, de -
vemos acrescentar uma vírgula no quociente e um zero na casa das unidades do
resto. Veja:
A divisão entre o número 55 e 2 não é exata, pois 55 não é par, então, vamos
realizar a divisão e encontrar o resultado seguindo o passo a passo.

Observe que o resto da divisão é diferente de zero e não é possível dividi-lo


pelo quociente. O segundo passo consiste em acrescentar uma vírgula no quocien-
te e um zero no resto na casa da unidade.
Então:

Veja que após acrescentar a vírgula e o número zero a operação de divisão se-
guiu novamente o passo a passo.

13
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Divisão em que o dividendo e o divisor não são inteiros


Primeiro passo: eliminar a vírgula do dividendo e do divisor.
Para que isso possa ocorrer, deve-se andar a mesma quantidade de casas deci-
mais tanto no divisor quanto no dividendo. Isso é permitido, pois a divisão nada
mais é que uma fração em que o dividendo é o numerador e o divisor é o denomi -
nador. Dessa forma, podemos multiplicar o dividendo e o divisor por potências de
10, que é o equivalente a andar casas decimais.
Segundo passo: seguir o passo a passo apresentado anteriormente.
Exemplo:
Vamos dividir o número 0,05 por 0,2 seguindo o passo a passo.

Devemos andar 2 casas decimais para que a vírgula desapareça do dividendo,


logo devemos andar 2 casas decimais também no divisor, ou seja, vamos multipli -
car o divisor e o dividendo por 100.
0,05 ·100 = 5
0,2 ·100 = 20
Agora a divisão fica:

Para começar a fazer a divisão, devemos encontrar um número que multiplica -


do por 20 seja igual a 5, porém esse número inteiro não existe! Então, acrescenta-
mos 0 e uma vírgula no quociente, 0 no dividendo e prosseguimos a divisão nor -
malmente.
Lembrete: após o processo de colocar a vírgula no quociente, podemos colo-
car o número 0 na casa da unidade sempre que for necessário.

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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Anotações:
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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Exercícios
Exercício 1

João vai fazer uma viagem de 521 quilômetros. Para fazer a viagem com mais
segurança, ele decidiu realizá-la em duas etapas. Quantos quilômetros João viajará
por dia?

Exercício 2

(VUNESP 2020)

Uma loja trabalha com produtos que são classificados em apenas três tipos. Na
tabela, constam os preços de venda de cada tipo do produto:

No último dia útil de funcionamento, foram vendidos produtos dos três tipos,
sendo que, do total de unidades vendidas, 1/4 foi de produtos do tipo A, 2/5 foi de
produtos do tipo B, e o restante, de produtos do tipo C. Naquele dia, o preço médio
unitário de venda dos produtos vendidos foi de:

(A) R$ 11,95.

(B) R$ 12,30.

(C) R$ 12,55.

(D) R$ 13,50.

(E) R$ 13,95.

16
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão

Gabarito
Exercício 1

O total da viagem é de 521 quilômetros e vai ser realizado em 2 dias, para


determinar a quantidade de quilômetros que será rodado por dia devemos dividir
esses números.

Portanto, João vai viajar 260,5 quilômetros por dia.

Exercício 2

Resposta: C )

17
Porcentagem

Porcentagem

MÉRITO
Apostilas 1
Porcentagem

Porcentagem, representada pelo símbolo %, é a divisão de um número qualquer


por 100. A expressão 25%, por exemplo, significa que 25 partes de um todo foram
divididas em 100 partes.

Há três formas de representar uma porcentagem: forma percentual, forma


fracionária e forma decimal. O cálculo do valor representado por uma
porcentagem geralmente é feito a partir de uma multiplicação de frações ou de
números decimais, por isso o domínio das quatro operações é fundamental para a
compreensão de como calcular corretamente uma porcentagem.

Forma percentual

A representação na forma percentual ocorre quando o número é seguido do


símbolo % (por cento).

Exemplos:

5%

0,1%

150%

Forma fracionária

Para realização de cálculos, uma das formas possíveis de representação de uma


porcentagem é a forma fracionária, que pode ser uma fração irredutível ou uma
simples fração sobre o número 100.

Exemplo:

2
Porcentagem

Forma decimal

A forma decimal é uma possibilidade de representação também. Para encontrá-la,


é necessária a realização da divisão.

Exemplo:

A forma decimal de 25% é obtida pela divisão de 25 : 100 = 0,25.

Dica:

Lembrando que a nossa base é decimal, então, ao dividir por 100, basta andar
com a vírgula duas casas para a esquerda.

Exemplos:

Forma percentual para a forma decimal:

30% = 0,30 = 0,3

5% = 0,05

152% = 1,52

Alguns exercícios pedem para fazermos o contrário, ou seja, transformar um


número decimal em porcentagem. Para isso, basta andarmos com a vírgula duas
casas para a direita (aumentando o número) e acrescentar o símbolo %.

Forma decimal para a forma percentual:

0,23 = 23%

0,111 = 11,1%

0,8 = 80%

1,74 = 174 %

3
Porcentagem

Porcentagem Razão Centesimal Número Decimal


1% 1/100 0,01
5% 5/100 0,05
10% 10/100 0,1
120% 120/100 1,2

Como Calcular a Porcentagem

Podemos utilizar diversas formas para calcular a porcentagem. Abaixo


apresentamos três formas distintas:

• regra de três

• transformação da porcentagem em fração com denominador igual a 100

• transformação da porcentagem em número decimal

Devemos escolher a forma mais adequada de acordo com o problema que


queremos resolver.

Exemplos:

1) Calcule 30% de 90

Para usar a regra de três no problema, vamos considerar que 90 corresponde ao


todo, ou seja 100%. O valor que queremos encontrar chamaremos de x. A regra de
três será expressa como:

4
Porcentagem

Para resolver usando frações, primeiro temos que transformar a porcentagem em


uma fração com denominador igual a 100:

Podemos ainda transformar a porcentagem em número decimal:

30% = 0,3

0,3 . 90 = 27

O resultado é o mesmo nas três formas, ou seja 30% de 90 corresponde a 27.

5
Porcentagem

Anotações:
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6
Porcentagem

Exercícios
Exercício 1

Calcule os valores abaixo:

a) 6% de 100

b) 70% de 100

c) 30% de 50

d) 20 % de 60

e) 25% de 200

f) 7,5% de 400

g) 42% de 300

h) 10% de 62,5

i) 0,1% de 350

j) 0,5% de 6000

Exercício 2

(ENEM-2013)

Para aumentar as vendas no início do ano, uma loja de departamentos remarcou os


preços de seus produtos 20% abaixo do preço original. Quando chegam ao caixa,
os clientes que possuem o cartão fidelidade da loja têm direito a um desconto
adicional de 10% sobre o valor total de suas compras.

Um cliente deseja comprar um produto que custava R$50,00 antes da remarcação


de preços. Ele não possui o cartão fidelidade da loja. Caso esse cliente possuísse o
cartão fidelidade da loja, a economia adicional que obteria ao efetuar a compra, em
reais, seria de:

a) 15,00

7
Porcentagem

b) 14,00

c) 10,00

d) 5,00

e) 4,00

Exercício 3

Em uma sala de aula há 30 alunos, dos quais 40% são meninas. Quantas meninas
têm na sala?

a) 10 meninas

b) 12 meninas

c) 15 meninas

d) 18 meninas

8
Porcentagem

Gabarito
Exercício 1

a) 6% de 100 = 6

b) 70% de 100 = 70

c) 30% de 50 = 15

d) 20 % de 60 = 12

e) 25% de 200 = 50

f) 7,5% de 400 = 30

g) 42% de 300 = 126

h) 10% de 62,5 = 6,25

i) 0,1% de 350 = 0,35

j) 0,5% de 6000 = 30

Exercício 2

Valor original do produto: R$50,00.

Preços possuem 20% de desconto.

Logo:

Aplicando o desconto no preço, temos:

50 . 0,2 = 10

O desconto inicial será de R$10,00. Calculando sobre o valor original do produto:


R$50,00 – R$10,00 = R$40,00.

Se a pessoa tiver o cartão fidelidade, o desconto será ainda maior, ou seja, o cliente
vai pagar R$40,00 com mais 10% de desconto. Assim,

9
Porcentagem

Aplicando o novo desconto:

40 . 0,1 = 4

Logo, o desconto da economia adicional para quem possui o cartão fidelidade será
de mais R$4,00.

Alternativa e: 4,00

Exercício 3

Alternativa correta: b) 12 meninas.

Utilizando a regra de três encontramos a quantidade de meninas na sala.

Portanto, em uma sala de 30 alunos há 12 meninas.

10
Frações

Frações

MÉRITO
Apostilas 1
Frações

Na matemática, as frações correspondem a uma representação das partes de um


todo. Ela determina a divisão de partes iguais sendo que cada parte é uma fração
do inteiro.

Como exemplo podemos pensar numa pizza dividida em 8 partes iguais, sendo que
cada fatia corresponde a 1/8 (um oitavo) de seu total. Se eu como 3 fatias, posso
dizer que comi 3/8 (três oitavos) da pizza.

Importante lembrar: nas frações, o termo superior é chamado de numerador


enquanto o termo inferior é chamado de denominador.

1 Numerador
2 Denominador

Tipos de Frações
Fração Própria

São frações em que o numerador é menor que o denominador, ou seja, representa


um número menor que um inteiro. Ex: 2/7

Fração Imprópria

São frações em que o numerador é maior, ou seja, representa um número maior


que o inteiro. Ex: 5/3

2
Frações

Fração Aparente

São frações em que o numerador é múltiplo ao denominador, ou seja, representa


um número inteiro escrito em forma de fração. Ex: 6/3= 2

Fração Mista

É constituída por uma parte inteira e uma fracionária representada por números
mistos. Ex: 1 2/6. (um inteiro e dois sextos)

Obs: Há outros tipos de frações, são elas: equivalente, irredutível, unitária, egípcia,
decimal, composta, contínua, algébrica.

Operações com Frações


Adição

Para somar frações é necessário identificar se os denominadores são iguais ou


diferentes. Se forem iguais, basta repetir o denominador e somar os numeradores.

Contudo, se os denominadores são diferentes, antes de somar devemos


transformar as frações em frações equivalentes de mesmo denominador.

Neste caso, calculamos o Mínimo Múltiplo Comum (MMC) entre os


denominadores das frações que queremos somar, esse valor passa a ser o novo
denominador das frações.

Além disso, devemos dividir o MMC encontrado pelo denominador e o resultado


multiplicamos pelo numerador de cada fração. Esse valor passa a ser o novo
numerador.

Exemplos:

5 2 7
+ =
9 9 9

3
Frações

1 2 3.1 + 5.2 3 + 10 13
+ = = =
5 3 15 15 15

Subtração

Para subtrair frações temos que ter o mesmo cuidado que temos na soma, ou seja,
verificar se os denominadores são iguais. Se forem, repetimos o denominador e
subtraímos os numeradores.

Se forem diferentes, fazemos os mesmos procedimentos da soma, para obter


frações equivalentes de mesmo denominador, aí sim podemos efetuar a subtração.

Exemplo:

5 2 7
+ =
9 9 9

Multiplicação

A multiplicação de frações é feita multiplicando os numeradores entre si, bem


como seus denominadores.

Exemplos:

4
Frações

Divisão

Na divisão entre duas frações, multiplica-se a primeira fração pelo inverso da


segunda, ou seja, inverte-se o numerador e o denominador da segunda fração.

Exemplos:

Simplificação de fração
A simplificação é uma operação que não muda o valor da fração, mas altera o
numerador e o denominador para que a fração seja escrita de uma maneira mais
simples. Isso deve ter feito dividindo os termos da fração por um mesmo número
inteiro maior que 1.

Quando não é mais possível utilizar o mesmo número para realizar essa operação,
significa que a fração chegou à sua forma mais simples.

Por exemplo, 3/4 é uma fração reduzida, pois não há nenhum outro número além
de 1 capaz de dividir 3 e 4 ao mesmo tempo.

Agora observe a fração 2/4. Ela pode ser simplificada, dividindo o numerador e o
denominador por 2, e terá como resultado 1/2.

Simplificação de frações pela divisão contínua

Para realizar a simplificação basta dividir o numerador e o denominador pelo


mesmo número natural, diferente de zero, até chegar a uma fração que não mais
seja divisível.

Vamos utilizar a fração 4/8 para demonstrar como simplificar.

5
Frações

Observe que realizando a divisão do numerador pelo denominador, o mesmo


resultado é encontrado em todas as frações.

Isso ocorre porque se tratam de frações equivalentes, ou seja, elas são


aparentemente diferentes, mas apresentam o mesmo resultado.

Veja a representação das frações na imagem a seguir:

Observe que a fração ½ não pode ser mais simplificada. Quando isso ocorre a
fração recebe o nome de fração irredutível. Outros exemplos de frações
totalmente reduzidas: 2/3, 5/7 e 9/10.

Simplificação de fração pelo MDC

O máximo divisor comum (MDC ou M.D.C) corresponde ao maior número inteiro


positivo capaz de dividir os números dados e fazer com que o resto da divisão seja
igual a zero.

Observe o cálculo do MDC dos termos da fração 8 sobre 24 (8/24) através da


fatoração.

6
Frações

Multiplicando os fatores comuns, encontramos que o número 8 é o máximo divisor


comum entre os números 8 e 24.

Portanto, o numerador e o denominador da fração podem ser divididos por 8 para


que a fração reduzida escrita seja de maneira mais rápida.

7
Frações

Anotações:
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Frações

Exercícios
Exercício 1
6
Simplifique a fração
18

Exercício 2

As árvores de um parque estão dispostas de tal maneira que se construíssemos


uma linha entre a primeira árvore (A) de um trecho e a última árvore (B)
conseguiríamos visualizar que elas estão situadas à mesma distância uma das
outras.

De acordo com a imagem acima, que fração que representa a distância entre a
primeira e a segunda árvore?

a) 1/6

b) 2/6

c) 1/5

d) 2/5

9
Frações

Gabarito
Exercício 1

Resposta correta: 1
3

Simplificação pela divisão contínua:

Simplificação pelo MDC:

Exercício 2

Resposta correta: c) 1/5.

Uma fração corresponde à representação de algo que foi dividido em partes iguais.

Observe que, pela imagem, o espaço entre a primeira árvore e a última foi dividido
em cinco partes. Portanto, este é o denominador da fração.

Já a distância entre a primeira e a segunda árvore é representada por apenas uma


das partes e, por isso, trata-se do numerador.

Sendo assim, a fração que representa o espaço entre a primeira e a segunda árvore
é 1/5, pois entre os 5 trechos em que o percurso foi dividido as duas árvores estão
situadas no primeiro.

10
Espaço e forma

Espaço e forma

MÉRITO
Apostilas 1
Espaço e forma

Formas Geométricas
As figuras geométricas são elementos com formas, tamanhos e dimensões no
plano ou espaço. Por exemplo, o triângulo, o quadrado, a pirâmide e a esfera são
figuras geométricas. Na matemática, estes elementos são estudados no ramo da
geometria.

Formas Planas

São as que ao serem representadas ficam totalmente inseridas em um único plano.


Apresentam duas dimensões: comprimento e largura.

As formas planas podem ser classificadas em polígonos e não polígonos.

Polígonos

São figuras planas fechadas delimitadas por segmentos de reta que são os lados do
polígono.

Os polígonos recebem nomes conforme o número de lados que apresentam.

• 3 lados - Triângulo • 8 lados – Octógono

• 4 lados - Quadrilátero • 9 lados – Eneágono

• 5 lados - Pentágono • 10 lados – Decágono

• 6 lados - Hexágono • 12 lados – Dodecágono

• 7 lados – Heptágono • 20 lados – Icoságono

2
Espaço e forma

Não polígonos

São formas geométricas não delimitadas totalmente por segmentos de retas.


Podem ser abertas ou fechadas.

Formas Não Planas

Para representar formas deste tipo é necessário mais de um plano. São figuras com
três dimensões: comprimento, altura e largura.

As formas não planas também são chamadas de sólidos geométricos. Eles são
classificados em poliedros e não poliedros.

Poliedros

São formados apenas por polígonos. Cada polígono representa uma face do
poliedro. A reta de interseção entre duas faces é chamada de aresta. O ponto de
interseção de várias arestas é chamado de vértice do poliedro.

Figura 1: Pirâmide, cubo e


dodecaedro são exemplos de poliedros

3
Espaço e forma

Não poliedros

Os não poliedros, também chamados de corpos redondos, apresentam superfícies


arredondadas.

Figura 2: Esfera, cone e cilindro são exemplos de


corpos redondos

Fractal

A palavra Fractal foi criada por Benoit Mandelbrot a partir da palavra do latim
fractus, que significa irregular ou quebrado.

São formas geométricas em que cada parte da figura se assemelha ao todo.

Associada a teoria do caos, a geometria fractal descreve as formas irregulares e


quase aleatórias de muitos dos padrões da natureza. Por isso, também é chamada
de geometria da natureza.

Os Fractais são formas geométricas de uma beleza incrível com padrões que se
repetem infinitamente, mesmo quando limitados a uma área finita.

4
Espaço e forma

Anotações:
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5
Unidades de medida e tempo

Unidades de medida e tempo

MÉRITO
Apostilas 1
Unidades de medida e tempo

As unidades de medida são modelos estabelecidos para medir diferentes


grandezas, tais como comprimento, capacidade, massa, tempo e volume.

O Sistema Internacional de Unidades (SI) define a unidade padrão de cada


grandeza. Baseado no sistema métrico decimal, o SI surgiu da necessidade de
uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos países.

Medidas de Comprimento

Existem várias medidas de comprimento, como por exemplo a jarda, a polegada e o


pé.

No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido


como o comprimento da distância percorrida pela luz no vácuo durante um
intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.

Os múltiplos e submúltiplos do metro são: quilômetro (km), hectômetro (hm),


decâmetro (dam), decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm).

Medidas de Capacidade

A unidade de medida de capacidade mais utilizada é o litro (l). São ainda usadas o
galão, o barril, o quarto, entre outras.

Os múltiplos e submúltiplos do litro são: quilolitro (kl), hectolitro (hl), decalitro


(dal), decilitro (dl), centilitro (cl), mililitro (ml).

Medidas de Massa

No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg). Um


cilindro de platina e irídio é usado como o padrão universal do quilograma.

As unidades de massa são: quilograma (kg), hectograma (hg), decagrama (dag),


grama (g), decigrama (dg), centigrama (cg) e miligrama (mg).

São ainda exemplos de medidas de massa a arroba, a libra, a onça e a tonelada.


Sendo 1 tonelada equivalente a 1000 kg.

2
Unidades de medida e tempo

Medidas de Volume

No SI a unidade de volume é o metro cúbico (m3). Os múltiplos e submúltiplos do


m3 são: quilômetro cúbico (km 3), hectômetro cúbico (hm 3), decâmetro cúbico
(dam3), decímetro cúbico (dm 3), centímetro cúbico (cm 3) e milímetro cúbico (mm 3).

Podemos transformar uma medida de capacidade em volume, pois os líquidos


assumem a forma do recipiente que os contém. Para isso usamos a seguinte
relação:

1 l = 1 dm 3

Tabela de conversão de Medidas

O mesmo método pode ser utilizado para calcular várias grandezas.

Primeiro, vamos desenhar uma tabela e colocar no seu centro as unidades de


medidas bases das grandezas que queremos converter, por exemplo:

• Capacidade: litro (l)

• Comprimento: metro (m)

• Massa: grama (g)

• Volume: metro cúbico (m 3)

Tudo o que estiver do lado direito da medida base são chamados submúltiplos. Os
prefixos deci, centi e mili correspondem respectivamente à décima, centésima e
milésima parte da unidade fundamental.

Do lado esquerdo estão os múltiplos. Os prefixos deca, hecto e quilo


correspondem respectivamente a dez, cem e mil vezes a unidade fundamental.

Medida
Múltiplos Submúltiplos
Base
quilo (k) hecto (h) deca (da) deci (d) centi (c) mili (m)
quilolitro hectolitro decalitro litro (l) decilitro centilitro mililitro

3
Unidades de medida e tempo

Medida
Múltiplos Submúltiplos
Base
(kl) (hl) (dal) (dl) (cl) (ml)
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
(km) (hm) (dam) (m) (dm) (cm) (ml)
quilograma hectograma decagrama grama decigrama centigrama miligrama
(kg) (hg) (dag) (g) (dg) (cg) (mg)
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico
3
(km ) 3
(hm ) 3
(dam ) (m3) 3
(dm ) 3
(cm ) (mm3)

Exemplo:

1) Quantos mililitros correspondem 35 litros?

Para fazer a transformação pedida, vamos escrever o número na tabela das


medidas de capacidade. Lembrando que a medida pode ser escrita como 35,0
litros. A virgula e o algarismo que está antes dela devem ficar na casa da unidade
de medida dada, que neste caso é o litro.

kl hl dal l dl cl ml
3 5, 0

Depois completamos as demais caixas com zeros até chegar na unidade pedida. A
vírgula ficará sempre atrás do algarismos que estiver na caixa da unidade pedida,
que neste caso é o ml.

kl hl dal l dl cl ml
3 5 0 0 0,

Assim 35 litros correspondem a 35000 ml.

4
Unidades de medida e tempo

Medidas de Tempo

Existem diversas unidades de medida de tempo, por exemplo a hora, o dia, o mês, o
ano, o século. No sistema internacional de medidas a unidades de tempo é o
segundo (s).

O segundo é definido como a duração de 9 192 631 770 períodos da radiação


correspondente à transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental
do átomo de césio 133.

Horas, Minutos e Segundos

Muitas vezes necessitamos transformar uma informação que está, por exemplo,
em minuto para segundos, ou em segundos para hora.

Para tal, devemos sempre lembrar que 1 hora tem 60 minutos e que 1 minuto
equivale a 60 segundos. Desta forma, 1 hora corresponde a 3600 segundos.

Assim, para mudar de hora para minuto devemos multiplicar por 60. Por exemplo,
3 horas equivalem a 180 minutos (3 . 60 = 180).

O diagrama abaixo apresenta a operação que devemos fazer para passar de uma
unidade para outra.

Em algumas áreas é necessário usar medidas com precisão maior que o segundo.
Neste caso, usamos seus submúltiplos.

Assim, podemos indicar o tempo decorrido de um evento em décimos, centésimos


ou milésimos de segundos.

Por exemplo, nas competições de natação o tempo de um atleta é medido com


precisão de centésimos de segundo.

5
Unidades de medida e tempo

Outras Unidades de Medidas de Tempo

O intervalo de tempo de uma rotação completa da terra equivale a 24h, que


representa 1 dia.

O mês é o intervalo de tempo correspondente a determinado número de dias. Os


meses de abril, junho, setembro, novembro têm 30 dias.

Já os meses de janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro possuem


31 dias. O mês de fevereiro normalmente têm 28 dias. Contudo, de 4 em 4 anos ele
têm 29 dias.

O ano é o tempo que a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol.
Normalmente, 1 ano corresponde a 365 dias, no entanto, de 4 em 4 anos o ano têm
366 dias (ano bissexto).

Na tabela abaixo relacionamos algumas dessas unidades:

6
Unidades de medida e tempo

Anotações:
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Unidades de medida e tempo

Exercícios
Exercício 1

Um aluno de Ensino Médio vai até o açougue, a pedido de seus pais, comprar 5 kg
de carne para um churrasco em sua casa. Além da carne, ele compra 8 litros de
refrigerante para oferecer aos convidados. Qual das alternativas a seguir possui os
valores da quantidade de carne e de refrigerante, respectivamente, nas unidades
tonelada (t) e mililitro (mL)?

a) 0,005 t e 0,008 mL

b) 5000 t e 0,008 mL

c) 0,005 t e 8000 mL

d) 5000 t e 8000 mL

e) 0,005 t e 0,8 mL

Exercício 2

Em um teste de aptidão em um concurso da Polícia Militar de um determinado


estado, o candidato deve percorrer uma distância de 2400 metros em um tempo
de 12 minutos. Qual alternativa indica os valores de distância e tempo em km e
hora, respectivamente?

a) 2,4 km e 2 h

b) 4,2 km e 0,2 h

c) 0,24 km e 0,2 h

d) 4,2 km e 2 h

e) 2,4 km e 0,2 h

8
Unidades de medida e tempo

Gabarito
Exercício 1

Resposta:

Letra c). O exercício fornece os valores 5 kg e 8L, de massa e volume,


respectivamente, e pede para que passemos essas unidades para tonelada e
mililitro. Para isso, basta montar regras de três. Veja:

Para a massa:

Sabe-se que 1 tonelada equivale à quantidade de 1000 kg. Dessa forma, a regra de
três utilizada para transformar 5 kg em t é:

1 t----------1000Kg

x--------- 5 Kg

1000.x = 1.5

1000x = 5

x= 5

1000

x = 0,005 t

Para o volume:

Sabe-se que 1 litro equivale à quantidade de 1000 mL. Dessa forma, a regra de três
utilizada para transformar 8 litros em mL é:

1 L----------1000 mL

8 L--------- x

1.x = 8.1000

x = 8000 mL

9
Unidades de medida e tempo

Exercício 2

Transformação de metro para km

Para transformar 2400 metros em km, basta montar uma regra de três utilizando a
relação de que 1 km equivale a 1000 m:

1 Km.........1000 m

x......... 2400 m

1. 2400 = 1000.x

1000x = 2400

x = 2400

1000

x = 2,4 Km

Transformação de minutos em horas

Basta montar uma regra de três utilizando o fato de que 1 hora equivale a 60
minutos:

1 hora.........60 minutos

x.........12 minutos

60.x = 1.12

60x = 12

x = 12

60

x = 0,2 horas

10
Língua Portuguesa

LÍNGUA PORTUGUESA

MÉRITO
Apostilas 1
Leitura, compreensão e interpretação de textos

Leitura, compreensão e
interpretação de textos

MÉRITO
Apostilas 1
Leitura, compreensão e interpretação de textos

Compreensão e interpretação de texto são duas ações que estão relacionadas,


uma vez que quando se compreende corretamente um texto e seu propósito
comunicativo chegamos a determinadas conclusões (interpretação).
A compreensão de um texto é a análise e decodificação do que está realmente
escrito, seja das frases ou das ideias presentes.

Já a interpretação de texto, está ligada às conclusões que podemos chegar ao


conectar as ideias do texto com a realidade. É o entendimento subjetivo que o
leitor teve sobre o texto.

É possível compreender um texto sem interpretá-lo, porém não é possível


interpretá-lo sem compreendê-lo.

Compreensão de texto

A compreensão de texto significa decodificá-lo para entender o que foi dito. É a


análise objetiva e a assimilação das palavras e ideias presentes no texto.

As expressões que geralmente se relacionam com a compreensão são:

• Segundo o texto…

• De acordo com o autor…

• No texto…

• O texto informa que...

• O autor sugere…

Interpretação de texto

A interpretação do texto é o que podemos concluir sobre ele, após estabelecer


conexões entre o que está escrito e a realidade. São as conclusões que podemos

2
Leitura, compreensão e interpretação de textos

tirar com base nas ideias do autor. Essa análise ocorre de modo subjetivo e está
relacionada com a dedução do leitor.

Na interpretação de texto, as expressões geralmente utilizadas são:

• Diante do que foi exposto, podemos concluir…

• Infere-se do texto que…

• O texto nos permite deduzir que…

• Conclui-se do texto que...

• O texto possibilita o entendimento de...

Item Compreensão Interpretação


Análise objetiva do conteúdo,
A conclusão subjetiva do texto. É o que o leitor entende
Definição compreendendo frases, ideias e
que o texto quis dizer.
dados presentes no texto.
As informações necessárias estão A informação vai além do que está no texto, embora
Informação
dispostas no texto. tenha uma relação direta com ele.
Análise Objetiva. Ligada mais aos fatos. Subjetiva. Pode estar relacionada a uma opinião.

A Importância da Leitura

Tanto a leitura quanto a escrita são práticas sociais de importância fundamental


para o desenvolvimento da cognição humana. Ambas asseguram o
desenvolvimento do intelecto e da imaginação e conduzem à aquisição de
conhecimentos.

Quando lemos, existem várias conexões no cérebro que nos permitem desenvolver
nosso raciocínio. Além disso, por meio dessa atividade, aprimoramos nosso senso
crítico por meio da capacidade de interpretar.

Nesse sentido, vale lembrar que a “interpretação” dos textos é uma das chaves
básicas da leitura. Afinal, não basta ler ou decodificar códigos de linguagem, é
preciso entender e interpretar essa leitura.

3
Leitura, compreensão e interpretação de textos

Exercícios

1 - (Enem-2012)

Figura 1: Fonte: www.ivancabral.com.

O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações


visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre
à:

a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para


transmitir a ideia que pretende veicular.

b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.

c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população


pobre e o espaço da população rica.

d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.

e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira


de descanso da família.

4
Leitura, compreensão e interpretação de textos

2. (Enem-2019)

Qual a diferença entre publicidade e propaganda?

Esses dois termos não são sinônimos, embora sejam usados indistintamente no
Brasil. Propaganda é a atividade associada à divulgação de ideias (políticas,
religiosas, partidárias etc.) para influenciar um comportamento. Alguns exemplos
podem ilustrar, como o famoso Tio Sam, criado para incentivar jovens a se alistar
no exército dos EUA; ou imagens criadas para “demonizar” os judeus, espalhadas
na Alemanha pelo regime nazista; ou um pôster promovendo o poderio militar da
China comunista. No Brasil, um exemplo regular de propaganda são as campanhas
políticas em período pré-eleitoral.

Já a publicidade, em sua essência, quer dizer tornar algo público. Com a Revolução
Industrial, a publicidade ganhou um sentido mais comercial e passou a ser uma
ferramenta de comunicação para convencer o público a consumir um produto,
serviço ou marca. Anúncios para venda de carros, bebidas ou roupas são exemplos
de publicidade. VASCONCELOS, Y. Fonte: https://mundoestranho.abril.com.br.

A função sociocomunicativa desse texto é

a) ilustrar como uma famosa figura dos EUA foi criada para incentivar jovens a se
alistar no exército.

b) explicar como é feita a publicidade na forma de anúncios para venda de carros,


bebidas ou roupas.

c) convencer o público sobre a importância do consumo.

d) esclarecer dois conceitos usados no senso comum.

e) divulgar atividades associadas à disseminação de ideias.

5
Leitura, compreensão e interpretação de textos

Gabarito

1 - (Enem-2012)

Resposta correta: a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão


“rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular.

A questão é um bom exemplo de compreensão e interpretação de texto visual.

O humor gerado pela charge advém da polissemia da palavra "rede", ou seja, dos
diferentes significados que ela carrega.

Na cultura indígena, a rede é um objeto utilizado para dormir. Já rede social, termo
que surgiu por meio do avanço da internet, representa espaços virtuais de
interação entre grupos de pessoas ou de empresas.

Uma interpretação que podemos obter com a observação da charge é sobre a


desigualdade social que atinge muitas pessoas as quais não possuem condições
financeiras de ter acesso à internet.

2. (Enem-2019)

Resposta correta: d) esclarecer dois conceitos usados no senso comum.

Essa é uma questão de compreensão e interpretação de um texto escrito.

Depois da leitura atenta do texto, fica claro entender qual sua finalidade:
esclarecer sobre dois conceitos que são utilizados como sinônimos pelo senso
comum.

Assim, trata-se de um tipo de texto explicativo que utiliza alguns exemplos para
ilustrar os conceitos de publicidade e propaganda.

6
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Uso de substantivos, adjetivos,


pronomes, preposições e
conjunções

MÉRITO
Apostilas 1
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Substantivos
Os substantivos classificam-se como termos cuja finalidade é nomear as diferentes
entidades – pessoas, objetos, instituições, lugares, animais, entre outros.

O substantivo é uma classe gramatical, logo é objeto de estudo da morfologia.


Entretanto, dentro da oração, ele possui função sintática.

Toda classe gramatical é dividida entre palavras variáveis e invariáveis, o


substantivo compõe as variáveis, as que podem flexionar-se.

Flexionar é mudar, variar.

No caso dos substantivos, essa variação será em relação ao gênero (feminino e


masculino), ao número (singular e plural) e ao grau (aumentativo e diminutivo).

Se sairmos da morfologia e passarmos para a sintaxe, mais precisamente para


Concordância Nominal, é imprescindível que se aplique essa informação, pois,
assim, ficará fácil entender porque o artigo, o numeral, o adjetivo e o pronome
adjetivo devem concordar com o substantivo. Se ele é variável, logo os termos que
se relacionam com ele devem estar em concordância, ou seja, devem combinar.

Os substantivos podem ser:

Primitivos

Quando não são formados a partir de outra palavra. Exemplo: Livro

Derivados

Formados a partir de outra palavra. Exemplo: Livraria

Simples

Nomes que possuem apenas uma palavra. Exemplo: Chuva

2
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Compostos

Nomes formados por duas palavras. Exemplo: Guarda-chuva

Concretos

Quando sua existência é independente, ou seja, não precisa de algo ou de alguém


para se manifestar. Exemplo: Mesa

Abstratos

Quando sua existência depende de algo ou de alguém. Exemplo: Raiva

Coletivos

Quando indicam coleção, conjunto de seres, desde que pertençam à mesma


espécie. Exemplo: Fauna (animais de uma região)

Comum

Quando não especificam, pelo contrário, generalizam. Exemplo: menino.

Próprio

Quando especificam, quando particularizam. Exemplo: João.

Adjetivos
O adjetivo é uma classe de palavras que atribui características aos substantivos,
ou seja, ele indica suas qualidades e estados.

Essas palavras variam em gênero (feminino e masculino), número (singular e


plural) e grau (comparativo e superlativo).

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Exemplos de adjetivos:

• garota bonita

• garotas bonitas

• criança obediente

• crianças obedientes

Os tipos de adjetivos

Adjetivo Simples - apresenta somente um radical. Exemplos: pobre, magro, triste,


lindo, bonito.

Adjetivo Composto - apresenta mais de um radical. Exemplos: luso-brasileiro,


superinteressante, amarelo-ouro.

Adjetivo Primitivo - palavra que dá origem a outros adjetivos. Exemplos: bom,


alegre, puro, triste, notável.

Adjetivo Derivado - palavras que derivam de substantivos ou verbos. Exemplos:


articulado (verbo articular), visível (verbo ser), formoso (substantivo formosura),
tristonho (substantivo triste).

Adjetivo Pátrio (ou adjetivo gentílico) - indica o local de origem ou nacionalidade


de uma pessoa. Exemplos: brasileiro, carioca, paulista, europeu, espanhol.

O gênero dos adjetivos

Em relação aos gêneros (masculino e feminino), os adjetivos são divididos em dois


tipos:

Adjetivos Uniformes - apresentam uma forma para os dois gêneros (feminino e


masculino). Exemplo: menino feliz; menina feliz

4
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Adjetivos Biformes - a forma varia conforme o gênero (masculino e feminino).


Exemplo: homem carinhoso; mulher carinhosa.

O número dos adjetivos

Os adjetivos podem estar no singular ou no plural, concordando com o número do


substantivo a que se referem. Assim, a sua formação se assemelha à dos
substantivos.

Exemplos:

• Pessoa feliz - pessoas felizes

• Vale formoso - vales formosos

• Casa enorme - casas enormes

• Problema socioeconômico - problemas socioeconômicos

• Menina afro-brasileira - meninas afro-brasileiras

• Estudante mal-educado - estudantes mal-educados

O grau dos adjetivos

Quanto ao grau, os adjetivos são classificados em dois tipos:

• Comparativo: utilizado para comparar qualidades.

• Superlativo: utilizado para intensificar qualidades.

Grau comparativo

Comparativo de Igualdade - O professor de matemática é tão bom quanto o de


geografia.

Comparativo de Superioridade - Marta é mais habilidosa do que a Patrícia.

Comparativo de Inferioridade - João é menos feliz que Pablo.

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Grau superlativo

Superlativo Absoluto: refere-se a um substantivo somente, sendo classificados


em:

• Analítico - A moça é extremamente organizada.

• Sintético - Luiz é inteligentíssimo.

Superlativo Relativo: refere-se a um conjunto, sendo classificados em:

• Superioridade - A menina é a mais inteligente da turma.

• Inferioridade - O garoto é o menos esperto da classe.

A locução adjetiva

A locução adjetiva é o conjunto de duas ou mais palavras que possuem valor de


adjetivo.

Exemplos:

Amor de mãe - Amor maternal

Doença de boca - doença bucal

Pagamento do mês - pagamento mensal

Férias do ano - férias anual

Dia de chuva - dia chuvoso

O pronome adjetivo

Os pronomes adjetivos são aqueles em que o pronome exerce a função de adjetivo.


Surgem acompanhados do substantivo, modificando-os. Exemplos:

Este livro é muito bom. (acompanha o substantivo livro)

6
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Aquela é a empresa onde ele trabalha. (acompanha o substantivo empresa)

Pronomes
Os pronomes representam a classe de palavras que substituem ou acompanham os
substantivos.

De acordo com a função que exercem, eles são classificados em sete tipos:

• Pronomes Pessoais

• Pronomes Possessivos

• Pronomes Demonstrativos

• Pronomes de Tratamento

• Pronomes Indefinidos

• Pronomes Relativos

• Pronomes Interrogativos

Exemplos:

1) Mariana apresentou um show esse final de semana. Ela é considerada uma das
melhores cantoras de música Gospel.

No exemplo acima, o pronome pessoal “Ela” substituiu o substantivo próprio


Mariana. Note que com o uso do pronome no período evitou-se a repetição do
nome.

2) Aquela bicicleta é da minha prima Júlia.

Nesse exemplo, utilizamos dois pronomes: o pronome demonstrativo “aquela” para


indicar algo (no caso o bicicleta) e o pronome possessivo “minha” que transmite a
ideia de posse.

1. Pronome Pessoal

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Os pronomes pessoais são aqueles que indicam a pessoa do discurso e são


classificados em dois tipos:

1. Pronomes Pessoais do Caso Reto: exercem a função de sujeito.

Exemplo: Eu gosto muito da Ana. (Quem gosta da Ana? Eu.)

2. Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo: substituem os substantivos e


complementam os verbos.

Exemplo: Está comigo seu caderno. (Com quem está o caderno? Comigo. Note que
para além de identificar quem tem o caderno, o pronome auxilia o verbo “estar”.)

Pronomes do Caso Pronomes do Caso


Pessoas Verbais
Reto Oblíquo
1ª pessoa do
eu me, mim, comigo
singular
2ª pessoa do
tu, você te, ti, contigo
singular
3ª pessoa do
ele, ela o, a, lhe, se, si, consigo
singular
1ª pessoa do
nós nos, conosco
plural
2ª pessoa do
vós, vocês vos, convosco
plural
3ª pessoa do os, as, lhes, se, si,
eles, elas
plural consigo.

Vale lembrar: os pronomes oblíquos “o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas”
funcionam somente como objeto direto.

2. Pronome Possessivo

Os pronomes possessivos são aqueles que transmitem a ideia de posse.

Exemplos:

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Essa caneta é minha? (o objeto possuído é a caneta, que pertence à 1ª pessoa do


singular)

O computador que está em cima da mesa é meu. (o objeto possuído é o


computador, que pertence à 1ª pessoa do singular)

A sua bolsa ficou na escola. (o objeto possuído é a bolsa, que pertence à 3ª


pessoa do singular)

Nosso trabalho ficou muito bom. (o objeto possuído é o trabalho, que pertence à
1ª pessoa do plural)

Pessoas Verbais Pronomes Possessivos


1ª pessoa do singular meu, minha (singular); meus, minhas
(eu) (plural)
2ª pessoa do singular (tu,
teu, tua (singular); teus, tuas (plural)
você)
3ª pessoa do singular
seu, sua (singular); seus, suas (plural)
(ele/ela)
nosso, nossa (singular); nossos,
1ª pessoa do plural (nós)
nossas (plural)
2ª pessoa do plural (vós, vosso, vossa (singular); vossos,
vocês) vossas (plural)
3ª pessoa do plural
seu, sua (singular); seus, suas (plural)
(eles/elas)

3. Pronome Demonstrativo

Os pronomes demonstrativos são utilizados para indicar a posição de algum


elemento em relação à pessoa seja no discurso, no tempo ou no espaço.

Eles reúnem algumas palavras variáveis - em gênero (masculino e feminino) e


número (singular e plural) - e as invariáveis.

Os pronomes demonstrativos variáveis são aqueles flexionados (em número ou


gênero), ou seja, são os que sofrem alterações na sua forma. Por exemplo: esse,
este, aquele, aquela, essa, esta.

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Já os pronomes invariáveis são aqueles que não são flexionados, ou seja, que
nunca sofrem alterações. Por exemplo: isso, isto, aquilo.

Pronomes
Singular Plural
Demonstrativos
Feminino esta, essa, aquela estas, essas, aquelas
Masculino este, esse, aquele estes, esses, aqueles

Exemplos:

• Essa camisa é muito linda.

• Aquelas bicicletas são boas.

• Este casaco é muito caro.

• Eu perdi aqueles bilhetes de cinema.

4. Pronome de Tratamento

Os pronomes de tratamento são termos respeitosos empregados normalmente em


situações formais. Mas, como toda regra tem exceção, “você” é o único pronome
de tratamento utilizado em situações informais.

Exemplos:

Você deve seguir as regras impostas pelo governo.

A senhora deixou o casaco cair na rua.

Vossa Magnificência irá assinar os diplomas dos formandos.

Vossa Santidade é muito querido, disse o sacerdote ao Papa.

Pronomes de
Abreviações Emprego
Tratamento
Você V./VV Único pronome de tratamento utilizado em

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Pronomes de
Abreviações Emprego
Tratamento
situações informais.
Senhor (es) e Sr, Sr.ª (singular) e Tratamento formal e respeitoso usado para
Senhora (s) Srs., Srª.s. (plural) pessoas mais velhas.
Usados para pessoas com alta autoridade, como
Vossa
V. Ex.ª/V. Ex.ªs por exemplo: Presidente da República,
Excelência
Senadores, Deputados, Embaixadores.
Vossa
V. Mag.ª/V. Mag.ªs Usados para os reitores das Universidades.
Magnificência
Empregado nas correspondências e textos
Vossa Senhoria V. S.ª/V. S.ªs
escritos.
Vossa
VM/VVMM Utilizado para Reis e Rainhas
Majestade
V.A.(singular) e
Vossa Alteza Utilizado para príncipes, princesas, duques.
V.V.A. A. (plural)
Vossa
V.S. Utilizado para o Papa
Santidade
Vossa
V. Ex.ª/V. Em.ªs Usado para Cardeais.
Eminência
Vossa V. Rev.m.ª/V.
Utilizado para sacerdotes e religiosos em geral.
Reverendíssima Rev.m.ªs

5. Pronome Indefinido

Empregados na 3ª pessoa do discurso, o próprio nome já indica que os pronomes


indefinidos substituem ou acompanham o substantivo de maneira vaga ou
imprecisa.

Exemplos:

Nenhum vestido serviu na Antônia. (o termo “nenhum” acompanha o substantivo


“vestido” de maneira vaga, pois não sabemos de que vestido se fala)

Outras viagens virão. (o termo “outras” acompanha o substantivo “viagens” sem


especificar quais viagens serão)

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Alguém deve me explicar a matéria. (o termo “alguém” significa “uma pessoa cuja
identidade não é especificada ou definida” e, portanto, substitui o substantivo da
frase)

Cada pessoa deve escolher seu caminho. (o termo “cada” acompanha o


substantivo da frase “pessoa” sem especificá-lo)

Classificação Pronomes Indefinidos


algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, nenhuns,
nenhumas, muito, muita, muitos, muitas, pouco, pouca, poucos,
poucas, todo, toda, todos, todas, outro, outra, outros, outras,
Variáveis
certo, certa, certos, certas, vário, vária, vários, várias, tanto, tanta,
tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, quantas, qualquer,
quaisquer, qual, quais, um, uma, uns, umas.
Invariáveis quem, alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, algo, cada.

6. Pronome Relativo

Os pronomes relativos se referem a um termo já dito anteriormente na oração,


evitando sua repetição. Esses termos podem ser palavras variáveis e invariáveis:
substantivo, adjetivo, pronome ou advérbio.

Exemplos:

Os temas sobre os quais falamos são bastante complexos. (“os quais” faz
referência ao substantivo dito anteriormente “temas”)

São plantas cuja raiz é muito profunda. (“cuja” aparece entre dois substantivos
“plantas” e “raiz” e faz referência àquele dito anteriormente “plantas”)

Daniel visitou o local onde nasceu seu avô. (“onde” faz referência ao substantivo
“local”)

Tive as férias que sonhava. (“que” faz referência ao substantivo “férias”)

Classificação Pronomes Relativos


o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto,
Variáveis quanta, quantos, quantas.

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Classificação Pronomes Relativos


Invariáveis quem, que, onde.

7. Pronome Interrogativo

Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis empregadas para


formular perguntas diretas e indiretas.

Exemplos:

Quanto custa a entrada para o cinema? (oração interrogativa direta)

Informe quanto custa a entrada para o cinema. (oração interrogativa indireta)

Quem estava com Maria na festa? ( oração interrogativa direta)

Ela queria saber o que teria acontecido com Lavínia. (oração interrogativa
indireta)

Classificação Pronomes Interrogativos

qual, quais, quanto, quantos,


Variáveis
quanta, quantas.

Invariáveis quem, que.

Preposição
Preposição é a palavra invariável que liga dois termos da oração numa relação de
subordinação donde, geralmente, o segundo termo subordina o primeiro.

Tipos e Exemplos de Preposições

Preposição de lugar: O navio veio de São Paulo.

Preposição de modo: Os prisioneiros eram colocados em fila.

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Preposição de tempo: Por dois anos ele viveu aqui.

Preposição de distância: A cinco quilômetros daqui passa uma estrada.

Preposição de causa: Com a seca, o gado começou a morrer.

Preposição de instrumento: Ele cortou a árvore com o machado.

Preposição de finalidade: A praça foi enfeitada para a festa.

Classificação das Preposições

As preposições podem ser divididas em dois grupos:

Preposições Essenciais – são as palavras que só funcionam como preposição, a


saber: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por,
sem, sob, sobre, trás.

Preposições Acidentais – são as palavras de outras classes gramaticais que, em


certas frases funcionam como preposição, a saber: afora, como, conforme,
consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.

Locuções Prepositivas

A locução prepositiva é formada por duas ou mais palavras com o valor de


preposição, sempre terminando por uma preposição, por exemplo:

• abaixo de, acima de, a fim de, além de, antes de, até a, depois de, ao invés de,
ao lado de, em que pese a, à custa de, em via de, à volta com, defronte de, a
par de, perto de, por causa de, através de, etc.

Combinação, Contração e Crase

Algumas preposições podem aparecer combinadas com outras palavras. Assim,


quando na junção dos termos não houver perda de elementos fonéticos, teremos
uma combinação, por exemplo:

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

ao (a + o)

aos (a + os)

aonde (a + onde

Por conseguinte, quando da junção da preposição com outra palavra houver perda
fonética, teremos a chamada contração, por exemplo:

do (de + o)

dum (de + um)

desta (de + esta)

no (em + o)

neste (em + este)

nisso (em + isso)

Por fim, toda fusão de vogais idênticas forma uma crase:

à = contração da preposição a + o artigo a

àquilo = contração da preposição a + a primeira vogal do pronome aquilo.

Conjunção
Conjunção é um termo que liga duas orações ou duas palavras de mesmo valor
gramatical, estabelecendo uma relação entre eles.

Exemplos:

Ele joga futebol e basquete. (dois termos semelhantes)

Eu iria ao jogo, mas estou sem companhia. (duas orações)

15
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Classificação das Conjunções

As conjunções são classificas em dois grupos: coordenativas e subordinativas.

Conjunções Coordenativas

As conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas orações independentes.


São divididas em cinco tipos:

1. Conjunções Aditivas

Essas conjunções exprimem soma, adição de pensamentos: e, nem, não só...mas


também, não só...como também.

Exemplo: Ana não fala nem ouve.

2. Conjunções Adversativas

Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos: mas, porém,


contudo, entretanto, no entanto, todavia.

Exemplo: Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor futebol.

3. Conjunções Alternativas

Exprimem escolha de pensamentos: ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, seja...seja.

Exemplo: Ou você vem conosco ou você não vai.

4. Conjunções Conclusivas

Exprimem conclusão de pensamento: logo, por isso, pois (quando vem depois do
verbo), portanto, por conseguinte, assim.

Exemplo: Chove bastante, portanto a colheita está garantida.

16
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

5. Conjunções Explicativas

Exprimem razão, motivo: que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo),
porquanto, por conseguinte.

Exemplo: Não choveu, porque nada está molhado.

17
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Conjunções Subordinativas

As conjunções subordinativas servem para ligar orações dependentes uma da


outra e são divididas em dez tipos:

1. Conjunções Integrantes

Introduzem orações subordinadas com função substantiva: que, se.

Exemplo: Quero que você volte já. Não sei se devo voltar lá.

2. Conjunções Causais

Introduzem orações subordinadas que dão ideia de causa: que, porque, como, pois,
visto que, já que, uma vez que.

Exemplo: Não fui à aula porque choveu. Como fiquei doente não pude ir à aula.

3. Conjunções Comparativas

Introduzem orações subordinadas que dão ideia de comparação: que, do que,


como.

Exemplo: Meu professor é mais inteligente do que o seu.

4. Conjunções Concessivas

Iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração


principal: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que,
por mais que, por melhor que.

Exemplo: Vou à praia, embora esteja chovendo.

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

5. Conjunções Condicionais

Iniciam orações subordinadas que exprimem hipótese ou condição para que o fato
da oração principal se realize ou não: caso, contanto que, salvo se, desde que, a não
ser que.

Exemplo: Se não chover, irei à praia.

6. Conjunções Conformativas

Iniciam orações subordinadas que exprimem acordo, concordância de um fato com


outro: segundo, como, conforme.

Exemplo: Cada um colhe conforme semeia.

7. Conjunções Consecutivas

Iniciam orações subordinadas que exprimem a consequência ou o efeito do que se


declara na oração principal: que, de forma que, de modo que, de maneira que.

Exemplo: Foi tamanho o susto que ela desmaiou.

8. Conjunções Temporais

Iniciam orações subordinadas que dão ideia de tempo: logo que, antes que,
quando, assim que, sempre que.

Exemplo: Quando as férias chegarem, viajaremos.

9. Conjunções Finais

Iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade: a fim de que, para
que.

Exemplo: Estamos aqui para que ele fique tranquilo.

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

10. Conjunções Proporcionais

Iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simultaneidade: à


medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto
menor, quanto melhor.

Exemplo: Quanto mais trabalho, menos recebo.

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Anotações:
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Exercícios
Exercício 1

Qual das palavras destacadas abaixo não representa um substantivo abstrato:

a) A sua conquista se deve ao seu esforço.

b) A humildade é a sua principal característica.

c) A sua aprendizagem é bastante rápida.

d) As suas atitudes se baseiam na justiça.

e) Muitos idosos têm problemas de saúde.

Exercício 2

Os substantivos primitivos são palavras que não derivam de outras. De acordo


com isso, a alternativa abaixo que contempla um substantivo primitivo e um
derivado é:

a) anel - papel

b) pedras - rochas

c) árvores - plantas

d) sapato - sapataria

e) profissão – carreira

Exercício 3

(UFPR/2013)

Em qual dos casos o primeiro elemento do adjetivo composto não corresponde ao


substantivo entre parênteses?

a) Indo-europeu (Índia)

22
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

b) Ítalo-brasileiro (Itália)

c) Luso-brasileiro (Portugal)

d) Sino-árabe (Sião)

e) Anglo-americano (Inglaterra)

Exercício 4

(CESGRANRIO)

Assinale a oração em que o termo cego(s) é um adjetivo:

a) Os cegos, habitantes de um mundo esquemático, sabem onde ir…

b) O cego de Ipanema representava naquele momento todas as alegorias da noite


escura da alma…

c) Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool.

d) Naquele instante era só um pobre cego.

e) … da Terra que é um globo cego girando no caos.

23
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Gabarito
Exercício 1

Alternativa correta: e) Muitos idosos têm problemas de saúde.

O substantivo abstrato são palavras que indicam qualidade, sentimento, estado,


ação e conceito. Dos termos destacados acima, somente “idosos” não é um
substantivo abstrato.

Exercício 2

Alternativa correta d) sapato - sapataria

O substantivo primitivo é aquele que não deriva de outras palavras como os


substantivos derivados, que surgem de um substantivo primitivo por meio de um
processo denominado "derivação" mediante o acréscimo de letras ou sílabas.

Assim, “sapato” é um substantivo primitivo que possui o mesmo radical de


“sapataria” (-sapat). Logo, por meio do processo denominado derivação sufixal há o
acréscimo de sufixo à palavra primitiva: sapat (radical) + aria (sufixo).

Exercício 3

Alternativa correta: d) Sino-árabe (Sião)

a) ERRADA. “indo” é um elemento de formação de palavras compostas cujo


significado está relacionado à Índia ou aos indianos. Assim sendo, ele está
relacionado ao substantivo “Índia”, entre parênteses.

b) ERRADA. “ítalo” é o mesmo que “italiano”. Logo, corresponde à palavra “Itália”,


entre parênteses.

c) ERRADA. “luso” é o mesmo que “lusitano”, que significa “português”; indivíduo


de naturalidade portuguesa. Dessa forma, corresponde à palavra “Portugal”, entre
parênteses.

24
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

d) CORRETA. “sino” não é um elemento de formação de palavras compostas, trata-


se de uma palavra que possui diferentes significados, dentre eles o de instrumento
que produz som.

A palavra “Sião” refere-se ao Monte Sião. O adjetivo gentílico de quem nasce no


Monte Sião é Monte-Sionense.

Assim sendo, “sino” não corresponde ao substantivo entre parênteses.

e) ERRADA. “anglo” significa “indivíduo inglês”. Logo, corresponde ao substantivo


“Inglaterra”, entre parênteses.

Exercício 4

Alternativa correta: e) … da Terra que é um globo cego girando no caos.

A alternativa e) é a única onde a classe gramatical da palavra “cego” é adjetivo.

Na frase, “cego” está atribuindo uma característica ao substantivo “globo”.

Lembre-se de que um adjetivo atribui qualidade ou classificação a um substantivo.

Em todas as demais alternativas, o termo “cego(s)” tem função de substantivo, pois


denomina um ou mais seres.

25
Singular e plural

Singular e plural

MÉRITO
Apostilas 1
Singular e plural

Na Língua Portuguesa, há dois modos de flexão de número dos substantivos:


singular e plural.

Singular: Quando o substantivo representa apenas um ser, um objeto ou um grupo


de seres ou objetos, dizemos que ele é singular.

Plural: Quando o substantivo representa mais de um ser, objeto ou grupo de seres


e objetos, dizemos que ele é plural.

Vejamos a flexão de singular para o plural de algumas frases:

• A casa pegou fogo e ficou toda destruída.

• As casas pegaram fogo e ficaram todas destruídas.

• A viagem foi maravilhosa.

• As viagens foram maravilhosas.

• O aparador de grama queimou.

• Os aparadores de grama queimaram.

Como você pôde observar, a pluralização dos substantivos singulares modificou o


substantivo no final das palavras: 's', 'es', 'aram', 'ns'.

2
Singular e plural

Plural dos substantivos simples

1- Aos substantivos que terminam em vogal, ditongo oral e consoante 'n' devem
ser acrescidos a consoante 's' ao final da palavra.

exemplos:

herói – heróis

irmão – irmãos

plâncton – plânctons

2- Aos substantivos que terminam em consoante 'm' devem ser acrescidos as


consoantes 'ns' ao final da palavra.

exemplos:

abordagem – abordagens

modelagem – modelagens

homem – homens

3- Aos substantivos que terminam com as consoantes 'r' e 'z' devem ser acrescidos
'es' ao final da palavra.

exemplos:

hambúrguer – hambúrgueres

chafariz – chafarizes

colher – colheres

3
Singular e plural

4- Nos substantivos que terminam em 'al', 'el', 'ol', 'ul', deve ser substituída a
consoante 'l' por 'is'

exemplos:

girassol – girassóis

vogal – vogais

azul – azuis

Há duas exceções: mal – males e cônsul – cônsules.

5- Os substantivos que terminam em 'il' são pluralizados de duas formas:

a) Em palavras oxítonas terminadas em 'il':

anil – anis

juvenil – juvenis

b) Em palavras paroxítonas terminadas em 'il':

inútil – inúteis

réptil – répteis

6- Os substantivos terminados em consoante 's' fazem o plural de duas formas:

a) Em substantivos monossilábicos ou oxítonos, há o acréscimo de 'es'.

paz – pazes

algoz – algozes

4
Singular e plural

b) Os substantivos paroxítonos ou proparoxítonos são invariáveis.

férias – férias

ônibus – ônibus

7- Os substantivos terminados em 'ão' podem ser pluralizados de três formas:

a) Substituindo o 'ão' por 'es':

doação – doações

emoção – emoções

b) Substituindo o 'ão' por 'ães':

alemão – alemães

pão – pães

c) Substituindo o 'ão' por 'ãos':

cidadão – cidadãos

8- Os substantivos terminados em consoante 'x' são invariáveis

córtex - córtex

5
Singular e plural

Anotações:
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Concordância Verbal e Nominal

Concordância Verbal e Nominal

MÉRITO
Apostilas 1
Concordância Verbal e Nominal

Concordância verbal e nominal é a parte da gramática que estuda a conformidade


estabelecida entre cada componente da oração.

Concordância verbal se ocupa da relação entre sujeito e verbo, concordância


nominal se ocupa da relação entre as classes de palavras:

concordância verbal = sujeito e verbo

concordância nominal = classes de palavras

Concordância Verbal
1. Sujeito composto antes do verbo

Quando o sujeito é composto e vem antes do verbo, esse verbo deve estar sempre
no plural.

Exemplo: Maria e José conversaram até de madrugada.

2. Sujeito composto depois do verbo

Quando o sujeito composto vem depois do verbo, o verbo tanto pode ficar no
plural como pode concordar com o sujeito mais próximo.

Exemplos:

Discursaram diretor e professores.

Discursou diretor e professores.

3. Sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes

Quando o sujeito é composto, mas as pessoas gramaticais são diferentes, o verbo


também deve ficar no plural. No entanto, ele concordará com a pessoa que, a nível
gramatical, tem prioridade.

Isso quer dizer que 1.ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2.ª (tu, vós) e a
2.ª tem prioridade em relação à 3.ª (ele, eles).

2
Concordância Verbal e Nominal

Exemplos:

Nós, vós e eles vamos à festa.

Tu e ele falais outra língua?

Concordância Nominal
1. Adjetivos e um substantivo

Quando há mais do que um adjetivo para um substantivo, os adjetivos devem


concordar em gênero e número com o substantivo.

Exemplo: Adorava comida salgada e gordurosa.

2. Substantivos e um adjetivo

No caso inverso, ou seja, quando há mais do que um substantivo e apenas um


adjetivo, há duas formas de concordar:

2.1. Quando o adjetivo vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com
o substantivo mais próximo.

Exemplo: Linda filha e bebê.

2.2. Quando o adjetivo vem depois dos substantivos, o adjetivo deve concordar
com o substantivo mais próximo ou com todos os substantivos.

Exemplos: Pronúncia e vocabulário perfeito.

Vocabulário e pronúncia perfeita.

Pronúncia e vocabulário perfeitos.

Vocabulário e pronúncia perfeitos.

3
Vozes verbais

Vozes verbais

MÉRITO
Apostilas 1
Vozes verbais

As vozes verbais, ou vozes do verbo, são a forma como os verbos se apresen -


tam na oração a fim de determinar se o sujeito pratica ou recebe a ação. Elas po -
dem ser de três tipos: ativa, passiva ou reflexiva.

Voz ativa

A função das vozes verbais é indicar se o sujeito pratica ou recebe/sofre a


ação verbal de uma oração. A voz ativa é a voz verbal que indica que o sujeito da
oração pratica determinada ação.

Exemplo:

“O professor reprovou Cristiano.”

Ao analisarmos a frase, vemos que:

O professor: sujeito que pratica a ação da frase

Reprovou: verbo na voz ativa; a ação praticada pelo sujeito: reprovar Cristia-
no.

Veja mais algumas frases de exemplos de voz ativa:

• Eu comprei o carro.

• O diretor desenvolveu o software.

• Faremos a remodelação do restaurante.

• A professora repreendeu Roberto.

Voz passiva

Na voz passiva o sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas recebe a ação.

Exemplos:

• A vítima foi vista ontem à noite.

• Aumentou-se a vigilância desde ontem.

2
Vozes verbais

A voz passiva pode ser analítica ou sintética.

Formação da voz passiva analítica

A voz passiva analítica é formada por:

Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) + verbo prin -
cipal da ação conjugado no particípio + agente da passiva.

Exemplos:

• O café da manhã foi tomado por Bia logo cedo.

• A casa toda foi aspirada por nós.

• O trabalho foi feito por mim.

Formação da voz passiva sintética

A voz passiva sintética, também chamada de voz passiva pronominal (devido


ao uso do pronome se), é formada por:

Verbo conjugado na 3.ª pessoa (no singular ou no plural) + pronome apassiva -


dor "se" + sujeito paciente.

Exemplos:

• Tomou-se o café da manhã logo cedo.

• Aspirou-se a casa toda.

• Já se fez o trabalho.

Voz reflexiva

Na voz reflexiva o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo, uma vez que
ele pratica e recebe a ação.

3
Vozes verbais

Exemplos:

• A velhinha sempre se penteia antes de sair.

• Eu me cortei hoje quando estava cozinhando.

Formação da voz reflexiva

A voz reflexiva é formada por:

Verbo na voz ativa + pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos), que serve de ob -
jeto direto ou, por vezes, de objeto indireto, e representa a mesma pessoa que o
sujeito.

Exemplos:

• Atropelou-se em suas próprias palavras.

• Machucou-se todo naquele jogo de futebol.

• Olhei-me ao espelho.

Voz reflexiva recíproca

A voz reflexiva também pode ser recíproca. Isso acontece quando o verbo re-
flexivo indica reciprocidade, ou seja, quando dois ou mais sujeitos praticam a
ação, ao mesmo tempo que também são pacientes.

Exemplos:

• Eu, meus irmãos e meus primos damo-nos bastante bem.

• Aqui, os dias passam-se com muitas novidades.

• Sofia e Lucas amam-se.

4
Vozes verbais

Vozes verbais e sua conversão

Geralmente, por uma questão de estilo, podemos passar a voz verbal ativa
para a voz verbal passiva.

Ao fazer a transposição, o sujeito da voz ativa torna-se o agente da passiva e


o objeto direto da voz ativa torna-se o sujeito da voz passiva.

Exemplo na voz ativa: “Aspiramos a casa toda.”

Sujeito da ativa: Nós (oculto)

Verbo: Aspiramos (transitivo direto)

Objeto direto: a casa toda.

Exemplo na voz passiva: “A casa toda foi aspirada por nós.”

Sujeito: A casa toda

Verbo auxiliar: foi

Verbo principal: aspirada

Agente da passiva: por nós.

Observe que o verbo auxiliar "foi" está no mesmo tempo verbal que o verbo
"aspiramos" estava na oração cuja voz é ativa. O verbo "aspiramos" na oração
cuja voz é passiva está no particípio.

Assim, a oração transposta para a voz passiva é formada da seguinte forma:

Sujeito + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) conjugado no mesmo
tempo verbal que o verbo principal da oração na voz ativa + verbo principal da
ação conjugado no particípio + agente da passiva.

É importante lembrar que somente os verbos transitivos admitem transposi -


ção de voz. Isso porque uma vez que os verbos intransitivos não necessitam de
complemento, não têm objeto que seja transposto em sujeito.

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Vozes verbais

Anotações:
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Língua Portuguesa

LÍNGUA PORTUGUESA

MÉRITO
Apostilas 1
Leitura, compreensão e interpretação de textos

Leitura, compreensão e
interpretação de textos

MÉRITO
Apostilas 1
Leitura, compreensão e interpretação de textos

Compreensão e interpretação de texto são duas ações que estão relacionadas,


uma vez que quando se compreende corretamente um texto e seu propósito
comunicativo chegamos a determinadas conclusões (interpretação).
A compreensão de um texto é a análise e decodificação do que está realmente
escrito, seja das frases ou das ideias presentes.

Já a interpretação de texto, está ligada às conclusões que podemos chegar ao


conectar as ideias do texto com a realidade. É o entendimento subjetivo que o
leitor teve sobre o texto.

É possível compreender um texto sem interpretá-lo, porém não é possível


interpretá-lo sem compreendê-lo.

Compreensão de texto

A compreensão de texto significa decodificá-lo para entender o que foi dito. É a


análise objetiva e a assimilação das palavras e ideias presentes no texto.

As expressões que geralmente se relacionam com a compreensão são:

• Segundo o texto…

• De acordo com o autor…

• No texto…

• O texto informa que...

• O autor sugere…

Interpretação de texto

A interpretação do texto é o que podemos concluir sobre ele, após estabelecer


conexões entre o que está escrito e a realidade. São as conclusões que podemos

2
Leitura, compreensão e interpretação de textos

tirar com base nas ideias do autor. Essa análise ocorre de modo subjetivo e está
relacionada com a dedução do leitor.

Na interpretação de texto, as expressões geralmente utilizadas são:

• Diante do que foi exposto, podemos concluir…

• Infere-se do texto que…

• O texto nos permite deduzir que…

• Conclui-se do texto que...

• O texto possibilita o entendimento de...

Item Compreensão Interpretação


Análise objetiva do conteúdo,
A conclusão subjetiva do texto. É o que o leitor entende
Definição compreendendo frases, ideias e
que o texto quis dizer.
dados presentes no texto.
As informações necessárias estão A informação vai além do que está no texto, embora
Informação
dispostas no texto. tenha uma relação direta com ele.
Análise Objetiva. Ligada mais aos fatos. Subjetiva. Pode estar relacionada a uma opinião.

A Importância da Leitura

Tanto a leitura quanto a escrita são práticas sociais de importância fundamental


para o desenvolvimento da cognição humana. Ambas asseguram o
desenvolvimento do intelecto e da imaginação e conduzem à aquisição de
conhecimentos.

Quando lemos, existem várias conexões no cérebro que nos permitem desenvolver
nosso raciocínio. Além disso, por meio dessa atividade, aprimoramos nosso senso
crítico por meio da capacidade de interpretar.

Nesse sentido, vale lembrar que a “interpretação” dos textos é uma das chaves
básicas da leitura. Afinal, não basta ler ou decodificar códigos de linguagem, é
preciso entender e interpretar essa leitura.

3
Leitura, compreensão e interpretação de textos

Exercícios

1 - (Enem-2012)

Figura 1: Fonte: www.ivancabral.com.

O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações


visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre
à:

a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para


transmitir a ideia que pretende veicular.

b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.

c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população


pobre e o espaço da população rica.

d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.

e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira


de descanso da família.

4
Leitura, compreensão e interpretação de textos

2. (Enem-2019)

Qual a diferença entre publicidade e propaganda?

Esses dois termos não são sinônimos, embora sejam usados indistintamente no
Brasil. Propaganda é a atividade associada à divulgação de ideias (políticas,
religiosas, partidárias etc.) para influenciar um comportamento. Alguns exemplos
podem ilustrar, como o famoso Tio Sam, criado para incentivar jovens a se alistar
no exército dos EUA; ou imagens criadas para “demonizar” os judeus, espalhadas
na Alemanha pelo regime nazista; ou um pôster promovendo o poderio militar da
China comunista. No Brasil, um exemplo regular de propaganda são as campanhas
políticas em período pré-eleitoral.

Já a publicidade, em sua essência, quer dizer tornar algo público. Com a Revolução
Industrial, a publicidade ganhou um sentido mais comercial e passou a ser uma
ferramenta de comunicação para convencer o público a consumir um produto,
serviço ou marca. Anúncios para venda de carros, bebidas ou roupas são exemplos
de publicidade. VASCONCELOS, Y. Fonte: https://mundoestranho.abril.com.br.

A função sociocomunicativa desse texto é

a) ilustrar como uma famosa figura dos EUA foi criada para incentivar jovens a se
alistar no exército.

b) explicar como é feita a publicidade na forma de anúncios para venda de carros,


bebidas ou roupas.

c) convencer o público sobre a importância do consumo.

d) esclarecer dois conceitos usados no senso comum.

e) divulgar atividades associadas à disseminação de ideias.

5
Leitura, compreensão e interpretação de textos

Gabarito

1 - (Enem-2012)

Resposta correta: a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão


“rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular.

A questão é um bom exemplo de compreensão e interpretação de texto visual.

O humor gerado pela charge advém da polissemia da palavra "rede", ou seja, dos
diferentes significados que ela carrega.

Na cultura indígena, a rede é um objeto utilizado para dormir. Já rede social, termo
que surgiu por meio do avanço da internet, representa espaços virtuais de
interação entre grupos de pessoas ou de empresas.

Uma interpretação que podemos obter com a observação da charge é sobre a


desigualdade social que atinge muitas pessoas as quais não possuem condições
financeiras de ter acesso à internet.

2. (Enem-2019)

Resposta correta: d) esclarecer dois conceitos usados no senso comum.

Essa é uma questão de compreensão e interpretação de um texto escrito.

Depois da leitura atenta do texto, fica claro entender qual sua finalidade:
esclarecer sobre dois conceitos que são utilizados como sinônimos pelo senso
comum.

Assim, trata-se de um tipo de texto explicativo que utiliza alguns exemplos para
ilustrar os conceitos de publicidade e propaganda.

6
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Uso de substantivos, adjetivos,


pronomes, preposições e
conjunções

MÉRITO
Apostilas 1
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Substantivos
Os substantivos classificam-se como termos cuja finalidade é nomear as diferentes
entidades – pessoas, objetos, instituições, lugares, animais, entre outros.

O substantivo é uma classe gramatical, logo é objeto de estudo da morfologia.


Entretanto, dentro da oração, ele possui função sintática.

Toda classe gramatical é dividida entre palavras variáveis e invariáveis, o


substantivo compõe as variáveis, as que podem flexionar-se.

Flexionar é mudar, variar.

No caso dos substantivos, essa variação será em relação ao gênero (feminino e


masculino), ao número (singular e plural) e ao grau (aumentativo e diminutivo).

Se sairmos da morfologia e passarmos para a sintaxe, mais precisamente para


Concordância Nominal, é imprescindível que se aplique essa informação, pois,
assim, ficará fácil entender porque o artigo, o numeral, o adjetivo e o pronome
adjetivo devem concordar com o substantivo. Se ele é variável, logo os termos que
se relacionam com ele devem estar em concordância, ou seja, devem combinar.

Os substantivos podem ser:

Primitivos

Quando não são formados a partir de outra palavra. Exemplo: Livro

Derivados

Formados a partir de outra palavra. Exemplo: Livraria

Simples

Nomes que possuem apenas uma palavra. Exemplo: Chuva

2
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Compostos

Nomes formados por duas palavras. Exemplo: Guarda-chuva

Concretos

Quando sua existência é independente, ou seja, não precisa de algo ou de alguém


para se manifestar. Exemplo: Mesa

Abstratos

Quando sua existência depende de algo ou de alguém. Exemplo: Raiva

Coletivos

Quando indicam coleção, conjunto de seres, desde que pertençam à mesma


espécie. Exemplo: Fauna (animais de uma região)

Comum

Quando não especificam, pelo contrário, generalizam. Exemplo: menino.

Próprio

Quando especificam, quando particularizam. Exemplo: João.

Adjetivos
O adjetivo é uma classe de palavras que atribui características aos substantivos,
ou seja, ele indica suas qualidades e estados.

Essas palavras variam em gênero (feminino e masculino), número (singular e


plural) e grau (comparativo e superlativo).

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Exemplos de adjetivos:

• garota bonita

• garotas bonitas

• criança obediente

• crianças obedientes

Os tipos de adjetivos

Adjetivo Simples - apresenta somente um radical. Exemplos: pobre, magro, triste,


lindo, bonito.

Adjetivo Composto - apresenta mais de um radical. Exemplos: luso-brasileiro,


superinteressante, amarelo-ouro.

Adjetivo Primitivo - palavra que dá origem a outros adjetivos. Exemplos: bom,


alegre, puro, triste, notável.

Adjetivo Derivado - palavras que derivam de substantivos ou verbos. Exemplos:


articulado (verbo articular), visível (verbo ser), formoso (substantivo formosura),
tristonho (substantivo triste).

Adjetivo Pátrio (ou adjetivo gentílico) - indica o local de origem ou nacionalidade


de uma pessoa. Exemplos: brasileiro, carioca, paulista, europeu, espanhol.

O gênero dos adjetivos

Em relação aos gêneros (masculino e feminino), os adjetivos são divididos em dois


tipos:

Adjetivos Uniformes - apresentam uma forma para os dois gêneros (feminino e


masculino). Exemplo: menino feliz; menina feliz

4
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Adjetivos Biformes - a forma varia conforme o gênero (masculino e feminino).


Exemplo: homem carinhoso; mulher carinhosa.

O número dos adjetivos

Os adjetivos podem estar no singular ou no plural, concordando com o número do


substantivo a que se referem. Assim, a sua formação se assemelha à dos
substantivos.

Exemplos:

• Pessoa feliz - pessoas felizes

• Vale formoso - vales formosos

• Casa enorme - casas enormes

• Problema socioeconômico - problemas socioeconômicos

• Menina afro-brasileira - meninas afro-brasileiras

• Estudante mal-educado - estudantes mal-educados

O grau dos adjetivos

Quanto ao grau, os adjetivos são classificados em dois tipos:

• Comparativo: utilizado para comparar qualidades.

• Superlativo: utilizado para intensificar qualidades.

Grau comparativo

Comparativo de Igualdade - O professor de matemática é tão bom quanto o de


geografia.

Comparativo de Superioridade - Marta é mais habilidosa do que a Patrícia.

Comparativo de Inferioridade - João é menos feliz que Pablo.

5
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Grau superlativo

Superlativo Absoluto: refere-se a um substantivo somente, sendo classificados


em:

• Analítico - A moça é extremamente organizada.

• Sintético - Luiz é inteligentíssimo.

Superlativo Relativo: refere-se a um conjunto, sendo classificados em:

• Superioridade - A menina é a mais inteligente da turma.

• Inferioridade - O garoto é o menos esperto da classe.

A locução adjetiva

A locução adjetiva é o conjunto de duas ou mais palavras que possuem valor de


adjetivo.

Exemplos:

Amor de mãe - Amor maternal

Doença de boca - doença bucal

Pagamento do mês - pagamento mensal

Férias do ano - férias anual

Dia de chuva - dia chuvoso

O pronome adjetivo

Os pronomes adjetivos são aqueles em que o pronome exerce a função de adjetivo.


Surgem acompanhados do substantivo, modificando-os. Exemplos:

Este livro é muito bom. (acompanha o substantivo livro)

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Aquela é a empresa onde ele trabalha. (acompanha o substantivo empresa)

Pronomes
Os pronomes representam a classe de palavras que substituem ou acompanham os
substantivos.

De acordo com a função que exercem, eles são classificados em sete tipos:

• Pronomes Pessoais

• Pronomes Possessivos

• Pronomes Demonstrativos

• Pronomes de Tratamento

• Pronomes Indefinidos

• Pronomes Relativos

• Pronomes Interrogativos

Exemplos:

1) Mariana apresentou um show esse final de semana. Ela é considerada uma das
melhores cantoras de música Gospel.

No exemplo acima, o pronome pessoal “Ela” substituiu o substantivo próprio


Mariana. Note que com o uso do pronome no período evitou-se a repetição do
nome.

2) Aquela bicicleta é da minha prima Júlia.

Nesse exemplo, utilizamos dois pronomes: o pronome demonstrativo “aquela” para


indicar algo (no caso o bicicleta) e o pronome possessivo “minha” que transmite a
ideia de posse.

1. Pronome Pessoal

7
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Os pronomes pessoais são aqueles que indicam a pessoa do discurso e são


classificados em dois tipos:

1. Pronomes Pessoais do Caso Reto: exercem a função de sujeito.

Exemplo: Eu gosto muito da Ana. (Quem gosta da Ana? Eu.)

2. Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo: substituem os substantivos e


complementam os verbos.

Exemplo: Está comigo seu caderno. (Com quem está o caderno? Comigo. Note que
para além de identificar quem tem o caderno, o pronome auxilia o verbo “estar”.)

Pronomes do Caso Pronomes do Caso


Pessoas Verbais
Reto Oblíquo
1ª pessoa do
eu me, mim, comigo
singular
2ª pessoa do
tu, você te, ti, contigo
singular
3ª pessoa do
ele, ela o, a, lhe, se, si, consigo
singular
1ª pessoa do
nós nos, conosco
plural
2ª pessoa do
vós, vocês vos, convosco
plural
3ª pessoa do os, as, lhes, se, si,
eles, elas
plural consigo.

Vale lembrar: os pronomes oblíquos “o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas”
funcionam somente como objeto direto.

2. Pronome Possessivo

Os pronomes possessivos são aqueles que transmitem a ideia de posse.

Exemplos:

8
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Essa caneta é minha? (o objeto possuído é a caneta, que pertence à 1ª pessoa do


singular)

O computador que está em cima da mesa é meu. (o objeto possuído é o


computador, que pertence à 1ª pessoa do singular)

A sua bolsa ficou na escola. (o objeto possuído é a bolsa, que pertence à 3ª


pessoa do singular)

Nosso trabalho ficou muito bom. (o objeto possuído é o trabalho, que pertence à
1ª pessoa do plural)

Pessoas Verbais Pronomes Possessivos


1ª pessoa do singular meu, minha (singular); meus, minhas
(eu) (plural)
2ª pessoa do singular (tu,
teu, tua (singular); teus, tuas (plural)
você)
3ª pessoa do singular
seu, sua (singular); seus, suas (plural)
(ele/ela)
nosso, nossa (singular); nossos,
1ª pessoa do plural (nós)
nossas (plural)
2ª pessoa do plural (vós, vosso, vossa (singular); vossos,
vocês) vossas (plural)
3ª pessoa do plural
seu, sua (singular); seus, suas (plural)
(eles/elas)

3. Pronome Demonstrativo

Os pronomes demonstrativos são utilizados para indicar a posição de algum


elemento em relação à pessoa seja no discurso, no tempo ou no espaço.

Eles reúnem algumas palavras variáveis - em gênero (masculino e feminino) e


número (singular e plural) - e as invariáveis.

Os pronomes demonstrativos variáveis são aqueles flexionados (em número ou


gênero), ou seja, são os que sofrem alterações na sua forma. Por exemplo: esse,
este, aquele, aquela, essa, esta.

9
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Já os pronomes invariáveis são aqueles que não são flexionados, ou seja, que
nunca sofrem alterações. Por exemplo: isso, isto, aquilo.

Pronomes
Singular Plural
Demonstrativos
Feminino esta, essa, aquela estas, essas, aquelas
Masculino este, esse, aquele estes, esses, aqueles

Exemplos:

• Essa camisa é muito linda.

• Aquelas bicicletas são boas.

• Este casaco é muito caro.

• Eu perdi aqueles bilhetes de cinema.

4. Pronome de Tratamento

Os pronomes de tratamento são termos respeitosos empregados normalmente em


situações formais. Mas, como toda regra tem exceção, “você” é o único pronome
de tratamento utilizado em situações informais.

Exemplos:

Você deve seguir as regras impostas pelo governo.

A senhora deixou o casaco cair na rua.

Vossa Magnificência irá assinar os diplomas dos formandos.

Vossa Santidade é muito querido, disse o sacerdote ao Papa.

Pronomes de
Abreviações Emprego
Tratamento
Você V./VV Único pronome de tratamento utilizado em

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Pronomes de
Abreviações Emprego
Tratamento
situações informais.
Senhor (es) e Sr, Sr.ª (singular) e Tratamento formal e respeitoso usado para
Senhora (s) Srs., Srª.s. (plural) pessoas mais velhas.
Usados para pessoas com alta autoridade, como
Vossa
V. Ex.ª/V. Ex.ªs por exemplo: Presidente da República,
Excelência
Senadores, Deputados, Embaixadores.
Vossa
V. Mag.ª/V. Mag.ªs Usados para os reitores das Universidades.
Magnificência
Empregado nas correspondências e textos
Vossa Senhoria V. S.ª/V. S.ªs
escritos.
Vossa
VM/VVMM Utilizado para Reis e Rainhas
Majestade
V.A.(singular) e
Vossa Alteza Utilizado para príncipes, princesas, duques.
V.V.A. A. (plural)
Vossa
V.S. Utilizado para o Papa
Santidade
Vossa
V. Ex.ª/V. Em.ªs Usado para Cardeais.
Eminência
Vossa V. Rev.m.ª/V.
Utilizado para sacerdotes e religiosos em geral.
Reverendíssima Rev.m.ªs

5. Pronome Indefinido

Empregados na 3ª pessoa do discurso, o próprio nome já indica que os pronomes


indefinidos substituem ou acompanham o substantivo de maneira vaga ou
imprecisa.

Exemplos:

Nenhum vestido serviu na Antônia. (o termo “nenhum” acompanha o substantivo


“vestido” de maneira vaga, pois não sabemos de que vestido se fala)

Outras viagens virão. (o termo “outras” acompanha o substantivo “viagens” sem


especificar quais viagens serão)

11
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Alguém deve me explicar a matéria. (o termo “alguém” significa “uma pessoa cuja
identidade não é especificada ou definida” e, portanto, substitui o substantivo da
frase)

Cada pessoa deve escolher seu caminho. (o termo “cada” acompanha o


substantivo da frase “pessoa” sem especificá-lo)

Classificação Pronomes Indefinidos


algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, nenhuns,
nenhumas, muito, muita, muitos, muitas, pouco, pouca, poucos,
poucas, todo, toda, todos, todas, outro, outra, outros, outras,
Variáveis
certo, certa, certos, certas, vário, vária, vários, várias, tanto, tanta,
tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, quantas, qualquer,
quaisquer, qual, quais, um, uma, uns, umas.
Invariáveis quem, alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, algo, cada.

6. Pronome Relativo

Os pronomes relativos se referem a um termo já dito anteriormente na oração,


evitando sua repetição. Esses termos podem ser palavras variáveis e invariáveis:
substantivo, adjetivo, pronome ou advérbio.

Exemplos:

Os temas sobre os quais falamos são bastante complexos. (“os quais” faz
referência ao substantivo dito anteriormente “temas”)

São plantas cuja raiz é muito profunda. (“cuja” aparece entre dois substantivos
“plantas” e “raiz” e faz referência àquele dito anteriormente “plantas”)

Daniel visitou o local onde nasceu seu avô. (“onde” faz referência ao substantivo
“local”)

Tive as férias que sonhava. (“que” faz referência ao substantivo “férias”)

Classificação Pronomes Relativos


o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto,
Variáveis quanta, quantos, quantas.

12
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Classificação Pronomes Relativos


Invariáveis quem, que, onde.

7. Pronome Interrogativo

Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis empregadas para


formular perguntas diretas e indiretas.

Exemplos:

Quanto custa a entrada para o cinema? (oração interrogativa direta)

Informe quanto custa a entrada para o cinema. (oração interrogativa indireta)

Quem estava com Maria na festa? ( oração interrogativa direta)

Ela queria saber o que teria acontecido com Lavínia. (oração interrogativa
indireta)

Classificação Pronomes Interrogativos

qual, quais, quanto, quantos,


Variáveis
quanta, quantas.

Invariáveis quem, que.

Preposição
Preposição é a palavra invariável que liga dois termos da oração numa relação de
subordinação donde, geralmente, o segundo termo subordina o primeiro.

Tipos e Exemplos de Preposições

Preposição de lugar: O navio veio de São Paulo.

Preposição de modo: Os prisioneiros eram colocados em fila.

13
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Preposição de tempo: Por dois anos ele viveu aqui.

Preposição de distância: A cinco quilômetros daqui passa uma estrada.

Preposição de causa: Com a seca, o gado começou a morrer.

Preposição de instrumento: Ele cortou a árvore com o machado.

Preposição de finalidade: A praça foi enfeitada para a festa.

Classificação das Preposições

As preposições podem ser divididas em dois grupos:

Preposições Essenciais – são as palavras que só funcionam como preposição, a


saber: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por,
sem, sob, sobre, trás.

Preposições Acidentais – são as palavras de outras classes gramaticais que, em


certas frases funcionam como preposição, a saber: afora, como, conforme,
consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.

Locuções Prepositivas

A locução prepositiva é formada por duas ou mais palavras com o valor de


preposição, sempre terminando por uma preposição, por exemplo:

• abaixo de, acima de, a fim de, além de, antes de, até a, depois de, ao invés de,
ao lado de, em que pese a, à custa de, em via de, à volta com, defronte de, a
par de, perto de, por causa de, através de, etc.

Combinação, Contração e Crase

Algumas preposições podem aparecer combinadas com outras palavras. Assim,


quando na junção dos termos não houver perda de elementos fonéticos, teremos
uma combinação, por exemplo:

14
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

ao (a + o)

aos (a + os)

aonde (a + onde

Por conseguinte, quando da junção da preposição com outra palavra houver perda
fonética, teremos a chamada contração, por exemplo:

do (de + o)

dum (de + um)

desta (de + esta)

no (em + o)

neste (em + este)

nisso (em + isso)

Por fim, toda fusão de vogais idênticas forma uma crase:

à = contração da preposição a + o artigo a

àquilo = contração da preposição a + a primeira vogal do pronome aquilo.

Conjunção
Conjunção é um termo que liga duas orações ou duas palavras de mesmo valor
gramatical, estabelecendo uma relação entre eles.

Exemplos:

Ele joga futebol e basquete. (dois termos semelhantes)

Eu iria ao jogo, mas estou sem companhia. (duas orações)

15
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Classificação das Conjunções

As conjunções são classificas em dois grupos: coordenativas e subordinativas.

Conjunções Coordenativas

As conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas orações independentes.


São divididas em cinco tipos:

1. Conjunções Aditivas

Essas conjunções exprimem soma, adição de pensamentos: e, nem, não só...mas


também, não só...como também.

Exemplo: Ana não fala nem ouve.

2. Conjunções Adversativas

Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos: mas, porém,


contudo, entretanto, no entanto, todavia.

Exemplo: Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor futebol.

3. Conjunções Alternativas

Exprimem escolha de pensamentos: ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, seja...seja.

Exemplo: Ou você vem conosco ou você não vai.

4. Conjunções Conclusivas

Exprimem conclusão de pensamento: logo, por isso, pois (quando vem depois do
verbo), portanto, por conseguinte, assim.

Exemplo: Chove bastante, portanto a colheita está garantida.

16
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

5. Conjunções Explicativas

Exprimem razão, motivo: que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo),
porquanto, por conseguinte.

Exemplo: Não choveu, porque nada está molhado.

17
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Conjunções Subordinativas

As conjunções subordinativas servem para ligar orações dependentes uma da


outra e são divididas em dez tipos:

1. Conjunções Integrantes

Introduzem orações subordinadas com função substantiva: que, se.

Exemplo: Quero que você volte já. Não sei se devo voltar lá.

2. Conjunções Causais

Introduzem orações subordinadas que dão ideia de causa: que, porque, como, pois,
visto que, já que, uma vez que.

Exemplo: Não fui à aula porque choveu. Como fiquei doente não pude ir à aula.

3. Conjunções Comparativas

Introduzem orações subordinadas que dão ideia de comparação: que, do que,


como.

Exemplo: Meu professor é mais inteligente do que o seu.

4. Conjunções Concessivas

Iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração


principal: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que,
por mais que, por melhor que.

Exemplo: Vou à praia, embora esteja chovendo.

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

5. Conjunções Condicionais

Iniciam orações subordinadas que exprimem hipótese ou condição para que o fato
da oração principal se realize ou não: caso, contanto que, salvo se, desde que, a não
ser que.

Exemplo: Se não chover, irei à praia.

6. Conjunções Conformativas

Iniciam orações subordinadas que exprimem acordo, concordância de um fato com


outro: segundo, como, conforme.

Exemplo: Cada um colhe conforme semeia.

7. Conjunções Consecutivas

Iniciam orações subordinadas que exprimem a consequência ou o efeito do que se


declara na oração principal: que, de forma que, de modo que, de maneira que.

Exemplo: Foi tamanho o susto que ela desmaiou.

8. Conjunções Temporais

Iniciam orações subordinadas que dão ideia de tempo: logo que, antes que,
quando, assim que, sempre que.

Exemplo: Quando as férias chegarem, viajaremos.

9. Conjunções Finais

Iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade: a fim de que, para
que.

Exemplo: Estamos aqui para que ele fique tranquilo.

19
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

10. Conjunções Proporcionais

Iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simultaneidade: à


medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto
menor, quanto melhor.

Exemplo: Quanto mais trabalho, menos recebo.

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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Anotações:
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Exercícios
Exercício 1

Qual das palavras destacadas abaixo não representa um substantivo abstrato:

a) A sua conquista se deve ao seu esforço.

b) A humildade é a sua principal característica.

c) A sua aprendizagem é bastante rápida.

d) As suas atitudes se baseiam na justiça.

e) Muitos idosos têm problemas de saúde.

Exercício 2

Os substantivos primitivos são palavras que não derivam de outras. De acordo


com isso, a alternativa abaixo que contempla um substantivo primitivo e um
derivado é:

a) anel - papel

b) pedras - rochas

c) árvores - plantas

d) sapato - sapataria

e) profissão – carreira

Exercício 3

(UFPR/2013)

Em qual dos casos o primeiro elemento do adjetivo composto não corresponde ao


substantivo entre parênteses?

a) Indo-europeu (Índia)

22
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

b) Ítalo-brasileiro (Itália)

c) Luso-brasileiro (Portugal)

d) Sino-árabe (Sião)

e) Anglo-americano (Inglaterra)

Exercício 4

(CESGRANRIO)

Assinale a oração em que o termo cego(s) é um adjetivo:

a) Os cegos, habitantes de um mundo esquemático, sabem onde ir…

b) O cego de Ipanema representava naquele momento todas as alegorias da noite


escura da alma…

c) Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool.

d) Naquele instante era só um pobre cego.

e) … da Terra que é um globo cego girando no caos.

23
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Gabarito
Exercício 1

Alternativa correta: e) Muitos idosos têm problemas de saúde.

O substantivo abstrato são palavras que indicam qualidade, sentimento, estado,


ação e conceito. Dos termos destacados acima, somente “idosos” não é um
substantivo abstrato.

Exercício 2

Alternativa correta d) sapato - sapataria

O substantivo primitivo é aquele que não deriva de outras palavras como os


substantivos derivados, que surgem de um substantivo primitivo por meio de um
processo denominado "derivação" mediante o acréscimo de letras ou sílabas.

Assim, “sapato” é um substantivo primitivo que possui o mesmo radical de


“sapataria” (-sapat). Logo, por meio do processo denominado derivação sufixal há o
acréscimo de sufixo à palavra primitiva: sapat (radical) + aria (sufixo).

Exercício 3

Alternativa correta: d) Sino-árabe (Sião)

a) ERRADA. “indo” é um elemento de formação de palavras compostas cujo


significado está relacionado à Índia ou aos indianos. Assim sendo, ele está
relacionado ao substantivo “Índia”, entre parênteses.

b) ERRADA. “ítalo” é o mesmo que “italiano”. Logo, corresponde à palavra “Itália”,


entre parênteses.

c) ERRADA. “luso” é o mesmo que “lusitano”, que significa “português”; indivíduo


de naturalidade portuguesa. Dessa forma, corresponde à palavra “Portugal”, entre
parênteses.

24
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

d) CORRETA. “sino” não é um elemento de formação de palavras compostas, trata-


se de uma palavra que possui diferentes significados, dentre eles o de instrumento
que produz som.

A palavra “Sião” refere-se ao Monte Sião. O adjetivo gentílico de quem nasce no


Monte Sião é Monte-Sionense.

Assim sendo, “sino” não corresponde ao substantivo entre parênteses.

e) ERRADA. “anglo” significa “indivíduo inglês”. Logo, corresponde ao substantivo


“Inglaterra”, entre parênteses.

Exercício 4

Alternativa correta: e) … da Terra que é um globo cego girando no caos.

A alternativa e) é a única onde a classe gramatical da palavra “cego” é adjetivo.

Na frase, “cego” está atribuindo uma característica ao substantivo “globo”.

Lembre-se de que um adjetivo atribui qualidade ou classificação a um substantivo.

Em todas as demais alternativas, o termo “cego(s)” tem função de substantivo, pois


denomina um ou mais seres.

25
Singular e plural

Singular e plural

MÉRITO
Apostilas 1
Singular e plural

Na Língua Portuguesa, há dois modos de flexão de número dos substantivos:


singular e plural.

Singular: Quando o substantivo representa apenas um ser, um objeto ou um grupo


de seres ou objetos, dizemos que ele é singular.

Plural: Quando o substantivo representa mais de um ser, objeto ou grupo de seres


e objetos, dizemos que ele é plural.

Vejamos a flexão de singular para o plural de algumas frases:

• A casa pegou fogo e ficou toda destruída.

• As casas pegaram fogo e ficaram todas destruídas.

• A viagem foi maravilhosa.

• As viagens foram maravilhosas.

• O aparador de grama queimou.

• Os aparadores de grama queimaram.

Como você pôde observar, a pluralização dos substantivos singulares modificou o


substantivo no final das palavras: 's', 'es', 'aram', 'ns'.

2
Singular e plural

Plural dos substantivos simples

1- Aos substantivos que terminam em vogal, ditongo oral e consoante 'n' devem
ser acrescidos a consoante 's' ao final da palavra.

exemplos:

herói – heróis

irmão – irmãos

plâncton – plânctons

2- Aos substantivos que terminam em consoante 'm' devem ser acrescidos as


consoantes 'ns' ao final da palavra.

exemplos:

abordagem – abordagens

modelagem – modelagens

homem – homens

3- Aos substantivos que terminam com as consoantes 'r' e 'z' devem ser acrescidos
'es' ao final da palavra.

exemplos:

hambúrguer – hambúrgueres

chafariz – chafarizes

colher – colheres

3
Singular e plural

4- Nos substantivos que terminam em 'al', 'el', 'ol', 'ul', deve ser substituída a
consoante 'l' por 'is'

exemplos:

girassol – girassóis

vogal – vogais

azul – azuis

Há duas exceções: mal – males e cônsul – cônsules.

5- Os substantivos que terminam em 'il' são pluralizados de duas formas:

a) Em palavras oxítonas terminadas em 'il':

anil – anis

juvenil – juvenis

b) Em palavras paroxítonas terminadas em 'il':

inútil – inúteis

réptil – répteis

6- Os substantivos terminados em consoante 's' fazem o plural de duas formas:

a) Em substantivos monossilábicos ou oxítonos, há o acréscimo de 'es'.

paz – pazes

algoz – algozes

4
Singular e plural

b) Os substantivos paroxítonos ou proparoxítonos são invariáveis.

férias – férias

ônibus – ônibus

7- Os substantivos terminados em 'ão' podem ser pluralizados de três formas:

a) Substituindo o 'ão' por 'es':

doação – doações

emoção – emoções

b) Substituindo o 'ão' por 'ães':

alemão – alemães

pão – pães

c) Substituindo o 'ão' por 'ãos':

cidadão – cidadãos

8- Os substantivos terminados em consoante 'x' são invariáveis

córtex - córtex

5
Singular e plural

Anotações:
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Concordância Verbal e Nominal

Concordância Verbal e Nominal

MÉRITO
Apostilas 1
Concordância Verbal e Nominal

Concordância verbal e nominal é a parte da gramática que estuda a conformidade


estabelecida entre cada componente da oração.

Concordância verbal se ocupa da relação entre sujeito e verbo, concordância


nominal se ocupa da relação entre as classes de palavras:

concordância verbal = sujeito e verbo

concordância nominal = classes de palavras

Concordância Verbal
1. Sujeito composto antes do verbo

Quando o sujeito é composto e vem antes do verbo, esse verbo deve estar sempre
no plural.

Exemplo: Maria e José conversaram até de madrugada.

2. Sujeito composto depois do verbo

Quando o sujeito composto vem depois do verbo, o verbo tanto pode ficar no
plural como pode concordar com o sujeito mais próximo.

Exemplos:

Discursaram diretor e professores.

Discursou diretor e professores.

3. Sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes

Quando o sujeito é composto, mas as pessoas gramaticais são diferentes, o verbo


também deve ficar no plural. No entanto, ele concordará com a pessoa que, a nível
gramatical, tem prioridade.

Isso quer dizer que 1.ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2.ª (tu, vós) e a
2.ª tem prioridade em relação à 3.ª (ele, eles).

2
Concordância Verbal e Nominal

Exemplos:

Nós, vós e eles vamos à festa.

Tu e ele falais outra língua?

Concordância Nominal
1. Adjetivos e um substantivo

Quando há mais do que um adjetivo para um substantivo, os adjetivos devem


concordar em gênero e número com o substantivo.

Exemplo: Adorava comida salgada e gordurosa.

2. Substantivos e um adjetivo

No caso inverso, ou seja, quando há mais do que um substantivo e apenas um


adjetivo, há duas formas de concordar:

2.1. Quando o adjetivo vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com
o substantivo mais próximo.

Exemplo: Linda filha e bebê.

2.2. Quando o adjetivo vem depois dos substantivos, o adjetivo deve concordar
com o substantivo mais próximo ou com todos os substantivos.

Exemplos: Pronúncia e vocabulário perfeito.

Vocabulário e pronúncia perfeita.

Pronúncia e vocabulário perfeitos.

Vocabulário e pronúncia perfeitos.

3
Vozes verbais

Vozes verbais

MÉRITO
Apostilas 1
Vozes verbais

As vozes verbais, ou vozes do verbo, são a forma como os verbos se apresen -


tam na oração a fim de determinar se o sujeito pratica ou recebe a ação. Elas po -
dem ser de três tipos: ativa, passiva ou reflexiva.

Voz ativa

A função das vozes verbais é indicar se o sujeito pratica ou recebe/sofre a


ação verbal de uma oração. A voz ativa é a voz verbal que indica que o sujeito da
oração pratica determinada ação.

Exemplo:

“O professor reprovou Cristiano.”

Ao analisarmos a frase, vemos que:

O professor: sujeito que pratica a ação da frase

Reprovou: verbo na voz ativa; a ação praticada pelo sujeito: reprovar Cristia-
no.

Veja mais algumas frases de exemplos de voz ativa:

• Eu comprei o carro.

• O diretor desenvolveu o software.

• Faremos a remodelação do restaurante.

• A professora repreendeu Roberto.

Voz passiva

Na voz passiva o sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas recebe a ação.

Exemplos:

• A vítima foi vista ontem à noite.

• Aumentou-se a vigilância desde ontem.

2
Vozes verbais

A voz passiva pode ser analítica ou sintética.

Formação da voz passiva analítica

A voz passiva analítica é formada por:

Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) + verbo prin -
cipal da ação conjugado no particípio + agente da passiva.

Exemplos:

• O café da manhã foi tomado por Bia logo cedo.

• A casa toda foi aspirada por nós.

• O trabalho foi feito por mim.

Formação da voz passiva sintética

A voz passiva sintética, também chamada de voz passiva pronominal (devido


ao uso do pronome se), é formada por:

Verbo conjugado na 3.ª pessoa (no singular ou no plural) + pronome apassiva -


dor "se" + sujeito paciente.

Exemplos:

• Tomou-se o café da manhã logo cedo.

• Aspirou-se a casa toda.

• Já se fez o trabalho.

Voz reflexiva

Na voz reflexiva o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo, uma vez que
ele pratica e recebe a ação.

3
Vozes verbais

Exemplos:

• A velhinha sempre se penteia antes de sair.

• Eu me cortei hoje quando estava cozinhando.

Formação da voz reflexiva

A voz reflexiva é formada por:

Verbo na voz ativa + pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos), que serve de ob -
jeto direto ou, por vezes, de objeto indireto, e representa a mesma pessoa que o
sujeito.

Exemplos:

• Atropelou-se em suas próprias palavras.

• Machucou-se todo naquele jogo de futebol.

• Olhei-me ao espelho.

Voz reflexiva recíproca

A voz reflexiva também pode ser recíproca. Isso acontece quando o verbo re-
flexivo indica reciprocidade, ou seja, quando dois ou mais sujeitos praticam a
ação, ao mesmo tempo que também são pacientes.

Exemplos:

• Eu, meus irmãos e meus primos damo-nos bastante bem.

• Aqui, os dias passam-se com muitas novidades.

• Sofia e Lucas amam-se.

4
Vozes verbais

Vozes verbais e sua conversão

Geralmente, por uma questão de estilo, podemos passar a voz verbal ativa
para a voz verbal passiva.

Ao fazer a transposição, o sujeito da voz ativa torna-se o agente da passiva e


o objeto direto da voz ativa torna-se o sujeito da voz passiva.

Exemplo na voz ativa: “Aspiramos a casa toda.”

Sujeito da ativa: Nós (oculto)

Verbo: Aspiramos (transitivo direto)

Objeto direto: a casa toda.

Exemplo na voz passiva: “A casa toda foi aspirada por nós.”

Sujeito: A casa toda

Verbo auxiliar: foi

Verbo principal: aspirada

Agente da passiva: por nós.

Observe que o verbo auxiliar "foi" está no mesmo tempo verbal que o verbo
"aspiramos" estava na oração cuja voz é ativa. O verbo "aspiramos" na oração
cuja voz é passiva está no particípio.

Assim, a oração transposta para a voz passiva é formada da seguinte forma:

Sujeito + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) conjugado no mesmo
tempo verbal que o verbo principal da oração na voz ativa + verbo principal da
ação conjugado no particípio + agente da passiva.

É importante lembrar que somente os verbos transitivos admitem transposi -


ção de voz. Isso porque uma vez que os verbos intransitivos não necessitam de
complemento, não têm objeto que seja transposto em sujeito.

5
Vozes verbais

Anotações:
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Conhecimentos específicos

CONHECIMENTOS
ESPECÍFICOS

MÉRITO
Apostilas 1
Tipos de madeira

Tipos de madeira

MÉRITO
Apostilas 1
Tipos de madeira

A madeira é uma das matérias-primas mais usadas para móveis. Isso porque
além da beleza e variedade, passa a sensação de qualidade e durabilidade e con -
fere um toque aconchegante ao ambiente.

Características de madeira para móveis

• Resistência ao ataque de fungos e cupins

• Responder bem à umidade

• Não sofrer com interferências climáticas (se a madeira expandir ou encolher


você perde o encaixe das peças)

• Não empenar com facilidade

• Maleabilidade

• Superfície fácil para lixar

• Resistência a lixamentos (não rachar)

Tipos de madeira para móveis

Mogno

Conhecido por sua coloração castanho-avermelhada, tem alta resistência e


durabilidade, podendo ser usada para cadeiras, cômodas, mesas e estantes.

O mogno é um tipo de madeira nobre e sofisticada. É resistente à ação de


fungos e cupins. O mogno, muito presente no sul do Pará, é bastante demandado
pelo mercado.

Porém, por se tratar de uma das espécies atualmente ameaçadas de extinção,


a sua extração é cercada de regras rígidas. Essas restrições fizeram com que boa
parte dos materiais comercializados sob a marca “padrão mogno” fossem compos -
tas por madeiras de outros tipos revestidas, ao fim, por uma generosa camada da
espécie nobre.

2
Tipos de madeira

Cumaru

A madeira cumaru é encontrada no norte do país e é um tipo bastante reco-


mendado para compor móveis, sobretudo em termos de resistência. No entanto,
ela pode ser difícil de ser trabalhada, devido a sua rigidez. Talvez por isso, seu uso
costuma ser restrito à fabricação de pisos.

Itaúba

Muito presente nos trópicos, sobretudo no norte do Brasil, a itaúba é altamen-


te resistente ao ataque de microrganismos. Um ponto importante diz respeito à
secagem dessa madeira, que deve ser natural. Isso porque uma secagem artificial
pode representar um risco, já que ocasiona rachaduras ao longo do uso.

Carvalho americano

Madeira dura e de moderada durabilidade. Apesar da sua rigidez, é considera-


da fácil de ser trabalhada, mas de difícil secagem. O carvalho americano não pos -
sui grande resistência a insetos e, se não houver um cuidado especial, a madeira
pode apresentar, no médio prazo, fendas e deformações.

Para ampliar a durabilidade dos móveis produzidos com esse material, é pre -
ciso ter atenção ao movimentá-los. Também deve ser reservado do calor, mantido
distante de fontes como panelas quentes.

3
Tipos de madeira

Cedro

Essa madeira apresenta tonalidade marrom avermelhada e mostra-se bastan -


te versátil. O cedro é fácil de serrar, lixar e parafusar, o que torna mais prático o
processo de montagem do móvel a que se destina. Comum na América do Sul, é
marcada por pouca permeabilidade e por apresentar secagem rápida. Sua resis -
tência ao ataque de insetos e microrganismos é considerada média.

Com relação aos cuidados com o material, a aplicação de vernizes ou selantes


transparentes é uma ótima estratégia para proteger o cedro da umidade e aumen-
tar sua vida útil. Pode-se também fazer um tratamento na peça com óleo de ce -
dro, no intuito de ressaltar sua luminosidade.

Pinus

A madeira de pinus faz parte do grupo de insumos de reflorestamento. Ela


tem como característica marcante ser macia e de textura fina. Além disso, é resis -
tente, durável e de alta qualidade.

Pinho

O pinho é um material resistente, mas não está livre de sofrer arranhões.


Trata-se de uma madeira com um custo mais alto quando comparada com outras
opções no mercado.

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Tipos de madeira

Madeira Processada ou Reconstituída

Madeira para móveis obtida da fabricação industrial de placas maciças de ma-


deira, a partir da madeira em lâminas (compensado), partículas (Aglomerado,
MDP e OSB) ou fibras (MDF, HDF e Chapa Dura), sendo aglutinadas por meio de
pressão, temperatura e/ou resinas.

Compensado

Variedade de tamanho, espessura, densidade e processos de fabricação, po-


dendo ser sarrafeado (utilizado em tapumes e portas), laminado (áreas internas),
naval (alta resistência mecânica, à água, às chamas, sendo ideal para áreas exter-
nas). É utilizado para produzir móveis das mais variadas formas.

Aglomerado

Geralmente, é utilizado na parte de trás dos móveis. Pouco maleável, baixa


densidade, baixa resistência à umidade, sendo mais barato que as demais placas.

MDF (Medium Density Fiber Board)

Apresenta aspecto homogêneo, cores diversificadas e o acabamento pode ser


fosco, brilhante ou amadeirado. Muito utilizado em processos de usinagem, por
ser maleável, indicado para produção de peças arredondadas e efeitos de baixo-
relevo. Pode ser utilizado em todo tipo de móvel.

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Tipos de madeira

HDF (High Density Fiber Board)

Painel de alta densidade, estabilidade dimensional, com superfície lisa e uni -


forme. Apresenta boa capacidade de corte e usinagem, sendo utilizado no fundo
de móveis; fundo e lateral de gavetas; nichos e painéis tipo colmeia.

MDP (Medium Density Particleboard)

Semelhante à madeira maciça, é utilizado para produção de móveis em linhas


retas e superfícies planas, que serão pintados ou revestidos. Indicado para produ -
ção de painéis decorativos, prateleiras, mesas, cadeiras, armários.

Chapa Dura

Alta resistência física e química, alta densidade, proporcionando bons acaba -


mentos. Pode ser estampada, usinada, moldada, curvada, pintada e cisalhada. Uti -
lizada para produção do fundo de armários e gavetas, móveis residenciais, de es -
critório e para a produção de paletes.

OSB (Oriented Strand Board)

Alta resistência mecânica, sendo largamente utilizado pela construção civil.


Pode ser aplicado em luminárias, mesas, cadeiras, paletes, bancadas, sofás. Apre -
senta estética diferenciada, resistência à umidade e preço acessível. É uma exce -
lente opção para quem deseja móveis planejados com baixo custo!

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Tipos de madeira

Anotações:
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Estrutura dos móveis

Estrutura dos móveis

MÉRITO
Apostilas 1
Estrutura dos móveis

Componentes de um armário aéreo

Componentes de um balcão

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Estrutura dos móveis

Componentes de uma bancada

Componentes de um roupeiro

O guarda-roupa de casal é o móvel mais importante de um quarto quando


pensamos em organização.

Geralmente um amplo guarda-roupa de casal desempenha muito bem todas


as funções indispensáveis, mas se houver espaço no quarto pode-se optar pelo
conforto de dois roupeiros individuais.

É aconselhado posicionar o móvel encostado na maior parede do quarto. Se


possível escolha um guarda-roupa que tenha comprimento semelhante à parede
para otimizar a área do ambiente. Siga alguns toques interessantes para decidir o
tamanho e número de divisórias do seu roupeiro:

• Separe as peças de roupa que você não vai mais usar e selecione todas
aquelas que permanecerão no novo guarda-roupa. Avalie com moderação o
peso da carga que o móvel irá receber para suportar o conteúdo com estabi-
lidade, sem danificar a estrutura.

• Categorize as suas peças de roupa. Reúna tipo e estilos iguais: calça com
calça, camiseta com camiseta, etc.

• Defina o número necessário de gavetas, cabideiros e prateleiras. Os guarda-


roupas maiores dispõem de lugares para guardar malas, sapatos, acessó -
rios, casacos, enfim, todas as categorias de roupas. Assim elas não ficarão
misturadas nem amarrotadas.

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Estrutura dos móveis

Parte de cima: A maioria dos roupeiros não vai até o teto, exceto quando
são modelos planejados. É a chance perfeita para preencher com inteligência esse
cantinho livre. Na parte de cima deixe bolsas, malas de viagem, travesseiros, co -
bertas e edredons. Aproveite a praticidade das caixas organizadoras para guardar
as roupas fora de estação ou que você não usa com frequência.

Maleiro: Assim como a parte de cima, o maleiro também pode receber as pe -


ças de roupa que você usa apenas de vez em quando. As malas servem como um
baú para colocar jaquetas, roupas de festa, cama e banho ou objetos em geral,
por exemplo.

Gavetas: Peças como camisetas, pijamas, cuecas e roupas íntimas são exce-
lentes para distribuir nas gavetas. É o lugar que oferece melhor visualização e dis -
posição, pois esses tipos de roupas não ficam bem em pilhas. As colmeias organi -
zadoras são indicadas para deixar tudo arrumadinho e fácil de pegar.

As gavetas são coringa na hora de acomodar todos os tipos de acessórios, re-


lógios, bijuterias, óculos, gravatas, cintos e o que mais você desejar. Quanto mais
gavetas, mais espaço para guardar itens e liberar as prateleiras para outras finali -
dades. Quer achar rapidamente o que procura? Use etiquetas para identificar o
conteúdo das gavetas.

Prateleiras: São indispensáveis para acomodar roupas com tecidos que de-
formam facilmente e peças que tenham elasticidade, como blusas de lã e sintéti -
cos. Roupas com estilo e tamanho parecido, ou de cama e banho ficam mais fá -
ceis de alcançar e enxergar quando são organizadas em uma altura confortável
nas prateleiras.

Sapateira: Se você não tem uma sapateira ou simplesmente não gosta desse
tipo de móvel, procure por um guarda-roupa de casal com espaço reservado para
calçados. E se mesmo assim não couber todos os pares, armazene-os em caixas
com aberturas para respiro ou utilize as prateleiras. Mas atenção: mantenha os
pares sempre limpos antes de colocá-los dentro do roupeiro.

Cabideiro: Um requisito para quem tem o hábito e a necessidade de usar ca-


bides é optar por um guarda-roupa com profundidade entre 55 e 60 centímetros.
Esse é o espaço onde suas roupas menos amassam e ficam mais visíveis e acessí-
veis na hora de você se trocar.

O cabideiro é indicado para quase todos os tipos e formatos de roupa, princi -


palmente peças confeccionadas em linho, cetim, seda ou tecidos estruturados.
Pode-se dizer que é o “lar” dos ternos, paletós, blazers, casacos, jaquetas, e claro,
da enorme diversidade de camisas e vestidos.

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Estrutura dos móveis

A exceção são os tecidos que esticam ou deformam com facilidade, como a


malha, o moletom e o tricô. A peça pendurada pegou o formato do cabide? Sinal
de que as prateleiras ou gavetas sejam as melhores opções para guardá-la.

Calceiro: Alguns guarda-roupas de casal oferecem esse compartimento que


melhora a disposição de todos os tipos de calças. Os mais comuns são o calceiro
horizontal com hastes fixas, projetado para acomodar calças sociais e de tecidos
leves, e o calceiro deslizante com hastes soltas, para qualquer variedade de calça.
Ambos os sistemas acomodam poucas peças e recomenda-se usar apenas uma
por haste, com o gancho (gavião) voltado para o fundo do móvel. Cintos e grava -
tas também são bem-vindos no calceiro. Calças que não amassam, como o jeans,
podem ser dobradas e guardadas em prateleiras para não ocuparem muito espaço
no calceiro e cabideiro.

Base do roupeiro

Gavetas

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Estrutura dos móveis

Visão geral do roupeiro

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Estrutura dos móveis

Anotações:
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Colagem de madeira

Colagem de madeira

MÉRITO
Apostilas 1
Colagem de madeira

Madeira de artesanato

A cola branca pode ser usada em colagens simples, desde que a madeira seja
colada internamente, não ficando exposta. Um exemplo seria ao montar uma mol-
dura para quadros ou porta-retratos.

Basta aplicar o produto nas extremidades que devem ser juntadas. É preciso
fazer pressão nos pedaços até que a cola esteja seca. Há ferramentas que ajudam
nesse processo, como o grampo sargento, também conhecido como grampo tipo
C. Ao parafusar o grampo, ele fará pressão nos pedaços de madeira, mantendo a
peça firme para que a secagem ser concluída na posição correta. A cola branca
demora cerca de 2 horas para secar na madeira.

Como colar madeira – parte interna de móveis

Um produto mais aderente que a cola amarela é a cola de marcenaria, conhe -


cida como cola amarela. Ela é ideal para móveis ou peças com ponto de junção in -
terno. Um exemplo seria a colagem de 2 placas de madeira.

Para esse tipo de processo, é preciso aplicar cola em cada placa usando um
pincel. Depois, os pedaços devem ser alinhados e fixados com a ajuda do grampo
sargento, que fará compressão. Serão necessárias pelo menos 4 ferramentas, que
ficarão em cada um dos cantos das placas, até que toda a área fique bem compri -
mida.

Colagem em peças externas Caso o projeto entre em contato com água, será
necessário utilizar cola de resorcinol, que proporciona maior adesão. Este tipo de
produto é usado em equipamentos aquáticos, portas e janelas. A forma de efetuar
a colagem em madeira segue o mesmo processo do passo anterior. A

diferença é que a cola é ativada com calor e o tempo de secagem maior, cer -
ca de 10 horas.

Principais tipos de cola para madeira

1. Acetato de Polivinila (PVA)

Esta é a mais comum. Trata-se daquela cola líquida branca que, inclusive, faz
parte do material escolar de crianças. São ideais para adesivar materiais leves à
madeira, como papéis.

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Colagem de madeira

Sua propriedade adesiva vem da ausência de água, que acontece quando ela
seca. Isso significa que, ao entrar em contato com a umidade, ela pode soltar no -
vamente. Portanto, não deve ser usada em locais propensos a estarem molhados.

2. Cianoacrilato

Também conhecido como cola instantânea, o cianoacrilato é bastante popular


por ter uma secagem rápida, já que, em apenas alguns segundos, o adesivo fica
duro.

Deve haver cuidado com o manuseio, uma vez que essa super-cola é conheci-
da por deixar dedos grudados.

3. Cola de Poliuretano

Abreviada como cola PU ou PUR, o poliuretano tem uma propriedade um tanto


particular: quando começa a secar, a reação passa a se expandir. Por isso, é muito
usadas em móveis que precisam de um preenchimento de espaço por não se en -
caixarem adequadamente.

Depois de seca, forma uma espécie de esponja dura, que é impermeável.

4. Epóxi

Bastante resistente, a epóxi é um dos tipos de cola para madeira que não
pode faltar em sua marcenaria. É ótima para projetos que precisam de preenchi -
mento de espaço, pois também são expansivas.

Porém, tenha em mente que ela precisa de preparação antes de ser usada. É
necessário fazer uma mistura entre a resina epóxi e um endurecedor, para que es-
sas propriedades sejam ativadas.

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Colagem de madeira

Anotações:
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Uso adequado de lixa

Uso adequado de lixa

MÉRITO
Apostilas 1
Uso adequado de lixa

Para que serve uma lixa?

A lixa é uma ferramenta bastante utilizada por diversos profissionais, sendo


bem diferente da lixa de unha, mas nem tanto assim.

As lixas que estamos falando aqui são papéis com “grãos de areia” colados
em um lado, e no momento em que você esfrega essa parte em um determinado
material, os “grãos de areia” fazem com que o material se desgaste, fazendo com
que isso o material fique mais lisinho.

Ou seja, o objetivo de uma lixa é polir os mais diversos tipos de materiais que
tenham uma superfície abrasiva, como por exemplo em metais e e madeira. Ou
seja, sua função não é muito diferente de uma lixa de unha, que também tem a
função de “polir” as unhas para deixá-las com a aparência desejada.

Porém não basta adquirir uma lixa qualquer, e começar a esfregar o material
esperando por resultados. É importante ter em mente que há vários tipos de lixa
no mercado, sendo cada uma delas específica para determinado material, como
para madeira, alvenaria, ferros, etc. É importante adquirir o tipo certo dependen -
do da aplicabilidade e do material com que você for trabalhar!

Uma boa maneira de começar a escolher pela lixa certa é observando sua nu-
meração!

Para lixar móveis e peças de madeira, você tem duas opções: comprar uma li -
xadeira elétrica ou folhas de lixa para realizar o trabalho manualmente. Quanto a
isso, considere o tamanho da peça e a recorrência com a qual você fará projetos
de restauração.

Só você pode decidir se vale a pena investir em uma lixadeira, considerando


seu custo-benefício, ou se o melhor mesmo é usar as folhas e investir menos di -
nheiro. Em ambos os casos, você deve entender como analisar a granulação das
lixas disponíveis no mercado para escolher aquelas adequadas ao seu trabalho.

Granulação da lixa para madeira

A granulação é a medida que caracteriza a lixa ― seja a da lixadeira ou a da


folha. Quanto menor o número, mais grossa e mais abrasiva é a lixa e, como ha-
veria de ser, quanto maior o número, mais fina e suave é a lixa.

Algo que você deve ter em mente sobre como lixar madeira é que você pode
precisar de lixas de granulações diferentes para usar em uma mesma peça. O re -
comendável é começar com uma que seja mais poderosa e ir trocando por outras
mais suaves.

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Uso adequado de lixa

O objetivo da lixa é remover sujeiras e resíduos que estão presos à madeira e


conferir-lhe um aspecto novo e lisinho. Sendo assim, se você percebe que há acú -
mulo de cera ou de camadas de tinta e verniz, pode precisar começar com uma
lixa número 90.

Por outro lado, caso a peça não esteja com tantas marcas do tempo e seja
mais delicada, o mais adequado pode ser iniciar com uma lixa número 100, por
exemplo.

É importante que você saiba que, no processo de lixamento, há uma progres -


são a ser seguida. Se você começar com a lixa 60, o interessante é seguir com
aquela que seja igual à esta lixa somada à sua metade: 60 + 30 = 90. Você vai
notar, no entanto, que não existe lixa número 90, então a solução é passar para a
lixa número 100.

Sempre que você não encontrar uma equivalente correspondente ao cálculo,


seja porque a granulação não existe ou porque o material não está disponível,
busque aquela que mais se aproxima.

Dica: para lixar madeira, é interessante que você faça uso de óculos de prote -
ção para evitar que raspas e pó atinjam seus olhos e luvas para evitar farpas!

Dicas de como lixar madeira

Agora que você já sabe o que precisa, é hora de aprender como lixar madeira.
Antes de começarmos, vale a orientação: caso se trate de um móvel com puxado-
res e portas, é necessário retirá-los para que sejam trabalhados separadamente.

Para lixar a madeira, você precisa identificar a direção de seus sulcos ou vei-
as. Já reparou que móveis e peças feitas desse material costumam ter riscos que
se assemelham à linhas? Esses riscos ― que são o que chamamos de sulcos ―
têm sempre a mesma direção horizontal ou vertical.

Isso é importante porque, para lixar madeira da maneira correta, você deve
seguir essa mesma direção. Caso se esqueça ou ignore esse detalhe, você vai
acabar riscando a madeira e tendo trabalho dobrado para deixá-la lisa.

Se você optar pela folha (e não pela lixadeira), pode acabar percebendo na
prática que usar somente a mão para correr a lixa pela madeira pode ser um pou -
co complicado. Por isso, preste atenção à próxima dica!

Pegue um pedacinho de madeira, como um toco, que seja fácil de segurar. En -


volva a folha de lixa nele e perceba como o movimento se torna mais simples e
confortável de realizar. Isso vai ajudar você a terminar a lixamento mais rápido e
sem se desgastar tanto.

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Uso adequado de lixa

Com ou sem o pedacinho de madeira para auxiliar, saiba que não é preciso
aplicar muita força. O mais importante é fazer movimentos consistentes e se certi -
ficar de não ficar por tempo demais em um mesmo ponto do móvel ou peça. As -
sim, você obtém um resultado uniforme.

Ah, não se esqueça de ir trocando a lixa por uma de granulação maior. Você
não precisa ir da lixa 60 até a 220, por exemplo. Avalie as condições da madeira
e, ao longo do processo, sinta quantas e quais trocas serão necessárias para al -
cançar o efeito esperado.

Acabamento: o que fazer depois do lixamento

Para o acabamento, é interessante fazer o lixamento final com uma lixa nú -


mero 220 ou 320 porque costumam deixar a madeira bem lisa, mesmo sem a apli -
cação de qualquer produto.

Depois, utilize um pano úmido para retirar resíduos de todo o processo e es -


colha o acabamento ideal entre cera e verniz. Caso decida pintar a peça, suspen -
da o passo de aplicação de cera ou verniz e escolha uma tinta adequada para uso
em madeira sabendo que esta deve ser aplicada em mais de uma camada.

Se seu plano é usar outros tipos de revestimento, como laca ou adesivos, con-
sulte as instruções do produto para saber como proceder após a lixamento.

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Uso adequado de lixa

Os tipos de lixa para madeira

100 a 220 → Essa lixa é indicada para novas pinturas ou para um enverniza -
mento novo, bem como para remover contaminantes e farpas;

320 a 360 → Também indicada para novas pinturas, bem como para lixar
massa a óleo e fundo nivelador, com o intuito de uniformizar a superfície;

320 a 400 → Para novas pinturas ou para repinturas. Com esta lixa você pode
lixar entre demãos de um acabamento com esmalte sintético, buscando por um
acabamento mais fino;

320 a 500 → Indicada para um envernizamento novo ou em repinturas, com


ela você pode lixar entre demãos para melhorar a ancoragem, remover farpas e
conseguir um acabamento mais fino.

Esse tipo de lixa é usada seca, em madeiras com densidades variadas, melho -
rando o acabamento antes da madeira receber a pintura. É importante aqui que
na hora de lixar a madeira você faça isso no sentido dos veios, de modo que não
tenha ranhuras.

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Uso adequado de lixa

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Manutenção da madeira

Manutenção da madeira

MÉRITO
Apostilas 1
Manutenção da madeira

Manutenção da Madeira em Pisos Internos


A madeira é um material orgânico que interage constantemente com o ambi-
ente. Isto é, ela costuma dilatar no verão e se retrair no inverno. Esse movimento
é normal e não chega a ser visível quando o piso é bem projetado.

Existem dois principais fatores que podem interferir na madeira, transforman -


do a sua coloração e o seu tamanho: a exposição à umidade e/ou ao sol. Por isso,
os assoalhos em ambientes internos costumam receber uma camada de verniz
que impermeabiliza a madeira. Isso evita que o material descole, escureça ou des -
bote.

Manutenção da Madeira de Decks Externos


A manutenção de um deck de madeira é simples, mas depende bastante do
tipo de madeira usada. O ipê e outras madeiras nobres com certeza dão menos
trabalho que o eucalipto, por exemplo. Seja como for, o material costuma escure -
cer em função da exposição às intempéries.

Algumas pessoas não se incomodam com a coloração mais acinzentada dos


decks mais antigos. Assim, uma simples limpeza periódica é o suficiente. Outras
pessoas, entretanto, querem manter a coloração original. Nesse caso, é necessá -
rio um tratamento suplementar.

Como restaurar móveis de madeira


Passo 1: Remova o pó

Passo 2: Lixe os móveis de madeira

Quando estiverem totalmente limpos e secos chegou a altura de dar uma tex-
tura macia. Utilize uma lixa de grão médio para começar e retire todos os restos
de pintura. Tente dar uma textura homogênea em todas as superfícies e, por fim,
com uma lixa de grão fino, retoque o acabamento.

Passo 3: Prepare o ambiente para envernizar móveis de madeira

Para pintar ou envernizar móveis de madeira,é recomendado proteger o piso


e as paredes. Você vai precisar de pincéis de várias grossuras ou um rolo, um ver -
niz ou tinta.

Existem muitas tonalidades de verniz, portanto escolha um que cubra total -


mente as imperfeições do móvel de madeira.

2
Manutenção da madeira

Passo 4: Envernizar os móveis de madeira

Passo a passo de envernizar móveis de madeira:

1. Mexa o verniz antes de usar

2. Coloque o pincel no verniz e retire o excesso.

3. Ao aplicar o verniz faça-o de forma suave e de forma horizontal

4. Passe uma primeira de mão na mesa e depois nas cadeiras e deixe secar

5. Uma vez secas aplique uma segunda cama de verniz

Dicas de conservação dos móveis


Água

Tome cuidado particular em torno da pia, cuba, forno e dos rodapés. Estas
áreas são as mais suscetíveis à umidade, inimigo número um da madeira. Seja
cuidadoso ao usar água para limpar os móveis. O móvel nunca deve permanecer
molhado. A água pode causar o inchamento, entortando ou manchando quando
penetra um revestimento. Enxugue a água, e outros líquidos quando derramados.

Limpeza do seu móvel: Para uma melhor conservação do produto, é indispen -


sável executar periodicamente a limpeza do mesmo.

Matéria Prima

A matéria prima utilizada na fabricação dos móveis deve ser tratada contra
fungos e cupins de fábrica. Caso o ambiente onde for instalado o móvel esteja in -
fectado, recomendamos a dedetização do local antes da instalação. Do mesmo
modo uma revisão periódica do ambiente.

Efetuando a limpeza periódica

Limpe o exterior dos móveis com um pano macio, sem fiapos. Evite usar seu
pano de louça para limpar ou secar os móveis. Ele pode conter restos de deter -
gente ou de gordura. As melhores escolhas incluem uma camisa velha, fraldas,
pano de prato, flanelas. O pano não deve ter nenhum fecho, botão, zíper ou
emenda grossa que poderia riscar as superfícies dos móveis.

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Manutenção da madeira

Não use panos que tenham bordas ou fios soltos. Estes podem prender em
lascas de madeira, nos encaixes entre as peças e acessórios. Você pode umedecer
o pano limpo ligeiramente com água morna. Limpe uma área pequena de cada
vez, secando imediatamente. Recomenda-se umedecer o pano apenas o bastante
para fazer a poeira aderir-lhe. O pano não deve estar úmido a ponto de molhar a
madeira. Se acumular água na superfície da madeira, o pano está úmido demais.

Manchas

Utilize sabão neutro suave, não alcalino e água. Seque completamente com
um pano macio e lustre levemente, seguindo o sentido da textura ou veio da ma -
deira. Após utilize lustra móveis com silicone que, além de limpar, fornece uma
camada protetora e impermeabilizante. Para limpar o interior dos móveis, simples -
mente limpe com um pano ou esponja úmidos e seque. Não utilize água em ex-
cesso. A limpeza com um pano seco é abrasiva e causará danos ao produto ao
longo do tempo. Um pano seco não removerá realmente a poeira.

Manchas de café, de gordura, sucos ou refrigerantes, por exemplo, podem le -


var a deterioração do móvel. As superficiais podem ser removidas com uso de pro -
dutos de limpezas comuns ou com polimento.

Existem no mercado, produtos específicos para tirarem manchas de gordura,


como por meio de polimento e cera. Já as manchas que penetram no filme da tin -
ta dificilmente podem ser retiradas e o móvel deve ser repintado.

Espanadores

Não use espanador de pena porque ele moverá simplesmente a poeira ao re-
dor, arremessando-a no ar. Os espanadores de pena não podem ser lavados, e
uma lasca poderia riscar a superfície do móvel se uma pena partisse. A poeira é
um material abrasivo, assim, espanar sem frequência ou de maneira imprópria
pode criar uma superfície gasta, fosca, ao longo dos anos. A poeira pode acumu -
lar-se em trincas, rachaduras e em sulcos, fazendo a madeira ter aspecto escuro e
desagradável. Este acúmulo de poeira torna-se difícil de remover.

Produtos Químicos

Detergentes e limpadores instantâneos também não devem ser usados, pois


são produtos químicos que podem danificar o acabamento do móvel. Não permita
também que o produto de limpeza do forno, por exemplo, toque em qualquer par-
te do móvel.

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Manutenção da madeira

Produtos Abrasivos

Não use, na limpeza, produtos abrasivos, pontiagudos, espátulas, tais como


palha de aço, saponáceo, etc. Evite o contato do móvel com substâncias ácidas ou
alcalinas (vinagre, sal, limão).

Puxadores

Para os puxadores, utilize somente um pano macio umedecido com água, não
utilize nenhum produto de limpeza ou abrasivo.

Vidros

Não pulverize o líquido de limpeza de vidro diretamente no vidro. Sempre pul-


verize um pouco de líquido de limpeza em um pano sem fiapos ou em uma toalha
de papel, então enxugue o vidro. Os produtos de limpeza de vidro podem danificar
o revestimento da madeira, os acabamentos dos puxadores e demais acessórios
do móvel.

Dobradiças

Não deixe acumular poeira ou gordura sobre as dobradiças e corrediças. Isto


pode prejudicar o funcionamento destes produtos. Para limpá-las utilize um pano
úmido e sabão neutro. Em regiões litorâneas, lubrifique periodicamente as dobra -
diças com silicone líquido. Tenha cuidado! Não aplique este silicone sobre a ma-
deira pois pode manchá-la.

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Manutenção da madeira

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Trabalhando com chapas de madeira

Trabalhando com chapas de


madeira

MÉRITO
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Trabalhando com chapas de madeira

Otimizar o processo do corte de chapa envolve a adoção de métodos e práti -


cas diversas, pois otimizar pode significar reduzir o consumo de chapas, tempo de
setup, quantidade de cortes, movimentação de materiais, tempo de máquina e
uma combinação destes fatores.

Em todos os casos, as dicas a seguir são bastante aplicáveis.

1 - Ajustar espessura do corte

A maioria dos processos de corte resulta em perda de material. Para o corte


com serras por exemplo, a espessura do corte deve ser maior que a espessura da
serra, devido a inclinação nos dentes da serra.

Para outros processos como o laser, oxicorte, plasma, etc se utiliza uma regra
simples de se considerar que a espessura do corte será igual a espessura da cha -
pa. Esta é uma forma simplista de fazer esta configuração e deve ser revista.

Para cada ferramenta de corte, este valor pode variar. Consulte a equipe que
faz o corte sobre esta informação e configure o software otimizador para conside -
rar esta perda em cada material que você utiliza.

No final das contas, isto faz muita diferença no resultado final e se não for
configurado corretamente, você pode terminar com um plano de corte que não
pode ser executado corretamente.

2 - Definir veio da chapa

Alguns tipos de chapas não possuem superfície lisa. Texturas, acabamentos e


veios imitam a madeira ou no caso dos metais, padrões como xadrez, escovado
etc também requerem atenção nas configurações.

3 - Escolher unidade de medida

Cada empresa ou país possui algumas unidades de medidas mais comuns.


Muitos dos utilizadores de um software otimizador de corte de chapa não estão fa -
miliarizados com software de projeto e possuem algum dificuldade em passar para
o computador as dimensões das peças e chapas.

O erro mais comum é configurar as dimensões das chapas utilizando milíme-


tros e lançar o tamanho das peças em centímetros.

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Trabalhando com chapas de madeira

Como Cortar chapas de MDF

MDF é a sigla para o inglês medium-density fibreboard, que em português se -


ria possível traduzir por “placa de fibra de densidade média”. O MDF é um deriva -
do da madeira fabricado a partir da combinação de cera, resina e fibras de madei -
ra. Embora seja parecido com o compensado, é um material bem mais denso, de
modo que o corte requer técnicas e lâminas especiais.

Proteja-se

Use luvas de proteção grossas e camisa de manga comprida. Antes de manu-


sear ou cortar a sua chapa de MDF, não se esqueça de pôr um par de luvas de
proteção para trabalho pesado e uma camisa de manga comprida grossa. Assim,
você terá ao menos uma camada de proteção contra as rebarbas do MDF e a lâmi-
na da serra. Não deixe as mangas da camisa soltas. Isso evitará que ela enrosque
na serra.

Use uma máscara contra poeira e óculos de segurança. O MDF solta uma
quantidade enorme de pó ao ser cortado. Para evitar que ele entre nos olhos ou
nas vias aéreas, use uma boa máscara contra poeira e óculos de segurança cla-
ros. O pó do MDF não é perigoso em si. O problema é a quantidade elevada, que
pode causar irritações indesejáveis.

Trabalhe numa área espaçosa e arejada. Com tanto pó, é melhor que você
corte o MDF numa área aberta ou num espaço mais arejado, como a garagem. Se
você não dispõe de um espaço assim, abra todas as portas e janelas do cômodo
em que for trabalhar, para que o pó possa sair do ambiente. Você pode até deixar
um ventilador por perto, para soprar a poeira para fora. Cubra os objetos próximos
da sua área de trabalho com plásticos ou lonas, evitando que eles fiquem sujos.

Cortes retos

Coloque o disco na serra circular. Para cortes retos no MDF, adquira uma ser -
ra circular de pelo menos 4800 rpm (rotações por minuto). Um bom disco para
corte, por sua vez, precisa ter pelo menos 60 dentes. O diâmetro dele costuma ser
de 184 mm. Para garantir mais precisão ainda, escolha um disco com dentes de
carboneto.

Você pode comprar serras circulares em depósitos de material de construção,


lojas de ferramentas e pela internet, em sites de grandes varejistas. O preço inici -
al gira em torno dos R$ 250,00 reais.

Para evitar acidentes, tire a serra da tomada antes de prender o disco.

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Trabalhando com chapas de madeira

Deixe o disco um pouco mais baixo do que a madeira. Encoste a serra circu -
lar, de lado, na lateral da chapa de MDF. Em seguida, solte a alavanca de profundi -
dade da serra e mova a base com cuidado até a lâmina ficar apenas um pouco
mais baixa do que a madeira. Quando chegar na profundidade desejada, puxe de
novo a alavanca para travar a base.

Para garantir o melhor corte, tente posicionar o disco de tal modo que a ponta
dos dentes fique entre 30 e 60 mm mais baixos do que a chapa de MDF.

Fixe a chapa de MDF numa bancada. Coloque o MDF numa bancada grande.
Caso você vá fazer o corte no meio da chapa, apoie as extremidades dela em ban -
cadas separadas ou use cavaletes. Não se esqueça de deixar a parte que você
quer cortar para fora da bancada. No caso dos cortes na parte central, apoie bem
a região perto da linha de corte, para que a chapa não ceda sobre o próprio peso.
Em todos os casos, fixe bem a chapa com sargentos.

Trace uma linha de corte. Use uma fita adesiva ou um lápis de marceneiro
para traçar, na parte de cima do MDF, uma linha de corte. Como só dá para cortar
a chapa uma vez, confira bem o comprimento da linha com uma trena ou uma fita
métrica, e o alinhamento com um nível ou um esquadro.

Se você optar pelo lápis, a linha tem que ser grossa o bastante para poder ser
vista à distância que você estará da chapa.

Faça o corte na linha marcada. Alinhe a frente da sua serra circular com o co -
meço da linha de corte. Em seguida, ligue a serra e comece a cortar o MDF, em -
purrando devagar. Faça o máximo para deixar a serra firme e para manter uma
velocidade lenta e constante.

Se a serra tremer ou pular, desligue-a e espere um minuto antes de retomar.

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Trabalhando com chapas de madeira

Cortes curvos

Consiga uma serra tico-tico com lâmina bimetal. Para fazer cortes curvos no
MDF, adquira uma serra tico-tico compatível com encaixe para lâmina padrão. Em
seguida, compre uma lâmina bimetal para cortes curvos e prenda-a no encaixe do
aparelho. Quanto mais estreita a lâmina e quanto mais dentes tiver, melhor ficará
o corte.

Uma boa serra tico-tico nova dificilmente sairá por menos de R$ 200,00 reais
nas lojas de ferramentas ou nos depósitos de materiais de construção.

Para a sua segurança, tire o aparelho da tomada antes de instalar a lâmina.

Fixe a chapa de MDF numa bancada. Coloque a chapa de madeira sobre uma
bancada robusta de tal maneira que a parte onde será o corte saia um pouco para
fora. Em seguida, use sargentos para prender a chapa nos cantos a fim de que ela
não se desloque durante o corte.

Caso você pretenda fazer um corte na parte central da chapa, apoie as pontas
da chapa sobre bancadas diferentes ou sobre cavaletes.

Trace uma linha de corte. Com um lápis, trace na superfície do MDF uma li -
nha que marque onde você quer cortar. Se necessário, use um compasso ou um
estêncil de madeira para criar curvas mais precisas.

Faça o corte na linha marcada. Posicione a base da sua serra tico-tico no co -


meço da linha de corte. Alinhe bem a lâmina com a linha de corte e ligue o apare -
lho. Vá empurrando com cuidado; o MDF é um material bastante denso, de modo
que é melhor ir avançando com calma e sem movimentos bruscos.

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Trabalhando com chapas de madeira

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Acabamento de móveis

Acabamento de móveis

MÉRITO
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Acabamento de móveis

Tipos de acabamento para madeira


Antes de escolher qual o tipo ideal de acabamento para madeira para seu pro -
jeto de marcenaria, é preciso estar atento às necessidades do cliente e às condi-
ções em que seu produto ficará exposto. Para isso, vale a pena ter uma conversa
e, até mesmo, visitar o local em que sua peça será colocada.

É importante também prestar atenção a condições como cores e texturas de -


sejadas ou desaprovadas.

1. Acabamentos à base d’água

Acabamentos à base d’água são fabricados com resinas que também podem
ser encontradas em vernizes e lacas, no entanto, esse material não exibe ingredi -
entes inflamáveis, tóxicos ou poluentes — todos foram substituídos pela água.

São fabricados, principalmente, com resina acrílica e uretânica, material mui-


to durável e resistente a riscos e à umidade. Mas cuidado! Quando expostos ao
sol, os acabamentos à base d’água podem fazer com que o móvel desbote. Podem
ser aplicados em qualquer tipo de madeira.

2. Cera

Deseja que o seu móvel tradicional exiba um acabamento natural? Ou prefere


um visual mais rústico? Para tudo isso, existe uma ótima opção: a cera.

A cera é um material barato e muito acessível. Pode ser aplicada em móveis


de madeira ou de pedra como ardósia e quartzo que, depois da aplicação do pro-
duto, passam a exibir uma superfície acetinada. É possível encontrar diferentes ti -
pos de cera no mercado, tanto naturais como sintéticas.

As ceras sintéticas são indicadas para peças decorativas, já as naturais, para


utilitários de cozinha, como em cabos de talheres, vasilhames e tábuas de corte
decorativas. Ao finalizar um projeto, muitos marceneiros combinam diferentes ti -
pos para criar um acabamento personalizado.

Também é possível criar uma cera exclusiva ao combinar alguns ingredientes


simples como a parafina, o breu e a cera de abelha. Conhecida por ser um ótimo
impermeabilizante, a cera exige certos cuidados durante a aplicação. Além disso,
após essa etapa, é preciso lustrar o móvel com atenção.

Fique atento! Móveis encerados precisam receber manutenção periódica.


Além disso, a cera não protege o material contra os efeitos nocivos do sol e nem

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Acabamento de móveis

da oxidação, o que pode fazer com que a madeira do móvel mude de cor com o
passar dos anos.

3. Goma laca

A goma laca, também conhecida como casca de barata, é um tipo de acaba -


mento para madeira muito semelhante ao verniz. Pode ser usada em móveis, es -
quadrias e pisos que não ficarão expostos ao sol e a chuva.

Apresenta propriedades impermeabilizantes e exige certa habilidade para ser


aplicada. Além disso, a goma laca pode exibir manchas caso a superfície do móvel
entre em contato com solventes, perfumes e até mesmo bebidas como vinho e
café.

4. Óleo de linhaça

Muito usado na fabricação de massa de vidraceiro ou na proteção de utensí -


lios de cozinha, o óleo de linhaça pode ser aplicado em móveis, portas, janelas e
pisos, que passam a ter um acabamento levemente acetinado.

O material ressalta os veios da madeira e é de fácil aplicação, mas ele tam -


bém torna a superfície amarelada com o passar do tempo. É muito resistente a
chuva, mas a exposição ao sol torna o material mais escuro.

5. Óleo de peroba

Um dos tipos mais populares de acabamento para madeira, o óleo de peroba


também é usado como lustra móveis. Tem um cheiro levemente adocicado, é mui-
to fácil e rápido de aplicar.

Ao contrário de outros óleos como o tungue, é pouco gorduroso. É importante


lembrar que esse tipo de acabamento não protege contra os raios solares e intem -
péries, portanto é recomendado para móveis internos.

6. Óleo mineral

Muito usado em móveis e utensílios de cozinha, é fácil e rápido de aplicar.


Não altera a cor da madeira e oferece uma boa impermeabilização. Para um me -
lhor acabamento, é preciso passar de duas a três demãos.

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Acabamento de móveis

7. Óleo tungue

Ideal para móveis que possuem um acabamento acetinado e cortes limpos,


pode ser usado tanto em peças de madeira quanto em esquadrias ou utilitários de
cozinha.

O óleo tungue é tipo de acabamento para madeira fácil de aplicar. No entanto,


caso seja aplicado em excesso, pode deixar o móvel com uma textura pegajosa.
Exige pouca manutenção e é muito resistente a chuva e ao sol. Altera sensivel -
mente a tonalidade da madeira e tem um cheiro desagradável, muito semelhante
ao óleo de cozinha usado.

8. Resina acrílica

Ideal para móveis e objetos de madeira de linhas retas, é um tipo de acaba -


mento para madeira de alto rendimento. Existem duas versões, uma solúvel em
solvente e outra solúvel em água, que não tem cheiro forte e é menos espessa.

Protege bem contra a umidade, no entanto, não é o acabamento para madei -


ra ideal para móveis que ficarão expostos ao sol. Pode ser usada em qualquer tipo
de madeira, mas apresenta melhor resultado em materiais pouco porosos.

9. Resina epóxi

Proporciona um resultado moderno — peças com acabamento em resina epóxi


exibem uma superfície extremamente brilhante, semelhante a um espelho. Ideal
para peças lisas e planas como mesas, prateleiras e bancadas.

Também pode ser usada no acabamento de instrumentos musicais, como gui -


tarras, violinos, violoncelos e pianos. É muito resistente à umidade, no entanto,
assim como a resina acrílica, se desbota ao ser exposta aos raios UV do sol. Justa -
mente por sua resistência à umidade, depois de seca, só é possível retirá-la atra -
vés de raspagem mecânica – então é preciso ter muito cuidado e atenção na hora
de aplicar.

10. Seladora e fundo transparente (PU)

Tintas e primers de poliuretano – PU – são muito usados na pintura automoti -


va, principalmente em restaurações ou retoques de carros e peças antigas.

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Acabamento de móveis

Na marcenaria, esse tipo de acabamento para madeira pode ser usado tanto
como base para o verniz transparente de poliuretano quanto como acabamento.
Possui brilho acetinado. Em regra, fecha totalmente os poros da madeira que, de -
pois da aplicação,exibe uma superfície lisa. Ideal para móveis clássicos, de linhas
retas ou orgânicas. Além disso, peças de fundo PU podem ser polidas facilmente.

11. Seladora nitrocelulose

A seladora nitrocelulose é um tipo de acabamento para madeira que pode ser


usado para finalizar a peça ou como base para a aplicação do verniz nitrocelulose.
É fácil de aplicar e tem um rendimento bastante elevado, mas não é indicada para
móveis que ficarão expostos às intempéries.

Deve ser usada somente em móveis e objetos de uso interno. É um bom im -


permeabilizante, contudo, móveis com esse acabamento podem exibir manchas
caso entrem em contato com solventes, perfumes e bebidas. Pode ser usada em
qualquer tipo de madeira maciça.

12. Stain

Também conhecido como impregnante, o stain é um tipo de acabamento ideal


para madeiras que têm poros abertos.

Após a aplicação, o stain penetra na madeira, selando a peça. É de fácil ma -


nutenção, já que uma nova camada pode ser aplicada diretamente sobre a antiga
sem necessidade de remoção.

É muito resistente às intempéries, por isso é mais comum no acabamento de


móveis para a área externa da casa. Pode desbotar com o passar dos anos. Exis -
tem duas versões: a translúcida e a colorida, que permite modificar sensivelmente
a tonalidade da madeira.

13. Verniz marítimo

Como o nome indica, é um tipo de acabamento para madeira usado, principal -


mente, em barcos e em produtos de uso náutico.

Também é muito utilizado no acabamento de móveis para uso interno, como


bancos, janelas, mesas, bases de sofás, racks e cadeiras que exibam acabamento
mais natural, mas é visualmente pouco atraente.

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Acabamento de móveis

A aplicação é fácil e rápida, no entanto, o verniz marítimo altera sensivelmen -


te as cores da madeira. Sua manutenção é mais complexa, uma vez que uma
nova aplicação exige que se lixe toda a superfície até que a primeira camada de -
sapareça.

14. Verniz nitrocelulose

Deseja um móvel levemente fosco? Brilhante? Ou quem sabe incolor? O verniz


nitrocelulose possibilita todos esses acabamentos. É barato e fácil de aplicar.

É mais comumente usado em móveis e objetos de uso interno já que é pouco


resiste ao sol e a umidade. Além disso, superfícies envernizadas passam a exibir
manchas quando entram em contato com alguns tipos de solventes como álcool
ou perfume.

15. Verniz PU

O verniz PU serve de base para tintas de pintura automotiva. Pode ser usado
sobre qualquer madeira. Valoriza ainda mais as qualidades da peça, destacando
suas linhas e texturas.

Ideal para projetos de móveis que exibam acabamento moderno e que preci -
sam resistir a arranhões ou à exposição a produtos químicos como mesas, cadei -
ras e bases de sofás. Não mancha e não altera a cor da madeira, mesmo quando o
móvel permanece exposto ao sol por longos períodos.

A aplicação desse tipo de acabamento para madeira, no entanto, exige certa


habilidade e o uso de equipamentos específicos. Não deve ser aplicado com pin -
cel, pois o melhor resultado é obtido com uma pistola de tinta. Também exige o
uso de equipamentos de proteção individual.

Pode ser lixado ou polido. Já a manutenção é mais cuidadosa, uma vez que
exige que toda o verniz seja retirado antes de uma nova aplicação.

FF – Finish Foil

É raro ser utilizado em móveis planejados. Geralmente é mais usado em mó -


veis prontos e de preços mais acessíveis em lojas populares. O revestimento Fi-
nish Foil é feito com papel produzido em rotogravura ou flexogravura e o acaba -
mento necessário. O Finish Foil é obtido após a prensagem do papel impresso so -
bre a chapa de madeira aglomerada ou MDF. Devido à temperatura do processo
de prensagem (120 – 150 oC) e a imperfeição da superfície das chapas de madei -

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Acabamento de móveis

ra onde o papel é colado, os acabamentos brilhantes em FF ficam prejudicados e


não alcançam um alto brilho. Onde se deseja um acabamento com alto brilho em
FF é necessário aplicar um verniz de acabamento após a prensagem do papel na
chapa de madeira.

Melamínico de BP (Laminado de baixa pressão)

É considerado de média resistência a abrasão, por isso, é menos utilizado em


tampos de mesas e armários de cozinha, sendo mais empregado na “caixa” dos
móveis destinados a estes cômodos. No laminado de Baixa Pressão, o papel deco -
rativo impregnado com resina melamínica é levado a uma prensa plana na qual
sofre os efeitos de temperatura e pressão, fundindo o papel ao painel. Não con-
tém nenhum filme de proteção, ficando a superfície do papel decorativo protegido
somente pela resina. Ainda assim é considerado melhor que o FF, já que risca e
mancha menos que ele.

Melamínico de AP

Considerado muito mais resistente do que o melamínico de BP e o FF. Embora


os papéis utilizados para Alta Pressão são os mesmos que para BP, o que difere é
que o papel é prensado com temperatura e pressão superior, tendo entre ele e o
painel várias folhas de papel Kraft com resinas que dão maior resistência à umida -
de. Além disso tem maior resistência à abrasão e impactos, por isso é o mais indi -
cado para cozinhas e banheiros. Hoje em dia existem até os laminados de alta
pressão já com cola adesiva para facilitar o processo de acabamento da madeira.

Vidro

O vidro tem sido muito utilizado principalmente em portas e gavetas de cozi -


nhas por ser fácil de limpar e ter uma imensidade de opções de cores, desenhos e
estampas. Dá um ar moderno a qualquer ambiente e ainda possui a opção brilho
ou fosco.

Metacrilato

Se você quer um ambiente moderno com móveis de alto brilho, lisinhos e que
durem por mais tempo, escolha o acabamento em metacrilato! Ele lembra o vidro
ou móveis de laca em alto brilho mas com a diferença que é um polímero termo -
plástico, da família dos acrílicos e o brilho é muito maior. É fácil de limpar, pode

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Acabamento de móveis

ser polido, não mancha, nem perde sua coloração e pode ser produzido na mesma
cor de outras partes do ambiente como gavetas, portas e até eletrodomésticos.
Também é possível encontrar o metacrilato na forma transparente para divisórias
e gavetas internas.

Tamponamento

Tamponamento nada mais é que colocar bordas extras ao móvel deixando-o


mais robusto e elegante. Coloca-se uma caixa interna já com acabamento de lami-
nado e com espessura menor para fazer o armário e por fora ele é revestido com
madeira de espessura maior também com acabamento. Essa técnica também é
conhecida como borda de armários. Geralmente a parte interna é escolhida em
branco e a externa no tom de madeira, vidro, espelho ou em alguma cor mais for -
te para contrastar e evidenciar o tamponamento. Mas também é usado na mesma
padronagem tanto dentro quanto fora, fica ao seu gosto mesmo. Apesar de pare -
cer que o armário fica mais reforçado, isso não influencia nas prateleiras internas
por exemplo e nem na resistência à impactos.

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Acabamento de móveis

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Traçagem

Traçagem

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Traçagem

O que é traçagem

Toda peça a ser montada e criada necessita de um projeto, que começa com
um desenho, que não é aleatório. Ele parte de medidas geométricas e busca uma
funcionalidade requerida como objetivo e razão de ser da peça a ser criada, por -
que tudo na indústria deve ser útil ao resultado final do projeto, ao produto a ser
criado.

Por meio de cálculos aritméticos precisos e desenho industrial, a peça a ser


fabricada é primeiro desenhada por técnicos industriais para depois ser transfor -
mada em objeto prático, por meio do uso de ferramentas e acessórios próprios
para traçagem (esquadros, réguas, compasso, riscador, sargentos etc.); e claro,
há softwares no mercado que facilitam este trabalho de traçagem.

Ou seja, a traçagem é a criação de toda a parte do desenho da peça, dos cál -


culos a “miniatura da peça” que ajuda a ter uma visão final do projeto, ajudando o
caldeireiro a entender os cuidados, as indicações da ordem de serviço, o recobri -
mento superficial, acabamento superficial etc. do projeto.

Os traçados nada mais são então do que um esboço do projeto final, feito por
meio de cálculos e orientações do próprio caldeireiro.

Check-list da traçagem

Abaixo você pode conferir um check-list do que é conferido na traçagem de


uma peça:

• Leitura e interpretação de desenho técnico;

• Unidades de medidas;

• Características, funções e manejos de materiais e instrumentos;

• Caligrafia técnica;

• Figuras e sólidos geométricos;

• Perspectiva;

• Projeções: definição, tipos de linhas, planos de projeção e vistas;

• Cotagem;

• Supressão de vistas;

• Escala;

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Traçagem

• Cortes;

• Rugosidade superficial;

• Componentes padronizados;

• Tolerância: dimensional e geométrica

• Normas;

• Simbologias;

• Traçado de Caldeiraria

Dicas de como começar a projetar móveis

1) Pegue uma folha grande e comece

A melhor forma de começar a projetar móveis é arregaçar as mangas e inici -


ar! Para isso, pegue uma folha grande, faça linhas retas a mão livre. Explora tanto
seu traço horizontal quanto vertical ou diagonal!

2) Não pare no meio do caminho

Para treinar essas linhas contínuas, faça um ponto inicial e um final. Assim, o
traço fica mais alinhado. É importante não hesitar ou parar no meio do caminho
porque diminui as chances das linhas ficarem tortas

3) Aposte no papel manteiga

Você não sabe ainda como começar um desenho? A melhor técnica é pegar
um papel manteiga e colocar a imagem de um ambiente que você deseja projetar.
Como móveis e decoração têm tudo a ver, vai ser fácil. E então, vai desenhando
por cima. Isso é uma forma interessante de treinar o traço

4) Comece a desenhar os móveis

Depois, o que acha de começar a treinar o desenho dos móveis? Vá criando


um criado mudo, uma cômoda, uma cama…

Essa dica pode parecer meio difícil, mas, na realidade, ajuda a testar os movi -
mentos e as linhas diferentes.

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Traçagem

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Ferramentas de marcenaria

Ferramentas de marcenaria

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Ferramentas de marcenaria

As ferramentas para marcenaria destinam-se, praticamente todas, ao trabalho


com madeira e, de acordo com seu uso, podemos separá-las em alguns grupos:

De corte: serras e serrotes diversos. São lâminas dentadas, com diferentes


formatos e tipos de cabo que seccionam as fibras da madeira permitindo o corte
da peça.

De desbaste: plainas que, mediante o uso de uma lâmina afiada, retiram ca-
madas superficiais da madeira.

De furação: brocas, furadeiras, bedames, cuja função é fazer aberturas na


madeira.

De percussão: martelos de metal, de borracha, de nylon, maços de madeira


ou metal, etc., que se destinam a bater em pregos, no cabo de outras ferramen-
tas, em superfícies ou auxiliar nos encaixes. O martelo é praticamente indispensá -
vel no uso de algumas ferramentas como formões e goivas.

De entalhe: formões, bedames e goivas, cuja função é a de abrir cortes na


madeira para fazer encaixes ou modificar sua superfície.

Ferramentas auxiliares: Bancada, grampos, sargentos, prensas, esquadros,


marcadores e outras tantas que criam condições para que as ferramentas princi -
pais possam ser utilizadas.

Trena, esquadros e réguas

Uma das partes mais importantes do trabalho com madeira é tirar medidas,
tanto do comprimento e largura quanto de ângulos. Se não fosse assim, você teria
o dobro de esforço para encaixar duas ou mais peças. Para isso servem ferramen -
tas como as trenas, réguas e os esquadros, que ajudam a separar todas as placas
e peças de acordo com o projeto que será realizado.

Em primeiro lugar, você não precisa necessariamente ter uma trena de 5 ou


10 metros, a menos que trabalhe com peças desse tamanho. Nesse caso, compre
uma ou duas desse tipo. Para a maioria dos móveis e pequenos objetos, uma tre -
na de 3 metros já deve ser mais que o suficiente para a maior parte dos seus tra -
balhos.

Réguas e esquadros de metal também são muito bem-vindos. Você vai preci -
sar de alguns desses quando for demarcar o contorno de algum corte ou medir a
distância entre dois furos que pretende fazer.

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Ferramentas de marcenaria

Graminho

Uma marcação precisa na madeira é uma parte importante do trabalho de


marcenaria, mas as réguas e esquadros nem sempre são o suficiente para algu -
mas dessas marcações. Por exemplo, na hora de traçar linhas paralelas à borda da
placa. Pode parecer algo muito específico, mas você fará isso com muita frequên -
cia no seu cotidiano.

Para isso serve o graminho. Ele é, basicamente, uma régua com um marcador
de aço ou um espaço onde pode colocar um lápis ou lapiseira. Então, você coloca
o graminho na lateral, trava o marcador na distância que você precisa e começa a
traçar uma linha paralela à borda da madeira sem dificuldades.

Outra coisa que você precisa saber: se você tiver tempo, pode fazer seu pró-
prio graminho com pequenas peças de madeira e uma agulha de metal. Não é
algo tão difícil e não exige ferramentas complexas.

Jogo de formões

Quando se trata de precisão e pequenos ajustes, um serrote não costuma ser


o instrumento mais preciso à sua disposição. Dentre as ferramentas para marce -
naria, os formões são os melhores para fazer os pequenos cortes de acabamento
ou de entalhes que os clientes tanto buscam em um bom trabalho.

Apenas para relembrar, um formão, também chamado de “cinzel”, é um ins -


trumento de corte manual com uma lâmina bem afiada na ponta, no formato de
uma chave de fenda. Com a ajuda de um martelo e um pouco de prática, você
pode fazer fendas e cortes bem pequenos para adicionar detalhes em móveis ou
ajustar encaixes.

Fique atento à qualidade do seu jogo de formões! Os mais baratos são melho -
res para desfazer coisas, cortar cordas e arames. Se você quiser fazer um traba -
lho de entalhe, vai precisar de um conjunto de 6, 12 e 18mm com alta durabilida -
de.

Riscadores

Dentro da sua marcenaria, você deve ter que trabalhar com vários tipos de
materiais, tanto pelas suas funcionalidades e qualidades quanto pela sua cor e
aparência. Cada cliente e projeto terão uma demanda diferente. E para fazer a
marcação em algumas dessas madeiras, você vai precisar dos riscadores.

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Ferramentas de marcenaria

Por que isso seria necessário? Simples: alguns tipos de madeira são muito es -
curos ou têm veios muito marcados, o que dificultaria visualizar uma marca feita
com lápis. Porém, uma fenda é sempre visível ou mesmo palpável nessa super -
fície. Dessa forma, você encontrará sua marcação com mais facilidade.

Claro que você não precisa restringir os riscadores apenas a quando o lápis
não for o suficiente. Você pode usá-lo em qualquer projeto, especialmente para
marcar pontos de furos. Lembre-se apenas de manter o riscador afiado, pois o
desgaste pode inutilizá-lo bem rápido.

Plaina

Em qualquer peça, você vai precisar que a superfície esteja nivelada, lisa e
sem marcas de serrote. Se houver algum problema nesse ponto, pode ser mais di -
fícil fazer alguns encaixes ou a peça vai ficar com um acabamento muito ruim. Fe-
lizmente, existem ferramentas para marcenaria dedicadas a isso, como as plainas.

Como o nome já diz, essa ferramenta serve para aplainar a superfície da ma-
deira, fazendo cortes rentes e bem finos. O resultado serão placas bem mais sua -
ves. E você pode usar a plaina tanto em peças planas quanto curvas.

Existem, basicamente, dois tipos de plaina: a manual e a elétrica. Aquela que


você mais precisa vai depender do tamanho da sua marcenaria e do projeto no
qual você está trabalhando. Cortes pequenos e peças menores não exigem muito,
mas se cada placa de madeira tiver 2 metros de largura, então é melhor ter uma
eletrônica para dar conta do serviço mais rápido.

Serras

Já falamos um bocado dos serrotes até agora, então é óbvio que eles também
são fundamentais em qualquer oficina. Você certamente terá uma ou mais dúzias
deles. Cada um tem um tamanho e tipo diferente, adequado para cada tamanho
de peça, peso e porte do projeto. Se necessário, tenha mais de um de cada tipo.

Se você tiver o serrote certo para o tipo de madeira que está usando, vai eco-
nomizar bastante seu tempo e energia. Algumas nem precisam ser lixadas depois
do corte! O modelo japonês, por exemplo, é bem eficiente para facilitar esse tra -
balho.

Além disso, é bom lembrar que existem os modelos manuais e os cortadores


elétricos. Para projetos muito grandes ou complexos, você via precisar de um cor -
tador elétrico, ou levará tempo demais só para separar as partes. Em peças me -

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Ferramentas de marcenaria

nores, por outro lado, não há tanta dificuldade, então o tipo manual já é suficien -
te.

Grampos

Placas de madeira que ficam balançando enquanto você corta, cola e prega
são um verdadeiro pesadelo para qualquer marceneiro. Ou você precisaria ajustar
a posição de tudo a cada segundo ou todas as peças ficariam fora do lugar no pro -
jeto final. Nenhuma das opções é boa para você nem para o seu cliente.

Felizmente, também existem ferramentas para marcenaria que resolvem esse


problema, como os grampos. Claro que eles não são como os de papel, mas sim
uma trava usada para prender a placa de madeira à sua mesa de trabalho (não é
um instrumento propriamente dito, mas é bom lembrar de ter um também). Dessa
forma, qualquer corte ou montagem fica mais prático e preciso.

A quantidade e o tamanho dos grampos varia de acordo com o projeto, mas,


como regra, quanto mais deles você tiver, melhor. Também é uma boa ideia bus -
car os modelos de aperto rápido, que são mais fáceis de manusear e permitem
um trabalho mais rápido. Alguns ainda têm cabeças reversíveis, permitindo que
você o use como um mini macaco.

Lixadeira

O acabamento é uma das partes mais importantes do processo de construção.


Mesmo que esteja tudo devidamente encaixado, você ainda precisa tirar aquelas
farpas, dar uma cor melhor e evitar o atrito entre as partes móveis, como é o caso
de gavetas e portas. Para isso servem as lixadeiras.

Como o nome já diz, elas ajudam a lixar a superfície da madeira com muito
mais facilidade do que uma lixa normal. Alguns modelos eletrônicos, onde um mo-
tor faz a lixa girar em alta velocidade, são essenciais para entregar projetos maio -
res dentro do prazo esperado. Podem ser um pouco mais caras, mas ainda valem
o investimento.

Apenas fique atento à sua durabilidade. Assim como qualquer peça, as lixas
também se desgastam, especialmente quando são usadas em madeiras muito
rígidas e densas. Sempre tenha algumas de reposição.

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Ferramentas de marcenaria

Furadeira

Uma das ferramentas para marcenaria mais comuns em qualquer caixa de


ferramentas, seja ela profissional ou pessoal. E não é sem motivo, pois uma fura -
deira é sempre útil na hora de montar qualquer móvel. Sem os furos adequados,
não há como fazer os encaixes corretos dos parafusos, cavilhas nem de outras pe-
ças importantes.

Diferente da maioria dos itens que listamos aqui, a furadeira é eletrônica ape-
nas. Você não vai querer abrir os buracos nas peças manualmente. Levaria tanto
tempo e esforço que cada móvel precisaria do dobro do tempo para ser finalizado
e entregue ao cliente.

Existem modelos de furadeiras mais simples, com menos opções de brocas e


mais compactas, que normalmente são usadas em obras domésticas e ajustes fei-
tos em domicílio. Para sua marcenaria, vale a pena investir em um modelo mais
versátil, com mais opções de broca e até funções alternativas.

Parafusadeira

Depois que os buracos são feitos com sua furadeira, você provavelmente vai
precisar de uma parafusadeira para colocar tudo no seu devido lugar. Mesmo que
o espaço seja, para todos os efeitos, adequado ao tamanho do parafuso, é bem
provável que você precise fazer um furo menor. E depois forçá-lo um pouco para
que o encaixe fique bem firme.

Você pode pensar na parafusadeira quase como uma furadeira. Ela tem o
mesmo formato e estrutura básicos, mas é focada em gerar mais força e girar um
pouco mais devagar. Dessa forma, um parafuso bem grande ainda pode perfurar a
superfície da madeira, criando o espaço necessário para se fixar.

Você não terá tantos problemas de desgaste com essa peça como teria com
as lixas e as brocas. Apenas fique atento ao uso do motor e busque manutenção
quando ele começar a perder potência.

Malho

Apesar de toda a tecnologia incluída em algumas ferramentas para marcena -


ria, a boa e velha força bruta ainda é necessária em diversas partes do seu traba -
lho. Mesmo em ajustes finos e detalhados. É nesse ponto que você deve incluir o
martelo de madeira, também chamado de “malho”, em sua caixa de instrumen-
tos.

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Ferramentas de marcenaria

O martelo de metal pode até ser o mais popular para o grande público. Mas
ele tende a deixar mais ranhuras na madeira caso você martele sobre uma placa
para forçar um encaixe. Como o malho é mais leve e macio, ele apenas empurra
gentilmente a placa e a coloca no lugar.

Além disso, ele também é muito mais usado junto aos formões e aos riscado -
res para criar detalhes. Por ser mais leve, ele permite que você faça ranhuras
mais precisas na superfície da madeira. E contribui bastante com entalhes e pe -
quenos ajustes.

Nível

Você certamente se lembra daquele tipo de régua com vários tubos com um
líquido e uma bolha dentro. Esse é o nível, muito usado para avaliar e ajustar o ni -
velamento de cada placa. Mais uma vez, uma ferramenta indispensável em qual-
quer marcenaria profissional, independente de seu porte.

Enquanto você elabora seus projetos, vai precisar de algo para verificar a po -
sição e alinhamento de cada placa na superfície. Se elas estiverem desalinhadas,
então algo não foi encaixado direito e você vai precisar fazer ajustes antes de en -
tregar o móvel ao cliente.

Colocando o nível sobre a superfície, a posição da bolha já dá uma boa ideia


dessa conformidade. Se você combiná-lo com os esquadros e réguas de metal,
não será difícil manter tudo sob controle.

Apenas lembrando que, com o tempo e novas pesquisas, cada uma dessas
ferramentas é aprimorada. Além de haver novas tecnologias disponíveis no mer -
cado. Acompanhe sempre estas mudanças e você logo encontrará algo para facili -
tar ainda mais o seu trabalho.

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Ferramentas de marcenaria

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Ferramentas de marcenaria

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Ferramentas de marcenaria

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Ferramentas de marcenaria

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Meio Ambiente e Recursos Naturais

Meio Ambiente e Recursos


Naturais

MÉRITO
Apostilas 1
Meio Ambiente e Recursos Naturais

O meio ambiente é o local onde se desenvolve a vida na terra, ou seja, é a


natureza com todos os seres vivos e não vivos que nela habitam e interagem.

Em resumo, o meio ambiente engloba todos os elementos vivos e não-vivos


que estão relacionados com a vida na Terra. É tudo aquilo que nos cerca, como a
água, o solo, a vegetação, o clima, os animais, os seres humanos, dentre outros.

Preservação Ambiental

A preservação do meio ambiente faz parte dos temas transversais presentes


nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's).

O seu objetivo é incitar nos estudantes a importância de preservar o meio am -


biente e os problemas causados pela intervenção humana na natureza.

Preservação ambiental é a proteção sem a intervenção humana. Significa a


natureza intocável, sem a presença do homem e sem considerar o valor utilitário
e econômico que possa ter.

Conservação ambiental é a proteção com uso racional da natureza, através


do manejo sustentável. Permite a presença do homem na natureza, porém, de ma -
neira harmônica.

Um exemplo de áreas de conservação ambiental são as unidades de conser-


vação. Elas representam espaços instituídos por lei que objetivam proteger a bio -
diversidade, restaurar ecossistemas, resguardar espécies ameaçadas de extinção
e promover o desenvolvimento sustentável.

Meio Ambiente e Sustentabilidade

Atualmente, as questões ambientais envolvem a sustentabilidade. A sustenta -


bilidade é um termo abrangente, que envolve também o planejamento da educa-
ção, economia e cultura para organização de uma sociedade forte, saudável e jus -
ta.

A sustentabilidade econômica, social e ambiental é um dos grandes desafios


da humanidade.

O termo sustentabilidade surge da necessidade de aliar o crescimento econô -


mico com a preservação ambiental.

A essa nova forma de desenvolvimento, damos o nome de desenvolvimento


sustentável. Ele tem como conceito clássico ser aquele que atende às necessida -

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Meio Ambiente e Recursos Naturais

des do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atende -


rem as suas próprias necessidades.

Para que o desenvolvimento sustentável seja uma realidade é necessário o


envolvimento de todas as pessoas e nações do planeta. As ações vão desde atitu -
des individuais até acordos internacionais.

Meio Ambiente no Brasil

No Brasil, a Política Nacional do Meio Ambiente, Lei nº 6.938, de 31 de Agosto


de 1981, define os instrumentos para proteção do meio ambiente. É considerada o
marco inicial das ações para conservação ambiental no Brasil.

Através dela, o meio ambiente é definido como:

"o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física e bio -


lógica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas".

A Política Nacional do Meio Ambiente tem como objetivo a preservação, me-


lhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida.

Também visa assegurar condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos


interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana.

A Constituição Federal Brasileira também possui um artigo que trata exclusi -


vamente do Meio Ambiente. O artigo 225 cita que:

“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de


uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida...”

Outras leis ambientais importantes que protegem os recursos naturais brasi-


leiros e promovem ações voltadas à conservação e melhoria da qualidade de vida
são:

• Política Nacional da Educação Ambiental - Lei nº 9.795 de 1999.

• Lei de Crimes Ambientais - Lei n.º 9.605 de 1998.

• Política Nacional de Recursos Hídricos - Lei nº 9.433 de 1997.

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Meio Ambiente e Recursos Naturais

O órgão responsável pelas ações e políticas ambientais no Brasil é o Ministé-


rio do Meio Ambiente (MMA).

Acordos Internacionais

Dada a urgência e a preocupação mundial com os problemas ambientais e os


impactos dele decorrentes, surgiram vários acordos e tratados internacionais. Eles
propõem novos modelos de desenvolvimento, redução da emissão de gases polu -
entes e conservação ambiental.

A preocupação ambiental vem sendo tratada no âmbito internacional desde a


realização da Conferência de Estocolmo, em 1972. Após isso, ganhou novamente
destaque na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvi -
mento (RIO-92 ou ECO-92), com a aprovação da Agenda 21.

Outros importantes tratados e acordos internacionais voltados ao meio ambi-


ente são:

• Protocolo de Montreal: objetivo de reduzir a emissão de produtos que


causam danos à camada de ozônio

• Protocolo de Kyoto: objetivo de mitigar o impacto dos problemas ambi-


entais, por exemplo, das mudanças climáticas do planeta terra.

• Rio +10 - Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável: defini-


ção de ações voltadas para a preservação ambiental e aspectos sociais,
especialmente de países mais pobres.

• Rio +20 - Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável:


reafirmação do desenvolvimento sustentável aliado à preservação am-
biental.

• Acordo de Paris: objetivo de conter o aquecimento global e reduzir as


emissões de gases do efeito estufa.

• Agenda 2030: objetiva orientar as nações do planeta rumo ao desenvol-


vimento sustentável, além de erradicar a pobreza extrema e reforçar a
paz mundial.

Educação Ambiental

A educação ambiental corresponde aos processos por meio dos quais o indiví -
duo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitu -
des e competências voltadas à conservação do meio ambiente.

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Meio Ambiente e Recursos Naturais

O seu objetivo é a compreensão de conceitos sobre o meio ambiente, susten -


tabilidade, preservação e conservação.

Além da construção de novos valores sociais, aquisição de conhecimentos,


atitudes, competências e habilidades para a conquista e a manutenção do direito
ao meio ambiente equilibrado.

Problemas Ambientais

Nas últimas décadas, o meio ambiente vem sofrendo cada vez mais com a
ação humana, uma delas é a prática da queimada. Como essa intervenção nem
sempre é harmônica e de forma sustentável, surgem os problemas ambientais.

Os principais problemas ambientais da atualidade são:

• Mudanças Climáticas

• Efeito Estufa

• Aquecimento Global

• Poluição da água

• Poluição do ar

• Destruição da Camada de Ozônio

• Extinção de espécies

• Chuva Ácida

• Desflorestação

• Desertificação

• Poluição

Conceitos Relacionados ao Meio Ambiente

Alguns conceitos importantes relacionados ao meio ambiente são:

• Ecossistema: Conjuntos de seres vivos (Bióticos) e não vivos (Abióti-


cos).

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Meio Ambiente e Recursos Naturais

• Seres Bióticos: Seres autótrofos (produtores) e heterótrofos (consumi-


dores), ou seja, as plantas, os animais e os microrganismos.

• Seres Abióticos: São os fatores físico-químicos presentes num ecossis-


tema, como a água, os nutrientes, a umidade, o solo, os raios solares,
ar, gases, temperatura, etc.

• Biomas: Conjunto de Ecossistemas. Vale lembrar que os biomas que


compõem o Brasil são: Biomas Amazônia, Bioma Caatinga, Bioma Cer-
rado, Bioma Mata Atlântica, Bioma Pantanal e o Bioma dos Pampas.

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Meio Ambiente e Recursos Naturais

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Equipamentos de proteção individual

Equipamentos de proteção
individual

MÉRITO
Apostilas 1
Equipamentos de proteção individual

Equipamento de proteção individual (EPI) é qualquer meio ou dispositivo des -


tinado a ser utilizados por uma pessoa contra possíveis riscos ameaçadores da
sua saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada atividade. Um
equipamento de proteção individual pode ser constituído por vários meios ou dis -
positivos associados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários ris -
cos simultâneos. O uso deste tipo de equipamentos só deverá ser contemplado
quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambi -
ente em que se desenvolve a atividade.

No Brasil, a legislação básica sobre EPI é a Norma Regulamentadora No. 6


(Equipamento de proteção individual), aprovada pela Portaria GM n.º 3.214, de 08
de junho de 1978 06/07/78 e atualizada por diversas portarias subsequentes.

O órgão público responsável pela regulamentação das normas sobre os EPIs é


o MTE Ministério do Trabalho e Emprego. Atualmente vários outros órgãos auxiliam
na auditoria e na concessão de CAs - Certificados de Aprovação.

Tipos de EPI

Os EPI podem dividir-se em termos da zona corporal a proteger:

Proteção da cabeça

• Capacete

Proteção auditiva

• Abafadores de ruído (ou protetores auriculares) e tampões

• Abafadores de ruído de alta eficiência Thunder Honeywel

Os protetores auriculares, conhecidos também por dispositivo de proteção au-


ditiva, têm por finalidade diminuir os riscos existentes no ambiente e prevenir
possíveis doenças ocupacionais, protegendo o indivíduo, externamente, de ele-
mentos como frio, intrusão por água e outras condições ambientais, detritos ou
especificamente contra ruído, utilizado nesse aspecto, na prevenção da perda au -
ditiva induzida por ruído (PAIR) que ocorre devido a exposição a elevados níveis
de pressão sonora, como é o caso da exposição ocupacional.

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Equipamentos de proteção individual

Proteção respiratória

• Máscaras; aparelhos filtrantes próprios contra cada tipo de contaminante do


ar: gases, aerossóis por exemplo.

• Respiradores faciais completo

• Respiradores semifaciais

• Respiradores descartáveis dobráveis

• Respiradores semi-descartáveis

Proteção ocular e facial

• Óculos e máscaras

Proteção de mãos e braços

Luvas, feitas em diversos materiais e tamanhos conforme os riscos contra os


quais se quer proteger: mecânicos, químicos, biológicos, térmicos ou elétricos.

Proteção de pés e pernas

• Sapatos, coturnos, botas, tênis, apropriados para os riscos contra os quais


se quer proteger: mecânicos, químicos, elétricos e de queda

Proteção contra quedas

• Cinto de segurança, sistema anti-queda, arnês, cinturão, mosquetão.

Proteção do tronco

• Avental

• Mangotes

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Equipamentos de proteção individual

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coletiva

MÉRITO
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Equipamento de proteção coletiva

Equipamentos de Proteção Coletiva ou EPCs são dispositivos utilizados à pro -


teção de trabalhadores durante realização de suas atividades. O EPC serve para
neutralizar a ação dos agentes ambientais, evitando acidentes, protegendo contra
danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores, uma vez que o ambiente
de trabalho não deve oferecer riscos à saúde ou à a segurança do trabalhador...

Exemplos de equipamentos de proteção coletiva:

• Fitas de demarcação reflexivas - Utilizadas para delimitação e isolamento de


áreas de trabalho.

• Cones de sinalização – Têm Finalidade de sinalização de áreas de trabalho e


obras em vias públicas ou rodovias e orientação de trânsito de veículos e de
pedestres e podem ser utilizados em conjunto com fita zebrada, sinalizador
STROBO ou bandeirolas.

• Conjuntos para aterramento temporário – Têm a finalidade de garantir que


eventuais circulações de corrente elétrica fluam para a terra, minimizando
os riscos aos trabalhadores.

• Detectores de tensão para baixa tensão e alta tensão – Têm a finalidade de


comprovar a ausência de tensão elétrica na área a ser trabalhada.

• Coberturas isolantes – Têm a finalidade de isolar partes energizadas de re -


des elétricas de distribuição durante a execução de tarefas.

• Exaustores - Têm a finalidade de remover ar ambiental contaminado ou pro-


mover a renovação do ar saudável.

• Bandeirolas - Têm a finalidade de sinalização de áreas de trabalho e obras


em vias públicas ou rodovias e orientação de trânsito de veículos e de pe -
destres.

• Plataformas - Tem a finalidade de carregar e suportar cargas humanas (ope-


rários) e maquinas de trabalho.

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Equipamento de proteção coletiva

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Higiene e segurança no trabalho

Higiene e segurança no
trabalho

MÉRITO
Apostilas 1
Higiene e segurança no trabalho

Do ponto de vista da Administração de Recursos Humanos, a saúde e a segu -


rança dos empregados constituem uma das principais bases para a preservação
da força de trabalho adequada.

De modo genérico, Higiene e Segurança do Trabalho compõem duas ativida-


des intimamente relacionadas, no sentido de garantir condições pessoais e mate -
riais de trabalho capazes de manter certo nível de saúde dos empregados.

Segundo o conceito emitido pela Organização Mundial de Saúde, a saúde é


um estado completo de bem-estar físico, mental e social e que não consiste so -
mente na ausência de doença ou de enfermidade.

A higiene do trabalho refere-se ao conjunto de normas e procedimentos que


visa à proteção da integridade física e mental do trabalhador, preservando-o dos
riscos de saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são exe -
cutadas.

Segurança e higiene do trabalho são atividades interligadas que repercutem


diretamente sobre a continuidade da produção e sobre a moral dos empregados.

Segurança do trabalho é o conjunto de medidas técnicas, educacionais, médi -


cas e psicológicas, empregadas para prevenir acidentes, quer eliminando as con -
dições inseguras do ambiente, quer instruindo ou convencendo as pessoas da im -
plantação de práticas preventivas.

A atividade de Higiene do Trabalho no contexto da gestão de RH inclui uma


série de normas e procedimentos, visando essencialmente, à proteção da saúde
física e mental do empregado, procurando resguardá-lo dos riscos de saúde relaci -
onados com o exercício de suas funções e com o ambiente físico onde o trabalho é
executado.

Hoje a Higiene do Trabalho é vista como uma ciência do reconhecimento, ava -


liação e controle dos riscos à saúde, na empresa, visando à prevenção de doenças
ocupacionais.

Formas de atuação da higiene ocupacional

De acordo com a ACGIH (Conferência Americana de Higienistas Industriais Go-


vernamentais, em português), a higiene de trabalho é dividida em três etapas.

Reconhecimento: nessa fase, o objetivo é procurar no ambiente de trabalho


a existência de agentes que possam prejudicar a saúde dos trabalhadores. Para
tanto, é preciso que todas as etapas de uma atividade realizada no local sejam
apresentadas no momento da avaliação.

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Higiene e segurança no trabalho

Avaliação: testes qualitativos e quantitativos são realizados a fim de detec-


tar o perfil dos agentes físicos, químicos e biológicos presentes no ambiente.
Trata-se do momento de coletar dados e detectar contaminantes.

Controle: com os resultados da avaliação em mãos, procuram-se medidas


que eliminem ou minimizem o risco oferecido.

As ações adotadas podem:

• ter relação com o processo (isolamento de áreas tóxicas e substituição


de produtos químicos);

• ser administrativas (investimento em treinamentos, redução de tempo


de exposição do trabalhador);

• estar relacionadas com os funcionários (aquisição de Equipamentos de


Proteção Individual e Equipamentos de Proteção Coletiva).

Riscos

No dia a dia profissional, os colaboradores estão expostos a diferentes tipos


de riscos — que podem ser físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, psicossoci -
ais e mecânicos.

Riscos físicos

São consideradas promotoras de risco físico as mais variadas formas de ener -


gia às quais estão expostos os trabalhadores. Entre elas, vale destacar as seguin -
tes:

• ruídos;

• temperaturas extremas de calor e frio;

• pressão atmosférica fora do normal;

• umidade;

• radiações ionizantes e não ionizantes;

• vibração.

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Higiene e segurança no trabalho

Riscos químicos

Os agentes de risco químico podem ser substâncias, compostos ou produtos


capazes de atingir o organismo pelas vias respiratórias, na forma de poeiras, ga -
ses, fumos, neblinas ou vapores. Adicionalmente, eles podem causar impacto por
meio da exposição ou do toque com o corpo.

Riscos biológicos

São agentes de risco biológico as bactérias, os vírus, os parasitas e os fungos,


entre outros. Os acidentes estão quase sempre ligados a trabalhos em hospitais,
laboratórios, na pecuária e na agricultura.

Riscos ergonômicos

Trata-se daqueles problemas que podem interferir nas características físicas


do trabalhador. É gerado um desconforto na utilização de máquinas e equipamen -
tos ou com o mobiliário inadequado, provocando posturas e posições incorretas,
capazes de causar problemas à saúde. São considerados riscos ergonômicos os
ambientes adaptados com más condições de ventilação, iluminação e comodidade
para os trabalhadores.

Riscos psicossociais

Considerados os maiores desafios para a área de segurança do trabalho, o es -


tresse e os riscos psicossociais são responsáveis por 50% das faltas ao expedien -
te. Por decorrerem da gestão e administração, incluem: turnos em período notur-
no, ritmo de trabalho excessivo, monotonia, altas exigências de produtividade e
autoritarismo nas relações de trabalho.

Riscos mecânicos

Ligados à falta de segurança e organização no ambiente, podem causar dano


à integridade física das pessoas. Tais riscos são encontrados na:

• organização e limpeza do ambiente;

• sinalização;

• rotulagem de produtos e outros que levam a acidentes do trabalho.

4
Higiene e segurança no trabalho

Anotações:
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