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Universidade Unigranrio

Pós-Graduação em Ciências da Religião

por

José Nunes de Oliveira

Textos Sagrados

Do Espiritismo

Duque de Caxias – RJ

2014
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Iniciando a pesquisa sobre textos sagrados do espiritismo, nos deparamos com uma
visão diferente de outras religiões, como o Islamismo e o Cristianismo, cujo conjunto de
doutrinas tem fundamentos fechados e inegociáveis. O espiritismo se apresenta como uma
filosofia espiritualista aberta a novas descobertas, conforme afirma sua doutrina na obra de
Allan Kardec A Genese “Caminhando de par com o progresso,o Espiritismo jamais será
ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um
ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.
(Allan Kardec, A Genese, 1868 p.42). Nota de rodapé número 15 da p. 42, nesta referida obra,
reafirma as palavras de Kardec, quanto a dispretenção em ser o Espiritismo uma Autocracia.
A FEB (Federação Espirita Brasileira) em seu site
(http://www.febnet.org.br/blog/geral/divulgacao/downloads-divulgacao/obras-basicas/),
indica cinco livros escritos por Allan Kardec, como sendo obras que norteiam o espiritismo, o
termo aqui empregado norteiam, se deve em função da caracteristica de código aberto
defendido pela própria doutrina. Por ordem de escrita os cinco livros a que nos referimos são:

1. O Livro dos Espíritos, Princípios da Doutrina Espírita, publicado em 18 de


abril de 1857;
2. O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores, em janeiro de 1861;
3. O Evangelho segundo o Espiritismo, em abril de 1864;
4. O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, em agosto de 1865;
5. A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo, em janeiro de 1868.
Ainda segundo a FEB1, outros duas obras completam o pentateuco da doutrina
espírita (pentateuco é o termo utilizado pela FEB em seu site).

6. O que é Espiritismo, Junho de 1859;


7. Obras Póstumas, publicado em janeiro de 1890.

 Introdução à biografia de Allan Kardec

Muitas pessoas que se interessam pelo Espiritismo manifestam muitas vezes o pesar de não
possuírem senão muito imperfeito conhecimento da biografia de Allan Kardec, e de não
saberem onde encontrar, sobre aquele a quem chamamos Mestre, as informações que
desejariam conhecer. Pois é para honrar Allan Kardec e festejar a sua memória que nos
achamos hoje reunidos, e mesmo sentimento de veneração e de reconhecimento faz vibrar
todos os corações.

Em respeito ao fundador da filosofia espírita, permiti-me, no intuito de tentar corresponder a


tão legítimo desejo, que vos entretenha alguns momentos com esse Mestre amado, cujos
trabalhos são universalmente conhecidos e apreciados, e cuja vida íntima e laboriosa
existência são apenas conjeturadas. Se fácil foi a todos os investigadores conscienciosos
inteirarem-se do alto valor e do grande alcance da obra de Allan Kardec pela leitura atenta das
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Federação Espírita Brasileira
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suas produções, bem poucos puderam, pela ausência até hoje de elementos para isso, penetrar
na vida do homem íntimo e seguí-lo passo a passo no desempenho da sua tarefa, tão grande,
tão gloriosa e tão bem preenchida.

Não somente a biografia de Allan Kardec é pouco conhecida, senão que ainda está por
ser escrita. A inveja e o ciúme semearam sobre ela os mais evidentes erros, as mais grosseiras
e as mais impudentes calúnias. Vou, portanto, esforçar-me por mostrar-vos, com luz mais
verdadeira, o grande iniciador de quem nos desvanecemos de ser discípulos. Todos sabeis que
a nossa cidade se pode honrar, a justo título, de ter visto nascer entre seus muros esse
pensador tão arrojado quão metódico, esse filósofo sábio, clarividente e profundo, esse
trabalhador obstinado cujo labor sacudiu o edifício religioso do Velho Mundo e preparou os
novos fundamentos que deveriam servir de base à evolução e à renovação da nossa sociedade
caduca, impelindo-a para um ideal mais são, mais elevado, para um adiantamento intelectual e
moral seguros.

Foi, com efeito, em Lião, que, a 3 de outubro de 1804, nasceu de antiga família lionesa, com o
nome de Rivail, aquele que devia mais tarde ilustrar o nome de Allan Kardec e conquistar
para ele tantos títulos à nossa profunda simpatia, ao nosso filial reconhecimento. Eis aqui a
esse respeito um documento positivo e oficial: “Aos 12 do vindemiário3 do ano XIII, auto do
nascimento de Denizard Hippolyte-Léon Rivail, nascido ontem às 7 horas da noite, filho de
Jean Baptiste – Antoine Rivail, magistrado, juiz, e Jeanne Duhamel, sua esposa, residentes em
Lião, rua Sala n° 76. “O sexo da criança foi reconhecido como masculino. “Testemunhas
maiores: “Syriaque-Frédéric Dittmar, diretor do estabelecimento das águas minerais da rua
Sala, e Jean-François Targe, mesma rua Sala, à requisição do médico Pierre Radamel, rua
Saint-Dominique n° 78. 3 Veja-se “Reformador” de abril de 1947, pág, 85.
(http://www.febnet.org.br/blog/geral/o-espiritismo/allan-kardec/).

 História do Espiritismo
No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes. Nos salões elegantes, após os
saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se,
erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). O fenômeno
chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre Johann Pestalozzi: Hippolyte
Leon Denizard Rivail.

Rivail, pedagogo francês, fluente em diversos idiomas, autor de livros didáticos e adepto de
rigoroso método de investigação científica não aceitou de imediato os fenômenos das mesas
girantes, mas estudou-os atentamente, observou que uma força inteligente as movia e
investigou a natureza dessa força, que se identificou como os “Espíritos dos homens” que
haviam morrido. Rivail fez centenas de perguntas aos Espíritos, analisou as respostas,
comparou-as e codificou-as, tudo submetendo ao crivo da razão, não aceitando e não
divulgando nada que não passasse por esse crivo. Assim nasceu O Livro dos Espíritos. O
professor Rivail imortalizou-se adotando o pseudônimo de Allan Kardec.
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A Doutrina codificada por ele tem caráter científico, religioso e filosófico. Essa proposta de
aliança da Ciência com a Religião está expressa em uma das máximas de Kardec, no livro “A
Gênese”: “O espiritismo, marchando com o progresso, jamais será ultrapassado porque, se
novas descobertas demonstrassem estar em erro sobre um certo ponto, ele se modificaria
sobre esse ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará”.

(http://www.febnet.org.br/blog/geral/o-espiritismo/historia-do-espiritismo/).

 O que é Espiritismo

* É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de
Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos
Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.

* “O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem
como de suas relações com o mundo corporal.”   Allan Kardec (O que é o Espiritismo –
Preâmbulo)

* “O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das


coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai
para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.”   Allan
Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. VI – 4).

(http://www.febnet.org.br/blog/geral/o-espiritismo/o-que-e/)
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PROLEGÔMENOS

Fenômenos alheios às leis da ciência humana se dão por toda parte, revelando na causa
que os produz a ação de uma vontade livre e inteligente.

A razão diz que um efeito inteligente há de ter como causa uma força inteligente, e os
fatos hão provado que essa força é capaz de entrar em comunicação com os homens por meio
de sinais materiais.

Interrogada acerca da sua natureza, essa força declarou pertencer ao mundo dos seres
espirituais que se despojaram do invólucro corporal do homem. Assim é que foi revelada a
Doutrina dos Espíritos.

As comunicações entre o mundo espírita e o mundo corpóreo estão na ordem natural


das coisas e não constituem fato sobrenatural, tanto que de tais comunicações se acham
vestígios entre todos os povos e em todas as épocas. hoje se generalizaram e tornaram
patentes a todos.

Os Espíritos anunciam que chegaram os tempos marcados pela Providência para uma
manifestação universal e que, sendo eles os ministros de Deus e os agentes de sua vontade,
têm por missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da
humanidade.

Este livro é o repositório de seus ensinos. foi escrito por ordem e mediante ditado de
Espíritos superiores, para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, isenta dos
preconceitos do espírito de sistema.

Nada contém que não seja a expressão do pensamento deles e que não tenha sido por
eles examinado. Só a ordem e a distribuição metódica das matérias, assim como as notas e a
forma de algumas partes da redação, constituem obra daquele que recebeu a missão de os
publicar.

No número dos Espíritos que concorreram para a execução desta obra, muitos se
contam que viveram, em épocas diversas, na Terra, onde pregaram e praticaram a virtude e a
sabedoria. Outros, pelos seus nomes, não pertencem a nenhuma personagem, cuja lembrança
a história guarde, mas cuja elevação é atestada pela pureza de seus ensinamentos e pela união
em que se acham com os que usam de nomes venerados.

Eis em que termos nos deram, por escrito e por muitos médiuns, a missão de escrever
este livro:
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“Ocupa-te, cheio de zelo e perseverança, do trabalho que empreendeste com o nosso


concurso, pois esse trabalho é nosso. Nele pusemos as bases de um novo edifício que se eleva
e que um dia há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade. mas,
antes de o divulgares, revê-lo-emos juntos, a fim de lhe verificarmos todas as minúcias.

Estaremos contigo sempre que o pedires, para te ajudarmos nos teus trabalhos,
porquanto esta é apenas uma parte da missão que te está confiada e que já um de nós te
revelou.

Entre os ensinos que te são dados, alguns há que deves guardar para ti somente, até
nova ordem. Quando chegar o momento de os publicares, nós to diremos. Enquanto esperas,
medita sobre eles, a fim de estares pronto quando te dissermos.

Porás no cabeçalho do livro a cepa2 que te desenhamos, porque é o emblema do


trabalho do Criador. Aí se acham reunidos todos os princípios materiais que melhor podem
representar o corpo e o espírito. O corpo é a cepa; o espírito é o licor; a alma ou espírito
ligado à matéria é o bago. O homem quintessencia o espírito pelo trabalho e tu sabes que só
mediante o trabalho do corpo o Espírito adquire conhecimentos.

Não te deixes desanimar pela crítica. Encontrarás contraditores encarniçados,


sobretudo entre os que têm interesse nos abusos. Encontrá-los-ás mesmo entre os Espíritos,
por isso que os que ainda não estão completamente desmaterializados procuram
frequentemente semear a dúvida por malícia ou ignorância. Prossegue sempre. Crê em Deus e
caminha com confiança: aqui estaremos para te amparar e vem próximo o tempo em que a
verdade brilhará de todos os lados.

A vaidade de certos homens, que julgam saber tudo e tudo querem explicar a seu
modo, dará nascimento a opiniões dissidentes. mas todos os que tiverem em vista o grande
princípio de Jesus se confundirão num só sentimento: o do amor do bem e se unirão por um
laço fraterno, que prenderá o mundo inteiro. Estes deixarão de lado as miseráveis questões de
palavras, para só se ocuparem com o que é essencial. E a Doutrina será sempre a mesma,
quanto ao fundo, para todos os que receberem comunicações de Espíritos superiores.

Com a perseverança é que chegarás a colher os frutos de teus trabalhos. O prazer que
experimentarás, vendo a Doutrina propagar-se e bem compreendida, será uma recompensa,
cujo valor integral conhecerás, talvez mais no futuro do que no presente. Não te inquietes,
pois, com os espinhos e as pedras que os incrédulos ou os maus acumularão no teu caminho.
Conserva a confiança: com ela chegarás ao fim e merecerás ser sempre ajudado.

Lembra-te de que os bons Espíritos só dispensam assistência aos que servem a Deus
com humildade e desinteresse e que repudiam a todo aquele que busca na senda do Céu um
degrau para conquistar as coisas da Terra; que se afastam do orgulhoso e do ambicioso. O
orgulho e a ambição serão sempre uma barreira erguida entre o homem e Deus. São um véu

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Figura de um ramo de parreira com um cacho de uva que antecede ao prolegômenos
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lançado sobre as claridades celestes, e Deus não pode servir-se do cego para fazer perceptível
a luz.”

João Evangelista, Santo Agostinho, São Vicente de Paulo, São Luís, O Espírito de Verdade,
Sócrates, Platão, Fénelon, Franklin, Swedenborg, entre outros.

Prolegômenos (longa introdução no começo de uma obra, conjunto de noções


preliminares de uma ciência), está nas pp. 49-51, logo após a introdução no primeiro livro do
“pentateuco” de Kardec, O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Entre as duas definições mais usuais
encontradas para a palvra prolegômenos, a que mais se adequa a este texto seria a de
conjunto de noções preliminares de uma ciência, já que este encontra-se após uma longa
introdução à obra que tem 17 capítulos. Nesta parte encontramos os fundamentos que os
espíritos lançaram mão, para explicar e justificar essa nova revelação, abordando diversos
aspectos de sua manifestação, como a natureza da fonte reveladora (espiritual), a maneira
como haveriam de se comunicar com os encarnados, a sua autoridade por serem ministros de
Deus e agentes de sua vontade, sua missão de instruir e esclarecer os homens e o modo pelo
qual seria entregue essa nova revelação (através de ditado direto aos encarnados).

 O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Dos cinco livros fundamentais que compõem a Codificação do Espiritismo, este foi o
primeiro, reunindo os ensinos dos Espíritos Superiores através de médiuns de várias partes do
Mundo. Ele é o marco inicial de uma Doutrina que trouxe uma profunda repercussão no
pensamento e na visão de vida de considerável parcela da Humanidade, desde 1857, data da
primeira edição francesa. Estruturado em quatro partes e contendo 1.019 perguntas
formuladas pelo Codificador, aborda os ensinamentos espíritas, de uma forma lógica e
racional, sob os aspectos científico, filosófico e religioso. Independentemente de crença ou
convicção religiosa, a leitura de “O Livro dos Espíritos” será de imenso valor para todos,
porque trata de Deus, da imortalidade da alma, da natureza dos Espíritos, de suas relações
com os homens, das leis morais, da vida presente, da vida futura e do porvir da Humanidade,
assuntos de interesse geral e de grande atualidade.

 O LIVRO DOS MÉDIUNS

“O Livro dos Médiuns” é uma das cinco obras que constituem a Codificação da
Doutrina Espírita. Reúne “o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros
de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da
mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do
Espiritismo”. Apresenta ainda, na parte final, precioso vocabulário básico espírita. De leitura
e consulta indispensável para os espíritas, será sempre uma preciosa fonte de conhecimento
também para qualquer pessoa indagadora e atenta ao fenômeno mediúnico, que se manifesta
crescentemente no mundo inteiro, dentro ou fora das atividades espíritas. Sendo os homens
parte integrante do intercâmbio entre os dois planos da vida o material e o espiritual, o melhor
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é que conheçamos, e bem, os mecanismos desse relacionamento. “O Livro dos Médiuns” é o


manual mais seguro para todos os que se dedicam às atividades de comunicação com o
Mundo Espiritual.

 O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

“O Evangelho segundo o Espiritismo” é um dos cinco livros que constituem o corpo


doutrinário do Espiritismo. “O Evangelho segundo o Espiritismo” é o ensino moral do Cristo
Jesus para os cristãos de qualquer crença, desenvolvido pelos Espíritos de Luz em
comunicações mediúnicas recolhidas, organizadas, comentadas e trazidas a público pelo
Codificador Allan Kardec. Se o leitor é cristão, leia com aplicação o ensino moral do Mestre
Jesus para a Humanidade sofredora e dê-se conta de conteúdos que talvez nunca antes tenha
percebido, ou compreendido plenamente. Se não é cristão, mas um espírito indagador, leia
com respeito a orientação desse Espírito divino, dada há dois mil anos e sempre atual, em seu
caráter educativo, motivador e consolador.

 O CÉU E O INFERNO

Esta é uma das cinco obras básicas que compõem a Codificação do Espiritismo. Seu
principal escopo é explicar a Justiça de Deus à luz da Doutrina Espírita. Objetiva demonstrar
a imortalidade do Espírito e a condição que ele usufruirá no Mundo Espiritual, como
conseqüência de seus próprios atos. Divide-se em duas partes: A primeira, estabelece um
exame comparado das doutrinas religiosas sobre a vida após a morte. Mostra fatos como a
morte de crianças, seres nascidos com deformações, acidentes coletivos e uma gama de
problemas que só a imortalidade da alma e a reencarnação explicam satisfatoriamente. Kardec
procura elucidar temas como: anjos, céu, demônios, inferno, penas eternas, purgatório, temor
da morte, a proibição mosaica sobre a evocação dos mortos, etc. Apresenta, também, a
explicação espírita contrária à doutrina das penas eternas. A segunda parte, resultante de um
trabalho prático, reúne exemplos acerca da situação da alma durante e após a desencarnação.
São depoimentos de criminosos arrependidos, de espíritos endurecidos, de espíritos felizes,
medianos, sofredores, suicidas e em expiação terrestre. Livros da Codificação Espírita: O
Livro dos Espíritos, 1857; O Livro dos Médiuns, 1861; O Evangelho segundo o Espiritismo,
1864; O Céu e o Inferno, 1865; A Gênese, 1868.

 A Gênese

É uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que,


conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes
temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em
três partes: Na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo
às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; Em sua segunda parte,
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aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários
contidos no Evangelho; Na terceira parte enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos
tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no Mundo com a prática da justiça, da
paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como
base a imutabilidade das grandiosas Leis Divinas.

Nota: As sínteses dos cinco livros, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho
segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese, foram extraídos so site da FEB 3
(Federação Espírita Brasileira), por ser esta a entidade oficial do espiritismo no Brasil, muitas
outras sínteses podem ser encontradas ou formuladas, visto que as obras abordam um grande
númeto de questões, ressalta-se porém que apesar da escolha da fonte oficial, nada impede
uma releitura dessas sínteses.

Os temas abordados nas obras de Allan Kardec, que compõe o Pentateuco do Espiritismo,
como já descritos anteriormente, estão dispostos e organizados na seguinte ordem, conforme
publicados:

O Livro dos Espíritos

 PARTE PRIMEIRA – DAS CAUSAS PRIMÁRIAS


Cap. 1 – deus
Cap. 2 – elementos gerais do universo
Cap. 3 – criação
Cap. 4 – princípio vital

 PARTE SEGUNDA – DO MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS


Cap. 1 – dos espíritos
Cap. 2 – encarnação dos espíritos
Cap. 3 – retorno da vida corpórea à vida espiritual
Cap. 4 – pluralidade das existências
Cap. 5 – considerações sobre a pluralidade das existências
Cap. 6 – vida espírita
Cap. 7 – retorno à vida corporal
Cap. 8 – emancipação da alma
Cap. 9 – intervenção dos espíritos no mundo corpóreo
Cap. 10 – ocupações e missões dos espíritos
Cap. 11 – os três reinos

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http://www.febnet.org.br/blog/geral/divulgacao/downloads-divulgacao/obras-basicas/
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 PARTE TERCEIRA – DAS LEIS MORAIS


Cap. 1 – a lei divina ou natural
Cap. 2 – lei de adoração
Cap. 3 – lei do trabalho
Cap. 4 – lei da reprodução
Cap. 5 – lei de conservação
Cap. 6 – lei de destruição
Cap. 7 – lei de sociedade
Cap. 8 – lei do progresso
Cap. 9 – lei de igualdade

Cap. 10 – lei de liberdade


Cap. 11 – lei de justiça, amor e caridade
Cap. 12 – perfeição moral

 PARTE QUARTA – DAS ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES


Cap. 1 – penas e gozos terrenos
Cap. 2 – penas e gozos futuros
Conclusão

O Livro dos Médiuns

PRIMEIRA PARTE – NOÇÕES PRELIMINARES

Cap. 1 – existem espíritos?


Cap. 2 – o maravilhoso e o sobrenatural
Cap. 3 – método
Cap. 4 – sistemas

SEGUNDA PARTE – MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS

Cap. 1 – ação dos espíritos sobre a matéria


Cap. 2 – manifestações físicas e mesas girantes
Cap. 3 – manifestações inteligentes
Cap. 4 – teoria das manifestações físicas
Cap. 5 – manifestações físicas espontâneas
Cap. 6 – manifestações visuais
Cap. 7 – bicorporeidade e transfiguração
Cap. 8 – laboratório do mundo invisível
Cap. 9 – locais assombrados
Cap. 10 – natureza das comunicações
Cap. 11 – sematologia e tiptologia
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Cap. 12 – pneumatografia ou escrita direta – pneumatofonia


Cap. 13 – psicografia
Cap. 14 – os médiuns
Cap. 15 – médiuns escreventes ou psicógrafos
Cap. 16 – médiuns especiais
Cap. 17 – formação dos médiuns
Cap. 18 – inconvenientes e perigos da mediunidade
Cap. 19 – papel dos médiuns nas comunicações
Cap. 20 – influência moral dos médiuns
Cap. 21 – influência do meio
Cap. 22 – da mediunidade nos animais
Cap. 23 – da obsessão
Cap. 24 – identidade dos espíritos
Cap. 25 – das evocações
Cap. 26 – perguntas que se podem fazer
Cap. 27 – contradições e mistificações
Cap. 28 – charlatanismo e prestidigitação
Cap. 29 – reuniões e sociedades
Cap. 30 – regulamento
Cap. 31 – dissertações espíritas
Cap. 32 – vocabulário espírita

O Evangelho Segundo o Espiritismo

Capítulo 1 – não vim destruir a lei


Capítulo 2 – meu reino não é deste mundo
Capítulo 3 – há muitas moradas na casa de meu pai
Capítulo 4 – ninguém pode ver o reino de deus se não nascer de novo
Capítulo 5 – bem-aventurados os aflitos
Capítulo 6 – o cristo consolador
Capítulo 7 – bem-aventurados os pobres de espírito
Capítulo 8 – bem-aventurados os puros de coração
Capítulo 9 – bem-aventurados os mansos e pacíficos
Capítulo 10 – bem-aventurados os misericordiosos
Capítulo 11 – amar o próximo como a si mesmo
Capítulo 12 – amai os vossos inimigos
Capítulo 13 – que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Capítulo 14 – honra a teu pai e a tua mãe
Capítulo 15 – fora da caridade não há salvação
Capítulo 16 – servir a deus e a mamon
Capítulo 17 – sede perfeitos
Capítulo 18 – muitos os chamados e poucos os escolhidos
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Capítulo 19 – a fé que transporta montanhas


Capítulo 20 – trabalhadores da última hora
Capítulo 21 – falsos cristos e falsos profetas
Capítulo 22 – não separar o que deus juntou
Capítulo 23 – moral estranha
Capítulo 24 – não por a candeia debaixo do alqueire
Capítulo 25 – buscai e achareis
Capítulo 26 – dar de graça o que de graça receber
Capítulo 27 – pedi e obtereis
Capítulo 28 – coletânea de preces espíritas

O Céu e o Inferno

 PRIMEIRA PARTE
Doutrina

Capítulo I – O porvir e o nada


Capítulo II – Temor da morte
Capítulo III – O céu
Capítulo IV – O inferno
Capítulo V – O purgatório
Capítulo VI – Doutrina das penas eternas
Capítulo VII – As penas futuras segundo o Espiritismo
Capítulo VIII – Os anjos
Capítulo IX – Os demônios
Capítulo X – Intervenção dos demônios nas modernas
Manifestações
Capítulo XI – Da proibição de evocar os mortos

 SEGUNDA PARTE
Exemplos

Capítulo I – O passamento
Capítulo II – Espíritos felizes
Capítulo III – Espíritos em condições medianas
Capítulo IV – Espíritos sofredores
Capítulo V – Suicidas
Capítulo VI – Criminosos arrependidos
Capítulo VII – Espíritos endurecidos
Capítulo VIII – Expiações terrestres
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A Gênese

Capítulo I - caráter da revelação espírita


Capítulo II - deus
Capítulo III - o bem e o mal
Capítulo IV - papel da ciência na gênese
Capítulo V - antigos e modernos sistemas do mundo
Capítulo VI - uranografia geral
Capítulo VIIi - esboço geológico da terra
Capítulo VIII - teorias sobre a formação da terra
Capítulo IX - revoluções do globo
Capítulo X - gênese orgânica
Capítulo XI - gênese espiritual
Capítulo XII - gênese moisaica
Capítulo XIIIi - caracteres do milagre
Capítulo XIV- os fluidos
Capítulo XV- os milagres do evangelho
Capítulo XVI - teoria da presciência
Capítulo XVII - predições do evangelho
Capítulo XVIII - são chegados os tempos

O Espiritismo é uma religião nova, considerando outras no ocidente e no oriente que


são milenares, embora a prática da necromancia (consulta aos mortos), não seja tão nova
assim, pois em tempos remotos os povos Egípcios, Babilônicos e Gregos, sem falar em
outros, já praticassem essa modalidade, mas os registros históricos que temos, nos dão conta
que Allan Kardec foi o primeiro a registrar de forma organizada, as instruções de como fazer
essa ponte com o além, sendo ele orientado pelos espíritos que o instruíam. Da mesma forma
lhe foi dito e ordenado, como descrever e argumentar sobre assuntos polêmicos e
controversos que são até hoje, temas discordantes entre várias religiões. Segundo as
afirmações dos espíritos essa “nova visão”, não conflita com a ciência, ao contrário vem
caminhar lado a lado, aguardando com paciência que sua iluminação venha a refletir na
humanidade até que todos tenham esse novo conhecimento. Ora reafirmando interpretações
bliblicas do cristianismo, ora reinterpretando-as; a doutrina espírita aborda tanto assuntos já
solidificados em outras doutrinas, como a existência de Deus, a criação do homem, os seres
espirituais, padrões de comportamento moral, como novos não discutidos por religiões antigas
e dogmáticas, procurando estar sempre aliando suas revelações à ciência, se colocando dessa
forma, portanto, como última e definitiva doutrina para a humanidade, pois já foi revelado a
Kardec tudo o que precisamos tanto para essa vida, quanto para as próximas reencarnações e
para o mundo vindouro após o aperfeiçoamento. Sua forma de comunicação entre os viventes
e os espíritos “desencarnados” que estão a nos auxiliar e guiar nosso caminho, possibilita uma
forma de constante atualização e reajustes, tanto no que já foi dito, quanto no que ainda pode
ser revelado. Este trabalho não pretende fazer nenhum juízo de valor, nem avaliar suas
práticas religiosas, mas lançar um olhar para essa doutrina, tentando compreender
particularmente seus textos sagrados, ou fundacionais, pois em nossa pesquisa não
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encontramos artigos que equiparem o “pentateuco” de Allan Kardec, a textos sagrados de


outras religões, parece-nos que com a exatidão que nos foi procurado apresentar essa doutrina,
torná-la-ia em uma mensagem não de cunho religoso ou místico, dispensando alegorias e
fugindo da ferramenta mítica, relendo palavras do próprio Cristo, não compreendidas até
então, lançando luz sobre a mensagem dEle e seus ensinamentos. “Jesus Cristo ressaltou a
relação entre homem e Espírito por várias vezes durante sua jornada na Terra, e talvez
alguns de seus ensinamentos pareçam incompreensíveis ou sejam erroneamente
interpretados por essa associação. O Espiritismo surge então como uma chave, que pode
explicar tudo mais facilmente e de maneira clara.”4

Dessa forma, concluímos que seus textos expressam ensinamentos apresentados bem
organizados; e uma doutrina bem argumentada, com a ressalva de que nosso olhar sempre viu
uma tentiva de aproximação da religião com a ciência.

Referências Bibliográficas

KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos (PDF), 1857.


4
Allan Kardec, 1868, A Gênese p. 413
15

KARDEC, Allan, O Livro dos Médiuns(PDF), 1861.

KARDEC, Allan, O Evangelho segundo o Espiritismo(PDF), 1864.

KARDEC, Allan, O Céu e o Inferno (PDF), 1865.

KARDEC, Allan, A Gênese(PDF),1868.

http://www.febnet.org.br/

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