Você está na página 1de 190

HISTÓRIA DO ADVENTISMO

POR LUIZ NUNES

SALT- IAENE
Sumário

I - História do adventismo e sua natureza


II - História da igreja adventista e sua natureza - Introdução geral
III - Contexto religioso e filosófico em que surgiu o adventismo
IV - O reavivamento do adventismo
V - O movimento adventista
VI - O movimento millerita
VII - Depois do desapontamento
VIII - A página impressa
IX - O nascimento de uma organização
X - A reforma da saúde
XI - Começando o sistema educacional
XII - A expansão do adventismo - 1868 - 1885
XIII - Justiça pela fé - Minneápolis - 1888
XIV - A reorganização da igreja - 1888 - 1903
XV - A crise do panteísmo
XVI - A crise do panteísmo - Dr. Kellogg - 1901 - 1907
XVII - A obra na América do Sul
XVIII - Nossa estrutura organizacional
XIX - Grupos dissidentes
XX - Tendências do adventismo
I − HISTÓRIA DO ADVENTISMO E SUA NATUREZA

PORQUE ESTUDAR A HISTÓRIA DO ADVENTISMO?

A − Nós não participamos da filosofia existencialista para quem o passado é


sem sentido, só interessando ao homem o presente. Logo, fazer
História para eles não tem razão de ser, pois esta nada tem a
esclarecer do presente, nem diz nada de relevante ao homem hodierno.

1 − Para estes o significado da História jaz sempre no presente.

2 − Podemos concordar com a idéia de que o homem envolvido com a


história no presente, não pode captar o seu sentido.

3 − Mas cremos que Deus, que está fora da História e que a preside,
providencialmente, pode revelar seu sentido ao homem, e o fez. 
“O cristão vê as contingências e acidentes da história como a trama
e a urdidura do pano que Deus, em Sua providência, está tecendo”
(Dr. Pollard, citado por J. Schwantes, em Significado bíblico da
história, 18).

4 − Queremos entender como Deus dirigiu, está dirigindo e dirigirá nossa


História, sem abdicar de Sua soberania, nem negar nossa
liberdade.

a − Para nós o passado tem valor esclarecedor e orientador do


próprio passado e nos habilita a agir no presente face as
nossas crises eclesiásticas e desafios.

b − “O significado final da história deve ter um propósito de


redenção, que é concretizado por Deus na História mesma” (E.
Rust).

(1) Este propósito de redenção é presente pelos benefícios


adquiridos na cruz.

(2) Este propósito de redenção é futuro, pois seu pleno


benefício só será alcançado no porvir.

B − Quem somos nós? A alma do movimento adventista.


1 − Precisamos entender nosso passado com suas motivações,
vicissitudes e realizações para que diante das crises e perigos dos
séculos ou do presente, possamos ter um direção segura.

2 − Precisamos estudar nossa identidade como povo, sem mantermos,


ou aceitarmos conceitos restritivos.

a − Alguns nos encaram como uma inovação tardia, vinda para o


mundo religioso no século XIX. Somos declarados como
entidade separatista e tardia.

b − Isto nos tem colocado, injustamente, fora da Reforma


Protestante do século XVI, quando nós nos vemos como uma
continuação dela (C.S., 83). E nos vemos não só como
continuadores, mas como aqueles que a conduzirão ao seu
clímax.

3 − Precisamos recuar nosso horizontes, e vermo-nos como uma parte


inseparável de toda história, como o final seguimento de sua
verdade.

a − Somos a última linha de testemunhas de Deus para alcançarmos


o fim da era cristã.

b − O último seguimento das 7 fases da Igreja de Deus, como


revelado em Apocalipse 2, 3, e interpretado por A.A, pp. 586,
587.

4 − Precisamos entender a relação do povo remanescente e a Igreja


invisível.

a − Igreja Universal − Comunidade de crentes que confessam a


Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Compõe-se de todos os
que verdadeiramente crêem em Cristo.

(1) Remanescente: Um povo chamado para fora, nos últimos


dias, do corpo universal, devido à apostasia, para anunciar
a Tríplice Mensagem Angélica a todo o mundo.

(2) Esta visão da igreja dá profundidade e perspectiva à


nossa missão e mensagem. Provê mais poder e apelo
para nossa missão do testemunhar a todos os homens, e
nos protegem do conceito restritivo de que somos uma
inovação tardia e que surgimos no século XIX como
entidade separatista.

3
(a) Duas conseqüências lógicas surgem desta visão de
igreja: 1) Destruir todo senso inconfessável de
complexo de superioridade (triunfalismo) e ufanismo.
2) Não esquecer nossa identidade doutrinária e
profética, eclesiológica e missiológica.

(b) Esta visão de igreja com a nossa anuência às duas


verdades básicas, através das quais o mundo cristão
nos reconhece como uma igreja cristã, e são elas: 1)
A eterna preexistência e completa divindade de
Cristo. 2) Seu ato de expiação foi completo na cruz.

5 − Somos a consumação de todos os reavivamentos e reformas da


história cristã.

a − Porque as igrejas reformadas falharam em completar a obra, nós


estamos aqui para fazê-la. Nossa finalidade é a final missão.

b − Nós temos um lugar específico a ocupar no plano de Deus, no


conflito dos séculos.

(1) Nós somos a testemunha final da cadeia de arautos da


verdade salvadora.

(2) Nossa luz cumulativa, nossos privilégios conforme a


eleição, nos fazem responsáveis diante de Deus e dos
homens da tocha da grande comissão. Somos o último
movimento mundial de missão.

II − HISTÓRIA DA IGREJA ADVENTISTA − INTRODUÇÃO GERAL

CONTEXTO HISTÓRICO DO MOVIMENTO ADVENTISTA

A − Em torno do século XV as pessoas e os governos estavam interessados


em saber como ficar mais ricos. Seria aumentando a quantidade de
terras ou a quantidade de dinheiro? A sociedade feudal fora baseada na
riqueza de posse de terra. Enquanto uma sociedade que se baseava na
riqueza da posse de dinheiro emergia lentamente.

1 − “Um país rico tal como um homem rico, deve ser um país com muito
dinheiro; e juntar ouro e prata num país deve ser a mais rápida
forma de enriquecê-lo” (Adam Smith, 1776).

a − A palavra de ordem era: “vender o máximo e importar o mínimo”.

4
b − Deu-se assim o início a uma revolução comercial.

c − Neste contexto e sob este prisma se pode entender e interpretar


melhor os acontecimentos históricos diversos.

(1) Como as cruzadas que visavam reabrir o Mar Mediterrâneo


Oriental às embarcações ocidentais com finalidades
comercias.

(2) Como as viagens marítimas que objetivavam encontrar uma


rota alternativa às Índias (oriente todo) com vistas a
fomentar o comércio no ocidente.

(3) Com este mesmo objetivo se deram as viagens de


descobrimento e colonização de: Portugal, Espanha,
frança, Inglaterra, Holanda. A ordem era trazer ouro, prata
e outros bens para aumentar a riqueza com base no lucro.
Surge no horizonte da história a burguesia.

B − O século XVI foi caracterizado pelo humanismo (antropocêntrico) . O


homem é o centro, o sujeito é o padrão de tudo. Com isso começou a
se valorizar o que no homem havia de maior valor − sua razão. Isso nos
conduz ao Iluminismo, no século XVIII. Foi a época do racionalismo de
Descartes. Deu-se a liberdade do pensamento. Com uma mão eles
abalaram o absolutismo secular dos reis e com a outra a autoridade
religiosa de Roma.

1 − Por este processo propagam-se as idéias liberais, que defendiam o


direito do indivíduo à liberdade política e de expressão.

2 − Nesta época surgiu a doutrina dos três poderes fundamentais:

a − Executivo

b − Legislativo

c − Judiciário

(1) Cada um existia para limitar o poder do outro.

3 − Com o livro Contrato Social, de Jean-Jacques Rousseau, se


desenvolveu a concepção de que a soberania reside no povo.

C − Desta forma estavam prontos os ingredientes para as revoluções


liberais:

5
1 − A Revolução Americana é a realização prática dos pensamentos
filosóficos liberais do século XVIII, de Descartes, de John Locke,
Montesquieu, Voltaire, Rousseau e outros.

a − A guerra da Independência Americana (1776 − 1783).

b − Segunda Guerra de Independência Americana (1812 − 1814).

c − Guerra de Secessão (1861 − 1865).

2 − Revolução Francesa (1789) e outras.

3 − Este foi o caminho que os dominados encontraram para ter direito


aos bens de produção − o Capital.

a − Assim ascendeu no cenário social a classe burguesa que aliada


ao povo, então, contra os colonizadores ou contra a nobreza
defendiam as idéias de:

(1) Igualdade de todos os homens;

(2) Liberdade − Democracia;

(3) República − Soberania do povo através de seus delegados;

(4) Federalismo − Sistema político que se constitui de vários


estados numa federação;

(5) Capitalismo.

4 − Foi neste ambiente que surgiu e deu os primeiros passos o


Movimento Adventista.

D − Napoleão Bonaparte e a Europa − Durante quinze anos Napoleão


Bonaparte procurou propagar através de guerra o ideal republicano na
Europa. E se anunciava como líder do estado dominante da Europa.

1 − sua sede insaciável de poder o levou a exercer seu domínio em


áreas distantes como Oriente Próximo e Egito.

a − E ainda o conduziram às portas do Vaticano quando o general


Berthier estabelece a República Romana, em 1798,
aprisionando o papa Pio Vi, que morreu no exílio.

2 − Depois de 15 anos de guerra, Napoleão foi confinado numa ilha do


Atlântico Sul, Santa Helena, onde veio a falecer.

6
3 − Então a Europa tentou construir uma sociedade ordeira, livre dos
excessos trazidos pela revolução francesa.

a − Sob a liderança do Príncipe Matternich da Áustria, e sob a


inspiração de Edmund Burke, os estadistas europeus decidiram
encorajar instituições que trouxessem estabilidade para a
sociedade ordeira que desejavam.

b − Entre elas estava a Igreja Católica, cuja influência e prestígio


gradualmente aumentaram.

E − Quando o Adventismo começou?

1 − Os adventistas do 7º dia crêem que suas origens estão num


longínquo passado.

a − Não, somente, no movimento de 1830 a 1840 nos EUA, porém


mais além.

b − Além, em Wesley e no movimento reavivacionista do século


XVIII.

c − Além, nos grandes reformadores protestantes.

d − Além, nos grupos dissidentes anteriores, como os valdenses e


lolardos (sociedade semimonástica da Idade Média, 1.300,
para tratamento de doentes e enterro de mortos, que se
originou na Antuéroia; seguidores de Wycliffe nos séculos XIV
e XV).

e − Além, na Igreja Primitiva céltica da Irlanda e da Escócia.

f − Além, nos mártires do VI, V, IV e III séculos. Nossas origens


estão fundadas em:

(1) Columba − Mártir do VI século;

(2) Patrício − Mártir do V século;

(3) Ulfilas − Mártir do IV século;

(4) Justino, Perpétua e Felicitas;

(5) Policarpo, Bispo de Smirna.

g − Além, estão nos apóstolos e Jesus Cristo.

7
III − CONTEXTO RELIGIOSO E FILOSÓFICO EM QUE SURGIU O
ADVENTISMO

A − Diversidade Religiosa − Nesta ocasião o protestantismo estava


experimentando um renascimento em suas fileiras, particularmente, na
Inglaterra e nos EEUU, onde a obra de Wesley frutificou em rápido
crescimento do Metodismo. Processou-se então um reavivamento
interdenominacional, que se caracterizou por uma experiência religiosa
pessoal e emocional. Os séculos XVIII e XIX foram ricos em
diversidade religiosa. Novas seitas proliferaram.

1 − A América sempre foi a terra dos dissidentes religiosos. Embora os


pais peregrinos sejam os mais conhecidos, contudo houve outros
como:

a − Comunidade Germânica da Mulher no Deserto, estabelecida em


1964, próxima da moderna Filadélfia.

b − Foi na Pensilvânia, entre os German Dunkers (batistas), que


Conrad Beissel, tornou-se convicto da sacraticidade do sétimo
dia, o Sábado. Rejeitado por sua comunidade, Beissel retirou-
se para formar a EPHRATA CLOISTER, cujos membros, em
edição ao Sábado, negavam a doutrina da eterna punição,
opunham-se a toda guerra e violência, e seguiam alimentação
vegetariana com duas refeições por dia.

c − Além destes podem ser mencionados ainda: Rappites, Os


Separatistas de Zoar e a sociedade de Amana.

2 − PROFETAS dos séculos XIX nos EEUU:

a − No ano da declaração da independência da América surgiram


movimentos religiosos dirigidos por pessoas que se diziam
profetas:

(1) JEMIMA WILKINSON − Após experimentar um transe de 36


horas, ela ficou convencida que o Espírito de Jesus Cristo
ocupava o corpo dela, e isto duraria 1.000 anos.
Chamava-se a si mesma de AMIGA UNIVERSAL.

(a) Crenças: Sábado, Celibato, Pós-milenialismo.

(b) Morte em 1819.

(2) MÃE ANN LEE STANLEY − Chegou nos EEUU, em 1774,


vinda da Inglaterra, com 8 seguidores,

8
(a) Sua igreja chamava-se Igreja Milenial, seus seguidores
foram intitulados: The Shakers.

(b) Ela se considerava a encarnação feminina da


Divindade.

(c) Crenças:

• Celibato.

• Igualdade dos sexos.

• Pós-milenialismo.

• Comunicações espirituais.

• Temperança.

b − Além desses grupos podem ser mencionados outros, como:


Hopedale Community, Fruitlands, Brook Farm. Todos ligados à
idéia do Reino Milenial.

(1) JOHN HUMPHREY NOYES − Desenvolveu a crença da


perfeição individual e da perfeição da comunidade. Suas
crenças características são:

(a) Impecabilidade após a conversão.

(b) Casamento complexo − cada mulher do grupo deve ser


casada com cada homem.

c − Estes grupos religiosos desenvolveram crenças e práticas que


mais tarde vieram a ser características dos Adventistas do 7º
Dia.

3 − Os Santos Dos Últimos Dias

a − Joseph Smith Jr. foi o fundador e organizador da Igreja dos


Santos dos Últimos Dias, 1830.

(1) Aos 14 anos disse receber a 1ª visão.

(a) Nela me foi revelado que não havia nenhuma igreja


que tivesse uma teologia e uma prática corretas.

(2) Anos mais tarde, ele recebeu a visita do anjo Moroni, que o
conduziu a uma montanha próxima. Ali, Smith, diz Ter
recebido pratos (placas) de ouro com inscrições. Em

9
1830, Smith escreveu o Livro dos Mormons, que era a
tradução das inscrições das placas de ouro.

(3) Doutrinas características:

(a) Batismo de Imersão

(b) Dízimo

(c) Temperança

(d) Guarda do 1º dia da semana

(e) Poligamia

(f) Estabelecimento do Reino de Deus na Terra

(4) Devido aos casamentos do profeta, desafetos de sua igreja


e outros líderes religiosos levaram-no à destruição.

(a) Foi preso com seu irmão Hyran, por ordem do


governador Thomas Ford, em Illinois.

(b) Em 27 de junho de 1844, em tumulto no presídio, ele


foi assassinado com seu irmão.

4 − O ESPIRITISMO MODERNO E O EVOLUCIONISMO

a − Origens Modernas do Espiritismo. O emocionalismo Metodista,


Batista e o espírito reavivalista dos campbelitas (Thomas
Campbell − discípulos de Cristo) prepararam o terreno para o
surgimento dos Mórmons, bem como a filosofia espírita de
Emanuel Swedenborg, que esteve nos EEUU, no início do
século XIX.

(1) A Segunda Vinda para este homem, conforme revelada no


Apocalipse, ocorreu quando ele recebeu a revelação do
significado espiritual da Bíblia.

(a) Ele dizia ter experimentado visões, nas quais ele


conversava com um famoso homem do remoto
passado.

(b) ANDREW JACKSON DAVIS – Aos 18 anos, sapateiro,


teve um transe no qual ele se encontrou e recebeu
mensagens de um antigo médico grego chamado
Galen, e de E. Swendenborg. Isto ocorreu em 1844.

10
(c) AS IRMÃS FOX – Hydesville , N. Y., apareceram
quatro anos mais tarde, em 1848. A comunicação
com os espíritos que elas estabeleceram teve ampla
publicidade nos EEUU. O espiritualismo, embora não
tenha formado uma denominação organizada à
parte, teve rápido crescimento nos EEUU e no
mundo. Em 1859, o número de médiuns em N. Y. era
de 71, enquanto Massachusetts possuía 55, em Ohio
– 27. Cerca de 350.000 nova-iorquinos professavam
comunhão com os mortos.

(d) CHARLES DARWIN – A idéia da evolução é muito


antiga. Na Grécia, Anaximander ensinava que o
homem evoluiu do peixe.

(1) Aristóteles ensinou que Deus criou uma massa de


matéria viva, e dessa massa evoluíram formas de
vida cada vez mais complexas.

(2) Os primeiros evolucionistas do século XVIII,


foram:

• Buffon, na França, defendeu em seus trabalhos que


era possível a transformação de uma espécie em
outra, em 1751, a Sorbonne o forçou a negar essa
possibilidade.

• Em 1794, na obra Zoonomia, Erasmus Darwin, avô


de Charles Darwin aceitava uma idéia sobre evolução
– os animais de sangue quente tinham uma origem
comum.

• Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829) – não só


aceitou a idéia de evolução como foi o primeiro a
tentar explicar os fatores que a determinam. A obra
de Lamarck, Filosofia Zoológica, foi publicada em
1809.

• Charles Robert Darwin – publicou o livro Origem das


Espécies, em 1859, que esgotou em um só dia 1.250
exemplares. Darwin nasceu em 1809 e já em 1831,
embarcou como biólogo no navio Beagle numa
viagem de pesquisa que durou cinco anos.

O primeiro rascunho do seu livro ficou pronto em


1844, curiosamente. Escreveu outros livros sobre o
tema. Morreu em 1882, aos 73 anos.

11
5 – O Movimento Missionário – século XIX – O Grande Século
Missionário.

a - Teve seu início em 1793, com a chegada de William Carey, na


Índia.

(1) Dois anos mais tarde foi estabelecida a Sociedade


Missionária de Londres, 1795; no ano seguinte, em N. Y.,
é estabelecida uma entidade semelhante (1796).

b - O movimento missionário foi respaldado pelo surgimento de


Sociedades Bíblicas.

(1) Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira – 1804.

(2) Sociedade Bíblica Americana – 1816.

(3) Entre 1804 e 1840 surgiram 63 Sociedades Bíblicas na


Europa, América e Ásia. Dentro deste período,
aproximadamente (1800-1844) foram traduzidas partes da
Bíblia em 112 línguas e dialetos.

c - Com este respaldo surgiram missionários de quem o mundo não


era digno.

(1) Robert Morrison – China.

(2) Adoniran Judson – Índia.

(3) Robert Moffat – Sul da África.

(4) David Livingstone – África.

(5) John G. Paton – Ilhas do Pacífico.

d - Escola Dominical – criada para alcançar milhares de crianças e


jovens que cresceram em lares onde o nome de Cristo era
usado só de forma profana.

(1) Fundador – Robert Raikes – Movimento de Escola


Dominical na Inglaterra.

(2) Em 1816, em Boston, EEUU fundaram escolas similares.

(e) Em 1826, as Igrejas Congregacional, Presbiteriana e Reformada


estabeleceram a Sociedade Missionária do Lar Americano.

12
(f) O advento da Revolução Industrial na Inglaterra e EEUU proveu
recursos e tecnologia para a Obra Missionária. Todas as
igrejas cristãs do mundo tem ali a sua sede de fato ou legal.

(g) Movimentos Reformatórios fundaram nos EEUU todo tipo de


sociedade.

(1) Anti-Escravocratas.

(2) Temperança.

(3) Missionárias.

(4) Presidiários.

(5) Cegos.

(6) Educação Primária.

(7) Órfãos.

(8) Asilo de loucos.

(9) Pobres.

IV – O REAVIVAMENTO DO ADVENTISMO
A – A Promessa

1 - No ano 31 a. D. os apóstolos ouviram uma vez mais a promessa da


bem-aventurada esperança – At 1:9-11.

2 - O retorno de J. C. foi repetido mais de 300 vezes no N. T., como um


acontecimento iminente, por isso é apontado por Edward Gibbon
como o principal fator do rápido crescimento do cristianismo
primitivo.

3 - Erros de expectativa frustrada.

a - A visão espiritualista de Orígenes – A Segunda Vinda ocorria


quando o indivíduo aceitava a Cristo e morria para o pecado.

b - A visão eclesiológica de Sto. Agostinho – O Reino Milenial de


Cristo teve seu início no estabelecimento de sua Igreja na 1ª
Vinda.

B - Interesse no Estudo Profético

13
1 – Após o 5º século, estudiosos surgiram, isoladamente, que viam nas
profecias de Daniel e Apocalipse uma evidência da proximidade da
2ª Vinda.

a – Joachim Floris em 1180 foi o primeiro a aplicar o dia/ano à


profecia dos 1260 dias.

2 – Contudo, só a partir da Reforma Protestante que a crença na


iminente volta de Cristo teve seu desenvolvimento.

a – No início do século XVII, apareceu um clérigo inglês, Daniel


Whitby que procurou harmonizar as correntes que o
precederam.

(1) Ele defendeu a idéia de que a 2ª Vinda era espiritual, a que


se seguiria mil anos, nos quais se converteriam primeiro
os protestantes, católicos, judeus e maometanos,
abandonando seus pecados e descrença, no fim do
milênio, então Cristo voltaria literalmente.

(2) Por volta de 1750, o Pós-Milenialismo dominou a


escatologia protestante, na América e Inglaterra.

3 - Os acontecimentos da Revolução Francesa recrudesceram a


especulação milenial, uma vez que a profecia os 1260 dias teve o
seu cumprimento com o aprisionamento do Papa, e o
estabelecimento da República em Roma.

a – Ainda renovou o interesse no estudo das profecias de tempo


como 1260 e 2300 dia/ano.

b – Por volta de 1800, muitos estudiosos protestantes admitiam que


os 1260 anos de supremacia papal terminaram na última
década do 18º século.

(1) Foi Drue Cressener (m. 1718),um pastor da Igreja


Anglicana, o primeiro a iniciar o período dos 1260 dias
com Justiniano e sua atuação em favor do papado, cujo
término se daria em torno de 1800.

(2) “A primeira aparição da besta se deu quando Justiniano


recuperou o Império Ocidental, e desde esse tempo até
aproximadamente o ano 1800 transcorreram 1260 anos.”
(P.F.O.F., II, 596).

(3) Este renascimento do interesse em profecia logo se


transferiu para o mais longo período da profecia bíblica, os
2.300 dia/ano, de Dn 8:14.

14
(4) Em torno deste período, 84 homens de 13 países, de quatro
continentes ensinavam que os 2.300 dias/ano terminariam
em 1844, 1845 ou 1847.

V – O MOVIMENTO ADVENTISTA
A – Na Alemanha

1 – Johann Petri, pastor calvinista alemão, em 1768, foi o primeiro a


encontrar o caminho para a correta interpretação dos 2.300
dias/anos.

a – Foi Petri quem primeiro descobriu a íntima relação entre as 70


semanas proféticas de Dn 9 e os 2.300 dias/anos de Dn 8.

(1) Ele estabeleceu o início de ambas as profecias em 453 a.


C., isto conduziria o término do período profético para
1847.

2 – Johann Bengel – Cinqüenta anos antes de J. Petri, causou o maior


impacto nos meios protestantes. Para ele a Bíblia inteira era uma
revelação progressiva do plano de Deus para salvação do homem,
tendo como figura central a pessoal do nosso Senhor Jesus Cristo.
Todas as profecias de tempo apontavam para culminação do plano
e salvação: a segunda vinda de Cristo em glória.

a - Para ele, o número 666 e 1260 eram iguais, apontando para o


tempo da supremacia papal. Com um complicado arrazoado
aritmético concluía que o fim dos 1260 era o ano 1836.

b - Ele cria que Cristo voltaria à terra neste tempo, para iniciar seu
reino milenial, e em seguida haveria um segundo milênio no
céu.

c - Bengel exerceu uma profunda influência no pietismo germânico,


e na Inglaterra, João Wesley foi profundamente alcançado por
seu ensino.

3 - Joahnn Richter: Era secretário da Sociedade Missionária de Rhenish,


e editou o Comentário Bíblico da Família, em seis volumes.

4 - Johann Lutz: Pregador em Karlshuld na Bavária, pequena cidade


mergulhada no pecado. Ali ele chamou a atenção do povo para as
profecias do rápido retorno de Jesus Cristo e para um preparo cabal
para este evento.

B – No Chile

15
1 – Manuel Lacunza

a – Por séculos a Igreja Católica, ou ignorou o retorno de Cristo ou


o colocou num longínquo futuro.

b – Então, na década de 1790, um manuscrito intitulado “A Vinda do


Messias em Glória e Majestade”, escrito por Manuel Lacunza,
sacerdote jesuíta, começou a circular na Espanha e na
América Espanhola.

c – Ele foi forçado a deixar o Chile, em 1767, quando Carlos III


expulsou todos os jesuítas. E Lacunza foi viver num mosteiro
perto de Bologna, Itália, onde terminou seus estudos sobre a
segunda vinda de Jesus Cristo. Seus manuscritos circularam
sob o pseudônimo de Juan Josafat Ben-Ezra. Até que em
1812, 10 anos pós sua morte, sua obra foi publicada na
Espanha.

d – Ele cria que havia duas ressurreições separadas pelo milênio, e


que a vinda de Jesus era anterior ao milênio, posição oposta à
de Whitby, pós-milenialismo.

C – Inglaterra.

1 – O livro de Lacunza agitou a Inglaterra, na década do ano de 1820,


na direção da segunda vinda de Cristo.

a – O Jornal Anglicano, The Christian Observer, em seu primeiro


número em 1802, foi dedicado, especialmente, aos 1260
dias/anos.

b – Em 1810, John A. Brown, introduziu os 2300 anos, datando o


seu início para 457 a.C. e seu fim para 1843 A.D.

2 – Hans Wood – (mais ou menos 1803). Irlandês, piedoso leigo de


Rossmead adotou a interpretação de que os 2.300 dias/anos tem o
mesmo início das 70 semanas. Ou seja, as 70 semanas são o
primeiro segmento dos 2.300 anos, iniciando as 70 semanas em
420 a.C., cujo término seria em 1880.

3 – Willian Cunninghame – um leigo escocês, jornalista do The Christian


Observer, um prolixo escritor, escreveu vinte e uma diferentes obras
sobre profecia e cronologia. Ele acreditava que estava vivendo no
tempo da mensagem do primeiro anjo de Apoc. 14:6,7, e que as
duas outras mensagens estavam no futuro.

16
a – Ele entendeu que a purificação do santuário, no fim dos 2300,
se referia à purificação da igreja, ao julgamento da apostasia e
do islamismo.

b – Ele pensava que milênio se iniciaria no fim dos 1335 dias/anos


de Dn 12:12, em 1867, que para ele seria o fim dos 1260 dias
também.

c – Havia diversas diferenças entre os pregadores do advento da


Inglaterra em relação aos dos EEUU.

(1) Os pregadores ingleses não conseguiram pregar, com o


mesmo fervor dos americanos, uma data específica.

(2) A crença na conversão dos judeus e no seu retorno à


Palestina ocupou um grande espaço entre os pregadores
ingleses e que não ocorreu com os mileritas. Por isso,
apareceram homens, como Lewis Way e Henry Drumond,
interessados na obra missionária entre os judeus.

(3) Eles entendiam que a recente organização de entidades


missionárias e de sociedades bíblicas era um
cumprimento do alto clamor do anjo de Apoc. 14.

• Para expandir suas idéias eles publicaram um jornal


trimestral “The Morning Watch” (atalaia).

d – Em 1826, por sugestão de Lewis Way, Drumond convoca leigos


e ministros para uma semana de estudos das profecias, em
Albury Park. O que se tornou um evento anual por 4 anos;
destas reuniões surgiram dois jovens pregadores na casa dos
trinta anos: Joseph Wolff e Edward Irving.

4 – Joseph Wolff, filho de um rabino judeu-alemão. Repelido pelo


racionalismo do protestantismo alemão do século XIX, ele voltou ao
catolicismo. Wolff se tornou o pregador predileto do papa e dos
cardeais. Logo se tornou professor de Propaganda, colégio
missionário da igreja, devido a sua facilidade para línguas e seu
fervor missionário. Cedo deparou-se com um conflito com
estudantes e professores a respeito do direito da igreja em queimar
os heréticos, que Wolff dizia ser uma violação do mandamento: “não
matarás”. Nesta ocasião ele se encontra com H. Drumond, que foi
conhecer o famoso pregador cristão. Prontamente, Drumond
apelou: “Wolff, saia de Babilônia.”

Devido a sua independência, foi afastado do catolicismo, após o


que emigrou para a Inglaterra, onde se tornou anglicano. Por ser
especialista em 6 idiomas e ser capaz de se comunicar em mais 8

17
línguas, tornou-se um missionário entre judeus, árabes, hindus.
Como pregador esteve no Oriente Médio, na Ásia Central, na Índia
e, em 1837, em visita aos EEUU, foi convidado a pregar para o
Congresso Americano. José Wolff dizia que o 2º advento ocorreria
em 1847.

5 – Edward Irving: Trata-se da mais brilhante figura do movimento


adventista inglês, cresceu na Escócia e graduou-se na Universidade
Edinburg com a idade de 17 anos. Depois de iniciar seu ministério
em Glasgow, aceitou um convite para pastorear uma pequena igreja
em Londres Sua brilhante oratória, a reputação de sua piedade, e
sua habilidade de empatizar com seus paroquianos, atraiu a nata da
sociedade londrina. Logo foi necessário mudar-se para a Igreja
Presbiteriana da Regent Square, para poder acomodar sua
congregação. Em 1826, ele leu, em espanhol, a obra de Lacunza.
No mesmo ano se uniu a James Frére e a Lewis Way na
organização da sociedade de investigação da profecia. E. Irving
aceitou o ano de 1847 como a provável data do retorno de Cristo.
Domingo após domingo, Irving ensinou a milhares de pessoas em
sua igreja em Londres, o iminente retorno de Jesus. Em sua
viagem à Escócia, ele falou a um auditório de 12.000 pessoas ao ar
livre. Nesta viagem foram convertidos os 3 irmãos Bonar. Entre
eles Horatius Bonar, famoso hinólogo do advento. Num domingo de
1831, o sermão foi interrompido por um estranho falar em línguas
seguido de curas divinas. A congregação dividiu-se quanto à
genuinidade desta manifestação sobrenatural. Irving rejeitou
condenar o que ele pensou poder se tratar do derramamento do
Espírito Santo na chuva serôdia. Isto o conduziu para seu
afastamento e heresia. Com o ânimo quebrado, morreu em 1834.
Nenhum país europeu teve tão brilhante grupo de pregadores como
a Inglaterra.

D – Pregadores Europeus Continentais

1 – Suíça – François S. R. Luis Gaussen, era professor da Escola de


Teologia da Sociedade Evangélica. Por ser um zeloso advogado do
2º advento, deu especial atenção às profecias em seu ensino.
Gaussen originou uma maneira ímpar de criar interesse nas
profecias por dar aulas na Escola Dominical sobre Daniel para as
crianças de Genebra. Esta série atraiu muitos adultos, inclusive
vindos como visitantes de outros países.

2 – Suécia – Os clérigos da igreja oficial rejeitaram a mensagem do


breve retorno de Cristo. No lugar deles, nos lares e florestas,
pregadores leigos pregaram até que foram presos durante os anos
1843/2, muitas crianças de ambos os sexos, mesmo com a idade de

18
6 anos anunciaram o 2º advento, e chamavam o povo ao
arrependimento.

3 – Austrália – Thomas Playford apresentava seus poderosos sermões,


nas igrejas, até que estas ficaram pequenas, então seus amigos
construíram um local, grande, para reuniões.

4 - Índia - Na cidade Calcutá, o bispo episcopal, Daniel Wilson, publicou,


em 1836, o livro sobre as profecias de Daniel. Neste volume ele
declara que o fim dos 2300 dias/anos seria em 1847, quando se
daria a 2ª vinda, e a ressurreição pré-milenial.

5 - Causas do porquê o movimento adventista falhou em arregimentar


todo o povo, no velho mundo.

a) Discutiam excessivamente se o período profético era de 2300 ou


2400 dias, cujo término seria 1843, 1844 ou 1847, 1866, 1867,
LXX. 2400 Séc. XXI aproximadamente.

b) Interesse em outras profecias de tempo como 1290 e 1335.

c) Esperavam a conversão e a restauração dos judeus, enquanto


aguardavam a expulsão dos maometanos de Jerusalém, antes
da 2ª vinda.

d) Não desenvolveram um jornal popular para propagar suas idéias,


e os que tinham era demasiado técnico.

e) Encararam os eventos com pouca visão evangelística.

E - O Movimento Adventista Nos EEUU.

1 - Apesar de não ter havido maior interesse na iminente volta de cristo,


por quase uma década após a conferência de Albury, entretanto,
estava surgindo desde 1811 algumas especulações concernentes
aos 2300 dias anos.

a) William C. Davis, de South Carolina, calculou que o fim dos 2300


e 1260 anos ocorreria em 1847. para ele purificação do
santuário queria significar o início do milênio. E em 1847 se
iniciaria a purificação da igreja com a respectiva destronização
do papado e o início da conversão dos judeus, 30 anos após,
mas a glória do milênio seria em 1922. Mais tarde tornou-se
Pós-Milenialista, dizendo que a 2ª vinda literal de Jesus dar-se-
ia 365.000 anos futuros.

b) Até esta época a maior parte dos pregadores americanos


defendia o Pós-Milenialismo de Whitby.

19
2 - William Miller

a) Infância e juventude - 1782 a 1803.

(1) Nasceu em Pittsfield, Massachussets, em 15/02/1782,


sendo o primeiro de 16 filhos.

(2) Aos 4 anos mudou-se para Low Hampton, que ficava à


pequena distância do limite com o Estado de Vermont.

(3) Nasceu e se criou num lar batista, sua mãe era filha de
pastor Elnathan Phelps. Cedo aprendeu que seus pais não
poderiam custear seus estudos. Entretanto, seu desejo de
estudar era tão grande, que esperava toda família dormir,
e ia para sala. Então, avivava o fogo e deitado sobre o
tapete lia.

(a) Pegava livros emprestados de seus vizinhos, e assim


ele formou seu perfil cultural.

(4) No dia 2 de janeiro de 1803 ficou noivo da senhora Lucy


Smith, com quem se casou em 29/6/1803, com ela viveu
50 anos, e tiveram 10 filhos. Ao casar-se mudou-se para
Paultney, a uns 10km de Low Hampton.

b) Período de confusão espiritual e incredulidade - 1803 -1816.

(1) Sua fé religiosa foi minada pela leitura de autores como


Voltaire, Thomas Payne, David Hume e outros. Assim
passou a professar o deísmo. Também pela influência de
seus amigos intelectuais.

(2) Neste período ocupou os seguintes cargos: Juiz de paz,


sherife e tenente da polícia estadual durante a 2ª Guerra
de Independência que estourou em 1812, subiu ao posto
de capitão.

(3) Suas experiências na guerra fizeram Miller pensar um


pouco melhor no deísmo. Seus amigos mortos o fizeram
pensar mais na vida futura.

(4) Então veio a batalha Plattsburg em 11/9/1814. O exército


americano era em menor número (na proporção de 1/3) e
menos experimentado do que os veteranos soldados
ingleses que lutaram contra o temível Napoleão. Como
eles poderiam vencer senão pela interferência de Deus?
Ele pensava. 15.500 soldados ingleses experientes e bem
equipados contra 5.000 soldados americanos mal

20
armados e inexperientes. Em quatro horas de batalha os
ingleses se renderam.

(5) Em 18/6/1815 deu baixa no exército. Voltou ao seu lar. Seu


pai tinha falecido. Agora precisava de ajudar sua mãe
viúva, e seus irmãos menores, indo morar em Low
Hampton.

(6) Para agradar sua mãe começou a freqüentar a Igreja


Batista local, onde seu tio Eliseu pregava regularmente.

(7) Quando o ministro não estava presente um sermão


impresso era lido por um diácono, o que desgostava a
Miller. Por isso parou de freqüentar aos domingos, até
que os diáconos o convidaram a ler os próximos sermões.
Paulatinamente se insatisfez com a falta de esperança do
deísmo.

(8) Um Domingo, enquanto lia o sermão, foi tomado de grande


emoção. E começou a ver a beleza de Jesus Cristo como
seu Salvador. Por que não tornar-se um cristão, tendo
sua esperança posta nas promessas da Bíblia?

(9) Seus amigos deístas o expuseram ao ridículo, usando seus


próprios argumentos para interpelá-lo. Isto o conduziu a
um sistemático programa de estudos.

c) Período de profundo estudo da Bíblia - 1816 - 1831 (dos 34 aos


49 anos).

(1) Miller comprou uma Bíblia e a concordância de Cruden’s


por 18 e 8 dólares respectivamente.

(a) Decidiu deixar de lado todos os comentários e se


dedicar ao estudo da Bíblia tão somente.

(b) E deixar a Bíblia explicar-se a si mesmo.

(c) Começou em Gên.1:1 e durante 2 anos foi avançando


versículo por versículo. Quando se deparava com
alguma contradição aparente, não continuava até que
encontrava uma solução, deixando a Bíblia explicar-
se a si mesma.

(d) Não poucas vezes ficava tão excitado que não dormia
a noite inteira, e continuava estudando todo o dia
seguinte.

21
(e) Método - Quando deparava com algo obscuro,
comparava com as passagens colaterais, com a
Cruden’s examinava todos os textos da Escritura nos
quais se achassem qualquer uma das palavras do
texto obscuro. Terminando seus dois anos de
estudo, Miller estabeleceu 14 regras de
Hermenêutica.

(f) Conclusões doutrinárias:

(1) Pré-Milenialismo.

(2) Retorno dos judeus a sua terra é sem


fundamento.

(3) Volta de Jesus será pessoal, acompanhada dos


anjos.

(4) O reino de Deus será estabelecido em sua volta.

(5) A terra perecerá num dilúvio de fogo.

(6) A Terra Nova surgirá das cinzas.

(7) Os justos mortos só serão ressuscitados na 2ª


vinda.

(8) Os ímpios só ressuscitarão depois do milênio.

(9) A penta pequena - o papado - será destruída na 2ª


vinda.

(10) Vivemos no tempo dos últimos símbolos


proféticos, como no caso de Dan.2.

(11) Princípio dia/ano.

(12) 2.300 dias de Dan.8:14, entendem-se de 457 AC


e se cumpriria em torno de 1843, e que Jesus deveria
regressar nesse ano ou um pouco antes.

g) Isto o levou a estudar mais 4 anos (1818-1822); este


período foi dedicado a enfrentar todas as objeções
que porventura pudessem surgir. Daí surgiu o
compêndio de fé de W. Miller com 20 artigos.

(2) De 1822 até 1831 Miller nada fez aparentemente de


excepcional (40 - 49 anos). Nesta época surgiu uma
questão que arrebatou os sentimentos e pensamentos de

22
Miller - seu dever de pregar ao mundo a luz que deus lhe
havia dado.

(a) Uma vez interior, persistente e continuamente o


perturbava, que devia anunciar ao mundo o que havia
encontrado na Bíblia, mas ele, persistentemente,
rechaçava os apelos com a excusa de não estar
suficientemente seguro de suas interpretações.

(b) Depois, quando esta desculpa já não o convencia, ele


formulou uma outra - não me sinto em condições de
falar em público, mas Ezeq. 33:4,6,8 o atormentava
de contínuo.

(c) Tentou através de cartas, falando sobre as profecias,


dividir a sua responsabilidade de pregar, e silenciar
esta vez que o não abandonava.

(1) Sr. Ashley

(2) Irmã e cunhada

(3) José Attwood

(d) A voz continuava soando. “Vai, adverte o mundo do


seu perigo!”.

d) Miller o Pregador Solitário - 1831 - 1839 (49 aos 57 anos).

(1) Miller responde ao chamado de Deus.

(a) No Sábado de 13/8/1831, após o desjejum, Miller foi


para o seu escritório para estudar um pouco da
Bíblia. Após o quê, levantou-se para ir à chácara,
quando aquela voz se fez ouvir mais forte do que
nunca:” Vai, dize-o ao mundo”.

(b) Voltou a sentar em sua cadeira, e começou a


argumentar: sua falta de preparação, falava mal sua
língua, sua lentidão para falar, seu sotaque de
matuto, sua idade avançada... Nem a si mesmo
convencia... “não posso ir, Senhor!”

(c) Então fez um pacto com Deus: “Se eu receber um


convite para falar em público em qualquer lugar, irei,
e compartilharei o que eu tenho encontrado na bíblia
acerca da vinda do Senhor”. “Toda a minha carga
caiu dos meus ombros de uma só vez, pois eu nunca

23
seria chamado a pregar, ninguém sabia deste meu
problema”.

(2) O convite.

a) Não passara sequer meia hora desde o momento do


pacto que fizera com Deus, quando ouve uma forte
batida na porta.

b) Era Irving, filho do casal Silas e Silvia Guilford, sobrinho


de Miller por parte de mãe.

c) A ordem era: convide a seu tio Miller a pregar para nós,


se ele não quiser, diga-lhe que falar sobre os temas
que tem estudado sobre a 2ª vinda, e, se não quiser
pregar na igreja, que pregue na sala daqui de casa
(Guilford). A cavalo, 25km, de Dresden à casa de
Miller.

d) “Nosso Pastor está ausente e meus pais querem que


você venha e nos fale sobre a 2ª vinda de Cristo”.

e) Surpreso e indignado, Miller saiu de casa e se dirigiu a


um pequeno bosque, lamentando o pacto feito
anteriormente. Esta luta durou uma hora. Até que,
ajoelhado, exclamou “Sim, Senhor, irei!” No bosque
do dia 13/8/1831, entrou um chacareiro, e saiu um
pregador.

e) No dia 14/8/1831 Miller iniciou, em Dresden, seu ministério de


pregador, na cozinha da casa dos Guilford. No dia seguinte, a
reunião foi na Igreja Batista, e durante as noites seguintes mais
e mais pessoas vieram, o que era apenas um sermão, tornou-
se um forte reavivamento em Dresden. Treze famílias se
converteram, exceto duas pessoas.

(1) Ao voltar para casa, no dia 22/8, feliz e animado e cheio de


entusiasmo, já estava a sua espera uma carta convite do
pastor Batista de Poultney para vir e falar aos batistas
daquela cidade.

(2) Deste tempo em diante vinham convites para pregar nas


igrejas batistas, metodista, congregacionais daquela
região.

(3) Em 12 de setembro de 1833, sua Igreja Batista local, de Lor


Hampton, sem seu conhecimento, votou sua licença para
pregar. Parece que ele nunca foi formalmente ordenado. E

24
sempre recusou em toda sua vida ser chamado de
reverendo. Nunca usou roupa clerical, e sempre se vestiu
com a roupa de cidadão comum.

f) Devido seu zelo e sinceridade, Miller ganhou o mais alto respeito


entre aqueles que discordavam dele, como William Lloyd
Garrison.

(1) Centenas de pessoas apreciavam a tranqüilidade e firmeza


de arrazoamento bíblico, histórico e profético.

(2) Seu grande objetivo não era a fria matemática das profecias
de tempo, mas antes de tudo ver as pessoas aceitarem a
Jesus Cristo como Salvador, e vê-las olharem para futura
vinda de Jesus com uma alegria expectante.

(3) Seus sermões eram bem conhecidos por uma cuidadosa


organização e fundamentado por uma numerosa citação
de textos bíblicos.

(4) Era um pregador entusiasta, sem ser bombástico. Sua


linguagem e estilo eram entendidos pelo povo comum.

g) A primeira impressão dos pontos de vista de Miller foi escrita em


1832, e apareceu no jornal Batista: The Vermont Telegraph.

(1) Esta publicação foi seguida por um panfleto de 64 páginas,


preparado para responder a perguntas específicas.

h) Em 1836 preparou um pequeno livro, que era uma coletânea de


16 sermões, que rapidamente se espalhou.

i) Em 1838 foi feita uma republicação destas palestras de Miller


pelo Boston Daily Times.

3 - Miller e seus associados.

a) A pedido de um amigo, o Pr. Josias Litch leu a coletânea de


sermões de Miller, certo que com facilidade provaria os erros
de Miller, em tentar datar o retorno de Cristo.

(1) Mas, quanto mais lia, mais fascinado ficava. Quando


terminou, estava convicto que Miller estava certo, e que
ele mesmo deveria ensinar esta verdade e por isto
publicou um livro intitulado: “Probabilidade da 2ª vinda de
Cristo cerca de 1844”.

25
(2) Foi Litch, que aplicando o princípio dia/ano, no estudo de
Apoc. 9, predisse a queda do poder Otomano em agosto
de 1840. Isto aumentou o interesse no estudo das
profecias bíblicas. E muitas pessoas consideraram a
queda do império otomano em 11/8/1840, como um
cumprimento, uma vindicação da posição de Litch.

b) Na primavera de 1838 outro pregador leu a coletânea de


sermões de Miller, desta feita foi Charles Fitch, de Boston. Ele
também concordou com Miller.

(1) Por não ter apoio dos pastores congregacionais, abandonou


sua preocupação com a profecia.

(2) Mas em 1841, através de J. Litch, reafirmou sua fé no


advento e tornou-se um dos mais vigorosos evangelistas.

c) Apesar da influência de Miller estar se espalhando rapidamente,


nas vilas e pequenas cidades, nada se sabia do assunto nas
grandes metrópoles.

(1) Em Exeter, New Hampshire, Miller ali estava para uma série
de palestras, quando pastores da Christian Connection
resolveram visitá-lo para aprender algo dos seus
ensinamentos. Entre eles estava Josué V. Himes.

(2) Um vibrante jovem, organizador de grandes programas


sociais e educacionais. Vivamente impressionado,
reconvidou a Miller para vir fazer uma série de palestras
na sua capela de Chardon Street, em Boston.

(3) este convite aceito transformou o milerismo de curiosidade


local para receber atenção nacional.
VI – O MOVIMENTO MILLERITA - 1839 -1844 E O
DESAPONTAMENTO

A - O contato de Miller com Josué V. Himes abriu uma nova era no


adventismo nos EEUU. Aceitando o convite de Himes, Miller pregou em
Boston, na Chardon Street Chapel, de 8 a 16 de dezembro de 1839.
Esta aproximação dos dois pregadores fez com que Himes tivesse mais
certeza acerca da proximidade do advento, embora não estivesse tão
convicto com a datação de Miller.

1 - Himes acreditava que o tema merecia uma mais ampla publicidade,


e inquiria de Miller por que não o fizera antes, ou seja, anunciar a

26
mensagem nas grandes cidades. Ao que Miller disse que não havia
sido convidado.

a) Foi então que Himes determinou que abriria as portas para Miller
“em cada cidade na União”.

b) Dentro de semanas Himes tornou-se o organizador, promotor e o


jornalista do movimento adventista.

c) Através das atividades de Himes, Miller pregou em New York,


Filadélfia e Washington.

d) Em fevereiro de 1840 Himes começou um outro método de


publicidade. Saiu o primeiro jornal do adventismo: “The Signs
of the Times”. O 1º número saiu no dia 28/2/1840.

e) Por falta de fundo e de uma lista de assinantes este seria o 1º e o


último número. Mas Dow e Jackson, jornalistas abolicionistas,
acreditaram que o tema da 2ª vinda tinha interesse público e
que seria um sucesso financeiro.

f) Assim eles assumiram a responsabilidade de publicação, e o


jornal começou a sair quinzenalmente. As condições para isto
eram:

(1) Himes, um editor sem salário.

(2) Ajudar a conseguir uma lista de assinantes.

(3) Fornecer artigos.

2 - No fim do 1º ano a publicação de Signs of The Times, tinha 1.500


assinantes e Himes convenceu a Dow e Jackson a vender o jornal
para ele.

a) Assim o jornal passou a ser editado semanalmente, na primavera


de 1842.

b) Josias Litch foi contratado como editor associado.

c) Este foi o 1º de uma grande lista de publicações. os principais


foram:

(1) The Midnight Cry - de N. Y. City.

(2) The Voice of Truth - de Rochester.

(3) The Western Midnight Cry - de Cincinati.

27
(4) The Trumpet of Alarm - de Philadelphia.

(5) The Voice of Elijah - de Montreal.

3 - Além disso, Himes formou uma pequena biblioteca sobre o 2º


advento, chamada “Second Advent Library”. Eram publicações de
Miller e outros. As pessoas eram encorajadas a distribuir estes
livros para vizinhos e amigos.

a) Himes ainda produziu mapas proféticos coloridos, feitos por


Charles Fitch e Appollos Hale, e ainda diversos tipos de selos
propaganda para cartas.

4 - A extensão da obra de Himes.

a) A Tiragem Total tinha alcançado em 1842 a 50.000 exemplares,


em 1843 a 1.000.000 exemplares, em maio de 1844 a
5.000.000 exemplares.

b) Assim a publicação millerita chegava a todos os lugares. Pacotes


eram colocados nos navios que viajavam para todos os portos
do mundo. Chegou-se a pôr publicação millerita em todos os
portos da Costa atlântica dos EEUU.

c) Viajou 30.000km, dando uma palestra por dia quase o tempo que
esteve associado com Miller.

(1) Miller para ele era como se fora um pai.

d) Editou um hinário intitulado: “The Millennial Harp”.

5 - Enquanto isto, Miller continuava pregando a auditórios cada vez


maiores.

a) Até que chegou a Portland, Maine, na igreja cristã da rua do


Casco, em março de 1840, onde pregou para um público de
1500 a 1800 pessoas, onde foi ouvido pela família Harmon.

B - Conferências gerais sobre a 2ª vinda de Cristo.

1 - O número de pastores que aceitava o ponto de vista de Miller,


aumentava cada vez mais, então convinha reunir os líderes em uma
conferência geral.

a) O Signs of The Times encarregou-se de fazer anúncios,


assinados por Miller e outros, para reunir os crentes em
Boston, na capela da Rua Chardon, no dia 14/10/1840, para
conversarem sobre o tema do 2º advento.

28
b) A Miller estava encarregada a mensagem principal, contudo
adoeceu de febre do tifo. Em seu lugar foi escolhido para
presidir as reuniões Dr. Henry Danaward, pastor episcopal de
N. Y. e deu a principal mensagem sobre o Pré-Milenialismo e
uma visão histórica do 2º advento. Daí saiu um documento de
200 páginas contendo as principais mensagens.

c) Assistiram à esta reunião cerca de 200 pastores e leigos, que


estiveram presentes a esta 1º Conferência Geral.

d) Apesar de muitas diferenças doutrinárias, e de datas,


permaneceu, entretanto, o desejo unânime de se realizar uma
2ª Conferência Geral.

e) Foi tão bem sucedida a 1ª conferência, que foram realizadas


mais 15 conferências nos 3 anos seguintes, realizadas do
Maine à Pensylvania.

f) A convenção de Philadelphia reuniu no auditório do Chinese


Museum mais de 5.000 pessoas.

(1) Além destas reuniões gerais foram realizadas cerca de 120


conferências locais entre 1842 e 1844.

(2) Eram reuniões evangelísticas, reavivalistas e sociais.

2 - O propósito destas reuniões não era a formação de uma nova


denominação, e sim, a atenção para o breve retorno de Jesus
Cristo, e facilitar a troca de idéias sobre o tema, e conscientizar a
necessidade do preparo espiritual para este dia.

a) Apesar disso um tipo não intencional de um esqueleto de


organização surgiu. Eles começaram a distribuir áreas
geográficas para se desenvolver classes de estudo da Bíblia e
para reunião social de encorajamento.

b) Com a necessidade de esclarecimento bíblico, pastores recebiam


perguntas relacionadas com o advento e temas relacionados,
isto provocou um aumento do material impresso. Então para se
cuidar deste assunto se nomeou um agente geral, com um
salário integral, que era: Josias Litch.

c) Ele, Josias Litch, se tornou o 1º obreiro adventista assalariado de


dedicação exclusiva.

(1) Miller viajava às suas próprias expensas, e só recebia


hospedagem e alimentação.

29
d) Pelo tempo da 6ª conferência, em maio de 1842, em Boston, os
organizadores se tornaram mais restritos.

(1) Homens como Ward e Henry Jones que tinham


discordância com a data de 1843, ainda eram bem vindos.

(2) Mas aqueles que ainda criam no Pós-Milenialismo, o


retorno dos judeus à Palestina e sua respectiva conversão
ao cristianismo não eram convidados.

(3) A 6ª conferência foi dirigida por José Bates.

3 - O movimento adventista Millerita quebrou as barreiras do sectarismo


e aproximou metodistas, batistas, e congregacionalistas e outros,
em laços de amor. Então foram aparecendo de forma embrionária,
em igrejas locais, Assoc. do 2º advento, uma das primeiras foi
organizada em N. Y. City a 18/5/1842.

a) Nós a tomamos como típica das outras.

(1) Ela reunia ministros que continuavam servindo as suas


igrejas.

(2) Coletavam dinheiro para literatura para expandir a


mensagem a outros locais.

(3) Alguns pregadores, como José Bates, usavam seu próprio


dinheiro para suas próprias despesas. Foi assim que bates
usou sua modesta fortuna que tinha ganho como capitão
de navio.

C - Reuniões Campais - 1842 e 1843.

1 - Um mês depois da 6ª Conferência Geral, no mês de junho de 1842


ocorreu a 1ª campal adventista nos EEUU, que se reuniu em East
Kingston, New Hampshire.

a) Os adventistas canadenses organizaram, poucos dias antes, uma


campal, aproveitando a presença de Josias Litch a oeste de
Quebec, que fazia viagem missionária no Canadá.

b) Os milleritas seguiam, para os campais, o método usado pelos


metodistas.

2 - A campal em East Kingston se reuniu num bosque próximo de


Boston e Portland Railroad, de onde vieram adventistas e curiosos
de New England. Cerca de 10.000 assistiram ao longo da semana.

30
a) Tão bem sucedida foi esta primeira campal, que planejaram, para
o verão de 1842, 3 campais, e realizaram 31.

b) No ano seguinte, 1843, o número aumentou para 40, e em 1844


chegaram a realizar 54.

c) Ao todo cerca de 500 mil pessoas assistiram a todas as campais.

3 - O Plano da Campal - Havia 3 reuniões ao ar livre por dia. Estas eram


entremeadas com reuniões de oração e sociais, que eram
efetuadas nas tendas que estavam dispostas em semi-círculo ao
redor da área do local das assembléias. Não se tratava de
pequenas tendas, estas tendas familiares atendiam aos crentes de
determinadas áreas, e tinham até 30 pés (± 9m) por 50 pés (± 15m).
Em caso de mal tempo os serviços eram realizados
simultaneamente, nestas tendas.

a) Havia ainda tendas para a provisão alimentar e refeições.

b) Freqüentemente, as reuniões eram freqüentadas por pessoas


mal intencionada, que criavam confusão e distúrbios nas
reuniões.

4 - O emocionalismo não estava ausente nestas ocasiões, ferventes


orações eram costumeiramente interrompidas por gritos de glória e
aleluia. As emoções chegaram a tal ponto que as pessoas ficavam
prostradas no chão.

a) Os líderes milleritas advertiam contra o excesso de excitamento,


que degenerava em fanatismo e comprometia a reputação do
movimento.

b) Em 1843, na primavera, esta tendência chegou ao auge, quando


John Starkweather, assistente de Himes no templo de Chardon
Street, tornou-se o expoente da santificação extrema.

(1) Ele e seus seguidores pretendiam ser aptos para discernir a


condição do coração dos adoradores. Chamavam homens
e mulheres para abandonar seus ídolos que podia incluir
até dentes falsos.

(2) Josias Litch assumiu sua posição, fortemente, contrária a


estes fanáticos. Esta posição foi, posteriormente, apoiada
por Miller e Himes e outros líderes.

5 - A Tenda. - Tão felizes estavam com as campais, que resolveram


mandar construir a maior tenda que até então se conhecia, para
reunir as pessoas que vinham para as campais, onde não havia

31
auditório, suficientemente grande para acomodar as multidões que
concorriam para as reuniões.

a) Himes ficou responsável pelo levantamento de dinheiro para


autorizar Edward Williams, de Rochester, N. Y. fazer a maior
tenda do país.

b) A grande tenda tinha 120 pés (36m.) de diâmetro, e de ponto


central tinha 55 pés (16m.) de altura. Podiam-se assentar 4 mil
pessoas, e mais 2 mil nos espaços vazios.

c) Ela foi levantada pela primeira vez em julho de 1842, em uma


pequena elevação, atrás da State House, em Concord, New
Hampshire. Foi transportada durante o verão, a 7 cidades
diferentes. Quatro pessoas cuidavam do seu transporte,
içamento e manutenção.

(1) O tamanho da tenda atraía as multidões para ouvir Himes,


George Storrs, Charles Fitch e outros.

(2) Em alguns casos as campais se reuniam com a Grande


Tenda.

6 - Crenças Neste Período.

a) A 2ª vinda era iminente, literal e visível.

b) Assim como a 1ª vinda estava prevista nas 70 semanas de Dan.


9, assim a 2ª vinda estava contida na profecia de Dan. 8: 14,
na sua referência ao “santuário”.

c) As 70 semanas fazem parte dos 2300 dias, cujo início estava


fixado para 457 AC, e o seu fim em 1843.

d) O retorno de Cristo aboliria o pecado e purificaria a igreja, este


era o pensamento mais feliz que os adventistas podiam
imaginar.

e) Era seu maior anseio mostrar esta alegria aos outros e que eles
mesmos a experimentassem.

f) Eles reconheciam que isto só era possível, se as pessoas


aceitassem a Jesus como seu Salvador e Perdoador dos seus
pecados.

7 - Miller e o Santuário.

32
a) No início de 1842 Miller alargou seu conhecimento da palavra
santuário de Dan. 8:14.

(1) Originalmente, ele cria que se referia à igreja cristã,


purificada na 2ª vinda.

(2) Como a 2ª vinda estava ligada com fogo, ele passou a


entender, que este purificaria a Terra no retorno de Cristo -
purificação da Terra.

(3) Em janeiro de 1842, Miller respondendo a Himes disse que


o santuário se referia a 7 coisas ou fatos:

(a) Jesus

(b) Céu

(c) Judá

(d) O templo de Jerusalém

(e) O santo dos santos

(f) A Terra

(g) Os santos

Por um processo de eliminação disse que os 5 primeiros


estavam fora de cogitação, e que os dois últimos
eram razoáveis. Isto logo foi publicado por Himes, e
logo os pregadores estavam se referindo à Terra
como santuário a ser purificado.

b) Isto levou a uma excitação tal que no dia 31/12 de 1842, eles
realizaram uma reunião para dar as boas vindas ao que seria
para eles o último ano da história da Terra, 1843.

(1) No dia seguinte Miller escreveu uma carta aberta aos


crentes adventistas, sobre o fato de que o grande dia
estava chegando.

(2) Ele encorajou a cada crente a um maior fervor missionário.

(3) Ele mesmo dedicou-se profundamente, e em fevereiro


vamos encontrá-lo numa grande campanha, em
Philadelphia.

D - Estabelecendo a Data.

33
1 - Os seguidores de Miller o pressionavam para que estabelecesse
mais exatamente a data da volta de Cristo, eles queriam algo mais
do que apenas “cerca do ano de 1843”.

2 - Contudo, Miller sempre creu nas profecias de tempo em Daniel, o


pesquisador deveria o calendário religioso judeu e não o calendário
romano.

a) Outrossim, ele sabia que o ano judaico se iniciava na primavera,


portanto, depois de janeiro.

b) Como ele não sabia como os rabinos ajustavam seu calendário, o


lunar, ele concluía que no equinócio (dia e noite iguais) de
primavera deveria ser o ponto de partida do ano.

c) Assim, ele concluía que em algum tempo do ano judeu de 1843


Cristo voltaria, o que eqüivale dizer que isto aconteceria de 21
de março de 1843 a 21 de março de 1844.

3 - Alguns milleritas estavam ansiosos por estabelecer uma data


específica.

a) Primeiro dia a ser considerado foi o dia 10 de fevereiro de 1843,


o 45º aniversário da invasão francesa em Roma.

b) Outros preferiram 15 de fevereiro de 1843 porque este era o


aniversário da abolição do governo papal e a Proclamação da
República Romana.

c) Quando estas datas passaram sem nenhum evento especial, eles


começaram a considerar o dia 14 de abril por ser aniversário
de crucifixão.

d) Como também, nada aconteceu, eles se voltaram para a


ascensão ou o pentecostes, ambos em maio, com uma
diferença de 10 dias.

(a) Com estes constantes erros, alguns se entregaram ao


desespero, contudo eram poucos. Os líderes continuavam
correndo de campal em campal, de série de conferências
em série de conferências.

4 - O mesmo não acontecia com Miller. Sua pobre saúde o mantinha em


seu lar, em Low Hampton. Ele escreveu em maio a Himes, dizendo
que seu corpo estava coberto com 22 furúnculos.

Mas em 17 de maio de 1843, Signs of The Times, publicou um


artigo de Miller no qual declarava, sugestivamente, que todas

34
as cerimônias e tipos de judaísmo observados no primeiro mês
se cumpriram no 1º advento de cristo. E que, portanto, era
razoável supor que as festas e cerimônias do 7º mês (no
outono) podiam Ter seu cumprimento unicamente no 2º
advento. Ele não mais propagou esta idéia até o início de 1844.

E - Propagação do Movimento.

1 - A multidões concorriam cada vez mais às reuniões. Grandes


auditórios, de baixo preço, eram construídos para abrigar os
ouvintes, com capacidade de até 3500 pessoas assentadas. Elas
aguardavam o fim de todas as coisas a qualquer momento.

a) As pequenas cidades receberam a atenção de pregadores como:


J. B. Cook, Himes, Carlos Fitch, Jeorge Storrs, etc... E a
Grande Tenda corria de um lado para o outro dos EEUU.
Cidades da região Appalachiam West, Cincinnatti, Norte de
Ohio e oeste de N. York, Louisville, Kentuchy, Missouri,
Illionois, Indiana, Wisconsin e Iowa.

b) Centenas de cópias de Voice of Elijah, publicadas por Robert


Hutchinson, um millerita canadense, foram enviadas aos
países do Atlântico.

c) Robert Winter, um inspetor inglês, que se tornara adventista em


1842, na campal East Kingston, voltou ao seu lar e pregou nas
ruas de Londres com o auxílio de mapas proféticos. Até o
verão de 1843 Winter já havia impresso 15.000 cópias dos
livros de Miller.

d) Havia, neste tempo, se desenvolvido algum interesse entre os


negros sobre a vinda de Cristo. Os ministro negro John W.
Lews devotou todo o seu tempo a esta obra. Isto trouxe algum
problema de ordem social. Muitos negros americanos viviam
como escravos nos Estados do Sul. E como a maioria dos
milleritas eram abolicionistas, eles eram persona non grata nos
Estados do Sul.

e) Quando, em maio de 1843, George Storrs tentou pregar em


Norfolk, Virgínia, ele foi forçado a deixar a região. Mais tarde,
no verão, pregadores adventistas penetraram na Virgínia e nas
duas Carolinas.

f) Em novembro Litch dirigiu séries em Baltimore. O interesse


pequeno no início, cresceu gradualmente e o esforço terminou
em triunfo.

35
g) Pregadores menos conhecidos - Tiago White foi um típico
pregador deste grupo. Aos 21 anos, em Exeter, Maine, ao
ouvir, na campal de 1842, um pregador do movimento
adventista, deixou a escola e ele mesmo tornou-se um
conferencista adventista.

(1) Com 3 conferências, um cavalo emprestado e uma cela


remendada, saiu para pregar. Nesta situação ele
encontrou 60 pessoas arrependidas pedindo batismo. Ele
pôde relatar 1.000 conversões depois de 6 períodos
semanais de conferências.

(2) Nem sempre ele foi bem recebido. Teve, às vezes, de


enfrentar ameaça a sua integridade física de multidões
que lhe atiravam bolas de neve.

(3) Sua conduta séria acabou por conduzi-lo à ordenação ao


ministério, através de Christian Gennection.

(4) T. White, como um pregador menor, veio a se tornar em um


dos fundadores da I. A. S. D.

(5) Como ele, inúmeros outros pregadores se alistaram ao


grupo dos conferencistas milleritas.

h) O milênio e o fim do mundo eram temas da conversação diária.


Os jornais da nação faziam ampla cobertura do movimento dos
pregadores adventistas com muito interesse. Os jornais
usavam colunas de propaganda para literatura millerita e anti-
millerita.

(1) Mesmo as propagandas de remédios usavam slogans


milleritas para anunciar seus remédios: “Quando a
consumação chegar, tenha à mão a cura das doenças:
Wistar’s Balsam de Wild Cherry.”

i) Os jornais também falavam de acontecimentos naturais que eram


usados pelos adventistas como ajuda para convencer as
pessoas da urgente brevidade da volta de Cristo.

(1) Henry Jones disseque o surgimento visível da Aurora


Boreal, que, segundo ele, não era vista desde 1716, era
um sinal das maravilhas do céu, preditas em Joel 2:30,
que apareceria antes do “Grande e Terrível Dia do
Senhor”.

(2) Neste mesmo sentido outros citaram o Dia Escuro de


19/5/1780, e a chuva de meteoros em 13/11/1833. Além

36
de estranhos acontecimentos que aconteceram em 1843,
entre eles o surgimento inesperado de um cometa em
fevereiro/1843. A isto acrescenta-se o terremoto
catastrófico do Haiti e uma violenta tempestade na Ilha da
madeira, que foram vistos como cumprimento de Lc.
21:25.

F- A crescente intolerância e oposição do verão de 1843 ao outono de


1844.

1 - Miller havia abrigado a idéia de que quando as igrejas escutassem a


mensagem da 2ª vinda elas a receberiam com toda alegria, e que
seus pastores se engajariam na evangelização. Não era esta, por
acaso, a bem-aventurada esperança do cristianismo?

a) Entretanto, Miller logo foi acusado de cismático e perturbador das


igrejas, bem assim seus associados foram, igualmente,
rechaçados.

b) Outras acusações lhe foram dirigidas: Que ele se considerava


profeta, que era fanático, que queria formar uma nova igreja, às
custas de igrejas sérias, o mesmo que fazia Joseph Smith; que
ele queria se enriquecer ás expensas da natural credulidade do
povo assustado com a idéia de fim do mundo.

2 - Um outro exemplo desta maré de intolerância é o caso dramático de


Levi Stockman da conferência metodista do Maine.

a) Em julho de 1843, numa reunião da Conferência Metodista, o


millerismo foi condenado como uma esquisitice teológica, e,
por conseguinte, todos os pastores estavam proibidos de
propagar tais idéias.

b) Quando Stockman recusou esta posição, foi acusado de heresia.


Nesta época ele sofria de tuberculose. Mesmo nesta situação,
ele não só foi eliminado da igreja, mas também sua esposa e
filhos foram abandonados sem pensão nenhuma. Stockman
recusou capitular e foi expulso do ministério semanas antes de
sua morte.

3 - Assim o relacionamento entre o movimento adventista e o


protestantismo regular tornou-se tenso.

a) Nesta época, devido o fechamento das igrejas aos pregadores


adventistas, em 1843, os milleritas começaram a se organizar
em associações da 2ª vinda para melhor poder anunciar a
mensagem.

37
b) Uma igreja após a outra fecharam suas portas.

c) Mesmo assim, em janeiro de 1844, Miller advertiu contra a idéia


de separação, dizendo que ele “nunca tinha pensado em fazer
uma nova seita...”.

4 - A atitude da igreja regular parecia muito clara que era de rechaçar a


luz. Tratava-se de um retorno premeditado à obscuridade espiritual.
E toda luz não aceita, obscurece e sempre endurece.

a) Ante a decisão de expulsar pastores e membros, e de proibir todo


sermão sobre a 2ª vinda, começou a enraizar na mente do
povo a convicção de que o símbolo de Babilônia não se
aplicava à Igreja Católica exclusivamente.

b) Os milleritas sentiram que tinham chegado a um momento muito


semelhante aos cristãos do 1º século, quando tiveram que
abandonar as sinagogas judias, ou dos reformadores do século
XVI que tiveram de deixar a Igreja Católica, e a de Wesley e os
metodistas da Igreja Anglicana. Naquela época foram
eliminadas das igrejas cerca de 50 a 100.000 membros.

G - Sair da Babilônia.

1 - Em Cleveland, em 1843, talvez o mais amado dos pregadores


milleritas, pregou um poderoso sermão sobre Apoc. 18.

a) Os protestantes e milleritas com este mesmo texto, identificavam


o papado como Babilônia.

b) Mas C. Fitch foi mais além, dizendo que todo o mundo cristão
tornara-se Babilônia por causa de sua posição à doutrina do
breve retorno de Cristo. Ele apelou para todos os verdadeiros
cristãos que viessem para a luz do “Próximo Advento” ou
arriscarem-se perder-se eternamente.

c) pregadores milleritas, como George Storrs, Joseph Marsh, Miller


e Himes, se mostravam preocupados com a direção das
coisas.

d) Storrs advertiu os adventistas, que se separavam de suas igrejas,


que fossem cuidadosos em não formar uma nova igreja.
“Nenhuma igreja pode ser organizada pela invenção do
homem, mas o que a transforma em Babilônia é quando ela se
torna organizada”, escreveu Storss no Midnight Cry.

38
2 - Passaram-se os meses, e 1843 deu lugar a 1844, e a pena de
Joseph Marsh tornou-se o líder do chamado, aos adventistas para
se separarem das igrejas.

a) Marsh disse que estava errado em continuar dando ofertas para


estas organizações.

3 - Só no fim de 1844 que Himes tornou-se, abertamente advogado da


separação, embora com alguma relutância.

4 - Miller manteve distante desta atitude. Até que, mais tarde a Igreja
batista de Low Hampton eliminou-o e a seus seguidores, então
aceitou a idéia, mas com sentida tristeza.

a) Histórias ridículas foram propagadas a respeito de Miller. As


Charges, iniciadas em 1842, de alguns jornais, chegaram nesta
época ao clímax. Chegaram a dizer que os ensinos milleritas
causavam aumento de doenças mentais e suicídios.

b) A acusação mais comum e grosseira feita, é que os adventistas


mandaram fazer longas vestes brancas, para usar no dia da
volta de Cristo.

(1) Estas estórias não correspondem aos fatos.

(2) E só não foram enfrentadas porque eles estavam tão


ocupados que não podiam dar atenção a estas estórias
fantasiosas.

H - Pesquisando Sobre Cronologia e o 1º Desapontamento.

1 - Em 1843, o criticismo dos opositores ao movimento millerita forçou


os líderes adventistas a um mais profundo estudo da cronologia.

2 - Como resultado Himes, Litch, Apolos Hale, Sylvester Bliss se


convenceram que seu dever era usar o mais preciso método de
calcular o ano judaico.

3 - Havia dois métodos para este cálculo.

a) O rabínico - introduzido no século IV, que tomava como ponto de


partida de cada ano, a lua nova posteriormente mais próxima
do equinócio (dia = noite).

b) O karaíta - adotado, no século VIII, por um grupo de judeus que


desaprovou a modificação do IV século. Eles voltaram o
cômputo do A. T., que demarcava o início de cada ano pela lua
nova próxima a colheita de cevada.

39
4 - Os estudiosos do millerismo adotaram a data do calendário karaíta -
segundo este método, o ano judeu de 1843, terminaria ao pôr do sol
de 18 de abril de 1844. depois da data, arbitrariamente, selecionada
por Miller, 21/3/1844.

a) Porque Miller dependeu de sistemas cronológicos feitos por


outros, ele sempre reconheceu que isto não podia ser senão
uma imperfeita cópia do método de Deus calcular o tempo.

b) Isto vem explicar, em parte, a relutância de Miller em estabelecer


uma data fixa.

5 - O Primeiro desapontamento - 21/3 e 18/4 de 1844 passaram e


nenhum sinal do retorno do Rei. E um desapontamento infiltrou-se
em todos os crentes do advento.

a) Não se tratava, é claro, de um dramático desapontamento, uma


vez que nenhum dia específico tinha sido exclusivamente
escolhido.

b) Alguns ficaram desiludidos e acharam que Miller tinha entendido


as coisas inteiramente erradas. Eles voltaram para suas
antigas igrejas ou caíram no cepticismo.

c) A maioria, embora desencorajada e desapontada, ainda


acreditava que o advento era para ser esperado a qualquer
momento.

d) Miller admitiu que estava errado, mas chamou a atenção do povo


para Hab. 2:3: “A visão ainda está para cumprir-se... se tardar,
espera-o, certamente virá, não tardará”. Logo nos artigos e
estudos milleritas aparecia a expressão “tempo de tardança”,
enquanto falava da parábola das dez virgens.

e) Para surpresa dos críticos, ao invés do millerismo diminuir suas


atividades, elas foram aumentadas. Os pregadores foram em
todas as direções anunciando a mensagem do advento.

I - O Movimento Do 7º Mês, e o Desapontamento.

1 - A figura central deste movimento foi Samuel S. Snow, que se uniu ao


movimento millerita em 1840, e de forma independente começou a
pregar a mensagem de Miller. Em 1843 foi ordenado ao ministério
pelos milleritas.

2 - Miller, como já foi mencionado anteriormente, relacionou as festas do


início do ano (primavera) com a 1ª vinda de Cristo, dizendo que na
morte, ressurreição, ascensão e exaltação de Cristo se cumpriram

40
todos os símbolos destas festividades, e que por certo as
festividades do fim do ano (outono) cumprir-se-iam na 2ª vinda de
Cristo. Este ensinamento na palavra de Snow vai fazer eclodir o
movimento do 7º m}es.

3 - Em 2/1844 Samuel S. Snow com Apolo Hale, publicaram uma


revisão do término dos 2.300 dias/ano, fixando a data para o 10º dia
do 7º mês, Dia da expiação. Ele contudo, não sabia qual seria a
data equivalente no nosso calendário atual.

a) Mas por outro caminho chegou à conclusão que a data seria nos
meados de outubro. O seu raciocínio foi que o decreto de
Artaxerxes só entrou em vigor com sua chegada à Jerusalém
no 5º mês de 457 AC. Isto o levou a 5 meses mais tarde do
início do ano judaico, que segundo seus cálculos seria nos
meados de outubro.

(1) O que lhe faltava era relacionar a data do Dia da expiação


com o cálculo do 5º mês. o que conseguiu através do
calendário dos karaítas, que naquele ano dizia que o Dia
da Expiação cairia no dia 22/10/1844.

b) Embora não bem aceito pelos líderes do millerismo, ele fez uma
viagem de pregação no mês de abril, visitando Nova York,
Filadélfia e Boston.

c) A 21/7/1844 ele causou um grande impacto no tabernáculo de


Boston. As pessoas começaram aceitar que os 2.300 dias/ano
poderiam não ter terminado. Com isso a esperança aumentou.

4 - O início do movimento do 7º mês - 12/8/1844.

a) No dia 12/8/1844 começou a campal em Exeter, N. H. que


deveria se estender até 17, tendo como orador principal o
Pastor José bates, tendo atraído de 3.00 a 4.000 pessoas. O
verão estava acabando, chegava o outono, e logo o inverno
chegaria, e muitos não tinham feito provisão para este período,
o que traria sérias dificuldades, se o Senhor não viesse antes.

b) Apesar de todo esforço de bates, o ambiente era desanimador.


Pessoas desinteressadas conversavam, distraidamente. Isso o
deixava quase desesperado. Só não chegara ao desespero,
porque sonhara que nesta reunião surgiria nova luz, que daria
um novo impulso à obra.

c) Nesta hora se ouviu o tropel de um cavalo que se aproximava. E


o povo, inusitadamente, virou-se para trás para ver quem
chegava. Era o pastor Samuel Sheffield Snow.

41
d) Ele veio se sentar junto de sua irmã, a Sra. Couch, esposa de
John Couch. Ali mesmo começou a lhe falar sobre o retorno de
Cristo relacionado com o Dia da Expiação, 22 de outubro.

e) A Sra. Couch, emocionada com as novas, pôs-se de pé, e dirigiu-


se a Bates nas seguintes palavras textuais: “ Pastor, já é muito
tarde para continuar perdendo tempo com estas verdades que
todos nós conhecemos, pelas quais temos sido tão
abençoados no passado, estas verdades cumpriram seu
objetivo em seu tempo. Aqui, há um homem, agora, que tem
uma mensagem de Deus”.

f) Ao que Bates respondeu: “Que venha à frente, então, e que


apresente sua mensagem.” Snow, serenamente, assumiu o
púlpito, e, convincentemente, apresentou suas convicções. Os
cochichos pararam, e o auditório tornou-se profundamente
atento, e extasiado.

5 - Qual foi o Tema de Samuel Snow?

a) Nosso Bendito Senhor prometeu que vai voltar outra vez para
buscar seu povo. E declarou em Mr. 13:32 que “Daquele dia e
hora ninguém sabe: nem os anjos do céu, nem o Filho, senão
somente o Pai.”

b) Ora, muitos dizem que nunca o homem chegará a saber o tempo.


Se isto é verdade, então, também Jesus não sabe quando vai
voltar, o que também é absurdo.

c) Ora, conclui ele, se este texto não prova que Jesus nunca saberá
o tempo, tão pouco prova que nunca o saberão homens e
anjos.

d) Quando Cristo veio a 1ª vez, veio em cumprimento do tempo e


com uma mensagem acerca do tempo. Por isso disse “O tempo
está cumprido”. Mr. 1:15.

 Qual era este tempo?

 O tempo profético. A 69ª semana das 70 semanas de Daniel.


 Disse o povo.

 Correto, correto.  Disse Snow.

e) Todos entendemos Da. 8 e 9 acerca dos 2.300 dias/ano, e das


70 semanas/anos que foram “cortadas” dos 2.300. E temos
ensinado que esta profecia nos levaria até aproximadamente o
ano de 1843.

42
f) Contudo, temos nos desapercebido de algumas coisas. Temos
dito que os 2.300 anos começaram na primavera de 457 AC e
que terminariam na primavera de 1844. Acontece que os 2.300
anos não começam no início do ano, mas sim com a ordem
para restaurar e edificar Jerusalém (Dn. 9:25). Mas Esdras 7:9
declara que o decreto só se conheceu em Jerusalém no 5º mês
deste ano, ou seja, 5 meses após o início da primavera.

 Amém. Sim. É certo. Seguramente que é assim.

 Estamos, portanto, errados em esperar o regresso de Cristo


para a primavera de 1844.

 Sim, sim... Graças a Deus.

g) Ora, para o tempo do regresso de cristo, se faz necessário


entendermos, mais plenamente, as festividades da primavera e
outono, conforme as leis de Moisés. A mais importante das
festas da primavera era a Páscoa, celebrada no 1º mês. A
festa principal do outono era o Dia da Expiação, comemorado
no 7º mês.

 Que dia foi em que Cristo morreu?

 Na Páscoa.  Disse o povo.

 Correto. Cristo é a nossa Páscoa. (I Cor. 5:7).

E no dia da Páscoa no 1º mês Ele morreu. Mas a que hora do


dia se sacrificava o Cordeiro pascal?

 À tarde!  Disse o povo.

 Sim, mais precisamente, entre as tardes, ou seja, no meio da


tarde. Mas a que hora deu sua vida por nós?

 Às 3 da tarde  foi a resposta.

h) Estou em condições de afirmar, irmãos baseado na Palavra de


Deus, que quando Cristo veio à Terra pela primeira vez, morreu
como Nosso Cordeiro Pascal, no mesmo ano da profecia de
Daniel, e no mesmo dia, mês e n mesma hora prescritos pela
lei.

i) Assim como a Páscoa, o Dia da expiação era a mais importante


festa do outono.

 E o que fazia o sumo sacerdote no Dia da expiação?

43
 A purificação do santuário  disse o povo.

 E o que completara Jesus no fim dos 2.300 anos de Dn.


8:14?

 A purificação do santuário  responderam.

j) Ora, se o tempo foi tão respeitado quando Jesus morreu... Não se


conclui, que da mesma forma o tempo será estritamente
respeitado quando nosso Sumo Sacerdote cumprir com a
purificação do santuário? Portanto, não está claro que Jesus
cumprirá a profecia de Dn. 8:14, dando não só o ano, mas a
data exata do Dia da Expiação!

Então o povo, com Bíblias em suas mãos, extasiado,


exclamou:

 No 10º dia do 7º mês.

l) Então Snow pausadamente com ênfase disse:

 Graças ao cômputo, cuidadosamente, preservado por


providência, pelos judeus karaítas, o 10º dia do 7º mês cai este
ano no dia 22 de outubro!

(1) Parábola das 10 virgens - tempo de tardança - abril - agosto


de 1844.

Clamor da meia-noite - agosto e outubro.

m) Apelo - “Pensem nisto, irmãos. Estamos, agora, na 2ª semana


de agosto. Em menos de 3 meses, o Senhor completará a
expiação e sairá do santuário a fim de abençoar seu povo que
o espera. Lev. 9:22 e 23. Em menos de 3 meses se terá
completado a obra de Deus. Nunca mais outro inverno sobre a
terra fria e velha. Em menos de 3 meses o esposo estará aqui
para reunir-se com sua esposa que O guarda. Não é este o
tempo apropriado para o clamor da meia-noite, “Aqui vem o
Esposo, saí a recebê-lo?”

1) Lágrimas de alegria e gratidão fluíam, copiosamente, dos


olhos dos presentes.

2) Os crentes regressaram a seus lares, difundindo a preciosa


verdade por todo lugar onde iam.

3) As campais se multiplicaram, e em todas elas se produzia a


mesma impressão.

44
4) O movimento do 7º mês se fez ouvir em cada cidade,
povoado e vila.

n) Poucos dias mais tarde, Snow publicou um sumário de seus


argumentos, em 4 páginas, intitulado “O Verdadeiro Clamor da
Meia-Noite”.

1) Referindo-se ao movimento do 7º mês, a Advent Herald de


30/10/1844, declarou o que segue: ”Varreu a terra com a
Velocidade de um Tornado.”

2) Embora os líderes do millerismo e seus jornais se


opusessem, firmemente, a colocar suas esperanças num
dia determinado, aos poucos eles foram aceitando.

(a) Na 1ª semana de outubro Miller e Himes outros líderes


principais vieram a concordar. 6/10 Miller aceita. The
Profétic Faith..., V. 4, pp. 819,821.

(b) Josias Litch foi o último, ele só aceitou a data 22/10 no


dia 16/10.

(c) Miller disse: “Vejo glória no movimento do 7º mês que


não tinha percebido antes. Quase no lar glória! Glória!
Glória!

o) Faltam palavras para apreender o sentido de urgência que tomou


conta das atividades dos crentes adventistas: colheitas foram
deixadas para trás, as batatas ficaram enterradas. As lojas
foram fechadas, trabalhadores deixaram seus postos. Nada era
tão importante como esperar a vinda de Cristo. Pessoas
precisavam ser avivadas, pecados deviam ser confessados,
débitos deviam ser pagos e os erros corrigidos.

(1) De igual forma cresceram os oponentes. Multidões,


desordenadamente, forçaram o cancelamento da reunião
noturna de Boston, New York e Filadélfia. Muitos milleritas
interpretavam isto como a Última Perseguição, contudo,
nada era mais importante do que esperar o fim de todas
as coisas.

p) O caso de Carlos Fitch - o pregador mais querido do povo. No


começo de outubro Fitch batizou 3 grupos sucessivos de
conversos em um dia muito frio. Adoeceu em conseqüência
disto e faleceu em 14/10. Aconteceu este fato em Buffalo, N. Y.
“Creio nas promessas de Deus”, foram suas últimas palavras.

45
(1) Foi um duro golpe para sua esposa, que já havia perdido
4de seus 6 filhos. Ela e seus dois filhos se consolavam,
com a idéia de que em poucos dias mais veriam seus
quatro irmãos e seu pai. Só mais 8 dias e seriam uma
família unida por toda a eternidade.

q) Na manhã do dia 22/10 em quase toda a extensão dos EEUU, o


dia amanheceu brilhante e claro. Os milleritas se reuniam nos
lares para esperar as últimas horas da história da Terra. Cerca
de 100.000 esperavam ver a Jesus sobre um brilhante nuvem,
no dia 22/10. Alguns deixaram as grandes cidades e foram
para o interior. Passou-se a manhã, e eles continuavam
esperando. Chegou a tarde, reunidos e contritos, aguardavam.
“Mas à meia-noite ouviu-se um grito. Eis o noivo”, declara a
parábola das 10 virgens. Até a meia-noite esperaram. O grande
relógio de parede deu as 12 badaladas. E O Esposo não veio.
Agora estavam diante de um evidente erro. Eles foram
devastados pela tristeza e decepção. “Nossas mais profundas
esperanças e expectação foram destruídas e um desejo de
chorar veio sobre nós como nunca tínhamos sentido antes. A
perda de todos os amigos da Terra não se compararia com o
que sentimos. Nós choramos até o dia amanhecer”. Disse
Hiran Edson. Traumática foi a decepção de 22/10/1844.
Apesar disso E. G. W. disse: “Foi o ano mais feliz da minha
vida”. “O meu coração estava cheio da feliz expectação...
estávamos unidos como um povo em fervorosa oração em uma
experiência verdadeira e em uma evidente aceitação de Deus
por nós.”
VII - DEPOIS DO DESAPONTAMENTO
A - Nos dias que se seguiram a 22/10/1844, o negativismo envolveu os
crentes adventistas. Humilhação, confusão, dúvida e desapontamento
destruíam a fé de muitos. Contudo havia centenas que retinham a
“abençoada esperança”, mesmo sob o escárnio dos seus vizinhos.
Então, duas perguntas giravam em seu pensamento: Onde nós
erramos? O que devemos esperar depois?

1 - Aos poucos procuraram se reunir para conforto mútuo e


encorajamento, animando-se mutuamente.

B - A calma determinação dos milleritas.

1 - No fim de outubro os jornais: Advent Herald e The Midnight Cry


tiveram uma resumida tiragem.

2 - No dia 30, Himes escreveu a José bates: “Eu nunca me senti mais
feliz e reconciliado com a vontade de Deus. o recente trabalho me

46
salvou, e tem sido uma bênção para todos nós. Vamos ficar
firmes.” e através dos jornais disse: “ Nós sabemos que a graça de
Deus é suficiente para nos suster, mesmo numa época como esta.”

3 - Miller declarou: “Embora... duas vezes desapontado, eu não estou


abatido ou desencorajado... estou entristecido com os inimigos e
zombadores, mas minha mente está perfeitamente calma, e minha
esperança na vinda de Cristo, mais forte do que nunca.

a) Miller tinha feito o que sentira ser seu dever.

b) E ainda disse: ”Mantenham-se firmes, não permitam que nenhum


homem tome sua coroa. Eu fixei em minha mente em outro
tempo, e aqui eu permaneço, até que Deus me dê mais luz - e
este dia é hoje, hoje e hoje, até que Ele venha.”

c) Esta posição de Miller foi aceita com tanta intensidade pelos seus
associados, que poucos aceitaram a posição de George Storrs.
Para Storrs a certeza com que se pregou uma data definida se
assemelhava à “mesmerismo”, e dizia que o movimento do 7º
mês não podia ter uma origem divina, haja visto suas
conseqüências.

d) Miller ficou preocupado com a posição de Storrs a respeito do


tempo definido. Contudo argumentou com a pregação de
tempo definido de Jonas e Nínive. Não foi por expressa ordem
de Deus que ele pregou um tempo definido? E não adveio
deste trabalho uma bênção para o povo? E neste caso também
a data definida não se cumpriu. O mesmo não poderia também
acontecer com o movimento de 1844?

e) Com o passar do tempo a unidade do grupo começou a se


desgastar. E isto aconteceu em relação à data definida.

(1) Muitos líderes continuaram crer, não só na iminência da 2ª


vinda de Cristo, mas que também era possível se
descobrir na escritura o tempo exato.

(a) Miller, confidencialmente, esperava que a 2ª vinda


ocorresse na primavera de 1845, quando terminaria o
ano judeu de 1844.

(b) nesta crença se juntaram a ele Josias Litch, H. H.


Gross e Joseph Marsh, este último aguardava o
advento para 1846. Quando este ano passou Gross
descobriu novas razões para esperar Cristo em 1847.

47
(2) No início de 1845, reconhecendo que as repetidas
marcações de data da vinda de Cristo estavam solapando
a credibilidade do movimento, Himes e Miller se
posicionaram contra fixação de datas definidas. Os
adventistas, diziam eles, estavam certos em esperar a
volta de Cristo para o fim do período de 2.300 dias/ano. Só
que a data 22/10 estava errada por culpa dos
cronologistas que não concordavam entre si.

(3) Além disso, Himes e Miller se preocupavam com a


discordância reinante em torno de uma variedade de
novas crenças e práticas. para manter a harmonia e
ortodoxia do millerismo, anunciaram a conferência de
Albany, N. Y., em 29/4 de 1845, para os irmãos que ainda
não aderiam a fé original do movimento.

4 - Alguns adventistas discordaram de Miller e Himes, aceitando a


posição de Joseph Marsh, declarada no Voice of Truth, em
7/11/1844. Estes admitiam que fora cometido um erro na natureza
do evento a ocorrer em 22 de outubro.

a) Dedicaram-se ao estudo profundo da Bíblia a fim de descobrirem


o que aconteceu em 22/10.

b) Um bom número de pregadores adventistas estudou a parábola


das 10 virgens, que eles acreditavam Ter nela retratado a
experiência adventista.

c) Para estes, a volta de Cristo na festa do casamento não


significava a união de Cristo com seu povo na 2ª vinda, mas se
referia a Ele recebendo seu reino, a nova Jerusalém, e o
retorno de Cristo à Terra que estava ainda no futuro. O que
deveriam fazer agora era o que aconselhava a parábola: vigiar.

C - A Teoria da Porta fechada.

1 - Em janeiro de 1845 Apollos Hale e Joseph Turner anunciaram


através de seus periódicos o que veio a ser conhecido como a
teoria da Porta Fechada.

a) Eles relacionaram as atividades de Cristo como noivo na


parábola da dez virgens, com o tradicional entendimento do
millerismo com Apoc. 22:11,12 que o destino de cada homem
estava fixado anteriormente, ou seja, antes da 2ª vinda; isto
diziam eles, aconteceu em 22/10/1844. Desta data em diante
quem estava salvo, estava salvo para sempre, e quem estava
perdido, o estava para sempre.

48
b) O trabalho pelos pecadores foi feito até 22/10. Depois desta data,
em diante, o que lhes restava fazer era animarem-se
mutuamente, a uma vida cristã.

2 - Muitos adventistas adotaram esta posição, alguns com grande


severidade como S. Snow, que considerava todos os adventistas,
que não tomavam esta posição como laodiceanos, a quem deus
vomitaria de sua boca. Rejeitar sua mensagem, dizia Snow, era
rejeitar a Cristo.

3 - Os futuros líderes da I. A. S. D. , participaram, temporariamente, de


uma outra corrente da teoria da porta fechada. A doutrina da Porta
Fechada era somente uma, entre outras doutrinas que se
desenvolveram entre os adventistas que criam que algo aconteceu
em 22/10.

4 - Depois de renovado interesse de pesquisa da Bíblia, descobriram


que deveriam adotar uma longa lista de práticas bíblicas como:
guarda do Sábado, a sudação santa (ósculo e abraço), lava-pés,
etc.

D - Os Fanatismos Deste Período.

1 - A prática mais radical, adotada e promovida por PickHands e Enoch


Jacobs, foi o “Casamento Espiritual”. Considerando que Cristo já
tinha vindo, eles declararam que estavam no céu, portanto não
deveriam casar e sem se dar em casamento.

a) Eles usaram a declaração de cristo que o homem deve deixar


pai, mãe, esposa e filhos para justificar o abandono de seus
familiares, e formar uniões espirituais, destituídas de relação
sexual com os novos parceiros.

b) Jacobs colocou seus seguidores numa colônia dos Shakers.

2 - Igualmente esquisita foi a crença de alguns que eles haviam entrado


no grande Sábado milenar de Cristo, e não deveriam fazer
nenhuma obra secular.

3 - Himes, Miller e outros estavam determinados em purgar o


movimento destas idéias fanáticas. Mas os delegados que vieram à
conferência de Albany, não eram da área onde prevalecia esta
forma de pensamento.

a) Depois de dois dias de reuniões os delegados reafirmaram os


ensinamentos tradicionais do millerismo, menos o elemento
tempo.

49
b) E sugeriram para os adventistas um tipo de organização
congregacional.

c) E mostraram a necessidade de continuarem a obra de salvação


dos pecadores através da pregação e da ampla distribuição de
literatura.

d) Condenaram o lava-pés, saudação santa e guarda do Sábado.

E - As divisões - As posições tomadas em Albany asseguraram uma


permanente divisão entre os adventistas. Novas tentativas foram
realizadas, através de Apollos Hale e J. B. Cook, para unir o grupo do
advento que estava cada vez mais longe de ensinamentos originais de
Miller sobre profecia.

1 - Abandonaram a crença de que as 70 semanas faziam parte dos


2.300 dias/anos.

a) Estes pouco a pouco ficaram sem seguidores, pois mais e mais


adventistas defendiam a validade da data de 1844, e outros
retornavam para suas igrejas de interior.

2 - Miller sempre foi sensível à acusação de que sua intenção era formar
uma nova seita. Seus associados sofreram o mesmo tipo de
acusação.

a) A Conferência de Albany alijou intencionalmente a idéia de que


quisessem formar uma nova denominação.

b) Apesar de tudo isso na primavera de 1846 eles assumiram


posições que negavam suas intenções, pois estabeleceram
uma supervisão para a distribuição de fundos e de ministros.

c) Por exemplo: Eles enviaram Himes e associados à Inglaterra


para estabelecer a fé millerita entre os ingleses, multidões
assistiram às reuniões, e Himes achou por bem estabelecer
congregações permanentes. Este é mais um elemento no
processo da divisão do millerismo.

3 - Por ocasião da morte de Miller em 12/1849 o adventismo estava


fragmentado em vários grupos.

a) Além dos adventistas sabatistas com quem estamos


interessados, três outros grupos existiam distintamente em
1852:

50
(1) O primeiro, reclamava ter mantido a fé adventista original,
sua liderança estava centralizada em 3 homens: Himes,
Bliss, Hale.

(a) Eles eram favoráveis ao desenvolvimento de uma forte


igreja congregacional; não conseguiram muito neste
particular.

(b) Até que organizaram em 1859, a Conferência


Adventista Evangélica Americana.

(c) Através de Advent Herald, como seu porta-voz, os


adventistas evangélicos desenvolveram uma
crescente aproximação íntima com as grandes igrejas
protestantes. Como os adventistas evangélicos
mantinham a crença na imortalidade da alma, eles
viam menos razão para permanecerem separados. E
gradualmente foram absorvidos. Porque também
estas igrejas tendiam ao Pré-Millenialismo.

(2) O segundo grupo cresceu junto de Joseph Turner e seu


Second Advent Watchman.

(a) Para estes o milênio estava no passado.

(b) Defendiam o estado de inconsciência na morte e total


aniquilação dos maus.

(c) Mas divergiam entre si sobre organização e disciplina


da igreja. Em 1862 Himes, tendo aceitado a doutrina
do estado de inconsciência da morte se uniu a este
grupo e formou o que é hoje o maior grupo adventista
remanescente anti-sabático - a Igreja Adventista
Cristã.

(3) O terceiro grupo sob a liderança de Joseph Marsh, que se


opunha violentamente a qualquer forma de organização.

(a) Criam que o milênio estava no futuro, durante o milênio


esperavam um 2º período de provação quando os
judeus retornariam à palestina (Pós-Millenialismo).

(b) Sua oposição a qualquer organização tornou-os fracos


e desunidos.

b) mesmo antes da Conferência de Albany, havia crentes que


aceitaram a teoria da Porta Fechada e o sábado. Estes

51
crentes, na sua maioria, eram leigos, e que a data de 1844
como certa, e o acontecimento errado.

(1) Só José Bates entre eles tivera proeminência nos círculos


milleritas.

(2) Através da oração, e profundo estudo da Bíblia, eles


pesquisaram doutrinas bíblicas que explicassem seu
desapontamento em 1844.Eles tornaram-se o maior grupo
de todos os adventistas: I. A. S. D.

F - As Três Doutrinas que deram Identidade à I. A. S. D.

1 - O Sábado - Na primavera de 1844, Frederick Wheeler, um ministro


metodista de Hillsbore, New Hampshire, começou a guardar o 7º dia
como o sábado.

a) Esta sua atitude resultou de contato com uma batista do 7º dia.


Ele viera para ministrar a ceia a uma pequena igreja perto de
Washington. Nesta localidade havia chegado recentemente a
Sra. Rachel Oakes, para visitar sua filha, professora primária
da localidade, Delight.

b) Durante esta visita a Sra. Rachel Oakes, desafiou o pr. E.


Wheeler a guardar todos os mandamentos de Deus, uma vez
que ele tinha dito em recente sermão que era dever de todo
homem guardar a lei.

c) Depois de sério estudo Wheeler ficou convicto de que deus


requeria que seus filhos honrassem o 7º Dia e começou a
guardá-lo.

d) Em torno da mesma época vários membros da congregação de


Washington tomaram a mesma decisão. Os mais proeminentes
dentre eles foram William e Cyrus Farnsworth. Assim a 1ª
congregação a guardar o Sábado de forma permanente foi a de
Washington, antes mesmo do grande desapontamento de
22/10/1844.

e) No fim do verão de 1844 o mais proeminente ministro adventista ,


de origem batista, T. M. Preble, de East Ware, N. Hampshire,
que viajara junto com Miller, também aceitou o Sábado, como o
sétimo dia.

(1) Ele deve ter aprendido o Sábado de Wheeler ou de Raquel


Oakes, não se sabe ao certo.

52
(2) Wheeler e Preble, diante do próximo advento, e da
excitação em torno desta idéia, não tiveram dificuldades
para convencer a outros da necessidade de mudar o dia
de adoração.

f) Os batistas do 7º Dia agitaram o ambiente religioso com a


questão do Sábado, durante estes anos de espera da volta de
Cristo.

(1) O Midnight Cry, em setembro de 1844, expressou de forma


interessante a posição dos seus editores: “Não há
nenhuma porção particular de tempo que os cristãos estão
obrigados pela lei a guardar como santo”.

(2) Mas também admitiram que se depois de um cuidadoso


estudo uma pessoa decidisse de outro modo, então eles
precisavam também concluir: “Que a porção particular do
tempo que Deus nos requer observar como santo, é o 7º
Dia da semana, isto é, o Sábado”.

(3) O desapontamento não conseguiu destruir a fé de Wheeler


e Preble na iminência do advento. Preble viu esta época
como oportunidade de falar sobre o Sábado aos
adventistas.

(a) Isto ele fez através do Jornal Hope of Israel, em


28/2/1845.

(b) No mês seguinte ele publicou, de forma extensa, um


estudo de suas concepções sobre o sábado.

g) Os participantes da Conferência de Albany não quiseram ter


nenhuma ligação com a doutrina do Sábado, dizendo ser uma
forma de judaísmo moderno.

h) As concepções de Preble sobre o Sábado foram comunicadas a


J. B. Cook, outro importante pregador millerita. Mas em menos
de 3 anos, ambos voltaram a observar o domingo.

i) Mas o artigo e o tratado de Preble chegou às mãos de dois


homens que vieram ocupar um lugar de importância entre os
pais fundadores da IASD: Joseph Bates e John Nevins
Andrews. Estes homens convenceram a centenas, inclusive a
Tiago e à Ellen White, e a Hiran Edson.

2 - Joseph Bates - Ele era um homem na faixa dos cinqüenta quando


decidiu guardar e promover o Sábado. Com a idade de 15 anos
deixou o lar em New Bedford, em Massachussets, para seguir uma

53
carreira no mar. Os primeiros anos foram cheios de aventura,
incluindo um naufrágio e um recrutamento forçado à Marinha
Britânica.

a) Depois do início da guerra de 1812, ainda na Inglaterra, insistiu


em ser feito prisioneiro de guerra. Ele, passou dois anos e meio
na prisão de Dartmoor.

b) Por volta de 1820 tinha experiência suficiente para capitanear um


navio mercante. No espaço de 8 anos acumulou uma relativa
fortuna e se aposentou.

c) Durante estes últimos anos no mar ele proibiu o uso de bebida


alcoólica e fumo. Nesta época ele encontrou alegria espiritual
em ler a literatura espiritual e na Bíblia, que sua esposa
colocava junto com suas bagagens.

d) Se afastamento do mar não significava inatividade. Ele era um


ativista nas campanhas anti-escravocrata e de temperança. E
se uniu à Igreja Cristã, em 1827.

e) Em 1843, depois de dispor da sua melhor propriedade, ele levou


a mensagem do advento ao oriente de Maryland. Aqui, devido
sua visão anti-escravocrata, foi submetido a atos de violência.
Porém, seu senso de humor e dedicação à missão de preparar
todos os homens a um encontro com Cristo, o salvou de
conseqüências piores.

f) Embora duas vezes desapontado em 1844, Bates não renunciou


sua esperança no advento. Através de um sério estudo da
Bíblia. Rapidamente, ficou convencido com a lógica do artigo
sobre o sábado de Preble.

(1) Sabendo que havia adventistas, guardadores do Sábado,


em New Hampshire, Bates resolveu visitá-los com
urgência. Mas como se encontrasse, nessa ocasião, sem
dinheiro, ele só pôde viajar à casa de Frederick Wheeler
em maio de 1845.

(2) Chegando sem ser esperado, às 10 da noite, logo se viu


envolvido numa sessão de estudo da Bíblia que durou
toda a noite.

(3) No dia seguinte voltou para casa, e encontrou no caminho


um amigo, vizinho e seguidor do adventismo, James Hall,
que lhe perguntou:

 Quais são as novas, capitão Bates?

54
 A nova é que o 7º dia é o Sábado do Senhor, nosso
Deus.

Hall concordou em estudar na Bíblia este tema, e cedo se


uniu a Bates como um guardador do Sábado.

3 - J. N. Andrews - Foi provavelmente um ano depois as publicação de


Preble sobre o Sábado que uma cópia caiu nas mãos de Marian
Stowell de 15 anos.

a) Tendo vendido sua fazenda, por causa do 2º advento, a família


dos Stowell estava na casa de Edward Andrews, em Paris,
Maine. Marian e seu irmão mais velho, Oswald, ficaram
convencidos da guarda do Sábado através da publicação de
Preble. Em poucos dias ela mostrou ao jovem, de 17 anos,
John Andrews, que era um rapaz sério, cujos talentos para o
estudo e o pensamento lógico o conduziram à carreira do
direito ou da Política, a lógica do Sábado. E cedo ambas as
famílias eram guardadoras do Sábado.

b) Anos mais tarde J. N. Andrews escreveria o 1º livro em defesa


Sábado, relacionando com um levantamento histórico da
guarda do Sábado e, como os cristãos começaram a guardar o
domingo.

4 - Nova Luz Sobre o Santuário.

No mesmo tempo que o Sábado estava recebendo atenção entre


vários adventistas em New England (N. H.), um grupo de leigos no
oeste de N. Y,. começou formulando uma nova interpretação do
santuário que devia ser purificado no fim dos 2.300 dias/anos. Aqui
a figura chave foi Hiran Edson, um fazendeiro metodista de Port
Gibson, N. Y. , que tinha se tornado um adventista ao redor de
1843.

a) A primeira reação de Edson na noite do desapontamento de


22/10/1844 foi questionar Deus e a Bíblia. Depois, de uma
pequena reflexão, ele reconheceu que seus dias de espera
tinham sido “A mais rica e a mais brilhante experiência de toda
a sua vida”. Com vários amigos dedicou-se a um período de
oração em seu celeiro. Saiu deste período convencido que a
luz viria para explicar seu desapontamento; Edson e um
companheiro, provavelmente O. R. L. Crosier, saíram, na
manhã de 23 de outubro para encorajar amigos adventistas.

b) Enquanto os dois andavam através da plantação de milho


(milharal). “O céu pareceu se abrir diante de mim, e eu vi
distintamente, e claramente, que em lugar de nosso sumo

55
sacerdote sair do santíssimo do santuário celestial para vir à
Terra... No fim dos 2.300 dias, Ele, pela primeira vez, entrou
naquele dia no 2º compartimento do santuário, e que Ele tinha
um trabalho a fazer no santíssimo antes de vir à Terra. Sua
mente, logo, foi dirigida pelo Espírito Santo a Apocalipse 10,
com seu livro que era doce como mel na boca, e amargo no
ventre. O capítulo terminou com a instrução do anjo para
profetizar de novo, outra vez.

c) Edson reconhece que Deus estava respondendo suas petições


por mais luz. um pouco mais tarde, quando os dois estudavam,
a Bíblia de Edson caiu aberta em Hebreus 8 e 9, onde eles
encontraram a confirmação do conceito que a purificação do
santuário não se referia à Terra, nem à igreja, antes o templo
celestial.

d) Durante os meses seguintes Edson, Crosier e Dr. F. B. Hahn,


com quem os dois mantiveram, anteriormente, uma publicação
Millerita intitulada: “The Day Dawn”, iniciaram um intensivo
estudo sobre santuário em hebreus e sobre sistema sacrificial.
Aqui, eles estavam convencidos, estava a chave para entender
o que acontecera em 22 de outubro de 1844.

e) Entusiasmados com as novas descobertas, Edson e Hahn


resolveram comunicá-las ao necessitado remanescente.
Concordaram financiar mais algumas edições do The Day
Dawn, enquanto o mais jovem e o mais educado, Crosier,
então com 20 e poucos anos, escreveria sobre o assunto
santuário.

(1) Em abril de 1845, umas poucas cópias do The Day Dawn,


foram impressas, e foram parar nas mãos de Enoch
Jacobs, proeminente líder e editor millerita do jornal The
Day Star, que apreciou a exposição de Crosier.

(2) Com apoio de Enoch Jacobs eles publicaram uma vasta


edição sobre o santuário, em um número do The Day Star,
em 7/2/1846. Assim os conceitos do santuário receberam
sua primeira exposição para um significativo número de
adventistas. Parte da prataria do casamento da senhora
Edson foi vendida para ajudar a financiar a publicação.

f) O artigo de Crosier no The Day Star extra, que levava um título


ambíguo: “A Lei de Moisés”, avançou em muitos conceitos,
alguns novos para os adventistas e outros cristãos. O mais
importante pode ser resumido como segue:

(1) Existe no céu um santuário real e literal.

56
(2) No dia 22/10/1844 Cristo passou do primeiro compartimento
deste santuário para o segundo (o santíssimo).

(3) Antes dele retornar à Terra, Cristo tinha um trabalho a fazer


no lugar santíssimo que difere daquilo que ele tinha estado
fazendo desde sua ascensão.

(4) O sistema do santuário hebreu era uma representação


visual completa do plano de salvação, com cada tipo tendo
seu antítipo.

(5) O real propósito do Dia da expiação (que começou para os


cristãos em 22/10/1844) é preparar um povo puro.

(6) A purificação do santuário celestial também envolve a


purificação do coração de seu povo.

(7) O típico bode azazel não representa Cristo, mas a Satanás.

(8) Como, o autor do pecado, Satanás arrasta a condenação


da culpa pelos pecados que levou Israel a cometer.

(9) A expiação pelo pecado não começou até que Cristo entrou
no santuário celestial após sua ressurreição.

g) No fim de 1845 Joseph Bates estava inteirado com as idéias de


Crosier. Após cuidadoso e independente estudo e em
correspondência com Edson, Bates aceitou um convite para
visitar Port Gibson para uma troca de pontos de vista.

(1) Edson tinha tido uma respeitosa aproximação com os


argumentos de Preble sobre o Sábado, mas não tinha,
ainda sido impressionado com o dever de guardá-lo. Com
a exposição de bates sobre o assunto, ele disse:

 Isto é luz e verdade! O 7º dia é o sábado. Eu estou do


seu lado para guardá-lo.

(2) Embora Crosier, fosse mais cauteloso, posteriormente


aceitou a doutrina do Sábado, para poucos meses mais
tarde abandoná-lo.

(3) Por sua parte Bates concordou com as idéias do santuário


defendidas por Edson e Crosier. Assim foram unidas as
duas doutrinas distintivas da emergente fé doa adventistas
do 7º dia.

57
h) O pequeno grupo dos adventistas sabatistas acharam fácil
aceitar a idéia que Cristo tinha mudado sua posição e obra no
santuário celestial em 22 de outubro. Isto reforçou sua
concepção que eles entendiam o tempo profético corretamente.

(1) Foi mais difícil para eles entender o que era a nova obra de
Cristo, e como isto se relacionava com eles e com o
advento.

(2) Embora cressem que Cristo retornaria dentro de alguns


meses ou anos, muitos entendiam ser desnecessário
abandonar suas idéias sobre a Porta Fechada, enquanto
faziam algumas modificações:

(a) José Bates parece ter crido, por algum tempo, que a
porta da salvação estava fechada para todos os
cristãos desde 22/10/1884, mas a misericórdia podia
ser estendida aos judeus, alguns dos quais aceitaram
a Jesus como Salvador.

(b) Outros asseguravam que a porta que tinha sido


fechada não era a porta da salvação, mas o acesso
para o povo, não mais o coração do povo se abriria
para ouvir; assim Cristo não poderia ministrar por eles
no santíssimo, mas, somente, por aqueles que ele
tinha escrito sobre o seu peitoral.

5 - O Dom de Profecia - Como o grupo de adventistas se esforçava para


reter sua fé e para entender seu desapontamento, Deus lhe
concedeu uma ajuda para que entendessem que Ele estava no
movimento. Isto veio através de visões e sonhos proféticos
recebidos pela jovem, Ellen Harmon, que morava em Portland,
Maine. Nasceu Gorham, Maine, dia 26/11/1827.Não foi o maior
editor ou o maior conferencista o favorecido, mas esta mocinha de
17 anos, que juntamente com sua família tinha sido eliminada da
Igreja Metodista, por causa da sua crença no movimento adventista.
Um ferimento na infância, negou-lhe tudo, inclusive os rudimentos
de uma educação formal. Embora tendo uma saúde frágil, ela se
alegrava com uma forte experiência cristã.

a) Um dia de dezembro de 1844, enquanto orava com quatro irmãs,


Ellen relata o que sentiu: “O poder de Deus veio sobre mim
como eu nunca o tinha sentido antes.” Desligou-se do seu meio
ambiente, ela parecia subir acima da Terra. Lá em cima ela
procura seus companheiros adventistas. Ela, finalmente os
descobriu num estreito e reto caminho que terminava na
Jerusalém celestial. Atrás do povo do advento, no começo do

58
caminho, estava uma brilhante luz. Um anjo disse à E. G.
Harmon que esta luz era o “clamor da meia-noite”, cuja luz
brilhava ao longo de todo o caminho. Como ela esperava,
alguns adventistas se desencorajaram com as dificuldades do
caminho, e negaram a luz atrás deles. Caíram numa densa
escuridão e tropeçavam e caíam no caminho. Com a
continuidade da visão E. G. H. viu o 2º advento e a entrada
triunfal dos santos na Jerusalém celestial. Quando a visão
terminou, o mundo parecia escuro para ela, mas logo ela e
aqueles, a quem ela relatara sua experiência, estavam certos
de que Deus tinha escolhido esta maneira... para confortar e
fortalecer seu povo.

b) Uma semana depois, E. G. Harmon recebeu uma Segunda visão,


instruindo-a a ir e contar a outros o que Ele lhe tinha revelado.
Ela foi avisada que muitas provações acompanhariam seus
labores, mas que ficasse certa, segura, que a graça de deus a
susteria. A comissão parecia muito grande, e Ellen hesitava,
ela estava preocupada com sua pobre saúde, sua juventude e
sua natural timidez, e o fato de que ninguém de sua família
poderia acompanhá-la de um grupo a outro de adventistas. Ela
pode ter sido vista sob uma atmosfera de muita suspeita, pois
esta era a maneira como os milleritas viam “os sonhos e visões
e revelações privadas”. Decepcionados com o fanatismo e
seus resultados nas atividades de Starkweather e com a
decadência das supostas visões do Dr. C. R. Gorgas a respeito
de 22 de outubro de 1844, estes líderes se opuseram a colocar
qualquer confiança em manifestações sobrenaturais.

c) Oposição a revelações privadas tinham ajudado a evitar dois


outros crentes de aceitar o chamado divino que mais tarde foi
oferecido à Ellen Harmon.

(1) Cedo, em 1842, William Foy, de Boston, um batista


estudando para ser ministro episcopal, recebeu duas
visões: uma sobre o breve retorno de Jesus, e outra sobre
o prêmio da justiça.

(2) Foy relutou em contar sua visão publicamente, em parte


porque como mulato, ele era rejeitado devido os
preconceitos para com os homens de cor. Apesar de sua
inicial relutância ele aceitou relatar as visões para uma
grande audiência através de New England.

(a) Mais tarde devido aperto financeiro e à 3ª visão que ele


não podia entender, fez com que Foy parasse de
contar sua experiência.

59
d) Pouco antes do grande desapontamento, Hazen Foss, natural de
Poland, Maine, recebeu uma visão muito semelhante à 1ª
visão, dada à Ellen Harmon posteriormente. Sabendo que
encontraria oposição se relatasse as visões e advertência
como fora instruído. Foss recusou aceitar a comissão. Logo ele
sentiu que tinha agravado o Espírito Santo, e procurou reunir
um grupo para ouvir a visão, só que não conseguiu se lembrar
dela.

(1) Semanas mais tarde Foss teve a oportunidade de ouvir


Ellen Harmon, cuja irmã mais velha havia se casado com
seu irmão, relatar o que ela tinha visto.

(2) Foss advertiu à Ellen a não recusar o chamado de Deus.


Mais tarde ele demonstrou não ter nenhum interesse em
matéria de religião.

6 - Levando O Testemunho - A relutância de Ellen Harmon em relatar as


visões era até certo ponto justificáveis, mas que seriam vencidas,
Ao lado de sua juventude e saúde frágil estava o medo de tornar-se
orgulhosa e exaltada, se ela aceitasse a divina comissão.

a) Um anjo lhe assegurou que Deus a preservaria humilde através


de aflições e sofrimentos. Então durante um período especial
de oração um irmão, dos mais antigos crentes, viu uma bola de
fogo bater justo em cima do coração de Ellen.

(1) Quando ele voltou a si, John Pearson disse-lhe:

 Nós a ajudaremos hoje em diante, e não se


desencoraje.

b) Manifestações físicas - Assim Deus abriu o caminho para Ellen


levar seu testemunho durante uma visita a sua irmã nas
proximidades de Poland. por 3 meses ela só conseguia falar
em voz baixa, e em um tom áspero; agora, quando ela
começou a falar, sua voz ficou clara e forte, e permaneceu
assim durante as próximas duas horas enquanto ela falava.
Esta era uma das manifestações físicas que acompanhavam
sua revelação. Por ocasião de suas visões públicas, que
podiam vir enquanto ela orava ou pregava, Ellen primeiro,
perdia toda a sua força física; em seguida recebia força
sobrenatural que mesmo a pessoa mais forte não poderia
controlar seus movimentos físicos. Durante suas visões - uma
dessas durou 4 horas - não havia nenhum sinal de respiração,
enquanto o batimento cardíaco e a cor de sua face
continuavam normais. No início de uma visão Ellen geralmente

60
exclamava: “Glória” ou “Glória a Deus”, várias vezes. Apesar
de seus olhos permanecerem abertos, ela parecia estar
inteiramente inconsciente do ambiente onde se encontrava. Ela
podia mover-se graciosamente dentro do local onde se achava,
e, ocasionalmente, falava palavras ou frases indicativas de
coisas que estava vendo. Uma inalação profunda indicava que
a visão estava terminando. Logo que retornava, ela enxergava
mal, como se estivesse olhando diretamente para uma luz
brilhante. Gradualmente as coisas iam-se tornando distintas,
apesar disso sua visão não sofria nenhuma perda permanente.

c) Uma pergunta precisa ser respondida:

 Por que estes fenômenos físicos ocorriam?

(1) A razão lógica podia ser que aqueles que estavam


familiarizados com uma profunda experiência religiosa
poderiam prontamente aceitar seu testemunho.

(2) O mesmo não acontecia com aqueles que ouviam esta


desconhecida adolescente. Embora os fenômenos físicos
convencessem a muitos, havia vários que rejeitavam as
visões de Ellen Harmon, e declaravam que ela praticava o
mesmerismo, ou auto-hipnose.

7 - James e Ellen White - Um dos que foi imediatamente convencido, foi


o Pr. Tiago White, que observou Ellen durante uma visita que ela
fez a Orrington, Maine, no início de 1845.

a) Logo os convites começaram a chegar. Ellen viajava para longe


de seu lar, para visitar os adventistas em New Hampshire e
Massachussets, sempre acompanhada por sua irmã Sara ou
Luíza Foss. Sentindo a necessidade delas, James White
começou a se encontrar com elas, com o objetivo de ajudá-las
em sua viagem. Isto os levou a se familiarizarem, embora
nem Ellen, nem James tivessem abrigado pensamentos
românticos neste tempo.

b) Ambos esperavam o breve retorno de Cristo, e seria falta de fé


estar envolvida com pensamentos sobre casamento, naquele
tempo. Seu amor cresceu na mesma proporção, que Tiago
ficou convicto que nada podia ser permitido que trouxesse
reprovação sobre Ellen e sua obra. Assim, no verão de 1846
ele propôs casamento. Ellen aceitou. Em 30 de agosto, como
jovens, sem serem membros de nenhuma igreja, eles se
casaram em Portland através de um juiz de paz.

61
c) As primeiras visões de Ellen White e suas viagens não tinham o
propósito de introduzir alguma nova e distinta doutrina. Sua
finalidade era mais para encorajar e confirmar os que tinham
aguardado Cristo voltar em 1844. Muitos tinham caído em
posições extremas, que Ellen se sentiu chamada a corrigir.
Entre estes estavam os “Spiritualizers”, que declaravam que
Cristo tinha vindo para eles espiritualmente, em 22/10. Agora
eles estavam completamente santificados e não poderiam mais
pecar.

d) Outros desenvolviam um forte emocionalismo com muita


excitação, barulho, e atividade corporal. Um grupo chegou a
advogar que as pessoas deviam engatinhar para levarem a
sério a declaração de Cristo que “Devíamos ser como
Criancinhas”.

e) A mais delicada doutrina errada foi a contínua esperança do


iminente retorno, que levou a Tiago e a Bates a ensinarem que
Cristo voltaria até 22/10/1845. O assunto foi tão delicado,
porque ela desejava o breve retorno de Cristo, e não queria
desencorajar a devida preparação para este evento.

f) Poucos dias antes da esperada data, ela viu em visão que a


esperança deles não seria realizada, e ela advertiu àqueles
com quem tinha contato. Semelhante advertência veio mais
tarde, quando Hiran Edson ensinou que o tempo terminaria em
1850; e José Bates, pelo estudo do serviço cerimonial de
Levítico, fixou em 1851 como o ano da 2ª vinda.

8 - Encorajando o Rebanho - na Primavera que precedeu o casamento


de Ellen White, deu-se o 1º encontro deles com José bates. Ele
tratou Ellen com toda cortesia, mas era francamente contrário a
admitir, que as revelações por ela recebidas, fossem de Deus. Por
seu lado, Tiago e Ellen White discordaram de bates com sua
posição em favor do 7º doa, o Sábado; eles achavam que Bates
dava uma excessiva ênfase ao 4º mandamento.

a) Mas Bates e o White cedo mudaram suas opiniões. Durante os


meses de outono de 1846, os White estudaram
cuidadosamente o panfleto de Bates: The Seventh Day
Sabbath, a Perpetual Sign, e ficaram convencidos.

b) A aceitação de Bates das visões de Ellen veio depois de observá-


la várias vezes em visão. Uma em particular o impressionou.
Nesta, ela descreveu alguns corpos celestes. Fascinado que
era pela astronomia, desde sua vida no mar, Bates tinha
tentado conversar com ela sobre o assunto, mas percebeu não

62
ter ela nenhuma informação sobre o assunto. Como podia ela
agora esclarecê-lo neste tema, se não fosse por uma luz do
céu?

(1) No início de 1847, Bates pôde testificar de suas crenças, de


que as visões eram de Deus, dadas para confortar e
fortalecer seu povo.

c) Emboras as primeiras visões de Ellen White fossem para


encorajar, tinham sido designadas para manter a atenção dos
crentes, focalizadas no retorno de Cristo. Mas, em 1846 ela
começou a receber a confirmação de que seriam feitas novas
descobertas doutrinárias. Poucas semanas depois saiu uma
longa exposição, no The Day Star Extra, do Dr. Crosier. Ellen
foi avisada em visão que ele “Tinha a verdadeira luz sobre a
purificação do santuário..., e que era sua vontade, que o irmão
Crosier deveria escrever sobre o assunto “Eu estou autorizada
pelo Senhor a recomendar o Extra, a cada irmão.”

9 - As Conferências Sabáticas - Foi em abril de 1847, vários meses


após ela e seu esposo terem começado a guardar o Sábado, que
Ellen recebeu uma visão confirmando esta nova crença. Em uma
visão do lugar santíssimo, Ellen observou o decálogo posto dentro
da arca. Um halo de glória parecia circular o 4º mandamento. Foi
instruída que a verdadeira observância do Sábado seria uma causa
de vários problemas para o povo de Deus que viveria justo antes da
2ª vinda, e havia uma íntima ligação da verdade do Sábado e a
mensagem do 3º anjo de Apocalipse 14. José Bates notou esta
relação na sua Segunda edição do seu tema sobre o Sábado.

a) Além destes três líderes da formação doutrinária - Bates, White e


Hiran - muitos outros descobriram por seus estudos uma ou
mais destas doutrinas. em 1848 sentiram necessidade de se
reunirem para mútua animação, para verificar alguns aspectos
importantes das profecias do fim e para corrigir erros em sua
crença.

b) E. L. H. Chamberlain, de Middletown, Connecticutt assumiu a


responsabilidade da primeira convocação, do que mais tarde
viria a ser chamada “As Conferências do Sábado”. Esta
primeira reunião ocorreu de 20 a 24/4/1848, na casa de Albert
Belden, em Rocky Hill, Connecticutt. Cerca de 50 pessoas
estiveram presentes, sendo que bates e Tiago White eram os
principais palestrantes.

(1) Longas horas foram usadas para oração e estudos da


escritura. Tão proveitoso foi o resultado, que forma feitos

63
novos planos para se reunirem numa nova conferência,
em New York.

(2) Como não havia uma organização central, os participantes


pagavam as despesas com seus recursos próprios. James
White trabalhou num celeiro de feno por 5 semanas para
economizar dinheiro suficiente para ele e sua esposa
viajarem a Volney e Port Gibson, N. Y., onde foram
realizadas a 2ª e a 3ª conferências, que se reuniram em
agosto. Embora a 2ª reunião fosse menor em número,
estavam presentes pessoas com opiniões bem
diversificadas. esta discórdia oprimiu o coração de Ellen
White de tal forma que ela desmaiou. Alguns temeram
pela sua vida.

(3) Muitas orações foram feitas em favor dela, ela se


recuperou e foi tomada em visão. Muitos dos erros que
estavam sendo discutidos lhe foram revelados, e ela foi
instruída a apelar a todos os presentes que deixassem de
lado assuntos secundários e se unissem nas verdades
básicas, como as contidas na tríplice mensagem angélica.
Seus apelos foram aceitos e a reunião terminou
triunfalmente.

10 - Luz Sobre Doutrina - A experiência de Volney lançou luz no


caminho dos adventistas sabatistas. Como resultado do estudo da
Bíblia, oração e discussão, eles estavam unidos. Algum tempo
depois Ellen testificou não entendia os assuntos em discussão, nem
tudo quanto se achava envolvido. Ela ainda lembrou que quando os
irmãos estavam estudando, “e quando chegavam a um ponto...
onde eles diziam: nós não podemos nada mais”, o Espírito do
Senhor vinha sobre mim, e eu era tomada em visão, e uma clara
explanação das passagens estudadas me era dada... Eles
aceitavam a revelação dada, como luz vinda do céu, porque sabiam
que eu não entendia estes assuntos.”

a) A 4ª conferência do Sábado reuniu-se em setembro, de novo em


Rocky Hill. Duas mais foram realizadas, completando o círculo
de reuniões que foram:

(1) A Quinta em Topsham, no Maine.

(2) A Sexta em Dorchester, Massachussets.

b) As conferências do Sábado trouxeram concordância entre os


cento e poucos adventistas, em 8 pontos:

(1) A iminente, pessoal, premilenial 2ª vinda.

64
(2) O duplo ministério de Cristo no Santuário Celestial, cuja
purificação teve seu início em 1844.

(3) Sábado, o sétimo dia.

(4) A inspiração especial e sobrenatural de Deus através de


Ellen White.

(5) O dever de proclamar todas as três mensagens angélicas.

(6) A imortalidade condicional e a morte como um sono sem


sonho.

(7) O derramamento das 7 últimas pragas.

(8) A final, e completa extinção do mal após o milênio.

Estas doutrinas básicas foram estabelecidas até o fim de 1848.

11 - A Porta Aberta e Fechada - A visão, dada em 24/3 de 1849, falava


sobre a porta que foi fechada e a que foi aberta no santuário
celestial, ou seja, as duas fases do ministério de Cristo nos dois
compartimentos. Quando Cristo abriu a porta para dentro do
santíssimo, Ellen viu a luz que brilhava sobre os mandamentos, e
que o Sábado era então uma prova de lealdade dos professos
cristãos. No mesmo tempo Cristo fechou a porta do lugar santo.
Enquanto ele tinha oficiado ali, o Sábado não fora um teste de
lealdade da forma como era então.

a) Ellen disse que alguns queriam voltar a este tempo mais fácil,
mas isto não era possível mais. A porta estava fechada e
ninguém podia abri-la.

b) Iniciou-se um nova década e os ensinamentos dos adventistas


sabatistas começaram a ser ouvidos, enquanto novas pessoas,
sem terem tido relação com o millerismo, se converteram a
Cristo e aceitaram as doutrinas de sua iminente volta. isto
demonstrava o erro de Bates e Tiago com relação a sua
posição quanto à doutrina da Porta Fechada.

c) Por volta de 1845 estavam prontos a aceitar o novo significado do


termo, que Ellen tinha exposto. Eles passaram a aceitar que a
porta da salvação só se fecha, quando individualmente alguém
rejeita para sempre o convite da salvação na luz da tríplice
mensagem angélica. A antiga terminologia agora possuía um
novo significado, e deixou de ser um tropeço como tinha sido
anteriormente.

65
VIII - A PÁGINA IMPRESSA E SUA HISTÓRIA

A - Introdução.

Era muito natural que os adventistas sabatistas, através de um esforço


especial desejassem expandir seus novos conceitos religiosos.
Entretanto, algumas coisas não ajudavam, e até atrapalhavam a
realização deste objetivo. O 1º deles foi o escárnio que acompanhou o
grande desapontamento, e submeteu o adventismo a uma vergonha
nacional. Isto propiciou o surgimento do 2º obstáculo em que o grande
público evitava se fazer presente às reuniões; além disso eles não
tinham recursos financeiros para alugar salões e fazer propaganda para
atrair as multidões, o 3º obstáculo. A isto acresça-se o 4ºobstáculo, em
que os White eram de origem pobre, enquanto Bates e Edson vinham
gasto sua modesta fortuna para propagar o jornal The Midnight Cry. os
jornais milleritas existentes após o desapontamento eram o meio que os
milleritas tinham para alcançar outros adventistas. Ao lado desta
situação a conferência de Albany tomara uma posição conservadora,
evitando usar os seus jornais para propagar a “Nova luz”, o 5º
obstáculo. Através do jornal Day Star de Enoch Jacobs foram
publicadas as visões de Ellen e as explanações de O. R. L. Crosier
sobre o santuário celestial. Porém como Jacobs penetrou numa floresta
de exageros teológicos, esta 6ª porta foi também fechada. Por causa do
exposto, Ellen e seus associados tiveram de copiar à mão as visões e
enviá-las pelo correio. Na primavera de 1846, uma narração da 1ª visão
estava impressa sob o título “Ao remanescente disperso”. A despesa
destas 250 cópias foi paga por James White e H. S. Gourney, o ferreiro
cantor que acompanhou Bates em sua missão a Maryland, em 1844.

B - Joseph Bates, o Editor - José Bates também sentiu a necessidade de


publicar as novas verdades que tinha descoberto, e corrigir alguns erros
em que os seguidores do adventismo tinha entrado.

1 - Em maio de 1846 ele preparou um estudo de 40 páginas intitulado


“The Opening Heavens”, parcialmente para opor-se aos
“Spiritualizers”, que estavam ensinando que Cristo tinha vindo,
espiritualmente, em 1844.

2 - Bates acreditou que o santuário a ser purificado estava no céu e


entusiasticamente recomendou o Day Star extra, de Crosier.

a) Os fundos para fazer a primeira publicação foram supridos por


uma irmã que tinha recentemente tecido um grande tapete para
seu lar; ela o vendeu e deu o dinheiro a Bates para pagar a
conta, dizendo que se houvesse necessidade ela teceria outro
tapete.

66
3 - Desafiado pela falta de fundos, Bates a seguir decidiu preparar
um estudo sobre o Sábado. Debruçou-se sobre os livros e uma
concordância. A senhora Bates o interrompeu, enquanto
estudava, para lhe dizer que precisava um pouco de farinha
para terminar a última fornada do dia (pão). Contudo, Bates
sabia que tudo que possuía era um Shilling, cujo valor seria
atualmente 12 1/2 centavos de dólar. Bates procurou saber
quanto ela precisava, e a senhora Prudence Bates disse que
seria cerca de 4 libras (1.800g). Além disso ela ainda fez uma
pequena lista de outras coisas que precisava do armazém.
Com estas informações ele foi a uma casa de negócio mais
próxima.

a) Quando ele voltou a Sra. Bates ficou horrorizada. O seu


marido, um homem que fora comandante de navio, um
cidadão tão conceituado em New Bedford, teria chegado a
tal situação, fazer uma comprinha daquelas! Não, era
demais para ela. Aterrada abraçou-se ao marido e disse:
”Que vamos fazer?”

b) Seu marido lhe disse que seu plano era escrever um


pequeno livro que o ajudaria a disseminar a mensagem do
Sábado, e quanto às suas necessidades temporais disse:
“O Senhor proverá”.

 Oh, sim, disse ela, você sempre fala isso.”

c) Poucos minutos depois bates foi impressionado que havia


uma carta esperando por ele no correio. Não hesitou,
dirigiu-se ao correio. Ele sabia que deus o estava guiando.
E lá estava carta, contudo não fora selada. O agente lhe
disse: pegue a carta e pague-a. Mas Bates embora
sabendo que não tinha dinheiro disse: “Eu sinto que há
dinheiro dentro desta carta, pode abri-la, e se o que eu
digo é verdadeiro, tire o dinheiro do selo e me dê o
restante.”

d) Debaixo de uma chuva de protestos o agente concordou, e


ali estava uma nota de 10 dólares!

(1) Bates entendeu que o Senhor impressionou algum


amigo seu que ele precisava de dinheiro.

(2) Com este dinheiro ele comprou um barril de farinha,


batata, açúcar e alguns utensílios domésticos. E
mandou que entregassem tudo em sua casa. Em
seguida procurou tratar da impressão do estudo que

67
havia preparado, certo de que deus providenciaria os
meios.

e) Ao voltar para casa Bates encontrou sua esposa toda


agitada.

 De onde você conseguiu estes alimentos?

 O Senhor o enviou” respondeu Bates.

 Isto é o que você sempre diz! ela retrucou.

Nisso, seu marido entregou-lhe a carta. Depois de lê-la,


ela chorou abundantemente, chorou de arrependimento e
alegria.

f) O dinheiro para pagar a impressão de seu material sobre o


sábado, chegou as suas mãos de forma igualmente
misteriosa. Não poucas vezes chegou dinheiro para Bates.
E o capitão nunca descobriu que o seu benfeitor era H. S.
Gurney, que lhe pagava uma antiga dívida.

4 - Como José Bates prosseguia na fé, havia sempre alguém para


ajudá-lo. Depois de revisar e aumentar seu estudo sobre o
Sábado em 1847, o capitão preparou uma revista sobre a
experiência millerita, de modo a infundir confiança na liderança
de Deus. Quando o livreto, de 80 páginas, estava pronto, -
SECOND ADVENT WAYMAK AND HIGH HEAPS (multidão
povo), uma viúva vendeu sua humilde casa, e deu a bates
suficiente dinheiro para publicar seu livreto. Desta forma os
outros materiais impressos foram pagos, durante três anos.

a) Foi no fim da primavera de 1847, que a primeira publicação


unindo Tiago, Ellen e Bates saiu, com o nome “A WORD
TO THE LITTLE FLOCK”. Este número incluía descrições
de visões de E. G. White, artigo de Bates endossando as
visões de E. G. White e artigos de James White devotados
a explicar as 7 últimas pragas, e eventos anteriores a volta
de Cristo.

b) A verdade deste número de 20 páginas levou ânimo e


encorajamento aos crentes do advento, que estavam
unidos pela experiência de 1844, e agora juntos, viam
mais luz espiritual no caminho à frente.

c) A necessidade de impressão de um periódico, que servisse


como um meio de comunicação, se fez necessário
especialmente durante as conferências sabáticas:

68
(1) Futuras reuniões precisavam ser anunciadas.

(2) Novas verdades descobertas precisavam ser


publicadas.

(3) Na Conferência de Topsham, em outubro este assunto


foi alvo de especiais orações.

(4) Ainda enfrentando dificuldades, os crentes resolveram


orar e estudar sobre o assunto no mês seguinte, na
casa de Otis Nichol, em Dorchester, Massachussets.

C - PRESENTH TRUTH - Grande luz procedeu da 6ª Conferência Sabática,


em Dorshester, 18/11/1848, recebida por E. G. White. A primeira foi a
respeito do Sábado e sua relação com o selamento do povo de Deus.
Nesta mesma ocasião ela viu, que a hora de começar um pequeno
jornal, e enviá-lo ao povo, devia começar; e que seu marido estava
sendo indicado por deus para dar início a este projeto. Embora Tiago
White estivesse disposto, seus recursos financeiros eram parcos.
Enquanto Tiago e Ellen permaneceram por poucas semanas na cidade,
Tiago trabalhava numa linha férrea e como trabalhador de uma fazenda,
a fim de que eles não fossem tão dependentes de seus amigos. Como o
que ele podia ganhar com este trabalho era insuficiente, algumas vezes
Ellen tinha uma luta interior em decidir como usar poucos centavos, ou
para comprar leite para ela mesma e seu filho, Henry, nascido em
8/1847, ou usá-los para comprar roupa para vestir o nenê.

1 - No verão de 1849 a responsabilidade de iniciar um pequeno jornal


em defesa da verdade, lhe pesava tanto que decidiu cortar feno
para pagar as despesas de impressão.

a) Neste mesmo tempo os White moravam na casa de Albert


Belden, em Rocky Hill, Connecticutt.

b) Na hora que Tiago estava saindo para cidade a fim de comprar


uma foice, foi informado que Ellen tinha desmaiado.

c) Voltou rapidamente e depois da oração Ellen recobrou os


sentidos, só para ser tomada em visão. Nesta hora ela recebeu
instrução de que não era dever de Tiago trabalhar no campo de
feno, mas que seu trabalho era escrever e publicar. Assim eles
deviam seguir em frente, na fé de que os meios seriam
providos para enfrentar as necessidades de publicação.

d) Na vila de Middletown, distante 8 milhas, um chefe de tipografia


concordou em imprimir mil cópias de um jornal de 8 páginas,
intitulado THE PRESENT TRUTH, a crédito

69
(1) O primeiro número foi direcionado a apresentar a verdade
do Sábado, e ficou pronto em julho de 1849. Então as
preciosas foram levadas para casa de Albert Belden, onde
elas foram organizadas e enviadas a indivíduos que
tinham a mente aberta para lê-las. depois de uma oração
Tiago colocou os jornais em sua sacola de pano e andou 8
milhas para enviá-las ao correio de Middletown. Esta cena
foi repetida 3 vezes mas, antes de terminar o mês de
setembro. E os recursos financeiros chegavam para fazer
face às despesas com as publicações.

(2) Encorajado, o Pastor Tiago White decidiu continuar


publicando THE PRESENT TRUTH.

e) As circunstâncias em Connecticutt deixavam tanto a desejar em


termos de facilidades, que os White decidiram se mudar
juntamente com os negócios da impressão do jornal, para
Oswego, New York. Agora não seria mais necessário passar o
incômodo de andar 8 milhas, e seria mais fácil enviar os jornais
pela antiga Northwest, de onde José bates espalhou sua
mensagem do Sábado e santuário , para os milleritas.

(1) Duas edições do Presenth Truth saíram em dezembro de


1849.

(2) Depois de decorridos alguns meses como Editor, Tiago


ficou desencorajado pela falta de donativos e a oposição
do capitão Bates para quem o projeto de publicação de um
jornal não era tão importante. Por isso ele quase
suspendeu o projeto.

a) Bates achava que pregadores capazes como Pastor


White deviam pregar ativamente a mensagem, em
vez de estar atrás de uma mesa de editor
escrevendo.

b) Ellen White não apoiou a idéia de que seu marido


devesse abandonar a publicação de um jornal. Ela
disse: “Eu vi que Deus não quer que Tiago pare, mas
que Tiago, escreva, escreva, escreva, escreva e
espalhe a mensagem...”.

c) Como conseqüência, na primavera de 1850, mais


quatro edições do Present Truth foram preparadas e
enviadas antes de suspenderem suas publicações. E,
durante o verão, visitar os irmãos dispersos.

70
2 - ADVENT REVIEW - Durante o verão de 1850, do meio para o fim
deste, Tiago White trabalhava duramente para fazer uma nova
publicação. Atacados pelas críticas do principal grupo dos
adventistas, Tiago e Ellen resolveram editar um jornal que
contivesse uma boa quantidade de material sobre o período pré-
desapontamento do millerismo.

a) Isto era para mostrar que os adventistas sabatistas deveriam ver


o movimento millerita como dirigido e designado por Deus.
Quatro edições de 16 páginas da Advent Review foram
publicadas em Auburn, New York, durante o verão e o fim de
1850.

b) No início do verão os White sentiram desejo de visitar os crentes


em paris, Maine, nesta região William Andrews e Stockbridge
Howland e suas famílias atendiam espiritualmente o pequeno
grupo de Adventistas da localidade. Quando Tiago descobriu
uma tipografia abaixo do preço e conveniente, em Paris, Maine,
ele decidiu permanecer e estabelecer sua gráfica onde os
irmãos amigavelmente, estavam desejosos de ajudá-lo em seu
trabalho. Em Paris se fez a última publicação do Present Truth
e do Advent Review, em novembro de 1850. No mesmo mês
um novo jornal nasceu, combinando os objetivos dos dois
anteriores, intitulado Seccond Advent Review And Sabbath
Herald, ele continuou até o presente se tornou a voz oficial dos
ASD.

3 - Assistentes de Publicações - A obra de publicações iniciada por


Tiago White não estava suficientemente desenvolvida para lançar
raízes. paris ainda estava muito longe do centro dos adventistas
sabatistas. Seus olhares se voltaram mais uma vez para New York.
Quando Tiago White mudou-se de paris, deixou em seu lugar um
jovem de 21 anos - John Andrews.

a) É que alguns meses antes uma comissão dos adventistas


escolheu um grupo de pessoas para ajudá-lo a arrostar a
responsabilidade da obra de publicações. E junto ao veterano
José Bates, foram incluídos Samuel Rhodes e J. N. Andrews.

(1) Rhodes tinha sido um bem sucedido evangelista que se


embrenhou na floresta de Adirondack de New York, logo
após o desapontamento. Encorajado por Ellen White ele
foi assistir Hiran Edson explicar o desapontamento de
1844. E a nova luz da mensagem do 3º anjo raiou em sua
mente. Rhodes mais uma vez tornou-se um efetivo
ministro, pregando primeiro na Nova Inglaterra e New York
e mais tarde foi pioneiro em Michigan, Indiana e Illinois.

71
b) Foi o jovem Andrews que foi o ajudante mais próximo de James
White. Aos 21 anos ele se tornou um dos mais importantes
editores da Review and Herald. Seu artigo de 5 páginas, em
maio/1851 foi a mais detalhada exposição de apocalipse 13, ao
explicar a besta de 2 chifres ele declarou corresponder aos
EEUU.

(1) Ele mais tarde preparou uma série de estudos respondendo


aos ataques de O. R. L. Crosier ao Sábado.

c) Pouco antes de deixar a cidade de Paris, no Maine, James White


mais uma vez resolveu abandonar a idéia de continuar o jornal.

(1) Enfraquecido pelo excesso de trabalho.

(2) Enfraquecido por alimentação inadequada

(3) Ferido pelas críticas, Tiago escreveu uma nota para o


jornal, onde declarava que estava interrompendo suas
publicações.

(4) Outra vez EGW se intrometeu, ou, interveio. “Nós


precisamos continuar a publicar e o Senhor nos
sustentará”, removendo os obstáculos.

(5) Tiago não publicou sua nota como planejara, nunca mais
ficou desencorajado com suas provocações na obra de
publicações.

d) Em meados do verão de 1851, as atividades de publicações dos


White transferiu-se para Saratoga Springs, New York. Durante
nove meses Ellen escreveu seu primeiro livro: A SKETCH OF
THE CHRISTIAN EXPERIENCES AND NEWS OF ELLEN G.
WHITE. Complementando sua breve biografia apareceram,
neste volume um bom número de visões de EGW, que já
tinham sido publicadas no Present Truth.

(1) Este foi o 1º livro que Tiago havia publicado. Anteriormente


(1849 ou 1950) ele tinha editado um pequeno hinário,
intitulado Hymns for God’s peculiar People, contendo a
letra de 53 hinos.

(2) Costumeiramente Tiago começava as reuniões, que


presidia, por um bem cantado hino, marcando o ritmo com
a sua mão enquanto andava a passos largos na
plataforma.

72
(3) Seu gosto especial pela música fez com que ele publicasse
5 diferentes hinários com 4 suplementos entre 1849 -
1861. Novos hinos apareciam, enviados pelos leitores da
Review, para serem acrescentados ao hinário. Em 1861 o
hinário já contava com 468 hinos.

e) Em Saratoga Springs a irmã de Ellen, Sarah, e o seu marido,


Stephen Belden, se uniram aos White. Os talentos de
mecânica de Stephen proveu especial ajuda a Tiago na obra
de aumentar as publicações.

(1) Também chegou de New Hampshire, Annie Smith, para


trabalhar como redatora e revisadora. Ela era irmã de
Uriahs Smith. Os seus familiares participaram das
experiências mileritas, quando ela e seu irmão eram ainda
bem novos. Ao chegarem à vida adulta, se converteram, e
ambos se dedicaram à carreira da literatura. Ao assistir
uma conferência de José bates, ela conversou com ele do
seu sonho de trabalhar nesta área. Começou a guardar o
Sábado e enviar poemas à Review. Quando tinha 23 anos
atendeu ao chamado de Tiago White para vir para
Saratoga Springs. Quatro anos mais tarde adoeceu de
tuberculose, do que veio a falecer. Durante sua curta vida
contribuiu com 45 poemas e deu início ao Youth’s
Instructor. Dez dos seus hinos permanecem no hinário da
IASD.

f) Os novos assistentes deixaram Tiago e Ellen livres para dedicar


mais tempo para escrever e encorajar o rebanho disperso
através de visitas pessoais. Tiago começou a pensar em
estabelecer uma publicadora adventista independente.

(1) Ele via muitas vantagens na realização deste projeto.

(a) O trabalho de impressão sairia mais barato.

(b) E a supervisão seria mais eficiente.

(c) Acabaria com a impressão da Review nos sábados, o


que lhes preocupava muito.

(2) Em 12 de março de 1852, reuniram-se na casa de Jesse


Thompson, no sul de Saratoga Springs, as seguintes
pessoas: Bates, Rhodes, Edson Andrews, os White e
outros. Depois de estudo e oração, decidiram comprar
duas máquinas: prensa, tipo.

73
(3) Edson vendeu sua fazenda para emprestar 650$ ao Pr.
White para comprar uma prensa manual em Washington e
transferi-la para Rochester, N. Y., uma cidade melhor
situada para a distribuição do jornal. Em outubro tinham
recebido doações suficientes para cobrir o custo do
estabelecimento da Review and Herald Printing Office.

g) Os três primeiros anos foram um tempo de expansão e


progressos. Em agosto de 1852 Tiago lançou o The Youth
Instructor, revista mensal de 8 páginas, destinada a fornecer
lições de escola Sabatina sobre doutrina e outros materiais
para criança, custando 25 centavos ao ano. No inverno, 1.000
cópias eram enviadas cada mês. Neste mesmo tempo 2.000
cópias da Review eram enviadas cada 2 semanas, e eram
enviadas sem despesas (gratuitamente).Poucos messes mais
tarde, Tiago sugeriu que os crente que pudessem, pagassem
um dólar ao ano, e os não adventistas receberiam
gratuitamente.

4 - J. N. Loughborough. Benefícios da Mudança - A mudança para


Rochester coincidiu com a chegada de diversos adventistas, que
chegaram a se tornar as maiores figuras no crescimento da
denominação. Em Rochester vivia um rapaz chamado John N.
Loughborough que pintava casas durante a semana, e pregava para
vários adventistas aos domingos.

a) Um dos membros desta igreja que se estava interessando nas


verdades ensinadas pelos adventistas sabatistas, sugeriu a
Loughborough que o acompanhasse a uma dessas
conferências. Embora tendo apenas 20 anos Loughborough já
era pregador há 3 anos. Ele estava certo que podia desbaratar
os sabatistas com alguns textos, mostrando que a lei moral
tinha sido abolida.

b) Ao chegar a conferência ficou extasiado ao reconhecer o


pregador como o homem que tinha visto em um sonho e
poucas noites atrás. Ele ficou mais confuso ainda quando este
orador, J. N. Andrews, usou os mesmos textos que ele
pensava que eram contra alei, para mostrar a obrigação de
observar a lei. Dentro de 3 semanas ele se decidiu em favor
dos adventistas sabatistas. Cedo ele acompanhou Hiran Edson
numa viagem para encorajar os crentes. Mais tarde se tornou o
primeiro da obra em Michigan e Inglaterra.

(1) Tornou-se o 1º historiador do movimento adventista.

74
5 - Pioneiros - Em Michigan - Battle Creek - No início de 1849, Joseph
Bates começou a percorrer o campo na procura de adventistas com
quem ele pudesse repartir a recente luz descoberta. No verão do
mesmo ano ele contatou com o ferreiro Dan R. Palmer, líder do
adventismo em Jackson, Michigan. Bates pregou o primeiro sermão
a Palmer. Convencido de que o que ele ouvia era verdade, convidou
Bates a estar com os adventistas no próximo Sábado. Antes de
Bates sair de Jackson, todos os adventistas decidiram guardar o
Sábado.

a) Três anos mais tarde bates voltou a Jackson para encorajar seus
conversos. Nesta ocasião estava o jovem Merritt E. Cornell e
sua esposa que estavam presentes para ouvir Bates em casa
de Dan Palmer. Cornell estava certo que poderia mostrar os
erros de Bates rapidamente. Mas dentro de pouco tempo ele
levou a mensagem de Bates para seu sogro, Henry Lyon e
para John P. Kellogs.

(1) Durante 25 anos Cornell seria o mais preeminente


evangelista dos Adventistas do 7º Dia.

(2) Cornell merece o mérito pela rápida difusão da doutrina dos


ASD, em Michigan.

b) Por ocasião de sua 2ª vinda a Jackson, o capitão Bates ouviu a


respeito de algumas famílias adventistas em Indiana e resolveu
visitá-las. Enquanto a caminho, sentiu que devia descer do
trem na pequena vila de Battle Creek. No correio ele perguntou
pelo mais honesto homem da cidade. Poucos minutos mais
tarde ele foi conduzido pela Van Buren Street até ao lar de
David Hewitt, o presbiteriano. Era bem cedo de manhã quando
Bates bateu na porta e disse que tinha importante verdade a
apresentar. Cortesmente convidado a tomar o café da manhã,
e então conduzir o culto familiar, a Bates foi dada mais tarde a
oportunidade de apresentar suas crenças.

(1) Todas as manhãs os Hewitts ouviam a apresentação da


esperança do advento, tudo ilustrado com mapa. os
assuntos eram novos para eles, e na semana seguinte
começaram a guardar o Sábado.

(2) O primeiro núcleo de adventista se reunia na casa de David


Hewitt, até que a primeira capela foi construída em Battle
Creek.

(3) A aceitação de Hewitt da mensagem, sendo ele um


presbiteriano que não tivera contato com o adventismo,

75
acabou, de uma vez por todas, com a doutrina da porta
fechada.

c) Em 12/1851, dois pregadores fizeram uma rápida parada em


Baraboo, Wisconsin, e durante uma hora fizeram uma
apresentação geral da mensagem de Apocalipse 14, os
grandes períodos proféticos, o Sábado, a besta de 2 chifres de
Apoc. 13. Sentado na audiência, estava o batista Joseph H.
Waggoner, editor e publicador de um jornal político.

(1) Waggoner ficou tão intrigado que, a cada tempo que lhe
restava, ele estudava as mensagens apresentadas que lhe
chamaram a atenção.

(2) Com poucos meses ele estava bem firmado na mensagem


adventista; seus novos colegas se admiravam que ele
pudesse entrar no adventismo e por causa da doutrina da
Porta Fechada.

(3) Waggoner deixou seu posto de edito para viajar como


evangelista nos Estados de Wisconsin, Iowa, Illinois,
Indiana e Michigan. Preparou as mais hábeis respostas
sobre inquirições a respeito do Sábado para gerações
futuras que viveriam nesta região.

d) Um número da Review and Herald sobre o Sábado influenciou a


John Byington e o fez um pregador do interior. Ele não teve
contato com o movimento milerita de 1844, porém em 1852 ele
aceitou os pontos de vista dos adventistas sabatistas. três anos
mais tarde ele construiu uma das primeiras Igrejas Adventistas
do 7º Dia, perto de sua casa em Buck’s Bridge, N. Y. Byington
tornar-se-ia um pregador de sustento próprio, e o primeiro
presidente da Conferência Geral da IASD.

e) Devido à leitura da Review e a visita pessoal de José Bates levou


Roswell F. Cottrell a unir-se aos adventistas sabatistas em
1851, ele vinha de uma família huguenote que tinha raízes na
Igreja Batista do 7º Dia. Ele ouvira pregadores mileritas, mas
não ficou impressionado porque eles não observavam toda a
lei de Deus. Cottrel tornou-se um colaborador da Review, e
preparou uma longa série de estudos bíblicos para uso das
lições de escola Sabatina de Youth Instructor. estes estudos
foram reunidos e mais tarde assumiram a forma de um livro:
The Bible Class.

6 - Uriah Smith - No fim de 1852, um rapaz que depois de Tiago White,


teve a maior parte no desenvolvimento da Review and Herald,
deparou-se com a doutrina do Sábado. Por ocasião da decepção do

76
milerismo, em 1844, U. Smith era um jovem de 12 anos,
acompanhando tudo através de sua mãe, fiel adventista. Após
alguns anos ele decidiu seguir a carreira literária.

a) Em 1852 assistiu às conferências dos adventistas sabatistas, em


N. Hampshire, Washington. Pelas coisas que ouviu, iniciou-se
um processo de convicção de que o 4º mandamento requeria a
observância do Sábado.

b) Após 12 semanas de estudos ele decidiu tornar-se um guardador


do Sábado no adventismo. Nesta época ele contava com 21
anos.

c) Em seguida foi trabalhar na Review em Rochester, junto a sua


irmã Annie. Sua capacidade de escrever o transformou num
escritor de boa qualidade, e foi assumindo responsabilidades
administrativas, liberando o Pr. James White para realizar mais
viagens e pregações.

7 - Stephen Haskell - Em 1853 a Review começou a publicar um


pequeno estudo: “Elihu on The Sabbath”. Este trabalho foi
responsável em fazer Stephen N. Haskell um guardador do Sábado.
As coisas aconteceram da seguinte forma: Ele tinha 19 anos
quando ouviu um desconhecido evangelista falar sobre o 2º
advento.

a) Tão eletrizado ficou com o assunto que falava dele com cada
pessoa que encontrava.

(1) Desafiado por seus amigos a pregar, disse que o faria se


eles providenciassem um local a ouvintes. Para sua
surpresa eles cumpriram a promessa.

(2) Um tanto relutante iniciou sua vida de pregador. Parte de


seu tempo era para pregar e a outra era para vender
sabão por ele manufaturado.

b) Certa vez, estando numa campal, em Connecticut, no verão de


1853, Haskell decidiu visitar um grupo de adventistas no
Canadá, que se iniciara no ano anterior. Na viagem enquanto
fez baldeação de trem em Springfield, Massachussetts, ele
resolveu fazer compras para sua viagem de regresso. Dirigiu-
se para a loja da estrada de ferro do funileiro William Saxby.
Atendido cortesmente, logo a conversa girou em torno do
Sábado, e Saxby era um adventista guardador do Sábado.

(1) Embora Haskell evitasse convite para ficar em casa de


sabatistas, ele foi para casa de Saxby por aquela noite.

77
(2) Saxby deu-lhe um resumo das mensagens que ele cria. Na
manhã seguinte, quando Haskell deixou o lar de seu
anfitrião, recebeu alguns impressos, e entre eles: “Elihu on
The Sabbath”.

(3) Antes de chegar ao Canadá, o jovem pregador estava


convicto, e disse: “De acordo com a melhor luz eu tive, o
7º dia era o Sábado, e eu o guardaria até que pudesse
conseguir mais luz posterior”.

c) O Sábado estava tão claro para Haskell que ele tinha certeza que
seus amigos adventistas o aceitariam prontamente. Quando ele
tentou apresentá-lo na reunião de adventistas em
Massachussetts, ele encontrou poucos que lhe dessem
atenção, e lhe foi negado o privilégio de pregar ao grupo todo.

(1) No fim da reunião Haskell foi convidado, com Thomas Halle,


ao lar de Hubbardston. Aqui, durante os seguintes poucos
meses ele conseguiu persuadir o grupo a se tornar
sabatista.

(2) Algum tempo depois, apareceu na casa de Haskell, José


Bates, apresentando-se como um amigo de William
Saxby. Antes de Bates deixar a casa de Haskell, este
havia aceito todas as doutrinas apresentadas pelo capitão.

8 - Publicações e a Unidade da igreja - Seria difícil estimar corretamente


o papel que a obra de publicações, a Review and Herald, teve em
promover a unidade doutrinária entre os adventistas sabatistas. Os
primeiros anos de R. H. foram dedicados a editar artigos que
tratassem das doutrinas distintivas, surgidas após 1844.

a) Cerca de 2/3 do espaço nos dois primeiros números foram


dedicados ao Sábado e à perpetuidade da lei de Deus. Lugar
especial ocuparam os artigos sobre profecia bíblica,
especialmente as que se aplicavam aos últimos dias. Também
a doutrina do santuário recebeu especial atenção.

b) Durante a década de 1850 artigos sobre o perigo do espiritismo e


a crença da imortalidade do homem se tornaram proeminentes.

c) No início a R. H. foi produzida pela pena de Tiago White, mas na


década de 1850 houve contribuições de outros autores: J. N.
Andrews, J. H. Waggoner, R. F. Cottrell e Uriah Smith.

9 - Mudança para o Oeste - Em 1853, os White ficaram impressionados


com o zelo e a generosidade dos irmãos do estado de Michigan. No
ano seguinte, vendo o crescimento do interesse, estudaram a

78
possibilidade de comprar, posteriormente, uma tenda para
acomodar os interessados.

a) Por que esperar um ano? Disse M. E. Cornell. Vamos comprá-lo


agora. Com a ajuda dos irmãos de Sylvan e Jackson eles
compraram uma tenda de 18 m de diâmetro. Ela foi levantada
em Battle Creek e Cornell e Loughborough foram os primeiros
adventistas sabatistas a usarem a tenda. Isto tudo fez com que
eles achassem que Michigan poderia ser um bom lugar para se
colocar o escritório da R. H. e com o auxílio de Don Palmer, J.
P. Kellogs e Henry Lyon se iniciou a construção em Battle
Creek.

b) James White queria que R.H. fosse reconhecida como


propriedade do corpo de crentes, e a R. H. estivesse sob a
responsabilidade deles. Queria que as responsabilidades
financeiras e administrativas fossem supervisionadas pela
Igreja.

(1) Esta atitude era influenciada por causa do mexerico de que


ele tirava proveito próprio das publicações. Como
resultado foi escolhida uma comissão para cuidar dos
trabalhos de publicação no outono de 1855.

(2) Palmer Lyon e Cyrenius Smith foram apontados pela


comissão para supervisionar as finanças e a promoção de
R. H.

(3) Uriah Smith, com 23 anos, foi eleito editor residente, com
James White, e J. N. Andrews, J. H. Waggoner, R. F.
Cottrell e Stephen Pierce, como editores correspondentes.

(4) Em dezembro de 1855, o primeiro número da R. H. foi


publicado em Battle Creek.

b) Uma comissão de investigação foi designada para aclarear as


acusações contra Tiago White e resolver o pagamento dos
débitos do escritório da R. H.

c) A mudança para Battle Creek livrou os White da responsabilidade


de hospedagem e alimentação dos empregados da Review.
Em sua própria e modesta casa, e com J. White recebendo um
pequeno, mas regular salário, os White estavam se livrando,
pela primeira vez, das acusações que os perseguiram por 10
anos.

10 - Consolidação - James White continuou assumindo a


responsabilidade da administração geral do escritório da Review. E

79
ficou responsável para planejar a literatura em alemão e francês, e
expandir a publicação de livros e estudos.

a) Em 1854 ele sugeriu a Loughborough a possibilidade de vender


literatura aos participantes das reuniões em tendas.

(1) Loughborough achou que era uma idéia prática.

b) Em 1857 Pr. White começou uma campanha pra comprar uma


máquina impressora a vapor para aumentar o volume dos
negócios.

(a) Nesta época ele gastava 3 dias por semana para imprimir a
Review, enquanto na impressora manual ele gastava uma
semana.

(b) Conseguiu levantar $2500 para comprar a máquina de


impressão a vapor. De uma simples tipografia manual ele
criou uma casa publicadora, apesar dos grandes
obstáculos que enfrentou.

(c) Com o escritório da Review estabelecido satisfatoriamente,


os White se voltaram para formar a organização da igreja.

A - Desenvolvimento Da Página Impressa

A - Durante a década de 1870 desenvolveram-se, no meio ASD, as


sociedades missionárias e de distribuição de literatura, com a finalidade
de mobilizar a igreja para evangelização pessoal.

1 - Este sistema iniciou-se em South Lancaster, mais no fim de 1868 e


começo de1869. Posteriormente foi implantado na Nova Inglaterra,
quando o Pr. Haskell foi eleito presidente desta associação. Ele
instituiu uma sociedade destas em cada igreja.

2 - Depois, a pedido do Pr. James White, estas sociedades de


distribuição foram instituídas em toda igreja. E em 1874, Tiago
White publicou uma revista intitulada The True Missionary com a
finalidade de promover os interesses da sociedade missionária.

a) Em 1884, pouco menos de 50% da igreja eram membros ativos


da sociedade missionária.

b) Nesta mesma época eles relataram ter feito 83.000 visitas


missionárias, ter escrito mais que 35.000 cartas missionárias e
mais de 19.000 assinaturas da Review, Signes of The Times,
Good Health. Chegaram a distribuir 1.750.000 folhetos.

80
B - Obra de Publicações - Por volta de 1880 a associação de publicações
ASD tinha 20 tipos de livros encadernados para venda, e mais 30 outros
em brochura.

1 - Logo as sociedades missionárias assumiram a responsabilidade de


coletar assinaturas para jornais da igreja, entre os membros e os
nãos ASD.

a) Foi através destes trabalhos que apareceu um novo grupo de


obreiros: os colportores.

2 - Nesta época, EGW pôs sua influência para se colocar um colportor


evangelista em todas as partes do campo. E disse:” Se houvesse
um trabalho mais importante do que outro este seria o de colocar
nossas publicações diante do público, levando-os assim a pesquisar
as escrituras”.

3 - A venda de livros era um grande negócio nos EEUU no final do


século XIX.

a) Em 1880 Pr. John Harvey Kellogg decidiu testar este tipo de


venda com seu livro sobre orientações médicas na vida
doméstica, com 1600 páginas.

b) Foi Kellogg quem introduziu um grupo de jovens nesta atividade


e vendeu centenas de milhares de seu livro.

c) Um destes jovens enviados foi George A. King, um moço


canadense que viera a Battle Creek com o desejo de tornar-se
um pregador ASD. A falta de educação de George King e sua
dificuldade para oratória convenceram a Tiago White que ele
não tinha Dom para pregar. Apesar disso, T. White desejou vê-
lo usar seus talentos na comunicação do evangelho.

(1) Tiago White persuadiu ao Sr. Richard Godsmark a levar


King para sua casa e dar-lhe trabalho em sua fazenda por
hospedagem e alimentação.

(2) E no verão King trabalharia no grupo de obreiros de uma


tenda evangelística.

(3) Encorajado por Godsmark, King gastou seu tempo livre


pregando para as cadeiras vazias de um grande salão.
Apesar deste treinamento seu 1º sermão foi um desastre.

4 - Então a Sra. Godsmark, cortesmente sugeriu que King tentasse o


trabalho de venda e distribuição da literatura ASD de casa em casa.

81
a) Financiado pelo Sr. Richard Godsmark, ele vendeu, na 1ª
semana apenas 62 centavos de dólar. Como King amava muito
este trabalho tornou-se um bem sucedido vendedor das
revistas Good Health e Signs of The Times.

b) Insatisfeito em vender literatura só sobre saúde, ele discutiu com


os líderes da obra que lhe possibilitassem vender livros que
contivessem a tríplice mensagem angélica. Sua sugestão era
que reunissem as duas obras de Uriah Smith em um só volume
bem ilustrado, que ensejaria uma boa venda.

c) O sucesso foi tão grande que a Review decidiu imprimir uma


nova edição ilustrada. Assim a primeira cópia ficou pronta,
George King apressou-se em mostrar aos trabalhadores da
fábrica de vassoura, e vendeu o 1º volume a D. W. Reavis.

(1) Quatro dias depois King tomou o pedido de 25 volumes.

(2) Logo outras pessoas também estavam vendendo. E King


além de ser um bom vendedor de literatura era também
um bom recrutador.

(3) Até a sua morte, em 1906, George King vendeu milhares de


dólares.

5 - Logo surgiram sociedades estaduais ocupadas com a venda da


literatura ASD, em seu território. E um agente estadual destas
sociedades tornava-se o recrutador e treinador de colportores.
Estes agentes gradualmente foram transformados em diretores de
publicações (Departamentais de Publicações).

IX - O NASCIMENTO DE UMA ORGANIZAÇÃO


Parte da herança dos adventistas mileritas sabatistas era uma
determinação de não criar outra denominação. Eles não se esqueceram
da advertência de George Storr “Nenhuma igreja pode ser organizada
pela invenção do homem, mas o que a torna Babilônia é quando ela é
organizada”. Nos anos que seguiram, logo após 1844, eles não tinham
nenhuma condição de organizar nada. Perplexos pelo desapontamento,
confusos por uma grande variedade de doutrinas, eles precisavam de
tempo para ajustar e estabelecer suas convicções religiosas
concernentes ao que era regra de fé e prática (dever e dogma). Em
1854, 10 anos após o desapontamento, Ellen G. White, com base em
suas visões, começou a “conclamar a igreja para se estabelecer de
acordo com a ordem do evangelho, que tinha sido passada por alto e
negligenciada”. Poucas semanas mais cedo James White tinha iniciado

82
uma série de artigos na Review sobre o mesmo tema (organização).
Suas viagens e correspondência convenciam-no de que os adventistas
sabatistas dispersos deviam ter melhor direção e organização, se eles
pretendiam manter sua fé e expandir seu testemunho.
Época de profundas dificuldades.

A - Causas que conduziram à organização - Embora nos meados da


década de 1850 a unidade doutrinária tinha sido alcançada entre os
adventistas sabatistas, muitos estavam vivendo um declínio da fé.
em parte isto pode ser atribuído a suas esperanças frustradas na
iminente 2ª vinda. Com o atraso do advento suas preocupações se
dirigiram para os deveres temporais.

1 - Os adventistas se uniram para se envolverem numa vida mais


campesina, ajustando-se a uma vida interiorana. Esta foi a
experiência da família E. P. Butler de Vermont e das famílias
Edward Andrews e Cyprian Stevens do Maine. Estas famílias e
outras se uniram em algo semelhante a uma colônia de
adventistas agricultores em Waukon, a nordeste de Iowa.

2 - O rebanho disperso perdeu seu contato com Ellen G. White, e


seus escritos.

a) Neste tempo a R. H. que era o único meio de contato regular


entre os crentes dispersos, estava fechada a EGW. Em
seu desejo de evitar as críticas daqueles que tinham
preconceito contra visões, Tiago White decidiu, em 1851,
não publicar as visões de sua esposa.

b) Ele estava decidido a provar que as doutrinas que a R. H.


advogava eram baseados somente na Bíblia, e não na
sobrenatural revelação.

c) Durante 4 anos apareceram só 7 artigos na R. H. de EGW,


mas nenhum deles mencionava as visões dela.

d) Negligenciadas, as visões se tornaram menos freqüentes, e


os crentes não avaliavam bem sua importância. E até
Ellen pensava que sua obra especial estava completa.

3 - A despeito do aumento de novos pregadores como : Andrews,


Cornell e Waggoner, muitas congregações ficavam meses sem
ouvir um sermão de um ministro. O território a ser visitado era
muito extenso o que limitava a presença de pastores. Além
disso não havia um plano de sustento dos pastores, e muitos
eram obrigados a se sustentarem do seu trabalho na
agricultura ou mecânica. Durante o verão e a primavera eles
trabalhavam para seu sustento, e viajavam, preferivelmente, no

83
inverno. O excesso de trabalho e pobreza adoeciam muitos. O
exemplo mais proeminente é o de J. N. Andrews, que deixou a
obra para trabalhar como balconista de seu tio, em Waukon.

4 - Outro exemplo desta época difícil, é o de Lougborough, em


1856. No verão, daquele ano, ele ajudou na realização de
conferências em N. Y. Como recursos não eram suficientes
para as despesas do trabalho da tenda, ele trabalhava 4 e meio
dias por semana nos campos durante a colheita. Este duro
trabalho lhe dava um dólar por dia. No fim da colheita ele
ganhava mais de 4 dólares por semana. Isto se somava o que
havia ganho nos campos durante a colheita. E era tudo o que
tinha. Lougborough ficou desencorajado com esta situação
financeira, e junto com sua esposa, foi morar em Waukon,
onde poderia viver do trabalho de carpinteiro, pregando na
mesma região, conforme o tempo e as finanças permitissem.

5 - Os White ficaram preocupados com a perda de jovens


pregadores como J. N. Andrews, e Lougborough. Numa visita a
Illinois, em 1856, EM recebeu uma visão em que os adventistas
viviam um estado de apatia religiosa. Ela e seu esposo
sentiram a responsabilidade de visitar estes irmãos para
encorajá-los.

a) Apesar do tempo adverso, seus anfitriões se ofereciam em


levá-los de trenó por 200 milhas até Waukon. A poucas
milhas a leste do Rio Mississipi a neve, que caíra por dia,
voltou a cair. Eles passaram nesta região por um pantanal
de neve que cobria seus pés de água gelada.

b) Os moradores locais advertiram do perigo de atravessar a


região, quando as águas do rio estavam congeladas. Mas
o desejo de ir em frente era grande. Eles oraram, e
cuidadosamente atravessaram o rio. Quatro dias depois
chegaram a Waukon, agradecidos pela direção de Deus.

B - Recrutando ministros. Uma das primeiras pessoas que os White


encontraram em Waukon, foi John Lougborough: “O que você faz
aqui, Elias?” Ellen perguntou três vezes. Lougborough ficou muito
embaraçado. E os White não foram recebidos entusiasticamente
pelos irmãos. Durante o culto EGW entrou em visão na qual
recebeu a mensagem: “volte para mim, e eu retornarei a você...”

1 - Mary Lougborough foi a primeira a atender o apelo de EGW. Os


outros seguiram em rápida sucessão. Naquela noite e nos dias
seguintes houve um profundo e espiritual reavivamento em
Waukon. Quando os White e seus acompanhantes voltaram a

84
leste, J. Lougborough foi com eles. O resto do inverno ele
trabalhou a nordeste de Illinois enquanto Mary ficou,
corajosamente, em Waukon.

a) Embora a saúde de Andrews não fosse boa para começar a


pregar imediatamente, ele logo deu início a suas viagens.

2 - Os problemas financeiros continuavam a oprimir os clérigos


adventistas. Nos três primeiros meses de trabalho, depois de
deixar Waukon, Lougborough recebeu alimentação e
hospedagem, um casaco de pele de búfalo no valor de 10
dólares, e 10 dólares em dinheiro. Embora o poder de compra
deste valor era 4 a 6 vezes maior do que hoje, mesmo assim
era muito pouco para passar o inverno. Para economizar
dinheiro Lougborough fez a pé as últimas 26 milhas de volta
para casa.

3 - Em 1857, com os EEUU sofrendo crise financeira, a


remuneração de Lougborough para o inverno em Michigan era
de 3/10 de libra de bolo de melado, cinco medidas de maçã,
cinco de batata, um pouco de feijão, um pernil (presunto,
metade de um porco), e 4 dólares em dinheiro. Lougborough foi
afortunado nesta época por poder usar os cavalos dos White
para suas viagens.

a) Outros como J. H. Waggoner andavam a pé. Faltava


dinheiro para trocar seus sapatos e roupas usadas. Como
poderiam homens nesta situação salvar pessoas pelo
anúncio da mensagem dos 3 anjos!

C - Princípio da Organização - Benevolência sistemática. Na primavera


de 1858, a congregação de Battle Creek formou um grupo de
estudo sob a liderança de John Andrews, para pesquisar na Bíblia
qual era o plano de Deus para sustento do ministério. No começo
de 1859 este grupo propôs um plano sistemático de doação que foi
aprovado pela igreja de Battle Creek, logo ele estava sendo
promovido através das colunas da R. H. Um ano mais tarde, os
crentes adventistas, reunidos em conferência geral, recomendaram
o sistema para todos os adventistas.

1 - Os irmãos de Battle Creek sugeriram que, seguindo as


instruções de Paulo e, I Cor. 16:2, cada crente poria de lado
uma certa quantia cada 1º dia. Os irmãos foram animados a
separar de 5 a 20 centavos por semana, as irmãs de 2 a 10
centavos. E um valor adicional deveria ser acrescido: 5
centavos para cada $100 do valor da propriedade particular.
“Sistematic Benevolence” ou “Sister Betsy”, como logo foi

85
apelidada, cresceu rapidamente, e imediatamente enfrentou
um novo problema: a quem estas doações deveriam ser
entregues?

a) A Review aconselhou: cada grupo de membros deveria


apontar um tesoureiro, que deveria manter 5 dólares em
mãos para ajudar pastores itinerantes. O restante era para
ser enviado para as despesas dos grupos evangelísticos
de tendas. J. Lougborough sugeriu em 1861 que o dízimo
não devia ser ainda introduzido, por considerar prematuro.
Apesar do apoio de Tiago White o projeto falhou em atrair
um amplo apoio.

b) A coleta de fundos e o pagamento de pregadores levou a


necessidade de um tipo regular de organização para
cuidar destes detalhes, e um grupo de crentes deveria ser
chamado para formar uma organização que coordenasse
seus esforços em promover suas crenças.

2 - Crescimento numérico da IASD - A novidade de reuniões em


tendas estava assegurando aos adventistas boa freqüência em
mais da metade dos locais. As conferências atraíam 1500
pessoas na pequena comunidade de Michigan, e 1000 se
reuniam no desabitado Iowa.

D - O Crescimento do adventismo entre as minorias étnicas - Trabalho


entre 5 grupos lingüísticos - A nascente igreja estava alcançando
alguns subgrupos culturais, nos EEUU. Dois irmãos canadenses de
língua francesa, A. C. Bordeau e D. T. Bordeau, se uniram aos
adventistas de 1856. Cedo eles começaram a trabalhar entre a
população de língua francesa do Quebec e do Vermont.

1 - Em Wisconsin o contato foi feito com várias famílias


norueguesas que tinham sido molestadas com a questão do
Sábado, mesmo antes de imigrar para a América. A despeito
das dificuldades com a língua Andrew Olsen e sua esposa se
batizaram. Trinta anos mais tarde seu filho Ole seria presidente
da Conf. Geral.

2 - Embora muitas famílias vizinhas se unissem aos Olsen em sua


nova fé, mas após quando John G. Matteson, um Pastor
Batista dinamarquês, aceitou o 7º dia do adventismo, em 1863,
que o trabalho entre os escandinavos se desenvolveu. Este
vigoroso rapaz dinamarquês percorreu amplamente os estados
de Wisconsin, Illinois, Iowa, Minnesota à procura de
compatriotas receptivos.

86
3 - Michel Czechowski - Numa reunião de tenda, em 1857,
converteu-se uma das mais interessantes e enigmáticas
pessoas dentre os imigrantes: Michel Czechowski. Ele tinha
sido educado para o sacerdócio católico em seu país nativo:
Polônia. Desiludido com a corrupção de seus colegas e
passando por perigo por causa de suas atividades políticas,
Czechowsk viajou para Roma.

a) Em audiência com o Para Gregório XVI, sua fé na Igreja


Romana enfraqueceu, embora permanecesse como
sacerdote vários anos mais. Depois ele renunciou ao
sacerdócio. Seu medo das intrigas dos jesuítas o levou a
viajar para a América. Nos EEUU converteu-se ao
protestantismo, e depois ao adventismo.

b) Sua habilidade em línguas foi útil na obra entre os


canadenses de fala francesa. em 1860 ele se estabeleceu
em NY City. Neste ambiente cultural o ex-sacerdote,
vivendo numa congregação em Brooklyn, trabalhou em
favor de franceses, italianos, alemães e suecos.

c) Czechowsk, ainda desejou retornar à Itália como


missionário, mas não conseguiu apoio dos seus irmãos
adventistas.

4 - Nesta época de crescimento dos adventistas do 7º dia, se


destaca a Sra. Angelina Lyon Cornell, esposa e importante
ajudadora da equipe evangelística de seu esposo, Pr. Cornell;
ela veio a se tornar a precursora da instrutora bíblica, cujo
trabalho fez crescer o número de membros do adventismo.

a) Tiago White via, neste crescente número de membros, a


necessidade de um chamado à organização. Muitos ainda
hesitavam. Enquanto isso, Battle Creek tornava-se o
centro nervoso do crescimento adventista.

(1) Muita coisa tinha acontecido em Battle Creek desde


que bates, em 1852, veio à procura do “mais honesto
homem da cidade”. Em 1853 houve 8 pessoas no
culto do Sábado, na sala de visitas de David Hewitt.
Mais tarde se juntou ao grupo o Pr. Joseph Frisbie e
sua esposa. A presença dele ajudou a crescer o
interesse da comunidade no adventismo.

(2) O interesse foi estimulado quando Loughborough e


Cornell dirigiram conferências em tendas. Em 1855,
na primavera, o grupo de adventistas construiu uma
capela com a capacidade de 40 assentos.

87
(3) Nesta época adventistas do Leste começaram a
chegar: os Cornell, Lyon, Kellogg. No fim de 1855 o
escritório de publicações deixou Rochester e veio
para Battle Creek, e com ele vieram: os White, S. T.
Belden, U. Smith, George Amadon e muitos outros.

b) Os White estabeleceram raízes em Battle Creek, pois em


1857 eles construíram a 1ª casa de sua propriedade por
$500. Neste mesmo ano a igreja local construiu sua 2ª
casa de culto. Embora só na década de 1860 a igreja em
Battle Creek passasse a marca dos 100 membros, eles
construíram em 1857 uma igreja para 300 pessoas
assentadas; eles desejavam hospedar as pessoas de todo
o estado e do país. Battle Creek via-se, a si mesma, como
centro do adventismo sabatista.

5 - Além do crescimento da igreja, o surgimento de heresias fazia se


sentir a necessidade de uma organização com autoridade para
conduzir e orientar os membros nos momentos de heresia.

6 - Uma outra questão que conduzia os adventistas a uma


organização era o problema da posse legal de propriedade,
como templos e instituições. Como as igrejas locais não eram
corporações legais, os prédios construídos eram registrados
como propriedade de um membro. No caso de morte ou
apostasia deste ocorria complicações naturais. Em Cincinati
quando o proprietário escolhido indispôs e apostatou, ele
transformou a pequena casa de culto numa fábrica de vinagre.

a) Para evitar estes problemas, alguns grupos começaram a


criar corporações legais. A primeira que surgiu foi a de
Parkville, Michigan em maio de 1860, eles fizeram os
estatutos de uma associação, usando o nome de Parkville
Church os Christ’s Second Advent”. logo depois surgiu
outra com o nome “Church of Living God”, no estado Iowa,
Fairfield.

b) Como esta diversidade de nomes poderia refletir a unidade


de ação do grupo, em torno da tríplice mensagem
angélica? Devido a essa impossibilidade, começou a
procura de um nome que bem retratasse a individualidade
do grupo.

c) Na 1ª metade de 1860 o debate sobre a organização


aumentou. Tiago White advertiu que ele estava sendo
visto como proprietário da Review, quando ele era apenas
seu gerente geral. Isto era assim visto mesmo por aqueles

88
que investiram dinheiro no escritório da Review, embora
alguns considerassem este comportamento uma
desobediência à ordem de Cristo: “Dai a César o que é de
César”.

(1) R. F. Cottrel era contra estas contribuições, pois disse


a respeito do investimento de dinheiro em favor do
escritório da Review: “Enviem-no ao Senhor, eles
precisam confiar no Senhor para esta obra.

d) Tais argumentos enfureciam a Tiago White, e por isso


escreveu “isto nos parece perigoso deixar com deus o que
Ele deixou conosco, e então não fazer nada ou quase
nada”.

(1) Em 1860 J. White convidou delegados a Battle Creek


para uma reunião a fim de resolverem a situação
legal da publicadora. Assim, no dia 29/9 de1860,
delegados de 5 estados começaram a mais
importante reunião de negócios até então, dos
adventistas do 7º dia.

(2) O presidente da comissão foi Joseph Bates e U. Smith


o secretário. Eles mergulharam numa profunda
discussão sobre organização. Concordaram que algo
devia ser feito nesta direção, contudo devia ser com
aprovação das Escrituras.

e) Após uma extensa discussão ficou estabelecido que os


crentes se organizariam em uma associação legalmente
constituída para assegurar as propriedades e estabelecer
relações comerciais. Estas decisões deveriam ser levadas
à igreja. Foram então nomeados três membros que
deveriam comunicar às igrejas as sugestões desta
comissão: organização da publicadora e nome da igreja.
Estes membros eram: Andrews, Waggoner e T. J. Butler.

f) Em 1/10/1860 os delegados estavam prontos para resolver o


problema da escolha de um nome. Uma vez que as leis do
estado de Michigan exigia que uma associação legalmente
organizada tivesse um nome. Eles já eram tratados por
diversos nomes como: “Povo do 7º Dia”, “As Portas
Fechadas do 7º Dia”, “Adventistas Guardadores do
Sábado”. Eles mesmos se referiam a si mesmos como “O
Remanescente”, “O Rebanho Disperso” ou “Igreja de
Deus”.

89
(1) Quando tudo indicava que o nome seria “A Igreja de
Deus”, muitos entretanto, achavam-no muito
pretensioso. Então preferiram um nome que
imediatamente indicasse suas maiores doutrinas. por
isso foi escolhido o nome “Igreja Adventista do 7º
Dia”. E o responsável pela escolha deste nome foi
David Hewit. O único contrário foi J. Butler.

(2) Ellen White deu o seu endosso ao nome quando


disse:” O nome Adventista do 7º Dia leva as marcas
características da nossa fé, e convencerá a mente
inquiridos” e escreveu, “Como uma flecha da aljava
do Senhor ferirá os transgressores da lei de Deus, e
os conduzirá ao arrependimento diante de Deus e à
fé em nosso Senhor Jesus Cristo”.

7 - A Estrutura Organizacional - A resistência à organização foi


quebrada. Depois disso um decidido movimento se processou
na firme resolução de estabelecer uma perfeita estrutura
denominacional. Nem todos as oposições tinham sucumbido,
alguns estavam convictos de que qualquer organização era
Babilônia, e se separavam dos Adventistas do 7º Dia. Contudo
o mais influente crítico da organização aceitou as decisões
feitas pela conferência de Battle Creek (R. F. Cottrell).

a) Um pequeno grupo de membros requereu a 9 ministros


presentes em Battle Creek, que preparassem os planos
para a organização da igreja. Os ministros fizeram a
seguinte sugestão, na Review de junho de 1861: a igreja
mundial deveria ser estruturada em 3 níveis; a igreja local,
associações estaduais ou distritais; e a Conferência geral
representando todas as igrejas, e falando por todas elas.

8 - A primeira Missão Organizada - Na reunião de Michigan, os


crentes em Battle Creek, em 4 a 6/10/1861, sob a liderança de
T. White, Loughborough e bates, tomaram decisões que
resultaram na formação da “Associação de Michigan dos
Adventistas do 7º Dia”. A primeira criada em 4/10/1861.

a) Para ser reconhecida como associação, sua sessão anual


devia ser composta de ministro e delegados de todas as
igrejas. Os oficiais que a compunham no mínimo eram:
presidente, secretário escriturário, e três homens que
compunham a comissão executiva. Os eleitos por um ano
foram:

Presidente - José bates

90
Escriturário - U. Smith

Comissão Executiva - Loughborough, Cornell, Hull

(1) Nesta ocasião foram votadas credenciais para os


pastores que serviam dentro do território, como
pregadores. 17 Igrejas organizadas foram recebidas
na associação.

b) O exemplo da igreja em Michigan contagiou os demais. No


próximo ano 6 outras associações foram organizadas.
Enquanto as igrejas em algumas áreas hesitavam, em
outras os membros tomavam a frente e organizavam-se.

(1) Joseph Clarke não podia entender a hesitação anti-


organizacionista, e escreveu na RH: “ Quando eu
penso, depois de tudo que tem sido dito e feito neste
assunto, o quanto o Pr. White é atormentado, o
quanto o testemunho é pisoteado, o quanto a igreja é
atrapalhada, o quanto o bom Espírito é desprezado,
oh! isto é provocar, é enfermar, é desencorajar, é
diminuir, e isto é como náuseas de água morna, de
água estagnada”.

c) Os organizadores de Michigan reconheceram que os


ministros tinham diferentes contribuições no
estabelecimento da organização.

(1) Eles solicitaram a certos ministros que estudassem


princípios bíblicos relativos à organização de igreja
local e publicassem suas recomendações na Review.

(a) A organização de Michigan passou a ser o modelo


para o desenvolvimento da igreja.

(2) Uma vez organizada a igreja deveria eleger pelo


menos um ancião e um diácono ou diáconos. O
ancião local era para conduzir (dirigir) batismo e a
ceia quando não houvesse nenhum ministro
ordenado.

(a) Os diáconos eram para cuidar dos afazeres


temporais da igreja.

(3) Os leigos desempenhariam uma importante função nos


primeiros anos. Na primeira assembléia da
Associação de Michigan, o irmão William S. Higley foi
eleito presidente. Esta assembléia também decidiu

91
pagar os ministros um salário regular e requerer
relatório de suas atividades.

9 - A Conferência Geral - A mais importante decisão tomada pelos


irmãos de Michigan, em 1862, foi convidar outras missões,
recentemente organizadas, a enviar delegados para a
conferência anual de 20 a 23/5/1863. Assim, a Conferência
Geral poderia ser organizada. Era um convite só para as
missões, não incluindo as igrejas locais. Desta forma um
modelo hierárquico foi adotado pela denominação.
Representantes de 5 outros estados se juntaram aos
delegados de Michigan em 20 a 23 de maio de 1863. O
objetivo era adotar um estatuto e eleger os oficiais para a
Associação Geral. O estatuto previa 3 membros para a
comissão executiva, incluindo presidente, que tinha a
responsabilidade de supervisionar todos os ministros, e ver se
estão bem distribuídos, fomentar a obra missionária e autorizar
pedidos gerais de recursos.

a) A comissão de nomeações reconheceu o importante papel


de Tiago White na organização e estabelecimento da
IASD, e o apontou como presidente da Conferência geral.
Tiago, porém, o recusou. Ele temia a crítica de que sua
luta para a organização da IASD era apenas para assumir
o poder as presidência. Então a comissão apontou John
Byington que serviu dois anos como o primeiro presidente
mundial da IASD. O secretário designado, U. Smith, e
escolhido como tesoureiro E. L. Walker.

(1) James White e Loughborough foram nomeados com J.


Byington para servirem na comissão executiva. logo
esta comissão foi aumentada, incluindo J. N.
Andrews, e George N. Amadon, obreiro pioneiro na
área de publicações.

b) Depois de uma década de debates a tarefa de organizar o


movimento esta completada. Respirava-se então uma
atmosfera de otimismo e boa vontade. Os Adventistas do
7º Dia eram uma minoria entre os cristãos da América. O
número de membros foi estimado 3500 membros, nesta
época, em 1863. Para pastorear o rebanho disperso havia
30 pastores. Alguns membros não viam nenhum pastor
havia mais de um ano.
X - A REFORMA DA SAÚDE
A - A prática da medicina no século XIX, até 1875 era da pior qualidade. Os
métodos em uso eram antiquados. A maioria dos médicos não

92
possuíam uma educação formal, e a que tinha era limitada a uns
poucos meses de leitura sobre laboratório e experiência clínica, quando
havia. Geralmente, eles começavam como ajudantes de um médico já
estabelecido. Faltava, então, um real conhecimento das causas das
enfermidades, como elas se propagavam, do valor dos cuidados de
medicina sanitária. Os médicos prescreviam uma grande variedade de
drogas perigosas. A média de americanos consumiam ampla
quantidade de drogas e remédios da antiga Índia. Os americanos
sofriam de um amplo número de doenças completamente desconhecido
nos últimos 20 séculos: Febre Tifóide, Difteria, Malária, Tuberculose.
Com a ciência da nutrição atrasada, eles quase sempre sofriam com
dispepsia e outras enfermidades estomacais. Como eles poderiam
saber que gordura em excesso, pastelaria, comida frita, carne e farinhas
refinadas eram prejudiciais?

1 - Foi contra este estado de coisas que Silvester Grahan e William


Alcott tinham, na década de 1830, um chamado para uma Reforma
da Dieta, importância do banho, exercício, descanso, e o abandono
do álcool, café, chá. Em tais circunstâncias o jornal Water Cure do
Dr. Joel Shew, foi lançado em 1845, que poderia parecer irrazoável
para muitos, especialmente depois que Russel T. Trall começou a
promover os benefícios da Hidroterapia.

B - José Bates - Dificilmente alguém poderia esperar que houvesse


interesse nos benefícios do vegetarianismo, hidroterapia, exercício e luz
solar. Estavam tão ocupados em proclamar a iminência do Advento, em
estudar as Profecias de Daniel e Apocalipse e em estabelecer a
organização que não sobrava tempo para outra coisa. Embora um de
seus patriarcas, capitão José Bates, tinha descoberto o valor de mudar
de hábito, e de cuidar melhor da saúde, já durante os dias do
Millerismo. Sua elástica passada, sua postura ereta e a energia com
que ele percorreu as estradas americanas de Norte a Sul era causa de
admiração entre os seus amigos, que viam esta sua capacidade de
trabalho relacionada com seu estilo de vida.

1 - Foi durante sua vida marítima que Bates começou a abandonar


hábito prejudicial à sua saúde física e moral. Em 1821 abandonou
permanentemente certos tipos de bebida alcoólica, no ano seguinte,
deixou de beber vinho antes do jantar. Em seguida ele e um amigo
seu deixaram de fumar.

a) Tudo isto antecedeu sua entrega a Cristo como seu Salvador.


Bates tornou-se membro da igreja cristã de Fairhaven,
Massachussets. Logo após seu batismo ele sugeriu ao pastor
que junto com ele organizasse uma sociedade local de
temperança.

93
(1) Embora sua proposta fosse recebida com indiferença, ele
conseguiu ajuda entre seus amigos para organizar uma
das primeiras sociedades de temperança dos EEUU.

(2) Em sua última viagem marítima ele recusou levar bebida


alcoólica como provisão para sua tripulação.

2 - Bates deixou a vida marítima aos 35 anos de idade. Ele e sua


esposa tinham uma vida social que os obrigava a usar boa
quantidade de chá. Numa determinada noite ele só pôde dormir
depois de meia-noite. Como resultado ele parou de usar tanto chá
como café.

A - Dez anos depois Bates entrou para o movimento Adventista. No


anos que esperava Cristo voltar Bates modificou sua
alimentação acentuadamente.

(1) Ele renunciou o uso da carne, manteiga, queijo, doces,


gorduras e pastéis.

B - Não se sabe ao certo o que causou esta sua mudança. mas


presume-se que foi a leitura que fez de publicações de
Sylvester Grahan, ou contato com o Dr. L. B. Coles, médico e
conferencista adventista.

(1) Por um breve tempo o capitão restringiu sua alimentação só


para pão e água. Embora tenha acrescentado de novo
frutas, vegetais, nozes e cereais, mas a água permaneceu
sua única bebida.

(2) Embora os White, Loughborough, U. Smith e muitos outros


ASD sofriam devido sua fraca saúde, Bates evitou por
mais de 80 anos inúmeras enfermidades. permaneceu
como uma testemunha silenciosa entre seus
companheiros até que as visões de E. G. W. sobre saúde
foram anunciadas.

C - Tão cedo quanto o fim de 1848 E. G. W. falou dos malefícios do fumo,


chá e café. E em 1849 bates em suas viagens, apelou aos crentes
adventistas a abandonarem o fumo, com considerável sucesso. Foi
apontando os riscos de saúde que poderiam causar o fumo, o chá e o
café. Outro argumento, como poderiam os ASD gastarem tanto dinheiro
com estas coisas quando havia tanta necessidade de ajuda para se
proclamar a mensagem dos três anjos.

1 - Em 1853, Review and Herald tomou uma forte posição contra o


fumo, e uma posição moderada contra chá e café.

94
2 - Aos argumentos de preservação da saúde e economia de dinheiro
acresceu-se o fator religioso: a pessoa que usa o fumo não podia
ser tão bom cristão como poderia ser sem ele.

a) Tiago White caracterizou o hábito de fumar como uma “prática


que desonrava a Deus”.

b) Em 1855 os adventistas sabatistas voltaram, em Vermont,


eliminar os usuários de fumo do meio da irmandade. - Houve
forte resistência. Então mudaram sua forma de agir para um
espírito de brandura, em persuadir aqueles que fumavam a se
abster deste mal.

D - Dificuldades enfrentadas para reforma de Saúde.

1 - Em visão foi mostrado a E. G. W. a necessidade de mudanças no


estilo de vida dos ASD para terem uma melhor saúde. Nesta
ocasião foi condenado o mal hábito da gastronomia, dizendo ao
povo que usasse alimento simples sem gordura no lugar de
“alimentos ricos”, freqüentemente comidos.

2 - Mas quando se fala o que se deve e não deve comer se mexe numa
área sensível, pois são hábitos formados desde a infância.

a) Os White mesmos, quando algumas pessoas em 1850, falavam


sobre o abandono da carne suína, concordaram em dizer que o
uso excessivo e abundante do porco e outras carnes
entorpeciam a mente, mas não se posicionavam a favor do
assunto.

b) No fim da década de 1850 E. G. W. falou sobre o assunto: “Se é


dever da igreja abster-se de carne suína Deus o revelará mais
que a duas ou três pessoas. Ele ensinará sua igreja qual seja
seu dever”.

E - Luz Vinda do Alto - Durante a primavera de 1863, James White estava


interessado em aperfeiçoar a estrutura organizacional da Igreja. Logo
que este objetivo foi lançado, com um grupo de crentes os White foram
dar apoio a um esforço evangelístico de Tenda, conduzido pelos Prs. R.
J. Lawrence e M. E. Cornell, em Otsego, Michigan. Os White passaram
o fim de semana com a família Hilliard algumas milhas fora da cidade.
Durante o culto familiar na noite de 5/6/1863, Ellen foi convidada a dirigir
o grupo em oração. No meio da sua oração ela foi tomada pelo Espírito
Santo em visão. Esta visão teve grande implicações no trabalho e
ensino da IASD.

95
1 - Foi durante esta visão em Otsego em 5/6/1863, que durou 45
minutos que o grande tema da “Reforma de Saúde” foi apresentado
a Sra. E. G. White.

a) Ela viu que a Temperança envolvia muito mais do que apenas


abandonar o uso de bebida alcoólica. E que se estendia a
forma de trabalhar e descansar. E a água foi revelada ser
melhor remédio do que muitas drogas então em uso.

b) A dieta sem carne era mais saudável. O ponto importante era a


idéia de que “Era um dever sagrado cuidar de nossa saúde e
despertar outros para esta responsabilidade.

(1) Assim como o Sábado e o Santuário, a Reforma de saúde


não era algo inteiramente novo e único.

c) Todos os pontos mais importantes sobre Saúde haviam sido


descobertos por Homens como: Grahan, Coles e Trall. A visão
transferia para os Adventistas a Divina aprovação dos
Remédios Naturais sobre as Drogas, e sobre um balance do
programa de saúde, incluindo: dieta, exercício, ar puro,
descanso, luz solar, e poder curativos da água, e confiança em
Deus e abstinência.

(1) O interesse de James White foi tão estimulado que ele enviou ao
Dr. J. C. Jackson em Dansville, N. Y., $25,00, para que este lhe
enviasse literatura sobre saúde.

2 - E. G. W. ficou ansiosa para anunciar ao povo esta mensagem que no


verão de 1863 ela começou um ciclo de viagens pelos estados de
Michigan, New York e New England. Logo, ouvintes observadores
começaram a comentara respeito das semelhanças entre as visões
de E. G. W. e as idéias expressas nos livros do Dr. Trall, Jackson e
outros. Perguntaram a E. G. W. se ela havia lido o estudo de
Jackson, “As Leis da Vida”, ou outros dos escritos que tratavam da
reforma de saúde. E. G. W. respondeu firmemente e sinteticamente:
Não! e nem leu nada sobre o assunto até que escreveu as maiores
idéias vistas em visão. Ela estava determinada em não deixar a
ninguém razão para dizer: “Que eu tenho recebido luz sobre este
tema de médicos e não do Senhor”.

a) Parte da visão de Otsego tinha sido revelada com o objetivo de


dar específico conselho a problemas de Saúde de Tiago e
Ellen. Eles deviam parar sua intemperança em suas atividades
de escrever e falar. Tiago não devia deixar habitar em sua
mente a preocupação com a falta de cooperação de seus
ajudantes. Pensamentos melancólicos estavam tendo efeito
negativo sobre sua saúde. Enquanto os White tentavam

96
cuidadosamente a estas instruções, também estavam
ocupados em reformar sua dieta familiar.

(1) Duas refeições por dia, às 7h e às 13h, foram


estabelecidas.

(2) Pão de trigo integral, frutas e vegetais substituíram o


alimento cárneo, que era a base da alimentação da
família.

(3) Isto não foi feito de forma fácil. E. G. W. era uma comilona
de carne. Era difícil ao seu estômago aceitar pão no lugar
de carne. Mas com persistência o alimento simples ficou
sobremodo agradável.

b) No fim de 1863, escreveu um panfleto dirigido às Mães, “Um


apelo as Mães”, advertindo quanto ao perigo moral e físico que
eram próprios às crianças: a prática do vício solitário, a
masturbação. Ela disse nesta ocasião que de acordo com a luz
que o Senhor lhe tinha dado havia uma relação entre dieta e
vida moral e espiritual. Ela apelou as suas leitoras que
dispensassem o alimento cárneo e usassem nozes, vegetais
e ... frutas, em seu lugar.

c) Não era sempre fácil colocar novas idéias em prática. No fim de


1863, enquanto os White visitavam, com seus filhos, os
familiares e amigos no Maine, Henry foi atacado com
Pneumonia. O tratamento convencional aplicado por um
médico se mostrou inútil. O menino morreu. Os parentes já
tomavam providências para o sepultamento, quando, Willie, o
mais novo, também contraiu Pneumonia.

(1) Desta vez o casal White decidiu tentar o simples tratamento


com água além de contar com a prescrição do médico.
Durante 5 dias eles labutaram. A vida de Willie estava por
um fio. Quando E. G. W. exausta resolveu dormir um
pouco, então sonhou que Willie recuperava a saúde.

(2) Ele precisava respirar ar puro. Ela prontamente atendeu a


orientação Divina, e Willie foi curado. Logo Ellen estava
sendo chamada como enfermeira para cuidar de amigos e
vizinhos doentes. Ela fazia uso de recursos naturais, que
se tinham provado ser muito úteis.

d) Devido suas responsabilidades com a família e a igreja, só um


ano depois Ellen encontrou oportunidade para escrever sobre
as visões de Otsego, sobre princípios de Saúde. No verão de

97
1864, 32 páginas foram acrescentadas ao quarto volume de
Spiritual Gifts, que formaram um capítulo sobre Saúde.

(1) Aqui foi publicado pela 1ª vez uma condenação do porco


como alimento, aconselhando uma dieta saudável de
vegetais, frutas, legumes, e nozes em substituição a
carne, condimentos e pastelaria.

(2) Os leitores foram advertidos de que o plano de 2 refeições


por dia eram superior ao de 3. terminou o artigo com uma
forte condenação ao uso de drogas.

3 - Depois que os pontos principais da reforma de saúde estavam


estabelecidos, os White foram à Dansville. Observar o trabalho de
Dr. Jackson em sua casa de tratamento. Ali eles passaram 3
semanas, não tomando nenhum tratamento, mas ouviram as
palestras de Jackson sobre Saúde. Observaram a variedade de
banhos, as prescrições, e provaram da comida servida.

a) Desde que os efeitos nocivos prevalecentes no estilo de


vestuário da mulher, como lhe foi mostrado em visão em
5/6/1863, Ellen estava interessada também na reforma de
vestuário em uso na clínica de Dr. Jackson (Our Home On The
Hillside). Ela achava que com algumas modificações, esta
vestimenta poderia ser recomendada para as irmãs adventistas
como muito mais saudável.

b) As danças, o jogo de cartas e o teatro amador que formava uma


grande parte do programa de recreação, parecia-lhe muito
mundano.

c) Na sua volta a Battle Creek os White começaram a trabalhar em


6 panfletos intitulados: “Saúde ou como Viver”. Cada artigo
continha um tema da pena de Ellen, que falava de um tópico
específico: dieta, hidroterapia, perigo das drogas, ar puro,
roupa saudável e exercício adequado. Nestes artigos foram
incluídos extratos da obra de Autores como Grahan, Coles, Dr.
Lewis e outros. Advogados do programa de Saúde Natural.

4 - No natal de 1865, numa reunião de oração, perto de Chester, Ellen


teve outra visão. Nesta os adventistas eram reprovados por estarem
sendo muito lentos em seguir os conselhos relativos a mudança de
dieta, higiene e cuidado da saúde. Nesta ocasião, ela viu que os
ensinamentos sobre saúde estavam, intimamente, ligados ao
testemunho religioso dos ASD, “como o braço é a mão com o corpo
humano”.

F - Organização da Obra de Saúde.

98
1 - Era já tempo da Igreja cessar de confiar na instituições populares de
saúde e desenvolver a sua própria.

a) No fim do verão de 1866, como resposta aos apelos E. G. W.,


dois resultados foram alcançados na Conferência Geral.

(1) Em agosto de 1866, um novo jornal 16 páginas, mensal,


apareceu, The Health Reformer.

(2) No mês seguinte, abriram-se as portas do Western Health


Reform Institute, em Battle Creek.

(3) Dr. H. S. Lay, que trabalhava por anos com Dr. Jackson, era
a figura chave de ambos os programas.

2 - Quando o Instituto abriu, ele possuía dois médicos, dois atendentes


para banho, um enfermeira sem treinamento, 3 ou 4 ajudantes e um
paciente.

a) Dois meses mais tarde Dr. Lay relatou que havia pacientes de
nove estados e do Canadá no Instituto. E era necessário
quartos adicionais na vizinhança para pacientes de
ambulatório.

3 - O repentino crescimento da Instituição preocupou a Ellen. Ela sabia


que muitas instituições médicas tinham se alegrado com um rápido
crescimento para depois amargarem uma falência.

a) Ela tinha forte reserva quanto ao lucro recebido de povo


doente.

b) Os White acreditavam que o lucro do Instituto deveria


custear o tratamento daqueles que não podiam pagar.

A) Apesar destas preocupações de E. G. W., o plano de expansão


teve seu início, enquanto ela procurava cuidar da recuperação
da saúde de seu esposo. O trabalho de expansão iniciado no
verão de 1867, logo foi interrompido, e o conselho dos White foi
seguido. Isto na ocasião parecia estranho, mas posteriormente
se mostrou eficaz.

(1) Pois o hospital já tinha 300 pacientes sendo tratados por


poucos médicos, e pessoal de saúde com pouco ou
nenhum preparo sobre os tratamentos de pacientes. Estas
dificuldades levaram o Instituto, de pois de 3 anos a
acumular um débito de $13.000.

99
(2) Por causa de problemas familiares, Dr. Lay se mostrava
cada vez menos eficiente, e se afastou para sua vida
particular.

4 - Nesta época assumia James White como Presidente da Comissão


de Diretoria (1870). Entre os membros estavam J. P. Kellogg e
Tiago White achava que o filho mais velho deste, Merrit Kellogg,
poderia ser a pessoas indicada para o Instituto. Depois de 6 meses
de um curso de medicina com o Dr. R. T. Trall, no seu colégio de
higiene-terapêutica, ele voltou Battle Creek, mas não se achou
suficientemente preparado para assumir a liderança do Instituto.
Depois de algumas tentativas James White tinha seus olhos
voltados para John Harvey Kellogg, meio irmão de Merrit.

5 - John Harvey Kellogg era por longo tempo um favorito de James


White. Sob orientação deste, o jovem John aprendeu tipografia nos
escritórios da Review, quando era um rapaz de 12 anos. Enquanto
ele ajudava a arrumar os tipos da revista “Como Viver” (How to
Live), ele se tornou um dedicado converso aos princípios de saúde.
Mais tarde ele passou vários meses na fazenda dos White em
Greenville. Em 1872, Kellogg decidiu tornar-se um professor e se
inscreveu num curso, no colégio estadual de professores em
Ypsilanti. Contudo, orientado por Merrit e os White, John Kellogg
concordou acompanhar um grupo que ia para o Dr. Trall. Ele não
tinha intenção de praticar medicina, mas intentava tornar-se um
educador na área de saúde.

a) Embora os poucos meses no Instituto de Trall falharam na


orientação dos rapazes enviados pelos White. com J. Kellogg
foi diferente. Destes estudos médicos ele vislumbrou o quanto
mais tinha para aprender.

b) Com o encorajamento e apoio financeiro dos White ele estudou 2


anos medicina na Universidade de Michigan, e no último ano,
na Escola Médica do Hospital Bellevue, de Nova York, talvez a
mais adiantada escola médica do país.

c) Durante este tempo o jovem Kellogg tornou-se o principal editor


assistente do The Health Reformer. E conseguiu que o Dr. Trall
escrevesse uma coluna para o The Health Reformer. Mas isto,
com o tempo tornou-se desvantagem. Dr. Trall cedo tomou
posição extremada contra o uso de qualquer quantidade de sal,
açúcar, leite, manteiga e ovos. E sua posição de liderança
nesta matéria trouxe problemas para o meio adventista.
Aqueles que viviam em áreas onde não havia bastante
quantidade de frutas e vegetais, não podiam seguir a dieta do

100
Dr. Trall, ensinada através da Revista The Health Reformer, e
consequentemente o número de assinantes caiu rapidamente.

d) No esforço para consertar esta situação James White assumiu a


liderança editorial da revista, em 1871. E logo estabeleceu uma
posição mais moderada. Como suas responsabilidades na
liderança mundial da Igreja tomavam muito do seu tempo, John
Kellogg foi nomeado redator assistente, em 1873. Um ano após
ele era o redator chefe.

(1) Em seguida Kellogg foi convidado a ser membro do corpo


médico do Instituto.

(2) Logo James White foi promovendo a idéia de que Kellogg


deveria ser nomeado médico chefe no lugar do Dr. William
Russel. Kellogg porém declinou, ele tinha então 23 anos e
estava contente como redator chefe da revista.

a) Ellen G. White não mostrava o mesmo entusiasmo de


seu esposo neste assunto.

(3) Mas em 1876, no dia 1º de outubro ele recebeu a liderança


do Instituto com 20 pacientes. Destes, 6 acompanharam o
Dr. Russell que abriu uma nova clínica em Ann Arbor.
Outros dois foram para sua casa por não se simpatizarem
com o novo diretor. Isto reduziu a 12, o número de
pacientes. Kellogg contudo não se abate. Com boa
publicidade e bom tratamento, teve no inverno daquele
ano o dobro de pacientes. O nome Western Health
Reformer Institute foi trocado para Battle Creek
Sanitarium.

(4) Ele deixou sua responsabilidade de liderança da revista,


que teve também o seu nome mudado para Good Health.

e) Ambas as trocas de nomes beneficiaram os dois órgãos. A


revista passou a ter uma lista de assinantes de 20.000
pessoas. E o sanatório atraía cada vez mais pessoas. E os
White deram mais atenção a outros ramos da obra.
X - COMEÇANDO O SISTEMA EDUCACIONAL
O espírito da reforma presente na sociedade americana durante os anos do
movimento millerita fizeram muito para o avanço da educação
elementar pública gratuita. Seus efeitos foram sentidos na melhor
preparação de professores, num currículo básico abrangente e no
fortalecimento da escola. Algumas mentalidades reformatórias estavam
também interessadas em integrar o trabalho manual com instrução

101
teórica, especialmente nas escolas que operavam acima do nível
primário.

A - Reformadores Europeus na Educação - Os reformadores americanos se


inspiraram nos pensadores do iluminismo do século XVIII.

1 - John Locke incluiu instrução em mecânica e técnicas agrícolas em


seu sugestivo esquema de educação popular.

a) Ta educação, ele acreditava, ajudaria a preparar os rapazes na


vida prática.

b) Jean Jacques Rosseau, em 1762, descreveu a educação ideal


em sua obra Emile.

(1) Para Rosseau, a instrução em agricultura era básica em


preparar crianças para uma vida feliz numa sociedade
ideal. Conhecimento das profissões de ferreiro e
carpinteiro eram um pouco menos importante.

2 - As idéias de Rosseau foram levadas para a Suíça pelo reformador


educacional Johann Pestalozzi.

a) Organizou um mais extensivo programa educacional, buscando a


integração da vida agrícola e artes mecânicas com os estudos
tradicionais. Isto foi desenvolvido em uma área de 600 acres
fora de Berna, através de Phillip Von Fellenberg e Jacob
Wehrli.

b) As 5 escolas administradas por estes dois homens eram notadas


pelo íntimo relacionamento professor/aluno, e por sua ênfase
religiosa.

c) Mais tarde Wehrli estabeleceu uma escola para preparar


estudantes para ensinar crianças camponesas através da
Suíça. Ele promoveu os seguintes itens:

(1) A importância do círculo familiar e a instrução dentro dele.

(2) A superioridade da observação direta sobre a


aprendizagem do livro.

(3) Localização rural para as escolas.

(4) Trabalho agrícola compulsório para os rapazes


independente de seu nível social.

102
d) Wehrli ensinava que os professores deveriam enfatizar mais o
desenvolvimento do caráter do aluno do que informá-lo de
fatos.

B - Reformadores Americanos - Este sistema não era estranho aos


americanos. Durante o século XVIII os irmãos morávios, em Bethlehem,
Pennsylvania, ensinaram agricultura aos meninos que freqüentavam
suas escolas. E em Cokesbury College, em Maryland, os metodistas
deram ênfase nas vantagens recreacionais da jardinagem e trabalho em
madeira no lugar de esportes.

1 - Tais programas, embora indistintamente, anteciparam o movimento


de trabalho manual americano, que iniciou no meado da década de
1820. Em torno de 1834 alcançou o seu ápice e caiu, rapidamente,
na década seguinte. Eles enfatizavam dois benefícios do trabalho
manual:

a) Ajudava a promover saúde.

b) Contribuía para pagar as despesas do estudante na escola.

2 - Provavelmente, a experiência mais bem sucedida com o trabalho


manual ocorreu no Seminário Teológico de Andover, onde era
requerido de cada estudante uma hora e meia por dia de trabalho
na fábrica de caixa ou na loja de móveis.

a) Em New York o reverendo George W. Gale fez o Instituto de


Ciência e Indústria de Oneida, a mais famosa das escolas de
trabalho manual.

b) Em 1831, com o apoio dos comerciantes de N. Y., Artur e Lewis


Tapan, foi formada uma sociedade para promover o trabalho
manual em instituições literárias. Teodore Wels foi nomeado
agente geral da sociedade e enviado em um programa de
viagens, quando visitou mais de 60 escolas estabelecendo um
programa de trabalho manual.

(1) Teodore Weld e os Tapan logo foram comissionados à


causa anti-escravocrata e não lhes restou tempo para a
promoção do trabalho manual. A sociedade com isso foi
morrendo, o mesmo aconteceu nos seminários e colégios.

3 - No estado de Ohio a idéia do trabalho manual alcançou o Seminário


de lane, em Cincinnati, onde todos os estudantes trabalhavam 3 ou
4 horas por dia em atividade útil. Sua influência chegou até ao
norte, no Oberlim College, embora esta se tratasse de uma
instituição reformada, mais interessada com o movimento anti-
escravocrata e os direitos da mulher.

103
4 - Quarenta anos depois uma nova onde de interesse se desenvolveu,
desta vez um sistema de trabalho manual escandinavo e um
manual de treinamento foram apresentados por educadores russos
na comemoração do centenário da Filadélfia.

a) Na década de 1880 a ênfase voltou-se para o treinamento


vocacional no 3º grau, dando ênfase em informar os
estudantes em carpintaria e em reparo de máquinas.

C - Educação Na IASD

1 - Quando, 1872, Ellen White escreveu seu primeiro ensino sobre


educação, ela declarou “nós somos reformadores”. Embora não
haja nenhuma evidência que os pioneiros da IASD estivessem
interessados no movimento do trabalho manual como estiveram na
campanha anti-escravocrata e de temperança. A experiência deles
os predispuseram a ser contrários a educação superior em geral.
Foi entre os doutores em teologia que eles encontraram os seus
mais acérrimos críticos.

a) Para muitos pais adventistas a iminência do advento levou-os a


considerar a educação básica sem importância para seus
filhos.

b) Na década de 1850 esta atitude começou a mudar. E.G. W.


declarou que podia olhar para nenhuma específica data para o
retorno de Cristo. As crianças precisavam de habilidades
básicas para competir com o mundo secular. Eles precisavam
ser escudados contra o ridículo a que seus colegas os
submetiam por causa de suas peculiares crenças.

D - Escola Nos Lares - Sob estas circunstâncias os adventistas sabatistas


voltaram-se a um antigo remédio - a escola do lar. os líderes da igreja
não fizeram nenhum esforço para encorajar o desenvolvimento de tais
escolas. Portanto, as escolas surgiram porque os pais perceberam a
necessidade e estavam dispostos a assumir os custos envolvidos.

1 - Os White com filhos novos lembraram aos outros pais da


responsabilidade que eles tinham com seus filhos. Durante a
década de 1850 ela escreveu na Review sobre “O dever dos pais
para com seus filhos”, enquanto James White escrevia artigos
intitulados “Filhos dos guardadores do Sábado”, nos quais ele
comentou i imoralidade presente entre muitos que freqüentavam as
escolas públicas, por isso ele disse que seria melhor que os filhos
dos guardadores do Sábado fossem educados pelos seus próprios
pais ou tutores.

104
2 - Por falta de condições próprias e métodos adequados ao ensino,
estas escolas não foram permanentes, mesmo em Battle Creek
onde a colônia dos ASD crescia bastante.

E - Primeiras escolas dos ASD - No começo de 1858 James White


anunciou que os adventistas de Battle Creek convidaram John Fletcher
Byington para abrir uma escola para seus filhos.

1 - Pr. White convidou os crentes das áreas próximas, onde a escolado


lar não permaneceu, que enviassem seus filhos para Battle Creek,
prometendo ajudá-los a encontrar uma solução para os problemas
que surgissem.

a) A despesa por estudante seria de 225 dólares pelo período de 12


semanas, porém John Byington não foi bem sucedido, como
acontecera com 3 professores que o precederam. por falta de
recursos ele se viu obrigado a abandonar seu trabalho. Até
James White ficou pessimista com a escola paroquial em Battle
Creek.

b) Eles estavam revivendo os mesmos dramas no estabelecimento


de uma escola, como já acontecera quando os ASD resolveram
eles mesmos ter sua tipografia.

(1) A volta de Cristo estava tão próxima que não havia dinheiro
para se gastar em educação.

(2) Isso não quer significar que J. White não tinha interesse na
salvação dos jovens e crianças, mas que deveria haver
outro meio de fazê-lo.

(3) Por isso se iniciou a publicação The Youth’s Instructor, que


no início se dedicou a preparar lições da Escola Sabatina
por um longo período de tempo.

F - Escola Sabatina - O que James White intentou com a escola sabatina


era que ela fosse um lugar de doutrinação dos filhos dos crentes. Das
primeiras quatro lições publicadas, duas foram sobre o Sábado, a 3ª
sobre a lei, e a Quarta sobre a arca do testemunho. Mais tarde as lições
trataram das profecias de Daniel e Doutrina do Santuário.

1 - Através da década de 1850, os grupos de adventistas dispersos


desenvolveram escolas sabatinas, que se tornaram modelo para o
começo da escola de Battle Creek com M. G. Kellogg. Esta escola
administrada consecutivamente por G. W. Amadon e G. H. Bell,
quase uma hora era usada no estudo da Bíblia. os estudantes eram
divididos em classes de 6 a 8 alunos.

105
2 - Esta era a maneira para plantar as sementes da verdade na mente
dos jovens com o mínimo de custo. Bastava haver suas crianças
para se poder organizar uma escola sabatina para elas.

G - G. H. Bell - O renovado interesse na Escola Adventista do 7º Dia


aguardava a chegada em Battle Creek de um professor. Esta pessoa foi
Goodloe Harper Bell um ex-paciente do Instituto de Reforma de saúde,
do Oeste.

1 - G. H. Bell era filho de uma grande família de imigrantes, que estava


em busca de uma melhor oportunidade no oeste, durante a metade
do século XIX, na América.

a) A sua família se mudou de N. Y. para Ohio, quando ele era um


adolescente. Em Ohio ele foi morar próximo de Oberlim. Nesta
localidade havia o colégio de Oberlim que oferecia
oportunidade de desenvolvimento intelectual, àqueles que a
ambicionavam.

b) Os Bells mais uma vez se mudaram, só que desta feita foram


morar no norte de Michigan.

2 - Com a morte prematura de seu pai, Bell antecipou seu retorno do


Colégio de Oberlim e iniciou suas funções de provedor da família.
Aos 19 anos ele começou a ensinar numa escola de interior. Por ser
estudioso e criativo, Bell tornou-se o mais hábil professor da região.

a) Aos 34 anos devido suas falhas em seguir os princípios de saúde


ele tornou-se dispéptico. por isso ele veio em busca de cura no
instituto de saúde.

b) Bell era um homem religioso. Em sua juventude era batista, mais


tarde tornou-se membro dos Discípulos de Cristo. Ele viera a
Battle Creek para restaurar sua saúde, e não para mudar de
religião. No Instituto, no entanto, ele foi colocado com um
adventista, como seu colega de quarto. O profundo interesse
deste homem pelo seu bem-estar espiritual desarmou Bell em
seus preconceitos. O estudo o convenceu da verdade das
doutrinas da ASD. Assim, ele se tornou membro da IASD.

c) Também como parte da terapia de trabalho ao ar livre, o Sr. Bell


começou a cortar madeira para as caldeiras da Review. Um
dia, J. Edson White, filho mais velho dos White, estava
descansando quando soube que Bell era professor. Perguntou-
lhe se estava disposto a ensinar gramática para alguns rapazes
no escritório da Review. Bell concordou, e uma classe noturna
foi arranjada. E a habilidade do novo professor logo foi
exaltada. por isso foi empregado para dirigir a escola de Battle

106
Creek, para crianças, ainda naquele inverno. Assim começou a
funcionar uma escola regular.

3 - Com a ajuda de amigos Goodloe Bell persuadiu a administração da


publicadora em construir um prédio exclusivo, onde ele moraria com
sua família no 1º andar, e no 2º funcionaria a escola.

a) James White ficou tão encantado que começou a promover


entusiasticamente a formação de uma sociedade educacional e
para levantar e construir uma respeitável escola
denominacional.

4 - O White, contudo, acharam que não era este o momento de trazer


um grande grupo de jovens a Battle Creek, porque muitos membros
dali não tinham dado uma cuidadosa educação aos seus filhos.
Como resultado um número considerável de jovens foram
influenciados pela depravação sexual e outros vícios, os quais
seriam comunicados aos outros. Ainda havia um espírito de orgulho,
criticismo e mundanismo na geração dos mais velhos. assim
nenhuma escola deveria ser promovida enquanto Battle Creek
Church não fosse posta em ordem.

5 - As dificuldades locais tornaram impossível para o prof. Bell alcançar


sucesso financeiro, embora ele continuasse a dar aulas particulares
a pequenos grupos esporadicamente. Mas o talento de Bell não
admitia estagnação. Reconhecendo seus pendores literários ele foi
convidado a ser editor do The Youth’s Instructor, em 1869. Uma de
suas inovações foi providenciar duas séries d lições de escola
sabatina.

a) Uma série de histórias do A. T. para crianças.

b) Uma série sobre Daniel para jovens.

c) Em 1872, ele escreveu 8 tipos de lições de estudo da Bíblia para


uso na escola Sabatina, que foram supervisionadas por ele
durante a década seguinte. isto fez dele um consultor das
igrejas. E assim melhorou a efetividade de sua escola sabatina.

d) Em 1870 havia um bom número de jovens adventistas


empregados na casa publicadora e no instituto de saúde. E
muitos deles estavam ansiosos por adquirir mais cultura.

e) James White percebeu a necessidade de muitos ministros e


aspirantes aumentarem sua capacidade de falar e escrever. E,
1870, na primavera, James White e U. Smith lançaram a
Associação de sermões para ministros adventistas do 7º dia.

107
(1) Por uma contribuição anual de 5 dólares os homens e 3
dólares as mulheres. O primeiro grupo de 60 pessoas
receberam instrução em gramática e caligrafia, e atender a
conferências públicas. Esta associação não deve ter
sobrevivido além de 1871, quando James White lançou
uma outra organização: Review and Herald Society, seu
objetivo era melhorar a qualidade intelectual aos obreiros
e pregadores.

H - Testemunho Sobre Educação

Enquanto os líderes denominacionais procuravam desenvolver um melhor


treinamento dos obreiros da igreja, eles ouviram uma voz de especial
importância. Em janeiro de 1872 E. G. W. recebeu sua primeira
detalhada visão sobre os princípios da verdadeira educação. Logo ela
escreveu 30 páginas relatando o conteúdo da visão. Embora só tenha
sido publicado este testemunho no fim daquele ano, os líderes,
entretanto tomaram conhecimento do seu significado.

A - “ Nós precisamos de uma escola, onde aqueles que estão entrando para
o ministério possam ser ensinados, pelo menos ser ensinados nos
ramos comuns da educação e onde eles possam aprender mais
perfeitamente as verdades da Palavra de Deus para este tempo. Em
conexão com estas escolas, palestras devem ser dadas sobre as
profecias. Aqueles que realmente têm boas habilidades tais como Deus
espera ter em sua vinha, deveriam ser beneficiados por uns poucos
meses de instrução em tal escola.” Test. V. 3, 131-160.

1 - Embora muito deste testemunho sobre verdadeira educação era


dirigida aos pais, que foram instruídos para servir a seus filhos
como os únicos professores até que eles completassem 8 a 10
anos, apareceram aí muitos princípios básicos.

a) O tipo correto de educação deveria dar atenção para os aspectos


físico, mental, moral e religioso da vida dos estudantes.

(1) Os professores não deveriam controlar a mente, a vontade


ou a consciência do estudante.

(2) Enquanto os estudantes deveriam ser ensinados a seguir e


respeitar sábios conselhos, eles também deveriam ser
ensinados a agir com base na razão e em princípios.

b) Para E. G. W. os hábitos e princípios dos professores eram mais


importantes do que suas qualificações literárias.

(1) Os professores não deveriam viver separados dos


estudantes, mas precisavam aprender a se socializar com

108
eles, demonstrando claramente que todas as boas ações
são baseadas em amor.

2 - E. G. W. queria que os estudantes fossem instruídos em cômodos e


bem ventiladas classes por causa da íntima relação entre mente e
corpo. Ela considerou a instrução em fisiologia e higiene como vital.

a) O ideal do programa educacional combinaria estudo e trabalho


físico. por este motivo as escolas deveriam ter departamento
industrial onde todos estudantes, sem preocupações
financeiras, deveriam ser ensinados a trabalhar.

(1) No aprendizado de técnicas agrícolas e mecânica eles


seriam preparados para os deveres da vida.

(2) As moças deveriam ser treinadas nas artes domésticas.

(3) Os rapazes que desejassem ser pregadores receberiam


treinamento básico em obra bíblica.

3 - No início da primavera de 1872 os White começaram a discutir com


os membros de Battle Creek o estabelecimento de uma escola
denominacional. Uma comissão escolar foi estabelecida, e os
oficiais da C. G. foram convidados a participar do planejamento.

a) O passo seguinte foi apresentar o assunto a todo corpo de ASD


através da Review. Os membros foram convidados a expressar
sua opinião.

(1) Se eles aprovassem a idéia da escola, poderiam prover


fundos para se iniciar o programa.

b) Um mês mais tarde um segundo artigo requisitou estudantes em


perspectiva para a comissão avaliar sua base educacional e as
materiais, especialmente. Na área de línguas, que eles
desejassem estudar.

(1) Eles foram especificamente solicitados a dizer se seu alvo


era desempenhar alguma tarefa na obra de Deus.

I - A Escola de G. H. Bell - Em meados de maio de 1872, a comissão de C.


G. concordou em assumir a responsabilidade financeira e administrativa
da escola, e começar seu primeiro período escolar de 12 semanas em 3
de junho.

1 - Isto fez desta escola mais do que um projeto da igreja local. A


comissão assumiu os problemas dos professores, ela simplesmente
adotou a Escola Seleta de Bell.

109
a) Doze alunos estavam presentes no dia de abertura, e dois se
matricularam um pouco mais tarde. Isto parecia ser um
pequeno começo.

2 - O Pr. George I. Butler, chamado de Iowa para ser presidente da C.


G. poucos meses mais cedo, deu um grande apoio à escola
iniciante. Era necessário, ele falou, aos leitores da Review, um lugar
“onde as influências de um caráter moral possam ser sentidas pelos
alunos”. Os estudantes precisam ser não somente protegidos da
intemperança, mas também do jogo de cartas, e dos males
semelhantes. Os estudantes devem também ser animados com
motivos próprios para o estudo. Também métodos das escolas
públicas que cultivam o orgulho e a vaidade mais do a virtude
deveriam ser evitados.

a) Butler esperava que a escola treinasse obreiros denominacionais


e engendrar alguma disciplina mental nos pregadores de
origem interiorana, que formava a maior parte dos pastores
adventistas.

b) Ele não admitia a idéia de que ignorância era uma ajuda a


espiritualidade. Ainda que não se tratasse de um longo curso
de estudos teológicos.

3 - Os líderes ficaram cada vez mais entusiasmados acerca dos


serviços que a nova escola poderia oferecer.

a) Professores podiam ser treinados para dirigir as escolas


primárias das igrejas locais. Onde os alunos aprenderiam as
doutrinas da ASD.

b) Apesar de concordarem com o estabelecimento da escola ser


algo correto, James White continuava tendo reservas sobre as
condições de Battle Creek.

J - Finanças da Escola - James White propôs que as conferências


estaduais procurariam por todos as lados vinte famílias e as encorajaria
a se mudarem para Battle Creek. Tal influxo proveria estabilidade e
constituiria numa espécie de proteção moral, até que nossas instituições
estivessem estabelecidas.

1 - Estas famílias poderiam interpretar os sentimentos de sus lares


diante dos procedimentos da Organização. Se isto fosse feito, Pr.
James White estaria pronto a ajudar a levantar 50 mil dólares para
construir uma digna escola.

2 - Ele mesmo ajudaria com mil dólares e chamaria centenas de jovens


para serem treinados para servir à igreja.

110
3 - O número de matrículas na escola dobrou, especialmente na classe
de Gramática.

a) Enquanto Bell estava enfermo com malária, John H. Kellogg


ensinou temporariamente na escola. Um bom número de
estudantes assistiu às aulas de Bíblia dadas por U. Smith.

b) Com o crescimento da escola foram feitos arranjos para adaptar


a igreja, para ser usada como classes de aula.

4 - Na sessão de março de 1873 da C. G. foi aprovada a formação de


uma escola denominacional, mas na verdade os delegados olhavam
para uma mais avançada e ampla instituição de ensino.

a) Butler era de opinião que se tinha necessidade de um obreiro


melhor preparado para ministrar para pessoas ricas e letradas.

5 - Em poucas semanas a C. G. recomendou o estabelecimento de uma


sociedade educacional ASD. Os oficiais da Cg conseguiram 20 mil
dólares, o suficiente para comprar o terreno e erigir o prédio. Neste
período a C. G. garantiu conseguir mais 52 mil dólares.

L - Uma Escola no Campo - Agora a preocupação era encontrar um lugar


próprio para a escola. A visão de E. G. W. sobre educação fazia com
que a localização da escola fosse numa área ampla no campo, onde os
estudantes pudessem aprender métodos próprios de agricultura, e onde
houvesse oficinas que pudessem prover treinamento profissional.

1 - Contra a vontade dos White, e sob pressão da liderança da C. G. foi


comprada uma propriedade pequena de 12 acres (48.000 m²), que
ficou reduzida a 8 acres, pelo preço de 16 mil dólares, em West
End, próximo a Review. E. G. W. sentiu que tinha sido cometido um
erro.

a) Além disso, G. H. Bell foi afastado para dar lugar a Sidney


Brownsberger com um B. A. da Universidade de Michigan. Bell
ficou à frente do Departamento de Inglês. Enquanto Sidney
oferecia com seus assistentes aulas de grego, latim, alemão,
psicologia e fisiologia.

2 - Logo se percebeu que a área era muito pequena para o treinamento


dos estudantes em agricultura e artes industriais. Além disso,
Brownsberger disse nada entender desta forma de educação
profissionalizante. Isto fez com que retardasse o sistema
educacional chamado por E. G. W. de “Proper Education”.

a) O colégio de Battle Creek, como começou a ser chamado,


oferecia um currículo de Literatura Clássica de 5 anos, um

111
outro mais curto de 3 anos e o Curso de Inglês. Eram
expedidos diplomas de curso comercial e normal. \muitos dos
diplomados se empregaram nas escolas públicas.

(1) Não se tratava de um programa de preparação de obreiros


como muitos esperavam que fossem.

(2) As aulas da Bíblia eram ministradas por U. Smith com base


nos seus livros sobre Daniel e Apocalipse.

b) O curso de Literatura Clássica que era uma esperança para


formar missionários para países estrangeiros, uma vez que
ensinava diversos idiomas, porém, ficou reduzido apenas ao
alemão. Apesar disso, a escola continuava crescendo. E em
1881 ela possuía aproximadamente 500 alunos.

(1) Nesta época um oitavo dos alunos vinham de lares não


cristãos.

3 - Em 1880, significativas mudanças tiveram lugar, com a participação


de novos membros na comissão administrativa da escola.

a) O novo membro mais influente possivelmente foi o Dr. John


Harvey Kellogg. Ao lado do Pr. G. I. Butler começaram, os dois,
a pressionar Brownsberger a fazer mudanças. Eles advogavam
uma educação mais prática conforme advogada por E. G. W.

M - Mudanças na Liderança - Com a crescente crítica à visão educacional


academicista de Brownsberger, fez com que este se retirasse, na
primavera de 1881, para o norte de Michigan, onde trabalhou cortando
madeira para recompor seus nervos.

1 - Devia então ser escolhido um novo presidente que se harmonizasse


com a visão educacional de E. G. W. Sem perguntar se o Sr.
Mclearn, D. D., pelo Seminário de Newton, se harmonizava com os
princípios educacionais de E. G. W, o nomearam como presidente
do colégio.

a) Neste ano morre Tiago, e Ellen viaja para o oeste e Butler foi fora
do a sair de Battle Creek por um período longo de tempo.
Assim Mclearn não tinha ninguém para orientá-lo.

b) Cedo, ele tornou-se agressivo com G. H. Bell, e começou a


afrouxar os regulamentos sociais. Isto para Bell era
descaracterizar a escola.

112
c) As críticas aumentaram de tal forma de ambos os lados, que o
filho de Mclearn deu um soco em Bell, atirando-o pelas
escadas abaixo. Com tal atitude, deixou a escola.

(1) A situação administrativa agravou-se tanto que a escola foi


temporariamente fechada.

(2) Enquanto Mclearn, que ainda não era de fato um ASD,


tornou-se um batista do 7º dia.

2 - Esta crise ao invés de levar o colégio à bancarrota contribuiu para


expansão da educação adventista.

a) Mesmo antes de se fechar o colégio de Battle Creek duas novas


escolas foram abertas, dirigidas por dois homens que
adquiriram experiência dos erros de Battle Creek.

3 - A 65 milhas a norte de São Francisco encontraram um pedaço de


terra, na localidade de Healdsburg, Califórnia. E em 11 de abril de
1882, Brownsberger e sua esposa começaram a lecionar para 33
alunos. Com sua experiência em Battle Creek ele estava
determinado a desenvolver um programa educacional que
combinasse educação religiosa, profissionalização e cultura geral.
(Oeste Pacífico).

a) Ele se uniu a W. C., Grainger que desenvolveu os aspectos


industriais e a construção de dormitórios, tudo para evitar os
erros de B. Creek, protegendo assim os alunos das más
influências. Ele foi o continuador de Brownsberger quando este
deixou Healdsburg, em 1886.

b) Grainger veio a ser Diretor Geral, administrador da fazenda,


preceptor, professor e pai da escola.

4 - Na costa oposta dos EEUU uma outra escola se desenvolveu sob o


encorajamento do Pr. S. N. Haskell. O diretor da escola era Goodloe
Harper Bell. O objetivo desta escola era preparar obreiros para
espalhar a mensagem. O primeiro nome desta escola era New
England School, depois foi chamado de South Lancaster Academy.
Esta escola iniciou-se em 19/4/1882, com o propósito de dar uma
educação prática e religiosa, com apenas 8 alunos. (Leste
Atlântico).

a) Hoje Healdsburg College é o Pacific Union College e o South


Lancaster Academy é o Atlantic Union College. Assim, da crise
de Battle Creek surgiu um bem desenvolvido sistema
educacional que se espalhou por todos os EEUU.

113
XII - A EXPANSÃO DO ADVENTISMO - 1868-1885
A - Crescimento da IASD nos EEUU

1 - Durante os anos de guerra civil americana a evangelização tornou-se


difícil, uma vez que a atenção da sociedade americana estava
voltada para assuntos militares e políticos.

a) As informações estatísticas de 1867 declararam que em todos os


EEUU havia cerca de 4.320 adventistas.

b) Os estados onde a obra mais crescia eram Minnesota e Iowa.

c) Os primeiros evangelistas iniciaram a obra em Iowa na década de


1850. Os principais evangelistas foram: Moses Hull, M. E.
Cornell e J. H. Waggoner. Em 1863 foi organizada a missão do
estado de Iowa.

d) Em 1865 a missão de Iowa elegeu como seu presidente George


I. Butler. Desenvolveu um forte programa missionário e de
instrução da Igreja. Suas habilidades administrativa acabaram
por conduzi-lo à presidência mundial da IASD. Ele revelou
parte do segredo da expansão da IASD ao dizer: “O dever do
ministro é evangelizar novos campos”.

2 - Outra característica da expansão evangelística eram os times


missionários bem sucedidos de marido e mulher.

a) Os mais conhecidos foram: John e Sara A. H. Lindsey, e Elbert e


Ellen Lane.

(1) Os Lindsey evangelizaram no oeste de N. Y. e na


Pensilvânia.

(2) Os Lane trabalharam em Ohio, Indiana, Virgínia e


Tennessee.

3 - Havia 50 tendas evangelísticas em atividade no verão de 1876. Na


década de 1870, o número de membros da IASD quase triplicou.

4 - Em São Francisco no ano de 1859 havia duas famílias sabatistas: M.


G. Kellogg e B. G. ST. John.

a) Com o trabalho de Kellogg apoiado por STº John mais 14


pessoas aceitaram a mensagem e organizaram a 1ª escola
sabatina na casa de Kellogg, em São Francisco.

b) O trabalho em São Francisco cresceu coma a participação a tal


ponto que em 1865 eles decidiram enviar à Associação Geral

114
$133 em ouro, para pagar as despesas de viagem de um
ministro para trabalhar na Califórnia. Porém, a A. G. não tinha
quem enviar.

(1) Em 1868, Merrit Kellogg foi à Conferência Geral para fazer


um forte apelo no sentido de enviarem um ministro para
Califórnia.

(2) Tudo indicava que seus apelos seriam vãos. Quando J. N.


Loughborough levantou-se, e falou dos recentes sonhos,
que o deixaram com uma forte impressão que deveria
levantar a tenda na Califórnia. Quando James White,
referindo ao Conselho Bíblico, pediu uma companhia
voluntária, para ir a Califórnia com J. N. Loughborough. O
voluntário que se apresentou foi D. T. Bordeau.

(3) Logo, Tiago White fez uma campanha de $1.000 para


comprar uma tenda nova. Menos de um mês depois estes
dois ministros chegavam de navio em N. Y., City. E 24
dias depois estavam em São Francisco.

c) Multidões vieram assistir às conferências. Logo veio a oposição


dos pastores de outras igrejas, e apesar disso um grupo de 20
pessoas foi unido ao Movimento Adventista.

d) Durante uma dessas conferências que se caracterizavam por


uma maciça venda de literatura, converteu-se ao adventismo
Abram Larue, que possuía um forte senso missionário, solicitou
a Conferência Geral que o enviasse à China como missionário.

(1) Seu pedido foi rejeitado devido sua avançada idade. Sem
se desanimar foi trabalhar no Havaí, onde se sustentou
com a colportagem.

(2) Em 1888 dirigiu-se a Hong Kong, onde estabeleceu um


trabalho chamado Missão do Marinheiro. Ali também se
sustentou pelo trabalho da colportagem.

(3) Ele ainda visitou outras regiões do Extremo oriente. Foi


Larue o Primeiro a preparar publicações para a Língua
Chinesa.

e) Na década de 1870 voltou-se a dar ênfase ao evangelismo


público. Homens como Loughborough, os irmãos Bordeau, M.
E. Cornell, Mile Grant, D. M. Canright, trabalharam para
evangelizar a Califórnia.

115
5 - Nesta época, em 1875, Pr, Tiago White organizou a Pacific Seventh-
Say Adventist Publishing Association.

a) Em 1878, no dia 7 de junho abriu-se na Califórnia, o Sanatório da


IASD, que incluía cuidados médicos e atividade educacional.
Seu nome era Rural Health Retreat (Retiro), estava localizado
em Santa helena, Califórnia.

b) E ainda na Califórnia, 4 anos depois, foi estabelecido o colégio de


Healdsburg, para atender as necessidades educacionais dos
adventistas do Leste.

6 - Através do trabalho de Isaac Van Horn, um converso de José Bates,


a mensagem foi comunicada a Alonzo Trevier Jones, um sargento
que servia no forte Walla Walla. Jones eram um voraz leitor dos
livros adventistas. Batizou-se em 1874. Em seguida casou-se com
uma irmã de Adelia Van Horn. E depois de pregar por dez anos nos
estados d Washington, Oregon, foi trabalhar na Pacific Publishing,
em Oakland. Aqui ele contatou com Ellet J. Waggonner, filho de J.
H. Waggonner. Estes vieram ser os grandes oradores da Doutrina
da Divindade de Cristo e da Justificação pela fé, em Mineápolis, em
1888.

B - Esforço em favor dos Estrangeiros.

1 - Muito do trabalho de evangelização alcançou emigrantes


escandinavos e alemães. E foi o pr. John G. Matteson quem mais
se interessou por este aspecto do trabalho. Ele sempre desejou
alcançar com a mensagem os Dinamarqueses, Noruegueses e
Suecos. por isso ele traduziu algumas publicações para estas
línguas.

a) Enquanto isso, Louis R. Conradi se dedicava aos Alemães-


Americanos e aos Russos-Alemães que eram Menonitas em
Dakota.

(1) Isto levou T. White a preparar publicações nestas diferentes


línguas, e ainda alcançar negros e indígenas, chineses e
hindus com a pregação da Palavra.

C - Evangelizando na Europa - Por volta de 1862, apesar das


circunstâncias da Guerra Civil, James White começou a apontar para a
necessidade de se enviar um missionário à Europa. o primeiro a ser
sugerido foi B. F. Snook. Ao ser considerado seu nome, preferiu
escolher outra pessoa, pois ele se opunha à liderança da igreja. E não
pareceu próprio enviá-lo como primeiro missionário.

116
1 - O 1º ministro adventista a ir para a Europa com a idéia de realizar
uma ativa evangelização não foi enviado pela Igreja e nem teve sua
aprovação (Benção). Este oficioso agente missionário foi M. B.
Czechowski, um sacerdote católico que se tornou adventista do 7º
dia em 1857.

a) Depois de vários anos de ministério de pregação Czechowski


desenvolveu um forte desejo de levar a mensagem do Advento
à Europa. Ele tinha um interesse especial pelos Valdenses, que
ainda viviam a noroeste da Itália.

b) Em 1864, ele pediu a J. N. Loughborough para interceder por ele


junto a C. G. a fim de que ele fosse enviado à Itália como
missionário. Mas, os líderes da Igreja não viram luz na
solicitação de Czechowski. Eles questionaram seu equilíbrio
financeiro, devoção à mensagem do terceiro anjo, e seu
temperamento inconstante.

2 - A vontade de ver seu sonho missionário realizado, o levou a Boston


onde ele publicou, recentemente História de seus anos como
sacerdote e sua conversão ao protestantismo. ali ele persuadiu os
líderes cristãos a patrocinarem sua missão à Itália.

a) Assim em 1864, acompanhado de sua esposa Annie E. Butler,


ele viajou para a Europa.

b) Czechowski passou um ano pregando nos vales do piemonte,


mas diante da perseguição de clérigos católicos e protestantes
transferiu-se para Suíça.

c) Neste período ele ensinou o Sábado, o iminente retorno de


Cristo. Publicou um pequeno jornal: L’Evangile Eternel.
preparou outros materiais em Francês e Alemão.

3 - Em suas viagens ele encontrou receptividade na vila Suíça de


Tramelan. Ali ele organizou uma Igreja de 60 membros.

a) Ele não revelou a estes crentes que havia adventistas que


estavam patrocinando sua missão, nem a existência de
Adventistas do 7º dia, cujas doutrinas ele ensinava.

(1) Quando lhe perguntavam de onde aprendera estas


doutrinas ele dizia: “Da Bíblia”.

b) Um incêndio avariou sua casa e sua gráfica. isto trouxe


problemas financeiros a Czechowski.

117
c) Certa vez um dos crentes de Tramelan, Albert Vuilleumier
descobriu uma Review and Herald em sua casa.

d) E com o endereço começou a enviar correspondência, e


descobriu que havia uma organização nos EEUU que tinha as
mesmas doutrinas ensinadas por Czechowski.

4 - Em 1869 a Igreja convidou um representante suíço a estar presente


na Seção da Conferência Geral daquele ano. O suíço enviado foi
James Erzberger. Permaneceu ali por mais algum tempo para tomar
conhecimento das doutrinas mais profundamente. Quando ele
voltou para Suíça, já foi como ministro ordenado da IASD.

5 - Quando Czechowski tomou conhecimento deste contato dos crentes


suíços com a C. G. ficou aborrecido. Então, ele vivia sérios
problemas financeiros e pessoais, que acabaram por levá-lo a
deixar a Suíça repentinamente.

a) Depois de estabelecer residência temporária na Alemanha e


Hungria, ele foi morar na România.

(1) Na România ele enfrentou dois obstáculos: o fato de ter de


trabalhar e a sua falta de conhecimento da língua.

(2) Apesar disso ele levou a conversão 12 pessoas em Pitesti.


Um destes entrou em contato com a IASD, em 1876,
através da leitura de um jornal em francês, organizado na
Suíça por John N. Andrews.

6 - Devido suas viagens e problemas, Czechowski morreu em Viena, em


25/12/1876.

a) Graças a sua obstinada persistência foi introduzida a crença


doutrinária adventista na Itália, Suíça e România ou Romênia.

7 - Em 1869, a Assembléia Geral, estabeleceu uma sociedade


missionária para outras terras, tendo como presidente James White.

a) Em 1871 E. G. W. recebeu uma visão indicando a necessidade


de mais dedicação em apresentar o adventismo em outras
terras, através da literatura e do testemunho pessoal.

D - O Primeiro Missionário Além-mar (ultramar) - Em 1873, James White


sugeriu que J. N. Andrews fosse enviado para ajudar os irmãos
europeus.

1 - No verão de 1874 a Conferência Geral votou a ida de J. N. Andrews


à Europa, tão cedo quanto possível.

118
a) Um mês depois do voto ele, seu filho e filha órfãos de mãe e
Adhemar Vuilleumer saíram de Boston. Passaram pela
Inglaterra e daí à Suíça.

b) Sua experiência como editor da Review, como presidente por 2


anos da C. G. sua habilidade em línguas, sua longa
experiência na causa levaram E. G. W. a declarar: “que os
adventistas americanos enviaram o mais capaz homem de seu
meio”.

c) Em 1876, ele e Bordeau publicaram um jornal para circular na


Suíça, Itália e França intitulado Les Signes Des Temps.

d) Em 1883 Andrews morreu, deixando vários conversos, um jornal


estabelecido, e no ano seguinte foram publicados um jornal
mensal para Alemanha, e um jornal trimestral para Itália e outro
para a România.

2 - J. G. Watteson foi enviado como missionário na Dinamarca e


Noruega conforme voto da C. G.., em 1877.

3 - William Ings, um inglês criado nos EEUU, depois de trabalhar na


Suíça com Andrews foi a Inglaterra como missionário. Assim ele e J.
N. Loughborough estabeleceram a obra na Inglaterra, em torno de
1880.

4 - Em junho de 1885 chegaram a Austrália S. N. Haskell e J. O. Corliss,


conforme decisão da C. G. Através do evangelismo público e obra
de publicações, na Austrália, como em quase todos os lugares, se
fundou a obra da IASD nestes países.
XIII - JUSTIÇA PELA FÉ - MINNEÁPOLIS - 1888
A - As Crenças Adventistas de Primeiras Geração - Circunstâncias que
conduziram à Crise de Minneápolis - Qualquer pessoa que lesse a
declaração das crenças básicas adventistas, publicadas em 1872, podia
com muita razão ter a impressão que se tratava de um grupo religioso
legalista e ariano. A ênfase estava posta naquilo que o homem deve
fazer em lugar de encarecer aquilo que Cristo tinha feiro e faria através
de seus seguidores. No centro das declarações estava o ensinamento
de que nenhuma pessoa podia por si mesma render obediência à lei de
Deus, mas que todos dependiam da graça para render aceitável
obediência à Sua Santa vontade. Desta forma era bem enfatizada a
obrigação de todo homem guardar os 10 mandamentos. Eles foram
insuficientes em declarar que somente a justiça de Cristo oferecida e
apropriada pela fé fazia o crente aceitável a Deus.

119
1 - Os fundadores da IASD não tinham esta intenção. Era o seu amor
por Jesus, seu apreço por tudo quanto Cristo fizera por eles, que os
fizera tão ansiosos pelo seu retorno em 1844.

2 - Com o desapontamento eles agora tinham uma clara consciência da


obra que tinham a fazer antes do retorno de Cristo:

a) Reparar a lei de Deus, na restauração do Sábado.

3 - Nas décadas de 1870 e 1880 uma nova geração de ASD surgiu.


Estes foram ridicularizados como legalistas e judaizantes pelos
outros cristãos; outras vezes perseguidos em diferentes regiões, e
por isso pesquisaram a Bíblia para sustentar suas crenças no
Sábado.

a) Eles encontraram um arsenal de textos que podiam provar com a


mais estrita lógica a perpetuidade do Sábado.

b) A tendência deles era se tornar legalistas, olhando para suas


próprias obras de Salvação do que para Jesus Cristo.

4 - Tivesse os ASD ouvido e praticado tudo o que E. G. W. disse


durante estes anos, a história poderia ter sido outra. Em 1856, ela
chamou os crentes para entenderem sua condição Laodiceana; se a
atenção tivesse sido dada, contrição e arrependimento teriam se
seguido. Além disso, outras coisas assumiram lugar de importância,
que desviara a atenção dos ASD deste foco:

a) A Guerra Civil Americana.

b) Reforma de Saúde.

c) Organização da Igreja.

d) O avanço missionário.

e) Com tudo isso, foi fácil tirar a atenção de uma religião pessoal de
dependência total de Cristo, para se centralizar naquilo que
cada um devia fazer.

(1) Além de tudo os americanos eram conhecidos como


fazedores de coisas.

B - A Mensagem de Waggonner e Jones - Alguém precisava surgir, em


nosso meio, para enfrentar o desafio de fazer a igreja se voltar deste
caminho de legalismo para ver as inestimáveis riquezas de sua graça.

120
1 - Em 1882, E. G. W. escreveu um artigo dirigido às reuniões campais
daquele ano, em que dizia: “Nós precisamos renunciar nossa
própria justiça, e buscar a justiça de Cristo para que nos seja
imputada”. Ellen viu que a fé no sacrifício de Cristo e nos seus
méritos deveriam ser seguidos pelo amor, e este pela obediência.

2 - No verão de 1882 o apelo de E. G. W. alcançou a um jovem médico


de 27 anos, sentado num canto da Campal de Healdsburg,
Califórnia, em meio a uma grande multidão. Seu nome era Ellet J.
Waggonner. Como por um Dilúvio ele foi coberto com a grandeza
do amor de Deus, manifesto no Cristo pendurado o madeiro. Como
nunca, ele recebeu o impacto deste ato de amor pelos seus próprios
pecados. E movido de íntima gratidão, este jovem médico resolveu,
que em toda a sua vida futura ele estudaria as Escrituras para
adquirir uma clara compreensão desta verdade gloriosa e a faria
inteligível aos outros.

3 - E. J. Waggonner era um adventista de 2ª geração. Seu pai J. H.


Waggonner tinha sido um dos primeiros a se unir ao adventismo
sabatista. Logo, ele se tornou bem conhecido no meio adventista,
era respeitado por seus convincentes sermões e por seus artigos na
Review.

a) A convite de J. White, J. H. Waggonner (pai) se transferiu de


Michigan para a Califórnia para ajudar no editorial da Pacific
Press. Em 1881 ele substitui o Pr. White como Editor ao Signs
Of The Times.

4 - No ano seguinte, 1882, um outro rapaz, Alonzo T. Jones, também


tornou-se um editor assistente do Signs Of The Times. Jones era
marcadamente diferente do jovem Waggonner, que era baixo,
troncudo, e algo acanhado. Waggonner era um homem educado,
sendo de uma boa percepção para aprender idéias novas e
possuidor de uma língua de prata.

a) Jones tinha passado 3 anos no Exército Americano. E aceitou a


doutrinas da IASD enquanto servia no Forte Walla Walla. Ele
estudava dia e noite para alcançar um bom conhecimento
bíblico e histórico. Tinha uma maneira brusca de ser, e uma
postura e gesticulações grosseiras, e uma maneira singular
para falar. Era alto, de feições retilíneas. Jones tornou-se um
poderoso pregador que salvou muitas pessoas para a causa do
Advento.

b) Estes dois homens tão distintos no temperamento e no físico


estavam intimamente associados na campanha de sacudir o
Adventismo como se um terremoto fossem.

121
5 - Em 1886, ambos foram para a Europa, na transferência de J. H.
Waggonner para cuidar da obra de publicações. E seu filho e Jones
se tornaram co-editores do Signs.

a) Intensivo estudo pessoal, especialmente de Romanos e Gálatas,


os fez poderosos pregadores da Justiça pela Fé nos méritos de
Cristo.

b) Esta doutrina, pensavam eles, deveria se tornar algo mais do que


uma teoria doutrinária abstrata. Ela deveria ser uma realidade
viva, uma experiência transformadora da vida dos crentes.

C - Reação da Liderança à mensagem - Parecia que tal campanha


alcançaria a aprovação oficial da igreja mundial. Não aconteceu assim.
Dois líderes da Conferência Geral se posicionaram contra as novas
idéias que agitavam as convicções adventista da época. Eram eles:
George I. Butler, Presidente da Conferência Geral, e Uriah Smith, Editor
da Review. Eles consideravam a interpretação exegética de Waggonner
e Jones, no que se relaciona a Gálatas 3, uma visão muito particular
deles. Eles diziam (Jones e Waggonner) que a lei em Paulo, que é “Aio
que nos conduza Cristo” (24) , era todo o corpo da lei moral, incluindo
os 10 mandamentos.

1 - Esta posição, os adventistas tinham quase inteiramente abandonado,


durante as décadas de 1860 e 1870. A Lei como aio era
interpretada como sendo a lei cerimonial e sacrificial de Moisés que
apontava a Cristo.

a) Esta reinterpretação dos rapazes do Oeste, se parecia com a


maneira de entender dos ministros protestantes, que assim
explicavam para dizer que a lei dos 10 mandamentos tinha sido
abnegada, assim o 7º dia não teria mais validade.

b) Para Butler, Presidente da IASD, o ensino dos dois rapazes


sobre Gálatas 3 estaria apoiando diretamente os inimigos do
Sábado. E isto fortaleceria a perseguição aos sabatistas como
violadores do Domingo, como já acontecia no Tennessee e em
Arkansas.

c) Smith também rejeitava a posição deles, porque Jones, com base


num extenso estudo histórico, apontava um erro aos ASD em
relacionar Hunos como um dos 10 reinos descritos,
profeticamente, em Daniel 7.

(1) Jones acreditava que os Alemani deveriam substituir os


Hunos. isto não agradava a Smith, que animara a Jones
nesta pesquisa, pois lhe parecia um erro insignificante.

122
2 - Para o Pr. Butler, o que eles também não aprovavam era a ampla
publicidade dada ao assunto antes de levá-lo à liderança da igreja
para receber aprovação.

a) A maneira como o assunto estava sendo tratado os levaria à


divisão e à controvérsia, por isso Butler sentia ser seu dever
trazer o assunto primeiro à Conferência Geral ... “o único
tribunal em nossa igreja, onde tais questões podem ser
propriamente consideradas”.

b) Em 1886, no verão, Butler apelou a E. G. W. que estava, há dois


anos na Europa, para que desse alguma luz sobre o tema da
lei em Gálatas 3, não recebendo resposta imediata, Butler
formou uma comissão teológica constituída de 9 membros,
para considerar os pontos de vista divergentes.

(1) Depois de horas de debate, esta comissão, que incluí


Butler, Smith e Waggonner, dividiu-se em 5 e 4 para
apoiar que a lei referida em Gálatas 3 era a lei cerimonial.

c) Temendo que esta cisão interna, já estabelecida, e sabendo que


a discussão do assunto só intensificaria a controvérsia, Butler
estabeleceu uma decisão por voto, expressando desaprovação
de qualquer discussão doutrinária nas escolas e jornais da
IASD, que pudesse causar dissensão. Ele teve neste seu
propósito apoio de 8 membros, menos E. J. Waggonner.

d) Na primavera seguinte, a maioria dos participantes no debate


receberam palavras de censura de E. G. W. Waggonner e
Jones foram reprovados por sua atitude de desrespeito ao
sigilo e pela agitação que causaram em torno do assunto. Os
ASD, disse ela aos dois jovens, devem apresentar uma frente
unida ao mundo.

(1) Butler e Smith foram lembrados que eles não eram


infalíveis. Eles deveriam cuidar em não tomar nenhuma
atitude demasiadamente severa em relação ao rapazes.

(2) E. G. W. Recusou tomar qualquer posição em relação ao


assunto Lei em Gálatas, capítulo 3, e no tema
controvertido Huno-Alemani.

(3) Em lugar disso, ela declarou que uma aberta e franca


discussão da matéria deveria acontecer.

e) Dezoito (18) meses se passaram até que a discussão,


aconselhada por E. G. W., tivesse lugar. Durante este período

123
Waggonner e Jones aprofundaram vigorosamente seu ponto
de vista.

(1) Em 1888, Dr. Waggonner preparou uma pequena


publicação intitulada “O Evangelho no livro de Gálatas”
como resposta ao livro do Presidente da C. G., Pr. Butler,
intitulado, “A Lei em Gálatas”. O livro de Waggonner foi
distribuído para aqueles que tinham recebido o de Butler e
pra outros que desejassem conhecer melhor sua posição.

f) Algum tempo antes da Conferências Geral de 1888, foi


convocada uma reunião para 17 de outubro, em Minneápolis,
Minnesota, onde ficou decidido deixar Waggonner e Jones
apresentarem seus pontos de vista diante da liderança da
Igreja reunida em Assembléia.

(1) Jones foi convidado a falar sobre sua pesquisa de Daniel 7,


especialmente convocado para semana anterior às
reuniões da Conferência Geral.

(2) E. Waggonner foi convidado para os devocionais durante o


Instituto Bíblico e as Reuniões da C. G. Esperava-se que
ele apresentaria, nestas condições, a relação entre Cristo
e Sua Justiça.

g) A Malária e a exaustão nervosa causadas pelos anos de excesso


de trabalho, não permitiram que o Pr. Butler se fizesse
presente às conferências de Minneápolis. Apesar disso, ele
tinha lá seus fortes representantes: Uriah Smith, J. H. Morrison,
presidente da Associação de Iowa, para manterem os “marcos
da fé” conforme ele entendia.

(1) Mas, Butler recebeu uma carta da Califórnia dizendo que os


dois rapazes tinham ao seu lado W. C. White, o filho mais
novo de James e Ellen White, além dele havia outros que
concordavam com suas explicações, da costa oeste dos
EEUU.

D - A Conferência Geral de 1888 - De 17/10 a 4/11 de 1888. - Muitos


delegados da Conferência de Minneápolis vieram com um forte
preconceito contra os jovens do Oeste, porque entendiam que eles
queriam remover os marcos doutrinários da IASD e desafiar sua
Liderança. Estes preconceitos foram fortalecidos durante a exposição
do Pr. Jones sobre as Grandes Profecias. Ele fizera um bom trabalho de
pesquisa, e ninguém estava apto para contradizer as evidências
históricas por ele mencionadas em favor de Alemani no lugar dos
hunos, como um dos 10 reinos em que Roma se dividiu. O próprio

124
Smith admitiu ter seguido simplesmente a linha Millerita de
Interpretação.

1 - A esta altura Jones fez uma observação cáustica. “Pastor Smith tem
dito a vocês que não sabe tudo sobre esta matéria. eu sei, e não
quero que vocês me culpem por aquilo que ele não sabe”.

A) E. G. W. imediatamente o reprovou, mas a impressão negativa


permaneceu sobre os delegados. Embora eles não tenham
replicado a argumentação de Jones, eles estavam aborrecidos
e se posicionaram ao lado da posição Tradicional. A
assembléia se dividia. Um grupo se chamava Huno e o outro
Alemani. Assim a discussão sobre um ponto secundário
encheu o Pote da Controvérsia antes de começar a
apresentação do ponto teológico realmente importante.

2 - Enquanto os estudos de Waggonner, sobre Romanos e Gálatas


prosseguiam, muitos delegados achavam que sua exposição não
era aquilo que eles aguardavam sobre a lei no capítulo 3 de
Gálatas.

a) O ponto importante, ele afirmou: é que, o que toda e qualquer lei


pode fazer, é demonstrar a natureza pecaminosa e a
incapacidade para justificá-lo diante de Deus. Waggonner
então apontou entusiasticamente para o divino e eficaz médico
para todo o crente que tinha fé para crer em Cristo, em quem
“habita corporalmente toda a plenitude da Divindade”.

b) Ele, Cristo, estava pronto a cobrir com seu manto de justiça todo
pecador arrependido, e assim fazê-lo aceitável diante de Deus.
Cristo não só cobria com seu perdão os pecados dos passado,
como dava vitória sobre os pecados do futuro.

3 - Muitos delegados tradicionalistas ficaram surpresos com os estudos


de Waggonner. E muitos chegaram a dizer que sua experiência
verdadeiramente cristã começara naqueles dias.

a) O que desconcertou o grupo tradicionalista foi o forte endosso de


confiança dado por E. G. W. às mensagens do Pr. Waggonner.

b) Em suas 10 apresentações (de E. G. W), durante o instituto e a


conferência, ela conclamou o povo a um estudo mais profundo
da Palavra de Deus e a genuína conversão à Cristo.

(1) Ela confessou ter visto a beleza da verdade nas


apresentações do pr. Waggonner, sobre a relação da
justiça de Cristo em relação à lei.

125
(2) Com palavras simples, ela disse aos delegados, repetidas
vezes, que considerassem a Cristo, Seu sacrifício, e oq eu
Ele quer fazer pelo Seu povo.

c) Nesta altura o Pr. R. M. Kilgore, membro da C. G., levantou-se


para dizer que deviam postergar a discussão do tema até
quando o Pr. Butler pudesse estar presente. E. White, pôs-se
de pé, imediatamente, protestando que a obra do Senhor não
devia esperar por homem nenhum.

d) O principal esforço para responder a Waggonner, foi feito pelo Pr.


J. H. Morrison. Ele começou por declarar que os ASD sempre
creram a Justificação pela Fé. O que era tecnicamente correto;
só que Morrison falhou em reconhecer que a exagerada ênfase
na obediência a lei obliterou na maioria dos ASD esta vital
doutrina.

(1) Pr. Morrison expressou o temor de que a Doutrina de


Waggonner estava tirando a atenção do povo da
mensagem especial dos ASD: a necessidade de retornar à
explícita obediência ao mandamento do Sábado.

(2) A isto os dois rapazes apresentaram uma única réplica.


Eles se limitaram a ler alternadamente, sem comentário,
16 passagens da Escritura. Na opinião de um observador
isto causou “uma eterna impressão... que o tempo nunca
poderá apagar”.

E - A Aparente Rejeição da Mensagem - Embora a oposição recusasse a


admitir derrota, nisto residia o aspecto mais triste da reunião: orgulho e
inveja degeneraram em crítica e zombaria. E. G. W. declarou que “os
servos a quem Deus enviou foram caricaturados, ridicularizados e
colocados numa situação vexaminosa.” As críticas se estenderam até a
E. G. W., dizendo que ela estava senil e que tinha sido monitorada por
Jones e Waggonner.

1 - A um correspondente ela escreveu: “Meu testemunho foi ignorado, e


nunca em minha vida eu fui tratada como nesta conferência”.

2 - Disse mais ainda: “Foi uma terrível experiência... um dos capítulos


mais tristes da história dos crentes na verdade presente.”

3 - Não foi tomado nenhum voto aprovando ou rejeitando os pontos


controvertidos, pois E. G. W., mesma disse que os delegados não
estavam em condição de fazê-lo, por causa do espírito com que
vieram às reuniões, e porque não sabiam ao certo em que criam.

126
F - Os primeiros Resultados de Minneápolis - Podia se perceber uma
profunda divisão entre os delegados que teriam a responsabilidade de
conduzir a denominação no próximo ano.

1 - O Pr. Butler já anunciara que seu estado de saúde não lhe permitiria
continuar na presidência da C. G.

a) E. G. W. aprovou a decisão de Butler em retirar-se. Par um


membro da família ela confidenciou, que a administração dele
tinha sido de 3 anos muito longos, e pensava de si mesmo
como virtualmente infalível.

b) Quem seria seu sucessor? Quando esta pergunta lhe foi dirigida,
como uma solicitação de conselho, ela sugeriu o nome do Pr.
O. A. Olsen, que então trabalhava na Escandinávia, e não tinha
estado presente em Minneápolis. Não podia ser por isso
identificado como sendo de qualquer facção.

c) A experiência do Pr. Olsen como presidente de 4 outras


associações, em estreita associação com o Pr. Butler, o
habilitaram para a responsabilidade.

d) Enquanto o Pr. Olsen se preparava para voltar aos EEUU, o Pr.


W. C. White foi escolhido pela comissão executiva da C. G.
para atuar como Presidente Interino.

G - A Posição de E. G. W. sobre Minneápolis - Ellen ficou profundamente


triste com o preconceito e orgulho de opinião, que tinham mantido
muitos Ministros de Liderança sem uma vida de oração, e sem estudo
da Escritura. Ela reconhecia nos estudos do Pr. Waggonner as mesmas
verdades gloriosas que tinham sido, repetidas vezes, apresentadas pelo
Espírito Santo à ela, cuja mensagem ela tinha por 44 anos a comunicar
a Igreja. Isto não é nova luz, ela dizia, mas “antiga luz posta onde ela
deve estar na mensagem do 3º ano”. As reuniões da C. G. tinham sido
“a mais dura, mais incompreensível e violenta guerra que tivemos entre
o nosso povo.” Minneápolis decepcionou a confiança que E. G. W. tinha
em seus mais íntimos associados. Mas ela encontrou dois novos
aliados com quem ela poderia apresentar com poder a mensagem que
ela cria ser provida por Deus, e era a que o povo necessitava. Ela
estava determinada a ser ouvida.

1 - Se os líderes não quisessem ouvi-la, ela se dirigiria ao povo. Mas 1º


deveria alcançar os que tinham a liderança.

a) No mês seguinte, após o término da C. G. ela esta Battle Creek.


Seus relatórios confirmavam os preconceitos e desconfianças
de Butler. Ellen tentou impressionar a Butler com a importância
da unidade. Mas ela sentiu que ele a ignorava. Ele achava que

127
conhecia a mensagem especial de Deus. Com a tristeza ela
decidiu que nada mais podia fazer para ajudá-lo naquelas
circunstâncias.

b) Outros em Battle Creek também a trataram friamente. Quando


convidada a pregar por dois pastores locais, ela foi inquirida
sobre que mensagem pregaria. Ela lhes disse duas coisas:

(1) A mensagem que falaria era o melhor que Deus lhe havia
dado.

(2) E que era urgente convidar A. T. Jones para falar no


Tabernáculo.

(3) Eles disseram que 1º eles precisavam checar com U. Smith.

(4) Então ela lhes disse que A. T. Jones tinha a mensagem de


Deus para seu povo, e que muitos seriam beneficiados.

c) Rejeitada pela liderança começou a fazer um trabalho mais


amplo visitando as Igrejas do Leste, South Lancaster,
Washington, D. C., Chicago. Em South Lancaster ela foi muito
bem recebida por S. N, Haskell. Para ela a mensagem estava
sendo acompanhada do mesmo poder do Movimento de 1843-
1844.

(1) Em Washington ela viu a obra de Deus e disse: ”Seu


Espírito foi derramado em rica medida.”

d) Em Chicago, deu-se outro triunfo. Ellen foi encontrada pelo


quebrantamento de coração de um dos líderes que tinham
fechado os ouvidos e o coração para a mensagem em
Minneápolis, Pr. R. M. Kilgore.

(1) Como Presidente da Missão de Illinois telegrafou às


Conferências para se unirem a esta festa espiritual
realizada pela pregação de E. G. W. e Alonzo Jones.

e) Mas na Missão de Michigan a mensagem não foi bem recebida


pelo Presidente, Pr. Isaac Van Horn, o duvidador de
Minneápolis.

(1) Ellen viajou a Potterville para encontrar-se com os pastores


desta missão. Ela esperava por grandes coisas, contudo
foi desapontada.

(2) O mesmo aconteceu em Des Moines, onde ela se


encontrou com líderes da Missão do Iowa. Eles não

128
estavam conscientes de sua rebelião contra a mensagem
de Deus em Minneápolis.

2 - De julho a dezembro de 1889, Ellen Jones e Waggonner viajaram


por toda nação, falando em Reuniões Campais e Institutos
Ministeriais.

3 - Muitos participaram da posição de U. Smith, que dizia temer que o


ensino de Jones e Waggoner levaria o povo ao antinomianismo. A
posição escrita e falada de Smith levou Ellen a protestar contra
Smith, pois ensinava: “Perfeita obediência desenvolverá perfeita
justiça, e esta é a única maneira de alguém poder alcançar a
justiça”.

4 - Um ano depois de Minneápolis outra seção da C. G. teve lugar,


desta vez em Battle Creek. desta ocasião E. G. W. declarou: “O
Espírito que estava em Minneápolis não está aqui.”

a) De 1889 a 1891 houve uma mudança na compreensão e vivência


do assunto Justificação pela Fé, em virtude do trabalho de
esclarecimento feito por Jones, Waggonner e EGW, nos
Institutos Bíblicos. Em 1891 Waggonner apresentou uma série
de 16 temas sobre epístolas de Romanos, na C. G.

b) Contudo os preconceitos e oposição contra a mensagem de


Jones e Waggonner continuavam, e tudo isso tinha influente
apoio de Smith. Ele era um obstáculo para que outros líderes
exercessem a plena capacidade de suas realizações.

H - Confissão e Contrição - Durante os últimos dias de 1890 E. G. W.


estava preocupada com o Pr. Smith. Ela escreveu-lhe diversos apelos.
Durante uma semana de oração dirigida por Ellen ela fez um apelo para
os membros da Igreja para um verdadeiro arrependimento como
preparo para a vinda de Cristo.

1 - Este apelo alcançou o coração de Smith, que solicitou uma entrevista


pessoal com ela. Percebeu E. G. W. uma positiva mudança no
espírito de Smith.

a) Poucos dias mais tarde ele teve um encontro com alguns líderes,
para confessar seu erro em se opor a mensagem de 1888.

2 - Ela viu a obra do reavivamento começando com a “Revelação da


Justiça de Cristo”, em 1888. Era “o início da luz do anjo cuja a glória
encheria toda a terra”. Isto era o “alto clamor” que era
imediatamente precedente do 2º advento.

129
a) Mas a cegueira de muitos tinha “impedido o avanço da
importante mensagem, que a partir de Minneápolis se
espalharia por toda a terra”. E o resultado é que os adventistas
estavam anos atrasados em relação ao que deus intencionava
para eles.

b) Declaração como estas causaram profundo constrangimento de


alma entre os opositores da mensagem de Minneápolis.

(1) Em 1893 diversos oponentes de Minneápolis mudaram de


posição. Eram eles: I. D. Van Horn, Leroy Nicola e J. H.
Morrison.

c) Em junho de 1893 o “antigo general”, que tinha repudiado


Minneápolis - G. I. Butler - reconheceu seu erro. Após a morte
sua esposa ele voltou a uma ativa liderança na Igreja.

3 - Nem todos seguiram o exemplo de arrependimento destes homens.


Especialmente, um grupo que trabalhava na gerência financeira da
Review and Herald, se opôs obstinadamente: Clement Eldridge, A.
R. Henry, Harmon Lindssy e Frank E. Belden. mas de todos Henry
cortou relações com o Adventismo.

a) Um escarnecedor foi Louis R. Conradi, que se opôs abertamente


a Igreja em 1930. Contudo seu desvio doutrinário começou em
1888.

4 - No início do Século XX, Jones E. Waggonner diferiam em suas


crenças em alguns aspectos da mensagem adventista. E.G. W.
tinha profetizado esta possibilidade ao dizer: “è possível que Jones
e Waggonner caiam pelas tentações do inimigo” ... “mas isto não
provaria que eles não tivessem tido a mensagem de Deus, ou que o
trabalho que tinham feito era um engano”. Esta provisão tornou-se
realidade, e fatal desilusão.

5 - Apesar de tudo, o espírito de críticas, controvérsia e acusação


continuava no seio da Igreja. E havia entre outros as seguintes
causas:

a) A preocupação na Construção de Instituições Diversas.

b) Tempo gasto em planejar diversos aspectos da obra. Tudo em


detrimento de fazer Cristo o centro de nossas Doutrinas.

c) Reorganização da Igreja.

130
d) Explosão Evangelística. Tudo isto e ainda mais fazia com que os
dirigentes da Igreja deixassem de olhar para Jesus, como
solução de todas as coisas.

e) Esta situação levou a Igreja a enfrentar uma série crise teológica


e administrativa, com o Panteísmo do Dr. Kellogg.
XIII - A REORGANIZAÇÃO DA IGREJA 1888-1903
Pres. da C. G. - George A. Irving, com 250 delegados, 5.000 pessoas
no tabernáculo. O tamanho e a extensão da Igreja era muito diferente,
em 2/4/1901, do que tinha sido quando foi organizada em 1863. No
lugar de um grupo de 6 associações locais espalhadas em parte do
Oeste americano, agora, estava composta de 57 Associações locais e
41 Missões Organizadas, localizadas em diversas partes do mundo. De
3500 membros em 1863, havia, em 1901, 78.188 crentes,
representando todos 2.000 congregações locais. Não podia o
Presidente da C. G. dar atenção para cada detalhe do crescimento e
nutrição da Igreja, como fizera J. White nas décadas de 1860 e 1870,
pois foi predominantemente o líder principal da IASD neste período.
Mesmo recusando ser seu primeiro presidente, ele ainda dirigiu a Igreja
de 1865-1867, e de 1869 e 1871, e de 1874 e 1880.

A - A Liderança Centralizada - Em 1873, G. Butler, naquele tempo, chefe


executivo da IASD, escreveu um ensaio sobre Liderança. Neste ele
declarava que “Nunca houve um grande Movimento no mundo sem um
líder, e conforme a natureza das coisas não podia ser diferente”. Ele
acreditava que Deus qualificava, especialmente homens e mulheres
para liderar a causa, tais como: Moisés, Davi, Josué e os apóstolos. E
que, hoje, os ASD tinham “a liderança incontestável de E. G. W. e Tiago
White”. E que era dever de todos os adventistas dar um apoio especial
a estas pessoas que dirigiam a obra. Agir de outro modo, era até
mesmo uma “usurpação da posição que Deus tinha confiado a eles”.

1 - Embora o panfleto de Butler, fosse oficialmente e dosado pela C. G.,


em sessão. Isto era exaltar os White e repreender os críticos deles.
Esta declaração de Butler deixou os White apreensivos.

a) James declarou que Cristo não apontou a nenhum discípulo para


dirigir os trabalhos da Igreja.

b) “Satanás ficaria muito contente em ter na Igreja um homem cujo


juízo controlasse as mentes e o julgamento daqueles que
crêem na verdade presente”. E. G. W.

c) Ela chegou a dizer que ela e seu marido erraram em assumir


responsabilidades que outros deveriam levar.

131
B) A Vontade do Povo - Apesar destas declarações, James White, em
1874, aceitou de novo a presidência da Conferência Geral. Na sessão
da Conferência Geral, George Butler, pediu pelo testemunho de que,
endossava seu livro sobre “Liderança”. Dois anos depois a C. Geral
votou retirar todas as porções que falavam sobre a liderança confinada
a um homem. Por sua vez, A C. G. resolveu que “a mais alta autoridade
entre os ASD se encontra na vontade do corpo da Igreja, como
expressa nas decisões da C. G., quando atua dentro de sua própria
jurisdição... Tais decisões devem ser submetidas a apreciação de todos
sem exceção, desde que eles não estejam em oposição aos direitos da
consciência individual”.

1 - Neste período a C. G. teve como centro de suas decisões apenas


um homem, uma vez que as associações se reuniam com a C. G.,
poucas vezes por ano”.

2 - Devido o crescimento da IASD, era impossível, ao presidente da C.


G. e sua comissão, alcançarem a toda igreja com o conselho e
orientação necessários, em todas as áreas.

a) Por volta de 1885, a Associação da escola Sabatina, a


Associação de Publicações, a Sociedade Educacional, o
Instituto de Reforma de Saúde e a Sociedade de Temperança
e Saúde, estavam todas operando quase independentemente,
e sem ligação com a C. G.

1) Dr. J. H. Kellogg liderava o instituto de reforma de saúde e a


sociedade de temperança e saúde. Butler era o Presidente
da C. G.

C - Em 1885, O. A. Olsen e Butler, eram únicos membros da Conferência


Geral que residiam em Battle Creek. A consulta aos outros membros
era quase impossível, devido suas viagens constantes.

a) A Coordenação de várias atividades da Igreja era feita principalmente


pelo correio. A ineficiência do correio dificultava ainda mais a
situação.

b) Além disso nesta época a comissão diretiva da Conferência geral era


de 5 pessoas, para orientação ao mundo todo.

c) Em 1886 esta comissão foi acrescida para 7 pessoas.

(1) Nos anos seguintes auxiliares foram acrescentados para


supervisionar áreas específicas: Educação, Missões
estrangeiras, Missões Americanas, Secretário, e um Assistente
administrativo.

132
(2) E. G. W. declarou “A causa de Deus não deve ser moldada por
um homem, ou por meia dúzia de homens... isto está errado,
decididamente errado”.

D - Uniões - Em 1889 foram organizados Distritos Geográficos que seriam


orientados e supervisionados por Pastores da C. G. Em 193, por
sugestão do Pr. Olsen se organizava “Conferência Intermediárias” entre
a Conferência Geral e as Conferências Estaduais em cada Distrito. O
sistema de Associações e Sociedades começou a ser substituído pelas
Conferências Intermediárias. O primeiro lugar foi na África do Sul.
Depois com a inicial oposição, A. G, Daniells e W. G. White, eles
organizaram o mesmo sistema na Austrália, pois eles acabaram por
concordar com Robinson.

1) Este novo processo acabou por aumentar para 13 o número de


membros da Comissão da C. G.

2) Apesar destas mudanças, eram feitas severas críticas a estrutura


Administrativa da Igreja, W. W. Prescott citando uma carta de White,
Tiago declara que ela não considera, já por anos, a C. G. em
sessão, como sendo “A Voz de Deus”.

E - A. G. Daniels - Através do subseqüente Biênio, cresceu a convicção, no


meio dos ASD, que a estrutura organizacional e administrativa da igreja
deveria ser estudada pelos delegados e que E. G. W. deveria estar
presente, e foi para alegria geral que ela retornou aos EEUU no fim de
1900, vinda da Austrália. Também voltara ao USA, o pr. A. G. Daniells
vindo também da Austrália

1 - Ele era reconhecido com um homem capaz. O próprio Pr. O. A.


Olsen disse dele o que segue: “Há poucos membros na C. G. que
tenham as qualificações do pr. A. G. Daniels, ele é um bom orador,
e mantém seu trabalho em perfeita ordem”.

2) A Conferência Geral de 1901 - Mais de 200 delegados chegavam a


Battle Creek, na primavera de 1901, trazendo um sentimento mais
maduro. Ninguém gostaria de repetir a história de 1888.

a) Um dia antes do início das sessões E. G. W. convidou os líderes


para um encontro informal na Biblioteca do Colégio de Battle
Creek. Por uma hora e meia, ela, que já contava com 73 anos,
conversou sobre a necessidade de uma urgente organização
da estrutura e administração da Igreja. “Deus os chamou para
uma decidida mudança”.

F - A Reorganização - No dia seguinte foram abertas as sessões, e E. G.


W. falou de novo dobre a necessidade de reorganização. Em seguida
Daniells disse que uma mudança na administração deveria ser

133
introduzida. A pedido de Daniells foi chamada uma comissão chamada
depois de Comissão de Aconselhamento. O trabalho dela era preparar
um programa para reorganização a ser trazida diante dos delegados.

1 - A proposta era organizar uniões no lugar de Distritos Administrativos,


como existia já na Austrália. Sobre isto E. G. W. falou que esta
mudança seria saudável para as Associações que a adotassem, e
acrescentou, “O Senhor Deus de Israel reunir-nos-á a todos”... “
Organizar novas Conferência (Uniões) não é separar-nos é nos
ligar”.

2 - Outra grande mudança introduzida pela comissão de


aconselhamento, envolveu uma revisão na constituição da
comissão executiva da C. G, A sugestão para aumentar o número
de representantes para 25 membros.

a) A esta comissão executiva foi dada a autoridade de escolher seu


próprio líder e outros oficiais.

G - A Departamentalização - Depois da longa discussão os delegados


voltaram a aceitar um novo tipo de Comissão Executiva - A
Departamentalização.

1 - Até, então, o sistema de criação de sociedade, associações e


instituições cridas para cuidar os ramos da IASD, que então
surgiam, estavam criando dificuldades administrativas.

2 - Para resolver estes problemas foi necessário indicar secretário pela


comissão da Conferência Geral, com o objetivo de promover as
diversas linhas da obra. Estes não formariam mais uma Entidade
(Associação ou Sociedade) independentes, mas um Departamento
liderado por um Secretário (Departamental), ligado ao Presidente e
à Comissão Executiva (mesa).

3 - Isto foi visto como uma simplificação da maquinaria da Igreja.

4 - Estas mudanças da estrutura teve duas conseqüências:

a) Centralização - A Departamentalização de várias linhas de


trabalho sob a Comissão da Conferência Geral, e nos
subseqüentes, níveis administrativos, (União/ Associação/
Missão) centralizava a autoridade, controle e direção nas mãos
deste grupo designado para ser a encruzilhada, na qual todos
os problemas eram resolvidos.

(1) Neste processo decisório não estava incluído o leigo.

134
b) Descentralização estava evidente na criação das unidades. Elas
puderam ter mais autoridade em seus territórios. Desta forma
a C. G. transferia para as uniões a propriedade e a
responsabilidade das instituições e igreja de sua área territorial.
Também foram transferidos todos os bens passivos e ativos
dentro dos limites do seu território.

H - Uma Divina Orientação - Pouco tempo depois demonstrada a


efetividade da reorganização de 1901, o subseqüente crescimento da
expansão do Adventismo deixou claro que esta C. Geral foi não só bem
sucedida, mas a mais importante de nossa história. E. G. W. testificou
que ela “nunca ficou tão admirada em sua vida como com a mudança
das coisas que aconteceram naquela C. G., de 1901”... Esta não é obra
nossa. Foi Deus que a fez”.

1 - Os anos seguintes demonstraram alguns pontos fracos na


constituição (estatutos) adotada em 1901. estes foram estudados e
discutidos na Assembléia de 1903, que optou pelas seguintes
mudanças:

a) A eleição do Presidente, Tesoureiro e outros oficiais passou a ser


tarefa da Assembléia da Conferência Geral antes do que da
sua Comissão Executiva.

b) Foi feita provisão para transação comercial quando não havia a


presença total dos membros da Comissão executiva (Quorum
mínimo).

c) A terceira providenciar recursos para organização de


Departamental e a criação de novos departamentos conforme o
surgimento das necessidades.
XVI - A CRISE DO PANTEÍSMO - DR. KELLOGG 1901-1907
Poucos homens tiveram maior influência no desenvolvimento da IASD, no
período de 1876 e 1904 do que John Harvey Kellogg. Sua habilidade
em escrever, seu discurso persistente, sua abundante energia e sua
mente criativa fizeram dele o mais conhecido Adventista do 7º Dia do
público em geral. Ele dedicou-se, desde jovem, a tarefa de melhorar a
Saúde através de uma reforma alimentar e de medidas de Saúde
Pública, e o uso de remédios naturais como: Luz Solar e Exercício.
Estava ainda interessado numa reforma educacional, e serviço aos
desafortunados, tais como: órfãos, pobres, desempregados e
alcoólatras. Embora criado como um ASD desde a infância, ele não
concordava com a declarada perpetuidade da lei moral, nem mesmo
com a iminência da 2ª vinda. A parte do Evangelho que apelava a
Kellogg era curar doente, vestir o nu, e alimentar o faminto. Por 30 anos

135
ele sonhou que toda a IASD se tornaria uma obra médico missionária, e
que ele mostraria ao mundo o que era ser o bom samaritano.

A - Kellogg como Líder - As crenças humanitárias de Kellogg estavam


profundamente arraigadas em suas convicções. Contudo, para ele era
difícil ser generoso com aqueles que não concordavam com suas idéias
ou programas.

1 - Como jovem era inclinado à obstinação e à ambição. Posteriormente


ele se tornou rude e imperioso. Tinha tendência a invejar o potencial
de outros médicos que conseguiam uma boa reputação. Ele tratava
de, silenciosamente, transferi-los pra outro lugar.

B - Crítico dos Pastores - Cedo em excessivo cuidado, ele começou a se


queixar que havia uma geral apostasia entre os Adventistas na área de
reforma de Saúde. Ele atribuía este retrocesso aos Prs. por causa do
seu mau exemplo.

1 - Logo esta crítica se estendeu ao baixo nível cultural de muitos


ministros. Ele se sentia culturalmente superior a estes homens, que
para ele eram medíocres.

2 - Ele criticava também a maneira como eram empregados os fundos


da Igreja. Ele pensava que deveriam ser utilizados em construir
Instituições médicas, e não empregados em viagens
desnecessárias ou desbaratados tolamente em Casas
Publicadoras. E acusava os Pastores de possuírem um espírito
ditatorial.

a) Achava que o preparo de um Pastor era muito superficial, para


depois querer dirigir médicos e enfermeiros, que possuíam um
preparo intelectual superior aos dos ministros.

b) Isso fez que um grande número de Pastores tivessem uma


natural antipatia para com ele, Dr. Kellogg.

C - Processo de Apostasia - Enquanto Kellogg acusava os pregadores de


querer controlar a obra médica, mas não financiá-la adequadamente,
esta mesma obra era acusada de crescer desproporcionalmente fora
dos objetivos evangelísticos. Ainda era a obra médica acusada de
relaxamento na guarda do Sábado, de mundanismo e de perda de
identidade denominacional.

1 - Kellogg queria que o Sanatório recebesse o reconhecimento de uma


Organização Caritativa, para tanto ele começou a imprimir a idéia
de que o Sanatório tinha que ser não denominacional, não sectário,
humanitário e filantrópico. Para que fosse aceito pela liderança da

136
IASD, ele dizia que o Sanatório não podia discriminar a ninguém em
base em sua crença. isto foi aceito pelos líderes.

2 - Logo ele disse que o Sanatório não podia ser usado com o propósito
de apresentar qualquer particular doutrina dos ASD. E declarou que
o governo da Instituição podia ser tanto Adventista como Católico. O
que estava em flagrante oposição com o que E. G. W. ensinava,
“era propósito de Deus que nossa instituição de saúde devesse ser
organizada e controlada exclusivamente por ASD”.

a) Ele ainda declarou que os lucros do Hospital, conforme os


estatutos deste, não podiam ser usados ou enviados a
qualquer parte fora com este objetivo que a Obra Médica foi
estabelecida.

b) Nesta ocasião, 18/2/1902, incendei-se o Sanatório de Battle


Creek. Enquanto Dr. Kellogg inicia sua obra de reconstrução
incendiou-se a Review and Herald completamente, a
30/12/1902. Agora a mensagem de E. G. W. para
descentralizar a obra de Battle Creek começou a ter
ressonância. Assim a Conferência geral mudou-se para a
capital do país.

c) Em 1903 foi realizada em Okland, na Califórnia a seguinte sessão


da Conferência Geral, cujo objetivo era tratar do assunto da
Obra Médica de forma especial. Nesta ocasião foi tomado um
voto que todas as Instituições Médicas se tornassem
propriedade de uma Associação Local, União ou Conf. Geral,
ao invés de serem independentes. Dr. Kellogg e um grupo de
seus amigos íntimos, votaram contra o plano, mas 80% foram
favoráveis. Só o Sanatório de Battle Creek e um do México
permaneceram fora da Organização por concessão da
Conferência Geral.

d) Em 1904 quando Kellogg apresentava uma palestra notou que


todos olhavam para trás dele. Ao se voltar deparou-se com E.
G. W. e ofereceu-lhe o púlpito. Ela fez um forte apelo. E. G. W.
lembrou o dia em que a mãe dele antes de morrer, pediu-lhe
que levasse seus filhos ao reino de Deus. Kellogg, entretanto,
manteve imóvel junto a parede do fundo do auditório.

3 - Em 1905 ele escreveu que antevira um rompimento nas relações


dele com a liderança da IASD, pois não fora aceita sua idéia de
fazer do Sanatório uma Instituição distinta e independente da A.G.

a) Posição de E. G. W. - Em 1890 E. G. W. já advertiu a George


Irving, Presidente da C. G. deste perigo. Nada conseguiu fazer
porque Dr. Kellogg não o permitiu.

137
b) Ela enviou uma carta, nesta mesma época, advertiu a Kellogg, a
quem ela e seu marido conheciam desde a infância, e a quem
havia ajudado, financiando seus estudos. Nesta carta, como
uma antevisão, ela o advertia quanto aos seus planos de
separar a Obra Médica Adventista dos outros programas da
Igreja. Censurou-o por suas críticas ao Ministério e suas
declarações duvidosas quanto às Doutrinas da IASD. Advertiu-
o quanto ajuntar em suas mãos muito poder. E, agora, não
sabia administrá-lo.

(1) Dr. Kellogg reagiu fortemente contra as palavras de E. G.


W.

(2) E disse que E. G. W. tinha escrito com base em


informações falsas a seu respeito. O que ela desmentiu,
descrevendo a visão na qual Deus condenava seu
trabalho em construir uma nova e grande Instituição
Médica. E que Deus não queria que os recursos do
Adventismo fossem usados em erigir tal instituição.

D - Panteísmo - Dr. Kellogg se sentia atraído pelas idéias panteístas e pelas


idéias esotéricas ou secretas (ocultismo). Ele discutira com E. G. W.
sobre o assunto. E foi seriamente advertido durante alguns anos. Com
a ida de E. G. W. à Austrália, as idéias de iminência de deus em todas
as criaturas se desenvolveu. Homens como Jones e Waggoner
promoveram idéias semelhantes.

1 - O assunto entretanto, não se tornou importante até 1902, quando a


mesa diretiva da Conferência Geral aprovou a publicação do livro
The Living Templo, do Dr. Kellogg. A venda da obra, impressa em
500.000 cópias, era para custear a reconstrução do Sanatório e
pagar débitos de outras instituições de saúde.

2 - Quando o livro estava no prelo A. G. Daniells alertou o autor a não


colocar nada de criticismo. Daniells ainda lembrou a Kellogg de que
alguns o acusavam de Panteísmo e que a IASD não desejava
nenhum comprometimento com tal filosofia. O livro foi dado a
Prescott para ler, e ele ficou preocupado com a semelhança forte
com o panteísmo, por isso aconselhava revisão de diversas
declarações. Antes disso Kellogg se desentendeu com o Pr.
Daniells por causa de assuntos administrativos.

3 - Isto fez que a C. G. recusasse prosseguir no plano de impressão das


500.000 cópias do The Living Temple. Então Kellogg autorizou
inicialmente, 5.000 cópias, mas o incêndio de 30/12/1902, queimou
tudo, e a ordem de Kellogg não foi seguida.

138
4 - Apesar de tudo, Kellogg não desistira de seu projeto, cortar a
influência de E. G. W. entre os ASD. E Daniells viu que era seu
dever protegê-la a todo custo.

a) A esta altura novas investidas do grupo do Dr. Kellogg foram


feitas no sentido de terem suas idéias panteístas aceitas. Entre
estes estavam Jones e Waggoner.

b) Até que E. G. W. escreveu duas cartas onde ela condenava


claramente as idéias que o livro The Living Temple. Ela disse
que o livro tinha declarações que o próprio autor não entendia,
e que o inimigo queria enredá-los com este livro. E que
nenhuma concessão fosse feita ao livro.

5 - Dr. Paulson que tinha liderado as forças pró-Kellogg “ficou


profundamente impressionado... e parecia inteiramente atordoado
com a força das declarações feitas”. Juntamente com Jones e
Waggoner ficou convicto de que a mensagem era diretamente de
Deus, e deva ser aceita. Kellogg também parecia se submeter e
concordar em não mais publicar The Living Temple. De novo surgiu
um espírito de reconciliação e unidade.

a) Mas tudo durou muito pouco tempo, porque Kellogg não


concordou que seus pontos de vista eram panteístas, e que
suas crenças com relação a divindade não eram referentes a
E. G. W. e dos nossos mais proeminentes teólogos como
Jones e Waggoner.

E - Na Conferência Geral de 1903 ficou decidido que todas as instituições


deviam ser propriedade dos membros da igreja, e deviam estar sob
orientação das mesas administrativas das Associações, Uniões,
controladas pelos pastores. Mas, Kellogg entendia que isto era sob o
controle dos Campos.

1 - Pr. Daniells declarou que proprietário não significava


necessariamente controle. Mas que, eles poderiam estabelecer uma
mesa administrativa e através dela operar a Instituição, com a
participação dos proprietários.

a) Vendo que a maioria votaria contra sua posição, Kellogg se


pronunciou contra o voto e se revoltou contra a IASD. Dizia que
nenhuma comissão de não vegetarianos poderia dar ordens a
ele.

2 - No fim de 1904 a comissão Diretiva da Conferência Geral votou


organizar Obra médica como um Departamento da C. G., como
acontecia com os demais Departamentos. E Kellogg e Jones, que
dirigiam a Ass. Benevolente e Obra médica, foram convidados a

139
transferir as propriedades da Associação para a União ou
associações Locais, e então desfazer sua Organização. Quando se
descobriu que o hospital tinha uma dívida de $80.000, mesmo
assim ele continuou a publicar seu jornal The Medical Missionary e
a controlar o American Medical Missionary College.

3 - Em 1905 o relacionamento entre a C. G. e o Dr. Kellogg foi


interrompido.

4 - E a 10/11/1907 foi cortado do Rol de membros da Igreja de Battle


Creek.

a) Motivos de sua eliminação:

(1) Crenças Panteístas.

(2) Desavença com a Conferência Geral.

(3) Ausência por muitos anos dos cultos.

(4) Nenhuma participação dos Dízimos e Ofertas.

(5) Antagônico ao Dom de Profecia.


XVII - A OBRA NA AMÉRICA DO SUL
Um entusiástico esforço de Frank C. Kelley introduziu o Adventismo na
Colômbia na década de 1890. Kelley veio como missionário de sustento
próprio, vendendo equipamento fotográfico e dando aulas de Inglês
para ganhar o pão de cada dia. Durante duas décadas, após a volta de
Kelley para a sua pátria, não houve nenhum outro missionário para
continuar sua obra missionária.

A - Embora o Espanhol e o Português sejam as principais línguas faladas


na América do Sul, os ASD ganharam seus primeiros conversos entre
os imigrantes de fala Germânica e Francesa na Argentina, Brasil e
Chile. Isto se devia a falta de literatura nestes dois idiomas.

1 - Os dois primeiros adventistas foram Claudio e Antonieta Dessignet,


que aprendeu a mensagem de D. T. Bourdeau, na França. Eles
imigraram para o Chile em 1885. Simultaneamente duas famílias de
diferentes áreas da Argentina, recebiam jornais vindos da Europa.

2 - No Norte da Argentina, emigrantes italianos, Pedro Peverini e sua


esposa, leram um artigo em jornal Valdense, dizendo que o jornal
Les Signs Des Temps dizia que o fim estava próximo. A Sra.
Peverini conseguiu fazer uma assinatura deste jornal através de sua
irmã Itália. Algo semelhante ocorreu no Sul com Ida e Julio
Dupertuis.

140
B - Brasil - A primeira semente foi alcançada através do envio de literatura
missionária para o pai de um jovem alemão, que foi encontrado por
jovens missionários a bordo de um navio com destino para Europa.
Assim que cópias do periódico, Stimme Der Wahrheit (Voz da Verdade),
encontrou interessados entre colonos Adventistas no Sul do Brasil, em
Santa Catarina. Em 1893, três colportores americanos, um jovem
solteiro alemão, que chegou a se batizar num período de pesquisas.

1 - Em 1879, através da página impressa entrou a mensagem


Adventista no Brasil, 14 anos antes da chegada do 1º Missionário,
A. B. Stauffer.

a) Em 1878, um rapaz de origem germânica cometeu um crime, na


cidade de Brusque (Sta. Catarina). E Burchard, o jovem
criminoso, para escapar da polícia foi para o Porto de Itajaí. Ali
entrou, furtivamente, em um navio como clandestino. Depois
que a embarcação estava em alto mar, foi descoberto pelo
comandante, que lhe ordenou trabalhar a bordo.

b) Ali, Burchard conheceu dois missionários adventistas, que


queriam saber se havia Evangélicos no brasil. O jovem se
lembrou de seu padrasto luterano Carlos Dreefke, de quem deu
o endereço aos missionários.

c) Assim, em agosto de 1879, deu entrada em Itajaí o primeiro


pacote de literatura destinado ao Sr. Dreefke, que residia em
Brusque. A encomenda lhe chegou às mãos quando estava no
armazém - taverna do Sr. Davi Hort, não o recebeu por não ter
encomendado nada.

(1) Por pedidos do dono do estabelecimento abriu o embrulho,


que continha 10 exemplares da revista, em língua Alemã,
Stimme Der Warheit.

(2) O Sr. Dreefke tirou uma revista para si, e as demais deu-as
a diversas pessoas, inclusive ao Sr. Hort. O resultado é
que, em Brusque, 10 famílias ficaram interessadas na
mensagem, solicitando mais literatura por intermédio do
Sr. Dreefke.

(3) Temendo o débito da literatura que cada vez mais


aumentava o Sr. Dreefke quis suster os pedidos, o que foi
impedido pelo Sr. Chikrevitowske, que assumiu a
responsabilidade por pouco tempo.

2 - Em 1884, o Sr. Dresler assumiu as obrigações do pagamento, venda


e distribuição da literatura. Por ser um ébrio contumaz, ele vendia
as revistas para sustentar seu vício. Devido seu estado de ébrio

141
perdia “revistas” que eram encontradas por diversas pessoas.
Chegava mesmo a trocar a revista por bebida alcoólica, quando não
tinha dinheiro. E Dresler cada vez pedia mais revista. Até mesmo
livros foram enviados.

3 - Em 1887, um emigrante alemão, Guilherme Belz, que vivia em


Gaspar Alto, a 18 km de Brusque, veio visitar seu irmão “Gedanken”
Uber das Buch Daniel (Comentário sobre o livro de Daniel), de U.
Smith, Guilherme pediu o livro emprestado, e ao lê-lo ficou muito
impressionado com o capítulo “O papado muda o Sábado”.
Estudando o assunto decidiu guardar o Sábado, em 1890,
juntamente com sua família. Neste propósito foi acompanhado por
algumas famílias vizinhas, O. L. M. Look e Thrun, ao todo 22
pessoas.

4 - Em 1893, chegaram ao Brasil 3 colportores E. W. Snyder, G. A.


Nowlin e Albert B. Stauffer, os quais desembarcaram em São Paulo
recém chegado ao Brasil, conheceram o Sr. Alberto Bachmeier que
se converteu.

5 - Os Primeiros Batismos - Alberto Bachmeier colportor convertido no


R. J. por Stauffer, chegou a Santa Catarina em 1894, onde
descobriu observadores do Sábado em Brusque e Gaspar Alto, que
desejavam se batizar. Deu conhecimento do fato ao irmãos
Thurston, que comunicou o ocorrido ao Pr. F. H. Westphal, na
Argentina.

a) Pr. Westphal batizou Stein Jr., em abril de 1895, na cidade de


Piracicaba, S. P.

(1) O 2º batismo teve lugar em Rio Claro - SP, com duas


pessoas: Guilherme e Paulina Meyer.

(2) Em seguida, Em Indaiatuba - SP, batizou Guilherme Stein


(pai), esposa e 4 filhos.

b) Em Santa Catarina, em Brusque, batizou 8 pessoas a 8 de junho.


E no dia 11 de junho de 1895, batizou em Gaspar Alto,
Guilherme Belz e família, O.L.M. e família, Anna Wagner e o
colportor Alberto Bachmeier.

c) A primeira Igreja ASD foi organizada em Gaspar Alto, em


fevereiro de 1896, seu Pr. era Huldreich Graf. Em 1898, em
Gaspar Alto foi estabelecido a 1ª escola primária, tendo como
fundador Guilherme Stein.

d) Devido o crescimento da IASD no Brasil a C. G. nomeou um Pr.


para o Brasil, H. Graf, em 1895. No ano seguinte, 1896, foi

142
indicado o Pr. Frederico W. Spies. estes dois Prs. lançaram as
bases adventistas no Brasil.

6 - A Página Impressa no Brasil - No Brasil a página impressa foi a


cunha para a penetração da mensagem adventista. A colportagem
ocupa um lugar de destaque na penetração do adventismo no
Brasil.

a) Além de Stauffer, dois irmãos colportores: Alberto e Frederico J.


Berger, iniciaram no R.G.S. em 6/8/1895 seu plano de venda
de literatura adventista nas colônias alemãs. Visitaram
também Santa catarina, Paraná, São Paulo, Espírito Santo.

(1) Nas pisadas destes pioneiros seguiram Henrique Tonjes,


Germano Conrado, Emílio Froeming, Hans Mayr,
Saturnino Mendes de Oliveira, Antônio L. Penha, José
Negrão, André Gedrath e Luiz Calebe.

b) O trabalho no Brasil se expandiu quando nossa literatura em


português começou a sair.

(1) O primeiro periódico impresso foi o “Arauto da Verdade” de


1895 a 1913. Sendo substituído por “Sinais dos Tempos”
até 1918, quando começou a se publicar O Atalaia, hoje
revista Decisão.

(2) O passo seguinte era iniciar um editora no Brasil, que por


sugestão do pr. Graf devia ser instalada no R.G.S, junto à
escola missionária de Taquari, para economia de locação
e para proporcionar trabalho aos alunos industriários.
Através de donativos conseguidos nos EEUU pelo Pr.
Lipke, e pelo apoio profissional de George Staff, com a
ajuda de Augusto Preuss, tendo como gerente Augusto
Pages, pôde publicar a primeira edição em nossa própria
editora de Arauto da Verdade, em 10/5/1895.

(3) Em fins de 1897 a tipografia foi mudada para São Bernardo,


Santo André, onde passou a se chamar C. P. B., hoje em
Tatuí, em novas instalações.

7 - Organização Adventista

a) A primeira organização adventista se estabeleceu no R. J. em


1902, sob a supervisão do Pr. F. W. Spies, e em 1906, no R. G.
S. , a cargo do Pr. Huldreich Graf.

(1) A primeira união Brasileira a ser estabelecida foi a União


Sul Brasileira em 1911.

143
(a) Em 1919 foi organizada a União Este Brasileira.

(b) Em 1936 foi a vez da união Norte Brasileira.

(2) Hoje temos no Brasil 4 Uniões, coma criação da União


Central Brasileira - 1985.

b) Divisão Sul Americana organizada em 6/2/1916. Se primeiro


presidente foi o Pr. O. Montgomery. Sua primeira sede foi
estabelecida em Belgrano, Argentina e 2ª até 1950, em
Montevidéu, Uruguai, transferida para o Brasil - em Brasília, na
administração do Pr. Enoc de Oliveira, no dia 22/6/1976.

8 - A Obra Educacional

a) A primeira escola - Em 1898 foi estabelecida a primeira escola


missionária no Brasil em Gaspar Alto, sob a direção do Prof.
Guilherme Stein.

(1) A Segunda escola foi fundada em Taquari, em agosto d


1903, tendo como diretor o prof. Emílio Schenk. Foi
fechada pela Obra, em 1910, devido sua localização
imprópria.

(a) Em 1915 adquiriu-se um terreno de 70 alqueires, a 23


km de São Paulo, próximo a Santo Amaro. A compra
foi feita com dinheiro da venda da escola de Taquari,
ajuda da Conferência Geral, e um substancial
donativo do pr. J. H. Boehm. Era a 3ª escola
missionária do Brasil. Colégio Adventista Brasileiro,
depois Instituto Adventista de Ensino, hoje em fase
de mudança (1990,1991), para Artur Nogueira.

(b) Seus fundadores foram Pr. J. Lipke e Pr. J. H. Boehm.


E seu primeiro professor Paulo Henning, que no dia 4
de julho de 1915 ministrou a primeira aula a 12
alunos, depois de 17. Atual diretor - Nevil Gorski.

(c) O 1º Instituto Teológico foi estabelecido em Petrópolis,


R. J. em 1939. Transferiu-se para o Lar. E o 2º
Educandário Nordestino Adventista, cujo início foi em
1943, em Belém de Maria, PE.

b) A primeira escola paroquial foi aberta em Curitiba, em 1896.

9 - A Obra Médica Missionária - Os fundadores da obra médica no Brasil


foram: o Pr. Huldreich Graf e o Dr. Abel Gregory, médico e dentista,
veio ao Brasil por conta própria, para ajudara Obra no R.G.S.

144
Depois de 7 anos, vieram Dra. Luísa Wurtz - médica, e Corina Hoy,
enfermeira. Todos, estes fizeram um Trabalho de Saúde de apoio
às conferências e às igrejas.

a) Foi em Taquara, no R.G.S., com a conversão de Ernesto


Bergold, que se construiu, por sua própria conta, um hospital,
para administrar hidroterapia e tratamentos naturais. Este
hospital funcionou até 1928.

(1) Grande impulso a Obra Médica foi dado por isso, quando foi
lançada, no Rio Amazonas a Lancha Médico-Missionária
“Luzeiro I”, em 1931, pilotada pelo missionário Leo B.
Halliwell e sua esposa. Trabalhou 25 anos nesta região
dando atendimento aos desamparados. Atendeu cerca de
250.000 pessoas.

(a) Quando ele e sua esposa Jessie foram trabalhar no


Amazonas não havia Igreja Adventista. Em 1956, na
região que trabalharam havia 22 igrejas ASD, 56
Escolas Sabatinas, 3.000 batizados, 15 escolas
elementares, com 1.000 alunos, 1 hospital, 2
médicos.

(b) Este trabalho expandiu-se para todo o Brasil:


Maranhão - Rio Parnaíba, Minas Gerais - Bahia - Rio
São Francisco - Pilotada pelo Pr. Paulo.

(c) São Paulo - Ribeira (rio)

b) Hospitais:

(1) Em 1942 foi fundada a Casa de Saúde Liberdade em S. P.


Foi inaugurada a 9/3/1942, tendo como seu primeiro
diretor Dr. Galdino Nunes Vieira.

(2) Também em 1942 sob a direção do Dr. Chester C.


Schneider foi estabelecida a Clínica de Repouso White,
RJ, hoje Hospital Adventista Silvestre.

(3) No Pará, em 1950, estabeleceu-se o Hospital Adventista


Belém, como iniciativa do pioneiro Leo Halliwell.

(4) Em 1949, sob a direção do Dr. Edgar Bentes Rodrigues,


teve início a Clínica Adventista no Mato Grosso, depois
Hospital Mato-Grossense do Pênfigo.

10 - Evangelismo - A nossa mensagem foi pregada no Brasil pela


primeira vez, em 1894, pelo pioneiro W. H. Thurston, no RJ. Em

145
1895 o Pr. Westphal pregou em Santa catarina e Paraná. O primeiro
evangelista efetivo foi o Pr. Huldreich Graf para o sul do Brasil,
também em 1895.

a) Enquanto o pr. Frederico W. Spies, em 1896, se estabeleceu no


R. J. como evangelista, pregando neste estado, em S. P., E. S.

b) Dos conversos do Brasil, apareceu em 1920, o nosso primeiro


Pastor Adventista Brasileiro ordenado, Pr. José Amador dos
Reis.

c) O programa da Voz da profecia foi iniciado no Brasil em 1950,


sob a direção do pr. Roberto M. Rabello.

1 - Em novembro de 1962 o programa de TV, “Fé para Hoje”


teve seu início em S. P., e em janeiro de 1963 no R. J. O
primeiro teve como apresentador Pr. Alcides campo
Longo, e o 2º o Pr. Sérgio Cavalieri Filho.
XVIII - NOSSA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Desde o início os líderes adventistas estavam certos que sua estrutura
organizacional não era meramente um legado humano.

A - Testemunhos

1 - Tiago White, 10 anos após a Conferência Geral de 1863, escreveu:


“Nós, indubitavelmente, expressamos nossa firme convicção de que
nossa estrutura organizacional foi resultado direto da providência de
Deus.

2 - W. A. Spicer, 25 anos depois, declarou que deus tinha sido “o Líder


neste movimento adventista” desde o início. Através “dos
Conselhos da Sua Palavra e através do espírito de Profecia os
divinos princípios de ordem e organização tinham sido
desenvolvidos e aplicados às necessidades e condições presentes”.

3 - Para J. N. Loughborough a harmoniosa expansão do adventismo em


todas as partes do mundo, em menos de 50 anos, providenciou
clara evidência das origens divinas da estrutura administrativa da
IASD.

a) Tais declarações não devem ser mal interpretadas como


indicando que seus autores não reconhecem a necessidade de
modificações ocasionais na estrutura constitucional do
adventismo.

146
4 - Em 1901 a Conferência Geral tinha, de fato, feito várias mudanças
substanciais de estrutura para assegurar duas das maiores
mudanças:

a) A descentralização da responsabilidade da tomada de decisão e


a direção do trabalho da igreja através do estabelecimento das
uniões.

b) A integração do variado crescimento das atividades da igreja


através do estabelecimento de departamentos representados
na mesa administrativa do campo.

c) As subseqüentes mudanças administrativas foram, em essência,


simples adaptações destas duas reformas, feitas necessárias
pela constante expansão dos programas em um mundo de
mudança.

5 - No esforço de providenciar melhor direção para as atividades da


igreja Adventista do 7º Dia Européia, a Conferência geral, em 1903,
elegeu L. R. Conradi como 2º vice-presidente, com
responsabilidades para este campo.

a) Em 1909 pareceu aconselhável ter um vice-presidente para


supervisionar as atividades da igreja da Ásia, assim I. H. Evans
foi nomeado. Ambos receberam autoridade para convocar os
presidentes da União em sua respectiva área para aconselhar
e orientar.

B - As Divisões - Para satisfazer as diversas necessidades surgidas na


Europa a conferência Geral teve duas sessões especiais. A primeira em
Gland, Suíça, em 1907; e a Segunda Friedensau, Alemanha, em 1911.
Em 1912 os líderes da Obra na Europa estavam convencidos de que
eles eram uma pobre substituição de uma estrutura administrativa mais
formal e contínua que incluísse todas as uniões da Europa. Eles
solicitaram que a Conferência Geral, em 1913 votasse estabelecer mais
uma unidade administrativa que seria chamada de Divisão Associação.
E esta era organização regional poderia ser estendida a outras regiões
do mundo como América do Sul, Ásia, etc.

1 - O presidente Daniells apôs-se , inicialmente, à idéia de unidade


administrativa porque temia poder se tratar futuramente de uma
potencial fragmentação da igreja. Mas em 1913 ele se convenceu
que a solicitação dos líderes da Europa era razoável, e viu que em
caso de crises ou mesmo na realização do programa da igreja estas
unidades administrativas poder-se-iam ajudar mutuamente.

147
a) Após um pequeno debate os delegados votaram aprovar que um
grupo de Uniões e seus campos locais formassem a área
geográfica de uma Divisão da Conferência Geral.

2 - Com a aprovação da Divisão Européia logo os americanos


solicitaram a organização da Divisão Norte Americana. Houve
objeções de Daniells e Spicer por acharem desnecessário, uma vez
que a liderança mundial estava nos EEUU.

a) Contudo, os presidentes de União insistiram, e com o apoio do


tesoureiro W. T. Knox, conseguiram que fosse votada a
Organização da Divisão Americana.

b) E votaram também que a Conferência Geral estava autorizada a


organizar a DAS quando julgasse aconselhável. Antes da
seguinte reunião da Conferência geral, em 1918, a Comissão
Executiva da C. G. aprovou a formação da DAS e da Divisão
Asiática.

c) Apesar dessas decisões, permanecia a dúvida se este era o


melhor caminho para a estrutura administrativa da IASD. esta
incerteza foi aumentada pela tragédia da I Guerra Mundial e
pelo adiamento da sessão da Conferência Geral de 1917 para
1918.

(1) Por isso foi feita uma recomendação para se estudar o


assunto. E uma comissão especial de delegados para
Conferência Geral de 1918 votou descontinuar as Divisões
Associações, mas não o conceito da organização da
Divisão. Assim as Uniões Associações e Uniões Missões
passaram a ser de novo parte constitutiva da Conferência
Geral.

3 - Os delegados votaram eleger vice-presidentes da Conferência Geral


que fariam a supervisão da Obra em tais Divisões. Juntamente com
este elegeram subtesoureiros e secretários departamentais para
cada Divisão, sendo que estas pessoas eram membros da
Comissão da Conferência Geral.

a) Entre as sessões da Conferência geral em assembléia os


membros das várias Divisões estavam autorizados para dirigir
s Obra em suas respectivas Divisões, desde que as suas
ações estivessem em harmonia com o programa de ação re
planos da conferência geral.

(1) A preocupação era que sendo eleito um presidente


independente de Divisão, por delegados de Divisão, isso

148
pudesse causar uma cisma no corpo da igreja (sistema de
divisão Associação).

(2) Eles queriam preservar a unidade da igreja e evitar a


possibilidade de uma divisão que acabaria criando uma
igreja SD da Europa, África ou América do Sul

(3) Eles temiam ainda que uma Divisão Associação não


quisesse mais apoiar financeiramente qualquer segmento
da Obra mundial.

b) Esta nova estrutura organizacional das Divisões evitaria qualquer


possível movimento de independência, porque a eleição da
liderança de todas as Divisões estaria nas mãos da
Conferência geral.

C - Departamentos - As Uniões associações e as Divisões, que se tornaram


unidades administrativas básicas durante os anos de Daniells - Spicerm,
propiciaram a descentralização da tomada de decisões e a
implementação dos serviços e programas da igreja. Estes mesmos anos
também viram a estrutura departamental firmemente encaixada no
adventismo. Em 1902 s antigas Associações tinham sido substituídas
por quatro separados departamentos: Educação, Publicação, liberdade
Religiosa, e Escola Sabatina.

1 - Levou um pouco mais de tempo para se estabelecer o departamento


Médico em função d crise administrativa e doutrinária, que teve
como centro o Dr. J. H. Kellogg. foi nomeado para esta função o Dr.
W. A, em 1905.

2 - Com a eficiência dos departamentos iniciais, outros mais foram


acrescentados:

a) Departamento Missionário Voluntário (1907).

b) Relações Públicas - 1912.

c) Departamento Missionário do Lar - 1913, e outros.

3 - Estes departamentos eram dirigidos por comissões cujos membros


estavam espalhados ao redor dos estados Unidos e até no mundo.
Quase sempre estas pessoas ocupavam outras funções
administrativas e pastorais.

a) Em 1909 houve uma mudança organizacional, que fez de cada


secretário departamental o cabeça de cada departamento.
Estes eram assistidos por um ou mais associados. Era da

149
responsabilidade do secretário apresentar seus planos de
trabalho à Comissão da Conferência Geral.
XIX - GRUPOS DISSIDENTES
Os grupos religiosos parecem inclinados à fragmentação. Vários fatores
parecem encorajar o cisma dentro as igreja:

(1) A insatisfação com a liderança (espírito de revolta).

(2) A pretensa descoberta de “Nova Luz”.

(3) Problemas pessoais de egocentricidade;

(4) Desequilíbrio mental

(5) Especulação

(6) Apostasia - Apenas 22/10/1844 tinha passado e já surgiram uma


variedade de explicações para o grande desapontamento, que deram
origem a diversos grupos. Mesmo antes do incipiente grupo dos
adventistas do Sétimo Dia ter-se organizado ou escolhido um nome, e já
atacado pela pestilência dos dissidentes.

A - Grupos dissidentes nos primórdios

1 - Os ASD sofreram seu primeiro cisma em 1853, quando H. S. Case e


C. P. Russel ficaram ressentidos com os conselhos recebidos de E.
G. W. Logo, estes dois homens acusaram os White de que
estivessem exaltando os testemunhos de E. G. W. acima da Bíblia.

a) Eles declararam encontrar inconsistência e incorreção nos


testemunhos. Além de declararem que Tiago White era um
charlatão que se aproveitava da venda de Bíblias. Mas logo o
grupo de “mensageiros” de Russel e Case separaram-se pela
dissensão sobre crença e posições administrativas.

b) Nem todos os seus seguidores podiam concordar com o ponto


de vista que os dois chifres da Besta semelhante a um cordeiro
se referissem à França e à Inglaterra.

2 - Rivalizando com o criticismo dos mensageiros, dois dos quatro


pregadores de Winsconsin: J. M. Stephenson e D. P. Hall
começaram a propagar o milênio durante o qual os judeus atuariam
decisivamente na conversão do mundo para o cristianismo.

a) Irritados contra T. White por ter refutado suas idéias na Review,


eles se aliaram, temporariamente com o “Grupo Mensageiros”.
Rapidamente um indecente e escandaloso divórcio destruiu a

150
influência de Stephenson, enquanto Hall voltou-se para a área
de especulação imobiliária.

3 - Críticas aos White e divergências doutrinárias de B. F. Snook e W. H.


Brinkerhoff levou os ASD a se separarem do corpo geral de
membros na conferência geral de 1865.

a) Estes homens causaram considerável confusão ao negarem a


aplicabilidade da tríplice mensagem Angélica ao homem
moderno de então, e ao colocarem em dúvida outros aspectos
da interpretação profética dos ASD. A seguir rejeitaram o
Sábado e aceitaram o universalismo (universal salvação de
todas as pessoas e negavam a punição dos pecados).

b) Por causa destas últimas atitudes a maior parte da influência


deles foi perdida, embora alguns dos seus seguidores
formaram o “Grupo de Marion”. Este grupo continuou a negar a
origem divina das visões de E.G.W. e lutou por estabelecer um
completo sistema Congregacional de autonomia. Eles
estabeleceram a Igreja de Deus (Sétimo Dia) para mais tarde
se separarem também desta.

4 - Por aproximadamente três décadas após a apostasia de Sook


-Brinkerhoff, a despeito das brigas internas, não houve maior
ameaça de separação no adventismo.

a) Então, no início da década de 1890, A. W. Stanton, um leigo de


Montana, ficou desiludido com a liderança da Igreja. . Em um
pequeno folheto intitulado “Alto Clamor” disse que os ASD
tinham se afastado da verdadeira fé e a igreja se tornara
Babilônia. Era tempo, disse ele, que todos aqueles que fossem
verdadeiros filhos de Deus parassem de apoiar
financeiramente o adventismo.

b) Como muitos outros que professaram “Nova Luz”, Stanton


selecionou uma variedade de textos de E.G.W. e os arranjou
de tal forma que evidenciasse que ela estava em harmonia
com sua posição. Chegou mesmo a enviar um associado para
a Austrália para solicitar o apoio de E.G.W. Ele poderia ter
evitado para si mesmo problemas e despesa. Tudo porque
E.G.W. já tinha escrito uma carta condenando os pontos de
vista de Stanton.

(1) E.G.W. disse que ele estava agindo sob engano satânico, e
que Deus não dirigia na verdade pessoas isoladamente,
mas um povo.

151
B - Carne Santa - O movimento purificação ou carne santa cresceu em
1899 e 1900 e quase anuviou a liderança adventista em Battle Creek.

1 - Durante a década de 1890 muitos adventistas estavam convencidos


que a igreja estava à beira de experiência do grande derramamento
do Espírito Santo prometido na chuva serôdia. Esta convicção
estava ligada intimamente a renovada ênfase sobre a justiça pela fé
que se seguiu a Conferência de Mineápolis em 1888.

a) A. F. Ballenger, um renovado pregador das campais fez muito em


favor desta expectação com seu poderoso sermão: ”Recebei o
Espírito Santo”.

2 - Um obreiro em Indiana. S. S. Davis foi particularmente movido pela


declaração de Ballenger. “É muito tarde para pecar em pensamento,
palavra e ação; porque é tempo de receber o Espírito Santo em
toda a sua plenitude”.

a) Em seu trabalho com a “Helping Hand”, uma missão assistencial


em Evansville, Davis manteve contato com alguns pentecostais
cristãos. Ele estava profundamente impressionado com o
entusiasmo deles. Chegou mesmo a declarar: “Eles têm o
Espírito, nós temos a verdadeira, e se nós tivéssemos o
Espírito como eles, nós com a verdade faríamos muitas coisas.

3 - Em novembro de 1898, Davis teve a oportunidade para fazer “muitas


coisas”, quando foi indicado como um pregador reavivacionista para
a associação de Indiana.

a) Com o apoio do presidente da Associação, o Pr. R. S. Donnell,


Davis formou um grupo que logo estava cruzando o estado em
todas as direções levando a “mensagem da purificação”.

b) Os reavivalistas fizeram muito uso de vários instrumentos


musicais para auxiliar o efeito de seus apelos. Os ouvintes
eram encorajados a levantar com suas para o céu, gritar e
aplaudir em busca da unção do Espírito Santo.

c) No meio destas experiências emocionais, indivíduos,


freqüentemente, caíam prostrados e eram carregados para a
tribuna (plataforma), onde eles eram submetidos (prostrados) a
cânticos, oração e gritos dos membros.

(1) Quando o membro revivia, era dito que tal pessoa passou
pela experiência do Getsêmani, tal como Jesus.

(2) Esta experiência indicou que esta criatura “nasceu” como


filho de Deus, completamente limpo do pecado e das

152
tendências pecaminosas e libertou-se do poder da morte,
e que estava pronto para a trasladação.

(3) Aqueles que não tem a “experiência do Jardim” podiam


ainda ser salvos; porém, como filhos adotados de Deus
teriam de ir “para o céu em um trem subterrâneo” - isto é,
eles deviam morrer primeiro.

d) Por ocasião do tempo da campal em 13 a 23/9/1900, em Muncie,


Indiana, toda mesa administrativa da Associação em Indiana e
quase dois ou três obreiros tinham aceito a “mensagem da
Purificação”.

(1) E os demais desejavam, ansiosamente, ter tal experiência.

(2) Atenderam a esta campal como representantes da C. Geral


os Prs. S. N. Haskell e A. J. Breed, que ficaram
horrificados. Para o Pr. Haskell tratava-se de uma “enorme
mistura de fanatismo”, sem qualquer paralelo anterior.

e) Na abertura da Conferência Geral de 12/4/1901, as idéias sobre


“Carne Santa” foram ameaçadoramente espalhadas para as
Associações vizinhas, e as igrejas de Indiana estavam
divididas por causa desta “doutrina”.

(1) Muitos aguardavam ansiosamente as palavras de E.G.W.


sobre o assunto. E ela não demorou muito em fazê-lo e
disse em sessão pública.

(2) Que uma inteira aceitação do sacrifício de Cristo e uma


submissão a sua vontade e liderança poderia dar às
pessoas “corações santos”, “carne santa” era uma
impossibilidade nesta terra onde os resultados do pecado
nunca seriam inteiramente removidos. Aqueles que
receberam a “carne santa” seriam tentados a sentir que
não poderiam pecar. Esta excessiva confiança os
colocaria diretamente nas mãos de Satanás.

(3) “Igualmente ela condenou o extremado emocionalismo


presente no movimento de indiana. O excitamento não é
favorável ao crescimento na graça, à verdadeira pureza e
à santificação do espírito.”

(4) “Além do mais, disse E.G.W., conduzir o recebimento do


Espírito Santo, em meio ao tumulto do “movimento de
purificação” causava um distúrbio no raciocínio das
pessoas... que as tornava tão confusas, que elas já não
podiam confiar em fazer decisões corretas.”

153
f) Esta direta reprovação foi aceita pelos pastores Donnell, Davis e
pelos delegados envolvidos com tal ensinamento. Por sugestão
dos líderes da igreja, toda mesa administrativa renunciou e
foram colocados homens em seus lugares que não estavam
envolvidos com o fanatismo.

(1) Donnell foi transferido para outra Associação, mas a Davis


permitiu-se que se aposentasse, posteriormente foi
eliminado da Igreja. Vários anos antes de sua morte
mudou-se para Nebraska, onde aceitou a ordenação como
ministro batista. Ler M. E, Vol.2, pp.31.

C - O Grupo de Ballenger - Ablon Fox Ballenger, cujos sermões proveram,


parcialmente, inspiração para o movimento carne santa, ocupou
inúmeras posições de responsabilidade dentro da igreja. Filho de um
ministro ASD; era desde seu nascimento um ASD. Antes dos 30 anos
Ballenger tornou-se secretário da Associação Nacional de liberdade
Religiosa. Mais tarde ele serviu como Editor assistente do “Sentinela-
Americano”, órgão oficial da Associação. No fim da década de 1890
renunciou estas habilidades para se devotar completamente a
pregação. Em 1900 ele foi enviado às ilhas britânicas, onde trabalhou
em várias cidades grandes, depois no país de Gales, e finalmente como
presidente da “Missão Escocesa”.

1 - Problema Doutrinário - Enquanto estava na Irlanda Ballenger


começou a apresentar uma diferente explicação do santuário
celestial de que era ensinada pelos ASD. Logo, ele estava
afirmando que os dois compartimentos do santuário representava
as duas fases da obra de Cristo antes e depois da crucifixão.

(1) Enquanto o ensinamento dos ASD era que Cristo entrou no


segundo compartimento do santuário celestial somente em
1844.

(2) Ballenger acreditava que Cristo tinha feito assim imediatamente


após sua ascensão.

(3) De acordo com Ballenger o dia antípico do dia da expiação não


começou em 1844, como os ASD ensinavam. Para ele o ano
de 1844 e os 2300 dias proféticos não tinham nenhum
significado.

2 - Chamado diante da mesa administrativa da União Inglesa para


explicar seus pontos de vista, Ballenger fez sua defesa mas não
conseguiu convencer a mesa da União que ele tinha descoberto
uma relevante nova luz.

154
a) Foi afastado da presidência da Missão Irlandesa. Dessa maneira,
foi lhe dado a chance de ser analisado por uma comissão de
mais sábios líderes.

b) Em 1905, Ballenger foi enviado pela União Britânica como um


dos seus delegados para Conf. Geral.

c) Enquanto atendia esta reunião em Takoma Park, foi-lhe


permitido apresentar sua posição diante dos 25 maiores líderes
da igreja.

(1) Depois de 3 dias de discussão, Ballenger não convenceu


esta comissão que seus pontos de vista eram corretos.

(2) Por sua vez, também a comissão indicada para responder a


Ballenger não o persuadiu de que estava em erro, embora
a posição dos ASD estivesse fundamentada em correta
exegese bíblica e em claras declarações do Espírito de
Profecia.

d) Tudo isto levou Ballenger a reexaminar sua posição em relação


aos ensinos de E.G.W. Logo ele começou a acusá-la de
plagiária e de promover o erro.

(1) Em seguida ele rejeitou ensinar convicções divergentes, isto


fez com que os líderes não tivessem outra escolha senão
eliminá-lo do ministério e eventualmente da igreja.

3 - Ballenger publicou vários panfletos que esboçavam seus pontos de


vista. Viajou, intensivamente em todos os EEUU, procurando falar a
grupos adventistas. Durante estas viagens ele conseguia apoio
financeiro de diversas pessoas que já tinham tido descontentamento
com a liderança.

a) Seus mais importantes conversos era seu idoso pai e seu irmão,
E. S. Ballenger, também ministro ASD. Ambos foram,
subseqüentemente, privados de suas credenciais ministeriais.

4 - Em 1914, Ballenger assumiu um pequeno periódico, Gatherine Call


(Chamado ao Ajuntamento), iniciado por um dos seus financiadores.
Neste período ele se uniu aos batistas do 7º Dia e se tornou o
pastor da congregação de Riverside, Califórnia.

a) Até sua morte em 1921, ele continuou convencer os ASD da


correção da sua posição e o erro dos ASD.

(1) Ele fez diversas viagens à Europa e Austrália em busca de


apoio. Ele encontrou pouco apoio em ambos os lugares,

155
mas ele não teve sucesso em fazer oposição à
organização.

5 - Após a morte de A. F. Ballenger, seu irmão Edward continuou a


publicar, The Gathering Call, mas sua ênfase mudou da discussão
doutrinária para o estridente ataque pessoal aos líderes da IASD do
passado e do presente: E.G.W., Uriah Smith, A. G. Daniells, W. C.
White, F. M. Wilcor.

a) Um exemplo da natureza vil do material foi a publicação de um


falso rumor que W. A. Spicer bebeu cerveja quando estava na
Alemanha.

b) As atividades dos Ballenger foi um incômodo para os líderes da


Igreja por um período de 50 anos. Eles ajudaram a manter viva
algumas das primeiras críticas a E.G.W., tal como a doutrina da
porta fechada.

D - Movimento Reformatório de Mrs. Rowen - Durante os anos da Igreja


mundial dois pequenos grupos, um americano e outro alemão,
quebraram a unidade dos ASD, clamando por uma missão reformadora
da própria IASD.

1 - O grupo americano foi liderado pela Sra. Margareth W. Rowen de


Los Angeles. Cerca de um ano após a morte de E.G.W, a Sra.
Rowen anunciou que Deus a tinha escolhido para assumir a obra
iniciada por E.G.W.

a) Ela tinha que formar grupos de oração em cada igreja e promover


a reforma, embora ela não especificasse o que devia ser
reformado.

2 - Sra. Rowen começou a enviar seus testemunhos quando tinha 40


anos e era adventista havia 4 anos. Seu marido não tinha interesse
nas convicções religiosas dela.

a) Os líderes da Igreja tomaram uma atitude de precaução diante


do fato dela se auto-proclamar como profetisa.

b) Na Campal do sul da Califórnia em 1917, A. G. Daniells que


qualquer julgamento com relação a Sra. Rowen fosse evitado,
enquanto o ministério e mensagens dela estavam sendo
avaliados por algum tempo.

c) Um pequeno grupo de experientes ministros, incluindo I. H.


Evans, W.C. White e E. E. Andross, entrevistaram a Sr. Rowen
por algum tempo.

156
(1) Embora eles observassem que seus primeiros testemunhos traziam
um superficial semelhança com os escritos de EGW, eles não
acharam nenhuma evidência convincente que ela tivesse recebido
um chamado divino.

3 - Alguns Adventistas, incluindo poucos ministros, concluíram que Deus


tinha enviado outro mensageiro a igreja. Manifestações físicas da
Sra. Rowen atuavam como significativa prova de aceitação dela por
este grupo.

a) Quando em visão ela reclinava as mãos cruzadas sobre o peito.


seu corpo ficava rígido, e seus olhos abertos pareciam se fixar
num ponto distante. Dizia-se que não se percebia nela
respiração.

b) Exclamações de “Glória, Glória, Glória” assinalavam, geralmente


o início e o fim, das visões. E seus seguidores, inclusive
médicos, e até os cépticos concordavam que estas visões
eram sobrenaturalmente inspiradas.

(1) A questão em disputa era: de que poder sobrenatural ela


era inspirada?

4 - Na Campal do sul da Califórnia, em 1918 o Pr. Daniells anunciou que


os líderes da Igreja estavam convencidos que a Sra. Rowen estava
errada em pensar receber visões do Senhor com instruções para
Igreja ou para pessoas.

a) Para os líderes da Igreja a predição que a nação estava a beira


de uma severa fome e o conselho que se deveria começar a
armazenar alimentos não perecíveis eram claras contradições
dos básicos princípios do N. T. e de EGW.

b) Os líderes estavam tão desapontados com sua prontidão em


aceitar dinheiro de dízimo de crentes para publicar suas visões
em folhetos e em um jornal intitulado “O Advogado”.

5 - A Sra. Rowen estava decidida em demonstrar aos ASD o seu


chamado divino. Ela disse haver um documento de EGW que a
identificava como a pessoa que lideraria um grande movimento
reformatório no tempo do fim. E que o tinha visto em visão nas
proximidades da casa de EGW.

a) Previamente, ela convenceu um dos seus seguidores, Dr. B. E.


Fullmer, que ela o tinha encontrado acidentalmente quando
estava só nas proximidades da casa de EGW. E que ela o tinha
pegado e levado para casa, mas como ela seria mal vista por

157
isso, logo o documento deveria voltar aos arquivos sem que
ninguém soubesse.

(1) Dr. Fullmer concordou fazer “retornar” o documento.

b) Em visita ao lar de EGW em Elmshaven conseguiu pôr


sorrateiramente o documento na gaveta dos manuscritos EGW.

c) Posteriormente um outro rowenita insistiu que W.C. White


examinasse com ele os manuscritos pós 1910, pois ali estaria o
documento que a Sra. Rowen reivindicava.

(1) Foi então encontrado na gaveta de manuscritos de 1911


uma página de manuscrito que mencionava exatamente o
que a Sra. Rowen reclamava ser.

d) Pr. W. C. White estava imediatamente convencido que este


documento era uma falsificação: o tamanho do papel estava
errado, o mesmo com a cor da tinta, a letra e a assinatura de
EGW.

(1) Quando tudo isto ficou demonstrado a Sra. Rowen


concordou que o documento tinha sido falsificado. Mas
disse que o Pr. W. C. White tinha feito o documento para
desacreditá-la.

(2) Até que foi enviado ao Pr. White uma outra cópia do
disputado manuscrito, e com ele uma fantástica história de
como ele chegou às mãos de um dos associados da Sra.
Rowen.

(3) Tudo só ficou esclarecido quando o Dr. Fullmer se desiludiu


com a Sra. Rowen, e contou os detalhes da verdadeira
história.

e) Crenças erradas da Sra. Rowen - As declarações errôneas da


Sra. Rowen confirmam a posição dos líderes da IASD como
sendo fraudulenta a pretensão de profeta dela.

(1) Pilatos e aqueles que crucificaram a Cristo perambulariam


na terra em agonia durante todo o milênio.

(2) Jesus foi o primeiro anjo criado adotado por Deus como o
seu único filho depois que este escolheu uma vida de
justiça.

(3) A Deus faltava completa presciência quanto a aceitação ou


rejeição individual da salvação.

158
(4) Os 144 mil seriam formados só do EEUU.

(5) A serpente era o especial animal de estimação de Eva.

(6) O juízo investigativo dos vivos havia começado em


23/7/1919.

(7) O tempo de provação terminaria em 6/2/1924 e que um ano


após Jesus voltaria. Houve talvez cerca de 1000
seguidores da Igreja Adventista Reformada que
esperavam o retorno de Cristo em 6/2/1925.

f) A Sra. Rowen se apossou de milhares de dólares enviados


através de cartas para a igreja dos Rowenitas isto foi
descoberto pelo Dr. Fullmer, que foi vítima de uma tentativa de
assassinato. Por este crime a Sra. Rowen foi sentenciada para
o presídio de San Quemtin. Após liberdade condicional ela se
envolveu em conduta imoral e desapareceu gradualmente do
mundo Adventista.

E - O Movimento de Reforma Alemão - Começou em 1915. Os


reformadores alemães não tiveram um profeta proeminente como a Sra.
Rowen. Antes houve entre eles seis membros leigos em quem se
manifestaram visões, cujo assunto principal era o iminente fim do
tempo de provação e o retorno de Jesus.

A - Johann Wick foi o primeiro deles. Ele tinha sido recrutado para o
serviço militar no Exército Imperial. Ele e outro Adventista
recusaram-se ser vacinados, como conseqüências foram
sentenciados a sete dias de prisão militar em Berlim.

1 - Enquanto preso teve uma visão na noite de 11/1/1915, onde lhe


foi dito que a provação terminaria nos tempo das frutas da
primavera. Ele revelou sua revelação aos líderes da IASD.
Como eles não aceitaram sua mensagem ele declarou que eles
estavam em estado laido (rejeitados).

2 - Wick escreveu sua visão e a enviou para a Casa Publicadora da


IASD em Hamburgo. Ele requisitava que sua visão fosse
publicada num periódico denominacional.

a) Os administradores recusaram, mas Wick não desistia


facilmente. Livres da prisão desertaram do exército e
viajaram para Bremen, onde convenceram o ancião local a
esconde-los.

b) Algum dinheiro foi conseguido para publicar a visão de Wick,


em uma gráfica particular. A publicação foi enviada para

159
pastores e leigos em toda a Alemanha. Enquanto vários
outros membros tinham visões similares. Contudo não
havia nenhuma evidência que entre eles houvesse
qualquer conspiração, embora a visão deles fosse muito
semelhante.

c) Parecia óbvio que algum poder sobre natural havia entre


eles. Porém, por causa da indicação de tempo os líderes
da IASD estavam convictos que não se tratava de algo
proveniente do espírito de Deus.

3 - A situação de guerra ajudava a mensagem dos reformadores a


ganharem aceitação entre os leigos alemães mesmo que nada
tenha acontecido de relevante em escatologia, na primavera de
1915.

a) O tempo passou e novas datas foram estabelecidas sem


que nada de especial acontecesse.

b) Os “reformadores” de uma mais definitiva causa para romper


com os ASD.

c) Eles então proclamaram que a IASD tinha-se tornado


Babilônia. Eles acusavam que os líderes da igreja na
Alemanha tinham atitude favorável ao serviço militar,
mesmo como combatentes até em dia de Sábado, em
especial para desertores; e isto era suficiente para mostrar
a posição caída da igreja.

(1) Extremamente sensíveis também por que alguns dos


seus colegas enfrentavam situação similar na neutra
Escandinávia. Os líderes alemães especialmente L.
R. Conrad, deixaram transparecer a impressão que
sua atitude administrativa tinha o tácito apoio da
Conferência Geral.

(2) Isto confirmou a suspeita dos reformadores da queda


espiritual de toda liderança ASD.

d) Com o fim da guerra os líderes da Conferência Geral


tentaram remediar a ruptura entre os reformistas e a IASD
na conferência de Friedensau, em 1920.

(1) O presidente Daniells mostrou que ele acreditava que


aqueles líderes que tinham informado ao governo
alemão que os ASD estavam prontos para tomar uma
parte ativa como combatentes tinham cometido um

160
erro embora também acreditasse que eles o fizeram
de boa fé.

(2) Daniells repreendeu os reformistas por estabelecer


uma organização separada e por prática desonestas
como: usar o nome oficial da igreja na literatura crítica
ao governo alemão, causando assim dificuldade para
a igreja.

4 - Alguns líderes alemães que tinham tomado a iniciativa de


assegurar ao governo sua completa cooperação ao período de
guerra, confessaram ter cometido um erro e pediram perdão

a) Conrad, não suficientemente convencido que tivesse


seguido uma conduta errônea, declarou:

“...durante os últimos 28 anos nós temos, como um povo


encorajado nossa juventude..., que permanecesse em sua
própria terra e não imigrasse. E temos dito a eles que sua
posição diante do governo é que eles cumpram o seu
dever mesmo se for para carregar armas, e tanto quanto
possível, eles devem procurar ficar livres no Sábado. Nós
tomamos a mesma posição que assumimos quanto
deverem ou não nossos filhos irem a escola no Sábado.
Ninguém nunca nos disse que nossa posição estava
errada mas têm nos encorajado a adaptarmos às
condições, e fazermos nosso melhor.”

5 - Por vinte e cinco anos ou mais Conrad dirigiu a obra da Divisão


Européia. líderes americanos não familiarizados com os
problemas como: serviço militar obrigatório em tempo de paz e
escola primária aos sábados, têm sido inclinados a permitir-lhe
proceder como ele pensou ser melhor.

a) Indubitavelmente o sucesso de Conrad em fazer da


Alemanha o seguimento mais forte do Adventismo na
Europa contribuiu para a confiança dos líderes americanos
em Conrad.

b) Como a confiança dos americanos nele estivesse


diminuindo, em 1922 L. H. Chistian substituiria Conrad
como presidente da Divisão Européia.

c) Os líderes reformistas no primeiro encontro argumentaram


contra os ministros que assumiram a posição de se auto-
justificar. Eles queriam que aqueles líderes alemães que
se comprometeram com a militância na guerra e a

161
concessão na guarda do Sábado fossem removidos de
suas posições.

(1) Para alguns isto parecia que reformistas estavam


ansiosos em substituir homens como Conradi e seus
associados.

d) Daniells pleiteava pelo perdão e reconciliação mas os líderes


reformistas queriam que fossem transferidos
compulsoriamente.

(1) Afortunadamente, muitos dos reformistas foram logo


reintegrados como membros regulares da IASD, por
descordarem de seus companheiros reformistas.

6 - Com isso, o movimento de reforma perdeu seus seguidores e


começou a fragmentar-se. Contudo, seu espírito de crítica de
que IASD esta caída na sua liderança, foi transportado para os
EEUU, Canadá, Austrália e América do Sul, onde pudesse
haver uma colônia alemã de imigrantes.

a) A mensagem reformista não ficou só entre os imigrantes


alemães, mas espalhou-se entre aqueles que tinham
queixas dos pastores distritais e das administrações em
todos os níveis.

b) Nos EEUU os reformistas foram tendenciosos em acusar os


obreiros da IASD de estarem suprimindo declarações do
Espírito de profecia.

7 - Hoje eles estão fragmentados em diversos grupos. O grande


cisma se deu quando os reformistas alemães queriam dominar
a sua união americana. Sob a liderança de um enviado alemão
foi dissolvida a união americana. Este conflito levou a maioria
dos membros da América a retirarem do movimento. Destes
alguns voltaram para IASD, e os demais abandonaram a fé.
Isto se deu em 1948.

a) Em 1951, o mesmo delegado alemão, que dissolvera a


união americana, queria assumir a presidência do
movimento, como não conseguisse, dividiu a sessão da
Conf. Geral, levando consigo 45% dos delegados e
organizou um novo movimento. Depois de litígios pelos
bens da entidade, eles são dois grupos que lutam
pretendendo ser o movimento original.

(1) SMI ( Soc. Missionária Internacional) - O grupo original-


alemão, sede na Alemanha Ocidental.

162
(2) Movimento de 1951 - Sede em Roanoke, Virgínia,
EEUU.

(3) Facção Americana - União Americana - Em 1972


justifica sua reivindicação de ser entidade separada.

F - A Vara do Pastor - Outro ramo do adventismo é a Igreja Adventista do 7º


Dia Davídica, popularmente conhecida como A Vara do Pastor. Este
grupo foi produto do ensinamento de V. T. Houteff, um imigrante búlgaro
para os EEUU. Houteff mudou-se em 1920 para o sul da Califórnia.
Insatisfeito com o tratamento recebido como paciente no Sanatório de
Glendale, logo tornou-se, igualmente, insatisfeito com os líderes da
IASD. Começou a referir-se aos líderes da IASD como os escribas e
fariseus modernos.

1 - Em 1928 e 1929 Houteff era professor e oficial da Escola sabatina da


Igreja ASD de Los Angeles. Nesta posição ele começou a espalhar
a idéia que a igreja estava caída.

a) Mais tarde ele começou uma classe de estudos na Sábado a


tarde. E quando solicitado pelo pastor local para descontinuar
a classe por causa do espírito de divisão, ele, simplesmente,
mudou-se para outro lugar.

2 - Nesta época ele começou a se considerar divinamente enviado para


corrigir a IASD e seus líderes. Embora mais tarde seus ensinos
fossem mais elaborados e ampliados, ele pregava o seguinte:

a) A IASD está simbolizada na Parábola do Joio e do Trigo em Mat.


13:24-30.

b) A colheita mencionada ocorrerá antes da chuva serôdia e do Alto


clamor poder começar.

c) Nesta colheita os líderes apóstatas e membros da IASD serão


destruídos.

d) Este evento é também referido como o massacre em E2-9.

e) Aqueles que permanecem são os que aceitaram a advertência de


Houteff através de sua publicação “A Vara do Pastor”, estes
constituirão os 144.000.

3 - Nesta ocasião havia aproximadamente 300.00 ASD, Houteff concluiu


que cerca da metade se perdera. Para apoiar sua idéia usou a
Parábola das Virgens Loucas e Prudentes.

163
a) Posteriormente, desenvolveu um complicado arrazoado para
explanar a Profecia de Apocalipse 13, a besta com seus sete
chifres, cujos chifres representavam: Catolicismo, Luteranismo,
Presbiterianismo, Metodismo, Igreja Cristã, Adventista do 1º
Dia, e a IASD.

b) Ele dizia que a cabeça ferida, símbolo da Igreja Católica foi ferida
por Lutero em 1500 e depois pela França em 1798.

c) Ensinava que os 430 anos de Israel no Egito era um tipo da


verdadeira Igreja cristã. Ele somava 430 anos a 1500,
chegando em 1930, tempo que ele proclamava a queda do
Adventismo.

(1) Ele era o Moisés para liderar o verdadeiro Israel para fora
do Egito em busca de Canaã.

d) Chegou mesmo a dizer que o reino davídico devia ser restaurado


para seus seguidores, o qual floresceria na Palestina, no
tempo alto clamor justo antes da 2ª vinda.

4 - A Houteff e seus simpatizantes, foram permitidas várias


oportunidades para apresentar seus pontos de vista diante dos
líderes adventistas. Ele prometeu que se eles lhe mostrassem seus
erros diante da Bíblia e do Esp. de Profecia, ele pararia de
disseminar sua literatura.

a) As comissões que o ouviram unanimemente concordaram que


suas interpretações eram falsas e tentaram mostrar-lhe isso,
mas sem sucesso.

b) Como Houteff continuou com seu movimento cismático, ele


acabou juntamente com alguns outros sendo eliminados do rol
de membros da IASD.

5 - Em 1955 Houteff mudou-se para uma fazenda próxima de Waco,


Texas. Este seria o ponto para reunir os membros selados
particularmente dos 144.000, que se preparariam juntos até se
transferirem para Palestina até que o reino davídico fosse
estabelecido lá.

a) 20 anos (1955) após a mudança para Waco, Houteff morreu,


tendo apontado sua esposa para liderar seu rebanho até que o
Senhor escolhesse outro profeta.

6 - Logo após a morte de Houteff os seus seguidores começaram a se


fragmentar.

164
a) A situação piorou quando a Sra. Houteff anunciou que a
22/4/1959, Deus interviria miraculosamente, na Palestina
evacuando a região da presença de Judeus e Árabes, como
uma preparação para restaurar o reino davídico.

b) Centenas de fiéis antecipadamente no Monte Carmelo. Quando


Chegou o dia 22 de abril e passou sem nada acontecer, houve
uma triste desilusão e um espacelamento do grupo.

c) Alguns voltaram para IASD. Outros chamaram-se “The Branch” (o


ramo). Atualmente eles fazem tentativas sem sucesso de
estabelecer uma colônia em Israel.

d) Na primavera de 1962 a Sra. Houteff e seus associados


dissolveram oficialmente a Associação Davídica.

G - Robert Brinsmead. Nenhum movimento dissente foi mais problemático


para os líderes adventistas do que o iniciado por um estudante do
Colégio da Austrália, no fim da década de 1950: Robert Brinsmead.

1 - Seus pais tinham-se identificado com o movimento de reforma dos


ASD da Alemanha. Embora eles se sentissem satisfeitos em ser
membros da IASD quando Robert era um menino de 10 anos.

a) Assim o espírito de desconfiança e suspeita dos líderes da igreja


continuou no lar.

2 - Com seu irmão mais velho, John, o jovem Brinsmead matriculou-se


no Colégio de Avondale em 1955. Ali eles descobriram algum dos
materiais produzidos no final do século XIX por A. T. Jones e E. J.
Waggoner.

a) Para Robert parecia que a Igreja tinha sido muito lenta diante da
justiça pela fé e isto logo tornou-se um novo ponto de ataque.

b) Foi no início deste ano que Brinsmead começou sua longa


carreira de escritor, e o fez produzindo uma pequena
publicação intitulada: “O Selo do espírito Santo”. Neste
periódico ele argumentou que a remoção dos nossos pecados
do Santuário Celestial deveria anteceder a experiência da
Chuva Serôdia.

3 - Depois de um ano cuidando de seus interesses pessoais, os irmãos


Brinsmead voltaram a Avondale. Por algum tempo ele acreditou que
na encarnação Cristo tinha assumido a natureza humana
pecaminosa igual a todos os outros seres humanos.

165
a) Contudo, o recente livro adventista publicado: Question on
Doctrine, tomou uma diferente posição.

b) Para Brinsmead isto era uma clara indicação do crescimento da


apostasia. Em um novo comentário sobre Daniel 10 e 11, “a vi
são de Hidequel”, Brinsmead avançou na tese que o “Rei
papal do Norte” estava entrando no “Glorioso Monte Santo”
(IASD) pela insidiosa forma de introduzir o erro e o espírito
autoritativo.

c) Como presidente da liga ministerial do Colégio, Binsmead fez


circular alguns dos seus pontos de vista através de toda a
Austrália. Ele conseguiu um substancial número de seguidores
entre os estudantes e nas igrejas. Atraiu também alguns
poucos jovens ministros adventistas.

d) Quando ele negou continuar disseminando suas doutrinas lhe foi


negado matricular-se no Avondale.

e) Ele e seu irmão começaram a viajar pela Austrália e Nova


Zelândia, apresentando suas idéias diante de grupos
adventistas, onde queriam ouvi-lo.

4 - O Pr. F. G, Clifford teve alguns contatos com R. Brinsmead quando


tentou persuadi-lo a parar com sua ação cismática e sustar sua
publicação privada de livros e folhetos.

a) Pr. Clifford ofereceu-lhe os préstimos da Casa Publicadora Local.


Se seus livros se harmonizassem doutrinariamente com
nossas crenças, eles poderiam ser publicados através dos
canais reguladores da igreja.

(1) Brinsmead recusou o oferecimento.

b) Diante disso o Pr. F.G. Clifford decidiu apresentar para uma


análise as atividades e ensinamentos de Brinsmead na igreja
de Cooranbong.

(1) No processo ele demonstrou que Brinsmead tinha citado


erroneamente E.G.W. e em outras ocasiões usado
citações de E.G.W. completamente fora do contexto.

(2) Terminou com um apelo para Brinsmead, que estava


presente, retirar seus escritos de circulação.

c) Brinsmead respondeu com um desafio para um debate, que não


foi aceito. Esta era sua melhor habilidade. Ele tinha uma ímpar
habilidade para citar longas citações de E.G.W. dando a exata

166
referência, de tal forma o fazia que desarmava seus oponentes.
Era ainda um fervoroso e efetivo orador público. Tornou-se,
desta forma, um natural líder para aqueles que dentro da igreja
tinham-se desencantado com a liderança.

d) Alguns dos seus seguidores não entendiam completamente todos


os seus pontos de vista, que se afastavam da doutrina
tradicional do adventismo.

5 - Uma nova interpretação da distintiva doutrina Adventista da


“Purificação do Santuário” tornou-se o ponto chave da ênfase de
Brinsmead.

a) Ele introduziu um novo tipo de “perfeccionismo”. Ligando Lev. 16


com Daniel 8:14, Brinsmead argumentava: uma vez que e
durante o juízo investigativo a justiça comunicada e imputada
de Deus realiza um milagre que é apagar todos os
pensamentos e emoções pecaminosos dentro de nós. A
pessoa teria de abandonar cada pecado para que isto fosse
efetivo e de fato pudesse ocorrer.

6 - Brinsmead estabeleceu uma analogia entre o templo da alma e o


tabernáculo antigo com seus dois compartimentos. O lugar santo
ele relacionou à consciência, que é purgada dos pecados
conhecidos através da santificação.

a) O lugar santíssimo foi relacionado com o subconsciente, que é


purgado do pecado original, e de toda lembrança do pecado,
quando o juízo investigativo é favorável aquela pessoa.

(1) Só sobre indivíduos tão aperfeiçoados que a chuva serôdia


cairá.

(2) Estes então saíram para dar o “alto clamor” (Ap. 18) e levar
a tríplice mensagem para muitos cujo o tempo de
provação não tinha ainda terminado.

b) Na verdade as crenças de Brinsmead são uma repetição


intelectualizada do movimento da carne santa, que ocorreu 60
anos antes.

c) Alguns de seu seguidores declararam que aqueles que tinham


sido purificados do pecado seriam perfeitos física e
espiritualmente. Chegando mesmo a dizerem que não mais
ficariam doentes, até mesmo de um comum resfriado, e até
estariam prontos para a trasladação.

167
7 - Tivessem os seguidores de Brinsmead mantido seus pontos de vista
para si mesmos, e não teria havido nenhuma dificuldade. Em lugar
disso eles acharam ser seu dever fazer seus pontos normativos
para toda a igreja.

a) A crítica aos líderes da igreja, incluindo os administradores da C.


G., aumentou. Em 1967 Brinsmead escreveu:

“Esteja seguro que este assunto de reavivamento e reforma é só


conversa... Evidência e mais evidência indica que o poder do
espírito que está sendo buscado por este chamado ao
reavivamento e o mesmo poder que está sendo procurado, e
recebido, por muitos grupos protestantes. Este não vem do
lugar santíssimo do santuário celestial. Ele vem de Satanás”.

8 - Sua atitude crítica diante dos líderes da igreja e suas divergências


doutrinárias consolidaram a Brinsmead a ser eliminado do rol de
membros de sua igreja local, no verão de 1961. Similar posição foi
tomada contra outros seguidores de Brinsmead.

a) Porém uma campanha da Divisão Australiana evitou que uma


divisão maior ocorresse em muitas igrejas da Austrália e da
Nova Zelândia.

b) Como ocorreu com outros grupos os seguidores de Brinsmead


cedo começaram a discordar entre si, o que veio a enfraquecer
o movimento.

9 - Devido seus contatos com Dr. Desmond Ford e Dr. Hans Larondelle,
Brinsmead estudou mais profundamente a Bíblia e os escritos dos
reformadores mais importantes, para melhor investigar tópicos de
justiça pela fé.

a) Em 1971 ele tinha mudado sua opinião sobre a natureza


pecaminosa de Cristo, e abandonado a doutrina perfeição
instantânea como parte do juízo investigativo.

b) Seus contatos com líderes da C. G., em especial o então


presidente DNA, Pr. Neal Wilson, fizeram com que Brinsmead
parasse com suas críticas aos líderes da IASD. Voltou-se ao
estudo da justificação pela fé vindo a se unir ao sacerdote
Anglicano, Geoffrey Paxton.

(1) Com ele organizou, na década de 70, um bom número de


encontros nos EEUU, para discutir a teologia da reforma.

c) Embora reconciliado com a IASD em doutrina, Robert Brinsmead


continuou a manter um círculo de acertos pessoais.

168
H - As Crises do Santuário - A doutrina do santuário passou por 3 crises
importantes. A primeira em 1905 causada por Albion Fox Ballenger, Já
analisada neste capítulo; A Segunda teve como figura central W. W.
Fletcher em 11929-1930; A terceira o protagonista foi Desmond Ford,
1979 e 1980.

1 - W. W. Fletcher, australiano de nascimento, que se nasceu em 1880.


E, 1901 tornou-se obreiro da IASD. começou suas atividades na
obra de publicações, posteriormente tornou-se evangelista. E em
1922 foi nomeado vice-presidente da Divisão Sul Asiática. Já em
1924 foi chamado como professor da Bíblia ao, então, colégio
missionário australiano, hoje Avondale College, e desde 1927 e
1930 foi vice-presidente da União Australiana.

a) Fletcher ensinou que, na ascensão, Jesus Cristo se sentou à


destra de Deus, o Pai, entrando no lugar santíssimo do
santuário celestial.

(1) Desta maneira o ministério de Cristo no céu ficou reduzido a


uma só fase, e nada ocorreu no céu no fim dos 2300 dias.

(2) O juízo se iniciava em 1844, nem começaria a pregação da


Tríplice Mensagem Angélica.

(3) E rejeitou os testemunhos como uma direta revelação de


Deus.

b) Em 1928 Fletcher entrevistou-se com o Pr. Daniells, e me 1930


lhe foi dado 6 meses para estudar a doutrina do santuário com
um grupo de irmãos nos USA. Isto o conduziu a sua renúncia
como pastor, em uma carta que escreveu em primeiro de
outubro de 1930, que foi aceita pela junta administrativa DA
União Australiana.

(1) Em 1932 escreveu um livro intitulado “As razões da minha


fé”, onde expôs suas idéias doutrinárias.

2 - A controvérsia do Dr. Desmond Ford começou num encontro: O


fórum Adventista, reunido no campos do Pacific Union College, em
27 de outubro de 1979. ( ele ali estava como empréstimo para esta
instituição da Divisão Australiana e do Avondale College, onde tinha
sido o chefe do Departamento de Teologia). Ele, naquela ocasião,
apresentou o tema: “O juízo Investigativo, marco Teológico ou
Necessidade Histórica?”.

a) Embora relutasse em apresentar suas convicções sobre o


santuário no fórum, ele permitiu ser persuadido a fazê-lo,
expondo suas crenças concernentes ao juízo investigativo no

169
santuário celestial e como elas diferiam das posições
comumente aceitas pelos ASD.

b) Não se sabia, então, a proporção que assumiria este encontro


diante do Adventismo. Os pontos de vista do Dr. Desmond
Ford podem ser traçados em referências a cerca de 35 anos
atrás. No tempo quando ele era ainda um anglicano.

(1) Nesta situação ele se interessou nos ensinamentos


Adventistas, e neste mesmo tempo ele começou a ler os
escritos de EGW.

(2) Simultaneamente ele estava estudando o Livro de Hebreus,


e já nesta época ele pensou, ao ler Hebreus 9, que isto
era diferente do que os ASD diziam. “Eles tem problema
aqui”, arrazoou consigo mesmo.

(3) Ele admitiu, que por ocasião do seu batismo, este problema
teológico não estava resolvido satisfatoriamente, e isto se
arrastou por 35 anos.

(4) Nestas circunstâncias acontece o discurso do Dr. Ford.

c) Neste seu discurso ele ataca a doutrina distinta do santuário


quando duvida:

(1) Da validade do princípio dia/ano no entendimento do tempo


em profecia.

(2) Do ensinamento que no contexto de D. 8:14 são os


pecados dos santos que Têm maculado o santuário; e
ainda duvida da necessidade de sua purificação.

(3) Da tradução da palavra Hebraica Nisdaq em Dn. 8:14, ou


seja, purificação.

d) A maior tese do Dr. Ford foi que o dia da expiação está ligado
intimamente a Hb. 9 e 10, e que quando estes capítulos
parecem falar do aparecimento de Cristo na presença de Deus
no lugar santíssimo na sua ascensão, em 31 A. D., claramente
aponta para o início do antítipo dia da expiação - e que este
evento não envolve a obra do juízo investigativo.

(1) Segundo Dr. Desmond Ford não há juízo investigativo


começando em 1844 como afirma os ASD e os escritos de
EGW.

170
(2) O que aconteceu em 1844, segundo ele, foi o surgimento
do povo Adventista para proclamar o evangelho em sua
plenitude, assim que todos que ouvirem serão julgados por
sua resposta a mensagem do evangelho.

(3) O tradicional entendimento Adventista de 1844, com sua


mudança do ministério de cristo passando do lugar santo
para o santíssimo do santuário celestial, é para Dr. Ford
caracterizado como um doutrina baseada na mudança
geográfica ou mobiliada do trono de Deus, com o que não
concorda.

e) Para apoiar sua posição ele relacionou algumas referências de


EGW que segundo ele, ensinam claramente que Cristo foi
direto ao santíssimo na sua ascensão.

(1) Quando tais citações foram submetidas a um cuidadoso


estudo, percebeu-se que ele as tinha usado para o
contexto e em contradição direta a posição de EGW.

(2) Ford usou estas declarações para indicar unicamente que


nosso livre acesso ao pai através de cristo em sua
ascensão não tinha nenhum problema.

(3) porém usar estas passagens para negar a clara posição da


própria EGW sobre 1844 e o começo da 2ª fase do
ministério sumo-sacerdotal de Cristo, isto é, torná-los fora
do contexto.

f) Este aberto desafio do Dr. Ford a posição longamente defendida


pela igreja de Dn. 8:14 e o juízo investigativo, bem como suas
implicações de seu ponto de vista sobre a função e ensinos de
EGW, criaram uma agitação nos círculos Adventistas.

(1) Como a insatisfação cresceu, o Dr. Jack Cassel, diretor


geral do Pacific Union College (PUC), e do Dr. Gordon
Nadgwick, diretor acadêmico, aconselharam-se com os
líderes denominacionais em Washington, D.C., em
28/11/1979, num encontro da liderança da Pacific Union
Conference e a administração do Pacific Union College,
não pela C. G.

(2) Esta consulta com líderes denominacionais resultou em que


Dr. Ford foi convidado a se ausentar de suas
responsabilidades de ensino no PUC. Para se dedicar à
pesquisa e escrever seus pontos de vista para uma
apresentação a uma comissão de estudo a ser
estabelecida pela C.G.

171
(3) Em 20/12/1979, a Adventist Review, Publicou que o Dr.
Ford foram dados 6 meses para fazer a pesquisa para
explicar através de um trabalho a doutrina do santuário. O
plano incluía a apresentação de seus estudos a eruditos
da Bíblia, professores e líderes denominacionais, que se
encontrariam periodicamente com Dr. Ford.

(4) A finalidade desta comissão era para ver se alguma


evidência Bíblica fora, talvez, esquecida, a qual requeria
atenção da igreja.

g) Dr. Ford e família mudaram para Washington, onde a C.G.


colocava um escritório a sua disposição, e abria os arquivos do
White Estate e ajuda de secretária.

(1) Durante os primeiros 6 meses de 1980 ele produziu um


documento de 6 capítulos de aproximadamente 1.000
páginas.

(2) A comissão de 14membros, constituída em sua maioria de


especialistas em teologia Bíblica e sistemática, liderada
pelo Dr. Richard Hammil. Eles se encontraram três vezes
com Dr. Ford: 4 e 6 de abril, nos escritórios da C. G., em
Washington, D.C.; 29 e 30 de maio e 15 e 16 de junho,
ambas na Andrews University. A função desta comissão
era exclusivamente de aconselhamento. (1980).

(3) Esforços foram feitos para ajudar Dr. Ford em sua exegese,
uso de fonte e conclusões. Além das sugestões orais, Dr.
Hammil pediu ao grupo de eruditos que apresentassem
comentários escritos para cada seção do manuscrito, o
quê aconteceu.

(4) Quando porém o manuscrito final do Dr. Ford saiu, foi um


desapontamento total para comissão, pois não houve
nenhuma aparente mudança de qualquer posição
teológica. Depois de se encontrarem com o Dr. Ford por
50 horas, durante cujo tempo foram feitas numerosas
sugestões escritas e orais. Destas ele não acatou a mis
simples sugestão, o que fez foi acrescentar mais
argumentos para manter sua posição original. Esta
inflexibilidade e imutabilidade de Dr. Ford pareceu dar a
impressão de uma atitude de Inerrância.

h) Em seguida o material foi enviado a uma grande comissão de


125 membros previamente apontados para rever o documento.
Isto ocorreu no dia em torno de 1 de julho de 1980. Este grupo
foi convidado a encontrar-se nos dias 10 a 15 de agosto de

172
1980, no acampamento jovem de Glalier View da associação
do Colorado situado a 292 metros de altura nas montanhas
Rockies.

(1) Dos 125 convidados 114 se fizeram presentes. As faltas se


deram por motivo de enfermidade e outras razões.

(2) Pr. Neal Wilson, disse que naquele momento muitos fiéis
irmãos estavam jejuando e orando para que Deus dirigisse
esta reunião especial. Na introdução das atividades Pr.
Neal Wilson pediu que esta ocasião fosse um tempo de
exame de coração e súplica para que Deus derramasse
seu espírito.

(3) Ficou declarado que Dr. Ford não estava sendo avaliado
mas sim suas idéias. E cada participante fosse honesto e
dissesse, sinceramente, o que pensava. E acrescentou
que todos tinham imunidade neste encontro.

i) Organização de Trabalho - A comissão foi dividida em 7 grupos de


aproximadamente 16 pessoas. Os delegados foram
distribuídos pelos grupos de tal forma que estes tivessem
representantes de todas as áreas: eruditos, professores,
pastores, administradores.

(1) Os trabalhos começavam as 8:30 h. e continuavam até à


tarde as15:30 h., os delegados estudavam a Bíblia
oravam, levantavam questões e sugeriam respostas. O
estudo das questões giravam em torno de quatro áreas: A
natureza da profecia, a purificação do santuário e o juízo
investigativo no AT; a purificação do santuário e o juízo
investigativo no NT; a função dos escritos de EGW em
matéria de doutrinas.

(2) Todos os grupos estudavam e respondiam as mesmas


questões, cada dia, sobre os tópicos acima relacionados.
E pela tarde os secretários dos grupos de estudo liam
seus relatórios nas sessões plenárias.

(3) houve marcada unanimidade, e qualquer um podia perceber


que o Espírito Santo estava conduzindo as conclusões.
Como o que estava sendo analisado não era o homem,
mas suas idéias, por isso o encontro não incluía tempo
para Dr. Ford falar. porém alguns delegados solicitaram a
liderança dar a Dr. Ford responder a perguntas em
público. Eles sentiram que se esta oportunidade não lhe
fosse oferecida para defender suas idéias pessoalmente,
alguns membros e líderes poderiam mal atender situação.

173
(4) Assim mais de uma hora na 3ª feira, 4ª feira e 5ª feira foi
estabelecida em sessão plenária para Dr. Ford classificar
suas idéias e responder perguntas. Nestas ocasiões
apelos públicos diversos foram feitos dentro de um espírito
cristão de respeito e cortesia.

(5) As noites foram dedicadas a respostas especiais


relacionadas com o tema: Dr. William Shea, “Daniel e o
julgamento”; Dr. Fritz Guy “ Implicações Teológicas”; Bert
Haloviak apresentou uma sinopse da pesquisa doutoral de
Roy Adams, “Pioneiros, Panteístas e Progressistas”; A. F.
Ballenger e “Caminhos divergentes para o Santuário”.

j) Durante a semana comissões menores estavam funcionando. O


primeiro, uma pequena comissão sintetizada os sete relatórios
dados pelos secretários das 7 comissões grandes. O trabalho
desta comissão produziu uma declaração unanime: “ Cristo no
Santuário Celestial”. Um Segunda comissão preparou a
declaração: “A Função dos Escritos de EGW em matéria de
Doutrina”. Finalmente, a terceira comissão preparou uma
declaração tratando dos pontos mais significativos que
marcaram as diferenças entre a posição do Dr. Ford e a
posição da IASD em suas crenças fundamentais. Este
documento se chamou: The Ten - Points Document.

(1) Ele só foi publicado e distribuído depois que Dr. Desmond


Ford fez as correções necessárias e cabíveis,

(2) Às 16 h. da 6ª feira, 15 de agosto as reuniões terminaram,


sem se conseguir que Dr. Desmond Ford acatasse a
posição doutrinária da IASD, defendida por este
representativo grupo da igreja. Desta forma se encerraram
os trabalhos da comissão de revisão do santuário.

l) No dia 2/9/1980, a comissão consultiva do presidente da C. G.


(Prexad) analisou cuidadosamente a situação do Dr. Ford sob
4 aspectos:

(1) A falta de clareza, suas ambigüidades, sua falta de


concisão em suas respostas poderiam facilmente se tornar
causa de conflitos futuros e relacionamento administrativo
infeliz.

(2) A comissão de revisão do santuário rejeitou seus


argumentos sobre santuário celestial, juízo investigativo e
função de EGW na igreja como nas distintas crenças
destas áreas, a despeito de sua carta afirmar o contrário.

174
(3) Dr. Ford não aceitou nenhum conselho individual ou das
comissões que estudaram seu caso. Além disso, falhou no
senso de sua responsabilidade porque o efeito de suas
palestras e da distribuição ampla de seus escritos e fitas
têm causado divisões dentro da igreja em diversos
continentes.

(4) Embora Dr. Ford ter garantido que só trabalhava para


garantir a unidade da igreja, ele tem tomado atitudes
subversivas para o bem-estar da igreja.

(5) À luz destes fatos a “Prexad” recomendou a Divisão


Australiana que fosse dado ao Dr. Ford a Oportunidade de
uma retirada voluntária das funções de ensino e do
ministério pastoral, neste caso suas credenciais se
tornaram inválidas.

I - Organizações Privadas - A IASD tem sido ricamente abençoada pelo


apoio de ministérios privados. Eles realizam tarefas que a igreja
organizada não pode fazer devido suas limitações pessoais e
financeiras. A maioria destas organizações tem trabalhado em harmonia
com a organização oficial.

1 - Há, contudo, organizações privadas que têm trabalhado em oposição


a IASD. solapam a confiança do membro no corpo organizado.
Drenam os fundos para si próprios, recursos que poderiam Ter sido
usados na realização da missão da igreja, assim são desviados e
mutilam a expansão evangelística. Esta atitude tem representado
um sério desafio à saúde espiritual da igreja.

a) A igreja em repetidas ocasiões chamou estes organismos para


repetidas discussões e estudos, numa atmosfera de oração. E
ficou evidente a má vontade de algumas organizações em
operar em harmonia com os procedimentos e protocolos da
IASD.

(1) Isto ficou evidenciado pelos materiais por eles produzidos,


pelas apresentações verbais e discussões com os líderes
denominacionais por um longo período

(2) Estas organizações são:

(a) Hope International - Ron Spear, Pr. ordenado


aposentado, Washington Conference, (Our Firm
Fundation).

175
(b) Hartland Institut - Colin Standish, Escola Auto-
Sustentada, Virgínia (foi diretor do Columbia Union
College).

(c) Profecy Count Douwn - John Osborn, pastor,


deixou o ministério em 31/12/84, antes da ordenação
para se dedicar ao ministério de T.V., Flórida
eliminado por apostasia.

(d) Steps To Life Church - (Wichita, Kansas).

(e) Rollin Hills - Congregation, (Flórida).

(f) Goas News Unlimites.

(3) “A igreja que no passado recente (1980) manifestou sua


reprovação ao renascimento de pontos de vista
dissidentes relativos ao santuário, interpretação profética e
natureza do Dom Profético, acha-se na responsabilidade
de também, hoje, manifestar sua grande preocupação a
estes grupos ou indivíduos que correm a doutrina e a
estrutura da igreja”.

2 - As atividades aos grupos acima identificados exibem atitudes


divisivas tais como:

a) Eles acusam a IASD de apostasia de sua fé histórica porque a


igreja não aceita a interpretação deles de certas posições
teológicas como a única válida.

b) Eles acusam a liderança de conluio apóstata, porque os líderes


da IASD não silenciam ensinamentos que tais organizações
acham ofensivas.

c) Eles acusam o ministério de introduzir práticas mundanas e até


mesmo imorais dentro da igreja com aprovação da liderança.

d) Eles procuram estabelecer uma igreja dentro da igreja, que eles


acham ser a verdadeira e a mais pura remanescente, que
permanecerão, enquanto os apóstatas ( os que discordam)
serão sacudidos.

e) Eles acusam a IASD de atividades duvidosas devido as quais


eles encontram membros leais a entregar seu dízimo a
organização privadas em detrimento da IASD.

176
3 - A igreja Dentro da Igreja - Estas organizações estão estabelecendo
uma igreja dentro da igreja da IASD, por causa dos seguinte
elementos:

a) liderança autoritativa - Tais organizações e igrejas ou grupos a


elas associadas promovem conceitos divisivos quando
procuram por orientação espiritual e integridade doutrinária
nestes líderes destas organizações privadas em detrimento de
seus pastores e líderes denominacionais. nesta posição estes
líderes atribuem-se autoridade que rivaliza com a liderança
eleita e ordenada.

b) Organização de Congregações Locais - Estes grupos têm


encorajado a organização de congregações locais não filiadas
às associações locais.

(1) Exemplos disso estão em Rolling Hills, Flórida; e em Derby


e Winfield, Kansas.

c) Outras vezes os seguidores destas organizações se juntam em


número suficiente para conseguir o controle da Igreja Local.

d) Campais - Estas organizações mantêm campais, bem como


outros encontros, para os quais seus seguidores são
convidados através das páginas de suas publicações. Estes
encontros sempre são promovidos em competição com os
encontros conduzidos pela denominação.

e) Ordenação de Pastores - A IASD tem estabelecido qualificações


para ordenação ao ministério evangélico (aprovação do
candidato na mesa as Associação/União, exame teológico e
orientação ministerial).

a) Recentemente, algumas destas organizações têm ordenado


ministros sem tal aprovação.

b) Este comportamento claramente demonstra a intenção de


agir em rivalidade à IASD. Isto é uma igreja dentro da
igreja.

f) Comunicações escritas para Igrejas - Hoje os líderes da IASD se


comunicam com os membros da igreja através de seus
periódicos, mais notadamente pela Revista Adventistas e
publicações de suas Uniões.

(1) “Our Firm Fundation” publicado mensalmente, pela Hope


International e Hartland Institute. E este jornal significa
para eles o que a Revista Adventista é para os ASD. Este

177
jornal é ponto de referência para anúncios, para
ensinamento teológico e funciona como conexão destas
organizações.

(2) Sem esta publicação poucas pessoas no mundo teriam


ouvido sobre estas organizações privadas. Muitos que
lêem Our Firm Fundation regularmente, consideram ser
esta a publicação de sua igreja. Cada igreja deve ser
mantida unida através de algum meio de comunicação.
Esta publicação é o imã para a Hope International,
Hartland Institute. isto é uma igreja dentro da igreja.

(3) O principal objetivo do jornal parece ser conquistar (desviar)


ajuda financeira da IASD para os interesses da Hope
International e Hartland Institute. A prova disso vai na
declaração:

(1) “Nós estamos pedindo aos nossos assinantes e


patrocinadores para distribuir esta edição especial
para cada membro da Igreja de Deus. O tempo está
adiantado, porém o alto clamor não pode soar até
que cada um tenha ouvido e entendido a mensagem
especial para esta hora”. (Our Firm Fundation 2, nº
10, out/1987, p. 6)

(2) O conceito da Igreja dentro da igreja está aqui bem


claro.

g) Batismo de Conversos - Na IASD o batismo é administrado só


para aqueles conversos que têm demonstrado que estão
andando com Cristo e que são aceitos no rol de membros da
Congregação local.

a) Recentemente líderes destas organizações privadas têm


batizado pessoas para sua própria organização. Assim de
novo a competitividade ou natural rivalidade do movimento
fica demonstrada.

h) Dízimos e Ofertas - De acordo com o plano da Bíblia a igreja á


mantida pelos dízimos e ofertas, contudo estas organizações
privadas procuram sabiamente aceitar dízimo para si mesmos.
Com isso eles impelem estes cristãos a uma experiência cristã
negativa.

a) Porque pedem aos membros da Igreja desviarem sua


lealdade do plano de Deus para um plano rival.

178
b) Esta decisão cria divisão e dúvida sobre onde daremos
nosso apoio, lealdade e influência. O desvio do dízimo da
casa do tesouro para um ministério privado é um aspecto
fundamental para o conceito “igreja dentro da igreja”.

4 - Acusações Teológicas a Alguns Ministérios Privados - À Igreja ASD


na década de 1950 fez concessões à Teologia Protestante
Calvinista, pela influência do Dr. Walter Martin, que foi ensinar que
Jesus Cristo veio à terra na natureza de Adão antes da queda. Esta
heresia foi, então, propagada no livro Questions on Doctrines.

a) A 2ª heresia foi a perversão de nossa doutrina histórica de


Justiça pela Fé (que á fazer justo através do poder recebido de
Deus, e não a doutrina satânica de injustiça pela presunção
(perfeccionismo)).

b) A 3ª, de acordo com Larson, foi a doutrina do pecado original


definida como culpa herdada.

c) A 4ª, a rejeição, por um grande número de pastores, da doutrina


do Santuário.

d) A 5ª, a rejeição do Espírito de Profecia. Uma vez que julgam ter


seus pontos de vista apoiados por inúmeros textos de E.G.W.
Concluem que a rejeição de sua posição significa o rejeitar o
Espírito de Profecia.

5 - O coração do problema da IASD com estas organizações privadas e


os grupos ou igrejas a elas associadas é o seu espírito de
independência, ao promover atividades divisivas.

1 - Em segundo lugar é acusação destas organizações, que a IASD


vive em apostasia.

a) Porque a igreja não aceita as opiniões teológicas deles.

2 - Como conseqüência eles quebram a unidade da Igreja, da qual


depende sua eficiência do exercício da missão.

6 - Ter uma informal operando dentro de uma igreja regular é como ter
células cancerosas ativas corroendo a saúde do corpo. Uma pessoa
como uma igreja com um diagnóstico de câncer tem três opções:

a) Negar que tem câncer e recusar reconhecer o aumento


progressivo desta doença no corpo.

179
b) Reconhecer que há um câncer, e ignorando o tratamento médico
adequado, orar para que Deus venha operar um milagre de
cura.

c) Reconhecendo que por ter câncer, deve livrar-se dele. tendo


tratamento médico adequado, e se possível cortá-lo.

d) Porém, estas opções não são sábias. Pessoas prudentes oram


enquanto obtêm ajuda médica.

7 - Durante anos a IASD tem negado o crescimento de uma igreja rival


dentro de nosso corpo de membros, mesmo quando advertida por
observadores. O criticismo foi se tornando cada vez mais áspero e
mais negativo.

a) O problema chegou a tal ponto que a igreja se sente forçada a


tomar uma atitude.

b) É preciso barrar oradores destas instituições dos nossos púlpitos,


restringir seus seguidores para que não controlem uma
congregação local e proteger a igreja do criticismo destes
organismos.
XX - TENDÊNCIAS DO ADVENTISMO
A análise sociológica da Igreja tem mostrado que as igrejas têm seguido um
mesmo caminho. Elas passam por um processo de desenvolvimento,
semelhante ao desenvolvimento das pessoas. Passam da infância para
a adolescência, que por sua vez dá lugar à vida adulta e por fim
enfrenta os achaques da idade avançada. Assim aconteceu com a
Igreja Apostólica, o mesmo se deu com o Movimento da Reforma, a
história se repetiu no Movimento da Santidade do Metodismo e hoje se
percebe o mesmo com o Adventismo. O objetivo deste capítulo é criar
uma consciência realista de nossa situação e buscando refletir sobre o
tema encontrar formas para corrigir o Adventismo face aos seus
desafios.

A - O ciclo de vida de uma igreja segundo David O. Moberg em sua obra


The Church as a Social Institution, a vida da Igreja é dividida em 5
estágios:

1 - Organização incipiente - As seitas surgem da insatisfação com as


igrejas existentes, cuja insatisfação surge das classes mais
humildes.

a) Reclamam do clero.

b) Reclamam da corrupção de grupos privilegiados.

180
c) Reclamam da complacência denominacional. Esta agitação no
selo da Igreja origina-se de uma crise não resolvida
satisfatoriamente pela igreja.

d) Esta seita se caracteriza por elementos carismáticos, tendo uma


liderança carismática, autoritária e profética.

(1) Esta é uma descrição apropriada do Adventismo Sabatista


entre 1844 e 1863, que resultou da agitação espiritual do
milerismo ocorrida no selo do protestantismo americano a
partir de 1831 em diante. Do milerismo desapontado surge
um grupo que se reúne em torno, inicialmente, de suas
doutrinas: Teoria da Porta Fechada e Sábado. Para logo
ter definida suas doutrinas características: Santuário,
Espírito de Profecia e Sábado.

(2) Três fortes líderes, que estiveram à frente de todo grande


projeto da denominação: página impressa, organização,
reforma da saúde e educacional. São eles: José Bates,
Tiago White e Ellen G. White.

(3) Seu espírito de liderança e estilo de vida não se ajustaria ao


adventismo dos anos 90.

(4) O culto tinha um sabor carismático. A obra do Espírito


Santo foi evidenciada por visões, curas e até ocasionais
falar em línguas - The Present Truth, dez 1849, pp. 34 a
36. Os adventistas sabatistas se achariam muito
desconfortáveis no adventismo de hoje.

2 - Organização Formal - É o período da busca da identidade


organizacional e formal. O principal objetivo é preservar a
identidade e doutrina, e promover o crescimento da denominação,
tornando mais eficiente o seu ministério e a evangelização.

a) Neste período se realça a diferença entre a forma de viver dos


seus membros e a sociedade.

(1) Os códigos de comportamento tendem a ser muito


restritivos, e atarem perseguição e ridículo. A lista de
proibições é extensa: jogar carta, ir ao cinema, dançar,
cigarro, cosmético, serviço militar.

b) Este estágio representa a IASD no período de 1863 a 1900.


Nesta etapa foi escolhido o nome da Igreja (1860), foram
criadas as primeiras Associações (1861) e foi formada a
Associação Geral.

181
(1) Logo em seguida veio a visão da Reforma da Saúde (1863).

(2) Foi neste período que a Igreja se posicionou pela não


combatência e se opôs ao uso de adornos.

(3) Surgiu também a primeira declaração das crenças básicas


e se estabelece a 1ª instituição educacional e é enviado o
1º missionário ao estrangeiro, oficialmente.

c) Além disso, a liderança se tornou mais formal e administrativa.

(1) No final do Século XIX percebeu-se que a estrutura


administrativa era insuficiente por não ser suficientemente
representativa, além de morosa. Isto vai levar a IASD ao
passo seguinte.

3 - Eficiência Máxima - Este é o período do vigor jovem até a fase


adulta. Nesta fase a liderança é dominada por estadistas e a
estrutura organizacional se torna cada vez mais racional.

a) Por se tratar de uma organização em crescimento a sua estrutura


formal se desenvolve rapidamente, e isto a leva a acrescentar
novos executivos, mais assembléias e comissões se
multiplicam.

b) Neste período os procedimentos administrativos são encarados


como meios, e não como fins em si mesmos.

(1) Os programas de ação tendem a ser formulados em função


de fatos relevantes.

(2) Nesta época surgem os historiadores e apologistas.

(3) Isto conduz o grupo da posição de seita rejeitada para seita


em pé de igualdade com as denominações reconhecidas.
As hostilidades diminuem e há uma conseqüente
aceitação mútua.

c) A história Adventista identificada com estas características é a


década de 1950. Foi neste tempo que se deu a gradual
aceitação dos ASD nos círculos protestantes tradicionais,
através da influência de Walter Martin e Donald Grey
Bornhouse.

(1) Este período teve seu início com a reorganização


administrativa de 1901, e a eleição do primeiro presidente
estadista da IASD, Pr. Arthur G. Daniells.

182
(2) A departamentalização e sua conseqüente centralização do
poder eclesiástico na mesa administrativa de todos os
níveis; a criação das Uniões como novo nível
administrativo e sua conseqüente descentralização do
poder eclesiástico, mais o aumento da representatividade
da Conferência Geral, de 3 para 25 membros e a
formação das Divisões cujo presidente, é um vice-
presidente da C. G., fez, tudo isso, que a IASD entrasse
em seu terceiro estágio de eficiência máxima.

(3) Neste período surgiram nossos primeiros historiadores e


apologistas: J. N. Loughborough, M. E. Olsen, A. W.
Spalding e F. D. Nichol.

(4) A fase adulta da IASD é indicada como sendo o ano de


1956, quando a denominação teve estendida para ela a
não direita da amizade através de Donald Grey
Barnhouse, editor da revista Eternity.

(5) Este novo relacionamento dividiu as fileiras da IASD, que


chega a década de 1990 com um cisma ameaçador com
alguns ministérios independentes, que acusam a igreja de
apostasia por assumir postura doutrinária influenciada pelo
protestantismo tradicional pelo menos em dois aspectos:
justiça pela fé, natureza humana de Cristo.

(6) A maior evidência desta sua fase adulta é a sua acentuada


preocupação com o aspecto educacional. Criaram-se duas
universidades, visando alcançar um programa de
doutorado em Filosofia.

d) Hoje, em 1992, embora se tenha dificuldade em analisar


objetivamente o fato histórico quando se está dentro dele, não
parece haver dúvida que a igreja está no fim do estágio 3 e
início do 4º estágio.

4 - Institucionalismo - Surgem, neste período, grandes perigos. O


formalismo desgasta a vitalidade da igreja. “A liderança torna-se
dominada pela burocracia, e está mais preocupada com a
perpetuação dos seus próprios interesses do que com a
conservação dos distintivos que ajudaram a igreja a trazer à
existência do grupo.”

a) A administração se concentra em comissões e mesas que se


auto-perpetuam.

(1) A igreja torna-se uma imensa máquina burocrática que se


torna um fim em si mesma.

183
(2) A administração torna-se o senhor dos membros em lugar
de seu servo, apresentando-lhe muitas exigências,
suprimindo as individualidades e pondo suas energias a
serviço da organização.

b) A doutrina torna-se uma relíquia intocável.

c) A tolerância com o mundo torna o lugar do conflito da 2ª fase. Há


um conformismo com as normas sociais e morais da
sociedade, já por influência de pessoas socialmente mais
respeitáveis.

(1) O aumento do número de membros leva a se perder a


intimidade e familiaridade entre eles.

(2) Atividades vistas como mundanas de passam a ser


aceitáveis.

(3) Há um distanciamento da liderança do povo em geral.


Caracteriza-se por construções que procuram distanciar o
membro da liderança, como local de recreação.

d) Os sermões perdem o seu tom inflando sobre a salvação e se


tornam exposição de temas sociais.

e) A Conferência geral em 1989 criou as férias comunitárias para


administradores de Hospitais. No Brasil, as construções de
grandes sedes de Associações distanciaram, através de um
rígido serviço de recepção, os líderes do seu povo.

(1) O nível social do pastor no Brasil o distancia em algumas


áreas da maioria dos seus membros.

(2) Há um número crescente de pessoal de instituições que já


não contribui para o desempenho do principal alvo da
Igreja: a evangelização.

(3) O material impresso da igreja está fora da realidade do


poder aquisitivo do povo.

(4) Os bens e a tradição aumentam progressivamente


enquanto a igreja se aproxima ameaçadoramente do 5º
estágio.

f) Para que a igreja não se deixe levar pelas mazelas do 4º estágio,


faz-se necessária uma crítica radical as estruturas da
denominação, seus procedimentos e programas e em seguida
reorganizar-se para a eficiência missiológica.

184
(1) A eficiência de uma estrutura eclesiástica é proporcional a
sua eficiência evangelística.

(2) Divisão das Paulistas.

5 - Desintegração - As principais características desta fase são:

a) Excesso de institucionalismo, formalismo, indiferença,


*Obsolescência, ** Patronato e corrupção. (* Atrofia, redução
gradativa e final desaparecimento, ** Líder do tipo patrão,
autoridade de patrão.)

b) Falta de sensibilidade da máquina institucional para com o


pessoal e as necessidades dos membros causando a perda da
sua confiança.

c) É nesta época que surgem novas seitas ou se unem a outro


grupo religioso formal. Muitos dos que permanecem ignoram
sua prática religiosa ou a ela se conformam de maneira formal.

d) A denominação continua sustentada por líderes que tem direitos


adquiridos e por membros que têm ligação afetiva.

e) Alguns acham que o adventismo contemporâneo pode, em certas


ocasiões e lugares, entrar no período da desintegração.

(1) Outros, entretanto, que ainda há um considerável caminho


a percorrer antes que o adventismo chegue a esse ponto.

(2) Todos entendem que a solução está na renovação e


reforma dos estágios três e quatro antes que ocorra a
degeneração.

B - Obstáculos para a renovação e reforma da Organização.

1 - Confusão da tradição e estrutura com os verdadeiros valores


pioneiros.

a) As denominações desejam, através de sua liderança, passar os


valores dos seus fundadores, seu estilo de vida, suas
convicções.

(1) Porém, não poucas vezes tudo que se consegue é passar


as formalidades dos pioneiros sem o seu vitalizador
espírito.

2 - Motivação mista - Os pioneiros reúnem-se em torno de um líder


carismático, e todos na sua simplicidade sabem qual é o seu alvo e

185
não se desviam dele. Não lhes motiva qualquer tipo de recompensa,
prestígio ou benefícios.

a) Os líderes subseqüentes trabalham por outras razões que não


apenas a realização do alvo principal. Esta nova fase do clero
traz consigo, ao mesmo tempo, estabilidade e muitas
pretensões: segurança, prestígio, respeitabilidade, poder,
influência e a satisfação decorrente do ano de talentos
pessoais no ensino e liderança.

(1) Ocorre assim, a busca de posições de liderança por razões


de interesses pessoais. Isto conduz o movimento a
secularização na fase da institucionalização.

b) Sentidos da secularização:

(1) O carreirismo, apenas preocupado formalmente com os


alvos do movimento.

(2) O crescimento burocrático. Este pode estar mais


interessado na manutenção e proteção dos direitos
adquiridos do que em alcançar os objetivos originais do
movimento.

(3) Timidez e letargia diante dos problemas e desafios em lugar


do espírito de sacrifício e desejo de ver a missão
triunfante. É a perda do ardor pioneiro por falta de uma
experiência de conversão (problema de 2ª geração).

3 - Estruturas administrativas ultrapassadas e obsoletas.

a) Uma das mais sérias dificuldades é que as estruturas uma vez


erguidas para atender a um conjunto de problemas não são
remodeladas ou anuladas mesmo quando já não há os
problemas que motivaram a sua existência.

b) A continuidade destas estruturas pode dificultar a solução dos


problemas posteriores, e até causar dificuldades.

c) A solução aqui seria uma reestruturação administrativa, mas isto


significa perda de privilégios, segurança e status.

d) A IASD sente já faz alguns anos os efeitos destes obstáculos em


sua vida eclesiástica.

(1) Quase todos percebem que a reorganização, a


consolidação e a reforma administrativa e institucional

186
radicais são imperativas; contudo, poucos parecem estar
dispostos a pôr em ação esta renovação e reforma.

(2) A conseqüência é que grandes somas de dinheiro são


gastas com estruturas e programas obsoletos que não
alcançam seus alvos originais.

4 - O problema do sucesso - As denominações nos seus primórdios,


devido seus valores espirituais, são industriosas no seu trabalho e
frugais nas suas despesas, e estas por sua vez produzem a
riqueza. E quando a riqueza aumenta a religião diminui na mesma
proporção.

a) Orgulho, amor ao mundo, busca de status, benefícios pessoais,


nepotismo são resultados naturais na história de todas as
denominações ao chegarem aos 200 anos.

(1) Isto é verdade em relação ao indivíduo e à igreja guardadas


as devidas proporções.

b) A solução é o uso da riqueza conseguida no exercício de sua


missão. E não no enriquecimento progressivo de sua
denominação: como mega aumento administrativo-burocrático,
construção de prédios desnecessariamente ricos, etc.

c) è muito fácil confundir o sucesso da denominação com o


aumento das instituições e estruturas. Quando o sucesso
verdadeiro é medido por sua eficiência na missão.

C - Há esperança:

1 - O Modelo Apostólico - a Igreja Apostólica enfrentou cinco crises:


missiológica, administrativa, doutrinária, relacional e de fidelidade.

a) Crise missiológica - O êxito na proclamação em Jerusalém fez


com os apóstolos pensassem que não havia para eles trabalho
tão importante como proteger a igreja dos ataques do inimigo.
Estavam no perigo de se sentirem satisfeitos com o que já
tinham alcançado. A.A. 105.

b) A crise administrativa foi gerada pelo excesso de trabalho


assumido pelos apóstolos, que os levou a não tratar justamente
as viúvas helenistas, cuja murmuração conduziu à crise.

c) A crise doutrinária teve como condição para salvação, por parte


dos judeus convertidos ao cristianismo.

187
d) A crise relacional ocorrida entre Paulo e Barnabé se deu em
função da discórdia de ambos quanto ao ministério de João
Marcos.

e) A crise de fidelidade ocorreu devido o desejo de ostentação


exterior de santidade, com o objetivo de alcançar proteção
social.

2 - Em cada caso houve solução diferente a partir e se estabelecer a


primazia em cada caso, tendo uma conseqüência única: maior
eficiência evangelística.

a) Na crise administrativa a prioridade foi dada ao Ministério da


Palavra e da oração, enquanto a responsabilidade da
assistência foi delegada aos diáconos - At. 6:2-4.

(1) Resultado At. 6:7 - eficiência na missão.

b) Na crise doutrinária a prioridade foi estabelecer um concílio para


dupla discussão e nele a primazia foi dada à salvação pela
graça através da fé (At. 155:11) sendo a decisão baseada na
posição da maioria (apóstolos e anciãos).

(1) resultado: “As decisões amplas e de grande alcance do


concílio geral levaram confiança às fileiras dos crentes
gentios e a causa prosperou”. A.A. 197.

c) Na crise relacional entre Paulo e Barnabé - A prioridade foi dada


a individualidade de cada um, esperando que o tempo
harmonizasse as partes, pois só o futuro poderia trazer a
solução definitiva - At. 15:37-39 f At.16:5 f II Tm. 4:11.

(1) Resultado - Houve mais eficiência na evangelização.

d) Na crise de fidelidade a primazia foi dada à punição para que a


igreja não se desviasse para um espírito formal de santidade,
por motivo corrupto: o desejo do prêmio.

(1) Resultado - At. 5:1-11 f At. 5:14 - Crescimento missiológico.

e) Na crise missiológica - A prioridade foi dada à evangelização de


outras áreas geográficas e para que isso pudesse ser real
Deus permitiu a perseguição - At. 8:1,9

(1) Resultado - At. 8:4-8,25 - mais eficiência na evangelização.

(2) “...Após haverem sido os discípulos expulsos de Jerusalém


pela perseguição, a mensagem do evangelho espalhou-se

188
rapidamente pelas regiões que ficavam além das
fronteiras da Palestina; e muitos grupos de crentes se
formaram em importantes centros”. A.A. 155.

3 - Conselhos de Paulo:

a) Em primeiro lugar apegar-se aos princípios das verdades


reveladas e não às formas, tradições e estruturas que são
apenas os veículos para comunicar-se a mensagem. I Tm.
1:19; 4:16; 6:20; II Tm. 1:14.

b) Estar atento as circunstâncias da batalha como foi desde o início.


Permanecesse vigilante, para que identificando os problemas
pudesse buscar as soluções nas lições da própria história da
igreja. I Tm. 1:18; 6:12; II Tm.2:4.

c) Renovar constantemente os recursos espirituais disponíveis dele


e de seus irmãos. I Tm. 4:14; II Tm. 1:6,7.

189