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É comum ser ensinado que Portugal enviou ao Brasil os degradados da sociedade, como

bandidos e prisioneiros, o pior tipo de gente. Ensina-se que a única intenção era
conseguir ouro e que desde o princípio eles eram cruéis para os índios. Mas isto
não é real!

Para compreendê-lo, é necessário entender a história de Portugal e a cultura deste


povo. Você pode estudar mais sobre este tema em nosso artigo sobre a Reconquista
Ibérica, no qual detalhamos o contexto que levou os portugueses a se lançarem aos
mares.

As Grandes Navegações fazem parte da modernidade ao mesmo tempo em que carregam uma
intenção medieval: expandir a fé católica.

Quando pensamos em como foi a colonização do Brasil, devemos ter em mente as duas
visões de mundo do imaginário português.

Transmitir a fé cristã;
Fazer disto um empreendimento rentável.
Na Europa, Portugal foi o primeiro Estado moderno, sobretudo com o dinheiro de
ordens religiosas, como a Ordem de Cristo. Pedro Álvares Cabral era Grão-Mestre
desta ordem, derivada dos Templários, e foi ele quem conduziu a esquadra de 13
caravelas que chegou ao Brasil em 22 de abril de 1500.

Culturas que estavam afastadas há milênios encontraram-se depois de um longo


período. Segundo o professor de história Thomas Giulliano, nem indígenas nem
portugueses seriam mais os mesmos.

Como foi o encontro dos portugueses com os índios?


“Até agora, não pudemos saber se há ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou
ferro. Porém, o melhor fruto, que nela se pode fazer, me parece que será salvar
esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza nela deve lançar”.
(Carta de descobrimento do Brasil, Pero Vaz de Caminha).
Quando os portugueses pisaram pela primeira vez em terras brasileiras, pensaram que
se tratava de uma ilha e a chamaram de Vera Cruz (Cruz Verdadeira). Esta nomeação
inicial evidencia, assim como o trecho da carta acima, que eles não eram apenas
mercadores, mas homens que queriam difundir sua fé por todo o mundo.

Contudo, eles não eram os únicos nas novas terras. Quando chegaram, encontraram
tribos indígenas.

É interessante dizer que antes de desembarcar nas praias da Bahia, os índios


subiram nas caravelas. Isto serve-nos de metáfora, que o jornalista e escritor
Leandro Narloch explica:

Os índios viveram várias descobertas. Por exemplo, quando viram galinhas pela
primeira vez, fugiram, mas bastou um mês para que já estivessem vendendo ovos para
os portugueses.

O cachorro foi um instrumento muito útil, já que vigiavam a aldeia e encontravam


animais.

Mas não havia unanimidade no comportamento dos índios, eles não eram todos iguais,
nem tinham a mesma cultura. Alguns aliaram-se com os portugueses contra as tribos
nômades, que eram violentas. Uma das mais conhecidas era a dos botocudos. Eles
atacavam as tribos fixas.

Por causa deste tipo de ataque, outras tribos viam os portugueses como aliados em
um tempo de guerra permanente, entre grupos que não se aceitavam de forma alguma.
Além de entender como foi a colonização do Brasil, você tem a oportunidade de
perceber como toda essa história passada afeta nosso presente. Assista aos nossos
documentários gratuitos. Eles trazem entrevistas e análises com especialistas que
fazem este paralelo com o presente.

Como outros povos vieram parar na América?


Uma das questões mais intrigantes no estudo de como foi a colonização do Brasil é
em torno da presença de índios. Como eles chegaram às Américas?

Aparentemente, toda a espécie humana tem uma ancestralidade comum com o continente
africano. Pensa-se que pequenos grupos dispersaram-se para o Norte da África para
conseguir alimento e para descobrir novas terras.

A hipótese mais aceita é que durante a Era do Gelo, uma enorme quantidade de água
ficou congelada e presa nas geleiras. Isto gerou uma queda no nível do mar, fazendo
emergir uma ponte de terra entre os continentes, permitindo uma conexão com a
América.

Caçadores podem ter atravessado este corredor, tendo descoberto o outro lado e
ficado. Com o tempo, o gelo derreteu e os mares separaram novamente os continentes.
Como resultado, as tribos americanas perderam o conhecimento de suas origens.

Com a chegada dos portugueses ao Brasil e seu contato com os índios, milênios de
separação cultural, linguística e fenotípica foram rompidos. Este reencontro
parecia um milagre da vida e da persistência em sobreviver.

Os nativos americanos estavam há pelo menos 10 mil anos separados pelo oceano. Na
Europa, África e Ásia havia troca cultural e expansão, troca de ideias e todo tipo
de compartilhamento nos avanços civilizacionais. Era chegado o momento de partilhar
todo este patrimônio com a América.Há quem diga que a propriedade era dos índios e
que os portugueses eram conquistadores e não descobridores. No entanto, os índios
não tinham noção de propriedade privada. A noção de posse da terra não existia, nem
individual nem coletivamente.

Eles ocupavam uma extensão ilimitada de território, que tanto mais crescia quanto
mais ela era explorada. O mesmo acontecia com outras tribos e quando se
encontravam, o resultado era a guerra.

Ainda não havia Brasil, não havia noção de uma identidade nacional, cultural e
territorial. Isto só será formado posteriormente.

O contato entre estes povos não foi fácil. A corte tinha que proteger o território.
Era necessário ter navegadores dispostos aos riscos de migrar para um lugar
desconhecido e de adaptar-se a uma vida simples, ao convívio com os índios e a
empreender.

Escambo
O único incentivo comercial que a Corte podia oferecer era a exploração de pau-
brasil para tinturas.

Os indígenas sabiam onde havia pau-brasil, como cortá-lo e transportá-lo. Neste


contexto, surgem as trocas.

Do ponto de vista indígena, a madeira não tinha valor, pois estava em toda parte. A
troca era vantajosa, porque eles entregavam um pedaço de madeira para receber
objetos que eles queriam e não tinham, como o espelho. Por um tempo, funcionou
assim.
Primeiro, as expedições foram de reconhecimento e estabelecimento de locais para
contatos comerciais. Depois, houve também expedições de povoamento, porque a França
queria o território e era preciso defendê-lo, o que não aconteceria sem a ocupação
das extensões de terra.

Mas o Império Português não tinha finanças para povoar o Brasil, e uma estratégia
era necessária para tanto.

As capitanias hereditárias
capitanias-hereditarias-no-Brasil-Colonia
O território foi dividido em 15 capitanias hereditárias para uma melhor
administração. Eram enormes faixas de terra que receberiam um capitão. Sua missão
era fundar vilas, distribuir terras para quem quisesse cultivar, construir engenhos
e defender o território.

Em troca, o capitão donatário (aquele que recebe a doação) exploraria


comercialmente a terra e pagaria 20% do resultado à Coroa. Suas obrigações estavam
prescritas na Carta de Doação e no Foral.

A responsabilidade de criar povoados, presente no sistema de capitanias


hereditárias, evidencia uma coisa.

A colonização do Brasil foi de povoamento ou de exploração?


O interesse econômico não existia apenas para extrair riquezas, mas para mantê-las.
As capitanias eram meios de manter as pessoas no Brasil e, logicamente, parte das
riquezas permaneceria aqui.

A geografia brasileira foi determinante em nossa história. A vastidão do território


e o espaço a ser defendido influenciaram o povoamento. Logo, a colonização do
Brasil não era exclusivamente de exploração.

A ideia de colônia, por exemplo, não remete exclusivamente a um processo


predatório. A etimologia de colônia não significa apenas depredação, mas também
povoamento, um processo que o Brasil viveu.

Até o século XIX, os brasileiros nem mesmo chamavam-se de colonos, mas se diziam
portugueses nascidos no Brasil, como explica o jornalista e escritor Percival
Puggina:

A palavra “colono” é tardia. Ela aparece na história da Inglaterra em relação às


suas colônias. Mas o mesmo não se aplica a Portugal, que teve um processo
diferente.

A primeira eleição da América


A primeira eleição que ocorreu na Américas foi na capitania de São Vicente. Em
nossas terras, temos o primeiro elemento democrático do continente americano.

O modo medieval de organização portuguesa era diferente do modelo feudal que


aprendemos na escola, mais característico da França. Portugal já era organizado em
vilas com eleições, deixando que o poder central decidisse poucas coisas. Assim, as
pessoas decidiam seus problemas localmente.

Segundo Jorge Caldeira, doutor em ciência política e escritor, toda a atividade de


governo era resolvida e decidida pelos moradores de cada vila.

Tivemos eleições em São Vicente desde 1532, em Olinda desde 1541, em Salvador desde
1549, em São Paulo desde 1554, no Rio de Janeiro desde 1565, etc.
Nenhum país europeu teve esta base. Somente os EUA também tiveram um governo local
com esta importância.

Por falar em Estados Unidos, confira nossa trilogia gratuita chamada O FIM DAS
NAÇÕES, sobre o impacto das eleições americanas no mundo e sobretudo no Brasil.

As capitanias que deram certo


Como a missão era difícil, apenas duas capitanias prosperaram:

Capitania de São Vicente e Piratininga, de Martim Afonso e seu irmão.


Capitania de Pernambuco, de Duarte Coelho.
Todas as outras fracassaram. O açúcar alcançava altos preços na Europa, onde era
pesado em gramas para a venda. A cana-de-açúcar foi trazida de outras ilhas e
crescia bem em terras brasileiras. Logo surgiram os primeiros engenhos de açúcar no
território. Mas os índios frequentemente os destruíam.

Algumas tribos eram muito hostis e tinham hábitos diferentes, como comer carne
humana acreditando adquirir as habilidades do cadáver (antropofagia).

Que valor teria o documento do donatário para os indígenas canibais aqui


estabelecidos?

Era preciso estabelecer um vínculo. Em São Vicente, um náufrago português chamado


João Ramalho já estava estabelecido no local e tinha se casado com uma princesa
tupiniquim, a índia Bartira.

Por causa disso, os locais já tinham conhecimento sobre os portugueses. Este


contato facilitou a diplomacia para o sucesso da capitania.

Os ingleses na América não cogitavam a possibilidade de se casar com índias, muito


menos as mulheres de se casar com índios. Mas com os portugueses era diferente.

Os portugueses, que conseguiram uma boa convivência com os índios, tinham vantagem
para conseguir produzir e povoar o território. Muitas capitanias fracassaram por
não criar esta relação.

A harmonia entre indígenas e portugueses era necessária para assentar terras. Na


Bahia não foi diferente, pois temos a história de Paraguaçu com Caramuru.

O Governo Geral
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A Corte de Lisboa decidiu usar o dinheiro adquirido em outras colônias para enviar
uma equipe ao Brasil. O objetivo era organizar um Governo Geral, que seria
comandado por Tomé de Souza, entre 1549 e 1553.

Este governo teria três objetivos principais:

Defender o território;
Organizar a produção para viabilizar o povoamento;
Civilizar os índios.
Depois de Tomé de Souza, Duarte da Costa foi Governador-Geral, de 1553 a 1558,
sucedido por Mem de Sá, de 1558 a 1572.

Tomé de Souza foi substituído por Duarte da Costa, cujo filho tentou escravizar
índios e recebeu a repreensão dos jesuítas, mas continuou.

O governo local não atendeu às queixas e assim um padre tentou levar o problema ao
rei, naufragou e foi devorado por índios canibais.
Duarte da Costa fez um governo ruim e permitiu que a França se instalasse na região
do Rio de Janeiro e fundasse a “França Antártica”. Inconformado, o povo pediu à
Coroa que o substituísse.

Em 1556, ele foi substituído por Mem de Sá. Seu sobrinho, aliado à tribo Arariboia,
comandou a retomada da região e expulsou os franceses, fundando o Rio de Janeiro.

Com a morte de Mem de Sá, seu sucessor foi Dom Luís de Vasconcelos. Durante este
período, o governo português dividiu o Brasil em dois governos, que se unificaram
novamente em 1578.

Governo do Norte, com sede em Salvador.


Governo do Sul, com sede no Rio de Janeiro.
O papel dos jesuítas na colonização do Brasil
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portuguesa
A Ordem de Cristo ajudou Portugal em suas navegações. Os jesuítas seriam os
responsáveis pela paz com os índios e pela união do território brasileiro.

Como criar aproximação com povos que não falavam a mesma língua, não tinham os
mesmos hábitos e pensavam completamente diferente?

Os jesuítas fizeram o seguinte trabalho pelos índios:

Fundaram escolas;
Ajudaram os índios a entender o que é caridade no conceito cristão;
Civilizaram os indígenas para abandonar o canibalismo (antropofagia);
Aprenderam a língua das tribos e depois ensinaram português;
Criaram campos agrícolas para que cultivassem.
A necessidade da educação
Não era a primeira vez que o homem percebia que as pessoas não nasciam cultas e que
era necessário educá-las para uma vida melhor. Desde a Grécia Antiga, a educação
era vista como o motor de um conceito que estava se desenvolvendo e que sempre foi
uma fonte de reflexão no Ocidente: a liberdade.

Para a formação de um homem livre, desde a Antiguidade, as ciências e as artes têm


desempenhado um papel fundamental.

Os filósofos gregos dedicaram-se a encontrar alunos interessados em aprender. Na


Idade Média, os mosteiros significaram um avanço na administração da educação. Por
que, na modernidade, a educação do inculto seria condenada?

O contexto de formação dos jesuítas


Os medievais perceberam que poderiam levar a educação para fora dos muros, levando
os homens ao clero (aquele que sabe ler e escrever). O acesso ao saber de todo tipo
começou a se expandir pela Europa, a população começava a aumentar e era necessário
educar cada vez mais pessoas.

Foi assim que surgiram as universidades na Igreja Católica.

Temos exemplos em Salamanca, Coimbra, Colônia, Paris, Bolonha, depois Oxford,


Cambridge, etc. Os ambientes universitários começam a surgir e passam a ser o único
ambiente de estudo possível.

Neste contexto, os jesuítas nascem com a vocação de ensinar. Surgiram durante o


cisma causado pela Reforma Protestante. Os novos sacerdotes foram enviados para o
mundo inteiro a fim de educar diferentes povos.

Representavam a união de três grandes interesses:


Os jesuítas queriam doar-se à vocação de educar;
Os portugueses precisavam civilizar os índios;
A Igreja queria levar o catolicismo para o além-mar.
Em 1549, temos a participação ativa dos jesuítas. Eles vieram comandados por Manuel
de Nóbrega, com a missão de trazer as sementes da Civilização Ocidental para este
lado do território.

Nas palavras do Professor Rafael Nogueira:

“Civilização sem religião nunca existiu. Porque se você precisa usar o termo
civilização para se referir ao ciclo cultural contínuo, ou seja, a uma cultura que
se mantém em um determinado povo e local e é transmitido de geração em geração,
essa tal cultura não é simplesmente um conjunto de tipos de vasos, ou maneiras de
comer, ou até de armazenar os alimentos, não é uma maneira de guerrear. Na verdade,
todas essas coisas estão vinculadas com o mito.
“Sempre foi assim, desde a primeira civilização que era a suméria. Eles tinham o
mito deles.
Quando a gente tem a primeira legislação, que é a da Babilônia, é o Código de
Hamurabi.
“Você percebe ali que ele se refere ao deus Marduque que disse as leis.
“A religião cristã cria uma moral que tem em si alguns valores que ela soube herdar
a princípio, da cultura greco-romana e outros valores que dizem respeito à salvação
da alma. Entre eles, o amor, amor traduzido do latim caritas. E o amor caritas é o
amor caridade, não o amor da fruição sexual que seria em grego, eros. Então, é esse
amor ágape ou caritas, o amor no qual você se dedica desinteressadamente as outras
pessoas.
“Você tem a figura do perdão, o autossacrifício por um valor maior. Desde um ponto
de vista espiritual, você precisa se considerar uma alma individual.
“Se alguém vai ser salvo ou condenado, vai ser a alma individual. Se você se
despersonaliza, os seus atos já não são mais julgados como atos de uma pessoa
consciente que escolhe o que vai fazer e nesse sentido você não pode ser julgado.
“Você despersonalizado deixa a característica principal da humanidade, que é a
capacidade de inteligência, capacidade racional”.
Isto significa que não é possível dissociar como foi a colonização do Brasil dos
valores cristãos, presentes em sua fundação, que regem a noção de liberdade,
direito, dever, virtudes e cultura em geral.

Dom Bertrand, bisneto da princesa Isabel, complementa:

Ele explica que, por sermos livres e inteligentes, deduzem-se três princípios
fundamentais para estabilidade socioeconômica de uma nação:

Livre iniciativa;
Respeito à propriedade privada;
Princípio de subsidiariedade (autonomia dos grupos e interferência do Estado apenas
no que for necessário).
A propriedade privada é a garantia da liberdade.

“Se eu não sou dono do fruto do meu trabalho, sou um escravo do Estado”.
Todas estas ideias fazem parte da cultura que alimenta nossas almas.

Para que eu vivo?


Como devo me comportar?
Como devo me organizar?
Como deve ser meu governo?
O que é um bom governante?
Todas estas dúvidas podem ser respondidas dentro do caldo cultural de uma religião.
Os jesuítas também foram para a Índia, China, Japão e América do Norte. Eles tinham
o maior sistema de formação do mundo na época e sua influência é parte da
identidade brasileira.

Este tema da formação é muito importante, portanto, temos um Núcleo de Formação com
dezenas de cursos de história, filosofia, arte, economia e muito mais. Para
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A educação dos índios


Para ensinar ao povo indígena, os jesuítas aprendiam a língua local e absorviam o
que eles tinham de melhor. Mas havia também um enorme patrimônio da Civilização
Ocidental a ser ensinado.

A música dos índios tinha quatro notas, seria bom ensinar uma escala de 12 notas,
por exemplo. Os jesuítas elevaram tribos que viviam no Paleolítico ao Barroco em 20
anos.

Para entendermos esta necessidade, temos alguns relatos da época:

O Padre João de Azpilcueta Navarro escreveu:

“Haviam acabado de matar uma moça – ele está falando dos índios – e mostraram-me a
casa e entrando nela eu percebi que a estavam cozinhando para comê-la. A cabeça
estava pendurada em um pau, e depois fui a outras casas nas quais achei pés, mãos e
cabeças de homens no fumo”.
Padre Manuel da Nóbrega:

“Os gentios, que parecem que punham sua bem aventurança em matar seus contrários,
comer carne humana e ter muitas mulheres se vão muito emendando e todo trabalho
consiste em apartá-los disso”.
Uma sociedade com este costume canibal não é um exemplo de moralidade. É verdade
que ao compararmos estamos usando um parâmetro ocidental, no entanto, ele é
racionalmente defensável. São 2 milênios de tradição, argumentos e análises. A
tradição indígena não tinha sequer um alfabeto.

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