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Fish!

ou a Arte de Motivar

Introdução

Não é fácil definir o conceito de motivação, pois trata-se de um constructo invisível, de


utilização generalizada.

A motivação pode ser definida por é um conjunto de forças energéticas que têm origem
quer no indivíduo (de origem intrínseca), quer fora dele (de origem extrínseca), e que é
fonte do comportamento no trabalho, determinando a sua forma, direcção, intensidade e
duração. Deste modo, é possível compreender que os aspectos motivacionais são
aqueles que movem a pessoa a determinada acção com determinado objectivo.

A palavra motivar está sempre presente nas nossas conversas formais e informais como
se de um assunto muito simples se tratasse.

Após uma breve leitura do livro conseguimos ter a noção de que realmente motivar não
é tarefa fácil, pois exige muita estratégia e criatividade. Realço que escolhi este livro
porque acho que me fez compreender um pouco que realmente é possível sermos
profissionais de sucesso gostando daquilo que fazemos independentemente da função
que exercemos.

Ao longo da análise a esta obra irei focar os princípios básicos, que são: brincar,
ganhar o dia, estar disponível e escolher a atitude, irei também salientar aspectos
importantes para a motivação como: a motivação, satisfação, auto-conhecimento, auto-
estima mudança e clima e cultura organizacional.

Através do livro Fish! Ou a arte de motivar conseguimos ter a noção de que realmente
motivar não é tarefa fácil, pois exige muita estratégia e criatividade.

Várias empresas tentaram implementar a filosofia Fish! de forma a motivar tanto os


gestores como todos os colaboradores a desempenharem as suas funções com alegria e
satisfação, transmitindo essa mesma satisfação aos clientes.

Desenvolvimento
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O sucesso de uma organização depende do compromisso e do envolvimento dos seus


colaboradores com a própria organização, tornando a compreensão e implementação
dos métodos motivacionais, um mecanismo de extrema importância para o
desenvolvimento sustentável das empresas. A palavra-chave para o desenvolvimento de
uma organização é “MOTIVAÇÃO”, esta é o desejo que está por trás de todas as acções
de uma organização.

Mas então o que é concretamente a motivação?

São os motivos, as razões em que se escolhe fazer isto e não fazer aquilo. São as razões
de ordem lógica cartesiana para que se faça uma coisa e não outra.

É necessário compreender essas razões e esses motivos, se assim não for, a motivação
passa a ser uma emoção passageira. Viver motivado é viver, conhecer, aceitar, trabalhar
em busca de motivos para ser o melhor em tudo. Compreender a motivação humana tem
sido um desafio para muitos administradores e psicólogos. Várias pesquisas têm sido
realizadas e diversas teorias têm tentado explicar o funcionamento desta força que leva
as pessoas a actuar para atingirem os seus objectivos. Deste modo, é possível
compreender que os aspectos motivacionais são aqueles que movem a pessoa a
determinada acção com determinado objectivo. E estes objectivos são diferentes de
pessoa para pessoa, e são construídos a partir da história singular de cada um, e quando
se satisfaz uma necessidade, imediatamente se procura satisfazer outra. De uma forma
geral, pode-se dizer que a motivação é a vontade de agir, ou seja, é um conjunto de
forças internas que mobilizam e orientam a acção de um organismo em direcção a
determinados objectivos como resposta a um estado de necessidade, carência ou
desequilíbrio.

Maslow tentou compreender o homem dentro de uma percepção multidimensional,


considerando a existência de diversas necessidades, desde as mais básicas até as mais
complexas e numa inter-relação dinâmica.

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Pirâmide das Necessidades, de Maslow

Segundo Maslow, as necessidades não satisfeitas são os motivadores principais do


comportamento humano, havendo precedência das necessidades mais básicas sobre as
mais elevadas. Logo, se as necessidades fisiológicas não estiverem satisfeitas, um
indivíduo não se sentirá estimulado pelas necessidades de estima.
Por isso, o tema motivação é aquele que é mais discutido a nível organizacional,
mas o conceito que a maior parte das pessoas tem acerca disto muitas vezes não é o
mais correcto. Para além disso, a forma de reacção dos indivíduos em relação à
motivação difere bastante, pois nem todos têm o mesmo comportamento dentro da
empresa.

Brincar

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Na obra Fish! Ou a arte de motivar defrontamos com uma situação divertida,


mas que de certa forma ensina como se deve motivar as pessoas no seu local de
trabalho. A história passa-se num no mercado de peixe, onde os peixeiros atiram o peixe
de uns para os outros, brincam com os clientes, oferecem um serviço de qualidade e
agradecem com um sorriso, pode ser aplicado nas organizações.
Nesta narrativa assenta o primeiro princípio básico da filosofia Fish!: brincar. É
certo que qualquer emprego ou função que desempenhamos deve ser levada com
seriedade e devemos cumprir regras e ser éticos no que fazemos. Contudo, pode-se criar
um ambiente de trabalho criativo e agradável onde todos os colaboradores sintam
alegria, satisfação no que estão a fazer.
Embora isso seja a maior realidade das organizações, ou seja, estão em constante
mudança e temos que nos habituar a elas, mas existe sempre quem não esteja de acordo
Em vez de os colaboradores estarem diariamente num ambiente competitivo e de
consumição, desenvolveram um ambiente que aceita a mudança, valoriza a diversidade
e aprende a partir das suas experiências. Quando uma das chefes de equipa tentou fazer
com que os seus objectivos fossem alcançados começou precisamente a criar pequenas
regras com um tom de brincadeira.
Os operadores que trabalhavam durante a noite ao fim-de-semana faltavam
muito, o que levou a esta chefe pôr à prova a sua criatividade. Com um nova decoração
que fizeram, os colaboradores começaram a ter um espírito mais descontraído, que fez
com que as pessoas relaxassem e tivessem outra disposição.
É importante que os gestores estejam atentos ao que os colaboradores pensam e
pedir a opinião deles, para que sintam que realmente fazem parte da empresa e que não
se sintam apenas mais um número.

Ganhar o dia

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Na segunda narrativa da obra em análise, existe um diálogo entre o gerente de


venda de um stand com os seus colaboradores, onde mais uma desenvolveu a filosofia
Fish!.
Comunicou aos colaboradores que era necessário haver uma mudança interna,
para que não vissem só no lucro que iriam obter com a venda de um carro, mas que
dessem mais atenção ao cliente de modo a que este ficasse satisfeito com o serviço
prestado e sempre que precisa-se voltasse ao Stand.
A partir do momento em que todos os colaboradores começaram a acreditar
aventuraram-se a promover algo novo no stand. Começaram por chamar a atenção de
potenciais clientes através de cartazes publicitários criativos, que suscitavam interesse e
curiosidade aos clientes. Ao aperceberem-se que entravam novas pessoas no stand a
motivação começou a aparecer. A sinceridade e a gentileza com que os colaboradores
tratavam os clientes faziam com que todos ficassem satisfeitos.
A satisfação deriva de um conjunto de elementos relacionados e associados ao
próprio trabalho, tornando-se assim possível medir a satisfação dos trabalhadores em
relação a diferentes aspectos, a satisfação aparece relacionada com vários factores, tais
como, chefia, organização, progressão na carreira, estabilidade de emprego, condições
de trabalho, perspectivas de promoção, recompensas salariais, desempenho pessoal,
colegas de trabalho, entre outros.
Ainda que relacionadas (satisfação e a motivação), a motivação é a primeira
causa da satisfação, então isto vai implicar que qualquer chefe, gestor se deve preocupar
acima de tudo com a gestão da motivação, pois uma gestão eficaz da motivação das
pessoas induzirá, com maior probabilidade, níveis adequados de satisfação e de
produtividade.

Estar disponível

O facto de estar disponível para ajudar os outros, para servir as pessoas é um


princípio básico e importante. Esta história faz-nos sonhar um pouco, pois era bom que

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todos os hospitais, lares, centros de saúde conseguissem adoptar a filosofia Fish! e


transformar os dias tristes e stressantes dos colaboradores menos cansativos. É
exactamente dessa forma que os peixeiros de Pike Place Fish cativam os seus clientes,
estando inteiramente disponíveis para os atender da melhor forma possível.
A historia conta-nos que houve uma formadora de enfermeiros que entrou para
a unidade neuro-renal e deparou-se que se trata de um local onde existem doenças
graves e que era necessário fazer algo para que aquela pessoas acabem sem os seus
dias mais feliz.
Era preciso que todos os colaboradores daquela unidade trabalhassem em equipa
para se auxiliarem uns aos outros e, dessa forma, prestarem um melhor serviço. Após a
apresentação da filosofia Fish! todos ficaram sensíveis ao ponto de perceber que era
mesmo necessário estarem disponíveis e atentos às necessidades das pessoas.
O facto de sermos reconhecidos através do bom trabalho que fazemos aumenta a
nossa auto-estima porque ela é a chave para o sucesso ou para o fracasso, ou seja, esta é
a principal fonte de motivação do indivíduo, pois se este executar as suas funções
devidamente, se for reconhecido pelos seus colegas e pelos seus chefes e se valorizar
pessoalmente irá estar cada vez mais motivado para a sua actividade profissional,
revendo satisfação a nível profissional e pessoal.
É muito importante, desenvolver a nossa auto-estima isto é expandir a nossa capacidade de
ser feliz. Se entendermos isso, poderemos compreender o facto de que para todos é vantajoso
cultivar a auto-estima.

Escolher a atitude

Toda a gente tem o seu direito de escolher o caminho que prefere percorrer,
contudo pode optar pelo caminho certo ou pelo caminho errado. Em relação
trabalhadores do mercado de peixe eles escolhem estar sempre bem-dispostos, atender
bem os seus clientes e deixá-los satisfeitos, escolhem uma atitude positiva onde todos
ficam encantados.
Nesta ultima historia narrativa pode-se constatar que a escolha da atitude pode
influenciar muito uma carreira profissional.
Dois amigos decidem formar uma pequena empresa onde as suas funções eram
de arranjar telhados. Ambos sabiam que, normalmente, quando alguém pedia este tipo

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de serviço as empresas demoravam imenso tempo a atender os clientes. Portanto, estes


decidiram logo desde início que o trabalho teria que ser realizado no dia marcado.
Após algum tempo a empresa começou a crescer e novos colaboradores
começaram a fazer parte dela, alguns com problemas pessoais, o que de certa forma
prejudicava a produtividade da empresa. Mais uma vez foi aplicado a filosofia Fish!,
onde foi explicado a todos os trabalhadores que no mercado de peixe os vendedores
assumiam a responsabilidade de escolher as acções e as atitudes que revelavam no
trabalho. Os colaboradores da empresa de telhados começaram a pensar como iam
passar o dia e que atitudes iriam tomar, para depois partilhá-la com os outros.
A auto-realização traduz-se no desejo da pessoa pela auto-satisfação, isto é, a
tendência em fazer na realidade o que tem de maior potencial.
Um dos aspectos que consideramos fundamental para se criar um espírito de
motivação de todos os envolvidos numa organização é o facto de existir um bom clima
organizacional. O clima organizacional depende das condições económicas da empresa,
da estrutura e da cultura organizacional, das oportunidades de participação pessoal, do
significado do trabalho, da escolha da equipa, do estilo de liderança, da avaliação que é
feita entre outros.
A filosofia Fish! consiste precisamente em desenvolver motivação e bom
ambiente entre todos os colaboradores, o que trará um bom clima organizacional.
A cultura organizacional está em constante formação e aperfeiçoamento,
adaptando-se às alterações do meio ambiente e aos problemas internos, porém os
elementos chave estáveis na organização, que estão bem assimilados, não sofrem
alterações, mas mudanças nem sempre são aceites de forma unânime, havendo muitas
resistências à mudança dentro das organizações. Constatamos na leitura que sempre que
se falava em implementar a filosofia Fish! as pessoas não ficavam muito receptivas no
início, pois tinham dificuldade em mudar a sua forma de trabalhar. A mudança
organizacional é muito importante, portanto pode-se considerar que esta temática é o
processo que lida com as alterações do sistema de uma forma holística, alinhada com os
objectivos do negócio e de uma forma disciplinada.
Conclusão

Fish! é um livro que, através de uma parábola, nos pretende ensinar como aumentar a
motivação e melhorar os nossos resultados numa dada empresa.
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Mesmo que, a certa altura, não estejamos a fazer exactamente aquilo que mais
gostaríamos, cabe a cada um de nós escolher o modo de o fazer, isto é, podemos sempre
escolher a atitude com que encaramos as nossas tarefas.
Se conseguirmos levar as nossas melhores qualidades para o local de trabalho este
tornar-se-á, certamente, um oásis de energia, de flexibilidade e de criatividade,
constituindo consequentemente um motivo de realização e satisfação pessoal. As
empresas não têm necessariamente de funcionar como prisões.
Somos nós, na maioria das vezes, pela maneira como resolvemos encarar o nosso
trabalho, que os transformamos em autênticas cadeias. Se assumirmos que temos de
passar a maior parte do dia a trabalhar, por que não o tentar passar da forma mais
agradável que nos for possível? Se quer saber como o conseguir, é só seguir os
ensinamentos que Fish!
A motivação decorre nas relações intra e interpessoais que são desenvolvidas
dentro da organização. Muitas dificuldades fazem parte da vida do ser humano e essas
relações constituem-se num grande desafio para a humanidade.
Alguns almejam desejos mais simples, outros buscam desafios maiores e isso se
revela de várias formas, tanto no campo pessoal quanto profissional
Todas as pessoas têm um mundo à parte que possui um mundo próprio, adaptado
para pensar, sentir e agir, que se desenvolve através do efeito do estímulo sobre as
potencialidades humanas, como a inteligência, aptidões, sentimentos e necessidades
básicas. Mas é justamente esta diferença que torna o mundo tão especial.
Para haver a motivação é necessário identificar as necessidades das pessoas, procurar o
trabalho que mais atrai a pessoa a pessoa, reconhecer o bom desempenho, projectar o
trabalho de forma a torná-lo atraente, garantir meios para o feedback positivo e
aperfeiçoar continuamente as práticas de gestão. Cheguei á conclusão que é possível
que todos gostem do trabalho que fazem e se sintam cada vez mais estimulados para o
fazerem bem feito.

Bibliografia

• CUNHA, Miguel; RÊGO, Arménio; CUNHA, Rita; CARDOSO, Carlos


(2006), Manual do comportamento organizacional e de gestão,
Lisboa, Rh Editora;

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Fish!ou a Arte de Motivar

• LUNDIN, Stephen C.; CHRISTENSEN, John; PAUL, Harry; STRAND, Philip

(2004), Fish! Ou a arte de motivar, Lisboa, Editorial Presença;

• www.conexaorh.com.br/artigo15.htm