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14/12/2021 19:51 UNINTER

SISTEMAS DE CONFORTO E
CONVENIÊNCIA
AULA 3

Prof. Alvaro Antonio Danielski

https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 1/25
14/12/2021 19:51 UNINTER

CONVERSA INICIAL

VIDROS ELÉTRICOS

Nesta aula, vamos conhecer um


pouco sobre mais um acessório que compõe os itens de
conforto e conveniência
dos automóveis: os vidros elétricos.  Quando precisamos baixar ou subir os

vidros do carro, fazer isto através de uma manivela se torna um tanto incômodo,
principalmente se

começar a chover de repente. Em outras situações, é


interessante que o condutor tenha controle

sobre os vidros, como no transporte


de crianças, por exemplo.

Veremos, então, como é o


mecanismo de movimentação dos vidros, seus controles e

funcionalidades, bem
como a regulamentação sobre o sistema para evitar acidentes.  

TEMA 1 – SISTEMA DE ACIONAMENTO DOS VIDROS ELÉTRICOS

1.1 PRIMEIROS SISTEMAS

Quando o assunto é comodidades no uso do


automóvel, os vidros com acionamento elétrico

apresentam vantagens bastante


evidentes: garantem mais conforto, praticidade e segurança para o

motorista e
seus passageiros. A simples ação de baixar ou subir um vidro exigia o esforço
de girar

uma manivela para colocar o vidro na posição desejada (Figura 1).

Figura
1 – Manivela

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Créditos:
Kara Knight/ Shutterstock.

Isso poderia se tornar bem


desconfortável com uma chuva repentina. Em nosso país, não é raro

que isso
aconteça. O vidro com acionamento elétrico veio tornar a ação muito mais
cômoda,
bastando para isso apertar um botão.

E quando isso começou? Talvez


tenhamos a impressão de que o vidro elétrico é um acessório

recente, afinal
convivemos com automóveis sem este recurso sendo fabricados ainda nos dias de

hoje.

Os primeiros sistemas de
vidros elétricos em automóveis foram introduzidos aproveitando os

princípios de
funcionamento de outra inovação da época, criada na década de 1930 pela
fabricante

norte americana Plymouth: a capota automática. Tratava-se de um


mecanismo hidráulico acionado

eletricamente. Outros fabricantes utilizaram


sistemas semelhantes em seus modelos, como a Ford, no

Lincoln Custom e a
Cadillac, na limusine Series 75, no ano de 1941. 

O primeiro automóvel a contar


com o sistema reconhecido de vidro elétrico foi o “Packard

Custom Super Eight


One-Eighty”, de 1955. Este automóvel, da fabricante norte-americana Packard

(Figura
2), curiosamente ainda contava com as manivelas de acionamento dos vidros
(possivelmente

para o caso de falha do sistema).

Figura
2 – Packard Custom Super Eight One-Eighty, 1955.

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Créditos:
Zoran Karapancev/Shutterstock.

De lá para cá, os vidros


elétricos passaram a fazer parte cada vez mais da lista de acessórios dos

automóveis. Inicialmente equipando os modelos mais sofisticados, e depois


fazendo parte também

de modelos mais simples e baratos. Hoje já deixou


definitivamente de ser um luxo, sendo um item

normalmente requisitado por quem


vai adquirir um automóvel, compondo o que normalmente é

chamado de “trio
elétrico”, juntamente com as travas elétricas e alarme.

1.2 FUNCIONAMENTO DO SISTEMA

O
sistema de movimentação dos vidros se baseia no acionamento de um motor
elétrico (Figura

3) acoplado ao mecanismo de acionamento (máquina do vidro, Figura


4) através de um conjunto de

engrenagens.

Figura
3 – Motor elétrico de vidro automotivo

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Créditos: Levchenko Hanna/Shutterstock.

Figura 4 – Máquina de vidro


automotivo

Créditos:
Aleksandr Kondratov /Shutterstock.

Este conjunto de engrenagens


transfere a força do movimento do motor para o mecanismo,

possibilitando a
subida e descida dos vidros. Estas peças também são responsáveis por manter os

vidros estabilizados e nivelados. As engrenagens do mecanismo exercem o


autotravamento caso o

movimento do vidro seja forçado, ou seja, o mecanismo movimenta


o vidro, mas o contrário não é

possível graças ao atrito entre as engrenagens.


Isso ajuda a prevenir abertura indevida dos vidros em

caso de furtos. 

Existem basicamente dois


modelos construtivos de máquinas do vidro: modelo tipo cabos de

aço e modelo
tipo pantográfica (tesoura). No primeiro modelo, o movimento é obtido por meio
de

um cabo de aço e um conjunto de roldanas (Figuras 5 e 6). Este modelo é


bastante utilizado pelas

montadoras pela simplicidade, podendo apresentar


diversas variações. A vida útil deste modelo
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tende a ser menor, pois tanto o


cabo como as roldanas se desgastam com o uso, levando ao

desfiamento ou até
ruptura do cabo. Para otimizar a vida útil do mecanismo, recomenda-se

manutenção e lubrificação periódica.

Figura
5 – Motor de vidro elétrico modelo cabo de aço I

Créditos:
Aleksandr Kondratov/Shutterstock.

Figura
6 – Motor de vidro elétrico modelo cabo de aço II

Crédito:
Aleksandr Kondratov/Shutterstock.

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O
modelo “tesoura” de máquina de vidro utiliza engrenagens para o acionamento de
um longo

braço fixado a uma barra segura à parte inferior do vidro (Figuras 7 e


8). A extremidade do braço
desliza em uma ranhura da barra enquanto o vidro
sobe ou desce.

Figura
7 – Motor de vidro elétrico modelo tesoura I

Créditos: Erkan Demirel/Shutterstock.

Figura
8 – Motor de vidro elétrico modelo tesoura II

Créditos:
Winai Tepsuttinun/Shutterstock.

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Este tipo de mecanismo é mais


robusto e tem maior durabilidade. Sua manutenção necessita de
lubrificação das
articulações e das engrenagens, para evitar desgaste prematuro ou quebra dos

dentes das engrenagens. Ajustes e lubrificação das canaletas dos vidros também
ajuda evitar
esforços extras dos mecanismos, aumentando a durabilidade de
qualquer dos modelos.

1.3 ACIONAMENTO DOS VIDROS

O acionamento dos comandos de


movimento dos vidros é feito através de interruptores (Figuras
9 e 10)
posicionados em pontos que favoreçam a ergonomia.

Figura
9 – Interruptor I

Créditos:
S1001/Shutterstock.

Figura
10 – Interruptor II

Créditos:
Kudrin Ilia/Shutterstock.

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Alguns veículos têm esses


interruptores posicionados no console central, próximos à alavanca do

câmbio. A
posição mais ergonômica e mais utilizada é nos puxadores das portas, que servem
também como apoio de braço, facilitando o acionamento (Figura 11).

Figura
11 – Interruptores no console central

Créditos:
Everyonephoto Studio/Shutterstock.

1.4 TIPOS DE BOTÕES DE ACIONAMENTO

São basicamente dois tipos de


botões de acionamento dos vidros elétricos encontrados nos
sistemas dos
veículos: os do tipo tecla (empurra-empurra, ou “push-push”, no termo em inglês)
e do

tipo alavanca (empurra-puxa, no inglês “push-pull”).

1.4.1 BOTÕES TIPO TECLA (EMPURRA-EMPURRA):

Neste
modelo o acionamento é feito sempre apertando o botão de comando, tanto para

movimentos de subida como de descida do vidro (Figura 12). É recomendável que


sua instalação seja
feita na posição vertical ou em ângulos de grande
inclinação para evitar acidentes. Numa posição

horizontal ou próximo dela, uma


criança debruçada na janela do veículo poderia pisar
acidentalmente no botão de
acionamento para subir o vidro e ficar presa, ou até mesmo sufocada.

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Figura
12 – Botão do tipo tecla (empurra-empurra)

Créditos:
Everyonephoto Studio/Shutterstock.

1.4.2 BOTÕES TIPO ALAVANCA (EMPURRA-PUXA):

Neste
modelo de acionamento o movimento de descida do vidro ocorre a partir do
comando de

apertar o botão de comando. Para o movimento de subida é necessário


puxar o botão de comando
(Figura 13). Isso torna o comando de subida do vidro
mais seguro contra acionamentos acidentais e

reduz o risco de acidentes.

Figura
13 – Botão do tipo alavanca (empurra-puxa)

Créditos:
Odua Images/Shutterstock.

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TEMA 2 – VIDROS ELÉTRICOS: FUNÇÕES DISPONÍVEIS

2.1 FUNÇÕES

Idealizado no início apenas para


automatizar os movimentos de abertura e fechamento dos
vidros das portas, os
vidros elétricos contavam com os motores acoplados às máquinas de vidro e os

interruptores de comando, geralmente fixados cada um à respectiva porta. O


condutor poderia
contar, além do interruptor da sua própria porta, com
interruptores paralelos aos das demais portas
para poder comandar os outros
vidros. Com o passar do tempo, os sistemas foram sendo

aperfeiçoados com o
desenvolvimento da eletrônica e passaram a oferecer diversos outros recursos,
que apresentamos a seguir:

2.1.1 BLOQUEIO DE VIDROS TRASEIROS

Esta
função permite ao condutor bloquear o acionamento dos vidros das portas
traseiras. Este

bloqueio é muito útil para o caso de transportar crianças, pois


aumenta a segurança. O bloqueio é
feito por uma tecla no painel dos comandos de
vidros na porta do motorista (Figura 14).

Figura
14 – Bloqueio do acionamento da máquina de vidros

Créditos: Jo Panuwat D/Shutterstock.

2.1.2 SUBIDA E DESCIDA EXPRESSA (COM UM TOQUE)

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Esta
função permite o acionamento do curso total do vidro com apenas um toque no
botão de
comando (“Express up” e “Express down”). Para parar o movimento em uma
determinada posição,

geralmente basta um toque no sentido inverso do botão de


comando e o movimento se detém.

2.1.3 TEMPORIZADOR

Esta função permite que os


vidros possam ser fechados após a chave de ignição ter sido

desligada. Útil
para que um vidro possa ser fechado sem a necessidade de religar ignição.
Geralmente o tempo disponível é de aproximadamente um minuto.

2.1.4 FECHAMENTO AUTOMÁTICO

Esta função realiza o


fechamento de todos os vidros das portas ao trancar o veículo (“confort

closing”).
Para estar presente, é necessário que o veículo possua as travas elétricas das
portas
instaladas, uma vez que o fechamento automático dos vidros atua em
conjunto com elas. É comum

que a integração desta função aconteça também com o


sistema de alarme.

2.1.5 ALÍVIO DA PRESSÃO INTERNA

Esta função promove o abaixamento


de um dos vidros das janelas em alguns centímetros toda

vez que uma porta for


aberta, voltando a levantá-lo assim que a porta for fechada. A finalidade é
aliviar a pressão interna do veículo quando a porta é fechada. Este aumento de
pressão ao fechar a

porta, com os vidros fechados, pode provocar incômodo nos


ouvidos, sensíveis às variações de

pressão. A função também facilita o


fechamento da porta.

2.1.6 PROTEÇÃO ANTIESMAGAMENTO

Esta função
executa o retrocesso do curso de subida do vidro, caso exista algum obstáculo. É

necessária quando existe a função subida expressa (“express up”) ou fechamento


automático dos

vidros. O sistema identifica, através de sensores, o aumento da


carga imposta ao motor elétrico da

máquina do vidro. Quando isto ocorre, o


movimento de subida é interrompido e o vidro retrocede,
impedindo o esmagamento
do obstáculo. Esta função é de grande importância para evitar acidentes,

principalmente com crianças (Figura 15), que podem acionar o fechamento do


vidro

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involuntariamente e permanecer com partes do corpo no quadro da janela,


sendo prensadas pelo

vidro.

Figura
15 – Função de proteção antiesmagamento I

Créditos:
Sorapop Udomsri/Shutterstock.

Animais
de estimação também correm este risco (Figura 16).

Figura
16 – Função de proteção antiesmagamento II

Créditos:
Jaromir Chalabala/Shutterstock.

TEMA 3 – INSTALAÇÃO DE VIDROS ELÉTRICOS

3.1 OPÇÕES

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Os
vidros com acionamento elétrico são de grande utilidade para o conforto e
conveniência na

utilização do veículo. Apesar disso, ainda se trata de um item


fornecido como opcional para alguns

modelos em nosso mercado, principalmente os


chamados “populares”.

Se,
no momento da aquisição do veículo novo, por alguma razão esta opção não foi
feita, é
possível a instalação de um “Kit” com o sistema para a grande maioria
dos veículos nacionais.

3.2 SISTEMAS ORIGINAIS

Quando
se faz a opção por acessórios como o acionamento elétrico dos vidros, no
momento da

aquisição do veículo novo, geralmente ele já faz parte de um


“pacote”, chamado de “trio elétrico”,

juntamente com as travas elétricas e com


o alarme (Figura 17).

Figura
17 – Trio elétrico

Créditos:
Artic_Photo/Shutterstock.

Como vantagens, podemos


observar que o sistema já está integrado, possibilitando o

acionamento por
controle único de alarme, travas e dos vidros elétricos. Além disso, existe a
garantia
de que o sistema foi desenvolvido para aquele veículo específico, não
colocando em risco os demais

sistemas eletroeletrônicos. Como aspecto negativo,


o custo desses acessórios pode ser determinante

na opção de não adquirir os


opcionais na compra do carro novo. 

3.3 SISTEMAS DE OUTROS FABRICANTES


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Para os veículos que saíram de


fábrica sem os vidros elétricos como opcional, existe sempre a

possibilidade de
instalação do recurso através dos diversos “kits” disponíveis no mercado (Figura
18).

Figura
18 – Kit de instalação para automação dos vidros automotivos

Crédito:
Álvaro Antonio Danielski.

Pode-se
dizer que praticamente todos os modelos de automóveis podem receber vidros

elétricos, sendo necessário apenas verificar a compatibilidade do sistema que


se deseja instalar.

Existem no mercado diversos fabricantes de “kits” de


instalação, alguns semelhantes aos originais dos
veículos, com as mesmas
funções, e outros, que oferecem desde a simples automação do

acionamento a modelos
mais completos que oferecem ainda funções adicionais, não disponíveis no

modelo
original.

Para
conseguir um bom resultado após a instalação de um sistema de vidro elétrico, é

importante seguir algumas recomendações:

Verificar a
compatibilidade do “kit” escolhido com o veículo (para não haver necessidade de

cortes, furações, soldas etc.);


Certificar-se,
através das especificações técnicas, da qualidade do produto;

Assegurar-se da
compatibilidade das funções com outros sistemas do veículo;

Analisar o custo-benefício
do sistema a ser instalado (recursos, funções);
Verificar se o
produto atende à legislação vigente para este acessório;  

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Seguir sempre as
orientações do manual de instalação do produto.

3.4 CUIDADOS NA INSTALAÇÃO

Para garantir o bom funcionamento


do sistema e a segurança durante a instalação é

recomendável seguir as orientações


descritas a seguir e ter sempre em mãos o manual de instalação:

Antes
de qualquer intervenção em componentes elétricos, desconectar o polo negativo
da

bateria;

Utilizar
sempre ferramentas adequadas, principalmente para remoção e instalação de
forrações
e acabamentos;

Proteger
a central de controle e fixá-la adequadamente, preferencialmente sob o painel
de

instrumentos;
Fixar
adequadamente chicotes elétricos com presilhas plásticas, atentando para não
ficarem

tensionados ou frouxos demais;

Se for
necessário, fazer emenda de fios; utilizar preferencialmente terminais
climpados e

isolados por termos retráteis.


Jamais
cortar chicotes originais do veículo para tomada de alimentação positiva ou

aterramentos (utilizar alimentação positiva da central de distribuição e pontos


de aterramento

já existentes no veículo, com especial atenção para não alterar


sinais para redes CAN-Bus);

Passar
chicote elétrico por “layout” adequado, evitando interferências;
Utilizar
equipamento adequado para medições elétricas (multímetro);

Evitar
cortes desnecessários em forrações, revestimentos e acabamentos internos;

Alinhar
e fixar adequadamente as máquinas de vidro no interior das portas, para
garantir o livre

deslocamento do vidro (Figura 19);


Ajustar
os vidros em suas canaletas, evitando que trabalhem desalinhados;

Verificar
sempre o encaixe correto dos conectores elétricos.

Figura
19 – Instalação do sistema elétrico para os vidros

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Créditos:
Aggapom Poomitud/ Shutterstock.

TEMA 4 – MANUTENÇÕES NOS VIDROS ELÉTRICOS

4.1 QUANDO A MANUTENÇÃO É NECESSÁRIA?

Os sistemas de automação dos


vidros são projetados para funcionar baixando e subindo os
vidros por milhares
de vezes. Isto significa uma vida útil de vários anos. Com o passar do tempo

alguns fatores podem prejudicar o funcionamento correto e haverá a necessidade


de se fazer

algumas manutenções para garantir o bom funcionamento e prolongar a


vida útil dos componentes.

A exposição ao sol, chuva e impurezas pode


prejudicar as canaletas dos vidros (Figura 20),
dificultando a movimentação destes
e exigindo maior esforço dos motores elétricos. Em casos

extremos, o esforço
extra pode ser interpretado como obstáculo por sensores do sistema

antiesmagamento, quando presente. Isto gera falha de funcionamento e


transtornos, pois vidros

podem ficar abertos quando o veículo é trancado, sem


que o condutor perceba (para sistemas com
fechamento automático).

Figura
20 – Desgaste das canaletas dos vidros

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Crédito:
Álvaro Antonio Danielski.

Outros componentes também


podem apresentar falhas devido a impurezas, como os

interruptores de
acionamento (Figura 21), gerando dificuldades para abrir e fechar os vidros.

Figura
21 – Falhas nos interruptores

Créditos:
Malaha.Art/Shutterstock.

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O motor do mecanismo (Figura


22) pode sofrer sobrecargas e danos por obstruções ao

movimento do vidro
(impurezas na canaleta) ou por acionamentos indevidos, pois não é raro crianças

brincarem nos automóveis, abrindo e fechando vidros. Tudo isso pode encurtar a
vida de
componentes, ocasionando problemas de funcionamento.

Figura
22 – Motor do mecanismo

Créditos:
Levchenko Hanna/Shutterstock.

4.2 MANUTENÇÃO PERIÓDICA

Algumas ações podem ajudar a prolongar a vida


dos componentes. Semestralmente pode ser

feito:

Limpeza das canaletas e aplicação de lubrificação à base de silicone


(ou grafite, Figura 23);

Figura
23 – Limpeza das canaletas de vidros

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Crédito: Álvaro Antonio Danielski.

Limpeza
dos interruptores de acionamento com jato de ar e aplicação de produto para
limpeza
de contato elétrico (Figuras 24 e 25).

Figura
24 – Limpeza dos interruptores

Crédito:
Álvaro Antonio Danielski.

Figura
25 – Produto especial de limpeza

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Créditos:
Muhammad Farid/Shutterstock.

Caso
sejam percebidos ruídos anormais no movimento dos vidros, pode ser necessário
ajustes

das canaletas ou lubrificações nos mecanismos das máquinas dos vidros.


Para estes casos será
necessária a remoção de painéis e forrações das portas
para avaliação dos componentes das

máquinas (Figura 26).  Os componentes mais


suscetíveis a desgaste são as roldanas, suportes

plásticos e cabos de aço, em


máquinas desse modelo. Nos modelos com engrenagens, pode haver
desgaste ou
quebra dos dentes. Muitas vezes o ajuste e a lubrificação podem resolver o
problema.

Casos extremos podem exigir a substituição total do mecanismo.

Figura
26 – Avaliação dos componentes

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Créditos:
Aggapom Poomitud/Shutterstock.

TEMA 5 – INTEGRAÇÃO COM TRAVAS E ALARME E REQUISITOS


LEGAIS

5.1 COMPOSIÇÃO DO TRIO ELÉTRICO

Ao
adquirir um veículo novo e fazer a opção por vidros elétricos, dificilmente o
acessório será
oferecido de forma individual. Quase sempre fará parte de um
conjunto chamado de “trio elétrico”,
que incluirá também as travas elétricas e
o alarme. Em alguns países europeus a procura por alarmes

fazendo parte deste


pacote é pequena, devido aos baixos índices de furtos de veículos. Já a procura
por travas e vidros elétricos é grande, por se tratar de itens que oferecem
mais conforto e
comodidade. Em nosso país, infelizmente, a necessidade do
pacote que inclui o alarme é bem maior.

A procura por estes itens tem aumentado


de forma significativa, mesmo para veículos considerados
mais básicos.

No
setor automotivo, os fabricantes identificam cada item a ser oferecido como
opcional no
veículo por siglas, que para os sistemas que compõe o trio elétrico
são as seguintes:

ATWS -
Anti Theft Warning System – Sistema de Alarme Antifurto;
CDL
– Central Door Locking – Travamento Central das Portas;
PWL –
Power Window Lifter – Levantador Elétrico dos Vidros.

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Atuando
de forma interligada, estes sistemas podem ser acionados simultaneamente por um

único comando do motorista, ao apertar um botão do controle remoto. Dessa


forma, o
gerenciamento dos sistemas será executado por um único módulo, normalmente
do alarme, que

recebe os sinais de comando e os envia também aos controladores


das travas e do fechamento dos
vidros.

Para
veículos que saírem de fábrica sem estes itens, o mercado de acessórios dispõe
de uma
variedade de opções que podem inclusive oferecer a comodidade do
acionamento integrado.
Centrais de comando de alarme já possuem sinais de saída
de acionamento de travas elétricas e para

o fechamento automatizado dos


vidros.   

5.2 ASPECTOS LEGAIS

O CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) é o coordenador do


SNT (Sistema Nacional de
Trânsito) e órgão máximo normativo e consultivo para
estabelecer normas regulamentares para as

leis de trânsito e também elaborar


diretrizes da Política Nacional de Trânsito.

Através de sua Resolução n. 468 de 11/12/2013, o CONTRAN


regulamenta a utilização de vidros

elétricos automotivos.

Esta resolução determina que, para


o fechamento de janelas, teto solar e painéis divisores, os

veículos que
possuem acionamentos energizados devem dispor de dispositivo de inversão para
operar com sistema automático, ou também:

Pelo
próprio acionador energizado ativado através do acionamento não contínuo da
chave em

pelo menos uma das fechaduras acessíveis externamente ao veículo;


Pelo
próprio acionador energizado ativado por meio de controle remoto;

Pelo
próprio acionador energizado ativado por acionamento não contínuo do
interruptor de
acionamento;
Qualquer
outra circunstância que promova o fechamento das janelas energizadas, teto
solar e

painel divisor por sistema automático ou outra condição não prevista no


item 4.1 da Resolução.

O
item 4.1 da resolução trata das condições para utilização de sistemas sem
dispositivo de

inversão, caso dos sistemas não automáticos.

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Ficou
estabelecido que a partir de 1° de janeiro de 2017 todos os sistemas produzidos
e
instalados nos veículos devem obedecer estas normas.

Dessa
forma, as centrais de automatização dos vidros das portas devem
obrigatoriamente dispor

da função antiesmagamento, seja o acionamento feito por


controle remoto ou botões do tipo “um
toque” (“one touch”).

Além
disso, manuais do veículo ou do produto devem informar de forma clara o
funcionamento
do sistema, alertando para os riscos de acidentes durante seu
uso.

O
não cumprimento destas normas pode levar a multas e processos, em caso de
acidentes.
Segundo o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, poderão ser
responsabilizados
solidariamente o fabricante, o vendedor e o instalador do
produto.

FINALIZANDO

Nesta aula, tivemos a


oportunidade de conhecer um pouco sobre a utilização de vidros elétricos
nos
automóveis, sua história, as vantagens na utilização e as diversas funções
disponíveis. Vimos

também um pouco sobre a legislação que regulamenta a


utilização deste acessório que pode
proporcionar conforto e praticidade aos
usuários, mas pode também impactar na segurança dos
passageiros, principalmente
crianças.

REFERÊNCIAS

COSTA, P. G. A
Bíblia do Carro. 2001, Independente.

GUIMARÃES, A. de A. Eletrônica
Embarcada Automotiva. Editora Érica.

RESOLUÇÃO Contran n. 468, de 11/12/2013.


LEGISWEB. Disponível em:
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=262925. Acesso
em: 11 out. 2021.

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