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Aula Online - Apenas Gabaritos Completos e 100%

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Aula Online - Apenas Gabaritos Completos e 100%


Insone em Qui Mar 25, 2010 2:49 pm

Aula 1

Toda língua se compõe de signos linguísticos, que são as unidades de significação. Segundo Saussure,

linguista e filósofo suíço, o signo é composto por duas partes: significado (constitui o plano do conteúdo,

do conceito) e significante (constitui o plano da expressão). Nessa perspectiva, podemos afirmar que o

significado é:

R: b. Um elemento mental ao qual é atribuído um significante.

Leia o texto abaixo e selecione a alternativa correta:

Dia do amigo

“O dia do amigo foi adotado em Buenos Aires, Argentina, com o Decreto nº 235/79, sendo que foi

gradualmente adotado em outras partes do mundo. Foi criado pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro.

Ele se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não

somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do

universo. Assim, durante um ano, o argentino divulgou o lema "meu amigo é meu mestre, meu discípulo

é meu companheiro. No Brasil, o dia 20 de julho também é adotado como dia do Amigo.”

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_amigo) Acesso 05/10/2009 às 17h09.

R:c. Pelo fato de apresentar informações, a função predominante deste texto é a REFERENCIAL.

Há diversos textos que só podem ser realmente entendidos se o leitor conhecer a função que a

linguagem utilizada desempenha dentro de um determinado contexto.

Sobre a tirinha do cartunista Laerte, podemos afirmar que:


R: c. O sonho do personagem criado por Laerte pode ser considerado metalinguístico, pois é

interpretado ainda quando ele está sonhando.

Os elementos capazes de representar a realidade recebem o nome de:

R: a. Signos e só podem funcionar como tais se carregarem o poder de representar, substituir outra

coisa

O ser humano tem um grande e complexo aparato para perceber o mundo que o cerca. A língua é o

mais forte deles. Podemos afirmar que língua é utilizada em:

R: b. Todo e qualquer texto que utilize as palavras e as leis combinatórias para a elaboração da

mensagem.

Entende-se estilo como o conjunto das escolhas lingüísticas feitas por um falante, em uma dada situação

comunicativa. Diante disso, leia com bastante atenção o poema abaixo transcrito:

Isto

Dizem que finjo ou minto

Tudo que escrevo. Não.

Eu simplesmente sinto

Com a imaginação.

Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,

O que me falha ou finda,

É como que um terraço

Sobre outra coisa ainda.

Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio

Do que não está ao pé,

Livre do meu enleio,

Sério do que não é.

Sentir? Sinta quem lê!

(PESSOA, F. Poemas Escolhidos. São Paulo: Globo,1997.)

Fernando Pessoa é um dos poetas mais extraordinários do século XX. Sua obsessão pelo fazer poético

não encontrou limites. Fernando Pessoa viveu mais no plano criativo do que no plano concreto. Criar foi

a grande finalidade de sua vida. Tinha uma atitude irreverente. Com base nesse texto e no poema lido,

podemos afirmar que seu estilo:

R: e. Separa os seus sentimentos (do homem, do poeta) dos sentimentos do eu-lírico (emissor do

texto).
As funções da linguagem são designações dadas aos diferentes papéis que um ato comunicativo pode

ter em uma determinada situação de comunicação. Dentre as funções estudadas, a poética é aquela

que:

R: a. É centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. É afetiva,

sugestiva, conotativa e metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagem figurada

apresentada em obras variadas, como as literárias, letras de música, em algumas propagandas etc.

Define-se como linguagem qualquer sistema de signos socializado. Sendo assim, assinale a alternativa

que apresenta o signo lingüístico que nos remete à idéia de relação com a natureza.

R: a. “É uma ave no céu” (Tom Jobim).

“Será que eu posso ter um canal de comunicação com os meus clientes e ainda economizar com isso?.

Você pode. 0800. Uma solução para seus clientes se comunicarem gratuitamente com você a qualquer

momento, do Brasil ou do exterior. Com a Embratel você pode. Criar soluções que respondem 100% às

suas necessidades, só a empresa que o Brasil prefere, só a Embratel. Soluções sob medida para

pequenas, médias e grandes empresas,ligue 0800 902100 ou www.embratel.com.br.” (Anúncio da

Embratel)

Temos aqui um exemplo de discurso. Discurso na sua mais ampla extensão é toda enunciação que

suponha um locutor e um ouvinte. Diante disso, leia as afirmações abaixo e indique a correta. No

discurso...

R: a. O locutor tem a intenção de influenciar o ouvinte.

A tira acima ilustra elementos do modelo do processo de comunicação proposto por Jakobson. Com base

no referido modelo e com relação à tira, julgue os itens a seguir.

I - A voz do personagem Cascão é um canal de comunicação.

II - O personagem Cebolinha desempenha o papel de receptor/destinatário da mensagem.

III - A forma como o diálogo entre Cascão e Cebolinha se desenvolveu indica que houve ruído no

processo de comunicação, segundo Jakobson.

IV O modelo de Jakobson, ilustrado nessa tira, é circular.

V - É possível encontrar na tira os seguintes elementos do modelo de Jakobson: contexto, código,

mensagem, canal, emissor e receptor.

R: d. II e V.
Insone

Mensagens: 11

Data de inscrição: 15/03/2010

Idade: 23

Unidade 2
Masson em Qui Mar 25, 2010 6:47 pm

Pergunta 1 0,1 em 0,1 pontos

Correta João estava contando para Ademar como foram as suas férias no verão passado. Disse que

viajou para Fortaleza, capital do Ceará, porém afirmou que não pode aproveitar a praia nenhum dia,

pois o frio era tanto que até chegou a nevar. A partir da leitura do texto, podemos afirmar que:

Respostas da pergunta 1

Resposta Selecionada: Correta a. Não há coerência textual.

Resposta Correta: Correta a. Não há coerência textual.

Comentários: Alternativa Correta: Não há coerência textual, pois o que é dito no texto entra em conflito

com o que o leitor conhece. Sabemos que em Fortaleza não neva, principalmente no verão. Não há

harmonia entre as idéias apresentadas.

Texto 2 da pergunta Pergunta 2 0,1 em 0,1 pontos

Correta

Incêndio destrói prédio de 4 andares no Centro


Um incêndio, possivelmente provocado por um curto-circuito, destruiu no início da madrugada de ontem

um prédio de quatro andares na Rua Teófilo Otoni, 38, no Centro. O fogo começou no primeiro andar,

onde funcionava uma empresa especializada na venda e fabricação de componentes eletrônicos, a Mec

Central. O prédio era de construção antiga e estava em obras; como havia grande quantidade de

madeira estocada, a propagação do fogo foi rápida. A ação dos bombeiros evitou que prédios vizinhos

fossem atingidos pelas chamas. Não houve feridos. (Jornal do Brasil, 19/02/97).

Leia as afirmativas abaixo:

I - O leitor vai direto ao conteúdo para entender, informar-se.

II - Trata-se de um texto não-literário, cuja finalidade é documentar, transmitir notícias.

III - A linguagem deste texto é denotativa, não apresenta nenhuma combinação nova ou inusitada de

palavras;

IV – Trata-se de um texto não-literário, pois seu conteúdo pode ser resumido sem prejuízo da

informação que ele contém.

V – Trata-se de um texto não-literário, pois seu caráter ficcional prevalece.

São verdadeiras as afirmativas:

Respostas da pergunta 2

Resposta Selecionada: Correta a. I, II, III e IV.

Resposta Correta: Correta a. I, II, III e IV.

Comentários: Alternativa Correta: I, II, III e IV.

A afirmativa 5 está errada, pois o texto não-literário não apresenta um caráter ficcional. Ele informa,

documenta a realidade.

Texto 3 da pergunta Pergunta 3 0,1 em 0,1 pontos

Correta Leia o texto:

O anúncio luminoso de um edifício em frente, acendendo e apagando, dava banhos intermitentes de

sangue na pele de seu braço repousado, e de sua face. Ela estava sentada junto à janela e havia luar; e

nos intervalos desse banho vermelho ela era toda pálida e suave. Na roda havia um homem muito

inteligente que falava muito; havia seu marido, todo bovino; um pintor louro e nervoso; uma senhora

recentemente desquitada, e eu. Para que recensear a roda que falava de política e de pintura? Ela não

dava atenção a ninguém. Quieta, às vezes sorrindo quando alguém lhe dirigia a palavra, ela apenas

mirava o próprio braço, atenta à mudança da cor. Senti que ela fruía nisso um prazer silencioso e longo.

“Muito!”, disse quando alguém lhe perguntou se gostara de um certo quadro e disse mais algumas

palavras; mas mudou um pouco a posição do braço e continuou a se mirar, interessada em si mesma,

com um ar sonhador. (Rubem Braga, “A mulher que ia navegar”.)

A contração da preposição em mais o pronome demonstrativo isso é um elemento de coesão textual. No


trecho retirado do texto: “Senti que ela fruía nisso um prazer silencioso e longo”, o nisso foi utilizado

pelo autor. Nesse caso, ele refere-se:

Respostas da pergunta 3

Resposta Selecionada: Correta c. À percepção do efeito das luzes do anúncio em seu braço.

Resposta Correta: Correta c. À percepção do efeito das luzes do anúncio em seu braço.

Comentários: Alternativa Correta: À percepção do efeito das luzes do anúncio em seu braço.

Em “Senti que ela fruía nisso um prazer silencioso e longo“, o contexto determina que o nisso destacado

recupera o efeito das luzes do anúncio no braço da personagem feminina. Temos assim, a coesão

textual por meio da contração da preposição em mais o pronome demonstrativo isso.

Texto 4 da pergunta Pergunta 4 0 em 0,1 pontos

Incorreta

A queimada

Num alvoroço de alegria, os homens viam amarelecer a folhagem que era a carne e fender-se os troncos

firmes, eretos, que eram a ossatura do monstro. Mas o fogo avançava sobre eles, interrompendo-lhes o

prazer. Surpresos, atônitos, repararam que a devastação tétrica lhes ameaçava a vida e era invencível

pelo mato adentro, quase pelas terras alheias. (...) O aceiro foi sendo aberto até que o fogo se

aproximou; a coluna, como um ser animado, avançava solene, sôfrega por saciar o apetite. Sobre a

terra queimada na superfície, aquecida até o seio, continuava a queda dos galhos. O fogo não tardou a

penetrar num pequeno taquaral. Ouviam-se sucessivas e medonhas descargas de um tiroteio, quando a

taboca estalava nas chamas. O fumo crescia e subia no ar rubro, incendiado, os estampidos

redobravam, as labaredas esguichavam, enquanto a fogueira circundava num abraço a moita de

bambus. (Fragmento. Graça Aranha. Canaã, Rio de Janeiro, F.Briguiet, pp.111-113).

Agora, leias as afirmativas abaixo:

I – O texto apresenta inúmeros recursos expressivos: metáforas (folhagem/carne; troncos/ossos; o ar

rubro) e comparações (a coluna, como um ser animado, avançava solene).

II - O autor fala da queimada como se ela fosse um ser vivo, atribuindo-lhe características próprias de

seres animados, como solene, sôfrega, cheia de apetite.

III - Neste texto, a descrição de uma queimada é recriada. Temos, assim, um texto literário.

IV – A linguagem do texto é denotativa, comprovando o fato de ser um texto literário.

V – O texto não apresenta nenhuma combinação nova ou inusitada de palavras, isso o torna literário.

São verdadeiras as afirmativas:

Respostas da pergunta 4

Resposta Selecionada: Incorreta b. II, III e IV.

Resposta Correta: Correta a. I, II e III.

Comentários: Alternativa Correta: I, II e III.


A afirmação IV não está correta, pois a linguagem denotativa caracteriza o texto não-literário. A

afirmativa V também está errada, pois o texto trabalha com as palavras poeticamente, usa figuras de

linguagem.

Texto 5 da pergunta Pergunta 5 0 em 0,1 pontos

Incorreta Leia o que escreveu João Cabral de Melo Neto, poeta pernambucano, sobre a função de seus

textos:

Falo somente com o que falo: a linguagem enxuta, contato denso; falo somente do que falo: a vida

seca, áspera e clara do sertão; falo somente por quem falo: o homem sertanejo sobrevivendo na

adversidade e na míngua. Falo somente para quem falo: para os que precisam ser alertados para a

situação da miséria no Nordeste.”

Para João Cabral de Melo Neto, no texto literário:

Respostas da pergunta 5

Resposta Selecionada: Incorreta e. A linguagem está além do tema, e o fato social deve ser a proposta

do escritor para convencer o leitor.

Resposta Correta: Correta a. A linguagem do texto deve refletir o tema, e a fala do autor deve denunciar

fato social para determinados leitores.

Comentários: Alternativa Correta: A linguagem do texto deve refletir o tema, e a fala do autor deve

denunciar o fato social para determinados leitores.

Pelo texto apresentado, João de Cabral Melo Neto vê no texto literário que a linguagem deve refletir o

tema (a vida seca, áspera e clara do sertão) e a fala do autor deve denunciar o homem sertanejo

sobrevivendo na adversidade e na míngua para determinados leitores (aqueles que precisam ser

alertados para a situação de miséria no Nordeste).

Texto 6 da pergunta Pergunta 6 0 em 0,1 pontos

Incorreta Leia o texto

Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar

por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e

dar-lhes valor. Conhecer o frio para conhecer o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para

estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa

arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que

nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.

(Amyr Klink, Mar sem fim.)

Na frase “que nos faz professores e doutores do que não vimos”, o pronome destacado é responsável
pela coesão textual, retomando a expressão antecedente.

Respostas da pergunta 6

Resposta Selecionada: Incorreta a. “Para lugares”.

Resposta Correta: Correta d. “Essa arrogância”.

Comentários: Alternativa Correta: “Essa arrogância”.

O pronome, que é relativo, e refere-se a “essa arrogância”: para quebrar essa arrogância que nos faz

professores e doutores do que não vimos. Então esse que garante a coesão no texto.

Texto 7 da pergunta Pergunta 7 0,1 em 0,1 pontos

Correta Leia o texto a seguir, encontrado na embalagem de uma determinada marca comercial de aveia.

Você sabia?

A aveia é um cereal puro, natural e pouco processado, ou seja, vai do campo até a sua casa passando

por poucas etapas de processamento que garantem a qualidade e integridade do grão.

Além disso, a aveia é considerada um dos grãos mais completos da natureza, pois é rica em fibras e

proteínas, além de ser uma importante fonte de vitaminas e carboidratos.

Seu consumo ajuda na redução do colesterol e no funcionamento intestinal.

Comer aveia faz você se sentir bem e seu organismo funcionar melhor!

PEPSICO DO BRASIL. Porto Alegre: Pepsico do Brasil, 2009

Dentre os fatores de textualidade, temos a intencionalidade, como estudamos na Unidade. Diante disso,

após a leitura desse texto, pode-se constatar que a intenção comunicativa do produtor do texto é?

Respostas da pergunta 7

Resposta Selecionada: Correta c. Ressaltar a qualidade do produto e seus benefícios para a saúde.

Resposta Correta: Correta c. Ressaltar a qualidade do produto e seus benefícios para a saúde.

Comentários: Alternativa Correta: Ressaltar a qualidade do produto e seus benefícios para a saúde.

Dentro do texto, o produtor usa recursos para atingir sua intenção comunicativa. A esse fator, damos o

nome de intencionalidade. Se atentarmos bem ao texto, verificaremos que a terceira resposta está

adequada.

Texto 8 da pergunta Pergunta 8 0 em 0,1 pontos

Incorreta É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo

Somos sempre faber e ludens, ainda que dificilmente ao mesmo tempo. Divertir-se trabalhando ou

trabalhar divertindo-se é, em tese, o objetivo de todos, mas, na prática, uma exceção válida para muito

poucos, em muito poucas circunstâncias...

Algumas pessoas dizem que o trabalho é a sua principal diversão, mesmo quando dispõem de outras

alternativas e as aproveitam. São alguns privilegiados – como artistas, esportistas, artesãos

profissionais e alguns executivos e empresários –, pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal

de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. (Luiz Octávio de Lima
Camargo. "Introdução". In: Educação para o lazer. São Paulo: Moderna, 1998, p. 9.)

A locução ainda que garante a coesão textual conferindo à oração uma idéia de:

Respostas da pergunta 8

Resposta Selecionada: Incorreta a. Consequência e admite ser corretamente substituído por já que.

Resposta Correta: Correta b. Ressalva e pode ser substituído por embora.

Comentários: Alternativa Correta: Ressalva e pode ser substituído por embora.

A locução ainda que introduz uma idéia de ressalva e logicamente pode ser substituída por embora.

Caberia a conjunção já que se a oração tivesse uma ideia de explicação e fosse construída já que

trabalhamos e nos divertimos ao mesmo tempo. Dessa forma, também teríamos o uso adequado. Mas

no caso citado, a única possibilidade é o uso da conjunção embora.

Texto 9 da pergunta Pergunta 9 0,1 em 0,1 pontos

Correta O progresso tecnológico avança a cada dia. A internet é o carro-chefe de todo esse avanço.

Hoje, poucas pessoas ainda usam tevê sem controle remoto. As pessoas estão cada vez mais

comodistas.

Leia as afirmativas abaixo:

I – O fragmento é incoerente, pois o fato das pessoas estarem cada vez mais comodistas não se

relaciona com o avanço tecnológico, nem com a internet.

II – O fragmento não apresenta coesão, pois não há elementos de ligação entre os períodos.

III – Os fatores de textualidade estão presentes em todo o fragmento.

IV – O fragmento é ao mesmo tempo literário e não literário.

Somente são verdadeiras as afirmativas:

Respostas da pergunta 9

Resposta Selecionada: Correta a. I e II.

Resposta Correta: Correta a. I e II.

Comentários: Alternativa Correta: I e II.

A afirmativa III está errada, pois o que temos é um aglomerado de frases e não um texto. Não sendo

um texto, não podemos ter os fatores de textualidade. A afirmativa IV também não está correta, pois

um texto não pode ser literário e não-literário ao mesmo tempo.

Texto 10 da pergunta Pergunta 10 0,1 em 0,1 pontos

Correta Reinvenção

A vida só é possível

reinventada.

Ando o sol pelas campinas


e passeia a mão dourada

pelas águas, pelas folhas...

Ah! Tudo bolhas

Que vêm de fundas piscinas

de ilusionismo.... - mais nada.

Mas a vida, a vida, a vida

a vida só é possível

reinventada. [...]

(Cecília Meireles)

O lirismo de Cecília Meireles é o mais elevado da moderna poesia de língua portuguesa. Nenhum outro

poeta iguala o seu desprendimento, a sua fluidez, o seu poder transfigurador, a sua simplicidade e seu

preciosismo. A poesia de Cecília Meireles é uma das mais puras, belas e válidas manifestações da

literatura contemporânea.

Podemos afirmar que Reinvenção.

Respostas da pergunta 10

Resposta Selecionada: Correta b. É um texto verbal.

Resposta Correta: Correta b. É um texto verbal.

Comentários: Alternativa Correta: É um texto verbal.

Um poema é um texto verbal. Portanto, Cecília Meireles escreveu um texto verbal (feito exclusivamente

com palavras).

Masson

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Re: Aula Online - Apenas Gabaritos Completos e 100%


Mr. Be Happy em Qua Abr 07, 2010 6:39 pm

Aula 4

Pergunta 1 0,1 em 0,1 pontos

Correta Poema de sete faces

Quando eu nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens

que correm atrás de mulheres.

A tarde talvez fosse azul,

não houvesse tantos desejos.

(....)

Meu Deus, por que me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo

mais vasto é o meu coração.

(Carlos Drummond de Andrade. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964. p. 53.).

No verso “Meu Deus, por que me abandonaste” do texto, Drummond retoma as palavras de Cristo, na

cruz, pouco antes de morrer. Esse recurso de repetir palavras de outros textos recebe o nome de

intertextualidade, e nesse texto, o objetivo desse recurso equivale a:

Respostas da pergunta 1

Resposta Selecionada: Correta c. Emprego estilístico da fala de outra pessoa.

Resposta Correta: Correta c. Emprego estilístico da fala de outra pessoa.

Comentários: Alternativa Correta: Emprego estilístico da fala de outra pessoa.

A incorporação da passagem evangélica constitui um caso de intertextualidade, empregada pelo poeta

para reforçar suas dúvidas e suas frustrações. Dentre as alternativas fornecidas, a que responde de fato

a questão é a terceira resposta.

Texto 2 da pergunta Pergunta 2 0 em 0,1 pontos


Incorreta A mensagem a seguir foi reproduzida de um spam e, como várias informações que circulam na

Internet, pode conter dados verdadeiros ou não. Leia-a para responder à questão:

A Universidade da Bahia cobrou dos candidatos, num vestibular, a interpretação dos seguintes versos de

um soneto de Camões:

“Amor é fogo que arde sem se ver,

é ferida que dói e não se sente,

é um contentamento descontente,

dor que desatina sem doer.”

Uma vestibulanda de 16 anos deu esta resposta:

“Ah, Camões! Se vivesses hoje em dia,

tomavas uns antipiréticos,

uns quantos analgésicos

e Prozac para a depressão.

Compravas um computador,

consultavas a Internet

e descobririas que

essas dores que sentias

esses calores que te abrasavam,

essas mudanças de humor repentinas,

esses desatinos sem nexo

não eram feridas de amor, mas somente falta de sexo.”

Leia as afirmativas abaixo, levando em conta o confronto entre os textos citados no “spam”.

I – O texto da garota é uma paródia do texto do poeta clássico português.

II – A resposta da garota traz o texto de Camões para o contexto das tecnologias digitais.

III - No texto de Camões o amor é visto de uma perspectiva mais emocional.

IV - No mundo moderno o amor ganha uma dimensão mais racional.

V - Na resposta da garota não fica implícito que a Internet pode explicar as dores de amor.

Das afirmativas, são corretas:

Respostas da pergunta 2

Resposta Selecionada: Incorreta a. II, III, IV e V.

Resposta Correta: Correta e. I, II, III e IV.

Comentários: Alternativa Correta: I, II, III e IV.

A resposta da garota contrapõe o mundo do poeta clássico ao mundo moderno. No mundo moderno,

marcado pela frieza da máquina, pela razão, pela procura de respostas objetivas para todas as

perguntas, não há espaço para a visão romântica, emocional, do amor. O amor não é mais visto como
algo desconhecido: pode ser explicado como tudo, pelas informações que circulam na rede. É como se a

Internet, no mundo moderno, desse resposta a todas as dúvidas. A afirmativa V não está correta.

Texto 3 da pergunta Pergunta 3 0,1 em 0,1 pontos

Correta Há dois elementos que formam o complexo processo de constituição da leitura: o explícito e o

implícito. Leia o texto abaixo adaptado de uma entrevista do compositor Paulinho da Viola.

Certa vez, chamaram minha atenção para um erro de português no samba Comprimido. É a crônica de

um sujeito que briga com a mulher. Ela dá uma dentada nele, que resolve deixar a marca para provar a

agressão. Ganhou esse nome para enfatizar a ideia de que o indivíduo estava “pressionado”, a ponto de

tomar um comprimido e morrer. Lá pelo fim do texto, há o erro:

“Noite de samba

Noite comum de novela

Ele chegou

Pedindo um copo d’ água

Pra tomar um comprimido

Depois cambaleando

Foi pro quarto

E se deitou

Era tarde demais

Quando ela percebeu que ele se envenenou”.

Então me deram um toque. Aí, tentei mudar. Nada encaixava. Um desespero. Aí decidi deixar assim,

com erro mesmo. Nunca reclamaram.

Leia as afirmativas abaixo:

I – Os desvios em relação ao uso da língua incomodaram o compositor.

II - o equívoco linguístico causou constrangimento e preocupação ao compositor, que, no entanto, optou

por preservar a rima entre os versos.

III - o alegado erro nunca foi notado pelos fãs de Paulinho da Viola, que, por

isso, não reclamaram.

IV - o engano foi apontado para o autor em dois momentos distintos: antes e depois de a composição

ser concluída.

V - o compositor, ao que parece, não conseguiu identificar o erro que lhe fora apontado pelos fãs.

Das afirmativas, o texto autoriza afirmar que são corretas:

Respostas da pergunta 3

Resposta Selecionada: Correta b. I e II.

Resposta Correta: Correta b. I e II.

Comentários: Alternativa Correta: I e II.


O texto afirma que o compositor conseguiu identificar o erro, mas não coloca que o erro foi apontado

pelos fãs. Quanto ao momento que o engano foi apontado, o texto afirma que ele foi apontado depois da

composição concluída. Portanto as afirmativas corretas são a I e a II.

Texto 4 da pergunta Pergunta 4 0,1 em 0,1 pontos

Correta Leia o texto a seguir:

Tudo Vale A Pena

Pedro Luis – Fernanda Abreu

Crianças nas praças

Praças no morro

Morro de amores, Rio

Rio da leveza desse povo

Carregado de calor e de luta

Povo bamba

Cai no samba, dança o funk

tem suingue até no jeito de olhar

Tem balanço no trajeto, no andar (...)

Rios e baixadas

Com seus vales vale a pena

Sua pobreza é quase mito (...)

Então tudo vale a pena

Sua alma não é pequena

(http://www.webhatti.com/sarki-sozleri/413134-abreu-fernanda-tudo-vale-a-pena.html) Acessado em

11 de outubro de 2009 às 3h02.

Assinale a alternativa que apresenta uma das ideias parafraseadas no texto acima:

Respostas da pergunta 4

Resposta Selecionada: Correta d. A pobreza carioca não atrapalha a cidade.

Resposta Correta: Correta d. A pobreza carioca não atrapalha a cidade.

Comentários: Alternativa Correta: A pobreza carioca não atrapalha a cidade.

O texto exalta a Cidade Maravilhosa. A pobreza da capital carioca é apresentada como “quase um mito”

e não atrapalha a cidade carioca. Dessa forma, dissemos com outras palavras uma das ideias

apresentadas no texto. Isso é paráfrase.

Texto 5 da pergunta Pergunta 5 0,1 em 0,1 pontos

Correta Num comercial, um rapaz, que bebe tranquilamente sua Skol, levanta subitamente e salta para

atingir algo que ameaça sua cerveja. Neste momento a cena se congela, a câmera faz um movimento ao
redor do ambiente, mantendo o rapaz no ar e imóvel. Ao voltar à ação o personagem desfere um golpe

certeiro em mosquito que ameaçava de algum modo seu momento de prazer e contemplação com sua

cerveja. A peça encerra com a assinatura: "Quem bebe Skol é louco por Skol". O golpe desferido pelo

rapaz nesse comercial lembra muito os filmes de ação do diretor John Woo, bem como, o efeito especial

em si, de congelamento do ambiente, é uma estilização bem-humorada de Matrix. Das afirmativas qual

é a correta em relação à estilização.

Respostas da pergunta 5

Resposta Selecionada: Correta c. É uma relação intertextual assim como a paráfrase.

Resposta Correta: Correta c. É uma relação intertextual assim como a paráfrase.

Comentários: Alternativa Correta: É uma relação intertextual assim como a paráfrase.

A situação apresentada na questão é um exemplo de estilização que é uma forma de intertextualidade,

assim como a paráfrase.

Texto 6 da pergunta Pergunta 6 0,1 em 0,1 pontos

Correta A intertextualidade é um recurso muito presente na literatura e mídia contemporâneas e permite

o diálogo entre textos. Em geral, pode ser tomada como intertextualidade implícita e explícita. Assinale a

alternativa que contém um intertexto explícito nos fragmentos abaixo de autoria de Machado de Assis.

Respostas da pergunta 6

Resposta Selecionada: Correta d. - Fui sempre contrário ao júri, - disse-me aquele amigo, - não pela

instituição em si, que é liberal, mas porque me repugna condenar alguém, e por aquele preceito do

Evangelho; "Não queirais julgar para que não sejais julgados". Não obstante, servi duas vezes.

Resposta Correta: Correta d. - Fui sempre contrário ao júri, - disse-me aquele amigo, - não pela

instituição em si, que é liberal, mas porque me repugna condenar alguém, e por aquele preceito do

Evangelho; "Não queirais julgar para que não sejais julgados". Não obstante, servi duas vezes.

Comentários: Alternativa Correta: - Fui sempre contrário ao júri, - disse-me aquele amigo, - não pela

instituição em si, que é liberal, mas porque me repugna condenar alguém, e por aquele preceito do

Evangelho; "Não queirais julgar para que não sejais julgados". Não obstante, servi duas vezes.

Encontramos no trecho citado um trecho que foi retirado do Evangelho. O fato do trecho ser copiado

fielmente do Evangelho demonstra a intertextualidade explícita. No texto, aparece o trecho entre aspas.

Texto 7 da pergunta Pergunta 7 0,1 em 0,1 pontos

Correta Cândido Portinari (1903-1962), um dos mais importantes artistas brasileiros do século XX,

tratou de diferentes aspectos da realidade em seus quadros.

Sobre a temática dos “Retirantes”, Portinari também escreveu o seguinte poema:

(....)

Os retirantes vêm vindo com trouxas e embrulhos

Vêm das terras secas e escuras; pedregulhos

Doloridos como fagulhas de carvão aceso

Corpos disformes, uns panos sujos,


Rasgados e sem cor, dependurados

Homens de enorme ventre bojudo

Mulheres com trouxas caídas para o lado

Pançudas, carregando ao colo um garoto

Choramingando, remelento

(....)

(Cândido Portinari. Poemas. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1964.)

Das quatro obras reproduzidas abaixo, assinale aquelas que abordam a problemática que é tema do

poema, tornando-se exemplo de intertextualidade implícita.

Respostas da pergunta 7

Resposta Selecionada: Correta c. 2 e 3.

Resposta Correta: Correta c. 2 e 3.

Comentários: Alternativa Correta: 2 e 3.

Os quadros citados retomam o tema do poema, constituindo um exemplo de intertextualidade implícita.

A intertextualidade implícita ocorre sem a citação expressa da fonte. Aqui, no caso, os textos dialogam

sem que haja a indicação explícita da fonte.

Texto 8 da pergunta Pergunta 8 0 em 0,1 pontos

Incorreta Leia o texto e examine a ilustração:

Óbito do autor

(....) expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela

chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de

trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não

houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia - peneirava - uma chuvinha miúda, triste e constante,

tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora intercalar esta engenhosa ideia no

discurso que proferiu à beira de minha cova: ”Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer

comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que

tem honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o

azul como um crepe funéreo, tudo isto é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas

entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.” (....)

(Adaptado. Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. Ilustrado por Cândido Portinari. Rio

de Janeiro: Cem Bibliófilos do Brasil, 1943. p.1.)


Agora, leia as afirmações abaixo:

I – A ilustração do pintor se relaciona com a cena descrita no texto verbal

II – O diálogo entre o texto verbal e a ilustração é chamado de intertextualidade

III - A ilustração distorce a cena descrita no texto verbal.

IV – O leitor sente dificuldade de compreender a ilustração, pois a relação dos textos é processual.

Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas:

Respostas da pergunta 8

Resposta Selecionada: Incorreta c. II e III.

Resposta Correta: Correta b. I e II.

Comentários: Alternativa Correta: I e II.

A ilustração não modifica o texto verbal, pelo contrário, estão relacionados. A relação dos textos não

pode ser processual, pois esse tipo de relação não existe.

Texto 9 da pergunta Pergunta 9 0,1 em 0,1 pontos

Correta O texto abaixo é de autoria de Marcelo Rubens Paiva

Há exatamente dois anos, parei de fumar. Desde então, só fumei

uns três charutos incompletos. Em casamentos. E dos bons. Depois de um ano, você é considerado um

ex por muitos pneumologistas. A vontade passou. Você está com outra cara. A pele melhorou. O

otimismo reacende. Você até acha que o Brasil tem jeito, que o pessoal reclama de barriga cheia.

Falando em barriga... Você não se importa em engordar um pouquinho?

Leia as afirmativas abaixo, de acordo com o texto

I - Todos os pneumologistas concordam: um ano de abstinência é tempo suficiente para se

afirmar que alguém abandonou o vício de fumar.

II – A fisionomia, a pele e o humor de alguém que parou de fumar há menos de um ano são bons.

III - Depois de dois anos, o autor reincidiu no ato de fumar.

IV - Quem larga o cigarro tem a aparência beneficiada por isso, exceto pelo fato de que pode ganhar

peso.

V - Deixando de fumar, as pessoas passam a ver o mundo corretamente e concluem que, apesar das

reclamações, o Brasil está muito bom.

As afirmativas corretas são:

Respostas da pergunta 9

Resposta Selecionada: Correta a. III e IV.

Resposta Correta: Correta a. III e IV.

Comentários: Alternativa Correta: III e IV.


Segundo o texto, o fato do autor fumar charuto em casamento depois de dois anos significa que

reincidiu no ato de fumar. Quem pára de fumar fica “com outra cara”, melhora “a pele” e reacende “o

otimismo”. Portanto há benefícios para a aparência. A exceção fica por conta de um possível ganho de

peso, explícito no final do texto: “Falando em barriga... Você não se importa em engordar um

pouquinho?”.

Texto 10 da pergunta Pergunta 10 0 em 0,1 pontos

Incorreta O texto abaixo é de autoria de Carlos Drummond de Andrade.

Eu etiqueta

Em minha calça está grudado um nome

Que não é meu de batismo ou de cartório

Um nome ... estranho

Meu blusão traz lembrete de bebida

Que jamais pus na boca, nessa vida,

Em minha camiseta, há marca de cigarro

Que não fumo, até hoje não fumei.

Minhas meias falam de produtos

Que nunca experimentei

Mas são comunicados a meus pés.

Meu tênis é proclama colorido

De alguma coisa não provada

Por este provador de longa idade.

Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

Minha gravata e cinto e escova e pente,

Meu copo, minha xícara, minha toalha de banho e

sabonete,

Meu isso, meu aquilo.

Desde a cabeça ao bico dos sapatos,

São mensagens,

Letras falantes,

Gritos visuais,

Ordens de uso, abuso, reincidências.

Costume, hábito, premência, indispensabilidade,

E fazem de mim homem-anúncio itinerante,

Escravo da matéria anunciada.

(...)

Peço que meu nome retifiquem.

Já não me convém o título de homem.


Meu nome é coisa.

Eu sou a Coisa, coisamente.

O tema que serve de objeto para a reflexão de Drummond é o consumo. Diante disso, o texto

I - mostra o fascínio exercido pela fantasia e miragem do consumo.

II - adverte contra o perigo da alienação que ronda as facilidades do consumo.

III - destaca a força que os aparelhos publicitários exercem sobre o indivíduo.

IV - exalta a funcionalidade dos rótulos em locais de grande movimentação de negócios.

V – enaltece, implicitamente, a condição do homem livre e senhor de suas decisões.

Das afirmativas acima, as corretas são:

Respostas da pergunta 10

Resposta Selecionada: Incorreta b. I, II, III e IV.

Resposta Correta: Correta a. I, II, III e V.

Comentários: Alternativa Correta: I, II, III e V.

O poema, embora de forma uma tanto sutil, critica o endeusamento do consumo, comentando o fascínio

do consumo. Também sutilmente, o autor refere “a coisificação” do homem, provocada pela

“etiquetagem publicitária”, que corresponde exatamente a esse processo de alienação. De fato, o autor

enfatiza o poder que a “etiqueta” (em sentido bem amplo) tem sobre a identidade dos indivíduos. Em

nenhum segmento o poema ressalta a funcionalidade dos rótulos, onde quer que seja. Está implícita no

texto a ideia de que o homem não deve abrir mão de sua condição de ser livre e senhor de suas

decisões.

Mr. Be Happy

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Unidade 5
Macauly.Carlinh0s em Dom Abr 18, 2010 1:17 pm

Leia o trecho de “Construção”, letra e música de Chico Buarque:

Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão como um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego.

Entendemos enredo como uma sequência de acontecimentos vividos por uma ou mais personagens. No

caso desse fragmento, pode-se afirmar que o enredo trata de um assunto banal, mas repleto de crítica

social: a morte de um operário.

Diante disso, é possível afirmar que:

Resposta Correta: Correta e. A personagem teria sido vítima de um acidente.

Pergunta 2 0,1 em 0,1 pontos

Correta O trecho abaixo é de Lima Barreto do livro “Os Buzundangas”:

Sua Excelência

O ministro saiu do baile da embaixada, embarcando logo no carro. Desde duas horas estivera a sonhar

com aquele momento. Ansiava estar só, só com o seu pensamento, pesando bem as palavras que

proferira, relembrando as atitudes e os pasmos olhares dos circunstantes.[...] Lembrou-se de seu


discurso de ainda agora: “Na vida das sociedades, como na dos indivíduos...” Que maravilha! Tinha algo

de filosófico, de transcendente.[...] E quando terminou! Oh! “Senhor, o nosso tempo é de grandes

reformas; estejamos com ele: reformemos!” A cerimônia mal conteve, nos circunstantes, o entusiasmo

com que esse final foi recebido. O auditório delirou. As palmas estrugiram; e, dentro do grande salão

iluminado, pareceu-lhe que recebia as palmas da Terra toda. O carro continuava a voar. As luzes da rua

extensa apareciam como um só traço de fogo; depois sumiram-se. O veículo agora corria

vertiginosamente dentro de uma névoa fosforescente. Era em vão que seus augustos olhos se abriam

desmedidamente; não havia contornos, formas, onde eles pousassem. Consultou o relógio. Estava

parado? Não; mas marcava a mesma hora, o mesmo minuto da sua saída da festa.

Observe o trecho que encerra o texto. Ele trata do tempo numa narrativa. Existem dois tipos de tempo:

o cronológico e o psicológico, como foi abordado no conteúdo da Unidade.

"Consultou o relógio. Estava parado? Não; mas marcava a mesma hora, o mesmo minuto da sua saída

da festa."

Essa referência, aparentemente contraditória, serve para indicar:

Resposta Correta: Correta a. A permanência, no íntimo da personagem, do momento de glória que viveu

com a consagração do público.

Pergunta 3 0 em 0,1 pontos

Incorreta Leia o fragmento abaixo extraído de um material promocional:

Os programas de lazer oferecidos pelo Sesc privilegiam a confraternização entre as pessoas e são

norteados pelo princípio da democratização. O Sesc conta com uma ampla variedade de atividades

recreativas e de lazer para crianças, jovens, adultos e idosos. Em todas essas atividades estão sempre

presentes a integração de idéias, o convívio com a diferença e a descoberta de novos limites e

possibilidades. E agora, com a inauguração do Sesc Pinheiros, muito mais pessoas têm acesso a tudo

isso. São 36 mil metros quadrados de área que reúnem ginásios poliesportivos, piscinas, Internet,

oficinas de arte. E mais: teatro com 1.000 lugares, auditório, clínica odontológica e a Comedoria Sesc,

um espaço de encontro e celebração para o ato de comer de uma forma saudável e agradável. O Sesc

Pinheiros é o lugar onde todos se encontram com o lazer, a cultura, o esporte e a saúde.

Ao realizar uma descrição, o produtor do texto adota um ponto de vista, uma posição física a partir da

qual observa seu objeto. Além disso, há também uma atitude, uma predisposição subjetiva frente ao

que é observado. Agora, leia as afirmativas abaixo sobre a descrição do Sesc Pinheiros:

I - O observador apresenta grande detalhamento do aspecto estético das áreas mencionadas.

II – O observador apresenta em ordem rigorosamente inversa à dos termos que, no final do texto, nos

remetem à utilização possível do local (lazer, cultura, esporte e saúde).

III – O observador não se restringe ao espaço físico e às atividades atlético desportivas, mas eleva o
local que nele podem ser desenvolvidas.

IV – O observador associa a grandeza do espaço físico às atividades que propicia.

V – O observador não expõe, em detalhes, a função social de cada um dos espaços em que se subdivide

a nova unidade.

Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.

Resposta Correta: Correta e. III – IV - V.

Pergunta 4 0,1 em 0,1 pontos

Correta O texto a seguir foi extraído do conto “No dia em que Faísca morreu”, que está no livro “Os

meninos crescem” (1986 – p. 49-65) do escritor paranaense Domingos Pellegrini. Esse fragmento

refere-se ao momento em que uma senhora faz crochê e, acompanhada dos netos, ouve uma novela de

rádio. Leia-o atentamente para responder à questão.

A novela sempre tinha portas rangendo, porteira batendo, galopes, ventos, tempestades, uma caverna

onde os bandidos cochichavam com eco — mas antes era preciso esperar as conversas de amor que

nunca acabavam, caíam mangas e mais mangas do quintal e a mocinha continuava dizendo quanto

amor ela tinha pelo mocinho.

Os bandidos trabalhavam pro irmão da mocinha e, por causa de uma questão de herança, naquele dia

ela foi seqüestrada e Vó até chorou, mas era normal (...).

A orquestra entrou firme na conversa e logo saiu de fininho, aí o mocinho falou — Perdido o amor, de

que vale a vida? — numa voz que parecia de mocinho de outra novela mais chata ainda. Tudo por causa

de uma maldita herança, disse o delegado — e Vó até esquecia o palheiro na boca, ia parando com o

crochê, parava, e as mangas caíam no quintal.

Começava a propaganda, ela baixava o volume, cuspia na escarradeira, continuava tão ligeira com o

crochê que Irene piscava pra acompanhar os nós. Naquele dia

não piscou muito, logo virou pra perguntar baixinho:

— Que que é herança?

Como já foi dito, o fragmento reproduzido é parte de um conto. Nele, devem ser percebidas duas

situações distintas. Primeiro, a descrição de uma cena que se repetiu diversas vezes para o narrador: o

quadro que se apresentava quando a avó ouvia sua novela radiofônica; segundo, a narração de uma

ocasião específica em que a avó está ouvindo novela. Essa colocação é:

Resposta Correta: Correta d. Verdadeira, as duas situações se entrelaçam, apesar de distintas, de modo

que narração e descrição se intercalam a espaços por vezes bem curtos.

Pergunta 5 0 em 0,1 pontos

Incorreta Leia com atenção o fragmento de José Lins do Rego publicado no livro "Menino de Engenho":

O Santa Fé ficava encravado no engenho do meu avô. As terras do Santa Rosa andavam léguas e léguas

de norte a sul. O velho Paulino tinha este gosto: o de perder a vista nos seus domínios. Gostava de
descansar os olhos em horizontes que fossem seus. Tudo o que tinha era para comprar terras e mais

terras. Herdara o Santa Rosa pequeno, e fizera dele um reino, rompendo os seus limites para compra de

propriedades anexas. Acompanhava o Paraíba com as várzeas extensas e entrava de caatinga a dentro.

Ia encontrar as divisas de Pernambuco nos tabuleiros de Pedra de Fogo. Tinha mais de três léguas, de

estrema a estrema. [...]. Tinha para mais de quatro mil almas debaixo de sua proteção. Senhor feudal

ele foi, mas os seus parias não traziam a servidão como um ultraje. O Santa Fé, porém, resistira a essa

fome de latifúndio. [...] O Santa Rosa crescera a seu lado, fora ganhar outras posses contornando as

suas encostas. Ele não aumentara um palmo nem um palmo diminuíra. Os seus marcos de pedra

estavam ali nos mesmos lugares de que falavam os papéis. Não se sentiam, porém, rivais o Santa Fé e o

Santa Rosa. Era como se fossem dois irmãos muito amigos, que tivessem recebido de Deus uma

proteção de mais ou uma proteção de menos. Coitado do Santa Fé! Já o conheci de fogo morto. Uma

desolação de fim de vida, de ruína, que dá à paisagem rural uma melancolia de cemitério abandonado.

[...] Ao lado da prosperidade e da riqueza do meu avô, eu vira ruir, até no prestígio de sua autoridade,

aquele simpático velhinho que era o Coronel Lula de Holanda, com o seu Santa Fé caindo aos pedaços.

Todo barbado, como aqueles velhos dos álbuns de retratos antigos, sempre que saía de casa era de

cabriolé e de casimira preta. A sua vida parecia um mistério. Não plantava um pé de cana e não pedia

um tostão emprestado a ninguém.

É correto afirmar que esse fragmento é, predominantemente, descritivo,

porque:

Resposta Correta: Correta c. O foco está na composição do espaço e na relação com ele estabelecida

pelas personagens.

Pergunta 6 0,1 em 0,1 pontos

Correta Imagine a seguinte situação:

Marina encontra Verônica na saída da escola e diz:

- Tô com vontade de tomar cerveja!

Marina abre a bolsinha que ganhara de sua avó e pega o dinheiro, fruto de sua mesada. Compra a

Cerveja e a bebe saborosamente. Quando chega em casa, o seu pai se aproxima para lhe dar um beijo,

como fazia todos os dias e percebe que Marina ingeriu bebida alcoólica. Fica muito bravo e a coloca de

castigo. Também pudera, Marisa tem apenas dez anos!

De acordo com o que lemos no tópico “Outro modo de definir narrativas” nesta Unidade, sobre as quatro

mudanças de situação, propostas por Platão e Fiorin, podemos afirmar que as afirmativas corretas em

relação ao caso apresentado são:

I - Marina passa a ter desejo de algo.

II – Marina passa a ter o poder para fazer algo.

III – Não há mudança na narrativa, apenas conflito.


IV – Há uma transformação principal na narrativa, porém não ocorreu prêmio ou castigo à personagem.

V – Não há mudança na narrativa, apenas transformação.

Resposta Correta: Correta a. I e II.

Pergunta 7 0,1 em 0,1 pontos

Correta Considere o texto de Érico Veríssimo:

O incidente que se vai narrar, e de que Antares foi teatro na sexta-feira 13 de dezembro do ano de

1963, tornou essa localidade conhecida e de certo modo famosa da noite para o dia. (...) Bem, mas não

convém antecipar fatos nem ditos. Melhor será contar primeiro, de maneira tão sucinta e imparcial

quanto possível, a história de Antares e de seus habitantes, para que se possa ter uma idéia mais clara

do palco, do cenário e principalmente dos personagens principais, bem como da comparsaria, desse

drama talvez inédito nos anais da espécie humana.

Narrador é uma voz criada por um autor. No texto acima, o autor é Érico Veríssimo. O narrador foi

criado por ele. Agora, assinale a alternativa que evidencia o papel do narrador no fragmento acima:

Resposta Correta: Correta c. O narrador, em atitude semelhante à de um jornalista ou de um

espectador, escreve para narrar o que aconteceu com x ou y em tal lugar ou tal hora.

Pergunta 8 0 em 0,1 pontos

Incorreta A estrada de ferro passava no outro lado do rio. Do engenho nós ouvíamos o trem apitar, e

fazia-se de sua passagem uma espécie de relógio de todas as atividades: antes do trem das dez, depois

do trem das duas. Costumávamos ir para a beira da linha ver de perto os trens de passageiros. E

ficávamos de cima dos cortes olhando como se fossem uma coisa nunca vista os horários que vinham de

Recife e voltavam da Paraíba. Mas nos proibiam esse espetáculo com medo das nossas traquinagens

pelo leito da estrada. E tinha razão de ser tanta cautela: um dos lances mais agoniados da minha

infância eu assei numa dessas esperas de trem. O meu primo Silvino combinara fazer virar a máquina

na rampa do Caboclo. Já outra vez, com pano vermelho que um moleque pregara num pau, um

maquinista parara o horário das dez. Agora o que meu primo queria era um desastre. E botou uma

pedra bem na curva da rampa. Nós ficamos de espreita, esperando a hora. Quando vi o trem se

aproximar como um bicho comprido que viesse para uma armadilha, uma agonia dentro de mim que eu

não soube explicar. Parecia que eu ia ver ali perto de mim pedaços de gente morta, cabeças rolando

pelo chão, sangue correndo no meio de ferros desmantelados. E num ímpeto, com o trem que vinha

roncando pertinho, corri para a pedra e com toda a minha força empurrei-a pra fora. Um instante mais

ouvi o ruído da máquina que passava. Fiquei sozinho, ali no ermo da estrada de ferro. O meu primo e os

moleques tinham corrido. Meu coração batia apressado. Parecia que eu era o único culpado daquela

desgraça que não acontecera. Comecei a chorar, com medo do silêncio. Muito longe o trem apitava. E

banhado pelas lágrimas andei para casa. Nunca mais em minha vida o heroísmo me tentaria por essa

forma.

(José Lins do Rego, Menino de Engenho).


É correto afirmar que se trata de um texto predominantemente narrativo porque:

Resposta Correta: Correta b. Conta fatos ocorridos na infância do narrador.

Pergunta 9 0,1 em 0,1 pontos

Correta Leia o trecho do conto “Uns braços” de Machado de Assis:

Havia cinco semanas que ali morava, e a vida era sempre a mesma, sair de manhã com o Borges, andar

por audiências, correndo, levando papéis ao selo, ao distribuidor, aos escrivães, aos oficiais de justiça.

Voltava à tarde, jantava e recolhia-se ao quarto, até a hora da ceia; ceiava e ia dormir. Borges não lhe

dava intimidade na família, que se compunha apenas de D. Severina, nem Inácio a via mais de três

vezes por dia durante as refeições. Cinco semanas de solidão, de trabalho sem gosto, longe da mãe e

das irmãs; cinco semanas de silêncio, porque ele só falava uma ou outra vez na rua; em casa, nada.

— Deixe estar, — pensou ele um dia — fujo daqui e não volto mais.

Não foi; sentiu-se agarrado e acorrentado pelos braços de D. Severina. Nunca vira outros tão bonitos e

tão frescos. A educação que tivera não lhe permitia encará-los logo abertamente, parece até que a

princípio afastava os olhos, vexado. Encarou-os pouco a pouco, ao ver que eles não tinham outras

mangas, e assim os foi descobrindo, mirando e amando. No fim de três semanas eram eles, moralmente

falando, as suas tendas de repouso. Aguentava toda a trabalheira de fora, toda a melancolia da solidão e

do silêncio, toda a grosseria do patrão, pela única paga de ver, três vezes por dia, o famoso par de

braços.

Naquele dia, enquanto a noite ia caindo e Inácio estirava-se na rede (não tinha ali outra cama), D.

Severina, na sala de frente, recapitulava o episódio do jantar e, pela primeira vez, desconfiou alguma

cousa. Rejeitou a idéia logo, uma criança! Mas há idéias que são da família das moscas teimosas: por

mais que a gente as sacuda, elas tornam e pousam. Criança? Tinha quinze anos; e ela advertiu que

entre o nariz e a boca do rapaz havia um princípio de rascunho de buço. Que admira que começasse a

amar? E não era ela bonita? Esta outra idéia não foi rejeitada, antes afagada e beijada. E recordou então

os modos dele, os esquecimentos, as distrações, e mais um incidente, e mais outro, tudo eram

sintomas, e concluiu que sim.

Personagem, numa narrativa, é o ser fictício que vive a história. Em uma narrativa, o narrador pode

apresentar a fala das personagens através do discurso direto, do discurso indireto e do discurso indireto

livre. No discurso direto, conhecemos a personagem através de suas próprias palavras. No discurso

indireto, o narrador conta o que a personagem disse. No discurso indireto livre, há uma mistura das

falas do narrador e da personagem, de tal modo que se torna difícil precisar os limites da fala de um e

de outro.

Agora, leia as afirmativas abaixo:

I – Em “No fim de três semanas eram eles, moralmente falando, as suas tendas de repouso.”, temos

discurso direto.

II – Em “Voltava à tarde, jantava e recolhia-se ao quarto, até a hora da ceia; ceava e ia dormir.”, temos

discurso indireto
III – Em “Deixe estar, — pensou ele um dia — fujo daqui e não volto mais.”, temos discurso direto.

IV – Em “Que admira que começasse a amar? E não era ela bonita?”, temos discurso indireto livre.

V – Em “Nunca vira outros tão bonitos e tão frescos.”, temos discurso direto.

Das 5 afirmativas, as que estão corretas, encontram-se na alternativa:

Resposta Correta: Correta c. III e IV.

Pergunta 10 0 em 0,1 pontos

Incorreta O fragmento abaixo é de autoria de Jane Santucci retirado do texto: “O dia em que as roletas

pararam"

Salão repleto de luzes, orquestra ao fundo, brilho de cristais por todo lado. O crupiê* distribui fichas

sobre o pano verde, cercado de mulheres em longos vestidos e homens de black-tie**. A roleta em

movimento paralisa o tempo, todos retêm a respiração. Em breve estarão definidos a sorte de alguns e

o azar de muitos. Foi mais ou menos assim, como um lance de roleta, que a era de ouro dos cassinos -

maravilhosa para uns, totalmente reprovável para outros - se encerrou no Brasil. Para surpresa da

nação, logo depois de assumir o governo, em 1946, o presidente Eurico Gaspar Dutra pôs fim, com uma

simples penada, a um dos negócios mais lucrativos da época: a exploração de jogos de azar, tornando-

os proibidos em todo o país. (...)

* crupiê: empregado de uma casa de jogos

** black-tie: smoking, traje de gala

Observando-se o tipo de composição do fragmento, conclui-se que ele é predominantemente:

Resposta Correta: Correta c. Descritivo, pois apresenta características do espaço de forma simultânea.

Macauly.Carlinh0s

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Chibi pediu pra passar isso pra vcs


Nanay em Sex Maio 07, 2010 3:59 pm

Não vou postar as respostas das unidas 3 e 6 pois cada uma deve dar sua resposta pessoal, mas vou

citar como escrever cada um dos textos, dando alguma dicas. Ambas as unidades referem-se a textos

comuns no jornalismo.

Unidade 3:

O ponto chave deste texto é falar sobre o texto que leu.

O ponto chave para ganhar nota nesta lição é utilizar-se das dicas dadas no enunciado.

Evite falar sobre coisas que você não sabe. Procure ler e entender o que o autor quis dizer para só então

tomar sua própria opinião como valida.

Ao lançar uma informação, procure esgota-la ao maximo, então adicione outra informação que esteja

ligada a primeira de algum modo.

No final tire uma conclusão de tudo que foi dito.

O mais dificil desse texto é manter COERENCIA e COESÃO.

Procure deixar bem clara sua opinião e não ser contraditório.

Unidade 6:

É necessário nesta unidade escrever um paragrafo dissertativo com frasal, ou seja, um paragrafo que se

desenvolve através de uma unica frase.

Escolha a frase que vai server de tema para o resto. Como o texto é sobre "Todos os homens são

iguais", esta frase já é uma boa escolha para iniciar.

Por ser uma dissertação, evitem fazer "perguntas" como "Algum de nós saberá um dia?" procurem usar

afirmações como "Não sabemos se um dia alguém sabera". Cada vez que uma frase estiver completa, se

possível, coloque um ponto e inicie a proxima.

Lembre-se que uma dissertação não possui narrador, por tanto é uma PESSIMA idéia escrever palavras
como "nós" ou "eu".

Apresente argumentos e então desenvolva-os.

Exemplo:

TODOS OS HOMENS SÃO IGUAIS. É tão comum notar preconceito de brancos para negros quanto de

negros para brancos. É tão comum ver alguns países criticando outros por suas guerras, quanto é ve-los

em uma. Já passou da hora de os homens pararam de se questionar sobre serem diferentes e começar a

questionar sobre serem iguais. Criticar os outros é facil, mas notar que aqueles que todos cometem os

mesmos erros é uma tarefa muito mais dificil.

Nanay

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Unidade 8
a.vaca.da.vanessa em Sab Maio 15, 2010 11:17 pm

>>> Numa apresentação oral, a fala do locutor deve respeitar à situação de interlocução. Assim, o

conhecimento acerca das variedades lingüísticas sociais, regionais e de registro torna-se necessário para

que se use a língua nas mais diversas situações comunicativas. Imagine que você esteja trabalhando

numa multinacional e terá que apresentar um projeto para todos os diretores das filiais do Brasil. Nesse

momento, você:
R: Evidenciará a norma padrão.

___________________________________________________________________________________

_____________________________

>>> Os textos dissertativos pressupõem uma esquematização por parte do seu produtor. Isso significa

afirmar que, em sua construção, o autor estabelece um fio de raciocínio que dará sustentação a seu

ponto de vista. Diante disso, leia com atenção o fragmento abaixo:

Busca pelos equivalentes do aqui-e-agora

O que o terapeuta deve fazer quando um paciente levanta uma questão envolvendo uma interação

infeliz com outra pessoa? Geralmente, os terapeutas exploram a situação profundamente e tentam

ajudar o paciente a entender seu papel no processo, explorar as opções de comportamentos

alternativos, investigar a motivação consciente, adivinhar as motivações da outra pessoa e buscar

padrões – isto é, situações semelhantes que o paciente tenha criado no passado. Essa estratégia

consagrada pelo tempo tem limitações: não somente o trabalho tende a ser racionalizado, mas é muito

frequente que se baseie em dados imprecisos fornecidos pelo paciente. O aqui-e-agora oferece uma

maneira muito melhor de trabalhar. A estratégia geral é descobrir um equivalente do aqui-e-agora da

interação disfuncional. Uma vez que isso for feito, o trabalho se tornará bem mais preciso e imediato.

(YALOM, Irvin D. Busca pelos equivalentes do aqui-e-agora. In: Os Desafios da Terapia. Rio de Janeiro:

Ediouro, 2006 - "fragmento").

No caso do texto acima, na sua esquematização, o enunciador elaborou uma afirmação, para defendê-la.

Em seguida, elencou vários argumentos, para só depois construir o texto final. Qual a tese que o autor

colocou no seu esquema?

R: O terapeuta, para tornar seu trabalho mais eficiente, deve buscar um produto do aqui-e-

agora da situação interpessoal problemática relatada pelo paciente.

___________________________________________________________________________________

_____________________________

>>> O discurso autoritário se faz presente predominantemente no texto:

R: Estatuto do Idoso Art. 3o É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder

Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à

alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade,

à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Art. 4º Nenhum idoso será

objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação,violência, crueldade ou opressão, e todo

atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.

(www.mds.gov.br) - Acesso em 1 de novembro de 2009 às 19h44.

___________________________________________________________________________________
_____________________________

>>> Ao fazer uma resenha, o autor emite opiniões acerca de aspectos da obra. O texto abaixo é um

fragmento do texto “A revolução sem fim de Darwin”, extraído da Revista Veja. Leia-o com atenção para

responder a questão.

A revolução sem fim de Darwin

A história da viagem dele é quase tão conhecida e reverenciada quanto a de Cristóvão Colombo. O

naturalista inglês Charles Darwin iniciou em 1831 uma viagem pelo mundo a bordo do Beagle, um

pequeno navio de exploração científica. Quando voltou à Inglaterra, cinco anos depois, ele trazia na

bagagem um conjunto de idéias revolucionárias que mudariam para sempre a geografia da alma

humana tanto quanto Colombo mudou a geografia terrestre. Darwin, como se sabe, é o autor da teoria

da evolução. A histórica viagem de Darwin é o tema central de uma imponente exposição que leva o seu

nome, inaugurada na semana passada no Museu de Arte de São Paulo (Masp), e que permanecerá em

cartaz até 15 de julho. A mostra, montada pela primeira vez em 2005, no Museu Americano de História

Natural, em Nova York, reúne reproduções de mais de 400 itens relacionados ao naturalista e à sua

viagem no Beagle, entre animais, plantas, fósseis e paisagens. A exposição atrai sobre Darwin a atenção

que ele merece como um herói da razão e um inimigo da superstição e da ignorância. Tamanha foi a

força das revelações de Darwin sobre a origem e a transformação do mundo animal, das plantas e, em

especial, da humanidade, que quase ninguém consegue ter uma visão muito clara hoje em dia de como

se pensavam essas coisas antes dele. Poucas revoluções tiveram esse poder. A prova de que a Terra é

redonda é uma delas. Parece natural hoje em dia nos vermos habitando uma esfera que gira sobre o

próprio eixo e em torno do Sol. Mas por milênios se acreditou em uma Terra plana como um campo de

futebol sustentada pelos ombros fortes de um titã que se apóia sobre os cascos de tartarugas. A

evolução lenta das espécies ao longo das eras formando linhagens que desembocam nos atuais seres

vivos. Isso é o Darwin. Antes dele? Acreditava-se na versão religiosa segundo a qual por volta do ano

4004 a.C., de uma só tacada, Deus criou o homem, a mulher e os demais seres vivos exatamente como

eles são agora. Essa visão pré-darwinista, que só sobrevive dentro dos círculos religiosos, tem

conseguido ultimamente uma projeção assustadora. À luz desse retrocesso, relembrar as conquistas de

Darwin torna-se um imperativo. (Gabriela Carelli e Leoleli Camargo - Revista Veja - 09/05/2007 –

p.114).

Dos fragmentos abaixo, assinale aquela que o autor NÃO emite uma opinião negativa à visão pré-

darwinista sobre a origem das espécies.

R: O naturalista inglês Charles Darwin iniciou em 1831 uma viagem pelo mundo a bordo do

Beagle, um pequeno navio de exploração científica.

___________________________________________________________________________________

_____________________________
>>> Leia o texto com muita atenção:

“Pode parecer que os isótopos de oxigênio e a luta dos seringueiros no Acre tenham pouco em comum.

No entanto, ambos estão relacionados ao futuro da Amazônia e a parte significativa da agroindústria e

da geração de energia elétrica no Brasil. À época em que Chico Mendes lutava para assegurar o futuro

dos seringueiros e da floresta, um dos mais respeitados cientistas brasileiros, Eneas Salati, analisava

proporções de isótopos de oxigênio na precipitação pluviométrica amazônica do Atlântico ao Peru. Sua

conclusão foi irrefutável: a Amazônia produz a parte maior de sua própria chuva; implicação óbvia desse

fenômeno: o excesso de desmatamento pode degradar o ciclo hidrológico. Hoje, imagens obtidas por

sensoriamento remoto mostram que o ciclo hidrológico não apenas é essencial para manutenção da

grande floresta, mas também garante parcela significativa da chuva que cai ao sul da Amazônia,em

Mato Grosso, São Paulo e até mesmo ao norte da Argentina. Quando a umidade do ciclo, que se desloca

em direção ocidental, atinge o paredão dos Andes, parte dela é desviada para o sul. Boa parte da cana-

de-açúcar, da soja, de outras safras agroindustriais dessas regiões e parte significativa da geração de

energia hidrelétrica dependem da máquina de chuva da Amazônia.”

T. Lovejoy e G. Rodrigues. A máquina de chuva da Amazônia. Folha de S. Paulo, 25/7/2007 (com

adaptações).

O gênero discursivo do fragmento acima é:

R: Polêmico, pois há o desejo expresso do emissor de defender uma posição.

___________________________________________________________________________________

_____________________________

>>> Não é só que cada golpe desferido por e contra o boxeador Jake LaMotta (Robert De Niro) doa no

espectador como se ele próprio estivesse sendo atingido; em Touro Indomável, que a Cinemateca VEJA

lança nesta semana nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a dor maior e a violência verdadeira vêm

dos demônios de LaMotta – que fizeram dele tanto um astro no ringue como um homem fadado à

autodestruição. Dirigida com um senso vertiginoso do destino de seu personagem, esta obra-prima de

Martin Scorsese é daqueles filmes que falam à perfeição de seu tema (aqui, o boxe) para então

transcendê-lo e tratar do que importa: aquilo que faz do seres humanos apenas isso mesmo, humanos e

tremendamente imperfeitos. (http://veja.abril.com.br/180209veja_recomenda.shtml) - Acessado em 28

de outubro de 2009 às 16h13.

O autor do texto acima ao escolher esse gênero textual, tinha a intenção de:

R: Apresentar ao leitor um painel da obra e se posicionar criticamente.

___________________________________________________________________________________

_____________________________
>>> Gêneros discursivos, como afirma Bakhtin, são “tipos relativamente estáveis de enunciados”. O

caráter histórico é verificado, pois os gêneros apresentam-se como reflexos dos valores presentes em

cada sociedade, em um dado lugar e tempo. Sendo assim, mudam com o tempo. Dentre os vários

gêneros do discurso, podemos citar: o resumo, o esquema, a resenha e a apresentação oral. Dentre

eles, qual se caracteriza exclusivamente como gênero oral?

R: Apresentação oral.

___________________________________________________________________________________

_____________________________

>>> Marisa Lajolo, estudiosa e pesquisadora de Literatura, escreveu muitas resenhas sobre a obra de

Bocage. Leia o poema abaixo e em seguida, responda a questão.

Mote

Almas, vidas, pensamentos.

Glosa:

Calções, polainas, sapatos,

Percevejos, pulgas, piolhos,

Azeites, vinagres, molhos,

Tigelas, pires e pratos:

Cadelas, galgos e gatos,

Pauladas, dores, tormentos,

Burros, cavalos, jumentos,

Naus, navios, caravelas,

Corações, tripas, moelas,

Almas, vidas, pensamentos.

Bocage. Poesias sobre Mote. In Literatura Comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980 p.59

Dentre as muitas resenhas feitas pela pesquisadora, a mais adequada ao poema lido é:

R: Esse poema é desenvolvido através da enumeração. No interior de cada verso pode-se

perceber, porém, uma certa relação entre os elementos enumerados. Esse tipo de linguagem

– nominal, sem recurso a verbos – era incomum no tempo do poeta. (texto adaptado)

___________________________________________________________________________________

_____________________________

>>> Terapia com animais ajuda a enfrentar algumas doenças, como depressão e paralisia cerebral

As terapias que usam bichos já se contam às dezenas. A equoterapia usa cavalos para reabilitar

pacientes com esclerose múltipla, paralisia cerebral e síndrome de Down, trabalhando o equilíbrio e a

concentração. Animais aquáticos, como golfinhos e orcas, são utilizados para trazer crianças autistas

para a realidade e ajudar depressivos a recuperar a alegria de viver. Até tetraplégicos já conseguem ter
uma vida mais autônoma com a ajuda de macacos-prego treinados para buscar objetos e acionar

botões.[...] A experiência com cães na prisão feminina de Purdy, Estados Unidos, vem sendo copiada em

mais de 50 penitenciárias do mundo. O projeto era ocupar as detentas com o adestramento de

cachorros. O resultado foi surpreendente. Os animais saíram preparados e as mulheres não voltaram a

cometer crimes depois de soltas. (Luciana Vicária, Época, 4/8/2003, p.91). A primeira etapa para

produzirmos um bom resumo é compreender o texto que será resumido. Se fôssemos escrever um

resumo do texto apresentado acima, teríamos que buscar a ideia principal. Para isso, deveremos ler o

texto algumas vezes. Qual das alternativas abaixo apresenta a ideia principal do texto?

R: Animais ajudam a equilibrar emoções e até a restabelecer funções do organismo.

___________________________________________________________________________________

_____________________________

>>> Daniel estuda no terceiro colegial de uma escola em Porto Alegre. Seu professor de Português

solicitou que os alunos fizessem uma resenha de um anúncio. Daniel estranhou a solicitação, mas o

professor explicou que a resenha pode ser feita a partir de um filme, de um livro, de um programa de

televisão, inclusive de um anúncio. Para iniciar a sua resenha, Daniel pensou em descobrir qual era o

objetivo da imagem presente no anúncio, já que ela é uma adaptação da bandeira do Brasil. No lugar de

“Ordem e Progresso” está escrito “SOS Mata Atlântica” .Observe o anúncio:

O objetivo dessa imagem no anúncio é:

R: Alertar a população para o desmatamento da Mata Atlântica e fazer um apelo para que as

derrubadas acabem.

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Unidade 7
a.vaca.da.vanessa em Sab Maio 15, 2010 11:56 pm

Além de possuir conhecimento total da narrativa, das ações, dos sentimentos e dos pensamentos dos

personagens, o narrador dentro de um texto pode influenciar os leitores, na medida em que os convida a

participar da narrativa, tratando-os como reais interlocutores. Das alternativas abaixo que apresentam

fragmentos de autoria de José Saramago, uma delas foca a interação entre autor e leitor. Encontra-se

em:

R: “Viremos agora à esquerda, lá ao longe, onde se vêem aquelas árvores, sim, aquelas que

estão juntas como se fossem um ramalhete,...”

“... que a água desta fonte não poderá matar-te a sede naquele deserto...”

___________________________________________________________________________________

_________________________________

Podemos perceber a subjetividade na linguagem de um texto:

R: Pela análise do enunciado, as intenções do sujeito-enunciador estão por trás da seleção de

palavras e suas combinações.

___________________________________________________________________________________

_________________________________

Leia o texto.

Discurso perante os amigos, logo após receber o nobel: Chega-se mais facilmente a Marte...

Por JOSÉ SARAMAGO

Sexta feira, de dezembro de 1998.

Neste meio século não parece que os Governos tenham feito pelos direitos humanos tudo aquilo a que

moralmente estavam obrigados. As injustiças multiplicam-se, as desigualdades agravam-se, a

ignorância cresce, a miséria alastra. A mesma esquizofrênica humanidade capaz de enviar instrumentos

a um planeta para estudar a composição das suas rochas assiste indiferente à morte de milhões de

pessoas pela fome. Chega-se mais facilmente a Marte do que ao nosso próprio semelhante. Alguém não
anda a cumprir o seu dever. Não andam a cumpri-lo os Governos, porque não sabem, porque não

podem, ou porque não querem. Ou porque não lho permitem aqueles que efetivamente governam o

mundo, as empresas multinacionais e pluricontinentais cujo poder, absolutamente não democrático,

reduziu a quase nada o que ainda restava do ideal da democracia. Mas também não estão a cumprir o

seu dever os cidadãos que somos. Pensemos que nenhuns direitos humanos poderão subsistir sem a

simetria dos deveres que lhes correspondem e que não é de esperar que os Governos façam nos

próximos cinquenta anos o que não fizeram nestes que comemoramos. Tomemos então, nós, cidadãos

comuns, a palavra. Com a mesma veemência com que reivindicamos direitos, reivindiquemos também o

dever dos nossos deveres. Talvez o mundo possa tornar-se um pouco melhor.

(http://www.jornaldepoesia.jor.br/1saramago6.html.) - Acessado em 22 de setembro de 2008.

Em “Chega-se mais facilmente a Marte do que ao nosso próprio semelhante”, o autor optou por utilizar a

forma linguística do sujeito indeterminado em seu discurso. No contexto do texto, esse recurso foi

utilizado para:

R: Conferir maior peso ao seu ponto de vista e sugerir que ele e os demais ouvintes são

também sujeitos da ação, dessa forma, percebemos a subjetividade.

___________________________________________________________________________________

_________________________________

Os dois textos transcritos abaixo referem-se ao mesmo tema: a primeira posição na largada do Grande

Prêmio de Fórmula 1 do Brasil, conquistada pelo piloto brasileiro Felipe Massa.

Texto A

Massa diz que realizou um sonho ao ser pole em Interlagos

Quinto brasileiro a conquistar uma pole no GP do Brasil de Fórmula 1 - repetindo Emerson Fittipaldi,

Nelson Piquet, Ayrton Senna e Rubens Barrichelo -, Felipe Massa afirmou neste sábado que realizou um

sonho em sua carreira ao garantir a primeira posição do grid de largada da corrida em Interlagos e ouvir

o seu nome ser gritado pelo público que lotou o autódromo. Milton Pazzi Jr. (www.estadao.com.br -

acessado em 21 out. 2006.)

Texto B

Felipe Massa crava a pole position do Grande Prêmio do Brasil

O brasileiro Felipe Massa confirmou o favoritismo e conquistou a pole position do Grande Prêmio do

Brasil, última etapa da temporada 2006 da Fórmula 1. Forte desde os treinos livres da sexta-feira, ele

assumiu a primeira posição com o tempo de 1min10s842. (http://esporte.uol.com.br - acessado em 21

out. 2006.)
R: A subjetividade presente nos textos A e B são iguais, isto é, há o mesmo grau de

subjetividade.

___________________________________________________________________________________

_________________________________

Texto A

Após bate-boca com travestis, Ronaldo vai para delegacia no Rio

LUISA BELCHIOR

Colaboração para a Folha Online, no Rio

O jogador Ronaldo, do Milan, esteve na manhã desta segunda-feira na delegacia da Barra da Tijuca, na

zona oeste do Rio, após uma discussão com três travestis na madrugada em um motel também na

Barra.

Ao delegado titular da 16ª DP, Carlos Augusto Nogueira Pinto, responsável pelo caso, Ronaldo disse que

foi à boate 021, na Barra, comemorar a vitória do Flamengo sobre o Botafogo pela final do campeonato

estadual do Rio. Ao sair da boate, Ronaldo contratou um travesti --André Luís Albertini--, acreditando

que fosse uma mulher. Os dois foram para um motel no mesmo bairro, onde o travesti chamou outros

dois colegas. No motel, Ronaldo percebeu que as três prostitutas eram travestis e dispensou o serviço

deles.

Até aí, a versão do jogador e do único dos travestis que foi à delegacia é a mesma, segundo Pinto. As

diferenças começam quando ambos relatam a discussão que ocorreu no motel.

Ronaldo diz que dispensou o serviço dos três e pagou R$ 1.000 a cada um. Eles ainda teriam oferecido

cocaína ao atacante para que ele relaxasse. Ronaldo, segundo sua versão, recusou e dois travestis

foram embora, mas o terceiro exigiu R$ 50 mil para não relatar o caso à imprensa, iniciando o bate-

boca.

Na versão do travesti, Ronaldo foi à Cidade de Deus comprar cocaína, não quis pagar pelo serviço e os

ameaçou de agressão se eles divulgassem o caso.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o jogador Ronaldo não negou que tenha feito programa com os

travestis. Disse, porém, que não existe nenhuma queixa contra ele e que foi vítima de uma tentativa de

extorsão. Outro travesti, Júnior Ribeiro da Silva, 25, conhecido como Carla, voltou à delegacia para

depor, mas não falou com a imprensa.

(http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u396571.shtml) - Acessado em 25 de outubro de

2009 às 16h11.

Texto B (IMAGEM)

O envolvimento de Ronaldo com três travestis em um motel do Rio, apresentado no Texto A, levantou

polêmica. O escândalo inspirou a Bom Bril a fazer uma peça publicitária, na qual garoto-propaganda,
caracterizado como Ronaldo, mandou seu recado: "Não leve gato por lebre.", como podemos ver no

Texto B. O anúncio foi veiculado nas principais revistas do país. Podemos afirmar que a peça publicitária

é criativa porque:

R: O autor da peça publicitária reorganizou elementos conhecidos do leitor, veiculados na

notícia, deu um novo sentido.

___________________________________________________________________________________

_________________________________

Leia o texto para responder à questão.

Observa-se que em muitos lugares as comemorações festivas apresentam, entre outras práticas

corporais, as danças. É o caso da Festa de São João, Maracatu, Frevo e Bumba-Meu-Boi. Algo

semelhante acontece nos casamentos, formaturas e cerimônias dos povos indígenas. Os fatores que

influenciaram o surgimento das danças vão desde o agradecimento por colheitas fartas, ritos religiosos

até as guerras. Pode-se dizer que os sentimentos de um dado grupo são expressos por meio dessas

manifestações culturais. As ginásticas, há muito vistas como recurso para preparação de soldados nos

quartéis, são também empregadas com finalidades estéticas, corretivas ou terapêuticas nas clínicas e

academias por uma grande quantidade de pessoas.

A heterogeneidade é uma característica da linguagem e pode ser entendida como a pluralidade de vozes

que organizam qualquer texto ou discurso, mesmo sendo ele atribuído a um único indivíduo. É o que

podemos perceber nesse texto. Qual dos segmentos retirados do texto expressa a opinião do autor,

sobre a construção dos significados das práticas corporais?

R: Pode-se dizer que os sentimentos de um dado grupo são expressos por meio dessas

manifestações culturais.

___________________________________________________________________________________

_________________________________

O texto apresenta-se como uma zona de interação entre sujeitos. Assim, autor e leitor interagem na

materialidade textual, tendo como pano de fundo o contexto em que cada um está inserido. Autor e

leitor são fundamentais no processo de leitura. Observe com atenção a tira abaixo:

(CHARGE)

No último quadrinho, a personagem responde que “Aí você volta daqui a uns quinze anos”. Essa fala

pode ser relacionada com a função do leitor na interação estabelecida com o leitor. Levando isso em

conta, qual das afirmações tratam do conceito de leitor?


R: O texto não é um estoque inerte de informações que basta segmentar para dele extrair

uma interpretação, mas inscreve-se em uma cena cujos lugares de produção e de

interpretação estão atravessados por antecipações, reconstruções de suas respectivas

imagens, imagens estas impostas pelos limites da formação discursiva. Assim, o leitor

também é responsável pela produção de sentido.

___________________________________________________________________________________

_________________________________

A língua do Brasil amanhã

Ouvimos com freqüência opiniões alarmantes a respeito do futuro da nossa língua. Às vezes se diz que

ela vai simplesmente desaparecer, em benefício de outras línguas supostamente expansionistas (em

especial o inglês, atual candidato número um a língua universal); ou que vai se misturar com o

espanhol, formando o “portunhol”; ou, simplesmente, que vai se corromper pelo uso da gíria e das

formas populares de expressão (do tipo: o casaco que cê ia sair com ele tá rasgado). Aqui pretendo

trazer uma opinião mais otimista: a nossa língua, estou convencido, não está em perigo de

desaparecimento, muito menos de mistura. Por outro lado (e não é possível agradar a todos), acredito

que nossa língua está mudando, e certamente não será a mesma. O que é que poderia ameaçar a

integridade ou a existência da nossa língua? Um dos fatores, freqüentemente citado, é a influência do

inglês – o mundo de empréstimos que andamos fazendo para nos expressarmos sobre certos assuntos.

Não se pode negar que o fenômeno existe; o que mais se faz hoje em dia é surfar, deletar ou tratar do

marketing. Mas isso não significa o desaparecimento da língua portuguesa. Empréstimos são um fato da

vida, e sempre existiram. Hoje pouca gente sabe disso, mas avalanche, alfaiate, tenor e pingue-pongue

são palavras de origem estrangeira; hoje já se naturalizaram, e certamente ninguém vê ameaça nelas.

Quero dizer que não há o menor sintoma de que os empréstimos estrangeiros estejam causando lesões

na língua portuguesa; a maioria, aliás, desaparece em pouco tempo, e os que ficam se assimilam. O

português, como toda língua, precisa crescer para dar conta das novidades sociais, tecnológicas e

culturais; para isso, pode aceitar empréstimos – ravióli, ioga, chucrute, balé – e também pode (e com

maior freqüência) criar palavras a partir de seus próprios recursos – como computador, ecologia,

poluição - ou estender o uso de palavras antigas a novos significados – executivo ou celular, que

significam hoje coisas que não significavam há vinte anos. Mas isso não quer dizer que a língua esteja

em perigo. Está só mudando, como sempre mudou, se não ainda estaríamos falando latim. Achar que a

mudança da língua é um perigo é como achar que o bebê está “em perigo” de crescer. Não estamos em

perigo de ver nossa língua submergida pela maré de empréstimos ingleses. A língua está aí, inteira: a

estrutura gramatical não mudou, a pronúncia é ainda inteiramente nossa, e o vocabulário é mais de

99% de fabricação nacional. Uma atitude mais construtiva é, pois, reconhecer os fatos, aceitar nossa

língua como ela é, e desfrutar dela em toda a sua riqueza, flexibilidade, expressividade e malícia. (Mário

A. Perini. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios. São Paulo: Parábola Editorial, 2004, pp. 11-24.

Adaptado).
Autor é o sujeito da enunciação. É a função que o eu assume enquanto produtor de linguagem. O autor

não é a pessoa real, mas aquele “eu” que se instaura no texto ou discurso. A tese principal defendida

pelo autor, no texto acima, se apoia no argumento de que:

R: A língua precisa crescer para dar conta das novidades sociais, tecnológicas e culturais.

___________________________________________________________________________________

_________________________________

A visão dos direitos humanos, modernamente, não se enriqueceu apenas com a justaposição dos direitos

econômicos e sociais aos direitos de liberdade. Ampliaram-se os horizontes. Surgiram os chamados

direitos humanos da terceira geração, os direitos à solidariedade:

a) Direito ao desenvolvimento.

b) Direito a um ambiente sadio e ecologicamente equilibrado.

c) Direito à paz.

d) Direito de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade.

Dalmo Dallari / dhnet.org.br/direitos/sos/discrim/preconceito/policiais.html (adaptado)

Leia as afirmativas em relação ao texto acima:

I – O texto é muito subjetivo.

II - Trata-se de um texto de natureza narrativa, que apresenta enredo e personagens agindo no tempo e

no espaço, com alto grau de subjetividade.

III - Há impessoalidade no texto.

IV – O fato de o texto ter o objetivo de informar contribui para torná-lo subjetivo.

Dentre elas, estão corretas:

R: III e IV.

___________________________________________________________________________________

_________________________________

Renato Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia Política da USP, escreveu o artigo intitulado “Razão

e sensibilidade” para o caderno "Mais" da Folha de S. Paulo, no dia 04 de março de 2007. O artigo faz

uma reflexão a partir da morte do menino João Hélio Fernandes Vieites, que foi assassinado depois de

um assalto no Rio de Janeiro. O trágico dessa história foi que os assaltantes arrastaram o menino preso

ao cinto de segurança pelo lado de fora do veículo. Agora, leia o texto:


É insuportável pensar no crime cometido contra o menino João Hélio. E é nisso que mais pensei, nestes

dias. Outra coisa que não me sai da cabeça é como os criminosos devem ser punidos. Esse assunto me

faz rever posições que sempre defendi sobre (na verdade, contra) a pena de morte. Se não defendo a

pena de morte contra os assassinos, é apenas porque acho que é pouco. Todo o discurso que conheço, e

que em larga medida sustento, sobre o Estado não dever se igualar ao criminoso, não dever matar

pessoas, não dever impor sentenças cruéis nem tortura - tudo isso entra em xeque, para mim, diante do

dado bruto que é o assassinato impiedoso. Torço para que, na cadeia, os assassinos recebam sua paga;

torço para que a recebam de modo demorado e sofrido. Quando penso que, desses infanticidas, os

próprios colegas de prisão se livrarão, confesso sentir um consolo. Mas há algo hipócrita nisso. Se as

pessoas merecem morrer, e se é péssimo o Estado se igualar a quem tira a vida de outro, por outro lado

é uma tremenda hipocrisia deixar à livre iniciativa dos presos ou aos justiceiros de esquina a tarefa de

matar quem não merece viver. Abrimos mão da responsabilidade, que pode ter uma sociedade, de

decidir - no caso, quem deve viver e quem merece morrer. A todos assiste o direito da mais ampla

defesa. Mas, garantida esta, podemos fazer o que quisermos sem corrermos o risco da pena última?

Isto, que relato, põe em questão meu próprio papel como intelectual. Intelectual não é apenas quem

tem uma certa cultura a mais do que alguns outros. É quem assina idéias, quem responde por elas. Por

isso, o mínimo que devo fazer, se sou instado a opinar, é dizer o que realmente penso (ou, então, calar-

me). Sei que a falta de perspectiva ou de futuro é o que mais leva pessoas a agirem como os

infanticidas. Sei que devemos reformar a sociedade para que todos possam ter um futuro. Creio que isso

reduzirá a violência. Mas também sei que os pobres são honestos, mais até do que os ricos. A pobreza

não é causa da falta de humanidade. Quero, com isso, dizer que defenderei a pena de morte, a prisão

perpétua, a redução da maioridade penal? Não sei. Não consigo, do horror que sinto, deduzir políticas

públicas, embora isso fosse desejável. Mas há algo que é muito importante no exercício do pensamento:

é que atribuamos aos sentimentos que se apoderam de nós o seu devido peso e papel. Não posso

pensar em dissonância completa com o que sinto. A razão, sem dúvida, segura muitas vezes as paixões

desenfreadas. Será preciso criticar os sentimentos pela razão - e a razão pelos sentimentos, que no

fundo são o que sustenta os valores. Valores não são provados racionalmente, são gerados de outra

forma. Afinal de contas, o que vivemos no assassínio bárbaro de João Hélio, como meses atrás quando

queimaram viva uma criança num carro, não é diferente do nazismo.

A partir da leitura do artigo, é possível afirmar que:

I - O autor, como é o produtor do texto, passa a defender a pena de morte, ao contrário de suas crenças

anteriores à morte do menino João Hélio, marcando a subjetividade.

II - O título do artigo refere-se a um dilema entre o que Renato Janine pensa e o que sente, marcando,

assim, a presença do autor, sua subjetividade.

III - O autor é o sujeito capaz de fazer um discurso interpretável e histórico, dessa forma, o filósofo

encontra-se no questionamento sobre a conciliação de suas convicções mais "civilizadas" e entre seu

desejo íntimo de vingança.

R: Estão corretas as afirmações II e III.


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