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Universidade Federal da Integração

Latino-Americana

Gianluca F. Presotto
Rafael Carvalho
Rafael H. Tashiro

Foz do Iguaçu – setembro, 2019


Sumário
1. Introdução 2
2. Objetivos 3
3. Teoria 4
4. Materiais e procedimentos 5
5. Resultados e discussões 6
6. Conclusões 11
7. Referências bibliográficas 12

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1. Introdução

Quando um corpo de determinada temperatura entra em contato


com um corpo de menor temperatura, ocorre uma transferência de calor
do primeiro para o segundo de modo que ambos alcancem o equilíbrio
térmico. No entanto, a diferença de temperatura entre dois corpos
próximos, a transferência de calor ocorre de forma lenta.

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2. Objetivos

Compreender os comportamentos de gráficos que são descritos por


equações exponencial, polinomial ou logarítmica.
Familiarizar os discentes com as dificuldades da medição de grandes
variações de temperatura em curtos períodos de tempo com um termômetro
simples.
Determinar a confiabilidade da Lei de Newton para o resfriamento e a
curva de resfriamento de um termômetro em duas situações.

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3. Teoria

Segundo a lei de Newton, a taxa de perda de calor de um corpo é


proporcional a diferença de temperaturas entre um objeto e o ambiente
onde se encontra.
A lei de Newton é seguida nos casos em que o coeficiente de
transferência de calor independe da diferença de temperatura entre o
objeto e a vizinhança, mas nem sempre essa independência é garantida.

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4. Materiais e Procedimentos
4.1 Materiais
● Termômetro comum;
● Ebulidor;
● Béquer com água quente;
● Béquer com água a temperatura ambiente;
● Cronômetro.
4.2.1 Procedimento 1 – Resfriamento no ar
1) Registar a temperatura Ambiente;
2) Aquecer o béquer com água no ebulidor até ela entrar em ebulição;
3) Colocar o termômetro na água e após alguns minutos registre a
temperatura.
4) Retirar o termômetro da água e simultaneamente acione o cronômetro;
5) Registrar a temperatura na tabela do ar nos seguintes intervalos de
tempo:
● De 5 em 5s até 1 minuto;
● De 10 em 10s até 2 minutos;
● De 30 em 30s até 5 minutos;
● De 1 em 1 minuto até 25 minutos.
6) Construir o gráfico de ∆𝑇 = (𝑇 − 𝑇𝑎) em função do tempo;
7) Obter a constante 𝑘 fazendo um ajuste exponencial, supondo que seja
aplicável a Lei de Newton para o Resfriamento.

4.2.2 Procedimento 1 – Resfriamento na água


1) Registar a temperatura Ambiente;
2) Aquecer o béquer com água no ebulidor até ela entrar em ebulição;
3) Colocar o termômetro na água e após alguns minutos registre a
temperatura.
4) Retirar o termômetro da água quente e mergulhar no béquer com água a
temperatura ambiente e simultaneamente acionar o cronômetro;
5) Registrar a temperatura na tabela da água nos seguintes intervalos de
tempo:
● De 5 em 5s até 1 minuto;
● De 10 em 10s até 2 minutos;
● De 30 em 30s até 5 minutos;
● De 1 em 1 minuto até 25 minutos.
6) Construir o gráfico de ∆𝑇 = (𝑇 − 𝑇𝑎) em função do tempo;
7) Obter a constante 𝑘 fazendo um ajuste exponencial, supondo que seja
aplicável a Lei de Newton para o Resfriamento.

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5. Resultados e discussões

No primeiro experimento avaliou-se o resfriamento que o


termômetro, em altas temperaturas, sofre ao ficar exposto ao ar,
cronometrando o tempo. A seguir podemos ver a tabela que contém
tempo (a partir dos 300 segundos, é dado em minutos), a temperatura, e
a sua variação com temperatura ambiente:

t(s) T(ºC) ΔT(ºC)


0 70 46
5 62 38
10 57 37
15 56 32
20 53 29
25 51 27
30 50 26
35 48 24
40 47 23
45 45 21
50 44 20
55 43 19
60 (1min.) 42 18
70 40 16
80 38 14
90 37 13
100 36 12
110 35 11
120 (2 min.) 34 10

7
150 31 7
180 29 5
210 28 6

240 27 7
270 26 8

300 (5 min.) 25,5 1,5


6 25 1
7 24,5 0,5
8 24,5 0,5
9 24,5 05
10 24 0
11 24 0
12 24 0
13 24 0
14 24 0
15 24 0
16 24 0
17 24 0
18 24 0
19 24 0
20 24 0
21 24 0
22 24 0
23 24 0
24 24 0
25 24 0

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A variação da temperatura foi determinada utilizando seguinte
fórmula: ∆𝑇 = (𝑇 − 𝑇𝑎), onde 𝑇 é a temperatura medida e 𝑇𝑎 é a
temperatura ambiente medido (que foi de 24ºC).
Este experimento, foi realizada de forma contínua, ou seja, a
temperatura foi medida de forma direta, sem colocar o termômetro de
volta na água quente.

Figura 1: Gráfico de resfriamento do termômetro.

Segundo experimento foi de observar resfriamento que


termômetro, em altas temperaturas sofre ao ser colocada na água,
cronometrando o tempo. A seguir podemos ver a tabela que contém
tempo (a partir dos 300 segundos, é dado em minutos), a temperatura, e
a sua variação com temperatura ambiente:

t(s) T(ºC) ΔT(ºC)

0 87 63

5 50 26

10 37 13

15 32 8

9
20 29 5

25 26 2

30 26 2

35 25 1

40 24 0

45 24 0

50 24 0

55 23,5 -0,5

60 (1 min.) 45 21

70 31 7

80 28 6

90 25 1

100 24 0

110 24 0

120 (2 min.) 23,5 -0,5

150 26 2

180 23,5 -0,5

210 23,5 -0,5

240 23,5 -0,5

270 23 -1

300 (5 min.) 23 -1

6 24 0

7 23 -1

10
8 23,5 -0,5

9 23,5 -0,5

10 23,5 -0,5

11 23,5 -0,5

12 23,5 -0,5

13 23,5 -0,5

14 23,5 -0,5

15 23,5 -0,5

16 23,5 -0,5

17 23,5 -0,5

18 23,5 -0,5

19 24 0

20 24 0

21 24 0

22 24 0

23 24 0

24 24 0

25 24 0

A variação de temperatura foi calculada utilizando a fórmula


citada anteriormente.
Este experimento foi realizado de forma diferente da anterior. No
momento que cronômetro marcou 60 segundos, colocamos o
termômetro na água quente, e assim colocamos na água e

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prosseguimos o experimento. Isto foi repetido em 2 minutos e em 5
minutos.

Figura 2: Gráfico de resfriamento do termômetro na água.

Podemos notar a partir dos resultados do experimento que a


temperatura do termômetro vai se aproximando da temperatura
ambiente, e esta diferença vai se tornando cada vez mais desprezível, e
assim pode se concluir que os corpos estão em equilíbrio térmico, ou
seja, as suas temperaturas são iguais.

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6. Conclusão
Após a análise dos dados registrados em ambas as tabelas, foi possível
determinar a constante K através da seguinte expressão:

A constante encontrada no processo de resfriamento do ar tem valor de


0,0372 no tempo de 5 segundos de resfriamento. Já a constante calculada para
o resfriamento em água com temperatura em cerca de 24°C teve valor de
0,1768 nos mesmos 5 segundos.

Com os valores de K para cada situação é possível responder ao


questionamento:

1. Observe os valores de 𝑘 para o resfriamento ao ar e na água. Com base


nestes valores, conclua onde uma pessoa sentirá mais frio: dentro ou
fora da água, estando, tanto a água quanto o ar, a 20ºC?

Como o valor absoluto da constante K na água é maior do que no ar,


tem-se que a velocidade com que o resfriamento ocorre é maior, ou seja, no
mesmo período de tempo, o corpo imerso na água perde muito mais
temperatura do que um corpo apenas em conato com o ar, fazendo com que
uma pessoa sinta mais frio na água.

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7. Referências bibliográficas

http://www.if.ufrgs.br/tex/fis01043/20011/Adriano/intro.html.
Acessado em setembro de 2019.

http://www2.pelotas.ifsul.edu.br/denise/caloretemperatura/resfriamento.p
df. Acessado em setembro de 2019.

UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA; Prática 3.

Lei de Newton para o Resfriamento, notas de aula, 2019

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