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Aspectos introdutórios e

conceituais da auditoria
Conceitos
• No sentido lato, auditoria, do latim audire (ouvir),
é o ato de confrontar a condição – situação
encontrada, ou o que é – com o critério –
situação ideal, ou o que deve ser.

• A análise comparativa da aderência da condição


ao critério deve sempre levar em consideração,
quando a situação encontrada for diferente da
situação esperada, as causas e os efeitos dessa
divergência ou desconformidade.
Critério Condição

Auditoria
Conceitos
• Em sentido estrito, a auditoria restringe-se ao
universo contábil ou financeiro.

• O conceito de auditoria contábil pressupõe uma


técnica que visa, após aplicação de
procedimentos específicos, com base em
normas profissionais e de forma independente,
à emissão de opinião sobre a adequação das
demonstrações contábeis ou financeiras, em
conformidade com os Princípios Fundamentais
de Contabilidade (PFCs), as Normas Brasileiras
de Contabilidade (NBCs) e a legislação
pertinente aplicável.
Principios Fundamentais
• Atualmente no Brasil, os PFCs aprovados
pela Resolução nº. 750/1993 do Conselho
Federal de Contabilidade (CFC) são:
• da Entidade;
• da Continuidade;
• da Oportunidade;
• do Registro pelo Valor Original;
• da Atualização Monetária;
• da Competência;
• da Prudência.
Principios Fundamentais
• Princípio da Entidade:
• Estabelece que o patrimônio da pessoa do sócio
não se confunde com o da pessoa da empresa.
• Princípio da Continuidade:
• Determina que os registros contábeis devem ser
elaborados tendo como fundamento a idéia de
que a empresa terá vida contínua.
• Princípio da Oportunidade:
• Implica a exigência de que os registros
contábeis devem ser feitos tempestivamente, ou
seja, no momento certo, assim como na
extensão correta.
Principios Fundamentais

• Princípio do Registro pelo Valor Original:


• Significa que as transações devem ser
registradas pelo seu valor histórico, ou seja,
pelo seu valor de custo.
• Princípio da Atualização Monetária:
• Prevê que os efeitos da alteração do poder
aquisitivo da moeda nacional devem ser
reconhecidos nos registros contábeis.
Principios Fundamentais
• Princípio da Competência:
• Menciona que as receitas e despesas, como
elementos que determinam o lucro ou o prejuízo
de uma empresa, devem ser registradas, no
momento em que são merecidas e incorridas,
de acordo com o fato gerador.
• Princípio da Prudência:
• Significa que, ocorrendo duas situações
igualmente válidas e aceitas pelo consenso
contábil, se deve sempre adotar a mais
prudente
Principios Fundamentais
• A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e
o Instituto dos Auditores Independentes do
Brasil (Ibracon) também aprovaram os
seguintes PFCs:
Principios Fundamentais
Ipecafi/CVM/Ibracon Resolução nº. 750/1993, do
CFC
Entidade Entidade

Continuidade Continuidade

Custo como base de valor Registro pelo valor original e


atualização monetária
Realização da receita Oportunidade

Confronto das despesas com as Competência de exercícios e


receitas no período contábil oportunidade
Denominador comum monetário Atualização monetária

Objetividade Não considerado

Conservadorismo Prudência

Materialidade Não considerado

Consistência Não considerado


História da Auditoria
• ORIGEM E EVOLUÇÃO NO MUNDO:
• O tempo e o local do surgimento da Auditoria
continuam desconhecidos. A Auditoria começa
em época tão remota quanto a contabilidade.
Sempre que o avanço da civilização tenha
implicado que a propriedade de um homem
fosse confiada, em maior ou menor extensão, a
outra, a desejabilidade da necessidade de
verificação da fidelidade do ultimo, tornou-se
clara.
• O surgimento e a evolução das teorias e
práticas da auditoria se confundem com o
desenvolvimento das ciências econômicas,
contábeis e da administração e com o processo
da Revolução Industrial iniciado no século XIX.
• O termo “auditor” surge na Inglaterra no século
XIII, durante o reinado de Eduardo I.
História da Auditoria
• A fim de resgatar a origem da auditoria como
atividade profissional, pode-se dizer que o seu
surgimento e desenvolvimento estão diretamente
ligados à relação de propriedade e capital, sendo
provável a ocorrência das seguintes fases:
• A acumulação de riqueza pelo homem, formando
patrimônio;
• A distância entre o proprietário e o seu patrimônio;
• A guarda do patrimônio por terceiros;
• A necessidade de controle;
• A necessidade de se obterem informações e de se
confirmar a adequação dessas informações;
• A necessidade de se obter uma opinião
independente.
História da Auditoria
• Aparecimento das grandes empresas;
• Necessidade de credibilidade nos registros
contábeis;
• Tributação do Imposto de Renda na Inglaterra;
• Empresas formadas por capitais de muitas
pessoas;
• Grandes companhias inglesas de comercio e
navegação
História da Auditoria
• a) Origem no Brasil:

• (1903) Primeiro parecer, exame na São Paulo


Tramway, Light and Power Company – Canadá;

• (1909) Primeira Empresa de Auditoria Mac-


Aulife Davis Bell & Co / Arthur Andersen;

• Segunda Empresa Price Watherhouse;


História da Auditoria
• b) EVOLUÇÃO NO BRASIL
• A instalação de filiais e subsidiárias de
companhias estrangeiras;
• Financiamento de empresas brasileiras por
meio de entidades internacionais;
• Crescimento das empresas brasileiras e
necessidade de descentralização e
diversificação de suas atividades econômicas;
• Evolução do mercado de capitais;
• Criação das normas de auditoria promulgadas
pelo BC - 1972.
História da Auditoria

c) DA CONSOLIDAÇÃO
• Lei das sociedades por ações - lei 6404 - 1976;
• Criação da CVM - lei 6.385 - 1976
• d) DA ORGANIZAÇÃO
• Academias de Contabilidade (nas principais
capitais brasileiras);
• Ordem dos Contadores do Brasil (em Brasília);
• Instituto brasileiro de Contadores do Rio de
Janeiro;
• (1957)Instituto de Contadores do Brasil.
História da Auditoria
• e) ÓRGÃOS RELACIONADOS COM OS
AUDITORES:
• Comissão de Valores Mobiliários - CVM;
• (1972) Instituto Brasileiro de Contadores
ibracon;
• Instituto dos Auditores Internos do Brasil - IAB;
• Conselho Federal de Contabilidade - CFC;
• Conselho Regional de Contabilidade - CRC;
• Câmara Brasileira de Auditoria em Informática.
Ética profissional
• Ética, do grego (ethiké), é o conjunto de
preceitos, regras e princípios morais do dever-
ser, que são fundamentais para a constituição
de um caráter digno e a criação de hábitos e
costumes, dos quais resulte uma forma de ser e
de agir íntegra, conforme as leis, os deveres e
os costumes, que são seus objetos materiais.

• A ética profissional do auditor pode ser definida


como o conjunto de regras de comportamento
ou conduta no exercício de suas atividades.
Ética profissional
• Os auditores privados e públicos do Brasil
ainda não possuem o próprio Código de
Ética, embora as normas brasileiras de
auditoria contemplem alguns preceitos
éticos, tais como:
• Independência;
• Responsabilidade;
• Integridade;
• Sigilo ou confidencialidade;
• Eficiência.
Ética profissional
• Para suprir a falta de um Código de Ética
específico foram sugeridas regras de
conduta :
• Dos deveres;
• Das proibições
Ética profissional
• Dos deveres:
• Exercer sua profissão com competência, zelo,
diligência, honestidade e responsabilidade;
• Observar as disposições legais vigentes;
• Resguardar os interesses das instituições e da
sociedade, sem prejuízo da sua dignidade e
independência profissional;
• Guardar sigilo sobre o que souber em razão de
suas funções;
• Zelar pela sua competência exclusiva na
orientação técnica dos serviços sob sua
responsabilidade;
Ética profissional

• Reportar, oportunamente, eventuais


circunstâncias adversas que possam
influir na conclusão do seu trabalho;
• Manifestar, a qualquer tempo, a existência
de impedimento para o exercício da sua
atividade;
• Manter-se atualizado com as técnicas e
métodos de auditoria e de áreas
correlatas, entre outros.
Ética profissional
• Das proibições:
• Solicitar, provocar ou sugerir publicidade que
importe propaganda pessoal de suas atividades;
• Auferir qualquer provento ou benefício em
função do exercício de sua atividade, que não
decorra exclusivamente de sua prática correta e
honesta;
• Assinar relatórios por outro ou sem participação
na sua elaboração;
• Realizar auditoria por outro ou sem participação
na sua elaboração;
• Manter atividade profissional paralela
incompatível.
EVOLUÇÃO DA AUDITORIA
• Modificam-se conforme as épocas:
• A) Conceitos mais antigos enfocam a auditoria de
registros;
• B) Conceitos mais recentes enfocam a auditoria
das demonstrações contábeis;
• C) Conceitos atuais enfocam a auditoria das
organizações,
• Conceituações:
Exames: são procedimentos próprios para medir
a exatidão dos registros (conceito antigo) ou a
razoável exatidão das dc's (conceito recente):
TIPOS DE AUDITORIA
• NA AUDITORIA EXTERNA - Elementos que
permitem formar uma opinião (juízo) sobre o
registro das transações durante uma gestão e
se as dc's originárias destes refletem a situacão
econômico-financeira, os resultados
econômicos e a continuidade da gestão.
• NA AUDITORIA INTERNA - Acompanhamento
dos atos e registros da gestão, previsão de
erros/ou de fraudes, sugestões de políticas
administrativas e estratégias para a
organização.
OBJETIVOS
• OBJETIVOS: Refletem-se sobre dois segmentos:
• USUÁRIOS EXTERNOS - Resguardar interesses e
investidores preferenciais; alimentadores das fontes
de financiamentos (emprestadores, fornecedores,
debenturistas), fazenda pública, representantes de
classes.
• USUÁRIOS INTERNOS - Para sugestões aos
administradores da massa patrimonial.
• AÇÃO DA AUDITORIA - EXERCIDA SOBRE:
• Os controles internos;
• Os registros contábeis;
• Fontes externas, cujas transações tenham sido
omitidas.
DEFINIÇÃO DE AUDITORIA
• É um processo sistemático de obtenção e
avaliação objetivas de evidências sobre
afirmações a respeito de ações e eventos
econômicos, para aquilatação do grau de
correspondência entre as afirmações e critérios
estabelecidos, e de comunicação dos resultados
a usuários interessados.
• É uma das aplicações da contabilidade. É a
técnica especializada em confirmar a exatidão
nas demonstrações contábeis através da
verificação, do exame, da investigação dos
registros e sua adequação.
OBJETIVOS
• É a obtenção e avaliação de evidências a
respeito das demonstrações contábeis de uma
entidade, para emissão de parecer se sua
apresentação, está adequada, de acordo com
os princípios de contabilidade aceitos.
• É habilitar o auditor a expressar uma opinião
sobre se as demonstrações contábeis foram
preparadas, em todos os aspectos relevantes,
de acordo com uma estrutura conceitual
identificada para relatórios contábeis.
OBJETIVOS
Esses objetivos dizem respeito ao patrimônio
administrado:
• a) O planejamento global: planos estratégicos,
departamentais, setoriais, operacionais.

• b) O controle interno: compreende as normas e


procedimentos próprios da empresa; manuais
de operação; cultura da organização; suas
tradições.
OBJETIVOS
• c) O sistema de informação contábil
compreende o conjunto de variáveis
internas:
• - Planejamento global e específico;
• -Planejamento contábil e planos
operacionais contábeis;
• - Recursos humanos, metodológicos,
tecnológicos;
• - Recursos físicos;
• - Recursos específicos e de informática.
OBJETIVOS
• É operacionalizado, num conjunto de
limitações:
• - Estrutura organizacional;
• - Vulto dos investimentos de capital;
• - Natureza e vulto das transações;
• - Políticas administrativas;
• - Normas próprias.
É INFLUENCIADO:
• - Pelas políticas governamentais, econômicas,
sociais e educacionais;
• - Pela legislação societária, comercial, tributária.
Auditoria Governamental ou Pública

• O Tribunal de Contas da União (TCU), no


Regimento Interno (art. 239), define auditoria
governamental como:
• “Auditoria é o instrumento de fiscalização utilizado
pelo Tribunal para (I) examinar a legalidade e a
legitimidade dos atos de gestão dos responsáveis
sujeitos a sua jurisdição, quanto ao aspecto
contábil, financeiro, orçamentário e patrimonial; (II)
avaliar o desempenho dos órgãos e entidades
jurisdicionados, assim como dos sistemas,
programas, projetos e atividades governamentais,
quanto aos aspectos de economicidade, eficiência e
eficácia dos atos praticados; (III) subsidiar a
apreciação dos atos sujeitos a registro.”
Auditoria Governamental ou Pública
• A auditoria governamental é um elemento-chave
para que os governos cumpram seu dever de
accountability – obrigação de prestar contas –
perante o público.

• A auditoria fiscal, realizada pelos órgãos


responsáveis pela arrecadação de impostos, taxas
e contribuições orçamentárias, verifica se os tributos
estão sendo reconhecidos e recolhidos aos cofres
públicos conforme a legislação pertinente.

• “Fiscal” vem de fiscus, termo em latim que


designava a bolsa de tecido utilizada para coletar os
impostos no Império Romano
AUDITORIA INTERNA E EXTERNA
• Auditoria externa: ou independente surgiu
face a evolução capitalista. É exercida por
profissional liberal, sem vínculo
empregatício com a organização auditada
e seus serviços podem ser contratados
para auditoria permanente ou eventual.

• Auditoria interna: é exercida por


funcionário da própria empresa, sob a
denominação de auditor interno.
Principais diferenças entre as auditorias
interna e externa
AUDITORIA INTERNA AUDITORIA EXTERNA

É executada por empregado da organização ou empresa auditada. O profissional que a realiza não possui qualquer vínculo
Portanto, é realizada por profissionais que possuem uma empregatício nem relação de interesse com a empresa auditada.
independência relativa. Ultimamente, tem se observado a
terceirização dos serviços de auditoria interna.

O auditor interno deve ser independente em relação às atividades e O auditor externo é independente em relação à empresa auditada.
às pessoas cujo trabalho está sob escopo do seu exame, devendo Não pode ser influenciado por fatores estranhos, por preconceitos
subordinar-se às necessidades da administração. ou quaisquer outros elementos que resultem em perda, efetiva ou
aparente, de sua independência.

Objetiva atender às necessidades e aos interesses da Os objetivos fundamentais são atender às necessidades de
administração. Logo, a extensão (escopo) dos seus trabalhos será terceiros interessados pela empresa audidata, especialmente, na
sempre definida em função dos anseios da alta direção. área privada, os acionistas que nela estão investindo capital, no
que tange à adequação das informações contábeis.

A avaliação do sistema de controle interno é realizada para, entre A revisão do controle interno atende às normas de auditoria e
outras finalidades, desenvolver, aperfeiçoar e induzir ao objetiva determinar a extensão (escopo) do exame das
cumprimento de normas. informações contábeis, no caso da auditoria contábil.

Não se restringe aos assuntos financeiros, englobando também as O exame está limitado principalmente aos aspectos financeiros. O
áreas operacionais. enfoque está voltado para as demonstrações contábeis.

Os exames são direcionados para a identificação de erros e Os trabalhos devem ser planejados de modo que se identifiquem
fraudes, que é responsabilidade primária da administração. erros e fraudes que ocasionem efeitos relevantes nas
demonstrações contábeis.

As áreas objeto de auditoria são continuamente revisadas. A As informações comprobatórias das demonstrações contábeis são
periodicidade é definida pela administração. auditadas periodicamente, geralmente em base anual.
Auditoria Contábil
• Visa à emissão de um parecer independente, que
tem por limite os propósitos da auditoria
(demonstrações contábeis) e não representa
garantia de viabilidade futura ou eficácia da
administração na gestão dos negócios.
• Conforme norma do CFC (Conselho Federal de
Contabilidade), o parecer da auditoria contábil é de
exclusiva responsabilidade de contador registrado
naquele Conselho profissional, que deve realizar
seu trabalho assegurando o controle de qualidade.
Auditoria Contábil
• Requisitos necessários para o controle de qualidade
de acordo com o CFC:

• O pessoal resignado deve ter competência e


habilidade profissionais compatíveis com o
requerido no trabalho realizado;

• O pessoal designado deve ter o nível de


independência e demais atributos definidos nas
Normas Profissionais de Auditoria Independente
para ter uma conduta profissional inquestionável;
Auditoria Contábil
• O trabalho de auditoria deverá ser realizado por
pessoal que tenha um nível de treinamento e de
experiência profissional compatível com o grau de
complexidade das atividades da entidade
auditada;
• O auditor deverá planejar, supervisionar e revisar
o trabalho em todas as suas etapas, de modo que
se garanta aos usuários de seus serviços a
certeza razoável de que o trabalho foi realizado de
acordo com as normas de controle de qualidade
requeridas nas circunstâncias.
Auditoria Contábil
• Demonstrações contábeis segundo a Lei nº.
6.404/1976:

• Balanço Patrimonial;

• Demonstração do Resultado do Exercício;

• Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido;

• Demonstração das Origens e Aplicações de


Recursos.
Auditoria Contábil
• O Balanço Patrimonial visa:
• Demonstrar a situação patrimonial;
• Cumprir as exigências contidas no Código Civil;
• Cumprir as exigências da legislação fiscal;
• Fornecer dados para o planejamento e auxiliar o
controle;
• Prestar contas da gestão.
• A Demonstração do Resultado do Exercício
consiste em:
• Relatório sucinto das receitas realizadas e das
despesas incorridas pela empresa em determinado
período.
Auditoria Contábil
• A Demonstração das Mutações do Patrimônio
Líquido informa:
• Toda a movimentação ocorrida nas contas
integrantes do Patrimônio Líquido – do saldo inicial
do exercício anterior até o saldo final do exercício.
• A Demonstração das Origens e Aplicações de
Recursos apresenta:
• Mutações ocorridas com as contas patrimoniais
não-circulantes e os seus efeitos no Capital de Giro
Próprio (Capital Circulante Líquido) da companhia.
Auditoria Contábil
• Segundo a Lei 4.320/1964, no fim de cada exercício
financeiro, devem ser apresentados os seguintes
demonstrativos contábeis:
• Balanço Orçamentário;
• Balanço Financeiro;
• Demonstração das Variações Patrimoniais;
• Balanço Patrimonial.
Auditoria Operacional
• Auditoria operacional, tradução de performance
audit, é o exame sistemático e independente,
pautado em normas profissionais, de programas,
projetos, atividades ou ações executadas por uma
entidade, objetivando verificar se foram observados,
de forma conjunta ou isolada, os critérios de
economicidade, eficiência, eficácia e efetividade,
contribuindo para melhorar o desempenho
operacional e a accountability da entidade sob
auditoria. Seus objetivos principais são:
• Apresentar sugestões para melhorar a gestão dos
recursos;
• Identificar aspectos de ineficiência, ineficácia,
desperdícios, desvios e abusos.
Auditoria Integrada
• O termo “auditoria integrada”, de Comprehensive
Audit, é utilizado pelo Escritório do Auditor-Geral do
Canadá para descrever uma auditoria de escopo
amplo:
• “com objetivo de revisar sistematicamente e emitir
relatórios sobre as relações de responsabilidade de
prestar contas e emitir relatórios sobre as relações
de responsabilidade de prestar contas e sobre as
atividades de apoio, os sistemas e controles
utilizados pela administração no cumprimento do
seus deveres e obrigações”.
Normas Brasileiras para o Exercício
da Auditoria
Introdução
• As normas de auditoria são regras ou parâmetros
que o auditor deve respeitar em relação aos
objetivos a serem alcançados, aos procedimentos e
técnicas de auditoria utilizados, aos relatórios que
devem ser elaborados e à qualidade do trabalho.
• O Conselho Federal de Contabilidade (CFC)
apresenta diversas normas sobre a prática
auditorial, incluídas nas Normas Brasileiras de
Contabilidade (NBCs). O teor completo das
resoluções pode ser obtido no site do CFC:
• http://www.cfc.org.br/
Normas Brasileiras para o Exercício
da Auditoria
• Já a CVM (Comissão de Valores Mobiliários)
aprovou as seguintes normas sobre auditoria
independente:

ATOS NORMATIVOS FINALIDADE

Instrução Dispõe sobre o registro e o exercício da atividade


Normativa nº. 308, de auditoria independente no âmbito do mercado
de 14.05.1999 de valores mobiliários e define os deveres e as
responsabilidades dos administradores das
entidades auditadas no relacionamento com os
auditores independentes.
Instrução Dispõe sobre a divulgação, pelas entidades
Normativa nº. 381, auditadas, de informações sobre a prestação,
de 14.01.2003 pelo auditor independente, de outros serviços que
não sejam de auditoria externa.
Deliberação Dispõe sobre a prestação do Exame de
nº. 466, Qualificação Técnica para fins de registro como
de 26.12.2003 Auditor Independente na CVM.
Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis
• A Resolução nº. 820/1997 do CFC aprova as
Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas nº.
11 – Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis. Os principais tópicos
são:
• Conceituação e disposições gerais;
• Normas de execução dos trabalhos;
• Normas relativas ao parecer doa auditores
independentes.
Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis
• Conceituação e disposições gerais:
• Envolve o conjunto de procedimentos técnicos, que
tem por objetivo a emissão de parecer sobre a
adequação desses informes contábeis, consoante
com os PFCs, as NBCs e a legislação pertinente.
• Os procedimentos de auditoria contábil são os
exames, incluindo os testes de observância e os
substantivos.
Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis
• Segundo o CFC, a fraude, como um ato voluntário,
pode envolver:
• Manipulação, falsificação ou alteração de registros
ou documentos, de modo que se modifiquem os
registros ativos, passivos e resultados;
• Apropriação indébita de ativos;
• Supressão ou omissão de transações nos registros
contábeis;
• Registro de transações sem comprovação;
• Aplicação de práticas contábeis indevidas.
Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis

• O erro, como um ato involuntário, pode envolver:

• Erros aritméticos na escrituração contábil ou nas


demonstrações contábeis;

• Aplicação incorreta das normas contábeis;

• Interpretação errada das variações patrimoniais.


Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis
• Algumas condições ou eventos que representam
aumento de risco de fraude ou erro:
• Estrutura ou atuação inadequada da administração
da entidade auditada ou de algum dos seus
membros;
• Pressões internas e externas;
• Transações que pareçam anormais;
• Problemas internos no cumprimento dos trabalhos
de auditoria;
• Fatores específicos no ambiente de sistemas de
informação computadorizados.
Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis
• Normas de execução dos trabalhos:
• O planejamento, para o CFC, deve considerar todos
os fatores relevantes na execução dos trabalhos,
tais como: conhecimento detalhado dos sistemas
contábil e de controles internos e seu grau de
confiabilidade; a natureza, oportunidade e extensão
dos procedimentos de auditoria, etc.
• Na fase de planejamento, também são realizados o
estudo e a avaliação dos sistemas contábil e de
controles internos.
Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis
• A informação analisada pelo auditor deve ser:
• Informação suficiente: é convincente;
• Informação adequada: por ser confiável, propicia a
melhor evidência;
• Informação relevante: dá suporte às conclusões e
recomendações;
• Informação útil: auxilia a entidade a tingir suas
metas.
Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis
• Os papéis do trabalho, ou documentos de auditoria,
têm as seguintes características:
• Propiciam a compreensão do planejamento;
• Descrevem a natureza, a oportunidade e a
extensão dos procedimentos;
• Permitem a compreensão do julgamento exercido e
do suporte das conclusões;
• Documentam as evidências coligidas pelo auditor
durante seu trabalho, dando sustentação a suas
opiniões, comentários e recomendações;
• Devem ser elaborados, organizados e arquivados
de forma sistemática e racional.
Normas profissionais de auditoria
independente

• Principais tópicos da Resolução nº.821/1997 do


CFC, na qual são aprovadas as Normas Brasileiras
de Contabilidade Procedimentais nº.1 – Normas
Profissionais do Auditor Independente:
Normas profissionais de auditoria
independente
Competência técnico-profissional
Independência
Responsabilidades do auditor na execução dos trabalhos
Honorários
Guarda da documentação
Sigilo
Responsabilidade pela utilização do trabalho do auditor interno
Responsabilidade pela utilização do trabalho de especialistas
Informações anuais aos conselhos regionais de contabilidade
Educação continuada
Exame de competência profissional
Manutenção dos líderes de equipe de auditoria
Normas profissionais de auditoria
independente

• Competência técnico-profissional:
• O auditor independente deve manter conhecimento
atualizado dos PFCs, das NBCs e das técnicas
contábeis.
• O Exame de Qualificação Técnica foi instituído
como um dois requisitos para o registro no Cadastro
Nacional de Auditores Independentes (CNAI) do
CFC (NBC P5).
Normas profissionais de auditoria
independente
• Independência:
• Segundo Boynton et al. (2002, p. 106), a
“independência é o alicerce da estrutura filosófica
da profissão”.
• O auditor não pode se deixar influenciar por “fatores
estranhos, por preconceitos ou quaisquer outros
elementos materiais ou afetivos que resultem perda,
efetiva ou aparente, de sua independência”.
• De acordo com Intosai (2005, p. 24): “É essencial
que os auditores não somente sejam independentes
e imparciais de fato, como também pareçam ser”,
Normas profissionais de auditoria
independente

• Tipos de ameaça à independência:


• Ameaça de interesse próprio;
• Ameaça de auto-revisão;
• Ameaça de defesa de interesses da entidade
auditada;
• Ameaça de familiaridade;
• Ameaça de intimidação.
Normas profissionais de auditoria
independente
• Algumas das principais situações de perda de
independência segundo o CFC:
• Interesses financeiros na entidade auditada;
• Operações de créditos e garantias com a entidade
auditada;
• Relacionamentos comerciais com a entidade
auditada;
• Relacionamentos familiares e pessoais com a
entidade auditada;
Normas profissionais de auditoria
independente
• Vínculos empregatícios ou similares por
administradores, executivos ou empregados da
auditada mantidos, anteriormente, com a entidade
de auditoria;
• Prestação de outros serviços à auditada que
caracterize conflitos de interesses;
• Aceitação de presentes e brindes;
• Litígio em curso ou iminente contra a auditada.
Normas profissionais de auditoria
independente
• Responsabilidade do auditor na execução dos
trabalhos:
• Por ser ele responsável pela opinião que emite,
tem de respeitar os princípios da moral, da ética
e do direito, atuando com lealdade, idoneidade
e honestidade.
• Honorários:
• O auditor deve estabelecer e documentar seus
honorários mediante avaliação de serviços.
Normas profissionais de auditoria
independente
• Guarda de documentação:
• O auditor deve conservar seus papéis de trabalho
ou documentação da auditoria pelo prazo de cinco
anos, a partir da data de emissão do parecer.
• Sigilo, observando as seguintes circunstâncias:
• Na relação entre o auditor e a entidade auditada;
• Na relação entre os auditores;
• Na relação entre os auditores e os organismos
reguladores e fiscalizadores;
• Na relação entre o auditor e terceiros.
Normas profissionais de auditoria
independente
• Responsabilidade pela utilização do trabalho do
auditor interno e de especialistas:
• Não se altera se for utilizado o trabalho do auditor
interno, mas a sua competência fica restrita se for
utilizado especialista contratado pela empresa.
• Manutenção dos líderes de equipe de auditoria:
• A CVM estabelece que: “O auditor Independente –
Pessoa Física e o Auditor Independente – Pessoa
Jurídica não podem prestar serviços para um
mesmo cliente, por prazo superior a cinco anos
consecutivos, contados a partir da data desta
Instrução, exigindo-se um intervalo mínimo de três
anos para a sua recontratação”.
Normas profissionais de auditoria
independente

• Registro e exercício da atividade de auditoria


independente no âmbito do mercado de valores
mobiliários:
• O auditor, para exercer a atividade no âmbito do
mercado de valores mobiliários, está sujeito ao
registro na CVM como auditor independente –
Pessoa Física (AIPF), conferido ao contador, e
auditor independente – Pessoa Jurídica (AIPJ),
conferido à sociedade profissional, constituída sob a
forma de sociedade civil.