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NOME: Danyella Tavares Prado

DISCIPLINA: Práticas Profissionais VI

Em “Práticas Profissionais VI” ministrada pelo professor Francisco Leonel,


trabalhamos o texto “A Transferência” de Michel Silvestre. O texto, assim como o nome
sugere, aborda questões a respeito do termo transferência que foi criado por Freud e muito
estudado na psicanálise até os dias de hoje. Durante as aulas discutimos e refletimos sobre a
transferência, relacionando com casos clínicos e casos cotidianos, a importância do
psicanalista para aqueles em sofrimento psíquico.
O psicanalista se faz necessário para que o ser humano possa ter acesso ao causador
do seu sofrimento, possa entender de onde aquilo vem, porque é um sofrimento, ele
possibilita que o paciente se conheça. Isso é feito através da relação de confiança que se
estabelece entre o analista e o analisado, relação essa em que o paciente se sentirá à vontade
para contar a respeito do seu sofrimento de modo a acessar também questões inconscientes.
Lembro-me de um comentário que ouvi em uma das aulas e que me marcou bastante, foi
sobre como o psicanalista não está ali para curar o paciente, ou livrá-lo do sofrimento, mas
para mostrar maneiras de se existir numa realidade em que o sofrimento psíquico não cause
um sintoma insuportável. Também foi essencial entender o sofrimento psíquico como parte
do ser humano. A pessoa que sofre, tem como característica de seu ser, o seu sofrimento, por
isso é tão difícil se desvencilhar. Quando o que se conhece e o que se é, é o sofrimento, deixar
isso de lado é difícil, e inconscientemente não desejado. Sair do sofrimento significa deixar
de ser o que é, significa alcançar um lugar desconhecido, em que não se tem noção do que
fazer e de como existir.
Falando de transferência agora, que foi o ponto principal ao longo do semestre, a
mesma se faz presente durante o processo de análise, a relação de confiança muitas vezes se
estabelece devido a transferência. O texto “Observação sobre o amor transferencial” de
Freud, que também foi tratado na disciplina, aborda muito bem a questão da relação
transferencial entre paciente e analista. Usando como exemplo a situação em que uma
paciente apaixona-se pelo seu psicanalista. Essa situação pode ser explicada pela existência
de um sentimento romântico amoroso bloqueado na vida da paciente por ser proibido ou
imoral, como se apaixonar por um alguém casado, e durante o processo terapêutico, ela
transfere esse sentimento reprimido ao seu analista. Ocorrendo a transferência.
A partir disso, é importante pensar em como o analista age nesses momentos e nas
possibilidades que não colocariam em risco a análise da paciente. Por exemplo, aceitar os
sentimentos e viver um romance, improvável mas também impensável se a ideia for manter o
processo analítico vivo; rejeitar a paciente bruscamente também põe em risco o processo
analítico. O ideal nesses casos, é que o analista promova o acolhimento daquele afeto da
paciente, mas sem dizer sim ou não, apenas o levando para o material de análise, de maneira
que a levará a fazer associações pertinentes ao que estão explorando. Lembrando que
transferências também podem se dar no plano do ódio, raiva e sentimentos negativos, sendo
necessário saber manejar da mesma maneira para não prejudicar o procedimento analítico.
Para finalizar, é difícil resumir tudo que aprendi na disciplina, me ajudou a ampliar a
visão sobre a clínica psicanalítica e adquirir conhecimentos que contribuirão para o meu
futuro como psicóloga.

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