Procedimentos de Coleta de Sangue Venoso

É conseguido pela punção venosa que fornece quantidade apreciável de sangue usado nos exames hematológicos e bioquímicos. Locais de punção: fossa cúbita (dobra do cotovelo), dorso da mão, jugular externa, dorso do pé. As recomendações adotadas a seguir se baseiam nas normas do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), na literatura sobre o assunto, bem como na experiência dos autores. O CLSI é uma organização internacional, interdisciplinar, sem fins lucrativos, reconhecida mundialmente por promover o desenvolvimento e a utilização de normas e diretrizes voluntárias no âmbito dos cuidados de saúde da comunidade. Seus documentos são ferramentas valorosas para que os serviços de saúde cumpram a sua responsabilidade com eficiência, efetividade e aceitação global. São elaborados por peritos que trabalham em subcomissões ou grupos de trabalho num processo dinâmico. Cada comissão está empenhada em produzir documentos de consenso relativos a uma determinada disciplina. Essas comissões estão assim distribuídas: automação e informática; química clínica e toxicologia; testes laboratoriais remotos; métodos moleculares; imunologia; hematologia; citometria de fluxo; microbiologia; protocolos de avaliação; sistemas de qualidade e práticas laboratoriais; coleta de amostras e seu manuseio. As abreviaturas empregadas neste documento serão as da CLSI, quando fizermos referência às normas dessa instituição. Material utilizado na coleta do sangue venoso: - Seringas descartáveis de 5, 10 ou 20 ml; - Agulhas descartáveis: 25x7 ou 25x8(calibre usual); - Tubos de plástico cônicos graduados - Frascos de penicilina; - Solução anti-séptica (álcool a 70%); - Garrote; - Anticoagulantes (heparina, citrato de sódio...) - Algodão, esparadrapo ou curativos especiais. Generalidades sobre a Venopunção A venopunção é um procedimento complexo, que exige conhecimento e habilidade. Quando uma amostra de sangue for colhida, um profissional experiente deve seguir algumas etapas: • verificar a solicitação do médico e o cadastro do pedido; • apresentar-se ao paciente, estabelecendo comunicação e ganhando sua confiança; • explicar ao paciente ou ao seu responsável o procedimento ao qual o paciente será submetido, seguindo a política institucional com habilidade, para a obtenção de consentimento para o procedimento; • fazer a assepsia das mãos entre o atendimento dos pacientes; • realizar a identificação de pacientes: • conscientes: confirmar os dados pessoais, comparando-os com aqueles do pedido. Se o paciente estiver internado, fazer a comparação com o seu bracelete de internação. Havendo discrepâncias entre as informações, estas deverão ser resolvidas antes da coleta da amostra; • inconscientes, muito jovens ou que não falam a língua do flebotomista: confirmar os dados cadastrais com o acompanhante ou equipe da enfermagem assistencial, anotando o nome da pessoa que forneceu as informações. Comparar os dados fornecidos com os contemplados na documentação ou no pedido. Se for paciente internado e houver bracelete, fazer o confronto com as informações contidas neste. Havendo discrepâncias, estas deverão ser resolvidas antes da coleta da amostra; • semiconscientes, comatosos ou dormindo: o paciente deve ser despertado antes da coleta de sangue. Em situação de paciente internado, se não for possível identificá-lo, entrar em contato com o enfermeiro ou médico-assistente. Em pacientes comatosos, cuidado adicional deve ser tomado para prevenirem movimentos bruscos ou vibrações, enquanto a agulha estiver sendo introduzida ou quando já estiver inserida na veia. Havendo acidentes durante a coleta, estes deverão ser imediatamente notificados à equipe assistencial (enfermagem e/ou médicos); • não identificado na sala de emergência: nestes casos, deve haver uma identificação provisória, até que haja a identificação positiva. Para estes casos, o registro institucional temporário deve ser preparado. Quando a identificação do paciente estiver correta e for considerada permanente, deve-se rastrear a identificação provisória; • verificar se as condições de preparo e o jejum do paciente estão adequados e indagar sobre eventual alergia ao látex (para o uso de luvas e do torniquete adequados para essa situação). Lembrar que casos de hipersensibilidade ao látex podem ocorrer, sendo dever do laboratório prevenir riscos. Locais de Escolha para Venopunção A escolha do local de punção representa uma parte vital do diagnóstico. Existem diversos locais que podem ser escolhidos para a venopunção, como discutiremos a seguir. O local de preferência para as venopunções é a fossa antecubital, na área anterior do braço em frente e abaixo do cotovelo, onde está localizado um grande número de veias, relativamente próximas à superfície da pele. As veias desta localização variam de pessoa para pessoa, entretanto, há dois tipos comuns de regimes de distribuição venosa: um com formato de H e outro se assemelhando a um M. O padrão H foi assim denominado devido às veias que o compõem (cefálica, cubital mediana e basílica) distribuírem-se como se fosse um H, ele representa cerca de 70% dos casos. No padrão M, a distribuição das veias mais proeminentes (cefálica, cefálica mediana, basílica mediana e basílica) assemelha-se à letra M. SANGUE VENOSO PERIFÉRICO 1

Essas veias são pouco elásticas. não devem ser utilizados sem a permissão do médico. O transiluminador é particularmente útil em: neonatos. Técnicas para evidenciação da veia • Observação de veias calibrosas. • Evite puncionar veias trombosadas. 2 . com o relaxamento muscular. Já no dorso da mão. cuja localização das veias é difícil. Veias do membro superior. As Figuras 1 e 2 mostram a localização das veias do membro superior e do dorso da mão. porém a veia dorsal do metacarpo também poderá ser puncionada. • Áreas com hematomas podem gerar resultados errados de exames. por meio de feixes de luz emitidos no interior do tecido subcutâneo do paciente. Esse procedimento auxilia na distinção entre veias e artérias pela presença de pulsação. de alta intensidade. tromboses ou necrose tissular. respectivamente. cuidando-se para que não atrapalhe o fluxo sanguíneo. Áreas a serem evitadas para a venopunção • Preferencialmente amostras de sangue não devem ser coletadas nos membros onde estiverem instaladas terapias intravenosas. assemelham-se a um cordão e têm paredes endurecidas. As veias serão vistas como linhas escuras. • Um médico deve ser consultado antes da coleta de sangue ao lado da região onde ocorreu a mastectomia. em outro local. nos casos de flacidez. qualquer que seja o tamanho do hematoma. • Massagens: massagear suavemente o braço do paciente (do punho para o cotovelo). em função das potenciais complicações decorrentes da linfostase. o transiluminador é fixado na região escolhida. a veias do dorso da mão também podem ser utilizadas para a venopunção. pacientes pediátricos. Procedimentos para Antissepsia e Higienização em Coleta de Sangue Venoso Algumas considerações são importantes sobre o uso de soluções de álcool tanto na antissepsia do local da punção como na higienização das mãos. os nervos e tendões estão próximos à superfície da pele nessa área. as veias cubital mediana e cefálica são as mais frequentemente utilizadas. • Fixação das veias com os dedos. a veia cefálica é a mais propensa à formação de hematomas e pode ser dolorosa ao ser puncionada. Isso deve ser considerado apenas mediante autorização do médico-assistente. assim como elas. por exemplo: flebites. pacientes com hipotensão. • Palpação: realizada com o dedo indicador do flebotomista. Uma vez definido qual o melhor local para punção. pacientes idosos. sempre aderindo a superfície para não haver dispersão de luz. O equipamento transiluminador cutâneo é de grande auxílio à localização de veias. a segunda usa LED). • Transiluminação: procedimento pelo qual o flebotomista utiliza uma ou duas fontes primárias de luz (a primeira. • Evitar locais que contenham extensas áreas cicatriciais de queimadura. O usuário deve fixar o garrote da maneira usual. • Movimentação: pedir para o paciente abaixar o braço e fazer movimentos de abrir e fechar a mão. pacientes obesos. Atenção: punções arteriais não devem ser consideradas como uma alternativa à venopunção pela dificuldade de coleta. a amostra deve ser colhida distalmente ao hematoma. Os movimentos de abertura das mãos reduzem a pressão venosa. não estiver disponível. Veias do dorso da mão. Há introdução da agulha. Veias na parte inferior do punho não devem ser utilizadas porque. devido ao potencial significativo de complicações médicas. deslizando o transiluminador pela pele. Quando as veias desta região não estão disponíveis ou são inacessíveis. tais como tornozelos ou extremidades inferiores. Locais alternativos. completando o procedimento como de costume. para a coleta de sangue. Se outra veia. • Fístulas arteriovenosas. Não utilizar o dedo polegar devido à baixa sensibilidade da percepção da pulsação. enxertos vasculares ou cânulas vasculares não devem ser manipulados por pessoal não autorizado pela equipe médica. devido à maior elasticidade e à maior espessura das paredes dos vasos arteriais. Discorreremos a seguir sobre estes aspectos. Dentre elas. o arco venoso dorsal é o mais recomendado por ser mais calibroso.Região anticubital veia anticubital mediana veia cefálica veia basílica dorso do punho e mãos Embora qualquer veia do membro superior que apresente condições para coleta possa ser puncionada.

em relação ao braço do paciente. Para se obter uma punção de sucesso. Perfurar com uma agulha os locais indicados. a maior eficácia germicida in vitro. • Sempre puncionar a veia do paciente com o bisel voltado para cima. houver suspeita de colabamento da veia puncionada. O supervisor necessita ser notificado. • Respeitar a proporção sangue/aditivo no tubo. Durante o tempo usual de aplicação para antissepsia das mãos. recomenda-se retirar rapidamente a agulha e. Observação: ao término da punção arterial o local deve ser fortemente comprimido durante. realizar compressão vigorosa no local da punção. exame de glicemia. Indicações: demonstração de técnicas para tipagem sanguínea. • Deve-se tomar cuidado quando o sangue não for obtido logo na primeira punção. artéria braquial. O sangue arterial tende a uma cor avermelhada. particularmente os enterovírus. SANGUE ARTERIAL femural Artérias braquial radial Cuidados para uma Punção Bem-sucedida O ideal é que a punção seja única. Sangue arterial Indicação absoluta: quando se trata de gasometria arterial. recomenda-se virar lenta e cuidadosamente o adaptador de coleta de sangue a vácuo para que o bisel seja desobstruído. não for comprimido adequadamente o local. escalpes ou tubos de menor volume. substituir o tubo. Locais de punção: face palmar dos dedos (4º dedo) da mão. Sangue capilar: é conseguido pela punção do calcanhar. Ao puncionar acidentalmente uma artéria. Eventualidades: recém-nascidos. usada para prevenir a contaminação direta do paciente e da amostra. a agulha penetrou centralmente na veia e o bisel da agulha foi inserido voltado para cima. Ao término da coleta. Em concentrações apropriadas. o antisséptico escolhido deve ser eficaz.Segundo Rotter. Procedimento: Fazer a assepsia.Hematomas: pode ocorrer se o profissional tirar a agulha antes do garrote. durante o ato da coleta. exame do pezinho. devido à maior oxigenação da hemoglobina. limpar o local e colocar o curativo. afirmando que o álcool a 70% é o que possui. Na gasometria oi sangue não pode ser retirado da seringa. no adulto. Por exemplo. Procedimento: Aquecer o local se estiver frio. assim. até a parada do sangramento. vários fatores devem ser observados antes de iniciar o procedimento. quando se compara a eficácia dos vários métodos de higiene das mãos na redução da flora permanente. ele não apresenta ação esporicida. • Se. transfixar a veia ou. • Evitar movimentos de busca aleatória da veia. com menor atividade sobre os vírus hidrofílicos não envelopados. • Punção acidental de artéria: o fluxo arterial é muito mais rápido que o venoso. a fricção de álcool apresentou os melhores resultados tanto na ação imediata. 3 . no mínimo. calcanhar. • Introduzir a agulha mais ou menos 1 cm no braço. Esse procedimento induz a hemólise e resulta na formação de hematoma. Locais de punção: artéria radial. Dados da literaura orientam que as soluções alcoólicas sejam preparadas com base no peso molecular e não no volume a ser aplicado. permitindo a recomposição da luz da veia e liberação do fluxo sanguíneo. Em muitos casos. choque. em caso de paciente com acesso venoso difícil. Quanto maior o peso molecular do álcool. em punção arterial. nas crianças e do lóbulo da orelha na polpa digital. fungos e vírus. ter ação rápida. Deve-se desprezar a primeira gota. Complicações decorrentes das punções . Para a punção arterial não se deve garrotear. • Respeitar a angulação de 30o (ângulo oblíquo). para evitar complicações. dentre outras concentrações. fazer assepsia. Após avaliar o acesso venoso. os álcoois possuem rápida e maior redução nas contagens microbianas. é aconselhável realizar nova punção em outro sítio. • O ângulo oblíquo de 30° da agulha em relação ao braço do paciente foi respeitado (Figura 50). proporcionando. pressão muito baixa. Preparar o material. 10 minutos para evitar os hematomas graves. Não fornece um volume muito grande de sangue. Com relação à antissepsia da pele no local da punção. quanto na manutenção da eficácia após três horas da aplicação. conforto e segurança ao paciente. O álcool apresenta um amplo espectro de ação envolvendo bactérias. artéria femoral. • Caso ocorra a perda do vácuo. escolher os materiais compatíveis. maior ação bactericida. mais “viva“. em seguida. valer-se do uso de agulhas de menor calibre. ser de baixa causticidade e hipoalergência na pele e mucosa. margem livre do lóbulo da orelha.

existe uma chance de 50% do feto ser Rh positivo. a primeira gestação de mulher rh negativa raramente traz prejuízos ao feto. Urina Tipo I e Urocultura 4 . Se o marido for também Rh negativo. gestação molar e gravidez ectópica. que deve estar acima de 10 g/dl . cerca de 90%.000. Hemograma Completo O hemograma tem objetivo de avaliar o nível de hemoglobina. aumenta para 15. Assim. Daí a importância de profilaxia de sensibilização contra células rh positivas através de vacinas anti-rh. quando o marido for Rh positivo.Alergia: ao álcool iodado (deve-se perguntar antes). Ultra-sonografia Tridimensional 5. causando fenômenos hemorrágicos. Parasitológico de fezes 6. FISH para diagnóstico rápido de cromossomopatias A) Exames de Rotina 1. a mãe começa a produzir anticorpos que atravessam a placenta e causam anemia fetal porque estes anticorpos se ligam as hemácias Rh positivas do feto causando a sua destruição. o bebe será com certeza Rh negativo e não haveria uma incompatibilidade entre a mãe e feto ou seja a possibilidade de doença hemolítica no Recém-nascido será nula. Tipagem sanguínea 2. O ideal é que a vacina seja administrada logo após o parto. No entanto. mais importante é a análise de formas jovens de leucócitos para se suspeitar de infecções.000. Cordocentese D) Novidades (Biologia Molecular) 1.000 a 11. Ultra-sonografia Morfológica 4. em vez de 10. . Pacientes com nível de hemoglobina abaixo de 10 g/dl devem ser tratadas assim como níveis baixos de plaquetas requerem investigação imediata. após procedimentos invasivos como a biopsia de vilo corial. Assim. PCR em tempo real quantitativo 5. Avaliação do colo uterino C) Exames de Genética 1. daí existir a possibilidade de sensibilização da mãe pelas células fetais rh positiva. Sabe-se que este sistema é positivo na maioria das mulheres. amniocentese e outros procedimentos que podem ocasionar a hemorragia feto-materna assim como devese vacinar após abortos. Tipagem sanguinea O aspecto importante da tipagem sanguinea é quanto ao sistema Rh. Quando ocorre a sensibilização. a quantidade total de leucócitos que deve ficar abaixo de 15. 1. Teste de rastreamento de diabetes 7. Sorologia 5. Biópsia de Vilo Corial 2. Amniocentese 3.000 e as plaquetas acima de 100.000 . Genotipagem do Rh fetal pela amostra de sangue materno 4. A sensibilização ocorre mais no momento da dequitação. O limite superior de numero de leucócitos é maior que estado não gravídico. isto é separação da placenta logo após o parto. Cardiotocografia computadorizada 7. No entanto. em 10% das mulheres com tipagem rh negativa. Urina tipo I e Urocultura com antibiograma 4.Contaminações: devido à assepsia mal feita ou ao uso de material não-descartável (estéril) contaminado. Sexagem Fetal 2. as complicações podem ser graves. Cultura para Estreptococcus agalactie B) Exames de Ultra-sonografia 1. Rastreamento bioquímico de cromossomopatias no primeiro trimestre: PAPP-A e beta-HCG 3. na segunda gestação. Perfil Biofísico Fetal 6. Uma outra indicação da vacina anti-rh é em casos de hemorragias durante a gestação. Exames de Pré-Natal A) Exames Laboratoriais de Rotina 1. Translucência Nucal e Osso Nasal 3. que impedem que a mãe seja sensibilizada logo após o parto. Hemograma completo 3.. pois as plaquetopenias podem ter origem imunológica e podem comprometer o feto. 1. Ultra-sonografia no início da gravidez 2. Dopplerfluxometria 8.

Quanto ao aumento de hemácias. 1. Exame é tranqüilo e não causa complicações para a gestação. 1. 1. 5 . onde tendo 2 ou mais valores acima do limite é considerado diabetes gestacional. o teste vai mostrar 4 valores de glicemia. Translucência Nucal O exame de translucência nucal associada a medida do osso nasal representa a forma mais eficiente de identificar as gestantes de risco para a síndrome de down. O Teste é considerado positivo quando maior ou igual a 140 mg/dl. nem sempre aumento no numero de leucócitos significa uma infecção urinária. entre 24 a 28 semanas de gestação. citomegalovirose. permite identificar o numero de embriões. significa apenas que a possibilidade de sua ocorrência é muito baixa. colocando o RN a um risco desnecessário. Sendo uma patologia totalmente controlável que permite evitar as complicações fetais. a medida da TN é superior a 2. quando a amostra fetal é utilizada para obtenção do cariótipo fetal. que quando menor que 30% significa infecção aguda e quando maior que 60% significa infecção crônica. A forma mais aceita de rastreamento é o Teste de Tolerância Simplificada de Glicose. A infecção urinária é suspeitada pelo aumento de leucócitos na urina e o diagnóstico de certeza é feito pela cultura das urinas que demora cerca de 48 a 72 horas. B) Exames de Ultra-sonografia 1. AIDES e hepatite (A. Ultra-sonografia obstétrica inicial O primeiro exame de ultra-sonografia deve ser solicitado entre 6 a 8 semanas.3 mm) em 73% das vezes. sífilis. É importante frisar que o teste positivo não significa Diabetes Gestacional pois requer um outro teste confirmatório. isto aquela que ocorreu durante a gravidez. 1. Parasitológico de Fezes O exame de parasitológico de fezes faz-se necessária frente ao habito muito comum de comer fora de casa. As sorologias devem ser solicitadas ainda no primeiro trimestre o quanto mais precoce possível. que pode levar ao aumento de leucócitos. o achado de TN aumentada não significa necessariamente que o feto seja portador de síndrome de down. Para diferenciar o IgM positiva indicativa de fase aguda da cicatriz sorológica. Estreptococcus Agalactie A cultura de estreptococcus agalactie ao redor da 35 a semanas de gestação tem por objetivo identificar as grávidas portadoras desta bactéria no trato genital para que possam instituir medidas preventivas de septicemia neonatal. especialmente aqueles organismos que podem determinar distúrbios de absorção e anemia materna.000/ml e o numero de hemácias menor que 1. Na maioria dos casos de IgM positiva trata-se cicatriz sorológica . Durante o trabalho de parto ou antes da cesárea são administradas por via endovenosa doses elevadas de penicilinas. deve-se solicitar o Teste de Avidez. excluindo-se assim a prenhez ectópica. Em fetos com síndrome de down.5 mm em 80% das vezes e o osso nasal encontra-se ausente ou muito pequeno ( < 1. Deve-se solicitar sorologia para toxoplasmose. como corrimento vaginal. enquanto que a presença das imunoglobulinas do tipo IgM nem sempre significa infecção aguda. a visualização dos batimentos cardíacos e a medição do embrião. As amostras devem ser coletadas da vagina e do orifício anal. Normalmente o numero de leucócitos na urina deve ser menor que 3. 1. que pode persistir por um período de ate 12 a 18 meses após a fase água.A urina tipo I faz uma análise qualitativa quanto ao numero de leucócitos. A infecção neonatal por estreptococcus é extremamente grave. rubéola. pois é totalmente evitável.000 colonias de bactérias por ml. onde nem sempre temos acesso as condições sanitárias do estabelecimento. onde a grávida. chamada GTT de 3 horas onde colhe –se a glicemia de jejum. No entanto. O microorganismo mais frequentemente encontrado (70%) é a Eschericha Coli. particularmente a medida crânio-nadega. toma 50 gramas de frutose e colhe-se a glicemia 1 hora após.000/ml. No entanto. 2 e 3 hs após a ingestão. pode estar associado a infecção urinaria porem pode também ocorrer em casos de calculose ou hemorragias genitais. significa a necessidade de investigação de diagnóstico através de métodos invasivos como a biopsia de vilo corial ou amniocentese. o seu rastreamento é obrigatório durante a gestação. que permite datar a gestação com grande precisão. Portanto. toma-se 100 gramas de glicose e colhe-se mais 3 amostras 1. Por outro lado. Rastreamento de Diabetes Diabetes gestacional é a intercorrências clinica mais freqüente da gestação . pois através deste exame é possível identificar a presença de saco gestacional na cavidade uterina. uma vez que nas gestantes susceptíveis é possível instituir medidas preventivas. comprometendo tanto a mãe como o feto. B e C). a normalidade da TN não significa que não haja risco de síndrome de down. Existem outras situações. Muitos dos agentes presentes nas fezes podem ser tratadas ainda na gravidez. hemácias e bactérias. A cultura é considerada positiva frente ao achado de mais de 100. As gestantes imunes apresentam as imunoglobulinas do tipo IgG. Sorologia A sorologia para as principais infecções congênitas é obrigatória.

2 e 0 significam fetos com problemas de oxigenação e a nota 6 é uma situação suspeita que requer vigilância e repetição do exame. totalizando 47 cromossomos. O útero é irrigado por duas artérias uterinas. Os fetos normais. Notas 8 e 10 significam fetos hígidos. que tem principal objetivo a irrigação do território placentário. pois as alterações muitas vezes surgem após a realização do exame. não apresentam acelerações transitórias e sim as desacelerações. onde a sua visualização inclusive ajuda os pais a ter uma idéia real e não uma imagem fantasiada de um feto malformado. é possível averiguar o grau de transferência de alimentos e de gazes através da avaliação da resistências das artérias uterinas. 4 . São analisados os seguintes parâmetros: a) freqüência basal b) variabilidade c) aceleração transitória d) desaceleração e) variabilidade instantânea e f) episódios de grande variabilidade. Figuras 9 cariótipo normal e cariótipo anormal) 6 . o exame deve ser realizado com a gestação de 11 semanas e 4 dias ate 13 semanas e 6 dias. O feto normal. ou pela utilização de medicamentos seja progesterona seja os betamiméticos. enquanto que notas 4. apresentam uma freqüência basal aumentada ( > 160 bpm). Em casos onde o feto é pequeno ou a mãe é portadora de hipertensão . principalmente as anomalias faciais e de extremidade. São avaliados 5 parâmetros: a) atividade cardíaca b) liquido amniótico c) movimentos corpóreos d) tônus e) movimentos respiratórios. por outro lado. devem receber atenção redobrada. existe uma trinca de cromossomo 21. permitem obter as imagens do feto em 3D onde é realmente possível visualizar o feto mais próximo da realidade. Este tipo de abordagem é a recomendada mais do que simples realização da medida. As imagens 3D podem também auxiliar no diagnóstico de algumas anomalias fetais. e nesta situação o Doppler do ducto venoso apresenta uma Onda A reversa. na versão computadorizada do método. seja a realização de circlagem. particularmente o cariótipo fetal. preferencialmente entre 20 e 24 semanas de gestação. tem sido o exame mais utilizado para diagnostico de anomalias cromossômicas. instala-se um padrão denominado de Centralização. tem sido preconizado a medida do colo uterino. Em fetos com problemas de oxigenação. Dopplerfluxometria Fetal Uma outra forma de avaliar a vitalidade fetal é através do padrão de distribuição do fluxo sanguineo. e ausência de desacelerações. Perfil Biofísico Fetal O perfil biofísico fetal é um instrumento útil para averiguar a saúde fetal. particularmente útil na identificação de fetos que estejam tendo prejuízo de oxigenação. o exame permite identificar cerca de 95% de anomalias. como seria ideal. O colo normal é aquele que mede mais que 2. Avaliação do Colo Uterino Um dos grandes desafios da obstetrícia moderna é a prematuridade. 1. 6 . Em fetos com prejuízo de oxigenação. em vez das imagens preto e branco. uma variabilidade reduzida ( < 10 bpm). em situações de normalidade. as medidas para conter a prematuridade ainda é ineficaz. que consistem contar os cromossomos e avaliar as estruturas macroscopicamente. Para poder realizar o calculo do risco é necessário que o exame obedeça aos critérios de inclusão. Em mãos experimentadas. Cada parâmetro pode receber nota 2 ou 0. 1. presença de pelo menos 2 acelerações transitórias. Morfológico Fetal A ultra-sonografia morfológica tem como objetivo a identificação de anomalias estruturais nos fetos. 2 . Em fetos com distúrbios de oxigenação . os que medem menos que 2 mm. que consiste na ascenção de 15 batimentos com duração mínima de 15 segundos.5 mm enquanto que colos pequenos. ocorre um aumento da resistência cerebral e redução da resistência umbilical. assim . pouco compreensíveis aos leigos. 8 e 10. que na maioria das vezes é muito pior que a imagem real. o teste tem pontuação de vai de 0 . Mais recentemente. apresentam uma freqüência basal entre 120 e 160 bpm. Na síndrome de down. 1.A melhor forma de avaliar o risco de Síndrome de Down é através de software da “ Fetal Medicine Foundation” de Londres que faz uma analise comparativa dos dados obtidos com o banco de dado já existente. em casos de função cardíaca normal. Assim. Apesar dos avanços. os bem oxigenados. Deve ser solicitada entre 20 e 24 semanas idealmente. Assim. Os vasos avaliados são artéria cerebral media e artéria umbilical. Por outro lado. O Doppler do ducto venoso é importante pois avalia a capacidade contrátil do coração. especialmente a síndrome de down. Ultra-sonografia Tridimensional Os modernos equipamentos disponíveis atualmente. apresenta uma variabilidade instantânea maior que 4 milisegundos. 1. Nota 2 quando normal e Nota 0 quando alterado. o prognostico é ainda pior quando houver uma falência cardíaca. a resistência das artérias uterinas apresenta-se elevada. que consiste em fechar o colo através de pontos. Cardiotocografia Computadorizada A cardiotocografia avalia a vitalidade fetal através do comportamento da freqüência cardíaca. 1. Não é possível a identificação de todas as anomalias. no sentido de permitir um tratamento precoce. Em casos de centralização existe uma queda da resistência cerebral e um aumento da resistência umbilical. a onda A é positiva. As células humanas normais apresentam 23 pares de cromossomos. totalizando 46. onde ocorre uma vasodilatação cerebral em detrimento de vasoconstrição periférica e visceral. existe um cromossomo a mais. C) Exames Genética O estudo genético. uma variabilidade de 10 a 25 bpm.

que consiste em retirar amostra de liquido amniótico. Rastreamento bioquímico de cromossompatias no primeiro trimestre através da dosagem no sangue materno de PAPP-A e fração livre de beta-HCG 3. Utiliza-se anestesia local . XX. Em alguns casos . +21 b) feto com síndrome de Down e do sexo feminino: 47. PCR em Tempo Real 7 . é necessária fazer a profilaxia contra a sensibilização ao fator Rh através de vacina anti-D. O resultado é considerado normal quando obtivermos 46 cromossomos. cerca de 3 a 5 dias. expressos da seguinte forma: feto do sexo masculino e normal ( 46. O resultado de cariótipo costuma demorar de 7 a 14 dias.2% de mosaicismo e 1% de falha de cultura). + 21 1. D) Novidades 1. Uma das principais indicações da cordocentese é a cariotipagem rápida frente ao achado de malformações fetias na segunda metade da gestação. não é necessário preparo especial. O risco de síndrome de down conforme a idade esta na tabela 1. Os principais métodos para obtenção do material fetal para a obtenção do cariótipo fetal são a biopsia de vilo corial. A melhor época para a sua realização é entre 11 e 14 semanas de gestação. Algumas pacientes podem sentir cólicas uterinas e até sangramento genital. que na maioria das vezes acabam por resolver espontaneamente em prazo de 2 a 6 semanas. com intuito de retirar uma amostra de sangue fetal para fins de obtenção do cariótipo fetal em curto prazo de tempo. são ocorrências muito raras. Os métodos invasivos apresentam um risco médio de 1% de induzir abortamento. já discutidos na biopsia de vilo corial. as gestantes com mais de 35 anos são consideradas de risco para a síndrome de down. a duração do exame é de 1 a 5 minutos em mãos experientes. 1. de preferência a veia umbilical. XY) ou feto do sexo feminino e normal ( 46. Nos casos de síndrome de Down. podem ocorrer perda de liquido amniótico após a punção. a notação é feita da seguinte forma: a) feto com síndrome de down e do sexo masculino: 47. há um cromossomo a mais no par 21. O índice de repetição é menor . Em pacientes com tipagem Rh negativa. Cerca de 20 ml de liquido amniótico são retirados através de seringa. sob orientação ultra-sonografica. 1. Não há necessidade de preparo especial. sob orientação ultra-sonografica. que pode ser ministrada até 1 semana após o procedimento. sendo orientado par ter repouso de 1 dias após o procedimento. XX). Requer 1 dia de repouso após o procedimento. Cordocentese A cordocentese consiste em puncionar o vaso do cordão umbilical.O risco de complicações na cordocentese é 2% em mãos experientes. O resultado do cariótipo é um pouco mais demorado. XY. Amniocentese A amniocentese consiste em retirar uma amostra de liquido amniótico através de uma agulha que é introduzida pelo abdome materno.Classicamente. cerca de 1. sendo necessária repetição do exame em cerca de 3% dos casos ( 2% por mosaicismo e 1% por falha de cultura). Geralmente é realizado sem o uso de anestésico local. Os mesmo cuidados devem ser tomados em relação ao fator Rh. que consiste na retirada de pequena amostra da placenta através de agulha e um outro método seria amniocentese. daí a sua indicação em apenas casos considerados de alto risco. maior que a biópsia de vilo corial e amniocentese. portanto. assim. cerca de 15 dias. O procedimento é possível de ser executado com segurança a partir de 18 semanas de gestação. Biopsia de Vilo Corial O exame de biópsia de vilo corial consiste em retirar uma pequena amostra da placenta através de uma agulha que é introduzida pelo abdome materno. O resultado é fidedigno . sendo em média 10 dias. no entanto. FISH 5.2% ( 0. Sexagem Fetal 2. Algumas gestantes podem apresentar cólicas ou sangramento após o procedimento. A vacina só é dispensada quando a grávida e o esposo forem ambos Rh negativos. Genotipagem Rh 4. Esta indicado quando existe uma certa urgência em obter o cariótipo para fins de tomada de conduta.

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