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• Formações continuadas do tipo clássica → Ofertadas por universidades ou pelas

Secretarias de educação, muitas vezes em parceria com universidades


(presenciais ou a distância)
• (…) Se o conhecimento é um processo contínuo de construção, desconstrução e
reconstrução, esses processos também não se dão na prática pedagógica
cotidiana, reflexiva e crítica? Por trás dessa visão considerada ‘clássica’, não está
ainda muito presente uma concepção dicotômica entre teoria e prática, entre os
que produzem conhecimento e o estão constantemente o atualizando e os agentes
sociais responsáveis pela socialização destes conhecimentos? (CANDAU, 1996, p.
142)
• atualmente existem modelos de formação continuada que podem ser mistos
• É necessário levar em consideração as diferentes fases do exercício profisional
(Início, meio e fim de careira) pois cada uma delas tem necessidades diferentes
• escola como locus de formação e aprimoramento da formação
• “Nesse sentido, considerar a escola como locus de formação continuada, passa a
ser uma afirmação fundamental na busca de superar o modelo clássico de
formação continuada e construir uma nova perspectiva na área de formação
continuada de professores (…) (CANDAU, 1996, p. 144)
• Escola como locus da formação continuada
• Prática reflexiva como contraponto a uma prática mecanizada e repetitiva
• Conhecimento docente desvalorizado
• “ É importante que sejam estimuladas as iniciativas de pesquisadores da área da
educação no sentido da aproximação, reconhecimento, valorização e incorporação
dos saberes docentes, principalmente dos saberes da experiência. Ainda são
pouco numerosos os trabalhos nessa linha. Em geral, nós professores
universitários, temos bastante resistência em reconhecer e valorizar o saber do
professor e fazer esse saber interagir com o saber acadêmico. Nos cursos de
reciclagem oferecidos pela universidade, o professor é tratado como se não tivesse
um saber, têm que partir do zero, como se não tivessem ao longo de sua profissão,
construído um saber, principalmente um saber da experiência, que tem de entrar
em confronto e interlocução com os saberes academicamente produzidos”
(CANDAU, 1996, p. 147)
• “(...)A lógica da racionalidade técnica opõe- se sempre ao desenvolvimento de uma
práxis reflexiva” (NÓVOA, apud CANDAU p. 147)
• “reflexão na prática e sobre a prática” (Nóvoa)
• Pensar no ciclo de vida dos professores como forma de aperfeiçoar as formações
continuadas, é preciso refletir sobre quais são as necessidades de cada
profissional no momento em que se encontra
• Pedagogia interativa e dialógica (Dominicé, 1990)
• em que o sujeito não recebe o conhecimento pronto, mas constrói junto
• “ A formação continuada não pode ser concebida como um processo de
acumulação (de cursos, palestras, seminários etc., de conhecimentos ou de
técnicas), mas sim como um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas de
(re) construção permanente, de uma identidade pessoal e profissional, em
interação mútua. E é nessa perspectiva que a renovação da formação continuada
vem procurando caminhos novos de desenvolvimento” (CANDAU, 1996, p.150)
• “(...)Estudos de especial interesse vêm sendo desenvolvidos por vários autores na
perspectiva do reconhecimento da importância de se trabalhar no âmbito educativo
questões relativas a diversidade cultural, étnica e a questões de gênero. Esta
temática é hoje praticamente ignorada na formação continuada de professores”
(CANDAU, 1996, p. 152
• Necessidade de se perguntar qual o modelo de educação que queremos e qual
sociedade queremos formar são imprescindíveis para uma reflexão crítica na
formação continuada de professores.

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