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" O trabalho padrão para esta geração de analistas.

" - Forbes

O GUIA Do ~--oR
BEM-SUCEDIDO PARA DETECTAR AS
TENDÊNCIAS DE INvEsTIMENTOS E
PONTOS CRíTICOS
,

~INTA EDIÇÃO

MARTIN J. PRING
Análise
Té cn ica
Ex pli ca da
Copyright© 2014 pela Mc:Graw-Hill Education. Todos os direitos reservados. Impresso nos Estados Unidos da América.
Exceto confom1e pemutido pela Lei de Copyright de 1976 dos Estados Unidos, nenhurn;i parte desta publicação pode ser
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ou de recuperação sem a prévia pemussão por escrito da editora.

1234567890 DOC/DOC 19876543

ISBN 978--0-07-18251 i-7


tvfl-ilD 0-07-182517-7

e-lSBN 978--0-07-182655-6
e-MHlD 0--07-182655-6

Esta publicação destina-se a fornecer informações precisas e fidedignas em relação ao assunto abordado. É vendida com
o en tendimento de que nem o autor nem a editora está envolvido na prestação de serviços juridicos, de contabilidade,
negociação de valores mobiliários ou outros serviços profissionais. Se o aconselhamento jurídico for necessário ou outra
assis tência especializada, os serviços de um profissional competente devem ser procurados.

- Declaração de Princípios conjuntamente adoptada por um Comitê da


American Bar Association e um Comitê de Editores e Associações

Biblioteca do Congresso de Dados Catalogados na Publicação

Pring, Martin J.
Análise Técnica Explicada / por Martin J. Pring. - Quinta Edição

ISBN 978-0--07-18251 7-7 (a lk. papcr) - ISBN 0-07-182517-7 (alk. paper)

1 Anális,..• de Investimentos. 1. Títu lo.

HC 4529.P75 204
332.63'22- dc23 2013024562
Aná lise
Téc nica
Exp lica da
O GUIA DO INVESTIDOR BEM
SUCEDI DO PARA IDENTIFICAR
TENDÊN CIAS DE INVESTIMENTO
E PONTOS DE RETORNO

Qu1NTA Eo1çÃo

. MARTIN J■ PRING
Título em Português
Análise Técnica Explicada/ Martin J. Pring

Copyright desta edição: Mareio Noronha Livraria Virtual Ltda.


Tradução: Lila Lér Rocha e Mareio Noronha
Revisão Técnica: Mareio Noronha

Título original
Technical Analysis Explained

Original English language edition published by


McGraw-Hill Education.
ÍNDICE

Prefácio ix

Parte I: Técnicas que determinam as Tendências

1. Definição e Interação das Tendências 3


2. Mercados Financeiros e o Ciclo de Negócios 17
3. A Teoria de Dow 29
4. Parâmetros Típicos de Tendências Intermediárias 41
5. Como Identificar as Zonas de Suporte e Resistência 55
6. Linhas de Tendência 70
7. Características Básicas de Volume 97
8. Padrões Clássicos de Preço 115
9. Padrões de Preços Menores e Gaps 166
10. Padrões de Preço de Uma e Duas barras 186
11. Médias Móveis 209
12. Envelopes e Bandas de Bollinger 233
13. Momentum 1: Princípios Básicos 246
14. Momentum II: Indicadores Individuais 279
15. Momento III: Indicadores Individuais 311
16. Gráfico de Candlestick 340
17. Gráfico Ponto-Figura 373
18. Diversas Técnicas para Determinar Tendências 383
19. O Conceito de Força Relativa 401
20. Colocando os Indicadores Juntos: O Índice Dow Jones de
Transporte de 1990 a 2001 423
Parte II: Estrutura do Mercado
431
21. Preço: Os Principais índices
455
22. Preço: Rotação do Setor
23. Tempo: Analisando as Tendências Seculares para Ações,
Títulos e Commodities
471
24. Tempo: Ciclos e Padrões Sazonais
499
25. Identificação Prática dos Ciclos 525
26. Volume II: Indicadores de Volume 531
27. Fôlego do Mercado 560

Parte Ili: Outros Aspectos da Análise de Mercado


28. Indicadores e Relações que Medem a Confiabilidade 593
29 . A importância do Sentimento 610
30. Integrando Opinião Contrária e Análise Técnica 635
3 1. Porque os Juros Afetam o Mercado de Ações 653
32. Usando a Análise Técnica para Selecionar Ações Individuais 673
33. Análise Técnica do Mercado de Ações Internacionais 694
34. Sistemas Operacionais Automatizados 713
35 . Pontos de Verificação para Identificar as Ações Primárias
Topos e Fundos do .M ercado 739
Epilogo 753
Anexo: As Ondas de Elliot 755
Glossário 761
Bibliografia 767
PREFÁCIO

Não há nenhum motivo para que alguém não possa fazer uma quantidade substan -
cial de dinheiro nos mercados financeiros, mas existem muitos motivos pelos quais
muitas pessoas não podem. Conforme acontece com a maioria dos empreendi-
mentos na vida, a chave do sucesso é o conhecimento e a ação. Este livro foi escrito
em uma tentativa de lançar alguma luz sobre o funcionamento interno dos mer-
cados e para ajudar a expandir o componente de conhecimento, deixando o em -
preendimento para a paciência, disciplina e objetividade do investidor individual.
A metade dos anos oitenta viu a expansão do investimento e oportunidades
de negociação em escala mundial em termos tanto de dinheiro como dos merca-
dos de futuros. Nos anos noventa, as inovações na indústria das comunicações
permitiram a qualquer um plotar os dados em uma base intradia por um custo
relativamente baixo. Hoje, inúmeros sites de gráficos surgiram na internet, en-
tão agora praticamente qualquer pessoa tem a habilidade para praticar a análise
técnica. Realmente, a tecnologia para ensinar a análise técnica progrediu desde a
primeira edição deste livro, em 1979. Fomos pioneiros no ensino da matéria em
formato de vídeo, em meados dos anos oitenta, mas eu vou me aventurar a supor
que o progresso tecnológico e da aceitação de novos formatos de mídia significa
que as vendas de e-book desta edição vão superar as vendas tradicionais do livro
impresso quando ambos forem comercializados. Já, a palavra escrita está concor-
rendo com apresentações audiovisuais, como o meu recente curso interativo onli-
ne de análise técnica em pring.com; outras apresentações serão feitas com certeza!
Em consequência da revolução tecnológica, os horizontes temporais têm
sido consideravelmente reduzidos. Não estou certo de que esta é uma coisa boa,
porque as tendências de curto prazo passam por ruídos n1ais aleatórios do que as
de longo prazo. Isto significa que os indicadores técnicos, enquanto a ferramenta
mais eficaz, não são geralmente tão bem sucedidos quando aplicados às tendên-
cias de longo prazo. A quinta edição de Análise Técnica Explicada foi ampliada e
totalmente revisada para estar atualizada com essas mudanças, e incluir algumas
inovações técnicas e a evolução de meu próprio pensamento, desde a publicação
x • Prefácio

da quarta edição. Quase todos os capítulos foram completamente reformulados


e ampliados. Visando uma maior eficiência, alguns foram descartados e outros
substituídos.
Uma atenção considerável continua a ser dada ao mercado de ações dos Es-
tados Unidos, mas muitos dos exemplos de mercado apresentam índices inter-
nacionais de ações, moedas, commodities e metais preciosos. Capítulos especiais
também apresentam a análise técnica dos mercados de crédito e ações globais.
Nosso foco também foi ampliado para incluir a análise das tendências seculares,
ou de prazo prolongado, tendências de ações, títulos e commodities. Na maioria
dos casos, os exemplos de mercado foram atualizados, mas alguns mais antigos
de edições anteriores foran1 deixados deliberadamente para dar ao livro alguma
perspectiva histórica. Estes exemplos históricos também ressaltam o ponto de que
nada realmente mudou nos últimos 100 anos. Os mesmos princípios de tentati-
va -e-verdade são tão relevantes hoje, como sempre foram. Não tenho dúvidas de
que isso continuará a ser o mesmo no futuro.
Assim, a análise técnica poderia ser aplicada em Nova York em 1850, em
Tóquio, em 1950, e em Moscou, em 2150. Isto é verdade porque o comportamento
do preço nos mercados financeiros é um reflexo da natureza humana, e a natureza
humana permanece mais ou menos constante. Os princípios técnicos também
podem ser aplicados a qualquer mercado negociado livremente, em qualquer pe-
ríodo de tempo. Um sinal de reversão da tendência em um gráfico de barras de 5
minutos baseia-se nos mesmos indicadores de um gráfico mensal; apenas o signi-
ficado é diferente. Os prazos mais curtos refletem as tendências mais curtas e são,
portanto, menos significativas.
A sequência cronológica de alguns dos capítulos de abertura diferem de edi-
ções anteriores. No livro Price Patterns (McGraw-Hill, 2005) de Martin Pring,
abordei o assunto primeiramente, descrevendo os blocos de construção das for-
mações de preços, análise do topo e do fundo, suporte e resistência, linhas de ten-
dência, e as características de volume. Esta mesma sequência lógica foi aplicada
aqui, então quando alguém prossegue com a explicação de padrões de preço, eles
vão estar em uma posição muito mais forte para compreender como estas forma-
ções são construídas e interpretadas.
Dois novos capítulos foram adicionados nesta edição. Um sobre tendências
seculares foi mencionado. A tendência secular, ou de muito longo prazo, é a avó
de todas as que existem para cada uma das três principais classes de ativos: títulos,
ações e commodities. Quanto mais eu estudo os mercados, mais fico impressio-
nado com o fato de que a direção da tendência secular influencia as características
das tendências que se caem diretamente abaixo dela. Em tendências de alta secu-
lares, as tendência primárias de alta (associadas ao ciclo de negócios) geralmente
têm maior magnitude e duração do que as tendências de baixa e vice-versa. Com-
preender as características de tendências seculares e como a sua reversão pode ser
identificada é, portanto, o principal objetivo do capítulo 23.
Prefácio • xi

Nosso segundo novo capítulo discute indicadores e relações que medem a


confiança no mercado de ações dos EUA. A discussão aponta que as reversões de
mercado são muitas vezes sinalizadas antecipadamente, de uma forma sutil pelas
mudanças nas relações que monitoram a confiança dos investidores. Outros itens
importantes que foram inseridos nos capítulos existentes incluem o meu indica-
dor Special K.
O "momentum" desta série é calculado a partir da ciclicidade resumida de
curto prazo, de prazo intermediário, e do Know Sure Thing (KST) (N.T.: Indica-
dor suavizado de volatilidade de preços) de longo prazo e oferece uma série que na
maioria das vezes os Topos e Fundos, simultaneamente, com a série de preços que
está monitorando. Outra característica da quinta edição é a inclusão de muitos fun-
dos negociados em bolsa (ETFs) com exemplos ilustrativos. Estes produtos inova-
dores permitem agora que os investidores e traders comprem uma cesta de ações ou
títulos que reflitam os índices populares, setores ou países, e isto é apenas o começo.
Realmente, os ETFs ativos, como o Pring Turner Business Cycle ETF (símbolo
DBIZ), permitem aos investidores que participem de várias estratégias, como a
abordagem discutida no Capítulo 2. A introdução e a aceitação generalizada de
ETFs, torna muito mais fácil para os investidores ganharem exposição nos mer-
cados de ações de países individuais, nos instrumentos do mercado de crédito,
na prática na rotação sector, e para adquirir fundos inversos, se acreditam ·que os
preços estão se encaminhando para uma baixa, etc.
Além disso, nos últimos anos foram vistos o lançamento de papéis negocia-
dos em bolsa, que permitem a compra de commodities selecionadas. No entanto,
os investidores precisam ser cautelosos, verificando as implicações fiscais e ter
certeza de que oscilações nos custos de carregamento nos mercados futuros refle-
tem verdadeiramente os altos e baixos das commodities em questão.
Desde 1970, o horizonte temporal de praticamente todos os participantes do
mercado diminuiu consideravelmente. Sendo assim, a análise técnica tornou-se
muito popular para a implementação de estratégias com duração de curto pra-
zo. Assim fazendo, poderá ter uma grande decepção: Na minha experiência, há
pouca correlação entre a confiabilidade dos indicadores técnicos e o intervalo de
tempo a ser monitorado. É por isso que a maior parte da discussão aqui tem sido
orientada para tendências de prazo intermediário ou de longo prazo. Mesmo os
traders de curto prazo com um horizonte temporal de 1 a 3 semanas precisan1 ter
alguma compreensão da direção e duração da tendência principal ou primária.
Isto ocorre, porque geralmente se comete o erro de assumir posições que estão
indo contra a direção da tendência principal. Se uma violinada (sinal falso) vai
se desenvolver, geralmente surgirá de um sinal contra a tendência. Pense nisso, é
como remar contra a correnteza. Isso pode ser feito, mas com grande dificuldade.
É muito melhor que a correnteza esteja atrás de você
Para ser bem sucedido, a análise técnica deve ser considerada como a arte
de avaliar a posição técnica de um determinado título com o atedlio de vários
xii • Prefácio

indicadores pesquisados cientificamente. Muito embora, muitas das técnicas me-


canicistas descritas neste livro ofereçam indicações confiáveis de mudanças nas
condições de mercado, todas sofrem com a característica comum que podem,
e, ocasionalmente ocorre, deixar de funcionar de forma satisfatória. Este atribu-
to não apresenta nenhum problema para o investidor ou trader conscientemente
disciplinado, já que un1 bom conhecimento dos princípios subjacentes dos prin-
cipais movimentos do preço dos mercados financeiros e uma visão equilibrada da
posição técnica global oferecem uma boa estrutura para operar.
Afinal, não há nada que substitua um pensamento independente. O com-
portamento dos indicadores técnicos ilustra as características subjacentes de
qualquer mercado, e cabe ao analista colocar as peças do quebra-cabeça juntas e
desenvolver uma hipótese de trabalho.
De forma nenhuma a tarefa é fácil, pois o sucesso inicial pode levar ao exces-
so de confiança e arrogância. Charles H. Dow, o pai da análise técnica, certa vez,
escreveu que: "ter orgulho de sua própria opinião causou a queda de mais homens
em Wall Street do que todas as outras opiniões juntas': Isso é verdade porque os
mercados são essencial.mente um reflexo do comportamento das pessoas. Nor-
malmente, essa atividade de desenvolve de uma forma razoavelmente previsível.
Porém, visto que as pessoas podem e mudam as suas ideias, a evolução dos preços
no mercado pode se desviar inesperadamente de seu curso previsto. Para evitar
sérios problemas, os investidores e especialmente os traders, devem ajustar suas
atitudes conforme as mudanças técnicas ocorram na posição. Isso não significa
que se deva tornar-se negativo porque os preços estão caindo. Em vez disso, deve-
se adotar uma tática baixista porque a evidência também o fez.
Além de recompensas monetárias, um estudo do mercado pode revelar mui-
to sobre a natureza humana, tanto a partir da observação do comportamento de
outras pessoas e sob o aspecto da autodesenvolvimento. Como os investidores
reagem à luta constante em que são colocados pelo mercado, sem dúvida, vão
também aprender um pouco sobre a sua própria preparação. Washington Irving
poderia multo bem estar se referindo a este desafio dos mercados, quando escre-
ve u: ''As mentes pequenas são controladas pela desventura e submissas a ela, mas
as grandes mentes crescem acima delas".

Martin J. Pring
Outubro 2013
Parte I

TÉCNICAS QUE DETERMIN AM


AS TENDÊNCI AS
1

A DEFI NIÇÃ O
E INTE RAÇ ÃO
DAS TEND ÊNCI AS

Na introdução, a análise técnica foi definida como a arte de identificar mudanças


de tendência numa fase inicial e para manter um investimento ou a postura de ne-
gociação até que o peso da evidência indique que a tendência reverteu. Para iden-
tificar uma reversão de tendência, devemos primeiramente saber o que é tendên-
cia. Este capítulo explica e classifica as principais tendências e conclui com uma
discussão de um dos blocos básicos de construção da análise técnica: a progressão
do topo-e-fundo. Esta técnica é, sem dúvida, a mais simples das técnicas de de -
terminaçã o de tendências, mas no meu livro, certamente uma dos mais eficazes.

Período s de Tempo

Nós já estabelecemos a ligação entre a psicologia e os preços. Também é um fato


que a natureza humana (psicologia) é mais ou menos constante. Isto significa
que os princípios da análise técnica podem ser aplicados em qualquer período
de tempo, do gráfico de barras de um minuto, aos gráficos semanais e mensais. A
interpretação é idêntica. A única diferença é que a batalha entre compradores e
vendedores é muito maior nos gráficos mensais do que nos intradia. Isto significa
que esses sinais de reversão de tendência são muito mais significativos. A medi-
da que avançamos, será evidente que este livro contém uma enorme variedade
de exemplos que caracterizam muitos períodos de tempo diferentes. Para efeitos
de interpretação, o prazo realmente não importa; é a característica do padrão que
importa.
4 • Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Por exemplo, se você é um trader de longo prazo e observa um exemplo


específico mostrado num gráfico de barras de 10 minutos, os princípios de inter-
pretação são os mesmos quando aplicados a um gráfico semanal. Um investidor
de longo prazo nunca iria iniciar um investiment o baseado num gráfico de 1Omi-
nutos, mas pode e deve agir quando esse mesmo tipo de evidência técnica aparece
em um semanal ou mensal, e vice-versa.

Três tendênci as Importan tes


A tendência é um período em que um preço se move em uma direção irregular,
m as persistente. Também pode ser descrita como uma medição da duração da
direção dos níveis de preços abrangendo diferentes períodos de tempo. Há muitas
classificações diferentes das tendências em análise técnica. Seria importante exa-
minar as mais comuns, visto que esse entendimen to vai nos dar perspectiva sobre
o significado de eventos técnicos específicos. As três tendências mais amplament e
seguidas são as primárias, intermediár ias e de curto prazo. Sempre que falamos
de qualquer categoria específica de tendência durando por esse ou aquele período
de tempo, lembre-se que a descrição oferecida é uma orientação resumida que
abrange a maioria, mas não todas, as durações possíveis para esse tipo específico.
Algumas tendências específicas terão uma duração maior, e outras menos.

Primária

A tendência primária geralmente dura entre 9 meses a 2 anos, e é um reflexo das


atitud es dos investidore s frente aos fundamento s básicos sendo revelados no ci-
clo de negócios. O ciclo de negócios se estende estatisticam ente de fundo a fun-
do ap roxim adam ente em 3,6 anos, assim segue-se que as tendências primárias
que so bem e qu e caem (mercados de alta e de baixa) duram de 1 a 2 anos. Visto
q ue a construção para cima demora mais do que a para baixo, os mercados de
alta geralm ente duram mais do que os mercados de baixa. A direção da tendên -
cia secular ou de uma tendência de muito longo prazo irá afetar a magnitude e a
duração d e uma tendência primária. Aquelas que se movimenta m na direção da
tendênci a secular geralmente enfrentarão uma maior magnitude e duração do
qu e aquelas que se movem na direção oposta. As característi cas das tendências
seculares serão discutidas mais adiante neste capítulo e mais completam ente no
Capítulo 23 .
O ciclo de tendência primária é operativo para os títulos, ações e commodi-
ti es. As tendências primárias também se aplicam a moedas, mas desde que elas
refütam as atitudes dos investidores frente a inter-relação de duas economias di-
fe rentes. A análise das relações monetárias não se encaixa perfeitamen te na abor-
dagem do ciclo de negócios discutido no Capítulo 2.
A Definição e Interação das Tendências • 5

FIGURA 1.1 OModelo do ciclo do Mercado

Tendência Intermediária
6 semanas a 9 meses

Tendência de curto prazo


2 semanas a 6 meses

Primarv trend ___,.


Tendência Primária
9 meses a 2 anos

Aproximadamente 4 anos

Nota: Adaptado de um conceito primeiramente trazido á minha atenção pelo falecido lan S. Notley de Yelton Fiscal R1dgefield. Connecticul

A tendência primária está ilustrada na Figura 1.1 pela linha mais grossa. Em
uma situação ideal, a tendência primária de alta (mercado altista) é do mesmo
tamanho que a tendência primária de baixa (Mercado baixista), mas, realmente,
com certeza, suas magnitudes são diferentes. Porque é muito importante posicio-
nar ambas operações (de curto prazo) e investimentos (de longo prazo) na dire-
ção da tendência principal, uma parte significativa deste livro está preocupada
com a identificação de reversões na tendência primária.

Intermediária

Quem já viu os preços em um gráfico vai observar que eles não se movem em
uma linha reta. Um movimento primário de alta é interrompido por diversas
correções ao longo do caminho. Estas tendências anticíclicas dentro dos limi-
tes de uma tendência primária de alta são conhecidas como os movimentos
de preços intermediários. Elas duram de 6 semanas a nove meses, às vezes até
mais, mas raramente menos tempo. As tendências intermediárias anticíclicas
são tipicamente muito enganosas, muitas vezes são baseadas em hipóteses mui-
to confiáveis, porém falsas. Por exemplo, uma intermediária que sobe durante
um mercado baixa nas ações pode muito bem estar baseada em alguns números
econômicos inesperadamente positivos, que fazem parecer que a economia vai
evitar aquela recessão tão temida. Quando os números subsequentes são repor-
tados e considerados como não confiáveis, a tendência de baixa é retomada. As
tendências de prazo intermediário do mercado de ações serão examinadas mais
6 • Parte I: Téwicas que Determinam as Tendências

detalhadamente no capítulo 4 e são mostradas como uma linha sólida fina na


Figura 1.1.
É importante entender a direção e a maturidade da tendência primária, mas
uma análise das tendências intermediárias também é útil para melhorar as taxas
de sucesso na operação, bem como para determinar quando o movimento primá-
rio pode ter chegado ao fim.

Tendências de Curto Prazo

As tendências de curto prazo geralmente duram de 3 a 6 semanas, algumas vezes


são mais curtas e outras vezes mais longas. Elas interrompem o curso do ciclo
intermediário, assim como a tendência de prazo intermediário interrompe os
movimentos primários de preços. As tendências de curto prazo são apresentadas
no modelo do ciclo de mercado (Figura 1.1) como uma linha tracejada. Normal-
mente são influenciadas por novas notícias aleatórias e são muito mais difíceis de
serem identificadas do que suas contrapartes intermediárias ou primárias.

Princípio Técnico Fundamental: Como wna regra geral, quanto mais longo o
intervalo de tempo de uma tendência, mais fácil identificá-la. Quanto mais curto
o intervalo de tempo, mais aleatória é provável que seja.

Modelo do Ciclo do Mercado

Até o momento, é evidente que o nível de preços de qualquer mercado é influen-


ciado simultaneamente por várias tendências diferentes, e é importante entender
qual o tipo está sendo monitorada. Por exemplo, se uma reversão na tendência
de curto prazo acaba de ocorrer, um movimento de preço muito menor pode ser
esperado do que se a tendéncia primária tivesse revertido.
Os investidores de longo prazo estão essencialmente preocupados com adi-
reção da tendência primária, e, portanto, é importante para eles ter alguma pers-
pectiva sobre a maturidade da tendência de alta ou de baixa predominante. No
entanto, os investidores de longo prazo também devem estar atentos à tendência
intermediária e, em menor grau, às tendências de curto prazo. Isso ocorre porque
uma etapa importante na análise é examinar e entender a relação entre as tendên-
cias intermediárias e as de curto prazo e como afetam a tendência primária. Além
disso, se for considerado que a tendência de longo prazo acaba ser revertida para
cima, pode ser mais seguro esperar antes de assumir compromissos financeiros,
A Definição e Interação das Tendências • 7

porque a tendência de curto prazo pode se estender no processo de alta. Ignoran-


do a posição da tendência de curto prazo poderia, portanto, ser dispendioso na
margem.
Os traders de curto prazo estão preocupados principalmente com os movi-
mentos menores no preço, mas eles também precisam saber a direção das tendên-
cias intermediárias e primárias. Isso se deve ao seguinte princípio.

Princípio l'écnico Fundamental: Surpresas ocorrem na direção da tendên-


cia principal, i.é., para cima num mercado de alta e para baixo num mercado
de baixa.

Em outras palavras, as tendências de alta de curto prazo dentro dos limites


de um mercado de alta provavelmente serão muito maiores em magnitude do
que as tendências de baixa de curto prazo, e vice-versa. As perdas geralmente se
desenvolvem porque o trader está em uma posição anticíclica contra a tendência
principal. Na prática, todos os participantes têm de ter algum tipo de conhecimento
de todas as três tendências, embora a ênfase dependa se a sua orientação vem de
um investimento ou de uma perspectiva de negociação de curto prazo.

Prindpio Técnico Fundamental: A direção da tendência primária afetará o


caráter das tendências intermediárias e de curto prazo.

Duas Tendências Adicionais

Intradia

O desenvolvimento da negociação em tempo real após 1990 permitiu que os par-


ticipantes do mercado identificassem até mesmo os movimentos de preço ponto
a ponto (tick a tick). Os princípios da análise técnica aplicados igualmente a es-
ses movimentos de prazo curtíssimos são igualmente válidos. Existem duas dife-
renças principais. Primeiramente, as reversões nos gráficos intradia têm somente
uma implicação de prazo curtíssimo que não é significativa para reversões de pre-
ços de prazos mais longos. Em segundo lugar, os movimentos de preços extrema-
mente curtos são muito mais influenciados pela psicologia e reação instantânea às
notícias do que são aquelas de prazo mais longo. As decisões, portanto, têm uma
tendência de serem reações emocionais, instintivas. O comportamento do preço
8 • Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

intradia também é mais suscetível à manipulação. Consequentemente, os dados


de preços utilizados nos gráficos de prazos curtíssimos são muito mais erráticos e
geralmente menos confiáveis do que aqueles que aparecem nos gráficos de prazos
mais longos.

A Tendência Secular

A tendência primária consiste de vários ciclos intermediários, mas a secular, ou


de prazo muito longo é construída a partir de inúmeras tendências primárias.
Este "super ciclo,,, ou onda longa, se estende por um período substancialmente
maior, geralmente com duração superior a 1O anos, e muitas vezes sendo muito
longa, durando 25 anos, embora a média de duração esteja entre 15 e 20 anos. Ela
é e:x.'tensivamente discutida no Capítulo 23. Um diagrama de inter-relação entre a
secular e uma tendência primária é mostrado na Figura 1.2.
Certamente é muito útil entender a direção da tendência secular. Assim
como a tendência primária influencia a magnitude da tendência de alta de prazo
intermediário em relação à correção anticíclica, por isso, também, é que a ten-
dência secular influencia a magnitude e a duração de uma tendência primária de
alta ou correção. Por exemplo, em uma tendência de alta secular, as tendências

FIGURA 1.2 A Relação Entre as Tendências Seculares e as Primárias

Secular de alta Secular de baixa


10 - 25 anos 10- 25 anos

Mercados de Alta são mais Mercados de Baixa são mais


longos na fase de alta secular longos na fase de baixa secular
A Definição e Interação das Tendências • 9

primárias de alta terão maior magnitude do que as tendências primárias de baixa.


Em uma tendência secular de baixa, as tendências de baixa serão mais poderosas,
e levarão mais tempo para se desdobrar, do que as tendências de alta. Certamente,
é verdadeiro dizer que surpresas de longo prazo vão se desenvolver na direção da
tendência secular.
Títulos e commodities também estão sujeitos às tendências seculares, e se
realimentam entre si, bem como nas ações. Terei muito mais a dizer sobre este
assunto mais tarde.

Progressão de Topo e Fundo

Anteriormente, estabelecemos que a análise técnica seja a arte de identificar uma


tendência de reversão (preço) se baseando no peso da evidência. Como em um
tribunal de justiça, a tendência é baseada na presunção de inocência até que se
prove a culpa! A "prová, é o objetivo da análise técnica. É constituída por uma sé-
rie de indicadores derivados cientificamente ou técnicas que funcionam bem, na
maior parte do tempo, no processo de identificação da tendência. A "arte" consiste
em combinar esses indicadores em uma visão global e reconhecer quando esse
cenário se assemelha a um topo ou fundo de mercado.
A utilização generalizada de computadores levou ao desenvolvimento de
algumas técnicas muito sofisticadas de identificação de tendências. Algumas
delas funcionam razoavelmente bem, mas a maioria não. A busca contínua do
"Santo Graal", ou indicador perfeito, vai, sem dúvida continuar, mas é pouco
provável que essa técnica venha a ser desenvolvida. Mesmo se fosse, a notícia da
sua descoberta, seria divulgada rapidamente e o indicador seria gradualmente
descontado. É bom lembrar que os preços são determinados por oscilações na
psicologia da multidão. As pessoas podem mudar as suas opiniões, e assim fa-
zem os mercados!

:Princípio Técnico Fundamental: Nunca vá atrás da perfeição; busque a


eoJilsistência.

Na busca de técnicas matemáticas sofisticadas, algumas das técnicas mais


simples e básicas da análise técnica são muitas vezes esquecidas. Indiscutivelmen-
te a técnica mais simples de todas, e que tem sido subutilizada, é a progressão do
topo e do fundo. (ver Gráfico 1.1).
Este princípio reflete a observação original de Charles Dow de que um mer-
cado em ascensão se move em uma série de ondas, com cada subida e correção
1O • Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 1.1 de rentabilidade dos títulos de AAA Moody e análise de topo e


fundo. No Gráfico 1.1, a linha sólida acima do rendimento corresponde às ten-
dências primárias de alta e de baixa. A sucessão de topos e fundos ascenden-
tes se extendeu no final da Segunda Guerra Mundial até Setembro de 1981.
Este foi um longo período, mesmo pelos padrões seculares. A confirmação da
tendência de baixa após 1981 foi dada em 1985, quando a sucessão de topos
e fundos ascendentes foi revertida. O sinal simplesmente indicava uma mu-
dança na tendência, mas não deu nenhuma indicação quanto à sua magnitude.

rompimento f 11
Rendimento do Bond AAA da Moody's Primeiro r ,.
nos topos e fundos r ,.

Tendências
Cíclica ou
/ ascendentes no período
pó5-11 uerra.
- 14
1
1
• tl
l ,,
tl

Primária
r"

Tendências Seculares

Fonte Martin Pnng's lntermark.et Rev,ew

sendo maior do que a sua antecessora. Quando a série de topos e fundos ascen-
dentes é interrompida, wna reversão de tendência é sinalizada. Para explicar esta
abordagem, Dow usou wna analogia com o efeito cascata de ondas em uma praia.
Ele assinalou que, assim como era possível alguém na praia identificar a mudança
da maré com a subida e descida das ondas na maré baixa, assim, também, poderia o
mesmo objetivo ser alcançado no mercado, observando a comportamento do preço.
Na Figura 1.3, o preço vem avançando em uma série de ondas, com cada
topo e fundo ficando cada vez mais alto do que seu antecessor. Então, pela pri-
meira vez, uma subida falha para se mover para uma nova alta, e a subsequente
correção a empurra para baixo do fundo anterior. Isso ocorre no ponto X, e dá um
sinal de que a tendência foi revertida.
. A Definição e Interação das Tendências • 11

FIGURA 1.3 Reversão de Topos e Fundos Ascendentes

. - - - Topo abai~o do
Série de topo antenor
topos e fundos
ascendentes
Penetração
sob o fundo
anterior
(X)

FIGURA 1.4 Reversão de Topos e Fundos Descendentes

Série de Topos e
Fundos descendentes

A máxima está acima


~ do topo anterior pela
pnme1ra vez.

Ofundo está mais alto do


Que o fundo anterior

Figura 1.4 mostra uma situação semelhante, mas desta vez, a reversão da
tendência é de uma tendência de baixa para uma tendência de alta.
O conceito de interrupção de uma série de topos e fundos é o arcabouço
básico da construção tanto da teoria de Dow (Capítulo 3) e da análise de padrão
do preço (Capítulo 8).

Princípio Técnico Fundamental: O significado da reversão de wn topo-fundo é


determinado pela direção e magnitude dos impulsos e das reações.
12 • Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Por exemplo, se leva de 2 a 3 semanas para completar cada onda de uma


série de subidas e correções, a reversão da tendência será uma intermediár ia, pois
os movimento s de preços intermediár ios consistem em uma série de flutuações
de curto prazo (2 a 6 semanas) . Da mesma forma, a interrupção de uma série de
topos e fundos intermediár ios descendentes sinaliza uma reversão da tendência
primária de baixa para uma tendência primária de alta.

O Dilema do Topo e do Fundo

Ocasionalm ente, o progresso do topo e do fundo torna-se mais complicado do


que os exemplos mostrados nas Figuras 1.3 e 1.4. Na Figura 1.5, exemplo a, mos-
tra que o mercado vem avançando em uma série de topos e fundos ascendentes,
mas seguindo o topo mais alto, o preço cai no ponto X a um nível que está abaixo
do fundo anterior. Neste ponto, a série de fundos ascendentes quebra, mas não a
série topos ascendentes. Em outras palavras, no ponto X, apenas a metade de um
sinal foi gerado. O sinal completo de uma reversão de ambos os topos e fundos
ascendentes surge no ponto Y, quando há uma queda de preço abaixo do nível
alcançado anteriormente no ponto X.

FIGURA 1.5 Metade do sinal de Reversão


A Definição e Interação das Tendências • 13

No ponto X, há um grande dilema, porque a tendência ainda deveria ser


classificada como positiva, e, ainda, existe o fato de que a série de topos ascenden-
tes foi interrompida, indicando uma fraqueza técnica subjacente. Por um lado,
nos deparamos com a metade de um sinal de baixa, enquanto, por outro lado,
temos a expectativa de que o ponto Y significaria abrir mão de uma quantidade
substancial dos lucros auferidos durante o mercado de alta.
Provavelmente, a melhor forma de abordar o dilema seja voltarmos para a
segunda metade da definição de análise técnica dada no início deste capítulo "e
monitorando essa tendência até que o peso da evidência prove que ela tenha sido
revertida':
Neste caso, se o "peso da evidência" de outros indicadores técnicos, como,
as médias móveis (MMs), volume, momentum e respiração (discutidas em ca-
pítulos posteriores), de forma esmagadora indicam uma reversão de tendência,
provavelmente é seguro antecipar uma mudança de tendência, muito embora, a
progressão do topo e do fundo não confirmem completamente a situação. Ainda
é sensato, porém, considerar este sinal com algum grau de ceticismo até que a
reversão seja confirmada por uma interrupção em ambas as séries de topos ascen -
dentes bem como os fundos.
A Figura 1.5, exemplo b, mostra este tipo de situação de reversão de uma
tendência de baixa para alta. Os mesmos princípios de interpretação se aplicam
ao ponto X, como no exemplo da Figura 1.5. Ocasionalmente, determinar o que
constitui uma alta ou correção torna-se um processo subjetivo. Uma maneira de
contornar este problema é escolher uma medida objetiva, como classificar as altas
maiores do que, digamos, 5 por cento. Isso pode ser um processo tedioso, mas
alguns programas (como MetaStock com sua ferramenta de zigue-zague) permite
que o usuário estabeleça essas referências quase instantaneamente em formato
gráfico.

O que Constitui um Legítimo Topo ou Fundo?

Na maioria das vezes, as várias altas e correções são autoevidentes, por isso, é fácil
determinar se estes pontos de retorno são topos e fundos legítimos. Diz a tradição
técnica que uma correção da tendência predominante deve retrair de um terço a
dois terços do movimento anterior. Assim, na Figura 1.6, a primeira alta da míni-
ma do fundo ao topo subsequente é de 100 por cento. A correção subsequente pa-
rece ser pouco mais da metade, ou uma retração de 50% do movimento anterior.
Ocasionalmente, a retração pode chegar a 100%. A análise técnica está longe de
ser precisa, mas se a retração de um movimento for menor do que um terço, então
o topo e o fundo em análise são considerados suspeitos.
Às vezes, porém, assume a forma de uma linha ou faixa de negociação. A
profundidade da faixa de negociação pode ficar aquém do mínimo requerido,
14 • Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 1.6 Identificando Topos e Fundos (Magnitude)

A Correção deveria ser de um terço a


~~ terços do movimento anterior
100% da subida

"aproximadamente uma retração de um terço" e, em tais casos, a correção clas-


sifica baseada mais na duração do que na magnitude. Uma regra de ouro é que
a correção dure entre um terço e dois terços do tempo necessário para atingir
o avanço ou declínio anterior. Na Figura 1.7, a distância do tempo entre a mí-
nima e a máxima para o movimento representa 100%. A consolidação antes do
rompimento deve constituir cerca de dois terços, ou 66%, do tempo necessário
para atingir o avanço, tempo suficiente para consolidar os ganhos e passar para
uma nova alta.
Estas são apenas diretrizes básicas, e, em última análise, é um pré- jul-
gamento baseado na experiência; bom senso; um pouco de intuição; e talvez o
mais importante de tudo, uma avaliação de outros fatores, como os princípios
de volume, de suporte e resistência, etc. As palavras bom senso estão em itáli-
co porque os gráficos devem ser sempre interpretados com um pouco mais de
estilo poético. Por exemplo, a regra estabelece que uma retração de um terço
é necessária para que ocorra um ponto de retorno legítimo, mas acaba por ser
33 %. Se outros fatores sugerem que o movimento seja considerado como uma
retração válida, na sua interpretação, sempre use o seu bom senso, baseado em
regras rígidas. Por isso, devemos considerar a análise técnica como uma ciência
e un1a arte.
Temos estudado esses conceitos, principalmente, em tendências ascenden-
tes. No entanto, os princípios funcionam exatamente da mesma forma em ten-
dências descendentes, em que as altas devem retraçar de um terço a dois terços do
decl ínio anterior.
A Definição e Interação das Tendências • 15

FIGURA 1.7 Identificando Topos e Fundos (Tempo)

A Retração é
muito menor do
que 1/3 a 2/3 da
alta anterior.
Um terço ou
1
mais do tempo
é utilizado
para formar a
subida

100%

Também é importante classificar qual o tipo de tendência que está sendo


monitorada. Obviamente, uma reversão proveniente de uma série de subidas e
correções, cada uma durando, digamos, de 2 a 3 semanas, seria uma reversão in -
termediária. Isto ocorre porque as oscilações seriam de curto prazo por natureza.
Por outro lado as reversões do topo e do fundo que se desenvolvem em gráficos
intradia provavelmente têm o mesmo significado ao longo de um período muito
mais curto. Quão curto vai depender se as oscilações foram um reflexo de perío-
dos de uma hora ou, digamos um gráfico de barras de 5 minutos.

Sumário
1. Um número de tendências diferentes influencia simultaneamente o nível de
preços de qualquer mercado.
2. As três tendências mais importantes são a primária, intermediária e de curto
prazo.
3. Os princípios da análise técnica se aplicam às tendências intradia, mas como
elas são mais aleatórias por natureza, a análise é geralmente menos confiável
do que nas tendências de longo prazo.
4. Tendências muito longas, ou seculares, influenciam a magnitude das tendên-
cias primárias de alta e de baixa.
5. A progressão do topo e do fundo é a técnica mais básica de identificação de
tendência, e é o alicerce básico de construção da análise técnica.
16 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendèncias

6. Como regra geral, para classificar um novo topo ou fundo legítimo, o preço
deve retrair de um terço a dois terços do movimento anterior.
7. As linhas ou consolidações também se classificam como topos e fundos onde
se formam entre um terço a dois terços do tempo necessário para produzir o
avanço ou declínio anterior
2

MERCADOS FINANCEIRO0S
EO CICLO DOS NEGÓCIOS

Introdução
Nosso principal objetivo aqui é explicar os beneficios da abordagem técnica, mas
também éimportante compreender que as tendências primárias de ações, títulos e
commodities são determinados pela atitude dos investidores em relação ao desen-
rolar dos acontecimentos no ciclo de negócios. Cada mercado tem uma tendência
de topo e de fundo em diferentes pontos ao longo do ciclo de uma forma consis-
tente, cronológica. Uma compreensão das inter-relações dos mercados de crédito,
de ações e de commodities fornece uma estrutura útil para identificar as principais
reversões de cada um.

O Mecanismo de Descontos dos Mercados Financeiros


A tendência primária de todos os mercados financeiros é determinada, essencial-
mente pelas expectativas dos investidores de movimentos na economia, o efeito
que provavelmente essas mudanças têm sobre o preço do ativo, no
qual um mer-

cado financeiro especíifico negocia, bem como, a atitude psicológica dos investi-
dores a estes fatores fundamentais. Os participantes do mercado normalmente
pam o futuro da economia e dos desenvolvimentos financeiros e tomam
medidas comprando ou vendendo os ativos apropriados, com o resultado que o
mercado normalmente atinge um importante ponto de retorno bem à frente do
desenvolvimento real.
As expectativas de um nível de expansão da atividade econômica, geralmen-
te são favoráveis para os preços das ações. A antecipação de uma economia fraca
é altista para os preços dos bonds e as perspectivas de restrições de capacidade
18 ParteI: Técnicas que Determinam as Tendèências

FIGURA 2.1 0 Ciclo de Negócios ldeal

Economia está crescendo

Equilibrio

Economia está contraindo

industrial favoráveis para os preços das commodities industriais. Estes três mer
cados, muitas vezes se movem para direções diferentes ao mesmo tempo, porque
eles estão descontando coisas diferentes.
Uma economia raramente é estável; geralmente, está expandindo ou con-
traindo. Consequentemente, os mercados financeiros estão em constante movi-
mento. Uma economia hipotética, como mostrado na Figura 2.1, gira em torno
de um ponto de equilibrio conhecido como equilibrio. Em termos gerais, o equi-
líbrio pode ser visto como um período de crescimento zero, no qual a atividade
do negócio não está nem expandindo e nem contraindo. Na prática, esta situação
raramente, ou nunca é alcançada, uma vez que uma economia como um todo
possui um enorme dinamismo, tanto na fase de expansão como na de contração,
então a virada raramente ocorre em um nível de equilibrio. Em qualquer caso, a
"economia" consiste de uma série de setores individuais, muitos dos quais operam
em direções diferentes ao mesmo tempo. Assim, no início do ciclo de negócios, os
principais indicadores econômicos, como o índice de construção de novas mora-
dias (housing starts), podem estar aumentando, enquanto os indicadores de resul-
tados tais como as despesas de capital, poderiam estar caindo.

Principio Técnico Fundamental: O ciclo dos negócios é nadamenos doque


uma série definida de eventos cronológicos que estão se repetindo continu-
amente.

Os participantes do mercado nos mercados financeiros não estão preocu-


pados com periodos de estabilidade prolongada ou de equilibrio, estes cenários
não produzem oscilações de preços voláteis e oportunidades para fazer lucros
rápidos. As constantes mudanças do ciclo econômico criam enormes oportu-
Mercados Financeiros e o Ciclo dos Negócios 1 9
nidades para os investidores e traders, porque significa que diferentes indús-
trias estão experimentando diferentes condições econômicas simultaneamente.
Como o índice de preços das casas (housing) conduz a economia, as ações do
índice têm um bom desempenho no início da recuperação do setor, quando um
grande investimento em ações do setor de aço tende a um desempenho positi-
vO. Mais tarde, no ciclo, a situação se inverte e o índice housing chega ao topo
em primeiro lugar, geralmente em um sentido absoluto, mas, ocasionalmente,
sendo medido por seu desempenho em relação a um índice de mercado, como
o índice S&P Composite. Os diferentes setores de capital descontando sua área
específica da economia dão origem ao processo de rotação do setor, que será
discutido em detalhes no Capítulo 22.
Uma vez que os mercados financeiros conduzem as economias, assim os
maiores lucros podem ser feitos pouco antes do ponto de distorção máximo da
economia, ou desequilibrio. Uma vez que os investidores percebem que uma
economia está mudando de direção e retornando para o nível de equilibrio,
eles descontam este desenvolvimento através da compra ou venda do ativo
apropriado. Obviamente, quanto mais volátil e deslocada, uma economia se
torna, tanto maior é o seu potencial, não somente para retorno ao nível de
equilíbrio, mas também para uma forte mudança bem para além dela, para
outro extremo. Sob essas condições, as possibilidades de ganhar dinheiro nos
mercados financeiros são imensas porque, também, normalmente se tornaram
sujeitas a maiores flutuações de preços. Duas das mais desenfreadas oscilações
econômicas pós-Segunda Guerra Mundial (1973-1974 e 2007-2008), certa-
mente, forneceu aos traders e investidores uma altissima velocidade de grandes
possibilidades de lucro, pois foram capazes de identificar as duas tendências
baixistas do mercado.

Movimento do Mercado e o Ciclo de Negócios

Os principais movimentos nas taxas de juros, ações e preços das commodities


estão relacionados a mudanças no nível de atividade de negócios. Observe que
o termo os preços das commodities" refere-se ao preço industrial que são sen-
síveis às condições de negócio, ao contrário das commodities agrícolas, como
grãos. Figura 2.2 representa um ciclo de negócios, que normalmente tem uma
duração de 3 e 5 anos entre os fundos. A linha horizontal reflete um nivel de
crescimento zero, acima dela são períodos de expansão e abaixo são períodos
contração. Após o topo, a economia continua a crescer, mas a uma taxa de-
crescente, até que a linha cruze abaixo do nível de equilibrio e a contração da
atividade econômica ocorra. As setas na Figura 2.2 mostram os topos e fundos
idealizados dos mercados financeiros e como se relacionam com o ciclo de
negócios.
Tendências
20 Parte I: Técnicas que Determinam
as

FIGURA 2.2 o Ciclo de Negócios Idealizado e os Pontos de Virada do


do Mera
Merca
do Financeiro (B = Bonds; A = Ações; C = Commodities)

B C

Equilibrium

Os Periodos de expansão geralmente duram mais do que os períodos de


contração porque leva muito mais tempo para construir algo para cima do que
derrubá-lo. Por esta razo, os mercados de alta de ações geralmente duram mais
do que os mercados de baixa o fazem. O mesmo poderia ser dito para as taxas de
juros e commodities, mas em todos os casos, a magnitude e a duração das tendên-
cias primárias dependem da direção da tendência secular, como discutido nos
capítulos l e 23.
A Figura 2.3 mostra as trajetórias hipotéticas de preços dos bonds, commodi-
ties e ações durante o curso de um ciclo típico de negócios.
FIGURA 2.3 Curvas de seno idealizadas para os três mercados financeiros
Bonds

Commodities
Ações
Mercados Financeiros e o Ciclo dos Negócios 21

Voltando à Figura 2.2, podemos ver que o mercado de bond é o primeiro


mercado financeiro a começar uma fase de alta. Isso geralmente ocorre após a taxa
de crescimento da economia desacelerar consideravelmente da sua taxa de pico,
e muitas vezes é atrasada até os estágios iniciais da recessão. De um modo geral,
quanto mais acentuada é a contração econômica, maior será o potencial para uma
Subida nos preços dos bonds (ou seja, uma queda nas taxas de juros). Alternativa-
mente, quanto mais forte for o período de expansão, menor é a inatividade econô-
mica e financeira, e maior o potencial para um declínio nos preços dos bonds (e
uma subida das taxas de juros).
Seguindo o mercado de baixa nos preços dos bonds, a atividade econômica
começa a se contrair de forma mais acentuada. Neste ponto, os participantes do
mercado de ações poderão "examinar" a tendência de deterioração dos lucros das
empresas, que agora estão em declínio acentuado por causa da recessão, e come-
çar a acumular ações. De um modo geral, quanto maior o intervalo entre a queda
dos títulos e as ações, maior será o potencial para o mercado de ações subir. Isso
ocorre porque o tempo de atraso implica numa recessão muito profunda na qual
o arrocho corporativo extremo pode reduzir os níveis de equilíbrio a um patamar
muito baixo. Durante a recuperação, os aumentos de receitas são, portanto, capaz
de se mover rapidamente para a linha de fundo.
Após a recuperação estar em curso há algum tempo, a capacidade começa
a ser limitada, as empresas baseadas em recursos sentem algum retorno do po-
der dos preços, e os preços de commodities reduzem. Ocasionalmente, depois
de um boom de commodities de magnitude incomum, o índice de preços de
commodities reduz durante a recessäo, como resultado da acentuada margem
de liquidação, devido à especulação excessiva durante o boom anterior. No
entanto, esta baixa écom frequência, posteriormente testada, com uma subida
sustentável, que começa somente após a recuperação estar em curso há alguns
meses. Neste ponto, todos os três mercados financeiros estão em uma tendên-
cia ascendente.
Aos poucos, a inatividade econômica e financeira que se desenvolveu como
resultado da recessão é substancialmente absorvida, aumentando a pressão sobre
o preço do crédito, ou seja, as taxas de juros. Como a subida das taxas de juros
significa a queda dos preços dos bonds, o mercado de bonds repica e começa a
sua fase de baixa. Como ainda existe algum excesso de capacidade da planta e
de trabalho, o crescimento da atividade dos negócios leva à melhoria da produ-
tividade e a uma perspectiva positiva contínua. O mercado de ações desconta as
tendências em lucros corporativos, por isso permanece em tendência de alta até
que os investidores percebam que a economia está aquecida demais eo potencial
para uma melhoria nos lucros é muito baixa. Neste ponto, há menos motivos para
manter as ações, e elas, por sua vez, entram em uma fase de baixa. Mais tarde,
o aumento das taxas de juros tem seus efeitos sobre a economia e os preços das
commodities começam a cair.
22 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

Uma vez que este momento decisivo tenha sido alcançado, todos os três
nercados financeiros começam a cair. Eles vão continuar a cair ate que os merca-
dos de crédito atinjamo fundo. Esta fase final, que se desenvolve praticamente no
mesmo momento do início da recessão, é geralmente associada a uma queda livre
dos preços em, pelo menos, um dos mercados financeiros. Se um pånico está para
se desenvolver, este é um dos pontos mais prováveis para que ocorra.

As Seis Fases

Como existem três mercados financeiros e cada um tem dois pontos de retorno,
consequentemente, segue-se que conceitualmente existem seis pontos de retorno
em um ciclo tipico. Eu os considero como seis fases, e elas podem ser usadas como
pontos de referência para a determinação da fase atual do ciclo. As seis fases estão
indicadas na figura 2.4.
Quando identificar uma fase, é importante observar a posição técnica de
longo prazo de todos os três mercados de forma que possam atuar como uma
verihcação cruzada uns sobre os outros. As fases também são úteis, em grupos
especificos da indústria que proporcionam um desempenho superior ao mercado
em determinados momentos e vice-versa. Por exemplo, os líderes defensivos do
ciclo inicial orientados para a liquidez, obtêm bons resultados nas fases Ie II. Por
outro lado, os orientados por lucros ou líderes do ciclo tardio têm bons resultados
nas fases IVe V quando os preços das commodities estão subindo. Estes aspectos
são abordados mais detalhadamente no Capítulo 22 na rotação do setor.

FIGURA2.4 As Seis Fases do Tipico Ciclo de Negócios


Ciclo ldeal dos Negócios para as Seis Fases do Ciclo dos Negócios

Estágio Estágio 2 Estágio 3Estáglo 4 Estágio 5 Estágio 6


Ações
Bonds
Commodities

Recuperação
Recessão

Bonds
t
Ações
Commodities
Mercados Financeiroseo Ciclo dos Negócios. 23

Ciclos mais longos

Algumas expansões abrangem períodos muito mais longos, e


geralmente in-
cluem pelo menos uma diminuição da taxa de crescimento seguida de uma se
gunda rodada de expansão econômica. Isto tem como consequència a divisao
da expansão global em duas ou três partes, cada uma das quais resulta em um
ciclo completo nos mercados financeiros. Chamo isso de um ciclo duplo. UJm
exemplo deste fenômeno está ilustrado na Figura 2.5. Um ciclo duplo desenvol-
vido nos anos oitenta e outro nos noventa. Nos meados dos anos oitenta, por
exemplo, as commodities e parte das indústrias do país foram muito prejudica-
das como consequência do desaparecimento do boom das commodities, que ter-
minou em 1980, mas as costas leste e oeste continuaram com as suas expansões
inabaláveis. As áreas fortes mais do que compensaram as mais fracas, e por isso
o país como um todo evitou uma recessão.

FIGURA 2.5 Topos e Fundos no Mercado Financeiro num Ciclo Duplo

A C
B

B
C

Equilibrioo

B C

B
t
A
24 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendèncias

O Papel da Análise Técnica

A análise técnica entra em jogo, ajudando a determinar quando os vários merca-


dos transformaram-se numa forma primária. Isto é conseguido através da apli-
cação de diversas técnicas descritas nos capítulos subsequentes, cruzamento de
médias móveis, mudanças na direção do momentum de longo prazo, e assim por
diante. Cada mercado pode ser utilizado como uma verificação cruzada contra
os outros dois. Por exemplo, se o peso da evidncia técnica sugere que os bonds
atingiram o fundo, mas que os preços das commodities permanecem num merca-
do de baixa, então, a próxima coisa a fazer seria procurar por sinais técnicos que
apontem para um fundo no mercado de ações e assim por diante.
Esta análise também formou a base do Dow Jones Pring U.S. Business Cycle
Index (simbolo DJPRING), como mostrado no Gráfico 2.1. O indice usa modelos
para identificar as seis etapas e, em seguida, aloca ativos e setores de ações baseado
na sua performance histórica em cada etapa desde de meados de 1950. Está longe
de ser perfeito, mas mostra resultados consistentes de longo prazo. Esta metodo-
logia também é utilizada no Pring Turner Business Cycle ETF (Simbolo DBIZ). O
fundo Exchange-traded (ETF) não procura replicar o índice, mas sim equiparar-se
a ele em uma base ajustada de risco.

GRÁFICO 2.1 0 desempenho do indice Ciclico dos Negócios de Pring versus


Três Classes de Ativos

$25,000 Dow Jones Pring U.S. Business Cycle Index


Performance 1956-2011

| Bonds
Ações
Commodtes

s2,500 Dow Jones Prmg_U.S.Business Cycle Index

$250

Pertomance Retorno Desvio


(1956-2011) Anual Padrão
Bonds 1 3,44% 6,81%
Açoes 6,83% 13,406
Commodities 7,95% 15,10%
Dow Jones
Pring Index 10,059% 9,70%
$25
1955 1960 1965 1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 2010

Fonte: S&P Dow Jones Indexes


Mercados Financeiros e o Ciclo dos Negócios 25

Experiência de Mercado, 1966-2001


O Gráfico 2.1 mostra como os topos e fundos se desenvolveram para os vários
mercados entre 1966 e 1977.
Observe que as taxas de juros de curto prazo representadas inversamente
foram substituídas pelos preços dos títulos. Há uma ligação muito mais estreita
entre os preços das ações e as taxas de curto prazo do que aquelas com um prazo
mais longo. Isso acontece porque as empresas fazem mais empréstimos nos mer-
cados monetários do que nos mercados de bonds. As taxas de curto prazo são
também mais voláteis do que aquelas no final do espectro de rendimentos. ODs
topos e fundos subiram muito mais queo esperado. Enquanto a sequência crono-

logicaera mais ou menos perfeita, os avanços e os atrasos em cada ciclo variaram


consideravelmente devido às diferentes caracteristicas em cada ciclo.
Em 1966, por exemplo, os bonds e as ações caíram mais ou menos simul
taneamente, ao passo que o atraso para o fundo do mercado de commodities foi
acima de um ano.
Gráfico 2.2 mostra os mesmos mercados, mas desta vez nós estamos olhan
do para os anos oitenta. As duas pequenas setas apontando para cima em 1982
e 1990 refletem as recessões. Tais cenários representam boas oportunidades de

GRAFICO 2.2 Três Mercados Financeiros, 1966-1977

Taxa de Curto Prazo (invertida)

110
100
s& Composite
90-
80

200CRB Spot RM Index

150

100
1966 1967 1968 1969 |1970 1971 1972 19731974 1976 11976 1977
Fonte: From intermarket Rewiew
26 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

compra de bonds, mas terríveis para ter commodities. A série de três fundos que
se desenvolveram entre 1984 e 1986 reflete o crescimento da recessão em meados
dos anos oitenta.
De um modo geral, a sequência cronológica funciona satisfatoriamente até
chegarmos ao final de 1980, no qual o fundo das taxas de 1989 é justaposto com
topo do mercado de ações. Infelizmente, esses eventos fora de sequência são fatos
da vida. Na minha experiència estudando os 200 anos de relações fora de sequên-
cia achei que elas representam a exceção e não a regra.
Gráñco 2.3 mostra os últimos anos do século XX. Este é o período mais
dificil que encontrei devido ao desempenho recorde pelo mercado de ações e as
fortes forças deflacionárias associadas à revolução tecnológica. Isto teve o efeito
de reduzir a flutuação ciclica normal no mercado acionário. Na quarta edição
deste livro, eu disse: "Como o boom do mercado de ações foi sem precedentes,
improvável que as sequências cronológicas tenham sido mais do que temporaria-
mente interrompidas".
OGráfico 2.4 prova que a conclusão é a mais correta, exceto a queda sem
precedentes de commodities no final de 2001.

GRÁFICO 2.3 Três Mercados Financeiros, 1980-1992

Taxa de Curto Prazo (Invertida)

10

400
S&P
300 Composite
200

100

300
CRB Spot RM Index
250

980 1981 1982 1983 1984 1986 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992
Fonte: Intermarket Rewiew
Mercados inanceiros eo Ciclo dos Negócios 27

GRÁFICO 2.4 Três Mercados Financeiros, 1989-2001


Taxa de Curto
Prazo (Invertida)

1500
H00 S&P Composite

500

350
300
CRB Spot Indey .
260
1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 200
Fonte: Intemarket Rewiew

GRAFICO 2.5 Três Mercados Financeiros, 1999-2013

Taxa de Curto Prazo (Invertida)

s&P Composite

CRB Spot Index

Fonte: Intemmarket Rewiew


28 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Pode-se ainda argumentar, porém, que o mercado de ações defasou porque


ainda estava no processo de reversão da bolha de tecnologia. Lembre-se que o de-
clínio continuou, mesmo após a recessão de 2001 terminar. Observe o ciclo duplo
que se desenvolveu entre 2010 e 2012 no Gráfico 2.5.

Sumário
1. Um ciclo típico de negócios abrange três ciclos individuais para taxas de juros,
ações e commodities. Todos são influenciados pelas mesmas forças econômicas
e financeiras, mas cada um reage de maneira diferente.
2. Estes mercados passam por uma sequência cronológica que se repete na
maioria dos ciclos.
3. Alguns ciclos experimentam uma desaceleraço da taxa de crescimento
e não
uma recessão real. Mesmo assim, a sequência cronológica entre os mercados
ainda surge para operar.
4. Os avanços e de ciclo para ciclo e têm pouco valor de previsão.
atrasos variam
5. A sequncia cronológica dos topos e fundos nos diversos mercados financei-
ros pode ser usada como uma base para identificar a
posição de um mercado
especifico dentro do seu ciclo de alta e de baixa.
3

A TEORIA DE DOW

Introdução
A teoria de Dow é a mais antiga, e até agora o mais divulgado, método de iden-
tificação das principais tendências no mercado de ações. Um relato extenso não
será necessário aqui, pois há muitos livros excelentes sobre o assunto. Uma breve
explicação, no entanto, é viável porque os principios básicos da teoria de Dow são
utilizados em outras áreas da análise técnica.
O objetivo da teoria é determinar as mudanças no movimento primário, ou
principal do mercado. Uma vez que uma tendência tenha sidoestabelecida, pre-
sume-se que ela existirá até que uma reversão seja provada. A Teoria de Dow está
relacionada com a direção de uma tendência e no tem nenhum valor de previsão
da duração ou tamanho final da tendência.
Deve-se reconhecer que a teoria nem sempre acompanha o ritmo dos even-
e de forma nenhuma é in-
tos; ela ocasionalmente deixa o investidor em dúvida,
falível, já que os prejuízos como ocorre com qualquer outra abordagem técnica,
acontecem ocasionalmente. Estes pontos enfatizam que, embora os dispositivos
mecânicos possam ser úteis para prever o mercado de ações, não há substituto
para obter uma análise de suporte adicional, que seja sensata, com um julgamento

equilibrado. Lembre-se que não há certezas na análise técnica, porque estamos

sempre lidando com probabilidades.


A teoria de Dow evoluiu a partir do trabalho de Charles H. Dow, que foi pu-
blicado em uma série de editoriais do Wall Street Journal entre 1900 e 1902. Dow
usou o comportamento do mercado de ações como um barômetro das condições
de negócios não como uma base para a previsão dos preços das ações. Seu su-
e
desenvolveu ainda mais os princípios da Dow e
cessor, William Peter Hamilton,
como a conhecemos hoje. Estes
organizou-os em algo que aproxima a teoria de
principios foram delineados de maneira pouco rigorosa no livro de Hamilton The
30 Parte: Técnicas que Determinam as Tendências

Stock Market Barometer, publicado em 1922. Foi somente quando, Robert Rhea
publicou a Teoria de Dow, em 1932, que um relato mais completoe formalizado
dos princípios finalmente se tornou disponível.
A teoria assume que a maioria das ações segue a tendëncia subjacente ao mer-
cado a maior parte do tempo. A fim de medir "o mercado', Dow construiu dois
indices, que são agora chamados Indice Dow Jones Industrial que originalmente foi
uma combinação de 12 (mas agora inclui 30 ações Bluechips), e o Indice Dow Jones
Ferroviário, compreendendo 12 ações de estrada de ferro. Como o Indice Ferroviá-
rio foi construido como um substituto para as ações de transporte, com a evolução
da aviação e outras formas de transporte foi a necessária a modificaço do antigo
Indice Ferroviário, a fim de incorporar adições a esta indústria. Consequentemen-
te, o nome desse indice foi alterado para Indice de Dow Jones Transporte.

Interpretando a Teoria

Para interpretar a teoria corretamente, é necessário ter um registro dos preços


diários (é importante usar preço de fechamento, desde que as flutuações intra-
dia são mais sujeitas à manipulação) de fechamento dos dois índices e o total de
transaçoes diárias na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Os seis princípios
básicos da teoria são discutidos nas seções a seguir.

1. Os Indices Descontam Tudoo

Mudanças nos preços de fechamento diário refletem o julgamento e as emoções


agregadas de todos os participantes do mercado de ações, tanto corrente como
potencial. E, portanto, assumido que este processo desconta tudo conhecido e
previsivel que possa afetar a relação de oferta/procura das ações. Embora os atos
de Deus sejam imprevisiveis, sua ocorrência é rapidamente avaliada e suas impli
cações são descontadas.

2.0 Mercado Tem Três Movimentos

Existem simultaneamente três movimentos no mercado de ações.

Movimento primário: O mais importante é a tendncia primária ou principal,


mais geralmente conhecida como tendéncia de alta (subida) ou tendência de bai-
xa (queda) do mercado. Tais movimentos duram menos de um ano a vários anos.
Um mercado primário de baixa é um longo declinio interrompido por im-
ntes subidas (repiques) de preço. Ela começa quando a esperança de que as
A Teoria de Dow 31

ações que foram compradas anteriormente estão abandonadas. A segunda fase


Sedesenvolve quando os níveis de atividade de
negócios e dos lucros declinam.
Na terceira fase, a tendência de baixa alcança um clímax quando as ações são
liquidadas, independentemente do seu valor subjacente (devido ao estado de-
pressivo das notícias ou pela liquidação forçada, por exemplo, pelas chamadas
de margem).
Um mercado primário de alta é um grande movimento para cima, normal-
mente com uma média de no mínimo 18 meses, que é interrompido por correções
secundárias. A tendência de alta inicia quando os iíndices descontaram as
piores
noticias possíveis e a confiança sobre o futuro começa a renascer. A segunda fase
do mercado de alta é a resposta das ações para melhorias conhecidas nas condi-
ções de negócios, enquanto a terceira e última fase evolui a partir de excesso de
confiança e especulação quando as ações estão avançando sobre projeções que
geralmente se revelam infundadas.

As Reações Secundárias: A reação secundária ou intermediária é definida como


"um declinio importante na tendência de alta ou como um avanço em uma ten-
dência de baixa, durando geralmente de três semanas a muitos meses. Durante
este intervalo, o movimento geralmente retrai de 33 a 66% por cento da mudança
do preço primário desde o encerramento da última correção secundária anterior"
Essa relação está mostrada na Figura 3.1.
Ocasionalmente, uma correção secundária pode retraçar todo o movimento
primário anterior, mas normalmente, o movimento retrai da metade a dois terços
da área, frequentemente na marca de 50%. Este assunto será discutido mais tarde
em maiores detalhes, a correta diferenciação entre a primeira perna de uma nova
tendência primária e um movimento secundário dentro tendência existente for-
nece aos teóricos de Dow o seu problema mais dificil.

Movimentos Menores: O movimento menor dura de uma a duas semanas, po


dendo chegar a seis semanas. Ele é importante somente porque forma parte dos
movimentos secundários ou primários; não tem valor de previsão para os inves-
tidores de longo prazo. Isto é muito importante, pois, os movimentos de curto
prazo podem ser manipulados em certa medida, ao contrário das tendências se-
cundárias ou primárias.
Tendências
32 Parte I: Técnicas que Determinam as

FIGURA 3.1 Correções Secundárias

300 300
250
250
200 A 200

150
150

150
100
150
100 150
A
50 50

o
S MAM ASONO
(a

3. Linhas indicam Movimento

Robert Rhea definiu uma linha como "um movimento de preço de duas a três
semanas ou mais, onde durante este período, a variação de preços de ambos
os indices se movimentam numa faixa de cerca de 5 por cento (de sua média).
Eu não vejo nenhum motivo para que a regra dos 5 por cento não possa ser
excedida. Afinal, ela realmente representa uma digestão dos ganhos ou perdas
ou uma pausa na tendência. Tal movimento tanto pode indicar acumulação (as
ações indo para mâos fortes e experientes e, portanto, uma tendência de alta) ou
de distribuição (as ações indo para mãos fracas e, portanto, uma tendéncia de
baixa).
Um avanço acima dos limites da linha indica acumulação e prevê preços
mais elevados, e vice versa. Quando uma linha ocorre na metade de um avanço
primário, realmente está realmente formando um movimento secundário hori-
zontal e deve ser tratada com tal.
A minha opinião é que a formação de uma linha legitima, provavelmente deve
levar de duas a três semanas, ou mais. Afinal, uma inha é realmente uma substituta
de uma tendência intermediária de preço e duas a três semanas é o tempo para um
movimento de curto prazo ou movimento menor de preço.

4. A relação Preço/Volume Fornece Informações


A relação normal do volume é se expandir nas altas e contrair nas baixas. Se o
volume diminui num avanço de preço e aumenta num declínio, este é um aviso
de que a tendência predominante em breve
poderá ser revertida. Este principio
A Teoria de Dow 33

deve ser usado apenas como informaç o geral, uma vez que a prova conclusiva de
reversão dessas tendências só pode ser dada pelo preço dos respectivos índices.

5. O comportamento do Preço Determina a Tendência

As indicações de alta são dadas


quando altas sucessivas penetram o topo, enquan-
to o fundo de um declínio intermediário está acima do fundo anterior. Por outro
lado, indicações de baixa vêm de uma série de topos e fundos descendentes.
A Figura 3.2 mostra uma tendência de alta hipotética interrompida por uma
correção secundária. No exemplo a, o índice faz uma série de três topos e fundos,
cada um mais alto do que seu respectivo antecessor. O índice sobe seguindo o
terceiro declinio, mas é incapaz de ultrapassar seu terceiro topo. O próximo decli-
nio leva o indice para abaixo do fundo anterior, confirmando uma tendência de
baixa, como é o caso, no ponto X. No exemplo b, após o terceiro topo na tendência
de alta, uma tendência de baixa é indicada quando o índice cai abaixo do fundo
secundário anterior. Neste caso, a tendência secundária anterior fazia parte de um
mercado de alta, não o primeiro fundo em uma tendência de baixa, como mos-

FIGURA 3.2 Reversões de Tendência Primária

250 250
200 200

100

50
At 50

100

50

FMAM JJAsoND FMAM J A SOND


(a) (b)

250 250

200 200

150 150
100 100

50 50

FMAM J A SO N D FMAM J J A S OND

(c) ()
A Teoria de Dow 35

Informações importantes também podem ser obtidas das características de


de uma da duração da tendência primária As
volume e avaliação predominante.
chances de uma grande reversão são muito maiores se o mercado passou pela sua
terceira fase, caracterizada pela especulação e falsas
esperanças durante a tendencia
de alta primária, ou uma contínua liquidação e um pessimismo generalizado du-
n grande declinio. Uma mudança na tendência primária pode ocorrer sem

uma terceira fase claramente identificada, mas


em geral, tais reversões mostram ser
relativamente de curta duração. Por outro lado, as maiores oscilaçQes primárias ge
ralmente se desenvolvem quando as características de uma terceira fase são espe-
cialmente marcadas durante o movimento primário anterior. Assim, os excessivos
períodos de especulação em 1919, 1929, 1968 e 2000 onde as crises especulativas
no indice NASDAQ foram seguidas por quedas particularmente acentuadas. Movi-
mentos de prazo intermediário são discutidos mais amplamente no Capítulo 4. Fre-
quentemente, uma reversão em uma taxa de variação (ROC) de 18 meses de uma
leitura superior a 200 por cento é o reflexo de tal esgotamento do poder de compra.

6. Os índices devem confirmar

Um dos princípios mais importantes da teoria de Dow é que o movimento do in-


dice Dow Jones Industrial e do Dow Jones Transportes deve ser sempre considerado
em conjunto; isto é, os dois índices devem confirmar um ao outro.
A necessidade de confirmar o movimento pelos dois índices parece funda-
mentalmente lógica, pois se o mercado é realmente um barómetro das condições
futuras de negócios, os investidores deveriam aumentar o valor dos lances, tanto
das empresas que produzem bens como das empresas que os transportam, em
uma economia em expansão. No é possível ter uma economia saudável na qual
os produtos estão sendo fabricados, mas não vendidos (ou seja, enviados para o
mercado). Este principio de conhrmação é mostrado na Figura 3.4.

FIGURA 3.4 ATeoria de Dow requer que ambos os indices se confirmem

Industrial

Industrial

Transporte
Transporte

(a) (6)
34 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

trado no exemplo a. Muitos teóricos da Dow não consideram que a penetração no


ponto X no exemplob seja uma indicação suficiente de uma tendencia de baixa.
Eles preferem adotar uma posição mais conservadora esperando por uma subida
e subsequente penetração daquele fundo anterior marcado como um ponto Y no
exemplo b.
Nesses casos, é prudente abordar a interpretação com mais precaução. Se
uma indicação baixista for dada originada dos padrões de volume e uma fase
claramente identificada como especulativa de que uma tendência de alta já se for-
mou, é provavelmente seguro assumir que a indicação baixista seja válida. Na
ausência dessas características, é mais sensato dar ao mercado de alta o beneficio
da dúvida e adotar uma posição mais conservadora. Lembre-se, a análise técnica
éa arte de identificar a reversão das tendèncias baseada no peso da sua evidência.
A Teoria de Dow é uma peça da evidência, portanto, se quatro ou cinco outros
indicadores estão apontando para uma reversão da tendência, geralmente é uma
boa ideia tratar a "metade" do sinal no ponto X como uma indicação de que a
tendência reverteu. Os exemplos c e d representam casos semelhantes no fundo
de uma tendência de baixa.
Os exemplos na Figura 3.3 mostram como a reversão primária apareceria
se o indice tivesse formado uma linha no seu topo ou fundo. A importância de
ser capaz de distinguir entre uma correção secundária válida e a primeira fase de
uma nova tendência primária é agora evidente. Esta é talvez a parte mais difícil da
teoria para interpretar, e sem dúvida a mais crítica.
Eessencial estabelecer quea correção secundária tenha retraçado pelo me-
nos um terço do terreno do movimento primário anterior, conforme medido pelo
término da tendência secundária anterior. A tendência secundária também deve
se estender por, pelo menos, de três a
quatro semanas.

FIGURA 3.3 Linhas sendo formadas no Topo e no Fundo

300 300

250 250

200 200

150 M 150

100
100

50 50
ww
FMA M A S OND FMA MJAsoND
(a)
(b)
36 Partel: Técnicas que Determinam as Tendências

No exemplo a, o Îndice Industrial é o primeiro a sinalizar uma tendência de


baixa (ponto A), mas a tendência de baixa real não é indicada ate que o Indice de
Transporte confirme no ponto B. O exemplo b mostra o início de um novo mer-
cado de alta. Após uma queda acentuada, o indice Industrial faz um novo fundo.
Uma alta se desenvolve em seguida, mas a próxima correçao permanece acima do
fundo anterior. Quando os preços ultrapassam o topo anterior, um sinal de alta
é dado pelo Indice Industrial no ponto A. Nesse meio tempo, o Indice de Trans-
porte faz uma série de dois fundos sucessivos. A pergunta que surge é se o índice
está representando corretamente a tendéncia predominante? Como foi sempre
assumido que tendência existe até que uma reversão seja provada, se conclui que
neste ponto o Indice de Transporte está indicando o resultado correto.
Apenas quando este indice ultrapassa o topo da tendência secundária ante-
rior no ponto B é que um novo mercado de alta é confirmado pelos dois os índi-
ces, levando a um sinal de compra da Teoria de Dow.
O movimento de um índice sem confirmação pelo outro, pode frequente-
mente levar a uma conclusão falsa e enganosa, que está bem ilustrada na Figura
3.5, que mostra o preço da ação em 1930 no formato de onda.
O mercado de baixa de 1929 a 1932 começou em setembro de 1929 e foi
confirmado pelos dois índices no final de outubro. Em junho de 1930, cada um
fez um novo fundo e, em seguida, subiram e corrigiram em agosto. Após esta
correção, o índice industrial ultrapassou o seu topo anterior. Muitos observadores
acreditaram que isto sinalizou o fim de uma tendência de baixa muito acentuada
e que era apenas uma questão de tempo antes que o Indice de Transporte seguisse
o exemplo. Como se viu, o movimento do Industrial foi totalmente enganoso; a
tendência de baixa ainda tinha mais dois anos para continuar o seu percurso.

FIGURA 3.5 0 exemplo de 1930

300

Industrial
200
150

Transporte

FMAM J J A S ON D
1930
A Teoria de Dow . 37

A Teoria em Funcionamento: 1998-2013

O Gráfico 3.1 de 1998 a 2013 compara o Indice Industrial com o de Transporte


entre 1997e 2013. O gráfico começa no final do mercado de alta secular de 1982
a 2000.
O indice de Transporte deu um sinal de venda não confirmado em 1998,
O Industrial também um novo
após um ziguezague para baixo. penetrou para
fundo, mas como o topo anterior em julho estava acima do de abril, a nossa inter-
pretação estrita considerou que era um mercado de baixa não confirmado. Como
o índice de Transporte manteve-se em baixa até 2004, tudo o que era necesario
para um sinal de venda era a ela veio em outubro de
confirmação do Industrial, e
2000, com este índice rompendo uma formação de linha. Fortunas foram rever-
tidas no início de 2003, na medida em que o Industrial continuavaaltista, mas o
minima
Transporte foi incapaz de seguir o caminho, fazendo uma
mesmo
nova
no início de 2003 (C), ao contrário de sua contraparte Industrial, que foi capaz
de dar um sinal alta não confirmada em (D). Consequentemente, foi somente
quando o fndice de Transportes rompeu uma formação da linha (E) que uma
nova tendência altista foi sinalizada. O próximo evento se desenvolveu em (F)

quando o Indice Industrial abaixo do seu fundo intermediário anterior.


rompeu
O fndice de Transportes, eventualmente, confirmou em novembro de 2008 em

GRAFICO 3.1 Os sinais da Teoria de Dow: 1997-2012

Dow Industrials

Compra ou venda confirmada

Compra ou venda näo confirmada


Dow Transports

202 N 211 2012

Fonte: Marin Pring's Intermarket Review


38 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

(G). O mercado de alta subsequente foi sinalizado pelo Indice dos Transportes
com
o rompimento de uma linha no de 2009 (H) posteriormente, confirmado
e
pelo Indice Industrial em junho em (1). Este sinal de compra é indiscutivelmente
controverso, pois a correção intermediária durou somente 4 semanas, aceitável,
mas pouco para um fundo. Além disso, a correço retraçou apenas 30% do avanço
anterior, de 33'/ para 66/P sendo os limites normais aceitáveis.

Considerações Adicionais
A Teoria de Dow não especifica um periodo de tempo além do qual uma con-
firmação de um indice pelo outro se torna inválido. Geralmente, quanto mais
próxima for a confirmação, mais forte provavelmente será o movimento seguinte.
Observei que este principio pode ser aplicado a outras técnicas utilizadas na análi-
se técnica, especialmente em conjunto com as considerações de momentum/preço
(ver Capítulo 13). Por exemplo, a confirmação do mercado de baixa em 1929-
1932 foi dada pelo Índice dos Transportes, apenas um dia após o Indice Industrial.
O acentuado rompimento de 1962 foi confirmado no mesmo dia.
Uma das principais críticas da Teoria de Dow é que muitos dos seus sinais
provaram ser tardios, muitas vezes de 20 a 25 por cento após um topo ou fundo ter
ocorrido nos índices. Uma regra de ouro que permitiu aos teóricos de Dow ante-
cipar prováveis reversões com antecedência é observar o rendimento dos dividen-
dos sobre o Indice Industrial. Quando o rendimento sobre o Índice Industrial caiu
para 3 por cento ou abaixo, historicamente tornou-se um indicador confiável de
topos dos mercados. Certamente isto foi verdadeiro antes dos meados de noventa
e desde então tem sido mais questionável. Da mesma forma, um rendimento de
6 por cento tem sido um indicador confiável nos fundos do mercado. Os teóri-
cos da Dow não necessariamente usam esses níveis como pontos reais de compra
ou venda, mas, provavelmente, consideram alterar o percentual de exposição de
suas ações, se uma não conhrmação significativa se desenvolveu entre o Indice
Industrial e o Indice dos Transportes quando o rendimento do Dow atingiu esses
extremos. Esta estratégia ajudará a melhorar o retorno do investimento da teoria
Dow, mas nem sempre resulta em um desempenho superior. No topo de 1976,
por exemplo, o rendimento sobre o Dow nunca chegou ao mágico nível de 3 por
cento, e os preços cairam 20 por cento antes que um sinal mecânico fosse confir-
mado por ambos os indices. Além disso, o topo de 3 por cento não foi alcançado
por cerca de 5 anos no final de 1990.
Ao longo dos anos, muitas críticas foram feitas à teoria baseadas em que de
vez em quando (como em períodos de guerra), o Indice Ferroviário foi excessi-
vamente regulamentado, ou que o novo Indice dos Transportes já não refletia as
expectativas dos investidores sobre o futuro movimento de mercadorias. No en-
tanto, a teoria tem resistido ao teste do tempo como indica a Tabela 3.1.
A Teoria de Dow. 39

TABELA 3.1 Análise da Teoria de Dow


Sinais de Compra Sinais de Venda*

Ganho Percentual
Preço de um sinal de Preço Percentual
do venda quando do de ganho do
Data do Sinal Dow Data do Sinal sinal de compra
vendido Dow
Jul. 1897 4 1899 63 43

Oct 1900 59 Jun. 1903 59 0


u 1904 51 Apr. 1906 92 80
Apr. 1908 70 24 May 1910 85 2
Oct 190 82 Jar 1913 85
Apr. 1915 55 Aug 1917 86 32
May 1918 82 Feb. 1920 99 22
Feb. 1922 84 6 Jun 1923 91
Dec 1923 94 erdas 3 Oc 1929 306 226
May 1933 84 73 Sep. 1937 164
un 1938 127 23 Mar. 1939 136
ul 1939 143 May 1940 138 perdas 7

Feb. 1943 126 ALug 1946 191 52


Apr. 1948 184 Nov. 1948 175 perdas 6

Oc 1950 229 perdas 32 Apr. 1953 280 22


Jan 1954 288 perdas 3 Od 1956 468 65

Apr. 1958 450 Mar. 1960 612


Nov. 1960 602 Apr. 1962 683 15

Nov. 1960 602 Apr. 1962 683 13

Nov. 1962 625 May 1966 900 45


San 1967 823 Jun 1969 900 9

Dec 1970 823 9 Apr. 1973 921 12


Jan 1975 680 26 Oa 1977 80 18

Apt. 1978 780 Jul 1961 960 23


Aug. 1982 840 13 Feb. 1984 1,186 41

Jan 1985 1,261 perdas 6 Od 1989 2510 104

Dec 1990 2,610 perdas Od 2000 o,034 60

Jul 2003 9223 Nov 2007 12829 39


JuL 2009 8,848 58
Média de todos os ciclos 39% 6 Média de todos os ciclos 11%

Ao considerar os resuitados, observe que esses simais são o resultado da minha interpretaço, em akguns casos com a vantagem da
retrospectina. Alg1ns teóricas da Teaia de Dowdiscordariam da minha interpretação, mas nenhum ina contestr o fato de que, em geral, a teoria
funciona.
40 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendêéncias

Realmente, a crítica é perfeitamente saudável, pois se a teoria ganhou ampla


aceitaçãoe seus sinais eram puramente mecanicistas em vez de exigir julgamento
experiente, ele seria imediatamente descontado, o que tornaria inútil a Teoria de
Dow para um investimento rentável.
De qualquer forma, é importante observar que está longe de ser perfeita, e,
em qualquer caso, a Teoria de Dow deve ser considerada como um indicador que
deve ser utilizado com outros do arsenal técnico.

Sumário
1. A Teoria de Dow se preocupa com a determinação da direção da tendência pri-
maria do mercado, não com a sua duraç o ou tamanho. Uma vez confirmada
pelos dois índices, a nova tendéncia é assumida que está em andamento até que
ocorra uma divergência entre os dois índices.
22. Cada mercado de alta ou de baixa principal tem três fases distintas. Tanto a
identificação destas fases e o aparecimento de qualquer divergência na rela-
ção normal de volume/preço oferecem indicações úteis que uma reversão na
tendncia principal está prestes a ocorrer. Essa evidncia adicional é especial-
mente útil quando o comportamento dos indices de preço é inconclusivo.
4

PARAMETROS TÍPICOS
PARA TENDÊNCIAS
INTERMEDIÄRIAS

Algumas Observações Básicas


Nos dois capítulos anteriores foi discutida a tendência principal ou primária, ou
seja, o movimento do preço que corresponde às mudanças na atividade econo
mica ao longo de um ciclo típico de negócios de 3 a 4 anos. Embora, seja muito
importante ter uma ideia da direção e duração da tendência primária, também
é útil ter algum conhecimento do comportamento típico e duraçâão da tendên-
cia intermediária para melhorar a taxa de sucesso na negociação, e também para
ajudar a avaliar quando o movimento primário terminou. Este capítulo aborda as
tendências intermediárias do mercado de ações dos EUA, mas os principios aqui
descritos aplicam-se livremente a qualquer mercado negociado livremente.
A andlise bem sucedida das tendências intermediárias para qualquer merca-
do ou ações oferece as seguintes vantagens:

1. As mudanças nas tendências intermediárias auxiliam na identificação dos


pontos de virada na tendência primária.
2. A negociação de prazo intermediario envolve men0s operações do que as de
negociação de movimentos menores de preços e, portanto, resulta em meno-
res despesas de comissão e de execução.
3. Os pontos de reversäo da tendência intermediária ocorrem várias vezes ao
ano e podem se devidamente interpretados, permitir um retorno relativamen-
te alto e rápido sobre o capital.
42 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Definição dos Ciclos Intermediários


Uma tendncia primária normalmente consiste de cinco tendncias intermedi
árias, três das quais fazem parte da tendência predominante, enquanto as outras
vão contra essa tendência. Em uma tendência de alta, as tendências
contra a tendència são representadas pela redução dos preços; em uma tendência
intermediárias
de baixa, formam altas que separam as três ondas intermediárias para baixo, como
mostrado na Figura 4.1.
E evidente a partir desta discussão que existem basicamente dois tipos de
movimentos de preços intermediários. O primeiro, que segue o sentido da ten-
dencia primária, pode ser chamado de um movimento de preçOs intermediário
primário. O segundo é um importante movimento de preços que dura de 3 se-
manas a 3 meses, ocasionalmente mais longo. Normalmente retraça de 1/3 a 2/3
da tendência intermediária anterior da primária. Este movimento de preços, que
contra tend ncia principal, é chamado de um movimento secundário ou reação.
Uma vez que, um movimento primário intermediário de preço segue a mesmna
direção da tendéncia primária ou da tend ncia principal de mercado, quase sem-
pre sua duração é mais prolongada do que a das suas contrapartes secundárias. A
magnitude do seu preço, normalmente também é muito maior.
Essas contra tendncias, ou reações contra a tendência principal, são noto-
riamente dificeis de prever em termos de comportamento, magnitude e duração.
Portanto, devem ser evitadas do ponto de vista de negociação, uma vez que, quase
säo confundidas violinadas. Pela sua própria
invariavelmente, com natureza,
dem a enganar a maioria e são geralmente extremamente traiçoeiras. É possível
ten-

projetar sistemas mecanizados de sucesso baseados sobre movimentos de preços

FIGURA 4.1 Ciclos Intermediários numa Tendência Primária

Reação Movimento de preço


secindata
intermediário primáio

Reação Raaçao
Secundaia
Secundária

Movimento de preço Reaão


intermediário primáro 12/3 Secundara

--

2/3
Tendencla Pimáia Tendencia Primária
de Ata
de Baa
Mercaxdo de Baiza)
(Mercado de Ata)
Parâmetros Tipicos para Tendências Intermediárias 43

intermediários, porém sinais fracos ou falhos geralmente são provenientes de mo-


vimentos do mercado secundário que ocorrem contra a tendência principal. As
tendências de prazo intermediário que se movem na mesma direção da tendência
primária säo geralmente mais fáceis de dar lucro. Aqueles que não têm paciência
para investir no longo prazo vai achar que a análise bem sucedida dos movimen-
tos intermediários oferece resultados superiores, especialmente porque o dia-a-
dia ou oscilações menores são, em grande parte, de natureza aleatória e, portanto,
ainda mais dificil de aproveitar as oportunidades. Esta tendência foi mais pronun-
ciada nos últimos anos, quando os movimentos com um acentuado aumento de
preço resultaram em reações emocionais automáticas com a divulgação de dados
econômicos inesperados.
Uma reação secundária não tem que ser um declínio num mercado de alta
ou de uma subida num mercado de baixa. Pode também assumir a forma de um
movimento lateral ou consolidação, sob a mesma ideia de formação de linha de
Charles Dow (ver a discussão no Capítulo 3).
Movimentos intermediários de preço podem ir a favor ou contra a tendência
principal, o significa que existe um ciclo intermediário semelhante a um ciclo
que
primário. Um ciclo intermediário consiste de um movimento de preço do ciclo
reação secundária. Estende-se da mínima de uma tendência in-
primário e uma
termediária para a minima da outra, como mostrado na Figura 4.2.
Num mercado de alta, a fase de alta do ciclo deve ser mais longa em dura-

ção e maior em magnitude. fundo da correção secundária deve ser mais alto
do que o seu predecessor. Em um mercado de baixa, as condições inversas são
verdadeiras; ou seja, declínios são mais longose maiores, enquanto os aumen-
tos de preço podem ser mais curtos ou acentuados, mas de menor magnitude.

FIGURA 4.2 Ciclos de Prazo Intermediário

Ciclo de prao- Ciclo de prazo Ciclo de prazo


M Ciclo de prazo
intermediário

intermediàrio intermediario intermediärio


Ciclo de pra20
intermediário
44 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Portanto, os técnicos são alertados primeiramente da possibilidade de uma re-


versão da tendência primária quando um terceiro ciclo intermediário está quase
completo. Também é importante observar se a estrutura técnica global parece
fraca (forte em um mercado de baixa) como o fundo intermediário anterior
(alta) foi abordado e, finalmente, observar se esse nível foi decisivamente rom-
pido para baixo (para cima).
Isso não significa que os movimentos primários nunca podem abranger nem
mais, nenm menos do que três movimentos de preço intermediário do ciclo primá-
rio, pois muitas vezes eles o fazem. Tenha a expectativa de que três seja um evento
normal, mas não seja pego de surpresa se houver menos ou mais.

Causas das Reações Secundárias

Uma vez que a tendência primária de preços das ações é determinada pelas ati-
tudes dos investidores para o fluxo futuro de lucros, que são por sua vez, deter-
minadas em grande parte pelo curso do ciclo de negócios, parece ilógico, a prin-
cipio esperar que movimentos de longo prazo fossem interrompidos por reações
muito desconfortáveis (ou, no caso de um mercado de baixa, com altas muito
enganadoras.
A história mostra que ocorrem reações secundárias devido às distorções
técnicas que surgem no mercado como resultado do excesso de otimismo (ou
excesso de pessimismo) e também porque novos fatores emergem sugerindo que
as condiçöes de negócios não vão ser tão radicais como foi previsto inicialmente,
ou mesmo que vão se materializar na direção oposta. Por exemplo, após a primei-
ra alta de prazo intermediário num mercado de alta para as ações, uma correção
pode se desenvolver porque os investidores, que tinham descontados uma forte
recuperação, agora veem alguns pontos nebulosos que podem até mesmo proje-
tar uma queda real nas condições de negócios. Esses temores, eventualmente são
infundados, mas são suficientes para causar uma reação intermediária anticiclica.
Outra possibilidade poderia ser um receio do aumento de juros, o que poderia
paralisar a recuperação. Uma vez que os preços tinham descontado uma forte
recuperação, essa mudança de percepção faz com que os investidores recuem e
os preços consequentemente caiam. Ao mesmo
tempo, muitos investidores per-
deram o controle durante a fase de alta e se alavancaram. Quando os preços co-
meçam a cair, seus patrimônios encolhem e os obrigam a liquidar, o que contribui
ainda mais para o declinio dos preços.
Uma subida no mercado de baixa das ações geralmente ocorre devido a
uma melhoria das perspectivas para as condições de negócio em
relação ao quue
estava previsto. A alta do mercado de baixa para os bonds se desenvolve sob
um conjunto condições opostas. Todas as correções nos mercados de commo-
dity e de moeda têm suas raízes numa mudança de percepção errônea da ten
Parametros Tipicospara Tendências Intermediárias 45

dencia econômica subjacente (primária). O catalisador para a alta é a corrida


pelos traders e investidores para cobrir as suas posições vendidas a descoberto
(para definição ou explicação de venda a descoberto, consultar o Glossário).
e-Se
acrescentar que a
aparente força motivadora para correção não deve
necessariamente estar ligada diretamente as
perspectivas do negócio ou das
taxas de juros.

Principio Técnico Fundamental: Em qualquer tempo existem quatro influ-


ncias sobre o preço. Elas são de natureza psicológica, técnica, econômicae
monetária.

Qualquer uma destas influências poderia ser uma "desculpa" para um mo-
vimento de preço intermediário contracíclico. Poderia, por exemplo, estar ligado
à decisão antecipada ou agravamento de um problema político ou militar. Es-
sencialmente, a mudança nas condições previstas, combinada como desenrolar
das distorções técnicas da tendência intermediária primária anterior, e seu mo-
vimento de preço acentuado associado, são suficientes para confundir a maio-
ria. Somente quando as mudanças nas condiçQes de negócios são corretamente
esperadas para mudar da recuperação para a recessão (ou vice versa), é provável a
reversão da tendência primária das ações. Observe a ênfase na palavra "provável".
Embora os preços das ações oscilem de acordo com a percepção das condições
econômicas futuras, houve exceções. Por exemplo, a economia saiu da recessão no
final de 2001, mas as ações continuaram caindo até outubro de 2002. Neste caso,
parecia que o desenrolar da bolha de tecnologia era uma influência mais forte do
que a melhora da atividade econômica. Este tipo de dissociação, porém, é muito
mais exceção do que a regra.
Em seu excelente livro Profits in the Stock Market (Lambert Gann Publishing,
1935), H. M. Gartley apontou que nos 40 anos que terminaram em 1935, dois
terços de todas as correções do mercado de Alta das ações nos U.S.A. desenvolve-
ram-se em duas ondas de liquidação separadas por uma alta menor que retraçou
entre um terço e dois terços da primeira queda. A observação de tais correções
desde 1935 também confirma a constatação de que a maioria das correções inter-
mediárias consiste de duas e não de uma ou de três fases de liquidação. Infeliz-
mente, as correções intermediárias, em um mercado em baixa não podem ser tão
facilmente classificadas uma vez que algumas são transações de um movimento
ou consistem de uma alta a partir de uma base pequena, enquanto outras ainda se
desdobram como um movimento lateral muito volatil. Apesar de as observações
de Gartley estarem relacionadas com ações, esta forma de correção se aplica a
todos os mercados financeiros.
46 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Relação Entre Movimentos Intermediários Primários e


Reações Subsequentes
Em Profits in the Stock Market, Gartley publicou uma série de diagramas uti-
lizando a classificação de tendências intermediárias estabelecida por Robert
Rhea. A conclusão de Gartley foi que quanto menor for a magnitude de um
movimento primário de prazo intermediário, maior será a retração, e vice
versa. Observou que isto era tanto válido nas correções de mercados de alta
quanto nos repiques de mercados de baixa. Observando-se o período des-
de 1933, praticamente todos os mercados parecem apoiar esta hipótese. Por
exemplo, a subida de 1962 do mercado de ações foi de apenas 18% comparada
à média de 30% entre 1933 e 1982. Isto representou parte de uma formação
de um fundo duplo e, portanto, a primeira alta intermediária primária. Este
avanço relativamente pequeno foi seguido por uma retração maior de 71%.
No entanto, a alta que se seguiu desde o final de 1962 até meados de 1963 foi
de 32% e foi seguida por uma pequena retraç o de 25% do lucro. Os leitores
interessados podem estar satisfeitos com o que sobe não necessariamente des-
ce e vice-versa.
O mercado de alta do ouro de 1976-1980 foi muito poderoso, mas as cor-
reções intermediárias foram muito rápidas. Por outro lado, as altas entre 1982
e 1990 foram de longe menos fortes, mas seguidas de correções de magnitude
proporcionalmente muito maior.

Usando os Ciclos Intermediários para Identificar


Reversões Primárias

Número de Ciclos Intermediários

Um movimento primário pode ser normalmente esperado para abranger ciclos


intermediários de dois anos e meio (veja a Figura 4.3). Infelizmente, nem todos os
movimentos primários correspondem à regra; um movimento primário ocasional
pode ser constituído por um, dois, três ou mesmo quatro ciclos intermediários.
Além disso, estes ciclos intermediários podem ter um comprimento ou magnitu-
de muito desigual, tornando a sua classificação e identificação possivel somente
após o evento. Mesmo assim, a análise do ciclo intermediário ainda pode ser uti-
lizada como uma base para a identificação da duração da tendència primária na
maioria dos casos.
Sempre que os preços estão bem avançados em uma tendência primária in-
termediária, após a complicação de dois ciclos intermediários, os técnicos devem
ser alertados para o fato de que uma reversão da tendência primária pode estar
Parametros Típicospara Tendências Intermediárias 47

FIGURA 4.3 Tendências Intermediárias e Volume

Topo mercado
de alta

Topo mercado
de alta
85% de
retração
Teste bem 200% de
Fundo sucedido
mercado 140% de retração
de baixa retração

Mercado de baixacom Mercado de alta com


2% ciclos intemediánios 3'h ciclos intemediánios

prestes a acontecer. Novamente, se apenas um ciclo intermediário foi concluido,


as chances dos preços atingirem níveis mais elevados (níveis mais baixos em um
mercado em baixa) são bastante elevadas.

Características do Ciclo Intermediário Final em uma Tendência Primária

Além de contar o número de ciclos intermediários, é possível comparar as carac-


teristicas de um ciclo específico com aquelas de um típico ciclo pivotal ou de re-
versão de uma tendência primária. Estas características são discutidas nas seções
seguintes.

Reversão de Mercado em Alta para Baixa Uma vez que o volume lidera o
preço, a falha do volume de aumentar os níveis acima da fase ascendente do
ciclo intermediário anterior é um sinal de baixa. Alternativamente, se durante
um período de 3 a 4 semanas, o volume se expande na subida intermediária
próxima ao pico anterior em volume, mas falha em mover os preços significati-
vamente, é um sinal de limitação, devendo ser tratado como baixista. A coinci-
dência de qualquer uma destas características com um cruzamento descendente
48 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

de uma média móvel de 40 semanas (ver Capitulo 11) ou uma divergéncia num
Indicador de momentum de prazo intermediário (ver Capítulo 13) seria motivo
adicional para ser cauteloso.
Existem essencialmente duas grandes caracteristicas que sugerem
fase descendente de um ciclo intermediário pode ser a primeira perna de bai-
xa de um mercado de baixa. A primeira é um aumento substancial no volume
durante o primeiro declínio dos preços. A segunda é um cancelamento ou
retrocesso de 80% ou mais da fase ascendente desse mesmo ciclo interme
diário. Quanto maior a retração, maior a probabilidade de que a tendência
básica tenha revertido, especialmente porque uma retração acima de l00%
significa que qualquer série de fundos ascendentes foi quebrada, colocando
desse modo as probabilidades a favor de uma mudança na tendência prinmáaria.
Outros sinais incluema observação de uma grande sobrevenda ou uma extre
ma oscilação (ver Capítulo 13 em momentum para uma explicação completa
destes termos).

Reversão de Mercado de Baixa para Alta A primeira fase intermediária as-


cendente de um mercado em alta é normalmente acompanhada de um aumento
substancial do volume que é significantemente maior do que aqueles das fases
intermediárias ascendentes anteriores. Em outras palavras, a primeira pernada
de alta num mercado de alta atrai visivelmente mais volume do que qualquer
das outras subidas intermediárias nos mercados de baixa anteriores. Outro si-
nal de uma reversão básica ocorre quando os preços retraçam pelo menos em
80% do declinio anterior. Mais uma vez, quanto maior a proporção da retraço,
maiores as probabilidades de uma reversão na tendência básica. Se a retração
for superior a 100%, as probabilidades indicam claramente que uma reversão
na tendéncia de queda tenha ocorrido devido a uma série de topos e fundos
descendentes que vão ser rompidos.
Como o volume aumenta substancialmente quando na fase intermediária
de baixa durante um mercado de baixa atinge o seu fundo, uma redução do
volume durante um declinio intermediário poderia muito bem ser um aviso
de que o mercado de baixa segue seu curso. Isto é especialmente verdade se
o preço nao atingir um novo fundo durante este declínio intermediário, uma
vez que a série descendente de fundos ciclos intermediários diminui, o que é
uma característica do mercado de baixa, que talvez não fique intacto por muito
tempo. Um exemplo disto é mostrado no Gráfico 8.12 onde o pico de volume
total foi visto no declinio de Junho de 1962 em vez de na
liquidação de Agos
to-Outubro.
Um último sinal pode incluir uma grande condição de sobrecomprado ou
uma oscilação extrema; novamente consulte o
Capitulo 13 para uma explicação
sobre estes conceitos
Parâmetros Tipicospara Tendências Intermediárias 49

Tendências Intermediárias no Mercado de Ações dos EUA,


1897 1982

Amplitude e Duração de Intermediárias de Alta de uma Primária

Entre 1897 e 1933, Robert Rhea, autor da Teoria de Dow, classificou 53 avanços
de tendências intermediárias dentro de um mercado primário de alta, que va-
riou em magnitude de 7% a 117%, como mostrado na Tabela 4.1.
Classifiquei 35 movimentos de prazo intermediário entre 1933 e 1982, e a
taxa média atingiu 22% da mínima para a máxima. Os resultados estão demons-
trados na Tabela 4.2.
A média de avanço primário intermediário desde 1897 parece ser em torno
de 20% a 22%. O movimento médio primário intermediário ascendente no perí
odo de 1933 a 1982 não difere daquele no período anterior classificado por Rhea.
No entanto, a duração média parece ter aumentado consideravelmente, de 13 se
manas no período de 1897 a 1933 para 24 semanas no período de 1933 a 1982.

TABELA 4.1 Movimentos intermediários de Alta da Primária 1897-1933

Proporção de Movimentos Intermediários Magnitude Preço

25 7-14

50 15-28

25 28-117
100
Mediana 20

TABELA 4.2 Movimentos intermediários de Alta da Primária 1933-1982

Percentual de Oscilações de baixa para Alta Duração- Semanas

Média Mediana 30 22
Mediana 22 24
Variação 10-105 3-137
50 Parte I: Técnicasque Determninam as Tendéncias

Amplitude e duração dos movimentos intermediários de baixa da primária

Usando a classificação de Rhea, 39 casos de um declínio intermediário primário


desenvolvido entre 1900 e 1932, como resumido na Tabela 4.3.
Minha pesquisa mostra que entre 1932 e 1982 houve 35 declínios interme-
diários primários, com uma mediana de 16% (o declínio foi medido como uma
percentagem da máxima). Os resultados estäo resumidos na Tabela 4.4.
Os resultados no período de 1932 a 1982 não diferiram significativamente
daqueles do periodo de 1897 a 1933. A oscilação média da mediana de Rhea foi
18% comparando com os 16% mais recente, enquanto que a duração mediana no
periodo anterior foi de 13 semanas em comparação com as 14 semanas no perío-
do de 1932 a 1982.

Amplitude, Duração e Retraçäão das Correções Intermediárias


do Mercado de Alta

Correções Secundárias no Mercado de Alta Entre 1898 e 1933 Rhea classi-


ficou 43 casos secundários do mercado de alta. Em termos de retração do mo-
vimento primário intermediário ascendente anterior, eles variaram de 12.4%
a 180%, com uma mediana de 56%. Isto comparado com uma variação no
periodo de 1933 a 1982 de 25% a 148%, com mediana de 51%. A duração da

TABELA 4.3 Movimentos de baixas Intermediário da Primária 1900-1932


Proporção dos Movimentos Intermediärios Magnitude do Preço

25 3-12
50 13-27
25 28-54
Median 18

TABELA 4.4 Movimentos de baixas Intermediário da Primária 1932-1982

Oscilações de Ata Duração (Semanas)


Médua da Mediana 18 17
Mediana 16 14
Vaniação 7-40 3-43
Paràmetros Tipicos para Tendncias Intermediárias 51

mediana no período anterior foi de cinco semanas, em comparação com oito


semanas entre 1933 e 1982. A percentagem mediana de perda em relação ao
topo intermediário primário foi de 12% (a mediana foi de 13%) entre 1933 e
1982.

Subidas no Mercado de Baixa Rhea estimou que a mediana da subida do mer-


cado de baixa retraçou 52% do declínio anterior, o que é comparável a minha
própria mediana estimada de 61% no período de 1932 a1982. As duas variações
foram 30% e 116% e 26% e 99%, respectivamente. As durações das medianas fo-
ram seis semanas de l1898 a 1933e7 semanas de 1932 a1982. As altas médias do
fundo para média e mediana foram respectivamente de 12% e 10% para o período
de 1933 a 1982.

Desde 1982, os Gráficos 4.1 e 4.2 mostramo S&P Composite entre o final de 1982
eo início do século XXI.

As linhas verticais grossas se aproximam dos topos das altas intermediárias


e as mais finas dos fundos intermediários. A parte inferior contém um oscilador
intermediário, o KST (ver Capítulo 15 para uma explicação), que reflete mais ou
nenos os pontos de virada. Esse período abrangeu o mercado secular de alta
que começou em 1982 e terminou na virada do século, bem como o mercado
de baixa secular subsequente. A classificaço das tendências intermediárias foi

GRÁFICO 4.1 S&P Composite 1982 - 1991 e um KST Intermediário

460
400
360 s&P Composite
300
260
200

160-

100 Intermediat KST


00
01
100

1983 1984 1905 1986 1987 1988 1989 19901991


Fonte: pring.com
52 Parte : Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 4.2 S&P Composite 1991-2002 e um KST Intermediário

1500

1000 S&P Composite

600

150

100
Intemediate KST
50

50
100

|1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 19992000 200


Fonte pring com

consideravelmente dificil comparada com os períodos anteriores. Tentei o má-


ximo possivel fazer as tendncias intermediárias se encaixarem nas oscilações
do oscilador. Porque os osciladores têm uma tendência a liderar nos mercados
de alta, os topos reais nas altas intermediárias geralmente ficam para aqueles no
KST. Os dois gráficos mostram que a classificação destas tendências está longe
de ser uma tarefa precisa, e confirma pesquisas anteriores entre 1897 e 1982, que
a variação de tendências intermediárias é muito grande. No período abrangido
pelo Gráfico 4.1, por exemplo, a primeira alta intermediária no mercado de alta
durou mais de um ano, de agosto de 1982 a outubro de 1983. Mesmo que eu
tivesse considerado o topo de julho 1983 como ponto de referência, A alta teria
ainda durado quase um ano. Além disso, todo o ano de 1995 foi consumido por
um avanço intermediário completo.
O Gráfico 4.3 preencheo equilibrio do quadro até 2012. Observe a duração
consideravelmente longa dastendências de 2008 e 2009, a principio para baixoe
depois para cima.
Parâmetros Tipicos para Tendências lntermediárias 53

GRAFICO 4.3 S&P Composite 2001- 2012 e um KST Intermediário

S&P Composite

N p

Intermediate KST

EDLLILD
Fonte: pring.com

Sumárioo
1. A tendência primária tipica pode ser dividida em dois ciclos e meio primários
intermediários, cada um consistindo de um movimento ascendente e um mo-
vimento descendente. Num mercado de alta, cada onda ascendente sucessiva
deve atingir uma nova máxima cíclica, e em um mercado de baixa, cada onda
descendente sucessiva do ciclo intermediário deve chegar a uma nova míni-
ma. Quebrando o padrão de mínimas ascendentes e picos descendentes é um
importante, mas não inequívoco alerta de uma reversão da tendência primá
ria. Para uma prova nmais conclusiva, técnicos devem obter uma conclusão
semelhante de um consenso de indicadores.
2. Um movimento secundário ou reação é a parte de um ciclo intermediário que
vai contra a tendência principal - uma correção descendente em um mercado

em alta ou um repique num mercado de baixa. Movimentos intermediários


secundários geralmente duram de très semanas a três meses e retraçam entre
um terço e dois terços do movimento de preço intermediário primário ante-
rior. Movimento de preços secundário também pode assumir a forma de uma
linha ou padrão de negociação horizontal.
54 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências
3. O comportamento dos ciclos intermediários pode ser usado para ajudar a
identificar reversões de tendências primárias.
4. Como uma regra aproximada, quanto mais forte for a subida intermediária
num mercado de alta, provavelmente menor será a correção.
5

COMO IDENTIFICAR
AS ZONAS DE SUPORTE
E RESISTËNCIA

O Suporte e resistência são dois blocos de construção básicos do arsenal técnico.


Eles têm um papel fundamental na análise de padröes de preço, que iremos abor
dar mais tarde. Muitas pessoas usam o termo suporte quando ele na realidade
significa resistência e usam resistência quando eles realmente significam suporte.
Não é de se espantar que haja tanta confusão. Basicamente, estes são pontos sobre
um gráfico onde as probabilidades favorecem, pelo menos, uma parada temporá-
ria na tendência predominante.

Suporte e Resistencia

Em seu clássico livro Technical Analysis of Stock Trends, Edwards and Magee, de-
finiram suporte como "compra (real ou potencial) com volume suficiente para
interromper uma tendência de baixa nos preços durante um considerável perí-
odo, e resistência como "venda (real ou potencial) com volume suficiente para
satisfazer a todos os lances de compra e, então, parar os preços impedindo-os de
subirem mais, ao menos por um tempo.
A zona de suporte representa uma concentração de procura, enquanto, a
resistência representa uma concentração de oferta. A palavra concentração é en-
fatizada porque a oferta e a procura estão sempre em equilibrio. No entanto, é o
relativo entusiasmo dos compradores em relação aos vendedores, ou vice-versa,
que é importante porque isto é o que determina as tendèncias. Se os compradores
estão mais entusiasmados do que os vendedores, vão aumentar continuamente
os seus lances até que suas expectativas de compra tenham sido satisfeitas. Por
outro lado, se os vendedores estão mais ansiosos, então eles vão estar dispostos a
56 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 5.1 Violação de um Suporte

1. OFundo anterioré um bom nivel para se esperar um suporte

O Suporte foi violado

liquidar a preços mais baixos e o nível geral de preços cairá. Em caso de dúvida,
pense no suporte como um piso temporário de preços e resistência com0 um teto.
No inicio da figura 5.1, o preço está caindo. Encontra um fundo em A e, em
seguida, se move para cima. A próxima vez que cai para em A, sobe novamente,
então A pode agora ser considerada uma área de suporte.
Isto estabelece nosso primeiro principio da análise de suporte/resistência:

Principio Técnico Fundamental: Um topo ou fundo anterior é um nível


potencial de resistência/suporte.

Na terceira vez que o preço cai em A, ele ultrapassa, como dizemos, viola
o suporte. Um dos primeiros principios de identificação de um nível de suporte
potencial, então, é procurar por fundos anteriores. No caso de uma potencial re-
sistência, esta estaria numa área de um topo anterior.
A Figura 5.2 mostra um exemplo mais extenso. Desta vez, o preço encontrou
um suporte temporário em B.
OC também prova que é um ponto de suporte, mas observe que as altas são
revertidas no nível de suporte B. Então, o segundo princípio é:

Principio Técnico Fundamental: Suporte inverte o seu papel no cami-


nho para cima.

Basta pensar nisso desta forma: Um andar de um edifício funciona como


uma zona de suporte, mas quando você cai através dele, o piso torna-se agora a
resistência, chamado de teto. O motivo pelo qual o suporte e resistência invertem
seus papéis pode ser compreendido com uma explicação com um pouco de psico-
logia elementar. Ninguém gosta de perder, e enquanto algumas pessoas superam
Como ldentificar as Zonas de Suportee Resistência 57

FIGURA 5.2 Suporte e Resistência invertem os seus papéis

2. Suporte reverte o seu papel


no caminho da volta.

V
A

Resistência
B

este sentimento reduzindo seus prejuízos em um estágio inicial, outros esperam


ate que o preço da ação volte para o preço comprado originalmente. Nesse ponto,

atingem um nível de equilíbrio e vendem, criando, assim, uma quantidade de


oferta suficiente para interromper temporariamente o avanço.
Finalmente, na Figura 5.3, vemos uma subida através das resistências Be
A (antigos níveis de suporte). O declínio seguinte então encontra suporte em A
novamente. Assim, nosso terceiro princípio é:

papel no cami-
Princípio Técnico Fundamental: Resistência inverte seu

nho para baixo.

FIGURA 5.3 Suporte e Resistência invertem os seus papéis

3. Resistência Inverte o seu papel para


Suporte no caminho para baxo

MA ------f------
Suporte novamente
N
B
58 Parte l: Técnicas que Determinam as Tendências

Regras para determinar os Níveis Potenciais de


Suporte/Resistência
Topos e Fundos Anteriores

Nós já estabelecemos que os topos e fundos anteriores são níveis potenciais de


resistência ou suporte. Topos são importantes porque muitos participantes do
mercado podem ter comprado próximo ou na máxima real para um movimento.
Quando os preços caem, a resposta humana normal é não ter prejuízos, mas espe-
rar. Dessa forma, realmente, a dor de efetivamente realizar prejuízos pode ser evi-
tada. Como resultado, quando o preço retorna para o topo anterior, aqueles que
compraram nesse nivel tem grande motivação para vender e arrumar um empate.
Consequentemente, vendem. Além disso, aqueles que compraram a preços mais
baixos têm uma tendncia a realizar no topo anterior, visto que e um ponto mais
Da mesma forma, preços acima do topo anterior parecem ser
tamiliar. quaisquer
dispendiosos para os compradores potenciais; consequentemente, há menos en-
tusiasmo da sua parte, então começam a se afastar do mercado.
Quando os preços sobem e, em seguida, caem de volta para o fundo anterior,
essa barganha de preços atrai os potenciais compradores. Afinal, eles perderam a
oportunidade na primeira vez em que os preços recuaram para esse nível, e, por-
tanto, estão gratos por terem outra chance. Pelo mesmo motivo, os vendedores
estão relutantes em participar com as suas ações, pois os preços se
aproximam
do fundo anterior, uma vez que viram a recuperação anterior e naturalmente se
perguntam por que o mesmo processo não deveria se repetir.
O Gráfico 5.1 mostra o preço do açúcar ao longo do período de 2002 a 2003.
Observe como os topos e fundos anteriores oferecem bons níveis de
suporte/
resisténcia para a futura negociação. Infelizmente, não há nenhuma maneira de
saber se um determinado nível vai mudar para suporte ou resistência, ou mesmo
se vai ser um ponto de retorno fundamental. E por isso que estes são apenas os
lugares inteligentes para antecipar uma reversão temporária. Por conseguinte, é
necessårio recorrer a outros indicadores, tais como osciladores.

Números Redondos

As zonas de suporte e resistência têm o costume de se formar em números redondos.


Provavelmente, isto ocorre porque os números como 10, 50, ou 100 representam
pontos psicológicos fáceis que os traders e investidores muitas vezes, baseiam suas
decisões. Nos anos setenta, por exemplo, o Indice Dow Jones Industrial teve uma
grande dificuldade para ultrapassar o nivel de 1000. Para o ouro nos anos oitenta e
meados dos anos noventa, o número mágico era de U$400, e assim por diante. Então,
para encontrar os potenciais pontos de virada, procure pelos números redondos.
Como Identificar as Zonas de Suporte e Resistência . 59

GRAFICO 5.1 Acúcar Diário Março 2003

595 Açúcar Diário Março 2003


590
586
680
675
670
565

6
550
645
540
535
630

I19 26 9 16 2330 714 21 28 I 11 18 25 2 9 16 23 132127 3 10 18 24


Soptember October November Decembe 2003 February
Fonte: Martin Pring's InfoMovie Report

As Linhas de Tendencia e as Médias Móveis Representam os


Níveis Dinâmicos de Suporte e Resistência

O capítulo 6 assinala que uma boa linha de tendência deve refletir a tendência sub-
jacente. Uma das regras para avaliara importància de umalinha está relacionada a
quantas vezes ela foi tocada ou se ocorreu uma aproximação. Quanto mais, melhor
neste caso. Se um preço cai para um fundo específico em diversas ocasiões, isso
faz deste determinado nível de preços uma zona de suporte forte. O mesmo é ver-
dadeiro para linhas de tendênciae médias móveis (MMs). Toda vez que um preço
se move de volta para uma linha de tendência ascendente ou uma média móvel
ascendente e se recupera, ele é reforçado como um nível dinâmico de suporte. O
mesmo seria verdadeiro em sentido inverso para uma linha de tend ncia de baixa
ou uma média móvel descendente. Portanto, faz sentido comprar, quando o preço
cai para uma linha de tendência ascendente (ou média móvel ascendente) e vender
quando ele sobe para uma linha de tendncia descendente (ou média móvel des-
Cendente). Um estope de baixo risco, pode, então, ser colocado um pouco além da
linha ou da média móvel, se as zonas de suporte e resistência forem violadas.
O Gráfico 52 mostra um bom exemplo de como uma linha de tendência
descendente se comportou como resistència para a Hewlett-Packard.
Observe também que a interação de uma MA confiável, comoa de 200 dias
apresentada neste gráfico, atua como reforço da zona de resistência. Isso funciona
60 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 5.2 Hewlett-Packard Diário

30
Hewlett-Packard Diário
MM 200 DIAS

25

0-

Interseção de uma boa linha de tendência e de uma MM confiável =


enorme potencial de suportel/resisténcia

Fonte Martin Pring's Weekly Infomovie Report


da mesma forma como se estivéssemos construindo uma casa e duplicássemos a es-
pessura do telhado. O princípio idêntico aplica-se quando uma média móvel e uma
linha de tendência estão nível; elas dobram da resistência
no mesmo a força (ou
suporte, no caso de uma linha de tend ncia ascendente com intersecção da MM).

Os Pontos Emocionais sobre um Gráfico Representam os Níveis


Potenciais de Suporte/Resistência

Este conceito será coberto em capítulos


subsequentes quando consideramos os gaps,
pontos extremos da barra de Pinóquio, reversões de duas barras, reversões-chave,
e assim
por diante. Por enquanto, basta dizer que a maioria dos emocionais
pontos
são aqueles que um determinado preço, seguindo uma tendência persistente, expe-
rimenta uma forte extensão dessa tendência. Durante a formação da barra, ela então
reverte a direção abruptamente. E a mudança
repentina da reversão que é a chave,
pois nos diz, dependendo da direção, que compradores ou vendedores estão
dos. Quando esse ponto no gráfico é novamente revisitado, muitas
esgota-
vezes, ela forma
uma barreira para um novo
progresso em outras palavras,
um nível de suporte ou
resistência.
Os gaps
representam outro exemplo de pontos emocionais. São formados
quando compradores ou vendedores respondem tão emocionalmente à notícia
Como ldentificar as Zonas de Suporte e Resisténcia 61

GRAFICO 5.3 Março 2003 Resistência no Gráfico Diário do


Açucar
596 Março 2003 Açúcar Diário
590
586 A subida encontra resistência na abertura do gap

s80
575
570
5686
560
565
660
545
540
Resistência logo Resisténcia logo
536 abaixo da abaixo da
530 abertura do gap abertura do gap

19 16 23 50
September
ha 124
october
11 18 25
November
16 23| H3 2127Ho h8 2
December 2003 FebruaryY
Fonte: Martin Pring's Weekly InfoMovie Report

que uma lacuna, ou gap, é deixada no gráfico. No Gráfico 5.3, provavelmente por
causa de más notícias inesperadas, o preço do açúcar forma três gaps para baixo.
Mais tarde, quando as emoções se tornam mais estáveis, o preço sobe e ten-
ta fechar" cada um dos gaps. No caso do gapà esquerda, a resistência é encon-
trada na sua abertura. Nos outros dois exemplos, a resistência se forma na parte
inferior do gap. Os gaps são um dos conceitos técnicos mais confáveis do ponto
de vista de projeção de áreas potenciais de suporte ou resistência. Vimos alguns
bons exemplos em 2011 na Market Vectors Coal exchange-traded fund (ETF), o
(Gráfico 5.4), onde os pequenos retàngulos destacam os gaps e as linhas hori-
zontais representam a máxima e a mínima do gap, com suas implicações óbvias
de suporte.
O gráfico 5.5 mostra outro ponto emocional na Boeing. Desta vez, éo fundo
de uma barra muito grande no início de 2002. Observe que esta mínima se desen-
volveu em um número redondo, U$50.
Normalmente, isso teria sido um nível de suporte, da próxima vez que o
preço caísse para US50, mas na queda de outono de 2002, o preço rompeu aquele
valor. Mesmo assim, os U$50 no se mostraram como um ponto de pivot na pró-
xima vez em que o preço da Boeing subiu. Isso mostra que mesmo se uma zona
de suporte/resistência for violada uma vez, ainda pode vir a ser um ponto de pivot
num movimento subsequente do preço.
62 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 5.4 Market Vectors Coal ETF (KOL)

Market Vectors Coal ETF (KOL)

t Areas supenor e inferior


de gaps se tomam
áreas de suporte

Fonte Martin Pring's Weekly InfoMovie Report

Movimentos Proporcionais, Retrações, e eto

A lei do movimento afirma que para cada ação, há uma reação. As tendências de
preços estabelecidas nos mercados financeiros realmente medem a psicologia da
multidão em movimento, e também estão sujeitas a esta lei. Estas oscilações no
sentimento muitas vezes mostram-se em movimentos de preços proporcionais.
Talvez o princípio mais conhecido de proporção é a regra dos 50%. Por exem-
plo, muitos mercados de baixa, que foram medidos no Indice Industrial Dow Jo-
nes (DJIA), retraçaram seus preços pela metade. Como exemplos, as quedas dos
mercados de baixa de 1901-1903, 1907, 1919-1921, 1937-1938. Os mercados de
baixa registraram declinios de 46%, 49%, 47%, e 50%, respectivamente. A primei-
ra perna do mercado de baixa de 1929-1932 terminou em outubro de 1929 em
195, pouco mais de metade da alta de setembro. A marca da metade num avanço,
por vezes, representa o ponto de equilibrio, com frequência dando uma pista para
a extensão final do movimento em questão Ou, alternativamente, indicando um
importante ponto critico para o movimento de retorno. Assim, entre 1970 e 1973,
o Dow avançou de 628 para 1.067. O nivel que representava a metade daquela alta
era 848, ou aproximadamente o mesmo nível no qual a primeira fase do mercado
de baixa de 1973 a 1974 terminou.
Como ldentificar as Zonas de Suporte e Resistência 63

GRAFICO 5.5 Boeing Semanal


7
Boeing Semanal
Ponto emocional

60

Resistência novamente

000 T TT
2002

Fonte: Marin Pring's Weekly IníoMovie Report

Da mesma forma, mercados ascendentes, frequentemente encontram resis-


tência após dobraremo índice a partir de um fundo; a primeira alta de 40 a 81 no
mercado de alta de 1932-1937 foi uma dobrada.
Na prática, a marca de 50% cai na metade da retração de 1/3 a 2/3 descrita n0
Capítulo 2, na discussão sobre progressäo de topo e de fundo. Estas proporções
de 1/3 e 2/3 podem ser amplamente observadas em todos os títulos, e também
servem como zonas de suporte ou resistência.
Os gráficos logarítmicos são úteis na determinação desses pontos, uma vez
que, os movimentos de idêntica proporção podem ser facilmente projetados para
cima e para baixo. Além disso, essas oscilações ocorrem com consistència sufi-
ciente para oferecer possiveis pontos de revers o em ambos topos e fundos. Lem-
bre-se, a análise técnica lida com probabilidades, o que significa que as previsões
não devem ser feitas usando este método de forma isolada.
Além disso, ao fazer uma projeço baseada nas regras de proporção, é sempre
aconselhável verificar se o objetivo do preço corresponde a um ponto anterior de
suporte ou resistência. Se isso acontecer, as chances são muito maiores de que esta
zona irá representar um ponto de reversão, ou pelo menos uma barreira tempo-
rária. Quando o preço de um titulo estiver atingindo uma nova máxima histórica,
outra possibilidade é tentar estender para cima as linhas de tendéncia. O ponto
64 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 5.6 PowerShares Dynamic Insurance ETF (PIC)

PowerShares Dynamic Insurance ETF (PIC) 200


1000A
D
66 T

C
50.0%

B
3.3%

O.0
A

Fonte Martin Pring's Weekly InfoMovie Report

em que a linha cruza a projeção usando as regras de proporção pode representar


muito bem a hora e o local de uma importante reverso. Esta prática irá mostrar
que cada ação tem um comportamento próprio, com algumas se adaptando mais
facilmente a esta abordagem e outras não.
O gráfico 5.6 mostra um exemplo usando 1/3, 2/3, e retrações de 50% para a
PowerShares Dynamic Insurance ETF.
Neste caso, a queda da linha de 100% para a inha de 0% (A) é de 100% do
movimento. Se quisermos estabelecer possíveis pontos de resistência para repi-
ques subsequentes, então, os lugares inteligentes para monitorar são estas retra-
ções de 1/3, 2/3, e 50%. Como você pode ver, a alta que termina em B, C, e D
representa 33%, 50%, e 66% ou uma retração de 2/3, respectivamente. Estes níveis
de pivot permanecem em vigor, uma vez rompidos. Você pode observar isso a
partir do declínio em E, que foi interrompido em 33%. Apesar de não sabermos
com antecedência quando esses movimentos de retração irão parar em um 1/3,
50%, ou nos pontos de pivot em 2/3, certamente podemos obter algumas pistas,
examinando alguns dos outros indicadores técnicos quando o preço se aproxima
desses momentos para ver se as coisas são, de fato, consistentes com uma volta.
Como Identificar as Zonas de Suporte e Resistência 6 5

Muitos técnicos utilizam uma sequência de números descobertos por Leo


nardo Fibonacci, um matemático italiano do século XII. A sequncia tem muitas
propriedades, mas a mais importante éé que os números seguintes são a soma dos
seus dois antecessores da série. Assim, 5 e 8 = 13, 8 e 13 = 21, e assim por diante. A

importância dessa sequência para os nossos propósitos é que ela oferece algumas
diretrizes para movimentos proporcionais. Por exemplo, cada número da sequên-
cia e 61,86 do próximo número, 38,2% do número após este, e assim por alant
A este respeito, os gráficos 5.7 e 5.8 mostram algumas possibilidades do ETF
da prata. Os movimentos de retração são medidos exatamente da mesma maneira
que o gráfico anterior, exceto que os números de ibonacci foram substituidos.
No caso do Gráfico 5.7, a subida inicial foi interrompida no nível de 23,6%,
a próxima em 50%, e o terceiro movimento para cima em um nível pouco abaixo
de 61,8% da queda de março a setembro de 2008. Também podemos ver que um
avanço foi realizado até a marca de 50% em Ee no nível de 61,8% em cada lado
do F. No Gráfico 5.8, vemos como o nível de 38,25 entra em ação várias vezes e o
valor de um gap na abertura, quando duas altas retornaram para Be mais tarde
em D. Observe que este mesmo nível foi reforçado como um ponto de pivot, n o
só por causa de sua importància como um gap de abertura, mas também como

GRAFICO 5.7 ETC de Prata

Silver ETF (SLV)


100.0 2
25

D
61.8%
C E
500%

38 2%

B
236%-
11

00%
A

Fonte: Martn Pring's Weekly InfoMovie Report


66 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 5.8 ETC de Prata

Silver ETF (SLV)


1000%

61%
B

D
38.2%

236%

Fonte Martin Pring's Weekly InfoMovie Report

um nível de retração de 38,2%, como podemos ver em D. Finalmente, os fundos


anteriores como um princípio de geração de suporte romperam seu próprio em C.
O gráfico 5.9 mostra o mesmo princípio aplicado a projeções para cima.
Mais uma vez, AB representa 100% do declínio e as linhas são traçadas nas
sequências de Fibonacci para cima. Neste caso, o próximo número mais alto, di-
vidido pelo número atual é 1,61, em seguida, 2,61, e assim por diante. É evidente
como as proporções de 161,8% e 261,8% tornam-se pontos chaves de pivot n0
futuro comportamento do preço. Mais uma vez, não se pode garantir que estes
níveis vão se tornar pontos de pivot importantes, mas são lugares inteligentes no
gráfico para antecipar essa possibilidade.

Regras que determinam a Provável Importância de uma Zona


Potencial de Suporte e Resistência.

Neste ponto, você provavelmente está se perguntando: "Como eu seio quão im-
portante é provável que seja cada nível de suporte e resistência?" Infelizmente, não
há uma resposta segura e rápida, mas existem algumas regras gerais que podem
atuar como orientações.
Como ldentificar as Zonas de Suporte e Resistência 67

GRAFICO 5.9 Palladium


60 Palladium
600
460 423.6% ********
w
***************************************

350
D
261.8% ******** ******"*a*****a*** YY'*********

300
161.8% **************

260 C
100.0%
200

160
B

Fonte: Martin Pring's Weekly InfoMovie Report

Movimentos Proporcionais, A Quantidade de um ativo que mudou de mãos em


uma área específica - Quanto Maior a Atividade, Mais Importante é a Zona.

Isto é consideravelmente evidente, sempre que você tem um grande número de


pessoas comprando ou vendendo num preço especial, eles têm uma tendncia de
se lembrar de suas próprias experiências. Os compradores, como já definimos,
gostam do ponto de equilíbrio. Os vendedores, por outro lado, podem ter com-
prado com preços mais baixos e lembram que os preços anteriormente estagna-
ram no nível de resistência. Sua motivação de realizar lucros é muito maior.

Quanto maior for a Velocidade e Extensão do Movimento Anterior, é provável que


a Zona do Suporte e Resistência seja mais Importante.

A tentativa de romper o nível de resistência pode ser comparado com os esforços


de uma pessoa que tenta passar através deuma porta. Se ele atacar a porta, diga-
mos, de 3 a 4 metros de distäncia, ele pode se impulsionar com muita força, e
porta provavelmente cederá. Por outro lado, se ele inicia a sua tentativa a 33 me-
tros de distância, ele vai chegar na porta com menos velocidade e provavelmente
a sua tentativa vai falhar. Em ambos os casos, a porta representou exatamente a
68 Parte : Técnicas que Determinamas Tendências

mesma resistência, mas foi a resistência em relaçãoàvelocidade da pessoa que foi


importante.O mesmo princípio pode ser aplicado ao mercado, onde umalonga
subida acelerada do preço ésemelhante aos 33 metros de distância,
eo nivel de
resistência se assemelha a porta. Consequentemente, quanto mais prolongada for
a oscilação anterior do preço, menor a resistência ou suporte que são necessários
para pará-la. Além disso, quanto mais rápido um preço se move para cima, mais
dispostos os traders estarão para realizar lucros rápidos. Por outro lado, um movi-
mento brusco para baixo fará com que o preço pareça muito mais uma barganha
do que se o preço estivesse flutuando lentamente mais para baixo.
O Gráfico 5.10 apresenta o preço do ouro. Observe como ele faz um topo
em janeiro de 1986 e, enm seguida, tem uma queda. A alta subsequente é bastante
inclinada; então o preço perde o seu vigor e cai novamente.
Finalmente, no final de julho, ele fica mais alto e de uma forma bastante
metódica. Desta vez, o mesmo nível de resistência é facilmente rompido porque
Os compradores no estão tão exaustos como estavam em sua tentativa de março.

Examine a Quantidade de Tempo Decorrido

A terceira regra para o estabelecimento da potência de uma zona de suporte ou


de resistência é examinar a quantidade de tempo decorrido entre a formação da

GRÁFICO 5.10 Ouro

380 Gold
376
3T0

360
366
360
345
N
M
340

30 Uma subida gradual


Subida rapida encontrou
rompeu a mesma
326 Resistência no topo
resistência.
320 Anterior
316
February JApril June July Aug
Fonte Martin Pring's Weekly InfoMovie Report
Como ldentificar as Zonas de Suporte e Resistência 69

congestão originale a natureza do desenvolvimento geral do mercado, duran


te esse periodo. Uma oferta criada há 6 meses
tem uma potência maior do que
uma criada hå 10 ou 20 anos antes. Mesmo assim, é quase extraordinario como
os níveis de suporte e resistência permanecem eficazes constantemente, mesmo
quando separados por muitos anos.

Sumário

1. O suporte e a resistência representam uma concentração de procura e


Suñcientes para parar um movimento de preços, pelo menos temporaria-
mente.

2 Não são sinais de compra ou venda, mas lugares inteligentes para antecipar
uma reversão e deve sempre ser utilizados em conjunto com outros indica-
dores.
3. As potenciais zonas de suporte/resistência se desenvolvem em topos e fun-
dos anteriores, números redondos, linhas de tendência e médias móveis,
pontos emocionais em gráficos, e pontos de retração como as razões de
Fibonacci.
O significado de uma zona de suporte ou resistência depende da quantidade
de um ativo que anteriormente mudou de mãos nessa área, a velocidade e a
extensão do movimento de preço anterior, eo período de tempo que decor-
reu desde que a última zona foi encontrada.
6

LINHAS DE TENDENCIAS

Talvez as linhas de tendência sejam as mais simples das ferramentas que utiliza-
mos no arsenal técnicoe, possivelmente, sejam as maiseficientes. Com0 a construção
de quase todos os padrões de preços exige o uso de linhas de tendências, este conceito
é um elemento fundamental de identificação e interpretação de padrões-assunto do
Capitulo 8. Neste capítulo, descrevemos as características das linhas de tendência e
explicaremos como pode ser determinado o significado individual das linhas.
Uma linha de tendência é uma linha reta que conecta uma série de fundos as-
cendentes num mercado em alta ou de topos descendentes num mercado de baixa.
Aquelas que se conectam pelos fundos são chamadas linhas de tendència de alta, e
aquelas que se conectam pelos topos são chamadas como lihas de tendência de baixa.
Também é possível construir linhas de tendência horizontais que ligam uma série de
fundos idênticos ou topos idênticos. Tipicamente, uma linha de tendência de baixa é
construída unindo o topo final com o topo da primeira subida, como na Figura 6.1.
Quando o preço rompe acima da linha de tendência, é dado um sinal de mu-
dança de tendência. O oposto é verdadeiro para uma linha de tendência se alta (veja
a Figura 6.2).

Como traçar linhas de tendência

Para que uma linha seja realmente uma linha de tendência, ela deve ligar dois ou
mais topos ou fundos. Caso contrário, será traçada no espaço e não terá significa-
do. Muitas vezes, você verá as pessoas construindo linhas que tocam apenas um
ponto, como na Figura 6.3, ou mesmo, nenhum ponto, como na Figura 6.4.
Essas linhas não têm qualquer significado e são muito piores do que não traçar
nada. Isto se deve porque sua simples aparição sobre um gráfico fornece ao observa
dor a impressão de que elas realmente têm algum significado. Ela é
Linhas de Tendência . 71

FIGURA 6.1 Linha de Tendência Conectando Topos

Conectando o primeiro topo ao .

. . segundo topo

NN
O ponto de rompimento é o
Primeiro sinal de compra

FIGURA 6.2 Linha de Tendência Conectando Topos

MAAA O ponto de rompimento


é o sinal de venda
segundofundo
Conectando o primeiro fundo ao..

Principio Técnico Fundamental: Uma verdadeira linha de tendência é uma


forma gráfica de representar uma
tendência subjacente.

Consequentemente, se tocar apenas um ponto, não pode ser uma verdadeira


linha de tendência.
72 ParteI: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 6.3 Construção Incorreta de uma Linha de Tendência de Baixa

Apenas um ponto é tocado

Idealmente, uma linha de tendência de alta é construída conectando-se o


fundo final ao primeiro fundo na subida, como a linha AD na Figura 6.5.
Isto é chamado de linha de tendéncia primária. No caso de uma tendência
primária, esta seria o fundo de um mercado de baixa e o primeiro fundo inter-
mediário. O exemplo mostrado aqui oferece um ângulo ascendente bastante raso.
Infelizmente, os preços sobem consideravelmente, o que significa que a violaçao
se desenvolve bem após o topo final. Em tais situações, é melhor retraçar a linha

FIGURA 6.4 Construção Incorreta de uma Linha de Tendência de Baixa

Esta linha não toca


nenhum topo e não
é uma linha válida
73
Linhasde Tendêencia.
FIGURA 6.5 Tendências Primária e Secundária de alta

Tendência Secundária de Alta C

AX D

Tendência Primária de Alta

Ao segundo fundo

A
Conecte o fundofinal.

como conforme o preço sobe. Na Figura 6.5, isto ocorre na linha BC, que é obvia-
mente uma melhor reflexão da tendência subjacente. Ela é denominada linha de
tendência secundária. As linhas de tendência descendentes são construídas usan-
do os mesmos princípios, mas em sentido inverso.
Como as tendências podem ser laterais, conclui-se que linhas de tendên-
cia também podem ser traçadas horizontalmente, que é frequentemente o caso
quando construímos padrões de preço, como a linha de pescoço de um padrão de
ombros e cabeça horizontal (OCO) ou os limites superior e inferior de retàngulos
(descritos em capítulos posteriores). No caso dos padrões de preço, a penetração
destas linhas geralmente alerta para uma mudança de tendncia, como faz a vio-
lação de linhas de tendência ascendentes ou descendentes.
E importante compreender o seguinte princípio neste ponto.

Princípio Técnico Principal: Traçar linhas de tendência é mais uma questão


de bom senso, do que seguir uma série de regras rígidas.

Gráficos de Barra versus Gráficos de Linha ou apenas de


Fechamento
como gráficos de linha. Naturalmente
Alguns gráficos são traçados com barras e outros
deve ser usado para fins de análise da linha de
surge a pergunta sobre qual formato
tendência. Na maioria dos casos, os gráficos de barras oferecem mais sinais oportunos,
seja uma progressão de topo e fundo, uma conclusão de padrão de preço ou violação
74 Partel: Técnicas que Determinam as Tendèncias

de linha de tendéncia. Em análise técnica, a oportunidade está no preço, e neste caso,


o preço é mais volátil. Com gráficos tradicionais, diários ou semanais, o preço de fe-
chamento é muito importante, porque separa os homens, ou seja, aqueles que estäo
dispostos a escolher uma posição para o dia seguinte (overnight) ou uma posição para
a semana seguinte (over weckend), dos meninos, ou seja, aqueles que não estäo dis-
postos. Isto se tornou um fator menos importante para mercados que funcionam 24
horas, de domingo a sexta-feira. No entanto, quando todos os mercados estäo fechados
no fim de semana, o fechamento da sexta-feira continua a manter sua importância.
Mesmo assim, os preços de fechamento são, para a maioria, pontos mais importantes
do gráfico do que as máximas e mínimas. Além disso, como há muita emoção durante
o dia, como noticias que geram rompimentos inesperados, as máximas e as minimas,
muitas vezes, representam pontos aleatórios no gráfico. Por este motivo, costuma ser
uma melhor opção construir linhas de tendência usando dados de fechamento. Não
vou dizer que é sempre o caso, porque algumas linhas de tendência traçadas no gráfico
de barras têm uma importåncia maior do que as do fechamento, baseada em regras de
finidas para o nível de importância descrito mais adiante neste capítulo. Assim, sempre
é fundamental aplicar o bom senso, tanto quanto regras técnicas rigorosas. A pergunta
que deve ser sempre feita é "Qual a linha que melhor reflete a tendência subjacente"?

Rompimentos De Linha De Tendência Podem Ser Seguidos


Por Uma Reversão ou Consolidação
A conclusão de um padrão de preço pode significar também: (1) uma reversão da
tendéncia anterior, neste caso, é conhecida como padrão de reversão, ou (2) uma
retomada da tendência anterior, quando é chamada de padrão de consolidação ou
continuação. Da mesma forma, a penetraço de uma linha de tendência resultará
tanto reversão dessa tendência ou sua continuação. A Figura 6.6 ilustra este ponto
do aspecto de uma tendência de preço ascendente.

FIGURA 6.6 Implicação da Penetração de uma Linha de Tendência

Ruptura de Reversão, porque a


tendência reverte a sua direção
de alta para baixa.
Linhas de Tendência 75

FIGURA 6.7 Implicação da Penetração de uma Linha de Tendëncia

B
C

A linha é muito inclinada

Neste caso, a linha de tendência juntando uma série de fundos é eventu-


almente penetrada para baixo. O quarto topo representou o ponto mais alto na
tendencia de alta, então a violação para baixo da linha de tendência sinaliza que
um movimento de baixa está em curso.
A linha de tendência ascendente de preço e o rompimento da linha de ten-
dência na Figura 6.7 são idênticas na Figura 6.6, masa ação seguindo este sinal de
aviso é totalmente diferente.
Isso ocorre porque a violação de linha de tendência resulta em um avanço contí-
nuo, mas com um ritmo mais lento. Uma terceira alternativa é que o preço se consoli-
de em uma faixa de negociação lateral e então avance (Figura 6.8).

FIGURA 6.8 Implicação da Penetração de uma Linha de Tendência


-

Continuação após Consolidação

A
Consolidação da penetração
porque a tendência muda a
direção de alta para lateral
76 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 6.9 Implicação da Penetração de uma Linha de Tendência após


Consolidação

AM
Consolidação após rompimento
que posteriormente deriva para
uma penetração de reversão

Finalmente, ela pode consolidar e então reverter para baixo. Conforme mos-
trado na Figura 6.9.
Assim, sempre que uma linha de tendência for violada, as probabilidades
estão fortemente a favor de uma mudança na tendência. Essa mudança pode ser
tanto uma reversão real ou uma faixa de negociação (lateral), seguindo uma ten-
déncia de alta ou baixa.
Na maioria dos casos, infelizmente, não há nenhuma maneira de dizer no
momento da violação, qual é a possibilidade que provará ser o resultado. De um
modo geral, porém, a violação das linhas de tendéncia, com um ángulo acentu-
ado ascendente ou descendente é mais provável que ocorra numa consolidação.
Além disso, dicas valiosas podem ser obtidas pela aplicação de outras técnicas
descritas nos capitulos subsequentes e avaliando a força da estrutura técnica geral
do mercado (examinado na Parte 11). Utilizar as técnicas discutidas no capítulo 8
também pode ser útil. Por exemplo, num mercado de alta a penetraço da linha
de tendencia pode ocorrer no momento ou um pouco antes da conclusão bem-
sucedida de um padrão de reversão. Um exemplo é mostrado na Figura 6.10.

FIGURA 6.10 Linhas de Tendência Simultâneas e penetrações de Padrões


de Preços nos Topos

(a) (b) (
Linhasde Tendéncia 77

FIGURA 6.11 Linhas de Tendência Simultâneas e


de Preços nos Fundos penetrações de Padrões

(a) (b)

A Figura 6.11 ilustra o mesmo fenômeno do ponto de vista de uma reverso


do mercado de baixa. Se a violação ocorrer simultaneamente com ou
logo após
a conclusão de um de
padrão reversão, dois rompimentos têm como efeito se
os
reforçar mutuamente.
As vezes, como na Figura 6.12, a violação da linha de tendência ocorre antes
da conclusão do padrão.
Nesses casoS, O rompimento deve ser considerado como um sinal de uma
interrupção do movimento predominante, mais do que de reverso, porqueé
provável que a tendência continue até que o peso da evidéncia indique o contrá-
rio. Alguns exemplos deste fenómeno aparecem no gráfico 6.1 da Invesco Energy
Fund.
Este gráfico indica dois exemplos de onde um rompimento da linha de ten-
dência e a conclusão do padro se desenvolve próximos. No final de 1990, a In-
vesco Energy Fund viola uma boa linha de tendncia ascendente e pouco tempo
depois, conclui um Topo em Forma de Triângulo Descendente de Alargamento.
O fim do declínio ésinalizado com outro rompimento da linha de tendência e a

FIGURA 6.12 Rompimentos Atrasados de Padrão de Preços nos Topos e Fundos

Confirmacão
Alerta
Alerta
Confirmacão

(a) ()
78 Parte l: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 6.1 Invesco Energy Fund de 1987 a 1993

10.0InvescoEnergy Fund

9.5

8.0
7.5 A

7.0
6.5
6.0 C

6.5
1988 1991
Fonte: pring.com

conclusão de padro de uma cabeça e ombros de reversão. Para uma descrição


completa desses padrões, consulte o Capítulo 8.
Dicas adicionais sobre a importância de uma violação específica da linha
de tendência podem ser adquiridas a partir de características de volume, confor-
me descrito no capitulo seguinte. Por exemplo, se uma série de Topos e Fundos
ascendentes for acompanhada de um volume progressivamente menor, é um si-
nal de que o avanço está ficando sem fôlego (já que o volume näão acompanha a
tendência). Neste caso, uma violação da linha de tendência é susceptível de ser
de maior importância do que se o volume tivesse continuado a se expandir com
cada aumento sucessivo. Não é necessário que um rompimento para baixo seja
acompanhado por alto volume, mas uma violação que ocorra à medida que a ati-
vidade se expanda, enfatiza o tom baixista devido à mudança óbvia no equilibrio
de oferta/procura a favor dos vendedores.

Principio Técnico Fundamental: Como uma regra geral, é mais provável


que a penetração das linhas de tendência com um ângulo de inclinação acen-
tuadamente ascendente ou descendente resulte numa consolidação do que
numa reversão.
Linhas de Tendencia 79

Linhas de Tendência estendidas

A maioria das pessoas observa a violação de uma linha de tendência, ento, as-
sume que a tendëncia mudou e esquece a linha. Isto é um erro porque uma linha
estendida pode se tornar tão importante quanto à própria linha violada anterior-
mente. A diferença é que uma linha estendida reverte seu papel. Tal como um
movimento de retorno frequentemente acontece em seguida ao rompimento de
um padrão de preço, um movimento semelhante, conhecido como um retrocesso,
às vezes se desenvolve após um rompimento da linha de tendência. A Figura 6.13
mostra uma linha de tendência invertendo seu papel anterior como um suporte,
enquanto o movimento de reversão a transforma em uma área de resistência. A
Figura 6.14 mostra a mesma situação para um mercado em declinio.
O gráfico 6.2 mostra um rompimento da linha de tendncia ascendente da
China ETF (FXI). O rompimento desta linha levou a linha estendida a se tornar
uma resistência.
Mais tarde, foi rompida novamente, e um declínio subsequente mostrou que
ela seria um nível de suporte. Finalmente, duas linhas de tendência convergiram no
início de março, e como só tinham sido violadas para baixo, se reforçaram mutu
amente como uma zona de resistência que levou o preço a se movimentar rapida-
mente para baixo.

Princípio Técnico Fundamental: Uma linha estendida reverte seu papel de


suporte/resistência.

FIGURA 6.13 Linha de Tendência de Alta Esticada

A Linhaé um bom suporte

resistência
A linha esticada agora se torna
80 Parte : Técnicas que Determinamas Tendências

FIGURA 6.14 Linha de Tendência de Baixa Esticada

Boa resistência sólida


na linha

V
Belo suporte na linha esticada

GRAFICO 6.2 China Fund 2011 2012


10

China Fund (FXI)


Resistência na
linha esticada **************
*****-

Suporte na
linha esticada

obrary

Fonte de prng com


81
Linhasde Tendência

Escala Logarítmica (Razão) versus Escala Aritmética

A escala é uma questão que é frequentemente ignorada na comunidade técnica,


mas como pode ter uma influência importante sobre como as linhas de tendência
podem ser interpretadas, este é um lugar tão bom quanto qualquer outro para
este conceito. Existem dois eixos em
apresentar qualquer gráfico do mercado. O
eixo x, ao longo do fundo, registra a data (exceto nos gráficos de ponto e figura) e
o eixo y registra o preço. Existem dois métodos para traçar o eixo y: aritmético e
logaritmico. Qualquer um que seja escolhido pode ter implicações muito impor-
tantes.
Os gráficos aritméticos alocam uma quantidade especifica de ponto ou valor
em dólar para uma determinada distância vertical. Assim, no Gráfico 6.3, cada
seta tem a mesma distância vertical e reflete aproximadamente 250 pontos. Isto
será qualquer nível de preço.
verdadeiro em
Uma escala logaritmica, por outro lado, aloca um movimento de preço com
determinado percentual para uma distância vertical específica. No Gráfico 6.4,
cada seta representa um movimento de aproximadamente 100%, seja para preços
mais baixos ou preços mais altos. Há muito pouca diferença perceptível entre os

GRAFICO 6.3 S&P Composite em Escala Aritmétrica 1870 -2012


170
S&P
130
Composite 1870-2012
1550
150

1350
Escala
1250
1200 Aritmética
1150
1130 onde
wwww
1059
10
cada
wwww

seta
representa
wwYY

250 pontos Onde está


1929?

Fonte de pring.com
82 ParteI: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 6.4 S&P Composite em Escala Logarítmica 1870 - 2012

S&P Composite 1870-2012

Escala
Estas flutuações agora
Logaritmica estão na proporção
onde cada 1929 esta
seta
de volta!
representa
o dobro

Fonte de pring.com

métodos de escala quando os gráficos forem traçados durante curtos períodos «


tempo, onde as flutuações dos preços são relativamente pequenas. No entanto,
com grandes flutuações de preço, existem diferenças consideráveis.
A escala aritmética elimina as flutuações dos preços em níveis baixos e os
exagera em pontos altos. Assim, o declinio de 85% de 1929 a 1932 quase não
aparece no Gráfico 6.3, mas o declínio de 40% do final de 1990 - início dos
anos 2000 (um bom declínio) é muito
exagerado. O Gráfico 6.4 mostra que
a escala
logarítmica traz lembranças de 1929 e não está tratando com exage-
ro o mercado de baixa da virada de sééculo. Os meios de comunicação adoram
grandes histórias e notícias porque é isso que vende. Você verá que os gráficos
dos mercados financeiros ou números econômicos quase
sempre são traçados
em escala aritmética, porque isso tem o efeito de exagerar as alterações mais
recentes. Outra técnica de promoção utilizada pelos meios de comunicação é
apresentar os dados por um curto período, usando uma escala muito limitada.
O leitor então tem a sensação de um movimento dramático. Isto não seria o
caso, se os dados fossem exibidos durante um período mais longo, usando uma
escala de preço maior.
Como você pode perceber, sou a favor de usar uma escala
logarítmica por-
que mostra as tendèncias dos preços de forma proporcional. A psicologia tende
Linhas de Tendência 83

a se mover proporcionalmente também, então é perfeitamente racional usar uma


escala logarítmica. Digamos, quando as flutuações dos preços forem relativamen-
te pequenas, digamos, durante um período de 3 meses, há pouquíssima diferença

entre os dois métodos de escala. Como purista, no entanto, sempre prefiro a escala
logaritmica.
Há uma vantagem ainda mais importante da escala logarítmica, que iremos
aprender quando o conceito dos objetivos do padrão de preços for discutido mais
de
tarde, mas por enquanto, consideremos
linha de tendência.
as implicações para a interpretação
A escolha da escala é importante para uma utilização oportuna e precisa da
de
análise tendncia, porque final de grande movimento, preços tendem
no um os
a acelerar na direção da tendência predominante; ou seja, sobem mais rapidamen-
te no final de uma tendência ascendente e caem mais acentuadamente no tërmino
de um mercado de baixa. Num mercado de alta, os preços sobem lentamente após
um rompimento inicial e em seguida, avançam em um ångulo cada vez mais in-
clinado na medida em que se aproximam do topo final, parecendo um pouco com
a seção transversal à esquerda de uma montanha. O gráfico 6.5 mostra um rom-
pimento da linha de tendência de alta da Intel baseado numa escala logarítmica.

GRAFICO 6.5 Intel em Escala Logarítmica2001-2002

Intel
Resistência na
35
34 linha esticada

Escala Logaritmica
2

29
28
27
26

24

23
Violação da linha no
21 meio de Dezembro
20
Junção do primeiro com o segundo
1S

MB 8
fundo V
20 27 September
0 24 October 15 2 295 12 19510
November
17 41742
December 2002
4| 1 19
February
Fonte: de pring.com
84 Partel: Tëcnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 6.6 Intel- Escala Aritmética 2001 -2002

Rompimento com Violinada


Intel (falso) na Escala Logaritmica
35
S4

31
Escala Aritmética
30

24 M Violações da linha em meados de Janeiro


25

2
21
20 Junção do fundo final com segundo fundo
19

10 September 1S 2 212
october
19 260
November
17242002
December
31 2228 February
1 19
Fonte de pring com

Observe que o rompimento para baixo se desenvolve em meados de dezembro.


O gráfico 6.6 mostra exatamente o mesmo período, mas desta vez, a escala é aritmé-
tica.
O rompimento da linha de tendência é totalmente diferente, pois inicial-
mente aparece como uma violinada no final de dezembro, seguido por um rom-
pimento válido em meados de janeiro. A seta apontando para baixo, à esquerda
marcou o rompimento logarítmico. Assim, éevidente que as linhas de tendência
ascendentes são violadas mais rapidamente em uma escala logarítmica do que em
uma escala aritmética.
Inversamente, as linhas de tendncia descendentes são violadas mais cedo
na escala aritmética. Isto pode ser visto a partir de uma comparação das tabelas
6.7 e 6.8 da IBM.
De um modo geral, o rompimento de uma linha de tendência traçada loga
ritmicamente é mais preciso na em refletinr as reversões da tendéncia do que é a
penetração de uma linha de tendência traçada aritmeticamente; entretanto, se a
aritmeticamente construída for substancialmente mais significativa com base nos
critérios listados adiante, então será a única a ser seguida.
Linhas de Tendència 85

GRÁFICO 6.7 1BM Escala Aritmética 2001 - 2002


130 BM Junção do topo final com o
125-
primeiro abaixo
120
116
110
105
100

Escala Arimtmética

Linha violada no meio


80
Belo rompimento
70
duplo
10
har Novemhar Do2 Eebar Apr May June July August Septe
omber
Fonte: de pring.com

GRÁFICO 6.8 IBM Escala Logarítmica 2001 - 2002

1301BM
125
Junção do topo final com o
primeiro abaxo
120
115

110

108

100
Escala Logaritmica
Linha violada no
5 final de Agosto a
0 preço mais alto
75

70

2002 Fibruary Apil May June July Auguat Septe


mber November
Fonte: de pring.com
86 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

A Importância das linhas de tendência

Foi estabelecido que uma interrupção na tendência causada pela penetração de uma
linha de tendência resulta em uma reversão da tendência real ou uma desaceleração
no ritmo da tendência. Embora, nem sempre seja possível avaliar quais destas alter-
nativas se desenvolverão, ainda é importante compreender o significado da pene-
tração de uma linha de tendência; as diretrizes a seguir devem ajudar na avaliaço.

Comprimento da Linha

O tamanho ou o comprimento de uma tendência é um fator importante, tal como


acontece com os padrões de preço. Se uma série de fundos ascendentes ocorre ao
longo de um período de 3 a 4 semanas, a linha de tendncia resultante é apenas de
menor importância. Se a tendência se estender por um período de 1 a 3 anos, no en-
tanto, sua violação marca um ponto de junção significativo. Lembre-se apenas: Gran-
des tendéncias resultam em grandes sinais, pequenas tendéncias em pequenos sinais.

Número de vezes em que a Linha de Tendência foi tocada ou ocorreu uma


aproximação

A autoridade de uma linha de tendência também é proveniente do número de ve-


zes que foi tocada ou ocorreu uma aproximação, ou seja, quanto maior o número
de vezes, maior a importância. Isto é verdadeiro porque uma linha de tendência
representa uma área dinâmica de suporte ou resistência. Cada "teste" sucessivo
da linha contribui para a importância deste suporte ou resistência, e, portanto,
a autoridade da linha é um verdadeiro reflexo da tendência subjacente. Lembre-
apenas de que um encontro próximo åà linha (uma aproximação) é quase tão
importante quanto tocá-la realmente porque ainda reflete a importância da linha
como uma área de suporte ou resistência.
Além disso, se uma linha se tornar importante pelo fato de que foi tocada ou
ocorreu uma aproximada, a linha estendida (ou esticada) se tornará igualmente im-
portante, mas do ponto de vista inverso, pois as linhas estendidas revertem suas fun-
ções de suporte/resistência.

Angulo Ascendente ou Descendente


Uma tendência muito inclinada, como na Figura 6.15, é dificil de manter e é sus-
cetível a ser rompida muito facilmente, mesmo por um pequeno movimento la-
teral. Todas as tendências são eventualmente violadas, mas as mais inclinadas são
Linhasde Tendência 87

FIGURA 6.15 Ängulos Ascendentes Inclinados

A linha é muito inclinada

susceptíveis de serem rompidas mais rapidamente. A violação de uma tendência


consideravelmente inclinada não é tão significativa como uma mais gradual. O
rompimento de uma linha inclinada geralmente resulta num curto movimento
corretivo, após o qual, a tendência continua, mas em um ritmo muito lento e mais
sustentável. Geralmente, a penetração de uma linha de tendência inclinada repre-
senta uma continuação mais do que um rompimento reversivo.

Princípio Técnico Fundamental: A importáncia de uma linha de tendência


é uma função do seu comprimento, do número de vezes que ela é tocada, e
do ângulo ascendente ou descendente.

Implicaçoes de Medição

As linhas de tendência têm implicações de medição quando elas são rompidas, assim
como os padrões de preço o fazem. A distância máxima vertical entre o
topo do preço
ea linha de tendencia é medida duranteuma tendência ascendente (veja Pigura 6.16).
Esta distância é então projetada para baixo a partir do ponto em que ocorre
a violação. 0 oposto de uma violação de uma linha de tendência ascendente é
mostrado na Figura 6.17.
O termo objetivo do preço talvez seja enganoso. Os objetivos são
geralmente
alcançados quando uma violação de uma linha de tendência acaba por ser uma
reversão, mas porque são mais frequentemente ultrapassadas (como acontece
88 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendêencias

FIGURA 6.16 Implicação de Medição de Linhas de Tendência Descendentes

Medindo Objetivo

Distância máxima entre


o preço e a linha deB
tendência

com os padrões de preço), o objetivo se torna cada vez mais uma expectativa
minima. Quando os preços se movem significativamente através do objetivo, esta
área muitas vezes se torna uma resistência para a próxima grande alta ou suporte

para uma As
correção subsequente. 6.18 e 6.19 mostram algumas dessas
Figuras
possibilidades mercado de baixa quanto de alta.
tanto no
E outra vez, estas áreas de objetivo de preço são importantes pontos de su-

porte ou resistência. Infelizmente, não há nenhuma maneira de determinar ondde


será o ponto de junção real para qualquer repique ou correço. Este fato enfatiza
uma ideia apresentada anteriormente: que não há nenhuma maneira conhecida
de determinar consistentemente a duração de um movimento de preço. Só é pos-
sivel especular sobre a probabilidade de que uma área especíifica se mostrarà como
um ponto de virada importante.

FIGURA 6.17 Implicação de Medição de Linhas de Tendência Ascendentes

Distância máxima entre o preço


a linha de tendência

Medindo objetivo
Linhas de Tendéncia . 89

FIGURA 6.18 Objetivos da Medição Descendente

FIGURA 6.19 Objetivos da Medição Ascendente

Princípio de correção da Pá do Ventilador


No início de um novo mercado primário de alta, a subida intermediária inicial,
frequentemente, é explosiva e, portanto, o ângulo ascendente é insustentavelmente
inclinado. Isso acontece porque o avanço é frequentemente uma correção técnica
ao prolongado declinio anterior, na medida em que os especuladores que toram
pegos vendidos, de surpresa, correm para cobrir suas posições. Como resultado,
a linha de tendência inclinada construída a partir da primeira correção menor
rapidamente é violada.
Isso é representado pela linha AA na Figura 6.20. Então uma nova linhade
tendência é construída, usando o fundo deste primeiro declínio intermediário (AB).
A nova linha sobe a um ritmo menos rápido do que o inicial. Finalmente,
o processoérepetido, resultando na construço de uma terceira linha, AC. Essas
linhas são conhecidas como linhas da pá do ventilador. Existe um principio estabe
lecido que, quando a terceira linha de tendência for violada, o fim do mercado de
alta é confirmado. Em alguns aspectos, estes três pontos de repique e linhas de ten-
dência podem ser comparados com as três fases de um mercado de alta ou de bai-
xa, conforme descrito no capítulo 3. O principio da pá do ventilador é válido para
tendência descendente e também pode ser usado para determinar os movimentos
intermediários e cíclicos.
90 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 6.20 0 Princípio da Pá de Ventilador

Canais de Tendência
Até agora, foram examinadas apenas as possibilidades de traçar as linhas de ten-
dencia juntando os fundos em mercados de Alta e os Topos em mercados de Bai-
xa. Além disso, é útil traçar linhas que são paralelas às linhas de tendência básicas,
como mostrado na Figura 6.21.
Em um mercado de alta, a linha paralela conhecida como uma linha de ten-
dência de retorno se junta aos topos das altas, e durante os declínios, a linha de
retorno se junta às séries de fundos (veja Figura 6.22). A área entre estas extremi-
dades de tendência é conhecida como canal de tendência.
A linha de retorno é útil sob dois pontos de vista. Primeiro, ela representa
uma área de suporte ou resistência, dependendo da direção da tendência. Segun-
do, e talvez o mais importante, a penetração da linha de tendência de retorno
representa um sinal de que a tendência tanto poderá acelerar ou uma reversão na
tendencia básica está prestes a acontecer, pelo menos temporariamente.

FIGURA 6.21 Canal de Tendência de Alta

Linha de Retorno

. .
-

7
Linhasde Tendência 91

FIGURA 6.22 Canal de Tendência de Baixa

Linha de Retorno

Na Figura 6.23, a violação da linha de retorno significa que o avanço do pre


6.23 representa uma faixa de
ço começou a acelerar. Na verdade, o canal na Figura
negociação ascendente e a violação de linha de tendência é um rompimento desta.

FIGURA 6.23 Penetração de um Canal de Alta

Linha de Tendência de Retomo


92 . Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

Exaustão

Por outro lado, se o ângulo do canal de tendência for muito mais inclinado,
como
nas Figuras 6.24 e 6.25, a violação da linha de retorno representa um movimento

de exaustão.
A falha do preço de se manter acima (ou abaixo) da linha de retorno então
sinaliza uma importante reverso da tendência. Isto ocorre com frequência, se o
volume.
rompimento da linha de retorno for acompanhado por um alto
Considere uma situação em que uma pessoa está serrando um pedaço gros
so de madeira. A princípio, a serragem é mais lenta, mas deliberada, mas gradu
almente, a pessoa percebe que essa tarefa vai levar algum tempo, fica frustrada, e
lentamente, aumenta a velocidade da serragem. Finalmente, a pessoa irrompe em
um esforço frenético e é forçada a desistir da tarefa, pelo menos temporariamente,
por causa da total exaustão. Os mesmos principios se mostram verdadeiros num
mercado em declínio. Neste caso, o volume em expansão no fundo representa um
climax de venda. Como regra geral, quanto mais o canal esteja inclinado, mais
provável que o rompimento passe a ser um movimento de exaustão.
A exaustão também se desenvolve quando um preço sobe temporariamente
acima de uma linha de tendência descendente regular (ou abaixo de uma linha
de tendència ascendente) e então os rompimentos voltam abaixo (ou acima) dela.
No caso de uma linha de tendncia de baixa, a situação é semelhante a alguém
pulando para cima e empurrando temporariamente através do teto. A pessoa é
capaz de empurrar a sua cabeça para o próximo andar por alguns momentos, mas

FIGURA 6.24 Rompimento com Exaustão de um Canal de Baixa

Linha de Retorno

Rompimento com Exaustão


Linhas de Tendência . 93

FIGURA 6.25 Rompimento com Exaustão de um Canal de Alta

Rompimento com Exaustão

em seguida cai bruscamente para o andar de baixo. Neste ponto, ela usou toda
energia extra na tentativa de subir para o próximo andar e fica totalmente exausta.
Antes que ela possa fazer mais uma tentativa, vai precisar de algum tempo para
ganhar nova energia. O mesmo ocorre com o preço, que faz um esforço para subir
acima da linha de tendência, mas é incapaz de manter o rompimento.
Este rompimento temporário geralmente indica que a tendência predo-
minante tem muito mais para subir. Também gera um dilema relativamente à
forma em que deve ser construída uma linha de tendência. Na Figura 6.26, por
exemplo, vemos um rompimento falso acima da linha de tendência AB.

FIGURA 6.26 Rompimento com Exaustão de um Canal de Baixa

Rompimento com Exaustão

B
94 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

A linha AB deve agora ser abandonada ou o topo do rompimento da exaus-


tão deveria ser ligado ao topo da alta para formar uma nova linha de tendência
AC tracejada)? Novamente, é uma questão de bom senso. Por um lado, o topo
do rompimento da violinada é tecnicamente o local correto para traçar a linha,
mas o bom senso sugere que a linha original seja a que melhor reflete a ten-
dência subjacente. Afinal, no momento da violinada, já tinha sido tocada três
vezes. Se então uma nova linha for traçada para refletir o rompimento, essa
linha será tocada apenas duas vezes, quando estiver no início e uma vez no topo
da violinada. De certo modo, a violinada está adicionando mais credibilidade à
linha inicial, porque o preço foi incapaz de se manter acima dela. Se tivéssemos
analisado esta situação após o rompimento da violinada e tentássemos construir
uma linha, teria sido ainda mais óbvio que a linha AB foi muito superior à linha
AC porque foi tocada ou ocorreu uma aproximação em muito mais ocasiðes.
OGrañco 6.9 mostra queuma linha de tendência de resistência juntando o
fundo de 1974 e os topos del978, foi violada temporariamente. Isto mostrou ser
um movimento de exaustão, quando o S&P Composite foi incapaz de se manter
acima da linha. Essa falha foi seguida pelo colapso financeiro de 1987. Nem t
dos os movimentos de exaustão resultam em consequências tão dinâmicas, mas
certamente alertam para problemas potenciais e que nunca devem ser ignorados.

GRAFICO 6.9 S&P Composite 1973 - 1989

350

3003 S&P Composite Exaustão


250

200

Resistência
150

100

73 1974 H975 1976 1977 1976 1979 1980 1981 1982 1983 H984 H985 1986 1987 1988 19
Fonte de pring.com
Linhasde Tendência 95

Os mesmos
princípios são verdadeiros no sentido inverso para uma linha
de tendëncia ascendente.
Quando você pensa sobre isso, uma violinada real-
mente dá credibilidade à linha de
tendência. Isto é devido ao preço ser capaz
de violar a linha, mas esta
linha é tão significativa quanto a área de suporte/
resistència, que o preço é incapaz de manter o rompimento. Se não fosse uma
barreira tão significativa, o rompimento teria sido mantido e a violinada teria
sido evitada.
Consequentemente, quando o preço for capaz de experimentar
um
rompimento válido, o sinal será muito mais forte.
O gráfico 6.10 mostra um exemplo de uma violinada para baixo da Micro-
soft em 1998.

Principio Técnico fundamental: A exaustão se desenvolve quando o pre


ço sobe temporariamente acima de uma tendência descendente (ou abaixo
de uma tendência ascendente), e então rompe novamente abaixo (ou aci-
ma) dela.

GRÁFICO 6.10 Microsoft

86
Microsoft
e0
76

70

65

50

66

Penetração legitima
601 vira um rompimento
de exaustão
45

14 21285 12 1926 9 16 23 0 14 21 28 1119 26


hber October November December 1999
Fonte: de pring.com
96 Parte : Técnicas que Determinam as Tendéncias

Sumário
1. As linhas de tendência são, talvez, a ferramenta técnica mais fácil de entender,
mas a prática e experimentação consideráveis säo necessárias antes que a arte
de interpretá-las possa ser dominada com èxito.
2. As violações da linha de tendência sinalizam uma interrupção temporária ou
uma reversão da tendência predominante. E necessário se referir a outros ele-
mentos de evidência técnica para determinar o que está sendo sinalizado.
3. A importância das linhas de tendência é uma função do seu comprimento,
o número de vezes que elas foram tocadas ou ocorreu uma aproOximação e a
inclinação do ângulo ascendente ou descendente.
4. Uma boa linha de tendência reflete a tendência subjacente e representa uma
importante zona de suporte e resistência.
5. As linhas de tendência esticadas são um conceito importante e não devem ser
ignoradas.
6. Os rompimentos da exaustão, frequentemente, possuem boa capacidade de
previsão.
7

CARACTERÍSTICAS
BASICAS DO VOILUME

Quase tudo o que os técnicos utilizam ao traçar o gráfico de uma ação especifica
envolve tanto o próprio preço ou uma variação estatística dele. O volume pode
oferecer uma nova dinâmica em nossa interpretação da psicologia de massas. Por-
tanto, analisando as tendências de volume, chegamos a uma melhor compreensão
de como funcionam os padrões de preço. Na verdade, o estudo das características
de volume fornece abordagem mais profunda do peso da evidência baseada na
análise da importância das provas descritas anteriormente. O volume náo apenas
mede o entusiasmo dos compradores e vendedores, mas também é uma variável
totalmente independente do preço. Neste capítulo, discutiremos alguns princípios
gerais de interpretação de volume, e no capítulo 26 alguns indicadores individuais
de volume. Estamos começando nossa cobertura do volume neste ponto, por ser o
blocos básico de construção dos padrões de preço, de forma similar aos conceitos
de suportee de resistência, análise de topos e de fundos, e de tendências. No final
deste capitulo todos os blocos básicos de construço de preços terão sido abor
dados, nos deixando preparados para enfrentar o assunto dos padrões de preços

Beneficios do Estudo do Volume

Os estudos sobre volume oferecem très benefícios fundamentais:


1. Quando os padrões de preço e de volume são comparados, é importante
verificar se estão de acordo. Caso estejam, as probabilidades favorecem
uma extensão da tendência.
2. Seo preço e o volume divergem, isso nos diz que a tendência subjacente
não étão forte quanto aparenta.
98 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

3. Ocasionalmente, ocomportamento do preço oferece sinais discretos


de uma iminente reversão da tendência, mas o volume pode mostrar
características próprias que literalmente demonstram esta mensagem.
Em tais casos, um estudo limitado ao comportamento do preço não
seria suficiente para revelar uma informação útil e evidente ou uma

oportunidade.

Principios de Interpretação do Volume


1. O primeiro e mais importante princípio é que o volume normalmente acom-

panha a tendència. E normal atividade se expanda num mercado de


que uma

alta e diminua num mercado de baixa (Ver Figura 7.1). Neste sentido, a inter
pretação do volume é sempre feita em relação ao passado recente.
Comparar mais bilh o de ações na Bolsa de Nova York durante
de um
dias no século XXI com cinco ou seis milhões do início do século XX não
ajuda muito. Tal comparação reflete as mudanças institucionais e não j
cológicas. O volume é maior hoje devido a mais empresas estarem sendo
listadas, ao advento dos derivativos, as comissões mais baixas, e assim por
diante. Por outro lado um dia de negociações de três bilhöes de ações desta
semana comparados com um dia recente de 1,5 bilhões de ações do mês
passado érelevante, porque mostra uma mudança significativa na atividade
ao longo de um periodo em que as principais mudanças institucionais serão
inexistentes.

FIGURA 7.1 O Volume vai com a tendëncia

Queda
de preço e
redução
do volume
é normal

Subida de preço e subida


do volume é normal.
Características Básicas do Volume 9 9

FIGURA 7.2 0 Volume se Movimenta em Tendëncias

Sabemos que quando os preços se movimentam em tend ncias, isto não


ocorre em linha reta. Ao invés disso, os preços sobem e descem em zigueza-
gue. As tendências de volume são semelhantes. No lado esquerdo da Figura
7.2, por exemplo, as setas uniformes e largas indicam uma tendência de volu-
me em expansão e as pontilhadas indicam uma tendência em declínio.
E evidente que o nível de atividade não se expande em todo o período.
Existem períodos tranquilos e ativos, mas a orientação geral é ascendente e
também irregular. Quando falamos sobre aumento de volume ou em declí
referindo à tendência. E normal que essas
sua
nio, normalmente estamos nos
tendências sejam interrompidas por aberrações nos níveis de volume. As ten
dências de volume, assim como as tendências de preços, podem ser intradias,
curtas, intermediárias ou longas, dependendo da natureza do gráfico.
A quantidade de dinheiro aplicado em ações deve ser sempre equivalen-
te à quantidade de dinheiro resgatado. Isso é verdade independente do nível
de volume. Consequentemente, é o grau de entusiasmo dos compradores ou
vendedores que determina a direção dos preços. Se os compradores estão al-
satisfeitas. Se os
tistas, aumentam seus lances até que suas demandas sejam
vendedores reagem às más notícias, podem entrar em pånico derrubando os
momentos, a quantidade de ações sen-
preços bruscamente. Mas, em todos os
do vendida é igual às que estão sendo compradas.
. A combinação do aumento do volume com o aumento do preço é natural. Indi-
ca que os negócios estão no curso normal. Tal situaço não tem uma previsão
de valor, exceto pela implicação que uma provável divergência negativa entre

preço e o volume esteja por vir


3. o l u m e normalmente conduz o preço durante um movimento de alta. A
v
nova alta de preço que não é confirmada pelo volume deve ser considerada
100 Parte l: Técnicasque Determinam as Tendências

FIGURA 7.3 OVolume Lidera o Preço NumaTendência de Alta

C
B

Preços subindo e volume


caindo é baixista.

um sinal de alerta que a tendência predominante pode estar prestes a re-


verter. Na Figura 7.3 os preços registram o topo de preços no ponto C, maso
volume médio atinge o seu máximo em torno do ponto A.
Esse comportamento é normal; os topos com volume em declínio aler-
ara fraqueza técnica subjacente. Infelizmente, não háregras rigidas e rá-
pidas sobre como muitas divergèncias precedem um topo. De um modo geral,
no entanto, quanto maior o número de divergências negativas, mais fraco é
o cenário técnico subjacente. Além disso, quanto menos os topos se distan-
ciam uns aos outros, menos entusiasmo está sendo gerado e mais vulnerável
tornam-se as posições técnicas, uma vez que a compra seca ou o entusiasmo
de venda se intensifica. A nova alta que é acompanhada por praticamente ne-
nhum volume é tão baixista quanto um nova máxima sem praticamente ne-
nhum momentum para cima.
Um exemplo é mostrado no Gráico 7.1 da Aligent
Tecnologia, onde pode
se observar que o agrupamento sequencial do volume gradualmente se tor-
nam menores que as altas de preços. Eventualmente, esta característica técni-
ca negativa é confirmada quando o preço viola a linha de tendência de alta de
2010 a 201l no início de
julho de 2011
4. Preços ascendentes acompanhados por uma tendência de queda de volume
(Figura 7.4) é uma situação anormal. Indica uma alta fraca e suspeita e éuma
característica de um mercado de baixa.
Quando é reconhecido, pode e deve ser utilizado como uma prova
evidencia apontada para um cenário de mercado primário de baixa. O volume
mede o entusiasmo relativo de compradores e vendedores. Quando ele seca
101
Caracteristicas Básicas do Volume

GRÁFICO 7.1 Aligent Technoloy 2010-2011

Aligent Technology

Confirmação de quebra
da tendencia do preço

Volume conduz o preç

cee Movenber Dezember 211 Februy March une y ugat Setember Cctsber

Fonte: ping.com

FIGURA 7.4 Preço Ascendente e Volume Descendente é Baixista


102 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendncias

FIGURA 7.5 Preço Descendente e Volume Ascendente é Baixista

enquanto os preços sobem, o avanço ocorre devido a uma ausência de venda


e não em razão da demanda dos compradores. Mais cedo ou mais tarde, a
tendencia chegará a unm ponto onde os vendedores se tornarão mais moti-
vados. Após isso, os preços começarão a entrar em declínio. Uma dica é for-
necida quando a atividade aumenta visivelmente enquanto o preço começa a
declinar. Isso é mostrado na Figura 7.5, onde pode se observar que o volume
começa a subir à medida que o preço começa a baixar.
Nestas situações, não é necessário que o volume aumente ao longo do
declínio como acontece neste exemplo. Poderia haver uma retomada do vo-
lume em duas ou três barras logo após o topo. Na verdade, esta seria uma
situação mais típica.
A Figura 7.6 mostra como as configurações de volume mudam
mercado de alta e o mercado de baixa.
O gráfico 7.2 mostra a subida final sendo acompanhada por uma ten-
dencia de queda no volume da Coors. Quando a linha de tendència mais bai-
xa é violada, o volume sobe visivelmente. Neste caso, temos uma configuração
de volume baixista que é seguida imediatamente por outra.
O gráfico 7.3 mostra várias altas de um mercado em baixa, onde a ten-
dência de aumento de preço é acompanhada pela queda do volume da Radio
Shack.
5. Algumas vezes, tanto o preço quanto o volume aumentam lentamente, gra-
dualmente indo em direção a um aumento vertiginoso com uma fase final de
expansão. Seguindo este movimento, tanto o volume quanto preço caem igual-
mente acentuadamente. Isto representa um movimento de exaustão, caracte-
ristico de uma reversão da tendência, especialmente quando apoiado por unm
Caracteristicas Básicas do Volume . 103

FIGURA 7.6 Caracteristicas da Mudança de Volume nos Mercados de


Alta e de Baixa

Mercado de Alta Mercado de Baixa

GRÁFICO 7.2 Coors 2000- 2001

s0 Coors
Confirmação
75
70

60
Divergência no volume

OVolume aumenta
2000 para baixo
1500
1000
500
10
October November December 2001 February March April
Fonte: pring.com
104 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 7.3 Radio Shack 2000 -2001

Radio Shack Mercado de baixa


60
60
.
J
40-

30

Volume declina enquanto


1000 o preço sobe
900
800
700
600
500
400
300
200
x 100
ugust September November 2001 February April May
Fonte pring.com

padrão de preço de uma ou duas barras (será discutido nos próximos capítu-
los). A importåncia da reversão dependerá da extensão do avanço anterior e
do grau de aumento do volume. Obviamente, um movimento de exaustão que
leva de 4 a 5 dias para se desenvolver, estará longe de ser tão significativo como
àquele que se desenvolve ao longo de algumas semanas. Este fenômeno é cha-
mado de exaustão em formato parabólico, mostrado na Figura 7.7.
Infelizmente, exaustão, ou rajada, movimentos assim não são fáceis de
definir no sentido de que é possível construir claramente linhas de tendência
ou padrões de preços. Por este motivo, geralmente não é possível definir a
fase final até que um periodo ou após o volume e o preço terem atingido seus
aumentos. Além disso, devido à sua natureza, as exaustões em formato para-
bólico são muito raras.
O gráfico 7.4 utiliza a Newmont Mining para demonstrar um exemplo
clássico
de um aumento vertiginoso tanto no preço como no volume que ter
mina sob a forma de uma reversão abrupta no final de setembro de 1987.
Outro exemplo, no Gráfico 7.5 da Amrep Ordinary.
6. Um climax de venda é o oposto de uma exaustão parabólica. Ocorre
quando
os preços caem por um tempo considerável em um ritmo acelerado, acom-
panhado por um aumento do volume. Os preços normalmente sobem após
um climax de venda. O fundo que é estabelecido no momento do climax é
improvável que seja violado por um tempo considerável. Enfatizei a palavra
Caracteristicas Básicas do Volumne 105

FIGURA 7.7 Exausto Parabólica

GRÁFICO 7.4 Newmont Mining 1986- 1987

Newmont Mining

60

4500
4000
3500 Exaustão parabólica
3000
2600
2000
1600
1000
500
x10
1Jul Aug Sep Oct Nov Dec 1987Mar Apr May Jun JulAug Sep 0ct Nov Dec
Fonte: pring.com
106 Parte I: Técnicas queDeterminam as Tendéncias

GRÁFICO 7.5 Amrep Ordinary 2003- 2009

Amrep Ordinary

Exaustão Parabólica

00

Fonte pring.com

improvável, porque não há garantias, apenas uma forte probabilidade Clara-


mente, um clímax de venda é provável que seja mais do que uma indicação
de um fundo de curto ou médio prazo em um mercado em alta. Um aumento
de preço em um climax de venda é, por definição, acompanhado pela queda
do volume. Este é o único momento em que a que a queda do volume e um
aumento do preço possam ser considerados normais. Mesmo assim, é
impor
tante ter a certeza de que o volume aumenta em altas subsequentes, conforme
indicado na Figura 7.8.
O término de uma tendência de baixa é frequentemente, mas nem sem-
pre, acompanhada de um clímax de venda. Ao contrário das exaustões para-
bólicas, que são bastante raros, o clímax de venda aparece nos gráficos com
muito mais frequência e são fenômenos técnicos bastante
comuns
No Gráfico 7.6, vemos um desenvolvimento do clímax de venda da An-
darko Petroleum em 2010. Este é então seguido por um repique e um teste
subsequente com menor volume. Observe como o volume declina no repique,
uma característica perfeitamente normal após um clímax de venda.
7. Quando os preços avançam na sequência de um longo declínio e então
reagem para um nivel ligeiramente acima ou ligeiramente abaixo do fundo
anterior, isto é um sinal de alta se o volume no fundo for
segundo signifi-
Caracteristicas Básicas do Volume 107

FIGURA 7.8 Exaustão Parabólica

GRAFICO 7.6 Andarco Petroleum Ordinary 2009- 2012

Andarco Petroleum

Climax de Venda

tlayahdhbaithoddtul hihaiuaibdlodeh.abondhuautdiacbadhplbluubahaailtap,jtniatulyi
Fonte:pring.com
108 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 7.9 Procure por Baixos Volumes quando Testando Fundos

Baixo volume no teste


indica mercado esgotado

lulilbailI
cativamente menor do que o volume no primeiro. Há um velho ditado emn
Wall Street "Nunca opere vendido em um mercado fraco. Este ditado se
aplica muito a este tipo de situação, em que um fundo anterior está sendo
testado com um volume muito baixo. Esta situaçäo indica uma completa
falta de pressão de venda (ver Figura 7.9).
8. Um rompimento de baixa a partir de um padrão de preços, linha de ten-
dencia, ou média móvel que ocorre com volume pesado é anormal e um
sinal baixista que confirma a reversão da tendência (Figura 7.10).

FIGURA 7.10 Volume Crescente sobre Penetração para baixo é Baixista


Volume 109
Características Básicas do

Quando os preços caem, geralmente se deve a uma falta de lances,


então o volume contrai. Esta é uma atividade normal e não oferece muita
informação. No entanto, quando o volume para baixo aumenta, é porque
os vendedores estão mais motivados, por isso, o declínio, em igualdade ae

circunstâncias, provavelmente é mais severo.


9. Quando o preço vem subindo por muitos meses, uma alta fraca (Figura
7.11), acompanhada por um alto volume indica uma negociação excessiva
gerando um fator baixista.
Um exemplo que caracteriza a Dresser Industries é mostrado no Grá-
fico 7.7.
10. Seguindo um declínio, volume pesado com pouca mudança nos preços é indi-
cativo de acumulaçãoeé normalmente um fator altista (Figura 7.12).
11. Um volume recorde advindo de uma baixa importante é geralmente um sinal
muito confiável, que um fundo visto. Isto
significativo foi indica que uma
mudança subjacente na psicologia tenha ocorrido. Essas reversões de senti-
mento geralmente são de uma tendência de magnitude primária. Exemplos
do mercado de ações dos EUA desenvolveram-se em março de 1978, Agosto
de 1982 e de 1984 e Outubro de 1998. Um padr o semelhante tambem se
desenvolveu no fundo do ano de 1987nos bonds e eurodólares. Este não é
um indicador infalível, embora, uma vez que o volume recorde foi alcançado
em janeiro de 2001, tanto para NYSE quanto para NASDAQ, ainda não se
revelou como a última mínima de um mercado em baixa, alcançada mais de
um ano depois, em Outubro de 2002.

FIGURA 7.11 Chacoalhada é Baixista

Chacoalhada

ullhudano
110 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendêéncias

GRAFICO 7.7 DresserIndustries Petroleum 2007 -2009

Dresser Industries

N
Chacoalhada:
Ovolume
expande mas
os preços não
se movemn

Febraylarch A
Fonte png com

FIGURA 7.12 Acumulação é Altista

Volume extremamente pesado após


uma queda é um sinal positivo.

ulililanaM
Características Básicas do Volume . 111

12. Quando o volume e os preços aumentam em um ritmo acentuado, mas menos


do que numa exaustão
parabólica, e depois se contrai ligeiramente, isso
ge
ralmente indica uma mudança na tend ncia. As vezes, é uma reversão real e,
em outras, uma consolidação. Este fenômeno é caracterizado na Figura 7.13
e
representa uma exaustão temporária do poder de compra.
Está associada com vários padrões de preço de uma e duas barras, a ser
discutido em capítulos posteriores. O exemplo mostrao
preçoeventualmente
caindo, mas poderia muito bem ter subido. Todos os volumes subindo está
nos dizendo que os compradores estão exaustose devemos esperar por uma
pausa. Quando aquela compra é excepcionalmente elevada, indica um maior
sentimento de alta e é mais provável de ser seguido por um período prolon-
gado de erosão de preços, como mostrado na Figura 7.13.
13. Quandoo preço forma um pequeno topo de arredondado eovolume forma
um fundo arredondado, esta é uma situação
duplamente anormal, ja que
preço está subindo e o volume está caindo, enquanto o topo é alcançado.
Após o topo, o volume aumenta à medida que os preços caem, o que também
é anormal e baixista. Um exemplo é mostrado na Figura 7.14. Um exemplo
que ilustra a Microsoft é mostrado no Gráfico 7.8. Observe como a letra n
caracteriza o comportamento do preço, enquanto a configuração do volume
está mais perto de letra u.
14. Quando a volatilidade dos preços é reduzida a quase nada e o volume faz o
mesmo, isso indica desinteresse total. Quando a situação é finalmente resol-

FIGURA 7.13 Volume Extremamente Ato Após um Rápido Avanço Indica Exaustão

Volume extremamente alto


Indica exaustão.

N Ganhos digeridos sobre


menor fluxo de volume

l
ulil
112 Parte I: Tcnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 7.14 Observe volume nas altas e nas correções

M A

Configuração baixista
do volume

lb.

GRAFICO 7.8 Microsoft 2007 - 2009

Microsoft

6000
5500
5000
4500
4000
3500
3000
2500
2000
15 2 2
March April May
Fonte pring.com
Características Básicas do Volume . 113

FIGURA 7.15 Volume Excepcionalmente Baixo é muito Altista quando


Confirmado pela Expansão do Preço e do Volume

V VN
Volume excepcionalmente baixo

lulll.ll
IIiL.tusli lilalid
vida, esta é frequentemente seguida por um movimento de preço acima da
média. Na Figura 7.15, por exemplo, o preço e o volume caem para o tipo de
níveis onde qualquer movimento em qualquer direção irá sinalizar um movi
mento de preços dramático.

Neste caso, a linha de tendência de baixa é violada para cima e o volume


explode; assim também ocorre com os preços. De um modo geral, quanto mais
branda fora atividade do preço eo volume relativo à precedente tendência de
baixa, mais explosivo deve ser o rali subsequente confirmado. Nesse caso, "confir-
mado" significa algum tipo de uma reversão da tendência de preços acompanhada
pela expansão do volume.
Um equilíbrio muito estreito entre compradores e vendedores é certamen-
te evidente no Gráfico 7.9, que apresenta o ICIC Bank.
Observe a diminuição da volatilidade da atividade de preço e a tendência
que acompanhada de um volume cada vez menor. O equilibrio entre compra-
dores e vendedores é extremamente claro, no início de setembro. Então o preço
rompe para baixo e o volume aumenta. Esse é o sinal para uma queda de preço
acima da média.
Nenhum dos indicadores utilizados no arsenal técnico é garantia de fun-
cionar sempre. Isto écertamente verdadeiro em relação às características de
volume. No entanto, quando o volume é usado em combinação com as caracte-
risticas de preços na interpretação do padrão, nas violações da linha de tendên-
114 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendéncias

GRAFICO 7.9 ICI Bank 2008

ICIC Bank
0

200

Faixa de negociação muito estreita


indica que compradores e
vendedores estão equilibrados. N 50

Ospreços
Volume extremamente decliname 00

F1100
baixo indica um claro o volume se 1000
00
equilibrio técnico
expande 700
300

600
00

Merch une August october


Fonte prng.com

cia e nos cruzamentos da média móvel aumentam muito a probabilidade de que


uma configuração ou formação especifica funcionará. Enquanto discutimos os
exemplos especificos de preços nos próximos capítulos, os principios básicos de
volume descritos aqui serão aprofundados para atender casos individuais.
Voce também será capaz de apreciar neste ponto que a maior parte do
po o volume como indicador não está nos dizendo muito. No entanto, quando
tem
diz algo e é confirmado por outros indicadores, é dada de fato uma mensagem
convincente.

Sumário

1. O Volume é uma variável totalmente independente do preço.


2. E normal para o volume acompanhar a tendência. Quando essas característi-
cas estão presentes, existem poucos valores de previsão.
Quando as tendncias de volume estão se movendo em uma direção oposta
a do preço, isto é anormal e está avisando que uma reversão da tendência é
iminente ou enfatiza a importância de qualquer rompimento.
4. As tendncias de volume passam pelo fenómeno de exaustão. São chamadas
de exaustão parabólica nos topose clímax de venda nos fundos.
8

PADRÓES CLÁSSICos DE
PREÇOS

Nos capitulos anteriores, discutimos os conceitos de progressão do topo e do fun-


do, suporte e resistência, linhas de tendência, e as características fundamentais de
volume. Temos aqui todos os blocos básicos de construção do padrão de preço.
Agora é o momento de usá-los todos juntos para obter uma melhor compreensão
de como podemos reconhecer, interpretar e compreender o nível de importância
das formações especificas. Para uma discussão mais aprofundada dos padrões de
preços, sua psicologia subjacente e significado, consulte Martin Pring on Price Pat-
terns (McGraw-Hill, 2005).
O conceito de padrões de preço é mostrado nas Figuras 8.1 e 8.2. A Figura
8.1 representa um cicdo típico de mercado, no qual existem três tendências: ascen-
dente, lateral, e descendente. A tendência lateral é obrigatoriamente horizontal ou
de transição, que separa os dois grandes movimentos do mercado.
As vezes, um mercado altamente emocional pode mudar sem qualquer aviso
prévio, como na Figura 8.2, mas isso raramente ocorre. Considere um trem se
movimentando fapidamente, que leva muito tempo para desacelerar e ento re-
verter; o mesmo geralmente é verdadeiro nos mercadosfinanceiros.
Para os técnicos do mercado, a fase de transição tem um grande significado
porque marca o ponto de virada entre uma subida e uma queda do mercado. Se
os preços forem avançando, o entusiasmo dos compradores supera o pessimismo
dos vendedores até este momento e os preços sobem conforme o esperado. Du-
rante a fase de transição, o equilibrio torna-se mais ou menos nivelado, até que
finalmente, por um motivo ou outro, ele segue uma nova direção, quandoo peso
relativo das vendas empurra a tendência (de preços) para baixo. Ao término de
um mercado de baixa, ocorre processo inverso.
116 ParteI: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 8.1 Reversões de Topo e Fundo

Lateral

Alta
wh
Baixa
Alta

Lateral

Fonte Martin Pring on Price Patterns

FIGURA 8.2 Reversão Abrupta

Fonte Martin Pring on Price Patterns


Padröes Clássicos de Preços 117

FIGURA 8.3 Reversão numa Faixa de Negociação

Resistência

A -A

B
--E
tt
Suporte

Fonte: Matin Pring on Price Pattems

Principio Técnico Fundamental: As transições entre uma tendência ascen-


dente e descendente são frequentemente sinalizadas por faixas de negocia-
ção visíveis conhecidas como padrQes de preço.

Estas fases de transição são, quase invariavelmente, sinalizadas por padrões


de preço, claramente definidos ou formações cujas conclusões bem sucedidas
alertam ao técnico que ocorreu uma reversão na tendncia.
Este fenômeno é ilustrado na Figura 8.3, que mostra o comportamento dos
preços no final de uma longa tendência ascendente. Assim que, o preço sobe aci-
ma da linha BB, está na área de transição, embora seja visível apenas algum tempo
depois que a figura tenha se desenvolvido.
Uma vez na área, o preço sobe para a linha AA, que é uma área de resistência.
O termo "resistência'" é utilizado porque neste ponto o preço recebe oposição a
uma nova subida. Quando a relação oferta/procura entra em equilibrio em AA, o
mercado rapidamente se torna a favor dos vendedores, pois Os preços reagiram.
Esta reversão temporária pode ocorrer porque os compradores se recusam a pa-
gar mais pelas ações, ou porque o preço mais alto atrai mais vendedores, ou por
uma combinação desses dois motivos. O fato importante é que a relação entre
dois grupos é temporariamente revertida, neste ponto.
118 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 8.4 Guerra de Fronteira

A2- A2

A1-- A1

B B
Exemplo B

A A

B B
Exemplo A

Fonte. Martin Pring on Price Patterms

Na sequência de tentativas mal sucedidas de romper AA, os preços caem


até que a linha BB, conhes ida como um nível de suporte seja alcançada. Assim,
o nível do preço em AA reverteuo equilibrio a favor dos vendedores, então o
nivel de suporte em BB altera o equilibrio novamente. Desta vez, a tendència
se move em uma direção ascendente, enquanto em BB, os preços tornam-se
relativamente atrativos para os compradores que perderam a oportunidade da
subida dos preços, enquanto os vendedores que pressentem que os preços vão
novamente para a área AA, esperam. Por algum tempo, há um impasse entre
compradores e vendedores na área delimitada pelas linhas AAe BB. Finalmente,
o preço cai abaixo da linha BB, e uma novae importante tendência descendente
ésinalizada.
Para ajudar a explicar este conceito, adisputa entre compradorese vendedo-
res é como uma batalha travada por dois exércitos em uma guerra de trincheira.
A Figura 8.4, exemplifica, que o exército em A e B estão se enfrentando. A linha
AA representa o exército de defesa da linha A, e a linha BB éo exército de defesa
da linha B.
As setas indicam as incursões entre as duas linhas e ambos os exércitos com-
batem a seu modo a trincheira adversária, mas são incapazes de penetrar a linha
de defesa. No segundo exemplo, o exército Bfinalmente atravessa a trincheira A.
O exército A é então, forçado a recuar e tomar uma posição na segunda linha de
defesa (linha AA2). Nos mercados, a linha AA representa resistência da venda,
que, uma vez superada, significa uma mudança no equilíbrio entre compradores e
vendedores a favor dos compradores, de modo que os preços vão avançar rapida-
Padröes Clássicos de Preços 119

mente ate que uma nova resistência seja encontrada. A segunda linha de defesa, a
linha AA2, representa a resistência de um novo
avanço.
For outro lado, o exército B pode facilmente romper a linha AA2, mas quan-
to mais ela avança sem tempo de consolidar seus lucros, o mais provável é que se
torne prolongada e
maior é a probabilidade de sofrer um sério revés. Em algum
ponto, portanto, faz mais sentido para que esta força seja bem sucedida esperar e
consolidar seus lucros.
Se os preços se estendem demasiadamente, sem tempo de digerir seus lu-
cros, também são mais propensos a enfrentar uma acentuada reversão, aparente
mente inesperada.

Apresentando o Retângulo
A fase de transição ou horizontal que separa a subida ea queda dos preços, discu-
tida anteriormente, é um padro conhecido como um
retângulo. Isto corresponde
àformação da "linha"' desenvolvida pela Teoria de Dow. O retângulo na Figura 8.5,
marcando o ponto de virada entre as fases altistas e baixistas, é denominado padrão
de reversãão.

FIGURA 8.5 Sinal de Penetração de Baixa

Retângulo de Reversão

A A

Retangulo
B
-B

Sinal de penetração de reversão da tendência

Fonte: Martin Pring on Price Patterns


120 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 8.6 Sinal de Penetração de Alta

Penetração nada mais é do que uma reversão na


mudança de direção na progressão topolfundo

A A

_V..N...
Fonte: Martin Pring on Prce Patterns

Os padrões de reverso nos topos do mercado são conhecidos como áreas


de distribuição ou padrões (onde as ações são "distribuidas" pelos participantes
fortes, e bem informados para os fracos, os desinformados), e aqueles nos fundos
mercado sao chamados de padrão de acumulação (onde as ações passam de
participantes desinformados para os fortes e informados). Na Figura 8.6 vemos
um padräo completado com a vitória dos compradores quando o preço rompeu
a linha AA.
Observe que enquanto o preço rompe a linha AA, a série de topos e fundos
descendentes reverte para uma de topos e fundos ascendentes. Por outro lado, na
Figura 8.7, os preços rompem para cima, reforçando a série de topos e fundos as
cendentes que precedem a formaço do retângulo, reafirmando assim a tendência
subjacente.
Neste caso, a fase corretiva associada com a formação do retângulo iria in-
terromper temporariamente o mercado de alta. Essas formações são citadas como
padrões de consolidação ou de continuação. Um exemplo de retângulo de conti-
nuação baixista é mostrado no Gráfico 8.1 pelo preço do cobre e no Gráfico 8.2
pelo Dow Jones Rail Average.
Durante o período de formação, não há nenhuma forma de saber com ante
cedência em que direção o preço finalmente irá romper: portanto, deve-se sempre
presumir que a tendência predominante esteja em vigor até que sej provado que
ela tenha sido revertida. A figura 8.8 mostra um exemplo de um retângulo de
continuação que se desenvolve numa tendência descendente.
Padrões Clássicos de Preços 121

FIGURA 8.7 Sinal de Cotinuação de um Rompimento para Cima

B - B

Orompimento para cima forma


oRetángulo de Continuação

Fonte: Martin Pring on Price Patterns

GRÁFICO 8.1 Gráfico de Cobre llustrando um Retângulo de Consolidação

95
Copper
90
95

80

70-

0
Retangulo de Consolidação

50-

May
1 TB June
6 28
July
13 027 0 17 2
August September
2 E
122 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

PIOS saJoyS Jo suo!!W


Padroes Clássicos de Preços 123

FIGURA 8.8 Sinal de Penetração de Continuação de Baixa

A penetração para Baixo


----
forma o Retängulo de
continuaçãão
Fonte: Martin Pring on Price Patterns

Tamanhoe Profundidade
Os principios do padrão de construção e interpretação de preços podem ser apli-
cados a qualquer período de tempo, de gráficos de um minuto a gráficos mensais
ou até mesmo se estendendo aos anuais. No entanto, a importância de uma for-
mação de preços é uma função direta de seu tamanho e profundidade.

Principio Técnico Fundamental Quanto mais tempo um padrão levar para


completar e quanto maior as flutuações de preços dentro dele, é provável que
mais substancial seja o próximo movimento.

Assim, um padrão que aparece em um gráfico mensal é provável que seja


muito mais significativo do que o traçado com dados intradia, e assim por diante.
E muito mais importante construir uma base forte, onde os preços podem subir,
assim construindo um alicerce abrangente, significativo, forte, sobre o qual será
construído um arranha-céu. No caso dos preços do mercado financeiro, o alicerce
é um padrão de acumulação que representa uma área de combate indecisa entre
compradores e vendedores. O termo "acumulação" é usado porque os fundos do
mercado sempre ocorrem quando as notícias são ruins. Nos mercados, estas con-
124 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

dições estimulam vendas por parte dos investidores desinformados que não
as
esperavam que o desenvolvimento melhorasse. Durante uma fase de acumulação,
os investidores mais inteligentes e profissionais adquirem uma posição ou acu-
melhoria das
mulação para o ativo em questão, em condições de antecipação ou

ações em questão, de seis a nove meses à frente.


Durante este período, a ação em foco está sendo vendida pelos traders fracos
e desinformados para os investidores fortes e experientes. Nos topos do mercado,
o processo é invertido, na medida em que aqueles que foram acumulando na ou
próximo do fundo as vendem para participantes do mercado menos inteligentes,
que se tornam cada vez mais atraídos quando os preços sobem. Para as ações, isso
pode acontecer, porque as condições de negócios melhoram e as previsões para a
economia estão revisadas em alta. Assim, quanto maior o período de acumulação,
maior a quantidade de ações que se movimentam das mãos fracas para as fortes, e
maior será a base a partir da qual os preços podem subir. O inverso é verdadeiro
nos topos do mercado, onde uma quantidade substancial de distribuição resulta
inevitavelmente em um período prolongado de eros o dos preços ou da constru-

ção da base.

Principio Técnico fundamental: Quanto mais demorar a formação de qual-


de limites externos,
quer padrão e mais vezes falhar no rompimento seus

maior será o significado da última penetração.

O tempo necessário para completar a formação é importante devido à


quantidade de ativos que mudam de mãos e também porque um movimen-
to de preço além dos limites de um padrão significa que o equilibrio entre os

compradores e vendedores foi modificado. Quando opreço da aço está em um


impasse por um longo tempo e os investidores se acostumaram a comprar por
um preço e vender por outro, um movimento além de qualquer limite represen-
ta uma mudança fundamental, que tem um grande significado psicológico. Um
excelente exemplo de um retángulo muito longo é mostrado no Gráfico 8.3 da
CRB Composite.
Havia uma grande probabilidade de que um rompimento deste padrão seria
seguido por um considerável movimento, mas não havia nenhuma indicação de
que os preços subiriam tão acentuadamente em um breve período de tempo.
A profundidade de uma formaço também determina o seu significado.
Considere a analogia da guerra de trincheiras mais uma vez. Se as trincheiras
opostas estão muito próximas, digamos, 91 metros- isto significa que um ataque
vitorioso, será menos significativo do que se os exércitos estivessem separados por
vários quilómetros, pois nesse caso, a batalha teria sido muito mais intensa e a
Padrões Clássicos de Preços 125

GRAFICO 8.3 CRB Composite 1957 1982. Este gráfico apresenta a


penetração
de um retangulo plurianual ocorrida em 1972. Não havia de maneira nenhuma como
predizer o caráter da subida, maso comprimento do retângulo indica que algo gran
de viria pela frente.

350 CRB Composite


300-
.

seguido por um avanço plurianual


250

200

150-

Retangulo plurianual

100

57 59 59 50 61 52 53 64 5 56 57 8 9 70 71 2 73 74 7575778 9 80 81 82
Fonte pring.com

vitória muito maior. O mesmo acontece nos mercados financeiros. O rompimento


de uma faixa de negociação larga tem muito mais significado psicológico do que
de uma faixa estreita.

Implicaçes de Medição

A maioria dos resultados obtida com os procedimentos de análise técnica não


indica a eventual magnitude de uma tendência. Os padrões de preço são uma ex-
ceção, visto que a sua construção oferece algumas possibilidades de previsão limi-
tadas. Praticamente, todos os padrões de preços obtèm a projeção dos objetivos de
sua profundidade. O retângulo não é exceção. A figura 8.9 mostra um retângulo
que se formou e completou uma (distribuição) de topo.
A projeção dessa formação é a distância vertical entre os seus limites, i.é.,a
distância entre as linhas AA e BB projetadas abaixo da linha BB.
126 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 8.9 Projeção de Medida de um Topo de Retángulo

A A

B B

Objetivo minimo -C

Mültiplos do objetivo

Fonte Martin Pring on Price Pattems

Em muitos casos, a tendência de preço se estenderá além do objetivo. Em


movimentos realmente muito fortes, acompanhará os múltiplos do objetivo. Po-
demos levar o processo um passo adiante, afirmando que os vários objetivos
múltiplos podem se tornar potenciais e importantes áreas de suporte e resis-
téncia por direito próprio. Novamente, os objetivos de preço dessas áreas se
revelam como importantes pontos de suporte ou resistência. Infelizmente, näão
há uma forma de determinar onde o ponto real de rompimento ocorrerá em
qualquer alta ou correção. Isso enfatiza o princípio de que na análise técnica não
há nenhuma forma conhecida de determinar a magnitude de um movimento de
preço. Somente é possível especular a probabilidade de que uma área específica
irá se revelar como uma zona de suporte ou resistência. Por conseguinte, embo-
ra esta fórmula de medição ofereça uma orientação resumida, geralmente é uma
expectativa mínima.
Tendo estabelecido o fato de que os padrões de preço oferecem objetivos de
preços, quando completados, também é importante rever as opções das escalas
aritméticas e logarítmicas abordadas anteriormente.
Se você se lembra, a escala aritmética envolve a utilização da mesma distân-
cia vertical, para quantidade de pontos iguais, de modo que, a
diferença do espaço
entre 2 e 4 éé a mesma que entre 20 e 22. Isso se compara à proporção ou escala
logaritmica, onde a mesma distância vertical demarca a mesma proporção de mo-
vimento. Assim, por exemplo, 2,50 centimetros pode representar um movimento
de preço de 20% em qualquer nível que ele ocorra.
Padrões Clássicos de Preços 127

FIGURA 8.10 Projeção de Medida usando Escala Aritmética

Escala Aritmética

200

150

100 ..V.. .
50 Objetivo

Fonte: Martin Pring on Price Patterns

A importância de utilizar as escalas logarítmicas, sempre que possível


é mostrada nas Figuras 8.10 e 8.11. Na Figura 8.10, o preço traçado rompeu
para baixo a partir de retângulo. Projetando a distància vertical entre 200 e
100 para baixo fornece um objetivo de 0, claramente, uma possibilidade muito
improvável.

FIGURA 8.11 Projeção de Medida usando Escala Logarítmica

Escala Logaritmica

200

100

50

25

Fonte: Martin Pring on Price Patterns


Objetivo

N
128 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendèncias

E importante lembrar que os preços de mercado são uma função de atitudes


psicológicas em relação a eventos fundamentais. Uma vez que estas atitudes têm
uma tendência para se movimentar proporcionalmente, faz sentido que ela seja
traçada em uma escala que reflita movimentos igualmente proporcionais. Cla-
ramente, esta distinção tem pouco efeito sobre o curtissim0 curto prazo (2 a 6
semanas) ou gráficos intradia, mas desde que você não sabe exatamente quando
ele irá, definitivamente seria uma boa ideia configurar seu software de geração de
gráficos para um razão como padrão.
Se um retangulo surge como um padro de reversão de fundo, as regras de me-
dição permanecem consistentes com o exemplo dado para a formação de distribui-
ção. A única diferença é que nós projetamos o objetivo e os objetivos múltiplos em
uma direção para cima, não para baixo. Exatamente, os mesmos principios também
se aplicam aos retàngulos de continuação. A figura 8.12 mostra um rompimento
cima a partir de um retângulo que se forma durante uma tendència de alta.
Observe neste caso que o preço não alcança imediatamente o seu objetivo
para cima, mas o faz depois de uma pequena alta e correção. E por isso que o ob-
jetivo é descrito pelo termo "final'. A maioria das pessoas compra o rompimento
supondo que ele vai realizar lucros imediatos, quando o preço se movimenta dire-
tamente para o objetivo, mas isso não é necessariamente o caso.

Principio Técnico Fundamental: A projeção de medida é o objetivo míni-


mo final.

FIGURA 8.12 Medição do objetivo de um Retângulo de Continuação para cima

A A

Fonte Martin Pring on Prioe Patterns


Padrões Clássicos de Preços 129

Em muitos casos, o preço se movimentará além do objetivo. Em movimen-


tos muito fortes, se movimentará em múltiplos do objetivo, onde os vários mú
tiplos ou o próprio objetivo se tornam importantes áreas de suporte e resistência.

Confirmação de um Rompimento Válido


Preço
Ate agora, toi assumido que qualquer movimento fora do padr o de preços, ainda
que pequeno, constitui um sinal válido de uma reversão da tendência (ou retoma-
da, se o padrão for de consolidação). Frequentemente, ocorrem movimentos fal-
sos conhecidos como violinadas, então por isso é conveniente estabelecer alguns
critérios para minimizar a possibilidade de erros de interpretação. A sabedoria
popular diz que você deve esperar por uma penetração de 3% além dos limites
antes de concluir que o rompimento seja válido. Isto filtra um número substancial
de movimentos falsos, mesmo que os sinais resultantes sejam menos oportunos.
Esta abordagem foi desenvolvida em meados do século XX, quando perí
odos de manutenção de uma carteira para os participantes do mercado foram
muito mais longos. Hoje, com a popularidade dos gráficos intradia, 3% pode-
riam representar um movimento completo e, em seguida, alguns! Não tenho
nenhuma objeção básica à regra dos 3% para os movimentos de preços de longo
prazo em que as flutuações são muito maiores. No entanto, a melhor abordagem
é o bom senso baseado na experiència e julgamento de cada caso especifico.
Seria muito conveniente ser capaz de dizer que qualquer coisa acima de um va-
lor percentual específico representa um rompimento válido, mas, infelizmente,
tudo depende do período de tempo a ser considerado e a volatilidade da ação
especifica.
Por exemplo, o preço das ações das empresas de energia elétrica é muito
estável comparado com as ações de mineradoras, onde a volatilidade é muito
maior. Aplicar a mesma regra de percentagem para o rompimento de ambas,
obviamente, não faz sentido. O que constitui um rompimento decisivo, onde as
chances de uma violinada são consideravelmente reduzidas, então é muito mais
uma questão de julgamento pessoal baseado na experiència, o acerto e erro. Este
julgamento deve levar em consideração tais fatores como o tipo da tendência que
está sendo monitorada, a volatilidade das ações, e as características de volume e
do momentum.
Outro fator que pode inicialmente ajudar a decidir se um rompimento é vá-
lido é o fato de que um bom rompimento deve se manter por vários períodos.
Por exemplo, você pode observar um rompimento decisivo para cima de um re-

tângulo num diário, mas se ele não conseguir permanecer mais de um


gráfico
é altamente suspeito. Muitas vezes, a
dia, acima do nível de rompimento, o sinal
130 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

posição técnica é pior depois desses rompimentos porque os rompimentos que


não se mantém indicam exaustão e os movimentos de exaustão são frequente-
mente seguidos por tendências de preços fortes na direção oposta à indicada pelo
rompimento falso.
Ao entrar em qualquer operação ou investimento baseado num padrão de
rompimento de preço, é importante decidir com antecedncia qual o tipo de
comportamento de preço faria que você chegasse a conclusão de que esse rom-
pimento era uma violinada. Realmente, isto será abaixo de um nivel de suporte
de um rompimento para cima e acima de uma zona de resistência de um rom-
pimento para baixo. Para isso, você pode se basear nas informações contidas
no Capitulo 5 de suporte e resistència. Um exemplo de um rompimento falso
para cima pode ser um rompimento de uma mínima menor anterior, um declí-
nio abaixo de um nível predeterminado a partir do ponto de rompimento, ouu
o rompimento de uma linha de tendência terciária ascendente. A Figura 8.13.
apresenta algumas possibilidades.
Um estope, então, deve ser colocado abaixo do níivel de suporte. Desta for-
ma, você estará calculando a perda que se dispõe a aceitar e o ponto onde a
premissa original de negociação, ou seja, o rompimento, não é mais eficiente.
Deixar de fazer essa decisão com anteced ncia significa que sua decisão de ven-
der esteja provavelmente, baseada em reações emocionais e intempestivas às
noticias do que a um plano lógico pré-definido.

FIGURA 8.13 ldentificando uma Penetração com uma Violinada

Fundo Terciário anterioré


violado na medida em que o preço falha
e retorna para dentro do padrão

W
M
Fonte Martin Pring on Price Patterns
Padrões Clássicos de Preços 131

Movimentos de Retração: Uma grande parte do tempo, quando o preço rompe a


partir de um padrão, o impulso inicial é seguido por um movimento de correção,

voltando aos níveis mais altos ou mais baixos da formação, dependendo da dire-
ção do rompimento. Isto é conhecido como um movimento de retração, e oferece
um ponto entrada adicional, frequentemente em condições
de
menos emocionais. A retração serve
substancialmente
para duas funçôes. Em primeiro lugar, ajuda
a corrigir a emoção excessiva associada ao rompimento e traz as pessoas de volta
com os pes na terra. A partir daqui, então, é possível que a nova tendència se es-
tenda numa base mais sólida. Segundo, ela atua como um teste do rompimento.
Uma retração para baixo vai encontrar suporte no ponto de rompimento e uma
retração para cima vai encontrar resistência no limite inferior do padrão, visto
que estas duas zonas invertem seus antigos papéis.
As retrações, então, representam o comportamento normal dos preços, e,
embora possam ser frustrantes, não há nada para se preocupar. Realmente, o pró-
prio rompimento é frequentemente um caso ilíquido e volátil, tal como um lado
ou as outras cabeças para a entrada ou saída, de acordo com: sua direção. Como
resultado, as ordens são geralmente executadas com preenchimentos terríveis. A
atividade do preço durante o processo de retração, por outro lado, é
te mais tranquila. Isto significa que a compra ou venda pode ser realizada em
relativamen
um ambiente muito mais controlado. A figura 8.14 mostra que frequentemente é
uma boa ideia esperar por uma retração em uma tend ncia ascendente e comprar
quando o preço sinalizar que a retração acabou.

Cancelamentos: Se o objetivo mínimo se revela como a extensão final da nova


tendência, uma quantidade substancial de acumulação ou de distribuição, o que

FIGURA 8.14 Compra na Penetraço de uma Correção

Compre na fuga de um
movimento de correção

ZZN
Fonte: Martin Pring on Price Pattems
-
132 Parte l: Técnicas que Determinam as Tendèncias

FIGURA 8.15 Cancelamento

B N/W
Fonte Martin Pring on Price Patterns

for apropriado, normalmente tem que ocorrer antes que os preços possam se mo-
vimentar em sua direção anterior. Assim, um retângulo de 2 anos pode ser com-
pletado e o objetivo de preços para baixo alcançado. Mesmo que uma nova erosão
de preço não ocorra, ainda é tecnicamente necessário que antes de uma tendência
ascendente válida ocorrer, uma base (acumulação) aproximadamente do mesmo
tamanho da distribuição anterior (neste caso, 2 anos), seja formada. Um exemplo
é mostrado na Figura 8.15, onde um rompimento para cima é cancelado por um
rompimento para baixo.
A palavra tecnicamente tem sido enfatizada porque nem sempre é o caso, e
há muitos exemplos onde as grandes formações de distribuição foram canceladas
por pequenas e vice-versa. Isso significa que se você pode contaminar um can-
celamento, preste atenção ao sinal e observe outros indicadores para ver se eles
concordam. Se assim for, acompanhe o cancelamento, pois provavelmente esteja
dizendo a verdade.

Considerações de Volume

Até agora, consideramos apenas o preço em nossa análise, mas o voBume é uma
importante variável independente que pode nos ajudar a obter uma imagem mais
precisa da psicologia de massas. Recapitulando rapidamente, o volume normal-
mente acompanha a tendéncia, ou seja, ele aumenta em uma tendência ascen
dente dos preços e diminui em uma tend ncia descendente. Esta é uma relação
normal, e qualquer coisa que diverge dele deve ser considerada um sinal de alerta
de que a tendncia do preço prevalecente pode estar em processo de reversão. O
volume é sempre medido em relação ao passado recente. Assim, um volume pesa-
Padrões Clássicos de Preços 133

do refere-se ao volume de 20 a 30 barras ou mais anteriormente, não ao volume,


digamos, de 10 anos atrás, onde as mudanças institucionais podem ter aumentado
permanentemente o nível de atividade.

Princípio Técnico Fundamental: O volume é sempre medido em relaç0 ao


passado recente.

No caso do retângulo, e maioria dos outros


na
padröes, é normal que a ten-
dência do volume diminua, enquanto a formação se desenvolve. A atividade
pode
continuar a flutuar juntamente como preço, mas com o benefício da retrospectiva
esperaríamos ver os vários topos e fundos do volume diminuírem à medida que
o padrão se desenvolve, ao
longo das linhas da Figura 8.16. Visto que ele se apro-
xima da conclusão, o desinteresse prevalece e o volume
frequentemente esgota.
A qualidade de uma formação de acumulação certamente melhora se o
volume aumenta no
rompimento para cima. As é
vezes, mesmo possivel traçar
uma linha de tendência juntando os topos de volume menores, como mostra a
Figura 8.16.

FIGURA 8.16 A Tendência de Volume diminui a medida que o Retângulo


esteja sendo formado

. mas deve aumentar na fuga

W O volume geralmente diminui


enquantoo padrão se forma

Fonte: Martin Pring on Price Patterns


134 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendèncias

FIGURA 8.17 Volume decrescente num rompimento para cima é Baixista

www.v\ Volume geral encolhendo


na fuga é baixista

Fonte Martin Pring on Price Patterms

E este impulso para cima na atividade de negociação que confirma a validade


do rompimento porque sinaliza o entusiasmo dos compradores. Um movimento
semelhante com volume baixo e em declínio seria suspeito e resultaria em uma
falha de se movimentar com a tend ncia. A Figura 8.17. mostra um exemplo.
Neste caso, o volume definitivamente diminui à medida que o preço está
sendo rompido. Esse comportamento tipicamente sinaliza que os preços estão
avançando, mais por falta de vendedores do que de compradores fortes e entu-
siastas. Na medida em que o preço começa a cair, o volume aumenta visivelmente,
sugerindo que isso está acontecendo devido à pressão de venda. E um sinal defini-
tivo que aumenta a possibilidade de que o rompimento seja uma violinada.
Em muitos casos, você vai observar gráfhcos onde rompimentos para cima
bem sucedidos se desenvolvem sem uma mudança evidente da atividade, quer no
sentido ascendente ou descendente.
Infelizmente, isto é realidade. Assim, um considerável aumento de volume é
desejável, mas não necessariamente obrigatório, para uma condição de rompimento
válido. Isso certamente aumenta as chances, mas outros indicadores, tais como
osciladores poderiam também ameaçar o equilibrio. Se o volume diminuir no
falta
rompimento, como na Figura 8.17, isso é mais do que um dado que
na con-

firmação da evidncia, e é realmente, um fator negativo. A figura 8.18 mostra um


características de di-
rompimento para baixo a partir de um retângulo. As mesmas
minuição do volume durante o desenvolvimento do padräo estão presentes para
Padrões Clássicos de Preços 135

FIGURA 8.18 Expansão do Volume numa Penetração para baixo é Baixista

ww
O volume geralmente seca na
formação do padrão

Fonte: Martin Pring on Prioe Paterms

as variedades altistas. No entanto, as características de volume no rompimento


são menos críticas. A sua contração é normal quando os preços caem. Assim, a

diminuição de volume em um rompimento é perfeitamente normal. O que não é


normal, porém, é que aumente em um movimento descendente. Isto sugere qu
os vendedores esto mais motivados e, por conseguinte, adicionam um sabor ne-
gativo ao padrão. Mais frequentemente, do que não, os preços vão reverter e pas-
sar por uma pequena recuperação ou um repique de retração após o rompimento

para baixo (Figura 8.19).


Este avanço é invariavelmente acompanhado de um volume em queda, que
extremidade inferior do retân-
reforça as indicações de baixa. E interrompido na
resistência. A mesma percepção do volume
gulo, que agora se torna uma área de
em queda deve acompanhar um movimento de retraçäo que segue um rompi-
mostra um exemplo onde tanto a volatilidade do
mento para cima. A figura 8.20
diminuem dramaticamente.
preço quanto o volume
Essa combinação indica um equilibrio extremamente parelho entre compra-

dores vendedores que ocorre ao longo de um periodo prolongado. Normalmen-


e
da
objetivo de um preço é determinado pela profundidade formação.
Neste
te, o
caso, porém, a situação da oferta/demanda bem equilibrada égeralmente seguida
movimento muito maior e mais acentuado do que o indicado pelas técni-
por um
um rompimento para baixo acen-
cas medição normais. A figura 8.20 retrata
de
em declinio seguido por uma enorme
tuado, mas o princípio de volume rápido e
forma adequada a um rompimento para cima.
expansão se aplica igualmente de
136 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 8.19 0Volume deveria diminuir sobre o Repique

w
O volume geralmente se retrai
sobre o repique de retração

Fonte Marin Pring on Price Pattens


llulnhilaund
FIGURA 8.20 Retangulo Estreito com Volume inexistente frequentemente
são seguidos por Movimentos Rápidos

Faixa de negociação muito estreita.


Volume quase inexistente

Fonte Martin Pring on Price Patterns


Padrões Clássicos de Preços 137

GRAFICO 8.4 St Jude Medical ilustrando um Retângulo de Consolidação

St Jude Medical Daily


0.70
0.65

0.60
0.55

0.50

0.45-

Volume diminuindo para quase nada


0.40

00
3000
2000
1000-
10
February March April May June Juy
JAugust September October
Fonte: Pring.com

Neste caso, o volume tipicamente explode na medida em que nos movemos de


na qual há nenhum
uma situação não praticamente interesse por qualquer d
partes, onde os compradores não podem obter ações suficientes a qualquer pre-
ço. Estes são os ingredientes para o início de uma alta dramática. Um exemplo é
mostrado no Gráfico 8.4 U.S.-traded St. Jude Medical, onde um retângulo muito
estreito foi desenvolvido por uma queda dramática do volume. Quando a ativida-
de se expande, uma pequena, porém alta acentuada ocorre.
Finalmente, o Gráfico 8.5 apresenta a Moser Baer, uma ação indiana, que
mostra a formação de um topo de retângulo. Ele atende ao requisito mínimo de
toques de linha de tendência, portanto, as áreas de suporte e resistência não são
tão significantes.
Durante a formação do retângulo, o dia impar registrou um aumento de
volume, mas em geral a tendência é de declínio. O fato dos preços terem caído
acentuadamente após o rompimento confirma o fato de que o volume não precisa
necessariamente se estender para baixo. Os preços podem facilmente cair devido
à falta de lances.
Observe também que, enquanto o preço quase alcançou por três vezes o se
objetivo, o nível do objetivo real (A) tornou-se uma área de resistência na sua
subida. Por conseguinte, é sempre recomendável fazer a medição destes objetivos
no início, porque você nunca pode ter certeza de que os preços podem encontrar
pontos de reversão em tempo hábil.
138 ParteI: Técnicas que Determinam as Tendéncias

GRÁFICO 8.5 Conclusão de Retangulos com Objetivos Múltiplos

Moser BAER

Retángulo
250

A
200

150

A tendência do volume diminui


enquanto o padräo está se formando. A00O
3500
3000
2600
2000
1500

Aug
aablLNHMUGAadishilkutitahludgawdp
Sep Oct Noy Dec2007 Feb Mar Apr May Jun ul Aug Sep Oet Hov Doc 2008Feb Mar Apr May
Fonte Martin Pring's Intemarket Rewiew

Muitas vezes, encontramos movimentos de preços que seguem rompimen-


tos de padrões de consolidação muito substanciais, frequentemente, mais do que
os padrões de reversão. Isso ocorre porque os padrões de reversão precisam cons-
truir algum momentum, ao passo que o momentum já estava ocorrendo antes da
formação do padro de consolidação.

Princípio Técnico Fundamental: O volume geralmente lidera o preço.

Cabeça e Ombros

Cabeça e Ombros como Padrão de Reversão

Nos topos, o padrão Cabeça e Ombros (OCO) é provavelmente o mais confiável


de todos os padrões gráficos. Ocorre nos topos e fundos do mercado. A Figura
8.21 mostra um típico padrão de distribuição de cabeça-e-ombros. (Veja também
o Gráfico 8.6.).
Padrões Clássicos de Preços 139

FIGURA 8.21 Topo Clássico de Cabeça e Ombros (0CO)

LP

Consiste de uma subida final (a cabeça) separando duas menores, embora não
necessariamente altas idênticas (os ombros). Se os dois ombros fossem tendências
de duração intermediária, o primeiro ombro seria o
penúltimo avanço num mer
cado de alta, e o segundo o primeiro repique num mercado de baixa. A cabeça,
naturalmente, representaria a subida intermediária final no mercado de alta.
As características do volume têm uma importància fundamental para aferir
a validade desses padrões. A atividade é normalmente mais forte durante a for-
mação do ombro esquerdo e também tende a ser bastante forte, quando os preços
se aproximam do topo. A real informação de que um padrão de cabeça e ombros
(H&S) está se desenvolvendo é fornecida pela formação do ombro direito, que é
invariavelmente acompanhada por um volume distintamente menor. Frequente-
mente, o nível de volume é menor, quando o topo do ombro direito é alcançado. A
linha juntando os fundos dos dois ombros é chamada de Linha de Pescoço.
Se você observar atentamente a Figura 8.21, vai perceber que a violação da
linha de pescoço também representa um sinal de que a série anterior de topos e
fundos ascendentes deu lugar a pelo menos um topo e fundo descendentes. O
ombro direito representa o primeiro topo inferior e o fundo do movimento após
o rompimento, um fundo mais baixo.
A fórmula de medição (projeção) para esta formação de preço é a distância
entre a cabeça e a linha de pescoço projetada para baixo a partir da linha de pes-
coço, como mostrado na Figura 8.21. Por conseguinte, quanto mais profundo
padrão, maior o seu significado baixista uma vez que tenha sido completado. Às
vezes, uma conclusão de cabeça e ombros será seguida por uma tendência des-
cendente muito extensa; em outros momentos, o efeito negativo do padrão será

rapidamente cancelado pela conclusão de uma base.


Frequentemente, os traders observam a formação de um topo de cabeça-e
-ombros e antecipam um rompimento. Esta é uma tatica errada baseada apenas
nesta evidência, porque não sabemos se a tendència dominante vai continuar ou
se um sinal de reversão será dado com um rompimento decisivo abaixo da linha
de pescoço. Ao longo dos anos, tenho visto muitos analistas que deveriam sa-
140 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 8.6 0 indice New York Times, 1928. Este gráfico do Indice New York Times
com 50 ações industriais e ferroviárias mostra a formação de uma Cabeça e Ombros inclinada
para cima durante Março, Abril e Maio de 1928. 0 objetivo minimo de baixa em torno de 182 foi
alcançado rapidamente, mas um periodo de construção de base de três meses comensurável com
o padrão de cabeça e ombros ainda era necessário antes que o efeito da distribuição fosse anu-
lada e os preços fossem capazes de retomar o seu avanço primário.Note o volume pesado sobre
0 ombro esquerdo e a cabeça e o volume relativamente baixo sob o ombro direito. Além disso, a
atividade diminuiu substancialmente durante a formação do triângulo, mas começou a se expan-
dir durante o rompimento de Setembro; uma expansão altista de uma forma muito volátil foi um
forte aviso da fraqueza subjacente. Uma pequena formação de Triangulo de Alargamento parecia
se desenvolver em julho e agosto, mas finalmente isto mostraria como o ombro esquerdo de 2
eses e meio de um padrão de Cabeça e Ombros, cuja conclusão interrompeu o longo mercado
.Os Triängulos e as Formações de Alargamento serão discutidos posteriormente.

210r

205
C
200

195

190

185

60

175

170

165

11 25 20 31 14 27 24 9 303256 29 11
Feb Mor. Apr Moy June July Aug Sept
1928
Fonte pring com
Padröes Clássicos de Preços 141

FIGURA 8.22 Cabeça e Ombros Complexa

ber fazer uma melhor previsão de uma tendência de baixa, se baseando no topo
incompleto de uma cabeça-e-ombros. Lembre-se, na análise técnica, a tendència
predominante é assumida como válida até que o peso da evidência prove o con-
trário. Uma cabeça e ombros incompleta não é a evidência, apenas um cenário
possivel. Além disso, desde que a subida do ombro direito deve ser acompanhada
por uma tendência de volume menor, que se desenvolve no contexto de um forte
volume fornece um indício de que o "topo" falhará.
Os padrões Cabeça e Ombros podem ser formados em 10 a 15 minutos ou
pode levar décadas para se desenvolver. De um modo geral, quanto mais longo o
período, maior a quantidade de distribuição que ocorre, e, portanto, será provável
que maior será a tendência descendente subsequente. As formações maiores de
Cabeça e Ombros são frequentemente muito complexas e compreendem várias
formações menores, como mostrado na Figura 8.22.
Os padrões de Cabeça e Ombros ilustrados nas Figuras 8.21 e 8.22 têm uma
linha de pescoço horizontal, mas existem muitos outros tipos (como mostra a Fi-
gura 8.23), que possuem as mesmas implicações baixistas, quando os vários tipos
de linha de pescoço horizontais tenham sido completados.
O Gráfico 8.6 mostra um padr o clássico de Cabeça e Ombros que se tormou
em meados de 1928.

FIGURA 8.23 Variações de Cabeça e Ombros

C
C

(a) (b) (c)


142 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 8.24 Reversão Clássica de Cabeça e Ombros

V
Nos Fundos A figura 8.24 mostra um padrão de Cabeça e Ombros no fundo
de um Mercado; geralmente, isto é chamado de uma Cabeça e Ombros invertida,
ou uma reversão do Cabeça e Ombros, ou um fundo de Cabeça e Ombros.
Geralmente, o volume é relativamente alto no fundo do Ombro esquerdo e
durante a formação da Cabeça. O principal fator é observar a atividade no Ombro
direito. que deve diminuir no fundo e expandir substancialmente no rompimento
(ver Gráfico 8.7).

GRAFICO 8.7 DJIA 1898. Este padrão invertido de Cabeça e Ombros inclinado para
baixo se desenvolveu na primavera de 1898. Observe que a alta de abril se desen-
volveu com um volume muito baixo. A correção subsequente testou com sucesso o
fundo de março, e a alta do rompimento que se seguiu foi acompanhada por uma
expansao de volume altista.

60

56

52

50

48

42

NYSE oume

Lahalhan alialauuluallitnudhetiaullnaaaatitdinalnata.filhdlattaukailutundautlauntilhlaid
Jan. Feb Mar. Apr. Moy June July Aug.
Fonte Pring com
Padrões Clássicos de Preços 143

FIGURA 8.25 Variações de Reversão de Cabeça e Ombros

C
C
C
(a) (b) (c)

Essa é uma situação ideal, mas é surpreendente como muitos rompimentos


bem sucedidos se desenvolvem em circunstâncias em que o volume não se ex-
pande consideravelmente. Se ele se contrai na alta do rompimento, o que é um
contundente não-não e um forte sinal que provavelmente o rompimento falhe.
Similar aos padrões de distribuição da Cabeça e Ombros pode ter inúmeras
riações na inclinação da linha de tendência, inúmeros Ombros, etc. Geralmente,
va-

quanto mais complexa a formação, maior o seu significado. Isso nos leva à ideia
de que as formações de preços representam as batalhas entre compradores e ven-
dedores; quanto mais batalhas ocorrem, ou seja, quanto maior a complexidade,
maior significado tem a nova tendência, quando a batalha for concluída. Algumas
dessas variações da reversão da Cabeça e Ombros são mostradas na Figura 8.25.
Os padroes de Cabeça e Ombros são formações extremante confiáveis, e sua
conclusão bem sucedida, geralmente fornece uma excelente indicação da reversão
da tendência.

Formações de Cabeça e Ombros como Padrões de Continuação

As formações de Cabeça e Ombros e formações de reversão de Cabeça e Ombros, as


vezes, aparecem nos gráficos como padrões de continuação. As implicações de medi-
ção e as características de volume são as mesmas para o tipo reversão. A túnica dife-
rença é que estes padrões se desenvolvem durante uma tendncia, em vez de no final.
O gráfico 8.8, ilustrando a AEP ndustries, mostra um excelente exemplo de revers o
de uma Cabeça e Ombros de continuação, concluido com unm grande aumento do
volume, pouco antes e logo após o rompimento. As fases de marcação substanciais
como estas não são incomuns seguindo estas formações de continuação.

Falhas do padrão Cabeça e Ombr0s

Nós já estabelecemos que os preços são determinados pela psicologia das massas
Os individuos podem mudar as suas opiniðes; assim também as multidões, e,
144 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 8.8 AEP Industries 2011-2012 Hustrando uma Cabeça e 0mbros


de Reversão

AEPIndustries

Fonte pring com

portanto, os mercados. Como resultado, o que pode parecer um rompimento de


Cabeça e Ombros perfeitamente válido, poderá um dia ser uma violinada. Issoo
geralmente não é o caso, mas qualquer trader ou investidor que não reconheça a
capacidade dos mercados de mudar os sinais de outra forma perfeitamente legíti-
ma está em um estado de iluso (ou alucinação).
O primeiro passo é certificar-se que o padrão que você está seguindo real-
mente é uma formação legitima. Por exemplo, o comportamento do preço pode
apresentar todas as características de um padrão de Cabeça e Ombros de distri-
buição, mas o preço se recusa a romper a linha de pescoço. Nós já estabelecemos
que, até que a formação esteja completada com um rompimento decisivo abaixo
da linha de pescoço, no é um verdadeiro padr o.
Isto acontece porque a linha de pescoço representa uma área de suporte, e
o suporte não foi violado. No caso de uma formação horizontal, a falha do rom-
pimento da linha de pescoço também significa que uma série de topos e fundos
ascendentes ainda está intacta.
O gráfico 8.9 apresenta um padro de Cabeça e Ombros de reversão que não
funcionou na Albertson. O preço subiu até a linha de pescoço (sólida) pela última
vez em meados de 2002, mas não conseguiu romper.
Padröes Clássicos de Preços 145

GRAFICO 8.9 Albertsons 1998 - 2003 ilustrando uma falha numa Cabeça
e Ombros de Reversão

70
65
Albertson's Weekly
55
50
45

40

35

30
25

20

3000
2500
2000
1500
1000

h999 2000 2001 2002 2003


Fonte: Martin Pring on Price Patterns

A linha de tendência tracejada indica que a parte final da Cabeça e a poten-


cial inversão do ombro direito realmente formou um topo de Cabeça e Ombros.
Frequentemente, é possível identificar essas situações técnicas onde copo está
meio cheio ou meio vazio. Neste caso, estava meio vazio, e o preço caiu.
As falhas costumavam ser bastante raras, mas atualmente parecem ser mais
comuns, o que indica a necessidade de esperar um rompimento decisivo para
baixo (ou para cima, no caso de uma Cabeça e Ombros Invertida). Normalmen-
te se desenvolvem quando o padrão sugere um rompimento na direção oposta
à tendència então prevalecente. Obviamente, se isto for o topo ou fundo real, a
tormação será válida.
No entanto, quando o topo de cabeça e ombros se forma num mercado de
alta e não for evidenciado um declínio significativo, isto será um sinal anticíclico.
Realmente, a própria falha do padrão pode ser interpretada como um sinal de
que a tendência predominante (dominante) provavelmente ainda esteja em vigor.
Há vários pontos no gráfico, onde as probabilidades de um sinal válido afun-
dar abaixo de 50% e aqueles com um fracasso total começam a aumentar. As figu-
ras 8.26 e 8.27 tentam abordar esses pontos. O ponto A na Figura 8.26 representa
o fundo após um rompimento abaixo da linha de pescoço.
146 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 8.26 ldentificando uma falha numa Cabeçae Ombros

G
-

B D

A C

FIGURA 8.27 ldentificando uma falha numa Cabeça e Ombros Invertida

E
--- F
Padrões Clássicos de Preços 147

A próxima alta, que termina em B, é um desenvolvimento perfeitamente


normal porque as retrações são um fenômeno normal, e certamente saudaveis.
Em seguida, o preço cai para C e algo inesperado acontece: em vez de seguir cain
do, como era de se esperar de um topo de cabeça e ombros, o preço sobe nova-
mente para a linha de pescoço. Este é o primeiro sinal de que as coisas podem
não funcionar como esperado. Quando o preço sobe mais uma vez para acima da
linha de pescoço (D), as chances de uma falha aumentam. O equilíbrio se inclina
mais o lado altista, quando o preço se movimenta acima da linha de tendência de
baixa, unindo a cabeça com o ombro direito (E). Isto é provavelmente o momento
de cobrir todas as vendas a descoberto, uma vez que o motivo para ficar vendido,
em primeiro lugar, ou seja, o rompimento - não mais existe. A natureza da linha

de tendência dependerá da mudança de probabilidades. Por exemplo, linha se a


é inclinada e for tocada apenas duas vezes, não terá nenhum lugar próximo com
muito signiñcado, como seria, se fosse rasa e tivesse sido tocada várias vezes. Uma
atualização sobre a interpretação da linha de tendência no Capítulo 6 seria uma
boa ideia neste momento.
A próxima linha de defesa é o ombro direito. Se o preço pode subir acima
deste ponto (F), então em alguns casos, agora estará experimentando uma série
de topos e fundos ascendentes. Finalmente, quando o preço se move acima da
cabeça, o padrão é cancelado além de uma dúvida razoável.
Se a ação que estiver do lado comprado for contemplada, deve ser considera-
da quando o preço rompe acima da linha de tendência unindo a cabeça e o ombro
direito (linha E) ou quando rompe acima do ombro direito (F) com volume pe
sado. Geralmente, esses sinais proporcionam lucros substanciais num período de
tempo muito curto e valem a pena serem seguidos. Novamente, algum bom senso
entra em jogo, pois se a linha de tendência juntando a cabeça e o ombro direito
for anormalmente inclinada e for tocada apenas duas vezes, não terá a autoridade
de uma linha de tendência mais rasa que foi tocada ou aproximada em inúmeras
Ocasiões.
Padrões de Cabeça e Ombros invertidos também podem falhar, como vemos
na Figura 8.27.
Novamente, a falha é geralmente seguida por um declínio bastante longo
na medida em que os participantes que compraram em antecipação de um rom-
pimento para cima são descartados, quando os novos fundamentos baixistas se
tornam mais amplamente conhecidos. Observe que a linha juntando a cabeça ao
ombro direito é mais significativa neste exemplo do que na Figura 8.26. Isso ocor
re porque a linha é rasa e foi tocada em mais ocasiöes. O rompimento ligado à
linha de pescoço é também impressionante e iria aumentar consideravelmente as
chances do padro falhar. O movimento abaixo de , obviamente, coloca a questä
para além de qualquer dúvida razoável.
O gráfico 8.10 mostra um topo de Cabeça e Ombros da Andrew Cor
falhou. Foi desenvolvido durante um forte mercado de alta linear.
148 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 8.10 Andrew Corp. 1993 - 1994 lustrando uma falha numa
Cabeça e Ombros de Topo

11.0 Andrew Corp. Daily


105

10.0
95 H
9.0
8.5
8.0

75 S S
7.0

65

60
5.5
Falso rompimento
5000
4000
3000
2000
1000
une July August Septembe November December (1994 February Marc April
Fonte pring com

A primeira indicação de falha


teria sido dada quando o preço retornou acima
da linha de pescoço após a formação de uma
pequena base. O fator decisivo foi quan-
do a linha de tendncia tracejada unindo vários
topos de repique
foi melhorando
para cima. Os padrões que falharam são frequentemente seguidos por movimentos
dinâmicos em direção oposta àquela indicada pelo padräo. A lógica para isso reside
no fato de que os
participantes do mercado que compraram
ou venderam a desco-
berto, dependendo da direção da violinada, são apanhados no lado errado do merca-
do e são forçados a liquidar. Como resultado, os falsos movimentos
devem ser vistos
não com medo, mas como uma
oportunidade de lucros. O grau de oportunidades vai
depender da força do sinal e da proximidade com que um estope realista possa ser
colocado (o risco identificado). Neste caso, a linha de tendència era muito forte, e um
estope poderia ter sido colocado logo abaixo da mínima do dia do rompimento. Vis-
to que, foi
comprado muito perto do ponto de rompimento, o que teria representado
um risco muito baixo,
potencialmente uma operação de alta recompensa.

Principio Técnico Fundamental: Se um sinal técnico vai falhar, frequente-


mente é porque ele está indo para a direção oposta à tendência principal.
Padrões Clássicos de Preços 149

Topos e Fundos Duplos


Um topo duplo consiste de dois topos separados
Sua
por uma correção ou vale nos
preços. principal característica é queo segundo topo é formado com um vo-
lume consideravelmente menor do que o primeiro (veja a Figura 8.28 e o Gráfico
8.11).
Enormal que os dois topos se formem no mesmo nível de preço, mas tam-
bém é possível que o
segundo topo ultrapasse ligeiramente o primeiro ou fhque
apenas um pouco abaixo. Lembre-se, esta não é uma ciência exata, mas uma in-
terpretação usando o bom senso de uma batalha entre compradores e vendedores.
Implicações mínimas da medição (projeção) para topos duplos, contforme
mostrado na Figura 8.28, são similares aos padrões de Cabeça e Ombros.
Um fundo duplo é mostrado na Figura 8.29. Esse tipo de padräo é normal-
mente acompanhado por um alto volume no primeiro fundo, por volume muito
baixo no segundo e um volume muito alto no
rompimento.
Geralmente, o segundo fundo é formado acima do primeiro, mas estas for-
mações são igualmente válidas se atingem ou não a segunda correção (ou mesmo
se ultrapassa ligeiramente) o nível do seu antecessor.
Os padrões "duplos" podem se estender para formar topos ou fundos triplo0s,
ou às vezes, até mesmo formaçõies quádruplas ou complexas. Algumas variações
são mostradas na Figura 8.30.
Em alguns casos, pode ser dificil fazer uma distinção entre uma Cabeça
e Ombros, um retângulo, ou um topo ou fundo triplo. Isso não é importante.
O que éimportante é o fato de que essas formações representam uma batalha
entre compradores e vendedores. Quando um lado ou outro vence com uma
reversão na progressão de topo/fundo ou a violação de umalinha de tendncia,

FIGURA 8.28 Topo Duplo


150 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendéncias
Padrões Clássicos de Preços 151

FIGURA 8.29 Fundo Duplo

inlallialaL
FIGURA 8.30 Topos e Fundos Triplos

AAA: Aan LP
(a) () (c)

isto é que é realmente significativo. Lembre-se, nós damos nomes especificos


a estes padrões para fins de identificação. Se uma formação, digamos, rompe
numa forma baixista, não importa como você a chame - é baixista e prova-
velmente conduzirá para preços mais baixos. Essa é realmente a lição para se
levar para casa.

Principio Técnico Fundamental: Em última análise, não importa como


você denomina um padrão- o que é importante é se ele tem características

de alta ou de baixa.

As implicações de medição (projeção) de todos esses padrões são deriva-


das pelo cálculo da distância entre o topo (fundo) ea extremidade final inferior
(superior) do padrão projetando essa distância a partir da linha do pescoço. o
gráfico 8.12 Mostra um fundo duplo clássico no DJIA em 1974 e 1962.
152 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 8.12 DJIA Este gráfico retrata um duplo fundo clássico no DJIA, que
se formou durante 1962. Observe que o segundo foi acompanhado por um menor
volume do que o primeiro. Enquanto, o volume aumenta durante o rompimento, o
aumento da atividade, certamente nãofoi espetacular

725

675
650

625

600

75

550

525
(a)

NYSE vome
wilnliwat nlionolnnilhuinutne
Fonte pnng com

Formações de Alargamento

As formações de alargamento ocorrem quando uma série de três ou mais flutua-


ções de preço se alargam, assim, os topos e fundos podem ser ligados com duas
linhas de tendência divergentes. Os tipos mais fáceis de formações de alargamento
para detectar são aquelas com um fundo ou topo "plano, como mostrado nos
exemplos a eb na Figura 8.31.
Os padrões da Figura 8.31 são, algumas vezes, mencionados como uma
formação de alarganento do triângulo retângulo. Visto que, todo o conceito das
oscilações do alargamento de preços sugere uma atividade altamente emocio-
nal, os padrões de volume são difíceis de ser identificados, embora nos topos
do mercado, o volume é geralmente forte durante as fases de alta. Os padrões
nos fundos e nos topos são semelhantes aos diversos padrões de cabeça e om-
bros, exceto que a "cabeça" na formaço de alargamento é sempre a última a ser
formada. Um sinal de baixa surge com um rompimento decisivo para baixo. O
volume pode ser forte ou fraco, mas a ênfase negativa adicional surge se a ativi-
dade aumenta neste momento.
Padröes Clássicos de Preços 153

FIGURA 8.31 Formações de Alargamento de Angulo Reto

Lailalallalthllilaui
(a) (b)

Visto que a formação de alargamento com um topo plano é um padrão de


acumulação, o aumento do volume no rompimento é um requisito importante,
como mostrado no exemplo b na Figura 8.31. Os exemplos de formações de alar-
gamento são mostrados no gráfico 8.13 da wW Grainger e no Gráfico 8.14 para
o preço do cobre.

GRAFICO 8.13 W. W. Grainger: Formações de Alargamento de Angulo Reto. Este


gráfico mostra que nem sempre é possível desenhar os limites externos do padrão
conectando exatamente todos os topos e fundos exatamente. A coisa mais importan-
te é estar certo que osfundos divergeme que os topos se formam aproximadamente
no mesmo nivel. 0 conceito é de crescente instabilidade para baixo que "inespera-
damente"reverte para cima.

8.5
8.0
7.5
7.0
6.5-
6.0
6.5

5.0

4.5

4.0

2000
1000
x10
P81 AM As o IND |1982 A M As o ND 1983A MJAS OND
Fonte: Martin Pring's Intemarket Review
154 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 8.14 Cobre 2000-2002. Ilustra Duas Formações de Alargamento

90 Copper
Formação de Alargamento
com um topo plano
80-

2001 Feb Mar Apr May JunJui JAug sep oct Nov Dec 2002Feb Mar Apr May Jun Jul
Fonte pnng com

Observe como a formação baixista ultrapassou o seu objetivo de preço por


trés vezes. O terceiro múltiplo provou ser o fim do declínio, seguido por uma
formação de alargamento de alta. O poder desses padrões também pode ser visto
no Gráfico 8.14, que mostra a formação de um padrão de triângulo retângulo sur-
gindo do fundo de 2009. Estes dois tipos de formações de alargamento também
podem se desenvolver como padrões de consolidação. Uma formação altista está
ilustrada na Figura 8.32.
As formações de Alargamento ocasionalmente não funcionam adequada-
mente. As possibilidades são mostradas na Figura 8.33. Infelizmente, não parece
ser um ponto confiável, a partir do qual é seguro afirmar que o padrão falhou. A
melhor defesa em tais casos é estender as linhas de tendência divergentes, ou seja,
as linhas tracejadas na Figura 8.33, e esperar por um rompimento decisivo do
preço como confirmação.
Quando completadas, as formações de alargamento de ângulo-reto tanto
de reversão como de continuaço, resultam em um movimento dinâmico espe-
cifico. E quase como formações de Cabeça e Ombros fossem abortadas, onde o
movimento é tão poderoso que não há tempo para completar o ombro direito.
Um exemplo de uma formação de alargamento de um triângulo retângulo altista,
onde o objetivo do preço foi alcançado várias vezes, é mostrado no Gráfico 8.15
da Patni Computers.
Padrões Clássicos de Preços 155

FIGURA 8.32 Formação de Alargamento Retangular de Consolidação

A
AN
FIGURA 8.33 Falhas na Formação de Alargamento

(a) (b)

Um dos diversos tipos de formação de alargamento do triângulo retânguloé


o alargamento da cunha. Estes padrões são semelhantes na medida em que con-
sistem de duas linhas de tendência divergentes, mas em vez de um delas ser cons-
truida em um ângulo de 90 graus, se inclina para cima (ou para baixo, no caso de
um padräo de alta), mas em um ângulo ascendente menor (para baixo), conforme
mostrado nas Figuras 8.34 e 8.35.
As implicações de medição e outras características são idênticas aos diversos
tipos de triângulos.
O último tipo de formação de alargamento, conhecido como um alargamen-
to de topo convencional é mostrado na igura 8.36.
Este padrão é constituído por três altas, com cada topo subsequente mais
alto do que o seu antecessor, e cada topo separado por dois fundos, com o segun-
156 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendéncias

GRÁFICO 8.15 Patni Computers 2007 -2008. FormaçãodeAlargamento com


Múltiplos Objetivos dePreços
Patni Computer Systems

Secrber occder Non

Fonte pring com

FIGURA 8.34 Cunha de Alargamento Baixista

M
Padroes Clássicos de Preços 157

FIGURA 8.35 Cunha de Alargamento Altista

FIGURA 8.36 Formação de Alargamento Tradicional

do fundo mais baixo do que o primeiro. As formações de alargamento convencio


nais estão associadas aos topos de mercado, em vez de fundos de mercado.
Esses padrões são extremamente difíceis de detectar até um pouco depois
que o topo final tenha sido formado, uma vez que, não existe um nível de su-
porte claramente definido onde a violação deste poderia servir de referência.
A natureza violenta e emocional das oscilações dos preços e do volume agrava
ainda mais a confusão e aumenta a complexidade de definição dessas situações.
Obviamente, é difícil identificar um rompimento sob essas condições, mas se a
formação for razoavelmente simétrica, um movimento decisivo abaixo da linha
de tendencia descendente juntando os dois fundos, ou mesmo um movimento
158 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendèncias

decisivo abaixo do segundo fundo, geralmente serve como um aviso de que um


declínio ainda maior está prestes a acontecer.
As implicações de medição sáo igualmente dificeis de determinar, mas
normalmente, o comportamento volátil de uma formação de alargamento de
de dis-
topo significa que ocorreu a realização de uma quantidade substancial
tribuição. Consequentemente, um declínio de preços de proporções conside-
ráveis normalmente segue a conclusão com êxito desses padrões. O problema
è que são muito raros e não aparecem com muita frequência nos gráficos.

Triângulos
Os triângulos, o mais comum de todos os padrões de preços discutidos neste ca-
pitulo, são, infelizmente, menos confiáveis. Podem ser formações de consolidação
ou de reversão, e são de dois tipos: simétricos e retangulares.

Triângulos Simétricos

Um triangulo simétrico é constituído de uma série de duas ou mais altas e cor-


reções, onde cada topo sucessivo é mais baixo do que o seu antecessor, e o fun-
do de cada uma das correções sucessivas é mais alto que o seu antecessor (ver
Figura 8.37).
Um triângulo é, por conseguinte, o oposto de uma formação de alargamen-
to, uma vez que, as linhas de tendência juntando os topos e fundos convergem,
ao contrário da formação de alargamento (convencional), que divergem.

FIGURA 8.37 Triângulos Simétricos

T
w
159
Padröes Clássicos de Preços
FIGURA 8.38 Penetração Simétrica Clássica

Estes padrões são também conhecidos como espirais, porque a flutua-


ção do preço e volume diminui, à medida que o padrão vai se completando.
Por fim, tanto o preçoe (geralmente) o volume reagem mais acentuadamente,
como se uma mola helicoidal fosse apertada até saltar livre para fora com os
preços rompendo o triângulo. De um modo geral, os triangulos parecem fun-
cionar melhor quando o rompimento ocorre em algum lugar entre metade e
três quartos da distância entre o topo mais largo e o trajeto ao vértice (como
na Figura 8.38).
As regras de volume utilizadas para outros padrões são também adequadas
é de um
para os triângulos. Outro fator que afeta a confiabilidade proveniente
dos princípios de determinação do significado da linha de tendència. Enquanto
um triângulo pode, teoricamente, ser construído juntando quatro pontos de
retorno, dois para cada linha, consequentemente, essas linhas vão ganhar maior
significado se tocadas ou aproximadas em diversas ocasiðes. Consequentemente,
quando eventualmente, são violadas, o seu papel mais importante como uma
zona dinâmica de suporte/resistência, provavelmente vai resultar em um sinal
mais confiável.

Princípio Técnico Fundamental: Quanto mais vezes as linhas que formam


um triangulo forem tocadas ou aproximadas, maior a probabilidade de que

a sua eventual violação seja válida.

Triângulos Retângulos
Os triängulos retângulos são realmente uma forma especial do tipo simétrico,
em que um dos dois limites é formado em um ångulo de 90 graus, isto é, hori-
zontal ao eixo vertical. Um exemplo é ilustrado na Figura 8.39.
160 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 8.39 Triângulos Retângulos

(a) (b)

O triàngulo simétrico não dá uma indicação da provável direção em que


finalmente será rompido, mas o triangulo retângulo dá essa indicação, com seu
nível implicito de suporte ou resistència e flutuações da queda dos preços. Uma
dificuldade na interpretação destas formações é que muitos retângulos começam
como triângulos retângulos. Consequentemente, ao avaliar esses indefiníveis pa-
droes é necessário interpretá-los com muita prudência. Um exemplo é mostrado
na Figura 8.40, onde um triângulo retângulo com inclinação para baixo no exem-
plo a, se desenvolve como um retângulo no Exemplo b.
Tradicionalmente, a medição dos objetivos dos triàngulos é obtida traçando
uma linha paralela na base do triângulo através do topo da primeira alta. Esta
linha (BB na Figura 8.41) representa o objetivo que pode ser esperado, que os
preços alcancem ou ultrapassem.
O procedimento reverso nos topos de mercado é mostrado na Figura 8.41,
exemplos ced. A mesma técnica é utilizada para projetar os preços quando os
triângulos são do tipo de consolidação. No entanto, na minha experiência pessoal,
não considero este método como sendo particularmente útil. Eu prefiro, em vez
disso, tratar o triàngulo como com qualquer outro padrão, calculando a sua pro
fundidade máxima e, em seguida, projetando essa distância no rompimento. Um
exemplo deste método alternativo é mostrado na Figura 8.42.
Um exemplo de um triângulo retângulo seguido por uma formação de alar-
gamento altista é mostrado no Capitulo 8. 16 ilustrando o (DJIA- Dow Jones In-
dustrial Average).

FIGURA 8.40 Falha nos Triângulos

(a) (b)
Padrões ClássicosdePreços 161

FIGURA 8.41 Implicações de Medições dos Triângulos

TB

(a)

(6) )

FIGURA 8.42 Alternativa de Implicações de Medições dos Triângulos

wA
M
/V Measuring
objective

Cup com um Handle


Este padrão foi criado pelo famoso William O'Neil eé descrito em seu livro How
to Make Money in Stocks (McGraw-Hill, 1995). O padrão de desenvolve como al-
tista, geralmente num formato de continuação. A Figura 8.43 mostra que ele toma
a forma de um grande U (cup), seguido por uma alta e uma pequena plataforma
162 Parte1: Técnicas que Determinam as Tendências
Padrões Clássicos de Preços 163

FIGURA 8.43 Formações de Cup e Handle

Penetração

Handle
Cup Volume Pesado

Fonte: Martin Pring on Price Patterms

arredondada (handle). O Cup normalmente é precedido por uma alta muito forte,
então o lado esquerdo reflete uma realização de lucros agressivos.
A parte esquerda do Cup, geralmente marcao ponto culminante de uma for-
te alta que éfrequentemente associada a um forte volume. O fundo do Cup pode
assumir a forma de um fundo arredondado, como na Figura 8.43, ou alguma ação
variando, como na Figura 8.44.
O próximo passo no desenvolvimento deste padrão é uma alta com volu-
me em expansão, seguido por um período de realizaçã de lucros, onde tanto o
volume e o preço estão discretos. Finalmente, o handle é completado e os preços
explodem para cima.
Se ele falhar, o sinal que deve ser procurado é um rompimento abaixo da
parte inferior do handle. Se o preço eventualmente romper acima do nível su-
perior do handle, a situação voltará a ser altista. Quaisquer rompimentos que se
desenvolvam com a queda do volume, porém, devem ser vistos com desconfiança.
O gráfico 8.17 mostra um Cup com uma formação de Handle para a ADC
Telecom. O rompimento, acima do handle não é acompanhado por grande parte
de uma expansão do volume, mas o preço certamente não sofre.
Por sua própria natureza, o cup com um handle é uma formação de con
solidação. Visto que, o rompimento segue um movimento de agitaçâo (a parte
esquerda do cup), é frequentemente seguido por uma alta muito forte.
164 Parte l: Técnicas que Deterninam as Tendências

FIGURA 8.44 Formações Alternativas de Cup e Handle

Rompimento

w Handle

Cup

.
Fonte Martin Pring on Prioe Patterns

GRAFICO 8.17 Formação de Cup e Handle na ADC Telecom 1990 1991

ADC Telecom
090
O85
080
0.76 TT1t+,T+ f+r+1
70

0 65

060

056

1000

600

100
29 12 19 26 10 1926
November December 1991 February
Fonte pring com
Padroes Clássicos de Preços 165

Sumário
1. Os preços nos mercados financeiros se movem em tendências. A reversão é
caracterizada por um período temporário, onde o entusias1mo dos compra-
dores e vendedores está relativamente equilibrado. Este processo de transição
geralmente pode ser identificado por padrões de preços claramente definidos,
que, quando completados, oferecem boas e confiáveis indicações de que umna
reversão na tendência tenha ocorrido.
2. Até que um padrão tenha sido formado e completado, a suposição deve ser
que a tendência que prevalece ainda esteja ativa, isto é que o padrão é de con-
tinuação ou de consolidação. Este princípio é mais importante quando a ten
dência estiver em vigor apenas por apenas um período relativamente curto,
porque quanto mais se desenvolver, maior é a probabilidade de uma reversão
importante.
3. Os padrões de preços podem ser formados em qualquer período de tempo.
Quanto maior o tempo necessário para formar um padrão e maiores as flutu-
ações de preços neles, é provável que mais substancial seja o movimento dos
preços subsequentes.
4. As fórmulas de medição podem ser derivadas para a maioria dos tipos de pa-
droes, mas estes são geralmente objetivos mínimos. Geralmente, os preços se
estendem muito mais.
5. Os objetivos de preços representam a meta mínima final e geralmente não são
alcançados em um movimento. Geralmente, uma série de altas e correções
em um rompimento de alta é necessária, ou correções ou retrações em um
rompimento para baixo, antes que o objetivo seja alcançado.
9

PEQUENOS PADRÕES
DE PREÇoS E GAPS

A maioria dos padrões de preços descritos no Capítulo 8 podem ser observados


nas formações de reversão e continuação. A maioria das formações discutidas
neste capitulo se materializa durante o curso de uma tendència de preço e são, por
conseguinte, de continuação. Uma vez que muitas delas são reflexos de realizaço
de lucros controlada durante uma subida e digesto controlada de perdas durante
um declinio, esses padrões, em sua maior parte, levam um tempo muito menor
para formação do que aqueles já descritos no capítulo anterior. Aparecem mais
comumente nos gráficos diários.

Bandeiras
Uma bandeira, como o nome indica, se parece com uma bandeira no gráfico.
Representa uma interrupção acompanhada por uma tendência de queda do vo
lume, que interrompe uma subida ou declínio contínuo quase vertical. Quando
a bandeira for completada, os preços rompem na mesma direção que estavam se
movendo antes da formação. As bandeiras para os mercados de alta e de baixa são
mostradas na Figura 9.1
Essencialmente, tomam a forma de um paralelogramo no qual os topos das
subidas e os fundos das quedas podem ser conectados por duas linhas paralelas.
As linhas se movimentam em uma direção contracíclica. No caso de um mercado
de alta a bandeira é normalmente formada com uma ligeira inclinação descen-
dente, mas em um mercado de baixa, possui uma ligeira inclinação de alta dos
preços. As bandeiras também podem ser horizontais.
Num mercado de alta, este tipo de padrão geralmente separa em duas partes
uma alta quase vertical. Normalmente, o volume é muito grande imediatamente
Pequenos Padrões de Preços e Gaps 167

FIGURA 9.1 Bandeiras

(a) (b)

antes do ponto em que começa a formação da bandeira. À medida que se


desenvolve, o volume diminui gradualmente para quase nada, apenas para ex
plodir quando o preço irrompe para fora da formação. As bandeiras podem se
formar num período tão curto como 5 dias ou tão longo como de 3 a 5 semanas.
Essencialnmente, representam um período controlado de realização de lucros num
mercado de alta.
O desenvolvimento da bandeira numa tendncia de baixa também é acom-
panhado pela queda do volume. Este tipo de bandeira representa uma formação
com uma inclinaço para cima dos preços, portanto, a implicação do volume é
baixista por natureza, ou seja, aumento de preço com declínio de volume. Quando
o preço rompe para baixo da bandeira, a queda acentuada continua. O volume
tende a subir à medida no momento que o preço escorrega para baixo do limite
inferior da bandeira, mas não precisa ser explosivo. Somente os rompimentos de
preços em mercados de alta possuem esta característica.
E importante verificar se as características dos preços e do volume estão de
acordo. Por exemplo, o preço pode se consolidar após uma subida acentuada,
que parece ser uma formação de bandeira, mas o volume pode falhar, não di-
minuindo consideravelmente. Nesses casos, você deve ser muito cauteloso antes
de chegar a uma conclusão otimista, já que o preço pode reagir igualmente para
baixo. Uma bandeira que leva mais de quatro semanas para se desenvolver tam-
bém deve ser tratada com cautela porque estas formações so, por definição,
interrupções temporárias de uma de uma subida abrupta. Um período de mais
de quatro semanas representa um tempo indevidamente longo para realização
de lucros e, portanto, existe uma menor probabilidade de ser uma bandeira ver-
dadeira.
As formações de bandeiras são geralmente padrões confiáveis do ponto de
vista de previsâo, pois não só indicam a direção do rompimento final, mas tam-
bém o movimento subsequente, geralmente é válido de um ponto de vista opera-
168 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 9.1 Bandeira na Adaptec

8.0
7.5
Adaptec
4 , / l
|
u /

7.0
65

Bandeira
6.0
n
5.0

4.5

1000

500-
x100
28
July August
Fonte pring com

cional. As bandeiras parecem se formar na metade do movimento. Uma vez que o


rompimento tenha ocorrido, um método adequado para estabelecer um objetivo
de preço é estimar o tamanho do movimento de preço no período imediatamente
anterior ao inicio da formação da bandeira e após projetar este movimento na
direção do rompimento. No jargo técnico, nesse sentido, dizem que as bandeiras
voam a meio mastro, ou seja, a meio caminho do movimento. Uma vez que as
bandeiras levam um período relativamente curto para se desenvolver, elas não são
mostradas em gráficos semanais ou mensais.
O Gráfico 9.1, ilustrando a Adaptec, mostra uma bandeira e as implicações
de mediço (projeção), mostrando as duas setas tracejadas.

Flâmulas
Uma flâmula se desenvolve exatamente nas mesmas circunstâncias que uma ban-
deira, e possui caracteristicas semelhantes. A diferença é que o tipo de formação
de é a partir de duas linhas de tendéncia
consolidação construido
como mostrado na Figura 9.2.
convergentes
Pequenos Padrões de Preços e Gaps 169

FIGURA 9.2 Flâmulas

lllli lLllLLulul
De certo modo, a bandeira corresponde a um retângulo, e a flâmula a um
triângulo, porque uma flâmula é, na verdade, um triângulo muito pequen0. A
diferença entre os dois é que o triângulo tem uma faixa de negociação ligada por
duas linhas de tendências convergentes, que apontam em sentidos diferentes. No
caso de uma flåmula, ambas se movimentam na mesma direção.
Se algo mais, o volume tende a diminuir ainda mais durante a formação de
uma flåmula do que durante a formação de uma bandeira. Em todos os outros as-
pectos, no entanto, as flâmulas são idênticas às bandeiras em termos da implicação
de medição, tempo necessário de desenvolvimento, características do volume, etc.
O Gráfico 9.2 ilustra uma flåmula ocorrida na Adobe num mercado de alta.
Observe como o volume diminui durante a formação do padrão, e em seguida
aumenta no rompimento.

Cunhas
Uma cunha é muito semelhante a um triângulo, em que duas linhas convergentes
podem ser construídas a partir de uma série de topos e fundos, como mostrado
na Figura 9.3, mas enquanto um triângulo tem umalinha ascendente e outraé
descendente, ou uma linha horizontal, as linhas convergentes em uma cunha se
movimentam na mesma direçao.
Uma cunha descendente representa uma interrupção temporária de uma
tendência ascendente, e uma cunha ascendente é uma interrupção temporária de
uma tendência descendente.
170 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 9.2 Flâmula na Adobe

9.0
8.5 Adobe
80
7.5

7.0 Flâmula

6.0

5.5
6.0

45

1500
1000
500

12 19

Fonte pring com

FIGURA 9.3 Cunhas

Tuh
LLLlLllutll
Pequenos Padrões de Preços e Gaps 171

FIGURA 9.4 Uma Flâmula versus uma Cunha

Flâmula
N ** ::

Cunha

E normal que o volume diminua durante a formação dos dois tipos de


cunhas. Uma vez que, as cunhas podem levar de 2 a 8 semanas para se formar,
às vezes, ocorrem em gráficos semanais, mas quando o período de formação for
demasiadamente curto, é muito pouco para aparecerem em gráficos mensais.
As cunhas ascendentes são bastante comuns em repiques num mercado de
baixa. Após sua conclusão, os preços geralmente rompem muito bruscamente,
especialmente se o volume aumentar acentuadamente na queda.
A cunha e a flâmula são muito semelhantes, uma vez que ambas consistem
de linhas de tendência convergentes que se movimentam em uma direção con-
trária à tendência. A diferença é que o ponto de rompimento de uma flåmula se
forma muito próximo ou mesmo exatamente no vértice.
As duas linhas projetadas para a cunha, por outro lado, se encontram no
futuro - em muitos casos, literalmente fora dos gráicos. A Figura 9.4 nos coloca
diretamente neste caso, como pode ser visto que as linhas tracejadas projetadas
para a cunha se encontram bem após o ponto de rompimento.

Compare isto à flåmula, que é muito mais parecida com um triângulo. Às


vezes, a diferença entre estas duas formações é dificil de avaliar. Caso haja algu-
ma, as cunhas normalmente parecem levar mais tempo para se tormar do que
as flâmulas. Como mostrado no capítulo anterior, não importa como chamamos
estas formações a questão importante é se suas caracteristicas, configurações e
volume são altistas ou baixistas.
O Gráfico 9.3 mostra uma cunha baixista para a Yahoo! Normalmente, essas
um declínio mais prolongado do que o mostrado
após
formações se desenvolvem
no gráfico.
172 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendencias

GRAFICO 9.3 Yahoo! Cunha

25
24
2
21- Yahoo! Cunha
20

19

18

16

15

so00
x100

20
|August Septem
Source: From pring.com

No entanto, não pode haver nenhuma dúvida sobre o estreitamento da faixa


de negociação durante a sua formação. A diminuição da atividade durante a for-
mação do padrão e o subsequente aumento de volume no rompimento, confirma
a natureza baixista.

Fundos e Topos Arredondados


A Figura 9.5 mostra a formação de um fundo e de um topo arredondados. Um
padrão de fundo arredondado ocorre no fundo do mercado, enquanto de topo
arredondado se forma no topo do mercado.
Um fundo arredondado é construído traçando uma linha circular a abaixo
das mínimas, que toma uma forma aproximada de um fundo arredondado em U.
Na medida em que os preços caminham em direção ao ponto mais baixo do fundo
arredondado e os investidores perdem seu interesse, o momentum descendente
se dissipa. A falta de interesse é também caracterizada pelo nível de volume, que
quase se esgota quando o preço está atingindo seu ponto mais baixo. Gradativa-
mente, tanto preço quanto volume se recuperam até que finalmente explodem em
um padräo quase exponencial.
Pequenos Padröes de Preços e Gaps . 173

FIGURA 9.5 Fundo Arredondado

ww

comportamento do preço no topo arredondado é exatamente oposta


àquela de padrão do fundo arredondado, porém as características de volume são
as mesmas. Como resultado, se o volume é traçado abaixo do preço, é quase pos-
sÍvel traçar um círculo completo, como demonstrado na Figura 9.6.

FIGURA 9.6 Topo Arredondado

M m m

lllull
hililueaanlul
174 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Uma evidência de implicação baixista do topo arredondado éo fato de que


O volume diminui enquanto os preços alcançam seus níveis mais altos e depois o
volume aumenta enquanto os preços caem. Ambas as características são baixistas,
e são discutidas em maiores detalhes no capítulo 7.
Fundos e topos arredondados são bons exemplos de uma mudança gradual
no equilíbrio procura/oferta que lentamente recupera o momentum na direção
oposta àquela da tendncia anterior. Muito claramente, é dificil a obtenção de
pontos de rompimento para estes padrões uma vez que se desenvolvenm lentamen-
te e não oferecem qualquer nível de suporte ou resistência no qual se possa esta-
belecer uma potencial referência. Mesmo assim, vale a pena tentar identificá-los,
uma vez que são geralmente seguidos por movimentos substanciais. As formações
de topo e fundo arredondados também podem ser observadas como fenômenos
de consolidação e de reversão, e podem levar de três semanas até vários anos para
serem completados.

Gaps
Um gap para cima ocorre quando o preço mais baixo de um período específico de
negociação está acima nível mais alto do período anterior de negociação.
Um gap para baixo ocorre quando o preço mais alto de um período específico
de negociação está abaixo do preço mais baixo do período anterior de negociação.
Em um gráfico de barras diário, o período de negociação é considerado
como um dia, enquanto que em um gráfico semanal, é de uma semana, etc. Por
definição, os gaps podem ocorrer somente em gráficos de barras em que os preços
do dia, semana ou ms são traçados. Um gap é representado por um espaço verti-
cal vazio, entre um e outro período de negociação. Os gaps diários são muito mais
comuns do que os semanais já que um gap em um gráfico semanal somente pode
ocorrer entre a faixa de preço da sexta-feira e da segunda-feira, ou seja, tem uma
em cinco chances em relação ao gráfico diário. Os gaps mensais são ainda mais
raros, já que esses "buracos" no gráfico somente podem acontecer entre faixas
de preço mensais. O local mais comum para encontrar os gaps é na abertura dos
gráficos intradia. Terei mais a dizer adiante.
Um gap é fechado ou "preenchido" quando o preço volta e faz uma retração
em toda a extensão do gap. Em gráficos diários, este processo, às vezes, leva alguns
dias, e, em outras vezes, semanas ou meses. Em casos raros, este processo nunca
é completado.

Principio Técnico Fundamental: Existe um velho ditado que diz que o merca-
do detesta um vácuo, ou seja, a maioria dos gaps são eventualmente fechados.
Pequenos Padrões de Preços e Gaps 175

E verdade que quase todos os gaps são finalmente preenchidos, mas não e
sempre assim. Uma vez que pode levar meses ou mesmo anos para preencher
um gap, as estrat gias operacionais não devem ser somente implementadas, na
suposição de que o gap será preenchido em um futuro imediato. Na maioria dos
casos, algum tipo de tentativa é feito para preenchê-lo, mas quase sempre um
preenchimento parcial em um teste subsequente é suficiente antes que o preço
reverta de novo na direção da tendência predominante anteriormente. A razao
pela qual a maioria dos gaps é fechado se deve as suas questões emocionais e re-
fletem traders que pOssuem forte motivação psicológica podemos mesmo dizer
excesso de medo ou ganáncia, depende da direção da linha de tendência. As de-
cisóes
de comprar vender qualquer preço, não são objetivas, que significa
ou a o
que as chances das pessoas têm que ser reconsideradas, quando as probabilidades
de as coisas esfriarem forem muito grandes. As reconsiderações, neste caso, são o
fechamento do gap ou pelo menos unma boa tentativa de fazê-lo.
ser tratados
Os gaps devem com respeito, mas sua importància não deve
subestimada. Aqueles que ocorrem durante a formação de um padrão de preço,
conhecidos como gaps comuns ou gaps de área são geralmente fechados muito
rapidamente e não têm muito significado técnico. Outro tipo de gap que possui
um pequeno significado é aquele que resulta da ação se tornar um ex-dividendo.
Existem três tipos de gaps que valem a pena serem considerados:

Gaps de Ruptura ou Fuga

Um gap de ruptura é criado quando um preço rompe um padrão de preço


(como nas Figuras 9.7 e 9.8). De um modo geral, a presença de um gap enfatiza
a condição de otimismo ou pessimismo do rompimento, dependendo da dire-
ção que ele toma. Mesmo assim, ainda é importante para um rompimento para
cima, vir acompanhado por um nível de volume relativamente alto. Não se deve
concluir que todo rompimento com gap seja válido porque a "certeza" não existe
na análise técnica. Entretanto, um gap associado a uma penetração tem maior
probabilidade de ser válido do que aquele que não esteja. Os rompimentos de
gap que ocorrem para baixo, não necessariamente precisam ser acompanhados
de um alto volume.
Se um gap se revelar como uma violinada, normalmente isto será sinalizado
mais cedo ou mais tarde. Considerando que a maioria dos gaps são preenchidos
e que raramente existe um motivo, porque você tenha que comprar, poderia se
argumentar que é melhor esperar o preço, pelo menos, tentar preencher o gap
antes de comprometer seu dinheiro. No final, se você perder porque o preço não
reverteu, tudo o que você perdeu foi uma oportunidade. Afinal, se você perdeu
porque o preço não sofreu uma retração, tudo que você perdeu é uma oportuni-
dade. Certamente, vocè se sentirá frustrado, mas pelo menos não terá perdido
176 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 9.7 Gap de Rompimento ou de Fuga

Gap de Fuga com


volume pesado

qualquer capital. Nos mercados, existe sempre outra oportunidade. Se tiver paci-
éncia e disciplina para esperar a oportunidade, você estará muito melhor no longo
prazo. O problema, especialmente hoje em dia como encurtamento dos periodos
de tempo, é que a maioria não foi abençoada com a paciência e a disciplina neces-
sárias para o sucesso da negociação e do investimento.

FIGURA 9.8 Regra de três passos para comprar Gaps de Ruptura

1 Declinio Princaipal
3a. Nova alta

3b. Teste

Gap de Ruptura
com volume pesado
177
Pequenos Padröes de Preços e Gaps

O perigo de comprar no gap de ruptura é que você será pego nas emoçóoes
da multidão. Esta mentalidade de "comprar a qualquer preço provavelmente re-
sultará em uma desmotivação, quando inevitavelmente o preço fizer uma retraçao
para baixo à medida que as emoções se acalmem. O conselho não é que voce
nunca deva comprar um gap de ruptura, mas que você seja cauteloso e se prepare
mentalmente para alta probabilidade de que o preço corrigirá, portanto colocan-
do sua posição temporariamente sob a água.
Os gaps de ruptura que se desenvolvem durante as fases iniciais de um mer-
cado primário de alta são mais propensos a serem válidos do que aqueles que se
desenvolvem após um longo avanço de preço. Isso se deve ao fato que os mer
cados de alta jovens têm uma grande quantidade de momentum para cima. Sob
estas circunstâncias, existe menos probabilidade de indecisão refletida nos gráfi
cos na torma de movimentos de retração e faixas de negociação. Por outro lado,
os gaps de ruptura que se desenvolvem no final de um movimento de alta têm
maior probabilidade de indicar uma exaustão emocional, já que os compradores
vendidos literalmente desistiram de qualquer possibilidade de poderem comprar
novamente a preços menores. O mesmo princípio é aplicado no sentido inverso
nas tendencias de baixa.
No livro Technical Analysis of Stock Trends (CRC Press 2012), Edwards e
Magee possuem uma opinião ligeiramente diferente. Seu conselho a respeito de
comprar ou não um gap de ruptura reside na configuração de volume. Afirmanm
que se o volume for alto logo antes do gap e diminui à medida que o preço se
movimenta a partir da parte superior do gap, então existe a chance de 50-50 de
uma retração. Por outro lado, se o volume aumenta na parte superior do gap à
medida que os preços se afastam dela, então as chances de retração ou fecha-
mento do gap são substancialmente menores. Essas características devem ser
levadas em conta.
Isso pode ser levado um pouco mais adiante, estabelecendo uma regra de
três passos para compra de gaps de ruptura. Um exemplo teórico é mostrado na
Figura 9.8. Primeiro, é importante que o gap se desenvolva no início de um mo-
vimento, o que implica que deveria ser precedido pelos menos de um declínio
intermediário. Em outras palavras, se um gap deve representar uma mudança
sustentável na psicologia, deve ter uma psicologia muito pessimista (como com-
provado pelo declínio precedente) para reverter. Segundo, o dia do gap deveria es-
tar acompanhado de um volume excepcionalmente forte. Isso novamente reflete
uma mudança de psicologia porque os compradores estão no controle. Terceiro,
uma tentativa de fechar o gap deveria ser feita dentro de 2 a 4 dias, e o preço deve-
ria alcançar a máxima do dia do gap. Se uma tentativa de fechar o gap falha, tanto
melhor. A ideia do teste é que os participantes do mercado tiveram uma chance de
trocar seus pensamentos (altistas) e não o fizeram. A parte da regra sobre a nova
alta é realmente um modo de determinar se o mercado confirma o gap seguido de
um teste bem sucedido.
178 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendncias

GRÁFICO 9.4 Apple Gap de Ruptura ou de Fuga

19.0
18.5 Apple Nova maxima
18.0
17.5
17.0
16.5
16.0
Tentativa de
15.5
fechamento
16.0
145
14.0

13.5
13.0
Tentativa de fechamento
12.5
120 Rompimento
Com volume
11.5
11.0
pesado

1600
1000

August September October November December 1994 February March


Fonte pring com

O Gráfico 9.4 oferece dois exemplos disso; em Outubro de 1993, e, em me-


nor dimensão, em Fevereiro de 1994.

Gaps de Continuação ou de Medida


Os Gaps de Continuação ocorrem durante um avanço ou declínio linear, quando
as cotações de preço estão se movimentando rapidamente e as emoções estão for-
tes. Tanto podem ser fechados muito rapidamente, ou seja, em um dia ou mais,
ou tendem a permanecer abertos por períodos muito maiores e não são fechados
até que o mercado faça uma oscilação maior ou intermediária na direção oposta
ao movimento do preço que foi responsável pelo gap. Este tipo de gap ocorre
frequentemente na metade do caminho entre o rompimento anterior ea duraç o
final do movimento. Por esta razão, os gaps de continuação são às vezes chamados
de gaps de medida (veja Figura 9.9, exemplos aeb).
O Gráfico 9.5 mostra este conceito em funcionamento enquanto o gap de
medida se desenvolve a meio caminho do avanço no final de agosto/início de
setembro.
179
Pequenos Padrões de Preços e Gaps

FIGURA 9.9 Gaps de Continuação e Exaustão

Gaps de Gaps de
Continuação Continuação

Gap de
Exaustão

(a)

Gaps de Exaustão

As vezes, o movimento do preço tenha mais de um gap de continuaço. Isso indi-


ca que uma tendência muito forte está em curso, mas a presença de um segundo
ou terceiro gap deve também alertar o técnico para o fato de que o movimento

GRÁFICO 9.5 Gap de Continuação - Yahoo!

7.0 Yahoo!
6.5
6.0

6.5
5.0

4.5 Gap de Medida

4.0
'
3.5
Gap de Fuga
3.0

2.5 Volume pesado

2000-
1000-
3 1421 2 1 118 25 2 3 152 29 5 13 20
July August September October
Fonte: pring.com
180 Parte I: Técnicas que Deterninam as Tendências

FIGURA 9.10 lha de Reversão

Gap de
Continuação

Gap de
Continuação

Gap de Gap de Fuga


Exaustão

está prestes a acabar. Desta forma, existe uma possibilidade que o segundo ou ter-
ceiro gap de continuaço seja o último. Um gap de é,
exaustäo portanto, associado
à fase final de um rápido avanço ou declínioeéoútimo de uma série degaps de
continuação (veja Figura 9.9 exemplo be Figura 9.10).
Um indicio de que um gap de exaustão pode estar se formando é o nível de
volume incomumente forte em relação à mudança de preço do dia. Em tal caso,
normalmente o volume se desenvolve aumentando muito acima dos níveis an-
teriores. Às vezes, o preço fechará próximo ao vácuo (ou gap) e bem distante da
leitura de sua extremidade. Se o próximo dia de negociação criar uma ilha onde,
o gap do dia está conmpletamente isolado por um vácuo a partir da negociação do
dia anterior, isso é normalmente um excelente sinal que o dia do gap foi de fato
um ponto de virada. Isso indica somente uma exaustão temporária, mas deve ser
um sinal de alerta que sinaliza para os negociadores altamente alavancados que
eles devem liquidar ou cobrir suas posições.
Se o gap for o primeiro durante um movimento, é mais provável que seja
um tipo de continuação do que um de fuga, especialmente se o objetivo do preço
ainda não tiver sido atingido. Um gap de exaustão não deve ser visto como um si-
nal de uma reversão substancial, mas simplesmente um sinal de que, pelo menos,
alguma forma de consolidaço, deve ser esperada.

A importância dos gaps como pontos emocionais

Os locais onde os gaps começam ou terminam são pontos potenciais importantes


em um gráfico porque representam uma forte emoção. Se você discutir com um
amigo e um de vocès grita em alta voz alta, em determinado momento, vocs dois
lembrar-se-ão deste momento especifico, porque representa um extremo emocio-
181
Pequenos Padrões de Preços e Gaps

nal. O mesmo princípio se aplica à análise técnica, uma vez que os gräficos sao u

reflexo das atitudes psicológicas.

Princípio Técnico Fundamental: Os Gaps tem o potencial de se tornarem


níveis importantes de suporte e resistência que tem o poder reverter tenden-

cias de curto prazo.

Assim como as pessoas têm a tendência de revisitar suas emoções depois de


um debate acalorado, o mesmo ocorre com os preços após um movimento de gap
emocional.

Os Gaps nos Gráficos Intradia

Existem dois tipos de gaps de abertura nos gráficos intraday. O primeiro se desen-
volve à medida que os preços abrem além dos parâmetros de negociação da sessão
anterior, como no Gráfico 9.6. Chamarei estes de "gaps clássicos" já que são os que
também aparecem nos gráficos diários.

GRAFICO 9.6 Bonds Março de 1997 Barras de 15 Minutos

114

113

113

112

112

111

111 Gap Clássico

110

110
W
9971997 E 710 11 12 13 19 1 20 21 26 p6 2 March
Fonte: pring.com
182 Parte I: Técnicas que Determninam as Tendências

GRÁFICO 9.7 Bonds Março de 1997 - Barras de 15 Minutos

1180
Mesmo nivel
1175 nos dois dias
1170
1165
1160 gap intrabarras

1155
1150 Th
1145

1140
1135 Gap Intradia
16 17

Fonte. pring com

O segundo gap mais comum se desenvolve apenas em gráficos intradia


quando o preço de abertura de um novo dia forma um gap bem longe do fecha-
mento da sessão anterior. Chamarei esses gaps de "gaps entre barras" porque eles
somente caem entre duas barras, calculados em um periodo de tempo intradia.
Por exemplo, no Gráfico 9.7, o preço de abertura foi superior e desenvolveu um
gap em A. No entanto, retrospectivamente, verá que a faixa de negociação do dia
anterior (contida no quadro à esquerda) no foi excedida pelo preço de abertura,
portanto, em um gråfico diário não teria havido nenhum gap.
Se você é um trader com um horizonte temporal de 2 a 3 semanas utilizando
gráficos intradia, você deve encontrar gaps de modo diferente do que se tivesse
um horizonte temporal de I ou 2 dias.
A primeira categoria deve tentar evitar iniciar operações no momento que
o gap for criado. Isto porque quase todos os gaps são eventualmente fechados.
Algumas vezes isso acontece em algumas horas, e outras vezes em 2 ou 3 semanas.
Consequentemente, se você comprar sobre um gap de abertura para cima, como
neste gráfico, você corre o risco dele fechar rapidamente. O problema é que você
não sabe se ocorrerá em 2 dias ou em 4 semanas.
Pequenos Padrões de Preços e Gaps 183

Gaps de Abertura Intradia

Os traders Intradia também são aconselhados a se precaver quando o mercado


abre consideravelmente, muito acima ou abaixo. No caso das ações, isto é cau-
sado por um desequilíbrio. Significa que os formadores de mercado säão forçados
a venderem a descoberto
para atender a demanda. Eles naturalmente tentam au-
mentar um pouco o preço na abertura, para que baixem um pouco, permitindo
que cubram todas ou parte das posições vendidas a descoberto. O processo será
revertido no caso de uma abertura mais baixa. A chave, então, é observar o que

acontece com opreço após a faixa de abertura. Normalmente, se os preços sobem


depois um gap para cima da faixa de abertura de negociação, isto estabelece a con-
dição do mercado, para pelos menos, as próximas horas, frequentemente mais.
Por outro lado, se o preço começa a fechar o gap depois de algumas barras,
então a condição do mercado se torna negativa. O gráfico 9.8 ilustra a Merril
Lynch que não está mais listada, onde existe um gap de abertura na quarta-feira.
Depois de um pouco de apoio e preenchimento, o preço gradualmente vai
ficando mais baixo ao longo do dia. O sinal de que a abertura poderia ser uma
aberração se desenvolve após o preço cair abaixo da linha de tendência A. Obser-
ve como a linha de tendência revelou ser uma resistência no restante da sessão. Na
quinta-feira novamente um gap de abertura é observado, mas, desta vez, não está
indo em direção a uma faixa de negociação, pois continua subindo. Novamente,

GRÁFICO 9.8 Merrill Lynch Barras de 15 Minutos


3/9/99 $87.31 MERRILL LYNCH CO INC (mer5 Days Log
88 Gap 3 B 88
86 . - 86

84 Gap1 --hlf.--.84
82 82
80---A-- 80
70 78
76 Gap2 .76
Nolume mar 1038
1038| 03
750 750
Tue Wed Thu Fr Mon Tue
Fonte: Telescan
184 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

a alta distante da barra de abertura, estabelece a condiç o do mercado para o res


tante do dia. Mais tarde, na sexta-feira, outro gap aparece, mas desta vez, a faixa
de negociação de abertura se encaminha para a parte inferior, enquanto o preço

rompe abaixo do nível de $83 assinalado pela linha. Uma vez mais, iss revela
uma resistência para o restante do dia.

Ilha de Reversão
Uma ilha de reversão é uma faixa compacta de negociação criada no final de um
movimento contínuo e isolada do comportamento de preço anterior por um gap
de exaustão e seguido por um gap de fuga. Uma típica ilha de reversão é mostrada
na figura 9.10 e no gráfico 9.9. A ilha não é um padrão que na maioria das vezes
denote uma reversão significativa.
No entanto, as ilhas frequentemente aparecem no final de um movimen-
to intermediário ou mesmo em um movimento primário e forma parte de um
de preço total, tal topo (ou de um e
padrão
ombros (ou um padr o
como o
fundo) padrão de cabeça
de cabeça e ombros invertido). As ilhas ocasionalmente
ocorrem como um fenômeno de 1 dia, também mostradas no gráfico 9.9.

GRAFICO 9.9 Yahoo! Conceitos Diversos

210 Yahoo!
200
190
180 llha de reversão
170
160 Fuga
150
140

130

120
110

100 Pequeno gap lha de Um dia


de exaustão
90

3000
2000
20 2710 17 p4 1 15 2 305 12 19 263 10 17 24 1 7h4 21 28 5 11 19 25
April May June July August September
Fonte pring com
Pequenos Padröes dePreços e Gaps 185

Sumário
. As bandeiras, flåmulas e cunhas são padrões de preço de curto prazo que
normalmente se desenvolvem na metade de um movimento de preço acen-
tuado. Seu desenvolvimento é normalmente completado em 3 semanas. So-
bre um gráfico diário e representa períodos com pouco movimento de preço
e diminuição de volume. Na maioria das vezes, é um padrão de continuação.
1 o p o s e fundos arredondados são geralmente padrões de reversao e upIca
mente seguidos por movimentos substanciais de preços. Em ambas as for-
mações, o volume diminui em direção ao centro e aumenta em ambas as
extremidades.
3. O gap é essencialmente um vácuo ou um buraco no gráfico de barras. Os
gaps de área e ex-dividendos possuem pouco significado. Os gaps de fuga se
desenvolvem no inicio de um movimento, os gaps de continuação na meta-
de de um movimento, e os gaps de exaustão no final.
4 As áreas superiores e inferiores dos gaps representam as áreas de suporte e
resistência potencialmente significantes.
5. As ilhas de reversão são pequenos padrões de preço ou áreas de congestão
isoladas da tendência principal do preço por dois gaps. Frequentemente s
nalizam o término de um movimento intermediário.
10

PADRÕES DE PREÇOS
DE UMA E DUAS BARRAS

Os padrões de preço que consideramos até o momento, levam algum tempo para se
completar, normalmente pelo menos 20 barras. Todos refletem mudanças na relação
entre compradores e vendedores,
que nos diz que houve uma reversão na psicologia.

Principio Técnico Fundamental: Os padrões de uma e duas barras refletem


mudanças na psicologia e têm uma influência de curto prazo sobre os preços.

Historicamente, os padrões descritos neste capítulo foram chamados de pa-


droes de le 2 dias ou de 1 e 2 semanas. Com o advento dos gráficos intradia, os
termos "inside days, "outside days, etc. não são mais termos genéricos. Portanto,
optei em usar o termo "barra" para referência a estes padrões, já que o termo se
aplica a todos os gráficos de barras, desde 1 minuto até mensais. (Para uma dis-
cussão mais profunda sobre estes fascinantes padrões, consultar Martin Pring on
Price Patterns [McGraw-Hill, 2005]).
Já estabelecemos que um fator importante que influencia o significado de
um padrão é o seu tamanho. Uma vez que estes padrões de uma e de duas barras
não levam muito tempo para se formar, por definição, seu significado é de curto
prazo. Por exemplo, um padrão de um dia seria esperado em circunstâncias nor-
mais que afetasse um preço ao longo de um periodo de 5 a 15 dias. Um padrão de
preço de duas barras, criado a partir de barras de 10 minutos, influenciaria a ten-
dência ao longo de um periodo de 50 minutos à uma hora. Mesmo assim, quanto
mais estudo esses padrões mais impressionado me sinto com a sua habilidade de
sinalizar sinais confiáveis de reversão de tendèncias de curto prazo.
Padroes de Preços de Uma e Duas Barras 187

Principio Técnico Fundamental: Padrões de uma e duas barras devem ser


interpretados como nuances de cinza ao invés de preto ou branco porque
alguns padroes oferecem sinais de exaustão mais fortes do que outros.

Portanto, nem todos são formados da mesma forma. O que estamos fazen-
do é procurar por pistas tais como o grau de exaustão sendo assinalado por um
fenômeno de reversão específico. Eu poderia dizer a palavra "ajuda, por exemplo,
mas se eu gritasse bem alto, você receberia a mensagem bem mais claramente de
que preciso de ajuda. O mesmo princípio se aplica ao mercado. Por exemplo, se
a barra externa abrangesse uma faixa de negociação de três ou quatro barras, é
provável, mantendo as demais condições iguais, ter mais significado, do que se
abrangesse apenas uma, e assim por diante.
Existem algumas regras básicas para se ter em mente quando interpretando
estas formações:

1. Geralmente refletem um ponto de exaustão. No caso de uma tendência


ascendente, esses padrões se desenvolvem quando os compradores, tempo-
rariamente, empurraram muito os preços para longe e necessitam de uma
pausa. No caso das tendências de descendentes, existe pouca ou nenhuma
oferta porque os vendedores concluiram sua liquidação. Essas formações
estão quase sempre associadas a uma reversão da tendência prevalecente.
2. Para que estes fenômenos sejam eficazes, necessitam ter algo para rever-
ter. Isto significa que os topos devam ser precedidos por uma alta signi-
ficativa e os fundos por uma forte liquidação.
3. É importante interpretar estes padrões não tanto de uma perspectiva de
preto no branco, mas em nuances de cinza porque nem todos são igual-
mente formados. Alguns mostram todas as características que descre-
verei mais tarde, de uma maneira muito consistente. Outros refletirão
somente algumas características ligeiramente. O que poderíamos chamar
de um padrão cinco estrelas, com todas as características, é mais provável
que resulte em uma grande reversao do que um padrão de preço de duas
barras, que possui características insuficientes. E, portanto, necessário
usar certo grau de bom senso na interpretação destes ao invés de se tirar
uma conclusão imediata de que a presença de um destes padrões garanta
uma reversão de preço rápida e lucrativa.
4. As formações de uma e duas barras podem, às vezes, experimentar um
movimento de retração de modo semelhante aos padrões de preço clás-
sicos. Uma vez que a maioria das extremidades destas formações repre-
sentam áreas emocionais (suporte/resistència) no gráfico, as retrações
oferecem pontos de entrada de menor risco.
188 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Barras Externas

As barras externas so aquelas em que a faixa de negociação engloba totalmente a


faixa da barra anterior. Desenvolvem-se após ambas as tendências, descendentes
e ascendentes, e representam um forte sinal de exaustão. Um exemplo de uma
reversão de topo é mostrado na Figura 10.1, e um de fundo na Figura 10.2. Ob-
serve que o exemplo b mostra como as barras se pareceriam se fossem dispostas
como retângulos, uma menor seguida de uma maior. Várias figuras subsequentes
refletem a mesma ideia.

FIGURA 10.1 Barras Externas Baixistas

Barra Externa

(a)

Abrange a faixa de negociação da


barra anterior e em seguida outras!

(b)
189
Padrões de Preços de Uma e Duas Barras

FIGURA 10.2 Barras Externas Altistas

Barra Externa

(a)

Abrange a faixa de negociação da


barra anterior e em seguida outras!

(b)

Existem várias diretrizes para tomar uma decisão sobre o potencial significa-
do de uma barra externa. São as seguintes:

1. Quanto maior a barra em relação às precedentes, mais forte o sinal.


2. Quanto mais acentuada a alta (correção) que precede a barra exterior,
mais significativa é a barra.
190 Parte l: Técnicas que Determinamas Tendências

FIGURA 10.3 Barras Externas Mostrando Características Diferentes

3 Quanto mais barras


1. Quanto maiora barra em
abranger, melhor.
relação à anterior, melhor.

Forte
Fraco
Forte
2 Quanto mais forle a subida
precedente melhor

Forte
Fraco

3. Quanto mais barras abrangidas, melhor o sinal.


4. Quanto maior o volume acompanhando a barra externa em relação às
barras anteriores, mais forte o sinal.
5. Quanto mais próximo o preço fecha na extremidade da barra longe da
direção da tendència prévia, melhor. Por exemplo, se a tendência ante
rior foi descendente e o preço fecha muito próximo da máxima da barra
externa, é mais favorável do que se fechar próximo da mínima e vice
versa.
Alguns exemplos comparativos de barras externas fortes e fracas são apre
sentados na Figura 10.3.
Quando considerando barras externas, ou qualquer dos outros padrões de
uma ou duas barras, é importante se perguntar "O que o comportamento do pre-
co desta barra está me dizendo sobre a psicologia oculta?" As barras largas, com
subidas precedentes acentuadas ou reações, e o alto volume, todos sugerem uma
mudança no sentimento da tendência anterior.
O Gráfico 10.1 ilustra o comportamento do preço no veräo de 2012 para
Dow Jones Utility ETF. Neste caso, o sinal foi forte porque a barra era extrema-
mente cumprida, abrangendo a faixa de negociação de três sessões anteriores, e
fechando próximo da sua míinima.
Finalmente, o preço subiu acima da linha de tendência de resistência ao lon-
go do dia e fechou bem abaixo da mesma, proporcionando assim um sinal clás-
sico de exaustão. Observe também que os investidores tiveram uma chance de
Padröes de Preços de Uma e Duas Barras 191

GRAFICO 10.1 Barra Externa no Dow Jones Utility

Dow Jones Utility ETF


Barra externa

Fonte: ping.com

revisitar suas emoções durante o movimento de retração de 2 dias que ocorreu no


início de agosto.
O Gráfico 10.2 mostra uma barra externa semanal para o preço do cacau.
Desta vez, é a terceira de uma série de três barras externas. O efeito é que elas se
reforçam e produzem um sinal muito forte.
Além disso, observe que a última barra externa também fecha acima da linha
de tendencia de suporte/resistência, unindo diversos fundos. Isto indicou que o
rompimento para baixo era uma violinada, o que reforçou ainda mais a tendência
de alta.
Finalmente, o Gráfico 10.3 ilustra um gráfico diário da Nasdag 100. A barra
externa do lado esquerdo possui muitos dos ingredientes de um padrão válido.
É precedida por uma boa alta, e a própria barra é larga e engloba várias outras
barras. Também foi aberta na direção da tendência que prevalecia e fechada na
sua mínima.
A pergunta que surge naturalmente é porque falhou. Uma explicação é que
em tendências ascendentes ou descendentes muito fortes, o padrão de reversão de
uma e duas barras representa sinais de contratendência, e frequentemente, resul
tam em violinadas. Observe que nesse caso a barra externa representou a tenta-
tiva do mercado de fechar um gap que tinha sido aberto para cima, alguns dias
192 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 10.2 Cacau 1999 2000 Barras Externas

1250
1200 Cocoa Weekly
1150
1100
1050
1000
950
Bara Pinóquio
Barras Externas

850

Forte terceira barra extema


650-

Fonte pnng.com

GRÁFICO 10.3 Nasdaq 100 - Barras Externas

NASDAQ 100 Daily


1650
1600
150 Falha numa baraexterna
1500
450

1400

1360
1300
Barra externa fecha próximo da
1250 máx1ma após um pequeno dedlinio
1200
1150
i1100
15 22 12 19 25
October November

Fonte pring com


Padrões de Preços de Uma e Duas Barras . 193

antes da negociaçã0. A parte inferior da barra, por conseguinte, encontrou uma


área de suporte.
Além disso, é importante lembrar que análise técnica
na estamos
Iidando
com probabilidades, não certezas. Falhas podem existir e existem. Por isso que e
sempre necessário desconfiar e mentalmente ensaiar onde você sairá casoo cena-
rio de pouca probabilidade de perda se desenvolva. Neste caso, a ordem de estope
seria colocada acima do ponto superior do dia externo.
A segunda barra exterior cancelou uma barra exterior da baixa que havia
se formado 2 dias antes. Normalmente, os cancelamentos são seguidos por um
movimento muito forte, e este exemplo não foi exceção, já que o preço subiu acen-
tuadamente de meados até o final de novembro.

Princípio Técnico Fundamental: Nem todos os padrões de uma e duas bar-


ras são seguidos por uma reversão na tendência. Alguns, por exemplo, po-
dem ser seguidos por uma mudança na tendência.

Barras Internas

As barras internas são o oposto das barras externas, pois se formam totalmente
dentro da faixa de negociaç o da barra precedente. Uma barra externa indica uma
forte reversão no sentimento, mas uma interna reflete um equiliíbrio entre com-

pradores e vendedores após um movimento acentuado para cima ou para baixo,


tarde por uma mudança de tendência. Durante o
que geralmente é resolvido mais
ou vende-
período que antecede a segunda barra desta formação, os compradores
dores têm tudo seguindo seu caminho, dependendo da direção da tendència. Em
se estabelece durante a formação da barra interna,
seguida, um maior equilíbrio
uma tendência no sentido oposto. Exemplos de barras inter-
que então dá lugar a
e 10.5.
nas são mostrados nas Figuras 10.4
As diretrizes para determinar o significado de uma barra interna são:

1. Quanto mais penetrante a tendncia que precede o padrão, melhor.


2. Quanto maior a primeira barra e suas antecessoras imediatas em relação
às barras anteriores, melhor. Isto traz um forte momentumn subjacente da
tendência predominante para uma espécie de clímax.
3. Quanto menor a barra interna em relação a externa, mais dramática a

mudança no equilíbrio comprador/vendedor e, portanto, mais forte o si-


nal.
4. O volume na barra interna deve ser visivelmente menor do que aquele da
barra precedente, uma vez que indica uma situação mais equilibrada.
194 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 10.4 Barra Interna Baixista

- Barra Interna

(a)

Asegunda barra
é envolvida pela
primeira

41t41
(b)

O 10.4 um exemplo de uma barra interna da Rockwell


graico mostra
precedida por uma barra muito cumprida, que culminou na alta de Dezembro
Collins.
de 2011 a Janeiro de 2012.
Geralmente, esperariamos ver essa barra longa experimentando uma di-
ferença maior entre uma abertura relativamente baixa e um fechamento muito
maior, então a pequena diferença entre a abertura e o fechamento alertam para
Padröes de Preços de Uma e Duas Barras. 195

FIGURA 10.5 Barra Interna Baixista

ww A segunda barra
é envolvida pela
primeira

(a)

14141
Asegunda barra
é envolvida pela
primeira

(b)

uma mudança de equilibrio entre compradores e vendedores. Isso foi confir-


mado pela barra interna, ondeo volume ea volatilidade foram muito redu-
zidos. Observe também as duas pequenas barras externas que sinalizaram o
início e o fim de uma pequena alta em Dezembro. O gráfico 10.5 mostra muitos
eventos técnicos, incluindo uma barra interna pouco antes do início de uma
grande alta.
196 Parte l: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 10.4 Rockwell Collins Barra Interna

Rockwell Collins

bara Intema

baras Extemas

Lul
Fonte pring com

GRAFICO 10.5 Dow Jones UBS Commodity ETN - Barra Interna

DowJones UBS Commodity ETN lha


- barra Extema

barra Intema

AB

Ocaber
Fonte pring com
Padrões de Preços de Uma e Duas Barras 197

As vezes, essas características se desenvolvem num momento em que as for-


ças de longo prazo estão preparadas para um grande impulso ascendente, que ro
obviamente este caso, porque não havia nenhuma maneira de afirmar a partir da
própria barra interna, que um avanço tão forte aconteceria. Observe também que
oscilação que precedeu à barra interna foi influenciada por duas barras externas
em A e B. Lembre que era esperado que esses padrões tivessem um eteito de so-
mente 5 a 10 barras, de modo que este disparo de 3 dias de alta, veio um pouco
tarde. Finalmente, a barra externa baixista que se desenvolveu no início de março
de 2012 possuía características muito fortes. Em primeiro lugar, provocou uma
violinada acima da linha de tend ncia, unindo as duas altas anteriores. Em segun
do lugar, abrangeu muitos dias anteriores de negociação, e terceiro, fechou perto
de sua mínima.

Reversão de Duas Barras


Uma reversão de duas barras é a forma clássica dos gráficos sinalizarem uma
exaustão. Estes padrões se desenvolvem após um avanço ou um declinio prolon-
barra da
gado. Os exemplos são mostrados nas Figuras 10.6 até 10.8. A primeira
formação se desenvolve com força na direção da tendência então prevalecente.
Para um sinal de "cinco estrelas" numa tendência de alta, precisamos ver o
fechamento da barra na sua máxima ou muito próximo dela. Na abertura do pró-
ximo período, os compradores estão esperando mais do mesmo.

FIGURA 10.6 Reversão Baixista de Duas Barras

A primeira barra abre perto da


Minima e fecha perto da máxima

A segunda barra abre perto do


fechamento anterior e fecha perto
da abertura anterior
198 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências
FIGURA 10.7 Comparando a faixa de Oscilação da Reversão Baixista de
Duas Barras

As duas barras são aproximadamente


da mesma altura

...egeralmente maiores
do que as
do anterior

Isto significa que o preço deve abrir muito próximo da máxima da barra an-
terior. No entanto, toda a questão da reversão das duas barras é que uma mudan
na psicologia ocorra quando a barra feche um pouco acima ou um pouco abaixo
da minima da barra anterior.
Assim, as altas expectativas dos participantes na abertura da barra so to-
talmente frustradas no final do período indicando uma mudança na tendência.
Para ser eñcaz, esta tem que ser uma experiència climática. Isso significa que a

FIGURA 10.8 Reversão Altista de Duas Barras

A primesra barra abre


perto da máama e fecha
perto da minima
A segunda barra abre
perto da minima e fecha
perto da abertura anterior
Padrões de Preços de Uma e Duas Barras 199

reversão das duas barras deve conter tantos quantos forem possíveis dos seguintes
elementos:

1. Deve ser precedida por uma tendência persistente.


2. Ambas as barras devem ser sinalizadas como tendo faixas excepcional-
mente longas de negociação em relação às barras anteriores.
3. A abertura e o fechamento de ambas as barras devem estar próximos às
suas extremidades.
4. Um aumento de volume em ambas as barras reforça o conceito de uma
mudança de sentimento.
5. Ovolume mais forte na segunda barra, em relação à primeira enfatiza a
preponderância dos traders que atuam na direção da nova tendência.
6. Uma vez que, uma reversão de duas barras, idealmente, deve indicar uma
mudança abrupta no sentimento, o ideal é que não deva ser seguida por
um grande movimento de retração.

O gráfico 10.6 ilustra um gráfico de barras de 5 minutos do S&P Composite,


onde vemos um padrão clássico, com as máximas e mínimas exatamente nos pon-
tos corretos após uma boa alta.

GRÁFICO 10.6 S&P Composite - Reversão de Duas Barras

S&P Composite
5-minute bar O preço abriu
513- próximo do
fechamento
5134 anterior
612
612
Preço fecha perto
da máxima depois
de subir rápido
.
611
611 O preço fecha perto
da minima por pouco
610
ou nenhum ganho liquido
510

509 O preço abre perto


509 da minima
508
508
30 :46 00 16 30 :45 k00 16 3045|
14:00 15:00 15
Fonte: pring.com
200 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 10.7 U.S.Bancorp 2000 - Reversão de Duas Barras

Reversão de Duas Barras


24

21
21
20
trl+
20

1000
500
x100

September october
Fonte pnng com

Observe também que a segunda barra ultrapassa ligeiramente a faixa de ne-


gociação da primeira. Este elemento da barra externa acrescenta um fator de baixa
ao padrão.
O gráfico 10.7 mostra a reversão de duas barras no clímax de uma alta na U.S.
Bancorp em outono de 2000. Observe como o volume aumenta dramaticamente.
Além disso, o volume, no segundo dia, era ligeiramente mais alto do que no
primeiro, proporcionando assim mais um indício de que a maré virou a favor dos
vendedores.
Finalmente, o Gráfico 10.8, ilustrando a FX Energy, mostra como as rever-
soes de duas barras, às vezes, se formam como violinada, onde o fechamento da
barra inicial e a abertura da segunda se movimentam temporariamente através de
um nível de suporte ou de resistência.
No Gráfico 10.8, isto passa a ser resistência, como todas
aquelas que se estern
deram durante a formação da reversâo de duas barras presas abaixo da resistência
da linha de tendència. Este tipo de situação é tipicamente seguido por um declinio
acima da média e vice-versa com uma violinada para baixo.
Esses padrões de preços de uma e de duas barras geralmente têm um eteto
por um período de tempo muito curto. Não são, portanto, adequados para os
investidores de longo prazo. No entanto, para os traders que estão à procura de
uma definição clara dos pontos entrada e de
saída, eles
podem ser de grande
valor.
Padrões de Preços de Uma e Duas Barras 201

GRAFICO 10.8 FX Energy - Reversão de Duas Barras

FX Energy
Reversão de
duas baras

Baras Extemas

S0phrer Oapoer

Fonte: pring.com

Barras Chave de Reversão

Uma barra chave de reversão é aquela que se desenvolve após subida prolongada
ou uma correção. Frequentemente, a tendência estará acelerando no momento
que o preço se transformar numa barra chave de reversão. O padro clássico tem
as seguintes características:

1. O preço abre fortemente na direção da tendência predominante.


2. A faixa de negociação é muito longa em relação às barras anteriores.
3. O preço fecha próximo ou abaixo do fechamento anterior (ou próximo
ou acima do fechamento anterior numa reversão de tendência de baixa).
4. O volume, se disponível, deve ser climático na barra chave de reversão.

Exemplos de barras chave de reversão estão ilustrados nas Figuras 10.9,


10.10, e 10.11. Em muitos casos, um movimento de retração segue uma barra
chave de reversão, especialmente se a reversão inicial na tendência é indevida-
mente acentuada. Normalmente, 0 ponto extremo da barra de reversão não é
excedido.
202 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 10.9 Barra Chave de Reversão Baixista

Abre bem acima do Longa faixa


fechamento anterior de oscilação

Deve ser precedido


Fechamentos perto ou
por um forte avanço
abaixo do fechamento
anterior
'T
Lotes do volume

ulullill|l
O gráfico 10.9 mostra um exemplo clássico na parte esquerda do gráfico,
quando uma alta de curto prazo culmina com uma explosão do volume e uma
grande barra chave de reversão.
Muitas vezes, a chave de reversão é seguida por uma mudança brusca na
tendência e uma retração subsequente. Isso é exatamente o que aconteceu nes-

FIGURA 10.10 Barra Chave de Reversão Baixista Mostrando Retração

Frequentemente seguido
por um brusco movimento
de retraçäo

luilIII
Padrões de Preços de Uma e Duas Barras 203

FIGURA 10.11 Barra Chave de Reversão Altista

Chave de Reversão

te caso quando o preço subiu na quarta e quinta sessões seguintes à chave de


reversão. Observe que o final deste breve avanço foi sinalizado por uma barra
externa.
O segundo exemplo de uma chave de reversão para a direita é também
bom, onde o volume aumenta juntamente com a faixa de negociação. No en-

GRAFICO 10.9 Barrick Gold 1999-2000 Barra Chave de Reversão

26
26
24
23 Barras chave de reversão
22
21
20-
19-P
18
17
16

6000
10l
september October November December2060 Fobruary March
Fonte: pring.com
Tendências
204 ParteI: Técnicas que Determinam as

alta não teria, portanto, ganho tantas estrelas


tanto, não é precedido de uma e

como o primeir0.

Barras de Exaustão
As Barras de Exaustão se desenvolvem após um movimento para cima ou para
baixo consideravelmente acentuado. Elas são uma forma de chave de reversão,
mas diferem o suficiente para justificar a sua própria categoria.
Os requisitos para uma barra de exaustão são os que se seguem:

1. O preço abre com um grande gap na direção da tend ncia ento prevale-
cente.
2. A barra é extremamente grande em relação às barras anteriores.
3. O preço de abertura se desenvolve na metade inferior da barra em uma
tendência de baixa e na metade superior em uma tendncia de alta.
4. O preço de fechamento deve ser tanto acima da abertura e na metade

superior da barra numa tendência de baixa, e na metade inferior e abaixo


da abertura numa tendencia de alta.
5. A barra é completada deixando um gap à sua esquerda em relação à barra
anterior.

Exemplos de barras de exaustão, para topos e fundos são ilustrados nas Fi


guras 10.12 e 10.13.
Eles são diferentes de uma ilha de reversão de uma barra, na qual quando
existe um gap para a esquerda desta, não existe um gap entre a barra de exaustão e

FIGURA 10.12 Barra de Exaustão Altista

Fechamento acima
da metade superior
da barra
Fech mento maior
do que a abertura
Padroes de Preços de Uma e Duas Barras 205

FIGURA 10.13 Barra de Exaustão Baixista

Abertura é mais alta do Fechamento na metade


que o fechamento inferior da barra

sua sucessora. Os exemplos de uma ilha de reversão de uma barra são mostrados
na Figura 10.14.
O que estamos procurando aqui é um movimento extremo no preço que é
precedido por um movimento já forte. A ideia é que uma barra altista seguindo
uma queda acentuada abra com um gap enorme, mas feche acima da abertura e, de

FIGURA 10.14

lha de Uma barra


*

llha de Reversão de Uma barra


206 Parte l: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 10.10 RubyTuesday- Barra de Exaustão

Ruby Tuesday
4

Bara de Exaustão

Volume Enome

lag y
Fonte: pring.com

preferência, acima de mais da metade da faixa de negociação. Isso reflete o conceito


de uma reversão na psicologia. Um grande gap e uma longa faixa de negociação
também apontam um tipo de atividade intensa, associada com uma virada. O con-
junto oposto de condições estaria presente em uma barra de exaustão baixista.
Ográfico 10,10 ilustrando o comportamento do preço da Ruby 1uesday em
2012, mostra uma barra de exaustão clássica com o preço fazendo um gap de
baixa acentuado depois de uma queda brusca. Em seguida, o preço fecha bem
dentro da metade superior da barra, indicando que os vendedores não estão mais
no controle. O volume enorme também contribui para ideia de que uma mudança
no sentimento tinha ocorrido.
Voce descobrirá que os gaps quase sempre se desenvolvem nos gráficos in-
tradia na abertura devido a alguma mudança na psicologia durante a noite. Isto
significa que as barras de exaustão tendem a ser mais predominantes nestes gráfi-
cos de curtíssimo prazo.

Barras de Pinóquio
A exaustão também se mostra em formas diferentes daquelas que considera-
mos até agora. Chamo essas de "barras de Pinóquio', porque temporariamente
nos dão uma falsa sensação do que está realmente acontecendo. São barras
Padröes de Preços de Umna e Duas Barras 207

GRÁFICO 10.11 S&P Composite- Barra Pinóquio Baixista

816
814
813- Amaior parte da bara está fora da recente congestão
812

811

810

e09
808
807
806
e06
804
16h 08:40 09h 10h 11h 12h 13h
12
Fonte: pring.com

em que a maior parte da negociação ocorre além de uma zona de suporte ou


de resistência, mas a aberturaeo fechamento não.
Frequentemente, isso significa que o movimento em falso leva o preço para
além de uma faixa de negociação anterior, dando assim uma falsa impresso de
rompimento. O personagem Pinóquio nos diz quando ele está mentindo, porque
o nariz fica maior. No caso da nossa barra de Pinóquio, é a parte isolada da barra,
acima da abertura e do fechamento (ou abaixo destes para uma barra altista), que é o
grande nariz, que até o final da barra, sinaliza um provável movimento em falso. As
Figuras 10.15 e 10.16 (Estasfiguras estãofaltando no original, maspreferi não alterar
o texto) indicam dois exemplos de falsos rompimentos para cima do Pinóquio. A
Figura 10.16 indica que quando um falso rompimento se desenvolve acima de uma
linha de tendência de baixa, isto indica é indicativo de exaustão uma vez que o preço
não pode se manter acima da forte resistência refletida pela linha de tendência.
Exemplos de mercado de barras de Pinóquio são ilustrados nos gráficos
10.11 e 10.12. O primeiro mostra um rompimento acima da faixa de negociação,
que foi anulada no fechamento da barra.
O segundo mostra um falso rompimento para baixo. Como frequentemente
acontece após uma violinada, o preço se movimenta na direção oposta daquela
indicada pelo rompimento. A barra externa na parte esquerda do Gráfico 10.12
indica outra forma de barra de Pinóquio.
Um fato importante sobre um movimento de exaustão é que a extremidade do
movimento frequentemente, se revela um importante ponto de suporte ou de resis-
tência. Neste sentido, muitas vezes é uma boa ideia colocar uma ordem de estope,
um pouco além da extremidade da barra de Pinóquio, desde que, certamente, ainda
resulte em uma recompensa de risco razoável.
208 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências
GRAFICO 10.12 S&P Composite- Barra PinóquioAltista

786
784
784
783
783
782
782
781
781

780
T79
T79

T78 Rompimento com Violinada


wwww.w****

T78
2050-00 20 46 00 2040 00
11h
0 0 12h 20 13h
5h 20 D9h 10h

Fonte: prng.com

Sumário
1. As reversões de uma e duas barras refletem a exaustão e geralmente são um
sinal de reversão na tendência.
2. Para serem eficazes, estas reversões devem ser precedidas de um movimento
que valha a pena.
3. Seu significado de reversão de tendência é somente de duraço de curto pra-
zo. O que se constitui como "curto prazo" dependerá do período de tempo
da barra ou barras em questo.
4. Os padrões diários ou semanais de reversão serão muito mais significativos
do que os que aparecem no gráfico intradia.
5.
5. As barras de reversão que contèm mais das características exigidas normal-
mente fornecem sinais mais fortes do que aquelas que só têm alguns.
11

MÉDIAS MÓVEIS

E evidente que a tendência de preços para qualquer entidade de negociação livre


pode ser muito volátil, quase aleatória, às vezes. Uma técnica para lidar com esse
fenômenoé a média móvel (MM). Uma MM tenta suavizar as flutuações dos pre-
ços das ações em uma tendência suavizada para que as distorções sejam reduzi-
das ao mínimo. Os très principais tipos de MMs utilizadas na análise técnica são
simples ou aritmética, ponderada e exponencial. Quando o termo "média móvel
ou MMs" é usado neste livro, estamos nos referindo ao tipo simples. As médias
móveis exponenciais (MME) e ponderadas (MMP) serão sempre especificamente
mencionadas. A construção e utilização destas médias são diferentes; portanto,
cada tipo será tratado em sequência. Entretanto, é importante lembrar que as mé
dias móveis, como as linhas de tendência, devem ser consideradas como níveis
dinâmicos de suporte e resistència. São dinâmicas porque, ao contrário de níveis
especificos, que por definição permanecem constantes, elas sempre mudam seus
valores. Se uma MM específica não funcionou adequadamente no passado em
uma ação específica, há poucos motivos para supor que ela funcionará no futuro
e vice-versa.

Principio Técnico Fundamental: As médias móveis devem ser considera-

das como um nível dinâmico de Suporte e Resistência.

Média Móvel Simples


Uma média móvel simples (MM) é de longe a mais utilizada. Ela é construída
com base na soma de um conjunto de dados e dividindo a soma pelo número de
observações. O número resultante é conhecido como a média ou nível médio. A
210 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

TABELA 11.1 Cálculo de Média Móvel Simples

Data indice Total de Média


10 semanas Móvel

Jan. 8 101
15 100
22 103
29 99
Fev. 5 96
12 99
19 95
26 91
Mar. 5 93
12 89 966 96.6
19 90 955 95.5
26 95 950 95.0
Abr. 2 103 950 95.0

fim de fazer que a média "se movimente, um novo item de dadosé adicionado e o
primeiro subtraído. O novo total é então, é dividido pelo número de observações,
eo processo é repetido.
Por exemplo, o cálculo de uma Média Móvel de 10 dias, seguiria o método
mostrado na Tabela 11.1.
Em 12 de março, a soma das 10 semanas terminando naquela data era 966, e
966 dividido por 10 resulta numa média de 96,6. Em 19 de março, o número 90 é
adicionado ea observação de 101 de 8 de janeiro é excluida. O novo total de955 é
então dividido por 10. O cálculo de uma média móvel de 13 semanas exigiria um
total de 13 semanas de dados e dividindo por 13. Este processo é então repetido
média "se movimente'. De modo geral, MM ascendente
para fazer que a um a

indica uma tendência ascendente (mercado forte), e um declínio indica umafra


queza.
Uma comparação do índice de preço com a sua MM de 13 semanas (Gráfi-
co 11.1) mostra que a média muda de direção bem depois do topo ou fundo no
preço e é, portanto, "atrasada' na mudança de direção. Isso ocorre porque a MM
é plotada na décima terceira semana, enquanto o preço médio de 13 semanas de
observações, realmente ocorre na metade do período de tempo da semana, ou

seja, na sétima semana.


Médias Móveis 211

GRAFICO 11.1 NASDAQ 100 2011-2012 Média Móvel Centralizada

NASDAQ 100

MM de 13 semanas

MM de 13 semanas
Centralizada

Sem MM para os
últimos seis meses
Vira mais rápido

Fonte: pring.com

Princípio Técnico Fundamental: As mudanças na tendência de preços são


identificadas pelo preço cruzando a MM, não por uma reversão na direção
da MM.

Se for para refletir a tendência subjacente corretamente, a última MM deve


estar centralizada, ou seja, traçada no sétimo dia da semana, como mostrado no
Gráfico 11.1 do NASDAQ 100.
O gráfico na parte inferior mostra uma MM que foi centralizada. A boa no-
tícia é que vira bem perto do ponto de retorno no preço. A má notícia é que será
necessário esperar 6 semanas antes de ser possível verificar se a média mudou de
direção. Veja como o cenário centralizado da MM termina 6 semanas antes do
final do gráfico.
O tempo de atraso, embora seja iritante, não é muito critico, quando outras
séries temporais são analisadas, tais como dados econômicos. No entanto, devido
ao relativamente rápido movimento dos preços nos mercados financeiros e con-
sequente perda de potencial de lucro, um atraso dessa natureza é totalmente ina-
212 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

ceitável. Os técnicos descobriram que, com a finalidade de identificar a reversão


das tendências, os melhores resultados são alcançados através da representação
gráfica da MM na última semana.
As mudanças na tendência de preços são identificadas, näo pela reversão da
MM, mas pelo preço cruzando sua MM. A mudança de um mercado ascenden
te para um declinante é sinalizada quando o preço se movimenta abaixo da sua
MM. Um sinal de alta é acionado quando o preço sobe acima da média. Assim, a
utilização das MMs define de forma clara os sinais de compra e venda, ajudando
a eliminar a subjetividade associada à construção e interpretação de linhas de
tendência.
Mais frequentemente do que no, vale a pena agir baseado nos cruzamen-
tos da MM, mas somente se você puder olhar para trás e perceber uma relação
bastante consistente entre o preço e a MM. O grau de precisão depende substan-
cialmente da escolha da MM, como será discutido mais tarde. Primeiramente,
precisamos examinar detalhadamente algumas das características das MMs.

Caracteristicas das Médias Móveis

. Uma MM é uma versão suavizada de uma tendência, ea média em si


uma área de suporte e resistência. Num mercado ascendente, as reações
de preçosfrequentemente são revertidas quando encontram o suporte na
área da MM. Se o restante das evidências concordar, não é uma má ideia
esperar que o preço atinja a sua MM antes de fazer uma compra. Afinal,
se a MM representa um suporte, você pode colocar um estope abaixo do
Suporte, ou seja, da MM. Da mesma forma, uma subida num mercado
declinante frequentemente, encontra resistência em uma MMe vira para
baixo. Quanto mais vezes uma MM for tocada, ou seja, atuar como uma
area de suporte ou resistència, maior o significado quando for violada.
2. Uma MM cuidadosamente escolhida deve
refletir a tendncia subjacente;
Sua violação, portanto, adverte que uma mudança na tendéncia pode já ter
ocorrido. Se a MM for plana ou já mudou de direção, sua violação é uma
prova bastante conclusiva de que a tendência anterior foi revertida.
3. Se a violação ocorrer enquanto a MM ainda está seguindo na direção da
tendência predominante, este desenvolvimento deve ser tratado como um
aviso preliminar de que uma reversão de tendência já ocorreu. A conhrma-
ção deve aguardar um achatamento ou uma mudança de direção na pró-
pria MM, ou deve ser procurada a partir de fontes técnicas alternativas.
4. De um modo geral, quanto maior o intervalo de tempo coberto por uma
MM, maior é o significado de um sinal de cruzamento. Por exemplo, a
violação de uma MM de 18 meses é substancialmente mais importante
do que um cruzamento de uma MM de 30 dias.
Médias Móveis 213

5. As reversões na direção de uma MM são geralmente mais confiáveis do


que um cruzamento. Nos casos em que uma mudança de direção Ocorra
perto de um ponto de virada do mercado, um sinal muito forte e confi-
ável é dado. No entanto, na maioria dos casos, uma média reverte bem
após uma nova tendência ter começado e assim somente é útil como uma
confirmação.
Resumindo, pense em uma média como um tipo de "linha de tendência em
movimento', que, sendo uma linha de tendncia real, obtém o seu significado de
sua duração (período de tempo), o número de vezes que foi tocada ou aproxima-
da, e seu ângulo ascendente ou descendente.

O que é um Cruzamento Válido?

Um cruzamento é qualquer rompimento de uma MM. No entanto, a observação


atenta de qualquer gráfico que ilustre uma MM normalmente irá revelar uma sé-
rie de violinadas, ou sinais falsos. Como podemos saber quais serão válidos? Infe-
lizmente, não há nenhuma forma de saber com certeza. De fato, muitas violinadas
não podem ser evitadas e devem ser consideradas como um fato da vida. No en
tanto, é possivel evitar algumas dessas situações usando as técnicas de filtragem.
Otipo de filtro a ser utilizado depende do período de tempo em questão, e é em
grande parte uma questão de experimentação individual. Por exemplo, podemos
decidir tomar medidas em relação aos cruzamentos da MM onde ocorre um rom-
pimento de 3% e ignorar todos os outros. As violações de uma MM 40 semanas
podem resultar em um movimento médio do preço de 15% a 20%. Neste exemplo,
um rompimento de 3% seria um filtro razoável. Por outro lado, uma vez que os 3%
provavelmente abrangeriam todo o movimento sinalizado por um cruzamento de
uma MM de 10 horas, este tipo de filtragem não servirá para nada.
Alguns analistas, reconhecendo que uma violinada de 1 período é muito co-
mum, requerem cruzamento de MM para manter, pelo menos, dois períodos. No
caso de dados diários, essa abordagem significaria esperar pelo segundo ou tercei-
ro dia, antes de concluir que a média teria sido violada. Um método mais sensato
ruma combinação do período e um percentual do rompimento para decidir
se um cruzamento é válido.
Uma boa dica é esperar que um cruzamento da MM ocorra ao mesmo tem-
po em que uma linha de tendência é violada ou um padro de preço é completado.
Esses sinais reforçam consideravelmente a linha de tendncia ouo sinal de preço
do padrão , portanto, precisam de menos filtragem. Dois exemplos são mostra-
dos na tabela 11.2 do iShares MSCI Brazil ETF.
214 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 11.2 iShares Brazil 2011 -2012 Quebras de Linhas de


Tendência/Wiolações de MMs

iShares Brazil

Quebra da MM de 100 dias


da linha de tendéncia

Quebra das duas

Fonte:pring.com

Principio Técnico Fundamental: Se um cruzamento da MM ocorrer ao


mesmo tempo em que uma linha de tendência for violada ou um padrão de
preço for completado, estes sinais se reforçam mutuamente, de forma consi
derável, não precisando de filtragem.

Algumas vezes, é possível ver um cruzamento da MM acompanhado de um


volume excepcionalmente forte. Nessas circunstâncias, você pode diminuir a sua
exigência do que representou uma penetração decisiva já que o aumento do volu-
me enfatizaria o entusiasmo dos compradores ou medo dos vendedores, depen-
dendo da direção do rompimento. Vemos isso no Gráfico 11.3 um rompimento
para baixo da Shares MSCI Emerging Markets ETF no inicio de agosto 2012.
O cruzamento foi acompanhado pelo aumento de volume e um rompimento
da linha de tendência. Dois outros rompimentos também desenvolvidos sobrea
atividade em expansão no gráfico 11.3 da MSCI Emerging Markets ETF de 2010
a 2012 mostra os Cruzamentoos das MM e as características do Volume que foi
Médias Móveis 215

GRAFICO 11.3 MSCI Emerging Markets 2010-2012 Cruzamentos de


MMe Caracteristicas do Volume

Emerging Markets ETF

Quebra da Linha de
Tendênciae acentuada
expansão do volume no
7
cruzamento da MM

Nov
hi

Fonte: pring.com
uma violação para cima, que também foi associada com o rompimento inha
de tendência.
O gráfico 11.4 ilustra o Indice Eurotop em conjunto com uma MM de 40
semanas e duas bandas que foram traçadas 3% acima e abaixo da média.
Os sinais de compra são gerados quando o preço cruza acima da linha
supe-
rior e os sinais de venda quando cruzam abaixo da interior. Isso tem o efeito
filtrar
algumas violinadas, mas não garante em termos de duração.
As MMs são geralmente construídas a partir de dados de fechamento.
Estes
são mais confiáveis do que os preços entre sessoes porque eles refletem as
posições
de que os investidores esto dispostos a carregar durante a noite ou, no
caso de
gráficos semanais, no final de semana. Além disso, os ruídos aleatórios. É cer-
tamente verdade, que os gráficos de barras são rompidos no intradia, portanto,
oferecem sinais mais oportunos. No entanto, há também um número muito
maior
de violinadas ou falsos sinais.
Isso éporque a operação intradia pode ser objeto de manipulação ou distor-
ção por reações emocionais intempestivas ås noticias. Por esta razão, geralmen-
te é melhor esperar pelo fechamento do preço penetrar a média antes de concluir
que ocorreu um cruzamento.
216 Parte1: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 11.4 Eurotop 1993 -2001 MM 40 semanas e Banda de 3%

400
Comprar
360
300

250 Vender

200

Vender
150 Comprar * -

100
Vender
1994 1995 1996 1E98 1999 2000 200
Fonte: pring.com

Uma exceção para usar apenas gráficos de fechamento seria se a MM for


tocada ou aproximada pelas máximas e mínimas das barras em inúmeras ocasi-
ões. Neste caso, isso significaria que a MM representou um nível de resistncia ou
suporte excepcionalmente forte. Consequentemente, o seu rompimento teria um

maior significado.
Durante uma faixa de negociação, os cruzamentos da MM têm uma forte
tendência a ser contraproducentes. Dois exemplos são mostrados no Gráfico 11,5
pela Asian Paint, uma ação indiana. Nessas situações, geralmente é melhor
usar as
extremidades externas da faixa de negociação para o sinal ao invés da MM.
Obviamente, ninguém toca um sino para dizer que o preço entrou em uma
faixa de negociação, mas depois de duas violinadas, o sinal se torna visivel. Esse é
o momento em que uma linha de tendência bem construída deve ser substituída

por um cruzamento da MM.

Escolhendo o Período de Tempo

As MMs podem ser construídas em qualquer período de tempo, seja alguns dias,
semanas, muitos meses, ou mesmo anos. A seleção ideal de duração é muito im
tenha
portante. Por exemplo, se presume que um ciclo de alta e de baixa completo
a duração de 4 anos, uma MM construída ao longo de um período
mais longo de
Médias Móveis 217

GRAFICO 11.5 Asian Paints 2002-2005 Cruzamentos eFaixas de Negociação

Asian Paints
00

Violinadas em sinais de MMs

i
250

MM 100 dias

LMJA M UVASOND 2000 AMOAs 0 ND 2001 C OAS O ND 2005 MA MUOAS


Fonte: pring.com

48 meses, não irá refletir de forma alguma o ciclo. Isso porque ela suaviza todas as

flutuações que ocorrem durante o periodo e se parecerá mais ou menos com uma
linha reta cruzando os dados, a menos que haja uma tendência linear particular-
mente acentuada. Por outro lado, uma MM de 5 dias vai capturar cada movimen-
to menor no ciclo de ações e será inútil para a finalidade de identificar o topo e o
fundo real de todo o ciclo. Mesmo se a média de 48 meses fosse diminuida para
24 meses, utilizando os sinais de cruzamento ainda iria resultar numa média dee
24 meses para se obter uma confirmação dolorosamente lenta de uma mudança
na tendência. A média de 4 semanas seria tão sensível que iria dar continuamente
sinais falsos ou vilinadas. Apenas uma MM que possa capturar o movimento do
ciclo real forneceráoa melhor negociação entre atraso e excessiva sensibilidade,
tal como a MM de 10 meses na Figura 11.1.
A escolha da MM depende do tipo da tendncia do mercado que é para ser
identificado, i.é., curta, intermediária, ou primária. Como diferentes mercados
têm características diferentes e os mesmos mercados passam por diferentes fe-
nômenos cíclicos, näão existe tal coisa como uma MM "perfeita'". Nos últimos anos,
uma pesquisa extensiva em computadores foi feita sobre o período de tempo ideal
218 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendèncias

FIGURA 11.1 Uma MM de prazo Curto versus uma MM de prazo longo

MM24 meses
.

.ne* sc*ne ones eno aenso A*


S

W
.
.

MM10 meses

da MM. A conclusão de todas as fontes é que não existe um intervalo de tempo


perfeito.
O que pode funcionar muito bem num mercado durante um período de
tempo especifico é pouco provável que seja repetido no futuro. Quando falamos
sobre a escolha do período de tempo, estamos realmente tentando identificar uma
MM que irá funcionar a maior parte do tempo em um período de tempo especí
fico, ou seja, curto, médio ou longo prazo.

Principio Técnico Fundamental: Busque a consistência, nunca a perfeição.

A perfeição simplesmente não existe nos mercados direcionados pela psi-


cologia. De um modo geral, os períodos de tempo de longo prazo são menos
influenciados pela manipulação e reações intempestivas aleatórias às noticias
inesperadas do que são os de curto prazo. É por isso que longos periodos de tem-
as médias diárias como as
po, geralmente, trazem os melhores resultados; tanto
semanais funcionam melhor em ou acima de um período de tempo de 40. As
pesquisas também mostram que as médias simples geralmente têm um mellhor
desempenho do que as ponderadas e exponenciais. Reconhecendo estas limita-
ções, são sugeridos os períodos de tempo na Tabela 11.2.
Médias Móveis 219

TABELA 11.2 Periodicidades Sugeridas

Curto Prazo Médio Prazo Longo Prazo

10 dias 30 dias 200 dias/40 semanas/9 meses*

15 dias 10 semanas (50 dias) 45 semanas**

20 dias 13 semanas (65 dias)


25 dias 20 semanas 12 meses***

30 dias 26 semanas 18 meses

200 dias 24 meses


Recomendado por Willaim Gordon, The Stock MarketIndicators,Investors Press, Palisades Park, NJ, 1968.
"Reportado por Robert W. Colby e Thomas A. Meyers na Enciclopédia de Indicadores Técnicos do Mercado, Dow
Jones-Irwin: Homewood, IL, 1988, sendo o melhor indice para o mercado de ações, utilizando dados semanais.
Ibidl. Colby and Meyers. Reportado como o melhor indice para o mercado de ações dos Estados Unidos, utilizando
dados mensais.

E importante lembrar que a MM é uma ferramenta do arsenal técnico, que é


usada com outras técnicas, como parte da arte de identificar reversão de tendên-
cias. Novamente, é importante lembrar que estamos à procura de um intervalo de
tempo que funcione razoavelmente bem na maioria das ações, ou seja, a ideia de
consistência prevalecendo sobre a perfeição. Afinal, é sempre possível encontrar
o periodo de tempo perfeito com verificações a posteriori (back testing) e como
ajuste dos dados de forma adequada. No entanto, estamos interessados no passa-
do, apenas na medida em que ele possa de forma fidedigna apontar a direço certa
futuro e, deliberadamente, determinar os resultados do passado não nos ajuda
nessa tarefa - muito pelo contrário.

Avançando a Média Móvel Simples

Uma técnica que tem um grande potencial, mas não é amplamente utilizada, é
avançar uma MM. No caso de uma MM de 25 dias, por exemplo, o gráico efetivo
não seria feito no vigesimo quinto dia, mas avançou para o vigésimo oitavo ou
trigésimo, e assim por diante. A vantagem dessa abordagem é que ela atrasa o
cruzamento e filtra as violinadas ocasionais ou sinais falsos. Em Profits in the Stock
Market (Lambert Gann Publishing, 1935), H. M. Gartley calculou que durante o
periodo de 1919 - 1933, que cobriu quase todos os tipos de situações do Mercado,

o uso do cruzamento de uma media móvel simples de 25 dias obteve um ganho de


446 ligeiramente melhor do que os 433 pontos da MM de 30 dias e muito melhor
do que os 316 e 216 para as MMs de 40 e 15 dias respectivamente). Entretanto,
quando a média de 25 foi colocada sobre o vigésimo-oitavo dia, os cruzamentos
resultaram num aumento de 231 pontos para 677. A MM de 30 dias quando avan-
220 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

çada 3 dias, também produziu um resultado superior, com um ganho adicional de


204 pontos para um total de 637.
Embora a MM de 25 dias avançada 3 dias poderá não se revelar como a
melhor combinação, a técnica de avanço de uma MM éé claramente uma que pode
ser utilmente incorporada na abordagem técnica. E sempre difícil saber o quanto
avançar uma MM. A experimentação é a resposta. Uma possibilidade é avançar
a média pela raiz quadrada do período de tempo; por exemplo, uma MM de 36
semanas seria avançada por 6 dias (a raiz quadrada de 36 = 6).
Nesse caso, o gráfico 11.6 apresenta o iShares MSCI Hong Kong ETF com
duas MM de 25 dias. Uma normal de 25 dias e a outra a própria avançada 5 dias.
Observe como a MM regular (tracejada) passa por um violinada como in-
dicado pelas setas sólidas, ao passo que a MM (sólida) não passa. As setas trace-
jadas indicam onde ambas as MMs são rompidas baseadas em violinadas. Esta
abordagem parece funcionar muito bem após uma forte tendência, quando, por
exemplo a média regular foi temporariamente rompida por duas pequenas altas
que se desenvolveram em novembro de 2008. Em situações como esta que o efeito
de atraso do avanço da MM evita a violinada. Certamente, há uma negociação

GRAFICO 11.6 iShares Hong Kong 2008-2009 MM Avançada

Shares Hong Kong 15

MM 25 dias

MMAvançada
Violinadas que não romperam
MMs avançadas

Violinada nas duas MMs

Fonte: pring.com
Médias Móveis 221

que vem sob a forma de sinais atrasados, mas na maioria das situações, a perda de
timing compensada por menos sinais talsos.

Convergência de Médias

Um movimento de preço considerável frequentemente é precedido por uma faixa


de negociação que vai se estreitando gradualmente. Assim, diminuição das flutu
acoes de preço reflete um excelente equilibrio entre compradores e vendedores
Quando o equilibrio pende para um lado ou para outro, o preço, então, é livre
para embarcar num grande movimento. Este tipo de situação pode frequente-
mente ser traçando diversas
identificado e observando quando estão todas
MMs
aproximadamente no mesmo ponto. O gráfico 11.7, por exemplo, mostra o preço
diário da Cash Euroyen. Note como as três MMs convergem quase
completamente
pouco antes do preço entrar num declínio acentuado.
A convergêrncia das médias avisa que é provável um grande movimento, mas
o sinal real vem da violação da linha de tendência.

GRÁFICO 11.7 Cash Euroyen 1999 -2000 Múltiplas MMs

Cash Euroyen Convergência das MMs

99.8-

99.8

99.7 MM45 dias


MM 25 dias

99.7-
MM 10 dias

st September (October November December2000 February March April


Fonte: pring.com
Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências
222 .

Múltiplas MMs Simples

técnicas de determinação da tendência envolvem mais de


Os uma MM.
Algumas
sinais são dados por uma média de curto prazo cruzando acima ou abaixo de uma
mais longa. Este procedimento tem a vantagem de suavizar os dados duas vezes, o
possibilidade de entanto, alerta para mudanças da
violinada, no
que reduz a uma

tendência muito rapidamente após terem ocorrido. Neste aspecto, o gráfico 11.8

apresentao iShares MSCI Ttalian ETE. Duas médias que têm sido tradicionalmente
utilizadas para identificar movimentos da tendência primária são 10 e 30 semanas.
Os sinais são dados quando a média de 10 semanas (tracejada) se movimenta
técnicos preterem esperar até que a
para baixo da média de 30 semanas. Alguns
série de 30 semanas esteja se movimentado na direção do cruzamento, então um
cruzamento negativo exigiria um declínio de uma MM de 30 semanas. Os Sinais

negativos de qualquer tipo advertem que a tendência principal é de baixa. Não se

presume que tenha revertido até que a MM de 10 semanas se movimente para


acima da MM de 30 semanas ou o fará quando ambas estejam subindo simulta-
neamente. Por definição, qualquer metodologia resulta em sinais que estão sendo

GRAFICO 11.8 Duas MMs: MSCI talian ETF 2006-2012

MSCI Italian ETF


L

MM 10 semanas

Violinadas

MM 30 semanas

Fonte: pring.com
Médias Móveis 223

acionados após o preço final do topo ou do fundo. Portanto, eles servem como uma
confirmação de uma mudança na tendência, em vez de pontos de rompimentos re-
ais em si mesmos. Se o sinal desenvolve próximo ao ponto da virada final, entäo
podem atuar de uma forma oportuna e prática. Por outro lado, se for acionado a
uma certa distância do topo ou fundo anterior, podem apenas ser utilizados como
confirmaço. Mesmo que a informação possa ser útil, pode estar caminhando na
direção do problema, que normalmente será quando você atuar sobre um sinal de
contratendncia. Uma compreensão mais clara da direção da tendência principal
através desta abordagem da dupla MM vai oferecer menos chances que negociações
contratendência sejam realizadas.
Uma abordagem alternativa é usar duas médias de periodos de tempo seme-
Ihantes ou idènticos e avançar o gráfico de um delas ao longo das linhas discutidas
anteriormente. O gráfico 11.9, que novamente apresenta o ETF italiano, mostra
confhguração para uma MM de 25 semanas e outra com o avanço de 5 sema-
nas da mesma.
A vantagem deste método é que ele parece gerar menos violinadas; a des-
vantagem é que os sinais têm uma tendência de ser menos oportunos. Estas duas
médias móveis múltiplas não são oferecidas como o Santo Graal, porém, mais
como um ponto de partida, porque tenho a certeza de que um leitor mais ta-

GRAFICO 11.9 MSCT Italian ETF 2006-2012 Duas MMs com Uma Avançada

MSCI Italian ETF

MM 25 semanas

Violinada

MM 25 semanas Avançada 5 semanas

Fonte:pring.com
224 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 11.2 Uma Média Móvel numa Faixa de Negociação

lentoso poderia encontrar uma combinação melhor. Apenas lembre-se que nesta
experimentação a consistència sempre é mais preferida em relação à perfeição,
que não existe, certamente.
As MMs devem ser sempre utilizadas em conjunto com outros indicado-
res. Isto é devido aos preços ocasionalmente flutuarem num amplo padrão lateral
por um período de tempo prolongado, resultando numa série de sinais falsos. A
boa noticia é que esse comportamento frustrante na faixa de negociação é fre-
quentemente seguido por uma tendência extremamente forte em que as perdas
provenientes do período sem tendências dos sinais das violinadas foram ampla-
mente compensadas. Isso ocorre porque as violinadas indicam confusão entre os
compradores e vendedores, e isso implica numa grande batalha. Quando um dos
dois vence, o lado vitorioso é ento capaz de impulsionar os preços de uma forma
muito mais forte.
A figura 11.2 mostra um exemplo de uma MM oferecendo inúmeros sinais
de violinadas, quando se movimentam através de uma faixa de negociação.
A principio, não é óbvio que o comportamento preço é uma taixa de nego-
ciação. No entanto, no ponto X, quando o preço cruza abaixo da MM, novamente,
é possivel construir duas linhas de tendência que refletem o comportamento na
faixa. Neste momento faz muito mais sentido, aguardar o veredito, atuando em
um rompimento da linha de tendência, em vez de um cruzamento da MM, visto
que, não há nenhum motivo para suspeitar que o próximo cruzamento depois de
X não vai se revelar como uma violinada.
Médias Móveis 225

MMs Ponderadas
média móvel simples (MMS) pode apenas representar corretamente uma
Uma
tendència a partir de um ponto de vista estatístico se for centralizada, mas ao
centralizar uma média, atrasa o sinal, como discutido anteriormente. Uma téc
nica que busca superar este problema é ponderar os dados a favor das observa-
ções mais recentes. Uma MM construída dessa forma (MMP) pode "mudar" ou
reverter a sua direção muito mais rapidamente do que uma MM simples, que é
calculada pelo tratamento de todos os dados igualmente.
Ha inumeras maneiras pelas quais os dados podem ser ponderados, mas o
método mais amplamente utilizado é uma técnica em que o primeiro período de
dados é multiplicado por 1, o segundo por 2, o terceiro por 3, e assim por diante
até o mais recente. Os cálculos para cada período so então totalizados. O divisor
para uma MM simples é o número de períodos, mas para fazer uma média pon-
derada, o divisor é a soma dos pesos; isto é, 1 +2 + 3 + 4+ 5 +6 21. Para uma
MM ponderada de 10-semanas,a soma dos pesosseria 1 +2+3 +4 +5+6+7+
8+9+ 10 = 55. A tabela 11.3 ilustra como os cálculos são feitos.
Outro método consiste em calcular um MM simples, mas ao fazê-lo, use a
observação mais recente duas vezes, o que duplica o seu peso.
A interpretação de uma média ponderada é diferente de uma média sim-
ples, porque a média ponderada é mais sensível. Um aviso de uma reversão de
tendência é dado por uma mudança de direção da média, em vez de um rom-
pimento.

Médias Móveis Exponenciais


As MMs Ponderadas são úteis para identificar a reversão das tendéncias. No pas-
sado, o tempo consumido pelos cálculos para a sua construção e manutenção era
um processo moroso, que muito prejudicou a sua utilidade. O uso generalizado
de computadores nas últimas décadas superou em grande parte esta desvanta-
gem. Uma média móvel exponencial (MME) é um atalho para a obtenção de uma
forma de MM ponderada. Um cálculo de uma MME ponderada de 20 semanas é
mostrado na Tabela 11.4.
A fim de construir uma MME de 20-semanas, em primeiro lugar é neces-
sário calcular uma MM simples de 20 semanas, isto é, o total de 20 semanas de
observações dividido por 20. Na Tabela 11.4, isto foi feito para as 20 semanas ter-
minando em 1 de Janeiro, e o resultado aparece como 99.00 na coluna 6.
A média de 20 semanas se torna o ponto de partida para a MM
exponencial.
Ela é transferida para a coluna 2 para a semana seguinte. Em seguida, a entrada
para a vigésima primeira semana (08 de janeiro no exemplo anterior) é compa-
rado com a média MM exponencial, e a diferença é adicionada ou subtraída e
226 Parte1: Técnicas que Determinam as Tendéncias

T
Médias Móveis 227

TABELA 11.4 Cálculo da MME


MME para Diferença Col.3 x Col.2+
semana (col. 1 Col.4 Col. 5
Preço anterior Col.2) Expoente t/ MME
Data (1) (2) (3) (4) (5) (6)
Jan 99,0
8 100,00 99,00 1,00 0,1 +0,10 99,,10
15 103,00 99,10 3,90 0,1 +0,39 99,49
22 102,00 99,49 2,51 0,1 +0,25 99,7
29 99,00 99,64 (0,64) 0,1 -0,06 99,6

colocada na coluna 3; isto é, 100 - 99 = 1,00. Esta diferença é então multiplicada


pelo expoente, que para uma MM exponencial de 20 semanas é 0,1. Esta diferença
tratada exponencialmente, 1,00 x 0,1 é então adicionada à MM exponencial da
semana anterior, e o cálculo é repetido a cada semana sucessiva. No exemplo, a
diferença tratada de forma exponencial para 08 de janeiro é 0,1, que é adicionada
à média da semana anterior, 99,00, para obter uma MM exponencial para 08 de
janeiro de 99.10. Esta figura na coluna 6 é então traçada.
Se a diferença entre a nova observação semanal e a MM exponencial da se-
mana anterior for negativa, como na leitura de 99,00 versus 99,64 para 29 de ja-
neiro, a diferença tratada exponencialmente será subtraída da MM exponencial
da semana anterior.
O expoente usado varia de acordo com o período de tempo da MM. Os
são mostrados na Tabela
expoentes corretos para os vários períodos de tempo
11.5, onde os períodos de tempo foram descritos como semanal.
Com efeito, no entanto, o expoente de 0,1 pode ser usado para qualquer me-
dição de 20 dias, semanas, meses, anos, ou um mesmo período ainda mais longo.
Os expoentes para períodos de tempo, exceto aqueles que no figuram na
tabela podem ser facilmente calculados, dividindo 2 pelo período de tempo. Por
mais sensível que
exemplo, uma média de 5 semanas terá que ser duas vezes
uma

TABELA 11.5 Fatores Exponenciais para Diversos Períodos de tempo

Número de5 semanas Expoente


0,4
10 0,2
15 0,13
20 0,1
40 0,05
80 0,25
228 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

média de 10 semanas; assim, 2 divididos por 5 da um expoente de 0,4. Por


Por outro
lado, como uma média de 20 semanas deve ser tão sensível, como duranto
periodo de 10 semanas (0,2), o seu expoente é reduzido para 0,1. um
Se uma MM exponencial se revela demasiado sensivel
para a tendência
está sendo monitorada, uma solução é estender seu periodo de que
tempo, Ou
solução é suavizar a MM exponencial MME por outra MM exponencial. Eo
método utiliza uma MM exponencial, como calculado te
anteriormente, e repet
o
processo utilizando um expoente adicional. Não hå nenhum motivo para ná
tentar terceira ou quarta suavização, mas a MM
uma
exponencial resultante
embora, mais suave, seria muito menos sensível. e,

Principio Técnico Fundamental: Todas as formas de MMs representam um


compromisso entre a periodicidadee a sensibilidade

Por definição,
cruzamentos e reversões da MM exponencial ocorrem
os
si-
multaneamente. Os sinais de Compra e Venda são, portanto,
desencadeados por
cruzamentos, tal como uma média móvel simples.

Comparação dos Tipos de MMs


O gráfico 11.10 mostra três de cálculos
tipos traçados sobre o mesmo
gráfico do
popular índice indiano, o Nifty.
Você podeque praticamente durante todo o tempo a média pondera-
ver
da (MMP) é a mais sensível, uma vez
que engloba os pontos de virada mais de
perto. A simples (MMS) e exponencial (MME) alternam, dependendo da forma
como os dados falham. Minha experiência é que na maioria das
funcione melhor, embora eu tenha que admitir
situações a MMS
que a menos que eu esteja con-
tando com um intervalo de tempo mais
longo prazo, como uma média de 200
dias/9 meses, eu raramente coloco muita ênfase sobre os
cruzamentos, a menos
que outra evidência, como o rompimento de uma linha de tendência, sugira que
a tendência reverteu.

Periodos de Tempo Mais Adequados da MM


Tabela 11.2 já incluiu alguns períodos de tempo sugeridos para as médias móveis
simples. Esta seção vai estender um pouco a discussão através da aplicação de
algumas dessas ideias para os mercados.
Médias Móveis 229

GRAFICO 11.10 Os Três Tipos de Média Móvel no indice Nifty

4900
Nifty

20
4100
-000
----- MMSS
MMP 30 dias
MMP J70
rAN, 3300
MME ---
MMS 30 dias F3400
3300
3200
3100
MME 30 dias 3000

2900
2700

2000
2500

9 16 2 o 13 20 11 16
March Apr June

Fonte: pring.com

Discutimos a importància da tendência primária e a necessidade de identi-


ficar sua direção anteriormente. Isso nos traz ao assunto dos 12 meses da MMS.
Este intervalo de tempo tem sido muito útil para identificar as reversões nessas
tendências, assim como a de 9 meses (200 dias/39 semanas). Realmente, não im-
porta muito qual delas você vai escolher, embora o período de 12 meses é preferí-
vel uma vez que contém todos os meses do ano civil e, portanto, é ajustada sazo-
nalmente.O gráfico 11.l1 mostra a Morgan Stanley Capital International (MSCI)
World Index Stock.
Se você vai monitorar as tendências primárias, uma MM de 12 meses para
esta série de ações globais não é um mau lugar para começar. As setas sólidas
indicam onde a MM de 12 meses tem atuado como uma boa zona de supor-
te/resistência. As tracejadas mostram dois sinais de violinada, que enfatizam o
ponto de que estamos preferindo a consistència e não a perfeição. A maior parte
do período experimentou mercados primários de alta, mas as áreas sombreadas
indicam mercados primários de baixa, conforme definido pela relação entre o
indice e sua MM.
230 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 11.11 MSCI World Stock Series 1987- 2008 MMs 12 Meses

MSCI World Stock Index

MMSMMS 12 meses

Fonte: pring.com

O gráfico 11.12 ilustra uma MMS de 200 dias para o preço do ouro (em dó-
lar). Novamente, recebe sua cota de violinadas, mas de um modo geral funciona
razoavelmente bem.
Ela fundamenta ainda mais o ponto de que os cruzamentos da MM não de
vem ser usados isoladamente, mas em conjunto com outros indicadores para for
mar uma abordagem com o peso da prova.
Finalmente, o Gráfico 11.13 mostra uma MME de 65 semanas cruzando o
dólar canadense/dólar americano. Este intervalo de tempo parece ser muito útil
para a utilização em gráficos de longo prazo. As setas sólidas mostram os lugares
onde a média serviu como uma zona de suporte/resistência efetiva, enquanto as
tracejadas apontam algumas violinadas.
Você não deve esperar que todos os mercados se comportem bem, mas se for
possível olhe para trás muitos anos de dados e veja se a relação foi boa. Então, é
razoável esperar que ele funcione razoavelmente bem no futuro. Se não, diminua
a importância da média em sua análise.
Voce pode estar se perguntando por que não incluimos muitas MMs de cur
to prazo na nossa explicação. O motivo é que quanto menor o período de tempo
Médias Móveis 231

GRÁFICO 11.12 Spot Gold 2003-2008 MM 200

Gold

*
MMS 200 dias

Fonte: pring.com

GRAFICO 11.13 Canadian Dollar 1997 - 2008 MME 65 Semanas

Canadian Dollar 1.10

1.05

096
0.90
****

F085

0.30
075

MME 65 semanas 0.70

-A5
V*

D07 2008

Fonte: pring.com
Determinam as Tendências
232 Parte I: Técnicas que

considerado, maior será o efeito de ruído aleatório e menos confiável será a técni-

ca de cruzamento da MM.

Sumário
1. Um dos pressupostos básicos da análise técnica é que as ações se movem em
tendências. Visto que, as principais tendências compreendem muitas pe-
uma MM e construida para ajudar a suavizar
quenas flutuações nos preços,
os dados para que a tendência subjacente seja mais claramente visível.
2. ldealmente, uma MM simples (MMS) deve ser traçada na metade do perío-
do de tempo que está sendo monitorada (um processo conhecido como cen-
tralização), mas como isso implicaria em um atraso durante o qual os preços
das ações poderiam mudar rapidamente e perder muito do lucro potencial
de um movimento, que é representado no final do período em quest o.

3 Esta falha teria sido consideravelmente ultrapassada pelo uso de cruzamen


tos da MM, que fornecem avisos de uma reversão na tendência, e pelo uso
das MMPs ou MMEs, que são mais sensíveis as alterações na tendncia pre
dominante, uma vez que, elas influenciam os dados a favor dos períodos
mais recentes.
Não existe tal coisa como uma média perfeita. A escolha do período de tem-
4 po representa sempre uma negociaç o entre a periodicidade - capturando
a tendência numa fase inicial - e sensibilidade - capturando um virada da

tendência muito cedo provocando uma quantidade indevida de violinadas.


Para tendências de curto prazo as periodicidades de 30 e 50 dias são sugeri-
das, mas para períodos de tempo de longo prazo, são recomendadas médias
de 40 e 45 semanas. Um intervalo de tempo útil usando dados mensais é de
12 meses.
12

ENVELOPES E
BANDAS DE BOLLINGER

Envelopes
Já ficou estabelecido que as médias móveis (MMs) podem atuar como pontos cha-
ves importantes no seu papel como áreas de suporte e resistência. Desta forma,
quanto mais longo o período de tempo, maior o significado das MMs. Este prin-
cipio de suporte e resistência pode ser levado um passo à frente pela construção
de linhas simétricas paralelas a uma MM de qualquer tipo, chamada de envelopes
(ver Figura 12.1).
Esta técnica se baseia no princípio de que os preços das ações oscilam em
torno de uma determinada tendência nos movimentos cíclicos de proporção ra-
zoavelmente similar. Em outras palavras, assim como a MM serve como um pon-
to chave importante, certas linhas desenhadas, paralelas à MM, também servem.
Olhando desta maneira, a MM realmente está centralizada na tendência, e o enve
lope consiste em pontos de divergència
måxima e minima a partir dela.
Assim como uma coleira faz com que um cachorro recue para o seu dono e
a coleira o faça parar, os
depois permite que ele corra em direção oposta até que
similar. Neste caso, a coleira é relativa aos dois
preços se comportam de maneira
envelopes ou mais se escolhemos traçá-los.
Não há nenhuma regra rígida e imediata sobre a posição exata em que o
base de tentativa e
envelope deva ser traçado. Isso só pode ser descoberto
em uma

erro com respeito à volatilidade do preço sendo monitorado e o período de tempo


da MM. Este processo pode ser ampliado, como na Figura 12.2, para incluir qua-
tro ou mais envelopes (isto é, dois acima e dois abaixo da MM).
Tendéncias
234 Parte I: Técnicas que Determinam as

FIGURA 12.1 Uma MM com um Envelope de +e 10% -

+10%

MM
Envelope
-10%

FIGURA 12.2 Uma MMe Quatro Envelopes

--.
---
* s s oaso* -=--- +10%
+20%

MM
-- *******

--

-10%
-20%
Envelopes e Bandas de Bollinger 235

Cada um está traçado numa distância proporcional idêntica em relação ao seu


antecessor. Neste exemplo, os envelopes foram traçados a intervalos de 109%. Se a
MM está a 100, por exemplo, os envelopes devem ser traçados em 90, 110, etc., uma
vez que os preços são determinados pela psicologia, e a psicologia tende a se mover
na proporç o, com um envelope em 10%. O painel inferior mostra os dados exibi-
dos de um modo diferente, com a MM em zero e os envelopes superiores e inferiores
sendo representados pelas linhas horizontais tracejadas em +10% e -10%. Observe
como os envelopes muitas vezes servem como áreas de suporte e resistència e queeo
preço ocasionalmente oscila de um envelope para o outro, assim como o oscilador
Oscila como um pêndulo da condição sobrecomprada para a sobrevendida.

Princípio Técnico Fundamental: Os envelopes são mais bem calculados


usando uma proporção em vez de pontos ou valores em dólares.

Por exemplo, 10% acima ou abaixo da MM em oposição a 10 pontos etc.


O gráfico 12.1, que ilustra o índice do mercado indiano, o Nifty, mostra que
a técnica do envelope pode ser útil a partir de dois aspectos: (1) desenvolvendo
um "sentimento" para toda a tendência e (2) discernindo quando uma subida ou
correção está prolongada.

GRÁFICO 12.1 ONifty 2004- 2009 e Dois Envelopes de 10%

Envelope de t 10% 7000


Nifty 500

Area de Resistência

-******.
3000

2500

. . ***
Area de Suporte
2000

MM 50 dias

1500

9 A8 Nb 06 AMUASONO2000 AMS0ND07 AMU A30 NDa AMOS ASONDR005 AMuA


Tendências
236 Parte I: Técnicas que Determinam as

A desvantagem é que não existe a certeza de queo envelope se revelará o


eventual ponto de retorno. Este método, tal como todas as técnicas que tentam
utilizado na base de
prever a duraçãode um movimento, deve ser que, se e

índice atingir um envelope específico, existe uma boa probabilidade de que ele
irá reverter o curso naquele ponto-chave, na condiçaão, obviamente, de que o en-
velope tenha tido um registro razoável de atuaçao como um ponto de suporte/
resistência no passado. A decisao real de negociaçao ou investimento deve ser
determinada após a avaliação de uma série de caracteristicas, dentre as quais a
análise do envelope é uma delas. No Gráfico 12.1, pode se observar que a banda
superior atuou sistematicamente como uma zona de boa resistencia durante o
mercado de alta de 2004-2008. No entanto, o avanço em 2009 foi tão intenso.
que mesmo alcançando o envelope superior, não tinha realmente, qualquer sig.
nificado técnico. Quanto à desvantagem, algumas vezes, o preço reverteu no
nível de -10%, mas nunca chegou nele, como no periodo de 2004-2006, ou exce-
deu-o muito, como em 2008. Claramente, se esta técnica é para ser empregada
com qualquer grau de certeza, é muito importante fazer um estudo cuidadoso
da relação entre o preço e um envelope especifico bem antes de determinar a sua
confiabilidade. A este respeito, o Gráfico 12.2 mostrao da iShares Biotech ETF

GRAFICO 12.2 iShares Biotech 2007- 2012 e Dois Envelopes de 10%

Envelope de t 10%
iShares Biotech

Area de Resistência

MM 50 dias

Area de Suporte
Oscilador de Preço 1/50
Envelopes e Bandas de Bollinger 237

GRAFICO 12.3 Bovespa 1995- 2009 e Dois Envelopes de 35%

1000
Bovespa

Area de Resistência
***

**
.. Suporte
.. ..
.....

***. **-. *
Envelope de t35%

Suporte

MM 12 meses

com um envelope de 10%. O painel inferior mostra os dados apresentados de


um modo diferente, com a MM em zero e os envelopes superiores e inferiores
sendo representados por linhas horizontais tracejadas em +10% e -10%. Obser
ve como os envelopes muitas vezes servem como áreas de suporte e resistência
e que o preço ocasionalmente oscila de um envelope a outro, assim como o
oscilador oscila como um pêndulo da condiço de sobrecomprada para a so-
brevendida.
O gráfico 12.3 passa por um exercicio similar para o Indice Brasileiro Boves-
pa, mas desta vez o envelope foi expandido para 35% para se adequar à caracterís-
tica do mercado. Mais uma vez, o toque do envelope sugere a direção da tendên-
cia primária, envelope superior tocado uma caracteristica de mercado de alta e
vice-versa. Isso não significa que tocar a banda externa seja um pré-requisito para
um mercado de alta. Assim como é possível ter um inverno sem neve, também é
possível experimentar uma tendncia primária onde o envelope externo não é to-
cado ou penetrado. As setas tracejadas mostram que o recruzamento do envelope
é geralmente seguido por um declinio importante de algum tipo. O sinal no início
de 2004 foi uma exceção óbvia a esta regra. Minha sugestão éé experimentar com
muitas combinações diferentes de MMs e envelopes porque cada título tem suas
238 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

próprias características pessoais. Algumas vão funcionar muito bem para você,
mas nunca espere pela perfeiço, pois ela não existe.

Bandas de Bollinger

O Conceito

As bandas de Bollinger (Gráfico 12.4) operam de forma similar, exceto que os en-
velopes, ou bandas, são calculados usando desvios padro. Para aqueles que, como
eu, não são orientados matematicamente, uma explicação simples é que as bandas
contraem ou expandem dependendo do nível de volatilidade. Quanto maior a vola-
tilidade, mais afastadas as bandas e vice-versa.

GRÁFICO 12.4 NASDAQ 100 2011 2012 e as Bandas de Bollinger

NASDAQ 100 ETF

Resistência

S40

Suporte
Suavização de 20 com um desvio de 2

0ccber Novenber Dcaber 2212


Envelopes e Bandas de Bollinger 239

GRAFICO 12.5 NASDAQ 100 2011-2012 Comparando Parâmetrosde


Bandas de Bollinger Suavizadas

NASDAQ 100 ETF

Suavização de 10 dias

Suavização de 40 dias

Ray

A primeira exigência para traçar uma Banda de Bollinger é um período de


tempo, assim como uma média móvel. Quanto maior for o período, mais suave,
porém menos sensíveis são as flutuações. O gráfico 12.4, que ilustra o NASDAQ
100 ETF, traça as duas bandas com o período de tempo padrão de 20 periodos e
um desvio de 2.
O gráico 12.5 compara a diferença com diferentes suavizações. O traçado na
janela superior mostra uma de 10 dias e o inferior uma suavização de 40 dias. É
bastante óbvio que o período de tempo da banda de 40 dias é muito mais suave e
é traçado mais distante do desdobramento do preço.
O segundo parâmetro para traçar uma banda de Bollinger é a quantidade
de desvio. A este respeito, as bandas na janela superior do gráfico 12.6, mais uma
vez ilustrando o NASDAQ 100 ETF, são calculadas com um valor de 4. O painel
inferior leva ao outro extremo, com um desvio de 1%. E bastante evidente a partir
desta comparação que quanto menor foro desvio, mais estreita a banda e vice-
versa. A banda estreita no painel inferior é tocada muitas vezes, não é de toda útil.
Alternativamente, um fator de desvio maior costuma retornar antes que a banda,
que raramente é tocada, seja tocada.
240 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências
GRÁFICO 12.6 NASDAQ 100 2011-2012 Comparando Parâmetros de
desvio padrão de Bollinger

NASDAQ 100 ETF

Desvio de4

********** ********

Desvio de1
E
Pense no desvio como um parâmetro que corresponde a um nível sobrecom-
prado/sobrevendido.
John Bollinger, o criador desta técnica, recomenda usar um fator de 20 para
o período de tempo e 2 para o desvio. Esses são os parâmetros utilizados para o
restante dos gráficos neste capítulo.

Regras para Interpretação


Regra 1.Quando as bandas se estreitam, há uma tendência para variações signifi-
cativas de preços a seguir.
Isto, naturalmente, é outra maneira de dizer que quando os preços operam
em uma faixa estreita e perdem a volatilidade, a procura e a oferta estão em
bom estado de equilibrio e sua resolução acionará um movimento de preço
acentuado. Neste contexto, um estreitamento das bandas é sempre relativo ao
passado recente. E ai que as bandas de Bollinger podem ajudar visualmente,
mostrando o processo de estreitamento. Elas também nos daão alguma indi
cação de quando um rompimento pode se materializar porque as bandas co-
Envelopes e Bandas de Bollinger 241

GRAFICO 12.7 Oneok 2000 - 2001 e Bandas de Bollinger

Oneok Inc.
60

45

40

35 Estreitamento das Bandas


Estreitamento das Bandas
30-

25

une July August September


uneJuly November 2o01

meçam a divergir uma vez que o preço começa a subir. Dois exemplos säo
mostrados no gráfico 12.7, onde também é possível traçar algumas linhas de
tendência marcando os pontos de rompimento.

Regra 2. Se o preço exceder uma banda, é de se esperar que a tendência continue.


Esta é realnmente outra maneira de dizer que, se o preço se movimenta acima
da banda, o momentum para cima é forte o suficiente para sustentar os preços
finais mais elevados, e vice-versa. Esta é uma experiência comum no início de
um mercado de alta e vice-versa para uma penetração para baixo. Depois dos
dois rompimentos no gráfico 12.7, vemos o preço se movimentar imediata-
mente para fora da banda. O recruzamento da banda de Bollinger geralmente
indica exaustão de curto prazo, e rapidamente puxa de volta novamente. No
entanto, este é apenas um processo de pausa para respirar até que a tendência
então seja capaz de estender novamente. Até aqui, você deve ter notado que o
preço muitas vezes cruza a banda várias vezes antes que a tendência reverta.
A pergunta óbvia neste momento é: Como você sabe que cruzou pela última
vez? Em outras palavras, como você sabe como identificar o fundo e o topo de
um movimento? A resposta se encontra na próxima regra.
242 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 12.8 Gráfico Intradia da NYSE Composite e as Bandas de Bollinger

487NYSE Composite E
486
Confirmação Final
486
485
485
484
484
4833- B
483 Sem sinal
482
482
481
481
480

13:02 14:01

Regra 3. Quando o preço traça uma formação de reversão após cruzar a banda, é
de se esperar uma reversão da tendència.

No gráfico 12.8, que ilustra a New York Stock Exchange (NYSE) Composite,
vemos uma série de três altas que tocam ou excedem a banda superior (faixa
A). Os dois primeiros não apresentam qualquer sinal de exaustão. No entanto,
após a tentativa final, a linha de tendência ascendente é violada. Então, o pre-
ço cai abaixo do fundo anterior para completar um pequeno topo no ponto F.

Mais tarde, o preço toca a banda externa mais uma vez imediatamente antes
da faixa de negociação em B, mas não há nenhum sinal uma vez que consegue se
manter acima da parte inferior da faixa de negociação. Finalmente, uma boa linha
de tendência ascendente é violada e um sinal de venda é acionado no ponto E,
seguido por uma penetração temporária da banda externa. O que estamos vendo
é uma série de leituras estendidas excessivamente, que significa o que o preço re
almente representa, quando toca a banda. Ele finalmente confirma a leitura sobre-
comprada. Se não houver um sinal, a implicação é que, após uma breve correção,
o preço então irá registrar uma nova máxima ou minima para o movimento, de-
243
Envelopese Bandas de Bollinger.

GRAFICO 12.9 Gráfico Intradia da NYSE Composite e as Bandas de Bollinger

489 NYSE Composite E


Sem sinal (C)
488
B
488 A
Sem sinal Pequeno topo
487
487 G
486 Quebra da
Linha de
486 Tendência
485
ww
485 D
484 Rompimento da F
484 Linha deTendência Rompimento
483 falho
Venda sobre o cruzamento da MM
483
482
29

pendendo de sua direção. Isso nem sempre é o porque náão existe tal situação
caso,

os indicadores técnicos. O gráfico 12.9, por exemplo,


sempre, quando se utiliza
também ilustrando a NYSE Composite, mostra onde o preço cruza abaixo da ban-

da superior (ponto A), noentanto, ainda não representa uma nova máxima até

que um declínio representativo ocorra. Em tais casos, o melhor momento para


liquidar uma posição comprada é quando o preço cruza abaixo da média móvel.
Posteriormente, no ponto B, você pode ver um pequeno topo duplo àme-
dida que o preço tenta pela segunda vez romper acima da banda. Na próxima
tentativa (ponto C), não há nenhum sinal, mas apóso rompimento subsequente,
uma linha de tendência é violada (ponto D). Então, vemos uma série de míni-
mas (faixa E). Mas este suporte não foi rompido, entäo não houve motivo para
venda. Finalmente, o preço tenta romper a partir da faixa de negociação, mas

é detido pela banda superior (ponto F). Um rompimento da linha de tendência


subsequente (ponto G) é o sinal para liquidar. Em retrospecto, o que vemos é um
vez que a série de fundos é
rompimento que falhou, o que só agrava a baixa, uma
rompido para baixo.
Algumas vezes, é possível combinar a análise da banda de Bollinger com
o indicador Know Sure Thing (KST). Este indicador é discutido em detalhe no
244 Partel: Técnicas que Determinam as Tendéncias

GRAFICO 12.10 Vijaya Bank 2006-2007 e as Bandas de Bollinger

Vijaya Bank
A
****

*... ..
B
*

****
As Bandas estreitam
eo preço viola a linha

KST já em modo
KST de venda
150
100

100
160

Auruk September October HoremberI December 2007 Februa March April

Capítulo 15; agora, basta pensar nisso como um indicador de momentum suavi-
Zado, que desencadeia indicaçõesdemomentum de comprae venda quando cruza
acima ou abaixo da sua média móvel. No gráfico 12.10, que ilustra o Vijaya Bank,
uma ação Indiana, as bandas se estreitam no final de outubro quando o preço
experimenta uma correção latera.
A pergunta é: De que forma o preço romperá? Um indício importante pode,
às vezes, ser obtido ao olhar para um oscilador. Neste gráfico, estou usando o
KST, mas poderia facilmente ser a convergência e divergência da média móvel
(MACD), estocástico, indice da força relativa (IFR), e assim por diante. A ideia é
que o KST já está em declinio e, portanto, nos diz que o momentum de curto prazo
está tendendo para baixo. Uma vez que o preço em breve confirma a violação da
linha de tendéncia tracejada, não é de estranhar que o estreitamento das bandas,
ou seja, uma clara situação de equilibrio entre oferta/procura são resolvidas de
uma forma negativa. Mais tarde, no ponto B, vemos uma configuração semelhan-
te com o estreitamento das bandas. Desta vez, o KST cai abaixo de sua MM ao
mesmo tempo em que a linha de tendência é violada.
245
Envelopes e Bandas de Bollinger

Sumário
1. Os envelopes são médias móveis que são traçadas a níveis equidistantes acl-
ma e abaixo de uma média móvel específica.
2. Fornecem bons pontos de suporte/resist ncia que frequentemente inter-
rompem subidas e descidas.
3. Ocasionalmente, é uma boa ideia traçar diversas séries de envelopes em tor-
no da média móvel.
4. As bandas de Bollinger são tipos de envelope que so construídos a partir de
desvios padrão. Estes expandir e estreitar, dependendo da volatilidade de
preços.
5. Quando as bandas de Bollinger se estreitam, o alargamento subsequente das
bandas é normalmente seguido por um movimento de preço acentuado.
6. Quando o preço rompe uma das bandas, isto é um sinal de um forte momen
tum e devemos esperar que tendência permaneça.
7. Quando o preço retorna através da banda, espere por uma pausa na ten-
dência, a menos que este cruzamento esteja associado a um rompimento da
linha de tendência, neste cas0, o cruzamento provavelmente representa uma
exaustão.
13

MOMENTUM I:
PRINCÍPIOS BÁSICOS

Os métodos de determinação de tendência considerados até agora têm se preocu


pado com a análise do movimento do preço em si através de linhas de tendéncia,
padrões de preço, a análise das médias móveis (MM). Estas técnicas são extrema-
mente úteis, mas identificam uma mudança na tendência apenas depois dela ter
ocorrido. A utilizaç o de indicadores de momentum pode avisar de forças latentes
ou fraquezas do indicador ou preço que está sendo monitorado, frequentemente
antes do ponto de virada final.
Este capítulo vai examinar os principios gerais de interpretação do momen
tum que se aplicam em maior ou menor grau à todos os indicadores do tipo oscila-
dor. O percentual de mudança (ROC) será usado como um estudo de caso. Os dois
capítulos subsequentes discutirão outros indicadores de especificos de momentum.

Introdução
O conceito de momentum numa subida é ilustrado no seguinte exemplo. Quando
uma bola é lançada no ar, começa a sua trajetória em um ritmo muito rápido; ou
seja, possui um forte momentum. A velocidade com que a bola sobe, gradualmen-
te diminui, até que finalmente ocorre uma interrupção temporária. A força da
gravidade, em seguida, faz com que a sua direção seja revertida. O processo de
desaceleração, conhecido como perda de momentum na subida, é um fenómeno
que também é sofrido nos mercados financeiros. A trajetória de uma bola pode
ser equiparada a um preço de mercado. A taxa de avanço do preço começa a desa-
celerar consideravelmente antes que o último topo no preço seja alcançado.
Por outro lado, se a bola for lançada dentro de uma sala e bater no teto,
enquanto o seu momentum continua subindo, a bola e o momentum revertem
Momentum 1: Princípios Básicos 247

simultaneamente. Infelizmente, os indicadores de momentum no mercado não


são diferentes. Isso
porque há ocasiðes, em que o momentum e o preço,
ocorre
alcançam o topo simultaneamente, seja porque a força da venda gerou um teto de
resistència ou porque o poder de compra está temporariamente esgotado. Sob tais
condições, o nível do momentum frequentemente é tão útil quanto sua direço na
avaliação da qualidade de uma tendência de preço.

Principio Técnico Fundamental: A utilização dos indicadores de momen-


tum alerta sobre as forças e fraquezas latentes no indicador ou preço que está
sendo monitorado, frequentemente, muito antes do ponto da virada final.

O conceito de momentum descendente pode ser mais bem entendido, quan-


do comparado com um carro que é empurrado através do topo de uma colina. O
carro começa a rolar ladeira abaixo e, na medida em que o declínio vai aumen-
tando, o carro aumenta a sua aceleração; no fundo, ele atinge a sua velocidade
máxima. Apesar de sua velocidade, então começar a diminuir, o carro continua
sua trajetória, mas finalmente começa a parar. Os preços de mercado agem de
forma semelhante: A taxa de declínio (ou perda de momentum), muitas vezes,
desacelera antes da mínima final. Isso nem sempre é o caso, entretanto, uma vez
que o momentum e preço (como nos topos) revertem simultaneamente, quando
os preços encontram um importante nível de suporte (resistència). No entanto
o momentum guia os preços o suhciente para alertar de uma potencial reversão
da tendência no indicador ou no indice do mercado que está sendo monitorado.
Momentum é um termo genérico. Assim, como "fruta' descreve maçãs,
laranjas, uvas, etc., o "momentum' engloba muitos indicadores diferentes. Os
exemplos incluem taxa de mudança (ROC), o índice de força relativa (IFR), con-
vergência divergência das médias móveis (MACD), os osciladores de respiração
do mercado, e os índices de difusão.
Existem basicamente duas grandes formas de analisar o momentum. A pri-
meira utiliza os dados de preços para uma série individual, tal como uma moeda,
commodity, ações, ou índice de mercado, eo manipula de uma forma estatística que
é plotada como um oscilador. Vamos chamar de momentum do preço (embora o vo-
lume possa ser manipulado da mesma forma). A segunda também é plotada como
um oscilador, mas baseia-se na manipulação estatística de inúmeros componentes
do mercado, tal como a percentagem de ações da New York Stock Exchange (NYSE)
acima de uma média móvel de 30 semanas. Esta medição é mencionada como am-
plitude do momentum e é discutida no Capítulo 27. O momentum do preço pode
ser construído por qualquer série de preços, mas a amplitude do momentum pode
ser calculada apenas para uma série que pode ser dividida em vários componentes.
248 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Princípio técnico Fundamental: Os princípios ou características da inter


Pretação do momentum são os mesmos para todos os indicadores, porém,
alguns são especialmente construídos para exibir uma característica espe
cifica.

Este capítulo descreve os oito principios básicos. (Para um estudo mais apro-
fundado consulte o The Definitive Guide to Market Momentum, Martin J. Pring
2009, Traders Press ou o módulo de momentum no curso de análise técnica online
em Pring.com.) Usaremos o oscilador ROC como um exemplo, mas vocè deve se
lembrar de que é apenas um tipo de indicador de momentum de preços. Os ca-
pítulos 14, 15, 26 e 27 vão discutir outros indicadores individuais para o preço e
amplitude do momentum do mercado, respectivamente.
Deve r observado que o tipo de revers o da tendência sinalizada por umn
indicador de momentum depende do período de tempo sobre o qual foi calcula-
do. A prática de utilização de dados diários é aceita para identificar tendências de
curto prazo, dados semanais para tendências intermediárias e dados mensais para
tendências primárias.
E muito importante observar que a utilização de indicadores de momentum
assume que os mercados ou as ações estão experimentando um ritmo cíclico nor-
mal, que se expressa no comportamento do preço nas altas e correções. No entan-
o, em alguns casos, reações contracíclicas são quase inexistentes. O movimento
de preço é então refletido como uma tendência ascendente ou descendente linear.
Este é um
fenómeno
incomum,
mentum não funcionam.
e quando se desenvolve, os indicadores de mo

Principio Técnico Fundamental: E de extrema importância, utilizar a aná


lise do momentum em conjunto com algum tipo de sinal de reversão de ten-
dência na série do próprio preço.

Interpretação do momento

Rate of Change (Taxa de Variação)


A forma mais simples de medir o momentum é calcular a taxa em que um preço de
uma ação varia ao longo de um determinado período de tempo. É conhecido como
um indicador de taxa de variaço (ROC). Se vocè quiser, por exemplo, construir
Momentum I: Princípios Básicos 249

um ROC utilizando um período de tempo 10 semanas, o preço corrente é dividido


pelo preço de 10 semanas. Se o último preço for 100 e de 10 semanas atrás era 105,
o indicador ROC ou momentum terá uma leitura de 95,2, ou seja, 100 dividido por
105. A leitura subsequente no indicador será calculada pela divisão do preço da
próxima semana pelo preço das 9 semanas anteriores (ver Tabela 13.1); o resultado
é uma série que oscila em torno de um ponto de referência central
Esta linha de equilíbrio horizontal representa o nível em que o preço está
inalterado desde a sua leitura há 10 semanas (Figura 13.1). Se os cálculos do ROC
foram feitos por um preço que permaneceu inalterado, seu índice de momentum
seria representado por uma linha reta.
Quando um indicador ROC estiver acima da linha de referência, o preço de
mercado que ele está medindo é mais alto do que o seu nível das 10 semanas atrás.
Se o indicador ROC também está subindo, a diferença entre a leitura corrente do
preço e o seu nível de 10 semanas atrás está crescendo.

TABELA 13.1 Cálculo do ROC de 10 Semanas

ROC de 10 Semanas
DJIA (1) 10 Semanas (col. 1 dividida pela
Data DUIA(1) Ago (2) Col (2) (3)

Jan.1 985
8 980
15 972
22 975
29 965
Feb.5 967
12 972
9 965
26 974
Mar.5 980
12 965 985 98.0
19 960 980 98.0
26 950 972 97.7
Apr. 2 960 975 98.5
9 965 965 100.0
16 970 967 1003
23 974 972 100.2
30 980 965 101.6
May 7 985 974 1011
250 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 13.1 ROC Usando Percentagem da Escala

Preço

103
102 Momentum A
101
100 Equlibrium
99
98
97

Se um indicador ROC está acima da linha central, mas está em declínio, o


preço ainda está acima do seu nível de 10 semanas atrás, mas a diferença entre as
duas leituras está diminuindo. Quando o indicador ROC está abaixo de sua linha
central e diminuindo, o preço está abaixo do nível 10 semanas atrás, e a diferença
entre os dois está aumentando. Se o indicador está abaixo de sua linha central,
mas subindo, o preço é ainda menor do que o seu nível de 10 semanas atrás, mas
a sua taxa de declínio está diminuindo.
Resumindo, um indicador ROC indica um aumento de velocidade, e uma
diminuição, indica uma perda de momentum. A subida do momentum deve ser
interpretada como um fator altista, e um declínio do momentum como um fator
baixista.
Existem dois métodos de escala em um gráfico ROC. Uma vez que a escolha
não afete a tendência ouo nível do índice, o método utilizado não é importante,
mas uma breve explicação é adequada, porque as duas alternativas podem ser
confusas. 0 primeiro método é o que foi descrito anteriormente e mostrado na
Figura 13.1, onde 100 torna-se o ponto de referência central. No exemplo, 100
(observação desta semana) dividido por 99 (a observação de 10 semanas atrás) é
plotado como 101, 100 dividido por 98, como 102, 100 dividido por 102,
98, e assim por diante.
alternativa é pegar a diferença entre o indicador e o nível 100 e marcar
graficamente o resultado como um nùmero positivo ou negativo, utilizando uma
linha de referência de 0. Neste caso, (101 é marcado como +1), (102 como +2), (98
como-2), e assim por diante (veja a Figura 13.2).
Momentum 1: Princípios Básicos 251

FIGURA 13.2 ROC Usando Escala Positiva e Negativa

nwMW Preço

Momentum

Equilibrium

Seleção do Periodo de Tempo

E importante escolher ointervalo de tempo correto. Para tendências de longo


prazo, um momentum de 12 meses ou 52 semanas é geralmente o mais confiável,
embora um período de 24 ou 18 meses também possa ser adequado. Para ten-
dências intermediárias, um momentum de 9 meses, de 26 semanas (6 meses), ou
13 semanas (três meses) funcionam bem. Os movimentos de preço, mesmo com
duração mais curta são frequentemente, refletidos por um intervalo de 10-, 20-,
25-, ou 30 dias. Os movimentos curtos/intermediários mais confiáveis são muitas
vezes refletidos com um período de 45 dias (9 semana).

Principio Técnico Fundamental: A análise de qualquer situação técnica


será aprimorada pelo cálculo de diversos indicadores de momentum, cada
úm baseado em diferentes períodos de tempo.

Desta forma, as linhas de tendências, os padrões de preços, ou as


divergências,
que podem não ser visíveis em um período, são mais aparentes em outro. A descober-
ta de sinais de uma reversão de tendência em vários
indicadores construídos a partir
de diferentes períodos de tempo acrescenta mais combustível ao
peso da evidência.
252 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 13.1 iShares MSCIWorld Stock ETF 2002-2012 Múltiplos


Momentum Confirmam Quebra da Linha de Tendência

ishares MSCI World Stock ETF

Confimações
do preço
ROC (9

ROC (12)

ROC (18)

**** **

Fonte pring.com
Um exemplo disso é ilustrado no gráfico 13.1 para iShares MSCI World Stock ETF
(simbolo ACW) pouco antes do mercado de baixa de 2007 a 2009. Observe que a li-
nha de tendência do preço foi violada mais ou menos simultaneamente com a MM de
12 meses com um sinal muito mais forte do que apenas a própria linha de tendência.

Princípios e Aplicações de Indicadores de Momentum

A seguinte descriç o dos princípios e a utilização dos indicadores de momentum


aplicam-se a todas as formas de osciladores, seja construído a partir de uma série
de preço individual ou a partir de um indice que mede o momentum interno do
mercado, como os descritos no Capítulo 27.
Estes princípios podem ser divididos em duas grandes categorias.
1. Aqueles que lidam com condições sobrecompradas, condições sobreven-
didas, divergências e afins. Vou chamar estas condições de características
de momentum. Se você estudar os indicadores de momentum ou oscila-
dores, vai achar que eles têm certas características que estäo associadas
com os pontos fortes ou fracos abaixo da
superficie na tendência de pre-
Momentum 1: Princípios Básicos 253

ços subjacente. E como olhar sob o capô de um motor. E necessário ter


muito tempo para identificar os problemas mecânicos antes que se torne
evidente. O momentume sentimento estão intimamente ligados, e a rela-
ção entre eles é discutida no Capítulo 29.
2. A identificação da reversão dessas tendências no indicador de momentum.
Vou chamar essas técnicas de momentum de reversão da tendência. Neste
caso, estamos fazendo a suposição de que, quando uma tendncia no mo-
mentum é revertida, os preços mais cedo ou mais tarde vão seguir.

Técnicas de determinação de tendências, tais como violações de linha de


tendência, cruzamentos de médias móveis, etc., quando aplicados ao momentum,
são válidos como quando utilizados com preços. A diferença, e o que e importan-
te, é que uma reversão de tendència no momentum é apenas isso: uma reversão no
momentum. O momentum tipicamente reverte junto com o preço, frequentemen-
te com uma pequena vantagem, mas só porque osciladores mudam de direção,
nem sempre significa que os preços vão mudar a direção também. Normalmente,
uma reversão no momentum da tendência confirma as evidèncias de unm sinal de
reversão da tendência dos preços. Com efeito, este sinal do momentum atua como
uma "testemunha" adicional na nossa abordagem de peso da evidncia. Eu terei
mais a dizer sobre isto um pouco mais tarde, mas por ora, dê uma especial atenção
ao fato de que os sinais de compra e venda reais somente podem surgir de uma
reversão na tendência do preço real, não da série do momentum.

Características do Momentum

1. Os Niveis de sobrecomprado e sobrevendido: Talvez o método mais utiliza-


do de interpretação do momentum é a avaliação dos níveis de sobrecomprado e
sobrevendido. Este conceito pode ser comparado a uma pessoa que leva um cão
indisciplinado para um passeio com uma guia. A guia está continuamente sendo
puxada de um lado da pessoa para outro na media em que o cão se esforça para se
libertar. Apesar de toda a sua atividade, no entanto, o cão não pode se mover para
mais longe do que o comprimento da guia.
O mesmo princípio vale para os indicadores de momentum no mercado, exce-
to que a "guia' do mercado deve ser considerada como feita de borracha, de modo
que seja possível que as tendências de preço consideravelmente fortes ou fracas se
estendam além dos limites normais, conhecidos como níveis sobrecomprado e sobre-
vendido. Estas áreas são traçadas em um gráfico a alguma distância acima e abaixo
do nível de equilíibrio, como mostrado na Figura 13.3. Os limites reais vão depender
da volatilidade do preço a ser monitorado e o periodo de tempo durante o qual o
indicador de momentum foi construido. Por exemplo, um indicador ROC tem uma
tendencia de se mover para extremos mais largos durante um período mais longo do
254 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendéncias

FIGURA 13.3 Zonas Sobrecompradas e Sobrevendidas

Sobrecomprado

AA Sobrevendido
.
Equilibrium

que um mais curto. E altamente improvável que um preço vá se movimentar 10% ao


longo de um período de 10 dias; ainda, ao longo de um mercado de primário de alta
que se estende ao longo de um periodo de l12 meses, um aumento de 25% não seria
incomum. Alguns indicadores, como o IFR e o estocástico, foram
especialmente
construidos para se movimentar dentro dos limites definidos,
predeterminados.
Quando um preço atinge uma extremidade sobrecomprada ou sobrevendi-
da, as probabilidades favorecem, mas, de forma nenhuma garante uma reversáão.
Uma leitura de sobrecomprado é um momento de estar pensando na venda, e
uma sobrevendida adverte que a
posição técnica atual pode justificar uma com-
pra. Em muitos casos, quando um preço alcança uma extremidade sobrecom-
prada, a notícia é boa, os participantes estão otimistas, ea natureza humana nos
diz para comprar. Infortunadamente, o
oposto é mais provável que seja o caso.
Por outro lado, uma leitura sobrevendida é
geralmente
associada a um históricoo
negativo de notícias. A última coisa que queremos fazer é levantar a nossa mão
trêmula, pegar o telefone e ligar para o nosso corretor amigável ou nervosamente
colocá-lo on-line, mas, frequentemente, temos um
tempo razoável para fazê-lo,
desde que, a posição técnica geral seja favorável.
Em vista da variabilidade dos indicadores
ROC, não há nenhuma
como o
regra rígida e rápida sobre o local onde as linhas de sobrecomprado de sobreven-
dido devam ser traçadas. Isto pode
determinado apenas estudando a história
ser
e as características da ação que está sendo monitorada. Devem ser
tal forma que vão
traçadas de
atuar como pontos pivo, que, quando tocados
ultrapassados, são seguidos por uma reversão no oscilador. Quando ocorre um
ou
ligeiramente
movimento de preços consideravelmente acentuado, esses limites se tornarão to-
talmente ineficazes. Infelizmente, esta é uma realidade, mas
geralmente é possível
construir marcas de referència para sobrecomprados ou sobrevendidos que são
sensíveis ao preço. Novamente, a "guia" do mercado é feita de borracha e pode
Momentum I: Princípios Básicos 255

permanecer em uma condição sobrecomprada ou sobrevendida por longos peri-


odos. Por conseguinte, é essencial para obter a confirmação de uma reversão da
tendencia do preço antes de tomar qualquer atitude drástica.

2. Caracteristicas do oscilador em Mercados Primários de Alta e de Baixa.


Mencionei anteriormente que o comportamento de um oscilador é alterado de
acordo como cenário dos preços. Num mercado de alta, os osciladores tendem a
se movimentar muito rapidamente, para uma condição sobrecomprada e perma-
necer lá por um longo tempo. Num mercado de baixa, eles podem permanecer
numa condição sobrevendida por um longo tempo. Com efeito, um oscilador não
é diferente de uma ave migratória no Hemisfério Norte. Dividi o preço da ação na
Figura 13.4 num mercado de baixa, seguido por um de alta, e, finalmente, outro
mercado de baixa. Quando entramos na fase de baixa, a verdadeira faixa do osci-
lador desloca-se para o sul, de uma forma semelhante a um pássaro no Hemisterio
Norte migrando para o sul para escapar do frio inverno setentrional. Então, quan-
do o mercado de alta começa, o padräo de negociação do oscilador migra parao
norte novamente. Assim que um novo mercado de baixa começa, assim como o
pásaro o oscilador finalmente se desloca para o sul novamente.
Esta é uma informação útil, para que seja possível traçar linhas horizontais
paralelas como estas contra um oscilador, ela fornece uma pista valiosa para sa-
bermos se a tendência primária predominante é de alta ou de baixa.

Principio Técnico Fundamental: Os osciladores se comportam de diversas


formas, dependendo da direção da tendência primária.

FIGURA 13.4 Mudanças nas Caracteristicas do Momentum nos Mercados


Alta e de Baixa

Mercados primários de baixa


duramde 1 a2 anos Primário de baixa

W
Mercados primários de
alta duram de1a2anos

eaes*asasesesamaas sn anaee sanse ce so


A A A A A A

****e*

B
Tendências
256 Parte I: Técnicas que Determinam as

O segundo ponto é que se vocè tiver uma ideia da direção da tendncia primá-
você pode antecipar que movimento de preço, poderia seguir através de uma lej.
a específica da condição sobrecomprada ou sobrevendida.Num mercado de alta,
opreço é extremamente sensível a uma condiç o desobrevendido. lsso significa que
quando você tiver sorte o suficiente para ver um, olhe em por alguns sinais confir
mando que o preço está prestes a subir. Um exemplo pode ser a violação de uma
linha de tendência de baixa, etc. O motivo dessa sensibilidade reside no fato de que a
leitura sobrevendida, muito provavelmente reflete um sentimento extremo de curto
prazo. Os participantes do mercado estão focados sobre as últimas más notícias e
usando isso como uma desculpa para vender. Como este e um mercado de alta, eles
seriam mais beneficiados lembrando dos fundamentos positivos de longo prazo que
em breve se revelarãoe usar esta fraqueza como uma oportunidade de compra.
A mesma coisa acontece no sentido inverso durante um mercado de baixa.
Os traders estão focados nas más notícias, que leva o preço para baixo. Então,
algumas boas notícias surgem e os preços sobem. No entanto, quando elas são
totalmente assimiladas, a maioria das pessoas percebe que as coisas realmente
não mudaram nada e o preço cai novamente. Assim, a leitura sobrecomprada,
mais frequentemente do que não, irá corresponder com o topo de uma alta no
mercado de baixa.
Olhando para isso de outra perspectiva, durante um mercado de alta, o pre-
ço será muito menos sensível a uma condição de sobrecomprado. Muitas vezes,
será seguido por um pequeno declínio ou mesmo uma faixa de negociação, como
no ponto A da Figura 13.4. A regra, ento, é não conte com uma condição sobre-
comprada de curto prazo para desencadear uma grande queda porque as proba-
bilidades não são a favor dela.
Finalmente, as pessoas, frequentemente, apontam para uma condição so-
brevendida e usam isso como sua justificativa para uma alta. Seu colunista fi-
nanceiro favorito poderia dizer: "Os analistas apontam que o mercado está pro-
fundamente sobrevendido e uma recuperação dos preços é esperada. Mais uma
vez, isso depende muito do cenário. Num mercado de alta, isso é verdade, mas o
colunista é mais propenso a dizer que "apesar da condição sobrevendida de curto
prazo, os analistas estão esperando preços mais baixos porque .. " e, em seguida,

o colunista vai continuar a enumerar diversos fatores de baixa, justificando a sua


posição. Lembre-se, os meios de comunicação tendem a refletir a multidão, que
normalmente está errada nos pontos de virada e não fazem previsões precisas,
especialmente quando citam "especialistas". Num mercado de baixa, no entanto,
um mercado ou uma ação é muito menos sensível a uma leitura de sobrevendida,
muitas vezes falhando para sinalizar uma subida, ou, possivelmente sendo segui-
do por uma faixa de negociação, como no ponto Bda Figura 13.4.
O prazo de vencimento da tendncia, seja primária ou intermediária, muitas
vezes tem um efeito sobre os limites que um oscilador possa alcançar. Por exem-
plo, quando um mercado de alta está apenas começando, há uma tendência muito
Momentum 1: Princípios Básicos 257

maior para ele se movimentar rapidamente para dentro da área sobrecomprada


e permanecer com leituras muito altas por um período considerável de tempo.
Em tais casos, as leituras da área sobrecomprada tendem a dar alertas prematuros
de declínios. Durante as fases iniciais do ciclo de alta, quando o mercado possui
um forte mnomentum, as correções do nível de excesso de vendas são muito mais
sensiveis às reversões de preços, e tais leituras, portanto, oferecem sinais mais
confiáveis. E apenas quando a tendncia de alta está amadurecendo, ou durante as
Jases de baixa, que os nífveis de sobrecomprado podem ser confiáveis para sinalizar
que uma alta está prestes a ser abortada. O próprio fato de que um indicador não
consegue permanecer em, ou mesmo alcançar, uma leitura na condição de so-
brecomprada por muito tempo é em si, um sinal em que o avanço está perdendo
momentum. O oposto é verdadeiro para uma tendncia de baixa.

3. Recruzamentos sobrecomprado/sobrevendido. Na maioria dos casos, exce


lentes alertas de compras e vendas são gerados quando o indicador de momentum
ultrapassa o seu limite prolongado da condição de sobrecomprado ou sobreven-
dido, e em seguida, recruza novamente o limite a caminho de zero. A figura 13.5
demonstra esta possibilidade. Esta abordagem filtra diversos sinais prematuros de
compra e venda gerados apenas quando o indicador alcança o seu limite prolonga-
do, mas ainda deve esperar por uma reversão de tendência no preço antes de agir.

4. Mega Sobrecomprados e Sobrevendidos. Como discutido no Capítulo 29, há


uma estreita ligação entre os indicadores de sentimento de mercado e ascarac
terísticas dos osciladores. Como o sentimento do mercado varia muito durante

FIGURA 13.5 Descruzamento nas Regiões Sobrecomprado e Sobrevendido

AZA A
258 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendeências

os mercados de alta e de baixa, segue-se que essas variações são ocasionalmente


refletidas na mudança de características dos indicadores de momentum. Eu deno-
minei um desses fenômenos de "mega sobrecompradoe sobrevendido'. O mega
sobrecomprado é o impulso inicial num mercado de alta apos a minima final. É
uma leitura do indicador de momentum que vai bem além da condição normal de
sobrecomprado, presenciada em precedentes mercados de alta ou de baixa. Deve,
por exemplo, representar uma alta de vários anos para o oscilador em questão, tal-
vez mesmo uma leitura sobrecomprada recorde. Essas condições são geralmente
um sinal de um mercado de alta muito jovem e vibrante. O próprio fato de que
um oscilador é capaz de até mesmo aumentar para um nível tal pode ser usado,
intamente com outra evidência de uma tendência de reversão, para sinalizar que
uma novo mercado em alta já começou. Ele representa um sinal de que o equi-
librio entre compradores e vendedores mudou de forma inequívoca a favor de
compradores. E algo como uma pessoa usando toda a sua força para arrombar
uma porta trancada. E preciso uma enorme energia para conseguir, mas uma vez
que, a porta esteja finalmente aberta, não há nada que segure essa pessoa por mais
tempo. Da mesma forma, um mega sobrecomprado elimina as restrições de preço
de um mercado de baixa, deixando-o livre para experimentar um novo mercado
de alta. Um exemplo é mostrado na Figura 13.6
Esta é a única ocasião em que abrir uma posição comprada sobre uma con-
dição sobrecomprada pode ser justificada. Mesmo assim, somente pode ser com-
preendida por alguém com um horizonte de tempo de longo prazo. Isto é devido
ao fato de que sempre que um oscilador experimenta uma mega sobrecompra, os
preços mais altos quase sempre seguem após uma desaceleração de curto prazo ou

FIGURA 13.6 Mega Sobrecomprado

Mercados primários de alta


Mercados primários de baixa
duramde1a2 anos
duramde 1 a2 anos

Mega sobrecomprado

AWAA
Momentum I: Princípios Básicos .259

uma
consolidação ocorreu. Um trader altamente alavancado pode
não suportar
a pressão financeira do movimento de contra tendência, enquantoo investidor
de longo prazo pode. Na maioria dos vai achar que
casos, você provavelmente
a correção seguindo a mega sobrecompra é lateral ao invés de para baixo, mas
há suficientes exceções para levar um trader excessivamente alavancado, a noites
sem dormir. Como uma mega sobrecompra está associada à primeira alta num
mercado de alta, é uma boa ideia verificar e observar se o volume também está
aumentando rapidamente. Se ele se tornar um volume recorde para uma ação
especifica, o sinal é muito mais alto porque o volume recorde surgindo depois de
um grande declínio é normalmente um sinal confiável de um novo mercado de
alta. O aumento do volume é uma condição relativamente necessária, uma vez
que é consistente com a ideia de que os compradores têm agora a vantagem e que
a psicologia foi totalmente revertida
Dito isto, há ocasiões em
mega sobrecompra não é seguida por
que uma

uma reversão, mas


por uma mudança na tendência. Em outras palavras, o pré-
vio mercado de baixa surge dentro uma faixa de negociação multianual, em vez
de um mercado com pleno direito de alta. A questão aqui é que o fundo que
precede a mega sobrecompra normalmente não é decisivamente violado por
muitos anos.
O mesmo conceito também aparece inversamente para uma condição de ex-
trema sobrevenda. Consequentemente, quando um preço cai após uma alta de
um mercado de alta empurra o indicador de momentum para uma nova mínima
extrema, bem além de qualquer coisa evidente quer durante o mercado de alta
anterior ou para muitos anos antes disso, a implicação é que os vendedores agora
detém o poder. O fato de que é possível para o indicador de momentum cair tão
drasticamente e tão profundamente é em si mesmo um sinal de que o compor
tamento do mercado mudou. Quando você vê este tipo de comportamento, você
deve, pelo menos, duvidar deste cenário de mercado de alta. Procure por sinais
reveladores de que um novo mercado de baixa pode estar a caminho. Quais são as
configurações de volume na próxima subida? O volume agora mostra uma ten-
dência de baixa, à medida que o preço sobe comparado com as subidas anteriores
que eram associadas com tendèncias de volume ascendente? E assim por diante.
As mesmas possibilidades de uma mudança, contrária à uma reversão na tendên-
cia, também se aplicam no sentido de que, uma mega sobrevenda é normalmente
o primeiro declínio num mercado de baixa, mas ocasionalmente, também pode
sinalizar uma mudança na tendëncia de um mercado primårio de alta em uma
faixa de negociação de vários anos. Um exemplo de uma mega sobrevenda é mos-
trado na Figura 13.7. As megas condições geralmente são mais bem observadas
em osciladores de curto prazo com um período de tempo variando de 10 a cerca
de 30 dias. Em gráficos semanais, também é possível que o período se estenda até
13 semanas, embora, obviamente, esses sinais sejam menos oportunos do que os
derivados de períodos de tempo de curto prazo. Nunca se desenvolvem a partir
260 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 13.7 Mega Sobrevendido

Mercados primáros de baixa


duramde 1 a2 anos

Mercados primáios de alta


duram de 1 a 2 anos

*************************************************** ***** ************************************************************.

AAA
* * ******
*
*********************************.*nronppoep*****

Mega sobrevendido
***********

de indicadores cuja construção restringe suas flutuações entre 0e 100, como o IFR
eo estocástico.
O gráfico 13.2 ilustra o ETF da Spider Technology (símbolo XLK) em 2009
em um mercado primário de baixa. Veja como a leitura da máxima do ROC de
10 dias excede qualquer coisa vista antes de um sinal clássico de uma mega so-
brecompra. Isso é notável quando você se lembra de que o primeiro sinal de uma
reversao da tendéncia primária foi dado no prazo de 10 dias após a mínima do
mercado de baixa. Isso não é uma evidência suficiente para chamar de uma vi-
rada, mas certamente o suficiente para alertar o analista atento a observar mais
cuidadosamente para confirmar a evidência, tal como um rompimento para aci
ma da linha de tendncia horizontal, sinalizando a conclusão de um fundo duplo.

5. Oscilações extremas. A oscilação extrema é outro fenômeno que sinaliza uma


mudança dramática na psicologia. Reflete o conceito de que algumas reversões de
tendencias primárias são sinalizadas por uma oscilação de exuberância inacreditável
quando o mercado de alta atinge o seu topo, levando a um total desânimo e depres-
são, pois a primeira recuperação do mercado de baixa está a caminho. O oposto
é verdadeiro em uma transição de mercado primário de baixa para um mercado
primário de alta. Para que uma oscilação extrema se desenvolva, é necessário ex-
perimentar uma tendncia de alta ou baixa prolongada. A oscilação extrema então
aparece num indicador de momentum por um movimento especialmente forte na
direção da tendência então prevalecente, conforme mostrado na Figura 13.8. Então,
é seguida por uma leitura extrema na direção oposta. Na Figura 13.8, vemos uma
exaustão do movimento de alta, quando o oscilador atinge uma leitura altamente
Momentum I: Principios Básicos 261

GRAFICO 13.2 Spider Technology ETF 2005- 2009 Mega Sobrecomprado

Spider Technology

ROC 10 dias

ROC 10 dias Mega Sobrecomprado Confimação

Fonte: pring.com

FIGURA 13.8 Oscilação Extremamente Baixista

Mercado de Alta E bom ver uma


confirmação, também!

Umsobrecomprado plurianual
seguindo uma tendência

dealta...

AA ..élogo seguido por um


****
sobrevendido plurianua
262 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

sobrecomprada. Isto é subsequentemente seguido por um declínio de preços que o


empurra para o outro extremo. Esse comportamento indica uma dramática mudan-
ça no sentimento, quando os participantes do mercado mudam seu estado de euforia
para um estado de desânimo na medida em que o mercado reage eventualmente no
sentido oposto ao que inicialmente esperado.
Para ser considerada uma oscilação extrema, a primeira oscilação deve re
presentar omovimento mais forte durante diversos anos, certamente, o mais forte
desde o impulso inicial a partir do fundo do mercado de baixa precedente. É re-
almente um movimento de clímax para o mercado de alta. A segunda oscilação
para baixo deve realmente ser uma mega sobrevenda, embora em alguns casos,
uma sobrevenda extrema será suficiente.
Este fenômeno ocorre porque, sem dúvida, a primeira oscilação encoraja os par-
ticipantes que estiveram certos sobre a tendencia predominante e desencoraja aqueles
que erraram. No caso de um mercado de alta, a alta final também elimina todas as
vendas a descoberto restantes, por isso, quando a tendência reverte, não há pratica-
mente nenhuma atividade de compra de especuladores cobrindo posições vendidas
O avanço acentuado precedente também encorajou os compradores que podiam ver
que havia apenas um caminho que os preços poderiam seguir, e que era para cima.
Como resultado, as decisões do lado da compra são feitas sem cuidado e sem observar
o fato de que os preços poderiam se movimentar para o outro lado. Quando o fazem,
tais individuos saem do mercado amedrontados. Visto que, poucos vendedores a des-
coberto estão em condições de juntar os cacos, o preço cai ferozmente.
As oscilações extremas também se desenvolvem entre uma tendência primária
de baixa e de alta, como mostrado na Figura 13.9. Neste caso, porém, a mudança
de humor é de desânimo total e depressão quando o mercado de baixa afugenta

FIGURA 13.9 Oscilação Extremamente Altista

Mercado primário de baixa

seguido por
um extremamente
sobrecomprado
.- pånico final do dedinio para paraum *** * * * * * ********************** **** ***********************

uDdo de muitos anos do momentum...

******** * * * * *****
*******o*so* **.

**** ********.
Momentum I: Principios Básicos 263

GRAFICO 13.3 iShares FTSE China 25 ETF 2005-2009 0scilação Extrema

iShares FTSE/Xinhua China 25 Index (ETF)

Confirmação

ROC 10 dias Mega Sobrecomprado

Oscilação Extrema

Fonte: pring.com

os últimos comprados para uma descrença na medida que o mercado reverte para
cima. Nos fundos do mercado, so os vendidos a descoberto que ganham confiança
na tendência de baixa acentuada e persistente. Até mesmo os compradores mais
fortes são forçados a desistir, e, eventualmente, não há ninguém para vender. Então,
durante a fase de subida, os vendidos são obrigados a cobrir e uma nova compra
surge devido às melhorias observadas nos fundamentos. Como não há praticamen
te ninguém para vender, os preços sobem e uma mega ou extrema sobrecompra é
registrada.
Desnecessário dizer, as oscilações extremas são bastante incomuns, mas
quando você pode identificá-las, realmente vale seguir a sua liderança, desde que
uma nova tendência ocorra invariavelmente.
O gráfico 13.3 mostra um exemplo de uma oscilação altista extrema para a
China iShare (símbolo FXI), em um mercado primário de baixa de 2007 a 2009.
Observe que, neste caso, a parte altista do padrão também foi uma condição de
mega sobrecomprado. E inadequado, no entanto, muito embora tenha sido uma
sobrecompra plurianual seguindo um mercado de baixa, aquele declínio foi de
apenas alguns meses a mais do que o nosso requerimento mínimo de 9 meses para
um desses fenômenos.
264 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 13.10 Momentum e Divergências

Indice
de preço

Momentum
100 Indice

Principio Técnico Fundamental: Condiçöes megae extremas representam


os sinais preliminares de uma reversão de tendéncia primária. A confirmação
pelo preço geralmente coloca a questão além de qualquer dúvida razoável.

6. Divergências. O exemplo da bola utilizada no inicio do capitulo mostrou que a


velocidade máxima foi obtida razoavelmente perto do ponto em que a bola élan
çada. Da mesma forma, os preços nos mercados financeiros usualmente atingem
o seu nível máximo de momentum antes da alta final dos preços. Na figura 13.10,
isto é mostrado no ponto A.
Se o preço faz uma nova alta, o que é confirmado pelo índice de momentum,
nenhuma indicação de fraqueza técnica se manifesta. Por outro lado, se o momen-
tum não confirmar (ponto B), uma divergência negativa é estabelecida entre as
duas séries, e um alerta é dado de que uma estrutura técnica está enfraquecendo.
Essas discrepâncias normalmente indicam que o preço vai passar por um pro-
cesso de correção. Pode assumir a forma lateral ou de uma faixa de negociação
horizontal, ou (mais provavelmente) descendente. No entanto, o preço vai conti-
nuar a subir, por vezes, para um terceiro topo e ser acompanhado por uma maior
fraqueza no índice de momentum (ponto C). Ocasionalmente, o terceiro topo no
indice de momentum pode ser maior do que o segundo, mas menor do que o pri-
meiro. Em qualquer circunstância é necessário algum grau de cautela, visto que,
esta característica é um aviso distinto de uma reversão acentuada no preço ou um
longo período de correção.
A figura 13.10 também mostra uma divergência positiva. Neste caso, o preço
faz o seu fundo no ponto E, mas foi precedido pelo oscilador, que fez o fundo em D.
Momentum : Princípios Básicos 265

FIGURA 13.11 Divergência de Baixa Extrema

Confirmação
Queda acentuada

Virtualmente nenhum ímpeto


no momentumnotopo final

A
Principio Técnico Fundamental: E extremamente importante observar que
as divergências apenas podem alertar uma condição de fraqueza ou de força
do mercado e não representa um sinal de compra venda real.

Sempre que qualquer divergência entre o momentumneo preço ocorre, é im-


portante esperar por uma confirmação do próprio preço de que a tendência tam-
bém foi revertida. Esta confirmação pode ser alcançada através de: (1) a violação
de uma linha de tendência simples, como mostrada nas Figuras 13.10 e 11: (2)
o cruzamento de uma média móvel (MM); ou (3) a conclusão de um padrão de
preços. Esta forma de seguro vale a pena ser teita, uma vez que não é raro que um
índice tenha uma perda contínua e recupere o momentum sem sofrer um rompi-
mento na tendência durante um longo avanço cíclico. Os exemplos deste fenôme-
no ocorreram durante o mercado de alta de 1962 a 1966 em ações americanas, e
em ações japonesas entre 1982e 1990.

Princípio Técnico Fundamental: Como uma regra geral, quanto maior o


número de divergências negativas, mais fraca a estrutura subjacente.
Tendências
266 Parte I: Técnicas que Determinam as

GRÁFICO 13.4 Nikkei 1995 1990 Divergências Negativas

4000
3600
3000
2600 Nikkei

|2000 MME 65 semanas


|1600
10 2
3
20
ROC 13 semanas
10
oAAAL

10
W
20
30

H986 1987 1988 198 1990


Fonte pring.com
Um bom exemplo pode ser visto no gráfico 13.4, que mostra o Indice Nikkei
violando uma importante linha de tendència primária de 3% anos, após o indica-
dor ROC de 13 semanas divergir negativamente diversas vezes em relação ao índice.
Como resultado, a última alta foi pouco acompanhada de muito pouco mnomentum
no caminho para cima. Teria sido um erro vender em quaisquer das divergèncias an-
teriores, mas um sinal de venda muito oportuno foi criado pela espera de uma con-
firmação na forma de um rompimento de tendência do próprio indice através de
um cruzamento negativo de uma média móvel exponencial (MME) de 65 semanas.

Principio Técnico Fundamental: Uma divergência que se desenvolva pró-


xima à linha de equilibrio, frequentemente, é seguida por um movimento de
preço acentuado, quando confirmado pelo preço.

No ponto Cna Figura 13.11, o preço se movimenta para uma nova alta sig
nificativa, mas o indicador momentum é apenas capaz de permanecer acima da
linha de equilíbrio. Essa situação requer uma cautela máxima quando acompa-
nhada por um rompimento da tendência, pois geralmente é um sinal de extrema
fraqueza técnica, e é frequentemente, embora, certamente nem sempre, seguido
por um declínio muito acentuado. A situação contrária (Figura 13.12) em um

mercado de baixa deve ser vista como uma característica muito positiva, princi
Momentum !: Principios Básicos 267

FIGURA 13.12 Divergência Extremamente Baixista

Seguido por uma


subida acentuada

Virtualmente nenhum momentum Confimação


para baixo no final daqueda

A A
palmente se o rompimento da tendência ascendente no preço for acompanhada
por um alto volume. Quanto maior o volume, mais confiável é provável que seja
o sinal.
De certo modo, é possível equiparar as divergências do momentum e os rom-
pimentos da tendência de preços com nuvens e chuvas. Se você olhar o céu e
observar nuvens escuras, seu bom senso diz que provavelmente vai chover, mas
você não tem certeza, at que provavelmente chova, mas ainda n o tem certeza,
até que você estenda suas mãos e realmente sinta que ela esta caindo. Em outras
palavras, as nuvens (como as divergências) alertam para a deterioração do cli-
ma (condição técnica), mas a mudança é sinalizada apenas pela primeira gota de
chuva (reversão no preço). É possível levar a analogia adiante, concluindo que,
quanto mais escura as nuvens (maioro número de divergências), mais forte será
a tempestade (mais acentuada a queda dos preços).

7. Divergência Discrepante do Preço. Outra indicação de força ou fraqueza stil


é dada quando as séries de momentum se movimentam fortemente em uma dire-
ção, mas o movimento acompanhando o índice de preços é um muito menor. Esse
desenvolvimento sugere que o índice de preços está cansado de se movimentar
na direção da tendência predominante, apesar de um forte impulso de energia
do índice do momentum, os preços são incapazes de responder. Este fenômeno
incomum, mas poderoso é ilustrado para os dois topos e fundos nas Figuras 13.13
e 13.14. Na alta, em meados de 1990, o ROC de 13 semanas da Nikkei no Gráfico
13.4 representa um bom exemplo. Observe também comoo preço recuou algu-
mas vezes na Média Móvel Exponencial (MME) de 65 semanas.
268 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 13.13 Divergência Altista no Preço

Opreço não está täo fraoo

AAA Dedinio signiicante no momentum

FIGURA 13.14 Divergência Baixista no Preço

Opreço não está tão forte

Subida significante no momentum

A
8. Divergências complexas. E amplamente reconhecido que os movimentos de
preços são simultaneamente influenciados por vários fenômenos cíclicos. Como
um único indicador de momentum pode monitorar apenas um desses ciclos, é
sempre adequado comparar vários indicadores diferentes de momentum baseados
em diferentes períodos de tempo.
Uma abordagem é traçar dois indicadores de momentum com diferentes pe-
riodos de tempo para monitorar dois ciclos separados, é aconselhável escolher
dois períodos de tempo bem diferentes. Por exemplo, quase nada poderia se ga-
Momentum I: Princípios Básicos 269

FIGURA 13.15 Divergência Baixista no Preço


Indice
--
MMde longo prazo
1é, 40 semanas)

Confimação
M
Negativa da
Tendencia Confimação
Positiva da
Divergência Negafva Tendência
de ongo prazo
ié, 40 semanas)
A2

ROC-13semanas

ROC-26 semanas
Divengência Posihva

nhar, comparando um ROC de 12 semanas e um de 13 semanas, uma vez que,


iriam se movimentar muito próximos. Por outro lado, uma combinação de umn
ROC de 13 com um de 26 semanas, claramente, iriam refletir ciclos diferentes.
Na maioria das vezes, os dois indicadores estão se movimentando engre-
nados, de modo que, este estudo não nos dá muita informação. Por outro lado,
quando o indicador de longo prazo atinge um novo topo eomais curto está igual
ou próximo à linha de equilibrio, eles estão claramente em desacordo ou fora
da engrenagem (ponto A2, Figura 13.15). Isso normalmente, mas não necessa-
riamente, indica que uma reversão na tend ncia ocorrerá, e, geralmente, é um
passo importante. Mesmo assim, é muito importante se certificar de que qualquer
divergència é confirmada por uma reversão na própria tendência dos preços. Na
Figura 13.15, um rompimento da tendência ocorre, mas na Figura 13.16, nenhu-
ma reversão ocorreu e o preço continuou subindo.
As divergências complexas também ocorrem em uma combinação positiva,
como indicada mais adiante no ponto Bl na Figura 13.15, mas novamente, é im-
prescindível esperar pelo sinal da tendência de reversão no próprio preço.
Um exemplo no Gráfico 13.5 ilustra o ETF da United States Oil. Note que
ele oferece um bom exemplo de uma divergência complexa positiva e negativa,
juntamente com uma confirmação. De um modo geral, quanto maior o período
de tempo divergente, dentro do razoável, o mais provável será detectar essas ca-
racterísticas interessantes.
270 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 13.16 Divergência Complexa não Confirmada

Indice
MM Longo prazo
e., 40 semanas)

Nenhuma
Confimação
de Tendencia

Divergencia Negaha

AAAMwW
- ROC-13 semanas

W - ROC-26 semanas

GRÁFICO 13.5 ETF U.S. OIL Divergências Complexas

United States Oil ETF

w
Confirmacão
Confirmacão
Divergência Complexa Negativa
ROC-14 dias
ROC-45 dias

Divergência Complexa Positiva

Fonte: pring.com
Momentum I: Principios Básicos 271

FIGURA 13.17 Momentum Baixista na Quebra da Tendência

AA

OMomentum pre cisa ser


confirmado pelo preço

A
Técnicas de Momentum na Reversão da Tendência

1. Violações da Linha de Tendência. Ocasionalmente, é possivel construir uma


linha de tendência no indicador de momentum pela conexão de uma série de to-
pos ou fundos.
Um exemplo de reversão de uma tendência ascendente é mostrado na Fi-
gura 13.17. Quando a linha é violada, um sinal de reversão da tendência para o
oscilador é gerado.
A construção e a importância do rompimento deverão ser baseadas nos
princípios descritos no Capítulo 6. Este tipo de fraqueza do momentum deve ser
considerado como um alerta, e a ação deve ser tomada apenas quando confirma-
da por um quebra na própria tendência de preços (indicado no ponto de AA na
Figura 13.17). Com efeito, o rompimento da tendència domomentum é reforçar o
rompimento da tendência de preço, e oferece um dado adicional da evidência de
que a tendência se reverteu.

Um exemplo sinalizando uma nova tendência de alta é ilustrado na Figura


13.18. E possivel que o rompimento do momentum de uma tendência preceda
aquela do preço, por algum tempo, ainda que em geral, não perda a sua potência
por causa disto.

Principio Técnico Fundamental: Como uma regra geral, parece que se ambas
as linhas forem violadas quase simultaneamente, ou se a tendência do preço
for violada primeiramente, a força do sinal é intensificada.
272 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 13.18 Momentum Altista na Quebra da Tendência

OMomentum precisa ser


confirmado pelo preço

Deve também ser observado que os rompimentos da linha de tendência do


momentum podem ser confirmados por qualquer técnica de reversão de tendên-
cia legitima no preço, seja um cruzamento da média móvel, padrão de preço, pro-
gressão de uma reversão de cima para baixo, etc.

2. Momentum dos Padrões de Preço. Os indicadores de momentum também po-


dem desenhar padróes de preços. Devido a prazos mais curtos normalmente ass0-
ciados com reversões do momentum de queda, um rompimento de um padrão de
acumulação, quando acompanhado pela reversão de uma tendência descendente
de preço, è geralmente uma indicação altamente confiável de que um movimento
que vale a pena está apenas começando. Um exemplo é mostrado na Figura 13.19.
E importante usar um pouco de bom senso na interpretação dos padrões de
preços do momentum. A figura 13.20, por exemplo, mostra um rompimento de uma

FIGURA 13.19 Conclusão do Momentum do Padrão de Preço

Indice de Preço

Momentum
wwww. index
Momentum I: Princípios Básicos 273

FIGURA 13.20 Conclusão do Padrão de Momentum Sobrecomprado

Indice de Preco

indice de Momentum Linha Sobecomprada

00AAA A H

Linha Sobrevendda

reversão do padrão cabeça e ombros (C&0) que ocorre a partir de uma condição
de sobrecomprada. Isso não quer dizer que esses sinais nunca sero válidos, mas é
lógico que um rompimento de um nível extremo é pouco provável que resulte em
um movimento de preços sustentável. Lembre que, a análise técnica lida com proba-
bilidades, e as chances de um resultado favorável neste caso são baixas. Se vocè quer
uma dica, este tipo de falha normalmente se desenvolve em uma contra tendência,
quando ocorre um falso rompimento para cima em um mercado primário de baixa
ou um falso movimento para baixo num mercado primário de alta.
Ográfico 13.6 é rico em exemplos de rompimentos da linha de tendência do
momentum e conclusão do padrão de preços. O rompimento da linha de tendn-
cia tracejada ascendente em setembro de 2012 é um exemplo clássico de por que
é importante esperar por alguma confirmação de preço, quando a falha do preço
em fazer isso foi seguida por uma subida realmente boa.

3.Os cruzamentos do equilibrio. Algunstécnicos desenvolveram indicadores que


oferecem sinais de compra e venda quando o indicador momentum cruza acima e
abaixo do seu equilíbrio ou linha zero. Muitos mercados não são suscetíveis a essa
abordagem, já que a sua implementação depende muito de uma base de tentativa
e erro através da experimentaç o. Em qualquer evento, é sempre mais adequado
este método em conjunto com uma reversão no próprio preço. O gráfico 13.7
274 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 13.6 ETF Barclays iPath India Momentum e Padrão de Preço

Barclays iPath India ETF

Não confimação

4 ROC-45 dias

O
C

Fonte:pring.com

GRÁFICO 13.7 Economist Commodity Index 1969 -2000


Cruzamentos da Linha de Equilibrio

100 Economist Commodity Index

60

12-month ROC

60

1970 1980 1990 200


Fonte: pring.com
Momentum I: Princípios Básicos 275

mostra como cruzamentos do zero usados em conjunto com cruzamentos do ROC


de 12 meses têm consistentemente dado sinais de compra confiáveis para o Eco-
nomist All Ttems Commodity Index (N.T. Indice da Revista "The Economist" para
moedas). Os dois conjuntos de elipses indicam dois sinais de violinadas.

4. Momentum e Médias Móveis: Até agora, é evidente que todas as técnicas de


determinação de tendências usadas para o preço também são aplicáveis ao mo-
mentum. A interpretação dos indicadores de momentum, como descrito anterior
mente, depende até certo ponto, do julgamento. Um método para reduzir essa
subjetividade é suavizar o indice ROC usando uma MM. Avisos de uma provável
reversão da tend ncia no preço que está sendo monitorado são oferecidos pelos
cruzamentos da MM do momentum, como indicado na Figura 13.21.
Um dos problemas associados a esta abordagem é que o indicador do momen-
tum é frequentemente muito mais irregular do que o índice de preço que está ten-
tando medir, causando a geração de um número inaceitável de sinais de violinadas.
E possível filtrar algumas destas violinadas, usando uma combinação de duas MMs,
como mostrado na Figura 13.22. Os alertas de compra e venda são dados quando a
MM de curto prazo cruza acima ou abaixo de sua contraparte de longo prazo.
Esta interpretação do momentum é explicada em maiores detalhes no pr-
ximo capítulo, uma vez que o momentum constitui a base do desvio da tendência
e do indicador MACD.

FIGURA 13.21 Cruzamentos de Médias Móveis

Vender
Sinais de Vionadas
Indice de Preço

Comprar
Comprar
Vender
Indice de momentum Sinais de Vioinadas

Comprar
Comprar
276 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 13.22 Cruzamentos de Médias Móveis Suavizadas

Vender Vender

MM de Curto prazo
Vender w Comprar

Vender Buy

MM de Longo prazo

Comprar
Comprar

Indicadores do Momentum Suavizados


Outra forma de incorporar as MMS nos estudos de momentum é suavizar o indi-
cador do momentum através de uma MM de longo prazo. O significado de "longo
prazo', neste caso vai depender do tipo de tendência a ser monitorada. Por exem-
plo, um periodo de tempo de 20 a 30 dias seria adequado para um movimento
de preços de curto prazo, porém, períodos de 6, 9, 12 meses de suavização, ou
mesmo mais longo, e mais apropriado para uma tendência primária. Avisos de
uma provável reversão de tendência no preço seriam fornecidos por uma reversão
no índice do momentum suavizado, como mostrado na Figura 13.23, exemplo a,
ou pela penetração da MM através de um nível sobrecomprado ou sobrevendido
designado, como no exemplo b. O nível da barreira tracejada sobrecomprada e
sobrevendida seria determinado, por tentativa e erro, tendo como referência um
estudo histórico da relação entre o preço e a curva do momentum.
Se a série do momentumé volátil, sempre é
consideradaindevidamente pos
sível suavizar as flutuações calculando uma MM de longo prazo, ou suavizando a
própria MM com um cálculo adicional.
Outra possibilidade é a de construir um oscilador, combinando MMs do
ROC de três ou quatro e fazendo a sua ponderação de acordo como seu período
de tempo. Esta possibilidade é discutida em detalhes no Capitulo 15.
Momentum I: Principios Básicos 277

FIGURA 13.23 Cruzamentos de Médias Móveis Suavizadas

Indce
Preço

100
Indice do Momentum suavizzdo

(a)

Indice
do Preço

110
100
Indice do
Momentum
Suavizado
90

()

O gráfico 13.8 mostra a eficácia da combinação de dois indicadores ROC e a


sua suavização. Neste caso, a suavização é uma média ponderada de 10 meses da taxa
de variação dos preços de fechamento mensal do S&P Composite de 11 e 14 meses.
Esta foi uma abordagem planejada pela E. S. C. Coppock. Desde que este
indicador foi considerado mais adequado para os fundos do mercado do que para
os topos, a curva do momentumé significativa apenas quando cai abaixo da linha
de referência zero e, em seguida, sobe. As setas indicam que os sinais do mercado
de alta entre 1982 e 2012 foram consideravelmente oportunos. Tracei este indica-
dor em 1900 e verifiquei que apenas 3 sinais dos 29 sinais, em 1913, 1941, e 2002,
foram prematuros. Claramente um excelente histórico. Mesmo esses sinais pode
riam ter sido filtrados pela necessidade de um cruzamento positivo de uma MM
de 12 meses. Observe que este indicador pode ser facilmente aplicado a outros
mercados ou relacionamentos. O painel inferior mostra como é possível incorpo-
também as violações de linha de tendência e a conclusão do padräo de preço
usando os dados básicos, ou seja, a soma dos dois ROCs.
Uma alternativa para a construção de um índice de momentum suavizado é
calcular o ROC de uma MM do próprio indice de preço. Este método reverte o
processo descrito antes, por exemplo, da construção de um ROC e então suavi-
zando o índice de momentum resultante, o próprio índice de preço é inicialmente
suavizado com uma MM e um ROC é extraído dessa suavização.
as 1Tendéncias
278 Parte I: Técnicas que Determinam

Indicador Coppock
GRAFICO 13.8 S&P Composite 1980 2012
-

s&P Composite

Indicador Coppock

1 Coppock Raw

AA sHS
Fonte:pring.com

SumáriO
1. Momentum é um termo genérico que engloba muitos tipos diferentes de os-
ciladores.
2. O Momentum mede a taxa em que os preços sobem ou caem. Fornece indi-
cações úteis, das forças latentes ou fraqueza em uma tendência de preço. Isto
se deve ao tato de que os preços geralmente sobem em um ritmo mais rápido
bem à frente de seu topo e, normalmente, caem com maior velocidade antes
de sua mínima final.
3. Visto que, os mercados geralmente gastam mais tempo em uma fase de subida
que em uma fase de queda, a principal caracteriística dos indicadores de
momentum é que normalmente são maiores durante as altas do que durante
nas correções.
4. Os osciladores refletem o sentimento do mercado e têm diferentes comporta-
mentos em mercados primários de alta e de baixa.
5. Existem dois métodos básicos de interpretação do momentum: as característi-
cas do momentumne a reversão das tendëncias do momentum.
6. Os sinais do momentum devem ser sempre utilizados em conjunto com um
sinal de reversão de tendência pelo preço real.
14

MOMENTUM II:
INDICADORES INDIVIDUAIS

E recomendável que você estude todos os indicadores de momentum descritos


neste e no próximo capítulo, posteriormente escolha dois ou três com que você se
sinta intuitivamente confortável. Seguir muitos indicadores provavelmente
var a confusão. Se você quiser encontrar uma explicação mais aprofundada destes
e de muitos outros indicadores de momentum, consulte o meu Definitive Guide to
Momentum Indicators (Marketplace Books, 2009) ou o módulo de momentum no
meu curso online áudio visual em Pring.com.

O IFR

A Fórmula

O índice de força relativa (IFR) foi desenvolvido por Wells Wilder. É um indica-
dor de momentum, ou oscilador, que mede a força interna relativa de uma ação ou
do mercado contra si mesmo, ao invés de comparar um ativo com outro, ou uma
do IFRé a seguinte:
ação com u m mercado. A fórmula
100-
(100)
IFR =

1+FR
onde FR = é a média de x dias que fecharam em alta dividido pela média de x
dias que fecharam em baixa. O modelo do indicador visa superar dois problemas
envolvidos na construção de um indicador de momentum: (1) movimentos errá-
ticos e (2) a necessidade de uma banda de negociação constante para fins de com-
paração. Os movimentos erráticos são causados por alterações acentuadas nos
valores, que são deixadas no cálculo. Por exemplo, no indicador (ROC) de 20 dias,
280 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

um acentuado declínio ou avanço de 20 dias no passado pode levar a mudanca


repentinas na linha de momentum, mesmo que o preço corrente tenha mudada
nças
muito pouco. O IFR tenta suavizar essas distorções.
A fórmula do IFR não só fornece esta caracteristica de suavização, mas tam-
bém resulta num indicador que oscila em uma faixa constante entre 0 e 100, o
período de tempo padrão recomendado por Wilder é de 14 dias, que justificau
baseado em que era a metade do ciclo lunar de 28 dias. Infelizmente, o ciclo lunar
inclui fins de semana e, portanto, tem mais de 14 dias de negociação. Aliás, este
período de tempo padrão funciona muito bem, e isso é o que realmente conta.

O IFR é útil para fazer comparações entre Ações

A natureza do cálculo do IFR permite a comparação precisa das diferentes ações


no mesmo gráfico. No Quadro 14.l existem duas séries: o Dow Jones Utilities e o
Philadelphia Gold and Silver Share Index. O painel superior representa grafica-

GRÁFICO 14.1 Caracteristicas do ROC versus IFR

40 ROC-45 dias DJ Utilities

20
0

20 Phil Gold& Silver


IFR 45 dias

60
50
40

TTTTTTT TTTTTTT TTTITUL


1994 199
Fonte: pring.com
Momentum II: Indicadores Individuais 281

mente um ROC de 45 dias e o inferior um IFR de 45 dias. Com o ROC, não é pos-
sivel comparar facilmente os dois porque os utilitários são muito menos voláteis.
Por outro lado, você pode ver que a divergência na volatilidade é muito menos no
painel inferior ilustrando o IFR.

Construindo as linhas de sobrecomprado/sobrevendido

Devido a isso, é muito mais fácil estabelecer critérios universais para as condi-
ções sobrecomprada e sobrevendida. Usando o padrão de 14 dias, eles são tra-
dicionalmente fixados em 30 para sobrevendido e 70 para sobrecomprado. Em
um artigo intitulado "Como o IFR se comporta', Peter W. Aan argumentou que
o valor médio de um topo e fundo do IFR ocorreram próximos aos níveis 72 e
32, respectivamente. Esta pesquisa indicaria que os níveis 70 e 30 recomendados
por Wilder devem ser movidos mais distantes para melhor refletir o valor médio
sobrecomprado e da sobrevendido.
É importante observar que a magnitude das oscilações do IFR éinversa ao da
maioria das outras séries de momentum. Por exemplo, o indicador ROC está su
jeito a maiores flutuações, quando o período de tempo torna-se mais prolongado.
Ele funciona de forma oposta ao IFR. Para o IFR, o equilibrio é o ponto médio,
tradicional colocar as linhas de
que neste caso é o nível 50. E, por conseguinte,
sobrecomprado e sobrevendido equidistantes a partir deste ponto. Devemos lem-
brar que períodos de tempo mais longos do IFR resultam em oscilações menores e
vice-versa. Por conseguinte, a combinação 70/30 é inadequada quando o período
de tempo varia consideravelmente em qualquer direção a partir do período pa-
drão de 14 dias. O gráfico 14.2, por exemplo, ilustra de um IFR de 9 dias para o ín-
dice Hang Seng em Hong Kong, onde uma combinação de 80/20 dá uma sensação
muito melhor parao nível sobrecomprado/sobrevendido extremo do que o valor
padrão de 70/30. Isto é devido ao fato de que os periodos de tempo mais curtos
resultam em oscilações mais amplas do IFR. O painel inferior apresenta um IFR
de 65 dias, onde as oscilações mais estreitas resultam numa forma mais adequada
de uma combinação de 62,5/37,5. Neste exemplo, nenhum dos valores padrão de
70/30 é alcançado, em qualquer momento.
Os termos "comprado" e "vendido" em relação aos periodos de tempo se
referem ao tipo de dados a ser analisado num sentido relativo. Por exemplo, um
IFR de 60 dias iria representar um longo período para dados diários, mas para os
periodos mensais, o período de 60 dias, isto é, 2 meses, seria muito curto. Portan-
do, alguma atenção deve ser dada a este fator quando escolher um período tempo
especifico para ao IFR. O gráfico 14.3 traça dois IFRs para períodos de tempo
identicos (60 dias ou 2 meses). No entanto, as linhas de sobrecomprado/sobre-
vendido são traçadas em níveis diferentes, pois um cálculo é baseado em dados
diários eo outro em mensais.
282 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 14.2 Hang Seng comparações dos periodos de tempo das


condições de sobrecomprado e sobrevendido do IFR de 1999 a 2010,

Hang Seng

300 Sobrecomprado/Sobrevendido
agora a 80/20
IFR9 dias

IFR65 dias Sobrecomprado/Sobrevendido agora em 62,5e 37,5

Fonte:pring.com

GRAFICO 14.3 Procter& Gamble IFR de 40 dias versus 2 meses


Procter& Gamble (diário) Procter & Gamble (mensal)

IFR2 meses
IFR60 dias

SC/SB a 65/35
SC/SB a 8515

Fonte:pring.com
Momentum I: IndicadoresIndividuais 283

Como os IFRs são baseados em períodos de tempo de curtissimo prazo são


mais voláteis, são mais adequados para identificar condições de sobrecompradoe
sobrevendido. Por outro lado, períodos de tempo de longo prazo são mais estáveis
s suas
trajetórias e,por conseguinte, prestam-se melhor ao propósito de
cons
truir as linhas de tendncia e padrões de preços.

Períodos de tempo

Os IFRs podem ser traçados em qualquer período de tempo. Em seu livro The
New Commodity Trading Systems e Methods (Wiley, 1987), Perry Kaufman ques-
tiona a exclusividade da escolha do período de tempo de 14 dias (padrão). Ele
ressalta que a máxima divergència ocorre quando a média móvel é exatamente
metade do de tempo ciclo Em
afizer periodo do dominante.
outras palavras, se voce
a suposição de que a tendência primária do mercado de ações gira em
torno de um ciclo de negócios de 4 anos, uma média móvel de 24 meses vai lhe
dar uma divergência maior entre os pontos da máxima e da mínima do ciclo.
No caso do ciclo de 28 dias, 14 dias, é a escolha correta, mas é importante com-
preender que existem muitos outros ciclos. Partindo deste princípio, por exem-
plo, significaria que um IFR de 14 horas seria inadequado se o ciclo dominante
fosse algo diferente de 28 horas. O mesmo seria válido para os dados semanais
e mensais.
Na prática, um período de tempo de 14 dias funciona muito bem, mas ape-
nas para períodos mais curtos. Eu também utilizo os períodos de 9-, 25-, 30- e
45-dias. Para dados semanais, os períodos trimestrais funcionam de forma eficaz,
então, os períodos de tempo de 13-, 26-, 39- e 52 semanas são adotados. Quanto
aos gráficos mensais, os mesmos períodos de tempo, ou seja, 9, 12, 18 e 24 me-
ses são recomendados para o ROC. Para os gr hcos de longo prazo, abrangendo
talvez dados semanais de dois anos, um período de tempo de cerca de 8 semanas
oferece informações suficientes para identificar os pontos da virada de prazo in-
termediário.
Um IFR de 26 semanas resulta numa série de momentum que oscila em uma
faixa mais estreita, mas, mesmo assim, geralmente se presta à construção de uma
linha de tendência. Muito gráficos de longo prazo, com mais de 10 a 20 anos,
parecem responder bem a um periodo de tempo de 12 meses. Os cruzamentos
das barreiras de sobrecomprado e sobrevendido de 30% e 70% proporcionam
uma ideia muito boa de pontos de compra e venda de longo prazo. Quando o IFR
rompe esses extremos e, em seguida, cruza o nível 50, muitas vezes está alertando
para uma reversão da tendência primária. Lembre que, esses períodos de tempo
sugeridos tendem a funcionar consistentemente bem, mas nunca perfeitamente
bem. Se vocè está procurando a perteição, a análise técnica não é provavelmente
a melhor escolha analítica!
284 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 14.4 S&P Composite, 1898- 2012 IFR 12 Meses

s&P Composite

IFR 12 meses

Sinal Prematuro
0

Fonte: proing.com

Para destacar os candidatos à compra, é importante lembrar que


principais
as melhores oportunidades estão onde o monentum de longo prazo, tal como
um IFR de 12 meses, está sobrevendido. Neste sentido, o
gráfico 14.4 mostra que
uma reversão no S&P, sobrevendido usando um IFR de 12 meses
que provocou
alguns sinais prematuros nos últimos 100 anos. Como com todos os indicadores,
este não é perfeito, como você pode ver em relação ao sinal
prematuro de compra
no inicio do século XX. É necessário ter muito cuidado ao identificar
topos,pois
as
ações têm uma tendência natural de levar mais tempo para construir do que
destruir. Consequentemente, as reversões sobrecompradas têm o hábito de serer
prematuras, especialmente quando a tendencia secular épositiva.
Voltando às oportunidades de compra, se você também pode identificar
ma condição sobrevendida intermediária e de curto prazo, todas as três tendên-
cias primárias, de prazo intermediário e de curto prazo, entäo, estão então num
clássica posição de proporcionar um sinal de compra de alta probabilidade.

Interpretação do IFR

Alguns dos principais métodos usados para interpretar o IFR são os s


Momentum I: Indicadores Individuais 285

Leituras extremas e oscilações que falham. Quando um IFR se movimenta acima


de sua zona de sobrecomprado ou abaixo de sua zona de sobrevendido, indica que
as ações em questão estão preparadas para uma virada. O significado depende do
período de tempo. Por exemplo, o IFR de 45 horas mostrado no Gráfico 14.7 está
longe de ser tão significativo quanto um IFR construido em um período de tempo
de 12 meses, como no gráico 144. Uma leitura da condição sobrecomprada ou
sobrevendida indica apenas que, em termos de probabilidades, uma contrareação
está avançando ou está atrasada. Ela apresenta uma oportunidade de considerar
uma liquidação ou aquisição, mas não um verdadeiro sinal de compra ou de venda.
Mais frequentemente do que näo, o IFR traça uma divergência, como na
Figura 14.1. Neste caso, o segundo cruzamento do nível extremo nos pontos A
eB geralmente oferecem bons alertas de compra e venda. Estas divergências são
frequentemente chamadas de falhas da oscilação.
Observamos uma falha numa oscilação baixista no final de 2011 no ponto A
no Gráfico 14.5 ilustrando uma versão suavizada de um IFR de 9 dias.

Violações das Linhas de Tendência e Conclusões dos Padrões. O IFR também


pode ser usado em conjunto com violações da linha de tendência. De um modo
geral, quanto maior o periodo de tempo para qualquer período determinado, ou
seja, diariamente, semanalmente ou mensalmente, melhor a oportunidade para a
construção da linha de tendência. Importantes sinais de compra e de venda são
gerados quando as linhas de tendència para ambos, os preços e o IFR, são violados
dentro de um período relativamente curto.

FIGURA 14.1 Falha na Oscilação doIFR

Confimação

A B
IFR 14 Falha na Oscilação
70
Falha na Oscilação

30
286 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendèncias

GRÁFICO 14.5 Molex, 2009 -2011 IFR Suavizado

Molex

IFR 9/8

FETTEFETEEHETEEWEETI
Fonte: pring.com

O gráfico 14.6 apresenta um IFR de 14 dias para a Caterpillar. O IFR começa


após um declínio, formando um padrão de reversão de cabeça e ombros, que é
quase simultaneamente confirmado pelo preço. Depois que uma boa subida se
materializa, o IFR viola esta linha de tendncia para cima. Observe como a linha
prolongada se torna resistência na alta final. Também podemos construir uma
linha de tendncia para o preço. Finalmente, o IFR completa uma formação de
alargamento com um fundo plano, e um subsequente rompimento desagradável
para baixo. A subsequente alta ao topo também experimenta um pequeno topo do
IFR, que é confirmado com uma violação da linha de tendência pelo preço.
Um exemplo da capacidade do IFR de formar padrões de preço é mostrado
nos gráficos 14.6 e l4.7.
O gráfico 14.7 mostra um gráico horário para a Intel. Ele tem um IFR de 45
horas no painel inferior, o que corresponde aproximadamente a uma semana de
negociação. Eu tracei as linhas de sobrecomprado/sobrevendido em 62 e 38. Veja
que bela combinação de rompimentos de linhas de tendência conseguimos em
abril de 2011. Vemos outra configuração no final de junho, onde um rompimento
da linha de tendência sobre o IFR é confirmada no preço. Ainda é possível obser-
var um triângulo retângulo. Se você estudar a linha de equilíbrio em 50, é evidente
Momentum II: IndicadoresIndividuais 287

GRAFICO 14.6 Caterpillar, 2009-2010 IFR e Padrões de Preços

Caterpillar

14-day RSI
w Resistência e linha de
Tendência estendida

S
Fonte:pring.com

GRÁFICO 14.7 Intel e um IFR de 45 horas ilustrando Padrões de Preços

26
Intel
22
22
F210

Rompimento
Muito próximo
IFR 45 horas
do equilibrio

Fonte: pring.com
288 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

que o forte rompimento atrasado de junho se desenvolve ligeiramente acimadest


te
ponto crítico de equilíbrio.

Suavização do IFR. É uma técnica perfeitamente legítima para suavizar o IFR


Uma das minhas abordagens preferidas é de suavizar um iFR de 9 dias com
uma
a
média móvel de 8 dias (MM). Devido às flutuações não serem tão
grandes quanto
os dados básicos, as linhas de
sobrecomprado/sobrevendido traçadas em 70 e
são
30, que não é o meu padrão usual de 80/20 para um período de 9 dias.
O gráfico 14.5, ilustrando a Molex, tem um IFR de 9 dias suavizado
com
uma MM de 8 dias. As setas
apontando para baixo sinalizam todas as reversões de
sobrecomprado. As sólidas mostram as reversões confirmadas com diversos graus
de sucesso. As setas
tracejadas indicam reversões de sobrecomprado em que não
foi possível a construção de uma linha de tendència significativa. Desnecessário
será dizer que todas elas eram falhas.

OIFR e a progressäo de Topo e Fundo. O IFR frequentemente traça uma série


de topos e fundos ascendentes ou descendentes,
que, quando revertida, oferece
importantes alertas de compra e venda. O gráfico 14.8 mostra que o IFR de 14
dias para a SunTrust Banks experimentou duas reversões, uma de
topoe outra de
fundo, ambas confirmadas por um rompimento da tendência dos preços. Estes
rompimentos estão indicados pelas setas.

GRAFICO 14.8 Sun Trust Banks, 1997 0 IFR e Análises de Topo e Fundo

SunTrust Banks
50
45 Topo e Fundo e o
70 Sinal de venda do IFR
65
60IFR 14dias
65
V
50 M
45
40 Topoe Fundo e o
35 Sinal de compra do IFR

997 February March April May


Fonte: pring.com
Momentum II: IndicadoresIndividuais 289

Duas Variações sobre o IFR

Oscilador do Momentum de Chande

O Chande Momentum Oscillator (CMO), nomeado em homenagem a seu inven-


tor Dr. Tushar Chande, é uma variação do IFR, contudo, é diferente. Tem três
características:

1. Os cálculos são baseados em dados que não foram suavizados. Isto sig-
nihca que os movimentos extremos de curto prazo não estão ocultos,
então, o indicador atinge os extremos de sobrecomprado/sobrevendido
com mais frequência, mas não o suficiente para resultar em muitos sinais.
2. A escala é limitada em uma faixa de -100 a +100. Isto significa que o nível
zero, torna-se o ponto de equilíbrio. Com o IFR, o nível 50 é o ponto de
equilibrio, e nem sempre éfacilmente identificável. Com o zero comobo
ponto crucial, é mais fácil para ver aqueles períodos quando o momentum
é positivoe aqueles quando é negativo. O equilíbrio zero, portanto, faz
comparações entre diferentes ações com muito mais facilidade também.
3. A fórmula utiliza no cálculo, tanto dias de alta, quanto dias de baixa.

Interpretação. O gráfico 14.9 compara um ITFR de 14 dias com um CMO de 14


dias. A primeira coisa a notar éque o CMO alcança um extremo sobrecomprado/
sobrevendido mais vezes do que o IFR - em fevereiro e junho de 2000 e janeiro

de 2001, por exemplo. As vezes é possível construir oportunas e melhores linhas


de tendência para o CMO, embora ocasionalmente ele funcione de outra forma. OO
rompimento de Março de 2000, por exemplo, veio de uma linha de tendência me-
lhor para o OCM do que para o IFR; assim, também, ocorreu com os rompimen-
tos da linha de tendência AB e CD. As duas linhas de tendência no verão de 2000
foram ligeiramente melhores para o IFR. Observe também que ambas as séries
registraram divergências positivas no fundo de outubro de 2000, mas o do CMO
foi um sinal muito mais forte, visto que o fundo de setembro estava bem acima
daquele de meados de outubro. Nem sempre ele funciona a favor do OCM, mas
é o meu preferido porque as inúmeras leituras de sobrecomprado/sobrevendido
e a escala de mais e menos, torna mais fácil, a identificação das leituras positivas
e negativas.
Uma abordagem que considerei ser útil é traçar um OCM de 20 dias e suavi
zá-lo com uma MM de 10 dias, como o que está traçado no gráfico 14.10. Então,
fiz uma suavização deste indicador - neste caso, uma média móvel simples de

10 dias. Essa é a linha tracejada que abraça o CMO, usando os cruzamentos para
gerar alertas de compra e venda. No entanto, uma vez que há um grande número
de cruzamentos da média móvel, é importante tentar filtrar aqueles que provavel-
mente não funcionem. Isso é feito usando os cruzamentos que se desenvolvem a
290 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 14.9 FTSE, 2000-2001 Comparando oIFR comoCMO

6800FTSE
6700
6600
6500
6400
6300A
6200
6100
6000
M

IFR 14 dias
w A

60
60
C-
CMO 14 dias
60 MNNV

NV
Feb Mar JApr May un urAug Sep"oe Nov Dec 2001 F
Fonte: pring.com

GRÁFICO 14.10 Heng Seng, 1998- 2000 CMO Suavizado

Hang Seng
1500

1000

10
MM de 10 dias de um CMO de 20 dias

50

0-

60
Oct NovDec 1999 Mar Apr/MayJun Jul Aug Sep Oct Nov Dec 2000
Fonte ping.com
Momentum II: Indicadores Individuais 291

um nível extremo mais confiável, uma vez que tendem a ser mais precisos. Em
seguida, certifique-se de que este é confirmado por um rompimento de tendncia
no preço. Alguns exemplos são mostrados no
gráico.

índice Relativo de Momentum

O indice relativo de momentum, ou IRM, é outra variante do IFR. Ao calcular o


TFR, a fórmula padro do IFR é modificada para permitir um fator de momentum.
A förmula atual por Roger Altman foi publicada na edição de fevereiro de 1993,
num artigo na revista Stocks and Commodities.

Esta modificação tem duas consequências. Primeiro, suaviza o indicador, e se-


gundo, acentua o grau de flutuação. O resultado é um oscilador com menos rompi-
mentos, que apresenta mais leituras de sobrecomprado/sobrevendido. O IRM requer
dois parâmetros: o período de tempo e o fator momentum.
Se o IRM tiver um fator de momentum de 1, o indicador é idëntico ao IFR.
Apenas quando o fator de momentum for maior do que 1, as duas séries divergem.
O gráfico 14.11 mostra duas variantes do IFR. O painel do meio ilustra um peri
odo de tempo de 14 dias com um fator de momentumn de 8 dias, eo inferior com
um período tempo de 45 dias com um fator de momentum de 10 dias. Uma vez
que, é um indicador baseado no IFR, os períodos de tempo de longo prazo envol-

GRAFICO 14.11 Heng Seng, 1998-2000 CM0 Suavizado

60 AT&T
n
IRM (14/8)
100-
AW
A
IRM (45/10)

60- M W
T TT1997
2000 "2001
Fonte pring.com
Tendências
292 ParteI: Técnicas que Determinam as
vem menos volatilidade. Observe que as flutuações na série de 45 dias são mut
uito
menos pronunciadas do que as do IRM
de 14 dias.
De um modo geral, o período de tempo de longo prazo oferece movimento
mais lentos e decisivos que se prestam mais facilmente à construção da linha de
tendência. Vários exemplos são apresentados no Gráfico 14.11, mas eu particular
mente gosto do sinal do final de 1998, uma vez que e conirmado por um rompi.
mento simultâneo acima da linha de tendência e da MM de 200 dias. Sempre
que
um preço cruza acima de uma linha de tendência e de uma média móvel confiável
simultaneamente, enfatiza a força do sinal, visto que se reforçam mutuamente
como áreas de resistência dinâmicas.

Conclusão Sobre o IFR

Na maioria das vezes, o IFR e suas duas variações, como todos os osciladores, não
estão dizendo quase nada. Podem ser realmente úteis quando acionam as diver-
gências, padrQes de preços completos, ou violam as linhas de tendência. Quando
essas características também são confirmadas por um sinal de reversão de tendên-
cia no próprio preço, geralmente é uma políitica sensata prestar atenção por que o
IFR tem um bom histórico de confiabilidade.

Desvio de Tendência (Oscilador de Preço)


Um indicador de desvio de tendência é obtido se dividindo ou subtraindo o pre-
ço de uma ação pela medida da tendência, o que geralmente é uma forma de
MM. Também é possível basear um desvio de tendência utilizando técnicas de
regressão linear. No entanto, aqui, vamos nos concentrar sobre a técnica da média
móvel. Esta abordagem também é chamada de "oscilador de preço" em alguns
pacotes gráficos. Das duas abordagens, subtração ou divisäo, a divisão é preterivel
visto que, reflete melhor os movimentos proporcionais. Para discutir este assunto,
consulte os capítulos 6 e 8, que compara as escalas logaritmica e aritmética. O
gráfico 14.12 traça as duas abordagens utilizando um oscilador de preço de 1/10.
O"1"e "10" na legenda no oscilador de preço se referem ao fato de que uma MM
de 1 dia (ou seja, o fechamento) é dividida por uma MM de 10 dias. Observe
como a volatilidade se torna exagerada, à medida que os pontos dos movimentos
no preço do ouro se tornam maior nos últimos anos. O cálculo da divisão retorna
as oscilações muito mais razoáveis no indicador. Para gráficos de curto prazo,
onde os preços não apresentam grandes movimentos percentuais entre a mínima
ea máxima, esta não é uma evid ncia importante. No entanto, quando os preços
estão sendo comparados ao longo de muitos anos e há uma perda líquida ou lucro
substancial nesse período, é mais sensato adotar a abordagem de divisão.
Momentum II: Indicadores Individuais 293

Uma vez que, a média representa a tendência que está sendo monitora-
da, o indicador de momentum mostra quão rápido o preço está avançando ou
declinando em relação a essa tendência. Um oscilador baseado sobre o cálculo
do desvio da tendência é, na verdade, uma representação horizontal da análise
do envelope discutida no Capitulo 12, mas também mostra mudanças sutis nos
pontos fracos e fortes da técnica subjacente. A parte superior do gráfico 14.13
mostra o preço da Brookline Bancorp e sua MM de 50 dias. Duas bandas em
+10 e -10% da MM de 50 dias foram traçadas acima e abaixo dele. A partein
ferior representa os mesmos dados, mas expresso em formato de momentum
(oscilador de preço). Portanto, a MM aparece como a linha de equilibrio em
zero e as duas bandas como os níveis de sobrecomprado e sobrevendido em
+10 e -10%. Desta forma, um cruzamento negativo em zero é o mesmo que um
cruzamento negativo de 50 dias, e assim por diante.
A interpretação de um indicador de desvio de tendência é baseada nos
mesmos princípios descritos no Capítulo 13. Este método pode ser utilizado
paraidentificar divergências e zonas sobrecompradas e sobrevendidas, mas
que parece revelaro seu potencial quando usado em conjunto com a constru
ção da linha de tendência e cruzamentos da MM.

GRAFICO 14.12 Heng Seng, 1998 - 2000 CMO Suavizado

Spot Gold

/u**

Oscilador de Preço 1/10 (Subtração)

Oscilador de Preço 1/10 (Divisão)

Fonte: pring.com
294 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 14.13 Brookline Bancorp, 2010-2011 Interpretação do


Oscilador de Preço

Brookline Bancorp MM 50 dias


+10%

10%

Oscilador de Preço 1/50

www

Fonte:pring.com

Construção da Linha de Tendéncia

O gráfico 14.14 mostra o preço do petróleo bruto em conjunto com um desvio


da tendência calculado de um fechamento dividido por uma MM de 45 dias. Este
indicador é bastante irregular e se adapta às condições de sobrecomprado e so-
brevendido, à linha de tendência e à análise do padrão de preços. Vemos um bom
exemplo de rompimento de um triângulo descendente, juntamente com uma
confirmação de preço em Maio de 2011. Posteriormente, não existe praticamente
nenhum momentum para cima no ponto A, e o preço e o oscilador subsequente-
mente violam as linhas de tendência. Na maioria das vezes não é possível prever
o comportamento de um movimento de preços após um evento técnico. Neste
caso, porém, o momentum positivo muito fraco em A indicou a vulnerabilidade
da situação. Mais tarde, em Junho de 2012, vemos uma reversão de uma cabeça e
ombros não confirmada no oscilador. Eu digo "no confirmada" porque não era
realmente possível construir uma linha de tendência para baixo significativa no
preço. Finalmente, a conclusão do padrão de preço para o oscilador e uma vio-
Momentum I: Indicadores Individuais 295

GRAFICO 14.14 Light Crude, 2011 - 2012 Interpretação de Oscilador


de Preço

Light Crude

Oscilador de Preço 1/45


A

Fobn

Fonte: pring.com

lação da linha de tendência para o preço deixa o gráfico com uma tendència de
baixa de curto prazo confirmada.

Desvio da Tendência e MMs

Uma abordagem alternativa dos indicadores de desvio de tendência é suavizar a


volatilidade indesejada com o auxílio de duas MMs, como mostrado no Gráfico
14.15. A série atual do desvio de tendência é calculada pegando uma MM de 26 se-
manas do preço de fechamento, dividindo por uma MM de 52 semanas. A segunda
série é simplesmente uma MM de 10 semanas da primeira. Os alertas de compra e
venda são, então, acionados, quando o indicador suavizado de desvio de tendên-
cia cruza acima ou abaixo de sua MM de 10 semanas. Em seguida, procure uma
confirmação do próprio preço. Dois exemplos são mostrados no Gráfico 14.15,
um para um topo e a outra para um fundo. Esta é uma abordagem muito mais de
guerrilha porque o alerta de compra indicado pela seta tracejada foi sinalizado
quase no topo da alta. Este exemplo demonstra a importáncia de escolher cuida-
dosamente os sinais, selecionando apenas os que se desenvolvem próximos a um
296 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 14.15 S&PAirlines, 1995-2001 e uma Interpretação do


Indicador de Desvio de Tendência Suavizado

500- s&P Ailines ww

0.1 Desvio de Tendência (26/521

0.1

0.0
O.0
0.0
0.1

H997 I993 ""*1999 2000 200


Fonte:pring.com

ponto de virada. Se esta abordagem de filtragem não for tomada, então existe um
risco considerável de que sero tomadas atitudes
próximas ao fim da tendência.
Um método útil reduz consideravelmente a atividade de violinadas, mas ainda
oferece sinais oportunos como a defasagem de uma MM de 52 semanas 10 se-
por
manas quando o cálculo do desvio da tendncia está sendo feito. Isto significa que o
fechamento de cada semana é dividido pela MM de 52 semanas, como apareceu 10
semanas antes. Este novo cálculo foi traçado no centro da janela do Gráfico 14.16.
Neste exemplo, a violinada no final de 2000 foi filtrada, visto que, o indicador
de desvio de tendência não cruza decisivamente abaixo do sua MM. Não estou
sugerindo que esta é a única combinação legítima para gráficos semanais, mas é a
que parece funcionar muito bem.
Há sempre uma relação inversa quando você tenta fazer sinais menos sensí-
veis, e, neste caso, consideramos que há ocasionalmente um pequeno atraso em
relação a não defasagem da MM de 52 semanas. O mais óbvio neste gráfico de-
senvolvido no início de 1997, em que a série defasada no centro da janela cruza a
sua MM a um preço ligeiramente mais elevado. Na maioria dos casos, porém, este
e um pequeno preço a ser pago, se o custo de uma violinada puder ser evitado.

MACD

O método de negociação de convergência/divergência de médias móveis (MACD)


é uma forma de um indicador de desvio de tendência utilizando duas médias mó-
Momentum II: Indicadores Individuais 297

GRAFICO 14.16 S&P Airlines, 1995 -2001 e duas Suavizações do


Indicador de Desvio de Tendência

s&P Airlines
500-
m

Desvio de Tendência (26/152 Avançado)


Sem Violinada
02-
o.1-
0.0
0.1-
Desvio de Tendência 26/52
Violinada
0.1
0.0
0.0
0.0
0.1

1997 2000 2001


Fonte: pring.com

veis exponenciais, sendo a MM exponencial de curto prazo, subtraída da MM ex-


ponencial de longo prazo. As duas MMs exponenciais são geralmente calculadas
de forma exponencial em que os períodos mais recentes são mais ponderados do
que no caso de uma MM simples. E normal que o MACD, então seja suavizado
por uma terceira média móvel exponencial (MM exponencial), que é representada
separadamente no gráfico. Esta média é conhecida como a "linha de sinal, os cru-
zamentos dela geram sinais de compra e de venda. Seu nome se origina do fato de
que as duas MMs exponenciais estão continuamente convergindo e, em seguida,
divergindo uma da outra. O MACD ganhou grande popularidade ao longo dos
anos, mas na verdade, é realmente apenas outra variação de um indicador de des-
vio de tendência que emprega duas MMs exponenciais, como seu método de des-
vio. Um visual da sua construção, portanto, é muito semelhante ao Gráfico 14.13.
MACDs podem ser usados em infinitos periodos de tempo. Gerald Appel da
Signalert que realizou uma quantidade considerável de pesquisas sobre o assunto,
recomenda que os sinais de compra num gráfico diário seja construído a partir
de uma combinação das MMs exponenciais de 8, 17 e 9, mas ele considera que
os sinais de venda são mais confiáveis quando desencadeados, baseados na com-
binação de 12, 25, e 9. Por outro lado, o popularprograma MetaStock representa
graficamente os valores padrão de 12 e 26 com a linha de sinal em 9.
O gráfico 14.17 mostra Microsoft em 2011 e 2012. As setas tracejadas indi
cam sinais de violinada, e as setas inteiras indicam os sinais que foram confirma
dos com um rompimento da linha de tendência de algum tipo.
298 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendéncias

GRAFICO 14.17 Microsoft, 2010-2011 Interpretação do MACD

Microsoft

MACD

Fonte: pring.com

O Gráfico 14.18 mostra a General Electric com um indicador MACD. Outra


técnica é a construção de linhas de sobrecomprado/sobrevendido, linhas de ten-
dência, e os padrões de preço e procurar por divergências. No Gráfico 14.18, por
exemplo, ambas as séries de padrões de cabeça e ombros são concluídos no final
do ano de 2000. O MACD também apresenta uma divergência negativa. Observe
como a divergência, sinalizada pelo ombro direito, é apenas capaz de subir acima
de zero. O resultado é um declínio acima da média. Observe também que o indi-
cador se manteve abaixo do ponto de equilibrio e tocou o seu nivel de sobrevendi-
do diversas vezes durante o equilibrio do período coberto pelo gráfico. Esse tipo
de comportamento reflete a atividade de um mercado de baixa.
OMACD frequentemente funciona bem com dados mensais. Neste sentido,
olhamos o CRB Spot Raw Industrial Commodity Index no gráfico 14.19, onde as
setas sólidas indicam bons sinais de compra do momentum da tendência primá-
ria. As duas setas tracejadas indicam altas menores, que se enquadram na catego-
ria de falha.
OMACD frequentemente é representado em um formato de histograma ea
linha de sinal contra ele, como no Gráfico 14.20 que ilustra a Homestake Mining
O gráfico mostra um padrão clássico de cabeça e ombros. Observe que o histo-
grama do MACD gradualmente, se tornou mais fraco, quandoo padrão progre-
diu. Este foi apenas um sinal de venda a descoberto, mas o preço finalmente caiu
abaixo do nível do sinal.
Momentum II: Indicadores Individuais 299

GRÁFICO 14.18 General Electric e um Indicador MACD

60 General Electric Mercado de Baxa


66
www
45-

40

2.0 MACD H Divergência


1.5
S
1.0 S Não Sobrecomprado
0.5
0.0
0.6
1.0
15

May Jun Jul AugSep Oct Nov Dec 20o1Feb Mar Apr
Fonte:pring.com

GRÁFICO 14.19 CRB Spor Raw Industrials, 1977- 2012 Sinais de Compra
de Longo Prazo no MACD

CRB Spot Raw Industrials

MACD

Fonte:pring.com
300 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 14.20 Homestake Mining e um MACD em forma de Histograma

24
O
23 O

22

21

20

19

18 f Venda
Histograma do MACD Linha Unica

Buy
Nov. Dec. Jan. Feb. Mar.
Fonte:pring.com

Estocásticos
O indicador estocástico também ganhou uma grande popularidade entre os tra-
ders de futuros, resultando que a fórmula padrão usa periodos de tempo muito
curto. A teoria por trás do indicador, que foi inventada por George Lane, é que os
preços tendem a fechar próximos das máximas das sessões durante uma tendên-
cia ascendente. Quando a tendência amadurece, a tendência de preços fechando
longe da máxima da sessão se torna pronunciada. Num mercado de baixas,
condições de reverso são verdadeiras.
O indicador estocástico, portanto, tenta medir os pontos numa tendência
ascendente em que os preços de fechamento tendem a se agrupar em torno das
mínimas para o período em questão, e vice-versa, uma vez que estas são as condi-
çoes que sinalizam a reversão dessas tendências. E traçada em duas linhas: a linha
% Ke a Linha %D. A linha %Dé aquela que proporciona os sinais principais e é,
portanto, mais importante.
Momentum l1: Indicadores Individuais 301

A fórmula para o cálculo de % K é:


Fh -Mn
%K x100
MAn-MIn
Onde, Fa =
fechamento de hoje
n= número de dias selecionados para o estocástico, escolhido por você
MA, = a maxima atingida num period de tempo selecionado
MIn = a minima atingida num periodo de tempo selecionado

onde F éo fechamento de hoje, Mn é a mínima mais baixa


para os últimos n pe-
ríodos de negociação, MAn é a máxima mais alta, para os mesmos n períodos de
negociação. Lembre que o cálculo dos indicadores estocásticos difere da maioria
dos outros indicadores de momentum na medida em que requer a máxima, a mí-
nima e os dados de fechamento para o cálculo.
A fórmula do estocástico ésemelhante ao do IFR por que também é traçada
sobre uma escala gráfica que varia de 0 a 100, mas neste caso, ele mede o preço de
fechamento em relação à faixa de preço total para um número de períodos sele-
cionados. Uma leitura muito alta superior a 80 iria colocar o preço de fechamento
num nível próximo do topo da faixa, enquanto que uma leitura inferior a 20 iria
colocar o preço próximo do fundo da faixa.
A segunda linha, %D, é uma versão suavizada da linha K%. O valor normal
é de três períodos. A fórmula do %D é como se segue:

%D =(%KI+%K2+%Ks)/3
Onde, o %K1, refere-se a anteontem, %K2 a ontem e %K3, a hoje.

O indicador do momentum que resulta destes três cálculos é duas linhas que
variam entre 0 e 100. A linha %K geralmente é traçada como uma linha sólida, en-
quanto que a linha %D mais lenta é geralmente traçada como uma linha tracejada.
A popularidade do indicador estocástico pode sem dúvida ser explicada pela
forma harmoniosa em que se movimenta a partir de uma condição de sobrecom-
prado para uma de sobrevendido, tranquilizando o trader e o levando para uma
sensação de que a evolução dos preços é muito mais regular do que os indicados a
partir de uma observação de um IFR ou um indicador ROC.
Os períodos de longo prazo, utilizados em gráñcos mensais e semanais, parecem
funcionar muito melhor do que os estocásticos de curto prazo utilizados em gráficos
de futuros diários. Colby e Meyers, em The Encyclopedia of Technical Market Indicators
(McGraw-Hill, 2002), observou que o teste do indicador estocástico se mostrou insa-
tisfatório em relação aos cruzamentos da MM e outros indicadores de momentum.
As bandas de sobrecomprado e sobrevendido do estocástico são geral-
mente traçadas na área de 75% a 859% na parte superior e na área de 15% a 25%
na parte inferior, dependendo do período de tempo em questão. Uma indica-
302 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

ção de sobrecomprado é dada quando a linha %D cruza a banda extrema, mas


um alerta de venda real não é indicado até que a linha% K cruze abaixo dela
Quando as duas linhas se cruzam, se comportam de forma muito semelhante
a um sistema duplo de MM. Se você esperar pelo rompimento, pode evitar a
ficar preso dentro de uma venda a descoberto em um movimento fortemente
altista ou comprado em um extremamente negativo.
O comportamento do indicador dependerá muito dos períodos de tem-
po selecionados. Uma vez que o K% e o %D podem ser considerados como
médias móveis, consequentemente, quanto maior o período de tempo, mais
suavizado é o indicador resultante. O painel superior do Gráfico 14.21 mostra
uma combinação de 5/5 muito volátil, enquanto que a janela inferior contém
uma combinação de 30/100. Observe que o %K é muito menos volátil do que
na janela superior. O mesmo é verdadeiro para o parámetro de 100 utilizado
no %6D. No entanto, é tão plano que é essencialmente inútil do ponto de vista
de refletir os ritmos cíclicos. Na realidade, nunca usaria tal combinação.

Estocástico lento

Também é possível (e desejável) estender o cálculo, a fim de invocar uma versão


lenta do estocástico. Neste exemplo, a linha %K ésubstituída pela linha %D, e
outra MM é calculada para o %D. Muitos técnicos argumentam que esta versão

GRÁFICO 14.21 S&P Composite, 2010-2011: Comparando os periodos


de tempo de dois estocásticos

s&P Composite

Estocático (5/5)

Estocático (30/100)

Fonte:pnng.com
Momentum II: Indicadores Individuais 303

GRAFICO 14,22 S&P Composite, 2010-2011:Comparando um Estocástico


com um Estocástico Lento

s&P Composite N
W

Estocático (5/5)

Estocático (5/5/5)

modificada do estocástico dá sinais mais confiáveis. Ela certamente resulta em


um comportamento mais deliberado. A comparação entre um estocástico regular
e lento éilustrado no gráfico 14.22. O 5/5 na legenda da janela superior se refere a
um período de 5 para %Ke %D, respectivamente. O 5 na metade da janela inferior
se refere ao fator de lentidão.
O Gráfico 14.22 compara um estocástico regular a um lento.

Interpretação geral
Normalmente, nos cruzamentos, a linha% K mais rápida muda de direção antes
da linha %D. Isto significa que o cruzamento irá ocorrer antes que a linha %D
reverta a sua direção, como na Figura 14.2.

Divergências: A figura 14.3 mostra exemplos de onde o %K falha em confirmar


uma nova máxima ou mínima no preço, criando assim uma divergência, que,
quando confirmada, sinaliza uma mudança na tendência.
Falha da divergência: Uma indicação importante de uma possível mudança na ten
déncia surge quando a linha% K cruza a linha %D, e se movimenta para trás para tes-
Tendências
304 Parte I: Técnicas que Determinam as

FIGURA 14.2 Cruzamentos do Estocástico

Cruzamentos Positivo e Negativo

Cruzamento
80 Sobrecomprado

80
%K

20

20 Sobrevendido
N Cruzamento
%D

FIGURA 14.3 Divergências Positiva a Negativa do Estocástico

Divergências Positiva e Negativa

Preço

80
Estocástico
Divergéncia Negativa
V
%D
20 %K
Divergência Positiva
Momentum II: Indicadores Individuais 305

FIGURA 14.4 Falhas na Divergência do Estocástico

Falha na Dvergência

Preço

w 1.%K cruza abaixo do %D

Falha Baixista
Estocástico
80

2. Incapaz para
1.%K cruza
Acima do %D
A
%D cruzar %D
20
2. Permanece acima
%K Do %D sobre o teste
3.FalhaAlbista

tar seu nível extremo, e falha em cruzar a linha %D, como na Figura 14.4. Mais uma
vez, é sempre importante ver alguma confirmação de preços que é fornecida com o
rompimento acima da linha de tendência para baixo no lado direito do diagrama.
O Gráfico 14.23 mostra alguns exemplos de falhas de divergência: duas con-
firmadas como baixistas e uma confirmada como altista.

Divergência da Reversão: Ocasionalmente durante uma tendência ascendente, a


linha %D fará um fundo mais baixo, que está associada com um fundo mais alto
no preço, como mostrado na Figura 14.5.
Este é um presságio de baixa, e a sabedoria convencional sugere que se pro-
cure por uma oportunidade de venda na próxima alta. Esta condição é muitas
mencionada como uma configuração de baixa. Uma divergência positiva da
reversão é ilustrada na Figura 14.6.

Extremos: Ocasionalmente o valor 6K alcança o extremo de 100 ou 0. Isso in-


dica que um movimento muito poderoso está a caminho, uma vez que o preço
está consistentemente fechando próximo à sua máxima ou mínima. Se um teste
bem sucedido deste extremo ocorrer após uma reação, geralmente é um excelente
ponto de entrada.
306 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 14.23 Falhas na Divergência da Microsoft

Microsoft (30 minutos) 26.9


26.0
287
h

Falha da Divergéncia 25.3


26.2
Falha da
Estocástico (7/3/8) Divergência
0

Falha da Divergência

FIGURA 14.5 Divergência Negativa da Reversão do Estocástico

Divergéncia de Reversão Negativa

Subida Final Confimação


Preço

Fundos mais allos


Estocástico Fundos mais altos

w Fundos mais baixos


Momentum l1: dicadores Individuais 307

FIGURA 14.6 Divergência Positiva da Reversão do Estocástico

Divergência de Reversão Positiva

Topos mais Baixos

opo mais Baixo Confimação


Queda Final

VV
Topos mais Atos

Dobradiça: Quando qualquer linha %K ou linha %D apresenta uma desacelera-


ção na velocidade, indicada por uma linha plana, a indicação é geralmente que
uma reversão ocorrerá no próximo período. Os exemplos são mostrados na Figu-
ra 14.7 e no gráfico 14.24 com um gráico de 10 minutos da Pfizer.

Desacelerando para obter melhores sinais

Frequentemente, é uma boa ideia, ajustar os parâmetros para obter um indica-


dor de movimento mais lento onde os cruzamentos entre o %Ke %D podem ser
usados com bons resultados. O gráfico 14.25, do S&P Composite, mostra uma
combinação de 20/20/20 e uma combinação de 20/10/10. Ambas apresentam di-
vergências, mas a série mais suavizada apresenta apenas uma violinada, enquanto
o tipo 20/10/10 apresenta três. A compénsação é que a série mais volátil desenca-
deia cruzamentos muito mais oportunos.
Finalmente, vamos para os gráficos mensais onde a combinação 24/15/10 no
Gráfico 14.26 realmente mostra o seu significado. Esta combinação, na maioria
dos casos, irá refletir oscilações da tendência primária de uma forma razoavel
mente boa. Por exemplo, existe um cruzamento positivo do estocástico no final de
um mercado de baixa de 2000 a 2002 confirmado com uma boa violação da linha
308 ParteI: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 14.7 Dobradiças

Dobradiçaas
Preço

Estocástico Dobradiça altista B


80

20
%K
%D A
Dobradiça baxista

GRAFICO 14.24 Pfizer e Duas Dobradiças


Pfizer (10-minute) 21.3
212
21.1
21.0

20.7
20.6
20.5
204
Estocástico (5/1/4) Dobradiça baixista 20:3
100

Dobradiça altista
23 24 25
Momentum I: Indicadores Individuais 309

GRAFICO 14.25 S&P Composite, 2010 -2011 Divergências Negativas

s&P Composite
V

Estocástico (20/20/20)

Estocástico (20/10/10)

pciobes

GRÁFICO 14,26 Echostar, 1998-2011 Estocástico com Sinais de


Cruzamento de Longo Prazo

Echostar
h u

Estocástico (24/15/10)
310 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

de tendència. Havia outro sinal de compra confirmado em 2006. Finalmente,


sinal de venda no final de 2007 foi basicamente confirmado simultaneamente com
um rompimento da linha de tendência.

Sumário

1. O IFRé delimitado por 0 e 100. As linhas de sobrecomprado e sobrevendido


devem ser mais distantes, quando o período de tempo fica mais curto.
2. A utilização do IFR facilita a comparação do momentum de diferentes ações
do que o ROC.
3. O IFR pode ser usado em conjunto com as linhas de sobrecomprado e sobre-
vendido, divergências, padrões de preços, linhas de tendência, e suavizações.
4. Os indicadores de desvio da tendência são calculados dividindo a MM de
prazo por outra de prazo prolongado.
curto
5. Os indicadores de desvio da tendência podem ser usados com linhas de ten-
dência, padrões de preço, e MMs. Eles também podem analisar as condições
de sobrecomprado e sobrevendidoe análise de divergència.
6.
6. OMACD é uma forma de indicador de desvio de tendncia.
7. Oindicador estocástico pressupõe que ospreços fecham próximos da mínima
no final de uma alta e próximos de sua máxima no final de uma tendência
descendente.
8. O indicador estocástico está confinado entre 0 al00 e consiste de duas linhas,
a K% e a %D.
9. Os indicadores estocásticos identificam cruzamentos, divergências, dobradi-
ças, extremos, e reversões de divergências e são normalmente traçados em sua
versão mais lenta.
15

MOMENTUM II:
INDICADORES INDIVIDUAIS

ROC Resumido: "Know Sure Thing" (KST)

O KST de longo prazo

Vamos começar essa explicação do KST discutindo um indicador adequado para


oscilações de preços associados às tendências primárias ou aqueles que giram em
torno do chamado ciclo de negócios de 4 anos, posteriormente, voltando para a
sua aplicação nas tendências intermediárias e de curto prazo.
No capítulo 13 foi explicado que a taxa de mudança (ROC) mede a velocida-
de de um avanço ou declínio ao longo de um período de tempo especiífico, e é cal
culado dividindo o preço do período atual, pelo preço de N períodos anteriores.
Quanto maior o período de tempo considerado, maior o significado da tendência
que está sendo medida. Os movimentos de ROC del0 dias são muito menos sig-
nificativos do que aqueles calculados ao longo de um intervalo de tempo de 12 ou
24 meses e assim por diante.
A utilização de um indicador ROC ajuda a explicar alguns dos movimentos
cíclicos nos mercados, frequentemente avisando com antecedência uma reversão da
tendência prevalecente, mas um periodo de tempo especifico usado no cálculo de
um ROC reflete apenas um ciclo. Se este ciclo específico não funcionar, for domina-
do por outro, ou for influenciado por uma combinação de ciclos, será de pouco valor

Principio técnico fundamental: A qualquer momento, o preço é determi-


nado pela interação de muitos ciclos diferentes de tempo. Um indicador que

leva isso em consideração é provável que seja mais oportuno, sem perder
muito a sensibilidade.
312 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 15.1 s&P Composite, 1978-1988 TrêsTaxas deVariação

300
200 s&P Composite
200

100
9-ROC

50
12-ROC

0
w
50 24-ROC

1978 979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987
Fonte:pring.com

Este ponto ilustrado no Gráfico 15.1, que mostra três indicadores ROC de
períodos de tempo diferentes: 9 meses, 12 meses e 24 meses.
OROC de 9 mesestende a refletir todos os movimentos intermediários, e a série
de 24 meses estabelece o cenário para as grandes oscilações. As setas sinalizam os pon-
tos de virada importantes neste período. Mostram que, em sua maior parte, todos os
três ROCs estão se movimentando na mesma direção, uma vez que a nova tendência
avança. Ocorreu uma importante exceção no fundo de 1984. Aqui vemos o aumento
de preço, mas imediatamente após, o ROC de 24 meses declina enquanto os outros
continuam subindo. Durante o periodo coberto pela seta A, a velocidade do avanço
é reduzida devido ao conflito entre os três ciclos. Mais tarde, no entanto, todos os três
ROCS voltam a ficar engrenados na parte superior, ea alta que se aproxima da seta
Bé muito mais ingreme. Na prática, os principais pontos da virada ocorrem quando
vários ciclos são compativeis, avanços e quedas rápidos se desenvolvem quando mais
ciclos estão operando na mesma direção. Mesmo esta visão é bastante limitada porque
há muito mais do que très ciclos operando em qualquer momento.
Momentum II: Indicadores Individuais 313

GRÁFICO 15.2 S&P Composite, 1980 -2012 e um ROC de


24 meses SuavizadoD

s&P Composite

ROC de 24 meses Suavizado

Fonte:pring.com

Claramente, o período de tempo de um ROC considerado isoladamente, não


nos dá uma visão completa. Este foi um dos fâtores considerados na fase de desen-
volvimento do KST. Outro requerimento seria um indicador que refletisse de forma
bastante fiel as principais oscilações de preços durante o período de tempo sob aná-
lise, as tendências primárias dos gráficos mensais, as tendências de curto prazo de
gráficos diários, e assim por diante.
O Gráfico 15.2 mostra um S&P durante o período de 1980 a 2012.
O oscilador é um ROC de 24 meses, suavizado por uma MM de 9 meses. Esta
série reflete certamente, todas as oscilações da tendència primária durante este peri-
odo. No entanto, se usarmos as mudanças de direção do indicador como sinais, uma
avaliação cuidadosa mostra que deixa muito a desejar. Por exemplo, o a mínima de
1984 foi sinalizada com um topo no oscilador. Da mesma forma, o fundo de 1989
na série do momentum se desenvolve quase no topo da alta. Além disso, a mínima
de 1998 foi sinalizada com um topo no oscilador, e o topo do momentum de 2005
foi claramente prematuro. O que é necessário, ento, é um indicador que reflita a
tendência primária, e que ainda seja sensível o suficiente para reverter bem próximo
aos pontos de virada no preço. Nunca vamos atingir a perfeição nesta tarefa, mas
uma boa forma de atingirmos esses objetivos é construindo um indicador que inclua
vários ROCs de diferentes periodos de tempo. A função dos períodos de tempo mais
longos é refletir as oscilações primárias, enquanto a inclusão de períodos de tempo
mais curtos ajuda a acelerar os pontos de virada. A fórmula para o KSTé a seguinte
314 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendèncias

TABELA 15.1 Fórmula para Periodicidadesusadas no KSTde Longo Prazo


Periodicidade Suavização Peso
9 meses MM 6 X 1

12 meses MM 6 2

18 meses MM 6 x 3

24 meses MM 9 X 3

Visto que, o mais importante é que o indicador reflita as oscilações primá-


rias, a fórmula é ponderada, de forma que os períodos de tempo mais longos e
dominantes tenham uma maior influência.
O gráfico 15.3 comparao desempenho do ROC suavizado de 24 meses com
o KST de longo prazo entre 1974 e 1990. E incontestável que o KST reflita as gran-
des oscilações que estão sendo apresentadas pelo ROC suavizado. No entanto, os

GRAFICO 15.3 S&P Composite, 1974 1991 0 KST Comparado com um


ROC de 24 meses Suavizado

300
200 S&P Composite
100

ROC de 24 meses Suavizado


60

100 KST de Longo Prazo

50

50
1974 93 976 197|193 17 90 1581 1562 1983 1984 1985I961987 1985 9990
Fonte: pring.com
Momentum Il: Indicadores Individuais 315

pontos de virada do KST se desenvolvem antes daqueles do ROC. As setas ver


ticais se movimentam através do ROC, à medida que ele chega ao fundo. O KST
sempre vira na frente da seta, o intervalo de tempo varia em cada ciclo especiicO.
Observe como em 1988 o KST vira bem apóso fundo de 1987, mas apenas no
mento em que o mercado começa a descontar na parte superior. O ROC reverte a
mno
direção muito mais tarde. Há um período quando o KST desempenhou abaixo do
esperado, na elipse de 1986 a 1987 onde o KST deu um sinal falso de fraqueza, ao
contrário do ROC, que continuou em alta.
O intervalo de tempo (a periodicidade) dominante na construção do KST é
um período de 24 meses, que é a metade do chamado ciclo de Negócios de 4 anos.
Isso significa que ele funcionará melhor quando a ação em questão estiver apre-
sentando uma tendência primária ascendente e descendente baseadas no ciclo de
negócios. Por exemplo, o gráfico 15.4 mostra a KST durante os anos de 1960 e 1970,
onde o S&P estava em uma faixa de negócios do tipo ciclo de negociação claramente
definido. Os períodos de acumulação e distribuição ocorrem entre o momento em
que o KST e sua média móvel (MM) mudam de direção. Há realmente très níveis
de sinalização.

GRÄFICO 15.4 KST de longo prazo em um cenário ciclico volátil

120
110 s&P Composite M
100
90
0

70
KST de Longo Prazo

60

50
MM9 meses
19641965196S I67 196319E9 1970 197 97 1973 1974193 197% 9719 97
Fonte:pring.com
316 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

O primeiro ocorre quando o próprio indicador muda de direção, o segundo


quando cruza sua MM de 9 meses, e o terceiro quando a própria MM inverte a
direção. Na maioria dos casos, o cruzamento da MM oferece a melhor combina-
ção de sinais adequados, com um mínimo de violinadas. As mudanças na direção
da MM de 9 meses oferecem os sinais mais confáveis, mas estes geralmentese
desenvolvem bem após o ponto de virada. Os sinais mais rápidos e mais confiá-
veis, portanto, se desenvolvem em situações em que a MM reverte próxima de um
ponto de virada. Se isso não acontecer, este evento deve apenas ser interpretado
como uma confirmação de um movimento que já está em andamento.
Na maioria das vezes, o KST tem sido razoavelmente confiável, mas como
qualquer outra abordagem técnica, não é de forma alguma perfeito. Por exemplo, o
mesmo cálculo é apresentado no Gráico 15.5, mas desta vez, para o Nikkei. Ao longo
dos períodos de uma tendência ascendente secular ou linear (como ocorreu com
as ações japonesas na década de 1970 e 1980), este tipo de abordagem é contrapro-
ducente já que muitos sinais de baixa falsos são disparados. No entanto, na grande

GRAFICO 15.5 Nikkei, 1975-1992 KST operando num cenário de tendência


linear

4000
3000
|2000 Nikkei

1000

x10 KST de Longo Prazo

150
100
50

50

1976 1978 1980 1982 1984 19851987| 1989 1991


Fonte: pring.com
Momentum IIl: IndicadoresIndividuais 317

maioria das situações, os preços não apresentam essas tendências lineares, mas são
sensiveis ao ciclo econômico. E por esta razão que eu chamo esse indicador de o KST.
As letras significam "saber a coisa certa" (know sure thing - KST). Na maioria das
vezes, o indicador é confiável, mas você "sabe" que não é sempre uma "coisa certa'.

Princípio Técnico Fundamental: o KST deve sempre ser utilizado em con-


junto com outros indicadores.

Os principios de interpretação do KST de longo prazo são os mesmos que


qualquer outro oscilador, embora a sua técnica "padrão" seja a de observar os
cruzamentos positivos e negativos da MM. Ocasionalmente, é possível construir
linhas de tendência e até mesmo observar os padröes de preços, bem como con-
duzir a análise de sobrecomprado/sobrevendido.

KSTs de curto e médio prazo

O conceito de KST foi originalmente derivado de tendências de longo prazo, mas


a ideia de quatro ROCs suavizados e somados pode ser facilmente aplicada às
tendências de curto prazo, intermediárias e até mesmo às oscilações de preços
intradia. As fórmulas para as várias periodicidades são apresentadas na Tabela
15.2. Não sendo de modo algum, a última palavra e so sugeridas apenas como

TABELA 15.2 Fórmulas Sugeridas do KST*

ROC MM PESO ROC MM PESO ROC MM PESO ROC MM PESO

Curioprazo 10 10 15 10 2 20 10 3 30 15
Curto prazo 3 31 1 4 41 2 6 6 3 10 8
Prazo intermediáriot 10 10 113 13 2 15 15 3 20 20 4
Prazo intemmediáno* 10 10 113 131 2 15 15 3 20 20
Longo prazo 9 6 112 6 2 18 6 3 24 9 4
Longo prazo 39 26 1 52 26 2 78 26 3 104 39 4
possivel programar todas as fömules do KST no Metastock, Wealth Lab, Trade Station, AmiBroker,
Esignal, e vårios outros pacotes de software.
TBaseado sobre dados diários.
Baseado sobre dados semanais.
SBaseado sobre dados mensais
TMME
318 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 15.6 U.S. Dollar Index, 2006- 2012e um KST Intermediário

U.S. Dollar Index


Mercado de Baixa

KST Intemediário

Fonte: pring.com

bons pontos de partida para uma análise mais aprofundada. Os leitores podem
experimentar diferentes fórmulas para qualquer periodicidade e pode muito bem
chegar a melhores resultados. Ao experimentar, tente obter consistência, não a

perfeição, pois não há tal coisa na análise técnica.


O gráfico 15.6 mostra um KST intermediário para o índice do dólar nor-
te-americano. Os relevos escuros indicam quandoo KST está acima de sua MM
exponencial de 10 semanas, e as partes mais claras quando está abaixo. Dois sinais
de ida e volta foram sinalizados com as setas para serem demonstrados. O princí-
também
pio das tendências contracíclicas serem fracas e o perigo de negociá-las
podem ser vistas neste gráfico. As tres pequenas setas no período de 2007 a 2008
indicam sinais de alta que corriam contra a tendència principal, que era negativa.
Todas as três foram de curta duração e perderam dinheiro.
O gráfico 15.7 ilustra o preço do cobre em Londres. Uma das coisas que
eu gosto sobre o indicador, especialmente em suas variedades de curto prazo e

intermediário, é flexibilidade de interpretação. Quase todas as técnicas de


a sua

interpretação discutidas no Capítulo 13 podem ser aplicadas. No Gráfico 15.7,


cruzamento na posição sobrecomprada no final de 1994.
por exemplo, vemos um
Não representou nada porque não foi possível chegar a quaisquer sinais de
reversão de tendência no preço. Mais tarde, porém, no início de 1995, vemos
Momentum IlI: IndicadoresIndividuais 319

GRAFICO 15.7 Cash Copper London, KST Intermediário

Cash Copper London


3000

2600 w
2000

1500
KST Intermediário
Nenhum sinal de
200 inversão da tendência
150
100
50
0
50
100
150
200
1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 200

Fonte pring.com

uma divergência negativa, e no final do ano um cruzamento sobrecomprado, um


cruzamento da MM exponencial de 65-semanas, e uma cabeça e ombros no topo
do preço- coisas clássicas. Havia alguns sinais de compra falsos no caminho para
baixo, mas os topos da alta no KST proporcionaram a construção de uma boa
linha de tendência de baixa. A violação da linha, o cruzamento da sobrevenda,
ea conclusão da base no preço combinados em conjunto, ofereceram um bom
sinal de compra no final de 1996. A próxima vez que o KST cruzou seu nível
sobrevendido, em 1998, não havia nenhum bom lugar para observar um sinal
de tendência de reversäão no preço. Isso não foi verdade no início de 1999, onde
uma divergência positiva, o cruzamento de uma MM exponencial pelo KST, e um
rompimento da linha de tendência do preço proporcionou um oportuno ponto de
entrada. Observe que depois queo preço rompeu acima da linha de tendência de
baixa, posteriormente, encontrou suporte na linha estendida.
O gráfico 15.8 apresenta o ETF Global X FTSE Cohumbia com um KST diá-
rio. Ele demonstra o fato de que esta série tem a capacidade ocasional para traçar
padrões de preços, como o faz no final de 2010. Observe também o mercado de
baixa que começou no final daquele ano e a incapacidade do KST de subir muito
acima do nível de equilíbrio.
320 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 15.8 Global X Columbia ETF, 2009- 2012 e um KST Diário de


Curto Prazo

Global X Columbia ETE

KST Diário de curto prazo

Sinais fracos de pontos de

AAA compra num mercado de baixa

Fonte: ping.com

Principio Técnico Fundamental: Por vezes, um estudo das características


de u cilador pode ser útil para identificar a direção da tendência primá-

ria. cos repiques indicam mercados de baixa, e reações fracas indicam


tendências primárias ascendentes.

Observe também a capacidade do KST de sinalizar divergências, tais como a


discrepância negativa no início de 2012. O gráfico 15.9 mostra a mesma informação
que o seu antecessor, mas desta vez sa as setas sólidas sinalizam os cruzamentos
positivos e negativos de sobrecomprado/sobrevendido que foram confirmados pelo
preço. A falha das setas (tracejadas) mostra a importância de esperar que esses si-
nais sejam confirmados pelo preço.

Princípio Técnico Fundamental: A primeira regra na utilizaço do KST de


curto prazoé tentar obter uma correção na direçãoe maturidade da tendên-
cia primária e nunca negociar contra ela.
Momentum II: Indicadores Individuais 321

GRAFICO 15.9 Global X Columbia ETF, 2009 - 2012 e um KST Diário de


Curto Prazo

Global X Columbia ETF,

KST Diário de curto prazo

Fonte: pring.com

Identificar a direção da tendência principal é mais fácil dizer do que fazer.


No entanto, se você prestar atenção ao preço relativo de sua MM de 65 semanas
ou de 12 meses e do nível e da direço do KST de longo prazo, ou o Especial K (ex-
plicado mais adiante neste capítulo), você terá pelo menos uma medida objetiva
do ambiente tendência primária.
O gráfico 15.10, ilustrando o Indian Hotels, novamente traz à tona o conceito
de construção das linhas sobrecomprado e sobrevendido e observa o que acontece
quando o KST reverte em tais níveis. Neste exercício, não estou me concentrando
em confirmações, mas na fase de qualificação, a distinção entre a geração de sinais
pró e contra a tendência. As setas sólidas indicam sinais de tendência pró, e as
tracejadas indicam sinais contra a tendência.

Utilizando o KST no Modelo de Ciclo do Mercado

Três Tendências Principais. Nos capítulos anteriores foi explicado que existem
várias tendências operando no mercado em qualquer momento especifico. Eles
variam de intradia, tendências horárias até às de muito longo prazo ou tendências
seculares que evoluem ao longo de um período de 19 ou 30 anos. Para fins de
322 ParteI: Técnicasque Determinanm as Tendências

GRÁFICO 15.10 Indian Hotels, 1998-2003 e um KST Semanal de


Curto Prazo
Indian Hotels Setas sólidas mostram sinais
pró-tendência, setas tracejadas
Primary Bear mostram sinais contra-tendência.
P r i m a r yB u l l

KST de curto prazo

AN N 100

100
** ****** ** ****ssr* 0

Fonte: pring.com

investimento, as tendências mais amplamente reconhecidas são as de curto praz0,


de prazo intermediário e de longo prazo. As tendências de curto prazo são nor-
malmente monitoradas com preços diários, as de prazo intermediário com preços
semanais, e as de longo prazo com preços mensais. Uma hipotética curva de sino
incorporando todas as três tendências é mostrada na Figura 1.
Do ponto de vista do investimento, é importante compreender a direção da
tendência principal ou primária. Isto faz com que seja possível obter uma pers
pectiva sobre a posição atual de todo o ciclo. A construção de um KST de longo
prazo é um ponto de partida adequado, a partir do qual, é possível identificar os
principais rompimentos do ciclo de mercado. A introdução das séries de curto
prazo e de prazo intermediário, então, permite que repliquemos o modelo do ci-
clo do mercado.
Os melhores investimentos são feitos quando a tendéncia principal está
numa condição ascendente, e os movimentos de curto prazo e intermediários do
mercado estão indo para fundo. Durante um mercado primário de baixa, as me-
Ihores oportunidades de venda ocorrem quando as tend ncias intermediárias e de
curto prazo estão indo para top0 e a série de longo prazo está em declínio.
De certo modo, todos os investimentos feitos durante as fases iniciaise na
metade de um mercado de alta estão em apuros pelo fato que a tendência primáa-
Momentum Il: Indicadores Individuais 323

GRAFICO 15.11 S&P Europe ETF 350, 2006-2011 e Três KSTs


S&P Europe 350 ETF (IEV)

Mega sobrecomprado
KST de curto prazo

- .

KST de prazo -

intermediário

KST longo prazo

Fonte: pring.com

ria está subindo, considerando que os investidores têm que ser muito mais ágeis
durante um mercado de baixa a fim de capitalizar sobre as oscilações ascendentes
de prazo intermediário.

Combinando as Três Tendências. Seria ideal e muito util rastrear os dados men-
sais, semanais e diários do KST no mesmo gráfico, mas as restrições de plotagem
não permite isso facilmente. E possível, no entanto, simular essas três tendências
usando diferentes períodos de tempo baseados em dados semanais, mostrados no
S&PETF 350 Europeu no gráfico 15.11.
Observe que a fórmula do KST de curto prazo difere de sua contraparte diária
em que os períodos de tempo (ver Tabela 15.2) são mais longosea förmula, como
todos os três incluídos no gräfico, usa as MM exponenciais em vez da média móvel
simples. Este arranjo facilita a identificação tanto da direção quanto do prazo de ma-
turidade da tendència primária (mostrado na parte inferior), bem como a inter-re-
lação entre as tendências de curto prazo e as tendências intermediárias. O traçado
escuro mostra quandoo KST de longoprazo está acima de sua MM exponencial
de 26 semanas e o traçado mais claro, quando está abaixo. As vezes, os sinais de
tendência primária do KST coincidem com o preço, cruzando sua MM exponencial
de 65 semanas, como foi o caso em dezembro de 2007 e agosto de 2009. O gráfico
também mostra as bandas de negociação aproximadas para o KST de curto prazo
324 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

nos mercados de altae de baixa, conforme definido pela abordagem do cruzamento


da MM exponencial do KST de longo prazo. Observe como ele raramente se movi
menta para a zona de sobrevendido, durante um cenário de alta e raramente para a
zona de sobrecomprado quando a tendncia principal for descendente.
As melhores oportunidades de compra parecem ocorrer quando o índice de
longo prazo está na fase terminal de um declínio, ou quando está em uma tendên-
cia de alta, mas ainda não foi além do limite.
Frequentemente, as séries de longo prazo se estabilizam, mas não mudam
a sua direção, deixando assim o observador em dúvida quanto à sua verdadeira
intenção. Os principais indícios, muitas vezes, podem ser conseguidos pelo com-
portamento das séries de curto prazo e intermediárias em conjunto com o próprio
comportamento do preço. Por exemplo, é incomum que uma série intermediária
se mantenha acima ou abaixo do equilíbrio por um período prolongado, por exem-
plo, mais de 9 meses a um ano. Consequentemente, quando cai abaixo de zero, após
um longo período acima dele, preconiza uma resolução baixista, ao invés de uma
série plana de longo prazo e vice-versa. Um sinal de venda desta natureza foi de
sencadeado no início de 2008 após um KST intermediário ter estado acima de zero
por mais de 4 anos, embora você não possa ver tudo isso neste gráfico. Observe
também a mega leitura sobrecomprada na série de curto prazo que se desenvolveu
em 2009. Na verdade, foi a maior leitura desde o início deste ETF no ano de 2000.
O KST pode ser traçado, gratuitamente no www.pring.com neste formato de ciclo
de mercado para qualquer símbolo Yahool, seja norte-americano ou internacional.

O KST e Força Relativa

OKST também pode ser adaptado para as linhas de força relativa e é especialmen-
te adequado para análise de longo prazo (tendência primária), quando aplicado a
grupos industriais ou ações individuais. Isso ocorre porque a rotação do setor se
desenvolve em torno do ciclo de negócios, quando diferentes grupos estão entran-
do e saindo de moda. Como resultado, as tendências lineares de alta e de baixa
são muito menos propensas a se desenvolverem do que com os dados absolutos de
preços. Para uma discussão mais aprofundada sobre estas questões e as aplicações
do KST, consulte os Capítulos 19 e 22.

Existem Substitutos para o KST?

O KST não é a única resposta para nossos problemas de momentum suavizado, des-
de que, também é possível substituir pela média móvel convergência divergência
(MACD) utilizando os parâmetros padräo, ou o estocástico utilizando uma combi-
nação de 24/15/10, no caso em que o seu software de gráicos não carregue o KST
Momentum Il1: IndicadoresIndividuais 325

GRAFICO 15.12 S&PAluminium Index, 1992 -2012 Comparando


Indicadores de Momentum de Longo Prazo

S& P Aluminum Index

KST

Estocástico (24/15/10)

Maior sensibilidade
MACD

Fonte: pring.com

ou não tenha capacidade de replicá-lo. Esses mesmos parâmetros do estocástico


parecem funcionar para todos os três períodos de tempo. O Gráfico 15.12 compara
os três indicadores utilizando dados mensais. Observe que na maioria dos casos, o
KST coincide com ou guia os pontos da virada para o estocástico. A seta tracejada
indica quando o estocástico liderou. Alternativamente, o MACD mais sensível, fre-
das tendências que, ou acabam
quentemente, fornece falsas impressões de reversão
sendo falsas ou são revertidas antes que um cruzamento da linha de sinal ocorra.
Por estes motivos, prefiro o KST para todas as tendèncias, e não apenas para os
de longo prazo. E bem possível conseguir parâmetros de qualidade superior para
ambos os indicadores, e o leitor está certamente encorajado a fazer uma tentativa.

O Especial K

Um método alternativo de traçar o KST ocorre quando todas as trs são combinadas
em um indicador, que eu chamo de "Especial K'. Isso nos dá a verdadeira natureza
cíclica resumida onde as tendências de curto prazo, de prazo intermediário e de longo
uma unica grande tendencia. O calculo realizado adicio-
prazo são combinadas em
nando a fórmula diária do KSTàs séries intermediárias e de longo prazo, se baseando
em dados diários. Assim, por exemplo, o período de tempo de 12 meses utilizado no
326 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

TABELA 15.3 Fórmula do Especial K

ROC MMP TEMPO PESO IGUAL TOTAL


10 10 10
15 10 2 20
20 10 S0
30 15 60
50 50 50
65 65 X 2 130
75 75 225
100 100 4 400
195 130 130
265 130 2 260
390 130 3 390
550 195 780
Spedal K 2485

cálculo do KST de longo prazo é substituído por 265 dias como uma aproximação
aos dias de negociação em um ano civil. A tabela 15.3 contém a fórmula, e a Figura
15.1 apresenta o conceito em formato visual. E realmente uma adaptação prática da
linha tracejada (tendência de curto prazo) na Figura 15.1. Isso também é contrário

FIGURA 15.1 0 Especial Kversus a Tendência de Longo Prazo

Special K M
N

Tendência Primáña
9 meses a 2 anos
Momentum II: IndicadoresIndividuais 327

ao caminho lento, deliberado de longo prazo do KST em relação àtrajetória mais


irregular do EspecialK. Em um mundo ideal, o Especial K deve ir para o topo e para
o fundo quase simultaneamente com o preço na virada dos pontos dos mercados
de alta e de baixa. Na maioria das situações, isto realmente acontece. Quando isso
acontecer, o truque é ser capaz de identificar esses pontos o mais rápido possivel. A
advertência de costume com a virada dos pontos prematuros do momentum, se de-
senvolvendo em tendências ascendentes lineares ou tendências descendentes, ainda
continua a prevalecer.
A principal função do Especial K, então, é identificar a virada dos pontos da
tendência primária. Uma vez que este indicador também inclui dados de curto pra-
zo em seu cálculo, um beneficio subsidiário reside na identificação de tendncias
menores e inserindo isso no contexto da direção e prazo da tendência primária.

Usando o Especial K para identificar Movimentos de preço de Longo Prazo

A seguir estão algumas das características do Especial K:

1. O Especial K é uma curva que reflete o KST dominante de longo prazo,


mas não é tão suave, uma vez que também contém dados que refletem os
movimentos de preços de curto prazoe intermediários.
2. Os topos e fundos da tendência primária no próprio preço, frequente-
mente, coincidem simultaneamente com os do Especial K. Onde as ten-
dências ascendentes lineares ou descendentes estão presentes, o Especial
K (SPK) lidera esses pontos de virada e gera uma divergência. As setas no
Gráfico 15.13 mostram alguns desses pontos da virada no S&P Compo-
site. Observe que, em 1998 o SPK formou um topo prematuramente de
vido à presença de uma tendência ascendente secular em ações norte-a-
ricanas. Há ainda mais exemplos no Gráfico 15.14 da CRB Composite
Dos 12 topos e fundos entre 1983 e 2012, apenas um não se desenvolveu
simultaneamente no SPK.
3. Este indicador serve para a construção da linha de tendência. Geralmente,
quando as linhas superiores a 9 meses de duração são penetradas, existe
uma grande probabilidade de que a tendência primária reverteu. Isso é de-
monstrado no gráfico 15.15 do S&P Composite, onde vemos vários rompi-
mentos da linha de tendência da SPK confirmados por um comportamento
similar do preço. Ocasionalmente, a tendncia é tão inclinada que é impos-
sível de construir uma linha de tendência significativa. Em tais casos, os
cruzamentos conjuntos da média móvel entre o preço eo SPK que se desen-
volve em um curto espaço de tempo, geralmente, serve como sinais opor-
tunos. O cruzamento conjunto de uma MM ocorre em A, acompanhado de
algumas violações da linha de tendência, mas a alta do fundo de 2009 teria
328 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 15.13 S&P Composite versus o Especial K, 1995-2011

s&P Composite

Special K

Fonte: pring.com

GRAFICO 15.14 CRB Composite versus o Especial K, 1983-2012

CRB Composite
Topo prematuro

Special K

Fonte: pring.com
Momentum II: Indicadores Individuais 329

GRAFICO 15.15 S&P Composite versus o Especial K, 1995-2011


Interpretação da linha de tendência

S&P Composite

Special K

T
190 2000 2008 28

Fonte: pring.com

sido sinalizada com uma abordagem de cruzamento de uma MM. A MM


do preço tem um período de tempo de 200 dias, e o do SPK tem um perío-
do de tempo de 100 dias, suavizado por uma MM adicional de 100 dias. O
gráfico 15.16 mostra também alguns rompimentos conjuntos da MM nos
pontos A, B, e C, bem como inúmeras combinações de linhas de tendência.
Observe que ocasionalmente o SPK vai traçar uma pequena faixa de nego-
ciação, e quando tiver sido concluída, os sinais de reversão são acionados.
As mínimas de 2007 e 2010 oferecem dois exemplos desse fenômeno.
4. As reversões de topo e fundo, frequentemente surgem como os pontos
de virada de uma tendência primária. Vemos três exemplos no gráico
15.17 para o Bombay Stock Exchange FMGCIndex nos pontos X, YeZ.
Nem todos os pontos de virada são sinalizados desta forma, assim como
nem sempre é possível construir uma linha de tendncia significativa. No
entanto, se vemos um rompimento da tendência e uma reversão evidente
do topo/fundo, as chances de uma reversão da tendência primária au-
mentam consideravelmente.

Utilizando o Especial K para identificar os Movimentos de preço de curto prazo

Se voce comparar os movimentos no KST diário no gráfico 15.18 com os do Espe-


cial K, voc vai ver que eles estão muito próximos, de fato, o que significa que r
330 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 15.16 CRB Composite versuso Especial K, 1999-2012


Interpretaçaão da linha de tendência

CRB Composite

Sinal
Special K falso

12

Fonte: pring.comn

GRAFICO 15.17 BSE FMG Index, 2001-2009 Interpretação do Especial K


BSE FMGC Index
2800

O00

1500

1000
A B

1300
1200
1100
A ****** Y

Special K
w

2003 2004 2007


Fonte: pring.com
Momentum Il: Indicadores Individuais 331

GRAFICO 15.18 S&P Composite, 2004-2008 0 Especial Kversus o


KST diário de curto prazo

Primária de alta
s&P Composite ETF (SPY)

Special K Sobrecomprado

KST Diário Sobrevendido

Fonte: pring.com

almente obtivemos o resumo do ciclo daquela curva de tendência de curto prazo


tracejada em nosso diagrama do ciclo de mercado original. (Figura 1.1).
Isso significa que podemos usar seus giros para ajudar a identificar s revrer
sões de curto prazo no Especial K. Por exemplo, se o KST estiver sobrecomprado e
revertendo, como em outubro de 2007, é mais provável que resulte em uma rever-
são iminente na trajetória do especial Ke, portanto, no preço. A leitura da sobre-
vendido que o precedeu em agosto de 2007, também funcionou muito bem. No
entanto, em maio de 2007, ocorreu outra reversão de sobrecomprado do KST. O
Especial K também sofre uma reversão, mas não há declínio imediato. O motivo?
E porque este sinal de venda foi um contra a tendência, pois a tendência primária
predominante era de alta.
Gráfico 15.19, ilustrando o CRB Composite, também exibe o KST diário no
fundo a janela.
Vemos um KST sobrecomprado com uma reversão do Especial K em maio de
2000, e esta é seguido por uma correção de 3 meses. No entanto, é evidente que não
é só isso. A maioria das vezes que o KST reverte a direção, o Especial K faz o mes
mo. No entanto, quando o KST reverte para cima, por exemplo, e há muito pouca
ou nenhuma resposta do Especial K, as chances são de que as forças do prazo in-
termediário de baixa e de longo prazo estejam dominando, colocando assim uma
pressão descendente substancial no Especial K. Sob essas circunståncias, o Especial
332 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 15.19 CRB Composite, 2000-2003 Usando o Especial K para


Relacionamento e Interpretação

CRB Composite
w r

Special K

KST Diário, KST sobrecomprado A B

Fonte: pring.com

K muito provavelmente vai se movimentar mais para baixo, uma vez que, a alta do
KST diário acabou, portanto confirmando que a tendência principal permanece
baixista. Vários exemplos desse fenômeno são vistos no gráfico, o mais gritante se
desenvolveu no período de agosto/setembro de 2001, quando o KST apresentou
uma boa alta, mas o Especial K continuou em seu declínio, sem qualquer sinal de
força. Esta fraqueza não era aparente pela observação do comportamento do KST
diário, mas comparando com o comportamento fraco do Especial K, foi possível
observar a pressão para baixo sendo aplicada pelos ciclos intermediários e longo
prazo. Outra pequena discrepância desenvolvida em julho de 2001, onde o Es
pecial K não foi capaz de subir de forma alguma. O periodo de abril/maio 2001
também mostra uma forte alta do KST, mas um avanço muito fraco do Especial K.
As divergências altistas se desenvolvem quando o KST cai, mas os ciclos do-
minantes de longo prazo utilizados no cálculo do Especial K o empurra para cima.
Um bom exemplo desenvolvido em novembro de 2002 e janeiro de 2003, como
indicado pelas duas setas sólidas. A ideia dos topos e fundos ascendentes para o
Especial Ké especialmente importante, pois indica força nos ciclos das tendéncias
primárias e intermediárias dominantes. Por exemplo, observe as duas setas trace-
jadas. A do KST mostra um fundo mais baixo em novembro de 2002e que, a do
Especial K mostra um fundo mais alto, se assim se pode chamar, em B.
Momentum II: Indicadores Individuais 333

Finalmente, há outra forma no qual os movimentos de curto prazo podem


ajudar a decidir se um sinal de específico de compra ou venda de curto prazo
do KST vai funcionar ou não. Observe a linha horizontal tracejada, marcando
a mínima de curto prazo no Especial K em Maio de 2001.Quando o indicador
viola este nível, sinaliza que uma nova mínima no preço é provável. No caso do
exemplo de Maio de 2001, o Especial K saiu do seu fundo apenas 2 semanas antes
do CRB também sair.
A situação inversa se desenvolveu em novembro de 2002, onde o Especial K
se movimentou para uma nova máxima. Neste caso, não havia nenhuma vanta-
gem do indicador de momentum, quando o preço eclodiu, quase simultaneamente
com ele.

Princípio Técnico Fundamental: Se o Especial K registrar uma nova máxi-


ma ou mínima para o movimento, o preço geralmente segue.

Como o Especial K Gera sinais de Comprae Venda de Curto Prazo.

Uma das coisas mais importantes para os traders de curto prazo entender é o
fato que:

Princípio Técnico Fundamental: As operações realizadas na direção da ten-


dência principal são mais prováveis de ser bem sucedidas, do que aquelas

que são geradas de uma forma contra ciclíca.

Um ponto de partida que nos ajuda a alcançar uma forma objetiva de deter-
minação da direção da tendência principaléutilizar o SPK. Obviamente, pode-
mos facilmente contar com o beneficio da retrospectiva de onde os topos e fundos
do atual SPK se formaram, mas em tempo real não temos esse luxo. Uma solução
é determinar a sua posição perante a sua MM de 100 dias, suavizada com uma
MM de 100 dias. As leituras positivas indicariam um mercado primário de alta e
vice-versa.
O gráfico 15.20 mostra um sistema para Dow Jones UBS Commodity Index.
As áreas sombreadas representam mercados de baixa, conforme definido pelas
relações da MM/SPK. Nenhum sinal é gerado durante este tipo de cenário. Os
relevos escuros indicam quando o SPK cruza acima da sua MM de 10 dias e quan-
do o modelo primário de alta/baixa é altista. Esta abordagem está longe de ser
334 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 15.20 Dow Jones UBS Commodity Index, 2009-2012. Gerando


proativos de compra e venda da Tendências de Curto Prazo.
Sinais
Dow Jones UBS Commodity Index M.

AA

Special K

* ee***
****************Bv************

Fonte: pring.com

perfeita, pois existem pontos quando o modelo é altista, mas o preço já reverteu e
assim por diante. Ao invés de utilizar às cegas essa abordagem como um sistema
mecânico, eu acho que é melhor utilizar os sinais proativos de tendências como
um alerta e então utilizar outros indicadores como um filtro em uma abordagem
de peso da evidência.
Os gráficos e modelos autogerados para esses sistemas do SPK estão in
cluídos em um pacote do MetaStock, que está disponível em www.pring.com.

Desvantagens e Beneficios do Especial K


Como todos os indicadores de momentum, o SPK apresenta desvantagens. As
mais evidentes derivam do fato de que a construção do indicador assume que
a série de preços em questão està girando em torno do ciclo tipico de negocios
Consequentemente, eles revertem prematuramente durante as tendências linea-
res e vão se atrasar quando o cicloé consideravelmente breve. Isto é, obviamen-
te, uma desvantagem de qualquer indicador de longo prazo do momentum. No
Momentum Il1: Indicadores Individuais 335

entanto, nos poucos anos que venho trabalhando com ele, tenho ficado cada vez
mais impressionado com a sua capacidade de identificar inúmeros pontos de vi-
rada da tendência primária, onde outros indicadores falharam

O Sistema do Movimento Direcional

O objetivo do sistema do movimento direcional, concebido por Welles Wilder, é


determinar se existe a probabilidade de um mercado apresentar um cenario de
tendência ou de uma faixa de negociação. A distinção é importante porque um
mercado de tendência vai ser mais bem sinalizado pela adoção de indicadores
seguidores de tendências, tais como as médias móveis, ao passo que num cenário
de faixa de negociação é mais adequado para osciladores. Na prática, não estou
do de direcional em alcan-
impressionado com a
capacidade sistema movimento
çar este objetivo, exceto para identificar uma mudança na tendência. Por outro
lado, existem, acredito, várias outras maneiras em que este indicador possa ser
utilmente aplicado.

O Cálculo

O cálculo do sistema do movimento direcional é muito complexo, e o tempo não


permite uma discussão completa. Os leitores podem consultar o livro Wilders
New Concepts in Technical Trading Systems (Trend Research, 1978), pode con-
sultar o meu livro: Definitive Guide to Momentum Indicators e CD-ROM tutorial
(Marketplace Books, 2009), ou o meu curso de análise técnica audiovisual online
emPring.com.
Para simplificar, o indicador de movimento direcional é traçado pelo cálculo
do limite máximo que o preço se movimentou, quer durante o periodo conside-
rado (dia, semana, 10 minutos, etc.) ou dos prévios períodos de fechamento ao
ponto extremo alcançado durante o período. Com efeito, o sistema tenta medir o
movimento direcional. Visto que, existem duas direções em que os preços podem
se movimentar, há dois indicadores de movimentos direcionais. Eles são chama-
dos de +DI e -DI. A série resultante é excessivamente volátil, por isso cada um é
calculado como uma média ao longo de um período de tempo específico e depois
traçados. Normalmente, essas séries são sobrepostas na mesma janela do gráfico,
como mostrado no Gráfico 15.21 para o euro usando o padr o, ou default, de pe-
ríodo de tempo de 14 períodos.
Há outro indicador importante incorporado neste sistema, e que é a média
do movimento direcional (ADX). O ADX é simplesmente uma média das DIs
durante um período específico. De fato, ele subtrai os dias dos movimentos di-
recionais negativos dos positivos. No entanto, quando o -DI for maior do que o
336 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 15.21 Euro, 2011-2012 llustrando o +DI e o -DI

Euro

-DI

+DI

irney

Fonte: pring.com

+DI, o sinal negativo é ignorado. Isto significa que o ADX apenas nos diz se a ação
em questão está apresentando um movimento direcional ou não. Mais uma vez, o
é de 14 dias.
periodo de tempo padro normal
O ADX é calculado de tal maneira que o traçado está sempre contido dentro
de uma escala de 0 a 100. Leituras elevadas indicam que a ação está em um modo
de tendência, ou seja, tem muito movimento direcional, e as leituras inferiores in-
dicam uma falta de movimento direcional e são mais um indicativo de mercados
movendo-se numa faixa de negociação, sem tendência.

Principio Técnico Fundamental: O ADX não nos diz nada sobre a direção
em que um preço se movimenta, apenas características de tendéncia ou sem

tendência.

Os Dois DIs

No Gráfico 15.21, os alertas de compra são sinalizados quando o +DI cruza acima
da-DI (Setas sólidas)
evice-versa (setas tracejadas). Neste
exemplo,
há várias oca
Momentum Ill: Indicadores Individuais 337

GRAFICO 15.22 Gold Trust ETF, 2011-2012 Comparando o "Básico" com


Dls Suavizados

Gold Trust ETF

-+DI (14/10)
RI (14/10)

+DI (14)
um-DI (14)

00.0 w

Sepanbor cberMowebr Drcb 2 Koray k

Fonte: pring.com

siões em que é possível confirmar esses cruzamentos com uma violação da linha
de tendência no preço. Os cruzamentos da MM ou os padrões de preço poderiam
ser substitutos. Estes cruzamentos do DI são bastante precisos e não estão sujeitos
a violinadas.
Infelizmente, as coisas nem sempre funcionam bem, o que você pode ver
a partir dos sinais de violinadas nas cinco elipses no fundo da janela do Gráfico
15.22. Esse é um motivo de por que é importante ter certeza de que esses cruza-
mentos sejam confirmados pelo preço. Outra forma de contornar isso é suavi
zar os dois DIs como tenho feito na metade da janela do Gráfico 15.22 usando
uma MM de 10 dias. Isso certamente elimina muitas violinadas, como você pode
ver pelas elipses, mas há uma compensação em que os sinais são ocasionalmente
atrasados, pois esse método é menos sensível. Neste exemplo, eu coloquei setas
em alguns dos pontos-chave onde as séries suavizadas se cruzam. Novamente, é
importante lembrar que estes são sinais de momentum e devem ser confirmados
pelo preço. Além disso, esta abordagem, como a maioria das outras, deve ser usa-
da onde você decide travar a batalha. Isso significa que se o preço já percorreu um
longo caminho no momento em que o sinal for acionado, provavelmente é melhor
ignorá-la para novas posições.
338 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendêencias

O ADX

Uma leitura elevada do ADX n o nos diz que o mercado esta sobrecomprado e
prestes a cair. Em vez disso, ele mede a intensidade do movimento de um ponto
de vista direcional. Consequentemente, quando ele atinge uma leitura elevada e
começa a reverter, um aviso é dado de que a tendência predominante, provavel
mente, está terminando. Daqui em diante, devemos esperar que ela mude. Isto é
diferente de uma reversão na tendência, uma vez que, uma mudança na tendência
também poderia ser ascendente para lateral ou descendente para lateral. No GSrá.
fico 15.23, um ADX de 14 dias foi traçado contra a Gold Trust EFT, o GLD. Ob.
serve como os sinais de leituras elevadas geraram pontos de reversão em ambos os
topos e fundos. Visto que, as trajetórias ascendentes e descendentes são bastante
deliberadas, os cruzamentos negativos da MM de 10 dias em leituras elevadas do
ADX atuam como uma boa confirmação de que um topo foi visto. Oindicadorno
fundo da janela é simplesmente a diferença entre a MM de 10 dias de um +DI de
14 dias e um -DI, como mostrado no centro da janela do Gráfico 15.22. Ao com-
parar a posição do ADX com a diterença, é bastante obvio, Se uma revers o de alta
na extremidade for proveniente de um nivel de sobrecomprado ou sobrevendido.
Quando o ADX reverte de tal maneira, que é então uma boa ideia obter algum

GRÁFICO 15.23 Gold Trust ETF, 2011-2012 0 ADX versus o Indicador


Diferencial DI

Gold Trust ET

ADX (14)

+DI less-DI(14/10)

S
H S

epenber Octze Nota Drarde *2 Fetn ch mberOdtte


Fonte: pring.com
Momentum II: Indicadores Individuais 339

tipo de confirmação do preço. Dos très casos neste gráfico, somente o primeiro foi
confirmado em setembro de 2011.
As baixas leituras no ADX indicam uma falta de movimento direcional. Es-
tas podem ser úteis também quando está bastante claro que uma nova tendência
ascendente do movimento direcional favorável está em curso. Neste sentido, o in-
dicador diferencial traçou uma cabeça e ombros de reversão no final do verão de
2012 no momento que o ADX estava cruzando acima de sua MM a partir de um
nível moderado. A baixa leitura do ADX mostrou que não havia nenhum movi-
mento direcional e para estar preparado para algum. Além disso, o rompimento a
partir da base no diferencial e na violação da linha de tendência no preço mostrou
que seria para cima.

Sumário

1. O KST pode ser construído em qualquer periodicidade, de intradia a primá


ria.
2. E calculado a partir do ROC suavizado de quatro períodos de tempo, cada
um dos quais é ponderado de acordo com o comprimento do seu intervalo de
tempo.
3. KSTs de longo prazo, de curto prazo, e intermediários podem ser combinados
em um gráfico para refletir o modelo do ciclo de mercado.
4. OKST se presta a inúmeras técnicas interpretativas do momentum.
5. OKST pode ser aplicado com sucesso na análise de força relativa.
6. O Especial K é um somatório de curto prazo, intermediário e de longo prazo
e pode ser útil para identificar reversões das tendências de curto prazo e de
longo prazo.
7. Na maioria das situações, os topos e fundos do Especial K estão bem próxi-
mos dos pontos de virada da tendência primária.
8. As reversões das tendências do Especial K são sinalizadas por violações de
linha de tendência, cruzamentos de média móvel, e de reversões do avanço de
topos/fundos.
9. 0 +DIe -DI medem a direção positiva e negativa de curto prazo. Podem ser
suavizados para eliminar as violinadas e podem ser diferenciados para resul-
tar em um oscilador conveniente.
10. Quando os DIs básicos ou suavizados cruzam, eles acionam os sinais de compra
e venda do momentum.
11. O ADX mede o movimento direcional de uma tendência.
12. Um ADX ascendente indica um aumento no movimento direcional e vice-
versa.

13. Quando o ADX reverte a direção de uma leitura elevada, é provável que ten-
dência predominante mude.
16

GRÁFICO
CANDLESTICK

Gráfico de Candlestick

Os gráficos de candlestick começaram a ganhar popularidade na década de 1990


com olivro de Steve Nison "Japonese Charting Techniques': Este método surgiu no
Japão há vários séculos e oferece basicamente a mesma informação dos gráficos
de barras. A diferença é que os gráficos de candlestick podem,
frequentemente,
tornar mais fácil a identificação de certos fenômenos técnicos não
prontamente
visíveis com uma rápida olhada num gráfico de barras. Os gráficos de barras e c
candlestick são comparados nas Figuras 16.1 e 16,.2. Embora os candlesticks
pos-
sam ser traçados para qualquer periodo, de minuto a mensal, vou usaro termo
diario, como uma referéncia genérica neste capítulo para eliminar a repetição.
Os gráficos de Candlestick somente podem ser traçados nos mercados em
que os preços de abertura, bem como o de fechamento, máxima e mínima, se-
jam conhecidos. Uma desvantagem é que eles ocupam uma grande quantidade
de espaço horizontal, o que limita a quantidade de dados que podem ser exibidos
fisicamente. Felizmente, os sinais de tendência de reversão tendem a ser de cur-
tíssimo prazo, por sua natureza, seus efeitos geralmente durando de alguns dias a
raramente mais de três semanas. Os gráficos de Candlestick oferecem indicações
dos fenómenos de reversão e continuação, assim como, os gráficos de barras. Al
guns exemplos deste capítulo mostram esses fenômenos em formações de velas.
Eles realmente são úteis na identificação de reversões de curtiíssimo prazoe situ-
ações de continuação.
Gráfico Candlestick 341

FIGURA 16.1 Gráfico de Barras versus Candlestick

Alta Alta

Baixa Baixa

Gráfico de Barra Candlestick

FIGURA 16.2 Gráfico de Barras versus Gráfico Candlestick

Abertura Abertura

Fecham
Fechamento

Gráfico de Barra Candlestick

Os Candlesticks certamente não são uma varinha mágica, mas são inques-
tionavelmente uma ferramenta técnica útil para os traders de curto prazo. Consis-

tem emum vertical com duas linhas de pavios para cima e para baixo.
retângulo
O retângulo verticalé conhecido como o corpo real e abrange a atividade de nego-
o de fechamento (Figura 16.3).
ciação entre opreço de abertura e
Por exemplo, se o preço de abertura for mais alto do que preço de fechamen-

registrado topo do corpo real e o fundo.


preço de fechamento no
to, ele será no
A linha vertical acima do corpo real mede a distância entre a máxima do dia e o
ou de fechamento. A inha mais baixa representa a
preço mais alto de abertura
distância entre a mínima do dia eopreço mais baixo da abertura ou fechamento.
Nos dias em que o fechamento for mais alto do que a abertura são representados
transparentes (branco); dias em que a abertura for mais alta
por corpos reais
nos

do que o fechamento, são exibidos por um corpo real sólido (preto), figura 16.4.
Muito embora, os candlesticks possam ser traçados, em qualquer período em que
342 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 16.3 Construção do Candle (Vela)

Máxima
Pavio Superior
Fechamento

Pavios algumas vezes são


Corpo real chamados de "sombras

Abertura
Pavio Inferior
Minima
Candlestick

FIGURA 16.4 Corpos Reais

Abertura Close

Fechamento Abertura

a informação esteja disponível, eu utilizo dias no exemplo porque os gráficos diá-


rios de candlestick são os mais comuns.

Principio Técnico Fundamental: No gráfico de candlestick, maior ênfase é


dada aos preços de abertura e fechamento e à faixa de negociação entre eles.

As linhas verticais finas que se projetam a partir do corpo real refletem a


máxima e a mínima para o dia. São conhecidas como sombras ou pavios su-
periores e inferiores. Uma vez que, os preços de fechamento e abertura podem
Gráfico Candlestick 343

FIGURA 16.5 Formatos de Candle (Vela) Selecionados

fechamento e máxima

TLT abertura

minima

ser idênticos, ou idênticos à máxima ou mínima, inúmeras combinações possí-


veis precisam estar representadas. Algumas delas são mostradas na Figura 16.5.
Os Candlesticks fornecem essencialmente a mesma informação dos gráficos de
barras, mas sua pronunciada representação visual permite que os técnicos iden-
tifiquem as características que são menos óbvias nos gráficos de barras. Certos
fenômenos ilustrados nos gráficos de barras receberam seus próprios nomes,
tais como "dia chave de reversão" ou "dias de ilha de reversão". Da mesma for
ma, os gráficos de candlestick, devido ao grande número de variações possíveis
tanto para cada dia como formações de preços individuais que englobam vários
dias, é uma prática comum dar nomes exóticos para as várias possibilidades.

Padrões de Candlestick para Construção de Blocos Básicos

Os padroes de candlestick na Figura 16.6 estão entre as linhas de candlestick indi-


viduais, as mais essenciais para a construç o de padröes de candlestick. Um doji é
uma sessão de negociação onde o preço de abertura e fechamento é igual ou muito
próximos um do outro. Quando os dojis aparecem em faixas de negociação, refle-
tem um cenário onde compradores e vendedores se encontram temporariamente
em equilibrio e, portanto, tem pouco significado. No entanto, quando se desen-
volvem após um avanço ou declinio, o surgimento de um estado mais equilibrado
entre oferta e procura é um importante indício de que a tendência pode estar
prestes a mudar, uma vez que, este estado de equilibrio implícito é seguido por
um periodo no qual tanto os compradores (subida) ou os vendedores (declínio),
anteriormente estavam sob controle.
Finalmente, existe um spinning stop. Caracterizado por um pequeno corpo
real, onde os pavios podem ser curtos ou longos em forma de pião de dedo. É o
tamanho do corpo real, mais do que o tamanho dos pavios, que é importante na
344 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 16.6 Spinning Tops Peão de Dedo

Corpo pequeno e
Preços iguais Corpo
de abertura e pequenoe
longo pavio inferior
fechamento pavios curtos

t
Doji Spinning top

Linha de
guarda-chuva

identificação do spinning top. Eles não são importantes quando aparecem nas
faixas de negociação, mas são significativos quando se desenvolvem como parte
de um padrão de preços, uma vez que, representam uma batalha entre os com-
prados e os vendidos. Os spinning tops indicam indecisão, onde os participantes
não conseguem concordar se os preços deveriam ficar em alta ou corrigirem.
Quando eles surgem após uma alta prolongada ou correção, é um sinal de que
o momentum para cima ou para baixo está se dissipando. Dito de outro modo,
poderíamos dizer que em sessões anteriores, compradores ou vendedores domi-
navam, mas o spinning top nos diz que a luta ficou mais equilibrada. Assim, outra
pequena mudança no equilibrio entre oferta e procura poderia mudar a direção
da tendência de preços. E por isso que um spinning top é um sinal de que uma
tendencia possa estar no início do processo de reversão. Somente quando isso for
confirmado por outro comportamento do preço, que saberemos mais adiante,
voce deverá tomar providncias.
A Figura 16.6 inclui uma linha de guarda-chuva. O conceito por trás das
linhas de guarda-chuva é que os preços de abertura e fechamento se desenvolvem
próximos à máxima do dia. O corpo real, neste caso, mais se assemelha a um
quadrado do que a um retângulo. As linhas de guarda-chuva tendem a ser altistas
após um declínio e baixista, depois de um avanço. Se elas se desenvolvem dentro
dos limites de uma faixa de negociação, não têm nenhum significado rea

Linhas Belt-Hold (Yorikiri)

A linha de Belt-Hold (N.R. padrão de contenção) de alta (linha longa e branca na


Figura 16.7a) é um padrão de candlestick que consiste de uma longa vela branca
na qual o preço abre na mínima da sessão, depois segue o seu caminho para cimna
Gráfico Candlestick 345

FIGURA 16.7 Belt Holds (Longa Branca/Longa Preta)

Belt Hold Altista Belt Hold Baixista

a b

durante toda a sessão. O preço não tem que fechar na máxima, mas quanto mais
longo o corpo real, mais positivo o candlestick. Além disso, se o beit hold não apa-
receu no gráfico, por um bom período de tempo, é um fenômeno incomum, por
isso, ganha importância quando aparece. Isto é devido ao fato de que os traders
estão mostrando sentimentos muito fortes em relação ao mercado com um belt
hold, comparado com candles menores como era a norma anteriormente. Pen-
se somente em uma multidão murmurando e, em seguida, uma pessoa grita na
multidão. Obviamente, é uma pessoa que quer ser ouvida. O belt hold após um
período de candles menores equivale à mesma coisa: é um padrão de 1 dia que diz
em voz alta, "Ouça, estou Ihe dizendo que a tendência de curto prazo mudou"
Uma linha belt hold baixista (a linha longa e preta na Figura 16.7b) é o
opos-
to. E um candle longo e preto em que a abertura do preço é na máxima e
depois
segue o seu caminho para baixo, à medida que a sessão avança. O belt hold muitas
vezes são dias decisivos, uma vez que a máxima e a mínima, ocasionalmente atu
am como áreas de suporte e resistência no
subsequente comportamento do preço.
A metade do caminho do corpo do belt hold também deve ser monitorada
quanto
a uma possível reversão do preço durante as
oscilações posteriores do preço.
As áreas superiores e interiores dos belt holas sao potenciais niveis futuros de
suporte/resistència. Um exemplo é nmostrado no Gráfico 16.1.
Os padrões de Candlestick basicamente se dividem em duas
grandes catego
rias, reversão e continuaçã0, por isso vamos dividir nossa discussão nessas res-
pectivas partes, começando com os fenomenos de reversão mais interessantes. O
candlestick pode ser aplicado a qualquer período de tempo, muito embora,
quan-
do aparecem em gráficos intradia nãotêm tanta importância como em
diários ou semanais. A sua eficácia, comoo do gráfico de barras, deve gráficos
somente ser
esperado que dure entre 5 e l0 velas. ASsim, seria razoavel esperar que um padräo
de candlestick em um gráfico horário dure de 5 a 10 horas e um
5 a 10 meses, e assim por diante.
gráfico
mensal de
346 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 16.1 Ciena

Ciena Janela (gap)


se torna
resistência

Belt hold de resistência

Hammer
(Martelo)

Fenômenos de Reversão
Hammers e Hanging Man (Martelos e o Homem Enforcado)

Estas formações (Figuras 16.8 e 16.9) provavelmente ganharam mais notoriedade


em relação às outras devido aos seus títulos imponentes. Um "homem enforcado
é uma linha tipo guarda-chuva que se desenvolve após uma alta. A sombra deve
ter pelo menos duas vezes o tamanho do corpo real. Parece mais um corpo de um
homem com as pernas penduradas e, como o próprio nome indica, é um padrão
baixista. Se um hanging man aparecer após um movimento prolongado para cima,
ele deve ser tratado com respeito, principalmente, se ocorrer após um gap. Um
hanging man pode ser identificado pelo fato da sombra ou pavio, ser pelo menos
duas vezes a altura do corpo real. A cor do corpo não é importante.
Um "martelo" é idêntico a um homem enforcado, mas ocorre depois de um
declínio do mercado, quando é um sinal de alta. Ele possui esse nome da ideia
que o preço está "martelando" um fundo. De fato, representa o tipo de dia de ne-
gociação quando ocorre um declínio temporário considerável no preço, pois há
um aumento expressivo dos estopes de vendas atingidos. No entanto, a posição
técnica é suficientemente construtiva para fazer com que os compradores entrem
no mercado e empurrem o preço para cima, ou para acima do nível da abertura.
E sempre bom verificar se há alguma confirmação. No caso de um homem enfor-
Gráfico Candlestick 347

FIGURA 16.8 Hanging Man (Enforcado)


Enforcado
Corpo pequeno
e longo pavio
para baxo

Confirmação
Resistência

FIGURA 16.9 Hammer (Martelo)

Suporte

Corpo pequeno e
um pavo para
Marteo
baixo muito longo

cado, essa confirmação pode assumir a forma de uma vela longa e preta, como
indicado na Figura 16.8. Um exemplo deum marteloé mostrado no Gráfico 16.
para Ciena. Observe como a abertura eo fechamento se desenvovem bem acima
da mínima do dia, indicando, assim, a exaustão do vendedor seguida por uma
acentuada acima do nível de abertura.
aceleração

Dark Cloud Cover (Kabuse) (Cobertura de Nuvem Escura)

Na vida real, as nuvens escuras (Figura 16.10) sugerem a possibilidade de chu-


va, por isso uma formação de candlestick de "nuvem escura" ocasiona preços
mais baixos. Suas conotações baixistas são mais acentuadas durante uma ten-
dência ascendente ou na parte superior de uma zona de congestionamento. É
348 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 16.10 Cobertura de Nuvens

Abertura acima da
máxima da vela branca

Metade de corpo Fechamento abaixo


da Metade de corpo

uma espécie de chave de reversão, uma vez que, o preço fecha em baixa no dia
seguinte após um gap de alta na abertura. Consiste de dois dias de atividade
do preço. O primeiro é um corpo real forte, branco, e o segundo é um
corpo
escuro em que a abertura se desenvolve acima do pavio superior do candlestick
branco e o fechamento metade inferior do corpo real branco
ocorre na
ante
rior. Um exemplo é mostrado no Gráfico 16.2. Normalmente estes padrões se
desenvolvem após uma alta acentuada, onde há inúmeros traders dispostos a

GRAFICO 16.2 S&P ETF

S&P ETF

Cobertura de
nuvem escura

Padrão
engolfamento
de continuação

Ocbr
NOvrber
Gráfico Candlestick . 349

FIGURA 16.11 Linha Piercing Branca

Fechamento acima
Metade do Corpo
da metade

Abertura abaixo da minima


do candlestick preto

realizar lucros. Também são chamados de padrão engulfing que será descrito
posteriormente.

Linha Piercing (Kirikorni)

Seria mais adequado chamar o padräo da (Figura 16.11) de "céu ensolarado", por-
que é exatamente o oposto da nuvem escura e é portanto, altista. E importante
observar se o corpo branco no segundo dia fecha acima da metade do caminho do
corpo anterior, com um preço de abertura negociado abaixo do pavio inferior do
candlestick preto anteríor. O Gráfico 16.3 mostra um exemplo clássico no fundo
de outubro de 2011 no S&PETE, o SPY. Também vemos outro exemplo que pouco
se enquadra à regra que afirma que o candlestick preto deve fechar abaixo do meio
do corpo da vela branca anterior. O Gráfico também 16.4 mostra mais alguns ca-
sos de linhas piercing brancas.

Padrão Engulfing (Engolfamento) (Tsutsumi)

Esta formação (Figuras 16.12 e 16.13) desenvolve significado após um prolongado


movimento de preço. E caracterizada por dois corpos reais consecutivos, relati-
vamente sem sombra, em que o corpo real do segundo dia "engolfa" aquele do
primeiro. É altista em uma tendencia descendente, quando no segundo dia é um
corpo branco, e baixista em uma tendência ascendente, quando aparece como um
corpo preto. Estamos mostrando um padro enguling baixista para o fundo de in-
350 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 16.3 S&P ETF

S&P ETF

Estrela da noite baixista

Ponto do meio
do candlestick
preto

Linhas Piercing brancas

GRAFICO 16.4 Global XSilver Miners ETF. 2011-2012

Global X Silver Mine ETF Padrão de


Engolfamento
baixista
Estrela doji
baixista

Janela (gap)
Estrela Cadente torna-se
altista resistência

Linhas Piercing brancas

3
Gráfico Candlestick 351

FIGURA 16.12 Padrão Engulfing Altista

Vela branca
"engolfa
completamente
a preta

FIGURA 16.13 Padrão Engulfing Baixista

Vela preta
"engolfa"
completamente
a branca

dice EFT da Global X Silver Mine no Gráfico 16.4. Muito embora, fosse um padrão
clássico, não havia nenhuma forma de prever a grandeza do declínio subsequente.
Um padrão engulfing altista aparece no gráfico 16.5.

Stars (Estrelas) (Hoshi)

Stars (Estrelas) são fenômenos comuns nos gráficos candlestick e se apresentam


em quatro formas diferentes de reversão. São combinações de corpos reais largos
e spinning tops. A estrela da manh (Figura 16.14) anuncia um novo dia (movi
mento ascendente) e é altista.
Ela consiste de dois corpos reais longos separados por um spinnning top. A
estrela é representada pelo spinning top, que é construído sobre um gap. O terceiro
corpo deve ser branco e deve resultar num preço de fechamento acima do meio do
corpo do primeiro. A estrela da noite (Figura 16.15) é uma precursora da noite.
Tem características opostas e implicações de uma estrela da manh.
352 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 16.5 Echostar Communications

Echostar Communications
Estrelas
cadentes
baxistas

hiT
Suporte
Linhas piercing brancas
Engolfamento
belt hold

Dcbr ww..e Decmbe

FIGURA 16.14 Estrela da Manh Altista

50% da linha

Gap entre os corpos reais

I
Gráfico Candlestick . 353

FIGURA 16.15 Estrela da Manhã Baixista

Gap entre os corpos


reais

Linha de 50%

Um exemplo aparece no Gráfico 16.3 para no fundo do S&P ETF em se-


tembro de 2012. Idealmente, eu teria gostado de ver um corpo real branco maior
como o primeiro candlestick no padrão, mas, no entanto funcionou. Os padrões
de candlestick, como todos os fenômenos técnicos, podem e falham de vez em
quando, e as estrelas não são exceção. Neste contexto, a Figura 16.16 mostra uma
estrela da noite baixista que falhou, quando a vela branca à direita, leva o preço
para acima do spinning top. O cancelamento de uma estrela da manhä iria se de-
senvolver de maneira exatamente oposta, com o preço do corpo real preto caindo
abaixo do spinning top.
Uma estrela doji noturna baixista (Figura 16.17) ocorre depois de uma longa
alta. Ela consiste de um gap e uma linha doji. Um exemplo aparece no Gráfico
16.4 e uma estrela doji matinal altista na Figura 16.18. Uma faixa de negociação

FIGURA 16.16 Estrela da Noite Cancelada

Cancelamento
altista quando
uma vela branca
faz um gap para
mais ato
354 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 16.17 Estrela Doji Noturna Baixista

O Doji estrela
notuma também
tem um gap
entre os dois
+ corpos reais
Linha de 50%

Volume pesado sobre ldealmente um doji


a vela preta fortalece noturno baxista
a direção baixista. fecha ababxo da
inha de 50%

Volume- | | |

FIGURA 16.18 Estrela Doji Matinal Atista

Aestrela doj
matinal também
tem um gap entre
os dois corpos
reais
+ ldealmente uma estrela
Volume sobre a vela branca doji matinal altista fecha
deve ser pesado acima da linha dos 50%

VolumeI
Gráfico Candlestick 355

FIGURA 16.19 Doji de Perna Longa

Doji de Pernalonga

Confimação Baixista

T
especialmente larga, onde a abertura e fechamento são quase idênticos, é conhe-
cida como um long-legged doji (doji de pernas longas). Um exemplo é mostrado
na Figura 16.19
Onde ele aparece após uma longa vela branca, pode ser bastante ameaçador.
Uma shooting star (estrela cadente) (Figuras 16.20 e 16.21) é como um topo
de curto prazo. O comportamento do preço diário experimenta um pequeno gap,
onde o corpo real aparece no final de um longo pavio ou sombra superior. Nós
vemos dois exemplos de shooting star baixistas no Gráfico 16.5. No final de se-
tembro 2011 foi presenciada uma shooting star clássica, com dois corpos reais
relativamente grandes imprensando um muito menor. O padrão de outubro, por

FIGURA 16.20 Estrela Cadente Baixista (Bearish Shooting Star)

Estrela
cadente
baixista
Confirmação
baixista
356 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendèncias

FIGURA 16.21 Estrela Cadente Altista (Inverted Hammer) (Martelo Invertido)

Confimação
altista

Estrela cadente altistalMartelo Invertido

outro lado, presenciou dois corpos reais relativamente pequenos envolvendo um


ainda menor, e representa um pouco de um trecho. As mesmas observaçoes po-
deriam ser aplicadas para a shooting star no Gráfico 16.4. Uma shooting star altista
também está ilustrada no Gráfico 16.6.

GRAFICO 16.6 Oracle Corp.

- . . Topo Tweezer
Oracle Corp

Estrela Cadente Altista

Engolfamento altista/Linha Piercing branca

ce
Gráfico Candlestick 357

FIGURA 16.22 Upside Gap Two Crows (Gap de Alta com Dois Corvos)

Gap de Alta com


dois corvo0s

2.0 segundo corvo


Engolfa o primeiro

1.Gap entre
dois corpos
reais 3.Vela preta
Fecha abaixo do
segundo corvo

Gap de Alta com Dois Corvos (Narabi Kuro)

Esta formação baixista (Figura 16.22) consiste de uma longa vela branca seguida
por duas velas pretas. A primeira vela gera um gap para cima. No terceiro dia,
frequentemente, o gap fecha, mas porque é uma vela preta onde o fechamento está
abaixo da abertura, sua implicação é baixista.

Três Black Crows (Très Corvos Pretos (Sanba Garasu)

O padrão three black crows (Figura 16.23) consiste de três velas pretas declinantes,
que se formam após um avanço e indicam preços mais baixos. Cada vela deve
fechar na ou próximo de sua mínima da sessão. Vocè pode ver que nenhum deles
tem um pavio mais baixo e cada um dos très corpos reais abre dentro da faixa ou
bem próximo do fundo do corpo real da sessão anterior. Um bom exemplo é ilus-
trado no Gráfico 16.7 da Aseer Tourism and Manufacturing, uma ação do Oriente
Médio. O primeiro corvo era uma espécie de estrela cadente, o que em si sugeriu
que os compradores tinham gasto todos os seus recursos de investimento.

Topos e Fundos Tweezer (Kenuki)

Se você segurar uma pinça de cabeça para baixo, vai ver que os dois pontos estão
em níveis idênticos (Figura 16.24). O mesmo è verdade para um tweezer de topo,
358 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 16.23 Three Black Crows (Trës Corvos Pretos)

2. Eles abrem dentro


do corpo real do
candlestick anterior
Gap real entre os corpos

1. Cada "corvo" T
fecha na ou
perto da Mínima
da sessão

GRÁFICO 16.7 Aseer Trading Tourism and Manufacturing

Aseer Trading Tourism and Manufacturing


Três
Corvos
pretos

3
TIL,
F 3A0

Harami altista T32

320
August September
Gráfico Candlestick. 359

FIGURA 16.24 Topoe Fundo Tweezer

Topo Tweezer

Fundo Tweezer

que consiste de duas velas, em que as máximas do dia são iguais. Na verdade, é
possível que um tweezer permaneça por mais de 2 dias como um topo idêntico.
Não se enganem sobre isso, nós estamos falando sobre a máxima, o que pode ser
uma sombra ou corpo real na abertura ou no fechamento. Este padrão é baixista
de curto prazo porque o primeiro dia da máxima atua como resistência, por isso,
quando o segundo dia é incapaz de romper a linha horizontal (que marca a área
do topo), indica uma perda do momento para cima. Neste exemplo, 0 segundo dia
também é um padrão engulfing, que é um ponto importante, uma vez que um Twe
ezer, frequentemente contém um padrão de preços, como parte da sua formação.
Um tweezer de fundo ocore quando, após um declínio, duas ou mais velas
fazem mínimas idênticas. Novamente, isso indica uma perda do momentum pan
baixo, pois o preço encontra suporte na área da mínima. Nesta figura, vemos twe-
ezer literalmente martelado porque a segunda minima para tocar a linha horizon-
tal é uma parte de um martelo (hammer candlestick).
Um fator que aumentará o signihcado de um tweezer é a natureza do padrão
sendo formado. Por exemplo, se o segundo dia de um tweezer de topo for um
homem enforcado (hanging man), teríamos dois elementos de evidência de que a
tendência pode estar prestes a reverter: o tweezer e o homem enforcado. Se o topo
de um tweezer rompeu temporariamente a resistência, tal como em uma linha de
tendência significativa, isto enfatizaria o significado, uma vez que indicaria exaus-
tão. O mesmo se aplicaria a uma violação temporária de uma linha de tendência
de suporte. Você pode ver um exemplo de um tweezer de topo no Gráfico 16.6.
Observe como a resistência do tweezer mais tarde, mostrou ser uma barreira para
360 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

um avanço posterior. O mesmo gráfico também mostra um exemplo de uma linha


piercing branca, ou é um padrão de engolfamento de alta? Realmente no importa
o que podemos chamá-lo, porque esta é uma formação altista, e isso é tudo que
importa!

Contra-atacar ou Linhas de Contra-ataque. (Deai Sen / Gyakushu Sen)

Uma linha de contra-ataque altista (Figura 16.25) se desenvolve quando, após um


declínio, uma vela preta é seguida por uma vela branca e ambos estão próximos ou
se encontram no mesmo nível. E por isso que este padr o de dois dias é frequen-
temente, mencionado como uma linha de encontro. O primeiro dia geralmente é
uma longa vela preta. O segundo dia abre em forte baixa, levando a maioria dos
traders a acreditar que 0s preços vão continuar a cair. No entanto, até o final do
dia, o preço recuperou tudo que foi perdido (um contra-ataque dos compradores)
e fecha inalterado. A linha de encontro, portanto, indica que o momentum para
baixo provavelmente se dissipou e é provável uma reversão na tendência.
Um contra-ataque baixista ou uma linha de encontro (Figura 16.26), é for-
mada quando, depois de um avanço, uma vela branca é seguida por uma vela pre
ta e ambos fecham no mesmo nível. A psicologia por trás desse aspecto é bastante
evidente. A abertura consideravelmente mais alta no segundo dia faz com que os
compradores fiquem eufóricos, visto que, estes novos ganhos estão no topo de

FIGURA 16.25 Linha de Contra-ataque Altista (Meeting Line)

Vela branca
Linha de contra-ataque
Gráfico Candlestick 361

FIGURA 16.26 Linha de Contra-ataque Baixista (Meeting Line)

Vela preta

Linha de contra-ataque

uma subida já acentuada. No entanto, a euforia se torna uma decepção, quando o


preço retorna inesperadamente para o nível inalterado.

As regras mais especificas para identificar estes padrões são as seguintes:

1. O primeiro dia é colorido na direção da tendência predominante, e o


segundo dia se forma na cor oposta (branco/preto para topos e preto/
branco para fundos).
2. Ambos os corpos reais estendem a tendência predominante e são longos.
3. Os fechamentos säo idênticos.

Estes padrões não aparecem com frequência nos gráficos, mas quando o fa-
zem, o contraste acentuado de cores diferentes entre os dois corpos reais longos que
tocam mutuamente, após uma prolongada tendència, não deve ser subestimada.

Fundos forma de Torre


Topos e em

O topo de torre consiste de uma alta acumulada com uma longa vela branca. En-
tão é seguida por uma faixa de negociação na qual o preço gradualmente segue o
seu caminho para mais alto e então para mais baixo numa espécie de reversão de
um fundo arredondado, como na Figura 16.27.
O padrão é completado com um longo dia negro que abre quase onde o lon-
go dia branco fechou (os dois pilares da "torre"). A torre de fundo é exatamente o
362 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 16.27 Topo de Torre

2. Faixa de oscilação terminando a subida com um declinio gradual

1.Subida

As torres

oposto, como mostrado na Figura 16.28. Idealmente, os dois pilares das torres se
formam no mesmo nível, embora este não seja um pré-requisito.

Linha Harami (Yose)

O Capítulo 6 ilustra a ideia que as violações da linha de tendência são seguidas


por uma reversão ou consolidação temporária. O harami é semelhante ao rom-
pimento de uma linha de tendncia de consolidação, na medida em que indica
uma perda de momentum. A principal diferença é que os harami são de duração
muito mais curta e consistem de 2 dias de atividade do preço. O harami forma um
corpo real que é suficientemente pequeno para que seja engolfado pelo corpo real
longo do dia anterior. Se também for um doji, recebe o nome de "harami cross"
Esses padrões, frequentemente, alertam para uma iminente mudança de tendèn-
cia, especialmente se eles seguem uma série de fortes velas brancas ou pretas. Se
imaginarmos uma alta de curto prazo onde os compradores estão no controle, o
harami indica um ponto de equilibrio entre os dois lados, como também no pode
empurrar os preços sobre uma base de fechamento ou abertura para além dos li
mites da vela anterior. As vezes, isso resulta em uma reversão real de preços, e ou-
tras vezes em um harami seguido por uma consolidação. As Figuras 16.29 e 16.30
mostram exemplos de um harami onde ocorreu um padr o de reversão. Se, após
Gráfico Candlestick 363

FIGURA 16.28 Fundo de Torre

As torres

1. Declinio

2. Faixa de negociação com subida gradual

FIGURA 16.29 Harami Baixista

Harami Baxista
1. Forte Avanço

3.Corpo pequeno
engolfado por uma
vela antenor

2. Vela
Branca onga
364 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

FIGURA 16.30 Harami Altista

Harami altista
1.Declinio persistente
2. Pequeno corpo
Engolfado pela
Vela anterior
2. Longa
vela preta

um declinio, a segunda vela se forma em torno da área mais baixa da primeira,


espera-se que uma consolidação, ao invés de uma reversão se seguirá e vice-versa
para um harami que se desenvolve após uma subida. A cor da segunda vela é irre-
levante para o resultado; ao invés, é a ideia de um equilibrio entre compradores e
vendedores que tem precedência. O gráico 16.7 oferece um bom exemplo de um
harami altista, onde vemos um declinio acentuado culminando num longo corpo
preto. Finalmente, em contraste há um corpo real muito pequeno. As figuras 16.29
e 16.30 mostram exemplos de haramis onde é um padrão de reversão.

Formações de Continuação

O Método de Três Velas subindo ou Descendo Rising and Falling Three Me-
thods

Estas formações são muito similares ao conceito de uma bandeira nos gráficos de
barras, exceto que levam apenas alguns dias, não semanas, para se desenvolver. Op
método ascendente (Figura 16.31) é um padrão altista e consiste de uma podero-
sa linha branca seguida por uma série de três ou quatro pequenas linhas (velas)
pretas em declínio.
Essas velas descendentes devem ser acompanhadas por uma contração
significativa no volume, o que indica que está se desenvolvendo um equilíbrio
Gráfico Candlestick 365

FIGURA 16.31 Rising Three Methods

2. Fechamento acima do fechamento


da vela branca anterior

3.A subida acima da


vela branca anterior é
3.Três corpos pretos confirmaçã0, especialmente
declinantes se o volume se expande
nas duas velas brancas.
contidos pela forte vela
branca

muito tênue entre compradores e vendedores. A parte final do padrão é uma


linha branca muito forte, que leva o preço para um novo fechamento na máxi-
ma. Se os dados de volume estiverem disponíveis, este último dia deve registrar
um aumento significativo na atividade. O falling three methods baixista (Figura
16.32) é exatamente o contrário, exceto que as características de volume não
têm qualquer significado no último dia.

Janelas (Ku)
Os grafistas japoneses se referem aos gaps como "janelas" (Figuras 16.33 e 16.34).
Muito embora, se diga que o gaps serão preenchidos" nos gráficos de barras tra-
dicionais, as janelas estão "fechadas"' nos grähcos de candlestick. As janelas, por-
tanto, têm as mesmas implicações técnicas que os gaps. O gráfico 16.4 mostra
exemplos de onde os níveis de abertura e de fechamento de janelas agiu como
suporte e resistência para o subsequente movimento do preço.

Gaps de Alta e de Baixa (Tasuki)

Um gap tasuki (Figura 16.34) ocorre após um avanço. E necessário ter um gap de alta
de vela branca (janela), seguido por uma vela preta que não o fecha.
366 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendncias

FIGURA 16.32 Falling Three Methods

1. Trêscorpos brancos
ascendentes
delimitados pela forte
vela preta anterior.

2. Fechamento abaixo
do fechamento abaxo da
longa vela preta anterior.

FIGURA 16.33 Janelas

Potencial
suporte
no extremo
inferior da
janela

Janelas Potencial suporte


no extremo superior
da janela
Gráfico Candlestick. 367

FIGURA 16.34 Upside Gap Tasuki (Gap Tasuki de Alta)

2.Vela preta
abre no corpo
da sua antecessora
e fecha abaixo dela.

1.Vela
pequena 4.e a
abre com tendência de alta
um gap Continua.
3.A vela preta
não fecha ogap
totalmente

Esse tipo de padrão, geralmente, é seguido por preços mais altos. No entanto,
se o gap for preenchido, a formação se deteriora num gap de alta com
e, por conseguinte, perde a sua perspectiva altista. O gap de baixa é exatamente o
oposto e está ilustrado na Figura 16.35.

FIGURA 16.35 Downside Gap Tasuki (Gap Tasuki de Baixa)

2. Vela branca nãofecha o gap completamente..

2. White candlestick opens in


the previous real body and
closes above the first one.

1. Pequena vela preta


dexa um gap para bax0
de outra vela preta. 4. ea
tendência de baxa
continua
368 Parte I: Tëcnicas que Determinam as Tendências

Gráficos de Candlestick e Técnicas Ocidentais


Há uma tendencia entre muitos técnicos de olhar para os candles (velas) isolada-
mente. A minha preferència, lembrando da abordagem peso-da-evidncia discuti.
da anteriormente, é combinar um certo número de técnicas de gráficos Ocidentais
com os candlestiks. Isto envolve, entre outras coisas, a inclusão de padrões de pre-
ços, linhas de tendência, e osciladores na análise.
O gráfico 16.8, por exemplo, mostra um topo de cabeça-e-ombros da Micro-
soft que foi concluído em Novembro de 2000. Observe que a liquidação durante
o ombro direito foi um padrão de très corvos idênticos. Mais tarde, vemos um
fundo duplo. A alta a partir do segundo fundo consistiu de um belt hold de alta, o
que em si indicou que os preços estavam subindo. Este fundo também estava asso-
ciado com uma cabeça e ombros de reversão no indicador de força relativa (IFR).
Finalmente, o topo de cabeça-e-ombros no IFR foi confirmado com um harami.
Uma questão importante diz respeito de onde traçar linhas de tendência.
Eles devem tocar os pavios, os corpos, ou uma combinação de ambos? A resposta
está na nossa abordagem de bom senso habitual. Uma vez que os preços de aber-
tura e fechamento são geralmente mais importantes do que as linhas da máxima e

GRAFICO 16.8 Microsoft, 2000-2001

Microsoft H OCOe 3 corvos pretos


70 idênticos
65- Harami
Fundo Duplo
60
55
Rising 3 methods
50
Belt hold
45

16

0
60
50
40
30
20
16 23 305 13_20 / 4 11 26 23O 16Z
22 2
29 5
5 12 20
12 20
per November December 2001 February
Gráfico Candlestick 369

da minima que exclusivamente tocam, os


corpos geralmente são mais significati-
vos do os
que que apenas tocam os pavios. No entanto, uma linha mais
tenha sido tocada em mais ocasiões,
longa que
que somente toca os pavios
terá mais significado do que uma linha que é relativamente curta eprovavelmente
somente toca
dois corpos.

Gráficos de Volume do Candlestick

Os gráficos de volume do Candlestick sâão os mesmos gráficos normais de Can-


dlestick com uma diferença importante. A largura dos corpos varia com o nivel
de volume durante uma sessão específica. Quanto maior o volume, maior será a
largura do corpo e vice-versa. Isto ilustrado na Figura 16.36.
Pode ser uma forma muito útil de apresentar os dados, porque os sinais pro-
venientes dos candlesticks regulares são preservados, no entanto, a largura dos
corpos reais oferece uma visão rápida e simples do padrão de volume. Os exem-
plos de como os padrões de volume de alta e baixa aparecem nos gráficos de volu-
me do candlestick säo mostrados nas Figuras 16.37 e 16.38.
O gráfico 16.9 mostra um gráfico de volume do candlestick para o Walmart,
maior varejista do mundo.
Observe como a janela no início de novembro seguindo o padrão de engol-
famento de alta foi fechada logo depois. No entanto, as velas muito estreitas que
estavam envolvidas no movimento de retração indicaram uma falta de volume,
que é precisamente o tipo de coisa que é necessário numa queda dessa natureza.
O forte volume em tal situação poderia indicar pressão de venda, ao contrário
da situação aqui, onde os preços foram claramente caindo por causa da falta de
interesse de compra.

FIGURA 16.36 Configurações do Volume do Candle

Normal Pesado Leve Extremamente leve


370 Parte: Técnicas que Determinam as Tendéncias

FIGURA 16.37 Características Normal do Volume

Ovolume encolhe
nos declinios

Ovolume
aumenta
nas subidas

FIGURA 16.38 Caracteristicas Baixista do Volume

Ovolume se expande
no declinio

Ovolume
encolhe na
subida

A subida anterior experimentou série de velas muito estreitas, o que


uma
indica que os preços estavam subindo com pequen volume. Isto é o oposto ao
da norma, onde o aumento dos preços e de volume é saudável. Portanto, as velas
muito estreitas advertiram que os dias de alta estavam contados.
Gráfico Candlestick 371

GRAFICO 16.9 Walmart, 2000-2001 Volume do Candle

59 Walmart (Candlestick volume) Vela branca com grande


58 Volume Volume sem continuação
67
pequenooe
56
55 Corp0 pequeno
64
63
62
51

49
48
Correção com
46
45 volume cando,
44 janela fechada
43-
2
16
Janela
30 13 20 11 18 2832 B16 2 295 2 2 26 5
November December 2001 February March

A alta do final de novembro e início de dezembro foi associada aos candles


mais largos, o que foi um bom sinal. No entanto, quando chegamos à quarta se-
mana, os candles se movimentaram lateralmente, mas são muito estreitos. Isto
indicou que o equilíbrio entre os compradores e vendedores estava mais nivelado
do que nunca. O doji no dia da máxima também reflete esse mesmo equilíbrio.
Este tipo de característica é geralmente seguido por uma reversão da tendência,

especialmente se o volume aumenta na baixa. Isso precisamente que aconteceu


é o

aqui, quando a linha de tendência para cima é violada e os candles alargam.


A linha branca e longa que se desenvolveu no final de dezembro parecia boa
no momento, visto que, era um candlestick bastante grande, indicando um forte
volume. No entanto, não houve continuidade para cima, o que indica que a linha
branca e longa, era um clímax de compra. Isto foi confirmado pela primeira vez
com o estabelecimento de um harami no dia seguinte e por uma vela preta e lon-
linha branca e longa.
ga, que retraçou todo o terreno conquistado pela
da Broadvision no
16.10 mostra um padrão engulfing para topo
o
OGráfico
início de março de 2011. Enquanto não havia um grande "engofamento" acon-

tecendo, a largura da segunda barra


indicava uma enorme motivação dos ven-

dedores para sair. Mais tarde, vemos outra grande barra, que conseguiu violar o
372 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 16.10 Broadvision

Broadvision
Volume
pesado
para baixo

Padrão de Engolfamento

suporte, como evidenciada pela penetração da linha de tendência horizontal. A


tendência de baixa foi retomada no final de abril por outro corpo grande, longo
e preto.

Sumário
1. Os gráficos de candlestick só podem ser construídos para ativos que incluem
preços de abertura, e, por conseguinte, a técnica não pode ser aplicada a todos
os mercados.
2. Os gráicos de candlestick proporcionam um efeito visual único que enfatiza
certas características do mercado que não säo facilmente identificáveis a par-
tir dos gráficos de barra ou de fechamentos.
3. O candlestick forma padrões de reversãoe continuação.
4. O candlestick pode ser utilizado em conjunto com técnicas ocidentais em uma
abordagem de peso-da-evid ncia.
5. Adicionando volume na fórmula muitas vezes traz características técnicas
confiáveis que nem sempre são aparentes quando o volume e preço são tra-
çados separadamente.
17

GRÁFICO PONTO
E FIGURA

Gráfico Ponto e Figura versus Gráico de Barras


Os gráficos de ponto e figura diferem dos gráficos de barras de duas ma-
neiras importantes. Primeira, os gráficos de barras são traçados em intervalos de
tempo específicos independentemente de ter ocorrido alguma alteração no preço.
Uma nova marca num gráfico de ponto e figura, por outro lado, é feito apenas
quando os preços mudam um determinado valor. Os gráficos de ponto e figura
consideram apenas o preço de medição, enquanto que os gråficos de barras me-
dem tanto o preço (no eixo vertical) como o tempo (eixo horizontal).
A segunda diferença relevante é que os gráhcos de barras registram todas
as alterações no preço no período que estão medindo, mas os gráficos de ponto
e figura ignoram todos os movimentos de preços que sejam menores do que um
valor especificado. Por exemplo, se um Box (N.T. um quadrado num papel qua-
driculado) éfixado para movimentos de preços a cada 5 pontos para o Dow Jones
Industrial Average (DJIA), apenas as variações de preços superiores a 5 pontos
serão gravadas, e as flutuações menores não aparecem.

Construção dos Gráficos de Ponto Figura


e

construidos usando combinações de Xs e Os, co-


Os gráficos ponto e figura são
mostra que os preços estão subindo, e o
nhecidos como caixas (boxes). O "X°
Uma vez
Oque estão se movimentando para baixo. existem duas que, a quantidade de dados
decisões importantes a
históricos a serem traçados foi estabelecida,
ser construído.
Serem feitas antes que um gráfico possa
de cada box tem que ser determinado. Para
Em primeiro lugar, o tamanho
o uso de uma unidade de 1 ponto ou box para
ações individuais, é prática conmum
374 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

as ações negociadas acima de $20e uma unidade de % ponto para as ações de me-
nor preço. No entanto, para gráficos de prazo prolongado ou para índices consti-
tuídos por números muito mais elevados, é mais conveniente usar caixas de 5, 10,
ou ainda de 20 pontos ou boxes. A medida que o tamanho da caixa é diminuído,
o detalhe do movimento de preços apresentados graficamente é aumentado, e vi-
ce-versa. Ao monitorar o comportamento do preço de uma ação durante muitos
anos é mais conveniente utilizar um box relativamente grande, visto que, os boxes
pequenos farão que o gráfico seja indevidamente grande e impossível de gerir.
Muitas vezes, é mais adequado manter duas ou três versões diferentes de gráficos
de barras para ser traçados, tal como diário, semanal e mensal.
A segunda decisão é se usará uma förmula convencional de ponto e figura ou
utilizará um gráfico de reversão (que não deve ser confundido com um padrão de re-
versão). Ográfico de ponto e figura reto é traçado, assim que o dado é registrado. Se o
preço se movimentar de 64 para 65, cinco Xs serão traçados em boxes de 20¢ de pon-
to, como na Fig. 17.1 (a). Se o preço inverter de 67 para 66, cinco Os serão traçados.
Os gráficos de reversão, por outro lado, seguem uma regra previamente determinada:

FIGURA 17.1a Gráfico de Box de 20 centavos

70

68

66

65

68
63

(a)
Gráfico Ponto e Figura 375

FIGURA 17.1b Preços de Fechamento (Gráfico de Linha)

7O
A
59

55

Dias de negócios em Setembroo


b

Uma nova série de Xs ou de Os não pode começar até que os preços se movimen-
tem por um montante especificado na direção oposta à tendência predominante.
O uso da técnica de reversão, portanto, ajuda a reduzir os sinais falsos ou violina-
das e comprime consideravelmenteo tamanho do gráfico, de modo que, mais da-
dos podem ser representados graficamente. A figura 17.1 (b) Mostra os mesmos
dados traçados em um gráfico de linha.
A construção de gráficos de % ponto, 5 pontos, ou de 10 pontos, ou gráficos
construídos por qualquer outra medida, é idéntica ao método anterior, exceto
que, um novo boxpode ser colocado apenas quando o preço passou pelo graues-
pecificado, isto é, por meio ponto, 5 pontos, ou 10 pontos, respectivamente. Uma
vez que apenas o preço é registrado, poderia levar vários dias ou mesmo semanas
antes de um novo box ser preenchido.
Assim, uma prática comum é registrar datas, quer no pé da tabela ou nos bo-
xes nos pontos apropriados. Uma combinação de ambos os locais de data é usado
para gráficos de prazo prolongado. Por exemplo, o ano é gravado na parte inferior
da tabela na coluna onde a primeira postagem daquele ano foi feita, e no início de
cada mês éregistrado num box usando o nümero do ms, I para janeiro, 2
para
Fevereiro, e assim por diante.
A decisão sobre o tamanho da unidade (e, portanto, o grau de mudança do
preço necessário para acionar uma nova coluna de Os ou de Xs) se baseia essen-
cialmente no julgamento pessoal. E determinado pela faixa de preço e grau de
volatilidade do indicador, ações, ou mercado em questão. A redução do tamanho
376 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

das unidades (figuras) aumenta o detalhe do movimento de preço retratado. Au-


mentando o tamanho da unidade, expande a base de dados, que pode ser incluída.
mas isto limita o número de oscilações que podem ser ilustradas (Veja o gráfico
17.1). Seguindo um mercado com gráficos de barras ou de linhas numa periodi-
cidade diária, semanal ou mensal consiste em manter vários gráficos de pontoe
figura usando vários tamanhos de unidade.
Os gráficos de ponto e figura são traçados em escala aritmética. Se desenha-
do no papel, teriam sido tradicionalmente construídos com 8, 10 ou 12 ao qua-
drado por polegada. Ocasionalmente, os gráficos de ponto e figura são traçados
em uma escala semilogarítmica ou razão, embora esta não seja a regra, porque os
objetivos dos preços sâão calculados de uma maneira diferente do que aquelas nos
gráficos regulares com uma escala de tempo.
Os dados publicados na imprensa financeira que abrangem a máxima e a
mínima e o fechamento de ações específicas não são adequados para gráficos de
ponto e figura precisos. Por exemplo, se uma ação de $15 tem uma oscilaçãoin
tradia de $1%, é impossível saber para fins de ponto e figura o curso real da ação
de 14% para 16. Poderia ter subido de 14% para 16 em um movimento, que para
um gráfico de ponto teria sido representado portrês Xs ascendentes. Alternati-
vamente, poderia ter se movimentado de 14% para 15 %, e voltando para 14%,e
depois para 16, o que teria resultado em dois Xs, dois Os, em seguida, uma coluna
de três Xs. O comportamento da alta tem uma influência muito importante no
aspecto visual de um gráfico de ponto e figura.
Ao lidar com os dados publicados desta forma, é melhor utilizar unidades
maiores para que as flutuações intradia não distorçam o gráfico indevidamente. Se
maiores detalhes forem necessários, os dados devem ser comprados de uma fonte
que publica os movimentos de preços intradia. Os pacotes gráficos que ilustram os
dados intradia que têm opções de ponto e figura não são afetados por esse problema.
As regras aceitas para traçar os dados de ponto e figura em que os preços
reais na fita (monitor) não são conhecidos são as seguintes:
Se o preço de abertura está mais próximo da máxima do que da mínima,
assuma que a direção dos preços é abertura, máxima, mínima, e fecha-
mento.
Se o preço de abertura está mais próximo da mínima, assuma abertura,
mínima, máxima e fechamento.
Se o preço de abertura é também a máxima, assuma abertura, máxima,
mínima, e fechamento.
Se o preço de abertura também é a mínima, assuma abertura, mínima,
máxima e fechamento.
Se o preço de abertura é a minima eo preço de fechamento é a máxima,
assuma abertura, mínima, fechamento e máxima.
Se o preço de abertura é a máxima do dia e o fechamento é o preço mais
baixo, assuma abertura, máxima, fechamento e mínima.
Gráfico Ponto eFigura 377

GRAFICO 17.1 0 Gráfico 17.1 Reversões do Box do preço do Ouro a $5 e $2.


Estes dois gráficos mostram as reversões do preço do ouro plotado boxes de sb
e $2. As linhas de tendência são autoexplicativas.Observe que o gráfico de $5
captura 10 anos de história de forma muito concisa. Por outro lado, o gráfico de 2
pontos, que cobre de março a novembro 1982 oferece detalhes muito melhores.

Gold
(a.m..m.close) (5$)

Gold
-la.m.s D.m. close ) (2$)

Fonte: Chart Analysis London


378 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendèncias

Interpretação Geral dos Gráficos de Ponto e Figura


Geral

Visto que os gráficos ponto e figura não incluem o volume, médias móveis (MMS).
tempo, o comportamento do preço é o único elemento a ser analisado. A este
respeito, os princípios básicos de análise de gráficos de barras são aplicados. Há
certas desvantagens de usar gráficos de ponto e figura; por exemplo, os dias cha-
de reversão, ilhas, gaps, e outras formaçoes nao aparecem. Por outro lado, se
corretamente construído, estes gráicos representam todas as oscilações de preços
importantes, mesmo no intradia. Eles efetivamente enfatizam åreas importantes
suporte e resistência. Por exemplo, em um gráfico de barras semanal, uma úni.
ca barra representando o comportamento do preço durante a semana, pode ter
apenas uma linha para cima. No entanto, se houver uma volatilidade considerável
durante a semana em que cada suporte e resistència foram testados três ou quatro
vezes cada, isto seria mais provável de aparecer em um gráfico de ponto e figura
como uma área de congestionamento. Como resultado, a importância destes ní-
veis chamaria a atenção do técnico, que estaria, então, em uma boa posição para
interpretaro significado de qualquer rompimento que possa se desenvolver. Os
padroes do ponto e figura são de natureza semelhante às de padrôes de preço
e pode ser do tipo de continuação ou reversão. Os mais comuns são mostrados
na Figura 17.2. A Cabeça-e-ombros (OCO) e os padrões invertidos do cabeça e
ombros, topos e fundos duplos, e topos e fundos de arredondados podem ser fa-
cilmente reconhecidos visto que, o ponto e figura equivalente do gráfico de barras
regular ou apenas formações de preços de fechamento, discutido anteriormente. A
maioria dos padrões de preços mostrado na Figura 17.2 é explicado no Capítulo 5.

O Método de Contagem

O capítulo 5 salientou que a projeção mínima para baixo de uma OCO de topo
é derivado da projeção da distância vertical entre o topo da cabeça em relação a
linha do pescoço para baixo, no ponto de rompimento. Nos gráficos de ponto e
figura, a largura do padro é utilizada para determinar o objetivo da medição, que
é novamente projetado a partir do ponto de rompimento. Ninguém, que eu saiba,
até agora, de forma satisfatória explicou por que esse princípio parece funcionar.
Parece ser baseado na ideia de que os movimentos laterais e verticais são propor-
cionais entre si em um gráfico de ponto e figura. Em outras palavras, quanto mais
vezes um preço tenha sofrido oscilações nos dois níveis referidos (como ditadas
pelo padrão de preços), maior, é provável que seja, o movimento final, uma vez o
rompimento tenha ocorrido. Em um gráfico de ponto e figura, as dimensões do
padrão de consolidaço ou reversâo podem ser facilmente identificadas pela soma
379
Gráfico Ponto eFigura

FIGURA 17.2 Padrões de Preço do P&F (0 estudo ajuda nas Técnicas do P&F

Fundos Topos

FucuT

Fucum metdo

Fucn Composi

Fucum Composo mied0

Fina Adado

Fina Adad

Cabeça e Cnbros iirertda

Cabeça e Cmbrus

Ease em V

Base em V menda

Vesienddo

V metdo esenddo

Dapter Ha1Zonta

Dupler Homzorntal

Fundo Aredondado
Topo Amedandado
380 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendéncias

do número de boxes e projetandoo número para baixo ou para cima, dependendo


do lado que os preços romperam.
O problema com o método de contagem é que as formações com contor.
nos irregulares podem gerar confusão sobre onde a contagem deve começar. A
melhor abordagem é selecionar uma importante linha horizontal na formação,
medir através dela, e adicionar (ou subtrair) o número de boxes na linha para o
nível da linha.
As projeções de preços para formações de ponto e figura não são de forma
alguma totamente exatas em todas as situações. Em geral, as projeções para cima
são susceptíveis de ser excedidas em mercados de alta, e as projeções para baixo
são ultrapassadas em mercados de baixa. As projeções que são feitas contra a ten-
dência predominante tem uma tendência de não serem alcançadas, tal como uma
projecão para baixo num mercado de alta. O gráfico 17.2 mostra alguns exemplos
do método de contagem em ação.

GRAFICO 17.2 Honeywell (50 x 1).0 gráfico 17. Honeywell (50 x 1). Este grá-
fico ilustra uma série de formações de preços de Honeywell usando uma com-
binação de 50 x 1. Observe que o objetivo de medição da base do lado esquerdo
foi quase alcançado em dólar. 0 topo do H & S que se seguiu ofereceu um bom
sinal de venda, quando a linha do pescoço foi rompida. 0 objetivo nesse caso
previu que o preço voltaria para o seu fundo anterior. Como foi observado, este foi
ultrapassado. Observe como a alta subsequente encontrou resistëncia aproxima-
damente na mesma área que o objetivo. Finalmente, vemos um bom rompimento
da linha de tendência no lado direito do gráfico.

60
Objetivo
55
Venda
50

45

40 Objetivo
Medida

0o 19 F08 M13 A12 MO9J14 J12 A 08 S12 N13 D13


Fonte: pring.com
Gráfico Ponto Figura
e 381

Linhas de Tendências em Gráficos de Ponto e Figura


E possivel construir linhas de tendência em gráficos ponto e figura juntando uma
série de topos descendentes. As linhas de tendência para cima são traçadas jun-
uma série de fundos ascendentes, e as linhas de tendência horizontais são
tando
criadas juntando níveis de suporte ou resistência idênticos. Os mesmos princípios
de interpretação discutidos no Capítulo 8 aplicam-se a linhas de tendèência traça-
das em gráficos de ponto e figura. A linha de tendència tem o seu significado a
partir de uma combinação de comprimento, ângulo descendente ou ascendente,
e o número de vezes que foi tocada. Sinais falsos ou violinadas ocorrem ocasio-
nalmente. No entanto, se um número de reversões cuidadosamente escolhido é
usado como um filtro para a construção do gráfico, essas violinadas podem s
reduzidas para um mínimo. Outra possibilidade seria a de traçar uma linha pa-
ralela um box acima (ou abaixo) da linha de tendência real como um filtro e usar
isso como um sinal de compra (ou venda). Embora algumas oportunidades sejam
claramente perdidas com este tipo de abordagem, ela oferece alguma proteção
contra os movimentos de preços enganosos.

Principio Técnico Fundamental: A principal diferença entre as projeçõóes


de preço baseadas em gráficos de ponto e figura e aquelas baseadas em grá
ficos de barras ou apenas em gráficos de fechamento é a fórmula de medição
dos gráficos de pontoe figura derivada de uma contagem horizontal mais do

que de uma contagem vertical.

Também é possível construir osciladorese traçá-los abaixo dos gráficos de


ponto e Visto que o tempo é ignorado nos gráficos de ponto e figura, os
figura.
osciladores vão ser mostrados de forma diterente do que nos gráficos normais,
onde a escala de tempo é traçada para cada unidade (hora, dia, semana, e assim
utilizando um índice de força relativa (IFR) de 14 dias é
por diante). O exemplo
mostrado no Gráfico 17.3.
382 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 17.3 Boeing (1 x 1) e o IFR. Este gráfico de Boeing mostra que é


possivel combinar um oscilador com um gráfico de pontoe figura. 0 rompi.
mento conjunto do preço e do IFR ofereceu um sinal de compra oportuno em
16 de Junho.

60
66
60

40-1

36
A130
80
70
601
AA
401
30
00 11 20 F10 A13 M05 115 J07 16 H7 A16 1S08 19
Fonte: pring.com

Sumário

O s gráicos de ponto e figura medem apenas uma dimensão: o preço.


Os gráficos de ponto e figura são construídos a partir de colunas de Xs e de Os,
como as figuras, que representam um específico, movimento predeterminado
de preço.
Os gráficos de ponto e figura muitas vezes assinalam zonas de suporte/resis-
tencia, sendo melhores do que os gráficos de barras, porque enfatizam o nú-
mero de oscilações de preços que ocorrem dentro de uma determinada área
de congestão.
Os gráficos de ponto e figura são interpretados de forma semelhante aos grá-
pelo
ficos de barras, a principal exceção é a fórmula de medição, que é obtida
princípio da contagem.
18

TÉCNICAS DIVERSAS
PARA DETERMINAR
AS TENDËNCIAS

Vamos começar com o conceito de proporção, que se preocupa com a oferta a


algumas ideias sobre a possível magnitude de um movimento de preço. Eu delibe
radamente enfatizei a palavra possível porque não há nenhuma técnica conhecida
que possa consistentemente prever magnitude ou duração. Estas técnicas deverão
ser usadas apenas como uma indicaço da provável extensão do movimento, e
não como a base de uma previsão real. Talvez a maneira mais simples de explicar
o princípio da proporção é dizer que a psicologia da multidão, que está refletida
nos preços de mercado, tem uma tendència a se mover em quantidades propor
cionais específicas que têm o hábito de se repetir, mas infelizmente não em um
padrão previsível. Assim, poderíamos dizer que os preços das ações têm o hábito
de dobrar e que pode ter acontecido très vezes nos iültimos 20 anos. No entanto,
não há garantia de que irá fazè-lo no ciclo atual. Tudo o que podemos fazer é ob-
servar quando isso acontecer e dizer que este é um bom lugar para antecipar uma
reversão. Nossa decisão, porém, deve ser baseada num consenso de indicadores,
no qual o principio da proporção é um. Neste caso, a duplicação seria um alerta
para olhar mais de perto o equilibrio das provas.

Proporção
A lei do movimento afirma que para cada ação, há uma reação. A evolução dos
preços nos mercados financeiros é realmente um reflexo das mudanças na psico-
logia de massas. As implicações de mediço de padrões de preço, linhas de ten-
dência, médias móveis (MMS) e envelopes, que foram discutidas anteriormente,
são exemplos de proporção na prática.
384 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Os níveis de suportee resistência podem ajudar a oferecer algumas ideias de


apenas onde a tendência dos preços pode ser temporariamente interrompida ou
revertida. Os princípios da prôporção podem fazera mesma coisa, mas vão muito
mais longe.
Por exemplo, quando um preço de uma ação está buscando uma nova má-
xima histórica, não há nenhuma indicação de onde possa Ocorrer um nível de
resistëncia, porque nenhuma transação foi realizada la. Em tais casos, o conceito
de proporção oferece uma pista para potenciais de pontos de rompimento.
Talvez o princípio de proporção mais conhecido é o da regra de 50%. Por
exemplo, muitos mercados em baixa, conforme medido pelo índice Dow Jones
Industrial Average (DJIA), reduziram os preços pela metade. Por exemplo,
mercados de baixa de 1901-1903, 1907, 1919-1921, e 1937-1938 registraram de-
clínios de 46, 49, 47, e 50%, respectivamente. A primeira perna do Mercado de
baixa de 1929-1932 terminou em outubro de 1929 a 195, pouco acima da metade
da alta de setembro. As vezes a marca da metade de um avanço representa o ponto
de equilibrio, frequentemente, dando uma pista sobre a extensão do movimento
em questäo ou, em alternativa, indicando um importante ponto de rompimento
para o retorno do movimento. Assim, entre 1970 e 1973, o mercado avançou de
628 para 1.067. O ponto da metade do caminho naquela alta foi de 848, ou apro-
ximadamente o mesmo nível em que a primeira fase do mercado de baixa de 1973
a 1974 terminou.
Da mesma forma, mercados de alta muitas vezes encontram resistência de-
pois de dobrar a partir de um fundo; a primeira subida de 40 a 81 no mercado de
alta de 1932-1937 foi uma dobrada.
A marca de 50% cai no meio caminho entre uma retração de um terço e
dois terços descritos na discussão da teoria Dow. Estas proporções de um ter-
ço e dois terços podem ser amplamente observadas em todos os mercados fi-
nanceiros, e também servem como zonas de suporte ou resistncia. Gráficos
de escala proporcional são úteis na determinação desses pontos, uma vez
que
movimentos de proporção idêntica podem ser facilmente projetados para cima
e para baixo.
O gráfico 18.1 mostra o mercado de baixa de 2000 a 2002. Observe como a
alta de março de 2001 retraçou 50% da primeira perna de queda do mercado de
baixa. Opróximo avançoretraçou um pouco mais de 33% da queda da tendência
primária até esse ponto. Finalmente, você pode ver como a área de fundo de 11/9
provou ser de resistência para o avanço de julho e agosto de 2002.
Não é possivel projetar que proporção vai resultar de um movimento
pecifico. No entanto, essas oscilações ocorrem com consistência suficiente para
es
oferecer possíveis pontos de reversão em ambos topos e fundos. Se as condições
gerais do Mercado e uma análise técnica adicional do preço forem consistentes,
há uma boa chance de que as projeções baseadas nessa
abordagem possam
precisas.
Técnicas Diversas para Determinar as Tendências 385

GRAFICO 18.1 S&P Composite, 1999-2003 Movimentos de Retração

s&P Composite

50%

33%

Fonte: pring.com

Lembre-se, análise técnica lida com probabilidades, significando que as


previsões exclusivamente baseadas neste método nunca devem ser realizadas. Se
você estiver fazendo uma projeção com base nas regras de proporção, é sempre
aconselhavel observar se a projeção corresponde a um ponto de resistência ou
supporte anterior. Se assim for, as probabilidades serão muito maiores de que essa
zona represente um ponto de reversao, ou, pelo menoOs, uma barreira temporária.
Quando o mercado está atingindo uma nova máxima, outra possibilidade étentar
estender as linhas de tendência ascendentes. O ponto em que a linha cruza com a
projeção usando as regras de proporção podem representar bem a hora e o local
de uma importante reversão. A experiëncia irá mostrar que cada mercado, ação,
ou commodity tem um comportamento próprio, alguns se prestam mais facilmen-
te a esta abordagem, outros não.
O gráfico 18.2, ilustrando a Amazon, mostra alguns movimentos de retração
e faz cerca de 50% de projeções dentro do território de nova alta. A queda total
entre 1999 e 2002, sinalizada pela seta comprida ostenta um 0%, porque nesse
momento não há retração. A marca de 50% interrompe a alta inicial e forma um
suporte em 2008. O nível de 150% se torna um ponto fundamental, não comno
uma resistência, mas como um suporte para declínios subsequentes
386 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendèncias

GRAFICO 18.2 Amazon, 1998-2012 Movimentos de Retração

Amazonn 200.0%
Resistência

150.0%
Resistência
00.0%
"ht T Suporte

Suporte

2002

Fonte: pring.com

Principio Técnico Fundamental: Sempre utilize projeções usando os prin-


cipios de proporção em conjunto com outros indicadores.

Linhas de Velocidade da Resistência

Este conceito incorpora proporções de um terço e dois terços, mas em vez de


incorporá-las como uma base para um provável objetivo de preços, estas são usa-
das em conjunto com a velocidade de um avanço ou um declinio. Este conceito
foi desenvolvido pelo falecido, fantástico Edson Gould, uma das mentes técnicas
mais brilhantes de todos os tempos.
Durante uma correção descendente, é esperado que um preço encontre su-
porte quando alcança uma linha que está avançando em dois terços ou um terço
da taxa de avanço do fundo anterior para o topo anterior. Isto é ilustrado na Fi-
gura 18.1.
Tëcnicas Diversas para Determinar as Tendências 387

FIGURA 18.1 Linha de Resistência de Velocidade (Retração de Alta)

300

250 100 dias


2/3 Resistencia de ve ocidade
200
points
150 L 18Resisténcia de ve ocidade
100
A 100 dias
50

20 40 60 80 100 120 140 160 180


Dias
(a)

400

200
23 Resisténcia de vebcidade

1/3 Resistencia de vebcidade

100
30 20 10

L
20 40 60 80 100 120 140 160
Dias
()

Fonte:pring.com

Nos exemplos a e b, A marca o fundo e B o topo. O avanço de A para B é de


100 pontos e leva 100 dias, de modo que a velocidade do avanço é de I ponto por
dia. A velocidade de uma linha de resistência de um terço irá avançar a um terço

por dia), e uma linha de dois terços irá


daquela taxa (isto é, um terço de um ponto
dia.
dois terços de um ponto por
se movera
Uma alta ou declínio é medido a partir da alta ou baixa extrema do intradia
e não do preço de fechamento. A fim de construir uma linha de resistência de
velocidade de um terço do exemplo a, é necessário adicionar 33 pontos (ou seia,
um terço do avanço de 100 pontos) ao preço em Ae traçar este ponto diretamente
abaixo de B.
388 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Nesse caso, A é 100 pontos, e assim um traçado é feito em 133 abaixo de B.


Esses pontos, então, se juntam a Aea linha estendida no lado direito do gráfico.
Da mesma forma, a linha de dois terços Ae se junta ao nível 166 na mesma data
como B. Se o gráfico fosse traçado numa escala de razão, a tarefa seria muito mais
fácil. Tudoo que seria necessário seria uma linha que junte A e B (isto é mostrado
no exemplo b). O ângulo ascendente, neste caso, 30 graus- seria ento registra-
do. Duas linhas de um terço (10 graus) e dois terços (20 graus), deste ângulo são
então traçadas. A figura 18.2 ilustra o mesmo processo para um mercado em de-
clínio. Uma vez construídas, as linhas atuam como importantes áreas de suporte
e resistência.

FIGURA 18.2 Linha de Resistência de Velocidade (Retração de Baixa)

300

250

200
1/3 Resisterncia
150 de velbcidade
100 pontos
283 Resistência
100 dias de velocidade

20 60 o0 120 140 160 180


100 dias

(a)

400
30 20 10

200 1/3 Resistência de velocidade

2/3 Resistência de elocidade

20 80 100 120 140 160


Dias

Fonte:pring.com
Técnicas Diversas para Determinar as Tendências 389

Mais especificamente, a aplicação destas linhas está baseada nas seguintes


regras:

1. Uma reação após uma alta vai encontrar suporte na linha de resistência
de velocidade de dois terços. Se o preço cair abaixo da sua linha de um
terço, as probabilidades indicam que o movimento ascendente tenha ter-
minado e que irá declinar para um novo fundo, possivelmente abaixo
daquele em que as linhas de resistência de velocidade estão baseadas.
2. Se o preço se mantém na linha de um terço, a resistência para um novo
avanço pode ser esperada na linha de dois terços. Se ele se move acima da
linha de dois terços, é provável que uma nova alta seja registrada.
3. Se o preço viola a sua linha de um terço e então sobe novamente, encon-
trará resistência para esta alta na linha de um terço.
4. A regras de 1 até 3 aplicam-se em sentido inverso para um mercado em
declínio. O gráfico 18.3 mostra a aplicação destas regras no mercado.

O gráfico 18.3 mostra a aplicação destas regras no mercado, onde AeB mar-
cam os pontos nos quais as linhas estão ancoradas, visto que representam os pri-

GRÁFICO 18.3 NASDAQ 100, 2007-2012, Linhas de Resistência de Velocidade

NASDAQ 100 ETF


1/3

B
Ancora

2/3

Ancora
A

2/3
1/3
Fonte: pring.com
390 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendncias

meiros pontos de virada intermediários em seus respectivos mercados de baixa


e de alta. Obviamente, com o beneficio da retrospectiva, é fácil de detectar esses
pontos de retorno, mas na realidade, é provável que seja várias semanas antes que
pudessem ser identificados. Só então será possível usar as linhas como os níveis
potenciais de suporte/resistência. Estes são sinalizadas com as pequenas setas. Te-
ria sido possível chegar a exemplos onde as linhas serviram mais frequentemente
como pontos pivô, mas a situação no gráfico 18.3, infelizmente, é mais uma regra

do que uma exceçã0.

Ventiladores de Fibonacci
As linhas de ventilador de Fibonacci são exibidas, primeiramente, traçando uma
linha entre dois pontos extremos: uma máxima e uma mínima (vice versa em
mercado em declínio). Uma linha vertical invisível é traçada através do segun-
do ponto extremo. Três linhas são então construídas a partir do primeiro ponto
extremo (a mínima) que passa através da linha vertical invisível com as suas va-
riações nos níveis de Fibonacci, geralmente 38,2%, 50,0%, e 61,8%. Essas linhas
indicam áreas potenciais de suporte e resistência. No Gráfico 18.4, a seta larga

GRÁFICO 18.4 S&P Cmposite, 2009-2012 Linhas de Ventilador de Fibonacci

s&P Composite

38.2
50
61.8

100

Fonte:pring.com
Técnicas Diversas para Determinar as Tendências 391

se junta à baixa de 2009, no S&P Composite a sua primeira alta intermediária. As

linhas de ventilador de Fibonacci em 38,2, 50 61,89% sinalizam trs níveis de


e os
retração, como na linha vertical. Mais uma vezé muito importante enfatizar que
esses pontos pivó não aparecem sempre de forma conveniente no gráfico. Isso
enfatiza o conselho já apresentado, que estas técnicas sempre devem utilizadas em
conjunto com outros indicadores. Nunca devem ser usadas sozinhas para fazer
uma previsão devido a sua de falta de confiabilidade.

Ventiladores de Gann
As Linhas de Gann são nomeadas no início pelo trader de commodities W. D.
1, no início do século XX. São apresentadas em très formas: linhas de Gann,
ventiladores e grades. A mais prática parece ser a abordagem de ventilador. O
conceito e aplicação são muito semelhantes à velocidade das linhas de resistência,
discutidas anteriormente. A idéia de Gann era que os padrões geométricos e ân-
gulos especificos tinham características únicas para a previsão de pontos de virada
do preço. O fundamental para esta abordagem era um equilíbrio entre o tempo e
preço. Assim, um ângulo de 45 graus ofereceu um equilíbrio perfeito entre preço
e timing. Isso só poderia ser alcançado se a distància no gráfico fosse a mesma do
preço e do tempo, requerendo, assim, uma escala aritmética no eixo do preço. Um
exemplo é mostrado no gráfico 18.5, em que Gann recomendou que nove àngulos
fossem traçados.

GRAFICO 18.5 Advanced Micro Circuit, 2000 Linhas de Ventilador de Gann

90-
825 /7125
75/ 63.75 45
80
75

70 26.25
65
60- 18.75
65
60 A 7.5
40

36

February March JApril May June July


Fonte:pring.com
392 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

A tabela a seguir reflete a subida (aumento de preços) em relação ao percur-


so (diferença de tempo). Como forma de explicação o aumento de 12 x1 significa
que o aumento de preços é duas vezes mais rápido em comparação ao tempo ne-
cessário para uma diferença de tempo de 1, e assim por diante diante.

1x8 82,5 graus


1x4 75 graus
1x3 71,25 graus
1x2 63,75 graus
1x1 45 graus
2x1 26,25 graus
3x1 18,75 graus
4x1 15 graus
8x1 7,5 graus
Fonte: Steve Achelis, Technycal Analisys A
to Z, Peobus, 1995, p.148

O gráfico 18.6 mostra os ventiladores de Gann. Neste exemplo, a linha cen-


tral conectao topo com o fundo de Dezembro e as proporções de alta/diferença
de tempo sâão as mesmas; a linha central reflete um 1 x 1, a linha superior reflete
a 8 x 1, e assim por diante.

GRAFICO 18.6 Advanced Micro Circuit, 2000-2001 Linhas de


Ventilador de Gann

115
110
105
100
95
90 8x1
80
75
T0
65
3x1

2x
x4
10
186
1x81x3 1x2 1x1
JuAugsepoetNovboe2001Eob
Aug Mar Apr
Fonte pring.com
Técnicas Diversaspara Determinar as Tendências 393

No entanto, devido a distância entre o tempo e o preço não ser a mesma, as


linhas estão em ângulos diferentes. O princípio de interpretação é semelhante, na
medida em que se supõe que quando uma linha é rompida, o preço vai encontrar
resistência na próxima que estiver subindo, ou
suporte, no caso de uma queda.
Assim, as linhas estão revertendo continuamente as suas de
funções suporte/re-
sistència. Veja como a subida inicial encontra resistência na linha de 2 x 1. Esta
linha é posteriormente rompida no caminho para cima, mas atua como
suporte
para as próximas duas correções. Mais uma vez, há muito mais exceções do que
aqueles pontos de reversão que compõem as regras. Isto significa, evidentemente,
que os ventiladores de Gann devem ser utilizados como um local para prever uma
reversão, dependendo do que outros indicadores estejam dizendo.

Gráficos da Nuvem de Ichinmoku

Os Componentes

A introdução relativamente recente ao arsenal técnico japonês é a nuvem de lchi-


moku, também conhecido como lchimoku Kinko Hyo. Traduzido literalmente,
significa olhar equilibrado sobre um gráfico de barra" A nuvem e seus indicado-
res auxiliares fornecem sinais de operacionais através da capacidade de identificar
a direção tendència, bem como áreas potenciais de suporte e resistência. Goichi
Hosoda, o criador dessa abordagem, argumenta que os traders ao adotá-lo podem
identificar imediatamente a tendncia e isolar potenciais sinais dentro dela. A pri
meira vista, a abordagem em nuvem parece complicada, quase intimidante, mas
quando explicada, a sua interpretação é relativamente simples.
A primeira coisa para entender é que a relaço entre o preço e a nuvem identi-
fica tendências ascendentes e descendentes básicas, e a relação entre dois outros in-
dicadores no sistema gera sinais de compra e venda de curto prazo sob esse contexto.
Ao todo, existem cinco partes móveis no sistema. Estão ilustrados no Gráfico 18.7.
Para simplificar a explicação, começamos no gráfico 18.8, focando dois indi-
cadores: a linha de conversão (também chamada de linha de retorno) ea linha de
base (também chamada de linha padrão). A linha de conversão é calculada como
o ponto médio da faixa de variação entre a máxima eaminima de 9 dias. A conf
guração padrão é de nove períodos, ea fórmula seria (a máxima dos 9 dias menos
a mínima dos nove dias)/2. A linha base utiliza a mesma abordagem, mas, desta
vez, a máxima ao longo de 26 periodos ê adicionada à minima ao longo do mesmo
período. O total é novamente dividido por dois. O termo japonês para a linha de
conversão é Tenkan-sene para a linha base, é Kijun-sen. A relação entre estes dois
indicadores constitui a base para sinais de compra e venda de curto prazo, bem
como são mais rápido dos dois limites da nuvem. Vamos considerar a nuvem em
primeiro lugar e, em seguida, falar sobre os sinais.
394 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 18.7 Microsoft 2012 Nuvem de lchimoku

S&P Composite ETTF

Linha avançada A

Linha
avançadaB

Linha Base (Kijun)


Linha de atraso
(Chiku)
Linha de Conversão (Tekan)
o Noer br Paller

Fonte: pring.com

GRÁFICO 18.8 s&P Composite ETF, 2011-2012 Conversão de lchimoku e


linha base com atraso

s&P Composite ETF

Linha atrasada

Linha Base

Linha de Conversão

Dceber Pver ece vere

Fonte: pring.com
lecnicas Diversas para Determinar as Tendèncias 395

GRAFICO 18.9 S&P Composite ETF, 2011-2012 Linhas Avançadas lchimoku

S&P Composite
26 days 26 days 26 days

Ponto médio

f
Linha Linha
avançada AA avançada B

Fonte:pring.com

O limite derivado da relação da linha de conversão e da linha de base é a


nuvem (avançada) A ou 1 (Linha Senkou A). Este indicador é calculado pela soma
do valor da linha de conversão com o da linha base e dividindo por dois. Eu uso a
palavra leading (avançada) nessa descrição, porque o resultado é traçado 26 perí-

odos no futuro, como mostrado no Gráfico 18.9.


A segunda fronteira da nuvem, a segunda linha de liderança da nuvem (Le
ading span B ou Senkou Span B) é calculada pela soma da máxima de um periodo
de 52 dias com a mínima de 52 dias e dividido por dois. O resultado também é

traçado com 26 períodos de antecedência. No Gráfico 18.9, o período de 52 da


máxima/mínima é calculado no ponto Xeo resultado é traçado no ponto Y. Uma
vez que o cálculo da máxima/mínima retornou para um número menor em X, a
segunda linha de avanço da nuvem (Leading Span B) foi traçada a uma grande
distáncia abaixo do preço predominante em Y no final de março de 2012, pois o
muito maior. A quinta parte do movimento é a linha de atraso,
preço real era na

qual o preço de fechamento recuou 26 dias. Na grande maioria das situações, esta
série cruza a nuvem depois do preço e representa um sinal de confirmação de que
a tendência mudou.
396 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Os parâmetros descritos anteriormente são o padro recomendado, mas não


há nenhuma razo para que os outros não possam ser adotados. Além disso, os
gráficos neste capítulo apresentam dados diários, mas esta abordagem pode ser
aplicada a qualquer período de tempo.
Visto que a primeira linha avançada da nuvem, a linha mais grossa, é derivada
de uma conversão de curto prazo e de linhas padrão, elas se movem mais rápido do
que a segunda linha avançada B, que depende de sua construção a partir de uma
relação da mácima/mínima de um período mais longo em média um período 52.

Períodos de Tempo

Tal como qualquer forma da metodologia técnica, com frequência, é aconselhável


tentar obter alguma compreensåo da direção de longo prazo e a tendência mais
dominante do que daquela sendo traçada. Neste capitulo, nos concentramos em
gráficos diários, de curto prazo e de prazos intermediários. No entanto, também
taz sentido explorar as nuvens se formando nos gráficos semanais e mensais mais
dominantes. Os Traders com um horizonte de prazo mais curto são encorajados a
examinar os periodos de tempo do intradia.

Interpretação
A Tendência Principal: Uma vez que a nuvem é construída a partir do compor-
tamento do preço e este comportamento é projetado para 26 dias no futuro, ele
indica futuras zonas de suporte/resistência. Um exemplo é mostrado no gráfico
18.10. Também mostra que quando o preço está acima da nuvem, a nuvem atua
como uma área natural de suporte e vice-versa. E também uma característica que
os preços interagem com os limites internos e externos da nuvem.
A tendência é ascendente quando o preço está acima da nuveme descendente
quando está abaixo dela. E considerado neutro quando o preço está dentro da nu-
vem. No entanto, alguns analistas acreditam que a direção de onde o preço entrou na
nuvem determina a direção da tendência. Isso significaria que, se, por exemplo, num
mercado de alta, o preço entra na nuvem, a tendência prevalecente é considerada
como ainda estar em vigor. Só quando o preço cai completamente através da nuvem
a tendéncia é considerada baixista. A abordagem de compromisso diria que
quando o preço entra na nuvem a partir de cima, reduz a força da tendência ascen-
dente. Naquele momento, o consenso de outros indicadores é então utilizado para
chegar a uma concluso significativa quanto ao verdadeiro estado da tendência.
A qualidade da tendência ascendente é reforçada quando a primeira linha de
avanço A for ascendente (fronteira larga da nuvem) está acima da segunda linha
de acanço B (fronteira estreita da nuvem). Esta situação resulta em uma nuvem de
Técnicas Diversas para Determinar as Tendéncias 397

GRAFICO 18.10 Microsoft 2012 Pontos de Resistência da Nuvem de lchimoku

MSFT MaOsot Corp Nasdaq 6S oSroclC harticom


10-Ro-2012 Open 20.67 Higph 2670 Low 20.34 Close2052 Volume 04.1M Chg .14(0529)
MSFT (Daily)
Futura resistência/suporte 31.0

30 5

300

28.5

275
Resistência
27.0

52
25 Jul 9 18 23 Augs 19 0 2 Sep 10 17 24 Oct s 15 2 Nov 12 19 2 Dec 10 17 4N

Fonte: Stock Charts.com

cor clara (normalmente verde, quando as cores estão disponíveis) no gráfico. Por
outro lado, uma tendência descendente, quando o preço está abaixo da nuvem,
linha verde)
reforçada quando a primeira linha de avanço A, (geralmente
éestá
uma

abaixo da segunda linha de avanço B, (geralmente, a linha da nuvem é verme-

Iha). O gráfico 18.11l apenas ilustra a nuvem.

Os períodos altistas e baixistas são indicados com as setas, e no ponto A a

primeira linha de avanço da nuvem cruza acima de B para um sinal de tendência


mais forte. No ponto Bl e B2, o preço tem um escorrega para dentro da nuveme
a tendência é então definida como sendo plana. Apenas após o ponto B1, move-se
de volta acima da nuvem novamente e é altista.
O gráfico 18.12 também sinaliza sinais altistas e baixistas. Entrando no grá-
Em A, cai dentro da
fico, a tendência é altista embora o preço esteja em declínio.
nuvem, gerando umn sinal neutro. A medida que sobe através da primeira linha
de avanço larga A, uma tendência altista é novamente sinalizada. Infelizmente,o
processo de construção de fundo resulta em outra violinada em C. Isto é rapida-
mente solucionado com um sinal altista em D. A tendência permanece positiva
em todo o caminho até G. No entanto, a fronteira (limite) da primeira linha de
avanço A da nuvem cruza abaixo da segunda linha de avanço B em E. Isso nos diz
que o momento para cima está se dissipando e leva a tendência positiva para um
pouco abaixo. Observe em E como as mudanças da nuvem temporariamente de
398 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendncias

GRÁFICO 18.11 Amazon, Sinais Altista e Baixista da Nuvem de lchimoku

Amazon Tendência Altista

M B2

B1

Tendência Baixista

GRAFICO 18.12 S&P Composite ETF

s&P Composite ETF

Fonte: pring.com
Técnicas Diversaspara Determinar as Tendéncias 399

uma luz (geralmente verde) para uma escura (geralmente vermelha) se destaca.
Rapidamente identificamos uma recuperação do momentum em E quando as li-
nhas revertem para o seu status anterior. Após um falso rompimento para baixo
em G e uma subsequente pequena alta, uma tendèência descendente é sinalizada
em H, quando o preço cai abaixo do limite inferior da nuvem.
Ográfico 18.10 mostra como a nuvem serviu como um nível de resistência para
o preço da Microsoft em 2012. Quando a nuvem é estendida, como neste gráfico, é
útil na medida em que indica futuros níveis potenciais de suporte ou resistência.

Sinais de Curto Prazo

A relação entre o preço e as linhas de conversãoea linha base pode ser utillizada
para identificar os sinais mais rapidamente e com mais frequência. Em conjunto
com a ideia de que os sinais a favor da tendência geralmente são mais fortes do
que os sinais contra a tendência, os cruzamentos positivos da conversão/linha de
base são reforçados quando os preços estão acima da nuvem e têm uma sombra
clara (verde). Os sinais de baixistas são reforçados quando os preços estão abaixo
da nuvem e a nuvem tem uma cor escura (vermelho). Recíprocamente, os sinais
considerados mais fracos.
que são contra tendência existente são

GRAFICO 18.13 iShares Germany ETF, 2011-2012 Sinais de Compra e Venda


de Curto Prazo da Nuvem de lchimoku

iShares Gemany ETF

Tendência de baixa

Tendência
C de alta

17

Fonte:pring.com
400 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências
O Gráfico 18.13 ilustra o iShares Germany ETF, o EWG com as nuvense
linhas, mas escluindo a linha de atraso para reduzir a desordem. O período mar-
cado pelas setas à esquerda indica que o preço está abaixo da nuvem e, portanto,
identifica quando a tendência é baixista. A linha de conversão larga cruza abaixo
da linha de base tracejada no ponto A, e o sistema de curto prazo permanece
baixista até cruzar de volta acima do B. O período entre B e C experimentou o
comportamento da faixa, uma característica de negociação não adequada para
análise em nuvem. Em seguida, em C vemos outro sinal de compra, mas quando
foi gerado, o preço estava um pouco abaixo da nuvem, assim, sinalizando uma
tendência de baixa. Teria sido possível entrar na operação, quando o preço cruzou
acima da nuvem, porque ele no tinha se movimentado muito atë este ponto e não
estaria sobrecomprado. Neste caso, um bom lucro teria sido realizado no momen-
to em que o sinal de venda foi acionado em D.

Sumário
1. O preço frequentemente se movimenta em proporções, o mais comum são
um e meio, um terço, e dois terços.
2.
2.
As linhas de velocidade da resistência, o ventilador de Fibonacci e os ventila-
dores de Gann oferecem pontos pivôt de potenciais suporte/resistência.
3. Os gráficos da nuvem de Ichimoku oferecem sinais de tendências de longo
prazo e de curto prazo.
4. O futuro comportamento da nuvem indica potenciais áreas de suporte/ resis-
tência.
5. Os gráficos de nuvem podem ser traçados em qualquer período de tempo, de
intradia a mensal.

N.T. Para melhor esclarecimento do assunto recomento a leitura de textos es-


critos pelo analista Eduardo Matsura que podem ser encontrados no Google.
19

O CONCEITO DE
FORÇA RELATIVA

O conceito

A força relativa (FR) é um conceito técnico que mede a relação entre duas açõdes.
É importante observar que a força relativa, que utilizaremos aqui não tem nada a
ver com o indicador de força relativa de Welles Wilder (1FR), que é discutido no
Capítulo 14.
O conceito explicado aqui é a força relativa comparativa, onde o preço de
uma ação é dividido pelo de outra. O resultado é, em seguida, representado gra-
ficamente como uma linha contínua, cuja tendência é então analisada. Existem
várias formas de utilizar a força relativa:

1. Para comparar uma classe de ativos com outro a fim de decidir qual comprar,
ou para compreender melhor uma relação intermercado. Por exemplo, pode-
ríamos comparar o ouro com os bonds para ver qual estava em uma tendência
ascendente. Se o relacionamento foi numa tend ncia de alta, isso indicaria que
em uma base de preço, o ouro superou os títulos e que era, portanto, o ativo
preferido. Também nos diz que o mercado estava antecipando um cenário
inflacionário, visto que, que o ouro é largamente adquirido como uma prote-
ção contra a inflação, ao passo que os valiosos titulos de crédito normalmente
performam melhor em tempos de deflação.
Outra possibilidade pode surgir quando uma revisão da posição técnica
indica que tanto
os mercados de ações dos Estados Unidos e dos japoneses
estão em uma tendência de alta. Analisando a tendência da relação entre eles
indica que é provável que o mercado tenha um bom desempenho.
402 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendencias

2. Na negociação de commodities, um spread é uma forma de força relativa.


Um spread envolve a relação entre uma commodity e outra, tal como mi-
Iho e toucinho. Alternativamente, um spread captura a relação entre um
contrato distante e um próximo. Neste caso, os traders estão tentando des-
cobrir as relações que divergiram da norma e dependem do spread até quue
OS dois contratos voltem a ficar alinhados. Além diso, as mudanças nessas
relações também alertam para as condições emergente de excesso ou falta
que ajudam na análise da oferta/procura em relação às condições atuais e
futuras.
3. A moeda é realmente uma relação relativa. Por exemplo, não existe tal coisa
como o dólar dos EUA num sentido externo, porque consiste de uma série
de taxas cruzadas: iene-dólar, dólar-euro, dólar-dólar canadense, e assim por
diante. Cada moeda éapenas uma relação entre si e outras moedas.
44. Por vezes, o comportamento relativo entre as duas entidades reflete a confhan-
ça e pode ser utilizado com a finalidade de analisar o próprio mercado. Por
exemplo, podemos considerar que a relação entre os setores de tecnologia e
bens de primeira necessidade está em queda. A Tecnologia retlete dinheiro
quente que flui quando a confança é alta, e bens de consumo básicos são
questões defensivas que os investidores compram quando estão apreensivos.
A tendência de queda nessa relaço seria, portanto, refletir o declínio da con-
fiança e representa um fator baixista. Este é um tipo diferente de relação rela-
tiva, que será discutido com mais pormenores no capítulo 28.
5. O uso mais comum e importante da força relativa é comparar o preço de um
título com um índice que corresponda ao seu universo. O exemplo mais co-
mum seria uma ação comparada à média do mercado. Por exemplo, podemos
comparar o desempenho do Facebook com o do S&P Composite. Se a linha
FR resultante estiver subindo, isso significaria que o Facebook estava com um
desempenho superior ao mercado e vice-versa.
É este conceito de comparar um título individual com a média do mercado
que estaremos focalizando neste capítulo. Observe que, a menos que seja indicado
o contrário, todas as comparações de força relativa são calculadas contra o S&P
Composite.

Princípio Técnico Fundamental: A força relativa é um poderoso conceito

que facilita a seleção de ações individuais.


O Conceito de Força Relativa 403

Construção de uma Linha de Força Relativa


Uma linha de Força Relativa (FR) é obtida pela divisão do preço de um item por
outro. O numerador geralmente é uma ação e o denominador uma medida do

mercado, por exemplo, o NASDAQ Ou o S&P 500. Fora dos Estados Unidos seria
o preço da ação comparado ao índice de um determinado país, como Dax na
Alemanha, o Nifty na Îndia e assim por diante. Nos próximos capítulos vamos
também analisar a relação entre os setores e os grupos da indústria contra o mer-
cado, pois isso representa um atalho para seleção de ações. Por exemplo, é mais
rápido estudar as linhas FR para 12 setores e, então, estudar os componentes da
área selecionada do que a avaliar de 3000 a 5000 ações individuais.
O conceito de força relativa também pode ser expandido para a área de com-
modity. Isto é conseguido comparando do preço de uma commodity individual,
como o milho, em relação a um índice de commodities, como o da Reuters Commo-
dity Research Board Thompson (CRB) ou o indice Dow Jones UBS Commodity. Nos-
sos exemplos vão se concentrar em ações individuais relativas ao mercado, mas este
e outros conceitos são igualmente aceitáveis. Neste contexto, a Figura 19.l mostra o
preço de fechamento da ação no painel superior e seu FR no painel inferior.
Quando a linha é ascendente, isso significa que a ação está desempenhando
melhor do que o mercado. Neste caso, o denominador é o S&P Composite, então,
na Figura 19.1 o FR e o preço de uma linha ascendente significa que a ação está
desempenhando melhor do que o S&P Mais tarde, ela continua a subir, mas ali-

FIGURA 19.1 FRe Preço

O preço da ação continua a subir, mas

praço da ação

... Um FR declinante significa que a ação


Está performando piordoque o mercado..

Força relativa

.. Um FR ascendente significa que a


ação está superando o mercado
404 Parte I: Técnicasque Determinam as Tendéncias

nha FR repica para fora. Isto significa que a ação agora tem um baixo desempenho
em relação ao mercado. Outra possibilidade pode envolver a comparação de uma
ação individual de um país ou um índice em relação a um indicador global, como
o Morgan Stanley World Stock Index. Desde que, sejam feitas correções adequadas
na moeda, os conceitos são os mesmos.
A interpretação das tendências relativas está sujeita exatamente aos mesmos
princípios do próprio preço. É importante observar que um indicador FR é exa-
tamente o que o nome indica: relativa. Uma linha ascendente não significa esse
item, tal como uma ação, está avançando no preço- meramente que esta pertor
mando melhor do que mercado, ou subindo em relação à média do mercado. Por
exemplo, o mercado quando medido pelo S&P Composite pode ter caído 20% e a
ação 10%. Ambos perderam valor, mas a linha FR estaria subindo porque a ação
recuou menos do que o mercado.

Principio Técnico Fundamental: A força relativa se movimenta em tendên-


cias, tal como o preço absoluto.

Interpretação do FR

Porque a linha FR se movimenta em tendências, ela se presta paratécnicas de re-


versão de tendência tais como padrôes de preço, linhas de tendéncia, e cruzamen-
tos da média móvel (MM). Os indicadores de momentum também podem ser
calculados a partir de relações relativas.
As tendências relativas podem ser interpretadas de formas semelhantes às
tendências nos preços absolutos. No entanto, a aplicaço da análise relativa na
equação apresenta uma dinâmica adicional. Isto surge a partir de uma compara-
ção entre as duas séries que frequentemente lança diferenças sutis semelhantes em
muito da mesma maneira como uma comparação entre o preço e um oscilador
Visto que, as tendências do FR tendem a experimentar mais ruídos aleatórios
do que as tendências de preços absolutos, nós geralmente achamos que os gráficos
baseados em dados semanais e mensais tendem a ser mais confiáveis do que aque-
les construidos a partir de dados diários do FR. Este mesmo principio é verdadeiro
para o preço absoluto, mas mesmo assim, eu acredito que, para ações relativas.

Divergências Positivas e Negativas do FR


Quando tanto o preço quanto os FRs estão subindo, diz-se que estão "engrenados'
Tendências importantes geralmente começam com ambas as séries atuando em
conjunto, mas, eventualmente, a linha FR falha para confirmar novas máximas
OConceito de Força Relativa . 405

FIGURA 19.2 FR e uma Divergência Negativa

C
Preço estásubindo
O

Preço da ação

Confimaçã

FR está deteriorando
Força Relativa

sendo definidas pelo próprio preço. Este tipo de situação indica que as chances
favorecema ação que está iniciando um período de fraco desempenho em relação
ao mercado. No entanto, a fraqueza no FR não é um sinal de venda absoluto, isto
é, uma indicação que o próprio preço vai cair; é apenas um sinal relativo, isto é,
uma implicação de mudança de uma ação que já começou a desagradar para uma
que está ficando a favor.
Muitas vezes, porém, uma divergência ou uma série de divergências entre
o preço eo FR representa um sinal de alerta antecipado de problemas, que serão
confirmados, posteriormente, por um sinal de reversão de tendência no próprio
preço. Na Figura 19.2 inicialmente, os dois estão engrenados, porém, mais tarde,
a linha FR diverge de forma negativa com o preço em três ocasiões. Finalmente, o
próprio preço completa um topo e cai.
O conjunto de circunståncias oposto é verdadeiro num mercado em decli-
nio, em que uma melhoria no FR antes do preço é considerada como um sinal po-
sitivo. Um exemplo é mostrado na Figura 19.3. Desta vez, a confirmação vem de
um rompimento da linha de tendência no
preço.

Técnicas de Reversão de Tendências

1. Cruzamentos de Média Móvel: As vezes é uma boa ideia introduzir uma média
móvel no preço usando os cruzamentos como sinais legítimos de uma mudança na
406 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendéncias

FIGURA 19.3 FRe uma Divergência Positiva

Preço da ação

Confimação

Força Relativa Preço está declinandoD

A FR está melhorando

tendência. Também é possivel fazer o mesmo com uma linha de força relativa, mas
devido a linha FR ser muito mais volátil, esta técnica frequentemente se torna inútil
por causa das inúmeras violinadas que são geradas. Isto é realmente uma verdade
para as tendências de curto prazo, mas, mesmo as médias móveis de longo prazo,
tais como uma MM simples de 40 semanas ou uma MM exponencial de 65 semanas,
muitas vezes, resultam em mais sinais de violinadas do que gostaríamos. A figura 19.4

FIGURA 19.4 FRe MMAs

Preço da ação

M
MMA curto prazo MMA longo prazo

Força Relativa
O Conceito de Força Relativa 407

GRAFICO 19.1 General Motors, 1993-2001 e Cruzamentos FR/MMA

90
80-
70 General Motors
60
60
40-
.... . MME 65 semanas (as duas séries)
s&P Composite RS

0.10

0.05

993 1994 1996 11996 1997 |1998 1999 2000


Fonte: pring.com

mostra uma alternativa. Trata-se de traçar duas médias móveis, uma média de curto
prazo e a outra de prazo mais longo, usando os cruzamentos para sinalizar a reversão
dessas tendências. Esta abordagem elimina definitivamente as violinadas, mas em
compensação vários sinais são menos oportunos.
Um exemplo é mostrado no Gráfico 19.1 da General Motors. Observe as nu-
merosas violinadas na média móvel exponencial de 65 semanas sendo sinalizado
pela elipse.
O gráfico 19.2 mostra uma alternativa em que uma MM exponencial de 65
semanas é usada em conjunto com a sua MM exponencial de 10 semanas como
um método de sinalização de mudanças de tendência. Observe que quase todas
as
violinadas de 1996 1998 foram eliminadas. Nós
a ainda
ficamos
com algumas,
mas a adrenalina de 1996 a 1998 é totalmente evitada, quando a linha vermelha de
65 semanas permanece abaixo da linha azul sólida durante todo o período.
Considero uma boa ideia estabelecer em um período de tempo que faça
sentido historicamente para ter certeza de que funcionou de forma consistente
no passado. Isso deve incluir o máximo possível de dados históricos para que o
seu desempenho durante diversas condições de mercado possa ser avaliado. Por
exemplo, um gráfico traçado com dados semanais deve, idealmente, cobrir, pelo
menos, 8 anos (dois ciclos completos) de dados.

2. Violações da Linha de Tendência: Em minha opinião, a melhor alternativa para


a abordagem da média móvel éa
construção de linhas de tendência comparando
com a linha da força relativa. O conceito é a construção de uma linha de tendência
para a linha de FR e quando for violada, observar se existe algum sinal legítimo de
408 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 19.2 General Motors, 1995-2000, e Cruzamentosdos FRe MM

0.10
0.09
0.09 MME 65 semanas

0.08 MMA de 10 semanas da MME


0.08
0.07
o.07
0.06
0.06
0.05
0.05
0.04

1996 1997 1998 1999 2000


Fonte:pning.com

reversão de tendência no próprio preço. Dessa forma, podemos ver que o preço
está respondendo à força relativa ou à fraqueza. A Figura 19.5 ilustra um exemplo
de uma reversão da tendência ascendente para a tendência descendente.
A Figura 19.6 mostra que isto é também uma forma útil de identificar candi
tados para "comprar". A primeira coisa a fazer é esperar pela violação da linha FR.

FIGURA 19.5 FR e Linhas de Tendëncia de Alta

Preço da ação N Confirmação

Força Relativa
A
O Conceito de Força Relativa 409

FIGURA 19.6 FR e Linhas de Tendëncia de Baixa

Preço da ação

Confirmação A

Força Relativa
Divergência Positiva

VV
Então, quando o preço também confirma com um sinal de reversão de ten-
dência, você pode tomar algumas atitudes. Estas violações conjuntas não ocorrem
com muita frequência, mas quando o fazem, geralmente é um sinal de uma rever-
são importante. Neste caso, a força do sinal foi aumentada porque foi precedida
por uma divergência positiva. A divergência não representa um sinal para com-
prar, mas estabeleceu cenário para algo positivo mais tarde, indicando que a posi-
ção técnica está melhorando. Incidentalmente, a confirmação por parte do preço
absoluto não tem que ser um rompimento da linha de tendência poderia s
uma conclusão do padrão de preço, um cruzamento confiável da média móvel, (e
eu enfatizo a palavra "confiável"), ou mesmo uma reversão de uma série de topos e
fundos ascendentes. Lembre-se sempre que o tamanho da nova tendência depen-
derá principalmente do período de tempo traçado eo comprimento das linhas.
Rompimentos intradia, por exemplo, refletem pequenas tendências e nem de per-
to terá o significado de violações de linha de tendência nos gráficos mensais.

3. Padröes de preços: Os Padrões de preços também podem ser empregados para


analisar as tendências na força relativa. Na Figura 19.7 a linha FR conpletou um

topo de cabeça ombros.


e
Isso certamente indica que a tendência da FR reverteu e fornece provas su-
ficientes para justificar uma mudança desta ação em favor de uma outra onde a
tendência da FR estava emergindo de uma forma positiva. No entanto, ela não
sinalizou que o próprio preço iria cair, embora muitas vezes, provará ser o caso.
410 Parte1: Técnicas que Determinam as Tendéncias

FIGURA 19.7 FR e Padrões de Preço

Preço da ação
M
Confirmação

Força Relativa

Neste exemplo em particular, a reversão absoluta da tendência é sinalizada quan-


do o fundo de curto prazo sinalizado pela pequena linha de tendência horizontal
é violado, confirmando que a série de topos e fundos ascendentes agora reverteu.
Observe que, embora o preço subsequentemente tenha recuado através da linha,
isso não influenciou em nada na reverso para cima do avanço do topo/fundo,
então a tendência ainda é considerada como negativa.
A Figura 19.8 ilustra uma reversão de uma tendncia descendente para uma
tendência ascendente. Primeiro, a linha FR diverge de forma positiva do preço.
Esta é a nossa primeira indicação de que as duas tendèncias podem estar prestes
a reverter. Em seguida, a linha FR traça um retângulo e rompe para cima, mais
tarde para ser seguido pelo preço completando uma formação de alargamento
com um topo plano.

Divergências e Sinais de Tendência: Por vezes, um estudo da relação entre a li-


nha de preço e a FR pode ser bastante revelador. O gráico 19.3, por exemplo, ilus-
trando o Stanley Works, mostra o preço atingindo uma nova máxima em Abril de
2006, mas a linha FR não confirma. Isso proporcionou algum avanço advertindo
que a estrutura técnica não foi to positiva sem visibidade. Quando, mais tarde

ambas as linhas de tendênciaforam violadasisto confirmou a fraquezae preços


mais baixos se seguiu. Mais tarde, o preço começou subir e tudo estava engrenado
até junho de 2007. Este foi o aviso de que, quando ambas as linhas de tendência
fossem penetradas, a fraqueza do preço continuaria.
O Conceito de Força Relativa 411

FIGURA 19.8 FRe Padrões de Preço

Preço da ação

Força Relativa

VZwwWV
NAN. Confirmação

GRÁFICO 19.3 Stanley Works, 2005-2007 FR, Divergências e Confirmação


de Preço

Stanley Works

w
Linha FR (S&P) Engrenado

Fonte: pring.com
412 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 19.4 Akbank, 2004-2005 FR, Divergências e Confirmação


de Preço

Akbank

w
Relativo ao Ulusal100-(NT. Indice lstambul)

Nover Destr
Fonte: pring.com

O gráfico 19.4 mostra outro exemplo de FR. Desta vez, foi o Turkish Akbank
versus o Índice turco. No início de 2005, a divergência entre a FRe preço absoluto
foi bastante grave, quando a linha FR estava caindo rapidamente. Ele violou sua
linha de tendência no início, mas quando o preço aumenta, um declínio muito
grave ocorre. Frequentemente, quando vemos uma discrepância tão grande como
esta, o enfraquecimento da linha FR está oferecendo um forte alerta de que apesar
do que vemos superficialmente (o aumento dos preços absolutos), que o cenário
técnico é realmente muito fraco. O preço está sendo arrastado pelo mercado e
quando ele finalmente vira, a deterioração da força relativa faz com que as gali-
nhas voltem para o poleiro. Mais tarde, vemos uma divergência positiva da FR,
quando a linha da FR faz o seu fundo no início de março, mas o subsequente fun-
do mais alto no final de Março não foi confirmado pelo preço. Mais tarde, ambas
as séries violaram as linhas de tendência para baixo e uma alta foi confirmada.

Força Relativa de Longo Prazo


O Gráfico 19.5 apresenta um fechamento mensal da linha de força relativa do S&P
Domestic Oil. Este é um gráfico de prazo muito longo, que abrange a maior parte
O Conceito de Força Relativa 413

GRAFICO 19.5 S&P Domestick Oil Index, 1960-2012 Análise da Tendencia


da FR de Longo Prazo

S&P Domestic Oil

Opreço sobe mas


com perfomance
muito fraca

Força Relativa do S&P Domestic Oil (S&P)

O
C Base

Fonte: ping.com

do Século XX. Isso é útil na medida em que demonstra que a linha FR se presta
melhor à estrutura de preços e de construção da linha de tendência. Estas for-
mações não são concluídas com muita frequência, mas são seguidas, geralmente,
por um movimento de preços relativos que dura por muitos anos. E importante
ter isso em mente porque a maioria dos padrões parecem pequenos no gráfico,
mas na verdade se estendem ao longo de periodos de tempo consideráveis. A sua
conclusão, por conseguinte, indica uma mudança no cenário que normalmente
dura por muitos anos, até mesmo décadas. Por exemplo, ele traça uma reversão
de 12 anos de uma cabeça e ombros de topo na década de 1970. Um rompimento
desta magnitude sinaliza uma mudança de sentimento por um longo periodo de
tempo. De fato, uma enorme alta levou a linha FR para o seu pico secular em 1980.
Observe o fato de que o próprio Indice de Petróleo experimentou uma alta
substancial entre 1980eo final do século. Será queisso significa que o petróleo
teria sido um bom lugar para investir neste período de 20 anos? Dificilmente,
porque o persistente declínio na linha FR indicou um desempenho insatisfatório
consistente. Somente na década seguinte, fez com que o comportamento relativo
se revelaria, quando rompeu a base de um triängulo, resultando em uma alta para
as duas séries. Em 2008, esta forte recuperação relativa foi interrompida, quando
a linha de tendéncia de alta de 2003 a 2008 foi violada.
414 Parte 1: Técnicas que Determinam as Tendências

Obviamente, não faria sentido estudar habitualmente esses gráficos de longo


prazo semanalmente, mas digamos, uma vez por trimestre, faz sentido rever um
cenário maior, para observar se alguma tendência primária pode estar surgindo.

Princípio Técnico Fundamental: São as tendências de longo prazo que do-


minam as características dos seus irmãos de prazo mais curto.

De forma mais sistemática, observaríamos os gráficos mensais cobrindo pe


ríodos mais curtos de tempo, mais tarde movendo-se para os semanais e diários.

Ações individuais e Análise da Força Relativa

O gráfico 19.6 ilustra um gráico diário da Hewlett-Packard. Começa no iníciopde


2005 coma conclusäo simultânea de dois padrões de cabeça e ombro invertidos.

GRAFICO 19.6 Hewlett-Packard, 2003-2012 Análise da Tendência de Longo


Prazo da FR.

Hewlett-Packard S

C
B
A
FR (S&P Composite)
D

Fonte:pring.com
O Conceito de Força Relativa 415

Em 2007 e alguns de 2008, o preço absoluto traça um topo de cabeça e

ombros, eo ponto de rompimento em A, a linha FR está próximo à uma maxi


ma. Os preços reais começam a cair completamente, mas a linha FR continua a
sua marcha ascendente. Isto mostra que a Hewlett-Packard era um lugar relati-
vamente seguro para se estar. A sua recuperação em 2010 continuou a indicar
que o preço tinha resistido à tempestade e foi provavelmente direcionado para
cima. No entanto, ambas as séries violaram as linhas de tendência em B. A linha
de tendencia da FR foi muito mais significativa porque era muito mais longa
- 6 anos, - e tinha sido tocada ou aproximada em oito ocasiões. De fato, foi
um forte rompimento, e quem tinha confiança na ação, pois ela tinha resistido
ao mercado de baixa anterior, deveria ter prestado atenção a este forte rompi-
mento. Nos três anos seguintes, o fundo caiu literalmente do mercado. Mesmo
durante as duas pequenas altas em Ce D, o desempenho relativo continuou:
deteriorar-se.

Principio Técnico Fundamental: E sempre melhor evitar uma ação quando


ele tenta subir durante uma tendência descendente, mas a linha da FR não.
Por outro lado, uma linha da FR melhorada é frequentemente um indício
inicial que uma virada pode estar disponível. Em tais casos, o argumento
decisivo éa eventual confirmação do preço.

Força Relativa e Momentum

Tendencias de longo prazo

Visto que, as técnicas de determinação de tendências clássicas podem ser apli-


cadas às linhas da FR, é um pequenopasso para expandir a andlisepara incluir
os indicadores de momentum derivados de linhas da força relativa. Embora seja
certamente prático para aplicar osciladores para momentum de curto prazo deri-
vados das linhas da FR, que até agora, é a melhor utilização do momentum no fun-
cionamento relativo, creio eu, é a utilização de osciladores baseados em periodos
de tempo de longo prazo, especialmente se eles foram cuidadosamente suavizados
para limitar as flutuações indesejadas.
O gráfico 19.7 ilustra a linha da força relativa do Dow Jones Oil e Gas Sector
ETF juntamente com um Know
Sure Thing (KST) de longo
prazo da força relativa.
As ondas contra a linha da FR refletem as do KST. Os topos no K$T correspondem
aproximadamente aos seus topos e fundos. Como veremos em um capítulo poste-
em rotação de grupo (Consulte o Capitulo 22), as linhas da FR são muito mais
416 Parte I: Técnicas que Determinam as TendënciAs

GRAFICO 19.7 FR do Dow Jones Oile Gas, 2005-2012 e o Momentum de


Longo Prazo da FR

Dow Jones Oil & Gas RS

FRde longo prazo do KST

Fonte pring.com

cíclicas em seus padrões do que os preços absolutos. Isso faz com que a utilização
de osciladores de longo prazo suavizados, tais como o KST, seja muito mais pre-
cisa na sua análise da tendência primária. Lembre-se, os preços absolutos podem
estar sujeitos a fortes tendências lineares, o que significa que até mesmo o melhor
indicador de momentum de longo prazo suavizado concebido irá oferecer sinais
prematuros de compra e venda. Não podemos dizer que isso nunca vai acontecer
com um indicador de momentum de longo prazo construído a partir de uma ação
relativa, mas é certamente muito menos provável.
O principal objetivo é identificar uma aço quando o seu KST de longo prazo
está abaixo de zero e começando a subir acima e sua média móvel de 26 semanas.
Aliás, a média traçada em relação à própria linha de FR é uma MM exponencial
de 65 semanas. Observe que, mesmo com um período de tempo significativo,
como este, havia ainda inúmeras violinadas, principalmente depois do fundo no
final de 2008. Este é um dos motivos pelos quais eu prefiro usar as violações de
linha de tendência da linha da FR em conjunto com as reversões do KST de longo
prazo da FR. Certamente n o são perfeitos, mas tendem a ser relativamente mais
confiáveis, como demonstrado por trës deles neste gráfico. Este exemplo utilizou
um KST, mas é possivel substituir por qualquer indicador de qualquer indicador
de momentum de longo prazo suavizado. O KST é a minha preferência. As al-
O Conceito de Força Relativa 417

ternativas poderiam ser um estocástico, uma convergência divergência da média


móvel (MACD), ou outro indicador de desvio de tendência. A idéia básica é usar
uma que se assemelhe às ondas primárias para cima e para baixo e que estejam
razoavelmente próximas dos pontos de virada. Ao
experimentar, tente sempre
manter a consistência sobre várias ações em diferentes períodos de tempo; nunca

almeje a perfeição, porque simplesmente não existe.


Uma vez que a direção e maturidade da tendência de longo prazo do FR
tenham sido estabelecidas, então é hora de passar para os gráficos de curto prazo.

Tendências de Curto Prazo

O gráfico 19.8 ilustra a ação relativa do ETF da Spider Metal and Mining (símbolo
XME), juntamente com duas taxas de mudança (ROCs). A série de 10 dias regis
trou uma pós-alta em 1989 (limitado ao meu banco de dados). Um ROC de 45
dias também traçou uma oscilação extrema e rompeu a partir de uma pequena
base um pouco mais tarde. O preço finalmente confirmou com a conclus o de uma

GRAFICO 19.8 FR da Spider Metal and Minig ETF, 2004-2010 e a


Interpretação do Momentum

Spider Metal Mine ETF RS


CAS

Mega
Sobrecomprado Confirmação
FRde10 diasdoROC

Oscilação extrema
FRde 45 dias do ROC

Base

Fonte:pring.com
418 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRÁFICO 19.9 Momento de curto prazo da FR da Abbott Labs, 1998 a 2001

0.04 Abbott Labe6-RS line nn Baixa Alta


0.03
0.03
0.02
IFR 14 dias

70
60-
60
30-
20 Falha em ficar sobrecomprado
0.0 MACD
0.0
0.0
0.0
0.0
0.0
A MpASOND[1909 AM ASOND2000 AMJJASsO ND
Fonte: pring.com

confirmação da pequena plataforma, formação de fundo duplo. Em sentido estrito,


esta não foi uma mega sobrecompra, porque o preço caiu por apenas 6 meses e nãoo
alcançou o meu valor de referência mínimo de 9 meses. No entanto, a velocidade
do declínio e o fato de que era uma pós-condição sobrecomprada em 1989 que foi
confirmada pelo preço, o qualifica como um dos meus livros de poesia.
O gráfico 19.10 ilustra a ação relativa da Abbott Labs RS, no painel superior,
seguido por um IFR de 14 dias da linha da FR, e no painel inferior uma MACD
da linha da FR.
E evidente ao observar o gráfico que existam dois cenários principais: um
mercado de baixa entre o final de 1999 e o início de 2000. Este é seguido por
um movimento de alta. Agora, déê uma olhada no MACD. Durante o mercado de
baixa, ele não consegue alcançar uma condição de sobrecomprado, e as leituras
de sobrevendido não sinalizam as altas. O oposto é verdadeiro durante a fase de
alta. Isso éé típico de osciladores, uma vez que mudam as suas características em
mercados primários de alta. Assim como as aves do Hemisfério Norte, migram
para o sul durante o inverno (ou o mercado de baixa) e para o norte no verão (ou
o mercado de alta). Sempre que você puder reconhecer uma situação em que um
Oscilador sobrevendido falha desencadear uma alta, isto representa um indicio
de que a tendência predominante pode ser baixista. Isso não acontece sempre,
é claro, mas na maioria dos casos, esta regra vai dar certo. Neste caso, a falha da
condição sobrevendida do MACD em janeiro de 1999 de gerar uma altae seu
419
O Conceito de Força Relativa .

GRAFICO 19.10 Momento de curto prazo da FR da Abbott Labs, 1998 a 2001

0.04
0.03
Abbott
t
0.03 Labs RS Line

0.02
IFR 14 dias
70
60
50
40-
30

0.0 MACD
0.0 -*~----.
0.0
0.0
0.0
0.0

A MU ASOND 1999 AMU As OND 2000 AMUASOND


Fonte: prina.com

fracasso para registrar uma leitura sobrecomprada um pouco mais tarde apontouu

para um baixa.
cenário de mercado de
Um sinal de que um mercado de alta estava começando não surgiu quando
o MACD atingiu uma leitura sobrecomprada, o que, afinal, ainda é possível num
mercado de baixa. Em vez disso, surgiu quando o declínio de Maio no oscila-
dor não voltou para uma leitura sobrevendida, mas permaneceu apenas acima de
zero. Tal ação indicou que o comportamento subjacente do MACD provavelmen-
te tinha mudado para melhor. Gráfico 19.10 mostra uma análise da ação relativa
em maior detalhe começando com o topo de Outubro. Os sinais de fraqueza co-

aparecer, quando tanto o IFRe oMACD da força relativa violaram


a as
meçaram
linhas de tendência ascendentes. Este foi então confirmado pela própria linha de
FR violando a sua própria linha. Esta ação em conjunto não era importante o su-
ficiente para sinalizar um mercado de baixa, mas definitivamente indicaram que a
tendência de alta provavelmente seria interrompida por vários meses. Com efeito,
a Abbott Labs provavelmente teve um baixo desempenho no mercado durante
esse período. Se você observar com cuidado, pode ver que a linha de tendência da
FR era, de fato, a linha de pescoço de uma cabeça e ombros de topo.
A medida que prosseguimos, o comportamento do preço torna-se progres-
sivamente decepcionante. A condição sobrevendida de janeiro, apenas veio de-
sencadear uma faixa de negociação lateral depois que a tendência descendente
relativa for retomada. Além disso, observe os rompimentos das três linhas tra-
cejadas da tendência de baixa. Elas deveriam ter sido seguidas por uma boa alta,
mas não foram - este tipo de comportamento éfrequentemente indicativo de um
mercado de baixa.
420 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendèncias

GRAFICO 19.11 FR da Abbott Labs, 1998 a 1999 e Momento de Curto Prazo


da FR

Preço absoluto da
Abott Labs

Divergência
Linhada FR da Abotts Labs
O.04
O.03-

IFR 14 dias

50
0.0 MACD
0.0
0.0
0.0
Mar Apr [May Jun Jui Aug isep |oct |Nov Dec |i999 Mar Apr May
Fonte: pring.com

Gráfico 19.11 mostra o mesmo período, mas também inclui o preço real.
A linha de tendência de alta tracejada marca o ponto aproximado onde o sinal
de venda relativo foi acionado, mas observe que o preço absoluto continuou a
estender a sua alta. Em seguida, divergiu negativamente com a linha da FR, indi-
No entanto, acima de sua linha
cando fraqueza técnica subjacente.
a manteve-se
de tendência sólida até janeiro de 1999. Se os sinais de venda na linha FR tivesse
se desenvolvido anteriormente não seriam provas suficientes para justificar a li
quidação, a violação desta linha de tendência no preço absoluto certamente era.
O gráfico 19.12 mostra um fechamento para cima do periodo altista ilustra-
do no Gráfico 19.9. Lembre-se, que surgindo neste período a linha da FR tinha
estado num forte mercado de baixa onde os indicadores de momentum desenca-
dearam sinais falsos. No entanto, em Março de 2000, algum comportamento po-
sitivo de anmbas as séries de momentum começa a se desenvolver, visto que quase
não caíram abaixo do nivel de equilibrio no momento em que a linha FR estava
alcançando o seu segundo fundo no painel superior. Além disso, o MACD se
movimenta para acima de seu topo anterior, indicando uma provável mudança de
caráter mais adequado para uma alta do que um mercado de baixa.
Finalmente, a linha da FR confirmada pelo rompimento acima da linha hori-
zontal, marcando o topo de uma formação de um fundo duplo. Ao mesmo tempo,
confirmou que uma série de topos e fundos ascendentes estava em andamento.
Durante todo o mercado de baixa, cada topo de alta foi menor do que seu ante-
cessor; assim como com os fundos.
O Conceito de Força Relativa . 421

GRAFICO 19.12 FR da Abbott Labs, 1999 a 2000 e Momento de Curto Prazo


da FR

Linha da FR da Abbott Labs Novos sinais de topos


0.03
e fundos ascendentes
0.03
0.02

IFR 14 dias
70
60
50
40
30-
20
0.0
0.0 Nova alta
0.0 MACD
0.0
0.0
0.0 ....
T
Jui Aug Sep Oct Nov Dec 2000 Mar Apr May Jun JulAug SepOct
Fonte pring.com

Spreads
A FR é amplamente utilizada no mercado de futuros, sob o título "operaçoe
spread', em que os participantes do mercado tentam tirar proveito de distorções
do mercado. Estas discrepåncias surgem devido a desenvolvimentos fundamen-
tais incomuns que afetam temporariamente as relações normais. Os Spreads são

frequentemente calculados subtraindo-se o numerador do denominador, em vez

de dividir. Eu prefiro o método de divisão, pois apresenta a ideia da proporciona-


lidade. No entanto, se um spread for calculado ao longo de um periodo relativa-
mente curto (por exemplo, menos de 6 meses), não é importante se a subtração
ou a divisão é usada.
A relação do spread surge devido a seis principais fatores:

Relações de produtos, tais como a soja versus óleo de soja ou, petróleo
versus gasolina ou óleo diesel.
Uso, tais como porcos versus gado, ou frangos de corte versus milho.
.Substitutos tais como trigo versus milho ou gado versus porcos.
Fatores geográficos, tal como cobre em Londres versus em Nova York ou
açúcar no Canadá versus açúcar em Nova York
O custo de transporte, tal como quando uma entrega mensal específica
não está alinhada com o restante.
422 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

Spreads de qualidade, tais como T-bills versus eurodólares ou S&P versus


Value Line.

Algumas dessas relações relativas, como o cobre de Londres versus o de


Nova York, realmente representam a atividade de arbitragem e não são adequadas
para o investidor individual ou trader.
Por outro lado, o chamado TED spread, que mede a relação entre T-bills de
alta qualidade e eurodólares de menor qualidade, é um veiculo de negociação
popular.
Em alguns casos, o spread se movimenta para o que anteriormente era um
extremo e prossegue para uma distorção ainda maior. Por este motivo, é sempre
importante esperar por algum tipo de sinal de reversão de tendência antes de as-
sumir uma posição. Enquanto o risco associado a essas operaçðes não é de forma
alguma eliminado, certamente vai ser reduzido.
Outras relações entre várias categorias de ativos serão analisadas com mais
detalhes nos próximos capítulos. Estas relações podem ser utilizadas para fins
diferentes, mas todas estão sujeitas a reversões de tendência que podenm ser iden-
tificadas por técnicas já descritas.

Sumário

1. A força relativa comparativa compara uma ação com outra. O resultado é re-
presentado por uma linha contínua.
2 A aplicação mais comum é comparar uma ação ou setor com um índice do
mercado. Quando a linha for ascendente, isso significa que a ação em questão
tem um desempenho melhor do que o mercado e vice-versa.
3. As divergências entre o preço absoluto e a força relativa alertam sobre os
pontos fortes e fracos latentes e pode ajudar na identificação de potenciais
reversões dessas tend ncias.
4. A Força Relativa se movimenta em tendéências. Qualquer técnica de determi-
nação de uma tendência legitima pode ser aplicada a uma linha relativa.
5. Os rompimentos da linha de tendncia conjuntos, tanto no preço absoluto e na
linha FR geralmente resultam em sinais de reversão de tendência confiáveis.
6. Uma das técnicas mais üteis para a análise de tendência primária é a ação re-
lativa e a utilização de osciladores suavizados de longo prazo, especialmente
o KST.
20

COLOCANDO Os
INDICADORES JUNTOS:
O DJ TRANSPORTES
1990-2001

Agora é o momento de combinar os indicadores que foram abordados até agora


em uma análise de um cenário de longo prazo. Para este proposito escolhi o ín-
dice Dow Jones de Transportes entre 1990 e 2001. O Gráfico 20.1 mostra o índice
juntamente com a sua MM de 9 meses. Este foi um dos melhores testes de índices
derivados pela sua otimização de 1931 até o ano 2000.
As setas para cima e para baixo indicam os principais pontos de virada neste
período. O fundo de 1990 não foi fácil de ser reconhecido, pois o índice estava
praticamente não reverteu quase nada. O gráfico 20.2 mostra que a taxa de mu-
dança (ROC) de 18 meses violou uma linha de tendência de baixa muito inclinada
pouco antes do preço.
A linha de força relativa (FR), no centro da janela 20.3 realmente rompeu a
sua linha de tendência de mercado de baixa antes do preço absoluto. Isto indicou
que era provável que o índice DJ de Transportes performaria melhor do que o
mercado durante as primeiras fases do novo mercado de alta.
A linha vertical no gráfico 20.4 mostra que esta foi um das poucas ocasiões
em que todos os três osciladores estavam sobrecomprados simultaneamente. Este
gráfico também ofereceu um sinal de compra mais forte porque a linha de tendên-
cia de baixa do preço foi violada aproximadamente ao mesmo tempo que a média
móvel exponencial de 65 semanas. Além disso, o CMO de 39 semanas completou
uma base. Portanto, em fevereiro de 1991, vários sinais positivos tinham se de-
senvolvido, todos indicando que o momentum de baixa provavelmente havia se
dissipado o suficiente para permitir que o know sure things (KSTs) de longo prazo
revertesse para cimna.
424 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendências

GRAFICO 20.1 Dow Jones Transports, 1989-2001- Pontos de Virada

400-
350
300

250
200

150

100

10
1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 11999 2000 2001
Fonte: pring.com

GRAFICO 20.2 Dow Jones Transports, 1989-2001 Momentum de Longo Prazo

400
300-

200 Dow Jones Transports

100
Sem sinal de compra
x10
500 KST de Longo Prazo

ROC 18 meses
50

1990 1991 1992 1993 1994 1995 19961997 1998 1999 2000 2001
Fonte:pring.com
425
Colocando os Indicadores Juntos: O DJ Transportes 1990-2001

GRAFICO 20.3 Dow Jones Transports, 1989-2001 - Força Relativa

300
Dow Jones Transports
200

500 KST Longo Praz20

T Linha do KST

2 FRdo KST

989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 200
Fonte: pring.com

GRÁFICO 20.4 Dow Jones Transports, 1989-2001 CMOs de Três Semanas

200 Dow Jones Transports


150
100
Fonte: pring.com
** ******** ****.

50

50.
******

CMO-39semanas

Lw..Yt
CMO-52 semanas

* * s e n n . : . . . . * * * * ****

TTTTTT
T 991 TTTTTTT
TTT 990 1992TTTTTTTM993 TTTITT 1994TTTT 1995
Fonte: pring.com
426 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendncias

O próximo evento importante foi o topo intermediário em 1992. O índice


cruzou brevemente abaixo das suas MMM exponencial de 12 meses (Gráfico 20.2)
e de 65 semanas (Gráfico 20.3), e o KST de longo prazo também desencadeou um
sinal negativo de uma violinada. Estes eventos certamente poderiam ter justifi-
a conclusão que o índice dos Transportes havia começado um mercado de
cado
baixa. No entanto, visto que o fndice eo KST de médio e de longo prazo (gráfi-
co 20.2) haviam cruzado acima de suas respectivas médias móveis (MMs), havia
pouco motivo para manter uma posição baixista.
Infelizmente, este tipo de atividade de violinada se desenvolve ocasional-
mente a partir de uma correção intermediária. Sob tais circunstâncias, é impor-
tante manter uma mente aberta sobre os indicadores. Neste caso, o Gráfico 20.4
Ostra que o oscilador de momentum Chande de 20 semanas (CMO) rompeu a

partir de uma base e várias linhas de tendência de baixa foram rompidas, por iso
havia muitas evidências de que a maré tinha virado.
O topo do mercado de alta se desenvolveu 2 anos mais tarde no início
de 1994. Os sinais de um topo importante foram bastante generalizados. No
Gráfico 20.2 o índice dos Transportes violou simultaneamente uma linha de
tendência de alta de 4 anos e a MM de 12 meses. O KST deu um sinal de venda
decisivo, e o ROC de 18 meses completou uma cabeça e ombros de topo. Em
todos os 1l anos abrangidos pelo gráfico, havia apenas dois padrões gráficos
concluídos para este indicador, então, o rompimento no início de 1994 foi muito
significativo.
O gráfico 20.4 foi igualmente significativo na direção baixista. Os CMOs de
39 e de 52 semanas divergiram negativamente com o preço, e ambos completaram
um topo ou experimentaram uma importante violação da linha de tendncia. No
próprio topo, o CMO de 20 semanas estava realmente sobrecomprado. O gráfico
mostra que, com exceção das tendências ascendentese descendentes mais fortes,
as condições de sobrecomprado e sobrevendido foram associadas frequentemente
às reversoes do tipo intermediárias. No final do ano algo mais assustador come-
çou a acontecer, e isso foi um rompimento da linha de tendência na linha de FR.
Pela primeira vez desde que o mercado de alta na FR começou na FR de longo
prazo, o KST (mostrado no Gráfico 20.3) desencadeou um sinal de venda decisi-
vo. Embora não tenha sido evidente naquele momento, o índice dos transportes
iniciou um longo período de fraco desempenho.
Devido ao mercado de baixa subsequente ter sido relativamente fraco, o
fundo no início de 1995 só foi sinalizado nos gráficos semanais. Mais uma vez,
o gráfico 20.4 mantem a chave, tal como a linha de tendência para baixo no
CMO de 52 semanas ter sido violada e uma base na série 20 semanas conclu-
ida. O próprio índice dos Transportes rompeu quase simultaneamente acima
da sua linha de tendência do mercado de baixa, e sua MME de 65 semanas. o
KST de longo prazo no gráfico 20.3, também se tornou positiva em torno do
mesmo período.
Colocando os Indicadores Juntos: O DJ Transportes 1990-2001 427

O índice manteve-se acima de sua MME de 65 semanas nos próximos 4 anos


e a série de topos e fundos ascendentes continuou. Então, alguns rompimentos
de tendència extremamente significativos se desenvolveram. Primeiro, o próprio
índice cruzou abaixo da sua MM de 12 mesese violou sua linha de tendência do
mercado de alta (gráfico 20.2). O KST também desencadeou um sinal de venda e
o ROC de 18 meses completou um topo.
O gráfico 20.5 mostra que índice dos transportes também completou
o e

rompeu para baixo a partir de uma cabeça e ombros de topo inclinada para cima e
cruzou abaixo da sua MME de 65 semanas quase simultaneamente. Observe como
os CMOs de 39 e 52 semanas estavam realmente abaixo de zero no momento em
que o fndice estava formando o ombro direito. Esta clara falta de momentum foi
um sinal consideravelmente baixista. Sem surpresas, o índice dos Transportes ex-
perimentou um declínio consideravelmente acentuado no outono de 1998.
O dano técnico mais importante de todos é observado no gráfico 20.3 na for
ma de um grande rompimento na linha de FR abaixo uma linha de tendència de
suporte de 6 anos. Isso aconteceu quando o preço absoluto estava cruzando abai-
xo do MME exponencial de 65 semanas. O principal problema da FR havia sido
sinalizado muito antes disso, porque falhou total e completamente na confirma-
ção do mercado de alta no preço absoluto. Na época do topo de 1998 no próprio
indice dos Transportes, a linha FR tinha experimentado uma grande divergência
negativa. Quando a linha FR moveu-se para um novo fundo após o fundo de
1993 no final de 1996, isto deveria ter sido uma advertência suficiente para que
houvesse lugares muito melhores para a exposição do que as ações de transporte.

GRÁFICO 20.5 Dow Jones Transports, 1995-2001 -CMOs de Três Semanas

S A w
300 CMO 30 semanas

200
19 20-week CMO
50t ...

*********

CMO 39 semanas
50 ********

-**********

CMO 52 semanas
50

996 1997 1998 1999 2000 2001


Fonte: pring.com
428 Parte I: Técnicas que Determinam as Tendencias

O topo de 1998, como o de 1990, foi um pouco dificil, devido a virada ter
sido tão acentuada. Todos os três CMOs no Gráfico 20.5 violaram as linhas de
ele su-
tendència, mas o próprio índice não cruzou acima de sua média até que
biu um longo caminho a partir do fundo. Nenhuma linha de tendência de bai-
xa poderia ser traçada em relação ao preço, por isso não foi realmente possível
construir um caso altista oportuno e convincente. Nos casos onde a evidência de
uma reversão de tendência esteja incompleta, é sempre melhor evitar a ação em
questão. Em qualquer evento, o fator primordial deveria ter sido o rompimento
da linha FR no início de 1998, e isto estabeleceu o cenário para os próximos an0s

de negociação da ação.
Na verdade, como se viu, o avanço de 1998 a 1999 foi realmente um reflexo
da alta acima do índice, visto que, tudo o que os preços foram capazes de fazer
toi recuar para a resistência em forma de uma alta de 1998 ea linha de tendência
estendida do mercado de alta. Durante todo este período o KST falhou em dar um
sinal de compra e a linha FR no Gráfico 20.3 nunca cruzou de volta acima de sua
MM exponencial de 65 semanas.
Finalmente, o índice violou sua linha de tendência de alta de 1990 a 2000 no
início do novo século. Esta não foi uma linha de tendência extraordinária, já que,
embora fosse muito longa, somente foi tocada em duas ocasiðes e, portanto, não
espelhou de forma significativa a tendncia subjacente. No entanto, resultou em
uma faixa de negociação lateral que perdurou ao longo dos 2 anos seguintes. O
ponto crítico após isso seria a linha de tendència juntando uma série de fundos
entre 1996 e 2001. Um rompimento abaixo dela, e não obstante outra evidência,
seria um golpe técnico grave.

Sumário
Isto foi um breve relato sobre a posição técnica do índice dos Transportes en-
tre 1990 e 2000. Embora não tenha sido possível incluir muitos indicadores, nos
permitiu descrever como os indicadores de tendência do preço, momentume FR
podem ser combinados para ajudar a identihcar os principais pontos de virada.
Parte II

ESTRUTURA DO MERCADO
21

PREÇO: OS PRINCIPAIS
ÍNDICESS

Nas ediçôes anteriores, o nosso tema central focou sobre os princípios técnicos,
com o objetivo principal de analisar o mercado de ações dos EUA. No início de
1980, quando os Estados Unidos era muito mais dominante no cenário financeiro
global, essa abordagem teve algum mérito. Na segunda década do século XXI e,
além disso, a atenço de técnicos se tornou muito mais diversificada, tendo am-
pliado para os mercados de ações internacionais, títulos, commodities e moedas.
Enquanto nossa cobertura será ampliada neste, não é possível cobrir todos os iín-
dices do mercado e os índices foram desenvolvidos para essas várias entidades em
um pequeno capítulo.
Outro desenvolvimento importante do mercado financeiro no século XXI
foi a rápida expansão e crescente popularidade dos exchange-traded funds (ETFS)
(Fundos de Indices) e, em menor grau, os exchange-traded notes (ETNs). Anterior
mente, a compra de um indice envolvia a aquisição dos seus componentes indivi-
duais, mas com ETFs, agora era possível comprar o índice apenas como uma ação.
Isso porque o ETF é uma cesta de ações, cuja gestão tem por objetivo replicar um
indice estipulado. Para lhe dar uma ideia de seu crescimento, mencionei no meu
livroInvestors Guide to Active Asset Allocation (McGraw-Hill, 2006), que havia en-
tão 160 ETFs listados. Em meados de 2013, esse número estava mais próximo de
1500 e continua crescendo. Uma apresentação pessoalmente importante foi o Pring
Turner Business Cycle ETF (simbolo DBIZ). O fundo adota uma abordagem ativa
baseada no ciclo de negócios e estratégias técnicas descritas neste livro.
Neste capítulo vamos examinar alguns dos principais índices norte-america-
nos e expandir a discussão para abordar alguns dos ETFs que refletem as maiores
ações, títulos e índices de commodities globais.
432 Parte I: Estrutura do Mercado

Ações Norte-Americanas
Não existe um índice ideal que represente o movimento do "mercado'. E verdade
que a maioria das ações se move simulataneamente na mesma direção do mer-
cado na maior parte do tempo, mas raramente existe um período em que ações
ou vários grupos da indústria não estejam se
especificas movendo ao contrario da
direção geral da tendência. O nível geral de preços das ações é medido basicamente
por duas formas principais. A primeira, denominado índice não ponderado, calcula
um índice dos preços de inúmeras ações; a segunda também calcula um índice dos
preços de uma série de ações, mas, neste caso, são ponderadas pela capitalizaç o
de cada empresa (ou seja, o número de ações em circulação multiplicado pelo seu
preço). O primeiro método monitora o movimento da grande maioria das ações
listadas, mas visto que, o segundo dá um peso maior para as grandes empresas,
os movimentos em um índice de mercado construído desta forma, representam
mais adequadamente as mudanças no valor das carteiras dos investidores. Por esse
motivo, os índices ponderados são geralmente utilizados como o melhor indicador
para o "mercado. Estes índices são compilados pelas ações que representem a par-
ticipação do público, liderança de mercado, e a relevância da indústria.
Vários indices de preços foram desenvolvidos que medem varios
segmentos
do mercado. Sua interrelação oferece dicas úteis sobre a condição técnica global
do mercado. No capítulo 3 foi discutida em detalhes a relação entre o índice in-
dustrial Dow Jones (DJIA) e o indice Dow Jones dos Transportes, mas há muitos
outros índices úteis, tais como o índice Dow Jones de Utilidades, os indices não
ponderados, e alguns grupos de ações que indicam a tendência. Elas são analisa-
das neste capitulo no âmbito de sua contribuição à estrutura técnica global dos
mercados norte-americanos.

Indices Compostos do mercado

O DJIA é o índice do mercado de ações mais amplamente seguido no mundo. E


uma média ponderada do preço e é construido com base na soma das cotações de
30 ações e dividindo o total por um divisor. O divisor, que é publicado regular-
mente no The Wall Stret e Barrori's, é alterado periodicamente por causa de desdo-
bramentos das ações, dividendos em ações e mudanças na composição do índice.
Nas últimas décadas, a sua composição se expandiua partir da sua base industrial
para incluir bens de consumo financeiros e outros setores. No entanto, a rigor, não
é um índice "composto', uma vez que não inclui setores como transporte ou utili-
tários. No entanto, a capitalização do DJIA ainda é equivalente a uma percentagem
substancial da capitalização de ações em circulação na New York Stock Exchange
(NYSE), e tem normalmente provado ser um indicador confiável dos movimentos
gerais do mercado. O motivo original para a inclusão de um número relativamente
Preço: Os Principais Indices 433

pequeno de ações num índice foi conveniente. Há alguns anos, os índices eram
arduarmente calculadas manualmente. Com o advento docomputador, a inclusao
de uma amostra mais abrangente tornou-se muito mais fácil.
Um dos inconvenientes do método utilizado na construção do DJIA é que se
o preço de uma ação aumenta no preço e não sofre um split (bonificação), a sua
intluência sobre o índice será substancialmente maior, especialmente se muitas
das outras ações de Dow estão subindo e bonificando ao mesmo tempo. Apesar
dessa, e de outras desvantagens, no entanto, o Dow tem, ao longo dos anos, atua-
do de forma bastante consistente com muitos dos mais largamente capitalizados
índices do mercado. O ETF que representa o DJLA é o SPDR Dow Jones Industrial
Average ETF (símbolo DIA).
O Standard & Poors (S&P) Composite, que compreende 500 ações que repre-
sentam mais de 90 por cento do valor de mercado da NYSE, é outro índice lider
amplamente seguido. Seu ETF é o SPDR S&P500 (símbolo SPY). O índice é calcu-
lado multiplicando-se o preço de cada ação pelo número de ações em circulação,
totalizando o valor da empresa, e reduzindo a resposta para um número do índice.
Ao longo dos anos, o S&«P 5O0 se tornou um benchmark (parâmetro) contra
o qual os gestores de dinheiro profissionais são julgados. Também éo contrato de
futuros de ações mais amplamente negociado.
Na maioria das vezes, o DJIA e o S&xP 500 se movimentam na mesma dire-
ção, mas há momentos em que uma nova máxima ou mínima é alcançada num
índice, mas não no outro. De um modo geral, quanto maior for a divergência,
maior, é provável que seja, o movimento seguinte na direção oposta. O gráfico
21.1 mostra que, no final de 1968, o S&P 500 atingiu uma nova máxima histórica,

GRÁFICO 21.1 Principais Indices do Mercado, 1964-1978

Dow Jones Industrial Averoge


1000
900
800
700
600 s8P 500 Stock Average

100
90
80
70 NYSE Common Stock Index
60

50
46
42

QD KIKEIK FO'70 I71 | "72T71 7 [2CI77 7 O


Fonte: Securities Research
434 Parte II: Estrutura do Mercado

GRÁFICO 21.2 0 DJIA versus o S&P Composite, 1998-2001 e Divergências

|1500
1400
1300 S&P Composite
1200
1100
1000 W Divergência
900-

1150
1100
1050 DJIA wy
1000
960
900
850
750
$10
1998 JAMUU ASONO1999 JAMAs0ND 2000 AMU DAS oND 2001 A
Fonte: pring.com

ao contrário do DJIA, que não foi capaz de ultrapassar o seu topo de 1966. Este
desenvolvimento ajudou a sinalizar um mercado de baixa que eliminou quase
40% do valor de ambos os índices. Por outro lado, o mercado de baixa de 1973 a
1974 foi concluído com um fundo duplo. No caso do DJIA, o segundo fundo em
dezembro de 1974 foi inferior ao de outubro, mas o S&%P 500 falhou, não confir-
mando o novo fundo no DJIA. Nos dois anos seguintes, o DJIA subiu cerca de
80%. Isso também é mostrado no gráfico 21.1.
Gráfico 21.2 compara o DJIA ao S&P Composite na virada do século. Durante
a maior parte da década de 1990, ambas as séries estavam engrenadas. No entanto, o
DJIA fez o seu pico em janeiro de 2000, e o S&P atingiu o pico em março e setembro
desse ano. Isto indicou que os dois indices estavam fora de sintonia com o outro. A
confirmação de uma tendência descendente ocorreu no final do ano, quando am-
bos os índices violaram linhas de tendência de alta importantes. Não fique com a
impressão de que a ausência de uma divergência significa um mercado saudável,
porque não havia nenhuma discrepäncia no próximo topo do mercado em alta em
2007, e este foi seguido por um dos piores mercados de baixa na história.
O Nasdaq Composite é um indice de capitalização ponderado consistindo
de todas as ações listadas na NASDAQ. Uma vez que, contém a maioria dos pesos
pesados da tecnologia, é um índice mais direcionado para a tecnologia. No entan-
to, quando se trata de ETFs, o Nasdaq 100 (símbolo QQQ) é o veículo preferido.
Este indice/ETF é construído a partir das 100 ações da NASDAQ com a maior
capitalização.
435
Preço: Os Principais Indices

ANYSE compila um índice abrangente chamado NYSE Composite. Em certo


sentido, representa o índice ideal, uma vez que seu valor é baseado na capitalizagao
de todas as ações na bolsa. Seus movimentos são muito semelhantes aos do DJIA e

aos do S&P 500. No entanto, as divergências entre as tendências desses três índices
oferecem a confirmação adicional de mudanças na estrutura técnica global.
O indicador mais abrangente de todos é o Wilshire 5000 Equity Index, que
representa o total ponderado pelo valor, em bilhões de dólares, de todas as ações
ordinárias efetivamente negociadas nos Estados Unidos. Conceitualmente, este ë
o indicador que deve ser usado para monitorar as tendências do mercado com
pletamente, mas por causa da letargia da comunidade de investimentos e o óbvio
forte interesse dos patrocinadores dos outros índices populares, não tem recebido
o amplo reconhecimento de que justamente merece.
A Value Line (empresa de pesquisa) publicou o Value Line Arithmetic, um
índice de preços também ponderado que reflete o mercado em geral. Desde a sua
construção enfatiza as ações menores, ocasionalmente, sua trajetória é diferente
com, digamos, o Wilshire 5000 de uma forma significativa. O gráfico 21.3 compa-
ra os dois.

GRAFICO 21.3 Wilshire 5,000 versus a Value Line Arithmetic 1998-2012 e


Divergências

Wilshire 5000

Value Line Arithmetic

tt
Fonte:pring.com
436 Parte lI: Estrutura do Mercado

Observe como não havia uma grande discrepância entre eles, logo após o
pico do mercado de ações de 2000. Isso ocorreu, sem dúvida, devido ao desapare-
cimento da bolha tecnológica, visto que as ações de tecnologia se defenderam das
enormes ponderações nos índices ponderados pela capitalização. De um modo
tipo de discrepância, qualquer que seja o é um
geral, qualquer indiceque lidere,
sinal de fraqueza na tendência predominante que, quando confirmada pelo preço,
geralmente resulta em uma reversão valiosa. Você pode ver uma pequena diver-
gência no pico de 2007, que foi confirmado por dois rompimentos da linha de
tendência.

Os Indices do mercado e as Médias Móveis


Ao analisar uma média móvel (MM) do ponto de vista da determinação da ten-
dência, em primeiro lugar é necessário avaliar o tipo de ciclo a ser considerado.
O ciclo do mercado de ações de 4 anos correspondeu ao ciclo de negócios nos
Estados Unidos por muitas décadas. Uma vez que, o mercado de ações é muito in
fluenciado pela evolução do ciclo econômico, este ciclo de 4 anos (ou, exatamente,
41 meses) é de grande importância na determinação de tendência. Por conseguin-
te, a escolha de uma MM para detectar essas oscilações é limitada no mínimo ao
período completo, ou seja, 41 meses, uma vez que uma MA abrangendo todo este
período de tempo iria suavizar o todo o ciclo e, teoricamente, se tornar uma linha
reta. Na prática, a MM varia, uma vez que o ciclo é raramente limitadoexatamen
te à sua média de 41 meses e a mudança do preço varia em magnitude. Através
de pesquisa no computador, na investigaçãol foi verificado que uma MM de 12
meses para o S&P Composite foia mais confiável entre 1910 e início de 1990. Entre
essa época e 2012, ocorreram apenas quatro sinais de violinadas.

Princípio Técnico Fundamental: Ao escolher um período de tempo para


uma média móvel, procure pela consistência sobre uma quantidade de ações,
em vez da busca pela perfeição.

Em seu livro The Stock Market Indicators (Investors Press, 1968), William
Gordon calculou que o cruzamento da média de 40 semanas proporcionou 29
sinais de compra e venda parao DJiA entre 1897 e 1967. O ganho médio para
todos os sinais de alta (ou seja, entre os sinais de compra e venda) foi de 27%, ea
variação média dos sinais de venda foi de 4%. Para os investidores que utilizaram
os sinais de compra para comprar ações, nove resultaram em perdas, embora,
nenhuma maior do que 7%, enquanto os ganhos foram significativamente maio-
437
Preço: Os Principais ndices

res. Esta abordagem tem funcionado razoavelmente bem desde


1967, embora seja
importante observar que os cruzamentos da MM 40 semanas do S&P Composite
resultaram em muitas violinadas no final de 1970. Como tantas vezes acontece
depois de uma série de violinadas, o sinal de compra de 1982 foi excelente. Ele
capturou a maior parte do avanço inicial do mercado de alta de 1982 a 1987, en-
quanto o segundo, no final de 1984, teria mantido os investidores no mercado ate
sexta-feira antes do colapso do mercado acionário de 1987.
As setas no gráfico 21.4 mostram as violinadas nos gruzamentos da MM de
40 semanas para o S&P Composite entre 1996 e 2012. Podem parecer abundantes
no gráfico, mas se desenvolveram, em média, cerca de uma vez a cada 18 meses
ou mais.

GRAFICO 21.4 S&P Composite, 1996-2012 versus um Oscilador de Preço a 1/40

S&P Composite

Oscilador de preço (1/40)

Fonte:pring.com
438 Parte II: Estrutura do Mercado

Houve também diversas ocasiões quando a média atuou como uma área de
combina-
suporte ou resistência mandando de volta avanços e declínios. Quando
do com os sinais de cruzamento válidos, pode-se argumentar que a MMA de 40
semanas atua como uma referência bastante confiável, mas como sempre, mante-

nha o princípio a seguir em mente.

Princípio Técnico Fundamental: As médias móveis devem ser sempre uti-


lizadas em conjunto com outros indicadores para se obter uma abordagem
do peso da evidência.

Para oscilações intermediárias, os cruzamentos de médias móveis de 13 e 10


semanas (50 dias) provaram ser indicadores úteis, mas, naturalmente, uma MAM
cobrindo período de tempo tão curto pode resultar em muitas violinadas enga-
nosas e, portanto, é menos confiável do que a média móvel de 40 semanas. Para
as oscilações ainda mais curtas, uma MM de 30 dias (6 semanas) funciona bem,
embora alguns técnicos prefiram uma média de 25 dias.

Os principais índices e os ROCs

Existem muitas maneiras pelas quais as técnicas descritas nos capítulos anteriores

podem ser adaptadas para os principais índices. Nos Gráficos 21.5 21.6, por exem-
e

plo, o S&P Composite é ilustrado com uma taxa de mudança (ROc) de 9 meses.
Parece que um excelente sinal do fundo de uma tendência intermediária
desenvolve quando o ROC recruza acima de sua
para uma tendência primária se
linha sobrevendida a -20% ou toca o nível de -20% e então reverte. Alternativa-
mente, um recruzamento do nível de +20% parece ser um topo intermédio ra-
zoavelmente confiável ou o sinal de um mercado de baixa. Obviamente, isto não
é um indicador perfeito, mas na sua maioria, funciona com um elevado grau de
confiabilidade estatística. Alguns dos erros mais gritantes são sinalizados pelas
elipses. O primeiro, em 1929 e 1930, que foi obviamente prematuro, e o segundo
no final de 1990, onde vários sinais de fraqueza falharam completamente. O grá-
fico 21.7 mostra o mesmo exercício para períodos mais recentes, mas, neste caso,
o S&P foi corrigido pelo índice de Preços ao Consumidor (IPC). Observe que,
num mercado de alta secular há uma ligeira tendência para os sinais de venda
falharem, enquanto que o oposto é verdadeiro na alta secular entre 2000 e 2012.
Outra técnica para a construção de uma linha de tendência de alta é juntar
a mínima do mercado de baixa com o primeiro fundo intermediário. Então, é
combinada com um ROC de 12 meses onde uma linha de tendência semelhante é
439
Preço: Os Principais Indices

GRAFICO 21.5 S&P Composite, 1900-1950 versus um ROC de 9 Meses

30
20 s&P Composite

10 M
Sinais Falsos

ROC de 9 meses
50

50

190o 1910 1920 1930 1940 195


Fonte ping.com

GRAFICO 21.6 S&P Composite, 1950-2001 versus um ROC de 9 Meses

1000
s&P Composite

Muitos sinais falsos


60 ROC de 9 meses
40
30
20
10

10
-20
30
TT TTTTT1980 T 1 9 9 0T
1960 1970
Fonte:pring.com
440 Parte II: Estrutura do Mercado

GRAFICO 21.7 CPI Ajusted S&P Composite, 1979-2012 versus um ROCde


9 Meses

Baixa Secular
CPIAdjusted S&P Composite

Alta Secular

Muitos sinais
ROC 9 meses falsos

Fonte: pring.com

construída ou um padrão de preços é sinalizado, se disponível. Essa é a ideia por


trás da maioria das linhas de tendência traçadas nos gráficos 21.8e 21.9. As vezes
não é possível construir essas linhas e ficamos com a alternativa de uma linha de
tendência secundária. Quando ambas são violadas,isso geralmente é um bom si-
nal de que o movimento de alta terminou. Na maioria das vezes, os sinais podem
ficar bem próximos do topo de um mercado alta.

Principio Técnico Fundamental: Em casos onde é óbvio que as linhas de


tendéncia vão ser violadas bem após o ponto de virada, geralmente, é melhor

ignorá-las e confiar em outras evidências.

O gráfico 21.10 mostra a técnica de rompimento da linha de tendência com


um ROC de 65 semanas do Dow Industrials. Com um período de tempo desta du-
ração, os sinais tendem a ser em número reduzido. As vezes, o ROC oferece um
Preço: Os Principais Indices 44

GRAFICO 21.8 S&P Composite, 1966-1983 e Linhas de Tendëncia

500
400
300 DJA
2

100

ROC 53 semanas
100

60

33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 46 46 47 48 49 50 51 52 153 54 56 3
Fonte: pring.com

GRAFICO 21.9 S&P Composite, 1989-2012 e Linhas de Tendëncia

S&P Composite

Falso rompimento

ROC 12 meses

Fonte: pring.com
442 Parte Il: Estrutura do Mercado
GRÁFICO 21.10 DJIA, 2000-2012 e Linhas de Tendëncia

DJIA

ROC 65 semanas
A B

A
14

Fonte:pring.com

rompimento útil da linha de tendència, como em A e B, mas a tendência de preço


é tão acentuada que não é possível construir uma linha de tendência significativa.
Isso, infelizmente, é um fato bem conhecido e é melhor ignorar do que forçar, ou
seja, traçando uma linha de tendéncia acentuada apenas para fazer o ajuste de dados.
Uma simples técnica para identificar as tendências intermediárias é a uti-
lização de Reversões na tendência de um ROC de 13 semanas de um índice de
mercado, como o S&P Composite, em conjunto com uma reversão da tendência
no nível do próprio índice. A técnica utilizada no gráfico 21.ll inclui o traçado de
linhas de tendência, tanto para a cotação de fechamento semanal do DJIA e para
seu momentum de 13 semanas. Quando um rompimento em um índice é confir
mado por outro, geralmente, ocorre uma reversão da tendència predominante.
Esses sinais são ilustrados no gráfico pelas setas. Este tipo de análise deveria ser
combinado onde apropriado com a análise de padrôes de preço do S&R e com
outras técnicas que utilizem os princípios de momentum descritos no Capítulo
13. Este método nem sempre fornece um sinal, mas sempre que houver violações
claramente definíveis de linhas de tendência que foram tocadas três ou mais vezes,
as conclusões são geralmente extremamente confiáveis.
No Gráfico 21.12 as letras A-E indicam onde os cruzamentos sobrecompra-
dos/sobrevendidos não são confirmados pelo preço. Nos casos Be D, estes foram
Preço: Os Principais Indices 443

GRAFICO 21.11 DJIA, 1970-1975 e um ROC de 13 Semanas

1050 Dow Jones Industriol Averoge


1000 weekly close
950
900 -
M
850 w
800
750M

700
650
600

30
20
10

1o
20 Momentumde 13 semanas
-30
MJS DM J S DM J S D M s OM J S 0 M J SD
1970 1971 1972 1973 1974 1975

Fonte:pring.com

GRAFICO 21.12 DJIA, 2001-2011 e um ROC de 13 Semanas

DJIA

A
B
ROC de 13 semanas
D

A
E

Fonte:pring.com
444 Parte I1: Estrutura do Mercado

sinais preliminares, onde um subsequente declínio sobrevendido foi finalmente


confirmado. A, C, e E nunca foram confirmados.

O Índice Dow Jones dos Transportes


Na última parte do século XIX e início do século XX, o transporte ferroviário era a
forma dominante de transporte e, portanto, um índice composto exclusivamente
de ferrovias representou um bom substituto para as ações de transporte. Em 1970,
um indice de ferrovia foi expandido para abraçar outros segmentos de transporte,
eo índice foi renomeado como Indice Dow Jones dos Transportes.
O Indice dos Transportes é basicamente afetado por dois fatores: Volume
de negócios e mudanças nas taxas de juros. Em primeiro lugar, quando uma re-
cuperação do negócio inicia, os estoques estão baixos e as matérias-primas são
necessárias para iniciar a produção. O volume de transporte aumenta, e os inves-
tidores, antecipando essa tendência, aumentam o preço das ações de transporte.
Nos picos do ciclo de negócios, as empresas normalmente aumentam seus es-
toques excessivamente; o resultado é que, quando as vendas começam a cair, as
suas necessidades de matérias-primas são reduzidas. O volume de transporte, em
seguida, cai bruscamente, e as ações reagem da mesma forma. Em segundo lugar,
as empresas de transporte tendem a ser mais fortemente financiadas com dívidas
do que as indústriais. Por causa do efeito alavancagem dessa forte estrutura de
dívidas, seus ganhos também são mais sensíveis às mudanças nas taxas de juros e
às condições de negócios do que as da maioria das industriais. Como resultado,o
Indice dosTransportes muitas vezes leva o Indice Industrial a importantes pontos
de rompimento. De fato, recentemente os dados conduzidos por uma pesquisa
desde os meados dos anos 1950, confirmou que o setor de Transporte teve um
desempenho superior ao mercado durante o início da fase primária de alta e teve
um desempenho inferior durante as últimas fases do ciclo. (Nota: Veja o meu livro
The Investor's Guide to Active Asset Allocation).
A importância da regra da teoria de Dow solicitando confirmação, tanto dos
índices Industriais e dos de Transportes, agora deve ser mais óbvia, já que um
movimento pelos estoques dos produtores (o índice Industrial) realmente tem
que estar associada com um aumento do volume de transporte, que deve ser re-
fletido por um movimento semellhante nas ações de transporte. De igual modo, o
aumento de negócios nas ações de transporte é provável que seja de importância
temporária se as companhias industriais não conseguirem acompanhar, através
de um aumento nas vendas e nos niveis de produção. Os ciclos de longo prazo do
Indice dos Transportes e do Indice Industrial são quase os mesmos, como resul-
tado de sua estreita associação às condições de negócios. As técnicas e escolha de
períodos de tempo para as MMs, ROC, etc, são, por conseguinte, semelhantes aos
descritos anteriormente para o Indice Industrial.
Preço: Os Principais lIndices 4 4 5

GRÁFICO 21.13 DJ Transports, 1996-1998 e Trës Indicadores

DJIA

5000 Nova máxima

3500
3000 DJ Transports
2600
2000
IFRDJTransportes (DJIA)
o40 s
0.36
ROC 26 semanas do IFR

101.
-20
30
V
996 AMJA SoN D1997 AIMUA So ND1998 AM J ASO N
Fonte: pring.com

Um princípio que não é normalmente utilizado para o índice Industrial,


mas que pode ser aplicado para o índice dos Transportes é o de força relativa

(FR). Esta técnica é particularmente útil durante os períodos de não


confirma-
FR pode oferecer uma dica útil de como a
ção entre os dois índices, quando o
discrepância será solucionada. Um exemplo ocorreu no verão de 1998, quando
o DJIA fez um novo topo marginal. O gráfico 21.13 mostra que o índice dos
manteve-se acima da sua MM de 40 semanas, mas o índice já tinha
Transportes
violado uma tendência de alta Secundária, indicando, assim, uma fraqueza po-
tencial. Como foi comprovado, quando o indice Industrial atingiu a sua nova
alta, o índice dos Transportes recuou para a linha de tendência estendida que ti-
nha sido violada anteriormente. No entanto, o verdadeiro alerta era que o índice
dos Transportes provavelmente não confirmaria o índice Industrial, devido ao
fato de que a linha FR tinha cruzado abaixo de sua MM e da linha de tendência
secundária para cima em Abril de 1998. O ROC de 26 semanas da força relati
va também violou uma linha de tendência para cima. Assim, no momento em
que o índice Industrial estava fazendo uma nova alta em julho, a linha FR dos
Transportes estava em declínio e bem abaixo da sua MM. Finalmente, o ROC
não foi capaz de subir acima de zero, o que representou um sinal adicional de
vulnerabilidade.
446 Parte I1: Estrutura do Mercado

O fndice Dow Jones de Utilidade


O fndice Dow Jones de Utilidade compreende 15 ações de utilidade extraídas de
concessionárias de energia elétrica, gasodutos, empresas de telefonia, etc. Este in-
dice tem provado historicamente ser um dos barometros mais confiáveis do In-
dustrial. Isto é devido ao fato de que as ações de utilidades são extremamente sen-
síveis a mudanças nas taxas de juros e estas geralmente guiam o mercado de ações
global. As Mudanças nas taxas de juros são Importantés para as açðes de servi-