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Boletim Empresarial

Conta 25 – Financiamentos obtidos

Registam-se nesta conta os financiamentos obtidos, sejam eles de instituições de crédito e


sociedades financeiras ou de outras entidades, como sejam, os participantes de capital, entidades onde
tenhamos participação ou mesmo no caso da obtenção de empréstimos por emissão de obrigações.

Reconhecimento

Esta conta (25 Financiamentos obtidos) é apresentada no balanço, no passivo, na rubrica


«Financiamentos obtidos». As quantias podem surgir no passivo corrente ou no passivo não corrente em
função de serem liquidadas num período até doze meses após a data do balanço (passivo corrente) ou a
mais de doze meses (passivo não corrente).

Mensuração

A conta “25 Financiamentos obtidos” enquadra-se no conceito de passivo financeiro.


Assim sendo, a sua mensuração deve ser feita de acordo com a alínea a) do §11 da NCRF 27 –
Instrumentos Financeiros, pelo custo ou custo amortizado menos qualquer perda por imparidade.

Noções:

Um empréstimo é o contrato em que uma entidade cede temporariamente meios líquidos a outrem,
obrigando-se este último ao reembolso do capital e ao pagamento de uma certa remuneração (juro).

Consideram-se empréstimos todos os meios líquidos obtidos ou cedidos temporariamente pela


empresa, com vista a suprir deficiências de tesouraria ou financiar projectos de desenvolvimento e
expansão.

Nesta base, podemos considerar dois tipos de empréstimos:

- Empréstimos de funcionamento, que têm como finalidade suprir insuficiências temporárias de


tesouraria resultantes da actividade corrente da empresa. Como a própria designação o indica,
visam permitir à empresa a continuação do exercício das suas funções: comercial, industrial,
agrícola ou outra.
- Empréstimos de financiamento, que têm como finalidade financiar projectos de investimento da
empresa possibilitando, deste modo, a expansão da sua actividade.

Classe 2 - Contas 25, 26


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Enquanto que os primeiros têm como objectivo a manutenção da actividade actual, os segundos
visam o seu incremento.

Quanto ao prazo em que é exigido o seu reembolso podemos classificar os empréstimos em:

- Empréstimos a curto prazo, quando o seu reembolso é exigido num prazo inferior a um ano.
Estão geralmente nestas condições os empréstimos de funcionamento;

- Empréstimos a médio e longo prazo, quando o seu reembolso é exigido num prazo superior a
um ano. Os empréstimos de financiamento são, normalmente, deste tipo e, em particular, os
empréstimos para aquisição de valores activos fixos tangíveis (viaturas, edifícios, equipamentos
de grande porte).

Constituindo os empréstimos uma utilização de capital alheio estão, necessariamente, sujeitos ao


vencimento de juros, como forma de remuneração dessa mesma utilização temporária.

A taxa praticada depende quer do contrato estabelecido entre as partes, no caso de empréstimos não
bancários, ou das estabelecidas no mercado, no caso de empréstimos bancários. O seu valor (da taxa de
juro) depende do prazo em que a operação é efectuada, variando na razão directa daquele – do prazo
(quanto maior for o prazo do empréstimo, maior será a taxa de juro e vice-versa).

Os juros constituem rendimento de aplicação de capitais, pelo que haverá lugar ao correspondente
imposto – retenção na fonte feita pela entidade que cobra os juros.

Conta 251 – Instituições de crédito e sociedades


financeiras

Conta 2511 – Empréstimos bancários

Esta conta inclui os empréstimos obtidos das instituições de crédito, independentemente do seu
prazo.

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A decomposição desta conta deve ser efectuada por empréstimo, no sentido de se verificar em cada
período a quantia a ser incluída no passivo corrente (quantia a ser reembolsada até 12 meses da data do
balanço).

Apontamento Fiscal

Conta 2511 – Empréstimos bancários


Em sede de IRC os gastos de natureza financeira incluem os juros de capitais alheios aplicados na
exploração, de acordo com o art.º 23.º n.º 1 c). Convém referir que o art.º 18.º do CIRC determina
que: “Os rendimentos e os gastos, assim como as outras componentes positivas ou negativas do
lucro tributável, são imputáveis ao período de tributação em que sejam obtidos ou suportados,
independentemente do seu recebimento ou pagamento”, o que significa que é necessário proceder
à periodização dos juros pagos relativos aos financiamentos.

Genericamente, as contas de empréstimos bancários obtidos creditam-se aquando da sua


contratação, e debitam-se no seu reembolso.

Contabilização:

- Contracção do empréstimo bancário:

Débito: Crédito: Valor:


11 ou 12 2511-Emp. Bancários Valor do Empréstimo

- Reembolso (pagamento):

Débito: Crédito: Valor:


2511-Emp. Bancários 11 ou 12 Pagamento da Prestação.

- Quando do vencimento dos juros e admitindo a retenção na fonte do imposto devido pelos
rendimentos de capitais, far-se-á o lançamento:

Débito: Crédito: Valor:


6911-Juros Emp. Banc. J
6228-Serv. bancários Valor da comissão cobrada
6813-Imposto de selo Imposto de selo cobrado
Retenção na Fonte C
11, 12, 25, 26 J + Comissão + Imp. Selo
J= juro devido:

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C= 20% de retenção na fonte

Conta 2512 – Descobertos bancários

Incluem-se nesta conta os saldos credores das contas de depósitos à ordem existentes à data de
balanço, uma vez que existe uma responsabilidade para com a instituição financeira como consequência
dos meios financeiros utilizados terem sido superiores aos disponíveis.

Conta 2513 – Locações Financeiras

Nesta conta devem ser registadas as quantias por locações financeiras da entidade, sendo estas o
justo valor da propriedade locada, ou quando inferior, o valor presente dos pagamentos mínimos da
locação.

Esta conta é creditada por débito da conta de investimentos respectiva (activo fixo tangível, activo
intangível ou propriedade de investimento), sendo posteriormente debitada pelos pagamentos referentes à
amortização do capital em dívida (redução do passivo pendente) e quando aplicável pelo valor residual.

Assim, no começo do prazo de locação, os locatários devem reconhecer as locações financeiras


como activos (investimento) e passivos (conta 2513) nos seus balanços, sendo esta conta 2513 debitada
pelas amortizações do capital em dívida e valor residual até à sua extinção, e a conta de activo em função
da política de depreciações/amortizações da entidade.

Apontamento Fiscal

Conta 2513 – Locações financeiras


Os bens adquiridos em regime de locação financeira têm para efeitos fiscais o mesmo tratamento
dos outros bens, ou seja são levados a gastos pelo valor das depreciações e amortizações,
inclusive quando se trata de relocação, conforme é referido no art.º 25.º do CIRC.

Conta 252 – Mercados de valores mobiliários

Conta 2521 – Empréstimos por obrigações

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«Regista os empréstimos por obrigações, sem prejuízo do referido na nota à conta 53».(*) SNC –
Notas de Enquadramento.

As obrigações podem apresentar-se sob 2 configurações – convertíveis e não convertíveis – as


obrigações mais frequentes são as não convertíveis, isto é, permitem ao seu titular o reembolso do
empréstimo à entidade e consequentemente a entidade emissora fica com a obrigação da devolução do
dinheiro emprestado, ou seja, tem um passivo enquanto não proceder a essa devolução. No caso, esse
passivo é a conta 2521. As obrigações convertíveis são aquelas que se convertem em acções após um
tempo predefinido e verificadas algumas condições, sendo que, neste caso, a entidade não fica com a
obrigação da devolução do dinheiro emprestado, não ficando consequentemente com nenhum passivo
sendo assim esse empréstimo obrigacionista registado na conta “53 Outros instrumentos de capital próprio”.

A mensuração das obrigações é feita pelo custo amortizado.

(*) – (SNC – Notas de enquadramento à conta 53) - Esta conta será utilizada para reconhecer as prestações suplementares ou
quaisquer outros instrumentos financeiros (ou as suas componentes) que não se enquadrem na definição de passivo
financeiro. Nas situações em que os instrumentos financeiros (ou as suas componentes) se identifiquem com passivos
financeiros, deve utilizar –se rubrica apropriada das contas 25 — Financiamentos obtidos ou 26 — Accionistas/sócios.

Empréstimo por obrigações:

Esta forma de empréstimo é utilizada normalmente por grandes empresas ou pelo próprio estado,
visando dois objectivos básicos:
- a obtenção de grande volume de capitais;
- a dilatação do prazo de reembolso, porquanto representa financiamento a médio e longo prazos.

No empréstimo por obrigações são emitidos títulos de igual valor a serem subscritos pelas entidades
interessadas: as obrigações. Uma obrigação representa, assim, uma fracção de um empréstimo sendo
o seu portador um credor da sociedade que a emitiu, ou seja, representa para esta última (para a
empresa que lança o empréstimo), capital alheio.

As sociedades cujo capital está representado por acções, as sociedades por quotas e as empresas
públicas, podem emitir empréstimos por obrigações estando, todavia, esta emissão dependente de
autorizações administrativas eventualmente necessárias. O seu montante não pode exceder o valor do
capital social já realizado e existente, nos termos do último balanço aprovado, acrescido do montante do
capital social aumentado e realizado depois da data de encerramento daquele balanço (sociedades
anónimas).

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As obrigações podem ser reunidas em títulos de 5, 10, 20 ou mais obrigações, sendo subscritas e
liberadas pelas diversas entidades interessadas, o que poderá evitar a concentração do empréstimo numa
só pessoa ou entidade.

Face aos direitos que podem conferir, as obrigações classificam-se em:


- simples – não conferem qualquer direito especial ao seu proprietário, além do juro acordado;
- com prémio – no reembolso é pago ao obrigacionista não só o valor nominal da obrigação como
uma importância suplementar: o prémio de reembolso (fixo ou dependente dos lucros realizados
pela empresa);
- convertíveis – quando sejam convertíveis em acções.

O valor nominal da obrigação é a importância nela inscrita, sendo constante para todas as
obrigações representativas do mesmo empréstimo.

Emissão:

Para se proceder à emissão de um empréstimo por obrigações deverão observar-se várias fases,
salientando-se entre elas: o estudo económico - financeiro e técnico do empréstimo; a solicitação de
autorização administrativa; a definição das condições de subscrição, etc.

Relativamente à fase de emissão propriamente dita, interessa-nos referir que após ultrapassados os
aspectos legais, devem ser definidas as condições gerais em que se rege o empréstimo a contrair,
nomeadamente:
- montante global do empréstimo obrigacionista
- valor nominal das obrigações
- taxa de juro do empréstimo e forma de liquidação do juro
- preço de emissão das obrigações
- prazo e local de subscrição
- local e condições de liberação das obrigações subscritas
- processo de amortização (ou reembolso) das obrigações
- prazo do empréstimo, etc.

Subscrição:

A subscrição pode ser efectuada directamente pela sociedade ou através de estabelecimentos de


crédito. Quando utilizado o segundo processo há lugar ao pagamento da designada «comissão de
colocação».

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Quando a subscrição for inferior à emissão, a empresa deverá optar por uma das três
alternativas:
a) Desistir da emissão do empréstimo;
b) Emiti-lo por um valor inferior;
c) Subscrever ela própria as obrigações não subscritas por terceiros.

Por sua vez, sendo a subscrição superior à emissão dever-se-á proceder ao rateiro (sorteio), estando
previamente definidos os termos em que este se deve processar:

Contabilísticamente:

Lançamento de subscrição:

Débito: Crédito: Valor:


2521-Obrigacionistas 275-Emp. Por Obrig. X

X = Obrigações subscritas.

LIBERAÇÃO (pagamento):

Débito: Crédito: Valor:


11 ou 12 2521-Obrigacionistas X

X = Valor liberado (realizado, recebido). Corresponde ao recebimento das acções subscritas.

AMORTIZAÇÃO DE OBRIGAÇÕES:

Corresponde já à fase de reembolso do empréstimo (pagamento das obrigações por parte da


empresa). As obrigações a amortizar são normalmente determinadas por sorteio, daí que
Contabilísticamente deveremos distinguir entre:

- Sorteio de obrigações, que originaria o lançamento:

Débito: Crédito: Valor:


2521-Emp. Obrig. 275 X

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X = Obrigações sorteadas, abatidas.

- Pagamento aos obrigacionistas das obrigações:

Débito: Crédito: Valor:


275 11 ou 12 X

X = Valor reembolsado, pago pela empresa.

O pagamento de juros vencidos pelo empréstimo por obrigações será movimentado à semelhança
dos juros das restantes formas de empréstimos apresentados anteriormente.

Débito: Crédito: Valor:


6912-Juros Emp. Obrig. J
2423 C
11, 12, 25 J-C

J= juro devido:
C= 20% de retenção na fonte

Na conta 2521 – Empréstimos por obrigações, recomenda-se a utilização de duas subcontas:

25211 – Empréstimos convertíveis:


Trata-se de empréstimos representados por obrigações que sejam convertíveis em acções (as
sociedade só podem emitir obrigações convertíveis quando as suas acções estejam cotadas na bolsa).

25212 – Empréstimos não convertíveis:


Correspondem aos empréstimos representados por obrigações que não sejam convertíveis em
acções.

Conta 253 – Participantes de capital

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Nesta conta registam-se os financiamentos obtidos (suprimentos e outros mútuos) com as entidades
participantes no capital.

Só devem ser incluídos os financiamentos obtidos que configurem passivos financeiros não se
registando nesta conta aqueles que devam ser levados à conta “53 Outros instrumentos de capital próprio”
(prestações suplementares ou quaisquer outros instrumentos financeiros ( ou as suas componentes) que
não se enquadrem na definição de passivo financeiro).

Esta conta está subdividida em:


2531 Empresa-mãe – Suprimentos e outros mútuos
2532 Outros participantes – Suprimentos e outros mútuos

Conta 254 – Subsidiárias, associadas e


empreendimentos conjuntos

Nesta conta registam-se os financiamentos obtidos com as entidades onde participamos no capital
(entidades participadas).

Esta conta deverá ser subdividida de forma a respeitar as exigências da NCRF 5 – Divulgação de
Partes Relacionadas. Assim sugerimos:
254 Subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos
2541 Subsidiárias
2542 Associadas
2543 Empreendimentos conjuntos

Conta 258 – Outros financiadores

Movimentam-se nesta conta todos os financiamentos contraídos pela empresa, não contemplados
nas contas anteriores. Exceptuam-se os financiamentos contraídos junto dos accionistas (sócios) e
empresas do grupo, porquanto serão contabilizados na conta 26. «Accionistas (sócios)». nas respectivas
sub-contas.

Exemplos:

- Empréstimo concedido pelo IAPMEI

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- Empréstimo concedido pela Secretaria de Estado do Emprego para criação de novos postos de
trabalho.

Débito: Crédito: Valor:


11/12 258 Empréstimo obtido

Conta 26 – Accionistas – Sociedades Anónimas


(sócios – Sociedades por quotas).

Englobam-se nesta conta as operações relativas às relações com os titulares de capital e com as
empresas participadas. Excluem-se as operações que respeitem a transacções correntes, a transacções de
imobilizado e a investimentos financeiros.

Nas sociedades, as ligações entre a empresa e os detentores do seu capital relevam-se através
desta conta. A designação accionistas utiliza-se nas sociedades cujo capital está representado por acções,
sendo a de sócios reservada para os restantes tipos de sociedades. (Ex: por quotas).

A conta 26 – Accionistas / Sócios é composta pelas seguintes sub contas:


261 Accionistas c/ subscrição
262 Quotas não liberadas
263 Adiantamentos por conta de lucros
264 Resultados atribuídos
265 Lucros disponíveis
266 Empréstimos concedidos - empresa-mãe
… ...
268 Outras operações
269 Perdas por imparidade acumuladas

Reconhecimento

Esta conta (26 Accionistas / Sócios) é apresentada no balanço, tanto no activo como no passivo e no
capital próprio.

No activo na rubrica Accionistas / Sócios, é apresentado o saldo devedor da conta “268 Outras
operações”, bem como as contas “263 Adiantamentos por conta de lucros”, “266 Empréstimos concedidos –

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empresa-mãe” e é também registado, a deduzir às anteriores, o saldo credor da conta “269 Perdas por
imparidade acumuladas”.

Estas contas serão apresentadas no activo corrente ou no activo não corrente em função de serem
realizadas num período até doze meses após a data do balanço (activo corrente) ou a mais de doze meses
(activo não corrente). Salvo informação contrária, e devido à sua natureza a conta “266 Empréstimos
concedidos – empresa-mãe” inclui-se no activo não corrente.

No passivo, na rubrica Accionistas / sócios, é apresentado o saldo credor da conta 268, bem como
as contas 264 e 265.

Estas contas são apresentadas no passivo corrente pois considera-se que devem ser liquidadas num
período até doze meses após a data do balanço. Se a sua liquidação (situação pouco usual) for esperada a
mais de doze meses estas contas devem ser registadas no passivo não corrente.

No capital próprio (*), na rubrica capital realizado e a deduzir à conta 51 Capital, são apresentadas
as contas «261 Accionistas c/ subscrição» e «262 Quotas não liberadas».

(*) – NCRF 27 Instrumentos Financeiros §8 «…Se os instrumentos de capital próprio forem emitidos antes dos recursos serem
proporcionados a entidade deve apresentar a quantia a receber como dedução ao capital próprio e não como activo… Na
medida em que as acções sejam subscritas mas nenhum dinheiro ou outro recurso tenha sido recebido, nenhum aumento de
capital próprio deverá ser reconhecido.»

A conta 26 Accionistas (sócios) regista todas as operações com os detentores de capital, excluindo:
 Transacções correntes (para o que serão utilizadas as contas reservadas para este efeito:
Clientes e Fornecedores).
 Operações com o Activo fixo tangível (utilizando-se neste caso as respectivas contas previstas
para esse efeito).
 Investimentos financeiros e subscrições de capital, utilizando-se as respectivas contas na classe
4 ou na conta 27 Outras contas a receber e a pagar.

Para contabilização das restantes operações com os detentores do capital, a conta 26 está
subdividida em:
261 Accionistas c/ subscrição
262 Quotas não liberadas
263 Adiantamentos por conta de lucros
264 Resultados atribuídos
265 Lucros disponíveis
266 Empréstimos concedidos - empresa-mãe
… ...

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268 Outras operações


269 Perdas por imparidade acumuladas

Conta 261 – Accionistas com subscrição

Nesta subconta registam-se a débito as quotas partes subscritas por accionistas (ou sócios) para
composição do capital social das sociedades, aquando da sua constituição ou aumento de capital.

A subscrição traduz o compromisso que o subscritor (futuro accionista ou sócio) assume para com a
empresa em pagar as partes sociais que subscreveu, tornando-se desta forma, seus devedores.

O saldo desta conta, sempre devedor ou nulo, assinala o valor ainda não liberado, ou seja, o capital
social subscrito e ainda não realizado.

Os movimentos contabilísticos relativos a esta conta serão:

- Subscrição de capital (constituição ou aumento de capital social):

261 51
Vs Vs

- Realização do capital subscrito:

11/12/43 261

Vs Vs

Vs – Valor subscrito.

Recomenda-se o desdobramento desta conta, nas seguintes subcontas, tendo em atenção a


natureza das entidades subscritoras:
2611 Entidades públicas administrativas
2612 Entidades privadas
2613 Outras entidades.

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Conta 262 – Quotas não liberadas

Credita-se pelo valor total da subscrição de quotas, por contrapartida das respectivas contas de
aplicações financeiras.

Será debitada pelos pagamentos destinados à liberação daquelas subscrições.

Em esquema, o seu movimento contabilístico será:

- Pela subscrição de quotas:

262 51

X X

- Pelo pagamento dos valores subscritos:

12 262

X X

Refira-se que esta conta deverá ser sempre creditada pelo valor de subscrição, ainda que este não
coincida com o valor nominal dos títulos subscritos. O seu saldo credor representa o valor de títulos
subscritos pela empresa e ainda não liberados (pagos).

Para efeitos de elaboração do Balanço, os saldos destas contas (261 — Accionistas c/subscrição e 262 —
Quotas não liberadas), são deduzidos ao Capital nos termos da NCRF 27 — Instrumentos financeiros (§ 8).

Conta 263 – Adiantamentos por conta de lucros

Registam-se, nesta conta, as entregas feitas pela sociedade aos seus detentores de capital, por
conta de lucros a apurar aquando do encerramento do exercício económico. Sendo assim:

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DEBITA-SE: pelo adiantamento por conta de lucros, por contrapartida duma conta de
disponibilidades (11 ou 12);

Débito: Crédito: Valor:


263 11/12 Adiantamento concedido ao sócio

CREDITA-SE: pela distribuição de resultados, ou seja, pela colocação à disposição dos sócios dos
lucros atribuídos.

Débito: Crédito: Valor:


89 263 Colocação à disposição dos rendimentos.

Assim, esta conta apresentando saldo devedor, representa as entregas efectuadas a sócios ou
accionistas, por conta de lucros ainda não disponíveis.

Conta 264 – Resultados atribuídos.

Esta conta regista a atribuição de lucros ainda não colocados à disposição ou a cobertura de
prejuízos, pelos detentores de capital, conforme o deliberado pelo órgão competente (assembleia geral …).

Contabilísticamente, esta conta terá o seguinte movimento:

- Na situação em que haja desfasamento temporal entre a atribuição dos lucros e a sua
colocação à disposição:

264 265
X X

X = Quantia do lucro do período colocado à disposição dos accionistas/sócios

56 264
y y

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y = Quantia do lucro do período atribuído a accionistas/sócios

- Na situação de cobertura de prejuízos:

264 56
X X

X = Quantia dos prejuízos a serem cobertos pelos accionistas

12 264
y y

y = Recebimento da quantia de cobertura de prejuízos

Conta 265 – Lucros disponíveis

Esta conta regista os lucros colocados à disposição dos detentores do capital, directamente ou por
transferência das contas anteriormente citadas nos casos em que haja desfasamento temporal entre a
atribuição dos lucros e a sua colocação à disposição.

- Lucro colocado à disposição:

56/264 265
X X

- Pagamento aos accionistas/sócios do lucro colocado à disposição:

265 12
X X

Classe 2 - Contas 25, 26


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O saldo, devedor ou nulo representará, no primeiro caso, lucros colocados à disposição da empresa,
mas ainda não levantados.

Conta 266 – Empréstimos concedidos – empresa mãe

Esta conta destina-se a registar os empréstimos concedidos à empresa-mãe, sendo debitada pelo
empréstimo e creditada pelos reembolsos.
Os empréstimos concedidos são registados regra geral na conta “41 Investimentos Financeiros”, pois
tratam-se de aplicações financeiras das quais esperamos obter um rendimento e destinam-se a entidades
que não se relacionam connosco na qualidade de accionistas/sócios.
Contudo existe um accionista/sócio, empresa-mãe, que pelas suas características tem o poder de
controlo da nossa empresa e consequentemente admite-se, desde logo, que por essa influência possam
existir empréstimos concedidos.

Contabilísticamente,

DEBITA-SE: pela concessão de empréstimos a accionistas (sócios);

Débito: Crédito Valor:


266 11/12 Valor do empréstimo concedido

CREDITA-SE: pelo reembolso (total ou fraccionado) dos empréstimos concedidos.

Débito: Crédito Valor:


11/12 266 Reembolso do empréstimo

Conta 268 – Outras operações

Esta conta é residual. Enquadram-se aqui todos os movimentos com accionistas / sócios, que não
respeitem a transacções correntes e a transacções relativas a investimentos (financeiros ou não financeiros)
e não se enquadram nas contas anteriormente referidas.

269 – Perdas por imparidade acumuladas


Classe 2 - Contas 25, 26
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A Imparidade é uma redução ao activo, assim sendo, a imparidade em accionistas/sócios (conta 26) é
uma excepção, na medida em que a maioria das suas subcontas têm saldo credor.

No entanto, algumas das contas nomeadamente a 263, 264, 266 e 268 poderão apresentar saldo
devedor pelo que a existência da conta de imparidade se justifica.

As perdas por imparidade anuais serão registadas na conta “6512 – Perdas por imparidade – Em
dívidas a receber – Outros devedores”, e as suas reversões (quando deixarem de existir as situações que
originaram as perdas) são registadas nas contas “76212 – Reversões de perdas por imparidade – Em
dívidas a receber – Outros devedores”. Quando se verificar o desreconhecimento do activo a que respeite a
imparidade, esta conta será debitada por contrapartida da correspondente conta à qual estava associada.
SNC

Movimentação
(alguns exemplos)

269 Perdas por imparidade acumuladas

Débito Crédito

Reversão no período da perda por imparidade Registo da perda por imparidade do período
(por crédito da conta 76212) (por débito da conta 6512)

Desreconhecimento da perda por imparidade


acumulada, por recebimento ou anulação do
adiantamento ao pessoal
(por crédito da conta à qual estava associada)

Apontamento Fiscal

Conta 269 – Perdas por imparidade acumuladas

O art.º 35.º do CIRC não prevê perdas por imparidade para sócios/accionistas, não sendo as
mesmas aceites fiscalmente.

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