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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

Agora Eu Passo Concursos Públicos

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Código de Trânsito Brasileiro����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Regra do Transporte de Crianças em Veículos��������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Análise a Resolução 277/08 e suas Alterações����������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Alterações Feitas pela Deliberação 100/10 do Contran��������������������������������������������������������������������������������������������2
Dispositivo de Retenção para Transporte de Crianças em Veículos Automotores Particulares������������������������3
Alteração Realizada pela Resolução 639/16���������������������������������������������������������������������������������������������������������������4
Infrações Relacionadas�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������4

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Agora Eu Passo Concursos Públicos.
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Agora Eu Passo Concursos Públicos

Código de Trânsito Brasileiro


Regra do Transporte de Crianças em Veículos
1) Em veículo automotores, salvo motocicletas, motonetas e ciclomotores: para serem transporta-
das no banco dianteiro = idade superior a 10 anos
2) Em motocicletas motonetas e ciclomotores: Ser maior de 7 anos e conseguir cuidar de sua própria
segurança
3) Em ciclos: Qualquer idade, desde que possa cuidar de sua própria segurança.

Análise a Resolução 277/08 e suas Alterações


Art.1° Para transitar em veículos automotores, os menores de dez anos deverão ser transportados nos
bancos traseiros usando individualmente cinto de segurança ou sistema de retenção equivalente, na
forma prevista no Anexo desta Resolução.
§1º. Dispositivo de retenção para crianças é o conjunto de elementos que contém uma combinação de
tiras com fechos de travamento, dispositivo de ajuste, partes de fixação e, em certos casos, dispositivos
como: um berço portátil porta-bebê, uma cadeirinha auxiliar ou uma proteção anti-choque que devem
ser fixados ao veículo, mediante a utilização dos cintos de segurança ou outro equipamento apropriado
instalado pelo fabricante do veículo com tal finalidade.
§2º. Os dispositivos mencionados no parágrafo anterior são projetados para reduzir o risco ao usuário em
casos de colisão ou de desaceleração repentina do veículo, limitando o deslocamento do corpo da criança
com idade até sete anos e meio.
§ 3º As exigências relativas ao sistema de retenção, no transporte de crianças com até sete anos e meio de
idade, não se aplicam aos veículos de transporte coletivo, aos de aluguel, aos de transporte autônomo de
passageiro (táxi), aos veículos escolares e aos demais veículos com peso bruto total superior a 3,5t.
Art. 2º Na hipótese de a quantidade de crianças com idade inferior a dez anos exceder a capacidade de
lotação do banco traseiro, será admitido o transporte daquela de maior estatura no banco dianteiro, utili-
zando o cinto de segurança do veículo ou dispositivo de retenção adequado ao seu peso e altura.
Parágrafo único. Excepcionalmente, nos veículos dotados exclusivamente de banco dianteiro, o trans-
porte de crianças com até dez anos de idade poderá ser realizado neste banco, utilizando-se sempre o
dispositivo de retenção adequado ao peso e altura da criança.

Alterações Feitas pela Deliberação 100/10 do Contran


O transporte de criança com idade inferior a dez anos poderá ser realizado no banco dianteiro do veículo,
com o uso do dispositivo de retenção adequado ao seu peso e altura, nas seguintes situações:
I – quando o veículo for dotado exclusivamente deste banco;
II – quando a quantidade de crianças com esta idade exceder a lotação do banco traseiro;
III – quando o veículo for dotado originalmente (fabricado) de cintos de segurança subabdominais
(dois pontos) nos bancos traseiros.
Parágrafo único. Excepcionalmente, as crianças com idade superior a quatro anos e inferior a sete anos
e meio poderão ser transportadas utilizando cinto de segurança de dois pontos sem o dispositivo denomi-
nado ‘assento de elevação’, nos bancos traseiros, quando o veículo for dotado originalmente destes cintos.’
Art. 3°. Nos veículos equipados com dispositivo suplementar de retenção (airbag), para o passageiro do
banco dianteiro, o transporte de crianças com até dez anos de idade neste banco, conforme disposto no
Artigo 2º e seu parágrafo, poderá ser realizado desde que utilizado o dispositivo de retenção adequado ao
seu peso e altura e observados os seguintes requisitos:
˃˃ É vedado o transporte de crianças com até sete anos e meio de idade, em dispositivo de retenção
posicionado em sentido contrário ao da marcha do veículo.
˃˃ É permitido o transporte de crianças com até sete anos e meio de idade, em dispositivo de retenção
posicionado no sentido de marcha do veículo, desde que não possua bandeja, ou acessório equiva-
lente, incorporado ao dispositivo de retenção;
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˃˃ Salvo instruções específicas do fabricante do veículo, o banco do passageiro dotado de airbag
deverá ser ajustado em sua última posição de recuo, quando ocorrer o transporte de crianças
neste banco.
Art. 4º. Com a finalidade de ampliar a segurança dos ocupantes, adicionalmente às prescrições desta Re-
solução, o fabricante e/ou montador e/ou importador do veículo poderá estabelecer condições e/ou restri-
ções específicas para o uso do dispositivo de retenção para crianças com até sete anos e meio de idade em
seus veículos, sendo que tais prescrições deverão constar do manual do proprietário.
Parágrafo único. Na ocorrência da hipótese prevista no caput deste artigo, o fabricante ou importador
deverá comunicar a restrição ao DENATRAN no requerimento de concessão da marca/modelo/versão ou
na atualização do Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT)
Art. 5º. Os manuais dos veículos automotores, em geral, deverão conter informações a respeito dos
cuidados no transporte de crianças, da necessidade de dispositivos de retenção e da importância de seu
uso na forma do artigo 338 do CTB.
Art 6º. O transporte de crianças em desatendimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores às
sanções do artigo 168, do Código de Trânsito Brasileiro.
Art 7º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeito nos seguintes prazos:
˃˃ a partir da data da publicação desta Resolução as autoridades de trânsito e seus agentes deverão
adotar medidas de caráter educativo para esclarecimento dos usuários dos veículos quanto à ne-
cessidade do atendimento das prescrições relativas ao transporte de crianças;
˃˃ a partir de 360 ( trezentos e sessenta ) dias após a publicação desta Resolução, os órgãos e entida-
des componentes do Sistema Nacional de Trânsito deverão iniciar campanhas educativas para
esclarecimento dos condutores dos veículos no tocante aos requisitos obrigatórios relativos ao
transporte de crianças;
˃˃ Em 730 dias, após a publicação desta Resolução, os órgãos e entidades componentes do Sistema
Nacional de Trânsito fiscalizarão o uso obrigatório do sistema de retenção para o transporte de
crianças ou equivalente.
Art. 8º Transcorrido um ano da data da vigência plena desta Resolução, os órgãos executivos de trânsito dos
Estados e do Distrito Federal, bem como as entidades que acompanharem a execução da presente Resolução,
deverão remeter ao órgão executivo de trânsito da União, informações e estatísticas sobre a aplicação desta
Resolução, seus benefícios, bem como sugestões para aperfeiçoamento das medidas ora adotadas.
Art. 9º O não cumprimento do disposto nesta Resolução sujeitará os infratores às penalidades prevista no
art. 168 do CTB.
Art.10º Fica revogada a Resolução n.º 15, de 06 de janeiro de 1998, do CONTRAN.

Dispositivo de Retenção para Transporte de Crianças em Veículos Automotores


Particulares
˃˃ OBJETIVO: estabelecer condições mínimas de segurança de forma a reduzir o risco ao usuário
em casos de colisão ou de desaceleração repentina do veículo, limitando o deslocamento do
corpo da criança.
»» As Crianças com até um ano de idade deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de
retenção denominado “bebê conforto ou conversível” (figura 1)

Figura 1
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»» As crianças com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos deverão utilizar,
obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “cadeirinha” (figura 2)

Figura 2
»» As crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio deverão
utilizar o dispositivo de retenção denominado “assento de elevação”.

Figura 3
»» As crianças com idade superior a sete anos e meio e inferior ou igual a dez anos deverão
utilizar o cinto de segurança do veículo ( figura 4)

Figura 4
Alteração Realizada pela Resolução 639/16
Art. 1º Suspender a exigência prevista no § 4º do art. 1º da Resolução CONTRAN nº 277, de 28 de maio de
2008, com redação dada pela Resolução CONTRAN nº 541, de 15 de julho de 2015, de utilização de dispo-
sitivo de retenção para o transporte de crianças com até sete anos e meio de idade em veículos utilizados
no transporte escolar, até que os referidos veículos sejam fabricados com cintos de três pontos E sistemas
de ancoragem do tipo isofix.

Infrações Relacionadas
Art. 168. Transportar crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança especiais
estabelecidas neste Código:
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.
Art. 244. Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor:
[...]
V – transportando criança menor de sete anos ou que não tenha, nas circunstâncias, condições de
cuidar de sua própria segurança:
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Infração – gravíssima;
Penalidade – multa e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa – Recolhimento do documento de habilitação;
[...]
§ 1º Para ciclos aplica-se o disposto nos incisos III, VII e VIII, além de:
[...]
c) transportar crianças que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria
segurança.
Infração – média;
Penalidade – multa.
Exercícios
01. Em uma rodovia federal, João conduzia um automóvel de quatro portas, com cinco lugares,
com 4 crianças dentro, todas com menos de 10 anos de idade. Um PRF deu sinal de parada e
abordou o citado automóvel para fiscalização. O veículo era um táxi em que João estava trans-
portando as crianças com autorização dos pais, que vinham em outro automóvel, logo atrás,
transportando mais três crianças. Ao verificar a existência de uma criança com menos de 10
anos de idade no banco dianteiro do carro, o PRF solicitou que todas as crianças descessem
do automóvel e se colocassem uma ao lado da outra. O PRF verificou que a criança que estava
sentada na frente era a mais velha entre todas, pois tinha 9 anos e 10 meses de idade, mas
não era a mais alta, pois havia uma criança de 9 anos e um mês de idade que possuía maior
estatura. Além do mais, a criança sentada à frente estava usando cinto de segurança, mas as de
trás, não. Havia também no táxi uma criança de 7 anos de idade.
Tendo por base essa situação hipotética e as regras de transporte de menores de 10 anos de idade
e de utilização do dispositivo de retenção para o transporte de crianças em veículo, assinale a opção
incorreta.
a) Para transitar em veículos automotores, todas as crianças que estavam no automóvel deveriam
estar usando individualmente cinto de segurança ou sistema de retenção equivalente.
b) O transporte de crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança
especiais estabelecidas no CTB constitui infração gravíssima.
c) Na hipótese de a quantidade de crianças com idade inferior a dez anos exceder a capacidade
de lotação do banco traseiro, o condutor deveria ter transportado aquela de maior estatura,
e não a mais velha, no banco dianteiro, utilizando o cinto de segurança do veículo ou dispo-
sitivo de retenção adequado ao seu peso e à altura.
d) As exigências relativas ao sistema de retenção, no transporte de crianças com até sete anos e
meio de idade, também se aplicam à atividade de transporte autônomo de passageiro (táxi).
e) Se transportar crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança, o
condutor estará sujeito à penalidade de multa e à retenção do veículo até que a irregularida-
de seja sanada.
Gabarito
01 - D

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
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Sumário
Código de Trânsito Brasileiro ............................................................................................................................................ 2
Exercícios........................................................................................................................................................................... 4
Gabarito ............................................................................................................................................................................. 5

Lei do Direito
Lei do Direito AutoralAutoral nºde
nº 9.610, 9.610,
19 dedeFevereiro
19 de Fevereiro deProíbe
de 1998: 1998: Proíbe a reprodução
a reprodução total outotal ou parcial
parcial desse material
desse material ou
ou divulgação
divulgação
com com
fins
fins comerciais
comerciais ouou não,
não, emem qualquer
qualquer meio
meio dede comunicação,
comunicação, inclusive
inclusive nana Internet,
Internet, sem
sem autorização
autorização dodo AlfaConConcursos
AEPCON Concursos
Públicos.
Públicos.
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Código de Trânsito Brasileiro


Dos Veículo
Classificação

Art. 96. Os veículos classificam-se em:


I - quanto à tração:
a) automotor;
b) elétrico;
c) de propulsão humana;
d) de tração animal;
e) reboque ou semi-reboque;
II - quanto à espécie:
a) de passageiros:
1 - bicicleta;
2 - ciclomotor;
3 - motoneta;
4 - motocicleta;
5 - triciclo;
6 - quadriciclo;
7 - automóvel;
8 - microônibus;
9 - ônibus;
10 - bonde;
11 - reboque ou semi-reboque;
12 - charrete;
b) de carga:
1 - motoneta;
2 - motocicleta;
3 - triciclo;
4 - quadriciclo;
5 - caminhonete;
6 - caminhão;
7 - reboque ou semi-reboque;
8 - carroça;
9 - carro-de-mão;
c) misto:
1 - camioneta;
2 - utilitário;
3 - outros;
d) de competição;
e) de tração:
1 - caminhão-trator;
2 - trator de rodas;
3 - trator de esteiras;
4 - trator misto;
f) especial;
g) de coleção;
III - quanto à categoria:

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a) oficial;
b) de representação diplomática, de repartições consulares de carreira ou
organismos internacionais acreditados junto ao Governo brasileiro;
c) particular;
d) de aluguel;
e) de aprendizagem.

Definições

AUTOMÓVEL - veículo automotor destinado ao transporte de passageiros, com


capacidade para até oito pessoas, exclusive o condutor.
BICICLETA - veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo,
para efeito deste Código, similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor.
BONDE - veículo de propulsão elétrica que se move sobre trilhos.
CAMINHÃO-TRATOR - veículo automotor destinado a tracionar ou arrastar
outro.
CAMINHONETE - veículo destinado ao transporte de carga com peso bruto
total de até três mil e quinhentos quilogramas.
CAMIONETA - veículo misto destinado ao transporte de passageiros e carga
no mesmo compartimento.
CARRO DE MÃO - veículo de propulsão humana utilizado no transporte de
pequenas cargas.
CARROÇA - veículo de tração animal destinado ao transporte de carga.
CHARRETE - veículo de tração animal destinado ao transporte de pessoas.
CICLO - veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana.
CICLOMOTOR - veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de
combustão interna, cuja cilindrada não exceda a cinqüenta centímetros cúbicos
(3,05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a
cinqüenta quilômetros por hora.
MICROÔNIBUS - veículo automotor de transporte coletivo com capacidade
para até vinte passageiros.
MOTOCICLETA - veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-car,
dirigido por condutor em posição montada.
MOTONETA - veículo automotor de duas rodas, dirigido por condutor em
posição sentada.
MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) - veículo automotor cuja carroçaria seja
fechada e destinada a alojamento, escritório, comércio ou finalidades análogas.
ÔNIBUS - veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para mais
de vinte passageiros, ainda que, em virtude de adaptações com vista à maior
comodidade destes, transporte número menor.
REBOQUE - veículo destinado a ser engatado atrás de um veículo automotor.
SEMI-REBOQUE - veículo de um ou mais eixos que se apóia na sua unidade
tratora ou é a ela ligado por meio de articulação.
TRAILER - reboque ou semi-reboque tipo casa, com duas, quatro, ou seis rodas,
acoplado ou adaptado à traseira de automóvel ou camionete, utilizado em geral
em atividades turísticas como alojamento, ou para atividades comerciais.
VEÍCULO ARTICULADO - combinação de veículos acoplados, sendo um deles
automotor.
VEÍCULO AUTOMOTOR - todo veículo a motor de propulsão que circule por
seus próprios meios, e que serve normalmente para o transporte viário de
pessoas e coisas, ou para a tração viária de veículos utilizados para o transporte

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de pessoas e coisas. O termo compreende os veículos conectados a uma linha


elétrica e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico).
VEÍCULO DE CARGA - veículo destinado ao transporte de carga, podendo
transportar dois passageiros, exclusive o condutor.
VEÍCULO DE COLEÇÃO - aquele que, mesmo tendo sido fabricado há mais
de trinta anos, conserva suas características originais de fabricação e possui
valor histórico próprio.
VEÍCULO CONJUGADO - combinação de veículos, sendo o primeiro um
veículo automotor e os demais reboques ou equipamentos de trabalho agrícola,
construção, terraplenagem ou pavimentação.
VEÍCULO DE GRANDE PORTE - veículo automotor destinado ao transporte
de carga com peso bruto total máximo superior a dez mil quilogramas e de
passageiros, superior a vinte passageiros.
VEÍCULO DE PASSAGEIROS - veículo destinado ao transporte de pessoas e
suas bagagens.
VEÍCULO MISTO - veículo automotor destinado ao transporte simultâneo
de carga e passageiro.

Exercícios
Considerando a terminologia e a tipificação de veículos automotores, bem como os requisitos
para que estes circulem em vias públicas, julgue os itens subseqüentes.

1. O CTB classifica os veículos em: automotores, elétricos, de propulsão humana, de tração


animal, reboques e semi-reboques.

2. ( Veículo automotor, ônibus e veículo particular são possíveis classificações para os veículos.

3. Quanto à classificação dos veículos, pode-se afirmar que são veículos :


A) de passageiros, dentre outros: a motocicleta, o caminhão, a caminhonete.
B) de carga, dentre outros: a motocicleta, o caminhão, o carro de mão.
C) de passageiros, dentre outros: o trator de esteira, a bicicleta, a motoneta.
D) de competição, dentre outros: a bicicleta, a motoneta, o ônibus.
E) quanto à categoria, apenas os oficiais, os de representação diplomática, os particulares e os
de aluguel.

4. Quanto à tração, os veículos classificam-se em: automotor, elétrico, de propulsão humana,


de tração animal e:
(A) utilitário.
(B) ciclomotor.
(C) reboque ou semi-reboque.
(D) triciclo.
(E) caminhão-trator.

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5. O artigo 96 do Código de Trânsito Brasileiro dispõe sobre a classificação de veículos. Acerca


desse tema, relacione a segunda coluna à primeira:

1. Classificação quanto à tração. ( ) Oficial, particular, de aluguel, de aprendizagem.

2. Classificação quanto à espécie. ( ) Automotor, elétrico, reboque, de tração


animal.

3. Classificação quanto à categoria. ( ) De passageiros, de carga, de competição, de


tração.

Assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta da coluna da direita, de cima para
baixo.

a) 1, 2 e 3.
b) 3, 1 e 2.
c) 3, 2 e 1.
d) 1, 3 e 2.
e) 2, 3 e 1.

Gabarito

1. C
2. C
3. B
4. C
5. B

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou
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fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AEPCON Concursos
Públicos.
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Código de Trânsito Brasileiro ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Penalidades ������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
1. Das Penalidades em Espécie ������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
2. Da Penalidade de Multa �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
3. Da penalidade de Suspensão do Direito de Dirigir e da Cassação da Carteira Nacional de Habilitação
e da Permissão para Dirigir: ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������4
4. Apreensão do Veículo (será revogado pela lei 13281/16) �������������������������������������������������������������������������������������5
5. Da responsabilização na aplicação das penalidades ��������������������������������������������������������������������������������������������6
6. Infrações Relacionadas ��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������6

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Código de Trânsito Brasileiro


Penalidades
1. Das Penalidades em Espécie
Art. 256. A autoridade de trânsito, na esfera das competências estabelecidas neste Código e dentro de sua
circunscrição, deverá aplicar, às infrações nele previstas, as seguintes penalidades:
I - advertência por escrito;
II - multa;
III - suspensão do direito de dirigir;
IV - apreensão do veículo;
V - cassação da Carteira Nacional de Habilitação;
VI - cassação da Permissão para Dirigir;
VII - freqüência obrigatória em curso de reciclagem.
§ 1º A aplicação das penalidades previstas neste Código não elide as punições originárias de ilícitos penais
decorrentes de crimes de trânsito, conforme disposições de lei.
§ 2º (VETADO)
§ 3º A imposição da penalidade será comunicada aos órgãos ou entidades executivos de trânsito responsá-
veis pelo licenciamento do veículo e habilitação do condutor.
Neste capítulo estudaremos as penalidades contidas no CTB, ao longo do artigo 256 há a previsão
das penalidades as quais podem ser aplicadas aos condutores, pessoas físicas ou até mesmo a pessoas
jurídicas como veremos adiante como, por exemplo, é o caso da infração contida no artigo 93, 94 e
95, que contém a sanção administrativa de multa, inclusive sendo esta uma multa “sui generis”, pois
são específicas para àquela conduta irregular específica, diferentemente da multa contida ao longo
dos artigos 162 ao artigo 255, que são graduadas em leves, médias, graves ou gravíssimas.
As penalidades são sanções administrativas que são aplicadas somente pela autoridade de
trânsito, figura representada pelo dirigente máximo do órgão responsável pela aplicação da pena-
lidade, não necessariamente do órgão ao qual lavrou o auto de infração de trânsito. Um exemplo
concreto são os casos de suspensão do direito de dirigir, da cassação da CNH e da frequência obri-
gatória a curso de reciclagem, essas penalidades são aplicadas pela autoridade de trânsito do órgão
executivo de trânsito do estado/DF ao qual o condutor é habilitado, na figura do seu presidente, que
é o dirigente máximo desse órgão.
Porque somente será o presidente do DETRAN responsável pela aplicação dessas penalidades?
A resposta é simples nas duas primeiras penalidades (Suspensão e Cassação) nos basearemos no
Princípio da Simetria da Forma, pois o órgão responsável através de delegação do DENATRAN pela
expedição da habilitação são os DETRANs, logo por esse princípio só tem o direito de retirar esse
direito o órgão ao qual o concedeu, sendo, portanto, os DETRANs. Enquanto a penalidade de fre-
quência obrigatória a curso de reciclagem por ser um consequente obrigatório para poder retornar
a dirigir mediante a aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir, logo caberá ao órgão
que aplicou a suspensão também aplicar a frequência a curso de reciclagem.
Vale instar também que na aplicação das penalidades deve ser seguido o Princípio da Legalida-
de, ou seja, a autoridade de trânsito não pode criar penalidades além das elencadas no rol do artigo
256, bem como também tem que obedecer às penalidades previstas na própria infração ou aplicá-las
quando o condutor for reincidente em certas infrações ou até mesmo quando atingir uma quantida-
de de pontos em seu prontuário, não sendo, portanto facultativo a aplicação das penalidades.
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O parágrafo primeiro do deste artigo em apreço redunda no que o artigo 161 já rezava, ou seja,
a aplicação das penalidades e das medidas administrativas não impedem a aplicação das sanções
previstas nos crimes de trânsito. Existem algumas infrações de trânsito que também podem ser
punidas como crime dependendo da caracterização de um perigo em concreto como é o caso do
crime previsto no artigo 308, 309, 311. Além de claro haver a possibilidade da aplicação do crime de
omissão de socorro punido também como infração de trânsito capitulada no artigo 176, I.
Por fim o § 3° visa evitar possíveis fraudes ou enganos, pois cadastrando as informações na base
estadual de condutores ao qual o sistema de todos os órgãos executivos de trânsito do estado/DF
deverão estar interligados ao RENACH, através da BINCO – Base ÍNDICE Nacional de Condutores
– de acordo com o artigo 3° da portaria 32/1993 do DENATRAN, não haverá risco de uma possível
“manobra” ilegal por parte do condutor infrator, pois independentemente do órgão ao qual esse for
renovar a habilitação constará o impedimento através das informações contidas na BINCO. Pois
uma vez alimentada na base estadual de condutores constará nacionalmente para os órgãos executi-
vos de trânsito do estado o impedimento.
2. Da Penalidade de Multa
Art. 258. As infrações punidas com multa classificam-se, de acordo com sua gravidade, em quatro cate-
gorias:
I - infração de natureza gravíssima, punida com multa de valor correspondente a 180 (cento e oitenta)
UFIR;
II - infração de natureza grave, punida com multa de valor correspondente a 120 (cento e vinte) UFIR;
III - infração de natureza média, punida com multa de valor correspondente a 80 (oitenta) UFIR;
IV - infração de natureza leve, punida com multa de valor correspondente a 50 (cinqüenta) UFIR.
§ 1º Os valores das multas serão corrigidos no primeiro dia útil de cada mês pela variação da UFIR ou
outro índice legal de correção dos débitos fiscais.
§ 2º Quando se tratar de multa agravada, o fator multiplicador ou índice adicional específico é o previsto
neste Código.
§ 3º (VETADO)
§ 4º (VETADO)
Após alteração da lei 13281/16
“Art. 258.....................................................................
I - infração de natureza gravíssima, punida com multa no valor de R$ 293,47 (duzentos e noventa e três
reais e quarenta e sete centavos);
II - infração de natureza grave, punida com multa no valor de R$ 195,23 (cento e noventa e cinco reais
e vinte e três centavos);
III - infração de natureza média, punida com multa no valor de R$ 130,16 (cento e trinta reais e dezes-
seis centavos);
IV - infração de natureza leve, punida com multa no valor de R$ 88,38 (oitenta e oito reais e trinta e
oito centavos).
§ 1º (Revogado).

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Agora Eu Passo Concursos Públicos.
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Art. 260. As multas serão impostas e arrecadadas pelo órgão ou entidade de trânsito com circunscrição
sobre a via onde haja ocorrido a infração, de acordo com a competência estabelecida neste Código.
§ 1º As multas decorrentes de infração cometida em unidade da Federação diversa da do licenciamento
do veículo serão arrecadadas e compensadas na forma estabelecida pelo CONTRAN.
§ 2º As multas decorrentes de infração cometida em unidade da Federação diversa daquela do licencia-
mento do veículo poderão ser comunicadas ao órgão ou entidade responsável pelo seu licenciamento, que
providenciará a notificação.
§ 3º (Revogado pela Lei nº 9.602, de 1998)
§ 4º Quando a infração for cometida com veículo licenciado no exterior, em trânsito no território nacional,
a multa respectiva deverá ser paga antes de sua saída do País, respeitado o princípio de reciprocidade.
Art. 266. Quando o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-ão aplicadas,
cumulativamente, as respectivas penalidades.

3. Da penalidade de Suspensão do Direito de Dirigir e da Cassação da Car-


teira Nacional de Habilitação e da Permissão para Dirigir:
Art. 261. A penalidade de suspensão do direito de dirigir será aplicada, nos casos previstos neste Código,
pelo prazo mínimo de um mês até o máximo de um ano e, no caso de reincidência no período de doze
meses, pelo prazo mínimo de seis meses até o máximo de dois anos, segundo critérios estabelecidos pelo
CONTRAN.
§ 1º Além dos casos previstos em outros artigos deste Código e excetuados aqueles especificados no art.
263, a suspensão do direito de dirigir será aplicada quando o infrator atingir, no período de 12 (doze)
meses, a contagem de 20 (vinte) pontos, conforme pontuação indicada no art. 259. (Redação dada pela Lei
nº 12.547, de 2011)
§ 2º Quando ocorrer a suspensão do direito de dirigir, a Carteira Nacional de Habilitação será devolvida
a seu titular imediatamente após cumprida a penalidade e o curso de reciclagem.
§ 3º A imposição da penalidade de suspensão do direito de dirigir elimina os 20 (vinte) pontos computados
para fins de contagem subsequente. (Incluído pela Lei nº 12.547, de 2011)
§ 4º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.619, de 2012) (Vigência)
§ 5º O condutor que exerce atividade remunerada em veículo, habilitado na categoria C, D ou E, será con-
vocado pelo órgão executivo de trânsito estadual a participar de curso preventivo de reciclagem sempre
que, no período de um ano, atingir quatorze pontos, conforme regulamentação do Contran. (Incluído
pela Lei nº 13.154, de 2015)
§ 6º Concluído o curso de reciclagem previsto no § 5o, o condutor terá eliminados os pontos que lhe tiverem
sido atribuídos, para fins de contagem subsequente. (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
§ 7º Após o término do curso de reciclagem, na forma do § 5o, o condutor não poderá ser novamente con-
vocado antes de transcorrido o período de um ano. (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
§ 8º A pessoa jurídica concessionária ou permissionária de serviço público tem o direito de ser informada
dos pontos atribuídos, na forma do art. 259, aos motoristas que integrem seu quadro funcional, exercendo
atividade remunerada ao volante, na forma que dispuser o Contran. (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
Após advento da lei 13281/16
“Art. 261. A penalidade de suspensão do direito de dirigir será imposta nos seguintes casos:
I - sempre que o infrator atingir a contagem de 20 (vinte) pontos, no período de 12 (doze) meses,
conforme a pontuação prevista no art. 259;
II - por transgressão às normas estabelecidas neste Código, cujas infrações preveem, de forma específi-
ca, a penalidade de suspensão do direito de dirigir.
§ 1º Os prazos para aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir são os seguintes:
I - no caso do inciso I do caput: de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e, no caso de reincidência no período de 12
(doze) meses, de 8 (oito) meses a 2 (dois) anos;
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II - no caso do inciso II do caput: de 2 (dois) a 8 (oito) meses, exceto para as infrações com prazo descrito
no dispositivo infracional, e, no caso de reincidência no período de 12 (doze) meses, de 8 (oito) a 18
(dezoito) meses, respeitado o disposto no inciso II do art. 263.
.......................................................................................
§ 5º O condutor que exerce atividade remunerada em veículo, habilitado na categoria C, D ou E, poderá
optar por participar de curso preventivo de reciclagem sempre que, no período de 1 (um) ano, atingir 14
(quatorze) pontos, conforme regulamentação do Contran.
........................................................................................
§ 7º O motorista que optar pelo curso previsto no § 5º não poderá fazer nova opção no período de 12 (doze)
meses.
........................................................................................
§ 9º Incorrerá na infração prevista no inciso II do art. 162 o condutor que, notificado da penalidade de
que trata este artigo, dirigir veículo automotor em via pública.
§ 10. O processo de suspensão do direito de dirigir referente ao inciso II do caput deste artigo deverá ser
instaurado concomitantemente com o processo de aplicação da penalidade de multa.
§ 11. O Contran regulamentará as disposições deste artigo.” (NR)
Art. 263. A cassação do documento de habilitação dar-se-á:
I - quando, suspenso o direito de dirigir, o infrator conduzir qualquer veículo;
II - no caso de reincidência, no prazo de doze meses, das infrações previstas no inciso III do art. 162 e
nos arts. 163, 164, 165, 173, 174 e 175;
III - quando condenado judicialmente por delito de trânsito, observado o disposto no art. 160.
§ 1º Constatada, em processo administrativo, a irregularidade na expedição do documento de habilita-
ção, a autoridade expedidora promoverá o seu cancelamento.
§ 2º Decorridos dois anos da cassação da Carteira Nacional de Habilitação, o infrator poderá requerer
sua reabilitação, submetendo-se a todos os exames necessários à habilitação, na forma estabelecida pelo
CONTRAN.
Art. 265. As penalidades de suspensão do direito de dirigir e de cassação do documento de habilitação
serão aplicadas por decisão fundamentada da autoridade de trânsito competente, em processo adminis-
trativo, assegurado ao infrator amplo direito de defesa.
Art. 268. O infrator será submetido a curso de reciclagem, na forma estabelecida pelo CONTRAN:
I - quando, sendo contumaz, for necessário à sua reeducação;
II - quando suspenso do direito de dirigir;
III - quando se envolver em acidente grave para o qual haja contribuído, independentemente de
processo judicial;
IV - quando condenado judicialmente por delito de trânsito;
V - a qualquer tempo, se for constatado que o condutor está colocando em risco a segurança do trânsito;
VI - em outras situações a serem definidas pelo CONTRAN.

4. Apreensão do Veículo (será revogado pela lei 13281/16)


Art. 262. O veículo apreendido em decorrência de penalidade aplicada será recolhido ao depósito e nele
permanecerá sob custódia e responsabilidade do órgão ou entidade apreendedora, com ônus para o seu
proprietário, pelo prazo de até trinta dias, conforme critério a ser estabelecido pelo CONTRAN.
§ 1º No caso de infração em que seja aplicável a penalidade de apreensão do veículo, o agente de trânsito deverá,
desde logo, adotar a medida administrativa de recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual.
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§ 2º A restituição dos veículos apreendidos só ocorrerá mediante o prévio pagamento das multas impostas,
taxas e despesas com remoção e estada, além de outros encargos previstos na legislação específica.
§ 3º A retirada dos veículos apreendidos é condicionada, ainda, ao reparo de qualquer componente ou
equipamento obrigatório que não esteja em perfeito estado de funcionamento.
§ 4º Se o reparo referido no parágrafo anterior demandar providência que não possa ser tomada no
depósito, a autoridade responsável pela apreensão liberará o veículo para reparo, mediante autorização,
assinando prazo para a sua reapresentação e vistoria.
§ 5º O recolhimento ao depósito, bem como a sua manutenção, ocorrerá por serviço público executado
diretamente ou contratado por licitação pública pelo critério de menor preço. (Incluído pela Lei nº 12.760,
de 2012)

5. Da responsabilização na aplicação das penalidades


Art. 257. As penalidades serão impostas ao condutor, ao proprietário do veículo, ao embarcador e ao
transportador, salvo os casos de descumprimento de obrigações e deveres impostos a pessoas físicas ou
jurídicas expressamente mencionados neste Código.
§ 1º Aos proprietários e condutores de veículos serão impostas concomitantemente as penalidades de
que trata este Código toda vez que houver responsabilidade solidária em infração dos preceitos que lhes
couber observar, respondendo cada um de per si pela falta em comum que lhes for atribuída.
§ 2º Ao proprietário caberá sempre a responsabilidade pela infração referente à prévia regularização e
preenchimento das formalidades e condições exigidas para o trânsito do veículo na via terrestre, conser-
vação e inalterabilidade de suas características, componentes, agregados, habilitação legal e compatível
de seus condutores, quando esta for exigida, e outras disposições que deva observar.
§ 3º Ao condutor caberá a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos praticados na direção do
veículo.
§ 4º O embarcador é responsável pela infração relativa ao transporte de carga com excesso de peso nos
eixos ou no peso bruto total, quando simultaneamente for o único remetente da carga e o peso declarado
na nota fiscal, fatura ou manifesto for inferior àquele aferido.
§ 5º O transportador é o responsável pela infração relativa ao transporte de carga com excesso de peso nos
eixos ou quando a carga proveniente de mais de um embarcador ultrapassar o peso bruto total.
§ 6º O transportador e o embarcador são solidariamente responsáveis pela infração relativa ao excesso de
peso bruto total, se o peso declarado na nota fiscal, fatura ou manifesto for superior ao limite legal.
§ 7º Não sendo imediata a identificação do infrator, o proprietário do veículo terá quinze dias de prazo,
após a notificação da autuação, para apresentá-lo, na forma em que dispuser o CONTRAN, ao fim do
qual, não o fazendo, será considerado responsável pela infração.
§ 8º Após o prazo previsto no parágrafo anterior, não havendo identificação do infrator e sendo o veículo
de propriedade de pessoa jurídica, será lavrada nova multa ao proprietário do veículo, mantida a origi-
nada pela infração, cujo valor é o da multa multiplicada pelo número de infrações iguais cometidas no
período de doze meses.
§ 9º O fato de o infrator ser pessoa jurídica não o exime do disposto no § 3º do art. 258 e no art. 259.

6. Infrações Relacionadas
II - com Carteira Nacional de Habilitação, Permissão para Dirigir ou Autorização para Conduzir Ci-
clomotor cassada ou com suspensão do direito de dirigir:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (três vezes);
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo até a apre-
sentação de condutor habilitado;
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Exercícios
01. Acerca das penalidades aplicadas aos responsáveis pelas infrações previstas no CTB, relacione
as colunas:
I. Proprietário do veículo
II. Condutor
III. Embarcador
IV. Transportador
( ) Infrações decorrentes de atos praticados na direção do veículo.
( ) Transporte de carga com excesso de peso nos eixos ou no peso bruto total, quando, simul-
taneamente, for o único remetente da carga e o peso declarado na nota fiscal for inferior
àquele referido.
( ) Prévia regularização e preenchimento das formalidades e condições exigidas para o trânsito
do veículo na via terrestre, conservação e inalterabilidade de suas características, compo-
nentes, agregados, habilitação legal e compatível de seus condutores, quando esta for exigida.
( ) Transporte de carga com excesso de peso nos eixos ou quando a carga proveniente de mais
de um embarcados ultrapassar o peso bruto total.
A numeração correta, na ordem de cima para baixo, é:
a) II, III, I, IV.
b) I, III, II, IV.
c) II, III, IV, I.
d) II, IV, I, III.
e) I, II, III , IV.
02. Considere a seguinte situação hipotética.
Pedro é motorista da empresa de transportes de carga CARGA&CARGA, de propriedade de
Antônio. As cargas transportadas por Pedro são embarcadas por outros empregados da empresa,
sob a supervisão de Antônio, que as organiza nos veículos e emite nota fiscal informando o peso res-
pectivo. Nessa situação, no caso de infração por excesso de peso comprovado em algum dos veículos
de Antônio, conduzido por Pedro, os dois são solidariamente responsáveis.
Certo ( ) Errado ( )
Gabarito
01 - A
02 - Certo

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Sumário
Código de Trânsito brasileiro ............................................................................................................................................ 2
Exercícios........................................................................................................................................................................... 3
Gabarito ............................................................................................................................................................................. 3

Lei do Direito
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Código de Trânsito brasileiro


Das Penalidades
Suspensão do Direito de Dirigir

Dos Prazos (art. 261) - Alteração trazida pela lei 13281/16.

“Art. 261. A penalidade de suspensão do direito de dirigir será imposta nos seguintes casos:
I - sempre que o infrator atingir a contagem de 20 (vinte) pontos, no período de 12 (doze)
meses, conforme a pontuação prevista no art. 259;
II - por transgressão às normas estabelecidas neste Código, cujas infrações preveem, de
forma específica, a penalidade de suspensão do direito de dirigir.
§ 1º Os prazos para aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir são os
seguintes:
I - no caso do inciso I do caput: de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e, no caso de reincidência no
período de 12 (doze) meses, de 8 (oito) meses a 2 (dois) anos;
II - no caso do inciso II do caput: de 2 (dois) a 8 (oito) meses, exceto para as infrações com
prazo descrito no dispositivo infracional, e, no caso de reincidência no período de 12 (doze)
meses, de 8 (oito) a 18 (dezoito) meses, respeitado o disposto no inciso II do art. 263.

Aprofundamento de Alcoolemia (Recusa administrativa) – artigo


acrescentado pela lei 13281/16

“Art. 165-A. Recusar-se a ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro
procedimento que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa, na
forma estabelecida pelo art. 277:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo,
observado o disposto no § 4º do art. 270.
Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no
período de até 12 (doze) meses.”

DA INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA (Resolução 432/13)

Art. 6º A infração prevista no art. 165 do CTB será caracterizada por:

I – exame de sangue que apresente qualquer concentração de álcool por litro de sangue;
II – teste de etilômetro com medição realizada igual ou superior a 0,05 miligrama de álcool
por litro de ar alveolar expirado (0,05 mg/L), descontado o erro máximo admissível nos
termos da “Tabela de Valores Referenciais para Etilômetro” constante no Anexo I;
III – sinais de alteração da capacidade psicomotora obtidos na forma do art. 5º.
Parágrafo único. Serão aplicadas as penalidades e medidas administrativas previstas no art.
165 do CTB ao condutor que recusar a se submeter a qualquer um dos procedimentos

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previstos no art. 3º, sem prejuízo da incidência docrime previsto no art. 306 do CTB caso o
condutor apresente os sinais de alteração da capacidade psicomotora.

*Para definição do VC, foi deduzido da MR o EM (VC = MR - EM). No resultado do VC foram consideradas
apenas duas casas decimais, desprezando-se as demais, sem arredondamento, observados os itens 4.1.2 e
5.3.1 do Regulamento Técnico Metrológico (Portaria n.º 06/2002 do INMETRO), visto que o etilômetro
apresenta MR com apenas duas casas decimais.

Erro máximo admissível (EM):


1. MR inferior a 0,40mg/L: ............................................................ 0,032 mg/L
2. MR acima de 0,40mg/L até 2,00mg/L: .................................................. 8%
3. MR acima de 2,00mg/L: ......................................................................... 30%

Exercícios
1. Quando o condutor do veículo se recusar a realizar qualquer um dos procedimentos previstos para
verificação do teor alcoólico, e verificar-se, mediante os notórios sinais e sintomas de embriaguez, que o
condutor se encontra sob influência de álcool, deve ser preenchido o Termo de Constatação de Embriaguez.

Os efeitos do álcool sobre condutores de veículos automotores têm dado causa a sérios prejuízos advindos de
acidentes de trânsito. Com relação à embriaguez no trânsito, julgue os itens a seguir.
2. A embriaguez pode ser constatada por provas técnicas e periciais, como exame de sangue e teste em
bafômetro e, ainda, por prova testemunhal.
3. Considere a seguinte situação hipotética.
Em um acidente automobilístico ocorrido em rodovia federal, um policial rodoviário federal verificou que o
condutor de um dos veículos envolvidos no sinistro havia falecido. Nessa situação, será obrigatória a realização
de exame de alcoolemia na vítima de morte.
4. A comprovação de que o condutor de um veículo automotor encontra-se impedido de dirigi-lo, sob suspeita
de ter utilizado substância entorpecente, poderá ocorrer mediante exame clínico realizado por policial
rodoviário federal.

Gabarito

1. C
2. C
3. C
4. E

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Gabarito ............................................................................................................................................................................. 6

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Medidas Administrativas

Art. 269. A autoridade de trânsito ou seus agentes, na esfera das competências estabelecidas
neste Código e dentro de sua circunscrição, deverá adotar as seguintes medidas
administrativas:
I - retenção do veículo;
II - remoção do veículo;
III - recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação;
IV - recolhimento da Permissão para Dirigir;
V - recolhimento do Certificado de Registro;
VI - recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual;
VII - (VETADO)
VIII - transbordo do excesso de carga;
IX - realização de teste de dosagem de alcoolemia ou perícia de substância entorpecente ou
que determine dependência física ou psíquica;
X - recolhimento de animais que se encontrem soltos nas vias e na faixa de domínio das vias
de circulação, restituindo-os aos seus proprietários, após o pagamento de multas e encargos
devidos.
XI - realização de exames de aptidão física, mental, de legislação, de prática de primeiros
socorros e de direção veicular. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)
§ 1º A ordem, o consentimento, a fiscalização, as medidas administrativas e coercitivas
adotadas pelas autoridades de trânsito e seus agentes terão por objetivo prioritário a
proteção à vida e à incolumidade física da pessoa.
§ 2º As medidas administrativas previstas neste artigo não elidem a aplicação das
penalidades impostas por infrações estabelecidas neste Código, possuindo caráter
complementar a estas.
§ 3º São documentos de habilitação a Carteira Nacional de Habilitação e a Permissão para
Dirigir.
§ 4º Aplica-se aos animais recolhidos na forma do inciso X o disposto nos arts. 271 e 328, no
que couber.

1. Conceito de Medida Administrativa:


É um instrumento de exercício do poder de polícia que, normalmente, emerge quando
este se manifesta no campo onde se desenvolvem as atividades humanas. São ações adotadas de
pronto, via de regra pelo agente da autoridade de polícia administrativa – é este que fiscaliza e
vai ao palco do acontecimento, que chega e confrota-se com o fato infracional – de forma a
interromper alguma ocorrência perigosa ou nociva à coletividade.
A adoção da medida administrativa, que não comporta protelações nem delongas, visa, em
princípio, evitar um mau maior ou a propagação de uma anomalia que traria danos
irremediáveis. Não é castigo nem penalidade (se o fosse, estaria acolhida pelo Direito
Administrativo sancionador e, portanto, sujeita, na sua aplicação, a um rol de imprescindíveis
formalidades processuais, inclusive a ampla defesa e irrestrita defesa). Pela sua natureza é, em
regra, discricionária, coercitiva e auto-executória.
Insta salientar ainda que a finalidade das medidas administrativas são a proteção da vida
e a incolumidade física das pessoas.
As medidas administrativas são – I - retenção do veículo; II - remoção do veículo; III -
recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação; IV - recolhimento da Permissão para Dirigir;

Lei do Direito
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V - recolhimento do Certificado de Registro; VI - recolhimento do Certificado de Licenciamento


Anual; VIII - transbordo do excesso de carga; IX - realização de teste de dosagem de alcoolemia
ou perícia de substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica; X -
recolhimento de animais que se encontrem soltos nas vias e na faixa de domínio das vias de
circulação, restituindo-os aos seus proprietários, após o pagamento de multas e encargos
devidos. XI - realização de exames de aptidão física, mental, de legislação, de prática de primeiros
socorros e de direção veicular. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998). Vale ressaltar que esse rol
é exemplificativo, pois possuímos ainda ao longo do CTB no capítulo referente às infrações de
trânsito outras espécies de medidas administrativas “sui-generis” como, por exemplo, é o caso
da apreensão de placas irregulares prevista no artigo 221 e a apreensão do veículo para
regularização que foi acrescentada pela lei 12009/09 incluindo no artigo 244 o inciso IX.

2. Retenção do Veículo
Art. 270. O veículo poderá ser retido nos casos expressos neste Código.
§ 1º Quando a irregularidade puder ser sanada no local da infração, o veículo será
liberado tão logo seja regularizada a situação.
§ 2o Não sendo possível sanar a falha no local da infração, o veículo, desde que ofereça
condições de segurança para circulação, poderá ser liberado e entregue a condutor
regularmente habilitado, mediante recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual,
contra apresentação de recibo, assinalando-se prazo razoável ao condutor para regularizar a
situação, para o que se considerará, desde logo, notificado. (Redação dada pela Lei nº
13.160, de 2015)
§ 3º O Certificado de Licenciamento Anual será devolvido ao condutor no órgão ou
entidade aplicadores das medidas administrativas, tão logo o veículo seja apresentado à
autoridade devidamente regularizado.
§ 4º Não se apresentando condutor habilitado no local da infração, o veículo será
recolhido ao depósito, aplicando-se neste caso o disposto nos parágrafos do art. 262.
§ 5º A critério do agente, não se dará a retenção imediata, quando se tratar de veículo de
transporte coletivo transportando passageiros ou veículo transportando produto perigoso
ou perecível, desde que ofereça condições de segurança para circulação em via pública.
§ 6º Não efetuada a regularização no prazo a que se refere o § 2o, será feito registro de
restrição administrativa no Renavam por órgão ou entidade executivo de trânsito dos
Estados e do Distrito Federal, que será retirada após comprovada a
regularização. (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015)
§ 7o O descumprimento das obrigações estabelecidas no § 2o resultará em recolhimento
do veículo ao depósito, aplicando-se, nesse caso, o disposto no art. 271. (Incluído pela Lei
nº 13.160, de 2015)

Alteração pela lei 13281/16


“Art. 270.....................................................................
........................................................................................
§ 4º Não se apresentando condutor habilitado no local da infração, o veículo será removido
a depósito, aplicando-se neste caso o disposto no art. 271.

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3. Remoção do Veículo

Art. 271. O veículo será removido, nos casos previstos neste Código, para o depósito fixado
pelo órgão ou entidade competente, com circunscrição sobre a via.
§ 1o A restituição do veículo removido só ocorrerá mediante prévio pagamento de
multas, taxas e despesas com remoção e estada, além de outros encargos previstos na
legislação específica. (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015)
§ 2o A liberação do veículo removido é condicionada ao reparo de qualquer componente
ou equipamento obrigatório que não esteja em perfeito estado de
funcionamento. (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015)
§ 3º Se o reparo referido no § 2º demandar providência que não possa ser tomada no
depósito, a autoridade responsável pela remoção liberará o veículo para reparo, na forma
transportada, mediante autorização, assinalando prazo para reapresentação. (Redação
dada pela Lei nº 13. 281, de 2016)
§ 4º Os serviços de remoção, depósito e guarda de veículo poderão ser realizados por
órgão público, diretamente, ou por particular contratado por licitação pública, sendo o
proprietário do veículo o responsável pelo pagamento dos custos desses
serviços. (Redação dada pela Lei nº 13. 281, de 2016)
§ 5o O proprietário ou o condutor deverá ser notificado, no ato de remoção do veículo,
sobre as providências necessárias à sua restituição e sobre o disposto no art. 328, conforme
regulamentação do CONTRAN. (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015)
§ 6º Caso o proprietário ou o condutor não esteja presente no momento da remoção do
veículo, a autoridade de trânsito, no prazo de 10 (dez) dias contado da data da remoção,
deverá expedir ao proprietário a notificação prevista no § 5º, por remessa postal ou por outro
meio tecnológico hábil que assegure a sua ciência, e, caso reste frustrada, a notificação poderá
ser feita por edital. (Redação dada pela Lei nº 13. 281, de 2016)
§ 7o A notificação devolvida por desatualização do endereço do proprietário do veículo
ou por recusa desse de recebê-la será considerada recebida para todos os
efeitos (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015)
§ 8o Em caso de veículo licenciado no exterior, a notificação será feita por
edital. (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015)
§ 9o Não caberá remoção nos casos em que a irregularidade puder ser sanada no local
da infração. (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015)
§ 10. O pagamento das despesas de remoção e estada será correspondente ao período
integral, contado em dias, em que efetivamente o veículo permanecer em depósito, limitado
ao prazo de 6 (seis) meses. (Incluído pela Lei nº 13. 281, de 2016)
§ 11. Os custos dos serviços de remoção e estada prestados por particulares poderão ser
pagos pelo proprietário diretamente ao contratado. (Incluído pela Lei nº 13. 281, de
2016)
§ 12. O disposto no § 11 não afasta a possibilidade de o respectivo ente da Federação
estabelecer a cobrança por meio de taxa instituída em lei. (Incluído pela Lei nº 13. 281,
de 2016)
§ 13. No caso de o proprietário do veículo objeto do recolhimento comprovar, administrativa
ou judicialmente, que o recolhimento foi indevido ou que houve abuso no período de
retenção em depósito, é da responsabilidade do ente público a devolução das quantias pagas
por força deste artigo, segundo os mesmos critérios da devolução de multas
indevidas. (Incluído pela Lei nº 13. 281, de 2016)
Art. 271-A. Os serviços de recolhimento, depósito e guarda de veículo poderão ser
executados por ente público ou por particular contratado. (Incluído pela Medida
Provisória nº 699, de 2015)
§ 1o Os custos relativos ao disposto no caput são de responsabilidade do proprietário do
veículo. (Incluído pela Medida Provisória nº 699, de 2015)

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§ 2o Os custos da contratação de particulares serão pagos pelo proprietário diretamente ao


contratado. (Incluído pela Medida Provisória nº 699, de 2015)
§ 3o A contratação de particulares poderá ser feita por meio de pregão. (Incluído pela
Medida Provisória nº 699, de 2015)
§ 4o O disposto neste artigo não afasta a possibilidade de o ente da federação respectivo
estabelecer a cobrança por meio de taxa instituída em lei. (Incluído pela Medida
Provisória nº 699, de 2015)
§ 5o No caso de o proprietário do veículo objeto do recolhimento comprovar,
administrativamente ou judicialmente, que o recolhimento foi indevido ou que houve abuso
no período de retenção em depósito, é da responsabilidade do ente público a devolução das
quantias pagas por força deste artigo, segundo os mesmos critério da devolução de multas
indevidas. (Incluído pela Medida Provisória nº 699, de 2015)
4. Do Recolhimento do Documento de Habilitação

Art. 272. O recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação e da Permissão para Dirigir dar-
se-á mediante recibo, além dos casos previstos neste Código, quando houver suspeita de sua
inautenticidade ou adulteração.

5. Do Recolhimento do CRV
Art. 273. O recolhimento do Certificado de Registro dar-se-á mediante recibo, além dos
casos previstos neste Código, quando:
I - houver suspeita de inautenticidade ou adulteração;
II - se, alienado o veículo, não for transferida sua propriedade no prazo de trinta dias.

6. Do recolhimento do CRLV
Art. 274. O recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual dar-se-á mediante
recibo, além dos casos previstos neste Código, quando:
I - houver suspeita de inautenticidade ou adulteração;
II - se o prazo de licenciamento estiver vencido;
III - no caso de retenção do veículo, se a irregularidade não puder ser sanada no local.

7. Do transbordo de carga excessiva


Art. 275. O transbordo da carga com peso excedente é condição para que o veículo possa
prosseguir viagem e será efetuado às expensas do proprietário do veículo, sem prejuízo da
multa aplicável.
Parágrafo único. Não sendo possível desde logo atender ao disposto neste artigo, o
veículo será recolhido ao depósito, sendo liberado após sanada a irregularidade e pagas as
despesas de remoção e estada.

8. Da evasão do local de pesagem


Art. 278. Ao condutor que se evadir da fiscalização, não submetendo veículo à pesagem
obrigatória nos pontos de pesagem, fixos ou móveis, será aplicada a penalidade prevista no
art. 209, além da obrigação de retornar ao ponto de evasão para fim de pesagem obrigatória.
Parágrafo único. No caso de fuga do condutor à ação policial, a apreensão do veículo dar-
se-á tão logo seja localizado, aplicando-se, além das penalidades em que incorre, as
estabelecidas no art. 210.

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Exercícios
Com referência aos diversos dispositivos insertos no CTB vigente e nos demais
documentos normativos que abrangem a legislação de trânsito, julgue os itens que se
seguem.

A critério da autoridade de trânsito, a advertência por escrito poderá ser aplicada tanto a
condutores quanto a pedestres. Entretanto, para estes, ela é classificada como medida
administrativa, enquanto, para aqueles, ela passa a ser classificada como penalidade.

Independentemente da gravidade da infração cometida, a multa correspondente poderá ser


substituída pela penalidade de advertência. Entretanto, para que isso ocorra, o condutor
deve ter bom comportamento no trânsito ao longo de sua vida e não pode ser reincidente na
mesma infração nos últimos 12 meses.

Em caso de acidente com vítima, envolvendo veículo equipado com registrador instantâneo
de velocidade e tempo, somente o perito oficial encarregado do levantamento pericial deve
retirar o disco ou unidade armazenadora do registro. Todavia, se concluir pela
impossibilidade da presença do perito oficial, o PRF deve proceder à referida retirada.

Considere a seguinte situação.


Em atividade de fiscalização, um agente da autoridade de trânsito constatou que um
caminhão-frigorífico que transportava uma carga de carne resfriada não contava com um
dos equipamentos obrigatórios, embora tal fato não comprometesse as condições de
segurança para circulação em via pública, mas fosse passível de retenção do veículo para se
sanar a irregularidade no local da infração. Nessa situação, a critério do agente da autoridade
de trânsito, a retenção do veículo poderá não se dar de forma imediata em razão da
perecibilidade da carga transportada.

Gabarito
1 – Errado
2 – Errado
3 – Errado
4 - Certo

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Sumário
Sumário
Sumário
1. (UNB/CESPE-PRF-CF-T2-P1) Considere a seguinte situação.
Preocupado em não se atrasar para uma reunião, um condutor descuidou-se e excedeu o limite de
velocidade permitido para determinada via, razão por que foi autuado por um PRF. Após a lavratura do
AI, mais preocupado ainda quanto ao horário, o condutor, embora agisse educada e respeitosamente,
recusou-se terminantemente a assinar o referido AI. Nessa situação, a recusa em assinar o AI caracterizou
irregularidade passível de nova autuação.

Com referência aos diversos dispositivos insertos no CTB vigente e nos demais documentos normativos que
abrangem a legislação de trânsito, julgue o item que se segue.

2. A notificação do infrator é requisito para a validade da autuação e da(s) eventual(is) punição(ões) e(ou)
medida(s) administrativa(s) que vier(em) a ser imposta(s). Nesse sentido, o CTB prevê que, sempre que o
AI for lavrado, estará suprido o requisito da notificação.

3. Considere a seguinte situação hipotética.


Um policial rodoviário federal identificou que um carro movia-se além da velocidade máxima permitida na
via e ordenou ao condutor que parasse. Porém, essa ordem não foi obedecida e o policial, embora não
tivesse conseguido identificar o motorista, anotou a placa do veículo. Nessa situação, com base no CTB, o
policial não deve lavrar auto de infração, mas lavrar ocorrência policial, para que a autoridade competente
possa apurar a autoria da infração.

4. Na situação em que o condutor do veículo evadir-se do local, a notificação da penalidade de multa


porventura imposta, decorrente da infração de desobedecer ao comando policial para parar, será
encaminhada ao proprietário do veículo. O notificado deverá, então, depositar 50% do valor da multa,
para efeito de recorrer contra a imposição dessa penalidade pecuniária. A autoridade que impôs a multa
não poderá exercer juízo de retratação, devendo encaminhar o recurso para julgamento por uma das
juntas administrativas de recursos de infrações (JARI).

5. De acordo com Código de Trânsito Brasileiro, para que o agente da autoridade de trânsito possa lavrar
autos de infração, ele deverá ser, necessariamente, servidor civil estatutário ou policial militar.

6. Felipe foi notificado de atuação por transitar por transitar em velocidade incompatível com o local, em rua
próximo à sua casa e em horário de saída da escola. Quer contestar a autuação, já que o radar na referida
rua está quebrado há um mês e a autoridade de trânsito que autuou não colheu a sua assinatura. Nesse
caso, Felipe não tem razão, porque mesmo com o radar quebrado, a declaração da autoridade vale como
prova e a falta de assinatura do infrator não invalida a autuação.

7. O órgão executivo de trânsito para aplicar uma penalidade por determinada infração, deve seguir um
procedimento estabelecido pela legislação de trânsito. Neste procedimento, destaca-se a remessa da
notificação da penalidade imposta, no prazo máximo de trinta dias.
8. Jair foi autuado por uma infração de trânsito e recorreu. A autoridade de trânsito encaminhou o recurso
à junta administrativa de recursos e infrações. O recurso ainda não foi julgado. Nessa situação, Jair tem a
liberdade de pagar ou não a multa, sendo reembolsado se o recurso for julgado procedente.

9. Marcelo impugnou um auto de infração perante o órgão executivo de trânsito do município e, após,
recorreu à junta administrativa de recursos de infrações. Negado o recurso, Marcelo pode recorrer ao
conselho estadual de trânsito, que é a última esfera administrativa.
Sumário
CATEGORIA ESPECIFICAÇÃO

 Todos os veículos automotores e elétricos, de duas ou três rodas, com


ou sem carro lateral.
A
 Ciclomotor, caso o condutor não possua ACC.
 Não se aplica a quadriciclos, cuja categoria é a B.
 Veículos automotores e elétricos, de quatro rodas cujo Peso Bruto Total
(PBT) não exceda a 3.500 kg e cuja lotação não exceda a oito lugares,
excluído o do motorista, contemplando a combinação de unidade
B acoplada, reboque, semi-reboque ou articulada, desde que atenda a
lotação e capacidade de peso para a categoria.
 Veículo automotor da espécie motor-casa, cujo peso não exceda a 6.000
kg, ou cuja lotação não exceda a 8 lugares, excluído o do motorista.
 Todos os veículos automotores e elétricos utilizados em transporte de
carga, cujo PBT exceda a 3.500 kg.

C  Tratores, máquinas agrícolas e de movimentação de cargas, motor-casa,


combinação de veículos em que a unidade acoplada, reboque, semi-
reboque ou articulada, não exceda a 6.000 kg de PBT.
 Todos os veículos abrangidos pela categoria “B”.
 Veículos automotores e elétricos utilizados no transporte de
passageiros, cuja lotação exceda a oito lugares, excluído o do condutor.
D
 Veículos destinados ao transporte de escolares independente da lotação.
 Todos os veículos abrangidos nas categorias “B” e “C”.
Combinação de veículos em que a unidade tratora se enquadre nas
Categorias B, C ou D e:
 A unidade acoplada, reboque, semirreboques, trailer ou articulada,
tenha 6.000 Kg ou mais de PBT.
E
 A lotação da unidade acoplada exceda a 8 lugares.
 Seja uma combinação de veículos com mais de uma unidade tracionada,
independentemente da capacidade de tração ou do PBT.
 Todos os veículos abrangidos nas categorias “B”, “C” e “D”.
1. E
2. E
3. E
4. E
Sumário
retenção do
veículo até a
multa (três
apresentação de
vezes)
condutor
habilitado;

Com Carteira Nacional de recolhimento do


Habilitação, Permissão documento de
para Dirigir ou habilitação e
Autorização para multa (três retenção do
Conduzir Ciclomotor vezes) veículo até a
cassada ou com apresentação de
suspensão do direito de condutor
dirigir: habilitado
Com Carteira Nacional de retenção do
Habilitação ou Permissão veículo até a
multa (duas
para Dirigir de categoria apresentação de
vezes)
diferente da do veículo condutor
que esteja conduzindo: habilitado;
recolhimento da
Carteira Nacional
Com validade da Carteira de Habilitação e
Nacional de Habilitação retenção do
vencida há mais de trinta veículo até a
dias: apresentação de
condutor
habilitado
Sem usar lentes
corretoras de visão,
aparelho auxiliar de
audição, de prótese física
ou as adaptações do
veículo impostas por
ocasião da concessão ou
da renovação da licença
para conduzir:
Na legislação atual, se não houver uma indicação médica específica, o prazo de validade da
Carteira Nacional de Habilitação é:
a) de 5 anos para condutores de até 40 anos de idade, de 4 anos para condutores entre 40 e 60 anos
e de 3 anos para condutores acima de 60 anos.
b) de 5 anos para todo condutor, qualquer que seja sua idade.
c) de 5 anos para condutores de até 65 anos de idade e de 3 anos para condutores acima de 65
anos.
d) de 4 anos para todo condutor, qualquer que seja sua idade.
e) de 10 anos para condutores entre 40 e 60 anos de idade e de 5 anos para condutores acima de
60 anos.
Sumário
Sumário
Sumário
Artigo Tipificação Natureza da Penalidade Medidas
infração Administrativas
Conduzir o veículo: Gravíssima multa e remoção do veículo
230,V
... apreensão
V - que não esteja registrado e do veículo
devidamente licenciado;
Infração
Conduzir veículo sem os Leve Multa retenção do veículo
232
documentos de porte obrigatório até a apresentação
referidos neste Código: do documento.
Falsificar ou adulterar Gravíssima Multa e remoção do veículo
234
documento de habilitação e de apreensão
identificação do veículo do veículo
Recusar-se a entregar à remoção do veículo
238 multa e
autoridade de trânsito ou a seus
apreensão
agentes, mediante recibo, os
do veículo
documentos de habilitação, de
registro, de licenciamento de Gravíssima
veículo e outros exigidos por lei,
para averiguação de sua
autenticidade
Deixar o responsável de Recolhimento do
240 Multa
promover a baixa do registro de Certificado de
veículo irrecuperável ou Grave Registro e do
definitivamente desmontado Certificado de
Licenciamento
Anual.

Acerca das definições do CTB quanto aos veículos e às infrações de trânsito, julgue os itens a seguir.

1. Caso a propriedade de um reboque licenciado pelo órgão executivo de trânsito competente seja
transferida, o proprietário antigo deverá encaminhar a esse órgão cópia autenticada do comprovante de
transferência de propriedade, devidamente assinado e datado.

2. É obrigatória, para a expedição do CRV, a apresentação da nota fiscal fornecida pelo fabricante ou
revendedor, ou documento equivalente, expedido por autoridade competente.

3. Ao ser transferida a propriedade do veículo, o CRV acompanha o veículo, segundo a regra de que o
acessório segue o principal.

4. Será obrigatória a expedição de novo CRV quando, entre outras hipóteses, for alterada qualquer
característica do veículo.
5. O comprovante de quitação de débitos relativos a tributos, encargos e multas é documento exigido para
a expedição de novo CRV.

6. Quando o proprietário de um veículo mudar de residência no mesmo município, deverá comunicar, no


prazo máximo de 15 dias, o novo endereço e aguardar o novo licenciamento para alterar o Certificado de
Licenciamento Anual.

7. Considere a seguinte situação hipotética.


O proprietário de um veículo sinistrado, com laudo pericial de perda total, transferiu o seu domicílio de
Luziânia _ GO para Brasília _ DF, levando consigo o referido veículo. Nessa situação, por ocasião da
transferência de domicílio interestadual, o proprietário deverá providenciar a realização de vistoria no
veículo sinistrado junto ao Departamento de Trânsito correspondente ao novo domicílio.

1. C

2. C

3. E

4. C

5. C

6. E

7. E
Sumário







Sumário
1- B
2- E
Sumário
Silvos Significado Emprego
1 silvo breve Siga No ato do guarda sinaleiro mudar a
direção do trânsito
2 silvos breves Pare Para fiscalização de documentos ou
outro fim
1 silvo longo Diminua a marcha Quando for necessário fazer diminuir
a marcha dos veículos








1. E
2. C
Agora Eu Passo Concursos Públicos

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Código de Trânsito Brasileiro����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Da Identificação Interna ��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Da Identificação Externa��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Infrações Relacionadas�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3

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1
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Código de Trânsito Brasileiro


Da Identificação Interna
Art. 114. O veículo será identificado obrigatoriamente por caracteres gravados no chassi ou no monoblo-
co, reproduzidos em outras partes, conforme dispuser o CONTRAN.
§ 1º A gravação será realizada pelo fabricante ou montador, de modo a identificar o veículo, seu fabrican-
te e as suas características, além do ano de fabricação, que não poderá ser alterado.
§ 2º As regravações, quando necessárias, dependerão de prévia autorização da autoridade executiva de
trânsito e somente serão processadas por estabelecimento por ela credenciado, mediante a comprovação
de propriedade do veículo, mantida a mesma identificação anterior, inclusive o ano de fabricação.
§ 3º Nenhum proprietário poderá, sem prévia permissão da autoridade executiva de trânsito, fazer, ou
ordenar que se faça, modificações da identificação de seu veículo.

Da Identificação Externa
Art. 115. O veículo será identificado externamente por meio de placas dianteira e traseira, sendo esta
lacrada em sua estrutura, obedecidas as especificações e modelos estabelecidos pelo CONTRAN.
§ 1º Os caracteres das placas serão individualizados para cada veículo e o acompanharão até a baixa do
registro, sendo vedado seu reaproveitamento.
§ 2º As placas com as cores verde e amarela da Bandeira Nacional serão usadas somente pelos veículos
de representação pessoal do Presidente e do Vice-Presidente da República, dos Presidentes do Senado
Federal e da Câmara dos Deputados, do Presidente e dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, dos
Ministros de Estado, do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República.
§ 3º Os veículos de representação dos Presidentes dos Tribunais Federais, dos Governadores, Prefeitos,
Secretários Estaduais e Municipais, dos Presidentes das Assembléias Legislativas, das Câmaras Muni-
cipais, dos Presidentes dos Tribunais Estaduais e do Distrito Federal, e do respectivo chefe do Ministé-
rio Público e ainda dos Oficiais Generais das Forças Armadas terão placas especiais, de acordo com os
modelos estabelecidos pelo CONTRAN.
§ 4º Os aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a
executar trabalhos de construção ou de pavimentação são sujeitos ao registro na repartição competente,
se transitarem em via pública, dispensados o licenciamento e o emplacamento.  (Redação dada pela Lei nº
13.154, de 2015) (Vide)
§ 4º-A.  Os tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola
ou a executar trabalhos agrícolas, desde que facultados a transitar em via pública, são sujeitos ao registro
único, sem ônus, em cadastro específico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acessí-
vel aos componentes do Sistema Nacional de Trânsito. (Redação dada pela Lei nº 13.154, de 2015)  (Vide)
§ 5º O disposto neste artigo não se aplica aos veículos de uso bélico.
§ 6º Os veículos de duas ou três rodas são dispensados da placa dianteira.
§ 7º  Excepcionalmente, mediante autorização específica e fundamentada das respectivas corregedorias
e com a devida comunicação aos órgãos de trânsito competentes, os veículos utilizados por membros do
Poder Judiciário e do Ministério Público que exerçam competência ou atribuição criminal poderão tempo-
rariamente ter placas especiais, de forma a impedir a identificação de seus usuários específicos, na forma
de regulamento a ser emitido, conjuntamente, pelo Conselho Nacional de Justiça - CNJ, pelo Conselho
Nacional do Ministério Público - CNMP e pelo Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. (Incluído
pela Lei nº 12.694, de 2012)
§ 8º Os veículos artesanais utilizados para trabalho agrícola (jericos), para efeito do registro de que trata o
§ 4º-A, ficam dispensados da exigência prevista no art. 106. (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
§ 9º  As placas que possuírem tecnologia que permita a identificação do veículo ao qual estão atreladas
são dispensadas da utilização do lacre previsto no caput, na forma a ser regulamentada pelo Contran.
(Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
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2
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Art. 116. Os veículos de propriedade da União, dos Estados e do Distrito Federal, devidamente registrados
e licenciados, somente quando estritamente usados em serviço reservado de caráter policial, poderão usar
placas particulares, obedecidos os critérios e limites estabelecidos pela legislação que regulamenta o uso
de veículo oficial.
Fundo Caracteres Categoria
Cinza Preto Particular
Preto Cinza Coleção
Vermelho Branco Aluguel
Branco Vermelho Aprendizagem
Azul Branco Representação diplomática
Branco Preto Oficial
Placas para veículos de representação, de acordo com o art. 115, § 3° do Código de Trânsito Bra-
sileiro.
Art. 1º Ficam aprovados os modelos de placa constantes do Anexo à presente Resolução, para veículos de
representação dos Presidentes dos Tribunais Federais, dos Governadores, Prefeitos, Secretários Estaduais
e Municipais, dos Presidentes das Assembléias Legislativas e das Câmaras Municipais, dos Presidentes
dos Tribunais Estaduais e do Distrito Federal, e do respectivo chefe do Ministério Público e ainda dos
Oficiais Generais das Forças Armadas.
Art. 2º Poderão ser utilizados os mesmos modelos de placas para os veículos oficiais dos Vice-Governado-
res e dos Vice-Prefeitos, assim como para os Ministros dos Tribunais Federais, Senadores e Deputados,
mediante solicitação dos Presidentes de suas respectivas instituições.

Infrações Relacionadas

com o lacre, a inscrição do chassi, Infração - gravíssima;


o selo, a placa ou qualquer outro
Art. 230, I Penalidade - multa e apreensão do veículo;
elemento de identificação do
veículo violado ou falsificado; Medida administrativa - remoção do veículo;

Infração - gravíssima;
sem qualquer uma das placas de
Art. 230, IV Penalidade - multa e apreensão do veículo;
identificação;
Medida administrativa - remoção do veículo;

Infração - gravíssima;
com qualquer uma das placas de
Art. 230, VI identificação sem condições de le- Penalidade - multa e apreensão do veículo;
gibilidade e visibilidade:
Medida administrativa - remoção do veículo;

Infração - média;
Portar no veículo placas de identi-
ficação em desacordo com as espe- Penalidade - multa;
Art. 221
cificações e modelos estabelecidos
Medida administrativa - retenção do veículo para
pelo CONTRAN:
regularização e apreensão das placas irregulares.

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Exercícios
À luz do CTB, julgue o item a seguir.
Considere a seguinte situação hipotética.
Após a aprovação de Gil em concurso vestibular para ingresso na Universidade Federal de Minas
Gerais, seus pais quiseram presenteá-lo com um automóvel. Dirigiram-se, então, ao órgão executivo
de trânsito competente, objetivando efetivar a troca da placa do veículo usado que haviam adquiri-
do. Foram informados, então, que a placa iniciada pelas letras GIL, seguida dos números correspon-
dentes ao ano do nascimento do filho, não estava mais afeta a um veículo em circulação, já que, em
decorrência da destruição havida em acidente, fora dada baixa no respectivo registro.
Nessa situação, mesmo com a baixa do registro anterior, não será possível atender à solicitação
dos pais de Gil.
Certo ( ) Errado ( )
Gabarito
01 - Correto

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4
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Código de Trânsito Brasileiro����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Das Disposições Preliminares do CTB���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Do Alcance do CTB������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Exceção seara Penal������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Definição de Trânsito���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Dos Direitos e Deveres do Trânsito em Condições Seguras������������������������������������������������������������������������������������3
Da Responsabilidade Objetiva������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Da Prioridade dos Órgãos Componentes do SNT����������������������������������������������������������������������������������������������������3
Definições das Vias Abertas a Circulação Pública���������������������������������������������������������������������������������������������������3
Da Aplicação do CTB���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Dos Conceitos e Definições do CTB���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Do Sistema Nacional de Trânsito ������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Da Composição do SNT����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Exercícios����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������4

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Agora Eu Passo Concursos Públicos.
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Código de Trânsito Brasileiro


Das Disposições Preliminares do CTB
Do Alcance do CTB
Art. 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à circulação,
rege-se por este Código.
Observemos que o artigo supra nos deixa claro que o alcance do CTB se limita a tão somente a
vias abertas a circulação, porém cuidemos e vamos fazer uma interpretação mais minuciosa.
O CTB abrange quase que em sua totalidade a seara administrativa, porém no capítulo XIX este
mesmo código traz a previsão dos crimes de trânsito e para esse capítulo devemos aplicar o conteúdo
previsto na parte geral do Código Penal no que tange a territorialidade na abrangência dos crimes.
A interpretação correta que devemos fazer é: Quando se tratar de infrações de trânsito (seara ad-
ministrativa) devemos aplicar, como regra, somente em vias abertas a circulação pública, exceto nas
hipóteses do parágrafo único do artigo 2° e art. 7° -A ambos do CTB. Já quando tratamos de crimes
de trânsito a regra é que apliquemos o princípio da territorialidade contido no artigo 5° do Código
penal, ou seja, a regra é que nos crimes de trânsito a aplicação seja tanto em vias públicas como em
vias privadas, salvo quando o próprio artigo, por si só, prever o local do crime, como contém o artigo
308.
Exceção seara Penal
Art. 308. Participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou competição
automobilística não autorizada pela autoridade competente, gerando situação de risco à incolumidade
pública ou privada: (Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014)(Vigência)
Exceção na seara administrativa
Art. 2º São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os logradouros, os caminhos, as passa-
gens, as estradas e as rodovias, que terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade com circunscri-
ção sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as circunstâncias especiais.
Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são consideradas vias terrestres as praias abertas à circu-
lação pública, as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas e as
vias e áreas de estacionamento de estabelecimentos privados de uso coletivo. (Redação dada pela Lei nº
13.146, de 2015)(Vigência)
Art. 7º-A.A autoridade portuária ou a entidade concessionária de porto organizado poderá celebrar con-
vênios com os órgãos previstos no art. 7º, com a interveniência dos Municípios e Estados, juridicamente
interessados, para o fim específico de facilitar a autuação por descumprimento da legislação de trânsito.
(Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
§ 1º O convênio valerá para toda a área física do porto organizado, inclusive, nas áreas dos terminais
alfandegados, nas estações de transbordo, nas instalações portuárias públicas de pequeno porte e nos res-
pectivos estacionamentos ou vias de trânsito internas.(Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
Como citado na hipótese acima o crime de “racha” só se aplica em vias públicas, não abrangen-
do, portanto, vias privadas. Então, por exemplo, imagine-se no seu futuro plantão quando através
de uma denúncia é passado que um grupo de condutores praticam “racha” dentro de um galpão
particular. Nesse hipótese não há configuração do tipo penal em análise, uma vez que o crime só se
constitui na via pública.
Porém imaginemos uma outra situação se no pátio de uma oficina houve um atropelamento e
um óbito (homicídio culposo)há a figura do crime previsto no artigo 302, uma vez que para come-
timento desse crime aplicamos o princípio da territorialidade (artigo 5°, CP), ou seja, tanto em via
pública como em via privada haverá cometimento do crime em análise.

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Definição de Trânsito
§ 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos,
conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.

Dos Direitos e Deveres do Trânsito em Condições Seguras


§ 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes
do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as
medidas destinadas a assegurar esse direito.

Da Responsabilidade Objetiva
§ 3º Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das res-
pectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou
erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do
trânsito seguro.

Da Prioridade dos Órgãos Componentes do SNT


§ 5º Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito darão prioridade em
suas ações à defesa da vida, nela incluída a preservação da saúde e do meio-ambiente.

Definições das Vias Abertas a Circulação Pública


Art. 2º São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os logradouros, os caminhos, as passa-
gens, as estradas e as rodovias, que terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade com circunscri-
ção sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as circunstâncias especiais.
Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são consideradas vias terrestres as praias abertas à circu-
lação pública, as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas e as
vias e áreas de estacionamento de estabelecimentos privados de uso coletivo. (Redação dada pela Lei nº
13.146, de 2015)

Da Aplicação do CTB
Art. 3º As disposições deste Código são aplicáveis a qualquer veículo, bem como aos proprietários, condu-
tores dos veículos nacionais ou estrangeiros e às pessoas nele expressamente mencionadas.

Dos Conceitos e Definições do CTB


Art. 4º Os conceitos e definições estabelecidos para os efeitos deste Código são os constantes do Anexo I.

Do Sistema Nacional de Trânsito


Art. 5º O Sistema Nacional de Trânsito é o conjunto de órgãos e entidades da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios que tem por finalidade o exercício das atividades de planejamento,
administração, normatização, pesquisa, registro e licenciamento de veículos, formação, habilitação e re-
ciclagem de condutores, educação, engenharia, operação do sistema viário, policiamento, fiscalização,
julgamento de infrações e de recursos e aplicação de penalidades.
Art. 6º São objetivos básicos do Sistema Nacional de Trânsito:
I - estabelecer diretrizes da Política Nacional de Trânsito, com vistas à segurança, à fluidez, ao conforto, à
defesa ambiental e à educação para o trânsito, e fiscalizar seu cumprimento;
II - fixar, mediante normas e procedimentos, a padronização de critérios técnicos, financeiros e adminis-
trativos para a execução das atividades de trânsito;
III - estabelecer a sistemática de fluxos permanentes de informações entre os seus diversos órgãos e enti-
dades, a fim de facilitar o processo decisório e a integração do Sistema.

Da Composição do SNT
Art. 7º Compõem o Sistema Nacional de Trânsito os seguintes órgãos e entidades:
I - o Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, coordenador do Sistema e órgão máximo normativo e
consultivo;
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II - os Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e o Conselho de Trânsito do Distrito Federal - CON-
TRANDIFE, órgãos normativos, consultivos e coordenadores;
III - os órgãos e entidades executivos de trânsito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí-
pios;
IV - os órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Muni-
cípios;
V - a Polícia Rodoviária Federal;
VI - as Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal; e
VII - as Juntas Administrativas de Recursos de Infrações - JARI.

Exercícios
01. O sistema nacional de trânsito, executor da política nacional de trânsito, é composto por
órgãos e entidades da União, dos estados, do Distrito federal e dos municípios e coordenado
pelo ministério dos transportes, ao qual estão subordinados tanto o Conselho Nacional de
Trânsito (CONTRAN) quanto o Departamento Nacional de Trânsito
Certo ( ) Errado ( )
02. Os municípios Integram automaticamente o SNT
Certo ( ) Errado ( )
03. A PMDF compõe o Sistema Nacional de Trânsito
Certo ( ) Errado ( )
Gabarito
01 - Errado
02 - Errado
03 - Certo

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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Código de Trânsito Brasileiro����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Da Composição do SNT����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Da Coordenação Máxima do SNT����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Da Composição e Competência do CONTRAN�����������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Câmaras Temáticas e sua Composição���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������6
Competência do CETRAN e CONTRANDIFE������������������������������������������������������������������������������������������������������������6
Da Nomeação e Mandato dos Membros do CETRAN e CONTRANDIFE��������������������������������������������������������������7
Competências da JARI������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������8
Exercícios����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������9

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Código de Trânsito Brasileiro


Da Composição do SNT
Art. 7º Compõem o Sistema Nacional de Trânsito os seguintes órgãos e entidades:
I - o Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, coordenador do Sistema e órgão máximo normativo e
consultivo;
II - os Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e o Conselho de Trânsito do Distrito Federal - CON-
TRANDIFE, órgãos normativos, consultivos e coordenadores;
III - os órgãos e entidades executivos de trânsito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí-
pios;
IV - os órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Muni-
cípios;
V - a Polícia Rodoviária Federal;
VI - as Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal; e
VII - as Juntas Administrativas de Recursos de Infrações - JARI.

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Da Coordenação Máxima do SNT


Art. 9º O Presidente da República designará o ministério ou órgão da Presidência responsável pela coor-
denação máxima do Sistema Nacional de Trânsito, ao qual estará vinculado o CONTRAN e subordinado o
órgão máximo executivo de trânsito da União.

Da Composição e Competência do CONTRAN


Art. 10.O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), com sede no Distrito Federal e presidido pelo dirigen-
te do órgão máximo executivo de trânsito da União, tem a seguinte composição:(Redação dada pela Lei
nº 12.865, de 2013)
I - (VETADO)
II - (VETADO)
III - um representante do Ministério da Ciência e Tecnologia;
IV - um representante do Ministério da Educação e do Desporto;
V - um representante do Ministério do Exército;
VI - um representante do Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal;
VII - um representante do Ministério dos Transportes;
VIII - (VETADO)
IX - (VETADO)
X - (VETADO)
XI - (VETADO)
XII - (VETADO)
XIII - (VETADO)

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XIV - (VETADO)
XV - (VETADO)
XVI - (VETADO)
XVII - (VETADO)
XVIII - (VETADO)
XIX - (VETADO)
XX - um representante do ministério ou órgão coordenador máximo do Sistema Nacional de Trânsito;
XXI - (VETADO)
XXII - um representante do Ministério da Saúde.(Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)
XXIII-um representante do Ministério da Justiça.(Incluído pela Medida Provisória nº 415, de 2008)
XXIII - 1 (um) representante do Ministério da Justiça.(Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)
XXIV - 1 (um) representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;(Incluído
pela Lei nº 12.865, de 2013)
XXV - 1 (um) representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).(Incluído pela Lei nº
12.865, de 2013)
§ 1º (VETADO)
§ 2º (VETADO)
§ 3º (VETADO)
Art. 12. Compete ao CONTRAN:
I - estabelecer as normas regulamentares referidas neste Código e as diretrizes da Política Nacional de
Trânsito;
II - coordenar os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, objetivando a integração de suas atividades;
III - (VETADO)
IV - criar Câmaras Temáticas;
V - estabelecer seu regimento interno e as diretrizes para o funcionamento dos CETRAN e CONTRAN-
DIFE;
VI - estabelecer as diretrizes do regimento das JARI;
VII - zelar pela uniformidade e cumprimento das normas contidas neste Código e nas resoluções comple-
mentares;
VIII - estabelecer e normatizar os procedimentos para a imposição, a arrecadação e a compensação das
multas por infrações cometidas em unidade da Federação diferente da do licenciamento do veículo;
VIII - estabelecer e normatizar os procedimentos para a aplicação das multas por infrações, a arrecada-
ção e o repasse dos valores arrecadados;(Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência)
IX - responder às consultas que lhe forem formuladas, relativas à aplicação da legislação de trânsito;
X - normatizar os procedimentos sobre a aprendizagem, habilitação, expedição de documentos de condu-
tores, e registro e licenciamento de veículos;
XI - aprovar, complementar ou alterar os dispositivos de sinalização e os dispositivos e equipamentos de
trânsito;
XII - apreciar os recursos interpostos contra as decisões das instâncias inferiores, na forma deste Código;
XIII - avocar, para análise e soluções, processos sobre conflitos de competência ou circunscrição, ou,
quando necessário, unificar as decisões administrativas; e
XIV - dirimir conflitos sobre circunscrição e competência de trânsito no âmbito da União, dos Estados e
do Distrito Federal.

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XV - normatizar o processo de formação do candidato à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação,
estabelecendo seu conteúdo didático-pedagógico, carga horária, avaliações, exames, execução e fiscaliza-
ção.(Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência)
O CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito com base no artigo 7° como coordenador do
sistema nacional de trânsito e órgão máximo normativo e consultivo, estando vinculado ao ministé-
rio das cidades (coordenador máximo do SNT).
Vale ressaltar que o rol de competências do CONTRAN previsto no artigo 12 é meramente exem-
plificativo, pois possuímos de forma esparsa no próprio CTB diversas outras competências relacio-
nadas ao CONTRAN (Art. 19, XXVII e XXIX; art. 75; art. 77; art. 80, § 2°; art. 94; art. 97; art. 99).
Dentre as competências do CONTRAN destacam-se, principalmente, a coordenação e a elabo-
ração de normas.
As normas (competência prevista no inciso I, do art. 12, CTB) são elaboradas por meio de re-
soluções, uma vez que, o legislador deixa, diversas vezes, um lapso entre uma norma prevista no
CTB e sua regulamentação. Podemos citar, por exemplo, o processo de habilitação, no qual o CTB
deixa uma lacuna entre a norma e a regulamentação, então o CONTRAN, por meio da resolução de
numero 168 e suas alterações. Ainda no mesmo inciso temos a competência de estabelecer as diretri-
zes da Política Nacional de Trânsito, atualmente, regulamentada por meio da resolução 514/15.
A competência de coordenação do sistema está prevista no inciso II, do artigo 12, embora não
haja uma subordinação entre o CONTRAN e os demais órgãos e entidades componentes do Sistema
Nacional de Trânsito, dada a autonomia administrativa dos entes federados, há que se destacar a
importância de uma atividade coordenadora, a fim de se integrar as atividades desenvolvidas e pa-
dronizar a atuação na área de trânsito, proporcionando-se harmonia e equilíbrio entre os órgãos de
trânsito.
A competência prevista no inciso IV discorreremos com mais profundidade no artigo 13, CTB.
As competências previstas nos incisos V e VI, ambas são recebem regulamentação pelas resolu-
ções 244/07 e 357/10, respectivamente.
A competência prevista no inciso VIII, que inclusive foi alvo de alteração legislativa, por meio da
lei 13281/16, trazendo clareza ao texto legislativo no que tange a aplicação das multas, a arrecadação
e seus repasses. Esse texto é regulamentado pela resolução de número 155/04, que cria o RENAINF.
A competência prevista no inciso IX, vem ratificar o que o artigo 7° deste mesmo código já prevê
trazendo a competência de que o CONTRAN é o órgão máximo normativo e consultivo do SNT,
respondendo as consultas que, porventura venham ser realizadas a uma lacuna existente no CTB.
Em relação a competência de normatização do processo de habilitação já previstas no inciso X e
incluída pela lei 13281/16 o inciso XV, esta competência é regulamentada pela resolução de 168/04 e
posteriores alterações.
A aprovação, complementação ou alteração dos dispositivos de sinalização, competência, esta
prevista no inciso XI, do artigo 12, é regulamentada pelas resoluções 160/04, 180/05, 236/07, 243/07,
348/10, 483/14, 486/14.
A competência prevista no inciso XII é uma competência atípica que são atribuídas aos órgãos
normativos. Que fique claro que a competência de apreciar recursos na primeira instância continua
sendo da JARI, porém caso o requerente discorde da decisão cabe ao mesmo, nos casos de multas
relativas à União, sendo de natureza gravíssimas, ou que gerem suspensão por mais de 6 meses ou
ainda cassação do direito de dirigir o recurso no âmbito da 2° instância impetrando no CONTRAN
e este sendo responsável pelo julgamento, encerrando-se o processo na esfera administrativa e ca-
dastrando a decisão no RENACH.

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Nas palavras de Arnaldo Rizzardo – “No inciso XIII, confere-se o poder de avocar, para análise e
soluções, processos sobre conflitos de competência ou circunscrição, ou, quando necessário, unificar
as decisões administrativas. É próprio da avocação a transferência da competência ao órgão superior,
para fins de proferir a decisão da controvérsia.”
Por fim a competência prevista no inciso XIV, fica bem ilustrada quando o CONTRAN se po-
sicionou por meio da resolução de número 289/08, a fim de dirimir o conflito existente entre DNIT
e DPRF (ambos órgãos no âmbito da União), conflito relativo a competência por fiscalização por
excesso de peso e a fiscalização ao desrespeito aos limites de velocidades.

Câmaras Temáticas e sua Composição


Art. 13. As Câmaras Temáticas, órgãos técnicos vinculados ao CONTRAN, são integradas por especia-
listas e têm como objetivo estudar e oferecer sugestões e embasamento técnico sobre assuntos específicos
para decisões daquele colegiado.
§ 1º Cada Câmara é constituída por especialistas representantes de órgãos e entidades executivos da
União, dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios, em igual número, pertencentes ao Sistema
Nacional de Trânsito, além de especialistas representantes dos diversos segmentos da sociedade relacio-
nados com o trânsito, todos indicados segundo regimento específico definido pelo CONTRAN e designa-
dos pelo ministro ou dirigente coordenador máximo do Sistema Nacional de Trânsito.
§ 2º Os segmentos da sociedade, relacionados no parágrafo anterior, serão representados por pessoa
jurídica e devem atender aos requisitos estabelecidos pelo CONTRAN.
§ 3º Os coordenadores das Câmaras Temáticas serão eleitos pelos respectivos membros.
As Câmaras Temáticas são órgãos técnicos de assessoramento, que foram criados para possibilitar
a participação de especialistas da sociedade, em conjunto com os profissionais do Sistema Nacional
de Trânsito, na formulação das normas a serem editadas pelo Conselho Nacional de Trânsito. Assim,
os seus integrantes, divididos por temas, possuem a incumbência de estudar, debater e oferecer su-
gestões e embasamentos técnicos para as decisões do CONTRAN.
Inicialmente, o artigo 13 previa, em seu § 4º, a criação de 4 Câmaras Temáticas, que enfocavam
as áreas de Educação; Operação, Fiscalização e Policiamento; Engenharia; e Medicina de Tráfego;
todavia, esta previsão foi vetada, com o argumento de que caberia ao próprio Contran, de acordo
com as suas necessidades, estabelecer as Câmaras que deveriam ser criadas para o bom funciona-
mento do Sistema Nacional de Trânsito.
Desta forma, existem, atualmente, 6 (seis) Câmaras Temáticas, previstas expressamente no Regi-
mento Interno aprovado pela Resolução do Contran n. 586/16. São elas: I – de Assuntos Veiculares; II
– de Educação para o Trânsito e Cidadania; III – de Engenharia de Tráfego, da Sinalização e da Via;
IV - Esforço Legal: infrações, penalidades, crimes de trânsito, policiamento e fiscalização de trânsito;
V – de Formação e Habilitação de Condutores; e VI – de Saúde e Meio Ambiente no Trânsito.
Cada Câmara é composta por 19 membros titulares e 19 suplentes, sendo alguns representantes
dos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito (no âmbito federal, estadual e municipal)
e outros de segmentos organizados da sociedade atuantes no trânsito, especialistas ou de notório
saber.
O mandato tem a duração de dois anos, admitidas reconduções, sendo o serviço considerado,
para todos os efeitos, como de interesse público e relevante valor social (portanto, não remunerado,
ficando, em regra, a cargo de cada pessoa jurídica – órgão, entidade ou instituição, custear a partici-
pação de seus representantes).

Competência do CETRAN e CONTRANDIFE


Art. 14. Compete aos Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e ao Conselho de Trânsito do Distrito
Federal - CONTRANDIFE:
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I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito das respectivas atribuições;
II - elaborar normas no âmbito das respectivas competências;
III - responder a consultas relativas à aplicação da legislação e dos procedimentos normativos de trânsito;
IV - estimular e orientar a execução de campanhas educativas de trânsito;
V - julgar os recursos interpostos contra decisões:
a) das JARI;
b) dos órgãos e entidades executivos estaduais, nos casos de inaptidão permanente constatados nos
exames de aptidão física, mental ou psicológica;
VI - indicar um representante para compor a comissão examinadora de candidatos portadores de defi-
ciência física à habilitação para conduzir veículos automotores;
VII - (VETADO)
VIII - acompanhar e coordenar as atividades de administração, educação, engenharia, fiscalização, poli-
ciamento ostensivo de trânsito, formação de condutores, registro e licenciamento de veículos, articulando
os órgãos do Sistema no Estado, reportando-se ao CONTRAN;
IX - dirimir conflitos sobre circunscrição e competência de trânsito no âmbito dos Municípios; e
X - informar o CONTRAN sobre o cumprimento das exigências definidas nos §§ 1º e 2º do art. 333.
XI - designar, em caso de recursos deferidos e na hipótese de reavaliação dos exames, junta especial de
saúde para examinar os candidatos à habilitação para conduzir veículos automotores.(Incluído pela Lei
nº 9.602, de 1998)
Parágrafo único. Dos casos previstos no inciso V, julgados pelo órgão, não cabe recurso na esfera adminis-
trativa.
Conforme artigo 7° os Conselhos Estaduais de Trânsito – CETRAN (e, no caso do Distrito
Federal, o CONTRANDIFE), são órgãos normativos, consultivos e coordenadores do sistema,
porém no âmbito estadual. Estando essas competências elencadas nos incisos I e II (normatização) e
III (consultivo).
Além dessas três atribuições principais elencadas expressamente no artigo 7°, outra competên-
cia que se destaca no rol desse órgão é a competência atípica de órgão julgador. Estando prevista no
inciso V, tendo função recursal propriamente dita (na hipótese de julgamento dos processos admi-
nistrativos no âmbito estadual, Distrital ou municipal, após julgamento na primeira instância pela
JARI), bem como competência revisional (na hipótese de decisão do DETRAN, nos casos de inapti-
dão permanente física, mental ou psicológica).
Ainda relacionada ao processo de habilitação cabe ainda aos CETRAN a indicação de um re-
presentante para compor a comissão examinadora de candidatos portadores de deficiência física à
habilitação para conduzir veículos automotores (inciso VI).
Por fim, mas ainda relacionado ao processo de habilitação cabe ainda ao CETRAN designar
em caso de recursos deferidos e ocorrendo reavaliação dos exames, junta especial de saúde para
examinar os candidatos à habilitação para conduzir veículos automotores (inciso XI).
Percebemos no inciso IX, que a competência referente a dirimição de conflitos no âmbito muni-
cipal cabe ao CETRAN, uma vez que nos âmbitos União, dos estados e do DF caberá ao CONTRAN.

Da Nomeação e Mandato dos Membros do CETRAN e CONTRANDIFE


Art. 15. Os presidentes dos CETRAN e do CONTRANDIFE são nomeados pelos Governadores dos Estados
e do Distrito Federal, respectivamente, e deverão ter reconhecida experiência em matéria de trânsito.
§ 1º Os membros dos CETRAN e do CONTRANDIFE são nomeados pelos Governadores dos Estados e do
Distrito Federal, respectivamente.

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Agora Eu Passo Concursos Públicos
§ 2º Os membros do CETRAN e do CONTRANDIFE deverão ser pessoas de reconhecida experiência em
trânsito.
§ 3º O mandato dos membros do CETRAN e do CONTRANDIFE é de dois anos, admitida a recondução.

Competências da JARI
Art. 16. Junto a cada órgão ou entidade executivos de trânsito ou rodoviário funcionarão Juntas Admi-
nistrativas de Recursos de Infrações - JARI, órgãos colegiados responsáveis pelo julgamento dos recursos
interpostos contra penalidades por eles impostas.
Parágrafo único. As JARI têm regimento próprio, observado o disposto no inciso VI do art. 12, e apoio
administrativo e financeiro do órgão ou entidade junto ao qual funcionem.
As Juntas Administrativas de Recursos de Infrações – JARI integram o Sistema Nacional de
Trânsito, nas três esferas de governo (União, Estados e Municípios), pois devem existir junto a todos
os órgãos e entidades executivos de trânsito e rodoviários, responsáveis pela aplicação de penalida-
des por infrações de trânsito.
Os artigos 16 e 17 prevêem a sua criação e competências, sendo que o artigo 18 estabeleceria a sua
forma de composição, o que foi vetado pelo Presidente da República sob o argumento de que cada
ente federativo possui autonomia para criação de suas Juntas Recursais; por este motivo, as regras
de funcionamento destes órgãos devem constar de Regimento próprio (mencionado pelo parágrafo
único do artigo 16), obedecendo-se às Diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito,
atualmente constantes da Resolução n. 357/10, a qual prevê regras básicas a serem atendidas, como
composição mínima, impedimentos, nomeação, duração do mandato, funcionamento e deveres.
A definição de “órgãos colegiados” decorre do fato de serem compostos por pessoas de diferentes
representações, o que não significa, entretanto, que cada componente deve julgar para satisfazer o
interesse do setor que representa; tais julgadores possuem liberdade de convicção e, apesar de terem
sido indicados por determinada representação, devem analisar com isenção e imparcialidade, a fim
de garantir a aplicação justa das penalidades previstas na lei, àqueles que descumprirem os preceitos
do Código de Trânsito.
Para que se garanta esta imparcialidade, não há uma subordinação da JARI ao órgão ou entidade
executivo de trânsito ou rodoviário, mas uma mera vinculação, sendo, inclusive, obrigatório que o
órgão aplicador da penalidade a ser recorrida dê o devido apoio técnico, administrativo e financeiro
à JARI, de forma a garantir o seu pleno funcionamento (parágrafo único do artigo 16 do CTB e item
9.2. do Anexo à Resolução n. 357/10).
Se a decisão da JARI for desfavorável ao órgão de trânsito ao qual está vinculada, cancelando-se
a penalidade aplicada, caberá recurso da autoridade de trânsito ao órgão recursal de segunda instân-
cia, de acordo com o artigo 288 do CTB.
Art. 17. Compete às JARI:
I - julgar os recursos interpostos pelos infratores;
II - solicitar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários informações comple-
mentares relativas aos recursos, objetivando uma melhor análise da situação recorrida;
III - encaminhar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários informações sobre
problemas observados nas autuações e apontados em recursos, e que se repitam sistematicamente.
As Juntas Administrativas de Recursos de Infrações estão previstas no artigo 16, como órgãos
colegiados responsáveis pelo julgamento de recursos interpostos contra as penalidades aplicadas
pelos órgãos e entidades executivos de trânsito e rodoviários; logo, esta é, basicamente, sua única
competência legal, sendo suficiente a previsão do inciso I do artigo 17.
Os incisos II e III, na verdade, não descrevem competências, no sentido de “atribuições a serem

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desempenhadas por estes órgãos”; são, quando muito, providências complementares que podem ser
adotadas pelas Juntas de Recursos, a fim de viabilizar a realização de sua missão principal.
É muito comum, por exemplo, que o julgador necessite de informações adicionais, para julgar
adequadamente cada caso, frente às alegações recursais; podemos citar, entre outros, os casos em
que o condutor argumenta que o local da infração não estava adequadamente sinalizado ou que o
agente de trânsito agiu com desvio de poder; nestas situações, cabe ao relator do processo solicitar ao
órgão que impôs a multa, nos termos do inciso II do artigo 17, esclarecimentos que objetivem uma
melhor análise da situação recorrida.
Além disso, cabe acrescentar que a Resolução do Conselho Nacional de Trânsito nº 299/08, que
versa sobre a padronização de procedimentos para apresentação de recursos, prevê a necessidade de
se suprir eventual ausência de informação ou documento, no julgamento do recurso (artigo 10), bem
como a possibilidade de solicitação de documentos ou provas admitidas em direito, para o próprio
requerente (artigo 9).
O inciso III do artigo 17 prevê outra característica do trabalho da JARI, que podemos classificar,
ao mesmo tempo, como de correição e apoio ao trabalho desenvolvido pela fiscalização de trânsito,
de modo a demonstrar erros comuns cometidos pelos próprios agentes de trânsito, sinalização ir-
regular ou equívocos na aplicação da legislação de trânsito, para que o órgão tenha condições de
adequar os procedimentos adotados, evitando-se, assim, que se cancelem multas por problemas que
podem ser sanados pelo órgão público.

Exercícios
01. Nos termos do artigo 15, § 3°, do CTB, o mandato dos membros do CETRAN e do CON-
TRANDIFE é:
a) 1 ano, admitida a recondução
b) 4 anos, admitida a recondução
c) 3 anos, admitida a recondução
d) 2 anos, admitida a recondução
e) 1 ano
02. O presidente do CONTRANDIFE é nomeado pelo governador do DF
Certo ( ) Errado ( )
Gabarito
01 - D
02 - Certo

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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Código de Trânsito Brasileiro����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Das Competências da PRF na Constituição Federal (art. 144, § 2°)����������������������������������������������������������������������������2
Competência da PRF no CTB������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Competências da PRF no Decreto 1655/95���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Exercício������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3

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Código de Trânsito Brasileiro


Das Competências da PRF na Constituição Federal (art. 144, § 2°)
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a pre-
servação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.
[...]
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em
carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998).

Competência da PRF no CTB


Art. 20. Compete à Polícia Rodoviária Federal, no âmbito das rodovias e estradas federais:
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições;
II - realizar o patrulhamento ostensivo, executando operações relacionadas com a segurança pública,
com o objetivo de preservar a ordem, incolumidade das pessoas, o patrimônio da União e o de terceiros;
III - aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações de trânsito, as medidas administrativas decor-
rentes e os valores provenientes de estada e remoção de veículos, objetos, animais e escolta de veículos de
cargas superdimensionadas ou perigosas;
IV - efetuar levantamento dos locais de acidentes de trânsito e dos serviços de atendimento, socorro e sal-
vamento de vítimas;
V - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de
remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível;
VI - assegurar a livre circulação nas rodovias federais, podendo solicitar ao órgão rodoviário a adoção
de medidas emergenciais, e zelar pelo cumprimento das normas legais relativas ao direito de vizinhança,
promovendo a interdição de construções e instalações não autorizadas;
VII - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre acidentes de trânsito e suas causas, adotando ou
indicando medidas operacionais preventivas e encaminhando-os ao órgão rodoviário federal;
VIII - implementar as medidas da Política Nacional de Segurança e Educação de Trânsito;
IX - promover e participar de projetos e programas de educação e segurança, de acordo com as diretrizes
estabelecidas pelo CONTRAN;
X - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e
compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento,
à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para
outra unidade da Federação;
XI - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua
carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio, quando solicitado, às ações específicas
dos órgãos ambientais.

Competências da PRF no Decreto 1655/95


Art. 1° À Polícia Rodoviária Federal, órgão permanente, integrante da estrutura regimental do Ministé-
rio da Justiça, no âmbito das rodovias federais, compete:
I - realizar o patrulhamento ostensivo, executando operações relacionadas com a segurança pública, com
o objetivo de preservar a ordem, a incolumidade das pessoas, o patrimônio da União e o de terceiros;

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II - exercer os poderes de autoridade de polícia de trânsito, cumprindo e fazendo cumprir a legislação e
demais normas pertinentes, inspecionar e fiscalizar o trânsito, assim como efetuar convênios específicos
com outras organizações similares;
III - aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações de trânsito e os valores decorrentes da prestação
de serviços de estadia e remoção de veículos, objetos, animais e escolta de veículos de cargas excepcionais;
IV - executar serviços de prevenção, atendimento de acidentes e salvamento de vítimas nas rodovias
federais;
V - realizar perícias, levantamentos de locais boletins de ocorrências, investigações, testes de dosagem
alcoólica e outros procedimentos estabelecidos em leis e regulamentos, imprescindíveis à elucidação dos
acidentes de trânsito;
VI - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de
remoção de veículos, escolta e transporte de cargas indivisíveis;
VII - assegurar a livre circulação nas rodovias federais, podendo solicitar ao órgão rodoviário a adoção de
medidas emergenciais, bem como zelar pelo cumprimento das normas legais relativas ao direito de vizi-
nhança, promovendo a interdição de construções, obras e instalações não autorizadas;
VIII - executar medidas de segurança, planejamento e escoltas nos deslocamentos do Presidente da Re-
pública, Ministros de Estado, Chefes de Estados e diplomatas estrangeiros e outras autoridades, quando
necessário, e sob a coordenação do órgão competente;
IX - efetuar a fiscalização e o controle do tráfico de menores nas rodovias federais, adotando as providên-
cias cabíveis contidas na Lei n° 8.069 de 13 junho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente);
X - colaborar e atuar na prevenção e repressão aos crimes contra a vida, os costumes, o patrimônio, a
ecologia, o meio ambiente, os furtos e roubos de veículos e bens, o tráfico de entorpecentes e drogas afins, o
contrabando, o descaminho e os demais crimes previstos em leis.
Art 2° O documento de identidade funcional dos servidores policiais da Polícia Rodoviária Federal
confere ao seu portador livre porte de arma e franco acesso aos locais sob fiscalização do órgão, nos termos
da legislação em vigor, assegurando - lhes, quando em serviço, prioridade em todos os tipos de transporte
e comunicação.

Exercício
01. Compete à PRF o patrulhamento das rodovias federais privatizadas, mesmo tendo havido,
com o processo de concessão, a transferência a particulares das atividades administrativas
referentes aos trechos terceirizados.
Certo ( ) Errado ( )
Gabarito
01 - Certo

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ÍNDICE
Código de Trânsito Brasileiro����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Das Competências da PRF no CTB – Continuação������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Exercícios����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2

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Código de Trânsito Brasileiro


Das Competências da PRF no CTB – Continuação
Art. 20. Compete à Polícia Rodoviária Federal, no âmbito das rodovias e estradas federais:
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições;
II - realizar o patrulhamento ostensivo, executando operações relacionadas com a segurança pública,
com o objetivo de preservar a ordem, incolumidade das pessoas, o patrimônio da União e o de terceiros;
III - aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações de trânsito, as medidas administrativas decor-
rentes e os valores provenientes de estada e remoção de veículos, objetos, animais e escolta de veículos de
cargas superdimensionadas ou perigosas;
IV - efetuar levantamento dos locais de acidentes de trânsito e dos serviços de atendimento, socorro e sal-
vamento de vítimas;
V - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de
remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível;
VI - assegurar a livre circulação nas rodovias federais, podendo solicitar ao órgão rodoviário a adoção
de medidas emergenciais, e zelar pelo cumprimento das normas legais relativas ao direito de vizinhança,
promovendo a interdição de construções e instalações não autorizadas;
VII - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre acidentes de trânsito e suas causas, adotando ou
indicando medidas operacionais preventivas e encaminhando-os ao órgão rodoviário federal;
VIII - implementar as medidas da Política Nacional de Segurança e Educação de Trânsito;
IX - promover e participar de projetos e programas de educação e segurança, de acordo com as diretrizes
estabelecidas pelo CONTRAN;
X - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e
compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento,
à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para
outra unidade da Federação;
XI - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua
carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio, quando solicitado, às ações específicas
dos órgãos ambientais.

Exercícios
01. Se, durante a execução de obra ao longo de uma rodovia federal, a empresa responsável pela
obra interromper a circulação de veículos e a movimentação de cargas em uma das faixas de
rolamento sem a prévia permissão do órgão de trânsito competente, a PRF deverá interditar
a obra e aplicar as penalidades civis e multas decorrentes da infração cometida pela empresa.
Certo ( ) Errado ( )
02. Tomando-se em conta a competência da Polícia rodoviária federal, no âmbito das rodovias e
estradas federais, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Realizar patrulhamento ostensivo, executando operações relacionadas com a segurança
pública, com o objetivo de preservar a ordem, a incolumidade das pessoas, o patrimônio da
União e o de terceiros.
( ) Aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações de trânsito, as medidas administrati-
vas decorrentes e os valores provenientes de estada e remoção de veículos, objetos, animais e
escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou perigosas.
( ) Encaminhar à Polícia Federal estudos sobre acidentes de trânsito para elaboração de dados
estatísticos.
( ) Dar apoio, quando solicitado, às ações específicas dos órgãos ambientais.
Assinale a sequência correta.
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a) V,V,F,V
b) F,V,V,V
c) V,V,V,F
d) F,F,F,V
03. Sobre competências das polícias, de acordo com o disposto no Código de Trânsito Brasileiro
(CTB), analise as afirmativas.
I. A polícia militar dos estados e do Distrito Federal pode executar a fiscalização de trânsito
II. Compete à polícia rodoviária federal, no âmbito das rodovias e estradas federais, aplicar e
arrecadar multas impostas por infrações de trânsito e as medidas administrativas decorren-
tes.
III. A polícia civil dos Estados e do Distrito Federal deve dar apoio logístico e de fiscalização às
ações específicas dos órgãos e entidades executivos de trânsito.
Está correto o que se afirma em
a) I e II, apenas
b) I, II e III
c) I e III, apenas
d) II, apenas

04. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro


a) Ficará a Polícia Rodoviária Federal responsável por fiscalizar o nível de emissão de poluen-
tes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga, devendo autuar em
flagrante delito quem quer que criminosamente prejudique a saúde humana, a fauna ou a
flora, através da emissão irregular.
b) Faculta-se à Polícia Rodoviária a execução de operações relacionadas com a segurança
pública, com o objetivo de preservar a ordem, a incolumidade das pessoas, o patrimônio
da União e o de terceiros, podendo assim agir sempre que houver convênio com a Polícia
Federal.
c) Afim de aprimorar seus serviços, deverá a Polícia Rodoviária Federal coletar dados es-
tatísticos e elaborar estudos sobre acidentes de trânsito e suas causas, repassando-os ao
CONTRAN para que este órgão determine as medidas operacionais que serão obrigatoria-
mente adotadas pela Polícia Rodoviária Federal.
d) Deverá a Polícia Rodoviária Federal implementar as medidas da Política Nacional de Segu-
rança e Educação de Trânsito.
e) Incumbirá à Polícia Rodoviária Federal realizar patrulhamento ostensivo nas rodovias e
estradas federais, bem como nas estaduais, desde que celebrado convênio com o Governo do
Estado e sob supervisão da Polícia Militar.
05. Compete a PRF executar medidas de segurança, planejamento e escoltas nos deslocamentos
do presidente da república, ministros de estado, chefes de estados e diplomatas estrangeiros e
outras autoridades, quando necessário, e sob a coordenação do órgão competente.
Certo ( ) Errado ( )
Gabarito
01 - Errado
02 - A
03 - A
04 - D
05 - Certo
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Código de Trânsito Brasileiro����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Competências dos Órgãos Executivos Rodoviários������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Competências dos Órgãos Executivos de Trânsito�������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Órgão Executivo de Trânsito da União����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Órgão Executivo de Trânsito do Estado���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������5
Órgão Executivo de Trânsito Municipal��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������6
Exercícios����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������7

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Competências dos Órgãos Executivos Rodoviários
Art. 21. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições;
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover
o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;
III - implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle
viário;
IV - coletar dados e elaborar estudos sobre os acidentes de trânsito e suas causas;
V - estabelecer, em conjunto com os órgãos de policiamento ostensivo de trânsito, as respectivas diretrizes
para o policiamento ostensivo de trânsito;
VI - executar a fiscalização de trânsito, autuar, aplicar as penalidades de advertência, por escrito, e ainda
as multas e medidas administrativas cabíveis, notificando os infratores e arrecadando as multas que
aplicar;
VII - arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos, e escolta de veículos de
cargas superdimensionadas ou perigosas;
VIII - fiscalizar, autuar, aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis, relativas a infra-
ções por excesso de peso, dimensões e lotação dos veículos, bem como notificar e arrecadar as multas que
aplicar;
IX - fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. 95, aplicando as penalidades e arrecadando as
multas nele previstas;
X - implementar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito;
XI - promover e participar de projetos e programas de educação e segurança, de acordo com as diretrizes
estabelecidas pelo CONTRAN;
XII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e
compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento,
à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para
outra unidade da Federação;
XIII - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua
carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio às ações específicas dos órgãos ambien-
tais locais, quando solicitado;
XIV - vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para transitar e estabelecer os requisitos
técnicos a serem observados para a circulação desses veículos.
Parágrafo único. (VETADO)

Competências dos Órgãos Executivos de Trânsito


Órgão Executivo de Trânsito da União
Art. 19. Compete ao órgão máximo executivo de trânsito da União:
I - cumprir e fazer cumprir a legislação de trânsito e a execução das normas e diretrizes estabelecidas pelo
CONTRAN, no âmbito de suas atribuições;
II - proceder à supervisão, à coordenação, à correição dos órgãos delegados, ao controle e à fiscalização da
execução da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito;
III - articular-se com os órgãos dos Sistemas Nacionais de Trânsito, de Transporte e de Segurança Pública,
objetivando o combate à violência no trânsito, promovendo, coordenando e executando o controle de
ações para a preservação do ordenamento e da segurança do trânsito;

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
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IV - apurar, prevenir e reprimir a prática de atos de improbidade contra a fé pública, o patrimônio, ou a
administração pública ou privada, referentes à segurança do trânsito;
V - supervisionar a implantação de projetos e programas relacionados com a engenharia, educação, ad-
ministração, policiamento e fiscalização do trânsito e outros, visando à uniformidade de procedimento;
VI - estabelecer procedimentos sobre a aprendizagem e habilitação de condutores de veículos, a expedição
de documentos de condutores, de registro e licenciamento de veículos;
VII - expedir a Permissão para Dirigir, a Carteira Nacional de Habilitação, os Certificados de Registro e
o de Licenciamento Anual mediante delegação aos órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal;
VIII - organizar e manter o Registro Nacional de Carteiras de Habilitação - RENACH;
IX - organizar e manter o Registro Nacional de Veículos Automotores - RENAVAM;
X - organizar a estatística geral de trânsito no território nacional, definindo os dados a serem fornecidos
pelos demais órgãos e promover sua divulgação;
XI - estabelecer modelo padrão de coleta de informações sobre as ocorrências de acidentes de trânsito e as
estatísticas do trânsito;
XII - administrar fundo de âmbito nacional destinado à segurança e à educação de trânsito;
XIII - coordenar a administração da arrecadação de multas por infrações ocorridas em localidade di-
ferente daquela da habilitação do condutor infrator e em unidade da Federação diferente daquela do
licenciamento do veículo;
XIII - coordenar a administração do registro das infrações de trânsito, da pontuação e das penalidades
aplicadas no prontuário do infrator, da arrecadação de multas e do repasse de que trata o § 1º do art.
320;(Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência)
XIV - fornecer aos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito informações sobre registros de
veículos e de condutores, mantendo o fluxo permanente de informações com os demais órgãos do Sistema;
XV - promover, em conjunto com os órgãos competentes do Ministério da Educação e do Desporto, de
acordo com as diretrizes do CONTRAN, a elaboração e a implementação de programas de educação de
trânsito nos estabelecimentos de ensino;
XVI - elaborar e distribuir conteúdos programáticos para a educação de trânsito;
XVII - promover a divulgação de trabalhos técnicos sobre o trânsito;
XVIII - elaborar, juntamente com os demais órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito, e
submeter à aprovação do CONTRAN, a complementação ou alteração da sinalização e dos dispositivos e
equipamentos de trânsito;
XIX - organizar, elaborar, complementar e alterar os manuais e normas de projetos de implementação da
sinalização, dos dispositivos e equipamentos de trânsito aprovados pelo CONTRAN;
XX - expedir a permissão internacional para conduzir veículo e o certificado de passagem nas alfândegas,
mediante delegação aos órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal;
XX – expedir a permissão internacional para conduzir veículo e o certificado de passagem nas alfândegas
mediante delegação aos órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal ou a entidade habilitada para
esse fim pelo poder público federal;(Redação dada pela lei nº 13.258, de 2016)
XXI - promover a realização periódica de reuniões regionais e congressos nacionais de trânsito, bem como
propor a representação do Brasil em congressos ou reuniões internacionais;
XXII - propor acordos de cooperação com organismos internacionais, com vistas ao aperfeiçoamento das
ações inerentes à segurança e educação de trânsito;
XXIII - elaborar projetos e programas de formação, treinamento e especialização do pessoal encarregado
da execução das atividades de engenharia, educação, policiamento ostensivo, fiscalização, operação e
administração de trânsito, propondo medidas que estimulem a pesquisa científica e o ensino técnico-pro-
fissional de interesse do trânsito, e promovendo a sua realização;
XXIV - opinar sobre assuntos relacionados ao trânsito interestadual e internacional;

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Agora Eu Passo Concursos Públicos.
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Agora Eu Passo Concursos Públicos
XXV - elaborar e submeter à aprovação do CONTRAN as normas e requisitos de segurança veicular para
fabricação e montagem de veículos, consoante sua destinação;
XXVI - estabelecer procedimentos para a concessão do código marca-modelo dos veículos para efeito de
registro, emplacamento e licenciamento;
XXVII - instruir os recursos interpostos das decisões do CONTRAN, ao ministro ou dirigente coordena-
dor máximo do Sistema Nacional de Trânsito;
XXVIII - estudar os casos omissos na legislação de trânsito e submetê-los, com proposta de solução, ao
Ministério ou órgão coordenador máximo do Sistema Nacional de Trânsito;
XXIX - prestar suporte técnico, jurídico, administrativo e financeiro ao CONTRAN.
XXX - organizar e manter o Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf).(Incluído pela Lei nº
13.281, de 2016)(Vigência)
§ 1º Comprovada, por meio de sindicância, a deficiência técnica ou administrativa ou a prática constante
de atos de improbidade contra a fé pública, contra o patrimônio ou contra a administração pública, o
órgão executivo de trânsito da União, mediante aprovação do CONTRAN, assumirá diretamente ou por
delegação, a execução total ou parcial das atividades do órgão executivo de trânsito estadual que tenha
motivado a investigação, até que as irregularidades sejam sanadas.
§ 2º O regimento interno do órgão executivo de trânsito da União disporá sobre sua estrutura organiza-
cional e seu funcionamento.
§ 3º Os órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios fornecerão, obrigatoriamente, mês a mês, os dados estatísticos para os
fins previstos no inciso X.
§ 4º (VETADO).(Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência)
O artigo 19 estabelece as competências do órgão máximo executivo de trânsito da União, função
que é acometida ao Departamento Nacional de Trânsito – Denatran, órgão da Administração pública
federal, subordinado ao Ministério das Cidades, de acordo com o artigo 4º, § 1º, do Decreto federal
n. 4.665/03, que aprova a Estrutura regimental daquele Ministério. Interessante notar que, antes de
2003, ano de criação do Ministério das Cidades, quando o Ministério da Justiça é que possuía a res-
ponsabilidade pela coordenação máxima do Sistema Nacional de Trânsito, a legislação federal então
existente atribuía as funções de órgão máximo executivo de trânsito da União diretamente ao Minis-
tério, em vez do Denatran (artigo 1º do Decreto nº 2.327/97).
Além das missões elencadas no artigo 19, a atuação do Denatran encontra também respaldo legal
na Portaria do Ministério das Cidades n. 400/05, que aprova o Regimento interno do Departamento
Nacional de Trânsito.
Existe uma relação, muitas vezes confusa, entre CONTRAN (órgão normativo) e DENATRAN
(executivo), cujas atribuições são determinadas, respectivamente, nos artigos 12 e 19; é possível sim-
plificar a distinção entre tais órgãos, com a explicação de que, enquanto cabe ao CONTRAN fixar
as normas complementares à legislação de trânsito, compete ao DENATRAN, efetivamente, colo-
cá-las em prática, mediante supervisão, coordenação e, por vezes, delegação aos órgãos existentes
nas Unidades da Federação; o DENATRAN existe fisicamente e possui uma estrutura regimental;
por outro lado, o CONTRAN trata-se de um Colegiado, uma reunião de representantes de diversos
Ministérios (nos termos do artigo 10), sob a presidência justamente do dirigente do DENATRAN (o
próprio inciso XXIX prevê que cabe ao DENATRAN prestar suporte técnico, jurídico, administrati-
vo e financeiro ao CONTRAN).
Merece destaque uma curiosidade sobre o RENACH, organizado e mantido pelo DENATRAN,
conforme inciso VIII: enquanto o significado da sigla é dado, pelo artigo 19, como sendo Registro
Nacional de Carteiras de Habilitação, o Anexo I do CTB, contrariamente, define RENACH como
Registro Nacional de Condutores Habilitados.

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Agora Eu Passo Concursos Públicos
Por fim, cabe consignar que, desde 2005, tramitava, no Congresso Nacional, o Projeto de Lei n.
5.453/05, de iniciativa do Poder Executivo, para transformar o Departamento Nacional de Trânsito
em autarquia; entretanto, apesar de aprovado na Câmara dos Deputados, tramitou no Senado, sob o
número PLC 17/07, e foi arquivado em 19/03/15, ao final da 54ª Legislatura, não tendo sido desarqui-
vado para prosseguimento.
Outra competência que vale ressaltar é a questão de organização e manutenção do RENACH
(Registro Nacional dos Condutores Habilitados), RENAVAM (Registro Nacional de veículos auto-
motores), RENAINF (Registro Nacional de Infrações de Trânsito) e RENAEST (Registro Nacional
de estatísticas de acidentes de trânsito).b
Órgão Executivo de Trânsito do Estado
Art. 22. Compete aos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, no
âmbito de sua circunscrição:
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito das respectivas atribuições;
II - realizar, fiscalizar e controlar o processo de formação, aperfeiçoamento, reciclagem e suspensão de
condutores, expedir e cassar Licença de Aprendizagem, Permissão para Dirigir e Carteira Nacional de
Habilitação, mediante delegação do órgão federal competente;
III - vistoriar, inspecionar quanto às condições de segurança veicular, registrar, emplacar, selar a placa, e
licenciar veículos, expedindo o Certificado de Registro e o Licenciamento Anual, mediante delegação do
órgão federal competente;
IV - estabelecer, em conjunto com as Polícias Militares, as diretrizes para o policiamento ostensivo de
trânsito;
V - executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis pelas infra-
ções previstas neste Código, excetuadas aquelas relacionadas nos incisos VI e VIII do art. 24, no exercício
regular do Poder de Polícia de Trânsito;
VI - aplicar as penalidades por infrações previstas neste Código, com exceção daquelas relacionadas nos
incisos VII e VIII do art. 24, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar;
VII - arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos;
VIII - comunicar ao órgão executivo de trânsito da União a suspensão e a cassação do direito de dirigir e o
recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação;
IX - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre acidentes de trânsito e suas causas;
X - credenciar órgãos ou entidades para a execução de atividades previstas na legislação de trânsito, na
forma estabelecida em norma do CONTRAN;
XI - implementar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito;
XII - promover e participar de projetos e programas de educação e segurança de trânsito de acordo com as
diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN;
XIII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e
compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento,
à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para
outra unidade da Federação;
XIV - fornecer, aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários municipais, os dados
cadastrais dos veículos registrados e dos condutores habilitados, para fins de imposição e notificação de
penalidades e de arrecadação de multas nas áreas de suas competências;
XV - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua
carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio, quando solicitado, às ações específicas
dos órgãos ambientais locais;
XVI - articular-se com os demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito no Estado, sob coordenação do
respectivo CETRAN.

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Agora Eu Passo Concursos Públicos
Dentre as competências dos órgãos executivos de trânsito dos estados destacam-se a competên-
cia de fiscalização a legalização do veículo e condutores, como regra, obviamente existe exceções
previstas na resolução de número 66/98 do CONTRAN.
Outro ponto importante que vale ser ressaltado é a delegação do órgão executivo de trânsito da
União aos órgãos executivos de trânsito dos estados e DF relativa a expedição da habilitação, registro
e licenciamento. Com base nesse conhecimento conseguimos entender o porquê que também
compete a esse órgão a aplicação da penalidade de suspensão, cassação e frequência obrigatória a
curso de reciclagem para compreensão dessa competência devemos entender que aqui temos a apli-
cação do princípio da simetria da forma, já que compete a estes órgãos a expedição ,por exemplo, da
habilitação por meio de delegação do DENATRAN, logo caberá também o processo pela perda da
mesma, seja temporária (suspensão) ou definitiva (cassação – até refazer novo procedimento para se
habilitar).
Órgão Executivo de Trânsito Municipal
Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circuns-
crição:(Redação dada pela Lei nº 13.154, de 2015)
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições;
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover
o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;
III - implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle
viário;
IV - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre os acidentes de trânsito e suas causas;
V - estabelecer, em conjunto com os órgãos de polícia ostensiva de trânsito, as diretrizes para o policia-
mento ostensivo de trânsito;
VI - executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis, por in-
frações de circulação, estacionamento e parada previstas neste Código, no exercício regular do Poder de
Polícia de Trânsito;
VII - aplicar as penalidades de advertência por escrito e multa, por infrações de circulação, estaciona-
mento e parada previstas neste Código, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar;
VIII - fiscalizar, autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis relativas a infra-
ções por excesso de peso, dimensões e lotação dos veículos, bem como notificar e arrecadar as multas que
aplicar;
IX - fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. 95, aplicando as penalidades e arrecadando as
multas nele previstas;
X - implantar, manter e operar sistema de estacionamento rotativo pago nas vias;
XI - arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos, e escolta de veículos de
cargas superdimensionadas ou perigosas;
XII - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de
remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível;
XIII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e
compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento,
à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários dos condutores de uma para
outra unidade da Federação;
XIV - implantar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito;
XV - promover e participar de projetos e programas de educação e segurança de trânsito de acordo com as
diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN;
XVI - planejar e implantar medidas para redução da circulação de veículos e reorientação do tráfego, com
o objetivo de diminuir a emissão global de poluentes;
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Agora Eu Passo Concursos Públicos
VI - executar a fiscalização de trânsito em vias terrestres, edificações de uso público e edificações privadas
de uso coletivo, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis e as penalidades de advertência por
escrito e multa, por infrações de circulação, estacionamento e parada previstas neste Código, no exercício
regular do poder de polícia de trânsito, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar,
exercendo iguais atribuições no âmbito de edificações privadas de uso coletivo, somente para infrações de
uso de vagas reservadas em estacionamentos;(Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência)
XVII - registrar e licenciar, na forma da legislação, ciclomotores, veículos de tração e propulsão humana
e de tração animal, fiscalizando, autuando, aplicando penalidades e arrecadando multas decorrentes de
infrações;
XVII - registrar e licenciar, na forma da legislação, veículos de tração e propulsão humana e de tração
animal, fiscalizando, autuando, aplicando penalidades e arrecadando multas decorrentes de infra-
ções;(Redação dada pela Lei nº 13.154, de 2015)
XVIII - conceder autorização para conduzir veículos de propulsão humana e de tração animal;
XIX - articular-se com os demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito no Estado, sob coordenação do
respectivo CETRAN;
XX - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua
carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio às ações específicas de órgão ambiental
local, quando solicitado;
XXI - vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para transitar e estabelecer os requisitos
técnicos a serem observados para a circulação desses veículos.
§ 1º As competências relativas a órgão ou entidade municipal serão exercidas no Distrito Federal por seu
órgão ou entidade executivos de trânsito.
§ 2º Para exercer as competências estabelecidas neste artigo, os Municípios deverão integrar-se ao Sistema
Nacional de Trânsito, conforme previsto no art. 333 deste Código.
Vale ressaltar que a estes órgãos compete a fiscalização, em regra, inerente a circulação, parada e
estacionamento.
Em relação a competência de habilitação, registro e licenciamento dos veículos de tração animal,
propulsão humana e ciclomotores, atualmente, a competência entre estado e município ficou mais
clara, vejamos:

Exercícios
01. Código de trânsito Brasileiro (CTB) distribui as competências dos órgãos e entidades do
Sistema Nacional de trânsito, sobre as competências do órgão máximo executivo de trânsito
da União, considere:
I. Expedir a carteira nacional de habilitação, mediante delegação aos órgãos executivos dos
estados e do Distrito Federal
II. Executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis, por
infrações de circulação, estacionamento e parada previstas no Código de trânsito Brasileiro
(CTB)
III. Expedir a permissão internacional para conduzir veículo e o certificado de passagem nas
alfândegas, mediante delegação aos órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal.

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Agora Eu Passo Concursos Públicos
IV. Assumir a execução total ou parcial das atividades do órgão executivo de trânsito estadual
que, por sindicância, tenha comprovada a sua deficiência técnica ou administrativa.
São competências desse órgão:
a) II, III e IV, apenas
b) I, III e IV, apenas
c) I e II, apenas
d) I, II e III, apenas
02. Sobre as competências dos órgãos e entidades executivas de trânsito dos estados e do distrito
federal no âmbito de sua circunscrição considere:
I. Elaborar, organizar, complementar e alterar manuais e normas de projetos de implementa-
ção da sinalização.
II. Estabelecer, em conjunto com as Polícias Militar e Civil, as diretrizes para o policiamento
ostensivo de trânsito.
III. Aplicar as penalidades por infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro, notifican-
do os infratores e arrecadando as multas que aplicar.
IV. Integrar-se com outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para arrecada-
ção e compensação de multas impostas.
Estão corretas as afirmativas
a) III e IV, apenas
b) I, III e IV, apenas
c) I e II, apenas
d) I, II e III apenas
03. Vistoriar, registrar, emplacar, selar a placa e licenciar veículos, expedindo o certificado de
registro e o licenciamento anual, mediante delegação do órgão federal competente é:
a) CETRAN
b) DETRAN
c) CONTRAN
d) DENATRAN
e) CONTRANDIFE
04. Realizar, fiscalizar e controlar o processo de formação, aperfeiçoamento, reciclagem e suspen-
são de condutores, expedir e cassar licença de aprendizagem, permissão para dirigir e carteira
nacional de habilitação são competências
a) DO CONTRAN
b) DA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL
c) DOS ÓRGÃOS EXECUTIVOS DE TRÂNSITO DOS ESTADOS E DO DISTRITO
FEDERAL
d) DOS ÓRGÃOS EXECUTIVOS DE TRÂNSITO DOS MUNICÍPIOS
Gabarito
01 - B
02 - A
03 - B
04 - C
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Código de Trânsito Brasileiro����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Das Infrações Simultâneas�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Infrações Anatômicas�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Da Análise do Código Raiz�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3

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Código de Trânsito Brasileiro


Das Infrações Simultâneas
→→ As infrações simultâneas podem ser concorrentes ou concomitantes:
São concorrentes aquelas em que o cometimento de uma infração, tem como conseqüência o
cometimento de outra.
˃˃ Por exemplo: ultrapassar pelo acostamento (art. 202) e transitar com o veículo pelo acostamen-
to (art. 193).
Nestes casos o agente deverá fazer um único AIT que melhor caracterizou a manobra observada.
São concomitantes aquelas em que o cometimento de uma infração não implica no cometimento
de outra na forma do art. 266 do CTB.
˃˃ Por exemplo: deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança
do trânsito ao ultrapassar ciclista (art. 220, XIII) e não manter a distância de 1,50m ao ultrapas-
sar bicicleta (art. 201).

CONCORRENTES CONCOMITANTES

Uma conduta depende da outra. Uma não depende da outra.


Não são autônomas. Infrações autônomas.
Há somente a lavratura de 1 auto de Há a lavratura de 2 ou mais autos de
infração (o mais específico). infração.
→→ Ex.:
→→ Ex.:
Ultrapassar bicicleta, com velocidade
Ultrapassar e transitar pelo acosta- compatível, deixando de guardar distân-
mento ao mesmo tempo: cia lateral de segurança de 1,5m: art. 201 =
Ultrapassar: art. 202, I = GRAVÍSSI- MÉDIA.
MA (x5). Ultrapassar bicicleta, com velocidade
Transitar: art. 193 = GRAVÍSSIMA incompatível, guardando distância lateral
(x3). de segurança de 1,5m: art. 220 = GRAVE.
Caracteriza somente a infração de Ultrapassar bicicleta, com velocidade
transitar (utilizar o acostamento como incompatível, deixando de guardar distân-
outra faixa): art. 193 = GRAVÍSSIMA (x3). cia lateral de segurança de 1,5m: art. 201
+ 220.

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Infrações Anatômicas

Da Análise do Código Raiz


O agente só poderá registrar uma infração por auto e, no caso da constatação de infrações em
que os códigos infracionais possuam a mesma raiz (os três primeiros dígitos), considerar-se-á apenas
uma infração.
˃˃ Exemplo: condutor e passageiro sem usar o cinto de segurança, lavrar somente o auto de
infração com o código 518-51 e descrever no campo ‘Observações’ a situação constatada
(condutor e passageiro sem usar o cinto de segurança).
Exercícios
01. Analise as seguintes afirmações relacionadas à autuação, segundo o Manual Brasileiro de Fis-
calização de Trânsito
I. As infrações simultâneas podem ser concorrentes ou concomitantes.
II. São concorrentes aquelas em que o cometimento de uma infração tem como consequência o
cometimento de outra. Por exemplo: ultrapassar pelo acostamento (art. 202) e transitar com
o veículo pelo acostamento (art. 193). Nestes casos, o agente deverá fazer um único AIT, que
melhor caracteriza a manobra observada.
III. São concorrentes aquelas em que o cometimento de uma infração tem como consequência
o cometimento de outra. Por exemplo: ultrapassar pelo acostamento (art. 202) e transitar
com o veículo pelo acostamento (art. 193). Nestes casos, o agente deverá fazer um único AIT,
considerando a infração mais grave.
IV. São concomitantes aquelas em que o cometimento de uma infração não implica o cometi-
mento de outra na forma do art. 266 do CTB. Por exemplo: deixar de reduzir a velocidade
do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito ao ultrapassar ciclista (art. 220,
XIII) e não manter a distância de 1,50m ao ultrapassar bicicleta (art. 201).
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Estão CORRETAS apenas:
a) I e III;
b) I e II;
c) I, II e IV;
d) II e IV.
Gabarito
01 - C

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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Código de Trânsito Brasileiro����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Da Alcoolemia��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Do Teste de Etilômetro�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Dos Sinais de Alteração da Capacidade Psicomotora����������������������������������������������������������������������������������������������2
Da Infração Administrativa����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Do Crime������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Do Auto de Infração�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Das Medidas Administrativas�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Disposições Gerais��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������4
Cálculo do Valor Considerado�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������4
Infração Relacionada���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������4
Da Recusa Administrativa�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������5
Crime Relacionado������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������5
Procedimento de Fiscalização������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������6

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Código de Trânsito Brasileiro


Da Alcoolemia
Art. 1º Definir os procedimentos a serem adotados pelas autoridades de trânsito e seus agentes na fisca-
lização do consumo de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência, para apli-
cação do disposto nos arts. 165, 276, 277 e 306 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 – Código de
Trânsito Brasileiro (CTB).
Art. 2º A fiscalização do consumo, pelos condutores de veículos automotores, de bebidas alcoólicas e de
outras substâncias psicoativas que determinem dependência deve ser procedimento operacional rotineiro
dos órgãos de trânsito.
Art. 3º A confirmação da alteração da capacidade psicomotora em razão da influência de álcool ou de
outra substância psicoativa que determine dependência dar-se-á por meio de, pelo menos, um dos seguin-
tes procedimentos a serem realizados no condutor de veículo automotor:
I – exame de sangue;
II – exames realizados por laboratórios especializados, indicados pelo órgão ou entidade de trânsito
competente ou pela Polícia Judiciária, em caso de consumo de outras substâncias psicoativas que de-
terminem dependência
III – teste em aparelho destinado à medição do teor alcoólico no ar alveolar (etilômetro);
IV – verificação dos sinais que indiquem a alteração da capacidade psicomotora do condutor.
§ 1º Além do disposto nos incisos deste artigo, também poderão ser utilizados prova testemunhal, imagem,
vídeo ou qualquer outro meio de prova em direito admitido.
§ 2º Nos procedimentos de fiscalização deve-se priorizar a utilização do teste com etilômetro.
§ 3° Se o condutor apresentar sinais de alteração da capacidade psicomotora na forma do art. 5º ou haja
comprovação dessa situação por meio do teste de etilômetro e houver encaminhamento do condutor
para a realização do exame de sangue ou exame clínico, não será necessário aguardar o resultado desses
exames para fins de autuação administrativa.

Do Teste de Etilômetro
Art. 4º O etilômetro deve atender aos seguintes requisitos:
I – ter seu modelo aprovado pelo INMETRO;
II – ser aprovado na verificação metrológica inicial, eventual, em serviço e anual realizadas pelo Insti-
tuto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – INMETRO ou por órgão da Rede Brasileira de
Metrologia Legal e Qualidade – RBMLQ;
Parágrafo único. Do resultado do etilômetro (medição realizada) deverá ser descontada margem de tole-
rância, que será o erro máximo admissível, conforme legislação metrológica, de acordo com a “Tabela de
Valores Referenciais para Etilômetro” constante no Anexo I.

Dos Sinais de Alteração da Capacidade Psicomotora


Art. 5º Os sinais de alteração da capacidade psicomotora poderão ser verificados por:
I – exame clínico com laudo conclusivo e firmado por médico perito; ou
II – constatação, pelo agente da Autoridade de Trânsito, dos sinais de alteração da capacidade psico-
motora nos termos do Anexo II.
§ 1º Para confirmação da alteração da capacidade psicomotora pelo agente da Autoridade de Trânsito,
deverá ser considerado não somente um sinal, mas um conjunto de sinais que comprovem a situação do
condutor.
§ 2º Os sinais de alteração da capacidade psicomotora de que trata o inciso II deverão ser descritos no
auto de infração ou em termo específico que contenha as informações mínimas indicadas no Anexo II, o
qual deverá acompanhar o auto de infração.
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Da Infração Administrativa
Art. 6º A infração prevista no art. 165 do CTB será caracterizada por:
I – exame de sangue que apresente qualquer concentração de álcool por litro de sangue;
II – teste de etilômetro com medição realizada igual ou superior a 0,05 miligrama de álcool por litro
de ar alveolar expirado (0,05 mg/L), descontado o erro máximo admissível nos termos da “Tabela de
Valores Referenciais para Etilômetro” constante no Anexo I;
III – sinais de alteração da capacidade psicomotora obtidos na forma do art. 5º.
Parágrafo único. Serão aplicadas as penalidades e medidas administrativas previstas no art. 165 do CTB
ao condutor que recusar a se submeter a qualquer um dos procedimentos previstos no art. 3º, sem prejuízo
da incidência do crime previsto no art. 306 do CTB caso o condutor apresente os sinais de alteração da
capacidade psicomotora.

Do Crime
Art. 7º O crime previsto no art. 306 do CTB será caracterizado por qualquer um dos procedimentos abaixo:
I – exame de sangue que apresente resultado igual ou superior a 6 (seis) decigramas de álcool por litro
de sangue (6 dg/L);
II – teste de etilômetro com medição realizada igual ou superior a 0,34 miligrama de álcool por litro
de ar alveolar expirado (0,34 mg/L), descontado o erro máximo admissível nos termos da “Tabela de
Valores Referenciais para Etilômetro” constante no Anexo I;
III – exames realizados por laboratórios especializados, indicados pelo órgão ou entidade de trânsito
competente ou pela Polícia Judiciária, em caso de consumo de outras substâncias psicoativas que de-
terminem dependência;
IV – sinais de alteração da capacidade psicomotora obtido na forma do art. 5º.
§ 1º A ocorrência do crime de que trata o caput não elide a aplicação do disposto no art. 165 do CTB.
§ 2º Configurado o crime de que trata este artigo, o condutor e testemunhas, se houver, serão encaminha-
dos à Polícia Judiciária, devendo ser acompanhados dos elementos probatórios.

Do Auto de Infração
Art. 8º Além das exigências estabelecidas em regulamentação específica, o auto de infração lavrado em
decorrência da infração prevista no art. 165 do CTB deverá conter:
I – no caso de encaminhamento do condutor para exame de sangue, exame clínico ou exame em labo-
ratório especializado, a referência a esse procedimento;
II – no caso do art. 5º, os sinais de alteração da capacidade psicomotora de que trata o Anexo II ou a
referência ao preenchimento do termo específico de que trata o § 2º do art. 5º;
III – no caso de teste de etilômetro, a marca, modelo e nº de série do aparelho, nº do teste, a medição
realizada, o valor considerado e o limite regulamentado em mg/L;
IV – conforme o caso, a identificação da (s) testemunha (s), se houve fotos, vídeos ou outro meio de
prova complementar, se houve recusa do condutor, entre outras informações disponíveis.
§ 1º Os documentos gerados e o resultado dos exames de que trata o inciso I deverão ser anexados ao auto
de infração.
§ 2º No caso do teste de etilômetro, para preenchimento do campo “Valor Considerado” do auto de
infração, deve-se observar as margens de erro admissíveis, nos termos da “Tabela de Valores Referenciais
para Etilômetro” constante no Anexo I.

Das Medidas Administrativas


Art. 9° O veículo será retido até a apresentação de condutor habilitado, que também será submetido à
fiscalização.
Parágrafo único. Caso não se apresente condutor habilitado ou o agente verifique que ele não está em
condições de dirigir, o veículo será recolhido ao depósito do órgão ou entidade responsável pela fiscaliza-
ção, mediante recibo.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Agora Eu Passo Concursos Públicos.
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Art. 10. O documento de habilitação será recolhido pelo agente, mediante recibo, e ficará sob custódia do
órgão ou entidade de trânsito responsável pela autuação até que o condutor comprove que não está com a
capacidade psicomotora alterada, nos termos desta Resolução.
§ 1º Caso o condutor não compareça ao órgão ou entidade de trânsito responsável pela autuação no prazo
de 5 (cinco) dias da data do cometimento da infração, o documento será encaminhado ao órgão executivo
de trânsito responsável pelo seu registro, onde o condutor deverá buscar seu documento.
§ 2º A informação de que trata o § 1º deverá constar no recibo de recolhimento do documento de habilitação.

Disposições Gerais
Art. 11. É obrigatória a realização do exame de alcoolemia para as vítimas fatais de acidentes de trânsito.
Art. 12. Ficam convalidados os atos praticados na vigência da Deliberação CONTRAN nº 133, de 21 de
dezembro de 2012, com o reconhecimento da margem de tolerância de que trata o art. 1º da Deliberação
CONTRAN referida no
Caput (0,10 mg/L) como limite regulamentar.
Art. 13. Ficam revogadas as Resoluções CONTRAN nº 109, de 21 de Novembro de 1999, e nº 206, de 20 de
outubro de 2006, e a Deliberação CONTRAN nº 133, de 21 de dezembro de 2012.
Art. 14. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Cálculo do Valor Considerado


˃˃ MR = Medição realizada pelo etilômetro
˃˃ VC = Valor considerado para autuação
˃˃ EM= Erro máximo admissível
»» Para definição do VC, foi deduzido da MR o EM (VC = MR – EM). No resultado do VC foram
consideradas apenas duas casas decimais, desprezando-se as demais, sem arredondamento,
observados os itens 4.1.2 e 5.3.1 do Regulamento Técnico Metrológico (Portaria n.º 06/2002
do INMETRO), visto que o etilômetro apresenta MR com apenas duas casas decimais.
→→ Erro máximo admissível (EM):
1. MR inferior a 0,40mg/L: ................................................................................................................. 0,032 mg/L
2. MR acima de 0,40mg/L até 2,00mg/L: ........................................................................................................ 8%
3. MR acima de 2,00mg/L: .............................................................................................................................30%

Infração Relacionada
Art. 277. O condutor de veículo automotor envolvido em acidente de trânsito ou que for alvo de fiscali-
zação de trânsito poderá ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que, por
meios técnicos ou científicos, na forma disciplinada pelo Contran, permita certificar influência de álcool
ou outra substância psicoativa que determine dependência. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
§ 1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
§ 2º A infração prevista no art. 165 também poderá ser caracterizada mediante imagem, vídeo, consta-
tação de sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo Contran, alteração da capacidade psicomotora
ou produção de quaisquer outras provas em direito admitidas. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Agora Eu Passo Concursos Públicos.
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§ 3º Serão aplicadas as penalidades e medidas administrativas estabelecidas no art. 165-A deste Código
ao condutor que se recusar a se submeter a qualquer dos procedimentos previstos no caput deste artigo.
(Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine de-
pendência: (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)
Infração – gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)
Penalidade – multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses. (Redação dada pela
Lei nº 12.760, de 2012)
Medida administrativa – recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo, observado o
disposto no § 4º do art. 270 da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 – do Código de Trânsito Brasileiro.
(Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no período de até
12 (doze) meses. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)

Da Recusa Administrativa
Art. 165-A. Recusar-se a ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita
certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa, na forma estabelecida pelo art. 277: (Incluído
pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
Infração – gravíssima; (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
Penalidade – multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses; (Incluído pela Lei nº
13.281, de 2016) (Vigência)
Medida administrativa – recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo, observado o
disposto no § 4º do art. 270. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no período de até
12 (doze) meses (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)

Crime Relacionado
Art. 306. Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool
ou de outra substância psicoativa que determine dependência: (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
Penas – detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a
habilitação para dirigir veículo automotor.
§ 1º As condutas previstas no caput serão constatadas por: (Incluído pela Lei nº 12.760, de 2012)
I – concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3
miligrama de álcool por litro de ar alveolar; ou (Incluído pela Lei nº 12.760, de 2012)
II – sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo Contran, alteração da capacidade psicomotora.
(Incluído pela Lei nº 12.760, de 2012)
§ 2º A verificação do disposto neste artigo poderá ser obtida mediante teste de alcoolemia ou toxicológico,
exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova em direito admitidos, observado
o direito à contraprova. (Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
§ 3º O Contran disporá sobre a equivalência entre os distintos testes de alcoolemia ou toxicológicos para
efeito de caracterização do crime tipificado neste artigo. (Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014)
(Vigência)
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Procedimento de Fiscalização

˃˃ Exames = sangue / etilômetro (preferencialmente) / clínico / testemunha.


»» Vc = Valor Considerado = já descontado erro.
Exercícios
01. Dispõe o Código de Trânsito Brasileiro, em seu artigo 306: “conduzir veículo automotor com
capacidade psicomotora alterada em razão de influência de álcool ou de outra substância psi-
coativa que determine dependência”. Caracteriza o crime mencionado a constatação de con-
centração igual ou superior a
a) 7 centigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,04 miligramas de álcool
por litro de ar alveolar.
b) 4 decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,1 miligrama de álcool por
litro de ar alveolar.
c) 5 decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,2 miligramas de álcool
por litro de ar alveolar.
d) 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligramas de álcool
por litro de ar alveolar.
e) 8 centigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,05 miligramas de álcool
por litro de ar alveolar.
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02. “Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine
dependência”, segundo o Código de Trânsito Brasileiro é incorreto afirmar que:
a) constitui infração gravíssima.
b) em caso de reincidência no período de 12 meses aplica-se em dobro a multa prevista.
c) a penalidade aplicável é de multa (10 vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
d) a medida administrativa é de recolhimento do documento de habilitação e retenção do
veículo.
e) em caso de reincidência no período de 12 meses aplica-se a multa prevista com multiplica-
dor de 3 vezes.
Gabarito
01 - D
02 - E

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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Código de Trânsito Brasileiro����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Regra do Transporte de Crianças em Veículos��������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Análise a Resolução 277/08 e suas Alterações����������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Alterações Feitas pela Deliberação 100/10 do Contran��������������������������������������������������������������������������������������������2
Dispositivo de Retenção para Transporte de Crianças em Veículos Automotores Particulares������������������������3
Alteração Realizada pela Resolução 639/16���������������������������������������������������������������������������������������������������������������4
Infrações Relacionadas�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������4

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
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Código de Trânsito Brasileiro


Regra do Transporte de Crianças em Veículos
1) Em veículo automotores, salvo motocicletas, motonetas e ciclomotores: para serem transporta-
das no banco dianteiro = idade superior a 10 anos
2) Em motocicletas motonetas e ciclomotores: Ser maior de 7 anos e conseguir cuidar de sua própria
segurança
3) Em ciclos: Qualquer idade, desde que possa cuidar de sua própria segurança.

Análise a Resolução 277/08 e suas Alterações


Art.1° Para transitar em veículos automotores, os menores de dez anos deverão ser transportados nos
bancos traseiros usando individualmente cinto de segurança ou sistema de retenção equivalente, na
forma prevista no Anexo desta Resolução.
§1º. Dispositivo de retenção para crianças é o conjunto de elementos que contém uma combinação de
tiras com fechos de travamento, dispositivo de ajuste, partes de fixação e, em certos casos, dispositivos
como: um berço portátil porta-bebê, uma cadeirinha auxiliar ou uma proteção anti-choque que devem
ser fixados ao veículo, mediante a utilização dos cintos de segurança ou outro equipamento apropriado
instalado pelo fabricante do veículo com tal finalidade.
§2º. Os dispositivos mencionados no parágrafo anterior são projetados para reduzir o risco ao usuário em
casos de colisão ou de desaceleração repentina do veículo, limitando o deslocamento do corpo da criança
com idade até sete anos e meio.
§ 3º As exigências relativas ao sistema de retenção, no transporte de crianças com até sete anos e meio de
idade, não se aplicam aos veículos de transporte coletivo, aos de aluguel, aos de transporte autônomo de
passageiro (táxi), aos veículos escolares e aos demais veículos com peso bruto total superior a 3,5t.
Art. 2º Na hipótese de a quantidade de crianças com idade inferior a dez anos exceder a capacidade de
lotação do banco traseiro, será admitido o transporte daquela de maior estatura no banco dianteiro, utili-
zando o cinto de segurança do veículo ou dispositivo de retenção adequado ao seu peso e altura.
Parágrafo único. Excepcionalmente, nos veículos dotados exclusivamente de banco dianteiro, o trans-
porte de crianças com até dez anos de idade poderá ser realizado neste banco, utilizando-se sempre o
dispositivo de retenção adequado ao peso e altura da criança.

Alterações Feitas pela Deliberação 100/10 do Contran


O transporte de criança com idade inferior a dez anos poderá ser realizado no banco dianteiro do veículo,
com o uso do dispositivo de retenção adequado ao seu peso e altura, nas seguintes situações:
I – quando o veículo for dotado exclusivamente deste banco;
II – quando a quantidade de crianças com esta idade exceder a lotação do banco traseiro;
III – quando o veículo for dotado originalmente (fabricado) de cintos de segurança subabdominais
(dois pontos) nos bancos traseiros.
Parágrafo único. Excepcionalmente, as crianças com idade superior a quatro anos e inferior a sete anos
e meio poderão ser transportadas utilizando cinto de segurança de dois pontos sem o dispositivo denomi-
nado ‘assento de elevação’, nos bancos traseiros, quando o veículo for dotado originalmente destes cintos.’
Art. 3°. Nos veículos equipados com dispositivo suplementar de retenção (airbag), para o passageiro do
banco dianteiro, o transporte de crianças com até dez anos de idade neste banco, conforme disposto no
Artigo 2º e seu parágrafo, poderá ser realizado desde que utilizado o dispositivo de retenção adequado ao
seu peso e altura e observados os seguintes requisitos:
˃˃ É vedado o transporte de crianças com até sete anos e meio de idade, em dispositivo de retenção
posicionado em sentido contrário ao da marcha do veículo.
˃˃ É permitido o transporte de crianças com até sete anos e meio de idade, em dispositivo de retenção
posicionado no sentido de marcha do veículo, desde que não possua bandeja, ou acessório equiva-
lente, incorporado ao dispositivo de retenção;
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Agora Eu Passo Concursos Públicos.
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˃˃ Salvo instruções específicas do fabricante do veículo, o banco do passageiro dotado de airbag
deverá ser ajustado em sua última posição de recuo, quando ocorrer o transporte de crianças
neste banco.
Art. 4º. Com a finalidade de ampliar a segurança dos ocupantes, adicionalmente às prescrições desta Re-
solução, o fabricante e/ou montador e/ou importador do veículo poderá estabelecer condições e/ou restri-
ções específicas para o uso do dispositivo de retenção para crianças com até sete anos e meio de idade em
seus veículos, sendo que tais prescrições deverão constar do manual do proprietário.
Parágrafo único. Na ocorrência da hipótese prevista no caput deste artigo, o fabricante ou importador
deverá comunicar a restrição ao DENATRAN no requerimento de concessão da marca/modelo/versão ou
na atualização do Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT)
Art. 5º. Os manuais dos veículos automotores, em geral, deverão conter informações a respeito dos
cuidados no transporte de crianças, da necessidade de dispositivos de retenção e da importância de seu
uso na forma do artigo 338 do CTB.
Art 6º. O transporte de crianças em desatendimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores às
sanções do artigo 168, do Código de Trânsito Brasileiro.
Art 7º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeito nos seguintes prazos:
˃˃ a partir da data da publicação desta Resolução as autoridades de trânsito e seus agentes deverão
adotar medidas de caráter educativo para esclarecimento dos usuários dos veículos quanto à ne-
cessidade do atendimento das prescrições relativas ao transporte de crianças;
˃˃ a partir de 360 ( trezentos e sessenta ) dias após a publicação desta Resolução, os órgãos e entida-
des componentes do Sistema Nacional de Trânsito deverão iniciar campanhas educativas para
esclarecimento dos condutores dos veículos no tocante aos requisitos obrigatórios relativos ao
transporte de crianças;
˃˃ Em 730 dias, após a publicação desta Resolução, os órgãos e entidades componentes do Sistema
Nacional de Trânsito fiscalizarão o uso obrigatório do sistema de retenção para o transporte de
crianças ou equivalente.
Art. 8º Transcorrido um ano da data da vigência plena desta Resolução, os órgãos executivos de trânsito dos
Estados e do Distrito Federal, bem como as entidades que acompanharem a execução da presente Resolução,
deverão remeter ao órgão executivo de trânsito da União, informações e estatísticas sobre a aplicação desta
Resolução, seus benefícios, bem como sugestões para aperfeiçoamento das medidas ora adotadas.
Art. 9º O não cumprimento do disposto nesta Resolução sujeitará os infratores às penalidades prevista no
art. 168 do CTB.
Art.10º Fica revogada a Resolução n.º 15, de 06 de janeiro de 1998, do CONTRAN.

Dispositivo de Retenção para Transporte de Crianças em Veículos Automotores


Particulares
˃˃ OBJETIVO: estabelecer condições mínimas de segurança de forma a reduzir o risco ao usuário
em casos de colisão ou de desaceleração repentina do veículo, limitando o deslocamento do
corpo da criança.
»» As Crianças com até um ano de idade deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de
retenção denominado “bebê conforto ou conversível” (figura 1)

Figura 1
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Agora Eu Passo Concursos Públicos.
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Agora Eu Passo Concursos Públicos
»» As crianças com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos deverão utilizar,
obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “cadeirinha” (figura 2)

Figura 2
»» As crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio deverão
utilizar o dispositivo de retenção denominado “assento de elevação”.

Figura 3
»» As crianças com idade superior a sete anos e meio e inferior ou igual a dez anos deverão
utilizar o cinto de segurança do veículo ( figura 4)

Figura 4
Alteração Realizada pela Resolução 639/16
Art. 1º Suspender a exigência prevista no § 4º do art. 1º da Resolução CONTRAN nº 277, de 28 de maio de
2008, com redação dada pela Resolução CONTRAN nº 541, de 15 de julho de 2015, de utilização de dispo-
sitivo de retenção para o transporte de crianças com até sete anos e meio de idade em veículos utilizados
no transporte escolar, até que os referidos veículos sejam fabricados com cintos de três pontos E sistemas
de ancoragem do tipo isofix.

Infrações Relacionadas
Art. 168. Transportar crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança especiais
estabelecidas neste Código:
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.
Art. 244. Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor:
[...]
V – transportando criança menor de sete anos ou que não tenha, nas circunstâncias, condições de
cuidar de sua própria segurança:
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Agora Eu Passo Concursos Públicos.
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Infração – gravíssima;
Penalidade – multa e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa – Recolhimento do documento de habilitação;
[...]
§ 1º Para ciclos aplica-se o disposto nos incisos III, VII e VIII, além de:
[...]
c) transportar crianças que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria
segurança.
Infração – média;
Penalidade – multa.
Exercícios
01. Em uma rodovia federal, João conduzia um automóvel de quatro portas, com cinco lugares,
com 4 crianças dentro, todas com menos de 10 anos de idade. Um PRF deu sinal de parada e
abordou o citado automóvel para fiscalização. O veículo era um táxi em que João estava trans-
portando as crianças com autorização dos pais, que vinham em outro automóvel, logo atrás,
transportando mais três crianças. Ao verificar a existência de uma criança com menos de 10
anos de idade no banco dianteiro do carro, o PRF solicitou que todas as crianças descessem
do automóvel e se colocassem uma ao lado da outra. O PRF verificou que a criança que estava
sentada na frente era a mais velha entre todas, pois tinha 9 anos e 10 meses de idade, mas
não era a mais alta, pois havia uma criança de 9 anos e um mês de idade que possuía maior
estatura. Além do mais, a criança sentada à frente estava usando cinto de segurança, mas as de
trás, não. Havia também no táxi uma criança de 7 anos de idade.
Tendo por base essa situação hipotética e as regras de transporte de menores de 10 anos de idade
e de utilização do dispositivo de retenção para o transporte de crianças em veículo, assinale a opção
incorreta.
a) Para transitar em veículos automotores, todas as crianças que estavam no automóvel deveriam
estar usando individualmente cinto de segurança ou sistema de retenção equivalente.
b) O transporte de crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança
especiais estabelecidas no CTB constitui infração gravíssima.
c) Na hipótese de a quantidade de crianças com idade inferior a dez anos exceder a capacidade
de lotação do banco traseiro, o condutor deveria ter transportado aquela de maior estatura,
e não a mais velha, no banco dianteiro, utilizando o cinto de segurança do veículo ou dispo-
sitivo de retenção adequado ao seu peso e à altura.
d) As exigências relativas ao sistema de retenção, no transporte de crianças com até sete anos e
meio de idade, também se aplicam à atividade de transporte autônomo de passageiro (táxi).
e) Se transportar crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança, o
condutor estará sujeito à penalidade de multa e à retenção do veículo até que a irregularida-
de seja sanada.
Gabarito
01 - D

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comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Agora Eu Passo Concursos Públicos.
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Sumário
Código de Trânsito Brasileiro ................................................................................................................................ 2

LeidoDireitoAutoralnº9.610,de19deFevereirode1998:Proíbeareproduçãototalouparcialdessematerialoudivulgaçãocom
LeidoDireitoAutoralnº9.610,de19deFevereirode1998:Proíbeareproduçãototalouparcialdessematerialoudivulgaçãocom
finscomerciaisounão,emqualquermeiodecomunicação,inclusivenaInternet,semautorizaçãodoAlfaConConcursosPúblicos.
finscomerciaisounão,emqualquermeiodecomunicação,inclusivenaInternet,semautorizaçãodoAEPCON ConcursosPúblicos.
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Código de Trânsito Brasileiro


Dos crimes de Trânsito
Análise dos Crimes em espécie

Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor:

Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a


habilitação para dirigir veículo automotor.

§ 1o No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor, a pena é aumentada de


1/3 (um terço) à metade, se o agente: (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

I - não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação; (Incluído pela Lei nº
12.971, de 2014) (Vigência)
II - praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada; (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014)
(Vigência)
III - deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do
acidente; (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
IV - no exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo veículo de transporte de
passageiros. (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
V- (Revogado pela Lei nº 11.705, de 2008)

§ 2o Se o agente conduz veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da


influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência ou participa,
em via, de corrida, disputa ou competição automobilística ou ainda de exibição ou demonstração
de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade competente:
(Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Penas - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e suspensão ou proibição de se obter a


permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. (Incluído dada pela Lei nº
12.971, de 2014) (Vigência)

Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor:

Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou
a habilitação para dirigir veículo automotor.

Parágrafo único. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) à metade, se ocorrer qualquer das
hipóteses do § 1o do art. 302. (Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Alcance do Código de Trânsito Brasileiro (Seara administrativa e


penal):

LeidoDireitoAutoralnº9.610,de19deFevereirode1998:Proíbeareproduçãototalouparcialdessematerialoudivulgaçãocom
LeidoDireitoAutoralnº9.610,de19deFevereirode1998:Proíbeareproduçãototalouparcialdessematerialoudivulgaçãocom
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finscomerciaisounão,emqualquermeiodecomunicação,inclusivenaInternet,semautorizaçãodoAEPCON ConcursosPúblicos.
22
AEPCON Concursos
Públicos

Art. 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à
circulação, rege-se por este Código.

Observemos que o artigo supra nos deixa claro que o alcance do CTB se limita a tão somente a
vias abertas a circulação, porém cuidemos e vamos fazer uma interpretação mais minuciosa.
O CTB abrange quase que em sua totalidade a seara administrativa, porém no capítulo XIX este
mesmo código traz a previsão dos crimes de trânsito e para esse capítulo devemos aplicar o
conteúdo previsto na parte geral do Código Penal no que tange a territorialidade na abrangência
dos crimes.

A interpretação correta que devemos fazer é: Quando se tratar de infrações de trânsito (seara
administrativa) devemos aplicar, como regra, somente em vias abertas a circulação pública,
exceto nas hipóteses do parágrafo único do artigo 2° e art. 7° -A ambos do CTB. Já quando
tratamos de crimes de trânsito a regra é que apliquemos o princípio da territorialidade contido no
artigo 5° do Código penal, ou seja, a regra é que nos crimes de trânsito a aplicação seja tanto em
vias públicas como em vias privadas, salvo quando o próprio artigo, por si só, prever o local do
crime, como contém o artigo 308.

Exceção seara Penal:

Art. 308. Participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou
competição automobilística não autorizada pela autoridade competente, gerando situação de
risco à incolumidade pública ou privada: (Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014)
(Vigência)

Exceção na seara administrativa

Art. 2º São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os logradouros, os caminhos, as
passagens, as estradas e as rodovias, que terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade
com circunscrição sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as circunstâncias
especiais.
Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são consideradas vias terrestres as praias
abertas à circulação pública, as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por
unidades autônomas e as vias e áreas de estacionamento de estabelecimentos privados de uso
coletivo. (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)

Art. 7o-A. A autoridade portuária ou a entidade concessionária de porto organizado poderá


celebrar convênios com os órgãos previstos no art. 7o, com a interveniência dos Municípios e
Estados, juridicamente interessados, para o fim específico de facilitar a autuação por
descumprimento da legislação de trânsito. (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
§ 1o O convênio valerá para toda a área física do porto organizado, inclusive, nas áreas dos
terminais alfandegados, nas estações de transbordo, nas instalações portuárias públicas de
pequeno porte e nos respectivos estacionamentos ou vias de trânsito internas. (Incluído pela
Lei nº 12.058, de 2009)

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Como citado na hipótese acima o crime de “racha” só se aplica em vias públicas, não
abrangendo, portanto, vias privadas. Então, por exemplo, imagine-se no seu futuro plantão
quando através de uma denúncia é passado que um grupo de condutores praticam “racha” dentro
de um galpão particular. Nesse hipótese não há configuração do tipo penal em análise, uma vez
que o crime só se constitui na via pública.
Porém imaginemos uma outra situação se no pátio de uma oficina houve um atropelame nto e um
óbito (homicídio culposo)há a figura do crime previsto no artigo 302, uma vez que para
cometimento desse crime aplicamos o princípio da territorialidade (artigo 5°, CP), ou seja, tanto
em via pública como em via privada haverá cometimento do crime em análise.

Análise geral dos crimes de trânsito em espécie:

Temos previstos no CTB somente 11 (onze) crimes em espécie abrangendo condutas


potencialmente perigosas ao cenário viário, vamos nesse capítulo abranger de forma geral suas
principais características e diferenças:

1°. A maioria dos crimes em espécie são dolosos e não culposos:

Como sabemos só consideraremos crimes culposos aqueles aos quais estão expressamente
previstos, conforme, parágrafo único, II, artigo 18, CP. Essa simples interpretação trará
consequências importantes, conforme veremos mais adiante.
Logo no CTB só há 2 (dois) crimes culposos: o homicídio culposo (art. 302) e a lesão corporal
culposa (art. 303).

Esses dois crimes citados também possuem outras características próprias como, são os únicos
crimes que aceitam aumentativos (análise a seguir) e caracterizam-se por serem também os
únicos 2 (dois) crimes de dano do CTB.

Artigo Crimes Penas Abrangência Ação penal


da lei
9099/95
detenção, de dois a quat ro
anos, e suspens ão ou
Praticar homicídio culposo na proibição de se obter a Pública
302 Não Incondicionada
direção de veículo automot or permissão ou a habilitação
para dirigir veículo
automot or.
detenção, de seis meses a
dois anos e suspensão ou Pública
Praticar lesão corporal
proibição de se obter a condicionada a
303 culposa na direç ão de veículo Em regra sim.
permissão ou a habilitação representação
automot or
para dirigir veículo
automot or
304,
detenção, de seis meses a Pública
305, Diversos Sim
um ano, ou multa Incondicionada
307,
309,

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310,
311,
312
Conduzir veículo automotor detenção, de seis meses a
com capacidade psicomotora três anos, multa e
alterada em razão da suspensão ou proibição de Pública
306 Não Incondicionada
influência de álcool ou de se obter a permissão ou a
outra substância psicoativa habilitação para dirigir
que determine dependência veículo automot or.
Participar, na direção de
veículo automot or, em via
pública, de corrida, disputa
ou competição detenção, de 6 (s eis) meses
automobilística não a 3 (três) anos, multa e
autorizada pela autoridade suspensão ou proibição de Pública
308 competente, gerando Não Incondicionada
se obter a permissão ou a
situação de risco à habilitação para dirigir
incolumidade pública ou ve í c ul o automotor.
privada: (Redação
dada pela Lei nº 12.971, de
2014)

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Sumário
Diferença entre Aumentativos e Agravantes Genéricos ........................................................................................... 2

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Diferença entre Aumentativos e Agravantes Genéricos

Agravantes genéricas
Aume ntativos
Com dano potencial para duas ou mais
pessoas ou com grande risco de grave
dano patrimonial a terceiros;

Utilizando o veículo sem placas, co m


-
placas falsas ou adulteradas

Sem possuir Permissão para Dirigir o u


Não possuir Permissão para Dirigir
Carteira de Habilitação
ou Carteira de Habilitação;

Com Permissão para Dirigir o u


-
Carteira de Habilitação de categoria
diferente da do veículo;

Quando a sua profissão ou atividade


No exercício de sua profissão ou
exigir cuidados especiais com o
atividade, estiver conduzindo
transporte de passageiros ou de carga
veículo de trans porte de passageiros

Utilizando veículo em que tenha m


-
sido adulterados equipamentos o u
características que afetem a sua
segurança ou o seu funcionamento de
acordo com os limites de velocidade
prescritos nas especificações do
fabricante
Sobre faixa de trânsito temporária o u
Praticá-lo em faixa de pedestres ou
permanentemente destinada a
na calçada
pedestres

-
Deixar de prestar socorro, quando
possível fazê-lo sem risco pessoal, à
vítima do acidente;

É de suma importância observamos que as causas que aumentam os crimes só tem aplicação
para os crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal na direção
de veículo automotor enquanto as formas agravantes são aplicadas em todos os crimes de
trânsito. Entretanto, não podemos deixar passar despercebido quando a agravante for uma

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causa elementar do crime ou então mesmo for uma das três causas comuns de aumentativo,
aplicaremos a específica ou o próprio elementar do caput do crime, ou seja, as causas agravantes
são subsidiárias as causas de aumento e ao próprio elementar do crime.
Por exemplo, no crime previsto no artigo 309, Dirigir veículo automotor, em via pública, sem
a devida Permissão para Dirigir ou Habilitação ou, ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando
perigo de dano, não irá gerar um caso de agravante genérica, já que o próprio texto contém o
elementar do tipo, se não teríamos claramente um caso de bis in idem.
Assim como em um caso hipotético de homicídio culposo na direção de um veículo automotor
praticado no exercício de profissão de um condutor de um veículo de transporte de passageiros,
como o crime em apreço é o homicídio culposo na direção de veículo automotor, logo este terá a
margem de aplicação dos aumentativos específicos para tal, nessa situação aplicaremos o crime
do 302 (homicídio culposo na direção de veículo autotmotor) com aumentativo (inciso IV),
devido ao princípio da especificidade.
Logo é de fácil percepção que para os crimes de homicídio e lesão corporal os agravantes são
subsidiários a aplicação dos aumentativos.
EXERCÍCIOS

1. No dia 15 de junho de 2007, por volta das 09h, pela Avenida Canal, proximidades do
''Atacadão Rio do Peixe", José Antônio, guiando o veículo ônibus, ano 1998, de cor branca,
provocou atropelamento contra Marinalva, que pedalava uma bicicleta próximo à guia da
calçada, sofrendo traumatismos generalizados. O socorro foi prestado por solicitação de
populares do SAMU ao Hospital Regional de Urgência e Emergência de Campina Grande, e
o infrator se evadiu. No que se refere à conduta praticada, uma vez que o infrator se evadiu
sem prestar socorro à vítima, é correto afirmar que o condutor:

a) Não merece aplicação, em tese, do aumento de pena daí decorrente, conforme estipulado pela
Lei nº 9.503/97.
b) Merece aplicação, em tese, do aumento de pena daí decorrente, conforme estipulado pela Lei
nº 9.503/97.
c) Não merece aplicação do aumento de pena daí decorrente, uma vez que a vítima não era
pedestre, conforme estipulado pela Lei nº 9.503/97.
d) Merece aplicação, em tese, do aumento de pena daí decorrente, se testemunhas confirmarem
que ele conduzia o veículo em alta velocidade, sendo irrelevante a não prestação de socorro,
conforme estipulado pela Lei nº 9.503/97.
e) Merece aplicação, em tese, do aumento de pena daí decorrente, se testemunhas confirmarem
que ele conduzia em aparente estado de embriaguez, conforme estipulado pela Lei nº 9.503/97.

GABARITO
1–B

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Sumário
Código de Trânsito brasileiro................................................................................................................................. 2

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Código de Trânsito brasileiro


Dos Crimes de Trânsito
Crimes em espécie

Homicídio culposo de trânsito (art. 302)

Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor:

Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a


habilitação para dirigir veículo automotor.

§ 1o No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor, a pena é aumentada de


1/3 (um terço) à metade, se o agente: (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

I - não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação; (Incluído pela Lei nº
12.971, de 2014) (Vigência)
II - praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada; (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014)
(Vigência)
III - deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do
acidente; (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
IV - no exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo veículo de transporte de
passageiros. (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
V- (Revogado pela Lei nº 11.705, de 2008)

§ 2o Se o agente conduz veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da


influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência ou participa,
em via, de corrida, disputa ou competição automobilística ou ainda de exibição ou demonstração
de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade competente:
(Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Penas - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e suspensão ou proibição de se obter a


permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. (Incluído dada pela Lei nº
12.971, de 2014) (Vigência)

Comentários ao Artigo:
O crime de homicídio culposo no trânsito é previsto no art. 302 do CTB. Na redação original, o
art. 302 possui apenas o caput e um parágrafo único.

Vale instar que a lei n° 12971/14 renumera o antigo parágrafo único em § 1º e acrescentou um §
2º ao art. 302, com a seguinte redação:

Art. 302 (...)


(...)

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§ 2º Se o agente conduz veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da


influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência ou participa,
em via, de corrida, disputa ou competição automobilística ou ainda de exibição ou demonstração
de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade competente:
Penas - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e suspensão ou proibição de se obter a
permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

Porém a inserção dessa qualificadora do § 2° é um grande equívoco e que à época deveria ter
sido revogado pelo presidente da república. Uma vez que existia uma celeuma entre este
dispositivo e o contido no § 2° do artigo 308 deste mesmo código, uma vez que tratam da
mesma conduta, fato este que foi resolvido com a publicação da lei 13281/16 que revogará o §
2° do artigo 302, dentro de 180 dias a partir da publicação da lei, mantendo somente, portanto, a
previsão do artigo 308. Vejamos abaixo os principais conflitos trazidos pelo legislador caso
fosse mantido ambos os dispositivos, começando pela interpretação correto do texto legal:

A redação utilizada pelo dispositivo foi péssima porque se esquece de mencionar novamente o
resultado morte. No entanto, ao fazermos uma interpretação em conjunto e subordinada ao caput
do art. 302, podemos concluir que esse § 2º queria dizer é o seguinte:

- Se o agente pratica homicídio culposo na direção de veículo automotor estando com a


capacidade psicomotora alterada em razão de álcool ou outra droga; ou
- se o agente pratica homicídio culposo na direção de veículo automotor enquanto participa de
“racha” ou exibição de perícia em manobra,
- será punido com reclusão de 2 a 4 anos e suspensão ou proibição de obter a permissão ou
habilitação para dirigir.

Veja agora quais são os problemas gerados pelo equivocado § 2º:

 1º Problema
Se o agente pratica homicídio culposo na direção de veículo automotor estando com a
capacidade psicomotora alterada em razão de álcool ou outra droga, ele já é
punido pelo caput do art. 302, que tem a mesma pena de 2 a 4 anos.

A única diferença existente é que o caput fala que a punição se dá comdetenção e esse novo § 2º
prevê a pena de reclusão.

Na prática, contudo, isso não trará qualquer incremento na punição do condutor homicida.

Segundo o art. 33 do Código Penal, a única diferença entre o crime punido com reclusão em
relação ao delito apenado com detenção é a fixação do regime inicial de cumprimento de pena:

• Crime punido com reclusão: a pena poderá ser cumprida em regime fechado, semiaberto ou
aberto.
• Crime punido com detenção: a pena poderá ser cumprida em regime semiaberto ou aberto.

Ocorre que essa distinção não trará qualquer efeito prático em relação ao crime de homicídio
culposo com condutor sob a influência de álcool/droga. Isso porque a pena máxima prevista no §
2º do art. 302 continua sendo de 4 anos.

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Sendo a pena máxima de até 4 anos, o condutor bêbado que atropelar e matar alguém continuará
sendo, em regra, condenado ao regime inicial aberto, não importando se o crime agora é punido
com reclusão ou detenção. Isso porque assim determina o art. 33, § 2º, “c”, do CP. A única
hipótese de ser condenado a outro regime que não o aberto é no caso de ele ser reincidente, o
que é bastante raro em crimes de trânsito, considerando que é um tipo de criminalidade
episódica na vida da pessoa.

Ademais, sendo a pena máxima de 4 anos, na quase totalidade dos casos o réu terá que cumprir
uma pena restritiva de direitos (art. 44 do CP) e não uma sanção privativa de liberdade.

Logo, nesse ponto, o § 2º foi desnecessário e não trará um aumento na punição do condutor que
causa homicídio por estar sob a influência de álcool ou outras drogas. Ainda que seja
condenado, esse agente não cumprirá a pena preso.

 2º Problema

Se o agente pratica homicídio culposo na direção de veículo automotor enquanto participa de


“racha”, a própria Lei n.° 12.971/2014 previu que ele deveria ser punido na forma do § 2º do art.
308 do CTB, que tem pena de 5 a 10 anos.

Desse modo, quanto a isso, a Lei n.° 12.971/2014 gera uma antinomia, uma contradição em si:

• § 2º do art. 302 afirma que condutor que participa de “racha” e causa morte de forma culposa
responde a pena de 2 a 4 anos;
• § 2º do art. 308 afirma que condutor que participa de “racha” e causa morte de forma culposa
responde a pena de 5 a 10 anos

Diante dessa perplexidade, o melhor seria que o § 2º do art. 302 fosse revogado durante
a vacatio legis.

Diante dessa remota possibilidade, quando entrar em vigor o § 2º do art. 302 do CTB, surgirão
duas interpretações possíveis:

1) Deve-se aplicar a interpretação mais favorável ao réu, de forma que, em caso de homicídio
culposo na direção de veículo automotor enquanto o condutor participava de “racha”, ele será
punido na forma do §2º do art. 302 do CTB (pena mais branda) e o § 2º do art. 308 do CTB
(pena mais alta) será “letra morta”.

2) Considerando que não se pode negar vigência (transformar em “letra morta”) o § 2º do art.
308 do CTB e tendo em vista que a interpretação entre os dispositivos de uma mesma lei deve
ser sistêmica, será possível construir a seguinte distinção:
• Se o condutor, durante o “racha”, causou a morte de alguém agindo com culpa
INCONSCIENTE: aplica-se o § 2º do art. 302 do CTB;
• Se o condutor, durante o “racha”, causou a morte de alguém agindo com culpa CONSCIENTE:
aplica-se o § 2º do art. 308 do CTB.

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Essa segunda interpretação é a que reputo mais razoável e consentânea com a necessidade de
resolver a aparente antinomia entre os dois dispositivos.

Vale ressaltar que, antevendo esses problemas, durante a tramitação do projeto no Senado, o
excelente Senador Pedro Taques ofereceu emenda suprimindo o referido § 2º do art. 302
(Emenda nº 01-CCJ), tendo, no entanto, a proposta sido rejeitada.
Tarefa ingrata é diferenciar a situação de homicídio culposo de trânsito e de homicídio doloso do
Código Penal quando da ocorrência de dolo eventual e culpa consciente. Até hoje a mais
avalizada doutrina encontra dificuldades em diferenciá- los e a questão fica relegada ao
entendimento do juiz. No ensinamento clássico de DAMÁSIO, "no dolo eventual, o agente
tolera a produção do resultado, o evento lhe é indiferente, tanto faz que ocorra ou não. Ele
assume o risco de produzi- lo (CP, art. 18, I, parte final). Na culpa consciente, ao contrário, o
agente não quer o resultado, não assume o risco nem ele lhe é tolerável ou indiferente. O evento
lhe é representado (previsto), mas confia em sua não-produção" (ob. cit, p. 83). A dificuldade do
operador do direito será de penetrar na mente do sujeito a fim de verificar se este assumiu o risco
ou se apenas confiou em sua não ocorrência. Cabe dizer que o homicídio culposo absorve quase
todos os demais delitos de trânsito, em face do princípio da consunção. Havendo duas ou mais
vítimas, aplica-se a regra do concurso formal de crimes (art. 70, CP). Por fim, a questão da co-
autoria nos crimes de trânsito é deveras tormentosa, especialmente em matéria de homicídio
culposo. Para JOSÉ CARLOS GOBBI PAGLIUCA, "se o crime de trânsito é de mão própria e
este não pode ser realizado senão exclusivamente pelo próprio possuidor da qualidade típica, não
se vê como seja possível a co-autoria ou mesmo participação, mesmo em se entendendo esta
última cabível em delitos culposos em geral, o que já é complicado" (in artigo publicado no
Boletim IBCCRIM n.º 110).

Fazendo menção ao aspecto processual, é importante lembrar aos operadores do direito que não
se imporá prisão em flagrante ao condutor do veículo que, mesmo após ter praticado homicídio
culposo, tentar minimizar o ato prestando pro nto e integral socorro à vítima (art. 301). Se essa
situação não ocorrer e desde que presentes as hipóteses taxativas do artigo 302 do estatuto
processual penal, caberá à autoridade policial a lavratura do auto de prisão em flagrante e
posterior fixação de fiança ao condutor, nos termos do artigo 322, já que o crime é punido com
detenção. Dessa forma, a não ser que haja dolo eventual -onde o delito será reclassificado como
sendo o do art. 121, do Código Penal -, e não ocorrendo as hipóteses do arts. 323 e 324 do CPP
que vedam a concessão da fiança, o motorista que praticou homicídio culposo na direção de
veículo automotor deverá ser solto pelo delegado de polícia após a lavratura da peça coercitiva e
prestação da fiança.

Consequências da alteração da lei 13281/16 (Revog ação do § 2° do artigo 302).


Depois
Antes
Com a revogação do § 2°, artigo 302, do CTB, o
Celeuma entre o § 2° do artigo 302 e § 2° artigo
condutor que pratica racha e em consequência de
308, ou seja, caso um condutor atropelasse e
tal conduta atropela e mata alguém sem intenção
matasse alguém sem intenção de matar teríamos
de matar responde pelo § 2°, do artigo 308, do
que avaliar a culpa.
CTB.

Já o condutor que conduz embriagado e em mata


alguém sem intenção de matar responderá pelos
crimes do artigo 302 e 306 na forma de concurso

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material.

Análise da Lesão Corporal Culposa

Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor:

Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou
a habilitação para dirigir veículo automotor.

Parágrafo único. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) à metade, se ocorrer qualquer das
hipóteses do § 1o do art. 302. (Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Trata-se de um Crime Comum, pois pode ser cometido por qualquer que esteja na direção de um
veículo automotor, seja habilitado ou não. Onde tem como objetivo jurídico a integridade física
e mental. Vale instar que diferentemente do código penal no Código de trânsito não há
diferenciação da gravidade das lesões. Um crime culposo, ou seja, quando não se tem a intenção
de se obter o resultado. Tem como sujeito passivo qualquer pessoa, tanto na via pública como
em via privada, já que se aplica a regra geral do código pe nal do local do crime prevista no
artigo 5º do Código Penal já que se aplica a regra geral do CP para os delitos de trânsito, o teor,
é: “Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito
internacional, ao crime cometido em território nacional”. Inexiste compensação de culpas, pois a
vida é um bem indisponível. Admite arrependimento posterior, que está previsto no artigo 16 do
CP, a extensão dessa norma provem do artigo 89 da lei 9099/95 que alude a suspensão
condicional do processo, ação pública condicionada a representação como regra, em relação a
aplicabilidade da lei 9099/95 e seus institutos, mencionaremos melhor no próximo bloco quando
tratamos do comentário ao artigo 291, deixarei apenas de forma resumida tal conceito a fim de
sanar qualquer dúvida surgida, segue abaixo ainda uma consideração em relação a contradição
da dosimetria da pena entre a lesão com dolo prevista no CP e a lesão corporal culposa no CTB:
Aspecto criticado e polêmico da incriminação da lesão corporal culposa de trânsito é acerca da
dosimetria de sua pena in abstracto porque ela acaba ultrapassando a pena da lesão corporal
simples praticada com dolo prevista no Código Penal. Logo, poderíamos ter a incongruência de
que o condutor afirme ter praticado a lesão "dolosamente" apenas para submeter a uma pena
mais branda. A redação do tipo também deixa a desejar, valendo os comentários que fizemos a
respeito do crime de homicídio.

Por fim, a Lei n.º 11.705 modificou o conceito de infração de menor potencial ofensivo, hipótese
que abarcou o crime do art. 303. Porém com aumentativo, este crime agora tem a previsão de
três institutos de competência do Juizado Especial Criminal, salvo quando:
I - sob a influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que determine
dependência;
II - participando, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística, de exibição
ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade
competente;
III - transitando em velocidade superior à máxima permitida para a via em 50 km/h (cinqüenta
quilômetros por hora).
Sob essas circunstâncias o crime de lesão corporal na direção de veículo automotor passa agora
a ser excluído quase que em toda a sua totalidade dos institutos benéficos da lei 9099/95,

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excetuando-se a suspensão condicional do processo que leva em consideração o tempo mínimo


da pena que será de seis meses, logo como esse instituto abrange todos aqueles crimes em que a
pena mínima não ultrapassa um ano, então há a previsibilidade de tal norma da lei de menor
potencial ofensivo.
Exercícios

1. Com relação aos crimes em espécie previstos no Código de Trânsito Brasileiro, é correto
afirmar que

a) não será considerado crime a mera conduta de afastar-se o condutor do veículo do local do
acidente, para fugir à responsabilidade civil que lhe possa ser atribuída.
b) no homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor, a pena é aumentada se o
agente, no exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo veículo de transporte de
passageiros.
c) será considerado crime participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de
corrida, disputa ou competição automobilística não autorizada pe la autoridade competente,
mesmo que não resulte dano potencial à incolumidade pública ou privada.
d) é crime conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por
litro de sangue igual ou superior a 2 (dois) decigramas, ou sob a influência de qualquer outra
substância psicoativa que determine dependência.
e) o juiz deixará de aplicar a pena no crime de omissão de socorro se restar provado que a
omissão foi suprida por terceiros ou que se tratou de vítima com morte instantânea ou com
ferimentos leves.

2. De acordo com o art. 298, CTB, relativo aos “Crimes de Trânsito”, são circunstâncias que
sempre agravam as penalidades dos crimes de trânsito, ter o condutor do veículo cometido a
infração:
a) Com dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande risco de grave dano
patrimonial a terceiros.
b) Utilizando o veículo como transporte de carga.
c) Tendo ultrapassado o veículo em local proibido pela sinalização.
d) Com permissão para dirigir ou Carteira de Habilitação de categoria compatível com a do
veículo.

3. Os crimes de homicídio e lesão corporal previstos no CTB são


a) eventualmente culposos.
b) eventualmente dolosos.
c) culposos.
d) dolosos.
e) culposos e dolosos.

Gabarito
1–B
2–A
3-C

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Sumário
Código de Trânsito Brasileiro ................................................................................................................................ 2

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Código de Trânsito Brasileiro


Aplicação da lei 9099/95 (menor potencial ofensivo) aos crimes de
trânsito
Art. 291. Aos crimes cometidos na direção de veículos automotores, previstos neste Código,
aplicam-se as normas gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal, se este
Capítulo não dispuser de modo diverso, bem como a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de
1995, no que couber.

§ 1o Aplica-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa o disposto nos arts. 74, 76 e
88 da Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995, exceto se o agente estiver:
(Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 11.705, de 2008)

I - sob a influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que determine


dependência; (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)

II - participando, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística, de


exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada
pela autoridade competente; (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)

III - transitando em velocidade superior à máxima permitida para a via em 50 km/h


(cinqüenta quilômetros por hora). (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)

§ 2o Nas hipóteses previstas no § 1o deste artigo, deverá ser instaurado inquérito policial
para a investigação da infração penal. (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)
Na seara penal a nova legislação promoveu mudanças importantes. Nas disposições gerais
dos crimes de trânsito foi mantida a redação do “caput” do artigo 291, CTB, que trata da
aplicação das normas gerais do Código Penal, do Código de Processo Penal e da Lei
9099/95, naquilo que não for disposto de modo diverso. Entretanto, o antigo Parágrafo
Único desse artigo foi dividido em dois novos parágrafos, de maneira a modificar
sensivelmente as regras de aplicação de institutos da Lei 9099/95 aos crimes de trâ nsito e,
consequentemente, os instrumentos processuais de investigação.

Alguns crimes de trânsito, por força do “caput” do artigo 291, CTB, já ensejavam plena
aplicabilidade das regras da Lei 9099/95, tendo em vista a quantidade máxima de pena
cominada “in abstrato” nos preceitos secundários dos tipos penais, que não ultrapassa dois
anos (art. 61, da Lei 9099/95). Este é o caso dos crimes previstos nos artigos 303, “caput”;
304; 305; 307; 309; 310; 311 e 312 do CTB.

Em virtude de ultrapassarem a quantidade máxima de pena em abstrato de dois anos,


ficaram excluídos da aplicabilidade dos dispositivos da Lei 9099/95 os crimes de
homicídio culposo do trânsito (art. 302, “caput” e também seu Parágrafo Único, CTB); lesão
corporal culposa do trânsito com aumento de pena (art. 303, Parágrafo Único, CTB) e
embriaguez ao volante (art. 306, CTB) e atualmente o crime de “racha” após advento da lei
12971/14.

No entanto, de acordo com a redação original do Parágrafo Único, do artigo 291, CTB,
permitia-se a aplicação dos artigos 74, 76 e 88, da Lei 9099/95, aos crimes de trânsito de

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lesão corporal culposa (art. 303 e também seu Parágrafo Único, CTB); participação em
competição não autorizada (“racha” – art. 308, CTB) e embriaguez ao volante (art. 306,
CTB), incondicionalmente e independentemente do máximo da pena cominada.

Contudo este artigo sofreu alterações ao longo do tempo alterando assim a aplicação da lei
9099/95 aos crimes de trânsito. Para entendermos melhor este artigo é de suma
importância o estudo histórico das leis que alteraram o CTB e a própria 9099/95.

Nesse parágrafo faremos essa análise da mudança da abrangência dos crimes na lei de
menor potencial ofensivo: Sabemos que a lei 9099 quando surgiu em 1995 abrangia
somente os crimes cuja pena máxima em abstrato alcançava no máximo um ano, prazo
esse que foi aumentado para dois anos após advento da lei 10259/01 e com a 11313/06
passa a abranger ainda as contravenções penais.

Já as mudanças no CTB também não ficaram para trás. No CTB tivemos diversas alterações
que atinge essa aplicação, principalmente com o advento da lei 11705/08, que retira de
forma expressa do rol do artigo 291 a possibilidade da aplicação dos benesses dos artigos
74, 76 e 88 da lei 9099/95 ao crime previsto no artigo 306 e 308. Já a lei 12971/14 como
altera o tempo máximo da pena em abstrato do artigo 308 de dois para três anos
impossibilitando assim a aplicação dos institutos beneficiadores da lei 9099/95, que
alcançava a pena máxima em abstrato.

Em relação ao crime de embriaguez ao volante Concluímos que após advento da lei


11705/08 não se pode cogitar de apuração de embriaguez ao volante por intermédio de
Termo Circunstanciado, aplicação de composição civil de danos e transação penal em
audiência preliminar do Jecrim, e nem de aplicação do procedimento sumaríssimo da Lei
9099/95 (artigos 77 e seguintes). Também em casos de flagrância nada impede a
lavratura do respectivo Auto de Prisão em Flagrante, sendo possível arbitramento de
fiança pela Autoridade Policial, já que não houve alteração da pena detentiva (art. 322,
CPP).

Registre-se também que no caso do artigo 291, § 1º, I, CTB, o crime de embriaguez ao
volante era absorvido, eis que já previsto como causa de aumento de pena (art. 303,
Parágrafo Único c/c Parágrafo Único, inciso V, do art. 302, CTB). Agora, porém revogada a
causa de aumento de pena da embriaguez pelo artigo 9º da Lei 11.705/08, por se tratar de
um crime atualmente de perigo abstrato fica claro que antes do crime de dano já estará
configurado o crime de embriaguez sendo, portanto, crimes autônomos, independentes,
sendo elementares distintos respondendo, então, o condutor embriagado que por acaso
vier a cometer na direção de veículo automotor uma lesão corporal ou um homicídio
culposo, responderá pelo concurso material dos crimes respectivos cometidos.
Na atual conformação a extensão dos institutos dos artigos 74, 76 e 88, da Lei 9099/95 só
se opera para o crime de lesões corporais culposas com aumentativo (art. 303, Parágrafo
Único), já que na forma simples este crime é alcançado em sua totalidade. Mas, é preciso
ter cuidado:

I. Quando houver lesão corporal culposa simples (art. 303, “caput”, CTB), não se tratará de
extensão apenas de certos institutos da Lei 9099/95, por força do § 1º do artigo 291, pois
este crime na forma simples alcança no máximo 2 anos, então se tratando de um crime que
por natureza é de menor potencial ofensivo. Assim sendo, é abrangida pela Lei 9099/95 em

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sua totalidade. Então, para a lesão culposa simples são aplicáveis inclusive as disposições
que substituem a Prisão em Flagrante e o Inquérito Policial pelo Termo Circunstanciado,
além dos dispositivos dos artigos 74, 76 e 88 e do procedimento sumaríssimo dos Juizados
Especiais Criminais.

II. Por outro lado, em se tratando de lesão corporal culposa com aumento de pena (art.
303, Parágrafo Único, CTB), tem aplicação a norma extensiva do artigo 291, § 1º, CTB. Isso
considerando que havendo aumento de pena fatalmente o patamar máximo de 2 anos será
superado, podendo alcançar até 3 anos, e, em tese, a lesão culposa deixaria de ser abrangida
pelos institutos da Lei 9099/95. Porém como existe esta brecha do artigo 291, § 1º, a lesão
corporal culposa com aumentativo em regra será alcançada por algumas benesses da lei de
menor potencial ofensivo, que são os artigos 74, 76 e 88 da referida lei.

III. Só a fim de fazer um pequeno comentário em relação à previsibilidade do artigo 88, da


lei 9099/95, que trata da ação penal, não nos parece necessária a menção legal. Constitui um
excesso de zelo pelo legislador, o qual acaba sendo bem vindo, pois evita possíveis
polêmicas. Como já há a previsão nas “disposições finais” da lei 9099/95, em relação à ação
relativa às lesões corporais culposas, assim como também as dolosas leves serem de caráter
pública condicionada à representação, logo se tornou óbvio que em qualquer diploma que
não traga de maneira diversa este crime seja visto por este prisma sendo, portanto, mais
uma redundância, porém esta de certa forma até útil. Na verdade, na verdade o que s eria
necessário, acaso o legislador quisesse afastar a necessidade de representação nesse caso de
lesão culposa ou em qualquer outro, seria a expressa disposição em contrário ao regrado
pelo artigo 88 da Lei 9099/95. Por exemplo, se fosse criada uma lesão culposa especial em
um novo diploma legal, tivesse ela a pena que fosse, no silêncio do legislador, a ação penal
seria pública condicionada a representação por força do artigo 88 da Lei 9099/95, norma de
caráter geral, que faz referência genérica a “lesões culposas” e não a “lesões culposas deste
ou daquele artigo ou lei específicos”.

IV. A partir de agora não basta que o caso seja de lesões culposas no trânsito com aumento
de pena para que se amplie a aplicação dos institutos da Lei 9099/95 ali arrolados. É
preciso doravante que o autor do crime não o tenha cometido:
i. Sob influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que determine
dependência;
ii. Participando, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística, de
exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada
pela autoridade competente;
iii. Transitando em velocidade superior à máxima permitida para a via em 50 km/h.

V. Caso haja cometimento do crime de lesão corporal culposa com aumentativo em u m


desses casos supramencionados não se aplica nenhuma benesse da lei 9099/95, exceto
como já comentado a suspensão condicional do processo, que encontramos, tendo em vista
o tempo mínimo da pena não ultrapassar 1 ano.

Concluindo, portanto, tudo ora comentado de forma simplória:

 Quando o crime de lesão corporal for simples, é alcançado pela lei 9099/95 por
todas as suas benesses tendo em vista a pena máxima atribuída a este crime.

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 Quando o crime de lesão corporal culposa tiver aumentativo os quais


mencionaremos futuramente (contidos no parágrafo único do artigo 302), apesar
da pena máxima nesses casos ultrapassar dois anos, o que em regra não se aplicaria
a lei 9099/95. Através da norma extensiva do artigo 291 se aplicará alguns
institutos da lei de menor potencial ofensivo que são os artigos 74, 76 e 88.

 Porém quando o crime de lesão corporal culposa com aumentativo for cometido
quando estiver praticando racha, alcoolizado ou com velocidade acima da máxima
em 50 Km/h não se aplica as benesses previstas na norma de extensão do artigo
291.
 Neste tópico vale comentar acerca do disposto no inciso III, do § 1º, do artigo 291,
CTB. A grande questão nesses episódios será a aferição da velocidade imprimida ao
veículo nos casos concretos, o que dependerá muito de apurada prova pericial e da
disponibilidade de aparelhagens adequadas, sendo também aceita a prova
testemunhal. Também aqui se vislumbra a possibilidade de cometimento de crime
autônomo, como, por exemplo, o artigo 311, CTB (velocidade inadequada em certo s
lugares). Novamente e pela mesma razão antes expendida com relação ao primeiro
caso supramencionado, esse crime será absorvido pelas lesões corporais culposas,
já que é um crime de perigo concreto.

A fim de concretizar minha posição tomada acima, vemos que a intenção do legislador ao
criar as figuras típicas denominadas crimes de perigo foi evitar que o dano ocorresse.
Ocorrendo o dano não há mais de se punir a conduta perigosa, mas somente a dano sa.
Como ratifica Guilherme de Souza Nucci: “Os crimes previstos nos artigos 304 a 311 da lei
9.503/97 são de perigo, razão pela qual, havendo dano,devem ser por este absorvidos. Não
há sentido em se punir o perigo, quando o dano consumou-se. Se o agente dirige sem
habilitação de maneira a colocar em risco a incolumidade pública e a segurança viária,
deve ser punido por crime de perigo. No entanto, se assim agindo, acaba atropelando e
matando alguém, por exemplo, atingiu-se o que se pretendia evitar, ou seja, a perda da
vida. O homicídio culposo absorve a direção sem a devida habilitação. Nessa ótica: STF: “O
crime de lesão corporal culposa, cometido na direção na direção de veículo automotor
(CTB, art. 303), por motorista desprovido de permissão ou de habilitação para dirigir,
absorve o delito de falta de habilitação ou permissão tipificado no art. 309 do Código de
trânsito Brasileiro” (HC 80.303 – MG – 2º T – Rel. Celso de Mello – 26.09.2000 – v.u. – DJ
10.11.2000, p. 81).

Para finalizar é de extrema importância alguns posicionamentos e julgamentos dos


tribunais, que entendem como dolo eventual quando um condutor embriagado ou
praticando racha em alta velocidade e em decorrência a isto comete um homicídio na
direção de um veículo automotor, logo este responderá, não mais pelo CTB e sim pelo
Código Penal (artigo 121), como aduz o TJAC:

“Age com dolo eventual o agente que, após ingerir bebida alcoólica, imprime velocidade
incompatível com o local, apesar dos reclamos de ocupantes do veículo que chamaram sua
atenção para o iminente risco de acidente, provocando a morte de duas pessoas e
ferimento em outras quatro”.

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Tabela de abrangência da lei 9099/95 aos crimes de trânsito

Crimes Penas Abrangência da lei Ação penal


Artigo
9099/95
detenção, de dois a
quatro anos, e
suspensão ou
Praticar homicídio culposo na proibição de se Pública
302 Não Incondicionada
direção de veículo automot or obter a permissão
ou a habilitação
para dirigir veículo
automot or.
detenção, de seis
meses a dois anos e
suspensão ou Pública
proibição de se condicionada a
Em regra sim.
obter a permissão repres entação
ou a habilitação
para dirigir veículo
automot or
Apesar de ultrapassar a
pena máx. em abstrato
prevista para crimes de
Praticar lesão corporal Lesão corporal
menor potencial Pública
303 culposa na direç ão de veículo culposa com
ofensivo, com fulcro no condicionada a
automot or aumentativo – pena
art. 291, § 1°, CTB, repres entação
pode chegar até 3
estende-se a este crime
anos
as benesses previstas
nos art. 74, 76 e 88 da
lei 9099/95.
Lesão corporal
Diante dessa hipótese
culposa diante das 3
não se estende nenhum Pública
circunstâncias
benefício da lei Incondicionada
previstas nos inc. I,
9099/95. Salvo a
II e III, art. 291,
previsão do art. 89.
CTB.
304,
305,
307, detenção, de seis Pública
309, Diversos meses a um ano, ou Sim Incondicionada
310, multa
311,
312
detenção, de seis
Conduzir veículo automotor meses a três anos,
com capacidade psicomotora multa e suspens ão
alterada em razão da ou proibição de se Pública
306 Não Incondicionada
influência de álcool ou de obter a permissão
outra substância psicoativa ou a habilitação
que determine dependência para dirigir veículo
automot or.
Participar, na direção de detenção, de 6
veículo automot or, em via (seis) meses a 3 Pública
308 pública, de corrida, disputa (três) anos, multa e Não Incondicionada
ou competição suspensão ou
automobilística não proibição de se

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autorizada pela autoridade obter a permissão


competente, gerando ou a habilitação
situação de risco à para dirigir ve í c u lo
incolumidade pública ou automot or.
privada: (Redação
dada pela Lei nº 12.971, de
2014)

Exercícios
1. Julgue os itens abaixo com relação à aplicação da lei 9099/95 aos crimes de trânsito:
I. Todos os delitos de trânsito são considerados crimes de menor potencial ofensivo.
II. O instituto “composição civil dos danos” apenas é aplicável no homicídio culposo e na
lesão corporal culposa, cometidos na direção de veículo automotor.
III. Inovou a lei seca, pois retira da lesão corporal culposa causada na direção de veículo
automotor a possibilidade de aplicação da “composição civil dos danos”, “transação penal”
e a necessidade de “representação”, se combinadas com algumas circunstâncias
específicas.

a) Apenas I está correta.


b) Apenas II está correta.
c) Apenas III está correta.
d) Apenas I e II estão corretas
e) Apenas I e III estão corretas

2. De acordo com a Lei nº. 9503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito


Brasileiro), aplica-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa a composição dos
danos civis, a transação penal e a necessidade de a vítima oferecer representação, EXCETO:
a) Se o agente for amigo íntimo da vítima.
b) Se o agente for inimigo capital da vítima.
c) Se o agente estiver participando, em via pública, de corrida, disputa ou competição
automobilística, de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo
automotor, não autorizada pela autoridade competente.
d) Transitando em velocidade superior à máxima permitida para a via em 30km/h.
e) Se o agente for parente em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, da
vítima.

Gabarito

1–C
2-C

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Assunto................................................................................................................... Erro! Indicador não definido.

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Crimes de trânsito
Omissão de Socorro
Art. 304. Deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de prestar imediato socorro à
vítima, ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, deixar de solicitar auxílio da
autoridade pública:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato não constituir elemento de crime
mais grave.

Parágrafo único. Incide nas penas previstas neste artigo o condutor do veículo, ainda que a sua
omissão seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte instantânea ou com
ferimentos leves.

De pouquíssima aplicação prática, este artigo acabou caindo em desuso. Isso porque seu enunciado
típico agrava a pena de homicídio culposo bem como da lesão corporal culposa, não se podendo
imaginar nenhuma possibilidade de bis in idem. A única hipótese possível de aplicação desse crime
autônomo é a de um motorista – sem qualquer culpa – atropelar alguém e omitir-se a prestar socorro.

Vejamos a diferença entre as possíveis omissões de socorro, tanto no CTB, quanto no CP:

I. Condutor não envolvido no acidente, que se omite – Devemos entender como


condutor não envolvido aquele que está passando pelo local. Imagine que este
condutor presencie uma cena onde uma pessoa precisasse de socorro, e este se
omitisse. Será que responderia com fulcro no artigo 304 do CTB? Evidente que não,
porque o artigo 304 requer condutor envolvido; o condutor responderia com base no
artigo 135 do código penal.

II. Condutor envolvido, causador do acidente, culposamente, que se omite – Note que
este condutor praticou, antes da omissão de socorro, um homicídio culposo ou uma
lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. Pelo exposto, a omissão de
socorro configura, apenas, uma circunstância aumentativa de pena do delito, não
subsistindo como crime autônomo. Enfim, na situação exposta o crime cometido ou
é o 302 ou o 303 do CTB, com aumentativo de pena.

III. Condutor envolvido, não considerado culpado pelo acidente, que se omite – apenas
nesta situação é que se aplica o artigo 304 do CTB.

Finalmente, ainda que a sua omissão seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com
morte instantânea ou com ferimentos leves, incide a aplicação do artigo 304 do CTB.

Hipóteses de excludentes

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Art. 301. Ao condutor de veículo, nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima, não se
imporá a prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se prestar pronto e integral socorro àquela.
No caso de prestação de socorro cabal e integral nos crimes de trânsito, claro excluindo os casos
em que o condutor envolvido não tenha condições físicas ou psíquicas, de prestar imediato
socorro, ou então, quando sua segurança própria esteja sendo ameaçada, por exemplo, nos casos
de linchamento, ou ainda quando o seu próprio veículo não tenha condições de prestar socorro.
Consideradas as exclusões citadas caso haja prestação de socorro não se imporá prisão em
flagrante bem como não será exigida fiança.

Infrações relacionadas à omissão de socorro


Art. 176. Deixar o condutor envolvido em acidente com vítima:

I - de prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo fazê-lo;


II - de adotar providências, podendo fazê-lo, no sentido de evitar perigo para o trânsito no local;
III - de preservar o local, de forma a facilitar os trabalhos da polícia e da perícia;
IV - de adotar providências para remover o veículo do local, quando determinadas por policial
ou agente da autoridade de trânsito;
V - de identificar-se ao policial e de lhe prestar informações necessárias à confecção do boletim
de ocorrência:

Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação.

Art. 177. Deixar o condutor de prestar socorro à vítima de acidente de trânsito quando
solicitado pela autoridade e seus agentes:

Infração - grave;
Penalidade - multa.

Art. 178. Deixar o condutor, envolvido em acidente sem vítima, de adotar providências para
remover o veículo do local, quando necessária tal medida para assegurar a segurança e a
fluidez do trânsito:

Infração - média;
Penalidade - multa.

Fuga do local (art. 305)

Art. 305. Afastar-se o condutor do veículo do local do acidente, para fugir à responsabilidade
penal ou civil que lhe possa ser atribuída:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.


Ao tentar punir criminalmente alguém somente pelo fato de não fazer prova contra si mesmo, o
artigo 305 é de flagrante inconstitucionalidade. O dispositivo também viola frontalmente o art.
8.º, II, g, do Pacto de São José: ninguém tem o dever de auto- incriminar-se. Além disso, há outro
aspecto a ser considerado. A obrigação de sujeitar-se ao processo (penal ou civil) é puramente
moral. Dessa forma, poderia o legislador transformar em crime uma obrigação moral? Até o

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momento, o dispositivo foi de pouquíssima aplicação prática, caindo em absoluto desuso em


função das controvérsias que suscitou. Porém apesar de toda celeuma jurídica nossos tribunais
pátrios entendem que esse dispositivo não viola este princípio.

Apesar de toda a discussão em relação a inconstitucionalidade ou não do artigo em comento,


como vimos, comentá-lo-ei visando apenas a forma de aplicabilidade do mesmo, vejamos: É
comum o artigo supracitado ser confundido com o artigo 304, omissão de socorro, porém é bem
simplório desmistificar esta confusão, o artigo 305 poderá ser aplicado de forma autônoma sim,
por exemplo, quando um condutor envolvido em um acidente com vítima preste socorro
deixando a vítima no hospital, porém ao chegar no local evade-se sem identificar-se para fugir
da responsabilidade penal

E ainda nos casos de não haver vitima e o condutor evadir-se para fugir da responsabilidade civil
também caíra no crime autônomo do artigo 305

O crime em apreço não será compatível com o crime previsto no artigo 304.
Diferença da Omissão de socorro do CP e do CTB

Omissão de socorro CTB Omissão de socorro do CP


Não pode ser suprida por terceiro, mesmo em caso
O socorro aqui poderá ser suprido por terceiro.
de vitima fatal e lesões leves o crime será
configurado.

EXERCÍCIOS

1.José da Silva dirigia seu automóvel em velocidade acima da permitida e de forma imprudente.
Ao passar por um cruzamento, José não percebe que o sinal estava vermelho e atropela Maria de
Souza, que vem a sofrer uma fratura exposta na perna direita e fica ma is de 30 dias
impossibilitada de desenvolver suas ocupações habituais. A fim de socorrer a vítima, José da
Silva para o carro, sai do veículo e retira Maria do meio da via. Contudo, ao ver um grupo de
pessoas vociferando e gritando "assassino!", "pega!" e "lincha!", José retoma para seu veículo e
se evade do local, sendo parado alguns metros adiante por uma patrulha de policiais militares
que o levam preso em flagrante à Delegacia de Polícia. Com base no relato acima, analise as
afirmativas a seguir:

I - Segundo a Lei nº 9.503/97 (Código Nacional de Trânsito), José não poderia ser preso em
flagrante porque prestou socorro à vítima e só não permaneceu no local porque corria risco
pessoal.
II - José praticou o crime de lesão corporal culposa grave na direção de veículo automotor.
III - José praticou o crime do art. 305, da Lei n2 9.503/97 (Afastar-se o condutor do veículo do
local do acidente, para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída).
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta;
b) se somente a afirmativa II estiver correta;
c) se somente a afirmativa III estiver correta;
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas;
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

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2.(Ministério Público/Promotor/Distrito Federal/2001) O indivíduo “A” conduzia seu veículo


pela Av. W3 Sul, com excesso de velocidade, e colidiu com uma motocicleta, conduzida pelo
indivíduo “B”, que trafegava regularmente pela via em questão. Da colisão, saiu lesionado o
indivíduo “C”, que ocupava a garupa da motocicleta. Os condutores citados, bem como as
pessoas que passavam pelo local, apesar de poderem fazê-lo, não prestaram socorro à vítima.
Acerca dessa situação, julgue os itens a seguir.

I. O condutor A responderá pelo crime de lesões corporais em concurso com o delito de omissão
de socorro, ambos previstos na lei nº 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro).
II. O condutor B responderá pelo crime de omissão de socorro tipificado na Lei nº 9.503/1997.
III. As pessoas que passavam no local responderão pela omissão de socorro tipificada no art. 135
do CP.

Assinale a opção correta:


Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e II estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.

3. Quando conduzia veículo automotor, sem culpa, Fulano atropela um pedestre, deixando de
prestar-lhe socorro, constituindo tal conduta, em tese, a prática de:
a) Omissão de socorro, prevista no art. 135, do Código Penal;
b) Lesão corporal culposa, com o aumento de pena previsto no art. 129, § 72, do Código Penal;
c) Expor a vida de outrem a perigo, previsto no art. 132, do Código Penal;
d) Omissão de socorro, prevista no art. 304, da Lei nº 9.503/97;
e) Lesão corporal culposa na condução de veículo automotor, com o aumento de pena previsto
no art. 303, § único, da Lei nº 9.503/97.

GABARITO
1-A
2 –D
3 – D.

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Sumário
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Código de Trânsito Brasileiro


Crimes de Trânsito
Embriaguez ao volante – Estudo a parte penal e administrativa.
Parte penal
Art. 306. Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da
influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência:
(Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)

Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a
permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

§ 1o As condutas previstas no caput serão constatadas por: (Incluído pela Lei nº 12.760,
de 2012)

I - concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou


superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar; ou (Incluído pela Lei nº
12.760, de 2012)
II - sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo Contran, alteração da capacidade
psicomotora. (Incluído pela Lei nº 12.760, de 2012)

§ 2o A verificação do disposto neste artigo poderá ser obtida mediante teste de alcoolemia ou
toxicológico, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova em
direito admitidos, observado o direito à contraprova. (Redação dada pela Lei nº 12.971,
de 2014) (Vigência)

§ 3oO Contran disporá sobre a equivalência entre os distintos testes de alcoolemia ou


toxicológicos para efeito de caracterização do crime tipificado neste artigo. (Redação dada
pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Parte administrativa
Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que
determine dependência: (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)

Infração - gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)


Penalidade - multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses.
(Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo,
observado o disposto no § 4o do art. 270 da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - do
Código de Trânsito Brasileiro. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)

Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no


período de até 12 (doze) meses. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)

Art. 276. Qualquer concentração de álcool por litro de sangue ou por litro de ar alveolar sujeita
o condutor às penalidades previstas no art. 165. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de
2012)

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Parágrafo único. O Contran disciplinará as margens de tolerância quando a infração for


apurada por meio de aparelho de medição, observada a legislação metrológica. (Redação
dada pela Lei nº 12.760, de 2012)

Recusa Administrativa

Art. 277. O condutor de veículo automotor envolvido em acidente de trânsito ou que for alvo de
fiscalização de trânsito poderá ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro
procedimento que, por meios técnicos ou científicos, na forma disciplinada pelo Contran,
permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine
dependência. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)

§ 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)

§ 2o A infração prevista no art. 165 também poderá ser caracterizada mediante imagem, vídeo,
constatação de sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo Contran, alteração da
capacidade psicomotora ou produção de quaisquer outras provas em direito admitidas.
(Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)

§ 3o Serão aplicadas as penalidades e medidas administrativas estabelecidas no art. 165 deste


Código ao condutor que se recusar a se submeter a qualquer dos procedimentos previstos no
caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)

“Art. 165-A. Recusar-se a ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento
que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa, na forma estabelecida
pelo art. 277 (redação dada pela lei 13281/16, entrará em vigor em 4 de novembro de 2016).

Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo,
observado o disposto no § 4º do art. 270.

Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no


período de até 12 (doze) meses.”

O crime de embriaguez trata-se, atualmente, de um crime de perigo abstrato, tendo em vista


que o legislador retirou do texto a necessidade de gerar perigo de dano, bastando, atualmente,
para configuração do crime apenas a ingestão de álcool e futura constatação através de meios
legais ou até mesmo por prova testemunhal do agente da autoridade de trânsito, como vamos
comentar mais adiante.

É importante perceber que a questão do motorista sob efeito de álcool tem distinto tratamento no
âmbito administrativo e no penal. Na seara administrativa o legislador é mais rigoroso. Impõe a
“tolerância zero” (descontando a margem de erro admitido pelo legislador), dispondo que
qualquer concentração de álcool enseja a infração ao artigo 165, CTB pelo motorista (vide art.
276, CTB e art. 1º do Decreto 6488/08).

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Já no campo penal somente configura crime a conduta daquele que dirige sob efeito de álcool,
mas com a concentração de 6 dg/l de sangue ou mais (equivalente a 0,3 mg/l ar alveolar expelido
pelos pulmões).

É notório o conhecimento de que ninguém pode ser compelido a produzir prova contra si
mesmo. Assim sendo, os exames e testes sobreditos só serão realizados se o suspeito decidir
livremente colaborar. Então, caso o condutor se recuse a realizar o exame oferecido pelo agente
da autoridade de trânsito será lavrado auto de infração de trânsito proveniente da recusa
(atualmente baseado no § 3° do artigo 277, do CTB) devido a diversos questionamentos
jurídicos em relação à equiparação da recusa a uma infração administrativa que não está prevista
geograficamente no rol de infrações de trânsito (capítulo XV) o legislador retificou tal
dispositivo com o advento da lei 13281/16 criando um instituto próprio para o condutor que se
recusa a realizar o exame (“artigo 165 – A”, transcrito acima).

Não podia deixar fazer alguns comentários inerentes a este capítulo muito combalido na
sociedade em nosso cotidiano, atualmente, com o advento da lei 12971/14 resolveu-se uma
celeuma que os agentes da autoridade de trânsito enfrentavam. Os condutores que se ne gavam a
realizar o exame, por maior sinal de embriaguez que apresentassem, o máximo que o agente
poderia fazer era a lavratura do AIT e seus consectários (aplicação das medidas administrativas),
o que tornava quase um crime sem aplicabilidade (inócuo). Porém, com a lei supramencionada
houve a previsão (§ 2° do artigo 306) de mesmo na recusa do condutor que se apresenta
embriagado ser dado à ordem de prisão em flagrante por meio de prova testemunhal do próprio
agente, além de ainda prever outros meios (vale instar que não há hierarquia entre as provas e
deve-se dar o direito a contraprova).
Alterações feitas pela lei 12971/14

A alteração quanto a este crime foi muito singela e teve por objetivo corrigir a omissão do art.
306, § 2º que não previa expressamente a possibilidade de ser feito exame toxicológico no
condutor do veículo.

Desse modo, se houvesse suspeita de a pessoa estar dirigindo sob efeito de álcool, o dispositivo
dizia ser possível a realização de teste de alcoolemia. No entanto, por um descuido do legislador,
se existissem indícios de o condutor ter consumido alguma droga ilícita (cocaína, maconha,
êxtase etc.), não havia previsão de lhe ser aplicado o teste toxicológico.

REDAÇÃO COM A NOVA LEI REDAÇÃO ANTERIOR


Art. 306. Conduzir veículo automotor Art. 306. Conduzir veículo automotor
com capacidade psicomotora alterada em com capacidade psicomotora alterada em
razão da influência de álcool ou de outra razão da influência de álcool ou de outra
substância psicoativa que determine substância psicoativa que determine
dependência: Penas - detenção, dependência: Penas - detenção,
de seis meses a três anos, multa e de seis meses a três anos, multa e
suspensão ou proibição de se obter a suspensão ou proibição de se obter a
permissão ou a habilitação para dirigir permissão ou a habilitação para dirigir
veículo automotor. veículo automotor.
§ 2º A verificação do disposto neste artigo § 2º A verificação do disposto neste artigo

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poderá ser obtida mediante teste de poderá ser obtida mediante teste de
alcoolemia ou toxicológico, exame clínico, alcoolemia, exame clínico, perícia, vídeo,
perícia, vídeo, prova testemunhal ou prova testemunhal ou outros meios de
outros meios de prova em direito prova em direito admitidos, observado o
admitidos, observado o direito à direito à contraprova.
contraprova.
§ 3º O Contran disporá sobre a § 3º O Contran disporá sobre a
equivalência entre os distintos testes de equivalência entre os distintos testes de
alcoolemia ou toxicológicospara efeito de alcoolemia para efeito de caracterização
caracterização do crime tipificado neste do crime tipificado neste artigo.
artigo.

Resumo

Se na realização do exame
constatar (valor considerado) um
resultado maior ou igual a 0,01
mg/l de ar até 0,30 mg/l de ar
(excluindo esse valor) - haverá
Realização do teste caracterização da infração
(consideremos que administrativa somente.
todos exames foram
feitos por meio do Se o resultado obtido for maior
etilômetro). ou igual a 0,30 mg/l de ar além
da infração administrativa
haverá ainda a configuração do
tipo penal previsto no artigo 306
Fiscalização do CTB.
(oferecimento de
teste de embriaguez) Recusa Atualmente, com o advento da
(Obs: Não há uma lei 13281/16 temos a criação da
hierarquia entre os infração administrativa própria
testes e nem obrigação para recusa prevista no artigo
de oferecimento de 165-A do CTB, além de caso
determinado exame* haja sinais notórios de
basta que haja recusa embriaguez,a caracterização
de algum para também da figura penal do
configurar a infração artigo 306, além da infração de
por recusa) trânsito.

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Exames previstos na legislação vigente:

Art. 3º A confirmação da alteração da capacidade psicomotora em razão da influência de álcool


ou de outra substância psicoativa que determine dependência dar-se-á por meio de, pelo menos,
um dos seguintes procedimentosa serem realizados no condutor de veículo automotor:

I – exame de sangue;
II – exames realizados por laboratórios especializados, indicados pelo órgão ou entidade de
trânsito competente ou pela Polícia Judiciária, em caso de consumo de outras substâncias
psicoativas que determinem dependência;
III – teste em aparelho destinado à medição do teor alcoólico no ar alveolar (etilômetro);
IV – verificação dos sinais que indiquem a alteração da capacidade psicomotora do condutor.

§ 1º Além do disposto nos incisos deste artigo, também poderão ser utilizados prova testemunhal,
imagem, vídeo ou qualquer outro meio de prova em direito admitido.

§ 2º Nos procedimentos de fiscalização deve-se priorizar a utilização do teste com etilômetro.

§ 3° Se o condutor apresentar sinais de alteração da capacidade psicomotora na forma do art. 5º


ou haja comprovação dessa situação por meio do teste de etilômetro e houver encaminhamento
do condutor para a realização do exame de sangue ou exame clínico, não será necessário
aguardar o resultado desses exames para fins de autuação administrativa.

EXERCÍCIOS

1. “N”, depois de consumir cocaína e sob o efeito dessa substância, conduziu uma pequena
embarcação a motor de sua propriedade, na praia, expondo a risco a incolumidade de outrem,
com as manobras perigosas que fazia. Pode-se afirmar que, assim agindo, “N” praticou:
a) Crime de "direção perigosa", previsto na Lei nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro) .
b) Contravenção penal de "direção perigosa".
c) Crime previsto na Lei nº 11.343/06 (Lei sobre Drogas).
d) Mera infração administrativa.

2. Para aferição da alcoolemia na caracterização da infração administrativa do art. 165 do CTB,


a resolução CONTRAN 432/2013 estabelece os seguintes critérios:

a) exame de sangue com qualquer concentração de álcool e sinais de alteração da capacidade


psicomotora.

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b) teste do etilômetro com medição igual ou superior a 0,05 miligrama (0,05 mg/L) de álcool por
litro de ar expirado ou exame de sangue com concentração igual ou superior a 6 decigramas (6
dg/L) de álcool por litro de sangue.
c) teste do etilômetro com medição igual ou superior a 0,05 miligrama (0,05 mg/L) de álcool por
litro de ar expirado mais sinais de alteração da capacidade psicomotora.
d) exame de sangue com qualquer concentração de álcool ou teste do etilômetro com medição
igual ou superior a 0,05 miligrama (0,05 mg/L) de álcool por litro de ar expirado ou sinais de
alteração da capacidade psicomotora.
e) teste do etilômetro com medição igual ou superior a 0,10 miligrama (0,10 mg/L) de álcool por
litro de ar expirado mais sinais de alteração da capacidade psicomotora.

GABARITO
1 –C
2–D

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Código de Trânsito Brasileiro

Crimes de Trânsito
Suspensão Judicial do Direito de Dirigir

Art. 307. Violar a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para


dirigir veículo automotor imposta com fundamento neste Código:

Penas - detenção, de seis meses a um ano e multa, com nova imposição adicional de idêntico
prazo de suspensão ou de proibição.

Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre o condenado que deixa de entregar, no prazo
estabelecido no § 1º do art. 293, a Permissão para Dirigir ou a Carteira de Habilitação.

Na verdade este artigo traz contradições entre os diversos autores ligados a área de
trânsito, uns consideram que a suspensão punível com o crime previsto acima será tanto
de caráter administrativo como também de caráter judicial, porém terei de discordar dessa
posição e trarei os aspectos pelos quais discordo.

Primeiro que o CTB é bem claro em prever que quando um condutor sob pe nalidade de
suspensão administrativa do direito de dirigir conduzir qualquer veículo será cassado,
uma vez que essa penalidade é a perda do direito de dirigir.

Ainda me apoio sob o artigo 309, que declara como crime o condutor não habilitado ou
com o direito de dirigir cassado, não fazendo referência ao condutor que dirige suspenso e
este crime só será punido quando gerar perigo de dano, ou seja, um crime de perigo
concreto. Logo seria no mínimo ilógico tratar como um crime de perigo abstrato dirigir
suspenso administrativamente é obvio que se houvesse uma escala nas penalidades do
CTB a cassação é pior que a suspensão, então fica claro dentro de reservas do próprio CTB
que é incoerente punir sob pena de delito um condutor que dirigir suspenso
administrativamente punindo apenas com a cassação como prevê o próprio artigo 263, I.
Sanado então, a possível contradição existente no delito supracitado, vejamos, portanto, o
tipo objetivo do crime acima:

O condutor que dirige sob a pena de suspensão do direito de dirigir imposta judicialmente,
que pode ser imposta isoladamente através dos crimes previstos no artigo 302, 303, 306,
308 ou ainda quando reincidente na pratica de qualquer crime de trânsito com fulcro no
artigo 296, que inclusive foi alterado pela lei 11.705 ou ainda de maneira cautelar quando
afetar a sociedade de maneira brutal com base no artigo 294.

E para finalizar será punido aquele que deixa de entregar no prazo de 48 horas o
documento de habilitação após transito em julgado em sentença penal condenatória, ou
seja, crime só punido após intimação como previsto na súmula 710 do STF: “No processo
penal, contam-se os prazos da data da intimação, e não da juntada aos autos do mandado
ou da carta precatória ou de ordem.

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Hipóteses de suspensão Judicial:

Art. 292. A suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir


veículo automotor pode ser imposta isolada ou cumulativamente com outras penalidades.
(Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Percebemos que a lei 12971/14 modifica a redação original retirando de forma expressa a
possibilidade da suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para
dirigir veículo automotor poder ser imposta de forma principal

Vale instar ainda que em relação a este artigo é importante, você, caro leitor, entender que
esta suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo
automotor é de caráter judicial, imposta por transgressão a seara penal, aplicada pe la
autoridade judiciária, quando:

 Aplicada de forma isolada, quando, o condutor transgredir os artigos 302, 303,


306, 307 que terá nova imposição, em igual período e 308.
 Quando reincidente na pratica de delito de trânsito:

Art. 296. Se o réu for reincidente na prática de crime previsto neste Código, o juiz aplicará a
penalidade de suspensão da permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor, sem
prejuízo das demais sanções penais cabíveis. (Redação dada pela Lei nº 11.705, de
2008)

 De forma cautelar pela autoridade judiciária, a requerimento do Ministério Público


ou ainda mediante representação da autoridade policial para garantir a ordem
pública, vejamos abaixo:

Art. 294. Em qualquer fase da investigação ou da ação penal, havendo necessidade para a
garantia da ordem pública, poderá o juiz, como medida cautelar, de ofício, ou a
requerimento do Ministério Público ou ainda mediante representação da autoridade
policial, decretar, em decisão motivada, a suspensão da permissão ou da habilitação para
dirigir veículo automotor, ou a proibição de sua obtenção.

Parágrafo único. Da decisão que decretar a suspensão ou a medida cautelar, ou da que


indeferir o requerimento do Ministério Público, caberá recurso em sentido estrito, sem
efeito suspensivo.

Duração da penalidade judicial de suspensão ou proibição de se obter a


permissão ou a habilitação e o prazo para consumação da entrega

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Art. 293. A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a


habilitação, para dirigir veículo automotor, tem a duração de dois meses a cinco anos.

§ 1º Transitada em julgado a sentença condenatória, o réu será intimado a entregar à


autoridade judiciária, em quarenta e oito horas, a Permissão para Dirigir ou a Carteira de
Habilitação.

§ 2º A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação


para dirigir veículo automotor não se inicia enquanto o sentenciado, por efeito de
condenação penal, estiver recolhido a estabelecimento prisional.

Este artigo estabelece o prazo de fixação da penalidade de suspensão ou de proibição de se


obter a permissão ou a habilitação, para dirigir veículo automotor, que terá a duração de
dois meses a cinco anos.

O § 1º traz o prazo de entrega da permissão ou da CNH após o transito em julgado, o qual


a não entrega no prazo estabelecido incide no crime previsto do artigo 307, no qual
comentaremos mais adiante.

O § 2º nos mostra que diferentemente da suspensão de caráter administrativo a


suspensão judicial só será aplicada após cumprida a condenação penal.
A fim de sanarmos todas as dúvidas referentes às suspensões de caráter administrativo e
a suspensão de caráter judicial vejamos suas principais diferenças:

Suspensão Administrativa Suspensão Judicial

De um mês a vinte e quatro


Prazo De dois meses a cinco anos
meses quando reincid ente

Competência para
Autoridade de trânsito Autoridade Judiciá ria
aplicação

Obrigação de
cumprimento anterior de Não Sim
conden ação penal

Punição pela n ão entrega


Crime da não entrega da
do documento de Imposição da penalidade
habilitação (art. 307 do CTB)
habilitação

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Submissão a novos exames e


Condições para voltar a
Curso de Reciclagem também um curso de
dirigir
reciclagem.

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Sumário
Código de Trânsito Brasileiro ................................................................................................................................ 2

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Código de Trânsito Brasileiro


Crimes de Trânsito
Da participação e m corridas, disputas ou competições automobilísticas.

Art. 308. Participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou
competição automobilística não autorizada pela autoridade competente, gerando situação de
risco à incolumidade pública ou privada: (Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014)
(Vigência)

Penas - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a
permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. (Redação dada pela Lei nº
12.971, de 2014) (Vigência)

§ 1° Se da prática do crime previsto no caput resultar lesão corporal de natureza grave, e as


circunstâncias demonstrarem que o agente não quis o resultado nem assumiu o risco de produzi-
lo, a pena privativa de liberdade é de reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, sem prejuízo das
outras penas previstas neste artigo. (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

§ 2° Se da prática do crime previsto no caput resultar morte, e as circunstâncias demonstrarem


que o agente não quis o resultado nem assumiu o risco de produzi-lo, a pena privativa de
liberdade é de reclusão de 5 (cinco) a 10 (dez) anos, sem prejuízo das outras penas previstas
neste artigo. (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Este crime é um crime de perigo em concreto, uma vez que é necessário a geração de perigo de dano
(atualmente trazida pelo termo “situação de risco”) e para caracterização deste crime far-se-á
necessário mais de um agente, ou seja, podendo ser plurissubjetivo ou bilateral, dependendo do
número de participantes, sendo, então, um crime de concurso necessário.

Outro confronto existe quando mencionamos o crime previsto no artigo 34 da lei de contravenção
penal – “Direção perigosa de veículo na via pública” - é de suma importância destacarmos que esta
contravenção só se aplicará a vias marítimas ou aéreas, uma vez que quando tratamos dos crimes de
trânsito em vias terrestres este dispositivo se encontra derrogado com o advento do CTB (lei 9.503),
aplicando, portanto, os crimes específicos, já que estes existem, são eles os delitos dos artigos 306,
308 e 311.

Para finalizarmos e ficar bem claro vejamos os elementos necessários para a configuração deste
crime em comento:

 Estar na direção de veículo automotor.


 Local do crime: apenas em via pública;
 Estar com a intenção de confronto, um desafio em que os participa ntes se empenham em
vencer. Para efeito penal, disputar, correr e competir significam a mesma coisa, ou seja, ato
ou efeito de disputar, competir, competir ou correr ou, em outras palavras, trata-se de uma
competição em velocidade;
 Concurso de agentes;

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 Não autorização da autoridade competente;


 Gerar perigo de dano qualquer um dos bens jurídicos tutelados no artigo acima= crime perigo
concreto.

Alterações feitas pela 12971/14

O art. 308 do CTB tipifica o crime de participar de corrida em via pública, sem a utorização da
autoridade competente. Trata-se da conduta mais conhecida popularmente como “racha” ou “pega”.

No caput do art. 308, houve duas modificações:

1ª) A expressão “desde que resulte dano potencial à incolumidade pública ou privada” foi substituída
por “gerando situação de risco à incolumidade pública ou privada”.

O art. 308 do CTB é um crime de perigo. Logo, realmente é mais adequado falar em “situação de
risco” (perigo) do que em dano potencial.

Para a corrente majoritária, o art. 308 é crime de perigo concreto, de forma que, para que se
configure, é necessária a demonstração da potencialidade lesiva (STJ 5ª Turma. REsp 585.345/PB,
Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 16/12/2003) (STJ 1ª Turma. HC 101.698, Rel. Min. Luiz Fux,
julgado em 18/10/2011). A alteração legislativa, a meu ver, não altera essa conclusão. Em outras
palavras, o “racha” continua sendo um crime de perigo concreto.

Sobre esse ponto, vale mencionar que, durante o processo legislativo, o Sen. Pedro Taques ofereceu
emenda sugerindo nova redação ao art. 308 com o intuito de deixar claro que se tratava de crime de
perigo abstrato. No entanto, tal Emenda n.02-CCJ foi também rejeitada, o que se reforça a
conclusão de que a natureza do delito persiste sendo de crime de perigo concreto até mesmo por
opção do legislador.

2ª) A pena máxima prevista passou de 2 anos para 3 anos.


Com isso, o delito deixa de ser crime de menor potencial ofensivo.

 Se o agente, com a corrida, causar LESÃO CORPORAL de natureza grave:

A Lei n.°12.971/2014 acrescenta, nos §§ 1º e 2º, duas qualificadoras ao art. 308. Esses dois novos
parágrafos podem ser classificados como sendo crimes qualificados pelo resultado, na modalidade
preterdolosa. A participação no racha é punido a título de dolo e o resultado agravador (lesão grave
ou morte), como culpa.

Veja o que diz o novel § 1º do art. 308:

§ 1º Se da prática do crime previsto no caput res ultar lesão corporal de natureza grave, e as
circunstâncias demonstrarem que o agente não quis o resultado nem assumiu o risco de

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produzi-lo, a pena privativa de liberdade é de reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, sem prejuízo
das outras penas previstas neste artigo.

Diante dessa inserção, quando a Lei entrar em vigor, o juiz deverá analisar as seguintes
possibilidades:

1) Se o agente queria causar a lesão corporal (agiu com dolo direto quanto ao resultado): deverá
responder pelo delito do art. 308, caput, do CTB em concurso formal com o art. 129, §§ 1º
ou 2º, do CP.

Ex: o condutor percebeu que seu inimigo estava assistindo ao “racha” na calçada e joga o veículo
contra ele com a intenção de lhe causar lesões corporais.

2) Se o agente assumiu o risco de causar a lesão corporal (agiu com dolo eventual quanto ao
resultado): deverá responder pelo delito do art. 308, caput, do CTB em concurso formal com
o art. 129, §§ 1º ou 2º, do CP.

Ex: o condutor percebe que há muitos expectadores próximos à pista, mas mesmo assim resolve
fazer a curva fechada, sem se importar caso alguém seja atingido. Em seu íntimo, tanto faz se alguém
for atropelado.

3) O agente não queria nem assumiu o risco de causar a lesão corporal de natureza grave, mas
apesar disso atuou de forma negligente, imprudente ou imperita (agiu com culpa): deverá
responder pelo delito do art. 308, § 1º do CTB.

Ex: o condutor percebe que há muitos expectadores próximos à pista, mas mesmo assim resolve
fazer a curva fechada, confiando sinceramente nas suas habilidades e que poderia concluir a manobra
sem atingir ninguém.

Se o agente, com a corrida, causar MORTE:

Confira agora o § 2º do art. 308:

§ 2º Se da prática do crime previsto no caput resultar morte, e as circunstâncias demonstrarem


que o agente não quis o resultado nem assumiu o risco de produzi-lo, a pena privativa de
liberdade é de reclusão de 5 (cinco) a 10 (dez) anos, sem prejuízo das outras penas previstas
neste artigo.

Quando a Lei entrar em vigor, o juiz poderá se deparar com as seguintes hipóteses:
1) Se o agente queria causar a morte (agiu com dolo direto quanto ao resultado): deverá
responder pelo delito do art. 308, caput, do CTB em concurso formal com o art. 121 do CP.
Ex: o condutor percebeu que seu inimigo estava assistindo ao “racha” na calçada e joga o veículo
contra ele.

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2) Se o agente assumiu o risco de causar a morte (agiu com dolo eventual q uanto ao resultado):
deverá responder pelo delito do art. 308, caput, do CTB em concurso formal com o art. 121
do CP.
Ex: o condutor percebe que há muitos expectadores próximos à pista, mesmo assim resolve fazer a
curva fechada, sem se importar caso alguém seja atingido. Em seu íntimo, tanto faz se alguém for
atropelado.

3) Se o agente não queria nem assumiu o risco de causar a morte, mas apesar disso atuou de
forma negligente, imprudente ou imperita (agiu com culpa CONSCIENTE): deverá responder
pelo delito do art. 308, § 2º do CTB (ou pelo art. 302, § 2º, a depender da interpretação que
seja dada pelos Tribunais).
Ex: o condutor percebe que há muitos expectadores próximos à pista, mas mesmo assim resolve
fazer a curva fechada, confiando sinceramente nas suas habilidades e que poderia concluir a
manobra sem atingir ninguém.

Vale instar que o STF tem o entendimento prevalente de que o condutor que participa de “racha”
em via movimentada e causa a morte de um pedestre age com dolo eventual. Logo, ele responde
por homicídio doloso (art. 121, caput, do CP, cuja pena varia de 6 a 20 anos). Veja um
precedente nesse sentido:

(...) O art. 308 do CTB é crime doloso de perigo concreto que, se concretizado em lesão corporal
ou homicídio, progride para os crimes dos artigos 129 ou 121, em sua forma dolosa, porquanto
seria um contra-senso transmudar um delito doloso em culposo, em razão do advento de um
resultado mais grave. Doutrina de José Marcos Marrone (Delitos de Trânsito Brasileiro: Lei n.
9.503/97. São Paulo: Atlas, 1998, p. 76).

19. É cediço na Corte que, em se tratando de homicídio praticado na direção de veículo


automotor em decorrência do chamado “racha”, a conduta configura homicídio doloso.
Precedentes: HC 91159/MG, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 24/10/2008; HC 71800/RS,
rel. Min. Celso de Mello, 1ªTurma, DJ de 3/5/1996.

20. A conclusão externada nas instâncias originárias no sentido de que o paciente participava de
“pega” ou “racha”, empregando alta velocidade, momento em que veio a colher a vítima em
motocicleta, impõe reconhecer a presença do elemento volitivo, vale dizer, do dolo eventual no
caso concreto. (...)

STF. 1ª Turma. HC 101698, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 18/10/2011.

Compare as redações:

REDAÇÃO COM A NOVA LEI REDAÇÃO ANTERIOR


Art. 308. Participar, na direção de veículo Art. 308. Participar, na direção de veículo
automotor, em via pública, de corrida, automotor, em via pública, de corrida,

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disputa ou competição automobilística não disputa ou competição automobilística não


autorizada pela autoridade autorizada pela autoridade competente,
competente, gerando situação de risco à desde que resulte dano potencial à
incolumidade pública ou privada: incolumidade pública ou privada:
Penas - detenção, de 6 (seis) meses a 3 Penas - detenção, de seis meses a dois
(três) anos,multa e suspensão ou proibição anos, multa e suspensão ou proibição de se
de se obter a permissão ou a habilitação obter a permissão ou a habilitação para
para dirigir veículo automotor. dirigir veículo automotor.
§ 1º Se da prática do crime previsto no Não havia.
caput resultar lesão corporal de natureza
grave, e as circunstâncias demonstrarem
que o agente não quis o resultado nem
assumiu o risco de produzi- lo, a pena
privativa de liberdade é de reclusão, de 3
(três) a 6 (seis) anos, sem prejuízo das
outras penas previstas neste artigo.
§ 2º Se da prática do crime previsto no Não havia.
caput resultar morte, e as circunstâncias
demonstrarem que o agente não quis o
resultado nem assumiu o risco de produzi-
lo, a pena privativa de liberdade é de
reclusão de 5 (cinco) a 10 (dez) anos, sem
prejuízo das outras penas previstas neste
artigo.

Infrações Relacionadas

Art. 173. Disputar corrida: (Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa (dez vezes), suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo;


(Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo.

Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no


período de 12 (doze) meses da infração anterior. (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014)
(Vigência)

Art. 174. Promover, na via, competição, eventos organizados, exibição e demonstração de


perícia em manobra de veículo, ou deles participar, como condutor, sem permissão da
autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via: (Redação dada pela Lei nº 12.971, de
2014) (Vigência)
Infração - gravíssima;

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Penalidade - multa (dez vezes), suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo; (Redação
dada pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo.

Parágrafo único. As penalidades são aplicáveis aos promotores e aos condutores participantes.

§ 1o As penalidades são aplicáveis aos promotores e aos condutores participantes.


(Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

§ 2o Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no período de 12


(doze) meses da infração anterior. (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Art. 175. Utilizar-se de veículo para demonstrar ou exibir manobra perigosa, mediante
arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus:
(Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa (dez vezes), suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo;


(Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo.

Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no


período de 12 (doze) meses da infração anterior. (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014)
(Vigência)

Como podemos perceber a infração administrativa alcança tanto a pessoa de quem promove
como da que pratica enquanto na seara penal somente vemos como núcleo do tipo quem
participa, logo, quem promove não pode responder como autor ou co-autor, porém aplicando a
norma de extensão quem promove pode responder como participe co mo previsto no artigo 29 do
CP.
Previsão legal para autorização de disputa automobilística em via
Pública:
Art. 67. As provas ou competições desportivas, inclusive seus ensaios, em via aberta à
circulação, só poderão ser realizadas mediante prévia permissão da autoridade de trânsito com
circunscrição sobre a via e dependerão de:

I - autorização expressa da respectiva confederação desportiva ou de entidades estaduais a ela


filiadas;

II - caução ou fiança para cobrir possíveis danos materiais à via;

III - contrato de seguro contra riscos e acidentes em favor de terceiros;

IV - prévio recolhimento do valor correspondente aos custos operacionais em que o órgão ou


entidade permissionária incorrerá.

Parágrafo único. A autoridade com circunscrição sobre a via arbitrará os valores mínimos da
caução ou fiança e do contrato de seguro.

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Infração Artigo 173 Infração artigo 174 Infração artigo 175


Art. 174. Promover, na via,
competição, eventos organizados, Art. 175. Utilizar-se de veículo
exibição e demonstração de para demonstrar ou exibir
perícia em manobra de veículo, manobra perigos a, mediante
Art. 173. Disputar corrida:
ou deles participar, como arrancada brusca, derrapagem ou
(Redação dada pela Lei nº
condutor, sem permissão da frenagem com deslizament o ou
12.971, de 2014) (Vigência)
autoridade de trânsito com arrastament o de pneus:
circunscrição sobre a via: (Redação dada pela Lei nº
(Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
12.971, de 2014) (Vigência)
Infração - gravíssima;

Penalidade - multa (cinc o vezes ),


suspensão do direito de dirigir e
Infração - gravíssima; apreensão do veículo; Infração - gravíssima;

Penalidade - multa (t rês vez es), Penalidade - multa (dez vezes), Penalidade - multa, suspensão do
suspensão do direito de dirigir e suspensão do direito de dirigir e direito de dirigir e apreensão do
apreensão do veículo; apreensão do veículo; veículo;
(Redação dada pela Lei nº
Penalidade - multa (dez vezes), 12.971, de 2014) (Vigência) Penalidade - multa (dez vezes),
suspensão do direito de dirigir e suspensão do direito de dirigir e
apreensão do veículo; Medida administrativa - apreensão do veículo;
(Redação dada pela Lei nº recolhimento do doc ument o de (Redação dada pela Lei nº
12.971, de 2014) (Vigência) habilitação e remoção do veículo. 12.971, de 2014) (Vigência)

Medida administrativa - Parágraf o único. As penalidades Medida administrativa -


recolhimento do doc ument o de são aplicáveis aos promotores e recolhimento do doc ument o de
habilitação e remoção do veículo. aos condutores participantes. habilitação e remoção do veículo.

o
Parágraf o único. Aplica-se em § 1 As penalidades são Parágraf o único. Aplica-se
dobro a mult a prevista no caput aplicáveis aos promotores e aos em dobro a multa prevista no
em caso de reincidência no condutores participantes. caputem caso de reincidência no
período de 12 (doze) meses da (Incluído pela Lei nº 12.971, de período de 12 (doze) meses da
infração anterior. (Incluído 2014) (Vigência) infração anterior. (Incluído
pela Lei nº 12.971, de 2014) pela Lei nº 12.971, de 2014)
(Vigência) o (Vigência)
§ 2 Aplica-se em dobro a
multa prevista no caputem caso
de reincidência no período de 12
(doze) meses da inf ração
anterior. (Incluído pela Lei nº
12.971, de 2014) (Vigência.

Se caracteriza no momento, sem Com organização prévia, Exemplos de manobras aqui é o


prévia organização. geralmente com plateia cavalo de pau, arrancada brusca...

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Dos Crimes de Trânsito......................................................................................................................................... 2

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Dos Crimes de Trânsito


Da direção de veículo automotor sem permissão ou habilitação ae Da
entrega e permissão.

Art. 309. Dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida Permissão p ara Dirigir ou
Habilitação ou, ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando perigo de dano:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.

Art. 310. Permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada,
com habilitação cassada ou com o direito de dirigir suspenso, ou, ainda, a quem, por seu estado
de saúde, física ou mental, ou por embriaguez, não esteja em condições de conduzi-lo com
segurança:

Como bem podemos observar dentro desse único artigo podemos desmembrar alguns crimes,
vejamos:

Antes de começar o desmembramento dos tipos penais, devemos observar algumas condições
que são necessárias para a tipificação do crime em todos os desmembramentos, são elas: estar na
condução de veículo automotor, o local do crime deve ser em via pública e ainda há necessidade
da figura do perigo de dano (crime de perigo concreto).

As figuras penais que podemos extrair são:

Dirigir veículo com categoria inadequada para tal, este dispositivo é encontrado quando o artigo
supra aduz a sem a “devida permissão para dirigir”, ou seja, quando um condutor de um ônibus,
por exemplo, esta conduzindo este com a habilitação de categoria B, como bem sabemos, a
categoria B é incompatível para a condução desse veículo (ônibus ), a adequada seria D, nessas
condições se o condutor estiver gerando perigo de dano, em via pública o crime já estará
configurado.

Outro desmembramento existente neste tipo penal é quando o condutor se encontra inabilitado,
ou seja sem a CNH ou a permissão, é claro sempre que sempre gerando perigo de dano e estando
em via pública.

E ainda se o condutor cassado, se gerar perigo de dano em via pública na direção de veículo
automotor também estará tipificado no último período desta norma penal.

Outra matéria tormentosa é quanto à aplicação do dispositivo encontrada na lei de contravenções


penais (artigo 32 – “Direção sem habilitação em vias terrestres”). Atualmente segundo a súmula
720 do STF é de fácil percepção de que esta contravenção não s e aplica aos veículos
automotores na via terrestre, já que existe a norma específica: “O art. 309 do código de Trânsito
Brasileiro, que reclama decorra do fato perigo de dano, derrogou o art. 32 da lei das
contravenções penais no tocante à direção sem habilitação em vias terrestres”.

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Já o crime de entrega, confiança ou permissão só será punido na modalidade dolosa, ou seja, a


pessoa que por negligência do proprietário toma posse do veículo deste, não poderá ser punido,
já que este crime não se pune na modalidade culposa.

Este crime se pune, quando:

 O agente permite, confia ou entrega a direção de veículo automotor a pessoa não


habilitada.
 O agente permite, confia ou entrega a direção de veículo automotor a pessoa com
habilitação cassada.
 O agente permite, entrega ou confia a direção de veículo automotor a pessoa com o
direito de dirigir suspenso.
 O agente permite, entrega ou confia a direção de veículo automotor a pessoa que esteja
com seu estado de saúde, física ou mental, ou por embriaguez, não esteja em conduzi- lo
com segurança.

Para que exista conformação típica é imprescindível que exista o conhecimento da não
habilitação, ou então de que o condutor estar sob a vigência da penalidade de suspensão ou
cassação, ou ainda esteja sem condição mental o u física, ou que por estado de embriaguez esteja
sem condição de conduzi- lo.

A fim de complementar o estudo supra devemos entender que o punido pelo delito estudado será
quem entrega, ou seja, quem comete o dolo de entregar, não necessariamente o proprietário.
Não menos importante é de clara importância entendermos que o local do crime aqui se dá tanto
em via pública como em via privada.

Finalizando e ratificando nossos comentários deixo a súmula 575 – STJ: "Constitui crime a
conduta de permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa que não seja
habilitada, ou que se encontre em qualquer das situações previstas no art. 310 do CTB,
independentemente da ocorrência de lesão ou de perigo de dano concreto na condução do
veículo”.

Art. 162. Dirigir veículo:

I - sem possuir Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir:


Infração - gravíssima;

Penalidade - multa (três vezes) e apreensão do veículo;

II - com Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir cassada ou com suspensão
do direito de dirigir:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa (cinco vezes) e apreensão do veículo;

III - com Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir de categoria diferente da
do veículo que esteja conduzindo:

Infração - gravíssima;

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Penalidade - multa (três vezes) e apreensão do veículo;

Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação;


IV - (VETADO)

V - com validade da Carteira Nacional de Habilitação vencida há mais de trinta dias:


Infração - gravíssima;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação e retenção do


veículo até a apresentação de condutor habilitado;

VI - sem usar lentes corretoras de visão, aparelho auxiliar de audição, de prótese física ou as
adaptações do veículo impostas por ocasião da concessão ou da renovação da licença para
conduzir:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - retenção do veículo até o saneamento da irregularidade ou


apresentação de condutor habilitado.
Art. 163. Entregar a direção do veículo a pessoa nas condições previstas no artigo anterior:
Infração - as mesmas previstas no artigo anterior;

Penalidade - as mesmas previstas no artigo anterior;

Medida administrativa - a mesma prevista no inciso III do artigo anterior.

Art. 164. Permitir que pessoa nas condições referidas nos incisos do art. 162 tome posse do
veículo automotor e passe a conduzi-lo na via:

Infração - as mesmas previstas nos incisos do art. 162;

Penalidade - as mesmas previstas no art. 162;

Medida administrativa - a mesma prevista no inciso III do art. 162.

Exercícios

(CESPE – Delegado de polícia/PC-ES/2011 – Assunto: Crimes de Trânsito) Os crimes de


entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada e de falta de habilitação se
aperfeiçoam com a simples conduta, sem que se exija prova da efetiva probabilidade de dano.

Gabarito

1. E

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Sumário
Do excesso de velocidade gerando perigo de dano. ................................................................................................. 2

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Do excesso de velocidade gerando perigo de dano.

Art. 311. Trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de


escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros, logradouros
estreitos, ou onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas, gerando perigo
de dano:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.

O artigo trata de hipóteses de direção perigosa com excesso de velocidade em


determinados locais. O tipo penal é de perigo concreto ao afirmar que o motorista deve gerar
perigo de dano à incolumidade pública. Não é preciso, entretanto, prova de perigo real a
determinada pessoa, bastando demonstrar que o condutor efetuou manobra perigosa.
Interessante é que se o condutor trafegar com velocidade incompatível fora dos locais
previstos no art. 311, não está configurado o crime. Da mesma forma se efetuou man obras
perigosas em velocidade compatível e de acordo com a sinalização. Nos dois casos, entretanto,
subsiste a hipótese do art. 34 da Lei das Contravenções Penais.
Para finalizar é de suma importância entendermos que para a configuração deste crime
não é necessária a exigência de comprovação de provas por radares, bastando apenas que a
velocidade seja incompatível com a segurança, no qual pode causar um dano superveniente,
logo a simples prova testemunhal basta.

Infrações relacionadas:
Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do
trânsito:

I - quando se aproximar de passeatas, aglomerações, cortejos, préstitos e desfiles:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa;

...

XIV - nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de


passageiros ou onde haja intensa movimentação de pedestres:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa.

Da inovação artificiosa (Fraude Processual no Trânsito)

Art. 312. Inovar artificiosamente, em caso de acidente automobilístico com vítima, na


pendência do respectivo procedimento policial preparatório, inquérito policial ou processo

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penal, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, a fim de induzir a erro o agente policial, o
perito, ou juiz:
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo, ainda que não iniciados, quando da
inovação, o procedimento preparatório, o inquérito ou o processo aos quais se refere.

Neste crime o que se pune é a conservação das provas, ou seja, tutela-se a


fidedignidade da prova.

É importante salientarmos que o crime em comento não é punido caso a modificação


do local seja com o objetivo de prestar socorro.

Sabemos ainda que o artigo 279 do mesmo CODEX obriga que o veículo provido de
tacógrafo (registrador inalterável de velocidade e tempo),em acidente com vítima, obriga
que somente o perito oficial retire o disco, então caso o condutor retire o disco com o
objetivo de ludibriar o perito oficial será punido pelo artigo 312.

E finalizando deixemos a consideração final com base no código de processo penal, já


que este crime do 312 da lei 9.503 tem como parâmetro o crime abaixo: O crime visa
proteger a administração da justiça, tal como o art. 347 do Código Penal. DAMÁSIO explica
que "pretende a disposição proibir os meios de iludir o juiz, o perito ou o agente policial na
coleta e na apreciação da prova, evitando-se injustiça nos julgamentos de crimes
automobilísticos com vítima" (ob. cit., p. 237). É importante salientar que o dispositivo não
exige procedimento criminal em andamento, bastando inovar em boletim de ocorrência,
levantamento de local, preparatório, etc. Assim, pode a conduta ser praticada até mesmo
antes da chegada dos peritos ao local. Aliás, esse é o momento em que normalmente
ocorrem as fraudes.

Infrações relacionadas:
Art. 176. Deixar o condutor envolvido em acidente com vítima:

...

III - de preservar o local, de forma a facilitar os trabalhos da polícia e da perícia;

...

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir;

Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação.

Conversão de penas no CTB

“Art. 312-A. Para os crimes relacionados nos arts. 302 a 312 deste Código, nas situações em
que o juiz aplicar a substituição de pena privativa de liberdade por pena restritiva de
direitos, esta deverá ser de prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas, em
uma das seguintes atividades:

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I - trabalho, aos fins de semana, em equipes de resgate dos corpos de bombeiros e em


outras unidades móveis especializadas no atendimento a vítimas de trânsito;
II - trabalho em unidades de pronto-socorro de hospitais da rede pública que recebem
vítimas de acidente de trânsito e politraumatizados;
III - trabalho em clínicas ou instituições especializadas na recuperação de acidentados de
trânsito;
IV - outras atividades relacionadas ao resgate, atendimento e recuperação de vítimas de
acidentes de trânsito.”

Com o advento da lei 13281/16 o legislador inovou trazendo quando possível haver conversão
da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos espécies voltadas a realidade dos
acidentes de trânsito.

EXERCÍCIOS

1. Quanto aos crimes previstos na Lei 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), assinale a
opção CORRETA:
a) O crime de fraude processual no trânsito só se configura se o procedimento de investigação
criminal ou o processo penal tiver se iniciado, por ocasião da inovação artificiosa do estado
de lugar, de coisa ou de pessoa, tendente a induzir a erro ou policial, perito ou juiz.
b) O crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor é agravado por circunstância
legal, se o motorista não tiver carteira de habilitação.
c) O tipo penal de afastamento do condutor do veículo do local do acidente, para fugir à
responsabilidade jurídica que lhe possa ser atribuída, viola o princípio de que ninguém é
obrigado a produzir provas contra si mesmo, segundo o Superior Tribunal de Justiça.
d) A demonstração de que o motorista conduziu veículo automotor com capacidade
psicomotora alterada em razão da influência de álcool só pode ser feita por meio de teste de
alcoolemia ou da perícia médico-legal.
e)O crime de entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitad a, com habilitação
cassada ou com o direito de dirigir suspenso, é de perigo abstrato, conforme entendimento do
Superior Tribunal de Justiça.

2. Conforme o Código de Trânsito Brasileiro, assinale a afirmação correta.


a) A aplicação da lei dos juizados especiais criminais (Lei n.º 9.099/1995) é vedada aos crimes
praticados na direção de veículo automotor.
b) Ao condenar acusados de delitos praticados na direção de veículos automotores, nos casos
de incidência do Código de Trânsito Brasileiro, o Juiz deverá sempre optar entre aplicar a pena
privativa de liberdade ou a pena de multa, vedada a aplicação cumulativa de ambas.
c) Confiar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada (artigo 310 do Código de
Trânsito Brasileiro) constitui delito de menor potencial ofensivo.
d) O aumento de pena previsto no parágrafo único do artigo 303 do Código de Trânsito
Brasileiro (“lesão corporal culposa na direção de veículo automotor”) deverá ser aplicado
apenas quando o agente não prestar socorro à vítima.
e) Quando da incidência da causa de aumento de pena do parágrafo único do artigo 303 do
Código de Trânsito Brasileiro (“lesão corporal culposa na direção de veículo automotor”), não
será cabível a suspensão condicional do processo (artigo 89 da lei n.º 9.099/ 1995).

3. Sobre o Código de Trânsito Brasileiro, está correto afirmar que


a) a punição da conduta de participação em racha (artigo 308), está condicionada à ocorrência
de acidente.

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b) o agente que deixa de prestar socorro à vítima em acidente de trânsito fica isento de pena,
quando essa omissão for suprida por terceiros.
c) a conduta de violar ordem de suspensão para dirigir veículo automotor é punida,
administrativamente, com nova suspensão.
d) o crime do artigo 311 exige perigo de dano para a conduta de trafegar em velocidade incompatível
com a segurança nas proximidades de escolas.
e) a conduta de entregar a direção de veículo automotor à pessoa não habilitada é punida,
administrativamente, com suspensão do direito de dirigir pelo prazo previsto em lei.

GABARITO
1–E
2-B
3-D

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Sumário
Código de Trânsito Brasileiro ............................................................................................................................................ 2
Exercícios......................................................................................................................................................................... 10
Gabarito ........................................................................................................................................................................... 10

Lei do Direito
Lei do Direito AutoralAutoral nºde
nº 9.610, 9.610,
19 dedeFevereiro
19 de Fevereiro deProíbe
de 1998: 1998: Proíbe a reprodução
a reprodução total outotal ou parcial
parcial desse material
desse material ou
ou divulgação
divulgação
com com
fins
fins comerciais
comerciais ouou não,
não, emem qualquer
qualquer meio
meio dede comunicação,
comunicação, inclusive
inclusive nana Internet,
Internet, sem
sem autorização
autorização dodo AlfaConConcursos
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Código de Trânsito Brasileiro


Normas de Circulação e Conduta
1. Conceitos Genéricos
• VIA - superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais, compreendendo a
pista, a calçada, o acostamento, ilha e canteiro central.
• ILHA - obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado à ordenação dos
fluxos de trânsito em uma interseção.
• PISTA - parte da via normalmente utilizada para a circulação de veículos,
identificada por elementos separadores ou por diferença de nível em relação às
calçadas, ilhas ou aos canteiros centrais.
• ACOSTAMENTO - parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à
parada ou estacionamento de veículos, em caso de emergência, e à circulação de
pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.
• CALÇADA - parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada
à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à
implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.
• CANTEIRO CENTRAL - obstáculo físico construído como separador de duas pistas
de rolamento, eventualmente substituído por marcas viárias (canteiro fictício).
• FAIXAS DE DOMÍNIO - superfície lindeira às vias rurais, delimitada por lei específica
e sob responsabilidade do órgão ou entidade de trânsito competente com
circunscrição sobre a via.
• FAIXAS DE TRÂNSITO - qualquer uma das áreas longitudinais em que a pista pode
ser subdividida, sinalizada ou não por marcas viárias longitudinais, que tenham
uma largura suficiente para permitir a circulação de veículos automotores.
• INTERSEÇÃO - todo cruzamento em nível, entroncamento ou bifurcação, incluindo
as áreas formadas por tais cruzamentos, entroncamentos ou bifurcações.
Deveres dos condutores e usuários das vias terrestres

Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem:


I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo para o trânsito de veículos, de
pessoas ou de animais, ou ainda causar danos a propriedades públicas ou privadas;
II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, depositando ou abandonando
na via objetos ou substâncias, ou nela criando qualquer outro obstáculo.
Art. 27. Antes de colocar o veículo em circulação nas vias públicas, o condutor deverá verificar a
existência e as boas condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, bem como
assegurar-se da existência de combustível suficiente para chegar ao local de destino.
Art. 28. O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção
e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito.

Infrações Relacionadas

Art. 169. Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança:


Infração - leve;
Penalidade - multa.
Art. 171. Usar o veículo para arremessar, sobre os pedestres ou veículos, água ou detritos:
Infração - média;

Lei do Direito
Lei do Direito AutoralAutoral nºde
nº 9.610, 9.610,
19 dedeFevereiro
19 de Fevereiro deProíbe
de 1998: 1998: Proíbe a reprodução
a reprodução total outotal ou parcial
parcial desse material
desse material ou
ou divulgação
divulgação
com com
fins
fins comerciais
comerciais ouou não,
não, emem qualquer
qualquer meio
meio dede comunicação,
comunicação, inclusive
inclusive nana Internet,
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Penalidade - multa.
Art. 172. Atirar do veículo ou abandonar na via objetos ou substâncias:
Infração - média;
Penalidade - multa.
Art. 245. Utilizar a via para depósito de mercadorias, materiais ou equipamentos, sem autorização do
órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção da mercadoria ou do material.
Parágrafo único. A penalidade e a medida administrativa incidirão sobre a pessoa física ou
jurídica responsável.
Art. 246. Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre circulação, à segurança de veículo e
pedestres, tanto no leito da via terrestre como na calçada, ou obstaculizar a via indevidamente:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa, agravada em até cinco vezes, a critério da autoridade de trânsito, conforme o
risco à segurança.
Parágrafo único. A penalidade será aplicada à pessoa física ou jurídica responsável pela o
2. CIRCULAÇÃO
Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes
normas:
I - a circulação far-se-á pelo lado direito da via, admitindo-se as exceções devidamente
sinalizadas;
II - o condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e os demais
veículos, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a
velocidade e as condições do local, da circulação, do veículo e as condições climáticas;
III - quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem de local não
sinalizado, terá preferência de passagem:
a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver circulando
por ela;
b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela;
c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor;
IV - quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo
sentido, são as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior
porte, quando não houver faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à
ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade;
V - o trânsito de veículos sobre passeios, calçadas e nos acostamentos, só poderá ocorrer
para que se adentre ou se saia dos imóveis ou áreas especiais de estacionamento;
VI - os veículos precedidos de batedores terão prioridade de passagem, respeitadas as
demais normas de circulação;
VII - os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de
fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias, além de prioridade de trânsito, gozam
de livre circulação, estacionamento e parada, quando em serviço de urgência e devidamente
identificados por dispositivos regulamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha
intermitente, observadas as seguintes disposições:
a) quando os dispositivos estiverem acionados, indicando a proximidade dos veículos,
todos os condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa da esquerda, indo para a
direita da via e parando, se necessário;
b) os pedestres, ao ouvir o alarme sonoro, deverão aguardar no passeio, só atravessando
a via quando o veículo já tiver passado pelo local;
c) o uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação vermelha intermitente só
poderá ocorrer quando da efetiva prestação de serviço de urgência;

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d) a prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com velocidade


reduzida e com os devidos cuidados de segurança, obedecidas as demais normas deste
Código;
VIII - os veículos prestadores de serviços de utilidade pública, quando em atendimento
na via, gozam de livre parada e estacionamento no local da prestação de serviço, desde que
devidamente sinalizados, devendo estar identificados na forma estabelecida pelo CONTRAN;
IX - a ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá ser feita pela esquerda,
obedecida a sinalização regulamentar e as demais normas estabelecidas neste Código, exceto
quando o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de entrar à esquerda;
X - todo condutor deverá, antes de efetuar uma ultrapassagem, certificar-se de que:
a) nenhum condutor que venha atrás haja começado uma manobra para ultrapassá-lo;
b) quem o precede na mesma faixa de trânsito não haja indicado o propósito de
ultrapassar um terceiro;
c) a faixa de trânsito que vai tomar esteja livre numa extensão suficiente para que sua
manobra não ponha em perigo ou obstrua o trânsito que venha em sentido contrário;
XI - todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá:
a) indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz indicadora de
direção do veículo ou por meio de gesto convencional de braço;
b) afastar-se do usuário ou usuários aos quais ultrapassa, de tal forma que deixe livre
uma distância lateral de segurança;
c) retomar, após a efetivação da manobra, a faixa de trânsito de origem, acionando a luz
indicadora de direção do veículo ou fazendo gesto convencional de braço, adotando os
cuidados necessários para não pôr em perigo ou obstruir o trânsito dos veículos que
ultrapassou;
XII - os veículos que se deslocam sobre trilhos terão preferência de passagem sobre os
demais, respeitadas as normas de circulação.
§ 1º As normas de ultrapassagem previstas nas alíneas a e b do inciso X e a e b do inciso
XI aplicam-se à transposição de faixas, que pode ser realizada tanto pela faixa da esquerda
como pela da direita.
§ 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem
decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos
menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
Art. 30. Todo condutor, ao perceber que outro que o segue tem o propósito de ultrapassá-
lo, deverá:
I - se estiver circulando pela faixa da esquerda, deslocar-se para a faixa da direita, sem
acelerar a marcha;
II - se estiver circulando pelas demais faixas, manter-se naquela na qual está circulando,
sem acelerar a marcha.
Parágrafo único. Os veículos mais lentos, quando em fila, deverão manter distância
suficiente entre si para permitir que veículos que os ultrapassem possam se intercalar na fila
com segurança.

2.1. Regra de circulação nas vias abertas a circulação

Sabemos que a regra para circulação nas vias terrestres abertas a circulação, se dá pelo
lado direito da via, conforme previsão do artigo 29, I, admitindo-se, porém a circulação pelo lado
esquerdo, desde que devidamente sinalizado, conforme previsão do artigo 89, que reza a ordem
de preferência, fica claro que havendo uma sinalização esta sobrepõe às normas, portanto esta
norma segue apenas um preceito básico das regras de preferência prevista no artigo 89. Um

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exemplo de exceção a regra é no momento da ultrapassagem, quando permitido diante da linha


divisória de fluxos seccionada amarela.
Art. 89. A sinalização terá a seguinte ordem de prevalência:
I - as ordens do agente de trânsito sobre as normas de circulação e outros sinais;
II - as indicações do semáforo sobre os demais sinais;
III - as indicações dos sinais sobre as demais normas de trânsito.

ORDENS DO AGENTE DE
TRÂNSITO

INDICAÇÕES DO SEMÁFORO
E DEMAIS SINAIS

NORMAS DE TRÂNSITO

INFRAÇÕES RELACIONADAS:

Art. 186. Transitar pela contramão de direção em:


I - vias com duplo sentido de circulação, exceto para ultrapassar outro veículo e apenas
pelo tempo necessário, respeitada a preferência do veículo que transitar em sentido
contrário:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
II - vias com sinalização de regulamentação de sentido único de circulação:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.

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2.2. Distância de Segurança


II - o condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e os demais
veículos, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a
velocidade e as condições do local, da circulação, do veículo e as condições climáticas;
Vale ressaltar que o CTB não traz a previsão de distância em seu escopo, a única hipótese prevista
expressamente será nas ultrapassagens as bicicletas (1,5 m).
Para veículos para termos uma noção de distância virtual de segurança temos que recorrer a
direção defensiva, que, em regra, são de 2 segundos de tempo entre os dois veículos. Salvo se as
condições climáticas ou o veículo tiver mais de 6m nesses casos a distância será de 4 segundos
de um veículo para outro.
BORDO DA PISTA - margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de
bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos.
INFRAÇÕES RELACIONADAS
Art. 192. Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os
demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade,
as condições climáticas do local da circulação e do veículo:
Infração - grave;
Penalidade - multa.

Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar
ou ultrapassar bicicleta:
Infração - média;
Penalidade - multa.

2.3. REGRAS DE PREFERÊNCIA


III - quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem de local não
sinalizado, terá preferência de passagem:

a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver circulando
por ela;
b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela;
c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor;

Este inciso salienta a preferência de passagem entre diversos veículos que se cruzam em uma
via, conforme disposição de suas alíneas por ordem de prioridade, devemos também observar
ainda se nesses locais existir qualquer sinalização, ou semáforo ou então um agente de trânsito
tais normas ficarão em segundo plano já que aquelas terão prevalência sobre qualquer norma.

INFRAÇÕES RELACIONADAS
Art. 215. Deixar de dar preferência de passagem:
I - em interseção não sinalizada:
a) a veículo que estiver circulando por rodovia ou rotatória;
b) a veículo que vier da direita;
II - nas interseções com sinalização de regulamentação de Dê a Preferência:
Infração - grave;
Penalidade - multa

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou
divulgação com
fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AEPCON Concursos
Públicos.
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Observamos que o conteúdo do artigo 215, além de conter as infrações relativas à


desobediência as normas contidas no inciso III do artigo 29, ainda aparece a figura da mesma
infração a quem desobedecer a sinalização de dê a preferência.

Observamos acima a placa R.2 e a linha seccionada na cor branca que pode vir em alguma áreas
associadas a sinalização vertical regulamentar R.2, esta linha significa a área em que os veículos
devem parar.

Observe acima a aplicação desta sinalização referente à sinalização horizontal, logo um veículo
que já esteja circulando pela via principal terá preferência de passagem devido à sinalização,
caso este preceito seja desobedecido estará, portanto, configurada a infração do inciso II do
artigo 215.

2.4. DESLOCAMENTO DE VEÍCULOS EM VIAS QUE COMPORTAM MAIS DE


UMA FAIXA NO MESMO SENTIDO;

IV - quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido,
são as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte,
quando não houver faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à
ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade;

INFRAÇÕES RELACIONADAS
Art. 184. Transitar com o veículo:
I - na faixa ou pista da direita, regulamentada como de circulação exclusiva para
determinado tipo de veículo, exceto para acesso a imóveis lindeiros ou conversões à direita:
Infração - leve;
Penalidade - multa;
II - na faixa ou pista da esquerda regulamentada como de circulação exclusiva para
determinado tipo de veículo:
Infração - grave;
Penalidade - multa.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou
divulgação com
fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AEPCON Concursos
Públicos.
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III - na faixa ou via de trânsito exclusivo, regulamentada com circulação destinada aos
veículos de transporte público coletivo de passageiros, salvo casos de força maior e com
autorização do poder público competente: (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
Infração - gravíssima; (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
Penalidade - multa e apreensão do veículo; (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
Medida Administrativa - remoção do veículo. (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)

Art. 185. Quando o veículo estiver em movimento, deixar de conservá-lo:


I - na faixa a ele destinada pela sinalização de regulamentação, exceto em situações de
emergência;
II - nas faixas da direita, os veículos lentos e de maior porte:
Infração - média;
Penalidade - multa.
2.5. PRIORIDADE DE VEÍCULOS
VI - os veículos precedidos de batedores terão prioridade de passagem, respeitadas as
demais normas de circulação;
VII - os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de
fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias, além de prioridade de trânsito, gozam
de livre circulação, estacionamento e parada, quando em serviço de urgência e devidamente
identificados por dispositivos regulamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha
intermitente, observadas as seguintes disposições:
a) quando os dispositivos estiverem acionados, indicando a proximidade dos veículos, todos
os condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa da esquerda, indo para a direita da
via e parando, se necessário;
b) os pedestres, ao ouvir o alarme sonoro, deverão aguardar no passeio, só atravessando a
via quando o veículo já tiver passado pelo local;
c) o uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação vermelha intermitente só poderá
ocorrer quando da efetiva prestação de serviço de urgência;
d) a prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com velocidade reduzida
e com os devidos cuidados de segurança, obedecidas as demais normas deste Código;
VIII - os veículos prestadores de serviços de utilidade pública, quando em atendimento na
via, gozam de livre parada e estacionamento no local da prestação de serviço, desde que
devidamente sinalizados, devendo estar identificados na forma estabelecida pelo CONTRAN;

No inciso VI vemos que caso haja aproximação de veículos precedidos de batedores os outros
condutores deverão deixar livre a passagem para tais, porém é importante ressaltar que estes
veículos não gozam de prerrogativas arbitrárias e irresponsáveis devendo, portanto, observar
alguns preceitos básicos visando ao bem maior que é o direito ao trânsito seguro, como quando
ao cruzar uma interseção observar as normas e devendo ter as devidas precauções de segurança,
observemos, então que a preferência não é de caráter absoluto.
No inciso VII aparece a prioridade de trânsito aos veículos que prestam serviços de interesse
público, estes além de gozarem de livre passagem também terão livre parada e estacionamento,
desde que em serviço de urgência e devidamente sinalizado com os dispositivos acionados
concomitantemente. Neste artigo não poderia me olvidar de comentar que em casos de não
estarem prestando serviço tais regras serão excluídas e as penalidades serão aplicadas conforme
prevê o artigo terceiro do CTB como já foi citado anteriormente.

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Na alínea “a” há a previsão de celeridade destes veículos quando em serviço de urgência por
isso a obrigatoriedade de passagem pela faixa da esquerda, já que esta é a destinada aos veículos
com maior velocidade.
Na alínea “b” observamos que a preferência de passagem dos pedestres não é absoluta, pois
além da ordem do semáforo verde para os veículos, existe ainda o preceito indicado nesta alínea
que estabelece que mesmo que o sinal esteja desfavorável a eles aos veículos, caso haja a
presença iminente dos veículos de interesse público em serviço de urgência estando
devidamente sinalizados, os pedestres que observarem a proximidade de tais veículos deverão
aguardar na calçada até a passagem destes veículos sendo, portanto, uma exceção do artigo 89
que segundo este a ordem de prevalência seria do semáforo sobre as normas, porém o que vimos
neste inciso foi uma inversão a esta regra.
Na alínea “c” há uma observação curiosa a ser feita: O código não considera como infração de
trânsito o condutor que acionar por razões pessoais os dispositivos sonoros e os de iluminação
intermitente para fins de obterem maior vantagem na celeridade do seu deslocamento causando
muitas vezes transtornos para os outros condutores que vão a sua frente, deixando para a
administração pública a qual este servidor esta ligado a sua punição, porém o código prevê em
seu artigo 222 como uma infração de natureza média, os casos de veículos quando em serviço
de urgência deixam de acionar os dispositivos necessários para a identificação do veículo, ou
seja, há infração se o agente “esquecer” de acionar o dispositivo de iluminação vermelha
intermitente ainda que parado, quando em serviço de urgência, mas não há se o mesmo acionar
para fins pessoais.
Ainda devemos observar em conjunto com tal artigo 222 o artigo 237 que disserta sobre a falta
de simbologia como uma infração, uma vez que em uma ambulância é identificada por sua sirene,
caso não tenha tal identificação além de perder sua preferência, ser-lhe-á aplicado uma infração
de natureza grave, multa e retenção do veículo.
A alínea “d” trata da passagem pelos cruzamentos dos veículos que gozam de livre circulação e
designa que esta deverá ser realizada com atenção, pois em caso de acidente o fato de estarem
devidamente identificados não exime de responsabilidade as manobras imprudentes e
desrespeitosas dos motoristas.
Para finalizarmos com o inciso VIII há o preceito de livre parada e estacionamento aos veículos
prestadores de utilidade pública como, por exemplo, os destinados a socorros mecânicos na via,
os de reparo de redes de energia elétrica, de água e esgotos, quando em serviço na via, precedem
dessa prioridade de parada e estacionamento, mesmo que sejam em locais não permitidos
prioritariamente, desde que, obviamente, estejam em serviço naquele local e estando sempre
com o dispositivo luminoso amarelo-âmbar e a identificação na porta.

INFRAÇÕES RELACIONADAS
Art. 189. Deixar de dar passagem aos veículos precedidos de batedores, de socorro de
incêndio e salvamento, de polícia, de operação e fiscalização de trânsito e às ambulâncias,
quando em serviço de urgência e devidamente identificados por dispositivos
regulamentados de alarme sonoro e iluminação vermelha intermitentes:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.

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Art. 190. Seguir veículo em serviço de urgência, estando este com prioridade de
passagem devidamente identificada por dispositivos regulamentares de alarme sonoro e
iluminação vermelha intermitentes:
Infração - grave;
Penalidade - multa.

Art. 222. Deixar de manter ligado, nas situações de atendimento de emergência, o sistema de
iluminação vermelha intermitente dos veículos de polícia, de socorro de incêndio e
salvamento, de fiscalização de trânsito e das ambulâncias, ainda que parados:
Infração - média;
Penalidade - multa.

Exercícios

O CTB, em seu art. 311, censura a conduta de trafegar em velocidade incompatível com a segurança nos locais
considerados pelo legislador como perigosos, elegendo essa conduta como criminosa e impondo-lhe a pena de
detenção de 6 meses a 1 ano ou multa. Acerca desse assunto, julgue o item que se segue.

1. Ter domínio do veículo significa que o condutor tem o controle do mesmo, podendo, assim, detê-lo quantas
vezes for necessário, diante de obstáculos previsíveis.

Em cada um dos itens seguintes,

2. Antônio dirigiu seu veículo por uma via urbana e, por alterar seu itinerário por outro mais longo que o
original, consumiu todo o combustível do seu veículo, que foi estacionado em local apropriado.

Gabarito

1 - Certo
2 – Errado

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Sumário
Circulação .......................................................................................................................................................................... 2
Exercícios........................................................................................................................................................................... 7
Gabarito ............................................................................................................................................................................. 7

Lei do Direito
Lei do Direito AutoralAutoral nºde
nº 9.610, 9.610,
19 dedeFevereiro
19 de Fevereiro deProíbe
de 1998: 1998: Proíbe a reprodução
a reprodução total outotal ou parcial
parcial desse material
desse material ou
ou divulgação
divulgação
com com
fins
fins comerciais
comerciais ouou não,
não, emem qualquer
qualquer meio
meio dede comunicação,
comunicação, inclusive
inclusive nana Internet,
Internet, sem
sem autorização
autorização dodo AlfaConConcursos
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Circulação
Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
I - a circulação far-se-á pelo lado direito da via, admitindo-se as exceções devidamente
sinalizadas;
II - o condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e os demais veículos,
bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade e as condições
do local, da circulação, do veículo e as condições climáticas;
III - quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem de local não
sinalizado, terá preferência de passagem:
a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver circulando por ela;
b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela;
c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor;
IV - quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido, são
as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte, quando não
houver faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao
deslocamento dos veículos de maior velocidade;
V - o trânsito de veículos sobre passeios, calçadas e nos acostamentos, só poderá ocorrer para que
se adentre ou se saia dos imóveis ou áreas especiais de estacionamento;
VI - os veículos precedidos de batedores terão prioridade de passagem, respeitadas as demais
normas de circulação;
VII - os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e
operação de trânsito e as ambulâncias, além de prioridade de trânsito, gozam de livre circulação,
estacionamento e parada, quando em serviço de urgência e devidamente identificados por
dispositivos regulamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha intermitente, observadas as
seguintes disposições:
a) quando os dispositivos estiverem acionados, indicando a proximidade dos veículos, todos os
condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa da esquerda, indo para a direita da via e
parando, se necessário;
b) os pedestres, ao ouvir o alarme sonoro, deverão aguardar no passeio, só atravessando a via
quando o veículo já tiver passado pelo local;
c) o uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação vermelha intermitente só poderá
ocorrer quando da efetiva prestação de serviço de urgência;
d) a prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com velocidade reduzida e
com os devidos cuidados de segurança, obedecidas as demais normas deste Código;
VIII - os veículos prestadores de serviços de utilidade pública, quando em atendimento na via,
gozam de livre parada e estacionamento no local da prestação de serviço, desde que devidamente
sinalizados, devendo estar identificados na forma estabelecida pelo CONTRAN;
IX - a ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá ser feita pela esquerda, obedecida a
sinalização regulamentar e as demais normas estabelecidas neste Código, exceto quando o veículo a
ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de entrar à esquerda;
X - todo condutor deverá, antes de efetuar uma ultrapassagem, certificar-se de que:
a) nenhum condutor que venha atrás haja começado uma manobra para ultrapassá-lo;
b) quem o precede na mesma faixa de trânsito não haja indicado o propósito de ultrapassar um
terceiro;
c) a faixa de trânsito que vai tomar esteja livre numa extensão suficiente para que sua manobra
não ponha em perigo ou obstrua o trânsito que venha em sentido contrário;
XI - todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá:
a) indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz indicadora de direção do
veículo ou por meio de gesto convencional de braço;
b) afastar-se do usuário ou usuários aos quais ultrapassa, de tal forma que deixe livre uma
distância lateral de segurança;

Lei do Direito
Lei do Direito AutoralAutoral nºde
nº 9.610, 9.610,
19 dedeFevereiro
19 de Fevereiro deProíbe
de 1998: 1998: Proíbe a reprodução
a reprodução total outotal ou parcial
parcial desse material
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ou divulgação
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fins
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c) retomar, após a efetivação da manobra, a faixa de trânsito de origem, acionando a luz


indicadora de direção do veículo ou fazendo gesto convencional de braço, adotando os cuidados
necessários para não pôr em perigo ou obstruir o trânsito dos veículos que ultrapassou;
XII - os veículos que se deslocam sobre trilhos terão preferência de passagem sobre os demais,
respeitadas as normas de circulação.
§ 1º As normas de ultrapassagem previstas nas alíneas a e b do inciso X e a e b do inciso XI aplicam-
se à transposição de faixas, que pode ser realizada tanto pela faixa da esquerda como pela da direita.
§ 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem
decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os
motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
Art. 30. Todo condutor, ao perceber que outro que o segue tem o propósito de ultrapassá-lo,
deverá:
I - se estiver circulando pela faixa da esquerda, deslocar-se para a faixa da direita, sem acelerar a
marcha;
II - se estiver circulando pelas demais faixas, manter-se naquela na qual está circulando, sem
acelerar a marcha.
Parágrafo único. Os veículos mais lentos, quando em fila, deverão manter distância suficiente
entre si para permitir que veículos que os ultrapassem possam se intercalar na fila com segurança.

Regra de circulação nas vias abertas a circulação

Sabemos que a regra para circulação nas vias terrestres abertas a circulação, se dá pelo lado
direito da via, conforme previsão do artigo 29, I, admitindo-se, porém a circulação pelo lado esquerdo,
desde que devidamente sinalizado, conforme previsão do artigo 89, que reza a ordem de preferência,
fica claro que havendo uma sinalização esta sobrepõe às normas, portanto esta norma segue apenas um
preceito básico das regras de preferência prevista no artigo 89. Um exemplo de exceção a regra é no
momento da ultrapassagem, quando permitido diante da linha divisória de fluxos seccionada amarela.
Art. 89. A sinalização terá a seguinte ordem de prevalência:
I - as ordens do agente de trânsito sobre as normas de circulação e outros sinais;
II - as indicações do semáforo sobre os demais sinais;
III - as indicações dos sinais sobre as demais normas de trânsito.

ORDENS DO AGENTE DE
TRÂNSITO

INDICAÇÕES DO SEMÁFORO
E DEMAIS SINAIS

NORMAS DE TRÂNSITO

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INFRAÇÕES RELACIONADAS:

Art. 186. Transitar pela contramão de direção em:


I - vias com duplo sentido de circulação, exceto para ultrapassar outro veículo e apenas pelo
tempo necessário, respeitada a preferência do veículo que transitar em sentido contrário:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
II - vias com sinalização de regulamentação de sentido único de circulação:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.

Valor
Gravidade
Até 31/10/2016 Após 01/11/2016
53,20 88,38
Leve
85,12 130,16
Média
Grave 127,69 195,23
191,54 293,47
Gravíssima
574,62 880,41
Gravíssima (x3)
Gravíssima (x5) 957,70 1467,35
1915,40 2934,70
Gravíssima (x10)

Distância de Segurança
II - o condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e os demais veículos,
bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade e as condições
do local, da circulação, do veículo e as condições climáticas;
Vale ressaltar que o CTB não traz a previsão de distância em seu escopo, a única hipótese prevista
expressamente será nas ultrapassagens as bicicletas (1,5 m).
Para veículos para termos uma noção de distância virtual de segurança temos que recorrer a direção
defensiva, que, em regra, são de 2 segundos de tempo entre os dois veículos. Salvo se as condições
climáticas ou o veículo tiver mais de 6m nesses casos a distância será de 4 segundos de um veículo para
outro.
BORDO DA PISTA - margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que
delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos.

Infrações Relacionadas

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Art. 192. Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais,
bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições
climáticas do local da circulação e do veículo:
Infração - grave;
Penalidade - multa.

Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou
ultrapassar bicicleta:
Infração - média;
Penalidade - multa.
1.1. REGRAS DE PREFERÊNCIA
III - quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem de local não sinalizado,
terá preferência de passagem:

a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver circulando por ela;
b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela;
c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor;

Este inciso salienta a preferência de passagem entre diversos veículos que se cruzam em uma via,
conforme disposição de suas alíneas por ordem de prioridade, devemos também observar ainda se
nesses locais existir qualquer sinalização, ou semáforo ou então um agente de trânsito tais normas
ficarão em segundo plano já que aquelas terão prevalência sobre qualquer norma.

INFRAÇÕES RELACIONADAS
Art. 215. Deixar de dar preferência de passagem:
I - em interseção não sinalizada:
a) a veículo que estiver circulando por rodovia ou rotatória;
b) a veículo que vier da direita;
II - nas interseções com sinalização de regulamentação de Dê a Preferência:
Infração - grave;
Penalidade - multa

Observamos que o conteúdo do artigo 215, além de conter as infrações relativas à desobediência as
normas contidas no inciso III do artigo 29, ainda aparece a figura da mesma infração a quem desobedecer
a sinalização de dê a preferência.

Observamos acima a placa R.2 e a linha seccionada na cor branca que pode vir em alguma áreas
associadas a sinalização vertical regulamentar R.2, esta linha significa a área em que os veículos devem
parar.

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fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AEPCON Concursos
Públicos.
AEPCON Concursos Públicos

Observe acima a aplicação desta sinalização referente à sinalização horizontal, logo um veículo que já
esteja circulando pela via principal terá preferência de passagem devido à sinalização, caso este preceito
seja desobedecido estará, portanto, configurada a infração do inciso II do artigo 215.

1.2. DESLOCAMENTO DE VEÍCULOS EM VIAS QUE COMPORTAM MAIS DE UMA


FAIXA NO MESMO SENTIDO;

IV - quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido, são as
da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte, quando não houver
faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos
veículos de maior velocidade;

INFRAÇÕES RELACIONADAS
Art. 184. Transitar com o veículo:
I - na faixa ou pista da direita, regulamentada como de circulação exclusiva para determinado tipo
de veículo, exceto para acesso a imóveis lindeiros ou conversões à direita:
Infração - leve;
Penalidade - multa;
II - na faixa ou pista da esquerda regulamentada como de circulação exclusiva para determinado
tipo de veículo:
Infração - grave;
Penalidade - multa.
III - na faixa ou via de trânsito exclusivo, regulamentada com circulação destinada aos veículos de
transporte público coletivo de passageiros, salvo casos de força maior e com autorização do poder
público competente: (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
Infração - gravíssima; (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
Penalidade - multa e apreensão do veículo; (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
Medida Administrativa - remoção do veículo. (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)

Art. 185. Quando o veículo estiver em movimento, deixar de conservá-lo:


I - na faixa a ele destinada pela sinalização de regulamentação, exceto em situações de
emergência;
II - nas faixas da direita, os veículos lentos e de maior porte:
Infração - média;
Penalidade - multa.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou
divulgação com
fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AEPCON Concursos
Públicos.
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Exercícios

1. Com base nas normas gerais de circulação e conduta, é correto afirmar, EXCETO:

A) A circulação far-se- á pelo lado direito da via, admitindo-se as exceções


devidamente sinalizadas.
B) O condutor não poderá efetuar ultrapassagem nas interseções e suas proximidades.
C) A operação de carga ou descarga não é considerada estacionamento.
D) Nas vias não iluminadas, o condutor deve usar luz alta, exceto ao cruzar com outro

Gabarito

1. D

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou
divulgação com
fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AEPCON Concursos
Públicos.
AEPCON Concursos Públicos

Sumário
Prioridade de veículos ........................................................................................................................................................ 2
Exercícios........................................................................................................................................................................... 4
Gabarito ............................................................................................................................................................................. 4

Lei do Direito
Lei do Direito AutoralAutoral nºde
nº 9.610, 9.610,
19 dedeFevereiro
19 de Fevereiro deProíbe
de 1998: 1998: Proíbe a reprodução
a reprodução total outotal ou parcial
parcial desse material
desse material ou
ou divulgação
divulgação
com com
fins
fins comerciais
comerciais ouou não,
não, emem qualquer
qualquer meio
meio dede comunicação,
comunicação, inclusive
inclusive nana Internet,
Internet, sem
sem autorização
autorização dodo AlfaConConcursos
AEPCON Concursos
Públicos.
Públicos.
AEPCON Concursos Públicos

Prioridade de veículos
VI - os veículos precedidos de batedores terão prioridade de passagem, respeitadas as
demais normas de circulação;
VII - os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de
fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias, além de prioridade de trânsito, gozam
de livre circulação, estacionamento e parada, quando em serviço de urgência e devidamente
identificados por dispositivos regulamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha
intermitente, observadas as seguintes disposições:
a) quando os dispositivos estiverem acionados, indicando a proximidade dos veículos, todos
os condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa da esquerda, indo para a direita da
via e parando, se necessário;
b) os pedestres, ao ouvir o alarme sonoro, deverão aguardar no passeio, só atravessando a
via quando o veículo já tiver passado pelo local;
c) o uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação vermelha intermitente só poderá
ocorrer quando da efetiva prestação de serviço de urgência;
d) a prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com velocidade reduzida
e com os devidos cuidados de segurança, obedecidas as demais normas deste Código;
VIII - os veículos prestadores de serviços de utilidade pública, quando em atendimento na
via, gozam de livre parada e estacionamento no local da prestação de serviço, desde que
devidamente sinalizados, devendo estar identificados na forma estabelecida pelo CONTRAN;

No inciso VI vemos que caso haja aproximação de veículos precedidos de batedores os outros
condutores deverão deixar livre a passagem para tais, porém é importante ressaltar que estes
veículos não gozam de prerrogativas arbitrárias e irresponsáveis devendo, portanto, observar
alguns preceitos básicos visando ao bem maior que é o direito ao trânsito seguro, como quando
ao cruzar uma interseção observar as normas e devendo ter as devidas precauções de segurança,
observemos, então que a preferência não é de caráter absoluto.
No inciso VII aparece a prioridade de trânsito aos veículos que prestam serviços de interesse
público, estes além de gozarem de livre passagem também terão livre parada e estacionamento,
desde que em serviço de urgência e devidamente sinalizado com os dispositivos acionados
concomitantemente. Neste artigo não poderia me olvidar de comentar que em casos de não
estarem prestando serviço tais regras serão excluídas e as penalidades serão aplicadas conforme
prevê o artigo terceiro do CTB como já foi citado anteriormente.
Na alínea “a” há a previsão de celeridade destes veículos quando em serviço de urgência por
isso a obrigatoriedade de passagem pela faixa da esquerda, já que esta é a destinada aos veículos
com maior velocidade.
Na alínea “b” observamos que a preferência de passagem dos pedestres não é absoluta, pois
além da ordem do semáforo verde para os veículos, existe ainda o preceito indicado nesta alínea
que estabelece que mesmo que o sinal esteja desfavorável a eles aos veículos, caso haja a
presença iminente dos veículos de interesse público em serviço de urgência estando
devidamente sinalizados, os pedestres que observarem a proximidade de tais veículos deverão
aguardar na calçada até a passagem destes veículos sendo, portanto, uma exceção do artigo 89
que segundo este a ordem de prevalência seria do semáforo sobre as normas, porém o que vimos
neste inciso foi uma inversão a esta regra.

Lei do Direito
Lei do Direito AutoralAutoral nºde
nº 9.610, 9.610,
19 dedeFevereiro
19 de Fevereiro deProíbe
de 1998: 1998: Proíbe a reprodução
a reprodução total outotal ou parcial
parcial desse material
desse material ou
ou divulgação
divulgação
com com
fins
fins comerciais
comerciais ouou não,
não, emem qualquer
qualquer meio
meio dede comunicação,
comunicação, inclusive
inclusive nana Internet,
Internet, sem
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Na alínea “c” há uma observação curiosa a ser feita: O código não considera como infração de
trânsito o condutor que acionar por razões pessoais os dispositivos sonoros e os de iluminação
intermitente para fins de obterem maior vantagem na celeridade do seu deslocamento causando
muitas vezes transtornos para os outros condutores que vão a sua frente, deixando para a
administração pública a qual este servidor esta ligado a sua punição, porém o código prevê em
seu artigo 222 como uma infração de natureza média, os casos de veículos quando em serviço
de urgência deixam de acionar os dispositivos necessários para a identificação do veículo, ou
seja, há infração se o agente “esquecer” de acionar o dispositivo de iluminação vermelha
intermitente ainda que parado, quando em serviço de urgência, mas não há se o mesmo acionar
para fins pessoais.
Ainda devemos observar em conjunto com tal artigo 222 o artigo 237 que disserta sobre a falta
de simbologia como uma infração, uma vez que em uma ambulância é identificada por sua sirene,
caso não tenha tal identificação além de perder sua preferência, ser-lhe-á aplicado uma infração
de natureza grave, multa e retenção do veículo.
A alínea “d” trata da passagem pelos cruzamentos dos veículos que gozam de livre circulação e
designa que esta deverá ser realizada com atenção, pois em caso de acidente o fato de estarem
devidamente identificados não exime de responsabilidade as manobras imprudentes e
desrespeitosas dos motoristas.
Para finalizarmos com o inciso VIII há o preceito de livre parada e estacionamento aos veículos
prestadores de utilidade pública como, por exemplo, os destinados a socorros mecânicos na via,
os de reparo de redes de energia elétrica, de água e esgotos, quando em serviço na via, precedem
dessa prioridade de parada e estacionamento, mesmo que sejam em locais não permitidos
prioritariamente, desde que, obviamente, estejam em serviço naquele local e estando sempre
com o dispositivo luminoso amarelo-âmbar e a identificação na porta.

Infrações Relacionadas
Art. 189. Deixar de dar passagem aos veículos precedidos de batedores, de socorro de
incêndio e salvamento, de polícia, de operação e fiscalização de trânsito e às ambulâncias,
quando em serviço de urgência e devidamente identificados por dispositivos
regulamentados de alarme sonoro e iluminação vermelha intermitentes:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.
Art. 190. Seguir veículo em serviço de urgência, estando este com prioridade de
passagem devidamente identificada por dispositivos regulamentares de alarme sonoro e
iluminação vermelha intermitentes:
Infração - grave;
Penalidade - multa.

Art. 222. Deixar de manter ligado, nas situações de atendimento de emergência, o sistema de
iluminação vermelha intermitente dos veículos de polícia, de socorro de incêndio e
salvamento, de fiscalização de trânsito e das ambulâncias, ainda que parados:
Infração - média;
Penalidade - multa.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou
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Exercícios

1. Considere a seguinte situação hipotética.


Antônio, ao constatar a indicação do semáforo autorizando-o a atravessar uma via arterial pela faixa de pedestres,
percebeu a aproximação de uma ambulância devidamente identificada, com alarme sonoro e iluminação intermitente
acionados. Nessa situação, de acordo com o CTB, Antônio poderá atravessar a via normalmente, pela faixa, uma vez que
a prioridade referida no Código para as ambulâncias exclui as faixas de travessia de pedestres.

Gabarito

1 – Errado

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Sumário
Assunto .............................................................................................................................................................................. 2

Lei do Direito
Lei do Direito AutoralAutoral nºde
nº 9.610, 9.610,
19 dedeFevereiro
19 de Fevereiro deProíbe
de 1998: 1998: Proíbe a reprodução
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Código de Trânsito Brasileiro


Normas de Circulação e Conduta
Ultrapassagem
1) INTRODUÇÃO;
2) CONCEITO;
3) CONDUTAS ANTES E DURANTE A ULTRAPASSAGEM;
4) REGRAS DE ULTRAPASSAGEM;
5) INFRAÇÕES RELACIONADAS;
6) CONTRADIÇÕES ENTRE ULTRAPASSAR E TRANSITAR NO ACOSTAMENTO.
7) RESOLUÇÃO 371/11 – MANUAL DE FISCALIZAÇÃO

1. Introdução
Ao iniciar os comentários sobre esse assunto, vale uma introdução para trazer a você
leitor o real perigo dessa manobra, como o mestre Waldir de Abreu, em sua obra “código de
Trânsito Brasileiro – Infrações Administrativas, Crimes de Trânsito e Questões fundamentais”
disse, verbis:
“A ultrapassagem é manobra complexa e perturbadora da corrente do trânsito. Não fica
só a cargo de quem toma a sua iniciativa; impõe obrigações também a outros condutores
envolvidos pela manobra. (...) Os riscos da ultrapassagem exigem a estrita observância não só
das normas especialmente a elas referidas, mas também de todas as outras regras de trânsito,
sem prejuízo da comum prudência, exigida pelas circunstâncias e ditada pela experiência.”
Vale lembrar que durante uma ultrapassagem não só o condutor que efetua essa manobra
tem deveres, mas também o condutor a ser ultrapassado passa a ter deveres como consequência,
o advogado Marcelo José Araújo em sua obra “Dever de ultrapassar X Dever de deixar
ultrapassar”, ratifica: “ O código de Trânsito Brasileiro estabelece que todo aquele que perceba
a intenção de ser ultrapassado deve agir de forma a permitir a ultrapassagem, estabelecendo,
também, cautelas e regras para aquele que deseja ultrapassar, não mencionando o fato da
inexigibilidade de se permitir a ultrapassagem quando já se encontre no limite máximo de
velocidade”

2. Conceito de manobras
ULTRAPASSAGEM - movimento de passar à frente de outro veículo que se desloca no mesmo
sentido, em menor velocidade e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à
faixa de origem.
CONVERSÃO - movimento em ângulo, à esquerda ou à direita, de mudança da direção original
do veículo.
RETORNO - movimento de inversão total de sentido da direção original de veículos.
TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS - passagem de um veículo de uma faixa demarcada para outra.

Art. 34. O condutor que queira executar uma manobra deverá certificar-se de que pode
executá-la sem perigo para os demais usuários da via que o seguem, precedem ou vão cruzar
com ele, considerando sua posição, sua direção e sua velocidade.
Art. 35. Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslocamento lateral, o
condutor deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida antecedência, por meio
da luz indicadora de direção de seu veículo, ou fazendo gesto convencional de braço.

Lei do Direito
Lei do Direito AutoralAutoral nºde
nº 9.610, 9.610,
19 dedeFevereiro
19 de Fevereiro deProíbe
de 1998: 1998: Proíbe a reprodução
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Parágrafo único. Entende-se por deslocamento lateral a transposição de faixas,


movimentos de conversão à direita, à esquerda e retornos.
Art. 36. O condutor que for ingressar numa via, procedente de um lote lindeiro a essa via,
deverá dar preferência aos veículos e pedestres que por ela estejam transitando.
Art. 37. Nas vias providas de acostamento, a conversão à esquerda e a operação de
retorno deverão ser feitas nos locais apropriados e, onde estes não existirem, o condutor
deverá aguardar no acostamento, à direita, para cruzar a pista com segurança.
Art. 38. Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o
condutor deverá:
I - ao sair da via pelo lado direito, aproximar-se o máximo possível do bordo direito da
pista e executar sua manobra no menor espaço possível;
II - ao sair da via pelo lado esquerdo, aproximar-se o máximo possível de seu eixo ou da
linha divisória da pista, quando houver, caso se trate de uma pista com circulação nos dois
sentidos, ou do bordo esquerdo, tratando-se de uma pista de um só sentido.
Parágrafo único. Durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder
passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela
pista da via da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem.
Art. 39. Nas vias urbanas, a operação de retorno deverá ser feita nos locais para isto
determinados, quer por meio de sinalização, quer pela existência de locais apropriados, ou,
ainda, em outros locais que ofereçam condições de segurança e fluidez, observadas as
características da via, do veículo, das condições meteorológicas e da movimentação de
pedestres e ciclistas.

Cuidado para não confundir Ultrapassagem com Passagem (transposição de faixas): Na


ultrapassagem há uma saída de sua faixa de origem indo para a adjacente a direita ou a esquerda
e retornando para a original; enquanto na passagem só há a saída de sua faixa original indo para
a adjacente não havendo um retorno a faixa original.
O mestre Waldir de Abreu dividiu a ultrapassagem em três fases a serem vistas:
“A – O deslocamento para a esquerda, precedido da observação sobre a possibilidade da
manobra e dos avisos desta. Vale a pena acrescentar que ao iniciar-se o deslocamento deverá
preexistir a distância longitudinal de segurança normal entre veículos em linha. (...)
B – A fase de superamento, que podemos distinguir em aproximação, flanqueamento e
distanciamento. (...)
C – A fase do retorno à direita após o superamento. É precedida do adequado sinal
característico de mudanças de direção,...”

Infrações Relacionadas
Art. 204. Deixar de parar o veículo no acostamento à direita, para aguardar a oportunidade
de cruzar a pista ou entrar à esquerda, onde não houver local apropriado para operação de
retorno:
Infração - grave;
Penalidade - multa.

Art. 197. Deixar de deslocar, com antecedência, o veículo para a faixa mais à esquerda ou mais
à direita, dentro da respectiva mão de direção, quando for manobrar para um desses lados:
Infração - média;
Penalidade - multa.
3. CONDUTAS ANTES, DURANTE A ULTRAPASSAGEM;
X - todo condutor deverá, antes de efetuar uma ultrapassagem, certificar-se de que:
a) nenhum condutor que venha atrás haja começado uma manobra para ultrapassá-lo;

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b) quem o precede na mesma faixa de trânsito não haja indicado o propósito de ultrapassar
um terceiro;
c) a faixa de trânsito que vai tomar esteja livre numa extensão suficiente para que sua
manobra não ponha em perigo ou obstrua o trânsito que venha em sentido contrário;
XI - todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá:
a) indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz indicadora de direção do
veículo ou por meio de gesto convencional de braço;
b) afastar-se do usuário ou usuários aos quais ultrapassa, de tal forma que deixe livre uma
distância lateral de segurança;
c) retomar, após a efetivação da manobra, a faixa de trânsito de origem, acionando a luz
indicadora de direção do veículo ou fazendo gesto convencional de braço, adotando os
cuidados necessários para não pôr em perigo ou obstruir o trânsito dos veículos que
ultrapassou;

4. REGRAS DE ULTRAPASSAGEM;
IX - a ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá ser feita pela esquerda,
obedecida a sinalização regulamentar e as demais normas estabelecidas neste Código, exceto
quando o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de entrar à esquerda;
Art. 31. O condutor que tenha o propósito de ultrapassar um veículo de transporte coletivo
que esteja parado, efetuando embarque ou desembarque de passageiros, deverá reduzir a
velocidade, dirigindo com atenção redobrada ou parar o veículo com vistas à segurança dos
pedestres.
Art. 32. O condutor não poderá ultrapassar veículos em vias com duplo sentido de direção e
pista única, nos trechos em curvas e em aclives sem visibilidade suficiente, nas passagens de
nível, nas pontes e viadutos e nas travessias de pedestres, exceto quando houver sinalização
permitindo a ultrapassagem.
Art. 33. Nas interseções e suas proximidades, o condutor não poderá efetuar ultrapassagem.
Art. 34. O condutor que queira executar uma manobra deverá certificar-se de que pode
executá-la sem perigo para os demais usuários da via que o seguem, precedem ou vão cruzar
com ele, considerando sua posição, sua direção e sua velocidade.
Art. 35. Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslocamento lateral, o condutor
deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida antecedência, por meio da luz
indicadora de direção de seu veículo, ou fazendo gesto convencional de braço.
Parágrafo único. Entende-se por deslocamento lateral a transposição de faixas, movimentos
de conversão à direita, à esquerda e retornos.

1. Regra básica para ultrapassagem: Devemos observar o preceito básico de


ultrapassagem que é ser feita sempre pelo lado esquerdo, exceto quando o veículo
que vai ser ultrapassado indicar o propósito de entrar à esquerda, nesse caso a
ultrapassagem poderá ser feita pelo lado direito.
2. Preceito antes da ultrapassagem: Como aduz o inciso X devemos observar as
possíveis manobras que nos cercam a fim de evitar manobras concomitantes.
3. Preceitos durante a ultrapassagem: Durante a ultrapassagem como observamos na
figura abaixo o condutor deverá acionar a luz indicadora de posição na direção para
qual vai tomar ou indicar a manobra através de gesto convencional de braço, caso
haja condições seguras de ultrapassagem esta será feita guardando espaço lateral
suficiente entre o veículo que está ultrapassando e o ultrapassado e na iminência de
retornar a faixa original, a luz indicadora de direção deverá ser acionada na direção
a qual se vai retomar ou ainda como já elucidado com o gesto convencional de braço.

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4. Regras básicas ao ser ultrapassado: os veículos que circulem na faixa mais a esquerda
deverão ir para a faixa adjacente a ela a direita sem acelerar a velocidade, mesmo
que a velocidade do veículo que está seguindo-o esteja desenvolvendo uma
velocidade superior a estabelecida para o local, caso não obedeça a tal preceito será
penalizado com uma infração de natureza média (art.198).
Caso esteja se deslocando por outra faixa que não seja a mais a esquerda deverá
manter-se nela devendo o veículo que
o segue ultrapassar pela esquerda.
5. No ato do embarque e desembarque dos passageiros a visão desses para cruzar a
pista de rolamento quando atravessam pela frente do veículo estará encoberta,
ficando, portanto, a travessia mais perigosa, devemos ainda levar em consideração
o fato dos condutores dos veículos perderem o campo de visão de quem vai
atravessar porque o ônibus está encobrindo a visão do condutor.

*Como citado anteriormente observa-se que o veículo ao ultrapassar o ônibus perde


seu campo de visão, devendo, portanto, diminuir a velocidade visando à defesa da
saúde e da vida dos pedestres.
6. Regra após a ultrapassagem: O condutor deverá retornar a faixa original acionando
a luz indicadora de direção ou por meio de gesto convencional de braço, adotando
as medidas necessárias para não por em risco a segurança viária.

1. Como já foi dito anteriormente as regras do artigo 32 tratam de normas que na ordem
de prevalência fica abaixo da sinalização segundo o artigo 89, logo se existir uma
sinalização por esta sobressair-se sobre as normas a ultrapassagem poderá ser
realizada sem nenhum problema. Na figura abaixo como não há sinalização
permitindo a ultrapassagem e os dois veículos estão prestes a cruzar uma ponte a

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ultrapassagem é proibida, porém se não houvesse a presença de sinalização


horizontal nenhuma, nessa mesma situação abaixo, devido à prerrogativa deste
dispositivo a ultrapassagem continuaria sendo proibida, já que eles se encontram
sob uma ponte.

2. Se o condutor efetuar a ultrapassagem nas interseções e suas proximidades será


aplicada uma infração de natureza grave.
Como podemos observar este artigo não tem brecha para a superposição a sinalização.
É muito fácil de observamos no nosso dia-a-dia que quando passamos por um
cruzamento você não observa a linha divisória de fluxos seccionada sempre
contínua.

FAIXAS DE TRÂNSITO - qualquer uma das áreas longitudinais em que a pista pode ser
subdividida, sinalizada ou não por marcas viárias longitudinais, que tenham uma largura
suficiente para permitir a circulação de veículos automotores.
GESTOS DE CONDUTORES - movimentos convencionais de braço, adotados exclusivamente
pelos condutores, para orientar ou indicar que vão efetuar uma manobra de mudança de
direção, redução brusca de velocidade ou parada.
LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) - luz do veículo destinada a indicar aos demais
usuários da via que o condutor tem o propósito de mudar de direção para a direita ou para a
esquerda.
TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS - passagem de um veículo de uma faixa demarcada para outra.

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Sumário
CÓDIGO DESDO DESCRIÇÃO DA INFRAÇÃO AMPARO GRAVIDADE VALOR GRAVIDADE VALOR
DA BRA LEGAL
INFRAÇÃO MENTO (CTB) Até 31/10/14 Até A PARTIR A
31/10/14 01/11/14 PARTIR

01/11/14
579-7 0 Forçar passagem entre veícs trans sent 191 Gravíssima 191,54 Gravíssima 1915,40
opostos na iminência realiz 10X
ultrapassagem
590-8 0 Ultrapassar pelo acostamento 202 * I Grave 127,69 Gravíssima 5X 957,70
591-6 1 Ultrapassar em interseções 202 * II Grave 127,69 Gravíssima 5X 957,70
591-6 2 Ultrapassar em passagem de nível 202 * II Grave 127,69 Gravíssima 5X 957,70
592-4 1 Ultrapassar pela contramão nas curvas 203 * I Gravíssima 191,54 Gravíssima 5X 957,70
sem visibilidade suficiente
592-4 2 Ultrapassar pela contramão nos 203 * I Gravíssima 191,54 Gravíssima 5X 957,70
aclives ou declives, sem visibilidade
suficiente
593-2 0 Ultrapassar pela contramão nas faixas 203 * II Gravíssima 191,54 Gravíssima 5X 957,70
de pedestre
594-0 1 Ultrapassar pela contramão nas pontes 203 * III Gravíssima 191,54 Gravíssima 5X 957,70
594-0 2 Ultrapassar pela contramão nos 203 * III Gravíssima 191,54 Gravíssima 5X 957,70
viadutos
594-0 3 Ultrapassar pela contramão nos túneis 203 * III Gravíssima 191,54 Gravíssima 5X 957,70
595-9 1 Ultrapassar pela contramão veículo 203 * IV Gravíssima 191,54 Gravíssima 5X 957,70
parado em fila junto sinal luminoso
595-9 2 Ultrapassar pela contramão veículo 203 * IV Gravíssima 191,54 Gravíssima 5X 957,70
parado em fila junto a cancela/porteira
595-9 3 Ultrapassar pela contramão veículo 203 * IV Gravíssima 191,54 Gravíssima 5X 957,70
parado em fila junto a cruzamento
595-9 4 Ultrapassar pela contramão veíc 203 * IV Gravíssima 191,54 Gravíssima 5X 957,70
parado em fila junto qq impedimento
à circulação
596-7 0 Ultrapassar pela contramão linha de 203 * V Gravíssima 191,54 Gravíssima 5X 957,70
divisão de fluxos opostos, contínua
amarela
Como percebemos no exemplo ao lado, temos o veículo que está
atrás ultrapassando pelo acostamento caracterizando assim uma
infração de natureza gravíssima (x5).

Como percebemos ao lado há um veículo que transpõe uma faixa


indo para o acostamento e transitando pelo mesmo. Nesse caso
não resta dúvidas que temos uma infração gravíssima com fator
multiplicativo vezes três, previsto no artigo 193.
Nesse caso temos uma situação tormentosa que gera entre os diversos
doutrinadores, uma dúvida na quantidade e na caracterização da infração. Resta
saber se há uma única infração de ultrapassagem pelo acostamento, transito no
acostamento ou se há as duas.

Primeiramente precisamos entender a diferença entre infrações concorrentes


e concomitantes:

São concorrentes aquelas em que o cometimento de uma infração,


tem como consequência o cometimento de outra.

São concomitantes aquelas em que o cometimento de uma


infração não implica no cometimento de outra na forma do art. 266 do
CTB.

No caso ao lado temos a caracterização de uma infração


concorrente, ou seja, apenas a caracterização de uma infração (mais
específica), uma vez que uma depende da outra para haver caracterização.
Considere a seguinte situação.
Sumário
Com referência a velocidade, julgue os itens subseqüentes.
Considere a seguinte situação hipotética.
Sumário
Sumário
1. Quanto ao uso de luzes em veículo, considere as afirmativas abaixo.

I. O condutor manterá acesos os faróis do veículo, utilizando luz baixa, durante a noite e
durante o dia nos túneis providos de iluminação pública.

II. Nas vias não iluminadas o condutor deve usar luz alta, exceto ao cruzar com outro
veículo ou ao segui-lo.

III. O condutor utilizará o pisca-alerta no caso de chuva forte ou neblina.

IV. O condutor manterá acesas, à noite, as luzes baixas dos faróis, quando o veículo estiver
parado para fins de embarque ou desembarque de passageiros.

É correto o que se afirmar em:

a) I e II, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) I, II e III, apenas
d) II, III e IV, apenas
e) I, II, III e IV.

2. Quanto ao uso de luzes em veículo, considere as afirmativas abaixo:

I. O condutor deverá utilizar o pisca-alerta para indicar a existência de risco à


segurança para os veículos que circulam no sentido contrário.

II. Em vias não iluminadas o condutor deve usar luz baixa, exceto ao cruzar com outro
veículo

III. O condutor manterá acesas à noite as luzes de posição quando o veículo estiver
parado para fins de carga ou descarga de mercadorias.

IV. O condutor manterá acessas pelo menos as luzes de posição do veículo quando sob
neblina ou cerração.

a) II e IV, apenas
b) I, III e IV, apenas
c) I, II, III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas
e) III e IV, apenas

3. Quanto ao uso de luzes por veículos terrestres, é correto afirmar.

a) O condutor deve manter acesos os faróis do veículo utilizando luz alta, durante a noite e luz
baixa durante o dia nos túneis providos de iluminação pública.
b) Nas vias não iluminadas, o condutor deve sempre usar luz alta.
c) A utilização do pisca-alerta somente pode ocorrer para indicar situações de emergência.
d) O condutor manterá acesas, à noite, as luzes de posição quando o veículo parado para fins
de embarque ou desembarque de passageiros e carga ou descarga de mercadorias.
e) Os veículos de transporte coletivo regular de passageiros, quando circularem em faixas
próprias a eles destinadas, e os ciclos motorizados deverão utilizar-se de farol de luz alta
durante a noite e baixa durante o dia.

4. O condutor deverá utilizar luz alta nos faróis do veículo:

a) Durante o dia, nos túneis providos de iluminação pública.


b) Em vias não iluminadas, exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo.
c) Quando estiver circulando sob chuva forte, onde houver redução da visibilidade.
d) Em imobilizações ou em situações de emergência.
e) Quando estiver conduzindo veículo de transporte coletivo regular de passageiros, em faixa própria a
ele destinado

5. Julgue o item subsequente, acerca do uso da buzina e das luzes do veículo, de acordo com as
disposições do CTB.

A troca de luz baixa e alta, de forma intermitente e por curto período de tempo, pode ser usada pelo
condutor do veículo, com o objetivo de advertir outros condutores que circulam no sentido
contrário da presença de animais na praia.

1. A

2. E

3. D

4. B

5. Correto
Sumário
1. Com relação ás normas gerais de circulação e conduta, considere:

I. A velocidade mínima não poderá ser inferior a metade da velocidade máxima estabelecida,
respeitadas as condições operacionais de trânsito e da via.

II. Os ciclomotores devem ser conduzidos pela direita da pista de rolamento,


preferencialmente no centro da faixa mis à direita ou no bordo direito da pista, sempre que
não houver acostamento, podendo os mesmos circularem em qualquer via urbana.

III. O estacionamento dos veículos motorizados de duas será feito em posição perpendicular à
guia da calçada (meio-fio) e junto a ela, salvo quando houver sinalização que determine
outra condição.

É correto afirmar que:

a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) III, apenas.

2. Com relação às regras de segurança na condução de ciclomotores,

a) É permitida a circulação sobre as calçadas sobre as calçadas das vias urbanas.


b) É proibida a circulação nas vias de trânsito rápido.
c) É opcional o uso de viseiras ou óculos de proteção.
d) É obrigatório manter o farol aceso, quando em circulação, durante a noite e opcional
durante o dia.
e) A circulação pode ser feita entre as faixas de tráfego.

1. D
2. B

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