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TEL Ai A

N.
DATJL.,,DS 9/
IIBLIOTEC
Enciclopédia Prática de

ICA

PROCALC/HARDWARE: MC
1 LINGUAGEM BASIC/UNIDADES EFITA
MEMORIA PRINCIPAL
CARAMBOLA/GUERRA E JOGOS D GUERRA

VOLUME 2

Editor Victor Civit


SUMÁRIO

INFORMÁTICA BÁSICA
O tratamento da informação 261/264
Algoritmos e programas 281/284
Circuitos lógicos (1) 301/304
Circuitos lógicos (2) 321/324
Circuitos lógicos (3) 341/344
Circuitos integrados 361/364
A unidade central de processamento 381/384
A unidade aritmético-lógica 401/404
Registradores dos microprocessadores 421/424
Microprocessadores de 8 bits (1) 441/444
Microprocessadores de 8 bits (2) 461/464
Microprocessadores de 16 bits 481/484
Unidades de memória 501/504

HARDWARE
Commodore 64 265/268
Cobra 305 285/288
Ego 305/308
Sistema 700 325/328
Maxxi 345/348
Commodore VIC 20 365/368
JR Sysdata 385/388
Nexus 405/408
PC 2001/Link 727 425/428
BR 1000 445/448
MS 800 465/468
Apple Ile 485/488
Sid 3000 505/508

SOFTWARE
Arquivos 269/272
Meios magnéticos de arquivamento 289/292
Acesso a arquivos 309/312
Tratamento de arquivos diretos e indexados 329/332
Bases de dados 349/352
Método de processamento de dados 369/372
Sistemas operacionais: o monitor 389/392
Sistemas operacionais: gestão de dados 409/412
Sistemas operacionais para microprocessadores 429/432
Fases de um projeto de automatização 449/452
Análise de um problema técnico-científico 469/472
Sistema operacional CP/M 489/492
A família CP/M 509/512

PERIFÉRICOS
Impressora Mônica 273/275
Terminal Facit 4420 296/297
Impressoras Elgin 318/319
Modems nacionais 333/335
Interfaces industriais 353/355
Unidades de disco Flexidisk 373/375
Plotters Hewlett-Packard 393/395
Periféricos HP 413/415
Impressora Racimec 433/435
Buffer para impressora 453/455
Rede local CETUS 473/475
Síntese e reconhecimento (te VOZ 493/495
Tabletes digitalizadores 513/515

APLICAÇÕES
Dataquest 276/277
Lotus 1-2-3 293/295
Processamento de textos SDP/MM 313/315
Pacote de elaboração de gráficos GPP 338/339
SuperCalc 358/359
Sistema de mala direta Scous 378/379
Controle de estoque comerial 398/399
Sistema integrado de supermercado Compact 418/419
Controle de locação de imóieis 438/439
Contas a Receber 458/459
Sistema Operacional REDE 478/479
CLIN DATA II 498/499
Contas Correntes Dismac 518/519

PROGRAMA
Minhocão (para TRS 80) 278
Estrela da Morte (para TRS 30) 300
Grand Prix (para TRS 80) 320
Letreiro (para MPF II) 340
Geografia (para TRS 80) 360
Concentração (para MPF II) 380
Vinte-e-um (para TRS 80) 400
Minidata (para Apple Il/Ile e MPF II) 420
Forca (para ZX) 440
Gênio (para MPF II) 460
Controle de Despesas (para TRS 80) 480
Cálculo de Calorias (para TK 2000) 500
Imóvel (para TRS 80) 520

O MUNDO DA INFORMÁTICA
Informática e petróleo 279/280
Terminais ergonômicos 298/299
Os recursos humanos de inormática na empresa 316/317
A informática nas instituiçõs financeiras 336/337
CAD/CAM 356/357
Diagnóstico médico pelo cc mputador 376/377
Problemas no CPD 396/397
Vídeo-texto 416/417
O dinheiro eletrônico 436/437
Informática na companhia telefônica 456/457
Inteligência artificial 476/477
Acesso ilegal a computadores 496/497
Informática na administração pública 516/517
Editor:
VICTOR CIVITA

Divisão Fascículos
Diretor-Gerente:
Roberto Martins Silveira

Conselho Editorial
Diretora Editorial:
Elizabeth De Fiori di Cropani
Editor-Chefe:
Paulo de Almeida
Diretor de Arte:
Mauro Lemos
Assistente de Arte:
José Maria de Oliveira

Corpo de Consultores:
Consultor Responsável:
Dr. Renato M. E. Sabbatini, Diretor do
Núcleo de Informática Biomédica da
Universidade Estadual de Campinas
(UNICAMP), onde desenvolve
pesquisas sobre o uso do computador
no ensino e na medicina.

Armando Dai Colletto


Diretor de Informática da CLC -
Comunicações, Lazer e Cultura S.A.

Execução Editorial
Estúdio Sonia Robatto Ltda.
Redação:
Virgínia Maria Finzetto,
Maria Teresa Galluzzi
Revisão:
Maria Isabel Duarte Ascenso,
Angela Maria Finzetto
Arte:
Roberto Anselmo (chefe). Nelly
Rachei Fernandes (diagramação),
Nelson S. Nakashima, Ana Maria
Pinto, Aiton Ortega de Almeida
(assistentes)

Colaboração:
Fotografias: Hugo Lenzi
Pesquisa e texto: Mathias Mendes
Wolff - Diretor geral da
Mettiodos Consultoria e Manutenção
Eletrônica SJC Ltda. (Periféricos,
Hardware), Ricardo Renê Guzmán
(Aplicações), Natale V. Danelli
(DATA)

©Ediciones Nueva Lente e


Ediciones ingeiek, S.A. 1983
© Editora Nova Cultural Ltda., 1986

Edição organizada por


Editora Nova Cultural Ltda.
(ar-t. 15 da lei 5988, de 14/12/1973).
Esta obra foi integralmente
impressa na
Cia. Lithographica Ypiranga
100 INFORMÁTICA BÁSICA
000
OQ1 O TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO

descrito previamerte, com o rigor ade-

D
o ponto de vista da informática, que, com pouco tempo e esforço, o com-
toda informação pode ser clas- putador resolverá todos os seu:; proble- quado. A vantagem principal daí resultan-
sificada como instrução ou co- rrias, inclusive os que não esta"arn pre- te será a possibilidade de realizar traba-
mo dado. Neste último caso, vistos no seu sistema manual. O analista, lhos que manualmente seriam impensá-
distinguem-se dois tipos de dados: os nu- por seu lado, costuma empregar uma ter- veis ou que tomariam muito tempo. Por
méricos e os não-numéricos. minologia desconhecida para o usuário e outro lado, ao comunicar-se com o usuá-
A partir do instante em que o responsável exigir definições precisas. O resultado rio, o analista de sistemas deve renunciar
por um processamento manual de dados desse descompasso acaba seno a cria- ao emprego de uma linguagem muito es-
decide mecanizá-lo, até o momento em ção de um aplicativo que não resolve o pecializada e evitar a idéia de que a infor-
que o sistema está pronto para entrar em problema do usuário - soluciona ape- matização envolve conhecimentos ina-
funcionamento, os procedimentos e nor- nas o problema imaginado pelo analista. cessíveis ao usuár i comum. Não deve,
mas que regem a gestão desse processo As correções e acertos que serão neces- portanto, confiar na sua inspiração, mas
devem ser tratados adequadamente para sários posteriormente poderão encare- seguir uma metodologia suficientemente
que o produto final seja aceitável. cer o produto final e compromet gir a qua- explícita para realizar a análise e conse-
O principal problema que surge no mo- lidade do sistema resultante. guir a solução do problema. O objetivo
mento de se projetar um sistema aplicati- Na verdade, a solução para est proble- deste capítulo não è descrever exaustiva-
vo é a falta de entendimento entre o ma é simples: o usuário deve conscien- mente as inúmeras metodologias existen-
usuário não-especializado e o analista de tizar-se de que o computador 'ealizará tes para análise dos aplicativos, mas sim
sistemas. O primeiro geralmente acredita apenas as tarefas que ele próprio tiver mostrar os iDassos mais comumente usa-

• CAI ICiDADE DE RESPOSTA IMEDIATA


GESTÃO ESTRATÉGICA
• REC OSTA A PERGUNTAS INESPERADAS

INFORMAÇAO GRÁFICA
GESTÃO LOGISTICA
DADOS APROXIMADOS

• RESUMOS
13 STAO TÁTICA
• ESTATISTICAS

.CONTROLE NUMÉRICO
GESTÃO O 'ERACIONAL
• DADOS EXATOS

As dificuldades surgidas da falta de entendimento entre o usuario e o A base do 1 'ângulo representa o nivel minimo de c. mplexidade na
técnico em informática, ao se automatizar a gestào administrativa de elaboração ia informação num sistema de process imento eletrônico.
uma empresa, podem ser resolvidas com o emprego, por ambas as partes, enquanto o /értice define o grau máximo auxilia . usuário na
de uma metodologia sistemática e concreta de trabalho tomada de <'ecisôes, dá respostas imediatas, etc.

ANAL
01 0A008 0000IAMAÇAO

H 00CI)X6*ÇA0

1'*ÇÁI
*6*1.101

Otriângulo da figura anterior tambem pode ser O processo de desenvolvimento de um aplicativo pode ser resumido em
dividido verticalmente, com a função de representar trê.. e 'apas analise das necessidades, programaçã ou transcrição de
os aplicativos informáticos necessarios para a aig)r!rnos jara a linguagem do computador e testi do aplicativo.
informatização integral de uma empresa. A ciQo imen ação deve ser elaborada durante todo projeto.

261
INFORMÁTICA BÁSICA
O TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO

Glossário dos na estruturação de um sistema de em detalhe e separadamente cada um


processamento da informação: dos processos necessários para o pro-
cessamento das informações, chegando-
Quem são as pessoas normalmente res -11
• Análise funcional se a produzir os algoritmos, fluxogramas
ponsáveis pelo desenvolvimento de um
sistema aplicativo de processamento de Nesta primeira etapa, o objetivo consiste e demais descrições que caracterizam
dados? em definir claramente as tarefas a serem cada programa aplicativo e as rotinas
realizadas. É preciso agrupar funcional- que esses programas utilizarão. O resul-
O usuário e o técnico especializado em in- mente os processos necessários para so- tado final dessa análise é duplamente
formática (analista de sistemas). O primei-
lucionar cada problema, sem entrar nos útil: por um lado, serve de ligação entre o
ro deve detalhar todos os processamentos
detalhes específicos de sua preparação. usuário e o especialista em informática:
necessários para resolver seu problema,
A colaboração entre usuário e analista por outro, servirá de base para o passo
ao passo que o gerente do projeto de auto-
matização deve cuidar da qualidade técni- deve ser estreita e conscienciosa, já que seguinte do desenvolvimento.
ca dos programas e da adequação deles o produto dessa análise determinará a
às especificações requeridas pelo usuário. qualidade final do aplicativo. • Programação
Só depois de ter realizado a análise com-
De que maneira se deve realizar a comu- • Análise de dados pleta da aplicação é que se deve come-
nicação entre o usuário e o técnico? A partir da documentação resultante da çar a programar. A codificação dos pro-
análise funcional, é preciso realizar a gramas deve ser um fiel reflexo dos ru-
As reuniões de trabalho entre ambos de-
análise de dados. Nessa fase estuda-se mos indicados pela análise organizacio-
vem ser periódicas, durante todo o tempo
de desenvolvimento do aplicativo. Deve-se
seguir nelas uma metodologia concreta

Em que consistem as metodologias pa-


ra a especificação de um aplicativo?

Elas estabelecem uma linguagem comum


f
entre o usuário e o técnico e se baseiam, ATALizAÇÃO DO
na prática, em determinados formulários ARQUIVO
DE DADOS
que devem ser preenchidos de acordo com
as características do aplicativo.

De quantas fases se compõe a análise


de um aplicativo? LSTAGEM DE
CONTROLE DE
De duas. Na primeira se realiza uma análi- ERROS

se funcional, sem resolver detalhes do apli-


cativo. Na segunda, se analisa cada um
dos processamentos determinados pela
análise funcional.

Quando termina o desenvolvimento de


um aplicativo?

Não basta que os vários programas sejam


testados individualmente para que se dê
por terminado o desenvolvimento. É neces-
sário testá-los em conjunto: os dados pro- ISTAG EM
A]LFABÉTICA
duzidos por um programa devem poder ser
utilizados em outros. Ao final, o técnico de-
ve apresentar a documentação mais com-
pleta possível sobre o sistema aplicativo.

LISTAGEM
Qual a diferença fundamental entre o DE EMPRÉSTIMOS
tratamento dado à informação numérica
e à não-numérica?
No primeiro caso, empregam-se progra-
mas de cálculo que realizam as operações
definidas por um algoritmo, 1á no tratamen-
to da informação não-numérica, os progra-
Sequência simplificada dos passos
mas mais comuns são os de gestão e
que, em teoria, devem ocorrer na etapa
transferência de informação. da 'análise funcional" de um aplicativo de gestão
de bibliotecas ou de arquivos de documentação.

262
nal anterior. Pode-se afirmar que o traba- rio seja capaz de utilizar o sistema de for- cação de erros de entrada. Por exemplo:
lho do programador se reduz a traduzir ma autônoma e, além disso, para que as se o dado de entrada vai ser utilizado co-
para uma linguagem de programação as futuras modificações a serem iealizadas mo divisor de outro dado numérico, deve-
especificações recebidas. no aplicativo possam ser efetuadas por se verificar se é diferente de zero, uma vez
outros analistas ou programadc res. Vjsto que o resultado da divisão de qualquer nú-
• Teste que ambos os objetivos são c iferertes, mero por zero é ir finito, e isso produzirá
Uma vez terminados todos os programas, costuma-se elaborar dois mani ais distin- um erro na execucão do programa. Esse
é preciso verificar se os efeitos que eles tos: o do usuário e o do programador. processo é chamado censura dos dados
produzem são os esperados. Os testes de- ou checagem de consistência.
vem ter dois níveis: primeiro se verifica o A informação numérica Também é freqüente que a informação
funcionamento de cada um dos progra- numérica utilizada tanto como dados de
mas em separado e, em seguida, o funcio- A informação numérica, na miioria dos entrada quanto d€ saída seja armazena-
namento do aplicativo em seu conjunto. casos, serve para o cálculo de e.pressões da em alguma memória auxiliar para sua
aritméticas; seu tratamento poc e ser des- posterior utilização.
• Documentação crito da seguinte forma: em primeiro lugar Resumindo, podemos sintetizar o trata-
Simultaneamente ao desenvolvimento do escreve-se o algoritmo que processará a mento da informação numérica nos se-
aplicativo deve ser feita sua documenta- informação. Em alguns casos, antes de guintes pontos:
ção, na qual estarão incluídas todas as executar o processamento aritmético pro-
descrições necessárias para que o usuá- priamente dito, pode-se fazer 1 ma verifi- • captura de dados de entrada;

o.

LEITURA DO
ARQUIVO
DE DADOS

A fotografii mostra um eerrplo


de como a,arece na
do comput.,dor um registro
qualquer d uma base de dados.

ARMAZENAMENTO
DE
RESULTADOS

IMPRESSÃO ARUA2 NAM


DEDU)OS LISTAGEM
DE
RESULTADOS

O gráfico
ao lado
mostra o
-0
esquema
básico para o
tratamento da
O gráfico ilustra o esquema informação
simplificado da etapa de análise numérica
organizacional para a mesma descrito no
aplicação da ilustração anterior. texto.

263
INFORMÁTICA BÁSICA
O TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO

• armazenamento de dados de entrada são, extração de outras informações, etc. Conceitos básicos
(opcional); Nesse caso, o tratamento a ser efetuado
• verificação e correção de erros; não pode ser reduzido apenas a uma ex-
• cálculo; pressão aritmética. Portanto, o trabalho Lógica tri-estado
de análise funcional e organizacional
• armazenamento dos resultados (opcional);
costuma ser mais complexo do que no Até agora se falou exclusivamente de uma
• apresentação dos resultados. caso da informação numérica. lógica binária com dois estados possíveis:
Visto que o processamento da informa- O e 1. Em alguns casos, essa lógica é inefi-
A informação não-numérica ção não-numérica consiste principalmen- caz para resolver determinados proble-
mas. Daí surgiu a necessidade de utilizar
te em seu armazenamento e posterior re-
dispositivos que permitam tratar um novo
Ao se tentar resolver um problema me- cuperação, o maior esforço no desenvol-
estado: a desconexão do elemento lógico.
diante a execução de um programa num vimento de sistemas desse tipo é no sen- Por definição, um dispositivo tr-estado é
computador, é comum tratar-se separa- tido de obter sistemas que realizem esse aquele capaz de trabalhar com três esta-
damente a informação numérica e a não- trabalho com eficiência. Até alguns anos dos diversos: O, 1 (lógica binária) e inativo.
numérica (leiras, caracteres especiais, atrás, os bancos de dados eram construí- A forma de obter o estado inativo é conse-
etc.). Os processamentos realizados com dos e manuseados apenas por especia- guir uma alta impedância de saída, que
esse último tipo de informação costu- listas em informática: atualmente, quase provocará a desconexão do dispositivo.
mam ser de natureza administrativa ou todos os fabricantes de computadores e Um exemplo básico do emprego da lógica
muitas software houses dispõem de sis- tri-estado nos microcomputadores é cons-
característicos da gestão de informação
tituído pelos barramentos de dados e de
tomada de maneira genérica (por exem- temas para gerar bases de dados muito
endereços. Ambos são compartilhados pe-
plo, cadastros, textos, etc.). Quer dizer, mais eficientes que as anteriores e que
las diferentes unidades do microcomputa-
não se realizam cálculos com os dados; qualquer usuário, com uma mínima for- dor e se, em algum momento, em qualquer
eles são processados de outra forma. Po- mação prévia, pode utilizar com facilida- dos dois barramentos, existir uma superpo-
dem, entre outras coisas, ser armazena- de, principalmente em microcomputado- sição de configurações procedentes de
dos para posterior recuperação, impres- res (por exemplo, dBASE II, VisiFile, etc.) distintas unidades funcionais, a correta in-
terpretação da informação será impedida.
A solução de todos esses problemas reside
em controlar o acesso ao barramento de
forma tal que, a cada momento, só exista
uma única informação presente nele. Para
tanto, o acesso ao barramento se fará atra-
vés de dispositivos de lógica tri-estado;
com isso, mesmo que a interconexão física
AE
S
LOGICA seja permanente, as saídas das unidades
não-envolvidas na operação ficarão blo-
USUÁRIO 1 queadas no estado Inativo (terceiro
estado).
A estrutura dos dispositivos de lógica tri-
estado é semelhante à de um operador
convencional, mas com uma entrada adi-
cional de controle. Se essa entrada estivër
BASE desativada, o funcionamento será análogo
LÓGICA
BASE ao da lógica binária. Porém, quando se ati-
DE
DADOS USUARIO 2
va a entrada de controle, a saída adquire
FisicA um estado de alta impedância que bloqueia
a propagação da informação binária.
Por intermédio do controle tri-estado, o mi-
croprocessador pode empregar um barra-
mento OU desconectar-se dele para colocá-lo
à disposição de outras unidades. No caso do
barramento de endereços, com um único
controle tri-estado se resolverá o problema,
já que a transmissão de informação se reali-
za num único sentido. Em compensação, pa-
ra o barramento de dados é necessário um
USUÁRIO N
duplo controle, visto que seu acoplamento
com o microprocessador é bidirecional.
Os sistemas de bases de dados
convencionais permitem aos diferentes
usuários ter acesso à informação da
forma que lhes seja mais útil e prática.

264
HARDWARE
COMMODORE 64

ituado numa posição intermediá- res. Nesse último caso, o usuário deverá

S ria entre os microcomputadores Unidade centra


necessariamente expandir a (onfigura-
de uso doméstico e aqueles vol- ção básica da máquina com Loa parte
tados para aplicações profissio- dos periféricos que o fabricante propor- A unidade central é composta principal-
nais e administrativas mais amplas, o ciona para o equipamento (impressoras mente por quatrc circuitos integrados,
Commodore 64 pode ser considerado um serial e paralela, joysticks, plott€r, caneta cada um deles especializado numa deter-
sistema de alto desempenho no primeiro ótica, acoplador acústico, etc.) minada função. O primeiro é a unidade
grupo e de desempenho médio no segun- O aspecto exterior da unidade central é central de proces;amento (UCP) basea-
do grupo. praticamente idêntico ao do mo Jelo mais da no microprocessador 6510 de 8 bits
Seu projeto, concebido inicialmente para limitado da Commodore, o VIC 20; quanto (uma versão avan:ada do popular 6502),
aplicações em jogos com capacidade de ao desempenho, porém, o Conmodore que contém a unidade de controle, a uni-
síntese musical e gráficos em cores, foi 64 situa-se entre aquele e os modelos dade aritmético-lógica e os registradores
bastante incrementado pela possibilida- profissionais do mesmo fabrica ite. Todo de uso geral. O segundo é a pastilha 6566
de de trabalhar com o sistema operacio- o software desenvolvido para sua linha VIC-11 (Vídeo Interface Ch/p), um circuito
nal CP/M, que o converte em um compu- de computadores pessoais pode ser integrado NMOS, uspecializado como in-
tador capaz de executar trabalhos mais adaptado facilmente para execução no terface de vídeo. O 6581 SID (Sound In-
elaborados e processar aplicações maio- modelo 64. terface Device) é Encarregado da interfa-

O aspecto exterior da
unidade central é
muito semelhante ao
do VIC 20, O mesmo,
contudo, não ocorre
com sua capacidade e
potência, bastante
superiores às de seu
antecessor na família
de microcomputadores
da empresa Commodore

As comunicações com o exterior Na lateral hreita da unidade central encontram-se


se estabelecem através de duas portas: além da cc nexão com a reoe e o interruptor
de potênc' , os conectores para joysticks
uma paralela de 10 bits e
outra do tipo serial (RS-232C). e caneta ótica.

26
HARDWARE
COMMODORE 64
ce de som; nele se encontra integrado dor de vídeo. O espaço da memória RAM eção conta ainda com uma entrada ex-
um sintetizador musical completo do tipo do usuário pode ficar reduzido quando se ema de áudio, cujo sinal pode ser pro-
Moog, controlado digitalmente. Por últi- faz o carregamento de algumas áreas da essado pelo filtro interno do sintetiza-
mo, vem o 6526 CIA (Computer Interface ROM; no caso extremo, o usuário dispõe or. As comunicações com o exterior se
Adaptor), como os anteriores desenvolvi- do mínimo de 38 kbytes. realizam através de duas portas de aces-
do segundo a tecnologia NMOS: sua fun- Merecem menção especial as possibili- o: uma paralela, de 10 bits (8 bits de da-
ção é controlar os periféricos que podem dades de geração de sons e ruídos propi- os mais 2 de sincronização), e outra se-
ser conectados ao Commodore 64. ciados pelo sintetizador do Commodore ia l RS-232C, embora, para operar plena-
A especialização atribuída a cada circui- 64. Ele dispõe de três geradores de si- ente, esta última necessite de um car-
to libera a UCP do controle dos periféri- nais, com controle de freqüência entre O ucho adaptador de níveis de tensão.
cos, permitindo que seu trabalho se con- e 4 KHz, que podem produzir sinais trian- Além disso, dispõe de três conectores
centre na realização de tarefas próprias, gulares, em dente de serra, quadrados para expansão e de conexões para joy-
tais como: operações lógicas e aritméti- (com amplitude de pulsação variável) e sticks ou caneta ótica.
cas, endereçamento de memória, etc. de ruído: três geradores de envelope de
A memória ROM versão básica é de 20 resposta exponencial, com controles in- Teclado
kbytes, e nela se encontram o sistema dependentes para tempos de início, declí-
operacional, o interpretador BASIC e o nio, parada e nível de sustentação; três O teclado (alojado no mesmo móvel da
conjunto de caracteres próprios do Com- outros moduladores de amplitude e um unidade central) dispõe de 66 teclas
modore, A memória RAM, do usuário filtro programável com freqüência de res- agrupadas em dois blocos: 62 teclas no
(não ampliável), é de 64 kbytes. E forma- sonância variável, disponível nas configu- formato de máquina de escrever (teclado
da por oito circuitos integrados do tipo rações de passa-alto, passa-baixo, pas- WERTY) e 4, à direita, que são progra-
MOS dinâmico, com refresh a cargo de sa-banda ou rejeição de banda comple- áveis pelo usuário. Cada uma dessas
uma das áreas internas do chip controla- tam o dispositivo de síntese de som. Essa das pode ter sua função duplicada, de
odo que correspondem a oito funções
programáveis.
movimento de cursor se realiza por
Computador: Commodore 64
eio de duas teclas situadas na parte in-
Fabricante: Commodore Business Machines
nor, à direita, que permitem deslocá-lo
País de origem: Estados Unidos
os quatro sentidos.
ntre as funções que o teclado propor-
lona de forma direta, podemos citar a de
CARACTERISTICAS BÁSICAS UN/STOP e a de INSERT/DELETE, com
as quais se comanda o início e a parada
UNIDADE CENTRAL MEMÓRIA AUXILIAR de um programa e se comanda a inser-
ção ou eliminação de caracteres na tela,
UCP: Microprocessador de 8 bits 6510. Fita magnética: dispõe de um conector respectivamente.
RAM versão básica: 64 kbytes. para adaptação direta de gravador cassete
ROM versão básica: 20 kbytes (ROM digital Datasette 1530. Vídeo
ampliável com cartuchos removíveis). Discos flexíveis: até 4 unidades de 170
Acessos a periféricos: uma porta serial AS kbytes por disquete de 5 1/4" (VIC 1541).
232C.
A configuração básica não inclui esse pe-
riférico. Opcionalmente, pode-se conec-
TECLADO
tar um televisor doméstico ou um monitor
SISTEMA OPERACIONAL
de vídeo (monocromático ou em cores).
Versão padrão: teclado OWERTY de 66 Versão padrão: KERNAL, exclusivo do Em ambos os casos, porém, a apresenta-
teclas (4 delas programáveis pelo usuário), Commodore. ção se realiza no formato de 25 linhas de
incorporado à unidade central: movimento Opcional: CP/M-80 em cartucho ROM. 40 colunas.
do cursor por meio de duas teclas. Não Em modo gráfico, o vídeo possui uma re-
incorpora teclado numérico. solução de 320 x 200 pontos.
Escolhendo a opção em cores, conser-
VIDEO LINGUAGENS
vam-se as características mencionadas
TV doméstica ou monitor de vídeo (B/P ou
anteriormente e se acrescentam outras
Versão padrão.BASIC 2.0 da Microsoft.
em cores). Opcionais: BASIC estendido, FORTH e novas, algumas das quais veremos a se-
Formato de apresentação modo normal. LOGO (disponíveis em cartucho de ROM). guir: é possível apresentar dezesseis co-
25 linhas x 40 colunas. Monitor Assembler. res no vídeo ao mesmo tempo; pode-se
Modo gráfico: 320 x 200 pixels. Mudar a cor de um determinado caracte-
16 cores para fundo/caractere e re, independentemente dos demais; o nú-
possibilidade de vídeo inverso. mero máximo de combinações fundo/ca-
ractere é 255.
266
Outra característica importante na pro- console da unidade central. Da mesma é uma impressora com características
gramação de jogos é que o usuário pode forma, através da porta serial conectam- superiores às do modelo anterior, conec-
definir até 8 sprites (planos gráficos) de se até quatro unidades de disccs flexíveis tável à interface padrão IEEE-488.
24 x 21 pontos, cada qual com sua pró- de 5 1/4 polegadas com 170 <bytes de Outros periféricos que podem ser conec-
pria prioridade no vídeo e podendo se capacidade cada. Essas unidades (deno- tados mediante o uso de interfaces ade-
mover por todo ele, de pixel em pixel. minadas pelo fabricante VIC 1541) con- quadas são: impressoras de margarida
Por meio de comandos em BASIC, é pos- têm na memória ROM interna todo o sis- (para impressão de qualidade), plotter,
sível detectar a colisão entre os diferen- tema operacional e um microorocessa- acoplador acústico para transmissão de
tes blocos e também uni-los para repre- dor próprio, necessários ao controle do dados, caneta ótica e joysticks.
sentar figuras maiores. Todos os caracte- dispositivo. Pode-se também trabalhar Na área de jogos, dispõe de conector pa-
res (gráficos e de texto) podem ser tam- com a unidade de disquete VIC 1540 me- ra joysticks.
bém apresentados em vídeo inverso. diante o acréscimo de um cartucho ROM
projetado para controlar este )eriférico. Software básic
Memórias auxiliares
Periféricos O sistema operaconal em sua configura-
O Commodore 64 dá ao usuário a opção ção básica, denominado KERNAL, é ex-
de acoplar tanto gravadores a cassete O fabricante dispõe de dois tipos de im- clusivo do Commodore e reside na ROM
quanto unidades de disquete. O fabrican- pressoras, que são conectadas a diferen- interna, ocupando uma área de 8 kbytes.
te dispõe de um gravador-reprodutor de tes portas de acesso, uma do ti )O serial e OCommodore 64 pode operar também
cassetes denominado Datasette 1530, outra do tipo paralelo. A primEira, deno- com o sistema CP/M, desde que se co-
especialmente projetado para trabalhar minada VIC 1525, é uma impressora grá- necte ao soquete para cartuchos ROM o
com informação digital e que é direta- fica de matriz de pontos com 'Velocidade módulo que contém esse sistema.
mente conectável à parte traseira do de 30 cps. A segunda (Commo(lore 4022) Este módulo é controlado por um micro-

O Commodore 64 é um computador pessoal voltado


tanto para aplicações domésticas e jogos quanto para
tarefas administrativas. Estas ultimas são facilitadas
pela possibilidade de trabalhar com o sistema operacional OP/M
267
HARDWARE
COMMODORE 64

processador Z 80 que converte o Com- cialmente na área de aplicações domés-


modore 64 num sistema versátil, capaz ticas e educativas. Da mesma forma, as Suporte e distribuição
de executar software elaborado para o associações de usuários foram de gran-
CP/M, e que contém milhares de progra- de ajuda para a compreensão e melhoria O equipamento vem com uma série de
mas facilmente disponíveis. do equipamento, principalmente por edi- manuais em inglês. Devido ao seu preço
A linguagem de programação oferecida tarem grande número de programas utili- relativamente baixo, surgiram associa-
para a versão mínima é o BASIC 2.0 da tários, que têm ampliado a biblioteca de ções de usuários que publicam boletins
Microsoft, cujo interpretador ocupa 8 software disponível. periódicos, revelando o funcionamento
kbytes na ROM básica. Mediante um car- Por exemplo, já se encontram programas do sistema em profundidade, e criam bi-
tucho se pode dispor de um BASIC esten- para cálculo de planilhas (como o Easy- bliotecas de intercâmbio de software, au-
dido, que amplia as capacidades gráfi- Calc, uma adaptação do conhecido Visi- xiliando os não-iniciados a obter um me-
cas, musicais e de utilização de cor. Calc), para controle de agendas (Name lhor rendimento.
Atualmente, existem à disposição lingua- Machine) e para tratamento de textos Configuração padrão: Unidade Central
gens adicionais corno FORTH, LOGO (em (Word Machine). com 20 kbytes ROM e 64 kbytes RAM, te-
cartuchos) e outras linguagens voltadas Por outro lado, é provável que se possa clado, receptor de TV (BIP ou em cores),
para disquete, como: UCSD, PASCAL, utilizar muitos dos programas elaborados unidade de fita cassete.
COMAL e ASSEMBLER. para o sistema operacional CP/M 80, Configuração máxima: Unidade Central
uma vez que se criem as versões no for- com 20 kbytes ROM, 64 kbytes RAM, car-
Software aplicativo mato de disquete do Commodore. Os pro- tychos de ampliação em ROM, teclado,
gramas disponíveis em cartuchos para o receptor de TV ou monitor de vídeo em
Graças à grande difusão e aceitação do VIC 20 não podem ser lidos pelo Commo- cores, impressora Commodore 4022, uni-
Commodore 64, rapidamente surgiu uma dore 84 devido a certas incompatibilida- dade de fita cassete, 4 unidades de disco
grande variedade de programas, espe- des entre as máquinas. flexível de 170 kbytes cada.

A unidade central de processamento é constituída Vários módulos funcionais podem ser q Commodore 64 permite a conexão de até
pelo microprocessador 6510 da MOS Technology, conectados independentemente às qiatro unidades para disco flexível de
inteiramente compatível com o tradicional três ranhuras de expansão localizadas 51/4', com uma capacidade de 170 kbytes
6502, do mesmo fabricante. na região traseira pr disco (VIC 1541).

LnUe os peí,fwicos coiwclave,s ao O Comrnodore 64 dispõe de Apesar de a linguagem que acompanha


Commodore 64 cabe destacar a variedade conectores para a adaptação
de impressoras projetadas pelo o equipamento ser o BASIC, pode-se
direta de bastões de incorporar módulos interpretadores
Próprio fabricante do equipamento. controle (joysticks). de outras linguagens ao modelo 64.
268
PWM SOFTWARE
01
ARQUIVOS

p
ara realizar qualquer trabalho de para coletar e classificar infcrmações. cam armazenados em fitas magnéticas,
processamento de dados são ne- Nelas são guardados os documentos re- que são guardada; numa fitoteca, ou em
cessários arquivos que conte- lacionados com as diversas ativ dades da discos magnéticos As fichas de papel fo-
nham a informação a ser trata- empresa. Por exemplo, existerr arquivos ram substituídas por suportes de informa-
da. Nos processos automatizados de ges- de faturas, de folhas de paganiento dos ção que possam ser lidos diretamente
tão administrativa, os arquivos são tão im- empregados, contas a pagar, etc. Esta pelo computador, P, nos quais se armaze-
portantes quanto os próprios cálculos, que forma clássica de guardar toda a infor- na a informação, de forma classificada.
costumam ser muito simples (na maioria mação foi revolucionada com e chegada A operação de armazenamento de dados
dos casos se reduzem a meras sornas, da informática. O tratamento Ietrônico recebe, nas áreas de arquivamento, o no-
subtrações e algumas multiplicações). da informação fez com que ot; tradicio- me de gravação e a transferência dessa
Um arquivo poderia ser definido como nais arquivos fossem substituíd )S por um informação para a memória interna do
um "conjunto de dados armazenados e novo sistema em que os com )utadores computador denomina-se Ieiíura. A leitu-
dispostos segundo algum critério". organizam e tratam a informação contida ra de um arquivo não altera seu conteúdo
Quando se visita um escritório verifica-se nos arquivos. prévio. Para facilitar seu tratamento, os
que são empregadas pastas de arquivo Nessa nova organização, os aquivos f i- arquivos do computador são subdivididos

ARQUIVO

1
0 1
1
SETOR

1
A introdução de sistemas informatizados no escritório moderno provocou uma O gra fico riostra as
mudança profunda nos sistemas de arquivamento. A informação não é mais subdivisõe. de um arquivo
guardada sobre papel mas sim em fita magnética, discos ou cartões perfurados, eletrônico, setor, bloco,
que são suportes legíveis diretamente pelo computador. reqts'ro e 'ampo.

ARQUIVO

REGISTRO REGISTRO

CAMPO

CARACTERE CARACTERE CARACTERE CARACTERE CARACTERE

Na figura acima pode-se Otrdbalh( num escritorio informatizado torna denecessário o emprego de
observar o esquema elementar papel coi'o suporte principal da informação. Atualmente, o meio
de um arquivo de computador, subdividido principal Oe escrita é o teclado, e as unidades de armazenamento
segundo uma estrutura de 'árvore". magnético i servem de suporte à informação esCria.

269
SOFTWARE
ARQUIVOS

Glossário em outros elementos. Embora nem todos sim como do tamanho da memória atri-
os arquivos tenham os mesmos elemen- buída a um bloco durante o processo.
tos, os mais comuns são: • Registro: é o conjunto de dados cor relatos
O que e um arquivo mestre? • Setor: quando um arquivo é muito gran- que são tratados como uma unidade. Po-
de, costuma-se dividi-lo em setores. Cada dem ser de comprimento fixo ou variável.
Chama-se arquivo mestre aquele que con-
tém uma informação básica que sofre pou-
ca mudança.
um desses setores contém um certo nú-
mero de blocos de registros. Os setores
.Campo: é a subdivisão de um registro e
pode conter dados numéricos, alfabéticos
Por exemplo, um arquivo que possui os da- podem ser físicos ou lógicos. Nem todos
ou alfanuméricos. Os campos podem ser
dos da empresa (nome, endereço, etc.). os arquivos são divididos em setores.
de diferentes tamanhos, f ixos ou variáveis.
Em geral, é modificado ocasionalmente, • Bloco.- os registros do arquivo se agru-
para dar baixas, fazer pequenas mudan- pam nos chamados blocos de registros, • Caractere:é a subdivisão do campo e o
ças, etc. que podem ter de um a vários registros. menor elemento do arquivo: uma letra,
O tamanho do bloco depende do meio um dígito ou um caractere especial (, -
O que e um arquivo de transações?
disponível para armazenar o arquivo, as- ? etc,).
Chamam-se arquivos de transações aque-
les que contêm dados que servem para
14, i,.i'ioo (3
processamentos de cálculo ou de atualiza-
ção dos arquivos mestres.
Um arquivo com as horas trabalhadas em
uma semana pelos empregados seria um
iB SUCURSAl. RIO SUCURSAL SANTOS SUCURSAl. RECI
arquivo de transações.

Que diferença ha entre setor logico e se-


tor fisico?
EMPREGADOS' 'O '20 2-3O

O setor físico é imposto pelo meio de arma-


zenamento, enquanto o setor lógico depen-
de da organização do arquivo imposta por 1
software. Por exemplo, os primeiros dis- D EMPREGADO
L
quetes de 8 polegadas eram setorizados fi-
sicamente por meio de furos-índice próxi-
mos à trilha mais interior. Atualmente, os
disquetes têm setorização por software. (E A EMPREGADO ~NOME c*riooj

Por que os registros são agrupados em O gráfico mostra um esquema possivel de organização mi ema de um arquivo (A),
blocos? no qual está registrada a informação sobre os funcionário de uma empresa.
Os setores (B) incluem a informação de cada sucursal, e m cada registro
(0) são armazenados os dados referentes a cada empregi do (campos - E).
As operações mais lentas são as de entrada
e saída, visto que implicam o uso de meios
eletromecànicos. Se as informações forem
agrupadas em blocos, diminui o número de
operações de entrada/saída e, portanto, di-
minui o tempo de processamento.

COMPUTADOR

O suporte de informação em fila magnética é geralmente


empregado para arquivos com uma organização de
tipo sequencial. Os
discos magnéticos são usados para
arquivos organizados de forma direta ou indexada
270
ML

chamados de arquivos de destin ação. de entrada do arquiio), faz sua atualiza-


Tipos de arquivos
- Arquivos de entrada/saída: sãc empre- ção indicando que um dos lugares foi
Os diferentes tipos de arquivos são clas- gados tanto como arquivos de origem ocupado (operação de saída sobre o ar-
sificados de acordo com sua forma de quanto como arquivos de destinução da quivo) e, novamente o arquivo fica dispo-
utilização. Atendendo a esse critério, divi- informação processada pelo computa- nível para a próximi consulta.
dem-se em: dor. Quando se trocam os dado; de um
- Arquivos de entrada: são aqueles utii- arquivo para refletir novas situações, diz- Organização dos arquivos
zados para carregar na memória princi- se que ele está sendo 'atualízaco". Um
pal do computador a informação neles exemplo típico de arquivo de entrada/saí- A diversidade da informação a ser arma-
contida. Também são chamados arqui- da é o empregado na expedição de uma zenada se traduz na existência de arqui-
vos de origem. passagem aérea. O operador da 3gência vos com organizações diferentes.
- Arquivos de saída: são utilizados para de viagens chama a partir de seu termi- Por exemplo, mesmo aplicando os méto-
armazenar informação extraída da me- nal o arquivo onde se encontram os luga- dos clássicos, as faturas e a correspon-
mória interna do computador: também res disponíveis em cada vôo (operação dência não, são arquivadas da mesma

SEOI JENCIAL REGISTRO


PROCURADO

fl:IH
RE ITPO
C RETO
DICE

.1

í-]
A atualização da informa?ão contida nos arquivos eletrônicos
pode ser realizada atualmente por pessoal não-especializado,
devido ao esforço para a simplificação do software aplicativo para
banco de dados feito desde há alguns anos. REGISTRO
PROcuRAD(

4
CHAVE
PROCURADA

I DEXADO
IN CHAVE

Ir
REGISTR(
PROCURA[)

Diversas firmas de organização de um arquivo de computador sequencial -


Um escritório pode ser definido como centro onde se recebe, manipula e gera para buscé r um dado é necessário percorrer lodo o arquivo; direto - o
informação. Hoje, os sistemas de processamento de dados tendem, cada acesso se realiza por movimentação de um braço sobre trilha concêntrica,
vez com maior intersidade, a utilizar suportes de tipo magnético: discos, fitas, indexado - - que permite a busca como em uma lista telefônica (índice).
cassetes, etc., reservando o papel para saídas de informação já elaborada.
271
SOFTWARE
ARQUIVOS

forma. Essa diversidade nos métodos de pelas outras informações gravadas ante- Conceitos básicos 1
armazenamento da informação dá lugar riormente. Para conseguir isso, o progra-
a três técnicas básicas de organização mador cria as chaves indicativas de cada
registro, relacionadas com a posição em
Arquivos públicos
dos arquivos.
que estão gravadas (índices). O disco
e privados
• Organização seqüencial: nesse tipo, os magnético permite esse tipo de organiza-
ção. Um exemplo de utilização seria um Atualmente, a maior parte das empresas
registros estão gravados uns após os ou-
arquivo de contas correntes bancárias, de porte em qualquer setor utiliza o arma-
tros. É preciso lê-los ou atualizá-los na zenamento eletrônico de dados para for-
mesma ordem em que estão gravados. consultado aleatoriamente.
mar seus arquivos. Estes contém a infor-
Na utilização de fita magnética é compul- mação referente à atividade da empresa. E
sório esse tipo de organização. Apresen- • Organização indexada: os registros são possível ter acesso direto a esses arqui-
ta, porém, o problema de que, para se ter gravados de forma seqüencia), embora vos, no lugar em que se encontra o centro
acesso a qualquer registro, é preciso se criem algumas tabelas e índices que de processamento, ou ainda através de
passar por todos os registros anteriores,, permitem o acesso direto a qualquer tipo terminais que podem estar distantes geo-
tornando o processo bastante lento. E de informação. O meio de armazenamen- graficamente do centro.
muito útil, porém, quando se deseja ar- to utilizado para esta técnica de organiza- No processo de emissão de uma passagem
mazenar um arquivo que deve ser lido de ção pode ser também o disco magnético. aérea, não sabemos onde se encontra o
O sistema é análogo ao índice alfabético centro de controle das passagens: contudo,
forma completa, como é o caso de um ar-
de um livro. A consulta ao índice não é o operador pode reservar um lugar e atuali-
quivo de listas de pessoas.
zar o arquivo que contém a informação so-
seqüencial, já que está ordenado alfabé-
bre os diferentes vôos a partir de qualquer
• Organização direta: com ela, pode-se tica ou numericamente. Um exemplo
terminal. Este é um exemplo de arquivo pú-
ter acesso direto a uma determinada in- desse tipo de arquivo seria o usado para
blico, que pode ser modificado por qualquer
formação, sem necessidade de passar consultas de informação bibliográfica. usuário registrado, sem qualquer restrição.
Podemos definir arquivo público como to-
do arquivo ao qual o usuário pode ter aces-
TIPOS DE PERIFÉRICOS E ARQUIVOS so para lê-lo ou modificá-lo quando neces-
sário. O único impedimento para se ter
acesso a esse tipo de arquivo é a chave de
TIPOS DE ARQUIVOS
acesso que se atribui a cada usuário, mas
qualquer pessoa que a conheça pode mani-
Entrada Saída Entrada/Saida
pular esse tipo de arquivo.
Suporte de papei Entrada A'rquivos mestres Existem também informações referentes a
(cartões, original atualizados, certas atividades que, por diversos moti-
fita perfurada (Processamento arquivos de apoio Nãoaplicável vos, não devem ser conhecidas, nem pelos
MlcR, OCR) em lotes) (Processamento em
lotes) usuários dos terminais nem por algumas
Meios magnéticos Entrada original Arquivos mestres Uso pouco prático pessoas do centro de processamentos da
de acesso Arquivos de transações e atualizados pela dificuldade empresa. Essas informações também es-
sequencial arquivos mestres Arquivos dê apoio de regravação tão armazenadas em arquivos, embora de
(fita magnética, utilizados para (Processamento no mesmo lugar tipo especial, catalogados como privados.
cassete) atualização em lotes)
TIPOS DE MEIOS OU PERIF ÉRICOS

Esses arquivos são protegidos contra pos-


(Processamento em lotes)
síveis acessos não autorizados. Uma for-
Meios magnéticos Arquivos mestres Arquivos mestres Arquivos mestres ma de proteção é usar chaves que atuam
de acesso direto e de transações atualizados atualizados
(disco, tambor) utilizados para como um sistema de alarme e fazem parte
(Processamento em (Processamentn em
atualização lotes) lotes
do hardware do equipamento.
(Processamento em lotes) e em tempo real) Finalmente, podem existir arquivos nos
quais existem informações dos dois tipos,
Entrada para Quando se cria Arquivos mestres públicos e privados. Esse tipo de arquivo é
obtençao de inicialmente o atualizados o compartilhado. Exemplo disso podem ser
Cartão relatórios ou arquivo mestre (Processamento os arquivos de uma instituição bancária.
magnético análises de em lotes) Quando o correntista deseja saber seu sal-
conteúdo
do ou sacar dinheiro, o operador do termi-
Relatórios e nal tecla seu código de acesso e trabalha
Impressora listagens de pobre o arquivo que contém as contas cor-
Nàoaplicável Não-aplicável
apoio tentes. Mas, a partir desse, mesmo termi-
ltial, também é possível obter'butras infor-
Entrada de Respostas em rnações, confidenciais, sobre a atividade
transações processamentos de bancária do cliente, que competem apenas
íermpnais (Processamento em tempo Não-aplicável ao diretor, por exemplo.
tempo real e em tinha
real ou remoto em lotes)
1 PERIFÉRICOS
o. 01

IMPRESSORA MÔNICA

ambém designada pelo seu códi- A densidade padrão de impressão hori- aproximadamente 6 kg. Suas dimensões

T go de produto, El 6010, a Mônica


é uma impressora serial, de ma-
triz de pontos, pertencente à li-
nha 6000 da Elebra, empresa nacional de
zontal (10 cpp) pode ser modificada por
uma chave localizada no painel traseiro
da impressora, para 16,7 cpp, que equi-
vale a 133 colunas em papel de E polega-
são 44 cm de largura, 35 cm de profundi-
dade e 15 cm de altura. O papel pode ser
alimentado frontalmente ou por baixo, di-
retamente nos tracionadores. Dependen-
periféricos. E comercializada tanto atra- das de largura. do do móvel onde a impressora for colo-
vés de revendedores como de fabrican- Esse modo é chamado modo de impres- cada, uma ou outra entrada de papel po-
tes de microcomputadores, que usual- são comprimida. Além dessas densida- derá ser utilizada, sendo a entrada frontal
mente modificam alguns detalhes do pro- des, pode-se obter, por meio de códigos mais adequada qua ido a impressora es-
dyto para o revenderem em conjunto de controle, dois outros modos de im- tiver sobre uma mesa comum, e a entra-
com seus próprios equipamentos. Resul- pressão, com caracteres exp rndidos, da direta, quando ela for colocada num
tado da evolução das impressoras ante- que resultam em letras maiores e densi- pedestal apropriado para impressoras,
riores da Elebra, que usavam original- dades de 5 e 8,3 cpp. onde existe um local próprio para coloca-
mente tecnologia italiana, a Mônica foi Pode-se ainda selecionar a d€nsidade ção do papel.
projetada para atender uma grande faixa vertical, com duas opções disponíveis, de Nos modelos anteriores de impressoras
de aplicações em microcomputadores, 6 ou 8 linhas por polegada. da Elebra, a alimentação era feita direta-
onde se requer uma impressora relativa- Na versão básica, o conjunto de aracte• mente ou pela parte traseira da impres-
mente barata, robusta e de dimensões, res é composto pelos 96 códigos da tabe- sora. Quando a impressora trabalhava
custo e desempenho compatíveis com o la ASCII (padrão internacional) ou por um sobre uma mesa, a alimentação traseira
restante do equipamento. Seu índice de conjunto com os caracteres em portu- geralmente ocasionava problemas de
nacionalização é alto, sendo os únicos guês, que inclui a cedilha, o til e Lcentua- realimentação, isto é, ao sair da impres-
componentes importados o motor de pas- ção tanto para letras minúscuk s como sora, o papel caía exatamente sobre o
so e a cabeça de impressão, que tem para maiúsculas. que estava sendo fracionado. Muitas ve-
uma vida útil calculada em 300 milhões zes, o movimento constante do papel fa-
de caracteres - mais de 4 anos de utili- Outras especificaçõe; zia com que as primeiras folhas impres-
zação normal, considerada alta para sua sas fossem empurradas para dentro da
classe. Entre as impressoras de sua classe, a fenda de alimentação, causando a reali-
Outra característica do produto é a de to- Mônica é uma das mais leves, )eSandO mentação do papel Com a alimentação
da a parte eletrônica da impressora estar
numa só placa que pode ser modificada
ou ampliada com módulos opcionais. A CARACTERÍSTICAS BÁSICAS
troca de uma memória EPROM pode for-
necer novos conjuntos de caracteres e VELOCIDADES TABULAÇÃO
outros recursos, como capacidade gráfi-
ca, o que aumenta o número de aplica- Nominal: 100 cps. Horizontal: opciona
ções potenciais para a Mônica. Avanço: 5 polegadas por segundo. Vertical: opcional.

IMPRESSÃO PAPEL
Características de impressão
Modo: bidirecional, com procura logica por Alimentação: fronto 1 ou por baixo,
A velocidade nominal da Mônica é de 100 caractere. Tração: tratores; opcional por fricção
caracteres por segundo. Para uma im- Tipo: matriz de 9x7 pontos. Largura: 3 a 10 polegadas -
pressão padrão, seu rendimento é de Linha: 8 polegadas no máximo. Cópias: até 4.
aproximadamente 80 a 90%, ou seja,
uma velocidade efetiva de 80 a 90 cps. DENSIDADE INTERFACE

Para impressões especiais, como gráfi-


Horizontal: 5; 8,3; 10 e 16,1 caracteres por Tipo: paralela, conecção Centronics.
cos ou com qualidade próxima à de car- Velocidade de transferência: 1 kbyte por
polegada 80 ou 133 colunas.
ta, essa velocidade se reduz para cerca Vertical: 6 ou 8 linhas por polegaia- segundo.
de 20 cps. Ela usa uma matriz de 9 x 7 -Bufter: 132 caracteres.
Espaçamento: opcional.
pontos na impressão padrão de 80 colu-
nas em papel de 8 polegadas (compri- OPCIONAIS
CARACTERES
mento máximo da linha impressa), oL se- Modulo de expansão semigráfico.
Conjunto 96 ASCII (internacional) ou em
a, com densidade de ia caracteres por Módulo de expansão gráfico (em fase de
polegada. É bidirecional e tem o percurso português. ançamento)
Gráficos: opcional. Módulo de expansão interface serial RS-
minimizado por procura lógica, isto é, im-
prime nas duas direções - ida e volta da 232 C (em fase de lançamento).
TraciOnamento por fricção (em estudos).
çbeÇa de impressão - fazendo avanço
fT\0 caractere
o 27''.
PERIFÉRICOS
IMPRESSORA MÔNICA
A tecla "Linha/Local" aciona o modo de
frontal, esse problema foi soluciorado, 20 40 60 ao Co
operação - em linha com o computador
não havendo mais o contato do papel que 64 128 160
ou operação local. Pressionando-se essa
sai com o que entra. Outro ponto interes- 6*
00 ãõo
tecla, a impressorã passa de um modo
sante com relação à alimentação frontal 03' ÇfÁ
para outro. Para avançar o papel de uma
é a maior facilidade de alimentação de ACK linha, pressiona-se o botão 'Aiim. Linha",
folhas soltas para o sistema de tração
e para avançar o formulário até o início
por fricção. Por enquanto, o mecanismo 6I -
lógico de uma nova folha pressiona-se
de tracionamento do papel exige a utiliza- 6Y

1
"AIim. Form.". O início lógico de uma fo-
ção de formulário contínuo, uma vez que - ÕC
q
lha pode ser obtido de duas maneiras: li-
ele opera com tratores para avançar o rã. 11 6CU
ãrã 6 gando-se a impressora ou pressionando-
papel. Já está sendo testado e deverá ser a- -
6•
a-- se simultaneamente as teclas "Linha/Lo-
lançado em breve, como opcional, o tra- 666 6
ÚÃR 11 1 cal" e "Aiim. Form.".
cionamento por trator ou por fricção. úÇA-
•6' Outras duas funções podem ser obtidas
Dependendo do tipo de papel, pode-se 6
66 1• com os botões de controle. Mantendo-se
imprimir em até cincp vias, em folhas de .1
o "Linha/Local" pressionado e acionan-
3 a 10 polegadas de largura total, sendo - 6_. do-se o "AIim. Linha", o papel avança
que na largura máxima, de 10 polegadas, 1.
p 1 com passo reduzido, também chamado
inclui-se a parte perfurada dos formulá-
avanço milimétrico. Pode-se solicitar o
rios contínuos; o comprimento máximo
Conjunto de caracteres com o módulo teste interno, que imprime todo o conjun-
de uma linha impressa é de 8 polegadas. opcional semigráfico. com o modulo de
to de caracteres, ligando-se a impressora
A fita de impressão é a mesma utilizada expansão 6000GC, a Mônica tem capacidade
nas outras impressoras da Elebra, com 9 gráfica próxima à de máquina de escrever. com a tecla "Linha/Local' pressionada.
mm de largura e 13 m de extensão, acon-
dicionada num cartucho removível de fita
CÓDIGOS DE CONTROLE DA IMPRESSORA MÔNICA
contínua, isto é, a cada passada (13 m), a
superfície da fita voltada para o papel é Caractere Código Resultado na impressora
invertida automaticamente, permitindo ASCII decimal
uma utilização contínua e várias passa-
das antes da troca do cartucho. BEL 7 Imprime o texto queprecede e aciona o alarme sonoro
Na versão básica a interface é paralela, BS 8 Volta a cabeça de inpressão de um caractere (Back Space)
do tipo Centronics, e opera com velocida- LF 10 Imprime o conteúdo o buffer e avança o papel uma linha
de de transferência de 1 kbyte por segun- VT 11 Idêntico ao LF
do, sendo compatível com a maioria dos FF 12 Imprime texto, posici na o papel na próxima folha
CR 13 Imprime, sem retorn do carro (opção CR + LF)
equipamentos. Tem um buffer (memória
50 14 Inicia impressão exp ndida (largura dupla)
intermediária) de 132 caracteres, o que SI 15 Inicia impressão comprimida
Pode ser considerado relativamente pe- DC-2 18 Cancela o comando1 (impressão comprimida)
queno para diversas aplicações. DC4 20 Cancela o comando O (impressão expandida)
ETB 23 Imprime sem LF (Liné Feed)
Operação ESC O 27 48 imprime sem LF, inic a densidade vertical 8 linhas/polegada
ESC 2 27 50 Imprime sem LF; inic a densidade vertical 6 linhas/polegada
Como ocorre na maioria das impressoras
matriciais, a chave liga/desliga não é de
fácil acesso, sendo colocada na parte in- CÓDIGOS ADICIONAIS OBTIDOS COM A EPROM MO 6000-SG
ferior da lateral esquerda. O painel de
controle e operação é bem localizado --
VT Imprime e posiciona a próxima linha tabuiada
na face superior esquerda da impressora
HT 9 Imprime e posiciona ti a próxima tabulação da linha
e possui três teclas ou botões, além
ESC A n 27 65 n Especifica o número d passos para avanço de linha
de três indicadores luminosos. Ligando- ESC 0 n -espaçamento
27 67 n Especifica o número c
se a impressora, acende-se o indicador ESC 0 O m 27 67 O m Especifica o tamanho e linhas por página do formulário
"Ligada"; estando ela pronta para rece- ESC B ni 2766 nl, do formulário em polegadas
ber informações, acendem-se também Especifica as posiçõet de tabulação vertical
n2.....O n2 ... Q
os indicadores "Pronta" e "Linha". Exis- ESC D ni 2768 nl,
tindo algum problema interno, o "Pronta" Especifica as posiçõe
n2.....O n2 ... O de tabulação horizontal
não se acenderá. Um sensor verifica a ESC R n 27 82 n Fixa O gerador de
presença ESC S n carateres
de papei, que, no caso de não 2783 n (lnternacjona,it
estar alimentado, fará com que ESC H Seleciona
o indica- 27 72 impressão em modo SubiS
dor "Linha" pisque, além de
acionar um ESC T Cancela O
aviso sonoro- jntermjt 2784 uPerscrjpi
ete. ESC X n 2788 r Cancela o modo Subi'Suersc.
274 modo
Seleciona
na tabà/a ASCII dos
CÓdIgQ5
Se
migra ficos
Além de imprimir os caracteres ativos, pressora. Por esse motivo, somente um
faz-se um teste de todos os circuitos da Módulos de expansão deles pode ser usado de cada vez. O mó-
impressora. O autoteste é interrompido dulo 6000-SB pode ser instalado e usado
quando o usuário pressiona o botão A Elebra coloca à disposição do jsuário em conjunto com um dos anteriores.
"AIim. Form.". vários módulos opcionais para exDansão
Semigrá fico 6000-50
Outra característica importante da Môni- dos recursos da Mônica. Esses módulos
adicionam mais controles de impessão, Neste módulo de EPROM estão gravados,
ca é a velocidade com que o papel é ali-
além dos recursos padrões da impresso-
mentado - 5 polegadas por segundo. capacidade gráfica e outro tipo de comu-
ra, os seguintes recursos adicionais:
Em um segundo, aproximadamente meia nicação com os computadores: a interfa-
• 64 caracteres semigráficos, padrão
página de papel é movimentada. Para se ce serial. A instalação dos módulos é
bastante simples, podendo ser te ta pelo TRS 80;
ter uma base de comparação, a impres-
• tabulação horizontal ou vertical com
sora Epson, norte-americana, tem uma próprio usuário, seguindo as ins ruções
até 8 posições cada uma;
velocidade cerca de cinco vezes menor. do guia do operador que acompaiha ca-
• impressão em modo rebaixado (subs-
A documentação que acompanha a im- da módulo. Deve-se apenas tomaS cuida-
cript) ou elevado (superscript);
pressora - Guia do Operador - é bem do para não danificar os conectores e
• seleção do tamanho do formulário;
produzida, com várias ilustrações que terminais metálicos, que normalmente
• seleção do espaçamento entre linhas.
orientam muito bem a instalação da im- são bastante sensíveis. Atualmente só
Os 64 caracteres sem igráficos são combi-
pressora. No entanto, é bastante pobre está disponível o módulo MO 6000-SG,
nações de pequenos blocos de impres-
em outras seções, deixando de explorar mas em breve dois outros estarão sendo
comercializados. são, que podem ser compostos para for-
os recursos adicionais do equipamento e
mar uma figura. O padrão de formação é o
sendo praticamente desprovida de exem- Os módulos 6000-SG e 6000-GC substi-
usado no conjunto de caracteres dos mi-
plos de aplicação. tuem um EPROM da placa básica, da im-
cros da linha TRS 80, como o CP 500, o
DGT 100 e outros, sendo portanto reco-
mendado para os sistemas dessa família.
Gráfico 6000-GC
O módulo 6000GC adiciona os seguintes
recursos:
• capacidade gráfica Bit Image, padrão
Apple II;
• buffer de 8 kbytes, compatível com
aplicações gráficas;
• impressão com qualidade próxima à de
carta, através de matriz densa de 16x50
pontos;
• definição de caracteres pelo usuário,
Impressora serial de até 96 diferentes;
matriz de pontos, a • tabulação horizontal e vertical com até
Mônica El 6010. da
Elebra, é compacta e
8 posições cada;
pode ser alimentada • seleção do espaçamento entre linhas.
frontalmente ou por Este módulo é o ideal para os equipamen-
baixo. Tem interface
tos da linha Apple, mas também para ou-
paralela tipo
Centronics. tros, não pertencentes à família TRS 80.
O buffer, em 8 kbytes agiliza muito a utili-
zação do sistema, que permite o envio
í t1l
ss° de, por exemplo, quatro a cinco páginas
de texto, liberando o micro para outras
DE IFUESSÕO A ió,7
cn u?1fS° cfY'' tarefas, enquanto a impressão é feita.
TESTE
JMPRE5 EXE*3tIPboÀ
Interface RS-232 C
O módulo 6000-SB, uma pequena placa
tE ØF
j.
de circuitos que é conectada à placa
principal da impressora, expande o buffer
para 8 kbytes e pemite a transferência
de dados serialmente segundo os pa-
drões RS-232 O. Com esta expansão, po-
os recursos básicos podem ser expandic os de-se selecionar a velocidade de transfe-
A densidade de impressão horizontal pode
ser selecionada por uma chave, para 80 ou 133 trocando-se um chip de EPROM da placa rência e alguns tipos de protocolo.
básica ou conectando-se a ela outra placa, F.S.M.
colunas. Mediante códigos gerados no programa,
contendo os circuitos de expansão
obtém se modo de impressão expandida.
275
ABC APLICAÇOES
DEF
GHI DATAQUEST

análise de questionários de O aplicativo aqui descrito, denominado só em agências de publicidade, marke-

A pesquisas de opinião e de mer-


cado, levantamentos de dados
no campo ou por correspon-
dência, coleta de dados demográficos,
psicológicos, etc., que recebem o nome
DATAQUEST, é o primeiro sistema intei-
ramente desenvolvido no Brasil, destina-
do a microcomputadores com sistema
operacional CP/M ou compatível. Consta
de sete programas descritos em BASIC
ting e pesquisa de opinião, como também
nos departamentos de marketing e plane-
jamento de empresas industriais, comer-
ciais ou de serviços de qualquer porte
que necessitem avaliar sistematicamen-
1

genérico de enquetes, é uma das aplica- compilado. Embora incluindo um número te os seus produtos e atividades. Outra
ções mais antigas dos computadores. menor de funções analíticas (principal- utilização possível é a de processamento
Desde os primeiros censos demográfi- mente multivariadas) do que os sistemas de levantamentos, pesquisas e questio-
cos, realizados no século XIX com car- similares disponíveis para computadores nários nas áreas de medicina, saúde pú-
tões Hollerith, até os grandes computa- de grande porte, o sistema DATAQUEST blica, psicologia, sociologia, demografia,
dores, dispondo de programas avança- é de fácil utilização, mesmo por pessoas economia, etc.
dos, como SURVEY, SPSS, BMD, SAS, sem experiência prévia com computado-
etc., a mecanização se justifica pelo res, e permite a realização de 90 0/o das Características do aplicativo 1
grande volume de dados, tamanho e tarefas de coleta e análise de dados nor-
complexidade dos questionários, e pela malmente solicitadas por usuários oca- A finalidade básica do sistema é permitir
rapidez com que se deseja processar as sionais ou constantes dessa metodolo- a criação de um questionário, através da
respostas e obter resultados finais. gia. Assim, pode encontrar aplicação não especificação de texto, alternativas,
etc., para cada questão que o integra, as-
sim como a ordem em que constarão no
questionário. Visa também à coleta e
análise estatística das respostas dadas,
depois de seu preenchimento. A caracte-
Aplicativo: Sistema para pesquisas de opinião e mercado rística mais importante do DATAQUEST é
DATAQUEST que todas essas atividades podem ser
Computadores: Microcomputadores compatíveis com realizadas diretamente por meio de um
sistema CP/M (modelos nacionais das linhas ltautec, diálogo interativo, entre usuário e compu-
Polymax, Scopus, Prológica S 600 e S 700, Dismac Alfa, tador, orientado por mensagens, pergun-
Scopus, Labo, Edisa, Sid, Quartzil, etc.) tas e menus em português. Além de ser
Configuração: UCP, 64 kbytes de RAM, vídeo de 80 x 25, usado para criar e modificar o questioná-
teclado, uma ou mais unidades de disquete de 5 1/4" ou rio, o computador também é empregado
83', impressora de 132 colunas para imprimir o original do questionário,
Sistema operacional: CPIM 2.x ou compatível para coletar respostas em interação dire-
Suporte: disquete de 5 1/4", densidade dupla, ou de 8", ta com quem responde ou através da
densidade simples transcrição dos formulários preenchidos
Documentação: Manual em português, com 40 páginas, por terceiros, e finalmente para analisar
exemplos em disquete as respostas de diversas maneiras. Ou-
Produção: Dataquest (Brasil) tras características interessantes são:

• O questionário criado é automatica-


mente armazenado em disquete, sob um
nome determinado pelo usuário. Iw

• O usuário pode criar um "banco de


OWITos d 3 C0333$ INZ 3313 I,..lI questões" (as mais usadas, como sexo,
idade, etc.) e copiar questões seleciona-
das dele, por ocasião da criação ou modi-
ficação de um questionário.

• As questões podem ser de seis tipos di-


ferentes, que são reconhecidos automati-

= == ===== camente pelos programas de análise, de


modo a selecionar o formato e tipo de es-
tatística mais apropriados:
Um dos modu/os funcionais do sistema
Os questionários criados com esse sistema - respostas nominais abertas,
bertas:-
DATAQUEST permite a criação de um questionário, respostas nominais com alternativas
especificando-se o texto, tipo e alternativas aplicativo podem ser modificados posteriormente pelo respostas
de cada questão que o compõe. usuário, através da edição, inserção ou remoção múltiplas,-
últiplas:
276
de questões especificas.
-
- respostas nominais com alternativa
única: tas digitados em ocasiões d lerertes po- • Finalmente, o usuirio pode selecionar
- respostas ordinais com alternativa dem ser concatenados para 3 an alise. nomes e endereços (que são preenchi-
única; dos de forma opcioial ou obrigatória e
- respostas escalares intervaladas; • O sistema permite: tabulação e estatís- são no último caso solicitados pelo com-
- respostas escalares abertas. ticas univariadas básicas, com a opção putador e armazenados juntamente com
de imprimir histogramas das percenta- as respostas), para produzir listagens, eti-
• Por ocasião da entrada das respostas, gens de resposta a cada alternati a; clas- quetas e cartas personalizadas. Assim,
estas são armazenadas em um ou mais sificação e ordenação de respostas aber- DATAQUEST inclui um pequeno editor de
arquivos seqüenciais em disquete, com tas (até 200 diferentes): e análise 1)or cru- textos (com acentuação) e um subsiste-
nomes próprios. O programa permite a zamento de respostas. Nesse caso, o ma de mala direta.
criação de diversos parâmetros para a usuário determina os pares de questões O aplicativo é inteiramente operado com
checagem automática de consistência que quer cruzar, de forma intera:iva. As base em menus e sclicitações auto-expli-
em tempo real, rejeitando as respostas estatísticas associativas de qui qi adrado cativas, e inclui uma função adiciona!
não permitidas ou inconsistentes. (para respostas nominais), correl ção/re- HELP (ajuda em caso de dúvida).
gressão linear (para respostas escalares)
• O sistema liga automaticamente os ar- e correlação ponto-bisserial (en re res-
quivos de respostas ao questionário, de postas nominais e ordinais) são escolhi-
modo a evitar erros. Arquivos de respos- das e reportadas automaticamen:e. R.M.E.S.

Funções do aplicativo Ç*J8STOO 2 070 - 2 J8S1) 3 COD. -3


TI PO : )r,jnal ore' a1 ter r,t..,, TI : Nominal Olir a1terrt 'as rultipias
DATAQU EST (o.kll e o seu sem: 01Io t*ou corbecírento b ' prrdior.nto,

• Criação de questionários de pesquisa de 0~0 3


opinião ou de mercado
ÇU1,ST002 0 1 3 4 5 6 7
• Modificação, remoção ou inclusão de
novas questões 0. Or resposta 0 o O O O O O
0.0 0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
3.0 0.0 0. 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 -O
• Impressão de um questionário formata 1. Masculino 1 1 O 2 O 2 2 11
do, para reprodução e/ou utilização 9.1
50.0
27.3
75.0
0.
O,)
9.1
100.0
0.0
0.0
18.2
100.0
0.0
0.0
18.2
o6.7
18.2
66.7
64,7

2. feminino 1 1 1 O 1 O O 1 1
• Digitação de respostas dadas aos ques 16.7 16.7 16.7 0.0 16.7 0.0 0.0 16.7 16.7
tionários, em modo 'lote" ou 'tempo 50,0 25.0 100.) 0.0 100.0 0.0 0.0 03.3 33.3

real", com checagem de consistência


1O7rAL 2 4 1 1 1 2 O 3 3 17
11.8 23.5 5,1 5.9 5.9 11.8 0.0 17.6 17.6
• Revisão, impressão e correção das res
postas dadas a um questionário 0. Ore'. resposta 3. 1nd.icao 6. Placas
1. Jornal 4. Passagar pelo locc, 1 7. Mala direta
2. FOlheto S. Televisa) 8. Outra------
• Análise estatística básica de amostras ou
subamostras de respostas a um questioná
rio, incluindo freqüências, percentagens, A análise de conjuntos de respostas aos
médias, desvios padrões, máximos e míni questionários produz tabelas, histogramas
e estatisticas, permitindo inclusive o
mos (respostas numéricas) e classificação
cruzamento entre as questões que os cor ipõem.
de respostas abertas, com histogramas

• Análise estatística por cruzamento de


respostas5duas a duas, com impressão au
tomática de tabelas, qui quadrado, coefi
cientes de correlação e regressão, confor
me os tipos de dados analisados.

• Impressão de etiquetas e produção de


malas diretas, a partir dos endereços e no-
mes armazenados nos questionários res
pondtdos

• Concatenação de arquivos de resposta;


ou de questões

Criado um questionário, as respostas dai as O sistema permile d criação e análise de


• Criação e uso de bancos de questões pesquisas de opinião, mirketing e enquetes,
na pesquisa são digitadas no teclado e
mais comuns, com cópia automática armazenadas para análise. O programa (etecta possibilitando o exame e alteração das questões
automaticamente os erros nas respostas de forma interativa com ) usuário.

277
APLICAÇÕES
PROGRAMA

Título: Minhocão O "minhocão" pode se salvar de uma si- campo, em posições e tamanhos aleató-
Computadores: compatíveis com TAS tuação sem saída graças ao artifício de rios. O nível de dificuldade zero não tem
80 modelos 1/111/1V (nacionais: CP 300, perfurar obstáculos no campo ou em bar- nenhum obstáculo.
CP 500, DGT 100, D 8000, Sysdata Jr., etc.) reiras deixadas por ele mesmo, com o au- Após a escolha do nível, o campo é dese-
Memória necessária: 16 kbytes xílio de um "canhão". Entretanto, o esto- nhado na tela, e o "minhocão" começa
Linguagem: BASIC Nível II que de "balas" é limitado a cinco. O joga- imediatamente a se movimentar. Para
dor pode selecionar o nível de dificuldade mudar sua direção, basta pressionar uma
MINHOCÃO é um jogo de animação grá- que quer enfrentar. O nível mínimo é ze- única vez a tecla com a flecha correspon-
fica que exige reflexos rápidos. Um cur- ro, e o máximo, teoricamente, 32767. Na dente. Para disparar um tiro, pressiona-
sor se desloca rapidamente sobre um prática, porém, torna-se muito difícil fa- se a barra de espaços. Nos microcompu-
campo retangular delimitado na tela, dei- zer um número razoável de pontos além tadores Dismac D 8000, as teclas com as
xando um 'rastro" atrás dele. O jogador do nível de dificuldade 20. A escolha flechas são substituídas pelas teclas
deve tentar controlar a direção para a do nível provoca a colocação de um nú- CTRL e ESC, respectivamente.
qual ele se locomove, pressionando as mero maior ou menor de obstáculos no R.M.E.S.
teclas com as flechas t , , -, e
O objetivo do jogo é cobrir a maior área
possível da tela com o rastro deixado pe- 10 REM ---- MINHOCRO
20 REM PARA COMPRTIVEIS COM TRS-80 MOD 1/111/1V 16 K
lo "minhocão", antes de ser bloqueado 30 REM ---- REMATO M.E. SR8EIRTIHt 198C4
em uma área sem saída. Quando isso 40 RRNDOM:CLS:DEFINT 1 ,X,Y,F,P,Q*F'2=2 :XM»3 :Z$=CHR$(191)
50 CLS:PRIMT"MIHHOCRO":PRINT STRZHG$(8,131)
acontece, o jogo termina, e o programa 60 PRIHT:INPUT"P4IVEL DE' DIFICULDADE (0 R 0) "L
exibe na tela o número de pontos acumu- 70 GOSUD 240 :F3=0
80 GOSUE4 90 :GOSUB 341) :GOTO 80
lados pelo jogador. Além disso, propor- 90 RS=IHKEY3:IF R$="' RETURN ELSE R=PSC(RS)
ciona uma divertida classificação das ha- 100 IF R=8 X1=-1 :yj=0:F2=j :RETUR$
110 IF q=9 X1=1:Y1=0:F2=2:RETURN
bilidades do jogador, indo desde "patéti- 120 IF R=91 Xl=0:Y1=-i:F'2=3:RETURH
co" e "débil mental" até "fantástico" .130 IF R=10 X1=0:Y1=1:F2=4:RETUR
140 IF P=32 BOTO 150 ELSE RETURN
(mais de 4000 pontos). 150 P=X:Q=Y:Q0=Y:P0=X:SH=SH+l:ON F2 GOTO 200 , 210 , 220 , 230
160 IF SH)5 RETURN
170 SET(P,Q):P0=P0+Pl:Q0=Q0+Ql
180 IF P0=0 OR P0=127 OR Q0=0 OR Q0=47 SET(X,Y):RESET(P,Q):RETURN
190 RESET(P,Q):P=P0:Q=Q0:GOTO 170
200 P1=-1:Q1=0:60T0 160
210 P1=1:Q1=0:GOTO 160
220 P1=0:Q1=-1:BOTO 160
230 P1=0:Q1=1:GOTO 160
240 CLS:FOR 1=0 TO 127:SET(I,0):SET(I,47):MEXT
250 FOR 1=0 TO 47:SET(0,I):SET(127,I):NEXT
260 X=RMD(75) +25 :xO=x :y=RHD(30) +8 :yØ='(
270 IF L=0 RETURN
280 11=RND(5):F'OR 1=1 TOLI1
290 PRIHTCRMD(1022),ZS;:HEXT
300 I1=RND(3):F'OR 1=1 TO L*11
310 12=RHD(957):PRIHT@12,ZS;:PRIMTGI2+1,Z$;
320 PRINT@12+2,ZS; :PRIP4T@I2+64,Z$; :PRINTeIZ+65,ZS;
330 PRIMT@12+66,Z*;:NEXTRETURN
340 X0=X0+X1 :y=yQ+yj :j=Ø
350 IF POIMT(X0,Y0) X0=X:Y0=Y:F1=F1+1:GOTO 370
O objetivo do jogo é preencher a maior área 360 X=X0:Y=Y0:SET(X,Y) :F'3=F3+1:RETURN
possível do campo retangular delimitado 370 IF RMD(2)=2 THEM 440
na tela, com um cursor que se desloca sobre 380 IF F1)10 GOTO 490
ela, deixando um raslr visível atrás de si. 390 OH F2 GOTO 400 , 410 , 420 , 430
400 X1=1 :yI=0:y0=y0-1 :F2=2 :GOTO 350
410 X1=-1 :'(1=0:y0=y0-1 :F2=1 :GOTO 350
420 X1=0:Y1=1 :X0=X0-1 :FZ=4:SOTO 350
430 X1=0:Y1=-1:X0=X0--1:F2=3:GOTO 1350
440 OH F2 BOTO 450 , 460 , 470 , 480
450 X1=1 :y1=0:y0=y0+1 :F2=2 :GOTO 350
460 X1=-1 :y1=0:y0=y0+i :F'Z=l :SOTO 350
470 X1=0:Y1=1:X0=X0+1:F2=4:60T0 350
480 X1=o:y1=-1 :X0=X0+j :F2=3:GOTO 350
490 CLS:PRIMT"FIM DO J060":PRIMT STRIH6$(11,131)
500 PRIMT:PRIMT "ESCORE :
510 PRINT:PRINT"CLqSSIFICflCO :
520 Ir F3<100 PRIP4T"PPTETICO !":BOTO 590
530 IF F3(600 PRINT'DEBIL MEHTflL":GOTO 590
540 Ir F3(1000 PRINT"INCOMPETEMTE '":GOTO 590
550 IF F3(2000 PRINT"PRSSPVEL':BOTO 590
560 IF F3<3000 PRIMT"RPZOpVEL":GOO 590
570 IF F3<4000 PRIHT"MUITO BOM !"tGOTO 590
580 PRIHT'FRNTRSTICO 11 , 11
Um jogo com maior grau de dificuldade é obtido
590 PRINT:INPUT"DESEJR JOGAR NOVAMENTE (S/M) "P$
preenchendo-se partes do campo com obstáculos
600 RSLEFT$(RS,1):Jp R*="S" THEN 60 ELSE CLS:EMD
aleatórios. Se o 'minhocão" for bloqueado em
algum beco sem saida na tela, o jogo acaba.

278
O MUNDO DA INFORMÁTICA
INFORMÁTICA E PETRÓLEO

alto custo dos equipamentos industriais propriamente ditos.

O de processamento de dados
na década de 60 levou a uma
concentração de seu empre-
go em aplicações cuja rentabilidade esti-
vesse fora de qualquer dúvida para os
A crise de 1973 e a conseqüente dispara-
da do preço do petróleo bruto e de seus
derivados determinaram o fim da chama-
da sociedade de abundânciE". Como
para os empresários de muitos )utros ra-
Operários eletr nicos

Mediante o emprego de interfaces espe-


cíficas, tais como sensores, medidores
de pressão, de temperatura, de fluxo e
empresários e acionistas. O terreno pro- mos, também para os responsCÊ veis pela consumo, etc., a sala de computadores
pício para esses sistemas foi, portanto, o indústria petrolífera ficou evidenciada a - isolada do exterior e num ambiente cli-
das grandes empresas, públicas ou priva- necessidade imperiosa de redu;:ir os cus- matizado e asséptico - penetra nos
das, que exigiam para seu desenvolvi- tos de produção - e nesse sentido os mais recônditos lugares das contamina-
mento uma extensa infra-estrutura e computadores demonstraram ser um re- das instalações de refinação. O sistema
grande quantidade de recursos huma- curso valioso. Desenvolveu-se uma infi- computadorizado, dada sua rapidez de
nos, de matérias-primas e energia. nidade de aplicações (não só programas, processamento, consegue - com o em-
Uma das indústrias que correspondem a mas também equipamentos e sistemas) prego de contínuas verificações a inter-
essa definição é, por excelência, a petro- que, baseadas na tecnologia computa- valos de tempo regulares - obter séries
lífera e, mais concretamente, o setor de- cional, conseguiram in1rodu,ir-se no completas de dados que chegam aos téc-
dicado à refinação do petróleo bruto. mundo do petróleo. nicos sob a forma de tabelas, gráficos,
As multinacionais do petróleo percebe- Os computadores, que já est.vam pre- histogramas, estatísticas, etc.
ram muito rapidamente as grandes van- sentes nos escritórios de adm nistração Esse sistema permite uma maior segu-
tagens que os computadores ofereciam, das empresas petrolíferas mult nacionais rança de toda a instalação industrial, pois
não apenas com relação à administração e estatais, entraram nos próprics campos o computador pode soar o alarme no ca-
financeira mas também aos processos de prospecção e exploração. so de baixarem os níveis de segurança

As grandes indústrias, públicas ou privadas,


foram, até há bem pouco tempo, os principais clientes
dos computadores de grande porte, em vista do alto
- preço dos equipamentos e da rentabilidade exigida deles
O MUNDO DA INFORMÁTICA
INFORMÁTICA E PETRÓLEO

estabelecidos para qualquer dos equipa- de necessidades das instalações indus- permite estimar custos por tempo de ar-
mentos controlados. triais. A partir de dados recolhidos pelo mazenamento, carga, descarga etc., em
Modernamente, os computadores se en- próprio computador, durante um proces- função da conjuntura de preços, por
carregam de modificar o ritmo de produ- so anterior de produção, é possível simu- omparação com produtos alternativos,
ção ou de consumo de matérias-primas e lar de forma dinâmica as condições que 1e acordo com a situação do mercado e
de energia, em função de um objetivo de se dariam em outras circunstâncias. Ou utras condições.
rentabilidade fixado para a fábrica. Gra- seja, com matérias-primas de diferentes ,1 ediante o emprego de algoritmos de
ças a isso, obtém-se uma maior otimiza- qualidade, quantidade, preço, etc., é pos- rogramação linear, as empresas podem
ção de recursos, com a conseqüente re- sível saber o custo do resultado final e, a obter, em função das características do
dução de custos. Desse modo é possível, partir de determinadas necessidades, petróleo bruto recebido da refinaria,
a partir de dados reais, calcular a cada calcular o custo dos materiais, bem co- a mistura mais rentável para a obtenção
momento o fechamento ou abertura das mo a quantidade e a qualidade exigidas de quantidades prefixadas dos diversos
válvulas, não apenas nos oleodutos de para atingir um objetivo prefixado. Esses derivados: gasolina, asfalto, óleo com-
entrada da refinaria como também nos programas permitem uma avaliação pré- bustível, etc. Com o emprego de compu-
dutos de nafta, asfalto, combustíveis, via das conseqüências econômicas e de tdores, é possível também - a partir
etc., até os sistemas de transporte que os todos os outros tipos, que a introdução cas previsões de consumo para datas de-
levarão a seu destino. de um novo elemento pode acarretar, ou trminadas e conhecidas as característi-
a modificação da quantidade e qualidade cas dos sistemas de distribuição - cal-
Simulação com computadores de outros elementos já existentes na ca- dular as possibilidades reais de abasteci-
deia de produção. mento de refinados de petróleo. Isso pos-
Os computadores aplicados à indústria As possibilidades de simulação com o sibilita às empresas do ramo uma maior
petrolífera também podem servir de base computador se estendem ao processo de adaptação à realidade na formulação de
para previsões de produção e estimativa distribuição dos produtos finais, o que seus planos de produção.

Os computadores penetraram nas refinarias de petroleo -- da mesma


forma que em outros setores industriais - com o objetivo imediato de
reduzir custos de produção, além de reduzir a necessidade de trabalho
humano em ambientes contaminados ou que oferecem perigo,

Hoje em dia os desenvolvimentos na área da informática não se O emprego de computadores na simulação de condições
limitam á mera execução dos trabalhos nas instalações de de produção diversas das reais permite fazer
refinação, mas seu emprego se estende à tarefa de controlar, estimativas não só do custo de futuros produtos
regular e ajustar todo o processo de produção.
mas, sobretudo, das capacidades de produção e distribuição.
280
100 INFORMÁTICA BÁSICA
000
001 ALGORITMOS E PROGRAMAS

este capítulo, procuraremos Glossário

N estabelecer a diferença entre o


raciocínio utilizado na solução
de um problema (algoritmo) e
sua execução num programa pelo com-
putador. Para não repetirmos conceitos
Programa

Um programa nada mais é quo um ele-


mento do conjunto das possíveis formas
de representar um algoritmo para a solu-
Qual é a diferençê entre algoritmo e pro.
grama?
1

já estudados em partes anteriores desta ção de um certo problema. A característi- Os algoritmos, corno os programas, são
enciclopédia, a abordagem se limitará a ca comum a todos os elemen os desse descrições detalhaias dos passos neces-
apresentar uma breve descrição dos ter- conjunto (programas) é que po meio da sários para resolve um problema. A única
mos utilizados antes de entrar na resolu- representação escolhida pode- ;e execu- diferença entre esses dois conceitos é que
ção propriamente dita de dois problemas. tar o algoritmo num computad( r. os algoritmos utilizam símbolos que o com-
Como exemplo, vejamos três p -ogramas putador não é capaz de executar, e os pro-
Algoritmo em linguagens diferentes, todo; eles pa- gramas são diretamente executáveis pelo
ra solucionar o problema anter or: computador.
Denomina-se algoritmo o conjunto de
BASIC PASCAL FC RTRAN De que maneira o algoritmos são repre-
passos necessários para se chegar à so-
sentados?
lução de um problema. As formas de re- NPUT (A, B) BEG1N REAL S. 1) A, B
presentar o raciocínio da solução podem READL (A, B) Os algoritrrios sã(- representados basica-
ser diversas, indo desde a simples descri- C=A+B C:=A+B; C=A -B mente em três formas diferentes: (1) atra-
ção literal até o fluxograma. Todas essas PRINT C WRITLN (C); WRITE (6,2) C
vés de uma descri :ão literal: (2) fornecen-
END END 1 FOR AAT(2 1 5)
formas de raciocínio são válidas, desde 2 FOR AAT(i 5)
do cada um dos p issos necessários para
que se definam claramente todos os pas- STOP resolver o problen a; (3) através de fluxo-
sos a serem seguidos em todas as situa- END gramas.
ções que possam se apresentar.
Para ilustrar esse conceito, vamos dar O conjunto total de representações do al- Como representa os programas?
três representações diferentes do algorit- goritmo do exemplo deveria abanger os
Assim como os ai loritmos, os programas
mo para a solução do problema elemen- programas redigidos não somente em
podem ser repre entados de diferentes
tar da adição de dois números. BASIC, PASCAL e FORTRAN, rï as em to-
formas. A característica comum a todas
Algoritmo- 1 das as linguagens e dialetos de computa- essas representa( ões é que elas devem
Ler dois números chamados A e B. Em dor que se conhecem, como APL, CO- ser interpretáveis nelo computador. Exis-
seguida, calcular sua soma, C, e por últi- BOL, ADA, ASSEMBLER. etc. tem muitas e varií das linguagens de pro-
mo imprimir o valor de C. Em um caso simples como esse, parece gramação: o tipo d problema a ser resolvi-
Algoritmo-2 evidente que o mais eficaz seria montar o do irá determinar linguagem a ser usada.
Passo-1 Ler A programa diretamente na linguagem de
Passo-2 Ler B programação escolhida. Porém, quando Existe um progra rua único capaz de re-
os problemas apresentam um ç rau de di- solver um probler na?
Passo-3 C —A+B
Passo-4 imprimir C ficuldade maior, é melhor escolher uma
Para resolver um p roblema existem muitos
Algoritmo-3 representação esquemática de algoritmo
algoritmos diferen es: sendo assim, existe
antes de codificá-lo em uma nguagem também um grand' número de programas.
de programação.
Como se pode ai rir a qualidade do pro-
Programa para calcular o latorial grama?
de um número N(N!
A qualidade de urT programa e medida por
Esse problema clássico -- porém sim- dois parâmetros: a adequação dos resulta-
ples - nos permitirá analisar um algorit- dos obtidos aos r sultados esperados e a
mo de grande utilidade para rruitas apli- qualidade da programação; o programa de-
ve ser simples e eficiente.
cações similares.
Trata-se de calcular a express.io seguin-
te: N! = N x (N-11) x (N-2) x ... x 1. A primei-
ra solução intuitiva consiste Em fixar o
valor de N antes de realizar o rog rama.
Com uma simples instrução aritmética, o
problema seria resolvido. Evidentemente,
o programa resultante servirk somente
para calcular o fatorial de um número de-
terminado, e isso infringe uma das pri-
meiras leis da ciência da programação

281
INFORMÁTICA BÁSICA
ALGORITMOS E PROGRAMAS

Conceitos básicos de computadores: o programa deve ser controle deverá se desviar quando 1 for
independente dos dados. Neste caso, is- igual a zero. Como o número de linhas
so significa que ele deve servir para cal- necessárias para complementar a alça é
cular o fatorial de qualquer número que conhecido, o sinal de interrogação será
Códigos detectores e seja natural. substituído pelo número 8, ficando:
autocorretores de erros (1) A solução consiste em realizar o cálculo Passo -4: se 1 = 0, desviar para o Passo-8
por meio de uma alça variável, alça essa Finalmente, faltará apenas imprimir o re-
A informação, durante a transmissão ou ar- que se repetirá um número de vezes de sultado da seqüência de multiplicações
mazenamento, pode sofrer modificações acordo com o dado de entrada (N). Racio- que tiverem sido realizadas e armazena-
involuntárias. Para evitar esse problema e cinando por indução, teremos: das na variável R:
os prejuízos que possa acarretar, existem Passo-8: imprimir R
códigos denominados detectores de erros. Valor Njmero de
Expressão
o As tabelas que acompanham este artigo
A função de tais códigos é determinar se inicial
nicial operaçoes
mostram três representações do algorit-
a mensagem recebida num extremo de N=1 N!=1 O o para o cálculo do fatorial de um nú-
uma rede de comunicações de dados é di- N=2 N!=2 xl 1 ero: a primeira representação é um
ferente da emitida. Dentre os códigos de- N=3 N!=3 x2x1 2
tectores de erros, existem os chamados imples resumo dos *passos que já foram
N=4 N!=4 x3x2x1 3
autocorretores. Esses corrigem as mensa- anteriormente analisados; a segunda re-
gens de forma automática, dando ao re- resentação consiste em um fluxograma
ceptor a segurança de que a mensagem é Na tabela observamos que o número de ue reflete o funcionamento do algorit-
totalmente confiável. operações necessárias é N-1, e que em mo, e a terceira é uma representação em
Para possibilitar a detecção ou a correção todos os casos o valor inicial é o próprio 1 nguagem BASIC - portanto, um progra-
de erros, o número de dígitos binários usa- número N. Com isso ficam definidos os a a partir desse algoritmo.
dos é sempre superior ao estritamente ne- três primeiros passos do algoritmo: Se quisermos comprovar a eficácia do aI-
cessário. Por isso, esses códigos às vezes Passo-1 : ler N oritmo antes de introduzi-lo no computa-
são chamados redundantes. Passo-2 : R - N cor, bastará apanharmos lápis e papel e
Passo-3 : 1 - N-1 simularmos o funcionamento do compu-
Controle de paridade
A seguir, temos que executar a alça 1 ve- tador ao executarmos o programa.
Um dos códigos detectores mais utilizados zes. Para controlar a alça, recorremos a Podemos comprovar que o algoritmo an-
é o chamado código de paridade de n + 1 um desvio condicional: enquanto o valor terior está certo, pois ao introduzir 5 co-
bits. Os n primeiros bits servem para codifi- da variável 1 for diferente de zero, se rea- mo dado de entrada, produz como resul-
car qualquer uma das 2n combinações pos-
lizarão os sucessivos produtos; quando tado 120 que, efetivamente, corresponde
síveis. O último bit, denominado paridade,
essa variável atingir o valor zero, signifi- a 51 5 x 4 x 3 x 2 x 1 - 120.
contém um O ou um 1 segundo seja neces-
sário para que o número total de dígitos 1 cará que todas as operações terão sido
na mensagem seja par (quando o controle efetuadas. Com isso o resultado poderá rograma para pôr em ordem
de paridade é par). Esse código, como foi ser impresso. Assim sendo, o quarto pas- rescente ou decrescente um
indicado anteriormente, serve somente pa- so será o seguinte- onjunto de números
ra detectar os erros produzidos na comuni- Passo-4 - se 1 = O, desviar para o Passo ?
cação. Por exemplo, na escolha de um Dependendo do número de passos ne- Por sua utilidade, normalmente é incluído
controle de paridade par, a mensagem O 1 cessários para completar as instruções no software de base dos computadores o
1 O 1 O 1 O O será aceita, pois ela contém da aiça, o sinal de interrogação será programa de classificação de um conjun-
um número par de dígitos 1; porém a men-
substituído pelo valor apropriado. to de números em ordem crescente ou
sagem O O 1 O 1 O 1 O O será rejeitada, por
Revendo o raciocínio por indução, pode- decrescente.
conter um número ímpar de dígitos 1. O có-
mos observar que o multiplicador da se- qs três primeiros passos do algoritmo se-
digo baseado no controle de paridade tem
a desvantagem de detectar apenas parte qüência de produtos a serem realizados, não os seguintes-
dos erros: quando numa mesma mensa- depois de se atribuir à variável N seu va- Passo-l: ler N (número de elementos
gem aparecer um número par de erros lor inicial, coincide com o valor da variá- clo conjunto)
compensados (O em vez de 1 e 1 em vez de vel 1. Assim sendo, o passo seguinte será: Psso-2: ler T (vetor que contém os N
O no mesmo número de bits) o código não Passo-5: R - R x 1 elementos)
detectará o erro. Nesses casos, para au- A seguir, subtrairemos uma unidade da Passo-3: 1 - 1
mentar a segurança, pode-se ter mais dígi- variável 1, pois o número de operações Para cada repetição da alça referente ao
tos de paridade, por exemplo, a cada 4 bits.
pendentes terá diminuído em uma unida- contador 1, haverá necessidade de reali-
de com o Passo-5. Assim, teremos.
eremos:- zar outra para as comparações com ele-
Passo-6- 1
Passo-6: 1-1 mentos situados mais adiante no conjun-
Para finalizar a alça, incluiremos um des- td. Esta repetição deverá começar sem-
vio incondicional para o Passo-4: pre na posição 1 + 1 e terminar em N.
Passo-7: desviar para o Passo-4 Assim, o quarto passo será a inicializa-
Na seqüência anterior, deixamos pen- ço de uma variável J no valor 1 + 1.
dente o número do passo para o qual o Passo-4: J - l + 1

282
Logo depois, será efetuada a compara-
ção entre as posições 1 e J, com o opera- Passo-1 Ler N
20 0.0
Passo-2 R -N 30 i.H - '
dor para a classificação crescente. 4.0 W .00,4-34 c.Oro lO
Passo-3 l°-N-1 340 O . P•
e o operador ' " para a classificação
Passo-4 Sei = O, desvia pari o Passo-8
decrescente.
Passo-5 R - Rxl
Passo-5: se T(l) 1(J), desviar para o Passo-6 1 - 1 -1
Passo ? Passo-7 Desviar para o Passo-4
Se o resultado da comparação anterior ti- Passo-8 Imprimir R
ver sido afirmativo, será produzido um
desvio na seqüência, e não será realiza- Uma das formas de representar um a goritmo Programa e/000inúo (fl 11OUd9i.'!1i
consiste em sua expressão literal dei ilhada. que corresponde á c( ,dii rcaçao
da nenhuma alteração no conjunto. Caso O algoritmo do quadro corresponde ai cálculo do algoritmo desenvc(vido para o cálculo
contrário, não haverá desvio, e a seqüên- do fatorial de um número N. do fatorial de um núrrero.

Passo: -1 Ler N
Pass -2 Ler T (conjunto de N elemeni )s)
Passo: -3 1-1
Pass-4 J.- 1+1
Pass( -5 Se T(l) T(J) desviar para o asso-9
Pass -6 K T(l)
Passi -7 T(l) - T(J)
Pass( -8 T(J) - K
Pass -9 Se J = N, desviar para o Pas o-12
Pass -10 J - J + 1
Passi-1 1 Desviar para o Passo-5
SIM
Passi:-12 Se 1=N-1, desviar para o Pa,so-15
Passi:-13 1-1+1
Passo- 14 Desviar para o Passo-4
Pass -15 Imprimir T
A-- Rol
IMPRIMIR R
•- i-1
[

L VARIÁVEIS
PASSO INSTRUÇÃO COMENTÁRIO
N R 1
Um algoritmo pode ser representado também Ler N 5 Leitura de 'N
em forma de fluxograma. O da figura
C\JC) -

R—N 5 5
corresponde a um cálculo do fatorial de
1-N-1 5 5 4
um número N
Se 1 = 0, desviar Passo-8 5 5 4 Nao desviar
-
LO (0 N-

IR— RxI 5 20 4
--1-1 5 20 3 -
D' rsviar Passo-4 5 20 3 Desvio incondicional
SI 1 = 0, desviar Passo-8 5 20 3 Nao desviar
R — Rxt 5 60 3 -
(0

--1-1 5 60 2 -
D tsviar Passo-4 5 60 2 Desvio incondictona
Si' 1 = O, desviar Passo-8 5 60 2 Não desviar
R — RxI 5 120 2 -
- 1- 1 5 120 1 -
D 3sviar Passo-4 5 120 1 Desvio incondicional
Soe 1 = O, desviar Passo-8 5 120 1 Não desviar
LO0

R -RxI 5 120 -
• 1 1 5 121 -
Dasviar Passo-4 5 12L Desvie incondicional
Sn 1 = 0. desviar Passo-8 5 12L Desviar
Iriprimir R 5 120 C Imprimir o número 120
1

O primeiro passo para o desenvolvimento de um programa especifico Na tabe'a de cima, algoritmo em expressão
consiste em definir todas as características do problema literal para classificação em ordem crescente
ou aplicação a serem resolvidos para que possam ser redigidos os na outr, verificação manual do algoritmo
algoritmos com os quais se dará inicio ao programa. para o cálculo do fatorial 'de um número N.

282
INFORMÁTICA BÁSICA
ALGORITMOS E PROGRAMAS

cia continuará realizando a permutação se se a variável J atingiu o valor N. Em Passo-9: se J = N, desviar para o
entre os elementos T(l) e T(J). Para que is- caso negativo, deverá ser acrescentada Passo-12
so aconteça é utilizada uma variável in- uma unidade à variável J, começando no- Passo-10: J J+1
termediária K, ficando: vamente a alça a partir do Passo-5. Passo-1 1: desviar para o Passo-5
Passo-6: K - T(I) Em caso afirmativo, será realizada a Passo-12: se 1 = N - 1, desviar para o
Passo-7: T(I) - T(J) comprovação da alça externa por meio Passo-15
Passo-8: T(J) - K da comparação da variável 1 com o valor Passo-13: 1*- 1 +1
O sinal de interrogação do Passo-5 pode N-1; se as duas forem iguais, essa alça Passo-14: desviar para o Passo-4
ser substituído pelo número 9, ficando: terá terminado. Se elas forem diferentes, Finalmente, como o conjunto dos núme-
Passo-5: se T(I) < T(J), desviar para o será acrescentada uma unidade à variá- rds já está ordenado, resta apenas que
Passo-9 vel 1, e a alça será repetida a partir do ele seja impresso:
Para finalizar esta alça interna, verifica- Passo-4. Assim, teremos: Passo-15: imprimir o vetor T.

(INICIO
VARIÁVEIS COMEN-
) PASSO INSTRUÇÃO N 1 J K T T T T T TARIO
(1) (2) (3) (4) (5)
ÍIERNTI

U) LLr)Lr) Ln
1 Ler
2 Ler - —62741
t-I1 —62741

('4 ('4 ('4


3 1._I+1 1
4 J—l+1 1 —62741
Ji.t1 5 Se T(I) T(J), desviar P.-9 1 - 6 2 7 4 1 Não
desviar
1 4

Lf)

C'4C'J '(4 ('4


6 K—T(I) 6 6 2 7 1
Ter' 4

Lf) Lf) Lf )
Tiii Ç 7 T(l) .- T(J) 1 6 2 2 7 1
8 T(J) —K 1 6 2 6 7 4 1
1 6 2 6 7 4 1 Não
9 Se J = N, desviar P12
desviar

LÇ) U)i) Lfl

C) CO (O CO
10 J--J+1 1 626741
11 Desviar P.-5 1 6 2 6 7 4 i
5 Se T(I) IÇ T(J), desviar P.- 1 6 2 6 7 4 1 Desviar
1 6 2 6 7 4 1 Não
9 Se J = N, desviar P.12
desviar

LL
10 1 626741

vlçrn,
1-1+1
J - .i,1
11 Desviar P.15 L()
1 6 2 6 7 4 i
1 6 2 6 7 4 1
I!) Lfl

5 Se T(l) T(J), desviar P.. Desviar


Não
LO)
9 Se J = N, desviar P..12 1 6 2 6 7 4 1
desviar
fl

LO)LO)LO)

Fluxograma representativo do algoritmo 10 1-J+1 1 626741


LÜ Lo

para a classificação 11 Desviar P5 1 6 2 6 7 4 i


crescente de um conjunto 1 7 4 1 Não
5 Se T(I) < T(J), desviar P.-9 6 2 6
de números. desviar
LO)LO)

4
Lf)Lo)

6 K — T(I) 1 2 2 6 7 1
10 DIM T (100) 7 T(I) .- T(J) 1 2 1 6 7 4 1
4
LL() Lfl

LI) LO) LO)

20 INPUT N 8 T(J) — K 1 2 1 6 7 2
30 FOR L=1 TO N 9 Se J = N. desviar P.12 1 2 1 6 7 4 2 Desviar
40 INPUT T (L) 12 Se 1 2 1 6 7 4 2 Não
= N - 1, desviar P5
desviar
50 NEXT L
LO) LO)
Lf) Lt)

13 1-1+1 2 216742
60 1 1 14 Desviar P,-4 2 2 1 6 7 4 2
70 J•-J+1
80 IF T (1) :5 T (J) THEN GOTO 120
90 K=T(I)
LO)
LO) Lo)

100 T(l)=T(J) 4 J—l+-1 4 6 1 2476


Não
LO)

110 T(J)=K 5 Se T(I) T(J). desviar P 9 4 6 1 2 4 7 6


desviar
120 IF J THEN GOTO 150
LO) LO)Lr) LO)LO)LI)
LnLn LÜ LO) L() LO)

6 K — T(l) 4 7 1 2 4 7 6
130 J=J+1 7 T(l) — T(J) 4 7 1 2 4 6 6
140 GOTO 80 8 T(J) — K 4 7 1 2 4 6 7
150 IF I=N- 1 THEN GOTO 180 9 Se J = N, desviar P12 4 7 1 2 4 6 7 Desviar
160 1=1+1 12 Se 1 = N - 1, desviar p 15 4 7 1 2 4 6 7 Desviar
170 GOTO 70 15 Imprimir T 4 7 1 2 4 6 7 Imprimir
n resultadn
180 FOR L= 1 TO N
190 PRINT T (L)
200 NEXTL
210 END

Programa codificado em linguagem BASIC Verilicaçao manual do algorilrr.'


criado a partir do algoritmo para a classificação
para a classificação em ordem crescente em ordem crescente de um
de um conjunto de números. conjunto de números.

284
HARDWARE
COBRA 305

Cobra 305 foi um dos prmei- ções são mutuarrente exclusivas.


Teclado O vídeo não tem capacidade gráfica ou

Q
ros microcomputadores de-
senvolvidos no Brasil. Lança- semigráfica, mai alguns caracteres limi-
do em 1979, em uma versão O teclado é eletromecânico, do tipo tados para essa fJnção podem ser utiliza-
denominada Cobra 300, pela empresa de ASCII, com disposição semelhante ao dos para gráfico' mais grosseiros.
economia mista Cobra - Computadores das máquinas de escrever. E dividido em
e Sistemas Brasileiros S.A., esse micro- três blocos: alfanumérico, nLmérico re- Memória auxi ar
computador sofreu algumas modifica- duzido (com os dígitos de O a ) e de fun-
ções até chegar à versão atual. Esta é ções. Ao todo, são 88 teclas das quais São várias as opções para a configura-
dotada de grande capacidade de memó- 83 geram códigos, e as restantes defi- ção da memória auxiliar. Além das duas
ria auxiliar e oferece amplas opções de nem o modo de operação. unidades de discuete de 8 polegadas da
conexão de periféricos - principalmente versão padrão, pDde ser acoplado um ga-
4
impressoras -, dispondo de um micro- Vídeo binete adicional, contendo duas unidades
processador exclusivo para controlar es- de disquete de 8 polegadas. A memória
ses dispositivos. O monitor de vídeo padrão é de 12 pole- auxiliar em disquete pode ser configura-
O Cobra 305 incorpora, acondicionados gadas, com tela de fósforo verde, com 25 da em face e densidade simples (total de
em gabinete único, monitor de vídeo de linhas por 80 caracteres maiúsculos e mi- 315 kbytes em cada unidade), face sim-
fósforo verde e duas unidades de disque- núsculos, incluindo todos os s mbolos pe- ples e densidade dupla (com 515 kbytes)
te de 8 polegadas, que podem ser opera- culiares à língua portuguesa. N matriz de e face e densicade dupla (1 Mbyte em
das com três sistemas operacionais dife- caracteres é de 5 por 7 pontos. Por oca- cada unidade, aproximadamente). Para
rentes. Esse microcomputador é indica- sião da aquisição do Cobra 305, o usuário ampliar a memória auxiliar, podem ser
do para tarefas de automatização de sis- pode optar por um controladr de vídeo adicionados até dois discos rígidos modelo
temas de informação e de entrada ce da- com cursor cheio (piscante) ou sublinha- 3411, com 10 Mbytes cada, sendo 5 fixos e
dos, ou ainda para processamento de do (normal ou piscante). ou então sem 5 removíveis (cartucho). A taxa de transfe-
textos. O Cobra encontra aplicação tam- cursor. Neste último caso, o caractere di- rência é de 312 kbytes por segundo.
bém em áreas administrativas, comer- gitado desempenha o papel de cursor, Para aplicações que envolvem armaze-
ciais e científicas. piscando por si mesmo na tela. Essas op- namento off une de grande quantidade de

Unidade central

A UCP do Cobra 305 é controlada pelo


microprocessador Zilog Z 80A, com reló-
gio de 3,072 MHz. Um segundo micropro-
cessador, o Intel 8257, é usado no con-
trole dos periféricos, permitindo acesso
direto à memória, independente da UCP.
Opcionalmente, a unidade central pode
incorporar um processador de ponto flu-
tuante 9512 - 1DC, o que torna o Cobra
mais adequado para aplicações científi-
cas, através da linguagem FORTRAN IV.
A memória principal é formada por 64
kbytes de RAM (sem possibilidade de am-
pliação) mais 8 kbytes de ROM. O equipa-
mento é dotado de vários controladores
padrões para a conexão de mais duas
unidades de disquete e disco rígido, além
de unidades de fita magnética de carre-
tel. Incorpora também interfaces paralela
(para impressora) e serial RS-232C, em
dois modelos diferentes: com três ou
com oito portas de entrada/saída síncro-
na/assíncrona. Esses canais de comuni-
cação permitem também a conexão de
impressoras de linha ou impressoras ma-
A configuração padrão do Cobra 30 engloba UCP, video, teclado
triciais e ainda de terminais remotos,
e duas unidades de acionamento de disquetes de 8". A configuração
quando em operação com o sistema ope- máxima permite grande ampliação ca memória auxiliar e oferece
racional MUMPS. amplas opções de conexão de perifricos, especialmente impressoras.

28
HARDWARE
COBRA 305

dados, é indicado o uso de fitas magnéti- 305. Há três pontos em comum entre os configurações diferentes e sendo mais
cas que estão disponíveis em três mode- quatro modelos disponíveis: adequado para a realização de determi-
los diferentes: o modelo 4215 tem densi- • vídeo de 12 polegadas, com 25 linhas nadas tarefas, conforme as linguagens e
dade de gravação de 1600 bits por pole- por 80 colunas; os tipos de aplicativos disponíveis. A ver-
gada (bpi) e velocidade de deslocamento • conjunto de 96 caracteres ASCII: são padrão pode ser adquirida com o
da fita de 12,5 polegadas por segundo • conjunto de 48 teclas alfanuméricas. SOM - Sistema Operacional Monopro-
(ips). O modelo 4235 tem a mesma densi- As principais características que os dife- gramado (desenvolvido pelo próprio fabri-
dade e velocidade de 45 ips, ao passo renciam são: cante da máquina) ou com o SPM - Sis-
que o modelo 4335 tem essa mesma ve- • o Ti 100 e o TI 1001 têm 12 teclas no tema Padrão para Microcomputadores,
locidade mas trabalha com densidades bloco reduzido e 15 funcionais e pos- compatível com CP/M, difundido em vá-
selecionáveis de 800 ou 1600 bpi. suem funções internas de controle: rias marcas de computadores.
• o TI 101 e o TI 1011 têm 11 teclas no O SOM é imprescindível para aplicações
Periféricos bloco reduzido e 21 funcionais; que exijam o processador de ponto flu-
• o Ti 1001 e o Ti 1011 suportam impres- tunte, e apenas com ele é que se pode
Podem ser utilizadas, em conjunto com o soras escravas. epandir o sistema até a configuração
Cobra 305, impressoras matriciais, do ti- máxima. E dotado de quinze utilitários pa-
po "margarida" ou de linha. A Cobra for- Software básico drões e trabalha com quatro linguagens
nece os modelos matriciais 5115 e 5225, compiladas: COBOL 1, FORTRAN IV. LTD
ambos bidirecionais, de 160 cps. As duas O Cobra 305 dispõe de três sistemas ope- (Linguagem de Transcrição de Dados) e
têm conjunto de 96 caracteres, com ma- racionais, cada um deles possibilitando LPS (Linguagem de Programação do Sis-
triz de 7 por 9 pontos e 132 posições por
linha, e imprimem um original e até cinco
cópias. O modelo 5115 tem interface se- Computador: Cobra 305
rial, e o modelo 5225. paralela. Fabricante: Cobra - Computadores e Sistemas Brasileiros S.A.
As impressoras de linha oferecem um País de origem: Brasil
maior número de opções, todas tendo um Projeto de tabricaçao aprovado pela SEI - Secretaria Especial de informatica
conjunto de 64 caracteres e capacidade
de impressão de um original e até cinco
cópias. O modelo 5313 tem velocidade
de 300 1pm, e o 5323, de 600 1pm. As im- CARACTERÍSTICAS BÁSICAS
pressoras modelo 5314 e 5324 são de
UNIDADE CENTRAL MEMÓRIA AUXILIAR
300 e 600 1pm, respectivamente. Ocu-
pam menor espaço e pesam menos que
UCP: microprocessador Z 80A. Versão padrão: duas unidades de disquete
as anteriores. Os modelos 5411 e 5421 com até 1 Mbyte cada.
RAM versão básica: 64 kbytes.
têm velocidade de impressão de 1250 ROM versão básica: 8 kbytes. Discos rigidos: opcionalmente até dois dis
1pm, e o 5511, de 400 1pm. A principal di- Acesso a periféricos: a disquetes, discos cs rígidos de 10 Mbytes cada, 5 fixos e 5
ferença com relação aos modelos ante- rígidos e fita magnética com controladores retnovívels.
riores está no número de posições por li- separados: a impressora através de inter- Fita magnética: até duas unidades de 800
nha: l36no modelo S4ll, 160no5421 e faces paralela e serial: comunicação e co- e/Ou 1600 bpi: 12,5 a 45 ips
120 no 5511. flexão de terminais através da interface
RS-232C. SISTEMAS OPERACIONAIS E
Utilizada especificamente para aplica-
LINGUAGENS
ções com o software SPP - Sistema de
TECLADO
Processamento da Palavra, há ainda a Disponíveis em três sistemas operacionais
impressora 5601, do tipo "margarida", Versão padrão: ASCII do tipo máquina de distintos:
com um conjunto de 96 caracteres e im- escrever, com 83 tecias à base de comuta- SÓM: COBOL 1, FORTRAN IV, LTD e LPS.
pressão bidirecional a 50 cps. Seu meca- dores de contato único, bioco numérico re- SPM: LPS, FORTRAN IV e COBOL ANS
nismo de impressão permite o intercâm- duzido e bloco de controle funcional. (compatíveis com CP/M 2.x),
bio de tipos. A conexão ao microcompu- MUMPS: MUMPS multiusuários.
tador é feita pela interface RS-232C.
Completando as opções, há uma impres- VIDEO PERIFÉRICOS
Jll
sora para uso exclusivo com o sistema
Versão padrão: monocromático de fósforo lmressoras matriciais (160 cps), de linha
MUMPS. E o modelo 5115, serial, com
verde, 12 polegadas. (300, 600 ou 1250 1pm) e de tipo "margari-
132 colunas, 160 cps. Trabalha isolada-
Formato de apresentação: 25 linhas por 80 da' '(60 cps), em várias opções. Até 11 ter
mente ou como impressora escrava de minais de vídeo para conexão remota, em
caracteres, maiúsculos e minúsculos, com
terminais do tipo TI 1001 ou Ti 1011. modo serial (exclusivamente com o siste-
cursor fixo, piscante, sublinhado ou cheio
Quando se trabalha com o sistema ope- (opções mutuamente exclusivas). má MUMPS multiusuários).
racional MUMPS, pode-se ligar até onze
terminais de vídeo desse tipo ao Cobra

286
tema). As duas últimas foram desenvolvi- sistema Tandem-Cobra efetua a )ersona- O terceiro sistema operacional disponível
das pela Cobra. lização alfanumérica e a pré-marcação, é o MUMPS multiusuário, indicado para
A empresa criou também doze proga- em caracteres magnetizados CMC 7, de aplicações voltadas para sistemas de in-
mas de comunicação para acompanhar cheques e outros documentos. formação e banco de dados. A configura-
o SOM. Através deles, o microcomputa- Já o segundo sistema operacional, O ção permitida por ele é a seguinte: 64
dor pode comunicar-se com outros equi- SPM, permite uma configuraçãD menor kbytes de RAM, uma linha de comunica-
pamentos da mesma família e é capaz de do sistema: 64 kbytes de memória princi- ção síncrona/assíncrona, até quatro uni-
emular terminais de computadores Bur- pal, uma linha de comunicação síncro- dades de disquete (u apenas uma unida-
roughs, IBM, Honeywell Buli e Control na/assíncrona, até quatro unicades de de e até dois discos rígidos), urna impre-
Data, além de emular também algumas disco flexível e uma impressora de inter- sora de linha e uma unidade de fita mag-
funções do terminal UT-52, da Digital. face serial ou paralela. nética. Com o MUMPS, o Cobra 305 su-
Para operação conjunta com o SOM, fo- O sistema tem doze utilitários padrões e porta até onze terminais ou teleimpresso-
ram criados ainda outros programas es- pode ser programado com a linguagem ras. Os utilitários disponíveis estão escri-
pecíficos. Um deles permite a conversão COBOL ANS, além da LPS e da FOR- tos em MUMPS e podem ser facilmente
de discos segundo o padrão IBM linha TRAN IV. Através de um prograria de co- modificados pelo usuário.
3746 para padrão SOM e vice-versa. Ou- municação, o micro operado com SPM
tro permite a conversão de dados grava- pode emular os terminais 277C, 2780 e Software aplicativo
dos em discos flexíveis padrão IBM para 3780, da IBM. Um último utilitário permite
disco flexível ou rígido, fita magnética, a conversão de discos padrões 131V1, linha O aplicativo mais utilizado pelo sistema
impressora ou linha de comunicação O 3740, para formato SPM e vice-versa. 305 é o SPP - Sistema de Processamen-

Com o microcompulador, a Cobra fornece manuais Caaa uma ais duas unidades de disquete da
de usuário, dos sistemas operacionais é das versão padrão admite até 1 Mbyte de memória.
linguagens respectivas. O fabricante dá Os discos ri'jidos, opcionais, podem armazenar
também treinamento de uma semana. até 10 Mbyt's cada, 5 fixos e 5 removíveis.

O teclado, eletromecânico, do tipo ASCII, tem (rês blocos:


alfanumérico, numérico reduzido (com os dígitos de O a 9) e
de funções. Do total de 88 teclas, 83 geram códigos; as
outras definem o modo da operação.

287
HARDWARE
COBRA 305

to da Palavra, que permite a criação, edi- nhado de manuais de usuário, dos siste- A evolução do Cobra 305
ção e impressão de textos na língua por- mas operacionais adquiridos e das res-
tuguesa. A possibilidade de utilizar o Co- pectivas linguagens. A Cobra dá treina-
bra 305 com os sistemas CP/M e MUMPS mento de uma semana, antes de entre-
dá acesso ao enorme acervo de software gar o equipamento. Não é oferecida ga- A linha de microcomputadores da Cobra
aplicativo existente no mercado, sem rantia para o sistema. Assim, o usuário começou em 1979, quando foi lançado o
grandes necessidades de adaptação. deve firmar obrigatoriamente um contra- TO 200, basicamente um terminal inteli-
Com o sistema SOM, entretanto, o usuá- gente de entrada de dados. Tinha 32
to de manutenção técnica.
kbytes de RAM e duas unidades de disque-
rio fica restrito aos aplicativos desenvol- Configuração padrão: UCP, vídeo, tecla-
te de 8 polegadas, densidade simples, e
vidos no Brasil especificamente para es- do e duas unidades de disquete de 8". era baseado no microprocessador Intel
se sistema. Configuração máxima: UCP, vídeo, tecla- 8080, de 8 bits. Essa máquina, mais tarde,
do, quatro unidades de disco flexível de deu origem a um microcomputador mono.
Suporte e distribuição 8", dois discos rígidos de 10 Mbytes, posto autônomo, o Cobra 300. Sua memó-
duas fitas magnéticas, duas impressoras ria RAM foi aumentada para 48 kbytes, e a
O Cobra 305 pode ser adquirido direta- matriciais ou de linha, uma impressora capacidade dos disquetes passou a ser o
mente do fabricante, através de suas fi- serial, uma impressora de texto, uma li- dobro da anterior (densidade dupla). Em
liais espalhadas pelo Brasil, ou de repre- nha de comunicação (ou mais duas, no meados de 1981, um modelo mais avança-
do sucedeu o 300: o Cobra 305, baseado
sentantes, em geral casas de software. A lugar das impressoras matriciais e de li-
no microprocessador Z 80A da Zilog, tam-
Cobra não trabalha com lojas especiali- nha) e processador de ponto flutuante.
bém de 8 bus. A memória RAM evoluiu en-
zadas. O microcomputador é acompa- S.C. tão para 64 kbytes, e a capacidade máxima
dos disquetes, para 1 Mbyte cada (dupla
face).
A linha de microcomputadores de mesa da
Cobra é de tecnologia de hardware e soft-
ware inteiramente desenvolvida no Brasil.
Inicialmente era incompatível com outros
microcomputadores nacionais, mas essa
situação foi modificada com o aparecimen-
to posterior do sistema operacional CP/M.
Em conjunto
com o 305,
podem ser
utilizadas
impressoras
matriciais, de
margarida' ou
de linha,
fabricadas pela
própria cobra.

Além das duas unidades de disquetes de 8'


incorporadas ao mesmo gabinete que abriga
o monitor de video, pode ser acoplado um
gabinete adicional com mais duas unidades.

288
ABC SOFTWARE
DEF
GHI MEIOS MAGNÉTICOS DE ARQUIVAMENTO

orno vimos anteriormente, os ainda um comprimento de registn limita- em registro, os tempos de parada/acele-

C arquivos de um computador
devem residir num meio em
que possam ser lidas ou grava-
das por este. Inicialmente, os meias de
armazenamento de informação usados
do apenas pela quantidade de espaço
disponível.
- Os meios magnéticos são mais bara-
tos por byte devido a sua grande capaci-
dade de armazenamento.
ração seriam inumeráveis. O mais efi-
ciente é ler ou gravar blocos para econo-
mizar tempo e espaço de fita. O tamanho
dos blocos é determinado pelo próprio
programador.
eram fitas de papel e cartões perfurados; No início e no fim de cada rolo de fita
depois vieram fitas magnéticas, discos e Arquivos em fita magnética magnética existem vários metros de fita
tambores magnéticos. Na atualidade, os em branco, para que o operador possa
meios mais usados são os discos magné- Os registros são armazenados erri ordem montar a fita. Denomina-se cabeceira
ticos, que apresentam inúmeras vanta- seqüencial e são processados em série. (leader) a parte da fita em branco no iní-
gens em relação aos outros dispositivos. Isso quer dizer que o primeiro registro é cio do carretel, e rabo (end) a parte da fi-
Essas vantagens podem ser resumidas processado antes do segundo, o ;egundo ta em branco que vai no fim.
nos seguintes fatos: antes do terceiro, etc. Para proc3ssar os Para que o operador saiba como colocar
- Os meios magnéticos possuem uma registros em ordem diferente daquela em o rolo de fita magnética corretamente,
velocidade de transferência de dados que foram gravados, o computa Jor teria existem dois sinais especiais no início e
mais próxima da necessária para o trata- que percorrer a fita inteira para ir locali- no fim da parte Útil da fita. O primeiro
mento eficiente da informação em arqui- zando cada registro; isso acarretaria chama-se BOT (Be(,,inning-Of-Tape = iní-
vos. Os cartões perfurados e as fitas de uma grande perda de tempo. cio da fita), e o segundo, EOT (End-Of-
papel são lentas demais. Na fita magnética, os registros ,:ão agru- Tape = fim da fita). Com o objetivo de
- Os meios magnéticos são mais durá- pados em blocos separados por trechos que os usuários dos arquivos de fita pos-
veis que os meios perfurados. de fita em branco (gaps). Esse agrupa- sam identificar os rolos, estes têm um ró-
- Os meios magnéticos podem ser apa- mento de registros é necessárk porque, tulo externo onde aparecem o nome, o
gados e reutilizados depois com nova in- na leitura da fita, a unidade leitjra deve número do arquivo e demais informa-
formação. acelerar de uma velocidade z€ ro até a ções. Na própria fita também há um rótu-
- No mesmo espaço físico, os meios velocidade de leitura e, em seguida, dimi- lo gravado magnetcamente com a mes-
magnéticos armazenam mais informa- nuir quando a operação se tiver comple- ma finalidade que i anterior.
ção que os meios perfurados, permitindo tado. Se a leitura fosse feita de registro Pode acontecer q ie um arquivo ocupe

AQ'jUIVO
PE '.OAL
ARQUIVO EM UM RLLO

AVO MUI TIA AOL OS

CZ))
BOI.O 1B14.UABQUIVO
ARQUIVO
PESSOAL
A IOUIVO
(
1

com 15 arçuivos de fita magnética acontece o me no que com


os arquivac ores tradicionais: um só arquivador pode ser
capaz de a 'mazenar vários arquivos ou, ao contrárIo, podem
ser necessários vários arquivadores físicos para ur só arquivo.

BLOCO BLOCO

OI$T TO

1
Os suportes magnéticos impuseram-se como meio de Os gaps :;ão regiões em branco da fita que servem para
arquivo sobre a fita de papel e os cartões separar c s blocos de informação. Esses vazios
perfurados, por serem mais econômicos e por pe'rriiterr, que a unidade de fita atinja a velocidade certa
de deitura ou gravação entre cada partida e parada.
poderem ser utilizados inúmeras vezes.
289
SOFTWARE
MEIOS MAGNÉTICOS DE ARQUIVAMENTO

somente um rolo ou, devido a seu tama- claro que estamos no segundo rolo. O putadores e computadores pessoais: o
nho, mais de um. Da mesma forma, um bloco final do rolo número um e o bloco cassete de fita magnética.
só rolo pode armazenar vários arquivos. inicial do número dois devem ser blocos Emprega-se esse suporte para armaze-
Vejamos como se distribui a informação completos (e não partes de um bloco). nar arquivos de menor tamanho que os
nesses três casos. A parte de um arquivo de vários rolos de fita de rolo. Alguns tipos têm duas pis-
contida em cada um desses rolos é cha- tas de gravação e um rótulo que identifi-
• No arquivo de um só rolo existem dois mada volume físico do arquivo. Se um ar- ca a pista que está sendo utilizada. Nor-
blocos de um registro, localizados no iní- quivo ocupa dois rolos, diz-se que ele malmente, porém, é utilizada apenas
cio da parte útil e separados um do outro contém dois volumes físicos. O programa uma pista.
por um gap; eles indicam, respectiva- que processa esse tipo de arquivo deve A área de gravação é mais estreita que a
mente, a identificação do rolo e do arqui- conter as instruções necessárias para da fita em rolo, e a densidade de grava-
vo. Em seguida vem o primeiro bloco de mudar automaticamente de um volume ção também é menor. A organização dos
informação ou de dados. Depois vêm os para outro. arquivos é igual à da fita em rolo, ou seja,
blocos restantes do arquivo. O fim do ar- podemos ter arquivos de um só cassete,
quivo será indicado por um bloco de um • Se um rolo tem mais que um arquivo, multicassete e multiarquivos.
só registro, chamado controle. colocam-se sinais de controle e rótulos
que identifiquem cada arquivo. Esses ro- Arquivos de disco magnético
• Quando um arquivo ocupa vários rolos los recebem o nome de multiarquivos.
de fita, cada parte ocupada por um rolo Para localizar um determinado arquivo, Assim como a fita cassete é ideal para
deve ser indicada no rótulo externo de deve-se procurar, desde o início da fita, o gravar de forma barata os registros de
cada um deles. O final do primeiro rolo registro de identificação. um arquivo em ordem seqüencial, o disco
contém somente um registro que indica o magnético é utilizado com maior eficiên-
final da fita. O rolo começa com uma ca- Arquivos em cassetes zia para ler e gravar registros aos quais
beceira que ocupa dois blocos: o primei- se quer ter acesso direto. A leitura e gra-
ro indica o registro de identificação do ro- Finalizaremos o estudo da fita magnética vação nas superfícies do disco são reali-
lo, e o segundo indica o registro de identi- falando de outro periférico magnético, zadas por meio dos cabeçotes de leitura
ficação de dados do arquivo, deixando atualmente muito utilizado em microcom- e gravação. Um arquivo de disco é orga-

REG.
DENT.
ROLO
REG.
IDENT.
ARQUIVO
REG,
INFORM

BLOCO
DE
INFORMAÇÃO
RIO
1 N FOR M
IREG,
FIM -
ARQUIVO

.
Organização de arquivo em um só rolo de fita magnética. Oíganização da informação em discos
Os registros de identificação de rolo e de arquivo são magnéticos: trilha - região do disco que
separados por um gap, o mesmo acontecendo com o bloco de o cabeçote percorre em uma volta completa -
registros de informação e o registro de fim de arquivo. e setor - divisão dentro de cada trilha.

REG REG
FIM IDENT
ARQUIVO ARQUIVO

INICIO FINAL
PRIMEIRO 2 ÚLTIMO
ARQUIVO ARQUIVO ARQUIVO

Organização de um rolo de fita magnética onde estão gravados


diversos arquivos (organização multiarquivo). Também
aqui os trechos de fita sem gravar (gaps) desempenham a função
de separar os diferentes blocos.

290
Organização em forma de cilindro:
um conjunto de discos rígidos é empilhado,
cada face tendo seu próprio cabeçote
de leitura e gravação. \
nizado com base nas várias unidades re- res. Um arquivo de disco pode ser dividi- Glossário 1
lacionadas a seguir:

- Caractere: contém 8 bits de informa-


ção. = 1 byte.
do em segmentos, que podem ser forma-
dos por vários setores contiguo, do dis-
co. Um arquivo pode ocupar dois ou mais
segmentos de um disco, mas vá Jos seg-
r:
E possível gravar um arquivo em fita,
sem agrupar os reiistros por blocos?
mentos de um arquivo podem estar em
- Setor: contém geralmente 128, 256 ou discos diferentes. Quando vários arqui- Seria possível mas ião muito funcional, já
512 caracteres. vos ou segmentos de arquivo en ontram- que os tempos de :esso a um registro ou
se num só disco, é preciso criar ) chama- a registros determ rados seriam grandes.
- Trilha: denomina-se assim a superfície do diretório de arquivos do discc , conten- Além disso, o apro' eitamento efetivo da fi-
do disco percorrida pelo cabeçote duran- do as informações referentes 3o nome ta seria muito baix
te um giro completo do disco. Cada trilha dos arquivos, sua situação dent -o do dis-
contém vários setores. Quando é necessaria a divisão de arqui-
co, tamanho em bytes, trpc, data de gra-
vos por volumes?
vação, etc.
-Disco: contém um certo número de tri- A unidade de leitura pode ter problemas Ela é empregada e uando se tem que orga-
lhas. Existem unidades nas quais o disco na hora de distinguir entre um setor e um nizar um arquivo em vários rolos de fita. A
contém até 1024 trilhas, mas os disque- segmento num arquivo de disco. Para informação grav& a em cada rolo recebe o
tes têm entre 50 e 90 aproximadamente, evitar confusões, é preciso lembrar que o nome de volume. ()programador deve pre-
dependendo do modelo e da formatação. setor é uma divisão 'física ' do disco, en- parar um programa para processar esse ti-
Todas as trilhas de um mesmo modelo de quanto que o segmento é unia divisão po de arquivo, de orma que se dê a passa-
disco contêm exatamente o mesmo nú- 'lógica" do arquivo, feita pelo )rograma- gem automática ce uma fita a outra quan-
mero de bytes de capacidade; por isso as dor. Evidentemente, existe un a estreita do chega o fim c volume. Esse procedi-
trilhas centrais, de menor comprimento mento é conhecic o como encadeamento.
relação entre as unidades físi:as de um
que as periféricas, são gravadas com arquivo (disco, trilha, setor) e a; unidades
O que é um cart cho de fita magnética?
uma densidade maior. O comprimento do lógicas (segmento, bloco).
bloco do disco é determinado pelo com- Por exemplo, normalmente um bloco está É um meio de ar nazeriamento de arquivo
putador e pode ocupar de um a oito seto- contido num setor. A organização clássi- semelhante ao c issete de fita magnética,
porém com capa cidade de armazenamen-
to muito maior e um sistema de gravação
utilizando sete ou oito trilhas paralelas.

REG. REG. O que são cãpi (te segurança de arqui-


IDENT. IDENT. REG vos (backups)?
ROLO ARQUIVO FIM
ROLO 1 FITA
Acontecendo qu ilquer falha no sistema de
processamento, apaga-se parte da grava-
II

. ROLO 1
ção, com a com eqüente perda da informa-
ção que estiver gravada só em um meio.
Por isso, geralrr rnte são feitas duas grava-
ções do mesmo arquivo. Uma delas é utili-
REG. REG, zada para ser p ocessada, e a outra (back-
IDENT 1DEN1 REG up), guardada pira fins de segurança. Esta
ROLO ARQUIVO FUV
ROLO FITA última é chamada cópia de segurança e é
gravada em geral em fita magnética, mes-
mo que a gravação original tenha sido feita
em fita ou disco, já que, para essa finalida-
RO
de, a fita é muito mais barata que o disco.

Os arquivos levem corresponder sem-


pre a um rolo de fita ou disquete?
REG. REG
IDENT. REG
<1
ROLO ARQUIVO INF O .1 FIM Não. Às vezes convém armazenar num só
ROLO n ARQUIVO
rolo (volume ti ico) vários arquivos.

ROLO

Quando um arquivo é muito longo, são necessários vários


rolos de fita para seu completo armazenamento.
A figura mostra a organização de um arquivo em vários
14
rolos: o último bloco de cada rolo deve ser completo.
SOFTWARE
MEIOS MAGNÉTICOS DE ARQUIVAMENTO

ca de arquivos em disco é o chamado ci-


lindro, que consiste em empilhar um pa-
de armazenamento, ele também é utiliza-
do como elemento de armazenamento de 1Conceitos básicos
cote de discos com cabeçotes de leitura

r
programas e dados. Possui um rótulo ex-
e gravação em cada face dos discos; o terior para sua identificação, e sua orga-
arquivo é organizado iniciando-se a gra- nização interna é semelhante à do disco Diretório de arquivos
vação na primeira trilha do primeiro dis- rígido descrito anteriormente.
co. Estando essa trilha completamente Vimos como num disco podem estar arma-
gravada, o arquivo não continua na se- Tambor magnético zenados vários arquivos ou várias Seções
gunda trilha do primeiro disco, mas sim de um arquivo. Para poder identificá-los,
na primeira trilha do segundo disco; com- Finalizaremos fazendo uma breve descri- usa-se o chamado diretório de arquivo.
pletando-se esta, passa-se à primeira tri- ção do tambor magnético, dispositivo O diretório contém o nome atribuído ao ar-
lha do terceiro disco, e assim sucessiva- pouco utilizado na atualidade devido ao 1 quivo, a posição do arquivo ou de sua se-
mente. Com isso consegue-se rapidez na fato de apresentar inúmeros problemas e ção no disco, a data de perda de validade
leitura do arquivo, sem necessidade de de ser excessivamente caro em compa- da informação, e também a data de grava-
aguardar a movimentação dos cabeço- ração com a fita e o disco no momento ção ou de atualização da informação arma-
tes, pois enquanto a leitura de uma trilha zenada. O diretório é criado quando a infor-
da troca. A informação é gravada em tri-
mação no disco é gravada. Porém, é o sis-
é realizada pelo seu cabeçote, o cabeço- lhas, cada uma das quais tem seu próprio tema operacional do computador que na
te seguinte já está preparado para pros- cabeçote. E utilizado de forma mais efi- realidade controla o diretório, gravando e
seguir com a leitura. A organização se ciente que a fita quando se quer o acesso fazendo sua manutenção. Quando o usuá-
assemelha a um cilindro formado por to- a uma determinada parte do arquivo; por- rio quer saber de que arquivos se compõe
dos os discos; daí o seu nome. tanto, é um meio ideal para armazenar um disco, tem que ter acesso ao diretório
arquivos permanentes. com a ajuda do sistema operacional do
Arquivo em disquete Os arquivos em tambores utilizam diretó- computador. Disso se deduz que o arquivo
sofre modificações, quer dizer, atualiza-se,
rios e podem ser divididos em segmentos
essa modificação deve aparecer no dire-
O disco magnético tem um 'irmão caçu- aos quais se tem acesso individual. Por
ório do arquivo. O sistema operacional é o
la" chamado disquete, disco flexível ou isso, podem ser utilizados como meio de encarregado dessa tarefa. Quando um dis-
floppy. Embora tenha menor capacidade acesso direto. co contém vários arquivos, o sistema ope-
racional atribui a cada um deles um lugar
rio diretório: isso é realizado durante a gra-
,ação dos arquivos. Se o usuário quiser sa-
ter, posteriormente, se pode dispor de um
ceterminado arquivo para processar, terá
que ter acesso ao diretório, para verificar
sia disponibilidade.
Ern todos os sistemas operacionais há uma
CHAVE CHAVE CHAVE CHAVE
ALBANIA 5
rotina utilitária que permite imprimir o dire-
ENDEREÇO ENDEREÇO ENDEREÇO ENDEREÇO
tório e estudar a configuração do disco.
Di RE TO RC

ALEMANHA lO

Para ajudar o programador a localizar o se-


tcr que contém um registro determinado,
podem-se criar diretórios dentro do próprio
CHAVE CHAVE CHAVE CHAVE
ENDEREÇO ENDEREÇO ENDEREÇO ENDEREÇO arquivo de dados.
Esse tipo de diretório é característico de
REGISTRO • REGISTRO REGISTRO organizações de arquivo direto e indexado.
O diretório contém a chave do registro e o
paq lu
REGISTRO REGISTRO REGISTRO ALEMANHA
sei endereço, sendo na realidade um ar-
quivo de referências criado pelo sistema
operacional ou pelo próprio programador.

REGISTRO REGISTRO REGISTRO

Para poder identificar cada arquivo e seus registros


correspondentes, cria-se o chamado diretório de arquivos.
Esse diretório é muito semelhante ao indice, com
indicação das páginas, que os livros costumam ter.

292
If ffi APLICAÇÕES
02 LOTUS 1-2-3
software em geral tem apre- mais de 1 minuto no MBA, programa de estão integradas com um bom conjunto

O
sentado evoluções significati- grande sucesso, também da cla:;se dos de recursos gráficos e com os principais
vas na década de 80, com a integrados, escrito em PASCAL; tios pro- recursos de banco de dados. Pode-se uti-
introdução de novos aplicati- gramas tipo VisiCalc tradicional levaria lizar toda ou parte da planilha para mon-
vos e programas para microcomputado- vários minutos, O Lotus 1-2-3 é um dos tar uma estrutura de banco de dados na
res com recursos cada vez mais sofisti- programas mais vendidos e de maior su- forma de uma tabeld onde cada linha re-
cados, que ampliam a gama de aplica- cesso nos Estados Unidos. SÓ o proces- presenta um registro. Com o auxílio de al-
ções e introduzem novos conceitos de sador de textos WordStar pode ser com- guns comandos, pode-se selecionar, or-
utilização e tratamento de informações, parado com ele em vendas. denar, reagrupar ou eliminar as informa-
seja qual for o tipo de aplicação: pessoal, ções. Esses recursos são relativamente
empresarial, científica, etc. Os chama- Estrutura geral pobres, se comparados aos programas
dos softwares integrados formam urna tradicionais de gerenciamento de bancos
nova família de programas, cujo desen- O Lotus 1-2-3 é essencialmentE um pro- de dados, mas são plenamente suficien-
volvimento tornou-se possível com a in- grama de processamento de planilhas tes para um grande número de aplica-
trodução dos novos microcomputadores eletrônicas, com um conjunto de funções ções. Além da planilha (1-2-3), o sistema
com microprocessadores de 16 bits, per- e comandos de planilha muito superior fornece um gerenciador de arquivos em
mitindo capacidade de memória principal em número, sofisticação e efici ância aos disco (File Manager), um gerenciador de
muito maior e processamento de infor- programas tradicionais. Essas funções discos (Disk Manager), um programa pa-
mações mais rápido em comparação
com os microprocessadores de 8 bits. A
solução encontrada pela VisiCorp com o FLNÇÕES DO LOTUS 1.2-3
lançamento da família Visi — VisiFle, Vi-
siPlot, VisiGraph, VisiTrend, etc. - é um ABS(V) Valor absoluto de V
ACOS(V) Arco co-seno de 1
reflexo dessa limitação dos microproces- ASIN(V) Arco seno de V
sadores de 8 bits; os aplicativos integra- ATAN(V) e ATAN2(V) Arco tangente de V
dos procuram balancear esses recursos AVG(lista) Média
CHOOSE(I,V1,V2 ..) Valores indexados
num só programa. Esses novos aplicati-
cOS(V) Co-seno
vos oferecem, geralmente, as funções de couNT(lista) e DCOUNT(lista) Conta o número de células usadas
planilha eletrônica integradas com geren- DATE(ano,mês.dia), DAY, MONTI 1, YEAR Converte ano, m-s, dia em data
ERR Condição de erro
ciamento de arquivos, banco de dados,
EXP(V) Exponencial (ba-e neperiana)
recursos gráficos, processamento de tex- FALSE "FALSO' lógico
to e comunicações, possibilitando ao FV(pgm ,taxa,num.períodos) Calcula valor futuro
usuário a troca e o compartilhamento au- HLOOKIJP(V,lista,posição) Pesquisa em tatela horizontal
IF(L,V1 ,V2) Opção lógica
tomáticos de informações — entre o ban- INT(V) Parte inteira
co de dados e a planilha, entre a planilha IRR(tentativa lista) Taxa interna de etorno
e o texto, e assim por diante. ISERR( Testa condição de erro
ISNA( Testa condição não-disponível
Usando os mesmos conceitos das ten-
LN(V) Logaritmo natural
dências atuais de programas integrados, LOG(V) Logaritmo base 10
o Lotus 1-2-3 é voltado para utilização da MAX(lista) e DMAx(lista) Valor máximo
tela do micro tanto para a entrada de in- MIN(lista) e DIMN(lista) Valor mínimo
MOD(V1 ,V2) Resto da divisa
formações e a seleção de opções como NA Condição "não disponível"
para facilitar a integração entre os vários N PV(taxa lista) Valor atual (valor presente)
módulos e funções que compõem o pro- P1 P1 = 3,141596
PMT(val.atual,taxa,num período;) Calcula presta ao (tabela PRICE)
grama. Numa mesma planilha pode-se
PV(pgm,taxa,num períodos) Valor atual de prestações fixas
utilizar, simultaneamente, as funções tra- RAND Gera número ileatório entre O e 1
dicionais dos programas tipo VisiCalc, in- ROU N D(V,d) Arredonda V, com d casas
51N(V) Seno de V
tegradas com uma estrutura de banco de
SORT(V) Raiz quadrada
dados e com funções e recursos gráfi- STD(lista) e DSTD(lista) Desvio padrão
cos. O programa é escrito em linguagem SuM(lista) e DSUM(lrsta) Somatória
TAN(V) Tangente
de máquina e, por isso, executa com
TODAY Data de hoje
grande velocidade todas as funções e TRUE( "VERDADE" logica
cálculos. Comparado com o de outros VAR(lista) e DvAH(lista) Variáncia
programas semelhantes, escritos em lin- VLOOKUP(V.lisla,p.)siçào) Pesquisa em tabela vertical
guagens de alto nível — como PASCAL Expressões lógicas Expressões cm operadores lógicos
-, o desempenho do Lotus 1-2-3 é supe- (álgebra bool( ana)
rior. Por exemplo, um conjunto de cálcu-
V = um valor, uma céUi.a oj uma fórmula
los que levaria cerca de 10 segundos pa- lista = um conjunto de celulas
ra ser executado no Lotus poderá levar
29-
APLICAÇÕES
LOTUS 1-2-3
ra imprimir gráficos (Graph) e um progra- funcionam da mesma forma: para cada
ma tradutor (Trans/ate). um aparecerá uma frase indicando sua Funções de gerenciamento de
A integração dos programas começa pe- utilidade ou subopções. Esses e outros arquivos
la forma de acesso aos vários módulos recursos fazem do Lotus um programa
ou programas que compõem o sistema. ao mesmo tempo fácil de usar e com re- O programa File Manager garante uma
Quando o Lotus é carregado na memória, cursos altamente sofisticados. fácil manipulação de arquivos, possibili-
o computador mostra uma tela de opções tando cópias parciais de um disco para
de acesso, que serve de gerenciador ge- Funções de gerenciamento de outro, eliminação de arquivos, troca de
ral das funções disponíveis. No System discos nomes, criação de cópias de arquivos no
Access, o usuário pode solicitar uma das mesmo disquete (com nomes novos). Or-
funções básicas do sistema ou pedir O Disk Manager executa funções gerais ganiza e ordena a lista de nomes dos ar-
ajuda", se ainda não estiver familiarizado sobre disquetes: realiza a formatação, quivos (sort), para facilitar a visualização,
com os programas. O sistema de HeIp do preparando o disco para receber dados; e possui outras funções específicas.
Lotus 1-2-3 é extremamente eficiente, faz cópias de discos; compara o conteú-
possuindo 175 kbytes de informações ar- do de dois discos, o que é muito útil para Funções gráficas
mazenadas numa estrutura de árvore manutenção de backups e permite a veri-
que, quando acionada, determina o ramo ficação do diretório de um disco para que Durante a preparação da planilha, o
e o trecho da estrutura que devem ser se possa ter certeza de que não existem usuário pode selecionar a opção de gráfi-
transferidos para a memória principal, incoerências do tipo "dois arquivos soli- cos (comando /GRAPH) e definir um gráfi-
mostrando uma tela que corresponde ao citando um mesmo setor do disquete", , que pode ser visto imediatamente na
co
ponto de dúvida que, por sua vez, traz além de permitir outras verificações. In- tela do micro, usando os dados da plani-
uma série de opções e seqüências para a forma ainda algumas estatísticas de utili- lha. Pode-se definir gráficos lineares, de
continuação das explicações. zação do disco analisado. setores circulares (pie charts), ou ainda
O módulo 1-2-3 é a planilha propriamente
dita, com excelentes recursos, funções e
comandos de fácil acesso e compreen-
são. Os comandos podem ser solicitados, Aplicativo: Lotus 1-2-3
após a tecla / , digitando-se a primeira le- Fabricante original: Lotus (EUA)
tra ou movimentando-se o cursor sobre a Sistemas operacionais: compatíveis com IBM PC: MS DOS,
palavra desejada e teclando-se o coman- PC DOS e outros
do ENTER. O bloco de controle mostra a Exigências de hardware: 128 a 192 kbytes de memória e uma
lista de comandos disponíveis numa linha ou duas unidades de disquete
e, logo abaixo, uma frase explicativa - Memória do usuário: 32 a 96 kbytes
ou as opções - do comando onde está o Documentação: manual com 360 páginas, help com 175
cursor. Selecionando-se um comando, kbytes e tutorial em disco, todos em inglês
aparecem todos os subcomandos, que

8 C D E E W c L
EW8ES1I 1EJE
ÇICOLTC SETEXE#0 OUTUBRO H0EXP80 1~
15
16APLICAM,DE FIRDOS
17 Ar,oRlI7ácOrS 4326. 7898. 4325.88 4325.88 5435.88
18 871U05 FE1UEN1ES 9689.88 4343.88 6543.Z 7545.88 5434.88
19 WUJDEItDOS 4323. 5431. 8654.88 45433111 5434.88
28 APLICC0ES DE CPI1 1234. M 5434. 5434, 4321.88 5434.88
8 2345.88 5435. 8654.88 432388 *754.88
9 21 0111R85
22 *TOTAL DOS APLIC. 21913. 28533. 33619.88 25857.98 38491.88
18 23
11 24 FLUXO DE CAIXA
12 25 SOLDO INICIAL 88813.34 9*333.34 111411.34 133775.34 113813.34
13
14 26 * ORICEJi 43138.138 41611. 55974.08 39495.88 5034.08
2? APLI COCOI 33618,88 28533. 00 25
33618.7,* 4491.88
15
16 - O TI UALS
28 13ISOLD 98333.34 111111.34 133775.34 141213.34 10I34
11 29
1* 38 IHWCODORtS
31 081K 21.88 2488.' 2888.88 3208.08371.08
19
2* 32 IWPC 7.67 8.98 9.78
1or9B9
*iat r:213 Lst C.IfR.1 ? f or 1011 $1&th: 11 Kewr9:286 Lst COIfRce:033 " foi 811.?
kps: LI = ffjJ' ; }2 : 15E LD(1W181 10 UOI7 Fwiclion kp: fi : HELP 12 FRASE L1KL/RE1UI EL

O 1.2-3 é o módulo principal do Lotus e da As planilhas têm sido utilizadas nas mais diversas áreas.
acesso à planilha eletrônica. Tem bons No entanto,- as aplicações
recursos, além de funções e comandos de de planejamento, de orçamento e rinancelras em geral
fácil acesso e rápida compreensão. se destacam pela maior utilização.
294 1
vários tipos de gráficos de barras, gra- Pode-se, por exemplo, ler arquivos grava-
vando no disco as informações do gráfi- dos em formato de VisiCalc para Lotus, Documentação
co. Após encerrar a planilha (módulo 1-2- em modo DIF para Lotus, e de r iodo Lo-
3), pode-se solicitar a impressão dos grá- tus para VlsiCalc. O manual do progr mia é também orien-
ficos gerados, através do utilitário tado para um acon oanhamento progres-
GRAPH, que permite imprimir tanto em Aprendizado eletrônico sivo dos recursos c13 programa, contendo
impressoras comuns matriciais como em 360 páginas, com tudo o que é necessá-
plotiers. Nesse módulo, o usuário indica Um recurso complementar é o E ectronic rio para a documentação, com índices e
o equipamento disponível, parâmetros de Tutor/ai, um programa especialmente de- seções fáceis de n anipular. O Lotus 1-2-
controle, configuração, tamanho do pa- senvolvido para ensinar e treina o usuá- é fornecido em quatro disquetes, na
pel, etc.; o programa gera automatica- rio no emprego dos recursos do progra- versão para o 1 B l'C ou compatíveis: um
mente o gráfico na impressora. ma. Esse programa, em conjunto com o para o sistema 1-2- 3 e utilitários (D/sk/FiIe
comando He/p on-iine, pratLamente Manager, Transiak r), outro para uma có-
Compatibilidade substitui o manual, pois pode ser manipu- pia de reserva; um terceiro para o utilitá-
lado como se fosse um livro eltrônico, rio de impressão de gráficos (GRAPH), e
O Trans/ator permite a tradução de plani- onde o usuário seleciona a páçina ou o um quarto para o rutorial. Toda a docu-
lhas desenvolvidas em outros programas capítulo que quer estudar, poderdo voltar mentação é em inglês.
para serem usadas no Lotus e vice-versa. ou passar adiante a qualquer mjmento. F.S.M.

COMANDOS E RESUMO DAS PRINCIPAIS OPÇÕES

WORKSHEET Controle de parâmetros da planilha FILE Envia para o disco em formar ASCII
GLOBAL Define parâmetros gerais da planilha (mesmas opções que o comai do /PP)
FORMAT Determina forma de apresentação dos números ALIGN Define inicio lógico da folha n impressora
FIxED Fixa o número de casas decimais (de O a 15) GO Executa a impressão
SCIENTIFIC Mostra em formato científico (exponencial) /GRAPH Comando para gerar gráficos
CURRENCY Coloca cifrão e vírgulas (ex.: 51,223,490.50) TYPE Seleciona o tipo de gráfico
Currency-virgulas e ( ) para negativos, sem cifrão LINE Traça linhas ligando os pontor definidos
GENERAL Normal, despreza zeros após ponto decimal BAR Gráfico de barras adjacentes
+ i. Mostra o numero com sinais + + + (ou - - - ) XV Váriosconjuntos num eixo catesiano
PERCENT Multiplica por 100 e coloca sinal de % (ex.: 12.6%) STACKED-B/R Gráfico de barras horizontais
DATE Define como serão mostradas as datas na planilha PIE Gráfico de setores circulares
TEXT Mostra os textos das fórmulas (ex. + B2*C3) XABCDEF Define os conjuntos de ponto a serem desenhados
LABEL-PREFIX Alinhamento de textos (direita, centro, esquerda) VIEW Desenha o gráfico na teta
COLUMN-WIDTH Largura geral das colunas da planilha (de 1 a 72) SAVE Gera um arquivo com as infoi -rrações do gráfico
RECALCULATION Determina a maneira de recálculo dos valores OPTIONS Outras subopçÕes
PROTECTION Controla acesso às células protegidas LEGEND Cria uma ou várias legendas
DEFAULT Controla parâmetros da impressora e do disco TITLES Coloca títulos no gráfico
PRINTER Opções da impressora SCALL Define escalas dos eixos do gráfico (autom. ou manual)
INTERFACE Seleciona interface paralela ou serial COLOR Determina cores do gráfico
RIGHT Número de espaços para margem direita B&W Faz o gráfico em preto e brarco (com hachuras)
TOP Espaçamento superior no papel (DATA Comandos de banco de dado
PAGE-LENGTH Número de linhas por página FILL Preenche um conjunto de cél las com números
SETUP Define caracteres de controle para impressora TABLE Tabula valores
DI5K Determina a unidade de disco de uso do sistema SORT Ordena um conjunto de céluk s
STATUS Mostra os parâmetros vigentes para "Defaull" OUERY Operações em banco de da& s
INSERT Insere tinhas ou colunas em branco INPUT Especifica o conjunto de entrada
DELETE Elimina linhas ou colunas OUTPUT Especifica conjunto de saída ara "Find' ou Extrac'
COLUMN-WIDTH Largura de colunas (individualmente) FIND Mostra registros concordante com o critério
ERASE Limpa toda a planilha EXTRACT Copia os registros concordan as na faixa de sarda
TITLES Mantém títulos na tela DISTRIBUTIi)N Calcula distribuição de frequ 'icias nos dados
WINDOW Divide a tela em duas janelas /QUIT Termina a execução do mód..o 1-2-3
STATUS Mostra parâmetros do "Global RETRIEVE Carrega uma planilha inteira ( lisco para memória)
/RANGE Controla parâmetros de porções da planilha SAVE Armazena a planilha atual nuri arquivo formato WKS
FORMAT Define formato de um grupo de células COMBINE Incorpora outros arquivos à p anilha atual
(Subcomandos idênticos aos /WF) XTRACT Armazena partes da planilha rio disco
LABELPREFIX Alinha textos de um grupo de planilhas IMPORT Lê um arquivo no formato "PunI file'
ERASE Apaga conteúdo de um grupo de células IPRINT Imprime a planilha (na impressora ou no disco)
NAME Controla nomes de células e acesso PRINTER Envia para a impressora
CREATE Define um nome para um grupo de células RANGE Define as células que serão E'lviadas
LABELS Usa o texto da célula adjacente como nome OPTIONS Controla parámetros de impr ssáo
PROTECT Protege um conjunto de células HEADER Define um cabeçalho para caia página impressa
IMPUT O cursor vai somente para celulas nãoprotegidas MARGINS Define espaçamento nas mar ens
/COPY Copia grupos de células em outros locais da planilha BORDEAS Trechos que serão impressos em todas as páginas
/MOVE Movimenta grupos de células SETUP Envia códigos especiais para mpressora
/FILE Opções para manipulação de informações no disco PAGELENGÍH Número de linhas por página

295
1 PERIFÉRICOS
o.
T1HMINAL FACIT 4420

terminal FACIT 4420, de fabri- • Movimentos unitários: pode-se mover o re marcado pelo cursor, e os caracteres

Q
cação sueca e difundido espe- cursor em várias direções através do ví- à direita preenchem o espaço livre.
cialmente nos países do no- deo: para cima, para baixo, para a es- • De uma linha: apaga-se a linha em que
roeste da Europa, é baseado querda e para a direita. se encontra o cursor, deslocando-se as
no microprocessador Fairchild F 8. Dis- • Retrocesso do carro: o cursor passa à restantes para uma posição superior.
põe de uma memória ROM de 6 kbytes e primeira posição da linha seguinte. • De uma linha a partir da posição do
de uma área de RAM de 2 kbytes por 12 • HOME: o cursor passa à primeira posi- cursor: apagam-se os caracteres da linha
bits, para armazenamento dos dados do ção da parte superior esquerda do vídeo. que estão à direita do cursor.
vídeo. A distribuição dos 12 bits é: • LINE FEED: o cursor se move para bai- • De vídeo a partir da posição do cursor:
• 7 bits correspondentes ao código AS- xo uma linha na mesma coluna. Se o cur- apagam-se todos os caracteres desde o
CII de cada caractere. sor está na linha inferior do vídeo, perma- cursor até o final do vídeo.
• 1 bit para indicar se o cursor está ou nece no mesmo lugar, mas todo o texto • Total: apaga-se todo o vídeo e o cursor
não numa dada posição. se desloca uma linha para cima. posiciona-se em HOME.
• 4 bits para os atributos do vídeo: • LINE FEED invertido: o cursor se move Inserções
- sublinhado ou sublinhado duplo; uma linha para cima na mesma coluna. • De um caractere: na posição indicada
- piscado: Se o cursor está na linha superior, per- pelo cursor.
- vídeo invertido; manece no mesmo lugar, mas o texto se • De uma linha: deixa-se espaço para
- intensidade de brilho, que pode ser desloca uma linha para baixo, aparecen- uma nova linha.
normal ou reduzida. do livre a linha superior.
O FACIT 4420 tem o teclado separado do • Movimentos de tabulação: o cursor se Controle de impressora
vídeo. Este é monocromático, em fósforo move com deslocamentos corresponden-
verde, com duas intensidades de ilumina- tes às tabulações definidas. Para a conexão de uma impressora local,
ção, e um tamanho de 12 polegadas na o terminal tem um conector específico no
diagonal. O móvel do vídeo é inclinável, Controle de edição de textos painel posterior. Os comandos permitem
para ajuste do ângulo de visão. as seguintes funções:
Os comandos de controle podem ser in- Apagamento • impressão automática de uma linha de-
troduzidos através do teclado ou então .De um caractere: apaga-se o caracte- pois de escrita no vídeo;
podem ser recebidos já codificados do
computador. Os diversos grupos de co-
mandos de controle são:
• controle de vídeo;
• controle do cursor;
• controle de edição de textos;
• controle de impressora;
• modos de trabalho.

Controle de vídeo

• Sublinhado ou sublinhado duplo de ca- Forma como o FACIT 4420 representa os


qaracleres na tela, a partir de uma matriz
racteres: as duas últimas colunas são re-
qe 7 x 10 pontos O vídeo é de fósforo
servadas para o sublinhado do caractere, jerde com 12 polegadas na diagonal.
que pode ser simples ou duplo.
• Piscado: os caracteres podem apare-
cer no vídeo fixos ou piscantes. A fre-
qüência do piscado é selecionável me-
diante um microinterruptor: 1, 2 ou 4 Hz.
• Vídeo normal ou invertido: caracteres
iluminados sobre fundo escuro ou escuro
sobre fundo iluminado.
• Brilho do vídeo: o vídeo tem dois níveis
de intensidade de brilho.

Controle do cursor

• Endereçamento absoluto: o vídeo tem


24 linhas de 80 caracteres. O cursor é Os 12 bus da memória RAM são assim Parte posterior do terminal. As comunicações
posicionado mediante a indicação das distribuídos: 7 para o código ASCII de cada com o computador são feitas em modo local
caractere, 1 para indicar a posição do cursor (pelo cabo coaxial), via linha full duplex
coordenadas correspondentes. e 4 para os atributos do video. e via linha half duplex.

296
18

• impressão da linha onde está situado o suspenda a transmissão. A ecepção • repetição automática, se a tecla for
cursor; posterior de novos caracteres pode ser pressionada por mais de 0,5 segundo.
• impressão da tela completa. feita linha a linha com manut€nção, ou A velocidade de repetição é selecionada
É possível fazer com que os dados rece- então por telas completas. mediante microinterruptores entre 7,5,
bidos no terminal apareçam somente no • Modo de formatação.- nesse modo es- 15 e 30 caracteres por segundo.
vídeo, somente na impressora ou nos tabelecem-se regiões protegidEs na tela, O teclado alfanumérico pode incorporar
dois ao mesmo tempo. por onde o cursor não pode passar. os caracteres correspondentes dos idio-
Existe ainda nesse terminal urr modo de mas: sueco, alemão, dinamarquês, in-
Modos de trabalho autoverificaçào (SELF TEST). Há progra- glês, castelhano, francês e norueguês.
mas armazenados de autoverificação, O teclado de funções incorpora: controle
O terminal admite os seguintes modos de aos quais se pode ter acesso através do de cursor, HOME, CLEAR, DELETE, inser-
trabalho: teclado. Em qualquer caso, ao conectar- ção de caracteres, sublinhado, piscante
• Modo transparente: só é possível com se o terminal efetua-se uma 'Verificação e vídeo invertido.
o terminal em LOCAL. Os caracteres de automática do vídeo e do tecldo. Os re- No vídeo podem ser escritas até 24 li-
controle aparecem no vídeo mas não são sultados desse teste apareceri no vídeo nhas de 80 caracteres.
interpretados como comandos. e nos diodos luminosos do teclado.
• Modo gráfico: existe um jogo de carac- Comunicação com o computador
teres semigráficos codificados de 5F até Características gerais
7F (códigos em hexadecimal). As comunicações de dados com o com-
• Modo de parada do vídeo (HOLO O teclado é alfanumérico e incorpora um putador se efetuam em formato serial,
SCREEN): no modo normal, quando o ví- teclado numérico e outro de ativação de através de uma interface padrão RS-232,
deo é preenchido pelos caracteres ece- funções e de controle do cun;or. sendo opcional a alça de 20 mA.
bidos, as linhas vão deslocando-se para O teclado possui a caracterí;tica 2 Key Uma memória FIFO funciona como buf-
cima, desaparecendo na parte superior rollover (pressão simultânea Je duas te- fer de 32 carateres. A velocidade de
do vídeo. Neste modo, quando se preen- clas) e as seguintes possibilicades: transmissão é selecionável, mediante mi-
che o vídeo, mantém-se seu conteúdo e • som audível de realimentação fisiológi- crointerruptores entre 300, 600, 1200,
manda-se sinal para que o computador ca ao pressionar uma tecla; 2400, 4800, 9600 e 19200 bauds.
As comunicações com o computador são
feitas em três modos:
• Via linha, fu// dupiex: os dados são
transmitidos do teclado para o computa-
dor e em seguida devolvidos ao terminal
por pares de linhas independentes.
• Via linha, haif dupiex: transmissão do
teclado para o computador e o terminal
num mesmo par de linhas.
• Local: os dados são transmitidos ao
terminal e deste ao computador através
do cabo coaxial.
Para os modos de comunicação descri-
tos acima são possíveis dois protocolos:
• X-ON, X-OFF: a indicação de que o ter-
minal está preparado ou não para rece-
ber dados se dá mediante a transmissão
de códigos.
• READY/BUY: a indicação anterior se
evidencia corr o nível de tensão da linha
READY/BUSY

Outras características
O tec ado é de. perfil
baixo e fica separado • Tensão dealimentação: 115 V CA, 220
do v 'eo. Pode V CA ou 240 V CA.
incor,orar OS
cara( teres de sete • Consumo: 60 W.
línguas: sueco, • Temperatura de funcionamento: de 13
dinar iarquês,
noruE guês, alemão,
a 40° C.
inglê;, francês e • Umidade de funcionamento: 201800/'c.
cash lhano. • Peso (com o teclado): 20 kg.
297
• MUND DA INFORMÁTICA
o. 1

TERMINAIS ERGONÔMICOS

om o desenvolvimento da infor- Um projeto inadequado da parte física da A cor da tela é muito importante e deve

C mática, os terminais de vídeo e


de teclado saíram dos Centros
de Processamento de Dados e
espalharam-se por todos os setores das
empresas. O terminal deixou de ser o ins-
máquina e de seus suportes - mesas,
cadeiras, iluminação, etc. ou do de-
senvolvimento do programa do computa-
dor poderá provocar o cansaço físico do
operador; esse fato acabará produzindo
ser considerada, pois os olhos são mais
sensíveis a certas cores. Apesar de ainda
ser muito usado o branco, a tendência
maior é no sentido de se usar as cores
verde e âmbar, pois elas permitem uma
trumento de trabalho do programador ou um desinteresse que vai atuar em detri- maior e melhor visibilidade.
analista, passando a ser usado até por mento tanto da produtividade como tam- O contraste e o brilho dos caracteres in-
pessoas não-especializadas em compu- bém da eficiência. uem na leitura; por isso, recomenda-se
tação, como caixas de banco, secretá- c uso de caracteres escuros sobre fundo
rias, técnicos, administradores, gerentes Visão claro, bem como um brilho regulável,
e diretores de empresas. O processo de com um tratamento anti-reflexo ou filtro
aproximação entre a máquina e o homem O cansaço visual provém do ajuste focal de polarização na tela.
que se vem desenvolvendo desde a déca- errado e do movimento excessivo dos C mínimo aceitável para o tamanho dos
da de 70 faz ressurgir uma ciência pouco olhos ao se deslocarem do documento ao caracteres é o de uma matriz de 5 x 7
popular: a ergonomia. Essa disciplina es- teclado e à tela do computador. As telas pontos, com um espaço entre linhas que
tuda a interação entre o homem e o meio devem ter a possibilidade de girar 900 so- permita sublinhar os caracteres. A com-
físico que o cerca. Os resultados da apli- bre seu eixo de sustentação e de inclinar- binação de maiúsculas e minúsculas per-
cação da ergonomia aparecem nos mo- se até 300 para permitir um ajuste indivi- mite a leitura com maior facilidade do
dernos projetos de equipamentos de pro- dual ao ângulo ótimo de visão. Isso per- que com letras do mesmo tamanho. O
cessamento de dados e em seu mobiliá- mite também que possam ser eliminados emprego de funções que destaquem pa-
rio de apoio. Os ambientes são dirigidos os reflexos causados por uma iluminação lavras ou caracteres do resto da informa-
ao conforto e à estética, sendo rejeitado insuficiente para o local de trabalho. Ao ção facilita a localização da informação
tudo aquilo que possa ocasionar fadiga, projetar-se a representação dos caracte- mais significativa.
nervosismo, desinteresse pelo trabalho res na tela é necessário levar em conta A alta freqüência de varredura da tela
- enfim, qualquer elemento físico ou psi- diversos aspectos como cor, contraste, (freqüência de regeneração de cada ca-
cológico que perturbe ou incida negativa- brilho, tamanho, formato, estabilidade e ractere) permite manter a imagem defini-
mente no estado de ânimo das pessoas. intermitência da imagem. da, sem piscar nem se distorcer.

&O0,Uft,0 C0*000 00 C*MÇ*

LIMITE M0,0MO PARA


luz ~MANIÇ
LIMITE PARA RECONHECIMENTO
DE CORE$

1 .W4 FAC., ~MINTO 005 OL.04

oC
NORMAL o§
AÇÃO NORMAL 00*0*0
PORTA DOCUMENTOS

1 00oÇ0000 o,C*00

D'STÀ%(ÂA Do
100TO ATÉ A
MESA DO COMPUTADOR
22 M—

PARA As PIERN.a

ASSINIO
REGULAVEL

PEDESTAL
AJUSTÁVEL PARA
os .0s
"SE DA CADE.RA com ESPAÇO PARA os pousos

O crescente número de profissionais que passam Os estudos sobre ergonomia aplicada a móveis e ambientes de
muitas horas diante dos terminais trouxe trabalho começam a ser uma preocupação generalizada. O desenho
novo interesse pela ciência da relação entre ilustra uma proposta de postura ideé 1 e de movimentos
ohomem e seus instrumentos de trabalho. cômodos para um operador de term.nal em seu trabalho. à.

298
direta. Da mesma furma, o nível de ruido
Esforço físico Ambiente de trabalho não deve superar c 70 decibéis. Outros
fatores ambientais como temperatura,
Para reduzir a fadiga dos braços e dos Outros aspectos ergonômicos irnportan- umidade e velocid de do ar afetam os
ombros, o teclado deve ser móvel, de rro- tes são o planejamento do espaço e da operadores tanto f sica como psicologi-
do a poder ser separado da tela, permitin- mobília. Um lugar de trabalho correto se- camente; por isso devem receber a im-
do uma posição confortável dos braços e gundo os padrões da ergonomia deve portância necessária.
dos antebraços. O teclado deve também permitir urna disposição que se ajuste a
ser cômodo tanto para operadores des- cada indivíduo. A contração cor tínua de Política ergonômica
tros como para operadores canhotos. A certos músculos deve ser evitad 1. As uni-
inclinação do perfil do teclado deve estar dades devem ser distribuídas (te forma Tanto nos Estados Jnidos da América do
entre 90 e 330 que fiquem ao alcance do operador, uma Norte quanto em virias países europeus,
Quanto ao formato do teclado, a parte aI- vez ajustadas as alturas da cadeira e da como Suécia. Alerr anha, França e Suíça,
fanumérica deve ser desenhada corno o mesa. foram desenvolvidas normas ergonômi-
teclado de uma máquina de escrever, e a A área de trabalho principal é aquela à cas em conseqüência de uma forte pres-
numérica, como o de urna calculadora ou qual o operador tem acesso serr precisar são exercida pelos sindicatos. Essas nor-
um telefone digital. A superfície das te- afastar os cotovelos do corpo. E ssa área mas em alguns casos são fixadas pelo
clas pode ser côncava. Cada tecla deve é adequada para ler, escrever (iU utilizar Estado e, em outros, fazem parte das ne-
ser suficientemente grande para que o o teclado. A área secundária é a que po- gociações realiza as entre as empresas
dedo se apóie confortavelmente nela, de ser alcançada estendendo c braço, e e os sindicatos.
sempre levando em conta, porém, que o é adequada para materiais ou equipa- Muitos terminais e consoles de computa-
tamanho excessivo das teclas pode fazer mentos utilizados com menor fr' qüência. dor seguem hoje is normas da ergono-
com que se perca a operatividade do Por outro lado, as paredes deve ri ser pin- mia; a maioria da empresas fabrica es-
conjunto. Ao se acionar uma tecla, a tadas com uma cor mais esc u ra que o ses dispositivos segundo padrões de
pressão correta é registrada mediante a normal e com acabamento fosc , para di- aceitação praticar nente mundial. Assim,
emissão de um som ou a resistência da minuir o reflexo da luz. As luzes do teto os resultados da ailicação dessa ciência
tecla. Teclas operadas por contato sim- devem ter telas anti-refletoras. para evi- são sentidos pelo iornem, que usufrui de
ples não são recomendáveis. tar o ofuscamento próprio da iljminação um ambiente de tbalho agradável.

ÁREA SECUN DÁ RIA

IN
ÁREA
PRINCIPAL

Os próprios teclados
passaram a ser
projetados de forma
a oferecer conforto
a qualquer
operador .

RETROALiME NTAÇAO VISU AL


Sugestões

Ângulo de visão Menos de 400


Distância entre os
olhos e a tela 450 mm a 600 mm
Situação da tela A linha superbr da tela não deve estar a
maior altura cue a linha de visão do (J
/, RETMOALIMENTAÇAO
operador - / AUDITIVA
Situação do teclado A distância entre a fileira inferior do TROAUMEMTAÇAO "•> -
teclado e o cinto da mesa deverá ser de ACTIL /

50 mm a 100 mm
Direção da visão Paralela à luz da janela
—1 açã2ji2~. _E~kr-iii-noàe 5C9_.,

A distribuição dos objetos de escritorio não e só uma questão de estetica. Um aspecto básico no projeto ergonômico de ur terminal de
Duas áreas podem ser definidas numa mesa de trabalho: computa ior é possibilitar que o operador, sem ir que
área principal - à qual se tem acesso sem estender os braços - prestar atenção constante à tela, receba um siri il de que
e área secundária - até onde se alcança sem movimentar o corpo. a tecla que acionou foi apertada adequadamen(

299
APLICAÇÕES
PROGRAMA
Título: Estrela da Morte certa percentagem de tiros pode acertar tes. Se C tiro acertar, a Estrela da Morte
Computadores: compatíveis com TRS na escotilha. Se o tiro não acertou, o pro- explode, e o caça de asas em X afasta-se
80 Modelos 1/111/1V (modelos nacionais: grama informa que novo ataque deve ser em velocidade warp do fatídico local.
CP 300, CP 500, DGT 100, O 8000, tentado, com as astronaves remanescen- R.M.E.S.
Sysdata Jr., etc.)
Memória necessária: 16 kbytes
10 REM ESTRELA DO MORTE
Linguagem: BASIC Nível II 20 REM BPSIC NIVEL II P/TRS-80 1/111/1V E SIMILARES
30 REM---- REMATO M.E. SOBE4OTINI 1984
40 DEVINT 6-2
50 CLS : CLEOR 750 : PRINT"ESTRELR DIA MORTE" : FRINT
Neste jogo de ação e habilidade o usuá- 60 INPUT"Qual e o eu niv ei l.iniciaete 2.bo. 3. otio 4. super ';ED
70 CLS ED=INT(ED) : 1V ED<1 08 ED)4 T EN 60
rio passa a ser o piloto de uma astronave 80 IV ED=1 TREM 1. : ER =120 : R3=5
de combate do tipo caça de asas em X, 90 IV ED=2 THEH U=30 : ER=220 : 83=7
100 IV ED=3 TREM U=20 : ER=320 : R3=
da Federação dos Rebeldes. O objetivo 110 IV ED=4 TREM U=20 ER=600 : 832
120 DIM H(16)
do jogo segue o roteiro do filme Guerra 130 P2=0 : WW=0
140 C=10
nas Estrelas (Stars War): atacar e des- 150 PRND(62)+129 : P$=CHR$(R) Z=RD(U)+20
160 IV 13 2 >ER TREM Z=-i
truir a Estrela da Morte, uma gigantesca 170 GOSUB 220
180 fl1$=STRI N6S(20,P$)
e inexpugnável astronave em poder do 190 P2=P2.1:IF P2 (ER PRIHTR960,P1$;:PRINTe960+Z,OS;:PRINTeI000,R1$
Império Galáctico. A única forma de con- 200 1V P2)ER TREM 2=-1 : GOSUB 420
210 GOTO 150
seguir penetrar nas defesas da Estrela da 220 B$=INKEYS
230 IV B=", " TREM 6=1
Morte é lançar uma sonda antimatéria 240 IVB$=" "TMEN 6=2
250 D2=C
através da escotilha que existe ao final 260 IV E4$ ". " TREM 6=3
270 1V 6=1 TH1:N C=C-1
de um túnel na sua superfície, e que leva 280 1V 6=2 TREM C=C
290 1V 6=3 TREM C=C+1
às usinas nucleares centrais da astrona- 300 PRINT@D2+19," ";:PRINT@C+19,"Y";
ve. O tiro deve ser perfeito, e deve ser 310 60SUB 570
320 IV C(2 08 C)19 GOSUP 350
disparado no momento exato da aproxi- 330 IV H(N7)(C+18 08 H(N7) )C+20 GOTO 340 ELSE 50SUB 350
340 RETURN
mação do caça, a única alternativa para 350 P RIM TeC+18, " "; : FOR X=1 TO 30 : NEXT X 82=82+1
360 PRIMT8C+18, -- "; : FOR 8=1 TO 20 NEXT X
o erro é a destruição imediata do caça 370 IV 82(5 TREM 350
380 NW=MW+1 IV NW)R3 GOTO 400
O jogo funciona da seguinte maneira: ini- 390 C=10 : R2=O RETURN
cialmente o programa pergunta ao joga- 400 CLS: PRIMT51Z,CHR$(23);"flS FORCAS DO MAL GANHARAM";
410 GOSUB 630: CLS : END
dor qual é o nível de habilidade: 1. INI- 420 Z=-1 Q=Q+j
430 IV Q(12 PRINTR960,P1S; : PRINTe1000,P1$ : RETURN
CIANTE, 2. BOM, 3. OTIMO e 4. SUPER. 440 B$=INKEY$ : IV B$= "Z" TREM GOSUB 80
450 GOSUB 220
O usuário escolhe o nível digitando o nú- 460 WW=WW+1
4701V WW(16 PRIMTe960,sTRIK6s(25,o1s» ";STRINII$(ZS,PlS:RETURN
mero correspondente. O nível de habili- 480 FOR 8=64 TO 640 STEP 64 : PRINT9C+19.X,CHRS(191); : NEXT X
dade influencia os seguintes parâmetros 490 IV C)8 PHD C(13 TREM 530
500 CLS : FOR8=1 TO 15 PRINT STRIM3$(62,191) : NEXT X
do jogo: comprimento total do túnel de 510 PRINT517, "VOCE ERROU. TENTE DE NDVO EM OUTRO ATAQUE";
520 GOSUB 630 : 6OSUB 630 CLS GJTO 130
acesso, número de colisões permitido e 530 FOR 6=1 TO 20 PRIHT STRIN6I255,191 NEXT 5
540 FOR 8=1 TO 120 : PRINTe476, -- . '; :PRINTR6O4,"
número de obstáculos no caminho. 542 PRIHTR542,"";:PRINTR96O+RND(60),".":PRINT@542,"y";
544 NEXT 8
O caça de asas em X aparece sempre no 550 CLS : PRINTØ5I2,CHRS(23);"VOCE SALVOU O 6PLPXIP" : GOSUB 630
560 CLS:END
alto da tela, e o cenário do túnel da Estre- 570 N5-N5+1 : IV N5=16 TREM N6=1
580IV 1461= TREM 147.147+1
la da Morte se desloca para cima. A me- 590 IV 145.17 THEN 145.1
dida que avança pelo túnel, aparecem 600 IV 147.17 TREM 147=1
610 H(N5)=Z
obstáculos dispostos aleatoriamente. 620 RETURM
630 FOR 8=1 TO 500:NEXT X:RETURN
que devem ser evitados. O usuário pode
"pilotar" o caça através das teclas > e
que o desviam para a direita ou para
a esquerda, respectivamente, e a barra
de espaços, que mantém o curso em li-
1 til 1111 111111 III 1 111111
nha reta. Basta pressionar a tecla de di-
reção uma única vez para produzir o efei-
to desejado. Uma colisão contra as pare-
des do túnel ou contra qualquer obstácu-
lo leva à destruição da astronave. Ao se
LItIIIIIIIIIjjIpIIpp
aproximar do final do túnel, a velocidade 1 11111 III (ti (liii
lttlIlIIIIIIIIIl,,,l 1 IIIIIUIIIIJIIIIIIII Iit(((
titini iii
iii 1110110 liItliIiifl
da nave diminui, e ela passa a responder ii .- -

com maior dificuldade aos comandos de


pilotagem. O usuário deve aguardar o ins-
tante preciso em que o caça penetra na Neste jogo, o usuíio deve controlar O objetivo do jogo é disparar um tiro através
o percurso de um caça espacial através de um da escotilha da Estrela da Morte,
escotilha, para pressionar a tecla F, que túnel cheio de obstáculos, usando certas ao fitial do túnel, e que, se acertar,
dispara a sonda antimatéria. Apenas uma teclas do microcomputador. prov=cará a sua destruição.

300
100 INFOIMÁTICA BÁSICA
000
001 CIRCUITOS LÓGICOS (1)

este primeiro capítulo dedicado • Lógica negativa: representa o estado cuitos lógicos (ver tabela superior, à direi-

N aos circuitos lógicos, estudare-


mos alguns conceitos de lógica
de níveis, tabelas de validade e
cronogramas; para finalizar, desenhare-
mos os circuitos lógicos básicos que ser-
lógico 1 mediante a voltagem mais baixa,
e o estado O, por meio da voltagem mais
elevada.
Normalmente, o nível de voltag 3m mais
baixo é o nível de referência, ou seja: ze-
ta, nesta página), essa parte contém os
valores de saída corespondentes a cada
possível entrada nc circuito.
Os valores de entrada são dispostos ge-
ralmente à esquerda da tabela, e os de
vem para a realização de circuitos mais ro volts. Isso não é obrigatório, p )i5 pode- saída, à direita.
complexos. se atribuir qualquer nível de vo tagem a No cabeçalho aparece a identificação da
esses dois estados binários, desde que variável representada em cada coluna,
Lógica de níveis ambos esses níveis fiquem perfeitamente tanto na entrada como na saída (E1 , E2 ,
diferenciados. E 1 , E e S i, S2, ... Sm)
Nos circuitos lógicos, trabalharemos Cada linha da tabela deve conter tantos
com dois níveis de voltagem (tensão) dife- Tabelas de validade valores quantas forem as colunas utiliza-
rentes: alto e baixo. das. Esses valores só poderão ser: O, 1
Conforme a relação a ser estabelecida Uma tabela de validade é const tuída por ou X. Por meio dos dois primeiros, serão
entre esses dois níveis de voltagem e os duas partes: entrada e saída. representados os estados lógicos baixo e
valores lógicos '1" e O", podemos ter alto; o terceiro (X) representará o estado
duas lógicas diferentes: • Entrada lógico indiferente (não determinado). As-
Contém todas as combinações lógicas sim, por exemplo, se em uma posição da
• Lógica positiva: representa o estado ló- possíveis na entrada do circuito. tabela aparece um "X", o valor que a va-
gico 1 mediante a voltagem mais eleva- riável em questão assumirá não irá alte-
da, e o estado O, por meio da voltagem • Saída rar a combinação ógica da linha em que
mais baixa. Ao se aplicar a tabela de validade aos cir- aparecerá.

ENTRADA

VOLTAGEM VOLTAGEM
V I,I V,.l VI,,.
ESTADO ESTADO
T LI TILO
LÓGICO 1 LÓGICO O
Y,, TLZ Vi,,,
V V
o

ESTADO LSTADOS kOGICOS DE


ESTADO SAÍDA PARA CADA UMA
.ÓGICO O .OGICO 1 DAS 2 CONFIOURAÇOES.
o ---- .- o -- o O
ONDE Vê 1 € 10. 1 XJ
í
TEMPO TEMPO

LÓGICA POSITIVA LÓGICA NEGATIVA


'r '' •'''

Em lógica positiva atribui se o estado lógico 1 ao nível À esquerd;, todas as combinações de 1 e O que
de voltagem mais alto. Inversamente, podem aparecer na entrada do circuito;
em lógica negativa, o 1 lógico corresponde ao nível à direita, o; estados lógicos de saída que
de voltagem mais baixo. corresponc em a cada combinação de entrada.

RELÓGIO

ESTADO e O,
DE
SA DA

ILOCO FUNCIONAL

ESTADO CRONOORA'
DE
SAiDA
L --

Tabela de validade e cronograma da função lógica


Cronograma de um circuito com um
(X 1, X2 = (Xl V X2, X A X2).
relógio como entrada e duas O bloco uncional que a representa tem duas
saídas. Os valores lógicos das saídas saídas; portanto, constitui uma porta lógica.
são complementares.
301
INFORMÁTICA BÁSICA
CIRCUITOS LÓGICOS (1)

gio gerando uma saída com dois estados ilustra o exemplo anterior tem duas saí-
Cronogramas complementares alternados em cada ci- das; portanto, não preenche as condi-
cio de relógio. ções para ser definido como uma porta
Um cronograma consiste numa repre- lógica. A seguir descrevemos as portas
sentação gráfica dos estados de uma ou Circuitos lógicos básicas, que coincidem com operadores
várias funções lógicas no tempo. Para is- lógicos, e que serão usadas para projetar
so utiliza-se o eixo de abscissas (horizon- Denominamos circuito lógico a represen- circuitos mais complexos.
tal) para a variável tempo, e o eixo de or- tação de uma função booleana por meio
• Soma lógica (OR) ou porta OU
denadas (vertical), para os estados lógi- dos operadores: soma lógica ( v), produ-
cos (voltagens) observados em cada in- to lógico ( ' ), complementação (—) e so- A tabela de validade e o cronograma que
tervalo de tempo. ma lógica exclusiva (e). Por exemplo: a correspondem à função lógica OU (em in-
Se o cronograma contém informações de função booleana f (X, X2) = (X 1 v X2, glês, OR) estão representados na figura
mais de unia função, estas podem ser re- X1 AX) pode ser representada por uma abaixo.
presentadas umas abaixo das outras. Na tabela de validade, um cronograma e Se qualquer uma das duas variáveis de
parte superior do gráfico se inclui o sinal um bloco funcional do circuito, como entrada assumir o valor 1, o resultado da
padrão de entrada ou sincronismo. Nor- aparece na página 301. operação será 1. No caso em que o valor
malmente esse sinal padrão é gerado pe- de ambas as entradas for 0, o resultado
lo relógio", que sincroniza o conjunto Portas lógicas será 0.
de todas as funções. Para ilustrar os con- Em lógica negativa, o funcionamento
ceitos estudados, vamos representar a Quando um circuito realiza uma função desse operador coincide com o operador
seguir a tabela de validade e o cronogra- booleana com diversas variáveis de en- produto lógico. Para verificar isso, basta
ma que correspondem a um circuito que trada, mas apenas uma saída, diz-se que trocar os O por 1 e vice-versa, na tabela
tem como única entrada um sinal de reió- ele é uma porta lógica. O circuito que de validade.

E1 E1 E2 S
o -o
o o o
E

E2J 1011 o i 1
11 bo-
Porta lógica OR (OU).
1 O 1
E2
Realiza uma função de
soma lógica. A saída do
1 1 1 circuito apresenta
o estado lógico alto
PORTA LÓGICA OR quando se aplica
CRONOG RAMA TABELA um estado lógico alio
em qualquer uma das
duas entradas.

E E2 S
1~,
X ~

E2
s tOfrl
2 : 1
o
o
o
s
o

E $

o
S, o - o o
PORTA LÓGICA AND
CRONOG RAMA TABELA PORTA LÓGICA NOT CRONOGRAMA TABELA

A porta lógica AND (E) efetua a operação de produto lógico.


A saída estará rio nivel lógico A função lógica de complemenração realizada por uma porta NO T (NÃO)
alto somente quando nas duas entradas também pode ser denominada r egação ou inversão.
forem aplicados estados altos, A saída dessa porta apresenta c estado lógico
oposto àquele aplicado na entraia.
302
• Produto lógico (AND) ou porta E qualquer caso ela é representada por
Glossário
meio de uma barra acima da variável ou
A figura mostra a tabela de validade que
expressão a ser complementada.
define essa operação lógica, seu crono-
grama e o símbolo com que é representa- • Negação da soma (NOR) ou porta
[Que nível de volta em é utilizado para
da. O resultado de sua aplicação a duas NÃO-OU
cada um dos estad s lógicos?
variáveis somente será 1 se ambas as Esta porta lógica produz o resultado con-
variáveis de entrada forem 1. trário ao da porta lógica OU (som lógica). Nenhum em particular. É suficiente utilizar
Em lógica negativa, a função desenvolvi- Na sua tabela podem ser conferidos os duas voltagens que permitam diferenciar
da pela operação E (AND) é idêntica à da resultados desta operação. A a licação claramente os dois Estados lógicos. Entre-
operação OU na lógica positiva. da operação NOR a duas variávei s equiva- tanto, o mais comur 1 é utilizar-se O volts
le a sua soma lógica seguida ia com- para representar o (stado lógico baixo.
• Complementação (NOT) ou porta NÃO
plementação do resultado.
A tabela de validade desta função lógica Quantas partes teri Lima tabela de vali.
• Negação do produto (NAND) ou porta dade?
consiste em apenas uma coluna de en-
NÃO-E
trada e outra de saída Na ilustração está
representada sua tabela de validade, seu O resultado que se obtém desce opera- Duas; a de entrada, ia qual estão incluídas
cronograma e o símbolo com o qual é re- dor é idêntico ao produzido pela atuação todas as possíveis eitradas lógicas, e a de
presentada. Se a entrada for 1, o resulta- consecutiva dos operadores proiuto lógi- saída. Esta última contém os resultados
do será O: inversamente, se a entrada for co e complementação. Na figura abaixo produzidos para caia uma das combina-
O, o resultado será 1. é representada a tabela correspondente, ções de entrada.
Em alguns textos essa operação é deno- bem como o símbolo com que se repre-
minada inversão ou negação, porém em senta seu cronograma. Quantas funções )gicas podem ser re-
presentadas num ronograma?

O número de funçõ é ilimitado. Normal-


mente, elas são rep esentadas por meio de
E1 um sinal padrão o; relógio, encarregado
o_o
da sincronização d resto das funções.
E1
E
2 O 1 O que é uma port. lógica?
s
mo-
1 1 1 É um circuito lógico com uma ou mais en-
E2
tradas e uma saída As três operações lógi-

PORTA LÓGICA NAND


Lo o
cas básicas são; a ioma lógica, o produto
lógico e a complen entação.
CRONOGRAMA TABELA

Qual é o objetivo das portas lógicas:


A porta lógica NAND (NÃO-E) NÃO-OU, NÃO-E e OU-EXCLUSIVO?
realiza a operação de
produto lógico complementado
Sintetizar numa mt sma porta lógica várias
dos estados de entrada.
funções lógicas elmentares.

E s

O O 1
E1
E o o
20 o
o o
E2
s o

PORTA LÓGICA NOR


"71 o o_o

CRONOG RAMA BELA

A porta lógica NOR (NÃO-OU)


sintetiza a soma lógica
complementada dos estados lógicos
aplicados as linhas de entrada
; .3
INFORMÁTICA BÁSICA
CIRCUITOS LÓGICOS (1)

• Soma lógica exclusiva Conceitos básicos


(OU-EXCLUSIVO)
A função lógica OU-EXCLUSIVO (em in- Códigos detectores Com isso, a mensagem enviada seria:
glês EXCLUSIVE-OR) opera segundo a ta- e autocorretores
bela apresentada na ilustração abaixo. O de erros (II) O OO
funcionamento é semelhante ao da ope-
ração lógica OU, porém exige que so- Os códigos autocorretores de erros podem Suponhamos que aconteça um erro no
mente uma das duas variáveis sobre as ser muito variados: um dos mais caracte- quarto bit de informação, e a mensagem
quais opera tome o valor 1 para que o re- rísticos é o chamado código autocorretor recebida seja:
sultado seja 1; em qualquer outro caso, o de Hamming. Esses códigos podem corri-
resultado produzido é- 0. gir vários erros cometidos na transmissão O OO o
As operações lógicas básicas são a so- de uma informação digital. A seguir, expo-
remos o método básico para construir um
ma lógica, o produto lógico e a comple-
código de Hamming para a correção de O receptor da mensagem comprovará com
mentação. Qualquer outra operação, en- apenas um erro.
tre as que foram definidas, pode ser as mesmas equações de controle os três
Suponhamos que a informação tenha um últimos bits da mensagem recebida. Para
substituída por uma combinação das comprimento de K dígitos binários. Acres- isso, fará uma verificação dos resultados
operações básicas. Por exemplo: a NOR centaremos a eles r dígitos de paridade, calculados e dos dígitos binários recebidos.
b =~ aORb;aNANDb a AND b,e a 1 que serão utilizados para detectar e corri- Assim poderão apresentar-se os seguintes
OU-EXCLUSIVO b (a AND) OR gir o possível erro. Portanto, o número total casos:
AND b). A verificação dessas identidades de bits enviados será n = K + r.
pode ser realizada aplicando-se o proce- Se entre a mensagem emitida e a recebida
dimento usual para demonstrar igualda- existir um único bit errado, teremos n + 1 02 03 Diagnóstico
configurações possíveis diferentes de re-
des lógicas. Certo Certo Certo Mensagem
cepção: n com um erro em qualquer dos
recebida sem
bits enviados e mais uma sem erro algum
r é determinado por meio da desigualdade erros
- K - 1, a partir da qual construiremos Certo Certo Errado Erro no C,
a seguinte tabela: Certo Errado Certo Erro no C2
Certo Errado Errado Erro no 14
K 123456789101112...
Errado Certo Certo Erro no C.
233344444445... ErradoCerto Errado Erro no 13
Errado Errado Certo Erro no L
n 35679 10 11 12 13 14 15 17 Errado Errado Errado Erro no l
PORTA LOG,CA EX OR
CRONOGRAMA TABELA

Para descrever o procedimento de emis- No exemplo teríamos:


são e recepção de mensagens, suponha-
mos que n = 7, K = 4 e r = 3. C recebido = O
A mensagem a emitir será: C, calculado 1 $O$1 = C1 certo
A porta lógica EXCLUSIVE-OR =1$1 =0
efetua a operação de uma soma lógica exclusiva, 11 12 13 4 C1 C2 C'
o estado lógico de saída será alto cluando as duas
entradas receberem estados lógicos diferentes. 02 recebido = O
informação controle C-2 calculado 1 $0$O = 0., errado
= 1 $0 = 1
Jma vez decidida a informação que será
enviada, por exemplo 11 = 1,12 = 0,13 = 1
si e 14 = 1, devem ser calculados os bits de 03 recebido = 1
controle; para isso serão utilizadas as se- C3 calculado 1$1$O= 03 errado
E1 guintes equações de controle: = 0$O = O

C1 = l $ 12 $ 13 Logo, podemos deduzir que existe um erro


E2
s2 02 = I $ 1 2$ 14 no 1,, o qual pode ser corrigido simples-
C 3 = I $ 1 3$ 14 mente pela verificação do diagnóstico as-
sociado com "CERTO-ERRADO-ERRADO -
Assim, no exemplo anterior teriamos: na quarta linha da tabela anterior.

C = 1$0$1 = 1$1 =0
Podese obter f(X1, X2) = (Xi V X2, X A X2)
02 = 1$0$1 = 1$1 =0
por meio de um circuito formado por duas
portas lógicas: DA, que calcula Si = X V X2, 03 = 1 $1 $1 = 0$ 1 = 1
e AND. que calcula S2 = Xi A X2.

304
HARDWARE
EGO

mercado nacional de micro- dos com a relativa compatibilidade do Na configuração mínima, o EGO tem 128

O computadores acompanha,
com certa defasagem de tem-
po, o mercado internacional,
tanto na parte de software como na de
hardware. Um fato tecnológico marcante
8088 com outros processadores são tam-
bém consideráveis. O microprocessador
8088 executa todas as tarefas de contro-
le do sistema, como memória, uiidades
de entrada/saída e periféricos. Esse mi-
kbytes de memória principal RAM e 40
kbytes de ROM. Ambos os tipos de me-
mória podem ser expandidos, estando li-
mitados à capacidade de endereçamen-
to, que é de 1 Mbyte. A memória RAM da
na evolução do hardware foi o micropro- croprocessador pode ser usado em con- placa principal pode ser expandida para
cessador de 16 bits, que ampliou as fron- junto com o chamado co-proc3ssador 256 kbytes; através de módulos de ex-
teiras das aplicações da informática, per- aritmético, modelo Intel 8087, qu 3 é usa- pansão na forma de olacas conectáveis à
mitindo maiores velocidades e capacida- do principalmente para liberar o 8388 das placa principal, pode-se chegar a uma
des de processamento. Entre os vários funções de cálculos, deixando mais tem- configuração máxima de 976 kbytes de
equipamentos lançados com essa tecno- po para as tarefas de controle, rr uito im- RAM e 48 kbytes de ROM. Toda a memó-
logia, o de maior destaque é o IBM PC portantes quando os recursos aumen- ria é protegida por m circuito de verifi-
(Personal Com pui'er), que bateu todos os tam. O 8088 pode trabalhar indep3ndente cação de erros. Na memória ROM encon-
recordes de vendas no mercado norte- do 8087, sendo recomendado p.ra apli- tram-se gravadas rotinas do sistema ope-
americano, em menos de dois anos de cações científicas, e onde a prec são, as- racional básico do equipamento, um con-
seu lançamento. sociada à grande velocidade de proces- junto de rotinas de autoteste, que é exe-
No Brasil, a primeira empresa a lançar samento, é um quesito essen ial. Por cutado toda vez que o equipamento é li-
um microcomputador compatível com o exemplo, uma operação de exponencia- gado, e uma parte do BASIC, ocupando
IBM PC foi a Softec, que comercializa o ção pode levar cerca de 0,1 milis;egundo 32 kbytes de ROM.
EGO desde o início de 1983. O EGO tem quando se usa também o 8087, enquanto O EGO tem cinco conectores (s/ots) que
praticamente todas as características levaria, em média, 17 milisseguiidos so- permitem adicionar vários recursos,
técnicas do IBM PC e está baseado no mente com o 8088. além da expansão ce memória. Esses co-
mesmo microprocessador, o 8088 da In-
tel, que é em parte compatível, em ter-
mos de software, com outros micropro-
cessadores mais antigos, como o Zilog Z
80. Isso permite a transferência da maio-
ria dos programas desenvolvidos no Z 80
para o 8088. A compatibilidade foi um
dos principais fatores na escolha do
8088, embora ele não seja o micropro-
cessador de 16 bits de maior desempe-
nho, havendo outros mais avançados co-
mo, por exemplo, o Motorola 68000. Ape-
sar disso, o aumento de eficiência conse-
guido com o 8088 é considerável quando
comparado com os processadores de 8 A configuração mínima padrão está dividida em quatro
bits tradicionais. dispositivos: a unidade central que aloja
O projeto do EGO é muito parecido com o até duas unidades de disquetes de 5 1/' polegadas, o teclado,
o monitor de vídeo e uma impressora.
do IBM PC, sendo um sistema bastante
flexível em termos de configurações e
equipamentos periféricos disponíveis. É
um pouco maior que o IBM PC nas di-
mensões físicas do equipamento.

Unidade central
7 1 1 1 1 1 ll
O EGO usa o microprocessador de 8/16
/ i ' -i!J L -'
bits modelo 8088 da Intel. Esse processa-
dor tem uma característica híbrida: traba-
lha internamente com registradores de
16 bits, mas a conversação com a memó-
ria e os periféricos é feita com palavras
de 8 bits. Isso causa uma perda de efi-
ciência global, em comparação com pro- O teclado tem três partes: na central,
as teclas alfanuméricas, com algumas eclas
cessadores de 16 bits "puros", como o de controle; à esquerda, dez teclas pro ramáveis,
Motorola 68000, mas os benefícios obti- e á direita, o teclado numérico reduzido,

305
HARDWARE
EGO

nectores têm as mesmas características computadores maiores, foi introduzida com padrão de interface RGB (Red-
funcionais dos micros da linha Apple. depois também em microcomputadores Green-BIue).
Com eles, o usuário pode expandir seu com o lançamento do IBM PC. Para aplicações coloridas, o usuário tem
sistema acrescentando novas placas à possibilidade de acesso a 200 x 320 pon-
placa principal. Vídeo tos gráficos (pixeis), o que é considerado
Um dos principais recursos do EGO é a de média resolução, mas com excelente
possibilidade de ligação de até sete ter- O vídeo é separado da unidade central e definição gráfica. Pode-se ter até dezes-
minais nas portas seriais de comunica- do teclado e pode ser de três tipos, con- seis cores, sendo oito cores básicas e oi-
ção RS-232C, formando uma configura- forme a aplicação. O controlador de vi- to variantes, derivadas das básicas cor-
ção multiusuário. Com uma interface de deo permite uma capacidade gráfica de respondentes como, por exemplo, azul e
comunicação assíncrona, também via alta resolução, com gráficos em preto e azul-claro.
RS-232C, o EGO pode se comunicar com branco e acesso a 200 x 640 pontos na O vídeo padrão é em cores, de 14 polega-
outros sistemas (tanto outros EGOs como tela. Um monitor simples monocromático das, tipo RGB, sendo formatado com te-
computadores de grande porte), fazendo é adequado para aplicações onde os re- las de 25 linhas por 40 ou 80 colunas.
emulação de alguns tipos de terminais e cursos de cores não são necessários. Na configuração de multiusuário, podem
teleprocessamento. Pode-se usar uma televisão doméstica ser conectados à porta serial de comuni-
colorida, adaptada para monitor de vídeo cação RS-232C terminais que obedeçam
Teclado (com sinal direto, sem AF), ou um monitor ao padrão ASCII (American Standards
profissional colorido de alta resolução, Code for Information Iriterchange).
O teclado do EGO é separado da unidade
central, conectado com um fio flexível
que pode ser levado a até 1,60 m do mó- Computador: EGO
dulo central. O teclado é eletrônico, pos- Fabricante : Softec
suindo um microprocessador próprio, in- País de origem : Brasil
dependente, que controla as operações
de entrada de informações, podendo ar-
mazenar até vinte caracteres no buffer
do teclado. Isso é útil em uma série de CARACTERÍSTICAS BÁSICAS
aplicações, permitindo ao usuário digitar
as informações antes de aparecer o indi- UNIDADE CENTRAL MEMÓRIA AUXILIAR
cador prompt (aguardando entrada de in-
formações) do sistema, mesmo que o UCP. microprocessador 8088, de 8/16 bus: Discos flexíveis: até quatro unidades de 5
co-processador aritmético 8087. 1/4 ou 8 polegadas, face simples ou dupla,
controle do microprocessador esteja
RAM, versão padrão: 128 kbytes. densidade dupla de gravação.
com o programa. Ao voltar o controle ao ROM, versão padrão: 40 kbytes. Discos rigidos: até quatro unidades do tipo
sistema, o buffer é lido diretamente; ha- RAM, versão expandida: até 256 kbytes na Winchester de 5 ou 10 Mbytes cada: futu-
vendo caracteres digitados, eles são pas- placa principal ou placas conectáveis com ramente, discos removíveis de 80 e 96
sados ao programa imediatamente, re- 256 ou 512 kbytes. Mbytes.
sultando em maior eficiência na entrada
de informações. TECLADO PERIFÉRICOS
O teclado de 84 teclas é do padrão
QWERTY, com letras maiúsculas e mi- Versão padrão: tipo OWERTY com 84 te- Impressoras: até duas de interface parale-
núsculas, trava de maiúsculas, retorno e das, 10 programáveis. Teclado numérico la, tipo Centronics, ou seriais.
tabulação na sua parte principal. À es- de dupla função: movimento do cursor ou Opcionais; até sete terminais locais (pa-
números. Duas outras funções em cada te- drão ASCII), ou linhas de comunicação.
querda do teclado principal ficam dez te-
cia alfanumérica, com-as teclas CTRL e Emulação de terminais e teleprocessa-
clas de funções programáveis por soft-
ALT. É destacado do gabinete central, com mento. Cinco conectores internos.
ware; à direita está o teclado numérico, microprocessador independente e um buf-
que tem duas funções selecionáveis: te- fer de vinte caracteres.
clado numérico ou movimento do cursor.
Todas as teclas alfanuméricas podem VIDEO SOFTWARE BÁSICO
ser associadas a duas outras funções,
através das teclas ALT e CTRL. Ambas as Versão padrão: monitor monocromático, Sistema operacional: Analix, multiusuário e
teclas têm o mesmo princípio de funcio- monitor colorido (televisor adaptado) ou rnultitarefa; CP/M86, monousuá rio e multi-
monitor de padrão RGB. tarefa; MS-DOS compatível com IBM PC.
namento, ou seja, pressiona-se uma de-
Alta resolução: 200x640 pontos, preto e Linguagens: BASIC interpretado (em ROM)
las e simultaneamente uma tecla alfabéti-
branco. a compilado, FORTRAN, COBOL,
ca ou numérica, resultando num conjunto Média resolução: 200x320 pontos, dezes- DASCAL APL, MUMPS E ASSEMBLER
bastante grande de teclas de controle e seis cores. 3088.
programáveis. A tecla ALT, que já era uti- Textos: 25x40 ou 80 colunas.
lizada pela IBM em seus terminais de
306
armazenamento, com discos rígidos re- 232C, que podem ser utilizadas para co-
Memória auxiliar movíveis, de 80 e 96 Mbytes. nexão de impressoras seriais, terminais
Com disquetes de 8 polegadas, de face ou linhas de comunicação. Além das por-
O armazenamento de massa do EGO per- simples ou dupla e dupla densidade, tas seriais, o EGO tode ser configurado
mite várias alternativas conforme as re- pode-se ter em cada disco formatado com até duas interfaces paralelas, pa-
cessidades das aplicações. Ele ace ta de 600 kbytes até 1,2 Mbytes ou 256 drão Centronics, para conexão de im-
até quatro unidades de discos flexíveis kbytes na formatação padrão lEM 3740. pressoras. Pode-se usar qualquer tipo de
(disquetes) de 5 1/4 ou de 8 polegadas, Com disquetes de 5 1/4 polegadas, tem- impressora disponível no mercado nacio-
de face simples ou dupla. Na configura- se 160 a 400 kbytes por disco. 'Ja placa nal - serial ou pa-alela, matricial ou de
ção básica pode-se ter uma ou duas uni- principal estão todos os circuitos para linhas - além de impressoras de quali-
dades de 5 1/4 polegadas embutidas no controle de duas unidades de d scos fle- dade de carta e gráficas.
móvel principal. Outras unidades são xíveis. Unidades adicionais precisarão de Com a expansão de comunicação RS-
montadas em gabinetes separados. controladores próprios, ligados nos co- 2320, e usando-se um sistema operacio-
O EGO permite também o uso de unida- nectores de expansão. nal apropriado, poce-se ter ligados às se-
des de discos rígidos selados, de tecnolo- te portas de comunicação terminais lo-
gia Winchester, no máximo quatro unida- Periféricos cais para acesso .io sistema, formando
des de 5 ou 10 Mbytes cada uma. Futura- um sistema de multiusuário. Para o siste-
mente a Softec terá suporte também pa- O EGO pode ser expandido para permitir ma operacional, uni terminal pode ser um
ra unidades de maiores capacidades de até sete portas seriais assíncronas AS- conjunto vídeo/teclado ou uma impresso-
ra, isto é, pode-se ter, por exemplo, três
terminais remotos e quatro impressoras,
ou duas impressoias e cinco terminais,
etc. Os terminais compartilham todos os
recursos do sistenia, permitindo ainda, a
cada terminal, a definição de várias tare-
fas que serão executadas simultanea-
mente, num ambiente chamado multita-
reta (multitask).

Sistemas operacionais
r em O EGO pode trabdhar com vários siste-
i:illP1llhJ
mas operacionais, cada qual com carac-
terísticas e recur;os específicos. O pa-
drão é o Analix, mas tem-se a opção para
Além de contar com uma ou duas unidades de o CP/M-86 e MS-DOS.
disquete embutidas no movei principal, o EGO O Analix, que permite os recursos de muI-
aceita outras, adicionais (até completar o
total de quatro), em gabinetes separados.
tiusuário e multitarefa, é uma compacta-
ção (ve'rsão) do si;tema Unix da BelI La-
boratories (EUA). As características des-
se sistema operacional são bastante dife-
rentes das dos sistemas usuais, já consa-
grados em micros de 8 bits, como o
CP/M. A manipulação de arquivos é feita
numa estrutura hierárquica que pode ser
representada na forma de uma árvore cu-
jas ramificações podem ser definidas pe-
lo usuário. Uma ramificação representa
um diretório, que oode conter nomes de
arquivos ou nomes de outros diretórios,
criando uma nova ramificação. O diretó-
rio principal, charr ado ROOT (raiz da "ár-
vore"), contém paticamente só nomes
de outros diretórics onde o usuário pode-
A documeniação rá procurar os arauivos de linguagens ou
fornecida p(lO seus arquivos de lados que poderão es-
fabricante e em inglês
tar em outros rams da árvore sob outros
(cópia dos à'anuais
originais). diretórios. Essa estrutura é desenvolvida
307
HARDWARE
EGO

com o objetivo de facilitar aos vários vos, como processamento de textos, ge- mória RAM, 40 kbytes de memória ROM,
usuários a localização precisa de seus renciamento de banco de dados, plani- uma ou duas unidades de disquetes de 5
arquivos. Assim, o sistema mantém um lhas eletrônicas e planejamento, bem co- 1/4 polegadas, dupla face e dupla densi-
diretório de usuários; cada um deles po- mo os novos programas integrados, co- dade. Dependendo do tipo de aplicação,
de ter um diretório particular, que por sua mo o Lotus 1-2-3 e o MBA, entre outros. omonitor pode ser colorido ou monocro-
vez pode conter vários tipos de arquivos. A Softec credencia softwarehouses na- mático, e a impressora, que em certos
Dentro de um desses tipos pode-se def i-- cionais para o desenvolvimento de pro- casos pode ser um fator limitante em ter-
nir subdivisões, e assim por diante, crian- gramas específicos como gestão de esto- mos de velocidade, é comumente uma
do a estrutura de ramificações da árvore. ques, sistemas de faturamento, contabili- matricial com mais de 100 cps.
Por exemplo, o comando: dade e folha de pagamento, entre outros. O EGO pode ser expandido, chegando a
READ/user/antonio/doc/1985/mar/ 1 Mbyte de memória total, com discos rí-
operações Suporte e distribuição gidos, impressoras de linha (300 ou 600
prepararia para leitura um arquivo de 1pm) e terminais - no máximo sete esta-
usuário (user) pertencente ao antonio, As vendas dos equipamentos são feitas ções de trabalho, sendo uma delas o con-
procuraria nos arquivos de documentos diretamente pela Softec, que oferece junto vídeo/teclado ou uma impressora.
(doc), no grupo 1985, mês de março (mar), também aos compradores assistência O EGO vem acompanhado de cópias dos
e selecionaria o relatório de operações. técnica e suporte de software. manuais originais, ainda não traduzidos
Cada nome entre barras indica um diretó- Na configuração básica, o EGO é com- para o português.
rio que deverá ser pesquisado para poder posto pela UCP com 128 kbytes de me- F.S.M.
encontrar as informações desejadas. O
Analix gerencia ao mesmo tempo vários
programas - teoricamente até 250 -
com alocação de rnemória dinâmica.
Outro sistema operacional que pode ser
usado no EGO é o. CP/M-86, que é a ver-
são do CP/M para microprocessadores
de 16 bits. Uma característica desse sis-
tema operacional é permitir o processa-
mento de várias tarefas ao mesmo tempo
(multitarefa), porém para somente um
usuário (monousuário). Nesse sistema o
usuário pode ter até quatro programas
em execução ao mesmo tempo.
O terceiro sistema operacional do EGO é
o MS-DOS, que o torna compatível com o
IBM PC. O MS-DOS ou PC-DOS é o siste-
ma operacional mais usado pelos IBM A placa principal possui
cinco conectores para
PC. Esse sistema é monousuário e bas- expansões. Na unidade
tante semelhante ao CP/M dos micros central acima, quatro
tradicionais de 8 bits, sendo em certos estão livres e uma está
sendo usada como
casos compatível com o CP/M. interface para as duas
unidades de disco.
Software aplicativo - Linguagens

O EGO suporta grande parte das lingua-


gens mais usuais. Pode-se ter BASIC
compilado e interpretado, COBOL, FOR-
TRAN, MUMPS, PASCAL, APL, além de
ASSEMBLER 8088 e o compilador 'C".
Conforme o sistema operacional utiliza-
do, pode haver compatibilidade para lei-
tura de programas já desenvolvidos em ÇPROC OREL7
outros equipamentos, desde que em for-
flnoth,p Chart? (Y ox ti)
mato 'fonte", pois deverão ser recompi-
lados, para o novo conjunto de instruções
de máquina. Alguns dos programas disponíveis ampliam O EGO pode ser configurado para trabalhar
e exploram muito bem os recursos gráficos com multiusuário e multitarefa, isto é,
Devido ao grande sucesso do IBM PC, já do EGO. A visualização de gráficos ou de pode operar com até sete terminais e gerenciar
estão disponíveis os principais aplicati- textos em monitores RGB é satisfatória. o processamento de vários programas.
308
PWP SOFTWARE
1f21 ACESSO A ARQUIVOS
procura de informações arma- qüenciais, indexados e diretos. Ele utiliza Por exemplo, se o meio for uma fita mag-

A zenadas em arquivos é parte


imprescindível do trabalho do
dia-a-dia em um Centro de Pro-
cessamento de Dados ou em um escritó-
rio dotado de sistemas de informática. O
o chamado intervalo de controle, que é o
elemento de transmissão entre a memó-
ria auxiliar e a principal. O int(rvalo de
controle é composto de um núrrero intei-
ro de registros ou blocos e tem um com-
nética ou uma fita de papel perfurada, o
método de acesso certo será o seqüen-
cial. Quando o meu) for um disco magné-
tico, as alternativas, serão várias, já que o
disco é um dispositivo de acesso direto.
conjunto de técnicas para facilitar a pro- primento fixo múltiplo de 512 bytes. Exis- Nesse caso, tererros que considerar fa-
cura de dados em arquivos eletrônicos é te também uma área livre reserada para tores como:
denominado acesso a arquivos. futuras alterações no arquivo.
No capítulo anterior já vimos como orga- • Atividade do arquivo: a atividade
nizar os arquivos, por meio de três técni- Escolha do método de acesso refere-se ao número de registros aos
cas: seqüencial, direta e indexada. A ca- quais se teve acesso durante um certo
da uma dessas técnicas corresponde um Embora não existam normas fixas para a período de tempo. Para atividades bai-
método de acesso específico. escolha do método de acesso, devemos xas, obtém-se melhores resultados com o
O sistema operacional do computador é levar em conta uma série de critérios ao acesso direto. Quando a atividade for alta
o encarregado de organizar a seqüência se definir um arquivo; desses cr térios de- - com interação com mais de 60% dos
de operações necessárias para o acesso penderá a forma de acesso ac arquivo. registros do arquivo -, será preferível o
aos arquivos. Para isso, dispõe de um Primeiramente, é preciso considerar o acesso seqüencia. seqüencial indexado
conjunto de rotinas ou programas espe- meio sobre o qual se armazena ) arquivo. ou virtual.
cializados no acesso de arquivos, com
uma determinada organização.
Os cinco métodos de acesso mais rele- PEREIRA GONÇALVES

vantes são:
• acesso seqüencial;
• acesso direto;
• acesso indexado;
• acesso particionado;
• acesso virtual.
Os três primeiros são os mais utilizados,
e falaremos deles em maior profundidade
em capítulos posteriores. Os dois últimos
métodos serão descritos a seguir. SOUSA
riu
Acesso particionado

No acesso particionado (PAM, Partitio-


ned Access Method) os registros são
agrupados em membros". Cada mem-
bro é identificado com um nome gravado
no início do arquivo, em um espaço reser-
vado chamado diretório. Junto ao nome
do membro, aparece o endereço onde
este começa. Os diferentes membros LISTA 1 23567
são gravados uns após os outros na or- AMARAL 30
dem de chegada. O acesso é efetuado da GONÇALVES 20
PEREIRA 20
seguinte forma: a partir do diretório,
SOUSA 10 A
localiza-se o endereço do membro ao 50
qual se quer ter acesso direto. O acesso
ROCHA
iv
aos registros do membro, feito logo após
essa localização, é seqüencial, porém.
Esse método é utilizado fundamental-
mente para armazenar programas.

Acesso virtual
No acesso particionado o computado, encontra a informação
pedida da mesma maneira que uma p ossoa localizaria uma
Com o método de acesso de memória vir- firma num prédio de escritórios. proc. rando o andar em uma
tual, pode-se ter acesso a arquivos se- lista e localizando a porta no andar cc rrespondente.

309
SOFTWARE
ACESSO A ARQUIVOS

Glossário
1 • Volatilidade do arquivo: a volatilidade
(também chamada flexibilidade por al- Acesso seqüencial
guns) define a quantidade de registros
que podem ser atualizados, apagados ou O acesso seqüencial é feito na mesma
Quando um arquivo está classificado?
acrescentados a um arquivo já existente ordem ou seqüência em que os registros
Um arquivo está classificado quando seus durante um período de tempo fixo. Quan- estão gravados. Por exemplo, se quiser-
registros estão ordenados numérica ou al- do se utiliza arquivos de baixa volatilida- mos chegar ao registro 24, teremos que
fabeticamente, de acordo com um determi- de é possível o acesso em forma seqüen- ler primeiro os 23 que o antecedem.
nado critério. cial indexada, enquanto que com alta vo- Usa-se o acesso seqüencial para se ter
latilidade o acesso particionado dá me- acesso aos arquivos tratados em forma
É possível inserir novos registros num lhores resultados. seqüencial.
arquivo seqüencial? Existem três técnicas de acesso seqüen-
• Tempo de resposta às consultas: hoje cial muito utilizadas: a de análise de con-
Para poder inserir registros em arquivos
em dia muitas aplicações exigem um 'eúdo, a pai/filho e a seqüencial-seletiva.
seqüenciais é preciso que o programador
tenha previsto essa eventualidade, isto é, tempo de resposta muito baixo. Por esse
que ao gravar o arquivo original tenha dei- motivo, entre as cinco opções possíveis, Análise de conteúdo
xado espaço para possíveis inserções. é mais conveniente, nesse caso, esco-
lher a organização e os métodos de aces- É utilizada para acesso e processamento
Que diferença existe entre estrutura ló- so direto. de arquivos onde é preciso examinar ca-
gica e física de um arquivo? 1

A diferença fundamental é que a estrutura


física se refere à forma em que são grava-
dos os dados em um determinado meio,
enquanto a lógica refere-se à forma em
io
O 18
10 26 01
que os dados do arquivo são vistos pelo O x) 27 Q
programa. - V 28
o O '

Que diferença existe entre o método


21 JQ 29 01 L
pai/filho e o seqüencial-seletivo? 22IL 30
O27 .

O método pai/filho utiliza três arquivos


(transações, pai, filho), enquanto o seletivo o 32
fi 1 Li
só utiliza dois (transações e mestre), já que
os registros que são atualizados voltam a
ser regravados no arquivo mestre.
Com o método pai/filho pode-se inserir re-
No acesso virtual carrega-se a memória com um número
gistros, coisa que não é possível com o inteiro de blocos dentro dos quais se procura o registro
seqüencial-seletivo, por falta de disponibili- desejado Se dispuséssemos somente de arquivos manuais,
dade de espaço adicional. revisaríamos toda a informação de uma parte do arquivo 'otal.

Que utilidade adicional tem o método


pai/filho?

u
Esse método conserva o arquivo mestre
antigo, que serve como cópia de seguran-
ça. Se durante o trabalho o novo arquivo
mestre ficar inutilizado, será possível refa-
zer o arquivo utilizando o arquivo pai e o ar-
quivo de transações.

R
Com arquivos de fitas magnéticas, A organização, o tipo e o suporte
o acesso só pode ser sequencial, físico de um arquivo são os fatores
lendo-se os registros um após o outro, qt.e determinam a forma de acesso mais
como se fossem fotogramas de um filme. acequada a seu conteúdo.

310
da registro e ver se satisfaz uma condi- de procedência poderia ser oranizado peças de televisã em branco e preto
ção particular. Não importa a seqüência seqüencialmente. tem controle de estoque por computador.
do arquivo, pois o propósito é saber se os Como a televisão em cores está muito
dados armazenados cumprem ou não Acesso seqüencial-seietiO mais difundida, essa parte do estoque te-
certas condições impostas. rá pouca atividade. Suponhamos também
Suponhamos uma drogaria controlada O método de acesso següencial-seletivo que o arquivo contém três blocos, cada
por computador. Se, num determinado é empregado para atualizar um arquivo um com quatro registros. Ao ser retirada
momento, quiséssemos saber quantos mestre de entrada/saída. Para fazer isso, uma série de peças, forma-se o arquivo
produtos do estoque estão abaixo de são necessários dois arquivos: o mestre de transação que afeta os registros 5, 7 e
uma certa quantidade, utilizaríamos o e o de transações, os dois orçanizados 11 do arquivo mestre, por exemplo. A
método de "análise de conteúdo". Por da mesma forma. A aplicação mais im- atualização é realizada assim: lê-se um
exemplo, para organizar uma lista dos portante do método é a atualiza ão de ar- bloco de registros 3 a seguir grava-se se
produtos com menos de 500 unidades, o quivos de baixa atividade, ou sEja, arqui- ocorreram modificações. Uma chave de
processo consistiria basicamente em ler vos onde poucos dados ou regi ;tros pre- atividades sinaliza quando o registro de
o arquivo, examinar o campo com essa cisam ser mudados. Nos arcuivos de m bloco foi atualizado, sendo necessá-
informação e imprimir os produtos nes- grande atividade é utilizada a tucnica de rio nesse caso recravá-lo. Essa chave é
sas condições. Para isso seria utilizado pai/filho. Vejamos como ter ac€sso a um colocada em ON 'ligada) quando indica
um arquivo de entrada, comparado com arquivo por meio de técnica seqüencial- atividade e em Cl F (desligada) quando
um valor constante (500). Esse arquivo seletiva. Suponhamos que uma loja de não houve atividac e.

(
1 PONTEIRO FIM DE REGISTRO - ENLACE Ucp

1
(TRANS

- ENCADEAMENTO ANTIGO REGISTRO


ENCADEAMENTO NOVO \jIDO

Os ponteiros fornecem a sequência correta dos


registros de um arquivo, independentemente da
posição que estes ocupam na memória. Ao se inserir
um novo registro, os ponteiros são modificados 00 705

2 2 33
EEPSG 7
15 35
RAMOS CARLOS ALBERTC 1,45
ROCHA LUÍS MOREIRA 1,55
MARTINS FABIO 1.43 -25 38
FEIJÕ JOANA 1.60
ANTUNES VIRGINIA 1.47 53
ARQUIVO 228
TRANSAÇÕES

K 25

ARO JIVO
p,I
125

ARQUIVO
ATUALIZADO
4

A seleção de todos os alunos de um curso que tenham uma No rnétodc pai/filho, o arquivo de transações
altura de mais de 1,50 m não precisa ser feita seguindo a modifica p.irte da informação contida no
ordem alfabética. Da mesma forma, o acesso por análise arquivo pa que, uma vez atualizada,
seletiva não segue a ordem lógica. é armazen da no arquivo filho.
SOFTWARE
-14
ACESSO A ARQUIVOS

No exemplo, a chave no primeiro bloco • Dispensa da necessidade de um novo Conceitos básicos


estaria em 0FF, já que não é preciso arquivo para a atualização, pois esta é ---i
atualizar nenhum dos seus registros. Nos realizada no próprio arquivo mestre.
blocos 2 e 3 seria colocada a chave em Por outro lado, o método tem também
Método de acesso pai/filho
ON, já que seus registros 5, 7 e 11 res- desvantagens, como:
pectivamente, deveriam ser atualizados.
Esse método é bastante usado como técni-
A medida que se for atualizando o arqui- • Somente o disco e o tambor podem ser ca de acesso seqüencial. São necessários
vo, a chave mudará de ON para 0FF para usados como meio de armazenamento, três arquivos diferentes: o arquivo mestre,
indicar que a operação foi completada. porque só nesses meios existem arqui- o arquivo de transações que atualiza o ar-
Esse método tem algumas vantagens em vos de entrada/saída de acesso direto. quivo mestre, e o novo arquivo mestre. O
relação a outros, como o de pai/filho, por arquivo mestre original é chamado -PAI-,
exemplo. Essas vantagens são: • Não é possível apagar ou inserir regis- e o novo arquivo obtido após a atualização
denomina-se "FILHO". Esse método é
tros durante a atualização do arquivo,
muito útil para atualizar arquivos de grande
• Redução do tempo de processamento, porque o bloco volta a ser regravado no
- atividade. Porém, é imprescindível que o
já que somente são regravados os blocos mesmo espaço anteriormente ocupado arquivo mestre e o de transações estejam
ativos. pelo bloco original. classificados na mesma ordem. Com esse
método é possível inserir no arquivo filho
novos registros que devem levar um tipo
de código para informar que a transação é
PONTEIRO A Z
uma inserção.
Suponhamos que temos um arquivo mes-
tre com registros de chave 1, 2, 3, 4, 5,
6.....e que o arquivo de transações tenha
registros de chaves 1, 2, 4, 5... Um exem-
PONTEIRO A H REGISTRO
\ ISICO plo seria aquele em que os números de re-
gistros do mestre e o de transações cor-
FIM DE BLOCO
respondem a códigos de produtos de uma
lota.
Esse método segue a seguinte lógica:
1. O primeiro registro de transações e o pri-
meiro do registro mestre são lidos. Se os
códigos de produto são iguais (1 = 1), os
SEPARAÇÃO ENTRE
REGISTROS (IRG) dados do registro de transações atualizam
o mestre. Feita a atualização faz-se a gra-
vação no novo arquivo mestre (FILHO).
2. Em seguida, lê-se o registro de transa-
PONTEIRO A O ções seguinte e faz-se a comparação com
PONTEIRO A D o seguinte do mestre: se outra vez obser-
va-se que são iguais (2 = 2), procede-se
como no caso anterior.
O SOFTWARE 3. Em seguida, lê-se o registro de transa-
FAZ A ções seguinte (4) e o que corresponde ao
CONVERSÃO
mestre, que é o 3. Isso indica que não se
REGISTROS FÍSICOS deve atuar sobre o registro n° 3 do mestre,
REGISTROS LÓGICOS
e que a transação deve ser copiada inte-
gralmente no novo arquivo mestre,
conserva-se o registro de transações nú-
REGISTRO A
o
mero 4 e continua-se o processo.
REGISTRO H
REGISTRO O 1 4. O registro de transações número 4 é
REGISTRO z .omparado com o quarto do mestre, que é
REGISTRO O :ambém o número 4. O correspondente re-
gistro é atualizado.
5. O processo segue de forma análoga até
PROGRAMADOR DA o fim. Pode acontecer, por exemplo, que se
APLICAÇÃO
tenha um arquivo mestre formado pelos re-
gistros 1, 3, 4, 5, 6 e um arquivo de transa-
ções formado pelos registros 1, 2, 4, 6. O
arquivo de transações tem um registro 2
O armazenamento dos dados dentro da memória que não está no arquivo mestre: isso pode
não corresponde a sua organização lógica. O indicar que se trata de um erro ou uma
sistema operacional do computador organiza a inserção.
memória sem a intervenção direta do usuário.

312
ABC APLICAÇÕES
DEF
GHI PROCESSAMENTO DE TEXTOS SPPI'MM

aplicativo para processamen- mazenar os arquivos (documents), iden- podem ser definidas como "macros", pa-

Q to de textos SPP/MM foi de-


senvolvido especificamente
para os microcomputadores
da linha Cobra 300, da empresa de eco-
nomia mista Cobra Computadores Brasi-
tificados por nomes. O programa editor é
uma modificação do utilitário geral de
criação de arquivos ASCII, do Cobra 300,
possibilitando diversas funções adicio-
nais, aceitação de caracteres minúscu-
ra posterior invocação nos pontos apro-
priados. Se o formatador encontrar al-
gum erro de sintaxe ou de lógica e con-
sistência nesses comandos, além de fa-
lhas em operações de entrada e saída,
leiros S.A. O Sistema de Processamento los e sinais da língua portuguesa. Na tela, será emitida uma mensagem. Existem ao
da Palavra MiniMicro é constituído basi- os acentos aparecem antes dos caracte- todo 97 mensagens diferentes.
camente de dois módulos funcionais: res, pois o gerador de vídeo do Cobra 305 Outra característica importante do siste-
• O editor de textos, que serve para a di- não tem capacidade para colocá-los so- ma é a possibilidade de: separação silábi-
gitação de textos no terminal de vídeo e bre as letras. Na impressora, entretanto, ca automática (opcional), segundo as re-
sua posterior correção, modificação ou os sinais são colocados nos loc ais corre- gras da língua portuguesa; diagramação
manipulação em geral. tos. O editor de textos é voltado para pro- do texto final em urna ou até quatro colu-
• O formatador de textos, que lê em (lis- cessamento de linhas, caractere a carac- nas; uso do espaçamento proporcional e
co o arquivo gerado pelo editor e o pro- tere ou palavra a palavra. de recursos de texto, como negrito e su-
cessa, fazendo sair na impressora um do- O programa formatador é bastante pode- blinhado.
cumento formatado, com paginação, dia- roso, tendo setenta comandos d ferentes, O SPP também tem recursos, como os
gramação, espaço para figuras, índice identificados por um ponto seguido de seus congêneres, para a produção de
remissivo, etc. duas letras (código mnemônico) e, de- cartas personalizadas, etiquetas, malas
Os elementos de ligação entre os dois pendendo do comando, de um ou mais diretas, etc. Durante o processamento do
módulos são os comandos de formata- argumentos, que podem ser números ou formatador, comandos embebidos pelo
ção, que são cadeias de caracteres em- cadeias de caracteres. Esses comandos usuário podem ser usados para interrom-
bebidas no próprio texto criado pelo edi- podem ser inseridos individual nente no per a impressão e permitir a interação
tor. Trata-se de linhas inseridas nos pon- ponto apropriado do texto, passando a com o operador, como a exibição de in-
tos apropriados do texto por ocasião do atuar de forma global ou transitoria sobre formações ou instuções, a mudança de
processo de edição do original. Ao se o processo de formatação a partir de sua fonte de impressão, o recolhimento e a
acionar o formatador, ele é capaz de re- ocorrência. Além disso, seqüências mais utilização de dados variáveis fornecidos
conhecer e obedecer a esses comandos, complexas ou repetitivas de comandos pelo operador. A formatação pode ser
pois eles sempre se iniciam por um ponto
na primeira coluna da linha. Por exemplo,
o comando .ME 12 fixa a margem es-
querda do documento a ser impresso, na
posição 12 do carro de impressão.
Por essa e por outras características, o
sistema SPP é bastante semelhante, em
concepção, a um dos processadores de
texto mais difundidos da atualidade, o
EDITOR/RUNOFF, para computadores
da empresa norte-americana Digital
Equipment Corp. A grande vantagem des-
se tipo de aplicativo é que o usuário não
precisa se preocupar em respeitar margi-
nação, espaçamento, paginação, etc., no
momento de digitação do texto. Essas
funções são realizadas automaticamente
pelo programa formatador, conforme pa-
râmetros internos (comandos) e externos
fixados caso a caso. A desvantagem prin-
cipal de sistemas desse tipo é que se fica
sabendo qual será o aspecto final do tex-
to formatado somente depois de se ativar
o formatador.

Características do aplicativo

O SPP/MM é um conjunto de programas para a criação


Os programas que constituem o SPP es- e formatação de textos para microconputadoreS
to contidos em um disquete de 8 polega- da linha Cobra 305. Idealmente, deve ;er usado com
impressoras tipo "margarida'.
das, que também pode ser usado para ar-
313
APLICAÇOES
PROCESSAMENTO DE TEXTOS SPP/MM

Características técnicas programada segundo critérios de condi- vezes quantas forem necessárias, até ob-
1 cionalidade, permitindo a seleção dinâmi- ter-se um resultado final aceitável. Os tex-
ca de trechos do arquivo de texto. os criados podem ser mantidos armaze-
nados no disquete ou apagados.
1
1. Editor Operação do aplicativo Embora o sistema SPP funcione com vá-
iosmodelos de impressoras matriciais e
• Criação, correção e manipulação de tex- O sistema SPP funciona exclusivamente Je linha disponíveis para a família Cobra
tos, com teclas específicas para inserção em conjunto com o sistema operacional 00, recomenda-se a utilização de uma
e cancelamento de caracteres, linhas e pa- ipressora de textos do tipo "margari-
SOM, da Cobra. Ao se acionar pela pri-
lavras, tabulação, movimentação do cur-
meira vez o programa, devem ser forne- dia", para obtenção de maior qualidade
sor por caracteres ou palavras.
cidas diversas informações iniciais, co- de impressão. Suas características são
• Funções de inserção de texto com
mo: nome do arquivo, periférico de saída, as seguintes: velocidade de 50 cps, con-
translineação automática, movimentação
e cópia de trechos de texto, procura e número de cópias e número inicial e final junto de 96 caracteres, espacejamento
substituição de trechos de texto, cópia de das páginas. Os parâmetros de impres- horizontal de 10 ou 12 cpi e vertical de 6
arquivos. são restantes devem ser definidos dentro ou.8 Ipi, 132 ou 158 posições por linha,
• Aceita letras minúsculas e maiúsculas e do texto (existem valores predefinidos pa- aceitação de folhas cortadas, alimenta-
sinais do português. ra quase todos eles). das manualmente ou por acessório op-
Depois de ter sido usado o editor para cional automático, e alimentação por tra-
1
2. Formatador criar ou modificar um texto, executa-se o tor (formulários contínuos).
formatador. Repete-se o processo tantas RM.E.S.
• Os comandos de formatação são embe-
bidos no texto original.
• Definição do formato de impressão, ta-
Aplicativo: Sistema de Processamento da Palavra SPP/MM
manho das margens e espaçamentos mo-
Computadores: Cobra 300 e 305
dificáveis durante o processo de impres-
são. Configuração: unidade central, vídeo, teclado, unidade de
i,

• Impressão opcional de cabeçalhos e tí- disquetes e impressora matricial ou de textos (tipo


tulos nas páginas, numeração em arábicos "margarida")
ou romanos das páginas e dos capítulos. Sistema operacional: SOM
• Numeração automática de itens e subi- Memória nPr.sria: 64 kbytes
tens: com renumeração automática após Suporte: disquete de 8 polegadas, densidade dupla
exclusões ou inserções de texto. Documentação: manual do usuário, em português, com 89
• Ajuste à margem direita, com separação -I
páginas, e demonstração em disquete
silábica opcional e espacejamento propor-
Produção: MiniMicro Computação e Informática Ltda.
cional por inserção de brancos.
• Realce de palavras, por sublinhamento
Distribuição exclusiva: Cobra Computadores Brasileiros S.A.
ou negrito.
• Geração de tabelas, tabulação variável,
reserva de espaço para figuras.
• Diagramação de texto em até quatro co- D1AGRAMAC,C --1
lunas.
• Construção e impressão de índices re- O SPP tem capacidade ('e ioprr,iir un. texto diagrar.ando-o
em até 4 colunas.
missivos e de capítulos.
• Concatenação de arquivos de textos, in- Para utilizar esse recurso, operador informa apenas em
quantas colunas o texto neve ser Ividido e quantos espaços
teração com operador e seleção de regis- deve haver entre as colunas.
tros para processamento e impressão,
Quando de processamento, o SPP fará a iirprcssáo autoráti--
através de comandos condicionais. ca e siniu]tánca de todas as colunas
• Mudança da fonte de caracteres (tipo
Cx.: Diagramando em 4 colunas com 3 espaços entre colunas:
"margarida").
O Sistema ,ctiva emitir de erros e fia, imíres -
Processamento correspondér,- rasuras, per- sáo e armazc-
da Palavra - das, propos- mitindo a au- namento de
.SPP, que es- tas e contra- tomatização textos.
tamos apre- tos completa- dos tratal.cs
sentando, ob- mente isentos de datilogra-

Diagramando cc'. 3 colunas com 3 espaços entre colunas:

0 uso do SPP pro- a datilógrafa não nuneraçáo ou qual--


porciona rapidez tem que se preocu- quer outro traba- 1
na criação de tex- par com fir: de li- lho que ráo seja o
tos, pois com ele nha, parágrafo, de escrever.

A impressão de textos pelo SPP/MM


pode ser feita com diagramação em até quatro
colunas e Justificação das margens
direita e esquerda.
314
COMANDOS PRINCIPAIS DE Ft RMATAÇÃO DE TEXTOS

DEFINIÇÃO ACOMPANHAMENTO DE TEXTO Dl GRAMAÇÃO COMUNICAÇÃO EXTERNA

Comando Função Comando Função C mando Função Comando Função


Limites de texto Controle de linhas e de páginas o agramaçãc geral Interação )m o operador
TP e .TL Tamanho de página .IP Inicia parágrafo .A De AE Ajuste á direita ou à .10 e .RO Informa ou recolhe
e de linha SI- e SP Salta linha e salta esquerda informações do
MD e ME Fixação de margem página cE Centraliza o texto operador
direita e esquerda .RI- e GL Reserva ou garante o Ge D Inicia e finaliza TE Troca roda de
.MS e Ml Fixação de margem linhas diag ramação caracteres especiais
superior e interior .FC e FP Fim de capítulo ou E Se IM Espelha ou obtém Controle d( processamento ou
Definições globais de página imagem do texto de coligaç de arquivos
.DP Definição de .OL e PL Quebra linha ou Gi traçào de . extos, tabelas e indices .TA e .RB Troca ou retorna ao
parágrafo próxima linha G B e .GC Gera brancos e arquivo base
.01 e P1 Inicialização de Realce de texto cadeia de caracteres .CP Cancela
capitulo e de página .NG e .CN Ativa e cancela E e .TB Especifica processamento
.AL e CL Alinha e cancela negrito tabuladores e .AA Associa arquivo
alinhamento na lG Define intensidade comanda tabulação .LR e .RC Lê registro e recolhe
margem direita de negrito e .Gt Informa indice ou campo
.SS e OS Ativa e desativa .SB e .CB Ativa e cancela guarda índice DV e SE Desvio incondicional
separação silábica sublinhagem de texto L e RI Lê ou recolhe texto e condicional
automática Itemização, marginação e ativação de de titulo para índice .RF Define referência
MA Define macros para desvio
macrocomando IN Inicializa numeraçao
EH e .EV Altera de itens
espacejamento NI Numera item
horizontal e vertical .MG e .RM Margem esquerda
Titulação por caractere ou
Ti e .CT Coloca ou cancela retorna à margem
titulo .AT Ativa macrocomando
PA e PR Escreve numeração
da página em
arábicos ou romanos
PC e .PR Escreve o número do
capitulo e da página
por operador

515TD P 4TD w ___ - 99 de .po


Prooess.adir de Textç
Cms ite
'.550 $1 i*j ia C~
CaLia
ffiriL Cultural

JIL DE DIT -> -10 CDI] iates. Proosnto de PaLiva - SPP, que estos apree
nico DE SAIDA -, tua esitir -poeJsacias prOpOst51 e tratos ooL-
-, de ~ e rr peseitiedo. tisaio dos .t
DE EMISS -> 1 dati Loi& 'o e arameam~ ts.
Dm INICIAL -) 1 um do WP proporoloas ruián na criao
PWINA FINAL -> ttos. pois s
ti ~ara elo 551 q= 51 ~~ OOS de Li~ varie~
ou ~ww outro trde.»s, que el o de figar~
alt10O51 t51 aio facílit~ pois o.resio do .do
____ q,Lqusr O?eÇlO 51 acriw ooi a TMDGEat~ di
1 a di todo O tx*aLP. 00. o SPP bffita teses no ~UM ~
. d1.lt.. o fliiiiiii =M o.i • que o sistesa tes o resto.
)C nua ~= Cri
fai dilte o ffiiiiiiiiiiiii de maa r• utiliz~ o Sistes. de PaL~ o tatt•
. iuiuodD flestusi e. a pes—
tL S'* ci1tira1
—es?

Os textos podem ser digitados no termina


O programa formatado de de video, com um programa editor,
textos do SPP/MM tem seus parâmetros
que aceita os sinais especiais
definidos internamente (comandos) ou no da língua portuguesa.
momento de impressão.
MUND DA INFORMÁTICA
OS RECURSOS HUMANOS DE INFORMÁTICA NA EMPRESA

m todos os sistemas de proces- parte, do seu tamanho. Entretanto, pode- técnico, de assessoria aos usuários, e de

E samento eletrônico de informa-


ções três fatores fundamentais
intervêm para o desempenho de
suas funções: o hardware, o software e o
mos classificar os recursos humanos ne-
cessários para a operação de um CPD
dentro de um dos seguintes grupos:
administração do centro.
O gerente de operações normalmente é
o encarregado de supervisionar o funcio-
namento do hardware e do software em
pessoal especializado. Esses técnicos e • Pessoal de direção produção e de organizar as suas fun-
administradores são responsáveis por O diretor de informática, também chama- ções, processamento, entrada, saída,
inúmeras funções específicas normal- do gerente do CPD, dependendo da no- etc., assim como se responsabilizar pelo
mente encontradas dentro do chamado menclatura utilizada, é hierarquicamente controle de qualidade da operação.
Centro de Processamento de Dados o responsável máximo; entre suas atribui- O gerente de desenvolvimento de siste-
(CPD) de uma empresa, tais como análi- ções estão o planejamento, a organiza- mas, também chamado gerente de análi-
se e projeto de sistemas, programação, ção, o controle e a liderança do setor de se de sistemas, é o responsável pelo soft-
manutenção de equipamento e de pro- informática dentro de uma empresa ou ware aplicativo, tanto o adquirido fora
grama, instalação e manutenção de sis- instituição que utilize o computador de quanto o produzido internamente. Nesta
temas operacionais, digitação, operação forma abrangente. função, pode ser auxiliado por gerentes
de máquinas, controle de qualidade, as- Dependendo do tamanho desse departa- specializados na supervisão da progra-
sistência aos usuários, etc. mento, ou do CPD, o diretor geral pode mação e de projetos específicos.
A quantidade e diversidade do pessoal ser auxiliado por outros especialistas, co- Em muitos CPDs de grande porte, existe
que trabalha em um Centro de Processa- mo: gerente de desenvolvimento de siste- a figura do gerente de assessoria ao
mento de Dados depende, em grande mas, gerente de operações, de suporte usuário, que se encarrega do gerencia-

Em todo sistema de processamento de dados intervêm


três fatores fundamentais: o hardware,
osoftware e o pessoal especializado em informática
(recursos humanos),

316
mento dos pacotes aplicativos disponí- Em geral, a diferença entre eles reside na centros existem também os programado-
veis e de colocar o usuário em contato dimensão da área de atuação quanto ao res de sistemas que são responsáveis pe-
com eles, de treiná-lo, etc. desenvolvimento do software. la modificação e manutenção do sistema
O gerente de suporte técnico, também Os analistas de sistemas e de aplicações operacional (já que ele é fornecido pronto
conhecido como gerente de software, é o são os responsáveis pela revisãc dos mé- pelo fabricante do equipamento), assim
responsável pelo software básico e de todos existentes, pela identificação de como pela solução dos problemas de
apoio utilizado na instalação. Administra problemas e pela avaliação dealternati- software que possam se apresentar du-
os sistemas operacionais, monitores de vas de soluções, desenho de formulários rante a operação co sistema.
teleprocessamento, utilitários, etc. e impressos, etc. Normalmente existem dentro dos CPDs
Finalmente, o gerente administrativo é o Hoje se destaca o projetista de c istemas; maiores dois tipos de programadores: o
responsável geral por administração, fi- ele estuda como chegar a solucões que programador-analista e o codificador.
nanças, compras, pessoal, almoxarifado, possam ser programadas e qe sejam O programador-analista (ou programador
etc., d0CPD. compatíveis com o hardware disponível, sênior) trabalha comumente em grandes
a partir da análise que identifica e isola organizações e é encarregado da progra-
• Pessoal de análise um determinado problema. mação de maior nível, assim como da
E responsável pelo projeto e desen- análise de sistemas. Atualmente nos pe-
volvimento de novas aplicações. Nesse • Pessoal de programação quenos CPDs (principalmente naqueles
setor, podemos encontrar dois tipos de O programador tem como funçao prepa- baseados em microcomputadores) as
analistas: o analista de sistemas e o ana- rar os programas e manter a documenta- funções de programação e análise são
lista de aplicações. ção que diga respeito a eles. E 11 muitos feitas por uma única pessoa.
Existe ainda o codificador (também co-
nhecido como programador júnior) que
tem como função converter em instru-
GERENTE ções da linguagem de programação os
fluxogramas, tabelas de decisão, etc., de-
senvolvidos pelo orogramador sênior e
ASSESSORIA
EXTERNA pelos analistas.

• Pessoal de opei ação


UNIDADE DE UNIDADE E o responsável pela operação do siste-
PLANEJAMENTO, ANALISE. DE
E PROGRAMAÇÃO OPERAÇÃO ma, com várias especializações. O ope-
Diagrama d is funções rador chefe, também chamado chefe da
típicas de u n Centro de sala ou responsável de turno, supervisio-
Processarné nto de na todo o pessoal de operações e organi-
Dados de p' queno porte.
za o trabalho durante o seu turno.
O operador de console digita comandos e
COMITÉ
responde às mensagens do sistema ope-
DE
INFORMATICA
racional, controla a saída dos jobs (tare-
fas de execução), registra a utilização
DIRETOR
DE
das máquinas e detecta os defeitos nos
INFORUÀXI'A
componentes físicos.
AUDITORIA
DE O operador de periféricos prepara as uni-
SISTEMAS
dades periféricas, carregando e descar-
regando discos, fitas, leitora de cartões,
GERE'I' 1 GER NI GERENTE
DESENAOLS MINTO ASSE SSOI'IU
A LISUABI)5
DE
I'ROOUÇAO
impressora, etc.
SISO MAS
Os digitadores são, encarregados da
SUPEPUSOR
PLANEJAMENTO
CONTROLE
transcrição de dados em cartões perfura-
dos, fitas ou discos magnéticos, traba-
1 1 lhando geralmente em terminais autôno-
SUPERVISOR SUPERVISOR SUPERVISOR
SUPER' ISOR
SUPERVISOR BASE DE
.,'sISOP
,'XOJETOA PROJETO B IXOGRAMAÇAO
SUPORTE
TÉCNICO
TILE.
PROCESSAMENTO DADOS
OPERA ES
mos de entrada de dados.
O bibliotecário é o responsável pela con-
C"EXESOE
servação e fornecimento de arquivos, fi-
CBÉPESDE
RECEPÇÃO
E IPSOIÇÃO
'URNO
CODOR
TURNO
D,G,TACAO tas, discos, etc. Finalmente, o scheduler
tem a responsabilidade de preparar os
elementos necessários para executar um
job, tais como: inserção nas filas de en-
Estrutura trada, recepção de jobs, horário de exe-
Centro de
e um cução, etc.
de Dados
PERIFÉRICOS
IMPRESSORAS ELGIN

s impressoras matriciais cons- utilização, sua velocidade cai de 160 cps no/francês e flamengo/alemão. A MT

A tituem o grupo de periféricos


de saída de uso mais generali-
zado em Conjunto com micro-
computadores. Isso se explica pelo fato
de elas, em geral, oferecerem boa rela-
para 40 cps, pois a impressão de cada li-
nha é realizada duas vezes, sendo que na
segunda impressão são preenchidos os
espaços entre os pontos dos caracteres
deixados pela primeira impressão. Isso é
1401— tem aipda um sétimo conjunto, de
caracteres do português, com maiúscu-
las e minúsculas acentuadas.
À parte essas características, todas as
demais são comuns às três impressoras:
- Matriz de 9 por 7 pontos (e de 18 por
ção de custo/desempenho. conseguido graças a um solenóide, res-
A Elgin fabrica três modelos de impresso- ponsável pelo erguimento da cabeça de 40 também, no caso da MT 140L).
ras matriciais, com base em tecnologia agulhas para a segunda impressão. Para - Impressão bidirecional.
desenvolvida pela empresa alemã Man- processamento de texto, a matriz de 9 - Vida útil da cabeça de impressão de
nesman TaIly. Diferenciadas por alguns por 7 pontos transforma-se numa matriz 250 milhões de caracteres.
recursos, todas pesam 7,5 kg e têm 491 de 18 por 40 pontos. Naturalmente, para - Número de caracteres por linha de-
mm de largura por 158 mm de altura por essa operação é necessário também o pendendo de sua densidade, que varia de
245 mm de profundidade. uso de software residente. 5 a 20 cpi (caracteres por polegada), pro-
As impressoras Elgin podem ser obtidas Por sua vez, a Elgin Lady diferencia-se gramável pelo micro, ou de 10 a 20 cpi,
tanto em conjunto com microcomputado- das outras por ter velocidade de 100 cps programável por tecla de controle na pró-
res, cujos fabricantes as adquirem e de- e apenas um conjunto de 96 caracteres e pria impressora. Assim, pode-se ter de 66
pois revendem num esquema comercial 64 símbolos semigráficos, incluindo os caracteres por linha, com 5 cpi, a 264 ca-
denominado OEM (Origina/ Equipment peculiares à língua portuguesa. A MT racteres por linha, com 20 cpi.
Manufacturer: Fabricante do Equipamen- 1401 tem o conjunto ASCII, padrão norte- - Pode-se operar com 6 ou 8 linhas por
to Original), como avulsas, através de re- americano, mais os conjuntos português polegada, selecionáveis através de tecla
vendedores credenciados. A empresa 1, 2 e 3 , e ainda os conjuntos castelha- da impressora ou do micro.
não efetua vendas diretas. A garantia é
de 120 dias após a entrega, e a assistência CARACTERÍSTICAS DAS IMPRESSORAS ELGIN
técnica é prestada pelos revendedores.
São três os modelos: MT 1401, MT 1401— e Caractensticas MT 1401 MT 140L ELGIN LADY
Elgin Lady. Basicamente semelhantes,
elas têm algumas diferenças quanto à Tamanho máximo do papel 16 polegadas idem idem
capacidade e desempenho. A MT 1401 Caracteres por linha De 66, com densidade a 5 cpi,a
idem idem
tem velocidade de 160 cps e é indicada 264, com densidade de 20 cpi
apenas para processamento de dados. A Linhas por polegada 6 ou 8 idem idem

MT 140L oferece, além disso, também Número de agulhas 9, em impressão formal


idem idem
7, em impressão gráfica
processamento de texto. Nesse modo de
Tamanho da matriz 9x7 9x7ou18x40 9x7
Forma de alimentação de papel Fricção ou tração idem idem
Tipo de papel Formulário continuo, bobina
CÓDIGOS DE CONTROLE idem idem
ou folhas avulsas
Código Função Velocidade de impressão 160 cps 160 cps ou 40 cps 100 cps
Tamanho do butfer 2 kbytes, exclusivamente com
NUL Nulo idem idem
a interface serial EIA RS-232C
STX Início de bloco de transmissão
Número de cópias 2, com fricção: 4 ou 5 corr
ETX Fim de bloco de transmissão idem idem
tração
A5K Reconhecimento de transmissão
BEL Ativa sinal sonoro Fontes de caracteres 7 conjuntos com 96 caractres 8 conjuntos com 96 1 conjunto com 96
NAK Indica recebimento incorreto de e 64 símbolos semigráfico caracteres e 64 caracteres e 64
dados símbolos semigráficos símbolos semigráficõs
ESC lnicialização de seqüência de
programação Direção de impressão Bidirecional idem idem
LF Avanço de linha Salto de página 1 a 127 linhas, programáve idem idem
FF Avanço de formulário Número de códigos de controle 16 idem idem
CA Retorno do carro de impressão Resolução gráfica Com o módulo Elgingraph: idem idem
50 Duplica a largura do caractere: 50 ou 100 pontos horizontai.
acionado em seguida, volta ao por polegada/64 pontos
normal verticais por polegada
ENO Solicitação de protocolo de Tipo de interface Serial EIA RS-232C/paralela idem idem
status com loop de corrente/parale.
VT Tabulação vertical Padrão Centronics/paralela
DC 1 Controle do protocolo XON/XOFF, IEEE.488
da interface serial EIA RS-232C Tempera t ura de funcionàmento
0C3 Idem Umidade do ar
+lO°Ca400C
(em operação) idem
Consumo
90%, sem condensa. ider,
318 100 w idem
idem idern
idem
- O comprimento do formulário varia de O usuário escolhe no ato da compra e po- - A umidade do ar em armazenagem po-
4 a 14 polegadas, selecionável apenas de ter até três simultâneas, sekcionan- de variar de S% a 95v/o, e, em operação,
por tecla. do-as por chave. Exclusivamente com a de 20% a 90%, sem condensação.
- O salto de página (controle vertical) interface serial EIA RS-232C dispõe-se de A Elgin oferece opcionalmente uma ar-
varia de 1 a 127 linhas, selecionável pelo um buffer de 2 kbytes, permitind veloci- mação metálica para suporte de bobina
microcomputador. dade de transmissão de 110 a 9600 bps. de papel e uma fonte de caracteres APL,
- A largura máxima do papel é de 16 po- As outras interfaces são a serial alça de adequada para impressão em conjunto
legadas (406,4 mm). corrente, de 20 mA e palavras de 7 ou 8 com computadores IBM.
- A alimentação de papel é feita por tra- bits; a paralela tipo Centronics, cm pala- As três impressoras dispõem também do
tores ajustáveis ou por fricção. De ambos vras de 7 ou 8 bits, com taxa de transfe- Elgingraph, uma placa com 2 kbytes de
os modos pode-se imprimir em formulário rência de 5 KHz, e a IEEE-488, ccm oito li- memória RAM e um software residente
contínuo. Com fricção há a opção por ro- nhas bidirecionais de dados. para confecção de gráficos. Alcança-se
los de papel ou folhas avulsas. Estas são - Para impressão, é usado um cassete densidade horizontal de 50 ou 100 pontos
introduzidas por cima. O papel em rolo e de fita tintada preta, com 9 mm Je largu- por polegada, e vertical de 64 pontos por
o formulário contínuo entram na impres- ra e 10 m de comprimento, contraste a polegada, resultando num total de 660 ou
sora por baixo ou por trás. 30% e vida média de dois milhõs de ca- 1320 pontos correspondentes a uma tela.
- O número de vias é variável. São até racteres. A impressão de caracteres é unidirecio-
três para fricção, até quatro para tratores - O nível de ruído, considerado: baixo, é nal, feita da esquerda para a direita. Uma
com alimentação traseira e até cinco pa- menor que 60 dB (A). mesma linha pode conter caracteres nor-
ra tratores com alimentação por baixo. - A alimentação elétrica pode ser feita mais e gráficos. Obrigatoriamente deve-
Com folhas avulsas não se tem cópias. em 110, 120, 220 ou 240 V. O consumo se usar palavras de 8 bits.
- São quatro as interfaces disponíveis. de 100 W.

Com o módulo Elgingraph (controle a nivel de A alimeni.ição do papel pode ser feita pu
agulhas) as impressoras Elgin apresentam trás ou pc r baixo (na Lady só por trás);
resolução horizontal de 50 a 100 pontos/ o tracioné mento é realizado por fricção
(cilindro) ou tratores ajustáveis.
polegada e vertical de 64 pontos/polegada.

Com uri conjunto de 96 caracteres e 64


s,mbolc s semigráfiCOs. a Elgin Lady
Quando faz processamento de texto, a
tem urr a velocidade de impressão de
duasvezes, na segunda
\ 4OL çnprtme cttf0S os espaços entre 100 ca'aCfe(eS por segundo.

SO
pre
çera mp°
e\a
OS
APLICAÇÕES
PROGRAMA

Título: Grand Prix


Computadores: compatíveis com TRS 10 ' GRPHD PRIX 1.00
20 ' COPYRI6HT (C) 1983 REP4PTC M.E. SPBBRTIMI
80 Modelos 11111/1V (modelos nacionais: 30 ' RI COMPPTIVEIS COM TRS-80,D-8000,CP-500,D6TI00, ETC.
40 SOSUB 560
CP 300, CP 500, D 8000, Sysdata Jr, 50 CLS:GOSUB 480 :CLS:ID=I:VL0
60 CLS:VOR L=43 TO 1 STEP-3:SET(X,L):SET(Y,L):HEXT
DGT 1000, etc.) 70 D=64:SET(D,2) :SET(D+1,1) :SET(D-1,1)
Memória necessária: 16 kbytes 80 P=I1MD(5):VOR PP=1 TO g:C=C+1
901V C/2=IHT(C/2) TREM X1=(X_4)IZ:ZRMD(X1):P-260T0 100
Linguagem: BASIC Nível II 95 Y1=(124-Y)/Z.: Z=RND(Y1):
100 FOR Z1=1 TO Z:X=X.P:Y=Y+P
1101V POINT(D,1) TREM 320
Com esse programa, pode-se simular 120 6$=INKEY$:IV6S()""R$=G$
130 6=D
uma corrida de automóveis bastante difí- 140 IV R$="," TREM D6-2
150 SET(X,46) :SET(Y,46)
cil e emocionante. Nela, o usuário é o pi- 160 1V R$="." TREM 0=6+2
170 GOTO 220
loto de um veloz carro de Fórmula 1, que 180 V1=V1+.1:V=IMT(V1+.5) :V3$=SR$(V)
tenta ultrapassar os concorrentes, sem 190 1V V)VL+10 TREM ID=ID+1:I=ID:605U9 490:VL=V:60T0 60
200T=T+1:IVT/8=INT(TI8) 60SU8460
colidir com eles ou com a amurada. 210 RETURM
220 PRIMTI960, "":1V POINT(6,1) TREM 320
O carro aparece sempre no alto da tela, e 230 SET(D,2) :SET(D+1,1) :SET(D-11) :PRINT8O,V3S;
240 60SU8 180
corre para baixo (na verdade, a estrada e 250 HEXT zi,RR:P=0
os outros corredores é que se deslocam 260 B=RMD(65:VOR 6=1 TO 8:1V PC'IMT(D,1) TREM 320
265 SET(X,46):SET(Y,46):PRIMTe960, '1 ..:1V POIMT(D,1) TREM 320
para cima)- A pista tem várias curvas e 270 64=IPIKEYS:IV G$() "" TREM R$=6S
280 1V RS="," TREM D=D-2
retas, que se sucedem aleatoriamente. 290 PRIMT0,V3$p
300 IV R$="." TREM D=D+2
No canto superior esquerdo aparece 310 SET(D,Z):SET(D+1,1):SET(D-1,1):GOSUB 180:MEXT 6:60T0 80
sempre o número de pontos obtidos. Eles 320 U=RMD(5) :SET(D,2) :SET(D+1,1) :SET(D-1,1)
322 PRIMTe384," ";:PRIMT:PRINT CHRS(31);
dependem da distância percorrida desde 324 0)4 U GOSUR 410,420,430,440,450
330 PRIMT:RRIMT
o início da corrida. Para tornar as coisas 340 PRINTe596, 'VOCE COMSEGUIU';V"POMTOS.
350 PRIMT
cada vez mais difíceis, a pista se estreita 360 IV V)V6 TREM V6=V:IMPUT"SEU NOME";MM$
mais ou menos a cada dez pontos conse- 370 PRINT"RECORDE : ";NPI$;" =
380 RRINT:PRINT"PPERTE C PARA CO4TINUgR..."
guidos. Com cinqüenta pontos para cima, 390 gS=IMXEY$:IV PS()"C" TREM 390
400 V1=0:R$="":C=O:T=O:I=O:BOTO 50
o jogo se torna um verdadeiro desafio, 410 PR1NT8474,"ZOMK !":RETURH
pois a pista dá passagem a apenas um 420 P81HTQ475, "PUMBP !":RETURN
430 PRIMT@473,TROC
" !":RETURM
carro de cada vez! 440 PRIHTe473, "CRPSH '":RETURM
450 PRIHTe472,"CPTRPIMBR !":RETUPM
Para esterçar o carro, usa-se as teclas 460 K=Y-X+P:O=RND(I2).2:J=x+O:SETJ,46 :SET(J+1,45)
465 SET(J-1,45) : PETURM
< (esquerda) e > (direita). Pressionada 470 IV POIMT(i,46) THEMJ=J-Z:RETURM ELSE RETURN
uma delas, a direção se mantém, até que 480 1=1
490 IV 1=1 TREM Y=76:X=50:RETURM
se acione a outra. Para manter o cursor 500 IV 1=2 TREM y=74:X=52:RETURN
5101V 1=3 TREM X=54:Y=72:RETURP(
em linha reta, pressiona-se a barra de es- 520 IV 1=4 TREM Y=702X=56:RETURM
paços. Ao terminar uma corrida (por uma 530 IV 1=5 TIIEP4 Y=68:X.58:RETURM
5401V 1=6 THENX=60:Y=66:RETURN
colisão), o programa compara os pontos 550 GOTO 480
560 CLS
obtidos com o recorde. Se este tiver sido 570 CLEPR 500:RPNDOM:DEVINT a-Z:DEVS)46
580 H=2 ZSTS.STRIMGs63, 137)
superado, será perguntado o nome do jo- 590 CLSZPRIMT@0,CHR$(23);LEFT$(Sy, 31)
gador, que passará a ser considerado o 600 PRINT9406,"6Rp)4D PRIX"
610 P81 MTe896, LEVT$ (ST$, 31)
novo recordista. 620 FOR 1=1 TO 2500:MEXT:CLS
630 BOTO 50
A técnica de programação utilizada pro-
cura obter o efeito de animação gráfica,
com a velocidade necessária, aprovei-
tando a característica de scrolling que o
controlador de vídeo de microcomputa-
dores dessa linha tem.
Adicionando-se à parte inferior da tela
uma linha - contendo os limites de mais
um segmento da pista, deslocado aleato-
riamente para a esquerda ou para a direi-
ta em relação ao segmento imediatamen-
te Superior a ele -, todas as linhas são
deslocadas para uma posição acima na
tela, e a do topo é perdida. O desenho do
carro sendo pilotado é então feito nova-
mente, e a ilusão de movimentação pela
pista é Conseguida. O Objet,vo do /090 e P8(co,rer
poss,ve/ a maio, d/.S/ânc,a
sem colidi, com a amurada
320
R.M.E.S outros carros. O
ioga.i, di',,ge O ca,, Ou
de três teclas do
m/&ocom através
Slr/7/
e 0 17a lel,
CorrIda v,. Tfls

Cada
100 INFORMÁTICA BÁSICA
000
001 CIRCUITOS LÓGICOS (2)

N
este segundo capítulo dedica mente de valor. Por convenção, adotare- da na primeira ilustrção da página 322,
do aos circuitos lógicos, fare- mos a seguinte nomenclatura:
mos um breve estudo dos cir-
deduzimos a função jógica do biestável:
cuitos seqüenciais e dos princi-
pais elementos biestáveis. Os circuitos
T = estado lógico de entrada. 01+1 = S
seqüenciais são circuitos lógicos combi- 01 = estado interno antes da entiada T.
Para se obter o func ionamento síncrono
nados com memória", ou seja, são ca-
0 = novo estado lógico de sa da. desse biestável, S) necessárias duas
pazes de armazenar informação: os valo-
portas lógicas AND Por uma delas en-
res de saída do circuito não dependem
tram o sinal do relógio e a linha R. Pela
apenas das entradas mas também de al- A tabela de validade abaixo mosti a o fun-
guns dados armazenados no seu interior. outra se introduzem o mesmo sinal de re-
cionamento do biestável T, no rrodo as- lógio e a linha S. As saídas de ambas as
síncrono. O estado interno permanece fi- portas são conectadas às entradas do
Circuitos seqüenciais xo (°1 + 1 = 0.) quando a entrada T é zero, biestável R-S. Desse modo, o sinal de re-
e muda de valor +1= quar do a en- lógio deve estar em nível lógico alto para
Nos circuitos seqüenciais são armazena- trada é 1. Portanto, a função lóg ca reali-
que um 1 lógico chegue a qualquer das li-
das informações sob a forma de níveis ló- zada pelo biestável T será a seg unte: nhas de entrada do biestável.
gicos. Cada dado armazenado recebe o
nome de estado de circuito. Dessa for- 0 1 = (T A v (T A Õ1) = T • Biestável J-K
ma, os valores de saída num determinado Reúne as caracteristicas dos dois ante-
instante são função dos valores de entra- Quando à entrada de um biestvet T as- riores, T e R-S. O funcionamento é seme-
da e do estado do circuito nesse instante. síncrono adaptamos a saída de uma por- lhante ao do biestável R-S; basta identifi-
Cada vez que ocorre uma nova entrada ta lógica AND, cujas entradas são a va- car o valor de S com o de J, e o de R com
no circuito, este passa para um estado ló- riável de entrada do circuito e urn sinal de o de K. Nesse caso, é possível a aplica-
gico que depende da nova entrada e de relógio, obtemos um biestável T síncrono. ção simultânea de dois is lógicos às en-
seu estado anterior. Nesse caso, o estado interno dc biestável
só mudará de valor quando tan o a entra-
Elementos biestáveis da como o sinal do relógio as.umirem o
valor lógico 1.
Biestável é um circuito lógico seqüencial
capaz de armazenar um elemento de in- • Biestável R-S (Reset-Set)
o--- ELEM o- -o
formação binária (bit). Como os dígitos bi- As duas entradas desse bietável cha- ENT t VV SA3A ENT. SAIDA
o- -o
nários são dois (O e 1), o elemento biestá- mam-se R e S. Quando na entrada R apa-
vel tem dois estados lógicos internos pos- rece um 1 lógico, o estado interno muda
ENTRADA DE
síveis (alto: 1 ou baixo: O). para O (Reset). Se o 1 lógico c iegar à en- SINCRONIZAÇÃO
Normalmente, um biestável tem uma, trada S, o estado interno mudará para o
duas ou até mesmo quatro entradas. Em nível alto (Set). Quando as du 5 entradas,
função do valor dessas entradas e do va- R e S, assumem o valor O, o Estado inter-
lor lógico armazenado em seu interior, no não se altera. A aplicação de um esta-
do lógico alto (1) a ambas as entradas A e Um biestável sincroi'o é dotado de uma entrada de
ele passa a um novo estado interno e en- relógio. Quando nesa entrada aparece um estado
trega duas saídas: O. que coincide com o S é impossível nos biestáveis desse tipo. lógico alto (1), as eriradas assíncronas
estado interno anterior, e Õ, que coincide A partir da tabela de validadE representa- são aceitas pelo biestável.

com o valor lógico complementar de 0.


Os elementos biestáveis podem uncio-
nar em modo assíncrono ou síncrono. Em T®Q.

modo síncrono, um relógio externo sin-


croniza ou controla seu funcionamento.
As entradas que chegam ,a um biestável
T 0T T0 4Jj BIESTAVE

o o o
síncrono só serão franqueadas durante o BIESTÁV'°
intervalo de tempo em que o sinal do reló- o
gio estiver ativado. o
Descreveremos a seguir os principais ti- ENTRADA DE
o
pos de biestáveis. SINCRONIZAÇÃO

• Biestável T (Trigger: disparo)


Em modo assíncrono, esse biestável pos- Um biestável T assíncrono, a cuja entrada chega
Representação gráfica, tabela ce validade e função a saída de uma porta lógica AND, funciona
sui uma única entrada. Quando essa en- lógica de um biestável de tipo 1 em modo sínciono. O sinal do relógio e o sinal
trada assume o valor lógico 1 (disparo), o Quando a entrada T assume o 'alor lógico 1. T aplicam-se à entrada da citada porta.
\ÕylcO interno muda automatica- o estado interno muda
p\o 321
INFORMÁTICA BÁSICA
crnCUITOS LÓGICOS (2)
tradas J e K. Essa configuração (J = 1, igual ao tempo de comutação do biestá- Comparando os biestáveis já estudados,
K= 1) produz a inversão automática do vel. Se, ao contrário, ele trabalhar em observamos que o tipo J-K pode servir de
estado lógico interno do biestável. modo síncrono, a informação só passará base para sintetizar qualquer dos restan-
A tabela de validade característica des- para o interior do biestável quando o sinal tes; vamos analisar a forma pela qual se
se elemento biestável e seu símbolo lógi- do relógio assumir o valor 1. Em ambos obtém qualquer outro tipo de biestável a
co aparecem na ilustração superior, à di- os casos, o dado de entrada fica armaze- partir de um elemento do tipo J-K.
reita. Da tabela se deduz facilmente a nado até que apareça um novo estado ló-
função lógica do biestável J-K: gico na linha D. • Biestável T
Da tabela inferior, à esquerda, se deduz Quando as duas entradas de um biestá-
= (Õ1 AJ)v(Q AR) que a função lógica que o caracteriza é a vel J-K recebem um estado lógico baixo
seguinte: (0), seu estado interno se mantém. Se
Para que o biestável J-K funcione em mo- ambas receberem um 1 lógico, o estado
=D
do síncrono, é necessário acrescentar a interno mudará de valor. Se unirmos as
ele uma entrada de relógio, através de duas entradas J-K, de forma que ambas
duas portas AND, exatamente como no Comparação entre biestáveis assumam sempre o mesmo valor, 1 ou O,
caso do biestável R-S. estaremos diante de um biestável T. A en-
Para baratear a produção de circuitos ló- trada T coincidirá com o ponto comum
• Biestável D (Delay) gicos é conveniente utilizar o menor nú- das linhas J-K.
O papel desse biestável é retardar, du- mero possível de tipos de biestáveis. Pa-
rante determinado período de tempo, a ra isso, usa-se um biestável base que, • Biestável R-S
informação que recebe. Se esse biestá- com a simples inclusão de uma porta ló- A tabela de validade de um biestável R-S
vel trabalha em modo assíncrono, o esta- gica ou de alguma conexão especial, per- é idêntica à do biestável J-K, exceto pela
do lógico da linha de entrada aparece na mite sintetizar qualquer outro tipo de combinação de entrada composta de
linha de saída com um tempo de demora biestável. cois is, proibida no R-S.

Sv(0A) (ÕTAJ)V(0TAR)
°T.l

S R °r 01.1

o o o o o o o o

S o o lo— O o

R: lw__oaõ o
o
i o o

O
o 1 O O

1
o O
o o L_
1 O O 1
1 O 1
1 O
1 1 O Ó
CONFIGURAÇÕES ENTRADA DE o i
PROIBIDAS
SINCRONIZAÇÃO
O

Símbolo de representação de um biestável R-S Realização prática de um biestável R-S síncrono.


assincrono, tabela de validade e função Biesàvel J-K assíncrono. Sua tabela de validade
As entradas do biestável assíncrono
lógica que realiza. A configuração de entrada coincide com a própria tabela do biestável
são através de portas lógicas
S= e R = l não ápermitida. R-S, exceto quanto à configuração de entrada J = 1
AND correspondentes.
e K = 1, permitida nesse caso.

T.i

O BIESTÁVEI.
a r,'
-00 RM OQ
o o o
DO—
o o
—J L
o

ENTRADA DE
ENTRADA DE SINCRONIZAÇÃO
SINCRONIZAÇÃO

O biestável O é o tipo mais simples:


o sinal de entrada A transformação de um biestável J-K assíncrono
em síncrono é realizada da mesma forma
é transmitido à saída com um determinado Para SlflcQflhZar1JI77/esláêID
tempo de 'etardamonto. que no caso de um biesfávei R-S: à entri O atra
duas p011,9S AND às entradas assí acJaptam.se
:322 lógica 44l
o , que°er
717a1 de (elogio8/°8,0
Em resumo, para simular o comporta- NOT entre a entrada de dados eK, de for- Inicialmente desenvolveu-se uni código
mento do biestável R-S a partir do J-K, ma que por esta entre o valor D. Apesar ASCII baseado em 6 bits, que permitia re-
basta assumir a entrada como igual à J, da nossa demonstração ter-se concen- presentar 26 = 64 configurações diferen-
e a entrada R, como igual à K. trado em simular todos os tipos c biestá- tes (10 caracteres numéricos decimais,
veis a partir do tipo J-K, poderíamos ter 26 caracteres alfabéticos e 28 símbolos
• Biestável D tomado como base os flip-flops R-S ou T. especiais). Posteriormente, ampliou-se
O funcionamento do biestável D é o mais Seria inútil realizar nova construção se- para 7 o número de bits utilizados, com o
simples de todos. Sua função se reduz a melhante à descrita, motivo pelc qual dei- que se chegou a 21 = 128 configura-
retardar a informação binária de entrada. xamos ao leitor a tarefa de obtEr as con- ções, que incluíam os mesmos caracte-
Quando sua única linha de entrada, D, re- versões correspondentes. res alfanuméricos da primeira versão,
ceber um estado lógico baixo (0), o esta- mais algumas expressões sintáticas e
do interno seguinte assumido pelo circui- Códigos alfanuméricos símbolos que permitem realizar instru-
to e a saída também serão zero' lógico. ções operacionais de periféricos.
Quando D valer 1, tanto o estado interno Já analisamos diversos ;ipos de códigos A tabela abaixo representa o código AS-
seguinte como a saída passarão a ser um que permitem representar os números CII de 7 bits. Em sua interpretação é pre-
1 lógico. decimais como cadeias de ze os e uns. ciso levar em conta que os bits corres-
Observando as tabelas de validade dos Contudo, os computadores taribém têm pondentes à palavra binária que repre-
biestáveis D e J-K poderemos comprovar que tratar a informação comp)sta pelas senta cada caractere codificado são or-
que em todas as configurações de entra- letras do alfabeto e por alguns sinais es- denados da direita para a esquerda, co-
da verificam-se as igualdades D = J e D peciais, devidamente codific dos. Para mo indicado a seguir:
= K. Portanto, para simular o funciona- representar esses caracteres. é adotado
mento do biestável D mediante um bies- internacionalmente o código alfanuméri- 6543210
tável J-K, é suficiente introduzir os dados co ASCII (American Standards Code for
através de J e incluir uma porta lógica Information Interchange).

Glossário

FUNÇÃO
BIESTÁVEL DESCRIÇÃO ENTRADAS
- :ARACTERISTICA

TRIGGER O único encargo desse biestável é atualizar o stado in- 1 Ot . = (T A Q) v (T A Q1)


(disparo) terno em função de uma só entrada. Se esta for O, o esta-
do anterior se manterá. Se for 1, mudará pa a o valor
complementar do estado interno anterior. (T)

RESET-SET Se o valor de entrada R for 1, o novo valor do estado in 2 .1 = S v (Q1 A A)


terno será O. Quando a entrada S for igual ai, o novo va-
lor será 1. No caso das duas entradas valerem 0,0 esta-
do inlerno não se modificará. (R, S)

A função desse biestável é uma mistura das duas fun- 2 o + i = (Õ t A J) v (ot A K)


ções anteriores. Para funcionar como o biestável R-S,
faz-se a entrada S corresponderá J, e a ent -ada R, à K.
Para simular o biestável T, são usadas as co ifigurações
com ambas as entradas iguais a 1. (J, K)

DELAY O biestável D serve unicamente para retarda - a saída que 1 Qt ,1 = D


(retardamento) chega a ele; logo, o estado interno assume sempre o va-
lor da última entrada. (D)
INFORMÁTICA BÁSICA
CIRCUITOS LÓGICOS (2)

CÓDIGO ASCII DE 7 BITS

BITS 654
BITS Lii
3210 001 010 011 100 101 110 111
000

0000 NUL DLE SP o P p

0001 SOH DC1 A Q a q

0010 STX DC2 2 B A b

0011 ETX DC3 # 3 C 5 c 5

0100 EOT DC4 $ 4 D T d

ENO NAK % 5 E U e u
0101
0110 ACK SYN & 6 F v v

0111 BEL ETB 7 G w g w

1000 BS CAN 8 H X h x

1001 HT EM g Y y

1010 LF SUB J z z

1011 VT ESC + K k

1100 FF FS < L

1101 CR GS M m

1110 So RS > N n

1111 SI LIS 2 o o DEL

SIGNIFICADO DAS ABREVIATURAS

ABREVIATURA SIGNIFICADO ABREVIATURA SIGNIFICADO

NUL Nulo DC1 Controle de dispositivo auxiliar 1


SOH Começo de cabeçalho DC2 Controle de dispositivo auxiliar 2
STX Começo de texto DC3 Controle de dispositivo auxiliar 3
ETX Fim de texto DC4 CDntrole de dispositivo auxiliar 4
EOT Fim de transmissão NAK Resposta negativa
ENO Pergunta SYN Sincronização de preenchimento
ACK Confirmação ETB Fim de transmissão de bloco
BEL Chamada (sinal) CAN Cancelamento
BS Retrocesso EM Fim de suporte de dados
HT Tabulação horizontal SUB Substituição
LF Mudança de linha FS Searador de arquivos
VT Tabulação vertical GS Separador de grupos
FF Página (ou formulário) seguinte RS Separador de registros
CR Retorno do carro US Separador de unidades
So Mudança para números
SI Mudança para letras
SP Espaço
DLE Escape de enlace de dados
ESC Caractere de escape ou diferenciador
DEL Supressão Significado das abreviaturas no código ASCII completo de 7 bits

324
HARDWARE
SISTEMA 700

Sistema 700 é um microcom- separada. Externamente podem ser adi- enquanto o segundo se encarrega do

Q putador de porte médio, para


aplicações administrativas e
científicas, fabricado pela Pro-
lógica. Suas características principais são
a compatibilidade com o sistema operacio-
cionados ainda até quatro móculos de
disquetes de 5 1% ou 8 polegada., ou um
disco rígido tipo Winchester, de 5 ou 10
Mbytes (SuperFile).
controle das operações de E/S em disco.
A memória principal consta de 2 kbytes
de EPROM, contenco o programa de car-
regamento inicial (000tstrap) e controle
básico de periféricos, 2 kbytes de memó-
nal CP/M, a capacidade de expansão ex- Unidade central ria de intercomunicação entre os dois mi-
terna através de periféricos de uma arn- croprocessadores, e 64 kbytes de RAM
pia linha, fabricados pela própria Prológi- O Sistema 700 tem a sua unidad? central (não-expansíveis).
ca, e a possibilidade de conexão em rede inteiramente contida em uma plica, que A unidade central iiclui todos os contro-
local (Pronel). engloba o circuito do teclado, UCP, a ladores de periféricos (vídeo, teclado, im-
O Sistema 700 é vendido em uma confi- memória principal e os controla Jores de pressora e disco), 3 conta com conecto-
guração básica, que consiste de gabinete E/S. A unidade central de proce sarnento res traseiros para é ligação dos mesmos.
único, contendo o teclado, o vídeo mono- conta com dois microprocessidores Z Além disso, existe 11 duas portas de co-
cromático de oitenta colunas e duas uni- 80A, de 8 bits, operando a uma 'elocida- municações seria s do tipo RS-232C, ca-
dades de disquete de 5 1/4 polegadas, de de relógio de 4 MHz: o prime ro micro- pazes de comunicações assíncronas
além de uma impressora P 720, matricial, processador é a UCP propriam ente dita, com velocidade p ogramável entre 50 a

111111111111111111111111111111 1111111111

O mesmo gabinete que aloja a unidade central do microcomputador


Sistema 700 da Prológica incorpora o teclado, o monitor
de vídeo e duas unidades de discos flexíveis. Na foto, aparece
também o módulo externo de disco rígido SuperFile (DA 710)

Com as mesmas características básicas de S 700, embora com


menores possibilidades de expansão, o Sistema 600 é uma opção
mais barata. O gabinete de sua unidade central abriga duas
unidades de disquetes. Pode funcionar com uma impressora serial.
HARDWARE
SISTEMA 700

19200 bauds, e síncronas, com velocida- e densidade dupla, com a capacidade Mbyte por disquete, podendo assim ele-
de de 1200, 2400, 4800 e 19200 bauds, formatada de 350 kbytes por disquete. As var a capacidade total em linha até mais
segundo os protocolos BSC1 e BSC3. unidades são incorporadas ao gabinete de 4 Mbytes:
Através destas portas podem ser conec- central, em posição vertical, do lado di- - para dar maior capacidade de arma-
tados outros periféricos, como um plotter reito. Opcionalmente, podem ser adquiri- zenamento ao Sistema 700, pode ser co-
digital. das, ao invés das unidades leitoras/gra- nectado a ele um módulo externo com
vadoras, duas de face dupla, com cerca disco rígido, do tipo Winchester, chama-
Teclado de 700 kbytes de capacidade total, cada. do SuperFile (e que recebe a sigla DA
Para expandir a capacidade de memória 710), com capacidade de 5 ou 10 Mbytes.
O teclado do S 700 é completo, do tipo de massa, existem as seguintes opções: Nos modelos anteriores do 5 700 podia-
eletromecânico, e incorporado ao gabi- - até duas unidades de disquetes de 5 se conectar também um periférico de
1/4
nete da unidade central. É composto de upla;-
polegadas, com face dupla, memória auxiliar do tipo "disco eletrôni-
dois blocos separados: um com disposi- -
- até quatro unidades de disquetes de 8 co" (SpeedFile), constando de 1 a 4
ção semelhante ao de uma máquina de polegadas, com padrão IBM 3740 (densi- Mbytes de memória RAM, com backup
escrever, com 62 teclas, capazes de en- dade e face simples, 256 kbytes por dis- de bateria, e capaz de ser tratado pelo
viar 128 caracteres do padrão ASCII, in- co), ou unidades de dupla face e dupla sistema operacional como uma unidade
clusive maiúsculas e minúsculas, mais al- densidade, com aproximadamente 1 de disquetes 32,4 vezes mais rápida.
gumas teclas de controle (ENTER, LF,
etc.). O segundo bloco, à direita do pri-
meiro, consta de um teclado numérico Computador: Sistema 700
reduzido, para digitação rápida de valo- Fabricante: Prológica
res numéricos, e tem dezoito teclas, in- País de origem: Brasil
clusive para controle do cursor, vírgula, Compatibilidade: CPIM
ponto e ENTER. Essas teclas podem ser Projeto de fabricação aprovado pela SEI - Secretaria Especial de Informática
redefinidas internamente pelo usuário,
através de programa.
CARACTERÍSTICAS BÁSICAS
Vídeo MEMÓRIA AUXILIAR
UNIDADE CENTRAL
O monitor de vídeo, de fósforo verde, mo- Versão básica.- duas unidades de disquetes
UCP.- microprocessador Z 80A, a 4 MHz
nocromático, tem 12 polegadas de diago- RAM versão básica 64 kbytes de 5 1/4 polegadas, incorporadas ao gabi-
nal e também é incorporado ao gabinete ROM versão básica 2 kbytes
nete, de densidade dupla e face simples
da unidade central. Ele é capaz de repre- capacidade de 350 kbytes por disquete),
Acesso a periféricos: duas portas seriais
RS-232C, interface paralela para impresso-
u face dupla (700 kbytes).
sentar texto no formato de 25 linhas por
xpansões: módulos adicionais com duas
80 colunas, em caracteres maiúsculos e ra, controlador de disquetes de 5 14 e de 8
polegadas, com microprocessador Z 80 unidades de 5 1/ polegadas, dupla face, ou
minúsculos. Não existem linhas reserva-
dedicado até quatro unidades de disquetes de 8 po-
das para o sistema, embora a linha supe- legadas, em face simples ou dupla (1
rior da tela possa ser usada para apre- Mbyte por disquete).
sentar continuamente um relógio digital, Disco rígido: um módulo externo com disco
com horas, minutos e segundos. O vídeo TECLADO P0 Winchester de 5 ou 10 Mbytes, forma-
pode ser programado nos seguintes atri- tados,
Teclado alfanumérico tipo máquina de es-
butos: campos piscantes ou protegidos.
crever, com 62 teclas, padrão ASCII, e te- SISTEMA OPERACIONAL E
Não tem tratamento especial de gráficos, das de funções. Teclado numérico reduzi- LINGUAGENS
semigráficos ou sinais da língua portu- do com 18 teclas, redefinível por software.
guesa (embora os sinais de acentuação Sistema DOS 700, compatível com CPIM.
normais estejam disponíveis no teclado e L nguagens: COBOL, FORTRAN, BASIC in-
na tela). terpretado e compilado. Utilitários de s000l-
A matriz de caracteres é de 5 x 7, sobre ir1g, dump, sortimerge.
um campo de 5 x 10, verde sobre fundo VIDEO PERIFÉRICOS
escuro. O cursor é um retângulo cheio,
piscante. Impressoras.' seriais, matriciais, com inter-
Versão básica - monocromático, fósforo
verde, 12 polegadas face paralela tipo Centronics ou serial. Mo-
Memória auxiliar Formato de apresentação: 24 linhas de 80
de los. P 720, P 725 e P 740, com velocida-
caracteres, caractere em matriz de 5 x 7 des entre 200 e 400 cps, impressão bidlre-
A memória auxiliar padrão, fornecida sobre campo de 5 x 10. Atributos de vídeo: cicinal, 132 colunas, matriz de 7 x 9.
com o sistema básico, consta de duas campo piscante e protegido, Cof 7trolácior ue rede: rede local Pronet,
unidades leitoras/gravadoras de discos com disco rígido central e gerenclamenf
flexíveis de 5 ¼ polegadas, face simples de até oito equipamentos, 256 canais.
121,
concatenação de arquivos, listagem de
Periféricos Software básico memória e cópia global ou backup de dis-
quetes, etc. Normalmente o sistema é
A Prológica tem uma ampla linha de im- O Sistema 700 utiliza o sistema cperacio- fornecido com duas linguagens: ASSEM-
pressoras matriciais, disponíveis para o 5 nal DOS 700, inteiramente compatível BLER e BASIC interpretado, ambos total-
700, conectadas através de porta serial com o CP/M, um dos mais difundidos em mente compatíveis com as versões cor-
ou paralela. Todos os modelos têm em todo o mundo. Ele é destinado a opera- respondentes da empresa norte-america-
comum as características: ções interativas, mas também pode ser na Microsoft: ASSEMBLER 80 e BASIC 80
- impressão bidirecional (7x9); utilizado em modo batch (processamento (também chamado de MBASIC). Opcio-
carro com 132 caracteres, impressão por lotes, usando o modo SUB\iIlT). Os nalmente, podem ser adicionadas as se-
de até cinco cópias além do original; comandos principais são em inc lês, sem guintes linguagens suportadas pela Pro-
- controlador com dois microprocessa- modificações em relação aos originais do lógica: FORTRAN ANS (compatível com o
dores Z 80A, e buffer de 3 kbytes ou CP/M e incluem um grupo de comandos F 80, da Microsoft), compilador BASIC
mais. Os modelos disponíveis se diferen- intrínsecos, mais os utilitários de disco, (compatível com o interpretador BAS-
ciam entre si quanto à velocidade de im- para edição, cópia de arquivos, etc. O 5 COM) e compilador COBOL ANS. Através
pressão: modelo 720 (200 cps), 725 (250 700 dispõe ainda de outros utilitários no de aquisições externas podem ser incor-
cps) e 740 (400 cps). disquete do sistema, para classi icação e poradas outras linguagens disponíveis

O teclado do S 700 é
incluido no gabinete
central e consta de
blocos separados de
máquina de escrever e
teclado numérico
reduzido.

IIIIHHUJJIIHHHHI IHIUHtH%HH

7/ -
O monitor de vídeo é do tipo monocromático,
com 25 linhas e 80 colunas, para exibição
de textos. Os campos podem ser definidos
como normais, piscantes ou protegidos.

A impressora P 600 é projetada para funcionar


especificamente corri o S 600. O S 700, contudo,
pode trabalhar com ela e com diversos outros
modelos do mesmo fabricante.
HARDWARE
SISTEMA 700

para sistemas CPIM, tais como: ALGOL, • folha de pagamentos; ponsabiliza pela manutenção técnica e
PASCAL, PL/l, MUMPS/M, RPG, etc. • contabilidade integrada: desenvolve soluções adaptadas a cada
• contas a pagar e a receber; cliente, sob contratos separados. A com-
Software aplicativo pra do sistema dá direito à garantia e ao
• controle de estoques;
treinamento de operação.
Em virtude de apresentar compatibilida- • planejamento e controle de produção: Configuração mínima: UCP com 64 kbytes
de total com o CP/M, o Sistema 700 é ca- • gestão de vendas. de RAM e 2 kbytes de EPROM, teclado, ví-
paz de executar a maior parte dos pro- deo e duas unidades de disquete de 5 1/4
gramas e pacotes aplicativos existentes Suporte e distribuição polegadas, impressora serial P 720.
para esse sistema operacional. A Prológi- Configuração máxima: UCP com 64 kbytes
ca coloca à disposição do usuário uma O sistema vem acompanhado de ma- de RAM e 2 kbytes de EPROM, vídeo, tecla-
grande variedade de aplicativos, a partir nuais de instalação, de operação básica do, até quatro unidades de disquete de 5 1/4
de processadores de texto (WordStar), e das linguagens adquiridas. Os aplicati- polegadas ou duas unidades de 5 1/4 mais
planilhas eletrônicas (CalcStar), banco de vos têm manuais próprios. quatro de 8 polegadas, um disco tipo Win-
dados (DataStar e dBASE II), etc., até A venda e a distribuição são feitas pe- chester de 5 ou 10 Mbytes e mais um peri-
aplicativos completos para a gestão ad- la Prológica ou por uma rede nacional de férico tipo serial.
ministrativa e contábil, como: revendedores autorizados, que se res- R.ME.S.

.1~
Sistema 600
"n
O Sistema 600 da Prológica é uma opção
para quem deseja as características bási-
cas e a compatibilidade de software do S
700, embora não possa contar com a mes-
ma potencialidade de expansão. Por um
preço bem inferior ao do 5 700, o Sistema
600 conta apenas com as duas unidades
de disquete de 5 ¼ polegadas, agregadas
ao gabinete do sistema, e uma impressora
A unidade central do S
700 é construída pelo
serial de 200 cps (P 720). As demais carac-
sistema de monoplaca, terísticas de hardware e software são se-
que inclui a UCP, a melhantes ás do S 700.
memória principal de 64
kbytes, o controlador de
teclado, video, ak
impressora e discos.

JF~e de local Pronet

A Pronet é uma rede local, de interconexão


de até oito equipamentos 5 700, separados
entre si por uma distância máxima de 1400
metros. Com a rede, o sistema se compor-
ta como um computador multiusuários,
com compartilhamento global de recursos,
inclusive periféricos ligados aos microcom-
putadores da rede. As características téc-
nicas da rede Pronet são:
• disco rígido tipo Winchester, de 10
Mbytes formatados, e controlador de rede
com 255 canais de capacidade;
• protocolo de comunicação PROTEC,
com velocidade de 1,6 Mbytes/segundo,
através de interfaces RS- 423;
• sistema operacional compatível com
As unidades leitoras/gravadoras de discos CP/M.
flexíveis ficam em posição vertical, do
lado direito do gabinete. A capacidade
formatada é de 350 kbytes por disquete.

328
If i SOFTWARE
ffi

W92 TRATAMENTO DE ARQUIVOS DIRETOS E INDEXADOS


acesso direto a um arquivo di- setor. Os dois registros do setcr 01 pos- alterados pelos do arquivo de transa-

Q ferencia-se do acesso seqüen-


cial basicamente pelo tempo
empregado para chegar a im
determinado registro. No acesso direto,
esse tempo não depende, em absoluto,
suem 01 como primeira chave, porém a
segunda chave já não será igual, consti-
tuindo portanto o diferenciador. Quando
se quer atualizar o arquivo rrestre, as
transações devem ter ambas as chaves.
ções. E possível empregar transações
classificadas ou não, mas esta última mo-
dalidade não é muito conveniente do pon-
to de vista de tempo quando o arquivo
mestre tem alto grau de atualização.
da localização do dado no interior do ar- - No modo de endereçamento relativo,
quivo: pode-se dizer que o tempo neces- tem-se acesso aos registros mestres indi- • Endereçamento por fórmula
sário para se ter acesso a cada um dos cando a posição relativa do registro. O Este método apresenta a particularidade
registros é praticamente o mesmo. registro de transações conter em um de que cada registro do arquivo mestre
campo de chave a posição reativa dos pode ser localizado mediante uma única
Tratamento de arquivos diretos registros. As transações podam estar chave, utilizando um algoritmo ou fórmu-
classificadas ou não, como no caso ante- la matemática para calcular o endereço
Existem diferentes modalidades de aces- rior, com a chave 02. Observe-se que uti- do registro. O arquivo será criado me-
so direto: .todas têm em comum a utiliza- lizando o método de endereçarr ento dire- diante uma rotina que contém o progra-
ção de uma técnica de endereçamento to é preciso apenas processar os regis- ma aplicativo, para obter, através de fór-
pela qual se pode localizar um registro, tros do arquivo mestre que tenham sido mula matemática, a posição do registro.
ou o bloco no qual se encontra o registro,
sem precisar ter acesso a nenhum dos
demais registros ou blocos do arquivo.
O acesso direto nos arquivos de entra-
da/saída geralmente é empregado para
processamentos em tempo real, isto é,
para processamentos que requerem
grande velocidade de resposta. O acesso
direto também é conhecido pelo nome de
acesso aleatório.
Existem dois métodos básicos de acesso
direto: o método de endereçamento dire-
to e o de endereçamento por fórmula. O acesso aos arquivos
armazenados em disco
é quase instantâneo,
• Endereçamento direto visto que a cabeça
Como de costume, teremos dois arqui- leitora se posiciona
diretamente sobre a
vos: o arquivo mestre e o arquivo de tran- pista onde se encontra
sações. Nesse método, a chave (ou parte o setor procurado.
da chave) do registro de transações re-
presenta a situação do registro corres- REGiS1.RO REGISTRO
pondente ao arquivo mestre. Esse siste-
ma funciona em dois modos:
SETOR 01 01 15 01 18
- No modo de endereçamento real, to-
da a chave ou parte dela é o endereço da SETOR 02 02 06 02 16

trilha ou do setor do disco em que se en- SETOR 03 03 09 03 14


contra o registro do arquivo mestre. Nor-
malmente, os arquivos possuem vários CHAVI , tIAV[ 2 DADO CHAVE 1 CHAVE 2 ALio
registros por bloco; no entanto, no ca-
so de haver um único registro e de ca-
da bloco se encontrar num determinado
setor, a única coisa que precisamos co- OLUMFI

nhecer é a chave correspondente do en- o


UNIVERSO
dereço do setor.
Como exemplo, vejamos o caso em que o
arquivo tem vários registros por bloco. III

Suponhamos um arquivo mestre compos-


to de três setores, com dois registros em
cada setor, cada registro com duas cha-
ves. A primeira delas indica o setor em O endereçamento direto em modo re ii utiliza a técnica dos índices
alfabéticos de uma enciclopédia.- a chave 1 indica
que se encontra o registro, e a segunda o numero do volume, e a chave 2, a ,osição do título no volume,
identifica o lugar do registro no interior do dentro da ordem alfabética.

329
SOFTWARE
TRATAMENTO DE ARQUIVOS DIRETOS E INDEXADOS

Vejamos um exemplo no qual se procura dá-se o nome de registros sinônimos (re- • Elimina a necessidade de guardar na
dividir por quatro o campo de identifica- gistros que poderiam ocupar uma mesma memória as posições de registros que
ção para determinar o endereço do regis- posição). E possível utilizar diferentes ti- não são utilizados no arquivo.
tro. Temos um arquivo de três blocos, pos de fórmulas (fórmula do número pri- Mediante a organização indexada é pos-
com dois registros cada. Pode surgir o mo, do quadrado, etc). Esse método é ca- sível ter acesso a um arquivo de forma
seguinte problema nesta forma de cálcu- paz de dar conta de transações não-clas- direta ou de forma seqüencial. Vejamos
lo: suponhamos que a chave de identifi- sificadas, oferece resposta rápida e pro- como funciona esse tipo de arquivo.
cação seja 04; ao dividi-Ia por 4, teremos cessa apenas os registros afetados do ar- Quando se executa uma instrução de
o registro de chave 04 gravado na trilha quivo mestre. acesso aleatório (direto), o sistema ope-
1; se a chave de identificação seguinte racional localiza o registro mediante uma
fosse 06, ao dividi-ia por 4 também nos Tratamento de arquivos busca no diretório de índices de chave. O
daria o resultado 1 e seria gravada igual- indexados arquivo Indexado é organizado de tal for-
mente na trilha 1, podendo criar proble- ma que cada registro é identificado por
mas de espaço. Para evitar isso, deixam- O arquivo indexado elimina dois dos prin- um chave chamada chave de registros,
se alguns espaços sem gravar para que cipais defeitos dos arquivos diretos: que faz parte do diretório de índices de
os dados que não caibam na trilha assi- • Evita a conversão de cada chave de in- chaves. A chave não indica diretamente
nalada possam ser armazenados. A isso dentificação em uma chave relativa. a posição do registro no arquivo, apenas

CRAVE DADO CHAVE DADO

SETOR 0'

SETOR 02

SETOR

oov CHAVE / ,TrCR "CVAAE

TRANSAÇÕES

PLA1INA -41,-

No endereçamento relativo, a chave das transações indica a posição Quando um arquivo é atualizado pelo método de endereçamento por
relativa dos dados dentro do arquivo mestre Sua organização fórmula, a chave escolhida pa -a identificar cada bloco
e semelhante á de uma enciclopédia na qual a numeração é o resultado da divisão por cinco do número de cada registro.
de paginas prossegue de um volume para outro. O bloco 5 costuma ser empregado como área de overflow.

ÁREA DE ARQUIVO PRINCIPAL

1 COMPARTIMENTO 2° COMPARTIMENTO

*1 0 BLOCO' 20 BLOCO -30 BLOCO' -1 0 BLOCO' 20 BLOCO' 3' BLOCO BLOCO'

REG. REG REG. REG. REG. REG. REG REG. REG. REG REG REG REG. REG.

N
ÁREA DE OVERFLOW

r
1' SETOR - 2 SETOR -

REG REG. REG REG.

NI-

Em alguns casos é necessário introduzir novos dados no bloco


de informação já completo. Para solucionar esse problema,
utiliza-se a chamada área de overflow, região onde
serão colocados os dados adicionais.

330
o identifica. O diretório de índices de cha- Quando o diretório de índices possui um Glossário
ve é um arquivo criado pelo sistema ope- único nível e os registros do arquivo mes-
racional do computador quando se elabo- tre estão ordenados seqüenialmente,
ra o arquivo mestre. Contém as chaves estamos diante do chamado rquivo se-
dos registros, em ordem crescente, e a qüencial indexado. Quando se ieseja en- ErnO que são arquiv •s diretos com acesso
-
posição dos registros do arquivo mestre. contrar um determinado registro do ar- ii
relativo?
Quando o tamanho do arquivo é muito quivo mestre, efetua-se uma busca no ín-
grande, o índice pode ser colocado em dice do arquivo para determinar sua posi- São os arquivos a)s quais se tem acesso
níveis que reduzem o número de chaves ção. A forma de realizar essa busca é de forma direta mdiante o método de en-
a serem examinadas para entrar no ar- muito semelhante à maneira do procurar dereçamento diret ). Também se pode em-
quivo. Pode-se utilizar até três níveis. Ca- uma palavra no dicionário. Varros ilustrar pregar o acesso seqüencial. Nesse caso, o
da registro do nível superior faz referên- esse método de acesso através de um acesso é feito em c rdem crescente da cha-
cia ao último registro de um bloco do ní- exemplo: uma tabela com uma série de ve relativa do regi tro.
vel intermediário. Um registro do nível in- palavras chaves de começo de página e
termediário faz referência a outro do ní-. Qual dos métod s de acesso (relativo
os números das páginas. Suponhamos
ou indexado) em ega mais tempo para
vel inferior, e este último chega ao regis- que se queira encontrar a pala- ira cobre;
realizar um deteri iiriado processo?
tro do arquivo mestre. teremos que procurar a página em que
O indexado leva m IS tempo porque primei-
ro ele tem de chegar ao índice para depois
buscar a informação, enquanto o direto
chega à informação sem necessidade de
recorrer aos índices.

INDICE
GERAL

PASSA POS VOLUME 5


PÂNTANO VOLUME 7
FUTEBOL VOLUME 9

VOLUME 5 VOLUME
OS ANIMAIS OS ESPORTES

__JNDICE - INDICE -

RATO 135 WINDSURF 432


PÁSSAROS 250 FUTEBOL 342
HOMEM 427 1REMO 407

Um arquivo sequencial indexado utiliza um diretório semelhante


ao índice de um livro. Da mesma forma que um índice
geral pode remeter para o índice de um volume determinado,
o diretório pode ter diversos níveis de classificação.

331
SOFTWARE
TRATAMENTO DE ARQUIVOS DIRETOS E INDEXADOS

se encontra a chave em seqüência alfa- No modo de acesso seqüencial tem-se Conceitos básicos
bética igual ou maior, e esta palavra cha- acesso aos registros em seqüência cres- 1
ve é cibernética. Na página onde achar- cente do valor da chave do registro.
mos cibernética encontraremos tam- No acesso direto, a seqüência de acesso
bém a palavra cobre, mas para que isso é controlada pelo programa. Organização
aconteça teremos que procurá-la lendo a Uma das desvantagens da organização encadeada
página em forma seqüencial. indexada é que, estando o índice armaze-
O arquivo seqüencial indexado substitui o nado em disco, é preciso realizar mais de A organização encadeada constitui outro
número de página pelos endereços dos um acesso ao disco para ler e encontrar método para organizar arquivos. Consiste
setores do disco, e as palavras chaves, o índice; com a organização direta, no em estruturar os blocos do arquivo para
pelas chaves do registro; quanto ao res- entanto, o índice pode ser lido e encon- que possam encadear-se entre si automati-
to, porém, é idêntico ao visto no exemplo trado em um único acesso, garantindo a camente. Os blocos dos registros consecu-
anterior do dicionário. rapidez da operação. tivos não precisam estar juntos uns dos ou-
A grande vantagem da organização inde- O quadro abaixo mostra um resumo das tros; é o sistema operacional que os enlaça
xada está no fato de que o sistema opera- diversas organizações possíveis de arqui- de forma automática. O encadeamento se
realiza com a ajuda dos ponteiros. Ponteiro
cional é que mantém o índice, e o progra- vo, com seus respectivos meios de aces-
é um campo de referência incorporado a
mador não precisa criá-lo. so e de armazenamento.
um registro ou bloco, que contém uma re-
ferência para saber a qual registro ou blo-
co é preciso ter acesso na seqüência. Por
meio de ponteiros sucessivos é possível
enlaçar registros ou blocos de registros.

Expansão de um arquivo
Define-se como área de expansão (over-
flow) de um arquivo magnético a parte do
arquivo que permite sua ampliação. Supo-
ARQUIVO ÍNDICE nhamos que um arquivo esteja completo e
que seja preciso incorporar a ele novos da-
dos; a única maneira de fazê-lo é situando
NÍVEL SUPERIOR NÍVEL INFERIOR
ACESSO CHAVE ACESSO CHAVE ARQUIVO DE DADOS
esses dados em uma área reservada pre-
01
li 064 001 viamente para esse fim, que recebe o no-
'e 2$ 002 me de área de overflow.
'9 003
20 004
A organização seqüencial não permite
02 áreas de overflow - só a organização de
arquivos encadeados. Na ilustração da
01
02
03
016
032
- 005

parte inferior da página 330 está represen-


048
151 tada uma seção de um arquivo encadeado,
0.0 064
10
152 com seus setores, blocos e registros. Essa
39
05 060
'53
seção divide-se em duas áreas: a área de
06 DEPOIS DE LOCALIZADO,
096 154 O BLOCO É LIDO NA arquivo principal e a área de overflow. Va-
07 11, () MEMÓRIA PARA CHEGAR
08 126
155
AO REGISTRO 155
mos encadear blocos de registros ao invés
151
40 de registros. A área de overflow do arquivo
09 44 '$7 irá aceitar dados (registros) que não po-
lo 160
II io dem ocupar, por falta de espaço, qualquer
12 92
252 dos blocos do arquivo principal.
2C 16
13 208 253
14 224
254
IS 200
25$
16
FFF

Sistema sequencial indexado de três niveis. O arquivo indice


de nivel superior remete a um nivel intermediário,
através do qual se chega a um nivel inferior Neste ultimo
caso se localiza a posição de registro procurada no arquivo de dados.

332
PERIFÉRICOS
MODEMS NACIONAIS

O
s modems mais econômicos e nica de modulação exclusiva, com fre-
populares são os adaptáveis à qüência portadora em 1700 H;:. Tipo de transmissão
linha telefônica pública ou pri- Os modems em FSK têm as seguintes
vada. Entre os que se enqua- freqüências: Dos modelos analisados, quatro têm
dram nessa categoria, disponíveis no transmissão assíncrona analógica, em
• UP 310— Canal 1: marca 930 Hz, es-
mercado brasileiro, estão os produzidos que cada caractere é enviado e sincroni-
paço 1180 Hz; canal 2: marca 1650 Hz,
pela Parks e pela Elebra, cujas principais zado individualmente. A série UP 2400S,
espaço 1850 Hz.
características são apresentadas aqui. da Parks, e as DS 2401 e DS 4801, da
Eles pertencem às séries UP 310, UP • UP 12 10 — Até 600 bps: marca 1300 Elebra, têm transmissão síncrona analó-
1210 e UP 2400S, da Parks, e DS 9601, Hz, espaço 1700 Hz; até 1200 bps: marca gica, que se caracteriza pela transmis-
DS 4801, DS 2401, DA 1201 e DA 1031, 1300 Hz, espaço 2100 Hz. são e sincronia de grupos de caracteres.
da Elebra. Em separado, na página 335,
• DA 1031 - Canal 1: marca 930 Hz, es-
são descritos os modems síncronos ban- Modos de transmissão
paço 1180 Hz; canal 2: marca 1650 Hz,
da base: UP 9600, da Parks, e DD 1921,
espaço 1850 Hz.
da Elebra. O quadro da página 334, no Embora o modo ce transmissão normal-
entanto, reúne todos os modelos. • DA 1201 - Até 600 bauds: marca mente utilizado seja o duplex (os dados
Esses modems obedecem às recomen- 1300 Hz, espaço 1700 Hz; até 1200 são enviados do computador ao periféri-
dações do CCITT (Comitê Consultivo In- bauds: marca 1300 Hz, espaço 2100 Hz. co e do periférico ao computador pela
ternacional de Telégrafo e Telefone) e às
práticas nacionais da Telebrás; estão ho-
mologados pelo Dentel para utilização na
rede telefônica brasileira.

Velocidade

A primeira distinção a ser feita entre os


modems é relativa à sua velocidade de
transmissão, medida em bits por segun-
do (bps). Essa variável determinará as de-
mais características do produto: técnica
de modulação, tipo e direção da trans-
missão dos dados e opcionais disponíveis
a cada modelo, entre outras. Os modems
de baixa velocidade transmitem no máxi-
mo 1200 bps. Os de alta, 2400, 4800,
7200 e 9600 bps. O modem síncrono analógico OS 4801, 0a Elebra, permite velocidades de
2400 e 4800 bps. No painel frontal, apre ;enta chaves de teste, Circuito
As velocidades de cada modelo apresen- local digital e de áudio, teste de lâmpadds, seletor de velocidade e
tado são: indicadores de taxa de erro, perda de pc rtadora e teste.
UP 310 e DA 1031: até 300 bps;
UP 1210 e DA 1201: até 1200 bps;
UP 2400S e DS 2401: 1200 ou 2400 bps;
T DS 4801: 2400 ou 4800 bps;
DS 9601: 2400, 4800, 7200 e 9600 bps.

1 Técnicas de modulação

A maior parte dos modems utiliza corno


técnica de modulação a FSK (Frequency
Shift Keying: modulação por deslocamen-
to de freqüência). Os tipos DS 2401 e [)S
4801 têm modulação em DPSK (Differen
tia! Phase Shift Keying: modulação por
deslocamento diferencial de fase) com
freqüência portadora de 1800 Hz. O DS
4801 apresenta, ainda, modulação em
QAM (em quadratura e amplitude), com Além dos modelos descritos no artigo, a arks produz o modem UP 1200/li,
com velocidade de transmissão (assincrcna analógica) de até 1200 bps,
1706 Hz de freqüência portadora, en- em modo duplex a quatro fios e semidup ex a dois. A modulação de seu
quanto na série DS 9601 a QAM é a téc- transmissor é em FSK,- as frequências sãq marca 1300 Hz e espaço 2100 Hz.

333
PERIFÉRICOS
MODEMS NACIONAIS

mesma linha), todos os modelos têm, co- Em condições semelhantes, os produtos


mo opção, o modo semiduplex, que tam- Interface Elebra têm como indicadores luminosos:
bém permite a transmissão dos dados terra de proteção, terra do sinal, dados a
nas duas direções, embora não simulta- A conexão do modem ao equipamento é t,ansmitir, dados recebidos, solicitação
neamente. Para a operação, utilizam dois efetuada através de interface RS-232C para transmitir, pronto para transmitir,
ou quatro fios da linha telefônica: com 25 pinos, conforme determinação modem pronto, ETD (equipamento termi-
UP 310: duplex a dois ou quatro fios; UP do CCITT. nal de dados) pronto, detector de sinal re-
1210 e UP 2400S: duplex a quatro fios ou cebido e seletor de freqüência da trans-
semiduplex a dois ou quatro fios; Indicadores do painel frontal missão.
DA 1031: duplex, semiduplex ou simplex
(transmissão apenas em uma direção) a Com ligeiras variações entre os modelos Alimentação
dois ou quatro fios: e as séries, os modems comercializados
DA 1201: duplex a quatro fios e semidu- pela Parks apresentam os seguintes indi- Todos os modems são apresentados em
plex a dois ou quatro fios; cadores luminosos no painel frontal: ali- modelo de mesa ou de gabinete. No pri-
DA 2401: duplex a quatro fios, semidu- mentação, teste, dados a transmitir e da- meiro caso, são alimentados por corren-
plex ou simplex a dois ou quatro fios; dos recebidos, portadora detectada, te alternada, tensão de 110 ou 220 V. No
DA 4801 e DS 9601: duplex ou semidu- pronto para transmitir, modem pronto e outro, por corrente contínua fornecida
plex a quatro fios. terminal de dados pronto. por fonte de alimentação comum.

PARKS ELEBRA

UP 310 UP 1210 UP 2400S UP 9600 DD 1921 DS 9601 OS 4801 DS 2401 DA 1201 DA 1031

Velocidade 300 1200 1200 1200 1200 2400 2400 1200 1200 300
de transfe- 2400 2400 2400 4800 4800 2400
rência: bps 4800 4800 7200
9600 9600 9600
19200

Modulação! FSK FSK DPSK codificação codificação modulação DPSK! DPSK FSK FSK
Codificação duobinária pseudoter- em quadra- QAM
modificada nãria com tura e am-
violação plitude
HDB3 (códi- (QAM)
go bipolar
de alta den-
sidade)

Tipo de assíncrona assíncrona síncrona síncrona sncrona síncrona síncrora sincrona assincrona assíncrona
transmissão analógica analógica analógica digital digital analógica analógka analógica analógica analógica
(em banda (em banda
base) base)

Modo de duplex, duplex, 4 duplex, 4 duplex, 4 duplex. 4 duplex, 4 duplex, 4 duplex, 4 duplex, 4 duplex, 2 ou
transmissão 2 ou 4 fios fios: semi- fios; semi- fios; semi- fios: semi- fios; semi- fios; sEmi- tios; semi- tios; semi- 4 fios; semi-
duplex, duplex, duplex, duplex, duplex, duplex. duplex, duplex, duplex, 2 ou
2 ou 4 fios 2 ou 4 tios 2 fios 2 ou 4 tios 4 fios 4 fios 2 ou 4 tios 2 ou 4 fios 4 fios; sim-
plex, 2 ou 4
fios

Interface RS-232C RS-232C RS-232C RS-232C RS-232C RS-232C RS-232C RS-232C RS-232C RS-232C

Alimentação
• versão de
mesa 110/220V CA 1101220V CA 110/220V CA 110/220V CA 110/220V CA 110/220V CA 110/223V CA 110/220V CA 110/220V CA 110/220V CA
• versão de
bastidor fonte CC fonte CC fonte CC fonte CC fonte CC fonte CC fonte CC fonte CC fonte CC fonte CC

Dimensões 7,5 x 24 7,5 x 24 7,5 x 24 7,5 x 34 10 x 25,6 14 x 22 14 x 23 10 x 25,6 10 x 25,6 10 x 25,6


x 35cm x 35cm x 35cm x 35cm x 34,5cm x 46cm x 46cm x 34,5cm x 38cm x 34,5cm
3,7 kg 3,7 kg 4 kg 3,7 kg 6,2 kg 6,8 kg 6,8 kg 6,2 kg 5,8 kg 5,8 kg

334
DA 1031, DA 1201 e DS 2401: idaptador diferenças. Há muita semelhança entre
Modelos das séries de voz, acesso à rede telefônica, respos- os componentes e entre as dimensões
ta automática, cartão extenso , extrator das caixas onde eles são fornecidos.
Cartões opcionais garantem às séries da tampa da caixa e extrator ce cartão. Para escolher o modelo adequado, o
apresentadas características diferentes DS 9601 e DS 4801: multiplex para qua-
do modelo original. usuário deve analisar antes as exigên-
tro portas com buffer e interfaca; alça re- cias concretas de sua aplicação. Por
UP 310: testes remotos, resposta ajto- mota digital ou de áudio, gerador padrão
mática e comutação manual dados/tele- exemplo: velocidade, necessidade de
de olho interno ou externo adaptador de chamadas simplex, semidupiex ou du-
fone.
voz: kit de cartões extensores: MB 1001 plex, utilização de duas ou quatro linhas
UP 1210: testes remotos, canal secundá- (ferragem para montagem err bastidor
rio, resposta automática, canal secundá- do cabo telefônico e os opcionais que lhe
padrão 19 polegadas) e fonte CA/CC. A podem ser úteis. Deve, também, avaliar
rio e resposta automática, e comutação série DS 9601 dispõe também c mostra- os problemas que o não-cumprimento
manual dadoa/tetefone, dor opcional com indicador alfanumérico dessas exigências poderá acarretar.
UP 241 OS, teste de alça a nível local e re- do modo de operação e veloci(lade. Após escolhido o modelo, uma pesquisa
moto, canal secundário, resposta auto- Por seguirem normas e pad ões pre- no mercado lhe indicará quais os fabri-
mática, canal secundário mais resposta estabelecidos, os modems destinados a cantes que oferecem melhores condi-
automática, e comutação manual mo- uma determinada aplicação, oi que têm ções de suporte e assistência técnica.
dem/telefone. a mesma velocidade, possuer i poucas M.A.J.

Banda base
1

Os modems band base transformam si-


nais analógicos ei 1 digitais, e transmitem
dados sobre distá icias curtas (média de
20 a 22 km) com ai velocidade. Nessa ca-
tegoria estão as s ies UP 9600 da Parks e
DD 1921 da Elebr
O UP 9600 transr ite de forma síncrona,
em duplex a qua o fios e semiduplex a
dois fios, com téc ica de codificação duo-
Uma versão especial do UP 1200/11 permite ligação em linhas binária modificad; e velocidade de 1200,
privadas ou discadas e transmite nas frequências do canal secundário 2400, 4800 e 960 bps. Pode ser ligado a
Isso faz com que ele seja um dos poucos modems nacionais que adaptador de voz, apresenta em seu pai-
permitem acesso ao sistema Videotexto nel frontal os inc cadores luminosos: ali-
mentação, teste, lados recebidos, porta-
dora detectada, c idos a transmitir, pronto
para transmitir e nonitor de qualidade de
dados recebidos.
O DD 1921 tambË n tem forma síncrona de
transmissão em c ipiex a quatro fios ou se-
miduplex a dois quatro tios, técnica de
codificação psei. loternária com violação
HDB 3 (High Den ity Bipolar Code: código
bipolar de alta dt isidade). Sua velocidade
pode ser de 12 0, 2400, 4800. 9600 e
19200 bps. No p tinel frontal apresenta os
seguintes indica( ores: alimentação, dados
a transmitir, dad )5 recebidos, pronto para
transmitir, detec or de sinal recebido, cha-
ves de teste par 1 alças digital remota, áu-
dio remota, digit local, áudio local e teste.
Opcionais: adaptador de voz, dispositivo de
alça remota dig tal e áudio, cartão exten-
- sor, extrator da tampa da caixa e extrator
de cartão.
Os dois modelo,, são fornecidos em versão
mesa, alimentailO por CA (110 ou 220 V), e
bastidor, por CC
0 D 1031, de Oaixa velocidade, permite a transmissão de ate 300 bits por
Tem transmissão assincrOna analógica nos modos dupiex e semidupiex
segundo. conexão de diversos opcionais, entre eles
a dois ou quatro fios, e permite a
adaptador de voz e o dispositivo de acesso a rede telefônica
o
MUND DA INFORMÁTICA
5 555 5
IS.. A INFORMÁTICA NAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

setor financeiro representa ções relaciona-se entre si. Utilizam, além mento de impostos, custódia, ampliações
hoje um dos maiores usuários disso, grandes bases de dados. Essas de capital, avaliações de carteiras, amor-

Q da informática. O motivo prin-


cipal é a melhoria da relação
custo/benefício: o contínuo decréscimo
funções costumam incluir operações tais
como contas correntes, cadernetas de
poupança, depósitos a prazo fixo, cartei-
ras de crédito, contas internas, ordens
tizações, etc.
As aplicações nas bolsas de valores com-
preendem ordens de compra e venda,
contratação, cancelamento de opera-
dos preços do hardware, em contraste
com o constante aumento de sua potên- permanentes de transferência, emissão ções, liquidação para clientes e agentes
cia. As aplicações da informática às insti- de avisos e recibos, contabilidade, extra- de câmbio e da bolsa.
tuições financeiras podem ser reunidas tos, balancetes, etc. Para que essas ope- Finalmente, cabe citar neste grupo OS
em três grupos principais: gestão finan- rações possam ser viabilizadas são em- aplicativos para gerir operações em moe-
ceira, processamento de documentos e pregados os grandes equipamentos cen- da estrangeira, licenças de importação e
depósitos e retiradas automatizados. trais, com enorme capacidade de arma- ordens de pagamento para o exterior.
A seguir trataremos de cada um desses zenamento em discos e terminais especí-
grupos em particular. ficos nas agências. Processamento de documentos
No caso de gestão não-integrada, utili-
Gestão financeira zam-se computadores menores, destina- Esse setor de aplicações vem sendo in-
dos a poucas funções, muitas vezes ins- corporado à gestão bancária com muita
A gestão financeira caracteriza-se pelo talados em vários locais. lentidão, devido à grande dificuldade de
emprego de teleprocessamento, em ge- Outra aplicação de gestão não-integrada tipo e fluxo de documentos para adaptá-
ral uma boa solução para bancos, caixas é o controle e execução das operações los ao processamento eletrônico. Hoje
econômicas e instituições similares. Os de prestação de serviços da instituição, em dia, contudo, o processamento de do-
aplicativos de gestão quase sempre são como criação de arquivos, previsões de cumentos encontra-se em desenvolvi-
integrados, isto é, a maioria de suas fun- vencimento, fusão de depósitos, paga- mento acelerado.

As caixas automáticas
descongestionam as
agências bancárias oferecendo ao cliente um
serviço durante 24 horas por dia e As agências bancárias
PfOP'c/ando
economia de mão.de .obra automatizadas São
dotadas de terminais específicos ligados
336 entre si através de equipamentos centra,s
Que dispõem de grandes bases do dados
Em geral, são utilizados documentos com classificadoras. Podemos ind jir nesse de carnês e o uso de 'dinheiro de plásti-
caracteres magnéticos (os cheques, oor grupo as aplicações COM (Com,)uter Out- co". Sua aplicação mais importante são
exemplo), para os quais são necessários put Microfilm), ou seja, as saídas de com- os cartões de crédito (cartões de plástico
equipamentos especiais que possibilitem putador para microfichas, que economi- com banda magnética), utilizados tanto
a gravação, leitura e classificação dos zam espaço no arquivo de cópias de do- em caixas automáticas abertas 24 horas
documentos. cumentos, extratos, etc. da ertidade fi- por dia como em terminais financeiros de
As duas principais aplicações nesse nanceira. O sistema COM perm te gravar auto-serviço. Alérr de colocarem dinhei-
campo são a carteira de valores e a câ- diretamente num microfilme uma infor- ro vivo à disposição do usuário, permitem
mara de compensação de cheques. mação armazenada em fita magnética, realizar muitas outras operações: trans-
evitando assim a geração de papéis. ferências, pagamentos, retiradas, pedi-
A carteira de valores se ocupa da captu- dos de saldo e extratos, etc.
ra, classificação, gestão, saída e reclas Meios de pagamento automáticos O sistema de maio futuro é a transferên-
sificaçào dos valores. cia eletrônica de findos (TEF), que se en-
As entidades brasileiras de créd to come- carrega da coordenação de três elemen-
A câmara de compensação processa os çaram a usar os meios de paganento au- tos: instituição financeira (banco ou caixa
cheques, recibos, etc. de clientes pró- tomáticos em data muito recente, razão econômica), ponto de venda (varejo ou
prios ou de outras entidades, numa ope- pela qual ainda não alcançarari o mes- grandes lojas) e consumidor (cliente dos
ração conjunta de todos os bancos. mo nível que outros países, embora es- dois anteriores). Ao efetuar uma compra
ses recursos estejam sendo desenvolvi- com seu cartão de crédito, o cliente reali-
É necessária a marcação desses docu- dos muito rapidamente. Incluem, entre za, automaticamente, no banco ou na
mentos em caracteres magnéticos (em outros, o intercâmbio de dados em supor- caixa, a transferência da importância
código CMC-7 ou OCR) e sua posterior tes magnéticos, a entrada atiavés de gasta de sua conta para o estabeleci-
classificação por intermédio de leitoras- transferência, a emissão e distribuição mento, através do terminal de caixa.

Os terminais de ponto de venda permitem


Nos bancos com setores de informática realizar autcrnatiCamente a transferência
QltlÇ0S as leitoras-classificados do valor de ima compra da conta do cliente
para a do e ;tabeleCimeflto vendedor.
as AenUas ,
'ç a
suporte magné~,0-
gravada em
ABC APLICAÇÕES
"ir ir
G I PACOTE DE ELABORAÇAO DE GRÁFICOS GPP

ntre os aplicativos mais utiliza- O aplicativo GPP é voltado para a produ- e rornan (sentado): todos podem ser ain-

E dos em microcomputadores do- ção de textos de slides e transparências, da do tipo reto ou inclinado.
tados de um dispositivo de saída além de gráficos de três tipos básicos, 3. Quatro cores de canetas: preto/mar-
gráfica de alta resolução, como em um HP 85 acoplado a um plotter: tom, vermelho/laranja, verde e azul/viole-
vídeo e/ou plotter, estão os sistemas de ta.
• gráficos de linhas (une chart): 4. Quatro tipos de realces: normal (sem
elaboração de gráficos científicos ou de
negócios. Um aplicativo desse tipo geral- • gráficos de barras (bar chart): realce), centrado, sublinhado e centra-
mente permite a criação e modificação o/sublin hado.
• gráficos de seções circulares (pie chart).
rápida de diversas modalidades de gráfi- . Seis tipos de hachuras de barras, des-
cos mais usados, como histogramas, cur- Para a elaboração desses gráficos, o de barra vazia até barra cheia.
vas, etc., sem a necessidade de saber usuário dispõe de uma ampla gama de 6. Trinta caracteres especiais, inclusive
programação. O usuário precisa apenas opções quanto às características dos quase todos os disponíveis no teclado,
fornecer ao computador, através de um seus elementos componentes: além de letras gregas e símbolos mate-
protocolo padronizado para cada tipo de 1. Nove tamanhos de caracteres. rnáticos especiais. Esses caracteres são
gráfico, os dados brutos, os rótulos e va- 2. Seis fontes de caracteres: normal (se- J igitados com o acionamento da tecla
lores a figurarem nos eixos respectivos, melhante ao Polygon Elite), arredondado ONTROL.
legendas, etc.
Omicrocomputador pessoal e técnico-
científico HP 85, comercializado desde Aplicativo: Graphics Presentation Pac HP 85
1979 no Brasil, pela Divisão de Sistemas Computador: Hewlett-Packard HP 85 e HP 8513
da multinacional de origem norte-ameri- Configuração: unidade central completa, ROM para plotter,
cana Hewlett-Packard, conta com um pa- plotter digital HP 7225, HP 7470, HP 7475, ou HP 9872,
cote de elaboração de gráficos denomi- interface HP-113
nado Graphics Presentation Pac (GPP) Sistema operacional: próprio do HP 85
Originalmente desenvolvido para atuar Memória necessária: 16 kbytes
em conjunto com os plotters das séries Suporte: dois cartuchos de fita HP 85
722x e 987x, pode também funcionar Documentação: manual de 58 páginas, em inglês
com os plotters mais baratos da linha Produção e distribuição: Hewlett-Packard do Brasil
747x, ideais para aplicações de pequeno
porte.

Características do aplicativo
FUNÇÕES PRINCIPAIS DO APLICATIVO GPP HP 85
O sistema GPP explora extensamente as
Função Descrição
características de elaboração gráfica,
próprias dos microcomputadores da li- 1 Texto
nha 83/85/86 da Hewlett-Packard, tais co- ADD TXT, DEL TXT, MAKE TXT Adiciona, suprime, produz, edita ou lista textos
mo vídeo de alta resolução (256 x 192 EDIT TXT, LIST TXT, MOVE TXT e movimenta blocos de texto
pontos), impressora térmica embutida 2 .Slides
com capacidade de copiar gráficos da te- DEL SL, EDIT SL, LIST SL, Suprime, edita, lista, plota, armazena e carrega
la e possibilidade de acionamento direto PLOT SL, SAVE SL, GET SL gráficos em fita
de plotters digitais multicoloridos. 3-Legendas
ADD LEGEND, DEL LEGEND, Adiciôna, suprime, edita legendas em gráficos
EDIT LEGEND múltiplos
EDIT LBL, EDIT TITLES, Edita rótulos, títulos ou rótulos nos
EDIT X-AXI5, EDIT Y-AXIS eixos dos X e dos
4.Dados
ADD SLICE, DEL SLICE, EDIT Adiciona, suprime, edita e move segmentos de
SLICE, MOVE SLICE, EDIT um gráfico circular, ou edita dados
DATA
5.Controle
NEW SOR, COPY SCR Limpa tela, copia tela na impressora
PLTFAST, PLTFNL
STOP PLT, END PROG Plota cópia de trabalho (rápida) e plota cópia final
Interrompe um pJot ou O
SHOWX,y prO9rjfla
A
tela do microcomputado[ pessoal e EXIT Mostr
c/er7f,f,co HP 85. da Hew/ett.paCk8,,d coordenadas do Cursor na tela
Usada extensamente pelo aPI/cal/vo GPp Para
Organiza, os d/feren105 tipos de
Aband na Procedimento
e vOlta ao
menu
7. Seis tipos de linhas. microcomputador e de se o usuário de- Os gráficos de linhs também podem ser
Com alguns modelos de piotter, as penas seja armazenar os gráficos produzidos simples (uma só linha quebrada, ou polí-
podem ser mudadas automaticamente: em fita para irnpn ssão posterior Uma f i- gono aberto) ou m'Itiplos (várias linhas
com outros, aparece na tela uma mensa- ta contém até 75 gráficos, e um Jiretório diferenciadas por cor ou tracejamento).
gem para o usuário, indicando a necessi- (lista de gráficos) pode ser exibico ou im- Até seis linhas diferentes podem ser colo-
dade de troca no momento apropriado presso. Em segui da, aparece o menu de cadas no mesmo gráfico.
A operação do aplicativo é bastante fácil, funções que corr espondem aos tipos de Os gráficos de seções circulares não po-
através de menus indicados na tela, cu- gráficos que pOdE m ser elaborados. dem ser múltiplos, mas até dois gráficos
jas opções são acionadas através ca Os gráficos de b arras são histogramas circulares podem ser produzidos lado a
pressão de teclas funcionais especiais, simples ou múltipi os, em posição vertical, lado. As seções circulares (até 25, mas
programáveis, de que o HP 85 dispõe. rotulados. Estes iltimos podem ser do ti- idealmente em torno de 6) são legenda-
po agrupado (ba riras diferenciadas por das e diferenciadas por cor ou hachura-
Tipos de gráficos cor ou hachurad , lado a lado), ou seg- do e podem ser "explodidas" (isto é, par-
mentado (barras livid idas em seç mentos cialmente afastadas do gráfico), para
A operação inicial do sistema exige a de- diferenciados). P()dem ser definhas até efeito de realce.
claração do tipo de plotter em uso com o 25 barras/legendE s no eixo dos >.. R.M.E.S.

RELATORIO DA BOLSA
Para a Companhia XYZ CANAIS DE DISTRIBUIAO
125

100

'5
-

50

- i'sro r'rONAL 5

- - — ErOs DE czsRQA AILJSTALVS

EXPORTACAO 24%
t5 1970 1973 1900

Os gráficos de curvas ou linhas podem Até dois grátic)s de seções circulares


o
ser simples, com uma só linha quebrada ou (pie charts) poem ser produzidos lado a
com um poligono aberto, ou então múltiplos, lado. As seçõe; são legendadas e
com diferenciação por cor ou trace/amento. diferenciadas j ar cor ou hachurado.

Lonais de Distribuicao
uUü

RIO
800

91

MINAS
600

OUTROS

- 400
"A
200

1976 1977 1979 1979 1980

Os gráficos de barras podem ser agrupados, O p/otter HP 74:0 é uma máquina de baixo
com diferenciação por cor ou hachurado, custo, com duas penas ihtercambiáveis.
ou então segmentados, com barras divididas Com ele e com ) software GPP podem ser
em segmentos diferenciados. produzidos gráfi. os rnulticoloridos.

339
APLICAÇÕES
PROGRAMA

Título: Letreiro esquerdo ficará posicionado na localiza- cia RETURN, obtém-se a volta ao modo
Computadores: compatíveis com o ção do cursor. O programa solicita o gráfico.
MPF li (modelo nacional: TK 2000) comprimento e a largura do quadro, que - realiza o mesmo que o comando T, só
Memória necessária: 8 kbytes devem ser digitados como números intei- que o texto é traçado em modo inverso
Linguagem: BASIC ros, separados por vírgula. na tela.
M - traça uma moldura (bloco vazio), com Depois que um texto com caracteres es-
a cor e a posição indicadas pelo cursor. tiver colocado na tela, deve-se evitar pas-
Esse programa permite a elaboração de
O restante funciona como no caso do co- sar com o cursor sobre eles, pois isso os
letreiros, gráficos simples, cartazes, le-
mando O. apagaria. A tela tem dimensões de 40 x
gendas, quadros, etc., na tela de vídeo de
T - passa a aceitar um texto qualquer, di- 40 pixels. Por misturar texto e gráficos na
um microcomputador ligado a um recep-
gitado pelo teclado, e a escrevê-lo em tela de baixa resolução, este programa
tor doméstico de televisão ou um monitor
modo normal, a partir da posição do cur- não pode ser adaptado para outros com-
em cores. Através de comandos simples,
sor (este não se desloca, permanecendo putadores da linha Apple ou compatíveis.
de apenas uma letra, o usuário pode
na oosição inicial). Pressionando-se a te- R.M.E.S.
construir, em qualquer ponto da tela, blo-
cos coloridos, molduras, linhas, etc., as-
LL'TREI {) 180 IF X<W 111F14 X"
sim como textos em modo direto ou in- 182 IF X>39 'IHEI4 X = 39
verso. Dessa maneira, compõe-se uma 185 0Y10 196
190 1-Ti < O IHEI4? = O
ilustração, que depois pode ser fotografa- lg REM ---- LE=IM l.PrO 195 ITi > 39 TREM Y = 39
da diretamente da tela, com um câmara 30 RIi ---- (C) 1984 R. SPBB.ATINI 196 IF FL = 1 7HEN XYID 198
40 REM 197 COLOR = CL:PIØF XL, YL
de 35 mm ou polaróide. Portanto, o pro- 50 GR: COLOR = O 198 LIII CL = SCR N (X,?):(-OLOR = C:
grama Letreiro é ideal para a confecção 55 LET FL = 0:X = 0:? = O PLUF X, ?
56 LEr (( = 39:(Ji 39:(XEUB 815 199 LM' XL = X : LET YL =
rápida e fácil de diapositivos coloridos, ,60 LEF XL = 1:YL 1:C = 3:(XTIt) 196 200 (D'lO 100
para uso em palestras, aulas, apresenta- 100 GFT A$:A = ASC (A$) 500 LE'T YT = Y/2 : Xl' = X+1
105 IF A$ = "C" 111E2'1 IXSUB 850:cXYIU 510 HTAB XT:IJrAB ?T
ções, etc. Ao se executar o programa pe- 100 515 GET A$:IF ASC (A$) = 13 'I}{EN I'IJR
la primeira vez, aparece um retângulo 110 IF A$ = "Q" 'fllE2'1 GGUB 600:071D MAL: RE=
100 516 IF ASC iA$i = 8 11-1114 XT = XT-1
branco no canto superior esquerdo da te- 115 IF A$ = M" 'fl-IEN GOSM 650:GclIO tiTIO 510
la: ele é o cursor, que indica o posiciona- -100 520 PRINT A$:XT = )T+1
120 IF A$ = "T" 'IIIEI'i LSUB 500:GIFO 525 (XflD 510
mento atual das coordenadas horizontais 100 600 LEI' Ti = 0: (D'lO 750
125.IF A$ = 'B' 111E2'i COLOR = C:Ti 650 LET Ti = 1
e verticais, e que será usado por vários
1:X = O:? = O:(XSUB 815:X = XL:? 7 50 IITJIB 1:UTN3 23
dos comandos disponíveis. O cursor pode = YL:GIYID 100 800 INPIJF "CUIPRIMENIO, LÀWLRA:";QX,Q
130 IF A$ = 'H" I1IJi3'I }IOME:035t) 55
ser movido pela tela usando-se as teclas 140 IF AS = '1 1= INVEIE:(XUB 810 IF QX<1 OR QY<1 OR X+QX>3
t , , .- e - . Para mudar a cor 500:cX01 ID 10 9 011 YsQi>39 '1H124 (1710 750
145 IF A$ = "F" '11*24 C)LOR = C:Ti = 815 IF Ti = 1 7H124 tiYIO 840
do cursor, presssiona-se a tecla C e em = O:? = 0:(XSUB 815:X = XL:? 820 FOR 1 = ? TCli+QY
seguida digita-se um número entre 0 e 6 = YL:IXYIO 100 830 IILIN X,X-+QX AT 1
150 IFA= 11211E24Y =Y-1:IXTI'O 1 835 MDII 1: CL = C : (1710 900
(cada um deles correspondendo a uma 90 840 IILIN X,X-#QX AT ?:FILIN X,X+QX
cor). Para traçar uma reta com a cor 155 IF A = 113 7*24 Y = Y+1:OYID 1 AT Y+Q?
90 847 LET CL = C:CUID 900
atual do cursor, pressiona-se a tecla FI- 160 IF A = 8 THE2'J X = X-1:IXYID 180 850 1YI'AB 23 :HTP,B 1: INPIJT 'COR 10— 7
RE e movimenta-se o cursor na direção 165 IF A = 21 111114 X = X+1:OYI'O 18
O 855 IF C<0 011 C> 7 'IHEI'J clYlo 850
desejada. Para parar de traçar, pressio- 166 IF A< >46 1IIEI4 = 100 857 OJLOR = C:PLOT X,Y
na-se FIRE novamente. Assim, esse mo- 170 IFFL= 17IIENFL= 0:aY1D 10 900 FITAR 1:IJFAB 23:PRtWl SPC(39):
172 IF FL = O 11IE14 FL-
-1 E'11J119
do pode ser usado também para apagar 175 tinO 100 999 E2'ID
trechos da tela: basta selecionar a cor do
fundo antes.
Os seguintes recursos são disponíveis,
através de comandos:
IA DE L1WOR11AtICA. ABRIL:

F - preenche o fundo da tela com a cor


r,.
designada pelo cursor.
B - traça uma moldura (borda), na cor in-
dicada, ao redor da tela.
riir-i' .jct
H - volta o cursor à posição home (no
lj.i iii TÍaIFH1iJ.T"I'Ii"1
canto superior esquerdo da tela) e limpa "7rTr
ZÉM
todo seu conteúdo.
C - seleciona a cor do cursor. A seguir, di
gita-se um número entre O e 5. O programa Letreiro possibilita a elaboração Desenhos complexos podem ser
Q - traça na tela um quadro (bloco cheio) rapina e tacil de qualquer tipo de ilustração
tia çados com facilidade, o que torna a utilização do
com a cor do cursor, cujo canto superior em cores, contendo gráficos de baixa
resolução e textos. programa Letreiro um Passatempo divertido
e instrutivo para crianças.
140
100 INFORMÁTICA BÁSICA
000
001. CIRCUITOS LÓGICOS (3)

(CAM, Computer Aided Manufcturing);

N
os dois últimos capítulos exa- Para dominar essa tecnologia, seria ne-
minamos os principais compo- com eles tornou-se possível abodar pro- cessário estudar várias matérias que não
nentes dos circuitos lógicos: blemas de difícil solução. Já se pde falar podem ser incluídas numa obra de cará-
portas lógicas e biestáveis. de uma metainformática (inforrrática da ter básico. Contudo, daremos a seguir al-
Neste artigo vamos analisar as etapas informática): no projeto de novos compo- gumas noções elementares sobre cada
necessárias para projetar um circuito nentes para computadores empregam-se uma das quatro etapas.
que realize uma tarefa determinada. os próprios computadores.
Todos esses avanços, tanto da tecnolo- Diagramas de estados e tabelas
Ferramentas para projetar gia de fabricação quanto de projeto, não de transição
circuitos lógicos reduziram a importância do trabalho hu-
mano na produção de novos circuitos. O primeiro passo nicessário para proje-
As atuais técnicas para a fabricação de Para projetar totalmente um circiito lógi- ta um circuito lógico consiste em des-
circuitos integrados em larga escala co, são necessários quatro passos ce re- crever claramente a função que ele deve
baseiam-se na fotolitografia. A tecnologia lativa complexidade técnica. desempenhar, ou seja: quantas entradas
de fabricação evoluiu muito rapidamente, possíveis tem, que saídas deve produzir
solucionando os problemas surgidos ca • Realização do diagrama de estados e em cada caso e quais serão os estados
necessidade de trabalhar com elementos das tabelas de transição. internos. Deve-se elaborar o chamado
muito pequenos. Desenvolveram-se sis- • Atribuição de estados. diagrama de estados, que consiste em
temas de projeto com o auxílio de compu- • Estabelecimento das equações de apli- um gráfico com todos os possíveis esta-
tador (CAD, Computer Aided Design) e cação. dos internos e a maneira pela qual se
sistemas de fabricação com computador • Projeto final do circuito. passa de um a outro O diagrama de esta-

Antes de se passar ao processo de gravação, é preci


verificar a dist ibuição dos componentes sobre
uma reproduç o da máscara, ampliada
quinhentas vezes ou mais.

Durante a fase de lotolitogra fia. um simples grão de poeira, Diagrama de e tados e tabela de transições de um reg stro de
depositado sobre a superfície do material semicondutor, deslocamento ce 3 bits. Para passar de um estado
pode inutilizar alguns circuitos. Essa fase é executada em ao seguinte deve-se aplicar um 1 lógico à entrada.
condições ambientais muito controladas. Se aparecer urr O, o estado se manterá.

341
INFORMÁTICA BÁSICA
CIRCUITOS LÓGICOS (3)
dos é um desenho com todos os estados gistro de deslocamento de três posições. possíveis estados internos determinados
internos representados por círculos. De Temos uma única entrada, que poderá na etapa anterior. Continuando com o
cada um desses círculos, e para cada en- ser O ou 1. Se o estado interno inicial é exemplo do registro de deslocamento do
trada possível, parte uma flecha até o es- 'X, Y, Z, a saída será 'X, Y, Z" para a tópico anterior, no qual teríamos três es-
tado final ao qual o circuito chega depois entrada O, e Y, Z, X" para a entrada 1. tados internos distintos, vemos que são
de aplicar-lhe uma entrada. Sobre a refe- Só podem existir três estados internos: necessários dois biestáveis. Quando am-
rida flecha anota-se também a saída que l0"X,Y,Z",l1E 11Y,Z,X'el"Z,X, bos contiverem valor O, estaremos no es-
o circuito produz. Uma vez representado Y", e o diagrama de estados e a tabela tado l; se o primeiro valer O, e o segun-
o diagrama de estados, torna-se simples de transições serão os da ilustração da do, 1, o estado interno será o 1.: se o pri-
construir a tabela de transições. Nela po- página 341. meiro valer 1, e o segundo, O, estaremos
demos distinguir duas partes: na primei- em L: se ambos valerem 1, teremos um
ra, representam-se todos os estados in- Atribuição de estados estado vazio ou inatingível. Em geral, pa-
ternos com todas suas possíveis configu- ra representar m possíveis estados, se-
rações de entrada; na outra, indica-se o O passo seguinte a ser dado na elabora- rão necessários n biestáveis, sendo n tal
estado que resulta de aplicar cada confi- ção do projeto de um circuito seqüencial que 211 ' m e as 211 - m últimas combi-
guração de entrada ao estado interno é a determinação do número de biestá- nações representarão estados vazios.
correspondente e a saída produzida. veis necessários para o funcionamento Uma vez atribuídos os estados às combi-
Suponhamos que se quer projetar um re- do circuito. Esse número depende dos nações de zeros e uns, podemos cons-

DE CONFIGURAÇÃO
CONFIGURAÇÀO ESTADO
01 02 03 0-2 °,,-i
lo O O O O O O

2 1, O O O O O

2 O O O O

I O O O .2

i (T+1)' ( 02( T) A E1V(01 Ti AE) 2 'iO A EvÓ1 A02 AE'


(Ti-li (Ti (Ti (Ti

Com 'n" biestáveis, temos duas configurações possíveis. Na Obtenção das equações de funcionamentos do mesmo
fase de atribuição de estados determina-se a qual registro de deslocamento, mediante o emprego
dessas configurações corresponde cada um dos estados do das tabelas de Karnaugti (ver no texto a parte sob
circuito que se quer projetar. o titulo nquooçlIP.s d,-o or'caç4o

INSTANTE INSTANTE

01 03 01 02

Uma vez obtidas as equações de aplicação do circuito, Circuito completo, antes da fase de encapsulamento, de um
é preciso (está/as construindo a tabela
microprocessador de 16 bits. Seu tamanho real
de transições. Nesse caso estão corretas, pois a tabela
coincide com a que se queria implementar. e de alguns milímetros qadrados, nos quais se alojam
vários milhares de transistores
342
fruir a tabela de transição completa, ape- A descrição completa de qualquer dos
Glossário
nas substituindo os termos 1 pela configu- métodos é complexa e foge ao; objetivos
ração que tenha sido associada a eles. desta enciclopédia. De qualq ier modo,
na ilustração superior, a direiti, da pági-
Para que servem o. sistemas
Equações da aplicação na 342, apresentamos, a títulc de exem-
CAD/CAM?
plo, o cálculo das equações da aplicação
Para cada um dos elementos °1 da tabela para o projeto de um registro de desloca- Sua aplicação aJxilia tanto no projeto
de transição completa, deve-se calcular mento de três posições. quanto na fabricai;âo de circuitos integra-
sua equação característica, isto é, a ex- dos em larga escala. Permitem trabalhar
pressão que nos dá o valor de O no ins- Projeto final do circuito com telas gráficas, nas quais aparecem
tante t + 1, em função de todos os ele- ampliados os projitos dos circuitos.
mentos Q... 0,,, no instante t, e da entra- o último passo consiste na escolha dos
da E. Ê possível aplica um sistema CAD/CAM
biestáveis necessários segund) as equa-
Existem diversos métodos para calcular a outros problen- is que não o projeto e
ções de aplicação. Essa etapa Jo projeto
a fabricação de (ircuitos?
as equações que caracterizam a aplica- é a menos matemática as técnicas de
ção, mas o mais comum talvez seja o das projeto para se conseguir um circuito Na verdade, as a )licações dos sistemas
tabelas de Karnaugh, já visto em capítu- perfeito apóiam-se, sobretudo na expe- CAD/CAM são mi ito variadas. Eles tam-
los anteriores. riência do projetista. bém podem ser utilizados para resolver
questões de proje o e fabricação de com-
ponentes não-eletônicos, como peças de
aviões, prédios, et

Em que consiste a fase de projeto cha-


INSTANTE INSTANTE mada diagramas te estado e tabelas de
T T+1 transição?

Corresponcie ao pr meiro contato com a ta-


refa que o circuit( realizará. Seu objetivo
E 51 52 S3 final é representa' graficamente, sob for-
1 2 °1 °2 ma de tabela, o fui cionamento do circuito.

r
Que função é real zada durante a fase de
o o o o o X )/
atribuição de est dos?
10
Nessa etapa do projeto de um circuito lógi-
O O 1 O 1 Y Z
o co determina-se c número de biestáveis
que serão utilizadc e atribuem-se os esta-
O 1 O O 1 Y Z dos necessários, conforme a tabela de
transições.

O 1 1 1 O Z X O que são as eqi ições da aplicação?


1
São funções boole, nas de dois tipos de va-
1 O O 1 O Z X riáveis: os estados internos e as entradas
para o circuito. Co:n elas se representam
12
os estados de um nstante t + 1, em fun-
1 O 1 O O X Y Z ção dos estados e (ia entrada no instante t.
{

10 Em que consiste a última etapa do pro-


ESTADO jeto de um circuito?
INÚTIL
1 1 1 *** Nessa etapa escolhem-se os biestáveis
que serão utilizados e determinam-se as
equações de entrada e saída do circuito.

Matriz de transições completa para o registro de deslocamento


de 3 bits. Na área esquerda aparecem todas as possíveis
configurações de estados e entradas; na direita, as saidas do
circuito e o estado a que se chega em cada um dos casos.

343
INFORMÁTICA BÁSICA
CIRCUITOS LÓGICOS (3)

Conceitos básicos
1 CÓDIGO EBCDIC (IBM)
BITS BtTS 7654

Códigos 3210
0000 0001 0010 0011 0100 0101 0110 0111 1000 1001 1010 1011 1100 1101 11101111
alfanuméricos (II) NUL DS
0000 DLE SP . {
0001 SOH DC1 SOS a A J 1
Apesar de o código ASCII ser o mais difun-
0010 STX DC2 FS SYN b s B K S 2
dido para representar caracteres alfanu-
0011 ETX DC3 c t C L T 3
méricos, algumas empresas de computa-
0100 PF RES BYP PN d u D M U 4
dores criaram seu próprio código.
0101 HT NL LF RS e v E N V 5

coCL
É comum também que os códigos alfanu-
0110 LC BS EOT/ETB VC f w F O W 6
méricos sofram pequenas alterações ao
0111 DEL IL PRE/ESCEOT g x G P X 7
serem utilizados em países com alfabetos

Cr
distintos.
1000 CAN h y H O Y 8
1001 RLF EM 1 z 1 A Z 9
Por exemplo, no Brasil e em Portugal subs-
1010 SMM CC SM 1 *
tituíram-se alguns dos códigos menos utili-
1011 VT < $
zados, para poder representar caracteres
1100 FF IFS DC4
próprios da língua portuguesa, como o -Ç-
1101 CR IGS ENO NAK ( ) -
ou o símbolo Cr$" em vez de "$", etc.
1110 SO IRS ACK + : > =
Seria longo e inútil descrever todos os có-
1111 SI lOS BEL SUB 1 ?
digos existentes. Ao lado aparece, no en-
tanto, uma tabela com o sistema EBCDIC
da IBM, por ser ele, depois do ASCII, o
CÓDIGO EBCDIC(IBM) SIGNIFICADO DAS
mais difundido. Esse código utiliza 8 bits e
ABREVIATURAS
deixa sem uso várias das 28 = 256 confi-
gurações. A numeração dos bits, da mes- ABREVIATURA SIGNIFICADO ABREVIATURA SIGNIFICADO
ma forma que no código ASCII, é da direita
para a esquerda e começa pelo zero: NUL Nulo C:AN Cancelamento
SOH Início de cabeçalho EM Fim do meio de dados
STX Início de texto C:C Controle de cursor
7 6 5 4 3 2 1 10 ETX Fim de texto FS Mudança de separador
de arquivo
PF Fim de perfuração IGS Mudança de separador
de grupo
HT Tabulação horizontal IRS Mudança de separador
de registro
LC Minúsculas Mudança de separador
de unidade
DEL Supressão DS Seletor de dígitos
RLF Mudança inversa SOS Início de significado
de linha
SMM Inicio de mensagem FS Separador de arquivo
manual
VT Tabulação vertical BYP Desvio
FF Página seguinte LF Mudança de linha
CR Retrocesso do carro EOB/ETB Fim de bloco/Fim de
bloco de transmissão
SO Fora de código PRE/ESC Prefixo de escape
SI Em código SM Colocar em modo
DLE Ativa transmissão ENO Pergunta
DC1 Controle de dispositivo ACK Aviso de recepção
auxiliar 1
DC2 Controle de dispositivo BEL Sinal audível
auxiliar 2
DC3 Controle de dispositivo SYN Sincronismo de repouso
auxiliar 3
RES Reposição PN Início de perfuração
NL Nova linha AS Separador de registro
BS Retrocesso 'JC Maiúsculas
IL Inativo EOT Fim de transmissão
DC4 Controle de dispositivo EUB Substituição
auxiliar 4
NAK Aviso de recepção SP Espaço
negativo

Significado das abreviaturas utilizadas no código EBCDIC

344
HARDWARE
MA=
m dos microcomputadores mais placas de expansão, com as mais diver- um dos conectores urna placa de circui-

U antigos e de maior sucesso no


mercado norte-americano é o
Apple que, de certa forma, foi o
precursor de muitos dos novos conceitos
de processamento de dados, como o uso
sas funções e recursos. A parte le ROM
da memória do Maxxi ocupa cerca de 12
kbytes; contém, além do sistema opera-
cional (monitor), a linguagem BISIC. A
outra parte, de RAM, pode chegar, na
tos contendo o microprocessador Z 80
que, além de incorporar mais memória
RAM, pode ser opErado com o sistema
operacional CP/M, muito usado em mi-
crocomputadores cie maior porte e que
pessoal, tanto doméstico como no papel própria placa principal, a 48 kbyts, inici- apresenta um grance número de progra-
de ferramenta de apoio à decisão nos ando-se com 16 kbytes, resultndo no mas para aplicações comerciais. A me-
mais diversos tipos de empresa. Devido a máximo de memória que o microproces- mória RAM adicionada pela placa do Z 80
esse sucesso, vários fabricantes brasilei- sador pode endereçar diretamE nte, 64 se sobrepõe à memória ROM, que so-
ros procuraram produzir equipamentos kbytes. Graças à placa de expansão e ao mente pode ser usada pelo 6502, resul-
compatíveis com o Apple, permitindo a endereçamento com auxílio de s )ftware, tando em 64 kbyte$ de memória RAM,
utilização de uma das maiores bibliote- a memória RAM pode ir até 128 kbytes. disponível ao CP/M. O Maxxi possui qua-
cas de software aplicativo disponíveis rio Como todos os micros da linhacem Ap- tro entradas analóg cas para conexão de
mercado internacional. Por ser equipa- ple, o Maxxi pode ser operado com um controladores de jicgos (joysticks); sem
mento há muito tempo no mercado norte- segundo microprocessador, ligar do-se a necessidade de inte faces adicionais, p0-
americano e que inicialmente enfrentou
pouca concorrência, o Apple tem progra-
mas desenvolvidos para ele nas mais di-
versas áreas, desde lazer até aplicações
mais sofisticadas, como inteligência arti-
ficial; atualmente, o catálogo de todo o
software compatível com micros da linha
Apple soma vários milhares de títulos di-
ferentes em todo o mundo.
OMaxxi foi um dos primeiros microcom-
putadores nacionais compatíveis com Ap-
ple (Apple II e Apple II Plus). É fabricado pe-
la Polymax, empresa sediada em Porto
Alegre que fabrica também micros de
maior porte, para aplicações comerciais.
O Maxxi é considerado um microcomputa-
dor de uso pessoal doméstico ou para apli-
cações empresariais como ferramenta de
trabalho e de apoio a decisões.

Unidade central

O Maxxi acompanha a mesma filosofia


do Apple, facilitando o acesso do usuário
aos circuitos internos. Apesar de ter uni
design um pouco diferente dos outros mi-
cros dessa família, que usam exatamente
o mesmo formato de gabinete do Apple, o
Maxxi tem a parte eletrônica igual à do
original norte-americano. Seu gabinete,
de desenho um pouco modificado, possui
uma tampa que pode ser removida facil-
mente, dando acesso à placa de circuitos
e aos conectores de expansão.
Baseado no microprocessador 6502, o
Maxxi opera numa freqüência de relógio
de 1 MHz. O usuário tem à sua disposi-
ção oito conectores (s/ots) onde pode co-
locar expansões de memória, interfaces
de impressoras e acionadores de disque- 0 Maxxi foi um dos primeiros microcompu 'adores de fabricação
brasileira totalmente compativeis com os i'iodelos Apple
tes; pode também adicionar outras lin-
norte-americanos (Apple li e Apple II Plus) Graças a seus oito
guagens e um conjunto muito grande de conectores, pode ser configurado de divem ;as maneiras.

345
HARDWARE
MAO
de ser ligado ainda um gravador cassete, sária para se usar televisor comum. Pode res disponíveis se reduz para seis, duas
como unidade de memória auxiliar. ser usado um monitor especial de fósforo delas com duas tonalidades diferentes.
Dependendo da quantidade de placas de verde ou um televisor adaptado para en- A tela de textos padrão é composta por
expansão colocadas no Maxxi, pode ha- trada direta no vídeo. Com uma placa de 24 linhas de 40 colunas com caracteres
ver necessidade de uma ventilação for- circuitos ligada a um dos conectores, po- somente maiúsculos. A operação com te-
çada, para evitar problemas de aqueci- de-se gerar o sinal de RF, que permite a la de baixa resolução gráfica tem 40 x 48
mento. Esse trabalho é realizado por um ligação direta na antena de um televisor ou 40 x 40 pontos gráficos, sendo que
pequeno ventilador acoplado ao lado da comum. Uma das características de des- nesta última composição o usuário tem
fonte de alimentação, pela parte externa taque dos microcomputadores que utili- quatro linhas de texto na parte inferior da
do Maxxi. A chave liga/desliga do Maxxi é zam o microprocessador 6502 é a capa- tela. Em alta resolução pode-se acessar
localizada no canto direito da face supe- cidade de gerar cores, tanto em saída de 280 x 192 pontos gráficos na tela inteira
rior em vez de estar no painel traseiro, monitor de vídeo como em televisor co- ou 280 x 160 pontos gráficos com quatro
como em outros modelos da família Ap- mum. Ao todo, podem ser geradas dezes- linhas de texto. Em alta resolução, o Max-
ple. Na parte traseira, encontram-se os seis cores, produzindo imagens coloridas xi ocupa 8 kbytes de memória RAM para
conectores para o gravador cassete, a com baixa ou alta resolução. Trabalhan- manter a representação da imagem.
saída para o monitor de vídeo e três pas- do-se em alta resolução, o número de co- Com uma placa de expansão especial,
sagens para cabos de periféricos, como
acionador de disquetes e impressora.
Computador: Maxxi
Teclado Fabricante: Polymax Sistemas e Periféricos S.A.
País de origem: Brasil
O Maxxi tem, no mesmo gabinete da pla- Projeto de fabricação aprovado pela SEI - Secretaria Especial de Informática
ca central, um teclado do tipo OWERTY,
com 51 teclas. Da mesma forma que nos
demais modelos baseados no Apple II
Plus, o teclado é relativamente simples,
não apresentando teclado numérico se- CARACTERÍSTICAS BÁSICAS
parado ou teclas completas de movimen-
to de cursor (tem somente para a esquer- UNIDADE CENTRAL MEMÓRIA AUXILIAR
da e para a direita): alguns caracteres,
que são obtidos com a composição da te- UCP.' microprocessador 6502. 8 bits, 1 Padrão: gravador cassete com controle ex-
MHz. terno (manual).
cla SHIFT e outra alfabética, não estão
gravados nas teclas, como usualmente
ROM versão padrão: 12 kbytes (monitor e Opcional: discos flexíveis-até oito unida
linguagem). des de 5 1/4 polegadas: disco rígido tipo
acontece com os símbolos das teclas nu- RAM, versão padrão: 16 kbytes. Winchester.
méricas. Por exemplo, o caractere @ é RAM, versão expandida: 48 kbytes (placa
obtido com as teclas SHIFT-P. Com a te- principal), 128 kbytes (placa de expansão). PERIFÉRICOS
cla ESC pode-se movimentar o cursor pa-
ra uma determinada posição da tela e TECLADO Impressoras: Polyprint - 55, 90 ou 200
editar o conteúdo de uma linha de progra- cps da Polymax -e outras disponíveis no
ma, ou então "aproveitar" um comando Versão padrão: formato OWERTY com 51 mercado nacional.
já escrito para executá-lo novamente. teclas no gabinete. Com as teclas ESC e Interfaces: paralela, tipo Centronics, e se
CTRL, movimento do cursor só na horizon- rial RS-232C.
Pressionando-se ESC uma vez, as teclas
tal: na vertical, por combinação de teclas. Conectores: oito, de expansão.
1, J, K e M comandam o movimento do Principais expansões: Z 80 -CPIM, placa
cursor nas quatro direções. Ao pressio- VIDEO RAM - expansão de memória, Videx - te
nar ESC novamente, o modo de movi- - la de 80 colunas.
mento do cursor é desativado. Versão padrão: monitor monocromático ou Controladores de jogos: até quatro entra
Por outro lado, a combinação simultánea colorido ou televisor doméstico. Formato das analógicas
da tecla CTRL com algumas teclas alfa- de apresentação: texto de 24 linhas e 40 -
béticas resulta em comandos de contro- colunas: 24 linhas e 80 colunas, com placa SOFTWARE BÁSICO
le, como a interrupção do processamen- de expansão.
to (CTRL-C), o acionamento do alarme so- Baixa resolução gráfica: 40 x 48 pontos - Monitor residente em ROM, sistema opera
noro (CTRL-G) e outros.
tela inteira, 40 x 40 com mais quatro linhas cional de disco -
POLY DOS (Apple DOS
de texto: dezesseis cores selecionáveis 3.0), BASIO residente em 10 kbytes de
por software. ROM (Applesoft), BASIC Inteiro, linguagem
Vídeo Alta resolução gráfica: 280 x 192 pontos de máquina: sistema operacional CP/M
tela inteira: 280 x 160 com mais quatro li- com cartão de expansão: outras lingua-
Na configuração básica, o Maxxi opera nhas de texto: memória de vídeo em 8 gens suportadas pelo CP/M.
com monitor de vídeo sem a conversão kbytes: seis cores, duas com claro/escuro.
de RF (radiofreqüência), que seria neces-

346
tem-se uma tela de textos de 80 colunas, dos gerados nos programas.
em vez das 40 da configuração normal. Os recursos de armazenamento auxiliar Periféricos
do microcomputador podem ser expandi-
Memória auxiliar dos adicionando-se unidades de disquete Como todos os microcomputadores da li-
ou unidades de disco rígido (co tipo Win- nha Apple, o Maxxi possui uma linha de
A configuração inicial já possui um co- chester). Cada unidade de disquete de 5 periféricos bastante extensa, o que per-
nector para gravador cassete comum. O 1/4 polegadas pode armazenar cerca de mite configurações dos mais diversos ti-
controle da fita é manual, não havendo o 150 kbytes de informações. pos e custos.
terceiro fio (Remote) geralmente presen- Cada placa de controle de di;quetes (in- Praticamente, qualquer impressora de fa-
te em outros microcomputadores que tra- terface) tem capacidade de comandar bricação nacional pode ser utilizada, ape-
dois acionadores de disquete. No caso sar de a Polyma> ter um modelo especial
balham com cassete. A velocidade de
de se usar quatro unidades d disquete, para configurar com o Maxxi, a Polyprint
transferência e leitura de dados para o
cassete é de 1200 bauds, ou aproximada- serão ocupados dois conectres de ex- 90, que é matricial, de 90 caracteres por
mente 120 caracteres por segundo. Po- pansão. O sistema operacioral formata segundo.
de-se armazenar, além de programas em os discos com 35 trilhas de 16 setores Conforme as ca acterísticas da impres-
BASIC ou em linguagens de máquina, da- com 256 bytes cada. sora, poderá ser usada a interface serial
(RS-232C) ou a paralela (tipo Centronics),
por meio de uma placa ligada a um dos
conectores internos.

Software básico

O sistema operacional e a linguagem BA-


SIC, residentes em 12 kbytes de memó-
ria ROM, são os mesmos do modelo origi-
nal norte-americano, desenvolvido pela
Apple. Ambos são relativamente simples
em comparaçãc: com outras versões,
mas apresentam as vantagens de serem
de fácil assimilação e de possuírem os
principais recursos necessários para a
maioria das aplicações. O sistema opera-
cional de disco -- DOS - é compatível
com o Apple DOS 3.0, e o Polysoft BASIC,
com o Applesoft, ambos com as mensa-
gens de erro traduzidas. O DOS precisa
ser carregado e funciona em conjunto
A memória auxiliar padrão do Maxxi fica por conta com o BASIC. Os caracteres mostrados
de um gravador cassete comum, com controle manual externo. Podem ser adicionadas, na tela podem estar em modo reverso,
porém, até oito unidades de discos flexíveis de 5 1/4 polegadas piscante ou normal, selecionar a lingua-
ou então unidades de disco rígido de tecnologia Winchester.
gem, entre BASIC, BASIC Inteiro, ou co-
mandos do monitor, examinar e assinalar
dispositivos de entrada e saída de infor-
mações, etc.
Usando-se a placa de expansão Z 80
com o sistema operacional CP/M, em vez
de usar o BASIC residente em ROM, po-
de-se ter outras versões, como o MBASIC
e o CBASIC, além de outras linguagens
suportadas pelo CP/M, como COBOL,
FORTRAN, etc.

Software aplicativo

Estatísticas recentes mostram que, em


O teclado, obedecendo ao padrão QWERTY, tipo máquina de escrever, termos mundiais, as duas famílias de mi-
é bastante simples, com 51 teclas e duas teclas de controle, ESC
e CTRL. Alguns símbolos obtidos com a tecla SHIFT crocomputadore; com maior número de
não estão gravados nas teclas que os geram. programas aplicativos catalogados e co-
347
HARDWARE
MA=
mercializados são Apple e CP/M. Portan- uma ou duas unidades de disquete de 5
to, atualmente o usuário encontra à sua Configuração básica 1/4 polegadas, interface e uma impresso-
disposição programas para quase todos ra, e até mais memória principal.
os tipos de aplicações, sejam elas comer- O Maxxi pode ser configurado com bas-
ciais ou pessoais. Para cada grupo de pro- tante flexibilidade: o usuário pode adqui- Suporte e distribuição
gramas aplicativos, pode-se relacionar rir um sistema inicial e expandi-lo, de di-
um número enorme-de programas dife- versas maneiras. Na configuração inicial, A documentação é toda em português,
rentes; na categoria de processamento é equipado com 16 ou 48 kbytes de me- composta por quatro manuais: Lingua-
de textos, há Magic Window, Apple Wri- mória RAM e 12 kbytes de ROM. Com uma gem BASIC, Sistema Operacional de Dis-
ter, WordStar, Easy Writer e Gutemberg, placa de circuitos ligada a um dos conec- co, Manual Técnico de Hardware e Ma-
entre outros; na de planilhas eletrônicas, tores, pode-se usar um televisor comum, nual de Operação.
VisiCalc, Multiplan, SuperCalc, etc.; exis- com imagem colorida ou em preto e A Polymax tem distribuidores credencia-
te ainda uma série de programas para branco, e um gravador cassete como uni- dos nos principais centros consumidores
banco de dados, aplicações gráficas, dade de memória auxiliar. Para aplica- do Brasil, garantindo assistência técnica
aplicações pessoais e centenas de jogos ções em empresas, normalmente, a con- em todo o país.
de todos os tipos. figuração básica inclui ainda interface e F.S.M.

O fabricante tem um modelo especial Toda a documentação do Maxi está em português. Um grande número
de impressora para configurar com o Maxxi: o de programas que podem ser rodados nele
Polyprint 90. Praticamente qualquer impressora também já foi traduzido, apre jentando comandos
nacional, porém, pode ser acoplada ao micro. e telas de opções em português.

'JIIJl1fjIfl IIIIOIIIIIIIHhIHhIIIIL'Ir
fiJi liii

Ao contrário de outros microcomputadores da família, que usam exatamente


o mesmo formato de gabinete do Apple, o Maxxi tem o desenho um pouco modificado. Ele também segue, porém, a orientação
de facilitar o acesso do usuário á parte interna removida a tampa, ficam expostos
a placa de circuitos e os conectores de expansão. Já a parte eletrônica é igual à do original norte-americano.

348
SOFTWARE
BASES DE DADOS

N
os dias de hoje, as empresas Para evitar a existência de da los repeti- (DBMS, do inglé; Data Base Manage-
necessitam mecanizar uma dos em arquivos distintos, o que se faz é ment System).
parte cada vez maior de suas armazenar um dado uma ún a vez, em
operações. Isso faz crescer o um arquivo acessível a diveruas aplica- Características gerais de um
número de arquivos necessários para tra- ções. Essa foi a idéia que cr Iminou na banco de dadcs
tar essas aplicações em um computador. criação da base de dados, definida como
Muitas dessas aplicações exigem a utili- um "armazenamento centralizado de da- Um banco de dauos deve reunir uma sé-
zação simultânea de dois ou mais arqui- dos relacionados entre si, que iodem ser rie de característ cas:
vos, de modo que é raro ter-se arquivos utilizados em diferentes aplicações".
de uso exclusivo para uma determinada Para que uma base de dados possa cum- • Os dados e as relações entre eles de-
aplicação. O que ocorre com mais fre- prir sua função de maneira adequada é vem ser determinados e organizados me-
qüência é um mesmo arquivo ter que ser preciso mantê-la, ter a possi ilidade de diante um modelo de representação que
utilizado de diferentes maneiras por pro- acesso fácil a seus dacos, rei acionar os enquadre as estruturas hierárquicas e de
gramas aplicativos distintos. dados entre si, etc.: por isso, ti necessá- relacionamento.
Suponhamos um arquivo de pedido; de rio ter um sistema de tratamento de da-
produtos de uma empresa. Ele pode ser dos que organize de forma adquada os • Pode ocorrer q.e as diferentes aplica-
utilizado para vários trabalhos como, por arquivos e que forneça uma linguagem ções que vão uti zar o banco de dados
exemplo, examinar o volume de vendas apropriada para acessar os dados e os tratem partes isoadas dos arquivos; por
da empresa, verificar se é preciso forne- programas ou rotinas necessá ios para a isso, deve ser possível descrever os da-
cer mais produtos ao almoxarifado, ver manutenção dos arquivos dos do arquivo, do ponto de vista físico
quais os produtos vendidos em maior A esse sistema de tratamento dá-se o no- (isto é, como os dados estão gravados no
quantidade, atualizar os preços, etc. me de gerenciador de banco de dados arquivo) e do pano de vista lógico (ou pe-

Em uma aplicação que não emprega base de dados,


cada programa utiliza seus próprios
arquivos, independentemente dos demais, mesmo que
contenham dados comuns a vários deles

PROGRAMA

3 C3
REGISTRO BÁSICO
A2 A3 RA II' 82
C2 1
9' 92 RI RÃ

IMI14r"
PROGRAMA
PROGRAMA PROGRAMA PROGRAW PROGRAMA
C )NTAB,LIDAOE ESTAI ISTICO FOLHA FAC O FAT,JRAMESTO

MODIFICAÇÃO

____ 1
A
NOVO
REGISTRO BASiCO
FORMAÇÃO 1 'NFORMAÇÀO 2 'NFORMAÇ/ 3

__
PROGRAMA
C -

Qualquer modificação de um arquivo em um sistema Em um sist tma de base de dados, as informações


tradicional acarreta a modificação estão centr 3lizadas: existe
de todos os programas cuja execução um único a quivo a cujos dados têm acesso
utilize esse arquivo. vários prog amas distintos.
SOFTWARE
BASES DE DADOS
Ia forma com que uma determinada apli- • Como cada dado deve estar represen- tem fazer uma recuperação da base de
cação vê os dados no arquivo). tado uma única vez em uma base de da- dados no caso de sua destruição total ou
dos, torna-se necessário dispor de fun- parcial, bem como recolocar o sistema
• Essa descrição lógica dos dados numa ções que assegurem a integridade dos em funcionamento após a recuperação.
aplicação não deve ser afetada pelo dados. Para tanto, quando se modifica al- Serão ainda necessários programas para
acréscimo de novos dados aos arquivos gum dado - o que pode alterar as rela- a reorganização da base de dados sem-
da base de dados nem pela modificação ções dele com os demais - o sistema pre que existir uma grande quantidade de
do suporte ou do dispositivo sobre o qual deve testar de forma automática se essa dados que se queira incorporar a ela ou
se gravam os dados para formar os arqui- modificação foi realizada corretamente quando se quiser mudar as relações en-
vos. A isso chama-se independência de e, caso contrário, corrigir as já realiza- tre os dados existentes nela.
dados e independência de dispositivo. das. Deve-se proteger o dado ou os da-
dos que estão sendo acessados por um Modelos de base de dados
• Uma base de dados constitui, geral- programa, mesmo que nesse momento
mente, uma coleção completa dos dados outro programa se encontre trabalhando Existem diferentes modelos de represen-
de uma empresa à qual se pode ter aces- no computador e tente ter acesso aos tação dos dados contidos em uma base
so de diversas formas, segundo os dife- mesmos dados. Essa proteção não é ne- de dados e diferentes relações entre
rentes tipos de -aplicações, e por isso cessária quando ambos os programas e es, isto é, a forma como um dado deve
mesmo é de grande importância possuir acessarem os dados com a única inten- estar relacionado com outros, indepen-
mecanismos de segurança no acesso ção de lê-los. dentemente de como eles estejam grava-
aos dados. Podem existir dados confiden- dos fisicamente. Existem três estruturas
ciais, não-acessíveis a todos os usuários • É preciso que o banco de dados tenha fundamentais de organização dos dados,
da base de dados. procedimentos e programas que permi- que são as seguintes:

/V2SO WARE 8O

REGISTRO A

REGISTROU

REGISTRO C

REGISTROU
/_
REGISTRO
• MARCA FIM

REGISTRO FJSICO

A mudança em um registro de uma base de dados não implica


manutenção nos programas em uso, já que o programa
n1V kn-

O programador que utiliza urra base de dados necessita


conhecer apenas a distribuição lógica do registro.
gerenciador da base de dados entrega a cada- programa apenas O software se encarrega de r9lacionar a distribuição lógica
os dados de que precisa, independente de seu Iayout físico. dos dados com sua distribuição física.

DESANCADOS
DA RASE SISTEMA
DE DADOS DE GESTÃO
CASE DE
DADOS

DEFINE DADOS ESOJI MA


CRIA ARQUIVOS
RESPONSÁVEL
MANUT E SEGURANÇA
Ii SUA R lo

PROGRAMADOR

CONSULTAS
INFOEM PPIÕOICAS
SOLICITAÇÃO DE

INFORMAÇÃO
MODU LOS
PROCESSAMENTO DE
OPERADOR DE TRANSAÇÕES PROGRAMA
DE TERMINAL
Modelo conceitual de
base de dados. O
ATIVIDADE
DIA RIA sistema de gestão se
encarrega da
coordenação da base
com as diferentes
aplicações.

350
• Estrutura hierárquica Quando se grava esse modelo s)bre um [Glossário
Os dados são organizados segundo uma dispositivo físico, deve-se dotá-lo de algu- 1
hierarquia, de modo que cada elemento ma indicação sobre a relação en ré as di-
dependa exclusivamente de outro ante- ferentes ocorrências dos segmentos, ou
Um base de dado: s pode utilizar qual-
rior ou acima dele e que o abranja. isso seja, o pedido 1 é relacionado com os quer tipo de arma. enamento?
vale para todos os elementos da estrutu- produtos A e B. Essa relação se mantém
ra, exceto para um deles (que não depen- por uma continuidade física oi por al- Pode utilizar qualqi er meio magnético de
de de nenhum outro), chamado raiz, e do guns bytes de união chamados ponteiros armazenamento, mbora normalmente
qual dependem todos os demais. (pointers). empregue o disco, iue satisfaz a todas as
Esse modelo está explicado na ilustração necessidades requ€ ridas para acesso rápi-
da parte inferior desta página. O clien- • Estrutura de rede do e de forma direta.
te 429 tem um endereço possível e está Cada elemento pode depender de mais
com dois pedidos pendentes. O pedido 1 de um elemento anterior. Exemplo desse O que vem a ser uma base de dados cor-
porativa?
abrange os produtos A e B, e o pedido 2, tipo de estrutura é o fornecimento de di-
o produto C. Cada elemento que compõe versos materiais a outros tantos clientes.
É a informação referente a todas as ativi-
o modelo recebe o nome de segmento. O O material A é fornecido ao clie ite 200 e dades de gestão desempenhadas por uma
exemplo contém quatro segmentos: ao 201; o B, aos clientes 200, 2 )1 e 202, empresa. Uma apli2ação de base de dados
cliente, endereço, pedido e produto. Ca- etc. Esse modelo requer, para sua colo- é a informação reerente a uma área da
da segmento pode ter diversos valores, cação física no meio usado para o arqui- empresa.
que se chamam ocorrências do segmen- vo, a utilização de ponteiros.
to. O segmento endereço tem uma ocor- Os segmentos, tanto no modelo hierár- O emprego da ba e de dados está limita.
rência: o pedido 2. quico quanto no de rede, podem conter do a dados come ciais ou de gestão?

Evidentemente, não. Uma base de dados


C1.IENT(
.29
pode abrigar informações de diferentes ti-
pos. Digamos que uma base de dados se
comporta como urna biblioteca na qual se
arquivam livros d . diferentes seções da
ciência.
ARTIGO A

ARTI( O O Uma base de d los poderia funcionar


sem administrad ri
Estrutura herárquica de
base de da ]os. Do O administrador é imprescindível em qual-
segmento 1/ente 429 quer base de dados, já que é a única pes-
dependem )5 soa que conhece perfeitamente sua orga-
segmentos endereço e
nização. Sem sua; indicações, os usuários
pedido. Pe ido 1
abrange, p ir sua vez, não poderiam ter acesso à base de dados.
os ar'igos e B.

MATERIAL A c
MATERIAL 8
L MATERIAL
1

jP p* y
[ CLIENTE 200 CLIENTE 201
L CLIENTE 202

PROPRIETA PROPRIETÁRIO PROPRIE TAI1LiII

$
MEMBRO MEMBRO
PROPRIETÁRIO PROPRIETÁRIO

MEMBRO MEMBRO MEMBRO


1

Exemplo de estrutura de rede. O produto


A é fornecido aos clientes
200 e 201; o produto 8, aos 200. 201 e 202,
e o C, aos 201 e 202
351
SOFTWARE
BASES DE DADOS

informações diversas. Por exemplo, o • Consistência dos dados, propiciada pe- [Conceitos básicos
segmento cliente pode conter a data em lo fato de que cada dado foi gravado uma
que se realizou o pedido, condições de única vez na base. Se vários usuários qui-
pagamento, etc. serem conhecer um determinado dado,
encontrarão sempre o mesmo valor. Administrador da
• Estrutura de relações base de dados
Emprega tabelas (relações) para sua re- • Manutenção mais adequada dos da-
presentação, de maneira análoga a um dos: quando for necessário atualizar um Um sistema de base de dados contém toda
arquivo tradicional. Cada tabela tem vá- dado, será preciso fazê-lo uma só vez. a informação referente ao trabalho desen-
rias linhas, e cada linha, várias colunas. volvido por uma empresa. A complexidade
inerente a um banco de dados faz com que
Na ilustração abaixo vê-se como se rela- • Independência dos programas aplicati-
seja necessário existir uma pessoa para
cionam os diferentes pedidos de material vos com relação à organização física dos
gerenciá-lo.
feitos pelos clientes. Cada tabela é como dados e de seus métodos de acesso, já Sua missão é organizar a base de dados,
um arquivo: as linhas são os registros, e que essa informação só é gerenciada pe- mantê-la, documentá-la, cuidar para que
as colunas, os campos. lo administrador da base de dados. sejam respeitadas as normas de seguran-
ça e o caráter confidencial do acesso aos
Vantagens de uma base de dados • Custos de desenvolvimento e manuten- dados, estabelecer os métodos de recupe-
ção menores, visto que o trabalho do pro- ração para o eventual caso de destruição
Existe uma série de vantagens importan- gramador, por ele não ter que se ocupar dos dados e reorganizar o banco de dados
dos aspectos físicos do arquivo, é mais sempre que seja necessário.
tes em se usar uma base de dados no lu-
Para Cumprir essas funções, que são evi-
gar dos sistemas convencionais de arqui- rápido e simples, conseqüentemente oca-
dentemente complexas, o administrador
vo. Algumas delas: sionando uma economia de tempo.
faz uso dos programas e rotinas que exis-
tem no banco de dados e de uma lingua-
gem especifica.
O administrador da base de dados fornece
aos usuários ou programadores um "mo-
delo lógico' pelo qual limita-lhes o acesso
a determinados dados. Por exemplo, no
CLIENTES CL IFNTFS/PRC)flIITO modelo da ilustração da página 350, os úni-
NÚMERO CIDADE
NO CÓDIGO DO
QUANTIDADE
cos dados que poderão ser utilizados pelos
NOME CLIENTE PRODUTO programadores ou usuários se referem á
200 PEREIRA CAMPINAS 200 30 lO folha de pagamento. Com esse sistema, o
administrador também consegue proteger
201 SOUZA OURO PRETO 200 33 15
o possível caráter confidencial dos dados
202 FERREIRA SALVADOR 201 30 12 do banco, já que ele é a pessoa que, por
meio do modelo lógico, controla os dados
203 PORTO BELÉM 202 30 40 acessíveis ao programador ou usuário.
O administrador da base de dados é a úni-
202 34
ca pessoa que conhece os tipos de organi-
702 27 45
zação e de acesso aos arquivos existentes
PRODUTOS/PREÇOS
no banco de dados. Os usuários retiram a
CÓDIGO DO PREÇO
PRODUTO
informação desejada do banco de dados,
uxiliados pelo modelo lógico fornecido pe-
27 1500
o administrador. É ele, também, quem es-
30 750 abelece o modelo de estrutura que a base
e dados deve ter, que relaciona entre si
33 12.420 is diferentes tipos de dados.
19 administrador do banco de dados deve,
34 5000
rm resumo, ser uma pessoa que conheça
oerfeitamente todos os mecanismos da
:mpresa, de absoluta confiança e com um
• rande preparo na área de informática, vis-
ti que é realmente quem controla todos os
epartamentos ou divisões da empresa,
que conhece todos os procedimentos de
armazenagem eletrônica dos dados, as lin-
guagens utilizadas pelos usuários e progra-
Nas bases de dados com estrutura relacional empregam-se madores, etc.
tabelas nas quais se relacionam,
Por exemplo, as características dos clientes e dos
pedidos por eles formulados.

352
1 PERIFÉRICOS
o.
INTERFACEiiiDUSTRLA1S
medida que os processos in- • sinais de contatos abertos cu fecha- • multiplexor para, a cada momento, es-
dustriais se tornam mais com- dos, procedentes de interruptores, reos- tabelecer comunicação com um único
plexos, a automação e o con- tatos, termostatos, etc. elemento de entraca e passar de um para
trole desses processos pas- Os elementos de saída podem ;er: outro;
sam a exigir o emprego de computado- • conversor analógico-digital, que trans-
res. Nessas aplicações, o computador • relés: forma sinais elétricos analógicos em di-
precisa comunicar-se com o operador e • eletroválvulas; gitais compreensíveis pelo computador;
com os outros elementos do sistema que • pequenos motores; • microprocessador para controle da
lhe fornecem os dados ou que recebem • lâmpadas. operação e conversão analógico-digital;
suas ordens. Os elementos de entrada ou Entre esses elementos e o computador é • interface para comunicação com o
sensores podem ser: necessário colocar um periféric que tra- computador.
duza os sinais de tipo analógic para si- Da mesma forma para atuar sobre os
• termopares (elementos térmicos) e re- nais digitais, de modo que possam ser elementos de saída são necessários os
sistências para medir a temperatura; processados pelo computador. Esse tipo seguintes blocos:
• medidores de pressão: de periférico recebe o nome dE placa de
• medidores de umidade; interface industrial. • conversor analógico-digital;
• medidores de fluxo; O esquema básico de uma placa desse ti- • demultiplexor;
• medidores de nível: po contém os seguintes elementos ou • amplificadores de potência para cone-
• todos os tipos de elementos que forne- blocos eletrônicos: xão aos elementos de saída.
çam um sinal analógico sob a forma de Essas placas de interface podem situar-
tensão ou intensidade, proporcional a • amplificadores de entrada para au- se dentro do mesmo computador, com
uma medida; mentar os diferentes sinais; comunicação direta através dos barra-

Os termopares
e termorresistências
são sensores
utilizados para
a medição e controle de
temperatura dos
processos industriais
controlados por
computador.

Entra os elementos de saída que um sistema informatizado para controle


4 Muitas placas de interface industrial foram projetadas para sistemas
de controle baseados em microprocessador. Para facilitar sua
industrial pode acionar, cabe destacar os relés. Através deles
o c mputador pode conectar ou desconectdr dispositivos externos de
compatibilidade com o maior número possível de sistemas, normalmente
grar de consumo de energia.
têm barramentos com distribuição de linhas padronizadas.
.353
PERIFÉRICOS
Ik

INTERFACES INDUSTRIAIS

mentos, ou em estações distantes, com • tipo de interface; - sinal de intensidade contínua (0 a 20


comunicação de dados em série por um • consumo; mA ou 4 a 20 mA);
par de fios, através de um transmissor-re- • intervalo de temperatura de funciona- - entrada direta de termorresistências:
ceptor. Nesse último caso, a fiação é mento. - sinal de tensão de baixo nível (mV).
mais simples. As saídas analógicas podem ser de dois
As características mais importantes des- • Número de canais tipos:
ses periféricos são as seguintes: Cada placa de interface é capaz de acei- - saídas de tensão;
tar um certo número de canais de entra- - saídas de intensidade.
• número de canais de entrada e saída, da e de controlar outro número determi-
analógicos e digitais; nado de canais de saída. Esses canais • Proteções existentes
• tipos de entradas e saídas analógicas; podem ser analógicos ou digitais (isto é, Normalmente são as seguintes:
• proteções nas entradas e nas saídas; entradas procedentes de um contato ou - proteção contra sobretensões;
• impedâncias de entrada e de saída; saídas de um relé). Essa especificação - isolamento elétrico entre os circuitos
• características próprias do conversor permite conhecer o número de placas internos e os elementos externos (sensor
analógico-digital: necessárias para uma determinada confi- e cabo);
- resolução guração de controle. - proteção segundo normas especiais
precisão de segurança (para sensores em locais
- linearidade • Tipos de entradas e de saídas com risco de explosão).
- taxa de erros As entradas analógicas aceitas por uma A proteção mais comum nas saídas é a
- monotonicidade placa assumem diferentes formas: proteção contra curto-circuito externo;
- tempo de conversão - sinal de tensão diferencial ou não-dife- ela evita que os elementos de saída da
- código de saída rencial (com fio comum); placa sejam danificados.

CONVERSOR
ANALÕGICO. MICRO-
DIGITAL PROCESSADOR

AMPLIFICADORES

MULTIPLEXOR
L

INTERFACE

Esquema simplificado de um sistema de controle industrial


baseado em microprocessador, com amplificadores de
entrada, multiplexor, conversor analógico-digital
e placa de interface.

354
• Impedâncias nações de temperatura que afeta Ti a pre- número delas apresenta configuração fí-
É importante conhecer a impedância de cisão dos elementos eletrônicos i iternos. sica e conectores com barramentos
entrada das placas. Se for baixa, podem Monotonicidade: um conversor o mono- compatíveis com sistemas baseados em
ocorrer erros de medida. tônico quando a variações iguai; na en- microprocessadores padronizados: IN-
Quando a saída é de tensão, é preciso sa- trada correspondem variações içivais na TEL, MOTOROLA, etc.
ber a impedância de saída. Quando a saí- saída, em todo o espectro da escala. Para outros sistemas existem as placas
da é de intensidade, é preciso considerar Tempo de conversão: é o tempo neces- padrão RS-232 ou alça de 20 mA
a impedância máxima de carga que a pla- sário ao conversor para gerar saída digi-
ca pode suportar. tal. Esse tempo, multiplicado peb núme- • Consumo
ro de canais, dá o intervalo minino entre Para determinar a onte de alimentação
• Características do conversor analógi- a vigilância de cada canal. O t€mpo de necessária ao sistema é preciso conhe-
co-digital conversão depende da tecnologia empre- cer o consumo total da placa, bem como,
Resolução: indica o número de bits da gada no conversor. em alguns casos, ( dos equipamentos a
saída digital. Código de saída: pode ser bináiio, BCD ela conectados.
Precisão: definida em porcentagem. A (Binary Coded Decimal: decimal odifica-
precisão total é indicada por dois termos: do em binário), com diferentes rotações • Limite de temperatura
um que dá a precisão dos elementos ele- de sinal e grandeza, etc. Esse pode ser um fator muito importante,
trônicos internos e outro que fornece a uma vez que a placa não está colocada
precisão do último bit do código binário. • Tipo de interface na sala de controle do computador e sim
Linearidade: definida em porcentagem. Pelo fato de que muitas placas desse tipo fora dela, ficando, dessa maneira, expos-
Erros: podem ocorrer erros devido aos foram concebidas para aplicações em ta às mais extremas condições de temped-
amplificadores e erros causados por va- sistemas de microprocessadore grande ratura e umidade.

PLACA DE PLACA DE
INTERFACE PROCESSO INTERFACE
INDUSTRIAL INDUSTRIAL INDUSTRIAL
(SAIDA) (ENTRADA)

L
cOMruTADOR PAINEL
DE
CONTROLE

UNIDADE
TERMINAL DE IMPRESSORA
Disco

Processo industrial controlado por computador. Uma placa


de interface recolhe a informação do processo,
fornecendo, além disso, dados para o exterior através
de seus periféricos de saida.
O MUNDO DA INFORMÁTICA
CAD/CAM

s siglas CAD e CAM correspon- viços (é o caso, por exemplo, da lntergra-

A
supermíni, modelos que hoje predomi-
dem, em português, aos ter- phics e da Gerber). nam no mercado, tenha-se mantido sem
mos Projeto Auxiliado por Os primeiros países a explorar as aplica- alterações consideráveis ao longo dos úl-
Computador e Fabricação Au- ções gráficas do computador foram os timos cinco ou seis anos, apesar dos cus-
xiliada por Computador (de Computer Aid- Estados Unidos e a União Soviética, isso tos gerais do hardware terem diminuído
ed Design e Computer- Aided Manufac- no início da década de 60, na disputa pe- bastante. O fato é que o barateamento do
ture). Essas e outras siglas semelhantes, la supremacia na aeronáutica e na explo- hardware é compensado pelo aumento
de uso freqüente no jargão da informáti- ração espacial. Esses dois campos ainda dos gastos com pessoal encarregado de
ca, estão estritamente relacionadas a hoje contam entre as principais aplica- desenvolver o software e por uma política
aplicações especiais, em que as possibi- ções do projeto e da fabricação por com- de preços relativamente estáveis nas op-
lidades gráficas do computador têm pa- putador. Outro ramo de atividade que se ções para entrada e saída de gráficos.
pel fundamental. Em termos gerais, dis- beneficiou desde logo com a tecnologia
tinguem-se duas modalidades de siste- CAD/CAM foi a indústria automobilística. Competitividade dos pacotes de
mas CAD/CAM, conforme se trate de so- A implantação do projeto e fabricação CAD/CAM
luções desenvolvidas sob medida para as por computador em outros setores indus-
necessidades de um usuário em particu- triais foi mais tardia, devido, principal- Os sistemas prontos para usar baseados
lar ou de soluções mais padronizadas, mente, ao custo elevado do hardware e em minicomputadores, com potencialida-
cujo desenvolvimento se baseie, entre software então disponíveis. Apenas quan- de de serviço comparável à dos compu-
outros fatores, num estudo prévio do do o desenvolvimento das máquinas e tadores de grande porte, possuem hoje
mercado de usuários em potencial, antes programas a preços mais moderados tor- capacidade para opções de software
de chegar-se ao que hoje se denomina nou essa tecnologia economicamente aplicativo, além das tradicionais ofertas
sistemas CAD/CAM turn-key ('basta girar mais atraente, as empresas que até en- de software para a engenharia aeroespa-
a chave", isto é, "prontos para usar"). tão tinham considerado os sistemas cial e para os setores automobilístico,
Esse tipo de sistema engloba aplicações CAD/CAM pouco acessíveis começaram eletro-eletrônico (semicondutores e cir-
informatizadas completas: hardware inte- a depositar neles suas esperanças para cuitos integrados), naval, petroquímico e
grado e ferramentas de software para aumentar a produtividade e reduzir os energético, bem como para as indústrias
projeto automático, aplicações de enge- prazos e custos de produção. de serviços, sem esquecer ainda as apli-
nharia e tarefas de fabricação. Uma mes- Apesar disso, é surpreendente que o pre- cações recentes em construção civil.
ma empresa fornece tanto o hardware ço médio de um sistema CAD/CAM ba- Por outro lado, apesar dos fabricantes
como o software, a manutenção e os ser- seado num computador médio ou num dos sistemas CAD/CAM afirmarem que a

Entre as aplicações
desses sistemas
destacam-se os projetos
de engenharia, aos
quais é fornecida não
só uma grande
capacidade gráfica
como também
a possibilidade de
reproduzir
omovimento de
objetós.
:t)3
crescente implantação dessa tecnologia ficações posteriores e de desonvolver
pode se tornar realmente espetacular tecnoloia própria. O computador tudo projeta
nos próximos anos, o preço ainda eleva- Apesar da atividade do projetista ser cria-
do de seus produtos (apesar das indiscu- tiva, ele pode esbarrar com limitações Os sistemas CAD/CAM tendem a conver-
tíveis vantagens oferecidas) e uma certa impostas não tanto pela necessidade de ter-se cada vez mais em companheiros
falta de definição do mercado tendem a soluções técnicas como por pDssíveis de trabalho nos lugares onde tradicional-
desencorajar muitos dos usuários poten- obstáculos de caráter social e legal. Os mente existia uma prancheta de dese-
ciais. Estes já são bastante reticentes comitês de empresa e os represEntantes nho. Na atualidade os CAD/CAM desen-
quanto à compra de um sistema geral de sindicais, ao se referirem ao processa- volvem, representam, analisam, compro-
projeto e não se atrevem a adquirir novo mento gráfico de dados, tendem 3 enfati- vam e melhoram produtos e instalações,
equipamento e realizar a programação zar o argumento de que esses sistemas de modo que seu emprego permite obter
necessária, quer por si mesmos, quer reduziriam os já escassos eripregos a informação relativa aos projetos com
através de uma firma de serviços de in- existentes numa sociedade que passa velocidade e precisão até hoje desconhe-
formática. A compra de um sistema pron- por grave crise econômica. cidas. Com a ajuda do software adequa-
to para usar, embora possa sugerir uma Na Europa e nos Estados Unido:;, regis- do, é possível a execução e fácil modifi-
solução cômoda para o problema do traram-se ocorrências de resistncia e cação de formas geométricas complexas
usuário, traz o inconveniente de fazer com de problemas com o pessoal qu3 traba- e modelos tridimensionais. Os corpos po-
que ele dependa, a partir desse momen- lha em artes gráficas, durante a t 3ntativa dem ser submetidos a diversas projeções
to, do fornecedor. Assim mesmo, sua ca- de implantação de sistemas corrputado- e representações, à vontade do projetista
pacidade tecnológica não aumenta, ain- rizados nesse setor de atividade. que controla o sistema.
da que lhe permita dispor de ferramentas Outros, mais otimistas, argumentam, po- Finalmente, as possibilidades dos siste-
muito superiores às tradicionais. A se- rém, que a informação correta sobre o mas de projeto e fabricação assistidos
gunda possibilidade tem como inconve- assunto e a reciclagem profissional po- por computador, como dissemos acima,
niente o tempo gasto no desenvolvimento dem contribuir muito para solucionar es- não se esgotam nas aplicações clássicas
de um programa adequado (assim como, se tipo de inconveniente. da engenharia civil. Mesmo lentamente,
dependendo do caso, dos investimentos Por outro lado, embora não haj3 ainda vão-se estendendo aos setores mais in-
necessários), mas oferece como vanta- comprovação científica adequada., existe suspeitados, como a fabricação de mol-
gem uma total adequação do produto fi- também bastante polêmica sobre os pos- des de roupas ou calçados e muitos ou-
nal à necessidade que o havia motivado, síveis efeitos maléficos das ra iiações tros ainda que o cidadão comum pode
além da possibilidade de introduzir modi- dos visores de raios catódicos. observar em sua vida diária.

Pela Qualidade dos desenhos que colocam à As novas técncas de projeto auxiliado por
disposição do usuário, os sistemas de computador ir cluem, além da criação de
Computer Aided Design estão destinados a gráficos e sua rotação conforme os três eixos
ser instrumentos indispensáveis em todos cartesianos, u 'n efeito zoom, que conserva a
os centros de criação de projetos. resolução grá, ica, e o uso de várias cores.

357
ABC APLICAÇOES
DEF
GHI SUPERCALC

SuperCalc foi desenvolvido da tecla CTRL (Control), pressionada si- grama, sem que o usuário desvie a aten-

O originalmente pela Sorcim


Corporation (Califórnia, EUA),
combinando uma série de re-
cursos disponíveis em outros programas
para micros que normalmente usam o
multaneamente com uma tecla alfabéti-
ca: E, X, D ou S. Se houver teclas progra-
máveis, elas também poderão ser usadas
para movimentar o cursor. O SuperCaic
pode também "lembrar" a direção da úl-
ção para procurar explicação nos ma-
nuais. O recurso de ajuda contém várias
telas com informações que vão desde a
movimentação do cursor até o uso de co-
mandos, funções, etc. As telas podem
sistema operacional CP/M, principalmen- tima movimentação do cursor, e toda vez ser requisitadas a qualquer momento,
te o VisiCalc e o Multiplan. A tela é dese- que o usuário pressionar a tecla Return, sem provocar interrupção ou perda dos
nhada no mesmo padrão do Multiplan: a Enter, bu outra equivalente, o cursor será dados já colocados na planilha. Assim, se
janela que permite visualizar a planilha fi- automaticamente movimentado naquela o usuário não souber para que serve um
ca na parte superior, e o bloco de contro- direção. comando, ao digitar / e em seguida pedir
le, na parte inferior. Os comandos apare- ajuda - com a tecla ? - verá aparecer
cem completos no bloco de controle e Comandos na tela um resumo de cada um dos possí-
são acessados da mesma forma que no veis comandos acessados com 1. Pode-
VisiCalc, através da tecla / que, seguida O comando HELP (obtido com a tecla ?) se, por exemplo, mostrar na tela as fór-
da primeira letra, determina o comando mostra um resumo das principais infor- mulas das células e trazer do disco so-
desejado. As colunas são representadas mações necessárias à utilização do pro- mente partes de planilhas, que poderão
por letras: ao todo são 63 colunas, identi-
ficadas de A até BK. As linhas são nume-
radas de 1 a 255. No formato padrão,
aparecem na tela vinte linhas e oito colu- Programa: SuperCalc
nas com nove caracteres cada. O bloco Fabricante original: Sorcim Cororation (EUA)
de controle apresenta as principais infor- Sistema operacional: CP/M
mações sobre a planilha: a célula onde Configuração mínima: 48 a 64 kbytes, uma unidade de disquete
se encontra o cursor indica a memória Memória (para usuário): 17 a 33 kbytes
ainda disponível ao usuário, a orientação Estrutura: 63 colunas (A a BK) e 255 linhas (1 a 255)
do último movimento do cursor e a largu- Tela padrão: 8 colunas x 20 linhas
ra da coluna atual, além do conteúdo e Documentação: manual traduzido parcialmente; telas de
das opções de formato da célula atual. O HELP em inglês
movimento do cursor é feito com o uso

COMANDOS E PRINCIPAIS OPÇÕES

/BLANK Limpa o conteúdo de uma ou várias células /PROTECT Protege um conjunto de células
/EDIT Edita o conteúdo de uma célula /U N PROTECT Retira a proteção de um conjunto de células
/FORMAT Especifica a forma de apresentação das células /LOAD Carrega uma planilha do disco para a memória
ENTER LEVEL Seleciona nível de formatação ENTER FILENAME Solicita o nome do arquivo
GLOBAL Formatação em toda a planilha ALL Carrega toda a planilha
COL UM N Formatação de uma coluna inteira PART Carrega partes da planilha
ROW Formatação de uma linha inteira (mesmas opções que o comando /COPY)
ENTRY Formatação em uma ou várias células /SAvE Transfere a planilha da memória para o disco
DEFINE FORMATS Seleciona o tipo de formatação (mesmas opções do comando /LOAD)
Mostra a parte inteira dos números (aproxima) /TITLE Fixa títulos horizontais ou verticais
E Mostra na forma exponencial (ex. 1.233E6) /WINDOW Divide a tela em janelas horizontais ou verticais
G Formato padrão SYNcH. ou uNsyNcH. Sincroniza ou não o movimento das janelas
$ Formato monetário, com centavos !OUTPUT Envia a planilha em forma de texto a um periférico
Mostra asteriscos correspondentes ao valor DISPLAY Envia o que está sendo mostrado na tela
R,L Alinha à direita/esquerda (para números) CONTE NTS Envia o conteúdo das células
TR, TL Alinha à direita/esquerda (para textos) ENTER DEVIcE: Seleciona o periférico
0-126 Altera largura da coluna (só nível c ou G) PRINTER Impressora
D Volta ao padrão vigente SETUP efine caractere de controle da impressora
/DELETE Elimina uma linha ou coluna CONSOLE Envia
P o relatório para o video
/INSERT Insere uma linha ou coluna DISK Criá um arquivo na forma de texto no disco
/MOVE Movimenta uma linha ou coluna /GLOBAL Define parâmetros da planilha
icopy Copia um grupo de células em um outro Jocai FOR MAT Mostra fórmulas ou resultados em cada célula
FROM Solicita de onde será feita a cópia N EXT Altera condição de avanço para próxima célula
TO: Determina onde será feita a cópia BORDER Retira as margens numeradas das colunas e linhas
NO ADJUSTMENT Copia as fórmulas exatamente como estão TAB Avanço automático entre células
ASK FOR ADJUST Solicita ajuste das fórmulas (manual) ROW OU COLUNIN Cálculos feitos por linhas ou por colunas
VALUES Copia somente os valores (sem fórmulas) AUTO OU MAN. Recalculo automático ou manual
/REPLICATE Reproduz um conjunto de células em vários locais /OUIT Encerra a execução do SuperCalc
(mesmas opções do comando icopy) /ZAP Limpa loda a planilha
ser colocadas em qualquer local da plani- cisões, em função dos valores da plani- fornece informações sobre como usar o
lha atual. lha. Algumas funções permitern grande programa e para que tipo de aplicações
Existem duas formas de reproduzir con- flexibilidade na definição dosargumen- ele foi desenvolvido. A segunda mostra a
juntos de células: o Replicate e o Copy. O tos. Por exemplo, a função d'VERAGE operação em si de programa, totalizando
Copy é na realidade uma simplificação do (B7, B8- H8, C12:C20) calcula a média de doze lições, com exemplos e ilustrações.
Replicate, pois executa a reprodução de todos os valores especificados ou seja, A terceira parte é um resumo dos recur-
um conjunto de células apenas uma vez. célula B7, células de B8 a H8 e uélulas de sos, das funções e da operação do Su-
Com o Replicate, pode-se reproduzir uma C12 a C20. Essa flexibilidade ião é en- perCalc, e a quarta parte, de apêndices,
estrutura diversas vezes ao longo da pIa- contrada em vários dos prog amas de engloba assuntos gerais, como suges-
nilha. Os comandos permitem várias sub- planilhas, mesmo nos que possem mais tões, usos especiais de recursos e cuida-
opções, como ajuste lógico automático funções que o SuperCalc. dos especiais que o usuário deve tomar.
das fórmulas, ajuste interativo com o Os cálculos são feitos com precisão de de-
operador, reprodução só dos valores ou zesseis dígitos, bastante satisfatória para Versões
sem ajustes lógicos. aplicações com valores muito e evados.
O SuperCaic já fo ampliado em duas no-
Funções Documentação vas versões: o SuperCalc 2 e o SuperCalc
3. A versão 2 amplia alguns dos recursos
O SuperCalc tem as principais funções O manual do SuperCalc é mntado na do programa, corno o comando ARRAN-
disponíveis em outros programas de pia- forma de lições que orientam o usuário GE de ordenação e funções com datas. A
nilhas eletrônicas: funções matemáticas desde os primeiros passos até o uso dos versão 3 é voltada para os equipamentos
e trigonométricas como valor absoluto, recursos mais sofisticados do )rograma. com microprocessadores de 16 bits,
somatória, exponencial, logaritmos, se- Só algumas partes estão traduzidas. To- compatíveis com o IBM PC, e amplia sig-
no, co-seno; funções estatísticas como das as telas de ajuda (comando HELP) nificativamente os recursos da versão 2,
média e número de células ocupadas,
cupadas:- são em inglês. com gráficos e gerenciamento de dados
funções financeiras e pesquisa em tabe- O manual é composto de quatro partes e novas opções. As três versões já estão
la, além de valor atual e ainda funções e principais e de um glossário (cos termos sendo comercializadas no Brasil.
testes lógicos, permitindo tomadas de de- empregados no manual). A primeira parte F.S.M.

FUNÇÕES
NOME DESCRIÇÃO

ABS (V) Valor absoluto de V


ACOS (V) Arco co-seno de V
AND E lógico
(expri, expr2)
ASIN (V) Arco seno de V
ATAN (V) Arco tangente de V
AVERAGE Média
(lista)
cos (V) Co-seno
COUNT (lista) Número de células usadas
0 SuperCalc pode ser utilizado pelos equipamentos Durante a elaboração da piai itid, a t' cia ? faz ERROR Condição de erro
com sistema operacional CP/M e combina os com que sejam mostrados na tela os esumos EXP (V) Exponencial (base neperiana)
recursos e a estrutura de outros aplicativos dos principais recursos do programa t' de como lF Opção lógica
de planilha eletrônica, VisiCalc e Multiplan. o usuário deve proceder para operá-k. (expr, vi, V2)
INT(V) 'arte inteira
LN (V) ogaritmo natural
LOG1O /) .ogaritmo base 10
LOOKUP esquisa em tabela
(V. lista)
k,IS -
,is., i, dá
MAX (lista) /alor máximo
MIN (lista) Ialor mínimo
NA Oondição "não-disponível"
NOT (V) NÃO lógico
NPV (taxa, lista) 'aIor atual (valor presente)
OR JU lógico
(expri expr2)
P1 P1 = 3.141596
SIN (V) Seno de v
SORT (V) Raiz quadrada
SUM (lista) Somatória
TAN (lista) Tangente
O bloco de controle fica na parte inferior da tela, Como acontece com as demais planil-tas,
e os comandos são acessados através da o SuperCalc é muito fácil de ser apre idido V = um valor, uma celula ou uma fórmula
tecla 1, seguida da primeira letra e operado, constituindo um programa lista = um conjunto te células
do comando ou opção. expr = uma express io lógica
para aplicações nas mais diversas á'eas.

359
APLICAÇÕES
PROGRAMA

Título: Geografia linha de DATA com informação e a linha mumente usado para se referir a ele.
Computadores: compatíveis com TRS 1500, que assinala o fim da lista para o A adaptação do programa para outros
80 modelos 1/111/1V (modelos nacionais: programa. Antes do nome de um país de- computadores com BASIC do tipo Micro-
CP 300, CP 500, DGT 100, D 8000, ve-se colocar o artigo definido que cor- soft é bastante fácil, pois não exige recur-
Sysdata Jr., etc.) responde ao gênero e ao número (mas- sos especiais.
Memória necessária: 16 kbytes culino ou feminino, singular ou plural) co- R.M.E.S.
Linguagem: BASIC Nível II
10' GEOGRAFIA 1.01
20 - EQUIPAMENTO: TRS-80 I/II1.D-800011/2.CP-500,D6T100
O objetivo é aprender os nomes das capi- 30 - COPYRIGHT (C) 1983 BY REMATO 1l.E. SUBDOTINI
tais de alguns países e decorá-los por re- 40 CLL1R 3000:DEFINTO-Z:RPNDOM
50 0114 P(100) ,C$(l0(i) ,U(100) ,V(100)
petição. No final, o programa atribui uma 60 CLS : PRINT"GEOGROFIO : O JOGO DOS CAPITAIS
70 PRINT:PRINT:INPUT'- QUER VER O LISTO DOS CAPITAIS PORO ESTUDPR";fl3
nota ao usuário, com base no número de 80 O=LEFT$(O$,1)
85 Ir O$( )"S" OND OS( )"N" P81 NT "MOO ENTENDI :0 OTO 7)
respostas certas. Ao começar a execu- 90 CLS:IF P$="M" PRINT"ESPERE UM POUCJ.
ção, o programa pergunta ao usuário se 100 60508 460 :CLS
110 CLS
deseja ver uma lista dos países e capi- 120 IF NC+MP=)N THEN 370
130 IF RND(2)1 THEN 250
tais. Dada a resposta positiva, a lista apa- 140XRND(M):IFU(X)=1 THEN 14O
150 PRINT"QUPL E' O CAPITAL D";P$(X);
rece na tela, em 'páginas" de doze li- 160 NC=NC41:IF NC>N THEN 110
nhas. Para passar para a próxima página 170 R$= "":iNPUT R:I}' R""THEN PRINT:GOTO 200
180 IF "FIM" THEN 370
de informação, pressiona-se a tecla EN- 190 IF R$()CS(X) PRINT:PRIMT"ERROU, "; ELSE 210
200 PRINT"E' ";C$(X):GOTO 240
TER ou outra qualquer. 210 GOSUN410 :NO=NO+j:U(X)=j
220 PRINT"DE"NN+l"PERGUNTUS, VOCE 30' OCERTOU"; NO".
A seguir, são apresentadas questões su- 230 NN=NN41:FOR 1=1 TO 1000:NEXT:GOTO 110
240 NN=NM+1:1-OR1=1 TO 3500:NEXT:60T0 110
cessivas sobre as capitais, questões es- 250 X=RND(N):IF V(X)1 THEN 250
sas que podem ser de dois tipos (alter- 260 PRINT"QUOL E' O POIS CUJA CAPITAL E' ";C$(X)"";
270F08 3=1 TOLEN(P$(X)):IFMID$(P$(X),J,1)=" "TMEN29O
nando-se entre si aleatoriamente): qual é 280 NEXT J
290 PX$=MIDS(P$(X) ,J#1,LEN(P(X) )-J)
a capital de um determinado país e qual é 300 NP=NP+1:IF NN=N THEN 370
310 R$= -':INPUT R$:IFR=""THEN PRIMT:i3OTO 340
o país correspondente a uma determina- 320 IF R$= "FIM" THEN 370
da capital. A resposta deve ser digitada 330 IF RS( )PX$ PRINT:PRINT"ERROU, ELSE 350
340 PRINT"E' ";PX$:GOTO 240
por inteiro, tomando-se o cuidado de ob- 350 6OSUI( 410 :v(X)j:NONO+1
360 GOTO 220
servar a grafia correta, idêntica à apre- 370 CLS:PRINT"OCOBOU ' PORORENS, VOCE ACERTOU ";MO;"COPITOIS"
380 PRINT:PRIMT"Osuo NOTO DE GEOGR0F:O E' ";INTCIOO.NO/NN
sentada na lista inicial. Uma pequena di- 390 P81 NT : P81 NT : P81 NT: P81 NT
400 END
frença, inclusive quanto a espaços em 410 CLS:PRINT CHR$(23):FOR 1=1 TO 3:PRINTR400,"CERTO
branco a mais, provoca uma interpreta- 420 FOR J1 TO 150:NEXT:PRINT8400, " ":FOR J1 TO 150:NEXT 3,1
430 CLS:RETURN
ção como se fosse uma resposta errada. 1.40 PRINTR960,"(OPERTE QUALQUER TECLO PURO CONTINUOR)";
450 IF INKEY$"" 114CM 450 ELSE RETURI
Após a digitação, o programa informa se 460 NL=Ú:N(,:FOR 1=1 TO 100:REOD PscI:,Cs(I):Ir P$(I)="." GOTO 490
470 Ir A$ PRINT I;TOB(5);"D"P$(I);TOB(30);C(I)NLNL+1
a resposta dada está certa ou errada, e :1r NL)12 GOSUR 440 :NL=0:CLS
indica quantas respostas foram acerta- 480 N=N41:NEXT
490 IF 0$="5" GOGUEI 1.40 :CLS
das até então. Uma capital ou um país 500 RETURN
510 DOTO O BROSIL,8POSILIO,O ORGENTINH,BUENOS OIPES,O URUGUOI,MONTEVID
que tenham sido objeto de resposta erra- EU
520 DOTO O POROGUOI,OSSUNCRO,O CH1LE,ONTIAGO,O COLOMBIO,8060TO
da podem ser apresentados mais adian- 530 DOTO O PERU,LIMO,O VEHEZUELO,COROC:OS,O BOLIVIU,LO POZ,O MEXICO,NEX
lCD
te. Outra possibilidade é apenas pressio- 540 DOT005 ESTUDOS UMIDOS,WOSHINGTON,CI CON000,OTTOWP,E CUBO,HOVONO
nar a tecla ENTER, em resposta a uma 550 DOTOU FRONCO,PORIS,O ITOLIO,ROMO,O BELGICO,URUXELOS,O GRECIO,OTEN
OS -
pergunta: isso tem o efeito de mostrar a 560 DOTO O INGLOTERRO,LONDRES,O ESCOCIP,6LOSGOW,O HOLONDO,MMSTERDON
570 DOTO O ALEMANHA DCIDENTOL,BONN,O ÇLEMPNHR ORIENTOL,BERLIM
resposta correta na tela. 580 DOTO O TCHECOLOSVOQUIO,PROGO,O POIONIO,VPRSOVIO,O HUNGRIO,BUDOPEST
590 DOTOU OUSTRIO,VIENP,O SUICO,BERN(I,O ESPONHO,MODRI,E PORTUGOL,LISB
O programa termina quando tiverem sido 00
respondidas corretamente todas as ques- 600 DOTO O TURQUIO,OMCORP,O LIBONO,REIRUTE,E ISROEL,JERUSOLEM,O SIRIO,
DAMASCO
tões disponíveis, mas pode ser interrom- 610 DOTO O EGITO,COIRO,O IROQUE,EJ0600,O INDIO,MOVO DELHI,O JOPOO,TOQUI
O
pido a qualquer momento, digitando-se a 620 DOTO O UNIOO SOVIETICO,MOSCOU,R DLL6PRIO,SOFIO
622 DOTO O CHINO,PEQUIM,O COREIA DO SLL,SEUL
resposta FIM a uma questão. Ao final, o 630 DOTO O POQUISTOO,ISLOMOBOD,O IRLO).DO,DURLIM,O SUECIO,ESTOCOLMO
programa informa qual a nota atingida 640 DOTO O NORUEGÍI,OSLO,O FINLONDIO,HELSINQUE,O DINOMORCO,COPENHPGUE
650 DOTO O ISLONDII-I,REIKJOVIK,O IU6OSLOVIO,BELSRODO,0 ROMENIO,BUCOREST
(de 0 a 100). E
660 DOTO O PRGELIO,OR6EL•O 080810 SOUt'ITO,RIOD,O JORDONIO,OMOM
Quanto à técnica usada para o desenvol- 670 DOTO O IRON,TEERON,O OFEGOMISTOO,COBUL,O MEPOL,0TMONDU
680 DOTO O MONGOLIO,ULON I3OTOR,0 TIBETE,LOSSP,P TPILOMDIO,BONGCOc
vimento do programa, cabe ressaltar que 690 DOTO E SRI LONKU,COLOMBO,O INDONESIO,JOCORTO,U BIRMOMIO,RON6UM
os países, seguidos de suas respectivas 700 DOTOU OUSTROLIU,CONBERRO,US FILIFIMPS,QUEZON,U CHIMO,PEQUIM
710 DOTO O MORROCOS,ROBOT,O LIBIO,TRIPOLI,O MOVO ZELOMDIP,ELLIM6T0N
capitais, são lidos no início, a partir de 720 DOTO 0 COREIA DO NORTE,PYOMGYUMG,fl GUOTEMPLO,6UOTEMOLO
730 DOTO E V. SOLVODOR,SON SOLVODOR,O MICORÍIGUO,MOMO6UO
uma lista em DATA. Para aumentar o nú- 740 DOTO O COSTA RICU,',ON JOSE,E HONDUROS,TEGUCI6OLPO,0 PONPMO,POMOMU
750 DOTO O H0ITI,PORTO PRINCIPC,E PORTC RICO,SOM JUON
mero de países e capitais disponíveis, 760 DOTO O REPUBLICA DOMIMICONP,SOO DOMIM6OS,O J0MUICP,KIN6STO.
770 DOTO O IRLANDA DO NORTE,BELFOST,O ETIOPIU,ODIS O8EE1O
basta observar o formato adotado na lis- 78' DOTO ,
tagem, inserindo os dados entre a última

360
100 INFORMÁTICA BÁSICA
000
001 CIRCUITOS INTEGRADOS

objetivo principal da fabrica- da placa de silício, e outras, em sua su-


perfície. O processo de fabricação con-

Q
ção de circuitos de alta escala Tecnologia de fabricaço
de integração (LSI, large scale de máscaras siste em realizar a cuperposição das ca-
integration) e de escala muito madas, seguindo a ordem indicada pelo
alta de integração (VLSI, very large scale A composição de um circuito integrado é projetista.
/ntegration) é a diminuição do volume físi- bastante complexa. O trabalho ie fabri- Partindo das especificações funcionais
co dos circuitos e de seus custos. O tra- cação realiza-se em três dimensões me- do circuito e dos procedimentos neces-
çado dos circuitos integrados é feito pri- diante o emprego de diferentes c amadas. sários à sua fabricação, realiza-se o pro-
meiramente em tamanho grande e, pos- Cada uma delas possui um desrnho dis- jeto real do disposi:ivo, calculando o ta-
teriormente, é gravado fotograficamente tinto, que chamaremos mascaa. Algu- manho e a posição que os diversos ele-
em dimensões reduzidas. mas camadas encontram-se nc interior mentos ocuparão. ara tanto, costuma-

Fatores de redução dos custos

Nos últimos anos, os processos empre-


gados na fabricação de circuitos de alta
escala de integração não sofreram prati-
camente nenhuma modificação; contu-
do, seus custos de fabricação foram sen-
do reduzidos. A explicação é simples: os
circuitos são executados sobre placas de
silício (e às vezes de gálio ou de germâ-
nio) e, embora o preço desse material te-
nha sido afetado pela inflação, a superfí-
cie necessária para conter um determi-
nado circuito foi diminuindo progressiva-
mente. Dessa maneira, os cuslos têm
baixado de forma sensível. Essa diminui-
ção de tamanho se deve à progressiva
miniaturização dos componentes do cir-
cuito e das interconexões necessárias.
Outro motivo que justifica a redução de
custos é a diminuição do número de er-
ros cometidos no processo de fabrica-
ção. Um defeito aparentemente tão insig-
nificante quanto o produzido por um arra-
nhão de alguns milésimos de milímetro
significa a inutilização do circuito. Devido
às escalas minúsculas em que se traba-
lha, a tentativa de corrigir os erros torna-
se mais cara que o processo completo de
fabricação e, portanto, se um circuito
apresenta defeito, ele é rejeitado.
Embora um circuito de alta escala de in-
tegração contenha milhares de elemen-
tos, esses elementos têm um tamanho
tão reduzido que o circuito completo não
precisa de mais que um quadrado de 5 a
7 mm de lado. Contudo, o lado normal
das placas de silício oscila de 8 a 10 cm.
Dessa maneira, numa mesma placa se
produzem simultaneamente centenas de
microcircuitos, com a conseqüente redu-
ção dos custos. Quando a placa passou
por todas as etapas necessárias é que se
começa a seccioná-la em diversas pasti- O objetivo fundamental da fabricação c e Circuitos
lhas que constituem, cada qual, um cir- de alta escala de integração ë reduzir
seu tamanho e, consequentemente, mi Úmizar os custos
cuito completo. e o consumo energético dos circuitos.
INFORMÁTICA BÁSICA
CIRCUITOS INTEGRADOS

se empregar uma tela gráfica conectada vez testado, esse padrão é projetado oti- a passagem das máscaras das diversas
a um computador, na qual se representa camente sobre a máscara final. As más- camadas do circuito para o circuito inte-
o circuito ampliado centenas de vezes. O caras são copiadas muitas vezes por grado propriamente dito.
produto final desse processo são as más- contato direto e enviadas aos centros de Sobre uma placa de silício com uma ca-
caras correspondentes a cada uma das fabricação, que empregam, além disso, mada superficial de dióxidode silício, co-
camadas do circuito. placas de silício e produtos químicos. loca-se uma gota de fotorresina diluída em
A fabricação das máscaras realiza-se pe- um solvente. A seguir, faz-se a placa girar
la criação de um padrão ampliado no Fotolitografia rapidamente, produzindo assim urna del-
computador, que será transportado a gada película fotossensível sobre sua su-
uma chapa fotográfica mediante uma A fotolitografia é um processo de fotogra- perfície; quando o solvente se evapora,
varredura com uni feixe luminoso. Uma vação por meio do qual torna-se possível permanece apenas a fotorresina. Em se-

Placas em processo de tratmento


(submetidas a uma atmosferá de plasma)
para a obtenção de várias centenas
de circuitos integrados.

- À JLZ1. M.k..k

Microfotografia de um conjunto de células Microfotografia de uma memória RAM estática


resistentes criadas sobre de 64 kbytes de tecnologia CMOS, com várias dezenas
a superfície de silício de de milhares de transistores integrados.
um circuito integrado. A direita aparece uma rede do portas lógicas integradas CMOS.

362
guida, a placa de silício é exposta várias Por último, mediante outro tratamento qui- Glossário
vezes seguidas à luz ultravioleta, através mico, retiram-se os restos da fctorresina, 1
da máscara; com isso, a fotorresina se tor- e a camada está terminada.
na insolúvel a uma solução reveladora, e
dessa forma pode ser retirada das partes Confecção final do i:ircuilo A fabricação de ci ouitos de alta escala de
em que a máscara era opaca. O passo se- integração cujo ç rocesso detalhado apa-
guinte é submeter a placa a uma solução Uma vez que todos os circuitcs estejam rece na figura ao ado, consta das seguin-
de ácido fluorídrico que ataca seletiva- gravados sobre a placa, o processo de fo- tes etapas
mente o dióxido de silício, fazendo com tolitografia pode ser testado. SE o resulta-
1.Concepção do :ircuito integrado, deta-
que o desenho da fotorresina e o substra- do estiver correto, secciona-se a placa
lhando os elemen os que deverá conter e
to de silício se mantenham inalterados. de silício de forma que cada um dos cir-
os processos ne( essários à sua fabrica-
ção.

2. Projeto e distr )u!ção do circuito, utili-


zando para tanto im computador. Ele per-
mite trabalhar co i rapidez e alto grau de
precisão.

3. Geração da re cula ótica, que se com-


RADIAÇÃO ui rRAV1OLETA põe das máscara necessárias para cada
uma das camada do circuito.

4. Produção das t iáscaras mestras utiliza-


MASCARA das no processo le fabricação das có-
pias dos circuitos

S. Gravação, na p aca original de silício oxi-


FOTORRES1NA dada, das diferentes camadas do circuito,
DIÕX1DO DE SILICIO a partir das máscaras (cinco, no caso do
exemplo da ilustr ição).

6. Teste da placc para determinar os cir-


cuitos corretos.

7. Divisão da placa em pastilhas individuais


que contenham i m único circuito.

1 2 3 8. Encapsulamen o e soldagem dos fios


conectores e pot menor selagem.

9. Teste final par; garantir o bom funciona-


mento do produti

4 5 6

Ilustração das etapas que compõem um processo fotolitográ fico: 1. placa


oxidada, 2. recobrimento com fotorresina; 3. exposição à luz ultravioleta:
4,ataque seletivo ao dióxido de silício com uma solução de ácido f!uordrco.
resultado do tratamento químico finW,
padrão de fotorresina; 6.
5,retirada do
INFORMÁTICA BÁSICA
CIRCUITOS INTEGRADOS

cuitos integrados fique separado, consti- sula; em seguida, a cápsula é selada a fo- Conceitos básicos
tuindo unidades individuais. A última ope- go, e o dispositivo, então, está pronto pa-
ração por que passa o circuito é a de en-
capsulamento: ele é colocado numa cai-
ra seu teste final.
É importante retardar ao máximo a parti-
r
xa protetora que lhe permite intercone- ção da placa em pastilhas individuais, já
Máquinas de Turing (1)
xões com outros circuitos. que a partir desse momento os custos de
As máquinas idealizadas pelo matemático
As caixinhas protetoras costumam ter manuseio aumentam enormemente, tan-
alemão Turing são os processadores mais
um tamanho muito superior ao tamanho to por causa da redução do tamanho dos simples que existem. São capazes, no en-
do circuito. Uma vez soldados nas cápsu- componentes com que se trabalha quan- tanto, de resolver qualquer problema, por
las, os circuitos se conectam através de to pelo fato de realizar os processos indi- mais complexo que seja.
finos fios aos eletrodos que saem da cáp- vidualmente, e não em grupo. O modelo teórico consiste em uma fita de
comprimento indefinido sobre a qual se po-
dem gravar símbolos de um determinado
alfabeto { a0, a1.....a } , entre os quais
deve figurar obrigatoriamente o símbolo de
vazio (a0 = .), e uma série de instruções
que a máquina é capaz de executar. Só se
pode gravar sobre um dos campos da fita
Dor vez (campo ativo) A fita pode ser des-
locada para a esquerda ou para a direita, e
a máquina conhece o estado em que se en-
contra a cada momento.
Os programas são formados por um núme-
CONCEPÇÃO
DO NOVO
CIRCUITO
bo-
PROJETO
E
DISTRIBUIÇÃO
bP-
GERAÇÃO
DE RETICULA
iTICA
7
xo-
M SCARAS
MESTRAS
-o finito de instruções com o seguinte for-
mato:

c a v c'I

onde a, e 1 a0, a1 . .... a }


y
COPIAS DE TRABALHO
DAS MASCARAS c, c' o O.....k } e v c 1a0, a1.....
PARA FOTOGRAFIAS ': pj Li_YH a, r, 1, s } e podem ter unicamente quatro
MÁSCARA DE MASCARA DE MASCARA PARA MASCARA MASCARA DE significados.
igniticados:-
ISOLAMENTO POLISSILICIO RETIRAR O METÁLICA RECOBRIMENTO
OXIDO -. 1 a, a1 c'1 Trocar o caractere a, por a1 no
--
campo ativo, e passar do estado c ao esta-
do C'.
- __..
na 2, i C a r c'1 Deslocar a posiQão ativa para
PLACA DE ISOLAMENTOS DEFINIÇÃO CONTATOS INTERCONEXÕES PONTOS DE direita, e mudar do estado c para o c'.
SILICIO OXIDADA DAS PORTAS SOLDADURA
z.lca,ic'l Deslocara posição ativa para a
Esquerda, e passar do estado c para c'.
4iÍ iFEILh 1111 1 IL - IC a, 5 cl Parara execução do programa.
- Normalmente, trabalha-se com um alfabe-
PASTILHA 1] 1111 to de dois únicos símbolos í * - } - de
INDIVIDUAL
maneira que qualquer dígito de valor n pos-
TESTE SECCIONAMENTO MONTAGEM SELAGEM DA TESTE
NA CÁPSULA CÁPSULA FINAL sa ser codificado através de n + 1 '1" en-
tre dois - *«. Por exemplo, a cadeia de nú-
meros: "5, 6, 7, O" seria representada por:

1 * 11
1111

A execução do programa depende do esta-


do em que se encontra a máquina e do ca-
ractere que ocupa, na fita, a posição ativa.
A instrução que começar por esse par de
Resumo das etapas necessarias para i l.ibricaç,io de uni Circuito integrado
concepção; pro/ero e distribuição geração valores deverá ser
da reticufa
ótica, produção das máscaras gravação. teste da placa divisão da placa, executada- depois dis-
encapsu/ame,ito soldagem e se/agem; teste final so
o processo se repete.
364
HARDWARE
COMMODORE VIC 20

VIC 20 é uma das máquinas para cassete e um barrament) paralelo te as ordens de execução ou parada do

Q que mais têm contribuído, no


exterior, para colocar a infor-
mática ao alcance de um nú-
mero cada vez maior de pessoas, sem
impor a necessidade de grande dispên-
de 8 bits programável pelc usuário.

Teclado

O teclado é incluído no mesmo gabinete


programa em curso.
A maior parte das teclas tem caracteres
gravados na parte frontal, o que permite
que com cada urra se faça a introdução
de até três caracteres e/ou comandos.
dio. De fato, em termos internacionais, da unidade central. Do total de 66 teclas,
trata-se do computador pessoal de baixo 62 compõem o teclado alfanu riérico de Vídeo
custo que alcançou maior popularidade, padrão QWERTY; as quatro res antes são
depois do Sinclair ZX 81. Esse sucesso teclas funcionais programávei' - Como acontece com quase todos os
deve-se especialmente a sua boa relação Além das teclas de caracteres alfanumé- computadores pe soais de tipo econômi-
entre preço e características, O VIC 20 ricos, existem as de movime )tação do co, o VIC 20 utiliz à um receptor domésti-
possui notável capacidade de geração de cursor, de apagamento do coiteúdo da co de televisão como periférico de saída
desenhos e gráficos em cores, ao lado da tela, e até uma para introduzir diretamen- básico. Embora o microcomputador pos-
possibilidade de sintetizar notas musi-
cais. Esses dois atributos são essenciais
para a execução dos programas de jogos
existentes para sua linhagem.
Computador: VIC 20
Unidade central Fabricante: Commdore
País de origem Estados Unidos
O VIC 20 baseia-se no microprocessador
6502, criação da empresa norte-america-
na MOS Technology.
A memória RAM interna é de 5 kbytes na
configuração básica. Mediante amplia-
ções sucessivas, o VIC 20 pode contar CAR áCTERíSTICAS BÁSICAS
com até 32 kbytes. Os módulos para am-
pliação da memória RAM podem ser co- UNIDADE CENTRAL MEMÓRIA AUXIL AR
nectados à parte posterior do mico e
acham-se disponíveis nas capacidades UCP: microprocessador 6502, ce 8 bits. Cassete: gravador reprodutor de fita cas-
de 3, 8 e 16 kbytes. RAM, versão básica: 5 kbytes. sete C2N (da Com riodore).
ROM, versão básica: 20 kbytes Discos flexiveis: ur dade de disco VIC 1541
A memória ROM interna incluída na confi-
RAM, versão ampliada: 32 kbytE's. para discos de 1/4 polegadas, 170
guração básica é de 20 kbytes, admitindo
ROM, versão ampliada: 28 kbyt'is. kbytes.
ampliação até 28 kbytes. A região dos 20 Acesso a periféricos: EIS seria, EIS para
kbytes originais abriga o sistema opera- cassete, conector para jogos, tarramento
cional elementar e o interpretador da lin- do sistema, conector para á idio/vídeo,
guagem BASIC. Uma capacidade interes- barramento paralelo para E/S de 8 bits.
sante do VIC 20 é a geração de notas mu- programável.
sicais. A síntese musical do VIC 20 chega
a três vozes de três oitavas cada, com
separação de uma oitava entre uma e ou- TECLADO LINGUAGENS
tra. Essa extensão se completa com um
gerador de sonoridade de fundo ajustá- Versão padrão: teclado QWER1 Y, com 62 Versão padrão: int rpretador BASIC arma-
vel, adequado para a produção de uma teclas alfanuméricas e 4 de furço. zenado em 8 kbytí s de ROM.
ampla gama de efeitos sonoros.
Na parte posterior do módulo principal
estão acessíveis diversos conectores pa- VIDEO JOGOS
ra a ligação de periféricos e para a ex-
pansão da configuração. O VIC 20 dispõe Versão padrão: saída de vídeo )ara moni- Jogos de tabuleiro (p.ex., xadrez: Sargon),
de um acesso para interface serial IEEE, tor em cores ou receptor de TV em cores, de azar (p.ex., Dr.iw Poker), de estratégia
por meio de modulador. (p.ex., Voodoo Cstle), fliperama (p,ex.,
saída modulada de sinal de vídeo para a
Formato de apresentação. 23 li ihas de 22 Gorf) e muitos Outros,
conexão à entrada de antena de um re-
caracteres.
ceptor de televisão, conector para a am- Capacidade gráfica: 23 linhas d à 22 carac-
pliação da memória, entrada/saída para teres em 16 cores, 46 x 44 pon os em oito
jogos (para dois potenciômetros - pad- cores.
dles uma alavanca de comando -
joystick - e uma caneta ótica), conector
HARDWARE
COMMODORE VIC 20

sibilite a geração de cores, admite tam- discos empregados são de 5 1/4 polega- impressão é unidirecional, da esquerda
bém a conexão de um televisor domésti- das de face simples e densidade simples. para a direita, criando os caracteres so-
co em branco e preto (ou um monitor de bre uma matriz de 5 x 7 pontos e impri-
vídeo). Quando trabalha com tela em Periféricos mindo um máximo de 80 caracteres por
branco e preto, o VIC 20 apresenta uma linha. A velocidade de impressão é de 30
escala de tons de cinza, em vez da gama Para ter acesso a todos os periféricos caracteres por segundo, e a impressora
de cores de que é capaz. disponíveis, o VIC 20 apresenta, na parte admite um formulário contínuo de 4 1/2 a
A tela apresenta o formato de um retân- posterior do gabinete da unidade central, 10 polegadas de largura.
gulo colorido (marca de apresentação), a rede de conectores já descrita. Como é Entre os múltiplos acessórios que é pos-
sobreposto a um fundo de cor diferente. habitual com esse tipo de microcomputa- sível acrescentar ao VIC 20, encontram-
O formato do retângulo é de 23 linhas de dores, o periférico básico é a impressora. se as interfaces padrões RS-232 e IEEE
22 caracteres cada uma. A gama de co- O fabricante oferece um modelo econô- 488, um modem com acoplador acústico
res selecionáveis chega a oito para o re- mico, especialmente adaptado ao VIC 20, para comunicação por meio de linha tele-
tângulo e dezesseis para o fundo. Por identificado pela referência VIC 1525. A fônica e uma caneta ótica.
meio da programação, pode-se escolher a
cor dos caracteres, dentro de uma gama
de oito cores. Existe também a possibilida-
de de visualização em vídeo inverso.

Memória auxiliar

Para armazenar programas e dados de


forma maciça, o VIC 20 pode utilizar co-
mo opção básica um gravador/reprodu-
tor de fita cassete projetado especifica-
mente pela Commodore, que é identifica-
do pela referência C2N.
Quando existe a necessidade de maior
capacidade de armazenamento e maior
velocidade de transferência de informa-
ção, o usuário pode recorrer à unidade
de discos flexíveis VIC 1541. Essa unida-
de incorpora um processador interno que
evita que sua ligação gaste memória da
unidade central.
A capacidade de armazenamento é de
170 kbytes por disquete, sendo possível a
ligação de até quinze unidades em para-
lelo. Com essa configuração máxima, é Microcomputadores de baixo custo e bom desempenho,
possível atingir uma capacidade de ar- como o Commodore VIC 20, estão contribuindo bastante
mazenamento total de 2,5 Mbytes. Os para colocar a informática ao alcance de um grande número de
pessoas, sem que seja preciso um dispêndio exagerado.

A unidade central e o teclado estão


Na parte lateral direita do microcomputador
integrados no mesmo gabinete. O teclado A /rÓpria Commodore comercializa um
do VIC 20, como o de muitos outros micros, estão as conexões para os numerosos jogos
obedece à configuração QWERTY que podem ser acionados com ele, além gravadorlrePrOdutOr de fita cassete,
da entrada de alimentação. batizado C2N, que funciona Como unidade
366 de memória auxiliar do V/C 20.
tar e preparar para execução os progra- Capacidade m ;ical
Software básico mas em BASIC. Sua incorporaçã põe à
disposição do usuário comandos para a
A linguagem utilizada por esse micro é o modificação da numeração das li ihas do
BASIC, com interpretador residente na programa, para a eliminação de linhas, A capacidade music ii do VIC 20 tem sido
memória ROM interna. para a geração automática e seqüencial explorada por num€ osos programas. Em
O repertório padronizado de instruções de números de linha e também para a disquete, existe un aplicativo da Micro
pode ser ampliado, graças à conexão do Computem Applicatio is, de origem holande-
elaboração ou execução dos programas,
sa, que permite compor através do tecla-
cartucho SuperExpander, que aumenta o instrução por instrução.
do. Com esse programa, o microcomputa-
número de comandos e instruções dispo- A programação em linguagem do máqui- dor gera uma nota cada vez que o usuário
níveis para aplicações gráficas, para ge- na também dispõe de uma fer'amenta aciona uma tecla, e a nota continua sendo
ração de sons e para jogos. Outro com- eficaz em forma de cartucho a sir ligado tocada até que se a erte outra tecla. Esse
plemento é o cartucho de ajuda ao pro- a um dos conectores da parte posterior: o programa tem a var agem de ser de domí-
gramador", que facilita as tarefas de edi- o monitor de linguagem de máquina. nio público, isto é, ce poder ser copiado li-
vremente, sem pagamento de direitos.
Com o cartucho SiiperExpander, da pró-
pria Commodore, o usuário tem acesso a
comandos e símbol )S especiais para indi-
car as notas. os sus enidos e bemóis, a du-
ração dos sons e s 'u volume.
O aplicativo VIC Mi :ic Composer, vendido
em cartucho pela T orri EMI, permite com-
por, tocar e armaze iai música, utilizando a
notação convencicial. Um menu de op-
ções aparece na t( !Ia quando se insere o
cartucho: composk ão, execução, armaze-
nagem ou carga. S a escolha for composi-
ção, a tela mostrar r uma pauta de cinco li-
nhas (pentagrama o usuário emprega o
teclado para coloc ir as notas no pentagra-
ma. A duração e c volume das notas tam-
bém são coman( ados pelo teclado. O
usuário pode edita (modificar) sua compo-
sição e armazená Ia em disquete ou fita
cassete. Para ex€ utar a música, empre-
ga-se o alto-falan e do terminal de vídeo
(ou receptor de te evisào doméstico).
1

1
Uma das razões da grande popularidade alcançada pelo VIC 20
1 é sua capacidade de geração de desenhos e gráficos em
cores, bem como a possibilidade de sintetizar notas
1 musicais, dentro de uma escala de cinco oitavas.

A impressora normalmente utilizada com


Quando se necessita de maior capacidade de
dde o vic 20 é o modelo VIC 1525. Exste também
e mlQr veiocidauie a possibilidade de se usar a impressora VIC --'r -------..--
ISCOS Ilexives 1526' de 60 caracteres
por segui do.
31. r
usaS8 a uniae110
e bte cada.
HARDWARE
COMMODORE VIC 20
Entre as categorias de programas aplica- BASIO. Esta inclui dois cassetes com pro-
Software apl icativo tivos voltados para computadores pes- gramas e exercícios de autocontrole,
soais existentes para o VIC 20, estão o criados para aprendizagem por parte do
Dadas as características e a orientação tratamento de textos VIC WRITER, a pia- usuário principiante em programação uti-
da máquina, é natural que o maior volu- nilha eletrônica SIMPLICALC e a base de lizando essa linguagem de alto nível.
me de programas existentes para ela se- dados VIC FILE.
ja de jogos, embora também sejam nu- Configuração básica: VIC 20 com 5
merosos os aplicativos para aprendiza- Suporte e distribuição kbytes de memória RAM.
gem, com cursos de introdução ao BA-
SIC, de matemática, de inglês, etc. O microcomputador vem acompanhado Configuração máxima: VIC 20 com 32
Os programas vêm gravados em fita de um manual de usuário de 164 páginas, kbytes de RAM, 28 kbytes de ROM, im-
magnética, cartucho conectável ou disco em inglês, de um cartucho de jogos, dois pressora, unidade de disco e módulo de
flexível, conforme seu tamanho e suas cassetes rom dezessete programas di- expansão para a conexão simultânea de
características. dáticos e uma introdução à linguagem seis cartuchos.

A unidade central
utilizada no VIC 20 é o
I microprocessador 6502,
1 de 8 bits. E uma das
Placas mais utilizadas
-. em microcomputadores

dessa categoria.

Na parte Posterior do gabinete do V/C 20


poder,, se, 1/gados diretamente os P/ía prop,,8, um
C8rWC/s contendo programas
a/uda de Programação aumento Significativo da
de logos ou capacidade de memórIá a
Cr/Q1
um 98i3,flOt Corl7mOdQ(
368 8 C0ti08 de amp/, ç0 Em uln
Vir/OS
tl?Ócyu/os
~oerrnIlIndo

(Pacidies)
X inoulado,

bom ofe.ç
de VIde
SOFTWARE
MÉTODO DE PROCESSAMENTO DE DADOS
vados no mesmo espaço em que se en-

N
os primórdios da informática, mazém, por outro emr5regado ou outra
os programas eram executa- máquina, e assim por diante. lEste pro- contravam os originais. As transações
dos um a um, de modo que um cessamento por lotes é muitas vezes não precisam ser classificadas, o que
único processamento ocupava mais econômico e mais exatc do que economiza tempo. E a mesma técnica uti-
toda a unidade central até que fosse ter- aquele que executa todas as oeraçôes lizada no acesso de arquivos diretos.
minado. Esse método de processamento de uma só vez.
de dados chama-se monoprogramação Vamos ver, em seguida, três técnicas de • Processamento por lotes pai/filho
sem superposição de funções. Tem o in- processamento de dados por lotes, quan-
conveniente de manter inativo o proces- to ao acesso de dados: Já foi analisado em capítulos anteriores
sador enquanto se gerenciam as opera- desta mesma seção. E empregado para
ções de entrada e saída, que são, além • Processamento por lotes de, acesso arquivos de grande atividade, onde prati-
disso, as que levam mais tempo para se- aleatório camente todos or registros são altera-
rem executadas. dos, gerando, portanto, uma versão intei-
Isso fez com que se tentasse ocupar a É muito adequado para tratar arquivos de ramente nova do arquivo.
unidade central durante o maior tempo baixa rotatividade. Apenas se acessam
possível, dando lugar ao surgimento de os registros mestres que vão ser proces- • Processamento por lotes com telepro-
novos métodos de processamento. O pri- sados. Os registros atualizados são gra- cessamento
meiro deles permite que uma operação
de entrada/saída seja feita concomitante-
mente com uma de cálculo, em monopro-
gramação. A vantagem dessa melhoria
ainda é pouco sentida pelo usuário, pois
a velocidade total sempre será a da parte
mais lenta (E/S), acarretando uma ociosi-
FILA DE ESPERA 4
dade do processador. Com o desenvolvi- 1 ENTRADA>
SAIDA>
mento dos sistemas operacionais surgiu
a possibilidade de multiprogramação,
que se baseia na convivência de vários
programas numa mesma memória; en-
quanto um executa uma operação de cál-
culo, outro pode estar gravando ou lendo
dados. Nesses casos, teremos efetiva-
mente um aproveitamento maior do pro-
cessador. Evidentemente, essa técnica
originou-se nos computadores de maior
No método monoprogramação, o processamento de um programa
porte, e hoje já está sendo empregada não começa enquanto o anterior não e ;tiver terminado.
nos microcomputadores. O computador se comporta como se o:, programas fossem clientes
que se colocassem em fila para serem atendidos.
A seguir, faremos uma análise dos méto-
dos de processamento mais representati-
vos, e de outros que, atualmente, estão
se impondo na maioria das aplicações de
gestão administrativa e financeira. VARIAÇÃO CL 103
1 VARIAÇÃO CI. 52
VARIAÇÃO CL 37
Processamento de dados por
lotes (batch)

Quando uma empresa é pequena, um


único empregado consegue realizar to-
das as operações de contabilidade, for-
necimento de pedidos, etc. Já no caso de
uma grande empresa, é evidente que um
único funcionário jamais poderia realizar
todas as tarefas necessárias sem com-
No processamento por
prometer seriamente o funcionamento. A lotes de acesso
empresa, nesse caso, divide o trabalho aleatório, o computador
em lotes: a parte da contabilidade por só tem acesso aos
registros do arquivo
exemplo, é realizada por um empregado mestre que deve
ou por uma máquina; os pedidos de ar- atualizar.

369
SOFTWARE
MÉTODO DE PROCESSAMENTO DE DADOS

Muito utilizado quando se dispõe de um carburadores ao operador de um termi- Com esse método, vê-se que o desenvol-
computador central em comunicação nal de computador, que dispõe de um ar- ..'imento normal do programa se altera de
com vários terminais que podem estar quivo de clientes e de outro, de produtos. acordo com os dados de entrada. E um
distantes. Vejamos o princípio desse pro- Consultando a tela, o operador verifica método que relaciona de forma direta a
cessamento, descrevendo um exemplo. que esse cliente é novo, já que não se en- entrada de dados com os arquivos mes-
Suponhamos uma empresa fornecedora contra cadastrado no arquivo de clientes. :res e as várias rotinas de processamen-
de auto-peças. Essa empresa possui uma O programa lhe pergunta se é preciso in- -o, conduzindo, de certa forma, o traba-
série de agências em lugares distantes cluir esse novo cliente no arquivo. O ope- lho do operador.
do escritório central. Essas agências pos- rador responde que sim, e a tela se pre-
suem terminais conectados ao computa- para para receber seu nome, endereço, Processamento em tempo real
dor da sede. Sua forma de trabalhar é a etc. Em seguida o programa lhe pergunta
seguinte: durante uma jornada de traba- se a informação está correta, e o opera- O processamento em tempo real, que re-
lho, cada sucursal vai reunindo os dados dor, depois de conferi-Ia, diz que sim. O quer a existência de uma conexão entre
referentes às peças vendidas num dispo- software lhe pergunta ainda o que mais os terminais e o computador central, tem
sitivo denominado coletor de dados. Ao fi- quer fazer, e o operador responde que que ser suficientemente rápido para que
nal do dia, um programa localizado no quer introduzir um pedido: assim, nova- o resultado de uma operação tenha efei-
computador central vai perguntando" a mente se inicia o diálogo. to imediato sobre o processamento que
cada sucursal o número de vendas reali-
zadas, e atualiza seu arquivo central de
armazenamento, controlando a quantida-
de de peças que existem em estoque e
as que restam nas sucursais. No caso de
faltar algum item, a matriz enviará às su-
cursais as peças necessárias. O proces-
samento apresenta muitas vantagens, já
que dispensa o uso do telefone ou mes- AROUIVO
MESTRE (PAI)
mo dos correios para estabelecer a co- ARMAZÊE Exemplo de atualização
municação das sucursais com a central. dos dados de um
AROU)VO armazém utilizando
Por outro lado, tem-se um total controle MESTRE (PAI)
o método pai/filho.
CLIENTES
sobre as vendas efetuadas. Ao receber um pedido,
o arquivo pai do
cliente e o arquivo
Processamento de transações FATURAS
pai do armazém são
atualizados mediante
É um método muito usado nos dias de ho- os processamentos
de faturamento
je. Com ele cada transação se processa e inventário,
ATUALIZADO resultando nos
totalmente, e seus arquivos se atualizam (FILHO)
ATUALIZADO arquivos filhos
de uma só vez, sem necessidade de for- (FILHO)
correspondentes,
mação de lotes. Emprega arquivos de
acesso aleatório, com organização relati-
va ou indexada. Distingue-se do proces- ATENDE PPOGRAMA

samento aleatório por lotes pela redução


ATENDE PROGRAMA 2
no tempo do ciclo de transação e pela
realização imediata da atualização dos
arquivos. O software e as técnicas de o ATENDE PROGRAMA 3

programação empregados permitem o e ATENDE PROGRAMA

processamento das transações sempre


que o usuário necessitar dele. e ATENDE PROGRAMA 2 etc

COMPUTADOR
CENTRAL
Processamento interativo

Esse método encarrega-se de controlar o


diálogo entre o programa de um compu-
tador e o operador de um terminal. Os
instrumentos usados para esse diálogo
normalmente são a tela e o teclado.
Para explicar esse processamento va- No processamento de tempo compartilhado, a capacidade de
trabalho do computador central é dividida entre
mos usar outro exemplo. Suponhamos os diversos usuários, dessa forma, eles têm a sensação de
que um cliente faça um pedido de quatro serem os únicos a estarem utilizando o computador.

370
está sendo realizado. Exemplo típico ce teriza por um conjunto de funçõet mais li- Glossário
processamento em tempo real é quando mitadas e por uma variedade m nor.
vamos ao terminal-caixa de um banco pa- Atualmente, os computadores entrais
ra sacar dinheiro. Digitamos o número da podem operar com processame itas por
O que significa pro ;essamento batch?
nossa conta corrente e pedimos uma cer- lotes e em tempo real. simultaneamente.
ta quantia. O computador verifica no ar- Quando o computador central n io rece- Pelo termo inglês bitch são conhecidos,
quivo de contas se dispomos de saldo su- be uma demanda de um terminal de tem- no campo profissioní 1, os processamentos
ficiente. Se tudo estiver correto, dará as po real, pode estar executando um pro- por lotes.
ordens necessárias ao caixa para que cessamento por lotes. Quando aparece
nos pague a quantia solicitada. essa demanda, interrompe o p ocessa- O que significa p oc:essamento bach-
O computador central pode estar aten- mento por lotes para atender o terminal. ground?
dendo de uma só vez vários terminais:
enquanto está procurando ou atualizando Processamento em tempo E outro termo empre 'ado no campo profis-
nosso saldo, pode estar executando ou- compartilhado sional para designa os processamentos
de baixa prioridade, que são executados
tro tipo de operações com outros caixas.
de forma automátiCa. quando os de maior
Apesar de muitas semelhanças com o Para evitar a ociosidade do compi, tador e a
prioridade não estão utilizando os recursos
processamento interativo, este se carac- conseqüente perda de dinheiro, utiliza-se do sistema.

TERMINAL 1
COMPUTADOR O que quer dizer rocessamento fore-
TERMINAL 3
Ld ground?

rri E a execução autor ática dos programas


de maior prioridade, jeralmente em tempo
SUCURSAL ESCRITÓRIO SUCURSAL real. Também São :hamados programas
be-
CENTRAL 3
preferenciais

oJ t
TERMINAL 2
o] Que outros signifl3ados tem o proces-
samento on une (ein linha)?
COLETOR COLETOR
DE
DADOS P11 DE
DADOS Quando uma pesso 1 se comunica direta-
mente com o computador central, sem a
SUCURSAL
utilização de cartõe perfurados ou de fita
No processa nento
magnética, diz-se que está "em linha".
remoto por ktes, os
dados armaztnados em Qualquer unidade priférica preparada pa-
cada sucurs / são ra se conectar diret imente com o compu-
F(1di
COLETOR
transmitidos 30
computador entra/, no
tador central está e Ti linha.

DE qual ficam acumulados


DADOS para posteric Quais são as cara ;terísticas típicas de
tratamento. um sistema interativo?

a) Utilização de um meio de conversação


para a entrada de ( idos.
b) Atualização imec ata de arquivos.
c) Disponibilidade ir stantânea de informa-
ção.
BANCO COMPUTADOR
24 DADOS
HORAS O que é time shar ng?
SAIDA
PROCESSAMENTO É um termo inglês u .ado pelos técnicos em
EM
TEMPO REAL
informática para de iominar o uso do com-
ALL \LIZAÇÂO putador em tempo :ompartilhado
01 SALDO

C
DC CLIENTE

r - 1000'

1000 »

O processamento em tempo
real emprega arquivos de acesso
direto: a atualização dos arquivos e imediata,
o tempo de resposta. minimo. L. 3/1
SOFTWARE
MÉTODO DE PROCESSAMENTO DE DADOS
o processamento em tempo compartilha-
[Conceitos básicos
do. Numa empresa com um computador Processamento distribuído
central e vários departamentos que o uti-
lizam, o computador central tem uma ta- Nos processamentos descritos emprega-
bela de prioridade para atender'os diver- se um único computador central para o Processamento em linha
sos processamentos. Com o sistema de processamento. O sistema distribuído eli-
(on-line)
tempo compartilhado, o computador cen- mina ou reduz o uso do computador cen-
tral, mediante técnicas de multiprogra- tral: unidades localizadas em diferentes O processamento em linha é aquele em
mação, atribui um determinado tempo a estações do processamento realizam as que um terminal situado a uma grande dis-
cada terminal para que realize seu pro- funções necessárias. Isso implica a utili- tância de um computador central se comu-
cessamento. Esgotado esse tempo, o zação de uma série de computadores e nica diretamente com ele. Já vimos alguns
computador central se desconecta desse terminais conectados entre si por uma exemplos de processamentos em linha;
terminal e passa para outro. rede de comunicações, executando, ca- existem, porém, alguns tipos que ainda me-
Esse processamento emprega equipa- da um, tarefas específicas. Normalmen- recem destaque;
mentos muito grandes e é muito rápido; te, utilizam-se minicomputadores para is- • Sistema de consultas
cada usuário tem a impressão de ser o so. As vezes, um computador central ad- Esse processamento é utilizado para pedir
único a utilizar o computador central. ministra toda a rede. informações ou consultar o computador
central. Exemplo típico desse sistema é a
consulta sobre os créditos disponíveis que
uma sucursal bancária faz ao computador
central. No caso de vendas, outro exemplo
é a consulta que um ponto de venda pode
fazer à matriz sobre a existência de certos
materiais no estoque. É preciso ressaltar
que esse método realiza a atualização dos
NOME CLIENTE •******•** arquivos da mesma forma que o processa-
NUMERO **** mento por lotes, ou seja, ao fim de um dia
ENDEREÇO ********** NÚM. *** de trabalho.
CIDADE ********** • Comutação de mensagens
ESTADO ********** CEP O usuário pode enviar uma determinada
mensagem a um ou mais terminais distan-
tes. Um exemplo típico é o de um vendedor
que ordena o envio de pedidos a um ou
mais pontos de venda. As mensagens e
Nos processamentos correspondências internas podem ser dis-
interativos se
tribuídas dessa forma.
estabelece um diálogo
00 entre o computador e
o operador, através do
• Captação de dados
Os terminais de várias sucursais enviam
monitor de video.
ao armazém central vários pedidos que

-
são guardados em um arquivo para serem
processados no momento em que os pro-
gramas de aplicação forem acionados.
/ • Sistema de atualização de arquivos
COMPUTADOR
É semelhante ao anterior. Nesse caso, os
'HOCISSAMINTO dados enviados pelos terminais são pro-
DE
PEDIDO cessados no mesmo instante em que che-
ARQUIVO gam. Exemplo típico é a venda de passa-
ATUALIZADO
TERMINAL gens de trem.

• Sistemas de controle de processos


COMPROVANTE
Esses sistemas são usados em aplicações
de tipo industrial com finalidades de super-
visão e de controle de processos de fabri-
IMPRESSORA cação. Na indústria eletrônica a fabricação
de circuitos é supervisionada e controlada
por um sistema desse tipo

No processamento de transações utilizam-se arquivos


de acesso direto, com isso, evita-se
a necessidade de classificar documentos, e a atualização dos
registros é imediata.

372
1 PERIFÉRICOS
o.
UNIDADES DE DISCO FLEXIDISK

cionadores são dispositivos on- igual ao BR 500, diferenoiando-se apenas [Controlador e acionador

A de os disquetes são introduzi-


dos para leitura e gravação.
Eles é que determinam se os
disquetes serão utilizados em face sim-
ples ou dupla, e se os dados serão grava-
pelo fato de ter alguns componentes que
o tornam exclusivo para operação com
micros da linha Apple.
O BR 500 e o BR 550, por sua vez são ba-
sicamente semelhantes. O que (S distin-
Os discos Winchestir são conectados aos
micros através de ima placa, produzida
dos em densidade simples ou dupla. gue é que o primeiro permite c uso de pela própria Flexidik, chamada BR 1410.
A Flexidisk é um dos fabricantes brasilei- Ela controla a transferência de dados entre
apenas uma das faces do disqLete, e o
a UCP e os discos. (ada placa é suficiente
ros de acionadores. Eles são vendidos outro possibilita a gravação em a Tibas as para controle de urna unidade com dois
aos montadores de microcomputadores, faces, por ser dotado de duas abeças discos, seja BR 406 ou BR 412.
que os incorporam a seus sistemas. As- de leitura e gravação, ao invés d€ apenas O BR 1410 é baseabD em um microproces-
sim, não levam a marca Flexidisk, mas a uma. Os três acionadores pode n ter os sador dedicado. Ele iispÕe de um buffer de
do micro a que estão conectados. dados gravados em densidade cupla. setor, onde os dadcs ficam armazenados,
Os acionadores Flexidisk dividem-se em Assim, no BR 390, no 500 e no 5E 0, a gra- às vezes por apenar alguns segundos, até
duas famílias, uma de 51/4 polegadas e vação é feita por MFM (modulaçCÊ de fre- serem transferidos rara o disco.
outra de 8 polegadas: a BR 500 e a BA qüência modificada). O controlador é dotdo de comandos de al-
800, respectivamente. to nível e de um sep rador de dados de alta
Os três acionadores fazem com que os
confiabilidade. Ele dispõe também de um
discos flexíveis neles introduzidos girem
microprocessador p ira correção automáti-
Série BR 500 acionados por um motor de tr ção por ca de erros. Ao fim le cada gravação, ele
correia. A velocidade de rotação deles é verifica se o que foi do é exatamente aqui-
É formada pelos acionadores BR 500, BR de 300 rpm (rotações por minuto), com ló que foi gravado. ) BR 1410 tem dimen-
550 e BR 390: este último é basicamente erro máximo de 3% são física semelhan e à da unidade de dis-
co, podendo, assin- ser fixado sobre ela,
caso seja necessár ).

O BR 850 é a versão de dupla cabeça do


8R 800; permite a gravação e leitura em
disquete de dupla face e, consequentemente,
odobro de capacidade online.

373
PERIFÉRICOS
UNIDADES DE DISCO FLEXIDISK

O deslocamento e posicionamento das As características abordadas são as que nadores de 8 polegadas. Ou seja, segun-
cabeças de leitura e gravação são feitos distinguem a série BR 500 da série BR do os técnicos da empresa, é impossível
por um motor de passo. No BR 500 e no 800. Algumas outras, comuns às duas sé- conseguir um acionador com dimensões
BR 390, a cabeça se movimenta sobre ries, serão expostas logo após as carac- menores que as desse. Ele tem 58,42 mm
uma rosca sem fim. No BR 550, a cabeça terísticas peculiares à família dos aciona- de altura, por 217,17 mm de altura, por
se movimenta sobre uma banda metáli- dores de 8 polegadas. 336 mm de profundidade e pesa 3,18 kg.
ca. Dessa forma, o tempo de posiciona- Os outros dois têm 117 mm de altura, por
mento da cabeça trilha a trilha nos dois Série BR 800 241 mm de largura e 362 mm de profun-
primeiros acionadores é de 20 ms, dimi- didade. Ambos pesam 5,91 kg.
nuindo para 5 ms no terceiro. Esta série é composta por três acionado- Nos três acionadores a gravação se efe-
A capacidade de armazenamento sem res: BR 800, BR 850 e BR 860. Eles traba- tua por MFM. Os dois primeiros aciona-
formatação do BR 500 e do BR 390 varia lham com discos flexíveis de 8 polega- dores fazem com que os disquetes girem
de 125 a 250 kbytes. Com o 550 alcança- das. O primeiro tem apenas uma cabeça, pela ação de um motor de tração por cor-
se de 250 a 500 kbytes. A capacidade de permitindo assim a gravação em uma reia. Já o BR 860 é dotado de um motor
armazenamento formatado fica a cargo única face do disco flexível. O segundo é de acionamento direto. A velocidade de
do usuário, que a define de acordo com dotado de duas cabeças, resultando o rotação dos três é de 360 rpm, com erro
suas necessidades. aproveitamento das duas faces dos dis- máximo de 3%.
Os acionadores de 51/4 polegadas são quetes. O terceiro conserva as mesmas O deslocamento e o posicionamento das
acondicionados em caixas de plástico rí- características do BR 850, mas tem a cabeças de leitura e gravação são obti-
gido, com 82,6 mm de altura por 146,1 metade de seu tamanho. dos através de um motor de passo. No
mm de largura, por 203,2 mm de profun- O BR 860 é apresentado pela Fiexidisk BR 800, a cabeça move-se através de
didade, pesando 1,36 kg. como a versão definitiva da série de acio- uma rosca sem fim. No BR 850 e 860, ela

CARACTERISTICAS DOS ACIONADORES FLEXIDISK

BR 390 BR 500 BR 550 BR 800 BR 850 BR 860

Número de faces 2 2 2

Densidade de gravação simples! simples! simples! simples! simples! simples!


dupla dupla dupla dupla dupla dupla

Número de trilhas por face 35 40 40 77 77

Densidade de trilhas por polegada 48 48 48 48 48 48

Densidade de gravação (bits por polegada) 2768/ 2768/ 2938! 3268! 3408! 3408/
5536 5536 5876 6536 6816 6816

Capacidade de armazenamento sem formatar


total 250 kbytes 250 kbytes 500 kbytes 800 kbytes 1.6 Mbytes 1,6 Mbytes

por face 250 kbytes 250 kbytes 250 kbytes 800 kbytes 800 kbytes 800 kbytes

por trilha 6,2 kbytes 6,2 kbytes 6,2 kbytes 10,4 kbytes 10,4 kbytes 6,2 kbytes

Tempo de arranque do motor (ms) 500 500 250

Velocidade de rotação (rpm) 300 300 30(1 360 360 360

Tempo de acesso trilha a trilha (ms) 20 20 8 3 3

Tempo de acesso médio (ms) 275 275 275 210 91 91

Velocidade de transferência (kbits/s) 125/250 125/250 125/250 250/500 250/500 250/500

Método de codificação MFM MFM MFM MFM MFM MFM

/4
move-se sobre bandas metálicas. No pri- elétricos são compatíveis cori a lógica 1 DisC05 rígido
meiro acionador, o tempo de posiciona- TTL. Os sinais são transmitidos através
mento da cabeça trilha a trilha é de 8 ms. de um cabo plano de pares trançados
A Flexidisk fabric também discos rígidos
Nos outros dois modelos, esse tempo é com comprimento máximo de 3 m.
com tecnologia Winchester. São dois os
de apenas 3 ms. Os acionadores aceitam qualquer disco
modelos da Flexidisk: BR 406 e BR 412.
A capacidade de armazenamento não- flexível, desde que respeitadas as devi- Ambos têm dupla face, com quatro cabe-
formatado por disco do BR 800 varia de das dimensões. ças de leitura e gr ivação. Eles conservam
400 a 800 kbytes. No BR 850 e no 860, Os acionadores BR 390, BR 500, BR 550, as mesmas carac erísticas, diferenciando-
essa capacidade dobra, variando entre BR 800 e BR 850 apresentam empo mé- se unicamente pela capacidade de arma-
800 e 1600 kbytes. A capacidade forma- dio entre falhas (MTBF) de 80(0 horas, e zenamento. São lornecidos em unidades
tada depende da definição do usuário. tempo médio de reparação (META) de 30 com dois discos cida. Não são removíveis.
minutos. O MTBF do BR 860 É de 10000 Cada unidade te -n as seguintes dimen-
Características comuns horas, e o MTTR é de 30 minutos. sões: 82,55 mm de altura, por 146,55 mm
de largura. por 2( 3,20 mm de profundida-
O índice de erro por software (de todos) é
A tensão de alimentação dos acionado- de O peso é de 1 90 kg.
de 1 a cada 109 bits lidos. Por hardware
A empresa os co 'iercializa sob a modali-
res de disquetes Flexidisc de 5 1/4 pole- esse índice é de 1 a cada 101: bits lidos.
dade OEM Apen s o BR 406 é vendido di-
gadas é de + 12Ve + 5VemCC;ados O indice de erros por procura E de 1 a ca-
retamente ao usu irio, pela Basic Eletrôni-
acionadores de disquetes de 8 polegadas da 106 procuras. ca, uma coligada ia Flexidisk. Um conjun-
éde + 24Ve + 5V. A vida do disco flexível é de 3,E x 106 pas- to contendo a unidade com os dois discos,
A conexão dos acionadores ao controla- sagens pela mesma trilha E mais de um controlador, u na fonte de alimentação
dor é feita através de linhas de controle e 30000 inserções. elétrica e o soft'iare para ligação custa
de transferência de dados, cujos níveis S.C. 879 ORTNs. No ei itanto, ele está apto para
ser conectado ex(.lusivamente a micros da
linhagem Apple.
A capacidade de armazenamento do BR
406 é de 6,37 MLytes não-formatados e 5
Mbytes formatados. O BR 412 pode arqui-
var 12,76 Mbytes não-formatados e 10
Mbytes formatados.
Ambos são contr)lados por um motor de
acionamento dir€ to, sem escovas. Como
os discos Winch ster são extremamente
vulneráveis, o mo or fica isolado do conjun-
to formado pelos discos e pelas cabeças
de leitura e grava ão. A velocidade de rota-
ção é de 3600 rpr . A taxa de transferência
é de 5 Mbits por ;egundo.
As cabeças de itura e gravação movi-
mentam-se sobo um carrinho suportado
O BR 500 e um acionador de discos flexiveis Os acionadores de discos rígidos de
de 5 1/4 polegadas que permite tecnologia Wincflester permitem rápid3 por um rolament posicionado graças a um
o uso de apenas uma das faces do disquete. velocidade de acesso graças as cabeças atuador a banda i retálica, acionado por um
E compacto e de custo relativamente baixo. de leitura flutuante motor de passo. sse mecanismo também
é externo ao con unto discos/cabeças.
O tempo médio ce acesso é de 85 ms, in-
cluindo 15 ms para acomodar as cabeças
de leitura e gravoçào. O tempo de acesso
trilha a trilha é d 3 ms.
A densidade de ravação do BR 406 é de
7690 bpi, a do BR 412 é de 9074 bpi.
A temperatura suoortada pelos Winchester
Flexidisk, em operação, varia de + 4 a
+ 50°C. Em não operação ela pode variar
de - 400 a + 60'C.
A umidade relati isuportada varia de - 8%
a + 80%, sem ondensação.
A alimentação e te 12 V e 5 V.
A taxa de erro di leitura por software é de
1 em 1010 bits lid is. Por hardware, essa ta-
O fabricante anuncia o BR 860 como a O acionador BR 390 é basicamente igual ao
xa é de 1 em 10 bits lidos. A vida útil dos
versão definitiva de seus acionadores de BR 500, distinguindo-se apenas por te discos Winches r Flexidisk é de cinco
discos flexiveis de 8'. Apresenta a mesma alguns componentes que o tornam ex ;lusivo anos.
capacidade de memória do BR 850, para operação com micros da linha A )ple.
MUND DA INFORMÁTICA
DIAGNÓSTICO MÉDICO PELO COMPUTADOR

inda parece distante o dia em para desempenhar um papel decisivo na Essa situação se deve em grande parte à

A que sistemas baseados na tec-


nologia dos computadores,
sem ajuda de elementos hu-
manos, possam ser capazes de diagnos-
ticar e curar qualquer enfermidade, de
administração de clínicas e hospitais. O
computador pode ajudar a reduzir a es-
pera dos resultados de exames, a desor-
ganização nas emergências ou a longa
peregrinação dos pacientes em busca de
falta de familiaridade do corpo médico
com a informática, bem como a uma re-
sistência, normal, que todos os profissio-
nais apresentam em mudar seus hábitos
de trabalho.
qualquer paciente, em qualquer parte do um leito de hospital. Contudo, o problema de saber se seus
mundo. No momento, as aplicações da Sem dúvida, os principais problemas da equipamentos informatizados instalados
informática na medicina tendem a se informatização dos hospitais se concen- nos hospitais devem ser manuseados por
concentrar na liberação dos médicos de tram não tanto em considerações de ca- pessoal médico ou técnico é um dos te-
certos trabalhos rotineiros - como a ráter técnico como na administração em mas mais controvertidos do momento. A
gestão administrativa dos hospitais, o si. Isso quer dizer que aos enormes cus- solução deve ser encontrada não na cria-
controle dos históricos clínicos, etc. -, tos de manutenção, pessoal e investi- ção de uma nova casta de profissionais
bem como em desenvolver aparelhos mentos em infra-estrutura deve-se somar especializados em informática médica,
destinados a auxiliar no diagnóstico de os gastos que ocasionam a implantação mas na aproximação dos computadores
doenças; por exemplo, os tomógrafos. de uma nova tecnologia, como a informá- à medicina e vice-versa.
tica, não apenas em hospitais, como em
Gestão hospitalar todos os centros assistenciais e postos Instrumental computarizado
de saúde de um país.
A informática gerencial, com uma consi- Por outro lado, a classe médica não sou- Muitas vezes o leigo tende a simplificar a
derável experiência em escritórios e em- be, até agora, tirar o proveito máximo dos idéia que tem sobre a etiologia (causa)
presas de todos os tipos, está preparada sistemas informatizados já instalados. das doenças. Entretanto, na maioria das

Uma das aplicações mais conhecidas da eletrônica à medicina é o exame Ue


pacientes mediante o uso de Sistemas de processamento de imagens.
A incorporação do computador a esses equipamentos é essencial para a
produção de imagens e a elaboração de diagnósticos.

A simplificação da gestão hospitalar mediante o uso de computadores pode O computador está convertenqo.se em uma ferramenta de trabalho
resolver problemas administrativos que dificultam o dia-a-dia do médico, insubstituível para o médico, inclusive no hospital. Longe de distanciá-lo de seu
como, por exemplo, a distribuição de leitos, o acesso aos históricos paciente, fornece dados sobre ele, impossíveis de se obter
médicos ou a entrega rápida de exames. com procedimentos tradicionais.

376
vezes, elas não são devidas a uma única bém proporcionar uma inestimá"el ajuda verdadeiros monstros de incomunicabili-
causa. Do mesmo modo, os sintomas no desenvolvimento de método; não-in- dade entre médicos, e pacientes. As auto-
que definem uma enfermidade podem vasivos, baseados na tecnologia da infor- ridades médicas dirigem agora seus es-
não ocorrer tal como figuram nos livros mática, que não produzem efeitcs secun- forços no sentido d fomentar uma cons-
de patologia médica. dários nem contra-indicações nos pa- ciência sanitária entre a população.
As tentativas realizadas na década pas- cientes, como é o caso de certas técni- O que se convencionou chamar de "me-
sada para desenvolver um sistema ba- cas de pesquisa nuclear (gama câmara, dicina preventiva" procura seguir duas
seado em computador capaz de diag- PET, etc.). A tomografia computadoriza- máximas já populaes: "mais vale preve-
nosticar automaticamente qualquer doen- da, além de substituir operações explora- nir do que curar" e "não há doenças,
ça foram infrutíferas. Isso, em grande tórias, serve por exemplo para os cirur- apenas doentes-. A informática, nesse
parte, é devido à própria complexidade do giões plásticos obterem, numa tela, re- terreno, terá que desenvolver um papel
conhecimento médico e da natureza do constituições de partes mutiladas de um essencial: coorder ação de campanhas
processo lógico da diagnose, assim corno paciente antes de operá-lo. informativas, controle sanitário dos ali-
à capacidade limitada dos programas lei- mentos, programar. de educação nas es-
tos para tal. Medicina preventiva colas e centros de ensino, detecção pre-
Os maiores sucessos têm sido obtidos coce de enfermidades, controle sanitário
com programas chamadcs ' de inteligên- Ainda que lentamente, está sendo desen- dos serviços públicos e privados, etc.
cia artificial", como MYCIN, desenvolvi- volvido em todo mundo um grarde esfor- Da mesma forma, a informática será um
do nos EUA, que é capaz de dar aconse- ço para abrir as portas dos hcspitais e forte elo de comunicação no organogra-
lhamento e diagnóstico médico apenas centros de saúde à informática ma sanitário dos países: coordenará e dis-
na área de infecções e terapia com anti- A tendência atual da medicina não passa tribuirá toda a informação sobre doenças
bióticos. Os computadores podem tam- pela construção de grandes hospitais, e recursos de cura pelo mundo inteiro.

Muitas operações cirúrgicas de exploração foram substituidas pelo


diagnóstico através de instrumentos computadorizados.
É bastante difundido o uso de aparelhos de ultra-som
para o acompanhamento da gravidez.
APLICAÇÕES
SISTEMA DE MALA DIRETA SCOPUS

ma das aplicações mais gene- de 4000 clientes por disquete de face du- mita consideravelmente a utilidade do

U ralizadas dos computadores


nas empresas é a manutenção
de cadastros de pessoas físicas
e jurídicas, tais como relações de clien-
tes, fornecedores, etc. Além de servirem
pla. Não é gerado código de verificação
pelo programa.
2. Nome do cliente
3. Empresa
4. Cargo
aplicativo em algumas situações.
Quando ativado, esse módulo dispõe das
seguintes funções: inclusão, exclusão,
modificação e listagem.
Na inclusão, um novo registro é adiciona-
para organizar e armazenar os cadastros 5. Endereço (rua, avenida, etc., mais núme- do ao fim do arquivo, e os dados são soli-
de forma mais eficiente do que a tradicio- ro, complemento, e, se couber, bairro) citados através de uma máscara de en-
nal, os programas existentes para essa fi- 6. Cidade trada na tela. Na modificação, todos os
nalidade também permitem a emissão de 7. Código de endereçamento postal tampos do registro solicitado aparecem
listagens seletivas, classificadas por al- 8. Estado/país na tela, e pode-se alterar o conteúdo de
gum critério, assim como a produção de Não são reservados campos para códi- um ou mais campos do registro, tornan-
etiquetas de endereçamento e cartas gos de seleção, como é costume em ou- do-se a armazená-lo. Na exclusão, um re-
personalizadas. Por isso, tais programas tros sistemas de mala direta (por exem- gistro indicado é suprimido do arquivo,
são chamados sistemas de mala direta. plo, para identificar o ramo de atividades permanentemente. Para essas duas últi-
O nome (do inglês direct mau: correspon- do cliente, o tipo de mercadoria ou servi- as funções, o acesso ao registro solici-
dência direta) indica uma de suas aplica- ço em que está interessado, etc.). Isso li- ado é direto, usando-se como chave o
ções mais comuns: a mecanização do
envio de correspondência e publicidade
Aplicativo: Sistema de Mala Direta Scopus
comercial diretamente aos clientes cons-
Computadores: MicroScopus MC 10 e MC 200
tantes de uma lista selecionada.
Configuração: unidade central, com 64 kbytes de RAM,
OSistema de Mala Direta da Scopus,
duas unidades de disquete de 8 polegadas (dupla face,
uma das maiores fabricantes de equipa-
dupla densidade) e impressora de 132 colunas
mento de processamento de dados do
Sistema operacional: CP/M
país, se enquadra na categoria de cadas-
Linguagem: COBOL
tramento de clientes, pela natureza dos
Suporte: três disquetes de 8 polegadas, dupla face, dupla
campos de informações já prefixados pa-
densidade
ra os registros (fichas) do cadastro. De-
uocumenlaçao: instruçoes para o usuaruo
senvolvido em COBOL compilado, é um
Produção e distribuição: Scopus Tecnologia (São Paulo)
conjunto de onze programas específicos
para os microcomputadores das linhas
C 10 eC 200, da Scopus.

Características do aplicativo

O sistema é operado a partir de um menu


principal (MALADIR), que exibe na tela as
funções disponíveis. Estas são agrupa-
das em três módulos básicos:

• cadastramento de clientes;
• emissão de listagens diversas;
• emissão de etiquetas.

Os programas de cadastramento permi-


tem a criação de um cadastro de clien-
tes, identificado por um nome único, que
contém informações de identificação e
endereçamento de cada cliente, em re-
gistros de acesso direto.
Um registro é constituído dos seguintes
campos de informação:
1. Código: este é um número atribuído pe-
lo usuário, com seis dígitos, sendo os
dois primeiros identificadores do disque-
te onde está cadastrado o endereço Por- O Sistema de Mala Direta da Scopus foi desenvolvido
tanto, são possíveis até 99 disquetes, para operar em microcomputadores de médio
porte da mesma empresa, com disquetes
com capacidade para armazenar cerca de 8 polegadas e impressora.

378
número do código. Finalmente, na função de emitir as etiquetas, o progr ma impri- nu), deve ser inserido na gaveta B. Os dis-
de listagem, pode-se obter uma tabela re- me um padrão de acerto, que serve para quetes com dados devem ser inseridos
sumida, paginada, dos registros armaze- ajustar a posição correta do papel na im- na gaveta A. Ao ser solicitada uma classi-
nados no cadastro, classificados e/ou se- pressora. O programa não perriite a utili- ficação, antes de uma listagem, o progra-
lecionados segundo os campos de em- zação de outras disposições d€ etiquetas ma necessita de um terceiro disquete,
presa, cidade e país/Estado. encontradas comumente no mercado, colocado também na B, temporariamen-
No módulo de listagens diversas, pode- como 4 por 10 ou outras. te, e que conterá um arquivo padrão de
se solicitar relações impressas ordena- rascunho.
das por nome, por código, por empresa Operação dos programas O sistema não dispõe da função para pro-
ou por CEP. duzir cartas personalizadas. Isso é feito
Omódulo de emissão de etiquetas er- Por ser um sistema bastante simplifica- da seguinte maneira: um texto, de carta
mite a produção de etiquetas previamen- do, sua operação não oferece proble- ou similar, pr.oduz do por um editor e pre-
te gomadas, dispostas em sete fileiras de mas, mesmo para pessoas sem experiên- viamente armazenado no disquete, é
três em formulário contínuo perfurado cia, e é bastante facilitada peia existên- combinado com o cadastro de endere-
nas margens. As etiquetas podem ser cia de menus auto-explicativos. ços, gerando uma série de cartas idênti-
emitidas ordenadas por CEP, se o usuário O disquete padrão, contendo o sistema cas, com sobrescritos diferentes.
preferir, ou em ordem de código. Antes (onze programas mais o arquivo de me- R.M.E.S.

Um dos módulos do Sistema de Mala Direta 1, ma das inalidades principais do slstemd é a prJução
permite a emissão de listagens dos endereços, de etiquel gs de endereçamento,
na forma de uma tabela ordenada em tormu ários contínuos, segundo algum critério
segundo algum critério. de seleçã e/ou classificação.

2 11
1 i;I
- Ll
1 *. t.-1 ., 1- '•
fl 1 *.413 ,, 1; . -Ara- lí
"1 i.; E. 1.'

O menu inicial do sistema obedece à padronização A digitação de dados que compõem um registro
dos sistemas Scopus e dá acesso é realiza,la com base em uma máscara
às diferentes rotinas de que é composto de entrada, que identifica na (ela os campos
o Sistema de Mala Direta. e seus n speCtivos Comprimentos.

379
APLICAÇOES
PROGRAMA

Título: Concentração O programa é específico para os compu- tdo facilmente para outros computado-
Computadores' compatíveis com MPF tadores mencionados, pois utiliza carac- res da linha Apple ou IAS 80 que dispo-
li (modelo nacional: TK 2000) teres gráficos para o desenho das cartas nham desses caracteres, com códigos
Memória necessária: 16 kbytes e dos naipes na sub-rotina que começa diferentes dos utilizados.
Linguagem: BASIC na linha 1000. Entretanto, pode ser adap- R.M.E.S.

Concentração é um jogo competitivo de


memória e habilidade para dois partici- 10 RFI1 --- JOGO DA WNCFNRACPi) 1.grg 236 LET R = C(I) :N = Nil): CXUB 600
20 I24 -- P,I'K-2000 16 K OU MPF II 237 FOR K = 1 10 1000: NOIT
pantes; o computador faz o papel de in- 30 RF}1 -- (0 1984 RE'IO SABRATINI 238 IF LR = R AND Til = N 7Ei}24 300
59r Dfl.1 Ni18i ,CilBi ,B$il3i ,Ni4i 239 LET LR=R:IilN:1=X:LY=V
termediário e de juiz, apenas. Em seu for- 60 HOME : PRINT "Ct4CFI11'RACNY' 240 LET R = 0:N = O: (DSUB 600
mato geral, Concentração equivale ao 65 PRINT : INl4Jr I884E FO PRIMEIRO 30 280 MEXi' NC
GP.1XR : ";HO$(l) 290 XTO 200
popular Jogo da Memória. 70 PRINT : INPU "SOME W SEX3JFU) JCK 300 HTAB 1: Vi'AB 22
AtOR : 310 pr4-INT "AcFJ4IOU
Inicialmente, dezoito cartas de baralho 75 LET NJili = 0:NJi2i = 0
ioo GDSUB i000 312 LET R = LR:N = LN:X = LX:Y * LY: tO
são dispostas na tela, em três fileiras de 15 HOME : H'1B 13 UB 6W
seis cartas cada, com as faces para bai- 107 INVDE : PRINT 'O XENI'RPC/O": FOR 15 FOR 1 = 1 10 2000: MEXi'
YAL 16 LEi' NA = NA + 1: IF NA = 9 'rHE2- 4
xo. Existem pelo menos nove pares de 110 FOR X2'ID35STEP6 00
120 FOR Z=2IO18STEP6 20 0310 200
cartas idênticas (mesma figura, mesmo 130 LET Si = 2: (X39JB 5 400 10€ : PRINT "R8SULTALTJ:": PRINT
naipe), dispostas aleatoriamente: o obje- 132 ND(T Z ,X: LET !'C = O
135 IEt R = INT 1 18'U (i) * 13) + 1 410 FDRI= 1702
tivo do jogo é localizar o maior número 136 LET N=ITii(1)"4)+1 415 PRINT 10$ (i);" TElhOU ";t4J iii ;" V
137 LET 1=rWril(1) *18)41. ElES
possível de pares de cartas. O jogador IF Ciii < > O '1H4 137 420 NEXT J: PRINT
138 LET Cii)" R: LET Nu) = N 430 IF N3(1) > 143(2) '11104 PRINT FO(
que achar o maior número ganha. 139 LI5 JINT1I8ID(1)*18i+1: 1); "GANHOU O JOGO ": EIID
O programa funciona da seguinte manei- IF C(J) < > O '1H04 139 40 IF 143121 = 143(1) '11104 PRINT "ElE
140 LET C(J) R: LET N(J) = N ATE ": ElO
ra: imediatamente após ser acionado o 150 LET FO - FO + 1: IF NC <9 11404 1 50 PRINT 143$ 1 2i;" FOI O VENCEDOR ": EM
35 O
programa, com o comando RU N, os joga- 152 VAB 22: H'i7'5B 1: INPIE "MOSTRAR C 500 IITPJI X: VTPB Si
dores devem fornecer seus nomes. A se- ANTP,S (S/Ri ? ";R$ 510 PRINT US: FOR J = 1 '10 4
153 IF P5 = '14" '11104 200 515 FITAT3 X
guir são desenhadas na tela as dezoito 155 HTAB 1: PRINT SPC( 39):J = O 520 LEr Si Si + 1: \PtAB Si: PRIFTF M;:
160 FOR Z=2'ID18STEP6 NEXT
cartas já sorteadas com as faces para 175 FOR X=21035STEl'6 25 HTAB X
baixo. Nesse ponto o programa pergunta 180 LET Si - 2:3 3 + 1:R = CU :N 30 VTAB Si + 1: PRINT L.$: RETUPN
N(J) 00 IFROORR=]-O'IlIFNIITANX
se os jogadores desejam estudar as car- 199r OSUB 600: MEXi' X,Z 3: Vi'A13 Si + 1: 0310 606
195 FOR 1 = 1 10 5000: MEXi' 602 SOUND 200,30
tas. Se a resposta for positiva, as faces 196 FOR X=2'IO3SSTFI'6 605 IITABX+4:VrABY+1
197 FOR Z = 2 'ID 18 STEP 6 606 PR.INr B$ (R)
das cartas serão viradas para cima, du- 198 LET Y=Z:R=0:N= gr: cr-eUB600 610 HTAB X + 1: V1'PiB Y + 4: I'RINT P51
rante quinze segundos, para a memoriza- 199 NEIT Z,X Ri
200 LET LR = O: LIT U4 = 615 HTAB X + 2: VTAB Si + 2: PRINT N$i
ção das posições de cada par de cartas. 201 IF v = 2 '1}104 V = 1: iXlIO 203 N)
202 LET V = 1: SC*JND 105,30 630 REUR4
Normalmente, joga-se sem essa opção, 203 SOUND 105,30: LET V$ = 000 U$"(
--------

para tornar a disputa mais interessante. 204 FOR NC=1'102 010 M$="i
205 'frAB 22: HTAB 1 050 FOR 1 - 1 70 13: F€1'D B$ W: MEXI'
Os oponentes jogam alternadamente, po- 206 PRINT V$;"
210 INP(Jr "LINIA,ODLUNA DA CARTA 1060 DATA A,2,3,4,5,6,7,8,9,10,J,Q,K
dendo levantar duas cartas quaisquer em Y,x
215 LE'I' R.J(V) = N.J(J) + 1 1070 FOR 2 - 1 '10 4
cada jogada. A carta a ser levantada é 220 IF X < 1 OR X > 6 OR Y < 1 OR Y> 1080 LET N$(I) 015$ (242) + QIR$
solicitada através da seguinte notação: 3 'I}824 295 (227 + Ii
225 L.E'rI - Si - li "6+X 1085 NI)Ci'
número da fileira e número da coluna em 230 LET X= x - iu "6+2YiY 1090 LET 8$(0) = " ": LFT N$(0) =
* 6 + 2
que se encontra. O programa ignora qual- 1100
quer tentativa de se levantar uma carta já
exposta ou de indicar números fora dos li-
mites. Uma vez levantada uma carta, a
face desta é exposta por cerca de três
segundos: os dois jogadores devem pres-
tar atenção, pois depois desse período a
carta volta a ser ocultada. Se na vez de
um jogador ele conseguir levantar duas
cartas idênticas, elas ficarão viradas pa-
ra cima até o final do jogo. Podem apare-
cer dois pares (ou mais) de cartas iguais,
o que torna o jogo mais difícil.
Ao final do jogo (quando os nove pares
tiverem sido levantados), o programa in-
formará quantos pares foram achados Formam-se três fileiras de seis cartas cada uma, Os pares de cartas achados são eliminados das
por cada um dos jogadores e anunciará Cada jogador deve indicar, em sua vez, jogadas subsequentes. Ganha o jogador
duas cartas a serem levantadas, digitando o número que achar o maior número de pares de cartas com
quem foi o vencedor. da linha e da coluna onde se encontram a mesma figura e o mesmo naipe.

380
100 INFORMÁTICA BÁSICA
000
001 A UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTO

a UCP de um microcomputador gistradores de índice na unidace de con-

N
rísticas coincidem plenamente com os
é utilizado um único micropro- trole, um acumulador e um mul:iplicador- requisitos para o processamento de da-
cessador. Os minicomputado- cociente na unidade aritméticc-lógica. O dos técnicos ou científicos. O volume de
res e os computadores de comprimento de suas instruçes é fixo: dados processados não é excessivamen-
maior porte usam UCPs diferentes das uma palavra. A procura na memória de te grande; porém, é realizado um número
dos microcomputadores, embora estas uma delas é realizada, portarto, exata- elevado de cálculos com eles. Devido
tenham, na prática, os mesmos tipos de mente durante um ciclo de relogio. aos registradores de índice e ao multipli-
funções que os microprocessadores. A Uma instrução é composta do código de cador-cociente, obtém-se um alto nível
diferença é que essas funções são reali- operação, do bit de endereçamento indi- de precisão nas operações (arredonda-
zadas de formas distintas das dos micro- reto, de dois bits para endereçar cada mento em posições de significância bai-
processadores. A seguir faremos uma re- um dos três registradores de índice da xa); além disso, é possível trabalhar com
visão dos principais tipos de unidades unidade de controle e do endereço de valores bem altos
centrais de processamento. memória. Os operandos também são co-
dificados sobre uma palavra de instrução UCP de computadores de
UCP de computadores de comprimento duplo. Com e se tipo de uso administrativo
científicos computadores consegue-se alta veloci-
dade nas operações de cálculc, em troca As máquinas destinadas à gestão proces-
A figura abaixo representa um exemplo de perda na potência de gere iciamento sam principalmerte caracteres (em lugar
de computador científico. Contém três re- e utilização de arquivos. Essas caracte- de números, como as científicas); o com-

U.A.L.

MULTIPLICADOR-
COCIENTE

ACUMULADOR

UNIDADE DE CONTROLE

CONTADOR

REG. 1

REG. 3

INSTRUÇÃO

-44

Esquema da UGP de um computador técnico-cientifico. Com o uso de


registradores de índice e de um multiplicador-cociente,
reduz-se o tempo de execução das operações, o que possibilita uma
grande precisão nos resultados.
INFORMÁTICA BÁSICA
A UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTO

primento das instruções é variável, e elas a caractere. Um exemplo é a instrução


1.
4 operação prosseguirá enquanto não for
geralmente trabalham com dois tipos de soma de dois números". detectado o fim da seqüência.
endereçamento. As seqüências de ca- A instrução contém o código da opera-
racteres são limitadas por um indicador ção (soma) em um caractere e os endere- UCP de máquinas de uso geral
de fim de seqüência, que ocupa uma po- ços dos últimos caracteres dos dois ope-
sição binária na memória e pode ser con- randos (números a somar). Assim, a uni- Na terceira geração de computadores
trolado por meio de instruções específi- dade de controle deve ter pelo menos passaram a ser comercializadas máqui-
cas. Quando uma instrução se refere a quatro registradores: dois para os ênde- nas de diferentes tipos, porém com o
uma seqüência de caracteres, ela con- reços dos últimos caracteres dos núme- mesmo conjunto de instruções. Assim,
têm o endereço do último caractere des- ros a serem somados, um registrador pa- essas máquinas podem resolver igual-
sa seqüência. ra o código de operação (COD), e um mente bem problemas de gestão admi-
Embora a principal característica do pro- quarto para o contador de instruções. nistrativa e problemas científicos. Foi im-
jeto desses computadores seja a de favo- A operação de soma é realizada em sé- plementado um novo tipo de registrado-
recer o processamento de informações, rie, caractere a caractere. Os caracteres rs de propósito geral, que podem ser uti-
em vez de cálculos complexos, eles de- do primeiro e do segundo operando são Ii$dos como registradores de endereça-
vem ter a capacidade de realizar opera- colocados, respectivamente, em dois re- rtiento ou para armazenar operandos.
ções aritméticas mais simples, como so- gistradores A e A2, e o transporte é con- Na figura superior direita desta página,
ma ou multiplicação. A forma de realizar servado, para ser passado ao registrador é representada uma configuração típica
essas operações geralmente é caractere seguinte através de um biestável A.. da UCP de um sistema de uso geral, onde

UAL

["1T 1 -- -4
A5
'4 R,
—ø---R2 —

Rr
UNIDADE DE CONTROLE - REGISTRADORES DE
USO GERAL
CONTADOR
E-
ACUMULADOR
y
Li B
11
MI UAL

'4—

Exemplo de UCP para um computador de gestão. Nos registradores Esquema da UCP típica de um computador de terceira geração.
UA e UB são armazenados os endereços dos últimos O único registrador acumulador
caracteres dos números a serem somados: o registrador COO atua como unidade aritmético-lógica e como unidade
contém o código de operação. de cálculo de endereços.

CO x R B DESLOCAMENTO

O 1 234 567891011 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31

005 bits Codigo de operação (até 32 operações)


1 bit Tipo de endereçamento (0 direto, 1 — indireto)
(exceto se X = 0000)
X 4 bits — Contém a posição de memória em que se encontra o número do
- registrador endereçado
(exceto se X 1= 0000)
11 4 bits — Endereço do registrador com o primeiro operando
04 bits - Endereço do registrador de base (se B = 0000. faz referência ao
- contador de instruções)
Desloc — Capaz de endereçar 2' = 16 kbytes, partindo ao registrador base
14 bits

Unidade central de processamento de um computador


de 32 bits. Com os microprocessadores de hoje não se atinge, Configuração tipica de uma instrução de 32
ainda, a potência e velocidade proporcionadas bus. Hoje em dia coexistem microcomputadores
por uma UCP desse tipo. de 8, 16 e 32 bits, mas no futuro deverão
predominar estes últimos.
382
existem registradores internos que po- • Conjunto de instruções que contém
dem ser utilizados como registradores Glossário
aritméticos, de endereçamento, de base
tanto as instruções de computador de pa-
lavras (um único endereço) quant as ins-
-1
ou de índice. Nessa máquina existe só truções de computador de ca acteres
um acumulador, no qual são realizados (dois endereços). Quais são as principais características
todos os cálculos e que atua tanto com a • O barramento de dados pode transmitir dos computadores científicos?
unidade aritmético-lógica quanto com a tanto palavras quanto caractere,,;.
unidade de cálculo de endereçamento. A A seguir serão detalhados os processa- Devem ser rápidos e muito precisos no
UCP não contém contador de instruções. mentos usados para realizar as três ca- processamento de rúmeros. A UCP des-
A função deste é realizada por meio de racterísticas acima mencionada:;. ses computadores contém uma unidade
um registrador de uso geral H aritmético-lógica de grande potência que
trabalha com palavras.
Endereçamento de palavras e ca -acteres
Características dos Quais são as prinipais caracteristicas
computadores mistos Existem duas opções.
pções:- dos computadores de gestão?
1. Colocar sistematicamente Ot; rótulos
1.
As propriedades mais importantes des- de fim de seqüência de caracte es no fi- Sua principal funça está no manuseio de
ses computadores são as seguintes: nal de palavra. Assim, todas as instru- dados. Caracteriza se pelo seu eficiente
• Capacidade de endereçamento tanto a ções são endereçadas a nível de palavra. gerenciamento de rirquivos. A UCP traba-
lha, basicamente, oni seqüências de ca-
nível de caractere como de palavra. Em geral, essa opção não e aceitável.
racteres.

Existem computadores que têm a capa-


cidade de resolvei eficientemente tanto
problemas de gsrenciamento quanto
científicos?

Sim, no início da te ceira geração aparece-


ram os primeiros computadores destina-
dos ao processam nto de dados em geral.
A UCP dos
minicompu 'adores
Que são registra oies de uso geral?
e computa Jores de
grande poi te não São aqueles que 1 m a capacidade de fun-
é Constitui ia por um cionar tanto com) registradores aritméti-
microproc ssador;
cos quanto como egistradores de endere-
é compos; a por
elementos discretos çamento. Nos co nputadores mistos, nor-
mais com lexos, malmente, não se tem um contador de ins-
destinado a executar truções na unidade de controle. Essa fun-
as operações
ção é realizada pr um registrador de uso
especific s do sistema
para o qtal foram geral.
projetados.
Que tipo de ei dereçamento se utiliza
em computador es mistos?

cicLo DE Pode-se usar en ereçamentO a nível de ca-


MEMÓRIA 1
ractere ou a nív 1 de palavra.

Que relação eiste entre o tamanho da


INSTRUÇÃO PROCESSAMENTO palavra procesada pela UCP e o da pa-
DECODIFICAÇÃO
N lavra armazenada na memória?

DECODIFICAÇÃO PROCESSAMENTO Existem duas opções: ou que o tamanho


INSTRUÇÃO
N+1 das palavras de instrução seja igual ao ta-
manho das insruções mais curtas ou que
fROCESS/ MENTO seja igual ao t manho das instruções mais
OECODIF ICAÇÃO
INSTRUÇÃO
N +2 longas

superposição de instruções.
Diagrama dos tempos teóricos de
InStI,Uçao N e executada a instrução N+1
velocidade de
essa técnica, a
Enquafl a
sendo decodificada. Com
áquina é dobrada
está da m
rocessamento
P
INFORMÁTICA BÁSICA
A UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTO
operação, a unidade de controle reco- ca, por meio do operador de caracteres.
2. Utilizar somente endereçamento a ní-
vel de caractere. Dessa forma, os com- nhece de imediato o comprimento da ins- Com referência à relação entre as instru-
putadores que têm 2 n caracteres de com- trução que está processando. Os incre- ções e o comprimento da palavra de ins-
primento de palavra não aproveitarão os mentos no contador de instruções serão trução existem duas escolhas possíveis:
n últimos bits do endereço nas instruções realizados segundo o comprimento das - A palavra de instrução tem o mesmo
que endereçem palavras. instruções processadas. comprimento que as instruções curtas;
as instruções longas exigem dois ce
Instruções de Barramento de dados sos sucessivos à memória e um duplo re-
comprimento variável gistro de instrução. Quando uma instru-
Nos computadores mistos há dois tipos ção curta é executada, o contador de ins-
As operações com palavras são ideais de processamento para os operandos: truções aumenta em uma unidade. Quan-
para executar instruções de transferên- • A transferência é caractere a caracte- do é executada uma operação longa, o
cia registrador/memória,, ao passo que as re; as instruções com palavras passam contador aumenta em duas unidades.
operações com caracteres se adaptam pelo .barramento em partes sucessivas. - A palavra de instrução tem o compri-
melhor a instruções do tipo memória/me- • O barramento de dados tem o mesmo mento das instruções longas. Nesse ca-
mória. Isso faz com que as instruções ne- comprimento que a palavra. Os diferen- so, os procedimentos serão mais comple-
cessitem de comprimentos diferentes. tes caracteres de uma palavra são trans- xos que no anterior. E necessário utilizar
Por meio da decodificação de um ou de feridos em paralelo, mas são processa- um registrador auxiliar longo no registra-
dois bits, situados no início do código de dos em série na unidade aritmético-lógi- dor de instruções.

UNIDADE DE CONTROLE

bo-

» 1
-4

1 \
bo- -4 M
U.A.L. -1

li

OPERANDOS
s EM
MEMÕR1P

-4
M

Máquina teórica com barramento de instruções


e barramento de dados independentes
Esse tipo de Conh/guraço á ConSg,0 na prática
por m~ cio Software
384
HARDWARE
IR SYSDATA

microcomputador pessoal JR O barramento do sistema, no padrão S incorporado ao co sole central. Na ver-

Q Sysdata, fabricado no Brasil


pela Sysdata Eletrônica, é
mais um dos compatíveis na-
cionais com o TRS 80, da multinacional
de origem norte-americana Tandy/Radio
80, com cinqüenta linhas de dados, ende-
reço e sinais de controle, statw; e EIS, é
disponível através de um con9ctor de
contatos múltiplos (bus de expansão), na
parte traseira do console. Aí estão colo-
são mais barata, o leclado é de tipo sim-
plificado (teclas qt adradas planas, cha-
madas "chicletes"), o que dificulta a dati-
lografia. Existe também uma versão pro-
fissional, com teclado do tipo de máquina
Shack (dos quais, contando-se os vários cados, também, os conectores ara dois de escrever elétrica. As teclas de contro-
modelos sucessivos da linha de micro- gravadores cassetes, os botões de li- le permitem a interrupção de programas
computadores de mesa, chegou a vender ga/desliga, RESET, seleção 110/220 V (BREAK), limpeza de tela (CLEAR), movi-
quase dois milhões de equipamentos). CA, controle manual do motor dos grava- mentação do cursor, maiúsculas/minús-
O JR Sysdata possui algumas caracterís- dores e seleção do modo de vídeo, além culas, etc.
ticas únicas, entretanto, que permitem di- de dois conectores separados para saída
ferenciá-lo dos outros modelos compatí- de vídeo composto e modulação de RF. Vídeo
veis, evidenciando uma preocupação em
baratear o modelo e em oferecer um de- Teclado Como em todos os computadores da li-
sempenho adicional. O modelo básico do nha TRS 80, o vídeo é mapeado em 1
JR consta de um console englobando O teclado de 53 teclas eletrom 3cânicas, kbyte de memória RAM e tem o formato
UCP, memória principal e fonte de ali- dispostas segundo o padrão Q\VERTY, é de tela de 16 linbs com 32 ou 64 colu-
mentação, que pode ser conectado a um
monitor de vídeo, um gravador ou aciona-
dores de disquetes em gabinetes separa-
dos; segue assim a filosofia de produto
do TRS 80 Model 1.

Unidade central

O console de plástico moldado, de di-


mensões reduzidas, acomoda em seu in-
terior uma placa única de circuito impres-
so, com a unidade central de processa-
mento (o popular microprocessador Z
80A, de 8 bits, operando a uma velocida-
de de relógio de 1,78 MHz ou, através de
uma modificação opcional, a 3,56 MHz, o
que dobra a velocidade de operação da
maioria dos programas), a memória ROM
e RAM, a fonte de alimentação e os con-
troladores de gravador cassete, vídeo e
teclado.
A memória ROM interna tem 12 kbytes,
pré-gravados com o sistema operacional O microcompulador pessoal JR Sysdé (a pertence à linha dos compaiveis
com o TRS 80, modelos 1 e lii. Em su i c