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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA 16435

Primeira edição
01 .09.2015

Válida a partir de
01 .10.2015

Controle da qualidade na amostragem para


fins de investigação de áreas contaminadas -
Procedimento
Quality contrai in sampling of contaminated areas for research purposes -
Procedure

ICS 13.020.40 ISBN 978-85-07-057 46-8

ASSOCIAÇÃO Número de referência


BRASILEIRA ABNT NBR 16435:2015
DE NORMAS
TÉCNICAS 10 páginas

©ABNT 2015

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ABNT NBR 16435:2015

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ABNT NBR 16435:2015

Sumário Página

Prefácio ...............................................................................................................................................1v
Introdução ............................................................................................................................................v
1 Escopo ................................................................................................................................1
2 Referências normativas ..................................................................................................... 1
3 Termos e definições ........................................................................................................... 1
4 Qualidade na amostragem de solo e água subterrânea ................................................. 2
4.1 Amostragem de água subterrânea ................................................................................... 3
4.1.1 Purga para coleta nos poços ............................................................................................ 3
4.1.2 Filtração em campo ............................................................................................................ 4
4.1.3 Garantia de temperatura da amostra ................................................................................ 4
4.1.4 Acondicionamento, transporte e armazenamento .......................................................... 4
4.1.5 Interpretação de resultados de amostras de controle de qualidade - Brancos .......... 4
4.2 Amostragem de solo .......................................................................................................... 5
4.2.1 Garantia de temperatura da amostra ................................................................................6
4.2.2 Acondicionamento, transporte e armazenamento .......................................................... 6
4.2.3 Interpretação de resultados de amostras de controle de qualidade - Brancos .......... 6
5 Registros de amostragem e identificação das amostras ............................................... 7
6 Cadeia de custódia .............................................................................................................7
7 Laudos, boletim e relatórios de ensaio ............................................................................ 8
Bibliografia .........................................................................................................................................10

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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização.


As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB),
dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais
(ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas
no tema objeto da normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais
direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados
à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos.
Nestes casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas
para exigência dos requisitos desta Norma, independentemente de sua data de entrada em vigor.

A ABNT NBR 16435 foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Avaliação da Qualidade
do Solo e da Água para Levantamento de Passivo Ambiental e Avaliação de Risco à Saúde Humana
(ABNT/CEE-068). O seu 1° Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 8, de 27.08.2013
a 25.10 .2013, com o número de Projeto 068:000.008-001. O seu 2° Projeto circulou em Consulta
Nacional conforme Edital nº 04, de 02.04.2015 a 11 .05.2015, com o número de 2° Projeto 068:000.008-001.

O Escopo em inglês desta Norma Brasileira é o seguinte:

Scope

This Standard provides guidelines for quality control techniques related to sampling of soil and
groundwater of contaminated areas for research purposes.

This Standard provides minimum criteria for quality assurance of the sampling procedures, including
the qualificationltraining of specialist sampling. The number of samp/es for quality control proposed in
this Standard fol/ows the existing methods and standards, recognized nationally and internationally.
Any changes to these criteria may be proposed since technical/y justifiable.

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IV

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ABNT NBR 16435:2015

Introdução

Esta Norma tem caráter orientativo e visa a abordar procedimentos de qualidade relacionados à amos-
tragem de solo ou de água subterrânea para fins de investigação de áreas contaminadas.

Eventualmente, na investigação de áreas contaminadas, é necessário consultar normas específicas


complementares para amostragem de outras matrizes que venham a ser consideradas necessárias
no Modelo Conceituai estabelecido.

É de responsabilidade do usuário desta Norma estabelecer práticas de segurança e saúde apropriadas,


bem como determinar a aplicabilidade de limitações regulamentares anteriormente à sua utilização.
Esta Norma não pretende abordar as preocupações com segurança , caso estejam associadas com
a sua utilização.

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Controle da qualidade na amostragem para fins de investigação de áreas


contaminadas - Procedimento

1 Escopo
1.1 Esta Norma estabelece as orientações técnicas de controle de qualidade relacionadas à amos-
tragem de solo e água subterrânea para fins de investigação de áreas contaminadas.

1.2 Esta Norma fornece os critérios mínimos para a garantia da qualidade dos procedimentos de
amostragem , incluindo a qualificação e capacitação do especialista em amostragem . A quantidade de
amostras de controle de qualidade propostas nesta Norma segue as normas e métodos vigentes, reco-
nhecidos nacional e internacionalmente. Quaisquer alterações destes critérios podem ser propostas,
desde que tecnicamente justificáveis.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento.
Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas . Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT N BR 15495-1, Poços de monitoramento de águas subterrâneas em aquíferos granulados


Parte 1: Projeto e construção

ABNT NBR 15495-2, Poços de monitoramento de águas subterrâneas em aquíferos granulares


Parte 2: Desenvolvimento

ABNT NBR 15847, Amostragem de águas subterrâneas em poços de monitoramento - Métodos


de purga

ABNT NBR 1S0/IEC 17025, Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e
calibração

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguines termos e definições.

3.1
ajuste intermediário
operação destinada a fazer com que um instrumento de medição tenha desempenho compatível com
o seu uso. O ajuste pode ser automático, semiautomático ou manual

NOTA O ajuste pode ser feito em campo ou internamente, desde que com materiais de referência rastre-
áveis, produzidos por laboratório acreditado, e que possuam certificado de calibração válidos. Estes mate-
riais não podem estar danificados.

3.2
exatidão
grau de concordância entre o resultado de uma medição e um valor verdadeiro do mensurando

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ABNT NBR 16435:201 5

3.3
parâmetro
conceito usado para identificar um conjunto de variáveis, incluindo determinações físico-químicas,
físicas, químicas e biológicas

3.4
prec1sao
grau de concordância entre resultados de ensaio mutuamente independentes

3.5
verificação ou checagem
atividade experimental , com característica de uma calibração simplificada , que visa a fornecer
evidência da manutenção ou não da conformidade do instrumento, sistema ou processo de medição

NOTA A verificação ou checagem tem por objetivo a manutenção da confiança no resultado da calibração,
até que a nova calibração seja efetuada. A verificação ou checagem é realizada em campo, podendo ser
utilizados padrões secundários.

4 Qualidade na amostragem de solo e água subterrânea


A qualidade na amostragem pode ser atingida a partir de algumas práticas, como:

a) discussão entre todas as partes envolvidas no processo, por exemplo, laboratório analítico, respon-
sável pela coleta e pelo projeto, para a verificação do atendimento às determinações requeridas
para as amostras;

b) treinamento e capacitação da equipe;

c) seleção prévia de equipamentos e materiais adequados considerando o modelo conceituai


de investigação da área e as melhores práticas aplicáveis;

d) calibrar os equipamentos em laboratórios de calibração acreditados pela Coordenação Geral


de Acreditação (CGCRE) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (lnmetro).
A periodicidade das calibrações dos equipamentos deve ser estabelecida conforme procedimentos
internos;

e) o ajuste intermediário dos equipamentos deve ser feito com uso de materiais de referência.
A periodicidade dos ajustes dos equipamentos deve ser estabelecida conforme procedimentos
internos;

f) a verificação dos equipamentos deve ser feita com materiais de referência e seguir cronograma
e procedimentos internos. Os equipamentos, quando em uso, devem ser verificados diariamente;

g) avaliação da acessibilidade aos pontos de amostragem;

h) avaliação e implantação de logística adequada de armazenamento e transporte dos equipamentos;

i) avaliação prévia da infraestrutura disponível;

j) uso de condições adequadas de limpeza, descontaminação, uso e manutenção dos equipamentos


e recipientes;

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ABNT NBR 16435:2015

k) a descontaminação dos equipamentos deve sempre ser feita antes de cada coleta, utilizando
materiais apropriados, empregando para a lavagem água isenta de contaminantes e detergentes
não fosfatados, objetivando evitar a contaminação oriunda de outra fonte que não da amostra.

Todos os trabalhos de sondagem e instalação de poços devem atender aos requisitos mínimos para
a garantia da qualidade, como, por exemplo, o treinamento da equipe envolvida, o uso de equipamentos
apropriados, limpeza e manutenção dos materiais e equipamentos, visando evitar contaminação
oriunda de outra fonte que não da amostra e acompanhamento, em campo, por técnico responsável.

Os relatórios técnicos de investigação de passivo devem citar os responsáveis pelos trabalhos de


sondagem, instalação de poços, amostragem, análise e outros.

É imprescindível que os resíduos gerados em campo sejam gerenciados de acordo com procedimentos
formais, garantindo o correto acondicionamento e armazenamento, de forma que sejam destinados
adequadamente.

4.1 Amostragem de água subterrânea

A construção adequada dos poços e a sua manutenção compõem elementos essenciais à garantia
da qualidade da amostragem, conforme estabelecido na ABNT NBR 15495-1.

A amostragem de água subterrânea tem suas práticas definidas pela ABNT NBR 15847, ou seja:

a) avaliação prévia da capacidade de produção dos poços;

b) conhecimento do perfil construtivo do poço de monitoramento;

c) uso de poços em condições de amostragem.

Para a amostragem em poços de monitoramento recém-instalados, devem ser executados procedi-


mentos para o desenvolvimento, conforme ABNT NBR 15495-2.

Para a amostragem em poços antigos e que não estejam sendo utilizados para este fim, deve-se proceder
ao seu redesenvolvimento, conforme a ABNT NBR 15495-2. A necessidade de redesenvolvimento
de poços antigos deve ser definida a partir das observações em campo, como a verificação do estado
de conservação e manutenção do poço, o tempo decorrido entre as amostragens e também do exposto
na ABNT NBR 15847. É recomendado verificar as condições do poço antigo antes de se programar
a amostragem.

4.1.1 Purga para coleta nos poços

Independentemente do método de amostragem selecionado, a purga do poço deve ser realizada


antes da amostragem, levando em consideração os valores de estabilização dos parâmetros físico-
químicos no caso de baixa vazão, ou os cálculos do volume de purga no caso dos amestradores
de captura.

Para o caso de uso de sistema de baixa vazão, a garantia da qualidade da amostragem também
está relacionada com o estabelecimento de condições adequadas para purga, uso de vazão mínima
de preenchimento dos frascos e adoção de critérios de rebaixamento do nível de água. A definição
dos parâmetros indicativos da qualidade da água e as faixas de variação para a estabilização estão
previstas naABNT NBR 15847.

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Para o caso de uso de amostrador por captura, a garantia da qualidade da amostragem também está
relacionada com a velocidade de introdução do amostrador no poço. Este equipamento de amostragem
deve descer lentamente pelas paredes do poço, visando a impedir que o impacto do amostrador
provoque turbulência na água da formação presente do poço, ocasionando perdas de substâncias
de interesse. Os cordões utilizados para prender o amostrador devem ser trocados a cada ponto
de amostragem. Deve ser usado um amostrador para a purga e outro amostrador para a coleta.

A transferência da(s) amostra(s) para o(s) frasco(s) deve ser feita de forma vagarosa, escoando a
água pelas paredes do frasco, evitando a aeração no ambiente do frasco, principalmente quando se
objetiva quantificar compostos orgânicos voláteis (VOC) .

Os amostradores e demais materiais descartáveis, após o uso, devem ser destinados de forma
adequada.

4.1.2 Filtração em campo

A necessidade de filtração de amostras deve ser definida pelas características físico-químicas das
substâncias químicas de interesse, estabelecidas pelo modelo conceituai, ou mesmo visando a
atender um regulamento.

Quando requerida a filtração, o procedimento deve ser feito em campo, imediatamente após a coleta .

4.1.3 Garantia de temperatura da amostra

Deve-se garantir a rastreabilidade do controle de temperatura de refrigeração, considerando o


atendimento aos requisitos do método analítico a ser utilizado. Para o monitoramento da temperatura,
os registros podem ser feitos manualmente, medindo-se no frasco de controle de temperatura, também
conhecido como branco de temperatura, ou adicionando-se um registrador de temperatura na caixa
térmica. Ressalta-se que o frasco de controle de temperatura deve ser igual ao maior frasco utilizado
na coleta. Recomenda-se a regularidade entre as medições de temperatura no período entre o término
da coleta e a chegada ao laboratório, minimizando a liquefação do gelo.

A amostra deve ser refrigerada com gelo comum ou com gelo reutilizável (devidamente limpo entre as
coletas) ou ainda uma associação de ambas as técnicas, garantindo a manutenção da temperatura
adequada de (4 ± 2) ºC.

A amostra deve ser refrigerada imediatamente após a coleta e mantida na temperatura adequada
até a chegada ao laboratório.

4.1.4 Acondicionamento, transporte e armazenamento

Deve-se utilizar frascos específicos para cada parâmetro a ser analisado.

Amostras de matrizes sólidas como solo e sedimentos não podem ser acondicionadas na mesma
caixa térmica com amostras de matrizes líquidas, como água subterrânea e superficial. Os efluentes
e resíduos também devem ser armazenados separadamente. As amostras com indícios ou evidências
de contaminação elevada devem ser armazenadas em caixas térmicas distintas.

4.1.5 Interpretação de resultados de amostras de controle de qualidade - Brancos

Em muitas situações, as amostras de branco, que são preparadas para a verificação de não con-
formidades, apresentam o analito de interesse ou algum outro em valores acima do limite de quanti-
ficação que deve conduzir a uma análise crítica dos resultados analíticos. Esta análise crítica prevê
a comparação dos resultados com os valores de referência estabelecidos através da Resolução Conama
420/2009, ou padrões de referência internacionais para fins de qualidade de águas subterrâneas.

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4.1.5.1 Branco do equipamento

O branco de equipamento é constituído pela última água de enxágue do equipamento após a sua
lavagem. A lavagem de equ ipamentos de amostragem deve prever o uso de detergentes não fosfatados
e enxágue com água isenta da substância-alvo da investigação. Deve ser preparado um branco de
equipamento por matriz a cada dia, sendo este limitado a 20 amostras e encaminhado ao laboratório
para a realização das análises das mesmas substâncias de interesse da área.

4. 1.5.2 Branco de campo

O branco de campo tem por função identificar anomalias no local de amostragem e é constituído
por um frasco aberto, contendo água isenta das substâncias de interesse, submetido ao ambiente
da amostragem. Deve-se utilizar no mínimo um branco de campo por dia quando os parâmetros
de interesse forem compostos orgânicos voláteis ou outros de interesse, conforme modelo conceituai.

4.1.5.3 Branco de viagem

O branco de viagem é uma amostra limpa, transportada do laboratório até o local de amostragem e
transportada de volta ao laboratório sem ter sido exposta aos procedimentos de amostragem . Deve-se
utilizar um branco de viagem quando os parâmetros de interesse forem compostos orgânicos voláteis.

4.1.5.4 Branco de temperatura

O branco de temperatura tem por objetivo avaliar se as amostras foram devidamente resfriadas na
temperatura de preservação indicada. Cada caixa térmica deve conter um branco de temperatura.

No caso da identificação de substâncias nos brancos conduzidos durante a amostragem, é imprescin-


dível uma análise crítica que justifique a origem dos contaminantes. As concentrações encontradas
devem ser reportadas e justificadas sem ser descontadas dos resultados obtidos nas amostras.

4.2 Amostragem de solo

O solo é um meio heterogêneo, portanto é impossível obter uma amostra totalmente representativa
desta matriz. Os procedimentos voltados para controle de qualidade na amostragem de solos são
mais complexos. O conhecimento da geologia local na elaboração do plano de amostragem é válido
para prever interferentes nas análises químicas.

O conhecimento prévio das fontes de contaminação é outra ferramenta importante na definição dos
pontos de amostragem do solo.

As amostras devem representar as características da área em que está sendo coletada. A localização
dos pontos de amostragem é função do conhecimento existente sobre a hipótese de distribuição dos
contaminantes na área, devendo ser considerado um plano, de forma a abranger as áreas potenciais
e/ou suspeitas de contaminação.

Antes de iniciar qualquer programa de amostragem de solo, os objetivos devem ser definidos de acordo
com a etapa de gerenciamento na qual a área se encontra , pois estes fatores são determinantes
no planejamento do programa a ser executado (definição da densidade, da posição dos pontos
de amostragem, dos procedimentos de campo, dos métodos de conservação das amostras e das
necessidades analíticas). De acordo com os objetivos estabelecidos, devem ser determinados o grau
de detalhe e a precisão a serem adotados no programa de amostragem estabelecido para a área.

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Quando os compostos de interesse forem substâncias voláteis, pode-se melhorar a qualidade da


análise, coletando amostra de solo, do amestrador tubular descartável (liner), com uma seringa ou
amestradores descartáveis similares.

Para auxiliar na coleta de amostras de solos, visando a maximizar a possibilidade de localização


dos centros de massa da contaminação, é recomendável a utilização de métodos de varredura que
forneçam indícios dos locais com maiores concentrações das substâncias de interesse.

A qualidade na amostragem de solos deve observar o modelo conceituai estabelecido para a área,
bem como os procedimentos e normas específicas.

O modelo conceituai auxilia no planejamento da amostragem , indicando, entre outros, profundidades


de coleta e parâmetros de interesse para análise química.

A descontaminação dos equipamentos e peças não descartáveis deve ser realizada utilizando-se
solução de detergente não fosfatado, seguido de enxágue com água isenta de compostos de interesses.
Equipamentos que ainda persistam com evidências de contaminação devem ser substituídos ou
devem ser utilizados outros métodos de lavagem que garantam a sua descontaminação. Deve-se
garantir a descontaminação dos equipamentos e peças não descartáveis entre cada sondagem.

4.2.1 Garantia de temperatura da amostra

Deve-se garantir a rastreabilidade do controle de temperatura de refrigeração, considerando o aten-


dimento aos requisitos do método analítico a ser utilizado. Para o monitoramento da temperatura,
os registros podem ser feitos manualmente, medindo-se no branco de temperatura, ou deve ser adicio-
nado um registrador de temperatura na caixa térmica. Ressalta-se que o frasco de controle de tempe-
ratura deve ser igual ao maior frasco utilizado na coleta. Recomenda-se o controle da temperatura no
período entre a amostragem e a chegada ao laboratório.

A amostra deve ser refrigerada com gelo comum ou com gelo reutilizável (devidamente limpo entre as
coletas) ou ainda uma associação de ambas as técnicas, garantindo a manutenção da temperatura
adequada.

4.2.2 Acondicionamento, transporte e armazenamento

Devem ser utilizados frascos e preservantes específicos para os parâmetros a serem analisados.
A técnica de preservação e os frascos de acondicionamento são definidos pelo método de análise
escolhido. As condições de preservação e prazo máximo de estocagem de amostra são estabelecidos
em métodos internacionalmente aceitos.

Amostras de matrizes sólidas como solo e sedimentos não podem ser acondicionadas com amostras
de matrizes liquidas como água subterrânea e superficial, em uma mesma caixa térmica. Os efluentes
e resíduos devem também ser armazenados separadamente. As amostras com indícios ou evidências
de contaminação elevada devem ser armazenadas em caixas térmicas distintas

4.2.3 Interpretação de resultados de amostras de controle de qualidade - Brancos

Para a garantia da qualidade na amostragem de solo, devem ser realizados brancos de viagem
e branco de temperatura, conforme procedimentos já descritos em amostragem de água (4. 1).

No caso da identificação de substâncias nos brancos conduzidos durante a amostragem, é imprescin-


dível uma análise crítica que justifique a origem dos contaminantes. As concentrações encontradas
devem ser reportadas e justificadas sem serem descontadas dos resultados obtidos nas amostras.

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5 Registros de amostragem e identificação das amostras


Os procedimentos de amostragem devem ser registrados em formulários específicos que devem ser
preenchidos no momento da amostragem. Os formulários devem conter campos suficientes para
acolher as informações encontradas no campo e as não conformidades ou anomalias verificadas na
tomada das amostras.

A equipe de amostragem, terceiros envolvidos e os equipamentos utilizados devem ser registrados


no formulário de amostragem.

Os resultados das verificações de equipamentos que foram executadas em campo devem também ser
registrados no formulário de amostragem . O número do lote dos padrões usados deve ser registrado.

Os rótulos dos frascos devem conter pelo menos as seguintes informações:

a) identificação do projeto;

b) identificação da amostra;

c) identificação da matriz a ser analisada ;

d) grupos de analitos de interesse a serem analisados, quando couber;

e) especificação dos preservantes eventualmente utilizados;

f) data e horário de amostragem .

Os rótulos devem ser resistente à umidade e deve-se garantir que cheguem íntegros ao laboratório
analítico. Os rótulos devem ser preenchidos de forma legível , de forma a minimizar erros de identificação.

6 Cadeia de custódia
6.1 A cadeia de custódia é o documento mais importante no trâmite das amostras. Ela deve conter
dados que garantam a rastreabilidade da amostra , desde o momento da coleta até seu recebimento
no laboratório. Ela deve ser original e, se houver informações alteradas, estas devem estar claramente
marcadas, rubricadas e datadas.

6.2 Na cadeia de custódia devem constar as seguintes informações:

a) identificação do projeto , nome e endereço da área de interesse;

b) empresa responsável pela coleta;

c) identificação e assinatura do técnico responsável pela coleta;

d) identificação e assinatura do responsável pelo transporte;

e) identificação e assinatura do técnico responsável pelo recebimento das amostras no laboratório;

f) identificação da amostra;

g) identificação da matriz a ser analisada ;

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h) parâmetros de interesse a serem analisados;

i) quantidade de frascos utilizados por amostra;

j) especificação dos preservantes eventualmente utilizados;

k) data e horário de amostragem;

1) data e horário de entrega ao laboratório;

m) temperatura de chegada ao laboratório.

6.3 A validação dos dados deve considerar as informações contidas nos laudos analíticos e na
cadeia de custódia. Desta forma, caso a cadeia de custódia não acompanhe o laudo analítico ou não
esteja devidamente preenchida e assinada, os laudos analíticos devem ser desqualificados.

7 Laudos, boletim e relatórios de ensaio


7.1 Os laboratórios de análises físicas e químicas dos parâmetros de interesse devem obedecer aos
requisitos da ABNT NBR 1S0/IEC 17025.

7.2 As amostras devem ser analisadas dentro do prazo de validade específico para cada parâmetro
de interesse. Caso contrário, os resultados não podem ser considerados e uma nova amostragem
deve ser realizada.

7 .3 Os laudos analíticos devem ser acompanhados da cadeia de custódia e do relatório de recebimento


das amostras, permitindo controlar e assegurar a qualidade e a rastreabilidade das amostras.

7.4 Os laudos analíticos devem estar de acordo com todos os requisitos estabelecidos na
ABNT NBR 1S0/IEC 17025, destacando-se as seguintes informações:

a) identificação do projeto, nome e endereço da área de interesse;

b) identificação da amostra, de modo a possibilitar a sua rastreabilidade e do ponto e amostragem ,


além de especificar a matriz;

c) data de coleta, recebimento, preparo e análise das amostras;

d) metodologia analítica ;

e) unidade de medida da concentração obtida na análise química, a qual deve ser coerente com a
matriz amostrada ;

f) resultados das amostras de matriz sólida em base seca , incluindo a porcentagem de sólidos;

g) limite de quantificação da amostra, considerando o fator de diluição. Para avaliar os limites de


quantificação, devem ser consideradas as seguintes situações:

os limites de quantificação (LQ) devem ser iguais ou inferiores aos valores legais aplicáveis
estabelecidos pelo órgão competente e, na ausência de padrões nacionais, podem ser
adotados padrões internacionais de referência;

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existem diferentes situações que podem aumentar o LQ para a amostra (fator de diluição,
porcentagem de sólidos, entre outros) . No caso do resultado do parâmetro de interesse
estar abaixo do valor do LQ e este apresentar-se superior ao valor de intervenção, deve ser
proposta uma alternativa, ou seja, uma nova amostragem ou definição da próxima etapa
da investigação ou utilização do LQ para cálculo do risco.

7.5 As seguintes informações devem estar disponíveis:

a) valores de recuperação de traçadores (surrogatés) ;

b) valores adicionados e recuperados no branco fortificado do laboratório (spike), com a unidade;

c) incerteza de medição para cada resultado reportado;

d) branco de método, que deve ser inferior ao LQ.

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Bibliografia

[1] CONAMA 420/2009, Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto
à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental
de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas

[2] ABNT NBR 15492, Sondagem de reconhecimento para fins de qualidade ambiental- Procedimento

[3] ABNT NBR 16210, Modelo conceituai no gerenciamento ambiental de áreas contaminadas -
Procedimento

[4] ASTM - 4547 - 03- Standard guide for sampling waste and soils for volatile organic compounds

[5] USEPA SW-846: http://www.epa.gov/epaoswer/hazwaste/test/main.htm

[6] USEPA SW-846, Chapter 3: lnorganic analysis: http://www.epa.gov/sw-846/pdfs/chapter3.pdf

[7] USEPA SW-846, Chapter 4: Organic analysis: http://www.epa.gov/sw-846/pdfs/chapter4.pdf

[8] SMEWW - Standard methods for the examination of water and wastewater:
http ://www.standardmethods.org/

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