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s articuladores semiajustaveis, de ma-

enfrentam para o aprendizado da Oclusao. E


im- pressionante a maneira como os colegas
relutam e ignoram o articulador. Cremos que,
no mâximo, 1% dos nossos ex-estudantes
voltam a usar o articulador de maneira habitual
ou mesmo espo- radica em seus consultorios.
Isso nos preocupa, e acima de tudo, nos
frustra, porque nño estamos, como
professores, sendo capazes de estimula-los
para o seu uso. O mesmo constatamos em
outras escolas de Odontologia. Talvez o erro
na nossa maneira de ensinar esteja em dar
importñncia ao articulador de forma
exagerada, colocando sobre o uso dele a
responsabilidade de se fazer uma boa
Odontologia. So que, muito cedo, tanto os
clinicos como os estudantes percebem que é
possivel, sim, fazer uma Odontologia com
quali- dade sem utilizar articuladores
semiajustaveis. E possivel que estejamos
errados nessas observa- does, mas é o que
temos visto, sentido e ouvido em nossavida
académica, dentro e fora de nossa universidade
e nos cursos que ministramos em algumas
cidades deste pats. A experiéncia vivida nos
Estados Unidos também nos permite a pen- sar
dessa forma. Por que nño admitir que, além do
articulador semiajustavel, também se usam os
20 articuladores mais simples? Por que nño admitir
que o uso do articulador deva ser feito em casos
especiais? Por que nño ensinar a simplificar o
seu uso e mostrar que é um aparelho mecñnico e
com

Oclusao: Para Vocé e Para Mim


muitas limitapñes? Por que nao confessar que, der e tirar algumas duvidas em relapño ao uso
em trabalhos pequenos, pode utilizar oclusores dos articuladores semiajustaveis.
ou outras formas de manter os arcos ocluidos? Temos sugerido aos nossos colegas que
Sera que nao estamos supervalorizando os parti- cipam dos cursos de Oclusño conosco
articula- dores semiajustaveis? que, a cada semana ou a cada 15 dias, fa§am
Anos atras, quando vlamos a foto de um uma montagem dos modelos de um dos seus
ar- ticulador semiajustavel e de seus pacientes com o ob- jetivo simplesmente de
componentes em revista de Odontologia, praticar. Acreditamos que esta seja uma boa
despertava o desejo em nosso intimo de que conduta para nao esquecerem mais o uso do
um dia aprenderiamos a usar aquele articulador semiajustavel (ASA), bem como
instrumento. Esse desejo passou a ser um para compreenderem que treino nño é perda de
sonho. tempo, mas sim um investimento para o
No inicio de nosso curso de mestrado em futuro.
Reabilitapao Oral na Faculdade de Odontologia Na inten§ño de sermos transparentes, de tor-
de Bauru, chegamos com um articulador do tipo nar o ensino do uso do ASA mais simples e de
Wip-Mix, que tinha vindo do exterior totalmente esti- mular os colegas a uiilizar o articulador —
desmontado. Abrimos o pacote em frente de um mesmo que esporadicamente — explicaremos, a
colega (Marcos Dias Lanza — Belo Horizonte) e seguir, os métodos de montagens de modelos de
pedimos a ele: “— por favor, monte este negocio estudo, com e sem o uso do arco facial.
e mostre como se usa.” For o nosso primeiro
con- tato com o “monstro”. De imediato,
percebemos que o seu uso era simples e que
como qualquer instrumento mecñnico, CONCEITO
necessitava somente de pratica. Obviamente,
durante o curso, tivemos a oportunidade de O articulador é um instrumento mecñnico
aprender e usa-lo de maneira intensa. que representa a articulapao temporomandibu-
Esperamos que com essas colocap0es o lar, a maxila e a mandfbula, além de registrar e
leitor se identifique, entenda e se sinta duplicar alguns movimentos mandibu1ares.7 " i'
estimulado, porque o problema do aprendizado '" Dependendo do modelo utilizado, de estudo ou
existe para qualquer um de nfis. Por isso, de trabalho, pode ser usado como meio auxiliar
sugerimos que, ao de diagnostico, planejamento ou para o trata-
ler este capltulo, nño o fa§a como um romance. mento reabilitador propriamente dito.
Use-o para consulta. Talvez, assim, podera
apren-

OBJETIVO
De acordo comWeinberg,1" o objetivo de todos os
articuladores é auxiliar as fases laboratoriais do trabalho
protético, substituindo partes anatsmicas por mecanicas
equivalentes, tentando repro- duzir, desse modo, embora de
maneira limitada, os movimentos fisiologicos.

ARTICULADOR SEMIAJUSTAVEL (ASA)


A montagem dos modelos em articuladores facilita o
diagnds- tico, melhora a visualizapño nas rela§ñes estaticas e
dinamica dos dentes, bem como permite um exame lingual da
oclusao do pacien- te, a qual é impossivel de ser vista
clinicamente. Outravantagem é a possibilidade de se executarem
facilmente os movimentos e, desse modo, observar interferéncias
— embora com certas limitapñes — que clinicamente podem nao 21
ser percebidas e diagnosticadas. Uma outra e talvez a grande
vantagem dos articuladores semiajustaveis é o fato de servir
como excelentes instrumentos de aprendizado da oclusao.
Uso de Articulador Semiajustavel, com e sem Arco Facial
A distância das articula§ñes aos dentes supe-
CLASSIFICA$AO riores.
A rela§ño entre o plano horizontal de
0s articuladores semiajustaveis sño
Frank- furt e o plano oclusal da arcada
subdivi- didos nos tipos Arcon (articulador-
superior.
csndilo) e nño Arcon. O tipo Arcon possui
A distñncia entre os condilos.’8
trajetoria condilar ligada ao ramo superior do
articulador e corres- ponde mais intimamente
Tais registros sño considerados
a situapao do paciente. O tipo nño Arcon tern
importantes especialmente quando, nos
a trajetoria condilar ligada ao ramo inferior.
modelos montados, existe um envolvimento
O instrumento tipo Arcon mais comumente
estético. Também o sño nos casos de
usado é o Whip-Mix. No Brasil, existem trés
reabilita§ño total, quando permite ao técnico
apa- relhos similares aoWhip-Mix,
de alcanpar uma mellhor perspectiva, a qual
desenvolvidos pela Gnatos, Bio-Art e o Dent-
impedira a produpño de proteses com planos
flex.
oclusais incorretos ou linha de sorriso
0s articuladores nño Arcon mais populares
invertida.
sño os Dentatus ART e o Hanau modelo H.

MONTAGEM DE MODELO DE EsTUDO


Plastifica-se um bastño de godiva de baixo
ponto de fusño (39-42°C) e coloca-se no garfo
de mordida. Essa plastifica§ño é feita sobre a
chama de gas ou de lamparina a âlcool e niio
Arco facial diretamente na chama, pois a godiva sofre fusño,
O arco facial é um componente do articu- ebuli§ño, carboniza§iio e volatilizapao dos seus
lador semiajustavel, que tern como finalidade compo- nentes de baixo ponto de fusño, além
registrar: de que, se diretamente na chama, nño sofre uma
plas- tifica§ao homogénea. A adaptapao da
godiva ao garfo deve ter como base trés pontos:
um anterior
e dois posteriores. Em seguida, replastifica-se e coloca-se o
conjunto contra os dentes superiores. Centraliza-se o garfo-godiva
tendo a linha média do paciente como referéncia. Deve manté-lo na
boca até que ocorra a solidifica§ao da godiva. Demarcam-se
somente as pontas das cuspides, pois do contrario pode-se ter
algum tipo de reten§ao. Terminado este procedimento, confere-se
o registro colocando o modelo sobre as marcas das pontas de
cuspides. O modelo superior nño deve apresentar bascula ou
instabilidade. Alguns autores e professores, para melhorar ainda
mais as eden- ta§oes, utilizam pasta zincoenolica. No entanto,
consideramos um procedimento totalmente dispensavel.
Uma outra maneira de fazer essas edenta§fies é no proprio
modelo superior. De posse do modelo, adequadamente
recortado e com as superficies oclusais e incisivas levemente
umedecidas, coloca-se no garfo ja com a godiva plastificada,
fazendo-se as eden- tapñes, como frizado anteriormente. O
modelo deve estar levemente umedecido para que a godiva nao se
una ao gesso, o que pode levar a fratura das pontas das cuspides
e das bordas dos incisivos no ato da remopao. Leva-se, entao, o
garfo com as edenta§ñes a boca para verificar a estabilidade do
mesmo.
O prfiximo passo consiste em relacionar o garfo de mordida
com o arco facial, outro segmento do articulador semiajustavel.
Para tanto, o conjunto garfo-godiva é reposicionado na boca. Para
22 segura- lo em posipño, podem ser utilizados dois métodos: (1) o
paciente pode prendé-lo fechando a boca e mordendo a godiva
previamente colocada na regiño “inferior” do garfo; (2) o proprio
paciente pode segura-lo com as miios. Se usada esta ultima técnica,
para a etapa

Oclusao: Para Vocé e Para Mim


seguinte, sera necessâria a colabora§ao de um Observapño importante:
auxiliar. O profissional, entño, irñ introduzir a Caso a distñncia esteja localizada exatamente
presilha no cabo do garfo de mordida. A presilha entre o “L” e o “M”, anota-se como sendo “M”. Se
deve posicionar-se por cima do cabo do garfo. O estiver entre o “M” e o “S”, anota-se o “S”, ou seja,
paciente participara dessa fase segurando ambos os da-se preferéncia sempre para a menor distñncia
bra os do arco facial e introduzindo as olivas intercondilar. O emprego da distñncia intercondilar
plasticas do disco nos seus condutos auditivos imediatamente menor resultara em ciispides mais
externos. Feito isso, apertam-se os 3 parafusos baixas, com menor possibilidade de interferéncia.
superiores do arco facial. O terceiro ponto é ob- Afrouxam-se, entño, levemente os parafusos,
tido ao colocar o relator nasio na barra transversal um quarto de volta é o sufiente, e remove-se o
do arco facial e no nasio do paciente. Aperta-se, relator nasio para, em seguida, retirar todo o
também, esse parafuso manualmente. Pede-se ao conjunto com cuidado.
paciente que mantenha o arco pressionado para a
frente e posiciona-se a presilha o mais perto
possivel dos labios do paciente, sem toca-los. PREPARO DO ARTICULADOR
Apertam-se, agora, os parafusos com a chave de
ponta hexagonal, de forma alternada. Durante o
apertamento desses parafusos, deve-se cuidar para
que o arco facial nao desloque de posi§ño.
O iiltimo procedimento desta fase consiste O articulador é preparado adequadamente para
em anotar a distñncia intercondilar que estara receber o modelo. O ramo inferior tern os niimeros
registrada no arco facial, ou seja: 1, 2 e 3 ou S, M e L (pequeno, médio e grande)
gravados em cada lado, onde os elemen- tos
1. S Short — Pequena condilares devem ser ajustados de acordo com a
2. M Midle — Média distancia intercondilar obtida no arco facial.
3. L Large — Grande A mesma distñncia intercondilar precisa ser
programada no ramo superior do articulador.
Portanto, acrescentam-se ou retiram-se espapadores para ajustar a
distñncia correta entre as guias condilares. Assim, quando se consta-
tar 1ou S, nño se coloca nenhum espapador; 2 ou M, um espa§ador; e
3 ou L, 2 espapadores. A parte chanfrada dos espapadores deve estar
voltada para as guias, e a marca horizontal do espa§ador deve ser
alinhada com a que existe na parte posterior da guia condilar.
As guias condilares devem ser ajustadas em 30 graus e o angulo
de Bennett, em 15 graus, através da aleta de movimento lateral.
Procede-se, em seguida, a coloca§ño do arco facial na parte su-
perior do articulador, encaixando cada oliva de plastico no pino
Fig. 2-1 Vista frontal: garfo em situado externamente as guias condilares. 0s trés parafusos sao
posigao na boca. Observar a linha ajustados firmemente. Prepara-se o modelo de gesso do paciente,
média. que sera fixado no garfo, hidratando-o e criando-lhe reten§ñes. Isso
facilita o seu prendimento na placa superior. Adapta-se o modelo
no registro de godiva do garfo. Manipula-se e coloca-se o gesso na
superficie superior do modelo prendendo-o ñ placa de montagem. E
importante evitar mexer na haste do articulador. Se necessario,
acrescenta-se mais gesso para melhorar a reten§ño. Quando este
tomar presa, remova o arco facial do articulador.
As medidas que estao demarcadas na frente do arco facial cor-
respondem as distñncias intercondilares. Normalmente, quando
este é colocado no articulador, dificilmente a distñncia intercon-
0 dilar coincidira com a distñncia registrada no paciente. Dizem os
estudiosos que isso nao traz nenhum problema para a montagem 23
final (Figs. 2-1 a 2-8).

Fig. 2-2 Edentagoes na godiva.


Uso de Articulador Semiajustâvel, com e sem Arco Facial

Fig. 2-6 Fig. 2-7 Fig. 2-


8

Figs. 2-3 e 2-4 Arco facial jâ colocado, sendo feitos


apertos dos parafusos.
Fig. 2-5 Vista frontal: conjunto arco facial e garfo em
posigâo. Registro da posiqâo c/e re/agâo
Fig. 2-6 Demarcagâo da distancia da intercondilar
média. céntrica (RC)
Fig. 2-7 Colocagâo do arco facial no ramo superior
Para montar o modelo inferior no
do articulador.
articulador, é preciso obter um registro que
Fig. 2-8 Modelo superior em posigâo preso a placa
de montagem.
relacione as duas arcadas dentarias com os
csndilos em RC. Fri- zamos mais uma vez: a
posipño que os condilos ocupam dentro da
cavidade glenoide, quando estño na posipao de
RC, permanece um mistério. Esta discussiio,
para nñs, continua irrelevante.
Na posipño habitual, é frequentemente
facil relacionar os modelos, contudo, quando
monta- dos nesta posipño no articulador, nño
ha como realizar movimento para posterior.
Portanto, essa montagem impede a localiza§ño
da posipño de rela§iio céntrica. Assim, é mais
indicado montar os modelos de estudo na
posi§ño de relapño cén- trica, que é uma
posipao fisiologica, reproduzivel e, em
especial, uma posipao de diagnostico. Como
esta posipño condilar oferece normalmente
uma rela§ño oclusal instavel devido ñ
24 presen§a de in- terferéncia oclusal, ha a
necessidade de um regis- tro interoclusal de
maneira a estabilizar a relapño entre as
arcadas na hora da montagem.

Oclusao: Para Vocé e Para Mim


Técnica para obter a posiqâo de RC a cera so se limite a tocar em dentes, evitando
Utilizam-se as mesmas técnicas descritas as areas do rebordo posterior. Quando
no capltulo 1. Independentemente da técnica, transferida para o modelo, a cera, atingindo
o profissional deve estar treinado e o paciente estas areas, nño se ajustara perfeitamente, o
devidamente relaxado, para que o registro que trara problema
possa ser obtido com fidelidade. Por isso, é no resultado final da montagem.
importante que o profissional, desde a
primeira consulta, manipule seus pacientes na Registro da posigâo r/e RC,
posi§ño de RC, es- pecialmente, aqueles nos
sem desprogramador oclusal
quais se pretende fazer montagem em
articulador. A medida que o cirur- giao- A cera é, entño, replastificada e com leve
dentista pratica, ele vat criando habilidade, de pres- sao é justaposta aos dentes da arcada
tal modo que os casos dificeis comepariio a superior que foram previamentes secos com a
ser faceis. No caso de o profissional nño seringa de ar. A mandibula é, entiio, manipulada
conseguir levar o paciente na posi§ño de RC, em RC e guiada contra a cera, sem permitir
ele tera sérias dificuldades para fazer o desvio de seu eixo terminal. 0s arcos sao
registro. fechados quase até o ponto do primeiro contato.
Remove-se o excesso de cera e, apos resfriado
O Registro da posigâo de Relagâo Céntr/ca é o com agua ou ar, o registro é removido da boca.
passo mais importante de uma montagem num Ao ser exami— nado, assegurar-se de que o
arti- culador semiajustâvel, porque a partir desta mesmo nao sofreu distor§0es e/ou perfura Oes.
posigâo é que a avaligâo, o diagnâstico, o ajuste Apfis esta anâlise, uma boa conduta é manté-lo
oc/Isa/ e o tratamento poderâo ser realizados. num frasco com agua, em temperatura ambiente,
evitando-se, dessa forma, distor§fies.
Preparo da cera para o registro Quando os modelos forem montados,
deverao adaptar ao registro interoclusal tao
da posigâo de RC
perfeitamente quanto o registro se adapta a
Existem varios materiais para serem utiliza- boca.
dos com o proposito de fazer registros usando-se Essa técnica foi descrita porque alguns auto-
os dentes como referéncia: a cera comum res a citam e siio capazes de fazé-la. No entanto,
numero 9; as ceras especificas (ceras mais duras) consideramos que é muito diflcil fazer um regis-
e os ma- teriais a base de siliconas. Como tro da posi§iio de RC sem utilizar um dispositivo
demonstra§ño e para descomplicar a técnica, que impe a o total fechamento dos dentes. Pela
vamos descrever com o material mais nossa experiéncia, e em contato com vñrios pro-
comumente usado — a cera niimero 9. fissionais de diversos estados brasileiros, pode-
Plastifica-se e dobra-se uma lâmina de cera mos sentir o quanto de dificuldade os cirurgi0es-
de cor rosa, numero 9, colocando-se entre ela pe- -dentistas encontram na obten§ño desse registro,
dado de papelño fino, uma lñmina de alumlnio, mesmo usando dispositivo para desprogramar a
ou ainda uma lñmina radiografica de chumbo, musculatura. Por isso, nño a recomendamos.
para reduzir deformidade que porventura possa 0s dispositivos mais utilizados para auxiliar
ocorrer. Corte a cera, agora dobrada, um pouco no registro da posi§ño de RC siio: JIG, tiras de
mais larga que o tamanho da arcada superior. O Long e placa anterior. Aliteratura mostra que
comprimento deve ser o suficiente para que nño existe diferenpa, quando se faz o registro
possa abranger trés ou quatro dentes posteriores, utilizan- do o JIG ou as tiras de Long, no
dei- xando os anteriores sem contato. Leva-se a entanto, temos preferéncia pelo JIG, o qual sera
boca paraverificar o tamanho. Um outro cuidado demonstrado a seguir. A placa anterior é
é que utilizada quando o paciente ja a possui.

Uso do JIG para o registro da posigâo de RC


25
O que é o JIG? E um dispositivo de resina acr//ica quimicamente ativada(RAOA) conteccionado e
posicionado nos incisivos centra/s superiores, idealizado por Victor Lucia em 1964.’ A expressâo JIG é uma
abreviatura do termo em inglés: Jaw Interference Guide = Guia de lnterteréncia Mandibular.
Uso de Articulador Semiajustâvel, com e sem Arco Facial
TECNICA DE CONFEC AO DO JIG resfria-se
ou ar, retirando-o da boca.
Primeiramente, o paciente deve ser levado
a posi§ño de RC para observar o espa§o que o
— Oclusao: Para Vocé e Para Mim
contato prematuro promove entre os dentes
anteriores. Isso permite ao cirurgiiio-dentista
es- tabelecer a quantidade de resina que
necessitara para fazer o JIG, evitando excessos
ou falta de material. Unta-se os incisivos
centrais superiores com vaselina. Satura-se o
pñ com o liquido de RAQA, em um pote
Dappen, na sua parte menor, e deixa-la até a
fase plastica. Leva-se a resina a boca e nos
incisivos centrais, envolvendo as faces
vestibulares, incisivas e palatais, e criando
uma aresta mais ou menos na regiiio central-
palatal. Manipula-se o paciente na posi§ño de
RC, verificando o espa§o interoclusal que o
JIG esta promovendo. Este espa§o deve ser o
menor possivel, nño mais que 1 mm da area
onde existe a interferéncia oclusal, evitando o
contato dente com dente. Niro se deve permitir
que a resina poli- merize na boca, impedindo
nño so o aquecimento como também a
reten§iio da resina aos dentes. Uma irriga§ao
abundante é necessaria, pois a rea§ño de
po1imeriza§ño da RAAQ é exotérmica e isso
pode causar injuria pulpar nos dentes envol-
vidos. Estando o JIG com altura adequada, faz-
se o acabamento com pedras ou fresas
apropriadas e inicia-se o processo do registro.
Somente um incisivo central inferior deve
tocar no JIG. O paciente permanece com o JIG
na posi§iio por alguns minutos. Depois desse
tempo, a “memo- ria”da posi§ao em que
ocorre a mâxima intercus- pidapiio dos dentes
é praticamente eliminada, podendo a
mandibula ser facilmente manipulada e levada
a posipao de RC. O anteparo anterior niio
permite que o paciente coloque seus dentes em
contato, pois, caso isso ocorresse,
imediatamente a musculaturavoltaria a ser
programada para um fechamento dental
guiado. Um procedimento recomendavel antes
de se fazer o registro é, apos o relaxamento da
musculatura, demarcar o con- tato na posipño
de RC no JIG. Isto possibilita ao profissional
verificar, no momento em que esta fazendo o
registro com a cera, se efetivamente o dente
inferior esta tocando na demarcapño feita
26 antes. Assim, apos alguns minutos, a cera é
entao replastificada, colocada nos dentes
superiores, e o paciente é levado na com
o registro posi§ño
aguade modelo como as das placas de montagem do articulador.
RC, enquanto fecha a boca até o incisivo
central inferior tocar no JIG. Neste momento,
com o auxilio de uma espatula Lecrown,
remove-se o excesso de cera rente aos dentes,
Recoloca-se o pino -guia incisivo no ramo
superior do articulador, com a extremidade ar-
redondada voltada para baixo e ajustada numa
abertura de 2 mm (alinhe a segunda marca
acima da linha de circunferéncia do pino com
a borda superior do anel onde esta o parafuso
de fixapao do pino). Ajuste a mesa incisiva de
tal forma que o pino possa se apoiar. Coloque
o ramo superior do articulador (com o modelo
superior montado) na posipao invertida sobre
a mesa do laborato- rio, com a extremidade do
pino-guia incisivo se estendendo para fora da
bancada. Em seguida, coloque o registro da
posi§iio retrusiva sobre o modelo superior. Os
dentes devem se adaptar completamente ao
registro. Coloque o modelo inferior sobre o
registro e confira se todos os dentes estiio
totalmente assentados. 0s modelos ocluidos
nño devem se tocar em ponto algum. Remova
o modelo inferior, fa§a reten§ñes e hi- drate-o,
mergulhando somente a base do modelo num
recipiente contendo agua. Esta hidrata§ño tern
como objetivo evitar que o modelo absorva,
por a§iio de capilaridade, parte da agua do
gesso que sera utilizada durante a fixa§ño na
placa de montagem inferior,
independentemente de ser do tipo II, III, IV ou
V Uma vez hidratado o mo- delo, volte a
assenta-lo no registro, fazendo leve pressiio
para um perfeito assentamento, e fixe-o com
elñstico ou utilize outro método, a fim de que
se mantenha a posipiio. Misture gesso
apropriado numa consisténcia espessa,
colocando uma por§iio na base do modelo e
outra sobre a placa de montagem do ramo
inferior do articulador e mantendo os cfindilos
na posi§ño mais retruida nas guias condilares.
Com os csndilos nesta po- si§iio, fecha-se o
ramo inferior do articulador até que o pino-
guia incisivo toque na mesa incisiva. Um erro
muito comum nas montagens é quando os dois
cñndilos do articulador niio encostam na
parede posterior. A inobservñncia deste
detalhe torna todo este trabalho inutil.
Verifique estes detalhes:

Cada condilo deve estar apoiado na parede


posterossuperior de sua guia condilar corres-
pondente.
9 Tanto o modelo superior como o inferior de-
vem estar completamente assentados no
registro interoclusal.
o O gesso deve abranger tanto as reten§0es do
Apos a presa do gesso, manipula-se nova de Odontologia brasileiras. Naquela ocasiiio,
por§ño a fim de preencher os espa§os vazios o Prof. Carlson falou sobre diversos assuntos,
existentes entre o modelo inferior e a placa de mais especificamente do ensino da Oclusño.
montagem. Durante essa fase, aproveita-se para Num determinado momento, respondendo a
examinar qualquer falta de gesso que porventura uma pergunta, o Prof. Carlson deixou claro
possa existir ainda entre o modelo superior e a que, na Faculdade de Gotemburgo, eles
sua respectiva placa de montagem. Promove-se usavam os métodos mais simples para tratar os
também o acabamento do gesso em ambos os pacientes com problemas musculoarticulares,
modelos, pois isso da uma aparéncia uniforme e que inclu- sive, na montagem dos modelos
(Figs. 2-9 a 2-24). em articulador semiajustavel para
confeccionar placas oclusais nño utilizavam o
arco facial.
A partir daquele momento, come§amos a re-
Assim que o gesso tomar presa, abre-se o ar- fletir sobre o assunto e a analisar areal
ticulador, retira-se o registro de cera, e o pino in- necessida- de do uso arco facial. Varias
cisivo é levantado mais ou menos 2 cm, perguntas e indaga- pñes come§aram a surgir,
voltando ñ linha zero. como por exemplo:
Paraverificar se a montagem foi bem-sucedi- Por que ao se repetir o registro com o arco
da, siga os seguintes passos: facial a posipño do modelo raramente coincide?
Por que as linhas que demarcam as distñncias
e Verifique se os dois cñndilos estiio tocando intercondilares na boca nao coincidem com
nas paredes posterossuperioresdas cavidades aquelas vistas quando o arco facial esta no arti-
glenoides do articulador, caso contrario, a culador? Por que os espapadores tém 7 mm de
montagem esta inutilizada. espessura? Por que o angulo de Bennet e a incli-
o Com uma tira de papel celofane medindo 8 napño da parede anterior “da cavidade glenoi-
mm de largura por 3 cm de comprimento, de”estño demarcados de 5 em 5°? Estas e outras
presa a uma pinpa de Muller, verifique se o perguntas nño tinhamos como responder. En-
ponto de contato do articulador coincide tretando, sabiamos que muita informapño dada
com o ponto de contato da boca. pelo arco facial é aleatoria. Come§amos a fazer
0 Verifique se a posi§ao de MIH do articulador as montagens para a confecpño de placas e para
também coincide com a posisa o de MIH da modelos de estudo também sem o arcofacial.
boca. Consideramos que os resultados de nossas
Sao trés procedimentos simples que podem placas, bem como as montagens dos modelos de
dar a convic§ao de que a montagem esta ou estudo, nao tém trazido mais problemas do que
nao correta. quando usavamos arco facial.
O erro em montagem é muito frequente, Em publicapao do ano de 1999, Carlsson e
acon- tece com todos os profissionais, mesmo Magnusson 6 afirmaram que nenhum dentista
com os mais experientes, porque existe uma escandinavo tern usado o arco facial nas iiltimas
enorme quantidade de fatores que, muitas vezes, duas décadas. Também escreveram que nño
foge do alcance do profissional. Por isso, existem evidéncias indicando que o uso do arco
queremos deixar uma mensagem: que os facial aumenta a qualidade clinica de uma res-
profissionais nao desanimem se algumas de suas taura ño confeccionada num articulador quando
montagens nao estiverem dando certo. E uma comparada com uma cujo modelo é montado
questao de pratica. Quanto mais fizer, mais se sem arco facial.
aprende. Mais recentemente, em 2001, Shodadai e
cols.'4 publicaram um artigo entitulado: Existe
beneficio do uso do arco facial para a fabrica
MoNTAGEM DE MODELOS DE EsTUDOS âo de placas oclusais? Nele, os autores
estudaram a confec§iio de placas oclusais com
SEM O USO DO ARCo FACIAL cobertura total na arcada superior em 20
pacientes, avaliando o numero de contatos
Durante o XV Congresso Internacional de oclusais. Concluiram: niio existiu nenhuma
Odontologia de Sao Paulo, em 1992, ocorreu diferen§a relacionando o niimero de contatos
uma reuniño do Prof. Gunnar Carlsons (Suécia) oclusais entre as placas confeccionadas nos
com professores de Oclusño de diversas modelos transferidos com o arco facial e
Faculdades aquelas que nño o usaram. Sugeriram que para
a fabrica§ao de placas oclusais o uso do
Uso de Articulador Semiajustâvel, com e sem Arco Facial
Fig. 2-9 Incisivos centrais superio-
res sendo untados com vaselina.
Fig. 2-10 Coloca§âo da resina (Du-
raley) para confecionar o Jig.

Fig. 2-9 Fig. 2-10


Fig. 2-11 Resfriamento da resina
acrilica na fase de polimerizagâo
com agua.
Fig. 2-12 JIG pronto e em posi§âo.

Fig. 2-11 Fig. 2-12


Fig. 2-13 Demarcagâo do ponto de
contato no JIG na posi§âo de RC.
Fig. 2-14 Ponto de contato na po-
si§âo de RC.

Fig. 2-13 Fig. 2-14

Fig. 2-15 Cera preparada para


obter o registro.
Fig. 2-16 Apos o registro obtido, re-
movendo-se o excesso da cera.

Fig. 2-15 Fig. 2-16

Fig. 2-17 Excesso de cera


totalmen- te removido.
Fig. 2-18 Modelo inferior ocluido.
Invertida a posigâo, sendo fixado
com gesso na placa de montagem
no ramo inferior do articulador.
28

Fig. 2-17 Fig. 2-18

— Oclusao: Para Vocé e Para Mim


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Fig. 2-19 Fig. 2-20 Fig. 2-21

Fig. 2-22 Fig. 2-23

Fig. 2-19 Condilos justapostos nas paredes poste-


arco facial para transferir o modelo superior para
riores e medianas das “cavidades glenoides”.
o articulador pode ser omitido.
Fig. 2-20 Programagâo do articulador, ângulo de Ben-
net igual a 15°.
Pode ser que muitos professores e profissio-
Fig. 2-21 Inclinagâo da parede anterior da nais se encandalizem com o que estao lendo
cavidade glenoide igual a 30°. neste momento. Nao é nosso proposito
Fig. 2-22 Pino incisivo regulado 2 mm acima para desmerecer, nem tampouco desqualificar o uso
compensar o espago interoclusal dado pelo JIG. do arco facial. Também, nño desejamos dizer
Figs. 2-23 e 2-24 Modelos jâ montados em ASA. que quem esteja usando o arco facial esta errado.
A nossa proposta é simplificar o ensino da
Oclusao, sem entretanto banaliza-lo, tampouco
fugirmos dos seus principios basicos.
Queremos ser transparentes e honestos com
nossos alunos e com os profissionais da
Odontologia de ma- neira geral. Desejamos
que mais dentistas usem o articulador
semiajustavel. Quem sabe se remo- vermos o
arco facial da vida deles, o articulador possa
ter seu uso mais proveitoso e ampliado.

O registro da posipao de RC deve ser feito


criteriosamente, como ja descrito. Voltamos a
insistir que é a parte mais importante de uma
montagem. 0s modelos superior e inferior, devi-
damente recortados, sño ocluidos entre si, com o
registro em cera interpondo-se a eles. Os mode-
los devem estar adequadamente justapostos ao
registro, semelhantemente a situapao da boca. 29
Por isso, é importante eliminar o excesso de cera
na propria boca do paciente. So assim o dentista

Uso de Articulador Semiajustâvel, com e sem Arco Facial


pode visualmente analisar esta justaposi§ño du§ño um dispositivo, plataforma ou mesa para
dos modelos. Agora, os modelos siio presos a montagem do modelo superior. Infelizmente, a
entre si, podendo, para esta finalidade, utilizar maioria delas deixa o modelo superior paralelo
godiva de baixa fusao e palitos de ffisforo; ao plano de Frankfurt. No entanto, outras
cera pegajosa e palitos de fosforo; amarrar empresas ja fabricam estas plataformas (Plano de
com elastico ou cor- dño, ou somente prendé- Camper) com leve inc1ina§ño no sentido
los com cera. Ranhuras sño entño feitas, e os posteroanterior de 10 a 15 graus.
modelos, umedecidos em agua. Apos Para a montagem do modelo superior, é
programado o articulador, como anteriormente ne- cessñrio, adaptar e prender o plano de
mencionado, e colocada uma por ño de gesso Camper no ramo inferior do articulador.
na placa de montagem do ramo inferior, o Colocar o ramo superior, ja previamente
respectivo modelo deve ser posicio- nado e programado, em posi§ao com o ramo inferior
fixado neste gesso, procurando-se deixar o do articulador, de tal ma- neira que fiquem
conjunto equidistante dos ramos superior e paralelos entre si. Posicionar o modelo
inferior, em uma angula ao de superior adequadamente na plataforma,
aproximadamente 10 a 15 graus.'" Para seguindo as linhas referenciais para sua
facilitar a visualiza§ao dessa inc1ina§ño, basta centrali- za§iio, podendo este ser preso
regular a eminéncia articular do articulador temporariamente com cera, godiva ou
neste angulo e colocar o modelos em posi§iio. qualquer outro produto. Com o modelo
Uma vez que o modelo inferior esteja preparado, isto é, com ranhuras e umidificado,
preso, nova por§ño de gesso deve ser colocar gesso do boa qualidade, ate prendé-lo
misturada para prender o modelo superior ñ na placa de montagem do ramo superior.
placa de montagem. Assim que tiver tornado Esperar até que o gesso tome presa para entño
presa, uma complemen- tanto pode ser feita, come§ar a montagem do modelo inferior.
sempre usando gesso de boa qualidade para A montagem do modelo inferior segue toda a
evitar expansao e soltura dos modelos das sequéncia utilizada com o arcofacial.
placas (Figs. 2-25 a 2-27).
Observaqâo: Os registros de lateralidade e de
protrusâo nâo serâo comentados neste livro,
por considerâ-los extremamentes imprecisos e
de limitado ou de nenhum valor, nâo sâ para o
Alguns fabricantes, tanto os nacionais como aprendizado da Oclusâo, como também para a
os estrangeiros, ja possuem em sualinha de pro- aplicagâo clinica.

Nos casos em que ha a necessidade de fazer o ajuste oclusal,


como, por exemplo, paciente com mordida aberta anterior; ganhar
espapo com o objetivo de restaurar dentes anteriores desgastados;
rela§ño topo a topo anterior adquirida, ou em outras situa§0es, é
importante fazer uma analise e ajuste oclusal de diagnfistico.' 4 l 0
Normalmente, o ajuste oclusal de diagnostico é realizado por
desgaste dos dentes nos modelos com o proposito de verificar o
resultado final. Se desejarmos mostrar ao paciente a sua situa ao
antes do desgaste, sera impossivel porque os modelos ja foram
desgastados. Existe um recurso de técnica que, através do modelo
superior troquelado nos dentes posteriores, podemos fazer varias
demonstra§oes de como resultaria o ajuste oclusal, bastando, para
ta1, remover os dentes troquelados e verificar o resultado final,
analisando a relapao interincisiva.
O modelo pode ser troquelado de diversas maneiras. A mais
pratica e simples é demarcam, na moldagem de alginato, as
areas nas
30 quais deverao ser colocados os pinos para troquel. Normalmente
se coloca um pino para os molares e outro para os pré-molares de
ambos os lados. Faz-se o primeiro vasamento do gesso cobrindo até
Oclusao: Para Vocé e Para Mim
3 mm acima da extremidade das margens
cervi- cars das coroas dos dentes. Quando este
estiver tomando presa, coloca-se os pinos em
posipao, sem tocar no fundo da moldagem.
Apos a tomada de presa, remove-se todo o
excesso do gesso na area palatal e vestibular
da moldagem e unta-se com vaselina na regiao
do primeiro pré-molar para posterior. Na
regiño anterior, compreenden- do de canino a
canino, devem ser feitas retenpñes ou também
pode-se confeccionar um troquel. Completa-se
o vasamento, de preferéncia com gesso de cor
diferente (Figs. 2-28 a 2-32).
Uma outra técnica de confecpño de
troquel, também simples, é colocar pinos
presos com cera a alfinetes ou fios Fig. 2-25 Colocagâo de gesso na placa de montagem do ramo inferior.
ortodsnticos e proceder com o vasamento do
gesso da maneira descrita acima. As figuras de
2-33 a 2-37 mostram a técnica.
Assim sendo, o modelo esta pronto para ser
montado. Apos a montagem dos modelos no arti-
culador, os troquéis sao entao serrados, podendo
ser deslocados de suas posip0es quando for ne-
cessario. Esta remo§ao e colocapño dos troquéis
pode ser feita tantas vezes quantas forem ne-
cessarias, simulando deste modo o ajuste oclusal
de diagnostico (Figs. 2-38 a 2-50).

Fig. 2-26 Modelos superior e inferior ocluidos sendo


fixados ao ramo inferior: observar a leve inclinagâo,
aproximadamente 10°, dos modelos.

31
Fig. 2-27 Modelo superior preso a placa de montagem do ramo superior.

Uso de Articulador Semiajustâvel, com e sem Arco Facial


Fig. 2-27A Plano de Camper posicionado no ramo Fig. 2-27B Modelo superior centralizado sobre o pla-
inferior do articulador. no de Camper.

Fig. 2-27C Modelo superior preso ao ramo superior Fig. 2-27D Articulador invertido. Modelos ocluidos
com gesso. entre si com o registro interoclusal em cera.

Z2

Fig. 2-27E Modelos finalmente montados em ASA.

Oclusao: Para Vocé e Para Mim


. 2-28 e 2-29 Demarca§âo
nas colocagâo
dagens para a nos para troquéis.
de pi-

Fig. 2-28

Fig. 2-29

azada, pinos em posi§âo. Apos a presa do gesso, isolar a regiao pos- terior com vaselina.

3S

Fig. 2-30

Uso de Articulador Semiajustâvel, com e sem Arco Facial


Fig. 2-33 Alfinetes colocados na moldagem. Fig. 2-34 Pinos para troquel presos com cera nos
alfinetes.
Fig. 2-36 Isolamento com vaselina na regiao poste- Fig. 2-37 Segunda camada de gesso jâ realizada.

Fig. 2-38 Vista frontal de paciente na posi§âo de Fig. 2-39 Vista frontal de inferior para superior: pa-
MIH. ciente na posigâo de MIH. Observar relagao de
topo entre os dentes 11 e 41.

35
Fig. 2-40 Vista frontal: paciente manipulado na posi- Fig. 2-41 Vista frontal de inferior para superior: pacien-
Rao de RC. te na posigâo de RC, observar o espago
provocado pelo contato prematuro.

Uso de Articulador Semiajustavel, com e sem Arco Facial


Figs. 2-42 e 2-43 Vista frontal:
mo- delos montados na posigâo
de RC. Figs. 2-44 e 2-45 Vista
lateral direita esquerda: modelos
montados na po- sigâo de RC.

Fig. 2-42

Fig. 2-43
Fig. 2-44 Fig. 2-45

Figs. 2-46 a 2-49 Remogâo dos


troquéis.
Fig. 2-46
Fig. 2-47

g Fig. 2-48
Fig. 2-49

Oclusao: Para Vocé e Para Mim


Fig. 2-50 Vista frontal: resultado final da anâlise oclusal de diagnostico, todos os dentes anteriores mostrando
trespasse vertical.

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