INSTITUTO FEDERAL DA BAHIA ALUNOS – Elizabelle Dias, Jessica Carvalho, Mariane Batista, Ronald de Lima, Silvio Henrique TURMA

- 2821 DISCIPLINA - Física

RELATÓRIO DE FÍSICA
ESTUDO DO ALCANCE DO JATO D’AGUA EM FUNÇÃO DA PROFUNDIDADE H DE UM ORIFÍCIO

Salvador, BA 2011

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...... Referencias Bibliográficas..........................................................5 6................................................................................................................................................8 9....ÍNDICE 1................ Materiais Ulitizados......................................................................................3 2............ Objetivo do Experimento.....4 Lançamento Horizontal 3..................................................................................3 Equação de Torricelli 2.................5 5....................................................................... Fundamentação Teórica........ Conclusão........................................................................................................................2 Equação de Bernoulli 2.............1 Equação da Continuidade 2...........................................................................................3 2..........................6 7..................... Resultado do Experimento............................................9 2 ..............................6 8.......................5 4.................................................... Procedimento........................................................................... Análise de Resultados.................................. Tese Defendida.....................................................

tendo antes do experimento uma tese formulada a partir da teoria estudada. o volume que passa em uma seção é o mesmo que passa por outra. Fundamentação Teórica A fluidodinâmica é o ramo da física que estuda as propriedades do fluído em movimento. 2.1. onde: A1*v1 = A2*v2 (I) Com ela podemos concluir que. pressão e outros tópicos. fluxo de massa. dentre os quais explicitaremos aqui os mais relevantes.1 Equação da Continuidade Considerando um tubo de seção reta variável. 3 . temos a chamada equação da continuidade. estudar e analisar o alcance de jatos d’água em recipientes e relacionar com a profundidade de seus respectivos orifícios. onde passa um fluido ideal. Nela. Onde A é área da seção e v o volume. em um tubo variável. 2. temos: Ө1 = Ө2 Como Ө1 = A1 *v1 e Ө2=A2*v2. Objetivo do Experimento O objetivo deste experimento é verificar. Para este experimento em especial. em um mesmo intervalo de tempo. entramos em contato com as noções de vazão.2 Equação de Bernoulli A expressão que relaciona as pressões em dois pontos de um fluido em movimento foi obtida pelo físico Daniel Bernoulli. a área é inversamente proporcional à velocidade do fluido considerado. foram utilizados alguns conceitos. 2. Fig 1: Tubo de seção variável Considerando que a definição de vazão é Ө = ΔV/∆t .

temos: P1 + (dv1²)/2 = P2 + (dv2²)/2 2. elevando-se os termos ao quadrado. a equação de Bernoulli se reduz ao Teorema de Stevin: P1 + dgy1= P2 + (dv2²)/2 Quando os pontos considerados estiverem no mesmo nível.Fig 2 A equação de Bernoulli diz que em um fluido: (II) P1 + dgy1 + (dv1²)/2 = P2 + dgy2 + (dv2²)/2 Quando o fluido estiver em repouso. podemos admitir Vi = 0. no caso de um liquido em um recipiente com um orifício de Área A1>>A2.4 Lançamento Horizontal 4 . temos que V2>>V1. a pressão em 1 é igual a pressão em 2.3 Equação de Torricelli Utilizando a equação de Bernoulli. Fig 3 Como o recipiente é aberto. Como A1>>A2. de modo que na equação de Bernoulli. que é a atmosférica. V2² = 2g(H-y) = 2gh V2² = √2gh (III) 2.

. Para tanto. mas na horizontal.U.E o movimento vertical. a velocidade horizontal de lançamento permanece constante.Cronômetros. (sendo que o primeiro furo tinha um espaçamento também de 4 cm em relação à superfície de água). assim como o tempo de queda do jato medido através de um cronometro. em que X= Vx*t (IV) . Na vertical. mas. de um ponto situado a uma altura h. à medida que cai. foi feito a medida do alcance dos jatos provenientes de cada orifício.Quando lançamos um corpo. compensando a água que saia dos furos. Colocando água na garrafa até uma altura de 24 cm. o comportamento dos jatos de água seria o seguinte: (V) No momento considerado durante este experimento. 5. adicionava-se mais água até atingir a superfície inicial.Fita adesiva. Y= Yo + Voyt + αt²/2 Assim. Materiais utilizados . acima do solo.R. enquanto o procedimento era feito com um furo.U. O alcance era medido com régua no momento em que a água atingia a superfície onde a garrafa estava apoiada.Garrafa pet de 3L. Em seguida. Procedimento Na garrafa pet foram feitos com prego cinco furos com espaçamento de 4 cm entre si. Tese defendida Para nós. . o movimento é uniforme. . 3. que é um M. ele descreve um arco de parábola até atingir o solo.V. os restantes estavam vedados com fita adesiva. Durante o movimento do corpo. Este movimento é composto de dois outros: . o corpo encontra-se em queda livre. com as mesmas equações da queda livre. temos apenas Vo = Vx. com Vx constante. a componente vertical da velocidade é nula. horizontalmente. o corpo vai adquirindo uma velocidade vertical cada vez maior. 4.R.Régua. Figura 4 5 . que é um M.O movimento horizontal.

o fato de altura dos furos superiores serem maiores.5/10² 20. a velocidade seria menor e o alcance também menor.0/10² 17. ainda temos a questão do tempo de queda ser o mínimo. decrescer. pensamos haver também o tempo de queda para influenciar.44 00. no furo um. a velocidade é media em relação aos outros furos. Porém. Esta cresce até o segundo furo para.5/10² 7. 6. Logo.Isso justificado por algumas questões. Análise de Resultados Pelos dados obtidos pode-se tirar algumas constatações. Assim. O alcance tem relação com a profundidade. e como o alcance depende da velocidade.27 00. Ao longo do relatório confrontaremos nossa tese o que aconteceu durante o experimento. o alcance é médio. porém a profundidade é menor (logo. pois o tempo de queda é o maior.5/10² 19. Nos últimos furos. justifica um maior alcance.18 00. A primeira.15 00. em seguida. o alcance é médio). assim como o segundo e o quarto tiveram alcances aproximadamente iguais). foi constatado que: Altura (m) 20 / 10² 16 /10² 12 /10² 8 /10² 4 /10² Profundidade (m) 4 /10² 8 /10² 12 /10² 16 /10² 2 / 10² Tabela 1 Tempo (s) 00.13 Alcance (m) 13. Resultado do experimento A figura abaixo retrata o que ocorreu durante o experimento: (Consideramos que primeiro e o ultimo furo. Figura 5 Após as medições.0/10² 14. Acontece também que no 6 .

Através da equação de Torricelli. Isso está explicito no gráfico do tópico 4. Conclusão 7 . portanto a velocidade com que o jato sai do orifício também deve aumentar. constatamos experimentalmente que: 12cm (altura do furo intermediário) = 24cm (Altura total) /2 => Alcance máximo ( 20. no furo mediano.57 2. temos o alcance máximo. Para isso.35 3.78 1. h = H/2 => Alcance Máximo E realmente. podemos calcular a velocidade em todos os momento.0 cm) Temos ainda que o alcance máximo é o mesmo que altura do furo superior. temos: Profundidade (m) 4 /10² 8 /10² 12 /10² 16 /10² 2 / 10² Tabela 2 Velocidade ² (m/s) 0. Com a profundidade de cada orifício. Porém examinado a cinemática da trajetória do jato de água. devemos observar como se comporta a velocidade e o tempo durante o experimento. explicitando sua velocidade cada vez maior. ou seja. Deveremos constatar agora a relação entre o alcance (X) e a profundidade (h) em cada orifício. o alcance do jato depende tanto da velocidade quanto da altura do lançamento. levando em conta que na experiência o diâmetro dos furos era proporcional para a produção de jatos de água. Isso explica o porque do alcance aumentar nos furos 1 e 2 e diminuir nos posteriores.momento em que a profundidade é metade da altura.8 m/s².30 3. 8. temos que: V = √2gh Admitindo gravidade = 9.92 Com os dados anteriores é possível constatar que a pressão hidrostática aumenta com a profundidade.

Isso poderia ser evitado usando instrumentos menores na obtenção dos furos. Isso ocasionou uma imprecisão no local de queda de jato. cerca de 0. utilizamos conceitos da Cinemática e Hidrodinâmica. O alcance do jato depende tanto da velocidade. assim como o 2 e 3. o que acontece é que deve-se levar em consideração a cinemática a trajetória do jato. Concluímos que a pressão hidroestática de um fluido aumenta com a profundidade.Através do experimento relacionado à pressão hidroestática. Os furos 1 e 5. 9. quanto da altura de lançamento e não diretamente do tempo. Um dos problemas encontrados durante a realização do experimento foi quanto as medições. como justificamos. acertamos ao dizer que o alcance maior seria dado pelo furo médio. Assim. isso não significa que a água deverá alcançar um jato maior nos furos de maior profundidade. deveriam ter alcances idênticos. e. obtemos dados que nos ajudaram a entender o alcance de jatos de água relacionando-os com sua profundidade. Os furos feitos na garrafa tiveram diâmetros excessivos. segundo a teoria. em especial a medição do alcance. Porém. impossibilitando uma medição muito precisa. Referencias Bibliográficas 8 . mas não justificamos a teoria de maneira correta Na verdade. nossa teoria dos alcances estava correta. Para isso. Porém obtivemos uma pequena margem de erro (pequena se considerarmos a ordem de grandeza da medida). a velocidade deve aumentar. portanto.5 cm.

________________________________.São Paulo.1. Universo da Física 2. 2ª ed. São Paulo. 2008. 9 . Saraiva. SAMPAIO. Física Clássica. 2ª ed. 2. 2007. Luiz. 3º vol. Sergio. CALÇADA. Atual.

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