Você está na página 1de 10

Tema: O Debate de Barcelona de 1263 e as relações entre Rabinos e

Bispos Dominicanos no Reino de Jaime I de Aragão.


Autora: Leandra Monique Cardoso de Souza1
Orientadora: Drª. Renata Rozental Sancovsky

Palavras - chave: Debate, Messianismo, Judaísmo.

Resumo: A Península Ibérica do século XIII foi marcada pela diversidade política,
cultural e social. Nela comunidades judaicas encontraram abrigo e repouso por certo tempo
depois de períodos de perseguições religiosas sofridas nas demais regiões da Europa. No presente
trabalho, vinculado ao Laboratório Interdisciplinar de Teoria da História, Antiguidade e Medievo
da UFRRJ, sob orientação da Dra. Renata Rozental Sancovsky, analisamos as relações entre as
culturas judaicas e cristãs no Reino de Aragão, cenário do Debate Teológico entre Rabinos e
Bispos Dominicanos que ocorreu em 1263. Utilizamos como fontes a versão judaica do debate,
produzida pelo Rabi Moisés Nachmânides, e a versão cristã, produzida pelo Frei Pablo Christiani,
ambos principais agentes do debate. As duas versões foram traduzidas do hebraico e do latim
para o inglês pelo historiador Hyam Maccoby. O objeto de nossa pesquisa, portanto são as
Disputas (Disputatio) entre Cristianismo e Judaísmo da Idade Média Peninsular.

Key - words: Debate, Messianic, Judaism.


Abstrat: The Iberian Peninsula from the thirteenth century was marked by political,
cultural and social. Her Jewish communities have found shelter and rest for a while after periods
of religious persecution suffered in other regions of Europe. In this paper we analyze the relations
between the Jewish and Christian cultures in the Kingdom of Aragon, the scene of theological
debate between Rabbis and Bishops Dominicans that occurred in 1263. Our sources the Jewish
version of the debate, produced by Rabbi Moses Nachmanides, and the version produced by
Christian Frei Pablo Christiani, both key players in the debate. Both versions were translated

1
Aluna do 4º período do Curso de História da Universidade Gama Filho e pesquisadora associada ao LITHAM -
Laboratório Interdisciplinar de Teoria da História, Antiguidade e Medievo da UFRRJ.
2
from Hebrew and Latin into English by Hyam Maccoby. The object of our research, so are the
Disputes (Disputatio) between Christianity and Judaism in the Middle Ages Peninsular.
Para melhor compreensão dos impactos sociorreligiosos das Disputas no Reino de Aragão
de 1263, precisamos analisar os contextos que envolvem os agentes históricos presentes nas
fontes selecionadas. Rabi Moisés Nachmânides era o principal líder da comunidade judaica e um
Rabi da Corte do Rei Jaime I de Aragão. Funcionário do Reino, sua principal função como rabino
da corte era mediar os interesses da coroa com os da comunidade judaica barcelonesa, como a
negociação de tributos pagos pelas mesmas. Ele era a força moral e espiritual dessa comunidade
e, de certa forma, o seu bom relacionamento com o monarca garantia proteção e alguns
privilégios, como o direito ao culto religioso e instalação de sinagogas (BEINART, 1999: 238).
Tais aproximações atraíam também, por outro lado, graves incômodos às autoridades
cristãs representadas pelos freis e bispos da Ordem Dominicana. Esta Ordem religiosa
pressionava o Rei Jaime I por considerar ser do monarca o dever de propagar o evangelho entre
os infiéis, motivado principalmente pelo espírito de Reconquista (RUCQUOI, 1995:167-172), 2 e
o mesmo já havia recebido ordens de Roma para dispensar seus funcionários judeus. Este fato
mostra que o discurso antijudaico mantinha-se presente na Península Ibérica no século XIII.
Apesar de haver comunicado às cidades as determinações da Santa Sé, ele mesmo as ignorou,
posto que manter funcionários judeus na administração real era fator relevante. Mas entendemos
que o maior deles era garantir o recolhimento do tributo anual cobrado das comunidades judaicas,
em vistas ao financiamento de suas batalhas em períodos de crises com a nobreza. Concluímos
assim que os judeus representavam uma força econômica no Reino aragonês. As comunidades
judaicas, por sua vez, mantinham condições mais estáveis para viver do que em outras regiões
mediterrânicas neste período. A função exercida pelo Rabi da corte é então “uma força
unificadora entre os judeus espanhóis” (BEINART, 1999: 241).
A presença da Ordem Dominicana no reino de Aragão é compreendida como um
momento de expansão do movimento contra os considerados “inimigos da cristandade”, sendo

2
Período de retomada cristã da Península Ibérica contra o domínio muçulmano, e sua expulsão do território
hispânico. A Reconquista Cristã, que se iniciou em 1085 com o rei Afonso VI de Leão e Castela, foi marcado pela
retomada de Toledo. Esse processo desencadeou uma série de batalhas, sendo este legitimado e justificado pela
Igreja Católica como “As Guerras Justas”.
3
esta uma das ordens mendicantes fundadas no início do século XIII. Orientados por princípios
agostinianos, entendiam seus seguidores que sua missão era transmitir o evangelho e educar
segundo a fé cristã. Sua doutrina tinha como objetivo perseguir e exterminar a heresia e os infiéis,
no caso os grupos heréticos, os judeus e os muçulmanos (BOLTON, 1983: 77-92).
Diferentemente dos franciscanos, os dominicanos apoiavam-se no hábito da leitura teológica e
valorizavam a produção intelectual. Trabalhavam essa idéia junto com a pregação do evangelho,
entendendo que assim o tornaria mais eficaz. Espalharam-se pela Península Ibérica enviados pelo
Papa, legitimando as guerras de Reconquista e fortalecendo o ideal da Monarquia como a grande
defensora da fé cristã. Era necessária essa aproximação para garantir o braço forte de defesa da
Igreja contra os infiéis, os quais supostamente ameaçavam o ideal de ordem em uma sociedade
hierarquizada no reino temporal, que se espelhava no modelo da ordem espiritual do reino dos
céus defendida por Agostinho em sua obra teológica “De Civitate Dei contra Paganos”
(AGOSTINHO, A Cidade de Deus.).
Para manter o título de Conquistador, Jaime I precisava do apoio financeiro da nobreza
mercantil, dando continuidade às batalhas de conquista, lembrando que foi com o apoio da
nobreza catalã que o monarca garantiu a conquista das Ilhas Baleares, entre 1129 e 1235
(RUCQUOI, 1995: 185). Entretanto, pressionado pela nobreza mercantil aragonesa em constante
conflito com a Monarquia, Jaime I necessitava igualmente do apoio papal. Manter boas relações
com Roma era interessante para legitimar as conquistas, reconhecidas pela Igreja como Guerras
Justas, pois a política real na Península Ibérica era baseada na unção régia onde o Rei tinha um
caráter divino, sendo ele um representante de Deus responsável pelo poder temporal.
Jaime I, aproximando-se das instâncias eclesiásticas intimidaria as revoltas da nobreza
aragonesa e justificaria suas guerras de conquistas, garantindo assim o título não só de
Conquistador, mas também de grande defensor da cristandade (GOMES, 1997: 33). Ao mesmo
tempo, para maiores proximidades ao Clero e à Roma, o Rei aragonês concede o pedido dos freis
dominicanos ao sediar em sua corte a realização de um debate teológico com as lideranças
rabínicas.
Os Debates (Disputas) teológicos entre cristãos e judeus era uma prática criada pela Igreja
católica no século IV, muito utilizada no período pós-niceno. Consistia em convocar os rabinos
4
para discutirem questões a cerca das leis talmúdicas. Em geral esses debates terminavam sempre
em condenação e extermínio dos textos rabínicos. Exercida desde o século V na Península
Ibérica, como nos mostra a historiadora Renata R. Sancovsky, as disputas eram práticas
freqüentes em diversas dioceses mediterrâneas, a exemplo das ocorridas na diocese de Menorca
em 417 d.C. Ao analisar cartas redigidas pelo Bispo Severo (Sancovsky, 2008: 73-86), a
historiadora revela que foram várias as disputas que ocorreram entre a liderança da diocese
menorquina e o Rabino Teodoro, líder da comunidade de Mahón, nas Ilhas Baleares.
Em uma de suas cartas, tal bispo tece elogios à personalidade e inteligência do rabino e
demonstra sua importância como líder respeitado pela comunidade, onde já nesse período
apresentava considerável participação política. O objetivo principal das disputas era anular
publicamente a existência do Judaísmo, almejando a conversão de suas lideranças e,
consequentemente, de toda a comunidade judaica local, conforme esclarece Sancovsky (2008:
82). Exemplificando com o episódio balear afirma que
“Através das disputas, a igreja menorquina acreditava conseguir fundamentar no
imaginário religioso popular, os seus argumentos de intolerância aos judeus, reduzindo
dessa forma, os níveis alarmantes de interacionismos judaico-cristãos até então
verificados e Mahón. Acreditava-se igualmente que através dessas discussões, a igreja –
através de Severo – pudesse mostrar aos judeus sua nulidade nos assuntos ligados à fé,
ou ainda que assumissem a responsabilidade pela morte de Jesus e pela sua
infidelidade.”

Percebemos então nos Debates ocorridos no século XIII que há a permanência de práticas
de confrontos teológicos entre a liderança cristã e a liderança rabínica caracterizada pela
Disputatio, apresentando estruturas e objetivos muito próximos às disputas que ocorriam com
freqüência no século V.
Diante de tais considerações podemos observar que há uma escassez de produções
historiográficas concernentes aos estudos sobre a Disputatio medieval. Jacques Le Goff em “Os
intelectuais da Idade Média” (2006: 142-124) conceitua a Disputatio apenas como uma prática
exercida pela Escolástica desde o início do século XIII, no momento em que a mesma amplia o
exercício de saberes tornando-se aos poucos um campo universitário, posto que não só a Teologia
era ensinada, mas também a Filosofia e a Retórica. Segundo Le Goff, a Disputatio se caracteriza
por um exercício através do qual um mestre era desafiado por um graduado ou assistente num
5
jogo de perguntas e respostas de temas livres ou específicos. O evento era assistido por todos os
outros alunos e mestres, os quais no final da disputa tinham também o direito de fazer perguntas.
Ao dissertarem sobre a Disputatio escolástica, não apenas Jacques Le Goff como grande
parte dos medievalistas ignoram a Disputatio como instrumento público e teatral de poder e
coerção da Igreja, no controle das relações políticas e sociais entre o Cristianismo e Judaísmo.
Essa mesma historiografia não localiza sua práxis em meio às comunidades judaicas
mediterrâneas, referindo-se apenas ao jogo retórico de exercícios entre clérigos, desconsiderando
assim sua recorrência desde o período hispano-visigodo (SANCOVSKY, 2008: 73-86), conforme
atestamos nas cartas do Bispo Severo de Menorca no século V.
Fenômeno de longa duração histórica, devemos destacar neste momento o caráter atípico
do debate ocorrido em Barcelona em 1263, em relação aos demais debates de importantes
dioceses mediterrâneas, como Paris (1240), e Tortosa (1413-14). Nesses dois últimos casos, as
disputas caracterizaram-se mais como julgamentos, onde os representantes da Igreja faziam
indagações, e aos rabinos, era permitido apenas responder ao que lhes fora perguntado. Foram
também esses mesmos líderes das comunidades judaicas intimados a comparecer ao julgamento
sob ameaça de repressões contra suas comunidades, tendo como resultado final o recolhimento e
queima do Talmud.
Neste caso, é importante observar que o debate de Barcelona diferenciou-se por dois
aspectos cruciais: o Rei Jaime I teria solicitado ao Rabi Moisés Nachmânides que comparecesse
ao debate, garantindo proteção a ele e à sua comunidade. Segundo as narrativas, o Rabino só teria
aceitado sob a condição diferencial de ter o direito de discursar livremente em sua defesa. Neste
sentido, podemos afirmar que o Debate de Barcelona não se constituiu em interrogatório, como o
foram Paris e Tortosa.
Mais do que condenar, seu objetivo seria converter. Após o Debate, não foram realizados
confiscos nem queima de volumes do Talmud. A este fato, consideramos o caráter evangelizador
da escola missionária dominicana ibérica de Raymundo de Peñaforte, bispo responsável pela
Ordem Dominicana na Península Ibérica enviado por Roma. E muito embora não tenha
participado ativamente do Debate, foi seu idealizador, passando o papel de contendor ao bispo
6
Pablo Christiani, além de trazer à tona questões em torno das relações sóciopolíticas com as
comunidades judaicas (MACCOBY, 1996: 43).
No Debate de Barcelona, o que está em julgamento é o Talmud, o contingente literário
legal e moral da tradição rabínica judaica. Frei Pablo conhecia os textos talmúdicos, pois era um
judeu convertido ao Cristianismo, e com seu conhecimento do aramaico e hebraico, orientava os
outros freis na tradução dos textos da tradição judaica. Na desarticulação dos princípios
messiânicos judaicos, seu objetivo seria o de provar que o Messias esperado pelos judeus já havia
chegado. Portanto, o Judaísmo não teria mais razões de existência. Estaria no Cristianismo a raiz
da nova aliança com Deus. Para os dominicanos, o uso do Talmud era completamente anulado
nessa nova percepção de alianças. Em seu lugar, estariam os Evangelhos e as cartas apostólicas
como manuais de regras e práticas da fé cristã. Interessante observar neste sentido que as
divergências judaico-cristãs giravam em torno do conceito de messianismo e suas apropriações
sociais.
Durante a Disputa, Nachmânides argumenta que as profecias messiânicas não se
cumpriram com Jesus Cristo, como defendiam os cristãos de seu tempo, e recorre aos textos da
Bíblia hebraica para dar base ao seu discurso. Ele menciona passagem do livro de Isaías (2:4)
onde se encontra a seguinte citação: “(...) Uma nação não levantará a espada contra a outra, e nem
aprenderá mais a fazer a guerra” (BIBLIA DE JERUSALÉM, 2002), alegando que tal profecia
ainda não havia se concretizado pois violências e mortes continuavam existindo, inclusive, por
parte dos próprios cristãos. O rabino então defendia a razão da existência do Judaísmo e da
importância do Talmud para a religião e para a própria sobrevivência do povo judeu em defesa de
sua suposta unidade.
Sobre a complexidade e indefinição do messianismo judaico, Zwi Werblowsky
(WERBLOWSKY, 1999: 17-34) argumenta que,
“Empregado na época do exílio, o termo ungido pode designar qualquer pessoa com
uma missão especial de Deus – profetas, patriarcas e até um rei gentílico como Ciro, o
moeda (Is. 45:1). O Velho Testamento não fala de um messias escatológico e
procuramos, em vão, semelhantes traços de messianismo em muitos livros da Bíblia,
inclusive o Pentateuco.”

Analisando textos bíblicos hebraicos podemos perceber que depois dos reinados de Davi e
Salomão o Reino de Israel teria sofrido profundos revezes. Percebe-se assim a construção
7
ideológica, quase necessária, sobre a vinda de um salvador em nome de uma restauração política
do antigo Israel, conforme narrativas encontradas em Samuel, Salmos e Isaías.
O Judaísmo Rabínico medieval, expresso pelas narrativas de Nachmânides na corte
aragonesa, entendia que o Messias ainda estaria por vir e não seria morto por seus inimigos,
como preconizava a teologia dominicana na Disputa. O messias judaico de Nachmânides
triunfaria e confirmaria a paz entre os povos. Para os cristãos, a profecia de Isaías que
apresentava um servo sofredor, morto por seus inimigos, era a comprovação necessária e
suficiente para explicar a crucificação de Cristo.
Segundo o medievalista Hyam Maccoby aqui residiriam os eixos das divergências
exegéticas. Nachmânides, em suas memórias redigidas da Disputa, intituladas Vikuah3
(MACCOBY, 1996: 121-122), insistia em afirmar que em nenhum dos textos talmúdicos
encontrava-se qualquer referência sobre o assassinato do Messias por algozes. Para os judeus,
segundo escreveu em Vikuah, o servo sofredor não seria Cristo, mas o próprio povo de Israel,
subjugado ao domínio de outros povos. Indagado sobre tal questão pelo dominicano Pablo
Christiani, respondeu o Rabino:
“(...) É verdade que nossos mestres, que sua memória seja abençoada, nos livros da
Agadá, interpretam que a passagem fala, de forma alegórica, do Messias. Mas nunca
disseram que o Messias seria morto pelas mãos dos inimigos. Vós nunca encontrareis em
qualquer livro da literatura de Israel, seja no Talmud, seja na Agadá, que o Messias, filho
de Davi, algum dia seria morto, ou que seria traído e entregue aos seus inimigos, ou que
seria sepultado entre os perversos, pois até o vosso Messias, criado por vós mesmos, não
foi sepultado com os perversos. Se quiserdes, vos darei uma excelente e detalhada
explicação da passagem de Isaías. Não há nada ali sobre o fato de o Messias ser morto,
como aconteceu com o vosso”. Mas eles não quiseram ouvi-la.”

Embora não houvesse um teor de interrogatório no debate, todas as afirmações de


Nachmânides foram descartadas pelo interlocutor dominicano, principalmente quando defendia
que não havia argumentos lógicos que considerassem haver uma doutrina cristã no Talmud.
Quando frei Christiani não encontrava contra-argumentações ao discurso do rabino acusava-o de
prolixo.
Uma análise profunda das duas versões nos leva à interpretação de que os argumentos de
Nachmânides defendiam a idéia de serem Cristianismo e Judaísmo crenças absolutamente

3
Termo utilizado para definir a versão judaica do debate escrita em hebraico por Rabi Moisés Nachmânides.
8
antagônicas, senão inconciliáveis, onde não cabiam comparações doutrinárias entre princípios do
messianismo cristão com a literatura talmúdica.
Ainda que temeroso das conseqüências de seu discurso, o rabino barcelonês redige em
hebraico, a sua versão do debate – Sefer HaVikuah. Perseguido pelos dominicanos, que exigiam
sua punição exemplar através do Papa Clemente IV, Jaime I de Aragão decreta a condenação do
rabino ao exílio de dois anos na Palestina. Após o exílio, Moisés Nachmânides não mais retorna a
Aragão, deixando sua marca como um dos principais pensadores ibéricos da literatura talmúdica
na Idade Média, falecendo na cidade de Akko, em 1270.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Fontes Primárias:
Vikuah de Nachmânides: Relato Judaico do Debate de Barcelona:
NACHMÂNIDES, Moisés. Vikuah. Steinchneider, M., trad. 1860. In. MACCOBY, Hyam. O
Judaísmo em julgamento: os debates judaico-cristãos na idade média. Rio de Janeiro: Imago,
1996, pp. 111-157.
Relato Cristão do Debate de Barcelona:
Texto Original em Latim, organizado por Y. Baer, Tarbiz, 2, 1931, pp. 185-187. In. MACCOBY,
Hyam. O Judaísmo em julgamento: os debates judaico-cristãos na idade média. Rio de
Janeiro: Imago, 1996, pp.159-162.
BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição revista e ampliada. Editora: Paulus. São
Paulo, 2002.
AGOSTINHO, Santo. A Cidade de Deus: Contra os Pagãos. 8 ed. Tradução de Oscar Paes Leme.
Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2008. (Coleção Pensamento Humano). 2 v.

Fontes Bibliográficas:
9
A INTOLERÂNCIA. Foro internacional Sobre a Intolerância, Unesco, 27de março de 1997, La
Sorbonne, 28 de março de 1997 / Academia Universal das Culturas. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 2000.
AZEVEDO, Antônio Carlos do Amaral. Dicionário de nomes, termos e conceitos hostóricos.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
BASCHET, Jèrôme. A civilização feudal: do ano mil à colonização da América. São Paulo:
Globo, 2006.
BARROS, José D’Assunção. O projeto de pesquisa em história: da escolha do tema ao
quadro teórico. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
BAINART, Haim. “A sociedade Hispano – Judaica”. In: UNESCO. Vida e valores do povo
judeu. São Paulo: Perspectiva, 1999. pp. 231-252.
BOLTON, Brenda. A Reforma na Idade Média. Lisboa: Edições 70, 1983.
CAVALLO, G. CHARTIER, R. História da Literatura no mundo ocidental. São Paulo:
UNESP. P.103 – 219.
DELUMEAU, J. História do Medo no Ocidente. São Paulo: Cia das Letras, 1999.
LE GOFF, J; SCHIMTT, J.C; (org.). Dicionário temático do ocidente medieval. Bauru/SP:
EDUSC, 2006.
LE GOFF, Jacques. Os intelectuais na Idade Média. Rio de Janeiro: José Olimpo, 2006.
MACCOBY, Hyam. O Judaísmo em julgamento: os debates judaico-cristãos na idade
média. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
POLIAKOV, Léon. História do Anti-Semitismo I: De Cristo aos Judeus da Corte. São Paulo:
Perspectiva, 2007.
RUCQUOI, Adeline. A história medieval da Península Ibérica. Lisboa: Editorial Estampa,
1995.
SANCOVSKY, Renata R. Inimigos da Fé. Rio de Janeiro: Inprinta Express, 2008.
STEINSALTZ, Adin. O Talmud Essencial. Rio de Janeiro: Koogan, 1990.
VAUCHEZ, André. A Espiritualidade na Idade Média Ocidental. Séculos VIII a XIII. Rio de
janeiro, Jorge Zahar Ed., 1995.
10
WERBLOWSKY, R. J. Zwi. “O Messianismo na História Judaica” In: UNESCO. Vida e
valores do povo judeu. São Paulo: Perspectiva, 1999. pp. 17-34.

Você também pode gostar