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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS – CAMPUS DE ARAGUAÍNA - EMVZ

AVALIAÇÃO DE SUINOCULTURA 2021/2 – 18/12/2021

Levando-se em consideração a suinocultura industrial tecnificada, julgue os itens seguintes


marcando “V” se a afirmativa for verdadeira e “F” se for falsa.

( F ) A criação de suínos no Brasil torna-se cada vez mais especializada. Entretanto, as


granjas modernas alcançam índices cada vez mais elevados. Isto torna o mercado
menos competitivo.

( V ) A suinocultura brasileira ocupa lugar de destaque no cenário internacional, no que se


refere à exportação de carne de suínos.

( F ) O baixo desfrute brasileiro pode ser atribuído à falta de tecnologia moderna disponível
no setor.

( V ) Uma das principais vantagens da suinocultura é a rápida reversão de capital.

( F ) Os suínos por serem herbívoros podem se alimentar exclusivamente de forragens


tenras.

( F ) A cópula dos suínos é demorada em função do grande peso alcançado pelos


reprodutores.

( F ) A carne dos machos inteiros adquire cheiro e gosto desagradáveis, devido à


contaminação pela urina por ocasião do abate.

(V ) Na suinocultura, as boas práticas indicam a indução da puberdade precoce na fêmea


nulípara para que, basicamente, ela comece sua atividade reprodutiva o mais cedo
possível, sem prejuízo de seu desempenho reprodutivo posterior.

( V ) A porca por ser poliestral anual, pode entrar em reprodução em qualquer época do ano.

( F ) A ovulação na espécie suína ocorre após a manifestação do estro.

( V ) A taxa de ovulação pode variar em função da idade, da nutrição, do peso e da raça.

( F ) A sincronização de cio não é uma técnica importante no planejamento de uma criação.

( F ) O “reflexo de tolerância” das fêmeas suínas ocorre na fase de pró-estro, quando a porca
permite que uma pessoa faça pressão na sua região lombar.

( V ) A sincronização de parto deve ser utilizada para evitá-lo à noite e em final de semana.

( F ) O parto em gaiolas não precisa ser assistido porque a mortalidade por esmagamento é
mínima.

( F ) As fêmeas lactantes devem ser transferidas para a maternidade uma semana antes do
parto previsto.

(F ) A alimentação da gestante deve ser à vontade para permitir o máximo desenvolvimento


dos fetos.

(V ) As porcas em fase inicial de lactação devem receber ração controlada para evitar que o
excesso de leite cause diarreia nos leitões.

( V ) A desmama deve ser realizada em idade precoce para permitir maior eficiência
reprodutiva da porca.
( V ) A maior produtividade é obtida quando 50% das matrizes encontram-se na faixa entre o
2º e o 5º parto. Para isso deve-se adotar uma taxa de reposição de matrizes de cerca de
40% ao ano. Assim, em média, uma matriz permanece no plantel durante seis gestações
ou cerca de 2,5 anos.

( F ) Independentemente da linhagem genética dos suínos, o manejo alimentar e nutricional é


semelhante para todos.

( F ) A conversão alimentar dos suínos melhora em função do aumento da idade.

( F ) O uso de caldo de cana para suínos permite reduzir a quantidade de ração fornecida e o
nível de proteína da ração.

( V ) O uso de aminoácidos sintéticos permite reduzir o nível de proteína da ração, porém é


uma prática antieconômica.

( F ) A grande evolução do melhoramento de suínos que tem ocorrido nas últimas décadas,
deve-se à grande demanda de gordura para alimentação humana.

( V ) Uma reprodutora é capaz de produzir mais de 50 leitões em sua vida útil reprodutiva.

( F ) A deficiência de ferro é uma causa comum de anemia em suínos; ocorre raramente em


leitões recém-nascidos, pois os suínos nascem com abundantes reservas deste mineral,
mas é comum nas imediações da puberdade, devido às altas demandas hormonais
típicas da idade.

( F ) O Brasil apresenta o maior índice de desfrute dentre os principais países criadores de


suíno.

( V ) Em termos de eficiência na utilização de alimentos, o suíno só perde para peixes e aves.

( F ) Os suínos são adaptados aos trópicos devido as suas características


anatomofisiológicas serem bem desenvolvidas.

( F ) A cópula dos suínos é demorada devida exclusivamente ao grande volume de sêmen


ejaculado.

( F ) A ovulação ocorre 20-36 horas após o início do estro, por isso a cobertura deve ser
realizada no final do cio.

( F ) A prática do “Flushing” não possui efeito algum sobre o numero de leitões nascidos.

( F ) Em fêmeas multíparas em gestação, o excessivo fornecimento de energia nas dietas


pode causar mortalidade embrionária no terço inicial da gestação, dificuldades no parto
e redução de apetite e de ingestão de ração durante a lactação.

( F ) As porcas paridas devem receber ração à vontade logo depois de terminado o parto.

( V ) Desmama em grupo permite sincronizar o próximo cio, de maneira eficiente e sem uso
de hormônios.

( F ) A castração não interfere sobre o desempenho dos suínos quando feita acima dos 30
dias de idade.

( F ) A castração de suínos é uma opção de manejo adotada voluntariamente pela


agroindústria, para contribuir com o controle de zoonoses no Brasil.
( V ) A superioridade na conversão alimentar dos suínos machos inteiros em relação aos
castrados tem sido demonstrada em vários trabalhos científicos encontrados na
literatura; entretanto, a produção de machos inteiros, cuja carne pode apresentar um
odor desagradável, relacionado à presença de androstenediona e escatol, é limitada
pela legislação brasileira, que proíbe o abate de suínos machos inteiros.

( F ) O colostro é um alimento rico em nutrientes para o leitão neonato, não sendo essencial,
do ponto de vista imunológico, para as suas defesas orgânicas, pois estas são
adquiridas por via placentária.

( F ) A importância do colostro na espécie suína reside no fato de ser o principal fator


extrínseco determinante de uma doença nesses animais; vacinações são mais
importantes do que o fornecimento de colostro, a partir das primeiras semanas de vida
nessa espécie.

( F ) A imunização passiva de suínos durante a vida fetal, ou seja, por via transplacentária, é
um método natural de controle de doenças infectocontagiosas nessas espécies, e o
mais efetivo e barato. Para aumentar a efetividade desse método, é importante que as
fêmeas sejam vacinas pouco antes do parto.

( V ) Na espécie Sus scroffa domesticus a absorção intestinal das imunoglobulinas do


colostro ocorre principalmente nas primeiras horas após o nascimento. A não
observância da recomendação de assegurar que o recém-nascido ingira colostro nesse
período está envolvida na mortalidade de leitões neonatos.

( V ) Os varrões devem receber ração controlada para não engordarem e fazer duas
coberturas/dia e nas horas mais frescas do dia.

( V ) Pode-se reduzir o nível de proteína bruta das rações com adição de lisina sintética,
reduzindo assim a quantidade de farelo de soja nas rações.

( V ) A adição de óleo às rações de suínos melhora a conversão alimentar e o ganho de peso


dos animais.

( V ) As raças Landrace e Large White são as mais criadas no Brasil, por ser tipo carne e de
boa prolificidade.

( V ) Nos primeiros dias pós o desmame dos leitões o consumo de ração é baixo; razão pela
qual a dieta deve ser de excelente qualidade, visando a, no mínimo, manter o peso do
desmame durante este período.

( V ) O desmame de suínos, em condições naturais, ocorre gradualmente, num período que


pode levar até 17 semanas. Na suinocultura convencional, esse manejo é realizado a
partir das três semanas de vida; devido à variação nos dias de nascimento das
leitegadas de um mesmo lote, alguns leitões podem ser desmamados ainda mais cedo.
Isso leva a uma alta incidência de diarreias e comportamentos anômalos.

( F ) A principal vantagem da utilização da inseminação artificial na espécie suína é o longo


período de armazenamento da dose inseminante na forma congelada.

( F ) O número de partos/fêmea/ano em suínas reprodutoras é reduzido com o aumento dos


dias de lactação e redução do intervalo-desmame-estro (IDE).

( F ) A sincronização de partos na suinocultura, através do uso de progesterona, faz parte da


rotina do manejo da espécie para permitir o escalonamento da produção.

( F ) O desmame precoce segregado, que ocorre, normalmente, entre 60 a 90 dias de idade,


é um procedimento que visa ao controle de doenças específicas e ao melhoramento do
desempenho produtivo na fase de crescimento-terminação dos suínos.
( V ) Durante a produção dos suínos existem três momentos, de curta duração, que podem
ser considerados críticos em função das consequências que podem advir de um manejo
inadequado. São eles: a cobertura, o parto e a desmama.

( F) Na aquisição de animais reprodutores, deve-se diversificar o máximo possível a origem


de machos e fêmeas com o objetivo de minimizar o surgimento de problemas sanitários.

( F ) Um cachaço deve cobrir de quatro a cinco porcas por dia, durante seis dias
consecutivos. Após um dia de descanso, o animal está em condição de iniciar novo
período de cobrições (monta).

( F ) Para efeito de desempenho, os índices de produtividade não sofrem influências


significativas relativas às interações genótipo/ambiente.

( V ) Antes de decidir a compra dos reprodutores, o produtor deve observar as especificações


dos suínos a serem produzidos, com base no mercado a ser atendido, pois isso poderá
ser decisivo na escolha do material genético.

( F ) Suínos que consomem maiores quantidades de alimento, em dietas com menores teores
de energia, poderão estar ingerindo quantidade de proteína abaixo de sua exigência.

( F ) Elevar o nível de energia digestível de dietas de matrizes suínas em gestação afetará o


número de leitões nascidos vivos, porém, não influenciará no peso ao nascimento.

( V ) Na formulação de rações para suínos, são utilizados diversos tipos de alimentos como
fonte de energia e de proteína. São usados como fonte proteica o: farelo de algodão,
farelo de soja, farelo de amendoim e farelo de girassol.

( F ) No momento da cobertura ou inseminação artificial em matrizes suínas, o conhecimento


de alguns aspectos fisiológicos influi decisivamente no desempenho reprodutivo. Em
relação aos aspectos fisiológicos, é correto afirmar que o reflexo de imobilização ocorre
aproximadamente 12 horas antes do início do cio.

( F ) Um importante sinal de estro na espécie suína e o hormônio diretamente envolvido na


sua manifestação são; respectivamente: o aumento do muco vaginal e o hormônio
progesterona.

( V ) Porcas que tiveram seus leitões desmamados devem ser controladas para manifestação
do cio desde o dia do desmame; nas leitoas, o controle deve se iniciar até três dias
antes da data prevista para o cio em que será feita a inseminação artificial, tanto para o
reflexo de tolerância ao macho como para o reflexo de tolerância ao homem.

( F ) Na suinocultura, os animais passam por várias etapas, sendo a última, denominada fase
de terminação, aquela que compreende o período em que o suíno está com
aproximadamente 25 kg de peso vivo até a venda do animal para o abate, quando seu
peso vivo deverá variar de 50 kg até 60 kg.

( V ) O planejamento pecuário em qualquer área; suínos, bovinos, aves, etc., nos permite um
trabalho racional sobre as criações.

( F ) O dimensionamento da empresa depende mais do planejador do que do mercado


consumidor.

( F ) Cada granja é diferente da outra em relação ao status sanitário, entretanto, a


recomendação de vacinas é diferente para cada granja, devendo sempre ser orientada e
avaliada por um Zootecnista.

( V ) A vermifugação deve ser feita no início de cada fase de criação, exceto em leitões até a
fase de creche.
( V ) A característica desejável de uma vacina é, dentre outras, a sua forma de apresentação
compatível com as condições de manejo de campo.

( V ) A imunidade gerada pelas vacinas deve, preferentemente, durar por toda a vida
econômica do animal ou, pelo menos, por seis meses.

( V ) Assume-se que os fetos, no período final da gestação, estão isentos de organismos


infecciosos, uma vez que não ocorre passagem de nenhum micro-organismo através da
placenta. Portanto, podem-se obter leitões livres de patógenos específicos, rompendo
assim a cadeia de transmissão de patógenos de suíno para suíno.

( V ) Estima-se que a síndrome MMA (mamite-metrite-agalaxia) ocorra entre 3 a 14% das


porcas que parem. A MMA pode ser provocada por microrganismos encontrados nas
fezes e que em condições de higiene inadequada, esses penetram pela vagina e
provocam infecção na bexiga e/ou útero.

( V ) O nível de ocorrência e a intensidade de uma doença num rebanho não dependem


somente das características de virulência do agente causador da doença, mas também
das condições do hospedeiro e dos fatores ambientais.

( V ) O esquema de vacinação de suínos é o mesmo em todo o País. No entanto, existem


doenças de controle oficial cujo esquema de prevenção e erradicação é diferente para
diferentes regiões do País.

( V ) Deve-se desverminar a matriz durante a gestação alguns dias antes do parto e antes de
transferi-la para a maternidade.

( F ) Os mais sérios agentes endoparasitos são a sarna sarcóptica e o piolho do suíno,


pertencentes ao rol de fatores responsáveis para a queda do desempenho.

( F ) Os fatores de risco associados aos problemas de diarreia, mortalidade e crescimento


dos leitões na maternidade estão longe daqueles relacionados ao ambiente e ao
manejo.

( F ) Um grande número de matrizes suínas retornando ao cio entre cinco e oito semanas
após a cobertura é o único sinal de brucelose no rebanho.

( F ) A composição do esterco de suíno está relacionada com o manejo dos dejetos e da


criação, não levando em consideração o desperdício de água e nem de ração.

( F ) A melhor solução para o aproveitamento dos dejetos de suínos é aquela que atenda
exclusivamente às condições de cada propriedade.

( F ) A febre aftosa dissemina-se por contato entre suínos doentes e sadios, por produtos de
origem animal, pelo ar, por transferência mecânica, por veículos e pássaros. Entretanto,
outros animais doentes, principalmente os bovinos, não transmitem a febre aftosa para
suínos.

( F ) Características reprodutivas tem baixa herdabilidade e, por isto, são menos


influenciadas pelo efeito não aditivo dos genes.

( F ) O ganho genético, num programa de melhoramento independe da unidade de tempo


que é dada pelo intervalo de geração.

( V ) Maiores valores de heterose são obtidos nas características produtivas.

( F ) Em suinocultura a hibridação refere-se a cruzamento entre animais de espécies


diferentes.
( F ) Dois híbridos suínos não devem ser cruzados, pois apresentam baixo índice de
fertilidade.

( V ) A consanguinidade deve ser evitada em um processo de seleção de suínos.

( V ) Para exercer livremente a atividade o suinocultor precisa registrar a sua granja junto aos
órgãos ambientais, onde são expedidas três tipos de licença: a prévia, a de instalação e
a de operação.

( V ) A distância mínima entre os barracões de produção de suínos deve ser de, no mínimo,
10 metros por favorecer a circulação do ar.

( V ) A qualidade e a disposição das instalações dentro da área da granja de suínos tem uma
sequencia lógica, a fim de facilitar o manejo dos animais, prevenir doenças e aperfeiçoar
a ocupação das salas.

( F ) Galpão de reprodução e gestação é mais próximo da entrada da granja, uma vez que
este recebe os animais oriundos da compra de reprodutores e matrizes.

( F ) Uma granja de suínos é composta por diversos setores. Tecnicamente, recomenda-se


que todos os setores sejam unidos para facilitar o manejo.

( F ) No sistema de criação de suínos em camas sobrepostas, o inconveniente é a alta taxa


de amônia que satura o ar.

( F ) Devido à concentração de umidade, a cama sobreposta deve ser trocada a cada lote de
animais.

( F ) No sistema de criação ao ar livre, a fase de terminação não apresenta diferença em


relação ao sistema de confinamento.

( F ) A não intervenção no parto de porcas em produção, no sistema intensivo à solta, deve-


se ao fato de não querer estressar o animal.

( F ) A relação varrão/porcas no sistema ao ar livre deve ser menor, pois o animal requer
mais energia para o cruzamento à solta.

( F ) A quarentena para animais adquiridos, no sistema de criação ao ar livre, pode ser


dispensada, desde que se conheça a procedência dos mesmos.

( F ) O número de animais terminados/porca, no sistema de confinamento é superior ao do


sistema de cama sobreposta.

( V ) As coberturas no sistema a solta segue a mesma orientação do sistema confinado.

( V ) Não se recomenda a fase de terminação no sistema à solta.

( V ) Animais em camas sobrepostas são menos estressados, pelo fato de poder “fuçar”.

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