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_ Tá errado!_ disse um deles pro garoto.

- Então pronto: você também se


_ Esse samba não é assim; é assim! - disse o
chama Vira-lata.
outro. E começou a cantarolar certo a melodia.
Se olharam melhor pra ver como e' que eram:
O garoto nem ligou, foi embora. Mas os dois
malhados, e o tamanho mais ou menos O mesmo, mas
ficaram cantando a música até o fim. E depois um · um tinha o rabo mais curtinho, uma orelha sempre
deles disse: em pé e a outra sempre caída; o outro tinha mais
- Acho esse samba o máximo. nanchas no corpo e o cacoete de piscar o olho
- Legal! - falou o outro. esquerdo.
- Sabe? coisa que eu gosto é de fazer samba. Continuaram a conversar. Foram vendo que
- Ah, é? então somos colegas. gostavam das mesmas coisas: futebol, praia, carnaval.
Esqueceram o osso e a briga. Sentaram nó Gostavam também de bater papo e de ficar olhando os
meio-fio e começaram a falar de samba. Ficaram muito barcos no mar.
- Acho que a gente vai acabar ficando amigo.
interessados um no outro.
- Tá parecendo.
- Como é que você se chama?
Dividiram o osso.
- Não sei. Ninguém me chama pra eu saber
- Onde.é que você mora?
como é que eu me chamo. E você? - Num terreno baldio lá perto da praia.
- Vira-lata. - Tem casa?
- Quem é ·que chama você assim? - Não, mas tem um monte de entulho bom
Chamar ninguém chama. Mas gritam "Sai daí, mesmo.
seu vira-lata! Olha um vira-lata no jardim! Acerta uma - Bom pra quê?
- Pra gente cavar quando quer, se esconder atrás
pedra nesse vira-lata!" -·
. quando precisa, fingir de casa quando cisma.
-Vou lá ver.
- Bom, isso tudo eu também tô sempre
ouvindo.

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