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Faculdade de Engenharia de Agrimensura

Disciplina: Metodologia Científica


Professor: Josué Calmon

METODOLOGIA CIENTÍFICA
Metodologia da Pesquisa Científica

A história da metodologia se confunde com a história da


filosofia

Método

Surge da necessidade humana de compreender e controlar o


mundo natural.

Com o objetivo de pensar o mundo criou-se a metodologia.

Conhecimento sobre o mundo:

Egípcios trigonometria

Romanos hidráulica

Indianos matemática
e Mulçumanos astronomia

Gregos geometria, mecânica, lógica,


Astronomia, acústica, etc.

Preocupação sistemática e filosófica com a formação do


conhecimento
separação do saber racional do mítico

2
CONHECIMENTO:
CONCEITUAÇÕES E TIPOS

Conhecimento
representação da realidade

Conhecimento imediato
opinião (dóxa)

base do senso comum


(conhecimento empírico assistemático)

Experiências de vida,
princípios e informações
massificadas

Conhecimento científico
construído pela ciência
busca respostas através do uso do método científico
(ações sistemáticas)

Tentativa de controlar os fenômenos

3
Conforme Popper, temos uma tendência inata para a ordem e
regularidade. E, quando isso não ocorre buscamos
compreender o porquê.
CIÊNCIA E SENSO COMUM

Senso comum alimenta a ciência

Ciência refina o senso comum

Senso comum Ciência

Mudanças no
senso comum novas teorias científicas

CIÊNCIA E PESQUISA

Ação investigativa
frente ao desconhecido
e aos limites impostos
pela natureza e pela sociedade.

Ação sistemática,
Metódica (critérios) e crítica.

4
Esforço para descobrir
princípios explicativos
para aproximação e reaproximação com a realidade.

CIÊNCIA E PESQUISA

“Embora não possa alcançar a verdade e nem probabilidade,


o esforço por conhecer e a busca da verdade continuam a ser
as razões mais fortes da investigação científica.”
(POPPER, 1975)

“A ciência é um discurso aproximativo, provisório e


incessantemente susceptível de retificação e questionamentos
[...]”
(JAPIASSU, 1975)

“O conhecimento do real é luz que sempre projeta algumas


sombras. Nunca é imediato e pleno.”
(BACHELARD, 1996)

CIÊNCIA

Ação comprometida com:

esforço empírico e teórico;


clareza e objetividade;
transparência;
debate crítico permanente
(comportamento analítico)

5
Ethos da ciência:
universalismo
compartilhamento
honestidade sistemática
ceticismo

PESQUISA CIÊNTIFICA

Fenômeno

Crise do conhecimento estabelecido

Pergunta sobre o fenômeno

diferentes aspectos de interesse


diferentes enfoques teóricos

problemas de investigação diferentes

“[...] toda pesquisa tem intencionalidade, que é a de elaborar


conhecimentos que possibilitem compreender e transformar a
realidade; como atividade, está inserida em determinado contexto
histórico-sociológico, estando, portanto, ligada a todo um conjunto de
valores, ideologia, concepções de homem e de mundo que constituem
este contexto e que fazem parte também daquele que exerce esta
atividade, ou seja, o pesquisador.”
(PÁDUA, 2000)

Teorias
auxiliam na delimitação

6
delimitam
cercam
apontam

objeto de investigação

Problema
possíveis soluções (respostas)

Hipóteses imaginação e criatividade

Método
Referencial teórico
Observações / Verificações / Testagens
Resultados / Discussão / Conclusões

PESQUISA PURA
busca ampliar conhecimentos sem compromissos com a
aplicação

PESQUISA APLICADA
busca formas de intervenção transformação

7
MÉTODO
escolha do nível da pesquisa

Exploratória
Descritiva
Explicativa

DELINEAMENTO DA PESQUISA

Métodos e Técnicas de Observação

Bibliográficas

Documental

Experimental

Quase-experimental

Levantamentos (surveys)

Estudo de caso

Participante

Pesquisa-ação

Técnicas de coleta de dados

Observação

8
Observação sistemática

Entrevistas

Questionários

Formulários

Grupos focais

Diário de campo

Análise do discurso
DELINEAMENTO DA PESQUISA

População e Amostra

Definição
Proporções
Critérios de seleção

Amostra: seleção

Aleatória simples
Sistemática
Estratificada
Por intencionalidade
Por acessibilidade

Instrumentos

Objetivos

9
compreensíveis
não demandar tempo do participante
se for o caso assegurar o sigilo
submetidos a pré-teste

Procedimentos

Coleta de dados
Tratamento e análise dos dados

ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA

Selecionar o tema
Formular o problema
Elaborar a hipótese
Definir os objetivos
Justificar a pesquisa
Ampliar o levantamento da literatura
Definir: nível da pesquisa, método(s) e técnica(s)
Selecionar a população e amostra
Elaborar, testar e ajustar os instrumentos
Definir os procedimentos
Indicar o orçamento e demais recursos (em alguns casos)
Elaborar o cronograma

10
TÉCNICAS DE LEITURA E ANÁLISE DE
CONTEÚDO DE TEXTOS CIENTÍFICOS

A LEITURA DE TEXTOS CIENTÍFICOS SE REALIZA ATRAVÉS


DO CUMPRIMENTO DE QUATRO ESTÁGIOS DE LEITURA:

• LEITURA DE RECONHECIMENTO OU PRÉ-LEITURA


• LEITURA SELETIVA
• LEITURA CRÍTICA OU REFLEXIVA
• LEITURA INTERPRETATIVA

LEITURA DE RECONHECIMENTO

REALIZA-SE COM O EXAME DAS SEGUINTES PARTES DO


MATERIAL:

• FOLHA DE ROSTO
• SUMÁRIO E ÍNDICES
• PREFÁCIO
• INTRODUÇÃO
• CONSIDERAÇÕES FINAIS
• REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• CITAÇÕES

• CAPÍTULOS INICIAIS E FINAIS


NO CASO DE LIVROS
• TÍTULO E RESUMO
NO CASO DE ARTIGOS DE PERIÓDICOS
• RESUMO NO CASO DE TESES E DISSERTAÇÕES

11
LEITURA SELETIVA
APÓS A LEITURA DE RECONHECIMENTO (OU PRÉ-
LEITURA), SELECIONA-SE OS DOCUMENTOS QUE
REALMENTE APRESENTAM UM IDENTIFICAÇÃO COM O
TEMA DA PESQUISA.

REALIZA-SE COM BASE NOS SEGUINTES CRITÉRIOS:

OS OBJETIVOS DO DOCUMENTO
O PROBLEMA FORMULADO
AS PERGUNTAS QUE SURGEM NO PROCESSO DE REFLEXÃO
SOBRE O TEMA DESENVOLVIDO ( OS OBJETIVOS
INTRÍNSECOS DO TRABALHO)

LEITURA CRÍTICA OU REFLEXIVA

O ESTUDO CRÍTICO DE UM TEXTO PASSA PELAS MESMAS


FASES EM QUE SE DESENVOLVE O PENSAMENTO
REFLEXIVO.

VISÃO GLOBAL
ANÁLISE DAS PARTES
SÍNTESE INTEGRADA

AO REALIZAR A LEITURA CRÍTICA INICIA-SE O PROCESSO


DE DESTAQUES NO TEXTO.

UTILIZA-SE O RECURSO DE SUBLINHAR OS PONTOS CONSI-


DERADOS PRINCIPAIS DURANTE A REALIZAÇÃO DA
LEITURA.

CASO O MATERIAL NÃO SEJA DA PROPRIEDADE DO


LEITOR, TAIS DESTAQUES NÃO DEVEM SER FEITOS NO
PRÓPRIO DOCUMENTO.
EM OUTRO LOCAL REGISTRAR:

NÚMERO DE CAPÍTULO

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PÁGINA E LINHAS DESTACADAS
BREVES ANOTAÇÕES
ETAPAS DA LEITURA CRÍTICA
PROCESSO DE REFLEXÃO DELIBERADA E CONSCIENTE
(PROCESSO DE APRENDIZAGEM DO CONTEÚDO DO
TEXTO)

PROCESSO DE APREENSÃO
(PROCESSO DE PERCEPÇÃO DOS SIGNIFICADOS)

NESTE PROCESSO OCORREM AS COMPARAÇÕES E


DIFERENCIAÇÕES ENTRE AS PARTES DO TEXTO,
CULMINANDO COM A SÍNTESE DO DOCUMENTO E SUA
ANÁLISE COMPLETA.

BUSCAR A IDENTIFICAÇÃO
IDÉIA PRINCIPAL
IDÉIAS SECUNDÁRIAS

VERIFICAR AS DIFERENÇAS ENTRE AS IDÉIAS


COMPARAR AS IDÉIAS ENTRE SI COM OBJETIVO DE
IDENTIFICAR A IMPORTÂNCIA E A SUBORDINAÇÃO
DESSAS IDÉIAS.

COMPREENDER O SIGNIFICADO DOS TERMOS E OS


CONCEITOS ADOTADOS

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LEITURA INTERPRETATIVA

NA LEITURA INTERPRETATIVA REALIZA-SE O


JULGAMENTO DOS DADOS OBTIDOS ATRAVÉS DA ANÁLISE
DO TEXTO, EFETIVADA NO PROCESSO DA LEITURA
CRÍTICA.

ATRAVÉS DAS INTENÇÕES DO AUTOR E DO TEMA DO


TEXTO, DETECTADOS NA LEITURA CRÍTICA, IDENTIFICAR:

• PROBLEMA LEVANTADO
• AS HIPÓTESES E TESES DO AUTOR
• AS PROVAS APRESENTADAS
• AS CONCLUSÕES

VERIFICAR SE OS DADOS E INFORMAÇÕES LEVANTADAS


NO TEXTO LIDO, TÊM VALOR E IMPORTÂNCIA NA
RESOLUÇÃO DO PROBLEMA ENFOCADO POR SUA
PESQUISA.

VERIFICAR A VERACIDADE DOS DADOS, RESULTADOS E


INFORMAÇÕES REGISTRADAS PELO TEXTO LIDO.

NO CASO DA NÃO EXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÕES


SUFICIENTES, TAIS INFORMAÇÕES TERÃO UM VALOR
PROVISÓRIO, PODENDO SER UTILIZADAS APENAS
COMO PONTO DE REFERÊNCIA E NÃO COMO
CONCLUSÃO.

CONCLUIR A LEITURA INTERPRETATIVA COMPLETANDO A


SÍNTESE ANTERIORMENTE REALIZADA, COM SUA
AVALIAÇÃO SOBRE O TEXTO LIDO.

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FICHAMENTO

DURANTE TODO PROCESSO DE LEITURA UTILIZA-SE O


RECURSO DE TOMAR APONTAMENTOS. AO FINALIZÁ-LO
TEM-SE UM CONJUNTO DE INFORMAÇÕES, A CERCA DO
TEXTO LIDO, QUE DEVE SER REGISTRADO EM FICHAS DE
APONTAMENTOS.

AO REGISTRO DAS INFORMAÇÕES PRODUZIDAS A PARTIR


DA LEITURA DÁ-SE O NOME DE FICHAMENTO.

PARA CADA DOCUMENTO LIDO DEVE-SE ELABORAR UM


FICHAMENTO.

O FICHAMENTO PODE SER FEITO EM FICHAS PAUTADAS, EM


PAPEL A4, FOLHAS PAUTADAS OU IMPRESSAS EM
COMPUTADOR.

ESTRUTURA DO FICHAMENTO
CABEÇALHO
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
TEXTO DO FICHAMENTO

CABEÇALHO
PODERÁ COMPREENDER
TÍTULO GENÉRICO
TÍTULO ESPECÍFICO

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EXEMPLO 1 DE FICHAMENTO

CRESCIMENTO INTELECTUAL PROCESSOS DE


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

RESUMO (EM FORMA DE ESQUEMA)


CAPÍTULO 1
NONONONONONONONONONONONONONONOPNONONONONONON0NON
ONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONO
p.33 NONONONONONONONO“CITAÇÃO” NONONONONONONONONONO.

CAPÍTULO 2
NONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONON
NONONONO
p.41 (ANOTAÇÃO PESSOAL) NONONONONONONONONO.

CAPÍTULO 3
p.60 NONONONONONONONONO “CITAÇÃO”.
NONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONO.

RESUMO INFORMATIVO
NONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONON
ONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONO
NONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONON
ONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONOONONON
ONONONONONONONONONONONONONONONONONONO.
IMPORTÂNCIA DO TEXTO PARA PESQUISA EM ANDAMENTO.
NOME DA BIBLIOTECA QUE POSSUI O MATERIAL.

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EXEMPLO 2 DE FICHAMENTO

CRESCIMENTO INTELECTUAL CONCEITOS DE


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

p.10 “CITAÇÃO”

p,23 “CITAÇÃO”

p.65 “CITAÇÃO”

RESUMO
NONONONONONONONONONON
ONONONONONONONONONONONO
NONONONONONONONONONONONONONONONONONONOPNONO
NONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONON
ONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONO
NONONONONONONONONONONONONONONONONONONONONON
ONONONONONONONONONONONONONONONONONO.

p.34 (ANOTAÇÕES PESSOAIS)

p.78 (ANOTAÇÕES PESSOAIS)

IMPORTÃNCIA DO TEXTO PARA PESQUISA EM ANDAMENTO.

IMPORTÂNCIA DO TEXTO PARA FUTURUS TRABALHOS.

BIBLIOTECA QUE POSSUI O MATERIAL.

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RESUMO ( NBR6028 )

Apresenta de forma concisa os pontos relevantes do texto.

Objetivo :
Fornecer ao leitor elementos capazes de auxiliá-lo na tomada de decisão em
relação a leitura do texto original.

Tipos mais utilizados


• Indicativo que apresenta apenas os principais pontos do documento,
sendo mais adequado para catálogos, índices, etc.
• Informativo oferece ao leitor elementos como as finalidades,
metodologia, resultados e conclusões do texto, com o objetivo de dar a
este condições de decidir pela leitura integral do documento.
• Crítico (resenha ou recensão) apresenta uma análise interpretativa do
documento, feita por especialista do tema.

Localização :
Quando acompanha o texto
• Deve precedê-lo na língua original (do próprio texto)
• Deve estar localizado após a conclusão na língua de tradução.
Quando não acompanha o texto
• Deve ser precedido da referência bibliográfica do documento resumido.

Redação
O resumo deve ser conciso e objetivo apresentando apenas as informações
mais significativas do texto como :
• Os objetivos
• Os métodos e técnicas de abordagem
• Os resultados (fatos novos/descobertas)
• Os valores numéricos (dos resultados/limites)
• As conclusões

Estilo
• O resumo deve ser composto de frases concisas, dispostas numa
seqüência coerente e não de uma enumeração de tópicos;
• Sua primeira frase deve ser significativa apontando o tema principal do
documento, sendo seguida da caracterização do trabalho (comunicação
científica, estudo de casos, etc.);

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• Preferencialmente emprega-se a terceira pessoa do singular e o verbo na
voz ativa;
• Caso sejam utilizadas palavras-chave, estas devem ser destacadas;
• Deve-se evitar incluir :
- abreviaturas e siglas
- símbolos
- fórmulas, equações, diagramas etc.

Extensões :
• em notas e comunicações breves – até 100 palavras
• em monografias e artigos – até 250 palavras
• em teses, dissertações e relatórios – até 500 palavras

19
APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS
(NBR14724): ESTRUTURA DE TESES, DISSERTAÇÕES E
MONOGRAFIAS

A estrutura básica do texto científico é composta de:

Introdução
Desenvolvimento

Conclusão

INTRODUÇÃO

A introdução apresenta as razões da pesquisa. Expõe o que levou o


pesquisador a realizar a investigação e justifica a elaboração da pergunta,
situando o trabalho em relação a outros já publicados no mesmo campo. Ao
estabelecer, de forma sucinta, o estado atual em que se encontra o problema a
ser investigado, mostra a importância do trabalho, limita o problema a ser
estudado e o situa no setor especializado.

Tem o objetivo de apresentar com clareza a formulação do problema enfocado pelo


trabalho e deve:
a) apontar,
- o estágio das pesquisas sobre o tema na atualidade;
- a contribuição que o trabalho traz, sem apresentar as
conclusões;
- a idéia central da pesquisa;
- a delimitação clara da pesquisa;
- a justificativa;
b) ser breve;
c) apresentar as partes do texto;
d) despertar o interesse do leitor.

DESENVOLVIMENTO

O desenvolvimento do texto deve ser constituído de capítulos específicos apresentando o


objetivo, o referencial teórico, a metodologia, os resultados, discussão dos resultados.

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O desenvolvimento do texto de teses e dissertações deverá ser composto de partes
específicas que são:

- REVISÃO DA LITERATURA
Parte através da qual o autor demonstrará seu conhecimento a respeito da literatura
básica referente ao assunto abordado.
(As fontes citadas devem ser cuidadosamente incluídas na lista das referências no final
do trabalho).

- METODOLOGIA (OU MATERIAL E MÉTODOS)


No caso de teses e dissertações a metodologia deve ser descrita em seção própria e de
forma clara, apontando o delineamento da pesquisa, as técnicas e processos utilizados.

- RESULTADOS
Informa detalhadamente os resultados obtidos. (geralmente apresentados em tabelas,
quadros e gráficos).

- DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Compara os resultados obtidos com aqueles citados na revisão de literatura. Apresenta as


reflexões do pesquisador sobre seus resultados e as conexões que foi capaz de realizar
entre estes e o referencial teórico.
Além disso, o texto pode sugerir a abertura de nova hipótese de trabalho, o que
continuará com a abertura de caminho para novas pesquisas.
Na apreciação crítica, a linguagem obedece ao estilo crítico e o verbo aparece no
passado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tem o objetivo de amarrar e fechar toda reflexão feita no trabalho através de uma síntese
capaz de estabelecer a ligação entre as principais idéias e os argumentos apresentados.
Entretanto, ela deve:

a) ser breve;
b) apresentar um texto que tenha espontaneidade;
c) reafirmar as idéias principais do trabalho.

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CITAÇÃO DA LITERATURA (NBR10520)
A citação é a menção, no texto, de uma informação extraída
de uma outra fonte escrita ou oral.

OBJETIVO: esclarecer, reforçar, comprovar dados,


confrontar pontos de vista, auxiliar na
fundamentação do assunto em discussão.

TIPOS:
- CITAÇÃO DIRETA (ou citação textual)
Reproduz fielmente as próprias palavras do texto citado,
colocando-as entre aspas.

- CITAÇÃO INDIRETA (ou citação livre)


Reproduz as idéias e informações do documento, sem transcrever as próprias palavras
do seu autor.

- CITAÇÃO DE CITAÇÃO
Reproduz as palavras ou as idéias de um texto através de
uma fonte intermediária.
(ao citar um texto não lido, citado por uma fonte lida)

22
SISTEMAS DE CHAMADA
No texto, as fontes das quais foram retiradas as citações devem ser indicadas por um
sistema de chamada que pode ser numérico ou autor-data.
Aquele que for adotado deverá ser mantido por todo o
trabalho.

SISTEMA NUMÉRICO

No sistema numérico a identificação da fonte da qual foi


extraída a citação é feita em nota de rodapé.
Um número é inserido no final da citação, correspondendo/
remetendo à nota de rodapé.

no texto: Deve-se destacar que “[...] o trabalho é o ponto onde o animalesco se


transforma no humano, e, portanto, o ponto de nascimento do
homem.”10

na nota: ____________
10
KOSÍK, 1995, p. 199.
SISTEMA AUTOR-DATA
No sistema de chamada autor-data a indicação da fonte citada é feita, entre parênteses, no
interior do próprio texto.

“Não há cultura sem cérebro humano [...], mas não há


mente [...], isto é, capacidade de consciência e pensamento,
sem cultura.” (MORIN, 2000, p. 52).

Quando o nome do autor estiver incorporado ao seu texto, menciona-se entre parênteses
apenas a data e a página. Neste caso, somente a primeira letra do nome é maiúscula.

ex.: Conforme Marques (1997, p.13) “[...] escrever é [...]


iniciar uma conversa com interlocutores invisíveis,
imprevisíveis, virtuais apenas, [...]”

23
Quando ocorrer coincidências entre autores com o mesmo sobrenome e data de
publicação, acrescentam-se as primeiras letras dos prenomes.

ex.: (PRADO, C., 1998, p. 35)


(PRADO, H., 1998, p. 65)
Quando ocorrer coincidências entre autores, datas e também entre as iniciais, coloca-se o
prenome completo.

Ex.: (SCHULTZ, Daniel, 1999, p. 73)


(SCHULTZ, David, 1999, p. 98)

Quando vários documentos de um mesmo autor são citados, com datas de publicação
coincidentes, devem ser acrescentadas letras minúsculas após a data, sem espacejamento,
tanto no texto quanto na lista de referências.

ex.: (BAKHTIN, 1997a, p.122)


(BAKHTIN, 1997b, p.78)

Em citações livres de vários trabalhos de diferentes autores sobre uma mesma idéia, faz-se
a indicação das fontes pela ordem cronológica das datas de publicação.
ex.: Conforme Pinheiro; Luz; Alves (1952; 1970; 1972),
durante muito tempo esse aspecto foi desconsiderado.

Vários trabalhos de um mesmo autor


ex.: Conforme Morin (1998, 1999, 2000), deve-se
construir uma concepção complexa sobre o sujeito.
ou
Conforme Morin (1998, p.59, 1999, p.8, 2000, p.7),
deve-se ...
RECOMENDAÇÕES GERAIS

1- No sistema de chamada numérico a primeira citação deve indicar os dados necessários à


identificação da fonte e as citações subseqüentes podem ser abreviadas através da adoção
de expressões latinas.

No sistema autor-data, no caso da indicação da fonte citada, apenas a expressão apud é


autorizada.

- apud = citado por, conforme, segundo


sistema numérico:
1
HOBBES apud ECO, 1998, p.358.

sistema autor-data:
“Nossos conhecimentos são apenas aproximação da plenitude da realidade [...]”
(LUKÁCS apud MINAYO, 2000, p. 228).

- ibidem ou ibid. = na mesma obra imediatamente anterior

24
1
KANT, 1967, p.35.
2
Ibid., p.70.

- idem ou id. = igual ao anterior (do mesmo autor,


imediatamente anterior, mas de obra diferente)

ex.: 1 MATURANA, 1997, p.180.


2
Id., 1999, p. 77.

- opus citatum ou op. cit. = obra citada na mesma página,


mas intercalada por outra(s) citação(ões).
3
ex.: PEIRCE, 1974, p.180.
4
METZ, 1972, p. 215.
5
SANTAELLA, 1996, p. 129.
6
PEIRCE, op. cit., p. 195.

- passim = aqui e ali, em vários trechos da obra o autor


aborda um determinado aspecto do seu
problema de pesquisa.
(indica-se a página inicial e final ou o total de páginas)
7
ex.: GENTILI, 1998, p. 77 - 110 passim.
ou
7
GENTILI, 1998, 130 p. passim.

- sequentia ou et seq. = seguinte ou que se segue.


(usada quando não é possível indicar todas as
páginas)
Indica-se a primeira página, na qual o autor
começou a
abordar o tema, seguida da expressão et
seq.

ex.: 8 CHAUÍ, 2001, p.90 et seq.

- loc. cit. = no lugar citado (usada para indicar a mesma página já citada de uma obra, mas
intercalada por outras citações)
8
ex.: CHARTIER, 2001, p.135.

25
9
HABERMAS, 1997, p.38.
10
CHARTIER, loc. cit.

- cf. = confira (usada para fazer referência a outras obras e


para notas remissivas).

ex.: 11Cf. BACHELARD, 1996, p.30.


ou
12
Cf. cap. 4, p. 55.
- sic = assim mesmo, tal qual
(usada no caso da transcrição de palavras que
apresentam erros, alertando o leitor de que estava
registrado da mesma forma no original).

ex.:
“[...] a interdiciplinaridade [sic] demanda uma atitude
aberta às diversas áreas do conhecimento, admitindo-se
a complexidade dos fenômenos.” (SALTER, 1998, p.154).

- ca. = aproximadamente (usada para indicar que a data da


publicação é aproximada)

ex.: (BORGES, ca. 1970, p.21).

2- Indicar as supressões, interpolações, comentários, ênfases ou destaques no interior da


citação da seguinte forma:

- supressões e interpolações: “[...] nonono [...] nonono [...]”

- comentários: “Ele [o aluno] costuma sempre buscar


esclarecimentos fora do ambiente da aula.”

- ênfase ou destaque com grifo, negrito ou itálico.


quando o grifo já existia no texto original
(KANT, 1978, p.215, grifo do autor).

caso o grifo tenha sido colocado por quem citou


(KANT, 1988, p. 96, grifo nosso).
3 - Quando a citação ocupar até três linhas
fica inserida no parágrafo do próprio texto entre aspas.

4- Quando a citação tiver mais de três linhas deve estar em


parágrafo distinto, sem aspas, a 4cm (margem esquerda).

26
As entrelinhas, dentro da citação longa,
devem ser colocadas em espaço simples (espaço 1)
e a fonte reduzida para tamanho 10.

Texto Nonononononononononononononono
nononononononononononononononononon
nono. Conforme Bosi (2001, p. 25),

citação [...] nonononononononononononono


+3linhas nonononononononononononononon
nonononononononononononononon
nonononononononononononononon
nonononononononononononononon
nonononononononononononon [...]

Texto nononononononononononononononononno
nononononononononononononononno.

5- Quando na citação há algum trecho do texto original entre


aspas, estas devem ser substituídas por aspas simples.
ex.:
Conforme Eco (1998, p. 111), “Quando a tradição
fenomenológica fala de ‘significado perceptivo’ compreende algo que
[...] precede a constituição do significado [...]”

27
APRESENTAÇÃO DE TESES,
DISSERTAÇÕES E MONOGRAFIAS

ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

CAPA
FOLHA DE ROSTO
Apresenta os elementos essenciais à identificação do
documento. Deve conter no verso a ficha catalográfica.
(elaborada por um bibliotecário)
FOLHA DE APROVAÇÃO
Utilizada para teses e dissertações (versão final).
Deve ser incluída depois da defesa, informando a data da mesma, a
aprovação e os nomes dos membros da banca examinadora,
apresentando, se possível, as respectivas assinaturas.

DEDICATÓRIA (opcional /página própria)


AGRADECIMENTOS ( opcional/página própria)
EPÍGRAFE (opcional/página própria)
RESUMO (no idioma do texto)
RESUMO TRADUZIDO
SUMÁRIO
LISTA DE ILUSTRAÇÕES: TABELAS E FIGURAS
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
LISTA DE SÍMBOLOS

ELEMENTOS TEXTUAIS

CAPÍTULO DA INTRODUÇÃO

CAPÍTULOS DO DESENVOLVIMENTO

CAPÍTULO DA CONCLUSÃO

28
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

REFERÊNCIAS (lista das fontes citadas e consultadas)


APÊNDICES / ANEXOS
GLOSSÁRIO (opcional e recomendado somente em
situações pertinentes)

29
FORMAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO PESSOAL

NORMAS BRASILEIRAS : informação e documentação – Referências – Elaboração


(NBR-6023/ABNT)

1 introdução

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) elabora e publica as normas utilizadas pela
documentação. Ao elaborar um documento é importante observar tais normas que buscam assegurar um
padrão nacional que auxiliará na compreensão do conteúdo do texto, bem como facilitará sua circulação e
disseminação pela sociedade.

Normalizar um documento significa dar-lhe todas as condições de ser recuperado por outras pessoas que
se interessem por seu conteúdo temático.

Periodicamente a ABNT promove revisões nas normas, portanto, antes de concluir qualquer trabalho,
torna-se importante verificar se as mesmas sofreram algum tipo de alteração. Para tanto, consulte a
própria ABNT ou o bibliotecário da sua instituição, ele saberá informar se houve qualquer modificação.

2 referência

Segundo a ABNT, em sua norma NBR6023/2002, “referência é todo conjunto padronizado de elementos
descritivos, retirados de um documento, que permite sua identificação individual”.

2.1 LOCALIZAÇÃO
Sua localização no trabalho poderá ser:
a) em nota de rodapé;
b) no final do texto do capítulo;
c) em lista de referências no final do trabalho;
d) e no caso do trabalho ser um resumo ou uma resenha de um texto, a referência deverá
encabeçá-lo.

2.2 REFERÊNCIA x BIBLIOGRAFIA


O cabeçalho Referências é usado para indicar a lista das publicações utilizadas na elaboração de
um trabalho.
Já Bibliografia caracteriza a lista de referências que esgota a documentação existente no assunto. E
Bibliografia Recomendada indica documentos que devem ser lidos para aprofundamento do assunto,
mesmo que estes não tenham sido utilizados na elaboração do trabalho.

2.3 ORGANIZAÇÃO DA LISTA DE REFERÊNCIAS


Normalmente a lista de referências bibliográficas é organizada alfabeticamente, numerada
seqüencialmente e apresentada no final do trabalho. As referências só não deverão ser numeradas nos
casos de trabalhos que apresentam notas de rodapé numeradas, já que confundiria o leitor, permitindo
Que esse realizasse uma falsa associação entre a nota citada no rodapé e a referência.
Os elementos que constituem uma referência devem ser extraídos da folha de rosto (frente e verso )
do material a ser referenciado.

2.4 PRINCIPAIS MODELOS PARA ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS

2.4.1 Publicações consideradas no todo ( livros, folhetos, relatórios etc.)

SOBRENOME, Nome do autor. Título : subtítulo. Tradução de Thomas Johnson.2.ed. local : Editora,
data de publicação. 250p. (Títulos da série no caso de pertencer a uma série). Título original: ..................

a) Obras com até três autores:

30
GOMES, L. G. F. F. Novela e sociedade no Brasil. Niterói: EdUFF, 1998.

IBICT. Manual de normas de editoração do IBICT. 2. ed. Brasília, DF, 1993. 41p.

HOUAISS, Antonio (Ed.). Novo dicionário Folha Webster’s: inglês/português,


português/inglês. Co-editor Ismael Cardim. São Paulo: Folha da Manhã, 1996.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Coordenadoria de Planejamento


Ambiental. Estudo de impacto ambiental – EIA, Relatório de impacto ambiental – RIMA:
manual de orientação. São Paulo, 1989. 48 p. (Série Manuais).

RAMALHO JÚNIOR, F.; FERRARO, N. G.; SOARES, P. A. T. Os fundamentos da física. São


Paulo: Moderna, 1995. 3 v.

b) Obras com mais de três autores: quando houver mais de três autores indica-se apenas o
primeiro acrescentando-se a expressão et al.

TURRA, C. M. G. et al. Planejamento de ensino e avaliação. 11. ed. Porto Alegre: Sagra,
1996. 301 p.

c) Autor entidade: as obras de responsabilidade de entidade (órgãos governamentais,


empresas, associações etc.) têm entrada pelo seu próprio nome, por extenso.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e


documentação - apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro, 2001.
Sistema de Bibliotecas

Quando a obra está dividida em volumes, no local do total de páginas registra-se o número total de
volumes. Ex.: 5 v.

2.4.2 Capítulo de livro de mesma autoria

SOBRENOME, Nome do autor. Título do capítulo. In: ______. Titulo: subtítulo da obra completa.
Edição. Local: Editora, data de publicação. Número do capítulo da parte referenciada, página inicial –
página final do capítulo.

HEGENBERG, L. Generalizações nomológicas e acidentais. In: ______. Etapas da


investigação científica. São Paulo: EPU, EDUSP, 1976. p. 2, cap. 2, item 2.3, p. 42-48.

Nota: Quando o autor da parte for o mesmo da obra, empregar o travessão de seis espaços
após o "In:" representando a repetição do autor.

Quando a obra é dividida em vários volumes e a referência corresponde a um deles, substitui-se o título
do capítulo e o seu número pelo título e o número do volume, assim como as páginas pelo total de
páginas do volume lido.

2.4.3 Capítulo de diferente autoria, parte de coletânea

31
SOBRENOME, Nome do autor da parte referenciada. Título da parte. In: SOBRENOME, Nome do
autor da obra completa. Título: subtítulo da obra completa. Edição. Local: Editora, data de publicação.
Número do volume, número capítulo e/ou página inicial – página final da parte referenciada.

ABRAMO, P. Pesquisa em ciências sociais. In: HIRANO, S. (org). Pesquisa social: projeto e
planejamento. São Paulo: T. A. Queiroz, 1979. parte 1, cap. 2, p.21-88.

2.4.4 Documentos eletrônicos

a) Internet:

SOBRENOME, Nome. Título. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: data de
acesso ao documento, acrescida opcionalmente dos dados referentes a hora, minutos e
segundos.

SCHIMDT, Flávio. O gerenciamento eletrônico de documentos. Lisboa: PLL informática, 1999.


Disponível em: <http://www.pll.pt/dlppnet>. Acesso em: 9 ago. 1999.

SABATINI, R. Aplicações na internet em medicina e saúde. Disponível em:


<http://www.informaticamedica.org.br/informed/intern1.html>. Acesso em: 27 set. 2004,
20:06:30.

b) CD-Rom:

AUTOR. Título. Local: Editora, data. Tipo de suporte.

INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA - IBICT. Bases


de dados em Ciência e Tecnologia. Brasília, n. 1, 1996. CD-ROM.

2.4.5 Trabalhos apresentados em eventos e publicados em Anais

SOBRENOME, Nome do autor. Título do trabalho. In: TÍTULO DO EVENTO, 3., data do evento, local
em que ocorreu o evento. Anais... Local de publicação: Editora, data de publicação. Página inicial –
página final da parte referenciada.

TRAINA JÚNIOR, C. GEO: um sistema de gerenciamento de base de dados orientado a


objetos; estado atual de desenvolvimento e implementação. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE
BANCO DE DADOS, 6., 1991, Manaus. Anais... Manaus: Imprensa Universitária da FUA,
1991. p. 193-207.

2.4.6 Trabalhos apresentados em eventos publicados em meio eletrônico (Anais)

GONTIJO, EDUARDO. Os limites da educação a distância. In: SEMINÁRIO NORTE E NORDESTE


DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 2., 2000, Fortaleza. Resumos... Fortaleza: UFCe, 2000. Disponível
em: <http://www.prospeq.ufce.br/resumos/htm>. Acesso em: 22 mar. 2000.

2.4.7 Teses, dissertações e TCC`s

SOBRENOME, Nome do autor. Título : subtítulo. Data. Número total de folhas (250 f.). Dissertação
(Mestrado em...) – Escola..., Universidade..., Local. Orientador: Prof. .........

2.4.8 Periódicos (revistas/ boletins / etc.)

a) citado no todo:

32
TITULO DA PUBLICAÇÃO. Local da publicação: Editora, Ano inicial-Final. Periodicidade.

VEJA. São Paulo: Abril Cultural, 1950-. Semanal.

b) artigo de periódico:

SOBRENOME, Nome do autor. Título : subtítulo do artigo. Título do periódico, Local, v. 12, n. 4,
página inicial – página final, mês (ou jan./abr.) ano de publicação.

BLÜMER, A. S. et al. Situação do aleitamento materno no Brasil. Pediatria Atual, São Paulo, v.
11, n. 7, p. 53-61, jul. 1998.

2.4.9 Artigos publicados em jornais

SOBRENOME, Nome do autor. Título do artigo. Título do jornal, Local, 27 out. 1991. Caderno..., p.
17.

LEAL, L. N. MP fiscaliza com autonomia total. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. 3, 25 abr.
1999.

2.4.10 Artigos publicados em meio eletrônico

SILVA, Marta M. A problemática do crime no ciberespaço. PontoCom, Porto Alegre, maio 2000.
Seção Teses em Debate. Disponível em: http://www.pontocom.inf.br/frameartig.html. Acesso em: 20 de
ago.2000.

2.4.11 Leis, decretos, portarias, etc.


BRASIL Lei nº , de 7 de abril de 1988. Ementa da lei. Diário Oficial da República
Federativa do Brasil, Brasília, v.126, n,66, p. 6006, 8 abr. 1988. Seção 1, pt. 1.

3 Informações complementares

A norma fixa certas regras que são válidas para qualquer um dos modelos como :

a) somente a partir da segunda edição deve-se fazer o registro da mesma na referência;

b) até três autores são citados todos separados por ponto e vírgula, na mesma ordem em que figuram na
folha de rosto;
ex.: SANTOS, Eurico; CALMON, Pedro; AZEVEDO, José de.

c) a partir de três autores, cita-se o primeiro seguido de expressão et al. Que significa e outros;
d) quando a obra reúne trabalhos de vários autores e destaca um deles como responsável intelectual
(organizador, coordenador, etc.), a entrada será pelo nome do mesmo, seguido da abreviação da
palavra que caracteriza o tipo de responsabilidade, entre parênteses;
ex.: PARENTE, André (Coord.).
TOLEDO, Regina (Org.).

e) quando a autoria for desconhecida, a entrada será pelo título. Neste caso destaca-se a primeira
palavra em caixa alta;

f) o local refere-se ao nome da cidade;

33
g) no caso de haver mais de um local (e/ou mais de um editor), coloca-se aquele que aparece em
destaque;

h) deve-se acrescentar após o nome da cidade, a sigla do Estado ou o nome do país, no caso de
homônimos;
ex.: Viçosa, RJ
Viçosa, MG
i) quanto ao nome do editor, deve-se suprimir os elementos que indicam a natureza jurídica ou
comercial como: Livraria, Editora, Ltda., etc.

j) quando o editor é o próprio autor, não deve ser mencionado no campo Editor;

k) quando o elemento não estiver registrado na folha de roto, mas figurar em outras partes da obra, ou
nem mesmo apareça na publicação, entretanto for possível sua identificação, deve ser citado na
referência entre colchetes;

l) quando não for possível a identificação de elementos como local, editor e data faz-se as seguintes
indicações entre colchetes,

- [S.I.] sem local;


- [s.n.] sem nome de editor;
- [S,I. : s.n.] sem local e sem editor;
- [1998?] data provável;
- [ca. 1998] data aproximada;
- [198-] década certa;
- [195-?] década provável;
- [17- -] século certo];
- [18 - - ?] século provável;
- [1993 ou 1994] um ou outro ano;
- [entre 1907 e 1910] para intervalos menores de vinte anos

m) quando o autor for referenciado mais de uma vez, a partir da segunda referência deverá ser
substituído por travessão composto de 6 toques;
ex.: FERRAZ, Augusto de. Pelas mãos do interior. ...

______. O sertanejo brasileiro. ...

n) no caso de várias edições de uma mesma obra, a partir da Segunda referência o título deverá ser
substituído por um travessão de 6 toques;
ex.: FERRAZ, Augusto de. Pelas mãos do interior. ...

______. ______. 2.ed. ...

o) em relação aos meses do ano que figuram nas datas de publicações (bem como de
apresentação/aprovação em teses e dissertações), devem ser abreviados até a terceira letra
(minúsculas), exceto no caso de nomes com menos de cinco letras;

p) a mesma orientação deve ser seguida para os meses registrados em língua estrangeira, que devem ser
citados na língua da obra referenciada.

4 Conclusão
A norma NBR6023/2000 sobre Referências é apenas uma das normas da ABNT sobre documentação, que
deve ser observada no processo de normalização dos trabalhos científicos. A NBR 6023/2000 trata da
confecção das indicações das obras utilizadas desses trabalhos.

Este texto apresenta apenas os modelos mais utilizados, não esgotando todas as indicações feitas na
norma NBR 6023/2000, que abrange diversos tipos de documentos, em diferentes situações. Desta forma,
ressalta-se a importância da utilização da própria norma, em casos não previstos neste texto, bem como da
verificação de sua atualidade no momento da elaboração do trabalho.

34
Projeto de Pesquisa ( NBR 15287)

1- Projeto de Pesquisa
É o trabalho científico que apresenta o momento em que o autor toma decisões quanto à escolha do tema,
o tipo de estudo e como realizá-lo. Organiza o material necessário, planeja tempo e recursos, define a
estrutura. O projeto deve partir da escolha adequada do tema que irá conduzir ao problema, discutir as
buscas bibliográficas, as fontes a serem utilizadas e o estabelecimento do plano. Primeiro, o plano
provisório e posteriormente, com o amadurecimento do assunto por meio das leituras, o plano definitivo
que é o próprio projeto de pesquisa.

Antes de se elaborar um projeto é necessário saber quais serão as fontes de referência para embasar o
mesmo. Para isso é preciso saber como utilizar as fontes de referencia. E por tanto este manual contempla
a diretriz a ser seguida na elaboração de um projeto de pesquisa.

2- Estrutura de um Projeto de Pesquisa

2.1 Estrutura do projeto


São listadas as regras de apresentação para a estrutura do projeto de acordo com a NBR 15287. O projeto
deve ser apresentado seguindo rigorosamente determinações da ABNT, NBR (15287) em vigor. Deve ter
todas as folhas, a partir da capa contada seqüencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada, a
partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2
cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm da borda direita da folha. Havendo apêndice e
anexo, as suas folhas devem ser numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento ao
texto principal (NBR 15287) em vigor.
Nesta disciplina damos as seguintes recomendações para o formato de apresentação do projeto:
1 - Papel A-4 (210 X 297 mm) – branco
2 - Margens de: 3,0 cm na parte superior, 2,0 cm na inferior, 3,0 cm no lado esquerdo2,0 cm no lado
direito
3 - Corpo da letra: 14 para título de capítulos (digitados em letras maiúsculas e em negrito), 12 para
subtítulos e 12 para o corpo do trabalho
4 - Tipo da letra: Arial ou Times New Roman
5 - Espaço entrelinhas: 1,5.

2.2 Elementos do projeto

2.2.1) PRÉ-TEXTUAIS: NBR (15287) EM VIGOR:

2.3 a) CAPA (opcional) deve conter;


- Nome da Instituição digitado em caixa alta, centralizado, com fonte 12 inserida na margem superior.
- Nome do autor ou autores devem ter apenas as iniciais em caixa alta, e ser digitado em fonte 14,
alinhado a esquerda com o recuo de mediana da pagina (metade);
- Título do trabalho e subtítulo, se houver, devem vir no meio da página, centralizado em caixa alta e com
fonte 14.
- Local, ano de apresentação, em fonte 12 e negrito, centralizado na margem inferior da página. A NBR
recomenda local e ano, porém como há cursos com conclusão em julho e dezembro, recomenda-se a
inclusão do mês na informação da capa e folha de rosto.

2.3.1.b) FOLHA DE ROSTO (obrigatório) deve conter;


- Nome do autor ou autores, centralizado, com a inicial em caixa alta, fonte 14;
-Título do trabalho e subtítulo, se houver, deve vir no meio da página, centralizado em caixa alta e com
fonte 14;
-Número de volumes, se houver mais de um volume;
-Natureza e objetivo do projeto;
-Nome do orientador, centralizado;
- Local, mês e ano de apresentação, em fonte 12 e negrito, centralizado na margem inferior da página.

2.3.2.c) SUMÁRIO

35
Elemento obrigatório. Elaborado conforme ABNT NBR 6027

Sumário: Enumeração das divisões, seções e outras partes de uma publicação, na mesma ordem e grafia
em que a matéria nele se sucede.

Localização

O sumário deve ser localizado:


a) como último elemento pré-textual;
b) quando houver mais de um volume, deve ser incluído o sumário de toda a obra em todos os volumes,
de forma que se tenha conhecimento do conteúdo, independente do volume consultado.

Em publicações periódicas, o sumário:


a) deve ser colocado na mesma posição em todos os fascículos, em todos os volumes;
b) pode estar no anverso da folha de rosto, concluído no verso, se necessário;
c) pode estar na primeira capa, concluído, se necessário, na quarta capa;
d) pode estar na quarta capa, concluído, se necessário, na terceira capa ou no miolo.

Regras gerais de apresentação


1 A palavra sumário deve ser centralizada e com a mesma tipologia da fonte utilizada para as seções
primárias.

2 A subordinação dos itens do sumário deve ser destacada pela apresentação tipográfica utilizada no
texto.

3 Os elementos pré-textuais não devem constar no sumário.

4. Os indicativos das seções que compõem o sumário, se houver, devem ser alinhados à esquerda,
conforme a NBR 6024.

4.1 Os títulos, e os subtítulos, se houver, sucedem os indicativos das seções. Recomenda-se que sejam
alinhados pela margem do título do indicativo mais extenso.

4.2 A paginação deve ser apresentada sob uma das formas abaixo:

a) número da primeira página (exemplo: 27);


b) números das páginas inicial e final, separadas por hífen (exemplo: 91-143);
c) números das páginas em que se distribui o texto (exemplo: 27, 35, 64 ou 27-30, 35-38, 64-70).

5 Se houver um único sumário, podem ser colocadas traduções dos títulos após os títulos originais,
separados por barra oblíqua ou travessão.

6 Se o documento for apresentado em mais de um idioma, para o mesmo texto, recomenda-se um sumário
separado
para cada idioma, inclusive a palavra sumário, em páginas distintas.

2.4 TEXTUAIS: NBR (15287) EM VIGOR:

Introdução
Uma boa introdução deverá localizar o assunto do projeto de modo amplo, enfatizando a importância e
justificando o trabalho. Nesta parte devem ser expostos o tema do projeto, o problema a ser abordado, a(s)
hipótese(s), quando couber(em), bem como o(s) objetivo(s) e a(s) justificativa(s).
- Tema – assunto que será estudado para o desenvolvimento do trabalho. O tema parte preferencialmente
da realidade circundante do pesquisador (seu contexto social, profissional ou cultural). A escolha do tema
é um momento decisivo na elaboração de um projeto de pesquisa.
- Problema – é o impulsionador do trabalho, qual tipo de problema (teórico ou prático). Identificar a
dificuldade específica que se pretende resolver, em geral é elaborado em forma de pergunta. Sem
problema não há pesquisa, mas, para formular um problema, urge fazer algumas considerações para evitar
equívocos. Em primeiro lugar é preciso fazer uma distinção entre o problema de pesquisa e os problemas

36
do aluno. O desconhecimento, a desinformação, a dúvida do pesquisador em relação e/ou tema não
constitui um problema de pesquisa. Essas lacunas podem ser resolvidas com a leitura seletiva e
aprofundada, dispensando, portanto, um projeto de pesquisa. Em segundo lugar, não confundir tema com
problema. O tema é um assunto geral que é abordado na pesquisa e tem caráter amplo. O problema
focaliza o que vai ser investigado dentro do tema da pesquisa.
PROBLEMA É UMA INTERROGAÇÃO QUE O PESQUISADOR FAZ À REALIDADE
- Objetivos - O que o estudo deverá responder?
- Justificativa – expor os motivos por que será estudado este tema (relevância e oportunidade). Deve-se
tomar cuidado na elaboração da justificativa para não responder ou concluir o que vai ser buscado no
trabalho de pesquisa. A justificativa é uma parte fundamental do projeto. É nessa etapa que se convence o
leitor( professor, examinador e demais interessados no assunto) de que o projeto deve ser feito. Para
tanto, ela deve abordar os seguintes elementos: a delimitação, a relevância e a viabilidade.
a) Delimitação

O que delimitar?
- Área especifica do conhecimento
- Espaço geográfico de abrangência da pesquisa
- Período focalizado na pesquisa.
b) Relevância

Deve ser evidenciada a contribuição do projeto para o conhecimento


e para a sociedade, ou seja, em que sentido a execução de tal projeto irá subsidiar o conhecimento
científico já existente e a sociedade de maneira
geral ou específica.

c) Viabilidade

A justificativa deve demonstrar a viabilidade financeira, material (equipamentos) e temporal, ou seja, o


pesquisador mostra a possibilidade de o projeto ser executado com os recursos disponíveis.

Revisão da Literatura:
Esta parte do trabalho costuma ser chamada de marco teórico e consiste em descobrir-se o que já foi
estudado sobre o tema proposto e na localização e obtenção destes documentos para avaliar-se a
disponibilidade de material que subsidiará o tema do projeto, assim como apresentação das leituras já
realizadas sobre o tema.Este levantamento é realizado junto a bibliotecas, arquivos, internet, agências
governamentais e outras fontes. O planejamento deste levantamento deve ser feito com antecedência
confeccionando-se uma listagem dos locais a serem visitados e determinando-se um cronograma com o
agendamento das visitas.
Todo documento pesquisado deve ser registrado devidamente, seja através de fichamento, de xerox, de
anotações, de fotografias ou outro meio qualquer, não se pode esquecer de registrar os endereços e as
fontes de onde os documentos foram obtidos. É importante separar-se os documentos recolhidos de
acordo com os critérios de sua pesquisa que podem ser determinados em dois níveis:
a) Nível geral do tema a ser tratado. Relação de todas as obras ou documentos sobre o assunto.
b) Nível específico a ser tratado. Relação somente das obras ou documentos que contenham dados
referentes à especificidade do tema a ser tratado. Também as leituras realizadas devem ser registradas
principalmente através de resumos e resenhas.

Metodologia (materiais e método)


A metodologia é a etapa em que se descreve minuciosamente o método (caminho a percorrer) que será
usado para a realização da pesquisa proposta. Explicam-se os procedimentos do pesquisador, o tipo de
pesquisa que se realizará, especificam-se os instrumentos que serão utilizados (questionário, entrevista
etc), determina-se o tempo previsto para cada etapa do projeto, a equipe de pesquisadores necessária e
como ocorrerá a divisão do trabalho, as formas de categorização, tabulação e tratamento dos dados,
enfim, de tudo aquilo que se utilizará na pesquisa. Deve estar adequada ao tema objeto da pesquisa, cuja
escolha do método de trabalho poderá ser o de uma pesquisa qualitativa, quantitativa, de investigação
histórica, exploratória, descritiva, explicativa, dentre outras.

37
Descrição da metodologia utilizada permitindo a compreensão e interpretação dos resultados e que
possibilitem a repetição do experimento por outro pesquisador. Deve ser apresentado na sequência
cronológica de realização do trabalho.

Cronograma
O cronograma é a previsão e planejamento do tempo que será gasto na realização de cada etapa do projeto
de acordo com as atividades a serem cumpridas. As atividades e os períodos serão definidos a partir das
características de cada pesquisa e dos critérios determinados pelo autor do trabalho. Os períodos podem
estar divididos em dias, semanas, quinzenas, meses, bimestres, trimestres etc. Estes serão determinados a
partir dos critérios de tempo adotados por cada pesquisador.

Recursos
Os recursos financeiros que serão necessários à realização da pesquisa podem estar divididos em Material
Permanente, Material de Consumo e Despesas com Pessoal, sendo que esta divisão vai ser definida a
partir dos critérios de organização de cada um dos projetos ou das exigências da instituição onde está
sendo apresentado o projeto.
- Material permanente
São os bens duráveis que são usados, mas não são consumidos durante a realização da pesquisa.
- Material de Consumo
São aqueles itens consumidos durante a realização da pesquisa.
- Despesas com Pessoal
São os pagamentos realizados a terceiros, sejam elas pessoas físicas ou jurídicas com pessoal, incluindo
despesas com impostos.

3- Elementos pós-textuais
Referências
Elemento obrigatório. Elaboradas conforme a ABNT NBR 6023.
Glossário
Elemento opcional. Elaborado em ordem alfabética.
Apêndice
Elemento opcional. Texto ou documento elaborado pelo autor a fim de complementar sua argumentação,
sem prejuízo da unidade nuclear do trabalho.

Anexo
Texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração.

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Referências

BARROS, Aidil de Jesus Paes; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos de


metodologia: um guia para a iniciação científica. São Paulo: McGraw-Hill, 1986.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia


científica. São Paulo: Atlas, 1985.

Gomes, H. F. Metodologia da Pesquisa II. Disponível: http://www.gerenciamento.ufba.br.


Acesso em: 05 jun. 2007.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e


documentação - apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro, 2001.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e


documentação - Referências. Rio de Janeiro, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: informação e


documentação - Resumo. Rio de Janeiro, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027: informação e


documentação – Sumário. Rio de Janeiro, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15287: informação e


documentação – Projeto de pesquisa. Rio de Janeiro, 2005.

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