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Aula 01

IBGE-Temporários (Supervisor Coleta


Qualidade)Administração e Situações
Gerenciais 2021 (Pós-Edital)

Autor:
Stefan Fantini
Aula 01

12 de Março de 2021

04935476494 - João Bruno Calafell Roig da Silva


Stefan Fantini
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Prof. Stefan Fantini

TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO.

Sumário

Teorias da Administração .......................................................................................................... 5

1 - Administração Científica ............................................................................................................ 5

1.1 - Críticas à Administração Científica ...................................................................................... 8

2 - Teoria Clássica da Administração ............................................................................................ 10

2.1 – Administração Científica x Teoria Clássica ....................................................................... 14


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2.2 – Críticas à Teoria Clássica................................................................................................... 14

3 - Teoria das Relações Humanas ................................................................................................. 15

3.1 – Teoria Clássica x Teoria das Relações Humanas ............................................................... 18

3.2 – Críticas à Teoria das Relações Humanas .......................................................................... 18

4 - Teoria da Burocracia ................................................................................................................ 19

4.1 – Vantagens da Burocracia .................................................................................................. 21

4.2 – Críticas à Teoria da Burocracia (Disfunções da Burocracia) ............................................. 22

5 - Teoria Estruturalista ................................................................................................................ 25

5.1 - Teoria Clássica x Teoria das Relações Humanas x Teoria Estruturalista ........................... 26

6 - Teoria Neoclássica ................................................................................................................... 26

7 - Teoria dos Sistemas ................................................................................................................. 29

8 - Teoria da Contingência ............................................................................................................ 32

8.1 – Críticas à Teoria da Contingência ..................................................................................... 35

Resumo Estratégico ................................................................................................................. 36

Questões Comentadas ............................................................................................................. 38

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Lista de Questões..................................................................................................................... 52

Gabarito ................................................................................................................................... 58

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Olá, amigos do Estratégia Concursos, tudo bem?


Na aula de hoje, estudaremos o seguinte tópico:
“Teorias da Administração.”
Preparados? Então vamos em frente! ☺
Um grande abraço,
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TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO
Nesta aula estudaremos diversas teorias, conceitos e abordagens diferentes sobre Administração.
Cada uma das teorias que estudaremos “enxerga” a administração sob um prisma específico
diferente.

“OK Stefan, e qual destas teorias é a correta?”

Não existe teoria “certa” ou “errada”, querido aluno. Todas elas têm o seu valor e nos mostram a
administração sob um ângulo e um foco específico.

Portanto, todas as teorias são aplicáveis, devendo o administrador conhecê-las, no intuito de ter
opções e alternativas para cada situação diferente que enfrentar no dia-a-dia das organizações.

1 - Administração Científica

A Administração Científica foi desenvolvida pelo engenheiro americano Frederick Taylor, entre o
final do século XIX e o início do século XX.

Taylor, no “chão de fábrica”, analisou o trabalho de cada operário e observou que estes operários
aprendiam como executar as tarefas observando os outros operários (colegas de trabalho). Assim,
percebeu a falta de uniformidade das técnicas e dos métodos de trabalho, tendo em vista que
havia diferentes métodos de execução para a mesma tarefa.

Percebeu, ainda, que a gerência desconhecia as rotinas de trabalho e o tempo que era necessário
para a realização de cada atividade.

O objetivo de Taylor era eliminar os desperdícios e aumentar os níveis de produtividade, através


da aplicação de técnicas e métodos científicos (é por isso que se chama escola da Administração
Científica.) ☺

Taylor concluiu, então, que se devia buscar a “melhor maneira” de fazer cada tarefa e aprimorá-la,
por meio de um estudo capaz de racionalizar o trabalho desses operários, chamado “estudo dos
tempos e movimentos” (motion-time study).

“Estudo dos tempos e movimentos? Como assim, professor?”

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Imagine uma hamburgueria que tenha 8 funcionários (6 cozinheiros, 1 ajudante e 1 caixa). Cada
cozinheiro tem de fazer o lanche completo, do começo ao fim, ou seja: fritar as carnes, abrir os
pães, colocar a maionese, lavar o tomate, e montar o lanche. O ajudante, por sua vez, tem apenas
que fritar as batatas. Os cozinheiros, diversas vezes, acabam deixando a carne queimar
(desperdício), pois estão sobrecarregados com muitas tarefas. Enquanto isso, percebe-se que o
ajudante fica ocioso a maior parte do tempo.

Imagine, agora, que Taylor esteja analisando esse processo. O intuito é avaliar o movimento de
cada funcionário e contar quanto tempo (utilizando cronômetro) cada cozinheiro demora para
fazer cada uma de suas tarefas e quanto tempo o ajudante leva para fritar as batatas. O objetivo é
verificar o movimento de cada funcionário, e cronometrá-lo, a fim de chegar a um “tempo
padrão” e à “melhor maneira” de executar cada tarefa (the best way to do).

Por exemplo: define-se que o tempo para cortar cada pão é de 6 segundos e que a melhor maneira
de cortá-lo é com uma faca de serra e de cima para baixo.

O objetivo é padronizar o método de trabalho, padronizar o tempo de execução de cada tarefa,


eliminar “movimentos inúteis” e racionalizar aqueles movimentos úteis.

Por exemplo: observou-se que o ajudante, a cada 1 minuto, verifica se as batatas já estão fritas
(mesmo sabendo que elas demoram 10 minutos na fritadeira). Esse movimento de “verificação a
cada 1 minuto” deve ser eliminado (é um movimento inútil). Além disso, verificou-se que um dos
cozinheiros é o mais ágil de todos, pois assim que ele corta o pão ele já coloca a maionese na
sequência. Portanto, tal prática deveria ser padronizada e adotada pelos outros cozinheiros (trata-
se da racionalização de movimentos úteis – abrir pão e colocar maionese na sequência)

Essa tentativa de Taylor de substituir métodos rudimentares de produção (métodos baseados na


observação, cada um fazendo do “jeito que viu o outro fazer”; sem padronização), por métodos
científicos (ou seja, métodos baseados em análises cientificas, estudos de tempos e movimentos,
etc) ficou conhecida como Organização Racional do Trabalho – ORT.

A ORT tem os seguintes fundamentos1:

Análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos: Busca-se encontrar a “melhor


maneira” de fazer cada atividade, mediante a eliminação de movimentos inúteis e utilização
de ferramentas e técnicas para aprimorar a execução da tarefa. Após encontrada esta
“melhor maneira”, utiliza-se o estudo dos tempos e movimentos, para se chegar a um
“tempo padrão” de cada atividade.

Estudo da fadiga humana: Verificou-se que a fagida diminuia a eficiência dos trabalhadores
(diminuição da produtividade, diminuição da qualidade, perda de tempo, etc.). A

1
CHIAVENATO, Idalberto. Administração Geral e Pública: Provas e Concursos, 5ª edição. São Paulo, Manole: 2018, p. 5.

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Administração Científica busca racionalizar os movimentos, eliminando os que produzem


fadiga e os que não estão relacionados diretamente com a tarefa executada pelo operário.

Divisão do trabalho e especialização do operário

Desenho de cargos e de tarefas: Trata-se de definir o que cada operário irá fazer e como
deve ser feita cada tarefa. Taylor foi o pioneiro na tentativa de definir e estabelecer
racionalmente cargos e tarefas.

Incentivos salariais e prêmios de produção: Para Taylor a remuneração baseada no tempo


(salário mensal, por exemplo) não estimula ninguém a produzir mais. Portanto, esse tipo de
remuneração deve ser substituída pela remuneração baseada na produtividade, ou seja,
quem produz mais, ganha mais.

Conceito de homo economicus: Esse conceito se traduz na seguinte ideia: O homem é


motivado a trabalhar pelo dinheiro, e não porque gosta de trabalhar.

Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto, etc.: Para a Administração


Científica, a eficiência depende de um “conjunto de condições” de trabalho, que garantam o
bem-estar físico e diminuam a fadiga do trabalhador. O objetivo em propiciar boas
condições ao trabalhador é aumentar a eficiência no trabalho. (Perceba que a Administrção
Ciêntífica não estava preocupada com o bem-estar do trabalhador, mas sim com o aumento
da eficiência do trabalho)

Padronização de métodos e máquinas: A padronização aumenta a uniformidade dos


resultados, elimina os desperdícios e aumenta a eficiência.

Supervisão funcional: Taylor era contra a centralização da autoridade. Para ele, deveriam
existir diversos supervisores, cada um especializado em determinada área. Portanto, os
operários estariam subordinados a diversos supervisores. O operário deve receber
orientação e ordens diárias de vários supervisores, cada um especializado em sua função
específica.

Para Taylor, a organização era tida como um sistema fechado, ou seja, não recebia influências
externas.

Conforme pode se observar, a ênfase da Administração Científica está nas tarefas, e seu objetivo é
o aumento da eficiência e da produtividade.

A Administração Científica também tinha como objetivo construir um relacionamento em que


houvesse a máxima prosperidade para ambos os lados (patrão – empregado). Ambos os lados
devem ganhar. Para tanto, deveria haver uma identidade de interesse entre os empregados e os
patrões.

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Taylor definiu, ainda, os princípios da Administração Científica (também conhecidos como


funções administrativas de Taylor): Planejamento, Preparo, Controle e Execução (PPCE).

•Substituir os métodos de trabalho rudimentares e a "improvisação" (cada


Planejamento operário executa de acordo com critérios individuais), por métodos planejados e
baseados em estudos ciêntificos.

•Os trabalhadores devem ser selecionados através de métodos científicos, de


acordo com suas aptidões.
Preparo •Os trabalhadores devem ser preparados e treinados para produzirem da "melhor
maneira", de acordo com suas aptidões e de acordo com os métodos planejados.

•Consiste em controlar o trabalho, para se certificar que ele está sendo executado
Controle de acordo com os métodos estabelecidos e planejados.
•Verificar se as metas estabelecidas estão sendo alcançadas.

•Distribuir as responsabilidades e atribuições de forma plajenada, para que a


Execução execução da tarefa seja organizada e disciplinada.

1.1 - Críticas à Administração Científica

É inegável que o trabalho de Taylor foi um avanço, sendo Taylor considerado, inclusive, o fundador
da moderna Teoria Geral da Administração (TGA). Contudo, a escola de Administração Científica de
Taylor sofreu muitas críticas. Vejamos, de acordo com Chiavenato, algumas delas2:

Mecanicismo da Administração Científica: A organização funcionava como uma “máquina”,


ou como um “arranjo rígido e estático de peças”. Os funcionários eram vistos como “peças”
(ou como máquinas) que deveriam trabalhar com o máximo de eficiência possível. A
Administração Científica não se preocupava com as condições de trabalho do operário.

Superespecialização do operário: A especialização do funcionário e a divisão do trabalho,


resultava em tarefas mais “simples”, que poderiam ser mais facilmente ensinadas e
aumentavam a padronização e a uniformidade do trabalho executado pelo operário.
Contudo, essa superespecialização tornava o trabalho muito chato. O operário não
trabalhava com satisfação.

2
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração, 9ª edição. Barueri, Manole: 2014, pp. 69-74.

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Visão microscópica do homem: A Administração Científica ignora que o trabalhador é um


ser humano e social. O homem era visto como algo “pequeno”, como uma mera peça que
move a máquina.

Ausência de comprovação científica: O objetivo era substituir os métodos rudimentares por


métodos científicos. Contudo, a escola de Taylor é bastante criticada por não apresentar
comprovações científicas de seus métodos e princípios.

Abordagem incompleta da organização: Não eram levados em conta, por exemplo, os


aspectos informais da organização e nem os aspectos humanos. Observavam-se, apenas, os
aspectos formais.

Limitação do campo de aplicação: O campo de atuação da Administração Científica era


apenas o “chão de fábrica”.

Abordagem prescritiva e normativa: A preocupação da escola de Taylor é prescrever


normas que devem ser aplicadas em cada situação. As situações são padronizadas, e as
soluções previamente prescritas em princípios normativos, que indicam o que o
administrador deve fazer em cada situação (é a famosa “receita de bolo”).

Abordagem de sistema fechado: A Administração Científica visualiza apenas aquilo que


acontece dentro da organização. Não eram levados em consideração aspectos do ambiente
externo (ambiente em que a organização está inserida).

Organização Racional Críticas à Administração


do Trabalho (ORT) Científica
Análise do trabalho e do estudo dos tempos e
movimentos Mecanicismo da Administração Científica

Estudo da fadiga humana Superespecialização do operário

Desenho de cargos e de tarefas Visão microscópica do homem

Incentivos salariais e prêmios de produção Ausência de comprovação científica

Conceito de homo economicus Abordagem incompleta da organização

Condições ambientais de trabalho Limitação do campo de aplicação

Padronização de métodos e máquinas Abordagem prescritiva e normativa

Supervisão funcional Abordagem de sistema fechado

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2 - Teoria Clássica da Administração

De início, é importante que você não confunda Teoria Clássica da Administração com Abordagem
Clássica da Administração.

A Abordagem Clássica de Administração é um “gênero”, que engloba as seguintes “espécies”:


Administração Científica e Teoria Clássica.

Em regra, a expressão “Teoria Clássica” se refere apenas à teoria de Fayol (que iremos estudar
agora).

Contudo, o CESPE (que hoje não realiza mais concursos públicos, mas tem seu método aplicado
pelo CEBRASPE) vem utilizando o termo Teoria Clássica para se referir à “Abordagem Clássica”, de
maneira “abrangente” (englobando ambos: Taylor e Fayol).

Veja esse exemplo:

(CESPE – FUB – Administrador - 2018)

Enquanto a teoria clássica prevê que há uma única melhor forma para executar determinada
tarefa, a teoria contingencial admite que pode haver várias formas distintas e simultaneamente
ideais de se administrar uma mesma situação.

Comentários:

De fato, o mais correto seria dizer que para a Administração Científica (Taylor) há uma única
melhor forma para executar cada tarefa (the best way to do). Ou, pelo menos, utilizar a expressão
“Abordagem Clássica”, para tratar de algo mais “macro”, envolvendo Taylor e Fayol.

Contudo, conforme mencionado anteriormente, o CESPE/CEBRASPE vem utilizando a expressão


“Teoria Clássica” para se referir à “abordagem clássica” (mais abrangente = Taylor + Fayol).

Portanto, fique atento.

Considerando isso, a questão está correta. De fato, conforme iremos estudar mais à frente, a
teoria contingencial admite que há várias formas diferentes para se chegar a um mesmo resultado.
Por sua vez, a Administração Científica defende o “the best way to do”.

Gabarito: correta.

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Continuando...

A Teoria Clássica foi fundada na França, em 1916, pelo engenheiro francês Henri Fayol.

O objetivo era o mesmo da Administração Científica: aumentar a eficiência. Contudo, o foco era
diferente. Enquanto a Administração Científica focava na execução das tarefas, a Teoria Clássica se
caracteriza pela ênfase na estrutura organizacional (ou seja, que tipo de estrutura a empresa deve
possuir para alcançar o máximo da eficiência). Esse aumento da eficiência deve ser obtido através
da disposição dos órgãos e departamentos da empresa, e da maneira que eles se inter-relacionam.

Fayol possuía uma visão mais ampla da organização. Ele via os departamentos como partes da
estrutura organizacional. Foi baseado nessa teoria que foram criados os “organogramas”.

Esta abordagem global, anatômica e estrutural (abordagem sintética) suplantou rapidamente a


abordagem analítica e concreta da Administração Científica de Taylor.

Fayol destacou seis funções básicas que toda organização apresenta:

Técnicas: Relacionadas à produção de bens e serviços.

Comerciais: Relacionadas à venda, compra e permuta dos bens consumidos e produzidos


pela organização.

Financeiras: Relacionadas à captação e gerenciamento de recursos financeiros.

Segurança: Relacionadas com a proteção e preservação patrimonial (dos bens da


organização) bem como das pessoas relacionadas à organização.

Contábeis: Relacionadas à contabilidade propriamente dita. Ou seja, elaboração de


balanços, registro de custos, registro de inventários, etc.

Administrativas: Relacionadas à integração, coordenação e sincronização de todas as outras


funções.

Tendo em vista que esta última função da organização (função administrativa) é a responsável por
coordenar e sincronizar todas as outras funções, Fayol se preocupou em definir quais eram as
funções do Administrador. Nesse sentido, de acordo com Fayol3, o processo administrativo é
composto pelas seguintes funções administrativas (funções do administrador): Prever, Organizar,
Comandar, Coordenar e Controlar (mnemônico: POC3 – “póqui3”).

3
(FAYOL, 1971) apud CHIAVENATO, Idalberto. Administração Geral e Pública: Provas e Concursos, 5ª edição. São Paulo, Manole:
2018, p.11.

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Prever •Visualizar o futuro e traçar o programa de ação.

Organizar •Construir o duplo organismo material e social da empresa.

Comandar •Dirigir e orientar o pessoal.

Coordenar •Ligar, unir e harmonizar todos os atos e esforços coletivos.

•Certificar-se de que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as


Controlar ordens dadas.

Para Fayol os administradores de todas as áreas e níveis – estratégico, tático e operacional - (por
exemplo: diretores, gerentes, supervisores), desempenham essas 05 funções administrativas
essenciais.

Prever

Organizar
Funções
Comandar
Administrativas
Coordenar
Funções
Técnicas Controlar

Funções
FUNÇÕES BÁSICAS DA Comerciais
ORGANIZAÇÃO (DA
EMPRESA) Funções
Financeiras

Funções de
Segurança

Funções
Contábeis

Fayol definiu, ainda, os Princípios Gerais da administração. Para ele os princípios são universais e
maleáveis (ou seja, devem adaptar-se a qualquer lugar, tempo ou situação). Segundo Fayol4, os 14
Princípios Gerais da Administração são:

4
(FAYOL, 1990) apud CHIAVENATO, Idalberto. Administração Geral e Pública: Provas e Concursos, 5ª edição. São Paulo, Manole:
2018, p.12.

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Divisão do trabalho: consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a
eficiência. Esta divisão (especialização) pode ser tanto vertical (níveis de autoridade -
hierarquia), como horizontal (departamentalização).

Autoridade e responsabilidade: autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar


obediência. A responsabilidade é uma consequência natural da autoridade e significa o
dever de prestar contas. Ambas devem estar equilibradas entre si.

Disciplina: depende de obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos


acordos estabelecidos.

Unidade de comando: cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É o


princípio da autoridade única.

Unidade de direção: uma cabeça e um plano para cada conjunto de atividades que tenham
o mesmo objetivo.

Subordinação dos interesses individuais aos gerais: os interesses gerais da empresa devem
sobrepor-se aos interesses particulares das pessoas

Remuneração do pessoal: deve haver justa e garantida satisfação para os empregados e


para a organização em termos de retribuição.

Centralização: refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da


organização.

Cadeia escalar: é a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo da
hierarquia em função do princípio do comando.

Ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É a ordem material e humana.

Equidade: amabilidade e justiça para alcançar a lealdade do pessoal (dos funcionários).

Estabilidade do pessoal: a rotatividade do pessoal é prejudicial para a eficiência da


organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer no cargo, tanto melhor para a
empresa.

Iniciativa: a capacidade de visualizar um plano e assegurar pessoalmente o seu sucesso.

Espírito de equipe: a harmonia e união entre as pessoas são grandes forças para a
organização.

Devido à esta ênfase dada à estrutura organizacional, Fayol destacava a importância de uma
estrutura organizacional linear, ou seja, onde a hierarquia é verticalizada e as ordens são dadas de
cima para baixo (este tipo de estrutura linear está em perfeita simetria com alguns dos princípios

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que acabamos de estudar, como: centralização, unidade de direção, unidade de comando e


autoridade).

2.1 – Administração Científica x Teoria Clássica

Vamos esquematizar, na tabela a seguir, as principais semelhanças (destacadas em verde) e


diferenças (destacadas em vermelho) entre a Administração Científica e a Teoria Clássica.

Administração Científica Teoria Clássica


(Taylor) (Fayol)

Objetivo de maximizar a eficiência organizacional Objetivo de maximizar a eficiência organizacional

Abordagem prescritiva e normativa Abordagem prescritiva e normativa

Abordagem de sistema fechado Abordagem de sistema fechado

Conceito de homo economicus (homem movido Conceito de homo economicus (homem movido
pelo dinheiro) pelo dinheiro)
Não ignora os problemas humanos da organização,
Pouca preocupação com aspectos indivíduais
porém, não consegue dar um tratamento adequado
(humanos) do funcionário
a esses problemas

Enfâse nas tarefas Enfase na estrutura organizacional

Supervisão Funcional (operário deve receber Unidade de Comando (empregado deve receber
ordens de vários supervisores diferentes) ordens de apenas um superior)

Aborgadem analítica Abordagem sintética

2.2 – Críticas à Teoria Clássica

A Teoria Clássica trouxe grandes contribuições à administração. De fato, ainda é a abordagem mais
utilizada pelos administradores iniciantes, devido possibilitar uma visão simples e ordenada da
organização.

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Contudo, mostra-se rígida e inflexível em algumas situações. Vejamos as principais críticas à


Teoria Clássica da Administração, segundo Chiavenato5:

Abordagem simplificada da organização formal: Considera apenas a organização formal,


estabelecendo esquemas lógicos e preestabelecidos, segundo os quais as organizações
devem ser construídas e governadas. Não é dada importância ao conteúdo psicológico e
social.

Ausência de trabalhos experimentais: Os conceitos e princípios são baseados na


observação e no senso comum. A “teoria” não é comprovada com elementos concretos e
científicos, baseados em experimentos.

Extremo racionalismo na concepção da administração: O excesso de formalismo,


racionalidade e lógica na apresentação das ideias, não é capaz de transmitir a clareza das
ideias e conduzem a administração à “superficialidade” e falta de realismo, tendo em vista
que a administração também possui aspectos “menos racionais e menos formalizados”.

Teoria da máquina: Considera a organização uma máquina: “cada ação, gera uma reação,
de acordo com uma relação pré-determinada”.

Abordagem incompleta: Assim como ocorre na Administração Científica de Taylor, a Teoria


Clássica considera apenas a organização formal, e não leva se preocupa com a organização
informal.

Abordagem de sistema fechado: Se preocupa apenas com aquilo que acontece dentro da
organização. Não são levados em consideração aspectos do ambiente externo (ambiente
em que a organização está inserida). Parte do pressuposto de que a organização é composta
por variáveis conhecidas e previsíveis.

3 - Teoria das Relações Humanas

A Teoria das Relações Humanas surgiu nos Estados Unidos. É resultado das conclusões da
“Experiência de Hawthorne”, desenvolvida por Elton Mayo, e foi um movimento contrário à Teoria
Clássica da Administração.

5
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração, 9ª edição. Barueri, Manole: 2014, pp. 90-93.

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A Experiência de Hawthorne foi realizada em uma empresa da fábrica Western Eletric, em Chicago,
por Elton Mayo (professor de Harvard) e colaboradores.

O objetivo era identificar como a variação da luminosidade no ambiente de trabalho afetaria a


produtividade (a tese original era de que se a luminosidade do ambiente fosse aumentada, a
produtividade também aumentaria). Em outras palavras, o objetivo era identificar como as
condições físicas do trabalho afetam a produtividade dos operários.

Percebeu-se, contudo, que qualquer alteração de luminosidade (abaixando ou aumentando a


luminosidade) provocava o aumento da produtividade e do desempenho dos funcionários.

O motivo: os empregados estavam se sentindo “importantes”. Ora, estavam rodeados de


pesquisadores que lhes davam atenção. Além disso, estavam sendo objeto de uma pesquisa
realizada por uma importante universidade (Harvard).

Portanto, a conclusão foi de que o aumento da produtividade não estava relacionado com a
intensidade da luz (com fatores físicos do ambiente de trabalho), mas sim com a atenção que
estava sendo dada a esses empregados (fatores psicológicos).

Após essa primeira fase, foram realizadas mais outras 3 fases no experimento.

Continuando...

A ênfase, que antes era nas tarefas (Administração Científica), e na estrutura organizacional (Teoria
Clássica), passou a ser nas pessoas (nos aspectos psicológicos).

Aqueles conceitos da administração clássica (autoridade, racionalização do trabalho, etc.), foram


perdendo força e dando espaço para outros, como: liderança, motivação, organização informal,
comunicação, etc.

O conceito de homo economicus (que nasceu na Administração Ciêntifica) também é deixado de


lado. Para a Teoria das Relações Humanas a motivação econômica é secundária, de modo que as
pessoas são motivadas e movidas por outros aspectos, tais como: aprovação social,
reconhecimento, recompensas simbólicas, etc. Nasce, então, o conceito de homem social (homo
social).

A Teoria das Relações Humanas acredita que deve haver uma identidade entre os interesses
pessoais dos empregados e os interesses da organização. Para tanto, deve-se mediar qualquer
conflito que possa surgir.

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Algumas conclusões foram retiradas da experiência da Hawthorne. Tais conclusões são as bases da
Teoria das Relações Humanas e foram responsáveis por possibilitarem o delineamento de seus
princípios. As conclusões foram as seguintes6:

O nível de produção é resultado da integração social: a produtividade dos empregados está


relacionada a como esses empregados estão integrados socialmente. Quanto maior a
integração social, maior a produtividade.

Comportamento social dos empregados: os empregados não agem isoladamente. O


comportamento do empregado se dá de acordo com o comportamento do grupo no qual
ele está inserido. Ele age como membro de um grupo.

A organização também possui grupos informais: Diferentemente dos Clássicos, a Teoria das
Relações Humanas passou a visualizar uma organização composta por grupos informais7.

Relações Humanas: os empregados participam de grupos sociais dentro da organização e


estão em constante interação social. O adminsitrador deve compreender essas relações
sociais no intuito de buscar os melhores resultados, por parte de cada subordinado.

A importância do conteúdo (das tarefas) do cargo: Aquela extrema especialização


(defendida pela Teoria Clássica) tornava o trabalho maçante e cansativo, o que fazia com
que os funcionários não trabalhassem da maneira mais eficiente e produtiva. Portanto, foi
observado que trabalhos menos repetitivos, com natureza e “conteúdos” melhores,
influenciavam a “moral” do trabalhador, fazendo com que ele obtivesse melhores
resultados.

Ênfase nos aspectos emocionais: os elementos emocionais (irracionais) do funcionário são a


ênfase da Teoria das Relações Humanas. O comportamento humano deve ser entendido
para que seja possível alcançar melhores resultados. Por esse motivo, os autores da Teoria
das Relações Humanas também ficaram conhecidos como “sociólogos da organização”.

Uma supervisão mais cooperativa aumenta a eficiência: o supervisor deve ser capaz de
motivar os funcionários, mediante uma abordagem mais amigável e aberta. Esse interesse
“pessoal” dedicado ao funcionário aumenta a eficiência.

6
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração, 9ª edição. Barueri, Manole: 2014, pp. 108-110. / SOBRAL,
F., & PECI, A. Administração: teoria e prática no contexto brasileiro, 4ª edição. São Paulo, Pearson Prentice Hall: 2008, p. 50.
7
Os grupos informais são aqueles formados por relações pessoais e pela afinidade entre os membros de uma organização. São
aquelas “panelinhas” (ou grupos) que se formam dentro da empresa e não aparecem no organograma. Esses grupos definem
suas próprias regras, crenças, objetivos, expectativas, etc.

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3.1 – Teoria Clássica x Teoria das Relações Humanas

Teoria das Relações


Teoria Clássica
Humanas
Ênfase na estrutura organizacional Ênfase nas pessoas

Organização: é uma máquina Organização: é um grupo de pessoas

Centralização da autoridade Delegação de autoridade

Confiança nas normas, regras e


Confiança nas pessoas
regulamentos

Baseada na engenharia Baseada na psicologia

Especialização e competência técnica Confiança e flexibilidade

Foco na divisão do trabalho Foco nas relações humanas

Não considera os grupos informais Enfâse nos grupos informais

3.2 – Críticas à Teoria das Relações Humanas

Ignorou aspectos importantes da Administração Ciêntifíca e da Teoria Clássica: por nascer


em oposição à abordagem clássica, a Teoria das Relações Humanas ignorou diversos
aspectos positivos da Administração Ciêntífica e da Teoria Clássica.

Concepção ingênua e “romântica” do operário: a Teoria das Relações Humanas


considerava que o funcionário feliz e integrado ao ambiente de trabalho, naturalmente
torna-se produtivo. O que, de fato, não é 100% verdade.

Enfâse exagerada nos grupos informais: a Teoria das Relações Humanas dava muita
atenção aos grupos informais, acreditando que isso repercutiria positivamente na
produtividade individual. Contudo, a boa relação dos grupos informais não é garantia de
aumento de produtividade.

Limitação do campo experimental: Assim como as pesquisas realizadas na Administração


Científica, os experimentos realizados pela Teoria das Relações Humanas limitavam-se às
fábricas. A limitação do campo experimental (como a própria experiência de Hawthorne),
impossibilita a generalização dos resultados obtidos e traz descredibilidade para as
conclusões.

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Parcialidade nas conclusões: Se, por um lado, a abordagem clássica não levava em
consideração a administração informal, a Teoria das Relações Humanas foi totalmente o
oposto. Essa teoria se restringiu à organização informal (deixando de lado a organização
formal), obtendo resultados parciais e insatisfatórios.

Visualização inadequada dos problemas industriais: Enquanto a abordagem clássica


ignorava totalmente as relações humanas e os conflitos de interesses entre empregado e
organização, a Teoria das Relações Humanas dava forte ênfase para esses tipos de conflitos.
Buscavam-se medidas que promovessem relações humanas harmoniosas, desviando-se da
função social do problema. A visão humanística tinha uma interpretação bastante
distorcida dos problemas industriais.

Ilusão em acreditar que os interesses dos empregados e da organização são sempre os


mesmos: a Teoria das Relações Humanas acreditava que em todos os casos os interesses
dos empregados e da organização deveriam ser os mesmo. Qualquer conflito que viesse a
surgir nesse sentido, deveria ser resolvido com comunicação e intermediação de conflitos.

Manipulação das Relações Humanas: essa forte manipulação das relações humanas
certamente era percebida pelos funcionários, o que gerava instabilidades nos
relacionamentos entre funcionários e organização.

4 - Teoria da Burocracia

A situação era a seguinte: de um lado, havia críticas ao mecanicismo da Teoria Clássica, de outro,
críticas ao romantismo ingênuo da Teoria das Relações Humanas. Era necessária uma teoria que
fosse sólida e abrangente, que servisse de orientação para o trabalho do administrador.

Foi nesse cenário que, em 1940, um grupo de estudiosos buscou, no trabalho de Max Weber,
inspiração para o surgimento da Teoria da Burocracia na Administração.

O modelo burocrático foi criado por Max Weber em 1909. Contudo, foi somente em
1940 (depois da morte de Weber) que alguns estudiosos buscaram aplicar esse modelo
à administração, surgindo, então, a Teoria da Burocracia na Administração.

Alguns aspectos ensejaram o surgimento da Teoria da Burocracia na Administração, tais como:

A fragilidade e parcialidade da Teoria Clássica e da Teoria das Relações Humanas.

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A busca por um modelo de administração racional: era necessário um modelo que


abrangesse todas as variáveis possíveis e fosse capaz de ser aplicado a qualquer organização
(e não apenas às fábricas).

A busca pela racionalidade no tratamento dos empregados.

O crescimento e complexidade das organizações: as organizações cresciam e tornavam-se


cada vez mais complexas, exigindo modelos mais racionais e definidos, que fossem capazes
de aumentar a eficiência, eliminar os desperdícios e combater a corrupção.

A burocracia, segundo Max Weber, tem as seguintes características:

Legalidade das normas e regulamentos: O empregado deve buscar cumprir exatamente o


que está definido nas normas. As normas definem, antecipadamente, as funções e os
procedimentos.

Formalidade nas comunicações: A comunicação deve ser feita de forma escrita e


padronizada.

Racionalidade e divisão do trabalho: A divisão do trabalho é feita de forma racional,


sistemática e por funções. Cada funcionário tem um cargo específico.

Impessoalidade: As relações são impessoais. A distribuição de atividades, por exemplo, é


feita de maneira impessoal (de acordo com o cargo e por funções, e não pelas pessoas que
ocupam esses cargos). Da mesma forma ocorre com as contratações (que devem levar em
consideração aspectos técnicos e a meritocracia). Busca-se evitar que elementos subjetivos
interfiram nas relações e decisões profissionais. Pauta-se, assim, na racionalidade
burocrática.

Hierarquia funcional: As normas definem as atribuições, os direitos, e os deveres de cada


cargo. A autoridade exerce seu poder amparado nas regras (dominação racional-legal). As
regras também indicam os limites desse poder. O poder está no CARGO e não na PESSOA
que o exerce.

Padronização e Previsibilidade: Rotinas padronizadas e bem definidas são mais previsíveis.


Situações previsíveis tornam as decisões mais rápidas e fazem com que as decisões sejam
mais uniformes. Busca-se, desse modo, afastar as arbitrariedades e os “achismos”. Os
funcionários devem se comportar de acordo com as normas estabelecida. Além disso, os
padrões facilitam a avaliação do desempenho de cada funcionário.

Meritocracia, e Competência Técnica: Os funcionários são pessoas contratadas pelo mérito


e por suas competências técnicas. Da mesma forma, a promoção do funcionário deve ser
baseada na meritocracia e em critérios técnicos e objetivos. Daí derivam as ideias de
concursos públicos, testes de admissão, etc. Devem ser afastadas as famosas “preferências
pessoais”.

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Especialização: Há clara separação entre o patrimônio da organização e o patrimônio do


administrador. O administrador não é necessariamente o dono ou o acionista da
organização, mas sim alguém especializado em administrar.

Profissionalização: Os funcionários da organização são “profissionais”, pois são especialistas


em suas funções, recebem um salário, são ocupantes de um cargo por tempo
indeterminado, nomeados pelo superior hierárquico, e seguem carreira na organização.

O modelo de administração burocrático, idealizado por Max Weber, apoia-se em práticas baseadas
na dominação (autoridade) racional-legal. A dominação Racional-legal, também conhecida como
dominação burocrática, decorre da lei, ou seja, da legalidade das normas. O poder (ou autoridade)
está fundamentado em leis que estabelecem os direitos e os deveres dos integrantes de uma
sociedade (ou de uma organização). O poder, e a relação de obediência, não decorrem da
“tradição” (dominação tradicional) e nem dos aspectos pessoais de uma pessoa (dominação
carismática), mas sim das leis ou das normas. As pessoas obedecem porque as normas assim
determinam. Suas características são as regras e a disciplina.

Quando você, meu amigo, for nomeado e se tornar um servidor público, certamente terá um chefe
ao qual estará subordinado. Assim, deverá “obediência” a este chefe. Trata-se de uma dominação
racional-legal. Você irá obedecê-lo pois as normas assim estabelecem. O poder está no cargo, e
não na pessoa que o exerce.

4.1 – Vantagens da Burocracia

Chiavenato destaca que, para Max Weber, as vantagens da burocracia são as seguintes:8

Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização.

Precisão na definição do cargo e na operação, pelo conhecimento exato dos deveres.

Rapidez nas decisões, pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem, e as ordens e
papéis tramitam pelos canais preestabelecidos.

Univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. Por outro


lado, a informação é discreta, pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la.

Uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização, a redução de


custos e erros, pois as rotinas são definidas por escrito.

Continuidade da organização por meio da substituição do pessoal que é afastado. Além


disso, os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na
competência técnica.

8
CHIAVENATO, Idalberto. Administração Geral e Pública: Provas e Concursos, 5ª edição. São Paulo, Manole: 2018, pp.42-43.

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Redução do atrito entre as pessoas, pois cada funcionário conhece o que é exigido dele e
quais os limites entre suas responsabilidades e as dos outros.

Constância, os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias.

Confiabilidade, pois o negócio é conduzido por meio de regras conhecidas, e os casos


similares são metodicamente tratados dentro da mesma maneira sistemática. As decisões
são previsíveis e o processo decisório, por ser despersonalizado no sentido de excluir
sentimentos irracionais, como amor, raiva e preferências pessoais, elimina a discriminação
pessoal.

Benefícios para as pessoas na organização, pois a hierarquia é formalizada, o trabalho é


dividido de maneira ordenada e as pessoas são treinadas para se tornarem especialistas,
podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência
técnica.

4.2 – Críticas à Teoria da Burocracia (Disfunções da Burocracia)

As pessoas, normalmente, têm uma ideia “sombria” do modelo burocrático, devido às disfunções
da burocracia, que foram aparecendo com o passar do tempo.

É muito importante que você não confunda burocracia, com as disfunções da


burocracia. O modelo burocrático é um ideal! Na teoria, é um modelo positivo. Por
outro lado, as disfunções da burocracia são os problemas que foram aparecendo com o
passar dos anos. Como exemplo, pode-se citar o excesso de papel, o excesso de
formalismo, o excesso de rigidez, etc.

Pode-se citar, dentre as principais disfunções da burocracia:

Excesso de formalismo: Tudo deve ser formalizado e documentado de forma escrita.

Excesso de papel: Ora, se tudo deve ser documentado e formalizado de forma escrita,
certamente há um exagero de papelada.

Dificuldade em aceitar mudanças: Se você já trabalhou em uma empresa onde havia algum
funcionário “velho de casa”, sabe bem do que estou falando. Quando a empresa pretende
implantar um novo procedimento, esse funcionário “velho de casa” não reage bem, pois fica
extremamente inseguro.

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Internalização das regras e Apego extremo às normas: Na burocracia, funcionário bom é


aquele que conhece “de cor e salteado” todas as regras e regulamentos. O apego é tão
exagerado às normas, que o funcionário se esquece de perseguir os objetivos (os fins) da
organização. As normas e os regulamentos (que deveriam ser os “meios”) passam a ser os
principais objetivos (os “fins) do funcionário.

Excesso de Rigidez: Os processos eram tão rígidos, que não permitiam que os funcionários
inovassem ou fossem criativos.

Categorização como base do processo decisório: Devido à centralização, as decisões


recaem sobre a pessoa que possui a mais elevada hierarquia na organização,
independentemente de seu conhecimento sobre o assunto a ser decidido. Como as decisões
são tomadas no topo da hierarquia, muitas vezes, são tomadas por algum “chefe” que não
detém o conhecimento necessário acerca do assunto sobre o qual deveria decidir, tornando
essas decisões inadequadas e longe da realidade. Além disso, essa centralização gera
lentidão no processo de tomada de decisões.

Despersonalização dos relacionamentos: O funcionário era tratado pelo cargo que ocupava.
Não era mais o “João”, e sim o “Chefe do RH”, causando um excesso de impessoalidade nas
relações entre funcionários (e também nas relações com os clientes).

Perda da visão “macro”: Como as funções são divididas e segregadas, o funcionário perde a
noção do trabalho como um todo e da importância de seu trabalho.

Controle sobre processos (regras), e não sobre resultados: os resultados ficavam em


segundo plano. A qualidade, no modelo burocrático, era aferida segundo a efetividade no
controle dos processos (das normas).

Excesso de conformidade às rotinas e aos procedimentos: isso faz com que a


espontaneidade e a liberdade do funcionário diminuam. Consequentemente, também é
reduzida a possibilidade de inovação.

Exibição de sinais de autoridade: Pelo fato do modelo burocrático enfatizar a hierarquia de


autoridade, se faz necessário o uso de um “sistema” que seja capaz de “identificar” aquelas
pessoas que detêm o poder. Nesse sentido, são utilizados símbolos e sinais de “status”
excessivamente. Por exemplo: uniformes, tipo de mesa, localização da sala, etc.

Conflitos e dificuldade no atendimento a clientes: os funcionários, no modelo burocrático,


tornavam-se cada vez mais especialistas naquilo que faziam, preocupando-se
demasiadamente com normas, papeladas, processos e procedimentos, e esquecendo-se do
principal: o cliente. Portanto, seu foco é dentro da organização, e não o cliente.

PEGADINHA!

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A banca irá tentar te confundir, trazendo alguma das disfunções da burocracia e


afirmando tratar-se de uma característica da burocracia. Portanto, você deve ficar
atento!

Só pense nos “problemas” da burocracia, quando a banca falar em “disfunções”,


“críticas”, “problemas” ou “dilemas”. Se a banca falar em características da burocracia,
pense “nos ideais” defendidos por Weber.

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5 - Teoria Estruturalista

A Teoria Estruturalista tem por objetivo analisar a organização como um todo. Enquanto a Teoria
Clássica se preocupava apenas com a organização formal, e a Teoria das Relações Humanas se
concentrava na organização informal, os teóricos da Teoria Estruturalista abordam ambas as
organizações (formal e informal).

De um lado, a Administração Científica dava ênfase apenas nas tarefas; de outro, a Teoria das
Relações Humanas focava nas pessoas. Para os estruturalistas o estudo da administração deveria
ser muito mais amplo, abrangente e complexo do que isso. O foco é na estrutura organizacional e
no ambiente.

Pode-se dizer que a Teoria Estruturalista tem por objetivo promover a interdisciplinaridade entre
a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas, inspirando-se ainda na abordagem
burocrática de Max Weber. Essa Teoria busca considerar e compreender os aspectos que foram
omitidos pelas teorias anteriores. Surge como uma necessidade de eliminar as limitações e
distorções do modelo burocrático.

Em outras palavras, os estruturalistas buscam sintetizar as teorias anteriores sob um novo


modelo.

Essa foi a primeira teoria a abordar o conceito de sistema aberto de organização. Enquanto os
modelos anteriores tinham uma abordagem fechada (racional), voltada para dentro e baseada na
previsibilidade, a Teoria Estruturalista passa a considerar uma abordagem de sistema aberto
(natural), onde também existe a preocupação com o ambiente externo (a organização encontra-se
aberta às influências e imprevisibilidades do meio externo).

O conceito de homo economicus (Teoria Clássica) e homo social (Teoria das Relações Humanas),
são deixados para traz e surge a ideia de um homem organizacional, ou seja, para os
estruturalistas o homem moderno participa simultaneamente de várias organizações, e dentro
delas executa diversos papéis, portanto, deve ser flexível e ter uma personalidade cooperativa e
coletivista. Além disso, o homem organizacional tem a capacidade de adiar recompensas, com o
objetivo ser bem-sucedido nas organizações.

Os principais teóricos da Teoria Estruturalista são James Thompson e Amitai Etzioni.

Em resumo, a Teoria Estruturalista busca visualizar e entender a organização como um todo e, para
isso, utiliza-se de diversos ângulos e pontos de vista.

Chiavenato sintetiza muito bem ao dizer que essa abordagem múltipla utilizada pela Teoria
Estruturalista envolve9:

9 CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração, 9ª edição. Barueri, Manole: 2014, p. 292.

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-Tanto a organização formal como a informal.

-Incentivos mistos: tanto as recompensas salariais e materiais como as sociais e simbólicas.

-Todos os diferentes níveis hierárquicos de uma organização.

-Todos os diferentes tipos de organizações.

-A análise intraorganizacional e a interorganizacional (meio externo).

5.1 - Teoria Clássica x Teoria das Relações Humanas x Teoria


Estruturalista

Teoria das
Teoria
Teoria Clássica Relações
Estruturalista
Humanas
Ênfase na estrutura Estudo mais abrangente e
organizacional Ênfase nas pessoas
complexo

Considera ambos os grupos


Foco na organização formal Foco nos grupos informais
(formal e informal)

Centralização da autoridade Delegação de autoridade Delegação de autoridade

Homo economicus Homo social Homem organizacional

Recompensas salariais e Recompensas sociais e Recompensas Mistas (salariais,


materiais simbólicas materiais, sociais e simbólicas)

Abordagem de sistema Fechado Abordagem de sistema Fechado Abordagem de sistema Aberto

Diferentes tipos de organização


Campo de análise: fábricas Campo de análise: fábricas
(ampliou o campo de análise)

6 - Teoria Neoclássica

A Teoria Neoclássica surgiu retomando vários dos princípios da Teoria Clássica, com uma visão
mais moderna e flexível, buscando atender às necessidades das organizações, que cresciam e
tornavam-se mais complexas. Seu principal teórico é Peter Drucker, considerado o pai da
administração moderna.

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Para Chiavenato, as principais características da Teoria Neoclássica são as seguintes:

Ênfase na prática da administração: É uma teoria pragmática, ou seja, voltada para


objetivos práticos e realistas. Dá ênfase a aspectos instrumentais e práticos. Busca
resultados concretos, realistas e palpáveis.

Reafirmação relativa dos pressupostos clássicos: Diversos postulados clássicos são


retomados, reestruturados, e “realinhados” (de acordo com as circunstâncias da época), tais
como: a departamentalização, a estrutura organizacional linear, o problema da autoridade
e da responsabilidade, entre outros.

Ênfase nos princípios gerais de administração: Os princípios clássicos são retomados de


forma mais “flexível”, para a busca de soluções administrativas práticas. Os neoclássicos se
preocupam em estabelecer os princípios gerais da administração, capazes de guiar e
orientar o administrador no desempenho de suas funções.

Ênfase nos objetivos e nos resultados: A organização deve ser estruturada, dimensionada e
orientada para alcançar objetivos e produzir resultados. A organização não deve “voltar-se
para si mesma”, para seus processos internos; mas sim deve orientar-se em função de seus
objetivos e resultados. São os objetivos que justificam a existência da organização.

Conceitos ecléticos: Os neoclássicos são ecléicos. Embora a “base principal” seja a Teoria
Clássica, a Teoria Neoclássica absorve os conceitos e ideias de outras teorias administrativas
mais recentes (Relações Humanas, Burocrática, Estruturalista, entre outras).

Os Neoclássicos entendem que organização deve ser considerada, simultaneamente, tanto sob o
ponto de vista da eficácia como da eficiência.

Eficiência – Significa fazer bem alguma coisa. Fazer uma atividade de forma correta. Utilizar os
recursos disponíveis da melhor maneira possível. Está associado à produtividade e ao
desempenho; ao modo de se fazer algo. O foco é INTERNO e relaciona-se aos MEIOS e aos
CUSTOS envolvidos. É a medida de avaliação da utilização dos recursos.

Eficácia – Significa fazer a coisa certa. Fazer aquilo que deve ser feito para que os objetivos sejam
alcançados. É atingir os objetivos ou as metas traçadas, independente dos custos envolvidos. O
foco é EXTERNO e relaciona-se aos FINS. É a medida de avaliação do alcance dos resultados.

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Na Teoria Neoclássica também são discutidos conceitos como administração por objetivos,
vantagens e desvantagens da centralização e da descentralização, planejamentos tático,
estratégico e operacional, entre outros.

A Teoria Neoclássica destaca, ainda, alguns princípios fundamentais da organização formal, quais
sejam:

Divisão do trabalho: A divisão do trabalho aumenta a produtividade do funcionário e a


eficiência da organização. Além disso, possibilita a redução dos custos de produção.

Especialização: Nada mais é do que uma consequência da divisão do trabalho. Cada


funcionário (ou órgão) tem tarefas específicas e especializadas.

Hierarquia: A divisão do trabalho gera uma diversidade de cargos e funções dentro da


organização. À vista disso, surge a necessidade de uma estrutura organizacional
hierarquizada. A estrutura hierárquica é verticalizada (as ordens vêm de cima para baixo).
Além disso, a autoridade é alocada em cargos (e não em pessoas), e os subordinados
“aceitam” essa autoridade.

Amplitude administrativa: Também chamada de “amplitude de controle” ou “amplitude de


comando”, trata-se do número de subordinados que podem ficar sob supervisão de um
administrador. Quanto maior o número de funcionários sob comando de algum supervisor,
maior é a amplitude de comando.

Quanto menor a amplitude de controle (menos subordinados sob supervisão), maior serão
os níveis hierárquicos (logo, a estrutura organizacional será mais “alta”, mais
“verticalizada”).

Por fim, e talvez o ponto mais importante a se destacar, são as funções administrativas (processo
administrativo) sob o ponto de vista Neoclássico.

Você deve lembrar-se que, de acordo com a Teoria Clássica (Fayol), o processo administrativo é
composto pelas seguintes funções administrativas (funções do administrador): Prever, Organizar,
Comandar, Coordenar e Controlar (mnemônico: POC3 – “póqui3”).

Contudo, os Neoclássicos deram uma “repaginada” nessas funções. Para a Teoria Neoclássica, o
processo administrativo é composto pelas seguintes funções administrativas (funções do
administrador): Planejamento, Organização, Direção e Controle (mnemônico: PODC – “pódicê”).
Vale dizer que esta é a visão mais aceita, e considerada a “mais correta” nos dias de hoje.

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•Estabelecer os objetivos e definir os meios (traçar as estratégias) para


alcançá-los.
Planejamento •O planejamento que define "aonder quer se chegar" e traça os planos de
"como chegar" lá.

•Dividir o trabalho e atribuir as responsabilidades para a realização do


trabalho.
•Estabelecer os meios e os recursos necessários para se alcançar o objetivo
Organização proposto pelo planejamento.
•Está relacionada à alocação de recursos para as equipes e departamentos e
à atribuição de tarefas.
•É conduzir os trabalhos e designar as pessoas para que seja colocado em
prática tudo aquilo que foi organizado e planejado.
•Usar a influência para orientar e motivar as pessoas
Direção
•Está relacionada à liderança, coordenação, comunicação, motivação,
relacionamento e interação, para que as pessoas desempenhem as
atividades necessárias à concretização dos objetivos propostos.

•Monitorar as atividades e fazer as correções necessárias, a fim de manter a


organização no caminho adequado para o alcance dos objetivos.
Controle •Envolve o acompanhamento, a monitoração e a avaliação do desempenho
organizacional para verificar se as coisas estão acontecendo de acordo com o
que foi planejado, organizado e dirigido.

As funções administrativas propostas pela Teoria Neoclássica são universalmente aceitas. O


processo administrativo neoclássico é o fundamento da administração moderna. Contudo, a
Teoria Neoclássica sofre críticas por se mostrar bastante conservadora, face ao mundo
organizacional complexo e em constante mudança, em especial por propor a existência de
princípios da administração “universais” (como fez Fayol), que tornam as funções administrativas
rígidas e invariáveis.

7 - Teoria dos Sistemas

A Teoria dos Sistemas nasceu a partir da Teoria Geral dos Sistemas (TGS), e seu precursor foi o
biólogo Ludwig Von Bertalanffy.

Para Bertalanffy as divisões que se faz do mundo em diferentes áreas (Física, Química, Biologia,
etc) é muito arbitrária. Para ele, todos os sistemas devem ser estudados globalmente, de forma
integrada, envolvendo todas as áreas, bem como a correlação entre suas partes.

A Teoria de Sistemas (TS) é contra aquele pensamento analítico, que “decompõe” as áreas. Em
outras palavras, é contra o conceito de “cada um no seu quadrado”. A partir da TS surgem novas
ideias, conceitos mais integrados, mais sintéticos, que levam em consideração o “todo”. Por
exemplo: os planetas isolados passam a ser o “sistema solar”; os órgãos digestivos passam a ser o
“sistema digestivo”, etc.

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As Teorias de Administração anteriores tinham um problema em comum: a microabordagem. Esse


fato, aliado à necessidade de uma real “integração” entre todas as teorias anteriores (de fato, as
teorias Estruturalista e Comportamental até tentaram isso; mas não obtiveram sucesso), e ao fato
de que a Teoria dos Sistemas já tinha obtido resultados positivos em outras áreas, abriu espaço
para que a Teoria de Sistemas fosse introduzida na administração.

Para Bertalanffy10 sistema é um conjunto de unidades reciprocamente relacionadas, do qual


decorrem dois conceitos: o de propósito (ou objetivo) e o de globalismo (ou totalidade). Esses
conceitos são as características básicas do sistema.

Djalma Oliveira11, em outras palavras, explica que sistema “é um conjunto de partes interagentes
e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e
efetuam determinada função”.

O foco agora estava na relação entre a organização e o ambiente externo, bem como na interação
entre órgãos internos da própria organização. A ideia central é de que as organizações são
sistemas abertos. É como se a organização fosse um sistema “vivo”. O administrador deve
conhecer o mercado externo, a concorrência, os clientes, etc.

A Teoria dos Sistemas ressalta homem funcional. As organizações são “sistemas de papéis”. Nesse
contexto, o homem funcional é um “papel” dentro da organização. Ele realiza um papel, inter-
relacionando-se com as outras pessoas. Além disso, o homem mantém expectativas dos “papéis”
realizados por essas outras pessoas.

Pode-se dizer que:

- As organizações são afetadas por variáveis externas (imprevisíveis) e mudanças no


ambiente.

- A organização é parte de um “sistema maior”.

- As organizações são resilientes, ou seja, tem a capacidade de se adaptar a modificações


externas.

- As partes (ou órgãos internos) da organização são interdependentes, ou seja, embora


sejam independentes, estão inter-relacionadas, de forma que ações em um órgão geram
reações em outras órgãos (em outras partes da organização).

- O todo é maior do que a soma das partes (holismo ou sinergia).

- Qualquer alteração em uma das partes, repercute no todo (globalismo).

10
(Bertalanfy, 1975) apud CHIAVENATO, Idalberto. Administração Geral e Pública: Provas e Concursos, 5ª edição. São Paulo, Manole: 2018, pp.42-43.
11
OLIVEIRA, Djalma P. R. Teoria Geral da Administração, 3ª edição. São Paulo, Atlas: 2012, p. 224.

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A Teoria Geral dos Sistemas se fundamenta em três premissas:

1 - Os sistemas fazem parte de sistemas maiores.

2 – Os sistemas são abertos e estão em constante interação com o ambiente.

3 – As funções do sistema dependem de sua estrutura.

A organização é vista como um sistema aberto e é composta por um conjunto de “subsistemas”,


que estão em constante interação. A organização está inserida em um meio dinâmico, aonde
existem outros sistemas, que também devem ser levados em consideração.

Como sistema aberto, a organização está em constante interação com o meio (ambiente externo),
recebendo dele matéria-prima, pessoas, informações, etc., os quais são transformados em
produtos e serviços que, posteriormente, são colocados novamente no ambiente.

Os sistemas apresentam os seguintes componentes12:

Objetivos

Controle
Controle

Por fim, é importante dizer que as organizações, enquanto sistemas abertos, apresentam as
seguintes características:

Importação (entradas): a organização depende de energia (informações, material, insumos,


etc.) que vem do ambiente.

Transformação (processamento): as organizações, enquanto sistemas abertos, transformam


a energia (insumos) que entrou no sistema.

Exportação (saídas): os produtos ou serviços transformados são colocados (exportados)


novamente para o ambiente.

Ciclos repetitivos: a atividade de importar-transformar-exportar é repetitiva e cíclica.

12
OLIVEIRA (2012) – adaptado.

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Entropia negativa: entropia é um processo de desgaste natural, que leva à morte. Portanto,
“entropia negativa” é a força que o sistema faz para se manter vivo. Isso é feito através do
reabastecimento de energia. Ou seja, as organizações devem importar mais energia (do
ambiente) do que exportar.

Retroação negativa ou Codificação de informação (feedback negativo): além dos insumos,


os sistemas abertos recebem informações, que possibilitam verificar como está o ambiente,
e também como está o funcionamento da organização em relação ao ambiente.

Estado firme e homeostase dinâmica: a tendência é que o processo de entradas e saídas se


mantenha constante. O sistema aberto regula-se e desenvolve mecanismos para ajustar-se
às mudanças do ambiente externo. O sistema busca o seu equilíbrio (homeostase). Isso
evita o processo entrópico (a morte do sistema).

Diferenciação: a organização enquanto sistema aberto tende a se diferenciar, através da


especialização das funções (diferenciação interna) e hierarquização.

Equifinalidade: isso significa que não existe apenas um caminho para que o resultado final
seja atingido. A organização, enquanto sistema aberto, possui diversos caminhos diferentes
que são aptos a alcançar o mesmo resultado.

Limites ou fronteiras do sistema: são as barreiras existentes entre o meio externo e a


organização. Essas barreiras delimitam até onde o sistema pode agir.

8 - Teoria da Contingência

Ufa, até que enfim chegamos ao estudo da última Teoria. ☺

Primeiramente, vamos entender o significado da palavra contingência. De acordo com o dicionário


Michaelis, contingência é um fato cuja ocorrência é possível, porém incerta. É a dúvida quanto à
possibilidade de uma coisa acontecer ou não.

As questões da contingência surgiram, de forma estruturada, em 1972, e seu principal idealizador


foi Joan Woodward (ela realizou o primeiro estudo abordando a administração das contingências
das organizações).

Para a Teoria Contingencial, a estrutura e o funcionamento da organização dependem da


interação com ambiente externo. Ou seja, não há um único (e melhor) jeito de se organizar e de
administrar. Tudo depende do ambiente no qual a organização está inserida. É a “teoria do
depende”. (risos) Em outras palavras, pode-se dizer que “nada é absoluto, tudo é relativo”.
Portanto, não existe uma “fórmula mágica” e universal para ser aplicada em todas as situações.
Cada situação é diferente. Cada situação exige uma ação e uma solução diferente.

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Assim, são as contingências que indicam o caminho a ser seguido, e indicam de que forma a
organização deve se estruturar. O objetivo é “responder” aos estímulos do ambiente. Essas
contingências externas podem ser positivas (oportunidades) ou negativas (ameaças).

Para Woorward a tecnologia adotada pela organização tem grande influência nesse processo, pois
é ela que determina a estrutura e o comportamento organizacional.

Outro assunto bastante importante quando estudamos sobre a Teoria da Contingência, se refere
aos estudos realizados por Tom Burns e G. M. Stalker. Esses dois sociólogos classificaram as
organizações em dois tipos: “mecanísticas” e “orgânicas”.

Vejamos, a seguir, quais as características dessas organizações para eles13:

13
Burns T, Stalker GM. The management of innovation. Londres, Tavistock, 1961. pp. 5-6. apud CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da
administração, 9ª edição. Barueri, Manole: 2014, pp. 504-505.

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As organizações mecanicistas se adaptam melhor a ambientes estáveis e previsíveis. As


organizações orgânicas, por sua vez, se adaptam melhor a ambientes dinâmicos e imprevisíveis.
Perceba que esse é um exemplo de como o ambiente externo (as contingências externas)
influenciam a forma de estruturação das organizações.

Foi através dos estudos realizados por Paul R. Lawrence e Jay W. Loesch, entretanto, que nasceu a
Teoria da Contingência. Esses teóricos estudaram quais as características que as organizações
deveriam possuir para poderem enfrentar com maior eficiência as variáveis do ambiente externo
(condições tecnológicas, condições de mercado, etc.).

Nesse sentido, as organizações que obtêm mais sucesso são aquelas que mais se aproximam das
características requeridas pelo ambiente.

Surge ai também a ideia da Adhocracia, um termo criado por Toffler. Para facilitar, pense como um
modelo com características diametralmente opostas às características da Burocracia.

As principais características da adhocracia são:

-Equipes temporárias de trabalho, autônomas, autossuficientes e multidisciplinares.

-Descentralização da autoridade (as próprias equipes de trabalho são autogerenciáveis)

-Mutabilidade e variação das responsabilidades (as responsabilidade não são fixas, isto é,
podem ser alteradas)

-Bastante liberdade para executar o trabalho (há pouquíssimas regras e procedimentos)

Para a Teoria da Contingência o homem (aquele mesmo homo economicus, homo social, homem
organizacional, etc.) é visto como homem complexo. Para a Teoria Contingencial as teorias
anteriores pecam por não levarem em conta toda a complexidade do homem.

Os teóricos contingenciais defendem que o homem é um sistema complexo, composto por


percepções, valores, necessidades e características pessoais, e funciona como um sistema capaz de
manter seu equilíbrio interno e solucionar conflitos diante de demandas externas dos mais
variados ambientes que está inserido (ambiente de trabalho, ambiente social, etc.).

Em suma, a Teoria da Contingência apresenta as seguintes características básicas:

-A organização é um sistema aberto (organização sistêmica).

-O ambiente organizacional interno interage entre si, e também interage com o ambiente
externo. As demandas externas (incertezas do ambiente) e as características internas da
organização (diferenciação e integração) estão intimamente relacionadas.

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-Os aspectos organizacionais internos são variáveis dependentes (ou seja, ocorrem dentro
da organização e “dependem” das características e demandas do ambiente). Por sua vez, as
características do ambiente são variáveis independentes (ocorrem fora da organização).

A Teoria Contingencial leva em consideração as contribuições de todas as teorias administrativas


anteriores. Por isso, é a mais eclética de todas.

Chiavenato14 resume muito bem ao dizer que, “a Teoria da Contingência explica que não há nada
de absoluto nos princípios gerais de administração. Os aspectos universais e normativos devem ser
substituídos pelo critério de ajuste constante entre cada organização e o seu ambiente e
tecnologia”.

8.1 – Críticas à Teoria da Contingência

De fato, foi uma teoria que propiciou diversos aspectos positivos ao “mundo moderno”, tais como:
visualização da complexidade do ambiente no qual a organização está inserida; maior flexibilidade
às organizações; interligação entre organizações (as chamadas organizações “em rede”); etc.

Contudo, essa teoria sofreu algumas críticas, especialmente pelo fato do seu “relativismo
exagerado” (a ideia exagerada de que “tudo depende”).

Outras críticas que podem ser citadas são:

- As contingências são muitas, o que leva a uma dificuldade em identificar todas as


contingências, bem como a inter-relação entre elas. Consequentemente, isso dificulta a
tomada de decisão.

- Ênfase demasiada no ambiente: a visualização da organização “de fora pra dentro” (do
ambiente para a organização), e a ideia de que é o ambiente que determina as
características da organização, pode soar um pouco exagerado.

- Ênfase na tecnologia: de fato, a tecnologia influencia fortemente a organização. Contudo,


a ideia de que a tecnologia é a variável independente (externa), que condiciona como será a
estrutura organizacional (variável dependente), também é um pouco exagerada.

14
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração, 9ª edição. Barueri, Manole: 2014, p. 507.

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RESUMO ESTRATÉGICO
Sintetizei todos os principais aspectos de cada uma das Teorias que estudamos em uma tabela
(que está na próxima página), para que seja mais fácil a visualização e a comparação entre as
Teorias.

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Principais
Ênfase Organização Homem Sistema Abordagem Características / Palavras-Chave
Teóricos
Estudos de tempos e movimentos / melhor maneira de
Administração Homo Sistema Prescritiva e
Taylor Tarefas Formal fazer algo / divisão do trabalho / especialização /
Científica economicus Fechado Normativa
padronização / incentivos salariais / Analítico
Homo Sistema Prescritiva e Funções Básicas da Administração / Princípios / Unidade de
Teoria Clássica Fayol Estrutura Formal
economicus Fechado Normativa Comando / Sintético
Teoria das
Sistema Prescritiva e Nível de produção é resultado da integração social /
Relações Mayo Pessoas Informal Homo social
Fechado Normativa Importância do conteúdo dos cargos / Aspectos emocionais
Humanas
Homem isolado, Formalismo / Impessoalidade / Hierarquia Funcional /
Teoria da Sistema Prescritiva e
Weber Estrutura Formal que ocupa um Padronização / Previsibilidade / Meritocracia /
Burocracia Fechado Normativa
cargo Profissionalização / Dominação racional-legal
Teoria Thompson Estrutura e Formal e Homem Sistema Explicativa e Sintetizar as teorias anteriores / teoria “integracionista” /
Estruturalista Etizioni ambiente Informal organizacional Aberto Descritiva eliminar distorções da burocracia
Tarefas, Homem
Teoria Formal e Sistema Prescritiva e Ênfase na prática da administração / Eficiência e Eficácia /
Drucker pessoas e organizacional e
Neoclássica Informal Fechado Normativa Conceito ecléticos / PODC
estrutura administrativo
Busca a “real integração” das teorias anteriores /
Teoria dos É um Homem Sistema Explicativa e Organização é um sistema aberto composto por
Bertalanffy Ambiente
Sistemas “sistema” Funcional Aberto Descritiva subsistemas / Constante interação com o ambiente externo
/ Holismo / Globalismo / Resiliência / Homeostase
Sistema
Depende do A estrutura e o funcionamento da organização dependem
Teoria da Ambiente e Homem Aberto e Explicativa e
Woodward ambiente e do ambiente no qual a organização está inserida e da
Contingência Tecnologia Complexo Fechado Descritiva
tecnologia tecnologia / Tudo depende / Tudo é relativo
(depende)

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (CESPE – PGE-PE – Analista Administrativo de Procuradoria - 2019)

A Escola da Administração Científica deu ênfase, entre outros aspectos, à análise do trabalho e
aos estudos de tempos e movimentos como forma de racionalizar a execução das tarefas pelos
operários; além disso, contemplou algumas ações típicas de administração de recursos
humanos, como o desenho de cargos, os incentivos salariais e os prêmios por produção.

Comentários:

É isso mesmo. Quando falamos em “estudos de tempos e movimentos” estamos diante da escola
de Administração Científica.

Outras características da Administração Científica trazidas pela assertiva são: a racionalização das
tarefas, o desenho de cargos, e o conceito de homo economicus (incentivos salariais e prêmios de
produção).

Gabarito: correta.

2. (CESPE – SLU-DF – Analista de Gestão de Resíduos Sólidos - 2019)

A abordagem contingencial é voltada para a estrutura organizacional, enquanto a abordagem


neoclássica ocupa-se da tecnologia.

Comentários:

A assertiva inverteu os conceitos.

A Teoria da Contingencia (abordagem contingencial) foca no Ambiente e na Tecnologia.

Já a Teoria Neoclássica foca na estrutura, nas tarefas e nas pessoas.

Gabarito: errada.

3. (CESPE – FUB – Técnico em Assuntos Educacionais - 2018)

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A abordagem das relações humanas no trabalho advém da teoria clássica da administração, que
pauta o trabalho pela produtividade, pelo lucro e pelas capacidades física e fisiológica de
produção.

Comentários:

A abordagem das relações humanas advém da Teoria das Relações Humanas. Foi um movimento
de oposição à Teoria Clássica da Administração.

Gabarito: errada.

4. (CESPE – IPHAN – Analista - 2018)

Divisão do trabalho, autoridade, unidade de direção e de comando são princípios típicos da


teoria neoclássica da administração.

Comentários:

A assertiva elencou alguns dos princípios da Teoria Clássica, de Fayol.

Gabarito: errada.

5. (CESPE – FUB – Assistente em Administração - 2018)

A ciência clássica da administração apresenta um enfoque analítico, que possui uma orientação
linear de causa e efeito.

Comentários:

Isso mesmo! Lembre-se:

Administração Científica – Taylor – Tarefas – Analítica

Teoria Clássica – Fayol – Estrutura – Sintética

Ao dizer “ciência clássica”, a assertiva está se referindo à “Administração Científica”.

Lembre-se de que tanto a Administração Científica, quanto à Teoria Clássica, fazem parte da
Abordagem Clássica de Administração.

Portanto, ao responder essa questão, o aluno não deve se ater ao termo “clássica” (o que induziria
a pensar na Teoria Clássica). Essa foi a “pegadinha” do examinador.

A palavra-chave para matar a questão é “ciência”.

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Gabarito: correta.

6. (CESPE – FUB – Administrador - 2018)

De acordo com a lógica da abordagem dos sistemas, haverá sinergia quando o resultado da
interação entre as partes que compõem um sistema for equivalente à soma dessas partes.

Comentários:

Nada disso!

Uma das ideias da Teoria dos Sistemas é exatamente de que “o todo é maior do que a soma das
partes” (holismo ou sinergia).

Em outras palavras, “o resultado da interação entre as partes que compõem um sistema é maior
do que a soma dessas partes”.

Gabarito: errada.

7. (CESPE – IPHAN – Analista - 2018)

A abordagem clássica da administração é marcada pelo foco na estratégia organizacional, que é


admitida como catalisadora do desempenho.

Comentários:

Vejamos:

Administração Científica – Foco nas Tarefas

Teoria Clássica – Foco na Estrutura

Conforme se observa, nenhuma das Teorias da Abordagem Clássica foca na “estratégia


organizacional”.

Portanto, a questão está errada.

Gabarito: errada.

8. (CESPE – MPU – Técnico - 2018)

A existência de roteiros-padrão a serem seguidos na execução de tarefas em um órgão público


guarda similaridade com procedimentos típicos da teoria clássica da administração.

Comentários:

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Olha aí, meu amigo. Mais uma vez o CESPE/CEBRASPE utilizou o termo “Teoria Clássica” para
designar a “Abordagem Clássica”.

O mais correto, de fato, seria dizer que a padronização é procedimento típico da Administração
Científica. Ou, então, poderíamos utilizar o termo “Abordagem Clássica”, para nos referirmos a
algo mais abrangente (Taylor + Fayol).

Contudo, como já destaquei durante a aula, o CESPE/CEBRASPE vem utilizando o termo “Teoria
Clássica” como se fosse um sinônimo de “Abordagem Clássica”. Fique atento!

Gabarito: correta.

9. (CESPE – EBSERH – Analista Administrativo - 2018)

De acordo com a teoria da contingência, organizações flexíveis e adaptáveis funcionam de forma


mais eficiente e efetiva nos dias de hoje.

Comentários:

Exatamente!

Para a Teoria da Contingência, a estrutura e o funcionamento da organização dependem da


interação com ambiente externo. Ou seja, não há um único (e melhor) jeito de se organizar e de
administrar. Tudo depende do ambiente no qual a organização está inserida.

Nesse sentido, as organizacionais flexíveis e adaptáveis funcionam de formais mais eficiente e


efetiva, pois conseguem se adaptar melhor às contingências do ambiente.

Gabarito: correta.

10. (CESPE – EBSERH – Analista Administrativo - 2018)

As primeiras teorias da administração, a exemplo da administração científica, focavam em


delimitar tarefas e garantir sua execução, enquanto abordagens mais complexas, a exemplo da
contingência, focam em elementos ligados ao ambiente de atuação.

Comentários:

Assertiva perfeita!

A Administração Cientifica tinha por objetivo aumentar a eficiência e os níveis de produtividades.


Para isso, focava nas tarefas.

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De outro lado, para a Teoria da Contingência a estrutura e o funcionamento da organização


dependem da interação com ambiente externo. Ou seja, não há um único (e melhor) jeito de se
organizar e de administrar. Tudo depende do ambiente no qual a organização está inserida.

Gabarito: correta.

11. (CESPE – SEFAZ-RS – Auditor do Estado - 2018)

De acordo com as concepções iniciais de Max Weber, são características da burocracia

a) o excesso de regras, a subjetividade e o mecanicismo.

b) o individualismo, os registros escritos e a estrutura orgânica.

c) a racionalidade, o compromisso profissional e a hierarquia de autoridade.

d) a divisão do trabalho, a flexibilidade organizacional e a previsibilidade.

e) a informalidade das comunicações, a impessoalidade e o profissionalismo.

Comentários:

Letra A: errada. Uma das características da burocracia é a racionalidade (e não subjetividade).

Letra B: errada. A estrutura burocrática é mecanicista (e não orgânica).

Letra C: correta. Isso mesmo! Racionalidade, compromisso profissional e hierarquia de autoridade


são, de fato, características inerentes ao modelo burocrático de Max Weber.

Letra D: errada. A “flexibilidade organizacional” não é uma característica do modelo burocrático. O


modelo burocrático é caracterizado pela rigidez dos processos. Não é um modelo flexível. Trata-se
de um modelo baseado no formalismo.

Letra E: errada. Uma das características do modelo burocrático é a formalidade das comunicações
(e não informalidade)

O gabarito é a letra C.

12. (CESPE – IFF –Administrador - 2018)

Na visão de Max Weber, são consideradas características da burocracia

a) a divisão do trabalho e a comunicação informal.

b) a hierarquia de autoridade e formalidade.

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c) os registros escritos e a pessoalidade.

d) a racionalidade e a flexibilidade.

e) a divisão do trabalho e a estrutura flexível.

Comentários:

Letra A: errada. O correto seria: Divisão do trabalho e comunicação formal.

Letra B: correta. Isso mesmo. A assertiva trouxe algumas das características da burocracia.

Letra C: errada. O correto seria: Registros escritos e a impessoalidade.

Letra D: errada. O modelo burocrático caracteriza-se pela Racionalidade e rigidez de processos.


Pelo Formalismo. (O modelo burocrático não é flexível)

Letra E: errada. Conforme vimos, o modelo burocrático não é flexível.

O gabarito é a letra B.

13. (CESPE – EMAP – Analista Portuário - 2018)

Os sistemas organizacionais das empresas mecanicistas são apropriados a situações de mercado


dinâmicas com forte concorrência e variação tecnológica.

Comentários:

Pelo contrário! Os sistemas organizacionais mecanicistas são mais apropriados a ambientes


estáveis e previsíveis.

São os sistemas organizacionais orgânicos que são mais apropriados a situações dinâmicas, com
forte concorrência e imprevisíveis.

Gabarito: errada.

14. (CESPE – EBSERH – Assistente Administrativo - 2018)

Na visão burocrática, o trabalho realiza-se por meio de funcionários que ocupam cargos com
atribuições oficiais, fixas e ordenadas por meio de regras, leis ou disposições regimentais.

Comentários:

Perfeito! O modelo burocrático é pautado por regras, leis, regulamentos etc. Os funcionários são
“profissionais” e “especialistas”.

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Gabarito: correta.

15. (CESPE – EBSERH – Tecnólogo em Gestão Pública - 2018)

O modelo de administração burocrática, segundo os pressupostos de Max Weber, pressupõe


certa racionalidade impessoal.

Comentários:

É isso mesmo. O modelo burocrático é baseado na impessoalidade e na racionalidade.

Gabarito: correta.

16. (CESPE – IFF - 2018)

A função da administração, definida por Fayol, relacionada à análise dos resultados obtidos com
os padrões predeterminados, é denominada

a) controle.

b) planejamento.

c) organização.

d) direção.

e) comando.

Comentários:

Monitorar os resultados, para certificar-se de que tudo está ocorrendo de acordo com as regras
estabelecidas e as ordens dadas, é característica da função Controle.

O gabarito é a letra A.

17. (CESPE – EBSERH – Analista Administrativo - 2018)

A meritocracia é incompatível com a adhocracia.

Comentários:

Conforme vimos, a meritocracia é uma das características inerentes ao modelo burocrático. Além
disso, vimos também que a adhocracia é um modelo “antagônico” ao modelo burocrático.

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Contudo, não é pelo fato de eles serem modelos antagônicos que a meritocracia torna-se
incompatível com a adhocracia. Pelo contrário, muitos dos “bons princípios” burocráticos são sim
aproveitados (e compatíveis) pela adhocracia. A meritocracia é um bom exemplo disso.

Gabarito: errada.

18. (CESPE – EBSERH – Analista Administrativo - 2018)

Para Taylor, Fayol e seus seguidores, é considerada boa a organização que possui um
organograma detalhado, com ênfase na divisão do trabalho, no planejamento das funções, na
descrição de cargos, nos manuais de tarefas e procedimentos, pois isso gera estruturas flexíveis,
moveis e permanentes.

Comentários:

Mesmo que você nunca tivesse estudado essa matéria conseguiria acertar essa questão (risos).

Veja o que a assertiva traz ao final do enunciado: “estruturas flexíveis, móveis e permanentes”. Ué,
como uma estrutura pode ser flexível, móvel e permanente ao mesmo tempo? Não faz qualquer
sentido!

Além disso, todas as características citadas pela assertiva geram estruturas rígidas e inflexíveis.

Gabarito: errada.

19. (CESPE – TRT 7a Região – Analista Judiciário - 2017)

O objetivo dos estudos de Hawthorne, que deram origem à Escola das Relações Humanas, era

a) determinar, por meio de métodos científicos, a tarefa ideal a ser desempenhada pelo
operário conforme o seu perfil.

b) promover melhores condições de trabalho para os operários nas fábricas.

c) demonstrar o impacto das condições físicas do local de trabalho na produtividade dos


operários.

d) identificar o tipo de estrutura formal da empresa capaz de contribuir para a qualidade de vida
dos trabalhadores.

Comentários:

A Experiência de Hawthorne, desenvolvida por Elton Mayo, teve por objetivo identificar como a
variação da luminosidade no ambiente de trabalho afetaria a produtividade. Ou seja, o objetivo era
identificar como as condições físicas do trabalho afetam a produtividade dos operários.

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O gabarito é a letra C.

20. (CESPE – TRT 7a Região – Analista Judiciário - 2017)

Na abordagem científica da organização do trabalho preconizada por Taylor, destaca-se a


variável distintiva

a) adaptação das máquinas ao trabalhador.

c) controle da saúde dos trabalhadores.

c) especialização do trabalho.

d) conforto dos trabalhadores.

Comentários:

Uma das principais características da Administração Científica de Taylor é a especialização do


funcionário. O operário é visto apenas como uma “mão-de-obra”.

O gabarito é a letra C.

21. (CESPE – FUNPRESP – Analista - 2016)

A teoria estruturalista, voltada ao estudo das organizações formais, surgiu da necessidade de


eliminar as distorções e limitações do modelo burocrático.

Comentários:

A assertiva está correta.

Muita calma, querido aluno. Se você respondeu que a assertiva está errada, não se preocupe. Você
está sim entendendo o conteúdo que estamos estudando.

De fato, a Teoria Estruturalista é voltada tanto para as organizações formais quanto para as
organizações informais.

Contudo, a assertiva é bastante capciosa. Em outras palavras, ela quer dizer que: “os estudos da
teoria estruturalistas voltados à organização formal, surgiram como uma necessidade de eliminar
distorções e limitações do modelo burocrático”.

Nesse sentido, podemos dizer, paralelamente, que “os estudos da teoria estruturalista voltados à
organização informal, surgiram para eliminar algumas distorções da Teoria das Relações
Humanas”.

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Conseguiu “compreender” o que a assertiva está dizendo? Sim, é uma “sacanagem” a forma que a
banca elaborou essa assertiva. Mas, vamos em frente!

Gabarito: correta.

22. (CESPE – FUNPRESP-JUD – Assistente - 2016)

De acordo com a abordagem contingencial da administração, uma organização dinâmica


relaciona-se com o ambiente externo ajustando-se a ele ou modificando-o.

Comentários:

Isso mesmo!

Para a Teoria da Contingência, a estrutura e o funcionamento da organização dependem da


interação com ambiente externo. Ou seja, não há um único (e melhor) jeito de se organizar e de
administrar. Tudo depende do ambiente no qual a organização está inserida.

“Mas Stefan, de que forma a organização modifica o ambiente?”

Simples, meu amigo. Imagine empresas como a APPLE, a UBER ou produtos como o WHATSAPP.
São empresas/produtos que revolucionaram o mercado e modificaram o ambiente. Não é mesmo?

Gabarito: correta.

23. (CESPE – FUNPRESP-JUD – Assistente - 2016)

A abordagem humanista, que se inaugurou com o movimento das relações humanas, tinha o
objetivo de estabelecer um modelo de administração que proporcionasse bem-estar e
qualidade de vida para o trabalhador, mesmo que, para isso, fosse necessário alterar ou reduzir
a produtividade da organização.

Comentários:

Nada disso, meu amigo!

A Teoria das Relações Humanas não defende o “bem-estar” dos funcionários em detrimento (em
sacrifício) da “produtividade organizacional”.

O objetivo da Teoria das Relações Humanas é aumentar a produtividade através da “integração


social”. Ou seja, a “preocupação” com o funcionário não é porque a organização é “boazinha”; mas
sim porque as conclusões obtidas com o estudo de Hawthorne indicaram que o nível de produção
é resultado da integração social. Ou seja, a produtividade dos empregados está relacionada a
como esses empregados estão integrados socialmente, às normas sociais, bem como às

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expectativas dos empregados (e não simplemente pela capacidade física e fisiológica, individual de
cada empregado, conforme defendia a Teoria Clássica). Quanto maior a integração social, maior a
produtividade.

Gabarito: errada.

24. (CESPE – TCE-PA – Auditor de Controle Externo - 2016)

Conforme a teoria clássica da administração, o ato de administrar compreende prever ou


planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar, e as funções básicas das organizações são
as seguintes: técnicas, comerciais, financeiras, de segurança, contábeis e administrativas.

Comentários:

Questão perfeita! Vejamos:

Prever

Organizar

Funções
Comandar
Administrativas

Coordenar
Funções
Técnicas
Controlar
Funções
FUNÇÕES BÁSICAS DA
Comerciais
ORGANIZAÇÃO (DA
EMPRESA)
Funções
Financeiras

Funções de
Segurança

Funções
Contábeis

Gabarito: correta.

25. (CESPE – TCE-PA – Auditor de Controle Externo - 2016)

Dar tratamento com benevolência e justiça às pessoas, sem dispensar a energia e o rigor
necessários, é uma tendência difundida desde a escola clássica de Fayol.

Comentários:

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Isso mesmo! Trata-se de um dos Princípios Gerais da Administração defendidos por Fayol:

-Equidade: amabilidade e justiça para alcançar a lealdade do pessoal (dos funcionários).

Gabarito: correta.

26. (CESPE – TCE-PA – Auditor de Controle Externo - 2016)

Acerca da evolução da administração pública no Brasil e das abordagens da administração,


desde a abordagem clássica até a contingencial, julgue o item a seguir. O princípio da divisão do
trabalho, estabelecido pela escola clássica, consiste na criação de uma unidade de comando e
uma unidade de direção para cada equipe de trabalho.

Comentários:

Muito cuidado!

De fato, o princípio da divisão do trabalho é um dos princípios estabelecidos por Fayol (Teoria
Clássica).

Contudo, a assertiva trouxe o conceito errado de “divisão do trabalho”. Na verdade, para confundir
o aluno, o examinador “misturou” outros princípios de Fayol (“unidade de comando” e “unidade
de direção”), dentro do conceito de divisão do trabalho.

A divisão do trabalho consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a
eficiência.

A unidade de comando, por sua vez, se baseia na ideia de que cada empregado deve receber
ordens de apenas um superior. É o princípio da autoridade única.

Já a unidade de direção, se relaciona ao seguinte conceito: uma cabeça e um plano para cada
conjunto de atividades que tenham o mesmo objetivo.

Gabarito: errada.

27. (CESPE – TCE-SC – Auditor Fiscal de Controle Externo - 2016)

Segundo a teoria contingencial, não há modelo organizacional exclusivo nem modelo melhor
que outro porque as organizações são sistemas abertos que necessitam de cuidados, de
administração e tratamento adequados ao tipo de atividade que desempenhem e ao ambiente
em que se encontrem.

Comentários:

Isso mesmo! A assertiva conceituou muito bem a Teoria Contingencial.

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Gabarito: correta.

28. (CESPE – TCE-SC – Auditor Fiscal de Controle Externo - 2016)

A teoria clássica de administração baliza-se nos princípios da unidade de comando, de


amplitude de controle e da divisão do trabalho. Nesse sentido, em uma empresa em que o
trabalho realizado deva ser reportado sempre ao supervisor imediato e ao diretor do setor, a
fim de garantir que a análise de desempenho seja feita sob perspectivas diferenciadas, tem-se
um exemplo da observância do princípio da unidade de comando.

Comentários:

De fato, unidade de comando e divisão do trabalho são princípios da Teoria Clássica.

Contudo, o caso narrado pela assertiva não é um exemplo de aplicação do princípio da unidade de
comando.

Segundo o princípio da unidade de comando, cada empregado deve receber ordens de apenas um
superior (ou seja, deve se reportar a apenas um superior hierárquico)

Portanto, se o trabalhador mencionado no enunciado da questão está se reportando ao


“supervisor imediato” e também ao “diretor do setor”, então não está sendo adotado o princípio
da unidade de comando.

Gabarito: errada.

29. (CESPE – FUNPRESP-EXE – Auditor Fiscal de Controle Externo - 2016)

Interesse geral, equidade, iniciativa e espírito de equipe são princípios universais da teoria da
administração contingencial.

Comentários:

Para a Teoria da Contingência tudo depende do ambiente no qual a organização está inserida.
Portanto, não existem “princípios universais”.

Gabarito: errada.

30. (CESPE – FUNASA – Atividade de Complexidade Intelectual - 2013)

O gestor que adota os pressupostos da teoria da contingência dá ênfase à análise do ambiente


sem considerar aspectos da tecnologia, visto que a análise ambiental ditará a tecnologia
necessária à organização.

Comentários:

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A Teoria da Contingência foca no Ambiente e na Tecnologia. Portanto, além de considerar o


ambiente, também considera a tecnologia.

Gabarito: errada.

31. (CESPE – MJ – Administrador - 2013)

Segundo a visão sistêmica, as organizações são sistemas construídos pelos indivíduos em


interação com o ambiente; assim, a ênfase passa a ser dada ao ambiente e às demandas deste
que provocam impactos na organização.

Comentários:

A primeira parte da assertiva está correta. De fato, segundo a visão sistêmica, as organizações são
sistemas construídos pelos indivíduos em interação com o ambiente. Contudo, a ênfase da Teoria
de Sistemas é o sistema como um todo, e não apenas o ambiente.

É a Teoria da Contingência que dá ênfase ao ambiente e às demandas deste que provocam


impactos na organização.

Gabarito: errada.

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LISTA DE QUESTÕES

1. (CESPE – PGE-PE – Analista Administrativo de Procuradoria - 2019)

A Escola da Administração Científica deu ênfase, entre outros aspectos, à análise do trabalho e
aos estudos de tempos e movimentos como forma de racionalizar a execução das tarefas pelos
operários; além disso, contemplou algumas ações típicas de administração de recursos
humanos, como o desenho de cargos, os incentivos salariais e os prêmios por produção.

2. (CESPE – SLU-DF – Analista de Gestão de Resíduos Sólidos - 2019)

A abordagem contingencial é voltada para a estrutura organizacional, enquanto a abordagem


neoclássica ocupa-se da tecnologia.

3. (CESPE – FUB – Técnico em Assuntos Educacionais - 2018)

A abordagem das relações humanas no trabalho advém da teoria clássica da administração, que
pauta o trabalho pela produtividade, pelo lucro e pelas capacidades física e fisiológica de
produção.

4. (CESPE – IPHAN – Analista - 2018)

Divisão do trabalho, autoridade, unidade de direção e de comando são princípios típicos da


teoria neoclássica da administração.

5. (CESPE – FUB – Assistente em Administração - 2018)

A ciência clássica da administração apresenta um enfoque analítico, que possui uma orientação
linear de causa e efeito.

6. (CESPE – FUB – Administrador - 2018)

De acordo com a lógica da abordagem dos sistemas, haverá sinergia quando o resultado da
interação entre as partes que compõem um sistema for equivalente à soma dessas partes.

7. (CESPE – IPHAN – Analista - 2018)

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A abordagem clássica da administração é marcada pelo foco na estratégia organizacional, que é


admitida como catalisadora do desempenho.

8. (CESPE – MPU – Técnico - 2018)

A existência de roteiros-padrão a serem seguidos na execução de tarefas em um órgão público


guarda similaridade com procedimentos típicos da teoria clássica da administração.

9. (CESPE – EBSERH – Analista Administrativo - 2018)

De acordo com a teoria da contingência, organizações flexíveis e adaptáveis funcionam de forma


mais eficiente e efetiva nos dias de hoje.

10. (CESPE – EBSERH – Analista Administrativo - 2018)

As primeiras teorias da administração, a exemplo da administração científica, focavam em


delimitar tarefas e garantir sua execução, enquanto abordagens mais complexas, a exemplo da
contingência, focam em elementos ligados ao ambiente de atuação.

11. (CESPE – SEFAZ-RS – Auditor do Estado - 2018)

De acordo com as concepções iniciais de Max Weber, são características da burocracia

a) o excesso de regras, a subjetividade e o mecanicismo.

b) o individualismo, os registros escritos e a estrutura orgânica.

c) a racionalidade, o compromisso profissional e a hierarquia de autoridade.

d) a divisão do trabalho, a flexibilidade organizacional e a previsibilidade.

e) a informalidade das comunicações, a impessoalidade e o profissionalismo.

12. (CESPE – IFF –Administrador - 2018)

Na visão de Max Weber, são consideradas características da burocracia

a) a divisão do trabalho e a comunicação informal.

b) a hierarquia de autoridade e formalidade.

c) os registros escritos e a pessoalidade.

d) a racionalidade e a flexibilidade.

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e) a divisão do trabalho e a estrutura flexível.

13. (CESPE – EMAP – Analista Portuário - 2018)

Os sistemas organizacionais das empresas mecanicistas são apropriados a situações de mercado


dinâmicas com forte concorrência e variação tecnológica.

14. (CESPE – EBSERH – Assistente Administrativo - 2018)

Na visão burocrática, o trabalho realiza-se por meio de funcionários que ocupam cargos com
atribuições oficiais, fixas e ordenadas por meio de regras, leis ou disposições regimentais.

15. (CESPE – EBSERH – Tecnólogo em Gestão Pública - 2018)

O modelo de administração burocrática, segundo os pressupostos de Max Weber, pressupõe


certa racionalidade impessoal.

16. (CESPE – IFF - 2018)

A função da administração, definida por Fayol, relacionada à análise dos resultados obtidos com
os padrões predeterminados, é denominada

a) controle.

b) planejamento.

c) organização.

d) direção.

e) comando.

17. (CESPE – EBSERH – Analista Administrativo - 2018)

A meritocracia é incompatível com a adhocracia.

18. (CESPE – EBSERH – Analista Administrativo - 2018)

Para Taylor, Fayol e seus seguidores, é considerada boa a organização que possui um
organograma detalhado, com ênfase na divisão do trabalho, no planejamento das funções, na
descrição de cargos, nos manuais de tarefas e procedimentos, pois isso gera estruturas flexíveis,
moveis e permanentes.

19. (CESPE – TRT 7a Região – Analista Judiciário - 2017)

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O objetivo dos estudos de Hawthorne, que deram origem à Escola das Relações Humanas, era

a) determinar, por meio de métodos científicos, a tarefa ideal a ser desempenhada pelo
operário conforme o seu perfil.

b) promover melhores condições de trabalho para os operários nas fábricas.

c) demonstrar o impacto das condições físicas do local de trabalho na produtividade dos


operários.

d) identificar o tipo de estrutura formal da empresa capaz de contribuir para a qualidade de vida
dos trabalhadores.

20. (CESPE – TRT 7a Região – Analista Judiciário - 2017)

Na abordagem científica da organização do trabalho preconizada por Taylor, destaca-se a


variável distintiva

a) adaptação das máquinas ao trabalhador.

c) controle da saúde dos trabalhadores.

c) especialização do trabalho.

d) conforto dos trabalhadores.

21. (CESPE – FUNPRESP – Analista - 2016)

A teoria estruturalista, voltada ao estudo das organizações formais, surgiu da necessidade de


eliminar as distorções e limitações do modelo burocrático.

22. (CESPE – FUNPRESP-JUD – Assistente - 2016)

De acordo com a abordagem contingencial da administração, uma organização dinâmica


relaciona-se com o ambiente externo ajustando-se a ele ou modificando-o.

23. (CESPE – FUNPRESP-JUD – Assistente - 2016)

A abordagem humanista, que se inaugurou com o movimento das relações humanas, tinha o
objetivo de estabelecer um modelo de administração que proporcionasse bem-estar e
qualidade de vida para o trabalhador, mesmo que, para isso, fosse necessário alterar ou reduzir
a produtividade da organização.

24. (CESPE – TCE-PA – Auditor de Controle Externo - 2016)

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Conforme a teoria clássica da administração, o ato de administrar compreende prever ou


planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar, e as funções básicas das organizações são
as seguintes: técnicas, comerciais, financeiras, de segurança, contábeis e administrativas.

25. (CESPE – TCE-PA – Auditor de Controle Externo - 2016)

Dar tratamento com benevolência e justiça às pessoas, sem dispensar a energia e o rigor
necessários, é uma tendência difundida desde a escola clássica de Fayol.

26. (CESPE – TCE-PA – Auditor de Controle Externo - 2016)

Acerca da evolução da administração pública no Brasil e das abordagens da administração,


desde a abordagem clássica até a contingencial, julgue o item a seguir. O princípio da divisão do
trabalho, estabelecido pela escola clássica, consiste na criação de uma unidade de comando e
==1ba3ea==

uma unidade de direção para cada equipe de trabalho.

27. (CESPE – TCE-SC – Auditor Fiscal de Controle Externo - 2016)

Segundo a teoria contingencial, não há modelo organizacional exclusivo nem modelo melhor
que outro porque as organizações são sistemas abertos que necessitam de cuidados, de
administração e tratamento adequados ao tipo de atividade que desempenhem e ao ambiente
em que se encontrem.

28. (CESPE – TCE-SC – Auditor Fiscal de Controle Externo - 2016)

A teoria clássica de administração baliza-se nos princípios da unidade de comando, de


amplitude de controle e da divisão do trabalho. Nesse sentido, em uma empresa em que o
trabalho realizado deva ser reportado sempre ao supervisor imediato e ao diretor do setor, a
fim de garantir que a análise de desempenho seja feita sob perspectivas diferenciadas, tem-se
um exemplo da observância do princípio da unidade de comando.

29. (CESPE – FUNPRESP-EXE – Auditor Fiscal de Controle Externo - 2016)

Interesse geral, equidade, iniciativa e espírito de equipe são princípios universais da teoria da
administração contingencial.

30. (CESPE – FUNASA – Atividade de Complexidade Intelectual - 2013)

O gestor que adota os pressupostos da teoria da contingência dá ênfase à análise do ambiente


sem considerar aspectos da tecnologia, visto que a análise ambiental ditará a tecnologia
necessária à organização.

31. (CESPE – MJ – Administrador - 2013)

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Segundo a visão sistêmica, as organizações são sistemas construídos pelos indivíduos em


interação com o ambiente; assim, a ênfase passa a ser dada ao ambiente e às demandas deste
que provocam impactos na organização.

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GABARITO
1. CORRETA 12. Letra B 23. ERRADA
2. ERRADA 13. ERRADA 24. CORRETA
3. ERRADA 14. CORRETA 25. CORRETA
4. ERRADA 15. CORRETA 26. ERRADA
5. CORRETA 16. Letra A 27. CORRETA
6. ERRADA 17. ERRADA 28. ERRADA
7. ERRADA 18. ERRADA 29. ERRADA
8. CORRETA 19. Letra C 30. ERRADA
9. CORRETA 20. Letra C 31. ERRADA
10. CORRETA 21. CORRETA
11. Letra C 22. CORRETA

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Referências Bibliográficas

CHIAVENATO, Idalberto. Administração Geral e Pública: Provas e Concursos, 5ª edição. São Paulo, Manole:
2018.

CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos: os novos horizontes em administração, 3ª


edição. Barueri, Manole: 2014.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração, 9ª edição. Barueri, Manole: 2014.

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à Administração, 8ª edição. São Paulo, Atlas: 2011.

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração: Da Revolução Urbana à Revolução
Digital, 8ª edição. São Paulo, Atlas: 2018.

OLIVEIRA, Djalma P. R. Teoria Geral da Administração, 3ª edição. São Paulo, Atlas: 2012.

ROBBINS, Stephen P.; JUDGE, Timothy A.; SOBRAL, Filipe. Comportamento Organizacional: teoria e prática
no contexto brasileiro. / Tradução: Rita de Cássia Gomes, 14ª edição. São Paulo, Pearson Prentice Hall:
2010.

SOBRAL, F., & PECI, A. Administração: teoria e prática no contexto brasileiro, 4ª edição. São Paulo,
Pearson Prentice Hall: 2008.

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