Você está na página 1de 116

URGÊNCIA E

EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem
em Urgência e Emergência, Avaliação
Primária, Avaliação Secundária

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
FERNANDA BARBOZA

Graduada em Enfermagem pela Universidade Fe-


deral da Bahia e pós-graduada em Saúde Públi-
ca e Vigilância Sanitária. Atualmente é servidora
do Tribunal Superior do Trabalho, no cargo de
Analista Judiciário – Especialidade Enfermagem.
É professora e coach em concursos. Trabalhou
8 anos como enfermeira do Hospital Sarah. Foi
nomeada nos seguintes concursos: 1º lugar no
Ministério da Justiça; 2º lugar no Hemocentro –
DF; 1º lugar para Fiscal Sanitário da prefeitura
de Salvador; 2º lugar no Superior Tribunal Militar
(nomeada pelo TST). Além desses, foi nomeada
duas vezes como enfermeira do estado da Bahia
e na SES-DF. Na área administrativa, foi nome-
ada para o CNJ, MPU, TRF 1ª região e INSS (2º
lugar), dentre outras aprovações.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência, Avaliação


Primária, Avaliação Secundária e Acidente com Múltiplas Vítimas..................... 12
1. Conceitos Importantes........................................................................... 12
2. Princípios para os Atendimentos de Urgência e Emergência......................... 17
3. Introdução à Cinemática do Trauma......................................................... 22
3.1. Esquema Avaliação da Vítima............................................................... 24
4. Avaliação Primária................................................................................. 25
4.1. Avaliação de Lesões Ocultas na Avaliação Primária................................... 26
4.2. Tipos de Avaliação Primária.................................................................. 31
4.3. Imobilização da Vítima......................................................................... 43
4.4. Manobras de Abertura das Vias Aéreas................................................... 54
4.5. Avaliação do Estado Neurológico – Avaliação da Pupila, Escala AVDI e
Glasgow................................................................................................... 55
5. Avaliação Secundária.............................................................................. 68
5.1. Sinais Vitais....................................................................................... 70
6. Transporte de Vítimas e Imobilização........................................................ 78
6.1. Movimentações no Solo....................................................................... 79
6.2. Extricação.......................................................................................... 81
7. Acidentes com Múltiplas Vítimas.............................................................. 84
Resumo.................................................................................................... 89
Questões Comentadas em Aula................................................................... 95
Gabarito................................................................................................. 112
Referências Bibliográficos......................................................................... 113

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 3 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Apresentação

Olá, amigo(a) concurseiro(a), estamos iniciando nosso curso de preparação.

Você poderá contar com a minha experiência e auxílio na sua trajetória de sucesso.

Nesta nossa caminhada, você verá comigo as seguintes disciplinas do seu edital:

• Atendimento a pacientes em situações de urgência e emergência: estrutura

organizacional do serviço de emergência hospitalar e pré-hospitalar;

• Emergências relacionadas a doenças do aparelho respiratório, do aparelho

circulatório e psiquiátricas;

• Atendimento inicial ao politraumatizado;


• Atendimento na parada cardiorrespiratória e suporte básico de vida em emer-

gências;

• Assistência de enfermagem ao paciente crítico com distúrbios hidroeletrolíti-

cos, acidobásicos, insuficiência respiratória e ventilação mecânica;

• Enfermagem em urgências.

Tem muita coisa para estudar. É verdade, é muita coisa, porém temos pouco

tempo e dessa forma é preciso direcionar a sua preparação para os assuntos mais

importantes dentro da temática de urgência e emergência.

Vou te ajudar com as dicas do que deve ter no seu resumo para memorização

e revisão.

Vou trabalhar de forma diferenciada, vamos ter aulas completas por

temas, mas já vou adiantar um resumo top dos principais pontos para sua

atenção.

Você não pode ir para a prova sem estudar:

1. Conceito diferencial de urgência e emergência. Lembre-se que Emergência

tem o “E” na frente e é mais importante que a Urgência que tem o “U”.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 4 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

2. Hemorragia e choque- conceito, causa de choque com palavras chave, clas-

ses do choque hipovolêmico, sinais e sintomas dos diferentes choques.

3. Reposição volêmica no choque e no trauma com ringer lactato para evitar a

acidose hiperclorêmica.

4. Queimadura: conceito, classificação por profundidade (1º, 2º, 3ºe 4º), ex-

tensão (superfície corporal queimada), tipos de queimadura (térmica (fogo e água

quente), química (produtos ácidos e básicos fortes), elétrica (choque elétrico) e bio-

lógica – água viva), fórmula de Parkland (reposição volêmica nas primeiras 24h da

queimadura 2ml x peso x SCQ). Decore a superfície corporal queimada na criança e

no adulto. Lembre-se do vinagre na queimadura por animais do mar. Lembre-se de

remover todo o produto químico antes de aplicar a água. Outra coisa importante é

a queimadura por inalação, principalmente a intoxicação pelo monoxido de carbono

e cianeto. Lembre-se que o reversor do efeito do cianeto é a hidroxicobalamina e

do monóxido de carbono é o oxigênio a 100%. Os sinais e sintomas da queimadura

da via aérea incluem: estridor; uso de musculatura respiratória acessória; dificul-

dade respiratória; hipoventilação; queimaduras profundas no rosto ou no pescoço;

formação de bolhas ou edema da orofaringe; secreção carbonácea pela via aérea.

5. Trauma- sinais e sintomas, avaliação primária, curativo de três pontas no

trauma de tórax, especial atenção para o “D” da avaliação primária com a escala

de coma de Glasgow com a avaliação pupilar. Controle de sangramento com com-

pressão direta e torniquete, método de START para a avaliação rápida no acidente

com múltiplas vítimas (decore as cores e as perguntas para classificar em vermelho

e amarelo, lembre-se que PCR em acidente com múltipla vítima não é prioridade

☹, a prioridade é o paciente mais viável, como o choque (respira com FR > 30,
enchimento capilar lento e não responde ao comando)). O verde é aquele paciente

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 5 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

que sai andando da cena sem alterações. Os sinais e sintomas dos tipos de traumas

são muito importantes: trauma de crânio, coluna, tórax, abdome e extremidade.

O trauma de crânio deve ser evitado aspirar o nariz e passar sonda nasal. O trauma

de coluna lembre-se dos equipamentos de imobilização e da possibilidade de cho-

que neurogênico (lesão acima de T6). Trauma de extremidade diferencie fratura,

entorse e luxação. Estude a síndrome compartimental.

6. PCR: cadeia de sobrevivência, atendimento de qualidade (característica de

uma boa compressão e boa ventilação), tempo ideal para início da RCP (4 minu-

tos)! Decore todos os números dentro desse tema! Questão certa na prova!

7. Emergências clínicas mais importantes: IAM, AVC, crise convulsiva, EAP-

edema agudo de pulmão, crise hipertensiva. A exacerbação da DPOC e da asma

também são importantes. Lembre-se de estudar os ruídos adventícios na ausculta

respiratória!

8. Emergências ambientais: intoxicação exógena é um assunto muito cobrado,

principalmente os antagonistas principais: naloxona para opioides, lanexat (fluma-

zenil) para os benzodiazepínicos, acetilcisteína para o paracetamol, dentre outros.

9. Estágios do afogamento é um tema muito importante, principalmente por ser

esquecido por muitos na preparação!

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 6 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

10. Classificação de risco de Manchester deve ser memorizada por você! Muita

atenção! Verifique os protocolos com carinho, principalmente os protocolos da clas-

sificação de risco em obstetrícia.

11. Acidente com animal peçonhento o resumo dos principais tipos de acidentes

com aranhas: Loxosceles (aranha-marrom); Phoneutria (aranha armadeira ou ma-

caca); e Latrodectus (viúva-negra), e com serpentes (ofidismo- botrópico; laquéti-

co; crotálico; elapídico).

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 7 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

12. Por fim, recomendo o estudo da rede de urgência e emergência, componen-

tes e as fases de implantação, bem como a estrutura básica das emergências.

Nesta aula iniciaremos com um bloco MUITO IMPORTANTE para sua prova:

Urgência e Emergência.

Vamos treinar bastante ao longo do nosso curso para criar intimidade com o

conteúdo. Será necessário abordar questões de bancas diversas para cercar o con-

teúdo das urgências e emergências.

Dentro da nossa temática, também será necessário abordar os conteúdos de

forma completa desde a revisão da anatomia e fisiologia, os vários tipos de urgên-

cias e emergências, até aprofundar nos conteúdos do atendimento no ambiente

pré-hospitalar e alguns detalhes do atendimento hospitalar.

Muita coisa, né? Porém, com esforço e dedicação, você conseguirá vencer.

Animado(a)? Liga o Modo Turbo Vamos caminhar juntos ao longo desses meses

rumo ao seu sucesso.

Lembre-se de que, para ser aprovado(a), você precisa mais do que tomar a de-

cisão, você precisará de ATITUDE!

A atitude indica a necessidade de mudança de comportamento priorizando os

estudos, buscando forças e tempo por meio da motivação.

Como assim, professora?

Pois é, você precisa priorizar o seu objetivo de vida, acordar mais cedo e dormir

mais tarde, estudar em cada tempo disponível. Evitar o acesso às redes sociais e,

assim, estará mais perto da sonhada APROVAÇÃO.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 8 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Precisamos formar uma parceria de SUCESSO: você entra com o estudo e a

dedicação, Eu e outros professores do Gran Cursos Online faremos nossa parte com

material de qualidade, atualizado e direcionado.

Fechado? Então vamos seguir juntos conduzindo você à VITÓRIA!

Para a realização da nossa aula, utilizaremos os protocolos de atendimento do

SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o Manual do PHTLS (Prehos-

pital Trauma Life Support) de 2017, que é um protocolo de trauma no ambiente

pré-hospitalar consagrado na literatura.

O PHTLS é um programa de formação de técnicos de saúde que atuam no nível

pré-hospitalar, desenvolvido pela National Association of Emergency Medical Tech-

nicians (NAEMT) em parceria com o Comitê do Trauma do Colégio Americano de

Cirurgiões (ACS/COT).

Além disso, utilizaremos o Guideline de 2015 da American Heart Associa-

tion – AHA (Associação Americana de Cardiologia), dentre outros manuais refe-

renciados no final da nossa aula.

Apresentação da Professora

Sou a Professora Fernanda Barboza, graduada em Enfermagem pela Uni-

versidade Federal da Bahia e pós-graduada em Saúde Pública e Vigilância Sanitária.

Atualmente sou servidora do Tribunal Superior do Trabalho no cargo de Analista

Judiciário – especialidade Enfermagem, e trabalho com atendimentos a urgências e

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 9 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

emergências, saúde ocupacional e na área de fiscalização de contratos. Além disso,

atuo como professora e coach em concursos.

Tenho 10 anos de experiência em concursos, que se iniciou um ano antes da mi-

nha formatura, quando comecei a estudar para os concursos do Hospital Sarah e o

do governo do estado da Bahia. Obtive as duas aprovações, 47º no Hospital Sarah

e 10º lugar no estado da Bahia.

Dessa forma, em janeiro de 2006 concluí a graduação e em março já iniciei o

treinamento no Hospital Sarah. Atuei na assistência de enfermagem por 8 anos

nessa instituição e, ao longo desses oito anos, continuei estudando para concur-

sos, sendo aprovada em diversos concursos na área da enfermagem: 1º lugar para

o Ministério da Justiça; 2º lugar no Hemocentro-DF; 1º lugar para fiscal sanitário

da prefeitura de Salvador; 2º lugar CLDF 2018 – cargo de técnico de enfermagem,

5º lugar enfermeiro CLDF 2018 e 2º lugar no Superior Tribunal Militar (nomeada

pelo TST);.

Além desses, fui nomeada duas vezes como enfermeira do Estado da Bahia e na

SES-DF. Na área administrativa, fui nomeada no CNJ, MPU, TRF 1ª Região e INSS,

dentre outras aprovações.

Meu objetivo é utilizar esses conhecimentos e experiências adquiridas

para ajudá-lo(a) a alcançar a sua APROVAÇÃO!!!

Vamos nessa, liga o modo Turbo e vamos decolar juntos rumo à tão so-

nhada aprovação!

Nesta primeira aula do curso de Urgência e Emergência, estudaremos o conceito

e os princípios básicos do atendimento das urgências e emergências, a avaliação

primária e secundária. Além disso, o transporte de acidentados e a imobilização de

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 10 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

vítimas. Por fim, abordaremos acidentes com múltiplas vítimas e a priorização do

atendimento.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 11 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

INTRODUÇÃO À ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM


URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, AVALIAÇÃO PRIMÁRIA,
AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA E ACIDENTE COM MÚLTIPLAS
VÍTIMAS

1. Conceitos Importantes

O Ministério da Saúde, por meio do Manual de Primeiros Socorros (1) define

primeiros socorros como sendo:

Os cuidados imediatos que devem ser prestados rapidamente a uma pessoa, vítima de
acidentes ou de mal súbito, cujo estado físico põe em perigo a sua vida, com o fim de
manter as funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, aplicando medidas
e procedimentos até a chegada de assistência qualificada.

Observe, aluno(a), que os primeiros socorros são o primeiro atendimento à

vítima de alguma intercorrência, seja um trauma ou um evento clínico. Esse aten-

dimento muitas vezes é feito por pessoas que não são da área da saúde e que não

são treinadas para executar essas ações.

Outro conceito de primeiros socorros é referendado no Manual de Prevenção e

Primeiros Socorros na Escola (3):

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 12 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Primeiros socorros podem ser definidos como os cuidados de emergência dispensados


a qualquer pessoa que tenha sofrido um acidente ou mal súbito (intercorrência clínica),
até que esta possa receber o tratamento médico adequado e definitivo.

Um atendimento de primeiros socorros mal executado pode gerar mais danos

do que benefícios. Portanto, não basta tentar ajudar uma vítima, é necessário sa-

ber ajudar de forma correta.

Se, de um lado, o atendimento dos primeiros socorros é o atendimento imediato

por qualquer pessoa, de outro, o atendimento das urgências e emergências será

direcionado aos profissionais da saúde.

Inicialmente é necessário que você entenda a diferença dos conceitos de urgên-

cia e emergência, pois isso é muito cobrado nas provas. Vamos entender?

A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) n. 1451/1995 define essas

duas situações como sendo:

Define-se por URGÊNCIA a ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem


risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata.
Define-se por EMERGÊNCIA a constatação médica de condições de agravo à saúde que
impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo, portanto,
tratamento médico imediato.

Observe que a letra E no dicionário vem antes da letra U, portanto você não vai

esquecer que a emergência é mais grave que a urgência e que o paciente corre

risco de vida necessariamente, enquanto na urgência pode ser com ou sem risco

de vida.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 13 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 1    (FCC/TRT 3ª REGIÃO/2009) Urgência médica

a) é a constatação médica de condição de agravo à saúde, cujo surgimento é súbi-

to e imprevisto, e implique risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo,

portanto, tratamento médico imediato.

b) é qualquer situação na qual há risco de vida.

c) não é vista no sistema de tratamento ambulatorial.

d) é ocorrência ou situação perigosa, de aparecimento rápido, mas não necessaria-

mente imprevisto e súbito, necessitando de solução em curto prazo.

e) é conceito igual ao da emergência médica.

Letra d.

As letras a e b abordam o conceito de emergência. Descartamos a alternativa e,

pois já vimos que os conceitos são diferentes de:

Mais uma questão, para não esquecer!

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 14 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 2    (IESES/IFC-SC/2014) Urgência, caso clínico, consulta e emergência

são palavras comuns do vocabulário de um enfermeiro. Saber distinguir e classifi-

car os casos é essencial para a profissão. Hemorragias, parada respiratória e para-

da cardíaca são casos de:

a) Urgência.

b) Emergência.

c) Consulta.

d) Clínico.

Letra b.

Observe que a questão trouxe exemplos de intercorrências graves em que o pa-

ciente tem risco de vida e são, portanto, EMERGÊNCIAS.

Essa simples diferença de urgência e emergência já é abordada nas provas. Fique

ligado(a).

Questão 3    (CESPE/SERPRO/2013) Julgue o próximo item, relativo aos conceitos

e princípios para atendimento em primeiros socorros.

Urgência é a constatação de agravo à saúde que resulte em risco iminente de morte

ou sofrimento intenso, exigindo tratamento médico imediato.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 15 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Errado.

Esse é o conceito de emergência, e não urgência. Gostaria também de que você

entendesse a diferença de evento traumático e evento clínico.

Acompanhe:

Um trauma envolve um acidente como fator causal da situação, exemplo: um aci-

dente automobilístico, uma queda, um choque elétrico, uma perfuração por arma

de fogo (fuzil, metralhadora) ou arma branca (faca, estilete).

Um evento clínico é uma situação que não tem influência de um fator externo,

por exemplo: o infarto agudo do miocárdio, o acidente vascular cerebral, o edema

agudo de pulmão, a insuficiência respiratória (falta de ar), dentre outros.

Questão 4    (CESPE/SERPRO/2008) Duas empregadas do setor de limpeza de uma

empresa, transportando vasilhame com ácidos para limpeza de sanitários, tropeça-

ram em degrau da parte superior de uma escada. O líquido respingou no rosto de

uma delas e nas mãos da outra. Ambas foram imediatamente atendidas pela equi-

pe de brigadistas da empresa e encaminhadas ao hospital. Uma ficou afastada por

17 dias, pois sofreu queimadura de segundo grau no rosto, e a outra retornou após

3 dias de tratamento. Acerca dessa situação hipotética, julgue o item subsequente.

Na situação mencionada, as empregadas tiveram atendimento de primeiros socorros.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 16 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Certo.

As duas sofreram um evento traumático: queda e queimadura. O socorrista deve

estar treinado para cuidar dessas duas situações e para isso é necessário aprender

os princípios básicos dos primeiros socorros.

2. Princípios para os Atendimentos de Urgência e Emergência


Os primeiros socorros não podem ser prestados de qualquer jeito, já mencionei

isso para você. Os riscos de prestá-los sem treinamento são:

• se tornar uma vítima da circunstância;

• lesionar o paciente sem imobilização adequada; e

• agravar a situação dele.

O Manual de Prevenção de Acidentes e Primeiros Socorros nas Escolas da Pre-

feitura de São Paulo nos mostra os princípios fundamentais para o atendimento dos

primeiros socorros, vamos conferir?

1. Manter a calma é o primeiro princípio. Por que será? Normalmente, na hora

em que ocorre uma intercorrência, as pessoas sem treinamento adequado ficam

desesperadas, e isso atrapalha o atendimento.

Manter a calma e a tranquilidade facilitam o raciocínio e a avaliação da vítima.

2. Avaliar a cena deve ser a próxima preocupação do socorrista. Antes de se

aproximar da vítima, é imprescindível ter certeza de que o local está seguro e de

que não causará danos ao socorrista (você) nem às pessoas que estejam próximas

(curiosos). A primeira responsabilidade é manter o local seguro.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 17 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Por exemplo, se ocorreu um acidente por choque elétrico, antes de atender a vítima,

é necessário desligar a fonte de energia para que outras pessoas não sejam atin-

gidas. Podemos citar também a necessidade de sinalizar a estrada ou via antes de

se aproximar das vítimas quando há um acidente automobilístico.

Não permitir que outras pessoas se tornem vítimas é a segunda responsabilida-

de do socorrista. Antes de garantir a segurança do local, tenha muita atenção com

curiosos e familiares que tentam se aproximar.

3. O socorrista deve solicitar ajuda imediatamente caso não seja seguro se

aproximar da vítima. Essa ajuda pode ser solicitada para o Serviço de Atendimento

Móvel (SAMU 192) ou Corpo de Bombeiros (193), descrevendo-se a situação da

vítima e do local.

4. Abordar a vítima e proceder à avaliação para detectar condições de risco

e proceder aos cuidados imediatos necessários.

Durante o atendimento à vítima, é importante atentar-se para o uso de Equipa-

mentos de Proteção Individual (EPI), tais como máscaras, luvas, sapatos fechados

e roupas de proteção, a fim de se evitar a transmissão de doenças.

1. Se a condição da vítima necessitar de suporte avançado, deve ser neces-

sário chamar o SAMU.

2. O atendimento deve ser limitado ao conhecimento do profissional. É muito

importante atuar no que você sabe, para não colocar a vítima em risco.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 18 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Observe como isso foi abordado em prova.

Questão 5    (FUNIVERSA/UEG/2015) A respeito de primeiros socorros, assinale a

alternativa correta.

a) O socorrista não deve interagir com a vítima, tocá-la ou conversar com ela para

não agravar a situação.

b) Antes de examinar a vítima, o socorrista deve se proteger para evitar riscos de

contaminação por secreções ou produtos tóxicos.

c) Quando constatado um acidente com vítima, o socorrista deve-se aproximar,

imediatamente, da vítima e, depois, avaliar a existência de riscos na cena do aci-

dente, uma vez que o tempo é de fundamental importância.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 19 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

d) Em havendo uma vítima que precise de assistência médica, o socorrista deve ini-

ciar imediatamente o atendimento à vítima e depois acionar o socorro especializado.

e) No caso de uma vítima não respirar por obstrução das vias aéreas, o socorrista

não deve tentar a desobstrução ou chamar o socorro especializado.

Letra b.

A segurança do socorrista é a prioridade e deve ser feita em todos os aspectos: se-

gurança do ambiente, segurança contra resíduos químicos (óleo, graxa e gazes,

vapores e outros produtos químicos) ou riscos biológicos (sangue e secreções).

a) Errada. O socorrista deve conversar com a vítima e acalmá-la.

c) Errada. A sequência é primeiro cuidar da cena e depois aproximar-se da vítima.

d) Errada. No caso detectado em que a vítima necessita de cuidados mais apro-

fundados, o socorrista deve chamar por ajuda e depois começar o atendimento.

e) Errada. O socorrista deve tentar a desobstrução e solicitar que alguém solicite

por ajuda de um socorro especializado.

Esse aspecto de avaliar a cena antes de prestar o socorro é muito cobrado.

Questão 6    (FCC/TRT 9ª REGIÃO/2015) Em uma situação de atendimento de víti-

ma de atropelamento em uma avenida de grande circulação, a primeira preocupa-

ção que um indivíduo leigo deve ter ao se aproximar da cena é:

a) avaliar a segurança do local.

b) procurar por hemorragia na vítima.

c) iniciar a coleta de informações sobre a causa do acidente.

d) imobilizar a coluna cervical da vítima.

e) verificar se a vítima está respirando adequadamente.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 20 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Letra a.

Essa questão é bastante cobrada. O foco inicial do socorrista é avaliar a cena, a si-

tuação e a segurança daquele socorro, para evitar novo acidente. Quando o local

estiver seguro, é importante se aproximar da vítima para que seja feita a avaliação

primária e secundária.

Questão 7    (FCC/TRE-PI/2009) Ao presenciar um acidente, a atitude inicial da

pessoa que prestará os primeiros socorros é, prioritariamente,

a) comunicar à família da vítima e informar sobre a ocorrência do acidente.

b) conversar com a vítima e coletar informações sobre o acidente para iniciar o

atendimento.

c) abordar a vítima imediatamente para assegurar os primeiros socorros sem

demora.

d) avaliar a segurança da cena e averiguar se não há riscos no local, antes de se

aproximar da vítima.

e) manter distância do local, não se aproximar da vítima e aguardar o atendimento

do serviço de emergência.

Letra d.

A segurança da cena é o foco inicial do atendimento de primeiros socorros.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 21 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

3. Introdução à Cinemática do Trauma


Estudar e entender os mecanismos e a cinemática do trauma nos ajuda a identi-

ficar se o acidente foi grave e sugestiona as lesões que o paciente pode apresentar.

Vamos abordar de forma objetiva essa temática.

Segundo o Manual de Prevenção e Primeiros Socorros da Prefeitura de São

Paulo, trauma pode ser definido como a lesão caracterizada por alterações

estruturais ou desequilíbrio fisiológico causada pela exposição aguda a di-

ferentes formas de energia: mecânica, térmica, elétrica, química e irradia-

ções, podendo afetar superficialmente o corpo ou lesar estruturas nobres

e profundas do organismo.

Existem 5 (cinco) formas básicas de acidentes:

Algumas considerações devem ser observadas e ajudam no atendimento:

1. De qual altura a vítima caiu?

− Quedas com altura maior que 3 vezes a altura da vítima são mais graves.

2. Em qual superfície a pessoa caiu? Cimento, grama?

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 22 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

3. Quais os sinais do impacto? Houve sons contra o solo?

4. Que parte do corpo sofreu o primeiro impacto?

5. Qual o movimento da lesão (corrida, colisão, queda)?

6. Há lesões aparentes? Sangramentos, cortes, edema e queimadura?

7. Se for um acidente automobilístico – Qual parte do carro foi mais atingida:

fronte, lateral, traseira ou houve capotamento?

Você sabe quais são os parâmetros para considerar a suspeita de acidente gra-

ve? Um acidente será considerado grave quando:

• a queda for maior que 3 vezes a altura do paciente;

• colisões a mais de 32 km/h;

• expulsão da vítima do veículo;

• morte de um ocupante do veículo; e

• danos severos ao veículo.

Todas essas análises permitirão uma conduta mais direcionada para os possíveis

efeitos sobre a vítima.

Aluno(a), a cinemática do trauma é a análise do mecanismo do trauma para

associar às possíveis lesões no paciente.

É importante decorar o objetivo da cinemática do trauma  Relacionar o meca-

nismo do trauma e a presença de lesões específicas.

O PHTLS nos mostra que, se o socorrista não entender de cinemática do trauma,

as lesões serão negligenciadas. Entender essa temática aumenta a suspeita dos

padrões das lesões observadas na chegada à cena.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 23 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Após analisar a cena, é necessário controlar a situação, acionando recursos adi-

cionais para as medidas de sinalização do local, isolamento da cena, estabilização

de veículos, controle de tráfego, desligamento de motores automotivos, desati-

vação de cabos elétricos energizados, remoção de pacientes em situação de risco

iminente, entre outros.

Depois dessas medidas tomadas, segue a avaliação da vítima. Segundo o PHTLS,

a avaliação da vítima inclui o exame primário, exame secundário seguido de moni-

torização e avaliação.

3.1. Esquema Avaliação da Vítima

No trauma simples e sem lesões graves, como nas fraturas menores, o socor-

rista pode fazer o atendimento pré-hospitalar completo com avaliação primária e

secundária, porém, se o paciente apresenta lesões graves, o máximo que pode ser

feito é a avaliação primária, pois a vítima deve ser encaminhada ao serviço espe-

cializado o mais rápido possível.

O PHTLS traz a diferença da vítima politraumatizada (trauma em multissis-

temas, ou seja, o trauma afetou mais de um sistema do corpo, incluindo o sistema

pulmonar, cardíaco, gastrointestinal, neurológico) e o trauma em apenas um

sistema (como uma fratura simples de tornozelo).

Vamos seguir para detalhar essas etapas?

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 24 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

4. Avaliação Primária
Fique atento(a) a esta parte da aula, é muito cobrada nas provas. Vamos ana-

lisar as condutas no atendimento do paciente com trauma na AVALIAÇÃO PRI-

MÁRIA!

A avaliação primária é dividida em avaliação do trauma e do agravo

clínico. A avaliação primária do trauma foi ampliada com a letra X, XAB-

CDE e na avaliação primária do agravo clínico continuamos com 5 etapas

(ABCDE).

Vamos acompanhar essas etapas utilizando o esquema a seguir da ava-

liação do paciente vítima de trauma:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 25 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Na abordagem pré-hospitalar da vítima de trauma, o uso do XABCDE é uma

ferramenta que necessita obrigatoriamente ser complementada com a percepção,

por parte da equipe, das lesões potenciais. A lesão oculta, que pode não ser óbvia

em termos de exame primário, deve ser procurada baseando-se no mecanismo de

trauma e/ou a história associada.

4.1. Avaliação de Lesões Ocultas na Avaliação Primária

As lesões ocultas são aquelas em que ocorrem danos internos que não são

perceptíveis externamente como, por exemplo, o sangramento interno após um

trauma abdominal.

Essas lesões ocultas devem ser procuradas, principalmente nos pacientes com

abuso de álcool e drogas, idosos, vítimas em uso de anticoagulantes (medicações

que fazem sangrar por mais tempo se houver lesão de vaso sanguíneo, pois demo-

ra a coagular) ou que tenham coagulopatia e doenças neurológicas e psiquiátricas.

A verificação de informações relacionadas com os danos dos veículos são pistas

para as lesões sofridas pelos ocupantes, por exemplo:

Para-brisas estilhaçados com abaulamento circular indica impacto da cabeça, suge-

rindo lesão cervical e de crânio.

Deformidade do volante sugere trauma torácico e/ou abdominal.

Deformidade no painel sugere luxação do joelho, do quadril ou fratura do fêmur.

Vamos fazer umas questões que cobram apenas a sequência da avaliação pri-

mária (ABCDE ou XABCDE) e o que significa essa sequência, depois seguiremos

com a análise detalhada de cada parte dessa avaliação.

Veja como a avaliação primária foi cobrada na prova!

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 26 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 8    (FCC/TRF 2ª REGIÃO/2012 ADAPTADA) No atendimento às urgências,

na avaliação primária, em situações de trauma, os profissionais de saúde devem

avaliar a:

x) contenção de sangramento exsanguinante;

a) permeabilidade de via aérea e proteção da coluna cervical;

b) ventilação e respiração;

c) circulação e controle de hemorragias;

d) avaliação neurológica;

e) exposição e prevenção da hipotermia.

A sequência correta de atendimento a uma vítima por queimadura é:

a) A, C, B, D, E, X.

b) X, A, B, C, D, E.

c) C, A, B, D, E, X.

d) B, E, D, C, A, X.

e) E, A, B, C, X, D.

Letra b.

Observe que essa questão foi adaptada para avaliação primária com o X XABCDE,

pois ela é antes da relação segue a sequência do XABCDE:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 27 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 9    (FCC/TCE-PI/2014/ADAPTADA) Considerando a cena segura, no aten-

dimento de emergência ao trabalhador vítima de trauma multissistêmico, são ações

prioritárias na avaliação primária:

I – examinar circulação.

II – avaliar via aérea com controle da coluna cervical.

III – verificar condição neurológica.

IV – realizar exposição.

V – avaliar ventilação.

VI – conter os sangramentos intensos

A sequência lógica e sistemática dessas ações está descrita em

a) I, IV, II, VI, V e III.

b) I, II, III, VI, IV e V.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 28 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

c) V, II, III, IV, VI e I.

d) III, II, V, IV, I, VI.

e) VI, II, V, I, III e IV.

Letra e.

Questão apenas querendo saber a sequência do atendimento com base no:

Questão 10    (VUNESP/2019) A avaliação primária de um paciente que apresenta

agravo clínico compreende os seguintes passos:

I – Avaliar ventilação.

II – Avaliar permeabilidade de via aérea (VA).

III – Avaliar estado circulatório.

IV – Avaliar a responsividade (chamar o paciente) e a expansão torácica.

V – Avaliar estado neurológico.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 29 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta a ser adotada.

a) III, II, IV, V, I.

b) V, IV, III, II, I.

c) IV, I, II, V, III.

d) IV, II, I, III, V.

e) I, II, III, IV, V.

Letra d.

Observe que a questão cobrou a avaliação primária no agravo clínico e dessa forma

não tem a letra X. Cuidado com esse detalhe.

Questão 11    (IF-TO/2015) Consiste na identificação e tratamento imediato das

condições ameaçadoras da vida, estabelecendo prioridades de acordo com as le-

sões, com os sinais vitais da vítima e o mecanismo da lesão e/ou causa clínica.

Marque o correto:

a) avaliação neurológica.

b) avaliação primária.

c) avaliação secundária.

d) escala de Coma de Glasgow.

e) avaliação terciária.

Letra b.

A questão conceituou a avaliação primária que verifica as condições que ameaçam

a vida.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 30 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

4.2. Tipos de Avaliação Primária

O Manual de Suporte Básico de Vida (SBV) 2014 do SAMU aborda a avaliação

primária em 2 tipos:

1) Avaliação primária do paciente com suspeita de trauma ou em situa-

ção ignorada.

Será considerada em toda abordagem de pacientes com suspeita de trauma ou

em situação ignorada (em que não é possível excluir a possibilidade de trauma).

2) Avaliação primária do paciente (agravo clínico).

Será aplicada quando excluída a causa do agravo de trauma.

Seguiremos com os passos na literalidade dos dois tipos de avaliação primária

pelo Manual de SBV do SAMU com alguns comentários de alguns passos e na se-

quência analisaremos como proceder às condutas de cada etapa.

Se você não entender algum termo ou conduta a seguir, não se preocupe, pois

detalharemos passo a passo.

Traduzindo o quadro a seguir para melhor entendimento: de verde-escuro está

a descrição das condutas da avaliação primária como consta no Manual do SAMU

adaptado para as mudanças do PHTLS 2019 (XABCDE). De verde-claro, a minha

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 31 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

explicação da conduta e de roxo, a letra XABCDE da sequência da avaliação primá-

ria aprendida acima.

Avaliação primária do paciente com suspeita de trauma ou em situação ignorada


Conduta:
1. Garantir a segurança do local.
Avaliar a segurança da cena é a nossa primeira prioridade antes de abordar a vítima.
Segundo o SAMU (2014), avaliar a cena possui 3 passos:
a) Qual é a situação?  Tipo do evento, número de pacientes, acesso à vítima, pessoas no
entorno, situação geral, presença de agentes de risco que comprometam a segurança: animais,
fogo, produtos perigosos, instabilidade de estruturas, fios elétricos, acesso difícil, tráfego intenso,
armamento, aglomeração de pessoas e risco de pânico em massa, fluidos corporais, múltiplos
pacientes.
b) Para onde a situação pode evoluir?  Considera a possibilidade de evolução da situação nos
próximos minutos. Por exemplo: presença de fios energizados e soltos, explosão, intoxicação por
fumaça, colapso de estruturas, contaminação.
c) Como controlar a situação?  Considerar o acionamento de recursos de apoio e/ou especia-
lizados como: SAMU, bombeiros, Detran, polícia.
Se a cena é insegura, posicionar-se em local seguro e próximo e pedir ajuda. Após a garantia de
que a cena está segura, o socorrista deve se aproximar da vítima e proceder à avaliação primária.
Vamos detalhar o XABCDE!
A presença de sangramento exsanguinante (em grande quantidade) demanda a necessidade de
cessar o sangramento antes de seguir com os demais passos da via aérea. A contenção do san-
gramento deve ser feita de forma imediata com a compressão direta no local lesionado quando é
possível. Se não for controlado o sangramento com a compressão direta, e se o sangramento for
em extremidade é preciso instalar um torniquete no local. Porém, se o sangramento for no tronco
é necessário colocar um curativo hemostático se disponível.
Observe que essa letra da nossa avaliação primária corresponde ao X, incrementado na avaliação
primária do trauma pelo PHTLS em 2019.
2. Avaliar a responsividade (chamar o paciente) e executar simultaneamente a estabilização
manual da coluna cervical e iniciar a verificação da respiração.
3. Avaliar as vias aéreas:
• manter as vias aéreas pérvias por meio de manobras de abertura das vias aéreas para o
trauma, retirar secreções e corpo(s) estranho(s) da cavidade oral.
Momento de revisão!

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 32 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

O nosso corpo precisa de oxigênio para que as células executem o seu metabolismo e produza
energia. Para que o oxigênio seja utilizado pelas células, é necessário que o nosso corpo esteja
funcionando em harmonia.
Vamos entender um pouco de anatomia e fisiologia da respiração? Você sabe quais partes do corpo
precisam trabalhar para que ocorra a respiração?
• O sistema nervoso, que controla o estímulo respiratório (no bulbo);
• O nervo periférico (frênico), que leva informação aos músculos intercostais; e
• O diafragma, para contrair.

Além disso, a via área precisa estar desobstruída para a passagem do ar, e o pulmão, no qual
ocorre a troca gasosa efetivamente (hematose), precisa estar em pleno funcionamento e rece-
bendo sangue pelos capilares por meio do sistema cardiovascular.
O nosso corpo funciona dessa forma, com interação de todos os sistemas. Se uma parte do pro-
cesso falhar há interferência no resultado do quadro clínico.
Dessa forma, manter a via aérea aberta vai ser fundamental para o processo da respiração e oxi-
genação tecidual.
Alguns cuidados devem ser tomados ao abrir a via aérea do paciente que é vítima de trauma para
que não ocorra a hiperextensão da cabeça e lesão medular.
Existem duas técnicas de abertura das vias aéreas, uma utilizada no trauma, que é a elevação da
mandíbula, e outra no agravo clínico, que é a hiperextensão da cabeça seguida de elevação da
mandíbula.
Verifique na imagem a seguir as técnicas que auxiliam a abertura da via aérea:

Manobra de elevação da mandíbula (Jaw Thrust)

Fonte: ACLS. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi-


d=S0066-782X2013003600001

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 33 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Inclinação da cabeça e elevação do queixo (Chin Lift)

Fonte: ACLS. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi-


d=S0066-782X2013003600001

Outra situação para a abertura das vias aéreas é retirar os corpos estranhos ou secreção que por-
ventura estejam atrapalhando a passagem do ar.
Para executar a desobstrução das vias aéreas por corpo estranho, é necessário efetuar a manobra
de Heimlinch, que será detalhada na aula específica. Mas segue um resumo para você ir adian-
tando.

Fonte: http://nocaminhodaenfermagem.blogspot.com.br/2015/11/primeiros-socorros-mano-
bra-de-heimlich.html

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 34 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Para executar a aspiração, é necessário ter equipamentos próprios para esse procedimento. No
ambiente pré-hospitalar, eles provavelmente não estarão disponíveis. Porém, no setor de saúde do
seu local de trabalho, provavelmente haverá esse equipamento de urgência e emergência, e pode-
remos aspirar as vias aéreas para melhorar a ventilação.
• considerar o uso de cânula orofaríngea;
Essa cânula, também chamada de cânula de Guedel, inibe a queda da língua que ocorre durante a
inconsciência do paciente.
Observe a imagem:

Fonte: http://entrenadordefutbol.blogia.com/2011/020504--que-es-la-canula-de-guedel-.php

• oximetria e O2 por máscara facial, 10 a 15 l/min se SatO2 < 94%;


O uso do aparelho de oximetria é indicado como dispositivo que mede a taxa de oxigênio (O2) no
sangue periférico (ponta dos dedos) para indicar se o paciente necessita ou não de suplementação
de O2. O normal é acima de 94%, se menor que isso, é ideal suplementar com uso desse gás.
• estabilizar manualmente a cabeça com alinhamento neutro da coluna cervical;

Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/1625462/

Antes de colocar o colar cervical a estabilização com as mãos é fundamental.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 35 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

• colocar o colar cervical assim que possível;

Fonte: Manual do CBM-GO

Observe que até aqui o atendimento corresponde à letra A da nossa avaliação primária:
estabilizar a coluna e verificar a respiração.
Seguiremos para a letra B – verificar a ventilação.

4. Avaliar a presença de boa respiração e oxigenação:


Para avaliar se a respiração está satisfatória, é necessário efetuar as seguintes avaliações:
• expor o tórax e avaliar a ventilação;
• avaliar a simetria na expansão torácica;
A respiração normal expande os dois lados do tórax de forma igual (simétrica).
• observar presença de sinais de esforço respiratório ou uso de musculatura acessória;
Quando o paciente não consegue respirar normalmente com o uso dos músculos diafragma e inter-
costais, o corpo tem a capacidade de ajudar com outros músculos, como o peitoral e alguns do
pescoço. Essa respiração com o auxílio de outros músculos gera maior gasto de energia para con-
traí-los, e o paciente literalmente puxa o ar com força, o que chamamos de esforço respiratório,
perceptível na avaliação do paciente.
• avaliar a presença de lesões abertas e/ou fechadas no tórax;
As lesões abertas no tórax podem ocorrer por arma branca ou arma de fogo, e as lesões fechadas
por trauma no volante do carro em um acidente automobilístico, por exemplo. Nas lesões fecha-
das, identificaremos o tórax hiperemiado ou edemaciado ou até mesmo escoriações.
• no paciente com ventilação anormal, realizar a palpação de todo o tórax;
• considerar a necessidade de ventilação assistida por meio de bolsa válvula máscara (BVM) com
reservatório caso a frequência respiratória seja inferior a 8 mrm ou não mantenha ventilação ou
oxigenação adequadas.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 36 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Caso a ventilação não seja suficiente para manter a oxigenação do paciente, interviremos por meio
do oxigênio e da ventilação com Bolsa Válvula Máscara (BVM), também chamada de Ambu.
Verifique esse dispositivo na imagem a seguir:

Fonte: ACLS http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi-


d=S0066-782X2013003600001

Esse dispositivo será encontrado com as equipes de atendimento de urgências e emergências e no


serviço médico no carrinho de emergência.
Aqui finaliza a letra B da avaliação primária. Seguiremos para a letra C – verificar circu-
lação e hemorragias.

5. Avaliar a circulação (presença de hemorragia e avaliação da perfusão):


• controlar sangramentos externos com compressão direta da lesão e/ou torniquete (conforme
indicado);
Na aula sobre hemorragia e choque, entraremos nas técnicas utilizadas citadas para conter san-
gramentos (compressão direta e torniquete). Por enquanto, quero que você saiba que faz parte da
avaliação primária identificar e conter os sangramentos (hemorragias), pois o sangue no volume
adequado dentro da corrente sanguínea é necessário para que ocorra a perfusão tecidual (levar o
oxigênio que recebemos na ventilação para os tecidos do nosso corpo, principalmente os órgãos
nobres –mais importantes e que nos mantêm vivos –, como cérebro e coração).

• avaliar reenchimento capilar (normal até 2 segundos);

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 37 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

O enchimento capilar é avaliado de forma simples, ele verifica a velocidade de enchimento de


sangue no leito capilar superficial (ponta dos dedos) após compressão da polpa do dedo. Se após
a compressão, a polpa do dedo voltar a ficar vermelha de forma rápida indica perfusão tecidual
normal (até 2 segundos), se demorar mais do que isso, indica perfusão ruim por algum motivo,
como a desidratação.
• avaliar características da pele (temperatura, umidade e coloração);
Quando ocorrem problemas circulatórios e falta de sangue no volume adequado nos tecidos,
o nosso corpo diminui a luz do vaso das partes menos importantes, como a pele e o rim, por
exemplo, e aumenta a luz do vaso sanguíneo nas partes nobres (coração e cérebro). Isso faz com
que a pele fique fria e pálida. Dessa forma, na nossa avaliação da pele, podemos perceber se um
paciente está em choque circulatório.
Não se preocupe, detalharemos esse aspecto na aula de choque.
• avaliar pulso central e radial:
Dentre os nossos sinais vitais, temos a respiração, o pulso, a temperatura e a pressão arterial.
Revisaremos os sinais vitais ao longo do nosso curso. Ok? Nesta parte da aula, já citamos a veri-
ficação da frequência respiratória na avaliação anterior e agora estamos diante da verificação do
pulso.
O pulso é a distensão e o relaxamento das artérias. Pode ser verificado em várias partes do corpo
em que uma artéria passa próxima a um osso.
No atendimento das urgências e emergências ao paciente consciente, deve ser verificado o pulso
radial; caso o paciente esteja inconsciente, verifica-se o pulso carotídeo (no pescoço, é central e
mais forte).
É importante verificar a presença do pulso e sua frequência de batimento em 1 minuto, os valores
de referência da normalidade são diferentes para bebês, crianças e adultos. No adulto o normal é
60 a 100 batimentos por minuto (bpm), no bebê será normal até 160 bpm.
Pulso radial:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 38 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Fonte: http://diariodeumaenfermeiradeterminada.blogspot.com.br/2015/05/sinais-vitais.html

Pulso carotídeo:

Fonte: https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/16346/mod_resource/content/1/un03/
top01p02.html

Fonte: https://prezi.com/wrfyhncvwg7m/untitled-prezi/

É importante frisar que no bebê o pulso verificado é o braquial:

Fonte: https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/16346/mod_resource/content/1/un03/
top01p02.html

• Pulso radial ausente e pulso central presente, seguir atendimento de choque;

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 39 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Se o paciente tem pulso central, não está em parada cardíaca. Contudo, se o pulso periférico está
ausente, está ocorrendo um choque, que é a falta de sangue em tecido não importante para prio-
rizar os mais importantes (redistribuição do fluxo sanguíneo).
• Pulso radial ausente e pulso central ausente, seguir atendimento de PCR;
A ausência de pulso carotídeo (central) é sinal de parada cardíaca, e o atendimento deve ser ime-
diato, com as compressões torácicas e desfibrilação. Veremos com detalhe essa temática no nosso
curso.
• se possível, aferir a pressão arterial precocemente.
A pressão arterial é outro sinal vital importante. Esse indicador representa a medida da força do
sangue contra as paredes das artérias. A medida da pressão arterial compreende a verificação da
pressão máxima, chamada sistólica, e pressão mínima, diastólica. A pressão arterial baixa indica
que o sangue não está tendo força suficiente para manter a perfusão tecidual, o que leva ao diag-
nóstico de choque circulatório.
Terminamos a letra C da nossa avaliação primária e estamos caminhando para a letra D
(avaliação neurológica). Vamos seguindo com força e fé.
6. Avaliar o estado neurológico:
• aplicar AVDI ou a Escala de Coma de Glasgow;
Essas escalas servem para verificar o nível de consciência da vítima. A escala AVDI é mais rápida
e direta, significando:
• A Alerta;
• V – Resposta Verbal;
• D Resposta à Dor;
• I – Inconsciente.
A escala de Glasgow é uma avaliação do nível de consciência por meio de avaliação de quatro
parâmetros:
• abertura ocular;
• resposta verbal;
• resposta motora;
• avaliação pupilar
São atribuídas pontuações para cada parâmetro. A escala varia de 3 (quando todos os parâme-
tros estão ausentes) a 15 pontos (quando os parâmetros estão presentes e totalmente normais).
Vamos detalhar essa escala em breve, porque é muito cobrada nas provas de concursos de todas
as bancas. Fique ligado(a) nela! Principalmente devido a mudança recente com o acréscimo da
avaliação pupilar reduzindo pontos no valor total atribuído aos três itens anteriores.
• avaliar pupilas;

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 40 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

A pupila é avaliada na escala de Glasgow quanto a fotorreatividade e também é avaliada quando a


alterações de forma (grande, pequena ou diferente a direita da esquerda).
A pupila é a região central do nosso olho. Avaliá-la faz parte da avaliação neurológica e sua altera-
ção condiz com vários diagnósticos, como trauma cranioencefálico e PCR.
Observe a seguir as imagens da pupila normal:
• de mesmo tamanho, nem pequenas nem grandes demais (isocórica); e
• os tipos anormais:
• tamanho da pupila diferente entre um olho e outro (anisocórica);
• tamanho pequeno das duas pupilas (miose);
• tamanho grande das duas pupilas (midríase).
Essa temática é muito cobrada nas provas, fique atento(a)!

Fonte: http://bombeiroswaldo.blogspot.com.br/2013/10/avaliacao-do-diametro-das-pupilas-
-dos.html

Terminamos a letra D da avaliação primária e seguiremos para avaliação da letra E –


Expor a vítima (prevenir hipotermia).
7. Expor com prevenção e controle da hipotermia:
• cortar as vestes do paciente sem movimentação excessiva e somente das partes necessárias;
• proteger o paciente da hipotermia com auxílio de manta aluminizada;
Em um ambiente pré-hospitalar, pode não ser disponível a manta de alumínio e dessa forma cober-
tores também podem ser utilizados.
• utilizar outras medidas para prevenir a hipotermia (ex.: desligar o ar-condicionado).
8. Realizar contato com a Regulação Médica e passar os dados de forma sistematizada;

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 41 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Após o atendimento da avaliação primária, deve ser feita a avaliação secundária (avaliação mais
detalhada), se a situação for menos grave, porém se houver casos mais graves, deve ser encami-
nhado o paciente ao hospital, que deverá ter estrutura para atender a gravidade do caso.
O Manual do SAMU chama nossa atenção para alguns pontos a seguir:
• Considerar a cinemática do trauma e sempre buscar possíveis lesões associadas.
• Repetir avaliações durante o transporte até chegada ao hospital.

O atendimento da vítima de trauma tem algumas particularidades com relação

ao agravo clínico, por isso acho necessário mostrar para você a sequência das con-

dutas na avaliação primária do agravo clínico. Vamos seguindo na mesma técnica:

utilização do passo a passo do SAMU e explicação do que eu achar necessário.

Avaliação primária do paciente (agravo clínico)


1. Avaliar a responsividade (chamar o paciente) e expansão torácica:
• Se não responsivo e sem movimentos respiratórios, checar pulso central,
• Se pulso ausente, iniciar manobras de PCR,
• Se pulso presente, abrir VA com manobras manuais (hiperextensão da cabeça e elevação do
queixo) e iniciar suporte ventilatório para pacientes em Parada Respiratória.
• Se não responsivo com movimentos respiratórios: garantir a permeabilidade de via aérea e con-
siderar suporte ventilatório,
• Se responsivo, prosseguir avaliação.
Tenha atenção às diretrizes da AHA de 2015. Elas nos mostram que deve ser verificado o pulso e
a respiração de forma simultânea, e isso precisa ser feito em 10 segundos.
Ao verificar a ausência de pulso, a primeira conduta é iniciar as manobras de ressuscitação car-
diorrespiratória.
2. Avaliar permeabilidade de via aérea (VA) e corrigir situações de risco com:
• hiperextensão da cabeça e elevação do queixo, cânula orofaríngea, aspiração e retirada de pró-
teses, se necessário.
Na tabela acima, já detalhamos essa manutenção das vias aéreas.
3. Avaliar ventilação:
• padrão ventilatório;
• simetria torácica;
• frequência respiratória; e

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 42 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

• considerar a administração de O2.

4. Avaliar estado circulatório:


• presença de hemorragias externas de natureza não traumática;
• pulsos periféricos ou centrais: frequência, ritmo, amplitude, simetria;
• tempo de enchimento capilar;
• pele: coloração e temperatura; e
• na presença de sangramento ativo, considerar compressão direta, se possível.

5. Avaliar estado neurológico:


• Escala de Coma de Glasgow; e
• avaliação pupilar: fotorreatividade e simetria.
A fotorreatividade é a avaliação da resposta da contração da pupila quando exposta a uma fonte
de luz (lanterna) durante a avaliação pupilar.
O Manual do SAMU chama nossa atenção para algumas observações dentro desse protocolo:
• O objetivo da avaliação primária é identificar e corrigir situações de risco imediato de morte.
Considera-se crítico todo paciente que apresentar alterações significativas em qualquer etapa da
avaliação.
• Se o paciente for considerado crítico, o tempo de permanência na cena deve ser o mínimo possível.
• Para realizar permeabilidade de VA: considerar o uso de manobras manuais e de dispositivos de
abertura de via aérea.
• Repetir avaliação primária durante o transporte.

Finalizamos a avaliação primária com relação ao Manual do SAMU, seguiremos

aprofundando essa temática com relação a alguns aspectos que necessitam de

aprofundamento.

4.3. Imobilização da Vítima

Dentro da avaliação primária, a letra A inclui a imobilização da coluna. Já enten-

demos por que isso é importante, agora vamos detalhar os dispositivos necessários

para tal procedimento.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 43 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Para imobilização do paciente, é necessário aplicar o colar cervical e o KED

(imobiliza a coluna na região torácica e lombar); o transporte da vítima é feito na

prancha rígida.

Com relação à aplicação do colar cervical, quero ressaltar uma mudança de

atendimento quando feito por socorrista leigo (que não é o seu caso).

As novas diretrizes de 2015 da Associação Americana de Cardiologia não recomen-

da o uso do colar cervical para imobilização da coluna dos pacientes, caso o socor-

rista seja leigo.

A finalidade é evitar o risco de aumento da pressão intracraniana e a piora do pa-

drão respiratório, decorrentes da má aplicação do colar cervical, o que gera mais

prejuízos do que benefícios à vítima.

Portanto, permanece a indicação do colar cervical quando aplicado por pessoas

treinadas.

Veja como esse tema (colar cervical) é cobrado em provas!

Questão 12    (CIAS-MG/INICIATIVA GLOBAL/2016) Colares cervicais rígidos são

bastante utilizados em vítimas de trauma. A  sua finalidade principal e específica

é proteger a coluna cervical de compressão. Todas as afirmativas a seguir fazem

parte das diretrizes para utilização de colares cervicais rígidos, EXCETO:

a) Seu uso isoladamente garante a imobilização adequada da coluna cervical do

paciente.

b) Devem ser de tamanho adequado para cada paciente.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 44 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

c) Não devem impedir a abertura da boca do paciente, espontânea ou realizada

pelo socorrista caso ocorra vômito.

d) Não devem obstruir ou dificultar a ventilação.

Letra a.

O uso do colar de forma isolada não garante a imobilização adequada, ele deve ser

bem posicionado, e o paciente precisa ser imobilizado com outros dispositivos que

alinhem a coluna torácica e lombar, como o KED e a prancha rígida.

Vamos conhecer esses dispositivos de imobilização?

KED1 Prancha rígida2 Colar Cervical3

Antes da aplicação do colar cervical de forma correta, é necessário fazer a

imobilização manual. A mobilização quando necessária deve ser feita em bloco,

sem rodar o eixo da coluna. Para a mobilização em bloco, é necessário segurar a

região da coluna cervical por um socorrista, outro apoia no ombro e quadril e um

terceiro no quadril e membros inferiores.


1
Fonte: http://www.equipamentosderesgate.com.br/produtos/0,33_KED-imobilizador-adulto
2
Fonte: http://www.promec.net.br/subcategoria/7/terrestre/
3
Fonte: http://www.fibracirurgica.com.br/resgate-e-salvamento/colar-cervical

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 45 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Fonte: CBM-GO.4

Lembre-se de que a imobilização completa envolve a colocação do colar, do KED

e da prancha rígida com imobilizadores da cabeça.

Existem colares de várias medidas, específicos de acordo com o tamanho de

cada paciente. O socorrista deve observar se o uso do colar não impede a abertura

da boca caso ocorra vômito. Outro detalhe que deve ser observado é se, após a

colocação do colar, houve dificuldade de ventilação.

Lembre-se sempre: o uso do colar, por leigos ou pessoas sem habilidade de aplicá-

-lo, é contraindicado por apresentar riscos de aumento da pressão intracraniana e

dificuldades ventilatórias. Nesse caso, a imobilização deve ser manual com movi-

mento em bloco.

O Manual de Procedimentos de Suporte Básico de Vida do SAMU de 2014 nos

mostra alguns alertas quanto à aplicação do colar. Vamos acompanhar a leitura

desse Manual (4):

4
Disponível em: http://www.bombeiros.go.gov.br/mwg-internal/de5fs23hu73ds/progress?id=KEhjz4OoNg-
CERSrfUMBO4vkgdhXidlSK1bipxTwJp18

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 46 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

A instalação do colar não é prioridade máxima no atendimento ao politraumatizado enquanto a


estabilização manual da cabeça puder ser realizada de forma eficiente por um profissional. No
entanto, esse dispositivo é importante para a imobilização, pois limita os movimentos da coluna
cervical e ajuda a sustentar o pescoço, protegendo a coluna de compressão.
• O paciente que apresenta comprometimento das vias aéreas, respiração ou circulação deve rece-
ber as intervenções de correção desses problemas antes da instalação do colar cervical, enquanto
um profissional executa a estabilização manual da cabeça. Assim que for possível, o colar deverá
ser instalado.
• No paciente consciente, com boa ventilação e circulação e no paciente inconsciente sem com-
prometimento das vias aéreas, o colar cervical pode ser aplicado concomitantemente ao controle
manual da coluna.

Em algumas situações, o colar será contraindicado. Vamos conhecer essas hipóteses?

É contraindicado o uso do colar cervical:


• Em situações em que o alinhamento não possa ser obtido. Nesses casos, o posicionamento da cabeça
deve ser mantido com controle manual e outras estratégias de fixação para evitar movimentação.
• Na presença de objeto encravado no pescoço ou região. Nesses casos, o objeto deve ser fixado e
o controle manual mantido em associação a outras estratégias de fixação para evitar a movimen-
tação da cabeça.

Você consegue entender porque precisa imobilizar a coluna do paciente vítima

de trauma? Vamos compreender!

A anatomia da coluna envolve internamente a medula. Essa medula faz parte

do Sistema Nervoso Central com o cérebro. O papel dela é conduzir os estímulos

nervosos vindos do cérebro para o corpo e enviar informações vindas dos nervos

periféricos para serem interpretadas no cérebro.

Dessa forma, a medula é uma via de comunicação do nosso corpo. Ela é pro-

tegida pelas vértebras, estruturas ósseas que não permitem que qualquer trauma

mais simples lesione a medula.

Observe na imagem a seguir essa relação de proteção das vértebras com rela-

ção à medula.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 47 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Fonte: http://saude.culturamix.com/dicas/medula-espinhal

Quando ocorre um trauma, essas vértebras podem se fraturar e os fragmentos

ósseos podem lesionar a medula. Observe na imagem a seguir como isso ocorre:

Fonte: http://www.fisioterapiaparatodos.com/p/dor-osso/fratura-cominutiva/fraturá-lombar/

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 48 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Portanto, ao imobilizar a coluna com colar cervical, KED e prancha rígida, esta-

mos prevenindo que os fragmentos ósseos das vértebras fraturadas comprimam a

parte medular, tão importante na condução do estímulo nervoso.

Observe que na altura da coluna em que ocorrer essa fratura ou luxação das

vértebras é onde ocorrerá a lesão medular, e dali para baixo não haverá transmis-

são de informação. Esse impedimento pode ser total, quando a medula é comple-

tamente seccionada, ou parcial, se apenas parte dela for comprimida.

Temos 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, o sacro (algumas vérte-

bras fundidas em uma) e o cóccix.

Caso a lesão ocorra acima da vértebra T6, será considerada uma lesão medular

alta, e o paciente tem risco de apresentar disautonomia do sistema nervoso e

como consequência choque medular (neurogênico). Veremos isso com detalhe na

aula de choque circulatório.

Caso a perda de movimentos ocorra em todos os 4 seguimentos do corpo, será

chamado de tetraplegia. Se a perda dos movimentos envolver apenas os membros

inferiores, chamaremos de paraplegia.

Observe, querido(a) aluno(a), que o socorro mal conduzido pode contribuir para

essa lesão medular. É importante destacar que essa lesão é irreversível, pois os

nervos não se regeneram. Portanto, ao prestar os primeiros socorros à vítima de

trauma, deve-se suspeitar de trauma na coluna e proceder à imobilização.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 49 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 13    (FCC/2013) Uma vítima de atropelamento por carro está sendo trans-

portada em prancha longa para a ambulância. Observa-se que foi aplicado na víti-

ma colar cervical com o objetivo principal de:

a) evitar o deslocamento da articulação temporomandibular.

b) facilitar a respiração.

c) prevenir a formação de úlcera de pressão.

d) estabilizar a formação de coágulos sanguíneos.

e) imobilizar a coluna cervical.

Letra e.

O objetivo do uso do colar cervical é imobilizar a coluna cervical e evitar danos

neurológicos à medula.

Questão 14    (FCC/2015) Ao prestar cuidados à vítima de queda do andaime, com

parestesia nos membros superiores e inferiores, no cuidado imediato para mobili-

zação e transporte requer o controle da coluna cervical e

a) posicionamento em decúbito dorsal horizontal para facilitar a rotação da cabeça.

b) instalação de colar cervical e elevação do decúbito a 90 graus para melhorar a

permeabilidade da via aérea.

c) estabilização manual da cabeça e instalação de colar cervical, em decúbito dor-

sal horizontal em prancha rígida.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 50 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

d) posicionamento do tronco, pescoço e cabeça, lateralizados à esquerda.

e) extensão do pescoço e elevação do mento para colocação de coxim para esta-

bilidade cervical.

Letra c.

Observe que o paciente tem queixa de parestesia, você lembra o que significa esse

termo? Significa diminuição da sensibilidade, provavelmente por comprometimento

neurológico e, por isso, deve-se ter o cuidado de imobilizar a coluna do paciente.

Questão 15    (VUNESP/2013) O técnico de enfermagem se depara com indivíduo

caído próximo a uma escada móvel em ambiente extra-hospitalar, e o indivíduo apre-

senta-se consciente, referindo dor em região cervical e formigamento em membros

superiores e inferiores. Na chegada do serviço móvel de urgência, com a suspeita de

lesão medular, o posicionamento adequado no transporte do indivíduo requer

a) instalar o colar cervical e sentá-lo na cadeira de rodas, encaminhando-o até a

ambulância de suporte avançado.

b) utilizar lençol ou toalha para transferência até a maca de transporte, mantendo-

-o em decúbito elevado.

c) ficar de frente para esse indivíduo, e orientá-lo a colocar as mãos sobre o seu

ombro para que ele possa ficar em posição ereta.

d) auxiliar a equipe de resgate, acomodando-o na maca de transporte, sentando-o

lentamente.

e) colocar o colar cervical, efetuar mobilização em bloco e manter em posição dor-

sal, na prancha rígida

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 51 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Letra e.

a, c e d) Erradas. O posicionamento do paciente consiste em imobilizar toda a

coluna e transportá-lo por meio da prancha rígida. Dessa forma, ele não poderá se

sentar na cadeira nem ficar de pé.

b) Errada. O decúbito deverá ser dorsal para evitar RM.

Questão 16    (CESGRANRIO/PETROBRAS/2011) A primeira etapa de avaliação, na

abordagem primária completa à vítima de trauma, é a de verificação de

a) vias aéreas com controle cervical.

b) exposição da vítima.

c) estado neurológico.

d) respiração.

e) circulação com controle de hemorragias.

Letra a.

Conforme vimos no Manual do SAMU, a primeira etapa da avaliação primária ao

abordar a vítima é verificar a via aérea e estabilizar a coluna cervical, desde que

não haja sangramento exsanguinante.

A avaliação do trauma consiste na análise XABCDE; porém, no atendimento das

emergências clínicas quando o paciente apresenta Parada Cardiorrespiratória

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 52 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

(PCR), a  verificação do pulso e da respiração é feita de forma simultânea, e  o

atendimento deve ser iniciado pelas compressões torácicas, seguindo a sequên-

cia de CAB.

Estudaremos o atendimento das intercorrências clínicas, incluindo a PCR, de

forma mais aprofundada nas próximas aulas.

Questão 17    (FCC/TRT 6ª REGIÃO/2012) Funcionário da manutenção caiu da es-

cada e encontra-se deitado no chão do tribunal, consciente, orientado, eupneico,

apresentando parestesia e paralisia de membros superiores e inferiores. Quanto

aos primeiros socorros no local, é prioritário realizar a

a) avaliação neurológica, providenciar radiografia e contenção dos membros infe-

riores e superiores para o transporte ao hospital mais próximo.

b) imobilização da vítima em cadeira de rodas, instalar oxigenioterapia e preven-

ção de hipotermia.

c) imobilização dos membros com tala gessada, instalar oxigenioterapia e acesso

venoso calibroso.

d) avaliação de perfusão periférica, preparo do material para intubação endotra-

queal e instalação de oximetria de pulso.

e) avaliação primária e instalação de colar cervical, providenciar transporte em

prancha rígida.

Letra e.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 53 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

O paciente é vítima de trauma por queda. Apresenta como sintomas: a parestesia

(diminuição da sensibilidade) e paralisia (ausência de movimento); o que evidencia

lesão neurológica já instituída e que pode piorar caso não seja efetuada a imobili-

zação adequada.

Devido ao risco de lesão medular, essa imobilização inclui a colocação do colar cer-

vical, do KED (quando disponível) e do transporte em prancha rígida.

4.4. Manobras de Abertura das Vias Aéreas

Vamos analisar a técnica de abertura de vias aéreas passo a passo? Usaremos

o Manual 2014 do SAMU.

4.4.1. Manobra de Tração da Mandíbula no Trauma (Jaw Thrust)

a) Posicionar-se à cabeceira do paciente.

b) Realizar o controle manual da coluna cervical para alinhamento e estabiliza-

ção em posição neutra, colocando as mãos espalmadas uma de cada lado da face

do paciente. Os dedos indicadores do socorrista devem inicialmente apontar para

a direção dos pés.

c) Posicionar os dedos polegares próximos ao mento e os demais ao redor do

ângulo da mandíbula do paciente.

d) Simultaneamente, enquanto mantém o alinhamento com as mãos, aplicar

força simétrica para elevar a mandíbula anteriormente (para frente), enquanto

promove a abertura da boca com os polegares.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 54 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

4.4.2. Manobra de inclinação da cabeça com elevação do mento

Indicada para pacientes de agravos clínicos nas quais não há suspeita de lesão

raquimedular ou história de trauma.

a) Posicionar uma das mãos sobre a testa e a outra com os dedos indicador e

médio tocando o mento do paciente.

b) Realizar movimento de elevação do mento do paciente.

c) Simultaneamente, efetuar uma leve extensão do pescoço.

d) Manter a boca do paciente aberta.

O colar cervical pode restringir a respiração principalmente se colocado por leigos,

sendo contraindicado nesse tipo de socorro.

4.5. Avaliação do Estado Neurológico – Avaliação da Pupila,


Escala AVDI e Glasgow

Já vimos que, para executar a avaliação do estado neurológico, avaliaremos o

nível de consciência e a pupila. O nível de consciência irá ser avaliado pela aplica-

ção da escala AVDI (mais rápida) ou pela Escala de Coma de Glasgow (mais indi-

cada e mais demorada).

Confira a escala AVDI:

• A Alerta;

• V – Resposta Verbal;

• D Resposta à Dor;

• I – Inconsciente.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 55 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

A escala AVDI é aplicada apenas no momento inicial, a melhor avaliação pré-

-hospitalar do nível de consciência é a escala de Glasgow.

É importante destacar que a escala de Glasgow sofreu algumas alterações na sua

aplicação, principalmente a forma de representação e mudanças de alguns termos,

bem como o acréscimo da avaliação pupilar como quarto ponto de avaliação.

Questão 18    (CESGRANRIO/2011) A abordagem primária rápida à vítima de trau-

ma é realizada por meio de uma avaliação sucinta da respiração, da circulação e

da (o):

a) fraturas.

b) sangramento.

c) queimaduras.

d) sufocamento.

e) nível de consciência.

Letra e.

Segundo o enunciado, já foi feita a avaliação da respiração e circulação, resta

pendente a avaliação neurológica por meio do nível de consciência. A avaliação do

nível de consciência deve ser realizada por meio da escala de coma de Glasgow e

avaliação da pupila.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 56 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Vamos aprender a interpretar o exame da pupila?

4.5.1. Exame de pupila

O exame da pupila consiste em avaliar o seu tamanho e se é reativa à luz.

Diante da avaliação da pupila, podemos encontrar:

• Anisocoria: pupilas desiguais.

Fonte: http://osmarbrasileiro.com.br/wpontent/uploads/2016/08/anisocoria_800x600.jpg

• Miose: pupila contraída

Fonte: https://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=miose&lang=3

• Midríase: pupila dilatada

Fonte: https://pt.slideshare.net/anestesiador/parada-cardiaca

Veja as questões a seguir:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 57 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 19    (CESPE/2008) Miose é a denominação dada ao aumento do diâmetro

da pupila.

Errado.

O aumento do diâmetro da pupila é midríase. A miose é o inverso, refere-se à

redução do diâmetro da pupila.

O termo miose é menor e lembra redução, o termo midríase é maior, então aumenta.

Questão 20    (AOCP/EBSERH/2016) Paciente masculino, 06 anos, sofreu queda da

própria altura, apresentando pequeno corte contuso em região parietal. A criança

chorava e começava a nausear. Na avaliação pupilar, observou-se anisocoria de 2,0

mm à esquerda e de 4,0 mm à direita. Posto isso, é correto afirmar que

a) a isocoria observada indica provável Trauma Cranioencefálico.

b) as pupilas só indicam intercorrências severas quando em midríase paralítica

bilateral.

c) pode ter ocorrido lesão cerebral localizada devido a Trauma Cranioencefálico.

d) a anisocoria observada indica provável diminuição da pressão intracraniana.

e) devido às náuseas, as pupilas podem se tornar anisocóricas.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 58 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Letra c.

A anisocoria, pupilas com tamanhos diferentes, é um sinal de traumatismo cranioe-

ncefálico. Isso pode ser percebido na questão com o tamanho das pupilas de 2 mm

e 4 mm. Além disso, houve o relato de trauma na cabeça (queda), que reforça a

alternativa.

A avaliação pupilar faz parte da avaliação neurológica e por conta dessa corre-

lação, os organizadores da escala de Glasgow adicionaram esse aspecto na escala

de Glasgow. Os estudos mostraram que com esse adicional aumentou a correlação

com prognóstico do paciente após o trauma.

Vamos conhecer a escala de Glasgow com a avaliação pupilar?

4.5.2. Escala de Glasgow com a Avaliação Pupilar

A escala de Glasgow é um instrumento muito importante para a mensuração

do nível de consciência; pois, por meio dela, é possível avaliar a capacidade de o

paciente abrir os olhos, comunicar-se verbalmente, obedecer a comandos, mover

suas extremidades e responder a luz mediante avaliação da pupila. É utilizada des-

de o atendimento pré-hospitalar até em Unidades de Terapia Intensiva. Percebe a

importância do instrumento?

Parâmetros da avaliação da escala de Glasgow:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 59 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

A limitação para aplicação dessa escala é em pacientes sedados, intubados e

que já tenham sequelas neurológicas anteriores.

Como exemplo, temos os pacientes com sequelas de acidente vascular cerebral

(AVC), trauma de face (que limita avaliação da abertura ocular), idoso (deficit audi-

tivo), afasias, paciente entubado e traqueostomizado.

A escala de Glasgow deve ser realizada no atendimento do trauma a cada 5 a 10

min, pois o nível de consciência pode se modificar rapidamente após um acidente.

Seguir monitorizando esse paciente é o nosso foco.

A escala de Glasgow antiga a seguir:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 60 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Fonte: http://aenfermagem.com.br/materia/escala-de-coma-de-glasgow/

É importante destacar que as bancas continuam cobrando esse modelo antigo e,

portanto, você precisa saber esse modelo, além das mudanças com a nova aplicação.

Segundo o PHTLS, o resultado da aplicação pode classificar o paciente em lesão

gravíssima, grave e moderada, conforme classificação a seguir:

• 3 – lesão gravíssima.

• menor que 8 – lesão grave.

• entre 9 e 12 – lesão moderada.

• entre 13 e 15 – lesão leve.

• 15 – sem lesão.

Em 2017, algumas mudanças na aplicação da escala de Glasgow foram divulga-

das pela mídia, porém, desde 2014, o site que coordena o uso dessa escala (http://

www.glasgowcomascale.org/) já havia alterado essas considerações, o que melho-

rou a avaliação neurológica. Vale ressaltar que as bancas continuam cobrando a

aplicação sem as alterações, mas como isso pode aparecer na nossa prova, vamos

atualizar você com relação a esse aspecto.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 61 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Vamos atualizar?

4.5.2.1. Mudanças na Aplicação da Escala de Glasgow

A primeira consideração é que a escala será aplicada em 4 passos:

Vamos detalhar o passo a passo para aplicar a escala de Glasgow:

• 1º passo

VERIFICAR: fatores que interferem na comunicação, capacidade de respostas

e outras lesões.

Limitação – sedação, AVCi (hemiplégico), trauma de face, TCE antigo com se-

quelas.

• 2º passo

Observar: abertura ocular, conteúdo dos discursos e avaliação do movimento

dos hemicorpos (lado direito e esquerdo).

• 3º passo

Estimular: estimulação sonora (ordem verbal e tom de voz) e estimulação físi-

ca por pressão (antiga resposta à dor).

Estimulação física realizada em 10 segundos nas regiões ungueal, músculo tra-

pézio ou incisura supraorbitária.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 62 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

• 4º passo

Pontuar: de acordo com a melhor resposta observada (ocular, verbal e motora).

A avaliação deve ser estruturada. Com as medidas tomadas mais claras, é ne-

cessário gerar o relatório da pontuação parcial de cada parâmetro em vez da soma

dos três.

Se o parâmetro do componente (ocular, verbal e motor) não puder ser moni-

torado, ficará em branco e não será colocado 1 (um). Pode ser utilizado NT (não

testado).

Segue alguns termos que foram modificados:

• Escala ocular: pressão de abertura dos olhos substituiu abertura à dor.

• Escala verbal: “palavras inadequadas” foram modificadas por palavras e

“sons incompreensíveis” foi modificado por sons.

O estímulo de pressão (antigo estímulo doloroso) será feito no leito ungueal, no

músculo trapézio e no arco supraorbital.

Essa modificação dos termos tornou a escala mais objetiva.

Com relação à pontuação, observe que deve ser documentada numericamen-

te completa, como anteriormente, e de forma detalhada como, por exemplo:

(O2V4M6= 12). Isso proporciona uma visão geral da gravidade do paciente, abor-

dando qual item (ocular, verbal e motor) está mais deficiente.

Vamos analisar algumas questões dentro dessa temática?

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 63 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 21    (FCC/TRT 3ª REGIÃO/2015) Na escala de coma de Glasgow, as me-

lhores respostas motoras com padrão de decorticação, descerebração e retirada

inespecífica, têm as seguintes pontuações, respectivamente,

a) 2, 3 e 4.

b) 3, 2 e 4.

c) 4, 3 e 2.

d) 3, 4 e 2.

e) 2, 4 e 3.

Letra b.

Quando falamos em lesão cerebral, o corpo do paciente pode assumir posturas

patológicas.

A decorticação refere-se à flexão anormal dos membros superiores (braços). Esse

paciente fica com o braço flexionado e próximo ao corpo, com os dedos polegares

cerrados dentro da mão e antebraço em rotação. A decorticação equivale a 3 pon-

tos na avaliação motora.

A descerebração vai ocorrer quando o paciente tem extensão dos membros su-

periores e equivale a 2 pontos da escala motora. O movimento de retirada equivale

a 4 pontos.

Questão 22    (FCC/TRE-AP/2011) A avaliação neurológica que indica o nível de

consciência do cliente de acordo com as respostas de abertura ocular, verbal e mo-

tora é chamada de

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 64 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

a) avaliação dos nervos cranianos.

b) escala de coma de Glasgow.

c) escala de Cincinnati.

d) escala de coma de Braden.

e) escala de coma de Babinski.

Letra b.

A escala de Glasgow é que avalia o nível de consciência e utiliza esses três parâ-

metros.

Questão 23    (FGV/2014) Para que um Traumatismo Cranioencefálico (TCE) seja

classificado como moderado, pelos parâmetros da Escala de Glasgow, ele deve ter

a seguinte pontuação:

a) de 3 a 8 pontos.

b) de 9 a 12 pontos.

c) de 13 a 15 pontos.

d) de 15 a 17 pontos.

e) de 17 a 20 pontos.

Letra b.

Conforme a classificação, no TCE moderado, o paciente apresenta a pontuação en-

tre 9 e 12.

Vamos seguir para uma questão que nos ajudará a treinar a pontuação?

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 65 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 24    (PREF. CANDEIAS/2019/IBFC) Idoso, 65 anos, sexo M, é admitido no

pronto-socorro após acidente automobilístico (moto versus carro). O mesmo era o

condutor da motocicleta e foi socorrido pela equipe de atendimento pré-hospitalar

móvel a serviço da concessionária responsável pela rodovia estadual. O motociclis-

ta é admito e aplica-se a Escala de Coma de Glasgow, reformulada em 2018. Au-

sência de movimentos oculares, verbais ou motores espontâneos, nem em respos-

ta às solicitações verbais do enfermeiro de plantão. Quando estimulados, os olhos

dele não abrem e ele emite apenas sons incompreensíveis, e os braços dele estão

em fexão anormal. Este paciente pode ser classificado como Abertura Ocular (1),

Resposta verbal (2), Melhor resposta motora (3) pela escala de coma de Glasgow,

dando uma pontuação total de 6.

Ao realizar-se a avaliação da reatividade pupilar, nenhuma das pupilas reage à luz,

gerando uma pontuação de reatividade pupilar igual a 2. O uso associado da ava-

liação pupilar é indicativo, principalmente, no exame de indivíduos acometidos por

traumatismo cranioencefálico.

Com base no caso descrito, a escala de coma de Glasgow com reação pupilar terá

______.

a) 3 pontos

b) 4 pontos

c) 8 pontos

d) 12 pontos

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 66 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Letra b

Observe que a questão já abordou a nova escala com avaliação pupilar e já colocou

a pontuação básica para simplesmente saber o que representa a avaliação da pu-

pila no fechamento da conta. Observe:

Abertura Ocular (1) + Resposta verbal (2) + Melhor resposta motora (3) = 6. Na

avaliação da pupila: nenhuma pupila tem reatividade pupilar, então ele perde 2

pontos ao cálculo de 6. Total de 4 pontos.

Questão 25    (AOCP/2014) Segundo a Escala de Glasgow.

a) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica moderada, apresentando a aber-

tura ocular à dor; resposta verbal com palavras inapropriadas e resposta motora

com movimentos de retirada.

b) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica mínima com abertura ocular à

voz, resposta verbal confusa e resposta motora que obedece a comandos.

c) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica grave e necessidade de via aérea

definitiva; abertura ocular à dor; resposta verbal de palavras incompreensíveis e

resposta motora de flexão anormal.

d) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica irremediável com abertura ocular

à dor; resposta verbal nenhuma e resposta motora de extensão anormal.

e) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica grave com abertura ocular à voz;

resposta verbal confusa e resposta motora com movimento de retirada.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 67 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Letra a.

b) Errada. Lesão mínima é quando a pontuação está entre 13 a 15. Conforme o

quadro do paciente na letra b, realmente ele apresenta lesão mínima (ocular (3);

verbal (4); motor (6) = 13), porém a alternativa classificou os escores de 9 a 12,

sendo lesão neurológica mínima, e sabemos que esse índice é lesão moderada.

c) Errada. A classificação do paciente é a seguinte: ocular (2); verbal (2); motor

(3) = 7, classificado como grave.

d) Errada. O paciente apresenta lesão grave, conforme pontuação: ocular (2),

verbal (1), motor (2) = 5; e não entre 9 e 12, como traz a alternativa.

e) Errada. O paciente apresenta escore ocular (3), verbal (4), motor (4) = 12; ou

seja, lesão moderada, e não grave, como mostra a alternativa.

5. Avaliação Secundária
Amigo(a), a avaliação secundária será realizada após a avaliação primária e das

intervenções imediatas que demandam risco de morte do paciente.

Seguiremos o esquema da análise da avaliação primária: estudaremos a sequ-

ência de atendimento do Manual de Suporte Básico de Vida do SAMU, explicando

as condutas passo a passo.

1. Realizar a entrevista SAMPLA (com o paciente, familiares ou terceiros):


• nome e idade;
• queixa principal;
• S: verificação dos sinais vitais:
− respiração (frequência, ritmo e amplitude);
− pulso (frequência, ritmo e amplitude);

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 68 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

− pressão arterial; e
− pele (temperatura, cor, turgor e umidade).
• A: história de alergias;
• M: medicamentos em uso e/ou tratamentos em curso;
• P: passado médico – problemas de saúde ou doença prévia;
• L: horário da última ingestão de líquidos ou alimentos; e
• A: ambiente do evento.
Na avaliação secundária, vamos detalhar o atendimento e aprofundar na avaliação dos dados clí-
nicos. Nos pacientes inconscientes ou impossibilitados de responder, buscar informações com cir-
cundantes ou familiares.
2. Realizar a avaliação complementar:
• instalar oximetria de pulso, se disponível; e
• mensurar a glicemia capilar, se disponível.
A verificação da oximetria permitirá ao socorrista interpretar se o paciente precisará de suple-
mentação de oxigênio. A  verificação da glicemia será importante para diagnosticar intercorrên-
cias agudas do paciente com diabetes, como a hipoglicemia (valor da glicose no sangue abaixo do
normal) e a hiperglicemia (valor da glicose no sangue acima do normal).
3. Realizar o exame da cabeça aos pés:
• Cabeça e face
− inspecionar e palpar o couro cabeludo, orelhas, ossos da face, olhos, pupilas (verificar diâmetro,
reação à luz e simetria pupilar) nariz, boca; e
− observar alterações na coloração e temperatura da pele.
• Pescoço
− avaliar região anterior e posterior; e
− avaliar, em especial, se há distensão das veias jugulares.
Quando o coração está funcionando de forma anormal, o sangue não consegue ser ejetado ade-
quadamente para perfundir os órgãos e sistemas, dessa forma ocorre o retorno do sangue pela
veia cava, o que causa essa distensão da veia jugular.
• Tórax: observar, em especial, se há uso de musculatura acessória, tiragem intercostal e de fúr-
cula, movimentos assimétricos.
Já explicamos para você o que significa uso da musculatura acessória que gera o esforço respira-
tório maior.
• Abdome: observar abdome distendido.
• Membros superiores
− observar, em especial, a palpação de pulsos distais e perfusão dos membros; e

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 69 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

− avaliar a força motora, solicitando que o paciente aperte a mão do profissional e/ou eleve um
braço de cada vez, se descartada qualquer potencial lesão.
• Membros inferiores
− observar, em especial, a palpação de pulsos distais e perfusão dos membros (reenchimento capi-
lar); e
− avaliar a força motora, solicitando que o paciente movimente os pés e/ou eleve uma perna de
cada vez, se descartada qualquer potencial lesão.

Como você pode observar, na avaliação secundária detectamos os sinais vitais

com mais detalhes. Vamos nos aprofundar nesses sinais vitais?

5.1. Sinais Vitais

Verificação dos sinais vitais é a etapa da avaliação na qual o socorrista realiza a

aferição da respiração, do pulso, da pressão arterial e da temperatura rela-

tiva da pele do paciente.

Vamos diferenciar o que é um sinal e um sintoma?

• Um sinal é tudo aquilo que o socorrista pode observar ou sentir no paciente

enquanto o examina.

Exemplos: pulso, palidez, sudorese etc.

• Um sintoma é tudo aquilo que o socorrista não consegue identificar sozinho.

O paciente necessita contar sobre si mesmo.

Exemplos: dor abdominal, tontura etc.

Vamos compreender o que são e os valores de normalidade dos sinais vitais?

• Pulso: é o reflexo do batimento cardíaco palpável nos locais onde as artérias

calibrosas estão posicionadas próximas da pele e sobre uma estrutura óssea.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 70 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

− Valores normais em adultos: 60 a 100 batimentos por minuto (bpm).

− Bebês: de 100 a 160 bpm.

• Respiração: é a atividade de inspiração e expiração que permite nutrir o

corpo de oxigênio (O2) para executar o metabolismo celular e retirar o gás

carbônico (CO2) do corpo.

Valores normais:

− Adulto: 12–20 ventilações por minuto (vpm);

− Criança: 20–40 vpm;

− Lactentes até 2 meses: 40–60 vpm.

• Temperatura: é a diferença entre o calor produzido e o calor perdido pelo

corpo humano.

− Valores normais: 36,5 a 37,0 ºC – independentemente da faixa etária.

• Pressão arterial:

Valores normais no adulto:

− Sistólica: máxima 140 mmHg e mínima 100 mmHg.

− Diastólica: máxima 80 mmHg e mínima 60 mmHg.

Além dos sinais vitais, avaliar a saturação de oxigênio e as características da

pele conduz a um melhor atendimento.

• Avaliação da pele: em atendimento pré-hospitalar, o  socorrista verifica a

temperatura relativa da pele colocando o dorso da mão sobre a pele do pa-

ciente (na testa, no tórax ou no abdômen). Assim, o socorrista estima a tem-

peratura relativa da pele pelo tato.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 71 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Convém recordar que a pele é a grande responsável pela regulação da tempe-

ratura e poderá apresentar-se normal, quente ou fria, úmida ou seca.

Com relação à coloração, a pele poderá estar:

• pálida;

• ruborizada; ou

• cianótica.

Vamos fazer algumas questões sobre a avaliação secundária!

Questão 26    (CESPE/2013) Um homem de quarenta e sete anos de idade deu

entrada em uma unidade de pronto-socorro após sofrer trauma automobilístico.

O paciente chegou acompanhado de uma equipe de atendimento especializado pré-

-hospitalar que, após empregar as medidas de avaliação primária, fez imobilização

cervical completa e controle ventilatório com máscara facial. Na admissão, foi reali-

zada avaliação do paciente e confirmado traumatismo cranioencefálico (TCE). Após

algumas horas, o paciente evoluiu com perda da consciência (escore 5 na escala de

coma de Glasgow) e instabilidade hemodinâmica.

Considerando o caso clínico acima apresentado e os cuidados devidos em casos de

trauma, julgue o item:

As medidas de avaliação primária instituídas durante o atendimento pré-hospitalar

constituem-se de exame físico detalhado da cabeça aos pés e reavaliações dos si-

nais vitais.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 72 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Errado.

O erro da questão está em instituir exame físico detalhado no paciente grave no

atendimento pré-hospitalar.

O paciente em questão encontra-se grave (Glasgow 5), nesse caso deve ser feita

apenas a avaliação primária e já encaminhar para o hospital. No ambiente hospi-

talar, após a estabilização desse paciente, será feita a avaliação do exame físico

detalhado.

Além disso, na avaliação primária não tem exame físico detalhado; na avaliação

secundária é necessário fazer o exame físico, mas não detalhado a ponto de se

perder tempo no socorro.

Após a avaliação secundária e durante o transporte do paciente para o hospital,

devem ser feitas avaliações contínuas e monitoramento da evolução dos sinais e

sintomas.

Questão 27    (COVEST-COPSET/2010) Quanto ao traumatismo, agravo inserido

dentre os atendimentos de Urgência e Emergência, leia as alternativas a seguir e

assinale V (verdadeiro) ou F (falso):

 (  ) Diante do atendimento pré-hospitalar, pode-se afirmar que o tratamento ini-

cial determina o prognóstico final.

 (  ) Na chegada ao hospital, a avaliação e os cuidados podem ser divididos em 4

fases: avaliação primária, reanimação, avaliação secundária e cuidados defi-

nitivos.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 73 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

 (  ) Na avaliação primária, detectam-se problemas de: vias aéreas, respiração,

circulação e membros assim como exame físico e neurológico completo.

 (  ) Em se tratando de cuidados definidos, a monitorização e a avaliação constan-

tes são indispensáveis para facilitar o tratamento de problemas existentes.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

a) F, F, F, V.

b) V, V, F, V.

c) V, V, F, F.

d) F, V, F, V.

e) V, F, V, F.

Letra b.

Item I) Certo. A avaliação inicial bem conduzida aumenta as chances de sobrevi-

vência do paciente.

Item II) Certo. A sequência do atendimento hospitalar consiste na avaliação pri-

mária, reanimação, avaliação secundária e cuidados definitivos.

Item III) Errado. O atendimento pré-hospitalar não deve ser detalhado. O exame

físico e neurológico deverá ser objetivo, e não completo como afirma a alternativa.

Item IV) Certo. A avaliação e monitorização contínua deverão ser instituídas nos

pacientes graves a cada 5 minutos e nos pacientes estáveis a cada 15 minutos. Vale

lembrar que após um trauma o paciente pode instabilizar rapidamente.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 74 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 28    (CETRO/TJ-RS/2012) A Avaliação Secundária deve ser realizada após

a estabilização dos sinais vitais da vítima. Uma minuciosa avaliação, que deve ser

cefalopodálica e anteroposterior, tem por objetivo identificar lesões que, apesar

de sua gravidade, não colocam a vítima em risco iminente de morte. A Avaliação

Secundária é dividida em subjetiva e objetiva. Diante do exposto, assinale a alter-

nativa incorreta.

a) A parte subjetiva caracteriza-se por perguntas direcionadas à complementação

da avaliação da vítima (anamnese), que deve constar de dados para identificação,

descrição do acidente, queixas principais, endereço e telefone.

b) A parte subjetiva caracteriza-se em usar o “acrônimo” AMPLA (Alergias, Médicos

que a acompanham, Pulso, Laringe e Alimentos) e conversar com acompanhantes

e testemunhas.

c) Parte integrante da avaliação objetiva, a apalpação mantém o sentido cefalopo-

dálico.

d) Reavaliar a respiração, circulação e temperatura de forma mais detalhada tam-

bém integra a parte objetiva.

e) A Pressão Arterial deve ser aferida minuciosamente durante a avaliação objetiva

com o uso do esfigmomanômetro.

Letra b.

O significado da sigla SAMPLA não é esse do enunciado. Vamos lembrar?

• S: sintomas? Principal queixa?

• A: tem alergias? Problema ou doença atual?

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 75 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

• M: medicamentos e/ou tratamentos em uso?

• P: passado médico/prenhez (gravidez) – problemas de saúde ou doença

atual?

• L: ingeriu líquidos ou alimentos? Qual foi a última refeição?

• A: ambiente do evento?

Vamos ao treinamento com mais questões?

Questão 29    (CESPE/EBC/2011) Acerca do transporte de acidentados em caráter

emergencial, julgue o item a seguir.

A avaliação secundária, uma sistematização conhecida mundialmente como AB-

CDE, deve ser realizada antes de o paciente politraumatizado ser conduzido para o

hospital.

Errado.

Essa é a avaliação primária, e não secundária.

Questão 30    (FCC/TRT 2ª REGIÃO/SP/2014) O motorista está conduzindo o carro

oficial, acompanhando o magistrado que repentinamente refere mal-estar, tem epi-

lepsia e não tomou as medicações. Assim que o carro estaciona, o magistrado des-

ce do veículo e cai no chão, convulsionando. Imediatamente, o motorista inicia os

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 76 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

primeiros socorros, identifica um sangramento abundante em supercílio esquerdo e

percebe que o braço esquerdo tem um desalinhamento ósseo, sugestivo de fratura.

Na realização das ações iniciais, ao prestar os primeiros-socorros, o motorista deve

considerar os princípios de

a) segurança para proceder à avaliação da cena, garantir a própria segurança,

a segurança da vítima dos circunstantes, priorizando as condições que não amea-

çam a vida, as que possam resultar em perda de membro e por último, as que

possam resultar em perda da vida.

b) biossegurança procurando utilizar equipamentos de proteção pessoal como lu-

vas, óculos e máscara facial para evitar o contato com fluídos corporais, prevenindo

contágio com agentes causadores de doenças transmissíveis e não transmissíveis.

c) avaliação primária que consiste em efetuar o exame físico detalhado e verificar

cada segmento corporal, iniciando desde a cabeça até os pés, para encontrar e cui-

dar de lesões, anteriormente não identificadas.

d) avaliação secundária visando sistematizar as etapas da avaliação, em que A, B,

C, D, E correspondem, respectivamente, à verificação de vias aéreas, respiração,

circulação, exposição corporal para avaliar possíveis lesões e realizar o alinhamento

da coluna cervical.

e) comunicação, que inclui providenciar o acionamento do serviço móvel de ur-

gência disponível na localidade, transmitir as informações acerca do mecanismo de

trauma, as condições da vítima e outros fatos pertinentes que permitirão o envio

de ambulância e dos recursos mais adequados no atendimento pré-hospitalar até o

transporte para o hospital.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 77 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Letra e.

a) Errada. A prioridade é da condição que ameaça a vida.

b) Errada. A biossegurança envolve os cuidados com o uso de Equipamentos de

Proteção Individual para evitar contato com fluidos e secreção o que impede a

transmissão de doenças. Dessa forma, o uso de EPI não tem correlação com as

doenças não transmissíveis.

c e d) Erradas. A FCC trocou o conceito de avaliação primária que está na letra d

e avaliação secundária, definida na letra c.

6. Transporte de Vítimas e Imobilização


O atendimento de primeiros socorros consiste em estabilizar rapidamente a ví-
tima e transportá-la ao hospital mais próximo com condições de atendimento para
sua situação.
Segundo o Manual do Corpo de Bombeiros de Goiás, são princípios para remo-
ção e transporte de vítimas:
1) Estabilização da coluna vertebral da vítima durante todo o procedimento.
Isso é conseguido com movimentação da vítima em bloco.

Esse item é o princípio de ouro de todas as técnicas aqui comentadas.

2) O tipo de remoção e transporte da vítima depende da situação de sua saúde.


De acordo com esse princípio, o socorrista deverá empregar a técnica adequada,

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 78 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

pois em vítimas graves, o tempo já é um fator determinante de sobrevida. Nesse


caso, deverá ser utilizada a técnica de remoção e imobilização mais rápida.
O transporte e remoção exigem da equipe sincronia e agilidade. A remoção ade-
quada é feita com 3 socorristas.
Existem 3 técnicas de remoção e transporte de vítimas:
1. Movimentações no solo;
2. Extricações; e
3. Transporte em situações de urgência.

6.1. Movimentações no Solo

Para análise desse tópico, estudaremos o Manual do SAMU, de SBV e o Protocolo

do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás.

A movimentação no solo inclui a retirada do capacete, rolamento em 90º e ro-

lamento em 180º.

A retirada do capacete do motociclista tem o objetivo de ajudar na abertura das

vias aéreas. Deve ser feita tendo o cuidado de estabilizar a coluna do paciente e

aplicar o colar cervical.

O capacete não poderá ser removido se houver objetos transfixados.

Quando a vítima está em decúbito dorsal (barriga para cima) e queremos co-

locá-la na prancha rígida, a técnica adequada é chamada de rolamento em 90º.

Consiste em movimentar a vítima em bloco para evitar mobilização da coluna.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 79 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Fonte: CBM-GO.

A técnica de rolamento em 180º consiste em movimentar em bloco a vítima que

se encontra em decúbito ventral (barriga para baixo), a fim de colocá-la na prancha

longa.

Fonte: CBM-GO.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 80 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Tanto na técnica de rolamento em 90º quanto na de 180º, a movimentação

deve ser feita em bloco, de maneira a se evitar a rotação da coluna.

A técnica de monobloco ou cavaleira será indicada quando não há condições de

realização da técnica de rolamento. É efetuada por 4 socorristas, como, por exem-

plo: nos casos de fratura da pelve (quadril), esmagamento de membros inferiores,

ou em locais irregulares para a execução do rolamento.

Observe na imagem a seguir que nessa técnica a equipe fica em pé sobre a ví-

tima para efetuar a transferência para a prancha rígida.

Caso o paciente se encontre de pé quando da chegada do socorro ao local do

acidente, deverá ser imobilizado nessa posição, com aplicação do colar cervical e

da prancha rígida fixa com cintos de segurança afivelados.

6.2. Extricação

Extricação significa retirada de alguém de uma situação ou local difícil. Essa

técnica é aplicada na remoção de vítimas presas às ferragens.

Existem 4 tipos de extricações:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 81 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

1. Retirada com o uso do KED (Kendrick Extrication Device) ou colete de imobi-

lização dorsal.

2. Retirada Rápida com o uso da lona;

3. Retirada Rápida sem a lona;;

4. Chave de Rauteck.

A escolha da técnica depende da situação clínica da vítima e de risco do am-

biente.

A retirada com o uso do KED é a mais adequada, pois garante a imobilização

adequada, mas essa técnica demanda um tempo maior para aplicação do colar e do

KED e depende, também, da disponibilidade desses dispositivos. Dessa forma, será

indicada essa técnica para remoção de pacientes estáveis de dentro de veículos.

As retiradas rápidas serão indicadas para pacientes com sinais vitais instáveis.

Outra indicação é retirar uma pessoa estável para ter acesso à outra grave, dentro

do veículo. Dessa forma, não há tempo para aplicar os dispositivos ou não há o

colar e o KED. Poderá ser utilizada a lona para a imobilização e, ainda, realizar-se

a retirada da vítima com estabilização por lona.

Observe a imagem a seguir.

Fonte: CBM-GO.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 82 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

A retirada rápida sem lona será indicada quando de sua ausência para fazer o

procedimento.

6.2.1. Chave de “Rauteck”

É utilizada para situações de maior gravidade, como risco de explosão ou se o

paciente estiver em parada cardiorrespiratória. Nessa técnica não é necessário co-

locar os dispositivos no paciente para não haver perda de tempo. Deve ser feita a

retirada do carro de forma emergencial.

Fonte: CBM-GO.

Segundo o Manual do SAMU, as técnicas de retirada rápida da vítima permitem

variações diversas a depender do tipo de veículo, suas características e as circuns-

tâncias do evento. No entanto, suas premissas básicas devem ser sempre conside-

radas, principalmente as que envolvem a estabilização da coluna cervical.

Vamos praticar!

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 83 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 31    (CESPE/DEPEN/2013) A imobilização cervical feita no paciente du-

rante o atendimento pré-hospitalar indica que a equipe de atendimento já suspei-

tava de TCE. O equipamento usado na estabilização da coluna restringiu-se ao colar

cervical, com o intuito de impedir os movimentos de lateralidade da cabeça.

Errado.

Não se trata apenas do colar, verificamos que é imprescindível o uso do KED para

imobilizar a região torácica e lombar e também o uso da prancha rígida e imobili-

zadores laterais.

7. Acidentes com Múltiplas Vítimas


Diante de um acidente de grande porte e que atinja várias vítimas, é necessário

organizar o atendimento por prioridades. Para estabelecer qual vítima será atendi-

da primeiro, deverá ser feita uma triagem.

Como exemplo de acidente de grande porte, podemos citar: explosões, atentados

terroristas, terremotos e outros tipos de eventos que geram muitas vítimas ao

mesmo tempo.

A triagem é fundamentada no método START (Simple Triage and Rapid Treat-

ment – Triagem Simples e Tratamento Rápido).

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 84 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Esse método utiliza cores para determinado tipo de situação, conforme quadro

e fluxograma a seguir:

COR ATIVIDADE CONDUTA


Consegue andar Pode esperar e até ajudar
Verde
(prioridade baixa)
Não anda, mas tem respiração Urgente
Amarelo com frequência respiratória < PRIORIDADE 2 (alta)
(Urgente, mas não corre risco 30 irpm.
iminente de vida) Enchimento capilar normal < 2
segundos.
Respiração ausente Paciente crítico: atendimento
FR > 30 imediato
Vermelho
Enchimento capilar > 2 segun- PRIORIDADE 1 (muito alta)
(risco iminente de vida)
dos.
Não reponde a ordens simples.
Preto Óbito Prioridade 3

As vítimas classificadas como vermelho (crítico) deverão ser as primeiras a rece-

berem atenção de pessoal e recursos para uma remoção imediata para o hospital.

As vítimas classificadas como amarelo têm a prioridade 2, pois não correm risco

iminente de vida, mas têm lesões que merecem atenção, devendo ser atendidas

após o término do atendimento das vítimas de cor vermelha.

Os óbitos (preto) serão encaminhados antes das pessoas estáveis e com feri-

mentos leves.

As últimas pessoas a serem atendidas são as estáveis e com ferimentos leves

(verde), deambulando e até ajudando os socorristas.

Observe o fluxograma de atendimento do método START:

Fonte: CBM-GO.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 85 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Vamos praticar o método START? Seguiremos com algumas questões do méto-

do START. Elas são bem objetivas e têm por finalidade classificar as cores e atender

as prioridades, confira comigo:

Questão 32    (AOCP/EBSERH/2016) A equipe está atendendo acidente com múlti-

plas vítimas pelo método START. O paciente, após manobras, não obedece a soli-

citações verbais, porém sua frequência respiratória é maior que 30/minutos e sua

perfusão periférica (enchimento capilar) é maior que dois segundos. Qual cartão

deve ser usado na Triagem desse paciente?

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 86 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

a) Cartão Azul.

b) Cartão Preto.

c) Cartão Vermelho.

d) Cartão Amarelo.

e) Cartão Verde.

Letra c.

Conforme classificação do método START, se a frequência respiratória está alta >30

rpm e se o enchimento capilar é lento (>2 segundos), esse paciente é classificado

como crítico, prioridade 1, e a cor é a vermelha.

Questão 33    (VUNESP/PREF. GUARULHOS/2019) Como membro da equipe de su-

porte avançado de vida, ao chegar à cena de um acidente aéreo com múltiplas

vítimas, em andamento, coube ao enfermeiro, inicialmente, organizar a área de

concentração de vítimas de acordo com o método START (Simple Triage and Rapid

Treatment). Ao realizar essa atividade, deve-se observar que

a) a área cinza seja mantida mais distante das anteriores para evitar que as víti-

mas circulem nas demais áreas, bem como evitar o desvio de atenção das equipes

de atendimento.

b) as áreas cinza e vermelha sejam montadas próximas entre si e junto à entra-

da de ambulâncias e área de pouso de veículos aéreos, facilitando a reclassifica-

ção das vítimas, quando necessária, bem como facilitar sua remoção da área do

acidente.

c) a lona azul seja colocada afastada das demais e da visibilidade do público.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 87 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

d) as áreas vermelha e amarela sejam montadas próximas entre si e próximas da

entrada de ambulâncias, para viabilizar a reclassificação e o posicionamento das

vítimas, se necessário, bem como facilitar a sua remoção.

e) a lona laranja seja colocada junto à área destinada ao pouso de veículos aéreos,

sinalizando vítimas que necessitam de remoção imediata.

Letra d.

a) Errada. Não existe essa recomendação.

b) Errada.. As áreas amarela e vermelha sejam montadas próximas entre si e

junto à entrada de ambulâncias e área de pouso de veículos aéreos, facilitando a

reclassificação das vítimas, quando necessária, bem como facilitar sua remoção da

área do acidente.

c, e) Erradas. Não existe a classificação azul nem a cor laranja no método start.

Finalizamos nossa primeira aula sobre os atendimentos de urgências e emer-

gências. Seguiremos agora com um resumo básico e as questões de concurso para

o seu treinamento. Mantenha-se firme nos estudos rumo ao SUCESSO!

Tome a decisão de começar e a ATITUDE de continuar para perseverar até o fim

com destino à aprovação.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 88 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

RESUMO
Conceitos importantes

Conceito de primeiros socorros:

Os cuidados imediatos que devem ser prestados rapidamente a uma pessoa, vítima de
acidente ou de mal súbito, cujo estado físico põe em perigo a sua vida, com o fim de
manter as funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, aplicando medidas
e procedimentos até a chegada de assistência qualificada.

Tipos de atendimento de primeiros socorros:

Define-se por URGÊNCIA a ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou

sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica

imediata.
Define-se por EMERGÊNCIA a constatação médica de condições de agravo à

saúde que impliquem risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigin-

do, portanto, tratamento médico imediato.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 89 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Princípios para os atendimentos de Primeiros Socorros

Cinemática do trauma

Objetivo da Cinemática do Trauma = relacionar o mecanismo do trauma e a

presença de lesões específicas.

Dentro das lesões traumáticas, temos como causas:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 90 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Vai ser considerado grave quando:

• a queda for maior que 3 vezes a altura do paciente;

• colisões a mais de 32 km/h;

• expulsão da vítima do veículo;

• morte de um ocupante do veículo; e

• danos severos ao veículo.

Avaliação da vítima

Avaliação primária

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 91 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Escala de Glasgow

Avaliação secundária é realizada com a entrevista SAMPLA

• S: verificação dos sinais vitais:

− respiração (frequência, ritmo e amplitude);

− pulso (frequência, ritmo e amplitude);

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 92 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

− pressão arterial; e

− pele (temperatura, cor, turgor e umidade).

• A: história de alergias;

• M: medicamentos em uso e/ou tratamentos em curso;

• P: passado médico – problemas de saúde ou doença prévia;

• L: horário da última ingestão de líquidos ou alimentos; e

• A: ambiente do evento.

Somado à avaliação mais detalhada (oximetria, glicemia e o exame físico)

Tipos de dispositivos de imobilização:

• Colar cervical – imobiliza coluna cervical;

• KED – imobiliza a coluna torácica e lombar;

• Prancha rígida – imobiliza todo o paciente.

Acidentes com múltiplas vítimas:

Cor Atividade Conduta


Pode esperar e até ajudar
Verde Consegue andar
(prioridade baixa)
Não anda, mas tem Respiração
Amarelo com frequência respiratória <
Urgente
(Urgente, mas não corre risco 30 irpm
PRIORIDADE 2 (alta)
iminente de vida) Enchimento capilar normal < 2
segundos
Respiração ausente
FR > 30 Paciente crítico:
Vermelho
Enchimento capilar > 2 segun- atendimento imediato
(risco iminente de vida)
dos PRIORIDADE 1 (muito alta)
Não reponde a ordens simples
Preto Óbito Prioridade 3

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 93 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Finalizamos nossa primeira aula do curso de enfermeiro com o módulo “Assis-

tência de Enfermagem em Urgência e Emergência”.

Lembre-se de que sonhar sem atitude não te levará ao sucesso.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 94 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

QUESTÕES COMENTADAS EM AULA

Questão 1    (FCC/TRT 3ª REGIÃO/2009) Urgência médica

a) é a constatação médica de condição de agravo à saúde, cujo surgimento é súbi-

to e imprevisto, e implique risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo,

portanto, tratamento médico imediato.

b) é qualquer situação na qual há risco de vida.

c) não é vista no sistema de tratamento ambulatorial.

d) é ocorrência ou situação perigosa, de aparecimento rápido, mas não necessaria-

mente imprevisto e súbito, necessitando de solução em curto prazo.

e) é conceito igual ao da emergência médica.

Questão 2    (IESES/IFC-SC/2014) Urgência, caso clínico, consulta e emergência

são palavras comuns do vocabulário de um enfermeiro. Saber distinguir e classifi-

car os casos é essencial para a profissão. Hemorragias, parada respiratória e para-

da cardíaca são casos de:

a) Urgência.

b) Emergência.

c) Consulta.

d) Clínico.

Questão 3    (CESPE/SERPRO/2013) Julgue o próximo item, relativo aos conceitos

e princípios para atendimento em primeiros socorros.

Urgência é a constatação de agravo à saúde que resulte em risco iminente de morte

ou sofrimento intenso, exigindo tratamento médico imediato.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 95 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 4    (CESPE/SERPRO/2008) Duas empregadas do setor de limpeza de uma

empresa, transportando vasilhame com ácidos para limpeza de sanitários, tropeça-

ram em degrau da parte superior de uma escada. O líquido respingou no rosto de

uma delas e nas mãos da outra. Ambas foram imediatamente atendidas pela equi-

pe de brigadistas da empresa e encaminhadas ao hospital. Uma ficou afastada por

17 dias, pois sofreu queimadura de segundo grau no rosto, e a outra retornou após

3 dias de tratamento. Acerca dessa situação hipotética, julgue o item subsequente.

Na situação mencionada, as empregadas tiveram atendimento de primeiros socorros.

Questão 5    (FUNIVERSA/UEG/2015) A respeito de primeiros socorros, assinale a

alternativa correta.

a) O socorrista não deve interagir com a vítima, tocá-la ou conversar com ela para

não agravar a situação.

b) Antes de examinar a vítima, o socorrista deve se proteger para evitar riscos de

contaminação por secreções ou produtos tóxicos.

c) Quando constatado um acidente com vítima, o socorrista deve-se aproximar,

imediatamente, da vítima e, depois, avaliar a existência de riscos na cena do aci-

dente, uma vez que o tempo é de fundamental importância.

d) Em havendo uma vítima que precise de assistência médica, o socorrista deve ini-

ciar imediatamente o atendimento à vítima e depois acionar o socorro especializado.

e) No caso de uma vítima não respirar por obstrução das vias aéreas, o socorrista

não deve tentar a desobstrução ou chamar o socorro especializado.

Questão 6    (FCC/TRT 9ª REGIÃO/2015) Em uma situação de atendimento de víti-

ma de atropelamento em uma avenida de grande circulação, a primeira preocupa-

ção que um indivíduo leigo deve ter ao se aproximar da cena é:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 96 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

a) avaliar a segurança do local.

b) procurar por hemorragia na vítima.

c) iniciar a coleta de informações sobre a causa do acidente.

d) imobilizar a coluna cervical da vítima.

e) verificar se a vítima está respirando adequadamente.

Questão 7    (FCC/TRE-PI/2009) Ao presenciar um acidente, a atitude inicial da

pessoa que prestará os primeiros socorros é, prioritariamente,

a) comunicar à família da vítima e informar sobre a ocorrência do acidente.

b) conversar com a vítima e coletar informações sobre o acidente para iniciar o

atendimento.

c) abordar a vítima imediatamente para assegurar os primeiros socorros sem

demora.

d) avaliar a segurança da cena e averiguar se não há riscos no local, antes de se

aproximar da vítima.

e) manter distância do local, não se aproximar da vítima e aguardar o atendimento

do serviço de emergência.

Questão 8    (FCC/TRF 2ª REGIÃO/2012) No atendimento às urgências, na avalia-

ção primária, em situações de trauma, os profissionais de saúde devem avaliar a:

a) permeabilidade de via aérea e proteção da coluna cervical;

b) ventilação e respiração;

c) circulação e controle de hemorragias;

d) avaliação neurológica;

e) exposição e prevenção da hipotermia.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 97 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

A sequência correta de atendimento a uma vítima por queimadura é:

a) A, C, B, D, E.

b) A, B, C, D, E.

c) C, A, B, D, E.

d) B, E, D, C, A.

e) E, A, B, C, D.

Questão 9    (FCC/TCE-PI/2014) Considerando a cena segura, no atendimento de

emergência ao trabalhador vítima de trauma multissistêmico, são ações prioritárias

na avaliação primária:

I – examinar circulação.

II – avaliar via aérea com controle da coluna cervical.

III – verificar condição neurológica.

IV – realizar exposição.

V – avaliar ventilação.

A sequência lógica e sistemática dessas ações está descrita em

a) I, IV, II, V e III.

b) I, II, III, IV e V.

c) V, II, III, IV e I.

d) III, II, V, IV e I.

e) II, V, I, III e IV.

Questão 10    (VUNESP/2019) A avaliação primária de um paciente que apresenta

agravo clínico compreende os seguintes passos:

I – Avaliar ventilação.

II – Avaliar permeabilidade de via aérea (VA).

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 98 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

III – Avaliar estado circulatório.

IV – Avaliar a responsividade (chamar o paciente) e a expansão torácica.

V – Avaliar estado neurológico.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta a ser adotada.

a) III, II, IV, V, I.

b) V, IV, III, II, I.

c) IV, I, II, V, III.

d) IV, II, I, III, V.

e) I, II, III, IV, V.

Questão 11    (IF-TO/2015) Consiste na identificação e tratamento imediato das

condições ameaçadoras da vida, estabelecendo prioridades de acordo com as le-

sões, com os sinais vitais da vítima e o mecanismo da lesão e/ou causa clínica.

Marque o correto:

a) avaliação neurológica.

b) avaliação primária.

c) avaliação secundária.

d) escala de Coma de Glasgow.

e) avaliação terciária.

Questão 12    (CIAS-MG/INICIATIVA GLOBAL/2016) Colares cervicais rígidos são

bastante utilizados em vítimas de trauma. A  sua finalidade principal e específica

é proteger a coluna cervical de compressão. Todas as afirmativas a seguir fazem

parte das diretrizes para utilização de colares cervicais rígidos, EXCETO:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 99 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

a) Seu uso isoladamente garante a imobilização adequada da coluna cervical do

paciente.

b) Devem ser de tamanho adequado para cada paciente.

c) Não devem impedir a abertura da boca do paciente, espontânea ou realizada

pelo socorrista caso ocorra vômito.

d) Não devem obstruir ou dificultar a ventilação.

Questão 13    (FCC/2013) Uma vítima de atropelamento por carro está sendo trans-

portada em prancha longa para a ambulância. Observa-se que foi aplicado na víti-

ma colar cervical com o objetivo principal de:

a) evitar o deslocamento da articulação temporomandibular.

b) facilitar a respiração.

c) prevenir a formação de úlcera de pressão.

d) estabilizar a formação de coágulos sanguíneos.

e) imobilizar a coluna cervical.

Questão 14    (FCC/2015) Ao prestar cuidados à vítima de queda do andaime, com

parestesia nos membros superiores e inferiores, no cuidado imediato para mobili-

zação e transporte requer o controle da coluna cervical e

a) posicionamento em decúbito dorsal horizontal para facilitar a rotação da cabeça.

b) instalação de colar cervical e elevação do decúbito a 90 graus para melhorar a

permeabilidade da via aérea.

c) estabilização manual da cabeça e instalação de colar cervical, em decúbito dor-

sal horizontal em prancha rígida.

d) posicionamento do tronco, pescoço e cabeça, lateralizados à esquerda.

e) extensão do pescoço e elevação do mento para colocação de coxim para esta-

bilidade cervical.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 100 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 15    (VUNESP/2013) O técnico de enfermagem se depara com indivíduo

caído próximo a uma escada móvel em ambiente extra-hospitalar, e o indivíduo apre-

senta-se consciente, referindo dor em região cervical e formigamento em membros

superiores e inferiores. Na chegada do serviço móvel de urgência, com a suspeita de

lesão medular, o posicionamento adequado no transporte do indivíduo requer

a) instalar o colar cervical e sentá-lo na cadeira de rodas, encaminhando-o até a

ambulância de suporte avançado.

b) utilizar lençol ou toalha para transferência até a maca de transporte, mantendo-

-o em decúbito elevado.

c) ficar de frente para esse indivíduo, e orientá-lo a colocar as mãos sobre o seu

ombro para que ele possa ficar em posição ereta.

d) auxiliar a equipe de resgate, acomodando-o na maca de transporte, sentando-o

lentamente.

e) colocar o colar cervical, efetuar mobilização em bloco e manter em posição dor-

sal, na prancha rígida

Questão 16    (CESGRANRIO/PETROBRAS/2011) A primeira etapa de avaliação, na

abordagem primária completa à vítima de trauma, é a de verificação de

a) vias aéreas com controle cervical.

b) exposição da vítima.

c) estado neurológico.

d) respiração.

e) circulação com controle de hemorragias.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 101 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 17    (FCC/TRT 6ª REGIÃO/2012) Funcionário da manutenção caiu da es-

cada e encontra-se deitado no chão do tribunal, consciente, orientado, eupneico,

apresentando parestesia e paralisia de membros superiores e inferiores. Quanto

aos primeiros socorros no local, é prioritário realizar a

a) avaliação neurológica, providenciar radiografia e contenção dos membros infe-

riores e superiores para o transporte ao hospital mais próximo.

b) imobilização da vítima em cadeira de rodas, instalar oxigenioterapia e preven-

ção de hipotermia.

c) imobilização dos membros com tala gessada, instalar oxigenioterapia e acesso

venoso calibroso.

d) avaliação de perfusão periférica, preparo do material para intubação endotra-

queal e instalação de oximetria de pulso.

e) avaliação primária e instalação de colar cervical, providenciar transporte em

prancha rígida.

Questão 18    (CESGRANRIO/2011) A abordagem primária rápida à vítima de trau-

ma é realizada por meio de uma avaliação sucinta da respiração, da circulação e

da (o):

a) fraturas.

b) sangramento.

c) queimaduras.

d) sufocamento.

e) nível de consciência.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 102 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 19    (CESPE/2008) Miose é a denominação dada ao aumento do diâmetro

da pupila.

Questão 20    (AOCP/EBSERH/2016) Paciente masculino, 06 anos, sofreu queda da

própria altura, apresentando pequeno corte contuso em região parietal. A criança

chorava e começava a nausear. Na avaliação pupilar, observou-se anisocoria de 2,0

mm à esquerda e de 4,0 mm à direita. Posto isso, é correto afirmar que

a) a isocoria observada indica provável Trauma Cranioencefálico.

b) as pupilas só indicam intercorrências severas quando em midríase paralítica

bilateral.

c) pode ter ocorrido lesão cerebral localizada devido a Trauma Cranioencefálico.

d) a anisocoria observada indica provável diminuição da pressão intracraniana.

e) devido às náuseas, as pupilas podem se tornar anisocóricas.

Questão 21    (FCC/TRT 3ª REGIÃO/2015) Na escala de coma de Glasgow, as me-

lhores respostas motoras com padrão de decorticação, descerebração e retirada

inespecífica, têm as seguintes pontuações, respectivamente,

a) 2, 3 e 4.

b) 3, 2 e 4.

c) 4, 3 e 2.

d) 3, 4 e 2.

e) 2, 4 e 3.

Questão 22    (FCC/TRE-AP/2011) A avaliação neurológica que indica o nível de

consciência do cliente de acordo com as respostas de abertura ocular, verbal e mo-

tora é chamada de

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 103 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

a) avaliação dos nervos cranianos.

b) escala de coma de Glasgow.

c) escala de Cincinnati.

d) escala de coma de Braden.

e) escala de coma de Babinski.

Questão 23    (FGV/2014) Para que um Traumatismo Cranioencefálico (TCE) seja

classificado como moderado, pelos parâmetros da Escala de Glasgow, ele deve ter

a seguinte pontuação:

a) de 3 a 8 pontos.

b) de 9 a 12 pontos.

c) de 13 a 15 pontos.

d) de 15 a 17 pontos.

e) de 17 a 20 pontos.

Questão 24    (PREF. CANDEIAS/2019/IBFC) Idoso, 65 anos, sexo M, é admitido no

pronto-socorro após acidente automobilístico (moto versus carro). O mesmo era o

condutor da motocicleta e foi socorrido pela equipe de atendimento pré-hospitalar

móvel a serviço da concessionária responsável pela rodovia estadual. O motociclis-

ta é admito e aplica-se a Escala de Coma de Glasgow, reformulada em 2018. Au-

sência de movimentos oculares, verbais ou motores espontâneos, nem em respos-

ta às solicitações verbais do enfermeiro de plantão. Quando estimulados, os olhos

dele não abrem e ele emite apenas sons incompreensíveis, e os braços dele estão

em flexão anormal. Este paciente pode ser classificado como Abertura Ocular (1),

Resposta verbal (2), Melhor resposta motora (3) pela escala de coma de Glasgow,

dando uma pontuação total de 6.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 104 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Ao realizar-se a avaliação da reatividade pupilar, nenhuma das pupilas reage à luz,

gerando uma pontuação de reatividade pupilar igual a 2. O uso associado da ava-

liação pupilar é indicativo, principalmente, no exame de indivíduos acometidos por

traumatismo cranioencefálico.

Com base no caso descrito, a escala de coma de Glasgow com reação pupilar terá

______.

a) 3 pontos

b) 4 pontos

c) 8 pontos

d) 12 pontos

Questão 25    (AOCP/2014) Segundo a Escala de Glasgow.

a) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica moderada, apresentando a aber-

tura ocular à dor; resposta verbal com palavras inapropriadas e resposta motora

com movimentos de retirada.

b) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica mínima com abertura ocular à

voz, resposta verbal confusa e resposta motora que obedece a comandos.

c) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica grave e necessidade de via aérea

definitiva; abertura ocular à dor; resposta verbal de palavras incompreensíveis e

resposta motora de flexão anormal.

d) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica irremediável com abertura ocular

à dor; resposta verbal nenhuma e resposta motora de extensão anormal.

e) Escores de 09 a 12 indicam lesão neurológica grave com abertura ocular à voz;

resposta verbal confusa e resposta motora com movimento de retirada.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 105 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

Questão 26    (CESPE/2013) Um homem de quarenta e sete anos de idade deu

entrada em uma unidade de pronto-socorro após sofrer trauma automobilístico.

O paciente chegou acompanhado de uma equipe de atendimento especializado pré-

-hospitalar que, após empregar as medidas de avaliação primária, fez imobilização

cervical completa e controle ventilatório com máscara facial. Na admissão, foi rea-

lizada avaliação do paciente e confirmado traumatismo craniencefálico (TCE). Após

algumas horas, o paciente evoluiu com perda da consciência (escore 5 na escala de

coma de Glasgow) e instabilidade hemodinâmica.

Considerando o caso clínico acima apresentado e os cuidados devidos em casos de

trauma, julgue o item:

As medidas de avaliação primária instituídas durante o atendimento pré-hospitalar

constituem-se de exame físico detalhado da cabeça aos pés e reavaliações dos si-

nais vitais.

Questão 27    (COVEST-COPSET/2010) Quanto ao traumatismo, agravo inserido

dentre os atendimentos de Urgência e Emergência, leia as alternativas a seguir e

assinale V (verdadeiro) ou F (falso):

 (  ) Diante do atendimento pré-hospitalar, pode-se afirmar que o tratamento ini-

cial determina o prognóstico final.

(  ) Na chegada ao hospital, a avaliação e os cuidados podem ser divididos em

4 fases: avaliação primária, reanimação, avaliação secundária e cuidados

definitivos.

 (  ) Na avaliação primária, detectam-se problemas de: vias aéreas, respiração,

circulação e membros assim como exame físico e neurológico completo.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 106 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

 (  ) Em se tratando de cuidados definidos, a monitorização e a avaliação constan-

tes são indispensáveis para facilitar o tratamento de problemas existentes.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

a) F, F, F, V.

b) V, V, F, V.

c) V, V, F, F.

d) F, V, F, V.

e) V, F, V, F.

Questão 28    (CETRO/TJ-RS/2012) A Avaliação Secundária deve ser realizada após

a estabilização dos sinais vitais da vítima. Uma minuciosa avaliação, que deve ser

cefalopodálica e anteroposterior, tem por objetivo identificar lesões que, apesar

de sua gravidade, não colocam a vítima em risco iminente de morte. A Avaliação

Secundária é dividida em subjetiva e objetiva. Diante do exposto, assinale a alter-

nativa incorreta.

a) A parte subjetiva caracteriza-se por perguntas direcionadas à complementação

da avaliação da vítima (anamnese), que deve constar de dados para identificação,

descrição do acidente, queixas principais, endereço e telefone.

b) A parte subjetiva caracteriza-se em usar o “acrônimo” AMPLA (Alergias, Médicos

que a acompanham, Pulso, Laringe e Alimentos) e conversar com acompanhantes

e testemunhas.

c) Parte integrante da avaliação objetiva, a apalpação mantém o sentido cefalopo-

dálico.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 107 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

d) Reavaliar a respiração, circulação e temperatura de forma mais detalhada tam-

bém integra a parte objetiva.

e) A Pressão Arterial deve ser aferida minuciosamente durante a avaliação objetiva

com o uso do esfigmomanômetro.

Questão 29    (CESPE/EBC/2011) Acerca do transporte de acidentados em caráter

emergencial, julgue o item a seguir.

A avaliação secundária, uma sistematização conhecida mundialmente como AB-

CDE, deve ser realizada antes de o paciente politraumatizado ser conduzido para o

hospital.

Questão 30    (FCC/TRT 2ª REGIÃO/SP/2014) O motorista está conduzindo o carro

oficial, acompanhando o magistrado que repentinamente refere mal-estar, tem epi-

lepsia e não tomou as medicações. Assim que o carro estaciona, o magistrado des-

ce do veículo e cai no chão, convulsionando. Imediatamente, o motorista inicia os

primeiros socorros, identifica um sangramento abundante em supercílio esquerdo e

percebe que o braço esquerdo tem um desalinhamento ósseo, sugestivo de fratura.

Na realização das ações iniciais, ao prestar os primeiros-socorros, o motorista deve

considerar os princípios de

a) segurança para proceder à avaliação da cena, garantir a própria segurança,

a segurança da vítima dos circunstantes, priorizando as condições que não amea-

çam a vida, as que possam resultar em perda de membro e por último, as que

possam resultar em perda da vida.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 108 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

b) biossegurança procurando utilizar equipamentos de proteção pessoal como lu-

vas, óculos e máscara facial para evitar o contato com fluídos corporais, prevenindo

contágio com agentes causadores de doenças transmissíveis e não transmissíveis.

c) avaliação primária que consiste em efetuar o exame físico detalhado e verificar

cada segmento corporal, iniciando desde a cabeça até os pés, para encontrar e cui-

dar de lesões, anteriormente não identificadas.

d) avaliação secundária visando sistematizar as etapas da avaliação, em que A, B,

C, D, E correspondem, respectivamente, à verificação de vias aéreas, respiração,

circulação, exposição corporal para avaliar possíveis lesões e realizar o alinhamento

da coluna cervical.

e) comunicação, que inclui providenciar o acionamento do serviço móvel de ur-

gência disponível na localidade, transmitir as informações acerca do mecanismo de

trauma, as condições da vítima e outros fatos pertinentes que permitirão o envio

de ambulância e dos recursos mais adequados no atendimento pré-hospitalar até o

transporte para o hospital.

Questão 31    (CESPE/DEPEN/2013) A imobilização cervical feita no paciente du-

rante o atendimento pré-hospitalar indica que a equipe de atendimento já suspei-

tava de TCE. O equipamento usado na estabilização da coluna restringiu-se ao colar

cervical, com o intuito de impedir os movimentos de lateralidade da cabeça.

Questão 32    (AOCP/EBSERH/2016) Seguiremos com algumas questões do mé-

todo START, as questões são bem objetivas para classificar as corres e atender as

prioridades, confira comigo:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 109 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

A equipe está atendendo acidente com múltiplas vítimas pelo método START. O pa-

ciente, após manobras, não obedece a solicitações verbais, porém sua frequência

respiratória é maior que 30/minutos e sua perfusão periférica (enchimento capilar)

é maior que dois segundos. Qual cartão deve ser usado na Triagem desse paciente?

a) Cartão Azul.

b) Cartão Preto.

c) Cartão Vermelho.

d) Cartão Amarelo.

e) Cartão Verde.

Questão 33    (VUNESP/PREF. GUARULHOS/2019) Como membro da equipe de su-

porte avançado de vida, ao chegar à cena de um acidente aéreo com múltiplas

vítimas, em andamento, coube ao enfermeiro, inicialmente, organizar a área de

concentração de vítimas de acordo com o método START (Simple Triage and Rapid

Treatment). Ao realizar essa atividade, deve-se observar que

a) a área cinza seja mantida mais distante das anteriores para evitar que as víti-

mas circulem nas demais áreas, bem como evitar o desvio de atenção das equipes

de atendimento.

b) as áreas cinza e vermelha sejam montadas próximas entre si e junto à entrada

de ambulâncias e área de pouso de veículos aéreos, facilitando a reclassificação das

vítimas, quando necessária, bem como facilitar sua remoção da área do acidente.

c) a lona azul seja colocada afastada das demais e da visibilidade do público.

d) as áreas vermelha e amarela sejam montadas próximas entre si e próximas da

entrada de ambulâncias, para viabilizar a reclassificação e o posicionamento das

vítimas, se necessário, bem como facilitar a sua remoção.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 110 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

e) a lona laranja seja colocada junto à área destinada ao pouso de veículos aéreos,

sinalizando vítimas que necessitam de remoção imediata.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 111 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

GABARITO
1. d 25. a

2. b 26. E

3. E 27. b

4. C 28. b

5. b 29. E

6. a 30. e

7. d 31. E

8. b 32. c

9. e 33. d

10. d

11. b

12. a

13. e

14. c

15. e

16. a

17. e

18. e

19. E

20. c

21. b

22. b

23. b

24. b

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 112 de 116
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Introdução à Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência,
Avaliação Primária, Avaliação Secundária
Prof. Fernanda Barboza

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICOS
BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Vice-Presidência
de Serviços de Referência e Ambiente. Núcleo de Biossegurança (NUBio). Manual
de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2003.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos de In-


tervenção para o SAMU 192: Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Brasí-
lia: Ministério da Saúde, 2014.

BRENNAN, P. M.; MURRAY, G. D.; TEASDALE, G. M. Simplifying the use of prognos-


tic information in traumatic brain injury. Part 1: The GCS-Pupils score: an extended
index of clinical severity. Journal of Neurosurgery [online], 10 apr. 2018. Dispo-
nível em: http://www.glasgowcomascale.org/.

DESTAQUES da American Heart Association. Atualizações das diretrizes de RCP e


ACE. Guidelines, 2015.

MANUAL de prevenção de acidentes e primeiros socorros nas Escolas/Secretaria da


saúde. Coordenação de Desenvolvimento de Programas e Políticas de Saúde. CO-
DEPPS. São Paulo: SMS, 2007.

PROTOCOLO para o suporte básico de vida do Corpo de bombeiros Militares de


Goiás, 2011. Disponível em: http://www.bombeiros.go.gov.br/mwg-nternal/
de5fs23hu73ds/progress?id=kUGUQxCKAU2X7qzx7BpLLplHYbzKi2u5YLP2NJzncAY.

RESOLUÇÃO Conselho Federal de Medicina n. 1451/1995. Disponível em: http://


www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/1995/1451_1995.htm.

SALOMONE, J.; PONS, P. Prehospital Trauma Life Support: PHTLS. 8. ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2017.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 113 de 116
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 114 de 116
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
www.grancursosonline.com.br 115 de 116
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para AGATHA NUNES MAZZURANA - 19365456754, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.

Você também pode gostar